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A Loucura do Trabalho

Estudo de Psicopatologia do Trabalho

Que sofrimento?

Partindo que os sistemas defensivos individuais e coletivos são


imprescindíveis quanto a sua harmonia e aplicação, é necessário descobrir a
que são opostos e a quem está a serviço, o sofrimento do operário se divide
em dois, e não se divide por ser tipos diferentes, é organizado por trás dos
sintomas da insatisfação e ansiedade, estes sintomas aparecem na operação e
no discurso do trabalhador, porem a insatisfação é camuflada neste ambiente,
e foi pouca aprofundada, por conta da maioria dos autores se sentir atraído
pela a satisfação da motivação. Nestes discursos dos operários se repetem o
refrão obsessivo de indignidade por conta da vergonha de ser, do se comportar
robotizado, às vezes de ser sujo, de não ter mais imaginação ou inteligência e
até mesmo de manter um contato forçado com uma tarefa que é o ponto para a
indignidade. A vivencia depressiva concentra sentimentos de indignidade, de
inutilidade e de desqualificação, ampliando-as para controlar por intermédio do
cansaço que parte dos esforços musculares e psicossensoriais, mas que
resulta sobretudo do estado dos trabalhadores taylorizados. A depressão é
fortalecida pela a sensação de adormecimento intelectual, de anquilose mental,
de paralisia da imaginação, que por esse intermédio pode levar o trabalhador
ao condicionamento produtivo.

O homem ao se relacionar com o conteúdo "significativo" do trabalho,


traz dois componentes: o conteúdo significativo em relação ao Sujeito e o
conteúdo significativo em relação ao Objeto. Referente à o nível de qualificação
e as aspirações, em partes não é suficiente. O sofrimento é por conta desta
relação de trabalho e evolução ser bloqueada.

Para o sujeito o significado do trabalho vem na consideração da


dificuldade em praticar a tarefa, pois essa significação da tarefa acabada
contém ao mesmo tempo a ideia de evolução pessoal e de aperfeiçoamento.
Já referente ao objeto o conteúdo significativo do trabalho traz que a atividade
de trabalho compõe um sentido narcísica, e também simbólico, que é o foco no
outro, no Objeto, como direcionar uma mensagem para alguém, ou contra
alguém. O trabalho carrega gestos, instrumentos, material tratado, um certo
número de símbolos que está ligado a vida interior do sujeito, e o que rodeia o
que ele faz.

Não dar para separar os conteúdos significativos da relação do sujeito e


objeto por conta das regras de troca de investimento, toda atividade contém os
dois termos, o investimento narcísico quer se renovar pelo o investimento
objetai e vice-versa. A essência da significação do trabalho é subjetiva, e o
alcance desta vem por técnicas particulares. A tarefa do meio afetivo do
trabalhador não é neutra e pode parecer estranho a ponto de choca-se com a
vida mental, referindo aspirações, motivações e etc.

O começo do sofrimento é no bloqueio da relação homem e organização


do trabalho, onde ele esgotou suas energias intelectuais, psicoafetivas de
aprendizagem e de adaptação, até mesmo de defesa contra a exigência física.
Na maioria das vezes a rigidez na organização do trabalho contribui para uma
divisão acentuada e por isso o conteúdo significativo e a possibilidade a
mudança é menor.

Os ergonomistas denunciou um segundo componente da insatisfação no


trabalho, este nasce da inadequação da relação homem e o conteúdo
ergonômico no trabalho. É uma relação às vezes negligenciada, pois é uma
insatisfação que resulta da inadaptação do conteúdo ergonômico do trabalho,
tem um sofrimento numerosos: somático, físico direto e outras doenças do
corpo e que atinge o a parelho mental.

Interver neste campo começa na análise do posto, por intermédio da


observação do especialista e clínica, registro das diversas variáveis fisiológicas
do operador, medição, em seguida reconhecer e classificar as principais
exigências do posto de trabalho e após esclarecer as sugestões de
modificação do posto para aliviar os males detectados, e discutir o custo das
medidas corretivas propostas. É necessário na intervenção ergonômica
diferenciar vivencia subjetiva a curto prazo e vivencia subjetiva a longo prazo, é
frequente que no curto prazo experimente o benefício real como melhoria da
postura, diminuição das lombalgias, e isso se chama positividade da prática
ergonômica. Essa intervenção tem efeitos que pode libertar um operador de
lombalgias relacionada a uma torção da coluna por defeito de postura,
consegue aliviar parcialmente os trabalhadores, este alivio é o limite ultimo da
ação ergonômica, tudo isso ainda é a ergonomia de correção, porém existe a
ergonomia de concepção que é excepcionalmente praticada por diretores de
uma empresa, isso a acontece em construção de novas instalações.

Trabalho e Medo

Os estudos da psicopatologia do trabalho em maioria ignoram essa


vivencia dos trabalhadores com o medo. O medo mencionado no texto fala de
um aspecto concreto da realidade, envolvido em todos tipos de ocupações
profissionais, até nas tarefas repetitivas. Existem diversas características de
riscos inerente ao trabalho e alguns mais personalizados, no caso risco
residual que não é eliminado por completo pela a organização de trabalho,
deve ser assumido individualmente, e é neste campo que entra o problema do
medo no trabalho, entre a oposição natureza coletiva e material do risco
residual e a natureza individual e psicológica da prevenção a cada instante de
trabalho.

Os sinais diretos do medo entre muitos são também a saúde física e as


condições de trabalho, isso é para eles uma fonte de perigo para o corpo, e
acusam as condições de trabalho em vapores, as pressões, as temperaturas,
os gases tóxicos, o ruído, as condições físicas e químicas de trabalho. Sobre
os riscos real, porém não quantificável, não importa o quantificável, mas o risco
real existe em todo lugar, e independente pode gerar um medo permanente no
trabalhador. Quanto à o medo e a tensão nervosa os trabalhadores falam da
ansiedade, e sua contribuição para o sofrimento sentido. O discurso dos
trabalhadores é dominado pela ansiedade e mesmo em uma atividade onde a
carga de trabalho é pouca elevada, eles continuam atentos aos alarmes e não
abandonam a tensão nervosa.

Os sinais indiretos do medo a partir da ideologia ocupacional


defensiva, na categoria da construção civil, os perigos tem um peso real, porem
existe um insólito conhecido por resistência dos trabalhadores as normas de
segurança, como se não estivessem conscientes dos riscos a que se
submetem, encontrando nisso um certo prazer, essa atitude de desprezo pelo
risco não pode ser tomado ao pé da letra, esse desprezo pelo perigo é uma
fachada, tem que ser questionado, pois essa fachada pode desmanchar-se e
deixar emergir uma ansiedade imprevista e dramática. A consciência aguda do
risco de acidente, mesmo sem maiores envolvimentos emocionais, obrigaria o
trabalhador a tomar tantas precauções individuais que ele se tornaria ineficaz
do ponto de vista da produtividade. As atitudes de negação e de desprezo pelo
perigo são uma simples inversão da afirmação relativa ao risco, uma estratégia
com faltas.

Essa fachada de desprezo começa com a pseudo inconsciência do


perigo, e resulta na realidade de um sistema defensivo destinado a controlar o
medo, e parte para o coletivo, para todas as categorias profissionais da
construção civil, pois precisa ser confirmado, a simbologia da estratégica
defensiva é assegurada pela a participação de todos, ninguém pode ter medo,
ninguém deve demonstra-lo. Este sistema requer uma grande coesão e uma
solidez a toda prova, é uma ideologia da área, que necessita de seus
sacrifícios e seus mártires, e além disso tem seu valor funcional em relação a
produtividade.

Tarefas submetidas a ritmo de trabalho e o medo nunca foi mencionada


pelos os especialistas da área de trabalho, porem esta ansiedade responde
aos ritmos de trabalho, de produção, a velocidade, e a partir deste ao salário,
aos prêmios, as bonificações. Essa ansiedade que não é falada tem o mesmo
peso da carga física do trabalho, do esgotamento progressivo e desgaste dos
trabalhadores, a essência da ansiedade deve ser assumida individualmente. Ao
lado do medo dos ritmos de trabalho, os trabalhadores falam sem disfarces dos
riscos à sua integridade física que estão implicados nas condições físicas,
químicas e biológicas de seu trabalho, o medo seja de ritmos de trabalhos ou
de riscos originários das mais condições de trabalho, destrói a saúde mental
dos trabalhadores.

A ansiedade relativa a degradação do funcionamento mental e do


equilíbrio psicoafetivas, a partir do texto se tira dois tipos, uma da
desestruturação das relações psicoafetivas espontâneas com os colegas de
trabalho, de seu envenenamento por discriminação e suspeita e agressividade
com a hierarquia, e o outro tipo de ansiedade é a desorganização do
funcionamento mental individual no esforço de manter os comportamento
condicionados, pois os efeitos específicos da organização do trabalho na vida
mental dos trabalhadores traz uma ansiedade particular para o coletivo do
trabalho, é um sentimento de esclerose mental, uma paralisia da imaginação.
Existem também a ansiedade relativa a degradação do organismo, resulta do
risco que paira sobre a saúde física, más condições de trabalho colocam o
corpo em perigo, como risco e acidente de caráter súbito e de grave amplitude.
A outra é a ansiedade gerada pela disciplina da fome, mesmo oculta na classe
operaria, porem está explicita no subproletariado, e a disciplina da fome não
faz parte diretamente da relação homem e organização do trabalho.