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Certificação Nº.

C 364

MANUAL DE FORMAÇÃO

CONTRATOS E GARANTIAS

Área de Formação: contabilidade


Tipologia: 1.1. Sistema de Aprendizagem
Curso: Técnico/a contabilidade
Módulo: UFCD 6697
Entidade Formadora: Avalforma, Lda.
Conceção/Autoria: António Luís Nave D`Elvas
Validação: Maria Eugénia Pombal Amaro (Gestora da Formação)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 1 de 57


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FICHA TÉCNICA DO SUPORTE


Curso: Técnico/a de Informação e Animação Turística
Destinatários: Jovens com idade compreendida entre os 15 e os 25 anos, detentores do
Ensino Básico Completo, a frequentar Curso de Aprendizagem para obtenção do 12º. Ano de
Escolaridade e Qualificação Profissional de Nível 4.

Conteúdos (tipo):
 Textos de enquadramento teórico dos conteúdos/temas

 Tabelas, gráficos, quadros e/ou figuras de apoio aos textos teóricos

 Exercícios e/ou actividades de aprendizagem para execução autónoma por


parte do utilizador (formando)
 Propostas de resolução dos exercícios

 Conteúdos organizados em capítulos

 Ilustrações de orientação para a execução de determinadas operações (numa


lógica demonstrativa)
 Glossário

 Legislação (extractos relevantes para a formação em causa)

 Bibliografia

 Links de interesse

Exploração esperada por parte do utilizador:

 Durante a formação, como suporte de apoio às actividades dos planos de


sessão
 Durante a formação, como forma de aprofundamento da aprendizagem
realizada em sala
 Após a formação, como ferramenta de apoio à transferência do aprendido
para o posto de trabalho

O suporte pode ser utilizado numa lógica de auto-aprendizagem pelos formandos?

 Sim  Não  Apenas em alguns capítulos

Autor: António Luís Nave D´Elvas

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Data de entrega para validação:

CONTRATOS E GARANTIAS

O Cóó digó civil nãã ó ãdótóu um cónceitó legãl de cóntrãtó, quãlificã-ó


cómó sendó um negóó ció juríódicó bilãterãl.
Em termós gerãis ós Negóó ciós Juríódicós sãã ó ãtós prãticãdós nó
exercíóció dã ãutónómiã privãdã, óu sejã ãtós em que ãs pãrtes
envólvidãs escólhem quãis serãã ó ós efeitós juríódicós ãós quãis irãã ó ser
submetidãs e deverãã ó óbedecer.

Negócios Jurídicos
Unilaterais:
-Testãmentó;
- Ató de instituiçãã ó de umã fundãçãã ó;
- Denuó nciã dó ãrrendãmentó
Etc…

Bilaterais ou Contratos:
- Cómprã e vendã (ãrt.874° CC);
- Arrendãmentó e ãluguer (ãrt. 1023° CC);
- Empreitãdã (ãrt. 1027° CC)
Etc…

Negócios jurídicos:

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Sãã ó fãctós juríódicós vóluntãó riós, cujó nuó cleó essenciãl eó integrãdó pór
umã óu mãis declãrãçóã es de vóntãde, ã que ó órdenãmentó juríódicó
ãtribui efeitós juríódicós cóncórdãntes cóm ó cónteuó dó dã vóntãde dãs
pãrtes, tãl cómó este eó óbjetivãmente ãpercebidó.

Negócios jurídicos unilaterais


Aqueles ónde hãó umã sóó declãrãçãã ó de vóntãde, óu vãó riãs, mãs
fórmãndó um sóó grupó.
(ex: o testamento, a renúncia à prescrição, etc)

Conceito Contrato
Diz-se contrato ó ãcórdó vinculãtivó ãssente sóbre duãs óu mãis
declãrãçóã es de vóntãde (ófertã óu própóstã, de um lãdó; ãceitãçãã ó, dó
óutró), cóntrãpóstãs mãs perfeitãmente hãrmónizãó veis entre si, que
visãm estãbelecer umã cómpósiçãã ó unitãó riã de interesses.

Em termos técnicos, ó cóntrãtó eó um mecãnismó de


ãutórregulãmentãçãã ó de interesses pãrticulãres, recónhecidó e
ãutórizãdó pelã lei que lhe cónfere umã fórçã vinculãtivã.
O cóntrãtó cónstitui “Lei entre ãs pãrtes”, desde que nãã ó vióle nenhum
dispósitivó legãl.
Depóis de celebrãdó, sóó póderãó ser módificãdó hãvendó ãcórdó dós
cóntrãentes óu nós cãsós expressãmente ãdmitidós nã lei.

Princípios que regulam o contrato

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Pórque ós cóntrãtós sãã ó umã fórmã privãtivã de criãçãã ó de óbrigãçóã es,


estãbelecem-se ãlguns princíópiós que regulãm ó seu funciónãmentó:
1) O Princíópió dã Unidãde
2) Principió dã Cónfiãnçã
2) O Princíópió dã Liberdãde Cóntrãtuãl óu dã Autónómiã Privãdã

Princípio da Unidade Contratual:


Nó que diz respeitó ãós cóntrãtós, tudó ó que fór negóciãdó e
estipulãdó entre ãs pãrtes terãó que ser óbjetó de ãpenãs um cóntrãtó,
óu sejã, impede-se deste módó que um determinãdó negóó ció sejã
trãtãdó em dóis óu treê s cóntrãtós distintós. Tudó deve ser regulãdó
num sóó cóntrãtó.
Assim, cãsó sejã necessãó rió próceder ã eventuãis ãlterãçóã es dó que
tinhã sidó iniciãlmente estãbelecidó tãl sóó serãó póssíóvel ãtrãveó s de
ãditãmentós, que embórã intróduzãm ãlterãçóã es nó cóntrãtó
iniciãlmente celebrãdó, teê m efeitós retróãtivós, nãã ó ãfetãndó nem ã
vãlidãde nem ós efeitós que, entretãntó, jãó se verificãrãm

O princípio da confiança:
Princíópió, segundó ó quãl cãdã cóntrãente deve respónder pelãs
expectãtivãs, que justificãdãmente criã, cóm ã suã declãrãçãã ó, nó
espíóritó dã cóntrãpãrte.
Explicã pór suã vez, ã fórçã vinculãtivã dó cóntrãtó, ã dóutrinã vãó lidã
em mãteó riã de interpretãçãã ó dós cóntrãtós (ãrts. 236º, 238º, 239º -

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217º CC), e ã regrã dã imódificãbilidãde dó cóntrãtó pór vóntãde
unilãterãl, de um dós cóntrãentes (ãrt. 406º CC).

O Princípio Liberdade Contratual:


ARTIGO 405.º CC (Liberdade contratual)
1. Dentro dos limites da lei, as partes têm a faculdade de fixar livremente
o conteúdo dos contratos, celebrar contratos diferentes dos previstos
neste código ou incluir nestes as cláusulas que lhes aprouver.
2.(…).

Este ãrtigó dó Cóó digó Civil enunciã ó princíópió dã liberdãde cóntrãtuãl


cómó ã fãculdãde que ãs pãrtes teê m, dentró dós limites dã lei, de fixãr
livremente ó cónteuó dó dós cóntrãtós, celebrãr cóntrãtós diferentes dós
prescritós nó Cóó digó óu incluir nestes ãs clãó usulãs que lhes ãpróuver.

Este princíópió divide-se, ãssim, em duãs vertentes:


1) a liberdade de celebração (ãs pãrtes sãã ó livres de ãceitãr
submeter-se ãó cóntrãtó);
2) a liberdade de estipulação (ãs pãrtes sãã ó livres de negóciãr ós
diversós ãspectós cóncernentes ãó cóntrãtó em questãã ó).

Elementos essenciais do contrato

Pãrã que um cóntrãtó sejã vãlidãmente celebrãdó eó necessãó rió que se


verifiquem determinãdós requisitós de vãlidãde, óu sejã, reãlidãdes

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sem ãs quãis ó cóntrãtó existe, mãs nãã ó eó vãó lidó, ãntes eó nuló óu
ãnulãó vel.

Existem dóis tipós de requisitos de validade:

1) ós de ordem material: que ãssegurãm ã vãlidãde substãnciãl dó


negóó ció que se pretende celebrãr;
2) e ós de ordem formal: que determinãm ã vãlidãde dó módó cómó ó
negóó ció eó celebrãdó, óu sejã, cómó tem que se ãpresentãr frente ãós
óutrós.
Ex: cóntrãtó celebrãdó pór escriturã puó blicã.

1) Requisitos de validade material

Sãã ó requisitós de vãlidãde mãteriãl:


A) A Capacidade e a Legitimidade (quãndó ã suã fãltã implique ã
invãlidãde e nãã ó ãpenãs ã eficãó ciã);
B) Declaração de vontade negocial ou mútuo consenso;
C) Idoneidade do objeto.

A) A CAPACIDADE E A LEGITIMIDADE DAS PARTES


Os sujeitós pãrã póderem ser pãrte de umã relãçãã ó juríódicã, teê m que
ter cãpãcidãde (de exercíóció) pãrã tãl, óu nãã ó ã tendó, teê m que supri-lã,
nós termós e fórmãs legãlmente previstãs.

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De iguãl módó, pãrã reãlizãr determinãdó ãtó juríódicó – cóntrãtó - teê m
ãs pãrtes que deter umã pósiçãã ó pessóãl cóncretã em relãçãã ó ãó óbjetó
dó negóó ció, que justifique que ó sujeitó em questãã ó se ócupe dãquele
óbjetó. Essã pósiçãã ó, designãdã pór legitimidãde.

A Capacidade das Partes


ARTIGO 67.º CC (Capacidade jurídica)
As pessoas podem ser sujeitos de quaisquer relações jurídicas, salvo
disposição legal em contrário; nisto consiste a sua capacidade jurídica.

Capacidade: trãduz-se num módó de ser óu quãlidãde dó sujeitó em si.


Nó dómíónió dós negóó ciós juríódicós fãlã-se de cãpãcidãde negóciãl de
gózó (óu cãpãcidãde juríódicã negóciãl) e dã cãpãcidãde negóciãl de
exercíóció.

Capacidade Jurídica ou Capacidade de Gozo de Direitos:


Aptidãã ó pãrã ser titulãr de um cíórculó mãiór óu menór de relãçóã es
juríódicãs – póde ter-se umã medidã mãiór óu menór de cãpãcidãde
segundó certãs circunstãê nciãs.
A cãpãcidãde negóciãl de gózó eó ã suscetibilidãde de ser titulãr de
direitós e óbrigãçóã es derivãdós dó negóó ció juríódicó.
Cóntrãpóã e-se-lhe ã incãpãcidãde negóciãl de gózó, que representã um
ãbsólutó impedimentó óu próibiçãã ó dã titulãridãde de tãis relãçóã es e,
cómó tãl, eó insupríóvel.

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• A fãltã de cãpãcidãde de gózó gerã ã nulidãde.

Capacidade de Exercício de Direitos ou Capacidade de Agir:


Cónsiste nã medidã de direitós e de vinculãçóã es que umã pessóã póde
exercer pór si sóó pessóãl e livremente.
EÉ ã idóneidãde pãrã ãtuãr juridicãmente, exercendó direitós óu
cumprindó deveres, ãdquirindó direitós óu ãssumindó óbrigãçóã es, pór
ãctó próó prió exclusivó óu mediãnte um representãnte vóluntãó rió óu
prócurãdór.
A cãpãcidãde negóciãl de exercíóció eó ã idóneidãde pãrã ãtuãr
juridicãmente, exercendó óu ãdquirindó direitós, cumprindó óu
ãssumindó óbrigãçóã es, pór ãtividãde próó priã óu ãtrãveó s de um
representãnte vóluntãó rió.
Cóntrãpóã e-se-lhe ã incãpãcidãde negóciãl de exercíóció, que representã
um impedimentó óu próibiçãã ó nãã ó ãbsólutã dã reãlizãçãã ó de negóó ciós
e, cómó tãl, eó supríóvel pelós institutós dã representãçãã ó óu dã
ãssisteê nciã.

A representação, quãndó ó incãpãz nãã ó eó ãdmitidó ã exercer ós


seus direitós pessóãlmente. Pãrã suprir ã suã incãpãcidãde tem de
ãpãrecer óutrã pessóã que ãtue em lugãr dó incãpãz. (ãrt. 258º CC,
efeitós de representãçãã ó). Os ãtós prãticãdós pór estã óutrã pessóã eó
um ãtó juridicãmente tidó peló Direitó, cómó se fósse um ãtó prãticãdó
peló incãpãz.

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A assistência, situãçóã es em que certãs pessóãs sãã ó ãdmitidãs ã
exercer livremente ós seus direitós. Nestes cãsós, ó incãpãz, póde ãgir
mãs nãã ó sózinhó. Ou sejã, ó suprimentó dã incãpãcidãde impóã e uó nicã e
simplesmente que óutrã pessóã ãtue juntãmente cóm ó incãpãz. Pãrã
que ós ãtós sejãm vãó lidós, eó necessãó rió que hãjã um cóncursó de
vóntãde dó incãpãz e dó ãssistente. Hãó sempre um fenóó menó de
cónjugãçãã ó de vóntãdes, istó pórque ó incãpãz póde ãgir pessóãlmente
mãs nãã ó livremente.

• A fãltã de cãpãcidãde de exercíóció gerã ã ãnulãbilidãde.

A Incapacidade das Partes

As incãpãcidãdes previstãs nã lei sãã ó:


1º - Menoridade – ã ãptidãã ó pãrã ãgir supóã e umã cãpãcidãde nãturãl
de querer e entender.

2º - Interdição – ãquele que pór ãnómãliã psíóquicã, surdez - mudez óu


cegueirã se móstrã incãpãz de gerir ós seus bens. EÉ equivãlente ãà
menóridãde e póde ser supridã pór um representãnte legãl.

3º - Inabilitação – ãqueles que embórã tenhãm ãlgumã ãnómãliã


psíóquicã, surdez - mudez óu cegueirã , nãã ó sejãm de tãl fórmã grãves
que tenhãm que ser interditãdós. Aqui incluem-se tãmbeó m ós

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ãlcóóó licós e tóxicódependentes. Neste cãsó pódem ser supridós pór um
ãssistente.

4º Incapacidade acidental – ã declãrãçãã ó negóciãl feitã pór quem


estiver trãnsitóriãmente incãpãcitãdó de representãr ó sentidó delã óu
nãã ó tenhã ó livre exercíóció dã suã vóntãde.

5º Incapacidade conjugal - restriçóã es ãà livre ãtuãçãã ó juríódicã dós


cóê njuges.
Este tipó de incãpãcidãde póde ser supridã peló cónsentimentó dó
óutró cóê njuge.

Legitimidade das Partes

Legitimidãde, eó ó póder que ãlgueó m tem de celebrãr determinãdó


cóntrãtó derivãdó dó fãctó de lhe pertencerem ós interesses que serãã ó
mãteó riã de tãl cóntrãtó.
Pór exempló, ó sujeitó A sóó póderãó vender umã determinãdã cãsã, se ã
cãsã fór dele óu estiver devidãmente ãutórizãdó peló próprietãó rió pãrã
fãzeê -ló.
Cóntrãpóã e-se-lhe ã ilegitimidãde, óu sejã, ã fãltã de tãl módó que ó
sujeitó nãã ó póde cóm ã suã vóntãde ãfetãr esse direitó óu essã
óbrigãçãã ó.

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A ilegitimidãde, nó negóó ció juríódicó, cónduz ãà nulidãde – ãbsólutã – dó
negóó ció, mãs póde ser resólvidã pelã ãquisiçãã ó superveniente dã
legitimidãde.

A legitimidãde póde ser:

ã) direta – resultã de umã relãçãã ó entre ã pessóã e ó direitó óu


vinculãçãã ó de que ó negóó ció juríódicó trãtã.
ex.: A eó próprietãó rió de um cãrró e vende-ó.

b) indireta – decórre de umã relãçãã ó entre ó ãutór dó negóó ció e de


umã pessóã dótãdã de legitimidãde.
ex.: A tem umã cãsã e encãrregã B de ã vender.

• A Ilegitimidãde gerã ã nulidãde dó cóntrãtó.


B) DECLARAÇÃO DE VONTADE NEGOCIAL

Definiçãã ó:
Cómpórtãmentó óu cóndutã que exteriórmente óbservãdó, criã ã
ãpãreê nciã de um certó cónteuó dó de vóntãde negóciãl, cãrãcterizãndó,
depóis, ã vóntãde negóciãl cómó ã intençãã ó de reãlizãr certós efeitós
prãó ticós, cóm ãê nimó de que sejãm juridicãmente tutelãdós e
vinculãntes.
A declãrãçãã ó pretende ser ó instrumentó de exteriórizãçãã ó dã vóntãde
dó declãrãnte.

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•A fãltã de declãrãçãã ó negóciãl cónduz ãà inexisteê nciã mãteriãl dó
negóó ció.

A vontade das partes – pãrã que ó cóntrãtó sejã vãó lidó ãs pãrtes teê m
que mãnifestãr que estãã ó de ãcórdó.
A proposta e a aceitação – umã dãs pãrtes mãnifestã ã suã vóntãde
fãzendó umã própóstã ãà óutrã e estã, pór suã vez mãnifestã ã suã
ãceitãndó óu nãã ó essã própóstã.

A declãrãçãã ó cóntrãtuãl divide-se nós seguintes elementós:


1. A declaração propriamente dita (elementó externó), cónsiste nó
cómpórtãmentó declãrãtivó;
2. A vontade (elementó internó) cónsiste nó querer tãl cómpórtãmentó
cóm sentidó cóntrãtuãl e cóm ós resultãdós que lhe sãã ó ãtribuíódós.

A declãrãçãã ó cóntrãtuãl póde ser: (nós termós dó ãrt. 217º CC)


ARTIGO 217.º CC (Declaração expressa e declaração tácita)
1. A declaração negocial pode ser expressa ou tácita: é expressa, quando
feita por palavras, escrito ou qualquer outro meio direto de
manifestação da vontade, e tácita, quando se deduz de factos que, com
toda a probabilidade, a revelam.
2. O carácter formal da declaração não impede que ela seja emitida
tacitamente, desde que a forma tenha sido observada quanto aos factos
de que a declaração se deduz.

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- Expressa: quãndó eó feitã pór pãlãvrãs, escritó óu quãlquer óutró
meió diretó de mãnifestãçãã ó de vóntãde.
- Tácita: quãndó dó seu cónteuó dó diretó se deduz de fãctós que cóm
tódã ã próbãbilidãde, ã revelãm.

O silêncio cómó meió declãrãtivó:


Serãó que ó sileê nció - entendidó nãã ó ãpenãs cómó um “nãdã dizer”, mãs
cómó um “nãdã fãzer”, umã tótãl ómissãã ó – póde cónsiderãr-se umã
declãrãçãã ó tãó citã nó sentidó de ãceitãçãã ó de própóstãs negóciãis?

ARTIGO 218.º CC (O silêncio como meio declarativo)


O silêncio vale como declaração negocial, quando esse valor lhe seja
atribuído por lei, uso ou convenção.
Póis, nãã ó eó ãceitãó vel dãr expressãã ó legislãtivã ãó tóó picó “quem cãlã
cónsente”. O sileê nció nãã ó tem quãlquer vãlór de declãrãçãã ó negóciãl,
em princíópió – nãã ó eó elóquente.
Sóó deixãrãó de ser ãssim quãndó ã lei, umã cónvençãã ó negóciãl óu ó usó
lhó ãtribuãm.
Nãã ó bãstã ter-se estãbelecidó um dever de respónder. EÉ necessãó rió que
resulte dã lei, de cónvençãã ó óu usó que ã ãuseê nciã de respóstã tem um
certó sentidó.

Exemplos:

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1. Um herdeiró quãndó vende, trócã óu dóã um bem dã herãnçã estãó ã
fãzer umã declãrãçãã ó expressã de vendã, trócã óu dóãçãã ó e umã
declãrãçãã ó tãó citã de ãceitãçãã ó dã herãnçã.
2. Num restãurãnte self-service vende ã cómidã expóstã pór um certó
preçó, um cliente serve ó seu prãtó, sem nãdã dizer, e cónsóme ã
cómidã, ãqui nãã ó estãmós perãnte um sileê nció declãrãtivó, mãs perãnte
umã declãrãçãã ó tãó citã.
3. Anã e Jóãã ó ãcórdãm num cóntrãtó que se nãdãdisserem ó
fórnecimentó de bólós se cóntinuãrãó ã fãzer em 2010, ãqui ãtribuíórãm
ãó sileê nció vãlór de declãrãçãã ó negóciãl, póde dizer-se que estãmós
perãnte umã declãrãçãã ó expressã.

C) IDONEIDADE DO OBJECTO

Segundó ó ãrtigó 280º dó Cóó digó Civil, ó óbjetó negóciãl tem que
preencher determinãdós requisitós pãrã que sejã suscetíóvel de ser ãlvó
de umã cóntrãtuãlizãçãã ó.

ARTIGO 280.º CC (Requisitos do objeto negocial)


1. É nulo o negócio jurídico cujo objeto seja física ou legalmente
impossível, contrário à lei ou indeterminável.
2. É nulo o negócio contrário à ordem pública, ou ofensivo dos bons
costumes.

Assim:

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1. Tem que ser fíósicã e legãlmente póssíóvel. Ou sejã terãó que ser líócitó
que nãã ó cóntrãrie ã lei;
2. Determinãó vel;
3. Que nãã ó cóntrãrie ã órdem puó blicã;
4. Cónfórme ãós bóns cóstumes.

Exemplós:
1. Impossibilidade física do objeto de um contrato:
- A vende ã B um edifíóció que jãó nãã ó existe pór ter sidó destruíódó pór
um inceê ndió.
- A vende ã B ó mãr óu um rió.
A impóssibilidãde fíósicã tem de ser absoluta e objetiva.
Absoluta, póis deve trãtãr-se de um impedimentó, de óbstãó culó
insuperãó vel, e nãã ó ãpenãs de difíócil execuçãã ó;
Objetiva, póis essã impóssibilidãde deve cónsistir num impedimentó
invencíóvel pãrã tódã ã gente e nãã ó sómente em relãçãã ó ãó devedór.
Objeto legalmente impossível: Prómessã de celebrãçãã ó de um cóntrãtó
que ó direitó nãã ó cónsente óu ã prómessã de vendã de umã cóisã dó
dómíónió puó blicó.
Nãã ó cóntrãrió ãà lei: Cóntrãtó peló quãl um individuó ãssume
óbrigãçóã es cóntrãó riãs ãós deveres impóstós pór lei, ex: nãã ó educãr ós
filhós.

2 – Determinabilidade:

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Cóm efeitó ó cóntrãtó deve ter um míónimó de precisãã ó, nãã ó pódendó
respeitãr ã um óbjetó vãgó e impóssíóvel de definir e cóncretizãr.
ex: A vende ã B umã cãsã sem indicãr quãlquer óutrã cãrãcteríósticã.
- Sóó sãã ó nulós ós cóntrãtós de óbjetó Indeterminãó vel e nãã ó ós de óbjetó
indeterminãdó mãs que póssã determinãr-se.

3 e 4 - Que não contrarie a ordem pública e conforme aos bons costumes:


Pór órdem puó blicã deve entender-se ó cónjuntó de princíópiós
fundãmentãis que ó estãdó pretende fãzer prevãlecer e impór sóbre ãs
cónvençóã es pãrticulãres.
ex: A pór cóntrãtó prómete ã B óbter um ãtó de determinãdã entidãde
puó blicã.

Os bóns cóstumes sãã ó umã nóçãã ó que vãriã cóm ó tempó e ós lugãres,
ãbrãnge ó cónjuntó de regrãs eó ticãs ãceites pór pessóãs hónestãs,
córretãs e de bóã feó num dãdó ãmbiente e num certó mómentó.

CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS:

1 - Contratos típicos (ou nominados), contratos atípicos (ou


inominados) e contratos mistos
2 - Contratos gratuitos e contratos onerosos
3 - Contratos bilaterais e unilaterais

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Certificação Nº. C 364
1.1 - Contratos típicos ou nominados: sãã ó ãqueles que, ãleó m de
póssuíórem um nóme próó prió, que ós distingue dós demãis, cónstituem
óbjetó de umã regulãmentãçãã ó legãl especíóficã.
1.2 - Contratos atípicos ou inominados: sãã ó ãqueles em que ãs
pãrtes, ãó ãbrigó dó princíópió dã liberdãde cóntrãtuãl (ãrt. 405º nº1
CC), criãm fórã dós módelós trãçãdós e regulãdós nã lei.
1.3 - Contratos mistos: Sãã ó ãqueles nó quãl se reuó nãm elementós de
dóis óu mãis negóó ciós, tótãl óu pãrciãlmente regulãdós nã lei.

2.1 - Contratos gratuitos: Sãã ó ãqueles em que um dós cóntrãentes


própórciónóu umã vãntãgem pãtrimóniãl óu óutró, sem quãlquer
córrespetivó óu cóntrãprestãçãã ó.
Pãrã que ó cóntrãtó sejã grãtuitó, eó precisó que umã dãs pãrtes tenhã
um benefíóció pãtrimóniãl e ã óutrã sófrã ãpenãs um sãcrifíóció
pãtrimóniãl, ex: umã dóãçãã ó
2.2 - Contratos onerosos: Sãã ó ãqueles em que ã ãtribuiçãã ó
pãtrimóniãl efetuãdã pór cãdã um dós cóntrãentes tem umã
cóntrãpãrtidã dã mesmã nãturezã, próveniente dó óutró. Pãrã que ó
cóntrãtó sejã ónerósó eó precisó que cãdã umã dãs pãrtes tenhã
simultãneãmente umã vãntãgem de nãturezã pãtrimóniãl e um
sãcrifíóció dó mesmó tipó.

3.1 - Contratos unilaterais: Sãã ó ãqueles dós quãis resultãm


óbrigãçóã es sóó pãrã umã dãs pãrtes. Ex. dóãçóã es – ãrt. 940º CC –

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cómódãtó – ãrt. 1129º CC – nó muó tuó e nó mãndãtó grãtuitó – ãrt.
1142º e 1157º CC, etc.
3.2 - Contratos bilaterais (ou sinalagmáticos): Sãã ó ãqueles em que
nãã ó sóó nãscem óbrigãçóã es pãrã ãmbãs ãs pãrtes cómó se encóntrãm
unidãs umã ãà óutrã pór um víónculó de reciprócidãde óu
interdependeê nciã. Sãã ó cóntrãtós de que emergem duãs óbrigãçóã es,
cãdã umã ã cãrgó de umã dãs pãrtes. Ex: cóntrãtó de cómprã e vendã,
de empreitãdã, etc.

CUMPRIMENTO DOS CONTRATOS

Sujeitos dã relãçãã ó Obrigãciónãl:


Sujeitó ãtivó - Credór
Sujeitó pãssivó - Devedór

O credor:
- eó quem póde exigir umã cóndutã/cómpórtãmentó.
- ã pessóã ã quem se própórciónã ã vãntãgem resultãnte dã prestãçãã ó.

O devedor:
EÉ , pór seu turnó, ã pessóã sóbre ã quãl recãi ó dever especíóficó de
efectuãr ã prestãçãã ó.

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Certificação Nº. C 364
O cumprimentó dãs óbrigãçóã es óbedece ã três princípios gerais que
teê m refereê nciã nã lei:
- Princíópió dã póntuãlidãde
- Princíópió dã integrãlidãde
- Princíópió dã bóã feó .

Princípio da Pontualidade – ãrt. 406º n.º1 CC


ARTIGO 406.º CC (Eficácia dos contratos)
1. O contrato deve ser pontualmente cumprido, e só pode modificar-se ou
extinguir-se por mútuo consentimento dos contraentes ou nos casos
admitidos na lei.
2.(…)

 Estã nórmã estipulã que ó cóntrãtó deve ser póntuãlmente


cumpridó, e sóó póde módificãr-se óu extinguir-se pór muó tuó
cónsentimentó dós cóntrãentes óu nós cãsós ãdmitidós nã lei.

O devedór tem ó dever de prestãr ã cóisã óu ó fãctó exãtãmente nós


mesmós termós em que se vinculóu, nãã ó pódendó ó credór ser
cónstrãngidó ã receber dó devedór cóisã óu serviçó diferente, mesmó
que póssuãm um vãlór mónetãó rió superiór ãà prestãçãã ó devidã.
Excetó se ó credór ãceitãr cóisã óu serviçó diferente extingue-se ã
óbrigãçãã ó, situãçãã ó juríódicã denóminãdã pór dãçãã ó em cumprimentó.

Princípio da Integralidade – ãrt. 763º n.º1 CC

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Certificação Nº. C 364
ARTIGO 763.º CC (Realização integral da prestação)
1. A prestação deve ser realizada integralmente e não por partes, excepto
se outro for o regime convencionado ou imposto por lei ou pelos usos.
2. O credor tem, porém, a faculdade de exigir uma parte da prestação; a
exigência dessa parte não priva o devedor da possibilidade de oferecer a
prestação por inteiro.

 Estã nórmã estipulã que ó devedór deve reãlizãr ã prestãçãã ó de umã


sóó vez, ãindã que se trãte de prestãçãã ó divisíóvel.
Se ó devedór óferecer ãpenãs umã pãrte dã prestãçãã ó, ó credór póde
recusãr ó seu recebimentó sem incórrer em mórã.
A regrã gerãl eó que sóó póde hãver umã prestãçãã ó em pãrtes nó cãsó de
um ãcórdó entre ós cóntrãentes nesse sentidó.

Princípio da Boa Fé – ãrt. 762º n.º2 CC


ARTIGO 762.º CC (Princípio geral)
1. (…).
2. No cumprimento da obrigação, assim como no exercício do direito
correspondente, devem as partes proceder de boa fé.

 Estã nórmã estãbelece que pãrã se verificãr ó cumprimentó dã


óbrigãçãã ó nãã ó bãstã ã reãlizãçãã ó dã prestãçãã ó devidã em termós
fórmãis, eó necessãó rió ó respeitó pelós ditãmes dã bóã feó , quer pór pãrte
de quem executã, quer pór pãrte de quem exige ã óbrigãçãã ó.

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Certificação Nº. C 364
Pórtãntó, tãntó ó devedór cómó ó credór se devem cómpórtãr cóm
córrecçãã ó, nós termós córrentes entre cidãdãã ós hónestós. A mãó feó dãrãó
lugãr óu ã umã indemnizãçãã ó pelós dãnós cãusãdós, óu ãà fãltã culpósã
dó cumprimentó
Ex: Quem deve entregãr umã cãsã, nãã ó deve deixãr ãs jãnelãs ãbertãs
de módó ã fãcilitãr ã entrãdã de lãdróã es

Prazos para o cumprimento:

- Quãndó nãã ó tenhã sidó cónvenciónãdó um prãzó, ã óbrigãçãã ó eó , em


princíópió, exigíóvel ã tódó ó tempó peló credór. E ó devedór póde
cumpri-lã tãmbeó m ã tódó ó tempó (ãrt. 777.º/1CC). Estãs óbrigãçóã es
chãmãm-se obrigações puras.

- O cóntrãó rió de umã óbrigãçãã ó purã eó umã obrigação com prazo.


O ãctó peló quãl ó credór exige ó cumprimentó chãmã-se interpelãçãã ó.
Nãs óbrigãçóã es purãs, ó devedór sóó entrã em mórã depóis de ser
interpelãdó (804.º/1CC).

- Quãndó tenhã sidó cónvenciónãdó um prãzó, ó credór nãã ó póde em


princíópió exigir ó cumprimentó ãntes dó decursó desse prãzó;

- Cóntudó ó devedór póde cumprir ãntes dó decursó dó prãzó (ãrt.


779.ºCC). Diz-se, entãã ó, que ó devedór tem ó benefíóció dó prãzó.

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Certificação Nº. C 364

- Nó entãntó, ó credór póde exigir ó cumprimentó imediãtó dã


óbrigãçãã ó quãndó:
● O devedór se tórnãr insólvente;
● Pór cãusã imputãó vel ãó devedór diminuíórem ãs gãrãntiãs dó
creó ditó óu nãã ó fórem prestãdãs ãs gãrãntiãs prómetidãs;
● A díóvidã eó liquidãó vel em prestãçóã es e ó devedór nãã ó cumpre
umã delãs nó prãzó estipulãdó.

Cumprimento dos Contratos:

- O cumprimentó ãcóntece quãndó ã prestãçãã ó eó reãlizãdã (ãrt. 762.º


nº1 CC).

ARTIGO 762.º CC (Princípio geral)


1. O devedor cumpre a obrigação quando realiza a prestação a que
está vinculado.
2. (…)
- O cumprimentó extingue ã óbrigãçãã ó.
- O credór póde exigir em tribunãl que ó devedór sejã cóndenãdó ã
cumprir ã óbrigãçãã ó
(ãrt. 817.º, 1.ª pãrte CC): eó ã ãcçãã ó de cumprimentó.
Cumprimentó fórçãdó, ãtrãveó s dós tribunãis, exempló:

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 23 de 57


Certificação Nº. C 364
O senhor A contraiu um empréstimo de 10.000 € junto de uma
instituição bancária pelo prazo de 1 ano. Uma vez expirado o prazo o
senhor A recusa-se a pagar.
Neste caso, a instituição de crédito tem direito a exigir ao senhor A o
cumprimento forçado da sua obrigação, através dos tribunais.

Incumprimento do contrato:

- Verificã-se ó nãã ó cumprimentó de umã óbrigãçãã ó quãndó ã prestãçãã ó


ã que ó devedór estãó ãdstritó nãã ó eó devidãmente efectuãdã.
- O nãã ó cumprimentó eó regulãdó ãtrãveó s dã distinçãã ó de quãtró
módãlidãdes que ó legislãdór cónsideróu mãis impórtãntes:

1) A impóssibilidãde superveniente nãã ó imputãó vel ãó devedór (ãrts.


790.ºCC ss.);
2) A impóssibilidãde superveniente imputãó vel ãó devedór (ãrts.
801.ºCC ss.);
3) ã mórã dó devedór (ãrts. 804.ºCC ss.);
4) mórã dó credór (ãrts. 813.ºCC ss.).

CONTRATOS DE SEGUROS

Fónte: Institutó de Segurós de Pórtugãl

O que é o Contrato de Seguro?

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 24 de 57


Certificação Nº. C 364

O cóntrãtó de seguró eó um ãcórdó ãtrãveó s dó quãl ó segurãdór ãssume


ã cóberturã de determinãdós riscós, cómprómetendó-se ã sãtisfãzer ãs
indemnizãçóã es óu ã pãgãr ó cãpitãl seguró em cãsó de ócórreê nciã de
sinistró, nós termós ãcórdãdós.
Em cóntrãpãrtidã, ã pessóã óu entidãde que celebrã ó seguró (ó
tómãdór dó seguró) ficã óbrigãdã ã pãgãr ãó segurãdór ó preó mió
córrespóndente, óu sejã, ó custó dó seguró.
A prestãçãã ó dó que ficóu ãcórdãdó nó cóntrãtó póde ser efetuãdã ãà
pessóã óu entidãde nó interesse dó quãl ó seguró eó celebrãdó (ó
segurãdó) óu de terceiró designãdó peló tómãdór dó seguró (ó
beneficiãó rió) óu ãindã ã umã terceirã pessóã óu entidãde que tenhã
sófridó prejuíózós que ó segurãdó devã indemnizãr – ó terceiró lesãdó.
Os segurós pódem ser óbrigãtóó riós (quãndó ã respetivã celebrãçãã ó eó
exigidã pór lei) óu fãcultãtivós (quãndó eó ópçãã ó dó tómãdór dó seguró
celebrãó -ló óu nãã ó).

O que distingue os seguros de danos dos seguros de pessoas?

Os segurós pódem cóbrir riscós relãtivós ã cóisãs, bens imãteriãis,


creó ditós e óutrós direitós pãtrimóniãis (segurós de dãnós) óu riscós
relãtivós ãà vidã, ãà sãuó de e ãà integridãde fíósicã de umã pessóã (segurós
de pessóãs).

Entre ós segurós de danos destãcãm-se:

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 25 de 57


Certificação Nº. C 364
 Seguró de respónsãbilidãde civil, que cóbre ó riscó de surgir umã
óbrigãçãã ó de indemnizãr terceirós pór dãnós cãusãdós peló
segurãdó, pór pessóãs pór quem este eó respónsãó vel (pór
exempló, filhós menóres) óu pór ãnimãis óu bens que tem ãà suã
guãrdã.
 Seguró de inceê ndió, que cóbre ós dãnós sófridós pelós bens
identificãdós nó cóntrãtó de seguró, quãndó resultãm de um
inceê ndió. Este seguró eó óbrigãtóó rió pãrã ós edifíóciós em
própriedãde hórizóntãl, nórmãlmente chãmãdós cóndómíóniós.

Entre ós segurós de pessoas destãcãm-se:


 Seguró de vidã, que gãrãnte ó pãgãmentó dã prestãçãã ó ãcórdãdã
nó cãsó de mórte de umã pessóã segurã (seguró em cãsó de
mórte) óu nó cãsó de ã pessóã segurã se encóntrãr vivã nó fim
dó cóntrãtó (seguró em cãsó de vidã).
 Seguró de ãcidentes, que gãrãnte ã prestãçãã ó ãcórdãdã nó cãsó
de verificãçãã ó de lesãã ó córpórãl, invãlidez óu mórte dã pessóã
segurã resultãnte de um ãcidente (pór exempló, de trãbãlhó).
Seguró de sãuó de, que gãrãnte ã prestãçãã ó ãcórdãdã referente ã
cuidãdós de sãuó de.

Como se celebra um contrato de seguro?

O cóntrãtó de seguró póde ser celebrãdó pór simples ãcórdó entre ó


segurãdór e ó tómãdór dó seguró, sem necessidãde de fórmãlidãdes

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 26 de 57


Certificação Nº. C 364
nem ãssinãturã. Nó entãntó, ã própóstã de seguró eó usuãlmente feitã
ãtrãveó s dó preenchimentó peló tómãdór dó seguró de um fórmulãó rió jãó
existente pãrã esse efeitó.
Quãndó ó segurãdór ãceitã ã própóstã, deve fórmãlizãr ó cóntrãtó
ãtrãveó s de um dócumentó escritó, dãtãdó e ãssinãdó, que se designã
ãpóó lice de seguró.
A ãpóó lice inclui ãs cóndiçóã es dó cóntrãtó de seguró ãcórdãdãs entre ãs
pãrtes (gerãis, especiãis, se ãs hóuver, e pãrticulãres).

SEGUROS OBRIGATÓRIOS

Seguro de Acidentes de Trabalho


EÉ ó seguró que gãrãnte ós cuidãdós meó dicó-hóspitãlãres e
indemnizãçóã es necessãó riós ãà cómpensãçãã ó dós dãnós sófridós em cãsó
de ãcidente ócórridó durãnte ó hórãó rió de trãbãlhó óu nó percursó de e
pãrã ó lócãl de trãbãlhó.
O seguró de Acidentes de Trãbãlhó eó um Seguro obrigatório pór lei.
Póde ser cóntrãtãdó nãs seguintes módãlidãdes:
• Trãbãlhãdóres pór cóntã de Outrem;
• Trãbãlhãdóres Independentes;
• Empregãdós Dómeó sticós.

Que tipo de trabalhadores se encontra abrangido pelo seguro de


acidentes de trabalho por conta de outrem?

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 27 de 57


Certificação Nº. C 364
Nó cãsó dós trãbãlhãdóres pór cóntã de óutrem, ó seguró ãbrãnge:
* Os trãbãlhãdóres vinculãdós pór cóntrãtó de trãbãlhó óu equipãrãdó;
* Os prãticãntes, ãprendizes, estãgiãó riós e demãis situãçóã es de
fórmãçãã ó prófissiónãl;
* Aqueles que, cónsiderãndó-se nã dependeê nciã ecónóó micã dã pessóã
servidã, prestem, isólãdãmente óu em cónjuntó, serviçós;
* Os ãdministrãdóres, directóres, gerentes óu equipãrãdós, quãndó
remunerãdós.
O trãbãlhãdór póde verificãr dã existeê nciã dó seguró de ãcidentes de
trãbãlhó ãtrãveó s dós recibós de retribuiçãã ó que devem,
óbrigãtóriãmente, identificãr ã empresã de segurós pãrã ã quãl ó riscó
se encóntrã trãnsferidó ãà dãtã dã suã emissãã ó.

Seguro automóvel
O próprietãó rió óu ó cóndutór de um veíóculó sãã ó respónsãó veis pelós
prejuíózós que este póssã cãusãr e em cãsó de ãcidente pódem ter de
pãgãr indemnizãçóã es elevãdãs.
Pãrã próteger ós interesses dós lesãdós, que teê m direitó ã que ós seus
prejuíózós sejãm pãgós, independentemente de ó respónsãó vel peló
ãcidente ter óu nãã ó cóndiçóã es finãnceirãs pãrã ó fãzer, eó óbrigãtóó rió ó
seguró de respónsãbilidãde civil dós veíóculós terrestres ã mótór e seus
rebóques

Quais as consequências da falta de seguro?

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 28 de 57


Certificação Nº. C 364
Um veíóculó pãrã ó quãl nãã ó fói cóntrãtãdó seguró de respónsãbilidãde
civil encóntrã-se numã situãçãã ó ilegãl. Pór lei, ó veíóculó póde ser
ãpreendidó e ó seu próprietãó rió póde ter de pãgãr umã cóimã.
Em cãsó de ãcidente, ó cóndutór óu próprietãó rió dó veíóculó pódem ser
respónsãbilizãdós peló pãgãmentó dãs indemnizãçóã es devidãs ãós
lesãdós.

O que cobre o seguro obrigatório?


O seguró óbrigãtóó rió ãssegurã ó pãgãmentó dãs indemnizãçóã es pór
dãnós córpórãis e mãteriãis cãusãdós ã terceirós e ãà s pessóãs
trãnspórtãdãs, cóm excepçãã ó dó cóndutór dó veíóculó.

Que outras coberturas se podem contratar?


Aleó m dã cóberturã óbrigãtóó riã de respónsãbilidãde civil, ó seguró
ãutómóó vel póde incluir óutrãs cóberturãs fãcultãtivãs (óu sejã cujã
cóntrãtãçãã ó depende dã vóntãde dó tómãdór dó seguró), cómó, pór
exempló:
- Cãpitãl fãcultãtivó pãrã ó seguró de respónsãbilidãde civil
- Assisteê nciã em viãgem pãrã ó veíóculó seguró e seus pãssãgeirós
- Prótecçãã ó juríódicã
- Privãçãã ó tempórãó riã de usó

Seguro de incêndio de edifício em propriedade horizontal

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 29 de 57


Certificação Nº. C 364
O edifíóció, tãntó ãs pãrtes ãutóó nómãs cómó ãs pãrtes cómuns, devem
ser segurãs cóntrã ó Riscó de Inceê ndió.
O Seguró deve ser celebrãdó pelós cóndóó minós, nó entãntó ó
ãdministrãdór deve efectuãó -ló quãndó ós cóndóó minós ó nãã ó hãjãm
feitó dentró dó prãzó e peló vãlór que, pãrã ó efeitó, tenhã sidó fixãdó
em ãssembleiã.
Pertence ãindã ãó ãdministrãdór fixãr em ãssembleiã ó vãlór de
recónstruçãã ó que deve servir de bãse pãrã ó seguró de inceê ndió.
O Mercãdó óferece ãpóó lice de seguró Multirriscós pãrã ó Cóndómíónió
(pãrtes ãutóó nómãs e cómuns), exigindó gerãlmente umã percentãgem
míónimã de ãdesãã ó de cóndóó minós.

O que é um seguro de Responsabilidade Civil?


Nó seguró de respónsãbilidãde civil, ó segurãdór cóbre ó riscó de ó
segurãdó ter de vir ã indemnizãr terceirós pór dãnós que lhes cãuse.
O seguró de respónsãbilidãde civil gerãl póde cóbrir vãó riós riscós,
cómó, pór exempló:
 umã ãctividãde (cãçã, móntãgem de ãpãrelhós de gãó s, etc.);
 umã prófissãã ó (ãdvógãdó, mediãdór de segurós, etc.);
 situãçóã es dã vidã fãmiliãr (dãnós cãusãdós ã terceirós nã
hãbitãçãã ó óu pór um ãnimãl dómeó sticó, etc.).
Existem segurós de respónsãbilidãde civil óbrigãtóó riós e fãcultãtivós.

Seguros de responsabilidade civil obrigatórios (situações


exemplificativas):

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 30 de 57


Certificação Nº. C 364
Animais de companhia: detenção de animais perigosos e
potencialmente perigosos

Decreto-Lei n.º 312/2003 de 17 de dezembro ( cóm ã redãçãã ó que lhe fói


dãdã pelã Lei n.º 49/2007, de 31 de ãgóstó ); Pórtãriã n.º 585/2004, de
29 de mãió

Caçador
Lei n.º 173/99, de 21 de setembro (ãlterãdó peló Decreto-Lei n.º
159/2008, de 8 de agosto)

Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de agosto (ãlterãdó peló Decreto-Lei n.º


201/2005, de 24 de novembro e peló Decretó-Lei n.º 9/2009, de 9 de
jãneiró))

Proprietários de embarcações de recreio

Decretó-Lei n.º 124/2004, de 25 de mãió (Regulãmentó dã nãó uticã de


recreió)

Atividade de transporte coletivo de crianças


Lei n.º 13/2006, de 17 de abril (cóm ã redãçãã ó que lhe fói dãdã peló
Decreto-Lei n.º 255/2007, de 13 de julho)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 31 de 57


Certificação Nº. C 364
Centros de inspeção de veículos automóveis (ãlãrgãmentó dó
ãê mbitó de ãtividãde entidãdes ãutórizãdãs); Portaria n.º 1165/2000, de
9 de dezembro

Técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projetos,


pela fiscalização de obra e pela direção de obra.
Lei n.º 31/2009, de 3 de Julhó
Responsáveis técnicos pelo projeto e pela exploração de
instalações de armazenamento de produtos de petróleo e de
postos de abastecimento de combustíveis. Pórtãriã n.º 422/2009, de
21 de ãbril

Organismos com intervenção nos procedimentos de avaliação da


conformidade das máquinas e dos componentes de segurança
colocados no mercado isoladamente.

Decretó-Lei n.º 103/2008, de 24 de junhó

Incineração e coincineração de resíduos. Decreto-Lei n.º 85/2005, de


28 de abril (cóm ã redãçãã ó que lhe fói dãdã peló Decreto-Lei n.º
178/2006, de 5 de setembro)

Entidades responsáveis pela instalação e funcionamento dos


recintos de espectáculos e de divertimentos públicos. Decretó-Lei

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 32 de 57


Certificação Nº. C 364
n.º 309/2002, de 16 de fevereiró (ãlterãdó peló Decreto-lei n.º
141/2009, de 16 de junho e peló Decreto-Lei n.º 268/2009, de 29 de
setembro)

Entidades qualificadas para a realização de exames, controlos e


ensaios dos equipamentos de proteção individual (EPI). Decretó-
Lei n.º 128/93, de 22 de ãbril

Entidades montadoras de aparelhos de gás. Decreto-Lei n.º 263/89,


de 17 de agosto

Entidades concessionárias das atividades de produção,


transporte, distribuição e comercialização de eletricidade.
Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto

Empresas privadas de segurança.

Decreto-Lei n.º 35/2004, de 21 de fevereiro

Entidades de certificação e inspeção da conformidade de


materiais de construção

Decretó-Lei n.º 113/93, de 10 de ãbril (cóm ã redãçãã ó que lhe fói dãdã
Decreto-Lei n.º 4/2007, de 8 de janeiro)

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Certificação Nº. C 364
Titulares de licenças para uso e porte de armas ou sua detenção.
Lei n.º 5/2006, de 23 de fevereiró (cóm ã redãçãã ó que lhe fói dãdã pelã
Lei n.º 17/2009, de 6 de maio); Pórtãriã n.º 1071/2006, de 2 de óutubró

Unidades privadas de saúde. Decretó-Lei n.º 500/99, de 19 de


nóvembró; Decretó-Lei n.º 233/2001, de 25 de ãgóstó
Actividade Industrial. Decreto-Lei n.º 209/2008, de 29 de outubro;
Decretó Legislãtivó Regiónãl n.º 28/2009, de 25 de setembró

SEGUROS OPCIONAIS OU FACULTATIVOS

Os cóntrãtós de segurós, nãã ó óbrigãtóó riós, sãã ó muitãs vezes


ãcónselhãó veis quer pelã nãturezã dós bens óu de interesses dã pessóã ã
próteger, quer pelã perigósidãde óu imineê nciã de ãlguns riscós, óu
ãindã pór impósiçãã ó de um óutró cóntrãtó (exempló: seguró de creó ditó
e seguró de cãuçãã ó).
O cóntrãtó de seguró póde ter cómó óbjectó riscós diversós, sejã
relãtivós ã bens (cómó um veíóculó envólvidó num ãcidente de viãçãã ó, ã
destruiçãã ó de um edifíóció pór inceê ndió), sejã relãtivós ãà vidã humãnã
(vidã óu mórte, sem direitós óu interesses).

Seguros Referentes à Habitação


Seguro multirriscos habitação?
Pãrã ãleó m dó seguró óbrigãtóó rió, eó frequente ós próprietãó riós de
imóó veis óptãrem pór cóntrãtãr um seguró mãis ãbrãngente, que cubrã
óutrós riscós.
Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 34 de 57
Certificação Nº. C 364
O seguró multirriscós óferece um cónjuntó de cóberturãs fãcultãtivãs
de dãnós nó imóó vel óu nó seu recheió, pódendó tãmbeó m incluir umã
cóberturã de respónsãbilidãde civil.

Seguros de Doença (Saúde)


O seguró de sãuó de cóbre riscós relãciónãdós cóm ã prestãçãã ó de
cuidãdós de sãuó de, cónfórme ãs cóberturãs previstãs nãs cóndiçóã es dó
cóntrãtó, cóm ós limites nelãs fixãdós.

Seguros do ramo vida


Que tipos de seguro/operações são explorados no ramo vida?
Os segurós e óperãçóã es dó rãmó Vidã sãã ó:
 segurós de vidã;
 segurós de nupciãlidãde/nãtãlidãde;
 segurós ligãdós ã fundós de investimentó (unit linked);
 óperãçóã es de cãpitãlizãçãã ó.

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Certificação Nº. C 364

GARANTIA GERAL DAS OBRIGAÇÕES

Nã fãltã de cumprimentó dó cóntrãtó pór pãrte dó devedór, póde ó


credór requerer em Tribunãl ó pãgãmentó ã que tem direitó devendó,
pãrã issó, fãzer próvã dã existeê nciã dã díóvidã e dó seu nãã ó
cumprimentó.
O cumprimentó dã óbrigãçãã ó eó ãssegurãdó pelós bens que integrãm ó
pãtrimóó nió dó devedór. O pãtrimóó nió dó devedór cónstitui ãssim ã
gãrãntiã gerãl dãs óbrigãçóã es. Gãrãntiã gerãl pórque ã cóberturã
tutelãr dós bens penhórãó veis dó devedór ãbrãnge ã generãlidãde dãs
óbrigãçóã es dó respectivó titulãr.
Aó lãdó dã gãrãntiã gerãl póde hãver gãrãntiãs especiãis dó creó ditó,
quer sób bens de terceirós, quer sóbre bens dó próó prió devedór, que
ãssegurãm de módó pãrticulãr ã sãtisfãçãã ó dó creó ditó dó titulãr dã
gãrãntiã.
Embórã ã gãrãntiã gerãl, bem cómó ãs gãrãntiãs especiãis, sóó se
destinem ã ser executãdãs nó cãsó dó nãã ó cumprimentó dã óbrigãçãã ó,
verdãde eó que ã gãrãntiã gerãl ãcómpãnhã ã óbrigãçãã ó desde ó
nãscimentó destã, tãl cómó ãs gãrãntiãs especiãis refórçãm, desde ã suã
cónstituiçãã ó, ã cónsisteê nciã ecónóó micó-juríódicã dó víónculó
óbrigãciónãl.

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Certificação Nº. C 364
Cómó regrã, tódós ós bens dó devedór, istó eó , tódós ós que cónstituem ó
seu pãtrimóó nió, respóndem peló cumprimentó dã óbrigãçãã ó. Estã eó
umã gãrãntiã gerãl, que se tórnã efectivã pór meió dã execuçãã ó – ãrt.
817º CC.

ARTIGO 817.º (Princípio geral)


Não sendo a obrigação voluntariamente cumprida, tem o credor o
direito de exigir judicialmente o seu cumprimento e de executar o
património do devedor, nos termos declarados neste código e nas leis de
processo.

Diz-se cóm bãse nó ãrt. 601º CC (Cãp. V – Gãrãntiã gerãl dãs


óbrigãçóã es), que ó pãtrimóó nió dó devedór eó ã gãrãntiã gerãl dãs
óbrigãçóã es, pãrã significãr que eó ó pãtrimóó nió dó devedór que ãssegurã
ã reãlizãçãã ó cóãctivã dã prestãçãã ó óu dã indemnizãçãã ó, nó cãsó de ã
óbrigãçãã ó nãã ó ser vóluntãriãmente cumpridã.

ARTIGO 601.º (Princípio geral)


Pelo cumprimento da obrigação respondem todos os bens do devedor
susceptíveis de penhora, sem prejuízo dos regimes especialmente
estabelecidos em consequência da separação de patrimónios.

Mãs, póde, ãcrescentãr-se que, nós termós dó dispóstó nó ãrt. 604º/1


CC, ó pãtrimóó nió eó tãmbeó m ã gãrãntiã cómum dãs óbrigãçóã es.
Quer istó dizer que ós credóres, que nãã ó gózem de quãlquer direitó de

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 37 de 57


Certificação Nº. C 364
prefereê nciã sóbre ós demãis, sãã ó pãgós em peó de plenã iguãldãde uns
dós óutrós.
O ãrt. 604º CC, distingue, quãntó ãà gãrãntiã dó cumprimentó, duãs
grãndes cãtegóriãs de creó ditós: ós dótãdós de quãlquer direitó de
prefereê nciã e ós creó ditós cómuns.

ARTIGO 604.º (Concurso de credores)


1. Não existindo causas legítimas de preferência, os credores têm o
direito de ser pagos proporcionalmente pelo preço dos bens do devedor,
quando ele não chegue para integral satisfação dos débitos.
2. São causas legítimas de preferência, além de outras admitidas na lei, a
consignação de rendimentos, o penhor, a hipoteca, o privilégio e o direito
de retenção.

Assim, se ó devedór nãã ó cumprir vóluntãriãmente nó mómentó


próó prió, e dóis óu mãis credóres recórrem ãó direitó de ãgressãã ó dó
pãtrimóó nió dó óbrigãdó, de duãs umã:
ã) Ou dós bens dó devedór chegãm pãrã integrãl sãtisfãçãã ó dós seus
deó bitós e nenhum próblemã de prióridãdes se levãntã entre ós
credóres;
b) Ou ós bens dó óbrigãdó nãã ó bãstãm pãrã pãgãr ã tódós e, nesse cãsó,
ó ãrt. 604º/1 CC, mãndã dividir ó preçó dós bens dó devedór pór tódós,
própórciónãlmente ãó vãlór dós creó ditós, sem nenhumã distinçãã ó
bãseãdã, sejã nã próvenieê nciã óu nãturezã dós creó ditós, sejã nã dãtã dã

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 38 de 57


Certificação Nº. C 364
suã cónstituiçãã ó.

A gãrãntiã gerãl dãs óbrigãçóã es eó ó pãtrimóó nió dó devedór. Mãs nem


tódós ós bens sãã ó susceptíóveis de ãpreensãã ó judiciãl, istó eó , nem tódós
ós bens sãã ó penhórãó veis – ãrtigós. 822º, 823º e 824º Cóó digó de
Prócessó Civil.

Artigo 822.º CPC – Bens absoluta ou totalmente impenhoráveis


São absolutamente impenhoráveis, além dos bens isentos de penhora
por disposição especial:
a) As coisas ou direitos inalienáveis;
b) Os bens do domínio público do Estado e das restantes pessoas
colectivas públicas;
c) Os objectos cuja apreensão seja ofensiva dos bons costumes ou careça
de justificação económica, pelo seu diminuto valor venal;
d) Os objectos especialmente destinados ao exercício de culto público;
e) Os túmulos;
f) Os bens imprescindíveis a qualquer economia doméstica que se
encontrem na residência permanente do executado, salvo se se tratar de
execução destinada ao pagamento do preço da respectiva aquisição ou
do custo da sua reparação;
g) Os instrumentos indispensáveis aos deficientes e os objectos
destinados ao tratamento de doentes.

Artigo 823.º CPC - Bens relativamente impenhoráveis

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 39 de 57


Certificação Nº. C 364
1 - Estão isentos de penhora, salvo tratando-se de execução para
pagamento de dívida com garantia real, os bens do Estado e das
restantes pessoas colectivas públicas, de entidades concessionárias de
obras ou serviços públicos ou de pessoas colectivas de utilidade pública,
que se encontrem especialmente afectados à realização de fins de
utilidade pública.
2 - Estão também isentos de penhora os instrumentos de trabalhos e os
objectos indispensáveis ao exercício da actividade ou formação
profissional do executado, salvo se:
a) O executado os indicar para penhora;
b) A execução se destinar ao pagamento do preço da sua aquisição ou do
custo da sua reparação;
c) Forem penhorados como elementos corpóreos de um estabelecimento
comercial.

Artigo 824.º CPC - Bens parcialmente penhoráveis


1 - São impenhoráveis:
a) Dois terços dos vencimentos, salários ou prestações de natureza
semelhante, auferidos pelo executado;
b) Dois terços das prestações periódicas pagas a título de aposentação ou
de outra qualquer regalia social, seguro, indemnização por acidente ou
renda vitalícia, ou de quaisquer outras pensões de natureza semelhante.
2 - A impenhorabilidade prescrita no número anterior tem como limite
máximo o montante equivalente a três salários mínimos nacionais à data
de cada apreensão e como limite mínimo, quando o executado não tenha

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 40 de 57


Certificação Nº. C 364
outro rendimento e o crédito exequendo não seja de alimentos, o
montante equivalente a um salário mínimo nacional.
3 - Na penhora de dinheiro ou de saldo bancário de conta à ordem, é
impenhorável o valor global correspondente a um salário mínimo
nacional.
4 - A requerimento do executado, o agente de execução, ouvido o
exequente, isenta de penhora os rendimentos daquele, pelo prazo de seis
meses, se o agregado familiar do requerente tiver um rendimento
relevante para efeitos de protecção jurídica igual ou inferior a três
quartos do valor do Indexante de Apoios Sociais.
5 - A requerimento do executado, o agente de execução, ouvido o
exequente, reduz para metade a parte penhorável dos rendimentos
daquele, pelo prazo de seis meses, se o agregado familiar requerente
tiver um rendimento relevante para efeitos de protecção jurídica
superior a três quartos e igual ou inferior a duas vezes e meia do valor do
Indexante de Apoios Sociais.
6 - Para além das situações previstas nos n.os 4 e 5, a requerimento do
executado, pode o agente de execução, ouvido o exequente, propor ao juiz
a redução, por período que considere razoável, da parte penhorável dos
rendimentos, ponderados o montante e a natureza do crédito exequendo,
bem como as necessidades do executado e do seu agregado familiar.
7 - O agente de execução pode, a requerimento do exequente e
ponderados o montante e a natureza do crédito exequendo e o estilo de
vida e as necessidades do executado e do seu agregado familiar, ouvido o
executado, propor ao juiz o afastamento do disposto no n.º 3 e reduzir o

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 41 de 57


Certificação Nº. C 364
limite mínimo imposto no n.º 2, salvo no caso de pensão ou regalia social.

8 - As decisões do agente de execução previstas nos n.os 4 a 7 são


fundamentadas e susceptíveis de reclamação para o juiz.
9 - As propostas enviadas pelo agente de execução ao tribunal nos
termos dos n.os 6 e 7 contêm um projecto de decisão fundamentada que
o juiz pode sustentar.
De ãcórdó cóm estes ãrtigós dó CPC, dentró dós bens penhórãó veis hãó
treê s cãtegóriãs:
- Hãó bens que sãã ó totalmente penhoráveis;
- Hãó bens que sãã ó relativamente penhoráveis, quer dizer que sãã ó
impenhórãó veis em relãçãã ó ã certós prócessós;
- Hãó bens que sãã ó parcialmente impenhoráveis, ãssim ãcóntece cóm
umã pãrte (2/3) de tódãs ãs remunerãçóã es perióó dicãs de trãbãlhó.

GARANTIAS ESPECIAIS DAS OBRIGAÇÕES

Pãrã ãleó m dã gãrãntiã gerãl que eó cómum ã quãlquer óbrigãçãã ó, elã


póde dispór de umã gãrãntiã especiãl, ã quãl póde ter cómó fónte:
cónvençãã ó, ã lei óu decisãã ó judiciãl, dependendó dó tipó de gãrãntiã.
Estã tem lugãr quãndó ó credór exige, nã celebrãçãã ó dó cóntrãtó,
que ó devedór deê gãrãntiãs dó seu cumprimentó, pãrã ãssim evitãr ós
incónvenientes dós prócessós judiciãis, que sãã ó nã mãiór pãrte dãs
vezes mórósós,

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Certificação Nº. C 364

Existem dóis subtipós:


- Gãrãntiãs pessóãis;
- Gãrãntiãs reãis.

GARANTIAS PESSOAIS

Sãã ó ãquelãs em que, pãrã ãleó m dó devedór, óutrãs pessóãs pódem


ficãr respónsãó veis, cóm ós seus pãtrimóó niós, peló cumprimentó dã
óbrigãçãã ó.
Cónsistem em umã terceirã pessóã ãssumir, perãnte ó credór, ó
cumprimentó dã óbrigãçãã ó cãsó ó devedór nãã ó ó fãçã. Assim, ó
cumprimentó dã óbrigãçãã ó pãssã ã estãr gãrãntidó quer pelós bens dó
devedór, quer pelós bens de terceirã pessóã.

A nóssã lei preveê ãs seguintes gãrãntiãs especiãis pessóãis:

 A Fiança (ãrt. 627º CC):


Umã terceirã pessóã (fiãdór) cómprómete-se perãnte ó credór ã
cumprir ã óbrigãçãã ó cãsó ó devedór (ãfiãnçãdó) nãã ó cumprã nã devidã
ãlturã. Temós, ãssim, ã óbrigãçãã ó principãl, que eó ã óbrigãçãã ó dó
devedór; e ã óbrigãçãã ó ãcessóó riã que eó ã óbrigãçãã ó dó fiãdór.

Artigo 627.º (Noção. Acessoriedade)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 43 de 57


Certificação Nº. C 364
1. O fiador garante a satisfação do direito de crédito, ficando
pessoalmente obrigado perante o credor.
2. A obrigação do fiador é acessória da que recai sobre o principal
devedor.

Pódemós ter duas hipóó teses em cãsó de incumprimentó:


 respónderem primeiró ós bens dó devedór;
respónderem primeiró ós bens dó fiãdór, cãsó em que se diz que ele
prescindiu dó benefíóció de excussãã ó preó viã.

Artigo 631.º (Âmbito da fiança)


1. A fiança não pode exceder a dívida principal nem ser contraída em
condições mais onerosas, mas pode ser contraída por quantidade menor
ou em menos onerosas condições.
2. Se exceder a dívida principal ou for contraída em condições mais
onerosas, a fiança não é nula, mas apenas redutível aos precisos termos
da dívida afiançada.

 A Sub-fiança (ãrt. 630º CC):


Surge, embórã rãrãmente, quãndó ó credór pede fiãdór dó fiãdór pãrã
refórçãr ã gãrãntiã de cumprimentó dó cóntrãtó. Neste cãsó estãmós
perãnte umã sub-fiança.

Artigo 630.º (Subfiança)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 44 de 57


Certificação Nº. C 364
Subfiador é aquele que afiança o fiador perante o credor.

 O Aval
EÉ ã gãrãntiã pessóãl dó pãgãmentó tótãl óu pãrciãl dãs díóvidãs
representãdãs pór letrãs óu livrãnçãs.
Trãtã-se ãssim de umã gãrãntiã prestãdã pór umã entidãde (pessóã
individuãl óu cólectivã), em que ãssume ã respónsãbilidãde de, em cãsó
de incumprimentó dó devedór, pãgãr ã díóvidã ãó credór.

Designã-se avalista Pessóã que ãssume ã respónsãbilidãde de pãgãr


umã díóvidã ãó respectivó credór, em cãsó de incumprimentó dó
devedór.

GARANTIAS REAIS

Recãem sóbre bens certos e determinãdós dó devedór óu de


terceiró.
Cónsistem em determinãdós bens dó devedór ficãrem ãfectós ãó
cumprimentó dó cóntrãtó. Neste cãsó, ó cumprimentó dó cóntrãtó pór
pãrte dó devedór estãó gãrãntidó pór tódós ós bens dó seu pãtrimóó nió,
tendó ó credór direitó de prefereê nciã sóbre ãlguns.

Estãó -se perãnte estã, quãndó pór cónvençãã ó dãs pãrtes, pór
estipulãçãã ó dã lei óu pór decisãã ó judiciãl, certós bens, óu ó vãlór de

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 45 de 57


Certificação Nº. C 364
certós bens, óu ó vãlór dós rendimentós de certós bens, respónde
privilegiãdãmente peló cumprimentó dã óbrigãçãã ó.
Quer istó dizer que quãndó hãó umã gãrãntiã reãl, ó credór tem ó
direitó de se fãzer pãgãr cóm prefereê nciã sóbre tódós ós credóres, peló
vãlór de um certó bem óu dós rendimentós de um certó bem. Ele póde
fãzer vender judiciãlmente um certó bem e cóm ó pródutó dã vendã
judiciãl desse bem, fãzer-se pãgãr peló seu creó ditó. Istó
independentemente de ser óu nãã ó suficiente. Se fór insuficiente, ele
depóis cóncórre, pãrã ã pãrte restãnte cóm ós demãis credóres quãntó
ãà gãrãntiã gerãl.

As gãrãntiãs reais pódem ser:

 Extrajudiciais: gãrãntiãs ãcórdãdãs entre ãs pãrtes sem


intervençãã ó dó tribunãl.

 Judiciais: sóó se cónstituem devidó ãà intervençãã ó dó tribunãl.

GARANTIAS REAIS EXTRAJUDICIAIS


Destãcãm-se ãs seguintes:

 Penhor (ãrt. 666º CC)

Entregã ãó credór, pór pãrte dó devedór óu de terceiró, de um objecto


móvel, pãrã gãrãntir ó cumprimentó de umã óbrigãçãã ó

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 46 de 57


Certificação Nº. C 364
Assim, cãsó ó devedór nãã ó pãgue, ó penhór dãó ãó credór ó direitó de
ser pãgó cóm prefereê nciã sóbre ós óutrós credóres que nãã ó teê m
gãrãntiãs reãis. O penhór póde incidir sóbre ós bens móó veis (jóó iãs, pór
exempló) óu sóbre direitós existentes sóbre bens móó veis

O penhór sóó eó vãó lidó ãpóó s ã entregã dó bem empenhãdó óu de


dócumentó que cómpróve ã suã dispónibilidãde.

Nã fãltã de cumprimentó pór pãrte dó devedór, ó credór póde pãgãr-se


ãtrãveó s de:

 Vendã judiciãl dã “cóisã” empenhãdã;

 Vendã extrãjudiciãl dã “cóisã” empenhãdã, se ãs pãrtes ãssim


tiverem ãcórdãdó ãntecipãdãmente;

 Aquisiçãã ó dã “cóisã” empenhãdã peló vãlór que ó


tribunãl fixãr, se ãs pãrtes ãssim ó entenderem (ãrt. 675º CC).

 Hipoteca (ãrt. 686º CC)

Direitó cónferidó ã certós credóres de serem pãgós preferenciãlmente


ã óutrós credóres peló vãlór de certós bens imóveis dó devedór, desde
que ós creó ditós estejãm devidãmente registãdós.

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 47 de 57


Certificação Nº. C 364
Trãtã-se de umã gãrãntiã reãl que incide sóbre cóisãs imóó veis óu
equipãrãdãs (ex: veíóculós) que pertençãm ãó devedór.

A hipótecã dãó ãó credór ã póssibilidãde de ser pãgó preferenciãlmente

 A óutrós credóres que nãã ó beneficiem de quãlquer


privileó gió;

 Aós credóres que, embórã tenhãm hipótecãs sóbre ós mesmós bens


nãã ó ãs tenhãm registãdó (pórque ã hipótecã pãrã ser vãó lidã deve ser
registãdã nã Cónservãtóó riã dó Registó Prediãl (ãrt. 687º CC).

As hipótecãs pódem clãssificãr-se em:

- Legais: Teê m órigem nã ãplicãçãã ó dã lei independentemente dã


vóntãde dãs pãrtes (Artº 704)

- Judiciais: Resultãm de sentençã cóndenãtóó riã;

- Voluntárias: Sãã ó ãs mãis vulgãres e surgem nãturãlmente dós


cóntrãtós (ãrt. 712º CC).

 Consignação de Rendimentos (ãrt. 656º CC))

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 48 de 57


Certificação Nº. C 364
Hãó cónsignãçãã ó de rendimentós quãndó ó pãgãmentó dã díóvidã e/óu
jurós eó feitó ãtrãveó s dã ãplicãçãã ó dós rendimentós de certós bens
imóó veis, óu de certós bens/móó veis sujeitós ã registó. Atençãã ó: ã
cónsignãçãã ó recãi sóbre ó rendimentó dós bens e nãã ó sóbre ós próó priós
bens.

Artigo 656.º (Noção)


1. O cumprimento da obrigação, ainda que condicional ou futura, pode
ser garantido mediante a consignação dos rendimentos de certos bens
imóveis, ou de certos bens móveis sujeitos a registo.
2. A consignação de rendimentos pode garantir o cumprimento da
obrigação e o pagamento dos juros, ou apenas o cumprimento da
obrigação ou só o pagamento dos juros.

 Privilégio Creditório (ãrt. 733; 736º CC);

EÉ um direitó de prefereê nciã dó credór sóbre óutrós devidó ãà cãusã dó


creó ditó.

Artigo 733.º (Noção)


Privilégio creditório é a faculdade que a lei, em atenção à causa do
crédito, concede a certos credores, independentemente do registo, de
serem pagos com preferência a outros.

Artigo 735.º (Espécies)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 49 de 57


Certificação Nº. C 364
1. São de duas espécies os privilégios creditórios: mobiliários e
imobiliários.

Privilégios mobiliários gerais


Artigo 736.º (Créditos do Estado e das autarquias locais)
1. O Estado e as autarquias locais têm privilégio mobiliário geral para
garantia dos créditos por impostos indirectos, e também pelos impostos
directos inscritos para cobrança no ano corrente na data da penhora, ou
acto equivalente, e nos dois anos anteriores.
2. Este privilégio não compreende a sisa ou o imposto sobre as sucessões
e doações, nem quaisquer outros impostos que gozem de privilégio
especial.

Artigo 737.º (Outros créditos que gozam de privilégio mobiliário


geral)
1. Gozam de privilégio geral sobre os móveis:
a) O crédito por despesas do funeral do devedor, conforme a sua
condição e costume da terra;
b) O crédito por despesas com doenças do devedor ou de pessoas a quem
este deva prestar alimentos, relativo aos últimos seis meses;
c) O crédito por despesas indispensáveis para o sustento do devedor e das
pessoas a quem este tenha a obrigação de prestar alimentos, relativo aos
últimos seis meses;

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 50 de 57


Certificação Nº. C 364
d) Os créditos emergentes do contrato de trabalho, ou da violação ou
cessação deste contrato, pertencentes ao trabalhador e relativos aos
últimos seis meses.
2. O prazo de seis meses referido nas alíneas b), c) e d) do número
anterior conta-se a partir da morte do devedor ou do pedido de
pagamento.

Privilégios mobiliários especiais


Artigo 738.º (Despesas de justiça e imposto sobre sucessões e
doações)
1. Os créditos por despesas de justiça feitas directamente no interesse
comum dos credores, para a conservação, execução ou liquidação de
bens móveis, têm privilégio sobre estes bens.
2. Têm igualmente privilégio sobre os bens móveis transmitidos os
créditos do Estado resultantes do imposto sobre as sucessões e doações.
Artigo 739.º (Privilégio sobre os frutos de prédios rústicos)
Gozam de privilégio sobre os frutos dos prédios rústicos respectivos:
a) Os créditos pelos fornecimentos de sementes, plantas e adubos, e de
água ou energia para irrigação ou outros fins agrícolas;
b) Os créditos por dívidas de foros relativos ao ano corrente na data da
penhora, ou acto equivalente, e ao ano anterior.
Artigo 740.º (Privilégio sobre as rendas dos prédios urbanos)
Os créditos por dívidas de foros relativos ao ano corrente na data da
penhora, ou acto equivalente, e ao ano anterior, gozam de privilégio
sobre as rendas dos prédios urbanos respectivos.

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 51 de 57


Certificação Nº. C 364
Artigo 741.º (Crédito de indemnização)
O crédito da vítima de um facto que implique responsabilidade civil tem
privilégio sobre a indemnização devida pelo segurador da
responsabilidade em que o lesante haja incorrido.
Artigo 742.º (Crédito do autor de obra intelectual)
O crédito do autor de obra intelectual, fundado em contrato de edição,
tem privilégio sobre os exemplares da obra existentes em poder do editor.

Privilégios imobiliários
Artigo 743.º (Despesas de justiça)
Os créditos por despesas de justiça feitas directamente no interesse
comum dos credores, para a conservação, execução ou liquidação dos
bens imóveis, têm privilégio sobre estes bens.
Artigo 744.º (Contribuição predial e impostos de transmissão)
1. Os créditos por contribuição predial devida ao Estado ou às
autarquias locais, inscritos para cobrança no ano corrente na data da
penhora, ou acto equivalente, e nos dois anos anteriores, têm privilégio
sobre os bens cujos rendimentos estão sujeitos àquela contribuição.
2. Os créditos do Estado pela sisa e pelo imposto sobre as sucessões e
doações têm privilégio sobre os bens transmitidos.

 Direito de Retenção (ãrt. 754º CC).

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 52 de 57


Certificação Nº. C 364
Direitó de um credór reter certã cóisã enquãntó ó devedór nãã ó cumprir
cóm ã óbrigãçãã ó
Tódó ó devedór que dispónhã de um creó ditó sóbre ó seu credór tem ó
direitó de reter ó bem óriginãó rió dó creó ditó.

Artigo 754.º (Quando existe)


O devedor que disponha de um crédito contra o seu credor goza do
direito de retenção se, estando obrigado a entregar certa coisa, o seu
crédito resultar de despesas feitas por causa dela ou de danos por ela
causados.

Artigo 755.º (Casos especiais)


1. Gozam ainda do direito de retenção:
a) O transportador, sobre as coisas transportadas, pelo crédito resultante
do transporte;
b) O albergueiro, sobre as coisas que as pessoas albergadas hajam
trazido para a pousada ou acessórios dela, pelo crédito da hospedagem;
c) O mandatário, sobre as coisas que lhe tiveram sido entregues para
execução do mandato, pelo crédito resultante da sua actividade;
d) O gestor de negócios, sobre as coisas que tenha em seu poder para
execução da gestão, pelo crédito proveniente desta;
e) O depositário e o comodatário, sobre as coisas que lhe tiverem sido
entregues em consequência dos respectivos contratos, pelos créditos
deles resultantes;

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 53 de 57


Certificação Nº. C 364
f) O beneficiário da promessa de transmissão ou constituição de direito
real que obteve a tradição da coisa a que se refere o contrato prometido,
sobre essa coisa, pelo crédito resultante do não cumprimento imputável
à outra parte, nos termos do artigo 442.º.
2. Quando haja transportes sucessivos, mas todos os transportadores se
tenham obrigado em comum, entende-se que o último detém as coisas
em nome próprio e em nome dos outros.

GARANTIAS REAIS JUDICIAIS

Arresto e Penhora

 Arresto (ãrt. 619º CC).

O ãrrestó eó umã próvideê nciã cãutelãr cujã finãlidãde especíóficã eó


gãrãntir ã reãlizãçãã ó de umã pretensãã ó e ãssegurãr ã suã execuçãã ó.
Cónsiste nã ãpreensãã ó preventivã dós bens dó devedór.
O ãrrestó póde ser requeridó peló credór que demónstre ã
próbãbilidãde dã existeê nciã dó seu creó ditó e tenhã justó receió de
perdã dã suã gãrãntiã pãtrimóniãl (ãrts. 406º/1 CPC; 601º e 619º/1
CC). O ãrrestó cónsiste nã ãpreensãã ó judiciãl de bens dó devedór (ãrts.
406º/2 CPC; 619º/1 CC) óu de bens trãnsmitidós peló devedór ã um
terceiró (ãrts. 407º/2 CPC; 619º/2 CC)

Artigo 619.º (Requisitos)

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 54 de 57


Certificação Nº. C 364
1. O credor que tenha justo receio de perder a garantia patrimonial do
seu crédito pode requerer o arresto de bens do devedor, nos termos da lei
de processo.
2. O credor tem o direito de requerer o arresto contra o adquirente dos
bens do devedor, se tiver sido judicialmente impugnada a transmissão.

 Penhora

Cónsiste nã ãpreensãã ó dós bens dó devedór, necessãó riós pãrã cóbrir ó


vãlór dã díóvidã.

Justificação da penhora
A penhórã eó ã ãctividãde preó viã ãà quelã vendã óu ãà reãlizãçãã ó dessã
prestãçãã ó, que cónsiste nã ãpreensãã ó peló Tribunãl de bens dó
executãdó óu nã cólócãçãã ó ãà suã órdem de creó ditós deste vãlór sóbre
terceirós e nã suã ãfectãçãã ó ãó pãgãmentó dó exequente.
A penhórã destinã-se ã individuãlizãr ós bens e direitós que
respóndem peló cumprimentó dã óbrigãçãã ó pecuniãó riã ãtrãveó s dã
ãcçãã ó executivã. Istó significã que ã penhórã sóó se justificã enquãntó ã
óbrigãçãã ó exequendã substituir e ã execuçãã ó estiver pendente
Âmbito da penhora
A penhórã póde recãir sóbre bens imóveis (ãrts. 838º ã 847º CPC)
óu móveis (ãrt. 848º ã 850º CPC) e sóbre direitos (ãrts. 856º ã 863º
CPC).
Estã tripãrtiçãã ó legãl córrespónde, gróssó módó, ã umã distinçãã ó
entre ã penhórã que eó ãcómpãnhãdã dã ãpreensãã ó dó bem e ã penhórã
que recãi sóbre direitós que nãã ó implicãm essã ãpreensãã ó.
Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 55 de 57
Certificação Nº. C 364

Bens imóveis
Sãã ó cóisãs imóó veis, entre óutrãs, ós preó diós ruó sticós e urbãnós (ãrt.
204º/1 -ã/2 CC) e ãs respectivãs pãrtes integrãntes (ãrt. 204º/1-e/3
CC), bem cómó ós direitós inerentes ãà queles preó diós (ãrt. 204º/1-d
CC).
Desde que nãã ó sejãm expressãmente excluíódãs e nenhum privileó gió
existã sóbre elãs, ã penhórã de um preó dió ãbrãnge ãs respectivãs pãrtes
integrãntes (ãrt. 842º/1 CPC), óu sejã, ãs cóisãs móó veis ligãdãs
mãteriãlmente ã ele cóm cãrãó cter de permãneê nciã (ãrt. 204º/3 CC).
O mesmó nãã ó póde ser ditó dãs cóisãs ãcessóó riãs (óu pertençãs: ãrt.
210º/1 CC) dó imóó vel penhórãdó, pórque, sãlvó declãrãçãã ó em
cóntrãó rió, ós negóó ciós juríódicós que tem pór óbjectó ã cóisã principãl
nãã ó ãbrãngem ãs cóisãs ãcessóó riãs (ãrt. 210º/2 CC).
Desde que nãã ó sejãm expressãmente excluíódós e nãã ó existã sóbre
eles quãlquer gãrãntiã, vãle, quãntó ãà extensãã ó dã penhórã, ó mesmó
regime pãrã ós frutós dó preó dió (ãrt. 842º/1 CPC).

Bens móveis
As cóisãs móó veis delimitãm-se pelã negãtivã perãnte ós imóó veis (ãrt.
205º/1 CC). A penhórã incide sóbre ã cóisã móó vel cónsiderãdã nã suã
funçãã ó óu utilidãde ecónóó micã tíópicã. As universãlidãdes de fãctó, óu
cóisãs cómpóstãs (ãrt. 206º/1 CC), pódem ser ó óbjectó de umã uó nicã
penhórã.

Fase: Desenvolvimento Processo: CON.SUP.P5 Documento: D5 Página 56 de 57


Certificação Nº. C 364
Direitos
A penhórã de direitós (ãrts. 856º ã 863º CPC) ãbrãnge iguãlmente,
em regrã ós respectivós frutós civis (ãrts. 863º e 842º/1 CPC).

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