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Aula Nº8

FADIGA NAS ARMADURAS


EMBUTIDAS NO CONCRETO

Professor: Erwin Ulises Lopez Palechor, DSc.


Nas estruturas de pontes a relação entre as cargas móveis e as cargas permanentes é
elevada, principalmente nas obras ferroviárias e rodoviárias de classe 450 kN. Assim, a
passagem das cargas móveis provoca importante variação de tensões nas
armaduras. Esta variação de tensões atuando em um grande número de ciclos provoca
fadiga nessas armaduras, portanto, o dimensionamento delas deve atender ao estado
limite de fadiga conforme as recomendações das Normas Técnicas.

Fadiga é o fenômeno no qual a armadura embutida no concreto, sujeita


a certa variação de tensões com amplitude superior a determinados
valores e após um grande número de ciclos, rompe com uma tensão
inferior à sua tensão de escoamento.

Verificação a Fadiga

Armadura Concreto

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Verificação a Fadiga da Armadura Passiva:

As barras de aço nervuradas providas de mossas e saliências possuem menor resistência


à fadiga do que as barras lisas. Influem ainda na fadiga os seguintes fatores:
• Tipo de aço;
• Forma das nervuras;
• Raio de curvatura da barra;
• Abertura das fissuras;
• Pontos de solda;
• Diâmetro da barra de aço.
Em pontes rodoviárias e ferroviárias se a variação de tensões gerada pela aplicação das
cargas móveis for superior a faixa de tensões permissível, então deve-se majorar a área
das armaduras:
Δfsd,fad: valor admissível de flutuação de tensão.
f.f: coeficiente de fadiga (majoração área das armaduras)
Δ σ: amplitude da variação de tensões.

O fenômeno da fadiga ocorre para as cargas em serviço

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A NBR 6118:2003 regulamenta a verificação à fadiga da armadura em seu item 23.5.5 e
considera esta verificação atendida quando:

ABNT NBR 6118/2014

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ABNT NBR 6118/2014

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ABNT NBR 6118-2014 (23.5.2) Combinações de ações a considerar:
Embora o fenômeno da fadiga seja controlado pela acumulação do efeito deletério
(destrói ou danifica) de solicitações repetidas, a verificação da fadiga pode ser feita
considerando uma única intensidade de solicitação, expresso pela combinação frequente
de ações (ver Seção 11), dada a seguir:

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Cálculo para Números de Ciclos Diferentes de 2 x 10^6 de Ciclos (Curvas de Wöhler)
Variação de Tensão

onde:
(Stress)

N é o número de ciclos até a ruptura.

Número de ciclos
(Number)

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k1 e k2 das curvas S-N são função do tipo de armadura e do número de ciclos na
fronteira N*.

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Regra de Palmgren-Miner
Esta regra supõe que os danos devido à fadiga (D) acumulam-se linearmente com o número de
ciclos de carregamento aplicado em certo nível de tensões. A ruptura por fadiga não deve acontecer
quando:

onde:

ni é o número de repetições realizadas sob condição particular de tensões, durante um certo


período de análise;

Ni é o número de repetições que causaria a ruptura por fadiga para a mesma condição de tensões
aplicadas.

Apesar da regra de Palmgren-Miner não considerar a influência da sequência do carregamento, da


não-linearidade do acúmulo do dano, das tensões residuais e outros efeitos, para questões práticas,
ainda constitui a melhor forma de previsão de ruptura para ações cíclicas, tanto em metais quanto
em concreto.

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EXERCICIO EM SALA DE
AULA

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EXERCICIO PARA
ENTREGAR

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