Você está na página 1de 80

Tubulações Industriais

Módulo 4:
Cálculo de Tubulações Industriais
Dimensionamento Hidráulico da Tubulação

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 1


Cálculo de Tubulações Industriais
Introdução
Em Projetos de Tubulações Industriais é
Necessário a Realização das Seguintes
Tarefas:

• Dimensionamento do Diâmetro de cada


Tubulação,
• Dimensionamento da Espessura da Parede,
• Dimensionamento dos vão Máximos entre os
Suportes,
• Cálculo da Flexibilidade Estrutural da
Tubulação,
• Cálculo dos Esforços Mecânicos Atuantes nos
Tubos

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 2


Cálculo de Tubulações Industriais
Introdução
Desses cálculos, o mais básico de todos é de
Dimensionamento do diâmetro de cada tubo.
Tal cálculo é quase sempre um problema de hidráulica,
resolvido em função dos seguintes parâmetros:
• vazão necessária do fluído,
• alturas de elevação do mesmo,
• pressões disponíveis,
• velocidades e das perdas de carga admissíveis,
• natureza do fluído e do tipo de tubulação.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 3


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Escoamento de Fluidos em Tubulações

Ao ser transportado por uma tubulação, o fluido


experimenta uma resistência que se opõem ao seu
movimento. Tal resistência tem as seguintes origens:

Resistência Externa – Resultante do atrito do fluido


contra as paredes do tubo, e

Resistência Interna – Resultante do movimento


desordenado das moléculas do próprio fluido.
março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 4
Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Escoamento de Fluidos em Tubulações
Essas resistências ao escoamento causa uma perda de energia,
chamada de perda de carga, que se traduz por uma gradual redução
da pressão ao longo da tubulação na direção do escoamento.
Considerando duas seções de um trecho de
uma tubulação qualquer, por exemplo o
trecho 1 e 2, o principio geral da
conservação de energia conduz a seguinte
equação :


2
dp V12 − V22
+ + (H 1 − H 2 ) = J
1
 2 g

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 5


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Escoamento de Fluidos em Tubulações


2
dp V12 − V22
+ + (Y1 − Y2 ) = J
1
 2 g
onde:
 – Peso específico do fluido
p - Pressão do Fluido
V – Velocidade do Fluido
g – Aceleração da Gravidade
Y – Cota medida a partir de um plano de
referencia.
J - Perda de Carga

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 6


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Escoamento de Fluidos em Tubulações

Se o fluido for incompressível (líquidos), o primeiro termo da


equação transforma-se em:


2
dp P1 − P2
=
1
 

Nessa condição a equação da energia tomará a seguinte forma :

 P1 V12   P2 V22 
 +  
+ Y1  −  + + Y2  = J  Eq. de Bernoulli
  2 g    2 g 

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 7


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga

Eq. de Bernoulli
 P1 V12   P2 V22 
 + + Y1  −  + + Y2  = J
  2 g    2 g 

Observando a Eq. de Bernoulli, verifica-se que as condições de


pressão e velocidade em uma tubulação depende basicamente da
diferença entre as contas da tubulação (condição de projeto) e da
perda de carga entre os dois pontos analisados. A seguir, será
apresentado a modelagem básica para o cálculo da perda de carga em
dutos.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 8


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga
De uma forma geral as perdas de carga podem ser classificadas como:

CONTÍNUAS: Causadas pelo movimento do fluido ao longo da tubulação. É


uniforme em qualquer trecho da tubulação (desde que de mesmo diâmetro),
independente da posição do mesmo, ou

LOCALIZADAS: Causadas pelo movimento do fluído nas paredes internas e


emendas das conexões e acessórios da instalação, sendo maiores quando
localizadas nos pontos de mudança de direção do fluxo. Estas perdas não são
uniformes, mesmo que as conexões e acessórios possuam o mesmo diâmetro.

A seguir, será apresentado a modelagem básica para o cálculo da perda


de carga em dutos.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 9


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga - Regimes de Escoamento

O Regime de escoamento em uma tubulação é definido em função de


seu número de Reynolds, Rn, que é um número adimensional
quantificado pela seguinte equação:

V d
Rn =

onde:
V – Velocidade do Fluido
 – Viscosidade Cinemática
d – Diâmetro Interno do Tubo

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 10


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga - Regimes de Escoamento

Assim, com base nesse número é possível classificar os seguintes


regimes de escoamento :
Escoamento laminar (Rn < 2000) : o fluido escoa em blocos ou lâminas, de forma que o
perfil de velocidades é parabólico. Os atritos que ocorrem são de origem viscosa.

Escoamento Turbulento Liso – Turbilhonar (2000 < Rn < 4000): nesta condição, os
efeitos da aspereza da parede é atenuado pela existência de um filme viscoso que
lubrifica a região de contato. Neste regime os atritos são preponderantemente
viscosos.

Escoamento Turbulento (Rn > 4000) : O movimento do fluido é caracterizado pela ação
das asperezas das paredes, que geram vórtices (movimentos rotacionais) que
incrementam a perda de energia. Neste regime os atritos são gerados pela rugosidade

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 11


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga Contínua

A perda de carga (energia por unidade de peso específico e volume)


resultante de escoamentos forçados é aquela que ocorre em função
dos atritos ao longo da tubulação, sendo bem representada através
da equação de Darcy-Weissbach, também conhecida como Fórmula
Universal.

L V 2 onde:

J= f V – Velocidade do Fluido

2 g  D
L – Comprimento do Tubo
D – Diâmetro Interno do Tubo
g - Aceleração da Gravidade
f - Fator de Atrito

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 12


Cálculo de Tubulações Industriais
Revisão – Perda de Carga Contínua

Considerando a relação entre a velocidade de escoamento do fluido,


V, e a vazão na tubulação, Q:

  D2
Q =V  A =V 
4
Podemos reescrever a fórmula de Darcy como:

f  L Q 2
J = 0.0827 
D5

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 13


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Fator de Atrito, f

O cálculo de f depende do regime de escoamento e da rugosidade do


conduto. Para a determinação prática desse fator podemos usar as
expressões abaixos:

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 14


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Fator de Atrito, f

onde:

Escoamento turbulento hidraulicamente liso: Ocorre no caso em que as


rugosidades da parede da tubulação, , estão totalmente cobertas pela sub-
camada viscosa, apresentando a relação adimensional:
V 
5

Escoamento turbulento hidraulicamente rugoso: Para a situação em que as
asperezas da parede afloram a sub-camada viscosa, alcançando o núcleo
turbulento e gerando fontes de turbulência. Nesta região tem-se que:
V 
 70

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 15
Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Fator de Atrito, f
A rugosidade característica de alguns materiais é ilustrada abaixo.
Material do Conduto  (mm) Material do Conduto  (mm)
Concreto: Aço soldado:
Rugoso 0,40 a 0,60 Revest. Concreto 0,05 a 0,15
Granular 0,18 a 0,40 Revest. Esmalte 0,01 a 0,30
Centrifugado 0,15 a 0,50 Aço rebitado
Liso 0,06 a 0,18 Revest. Asfalto 0,9 a 1,8
Muito liso 0,015 a 0,06 Aço Galvanizado
Ferro: Novo sem Costura 0,06 a 0,15
Forjado enferrujado 0,15 a 3,00 Novo com costura 0,15 a 0,20
Galvanizado ou fundido revestido 0,06 a 0,30 Fibrocimento 0,015 a 0,025
Fundido não revestido novo 0,25 a 1,00 Latão, cobre, chumbo 0,004 a 0,01
Fundido com corrosão 1,00 a 1,50 Alumínio 0,0015 a 0,005
Fundido obstruído 0,30 a 1,50 PVC, Polietileno 0,06
Fundido muito corroído até 3,00 Cerâmica 0,06 a 0,6
Revestido com Asfalto 0,30 a 0,90 Teflon 0,01
Revestido com Cimento 0,05 a 0,15 Fiberglass 0,0052
Madeira aparelhada 0,18 a 0,9

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 16


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Fator de Atrito, f

As expressões para determinação do fator de atrito podem ainda


ser representadas através de diagramas característicos, tal como o
de Moody-Rouse, apresentado no próximo slide.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 17


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Fator de Atrito, f
Diagrama de Moody

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 18


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

Na prática da engenharia hidráulica, o uso de fórmulas empíricas


deduzidas especialmente para áqua é muito conveniente, sendo que a
mais popular é a fórmula criada por Hazen-Willians, que tem
estrutura muito simular a fórmula de Darcy-Weissbach:

1.8518
 V  onde:
J = 6.815   0.6302  J = perda de carga unitária (m/m)
CD  V = velocidade média do escoamento (m/s)
C = coeficiente de Hazen Willians
D = Diâmetro interno da tubulação ( m )

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 19


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

Valores típicos de C podem ser encontrados na Tab. abaixo


Material do Tubo C Material do Tubo C
Aço Concreto
corrugado ( chapa ondulada ) 60 bom acabamento 130
com juntas lock-bar, novos 130 acabamento comum 120
galvanizado ( novos e em uso ) 125 Ferro Fundido
rebitado, novos 110 novo 130
rebitado, em uso 85 em uso 90
soldado, novos 120 Chumbo 130
soldado, em uso 90 Cimento-amianto 140
soldado com revestimento especial, 130 Cobre 130 - 150
PVC novos e em uso Plástico 140
D < 50 mm Aço Preto
75 < D < 100 mm Tubo seco 100
D > 100 mm Tubo molhado 120

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 20


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

A fórmula de Hazen-Williams não apresenta resultados satisfatórios


para tubos com diâmetros inferiores a 2”. Nessas situações podem
ser usada a equação de Flamant ou ábacos e tabelas - tais como a
apresentada no slide seguinte.

Equação de Flamant
onde [V] = m/s, [D] = m, [J] = m/m
1.75 k = 0,00023, Tubos de Aço ou Ferro Fundido Usados
V
J = 4  k  1.25 k = 0,000185, Tubos de Aço ou Ferro Fundido Novos
D
k = 0,000135, tubos de PVC

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 21


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 22


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

Para água a 20 oC escoando em Tubos de Aço Galvanizado com


diâmetro entre 15 e 50 mm, pode se usar a relação:

Q1.88
J = 0.002021  4.88 Equação de Fair Whipple-Hsiao

onde [Q] = m3/s, [D] = m, [J] = m/m

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 23


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

Para água a 20 oC escoando em Tubos de Cobre com diâmetro entre


15 e 50 mm, pode se usar a relação:

Q1.75
J = 0.00085  4.75 Equação de Fair Whipple-Hsiao

onde [Q] = m3/s, [D] = m, [J] = m/m

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 24


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Contínua – Modelos Empíricos

Para água quente escoando em Tubos de Cobre ou latão com diâmetro


entre 15 e 50 mm, pode se usar a relação:

Q1.751
J = 0.0007  4.75 Equação de Fair Whipple-Hsiao

onde [Q] = m3/s, [D] = m, [J] = m/m

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 25


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Uma perda localizada é originada por singularidades no fluxo do


escoamento, tais com as que ocorrem nas mudanças de direção e
estrangulamentos da seção do tubo. A expressão geral para cálculo
desta perda é da forma:

V2
J =K
2 g
onde K é o fator de perda de carga localizado, depende do tipo de variação,

[V] = m/s, [D] = m, g é a aceleração da gravidade , [J] = m/m.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 26


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Alguns valores típicos de K são apresentados abaixo


Acessório K Acessório K
Alargamento gradual 0,3 Redução gradual 0,15
Bocais 2,75 Tê passagem direta 0,6
Cotovelo 90° - Raio Curto 0,9 Tê saída de lado 1,3
Cotovelo 90° - Raio Longo 0,6 Tê saída bilateral 1,8
Cotovelo 45° 0,4 Válvula gaveta 0,2
Crivo 0,75 Válvula borboleta 0,3
Curva 90° 0,4 Válvula de retenção 2,5
Curva 45° 0,2 Válvula globo 10
Entrada normal 0,5 Válvula de pé 1,75
Entrada de borda 1 Válvula de Boia 6
Junção 0,4

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 27


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Valores de K para Contrações Bruscas

D/d 0 1/5 2/5 3/5 4/5 1


K 0,50 0,45 0,38 0,28 0,13 1,00

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 28


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Valores de K para Expansões Bruscas

D/d 0 1/5 2/5 3/5 4/5 1


K 1,000 0,922 0,706 0,041 0,130 0,000

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 29


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Valores de K para Válvula de Gaveta Parcialmente Aberta

Abertura (%)* 0 1/4 3/8 1/2 5/8 3/4 7/8


K 0,15 0,26 0,81 2,06 5,52 17,00 97,50
* Abertura da Gaveta em relação ao Diâmetro da Válvula

Valores de K para Válvula de Borboleta Parcialmente Aberta

Abertura (Graus) 0 5 10 15 20 25
K 0,15 0,24 0,52 0,90 1,54 2,51
Abertura (Graus) 30 35 40 45 50
K 3,91 6,22 10,80 18,70 32,60

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 30


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Uma forma de simplificar o calculo da perda de carga total do


sistema pode ser alcançada recorrendo ao conceito de “comprimento
equivalente” do tubo.
Entende-se como comprimento equivalente, Left, como um
comprimento de conduto fictício que causa uma perda de carga linear
igual à perda na singularidade. Segundo essa filosofia a Fórmula de
Darcy-Weissbach tomará a seguinte forma:

Left  V 2

J= f
2 g  D
março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 31
Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

Para a maioria das válvulas e conexões usadas nas tubulações são


definidos valores típicos dos comprimentos equivalentes, obtidos a
partir de ensaios de laboratório. Nas tabelas a seguir procura-se
apresentar de forma reduzida os valores apresentados na norma
NBR 5626/82

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 32


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 33


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 34


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada
Ábaco

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 35


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada – Aprox. Comp. Eqv
Acessório Equação Acessório Equação
o
Cotovelo 90 (Raio Longo) Leqv = 0,068 + 20,96D Válvula Gaveta (Aberta) Leqv = 0,010 + 6,89D

o
Cotovelo 90 (Raio Médio) Leqv = 0,114 + 20,56D Válvula Globo (Aberta) Leqv = 0,010 + 340,27D

o
Cotovelo 90 (Raio Curto) Leqv = 0,189 + 30,53D Válvula de ângulo (Aberta) Leqv = 0,05 + 170,69D

Cotovelo 45o Leqv = 0,013 + 15,14D Válvula de Pé com Crivo Leqv = 0,56 + 255,48D

Curva 90o (R/D = 1,5) Leqv = 0,036 + 12,15D Válvula de Pé (Leve) Leqv = 0,247 + 79,43D

o o
Curva 90 (R/D = 1) Leqv = 0,115 + 15,53D Tê 90 (Passagem Direta) Leqv = 0,054 + 20,90D

o o
Curva 45 Leqv = 0,045 + 7,08D Tê 90 (Saída Lateral)
Leqv = 0,396 + 62,32D
o
Saída de Canalização Leqv = 0,05 + 30,98D Tê 90 (SaídaBilateral)

Comprimentos Equivalentes de Singularidades para Aço Galvanizado e Ferro Fundido

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 36


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada

O diâmetro interno utilizado para cálculo corresponde as tubulações coláveis de PVC classe 15. O diâm. Int.
dos tubos depende da classe de pressão e é diferente nos tubos coláveis e roscáveis. Os valores da tabela
podem ser utilizados para qualquer tipo de tubulação de PVC com pequena margem de erro. Os comprimentos
equivalentes das perdas de carga localizadas para tubulações de 200mm, 250mm e 300mm de diâmetro
foram obtidas por extrapolação.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 37


Cálculo de Tubulações Industriais
Determinação do Diâmetro Hidráulico
Uma vez determinadas as equações básicas que
correlacionam as condições do escoamento entre dois
pontos, eq. de Bernoulli, e um modelo constitutivo que
quantifica a perda de energia hidráulica ao longo do
trecho que une esses dois pontos, equação de Darcy-
Weissbach, podemos escrever a seguinte relação:

 P1 V12   P2 V22  L V 2
 + + Y1  −  + + Y2  = f  (a)
  2 g    2 g  2 g  D

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 38


Cálculo de Tubulações Industriais
Determinação do Diâmetro Hidráulico
Conforme pode observar na Eq. (a), o cálculo do diâmetro da tubulação é
um problema hidráulico depende de, pelo menos, 9 parâmetros (DP, DV,
Dh, Vmed, D, L, f(, ), ).
Entretanto, na maioria dos casos práticos, os seguintes parâmetros são
assumidos como condições de contorno:
• Vazão do liquido, Q = VA
• Cotas dos pontos a montante e a jusante da tubulação, h1 e h2,
• Pressões hidrostáticas a montantes e a jusante da tubulação, P1 e P2,
• Propriedades do fluido transportado: , ,
• Condições de transporte do duto, , idade,
• Comprimento equivalente total da tubulação, Leqv.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 39


Cálculo de Tubulações Industriais
Determinação do Diâmetro Hidráulico
Na maioria dos casos, entretanto, que pode ser resolvido
com base:
• Na velocidade,

• Nas perdas de carga decorrentes do escoamento


do fluído.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 40


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Velocidade
Nesse cálculo, toma-se o maior valor admissível para a
vazão, e, arbitrando-se um determinado diâmetro calcula-
se a velocidade resultante, ou seja:

Q 4Q
V (Q, D ) = =
A   D2
Compara-se, então, essa velocidade com a velocidade
econômica para o fluido e o serviço em questão.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 41


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Velocidade
Uma forma alternativa de resolver tal problema, consiste
me selecionar as tubulações que atendam a condição de
conduzir o fluido numa condição econômica de transporte.
Isso pode ser realizado usando-se a seguinte expressão:

4Q Q
D=  1.128  onde D é o diâmetro nominal
 V (Q, D ) VEconomica do tubo.

Nas tabelas a seguir são apresentados valores típicos


para tais velocidades....

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 42


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Velocidade
Velocidades Econômicas Recomendadas

Velocidade Velocidade
Fluído Material Fluído Material
(m/s) (m/s)

Agua Doce AguaSalgada


Rede em cidades 1a2 Rede em cidades Aço com 1,5 a 2,5

Redes em Instalações Industriais 2a3 Redes em Instalações Industriais Revestimento, 1,5 (max)
Aço-carbono Latão, Cobre-
Alimentação de Caldeiras 4a8 Alimentação de Caldeiras Niquel (90-10 ou 3 (max)

Sucção de Bombas 1 a 1,5 Sucção de Bombas 70-30), Monel 4 (max)

Sucção de Bombas PVC (tubos até 0,110 Amônia (Gás) 25 a 35


Aço-carbono
Descarga 6") 0,183 Amônia (Liquido) 2

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 43


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Velocidade
Velocidades Econômicas Recomendadas
Velocidade Velocidade
Fluído Material Fluído Material
(m/s) (m/s)

Acído Sulfúrico Ar Comprimido Aço-carbono 15 a 20


Diluido Chumbo Vapor
1 a 1,2
Concentrado Aço-carbono até 2 kg/cm2 (196 kPa) Saturado Aço-carbono 20 a 40
Acetileno 20 a 25 10 a 20 kg/cm 2 (196 a 981 kPa) Aço (Qualquer 40 a 80
Cloro (Gás) 1,5 a 2 Mais de 10 kg/cm 2 (981 kPa) Tipo) 60 a 100
Cloro (Líquido) 15 a 20 Hidrocarboneto Gasoso em Inst. Ind.
Cloreto de Cálcio Aço-carbono 2 Linha de Sucção Aço (Qualquer 1a2
Cloreto de Sódio 1,5 a 2 Linha de Recalque Tipo) 1,5 a 2,5
Tetra Cloreto de Carbono 2 Soda Caustica - Diluição
Acetileno 20 a 25 0 a 30 % Aço (Qualquer tipo) 2
Hidrogênio Aço (Qualquer 20 30 a 50 % Aço-Carbono 1,5
Hidrocarboneto Gasoso em Inst. Ind. tipo) 25 a 30 50 a 100% ou Monel 1,2

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 44


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico - Velocidade
Uma vez selecionadas classes de tubos que podem ser
utilizados é necessário avaliar se as velocidades do
escoamento neles são econômicas.
Se a velocidade calculada for superior à velocidade
econômica, significa que o tubo não é adequado.
Como regra geral, o diâmetro finalmente escolhido deverá
ser aquele que garantir uma velocidade no limite inferior
da faixa das velocidades econômicas, ou imediatamente
abaixo.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 45


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico - Velocidade
Exemplo: Selecione duto capaz de escoar
economicamente água em uma instalação industrial a
35000 L/h.
Q = 35000 L/h ou 9,72210-3 m3/s
Admitindo uma Velocidade Econômica igual a 2 m/s
(Tubos de aço) , o diâmetro aproximado será igual a:

D.N. 1” - Série 80: D.I = 24,3 mm


9.722 10 −3
D  1.128  = 0.0249m
2 D.N. ¾” - Série 40: D.I = 20,9 mm
D.N. 1” - Série 40: D.I = 26,6 mm

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 46


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico - Velocidade
D.N. 1” - Série 80: D.I = 24,3 mm
9.722 10 −3
V (D.I . = 24.3mm) = 1.273  2 = 1.273 
Q m
= 2.096
D 24.3 10 (
−3 2
) s
D.N. ¾” - Série 40: D.I = 20,9 mm
9.722 10 −3
V (D.I . = 20.9mm) = 1.273  2 = 1.273 
Q m
= 2.83
D 20.9 10 − 3
(
2
) s
D.N. 1” - Série 40: D.I = 26,6 mm

9.722 10 −3
V (D.I . = 26.6mm) = 1.273  2 = 1.273 
Q m
= 1.75
D 26.6 10 −3 2
( )s

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 47


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico - Velocidade
Essa metodologia de calculo é muito simples, e deve ser
adotada no caso de tubulações de pequeno comprimento,
principalmente quando as mesmas forem compostas por
muitas singularidades (causadoras de perdas
secundárias).

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 48


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Esse procedimento é aplicado ou em tubulações longas ou em
tubulações que devido a sua importância, complexidade, seja
razoável supor que as perdas de carga primárias sejam
preponderantes.
A base do dimensionamento hidráulico está relacionado a
pior condição possível de uso da tubulação, o que implica em:
• Maior valor possível da vazão, Q;
• Valores de P1 e P2 que resultem no menor valor para (P1 – P2);
• Condições termodinâmicas que resultem nos maiores valores de  e Pv

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 49


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Deve-se ressaltar que:
Para uma tubulação de recalque de bombas, P1 será a
pressão gerada pela bomba, devendo-se ressaltar que P1 e a
Vazão, Q, estão correlacionados pela curva da bomba;

Para tubulações que ligam reservatórios, tais como :


tanques, torres, vasos, etc, a diferença de pressão, P1 – P2,
dependerá das pressões reinantes em cada ambiente e dos
níveis estáticos do líquido;

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 50


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Como regra geral, o procedimento de calculo é realizado
utilizando-se os seguintes passos:
1 – Arbitra-se um certo valor para o diâmetro – Uma boa
estimativa pode ser obtida utilizando-se o cálculo hidráulico com base
na velocidade econômica,

2 – Estima-se o comprimento equivalente da tubulação, Leqv.

3 – Com base no estado do fluido nos pontos 1 e 2 (Q, P1, P2,,


y1, y2, , etc), determina-se a energia disponível no sistema
considerando uma das seguintes relações:
março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 51
Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
a) Para tubulações ligadas a recalque de uma bomba, ou de
uma tubulação cujo escoamento se dê por diferença de
altura ou de pressões:

 P1 P2  Se o diâmetro da
 −  + (Y1 − Y2 ) = DE1, 2
tubulação for o mesmo.
  

V   D1  Se o diâmetro da
4
 P1 P2  2
  = DE
 −  + (Y1 − Y2 ) + 1
1 −  
2  g   D2  tubulação variar.
  
1, 2
  

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 52


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
b) Para tubulações ligadas a sucção de bombas

 Pa   
  − (Y1 − Y2 ) + v + NPSH  = DE1, 2
P
    

onde Pa é a pressão no nível livre de montante, NPSH


Pressão absoluta mínima por unidade de peso, a qual
deverá ser superior a pressão de vapor do fluído
bombeado na sucção da bomba (entrada de rotor) para
que não haja cavitação. Este valor depende das características da bomba e
deve ser fornecido pelo fabricante da mesma; , Pv é a pressão de vapor do
liquido na temperatura máxima de operação,  é o peso específico do liquido.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 53


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
4 – Com base em D, Q, Tipo de duto (materiais, condições
de uso, etc) e Leqv, determina-se perda de carga, J12, ao
longo do trajeto que liga os ponto 1 e 2,

5 – Compara-se os valores obtidos para DE1,2 e J1,2.


Se J1,2 for menor que DE1,2, o escoamento do liquido na tubulação
com o diâmetro que foi arbitrado terá uma vazão maior que a
suposta, ou o liquido atingirá o ponto 2 com uma pressão superior à
admitida inicialmente.
Isso significa que o diâmetro foi superdimensionado para as
condições de escoamento desejadas.
março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 54
Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
4 – Com base em D, Q, Tipo de duto (materiais, condições
de uso, etc) e Leqv, determina-se perda de carga, J12, ao
longo do trajeto que liga os ponto 1 e 2,

5 – Compara-se os valores obtidos para DE1,2 e J1,2.


J1,2 > DE1,2  o escoamento do liquido na tubulação com o diâmetro
arbitrado terá uma vazão menor que a suposta, ou o liquido atingirá
o ponto 2 com uma pressão menor à admitida inicialmente.
Isso significa que o diâmetro foi subdimensionado para as
condições de escoamento desejadas.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 55


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
6 – Caso a tubulação tenha ficado muito sub ou
superdimensionada deve-se repetir os cálculos arbitrando-
se um diâmetro imediatamente maior ou menor, até que se
encontre uma diferença mínima entre os valores de J1,2 e
DE1,2.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 56


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Exemplo: Dimensionar o Diâmetro que deverá ter a
tubulação da elevatória apresentada na figura ao
lado. Considere as seguintes informações:
• L1 = 4 m, L2 = 88 m, L3 = 75 m, L4 = 7 m
• Pressão de Saída da Bomba, P1 = 316 kPa
• Vazão para P1 = 316 kPa, Q = 200 m3/h
• Elevações: Bocal da Bomba, H1 = 0,85 m, Entrada
do Reservatório, H2 = 13,70 m
• Altura máxima do líquido no reservatório, HR = 9m
• Pressão máxima no reservatório, PR = 70,3 kPa,
• Peso específico do líquido,  = 9,5 N/dm3
• Viscosidade cinemática:  = 550 cks

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 57


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo de Energia Disponível no Escoamento

Considerando as condições do problema, inicialmente


será determinado o valor de DE1,2 , que será obtido ao
utilizar-se a seguinte equação:
2
 P1 P2 
 −  + (Y1 − Y2 ) = DE1, 2
  
onde P1 = 316 kPa, H1 = 0,85 m, H2 = 13,70 m, P2 = PR
+ HR = 70,3 + 99,5 = 155,8 kPa

(316 10 − 155.8 10 )


3 3
 +(0.85 − 13.7 ) = 4,01m
1

9,5 10 3

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 58


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Estimativa Inicial do Diâmetro
Mét. da Velocidade

Admitindo uma Velocidade Econômica igual a 1.5


m/s (Tubos de aço) , o diâmetro aproximado será 2

igual a:
0.056
D  1.128  = 0.217m
1.5

D.N. 8” - Série 40: D.I = 211,5 mm → V = 1,58 m/s


1
D.N. 10” - Série 160: D.I = 215,9 mm → V = 1,516 m/s

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 59


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo do Comprimento Equivalente

Observando o diagrama da tubulação verifica-se que a


mesma possui as seguintes singularidades:

2
2 Válvulas de gaveta
1 Válvula de retenção
4 Curvas de 90°
1 Entrada no reservatório
1

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 60


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo do Comprimento Equivalente - Equações

Resultando nos Seguintes Comprimentos Equivalentes

Comprimento
Diâmetro Interno da
Equivalente por
Tubulação
Singularidades Quantidade Componente
8" Sch 40 10" Sch 160 8" Sch 40 10" Sch 160
0,2115 0,2159 0,2115 0,2159
Válvula Gaveta (Aberta) 2 1,5 1,5 2,9 3,0
Válvula de Pé (Leve) 1 17,0 17,4 17,0 17,4
Curva 90o (R/D = 1,5) 4 2,6 2,7 10,4 10,6 1
Entrada Reservatório 1 6,6 6,7 6,6 6,7
Comprimento Equivalente Total 37,0 37,8

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 61


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo do Comprimento Equivalente - Ábaco

Resultando nos Seguintes Comprimentos Equivalentes

Comprimento
Diâmetro Interno da
Equivalente por
Tubulação
Singularidades Quantidade Componente
8" Sch 40 10" Sch 160 8" Sch 40 10" Sch 160
0,2115 0,2159 0,2115 0,2159
Válvula Gaveta (Aberta) 2 1,8 1,8 3,5 3,5
Válvula de Pé (Leve) 1 21,0 21,0 21,0 21,0
Curva 90o (R/D = 1,5) 4 1,8 1,8 7,0 7,0 1
Entrada Reservatório 1 11,0 11,0 11,0 11,0
Comprimento Equivalente Total 42,5 42,5

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 62


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo do Comprimento Total

Somando o Comprimento dos Dutos ao Comprimento


Equivalente obteremos os seguintes valores:
2

LTotal (Equação) = 4 + 88 + 75 + 7 + 37,0 = 211 m (8”)

LTotal (Equação) = 4 + 88 + 75 + 7 + 37,8 = 211,8 m (10”)

Ábaco

LTotal (Abaco) = 4 + 88 + 75 + 7 + 39,4 = 213,4 m (8” e 10”)

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 63


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Avaliação do Número de Reynolds:

V D 4Q
Re = = 2
    D
1.58  0.2115
(
Re D = 8 = ``

5 .5
) = 607.7 → Regime Laminar

1.516  0.2159
( )
1
Re D = 10 = ``
= 595.3 → Regime Laminar
5 .5

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 64


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Avaliação do Fator de Atrito:

64
Regime Laminar → f = 2
Re

(
f D =8 =
64
``

607.7
)
= 0.105

( )
64 1
f D = 10 = = 0.107
``

595.3

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 65


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Avaliação da Perda de Carga ao Longo da Rede:

Left  V 2 2
J= f
2 g  D
211  (1.58)
( )
2
J D = 8 = 0.105 
``
= 12,88m
2  9.81  0.2115

211.8  (1.516 ) 1

( )
2
J D = 10 = 0.107 
``
= 11.89m
2  9.81  0.2159

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 66


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Saldo Entre Energia Disponível e Perda de Carga:

( ) ( )
J1, 2 D = 8`` − DE1, 2 D = 8`` = 12.88 − 4.01 = 8,87m

( ) ( )
J1, 2 D = 10`` − DE1, 2 D = 10`` = 11.89 − 4.01 = 7,88m
 1

Está Bom ?????????????

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 67


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Análise para Tubulações de 10”:

Comprimentos
Diâmetro Velocidade do
Diâmetro J- D E
Série Interno Equivalentes Escoamento Re f J (m)
Nominal (pol) Dutos (m) Total (m) (m)
(m) (m) (m/s)

120 0,23 26,22 200,22 1,33 559 0,11 9,0 4,9


80 0,24 27,66 201,66 1,20 529 0,12 7,3 3,3
10 60 0,25 174,00 28,19 202,19 1,15 519 0,12 6,8 2,7
40 0,25 28,97 202,97 1,09 505 0,13 6,1 2,1
10 0,26 30,12 204,12 1,01 486 0,13 5,2 1,2 1

Perda de Carga Maior do que a Energia Disponível

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 68


Cálculo de Tubulações Industriais
Cálculo do Diâmetro Hidráulico – Perda de Carga
Cálculo da Perda de Carga

Análise para Tubulações de 12”:


Diâmetro Comprimentos Velocidade do
Diâmetro J- D E
Série Interno Equivalentes Escoamento Re f J (m)
Nominal (pol) Dutos (m) Total (m) (m)
(m) (m) (m/s)
5S 0,316 35,86 209,86 0,71 408 0,16 2,7 -1,3
10S 0,315 35,77 209,77 0,71 409 0,16 2,7 -1,3
20 0,311 35,36 209,36 0,73 413 0,15 2,8 -1,2
Std, 30 0,305 34,65 208,65 0,76 422 0,15 3,0 -1,0
12 40 0,303 174,00 34,47 208,47 0,77 424 0,15 3,1 -0,9
80S 0,298 33,93 207,93 0,79 431 0,15 3,3 -0,7
60 0,298 33,92 207,92 0,79 431 0,15 3,3 -0,7
80 0,289 32,85 206,85 0,85 445 0,14 3,7 -0,3
120 0,273 31,06 205,06 0,95 471 0,14 4,6 0,6

Perda de Carga Maior do que a Energia Disponível 


Perda de Carga Menor do que a Energia Disponível 

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 69


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Tubulações Parcialmente
Cheias
Tubulações tais como as de transporte de esgoto e de
drenagem são exemplos típicos de tubulações que
trabalham parcialmente cheias.
Como essas tubulações trabalham despressurizadas, o
escoamento se dá unicamente devido ao ação da diferença
de energia potencial gravitacional, por essa razão, deve
haver sempre um declive contínuo para garantir o
escoamento.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 70


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Tubulações Parcialmente
Cheias
Para que uma determinada tubulação funcione com uma
determinada vazão é necessário que a variação da energia
potencial gravitacional ao longo do duto coincida com a
perda de carga gerada pelo escoamento.

No caso prático devemos garantir, para a vazão desejada,


uma declividade igual ou um pouco superior ao valor da
perda de carga.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 71


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Tubulações Parcialmente
Cheias
Uma dos modelos mais usados para a determinação das
condições de escoamento em tubulações parcialmente
cheias é resumido na fórmula de Manning abaixo
apresentada.
2 onde:
1 3  A V é a velocidade, [m/s]
V=     S N é o coeficiente de atrito
N P
A é área molhada do duto, [m2]
P é o perímetro molhado do duto, [m]
S é a declividade ou perda de carga relativa, [m/m]

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 72


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Tubulações Parcialmente
Cheias
• Tal fórmula é empírica e não-homogênea, devendo dessa forma, ser
empregada com as unidades definidas na transparência anterior.

• O coeficiente de atrito varia com a natureza e com o estado da


tubulação, e com o percentual da área molhada do duto.

• A velocidade do fluido deve ser suficientemente elevada para


transportar o material sólido em suspensão, Em esgotos industriais tal
velocidade situa-se em torno de 1 a 1,5 m/s.

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 73


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Escoamento de Gases

Devido ao reduzido peso específico dos gases, na prática,


pode-se desprezar do teorema de Bernoulli as parcelas
correspondentes à velocidade e ao peso do gás. Assim,
para que ocorra o escoamento tem que haver uma
diferença de pressão entre os pontos extremos da
tubulação ( ΔP = P1 − P2 > 0 ), reduzindo a Eq. de Bernoulli
a seguinte forma:
 P1   P2 
  −   = J1, 2
 1    2 
março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 74
Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Escoamento de Gases
Vapor – Fórmula de Babcock
Arbitrando-se valor para o diâmetro, pode-se calcular a vazão máxima
em função da perda de carga pré-fixada, ou calcular a perda de carga
resultante para uma determinada vazão.

onde:
Q = Vazão de vapor (lb/h)
ΔP = Queda de pressão entre os pontos
extremos da tubulação (psi)
ρ = Peso de um pé3 de vapor (lb)
d = Diâmetro interno do tubo (pol.)
L = Comprimento equivalente da tubulação (pé)

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 75


Cálculo de Tubulações Industriais
Diâmetro Hidráulico – Escoamento de Gases
Ar Comprimido e Gases Combustíveis – Fórmula de
Weymouth
Arbitrando-se valor para o diâmetro, pode-se calcular a vazão máxima
em função da perda de carga pré-fixada, ou calcular a perda de carga
resultante para uma determinada vazão.
onde:
Q = Vazão (pes3/h) medida em P = P0 e T = T0
T0 ,P0 = Temperatura e pressão absolutos (°Fabs e psia)
P1, P2 = Pressões nos extremos da tubulação (psia)
d = Diâmetro interno do tubo (pol.)
 = Densidade do gás em relação ao ar na T de escoam.
T = Temperatura de escoamento (°Fabs)
oF = oF + 460
abs L = Comprimento equivalente da tubulação (milhas)

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 76


Cálculo de Tubulações Industriais

Fim do Módulo

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 77


Cálculo de Tubulações Industriais
Tubos de Aço – Dimensões Normalizadas

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 78


Cálculo de Tubulações Industriais
Tubos de Aço – Dimensões Normalizadas

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 79


Cálculo de Tubulações Industriais
Perda de Carga Localizada
Ábaco

Válvulas de gaveta 1,8 m

Válvula de retenção 24, m


Curvas de 90° 1,8 m

Entrada no reservatório 10, m

março de 19 Departamento de Eng. Mecânica 80