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Resumo

Introdução

Suicídio significa matar a si mesmo intencionalmente, este se apresenta como

um fenômeno que pode ocorrer e afetar pessoas de distintas classes sociais, culturas,

níveis de escolaridade e raças. Segundo um estudo realizado pela Organização das

nações unidas (2018), uma pessoa se suicida a cada segundo, aproximadamente 800 mil

pessoas morrem ao ano em decorrência do suicídio, sendo inclusive esta a segunda

maior causa de morte com idade entre 15 e 29 anos. (referencia) O comportamento

suicida pode ser apresentado em três fases: a ideação suicida se caracteriza no pensar,

arquitetar e planejar suicidar-se; (referencia) o comportamento suicida se configura nas

tentativas de tirar a própria vida (referencia) e o suicídio é o ato de tirar a própria vida.

(referencia).

Diante desses dados alarmantes é importante que se pense a necessidade de se

falar sobre suicídio. Um tema que ainda hoje é um tabu e em decorrência disso é

silenciado, tanto pela família como pelas autoridades responsáveis ou profissionais da

saúde, ocultando-se assim esse grave problema de saúde pública (Botega, 2002). Com

isso percebe-se que é necessário que haja uma desmitificação do suicídio, que apesar de

ser um tema polêmico e provocador de angústias, é preciso atrair a atenção da sociedade

para este tema com a intenção de promover uma mudança de olhares saindo da

percepção assustada, amedrontada para uma visão mais acolhedora e sensível, um

cenário onde os indivíduos possam ser escutados promovendo assim, com essa mudança

de olhar a execução de programas interventivos (Barbosa, Macêdo, & Silveira, 2011).

Depois do lançamento das contribuições da Organização Mundial da Saúde em

2000 sobre o que diz respeito ao suicídio, entre muitos pontos positivos, o incentivo ao

estímulo da pesquisa sobre como tudo ocorre, foi um deles. Levando em consideração
isso, essa pesquisa estará intimamente ligada ao processo de transmitir conhecimento

sobre o que o suicídio representa e focalizando no que a prevenção pode atuar na

melhora do corpo tanto individual como grupal.

Tomando como base ainda a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990,

ela passou a considerar o suicídio como uma problemática de saúde pública e por isso,

procurou incentivar a criação de projetos para sua prevenção.

Ela designou que esse projeto tinha que possuir estratégias de cunho

multissetoriais. Muitos países implantaram planos nacionais para colocar esse plano em

prática, no Brasil, até por volta do ano 2000, o suicídio não era visto como um problema

proveniente de saúde pública, pois existiam outras doenças mais violentas que

camuflava esse problema. Porém, no mesmo ano de 2000, houve uma crescente, no que

se diz respeito ao universo da temática. Tanto em discussão, quanto pesquisas, livros,

eventos científicos e divulgação de dados sobre os índices em volta do suicídio nas

mídias.

E com esse desenvolvimento, veio a necessidade de ter uma melhora na

qualidade do atendimento emergencial como também no que se diz sobre a prevenção.

E com a criação das diretrizes que cercam problema, chegamos no que se refere aos

dispositivos de saúde e no que eles interferem nessa prevenção.

A prevenção do suicídio em jovens requer o uso de múltiplas estratégias,


como a detecção precoce do comportamento suicida e o tratamento adequado
(BAGGIO; PALAZZO; AERTS, 2009). Neste contexto, a Atenção Primária à
Saúde (APS) pode exercer um papel estratégico, devido ao seu maior vínculo
com a comunidade, na prevenção do suicídio por meio do contato precoce e
continuado com as pessoas em situação de risco. (OMS, 2000).

A Atenção Básica é,conforme o Ministério da Saúde (2013), um local


estratégico de cuidado em saúde mental,na medida em que facilita o acesso
das equipes aos usuários e vice e versa, possibilitando a construção do vínculo
e da longitudinalidade da atenção. A partir do momento que várias equipes se
reúnem, compartinhando experiências e desenvolvendo propostas,
ocasionando novos arranjos do sistema de saúde, que é chamado de
matriciamento.

De acordo com Campos e Domitti (2007), a relação entre essas equipes


constitui um novo arranjo do sistema de saúde:
apoio matricial e equipe de referência são, ao mesmo
tempo, arranjos organizacionais e uma metodologia para
gestão do trabalho em saúde, objetivando ampliar as
possibilidades de realizar-se clínica ampliada e integração
dialógica entre distintas especialidades e profissões.
(pag.400)

Teremos como objetivo geral avaliar as ocorrências e as ações sobre os casos

de suicídios em Parnaíba. Os objetivos específicos terão como foco identificar a

frequência de casos de suicídio em Parnaíba entre os anos de 2016 a 2018; verificar as

ações promovidas nos dispositivos de saúde para prevenção do suicídio e mapear a

frequência do suicídio nos bairros de Parnaíba, observando a relação gênero e idade.

Dado o exposto questiona-se qual a frequência de casos de suicídio em

Parnaíba entre os anos de 2016 a 2018 e quais são as ações promovidas nos dispositivos

de saúde para prevenção do suicídio.

Caracterização do suicídio

Durkheim (1897) caracteriza o suicídio como sendo “todo caso de morte que

resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria

vítima, ato que a vítima sabia dever produzir este resultado”. Diferenciando da tentativa

de suicídio, em que o ato seria interrompido antes que ocorresse a morte. O


comportamento suicida pode ser classificado em três fases, a ideação suicida, a tentativa

e o suicídio consumado.

A ideação representa um importante alerta para a consumação do suicídio

(Werlang et al., 2005). Sabendo disso, é importante destacar que o suicida apresenta

sinais de que esta planejando tirar a própria vida. Outro ponto que deve ser enfatizado é

que depois de ter atentado contra a própria vida a primeira vez, o indivíduo irá tentar

mais outras vezes, até que consiga por fim na sua vida (Borges et al., 2008; Dutra,

2002).

A ideação suicida se apresenta associada a diversos fatores subjetivos, tais

como: como desesperança, impulsividade, agressividade, percepção do corpo,

dificuldades em comunicar-se e falta de pertencimento social. Além de questões

demográficas, socioeconômicas, orientação sexual, uso de álcool e comportamento

suicida em pessoas próximas. Apresentando-se assim como um evento que envolve

diversos fatores e dimensões (Silva, 2006).

O comportamento suicida refere-se comumente as tentativas de suicídio, estas

tentativas podem ser classificadas levando-se em consideração a gravidade da

intencionalidade, que engloba o risco e letalidade. (Fukumitsu, apud Shneidman, 1993).

O comportamento suicida está arraigado de diversos estigmas, fato que

leva os sujeitos a se sentirem envergonhados ou mesmo discriminados. Junto com

esses estigmas o comportamento suicida está carregado de mitos, que muitas vezes

podem contribuir para que pessoas em sofrimento sejam negligenciadas e acabem

cometendo o suicídio. Dentre esses mitos estão a crença de que quando as pessoas

ameaçam suicidar-se, não terão realmente coragem de fazê-lo. Esta informação é

falsa já que na maioria dos casos de suicídio esse “aviso” é dado. Outro mito é o

pensamento de que quando se fala sobre suicídio o risco de que as pessoas


cometam aumenta. Pensamento equivocado, já que falar sobre pode ajudar aliviar

a angústia que esses pensamentos podem estar causando ao indivíduo.

Suicídio e a dificuldade de se falar sobre

O suicídio é um fenômeno que pode afetar os mais diversos indivíduos e sua

compreensão é bastante complexa, tentar entender o suicídio é um exercício de bastante

estudo, observação e analises. Barbosa, Macedo e Silveira (2011). De acordo com dados

da organização mundial de saúde até 2020, 1.53 milhões de indivíduos terão morte em

decorrência de suicídio. O Brasil figura entre os doze países onde ocorrem mais óbitos

por suicídio (Fukumitsu, 2014).

Segundo a OMS cerca de 800 mil pessoas anualmente vão a óbito em

decorrência de suicídio por ano. É um problema real e por vezes difícil de ser tratada,

tamanha sua complexidade, talvez esse seja um dos motivos pelos quais se evita falar

sobre o assunto. Porém se este tema for abordado de maneira correta o suicídio pode ser

prevenido.

Os casos de suicídio vêm aumentando a cada dia e é um tema que deve ser

falado, podemos perceber que apesar de um numero alarmante de casos de suicídio e

este representa um fenômeno complexo de saúde pública, verificamos uma tentativa que

por vezes soa como um pacto invisível de não trazer à tona o assunto.

As mídias como um todo, seja revista, jornais, programas e etc., tem o poder de

promover discussões e foco sobre determinado assunto a qual se propõe a dar “luz”.

Sendo assim explanar sobre o suicídio, suas possíveis causas, expor os números, trazer

o tema a debate, poderá ser uma porta de entrada para falar sobre o assunto, suicídio.

Saúde Mental e o Suicídio

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2016) a saúde mental quando

debilitada liga-se a mudanças drásticas no meio social, estilo de vida não saudável, risco
de violência, cotidiano estressante, discriminação de todos os tipos o que inclui também

fatores de personalidade e também psicológicos. Pode-se notar que as tentativas de

suicídio e suicídio consumado e o estado mental estão intimamente ligados.

Como dito anteriormente existem alguns transtornos psíquicos relacionados as

tentativas e consumação do suicídio, nos quais podemos citar:

Esquizofrenia: O primeiro a pesquisar sobre a doença foi Kraepelin (1856

1926) que definiu como “demência precoce”, pois os sintomas iniciais surgiam no

começo da vida. Os sintomas incluíam alucinações, perturbações, esvaziamento afetivo.

No que diz respeito às tentativas de suicídio e consumação, a esquizofrenia

deve ser acompanhada por profissionais da saúde que sejam especializados em ajudar.

Um tratamento multidisciplinar é essencial, processo farmacológico preciso e

tratamento com terapeutas ocupacionais (BRASIL, 2016)

Depressão: Segundo a OMS (2016) a depressão acomete aproximadamente

300 milhões de pessoas no mundo todo, tendo classificação como leve, moderada e

grave. As consequências da depressão é fazer com que a pessoa tenha dificuldade no

convívio social com familiares, amigos, dia-a-dia escolar e no trabalho.

Pode ocorrer que alguns desfechos da depressão pode ser o suicídio. Ainda de

acordo com a OMS aproximadamente 800.000 pessoas morrem por suicídio

anualmente, sendo assim a segunda causa principal da morte entre jovens de 15 a 29

anos.

É cabível aos profissionais da saúde atender a população com todo cuidado e

atenção necessária, contribuindo para um tratamento eficaz para fim de reduzir a

possibilidade de um ato suicida.

Transtorno do pânico e ansiedade: O transtorno do pânico se encontra entre

os problemas mais frequentes encontrados na área dos transtornos de ansiedade. De


acordo com Kapczinski; Quevedo; Izquierdo (2000), o transtorno de ansiedade

generalizado por uma preocupação em excessividade que acontece na maioria dos casos

o quadro durar mais de seis meses sem um autocontrole fácil do indivíduo.

Segundo Graeff e Brandão (1999) o transtorno do pânico se caracteriza por ter

ocorrências em repetidas vezes desses ataques. Nos quais os sintomas são: súbitos de

terror, acompanhado de manifestações intensas de: tonturas, palpitação, tremores e

dispneia entre outros.

Álcool e drogas: A utilização de álcool e drogas que antes era preocupante a

dependência de apenas adultos e idosos, agora acomete cada vez a população jovem. A

falta de fiscalização aumenta a probabilidade da venda de álcool e cigarro para menores,

o que deveria se destinar apenas para maiores de dezoito anos.

A questão da dependência dos jovens também envolve questões sociais como

violência doméstica, comportamento sexual de risco, gravidez indesejada. E também

aumenta a impulsividade do indivíduo o que eleva o risco de tentativa e consumação do

suicídio (BRAGA, 2011).

A solução possível para a quebra total ou redução do consumo de álcool e

demais drogas seria um foco pesado na realização de programas em escolas e

dispositivos de saúde. Isso tudo com fim de instruir a população do que o uso abusivo

de álcool e drogas faz com o indivíduo e com sua saúde mental.

Suicídio nas mídias sociais

De todos os casos de saúde pública, o suicídio é certamente um assunto que

merece muito a atenção da mídia em virtude dos desdobramentos e da complexidade

que estão envoltos neste processo. Esse entendimento ocorre nos veículos de

comunicação através de notícias sobre suicídio que são veiculadas e que chamam
bastante a atenção. De acordo com Bock (2001) O suicídio está presente quando as

condições de vida social são pouco propícias ao desenvolvimento e realização pessoal e

levam o indivíduo a mecanismos de autodestruição e esse risco é muito maior na

adolescência. Por outro lado, Papalia (2008) também ressalta que o suicídio na

adolescência é reflexo de pressões culturais bem como da inexperiência e da

imaturidade desses jovens, que costumam correr riscos e a agir com imprudência.

Assim, a mídia desempenha um papel significativo na sociedade atual, ao

proporcionar uma ampla gama de informações a respeito deste problema, através dos

mais variados recursos haja vista que influencia fortemente as atitudes, crenças e

comportamentos das pessoas e ocupa um lugar central na vida das pessoas. Quando nos

referimos às mídias, destacamos as chamadas “redes sociais digitais”, assim definidas

como um tipo de mídia mais específica de comunicação em massa, em que há uma

constante troca de informações advindas de uma emergência cultural mundial

(Vermelho et al., 2014).

O suicídio é problema de saúde pública que tem grande influência nas

mídias. Dessa forma, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente

(1990) um dos direitos fundamentais da do adolescente de acordo com o artigo 17º é “o

direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da

criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da

autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.

Lamentavelmente, isso não tem ocorrido, pois de acordo com Oliveira & Silva, a

Internet tem influência direta em casos de suicídio, a partir da sugestionabilidade,

indução e instigação, fazendo isso através de fóruns de pesquisa e redes sociais,

fornecendo todas as dicas de como cometer um suicídio.


Essa geração nasceu com acesso à tecnologia, e o contato com as mídias

sociais é inevitável. Existe uma busca de aceitação, de afeto, e isso, muitos possuem no

mundo virtual. Desse modo as mídias de hoje oferecem aos jovens uma voz que pode

ser transmitida e ouvida, bem como um ambiente que conduz à disseminação viral de

ideias e à organização de movimentos em torno de uma causa comum (Rich, 2013).

Quando a causa comum é relevante socialmente, contribui para o desenvolvimento, é

uma vertente construtiva e poderosa do poder das redes sociais. O problema é que

muitas vezes o objetivo é potencializar e estimular o comportamento autodestrutivo em

um público vulnerável, como adolescente.

De acordo com Papalia (2006, pág. 744) “adolescentes suicidas tendem a ter

má opinião sobre si mesmos, a se sentirem impotentes e a terem fraco controle de

impulsos e baixa tolerância à frustração e ao estresse”. Esses jovens costumam estar

alienados de seus pais e não ter ninguém de fora da família para recorrer, ficando assim

em um estado de vulnerabilidade. O cenário da sociedade atual apresenta famílias

afastadas e as relações são rasas, abrindo espaço para novas formas de relacionamentos,

porém virtuais, o que certamente vai na contramão da nossa constituição.

De acordo com o artigo 227 da Constituição Federal (1988)

“é dever da família (...) assegurar ao adolescente e ao jovem,


com absoluta prioridade, o direito à vida (...) à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
(pág.132)

O suicídio é um assunto muito complexo, a publicação de atos suicidas coloca

em questão o direito fundamental do cidadão à informação e os problemas que podem

provocar em algumas pessoas. O cuidado em relação à veiculação de suicídio de forma

inapropriada pode ser impressionante e podendo até estimular pessoas em risco em uma

condição de imitação. Sobre esse risco da imitação desse comportamento


autodestrutivo, o guia da Organização Mundial de Saúde dá um importante alerta. OMS

(2000, p.5) afirma que “um dos muitos fatores que podem levar um indivíduo

vulnerável ao suicídio pode ser a publicidade sobre suicídios nos mídia. A forma como

a mídia apresenta as notícias de casos de suicídio podem influenciar outros suicídios”.

Outro detalhe que também é muito relevante é o anonimato. Neste ponto

de vista Mirashara & Weisstub (2007) concordam que o anonimato na internet impede a

possibilidade de verificar a autenticidade das informações de um site, por isso encontra-

se sites que encorajam o suicídio com publicação de textos ou de informações sobre

métodos com detalhes específicos. Dessa forma, podemos deduzir que os responsáveis

por esses sites são pessoas despreparadas e sem qualquer orientação que publicam de

maneira errada e estimam o suicídio em pessoas vulneráveis.

Assim, constata-se que a internet é apenas mais um caminho ou rota

potencializadora para o suicídio. Apesar de também ser um fator agravante, a internet

pode ser usada como uma ferramenta para o auxílio e prevenção sobre o suicídio já que

possibilita a entrada em contato com plataformas de ajuda e acolhimento. Segundo

Hobsbawn (1995), a novidade dessa transformação está tanto em sua

extraordinária rapidez, quanto em sua universalidade.

Portanto, o fenômeno do suicídio demanda a necessidade de um olhar

cuidadoso para a intervenção em crise contextualizada por multifatores de atenção. Um

dos fatores na intervenção em crise seria o suporte de uma rede significativa, para que,

no momento da intervenção, esta rede possa significar espaços também na atenção.

Suicídio e população

Um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (2018) diz que cerca

de 800 mil pessoas tiram a própria vida ao ano, sendo esta a segunda maior causa de
mortes entre pessoas de 15 a 29 anos. Países de baixa e média renda compreendem 80%

dos casos com base em dados de 2016 colhidos pelo ; tendo em vista que o Brasil é um

país subdesenvolvido averiguamos as pesquisas relacionadas a esta nação e segundo

pesquisa realizada pelo ministério da saúde divulgada em 2018 foi registrada no

Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) em 2016, a notificação de 11.433

mortes, tendo 220.045 (46,7%) dos casos de intoxicação exógena devido a tentativas

de suicídio nos últimos onze anos. Alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70

anos também foi citada no boletim do Ministério da saúde, nessa coorte foram

registrados cerca de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos ultrapassando a

média nacional de 5,5 por 100 mil. Na região nordeste do nosso país os índices

epidemiológicos de suicídio de acordo com artigo publicado em 2015 por alunas da

universidade federal da Bahia (UFBA) no ano de 2000 era de 3,0% taxa de mortalidade

por suicídio em 2012 teve uma percentual de mudança de 72,4% passando para 5,2

gerada por um aumento nos casos na população do sexo masculino; dentro da região

nordeste o estado que tem o índice de suicídios mais elevado é o Piauí de acordo com

pesquisas publicadas pelo ministério da saúde, atingindo 10 para 100 mil habitantes no

ao de 2016 passando em 4,2 pontos a taxa de mortalidade nacional, ainda nos diz que no

período entre 2007 e 2016 o aumento de casos no Piauí com indivíduos do sexo

masculino foi de 48,8% e que há uma redução do risco em 14% quando se tem CAPS a

disposição do município.

A cidade de Parnaíba, que teve população estimada no ano de 2017 em


150.547 pessoas, apresenta, conforme os últimos cinco anos, a média de 10,4 suicídios
por ano, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Em 2013
foram 08 suicídios registrados; em 2014 foram 13 casos; em 2015 foram 11 suicídios;
no ano de 2016 foram registrados 13 casos; no ano passado (2017) foram 07 suicídios.
Em 2006 o ministério da saúde lançou a Portaria nº 1.876, de 14 de agosto de

2006 instituindo Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio, a ser implantadas


em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de

gestão, lançou o Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental, em

2011 constituíram a rede de atenção psicossocial pela Portaria nº 3088/2011, no ano

de 2014 em 06 de junho definiram a Lista Nacional de Notificação Compulsória de

doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados

em todo o território nacional, torna as tentativas de suicídio e o suicídio agravos de

notificação compulsória imediata em todo o território nacional através da Portaria nº

1271; estabeleceu em 2015 parceria com o centro de valorização da vida; em 2017 as

portarias nº 3.479 Nº 3.491 instituíram o Comitê Gestor para elaboração de um Plano

Nacional de Prevenção do Suicídio e instituiu o incentivo financeiro de custeio para

desenvolvimento de projetos de promoção da saúde, vigilância e atenção integral à

saúde direcionados para prevenção do suicídio no âmbito da Rede de Atenção

Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS). Selecionando os estados com as

maiores taxas de mortalidade por suicídio para serem pleiteados, ainda em 2017 laçou

o boletim epidemiológico e a agenda de ações estratégicas para a vigilância e

prevenção do suicídio e promoção da saúde no Brasil.

Existem dispositivos públicos que estão diretamente ligados ao processo de

prevenção e luto as pessoas que passam por situações de suicídio, um deles é o Núcleo

de Estudo e Prevenção do Suicídio (Neps), uma instituição pública que faz parte do

Centro de Informações Antiveneno (Ciave), ligado à Secretaria de Saúde do Estado da

Bahia; assim como diz a carta de Ottawa, novembro de 1986 onde a Promoção da saúde

foi o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de

sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste

processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os

indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e


modificar favoravelmente o meio ambiente. O Neps de acordo com Soraya Carvalho

promove ações de prevenção a pacientes com risco de suicídio, o dispositivo

disponibiliza acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos, terapias ocupacionais,

com a família e leva a população através de reuniões informações relevantes sobre o

suicídio, a equipe é capacitada através de cursos a fim de que haja a instrumentalização

dos funcionários para reconhecerem os sinais e sintomas que indiquem o risco de

suicídio. No Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS) as

manobras para o auxilio para adaptação e compreensão ao processo de luto seguem o

modelo proposto por Cleiren e Diekstra (1995) que permite entender os mecanismos do

impacto do suicídio, aos sobreviventes ; A magnitude da perda tem uma intensidade que está

relacionada segundo a intimidade. E dividem as manifestações deles após o luto em sete

categorias estado de choque, alivio, catarse, depressão, culpa, preocupação com a perda e

raiva.

Método

O presente trabalho será realizado tendo foco nos dispositivos de saúde da


cidade de Parnaíba-PI, limitando-se às UBS que tem foco direto nos bairros e nos Cras.
A (o que é UBS, CRAS) / (FALAR UM POUCO DO QUE É

MATRICIAMENTO E COMO SE ENCAIXA NO NOSSO TRABALHO).

De acordo com o Ministério da Saúde (2006) as Unidades Básicas de Saúde


(UBS) são estabelecimentos ambulatoriais para o trabalho das equipes de saúde, são
dispositivos que tem como função acolher às demandas espontâneas, dando respostas às
necessidades de saúde da população de sua área de abrangência e garantindo a
continuidade dos cuidados na comunidade. Por outro lado, levando-se em conta as
Orientações Técnicas CRAS (2009) o Centro de Referência de Assistência Social
(CRAS) é uma unidade pública estatal descentralizada da política de assistência social,
responsável pela organização e oferta de serviços da proteção social básica do Sistema
Único de Assistência Social (SUAS) nas áreas de vulnerabilidade e risco social dos
municípios e DF.
Dessa forma, neste trabalho considera-se que são necessários tanto o
entrelaçamento entre os diversos profissionais de saúde como o enfoque interdisciplinar
entre essas equipes. É fundamental a compreensão de que o principal objeto de ação da
política de assistência social são as vulnerabilidades e riscos sociais. Partindo desse
pressuposto, as Orientações Técnicas CRAS (2009 pág.64) afirmam que “as respostas
diversificadas são alcançadas por meio de ações contextualizadas para as quais as
contribuições são construídas coletivamente e não apenas por intermédio do
envolvimento individualizado de técnicos com diferentes formações”. Isto envolve um
novo modo de produzir saúde, é um trabalho em equipe que denominamos de
Matriciamento.
Conforme o Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental (2011 pág.13)
“Matriciamento ou Apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que duas ou
mais equipes, num processo de construção compartilhada, criam uma proposta de
intervenção pedagógico-terapêutica”. Assim, o objetivo do Matriciamento é que duas
equipes interajam, traçando juntas um projeto terapêutico, num apoio que gerará novas
possibilidades, além de reunirem seus conhecimentos sobre aquele indivíduo, que por
sua vez vão servir para revelar seus conhecimentos sobre os hábitos do indivíduo, sua
família, sua comunidade, sua rede de apoio social e pessoal.

Primeiro investigaremos para logo depois comparar o que a literatura aponta

com o que está acontecendo na realidade nas unidades básicas de saúde (UBS) e dos

centros de referências de assistência social (CRAS). Participarão da presente pesquisa,

profissionais que estejam envolvidos na execução de atividades sobre prevenção do

suicídio que possivelmente estejam sendo realizadas nas UBS e nos CRAS.

Utilizaremos alguns instrumentos que darão embasamento e condições para

que nosso trabalho seja desenvolvido, como por exemplo, nos utilizaremos como

recursos entrevistas semiestruturadas e abertas, estas por sua vez elaboradas a partir do

que a literatura aponta sobre a temática suicídio. A entrevista semi-estruturada, para

Triviños (1987) tem como característica questionamentos básicos que são apoiados em
teorias e hipóteses que se relacionam ao tema da pesquisa. Por outro lado, Manzini

(1990) define que o foco da entrevista semi-estruturada está em um assunto sobre o qual

confeccionamos um roteiro com perguntas principais, complementadas por outras

questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista. Também é relevante

saber que, na pesquisa aberta o pesquisador organizou um conjunto de questões sobre o

tema que está sendo estudado, mas permitiu que o entrevistado falasse livremente sobre

o assunto. (Gerhardt & Silveira, 2009).

(o que são entrevistas semiestruturadas e abertas)

O presente trabalho será submetido ao comitê de ética e somente depois será

aplicado. A coleta de dados contará com levantamento de documentos em hospitais e

necrotério, além de pesquisas bibliográficas em sites e revistas cientificas. Nos

utilizaremos também da pesquisa de campo,(o que é pesquisa de campo) onde serão

feitas visitas aos dispositivos de saúde, será verificado se existem projetos e/ou

atividades que abarquem a temática da prevenção do suicídio. De acordo com Fonseca

(2002) a pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa

bibliográfica e documental, se realiza coleta de dados junto a pessoas, com o recurso de


diferentes tipos de pesquisa.
A análise dos dados será feita utilizando porcentagem (o que é porcentagem), e

proporção e estatística discriminativa. Segundo Aurélio (2004) porcentagem é a parte

calculada sobre uma quantidade, enquanto que proporção é a parte de um todo, em

comparação com esse todo. (o que é proporção) De acordo com Field (2009 pág.642)

“esta análise identifica e descreve a função discriminante de um conjunto de variáveis e

é utilizada para dar seguimento a um teste”. (o que é analise discriminativa).


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