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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

ESCOLA DO MAR, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

VITOR FERNANDO HÄRING

VISITA TÉCNICA DÖHLER

Itajaí
2019
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
ESCOLA DO MAR, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

VITOR FERNANDO HÄRING

VISITA TÉCNICA DÖHLER

Relatório apresentado como requisito parcial


para a obtenção da M1 da disciplina de
Desenvolvimento de Processos, Universidade
do Vale do Itajaí, Centro de Ciências
Tecnológicas da Terra e do Mar.
Profª. Drª. Marina da Silva Machado

Itajaí
2019
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RESUMO:
A indústria têxtil encontra-se presente no cotidiano das pessoas de forma
muito intensa, onde empresas como a Döhler, onde apresentam uma produção
anual muito intensa. Com a visita realizada é possível conhecer os processos
aplicados vistos na aula de desenvolvimento de processos, de forma a conhecer
melhor os equipamentos e seus processos. A visita realizada teve pouco foco no
processo têxtil, passando rapidamente pelo processo, assim não sendo possível um
grande aprofundamento no tema ou um aprendizado de grandes detalhes no
processo visto em fá brica.

Palavras-chave: Indústria têxtil, Equipamentos, Operações Unitárias.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4
2. DESCRIÇÃO DA VISITA ...................................................................................... 7
3. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 9
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................... 10

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1. INTRODUÇÃO

O mercado têxtil e de confecção mundial consiste em um dos mais dinâmicos.


Em 2010, o consumo per capta mundial de fibras era de 11,6 kg/habitante. Em 2010
foram consumidas 80 milhões de toneladas de fibras, sendo 62% de fibras químicas
e 38% de fibras naturais, como o algodão, já a produção mundial de fios, tecidos,
malhas e confeccionados foi de 76 milhões de toneladas em 2010.

O mapa da produção mundial começou a mudar na década de 80, saindo dos


EUA, Europa e Japão para países emergentes da Ásia e, mais recentemente,
Caribe, Leste Europeu e Norte da África. Atualmente, a Ásia é responsável por 73%
do volume total produzido no mundo, sendo o destaque, por ordem, para: China,
Índia, Paquistão, Coreia do Sul, Taiwan, Indonésia, Malásia, Tailândia e Bangladesh.
O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de artigos de
vestuário e a quinta posição entre os maiores produtores de manufaturas têxteis.

Enquanto a produção de têxteis e confeccionados cresceu 34% na última


década, o crescimento do comércio mundial aumentou 83%, atingindo US$ 648,6
bilhões em 2010, sendo China e Hong Kong os responsáveis por 36% das
exportações mundiais de produtos têxteis e vestuário. Embora o Brasil seja um
grande produtor e consumidor de têxteis e de vestuário, sua participação no
comércio mundial é muito pequena, apresentando-se como menos de 0,5%,
ocupando a 23ª posição no ranking de exportadores.

O Brasil possui uma das últimas cadeias têxteis completas do ocidente, onde
no país é produzido desde as fibras até às confecções. O setor reúne mais de 32 mil
empresas, das quais mais de 80% são confecções de pequeno e médio porte, em
todo o território nacional. O setor representa cerca de 6% do valor total da produção
da indústria de transformação.

O setor têxtil emprega 1,7 milhão de brasileiros de forma direta e mais de 4


milhões se forem somados os empregos diretos e indiretos. O Setor Têxtil e de
Confecção responde pela quarta maior folha de pagamento da Indústria de
Transformação, com R$ 13,8 bilhões, onde estes dados são recolhidos de 2011.

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A Döhler consiste em uma empresa 100% nacional, possuindo 134 anos de
história e trabalhando durante esse período no setor têxtil. Visando o bem-estar dos
consumidores, a empresa trabalha com produtos de alta tecnologia e de ponta,
apresentando pioneirismo de pesquisa, desenvolvimento e práticas sustentáveis. A
empresa conta com 3200 colaboradores e um parque fabril de 200000 m² sendo
esta localizada no município de Joinville, no estado de Santa Catarina.

O setor têxtil trabalhado pela Döhler tem presença em setores como cama,
mesa, banho e decoração, visto que seu volume de produção é de 1400 toneladas
por mês, num portfólio que chega até 12 mil produtos. É realizado o atendimento
para consumidores domésticos, apresentando artigos variados para o lar, bem como
o atendimento empresarial, fornecendo tecidos para indústrias moveleiras e de
colchões, além de enxovais corporativos e soluções para o setor hoteleiro e
hospitalar.

Entender as transformações do mercado têxtil é importante para uma


empresa como a Döhler, logo antes de chegarem à casa dos consumidores, todos
os produtos são pesquisados para garantir qualidade, inovação e modernidade. O
processo produtivo inicia-se pela criação, passa pela fiação e finaliza no tecimento,
tingimento, estamparia e confecção, onde é feito o controle rigoroso de todas as
etapas de fabricação. Todos os anos a empresa passa pelo processo de certificação
e recebe a chancela das normas ISO 14001 (Meio ambiente) e ISO 9001
(Qualidade), visto que ambas garantem a excelência de todos os processos
industriais.

A empresa apresenta alguns programas de responsabilidade social, sendo


eles por exemplo:

 Programa de Participação nos Resultados: Faz parte da gestão participativa e


dá aos colaboradores direito à participação nos lucros da empresa;
 Programa Gestação Vida & Saúde: Que prepara as futuras mamães para a
experiência da maternidade, com palestras e ginástica laboral diferenciada;
 Programa Döhler de Qualidade de Vida: Incentiva os colaboradores a
adotarem uma rotina saudável. São realizadas palestras com dicas de postura
corporal, alimentação adequada, além de caminhadas coletivas, campeonatos de
pesca e viagens para descanso;
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 Programa Menor Aprendiz: Oferece a 40 jovens a possibilidade de entrarem
no mercado de trabalho.
 Dentre muitos outros programas oferecidos pela empresa.

Em 1980 a Döhler inaugurou sua própria estação de efluentes, portanto


minimizando os riscos de poluição, assim toda a água captada utilizada no processo
fabril da empresa passa por um moderno mecanismo de tratamento de efluentes
antes de ser devolvida à natureza limpa, uma vez que 30% dessa água é
reaproveitada nos próprios processos internos de produção. Outro ponto de aspecto
de responsabilidade ambiental é que a empresa possui o primeiro aterro industrial
próprio do Sul do Brasil e separa todos os materiais recicláveis para
reaproveitamento. A empresa mantém uma área com 300 mil metros quadrados de
preservação permanente, inteiramente arborizada. Não é utilizado óleo nos
processos internos e sim gás natural para garantir a sustentabilidade.

Figura 1. Logotipo empresa Döhler.

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2. DESCRIÇÃO DA VISITA
.
A visita técnica teve início às 13:30 e logo de começo nos foi apresentada a
sala onde o óleo para o aumento de temperatura de agua é aquecido, a biomassa
que é queimada para gerar o aquecimento e onde esse óleo era depositado. A
biomassa usada para a queima era comprada de várias empresas que não a
utilizariam mais. Ela era composta por diversos tipos de lascas de madeira. O óleo
era depositado na parte de cima do local para facilitar a saída deste com pressão.
Por causa do alto barulho local, parte das explicações foram perdidas e esse fator se
repetiu em alguns momentos. Passamos cerca de 20 minutos nesta parte do
processo e seguimos em direção aos trocadores de calor onde passamos cerca de
outros 20 minutos.

Na fábrica nos foi mostrado um trocador de calor de calor casco e tubo


utilizado para o aquecimento de agua (previamente tratada com químicos) e um
trocador de calor de placas utilizado para o aquecimento de óleo.

Seguimos em direção as caldeiras. Todos os três tipos de caldeiras puderam


ser encontrados na fábrica. Uma aquatubular, duas flamotubular ativas e uma
caldeira elétrica, a qual se encontrava inativa devido ao alto consumo de energia
elétrica.

Pudemos ver as caldeiras em funcionamento e até a saída de vapor com uma


alta pressão da caldeira. Existiam dois tipos de combustíveis para as caldeiras:
Biomassa e Vapor. As caldeiras que são alimentadas por biomassa são muito mais
produtivas por serem mais eficientes enquanto as alimentadas por vapor são mais
ecológicas.

Ficamos um bom tempo nas caldeiras, cerca de 1 hora. Seguimos em direção


ao tratamento de agua.

Essa agua tratada é usada na fábrica e depois volta para esse tratamento. O
tratamento de água não era o foco da visita, mesmo assim, a maior parte do tempo
foi gasto na explicação deste. O tratamento tinha como base os processos de
flotação e sedimentação. Ainda nessa parte, há uma torre de resfriamento para o
resfriamento da agua do processo.

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Chegamos em fim a parte do tratamento têxtil propriamente dito, objetivo da
visita para a disciplina de desenvolvimento de processos, nesse momento, nosso
tempo de visita já havia estourado, por esse motivo conseguimos ter pouca visão do
processo.

Nos foram mostradas várias maquinas com pouca explicação do que faziam.
Primeiro havia a fiação, esses fios eram colocados em urdumes, passavam por
engomadeiras e os tecidos eram produzidos, depois é feita a lavagem e então eram
pintados.

A base teórica dos equipamentos e suas utilizações pouco explicada, a maior


parte do que sabemos sobre os processos têxteis foi apreendido em sala de aula e a
visita serviu para conhecermos os equipamentos e termos noção de suas
dimensões.

Durante essa última etapa foram comentadas algumas curiosidades: A


empresa produz o uniforme da marinha e do exército; cerca de 70% da agua é
usada nas partes finais do processo e a utilização de uma máquina usada para o
corte de apenas um lado das toalhas de banho que se torna o lado onde ocorre a
maior absorção de agua.

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3. CONCLUSÃO

Podemos concluir que com a visita técnica foi possível relacionar os assuntos
abordados em aula, de forma a se perceber os equipamentos, bem como os
processos apresentados.
Os processos de indústria têxtil foram apresentados pela empresa, no entanto
estes foram demonstrados de forma superficial, apenas mostrando o básico dos
equipamentos, assim como o processo propriamente dito, uma vez que o tempo
para tal foi escasso, visto que durante a visita também foram mostrados os
maquinários de operações unitárias, bem como os processos para tais, assim como
a estação de tratamento de água presente pela própria empresa.

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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DÖHLER (Joinville). Döhler. Disponível em:


<http://www.dohler.com.br/institucional/>. Acesso em: 25 abr. 2017.

DINIZ FILHO, Aguinaldo. Indústria Têxtil e de Confecção Brasileira. 2013.


Disponível em: <http://www.abit.org.br/conteudo/links/publicacoes/cartilha_rtcc.pdf>.
Acesso em: 25 abr. 2017.

SHREVE, Robert Newman. Indústria de Processos Químicos. 1961. Disponível


em: <https://www.passeidireto.com/disciplina/planejamento-e-projetos-da-industria-
quimica?arquivo=5920608>. Acesso em: 25 abr. 2017.

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