Você está na página 1de 30

Exercício 1: uma lista preciosa

Neste breve exercício, vamos listar as características que você enxerga em uma pessoa quando ela possui uma autoestima elevada
e saudável. Isso mesmo: pense com carinho e escreva as palavras que vêm à sua mente quando você pensa em alguém que tem
uma autoimagem bastante positiva a respeito de si mesmo.

Certamente, você já consegue imaginar uma pessoa com essas características ou habilidades.
Agora, a partir dessa representação que o seu cérebro desenvolveu, vamos construir uma imagem sua com essas características.
Você irá se imaginar com todas as características que fazem parte da lista e, em seguida, se perguntar internamente como seria
assumir essa imagem e atuar dessa maneira em todas as suas experiências futuras.
Caso a resposta interna seja de conforto e bem-estar, imagine-se já atuando assim nas situações do seu dia a dia. Caso a resposta
seja de desconforto, ajuste o que for adequado para sentir o bem-estar de atuar desta nova forma.

Como dissipar a raiva e livrar-se dela


O controle da raiva é praticamente um campo próprio, dentro da psicologia. E você, com as corretas técnicas de liberação da raiva,
pode desfazer-se dela fácil e naturalmente.
"Agarrar-se à raiva é como segurar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em outra pessoa; você é o único que se queima."
– Buda
Alguns anos atrás eu visitei um café e encontrei uma funcionária que me permitiu descobrir uma
surpreendente estratégia cognitiva que ela havia desenvolvido inconscientemente para liberar a raiva com facilidade. Ela era uma
jovem entre 17 e 21 anos (pura suposição). Num primeiro momento, ela não parecia ter nada de excepcional, nem mesmo era
fascinante, porém parecia equilibrada e envolvida com o seu ambiente. Quando conversei com ela, descobri que ela tinha (pelo
menos) uma habilidade muito interessante. Ela me disse que quando criticada, nunca ficava com raiva por muito tempo!
Eu pensei – isso parece ser uma habilidade quase perfeita. Quando pressionei mais, descobri que ela tinha criado
uma estratégia interna tipo "sistema de propulsão" que funcionava muito bem para ela. Então, depois de eliciar essa estratégia,
eu a ensinei para muitos outros, a maioria dos quais a considerou extremamente eficaz! Então...
Técnica de PNL de Jonathan Altfeld para livrar-se da raiva
Aqui temos uma estratégia ou técnica de PNL para nos ajudar a superar ou vencer os sentimentos da raiva. Funciona muito bem!
Sempre que você achar que está em um estado furioso induzido por ouvir alguém dizer algo desagradável:
1. Ouviu alguém dizer algo desagradável.
2. Permita que a sua cabeça comece a se encher normalmente com a tensão e deixe que a reação normal 'comece' (isto é, quando
você 'puder' agir com uma reação imediata).
3. Crie uma motivação "afastando-se":
 Faça uma ponte ao futuro das reações de raiva ao comentário dessa pessoa, ao longo do tempo, imaginando que carrega junto
essa raiva que você permitiu apoderar-se do seu futuro próximo.
 Faça as imagens maiores – amplifique os negativos.
 Ouça as potenciais conversas futuras com toda a raiva sendo liberada.
 Aumente o volume – amplifique o negativo.

4. Imagine uma fuga para longe.


5. Dissocie-se a partir da sua experiência atual, permitindo que a raiva assuma o estado atual. Dissociar-se também significa
escapar da presença do antagonista (para ela, atendente).
6. Crie uma motivação "em direção":
 Crie um pensamento positivo. Um tempo onde tudo estava EXCELENTE (para ela isso era originalmente visual construído e
também associado). Amplifique as imagens e as submodalidades!
 Permita que uma sensação boa entre no seu corpo nos músculos em volta dos ombros em direção ao pescoço (na parte superior).
Comece o relaxamento por ali. Aumente a sensação, torne-a prazerosa.
 Permita que a postura mude. Relaxe. Permita que a mente fique serena.
 Ouça a si próprio dizendo: "Que RESULTADO completamente diferente."

Pode ser que você precise praticar até ficar bom em fazer isso corretamente dentro da sua cabeça. Isso funciona com muito
sucesso para a maioria das pessoas! Faça um teste e preserve alguns dos seus relacionamentos problemáticos!!!

Programando-se agora para lembrar mais tarde


Frequentemente, as pessoas fazem uma mudança de maneira congruente, porém na realidade a mudança nunca acontece. Às
vezes, é porque a mudança não foi feita adequadamente ou porque algum resultado concorrente importante não foi considerado.
Mas, muitas vezes, é simplesmente porque a mudança não foi programada de forma segura na hora ou no lugar específico e
adequado no futuro, o que chamamos de “ponte ao futuro".
Por exemplo, alguém pode decidir sinceramente fazer exercícios. Mas, se o exercício não foi programado num horário e local
específico, poderemos chegar no final do dia sem ter tido tempo. Ele pode realmente prometer que “amanhã” ele faz os exercícios
— e então, de novo, chegar ao final do dia sem ter feito nada.
Por exemplo: nós moramos no campo e a nossa caixa de correio fica na estrada a cerca de 150 metros da casa. Repetidamente,
eu chegava e dirigia até a casa e só então percebia que tinha esquecido de pegar a correspondência. Irritado, prometia a mim
mesmo que no dia seguinte eu iria perceber a caixa. Mas, no dia seguinte, quando chegava em casa, tinha esquecido de novo. Eu
sem dúvida estava motivado, mas algo estava faltando.
Decidi então colocar o que eu sabia para funcionar. Eu imaginei vividamente o contexto — estava no meu carro quando me
aproximava da caixa de correio. Então, me concentrei na caixa de correio e pensei que tipo de evento chamaria a minha atenção
se acontecesse no mundo real. Então imaginei a caixa de correio mudando de cor para um rosa brilhante e ao mesmo tempo se
expandindo para o tamanho de um Volkswagen e depois explodindo com um barulho alto — algo que eu achasse divertido, além
de chamar a minha atenção. Isso ligava a sugestão externa de ver a caixa de correio, com a minha representação interna da caixa
de correio grande e rosa.
Nas próximas vezes, quando me aproximava da caixa de correio, eu ficava consciente da explosiva caixa de correio cor-de-rosa e
sentia um pequeno sorriso de prazer, mas isso gradualmente diminuiu, pois perceber a caixa de correio se tornava cada vez
mais inconsciente. Desde então, nunca mais esqueci de olhar o que tinha na caixa de correio.

Como se sentir bem durante o dia todo


Use essa fórmula simples para as tarefas a fazer
Quer se sentir bem o dia todo? Essa fórmula simples consiste em elaborar a lista de tarefas a serem feitas e que poderá manter
você se sentindo bem o dia todo.
É um fato: quando você realiza as tarefas, você se sente bem. Mas, às vezes, você simplesmente não consegue realizar uma
determinada tarefa. Frequentemente não é a estratégia que falha. É que a inspiração para começar e continuar é insuficiente.
Como usar a sua própria inspiração para se sentir bem o dia todo.
Se você realmente quer se inspirar para enfrentar a sua lista de coisas a serem feitas, você precisa de uma injeção de sensações
positivas. E precisa manter essas sensações o dia todo. Isso leva a uma atitude positiva. Quando esse é o caso, a sua produtividade
vai disparar.
Rob Markey escreveu no blog da Harvard Business Review:
“É mais um sinal do crescente reconhecimento de que funcionários felizes e engajados são mais produtivos e geram resultados
melhores para as suas empresas.”
Aqui está:
Não espere que as sensações positivas relacionados à execução da tarefa apareçam por conta própria. Quando você define a sua
lista de tarefas a serem feitas naquele dia, aproveite o ensinamento da PNL e programe todas as tarefas. A fórmula apresentada
nesse artigo vai lhe mostrar como. Tudo está na preparação.
Cinco passos para se sentir bem durante todo o dia
1. Identifique as sensações positivas que você quer sentir durante o dia.
Seja objetivo. Escreva a lista das sensações que você quer sentir ao realizar cada tarefa.
Conclua essa frase: “Eu quero me sentir _____________ hoje.”
Aqui estão alguns exemplos:
 Orgulhoso de mim mesmo  Equilibrado
 Responsável  Alegre
 Aliviado  Inspirado
 Entusiasmado  Digno
 Em paz  Calmo
 Seguro de mim mesmo  Amado
 Ligado à terra

2. Coloque uma sensação específica para cada tarefa da sua lista
Em outras palavras, identifique especificamente como você se sentirá ao concluir cada tarefa. Isso significa que cada item na sua
lista recebe uma designação extra. Por exemplo:
Tirar o lixo: vou me sentir responsável
Terminar a proposta para (fulano): vou me sentir animado
Enviar a minha declaração de renda: vou me sentir aliviado
Fazer exercícios: vou me sentir orgulhoso de mim mesmo
Colocar uma sensação positiva específica, na sua lista de tarefas a serem feitas, programa a sua mente e o seu corpo para
realmente sentirem essa sensação, no momento apropriado. Esse é um passo importante para viver uma vida consciente e
objetiva.
3. Entre na água molhando o dedo do pé
Você pode enfatizar a sua expectativa interna imaginando a tarefa concluída e tendo a percepção da sensação positiva em seu
corpo. Faça isso agora mesmo. Por exemplo, imagine completar uma tarefa na qual você colocou uma sensação de alívio. Você
sente aquela leve sensação de alívio em seu corpo? Deveria se estiver fazendo isso com atenção.
Quando você imagina algo bom, o seu corpo reage. Por exemplo, quando você estiver se preparando para fazer o seu pedido em
um restaurante, sua mente passa por um processo semelhante. Você imagina os alimentos que gosta e o seu corpo reage às
imagens do cardápio ou da sua mente. Você pode até mesmo salivar.
Prepare a sua bomba emocional imaginando a conclusão da sua tarefa e obtendo um pequeno acerto sobre a emoção positiva
que com certeza vai chegar. Isso aumentará o seu nível de motivação.
4. Quando concluir uma tarefa, aproveite o momento.
Não precisa ser autoindulgente. Você não precisa fingir que tirar o lixo é uma grande contribuição para a humanidade. No entanto,
se você definiu a sua lista de tarefas pendentes toda certa, você vai se sentir bem. Espere alguns momentos a fim de reconhecer
a sensação antes de passar para a próxima tarefa.
5. Deixe crescer como uma bola de neve
Se você seguir essa fórmula, com toda certeza, vai chegar a sensações genuinamente positivas e se sentir bem o dia todo. Permita
que isso funcione, deixe os efeitos se tornarem uma bola de neve. Em pouco tempo, você acordará de manhã com uma expectativa
positiva que fará você se sentir bem durante todo o dia.
Quando você antecipar o que tem para fazer, verá o potencial da sensação positiva. E vai poder então trabalhar de uma sensação
positiva para outra o dia inteiro.

A PNL e as mudanças nas crianças


Esse artigo não tem referências. Também li muito pouco sobre o assunto. E não sou especialista em crianças. E nem tenho filhos!
O que vem a seguir é o que eu aprendi trabalhando, como trainer de PNL, com clientes que, no caso, eram crianças. E aí, como eu
cheguei a esse momento quando muitos dos meus clientes são crianças?
Há dezessete anos, uma mulher me telefonou e me falou sobre sua filha de 9 anos que tinha ansiedade severa e ataques de
pânico. A mulher explicou que a sua filha não conseguia nem carregar um copo de refrigerante porque tremia muito. Eu disse que
não trabalhava com crianças. Ela disse que estavam desesperadas. Elas tinham tentado de tudo. Eu disse não, eu não tive
treinamento para trabalhar com crianças, e não tinha nenhuma experiência. Ela implorou. Eu disse OK. Ela reservou dois horários,
um de tarde e outro na manhã seguinte. Elas tinham que viajar muito para chegar a Christchurch onde eu clinicava. Na hora do
atendimento, começou um temporal com relâmpagos e trovões como eu nunca tinha visto. Eu fechei as cortinas para reduzir o
barulho da tempestade. A menina muito pequena sentou numa posição muito estranha, toda contorcida. Pingava suor das suas
mãos trêmulas. (Eu também estava trêmula e isso não era exatamente um bom rapport!) Sua mãe me entregou uma pilha de
papéis com cerca de 20 cm de altura e disse: “Isso foi tudo o que nós fizemos até hoje”. Eu dei uma olhada rapidamente, agradecida
por ter uma chance de me concentrar e entrar num estado com mais recursos. A pilha de papéis consistia de relatórios e cartas
de todo tipo de especialista - médicos, pedagogos e psicólogos. Era um pouco opressivo. Eu coloquei tudo de lado, me virei para
a minha jovem cliente e perguntei: “E o que você gostaria que acontecesse?” Eu eliciei o objetivo dela. O mais importante para
ela era: ser capaz de carregar a sua bebida e de tomar chá com a bandeja no colo enquanto assistia à televisão.
Além de fornecer mais detalhes sobre os objetivos, nós fizemos um processo de integração das partes com limpeza da linha do
tempo e estabelecemos uma âncora de relaxamento. Eu achei que tudo transcorreu bem, apesar das trovoadas e dos relâmpagos
lá fora!
Na manhã seguinte, elas chegaram tarde para a sessão. A mãe entrou primeiro na sala e começou a falar, mas desatou a chorar!
Enquanto eu esperava que ela se acalmasse, eu pensei na pilha de papéis que ela tinha me entregue no dia anterior. Eu percebi
que cada um daqueles relatórios representava um tremendo esforço da parte dela na procura contínua de uma solução para a
filha. Cada um tinha envolvido uma viagem, contratar alguém para cuidar dos outros filhos, dinheiro que elas não tinham e,
provavelmente, muito mais coisas do que eu podia imaginar. Eu senti uma grande admiração por aquela mãe brava e obstinada.
Eu estava consciente de que quase tinha recusado a ajudá-las e, naquela hora, decidi que estaria disposta a auxiliar pessoas de
qualquer idade que queriam aprender como ser mais alegres.
Objetivos: de quem?
Quando for trabalhar com crianças, é uma boa ideia começar explicando algumas coisas acerca dos objetivos. Os pais
normalmente incentivam as sessões, e essa é a primeira diferença importante para ficar atento quando tratar com crianças.
Os pais têm objetivos para seus filhos.
Os pais têm objetivos para eles mesmos.
As crianças têm seus próprios objetivos.
As escolas têm objetivos.
E, naturalmente, nós mesmos, como Practitioners, temos nossos próprios objetivos.
Aproveite para esclarecer, você está trabalhando com os objetivos de quem?
Esclareça isso com os pais e a criança.
Na maioria das vezes eu escolho trabalhar com os próprios objetivos da criança. Isso significa que eu geralmente não trabalho
com uma criança que não quer trabalhar comigo. Eu gosto de me reunir com a criança e falar sobre o que eu posso ensinar a ela.
Antes de nós começarmos…
Eu proponho uma sessão de introdução onde eu encontro a criança e os pais. Eu descubro o que a criança quer e o que os pais
querem. Quais são os contextos pre-existentes? O que a criança está esperando? O que os pais estão esperando?
Em seguida eu explico o que as sessões podem envolver, a partir do contexto de que ela irá aprender como usar a mente dela.
Explico que ela precisa praticar algumas coisas. Eu dou alguns exemplos, uma experiência simples da linha do tempo ou
de submodalidade. Depois pergunto para a criança se ela gostaria de voltar e aprender como ensinar a mente dela a relaxar mais,
ou qualquer coisa que ela queira. Eu sou muito clara de que a escolha é dela.
Veladamente…
... muita coisa acontece nessa primeira sessão. O mais importante é colocar a criança à vontade. Como a marcação da primeira
sessão é feita por telefone, eu sugiro ao pai ou a mãe como expor isso de antemão ao seu filho. Claro que o pai ou a mãe querem
ajudar, e funciona melhor se eles receberem algumas sugestões de como podem fazer isso com eficiência. Então eu sugiro que
digam ao seu filho:
“Lynn vai poder lhe mostrar como ensinar a sua mente a fazer mais daquilo que você quer fazer.”
As pressuposições nessa frase são úteis tanto para os pais como para a criança porque penetram na neurologia deles.
Enquanto estamos passando o tempo nessa sessão introdutória, nós ainda não começamos. Desse modo fica muito mais fácil
calibrar o que acontece, criar rapport e preestruturar o processo de aprendizagem.
Quando eles chegam para a sessão, eu normalmente pergunto para a criança onde ela gostaria de sentar. Começo
perguntando no que a criança está interessada e do que ela realmente gosta. Nunca assuma algo em que a criança possa
estar interessada. Muitas vezes é surpreendente. Enquanto nós conversamos, eu procuro os pontos fortes, recursos, áreas de
confiança e de alegria. Muitas vezes, você pode perceber como os interesses dela têm potencial para serem desenvolvidos,
mais tarde, em metáforas. Você também pode, dissimuladamente, criar uma âncora de recurso. Minha intenção é
criar rapport, manter a criança num estadopositivo e, de preferência, rir bastante antes de começarmos a falar sobre o que
ela quer mudar e a PNL.
Eu me lembro de ter perguntado para um menino o que ele gostava de fazer. Eu queria descobrir isso quando ele estivesse
confiante e relaxado. De início ele disse que na verdade não havia nada. Eu o encorajei a procurar alguma coisa. Perguntei sobre
jogos, computador, livros, brinquedos e hobbies... e, no fim, sua mãe mencionou que ele gostava de cavar buracos. Houve uma
mudança de estado incrível quando ele começou a me contar sobre o buraco que tinha escavado recentemente quando eles se
mudaram de casa. Era tão grande que os vizinhos perguntavam quando ia ficar pronto para fazer o fogo do churrasco! Ele ficou
muito entusiasmado me contando sobre o buraco. Nós nos divertimos muito. O rapport foi aprofundado (trocadilho intencional!)
e eu fui capaz de estabelecer uma âncora realmente útil quando ele, espontaneamente, acessou o entusiasmo e a confiança, me
contando sobre o que havia feito. Eu também percebi como seria útil para esse menino uma metáfora do tipo ”escavar um
tesouro” ou escavar um túnel. É de um valor incrível fazer esse processo para acessar estados de recursos bem no início.
Quando começo a falar sobre a PNL, eu mantenho contato ocular idêntico entre os pais e a criança, perguntando a cada um,
individualmente, o que ele quer. Se eu estiver fazendo anotações, normalmente escrevo mais quando a criança fala sobre o que
ela quer. Isso transmite, inconscientemente, a ideia de que a opinião dela é importante. Eu faço perguntas exploratórias com
a intenção de entrar, realmente, no modelo de mundo da criança e de conseguir um rapport integral.
O exercício indicativo
Normalmente, nessa primeira sessão, eu direciono os pais e a criança através de um exercício que demonstra como, com a
mudança das representações internas, a pessoa consegue mudar dramaticamente os resultados. Esse tipo de demonstração é
usado para estruturar o processo de como eles podem ensinar a mente a fazer mais daquilo que eles querem.
Acordo
Esclareça o acordo de confidencialidade com os pais e a criança e questione se algum dos dois estará presente, ou não, durante
as sessões. Perguntar à criança o que ela prefere é outra maneira de colocá-la à vontade.
A família como sistema
A criança é parte de um ou mais sistemas familiares. Muitas vezes, os problemas apresentados são tentativas conscientes ou
inconscientes da criança para lidar com uma família complicada ou com uma situação escolar. Vários laços de
comunicação, crenças e expectativas acontecem entre os membros da família. Eu gosto de aproveitar a oportunidade para
influenciar essa dinâmica tornando mais fácil algumas mudanças com os pais. Algumas dessas mudanças são evidentes e outras
são dissimuladas. Geralmente é útil dar aos pais uma maneira específica e visível para eles auxiliarem no processo. As habilidades
de comunicação podem ser ensinadas. Eu, algumas vezes, combino com os pais para que relembrem a criança, ocasionalmente,
de certas coisas. Isso é combinado de antemão para que quando a criança pedir que o pai ou a mãe a ajudem, fique mais fácil
lembrar de fazer essas coisas novas. De novo, a intenção é, tanto quanto possível, colocar a criança à vontade. Eu posso pedir que
os pais ajudem chamando a atenção da criança para certas coisas. Por exemplo, eu posso treinar os pais de uma criança ansiosa,
para que em um momento de ansiedade, pergunte a criança: “O que de legal podia acontecer agora?” Ou uma outra pergunta
qualquer que direcione a atenção da criança para um possível resultado positivo no futuro. Isso além de ser um benefício direto
e visível para auxiliar a criança, também muda o que os pais estão fazendo. Os processos de pensamento e de atenção dos pais
são dramaticamente deslocados. Fazer efeito em dois lugares no sistema é muito eficiente.
Mudança dissimulada nos pais
Se um dos pais fica na sala durante as sessões, então existe uma ótima oportunidade para tornar mais fácil a mudança com o
progenitor. Muitas vezes eu ensino os processos para as crianças fazendo demonstrações com os pais. Normalmente existe
um espelhamento do problema entre o progenitor e a criança. Então, se a criança está experimentando muita raiva, é provável
que o progenitor também esteja, na mesma situação, experimentando frustração ou raiva. Pais e crianças têm um profundo nível
de rapport. Os pais de uma criança ansiosa provavelmente estão preocupados com o futuro da criança. Na minha experiência,
abordar diretamente esse tipo de processo paralelo diretamente pode causar muito desconforto ao pai. Os esclarecimentos, que
poderiam dar conforto ao pai não são, normalmente, apropriados com a criança presente. Os pais estão propensos a se sentirem
responsáveis pelos problemas dos seus filhos e, por isso, é importante apoiá-los e fortalecê-los. Usar o pai como demonstração
para ensinar a criança é uma maneira efetiva de ajudar o sistema familiar a se tornar mais funcional. Por exemplo, se eu estivesse
ensinando o processo de limpeza da raiva a uma criança, eu poderia perguntar ao pai se ele está disposto que eu o conduza pelo
processo, porque assim seu filho pode ver como se faz para ajudá-lo a se sentir mais confortável. Eu também posso perguntar ao
pai, se alguma vez em que o filho ficou brabo, ele também não ficou brabo e, nesse caso, nós podemos usar isso como uma prova
e prosseguir para fazer o processo de limpeza da linha do tempo.
Uso da linguagem e precontextos
Quando for trabalhar com crianças é essencial desenvolver maneiras de descrever e de ensinar os processos usando
uma linguagem simples, engraçada e intrigante. Eu posso descrever o processo da ancoragem como um “botão mágico” que elas
podem instalar para ajudar a mente a conseguir uma sensação de alegria. Um swish é usar figuras para dizer à mente delas “Isto
não! Isso!” As representações internas são pensamentos que dão instruções para a mente delas.
Por causa do enorme desequilíbrio de poder no seu relacionamento com uma criança cliente, elas estão menos propensas de
dizerem que não entenderam algo do que um cliente adulto.
Usando as próprias palavras da criança
Quando uma criança descreve o desafio dela, ela usa palavras específicas. Um menino de 6 anos de idade que vomitava antes da
escola devido a ansiedade, falou que tinha um “nó na barriga”. Ele sabia exatamente o que isto significava e ao usar
estas exatas palavras iremos ativar a neurologia do desafio de uma maneira que outras palavras não fariam. Usar as próprias
palavras da criança para a solução também é inestimável. Tanto quanto possível minha intenção é estar em rapport total e adotar
o vocabulário dela durante toda a sessão. Também é importante ficar atento ao complexo jargão que se infiltra dentro
da linguagem do Practitioner e, por isso, devemos usar palavras e conceitos mais simples.
“É isso o que vai acontecer…”
Eu gosto de oferecer uma perspectiva detalhada da estrutura do que eu vou fazer, a “visão geral”, bem como detalhes do processo
individual de mudança. A perspectiva inclui a repetição dos pontos chaves e a calibração da reação da criança. Enquanto isso
acontece, eu estou lançando sugestões positivas para o bem-estar e o sucesso, tranquilizando e dizendo a ela o que esperar.
Desenvolva e use maneiras simples, use linguagem simples e metáforas para explicar e contextualizar os processos da PNL que
você vai propiciar. Por exemplo, se eu quero auxiliar uma criança com ansiedade do colégio pela integração de partes, eu poderia
preestruturar o processo usando as seguintes ideias:
· Então você quer ser uma pessoa feliz, mas fica doente antes do colégio? Essas duas coisas são opostas e você é uma pessoa com
um cérebro, certo? Isso significa que a sua mente deve estar agindo como se tivesse duas coisas, e você é apenas uma pessoa.
Então vamos fazer um processo que pede para o seu cérebro notar que isso é uma coisa só e fazer algumas mudanças para que
você possa ficar mais contente.
· O que eu vou fazer é pedir para você imaginar cada uma dessas partes de você que parecem opostas. Eu vou pedir que você
imagine como se parece cada uma das partes, e depois você vai perguntar para cada uma delas o que ela quer.
· Quando a sua mão estiver flutuando no ar, assim, a parte automática do seu cérebro estará segurando ela nessa posição, certo?
Você não está organizando todos esses músculos, não é? Então, a sua mão flutuando nos dá uma maneira de nos comunicarmos
com a parte automática do seu cérebro.
· Vai ter uma parte do processo em que eu vou pedir que você seja igual ao comandante de um avião: deixe as suas mãos no
“piloto automático” e elas irão se mexer totalmente sozinhas. A sua função será esperar e deixar que elas tenham todo o tempo
que precisam para se mexer enquanto a sua mente faz aquelas mudanças que você quer.
· Pode parecer um pouco engraçado sentar aqui e esperar as suas mãos se mexerem automaticamente enquanto a sua mente
automática faz as mudanças que você quer.
Um espaço livre, sem ideias preconcebidas
Ao começar a ajudar uma criança a mudar, é importante deixar de lado qualquer noção preconcebida sobre o que ela parece ou
o que ela pode estar pensando. No momento em que começar a trabalhar com uma criança, você já formou suas próprias ideias
sobre o que os pais, os professores e outros especialistas disseram da criança. Essas “boas ideias” se insinuam no caminho ou na
sua natureza atual e usando os seus próprios sentidos para perceber imediatamente como a criança realmente está naquele
momento, e o que é apropriado fazer, naquela hora, na sessão.
Humor, brincadeiras
Adotar uma atitude de humor e de brincadeira ajudará o processo a fluir. Eu tenho algumas brincadeiras que as crianças pequenas
gostam. Também descobrir o que elas acham engraçado e ser capaz de rir junto com elas é muito conveniente. Isso precisa ser
equilibrado para manter o processo no caminho certo. É uma habilidade muito útil praticar maneiras de orientar alguém para se
manter “no rumo” com os resultados da sessão enquanto você permanece flexível, respeitoso e alegre.
Âncoras de recursos
Muitas vezes eu ensino para as crianças como se ancorar em um estado de recursos. Chamo isso de “botão mágico”, apesar de
que eu sempre explico como funciona a mágica! Esse é um excelente processo a ser ensinado também aos pais. Os pais serão
capazes de fazer a criança se lembrar de momentos com recursos dos quais ela não se lembra mais. Talvez eu use perguntas como
“do que você gosta?” ou “no que você é bom?”
Algumas vezes eu aproveito a oportunidade para pedir que a criança pense em uma vez em que se sentiu realmente amada, e
como ela sabia que era realmente amada. Esses são bons estados de recursos e, de um modo discreto, você pode usar isso para
chamar a atenção dos pais para a estratégia da criança para se sentir verdadeiramente amada.
O uso da metáfora terapêutica
Já se sabe a milhares de anos que histórias são uma maneira eficaz de transferir experiências. Pode-se desenvolver
uma metáfora específica, que tem a ‘mesma forma’ do problema. O resultado será otimizado se o contexto da metáfora for algo
atraente para a criança. Por exemplo, na área do desafio de manter a cama seca, a uma menina que gostava muito de animais, foi
contada uma história sobre um coelho que tinha um lugar no fundo da sua toca que vazava de noite e como o coelho consertou
pegando recursos materiais como barro e galhos, recursos que ela já tinha... o caminho até o fundo... bem lá dentro.... e o caminho
até aqui... ela fez alguns ajustes... bem lá no fundo... solucionando o desafio, de tal modo que a cama passou a ficar totalmente
seca todas as noites, mesmo que estivesse chovendo. Para um menino, numa situação similar, foi contada a história de um
encanador consertando um problema de vazamento no porão de uma fábrica de eletrônicos.
O uso da linguagem simbólica
Muitas vezes as crianças usam símbolos e linguagem simbólica para descrever um problema. Perguntas que facilitam a mudança
no nível simbólico são muito valiosas. Se o símbolo usado, por exemplo, era de um “nó” na barriga, eu podia fazer perguntas que
evoluíam e expandiam este símbolo para a mudança. “Que tipo de nó é esse?” “O que você gostaria que acontecesse com um nó
como esse?” “O que poderia acontecer um pouco antes desse nó ser desfeito?”
A Linguagem Clara, desenvolvida por David Grove, fornece um ótimo modelo para explorar a linguagem simbólica e os gestos.
O uso de desenhos
Os desenhos podem ser usados individualmente ou em sequência para acessar e aumentar os recursos.
Você também pode usar desenhos para instalar e fortalecer as novas estratégias que foram ensinadas. Algumas vezes eu peço
para a criança fazer o desenho em casa, embora existam vantagens em realizar o desenho durante a sessão onde você pode usar
as magníficas oportunidades oferecidas pelo “transe do desenho”, fazer sugestões e facilitar a interação com o símbolo do recurso.
Algumas vezes, também aparecem novos objetos nos desenhos que são relevantes para a situação.
· Um simples desenho pode focar a atenção em um recurso. Por exemplo, um menino falou da sua raiva como sendo uma coisa
vermelha na sua cabeça. Eu influenciei a suposição dele sobre a intenção positiva mais elevada da sensação da raiva. Eu queria
que ele se convencesse a fazer o que mais queria - ser feliz. Eu perguntei a ele qual a cor que a sensação na cabeça dele tinha
agora que ele sabia que aquela velha sensação queria que ele fosse alegre. Ele disse que era como o amarelo do sol. Então pedi
que ele desenhasse uma figura daquele amarelo da sua cabeça. Quando ele desenhou a figura, eu pude perguntar de um modo
bem descontraído, como aquele alegre sol amarelo queria que ele se comportasse, e até mesmo que boas ideias ele teria sobre
como ser mais alegre.
· Pode ser muito útil fazer uma série de desenhos rápidos. Por exemplo, eu muitas vezes uso uma sequência de três desenhos: 1)
o problema; 2) o recurso; 3) o resultado com o recurso.
O recurso pode ser um recurso interno como ‘felicidade’ ou ‘confiança’. Em qualquer caso eu posso fazer perguntas para
esclarecer o símbolo que a criança usa para isso e pedir para ela desenhá-lo. O recurso também pode ser algo totalmente indireto
e divertido, como um personagem de quadrinhos. Desse modo, podemos solicitar a uma criança que tem problemas com timidez
para fazer um pequeno desenho mostrando como isso se parece. Então, que super herói ou personagem de desenho animado
poderia ajudá-la com esse problema, e daí fazer um desenho desse personagem. Finalmente o terceiro desenho pode ser a criança
na situação desafiadora junto com o personagem do desenho animado que está ajudando-a.
Cumprimentando e chamando atenção para as mudanças
O modelo da Terapia da Solução Focada (Solution Focused Therapy - SFT) tem muito para oferecer aos Practitioners de PNL que
trabalham terapeuticamente. Eu, particularmente, dou valor para a abordagem do TSF com crianças para chamar a atenção para
as mudanças e os sucessos, e amplificá-los. Onde a atenção está focada é absolutamente crucial em termos dos resultados finais
emocionais e de comportamento. No começo de uma sessão é muito importante que você como Practitioner esteja atento e
conduzindo para que a atenção esteja focada para alguma situação útil. Isso irá afetar todo o curso da sessão. Também é muito
bom modelar o progenitor.
Por isso eu posso perguntar para a criança no começo de uma sessão de acompanhamento:
· O que foi que melhorou?
· O que você percebe que está diferente?
Se houve retrocesso:
· O que você aprendeu com isso?
· Isto o fez ficar mais determinado a fazer o quê?
Quando você elicia uma mudança positiva:
· Como você fez isso?
· Você fez isso! Uau!
· Como você soube fazer isso? Que bom para você! Isso foi magnífico!
Se o problema é levantado:
· Antes de começarmos a falar sobre isso, posso lhe perguntar o que melhorou?
Ponte ao futuro e estratégia de recuperação
Assim como uma ampla Ponte ao Futuro de todas as estratégias e sensações desejadas, com muitas sugestões positivas, eu
também gosto de criar uma ponte ao futuro da recuperação ideal da situação desafiadora. Então, se a antiga reação ressurge, sob
qualquer condição, as crianças sabem como lidar com ela com competência. Isso precisa ser feito com cuidado para que exista
uma suposição predominante de resultados positivos, e que as últimas sugestões e representações sejam de sucesso absoluto.
Conclusão
Eu percebi de como esse processo pode ser poderoso e gratificante quando trabalhei com aquela primeira jovem. Naquela manhã,
depois que a mãe parou de chorar, ela me disse que a filha tinha tomado o café da manhã sentada na cama com a bandeja no
colo. Suas mãos tinham se acalmado consideravelmente. Ela não estava suando. Tudo isso era novo, e as lágrimas daquela mãe
eram um alívio e uma alegria, porque finalmente, depois de tanto tempo, alguma coisa estava fazendo a diferença.
Aconteceu uma maravilhosa “sincronicidade”: enquanto eu escrevia esse artigo, fui verificar a caixa de correspondência e lá estava
uma carta daquela jovem que tinha sido minha primeira cliente! Fazia muito tempo que eu não recebia notícias da família. Uau!
Ela já tinha dezesseis anos e estava na segunda série do secundário. Ela falava de quando “tinha vindo e recebido a PNL de você!”
E continuava:
“Eu estou com muita confiança de que vou passar nas provas daqui a um ano. Coloquei um piercing na língua e carrego os copos
de água, cozinho a qualquer hora e sou capaz de ficar sentada por muito tempo. Eu fui diagnosticada com Transtorno do Déficit
de Atenção com Hiperatividade! Mas eu acho que não tenho! Eu tenho muito mais amigos do que tinha naquela época e, sem
problemas, posso fazer novos amigos. Eu já me candidatei a uns 5 ou 6 empregos e não consegui nada até agora, mas logo, logo,
vai chegar a minha vez.”

Técnicas da PNL - Ancoragem


A ideia
Na PNL, o processo de ancoragem é fundamental para se produzir mudanças permanentes. Nós temos uma dívida com Ivan
Pavlov, por tornar famosa a noção de que estímulos podem levar a uma certa reação comportamental. Pavlov deixou cachorros
em estado de fome e tocou um sino antes de pulverizar carne em pó na boca dos cachorros. Depois de algumas rodadas, os cães
começaram a salivar quando ouviam o som, mesmo quando não havia carne em pó. De qualquer modo, a PNL leva o
condicionamento ao mundo humano real. Na PNL, uma âncora é um determinado estímulo preciso fornecido no pico do estado
emocional para ligar poderosamente a um significado subjacente dentro da nossa neurologia.
Pense em uma âncora como um botão que pode ser ligado por você mesmo ou por alguém a qualquer momento em que for
desejada uma determinada resposta. Pense em uma determinada voz que quando você a ouve, a sua pressão arterial pode subir.
Pense numa música que faz você se lembrar dos seus dias na escola. Pense num alimento que o faz sair correndo para o banheiro.
Pense no perfume que o lembra do seu primeiro romance. Isso são âncoras, fortemente ligadas a um significado neurológico. Isso
são botões. Uma vez instalados, esses botões estarão sempre disponíveis para serem ligados ou pressionados. Para desinstalar
um botão antigo, ou instalar um novo, devemos estar, naquela hora, no pico do estado emocional e, nesse momento, o significado
subjacente ao qual o botão está vinculado também deve ser evocado.
Quando escolhemos uma âncora para instalar, existem quatro características que fazem dessa âncora uma boa escolha:
• Intensidade: intensidade dos sentimentos do estado no momento da ancoragem
• Pureza: o caráter singular do estado a ser ancorado
• Singularidade: quanto mais incomum a âncora, menor a possibilidade de ser acionada por acidente.
• Momento: instale a âncora quando o estado da pessoa atingir o pico
O padrão
1. Identifique o comportamento, o estado ou a reação que você deseja acessar no futuro e uma âncoraadequada.
• Qual é o comportamento ou o estado que você quer ser capaz de produzir quando exigido?
• Que tipo de âncora podemos usar que é óbvia para você, mas discreta para todo mundo?
2. Elicie o estado desejado
• Convide a pessoa para lembrar, imaginar ou pensar sobre o estado desejado, e experimentá-lo plenamente, agora.
• Determine se a pessoa pode tornar o estado suficientemente intenso por conta própria para ancorá-lo com sucesso.
3. Calibre a pessoa no estado, e amplifique
• O que você está sentindo agora?
• Quais são as qualidades únicas desse estado?
• Agora, tome esses sentimentos e duplique-os, e duplique-os novamente!
• Torne as imagens mais ousadas, mais brilhantes e mais próximas!
• Faça isso soar mais alto, mais claro e num som estereofônico!
• Tome o sentimento bom e faça-o girar mais rápido e mais rápido!
• Agora fique de pé e respire com confiança.
4. Instale a âncora
• Assim que a pessoa atingir um estado de pico, e você pode discernir isso facilmente, eu calibro, faço um barulho, digo uma
palavra, toco no braço, ou faço uma cara que irá servir como uma âncora no futuro. Lembre-se da intensidade, da pureza, da
singularidade e do momento.
5. Quebre o estado e teste a âncora
• Pergunte, como você chegou aqui hoje de manhã? Bom tempo hoje, não é?
• Agora, o que acontece quando eu faço isso: (dispare a âncora).
• Quando a âncora foi disparada, você obteve a resposta desejada? Se sim, você está pronto para testar no mundo real. Se não,
repita os passos dois até quatro.
Quando usar esse padrão
Em sua vida você pode usar a ancoragem para reforçar um ótimo comportamento. Sempre que você se pega fazendo algo grande,
amplifique os grandes sentimentos e então dispare uma âncora que você selecionou anteriormente por sua pureza e
singularidade. Esta ação irá associar a âncora com o significado neurológico subjacente a esses grandes sentimentos. Então, no
futuro, quando você precisar acessar este estado novamente, você pode disparar a âncora e ela estará lá para você.
Use o padrão de ancoragem com seus clientes, durante as intervenções quando novos comportamentos dependentes
do estado estão sendo instalados. Isso funciona muito bem nos relacionamentos, ao ver seu parceiro deve evocar um bom
sentimento. Ter uma âncora associada a um bom sentimento pode colocar o seu cliente em um bom estado em um instante,
sempre que ele ou ela precisarem dele.

Quatro maneiras de se empoderar com comunicação não verbal


Eu não estou aqui para lhe dizer que a comunicação não verbal é mais influente do que a comunicação verbal. Isso você já sabe,
certo?
Mesmo assim, como você pode aproveitar o poder da comunicação não verbal sem passar anos estudando-a? Você terá quatro
ótimas ideias até o final desse artigo.
Tudo começa com a congruência. A congruência ocorre quando você está alinhado por dentro e por fora. Em outras palavras, não
existe conflito interno ou sinais de hesitação. Quando você está congruente, você é poderoso.
A congruência é um estado raro. Se você observar as pessoas ao seu redor, você provavelmente vai testemunhar mais sinais de
hesitação, incerteza e conflito interno.
Por exemplo, quando alguém diz que está entusiasmado com alguma coisa, mas a voz dele está chata e sem vida, você sabe que,
na realidade, ele não está se sentindo entusiasmado, certo?
A comunicação verbal dele (as palavras) diz: "Sim, eu estou entusiasmado". A comunicação não verbal dele (o tom da voz) diz:
"Ehh, não importa."
A comunicação não verbal conta a verdadeira história mais do que as palavras que falamos.
É o nosso tom de voz, a expressão facial, os gestos, o movimento dos olhos e outros comportamentos não verbais que revelam o
que realmente está acontecendo no nosso interior.
Claro que, quando as suas palavras faladas combinam com a sua comunicação não verbal, então você está congruente.
Por que a congruência é tão poderosa?
Pela mesma razão que apoiar as suas palavras com comportamento é poderoso. Quando você fala o que faz e faz o que fala, você
ganha respeito naturalmente.
Quando você é coerente com o seu próprio discurso, você se torna confiável. Você está sendo autêntico quando as suas palavras
e comportamentos estiverem alinhados para gerar uma única mensagem.
Quando a sua comunicação não verbal NÃO combina com a sua comunicação verbal, então você estará enviando (na melhor das
hipóteses) uma mensagem conflitante.
Então, aqui está o verdadeiro ponto: a comunicação não verbal é comportamento. Se esses comportamentos não verbais
(expressões faciais, tom de voz, gestos, etc.) não combinarem com as suas palavras faladas, então você estará
enviando mensagens contraditórias por omissão.
E, todos nós tendemos a acreditar nos comportamentos não verbais mais do que nas palavras – mesmo quando reagimos
positivamente às palavras por uma questão de cortesia ou perplexidade.
Então, o que vamos fazer com tudo isso? Aqui estão quatro ideias:
Na verdade podemos fazer muitas coisas! Na PNL, nós compreendemos a comunicação não verbal tanto quanto a comunicação
verbal e trabalhamos com elas de uma forma holística.
1. Deixe transparecer a sua congruência. Se você estiver entusiasmado, fique entusiasmado! Se estiver triste, fique triste. Pare de
tentar esconder como você pensa e sente. Dessa forma, os outros terão uma experiência clara e inconfundível sobre você. Suas
necessidades serão mais transparentes e mais propensas de serem abordadas.
2. Se você estiver em conflito, esteja em conflito congruentemente. Não há necessidade de esconder (na maioria dos casos).
Basta estar em conflito. Expresse a sua indecisão, confusão ou esforço. Essa é uma ótima maneira de superá-las.
3. Se você enxergar uma pessoa se comunicando com conflito interno ou com falta de congruência(dependendo do seu nível
de rapport) expresse isso para ela. Isso é especialmente importante se você estiver pedindo que ela faça algo por você ou com
você. Se você estiver em rapport, você pode chegar ao âmago das objeções ocultas antes que o conflito interior dela se transforme
em autossabotagem.
4. Não tome decisões incongruentes. Quando as decisões são importantes, não se arrisque a tomá-las no meio do conflito
interno. Imagine: toda decisão importante em sua vida é tomada com os olhos abertos e um sentimento de alinhamento interior!
Isso não garante que cada movimento que você faz vá sair como esperado. Entretanto, isso realmente significa que você terá
menos arrependimentos e fracassos.
As pessoas que aprendem PNL sabem como reagir e ajudar os outros a se tornarem mais congruentes. Considere aprender como
reconhecer a congruência ou a falta dela e a trabalhar com ela para criar estados poderosos de alinhamento interior.

Exercício para Acuidade Sensorial


Esse exercício é para duas pessoas – "A" e "B". O trabalho de "B" é observar "A". Para simplificar a discussão, vamos supor que
"A" é homem e "B" uma mulher.
1. "A" fecha os olhos e pensa em alguém que ele não gosta.
2. Enquanto "A" pensa sobre essa pessoa, "A" começa no topo da sua cabeça e lentamente move a sua atenção para baixo pelo
próprio corpo notando qualquer reação fisiológica ao pensar sobre essa pessoa. Por exemplo: "A" pode perceber a tensão em
torno dos seus olhos, uma dor em seu ombro ou uma sensação de peso no estômago. Enquanto "A" estiver examinando o seu
corpo, ele diz a "B" o que está observando.
3. Assim que "A" terminar de descrever o que ele observou, "B" diz ao "A" o que ela observou. Por exemplo, ela pode ter observado
os olhos de "A" bem fechados, um rubor vermelho no pescoço, a respiração muito superficial, a contração de um dedo da mão
direita, uma mudança no tom de voz ou uma energia se afastando para longe de "A".
4. Assim que o passo 3 estiver concluído, "A" estica o corpo e/ou olha ao redor da sala -- isso é chamado de quebra do estado e
limpa a mente das representações internas da pessoa de quem ele não gosta.
5. "A" fecha os olhos e repete os passos 2 e 3 enquanto pensa em alguém de quem ele gosta.
6. Quebra o estado se esticando e/ou olhando pela janela.
7. "A" pode se surpreender com as diferentes reações internas que teve entre pensar em alguém de quem ele não gosta e de
alguém que ele gosta. Ele também pode ficar surpreso pelas reações das quais não estava consciente e que "B" descreveu a ele.
Como resultado desse exercício, "A" pode descobrir que ele realmente sinaliza os seus sentimentos/pensamentos aos outros,
mesmo que seja em um nível inconsciente.
8. "A" escolhe uma das duas pessoas sobre quem ele pensou antes e não diz a "B" quem é. Ele fecha os olhos e pensa nessa pessoa.
9. Pelo que ela observou antes, "B" diz a "A" sobre quem ele estava pensando. Quase como mágica!
Cuidado
Para ter acuidade sensorial, nos mantemos fiel ao que temos visto, ouvido, sentido, cheirado ou provado. Nós não projetamos
uma opinião ou palpite.
A leitura da mente pode, potencialmente, nos colocar em apuros. Considere alguém que está com raiva versus alguém que está
muito determinado e focado em conseguir fazer algo. Os sinais externos podem ser bastante similares. Se perguntarmos à pessoa
que está determinada porque ela está com raiva, ela pode de fato ficar com raiva com a gente por fazer um julgamento errôneo
sobre ela.

Use seu cérebro enquanto você dorme


A mecânica dos sonhos
Você acha que, muitas vezes, quando menos espera surge a solução para um problema que o aflige, ou que muitas vezes vai
para a cama pensando em um problema, e na manhã seguinte, se pergunta qual era o grande problema visto que a solução
parece tão simples?
Você pode ter desistido de um problema aparentemente impossível apenas para a solução aparecer do nada quando estiver
dirigindo voltando para casa do trabalho, tomando banho ou assistindo a TV.
Isso mostra que a sua mente é muito mais teimosa (ou obstinada) do que você pensa.
Porque, enquanto você seguiu com as tarefas do dia a dia, a sua mente continuou trabalhando, pelas suas costas, para resolver
esse problema para você.
Certamente isso é algo do qual você deve se beneficiar!
Esse exercício de PNL foi elaborado exatamente com esse propósito.
Da próxima vez que você tiver que tomar uma decisão difícil, repita algo como o seguinte (em voz alta se estiver sozinho), pouco
antes de ir dormir:
Hoje à noite, enquanto estiver dormindo, quero que você, minha mente inconsciente, trabalhe durante a noite e decida qual pasta
de dente devo comprar (se quiser, você pode usar algo mais importante), e então, de manhã quando eu acordar revigorado e
alerta, você vai me dar a solução.
Você pode desejar oferecer à sua mente inconsciente um presente por finalizar essa tarefa - talvez algo doce e grudento.
E se você não tiver um despertador pode usar o mesmo método para garantir que você acorde no momento certo. Experimente.
Ou que tal pedir à sua mente inconsciente para assegurar que você acorde de manhã se sentindo ótimo.
Quanto mais você fizer experiências com métodos como esse, melhores se tornarão seus resultados.

Como dissipar a raiva e livrar-se dela


O controle da raiva é praticamente um campo próprio, dentro da psicologia. E você, com as corretas técnicas de liberação da raiva,
pode desfazer-se dela fácil e naturalmente.
"Agarrar-se à raiva é como segurar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em outra pessoa; você é o único que se queima."
– Buda
Alguns anos atrás eu visitei um café e encontrei uma funcionária que me permitiu descobrir uma
surpreendente estratégia cognitiva que ela havia desenvolvido inconscientemente para liberar a raiva com facilidade. Ela era uma
jovem entre 17 e 21 anos (pura suposição). Num primeiro momento, ela não parecia ter nada de excepcional, nem mesmo era
fascinante, porém parecia equilibrada e envolvida com o seu ambiente. Quando conversei com ela, descobri que ela tinha (pelo
menos) uma habilidade muito interessante. Ela me disse que quando criticada, nunca ficava com raiva por muito tempo!
Eu pensei – isso parece ser uma habilidade quase perfeita. Quando pressionei mais, descobri que ela tinha criado
uma estratégia interna tipo "sistema de propulsão" que funcionava muito bem para ela. Então, depois de eliciar essa estratégia,
eu a ensinei para muitos outros, a maioria dos quais a considerou extremamente eficaz! Então...
Técnica de PNL de Jonathan Altfeld para livrar-se da raiva
Aqui temos uma estratégia ou técnica de PNL para nos ajudar a superar ou vencer os sentimentos da raiva. Funciona muito bem!
Sempre que você achar que está em um estado furioso induzido por ouvir alguém dizer algo desagradável:
1. Ouviu alguém dizer algo desagradável.
2. Permita que a sua cabeça comece a se encher normalmente com a tensão e deixe que a reação normal 'comece' (isto é, quando
você 'puder' agir com uma reação imediata).
3. Crie uma motivação "afastando-se":
 Faça uma ponte ao futuro das reações de raiva ao comentário dessa pessoa, ao longo do tempo, imaginando que carrega junto
essa raiva que você permitiu apoderar-se do seu futuro próximo.
 Faça as imagens maiores – amplifique os negativos.
 Ouça as potenciais conversas futuras com toda a raiva sendo liberada.
 Aumente o volume – amplifique o negativo.
4. Imagine uma fuga para longe.
5. Dissocie-se a partir da sua experiência atual, permitindo que a raiva assuma o estado atual. Dissociar-se também significa
escapar da presença do antagonista (para ela, atendente).
6. Crie uma motivação "em direção":
 Crie um pensamento positivo. Um tempo onde tudo estava EXCELENTE (para ela isso era originalmente visual construído e
também associado). Amplifique as imagens e as submodalidades!
 Permita que uma sensação boa entre no seu corpo nos músculos em volta dos ombros em direção ao pescoço (na parte superior).
Comece o relaxamento por ali. Aumente a sensação, torne-a prazerosa.
 Permita que a postura mude. Relaxe. Permita que a mente fique serena.
 Ouça a si próprio dizendo: "Que RESULTADO completamente diferente."

Pode ser que você precise praticar até ficar bom em fazer isso corretamente dentro da sua cabeça. Isso funciona com muito
sucesso para a maioria das pessoas! Faça um teste e preserve alguns dos seus relacionamentos problemáticos!!!

Superando crenças limitantes


Este artigo aborda como lidar com um determinado tipo de obstáculo que você pode encontrar no caminho para o seu sucesso.
Eu sou extremamente feliz por ter feito coaching e treinado milhares de pessoas, muitas das quais têm enfrentado desafios
significativos em sua vida. Além de geralmente terem uma mentalidade positiva, uma característica comum em cada "história de
sucesso" é que cada um desses indivíduos tem sido capaz de mudar quaisquer crenças "limitantes" que eles pudessem ter sobre
a situação que estavam enfrentando e os objetivos que queriam alcançar.
Crenças limitantes
Uma crença limitante é uma crença que você tem sobre si mesmo, outras pessoas ou o mundo em geral, que limita você a ser,
fazer ou ter o que você quer ser, fazer ou ter no futuro. Os exemplos incluem:
 Eu sou estúpido
 Eu não mereço o sucesso
 As pessoas que têm dinheiro são más/desonestas/gananciosas
 As pessoas com a minha formação não terão sucesso
 Eu preciso de qualificações para ter sucesso na vida
 Eu deveria saber todas as respostas
Às vezes, essas crenças que parecem ser reais ou "a verdade", aparentam ter esse poder sobre nós. Existem muitas maneiras de
mudar as crenças limitantes, algumas das quais provavelmente vão exigir a ajuda de um Practitioner de PNL ou de um coach
qualificado, e algumas em que você pode fazer o coaching em você mesmo.
Domando as crenças
Aqui estão algumas dicas para remover/reduzir o impacto das crenças limitantes. Elas podem ser usadas em combinação umas
com as outras.
1. Procure pelos contraexemplos. Pergunte a si mesmo: "onde ou quando essa crença não foi verdadeira para você ou para outras
pessoas?" Encontre suficientes contraexemplos para superar essa crença. Uma cliente, diretora de uma consultoria de gestão,
acreditava que não conseguia vender para grandes clientes. Depois da minha solicitação pelo décimo exemplo dela realizando
venda com sucesso para grandes clientes, ela começou a rir, percebendo que a crença era simplesmente falsa.
2. Utilize as posições perceptivas: muitas vezes, colocando-se no lugar do outro, ou imaginando-o a partir da perspectiva de um
observador neutro, isso muda a forma como você percebe a situação. Uma cliente, uma atleta de resistência, disse que, depois
de ter falhado em sua tentativa anterior, se ela falhasse de novo em atingir a meta, ela seria um fracasso (essa é uma crença
limitante). Pedi que ela imaginasse alguém que tivesse feito uma tentativa sem sucesso no ano passado, e que nesse ano fez todo
o treinamento e preparação, o que ela pensaria dessa pessoa? Ela respondeu: "Eu acho que ela é corajosa e dedicada." "Essa é
você!", respondi.
3. Verifique a sua realidade: às vezes fazemos suposições e depois começamos a acreditar nelas. Pode valer a pena se
perguntar: "Como eu sei que essa crença é verdadeira?", ou até "Como eu sei que essa crença não é falsa?"
4. Aumente as suas capacidades: crenças limitantes podem resultar da falta de habilidades. Ao aprender essas habilidades,
suas crenças provavelmente vão mudar.
5. Faça de conta: pergunte a si mesmo: "Como seria alguém que poderia fazer isso? Como ele agiria?", e, em seguida, faça isso. "Finja
até conseguir!"
6. Use a mentalidade para o sucesso: considere crenças positivas antagônicas. Comporte-se como se elas fossem verdadeiras.
Lembre-se de enfocar a causa.
7. Qual é o seu objetivo? Algumas vezes, entrar em contato com os seus valores, senso de identidade ou propósito irá ajudá-lo a
encontrar a motivação para superar uma crença limitante. Nos meus cursos de treinamento, muitas vezes peço aos participantes
para pensarem em algo que eles acham que não podem fazer, e em seguida imaginar que a felicidade e a realização de um ente
querido depende deles serem capazes de fazê-lo. Eu, então, pergunto se eles de alguma forma encontraram uma maneira de
alcançar a meta, e em todos os casos, a resposta foi um sonoro 'SIM'.
8. Você já mudou a sua crença antes: quase todos nós já acreditamos alguma vez que não podíamos fazer alguma coisa, e mais tarde
descobrimos que podíamos. Pense agora em pelo menos cinco vezes em que você fez isso (por exemplo: participar de uma corrida
de 10 quilômetros, ser promovido). Poderia a atual crença limitante simplesmente ser outro exemplo de uma crença que atingiu
sua data de validade, ou que em breve será?
Ocasionalmente os clientes removem as crenças limitantes, apenas para descobrir que um tipo similar de crença aparece mais
tarde. Por exemplo, alguém pode acreditar que não pode começar o seu próprio negócio. Tendo eliminado essa crença inicial, ele
agora pode achar que quer conseguir, por exemplo, um lucro de cinquenta mil reais no seu segundo ano de atividade. Se esse
desejo levar para outra crença limitante sobre ser capaz de alcançar esse objetivo, isso pode simplesmente significar que a pessoa
está se movendo para frente: ela não teria identificado essa segunda crença se não tivesse eliminado a primeira e não tivesse
tomado ações em direção aos objetivos dela!
Resumo
As crenças limitantes, embora aparentem ser potencialmente reais, podem ser simplesmente o resultado de um pensamento
imperfeito, que pode ser superado de inúmeras maneiras, levando os clientes a se sentirem empoderados para alcançar seus
objetivos.

Como lidar com pessoas que nos intimidam


Existe uma técnica da PNL simples, porém poderosa, para lidar com uma reação indesejada à alguém - como quando:
 você a acha intimidante
 você tem medo dela
 você a coloca mentalmente em um pedestal e ergue os olhos para vê-la
 você tende a submeter-se ou sai da frente dela
 você acha que, de alguma forma, ela é melhor do que você.

A técnica é ilusionariamente simples e leva cerca de 5 minutos, embora muitas pessoas com quem eu a usei, acharam que ela
serve para "abrir os olhos".
Como ela funciona?
Simplesmente mudando a forma como visualizamos a pessoa intimidadora. A maioria de nós imagina a 'pessoa intimidadora'
acima de nós ou seja, aos olhos da nossa mente ela parece maior do que nós, mais alta - como se estivéssemos literalmente
erguendo os olhos para olhar para ela. (Aliás, na minha experiência, poucas pessoas estão conscientes desse fenômeno até que
alguém chama a atenção delas.)
Quando usamos essa técnica de visualização, nós mentalmente "trazemos o tamanho dela para baixo" para que possamos vê-la
pelo que ela é - e ver que a questão era como era o nosso pensamento e não ela na realidade!
Quem está intimidando você?
Pense na pessoa que você acha que o amedronta. Faça duas perguntas a si mesmo:
1. Ela está me ameaçando fisicamente?
2. Será que ela intimida todos que ela encontra?

Se a sua resposta a essas duas questões for não, então é quase certo que não é a pessoa que está lhe intimidando: é como você
pensa sobre ela que está fazendo a intimidação.
Agora, uma boa notícia: é muito mais fácil mudar o seu pensamento sobre alguém do que, digamos, tentar evitá-la ou tentar
mudar o comportamento dela.
PNL e visualização
A técnica para lidar com a forma como nos sentimos intimidados envolve visualização ou pensar sobre a pessoa mentalmente. E
algumas pessoas são visualizadoras surpreendentes - elas podem fechar os olhos e ver as coisas de uma forma nítida, colorida,
em 3D. O resto de nós vê imagens que são vagas, pouco claras e que, provavelmente, desaparecem ou escurecem quando você
"olha" para elas.
Essa técnica funciona bem, não importa como você visualiza. Se você não é um "visualizador claro", você simplesmente pode ter
que repetir a técnica algumas vezes e durante alguns dias. (Veja nota no final desse artigo sobre a técnica Swish.)
Agora as etapas
Isso provavelmente funcionará melhor se você começar relaxando por mais ou menos um minuto e fechar os olhos:
1. Pense na pessoa que você acha intimidadora ou que você tende a colocá-la em um pedestal.
2. Imagine que a sua "tela" mental está dividida por uma linha no nível dos olhos em metade superior e metade inferior.
3. Agora, observe se a pessoa em quem você está pensando está na altura dos olhos, ou acima ou abaixo do nível dos olhos.
Normalmente, se colocamos a pessoa em um pedestal, isso será refletido na forma como pensamos nela e vamos 'vê-la' acima do
nível dos olhos.
4. Agora, simplesmente traga a imagem para abaixo do nível dos olhos - bem abaixo do meio da tela.
5. Observe o que isso faz à forma como você se sente sobre ela.
6. Abra seus olhos e olhe ao seu redor.
7. Mais uma vez feche os olhos. Observe onde ela está em relação ao nível dos olhos. Agora, mais uma vez, trazemos o tamanho
dela para baixo, mais uma vez abaixo do nível dos olhos.
8. Agora, para 'programá-lo', repita o processo mais umas cinco ou seis vezes. Feche os olhos, perceba onde está a imagem. Traga a
imagem para baixo, abaixo do nível dos olhos. Abra os olhos e olhe ao redor.

É isso. Ocasionalmente, pode ser necessário repetir o processo algumas vezes ao longo de alguns dias, especialmente se você
esteve pensando sobre a pessoa de uma forma apavorante por muito tempo.
Ajuste fino da técnica
E se eu não puder levá-la para abaixo do nível dos olhos?
Às vezes ajuda primeiro imaginá-la bem acima do nível dos olhos e depois movê-la mais para baixo. Ou imagine atirar a imagem
para longe e depois recuperá-la, mas para um novo local bem abaixo do nível dos olhos. Ou fazer a imagem se mover primeiro
para os dois lados e, em seguida, para abaixo do nível dos olhos.
Quanto tempo eu preciso continuar praticando essa técnica?
Às vezes é suficiente fazê-lo cinco ou seis vezes na primeira sessão. Para alguns pensamentos você pode ter que repetir o processo
algumas vezes por um dia ou dois. Se isso não surtiu o efeito desejado, então é hora de escalar o processo e usar uma técnica mais
poderosa, como o Swish - ou examinar mais profundamente o seu relacionamento com a pessoa.
Nota: Essa técnica de submodalidades da PNL e a técnica Swish mencionada acima são melhor utilizadas quando a situação não
exige ação prática: quando a questão é sobre como você pensa em vez de como você deveria estar lidando com a situação. Como
exemplo, se a pessoa que você acha intimidante for um colega que está realmente se comportando de uma maneira intimidante
ou com assédio moral, isso exige ação prática em vez de simplesmente mudar o seu pensamento.

Exercícios de Submodalidades
Os dois exercícios a seguir ilustram como funcionam as submodalidades. Você será solicitado a fazer uma imagem na sua mente
(uma representação interna). Para alguns de nós, as imagens que fazemos em nossas mentes são muito claras. Para outros (e isso
me inclui), a imagem não é clara, e ainda tenho a sensação de estar lá e se me forem feitas perguntas sobre as qualidades da
imagem (submodalidades), eu sou capaz de responder. Para manter o exercício simples, vamos trabalhar só com
as submodalidades visuais.
Exercício 1:
Fique em uma posição confortável, feche os olhos e crie uma imagem na sua mente de alguém com quem você realmente gosta
de estar. Quando você começa essa imagem, observe as submodalidades. Ou seja, é uma imagem forte ou fraca, onde ela está
localizada, você está associado ou dissociado, etc. Depois de ter feito isso, abra os olhos e limpe a mente movendo o corpo, por
exemplo, com um alongamento e olhe ao redor da sala. Na PNL, isso é chamado de quebra de estado.
Novamente feche os olhos e dessa vez crie uma imagem na sua mente de alguém com quem você não gosta de estar. Observe
as submodalidades da imagem e tenha certeza de que você pode identificar várias submodalidades diferentes da imagem de
alguém com quem você gosta de estar. Depois de ter feito isso, quebre o estado movendo o corpo, por exemplo, com um
alongamento e olhe ao redor da sala.
Tenho certeza de que você é capaz de identificar várias submodalidades que são diferentes nas duas representações internas.
Geralmente, nós tendemos a ter submodalidades semelhantes para as representações internas de pessoas com quem gostamos
de estar. As submodalidades das representações internas das pessoas com quem não gostamos de estar também
terá submodalidades semelhantes e, de alguma forma, diferentes das submodalidades das pessoas com quem gostamos de estar.
Essa semelhança e essa diferença em submodalidades nos permitem codificar as nossas experiências e dar sentido ao nosso
passado e às memórias futuras (representações internas).
As submodalidades são divertidas e fáceis de trabalhar com elas. Por exemplo, se a representação interna de alguém de quem
você não gosta de estar é grande, e está perto (ou seja, "no seu rosto"), o que você acha que aconteceria se você tornar a imagem
menor e empurrá-la para uma distância confortável? Eu suspeito que você não necessariamente acabaria gostando dessa pessoa,
porém poderia não achá-la mais tão arrogante.
Exercício 2:
Para esse exercício, eu gostaria que você fechasse os olhos e pensasse em um momento em que foi muito feliz. Uma vez que você
tenha essa imagem, torne-a muito escura, reduza-a a uma imagem pequena e a empurre para longe. Quando fez isso, o que você
observou sobre a sua sensação de felicidade? Reduziu ou desapareceu? Você aprendeu apenas uma ótima maneira de remover a
felicidade da sua vida – pegue todas as suas lembranças felizes e torne-as as imagens mais escuras, pequenas e distantes. Claro,
eu estou brincando. No entanto, existem algumas pessoas que tendem a desconsiderar as suas memórias felizes, tornando-as
mais escuras, menores e mais longe, enquanto tornam as suas lembranças desagradáveis grandes, brilhantes e mais perto. E como
você acha que essas pessoas vivem a vida delas?
Esses dois exemplos mostram as submodalidades que você usa para armazenar as suas memórias (passadas e futuras) que dão
significado às suas memórias. Nós não podemos mudar um evento que já aconteceu. Entretanto, ajustar as submodalidades da
memória pode mudar a forma como nós a percebemos e como reagimos a ela. Isso também é verdade para os eventos futuros.
As submodalidades são pontos fundamentais das técnicas da PNL
As submodalidades são componentes essenciais para muitas das técnicas de mudança da PNL. As submodalidades, por si ou como
parte de outras técnicas, têm sido usadas para ajudar as pessoas a parar de fumar, comer mais certos alimentos e menos de
outros, tratar de problemas de compulsão, mudar crenças e valores, aumentar a motivação, passar do estresse para o
relaxamento, tratar das fobias, etc.

A Estratégia Disney da PNL: passo a passo


A Estratégia de Criatividade Disney, às vezes chamada de Técnica Disney, é uma forma de organizar o seu pensamento para
melhorar a sua capacidade de alcançar metas ou sonhos.
Nessa técnica de PNL você submete a sua grande ideia ou o seu plano perante os três estilos diferentes de pensamento para nos
assegurarmos de que a ideia ou o plano está abrangente, realista e robusto.
Um empreendimento muito grande…?
Ou apenas um pensamento confuso? Muitos dos nossos grandes planos ou empreendimentos fracassam por causa da forma
como pensamos e não porque os nossos planos são exagerados ou são apenas devaneios.
Se usarmos uma abordagem desorganizada, confusa, o empreendimento pode parecer opressivo e tão grande que é abandonado
rapidamente. Mas, se usarmos a estratégia Disney nós olhamos as coisas de uma forma estratégica e sistemática o que torna as
coisas claras e práticas.
Background
A estratégia foi idealizada por Todd Epstein e Robert Dilts, dois trainers de PNL da costa oeste dos Estados Unidos. Eles modelaram
o método utilizado por Walt Disney para transformar as suas ideias em realidade, especialmente na forma de seus filmes de
desenhos animados.
Eles reconheceram que Disney usou três tipos de pensamento - sonhar acordado ou fantasiar, planejar e ser crítico construtivo.
Muitas pessoas também fazem isso. A diferença sobre a abordagem que Disney utilizou, é que ele submetia as suas grandes ideias
a esses estilos sequencialmente, enquanto a maioria das pessoas usa todos os três estilos ao mesmo tempo – produzindo um
pensamento obscuro, confuso e embaralhado que, frequentemente, resulta no abandono de grandes ideias. (Veja o
livro Ferramentas para Sonhadores.)
Como usar a Estratégia Disney
Você pode usar a Estratégia consigo mesmo, para coaching de outras pessoas ou com uma equipe. Essas dicas ajudam como fazer
para a técnica funcionar melhor.
• Faça espacialmente, ou seja, fique de pé em lugares diferentes para cada uma das fases de pensamento. Isso mantém os
diferentes estilos de pensamento separados.
• Se você estiver executando a estratégia sozinho, faça em voz alta – quando fizer as perguntas de cada fase e quando
responder a elas.

Execute a estratégia em duas fases: (a) preparação e (b) caminhada através da técnica.
Preparação para a Estratégia Disney
Preparação (1): surgiu um sonho!
O sonho pode ser qualquer coisa que você deseja... algo que você gostaria de alcançar, uma mudança que você gostaria de fazer
em sua vida ou o seu trabalho ou profissão, ou uma mudança pessoal tal como melhorar a sua aptidão física ou a sua saúde.
Certifique-se de que é algo que é bastante abrangente ou seja, requer que você se mova para a sua zona de imaginação.
Preparação (2): configure os 3 lugares
Selecione 3 lugares em uma sala (ou ao ar livre). Algumas pessoas acham que é útil ter um quarto lugar – uma espécie de lugar
neutro em que você tem um descanso da estratégia.
1. Sonhador: aqui você deixa a sua imaginação correr solta. Você considera a sua visão e os benefícios da sua realização.
2. Realista: aqui você age como se o plano fosse perfeitamente possível – a sua função é procurar maneiras de fazer isso acontecer.
3. Crítico: Aqui você procura falhas e brechas no Plano. Atue como um crítico construtivo. No papel crítico você só interage com o
Realista – não com o Sonhador. Destina-se a encontrar os pontos fracos, prevenir problemas e garantir o sucesso do Plano – mas
deixa a resolução dessas fraquezas potenciais para o Realista.

Preparação (3): anexar sentimentos para cada lugar


Para ajudá-lo a entrar no estado ideal em cada lugar, ancore o estado ao lugar. Pense em uma ou mais vezes em que você esteve
fazendo a atividade associada ao lugar. Depois de ter acessado o estado ao lugar:
1. Sonhador: pense nos momentos em que você esteve sonhando acordado, fantasiando ou permitiu que a sua imaginação corresse
solta e sem restrições. Agora entre no lugar Sonhador e, por alguns minutos, reviva um ou dois desses momentos.
2. Realista: pense nas vezes em que você esteve envolvido com entusiasmo no planejamento de coisas como o trabalho ou com
projetos pessoais ou das férias em família. Agora entre no lugar Realista e por alguns minutos reviva um ou dois desses momentos.
3. Crítico: pense em uma ou duas vezes em que você foi capaz de criticar construtivamente seus próprios planos ou os dos outros.
A ênfase aqui é fazer crítica construtiva e não destrutiva. Pense no estado de espírito e na fisiologia que você usou. Agora entre
no lugar Crítico e reviva esses momentos.

É isso, a sua preparação está feita. Agora você está pronto para submeter o seu próprio sonho para a Estratégiada Criatividade
Disney.
Caminhe pela estratégia
1. Sonhador
Entre nesse lugar. Tire um momento para se reconectar com o que é parecido a se imaginar livre. Agora pense sobre a visão geral
do seu "sonho". Visualize-o de forma criativa e sem inibições, como se tudo fosse possível. Considere os benefícios de alcançá-lo.
Para ajudá-lo a pensar com mais clareza, se estiver fazendo a estratégia sozinho, faça cada pergunta em voz alta e também
responda em voz alta (em cada uma das fases).
O que eu quero?
O que eu vou estar fazendo – e onde eu vou estar fazendo isso?
Quando vou começar? Onde? Por quê?
Quais são os benefícios de se alcançar isso?
O que isso significa para mim como pessoa?
Como é que isso vai beneficiar aqueles que estão próximos de mim?
2. Realista
Entre no lugar. Conecte-se com seus sentimentos no "modo de planejamento". Agora, agindo como se o sonho fosse totalmente
possível e viável para você, venha com um plano para torná-lo uma realidade.
Faça isso de uma maneira prática e realista. A razão é desenvolver um plano de ação detalhado e gerenciável.
Como posso fazer esse sonho acontecer?
Quais são as principais partes ou seções deste sonho? Como é que eles seguem um ao outro?
Que passos devo tomar para fazer com que cada segmento aconteça?
Por que esse passo é necessário? E esse? E esse?
Que recursos (tempo, pessoas, dinheiro, etc.) eu preciso para fazer isso acontecer?
O que eu vou ver e ouvir e que será a prova de que cada pedaço foi alcançado?
O que eu vou ver e ouvir e que será a prova de que o sonho foi alcançado?
3. Crítico construtivo
Passe para esse lugar – e lembre-se que você está agindo como um crítico construtivo.
Quais são os pontos fracos nesse plano?
O que está faltando?
O que é inadequado?
Que problemas podem ocorrer?
Quem poderia objetar? Quem será afetado desfavoravelmente por ele?
Quando e onde ele pode não funcionar? Ou não ser desejável?
Mais alguma deficiência nesse plano?
Se necessário, refaça o ciclo
Você completou agora a primeira rodada.
Se ele é realmente um grande sonho – uma boa visão de sonho – ele provavelmente vai exigir um número de ciclos entre Crítico
e Realista. Isso é ótimo. Ele mostra que você está apontando para ousar ao invés de ir para algo menor e mais "seguro".
Veja como fazer esse ciclo.
1. Após ter completado o estágio Crítico mova-se de volta para o lugar Realista.
2. Agora reveja o Plano (mas não o sonho) com base nos comentários do Crítico.
3. Em seguida, volte para o lugar Crítico e avalie o Plano revisado.

Continue esse ciclo de ida e volta entre o Realista e o Crítico até que você tenha um plano viável, sólido. Com grandes
empreendimentos pode ser útil executar o processo completo todos os dias ou duas vezes por semana.
E se você não conseguir aparecer com um Plano sólido que o Crítico 'aprove', você pode ter que voltar para o lugar Sonhador e
modificar o sonho com base neste ciclo. Mas você só muda o Sonho quando estiver absolutamente certo de que um Plano viável
não poderá ser alcançado.
Use a técnica em si mesmo, em coaching ou com uma equipe
A Estratégia da Criatividade Disney é uma excelente técnica para se fazer em si mesmo. Também é ótima para coaching ou no
desenvolvimento de equipes.
Nota: existem dois artigos sobre essa técnica. Esse é sobre o guia de passo a passo e o outro é A Estratégia Disney – uma visão
geral.

Posições Perceptivas da PNL ou “Perspectivas Diferentes”


Em poucas palavras!
Nessa técnica de PNL você recapitula mentalmente (ou pré-visualiza) uma situação a partir de diferentes pontos de vista, a fim de
enriquecer a sua apreciação do que está envolvido. É uma das primeiras técnicas ensinada e explorada em nosso programa de
Habilidades Fundamentais da PNL, em New Forest.
Por que usar as Perspectivas Diferentes da PNL
 Melhora a sua compreensão das outras pessoas.
 Permite que você pense de forma mais flexível e mais criativa.
 Fornece uma oportunidade de se afastar e considerar o assunto sem paixão.
 O ajuda a avaliar a influência do seu comportamento verbal e não verbal sobre os outros, e a influência do comportamento deles
em você.

Como usar as Perspectivas Diferentes


Use-as para revisar uma interação com outra pessoa - ou para se preparar para a próxima.
Faça em duas partes. A primeira fornece insights sobre a situação atual. A segunda parte permite você se beneficiar dos insights
obtidos na primeira parte - enquanto mentalmente “faz a ligação” dos aprendizados.
Primeira etapa
Primeira Perspectiva
Veja a situação com os seus próprios olhos. Examine a reunião ou a interação como se você estivesse lá. Preste atenção aos seus
próprios pensamentos e sentimentos. Considere as suas próprias necessidades.
Segunda Perspectiva
Imagine o que é ser a outra pessoa. Coloque-se no lugar dela - como se você estivesse olhando para si mesmo, vendo, ouvindo e
se sentindo como a outra pessoa. Como é que você percebe “você estar lá”? A pessoa está em rapport com você? Ela está lhe
respeitando? Será que ela está levando em consideração os seus pontos de vista?
Terceira Perspectiva
Tome um ponto de vista imparcial. Imagine que você está “lá” olhando para si mesmo e para a outra pessoa - vendo as duas
pessoas falando, gesticulando, etc. Preste atenção especial ao comportamento não-verbal: a linguagem corporal e o som das
vozes. Em seguida, considere como resultado dessa visão o conselho que você desejaria dar "a si mesmo" sobre como você está
lidando com a situação.
Segunda parte
Agora repita o processo usando os insights e as recomendações obtidos na primeira parte. Examine a partir desses novos
comportamentos - primeiro como você mesmo, em seguida, como a outra pessoa e, finalmente, a visão em separado.
Finalmente, pense nos próximos eventos em que esses insights poderão ser úteis. Examine-os mentalmente enquanto imagina
que você está incorporando os seus novos aprendizados.
Aplicações
Faça isso com apenas uma interação por dia durante um ou dois meses e observe como melhora a sua capacidade de se comunicar
eficazmente com os outros.

Minha revolucionária técnica de PNL sobre perda de peso


Mais e mais mulheres em todo o país estão perdendo peso - e mantendo essa perda - com a ajuda de uma técnica mental
chamada Programação Neurolinguística. Aqui está como Sue Barratt utilizou esse simples método para derreter 30 quilos -
esquecendo para sempre as dietas!
Sentada na mesa da cozinha, numa noite fria do inverno, eu apanhei o meu quinto cookie e o enfiei na boca, mal e mal sentindo
o gosto dele. Enquanto repassava os acontecimentos recentes da minha vida – a separação do meu marido Richard, a venda da
nossa casa e a mudança para um apartamento de um quarto com meus três filhos pequenos – eu estava desesperada. "O que
será de nós?" me perguntava. Não saber a resposta me deixava deprimida.
Enquanto crescia a minha depressão e o meu pânico, eu revistava a cozinha para achar alguma coisa para comer. Tendo
encontrado o saco de batatas fritas que eu havia comprado naquela manhã, o abri e comecei a comer com naturalidade. "Por que
você não para de se entupir?" me repreendi, empurrando outro chip para dentro da boca. Aos 36 anos, eu sentia que a minha
vida estava fora de controle. Me sentia impotente por causa do que comia. Se eu não conseguia controlar o meu peso, como
poderia controlar o meu futuro? Não que eu não tentasse perder peso. Eu tentava uma dieta depois da outra para voltar aos 54
quilos que eu pesava no dia do meu casamento.
Naqueles tempos, eu gostava do que via, um rosto bonito e uma figura curvilínea que atraía os olhares dos homens. Isso foi antes
de ficar grávida e ganhar quase 30 quilos. Por incrível que pareça, eu só perdi quatro quilos quando o meu filho Phillip nasceu.
Com 1 metro e 57, eu estava horrorizada pois pesava mais de 73 quilos. Não importava que eu tivesse acabado de dar à luz, eu
me tornei obcecada em perder peso. Contava as calorias de cada porção de alimento e me pesava um meia dúzia de vezes por
dia.
Mas, em vez de me ajudar, isso me fazia suspirar por mais comida. Então, sempre que eu trapaceava, o que era frequente, eu
ficava tão enojada comigo que acabava comendo o dobro. Desesperada para perder peso, numa vez fiquei dois dias sem comer,
e aí, comi o suficiente por um dia e depois prometi não comer de novo por mais uns dias. Era uma tortura, mas funcionava.
Lentamente, ao longo de um ano e meio, eu perdi 13 quilos. Eu planejei continuar perdendo peso, mas quando engravidei da
Holly, tive que parar a minha dieta montanha-russa. Meu peso logo subiu para 70 quilos. Depois que a minha filha nasceu, eu me
esforcei para perder peso, e estava obtendo algum sucesso, até que, um ano depois, engravidei da Joanne.
Mas, desde o meu divórcio, e por muito tempo, o meu peso foi ofuscado por outras coisas na minha vida. Eu nunca fazia as
refeições com as crianças, pensando que, se não sentasse para comer com elas, eu não iria comer demais. Eu só beliscava, vivendo
principalmente de cookies e cereais frios. Um dia, quando estava comendo um muffin e lendo a correspondência, eu peguei minha
filha Holly comendo punhados de cereal direto da caixa. "Holly, não faça isso" ralhei com ela. "Coloque um pouco no prato e senta
na mesa." "Olhe para você, mamãe", respondeu ela. "Você nunca se senta na mesa e está sempre comendo cereal da caixa." As
palavras dela me atingiram como uma tonelada de tijolos. Que tipo de exemplo eu estava dando para os meus filhos? Eles estavam
assimilando os meus horríveis hábitos alimentares. Fiquei muito envergonhada.
Naquela noite, deitada na cama, eu tentei descobrir o que fazer. Eu me sentia muito frustrada por ser impotente em relação à
comida - isso invadia todos os meus pensamentos. O pior ainda era ver Holly seguindo os meus passos. "Oh, meu Deus," orei, "por
favor me ajuda encontrar uma maneira de mudar."
Uns dias depois, meu amigo Gordon me convidou para acompanhá-lo em uma palestra sobre Programação Neurolinguística (PNL),
que é a ciência do efeito da linguagem, tanto verbal como não verbal, sobre o cérebro e o sistema nervoso. Ele me disse que
a PNL usava a visualização para ajudar as pessoas a "reprogramarem" o cérebro e a maneira delas pensarem sobre as coisas. E
assim que aprenderem a fazer isso, elas poderiam mudar o seu comportamento e curar os maus hábitos. Parecia forçado, mas
mesmo assim eu fui.
Olhando ao redor da sala, eu contei cerca de 15 homens e mulheres, com idades variando dos 20 aos 50. O instrutor, Peter McNab,
pediu que cada um de nós dissesse ao grupo o nome e o que fazia. Quando chegou a minha vez, eu disse: "Meu nome é Sue. Eu
não estou trabalhando. Fico em casa com meus filhos."
"Eu diria que isso certamente é um trabalho" contestou Peter com um sorriso. "É muito mais trabalho do que eu estaria disposto
a fazer!" Os outros riram e balançaram a cabeça concordando. Eu sorri e sentei ereta na cadeira, me sentindo orgulhosa. "Ele está
certo" disse a mim mesma.
Peter explicou que iríamos aprender a nos comunicar com nós mesmos em um nível mais profundo. "Você irá fazer uma simples
técnica mental que a incentivará a falar consigo mesmo de uma maneira nova. Você não vai se deter em um problema,
perguntando: O que está errado comigo? Porque eu sou assim? O que causou isso? porque essas perguntas não irão ajudá-la a
mudar o seu comportamento."
Eu achei difícil acreditar que falar comigo mesma sobre comer demais – até mesmo de uma maneira diferente da que eu estava
acostumada – ia me ajudar a superá-lo. Eu falava comigo mesma o tempo todo – suplicava, até me repreendia. Isso não havia
funcionado antes. Como poderia funcionar agora?
Mas conforme Peter descrevia como às vezes podemos ser nossos piores inimigos apenas pela forma como nos vemos, eu tive
um flashback de alguns anos atrás, quando me inscrevi para um curso por correspondência. Antes mesmo de começar, eu tive
dúvidas e acabei por desistir logo depois de começar. Pensando nisso agora, parece que eu sempre fiz isso. Nunca me dei uma
chance para ser bem-sucedida.
Intrigada, eu comprei uma fita chamada "Espiritualidade e PNL". A ideia de entrar em contato com meu eu interior era
empolgante. Estava curiosa para saber se isso funcionava e se eu ia conseguir.
Na noite seguinte, depois de colocar as crianças na cama, coloquei a fita no meu walkman e me aconcheguei no meu travesseiro
para ouvi-la. Eu ouvi a voz de Connirae Andreas, PhD, uma terapeuta de PNL do Colorado, explicando que nem sempre podemos
fazer as mudanças que queremos, porque uma parte nossa oculta acredita que o comportamento seja bom para nós. Por exemplo,
se os seus pais o perseguiam por comer demais, você comia mais para provar a sua independência. Visto que independência é
uma coisa boa, você continua a comer em excesso para manter a sua liberdade, ela explicou. Essas crenças subconscientes, que
muitas vezes remontam à infância, ainda ditam as nossas ações, muitas vezes contra a nossa vontade consciente. O processo na
fita de seis minutos, chamado de "Transformação Essencial", ajuda a desenterrar essas crenças e as muda para sempre.
Enquanto eu ouvia as instruções dela, tentei me concentrar na maneira como me sentia quando me via devorando a comida. Era
uma sensação de puro pânico. Tentei duplicar essa sensação e então tratei dessa sensação de pânico como se fosse uma pessoa
dentro de mim. O próximo passo, dizia a dra. Andreas, era perguntar a essa parte de mim: "O que você quer?" Ela explicava que
a resposta poderia vir como palavras, um estado de espírito ou uma imagem. "Não tente descobrir mentalmente a resposta, deixe-
a vir de dentro para fora", ela aconselhava.
No início, eu não senti nada. Mas, como eu tentei colocar de lado os outros pensamentos e me concentrar na sensação de pânico
que tenho quando como demais, de repente, de dentro de mim, veio a resposta: "para se sentir satisfeita." Eu tinha uma imagem
bem clara pois ao crescer em uma família de seis crianças, se você não comer rapidamente, você não come nada.
Na fita, a voz da dra. Andreas dizia: "imagine que você está tendo essa experiência agora." Instantaneamente, senti meu estômago
se encher e me senti completamente satisfeita. Ainda seguindo as instruções dela, eu perguntei à essa parte de mim: "agora que
você se sente satisfeita, o que você quer que é ainda mais importante?"
Enquanto eu fazia a pergunta, comecei a sentir uma sensação de satisfação me afetando. Eu regozijei com ela por um tempo e
depois me perguntei: "agora que você se sente satisfeita, o que você quer que é ainda mais importante?" "Ser quem eu sou", veio
a resposta. Eu tentei experimentar inteiramente quem eu sou. Quando me senti em paz com isso, perguntei: "e agora, o que você
quer que é ainda mais importante?" Dessa vez, um profundo sentimento de amor fluiu por mim. "Então é isso que eu queria o
tempo todo" eu disse em voz alta. "Não é comida, mas amor. "
Eu estava comendo para satisfazer uma fome emocional – e não física. Sabendo disso, eu me senti como se tivessem tirado um
peso de cima de mim. Ainda seguindo as instruções da fita, eu trouxe de volta esse sentimento básico de amor em todas as etapas
– permitindo o amor purificar a minha necessidade de ser quem eu sou, me sentir realizada, me sentir satisfeita. Na hora que
cheguei à primeira etapa de puro pânico, o amor dissolveu a sua força. Me sentindo totalmente relaxada, caí no sono.
No dia seguinte, quando a minha filha me ofereceu um cookie, eu disse: "Não, obrigada". Eu realmente não queria. Pela primeira
vez na minha vida, eu não estava obcecada para comer. De alguma forma, eu tinha mudado. Me livrei de todas as balanças da
casa porque assim não ficaria tentada a ver o peso várias vezes ao dia. Umas semanas depois, fiquei surpresa porque o meu jeans
estava mais folgado. Hoje, um ano depois, eu estou com 61 quilos. Nunca mais me ocorreu a idéia de fazer dieta.
Se eu sentir vontade de comer um pedaço de bolo, eu como. Eu não considero isso um deslize ou uma fraqueza porque tenho fé
na minha capacidade inata de fazer o que é melhor para mim. Comida não é mais um problema na minha vida. Tanta coisa mudou
que agora não me vejo mais como uma pessoa patética, sem força de vontade.
Eu tive a autoconfiança para começar o meu próprio negócio em casa e estou envolvida com o treinamento em PNL. Eu me sinto
bem sobre quem sou e quero que as outras pessoas possam sentir o mesmo orgulho que eu tenho sabendo que estou no controle
da minha vida. "
Como Trainer de PNL, Sue está ajudando outras pessoas a aprenderem a impulsionar a autoestima delas. Depois do
nascimento de cada um dos seus três filhos, Sue achou difícil perder o peso que havia ganho. Antes dela participar do
programa de PNL, Sue tinha definido a sua vida pelos seus filhos e se considerava ser "apenas uma mãe", sem nenhuma
habilidade comercial.
Quando Sue Barratt rememora nos velhos álbuns de fotos, ela sempre se surpreende ao ver todas as mudanças positivas
que fez em sua vida, graças a PNL. Os sucessos fizeram dela uma mulher mais feliz e uma melhor mãe. Hoje, ela diz: "Meus
filhos se interessaram pelo que eu fazia e hoje nós somos uma unidade emocional. Eu estou muito orgulhosa pelo fato de
estar dando um bom exemplo para eles seguirem."
Ao praticar a PNL, Sue aprendeu a falar consigo mesma de uma forma diferente, escutando seu subconsciente para
entender as suas ações. Hoje na casa de Sue não há mais ninguém mordiscando junk food. Agora toda a família se senta
para desfrutar de uma refeição regular.

FOGGING - Interrompendo o ritual


Se alguém observar discussões poderá notar que há, quase, um aspecto ritualístico em cada uma. Uma pessoa ataca, a outra
defende-se. Contra-ataque, defesa. ida e volta até que uma pessoa “vença” ou ambas se afastem furiosas. Em qualquer hipótese,
ambas acabam perdendo. Há, porém, uma maneira de manejar a situação diferentemente da usual, da maneira defensiva. É uma
forma de obter real vantagem. Quando alguém deixa de se defender, quebra o ritual que a outra pessoa esperava acontecer. Com
a interrupção a pessoa fica sem saber direito o que fazer e, inconscientemente, seguirá qualquer “liderança” que o outro oferecer.
É o momento de oferecer alívio e fechamento, perguntando algo que se indica que se quer compreender- e não discutir - o que
conduz a uma abordagem completamente distinta. A discussão se converte numa troca de informações, com cooperação mútua.
Esse método alternativo de ser compreensivo permite o retorno ao objetivo inicial do diálogo, desde que a outra pessoa foi
“desarmada”, no seu ataque. Para obter um resultado de ganha-ganha é preciso controlar os eventos.
A origem do termo fogging (esfumaçamento) é de um brinquedo infantil, familiar a maioria das pessoas. Se você estiver atirando
pedras em um alvo qualquer, poderá controlar seu êxito pela proximidade maior ou menor, de cada arremesso, tendo o “alvo”
como referência. Se, no entanto, um nevoeiro se interpuser entre você e o alvo, impedindo sua visão, por quanto tempo você
continuaria atirando as pedras?
Uma ou duas pedras mais, quem sabe, e você desistiria. “Perdeu a graça”, seria seu mais provável comentário. De forma similar
o fogging causa uma “névoa na conversação”. dessa forma retirando você da condição de alvo.
Um exemplo, para dar uma ideia da essência da mudança:
CLIENTE (com raiva): Vocês tem me atendido pessimamente e eu não admito isso!
VOCÊ: Eu posso entender que esteja chateado. Exatamente o que você gostaria que acontecesse, de modo que você se sentisse
melhor?
CLIENTE (ainda brabo): Se o problema fosse tratado conforme combinado eu não estaria tão furioso.
VOCÊ: Então, se o assunto tivesse sido tratado a tempo você se sentiria melhor? O que mais precisaria ser feito?
CLIENTE: O atendimento podia ser mais cortês. Vocês parecem não dar importância às coisas.
VOCÊ: Então, se o serviço fosse feito em tempo e se houvesse mais cortesia, o assunto estaria resolvido?
CLIENTE (frio): Sim.
Importante notar que, no diálogo acima, nada ficou acordado até agora. O cliente simplesmente “esfriou” e, agora, se sabe que
rapidez e cortesia são fatores críticos para ele. Nesse ponto seria impossível assegurar que o setor responsável pelo atendimento
atenderia às suas reclamações, uma vez que não foi consultado. Mais ainda, é preciso descobrir exatamente o que “rapidez” e
“cortesia” significam para ele. O efeito depurado foi: a raiva foi neutralizada e se obteve informação que será relevante para o
relacionamento. Agora o diálogo pode continuar de forma efetiva e cria-se uma situação de ganha-ganha.
Respostas iniciais adicionais que podem conduzir ao uso efetivo da técnica de fogging:
• Bem, eu posso ver que você está alterado. Pode me dizer como eu posso ajudar?
• É óbvio que seu ponto de vista é razoável. O que eu poderia ter feito diferente?
• Acho que entendi. O que, especificamente, poderia melhorar a situação?
Primeiro você reconhece (admite) o comentário do outro e, só então, pergunta de forma a dirigir a conversa na direção do objetivo
desejado. Ou seja, espelhar e liderar, como sempre.
Pratique com amigos, parentes. Lembre a fórmula geral:
Concorde ou reconheça que a pessoa está ... (preocupada, com raiva, com alguma razão, etc.).
Pergunta - Pergunte o que, especificamente, a pessoa gostaria, ou o que você poderia fazer para ... (ajudar, resolver, mudar, etc.).
Verificar - Periodicamente ratifique (confirme) o comentário da pessoa.
Gerador de novos comportamentos
Gerador de novos comportamentos
Esta é uma técnica mais geral que você pode usar se desejar adquirir um novo comportamento ou melhorar ou mudar
um comportamento. Digamos que você deseje melhorar seu desempenho no seu esporte predileto. Usando a imaginação veja a
si mesmo comportando-se como gostaria, rebatendo a bola de tênis no momento exato, por exemplo. Se isto for difícil, escolha
uma pessoa como modelo e tente visualizá-la tendo esse comportamento. Sente-se na cadeira do diretor de seu filme interior.
Seja o Steven Spielberg da sua imaginação. Observe a cena enquanto ela passa diante do seu olho interior. Mantenha-
se dissociado enquanto ouve a cena e edite a trilha sonora. Você é ao mesmo a estrela principal e o diretor. Se houver outras
pessoas envolvidas, observe suas reações ao que você está fazendo.
Dirija a cena e edite a trilha sonora até que esteja completamente satisfeito. Então, entre dentro da cena da qual você é o
protagonista e repasse-a do começo ao fim. Ao fazer isso, preste atenção às suas sensações e às reações das pessoas que o cercam.
Esse novo comportamento está de acordo com seus valores e respeita sua integridade pessoal?
Se não se sentir bem, sente-se de novo na cadeira do diretor e modifique o filme antes de voltar a entrar nele. Quando estiver
satisfeito com seu desempenho imaginado, identifique um sinal interno ou externo que possa usar para disparar
esse comportamento. Ensaie mentalmente a cena em que você observa o sinal e adota o novo comportamento.
O gerador de novos comportamentos é uma técnica simples, porém muito poderosa, que pode ser usada para melhorar seu
desempenho pessoal e profissional. Toda experiência será uma oportunidade de aprendizagem. Quanto mais você fizer isso, mais
rápido conseguirá se transformar na pessoa que você realmente quer ser.
Metáforas de cura
O uso de metáforas e símbolos no processo da cura se estende a milhares de anos. Mais recentemente, Simonton, Bernie Siegel
e outros fizeram uso das metáforas e das imagens em pacientes com câncer ou outras doenças. nota1 E a Modelagem Simbólica –
explicada com abrangência em nosso livro Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling – segue nessa
direção.
Modelagem Simbólica
Existem três características que distinguem a Modelagem Simbólica dos outros processos de metáforas e visualização. Primeiro é
a confiança do individuo, e somente o indivíduo, ao usar seus sintomas para identificar uma metáfora pessoal, autógena para a
sua doença. Segundo, é um meio para questionar essas metáforas. Esse processo de questionamento foi originado por David
Grove e é chamado de “Linguagem Clara”. E terceiro, enquanto as metáforas são comumente expressas como imagens,
a Modelagem Simbólica também faz uso das outras maneiras pelas quais as pessoas representam suas doenças ou processos de
cura: expressões corporais, sensações, sons, desenhos, objetos físicos, etc.
O uso da metáfora autógena pode ser particularmente conveniente nas doenças “funcionais ou relacionadas ao estresse, aquelas
nas quais nenhum micro-organismo específico foi identificado como fonte do colapso fisiológico. Essa categoria da disfunção inclui
tanto os maiores problemas de saúde como as doenças cardiovasculares, algumas formas de câncer, e as chamadas doenças
autoimunes, bem como aquelas que são menos catastróficas, como úlceras gástricas, muitas condições alérgicas, síndromes
miofaciais, enxaquecas e TPM. Estima-se que de 50 a 80 por cento de todas as doenças físicas que exigem atenção médica estão
relacionadas ao estresse ou são funcionais por natureza”.nota2
Descrição dos sintomas
As pessoas, muitas vezes, usam espontaneamente na conversa uma metáfora para descrever seus sintomas. A Dra. Sheila Stacey
diz: “Meus pacientes descrevem classicamente a dor com metáforas como nodoso, compressão, penetrante ou queimação. Eu
descobri que os pacientes com câncer usam particularmente metáforas vívidas: “Ela está me destruindo pouco a pouco” ou “Eu
estou assustado porque ela se espalha rapidamente.”
Além do uso espontâneo de metáforas para descrever seus sintomas, os clientes podem se beneficiar da eliciação e das técnicas
de revelação das metáforas. Nesses casos, é importante que o facilitador use a linguagem “clara” porque desse modo ele não
contamina a experiência do cliente com suas próprias preferências (muitas vezes inconscientes) por certo tipo de metáforas.
Quando ministrava um curso de Linguagem Saudável para um grupo de enfermeiras especializadas em esclerose múltipla, elas
contaram que, muitas vezes, seus pacientes tinham dificuldade para descrever a natureza bizarra dos seus sintomas. Nós
sugerimos que elas perguntassem a eles: “Quando fica difícil descrever os sintomas, com o que eles se parecem”? Essa pergunta
convida o paciente a usar uma metáfora para descrever as qualidades e as características da sua experiência subjetiva da doença.
Quando as enfermeiras fizeram essa pergunta, elas obtiveram respostas como “É como formigas correndo por todo o meu corpo”
e “É como um arame enrolado como queijo derretido em volta das minhas pernas”. Mais perguntas claras, como “Existe alguma
coisa a mais sobre (a metáfora do paciente)”? ou “E que tipo de (a metáfora do paciente) é essa?”, encorajaram os pacientes a
descrever essas estranhas sensações em detalhesnota3. As enfermeiras ficaram surpresas em como esses pacientes se sentiram
aliviados quando puderam explicar seus sintomas dessa maneira. Alguns pacientes disseram que foi a primeira vez que eles
sentiram que alguém realmente entendia como era experimentar a doença deles.
Metáforas evoluídas
Através da Modelagem Simbólica, o conflito, o desequilíbrio ou a doença inerente à metáfora do cliente encontra sua própria
solução de uma maneira inesperada e orgânica. Quando isso acontece, o indivíduo normalmente experimenta uma mudança
correspondente nos seus sintomas; algumas vezes imediatamente, algumas vezes nos dias ou semanas seguintes. Aqui temos dois
exemplos.
“Neve no topo da montanha árida”
Uma dermatologista que faz uso da Modelagem Simbólica, a Dra. Justina Cladatus, relata: “Um dos meus pacientes tinha um
problema de alopecia areata (perda de cabelo ou de pelos). Sua metáfora inicial para os seus sintomas era uma montanha árida
com neve no cume. Quando o processo se desdobrou, ele se descobriu amarrado numa parede com cordas marrom num quarto
escuro, com chão de cimento e uma pequena janela gradeada. A metáfora dele evoluiu até ele estar de pé ao lado de um poço
branco situado num lindo vale cheio de flores amarelas e vegetação verde. O poço era uma fonte de água fresca. Enquanto isso,
a neve derreteu e a montanha se tornou uma pequena colina com árvores crescendo nela. E o cabelo dele começou a crescer
preto!”.nota4
“Os coelhinhos e as cenouras câncer”
Peter Hettel foi diagnosticado com câncer nos seios da face. Depois da cirurgia, seu câncer retornou e por isso ele se voltou para
as abordagens alternativas, incluindo a PNL. Num outro exemplo da natureza individual da metáfora, Peter descobriu que suas
células imunológicas brancas eram como “coelhinhos se banqueteando num campo de cenouras-câncer laranjas, o que
aumentava a energia e o apetite sexual deles, com isso faziam mais sexo e mais coelhinhos que também estavam com fome e
comiam mais”. Uma manhã ele percebeu, para sua surpresa, que não tinha cenouras suficientes para todos os seus coelhos!
Algumas semanas depois, ele havia literalmente cuspido o seu tumor. Seu médico disse “Foi como se o seu corpo tivesse rejeitado
um objeto estranho, como a rejeição de um transplante, realmente expelido do seu corpo. Eu não posso responder por isso”.nota5
Para concluir
Nós nos habituamos a pensar que a mente não tivesse nenhum efeito sobre o corpo. Agora, até o mais tradicional médico admite
que a mente e o corpo estão ligados e que as mudanças num afetam o outro. É possível ir até mais longe e reconhecer que mente
e corpo são simplesmente expressões diferentes da mesma unidade, e que toda doença é uma doença mente corpo, e que toda
cura é uma cura mente corpo. A Modelagem Simbólica, a Linguagem Clara e a metáfora autógena formam um processo
congruente para trabalhar com os sintomas mente corpo.nota6

A técnica Swish
Pensamento redirecionado
A técnica “Swish” nos permite dissolver rapidamente os sentimentos ligados a pensamentos indesejados e a lidar com reações
inúteis.
No Swish nós substituímos o pensamento ou a reação indesejada por uma mais útil e mais adequada, porque o Swish redireciona
o pensamento. É uma instrução para o cérebro: Não, isso não - ISTO!!
Use-o para si mesmo – e para os outros
Essa é uma técnica valiosa para controlar os seus próprios pensamentos, estados e comportamentos. Cada vez que você usar
o Swish, você estará se treinando para instantaneamente redirecionar o seu pensamento de assuntos prejudiciais para aqueles
com mais recursos.
Ao usar o Swish em sua própria vida, você desenvolve sua capacidade de manter estados plenos de recursos, controlar as suas
reações a situações estressantes e se ocupar com os comportamentos que você quer.
Como usar o Swish
1. Selecione uma imagem de substituição
Primeiro selecione o seu sentimento de substituição – pergunte-se Em vez disso, como eu quero estar.
Tendo selecionado o sentimento de substituição, veja e ouça uma versão separada e associada de você mesmo experimentando
esse sentimento. É muito importante que essa imagem seja dissociada. Aperfeiçoe os detalhes e a qualidade (submodalidades)
dessa imagem até que ela fique bem convincente.
2. Encontre o gatilho para o humor indesejado
Você reage a quê? Como você sabe quando tem a resposta ou a reação indesejada?
Pergunte a si mesmo: O que ocorre um pouco antes de começar esse estado negativo ou indesejado? Desta vez, você quer uma
imagem associada do que está acontecendo imediatamente antes de você se envolver na atividade indesejada.
3. Coloque a substituição no canto da imagem indesejada
Imagine uma versão da sua imagem de substituição do tamanho de um pequeno selo no canto inferior da imagem indesejada.
4. Swish as duas imagens
Agora você quer que as duas imagens mudem simultaneamente e com uma velocidade crescente. (PNListas experientes irão
selecionar duas submodalidades críticas para serem usadas aqui. Entretanto, simplesmente mudar o tamanho das imagens e fazer
elas se distanciarem de você, irá funcionar na maior parte das vezes.)
Faça a imagem "negativa" ficar cada vez menor e atire-a para longe. Ao mesmo tempo, torne a imagem de substituição "positiva"
cada vez maior e mais perto até que ela substitua completamente a imagem negativa. Imagine um "swish" (um assobio, em
tradução literal) ao fazer isso - daí o nome. Isso é um Swish de som.
(Faça isso de forma relativamente lenta, levando, digamos, de 5 a 10 segundos para fazer isso. Então continue, fazendo um pouco
mais rápido a cada vez, até que você esteja fazendo o swish quase instantaneamente - em menos de um segundo!)
5. Limpe a sua mente
Após cada rodada Swish, limpe completamente a sua mente! Pense em alguma outra coisa ou visualize a sua cor favorita. Respire
tranquilamente enquanto você faz isso, visto que algumas pessoas tendem a segurar a respiração enquanto se concentram em
fazer o Swish. Para o sucesso do Swish, é crucial limpar a mente ou então, voltar a sua atenção para o exterior antes de fazer a
próxima rodada.
6. Pratique de 5 a 7 vezes
Repita cerca de sete vezes os passos 3 a 5 até você ter dificuldade em manter a imagem indesejada.
‘Eu não visualizo’
Essa é uma crença comum. Você também pode fazer um Swish Auditivo ou um Swish Cinestésico. Então, se você (ou a outra
pessoa se você estiver ajudando alguém) acredita que tem dificuldade em visualizar, você pode aceitar essa crença e usar
um swish cinestésico ou auditivo.
Como alternativa, e muitas vezes de forma mais eficaz, você pode agir "como se" estivesse visualizando - ou seja, você finge que
está visualizando e simplesmente segue as etapas listadas acima. Curiosamente, muitas vezes isso irá funcionar de forma eficaz!
Habilidades com o Swish
Como todas as técnicas de PNL, o Swish é melhor aprendido "ao vivo" em um workshop onde você é capaz de interagir com o
facilitador e com outros participantes - e onde você aprende os passos práticos antes que você comece realmente a fazer o Swish.
De qualquer modo, você ainda pode obter bons resultados se seguir cuidadosamente as dicas acima.
Aliás, os seis passos acima representam o "padrão" Swish tradicionalmente utilizado em PNL. Ele funciona muito bem para muitas
pessoas, especialmente se for usado juntamente com outras habilidades de PNL, como a utilização dos padrões
de linguagem, ancoragem e um conhecimento afiado das respostas não-verbais.

Exercício com Bolinhas


MANUAL DE INSTRUÇÕES
Brinque de jogar para o alto e aparar bolinhas, com quantas bolinhas você souber.
Pode ser com uma, duas ou três, ou até mais se você souber.
As bolinhas, você pode fazer com lã, com meias velhas ou até com papel amassado.
É um ótimo exercício para sair da depressão e melhorar a concentração.
Essas nossas profissões exigem mesmo muitas habilidades. E haja malabarismo para se ter sucesso: é um talento interminável de
quem está sempre andando na corda bamba, fazendo mágicas e mais mágicas, tirando leite de pedra, apagando incêndios em
minutos, esticando prazos, se desdobrando em mil... Sem contar ( e é melhor nem contar mesmo) as horas e horas domando
feras, pulando obstáculos, equilibrando-se, caindo e levantando, muitas vezes dançando, mas também dando grandes saltos,
fazendo de cada dia um grande espetáculo.
E por falar em espetáculo, encante todos com o colorido especial destas três bolinhas em movimento. A tentativa é o primeiro
passo para o sucesso!
EXERCÍCIO COM UMA BOLA
A humildade é uma grande virtude. Comece com uma bolinha só. Jogue a bolinha (sempre em arco, na altura dos olhos) de uma
mão para a outra.
EXERCÍCIO COM DUAS BOLAS
Agora é mais difícil. Se não der certo na primeira vez, persista (água mole em pedra dura, blá, blá, blá, blá).
Inicie com uma bolinha em cada mão. Jogue a bolinha da mão direita (1) para a mão esquerda. Quando ela alcançar o ponto mais
alto do arco, jogue a bolinha da mão esquerda (2) para a mão direita. Pegue a bolinha (1) na mão esquerda, pegue a (2) na mão
direita e pare.
Faça o mesmo exercício só que começando com a mão esquerda. Repita, repita, repita, repita, repita e repita (paciência é uma
arte) até ficar fera.
EXERCÍCIO COM TRÊS BOLAS
Bem, um foi pouco, dois foi bom, e três vai ser demais (no sentido positivo da palavra)! Comece com duas bolinhas (1 e 3) na mão
direita (se for canhoto, na esquerda) e uma bolinha (2) na outra mão. Jogue a bolinha da sua mão direita para a mão esquerda.
Quando a bolinha (1) alcançar o ponto mais alto, jogue a bolinha da mão esquerda (2) para a mão direita. Pegue a bolinha (1) na
mão esquerda. Quando a bolinha (2) alcançar o ponto mais alto, jogue a bolinha (3) para a mão esquerda. Pegue a bolinha (2) na
mão direita.
Quando a bolinha (3) alcançar o ponto mais alto, jogue a bolinha da mão esquerda (1) para a mão direita. Pegue a bolinha (3) na
mão esquerda. E assim vá indo.

Como sair da depressão

O fato é que se você se coloca numa fisiologia rica em recursos, não pode ficar deprimido. Tente isso. Fique ereto e respire
profundamente, enchendo de ar o seu diafragma. Jogue os ombros para trás e olhe para cima enquanto coloca um sorriso tímido
e bobo no rosto. Movimente o corpo. Veja se você consegue se sentir deprimido com essa postura. Você descobrirá que isso é
quase impossível. Pelo contrário, o cérebro está recebendo uma mensagem da sua fisiologia para ficar alerta, cheio de vigor e de
recursos. Frequentemente, quando faço esse exercício nos meus seminários, as pessoas começam a rir porque não conseguem
ficar deprimidas. Esse não seria um ótimo instrumento para usar da próxima vez em que se sentisse um pouco por baixo?

técnica de Betty Erickson para a auto-hipnose


Então você quer se comunicar com a sua mente inconsciente. Isso certamente é uma boa ideia, não é?
Ser capaz de se comunicar com a sua mente inconsciente permite que você faça muitas coisas com mais facilidade.
Para aqueles que estão surpresos - eu sei que alguns estarão -, algumas das aplicações específicas incluem:
- pegar no sono com mais facilidade
- mudança de estados emocionais
- liberar as emoções
- recarregar-se rapidamente
- solucionar problemas
- meditar
- tomar decisões
- relaxar
- lembrar dos sonhos e muito mais.
Eu descobri que a maneira mais efetiva de alcançar resultados na comunicação com a minha mente inconscienteé o método da
Indução de Betty Erickson (Betty era esposa de Milton). Esse é um processo de auto-hipnosefacilmente aprendido e que tem várias
utilidades.
Eu gosto de compartilhar esse processo com clientes e criar uma ponte ao futuro com a capacidade deles de acessar a sabedoria
interna e de serem capazes de relaxar completamente conforme a vontade deles. Formar uma relação que funcione com a
mente inconsciente de alguém é um fator incrivelmente poderoso no processo da mudança humana.
Os resultados ao darmos tarefas à mente inconsciente podem ser bastante surpreendentes. Uma vez eu tinha que tomar uma
decisão de vida, e estava achando a escolha extremamente desafiadora. Numa noite, ao ir dormir, fiz o seguinte processo: pedi à
minha mente inconsciente que tomasse a melhor decisão possível, e me informasse na manhã seguinte. Fui dormir e me esqueci
do assunto. No dia seguinte, um amigo me perguntou o que eu ia fazer, e sem hesitar, eu respondi com a decisão. Quando me dei
conta conscientemente do que tinha dito, fiquei surpreso. Eu sabia de uma maneira muito cinestésica que a tomada de decisão
estava concluída e eu me sentia congruente. Já a minha mente consciente não tinha feito nada!
Como Practitioner, você sabe que a sua mente inconsciente sabe como fazer todos os processos de PNL que você aprendeu. Isso
significa que é possível você fazer mudanças automaticamente enquanto dorme! É confortável, conveniente, e muito mais fácil
do que ir falar com alguém!
Tudo que você precisa fazer é agir "como se", confiar na sua mente inconsciente e usar a Indução de Betty Erickson para acessar
a impressionante capacidade da mente inconsciente para solucionar os desafios.
O método de Betty Erickson (Adaptado por Lynn Timpany, Trainer de PNL)
Esse é um processo para acessar um estado muito relaxado e facilitar a comunicação com a sua mente inconsciente.
1. Encontre um lugar confortável e relaxe o seu corpo.
Pode ser por volta de 8 horas se você for dormir, ou apenas alguns minutos se você quiser mudar rapidamente o modo como
está se sentindo.
2. Decida a duração do tempo que você gostaria de ficar nesse estado relaxado.
Pode ser por volta de 8 horas se você for dormir, ou apenas alguns minutos se você quiser mudar rapidamente o modo como
está se sentindo.
3. Diga a você mesmo qual o propósito para fazer esse processo, bem especificamente.
Por exemplo, tomar uma decisão sobre um novo emprego: "Eu gostaria de avaliar detalhadamente todas as informações e saber
conscientemente a minha decisão sobre o novo emprego amanhã ao meio-dia."
4. Decida em que estado emocional você quer estar quando acabar o tempo do relaxamento.
o Agora comece a reparar em 3 coisas que você está vendo.
Se estiver descansando de olhos fechados, essas coisas serão imaginadas.
Diga a você mesmo: "Eu vejo ...(ex. a janela), eu vejo ... e eu vejo ..."
o Agora repare em 3 coisas que você ouve.
Podem ser coisas reais que você ouve, ou coisas imaginadas.
Diga a você mesmo: "Eu ouço ... (o ruído do trânsito), eu ouço ... e eu ouço ..."
o E agora, 3 coisas que você sente.
Escolha sensações físicas como a sensação da língua na sua boca, ou a sensação da respiração fluindo para fora e para dentro,
ou a quentura do lugar onde a suas costas estão descansando.
Diga para você mesmo: "Eu sinto ... (meus pés no chão), eu sinto ... e eu sinto ..."
Procedendo de maneira semelhante, permita-se relaxar e desacelerar enquanto você prossegue. Se você achar que a sua mente
se desviou para alguma outra coisa, então gentilmente traga o seu pensamento de volta e comece de novo com as 3 coisas.
Depois...
 2 coisas que você vê.
 2 coisas que você ouve.
 2 coisas que você sente.
 1 coisa que você vê.
 1 coisa que você ouve.
 1 coisa que você sente.
Depois observe qual das suas mãos você sente mais leve, e quando o perceber, você pode imaginar essa mão tocando no seu
rosto de modo que você esteja em um transe, e simplesmente deixe-se levar.

Círculo de Excelência
Esta é uma técnica que permite a você obter recursos, ou sensações positivas de confiança originados no passado e voltar a
experimentá-los, transferindo-os de onde aconteceram em sua vida, para onde você realmente os quer.
Passos:
1. Reviver a Confiança. Fique de pé e permita-se lembrar de uma época em que você se sentia muito, muitíssimo, confiante. Reviva
esse momento, vendo o que você viu, ouvindo o que ouviu e sentindo o que sentiu.
2. Círculo de Excelência. Sentido a confiança surgir em você, imagine um círculo no chão em torno dos seus pés. Coloque a cor que
achar melhor neste círculo. Gostaria que ele tivesse também um som, uma música, um zunido suave ou qualquer elemento sonoro
que possa sinalizar como o círculo é poderoso? Pois sinta-se livre para colocar a sonorização que desejar. Envolva-se inteiramente
com este contexto de excelência e capacidade.
3. Quando o estado de confiança estiver no auge, saia do círculo, ali deixando todas essas poderosas sensações que está
experimentando. Quebre o estado, pense em alguma coisa longe dali ou veja as horas. Volte para o círculo. Observe se o estado
de recursos plenos voltou a tomar conta de você. O círculo agora é uma extraordinária âncora de excelência. Se a ancoragem não
ocorreu repita o processo desde o passo 1.
4. Selecionar Pistas. Agora pense em uma época específica no seu futuro em que você vai precisar dessa mesma sensação de
confiança. Veja e ouça o que estará ali momentos antes de precisar se sentir confiante. A pista pode ser a porta da sala do seu
chefe, o telefone do seu escritório ou seu nome sendo apresentado antes de uma conferência.
5. Fazer a Ligação. Assim que estas pistas estiverem claras na sua mente, entre de novo no círculo e torne a sentir aquela sensação.
Imagine a mesma situação se desenrolando a sua volta no futuro, com os sentimentos de autoconfiança totalmente a sua
disposição.
6. Verificar os Resultados. Agora saia novamente do círculo, deixando ali as sensações de autoconfiança. Do lado de fora aguarde
um pouco e pense de novo no que está para acontecer. Automaticamente voltará a sentir as sensações do círculo. Isto significa
que você já está programado para o acontecimento futuro, podendo sentir-se melhor em relação a ele antes mesmo que aconteça.
Quando chegar a hora, você vai se ver reagindo totalmente seguro e com a autoconfiança muito maior.
7.
Exercício de Harmonização
Inicialmente, aprendi a usar este exercício de harmonização a fim de criar um rapport melhor entre eu e as pessoas que me
ouviam, para que elas me compreendessem melhor, e para que eu percebesse o significado daquilo que estava por detrás de suas
perguntas.
Frequentemente, eu notava que as pessoas que chegavam após o exercício de harmonização mostravam, pelas suas perguntas,
que haviam ouvido as palavras mas não conseguiram apreciar o sentido que eu havia dado a elas. Em termos de PNL, isso significa
que eu não estabelecera um rapport tão bom com essas pessoas como com as outras.
A única diferença, a meu ver, era a de que essas pessoas não haviam participado da harmonização.
É muito fácil realizá-lo com um indivíduo.
Faça a pessoa relaxar da maneira usual. Depois, peça-lhe para imaginar uma bola brilhante de luz, pairando por sobre sua cabeça,
representando simbolicamente a fonte criativa da vida.
Depois, continue: "Peça a essa bola de luz que envie um facho sobre sua cabeça, que ele desça por sua coluna vertebral, pelas
pernas, até seus pés, que atravesse o assoalho e desça até o centro da terra."
"Agora, na sua próxima respiração, absorva energia do centro da terra: que essa energia suba através de seus pés até o centro do
seu peito, e deixe essa energia ficar aí girando, como uma pequena bola."
"Peça novamente um facho dessa luz por sobre sua cabeça, e deixe essa energia conectar-se com a pequena bola em seu peito, e
que essas duas energias se fundam."
"Agora você está, simbolicamente, recebendo uma energia que cria nova vida, e outra energia que vem da terra e que faz a vida
florescer."
"Deixe essa energia crescer e encher todas as suas células, veja-a expandir-se, saindo de seu corpo e enchendo cada átomo e cada
molécula nesta sala, onde você está sentado."
"Agora, acompanhe essa energia ao penetrar cada átomo nesta sala, perceba e experimente como tudo provém da mesma fonte
de vida, agradeça por essa igualdade, e agradeça pelas diferenças."
"Agora receba tudo de volta, e deixe a energia crescer até transformar-se numa brilhante pérola de luz no meio do seu peito, sinta
a paz, ouça o silêncio dentro de você, e diga a si próprio: ‘Eu sou a paz’."
"Quando estiver pronto, volte para esta sala com sua consciência, em seu próprio ritmo e a seu próprio tempo."
Enquanto você estiver orientando a pessoa no exercício, você mesmo poderá realizá-lo.
Porque, na verdade, esta é uma técnica de ancoragem com o seu Ser total, você não somente fica alinhado em uma posição com
seu VAK mas acrescenta uma nova dimensão, qual seja a do alinhamento consciente com o seu Eu superior.
Dessa maneira, você fica conectado em todos os níveis a todos os seus recursos.
Somente agora dou-me conta de que conectamos a pessoa que vem para uma consulta aos seus próprios recursos ao mesmo
tempo que otimizamos nossas próprias habilidades terapêuticas e de rapport.
Não é preciso dizer que as palavras que a gente usa devem ser ajustadas, de modo que sejam congruentes com nosso
próprio modelo de mundo e com o da pessoa que está nos consultando.
Afora as situações de terapia, podemos também utilizar esta técnica para nós mesmos, a fim de entrarmos num estado de muitos
recursos e trazer mais qualidade para qualquer situação.
Podemos usar este método em situações de problema, conferências, negócios, discussões; mas por que não usá-lo também para
melhorar e trazer mais qualidade a interações íntimas, agradáveis e amigáveis?
Após praticarmos por algumas vezes, seremos capazes de realizá-lo durante uma respiração completa, em dez segundos.
Para aqueles que podem colocá-lo em seu modelo de mundo, este método é muito poderoso para estabelecer a conexão com um
senso geral de autoconfiança.

Exercício facilitador de aprendizagem


Um dos grandes e belos desafios que a "geração TV-geração apartamento" se nos apresenta é de como motivá-la para a educação
formal, utilizando basicamente os meios e instrumentos disponíveis em nossas escolas. Sobre o assunto comentei genericamente
em "O GOLFINHO" nº 23. Também no "O GOLFINHO" nº 30 há um interessante artigo de Richard Bolstad: "PNL na Educação -
ENSINANDO COM A LINGUAGEM DO CÉREBRO". Bolstad é Trainer em PNL na Nova Zelândia e assíduo colaborador da revista
"ANCHOR POINT". O miniensaio escrito especialmente para "O GOLFINHO", demonstra, com muita autoridade, como
a Programação Neurolinguística pode ser a grande ferramenta para gerar mudanças eficazes na garotada estudantil da "Civilização
Eletrônica", nas escolas, colégios e professores da "Civilização do Livro". O artigo é uma ótima peça para reflexão de nós
educadores.
No Brasil, Walther Hermann, também Trainer em PNL vem elaborando com muita criatividade, reflexões e vivenciações sobre o
assunto - e recentemente dirigiu um seminário vivencial em Porto Alegre, evento organizado pela direção de "O GOLFINHO", cujo
tema: "Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras", foi transcendido pela metodologia, aplicada em qualquer campo do
aprendizado, pois permite a instalação de novos paradigmas, mexendo nos sistemas de crenças limitantes com que, regra geral,
a escola tradicional nos envolve. Walther anuncia, para breve, um livro sobre o tema.
Dando minha contribuição aos leitores de "O GOLFINHO" apresento, em resumo, um exercício facilitador de aprendizagem,
testado por mim no ensino universitário com excelentes resultados:
1. O professor com prática em PNL solicita que os alunos relaxem (1), e que escolham tema ou área de conhecimento em que
desejam adquirir mais informações. Os alunos devem tomar consciência de que podem aprender muito mais coisas- e pensem
nos benefícios que obterão com os novos conhecimentos.
2. Solicita aos alunos que determinem, vendo, ouvindo ou sentindo, com quem podem aprender tais conhecimentos: pode ser
com uma pessoa, livros, vídeos, etc.
3. Pede que recordem três situações em que aprenderam algo com muita criatividade. Quando os alunos as tiverem consigo, pede
que fechem os olhos e que elejam uma das situações. Solicita que voltem mentalmente a esse belo momento. Que os alunos
imaginem que estão vendo com seus próprios olhos o que viam, escutando o que seus ouvidos ouviam, fazendo o que faziam e
revivendo as sensações. depois peça, relaxados, que abram os olhos e escrevam as condições que cercaram a aprendizagem
respondendo às perguntas:
 Por decisão de quem iniciou a aprendizagem?
 Qual era seu estado emocional?
 Como descreveria o resultado?
4. Repetir o exercício com as outras duas situações.
5. Que os alunos, agora, determinem, ou melhor, elejam das 3 experiências anteriores de aprendizagem, qual a carga emocional
mais agradável e criativa. Voltar a conectarem-se com essa experiência criativa, revivendo-a como se estivessem vendo com seus
próprios olhos o que viam na oportunidade, escutando o que chegava aos ouvidos, dando-se conta do que pensavam e revivendo
as emoções com esse momento.
6. Quando os alunos estiverem emocionalmente conectados (solicitar um sinal e acompanhar a fisiologia), dizer para imaginarem
como se estivessem aprendendo o novo tema escolhido, vendo com seus olhos tudo o que os rodeiam, escutando os sons e peça
que a emoção facilitadora envolva essa nova experiência de suas vidas. Que imaginem levando à prática os conhecimentos
adquiridos e como se beneficiarão desses novos conhecimentos.
7. Pedir para abrirem os olhos, relaxados, etc. (Os alunos, se possível, deverão se dedicar de imediato a estudar e praticar o tema.)
O autor e a direção de "O GOLFINHO" gostariam de receber informações sobre os resultados e/ou outros modelos de exercícios.

Relaxamento para Integração dos Hemisférios E e D


Sente-se confortavelmente numa posição que possa manter de 20 a 30 minutos.
Feche os olhos e preste atenção em sua respiração até que o ritmo se regularize. então, mantendo os olhos fechados, direcione
sua atenção para seu olho esquerdo e mova-o para baixo. Direcione-o para cima; em seguida, para a esquerda e para a direita.
Faça o olho esquerdo girar algumas vezes no sentido dos ponteiros do relógio e depois no sentido contrário.
Agora, direcione sua atenção para seu olho direito e mova-o para baixo. Direcione-o para cima; em seguida, para a esquerda e
para a direita. Faça o olho direito girar algumas vezes no sentido dos ponteiros do relógio e depois no sentido contrario.
Conservando os olhos fechados, dirija sua atenção para o lado direito do cérebro... e depois para o esquerdo. Passe de um lado
para o outro, prestando atenção em todas as diferenças. Um lado parece mais fácil do que o outro ? Mantendo os olhos fechados,
imagine as seguintes imagens vividamente, porém sem fazer grande esforço.
No lado esquerdo do cérebro, imagine o número 1. E no lado direito, imagine a letra A. No esquerdo, o numero 2 e no direito, a
letra B. No esquerdo, o numero 3 e no direito, a letra C........( continue com os números à esquerda e as letras à direita até chegar
ao numero 26 e à letra Z ).
Descanse por um minuto. (pausa)
Agora, no lado direito do cérebro, imagine o número 1. E no lado esquerdo, imagine a letra A. No direito, o numero 2 e no
esquerdo, a letra B. No direito, o numero 3 e no esquerdo, a letra C....( continue com os números à direita e as letras à esquerda
até chegar ao numero 26 e à letra Z ).
Sempre com os olhos fechados, imagine do lado esquerdo do cérebro um grande piquenique com fogos de artifício. No lado
direito, imagine um casal se casando. No esquerdo, imagine uma procissão de monges entrando em um mosteiro. À direita, veja
um furacão passando por uma cidade. À esquerda, um átomo; à direita, uma galáxia. À esquerda, árvores florescendo; à direita,
árvores perdendo as folhas no outono. À esquerda, o nascer do sol; à direita, o pôr do sol. à esquerda, uma floresta tropical; à
direita, uma montanha gelada. À esquerda, a sensação de escalar rochas; à direita, a sensação de acariciar um bebê.
Descanse por um minuto.(pausa).
Focalize sua atenção no lado esquerdo do cérebro por algum tempo e procure imaginar seu aspecto. Concentre-se igualmente no
lado direito do seu cérebro. Em seguida, preste atenção aos grossos feixes de fibras que ligam os dois hemisférios. Agora,
experimente sentir os dois lados ao mesmo tempo. Pense em seu cérebro como um universo com dimensões e capacidades que
você só começa a perceber agora. Converse com seu cérebro mostrando ser possível que você tenha mais células cerebrais abertas
à sua disposição, e que a interação das células e todos os processos do cérebro se aprimorarão continuamente, à proporção que
passa o tempo. Diga-lhe que os hemisférios estão mais bem integrados.
Agora preste atenção e verifique se o cérebro tem algum recado para você. Se tiver alguma intenção especial para o seu cérebro,
ofereça agora.
Continuando a sentir a comunhão com seu cérebro, abra os olhos e olhe ao seu redor. Observe se há mudanças em sua percepção.
Como se sente agora? Qual é o seu estado de espírito? Está sentindo que suas possibilidades se modificaram?

Exercício do retângulo Alquimia Emocional: H2O = H2 + O


Relembrando o "Inesquecível"
Alquimia Emocional: H2O = H2 + O
O cérebro tem dois hemisférios, esquerdo e direito. Cada hemisfério tem funções e propriedades diferentes.
A parte anterior do cérebro é mais orientada para o pensar e a parte posterior é mais orientada para o agir.
Todo problema emocional constitui um problema de compartimentalização das unidades de atenção criadas pelos neurônios
(células nervosas).
A retina (fundo do olho) é um prolongamento do cérebro, e tem conexões com as partes mais variadas dos dois hemisférios
cerebrais. Portanto, movimentando a retina em diferentes posições você tem acesso a quase todo o seu cérebro. O movimento
dos seus olhos faz conexões com os hemisférios cerebrais, as partes anteriores e posteriores do seu cérebro.

Para fazer tudo isso, coloque a sua mão direita na testa e a mão esquerda na região
occipital (logo acima da nuca) conforme o desenho.
Agora, pense em um acontecimento difícil que você viveu no passado e que até hoje você
não gosta de recordar, pois a lembrança desse fato continua incomodando-o. Pensando nessa lembrança desagradável, explore
diferentes movimentos com os olhos e deixe a "molécula emocional" desmembrar-se.
Simplesmente movimentando os olhos,
você pode dissolver "Moléculas Emocionais"
que provocam traumas e sofrimentos.
Ponha a figura abaixo a mais ou menos vinte centímetros dos seus olhos. Você pode pedir que alguém a segure, ou copiar a figura
numa folha de papel e afixá-la na parede, à altura dos seus olhos. Além disso, você pode imaginar essa figura ampliada em uma
parede, a mais ou menos dois metros de distância, enquanto faz o exercício. (Arquivo em pdf da imagem para impressão)
Com a mão direita na testa, a esquerda na região occipital (ver desenho) e a figura à sua frente, pense em algum acontecimento
difícil de sua vida. Algo que lhe aconteceu e cuja lembrança ainda hoje o incomoda. Mantendo a lembrança em sua mente, olhe
para os pontos da figura.

Com o seu rosto voltado para o centro da página, comece a movimentar os olhos pelos pontos do lado esquerdo (A - D) para cima
e para baixo, 21 vezes.
Faça estes movimentos, 21 vezes cada:*
1) A - D - A
2) B - C - B
3) A - B - A
4) C - D - C
5) A - C - B - D - A
6) A - D - B - C - A
Enquanto pensava em um evento difícil de sua vida, você fez 21 vezes cada movimento. Movimentando os olhos desse modo, o
cérebro tende a desmembrar a "molécula emocional" da cena em questão. Componentes visuais, auditivos e cinestésicos são
desmembrados.
Como isso funciona?
Para entender o processo que acabamos de descrever, vamos pensar numa molécula bem conhecida. H2O, por exemplo. Água.
Formada por duas partes de hidrogênio e uma de oxigênio.
O que acontece se você separar esses elementos? Eles deixam de formar uma molécula de água. As propriedades químicas do
hidrogênio e do oxigênio, separados, ficam totalmente diferentes da água.
Podemos fazer uma analogia com moléculas emocionais. Digamos que os nossos sentimentos fossem formados por moléculas,
assim como a água se forma de H2 e O.
Nesse modelo que estamos imaginando, uma molécula emocional seria formada por três átomos: V A C.
V = visual
A = auditivo
C = cinestésico
Nossa mente junta lembranças visuais, auditivas e cinestésicas, para formar uma molécula emocional. Isso significa que um trauma
é formado por lembranças de imagens, sons, sensações e emoções.
Então, se você conseguir separar esses "átomos" em sua memória, estará dissolvendo moléculas emocionais.
* Técnica desenvolvida inspirada nos conceitos de Three-in-One dos americanos Gordon Stokes e Daniel

Como Estabelecer e Realizar os Objetivos Desejados


Sabe-se que aquelas pessoas que têm os seus objetivos claramente definidos são as que têm mais sucesso naquilo que elas fazem.
Uma antiga lenda fala da Esfinge que ficava à beira da estrada. Cada viajante que passava tinha que parar e lhe era pedido para
decifrar um enigma. Se este não fosse capaz de responder certo, seria devorado.
Do mesmo modo, cada um de nós é um viajante, deparando diariamente com problemas. São os enigmas da Esfinge, e sofremos
quando deixamos de dar a resposta certa.
O viajante bem-sucedido foi sempre aquele que compreendeu a pergunta que lhe foi feita. O viajante infeliz muitas vezes encontra
o seu fim, não porque o enigma lhe exceda a capacidade, mas porque não chega sequer a ouvir a pergunta. Ao deparar com a
Esfinge, a sua mente é dominada pelo medo e ele se acha então incapaz de até começar a pensar.
Muitas pessoas têm sido derrotadas por seus problemas porque nunca souberam do que se tratava, e muito menos da situação
onde se encontravam.
Isso sugere a primeira pergunta que se deve fazer toda vez que surge um problema: "Onde estou?"
ONDE ESTOU?
Depois de ter comido o fruto proibido e com isto franqueado ao homem o mundo dos problemas, Adão escondeu-se
amedrontado. Segundo o Gênese, Deus chamou-o dizendo: "Adão, onde estás?" Os estudiosos têm considerado o porquê de
Deus, que tudo sabe, ter que perguntar. A resposta por eles apresentada é que Deus sabia onde Adão estava, mas queria que ele
próprio o soubesse também.
A pergunta: "Onde estou?" deve ser feita com muito cuidado. Esta pergunta simboliza uma avaliação calma e de todos os pontos
de vista possíveis da situação, o mais isento possível de rótulos ou de julgamentos. Em outras palavras, significa fazer o uso de
toda a sua acuidade sensorial para obter as informações sensoriais precisas e completas necessárias.
Para definir o problema de modo eficiente, será útil ter em mente o significado da palavra PROBLEMA. O professor Karl Duncker,
que tem realizado consideráveis pesquisas sobre a psicologia da solução dos problemas, apresenta a sua conclusão com as
seguintes palavras: "O problema surge quando o ser vivo possui um objetivo, mas não sabe como consegui-lo."
Baseado na definição de Duncker, o problema é a distância entre o lugar onde nos encontramos (Estado Atual) a aquele onde
desejamos estar (Estado Desejado), quando não existe aparentemente nenhum meio de transporte à vista. Quase sempre o
elemento que falta é o segundo, o Estado Desejado.
Estado atual e Estado desejado
Muitas pessoas reclamam que têm objetivos na vida, mas nunca conseguiram realizá-los. Isto porque os objetivos que querem
são inespecíficos e muito generalizados, do tipo "eu quero ser rico", "quero ser feliz", "quero ficar em paz", etc.; ou são formulados
em negativo como "não quero mais sofrer", "nunca mais quero me sentir assim", "não vou acabar desse jeito", etc.. Ou os seus
objetivos dependem da iniciativa e controle dos outros, como "só vou ter tranquilidade se ele/ela parar de fazer isto", "eu quero
que ele/ela me faça feliz", "quando ele/ela mudar, eu posso ser o que eu quero", etc.
Muitos ainda têm os seus objetivos em mente e a "intelectualização" das soluções. São verdadeiras enciclopédias ambulantes em
matéria de teorias e de informações, porém, fracassam em atingir os seus resultados desejados por faltar-lhes algo muito
importante chamado de AÇÃO.
Portanto, meus amigos, mãos à obra!
CONDIÇÕES DE BOA FORMULAÇÃO DE RESULTADOS DESEJADOS
As condições de uma boa formulação de resultados desejados são:
1. Ser expresso em termos positivos.
2. Iniciado e controlado pela própria pessoa (você).
3. Evidências sensoriais específicas.
4. Bem contextualizado.
5. Que seja ecológico para a pessoa.
6. Testável na experiência da pessoa, isto é, dentro do poder da pessoa de realizá-lo.
Pegue uma caneta ou lápis agora e procure responder a essas perguntas da melhor forma que puder:
QUESTÕES PARA ELICIAR O OBJETIVO DESEJADO
1. Dito em termos positivos;
1. "O que você quer, especificamente?"
Se você ou alguém que você está ajudando neste exercício disser: "Não quero me sentir mal", você pergunta: "Muito bem, como
é que você gostaria de se sentir?" e, se você ou outro responder "Eu vou saber quando não tremer mais", diga "OK, isso é o que
você não vai fazer, e o que você VAI fazer?"
2. Que o objetivo seja iniciado e controlado por você:
Se você é do tipo que costuma dizer: "Consertem minha mulher/marido/filho!" Saiba que isto não está bem formulado, já que o
desejo é de mudar algo que está fora do seu alcance. Você pode pegar este objetivo e transformá-lo em algo iniciado, sob controle
seu, acrescentando uma ou duas proposições:
"Então o que eu quero é ter respostas diferentes por parte da minha mulher ou do meu marido ou daquela pessoa".
Se isso fizer sentido para você, já terá uma base para um objetivo bem estruturado: trabalhar a mudança do
SEU comportamento para conseguir respostas melhores por parte daqueles que interessam a você.
2. Descrição baseada em dados sensoriais:
o "Como você vai saber quando atingir este resultado desejado?"
Imagine, vividamente, você, num futuro próximo, já realizando o seu objetivo. Faça uma descrição COMPORTAMENTAL completa,
vendo como você se comporta, sua postura, sua voz, seus gestos, sua respiração, seu tônus muscular e as coisas que estaria
fazendo quando já tiver alcançado o seu objetivo.
Verifique se o seu procedimento de evidência (qualquer informação exterior) está sendo dado de forma efetiva.
Um feedback apropriado sobre o momento em que atingiu a mudança desejada. Exemplo: Se o objetivo é chegar a ser um
professor eficiente, e a sua evidência é de se sentir bem no final do dia, você precisará de algum OUTRO tipo de evidência. Pois é
ótimo se sentir bem no final do dia, mas isso não se relaciona automaticamente com o fato de ser um bom professor. Se deseja
ser um profissional eficiente e se a evidência é a de que outros DIGAM que você é bom (apenas verbalmente) você estará usando
uma evidência que pode ser enganadora.
- "Mostre-me como você seria se tivesse confiança em si mesmo. O que os outros iriam ver, ouvir ou sentir quando você
conseguisse esse objetivo?"
Descrição sensorial dos seus comportamentos, fazendo com que você se concentre na sua autoimagem como se estivesse sendo
visto por outra pessoa.
- "Quando você tiver alcançado o resultado desejado, o que você estará fazendo e como estará se comportando?" É para você
descrever sensorialmente as experiências exteriores que você imagina que estará fazendo, agindo, os seus movimentos,
comportamentos, tensão muscular, quando tiver realizado o seu objetivo.
- "Quando você atingir o resultado desejado, que tipos de sensações você irá sentir?"
Isto faz com que você se concentre nas suas sensações interiores.
- "Quando você atingir o resultado desejado, que tipos de pensamentos você estará tendo com você mesmo?"
Isto focaliza a sua atenção no seu Diálogo Interno.
3. Tamanho apropriado do objetivo:
Observei uma vez, na empresa onde sou sócio, que os operários perdiam, aparentemente, muito tempo em várias caminhadas
por dia até os depósitos de materiais para retirar peças. Parecia mais lógico trazer as caixas mais perto das máquinas. Isto foi feito,
e pouco tempo depois os supervisores ficaram perplexos com o resultado. A produção caiu bruscamente, apesar da economia em
tempo e movimento.
A explicação era simples. Ver a grande quantidade de matéria-prima sugeria aos funcionários o infindável trabalho que teriam que
fazer. "Parece que nunca se consegue terminar nada." Era a forma de alguns deles descreverem o seu motivo para a demissão.
Não há percepção de progresso porque não há um objetivo definido e realizável que a pessoa possa usar como ponto de referência
para assinalar o terreno que já se caminhou entre o Estado Atual e o Estado Desejado.
Hoje, a maioria dos psicólogos industriais aconselha a gerência a fazer todo o possível para quebrar em unidades visíveis e
atingíveis o fluxo de trabalho. Então, à medida que as peças ficam prontas, vão para caixas ou bandejas de 10, de 100 ou de 200
unidades, o número que for mais conveniente. Resulta daí a sensação contínua de "missão cumprida" e disposição renovada para
outro esforço em direção a novo objetivo específico.
O mesmo acontece conosco. Se o objetivo é inespecífico, grande ou global, pergunte a si mesmo sobre uma parte específica do
que deseja, em pequenos sub-objetivos visíveis e realizáveis. Certifique-se de que as informações aqui criadas sejam informações
sensorialmente descritas e não julgamentos:
- "Com quem eu quero experimentar este resultado?"
- "Onde, especificamente, eu quero experimentar este resultado em primeiro lugar?"
- "Quando eu quero experimentar este resultado?"
- "Em que situação específica eu não quero este resultado?"
4. Ecologia:
- "De que maneira este resultado afetará a sua vida?"
- "De que forma este objetivo poderia trazer problemas para você?"
- "De que maneira este objetivo poderá afetar as pessoas importantes de sua vida?"
- "Você poderia machucar alguém ao atingir o que você está pedindo?"
5. Limitações:
- "O que impede você de atingir o objetivo desejado?"
Faça uma lista de obstáculos que estão impedindo você de realizar o seu objetivo. Separe os obstáculos dependentes de terceiros
e pegue cada um dos obstáculos pessoais (crenças ou autoconceitos limitantes) e trabalhe cada um deles com a Técnica do
Aprendizado Dinâmico.
6. Recursos disponíveis:
- "Que capacidades ou habilidades você já tem para atingir o resultado desejado?"
Pegue cada recurso que puder se lembrar e utilize a sequência de Ancoragem para resgatar as sensações desses recursos
desejados.
7. Alternativas:
- "Como você vai chegar até lá?" (Descreva quatro ou cinco passos importantes que você vai fazer para alcançar o seu resultado
desejado. Responda da melhor forma que puder, e se não souber, FAÇA DE CONTA que sabe e descreva.)
- "Você tem mais de uma maneira de atingir o objetivo?"
- "De que outra maneira você pode atingir o seu objetivo?" Quanto mais alternativas melhor.
- "Os quatro ou cinco passos estão bem especificados e são possíveis de serem atingidos?" Segmentarprocessos torna mais fácil
atingi-los.
CRIE SEU DIA IDEAL:
Releia agora as respostas anotadas por você e imagine agora um dia ideal para você, quando este objetivo já estiver alcançado e
as coisas estejam acontecendo dentro das suas expectativas. Veja-se a si mesmo, dentro dessa experiência imaginária, observando
os seus comportamentos, a sua forma de falar, suas atitudes, e as suas sensações à medida que as cenas imaginárias vão se
desenrolando na sua mente, cenas de cores vívidas, nítidas, brilhantes. Observe também quais diferenças existem em relação ao
como você é hoje. Não pare até que consiga uma experiência imaginária desse seu dia ideal de manhã até a hora de ir para cama,
com todos os melhores acontecimentos possíveis desse seu objetivo, como se você já o tivesse realizado. Faça de uma forma que
realmente o motive para isso.
Ajudar a si próprio e aos que estão ao seu redor, os seus próximos mais próximos, a identificar objetivos positivos contribui para
criar estados emocionais mais eficazes para realizar estes objetivos. Ajudar o seu parceiro ou sua parceira ou filhos ou amigos a
construir objetivos através desses passos estratégicos, é um presente inestimável que você proporciona a eles em termos de
sucessos futuros.
"A imaginação é de longe muito mais importante que o conhecimento."
Albert Einstein
MEIOS E FINS
Somente quando mantidos na mente os objetivos finais, podem os meios serem adequados. Um carpinteiro não pode escolher as
ferramentas que necessita antes de saber o que deseja construir. Muitas pessoas seguem tropeçando num frenesi de atividades
improdutivas porque não são capazes de diferenciar os meios dos fins.
A seguir descrevo um caso em que fui testemunha numa firma onde participei de uma transação comercial. A diretoria acabara
de decidir a compra de um galpão industrial, mas tinha já adquirido um terreno anteriormente com a intenção de nele se construir
um prédio. Portanto agora queria vender este terreno se aparecesse um comprador.
"Quem possui a escritura desse terreno?" perguntou um dos membros da diretoria, um professor universitário notável. Em
resposta a sua pergunta, tornou-se claro que haviam perdido a escritura.
"Não se preocupem com isso," disse outro membro da diretoria, que era advogado, "podemos conseguir uma cópia no cartório
por mil cruzeiros."
Muito bem," disse o professor, "proponho que arranjemos um cofre no banco para guardar nossos documentos." Sua moção foi
aprovada por unanimidade. "Proponho, a seguir, que o nosso advogado seja autorizado a gastar os mil cruzeiros para conseguir
uma cópia da escritura do terreno e que esta seja colocada no cofre do banco."
"Isto não é necessário", disse o advogado. "Quando tivermos um comprador podemos arranjar uma cópia da escritura. Para que
nos incomodarmos agora?"
Se não tivermos uma cópia da escritura, o que colocaremos no cofre do banco", disse o professor com lógica triunfante.
"Proponho", disse o advogado, "que coloquemos os mil cruzeiros no banco.
Uma confusão como essa, onde os meios se tornam os fins, às vezes pode parecer sem importância. Porém, o que se tem
observado é que a mesma coisa acontece em escala muito maior, entre nações, por exemplo.
Os tolos sempre ficam perdidos entre meios e fins. Um policial irlandês conta a história de um viajante que foi abordado na estrada
por um desconhecido que lhe disse: "A bolsa ou a vida!" O viajante respondeu: "Fique com a minha vida. Preciso do dinheiro para
quando for velho."

Magia da Aprendizagem Dinâmica - Âncoras


Nos primeiros tempos do automóvel, dois inventores criaram um carro que funcionava a vapor. Era eficiente e econômico. Os
entusiastas dos carros antigos ainda se lembram do Stanley Steamer com um sentimento mais que nostálgico.
Os irmãos gêmeos Stanley trabalharam durante longo tempo, com muita pressa, ajudados por mecânicos. Nunca produziram, no
entanto, mais de 650 carros por ano e nunca superaram os seus concorrentes. Como fracassaram? Fracassaram por não
conseguirem transmitir os seus conhecimentos a outras pessoas; não usavam as suas experiências anteriores ou idéias criativas
dos outros para enriquecer as suas próprias idéias; e não aceitavam os novos princípios da produção em série.
Até que cada carro fosse testado pessoalmente por um dos irmãos, não era vendido. Se surgisse qualquer problema técnico em
algum dos seus produtos e um cliente se queixasse de uma peça defeituosa, os gêmeos tratavam isto como se fosse uma afronta
pessoal e, no seu orgulho, devolviam imediatamente o dinheiro ao comprador, recusando-se a saber dos detalhes. "Devolva-lhe
o dinheiro", diziam, "não queremos que seja dirigido por ninguém do seu tipo!"
E o problema era "enterrado".
Assim, Stanley Steamer foi "enterrado", isto é, entrou pelo cano. O negócio faliu.
Nada de errado havia no talento deles para engenharia. O que os levou a isto foram as suas atitudes em relação ao feedback, isto
é, ao retorno de informações em relação ao seu produto. Encontrar soluções e reprogramar-se para o futuro é algo mais que usar
apenas um processo científico e lógico.
A flexibilidade e a coragem para deixar de lado as idéias e hábitos obsoletos podem nos economizar desgastes emocionais
enormes no futuro.
Encarar as nossas experiências como formas importantes de recursos e de riquezas é o caminho da Sabedoria.
O medo e a intolerância com o futuro desconhecido geralmente são reflexos das sensações negativas que tivemos das nossas
experiências negativas passadas projetadas no nosso futuro. E a cada vez que nos lembrarmos dessas experiências (rotuladas por
nós mesmos de Negativas), recuperamos as sensações ruins que tivemos na experiência original e mais alguma coisa que
acrescentamos ou pelo exagero, ou pelo acréscimo posterior de crenças ou julgamentos precipitados, ou por uma autocrítica
impiedosa (dentro do mesmo processo de distorção: "A cada conto acrescenta-se um ponto.").
As sensações negativas são assim, amplificadas no presente, e com essas sensações negativas constantemente presentificadas e
cada vez mais amplificadas, a nossa mente projeta, imaginando um futuro distorcido com as mesmas possibilidades e, portanto,
com as mesmas sensações negativas ou piores. Com este círculo "lógico" vicioso é mais que natural que muitas pessoas se sintam
com medo ou angústia com relação ao seu futuro desconhecido.
A atitude resultante disso é a mesma ou próxima dos irmãos Stanley. Ou uma negação total da experiência, ou um desgaste
emocional grande, ou ambas.
TÉCNICA
Vejamos agora como aquelas pessoas eficazes, que têm sucesso, fazem com as suas experiências de vida. Aestratégia é muito
simples, assim como é simples a própria Perfeição. Primeiro sente-se confortavelmente, respire profundamente algumas vezes e
solte o ar relaxando os seus músculos, então pense nas respostas às perguntas abaixo:
1. Identifique o estado problemático
"Pense ou lembre-se de um momento, ou de uma experiência, onde as coisas não aconteceram de maneira que você desejava
que acontecessem."
2. Acesso ao estado problema e âncora #1
"Se você pensa naquela experiência agora, como se sente?" ou "O que acontece quando você pensa naquilo?"
À medida que você atinge aquela sensação negativa, feche seu punho esquerdo firmemente por alguns segundos e afrouxe-o. Ao
fazer isso você estará "ancorando" essa sensação negativa no seu punho esquerdo (âncora #1), isto é, você estará criando um
circuito estímulo-resposta entre o seu punho esquerdo e a sensação negativa.
Âncora é qualquer estímulo sensorial (visual, auditivo ou cinestésico) que dispara um conjunto específico de sensações ou
emoções. (Exemplo, uma certa música pode despertar as emoções agradáveis ancoradas desde aquela primeira vez que a
ouvimos, um cheiro característico ou perfume pode despertar emoções ou saudades.)
3. Identificação do(s) recurso(s) desejado(s)
Relaxe um pouco agora e pense na maneira como gostaria de ter sentido, isto é, que sensações melhores gostaria de ter sentido
no momento em que aquilo aconteceu.
"Como eu gostaria de me ter sentido naquela experiência?"
"Que estado de recursos (coragem, senso de humor, calma, etc.) teria proporcionado a você uma experiência mais satisfatória e
útil naquela situação?"
"Mais calmo? Mais seguro? Com mais presença de espírito? Mais decidido? Etc."
Em outras palavras, com a sua sabedoria e a tranquilidade de hoje em relação ao que aconteceu com você, como você gostaria
de ter agido e sentido de diferente, que pudesse ter-lhe proporcionado sensações melhores ou mais satisfatórias naquela
experiência?
Sabendo agora como você gostaria de ter se sentido naquele momento, você pode colocar estes recursos desejados numa
pequena lista escrita, se quiser.
4. Acesso ao estado de recursos e âncora #2
Pense agora, onde foi que você já experimentou e sentiu intensamente este recurso, essa sensação (de segurança, ou de
tranquilidade ou de qualquer recurso desejado por você), antes? Podem ser também recursos e sabedorias que você obteve bem
depois dessa experiência problemática.
Volte mentalmente para este momento positivo, relembrando de todos os detalhes desse momento, dos sons e principalmente,
dessas sensações que você sentiu nessa experiência agradável a você.
No momento em que você começar a sentir dentro de você essa sensação desejada, intensifique essa sensação e "ancore-a"
fechando agora, firmemente, o seu punho direito por alguns segundos (âncora #2), e afrouxe-o em seguida.
Se tiver outro recurso desejado, repita este último procedimento procurando se lembrar de uma outra experiência passada de
sua vida onde sabe que se sentiu dessa maneira desejada.
Lembrada essa experiência, volte mentalmente para lá, para dentro dessa lembrança de recurso desejado, reviva-a com detalhes,
com imagens nítidas e coloridas, em todos os sons e relembre a sensação que você teve nesse momento. E quando começar a
sentir essas sensações desejadas, ancore-as novamente no seu punho direito (âncora #2) de recursos do mesmo jeito; isto é, ao
sentir a sensação, feche o seu punho direito firmemente por alguns segundos e então o afrouxe.
Assim, com todos os demais recursos desejados, isto é, relembrar, por exemplo, de várias experiências passadas onde se sentiu
com sensações de calma e de tranquilidade, e "ancorando-as" a cada lembrança que fizer.
Com isto, você estará gerando em você mesmo uma "PILHA DE ÂNCORAS POSITIVAS".
Certifique-se de que esteja "ancorando" no auge dessas sensações desejadas, e não no seu início e nem no seu final.
5. Integração
Agora, leve este(s) recurso(s) (dispare a âncora #2, fechando o seu punho direito) e revivencie aquela situação problemática
(dispare a âncora #1, fechando o seu punho esquerdo) mantendo os dois punhos fechados. Isto é, descubra o que acontece com
aquela experiência problemática revivenciando-a novamente, mas agora com esses recursos desejados disponíveis a você, como
se estivesse usando este(s) recurso(s) disponível(is) em você.
Perceba o que acontece ao reviver a velha experiência de outra maneira. Como você se sente, utilizando os seus recursos
desejados? Observe que coisas diferentes você fez agora com esses recursos, de como se comportou agora, de modo diferente,
que lhe gerou uma sensação melhor?
6. Teste de integração
Relaxe as mãos, e relaxe-se também um pouco; agora dispare a "âncora #1" (fechando o punho esquerdo) ou pergunte sobre a
lembrança daquela experiência problemática e observe a sua reação, as suas sensações. Caso esta reação corresponda ainda
ao estado problemático, e não ao de integração (isto é, às sensações de estado de recursos), volte e repita o passo (4) e, em
seguida, repita o passo (5).
7. Ponte ao futuro
Quero que você agora imagine uma circunstância num futuro próximo, nos próximos dias, ou meses, onde uma situação similar a
essa possa ocorrer novamente; veja-se comportando com estes recursos desejados (dispare a "âncora #2", fechando o seu punho
direito, se necessário).
Ao observar o que você está imaginando, faça uma avaliação se está do jeito como você quer, ou está faltando mais algum recurso.
Repasse essa situação futura até que esta fique satisfatória e agradável a você e as suas sensações sejam congruentes com o que
quer. Em outras palavras, pense na próxima vez em que você se verá face a uma situação similar àquela no futuro, e perceba e
sinta o que pode acontecer, usando estes recursos. Observe se os seus recursos e comportamentos ou atitudes desejadas estão
presentes nessa situação futura, e como você está se comportando e se sentindo?
Se quiser conferir, pode imaginar uma outra situação familiar ou semelhante à antiga situação problema do seu passado ocorrendo
num futuro próximo; veja e sinta o que pode acontecer, e se o que pode acontecer está adequado a você.
O que você está proporcionando a você mesmo, neste último passo, é a ratificação da nova programação que você deseja que
aconteça quando algo similar àquela sua experiência passada ocorrer novamente.
A própria experiência similar no seu futuro irá disparar essa nova sequência de comportamentos e recursos com o objetivo de lhe
propor aquela sensação desejada por você mesmo.
Esta é a diferença principal entre aquelas pessoas que apenas reclamam dos acontecimentos e/ou se autocriticam virulentamente,
mas sem alcançar nenhum resultado útil, daquelas raras pessoas especiais que aprendem muito mais rapidamente com as suas
experiências e consequentemente, alcançam os resultados e objetivos desejados com muito mais facilidade. E existe outra
vantagem, quanto mais aprendemos dinamicamente, conscientemente, com as nossas próprias experiências, compreenderemos
cada vez mais que as nossas experiências de vida nada mais são do que valiosas oportunidades de autocrescimento e
autoconhecimento, e que o nosso passado é um imenso tesouro que antes estava escondido da nossa compreensão, atrás de
rótulos falsos, impostos por nós mesmos ou por terceiros.
Portanto, é de nosso livre arbítrio encolher e sofrer pelas memórias "problemáticas e negativas", e com isso sofrer por antecipação
pelas projeções futuras desses problemas, ou fazer como os grandes personagens fazem ao perguntarem a si mesmo, nestes
momentos críticos, "O que aprendi ou que vantagens ou recursos pude adquirir com essa situação?"
Essa sabedoria tem uma estrutura, isto é, tem uma sequência estratégica de passos para ser atingida com eficácia e facilidade.
Enfatizamos congruentemente, mais uma vez, que o processo de aprendizagem dinâmica, como acima descrito, independe do
conteúdo da situação.
Alguns podem achar difícil realizar estes passos. Mas saiba que tudo que se faz pela primeira vez é algo assim mesmo. E sei também
que todos os seus objetivos onde se sentiu mais motivado a realizar, você o conseguiu aprendendo a dar o primeiro passo
desajeitadamente, e depois o segundo já melhor em relação ao primeiro, e... de repente se viu fazendo o que queria
"espontaneamente".

Escrevendo livremente
"Escrevendo Livremente" é o fluxo da consciência por escrito. Isto permite que você se torne ainda mais atento ao seu diálogo
interno – a subvocalização a que todos nós nos ocupamos durante a maior parte das nossas horas acordadas.
Frequentemente o conteúdo desse diálogo interno pode ser inútil. Por exemplo, nós podemos passar grande parte do nosso
tempo nos auto criticando, ou solapando a nossa confiança, ou repudiando as nossas próprias realizações, ou tendo "padrões
devia fazer" que podem ter sido relevantes quando éramos crianças mas que hoje não são mais apropriados.
A técnica "Escrevendo Livremente" é uma maneira proveitosa da pessoa se conhecer e de por em dia o que ela subvocaliza.
Também é um excelente exercício de limpeza mental para ser realizado ocasionalmente. E pode ser especialmente proveitoso
quando você está num período muito estressante, sob pressão ou em pânico.
Abaixo está uma maneira da aplicação da técnica – experimente para descobrir a maneira que funciona melhor para você.
1. Escolha um período do dia em que você consegue ficar sozinho e sem ser perturbado por cerca de 10 a 15 minutos.
2. Tenha à mão um lápis ou caneta e algumas folhas de papel – serve papel de rascunho visto que você mais tarde vai destruir o que
escreveu.
3. Agora comece a escrever. E já que começou, continue a escrever sem parar! Não importa se você não consegue se lembrar de
alguma coisa para escrever – nesse caso apenas escreva: "Eu não consigo me lembrar de algo para escrever, etc., etc."
4. Você escreve tudo que vem a sua mente – tão rápido quanto puder – sem parar, conforme for acontecendo!
5. Não censure – deixe tudo aparecer no papel – não importa se for incomum, surpreendente ou inaceitável.
6. Você na realidade está transcrevendo o seu próprio diálogo interno. Escreva rápido e furiosamente. Cada simples pensamento.
Mesmo os que são irrelevantes na aparência.
7. Pare de escrever depois de fazer isso pelo menos durante dez minutos ou de maneira ideal, quando os pensamentos deixarem de
fluir completamente.
8. Agora faça um intervalo de cerca de cinco minutos. Levante-se e caminhe um pouco. Faça algo não relacionado com essa atividade.
Você está fazendo isso para mudar o seu ânimo.
9. Agora retorne e leia o que você escreveu. Perceba as questões que surgiram.
10. Agora racionalize sobre essas questões – ou, se você é um Practitioner de PNL, use os modelos de linguagem para reconhecer as
questões e padrões do seu próprio pensamento.
11. Quando você tiver terminado, destrua as anotações. Essa é uma etapa muito importante porque destruir as anotações alguns
minutos depois de escrevê-las o convence que ninguém, exceto você, irá ler o que escreveu. E isso o convence de que está correto
colocar tudo no papel.
Esse método funciona melhor quando é feito regularmente por algumas semanas. É tanto uma maneira de desanuviar a sua mente
como de desenvolver a consciência do que você fala para você mesmo dentro da sua cabeça.

Você também pode gostar