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BLANCHARD, Jhon. Porque acreditar na Bíblia?

Traduzido do original em inglês: Why


believe the bible? Tradução Maurício Fonseca dos Santos Júnior. Editora Fiel. 2006.1
Cidiclei Leite da Silva2

John Blanchard nasceu em 1932 em Guernsey, uma ilha no canal da mancha, na costa
da Normandia. É escritor, professor e conferencista, atuou como preletor da 8ª Conferência
Fiel para Pastore e Líderes, realizada no Brasil em 1992. Recebeu grau honorário de doutor
em Divindade da Pacific International University.
A obra se destina ao enriquecimento do saber, e fomento da construção do
conhecimento. Esta pode ser usada por acadêmicos, curiosos, críticos e demais pessoas ou
grupos que tenham na bíblia a firmeza de sua fidedignidade, ou mesmo que duvidem dessa
afirmação.
O autor possui um perfil de escrita de fácil leitura, oportunizando o leitor a mergulhar
sobre o assunto, criando uma reflexão crítica e positiva, não o prendendo na própria
percepção do autor, mas elucidando a clareza e veracidade de cada sub-tema proposto. Assim,
o autor consegue compor o todo da pergunta que intitula o livro.
O livro inicia sua aguçante e proposital reflexão ambientando o terreno em que a bíblia
está inserida, trazendo um breve contexto histórico, mas com intensos fatos de perseguição e
ataques contra a bíblia e seus promotores. Tais ataques contra a bíblia foram de acordo a
época adaptados e/ou quase que estrategicamente modificados, passando desde a tortura e
assassinato, à caça literária, para enfim chegar ao avanço psicológico e espiritual, atacando
sua veracidade e fidedignidade.
Somos confrontados com a manifestação crítica quanto a confiabilidade nas cópias
bíblicas, visto possíveis erros possíveis devido as condições manuais e arcaicas em que elas
foram reproduzidas. Todavia são contraditas pelos fatos verídicos reconhecidos e expostos
pela arqueologia, como os achados do Mar Morto, o qual se percebeu quem em 1000 anos de
diferenças entre as cópias conhecidas a mensagem permanece intacta, e em sua maioria
expressiva os textos são idênticos.
Os ataques, segundo o autor, também são destinados a desqualificar ou desmentir os
milagres, imputando descrédito a estes, mas que novamente são contraditos pelo autor ao
expor que a ciência é um processo contínuo, logo são sempre teorias. Há, inclusive, a
exposição de importantes cientistas que conciliam o conhecimento científico com as

1
Resenha Crítica apresentada como requisito do curso de Teologia do Seminário Batista Nacional do Oeste
(SBNO), matéria de Bibliologia, professor Pr. Cléber Teixeira.
2
Seminarista do primeiro semestre do curso de Teologia do SBNO, município de Barreiras- Ba.
Escrituras. Quando não, observado, que a própria ciência em sua evolução confirma o que a
bíblia já expressava.
Na pergunta que intitula o livro o autor segue evolutivamente a respondendo, elevando
a importância de seus ensinamentos que estão atrelados aos maiores questionamentos da
humanidade.
A obra também faz a reflexão quanto às críticas de possíveis erros e contradições na
bíblia, apresentando inclusive algumas delas, elevando a reflexão do leitor e potencializando
com o contraposto desta crítica com respostas simples e diretas. Claro que (e o autor deixa
isso evidenciado) que nem toda crítica é simplória, e que há posições a serem analisadas, mas
que uma pergunta sem resposta é apenas um problema a ser solucionado, e estes sempre são
quando tratamos de Deus. A própria ciência, através da arqueologia e história tem respondido
as maiores perguntas que a mesma ciência reproduz.
Continuamos a evolução da leitura, que leva a reflexão da defesa bíblica, revelando
que ela por si só faz sua defesa, e que o conjunto de livros escritos num grande espaço
temporal e geográfico faz um conjunto perfeito e conexo, logo somente Deus faz testemunho
de si.
O autor observa e expõe que a bíblia faz centralidade no mestre Jesus, apontando para
Ele no Velho Testamento e relatando sobre Ele no Novo Testamento. Havendo um entrelace
quando o próprio Jesus cita textos do velho testamento correlacionando-os com seu contexto e
se afirmando no mesmo.
Outro ponto de interessante reflexão é a que é exposta sobre o futuro. Nessa
perspectiva o autor inverte a crítica, expondo que o ser humano corre atrás de previsões, mas
que não promove à devida importância a bíblia que tem suas profecias integralmente
convertidas em fatos verídicos. Essa crítica é feita pelo autor sob a ótica de que a bíblia não se
reduz a previsões pequenas e pessoais, mas que se mantém na macro visão. Isto não é bem
quisto, já que a massagem do ego, o antropocentrismo, e o próprio egoísmo são quebrados
nessa perspectiva.
Por fim, o autor evolui sua construção textual na conclusão da mensagem bíblica,
trazendo as verdades da criação de um todo, da natureza de Deus conflitante com a natureza
do homem, a punição e preparação deste homem feito à imagem e semelhança de Deus para
as boas notícias. A reação a esta mensagem fecha a escrita de John Blanchard, quando expõe
que a promessa de encontrarmos a Deus quando o buscarmos de coração, salientando que
Deus jamais quebrou uma única promessa.

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