Você está na página 1de 103

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO

SUL

DECON – DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS


NA EMPRESA RECARGA DE EXTINTORES E
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PANAMBI LTDA
(Trabalho de Conclusão de Curso)

Acadêmica: Marlene Beilfuss

Profª Orientadora: Ms. Eusélia Paveglio Vieira

Ijuí (RS), junho/2010


2

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO


GRANDE DO SUL
DECON – DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS


NA EMPRESA RECARGA DE EXTINTORES E
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PANAMBI LTDA

Trabalho apresentado para a obtenção do


título de Bacharel em Ciências Contábeis,
junto a Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.

Acadêmica: Marlene Beilfuss

Profª Orientadora: Ms. Eusélia Paveglio Vieira

Ijuí (RS), junho/2010


3

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por me conceder o dom maior, a vida, e pela alegria deste
dia: Obrigada Senhor.

Agradeço a minha família, pelo apoio, pelo incentivo diante das dificuldades
encontradas durante a minha jornada. A eles muito obrigada pela paciência e
compreensão.

A todos os professores e professoras, pela dedicação, pelos ensinamentos


que levarei comigo. Em especial agradeço minha professora orientadora MSc.
Eusélia Paveglio Vieira, pela paciência, dedicação que recebi durante o
desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão do Curso.

Aos meus colegas e amigos, divertimos, estudamos, lutamos, conquistamos e


vencemos mais uma fase, de agora em diante ficará a lembrança e a saudade.

Enfim, agradeço ao casal proprietário da empresa pela disponibilidade,


cuidado e provimento de dados, que sem isto o trabalho de conclusão do curso não
seria possível ser realizado.
4

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................9
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ............................................................... 11
1.1 Área do Conhecimento................................................................................. 11
1.2 Caracterização da Entidade ......................................................................... 11
1.3 Problematização do Tema...........................................................................13
1.4 Objetivos ...................................................................................................... 15
1.4.1 Objetivo Geral.................................................................................................. 15
1.4.2 Objetivos Específicos ..................................................................................... 15
1.5 Justificativa ................................................................................................... 16
1.6 Metodologia .................................................................................................. 16
1.6.1 Classificação da Pesquisa ............................................................................ 17
1.6.2 Método de Pesquisa Científica do Ponto de Vista de sua Natureza ...... 17
1.6.3 Método de Pesquisa do Ponto de Vista dos seus Objetivos ................... 18
1.6.4 Método de Pesquisa do Ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos . 18
1.6.5 Plano de Coleta de Dados ............................................................................ 19
1.6.6 Instrumentos de Coleta de Dados................................................................ 20
1.6.7 Plano de Análise e Interpretação dos Dados ............................................. 21
2 REVISÃO BIBLIOGRAFICA .............................................................................. 22
2.1 Contabilidade ............................................................................................... 22
2.1.1 Finalidades da Contabilidade........................................................................ 23
2.1.2 Aplicação da Contabilidade ........................................................................... 23
2.2 Contabilidade de Custos .............................................................................. 24
2.2.1 Objetivos da Contabilidade de Custos ........................................................ 26
2.3 Custos com Mão-de-obra ............................................................................. 27
2.3.1 Mão-de-obra Direta ........................................................................................ 28
5

2.3.2 Mão-de-obra Indireta ...................................................................................... 31


2.4 Classificação dos Custos ............................................................................. 32
2.4.1 Custos Diretos ou Primários ......................................................................... 32
2.4.2 Custos Indiretos .............................................................................................. 33
2.4.3 Custos Fixos .................................................................................................... 34
2.4.3.1 Custos com Depreciação ....................................................................... 36
2.4.4 Custos Variáveis ............................................................................................. 38
2.4.5 Custo-padrão ................................................................................................... 40
2.5 Método de Custeio ....................................................................................... 41
2.5.1 Custeio por Absorção ..................................................................................... 42
2.5.2 Custeio Variável .............................................................................................. 43
2.6 Formação do Preço de Venda ..................................................................... 46
2.6.1 Formação do Mark-up .................................................................................... 49
2.7 Apuração da Margem de Contribuição ......................................................... 50
2.8 Ponto de Equilíbrio ....................................................................................... 52
2.9 Margem de Segurança Operacional............................................................. 55
3 GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA RECARGA
DE EXTINTORES E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: Estudo de Caso ............ 56
3.1 Descrição das Atividades da Empresa ............................................................. 56
3.2 Custo de Aquisição das Mercadorias ............................................................... 59
3.2.1 Custo de Aquisição dos Produtos para Venda ......................................... 59
3.2.2 Custo de Aquisição das Matérias Primas para os serviços ....................... 61
3.3 Despesas Mensais ........................................................................................... 63
3.3.1 Despesas com Pessoal ............................................................................. 63
3.3.2 Despesas com Depreciação ..................................................................... 64
3.3.3 Total das Despesas Mensais .................................................................... 65
3.4 Formações dos Preços de Venda dos Produtos e Serviços............................ 70
3.4.1 Preço de Venda Orientativo ...................................................................... 73
3.4.2 Preço de Venda Mínimo ............................................................................ 75
3.4.3 Comparações entre Preço de Venda Atual com o Preço Orientativo e o
Preço Mínimo ..................................................................................................... 77
3.5 Análises da Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio e Margem de
Segurança ............................................................................................................. 79
3.5.1 Margem de Contribuição pelo Preço de Venda Atual................................ 80
6

3.5.1.2 Margem de Contribuição pelo Preço de Venda Orientativo .................. 82


3.5.2 Ponto de Equilíbrio .................................................................................... 85
3.5.2.1 Ponto de Equilíbrio pelo Preço de Venda Atual ..................................... 85
3.5.2.2 Ponto Equilíbrio pelo Preço de Venda Orientativo.................................. 88
3.5.3 Margem de Segurança .............................................................................. 90
3.5.3.1 Margem de Segurança Operacional Preço de Venda Atual ................. 90
3.5.3.2 Margem Segurança Operacional Preço de Venda Orientativo ............. 92
3.6 Levantamentos das Principais Informações que o Sistema de Custos
Proporciona para o Gerenciamento da Organização ............................................. 94
3.6.1 Apuração do Resultado baseado Preço Venda Atual .............................. 94
3.6.2 Apuração do Resultado com base Preço Orientativo ................................ 97
CONCLUSÃO ......................................................................................................... 100
BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................... 102
7

LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Numero Maximo de horas a disposição por ano..................... 27


Quadro
Base 2:
para Cálculo do Custo com Pessoal................................................ 28
Quadro 3: Numero de horas que o Trabalhador Oferece à Empresa....... 28
Quadro 4: Taxa de depreciação............................................................... 35
Quadro 5: Custeamento Variável x Custeamento por Absorção............. 43
Quadro 6: Custo de Aquisição dos Produtos........................................... 59
Quadro 7: Custo da Matéria Prima dos Serviços..................................... 61
Quadro 8: Despesas com Pessoal........................................................... 63
Quadro 9: Despesas com Depreciação................................................... 64
Quadro 10: Despesas Médias do Período................................................ 65
Quadro 11: Preço Venda Atual x Quantidade Venda Média Mensal......... 66
Quadro 12: Formação Mark-up.................................................................. 69
Quadro 13: Formação do Preço de Venda Orientativo.............................. 72
Quadro 14: Formação do Preço de Venda Mínimo sem Lucro.................. 74
Quadro 15: Comparação Preço Praticado c/Preço Orientativo e Mínimo.. 76
Quadro 16: Margem de Contribuição Unitária e Total pelo Preço Atual.... 78
Quadro 17: Margem Contribuição pelo Preço Venda Orientativo.............. 80
Quadro 18: Ponto de Equilíbrio baseado no Preço Venda Atual............... 82
Quadro 19: Ponto de Equilíbrio Baseado Preço venda Orientativo........... 84
Quadro 20: Margem de Segurança Operacional p Preço Venda Atual..... 86
Quadro 21: Margem de Segurança Operacional p Preço Orientativo....... 88
Quadro 22: Apuração Resultado baseado Preço Venda Atual.................. 90
Quadro 23: Apuração Resultado Baseado Preço venda Orientativo......... 93
8

LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS

Figura 1: Organograma da Empresa........................................................ 13


Figura 2: Coleta do Dado para Informação............................................... 25
Figura 3: Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos...................... 34
Figura 4: Classificação dos Custos........................................................... 40
Figura 5: Fluxograma dos produtos.......................................................... 56
Figura 6: Fluxograma do processo recarga conforme Normas Inmetro... 57
Gráfico1: Despesas médias mensais........................................................ 65
9

INTRODUÇÃO

As organizações sempre estão em constantes transformações, batalhando


em busca da eficiência e produtividade e, para isso, aliam-se nas informações
proporcionadas pela gestão de custos, onde os gestores retiram informações
preciosas para alcançarem o menor custo possível para seus produtos e serviços,
obtendo um retorno que possibilite a sua manutenção e permanência no mercado
competitivo.

Neste contexto, o objetivo deste de trabalho de conclusão de curso foi


apresentar uma metodologia de Gestão de Custos e Formação de Preços na
empresa Recarga de Extintores e Equipamentos de Proteção Ltda, localizada na
cidade de Panambi (RS), revendo os custos de seus produtos e serviços prestados.

Primeiramente o trabalho de conclusão de curso demonstra a descrição do


estudo que aborda o tema, que se refere a uma metodologia de Gestão de Custos e
Formação de Preços na empresa Recarga de Extintores e Equipamentos de
Proteção Panambi Ltda, seguido da caracterização da entidade. Posteriormente,
apresenta-se o problema do estudo que se direciona em pesquisar como a Gestão
de Custos e a Formação de Preços, pode ajudar a empresa na forma de apurar os
custos dos produtos por ela comercializados e serviços oferecidos, bem como na
formação do preço de venda dos mesmos, acompanhado dos objetivos geral e
específicos, da justificativa e da metodologia, considerando os aspectos
relacionados à metodologia a ser aplicada no estudo, a disposição da pesquisa, e os
dados coletados.
10

No segundo momento, apresenta-se a revisão bibliográfica, que dá suporte e


implementa tudo aquilo exposto na contextualização do estudo. Iniciando pela
contabilidade, gestão de custos, custo dos produtos e custo dos serviços oferecidos,
quanto à classificação dos custos, ao método de custeio, a formação do preço dos
produtos vendidos e serviços prestados, apuração da margem de contribuição,
ponto equilíbrio, margem de segurança operacional e depreciação. A contemplação
desses conceitos e informações foi essencial para execução do estudo aplicado na
prática.

No capítulo terceiro deste relatório consta o estudo aplicado desenvolvido na


empresa, desde a descrição das atividades, ou seja, todo o fluxo do serviço de
recarga , bem como a entrada dos produtos na Empresa, seguido dos cálculos do
custo com matéria-prima, custo com pessoal, depreciação, apuração despesas
mensais, Mark-up, formações dos preços orientativos, mínimos, comparações entre
o preço praticado e orientativo, análises das margens de contribuição, ponto
equilíbrio , margem de segurança operacional e as devidas apurações de resultado
pelo preço praticado e pelo preço orientativo.

Finalmente, o trabalho apresenta o cronograma das ações aplicadas e a


bibliografia consultada na sua realização.
11

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Na contextualização está relatada a Área do Conhecimento, Caracterização


da Entidade, Problematização, Objetivos Geral, Objetivos Específicos, Justificativa e
a Metodologia.

1.1 Área do Conhecimento

Este estudo foi realizado em uma das possibilidades de atuação do bacharel


em Ciências Contábeis, que é a Contabilidade de custos, tendo como tema a
proposição de uma Gestão de Custos e Formação de preços na empresa Recarga
de Extintores e Equipamentos de Proteção Panambi Ltda.

1.2 Caracterização da Entidade

A empresa Recarga de Extintores e Equipamentos de Proteção Panambi


Ltda, iniciou suas atividades no ano de 2007, é constituída por dois sócios, e o
enquadramento fiscal é optante pelo simples nacional. No ano de 2007 os sócios
proprietários e fundadores, Joares da Silva e Maria Reuter da Silva, iniciaram suas
atividades em Panambi, mantendo residência na cidade próxima de Cruz Alta/RS,
de onde diariamente o sócio Joares se deslocava até Panambi para gerenciar seu
negócio.

Até então, ambos os sócios atuavam apenas como funcionário de uma


empresa na cidade origem, o casal no intuito de ter seu próprio negócio, apostaram
na área da qual já tinha conhecimento e pesquisando o mercado local, concluíram a
viabilidade do negócio.

Em julho de 2008 o casal transferiu definitivamente sua residência para a


cidade onde o negócio funciona, agora com auxilio da sócia Maria, e mais dois
colaboradores o que contribui para o desenvolvimento do negócio da organização.
12

Com a idéia de reinvestir todo valor adquirido dentro da própria empresa o sócio
Joares no inicio do segundo semestre de 2008, retorna a ser empregado em outra
empresa, na própria cidade de Panambi /RS, para o sustento familiar, deixando o
gerenciamento para sua sócia Maria, enquanto ele auxilia após seu expediente, na
organização e dificuldade encontradas pela equipe que trabalha na organização.

O serviço principal é a recarga de extintores. É o que consideram a parte mais


lucrativa do negócio, bem como venda de diversos equipamentos de segurança e
prevenções de incêndio, dos quais se pode destacar os calçados de segurança nos
diversos números, as luvas e também os extintores novos. A empresa mantém um
pequeno estoque, já que a logística atual permite em pouco tempo o pronto
atendimento de pedidos para seus clientes.

O serviço de recarga de extintores é um processo bem monitorado e liberado


somente mediante certificado do Inmetro o que qualifica o serviço através do selo
de qualidade, no qual consta o prazo de validade, todo o serviço inicia com a
retirada do extintor no cliente, emite-se uma ordem de serviço para definir o tipo de
manutenção a ser realizada, existe a manutenção 1º, 2º e 3º nível, sendo que a
ultima envolve o processo de decapagem do recipiente e posteriormente o teste
hidrostático e pintura com a retirada da pressão e do pó, que pode ser descartado
ou reutilizado conforme a procedência, ou melhor a empresa adquiriu uma maquina
que pode tratar o pó para ser reutilizado por mais de 4 anos, uma vez tratado dentro
das normas de exigência do Inmetro, trará maiores lucros no futuro, desde que
mantenha os clientes durante esse período, após feito a seleção do pó é feito a
desmontagem do extintor, para conferir e testar as peças reutilizáveis, fazer a
limpeza e trocar os anéis da borracha, somente após este processo é confeccionada
a nova recarga que ocorre dentro de uma cabine que controla a umidade do ar, pois
a umidade é a grande rival do pó, e após a carga efetiva, é feito a pesagem em uma
balança zerada que pode pesar as diferentes recargas, entre elas 2kg até 14kg
conforme a necessidade, e finalmente depois de fechado o extintor é pressurizado
(colocar pressão) que é feito em uma maquina que marca com precisão a pressão
que deve atingir, o que fica registrado no manômetro, ainda existe o extintor que tem
mangueira a qual é substituída por uma nova, finaliza-se com o teste de qualidade,
feito dentro de uma tanque com água, por um determinado tempo para ver se tem
13

vazamento, o que então permite a selagem e assim estará pronto para


revenda.Todo esse serviço só pode ser executado por funcionários com devido
treinamento, o qual é inspecionado por um técnico que é o sócio Joares, ele, é
devidamente credenciado pelo Inmetro. A sócia Maria tem a função de assessorar
nas atividades da empresa, onde tem mais conhecimento, tanto na parte
administrativa como na relacionada as vendas dos produtos e serviços.

SÓCIO 1 SÓCIO 2
GERENTE ADMINIST

COMPRAS VENDAS FINANCEIRO SERVIÇOS

VENDEDOR FUNCIONARIO
EXTERNO INTERNO

Figura 1: Organograma da Empresa


Fonte: Dados conforme pesquisa

Segundo organograma apresentado na figura 1, a empresa é composta por


um sócio gerente, um sócio administrador e mais dois colaboradores. A empresa
possui um setor compras, vendas, financeiro e serviços. Quem administra a empresa
são seus sócios, sendo Maria mais a nível operacional e tático, tendo no estratégico
o auxilio do sócio Joares.

1.3 Problematização do Tema

A contabilidade de custos é uma parte do sistema de informações


contábeis, nela se busca a base para o desempenho administrativo e operacional,
onde são calculados e demonstrados os meios viáveis para reduzir custos e
14

controlar as despesas, o que possibilita um planejamento, orçamento e controle


mais coerente na tomada de decisões.

No mercado competitivo, cada vez mais é exigida qualidade e tecnologia nos


serviços, acompanhamento por preços mínimos nas vendas dos produtos, tornado
necessário o aprimoramento contínuo de seus instrumentos de gestão. Nesta
análise, o profissional Contador, precisa ser um assessor para indicar a forma
efetiva de apurar custos, tornado estas informações instrumentos necessários para
melhor gerenciar os custos dos serviços e produtos revendidos, estar a par dos
preços da concorrência, para perceber se o preço de venda orientativo, pode ser
alterado dentro do orçado e planejar estratégias para adaptar sua estrutura de
custos e formar preços competitivos no mercado.

A empresa em estudo Recarga de Extintores e Equipamentos de Proteção


Panambi Ltda, não possui um sistema de custos, apura os custos dos produtos
revendidos pela compra mais o frete, e sobre esse total aplica-se um percentual
direto que resulta no preço de venda, e quanto aos serviços seu preço é composto
pela matéria prima, o tempo hora que leva para concluir o serviço e sobre o
resultado desta adição, aplica-se um percentual determinado pelo empresário. Neste
contexto, observa-se que a forma de cálculo está deficiente, tanto na formação do
custo dos serviços quanto no calculo do preço de venda de seus produtos e
serviços, sabendo que existem outros fatores a serem considerados.

A análise deste caso pretende auxiliar a empresa no sentido de apurar melhor


seus custos de serviços e dos produtos, bem como, auxiliar na formação de preços
de venda. Sendo a contabilidade de custos, uma ferramenta encontrada pela
contabilidade para auxiliar no planejamento e análise desses processos, foi
desenvolvido a apuração mediante adoção, dos métodos de custeio por absorção e
custeio variável, evidenciando os meios de formar o preço de venda ideal, preço de
venda mínimo e preços de seus serviços, apontando se o serviço ou o produto
contribuem com a maior margem, além de ajudar analisar demais informações,
como o ponto de equilíbrio, a margem de segurança, entre outros dados que podem
contribuir os gestores, no gerenciamento mais seguro e próximo da realidade e que
proporcione resultados positivos na organização.
15

Neste sentido, conforme o exposto questiona-se: Qual é a contribuição da


gestão de custos e formação de preços para que os gestores tenham subsídios no
gerenciamento das atividades da empresa Recarga de Extintores e Equipamentos
de Proteção?

1.4 Objetivos

Com objetivo da empresa aprimorar seu sistema de custos foi definido o


objetivo geral e os objetivos específicos.

1.4.1 Objetivo Geral

Propor um modelo de gestão de custos e preços na empresa Recarga de


Extintores e Equipamentos de Proteção, que proporcione informações relevantes
para atender a deficiência existente na formulação de seus cálculos.

1.4.2 Objetivos Específicos

⇒ Revisão bibliográfica referente custos, gestão de custos, formação de


preços e análise do custo, volume lucro;
⇒ Mapear os serviços prestados empresa;
⇒ Apurar o custo de compra de mercadorias;
⇒ Levantar as despesas operacionais e administrativas da empresa;
⇒ Calcular o preço de venda orientativo, o preço mínimo e preços para
negociações especiais com a analise do custo, volume e lucro;
⇒ Identificar as informações que o sistema disponibiliza para qualificar o
processo de negociações com clientes e avaliação de desempenho da
atividade
16

1.5 Justificativa

O motivo principal deste estudo foi demonstrar a importância de um sistema


de Gestão de Custos e Formação de Preços de venda, para melhor condução do
negócio, tendo informações com a devida qualidade para poder atingir um
desempenho a um menor custo, ganhando lucratividade e competitividade no
mercado.

O estudo para a empresa, trouxe muitos benefícios, pela implantação da


forma de apurar o custo unitário e total de cada tipo produto comercializado, bem
como uma maior segurança no calculo do custo dos serviços prestados, uma vez
que produtos e serviços apresentam custos diferenciados. Com essas informações a
empresa tem a possibilidade de determinar o preço de venda do produto, preço dos
serviços, apurar a margem de contribuição, ponto de equilíbrio, contribuindo
satisfatoriamente na tomada das decisões estratégicas e operacionais da empresa.

Para mim, enquanto formanda do curso, foi o momento de aplicar a teoria


estudada na realidade de uma empresa, e aprofundar os conhecimentos construídos
durante os vários anos em estudo e no exercício da profissão Contábil

Para o Curso de Ciências Contábeis da Unijui, é um estudo desenvolvido na


área de gestão de custos e formação de preços, aplicado em um tipo de negócio
que até então foi pouco explorado pelos colegas, e poderá contribuir com os outros
estudantes que tiverem interesse nesse tipo de atividade e nessa área de
conhecimento.

1.6 Metodologia

A metodologia do trabalho consiste em detalhar as formas e os processos


utilizados na Contabilidade de custos. O estudo foi desenvolvido com o objetivo de
propor um sistema de Gestão de custos e formação de preços na empresa em
estudo.
17

1.6.1 Classificação da Pesquisa

Nesta etapa, com o assessoramento, pesquisa e estudo, o trabalho de


conclusão possibilita desenvolver um relatório seguro fundamentado pela
metodologia de um sistema de apuração de Custos e Formação de Preços de
Venda e Serviços Prestados para a empresa em estudo.

Nesse contexto, conforme o artigo 8º do Regulamento do Trabalho de


Conclusão de Curso da Unijui, citado por Kroetz (2009), o tema deste estudo deu
origem a um relatório técnico científico, decorrentes de estudos e ou pesquisas
ligadas envolvendo temas, questões, hipóteses ou outras situações ligadas ao
campo do conhecimento contábil.

1.6.2 Método de Pesquisa Científica do Ponto de Vista de sua Natureza

A pesquisa científica do ponto de vista de sua natureza pode ser básica ou


aplicada, conforme Roesch (1999) na pesquisa básica procura-se entender e
explicar os acontecimentos. As questões básicas de pesquisa surgem de tradições
oriundas das disciplinas específicas e as contribuições para a ciência tomam a forma
de teorias, que esclarecem o fenômeno sob investigação. Os pesquisadores testam
e geram novas teorias, porém, a pesquisa básica não é apropriada para o estágio
profissional, pois o objetivo maior é um trabalho dirigido para a prática. Na pesquisa
aplicada, os pesquisadores operam com problemas humanos. Entender a natureza
de um problema para controlar o ambiente. A origem das questões de pesquisa é
enfocada em problemas e preocupações das pessoas com idéia voltada para gerar
soluções possíveis para os problemas humanos, com o propósito de entender como
lidar com um problema, discuti-lo e utilizar um referencial teórico de determinado
estudo, para apresentar soluções alternativas.

Quanto ao tema estudado, qualifica-se como pesquisa aplicada, sendo que, a


sugestão em estudo, foi indicar a implantação de um sistema de custos de produtos
e serviços, bem como adotar métodos eficazes na formação de preço de venda,
18

para a qual houve estudo de aplicação teórica - prática envolvendo a empresa


estudada.

1.6.3 Método de Pesquisa do Ponto de Vista dos seus Objetivos

Toda e qualquer classificação se faz mediante algum critério. Assim, é


possível classificar com relação ao objetivo da pesquisa em três grupos:
exploratórias, descritivas ou explicativas.

Conforme Gil (2002), a pesquisa exploratória tem como objetivo ajustar maior
familiaridade com o problema, com vistas a torná-los mais claro ou a estabelecer
teorias. Afirma-se que, essas pesquisas apresentam como objetivo principal o
aperfeiçoamento de idéias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é
bastante flexível, de modo que permite realizar as considerações dos mais variados
aspectos relativos ao fato estudado. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas
com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; e
análise de exemplos que estimulem a compreensão.

O tema estudado se caracterizou como pesquisa exploratória, pois envolveu


levantamento bibliográfico e entrevistas com pessoas que atuam na prática com o
problema pesquisado.

1.6.4 Método de Pesquisa do Ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos

Com relação aos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser classificada


como bibliográfica documental e estudo de caso.

Conforme Gil (2002, p.63) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base


em material já elaborado, apresentando principalmente livros e artigos científicos.”
Boa parte dos estudos exploratórios pode ser definida como pesquisas
bibliográficas.
19

As pesquisas sobre os vários assuntos, assim como as que se indicam a


avaliar os diversos estilos de um problema, ao mesmo tempo costumam ser
ajustadas quase que somente mediante fontes bibliográficas. A pesquisa
documental utiliza-se de materiais que não ganharam ainda um tratamento analítico,
ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa.
Enquanto na pesquisa bibliográfica as fontes são formadas especialmente por
material impresso encontradas nas bibliotecas, na documental, as fontes são mais
variadas e espalhadas, localizadas em órgãos públicos e instituições privadas, são
exemplos as associações científicas, sindicatos, partidos políticos etc.

Entre os vários procedimentos técnicos no qual o trabalho se enquadrou,


como sendo uma pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso.

1.6.5 Plano de Coleta de Dados

O levantamento de dados referente custos de produtos, serviços e formação


de preços, foi colhida através de interrogações na forma de entrevista
despadronizada com os gerentes da empresa, para que se construíssem os
objetivos propostos, a investigação apoiu-se em livros, apostila e internet, durante o
período de julho/2009 a maio/2010.

Para Gil (2002) as pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação


direta das pessoas, acerca do problema estudado para mediante análise
quantitativa, obter-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.

A entrevista foi necessária para o conhecimento da dificuldade e implantação


do projeto, isso resultou em uma análise da situação atual com a solução proposta,
que pôde ser apresentada em forma de relatórios, gráficos, tabelas que facilitem a
compreensão, visualização para o desenvolvimento e aplicação da solução do
problema.
20

1.6.6 Instrumentos de Coleta de Dados

O instrumento de coleta de dados, segundo Roesch (1999) na pesquisa


quantitativa os processos de coleta e análise, ambas estão relacionadas, pois o
modo como os dados são coletados define o tipo de análise que é possível realizar.
Os principais instrumentos de forma primária são: observação, entrevista, os testes e
o questionário.

No caso em estudo, conforme Roesch (1999,) primeiramente foi utilizado


instrumento de observação, em intervalos regulares para verificar a situação, os
processos e utilização do tempo em situação de trabalho, o que possibilitou estudar
e revisar a alocação dos recursos empenhados. A entrevista foi o segundo
instrumento utilizado no estudo e segundo Roesch (1999,) entrevistas são
largamente utilizadas em pesquisa de mercado e pesquisa de opinião, o que entra
em conformidade com o meio adotado neste estudo, o diálogo foi usado na
entrevista, pode-se dizer que ele abre novos horizontes para o pesquisador, e,
sobretudo foi realizado com objetivo de coletar toda realidade da funcionalidade da
organização.

Com o alvo de conhecer todo processo da organização, é aceitável


pronunciar que o instrumento de coleta de dados está sujeito ao objetivo que se
pretende alcançar. Também utilizou-se da análise documental, envolvendo notas
fiscais, extratos, balancetes sendo a base na coleta dos dados e informações da
organização.

A entrevista foi despadronizada, pois pretendeu saber como e por que algo
ocorre, através de perguntas simples respondidas dentro de um diálogo informal,
não existindo um roteiro, apenas questionamentos constantes na medida em que se
fez necessário esclarecimentos para o alcance do objetivo.
21

1.6.7 Plano de Análise e Interpretação dos Dados

Conforme Roesch (1999, p.128), o tipo de dado coletado delimita as


possibilidades de análise. Nesta seção sugere-se que o aluno imagine como fará a
descrição e análise dos resultados de seu estágio. Poderá prever a utilização de
gráficos, tabelas e estatísticas. Pensar a análise ajuda a criticar a própria coleta de
dados.

O plano de interpretação e análise dos dados possibilita trabalhar todo


material colhido, e deve ser suficiente para dar suporte ao problema exposto. É
nessa fase que foi demonstrado o resultado do trabalho de conclusão de pesquisa,
levantando os dados, classificando os mesmos, foi apurado o custo dos produtos e
serviços, formado o preço de venda ideal, preço de venda mínimo entre outras
informações para a gestão da organização. Para essa demonstração foram
utilizados gráfico, planilhas, etc.
22

2 REVISÃO BIBLIOGRAFICA

Neste momento demonstra-se a revisão bibliográfica, que foi alcançada


através de pesquisa em obras de diversos autores, nas revistas, artigos e na
internet, que conceituassem os diversos campos de atuação da Contabilidade,
Contabilidade de Custos e demais temas relacionados ao assunto, para o
embasamento e desenvolvimento do projeto.

Conforme Kroetz (2009, p.39), neste item, o proponente deverá elaborar uma
pesquisa bibliográfica contendo os vários enfoques teóricos que fundamentam a
área do conhecimento que embasam a busca de soluções à problemática por ele
definida no estudo.

2.1 Contabilidade

A Contabilidade tem a função de prestar informações e sendo um conjunto de


conhecimentos precisa coletar, registrar, analisar e resumir para relatar com
precisão os diversos dados que interessam a gestão no entendimento
econômico/financeiro do negócio.

Segundo Basso (2000, p.19) entendemos que Contabilidade, como conjunto


ordenado de conhecimentos, leis, princípios e métodos de evidenciação
próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das
entidades nos seus aspectos quantitativo(monetário)e qualitativo(físico)e
que, como conjunto de normas, preceitos e regras gerais, se constitui na
técnica de coletar,catalogar e registrar os fatos que nele ocorrem, bem
como de acumular, resumir e revelar informações de suas variações e
situações, especialmente de natureza econômico-financeira.

Analisada como um conjunto de informações a Contabilidade busca por meio


da coleta, do registro, da classificação, da análise, e resumo, revelar a as variações,
em sua extensão econômica e financeira da organização.
23

2.1.1 Finalidades da Contabilidade

Considerada como núcleo central do controle patrimonial, onde são


registrados os fatos que nele acontecem, a Contabilidade tem a finalidade através
de relatórios quantitativos e qualitativos prestar informações de ordem física,
econômica e financeira para que os gestores possam planejar, prevenir e programar
suas decisões atingindo as metas estipuladas dentro da organização.

Conforme Basso (2000, p.21), a informação, dado relevante que evidencia


algo importante no processo decisório das entidades, é preocupação
constante de executivos, administradores e demais pessoas que tomam
decisões no dia-a-dia das organizações. Hoje, mais do que antes, recai
sobre a Contabilidade a tarefa de produzir informações, especialmente
sobre aspectos do seu objeto de estudo, ou seja, sobre o patrimônio e suas
variações.

As informações geradas pela Contabilidade devem atender ao diversos


interesses de pessoas, com as mais variadas necessidades, de acordo com a sua
atividade dentro da organização, possibilitando uma análise no sentido de ajustar
problemas e gerar soluções, obtendo mais segurança e resultado na tomada de
decisões.

2.1.2 Aplicação da Contabilidade

A Contabilidade se aplica quando pode proporcionar aos seus usuários base


segura às decisões, e através das informações geradas, obter compreensão da
condição em que a Empresa se encontra, analisar seu comportamento, seu
progresso, riscos e oportunidades.

A informação contábil se expressa por diferentes meios, como


demonstrações contábeis, escrituração ou registros permanentes e
sistemáticos, documentos, livros, planilhas, listagens, prognósticos,
descrições, criticas ou quaisquer outros utilizados no exercício profissional
ou previstos em legislação. Os usuários incluem, entre outros, os
integrantes do mercado de capitais, investidores, presentes ou potenciais,
fornecedores e demais credores, clientes, financiadores de qualquer
natureza, autoridades governamentais de diversos níveis, meios de
comunicação, entidades que agem em nome de outros, como associações
e sindicatos, empregados, controladores, acionistas ou sócios,
administradores da própria Entidade, além do público em geral, (CRCRS,
2006, p.74).
24

Entende-se que a Contabilidade pode ser aplicada nos mais diversos ramos
de Empresas de qualquer porte, capaz de ser classificada em: Contabilidade
Industrial, Pública, Bancária, Rural, Cooperativas, Seguradoras, Fundações,
Construtoras, Hospitalar, Condomínios entre outras, cabe, porém ressaltar a
Contabilidade Comercial onde o presente estudo está inserido em definição da
Contabilidade de Custos.

2.2 Contabilidade de Custos

A Contabilidade de custos deve atender principalmente a três funções dentro


de uma organização, as quais são: determinar o lucro; controlar as operações;
ajudar na tomada de decisões e para isso, apóia-se nos princípios da contabilidade
geral de onde coleta todas as informações para estabelecer os custos unitários e
totais dos produtos e serviços, bem como ajustar as operações objetivando alcançar
uma atividade eficiente e lucrativa.

Conforme CRCSP (2000) apud Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.36) conceitua-
se contabilidade de custos da seguinte forma: é o processo ordenado de
usar princípios da contabilidade geral para registrar os custos de operação
de um negócio, de tal maneira que, como os dados da produção e das
vendas, se torne possível á administração utilizar as contas para
estabelecer os custos de produção e de distribuição, tanto por unidade,
quanto pelo total, para um, ou para todos os produtos fabricados, ou
serviços prestados e os custos das outras diversas funções do negócio,
com a finalidade de obter operação eficiente, econômica e lucrativa.

Segundo Martins (2006) com o aumento de competitividade na maioria dos


mercados, seja industrial, comerciais e serviços é relevante quando da tomada de
decisões, o conhecimento dos custos para determinar se dado produto é rentável;
ou não rentável, se é possível reduzi-lo, assim a contabilidade modernizada vem
criando sistemas de informações de custos que podem ser armas para o controle e
tomada de decisões gerenciais.

Conforme Leone (2008, p.21), a Contabilidade de Custos é uma atividade


que se assemelha a um centro processador de informações, que recebe (ou
obtém) dados, acumula-os de forma organizada, analisa-os e interpreta-os,
produzindo informações de custos para os diversos níveis gerenciais.
25

Segundo Leone (2008, p.22), a contabilidade de custos age como um arquivo


de dados e informações para as necessidade de tomada de decisão de todos os
tipos, estando a disposição para formulação das principais políticas da organização.

A figura 2 demonstra como a Contabilidade de custos pode fornecer relatórios


com informações para os diversos níveis administrativos.

Centro processador
de informações Informações
Coleta de Dados

Seleção de Dados Acumulações


Planejamento Organização Relatórios
Treinamento Análise Gerenciais
Organizações Interpretação

Em conjunto com
Sistemas de custos os usuários
Apoio da Critérios Básicos
Administração Procedimentos
Registros

Figura 2: Coleta do Dado para Informação


Fonte: Leone (2008, p.23)

Conforme Bruni e Famá (2004, p.24), a contabilidade de custos pode ser


definida como o processo ordenado de usar princípios da contabilidade
geral para registrar os custos de operação de um negócio. Dessa forma,
com informações coletadas das operações e das vendas, a administração
pode empregar os dados contábeis e financeiros para estabelecer os custos
de produção e distribuição, unitários ou totais, para um ou para todos os
produtos fabricados ou serviços prestados, além dos custos das outras
diversas funções do negócio, objetivando alcançar uma operação racional,
eficiente e lucrativa.

A contabilidade de custos é um ramo da Contabilidade que se destina a


fornecer em diversos níveis, informações que possam fundamentar o planejamento,
o desempenho, o controle das operações visando auxiliar nas decisões que
possam reduzir custo, objetivando maiores resultados.
26

2.2.1 Objetivos da Contabilidade de Custos

O objetivo da contabilidade de custos é servir de apoio aos gestores para


administrar com informação por ela gerada, para proporcionar e determinar
menores custos no desenvolvimento das atividades, e através de um planejamento
e controle da comercialização de seus produtos e serviços, decidir as soluções
necessárias na busca de maiores resultados.

Segundo Kroetz e Vieira (2007, p.3) especificamente a Contabilidade de


custos objetiva:
 Avaliação de estoques;
 Atendimento das exigências fiscais;
 Determinação do resultado;
 Planejamento;
 Formação do preço de venda;
 Controle gerencial;
 Avaliação de desempenho;
 Controle operacional;
 Análise de alternativas;
 Estabelecimento de parâmetros;
 Obtenção de dados para orçamentos;
 Tomada de decisão.

A contabilidade de custos abrange todos os segmentos em que se divide a


empresa ajudando os administradores em suas funções de planejamento, controle e
tomada de decisões.

Segundo Leone (2008, p.30) - A contabilidade de custos atua sobre a


empresa, seus produtos, seus serviços, os componentes operacionais e
administrativos que compõem sua estrutura funcional e sua estrutura
objetiva (normalmente setores ligados ao segmento industrial e ao
segmento comercial que, numa empresa típica constituem suas atividades
substantivas), os seus de segmentos distribuição, as atividades especiais,
sobre planos alternativos, programas e promoções.

Com a atual concorrência no mercado globalizado, é fundamental para


qualquer gestor obter o máximo de informações em um menor tempo possível, para
tomar decisões controladas e precisas em relação a seus produtos e serviços.

Conforme Martins (2006, p.21 e 22), a contabilidade de custos tem duas


funções relevantes: no auxílio ao controle e na ajuda às tomadas de
decisões. No que diz respeito ao controle, sua mais importante missão é
fornecer dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras
formas de previsão e, num estágio imediatamente seguinte, acompanhar o
efetivamente acontecido para comparação com os valores anteriormente
27

definidos. No que tange à decisão, seu papel reveste-se de suma


importância, pois consiste na alimentação de informações sobre valores
relevantes que dizem respeito ás conseqüências de curto e longo prazo
sobre medidas de introdução ou corte de produtos, administração de preços
de venda, opção de compra ou produção etc. Ainda em relação a prestação
de serviços o autor(p.23), nas empresas prestadoras de serviços que
eventualmente faziam uso de Custos para avaliação dos “Estoques de
Serviços em Andamento”, ou seja, para a avaliação dos custos incorridos
em projetos ainda não acabados, seu campo alargou-se de maneira
formidável.

A contabilidade de custos é uma ferramenta que fornece informações a


diversos níveis gerenciais, os quais devem compreender o processo, para sugerir
melhorias em cada nível até o final, e com isso possibilitar redução de custos em
segmentos operacionais e administrativos, visando maiores resultados para a
entidade.

Para uma boa gestão de custos, é importante conhecer alguns conceitos


básicos da Contabilidade de Custos.

Gasto: Compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício


financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por
entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).
Investimentos: Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios
atribuíveis a futuro(s) período(s).
Despesas: Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a
obtenção de receitas.
Perdas: Bem ou serviço consumidos de forma anormal involuntária.
Custos: Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros
bens ou serviços, conforme Martins(2006, p.24 a 26)

2.3 Custos com Mão-de-obra

Quando se conhece o valor da mão-de-obra aplicada no produto por medição,


ela é Direta, se existir rateio ou estimativa configura-se para efeito contábil Indireta.

Conforme Bonfim e Passarelli (2006, p.57), a mão de obra é composta por


todo trabalho aplicado diretamente na execução do produto, ou de suas
partes e componentes, seja esse trabalho especializado ou não. Por
exemplo, o trabalho do tecelão para fabricação do tecido, o trabalho das
costureiras na confecção dos vestuários, etc. Ainda conforme o autor
(p.109)...a mão-de-obra inclui além dos custos relativos ao chão da fábrica,
que podem ser diretamente ou indiretamente relacionados com o produto,
também as despesas ligadas às áreas de administração e comercial e às
demais áreas da empresa.
28

2.3.1 Mão-de-obra Direta

A mão-de-obra Direta é o tempo utilizado no processo de produção, e de


forma direta, se haver ociosidade por qualquer motivo, o tempo que deixou de
atribuir a determinado produto será considerado mão-de-obra indireta

Segundo Martins (2006, p.134), devido ao fato de só poder ser considerada


como Mão-de-obra direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no
processo de produção, e de forma direta.Se alguém deixa, por qualquer
razão, de trabalhar diretamente o produto, esse tempo ocioso ou usado em
outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta.Se, por
exemplo houver uma ociosidade por razões tais como falta de material, de
energia, quebra de máquina etc., dentro de limites normais, esse tempo não
utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. Se por
outro lado, tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for
muito grande, será esse tempo transferido diretamente para perda do
período (como no caso de greve prolongada, grandes acidentes etc.).

O suporte no processo de controle de horas é o documento de registro do


tempo gasto para desempenhar a atividade.

Segundo Bonfim e Passarelli (2006, p.70), O primeiro documento de suporte


do processo contábil da mão de obra direta é o cartão ou documento de
registro do tempo gasto. O cartão ou registro deverá indicar o setor
responsável pela execução do serviço.

No Brasil, o custo horário da mão-de-obra direta é integrado pelo valor


contratual e encargos sociais.

Conforme Martins (2006, p.135 a137), Na situação de nosso país, ao se


optar então pela inclusão dos encargos sociais no próprio montante da Mão-
de-obra Direta, precisa-se calcular para cada empresa (ou para cada
departamento, se houver variações significativas entre eles) qual o valor a
ser atribuído por hora de trabalho. Sabe-seque decorre da legislação e do
contrato de trabalho os repousos semanais remunerados, as férias, o 13º
salário, a contribuição ao INSS, a remuneração dos feriados, as faltas
abonadas, por gala, nojo etc., além de vários outros direitos garantidos por
acordos ou convenções coletivas de trabalho das diversas categorias
profissionais. A quanto monta esse total?.
A maneira mais fácil de calcular esse valor é verificar o gasto que cabe à
empresa por ano letivo e dividi-lo pelo número de horas em que o
empregado efetivamente se encontra à sua disposição.

Para fins de exemplo está demonstrado e calculado uma jornada máxima de


trabalho permitida pela Constituição que é de 44horas semanais, sem horas extras,
29

no caso a semana é de seis dias sem compensação do sábado, ficando a jornada


máxima diária de:

44 / 6 = 7, 3333 horas que equivalem a 7 horas e 20 minutos.

Pode-se estimar o número máximo de horas que um trabalhador pode


oferecer a empresa:

Quadro 1: Número Maximo de horas á disposição por ano


Numero total de dias por ano 365 dias
(-) Repousos Semanais Remunerados (*) 48 dias
(-) Férias 30 dias
(-) Feriados 12 dias
(=) N Maximo de dias a disposição 275 dias
empregador
X jornada máxima diária(em horas) 7,3333horas
(=) Número Maximo de horas a disposição 2.016,7horas
por ano
(*)deduzidas quatro semanas já
computadas nas férias.
Fonte: Martins (2006, p.135)

Para calcular custo da mão-de-obra direta, é preciso calcular o valor a ser


atribuído por hora de trabalho, baseado na legislação e no contrato de trabalho.

Conforme Vieira (2008, p.18 e 19), mão-de-obra direta é aquela relativa ao


pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, desde
que seja possível a mensuração de quem executou o trabalho, sem
necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio.
Para calcular o custo da mão-de-obra direta é preciso calcular o valor a ser
atribuído por hora de trabalho, baseado na legislação e no contrato de
trabalho. São direitos do trabalhador: repouso semanal remunerado, férias,
13º salário, contribuição para o INSS, remuneração dos feriados, faltas
abonadas, FGTS, e outros garantidos por acordos ou convenções coletivas
de trabalho das diversas categorias profissionais.

No quadro 2 a demonstração dos dados que contemplam o custo de mão-de-


obra por parte da contratante e, no quadro 3 o número de horas que um contratado
oferece para a empresa.
30

Quadro 2: Base para Cálculo do Custo com Pessoal


DESCRIÇÃO VALORES

Salário Base
(+) Adicionais
(+) Insalubridade ou Periculosidade
SUB TOTAL
(+) Provisão 13º salário
(+) provisão de Férias
(+) Provisão 1/3 s/ Férias
SUB TOTAL
(+) FGTS
(+) INSS
(+) Outros
(+) Previsões
TOTAL DE CUSTO C/ MOD

Fonte: Vieira (2008, p.19)

Quadro 3: Número de horas que o trabalhador oferece à empresa


Nº total de dias no ano ou mês
(-) Repousos semanais remunerados
(-) Férias
(-) Feriados
(=) Nº máximo de dias à disposição do empregador
(x) jornada máxima diária (em horas)
(=) Nº máximo de horas à disposição por ano ou mês
Fonte: Martins apud Vieira (2008, p.19)

É importante a empresa munir-se de sistemas de controle de ponto e registro


automático de início e término de ordens, que possibilita saber quanto tempo cada
empregado trabalhou por dia diretamente e em quais produtos, e comparando as
horas produtivas e não produtivas com o controle de entradas e saídas do
funcionário na empresa.
31

Conforme Martins (2006, p.142), a Mão-de-obra Direta é normalmente um


custo variável, pois só se caracteriza como Direta a que foi efetivamente
utilizada na produção. Os tempos não trabalhados deixam normalmente de
fazer parte da Mão-de-obra Direta, tornando-se Custos Indiretos para rateio
aos produtos. Fazem parte da taxa de Mão-de-obra Direta, todos os
encargos sociais, férias, 13º salário, descanso remunerado, feriados etc; a
taxa deve ser global, mesmo que alguns pequenos erros existam na
previsão desses itens. Mas é obrigatório que o mesmo tratamento seja dado
pela Contabilidade financeira para se evitar distorções.

2.3.2 Mão-de-obra Indireta

Envolve gastos não ligados diretamente no processo de elaboração do


produto ou serviço.

Segundo Vieira (2008, p.21), se for necessário rateio sob qualquer critério
para distribuir o custo da mão-de-obra, devemos classificá-la como indireta.
Considera-se mão-de-obra indireta todo o trabalho que não pode ser
perfeitamente identificado como pertencente a determinado produto.

Segundo Leone (2008, p.58 e 59), “o custo indireto como aquele item que
precisa de um critério de rateio para sua identificação ao produto ou objeto cujo
custeio é desejado”.

De acordo Martins (2008, p.49), com respeito à mão-de-obra, entendemos


então o que seja Direta ou Indireta; aquela diz respeito ao gasto com
pessoal que trabalha e atua diretamente sobre o produto que esta sendo
elaborado; a outra Indireta, é relativa ao pessoal de chefia, supervisão ou
ainda atividades, que apesar de vinculadas à produção, nada tem de
aplicação direta sobre o produto:manutenção, prevenção de acidentes,
Contabilidade de Custos, programação e controle de produção etc.

A diferenciação dos custos em diretos e indiretos é necessária para calcular


de forma real o custo de qualquer produto ou serviço, podendo verificar a
rentabilidade individual e eficiência dos vários setores que envolvem o seu processo
dentro da empresa.
32

2.4 Classificação dos Custos

Além de seu agrupamento em Diretos e Indiretos, os custos basicamente


dividem-se em Fixos e Variáveis, que visam identificar a relação entre o valor total
de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo.

Conforme Martins (2008, p.49), além de seu agrupamento em diretos e


indiretos, os custos podem ser classificados de outras formas diferentes. É
a que leva em consideração a relação entre o valor total de um custo e o
volume de atividade numa unidade de tempo. Divide basicamente os custos
em Fixos e Variáveis.

Na Contabilidade de Custos existem vários tipos de custos, tantos quantas


forem as necessidades gerenciais, o contador de custos estabelece e prepara tipos
que vão atender ás diferentes finalidade da administração.

De acordo com Bruni e Famá (2004, p.31), os sistemas, formas e


metodologias aplicados no controle e gestão de custos podem ser
classificados em função da forma de associação dos custos aos produtos
elaborados, de acordo com a variação dos custos em relação ao volume de
produtos fabricados, em relação aos controles exercidos sobre os custos,
em relação a alguma relação específica e em função da análise do
comportamento passado. A forma de associação dos custos com os
produtos fabricados, os primeiros podem ser classificados de diferentes
formas quanto à aplicabilidade.

2.4.1 Custos Diretos ou Primários

Os custos diretos são aqueles diretamente incluídos no cálculo do produto ou


serviço e que podem ser facilmente identificados, como os materiais diretos e a mão-
de-obra direta.

De acordo com Bruni e Famá (2004 p.31), são aqueles diretamente


incluídos no cálculo dos produtos. Consistem nos materiais diretos usados
na fabricação do produto e mão-de-obra direta. Apresentam a propriedade
de serem perfeitamente mensuráveis de maneira Objetiva. Exemplos: pó
químico, salários dos operários etc.

Com a devida identificação do custo, fica alocado cada gasto correspondente


ao produto analisado.
33

Custos diretos são gastos facilmente apropriáveis às unidades produzidas,


ou seja, são aquelas que podem ser identificados como pertencentes a este
ou àquele produto. Por sua natureza, características próprias e objetividade
de identificação no produto são imputados por medições objetivas ou por
controles individuais como ficha técnica do produto, sem a necessidade de
rateios. Correspondem aos gastos específicos do produto ou serviço, esses
gastos não ocorrem, (WERNKE, 2001, p.13).

É provável constatar os custos diretos que podem ser apropriados aos


produtos, porém deve haver uma medida de consumo, como quilogramas de
materiais consumidos, embalagem utilizada, horas de mão-de-obra trabalhadas,
com isso será encontrado o custo exato do produto final.

2.4.2 Custos Indiretos

Custo indireto, são gastos que não podem ser atribuídos de forma direta,
somente através de critérios de rateio, são gastos que a empresa tem para exercer
atividades no geral e não relacionadas diretamente ao produto ou serviço.

Segundo Wernke (2001, p.14), custos indiretos são gastos que não podem
ser alocados de forma direta ou objetiva aos produtos ou a outro segmento
ou atividade operacional, e caso sejam atribuídos aos produtos, serviços ou
departamentos, serão mediante critérios de rateio. No caso industrial, são
os custos que ocorrem dentro do processo de produção, mas para serem
apropriados aos produtos requerem o uso de rateio (são artifícios usados
para distribuir os custos que não se consegue determinar com objetividade
segurança a quais produtos se referem). São os gastos que a empresa tem
para exercer suas atividades, mas que não tem relação direta com um
produto ou serviço específico, pois relacionam-se com vários produtos ao
mesmo tempo.Exemplo o aluguel da fábrica, em que são produzidos
diversos produtos em conjunto.Para atribuir uma parcela do custo com
aluguel fabril aos produtos é necessário ratear por um critério específico.

Quando for necessário usar qualquer fator de rateio para apropriar e não
obter medição direta, fica o custo incluído como indireto.

Conforme Bruni e Fama (2004, p.31), custos indiretos necessitam de


aproximação, isto é, algum critério de rateio, para serem atribuídos aos
produtos. Exemplos: seguros, alugueis da fábrica, supervisão de diversas
linhas de produção;
34

Os custos indiretos dificilmente podem ser identificados diretamente com o


produto, com o setor etc., uma vez que exista diversificação de produtos ou serviços
no mesmo estabelecimento.

Segundo Bomfim e Passarelli (2006, p.195), é essencial ter um padrão de


medida que permita algum grau de controle da eficiência das operações. O
sistema de custo que melhor se adapta a essa finalidade é o sistema de
ordem de produção. Esse sistema não só atenderá à elaboração dos
orçamentos individuais referentes a cada serviço, como também atuará
como sistema de custo de controle, fornecendo as informações detalhadas
das mercadorias vendidas e das despesas operacionais por trabalho
executado.

Dentre as classificações, os custos podem ser Diretos (ligados diretamente ao


produto ou serviço) e Indiretos (atribuídos em forma de rateio). Segundo Vieira
(2008, p.12) a classificação dos custos em Diretos e Indiretos

Matéria-Prima
DIRETOS MOD
Embalagem

CUSTOS
Administração
Honorários
Energia
Elétrica
INDIRETOS Água
Depreciação

Seguros
Outros

Figura 3: Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos


Fonte: Vieira (2008, p.12)

2.4.3 Custos Fixos

Os Custos fixos são aqueles que em determinado período de tempo e em


certa capacidade instalada, não variam continuam os mesmos, independente do
volume de atividade da empresa.

De acordo com Bruni e Famá (2004, p.32), são custos que, em


determinado período de tempo e em certa capacidade instalada, não
35

variam, qualquer que seja o volume de atividade da empresa. Existem


mesmo que não haja produção. Podem ser agrupados em;Custo fixo de
capacidade- custo relativo às instalações da empresa, refletindo a
capacidade instalada da empresa, como depreciação, amortização etc,;
custo fixo operacional –relativo à operação das instalações da empresa,
como seguro, imposto predial etc.Exemplos clássicos de custos fixos podem
ser apresentados por meio dos gastos com alugueis e depreciações-
independentemente dos volumes produzidos, os valores registrados com
ambos os gastos serão os mesmos.É importante destacar que a natureza
de custos fixos ou variáveis está associada aos volumes produzidos e não
ao tempo.Assim, se uma conta de telefone apresenta valores diferentes
todos os meses, porém não correlacionados com a produção, esses gastos
devem ser classificados como fixos – independentemente de suas variações
mensais.Os custos fixos possuem uma característica interessante: são
variáveis quando calculados unitariamente em função das economias em
escala.

Os custos fixos incluem as despesas operacionais do negócio, se esse for de


serviços, devem estar refletidas no orçamento inicial fornecido ao cliente.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.193-194), a fim de que os


resultados de cada serviço contratado, quando encerrado, possam ser
apropriadamente determinado, é imperativo que um sistema de contas de
controle seja mantido: vendas, mão-de-obra, compras e outras despesas.A
conta de compras deve ser separada por atividade, de forma a permitir uma
melhor aplicação dos custos.....A questão concernente ao tratamento
contábil dos serviços em execução não é tão complexa neste tipo de
atividade como o é nas atividades industriais.Isto porque, em sua maioria,
os serviços são executados rapidamente.A prática aceitável é não antecipar
lucros de serviços ainda em execução,a não ser no caso de serviços de
grande escala, cujos resultados(receitas e custos), considerados
significativos, tenham já ocorrido em sua maior parte.Neste caso usa-se
uma proporção para fins de apuração do resultado até aquele determinado
período.

O custo fixo mantem-se constante, mesmo existindo oscilação na atividade


desempenhada pela empresa.

Em relação aos custos fixos Wernke (2001, p.14), relata que são aqueles
gastos que tendem a se manter constantes nas alterações de atividades
operacionais, independentemente do volume de produção. São os custos
que têm seu montante fixado não em função de oscilação na atividade, ou
seja, sem vínculo com o aumento ou a diminuição da produção. Esses
custos permanecem no mesmo valor independentemente da quantidade
produzida. Relacionam-se com a capacidade instalada que a empresa
possui e seu valor independe do volume de produção, existindo
independentemente de a empresa estar produzindo ou parada.
36

Pode-se dizer que os custos fixos não têm vínculo com o aumento ou
diminuição da produção, comercialização e prestação de serviços, permanecendo
no mesmo valor independentemente movimentação das atividades do negócio.

2.4.3.1 Custos com Depreciação

A depreciação é a diminuição do valor dos bens do ativo resultante do


desgaste do uso podendo ser considera como custo ou despesa.

Segundo Basso (2000, p.180), “quando corresponder á perda do valor dos


direitos que tem por objeto bens físicos, sujeitos a desgaste ou perda de utilidade
por uso, ação da natureza ou obsolescência”

A diminuição da importância do valor de um bem imobilizado pode ser


registrada como custo ou despesa.

De acordo com Contadez (2009), Regulamento do Imposto de Renda artigo.


305, a depreciação poderá ser computada, como custo ou encargo, em
cada período de apuração, a importância correspondente a diminuição do
valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e
obsolescência normal.

“A Depreciação é o valor depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um


ativo, menos o seu valor residual”, (CRCRS, 2006, p.299).

Conforme Basso (2000, p.180), “existem vários métodos de depreciação


consagrados pela prática, cujo uso depende da oportunidade e da finalidade dos
cálculos da depreciação – se são para fins contábeis ou para fins gerenciais”.

Segundo Basso (2000, p.181 a 183), antes de escolher o método de


depreciação mais conveniente, é preciso encontrar o valor do elemento a
ser depreciado. A fixação desse valor leva em conta o valor residual do
bem, que é o seu valor revenda quando já tiver sido sucateado. O valor
residual deve ser calculado como um percentual do valor atual corrigido.
Trata-se então de definir esse percentual de valor residual, para diminuído
do valor corrigido do bem, e encontrar o seu valor a deprecia, assim:

A- Método das quotas constantes ou linha reta – considera que o bem tem
um desgaste constante mês a mês, ano a ano – dentro da vida útil
estimada, o qual é representado pela fórmula:
37

Depreciação anual = Custo corrigido (-) Valor Residual


Número de anos da vida útil

B- Método das unidades produzidas - pressupõe a existência de


informações adicionais, como a capacidade de produção da máquina ou
equipamento ao longo de sua vida útil estimada é:

Taxa de Depreciação Anual = Número de unidades estimadas de produção


Número de unidades produzidas no ano

C- Método de horas trabalhadas – baseia-se nas horas estimadas de vida


útil do bem, geralmente fornecidas pelo fabricante da máquina ou
equipamento, e é expresso pela fórmula:

Taxa de depreciação Anual = Número de horas estimadas de trabalho


Número de horas de trabalho no ano

O saldo da conta Depreciações é transferido, juntamente com as demais


despesas do período, para a apuração do resultado, enquanto que a conta
Depreciação Acumulada permanece com o saldo da contabilização da
depreciação e vai acumulando as depreciações dos diversos períodos em
que o bem estiver no patrimônio da entidade, até que complete cem por
cento de depreciação.

A taxa de depreciação corresponde o percentual de depreciação a ser


lançado na escrituração entidade como custo ou despesa operacional, será definido
com base no tempo de vida útil dos bens, nas taxas de depreciação vigentes, e
observando a dedução do valor residual.

Quadro 4: Taxa depreciação


Bem Taxa anual Prazo de vida
depreciação útil
Imóveis 4% 25 anos
Instalações 10% 10 anos
Máquinas e Equipamentos 10% 10 anos
Móveis e Utensílios 10% 10 anos
Veículos 20% 5 anos
Computadores e Periféricos 20% 5 anos
Fonte: Contadez, (2009)

O valor residual é o valor pelo qual se conseguiria vender o bem após o seu
prazo de vida útil dentro da empresa (depois de totalmente depreciado).
38

Valor residual de um ativo é o valor estimado que a entidade obteria com a


venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo
já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil,
(RESOLUÇÃO CFC Nº1.177/09-NBC T 19.1).

2.4.4 Custos Variáveis

Neste método são alocados os produtos que variam de acordo com o volume
de produção. É utilizado para fins gerenciais, fornecendo ferramentas que auxiliam
no processo de gerenciamento da empresa.

Segundo Bruni e Famá (2004, p.32), “os custos variáveis, seu valor total
altera-se diretamente em função das atividades da empresa. Quanto maior a
produção, maiores serão os custos variáveis”.

Em relação aos custos variáveis Wernke (2001, p.14), relata que são os que
diretamente relacionados com o volume de produção ou venda. Quanto
maior for o volume de produção, maiores serão os custos variáveis totais.
São os valores consumidos ou aplicados que têm seu crescimento
vinculado à quantidade produzida pela empresa. Têm seu valor
determinado em função de oscilações na atividade da empresa, variando de
valor na proporção direta do nível de atividades.

Na atividade de serviços normalmente os custos variáveis incluem os custos


primários de material e mão-de-obra.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.194), custos variáveis, o custo das


mercadorias vendidas do Demonstrativo de Resultado deve refletir os
custos primários (materiais e mão-de-obra) somente dos serviços
completados, consistentes com a as receitas relatadas no mesmo período.
O estoque de materiais disponíveis ao final do período (no armazém, na loja
ou nos locais de prestação de serviço), deduzido do total das compras e
acrescido ao estoque inicial do período, é usado para determinar o custo
das mercadorias ou materiais consumidos nos serviços executados durante
esse mesmo período. Para determinar o custo de mão-de-obra nos
trabalhos completados, usa-se o saldo da conta de salários diferidos no
começo e no fim do período. Soma-se o custo de toda mão-de-obra paga
durante o período e, dessa soma, se deduz o total da conta de salários
diferido no início e o total pendente diferido no final do período. A mão-de-
obra pendente é o total de mão-de-obra paga ou reservada no final do
período, referente aos trabalhos em processo de execução e não faturados
até o final do período. Outros custos variáveis (como transporte, encargos
sociais, etc) são tomados por estimativa na elaboração do orçamento
preparado para o cliente, de forma que, quanto maior o trabalho, maior
parcela de alocação dessas despesas variáveis receberá, além da alocação
dos outros custos fixos operacionais.
39

Os custos, além de serem diretos e indiretos, classificam os diretos em


variáveis e os indiretos em fixos e variáveis. Conforme Vieira (2008, p.14) segue a
classificação dos custos.

CUSTOS

DIRETOS INDIRETOS

Variáveis Fixos Variáveis


Exemplo: Exemplo: Exemplo:
Mão-de-obra Direta Aluguel de fábrica Energia elétrica da fábrica
Matéria-prima Depreciação do Materiais limpeza fábrica
Embalagem prédio da fábrica
Figura 4: Classificação dos Custos
Fonte: Vieira (2008, p.14)

Neste sentido, a figura demonstra que os gastos classificados em custos


podem ser diretos ou indiretos, quando classificados para fins contábeis. Estes
custos, ainda podem ser classificados em fixos e variáveis, para fins de gestão,
sendo que os custos diretos normalmente são variáveis e os indiretos podem ser
tanto fixos quanto variáveis.

Portanto, pode-se dizer que os custos diretos são classificados como custos
variáveis. De forma que se o custo se identifica com o produto ou serviço que o
consumiu, e tem condições de ser medido, de saber o quanto se gastou ele será
direto.

Os custos indiretos, são os que não se tem o conhecimento de quanto se


gasta para comercializar um produto ou executar um serviço. Todos os custos
indiretos se classificam em fixos e variáveis, os custos fixos são aqueles que
sabemos o valor total no mês, eles não apresentam variações, os custos variáveis
40

serão determinados conforme o consumo. Tanto os custos indiretos fixos, quanto os


custos indiretos variáveis, precisam de critérios de rateio para serem alocados aos
produtos e serviços.

2.4.5 Custo-padrão

O custo-padrão permite comparações entre previsto e realizado, e análise das


variações dentro de uma organização.

Conforme Leone (2008, p.66) são custos predeterminados. Entretanto,


diferentes dos custos estimados e apesar de servirem para o controle,
planejamento e tomada de decisões, são calculados com base nos
parâmetros operacionais. Os custos-Padrão são aplicados, sobretudo em
operações repetitivas, quando os parâmetros ou indicadores físicos estão
perfeitamente definidos e quando os custos mantêm uma relação íntima
com a variabilidade daqueles dados quantitativos. Em empresas de
prestação de serviços, cujas atividades sejam realizadas respectivamente, a
aplicação dos Custos-Padrão não é difícil, uma vez que os indicadores ou
as relações de produtividade, desempenho e rendimento já estão definidos.
No entanto, nem todos os tipos de custos serão padronizados. Dependerá
sempre da relação estreita e bem-definida entre o comportamento do custo
e algum parâmetro operacional padronizado. Por isso os custos de material
direto e mão-de-obra direta (nesses casos também os custos variáveis) ou
outro tipo qualquer, que seja definido como direto, serão aqueles tratados
como Custos-Padrão.

Com uma análise mais profunda e minuciosa, os gestores encontram nas


informações do custo padrão formas mais seguras para determinar seus preços de
produtos e serviços.

Segundo Bomfim e Passarelli (2006, p.211), a diferença básica entre o


custo-padrão é a profundidade de análise e a qualidade técnica dos
esforços postos em prática para o desenvolvimento das respectivas
informações. Os custos-padrão são baseados em especificações de
engenharia, estudos de tempo e métodos, análise da capacidade de
produção e do comportamento dos fatores determinantes dos preços de
bens e serviços. Já os custos estimados são derivados de projeções
baseadas na experiência histórica dos custos reais e geralmente envolvem
médias de desempenhos passados. Envolvendo mais análise operacional e
estudo mais aprofundado dos fatores que afetam as operações da empresa,
os custos-padrão oferecem medidas mais seguras para a valorização dos
produtos e para controle da organização
41

O custo-padrão determina o que cada produto ou serviço deveria custar em


condições normais de atividade, comparando com o que efetivamente ocorreu no
processo de seu desenvolvimento.

De acordo com Bruni e Famá (2004, p.171), custo padrão - estabelecido


com mais critério, representa o que determinado produto deveria custar, em
condições normais de eficiência do uso do material direto, da mão-de-obra,
dos equipamentos, de abastecimento do mercado fornecedor e da demanda
do mercado consumidor. O principal objetivo da utilização do sistema de
custeio-padrão consiste no controle dos custos, realizado com base em
metas prefixadas para condições normais de trabalho. No custo-padrão, é
possível apurar os desvios do realizado em relação ao previsto, identificar
as causas dos desvios, adotar providências corretivas e preventivas de
erros, que permitem a melhoria do desempenho.

“A mais eficaz forma de se planejar e controlar custos é a partir da


institucionalização do Custo-Padrão, que tanto pode ser usado com o Custeio por
Absorção como com o Variável,” (MARTINS, 2008, p.315).

Segundo Martins (2008, p.315), define Custo-padrão como sendo um


Custo-padrão corrente. Este diz respeito ao valor que a empresa fixa como
meta para o próximo período para um determinado produto ou serviço, mas
com a diferença de levar em conta as deficiências sabidamente existentes
em termos de qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos,
fornecimento de energia etc. É um valor que a empresa considera difícil de
ser alcançado, mas não impossível.

É possível dizer que o Custo-padrão é uma técnica - auxiliar, pois tem como
objetivo fixar uma base de comparação entre o que ocorreu de custo e o que
deveria ter ocorrido.

2.5 Método de Custeio

Método diz respeito a forma pela qual se chega a um determinado resultado,


sendo que custeio é o método usado para apropriação dos custos . Os métodos de
custeio existentes são: Custeio por absorção (utilizado para integração custos com a
contabilidade), custeio variável ou direto (utilizado para a gestão), custeio padrão,
ABC, RKW.
42

2.5.1 Custeio por Absorção

O método de custeio por absorção respeita os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, é aceito pela legislação comercial e pela legislação fiscal, sendo o
mais usado no Brasil.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.422), Há diversos sistemas de


custeio e critérios de avaliação da produção e dos estoques, sendo que,
dentro dos princípios fundamentais de contabilidade, consagrado pela Lei n
6.404/1976, pelo Decreto n 3000 e parecer Normativo n6/1979m o método
de custo real por absorção é o indicado. Isto significa que devem ser
adicionados ao custo de produção todos os custos relativos á produção,
quer sejam diretos ou indiretos.

Todo custo que envolver diretamente ou indiretamente a sua fabricação deve


ser alocado a ele, independente de ser considerado fixo ou variável.

Segundo Leone (2008, p.242), custeio por absorção é aquele que se faz
debitar ao custo dos produtos todos os custos da área de fabricação, sejam
esses custos definidos como custos diretos ou indiretos, fixos ou variáveis,
de estrutura ou operacionais. O próprio nome do critério é revelador dessa
particularidade, ou seja, o procedimento é fazer com que cada produto ou
serviços absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à
fabricação.

No custeio por absorção é possível atribuir parte dos custos indiretos ao


produto em fabricação através de critérios de rateio.

De acordo com Wernke (2001, p.20), o custeio por absorção é empregado


quando se deseja atribuir um valor de custos ao produto, atribuindo-lhe
também uma parte de custos indiretos. Consiste na apropriação de todos os
custos de produção aos produtos, de forma direta e indireta mediante
critérios de rateios.

O método de custeio por absorção segue os Princípios da Contabilidade


aceitos no Brasil.

Segundo Martins (2008, p.37), define custeio por absorção como sendo um
método derivado da aplicação dos Princípios de Contabilidade geralmente
aceitos. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens
elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de
produção são distribuídos para todos aos produtos ou serviços feitos.
43

Conforme Leone (2000), Martins (2001) e Bruni e Famá (2004), apud Vieira
(2009, p.9) método de custeio por absorção possui as seguintes características,
vantagens e desvantagens:

Principais Características:
a) Engloba os custos totais: fixos, variáveis, diretos e indiretos;
b) Em primeiro lugar alocamos os custos indiretos nos centros de custos
(auxiliares e produtivos);
c) Em segundo lugar alocamos os centros de custos para os produtos;
d) Os custos indiretos fixos (CIF) acabam transferindo-se, contabilmente,
para a conta de estoques de produtos acabados;
e) É útil nas empresas que têm processo de produção pouco flexível e
poucos produtos;
f) Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de
produção.

Segundo Vieira (2009, p.9), o método de custeamento por absorção é falho


em muitas circunstâncias como instrumento gerencial de tomada de decisão, porque
tem como premissa básica os “rateios” dos chamados custos fixos, que, apesar de
aparentarem lógicos, poderão levar a alocações arbitrárias e até enganosas.

Principais vantagens
a) Atende à legislação fiscal e deve ser usado quando a empresa busca o
uso do sistema de custos integrado à Contabilidade;
b) Considera o total dos custos por produto;
c) Forma custos para estoques;
d) Permite a apuração dos custos por centros de custos, quando os custos
forem alocados aos departamentos de forma adequada, possibilitam o
acompanhamento do desempenho de cada área;
Principais desvantagens
a) Pode elevar artificialmente os custos de alguns produtos;
b) Não evidencia a capacidade ociosa da entidade;
c) Os critérios de rateios são sempre arbitrários, portanto nem sempre
justos.

2.5.2 Custeio Variável

O método de custeio variável assume grande importância na análise de


decisões relacionadas a custo e preços, é uma ferramenta auxilia dos gestores para
a tomada de decisões. Somente os custos identificados com os produtos ou serviços
vendidos devem ser apropriados. No comércio o custo variável refere-se somente ao
custo da mercadoria que será vendida.
Conforme Leone (2008, p.390 e 391), O custeamento variável é um critério
usado para acumular os custos de qualquer objeto ou segmento da
empresa. Normalmente, o custeamento variável é aplicado ao sistema de
44

acumulação de custos das operações fabris. O critério pode ser empregado


quando o contador desejar determinar o custo de qualquer outro segmento
da empresa que não seja o da produção.....O custeamento variável pode
ser aplicado a qualquer sistema de determinação de custos. Ele oferece
vantagens quando aplicado ao sistema de custeio por ordens de produção,
por processo, pela responsabilidade e, sobretudo, quando a estes sistemas
é articulado o sistema de custos estimados ou padronizados.

O sistema de custeio direto ou variável prevê uma apropriação de caráter


gerencial, e considera somente os custos variáveis do produto vendido, sendo que
os fixos ficam afastados e são avaliados como despesas do período.

De acordo Wernke (2001, p.29), este método considera apenas os custos


variáveis de produção e de comercialização do produto ou serviço como
matéria-prima, mão-de-obra direta, serviços de terceiros aplicados ao
produto, tributos sobre vendas, comissões de venda etc. Os demais gastos
são transferidos para a apuração do resultado como despesas, sem serem
apropriados aos produtos fabricados.

É possível por meio da identificação do custo variável, proceder uma análise


gerencial em função do grau de participação de cada componente de custo no valor
global da operação ou produto, Vieira (2003, p.6).

Conforme Vieira (2003, p.5), uma característica importante deste método de


custeio é a troca do conceito de apuração do lucro bruto pela apuração da
margem de contribuição do período contábil. Por meio da margem de
contribuição obtida pela empresa deverão ser cobertos todos os custos fixos
apropriados no período contábil, identificando-se, assim, o resultado
operacional da empresa sem o diferimento de custos fixos pelos produtos
acabados em estoques ou através daqueles em processo de fabricação.

No sistema de custeio variável existem vantagens e desvantagens em adotar


esse método de custeio, entre eles citados abaixo.

Conforme Leone (2000), Martins (2001) e Wernke (2001) apud Vieira (2009,
p.p.12-13) destacam-se, em seguida, as vantagens e desvantagens deste
método.
1) Principais vantagens
a) Destaca o custo fixo (que independe do processo fabril);
b) Não ocorre a prática do rateio, por vezes errôneo;
c) Evita manipulações;
d) Fornece o ponto de equilíbrio;
e) Enfoque gerencial;
f) Os dados necessários para a análise da relação custo/volume/lucro são
rapidamente obtidos;
g) É totalmente integrado com o custo padrão e orçamento flexível.
2) Principais desvantagens
45

a) No caso dos custos mistos (custos que têm uma parcela fixa e outra
variável) nem sempre é possível separar objetivamente a parcela fixa da
parcela variável.
b) Não é aceito pela auditoria externa das entidades que tem capital aberto
e nem pela legislação do imposto de renda, bem como por uma parcela
significativa de Contadores, pois fere os princípios fundamentais de
contabilidade, em especial aos princípios de realização de receitas, de
confrontação e da competência. Estes princípios estabelecem que os custos
associados aos produtos só podem ser reconhecidos na medida em que
são vendidos, já que, somente quando reconhecida a receita (por ocasião
da venda), é que devem ser deduzidos todos os sacrifícios necessários à
sua obtenção (custos e despesas). Como o custeio variável admite que
todos os custos fixos sejam deduzidos do resultado, mesmo que nem todos
os produtos sejam vendidos, ele violaria tais princípios;
c) O valor dos estoques não mantém relação com o custo total;
d) Isoladamente, não se aplica para formação do preço de venda.

O custeio variável por não atender as exigências da legislação, age como


instrumento gerador de informações para melhor orientar no processo gerencial.

As diferenças e semelhanças entre os dois critérios de custeio resultam da


seguinte comparação:

Quadro 5: Diferença entre Custeamento variável X Custeamento por absorção


Custeamento variável Custeamento por absorção
Classifica os custos em fixos e variáveis Não há preocupação por essa classificação
Classifica os custos em diretos e indiretos Também classifica os custos em diretos e
indiretos
Debita o segmento, cujo custo está sendo Debita o segmento, cujo custo está sendo
apurado, apenas os custos que são diretos ao apurado, os seus custos diretos e também os
segmento e variáveis em relação ao parâmetro custos indiretos através de uma taxa de
escolhido como base. absorção.
Os resultados apresentados sofrem influência Os resultados apresentados sofrem influência
direta do volume de vendas. direta do volume de produção.
É um critério administrativo, gerencial, interno É um critério legal, fiscal, externo
Aparentemente sua filosofia básica contraria os Aparentemente, sua filosofia básica alia-se aos
preceitos geralmente aceitos na contabilidade, preceitos contábeis geralmente aceitos,
principalmente os fundamentos de “regime de principalmente do “regime de competência”.
competência”.
Apresenta a Contribuição Marginal – diferença Apresenta a Margem Operacional – diferença
entre as receitas e os custos diretos e variáveis entre as receitas e os custos diretos e variáveis
do segmento estudado. do segmento estudado.
O custeamento variável destina-se a auxiliar, O custeamento por absorção destina-se a
sobretudo, a gerencia no processo de auxiliar a gerência no processo de determinação
planejamento e tomada de decisões. da rentabilidade e de avaliação patrimonial.
Como o custeamento variável trata dos custos Como o custeamento por absorção trata dos
diretos e variáveis de determinado segmento, o custos diretos e indiretos de determinado
controle da absorção dos custos da capacidade segmento, sem cogitar de perquirir se os custos
ociosa não é bem explorado. são variáveis ou fixos, apresenta melhor visão
para o controle da absorção dos custos da
capacidade ociosa.
Fonte: Leone (2008, p.405)
46

2.6 Formação do Preço de Venda

Um dos fatores mais relevantes em uma empresa é determinar o preço de


venda, que deve levar em consideração o mercado, o custo do produto e o lucro
desejado, possibilitando que seja o preço certo, e que satisfaça o mercado
consumidor, bem como dono do negócio.

Conforme Vieira (2009, p.27), O processo de determinação de preços de


venda deverá merecer a atenção da alta administração da empresa dado
importância que o assunto representa, inclusive em termos de obtenção de
resultados, grau de retorno do investimento, fatia de mercado desejado pela
empresa e demais fatores de caráter empresarial. As decisões de preços
são diretamente dependentes do volume de vendas, do grau de eficiência
do mix em termos de resultado direto, do nível de despesas de vendas e
administrativas, bem como das necessidades financeiras para o
atendimento do volume de operação projetada.

A determinação de preços de vendas de produtos e serviços é uma tarefa


complexa e precisa de técnicas adequadas e pessoal especializado para assegurar
a rentabilidade satisfatória no desempenho do negócio.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.446), com base nos dados de


custos do produto a ser estimado e na política de lucros da empresa, define-
se um preço preliminar. Normalmente, a composição desse preço é feita
acrescentando-se uma determinada porcentagem ao custo apurado para o
produto. Essa porcentagem-conhecida como mark-up –via regra inclui, além
de tributos como ICMS, o IPI e o PIS/COFINS, uma parcela para cobertura
de despesas não diretamente atribuíveis ao produto(como despesas de
vendas, administrativas e financeiras) e o nível de lucro pretendido.Quando
se utiliza o sistema de custeio direto, o mark-up deve compreender, ainda,
um fator destinado á absorção das despesas fixas de fabricação.Esse preço
preliminar é analisado em função das condições do mercado, do que se
conhece a respeito da mais provável estratégia de produto e de preços dos
principais concorrentes, do poder de compra dos possíveis consumidores
do produto e de outros fatores relevantes que possam afetar o desempenho
das vendas se o preço preliminarmente definido vier a ser praticado. Ainda
os autores (p.563) relatam que o essencial do procedimento e controle
aplicados pelas empresas comerciais aplica-se também a qualquer empresa
prestadora de serviços e, assim, a determinação do preço e venda é parte
integrante desse processo

Para se chegar preço venda no comércio e na prestação de serviços, deve-se


verificar o custo total de aquisição da mercadoria e obter demais informações
(impostos e despesas, com venda e a margem de lucro desejada) para formar o
índice mark-up, e aplicar sobre o custo ou seja:
47

Para determinar custo total de aquisição mercadorias e serviços


verifica-se:
Valor unitário na NF
(+) IPI
(-) ICMS
(+) Fretes (seguros)
(=) custo aquisição da mercadoria
Para determinar a participação do total das despesas com o total do
faturamento mensal:

Totais despesas mensais


Faturamento mensal (Precisa ser utilizado a média de 6 meses no mínimo)

Com base no custo de compra, mais a participação das despesas com


vendas, mais os impostos, taxas e margem de lucro, passa-se a formar o Mark-up
que será o indicador para a formação do preço de venda orientativo. Em resumo a
fórmula é:

Mark-up=Impostos + despesas +Margem lucro= valor =índice mark-up


100
Com o índice do Mark-up aplica-se a fórmula sobre o custo apurado e obtêm-
se o preço de venda orientativo, sendo a formula:

PV= Custo
Mark-up

Pode-se dizer que o preço define a quantidade vendida, ou seja, quanto


menor o preço maior a venda e vice-versa.

Segundo Vieira (2009, p.27-28), no tocante a relação existente entre o


preço fixado e o volume obtido em termos de vendas efetivadas deve-se ter
sempre presente um princípio básico em preços que determina:
a)quanto maior o preço de venda de um produto – um número menor de
unidades será comprada;
b) Quanto menor o preço de venda de um produto – um número maior de
unidades será comprado.
48

Existem varias etapas a serem seguidas para uma melhor determinação e


formação de preços que após definidos merecem acompanhamento contínuo.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.434), em síntese a formação de


preços de produtos e serviços passa, normalmente, pelas seguintes etapas:
a)com base nos custos e no objetivo de lucros da empresa, define-se o
preço ideal do bem a ser formado.Esse preço ideal é inicialmente
denominado de “preço preliminar”
b)esse preço preliminar é comparado com o chamado preço máximo
admitido pelo mercado, estimando-se para ambos(preço preliminar e preço
de mercado), os respectivos volumes de vendas.
c)outras alternativas de preços e correspondentes vendas e lucros são
analisadas, escolhendo-se por fim a alternativa que representar mais
lucrativa combinação preço-venda, ou a que melhor atender os objetivos de
longo prazo da empresa.
d)Caso nenhuma alternativas consideradas se revele satisfatória, decisões
relativas á modificação ou ao cancelamento do produto ou a adoção de um
custo-meta a ser perseguido deverão ser tomadas.
e)uma vez implementado um preço de venda, monitora-se de forma
contínua os seus efeitos sobre o faturamento da empresa.O procedimento
de acompanhamento contínuo dos preços de venda.
Os tributos incidentes sobre as vendas do produto ou serviço apreçado são
de vital importância na determinação dos preços de venda, já que o seu
valor integra o montante a ser desembolsado pelo comprador desse produto
ou serviço.

Nem sempre é possível praticar apenas o preço formado pelos métodos de


formação de preços, pois eles precisam ser adequados ao mercado e permitir
retorno do capital investido.

De acordo com Bruni e Famá (2004, p.323), além dos custos, o processo de
formação de preços está ligado às condições do mercado, ao nível de
atividade e à remuneração do capital investido. Dessa forma, o cálculo do
preço de venda deve chegar a um valor que permita trazer à empresa a
maximização dos lucros, ser possível manter a qualidade, atender aos
anseios do mercado àquele preço determinado e melhor aproveitar os
níveis de produção.
As condições que conduzem à formação dos preços podem ser
mencionadas por meio das seguintes características:
a)forma-se um preço base;
b)critica-se o preço-base à luz das características existentes do mercado,
como preço dos concorrentes, volume de vendas, prazo, condições de
entrega, qualidade, aspectos promocionais etc:
c)testa-se o preço às condições do mercado, considerando-se as relações
custo-volume-lucro, alem de aspectos econômicos e financeiros;
d)fixa-se o preço mais apropriado com condições diferenciadas para
atender a volumes diferentes, prazos não uniformes de financiamento de
vendas, descontos para financiamentos(prazos concedidos)mais curtos,
comissões sobre vendas para cada condição.

Aos gestores cabe observar e analisar toda situação que envolve seu produto
e serviço além de custos, a concorrência passa a ser fator decisivo na conquista de
49

espaços e as estratégias devem levar em conta todo e qualquer fator que possa
influenciar na demanda de seus produtos.

Confome Martins (2008, p.218), para administrar preços de vendas, sem


dúvida é necessário conhecer o custo do produto; porém essa informação,
por si só, embora seja necessária, não é suficiente. Além do custo, é
preciso saber o grau de elasticidade da demanda, os preços de produtos
dos concorrentes, os preços de produtos substitutos, a estratégia de
marketing da empresa etc.; e tudo isso depende também do tipo de
mercado em que a empresa atua que vai desde o monopólio ou do
monopsônio até a concorrência perfeita, mercado de commoditieis etc.

A formação de preços com base em custos é muito usado pelas empresas,


através dos métodos de custeio por Absorção e Variável etc, sobre o qual agrega-se
um índice(mark-up), que deve cobrir os gastos não incluídos no custo, os tributos e
comissões incidentes sobre o preço e o lucro desejado pelos gestores.

2.6.1 Formação do Mark-up

O Mark-up é um índice aplicado sobre o custo, para obtenção do preço de


venda, e sua finalidade é cobrir despesas variáveis com vendas não inclusas no
custo, no comercio o custo variável é o valor do preço de custo de mercadorias
compradas para comercialização.

Conforme Bruni e Fama (2004, p.340-341), para se chegar ao preço


praticado, muitas vezes pode-se empregar o mark-up, índice aplicado sobre
os gastos de determinado bem ou serviço., permite a obtenção do preço de
venda.O mark-up sobre o custo variável tem a finalidade de cobrir contas
não consideradas no custo, como os impostos sobre vendas, as taxas sobre
variáveis sobre vendas, as despesas administrativas fixas, as despesas de
vendas fixas, os custos indiretos de produção fixos( a depender da situação
do custeio) e o lucro desejado pela empresa.O mark-up pode ser calculado
de duas formas:multiplicador –mais usual, representa por quanto devem ser
multiplicados os custos variáveis para se obter o preço de venda a praticar;
e divisor – menos usual, representa percentualmente o custo variável em
relação ao preço de venda.

Conforme Bruni e Fama (2004) o Mark-up pode ser calculado de duas formas
multiplicador representa por quanto devem ser multiplicados os custos variáveis e o
divisor representa percentualmente o custo variável em relação ao preço de venda.
50

Em resumo são as seguintes fórmulas:

Multiplicador: Mark-up = Preço de Venda ou Mark-up =_____1________


Custo Variável 1 - soma taxas percentuais

Divisor: Mark-up =Custo Variável ou Mark-up = 1- soma taxas percentuais


Preço de venda

Onde: Soma Taxas Percentuais= soma de valores expressos em percentuais que


influenciam no processo de formação de preços, como percentual de lucro desejado, taxa
percentual de despesas diversas etc.

Com aplicação do índice de mark-up sobre os custos, as despesas geradas


com vendas e o lucro desejado estarão embutidos no preço de venda.

Conforme Wernke (2001, p.130), o mark-up, é um índice aplicado sobre o


custo de um bem ou serviço para a formação do preço de venda. Tem por
finalidade cobrir os fatores, como tributação sobre vendas
(ICMs,IPI,PIS,COFINS ou Simples), percentuais incidentes sobre o preço de
venda, despesas administrativas fixas, despesas de vendas fixas, custos
indiretos de produção fixos e margem de lucro.

2.7 Apuração da Margem de Contribuição

A margem de contribuição é o valor com que cada unidade contribui para o


pagamento dos custos e despesas fixas e formar lucro, pode ser unitária quando a
contribuição é por unidade ou total quando sua contribuição decorre de diversos
produtos.

Conforme Vieira (2008, p.39), a margem de contribuição unitária é igual ao


preço de venda unitário do produto (PVu) menos seus custos variáveis
unitários (CVu) e despesas variáveis unitárias (DVu).
MCu = PVu – CVu – DVu
A margem de contribuição total representa a parcela do preço que está
disponível para a cobertura dos custos fixos e para a geração do lucro.
MC Total = MCu x Quantidade Vendida
51

Martins relata (2006, p.178) ” que Margem de contribuição é a diferença entre


a receita e a soma de custos e despesas variáveis e que ela tem a grande virtude
de tornar mais clara esta situação”.

Conforme Martins (2006, p. 179), margem de contribuição por unidade, é a


diferença entre o preço de venda e o Custo variável de cada produto; é o
valor que cada unidade efetivamente traz á empresa de sobra entre sua
receita e o custo que de fato provocou e que lhe pode ser imputado sem
erro.

Na avaliação financeira de produtos o estudo da margem de contribuição é


um instrumento importante, evidenciando que no curto prazo o produto deve deixar
uma parcela positiva (receita menos os custos variáveis) e no longo prazo deve
gerar um valor maior para cobrir seus custos fixos de produção e gere uma
contribuição para cobrir custos fixos comuns além de deixar sobras para empresa.

Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.283), na avaliação de produtos, o


estudo da margem de contribuição é uma importante ferramenta na
avaliação das características financeiras de um produto existente ou mesmo
de um novo produto. Em geral o preço de venda de um determinado
produto deve pelo menos cobrir os seus custos diretos, ou seja, todos os
produtos devem ter margem de contribuição positiva. A margem requerida,
geralmente, depende do tempo de vida esperado desse produto. A curto
prazo, os produtos existentes devem pelo menos deixar uma margem de
contribuição positiva(receita menos os custos variáveis).No longo prazo, as
receitas de um produto existente devem cobrir não somente os custos
variáveis, mas também os custos diretos fixos em geral.No curto prazo, o
total dos custos diretos não pode ser completamente compensado.conclui-
se que em longo prazo, um produto deve gerar receitas que cubram os seus
custos fixos de produção e gerem uma contribuição para cobrir os custos
fixos comuns, além de deixar sobras para a empresa.

O estudo da margem de contribuição é um elemento essencial que auxilia os


gestores na tomada de decisões a curto prazo.

Segundo Wernke (2001, p.42 e 44), a margem de contribuição é o valor


resultante da venda de uma unidade, após deduzidos os custos e despesas
variáveis associados ao produto comercializado. Tal valor contribuirá para
pagar os custos fixos da empresa e gerar lucro.
Segundo o mesmo autor as vantagens e limitações da margem de
contribuição:
a) é um instrumento para avaliar a viabilidade de aceitação de pedidos em
condições especiais;
b) ajudam a administração a decidir que produtos devem merecer maior
esforço de venda ou colocados em planos secundários ou simplesmente
tolerados pelos benefícios de vendas que possam trazer a outros produtos;
c) são essenciais para auxiliar os administradores a decidirem se um
segmento produtivo deve ser abandonado ou não;
52

d) podem ser usadas para avaliar alternativas quanto a reduções de


preços, descontos especiais, campanhas publicitárias especiais e uso de
prêmios para aumentar o volume de vendas;
e) a margem de contribuição auxilia os gerentes a entenderem a relação
entre custos, volume, preços e lucros, fundamentando tecnicamente as
decisões de venda;
f) basear o cálculo dos preços de venda somente com dados da margem
de contribuição pode resultar em valores que não cubram todos os custos
necessários para manter as atividades a longo prazo;
g) é útil para tomada de decisões de curto prazo, mas pode levar o
administrador a menosprezar a importância dos custos fixos.

2.8 Ponto de Equilíbrio

O Ponto de Equilíbrio proporciona o conhecimento do volume que precisa ser


vendido para não ter prejuízo e a partir de quando começa a ter lucro.

Segundo Bruni e Fama (2001, p.49), em determinadas ocasiões, o gestor


necessita saber qual o volume de atividades é o suficiente para que a
empresa não tenha prejuízo. Ou, ainda, qual o nível de produção (ou venda)
deve ser atingido para que a empresa alcance o lucro desejado pelos
acionistas. O ponto equilíbrio representa o nível de vendas em que a
empresa opera sem lucro ou prejuízo. Ou, seja o numero de unidades
vendidas no ponto de equilíbrio é o suficiente para a empresa pagar seus
custos fixos e variáveis, sem gerar lucro.

De acordo com Wernke (2001, p.50), “dependendo da necessidade da


empresa ou gestor, o ponto de equilíbrio possibilita adaptação que suprem as
informações gerenciais não possuídas.”

O Ponto de Equilíbrio é o nível da atividade onde os custos se igualam as


receitas não gerando lucro e nem prejuízo.

Conforme Leone (2008, p.447), “o Ponto de Equilíbrio é o ponto da atividade


da empresa em que não há lucros nem prejuízos o ponto de Equilíbrio pode ser
calculado matematicamente.”

PE= Custo fixo total


Margem contribuição unitária
53

Entende-se que o Ponto de Equilíbrio é onde nível do custo de produção e de


vendas se empatam, não havendo nem lucro e nem prejuízo, e que a situação está
equilibrada entre as despesa totais e os custos totais em relação as suas receitas
totais.Podendo com isso identificar o volume de unidades necessárias para suprir os
gastos fixos, e a partir deste nível passa a ter um nível credor ou devedor,
dependendo da decisão de operar acima ou baixo desse ponto.

Conforme Wernke (2001, p.50 a 55), dependendo da necessidade da


empresa ou do gestor, o ponto de equilíbrio possibilita adaptações que
suprem as informações gerenciais não possuídas. Essas adaptações
originam tipos de ponto de equilíbrio distintos que, se ajustam ás diversas
situações de planejamento das atividades da empresa. Por exemplo: em
alguns casos é necessário fazer o estudo de ponto de equilíbrio em valor e
em outras situações é recomendável a determinação do ponto de equilíbrio
em unidades. As diversas variantes de ponto de equilíbrio são elaboradas
com a retirada de alguns fatores (custos e despesas) da fórmula de cálculo,
com a introdução do valor do lucro que se pretende atingir ou pela inserção
de pagamentos a serem efetuados no período analisado. Em ambos os
casos podem ser calculados em valor e unidade.

1-Ponto equilíbrio contábil em unidades (PEC un.)


PEC un. = Custos fixos($)
Margem Contribuição unitária($)
Define o numero de produtos(peças,metros,quilos etc.) que devem ser
fabricados e vendidos para que o resultado seja zero(não haja lucro nem
prejuízo).Para determinar tal quantidade, divide-se o valor total dos custos
fixos($) pelo valor da margem de contribuição unitária($).Assim, cada
produto vendido ira cobrir, com sua margem de contribuição unitária, uma
parte dos custos fixos totais da empresa.

1-Ponto equilíbrio Contábil com valor (PEC valor)


PEC valor = Custos fixos ($)
Percentual da margem de contribuição (%)
O ponto de equilíbrio contábil em valor (PEC valor) representa qual o valor
mínimo (Em$) que deve ser vendido para que a empresa não tenha prejuízo
nem lucro. Esse tipo de ponto é usado quando: a)o numero de produtos
comercializados é muito grande, havendo dificuldades de se obter o mix de
produtos e suas quantidades; b)existem dificuldade de identificar os custos
e despesas fixas para cada produto.

2-Ponto equilíbrio financeiro (PE fin.) em quantidade


PE fin =Custos Fixos ($)-Depreciações ($)+Divida período ($)
Margem de contribuição
No ponto equilíbrio financeiro (PE fin.), calcula-se o nível de atividades (quer
em unidades, quer em valor monetário) suficiente para pagar os custos e
despesas variáveis, os custos fixos (exceto a depreciação) e outras dividas
que a empresa tenha que saldar no período como empréstimos e
financiamentos bancários. A diferença é que nesse tipo exclui-se dos custos
fixos totais o valor relativo a depreciação.

3-Ponto de equilíbrio econômico (PE econ.)


PE econ.=Custos fixos ($)+lucro desejado($)
Margem contribuição unitária
54

A cobrança para o atingimento de metas de lucros obriga o gestor a buscar


a informação de qual numero de unidade é necessário vender para alcan
car o objetivo fixado pela diretoria da empresa.Exclui a variável lucro
desejado .

4-Ponto de equilíbrio mix(em unidades)


PE unidades (mix) =Custos fixos ($)
∑MCUi x Xi
∑(Xi)
∑(

Onde:
∑= somatório
MCUi margem de contribuição unitária
Xi= volume previsto de venda por produto
As fórmulas apresentadas de ponto equilíbrio em unidades (quer contábil,
financeiro ou econômico) são aplicáveis a apenas um produto. Como a
maioria da empresa comercializa diversos produtos, a aplicabilidade de tais
fórmulas é restrita a poucas situações. Para essas empresas, a principal
dificuldade encontrada no cálculo do ponto equilíbrio é a diversidade de
produtos que compõem o mix ofertado e as conseqüências distintas n
margens de contribuição de cada mercadoria.
Para encontrar o ponto equilíbrio em unidades (mix), é necessário duas
etapas. A primeira consiste em determinar o ponto equilíbrio total conforme
fórmula acima. Apos encontrar o numero total de unidades, calcula-se
quanto desse total refere-se aos produtos individualmente, considerando os
percentuais do volume total vendido.
4-Ponto de equilíbrio mix em valor
Para calcular o ponto mix em valor, basta multiplicar o ponto equilíbrio mix
em unidades de cada produto pelo respectivo preço de venda.

O Ponto de Equilíbrio permite através de sua determinação avaliar a empresa


em relação ao nível de operação lucro/prejuízo zero, e a partir disso estabelecer e
planejar metas para se afastar positivamente desse ponto, possibilitando maior
margem de segurança de suas operações.

Segundo Bomfim e Passarelli (2006, p.293) o Ponto de Equilíbrio (também


chamado Ponto de Ruptura ou de Equivalência) representa o nível de
volume de vendas no qual a receita da empresa será igual aos seus gastos
(custos e despesas) totais. A receita que corresponde aos gastos totais da
empresa é chamada Receita de Equilíbrio. Em conseqüência, qualquer nível
de vendas inferior ao do Ponto de Equilíbrio representará perdas,
representando, inversamente. Lucros, quaisquer níveis de vendas que
excedam a Receita de equilíbrio. Em primeiro lugar a Determinação do
Ponto ou receita de equilíbrio permite que a gerencia avalie o desempenho
atual da empresa com relação ao nível de operação de lucro/prejuízo zero,
alertando-a para a eventual necessidade de medidas corretivas
urgentes.Em segundo lugar, definido o volume ou o valor das vendas a
partir das quais a empresa começa gerar lucros, a determinação do Ponto
de equilíbrio traz uma contribuição direta e importante à função de
planejamento da empresa.Determinado o chamado ponto morto, a
superação desse ponto( e pela maior margem possível)passa a ser um
objetivo prioritário da gerência, consciente de que quanto mais se afastar
55

dele(obviamente para o lado positivo) maior será a margem de segurança


das suas operações.

2.9 Margem de Segurança Operacional

A margem de segurança operacional apresenta a quantia das vendas que


ultrapassam o Ponto de Equilíbrio e expressa quanto às vendas podem diminuir sem
que a empresa incorra no prejuízo.

Segundo Bruni e Fama (2004, p.262 e 264), A margem de segurança


consiste na quantia ou índice das vendas que excedem o ponto de equilíbrio
da empresa. Representa o quanto as vendas podem cair sem que a
empresa incorra em prejuízo, podendo ser expressa em quantidade, valor
ou percentual. Pode ser calculada em quantidade, em unidades monetárias
ou em percentual.. A margem de segurança indica a distancia física em que
a empresa está trabalhando em relação ao seu ponto de equilíbrio.

De acordo com Wernke (2001, p.62), “a margem de segurança é o volume de


vendas que supera as vendas calculadas no ponto de equilíbrio. Ou seja, representa
o quanto as vendas podem cair sem que haja prejuízo para a empresa”.

Conforme Leone (2008, p.p.433 e 434), quanto maior a margem de


segurança, melhor para a empresa. A margem Indica que a empresa terá
capacidades para produzir maiores lucros totais. Um nível de ponto de
equilíbrio muito perto do nível da capacidade máxima significa que a
empresa terá menor caminho a percorrer no sentido de lucros maiores. A
margem de segurança é calculada do seguinte modo:

Margem de segurança =Volume de unidade na – Volume no ponto


(em unidades) Capacidade total de vendas de equilíbrio

Quanto mais próximo do ponto de equilíbrio máximo maior a margem de


segurança, na busca de maiores lucros.
56

3 GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA


RECARGA DE EXTINTORES E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: Estudo
de Caso

Nesta etapa do trabalho, evidencia-se o desenvolvimento de um sistema de


custos que melhor se identifica com a empresa, também a demonstração de
cálculos para a apuração do custo de aquisição, do levantamento das despesas e da
formação de preços de vendas de seus produtos e serviços, possibilitando análises
de custos, desde a apuração da margem de contribuição pelos preços calculados e
pelos preços atualmente praticados, seguido da apuração do ponto de equilíbrio, da
margem de segurança, que são informações necessárias para completar o
gerenciamento para tomada de decisões com maior segurança.

3.1 Descrição das Atividades da Empresa

A empresa possui duas atividades distintas, que são comercialização de


produtos de segurança e serviços de recarga de extintores, de modo que a empresa
é uma intermediaria na revenda de produtos e também produtora de serviços.

Na atividade comercial foi observado que o preço de aquisição do produto


influencia diretamente no preço de venda, sendo o aspecto básico do custo total do
produto, apenas acrescido pelas despesas relacionadas a atividade e pelo mark-up.

Na seqüência o fluxo entrada do produto para revenda:

Entrada Calculo custo Formação Disposição prateleira


produto aquisição preço venda e posterior venda

Figura 5: Fluxograma do produto


Fonte: Dados conforme pesquisa

Para a realização do serviço de recarga é preciso seguir uma regulamentação


conforme legislação do INMETRO, os quais se podem verificar no fluxograma a
seguir:
57

Recebimento de Aprovado Cliente


Extintores

Controle da Qualidade
Conferencia da ordem Reprovado
de Serviço Oficina

Nível I Limpeza
Registro dos Dados do
Extintor
Nível II

Rotulagem
Desmonte dos
Componentes

Pintura de
Acabamento
Inspeção Geral dos
Componentes Limpeza dos
Componentes
Recarregar

Nível III
Decapagem Aferição dos
Componentes Montar componentes

Gravar Cilindro
Pintura dos
Componentes Pintar

Aprovado
Ensaio
Hidrostático Aprovado Cilindro
Inspecionar
Reprovado

Reprovado
Fosfatizar
Clientes

Figura 6: Fluxograma do processo de recarga conforme normas INMETRO


Fonte: Dados conforme pesquisa
58

O processo de recarga na empresa em estudo passa pelas seguintes etapas:


1- Retirada do cliente, dando entrada na manutenção da empresa onde
primeiramente é feito conferencia das anotações da ordem serviço e verificado o
registro dos dados do extintor que constam no selo, o que identifica se a recarga
anterior havia sido feita pelos mesmos e que possibilita uma nova recarga, pois só é
permitido 5 recargas e após o pó deve ser todo novo, quanto ao cilindro e demais
componentes são desmontados e reaproveitados ou caso necessário efetuada a
devida limpeza e manutenções necessárias.
2- Após conclusão anterior dá-se a entrada na cabine de pó para efetuar descarte
do pó velho, recarregado, fechado e efetuando a devida pesagem.
A cada 5 anos é necessário fazer o teste hidrostático, para comprovação da
segurança do cilindro, sendo que a empresa está apta a realizar esse processo em
todos os extintores, pois se forem recargas de terceiros , a empresa faz igualmente
o teste hidrostático para garantir a segurança de seus serviços, o qual nem todas
empresas de recarga fazem, sendo um diferencial dessa prestação de serviços.
3- A continuação segue colocando pressão no extintor através da maquina de
pressurização.
4- A qualidade e segurança são imprescindíveis e nesta etapa é feita em um tanque
de água a verificação da existência de vazamento.
5- E somente após é colocado o lacre adesivo que é um controle licenciado pelo
Inmetro,e selado dando a qualidade do serviço.
6- Concluído esse processo, com a recarga e verificação estará pronto para entrega
e instalação.

O tempo para que seja iniciado o serviço até a fase final de um extintor é
variável, em função da distância dos seus recolhimentos e dos seus tamanhos que
podem ser de 4kg, 6kg, 8kg e 12kg , na ordem exemplifica-se um extintor de 4kg.

a) A distancia percorrida para busca do extintor é um fator a ser discutido e


repensado, pela variação de tempo e do km rodado, presume-se uma média de 15
minutos dentro da cidade .
b) Na sala de manutenção é realizada a avaliação do cilindro, da válvula, do relógio,
da mangueira o que demora em torno de 15 minutos.
59

c) Existe a maquina descarte pó, onde se abre o extintor e se faz o descarte, o que
leva em torno de 1minuto.
d) Após determinar com segurança, o profissional leva o cilindro para máquina do
pó, onde é preenchido na quantidade determinada o que em tempo leva 2 minutos.
e) Segue-se o preenchimento, onde também é fechado e pressurizado em apenas 3
minutos.
f) A fase final consiste em adesivação, selagem, lacre e para isso gera 3 minutos

Em resumo, o processo para um extintor de 4 kg leva em média 39 minutos


para o serviço completo, e o tempo de processo dos demais extintores de 6 kg, 8 kg
e 12 kg aumenta proporcionalmente ao seu peso, varia também, devido a distancia,
o tempo que leva para sua devolução e instalação junto ao cliente.

Os extintores que mais são vendidos para o comércio em geral são os de 4kg
e para empresas maiores são os de 6 kg, 8kg e 12kg.

Após a descrição dos dois tipos de atividade desenvolvidas pela empresa, ou


seja, a comercialização de produto e os serviços de recarga, apresenta-se na
seqüência o cálculo dos custos e preços da atividade comercial.

3.2 Custo de Aquisição das Mercadorias

Neste item apresenta-se o cálculo dos custos de aquisição das mercadorias


para a venda e o custo das matérias primas utilizadas nos serviços.

3.2.1 Custo de Aquisição dos Produtos para Venda

Os custos dos produtos revendidos são calculados, somando ao total do


produto o valor do frete, e proporcionalmente quando existirem vários itens na
mesma nota fiscal. Além disso, o IPI, a Substituição tributária também são
adicionados ao custo em função da empresa estar enquadrada no Simples Nacional
e não aproveitar o crédito dos mesmos.
60

Quadro 6: Custo de aquisição dos produtos

PRODUTOS VALOR FRETE ICMS IPI CUSTO

Botina com e sem cadarço preto 27,00 1,18 * 28,18


*
Botina marrom solado borracha 34,00 2,37 36,37
*
Botina Metatarso 30,00 0,90 30,90
*
Sapato pu bt dens c/ cadarço 24,00 0,00 0,00 24,00
*
Sapato marrom solado borracha 35,00 1,01 36,01
*
Capa chuva transparente s/ forro GG 8,56 0,00 0,00 8,56
*
Capa chuva transparente s/forro G 8,56 0,00 0,00 8,56
*
Capa chuva amarela com forro GG 12,50 0,00 0,00 12,50
*
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 0,53 0,53
*
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 0,53 0,53
*
Mascara / escudo celeron p/ solda 39,05 39,05
*
Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 3,20 3,20
*
Mascara respirador pff2 dobrável 1,76 1,76
*
Protetor facial incolor 15,11 15,11
*
Protetor Auricular 0,61 0,07 0,68
*
Touca Clipada 10,08 0,19 10,27
*
Capacete ledan 8,50 8,50
*
Cone borracha am/PR 6,00 6,00
*
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 1,27 1,27
*
Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 2,56 2,56
*
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 1,69 1,69
*
Placas poliestireno 1 mm-n fume 2,00 2,00
*
Placas poliestireno 0,5 mm - saída 1,00 1,00
Extintor PQS 4 kg - novo BC *
47,00 2,70 49,70
Extintor PQS 8 kg novo BC *
70,00 12,00 5,26 87,26
Extintor AP 10 l- água *
49,50 2,97 52,47
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -novo abc *
45,00 3,00 48,00
Extintor PQS 4 kg- novo abc *
68,50 5,26 73,76
Extintor PQS 6 kg novo abc *
80,00 6,14 86,14
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC *
31,00 1,53 32,53
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc *
31,00 1,53 32,53
Macacão Brasmo de segurança *
12,00 12,00
suporte veicular de 1 kg *
8,00 8,00
61

Suporte veicular de 4 e 6 kg *
15,00 15,00
Suporte de chão *
15,00 15,00
Luminária de emergência 2X8W *
26,00 26,00
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG cx/100 *
21,50 0,40 21,90
Luva VINIL s/ AMIDO-. Tipo proced.P-M-G cx/100 *
17,00 0,32 17,32
Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco – cordão anti- *
quedas 3,12 0,32 1,51 4,95
Óculos águia fume anti-risco cordão anti-quedas *
3,35 0,34 1,90 5,59
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm *
6,30 6,30
Protetor auditivo concha *
3,90 3,90
Luva de neoprene e látex *
3,95 0,07 4,02
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 1 LADO *
1,14 0,10 1,24
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 2 LADOS *
1,64 0,14 1,78
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/ reforço *
interno 6,50 0,39 6,89
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm *
8,50 8,50
Avental leit.135 x 80 x 1,5cm PC C/ 100 32,00 *
0,14 0,02 0,01 0,17
Luva vaqueta protlyne *
10,00 10,00
Fonte: Dados conforme pesquisa

*A empresa em estudo não se credita de ICMS sobre compras, pois é optante


pelo Simples Nacional.

3.2.2 Custo de Aquisição das Matérias Primas para os serviços

O custo da matéria prima dos serviços varia de acordo com o peso de cada
extintor e também conforme sua classificação ou finalidade, pois existem extintores
específicos para cada tipo de incêndio.

Na seqüência o quadro 7, apresenta os custos com as matérias primas


utilizados nos serviços de recargas.
62

Quadro 7 :Custo da matéria prima dos serviços de recarga


MATERIAIS DOS SERVIÇOS Pó/nitrog. Perinha Oringue Cordão TOTAL
Água
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 3,39 0,18 0,29 0,14 4,00
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
6,78 0,18 0,29 0,14 7,39
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 13,56 0,18 0,29 0,14 14,17
Recarga Extintor PQS 6 kg BC 20,34 0,18 0,29 0,14 20,95
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 27,12 0,18 0,29 0,14 27,73
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 40,68 0,18 0,29 0,14 41,29
Recarga Extintor AP 10 litros 0,00 0,18 0,29 0,14 0,61
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC 25,96 0,18 0,29 0,14 26,57
Fonte: Dados fornecidos pela empresa

Foi verificado na nota fiscal, o custo do Nitrogênio e do quilo de pó químico


utilizado nos extintores de acordo com a demonstração abaixo para determinar o
custo por quilo:

Pó Químico BC
Nitrogênio R$ 0,99 + 2,40=R$ 3,39 x quilos extintor
Pó Químico AB
Nitrogênio 0,99+5,50=6,49 x quilos extintor

O pó e o nitrogênio utilizado na recarga variam de acordo com o peso do


extintor e os demais acessórios são todos substituídos pela manutenção a cada
recarga.

O pó químico apresenta-se em duas formulas sendo eles o BC e o AB, ambos


matéria-prima usada na recarga de acordo com a finalidade de cada um, ao
contrario do nitrogênio que é único e varia apenas pela quantidade utilizada.

Segue dados de cada tipo de extintor com sua devida finalidade.


O extintor BC tem em sua formula o pó químico que apaga através de abafamento,
é usado para apagar líquidos inflamáveis, incêndios elétricos muito utilizado
principalmente em Postos de combustíveis.

O extintor ABC apaga papel, madeira, e consegue também neutralizar incêndios


elétricos, sendo o mais instalado em lojas e empresas gerais e sua composição é
63

de um pó que alem do efeito de abafar tem o diferencial que torna o pó seco em


úmido em segundos neutralizando o foco de incêndio.

O extintor AP 10 litros tem a finalidade de apagar papéis e madeira e em sua


composição água, procurado principalmente onde existe um alto volume desses dois
produtos.

3.3 Despesas Mensais

A empresa em estudo possui inúmeras despesas as quais são demonstradas


a seguir, sendo que as despesas mensais da empresa foram comparadas com o
total do faturamento para se chegar a representatividade da despesa, e com isso ter
o índice percentual para se chegar na análise de 50 produtos em estudo.

3.3.1 Despesas com Pessoal

O custo e despesas com pessoal se constituem em apenas dois


colaboradores que atuam na elaboração do serviço de recarga e no atendimento ao
público, tanto interno quanto externo. Em relação ao produto comercializado ou ao
serviço prestado, existe a necessidade de um dos funcionários deslocar-se para
revender externamente e outro permanece na oficina, para serviços e se necessário
atendimento no balcão juntamente com a sócia.

A empresa funciona de segunda a sábado, mantendo uma jornada de 8


horas de segunda a sexta e aos sábados mais 4 horas, o que corresponde a 44
horas semanais.
64

Quadro 8: Despesas com pessoal


Núm. De Funcionários 2

Salário e Encargos
Produção % sobre o salário FUNC.A FUNC B TOTAL
Salário 465,00 465,00 930,00
Adicional Insalubridade - -
Subtotal 465,00 465,00 930,00
(+)Prov. Férias 8,33% 38,73 38,73 77,47
(+)Prov. 13° 8,33% 38,73 38,73 77,47
(+)1/3 Férias 2,78% 12,93 12,93 25,85
(=) Subtotal 555,40 555,40 1.110,79
Optante do
(+) Previdência Social simples 0,00 0,00
(+) FGTS 8,00% 37,20 37,20 74,40
(+) Previsões 7,00% 32,55 32,55 32,55
(=) Total 625,15 625,15 1.217,74
Fonte: Dados conforme pesquisa

A empresa por ser optante do simples, apenas repassa o INSS descontado


dos funcionários. A parte da empresa está incluída no recolhimento do imposto do
simples nacional.

3.3.2 Despesas com Depreciação

Ao longo do tempo, o desgaste com o uso dos bens vão perdendo valor.
Essa perda é apropriada pela contabilidade periodicamente na conta de
depreciação, até que esse valor tenha atingido o valor total a ser depreciado, que
não é o valor total do bem, ele é composto pelo valor do bem menos o valor residual.

A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado nos serviços, foi


alocada como custo, por sua vez, os ativos que não foram usados diretamente na
produção, terão suas depreciações contabilizadas como despesa.

Os bens e equipamentos, veículos e notebook com o decorrer do tempo


perdem seu valor, diminuindo seu valor o que torna necessário um acompanhamen-
to pela relevância que significa.
65

Quadro 9: Despesas com Depreciações


Valor Valor Valor a Ser Vida Depreciaç Depreciação /
Equipamento Bem Residual Depreciado Útil ão / Ano Mês
10%

Balanças 2.090,00 209,00 1.881,00 10 188,10 15,68


Maquina abastecer
extintores 24.781,00 2.478,10 22.302,90 10 2.230,29 185,86
Maquina abastecer
extintores 1.219,00 121,90 1.097,10 10 109,71 9,14
Motobomba
Centrifuga 270,00 27,00 243,00 10 24,30 2,03

Decumidificador 960,00 96,00 864,00 10 86,40 7,20

Notebook 2.400,00 240,00 2.160,00 5 432,00 36,00

Veiculo Fiat Fiorino 7.800,00 780,00 7.020,00 5 1.404,00 117,00

Total 39.520,00 3.952,00 35.568,00 4.474,80 372,90


Fonte: Dados fornecidos pela Empresa

O método utilizado para o cálculo da depreciação foi o linear (vida útil). Onde
o valor a ser depreciado é obtido através do valor do bem subtraído o valor residual.
Dividindo-se pelos anos de vida útil obtêm-se a depreciação anual, que por sua vez
divido por doze fornecerá o valor da depreciação mensal. Para efeito de cálculo, a
empresa determinou um percentual de 10% como valor residual.

O valor mensal da depreciação é de R$ 372,90, dos quais R$ 219,90


correspondem ao custo com recarga de extintores e R$ 153,00 se referem ao custo
com demais despesas da empresa.

3.3.3 Total das Despesas Mensais

Após o custo de aquisição, tanto dos produtos para revenda, quanto da


matéria prima dos serviços de recarga, levantou-se as despesas mensais da
empresa, envolvendo as despesas com pessoal e depreciações apuradas nos itens
66

anteriores, e todas as outras despesas que envolvem as atividades da empresa, as


quais são apresentadas na seqüência.
Quadro 10: Despesas médias período julho a setembro 2009.
Despesas Fixas
Depreciação maq. serviços 219,90
Depreciação Equip. / Veic.mercadorias 153,00
Telefone 593,31
Energia 69,00
Publicidade 307,00
Aluguel 1.033,34
Pró-Labore 930,00
Material de expediente 504,90
Financiamento 511,54
Manutenção e Combustíveis Veículos 412,09
Impostos e Taxas Diversas 359,06
Salários e Encargos sociais 1.217,74
Manutenção e Conservação 413,94
Contador 158,00
Despesas diversas 24,00
Donativos e Contribuições (ACI) 190,00
Juros e Despesas financeiras 504,21
Despesas Totais 7.601,03
Faturamento médio total 27.178,58
% despesas sobre o faturamento 27,97
Fonte: Dados fornecidos pela empresa

Observa-se que o percentual das despesas sobre o faturamento, gira em


torno de 27,97%, representando assim o quanto as despesas são significativas no
desempenho dessas duas atividades.

Pela demonstração gráfica é possível verificar que a maior participação das


despesas totais mensais, está concentrada nos salários e aluguel e a menor
participação é das despesas diversas e da energia elétrica, salienta-se que essas
despesas se referem a movimentação média mensal e não apenas dos 50 produtos
em estudo.
67

Valor despesas Mensais


0%
2%
2% 7% 5% 8% 1%
5%
4%
14%

16%

5% 12%
5% 7% 7%

Depreciação Telefone
Energia Publicidade
Aluguel Pró-Labore
Material de expediente Financiamento
Manutenção e Combustíveis Veículos Impostos e Taxas Diversas
Salários e Encargos sociais Manutenção e Conservação
Contador Despesas diversas
Donativos e Contribuições (ACI) Juros e Despesas financeiras

Gráfico 1 : Percentual Despesas Mensais


Fonte: Dados conforme pesquisa

Para fins análise, foram demonstrados a venda média dos 50 itens em


estudo, no quadro a seguir foi evidenciado o preço de venda atual multiplicado pela
quantidade média mensal de vendas o que nos forneceu um total de R$ 9.822,31
referente produtos e R$ 4.588,00 referente serviços, perfazendo uma venda total
média de R$14.410,31 conforme mostra o quadro 11.

Quadro 11: Preço de Venda atual x quantidade venda média mensal


Quant.
PRODUTOS PV média Receita
Vendas no
Atual mês Mensal

Botina com e sem cadarço preto 42,00 6 252,00


Botina marrom solado borracha 62,00 1 62,00
Botina Metatarso 48,00 3 144,00

Sapato pu bt dens c/ cadarço 42,00 6 252,00

Sapato marrom solado borracha 62,00 3 186,00


Capa chuva transp. s/ forro GG 16,00 1 16,00

Capa chuva transp. s/forro G 15,00 1 15,00


68

Capa chuva amarela com forro GG 18,00 1 18,00

Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 1,50 4 6,00

Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 1,50 3 4,50

Mascara / escudo celeron p/ solda 48,00 3 144,00

Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 5,50 10 55,00

Mascara respirador pff2 dobrável 2,90 49 142,10

Protetor facial incolor 22,00 3 66,00

Protetor auricular 1,60 53 84,80

Touca Clipada 14,87 7 104,09

Capacete ledan 14,70 1 14,70

Cone borracha am/pr 23,40 2 46,80

Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 2,30 5 11,50

Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 4,95 9 44,55

Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 3,15 7 22,05

Placas polietileno 1 mm-n fume 8,00 1 8,00


Placas polietileno 0,5 mm -saída 6,00 1 6,00
Extintor PQS 4 kg - novo BC
121,00 8 968,00
Extintor PQS 8 kg - novo BC
135,00 2 270,00
Extintor AP 10 l- água
120,00 1 120,00
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -novo
abc 95,00 1 95,00
Extintor PQS 4 kg- novo abc
180,00 17 3.060,00
Extintor PQS 6 kg novo abc
190,00 2 380,00
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC
62,00 1 62,00
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
62,00 1 62,00
Macacão Brasmo de segurança
36,70 2 73,40
Suporte veicular de 1 kg
18,00 1 18,00
Suporte veicular de 4 e 6 kg
32,00 2 64,00
Suporte de chão
32,00 1 32,00
Luminária de emergência 2X8W
38,00 8 304,00
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG
cx/100 31,50 4 126,00
Luva VINIL s/ AMIDO-. Tipo proced. P-M-G
cx/100 24,00 38 912,00
Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco – cordão
anti-quedas 6,70 28 187,60
Óculos águia fume anti-risco cordão anti-
quedas 6,90 18 124,20
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
10,00 1 10,00
69

Protetor auditivo concha


9,50 1 9,50
Luva de neoprene e látex
4,70 41 192,70
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 1
LADO 2,20 95 209,00
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 2
LADOS 2,90 35 101,50
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/
reforço interno 8,40 24 201,60
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm
12,00 22 264,00
Avental leit.135x80x1,5cm C/ 100 32,00
0,32 666 213,12
Luva vaqueta protlyne
14,40 4 57,60
Total 9.822,31

SERVIÇOS
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
10,00 16 160,00
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
22,00 2,00 44,00
Recarga Extintor PQS 4 kg BC
38,00 34,00 1292,00
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
44,00 12,00 528,00
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
49,00 12,00 588,00
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
68,00 13,00 884,00
Recarga Extintor AP 10 litros
38,00 24,00 912,00
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
60,00 3,00 180,00

Total 1320 4.588,00

Receita produtos 9.822,31

Receita serviços 4.588,00

Total receita itens em estudo 14.410,31

Faturamento médio 27.178,58


% dos produtos em estudo sobre o
faturamento 53,02

total das despesas mensais 7.601,03

Valor das despesas dos produtos em estudo 4.030,13

Valor total despesas mensais 4.030,13

Valor faturamento médio mensal 14.410,31

% dos produtos em estudo 27,9669903


Fonte: Dados fornecidos pela empresa
70

O valor total do faturamento médio da empresa foi de R$ 27.178,58 e dos 50


produtos em estudo foi de R$ 14.410,31, atingindo o percentual de 53,02% a
representação desses 50 itens em relação ao faturamento total médio, chega-se no
valor médio das despesas mensais destes produtos, ou seja, aplicando esse índice
sobre as despesas totais de R$ 7.601,03, obtem-se R$ 4.030,13 o que representa
as despesas médias dos 50 produtos analisados.

Conclui-se então que esses 50 itens são responsáveis pela cobertura das
despesas em R$ 4.030,13 em função do faturamento ser de R$ 14.410,31, que
representa um percentual de despesa em relação da receita de 27,97%, sendo a
base para a formação do Mark-up.

3.4 Formações dos Preços de Venda dos Produtos e Serviços

A composição do preço de venda ideal está assim representada: 27,97% que


corresponde as despesas em relação a receita total, o imposto simples está
enquadrado na faixa de 6,84% para produtos (IRPJ, CSLL,COFINS, PIS/PASEP,
INSS e ICMS) e para os serviços 10,26% (IRPJ,CSLL, COFINS, PIS/PASEP, INSS e
ISS) devido ao seu faturamento nos últimos 12 meses; a comissão paga ao
funcionário é de 2% sobre produtos vendidos e 3,33% sobre os serviços prestados,
sendo que o lucro desejado é na ordem de 6% para produtos, 15% para extintores
novos e 25% para serviços de recarga.Com isso se alcançou um índice de Mark-up
divisor de 0,5719 e multiplicador de 1,7485 para produtos comercializados, já para
extintores novos o índice divisor é 0,4686 e multiplicador é 2,1340 e por fim para o
serviço de recarga um Mark-up divisor de 0,3344 e multiplicador de 2,9905.Os quais
aplicados sobre o custo de aquisição fornecerão o preço de venda orientativo.

Com a definição do Mark-up, que é um valor adicionado ao custo para


obtenção do lucro, calcula-se o preço orientativo que segue conforme quadro 12.
71

Quadro 12: Formação do Mark-up


Produtos % %IMPOSTO % % MARK-UP MARK-UP
DESPESA SIMPLES COMISSÃO LUCRO DIVISOR MULTIPL.

Botina com e sem cadarço preto 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Botina marrom solado borracha 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Botina Metatarso 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Sapato pu bt dens c/ cadarço 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Sapato marrom solado borracha 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Capa chuva transp. s/ forro GG 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Capa chuva transp. s/forro G 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Capa chuva amarela com forro GG 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Mascara / escudo celeron p/ solda 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Mascara respirador Pff1 c/ válvula 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Mascara respirador pff2 dobrável 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Protetor facial incolor 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Protetor auricular 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Touca Clipada 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Capacete ledan 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Cone borracha amarelo preto 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Disco corte metal 9"x1/8x7/8a24rb32 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8a82rb 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Placas polietileno 1 mm-n fume 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Placas polietileno 0,5 mm -saída 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Extintor PQS 4 kg- novo BC 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 8 kg -novo BC 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor AP 10 l- água 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 2 kg Valid.5 anos n.abc 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 4 kg- novo abc 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 6 kg novo abc 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 1 kg Universal n.abc 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc 27,97 6,84 3,33 15,00 0,4686 2,1340
Macacão Brasmo de segurança 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Suporte veicular de 1 kg 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Suporte veicular de 4 e 6 kg 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Suporte de chão 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luminária de emergência 2X8W 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva Nitríl.Sensíflex PMG XG cx/100 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva vin.s/amid.T.procd. PMG cx
c/100 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
72

Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco –


cordão anti-quedas 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Óculos águia fume anti-risco cordão
anti-quedas 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Protetor auditivo concha 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva de neoprene e látex 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 1 lado 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 2 lados 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva raspa punho 7 cm CA 17233
c/ reforço interno 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva mista rasp.vaqueta punho 7 cm 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Avental leit.135 x 80 x 1,5 cm PC
C/100 = 32,00 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Luva vaqueta protlyne 27,97 6,84 2,00 6,00 0,5719 1,7485
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 2 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 6 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor AP 10 litros 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC 27,97 10,26 3,33 25,00 0,3344 2,9905
Fonte: Dados conforme pesquisa

A empresa estima que a maior margem de lucro esteja no serviço de recarga,


onde alcança 25%, pois o serviço é realizado no próprio estabelecimento
proporcionando um menor custo e conseqüentemente maior resultado. A
organização está voltada para o serviço de recarga e comercialização de extintores,
sendo que entre a aquisição e revenda de extintores novos o alcance da margem de
lucro é 15% bem distante dos demais produtos comercializados que complementam
a atividade, porém a margem é de apenas 6%, mas que são necessários devido a
necessidade desses produtos no segmento de proteção e segurança que é a
atividade da organização.

Com base nessas informações, foram calculados os preços orientativos,


seguindo a lógica da margem de lucratividade que a empresa deseja possuir, e dos
impostos e taxas que já são estimados, os quais o gestor não tem interferência, e
73

das despesas, que na maioria das vezes o gestor não te o conhecimento de sua
efetiva representatividade em relação à receita total.

3.4.1 Preço de Venda Orientativo

Para a formação do preço orientativo tanto pelo método de custeio por


absorção, quanto no custeio variável, foi necessário apurar o Mark-up.

Foi utilizado o custo total de aquisição já calculado anteriormente e dividido


pelo Mark-up, assim obtem-se o preço de venda orientativo, que é o valor que
deveria ser vendido cada item para se obter o lucro pré-definido, conforme
percentuais relacionados no quadro 13 os quais podem ser visualizados a seguir.

Quadro13: Formação do Preço de Venda Orientativo

PRODUTOS CUSTO MARK-UP PV

AQUISIÇÃO DIVISOR ORIENTATIVO

Botina com e sem cadarço preto 28,18 0,5719 49,27


Botina marrom solado borracha 36,37 0,5719 63,59
Botina Metatarso 30,90 0,5719 54,03

Sapato pu bt densidade c/ cadarço 24,00 0,5719 41,96

Sapato marrom solado borracha 36,01 0,5719 62,96

Capa chuva transparente s/ forro GG 8,56 0,5719 14,97

Capa chuva transparente s/forro G 8,56 0,5719 14,97

Capa chuva amarela com forro GG 12,50 0,5719 21,86

Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 0,53 0,5719 0,93

Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 0,53 0,5719 0,93

Mascara / escudo celeron p/ solda 39,05 0,5719 68,28

Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 3,20 0,5719 5,60

Mascara respirador pff2 dobrável 1,76 0,5719 3,08

Protetor facial incolor 15,11 0,5719 26,42

Protetor Auricular 0,68 0,5719 1,19

Touca Clipada 10,27 0,5719 17,96

Capacete ledan 8,50 0,5719 14,86


74

Cone borracha amarelo/preto 6,00 0,5719 10,49

Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 1,27 0,5719 2,22

Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 2,56 0,5719 4,48

Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 1,69 0,5719 2,95

Placas poliestireno 1 mm-n fume 2,00 0,5719 3,50

Placas poliestireno 0,5mm - saída 1,00 0,5719 1,75


Extintor PQS 4 kg - novo BC
49,70 0,4686 106,06
Extintor PQS 8 kg novo BC
87,26 0,4686 186,22
Extintor AP 10 l- água
52,47 0,4686 111,97
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -novo abc
48,00 0,4686 102,43
Extintor PQS 4 kg- novo abc
73,76 0,4686 157,41
Extintor PQS 6 kg novo abc
86,14 0,4686 183,83
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC
32,53 0,4686 69,42
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
32,53 0,4686 69,42
Macacão Brasmo de segurança
12,00 0,5719 20,98
Suporte veicular de 1 kg
8,00 0,5719 13,99
Suporte veicular de 4 e 6 kg
15,00 0,5719 26,23
Suporte de chão
15,00 0,5719 26,23
Luminária de emergência 2X8W
26,00 0,5719 45,46
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG cx/100
21,90 0,5719 38,29
Luva VINIL s/ AMIDO-. Tipo proced.P-M-G cx/100
17,32 0,5719 30,28
Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco – cordão anti-
quedas 4,95 0,5719 8,65
Óculos águia fume anti-risco cordão anti-quedas
5,59 0,5719 9,77
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
6,30 0,5719 11,02
Protetor auditivo concha
3,90 0,5719 6,82
Luva de neoprene e látex
4,02 0,5719 7,03
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 1 LADO
1,24 0,5719 2,17
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 2
LADOS 1,78 0,5719 3,11
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/ reforço
interno 6,89 0,5719 12,05
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm
8,50 0,5719 14,86
Avental leit.135 x 80 x 1,5cm PC C/ 100 32,00
0,17 0,5719 0,30
Luva vaqueta protlyne
10,00 0,5719 17,48
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
4,00 0,3344 11,96
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
7,39 0,3344 22,10
75

Recarga Extintor PQS 4 kg BC


14,17 0,3344 42,37
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
20,95 0,3344 62,65
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
27,73 0,3344 82,93
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
41,29 0,3344 123,48
Recarga Extintor AP 10 litros BC
0,61 0,3344 1,82
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
26,57 0,3344 79,46
Fonte: Dados conforme pesquisa

Observando os preços apresentados no quadro 13, a organização tem uma


orientação segura dos preços que deveria praticar para alcançar o lucro almejado.

3.4.2 Preço de Venda Mínimo

Na seqüência é possível verificar por quanto cada produto pode ser vendido
sem gerar nenhuma margem de lucro, apenas cobrindo os custos de aquisição ou
produção, mais os impostos e despesas. Nesse método que se chama de custeio
variável, é onde a organização tem a informação por quanto pode vender o seu
produto ou serviço pelo preço mínimo sem gerar lucratividade, mas também com
margem de lucro zero, nula.

Quadro14: Preço venda mínimo


PRODUTOS CUSTO Mark-up PV
Aquisição Lucro Mínimo
Botina com e sem cadarço preto 28,18 0,6319 44,59
Botina marrom solado borracha 36,37 0,6319 57,55
Botina Metatarso 30,90 0,6319 48,90
Sapato pu bt dens c/ cadarço 24,00 0,6319 37,98
Sapato marrom solado borracha 36,01 0,6319 56,98
Capa chuva transparente s/ forro GG 8,56 0,6319 13,55
Capa chuva transparente s/forro G 8,56 0,6319 13,55
Capa chuva amarela com forro GG 12,50 0,6319 19,78
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 0,53 0,6319 0,84
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 0,53 0,6319 0,84
Mascara / escudo celeron p/ solda 39,05 0,6319 61,79
Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 3,20 0,6319 5,06
Mascara respirador pff2 dobrável 1,76 0,6319 2,79
76

Protetor facial incolor 15,11 0,6319 23,91


Protetor Auricular 0,68 0,6319 1,08
Touca Clipada 10,27 0,6319 16,25
Capacete ledan 8,50 0,6319 13,45
Cone borracha amarelo / preto 6,00 0,6319 9,49
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 1,27 0,6319 2,01
Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 2,56 0,6319 4,05
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 1,69 0,6319 2,67
Placas poliestireno 1 mm-n fume 2,00 0,6319 3,16
Placas poliestireno 0,5mm- saída 1,00 0,6319 1,58
Extintor PQS 4 kg - novo BC 49,70 0,6186 80,34
Extintor PQS 8 kg novo BC 87,26 0,6186 141,06
Extintor AP 10 l- água 52,47 0,6186 84,82
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos - novo abc 48,00 0,6186 77,59
Extintor PQS 4 kg- novo abc 73,76 0,6186 119,24
Extintor PQS 6 kg novo abc 86,14 0,6186 139,25
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC 32,53 0,6186 52,59
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc 32,53 0,6186 52,59
Macacão Brasmo de segurança 12,00 0,6319 18,99
Suporte veicular de 1 kg 8,00 0,6319 12,66
Suporte veicular de 4 e 6 kg 15,00 0,6319 23,74
Suporte de chão 15,00 0,6319 23,74
Luminária de emergência 2X8W 26,00 0,6319 41,14
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG cx/100 21,90 0,6319 34,66
Luva VINIL s/ AMIDO-. Tipo proced.P-M-G cx/100 17,32 0,6319 27,41
Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco – cordão anti-quedas 4,95 0,6319 7,83
Óculos águia fume anti-risco cordão anti-quedas 5,59 0,6319 8,85
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm 6,30 0,6319 9,97
Protetor auditivo concha 3,90 0,6319 6,17
Luva de neoprene e látex 4,02 0,6319 6,36
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 1 LADO 1,24 0,6319 1,96
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 2 LADOS 1,78 0,6319 2,82
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/ reforço interno 6,89 0,6319 10,90
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm 8,50 0,6319 13,45
Avental leit.135 x 80 x 1,5 PC C/ 100 32,00 0,17 0,6319 0,27
Luva vaqueta protlyne 10,00 0,6319 15,82
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 4,00 0,5844 6,84
Recarga Extintor PQS 2 kg BC 7,39 0,5844 12,65
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 14,17 0,5844 24,25
Recarga Extintor PQS 6 kg BC 20,95 0,5844 35,85
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 27,73 0,5844 47,45
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 41,29 0,5844 70,65
77

Recarga Extintor AP 10 litros 0,61 0,5844 1,04


Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC 26,57 0,5844 45,47
Fonte: Dados conforme pesquisa

Essa demonstração é fundamental para a gestão proporcionar descontos ou


sugerir promoções. Nesse sentido, facilita para o gestor saber na sua linha de
preços, qual é o preço cheio, com a margem de lucro desejada e qual é o preço
mínimo. Então em qualquer negociação de preços ele terá condições de saber
nesse intervalo o quanto esse desconto irá impactar no resultado a ser obtido.

3.4.3 Comparações entre Preço de Venda Atual com o Preço Orientativo e o


Preço Mínimo

É de grande importância essa demonstração, pois serve de orientação para


perceber a deficiência dos preços atualmente praticados com os que seriam os
ideais ou orientativo, com isso é possível perceber a devida necessidade da gestão
de custos na administração do negócio, e como essa ferramenta proporciona ao
gestor ajustar os preços onde se fizer necessário. No quadro 15 consta uma
comparação entre o preço atual o preço mínimo e o preço orientativo, no qual
percebe-se uma grande necessidade de ajustes, pois grande parte dos produtos
estão sendo comercializados abaixo de seu custo, ou seja, abaixo do preço de
venda mínimo, não cobrindo o custo de compra mais os impostos e despesas de
venda.

Quadro 15: Comparação preço venda praticado com o preço orientativo e mínimo

PRODUTOS PV PV PV
Diferença
Diferença entre o
entre PV PV atual e
atual x PV o PV
Atual Orientativo Minimo Orientativo mínimo
Botina com e sem cadarço preto 42,00 49,27 44,59 -7,27 2,59
Botina marrom solado borracha 62,00 63,59 57,55 -1,59 4,45
Botina Metatarso 48,00 54,03 48,90 -6,03 0,90
Sapato pu bt dens c/ cadarço 42,00 41,96 37,98 0,04 4,02
Sapato marrom solado borracha 62,00 62,96 56,98 -0,96 5,02
Capa chuva transparente s/ forro GG 16,00 14,97 13,55 1,03 2,45
78

Capa chuva transparente s/forro G 15,00 14,97 13,55 0,03 1,45


Capa chuva amarela com forro GG 18,00 21,86 19,78 -3,86 1,78
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 1,50 0,93 0,84 0,57 0,66
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 1,50 0,93 0,84 0,57 0,66
Mascara / escudo celeron p/ solda 48,00 68,28 61,79 -20,28 13,79
Mascara respirador PFF1 c/ válvula 5,50 5,60 5,06 -0,10 0,44
Mascara respirador pff2 dobrável 2,90 3,08 2,79 -0,18 0,11
Protetor facial incolor 22,00 26,42 23,91 -4,42 1,91
Protetor Auricular 1,60 1,19 1,08 0,41 0,52
Touca Clipada 14,87 17,96 16,25 -3,09 1,38
Capacete ledan 14,70 14,86 13,45 -0,16 1,25
Cone borracha amarelo /preto 23,40 10,49 9,49 12,91 13,91
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 2,30 2,22 2,01 0,08 0,29
Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 4,95 4,48 4,05 0,47 0,90
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 3,15 2,95 2,67 0,20 0,48
Placas poliestireno 1 mm-n fume 8,00 3,50 3,16 4,50 4,84
Placas poliestireno 0,5 mm - saída 6,00 1,75 1,58 4,25 4,42
Extintor PQS 4 kg - novo BC
121,00 106,06 80,34 14,94 40,66
Extintor PQS 8 kg novo BC
135,00 186,22 141,06 -51,22 6,06
Extintor AP 10 l- água
120,00 111,97 84,82 8,03 35,18
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -novo abc
95,00 102,43 77,59 -7,43 17,41
Extintor PQS 4 kg- novo abc
180,00 157,41 119,24 22,59 60,76
Extintor PQS 6 kg novo abc
190,00 183,83 139,25 6,17 50,75
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC
62,00 69,42 52,59 -7,42 9,41
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
62,00 69,42 52,59 -7,42 9,41
Macacão Brasmo de segurança
36,70 20,98 18,99 15,72 17,71
Suporte veicular de 1 kg
18,00 13,99 12,66 4,01 5,34
Suporte veicular de 4 e 6 kg
32,00 26,23 23,74 5,77 8,26
Suporte de chão
32,00 26,23 23,74 5,77 8,26
Luminária de emergência 2X8W
38,00 45,46 41,14 -7,46 3,14
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG
cx/100 31,50 38,29 34,66 -6,79 3,16
Luva VINIL s/AMIDO-Tipo proced. P-M-G
cx/100 24,00 30,28 27,41 -6,28 3,41
Óculos Águia inc. anti-risco -cordão anti-quedas
6,70 8,65 7,83 -1,95 1,13
Óculos águia fum.anti-risco cordão anti-quedas
6,90 9,77 8,85 -2,87 1,95
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
10,00 11,02 9,97 -1,02 0,03
Protetor auditivo concha
9,50 6,82 6,17 2,68 3,33
Luva de neoprene e látex
4,70 7,03 6,36 -2,33 1,66
Luva tricot.algodão 4 fios pigmentada 1lado
2,20 2,17 1,96 0,03 0,24
Luva tricot. algodão 4 fios pigmentada 2 lados
2,90 3,11 2,82 -0,21 0,08
Luva raspa punho 7 cm c/ reforço interno
8,40 12,05 10,90 -3,65 2,50
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm
12,00 14,86 13,45 -2,86 1,45
Avental leit.135x80x1,5 PC C/ 100 32,00
0,32 0,30 0,27 0,02 0,05
79

Luva vaqueta protlyne


14,40 17,48 15,82 -3,08 1,42
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
10,00 11,96 6,84 -1,96 3,16
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
22,00 22,10 12,65 -0,10 9,35
Recarga Extintor PQS 4 kg BC
38,00 42,37 24,25 -4,37 13,75
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
44,00 62,65 35,85 -18,65 8,15
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
49,00 82,93 47,45 -33,93 1,55
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
68,00 123,48 70,65 -55,48 2,65
Recarga Extintor AP 10 litros
38,00 1,82 1,04 36,18 36,96
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
60,00 79,46 45,47 -19,46 14,53
Fonte: Dados conforme pesquisa

Em contato com os proprietários da empresa, foi exposta as constatações,


onde, segundo eles, o preço praticado abaixo do preço mínimo em alguns casos, se
faz necessário por serem produtos que complementam outro, que por sua vez ,o
preço deixa um lucro superior ao almejado e com isso compensando a carência no
preço do complemento. Porém, apreciaram todas informações no intuito de rever e
servir de auxilio para possíveis correções.

3.5 Análises da Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio e Margem de


Segurança

Na seqüência apresenta-se o cálculo da margem de contribuição, Ponto


Equilíbrio e Margem Segurança Operacional, nos diferentes preços, seja eles os
calculados neste estudo como os atualmente praticados na empresa.

Essa análise da margem de contribuição é muito importante para a empresa,


porque ela demonstra o quanto cada produto ou serviço deixa de contribuição para o
pagamento das despesas e para a geração do resultado da empresa.

O Ponto de Equilíbrio e a Margem de Segurança fornecem a informação de


quantas unidades são necessárias na venda, para cobrir esses custos e despesas,
mostrando pela venda atual se a empresa está operando com segurança ou não.
80

3.5.1 Margem de Contribuição pelo Preço de Venda Atual

A seguir foi possível demonstrar quanto cada produto contribui para obtenção
do lucro e com quanto contribuiu na média mensal. Foi possível clarear a diferença
entre o preço de venda atual menos a soma dos custos e despesas variáveis e que
resultou de margem contribuição unitária a qual se multiplicou pelo volume de
vendas evidenciando a margem de contribuição total, que nesta análise resultou em
um montante de R$ 5.744,21. Todos os produtos contribuem com margem positiva.

Quadro 16: Margem de Contribuição Unitária e Total pelo Preço Atual

PV Custo Despesas Volume


PRODUTOS Atual Aquisição Variáveis MC u Venda MC total

Botina com e sem cadarço preto 42,00 28,18 3,71 10,11 6 60,64
Botina marrom solado borracha 62,00 36,37 5,48 20,15 1 20,15
Botina Metatarso 48,00 30,90 4,24 12,86 3 38,57

Sapato pu bt dens c/ cadarço 42,00 24,00 3,71 14,29 6 85,72

Sapato marrom solado borracha 62,00 36,01 5,48 20,51 3 61,53

Capa chuva transparente s/ forro GG 16,00 8,56 1,41 6,03 1 6,03

Capa chuva transparente s/forro G 15,00 8,56 1,33 5,11 1 5,11

Capa chuva amarela com forro GG 18,00 12,50 1,59 3,91 1 3,91

Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 1,50 0,53 0,13 0,84 4 3,35

Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 1,50 0,53 0,13 0,84 3 2,51

Mascara / escudo celeron p/ solda 48,00 39,05 4,24 4,71 3 14,12

Mascara Respirador PFF1 c /válvula 5,50 3,20 0,49 1,81 10 18,14

Mascara respirador pff2 dobrável 2,90 1,76 0,26 0,88 49 43,30

Protetor facial incolor 22,00 15,11 1,94 4,95 3 14,84

Protetor Auricular 1,60 0,68 0,14 0,78 53 41,26

Touca Clipada 14,87 10,27 1,31 3,29 7 23,00

Capacete ledan 14,70 8,50 1,30 4,90 1 4,90

Cone borracha amarelo/preto 23,40 6,00 2,07 15,33 2 30,66


Disco corte metal 4
1/2x1/8x7/8redescor 2,30 1,27 0,20 0,83 5 4,13

Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 4,95 2,56 0,44 1,95 9 17,57

Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 3,15 1,69 0,28 1,18 7 8,27

Placas poliestireno 1 mm-n fume 8,00 2,00 0,71 5,29 1 5,29


81

Placas poliestireno 0,5 mm - saída 6,00 1,00 0,53 4,47 1 4,47


Extintor PQS 4 kg - novo BC
121,00 49,70 12,31 58,99 8 471,92
Extintor PQS 8 kg novo BC
135,00 87,26 13,73 34,01 2 68,01
Extintor AP 10 litros- água
120,00 52,47 12,21 55,32 1 55,32
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -
novo abc 95,00 48,00 9,66 37,34 1 37,34
Extintor PQS 4 kg- novo abc
180,00 73,76 18,31 87,93 17 1.494,78
Extintor PQS 6 kg novo abc
190,00 86,14 19,33 84,53 2 169,06
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC
62,00 32,53 6,31 23,16 1 23,16
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
62,00 32,53 6,31 23,16 1 23,16
Macacão Brasmo de segurança
36,70 12,00 3,24 21,46 2 42,91
Suporte veicular de 1 kg
18,00 8,00 1,59 8,41 1 8,41
Suporte veicular de 4 e 6 kg
32,00 15,00 2,83 14,17 2 28,34
Suporte de chão
32,00 15,00 2,83 14,17 1 14,17
Luminária de emergência 2X8W
38,00 26,00 3,36 8,64 8 69,13
Luva Nitrílica Sensíflex azul PMGXG
cx/100 31,50 21,90 2,78 6,82 4 27,26
LuvaVinil s/amid.T.proced.PMG cx/100 24,00 17,32 2,12 4,56 38 173,22
Óculos ÁGUIA incolor anti-risco
cordão anti-quedas 6,70 4,95 0,59 1,16 28 32,42
Óculos águia fume anti-risco cordão
anti-quedas 6,90 5,59 0,61 0,70 18 12,60
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
10,00 6,30 0,88 2,82 1 2,82
Protetor auditivo concha
9,50 3,90 0,84 4,76 1 4,76
Luva de neoprene e látex
4,70 4,02 0,42 0,26 41 10,85
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 1 LADO 2,20 1,24 0,19 0,77 95 72,72
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 2 LADOS 2,90 1,78 0,26 0,86 35 30,23
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/
reforço interno 8,40 6,89 0,74 0,77 24 18,42
Luva mista rasp. / vaqueta punho 7 cm
12,00 8,50 1,06 2,44 22 53,66
Avental leit.135x80x1,5 PC C/ 100
32,00 0,32 0,17 0,03 0,12 666 81,06
Luva vaqueta protlyne
14,40 10,00 1,27 3,13 4 12,51
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
10,00 4,00 1,36 4,64 16 74,25
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
22,00 7,39 2,99 11,62 2 23,24
Recarga Extintor PQS 4 kg BC
38,00 14,17 5,17 18,66 34 634,59
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
44,00 20,95 5,98 17,07 12 204,83
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
49,00 27,73 6,66 14,61 12 175,31
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
68,00 41,29 9,24 17,47 13 227,06
82

Recarga Extintor AP 10 litros


38,00 0,61 5,17 32,22 24 773,39
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
60,00 26,57 8,16 25,27 3 75,82
Margem de Contribuição Total 1320 5.744,21
Fonte:Dados conforme pesquisa

Pelo quadro anterior ficou demonstrado que dos 1.320 itens vendidos durante
o período analisado, geraram uma margem de contribuição total de R$ 5.744,21,
possibilitando a verificação individualmente, onde pode se observar que a maior
margem unitária procede do extintor PQS 4 kg novo ABC que indica 87,93% e a
menor margem unitária se tem no avental leitoso onde o percentual é apenas de
0,12%. Mas sua comercialização se faz necessário devido a procura por itens como
touca e calçados no qual o avental completa o uniforme.

A maior margem de contribuição total se encontra no extintor PQS 4 kg novo


ABC onde atinge 1.494,78% e menor margem contribuição total está no produto
lente verde onde é apenas 2,51%. Neste contexto, e pela análise do quadro 16 é
possível afirmar que a margem de contribuição total é de R$ 5.744,21 a qual cobre
todas as despesas que somam R$ 4.030,13 conforme exposto anteriormente,
gerando lucratividade, talvez não individual, mas no conjunto paga as despesas
referente aos produtos em estudo e sobra de R$ 1.714,08.

3.5.1.2 Margem de Contribuição pelo Preço de Venda Orientativo

A margem de contribuição pelo preço de venda orientativo ajuda a


demonstrar a margem de contribuição unitária se fosse praticado o preço orientativo,
onde foi verificado que todos os produtos e serviços contribuem positivamente.

Quadro 17: Margem de Contribuição pelo Preço Venda Orientativo


PV Custo Desp. Volume
PRODUTOS Orient. Aquisição Variáveis MC u Vendas MC Total
Botina com e sem cadarço preto 49,27 28,18 4,36 16,74 6 100,42
Botina marrom solado borracha 63,59 36,37 5,62 21,60 1 21,60
Botina Metatarso 54,03 30,90 4,78 18,35 3 55,05
Sapato pu bt densidade c/ cadarço 41,96 24,00 3,71 14,25 6 85,52
Sapato marrom solado borracha 62,96 36,01 5,57 21,39 3 64,16
83

Capa chuva transparente s/ forro


GG 14,97 8,56 1,32 5,08 1 5,08
Capa chuva transparente s/forro G 14,97 8,56 1,32 5,08 1 5,08
Capa chuva amarela com forro GG 21,86 12,50 1,93 7,42 1 7,42
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 0,93 0,53 0,08 0,31 4 1,26
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 0,93 0,53 0,08 0,31 3 0,94
Mascara / escudo celeron p/ solda 68,28 39,05 6,04 23,19 3 69,58
Mascara Respirador PFF1 c/Val. 5,60 3,20 0,49 1,90 10 19,00
Mascara respirador pff2 dobrável 3,08 1,76 0,27 1,05 49 51,22
Protetor facial incolor 26,42 15,11 2,34 8,97 3 26,92
Protetor Auricular 1,19 0,68 0,11 0,40 53 21,40
Touca Clipada 17,96 10,27 1,59 6,10 7 42,70
Capacete ledan 14,86 8,50 1,31 5,05 1 5,05
Cone borracha amarelo/preto 10,49 6,00 0,93 3,56 2 7,13
Disco corte metal 4
1/2x1/8x7/8redescor 2,22 1,27 0,20 0,75 5 3,77
Disco corte metal 9"x1/8x7/8
a24rb32 4,48 2,56 0,40 1,52 9 13,68
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8
a82rb 2,95 1,69 0,26 1,00 7 7,03
Placas poliestireno 1 mm-n fume 3,50 2,00 0,31 1,19 1 1,19
Placas poliestireno 0,5 mm- saída 1,75 1,00 0,15 0,59 1 0,59
Extintor PQS 4 kg - novo BC 106,06 49,70 10,79 45,57 8 364,57
Extintor PQS 8 kg novo BC 186,22 87,26 18,94 80,01 2 160,02
Extintor AP 10 l- água 111,97 52,47 11,39 48,11 1 48,11
Extintor PQS 2 kg – Validade 5
Anos -novo abc 102,43 48,00 10,42 44,01 1 44,01
Extintor PQS 4 kg- novo abc
157,41 73,76 16,01 67,63 17 1.149,76
Extintor PQS 6 kg novo abc 183,83 86,14 18,70 78,98 2 157,97
Extintor PQS 1 kg Universal novo
ABC 69,42 32,53 7,06 29,83 1 29,83
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc 69,42 32,53 7,06 29,83 1 29,83
Macacão Brasmo de segurança 20,98 12,00 1,85 7,13 2 14,25
Suporte veicular de 1 kg 13,99 8,00 1,24 4,75 1 4,75
Suporte veicular de 4 e 6 kg 26,23 15,00 2,32 8,91 2 17,82
Suporte de chão 26,23 15,00 2,32 8,91 1 8,91
Luminária de emergência 2X8W 45,46 26,00 4,02 15,44 8 123,53
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M
G XG cx/100 38,29 21,90 3,38 13,01 4 52,03
Luva VINIL s/ AMIDO-. Tipo
proced. P-M-G cx/100 30,28 17,32 2,68 10,29 38 390,88
Óculos ÁGUIA incolor- anti-risco –
cordão anti-quedas 8,65 4,95 0,77 2,94 28 82,31
Óculos águia fume anti-risco
cordão anti-quedas 9,77 5,59 0,86 3,32 18 59,76
Avental Vinil Especial – 120 x 70
cm 11,02 6,30 0,97 3,74 1 3,74
Protetor auditivo concha 6,82 3,90 0,60 2,32 1 2,32
84

Luva de neoprene e látex 7,03 4,02 0,62 2,39 41 97,89


Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 1 LADO 2,17 1,24 0,19 0,74 95 69,96
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 2 LADOS 3,11 1,78 0,28 1,06 35 37,00
Luva raspa punho 7 cm CA 17233
c/ reforço interno 12,05 6,89 1,06 4,09 24 98,21
Luva mista raspa / vaqueta punho
7cm 14,86 8,50 1,31 5,05 22 111,06
Avental leit.135x80x1,5 PC c/100
32,00 0,30 0,17 0,03 0,10 666 67,24
Luva vaqueta protlyne 17,48 10,00 1,55 5,94 4 23,76
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 11,96 4,00 1,63 6,34 16 101,37
Recarga Extintor PQS 2 kg BC 22,10 7,39 3,00 11,71 2 23,41
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 42,37 14,17 5,76 22,44 34 763,12
Recarga Extintor PQS 6 kg BC 62,65 20,95 8,52 33,18 12 398,21
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 82,93 27,73 11,27 43,92 12 527,08
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 123,48 41,29 16,78 65,40 13 850,22
Recarga Extintor AP 10 litros 1,82 0,61 0,25 0,97 24 23,19
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC 79,46 26,57 10,80 42,09 3 126,26
Margem contribuição total preço
de venda orientativo 1320 6.678,17
Fonte: Dados conforme pesquisa

Se a empresa adotar o preço de venda orientativo calculado neste estudo, a


margem de contribuição demonstrada pelo quadro anterior mostra uma maior
margem do que a verificada na demonstração da margem de contribuição pelo preço
de venda atual conforme quadro 16. É sabido que a margem de contribuição ajuda
os gestores a decidir quais produtos merecem maior esforço de venda a curto prazo,
uma vez que demonstra a maior margem. Com isso se ela praticasse os preços de
venda orientativo a margem de contribuição total aumentaria para R$ 6.678,17, onde
o produto com maior margem unitária seria do extintor PQS novo de 8kg BC que
alcança o percentual de 80,01% ficando a menor margem unitária com o avental
leitoso de apenas 0,10%, o qual só é vendido em função de ser um produto
acessório de uniforme.

A maior margem de contribuição total se encontra no extintor novo PQS 4 kg


ABC e representa 1.149,76% e a menor margem contribuição total está no produto
placa poliestireno de saída onde é apenas 0,59%. Neste contexto, e pela análise do
quadro 17 é possível afirmar que a margem de contribuição total é de R$ 6.678,17 a
qual cobre todas as despesas que somam R$ 4.030,13 conforme exposto
85

anteriormente, gerando lucratividade, talvez não individual, mas no conjunto paga as


despesas referente aos produtos em estudo e sobra de R$ 2.648,04, significando
margem aproximadamente 54% a mais do que a alcançada no quadro anterior onde
a margem de contribuição total foi calculada mediante os valores praticados pela
empresa.

A maior Margem de Contribuição Total pode ser observada em diversos


produtos, entre os quais destaca-se o Extintor PQS 4 kg novo abc atinge R$
1.149,76 e a Luva Vinil s/ amido-Tipo proced. PMG cx/100 com R$ 390,88 sendo
que nos serviços a maior margem é na Recarga Extintor PQS 12 kg BC com R$
850,22, seguido da Recarga Extintor PQS 4 kg BC que alcança uma margem total
de R$ 763,12 e na seqüência a Recarga Extintor PQS 8 kg BC com R$ 527,08 e
finalmente a Recarga Extintor PQS 6 kg BC que alcança R$ 398,21, com isso
observa-se que a Margem de Contribuição Total vem se destacando em maior parte
nos serviços, porém a maior Margem se encontra na venda do extintor PQS novo de
4 kg, com isso a empresa opera com venda de produtos e serviços para ter maior
competitividade e resultados no mercado.

3.5.2 Ponto de Equilíbrio

Pelo ponto de equilíbrio a empresa poderá ter a informação do volume que


precisa vender para não ter prejuízo e com isso observar a partir de que quantidade
vendida passa a obter lucro.

3.5.2.1 Ponto de Equilíbrio pelo Preço de Venda Atual

O ponto de equilíbrio é alcançado quando os custos se igualam as receitas,


não gerando lucro e nem prejuízo, neste contexto o quadro 18 indica que a empresa
esta em equilíbrio, pois é necessário que venda 926 itens, o que já foi alcançado,
sendo a venda no período de 1320 itens, e que a diferença de 394 itens já está
contribuindo no lucro. Esse cálculo procedeu-se da seguinte maneira: Calculou-se a
margem média em função do volume de vendas, e a partir da margem média total e
86

do total das despesas correspondente a esses produtos, encontrou-se o ponto de


equilíbrio médio total de 926 unidades, as quais multiplicadas pela participação nas
vendas, encontrou-se o Ponto de Equilíbrio individualizado.

Quadro 18:Ponto Equilíbrio Baseado no Preço de Venda Atual


Volume
de % part MC PE PE p/ PE em
PRODUTOS vendas vendas MC u media total produto faturamto
Botina com e sem cadarço preto 6 0,4545 10,11 0,05 4,21 176,80
Botina marrom solado borracha 1 0,0758 20,15 0,02 0,70 43,50
Botina Metatarso 3 0,2273 12,86 0,03 2,10 101,03
Sapato pu bt densidade c/cadar 6 0,4545 14,29 0,06 4,21 176,80
Sapato marrom solado borracha 3 0,2273 20,51 0,05 2,10 130,50
Capa chuva transpar. s/ forro GG 1 0,0758 6,03 0,00 0,70 11,23
Capa chuva transp s/forro G 1 0,0758 5,11 0,00 0,70 10,52
Capa chuva amarela c/ forro GG 1 0,0758 3,91 0,00 0,70 12,63
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 4 0,3030 0,84 0,00 2,81 4,21
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 3 0,2273 0,84 0,00 2,10 3,16
Mascara escudo celeron p/ sold. 3 0,2273 4,71 0,01 2,10 101,03
Mascara Respirad. PFF1 c/ vál 10 0,7576 1,81 0,01 7,02 38,59
Mascara respirad.pff2 dobrável 49 3,7121 0,88 0,03 34,38 99,70
Protetor facial incolor 3 0,2273 4,95 0,01 2,10 46,31
Protetor Auricular 53 4,0152 0,78 0,03 37,18 59,50
Touca Clipada 7 0,5303 3,29 0,02 4,91 73,03
Capacete ledan 1 0,0758 4,90 0,00 0,70 10,31
Cone borracha amarelo/preto 2 0,1515 15,33 0,02 1,40 32,83
Disco de corte metal 4
1/2x1/8x7/8 redescor 5 0,3788 0,83 0,00 3,51 8,07
Disco/corte metal 9"x1/8x7/8
a24rb32 9 0,6818 1,95 0,01 6,31 31,26
Disco desb. 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 7 0,5303 1,18 0,01 4,91 15,47
Placas poliestireno 1 mm-n fume 1 0,0758 5,29 0,00 0,70 5,61
Placas poliest. 0,5 mm - saída 1 0,0758 4,47 0,00 0,70 4,21
Extintor PQS 4 kg - novo BC
8 0,6061 58,99 0,36 5,61 679,15
Extintor PQS 8 kg novo BC 2 0,1515 34,01 0,05 1,40 189,43
Extintor AP 10 l- água 1 0,0758 55,32 0,04 0,70 84,19
Extintor PQS 2 kg Validade 5
anos novo abc 1 0,0758 37,34 0,03 0,70 66,65
Extintor PQS 4 kg- novo abc 17 1,2879 87,93 1,13 11,93 2.146,89
Extintor PQS 6 kg novo abc 2 0,1515 84,53 0,13 1,40 266,61
Extintor PQS 1 kg Universal
novo ABC 1 0,0758 23,16 0,02 0,70 43,50
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc 1 0,0758 23,16 0,02 0,70 43,50
87

Macacão Brasmo de segurança 2 0,1515 21,46 0,03 1,40 51,50


Suporte veicular de 1 kg 1 0,0758 8,41 0,01 0,70 12,63
Suporte veicular de 4 e 6 kg 2 0,1515 14,17 0,02 1,40 44,90
Suporte de chão 1 0,0758 14,17 0,01 0,70 22,45
Luminária de emergência 2X8W 8 0,6061 8,64 0,05 5,61 213,29
Luva Nitrílica Sensíflex azul P
M G XG cx/100 4 0,3030 6,82 0,02 2,81 88,40
Luva Vinil s/Amido-Tipo
proced.P-M-G cx/100 38 2,8788 4,56 0,13 26,66 639,86
Óculos águia inc.anti-risco Cord.
28 2,1212 1,16 0,02 19,64 131,62
Óculos águia fume anti-risco
cordão anti-quedas 18 1,3636 0,70 0,01 12,63 87,14
Avental Vinil Espec. 120 x 70 cm 1 0,0758 2,82 0,00 0,70 7,02
Protetor auditivo concha 1 0,0758 4,76 0,00 0,70 6,67
Luva de neoprene e látex 41 3,1061 0,26 0,01 28,77 135,20
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 1 LADO 95 7,1970 0,77 0,06 66,65 146,63
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 2 lados 35 2,6515 0,86 0,02 24,56 71,21
Luva raspa punho 7 cm CA
17233 c/ reforço interno 24 1,8182 0,77 0,01 16,84 141,44
Luva mista raspa / vaqueta
punho 7 cm 22 1,6667 2,44 0,04 15,44 185,22
Avental leit.135 x 80 x 1,5 PC
C/ 100 32,00 666 50,4545 0,12 0,06 467,26 149,52
Luva vaqueta protlyne 4 0,3030 3,13 0,01 2,81 40,41
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 16 1,2121 4,64 0,06 11,23 112,26
Recarga Extintor PQS 2 kg BC 2 0,1515 11,62 0,02 1,40 30,87
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 34 2,5758 18,66 0,48 23,85 906,46
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
12 0,9091 17,07 0,16 8,42 370,44
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 12 0,9091 14,61 0,13 8,42 412,54
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 13 0,9848 17,47 0,17 9,12 620,21
Recarga Extintor AP 10 litros 24 1,8182 32,22 0,59 16,84 639,86
Recarga Extintor PQS 4 kg ABC 3 0,2273 25,27 0,06 2,10 126,29
Total 1.320 100 4,35 926 926 10.110,25
Fonte: Dados conforme pesquisa

Nesse quadro, pode-se observar que na média geral, todos os itens em


estudo atingiram o Ponto de Equilíbrio.
88

3.5.2.2 Ponto Equilíbrio pelo Preço de Venda Orientativo

Nesse item, utilizando-se como base o preço de venda orientativo, calculado


neste estudo que é notório quanto a organização precisa vender para chegar no seu
equilíbrio e a partir de que volume de venda passa a colaborar no resultado
positivamente.

Quadro 19: Ponto Equilíbrio Baseado Preço Venda Orientativo

Volum PE
e de %part MC tota PE p/ PE em
PRODUTOS venda vendas MC u media l prodto faturamto

Botina com e sem cadarço preto 6 0,4545 16,74 0,08 3,62 178,41
Botina marrom solado borracha 1 0,0758 21,60 0,02 0,60 38,38
Botina Metatarso 3 0,2273 18,35 0,04 1,81 97,81
Sapato pu bt densidade c/ cadarço 6 0,4545 14,25 0,06 3,62 151,94
Sapato marrom solado borracha 3 0,2273 21,39 0,05 1,81 113,99
Capa chuva transparente s/ forro GG 1 0,0758 5,08 0,00 0,60 9,03
Capa chuva transparente s/forro G 1 0,0758 5,08 0,00 0,60 9,03
Capa chuva amarela com forro GG 1 0,0758 7,42 0,01 0,60 13,19
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 4 0,3030 0,31 0,00 2,41 2,24

Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 3 0,2273 0,31 0,00 1,81 1,68
Mascara / escudo celeron p/ solda 3 0,2273 23,19 0,05 1,81 123,61
Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 10 0,7576 1,90 0,01 6,03 33,77
Mascara respirador pff2 dobrável 49 3,7121 1,05 0,04 29,57 91,00
Protetor facial incolor 3 0,2273 8,97 0,02 1,81 47,83
Protetor Auricular 53 4,0152 0,40 0,02 31,98 38,03
Touca Clipada 7 0,5303 6,10 0,03 4,22 75,86
Capacete ledan 1 0,0758 5,05 0,00 0,60 8,97
Cone borracha amarelo /preto 2 0,1515 3,56 0,01 1,21 12,66
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescr 5 0,3788 0,75 0,00 3,02 6,70
Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 9 0,6818 1,52 0,01 5,43 24,31
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 7 0,5303 1,00 0,01 4,22 12,48

Placas poliestireno 1mm-n fume 1 0,0758 1,19 0,00 0,60 2,11


Placas poliestireno 0,5 mm - saída 1 0,0758 0,59 0,00 0,60 1,06
Extintor PQS 4 kg -novo BC
8 0,6061 45,57 0,28 4,83 512,05
Extintor PQS 8 kg novo BC 2 0,1515 80,01 0,12 1,21 224,75
Extintor AP 10 l- água
1 0,0758 48,11 0,04 0,60 67,57
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -
novo abc 1 0,0758 44,01 0,03 0,60 61,82
Extintor PQS 4 kg- novo abc
17 1,2879 67,63 0,87 10,26 1.614,85
Extintor PQS 6 kg novo abc
2 0,1515 78,98 0,12 1,21 221,87
89

Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC


1 0,0758 29,83 0,02 0,60 41,89
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
1 0,0758 29,83 0,02 0,60 41,89
Macacão Brasmo de segurança
2 0,1515 7,13 0,01 1,21 25,32
suporte veicular de 1 kg
1 0,0758 4,75 0,00 0,60 8,44
Suporte veicular de 4 e 6 kg
2 0,1515 8,91 0,01 1,21 31,65
Suporte de chão
1 0,0758 8,91 0,01 0,60 15,83
Luminária de emergência 2X8W
8 0,6061 15,44 0,09 4,83 219,47
Luva Nitrílica Sensíflex.MPG XG cx/100 4 0,3030 13,01 0,04 2,41 92,43
Luva Vin.s/Amid.-T.procd.P-M-G cx/100
38 2,8788 10,29 0,30 22,93 694,46
Luva Vinil s/Amid.T.procd.P-M-G cx/101
28 2,1212 2,94 0,06 16,90 146,25
Óculos águia F.anti-risc. Cord.anti.qued.
18 1,3636 3,32 0,05 10,86 106,17
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
1 0,0758 3,74 0,00 0,60 6,65
Protetor auditivo concha
1 0,0758 2,32 0,00 0,60 4,12
Luva de neoprene e látex
41 3,1061 2,39 0,07 24,74 173,91
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada
1 LADO
95 7,1970 0,74 0,05 57,33 124,30
Luv. tricot.algod.4 fios pigmentad.2 lados 35 2,6515 1,06 0,03 21,12 65,74
Luv. raspa punh.7cmCA 17233 c/ ref.int.
24 1,8182 4,09 0,07 14,48 174,48
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm
22 1,6667 5,05 0,08 13,28 197,32
Avental leit.135 x 80 x1,5 PC C/ 100
666 50,4545 0,10 0,05 401,92 119,47
Luva vaqueta protlyne
4 0,3030 5,94 0,02 2,41 42,21
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
16 1,2121 6,34 0,08 9,66 115,50
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
2 0,1515 11,71 0,02 1,21 26,67
Recarga Extintor PQS 4 kg BC
34 2,5758 22,44 0,58 20,52 869,46
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
12 0,9091 33,18 0,30 7,24 453,70
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
12 0,9091 43,92 0,40 7,24 600,52
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
13 0,9848 65,40 0,64 7,85 968,70
Recarga Extintor AP 10 litros
24 1,8182 0,97 0,02 14,48 26,42
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
3 0,2273 42,09 0,10 1,81 143,85
Total 1320 100 915,97 5,06 797 796,59 9.333,80
Fonte: Dados conforme pesquisa

Portanto, comparando-se os dois cálculos de Ponto de Equilíbrio, pelo preço


atualmente praticado e pelo preço orientativo, que o número de unidades no Ponto
de Equilíbrio se difere, em função de que no Preço atualmente praticado a margem
de contribuição média é menor do que a margem de contribuição média pelo preço
orientativo.
90

Neste sentido, pelo preço atual são necessários vender 926 unidades ou
faturar R$10.110,25, enquanto que pelo preço de venda orientativo, seria necessário
vender 797 unidades ou faturar R$ 9.333,80.

3.5.3 Margem de Segurança

A margem apresenta a quantia das vendas que ultrapassam o Ponto de


Equilíbrio e expressa quanto as vendas podem diminuir sem que a empresa incorra
no prejuízo.

3.5.3.1 Margem de Segurança Operacional Preço de Venda Atual

Na seqüência, apresenta-se o quadro onde consta a Margem de Segurança


Operacional apurada pelo valor atual.

Quadro 20 :Margem Segurança Operacional Preço Venda Atual


PRODUTOS QUANTIDADE QUANTIDADE
VENDIDA NO PE MSO MSO %
Botina com e sem cadarço preto 6 4,21 1,79 29,84
Botina marrom solado borracha 1 0,70 0,30 29,84

Botina Metatarso 3 2,10 0,90 29,84


Sapato pu bt densidade c/ cadarço 6 4,21 1,79 29,84
Sapato marrom solado borracha 3 2,10 0,90 29,84
Capa chuva transparente s/ forro GG 1 0,70 0,30 29,84
Capa chuva transparente s/forro G 1 0,70 0,30 29,84
Capa chuva amarela com forro GG 1 0,70 0,30 29,84
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 4 2,81 1,19 29,84
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 3 2,10 0,90 29,84
Mascara / escudo celeron p/ solda 3 2,10 0,90 29,84
Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 10 7,02 2,98 29,84
Mascara respirador pff2 dobrável 49 34,38 14,62 29,84
Protetor facial incolor 3 2,10 0,90 29,84
Protetor Auricular 53 37,18 15,82 29,84
Touca Clipada 7 4,91 2,09 29,84
Capacete ledan 1 0,70 0,30 29,84
Cone borracha amarelo /preto 2 1,40 0,60 29,84
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescor 5 3,51 1,49 29,84
91

Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 9 6,31 2,69 29,84


Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 7 4,91 2,09 29,84
Placas poliestireno 1 mm-n fume 1 0,70 0,30 29,84
Placas poliestireno 0,5 mm - saída 1 0,70 0,30 29,84
Extintor PQS 4 kg - novo BC
8 5,61 2,39 29,84
Extintor PQS 8 kg novo BC
2 1,40 0,60 29,84
Extintor AP 10 l- água
1 0,70 0,30 29,84
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -novo
abc 1 0,70 0,30 29,84
Extintor PQS 4 kg- novo abc
17 11,93 5,07 29,84
Extintor PQS 6 kg novo abc
2 1,40 0,60 29,84
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC
1 0,70 0,30 29,84
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc
1 0,70 0,30 29,84
Macacão p Pintura
2 1,40 0,60 29,84
Suporte veicular de 1 kg
1 0,70 0,30 29,84
Suporte veicular de 4 e 6 kg
2 1,40 0,60 29,84
Suporte de chão
1 0,70 0,30 29,84
Luminária de emergência 2X8W
8 5,61 2,39 29,84
Luva Nitrílica Sensíflex a.PMG XG cx/100 4 2,81 1,19 29,84
Luva Vinil s/Amido-Tipo proced.P-M-G
cx/100 38 26,66 11,34 29,84
Óculos Águia incolor anti-risco cordão
28 19,64 8,36 29,84
Óculos águia fume anti-risco cordão anti -
quedas 18 12,63 5,37 29,84
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm
1 0,70 0,30 29,84
Protetor auditivo concha
1 0,70 0,30 29,84
Luva de neoprene e látex
41 28,77 12,23 29,84
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 1
LADO 95 66,65 28,35 29,84
Luva tricotada algodão 4 fios pigmentada 2
lados 35 24,56 10,44 29,84
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/ ref.intr
24 16,84 7,16 29,84
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm
22 15,44 6,56 29,84
Avental leit.135 x 80 x 1,5 PC C/ 100 32,00
666 467,26 198,74 29,84
Luva vaqueta protlyne
4 2,81 1,19 29,84
Recarga Extintor PQS 1 kg BC
16 11,23 4,77 29,84
Recarga Extintor PQS 2 kg BC
2 1,40 0,60 29,84
Recarga Extintor PQS 4 kg BC
34 23,85 10,15 29,84
Recarga Extintor PQS 6 kg BC
12 8,42 3,58 29,84
Recarga Extintor PQS 8 kg BC
12 8,42 3,58 29,84
Recarga Extintor PQS 12 kg BC
13 9,12 3,88 29,84
Recarga Extintor AP 10 litros
24 16,84 7,16 29,84
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC
3 2,10 0,90 29,84
TOTAL 1320 393,89 29,84
Fonte: Dados conforme pesquisa
92

Pode-se dizer, conforme os valores apurados que em media os produtos


vendidos atualmente deixam uma margem de segurança de 29,84%, ou seja, a
empresa pode obter uma redução de vendas em até 29,84%, conseguindo assim
pagar todos os seus custos de compras e despesas de comercialização.

Cabe destacar que qualquer desconto, vai implicar na redução da margem de


contribuição unitária, impactando no aumento do Ponto de Equilíbrio e na diminuição
do percentual da margem de segurança operacional.

3.5.3.2 Margem Segurança Operacional Preço de Venda Orientativo

No quadro a seguir, apresenta-se a Margem de Segurança Operacional


apurada pelo preço de venda orientativo.

Quadro 21: Margem Segurança Operacional Preço de Venda Orientativo


PRODUTOS QUANTIDADE QUANTIDADE
VENDIDA NO PE MSO MSO %
Botina com e sem cadarço preto 6 3,62 2,38 39,65
Botina marrom solado borracha 1 0,60 0,40 39,65
Botina Metatarso 3 1,81 1,19 39,65
Sapato pu bt densidade c/ cadarço 6 3,62 2,38 39,65
Sapato marrom solado borracha 3 1,81 1,19 39,65
Capa chuva transparente s/ forro GG 1 0,60 0,40 39,65
Capa chuva transparente s/forro G 1 0,60 0,40 39,65
Capa chuva amarela com forro GG 1 0,60 0,40 39,65
Lente ret. Verde 108x51 ton. 12 4 2,41 1,59 39,65
Lente ret. Verde 108x51 ton. 14 3 1,81 1,19 39,65
Mascara / escudo celeron p/ solda 3 1,81 1,19 39,65
Mascara Respirador PFF1 c/ válvula 10 6,03 3,97 39,65
Mascara respirador pff2 dobrável 49 29,57 19,43 39,65
Protetor facial incolor 3 1,81 1,19 39,65
Protetor Auricular 53 31,98 21,02 39,65
Touca Clipada 7 4,22 2,78 39,65
Capacete ledan 1 0,60 0,40 39,65
Cone borracha amarelo/preto 2 1,21 0,79 39,65
Disco corte metal 4 1/2x1/8x7/8 redescr 5 3,02 1,98 39,65
Disco corte metal 9"x1/8x7/8 a24rb32 9 5,43 3,57 39,65
Disco desbaste 4 1/2x3/16x7/8 a82rb 7 4,22 2,78 39,65
93

Placas poliestireno 1 mm-n fume 1 0,60 0,40 39,65


Placas poliestireno 0,5 mm - saída 1 0,60 0,40 39,65
Extintor PQS 4 kg novo BC 8 4,83 3,17 39,65
Extintor PQS 8 kg novo BC 2 1,21 0,79 39,65
Extintor AP 10 l- água 1 0,60 0,40 39,65
Extintor PQS 2 kg – Validade 5 Anos -
novo abc 1 0,60 0,40 39,65
Extintor PQS 4 kg- novo abc 17 10,26 6,74 39,65
Extintor PQS 6 kg novo abc 2 1,21 0,79 39,65
Extintor PQS 1 kg Universal novo ABC 1 0,60 0,40 39,65
Extintor PQS 1 kg Fiat novo abc 1 0,60 0,40 39,65
Macacão p Pintura 2 1,21 0,79 39,65
Suporte veicular de 1 kg 1 0,60 0,40 39,65
Suporte veicular de 4 e 6 kg 2 1,21 0,79 39,65
Suporte de chão 1 0,60 0,40 39,65
Luminária de emergência 2X8W 8 4,83 3,17 39,65
Luva Nitrílica Sensíflex azul P M G XG
cx/100 4 2,41 1,59 39,65
Luva Vinil s/Amido-Tipo proced.P-M-G
cx/100 38 22,93 15,07 39,65
Óculos Águia incolor anti-risco cordão 28 16,90 11,10 39,65
Óculos águia fume anti-risco cordão
anti-quedas 18 10,86 7,14 39,65
Avental Vinil Especial – 120 x 70 cm 1 0,60 0,40 39,65
Protetor auditivo concha 1 0,60 0,40 39,65
Luva de neoprene e látex 41 24,74 16,26 39,65
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 1 LADO 95 57,33 37,67 39,65
Luva tricotada algodão 4 fios
pigmentada 2 lados 35 21,12 13,88 39,65
Luva raspa punho 7 cm CA 17233 c/
reforço interno 24 14,48 9,52 39,65
Luva mista raspa / vaqueta punho 7 cm 22 13,28 8,72 39,65
Avental leit.135 x 80 x 1,5 PC C/ 100 32,00
666 401,92 264,08 39,65
Luva vaqueta protlyne 4 2,41 1,59 39,65
Recarga Extintor PQS 1 kg BC 16 9,66 6,34 39,65
Recarga Extintor PQS 2 kg BC 2 1,21 0,79 39,65
Recarga Extintor PQS 4 kg BC 34 20,52 13,48 39,65
Recarga Extintor PQS 6 kg BC 12 7,24 4,76 39,65
Recarga Extintor PQS 8 kg BC 12 7,24 4,76 39,65
Recarga Extintor PQS 12 kg BC 13 7,85 5,15 39,65
Recarga Extintor AP 10 litros 24 14,48 9,52 39,65
Recarga Extintor PQS 4 kg- ABC 3 1,81 1,19 39,65
Total 1320 523,41 39,65
Fonte: Dados conforme pesquisa
94

Em relação ao preço de venda orientativo, a margem de segurança pode


diminuir até 524 itens até seu ponto de equilíbrio, isso nos diz que a superação das
vendas calculadas no Ponto Equilíbrio representa o quanto as vendas podem cair
sem que haja prejuízo para empresa.

3.6 Levantamentos das Principais Informações que o Sistema de Custos


Proporciona para o Gerenciamento da Organização

Neste item apresentam-se apurações do resultado pelo preço de venda atual


e pelo preço de venda orientativo, sabe-se quanto maior for a Receita e menor forem
os Custos e Despesas, melhor é desempenho econômico da empresa.

3.6.1 Apuração do Resultado baseado Preço Venda Atual

No quadro a seguir consta a apuração do resultado baseado no Preço de


Venda Atual da empresa.

Quadro 22: Apuração Resultado baseado Preço Venda Atual


(-) (-)
PRODUTOS PV (-) Desp (-) Desp Resul- Result (x) Resul-

Atual Custo Variavl MC Fixa tado em % Qtde. tado

Botina c/e s/ cadarço preto 42,00 28,18 3,71 10,11 11,75 (1,64) (3,90) 6 (9,83)
Botina marrom solado
borracha 62,00 36,37 5,48 20,15 17,34 2,81 4,53 1 2,81

Botina Metatarso 48,00 30,90 4,24 12,86 13,42 (0,57) (1,18) 3 (1,70)
Sapato pu bt densidade c/
cadarço 42,00 24,00 3,71 14,29 11,75 2,54 6,05 6 15,25
Sapato marrom solado
borracha 62,00 36,01 5,48 20,51 17,34 3,17 5,11 3 9,51
Capa chuva transparente
s/forro GG 16,00 8,56 1,41 6,03 4,47 1,55 9,69 1 1,55
Capa chuva transparente
s/forro G 15,00 8,56 1,33 5,11 4,20 0,92 6,13 1 0,92
Capa chuva amar.com
forro GG 18,00 12,50 1,59 3,91 5,03 (1,13) (6,25) 1 (1,13)
Lente retangular
verde108x51 tom 12 1,50 0,53 0,13 0,84 0,42 0,42 27,86 4 1,67
Lente ret. V.108 x 51 tom 14 1,50 0,53 0,13 0,84 0,42 0,42 27,86 3 1,25
95

Mascara /escudo celeron


p/solda 48,00 39,05 4,24 4,71 13,42 (8,72) (18,16) 3 (26,15)
Mascara Respirador PFF1
c/ válvula 5,50 3,20 0,49 1,81 1,54 0,28 5,01 10 2,76
Mascara respirador pff2
dobrável 2,90 1,76 0,26 0,88 0,81 0,07 2,50 49 3,56

Protetor facial incolor 22,00 15,11 1,94 4,95 6,15 (1,21) (5,49) 3 (3,62)
Protetor auricular 1,60 0,68 0,14 0,78 0,45 0,33 20,69 53 17,55

Touca Clipada 14,87 10,27 1,31 3,29 4,16 (0,87) (5,87) 7 (6,11)
Capacete ledan 14,70 8,50 1,30 4,90 4,11 0,79 5,37 1 0,79
Cone borracha ama/preto 23,40 6,00 2,07 15,33 6,54 8,79 37,55 2 17,57
Disco corte metal 4 1/2 x
1/8 x 7/8 redescor 2,30 1,27 0,20 0,83 0,64 0,18 7,98 5 0,92
Disco corte metal
9"x1/8x7/8 a24rb32 4,95 2,56 0,44 1,95 1,38 0,57 11,48 9 5,11
Disco desbast.4 1/2x 3/16x
7/8 a82rb 3,15 1,69 0,28 1,18 0,88 0,30 9,54 7 2,10
Placa polietileno 1 mm-
n/fume 8,00 2,00 0,71 5,29 2,24 3,06 38,19 1 3,06
Placa polietileno 0,5mm -
saída 6,00 1,00 0,53 4,47 1,68 2,79 46,53 1 2,79
Extintor PQS 4 kg - novo
BC 121,00 49,70 12,31 58,99 33,84 25,15 20,79 8 201,20
Extintor PQS 8 kg -novo
BC 135,00 87,26 13,73 34,01 37,76 (3,75) (2,78) 2 (7,50)
Extintor AP 10 L- água 120,00 52,47 12,21 55,32 33,56 21,76 18,13 1 21,76
Extintor PQS 2 kg –
Validade 5 anos -novo abc 95,00 48,00 9,66 37,34 26,57 10,77 11,33 1 10,77
Extintor PQS 4 kg- novo
abc 180,00 73,76 18,31 87,93 50,34 37,59 20,88 17 638,99
Extintor PQS 6 kg novo
abc 190,00 86,14 19,33 84,53 53,14 31,39 16,52 2 62,79
Extintor PQS 1 kg
Universal novo abc 62,00 32,53 6,31 23,16 17,34 5,82 9,39 1 5,82
Extintor PQS 1 kg Fiat
novo abc 62,00 32,53 6,31 23,16 17,34 5,82 9,39 1 5,82
Macacão marca Brasmo
segurança. 36,70 12,00 3,24 21,46 10,26 11,19 30,50 2 22,38
Suporte veicular de 1 kg 18,00 8,00 1,59 8,41 5,03 3,37 18,75 1 3,37
Suporte veicular de 4 e 6
kg 32,00 15,00 2,83 14,17 8,95 5,22 16,32 2 10,44
Suporte de chão 32,00 15,00 2,83 14,17 8,95 5,22 16,32 1 5,22
Luminária de emergência
2X8W 38,00 26,00 3,36 8,64 10,63 (1,99) (5,23) 8 (15,89)
Luva Nitrílica Sensíflex
azul P M G XG cx/100 31,50 21,90 2,78 6,82 8,81 (1,99) (6,33) 4 (7,98)
Luva VINIL s/ AMIDO-.
Tipo proced..P-M-G
cx/100 24,00 17,32 2,12 4,56 6,71 (2,15) (8,97) 38 (81,84)
Óculos ÁGUIA incolr-anti-
risco cordão anti-quedas 6,70 4,95 0,59 1,16 1,87 (0,72) (10,69) 28 (20,05)
Óculos águia fume anti-
risco cordão anti-quedas 6,90 5,59 0,61 0,70 1,93 (1,23) (17,82) 18 (22,13)
96

Avental Vinil Especial –


120 x 70 cm 10,00 6,30 0,88 2,82 2,80 0,02 0,19 1 0,02
Protetor auditivo concha 9,50 3,90 0,84 4,76 2,66 2,10 22,14 1 2,10
Luva de neoprene e látex
4,70 4,02 0,42 0,26 1,31 (1,05) (22,34) 41 (43,05)
Luva tricotada algodão 4
fios pigmentada 1 LADO 2,20 1,24 0,19 0,77 0,62 0,15 6,83 95 14,27
Luva tricotada algodão 4
fios pigmentada 2 LADOS 2,90 1,78 0,26 0,86 0,81 0,05 1,81 35 1,84
Luva raspa punho 7 cm
CA17233 c/reforço interno 8,40 6,89 0,74 0,77 2,35 (1,58) (18,83) 24 (37,96)
Luva mista raspa /
vaqueta punho 7 cm 12,00 8,50 1,06 2,44 3,36 (0,92) (7,64) 22 (20,17)
Avental leit.135 x80 x 1,5
PC C/ 100 32,00 0,32 0,17 0,03 0,12 0,09 0,03 10,07 666 21,46
Luva vaqueta protlyne
14,40 10,00 1,27 3,13 4,03 (0,90) (6,25) 4 (3,60)
Recarga Extintor PQS 1
kg BC 10,00 4,00 1,36 4,64 2,80 1,84 18,44 16 29,50
Recarga Extintor PQS 2
kg BC 22,00 7,39 2,99 11,62 6,15 5,47 24,85 2 10,93
Recarga Extintor PQS 4
kg BC 38,00 14,17 5,17 18,66 10,63 8,04 21,15 34 273,26
Recarga Extintor PQS 6
kg BC 44,00 20,95 5,98 17,07 12,31 4,76 10,83 12 57,16
Recarga Extintor PQS 8
kg - BC 49,00 27,73 6,66 14,61 13,70 0,91 1,85 12 10,87
Recarga Extintor PQS 12
kg BC 68,00 41,29 9,24 17,47 19,02 (1,55) (2,28) 13 (20,16)
Recarga Extintor AP 10
litros 38,00 0,61 5,17 32,22 10,63 21,60 56,83 24 518,33
Recarga Extintor PQS 4
kg- ABC 60,00 26,57 8,16 25,27 16,78 8,49 14,16 3 25,48

TOTAL 1.714,08
Fonte : Dados conforme pesquisa

Com o preço de venda praticado menos o custo e as despesas variáveis


resulta margem de contribuição positiva, e todos os produtos, porém após diminuir
os custos e despesas fixas, comprovou-se que alguns itens dão resultado negativo,
mas que no total geral a empresa consegue trabalhar, pois ainda sobrou R$1.714,08
de lucro, o que pode melhorar significativamente se conseguirem ajustar os preços
dos produtos e serviços que ora demonstram resultado negativo.

Consegue-se verificar nessa planilha que o preço de venda atual em diversos


produtos não alcança a margem de lucro estipulada, pois o preço atual deve cobrir o
custo de aquisição, a despesa fixa de 27,97% as despesas variáveis que
97

representam 8,84% e a margem de lucro de acordo com o produto ou serviço, o que


não ocorreu em função do desajuste nos preços praticados.

3.6.2 Apuração do Resultado com Base Preço Orientativo

A apuração com base no preço orientativo proporciona uma visão do que


seria o resultado se tivesse sido praticado esse preço de venda, onde todos os
produtos cobririam seus custos e ainda sobraria margem de lucro, pois se com o
preço atual sobrou R$1.714,08 passaria para R$ 2.352,60, representando um
aumento em torno de 37,3%.

Quadro 23: Apuração do Resultado com Base no Preço Orientativo


(-)
PRODUTOS PV (-) (-)Desp. (-) Custo Resul- Result (x) Resul-

Orient Custo Variável MC Fixo tado em % Qde. Tado


Botina com e sem
cadarço preto 49,27 28,18 4,36 16,74 13,78 2,96 6,00 6 17,74
Botina marrom solado
borracha 63,59 36,37 5,62 21,60 17,78 3,82 6,00 1 3,82

Botina Metatarso 54,03 30,90 4,78 18,35 15,11 3,24 6,00 3 9,72
Sapato pu bt densidade c/
cadarço 41,96 24,00 3,71 14,25 11,74 2,52 6,00 6 15,11
Sapato marrom solado
borracha 62,96 36,01 5,57 21,39 17,61 3,78 6,00 3 11,33
Capa chuva transp.s/
forro GG 14,97 8,56 1,32 5,08 4,19 0,90 6,00 1 0,90

Capa chuva transp.s/for.G 14,97 8,56 1,32 5,08 4,19 0,90 6,00 1 0,90
Capa de chuva
amarela c/forro GG 21,86 12,50 1,93 7,42 6,11 1,31 6,00 1 1,31
Lente ret. Verde 108x51
ton. 12 0,93 0,53 0,08 0,31 0,26 0,06 6,00 4 0,22
Lente ret. Verde 108x51
ton. 14 0,93 0,53 0,08 0,31 0,26 0,06 6,00 3 0,17
Mascara / escudo celeron
p/ solda 68,28 39,05 6,04 23,19 19,10 4,10 6,00 3 12,29
Mascara Respirador
PFF1 c/ válvula 5,60 3,20 0,49 1,90 1,56 0,34 6,00 10 3,36
Mascara respirador
pff2 dobrável 3,08 1,76 0,27 1,05 0,86 0,18 6,00 49 9,05

Protetor facial incolor 26,42 15,11 2,34 8,97 7,39 1,59 6,00 3 4,76

Protetor auricular 1,19 0,68 0,11 0,40 0,33 0,07 6,00 53 3,78

Touca Clipada 17,96 10,27 1,59 6,10 5,02 1,08 6,00 7 7,54
98

Capacete ledan 14,86 8,50 1,31 5,05 4,16 0,89 6,00 1 0,89

Cone borracha amar/pr 10,49 6,00 0,93 3,56 2,93 0,63 6,00 2 1,26
Disco corte metal 4
1/2x1/8x7/8 redescor 2,22 1,27 0,20 0,75 0,62 0,13 6,00 5 0,67
Disco corte metal
9"x1/8x7/8 a24rb32 4,48 2,56 0,40 1,52 1,25 0,27 6,00 9 2,42
Disco desbaste 4
1/2x3/16x7/8 a82rb 2,95 1,69 0,26 1,00 0,83 0,18 6,00 7 1,24
Placas polietileno 1
mm-n fume 3,50 2,00 0,31 1,19 0,98 0,21 6,00 1 0,21
Placas polietileno
0,5mm - saída 1,75 1,00 0,15 0,59 0,49 0,10 6,00 1 0,10
Extintor PQS 4 kg -
novo BC 106,06 49,70 10,79 45,57 29,66 15,91 15,00 8 127,27
Extintor PQS 8 kg -novo
BC 186,22 87,26 18,94 80,01 52,08 27,93 15,00 2 55,86
Extintor AP 10 l- água
111,97 52,47 11,39 48,11 31,32 16,80 15,00 1 16,80
Extintor PQS 2 kg valid
5 anos nov abc 102,43 48,00 10,42 44,01 28,65 15,37 15,00 1 15,37
Extintor PQS 4 kg-
novo abc 157,41 73,76 16,01 67,63 44,02 23,61 15,00 17 401,39
Extintor PQS 6 kg Nov.abc
183,83 86,14 18,70 78,98 51,41 27,57 15,00 2 55,15
Extintor PQS 1 kg
Universal novo ABC 69,42 32,53 7,06 29,83 19,41 10,41 15,00 1 10,41
Extintor PQS 1 kg Fiat
novo abc 69,42 32,53 7,06 29,83 19,41 10,41 15,00 1 10,41
Macacão Brasmo de
segurança 20,98 12,00 1,85 7,13 5,87 1,26 6,00 2 2,52
Suporte veicul. de 1 kg
13,99 8,00 1,24 4,75 3,91 0,84 6,00 1 0,84
Suporte veicul. 4 e 6 kg
26,23 15,00 2,32 8,91 7,33 1,57 6,00 2 3,15
Suporte de chão
26,23 15,00 2,32 8,91 7,33 1,57 6,00 1 1,57
Luminária de emergência
2X8W 45,46 26,00 4,02 15,44 12,71 2,73 6,00 8 21,82
Luv.Nitrílica Sensíflex
azul PMG XG cx/100 38,29 21,90 3,38 13,01 10,71 2,30 6,00 4 9,19
Luva Vinil s/ Amido- T.
proced.PMG cx/100 30,28 17,32 2,68 10,29 8,47 1,82 6,00 38 69,05
Óculo.aguia anti-risco
cordão anti-quedas 8,65 4,95 0,77 2,94 2,42 0,52 6,00 28 14,54
Ócul.águia fume anti-
risc.cordão anti queda 9,77 5,59 0,86 3,32 2,73 0,59 6,00 18 10,56
Avental Vinil Especial
120 x 70 cm 11,02 6,30 0,97 3,74 3,08 0,66 6,00 1 0,66
Protetor auditiv. concha
6,82 3,90 0,60 2,32 1,91 0,41 6,00 1 0,41
Luva de neoprene e
látex 7,03 4,02 0,62 2,39 1,97 0,42 6,00 41 17,29
Luva tric.algodão 4 fios
pigment. 1 lado 2,17 1,24 0,19 0,74 0,61 0,13 6,00 95 12,36
Luva tric.alg. 4 fios
pigmentada 2 lados 3,11 1,78 0,28 1,06 0,87 0,19 6,00 35 6,54
99

Luva raspa punho 7 cm


CA17233c/ref.interno 12,05 6,89 1,06 4,09 3,37 0,72 6,00 24 17,35
Luva mista raspa /
vaqueta punho 7 cm 14,86 8,50 1,31 5,05 4,16 0,89 6,00 22 19,62
Aventaleit.135x80x1,5cm
PC C/ 100 32,00 0,30 0,17 0,03 0,10 0,08 0,02 6,00 666 11,88
Luva vaqueta protlyne
17,48 10,00 1,55 5,94 4,89 1,05 6,00 4 4,20
Recarga Extintor PQS
1 kg BC 11,96 4,00 1,63 6,34 3,35 2,99 25,00 16 47,85
Recarga Extintor PQS
2 kg BC 22,10 7,39 3,00 11,71 6,18 5,52 25,00 2 11,05
Recarga Extintor PQS
4 kg BC 42,37 14,17 5,76 22,44 11,85 10,59 25,00 34 360,19
Recarga Extintor PQS
6 kg BC 62,65 20,95 8,52 33,18 17,52 15,66 25,00 12 187,95
Recarga Extintor PQS
8 kg -BC 82,93 27,73 11,27 43,92 23,19 20,73 25,00 12 248,78
Recarga Extintor PQS
12 kg BC 123,48 41,29 16,78 65,40 34,53 30,87 25,00 13 401,30
Recarga Extintor AP 10 L
1,82 0,61 0,25 0,97 0,51 0,46 25,00 24 10,95
Recarga Extintor PQS
4 kg- ABC 79,46 26,57 10,80 42,09 22,22 19,86 25,00 3 59,59

Total 915,97 1320 2.352,60


Fonte: Dados conforme pesquisa

Na demonstração apresentada da apuração do resultado com base no preço


orientativo ficou evidenciada a conquista da margem de lucro pré-estabelecida pela
administração, em todos os produtos e da grande importância de um sistema de
custos bem estruturado, o qual fornece maior segurança na prática de preços e
conquista de resultados positivos.
100

CONCLUSÃO

Através da realização deste estudo, pode-se concluir que a Contabilidade de


Custos proporciona identificar a composição e cálculo dos custos, auxiliando assim
na formação de preço de venda e análise do custo, volume e do lucro.

A Contabilidade de Custos vem se adaptando conforme as necessidades


atuais, buscando uma melhoria nas informações por ela extraídas, essas
informações ajudam no processo de tomada de decisões, pois como um sistema de
informação disponibiliza de dados que auxiliam no planejamento, orçamento e
controle.

Este trabalho teve como principal objetivo o apoio para implementação de um


sistema gerencial de custos na Empresa Recarga de Extintores e Equipamentos de
Proteção Panambi Ltda, e para isso foi efetuado um acompanhamento de todo
processo de comercialização e serviços de recarga para analisar seus custos e
determinar a formação do preço de venda, de igual modo verificar a margem de
contribuição, o ponto de equilíbrio, a margem de segurança operacional e o
resultado de cada produto, fazendo a comparação do praticado e do resultado que a
adoção do sistema proporcionaria.

Os métodos de custeio examinados para o cálculo e gerenciamento dos


custos da empresa foram o Custeio por Absorção e o Custeio Variável. Pelas
informações do sistema de Custeio por Absorção foi possível ter uma melhor análise
dos estoques e em conseqüência ajudou na definição dos preços dos produtos
vendidos bem como nos materiais usados no serviço de recarga. Já o sistema de
101

Custeio Variável, mesmo não sendo aceito legalmente, gera informações relevantes
para os gestores, pois evidencia o potencial de cada produto, a capacidade mínima
na qual a empresa pode atuar sem prejuízo, em quanto a empresa pode diminuir
seus rendimentos sem obter prejuízo e em quanto a empresa pode melhorar sua
rentabilidade. A margem contribuição total pelo preço praticado demonstrou-se
positiva, cobrindo as despesas e gerando resultado, o qual seria maior se houvesse
a prática do preço orientativo. O ponto de equilíbrio encontrado no preço praticado
demonstra que é preciso vender mais para alcançar o equilíbrio e se praticasse o
preço orientativo a quantidade a ser vendida é menor. No que diz respeito a margem
de segurança operacional, foi possível observar que a queda das vendas pode
admitir uma redução de 29,84% até o equilíbrio no preço praticado e 39,65% na
situação do preço orientativo.Conclui-se que todos os resultados seriam melhores se
observado os cálculos pelo preço orientativo.

A partir do resultado da análise dos 50 produtos nota-se que a maioria dos


produtos e serviços tem resultado positivo, considerando o preço praticado e que
isso poderá ser alcançado em uma proporção maior.

Desta forma, sugere-se a adoção e implementação de um sistema de custos


observando principalmente o método de custeio variável onde o gestor da empresa
consegue saber quais produtos são mais rentáveis permitindo competitividade,
continuidade e crescimento.

Para a Universidade, na área do curso de Ciências Contábeis, o atual


trabalho de Conclusão de Curso poderá ajudar com outros alunos que mostrem
interesse nesse ramo.

Para mim, a realização desse trabalho de Conclusão de Curso, foi de grande


valia, pois permitiu qualificar, aprofundar e colocar em prática os conhecimentos
adquiridos em sala de aula.
102

BIBLIOGRAFIA

BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral básica. Ijuí: Editora Unijui, 2000.

BONFIM, Amorim. PASSARELLI, João. Custos e Formação de Preços. 4.ed.São


Paulo:IOB Thomson, 2006.

BRUNI, A. L; FAMÁ R. Gestão de Custos e Formação de Preços. 3 ed. São Paulo:


Atlas 2004.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - Legislação-Resolução, referente a


valor residual, disponível em:<http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes
sre.aspx?Codigo=2009/001177>. Acessado em: 28 set.2009

CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE – RS - Princípios Fundamentais de


Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. 5 ed.Rev. e Atualizada,
Porto Alegre, 2006

CONTADEZ. Revista contábil/eletrônica. Porto alegre-RS, disponível em:


<www.contadez.com.br>. Acesso em :19 ago.2009.

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed., São Paulo:
Atlas, 2002.

KROETZ, Cesar Eduardo Stevens. Apostila de Pesquisa Contábil II Ijuí: UNIJUI, II


semestre/2009.

KROETZ, C E; VIEIRA, E.P. Noções Básicas de Contabilidade de Custos.


Apostila Contabilidade de Custos I Ijuí: Unijui, Março, 2007.

LEONE, George S. Guerra. Custos Planejamento, implantação e controle. 3 ed.


São Paulo: Editora Atlas, 2008.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos inclui o ABC. 9 ed. - 6. reimpr.São


Paulo: Atlas, 2006.

ROESCH, Silvia Maria Azevedo. Projetos de Estágio e de Pesquisa em


Administração. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1999.
103

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em


Administração. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

VIEIRA, Euselia, ROSSI, Elizandra. POCAI, Simone. Custos na Atividade


Comercial. Revista Contabilidade e Informação, Ijuí, n.18, p.p.35 - 48, jul./set;2003

VIEIRA, Euselia Paveglio. Métodos de custeio- Análise Custo, Volume e Lucro.


Apostila Contabilidade Custos II, Unijui, Ijuí, 2009.

________________.Iniciação a Contabilidade de Custos. Apostila Contabilidade


de Custos I Ijuí: Unijui, 2 semestre do curso Ciências Contábeis, 2008

WERNKE, Rodney. Gestão de Custos: Uma abordagem prática. São Paulo:


Atlas, 2001