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PRINCÍPIOS

Princípio da Lesividade: que as proibições penais somente se justificam quando se referem a condutas que afetem
gravemente direitos de terceiros.
Princípio da Subsidiariedade: aplica-se uma lei subsidiária, caso a principal não for aplicada. No caso de
constrangimento ilegal, ele somente será aplicado caso não constitua um crime mais grave. Poderá a subsidiariedade
ser EXPRESSA (no próprio texto) ou TÁCITA (deduzida pela lógica)
Princípio da Fragmentariedade: uma vez escolhidos aqueles bens fundamentais, comprovada a lesividade e a
inadequação das condutas que os ofendem, esses bens passarão a fazer parte de uma pequena parcela que é
protegida pelo Direito Penal
Princípio da Adequação Social: apesar de uma conduta se subsumir ao modelo legal não será considerada típica se
for socialmente adequada ou reconhecida, isto é, se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente
condicionada
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL
 Crime UNISUBJETIVO: pode ser praticado por uma única pessoa (se houver mais, será Concurso Eventual)
 Crime PLURISUBJETIVO: praticado por mais de uma pessoa (concurso Necessário)

 Crime UNISUBSISTENTE: pratica-se o crime por um único ato (Injúria)


 Crime PLURISUBSISTENTE: exige-se a prática de vários atos para o crime (Roubo)

Elementos Objetivos: podem ser constatadas por qualquer pessoa, juízo de certeza (homicídio, estupro, Furto)
Elementos Normativos: reclamam de uma interpretação valorativa, de um juízo de valor (ato libidinoso)
- CRIME SOBRE O ASPECTO FORMAL: Conjunto de normas que qualifica "certos comportamentos humanos como
infrações penais", define os seus agentes e fixa sanções a serem aplicadas (a lei considera como criminoso).
- CRIME SOBRE O ASPECTO MATERIAL: O Direito Penal refere-se a comportamentos considerados "altamente
reprováveis" afetando bens jurídicos (sociedade).
Abolitio Criminis: os efeitos penais são apagados, permanecendo os efeitos civis. O juiz da execução criminal é o
responsável por aplicar o abolitio nos crimes transita dos em julgado.
 Abolitio Criminis Temporária: os efeitos da norma incriminadora são temporariamente suspensos, com efeitos
erga omnes, de modo que a conduta não é típica se praticada nesse período (Ex: Caso de armas de Fogo)
NORMA PENAL EM BRANCO: poderá ser de mesma fonte normativa (homogenia – Ex: Leis Especiais) ou de fonte
normativa diversa (heterógena – Ex: Portaria da Anvisa).
EXTRATIVIDADE: divide-se em Ultra-atividade e Retroatividade
LEI EXCEPCIONAL/ LEI TEMPORÁRIA: mesmo revogadas, aplicam-se a fatos praticados durante a sua vigência.
TEMPO DO CRIME (Atividade): no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
LUGAR DO CRIME (Ubiquidade): lugar da ação ou omissão, no todo ou em parte, onde deveria se produzir o resultado.

TERRITORIALIDADE (Mitigada/Temperada): aplica-se em todo o território nacional (Exceções: convenções, tratados


e regras de direito internacional)
 TERRITÓRIO POR EXTENSÃO (PAVILHÃO): EMBARCAÇÕES e AERONAVES públicas ou a serviço (onde se
encontrem) / Mercantes ou Propriedade Privada, desde que no território ou em alto mar / Crimes em
embarcação privada estrangeira em território nacional (se for publica fere a soberania internacional).
EXTRATERRITORIALIDADE (aplica-se a lei brasileira, mesmo que cometidos no exterior)
 CRIMES: vida do Presidente / patrimônio ou fé pública da UEDFM ou FASE / Genocídio / contra a Adm.Publica
(Punidos com a Lei Brasileira, ainda que Absolvido ou Condenado no Estrangeiro) - Incondicionada
 CRIMES: por tratado ou convecção o BR se obrigou a reprimir / Praticado por Brasileiro
(Depende de condições: o agente estiver no BR / fato punível nos dois países / crime que autorize Extradição/
agente não ter sido absolvido no estrangeiro / não ter cumprido pena no estrangeiro / não ter sido perdoado)
Obs: não confundir territorialidade com extraterritorialidade.
APLICA-SE LEI BRASILEIRA A ESTRANGEIRO: não foi pedida ou negada extradição + Requisição do Min. Justiça
PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO: atenua pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, computada quando idêntica
 CUMPRIMENTO DE PENA NO ESTRANGEIRO CI/DA: Comuta se Igual / Diferente se Atenua
PRINCÍPIOS INTERNACIONAIS
PRINCÍPIO DA DEFESA/PROTEÇÃO: os crimes cometidos contra o Presidente serão julgados pela Lei Brasileira. Não se
aplica neste caso o Princ. Da Nacionalidade, uma vez conferida a prerrogativa do agente. Aplica-se aos Crimes e não às
contravenções. (Crime Contra o Presidente/Crime a Patrimônio Público/Crime contra a Administração Pública)
PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE/PERSONALIDADE: aplica-se a lei penal a nacionalidade do agente, independente de onde
ocorreu o crime (aplica-se a lei do domicílio do agente)
PRINCÍPIO DO PAVILHÃO REPRESENTAÇÃO/BANDEIRA: crimes em aeronaves/embarcações PRIVADAS brasileiras que
não forem julgadas no estrangeiro, poderão ser julgadas pela lei brasileira. Aplica-se a lei da bandeira onde tiver sido
registrado. Caso seja embarcação pública, aplica o princípio da Territorialidade.
PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL: aplica-se lei brasileira em crimes que o Brasil tenha se obrigado a reprimir por
obrigação internacional ou por tratados e convenções (previsto no art. 7º, II do CP). A justiça universal decorre de tratado.

CONTAGEM DE PRAZO: inclui o dia do começo e exclui o do final (dias, meses e ano pelo calendário comum).
 DESPREZAM NA CONTAGEM: frações de dias (30 minutos) e frações de dinheiro (30 centavos).
LEI ESPECIAL: As leis desse código aplicam-se as Leis Especiais, se estas não dispuserem de modo diverso.
 Novatio Legis in Pejus: aplica-se a crimes permanentes
 Novatio Legis in Mellius: aplica-se a fatos anteriores a sua vigência, ainda que transitados e julgados.
ULTRATIVIDADE DA LEI: lei mais benéfica deve ser aplicada pelo juiz quando da prolação da sentença — em
decorrência do fenômeno da ultratividade — mesmo já tendo sido revogada a lei que vigia no momento da
consumação do crime (mesmo que revogada, aplica-se a lei do momento do fato se esta for mais benéfica)

CONTINUIDADE TÍPICO NORMATIVA: quando o fato é revogado, mas permanece sendo punível. Não ocorre neste
caso a abolítio criminis. (ex. AVP). A CTN revoga o aspecto formal, já o Abolitio os aspectos material e formal.

Fontes Imediatas: Lei, Jurisprudência, Tratados Intern. de DH (referendados pelo CN), Compl. Norma em Branco
Fontes Mediatas: Costumes, Princípios Gerais, Doutrina
 Analogia: vedado para criar crimes, mas possível desde que seja in bonam partem.
 É possível a Interpretação Analógica no direito Penal, o que não é possível é a ANALOGIA

CRIME
O resultado somente é imputável a quem lhe deu causa. (causa: ação, omissão sem o qual não ocorre o resultado).
Superveniência de Causa Independente: quando relativamente independente exclui a imputação, quando ela
produzir o resultado. (Os fatos anteriores, porém, são imputados a quem os praticou). Ex: deu um murro e um raio o
acertou.
CONCAUSA
CAUSA RELATIVAMENTE INDEPENDENTE: existe uma relação de dependência mínima, respondendo pelos
resultados já causados. Tal acontecimento deverá ser imprevisível, podendo ser superveniente.
CAUSA ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE: o agente responde apenas por tentativa, pois a causa é absolutamente
independente. Responde pelos atos já praticados. (Ex: vai matar alguém e um raio cai na cabeça)

OMISSÃO: é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. Devendo agir
quando: Tenha por Lei obrigação de cuidado / com seu comportamento criou o risco do resultado / assumiu a
responsabilidade.
TIPOS DE CRIMES
Doloso: quis o resultado
Dolo Eventual: assume o risco de produzir o resultado
Culposo: imprudência, Negligência ou Imperícia (obs: aplica-se somente quando previsto em lei)
Consumado: reúne todos os elementos legais
Tentado: não se consuma por circunstância alheia a vontade do agente (pena do consumado diminuída de 1/3 a 2/3)
Desistência Voluntária: desiste de prosseguir na execução [responde pelos atos praticados]
Arrependimento Eficaz: inicia a execução, porém impede que o resultado se realize [responde pelos atos praticados]
Arrependimento Posterior: sem violência ou grave ameaça + reparado o dano ou restituído a coisa + até o
recebimento da denúncia + ato voluntário = PENA REDUZ DE 1/3 A 2/3 (mesma redução da tentativa)
CRIME IMPOSSÍVEL: por conta de Ineficácia absoluta do Meio OU Absoluta Impropriedade do Objeto.
 Ineficácia Relativa do Meio OU Relativa Impropriedade do Objeto:
ERRO DE TIPO: exclui o Dolo, mas permite punição por crime Culposo.
DISCRIMINANTES PUTATIVAS: será a pessoa Isenta de Pena, quando erro plenamente justificado pelas circunstâncias,
caso a situação de fato, se existisse, tornaria a ação legítima.
 Exceção: Erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
ERRO SOBRE PESSOA: não isenta a pena, considera-se como quem o agente queria praticar o crime.
ERRO SOBRE A ILICITUDE: o desconhecimento da lei é inescusável.
 Inevitável: isenta a pena
 Evitável: diminui de 1/6 a 1/3 (agente atua ou se omite sem consciência da ilicitude, podendo ter consciência)
INEXIGIBILDADE DE CONDUTA DIVERSA
COAÇÃO IRRESISTÍVEL: a coação deverá ser irresistível, será isente de pena punindo apenas o autor da coação. Neste
caso não a coautoria mediata.
OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA: ordem NÃO manifestadamente ilegal de superior (e não inferior ou par), é isento de
pena, punido apenas o autor da ordem. Não cabe coautoria imediata.

EXCLUDENTE DE ILICITUDE: Responderá pelos excessos DOLOSO ou CULPOSO.


 ESTADO DE NECESSIDADE: salvar perigo atual (não se aplica a eminente), não provocado, para direito próprio ou
alheio, cujo sacrifício não era razoável exigir-se na circunstância. Não pode alegar Estado de Necessidade quem
tinha o dever legal de enfrentar.
Estado de Necessidade Defensivo: atinge direito daquele que provocou o Estado, não cabendo indenização.
Estado de Necessidade Agressivo: quando há o atingimento de bem de terceiro inocente (deve indenizar o dano)
Seja Razoável: caso seja razoável, diminui-se de 1/3 a 2/3 (mesmo diminuição da tentativa)

 Legítima Defesa: usa-se dos meios moderados, para repelir Injusta Agressão, que seja ATUAL ou EMINENTE, a
direito PRÓPRIO ou ALHEIO.
 Estrito Cumprimento de um Dever Legal & Exercício Regular de um Direito

IMPUTABILIDADE
Teoria Limitada da Culpabilidade:
ELEMENTOS DA CULPABILIDADE
 IMPUTABILIDADE
 POTENCIAL CONSCIENCIA DA ILICITUDE: erro de proibição
 EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA
Obs: se qualquer dos elementos faltarem, não haverá culpabilidade. Na culpabilidade não analisa-se o fato, mas a
culpabilidade do agente.

-Coação Irresistível: A coação moral deverá ser irresistível. A coação física (vis absoluta) exclui o fato típico e não a
culpabilidade, por ausência de conduta.

-Obediência Hierárquica: somente se aplica aos serviços públicos, não se aplicando em relações com particulares.

-Erro de Tipo:
a) Escusável: inevitável, qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias cometeria = ISENTO DE PENA
b) Inescusável: evitável, se houvesse um pouco mais de cautela não cometeria tal erro = AFASTA O DOLO, MANTÉM
CULPA (aplica-se a título de culpa caso o crime preveja o crime culposo).

- Erro de Proibição: erro sobre a existência da norma penal incriminadora. (erro normativo).
a) Escusável: desculpável, não poderia conhecer a ilicitude do fato = AFASTA A CULPABILIDADE
b) Inescusável: indesculpável, poderia de alguma forma conhecer a ilicitude = CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA
Erro de Proibição Indireto: o agente sabe que tal fato constitui crime, porém acredita que há uma descriminante
[Árabe sabe que bater em mulher é crime no Brasil, porém ele acha que existe uma descriminante em seu caso]

-Erro Sobre a Pessoa: Não exclui o crime, considera-se as condições pessoais (Ex: Infanticídio em filho de outra
pessoa), aplica-se as agravantes pessoais. Utiliza-se as agravantes e atenuantes da vítima visada e não da vítima
atingida.

Erro na Execuão - (Aberratio Ictus)– Responde pelo Crime


 Simples: acerta somente a pessoa não visada
 Complexa: acerta pessoa não visada + pessoa visada

DESCRIMINANTES PUTATIVAS: o agente imagina uma situação que não existe, e caso existisse ele poderia aplicar uma
excludente de ilicitude. Excluem a CULPABILIDADE e não o fato típico [TIPO PERMISSIVO PUTATIVO]
 Escusável: o agente fica isento de pena
 Inescusável: permite a condenação por crime culposo (se houver a modalidade culposa)

MEDO DE CACHAÇA: Menoridade / Doença Mental / Desenvolvimento Incompleto / Cachaça por força maior
INIMPUTÁVEIS: serão isentos de pena, quem por doença mental ou desenv. Mental incompleto era ao tempo do
crime inteiramente incapaz de entendê-lo + Menores de 18 anos
 SEMI IMPUTÁVEL REDUÇÃO 1/3 a 2/3: caso não fosse ao momento do ato não era inteiramente capaz (relativamente).
- ISENTO DE PENA: inteiramente incapaz
- REDUÇÃO DE PENA: não era inteiramente capaz

NÃO EXCLUI IMPUTABILIDADE: emoção / paixão / embriaguez voluntária-culposa /


EMBRIAGUEZ: caso seja completa, decorrente de caso fortuito ou força maior, era inteiramente incapaz de entender
o fato ilícito = ISENTO DE PENA.

Coação Moral: exclui a culpabilidade (inexigibilidade de conduta diversa)


Coação Física: exclui o fato típico (ausência de conduta)

IMPUTABILIDADE PENAL: adota-se os critérios Biológico (-18) e o Biopsicológico (deficiente mental e embriaguez) – O
brasil não adota o critério psicológico.
 Emoção e Paixão: Não Exclui
 Embriaguez por caso Fortuito/Acidental: Exclui em alguns casos (critério Biopsicológico), deverá ser
Inteiramente Incapaz, caso seja relativamennnte incapaz, ele responderá pelo crime com redução de um a dois
terços. Embriaguez preordenada (ingere para tomar coragem), não exclui a culpabilidade, sendo um aumento
de pena. Somente a embriaguez acidental exclui a culpabilidade ou diminui o crime.
 Menoridade: Sempre Exclui (critério Biológico)
 Doença Mental: Exclui em alguns casos (Critério Biopsicológico), desde que seja Inteiramente Incapaz. Caso
seja parcialmente incapaz a pessoa responderá pelo crime (Semi Imputável)  Diminui de um a dois terço.
- Embriguez Patológica: será considerada uma doença (não se confunde com a embriaguez habitual).

ERRO DE TIPO ESSENCIAL: quando se erra sobre um dos elementos constitutivo do tipo (pessoa que pega celular
enganado de outrem). Pratica o fato típico, porem em erro em um dos elementos, exclui o dolo, mas permite a
condenação por dolo. Trata-se de um erro de FATO.
 ERRO DE TIPO INEVITÁVEL: mesmo que fosse cauteloso o agente, ele cometeria o mesmo erro (EXCLUI: Dolo e
Culpa)  O fato será Atípico
 ERRO DE TIPO EVITÁVEL: se houvesse maior diligência, não teria ocorrido o erro (EXCLUI: Dolo, mas permite
condenação por crime Culposo) Ex: no homicídio, que exclui o homicídio doloso, mas permite o culposo.
Chama-se de Culpa Imprópria (resultado em representação indevida, não tomando os cuidados necessários)
Teoria da Excepcionalidade do Crime Culposo: os crimes de culposos somente são punidos se previstos em lei.

ERRO DE PROIBIÇÃO (erro sobre a ilicitude do fato = trata-se de um erro NORMATIVO). Acredita que o fato não se
trata de crime, havendo um erro normativo. Adota-se a Teoria Limitada
 ERRO DE PROIBIÇÃO INEVITAVEL: isenta de pena. (Ex: Jamaicano que acha não ser crime usar droga no Brasil).
Afasta-se a pena por falta da Potencial Ilicitude sobre o Fato.
 ERRO DE PROIBIÇÃO EVITÁVEL: terá a pena reduzida de 1/6 a 1/3 pelo juiz. Não exclui a culpabilidade.

DESCRIMINANTES PUTATIVAS: erro sobre as circunstâncias fáticas, sendo portanto ISENTO DE PENA, desde que
justificado pelas circunstâncias (aplica-se uma excludente de ilicitude putativa). Não há isenção quando deriva de
CULPA, permitindo a penalização por crime Culposo. [IMPORTANTE]
 POR ERRO DE FATO (ERRO DE TIPO PERMISSIVO): adota-se uma solução semelhante ao Erro do Tipo (Teoria
Limitada). Neste caso, se o erro é inevitável ele não responde. Caso o erro seja evitável ele poderá responder
por crime CULPOSO.
 POR ERRO NORMATIVO (ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO): o agente acredita que está realizando uma
descriminante (Ex: Lavar a Honra). Aplica-se as questões relativas ao erro de Proibição. Trata-se de diminuição
de pena se for evitável (inescusável).

ERRO SOBRE A PESSOA: existe um erro de representação. Considera-se as circunstâncias da pessoa em que queria
atingir (considera-se as condições pessoais da Gestante, mesmo tendo atingido

ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL: (quando se quer matar por um jeito, mas acaba matando por outro).
 Aberratio Causae: chamado de Dolo por Erro Sucessivo  Existem duas condutas e a segunda conduta é aquela
que provoca o resultado. (1º Pessoa atira em outra; 2º Acreditando estar morta, joga o corpo no rio = constata-
se que a vitima morreu devido a segunda conduta). O CP adotou a Teoria Unitária, responde apenas por um
homicídio DOLOSO.

ERRO NA EXECUÇÃO – ABERRATIO ICTUS: A pessoa é perfeita, mas existe um erro ou acidente na execução. (Ex:
ocorre com os policiais). Ex: Quer matar alguém, porém acaba acertando uma outra pessoa ou ambas. O agente
responde como se tivesse praticado o crime contra aquela pessoa que queria acertar
 ABERRATIO ICTUS – Unidade Simples: o agente atinge apenas a vítima diversa (e não a pretentida). Considera-
se as condições pessoais do agente pretendido.
 ABERRATIO ICTUS – Unidade Complexa: atinge a vítima pretendida e a vítima diversa.

ABERRATIO DELICTI: RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO: existe uma relação de PESSOA x COISA. (visa atingir uma
coisa e atinge uma pessoa, ou visa atingir uma pessoa e atinge uma coisa).
 Unidade Simples: se atinge a coisa/pessoa mas não o pretendido. (responde pelo dolo em relação a pessoa)
 Unidade Complexa: neste caso o agente responde por ambos os crimes (a coisa e a pessoa)

TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO: aplica-se no caso de Autoria Mediata, respondendo pelo crime apenas aquele que
tinha o domínio do fato (autor mediato), isentando o outro.

CONCURSO DE PESSOAS
TEORIA MONISTA/UNITÁRIA: todos irão responder pelo mesmo crime, na medida de suas contribuições. Não aplica-
se a mesma pena, mas imputa o mesmo fato típico a todos os agentes.
 Teoria Monista Temperada: pune-se diferente os autores e os partícipes, em decorrência da individualização da pena.
COMUNICABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS: Não se comunicam as circunstâncias e condições de caráter pessoal,
salvo quando elementares do crime (objetivas ou subjetivas irão se comunicar)
AUTOR: autor é aquele que pratica o núcleo do tipo, o resto será partícipe
 ADOTADA: TEORIA RESTRITIVA: faz a diferenciação entre o autor e o partícipe
DELITO DE MÃO PRÓPRIA: será possível a participação. São aqueles que somente podem ser praticados pela pessoa
expressamente indicada (Ex: Falso Testemunho). Mesmo nestes casos, admite-se a participação. Não admitem a
Coautoria, mas sim a participação.

REQUISITOS DO CONCURSO DE PESSOAS (aplica-se a coautoria)


1. Pluralidade de Agentes
2. Relevância causal da conduta
3. Liame subjetivo (não existe esse requisito na coautoria)
4. Identidade da infração (Teoria Monista – não há vários crimes, somente um)
Obs: não é necessário o ajuste prévio ou acordo de vontades (basta adesão voluntária)

AUTORIA COLATERAL: hipótese de dois agentes, imputáveis, cada um deles desconhecendo a conduta do outro,
praticarem atos convergentes para a produção de um delito a que ambos visem, mas o resultado ocorrer em virtude
do comportamento de apenas um deles. Identificação de quem matou e quem tentou matar (não é concurso de
pessoas pois não há liame subjetivo)
AUTOR INTELECTUAL: sem realiza-la de modo direto, realiza completamente o ato. (ex: pessoa que dentro da cadeia
continua a traficância). Aplica-se a Teoria do Domínio do Fato (e não a teoria restritiva). Neste caso os executores tem
o pleno discernimento de que estão cometendo a infração. Neste caso EXISTE o concurso de agentes.
AUTOR MEDIATO: Utiliza-se a Teoria do Domínio do Fato. Manipula terceiro, sem consentimento livre, para cometer
um crime. O menor induzido a cometer um crime, terá como seu autor mediato um maior. O fato de ser menor não
impede que se reconheça o concurso de pessoas. (inclusive enseja o aumento de pena no crime de furto). Pode
ocorrer nos casos de: coação moral irresistível; obediência hierárquica; erro de tipo escusável, provocado por terceiro;
erro de proibição escusável, provocado por terceiro. Neste caso os executores não tem a consciência (livre e plena) dos
atos criminosos.
AUTOR DIRETO/IMEDIATO: aquele que pratica o ato pessoalmente (difere do autor indireto/mediato)
 Concurso Eventual: o tipo não exige o concurso de mais pessoas (Ex: homicídio)
 Concurso Necessário: exige-se mais uma pessoa (Ex: Rixa, associação criminosa, Bigamia)

COAUTORIA
 Admite-se redução de 1/6 a 1/3 se a participação (participação) é de menor importância. Não se aplica no caso de
coautoria, apenas de participação.
PARTICIPAÇÃO
 Participação em Crime Culposo: Não se admite participação dolosa em crime Culposo. (a participação em crime
doloso é sempre dolosa). Em crime culposo não há a figura do concurso, somente admite-se a COAUTORIA e não a
participação.
 Participação Sucessiva: duas pessoas instigam, sucessivamente. Modalidade admitida no nosso ordenamento.
 Participação por Omissão: É possível a participação omissiva em crime comissivo (policial que se omite a salvar uma
vida por não ter rixa com ela)
 Participação inócua não se pune (instigação de A em B para matar C, porem B mata C pois tinha uma desavença)
QUIS PRATICAR CRIME MENOS GRAVE: ser-lhe-á aplicada a pena deste. Caso o resultado mais grave pudesse ser
previsível, aumenta-se ATÉ a [1/2] METADE da pena que ele queria praticar.
IMPUNIBILIDADE: auxílio, instigação, ajuste somente são punidos se o crime chega a ser pelo menos TENTADO.
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
Trata-se de um roll EXEMPLIFICATIVO (reparação de dano no peculato culposo/pgmt do débito em crimes tributários)
 Morte / Anistia / Graça / Indulto;
 Retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso (abolitio Criminis)
 Prescrição / Decadência / Perempção;
 Renúncia da queixa ou pelo Perdão aceito, nos crimes de ação privada (não se aplica em ação penal pública)
 Retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
 Perdão judicial, nos casos previstos em lei.
NÃO SÃO CAUSAS DE EXTINÇÃO: Arrependimento Eficaz / Desistência Voluntária / Sursis / Arrependimento posterior
ANISTIA: opera efeitos ex tunc, pode ser condicionada ou incondicionada, geral ou parcial. Pode ser concedida antes
da condenação. Feito pelo CN e aprovado pelo Presidente (possui status de Lei Penal).
GRAÇA: benefício individual, feito pelo Presidente.
INDULTO: benefício coletivo, feito pelo Presidente.
A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não
se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a
agravação da pena resultante da conexão.
 CRIME COMPLEXO: por sua vez, é aquele que resulta da união de dois ou mais crimes. A extinção da punibilidade
da parte (um dos crimes) não alcança o todo (crime complexo). Exemplo: eventual prescrição do roubo não importa
na automática extinção da punibilidade do latrocínio.
 CRIME CONEXO: é o praticado para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outro
crime. É o que se dá com o indivíduo que, para vender drogas, mata um policial que o investigava. A ele serão
imputados os crimes de homicídio qualificado pela conexão (CP, art. 121, § 2.º, V) em concurso material com o
tráfico de drogas (Lei 11.343/2006, art. 33). E de acordo com o art. 108 do Código Penal, ainda que ocorra a
prescrição do tráfico de drogas, subsiste, no tocante ao homicídio, a qualificadora da conexão.
 Pena superior a 12 anos --> Prescreve em 20 anos (Dica: Pena máxima + 8 anos)
 Pena superior a 8 e inferior a 12 anos --> Prescreve em 16 anos (Dica: Pena máxima + 4 anos)
 Pena superior a 4 e inferior a 8 anos --> Prescreve em 12 anos (Dica: Pena máxima + 4 anos)
 Pena superior a 2 e inferior a 4 anos --> Prescreve em 8 anos (Dica: Pena máxima + 4 anos)
 Pena igual ou superior a 1 e inferior a 2 anos --> Prescreve em 4 anos (Dica: Pena máxima + 2 anos)
 Pena inferior a 1 ano --> Prescreve em 3 anos (Dica: Pena máxima + 2 anos)
Obs: aplicam-se os mesmos prazos para as penas restritivas de liberdade para as restritivas de direito.
INICIO DA PRESCRIÇÃO
 Crime Consumado: do dia que o crime se consumou
 Crime Tentado: do dia que cessou a atividade criminosa
 Crime Permanente: dia que cessou a permanência
 Bigamia e Falsificação: data que o fato tornou-se conhecido
 Crime contra Dig. Sexual ECA: da data que a vítima completar 18 anos, salvo se já proposta a ação
REDUZ PRAZO DE PRESCRIÇÃO: menor de 21 anos / maior de 70 anos (e não maior de 60  LULA)
NÃO CORRE PRESCRIÇÃO: agente cumprindo pena no estrangeiro
INTERROMPE PRESCRIÇÃO: RECEBIMENTO de denúncia ou queixa / PRONÚNCIA no júri / inicio u continuação do
cumprimento de pena / REINCIDÊNCIA (Produz efeitos a todos os autores do crime) / pelo início ou continuação do
cumprimento da pena
 Excluído o caso de início de cumprimento de pena, os prazos na interrupção começa a correr, novamente, do
dia da interrupção.
AS PENAS MAIS LEVES PRESCREVEM COM AS MAIS GRAVES.
CONCURSO DE CRIMES: a extinção da punibilidade iincidirá sobre a pena de cada um, isoladamente.
PERDÃO JUDICIAL: o perdão judicial não será considerado para efeitos de reincidência.

INTERROMPE A PRESCRIÇÃO (reinicia): recebimento da denúncia ou queixa (e não oferecimento); pronúncia; decisão
confirmatória de pronúncia; publicação de sentença; reincidência; início ou continuação do cumprimento da pena.
AÇÃO PENAL
AÇÃO PENAL CONDICIONADA NOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO: somente se procede mediante representação
se os crimes contra o patrimônio forem cometidos em prejuízo do Cônjuge Desquitado, Irmão (legítimo ou não), de Tio
ou Sobrinho (coabitável). O MP não terá titularidade para entrar com a ação pública.
ESCUSA ABSOLUTÓRIA: será isento de pena e ocorre no caso de crimes contra o patrimônio quando em prejuízo do
Cônjuge, Ascendente, Descendente (civil ou natural).
REGRA: será pública, salvo quando a lei expressamente declara privativa.
A.P.Pública: promovida elo MP, dependendo em alguns casos de Representação ou Requisição do Min. Justiça
A.P. Privada: feita mediante queixa do ofendido ou quem tenha a qualidade para representa-lo.
REPRESENTAÇÃO: será irretratável depois de oferecida a denúncia.
DECADÊNCIA DE QUEIXA: salvo disposição expressa em contrário, o direito de queixa decai no prazo de 6 meses (do
dia em que veio saber quem é o autor do crime)
RENUNCIA: não pode ser exercido quando renunciada Expressamente ou Tacitamente
PERDÃO: somente ocorre nos crimes de Ação Privada (Queixa). Poderá ser o perdão expresso ou tácito,
extraprocessual ou endoprocessual. Poderá negar o pedido de perdão. Não se admite o perdão depois de julgado
sentença condenatória.
 Concedido a um querelado: A todos irá aproveitar
 Perdão Tácito: quando pratica ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação.

INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA: busca a vontade ou intenção objetiva da lei, valendo-se dos elementos ratio legis,
sistemáticos, históricos, Direito Comparado ou Extrapenal e Ciências Extrajurídicas (finalidade da Lei)
DO CRIME
Aspecto Material: conduta humana que expõe a perigo bem juridicamente relevante de terceiro (Ex: Adultério)
Aspecto Legal: toda infração penal em que a lei comina uma pena de detenção ou reclusão (Ex: Homicídio)
 Caso a Lei Comine apenas Prisão Simples ou Multa, não será crime e sim Contravenção penal (Sist. Dicotômico)
Aspecto Analítico: Fato Típico / Antijurídico / Culpável (Teoria Tripartide)
Obs: os três aspectos estão presentes em nosso ordenamento jurídico.

ELEMENTOS DO FATO TÍPICO (CRNT): Conduta / Resultado / Nexo Causal / Tipicidade


CONDUTA: Adota-se a Teoria Causal-Finalista (e não a naturalista), de HANS WELZEL, sendo a conduta uma ação
humana dirigida a uma finalidade (e não apenas uma conduta humana). Conduta = Ação + Vontade. Poderá a conduta
ser uma AÇÃO ou OMISSÃO.
-CRIME OMISSIVO PRÓPRIO: feito por aquele que tem o dever de cuidado (criou o risco / tenha por lei obrigação de
cuidado / seu comportamento anterior criou o risco). Responderá pelo crime cometido, e não por Omissão de Socorro.
Como o agente nada fez, irá responder pelo crime.

RESULTADO: o resultado naturalístico é exigido apenas nos crimes MATERIAIS (nos Formais não exige).
-Resultado Naturalístico: presente somente nos crimes materiais, sendo dispensáveis nos formais e mera conduta.
-Resultado Jurídico: lesão a bem jurídico tutelado, sendo presente em toda modalidade de crime.

NEXO CAUSAL: vinculo que une a conduta ao resultado naturalístico (ou seja, somente se aplica nos crimes materiais)
- Teoria da Equivalência dos Antecedentes (Conditio Sine Qua Non): é causa do crime toda conduta sem a qual o
resultado não teria ocorrido (Eliminação de Thyrén), elimina-se a conduta e verifica-se se o resultado aconteceria. O
filtro dessa teoria é o DOLO de quem praticou a conduta.
- Teoria da Causalidade Adequada: teoria adotada nos casos da CONCAUSA superveniente relativamente
independente. São circunstâncias que ocorrem paralelamente a conduta do agente (ex: Ambulância que capota).
a) Absolutamente Independente: poderá ser superveniente, concomitante ou preexistente (Nas três hipóteses o
agente irá responder por Tentativa e não por crime consumado)
b) Relativamente Independente: poderá ser preexistente, concomitante (responde por crime Consumado) e já se a
causa for Superveniente (responderá por Tentativa, pois sua conduta não foi a causa da morte). Caso a causa seja
superveniente e o agente é socorrido e morre em decorrência de infecção hospitalar = Homicídio Consumado.
Fato Superveniente Relativamente Independente Adota-se a Teoria da Causalidade Adequada  CONCAUSA
Absolutamente Independente e Relativamente Superveniente = Responde por Tentativa
Obs: Causa Superveniente Relativamente Independente adota-se a Teoria da Causalidade Adequada e não a Teoria
da Equivalência dos Antecedentes Causais.
TIPICIDADE:
a) Tipicidade Formal: adequação da conduta do agente com a previsão legal (Teoria da Subsunção = Luva na mão).
Pode a tipicidade ser IMEDIATA (conduta é exatamente igual ao tipo) ou MEDIATA (conduta não corresponde
exatamente ao tipo).
b) Tipicidade Material: ofensa significativa a um bem jurídico (Princípio da Insignificância)

CRIME DOLOSO: elemento subjetivo (a conduta é objetiva o dolo é subjetivo)


Dolo Alternativo: visa ao atingimento de uma ou outra conduta (Atira para Matar ou Ferir)
Dolo Eventual: o agente assume o risco de produzir os resultados.
Dolo Genérico: vontade de praticar a conduta, sem nenhuma outra finalidade.
Dolo Específico: ele pratica a conduta com uma finalidade específica (Ex: Injúria)
Dolo Direto de Segundo Grau: o agente realiza a conduta, mas sabe que há efeitos colaterais que necessariamente irão
lesar outros bens jurídicos (Bomba para matar: dolo 1º grau para a vítima e dolo de 2º grau para as demais pessoas)
Dolo Aberratio Causae: erro para cometer a primeira conduta, mas alcança o resultado na segunda conduta, sem ter se
direcionado para isso (ex: Atira na pessoa, e achando estar morta a interro, morrendo por asfixia – segundo ato).
Responderá independentemente da causa utilizada para atingir o objetivo = Homicídio Consumado.

CRIME CULPOSO: ocorre devido a violação a um dever de cuidado do agente, podendo a conduta ser lícita ou ilícita.
Adota-se a Teoria Objetiva na culpa.
-Negligência: não toma as cautelas para a conduta não ocorrer (deixa de fazer algo que deveria)
-Imprudência: pratica atos temerários (faz algo onde a prudência não recomendaria)
-Imperícia: desconhecimento de uma regra técnica profissional
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO: Conduta /Tipicidade (somente pune crime culposo se previsto em lei, sendo exceção)
/ Violação a um Dever de Cuidado (negligência, imprudência ou imperícia) / Resultado Naturalístico Involuntário / Nexo
Causal / Previsibilidade Objetiva(o resultado deverá ser previsível mediante esforço de um homem médio).
TIPOS DE CULPA
-Culpa Inconsciente: culpa propriamente dita, sem a intenção
-Culpa Consciente: o agente prevê o resultado, mas acredita que este não irá ocorrer (o agente não assume o risco)
-Culpa Imprópria: o agente quer o resultado, mas acredita, mediante erro, que esta fazendo mediante uma excludente
de ilicitude ou culpabilidade (Ex: Pai que acredita estar em legítima defesa, atira em seu próprio filho). Não há isenção
de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
COMPENSAÇÃO DE CULPAS: não existe no direito penal brasileiro, se ambos cometerem fato culposo (Ex: lesão
corporal recíproca no caso de acidente de carro onde ambos estavam na contramão)

CRIME PRETERDOLOSO: Dolo no início e Culpa no final. Pratica crime mais grave não com o dolo inicial, mas com a
culpa. (Ex: deu soco para lesar, porém veio a falecer).

INTER CRIMINIS (C P E C)
-COGITAÇÃO (fase interna não punível) – Princípio da Exteriorização do Fato
-PREPARAÇÃO (dá início aos preparativos – Como regra são impuníveis, salvo quando for delito autônomo)
-EXECUÇÃO (dá início a conduta delituosa, por ato capaz de provocar resultado)
-CONSUMAÇÃO (presença de todos os elementos)
Exaurimento: é uma etapa pós crime, posterior a consumação, não alterando a conduta típica.

TENTADO: quando iniciado a EXECUÇÃO (e não a preparação), este não ocorre por vontade alheias a do agente. Faz-se
então a Adequação Típica Mediata para poder aplicar, pois o agente não pratica a conduta perfeita. Pune de acordo
com o crime consumado, DIMINUINDO de 1/3 a 2/3 (quanto mais próximo da execução, menos será a diminuição).
-Tentativa Branca/ incruenta: agente não atinge o bem (Ex: atira várias vezes, porém erra todos)
-Tentativa Vermelha/ cruenta: agente atinge o bem, mas não consegue o resultado (Ex: atira em um tiro acerta)
- Tentativa Perfeita: o agente esgota completamente os meios que dispunha (Ex: descarrega o revolver)
- Tentativa Imperfeita: o agente não esgota os seus meios, sendo impedido (Ex: atira apenas 2 vezes com pistola)
NÃO ADMITE TENTATIVA: Crime Culposo / Crime Preterdoloso / Crime Unissubsistente / Crime Omissivo Próprio /
Crime de Perigo Abstrato / Contravenções Penais / Crimes Habituais
CRIME IMPOSSÍVEL: chamado de tentativa inidônea, onde jamais o crime poderia se consumar. Em tese são tentativas
que não geram nenhuma lesividade jurídica, devendo as ineficácias serem absolutas. Como não há punição para esses
crimes, adotou-se a Teoria OBJETIVA da Punibilidade do Crime Impossível. Pela TEORIA SUBJETIVA, independe se o
agente agiu com ineficácia ou impropriedade, respondendo por aquilo que ele queria praticar.
-Ineficácia Absoluta do Meio: atirar com arma de brinquedo
-Absoluta Impropriedade do Objeto: matar pessoa que já está morta.

DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA: o agente pode produzir o resultado, mas não quer. Não poderá haver o resultado em
razão da desistência do agente. (Atira uma vez, porém, mesmo com outras munições, não prossegue). Responde pelos
atos já praticados. A desistência poderá ter partido dele, ou de um terceiro (acatado a pedido de terceiro).
ARREPENDIMENTO EFICAZ: pratica os atos EXECUTÓRIOS, mas após isso se arrepende e impede que o resultado se
consume. Será necessário que a conduta do agente impeça o resultado (se o resultado ocorrer o agente responde pelo
crime). Responde pelos atos já praticados.
ARREPENDIMENTO POSTERIOR: SEM violência nem grave ameaça + Reparado o dano + até RECEBIMETO da
denúncia (difere da Renúncia da APP) + Ato Voluntário = REDUZ DE 1/3 A2/3 (a doutrina entende que se a violência
ocorreu de forma culposa poderá ser aplicado o arrependimento posterior)
Obs: Havendo Concurso de Pessoas na desistência Voluntária e Arrenpedimento Eficaz, a conduta de um extende-se
aos demais (pro-réu).
VIOLÊNCIA IMPRÓPRIA: quando o agente não agride, mas reduz a capacidade de defesa (ex: amarra, amordaça)

EXCLUSÃO DO FATO TÍPICO


-Coação Física Irresistível: não se confunde com a coação moral (exclui a culpabilidade), sendo coagido fisicamente.
-Erro de Tipo Inevitável: se o erro for inevitável, afastará o dolo e a culpa (Ex: Pegar capacete que não era o seu)
-Ato Reflexo/ Sonambulismo: o agente não tem o controle sobre a sua ação (Ex: leva um susto e dá um soco)
-Adequação Social da Conduta: ausência de ofensa social que decorre da tolerância da sociedade.

ILICITUDE: atitude que contrarie o direito. Podem ser excluídas por Causas Genéricas (Ex: Legítima Defesa) ou Causas
Especifica (ex: furto de coisa comum)
EXCLUDENTES: Tais fatos não Excluem a TIPICIDADE, mas sim a ANTIJURIDICIDADE/ILICITUDE.
A – ESTADO DE NECESSIDADE: salva de perigo atual, que não provocou, nem podia evitar, cujo sacrifício NÃO era
razoável exigir. Poderá ser para si ou para outrem. Não se admite estado de necessidade em perigo iminente ou
futuro. A conduta deverá ser INEVITÁVEL e PROPORCIONAL.
A1)Est.Nec. Agressivo: sacrifica bem jurídico de terceiro que não provocou o perigo (Joga seu carro em outro)
A2)Est.Nec. Defensivo: se defende, sacrificando bem jurídico de quem criou o perigo.
A3)Est.Nec. Putativo: o agente incorre em erro, se for ESCUSÁVEL (não tinha como ele saber) exclui o delito, se for
INESCUSÁVEL (ele poderia saber) responde pelo delito na modalidade culposa.
A4)Est.Nec. Recíproco: possível, desde que ambos não tenham criado a situação de perigo.
Se o sacrifício for maior que o bem protegido responde pelo crime + diminuição de pena (1/3 a 2/3)

B) LEGÍTIMA DEFESA: usa moderadamente dos meios necessários, repelindo injusta agressão, ATUAL ou IMINENTE,
para si ou para outrem. Funciona apenas contra pessoas (salvo se utilizar o animal como meio, incorrendo em legitima
defesa contra o patrimônio do dono). Poderá repelir a agressão, ainda que possa fugir. A legítima defesa não é
presumida, devendo provar sua ocorrência.
Leg.Def. Agressiva: agente pratica ato previsto como infração penal
Leg.Def. Defensiva: o agente limita-se a se defender, não atacando nenhum bem jurídico.
Leg.Def. Própria: quando o agente defende a si mesmo ou seu bem jurídico.
Leg.Def. Sucessiva: o agente excede os meios de repelir a injusta agressão, sendo o outro legitimado a defender-se.
Leg.Def. Terceiro: se o bem for disponível deverá haver a concordância do terceiro.

C) ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL


Quando o policial faz agressões para prender. Durante uma troca de tiro o policial age em Legítima Defesa. Terceiro
que ajuda o policial age em Estrito cumprimento do dever legal, havendo a comunicabilidade (Ex: Fabim no Texas).
Advogado que nega passar informações de seu cliente está em Est.Cump.Dever Legal.

D) EXERCÍCIO REGULAR DE UM DIREITO


O direito deverá ser o seu. Tal direito deverá estar previsto em lei (direito derivado de costume não se aplica). Comum
em práticas desportivas. [Se o atleta for além das regras, poderá responder pelo Crime de Lesão Corporal]
EXCESSO: será punível o excesso, seja ele CULPOSO ou DOLOSO
CONSENTIMENTO DO OFENDIDO: em alguns casos poderão causar a exclusão da ilicitude, desde que o consentimento
seja Válido; Bem Jurídico deverá ser Próprio e Disponível; o Consentimento deverá ser Prévio.

Teoria da Imputação Objetiva (Claus Roxin): limita a responsabilidade penal, não poderá atribuir resultado à conduta
do agente quando este tenha seus atos que decorram de um risco permitido ou de uma conduta que diminua o risco
proibido (Ex: empurrar uma pessoa para que ela não morra).
Princípio da Lesividade: somente haverá uma infração quando tiver ofensar a bem jurídico de outra pessoa. Deste
modo, não se pude a autolesão.

CRIME - (DICOTÔMICO, pois faz distinção entre o Crime e a Contravenção)


 Material: ação humana que lesa ou expõe a perigo um bem jurídico de terceiro (lesividade a bem jurídico de terceiro)
 Formal: toda infração ao qual a lei comina uma pena de reclusão ou detenção (Contravenção: prisão simples e multa)
 Analítico: divide-se em Típico / Ilícito / Culpável (Teoria Tripartida do Crime)
Obs: Teoria Bipartida: o fato é Típico e Ilícito, sendo a Culpabilidade apenas um pressuposto para aplicação de pena.

CONTRAVENÇÃO: infração que a lei comine Prisão Simples e Multa, ou ambas, alternadas ou cumulativamente. A
escolha do que será contravenção é política, partindo da lesividade que achar o legislador. Não se admite tentativa / A
prática de contravenção no exterior não gera efeitos penais (inclusive reincidência) / O tempo máximo de cumprimento
de pena será de 5 anos / não se aplicam hipóteses de extraterritorialidade.

Novatio Legis Incriminadora: produzirá efeitos a partir da sua entrada em vigor, não retroagindo
Lex Gravior: aplica-se somente aos fatos futuros, não podendo retroagir (Lei que traga prejuízo ao réu)
Lex Mitior: quando há uma nova lei que entra em vigor trazendo efeitos benéficos ao réu, retroagindo à sua vigência
Abolitio Criminis: aplica-se a fatos passados e para os fatos futuros (o crime não se considerará para reincidência)
Continuidade Típico Normativa: a lei revoga o crime e o insere em um novo tipo penal, não havendo abolitio criminis

TEORIA DA PONDERAÇÃO UNITÁRIA/GLOBAL: admitida pelo STF, quando uma lei trouxer elementos benéficos e
prejudiciais ao réu, não poderá o juiz fazer uma análise de ambas, sob pena de estar criando um terceiro tipo-normativo
(fere a teoria da separação dos poderes). Tal teoria difere da Teoria da Ponderação Diferenciada.

ULTRATIVIDADE: lei que produz seus efeitos mesmo após sua revogação (em relação aos fatos praticados em sua
vigência). Caso das LEIS INTERMITENTES (Excepcionais e Temporárias). Tais leis são ultrativas quanto aos fatos
praticados durante a sua vigência. (1º aplica lei ultrativa -> 2º aplica-se o abolitio criminis)

TEMPO DO CRIME: momento da ação ou omissão, não importando o do resultado. Adotado pela Teoria da Atividade.
 Crime Permanente: aplica-se a lei em vigor ao final da permanência delitiva, ainda que mais gravosa.
 Crime Continuado: aplica-se a lei do último crime praticado, ainda que mais gravosa.

LEI PENAL NO ESPAÇO: aplica-se o Princípio da Territorialidade Mitigada, nos crimes cometidos no território nacional,
visto haver exceções para a aplicação de lei brasileira.
*TERRITÓRIO: Mar Territorial / Espaço Aéreo / Subsolo
*TERRITÓRIO P/ EXTENSÃO: navios e aeronaves particulares em alto mar e espaço aéreo / navios e aeronaves públicas
> Aplica-se Lei Brasileira a Navio Estrangeiro em Território Nacional
> PRINCÍPIO DA PASSAGEM INOCENTE: uma embarcação poderá ultrapassar desde que não ameace a paz, segurança e
boa ordem do Estado (aplica-se quem utiliza o território apenas para PASSAGEM, caso o país seja o destino, não há tal
aplicação). Desde modo, não aplica-se a lei do Brasil quando a embarcação estiver apenas de passagem.

EXTRATERRITORIALIDADE: aplicação da lei nacional a um fato que ocorreu no exterior.


 PRINCÍPIO DA PERNALIDADE/NACIONALIDADE: nos casos de genocídio e crime comum cometido por brasileiro no
exterior (Entrar o agente em território nacional / punível em ambos países / crime que autoriza extradição / não ter sido
o agente absolvido ou cumprido a pena no estrangeiro) [na passiva precisa de requisição do Min. da Justiça]
 PRINCÍPIO DO DOMICÍLIO: somente no caso de crime de genocídio (Princípio da Justiça Universal)
 PRINCÍPIO DA DEFESA/PROTEÇÃO: no caso de vida/liberdade do presidente (não se aplica a qualquer crime); contra o
patrimônio ou fé pública da UEDFM e FASE / Contra a Administração pública [aplica ainda que absolvida no exterior]
 PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL: crimes dos quais através de tratados ou convecção o país se obrigou a reprimir
 PRINCÍPIO DA BANDEIRA/PAVILÃO: aplica-se a lei brasileira aos crimes cometidos no estrangeiro, em embarcações
PRIVADAS (não se aplica a embarcações públicas, apenas privadas), desde que possuam bandeira brasileira, caso não
seja julgado pelo país do crime.
DETRAÇÃO PENAL INTERNACIONAL: a pena cumprida no extrangeiro será abatida no Brasil. Não se trata de Bis In Idem
caso ambos os países tenham tratado reprimir tais crimes (STF)

LUGAR DO CRIME: aplica-se a Teoria da Ubiquidade (mista), aplica-se ao lugar do crime assim como o do resultado (ou
deveria se produzir o resultado).
EXTRATERRITORIALIDADE
- Condicionada: somente aplica a lei brasileira de modo subsidiário, depois de cumpridas algumas condições (Entrar em
território nacional / ser o fato punível em ambos países / estar no rol de crimes autorizados a extradição / não tiver o
agente absolvido no estrangeiro)
- Incondicionada: basta que o crime ocorra para aplicar a lei brasileira em território estrangeiro (genocídio e contra bens
jurídicos de relevância nacional)
- Hipercondicionada: Além da condições previstas, aplicam-se mais duas (Requisição do Ministro da Justiça / Não ter
sido negada a extradição do Infrator)

RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURIDICA: pode ser sujeito ativo de crime (meio ambiente). Não se aplica a
responsabilidade da PJ nos crimes contra o sistema financeiro e economia popular.
 Teoria da Dupla Imputação: responsabiliza-se tanto a Pessoa Física como a Pessoa Jurídica. (não há atualmente)

IMUNIDADE DIPLOMÁTICA: concedida em razão do cargo que ocupa, prevista na Convenção de Viena, sendo
imunidades Absolutas, sendo os diplomatas sujeitos a jurisdição de seu país (estende-se aos funcionários e familiares).
Essa imunidade é irrenunciável, por é em relação ao cargo e não a pessoa.
 CONSULES: sua imunidade é referente apenas aos seus atos (e não absoluta). Pode ser preso por outro crime.

IMUNIDADE DE PARLAMENTARES: prerrogativa concedida ao cargo ocupado, sendo imunidade Material e Formal.
 FORMAL: relacionada a questões processuais (prisão). Ocorre desde a expedição do diploma (diplomação). Somente
poderão ser preso em Flagrante por Crime Inafiançável = remete os atos em 24h a Casa para votarem (Maioria
Absoluta em Votação Aberta)
*Somente poderá pedir sustação o PARTIDO POLÍTICO com representação na respectiva Casa (Sen./Dep.)
 MATERIAL: invioláveis por quaisquer opiniões, palavras ou votos. Possui tal imunidade em qualquer lugar do Brasil
onde esteja na qualidade de parlamentar (não apenas no recinto).
*Vereadores: inviolabilidade de palavras, opiniões e votos na circunscrição do município.

SUJEITO PASSIVO
Mediato/Formal: sempre será o Estado (todo crime é uma ofensa ao Estado)
Imediato/Material: titular do bem jurídico efetivamente lesado (o Estado poderá ser Suj.Passivo Material)
Obs: ninguém poderá ser sujeito ativo e sujeito passivo ao mesmo tempo (nem mesmo no crime de rixa)

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

QUESTÕES
Decadência: possui efeitos ex tunc, somente poderá ocorrer até antes do ajuizamento da ação penal, sendo uma das
formas de extinção da punibilidade.
Princípio da Consunção: o fato principal absorve o fato acessório. Comparação feita entre os fatos e não as normas.
Aplica-se o crime final e não o crime meio (grave ameaça + subtração = Roubo)
CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS: 1) Subsidiariedade; 2) Especialidade; 3) Consunção; 4) Alternatividade.
Reparação de Dano: exige-se o pedido da parte interessada nas condenações estrangeiras.

 Extraterriorialidade Condicionada: somente esta necessita do ingresso do agente em território nacional para
sua aplicação, sendo dispensável na Incondicionada.
 Extraterritorialidade Incondicionada: não esta sujeita a nenhuma condição, sendo a mera prática de crime no
estrangeiro já aplica a pena.
Ultratividade: revive a lei mais benéfica, ainda que revogada, para beneficiar o réu.
INSUSCETÍVEL ANISTIA, GRAÇA E INDULTO: Tortura / Terrorismo / Tráfico / Hediondo (3TH não tem graça)
INAFIANÇÁVEIS: Racismo / Ação de grupos armados / Tortura / Tráfico / Terrorismo / Hediondos
IMPRESCRITÍVEIS: Racismo / Ação de grupos armados
 ANISTIA - Compete ao CN, com a sanção do Presidente. Para tanto, É SANCIONADA LEI. Exclui o crime, rescinde
a condenação e extingue totalmente a punibilidade,
 GRAÇA - Perdão pelo Presidente à determinada pessoa, individualmente. Será individual e feita pelo Presid.
 INDULTO - é coletivo, ao contrário da graça. Concedido pelo Presidente, mas ele pode delegar a atribuição a
Ministro de Estado, ao Procurador-Geral da República e ao Advogado-Geral da União.
RETRATAÇÃO: caberá nos crimes de A.P.P. Condicionada até o oferecimento da denúncia (e não do recebimento)
A pena de multa no estrangeiro tem o condão de atenuar a pena imposta no Brasil.
CI/DA = Computa as penas Idênticas – penas Diversas Atenua = PELO MESMO CRIME

INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA: admitida pelo direito Penal, difere de Analogia, deve haver a existência de uma norma
regulamentadora expressa. (analogia é instrumento de integração).

Crimes Omissivos Impróprios: quando há um dever de cuidado, havendo um dever jurídico de agir para evitar o
resultado. Para que o agente seja punido, é preciso que exista possibilidade real de evitar o resultado. O dever de agir
pode incumbir a quem criou o risco da ocorrência do resultado com seu comportamento anterior.