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Disciplina: PRR - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho.

Tarefa 1 - 20 pontos

1. Considerando as prerrogativas colocadas ao EST no eSocial, discorra sobre as


oportunidades e desafios ao EST com o advento do eSocial.

Links:
https://www.youtube.com/watch?v=NnzuNCgO7yE&t=1914s
http://www.esocial.gov.br/

O eSocial não pretende exigir nenhuma informação que já não seja do cotidiano do EST e deverá
atender de imediato as seguintes necessidades:
• Ter mão de obra qualificada com bons profissionais na área trabalhista;
• Investimento em treinamento para atender a rotina de envios do eSocial;
• Ter software apropriado para envio das informações;
• Maior exigência e controle das informações cadastrais dos funcionários;
• Mudança de rotina dentro do departamento pessoal.

Cerca de 70% das informações serão para a área trabalhista, porém, na fase de implantação será
fundamental obter informações de outros setores como o fiscal, jurídico e medicina do trabalho.
A comunicação com os clientes deverá ser mudada, preferencialmente disponibilizar canais de
envio imediato de informações para atender todos eventos. A agilidade em ambiente na web
facilitará para o preenchimento dos dados em formulário, fazendo assim, terceiros recebendo
informações completas.
Outra estratégia é a terceirização de folha de pagamento, agora com o eSocial, tal estratégia pode
ser fundamental, oferecendo ao cliente mecanismos online de comunicação e também fazendo o
ajuste da estrutua lógica, organizando os arquivos do cliente, uma solução é a utilização de um
drive nas "nuvens", onde o fornecedor poderá compartilhar com o cliente as pastas e documentos
mensalmente.

Tem-se cinco princípios principais para facilitar a relação entre empregador, empregado e
governo:
i) Viabilizar a garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
ii) Racionalizar e simplificar o cumprimento de obrigações
iii) Eliminar a redundância nas informações prestadas pelas pessoas físicas e jurídicas;
iv) Aprimorar a qualidade de informações das relações de trabalho, previdenciárias e
tributárias
v) Conferir tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte.

O eSocial será um grande desafio pois se houver inconsistência nas informações, poderá gerar
uma notificação e se tal notificação não for justificada, poderá gerar o auto de infração. Também é
importante comentar que o sistema prevê multas elevadas, seja por omissão ou inconsistência.
Por isso os desafios são enormes, mas também possibilitará que as empresas e escritórios
tenham suas informações trabalhistas organizadas, adequadas e dentro das leis.
O especialista, advogado Trabalhista e Previdenciário Rogério Andrade apontou em uma palestra
no evento Corporate Health em 2018 que mais de 20% dos eventos presentes no eSocial são
dados relacionados a SST, o que é um evento expressivo, logo o intuito do governo é saber a
fundo como essa área é tratada nas empresas e, para isso, quer poder visualizar informações
atualizadas e digitalizadas.

No layout atual do programa, existem módulos nos quais dados sobre SST devem ser inseridos
em detalhes. Por exemplo, é preciso incluir informações sobre os Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) usados por cada estabelecimento
e pessoa.
A empresa também precisa fornecer conhecimentos sobre todos os seus ambientes de trabalho –
próprios ou terceiros, caso tenha colaboradores atuando em outros locais.
Um aspecto importante é que a digitalização promove um cruzamento de dados em poucos
cliques.
Isso significa que informações enviadas pelos terceirizados e pela corporação serão comparados,
bem como outros fatores como folha de pagamento e horário de trabalho.

Casos como acidentes que acontecem fora do horário de trabalho poderão ser encontrados com
mais facilidade e a empresa será questionada sobre isso. Por isso, será imprescindível alinhar
informações com todos os prestadores de serviço e manter dados atualizados sempre.

Andrade nos lembra de que, no Brasil, não existem auditores fiscais suficientes para acompanhar
o trabalho das empresas. Apenas 3% das instituições são fiscalizadas. Contudo, com arquivos
eletrônicos, será mais fácil encontrar erros e inconsistências.

“O eSocial não cria novas leis, porém, em breve, o Ministério do Trabalho e a Receita Federal
devem divulgar multas específicas, deixando claras as infrações do sistema. Enquanto isso não
sair, baseie-se nas multas e regras prescritas na legislação vigente para SST. O eSocial não
propõe nada novo, ele é apenas a consolidação eletrônica daquilo que já está na norma”, afirma o
especialista.

2. Consulte o CNPJ da Fiat, da Chevrolet, da Ford e da Mercedes-Benz no site


http://www.previdencia.gov.br/a-previdencia/saude-e-seguranca-do-trabalhador/acidentalidade-
por-cnpj/, faça as comparações (cuidado, pois é necessário verificar se os estabelecimentos
são comparáveis) e apresente conclusão considerando a acidentalidade indicando qual a
mais mórbida.
Os dados não devem ser utilizados para comparação ou estruturação de ranking, pois
contemplam benefícios contestáveis administrativamente ou judicialmente, sem decisão definitiva,
não sendo possível separá-los. Informamos, ainda, que os recursos relativos ao Nexo Técnico
Epidemiológico Previdenciário - NTEP possuem efeito suspensivo, nos termos do art. 21-A da Lei
nº. 8.213, de 1991. Assim, tal lista pode ser alterada, com supressão ou acréscimo de benefícios,
a depender das decisões nos processos administrativos e judiciais.
• CAT - Comunicação de Acidente do Trabalho: somatório de CAT emitida em um
determinado período (ano), extraída do banco de dados do INSS (CAT_Web).

Em relação a CAT a empresa que teve menos índice foi a FIAT, apresentando um menor
número em 2018 e maior médio de vínculos no mesmo ano.

• B91 - Auxílio-Doença por Acidente de Trabalho: somatório de benefício concedido em um


determinado período (ano), extraído do banco de dados do INSS (Sistema Único de
Benefícios - SUB).

Em relação a B91, a FORD e a FIAT tiveram uma média parecida no ano de 2018.

• B92 - Aposentadoria por Invalidez - Acidente de Trabalho: somatório de benefício


concedido em um determinado período (ano), extraído do banco de dados do INSS
(Sistema Único de Benefícios - SUB).

Em relação a B92 a empresa que teve menos índice foi a FIAT, apresentando um menor
número em 2018 e maior médio de vínculos no mesmo ano.

• B93 - Pensão por Morte por Acidente de Trabalho: somatório de benefício concedido em
um determinado período (ano), extraído do banco de dados do INSS (Sistema Único de
Benefícios - SUB).

Em relação a B93 a empresa que teve menos índice foi a FIAT, apresentando um menor
número em 2018 e maior médio de vínculos no mesmo ano.

• B94 - Auxílio-Acidente - Acidente de Trabalho: somatório de benefício concedido em um


determinado período (ano), extraído do banco de dados do INSS (Sistema Único de
Benefícios - SUB).

Em relação a B94 a empresa que teve menos índice foi a FIAT, apresentando um menor
número em todos os anos e maior médio de vínculos

A empresa Mercedes Benz teve um índice maior por morte nos anos de 2010 e 2014 com relação
a Chevrolet que só obteve uma em 2012 e as outras que não obtiveram nenhuma.

3. Considerando que a empresa na qual você presta serviço de EST optou


deliberadamente por usar EPI isoladamente nos trabalhadores para riscos de ruído,
químicos e calor,posicione-se a respeito:

a. Você assinaria os documentos de gestão baseado nessa decisão da empresa? Por


quê?

Não, conforme declarado na NR 6 – EPI:


"6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos
empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco,
em perfeito estado de conservação e funcionamento."
Portanto, a empresa, antes mesmo de iniciar suas atividades, deve colocar em seu
planejamento a compra e fornecimento dos EPI's aos funcionários. Para isso, ela
deve primeiramente avaliar os riscos que cada função e área da empresa possuem
junto a um técnico de segurança do trabalho, para, em seguida, providenciar os
EPI's adequados a cada um de seu time.

b. Conforme práticas e saberes da EST, a decisão do STF (Acesse o link:


http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7734901)
valoriza o EST ou não? O que essa decisão do STF significa?

Valoriza, pois essa decisão permite uma aposentadoria especial para aqueles que
trabalham expostos a agendes prejudiciais à saúde possuindo um desgaste maior,
além de reduzir 50% do valor desta contribuição em favor das empresas que
disponibilizam aos seus empregados equipamentos de proteção eficazes,
funcionando como incentivo para que as empresas continuem a cumprir a função
social.
A aposentadoria especial vai conduzir a uma proteção efetiva ao trabalhador,
porém a aposentadoria especial coloca que os trabalhadores que estão expostos a
agentes prejudiciais à saúde, e possuem um desgaste naturalmente maior, não
pode se exigir que cumpram o mesmo tempo de contribuição que aqueles
empregados que não se encontram expostos a nenhum agente nocivo. Como
também não é possível considerar que todos os agentes químicos, físicos e
biológicos prejudiquem de igual forma e grau todos os trabalhadores e, assim
sendo, fez-se necessária a determinação de diferentes tempos de serviço mínimo
para aposentadoria, de acordo com cada espécie de agente nocivo.

c. Há soluções de engenharia que poderiam ser utilizadas em substituição ao EPI?


Quais?

Infelizmente muitos vivem a "cultura do EPI".


O EPI é, quase sempre, a primeira solução adotada diante um risco ambiental, isso
não seria errado se essa primeira medida quase sempre se torna a única.
Porém temos uma hierarquia de medidas de controle dos riscos ambientais é
ignorada porém ela deveria ser obedecida.
Esse conceito está explícito na NR-9, em seus itens 9.3.5.2 e 9.3.5.4, que faço
questão de transcrever aqui:

9.3.5.2 O estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção


coletiva deverá obedecer à seguinte hierarquia:

a) medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes


prejudiciais à saúde;
b) medidas que previnam a liberação ou disseminação desses agentes no ambiente
de trabalho;
c) medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente
de trabalho.
9.3.5.4 Quando comprovado pelo empregador ou instituição a inviabilidade
técnica da adoção de medidas de proteção coletiva ou quando estas não forem
suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação, ou
ainda em caráter complementar ou emergencial, deverão ser adotadas outras
medidas, obedecendo-se à seguinte hierarquia:

a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;


b) utilização de equipamento de proteção individual – EPI.

Observe o item 9.3.5.4. Veja que, antes de recomendar o uso do EPI, você
precisa comprovar que as medidas de proteção coletiva são tecnicamente inviáveis.

Sobre essas medidas, vale observar que:

• Eliminação;
• Substituição;
• Modificação;
• Confinamento;
• Automação;
• Isolamento;
• Ventilação;
• Procedimentos Administrativos;
• Equipamentos de Proteção Individual