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GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - SECTTI

Curso: Técnico em Logística - Mod. I - Turno: ______________________


Disciplina: Gestão de Estoques e processos Logísticos – 04 aulas semanais
Professora: Adm.: Iandra Gasparini
Aluno(a): _____________________________________________

APOSTILA 01 – INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS LOGÍSTICOS E RECENCIAMENTO DE ESTOQUES

APRESENTAÇÃO

Sem dúvida o século XXI é marcado por inúmeras transformações, umas delas é a maximização da
sincronia das empresas para com as atividades de administração de materiais, remetentes ao campo da
logística, tendo como objetivo central garantir a existência de um estoque organizado de modo à nunca faltar
nenhum dos itens que o compõem, sem tornar excessivo o investimento para reabastecer o mesmo,
atendendo as todas as demandas do cliente.

1 INTRODUÇÃO

A logística é importante, pois é capaz de auxiliar as empresas a agregação e criação de valor para com seu
cliente final, podemos dizer ainda que a mesma e a chave do sucesso ou fracasso da organização, a ela é
atribuída à culpa por entregas realizadas dentro ou fora do prazo acordado. Essas entregas estão
diretamente ligadas ao nível do planejamento que as empresas possuam na departamentalização da
administração de materiais, sendo este o assunto prioritário abordado nesta apostila.
O propósito desta apostila é apresentar conceitos formulados por autores renomados no campo da logística.
Para isso o a apostila inicialmente está dividida em cincos capítulos. No capítulo 01 abordaremos a
abordagem logística numa visão geral, com intuito de identificar as atividades básicas da logística e abordar
a melhor maneira de administrar tais atividades.
No capítulo 2 é introduzido conceitos e práticas da administração de materiais através da pratica de
procedimentos práticos.
O capítulo 3 traz a interligação da logística e a administração de manterias, com o objetivo de ensinar a
identificar material certo, no local certo, no tempo correto e em condições favoráveis tanto para o cliente
como para as empresas.
O capítulo 5 cuida da classificação dos materiais por tipo de demanda, os materiais que podem ou não ser
estocados, a durabilidade, a periculosidade, produtos nacionais ou importados, dificuldade de aquisição e
mercado sendo trabalhado neste o ciclo de vida do produto.
O capitulo 6 se resume em, aplicar atividades teóricas revisando o conteúdo anterior estudado.

"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende". (Leonardo da Vinci)
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2 ABORDAGEM LOGISTICA
A economia brasileira atravessa uma fase de expansão, empresas são criadas e ou expandidas,
ocasionando alavancagem econômica. Fatos estes, que nos remetem à necessidade de manter os
processos logísticos em perfeita harmonia. Segundo NOVAES (2001) a logística é o processo de planejar,
implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como serviços e
informações associados, mantendo o rastreamento destes itens do ponto de origem até a entrega cliente.
Para garantir o processo, a cima citado por NOVAIS há a necessidade de criar mecanismo e procedimentos
que sustentem as funções básicas da logística, são imprescindíveis. A logística é a chave para o sucesso ou
fracasso das organizações, é a mesma que garante a aquisição, movimentação, armazenagem e entrega do
produto no local e momento certo.
Segundo BALLOU (1993), numa economia livre, como a que se apresenta no Brasil é de responsabilidade
das empresas promoverem os serviços logísticos necessários, a fim de prover seus clientes, bens ou
serviços que eles desejam.
Diante do exposto, à logística é assunto vital, uma vez que estuda a administração dos fluxos de bens e
serviços e da informação associada que os põe em movimento.

2.1 ATIVIDADES PRIMÁRIAS DA LOGÍSTICA


A contextualização anterior identifica que a logística é vital para a organização, sendo a razão de excelência
ou fracasso da mesma. Diante disso é necessário identificar quais as atividades básicas que são de
importâncias básicas para garantir o sucesso dos objetivos logísticos.
De maneira mais simplificada BALLOU (1993) afirma que, são consideradas atividades básicas porque
contribuem para a coordenação e o cumprimento dos propósitos direcionados a logística, as atividades são:
transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos.

Figura 01 adaptada de BALLOU, (1993) – Relação entre as três atividades logísticas para atender clientes o “ciclo crítico”

2.1.1 OS DEZ MANDAMENTOS DA BOA ADMINISTRAÇÃO


Para gerenciar todos os processos de atividades logísticas, é necessária a administração dos mesmos, para
isso iremos abordar neste, os dez mandamentos da boa administração, segundo VIANA (p. 38, 2002):
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a) Análise do mercado: Informações precisas sobre fornecedores, clientes,


concorrentes, e ambiente econômico auxiliam na identificação de
oportunidades;

b) Perfil do público: É preciso identificar, as necessidades do consumidor


para traçar os objetivos e as formas de atuação da empresa, como
estabelecimentos de preços, canais de vendas etc.;

c) Compras e estoques: É o ponto fundamental da gestão operacional da


empresa. È preciso saber quanto comprar e qual é o estoque mínimo, para
evitar falta de capital de giro;

d) Custos e formação de preços: Pela análise dos custos, determina-se o


preço ideal de venda do produto, o qual deve ser comparado com o mercado
para avaliar a viabilidade de sucesso;

e) Fluxo de caixa: As informações sobre movimentos de entrada e saída e


saldos permitem projetar estouros ou sobras de recursos. Podemos definir
recurso como meio pelo qual a empresa realiza suas operações, sendo
classificados como recursos materiais, financeiros, humanos,
mercadológicos e administrativos.

f) Ponto de equilíbrio: O empresário deve saber o faturamento mínimo


capaz de pagar todos os seus custos e despesas;

g) Planejamento tributário: È preciso sabe, quantos e quais impostos e


tributos serão recolhidos, quais os benefícios e seus efeitos sobre o custo da
mercadoria;

h) Estrutura comercial: È a estratégia de vendas adotada pelo empresário


que definirá o grau de penetração do produto no mercado;

i) Políticas de recursos humanos: Mesmo as pequenas empresas devem


ter divisão das atividades, mas são necessários mecanismo de motivação de
funcionários;

j) Informática: A informatização é uma condição exigida pelo mercado para


que a pequena empresa tenha agilidade e dinamismo; é preciso, porém,
analisar com cuidado os sistemas disponíveis.

Ao se falar em boa administração, é importante manter a atenção para o fato de que para ter bons
resultados nas atividades logísticas, é necessário seguir um conjunto de procedimentos, ou seja, o
gerenciamento destes processos é proveniente de técnicas e habilidades que permeiam manter o equilíbrio
total de todo o processo.

3 A LOGÍSTICA E A ADMINSITRAÇÃO DE MATERIAIS


A meta principal de uma empresa segundo DIAS (1996) é, sem dúvida, maximizar o lucro sobre o capital
investido. Para atingir o lucro máximo, é necessário o uso do capital, para que ele não permaneça inativo.

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Dito de outra maneira, a movimentação de matérias através de um gerenciado fluxo sincronizado para o
suprimento da cadeia logística.
Um sistema de logística integrado começa do planejamento das necessidades de materiais e termina com
a colocação do produto acabado para o cliente final, deve ser desenvolvido dentro de uma realidade de
vendas e da disposição dos recursos financeiros.
Esse sistema, segundo DIAS (1996) deve preocupar-se com um fator básico sendo este, quando repor
itens, ao invés do tradicional quanto comprar. Possuir a quantidade certa no tempo errado não resulta em
benefícios para a empresa.
A importância da boa administração de materiais pode ser bem apreciada quando, os itens necessários não
estão disponíveis no instante certo para atender as necessidades de produção ou operação, para
exemplificar mais detalhadamente, podemos citar um exemplo clássico de uma padaria: No momento da
produção de pães diversos, foi constatada a ausência da matéria prima principal, “farinha de trigo”,
este fato acarretou a parada obrigatória da produção até o reabastecimento dos estoques, logo a
demanda do cliente não foi ser atendida, levando insatisfação do serviço prestado. Este exemplo
evidencia o porquê que a logística é a chave do sucesso ou fracasso de uma organização, “cliente
satisfeito conta para cinco pessoas, mas um insatisfeito, conta para mais 20 clientes”.
Desta forma podemos dizer que o objetivo da administração de matérias “deve ser prover o material certo,
no local de operação certo, no instante correto e em condições utilizável ao custo mínimo (BALLOU, 1993,
p.61)”.

3.1 O ADMINISTRADOR DE MATERIAIS


Independente da habilitação, o administrador é o profissional a quem cabe o planejamento, direcionamento,
organização e o controle das empresas na área de sua habilitação, buscando melhores resultados em
termos de lucratividade e produtividade, elaborando atividades de maneira a conduzir à melhores resultados
com menores custos, dentro do prazo determinado e local certo. Para isso é necessário ter o discernimento
de todo o procedimento a ser executado, item este, que abordaremos a segui.

3.2 PROCEDIMENTOS FUNDAMENTAIS DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS


Com base no exposto a cima, podemos afirmar que, administrar com eficiência e exatidão, o movimento de
entradas e saídas de itens, é necessário á empresa saber: o que, quando e como comprar. Ter tal
percepção não é fácil, mas também não é impossível, é preciso ter umcompleto planejamento e controle no
que se faz e seguir alguns procedimentos, cuja tabela abaixo busca expressar.

PROCEDIMENTO ESCLARECIMENTO

O Que deve ser comprado Implica a especificação de compra, que traduz as necessidades da
empresa.

Como deve ser comprado Revela a procedência mais recomendável.

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Quando deve ser comprado Identifica a melhor época

Onde deve ser comprado Implica o conhecimento dos melhores segmentos do mercado

De quem deve ser comprado Implica o conhecimento dos fornecedores da empresa

Por que preço deve Evidencia o conhecimento da evolução dos preços no mercado
ser comprado

Em que quantidade deve ser Estabelece a quantidade ideal, por meio do qual haja
comprada economia na compra.

Tabela 1: Adaptado de VIANA (p. 40, 2002) - Procedimentos fundamentais de administração de materiais.

O procedimento, demonstrado na figura acima possibilita a condução para melhores resultados, uma vez
que aborda os procedimentos e esclarecimentos de ações logísticas ideais para um melhor resultado em
termos de lucratividade e produtividade.

3.3 Estrutura organizacional


A administração de materiais, em algumas empresas, encontra-se totalmente subordinada a setores
industriais e comerciais, ou subdividia entre estes dois. Contrariando alguns paradigmas da administração
antiga onde afirma que: quem produz não controla, quem planeja não compra, quem compra não
recebe e finalmente quem guarda não inventaria. A nova administração de materiais, atender as
modernas demandas, começam a adaptar um novo modelo de gestão, um modelo voltado à integração
entre setores administrativo, financeiro, comercial e de produção. As figuras abaixo demonstram três
organogramas respectivamente, sendo o primeiro adaptado a velha divisão hierárquica e segundo moldado
nas novas e atuais divisões da administração de materiais e o terceiro apresenta uma subdivisão do
departamento de administração de materiais.

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Órgãos superiores na
escala hierárquica da
administração.

Materiais Finanças Comercial Produção

Gerenciamento e
controle de estoques

Figura 2: Adaptado de Viana (p.44, 2002)

Órgãos superiores
na escala
hierárquica da
administração

Administração de Finanças Produção


Materiais Comercial

Gestão

Compras

Almoxarifado

Figura 3: Adaptado de Viana (p. 44, 2002) – Sistema moderno de gerenciamento.

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Administração de
Materiais

Inventario Físico

Gestão de
Estoques Compras Almoxarifado

Cadastro de
Cadastramento de fornecedores Recebimento
materiais

Previsão de consumo Compras locais Armazenagem

*Follow-up - Dar
Compras por seguimento; e
importação Venda de Inservíveis
*Diligenciamento -
Empregar meios para.

Follow-up
Diligenciamento Distribuição

Figura 4: Adaptado de Viana (p.46, 2002) – Figura: Organograma Logístico para administração de pessoal.

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Diante as figuras á cima dispostas, podemos observar que a administração de material já foi regida por
um modelo antagônico ao atual, mas em face de novas demandas este modelo já foi revisto e
substituído.

4 PRODUTO LOGÍSTICO
Podemos dizer com base nos conceitos de BALLOU (1993) que uma empresa oferece ao cliente com seu
produto é a satisfação.
Segundo Kotler (2006) produto é qualquer artigo que possa satisfazer uma necessidade específica de um
consumidor, sendo este tangível ou intangível. Contextualizando o entendimento a cima citada por KOTLER,
produto pode ser conceituado como um conjunto de itens tangíveis ou intangíveis, constituído através do
processo de produção, com objetivo final de atender as necessidades dos clientes.
Se o produto for algum tipo de serviço, ele será composto de intangíveis como conveniência, distinção e
qualidade. Enquanto, se o produto for físico, ele também tem atributos físicos, tais como peso, volume e
forma, os quais têm influencia no custo logístico. Uma carga líquida, uma carga solida, uma carga gasosa
tem suas peculiaridades para ser transportado, logo este fato somará no custo final do produto.

4.1 PRODUTOS PODEM SER CLASSIFICADOS


Como expresso no parágrafo anterior, cada cliente utiliza e necessita do produto, fazendo com que os
sistemas logísticos adotem diferentes padrões e classificações, permitindo desta maneira formular uma
tática de estratégia melhor detalhada.
Segundo (BALLOU, 1993, P. 95) existem 02 maneiras de classificar os produtos sendo:

a) Bens de consumo – Dirigem-se aos consumidores finais. Há muito que


especialistas de marketing reconheceram as diferenças básicas na maneira
com que consumidores finais selecionam as mercadorias e onde compram.
Usa-se uma classificação com três classes: (1) bens de conveniência, (2)
bens de comparação e (3) bens de uso especial.

(1) Bens de conveniência são aqueles comprados frequentemente e de forma


imediata, com pouca pesquisa de loja sem esforços. Podemos citar dentro
desta linha os produtos de tabacaria, alguns produtos alimentícios, jornais,
entre outros.

Exemplo: Ao Entrarmos em um supermercado um dos itens básicos a serem


comprados é o arroz e o feijão, sem substituição.

(2) Bens de comparação são aquelas que os consumidores preferem


pesquisar em diferentes lojas e fazer comparações, buscando comparar
preços, qualidade e desempenho, fazendo a compra somente após
deliberação cuidadosa. Podemos citar dentro desta linha os produtos roupas
da moda, sapatos, automóveis e itens imobiliários.

Exemplo: Uns casais recém-casados estão pesquisando um apartamento


para sua moradia, antes de fechar contrato, durante o processo de seleção e

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compra há uma análise envolvendo o lugar onde o imóvel está situado, o


tamanho do imóvel, o valor e as condições de pagamento.
(3) Bens de uso especial: São aqueles totalmente dirigidos a clientes
específicos, onde há a existência de um esforço significativo para ir a
compra, onde não envolvem comparações. Podemos citar dentro desta linha
alimentos finos, carros sob encomendas, entre outros;
b) Bens instrumentais – São aqueles dirigidos a indivíduos ou
organizações que utilizam para produzir outros produtos ou serviços. Sua
Classificação é bastante diferente da anterior, aqui os vendedores procuram
os clientes, podendo ser classificados como: (1) produtos que são parte do
produto acabado, tais como matérias-primas ou peças de componentes; (2)
há outros que são usados no processo de manufatura, como edifícios
equipamentos; e (3) existem bens que não entram no processo diretamente,
como material de escritório ou serviços administrativos.

4.2 CICLO DE VIDA DO PRODUTO


O ciclo de vida de um produto é o período que mesmo é lançado no mercado, até a fase de declínio ou
manutenção/reformulação.
Para KOTLER (2006) Um produto pode alcançar 05 fases totais em seu ciclo (Introdução – Crescimento –
maturidade – Declínio - reciclo, entretanto salienta que os produtos não obrigatoriamente passam por todas
as fazes, a seguir uma ilustração do ciclo de vida do produto.
As fases mencionadas á cima diz respeito ao ciclo do produto, este conceito surge devido ao mercado de
consumidores que estão em constante mudança e cada vez mais exigentes, exigindo as empresas traçarem
novas estratégias de mercado, para que o produto não vá á declínio.
A figura abaixo busca evidenciar o clico de vida de um produto, conforme entendimentos retirados nos
conceitos de KOTLER (2006).

Planejamento
do
produto.

Figura 5: Elaborado pelo próprio autor: Curva do ciclo de vida do produto

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Com base na figura a cima, conclui-se que o produto possui um ciclo de vida formado por momentos
distintos sendo levados muitas vezes por:

a) Todo produto tem sua fase inicial no mercado, onde se encontra em fase de aceitação ou rejeição dos
consumidores;

b) Todo produto tem vida limitada, precisando ser modificado ou substituído;

c) A venda do produto pode acontecer com maior facilidade ou dificuldade, dependendo assim de cada
estratégia pré-definida;

d) Os lucros podem subir ou desce em determinado estágio do produto;

e) Os produtos necessitam de diferentes estratégias sendo estas, financeira, de marketing, de produção


entre outras variando também sob influência da demanda.

O CICLO DE VIDA DO PRODUTO

Os produtos já nascem com data prevista para serem retirados do mercado

O ciclo de vida de um produto pode ser entendido como a história completa do produto através de
suas fases de vendas: introdução, crescimento, maturidade e declínio. É o conceito de
absolescência planejada, ou seja, os produtos já nascem com data prevista para serem retirados do
mercado. As quatro fases do ciclo de vida do produto:

Introdução: é a fase inicial da vida do produto ou o período em que o produto é lançado no


mercado, esta fase tem como característica: baixo volume de produção e de vendas.

Crescimento: o produto começa a firmar-se no mercado ou período de aceitação pelo mercado.


Nesse estágio surgem os concorrentes.

Maturidade: período de baixo crescimento nas vendas. Os níveis de lucro tornam-se estáveis ou
diminuem, em função dos gastos que a empresa tem para defender o produto da concorrência.
Quando o produto atinge a saturação às características de competição se tornam mais acirradas.

Declínio: o produto passa a perder participação no mercado, ou seja, é quando as vendas e os


lucros começam a cair.

Existem várias razões para que ocorra o declínio, tais como: surgimento de novos produtos mais
eficazes; a substituição de um produto por outro melhor e a falta de necessidade pelo produto. Pode-
se facilmente reconhecer muitos produtos que já saíram do mercado ou estão em fase de nítido
declínio: é o caso dos chapéus, modelos de computadores etc. Por sua vez, certos produtos como
sabão, alimentos enlatados, pregos, entre outros, parecem ter uma fase longa. Enquanto outros têm

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um ciclo de vida muito curto: brinquedos e móveis, por exemplo. Portanto, é evidente que o modelo
apresentado para o ciclo de vida não necessariamente se adapta bem a qualquer produto.

O desenvolvimento de um produto inicia quando a empresa tem a ideia e começa todo o estudo de
viabilidade, produtividade e desenvolvimento. Neste período, o produto ainda não está no mercado.
Basicamente, a empresa pode desenvolver seus novos produtos com base na tecnologia que possui
– é o tipo de estratégia product-out.

Outro tipo de estratégia é a estratégia market-in, a empresa ouve a voz do mercado e fabrica aquilo
que o mercado quer, muitas vezes antecipando-se e até mesmo criando necessidades de consumo
para os seus produtos, fabricando então o que pode vender. A empresa pode utilizar as duas
estratégias anteriores, utilizando assim uma estratégia mista, que maximiza seus recursos produtivos
e de desenvolvimento de novos produtos.

Retirado em: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/o-ciclo-de-vida-do-produto/81718/

4.2.1 PRODUTO BEM OU SERVIÇO

No linguajar cotidiano é usual chamar de produto apenas bens, nos quais a materialidade é flagrante, que
são produzidos nos setores primário (agricultura e pecuária) e secundário (indústria) da economia. Já as
ofertas, normalmente efetuadas pelo setor terciário (comércio, transporte, saúde, comunicações, educação e
muitos outros) são denominados serviços.
Além disso, um fator adicional para a confusão no entendimento de produto é que as atividades relativas à
pré-venda de um bem ou serviço também são comumente chamadas de serviço de dia a dia.
Os produtos incluem objetos físicos, serviços, pessoas, locais, organizações, ideias, ou combinação desses
elementos, um produto pode ser um bem físico, um serviço, ou uma mistura de ambos e consideram que
todos os produtos possuem ênfase, em graus variados em bem físico e serviço.
Podemos exemplificar esta argumentação por meio das seguintes situações de compra de produtos: um
quilo de sal no supermercado, um lanche numa cadeia de fast food, uma refeição num restaurante de
cozinha sofisticada e um curso de gastronomia com um chef famoso. Os cinco produtos, todos vinculados à
alimentação, apresentam composição distintas de bem físico e serviço. Num extremo, no caso do sal,
verifica-se a ênfase total total em bem físico, enquanto no outro, na situação do curso, a concentração
ocorre em serviço.
4.2.2 AS DIFEREÇAS ENTRE PRODUTO E SERVIÇOS

A principal diferença entre bens físicos e serviços é que, no primeiro caso, há transferência de propriedade
ou seja, tornamo-nos donos de uma bolsa, de uma caneta, mas não de uma consulta dentaria ou de uma
aula.
Os bens físicos são tangíveis, permitindo assim aos consumidores, por meio da prévia experimentação, uma
análise dos seus atributos antes da sua aquisição, o que facilita o cliente na hora de verificar as diferenças
entre as opções existentes no mercado.
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Ao contrário dos serviços, bens físicos, dependendo da sua composição, não são perecíveis, podendo,
portanto ser armazenados, estocados, já os serviços devem ser consumidos à medida que são prestados.

4.2.3 DIFERENCIAÇÃO DO PRODUTO

A diferenciação do produto busca aumentar o valor do produto ou serviço oferecido ao cliente. O estudioso
Levit sugere que os produtos sejam classificados em quatro níveis (benefícios) sendo: genérico – esperado
– ampliado - potencial.
a) O primeiro item trata dos benefícios mais básicos pelo qual um produto é desenvolvido, por isso chamado
de genérico ou básico. Ex. Um sapato tem como benefício genérico ou básico a proteção dos pés.
b) O benefício esperado é o conjunto de benefícios que os consumidores já esperam em um produto, além
do genérico. Ex. o sapato tem como benefícios esperado o conforto, durabilidade e beleza.
c) Já o benefício ampliado são os aspectos diferenciais, ou seja, o que o produto possui “a mais” do que os
produtos que atendem o âmbito do já esperado. Ex. sapato tem como ampliação o sistema de
amortecimento, que proporciona benefício a mais.
d) E finalmente o produto potencial são os projetos futuros, o produto que está sendo desenvolvido hoje,
mas para lançamento no “amanhã”.

4.2.4 ANÁLISE GRÁFICA DO CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO DE CONSUMO DE MODA

a) Produtos explosivos – Produtos populares, que vendem por muito tempo. (Sandálias havaianas, canetas
bic, entre outros)
b) Produtos de modismos – Produtos de rápida popularidade. (Personagens e modas de novela)
c) Produtos de modismo estendido - Produtos que tem vendas residuais (vendas esporádicas) após o
sucesso inicial.
d) Produtos da moda - Vendem bem durante períodos consecutivos. (Celular Smart fone)
e) Produtos nostálgicos – Produtos que ganham novamente popularidade. (Relançamento de CD e bailes
de formatura)

4.2.5 O PROCESSO DE ADOÇÃO DO PRODUTO


O processo de adoção se origina quando uma pessoa toma a decisão de adquirir o produto e se torna um
usuário regular do produto. A adoção é a decisão de alguém de se tornar usuário regular de um produto e
está dividida em cinco fases:

a) Conscientização quando o consumidor se conscientiza de que existe um determinado produto;


b) Interesse: quando o consumidor potencial passa a se interessar pelo produto e busca informações
sobre ele;
c) Avaliação: quando o consumidor avalia o risco e o custo da experimentação;
d) Experimentação: quando o consumidor experimenta o produto e avalia se vai ou não comprá-lo;
e) Adoção: quando o consumidor aprova o produto e o adota.

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4.2.5 PORTFOLIO DE PRODUTO

Qualquer organização diversificada precisa encontrar métodos para avaliar o equilíbrio dos negócios no
seu portfólio e ajudar a guiar a aplicação de recursos entre eles. Muitos modelos de planejamento de
portfólio tem sido desenvolvidos, o modelo pioneiro é avaliar pela matriz BCG. Essa abordagem
consiste no posicionamento dos produtos de uma empresa, mediante de uma matriz de dupla entrada
que integra as variáveis índice de crescimento de mercado e participação relativa de mercado.
A matriz BCG foi desenvolvida em 1970 para a empresa americana Boston Consulting Group, com o
objetivo de mapear o portfólio, com base no ciclo de vida do produto. Ajudando você a tomar as
melhores decisões a respeito do foco dos negócios e, principalmente, de seus investimentos.
A matriz BCG é dividida em quatro quadrantes, onde dividimos nossos produtos entre: estrela, vaca
leiteira, em questionamento e abacaxi. A matriz é composta por um eixo vertical correspondente à taxa
de crescimento no mercado, e um eixo horizontal, que corresponde à participação no mercado.
A estrela do seu portfólio
O quadrante estrela representa o produto com boa participação de mercado (market share) e
potencialmente uma alta taxa de crescimento, advindo de uma industria em expansão. Definindo nosso
produto estrela, sabemos que ele precisa de maiores investimentos por ter um melhor desemprenho
comparado aos outros. A atenção a esse item deve ser maior, levando em consideração o ciclo de vida
do produto, a entrada de novos concorrentes, entre outros fatores que possam fazer com que a taxa de
crescimento e a participação no mercado sejam insatisfatórios.
Vaca leiteira da empresa
Neste quadrante entram os produtos com bom market share, mas seu crescimento no mercado é
negativo ou estável. Este não precisa de muito investimento, pelo tamanho do seu market share, apesar
do seu crescimento estar estagnado. A tendência é que os produtos do quadrante estrela migrem para
este quadrante após certo tempo de vida. Para tirar maior proveito da sua participação no mercado sua
empresa deve criar ações que retenham os clientes interessados (baixo churn), mantendo a qualidade e
desempenho sempre satisfatórios.
O produto em questionamento
Os produtos em questionamento são aqueles que possuem a taxa de crescimento positiva, mas a sua
participação no mercado ainda é insatisfatória. Esses trazem a incerteza do sucesso. Por essa
potencialidade de crescimento a sua empresa precisa fazer constantes investimentos; em pesquisas
para sustentar a possibilidade de desenvolvimento do produto; investimentos em um melhor
desempenho e também na sua divulgação. Esse produto está em uma fase que as pessoas precisam
conhecê-lo, para indicar e fidelizar, gerando lucro. Após essa fase de consolidação no mercado, o
produto tem como tendência a migração para o quadrante estrela.
Encontrando o Abacaxi do seu portfólio
Os produtos do quadrante abacaxi são aqueles que tem uma taxa crescimento negativa e baixo market
share. Ou seja, são os não-lucrativos para a sua empresa, e geralmente a melhor decisão a se tomar é
excluir esse produto do seu portfólio e encerrar esse serviço. Se esse item trouxer um declínio na
lucratividade, mas, ainda assim, você perceber que pode tirar algum lucro dele então, explore o máximo

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possível, mas não faça novos investimentos, pois visivelmente o produto está na fase final do seu ciclo
de vida.

Diversos produtos e negócios possuem um ciclo de vida que passa pelos quatro quadrantes da Matriz BCG,
começando como um ponto de interrogação até se tornarem produtos estrelas. À medida que vão surgindo
novos concorrentes, esses produtos "estrelas", transformam-se em vacas leiteiras e, finalmente, em
abacaxis ou vira-latas. É com base nessa classificação que a organização consegue analisar o desempenho
de seus produtos, e assim planejar estratégias de negócios para os mesmos. Vale ressaltar que a Matriz
BCG possui a finalidade de auxiliar a empresa a se posicionar no mercado e a investir de forma apropriada,
adequando os objetivos de forma rentável no longo prazo.

5 CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS
E o processo de separar e classificar os materiais por características semelhantes é este processo que
garante o sucesso do gerenciamento de estoques. Existem infinitas formas de classificação, entretanto
demonstraremos neste, conceitos baseados pelo autor VIANA (2002).
Uma boa classificação antes de tudo começa identificando os atributos do material, sendo sua abrangência,
flexibilidade e particularidade. Para atender as necessidades da empresa é necessária uma divisão que
norteie as várias formas de classificação.

5.1 CLASSIFICAÇÃO POR TIPO DE DEMANDA (MATERIAIS DE ESTOQUES)


São materiais que devem conter nos estoques de acordo com a demanda prevista e na importância da
empresa em telo.
Os materiais de estoque podem ser classificados quanto:

a) Sua aplicação:

1) Materiais produtivos - Compreende qualquer material ligado direta ou


indiretamente ao processo de fabricação. Exemplo matérias primas,
produtos em fabricação, produtos acabados.

2) Matéria prima – básicos e insumos que constituem os itens iniciais e


fazem parte do processo produtivo da empresa;
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3) Produtos em fabricação – também conhecidos como materiais em


processamento são processados ao longo do processo produtivo da
empresa. Não é encontrado em almoxarifados, uma vez que não são
matérias-primas iniciais, nem podem estar na expedição porque ainda não
são produtos acabados;

4) Produtos acabados – São produtos constituintes em seu estagio final do


processo produtivo; portanto já prontos;

5) Produtos de manutenção – materiais de consumo, com utilização


repetitiva, aplicados em manutenção;

6) Materiais improdutivos – Compreende todo e qualquer material não


incorporado ás características do produto fabricado. Exemplos: materiais
para limpeza de escritórios entre outros.

7) Materiais de consumo em geral - Materiais de consumo, com utilização


repetitiva, aplicados em diversos setores da empresa, para fins que não seja
de manutenção;

Consumo anual: é de extrema importância para a empresa distinguir o que


é material essencial do acessório, voltando nossas atenções para o que é
realmente importante quanto ao valor de consumo. Para tanto conta-se com
a ferramenta curva ABC, método pelo qual se determina a importância dos
materiais em função do valor expresso pelo próprio consumo em
determinado período. Não é recomendável analisar a curva ABC
isoladamente, devendo-se estabelecer uma interface com a importância
operacional. Assim os materiais são classificados em A,B ou C, de acordo
com a curva ABC, sendo que para:

b) Valor de Consumo:

1 – materiais A: materiais para grande valor de consumo;


2 – materiais B: materiais de médio valor de consumo; e

3 – materiais C: materiais de pouco valor de consumo.

b) Importância operacional: é a identificação de materiais imprescindíveis


ao funcionamento da empresa sendo:
1 – materiais X: materiais de aplicação não importante, com possibilidade de
uso de similar existente na empresa.
2 – materiais Y: materiais de importância média, com ou sem similar na
empresa;
3 – materiais Z: materiais de importância vital sem similar na empresa, cuja
falta acarreta a paralisação de uma ou mais fases operativas. (VIANA,
p.53,2002).

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5.2 MATERIAIS NÃO DE ESTOQUES

São materiais de demanda imprevisível, onde devem ser definidos parâmetros para o suprimento
automático. Há uma variada demanda, fazendo com que a aquisição somente seja efetuada por solicitação
direta do usuário, sempre sendo comprados para utilização imediata.

5.3 MATERIAIS CRÍTICOS


“Materiais críticos são classificações pertinentes às empresas industriais.
São materiais de reposição especifica de um equipamento ou grupo de
equipamentos iguais, cuja demanda não é previsível e cuja decisão de
estocar é tomada com análise de risco que a empresa corre, caso esses
materiais não estejam disponíveis quando necessário” BALLOU (2002),
Para melhor ser exemplificado os materiais críticos podem ser considerados grosso modo como um seguro
de veículos, quem o possui não deseja que seu veículo seja roubado.

5.4 PERECIBILIDADE
Para BALLOU (2002), perecibilidade de materiais são aqueles que sofrem a influência do tempo,
durabilidade do produto, ou seja, se a empresa adquire determinado material, para ser utilizado em data
oportuna.
Existem recomendações quanto á preservação dos materiais e sua adequada embalagem para a proteção
à umidade, oxidação, poeira, choques mecânicos e pressão.

5.5 PERICULOSIDADE
A adoção dessa classificação visa à identificação de materiais, como, por exemplo, produtos químicos e
gases, que, por suas características físico-químicas, oferecendo risco à segurança.

5.6 POSSIBILIDADE DE FAZER OU COMPRAR


Essa classificação determina quais os materiais que podem ser recondicionados, fabricados internamente ou
comprados.

5.7 TIPOS DE ESTOCAGEM


Segundo BALLOU (2002) são divididos em duas categorias sendo:

a) Estocagem permanente: são materiais que constantemente apresenta-se no estoque;

b) Estocagem temporária: São materiais que necessitam ser estocados por período determinados.

5.8 DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO


Como próprio nome já diz os materiais que apresenta dificuldade de se adquirir, podendo ser a causa
segundo BALLOU (2002):

a) Fabricação especial;

b) Escassez no mercado;

c) Sazonalidade;

d) Tecnologia exclusiva;
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e) Logística sofisticada;

f) Importações.

5.9 MERCADO FORNECEDOR


Para BALLOU (2002), nesse item é estudado a aquisição de materiais no mercado nacional e mercado
estrangeiro.
Ressaltamos neste que, mercado é o local onde se reúne as pessoas que querem vender e as pessoas que
desejam comprar, esta troca acontece através de um processo de negociação.
As tabelas abaixo representam todas as classificações em forma de organograma hierárquico e
sucessivamente são apresentados os tipos de classificações com seus objetivos, vantagens, desvantagem e
aplicações.

TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO OBJETIVO VANTAGEM DESVANTAGEM APLICAÇÕES

VALOR DE Materiais de Demonstra os Não fornece Fundamental.


CONSUMO maior consumo, materiais de grande análise da Deve ser utilizada
método ABC. investimento no importância em conjunto com
estoque operacional. importância
operacional.
Não fornece Fundamental.
IMPORTÂNCIA Importância dos Demonstra os análise Deve ser utilizada
OPERACIONAL materiais para o materiais vitais para econômica dos em conjunto com
funcionamento a empresa. estoques. “valor de
da empresa. consumo”.
Se o material é Identificam os - Básica. Deve ser
perecível ou não. materiais sujeitos á utilizada com a
PERECIBILIDADE perda por classificação de
perecimento, “periculosidade”.
facilitando
armazenamento e
movimentação.
Grau de Determina - Básica. Deve ser
periculosidade incompatibilidade utilizada com a
com outros classificação de
PERICULOSIDADE materiais, "pericibilidade”.
facilitando
armazenamento e

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movimentação.

Se o material Facilita a - Complementa


POSSIBILIDADE deve ser organização da para os
DE FAZER OU comprado, programação e procedimentos da
COMPRAR fabricado planejamento de compar.
internamente ou comparas.
recondicionado.
Matérias de fácil Agiliza a reposição - Complementar
DIFICULDADE DE e de difícil dos estoques. para os
AQUISIÇÃO aquisição. procedimentos da
compar.
Origem dos Auxilia a - Complementar
MERCADO materiais elaboração dos para os
FORNECEDOR (nac./imp.) programas de procedimentos de
importação. compra.

Tabela 3: Viana (p.62, 2002) - Classificações.

Diante as figuras apresentadas a cima, percebe-se que, quando há o discernimento quanto à classificação
dos materiais, exercer a atividade de gerenciá-los se torna menos complexo garantindo assim a excelência
do mesmo.

6 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO - QUESTÕES RELACIONADAS COM EXPOSIÇÃO DO CONTEÚDO


EM SALA E APOSTILA.

a) Porque devemos manter os estoques em harmonia?


b) Contextualize e justifique a frase a seguir “A logística é a chave para o sucesso ou fracasso das
organizações”?
c) O que são atividades básicas da logística? Conceitue quais são e como interagem dentro de uma
processo logístico.
d) Segundo estudos em sala, sabemos que para exercer uma boa administração logística é aconselhável
seguir um conjunto de procedimentos, denominados neste “os dez mandamentos da boa
administração”. Identifique e contextualize a seu critério 05 mandamentos.
e) Porque devemos nos preocupar em quando repor itens, ao invés de quanto comprar os itens?
f) Para administrar materiais, se faz necessário ter o conhecimento de: o que de ser comprado, quando
deve ser comprado, onde deve ser comprado, de quem deve ser comprado, por que preço deve ser
comprado e finalmente em que quantidade deve ser comprada, identifique qual o esclarecimento de
cada um.
g) Conceitue “Administrador de materiais”. O mesmo pode trazer um diferencial no setor logístico?
Justifique sua resposta.
h) Qual diferença entre a antiga e a nova administração de materiais.
i) O que é produto? Exemplifique um tipo de produto logístico.
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j) Quais as etapas do ciclo da vida de um produto(CVP)? Contextualize cada uma delas?


k) Qual a contribuição do ciclo da vida de um produto CVP para a Gestão de Estoques?
l) O que é matriz BCG? Qual é o funcionamento da mesma?
m) O que é processo de adoção ao produto? Como o mesmo é composto?
n) Diferencie e exemplifique produto e serviço.
o) Exemplifique produtos: explosivos - modismos- modismo estendido - nostálgicos.
p) O que classificação de materiais? Qual a importância de se classificar os estoques para a empresa?
q) Como são classificados os materiais pertinentes a aplicação dos mesmos. Exemplifique cada uma,
informando o processo produtivo final.
r) Contextualize e exemplifique os que são bens de consumo e como os mesmos são classificados?
s) Contextualize e exemplifique os que são bens de comparação e como os mesmos são classificados?
t) Conceitue a diferença de classificação por valor de consumo e importância operacional.
u) Descreva os materiais não de estoques.
v) Quais os 02 tipos de estocagem existentes segundo Ballou (2002)?

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