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Universidade de Sorocaba

ENTREVISTA
COM UM
TERAUPEUTA
OCUPACIONAL

Matheus Lazzarini
R.A: 00089584
Entrevista com a Terapeuta
Ocupacional Thauana Leticia
Felicio.
Graduação: Terapia
ocupacional pela Universidade
de São Carlos.
Pós-graduação: psiquiatria
com ênfase em dependência
química.
CREFITO: 3- 15533-TO
1-Em qual área da terapia ocupacional
você atua?
Atuo atualmente de uma maneira abrangente,
visto que trabalho em um programa de medidas
socioeducativas em meio aberto (área social) e
na clinica (saúde mental infanto juvenil e
adulto, dependência química, dificuldades de
aprendizagem, disfunções neurológicas)

2-O que mais te chamou pra fazer terapia


ocupacional?
A minha escolha foi baseada em minha história
de vida, visto que devido ao fato de meu irmão
apresentar Paralisia Cerebral, a terapia
ocupacional se mostrou como possibilidade
para auxiliá-lo e auxiliar semelhantes.

3-Sabendo que a terapia ocupacional


é muito pouca conhecida você já tinha
algum contato ou sabia oque era antes de
entrar para universidade?
Sim. Minha escolha foi aos 16 anos, devido a
dialogo com amiga pedagoga que me explicou
sobre a profissão e me apresentou a uma
terapeuta ocupacional.

4-Oque a terapia ocupacional é na sua


vida hoje?
É minha razão de viver! Muito mais que uma
profissão, é uma realização de vida!

5-Quais são as maiores dificuldades de


ser t.o?
A maior dificuldade a meu ver esta na falta de
reconhecimento, falta de conhecimento de
nossa ação e a remuneração baixa.

6-Teve alguma fase na universidade oque


houve dificuldade nas matérias. E nos
estágios?
Minha universidade (UFSCAR) tinha como
método o PBL – aprendizagem ativa, então a
maior dificuldade foi em se adaptar ao método,
após esta fase não. No estagio a maior
dificuldade foi a falta de acolhimento perante o
luto vivenciado.

7-Geralmente nas consultas você atende


individual, grupal ou os dois?
Na clinica individual, no programa de medidas,
ambos.

8-Poderia mostrar ou falar alguns


recursos terapêuticos que você usa?
Realizo o mais variado tipo de atividades/:
lúdicas, pedagógicas, expressivas, artesanais,
além dos recursos da cinesioterapia, sensório
motor, bandagem terapêutica, entre outros.

Fotos:

Jogo de palavras cruzadas


Porta Retrato:
Construção de personagem:
9-teve algum caso que você lidou com a
dificuldade da pessoa não querendo ser
atendida?
Apenas no programa de medidas
socioeducativas – onde os atendimentos são
por determinação judicial

10-poderia passar algum caso da sua


área que melhorou a vida do paciente?
Na área social, em especial das medidas
socioeducativas há sempre grandes desafios.
Talvez o caso que mais deu certo, seja o que
menos deu, porque não controlamos o fim das
histórias. Costumamos dizer que plantamos
sementes das quais não veremos os frutos ou
veremos muito tempo depois.
Há diversos casos então em que se é possível
ver melhoras: adolescentes com
comportamento de enfrentamento de limites
passando a respeita-los e a demonstrar afeto;
adolescentes que se afastam de uma rotina de
trafico diário para atividades ilícitas
esporádicas; retornos a escola; ingressos no
mercado de trabalho...

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