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Aposição

de
Portugalna
Europa e no
mundo
Rosa dos ventos

 Pontos cardeais

N Norte; Setentrião; Setentrional; Boreal

E Este; Leste; Oriente; Nascente; Levante

S Sul; Meredião; Meridional; Austral

O/W Oeste; Ocidente; Poente; Ocaso

 Pontos colaterais

NE Nordeste

SE Sudeste

SO Sudoeste

NO Noroeste

 Pontos intermédios

NNE Nor-nordeste

ENE És-nordeste

ESE És-sudeste

SSE Sussudeste

SSO Sussudoeste

OSO Oés-sudoeste

ONO Oés-noroeste

Notas:

Escalas: Para uma região pequena – escala grande;

Para uma região grande – escala pequena.

Escala numérica Escala gráfica


0 20Km
1:50000

Noções

Latitude Distância em graus de um determinando ponto ao equador. Varia entre 0 e 90º

Longitude Distância em graus de um determinando ponto ao meridiano de Greenwich.


Varia entre 0 e 180º
Constituição do território português

 Portugal continental
 Portugal Insular (Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira).

Localização geográfica do território português

 Localização relativa (rosa dos ventos)


 Localização absoluta. (latitude e longitude)

A organização administrativa do território nacional.

18 Distritos e 2 Regiões autónomas (região autónoma da Madeira e dos Açores) que


por sua vez são subdivididos em conselhos e freguesias.

No entanto ainda se faz uma divisão do território para fins estatísticos:

NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais) - trata-se de uma divisão regional do


país feita após a entrada na EU.

A divisão do território português em NUT é feita tendo em conta as características físicas,


históricas e funcionais do território, constituindo a base de recolha, tratamento e análise de
dados estatísticos.

Distritos
NUT I

 Portugal continental e ilhas

NUT II NUT III


Minho
Lima
Alto trás-os-montes
Cávado
Entre
Ave
Douro e Grande
Região Norte Vouga porto Tâmega Douro

Beira interior Serra da


Dão-Lafões
Baixo Vouga norte estrela

Região Centro Baixo Mondego Pinhal Cova da beira


interior norte
Beira
Pinhal litoral Pinhal interior sul
interior sul
Médio tejo
Oeste
Região Lezíria
Alto Alentejo
Lisboa
do do Tejo
Grande Lisboa
Alentejo Alentejo central
Península
de Setúbal

Alentejo

litoral Baixo Alentejo


Região do Algarve

Regiões autónomas Algarve

 Açores

Grupo central
Grupo Ocidental

Angra do heroísmo
Horta
Pico

Ponta delgada

 Madeira Grupo Oriental

Porto Santo

Funchal
Existem ainda outras divisões do território nacional, por exemplo:

 Regiões agrárias
 Regiões turísticas
 Distritos judiciais
 Etc.

A influência da posição geográfica de Portugal nas características físicas.

66º 3’ Círculo Polar Ártico*

23º Trópico de Câncer**


º0º

23º Trópico de Capricórnio***


º
66º 3’ Círculo Polar Antártico****

Zona intertropical ou Zona Quente/Tórrida

Zona Temperada do Norte ou Sul

Zona Fria do Note ou Sul

Portugal

Portugal está na zona temperada no Norte com um clima temperado mediterrâneo.

Portugal sofre várias influências:

 Atlântica
 Mediterrânea
 Africana
 Continental

Dessas influências, resulta uma diversidade de características físicas (clima, vegetação natural,
relevo…) podendo levar a uma divisão de Portugal Continental em 3 regiões:

Norte
Atlântico Norte
Transmontano

Sul
Influência da posição geográfica de Portugal nas características humanas

A posição de Portugal na Europa é periférica ou até mesmo ultraperiférica, tendo em


conta os arquipélagos da madeira e dos Açores.

Vantagens desta posição:

 Espaço de charneira (no meio) entre a Europa a África e as Américas.


 Centralidade no espaço atlântico
 Porta de entrada na Europa – abertura ao mundo.

Inconvenientes desta posição:

 Longe do centro da EU (dorsal)


 Longe dos centros de decisão
 Longe dos grandes mercados consumidores
 Região europeia menos desenvolvida (faz parte do arco atlântico)
 Parte de Portugal encontra-se na região sul da Europa (outra região europeia pouco
desenvolvida)
 Fraca acessibilidade por via terrestre
 Afastado faz principais vias de comunicação europeias e mundiais.

Nota: com o alargamento da EU a leste, Portugal fica numa posição ainda mais periférica.

Com a adesão a adesão de Portugal à UE vem


redefinir a sua posição geográfica. A esta escala,
Portugal é uma região periférica, ou até mesmo
ultraperiférica. Portugal continental está
incluído no designado Arco Atlântico, região
menos desenvolvida, do que o centro da UE
(região designado como Dorsal). A parte mais
meridional designa-se como Sul, a menos
desenvolvida da UE.
Espaço Lusófono

CPLP – Promoção da Língua Portuguesa

A CPLP pretende:

 Consolidar a identidade cultural nacional e plurinacional dos países de língua


portuguesa
 Incentivar a cooperação económica, social, cultural, jurídica e tecnocientífica
 Promover e enriquecer a língua portuguesa
 Melhor intercâmbio cultural e a difusão da criação intelectual e artística.
 Aprofundar a concertação política diplomática em termos de relações internacionais.

Comunidades portuguesas Emigrantes instalados por todo o mundo. Difusão da cultura


portuguesa através da gastronomia, música, língua, etc…

PALOP (países de língua oficial portuguesa) CPLP (Comunidade de países de língua portuguesa)

Moçambique Brasil

Angola Portugal

Guiné-Bissau Timor-Leste

São Tomé e Príncipe

Cabo Verde

Os espaços económicos em que Portugal se integra

 UE (União Europeia) – desde 1986

Entrada de Portugal para a UE:

Portugal não entrou mais cedo porque estava num regime ditatorial;

Essa entrada trouxe vantagens:

 Trocas comerciais;
 Países vizinhos;
 Portugal recebe dinheiro para igualar o seu desenvolvimento as resto dos países.

OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento económico) – desde 1948

Principais organizações mundiais que Portugal participa

ONU; OCDE; OMC; NATO; PALOP; EU.


O processo de construção europeia

1939-45 – 2º Guerra Mundial

1948 – Plano de Marshall

Plano proposto pelos americanos para o auxílio económico à Europa na


sua reconstrução.

Este plano deu origem à OECE (Organização Europeia de Cooperação


Económica), tendo como objetivo coordenar a ajuda dos EUA para
acelerar a reconstrução e promover a cooperação económica.

Nota: A OECE veio dar lugar a OCDE em 1961 passando a integrar também países fora da
Europa como o Canadá; a Nova Zelândia, a Austrália e o Japão, para além dos 30
europeus. A OCDE é conhecida pelo grupo dos Países Desenvolvidos e o seu principal
objetivo é a cooperação entre os países membros e a ajuda aos países mais pobres do
mundo.

1951 – Tratado de Paris

Para vencer as rivalidades entre a França e a Alemanha e ultrapassar problemas


económicos, foi criada a CECA (Comunidades Económica do Carvão e doo Aço). Para além
destes países aderiram também a Itália, a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.

1957 – Tratado de Roma

Com este tratado é criada a CEE (Comunidade Económica Europeia) e a EURATOM


(Comunidade Europeia de Energia Atómica) pelos 6 países fundadores a CECA.

Nota: Em 1960 o Reino Unido que não integrou a CEE não quis “ficar sozinho” e em conjunto
com a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Áustria, a Suíça e Portugal formam a EFTA
(Associação europeia de Comércio Livre.

1968 – União Aduaneira

São abolidas as taxas alfandegárias entre os estados da CEE.

1986 – Assinatura do ato económico europeu

Este tratado introduz grandes alterações aos tratados iniciais. Pretende reforçar a
cooperação entre os estados membros e criar um mercado.
1992 – Tratado de Maastricht

Aspetos mais importantes:

 As novas competências para a atuação da EU, tendo em vista a coesão económica e


social e a criação de um fundo de coesão – doação de dinheiro aos PED para se
autodesenvolverem.
 Institucionalização da cidadania europeia definindo s direitos dos cidadãos.
 Criação de uma união económica e monetária incluindo a moeda única o €
 Início do processo para uma união política, com a criação de uma política externa de
segurança comum e o esforço da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos
internos.
 A CEE muda a sua designação para EU

1997 - Tratado de Amesterdão

Aumenta a coesão interna para reforçar a posição da EU no mundo e preparar o


próximo alargamento

2001 – Tratado de Nice

Redefine a participação de cada estado-membro nas instituições comunitárias, face ao


alargamento da UE aos países de leste

2007 – Tratado de Lisboa

É criado o alto representante para os negócios estrangeiros e política de segurança

Surge o cargo de presidente da EU, eleito pelo conselho Europeu.

UE após Maastricht

Criação de um espaço

Económico Político Cultural

Criação de…

Mercado Interno Acordos comerciais com PD

Aproximação da EU como centro de Poder Mundial

Centros de Poder Mundial

UE – Japão – EUA
Acordo de Shengen

Assinado em junho 1985 pelos 5 países fundadores.

O espaço shengen consistia na eliminação dos controlos nas fronteiras internas e na criação de
controlos eficazes nas fronteiras externas da EU.

Os países que aderiram ao espaço Shengen foram:

Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Letónia, estónia e


lituânia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polónia,
Portugal, República Checa e Suécia.

Evolução da UE

Fases Ano Países que aderiram


Europa dos 6 1957 Alemanha federal, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e países
baixos.
Europa dos 9 1973 Dinamarca, Reino Unido e Irlanda
Europa dos 10 1981 Grécia
Europa dos 12 1986 Portugal e Espanha
Europa dos 15 1995 Áustria, Finlândia e Suécia
Europa dos 25 2004 Chipre, Eslováquia Eslovénia, Estónia, Letónia, Hungria, Lituânia,
Malta, polónia e República Checa
Europa dos 27 2007 Roménia e Bulgária

Evolução da população portuguesa

 1950 – Apresentava um número reduzido de habitantes, mas com uma população


jovem.
 1950-1960 – Apresentou um crescimento significativo. Sendo que os valores negativos
de saldo migratória são atenuados pelos valores elevados de crescimento natural.
 1960-1970 – A população sofreu uma quebra devida:
o Redução da taxa de crescimento natural;
o Intensificação da emigração ara a Europa;

Tudo isto provocou um crescimento efetivo negativo

 1970-1981 – Verificou-se um aumento demográfico, consequência da redução da


emigração.
 1981-1991 - A população portuguesa estagnou, devido à reduzida natalidade.
 1991-2001 – Ligeiro aumento (ultrapassa os 10 milhões), As baixas taxas de
crescimento natural são compensadas pelo surto imigratório, provenientes e África e
dos países da Europa do leste.
 2001-2004 – Aumento ligeiro da população
Fases do modelo de transição

→ Própria das sociedades mais primitivas


→ A população estabiliza, com valores elevados de
Fase 1 natalidade e mortalidade
→ Valores de natalidade muito constantes
Revolução → Valores de mortalidade muito irregulares
industrial → Característica de países com início de desenvolvimento
Fase 2 → Manutenção dos valores elevados de natalidade
→ Declínio acentuado da mortalidade
→ Crescimento da população a um ritmo acelerado
→ Próprio de países em plena fase de desenvolvimento
Fase 3 → Declínio acentuado na natalidade
→ Manutenção dos valores baixos de mortalidade
→ Estabilização do crescimento natural
→ Própria de países que iniciaram muito cedo este
processo de transição demográfica
Fase 4 → Valores muito baixos de natalidade
→ Valores muito baixos de mortalidade
→ Estagnação ou redução da população

Principais variáveis demográficas que condicionam a evolução da população

Natalidade
Crescimento natural
Mortalidade

Emigração
Saldo migratório
Imigração

Diferentes ritmos de crescimento da população portuguesa

Fatores explicativos

 1960-1970 – Decréscimo da população


o Guerra colonial
o Consequências da ditadura,
o Maior surto migratório,
o Apesar do crescimento natural ser positivo o saldo migratório foi muito
negativo,
o A TN teve uma redução devido à divulgação dos métodos e devido à entrada
da mulher no mercado de trabalho.
 1970-1980 – Evolução significativa (positiva) da população.
o Diminuição da emigração, em resultado da crise económica
o Fim da guerra colonial
o Regresso dos emigrantes das ex-colónias, após o 25 de Baril de 1974.
o Regresso de muitos emigrantes
Evolução da população portuguesa

 Natalidade

A taxa de natalidade de 1960 até a atualidade desceu significativamente.

Esta evolução deveu-se a:

 Emancipação da mulher
 Entrada da mulher para o mercado de trabalho
 Acesso ao planeamento familiar
 Generalização do controlo da natalidade
 Mudança de mentalidades
 Aumento do nível de instrução
 Aumento da idade do casamento
 Alargamento do período de escolaridade obrigatória

Diferenças regionais

Portugal apresenta contrastes a nível nacional. Por isso existem diferenças entre o
litoral e o interior entre o norte e o sul e as regiões autónomas e o continente.

 Mortalidade

A taxa de mortalidade entre 1960 e 2004 não evidenciou alterações significativas tendo
atingido os 10,5‰ em 1991.

A descida da TM deveu-se a:
 Melhoria dos hábitos alimentares
 Melhoria dos cuidados de saúde e cuidados de higiene
 Melhoria nas condições de trabalho (segurança no trabalho)

Porque se morre em Portugal?


 Doenças do aparelho circulatório
 Tumores malignos
 Sinistralidade rodoviária
 Taxa de mortalidade infantil

A TMI diminui drasticamente entre 1950 e 2004.

Isso deve-se:

 Generalização de uma rede de assistência materno-infantil (acompanhamento das


grávidas)
 Realização dos partos em hospitais
 Generalização da vacina infantil
 Melhoramentos nas condições de vida.

Contrastes

A TMI evidência contrastes entre o litoral e o interior e entre o norte e sul.

 Crescimento natural

O crescimento natural diminui significativamente entre 1960 e 2004.

Numa primeira fase deveu-se à descida da taxa de natalidade. Como a taxa de mortalidade já
se encontrava baixa não influenciou muito esta descida.

Numa segunda fase, para além da taxa de natalidade observou-se uma ligeira subida na taxa
de mortalidade o que agravou a redução no crescimento natural.

A média do crescimento natural em Portugal é idêntica à média da UE, existindo países em


situações mais graves uma vez que apresentam um crescimento natural negativo, como a
Bulgária e a Hungria.

Estes valores devem-se ao envelhecimento da população.

 Movimentos Migratórios

Durante muitos anos Portugal foi um país de Emigração, atingindo valores bastante altos na
década de 60. Os portugueses dirigiam-se sobretudo para a França e Alemanha, devido ao
facto de estes países necessitarem de mão de obra após a destruição provocada pela II Guerra
Mundial.

Na década de 70, registou-se uma inversão dos valores até ai registados. E Portugal deixa de
ser um país de emigração para ser um país de imigração. Esta tendência ficou a devera à queda
da ditadura em 1974.

Atualmente devido ao aumento do desemprego, regista-se um aumento do fluxo emigratório.


Estrutura etária da população

Estrutura etária Repartição dos indivíduos por idades e sexo.

Esta está dividida em 3 grupos:

 Jovens ( ≤ 15 anos)
 Adultos (15-64 anos)
 Idosos (≥ 65 anos)

A análise da estrutura etária é importante para caracterizar a população, uma vez que reflete
variáveis demográficas como:

 Natalidade
 Fecundidade
 Mortalidade
 Mortalidade infantil
 Movimentos migratórios

Tipos de pirâmide

 Jovem/Crescente
 Adulta/Transição
 Idosa/Crescente
 Rejuvenescente

Evolução da estrutura etária da população portuguesa

1960

População predominantemente jovem

Taxa de mortalidade infantil elevada

Esperança média de vida relativamente baixa

1981

Redução do número de jovens e por isso um ligeiro envelhecimento da população

Redução da natalidade e da mortalidade (alargamento da faixa da população adulta e idosa).


Traduz-se num aumento da esperança média de vida e portanto inicia-se um processo de
envelhecimento

1981-2001

Acentuou-se o processo de envelhecimento

Estreitamento da base (população jovem)


2050

Prevê-se uma continuação do que já acontece, portanto um envelhecimento da população.

Setores de atividade predominantes

 Redução da população no setor I à medida que o país se desenvolve e se mecaniza em


relação à agricultura;
 Aumento da população ativa no setor II, como o decorrer do processo de
industrialização
 Redução gradual da população ativa no setor II, devido ao desenvolvimento
tecnológico aplicado à indústria e ao crescimento do setor III
 Aumento gradual da população ativa no setor III, à medida que o outros setores se vão
modernizando e incorporando mais serviços

Nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa

O nível de instrução da população mede-se pelo grau de analfabetismo.

Apesar das diminuições verificadas. Este problema ainda afeta 9% da população


portuguesa.

Outra diferença importante ao nível de escolaridade da população portuguesa reside no


género, onde os valores de analfabetismo são superiores nas mulheres. No entanto com a
escolaridade obrigatória, a taxa de analfabetismo tende a diminuir ou mesmo a desaparecer.

Em suma, a população apresenta um baixo nível de escolaridade uma baixa qualificação


profissional. Isto traduz-se em consequência graves para a economia portuguesa.

Que problemas caracterizam a evolução da população portuguesa?

 Envelhecimento
 Declínio da fecundidade
 Baixo nível educacional
 Desemprego
ENVELHECIMENTO
Consequência do envelhecimento da população
 O Aumento do índice de dependência dos idosos faz com que a população ativa tenha
cada vez mais encargos com a população idosa.
 A diminuição da população ativa conduz a uma redução na produtividade no país
 A diminuição do espirito de dinamização e inovação, que em geral são características
da população jovem
 Aumento dos encargos sociais com a as reformas e com a assistência medica aos
idosos
 Redução da natalidade, uma vez que estão a reduzir os escalões etários conde a
fecundidade é mais elevada.
DECLÍNIO DA FECUNDIADE

Outro problema com que Portugal se depara é o declínio da fecundidade, que está associado à
redução da natalidade.

O problema é que Portugal não consegue assegurar a renovação das gerações, uma vez que
está abaixo do limite mínimo de 2,1 filhos por mulher, apresentando cerca de 1,5 filhos.

O declínio da fecundidade está sobretudo relacionado com a emancipação da mulher, que


passou a ter uma carreira profissional mais ativa, adiando ou até mesmo excluindo a
maternidade nos seus planos de vida.

BAIXO NÍVEL EDUCACIONAL

Portugal apresenta um baixo nível educacional que se encontra abaixo da média da U.E.

Este indicador reflete-se na taxa de alfabetismo que afetava cerca de 9% da população em


2001.

Quanto à escolarização da população ativa, um fator primordial para a produtividade, a


competitividade da economia e o desenvolvimento do país, o panorama é mau.

DESMEMPREGO

O desemprego afeta a qualidade de vida da população.

Portugal apresenta uma taxa de desemprego superior à média comunitária e tem


vindo a aumentar.

As baixas taxas de desempego escondem por vezes situações de precariedade, com


reflexos na qualidade de vida da população. São os casos do subemprego e do emprego
temporário, frequentes na economia portuguesa, que, quando não são uma opção dos
trabalhadores, geram situações de grande instabilidade.

A instabilidade do emprego deve-se a fatores como:

 Baixa qualificação
 Fraco investimento em I&D
Solucionar os problemas

Como incentivar a natalidade?

Políticas demográficas
Antinatalistas Natalistas
Predomina nos países menos desenvolvidos Predomina nos países desenvolvidos
Tenta reduzir a natalidade de um país Tenta aumentar a natalidade de um país
Utiliza medidas de sensibilização ou de Utiliza medidas de sensibilização e
coação incentivos económicos e fiscais

Portugal como país envelhecido que é, deveria adotar medidas que incentivassem a
natalidade.

Para rejuvenescer a população portuguesa, o governo deveria dotar medidas concretas, tais
como:

 O criação de uma legislação de trabalho que proteja mais a mulher durante e pós a
gravidez
 Criação de benefícios fiscais para as famílias com vários filhos
 Aumento da duração da licença de parto para a mãe e para o pai
 Melhoramento e a gratuitidade de todos os serviços de assistência materno-infantil

Como qualificar a mão de obra portuguesa?

1. Reduzir o abandono escolar


2. Valorização das pessoas pelas empresas e estado

Para alcançar estes objetivos, torna-se importante:

 Aumentar o investimento na investigação


 Aumentar a qualificação da população
o Mais novos
 Prosseguir os estudos
 Envergar por cursos superiores
o Mais velhos
 Incentivos às novas oportunidades
 As próprias empresas podem dar formação aos trabalhadores
Noções

População absoluta – Número de habitantes de um determinado país ou região,.

Densidade populacional – Número médio de habitantes de um determinado país ou região


por Km₂ DP=Pop. AbsolutaÁrea…Hab/km₂

Natalidade – Números de nascimentos num determinado país ou região por ano.

Mortalidade - Números de óbitos num determinado país ou região por ano.

Taxa de natalidade – Número de nascimento por cada 1000 habitantes, num determinado
tempo

TN=Nº de nascimentosPop.Total x 1000

Taxa de mortalidade - Número de óbitos por cada 1000 habitantes, num determinado tempo.

TM=Nº de óbitosPop.Total x 1000

Crescimento natural – Diferença entre os nascimentos e os óbitos.

CN ≥ 0 - crescimento positivo

CN ≤ 0 - crescimentos negativo

CN = 0 – crescimento nulo

Emigração – Saída de +pessoas de um país estrangeiro por motivos naturais, sociais,


económicos, político…

Imigração - Entrada de pessoas para um país estrangeiro de forma legal ou clandestina, mas
com fixação de residência.

Saldo migratório – Diferença entre Emigração e Imigração ( SM = E – I)

Crescimento efetivo – Soma do crescimento natural com saldo migratório

Taxa de crescimento natural – Variação populacional observada durante um determinado


período de tempo, normalmente um ano civil referido à população média desse período
(expressa por 100 ou 1000 habitantes)

TCN=Cres.natural+Saldo migratórioPo.Totalx 1000 ou 100

Taxa de mortalidade infantil – Número de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano
de vida por cada a1000 nascimentos.

TMI=Nº de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano de vidanatalidade x 1000

Taxa de fecundidade
TF=Nascimentos2aTotal de mulheres dos1549anos x 1000

Índice sintético de fecundidade – número médio de filhos que cada mulher tem na idade
fértil.

Índice de renovação de gerações – Número médio de filhos que cada mulher devia ter (2,1
filhos)

Esperança média de vida – Número médio de anos que o Homem vive num determinado país
ou região.
A
distribuiçãoda
população
Distribuição da população

MUNDO (distribuição muito irregular)

 Principais focos demográficos (zonas de maior concentração demográfica)


o Sul e Sudeste Asiático
o Europa central e ocidental
o Costa atlântica dos EUA

Vazios Humanos (zonas desabitadas ou onde a população é escassa)

1. Antártica; Gronelândia; Norte do Canadá; Norte da Rússia; Sibéria

2. Saara Vazios Humanos Causas


1 Temperaturas muito baixas
3. Himalaias
2 Temperaturas muito altas
4. Amazónia (secura)
3 Grandes Amplitudes
4 Vegetação muito densa

EUROPA (distribuição irregulares)

 Áreas de grande concentração


o Europa Central e Ocidental (Reino-Unido; Alemanha; Bélgica; França e
Holanda)

Fatores atrativos:

Naturais – Climas temperados e húmidos; Relevo geralmente plano e de baixa altitude


e o predomínio de solos férteis

Humanos – Agricultura próspera; Grande industrialização e desenvolvimento do setor


d comércio e dos serviços. O que tornou estes países ricos.

 Áreas de pequena concentração

Norte da Europa (Península da Escandinávia)

Fatores repulsivos

Naturais – Clima frio, solos cobertos de neve em grande parte do ano a existência de
áreas de relevo mais acidentado.
PORTUGAL

Portugal também apresenta contrastes demográficos, a nível de distribuição da população.

Se dividirmos Portugal por NUT III, verificamos que:

 Maior concentração da população na faixa litoral ocidental, entre o Minho e a


Península de Setúbal
 Contraste entre o Litoral e o Interior
 Saliência entre dois pólos de atracão: Lisboa e Porto constituindo assim a
bipolarização* da concentração da população.
 Concentrações importantes em torno dos pólos do Porto (Cávado, Ave, Tâmega, entre
Douro e Vouga e Baixo Vouga) e de Lisboa (Península de Setúbal).

Em relação a Portugal Insular, verifica-se uma maior concentração na faixa litoral de ambos os
arquipélagos, salientando-se a Madeira com maior densidade populacional do que os Açores.

O território insular apresenta também alguns contrastes:

 Maior densidade nalguns conselhos da ilha de S. Miguel em relação às restantes ilhas.


 Grande densidade dos conselhos na parte sul/sueste da ilha em oposição à parte norte
e extremidade oeste.

Em redor dos conselhos de Lisboa e Porto existem regiões que acabam também (por relação
de proximidade) por se tornar atrativas. A este processo chamamos de urbanização, que se
estende para lá do limite daquelas cidades e abrange os seus subúrbios. Assim a concentração
da população em redor dos polos atrativos originou as áreas metropolitanas.

Assim a grande concentração de população em torno das duas metrópoles levou à constituição
das Áreas Metropolitanas*.

Noções

Bipolarização Designação dada à enorme força atrativa que as Áreas metropolitanas


exercem sobre a população e as atividades do país

Urbanização Processo de desenvolvimento das cidades que engloba o número de


habitantes, a superfície construída e o modo de vida

Áreas metropolitanas Unidade espacial que define um aglomerado, constituído por uma
metrópole e pelos seus subúrbios.
Fatores que influenciam a distribuição da população

 Clima

O clima é um facto importante na distribuição da população. De entre os fatores naturais


destaca-se:

o Relevo – As planícies são mais atrativas à fixação da população ao invés das


áreas montanhosa.
o Clima – A maior disponibilidade de água e a ocorrência de calor ou frio, podem
influenciar a distribuição territorial da população. Temperaturas amenas
(litoral)
o Fertilidade dos solos - Fundamental na distribuição da população, uma vez que
influencia o rendimento agrícola e a produção de alimentos.

 Movimentos migratórios

A evolução da população em Portugal, tem apresentado períodos de crescimento positivo


(dec.70) e também períodos de crescimento negativo (dec.60).

Contudo esta irregularidade na evolução da população não é comum em todo o território


nacional.

Podemos dizer que os concelhos com taxa de variação positiva, ou seja, com o saldo
migratório e fisiológico positivos, localizam-se em redor de Lisboa e Porto, Noroeste, Algarve e
em algumas regiões autónomas

Contrariamente, os concelhos com taxa de variação negativa, ou seja, resultantes de um


saldo migratório positivo e de um saldo fisiológico negativo, ou ambos negativos, localizam-se
sobretudo no interior.

Já desde o século XIX que se verificava uma maior preferência por Lisboa e Porto, seguidos
de Aveiro, Viena do Castelo, Braga, Coimbra, Leiria e Setúbal. Por sua vez, as regiões próximas
da fronteira com Espanha, e de um modo geral todo o Alentejo, forma-se esvaziando,
acentuando-se assim as grandes Assimetrias Regionais*

A litoralização da população resulta de dois processos migratórios:

 Êxodo Rural* - população que abandona os campos e as aldeias, de economia agrícola,


do interior para se fixar nas cidades do litoral. Acentuas as assimetrias regionais.
 Emigração – Intensificação da saída de população Jovem-Adulta para o estrangeiro
(Europa central e ocidental)

Noções
Êxodo Rural Assimetrias regionais

Expressão que evoca a partida Situação de desequilíbrio espacial num


em massa das populações rurais território, a nível de qualidade de vida; de
para as cidades riqueza económica; ect.
Consequências do Êxodo rural

Principais regiões de perdade população

 Regiões do interior sul


 Região auntónoma dos Açores
 Região auntónoma da Madeira

Problemas das regiões interiores

 Envelhecimento da população
 Decrescimo da natalidade e d n+umero de jovens
 Insuficiência da população ativa, nomeadamente a falta de mão de obra qualificada
 Perda de importância da atividade agrícola, hoje praticada sobretudo por idosos,
acentuado o seu caráter de sbsistência
 A degradação ambiental por abandono de muitas terras agrícolas e expansão das áreas
de matos e baldios, mais suscepiveos à ocorrência de incêndios
 A fragilidade de tecido económico, com repercurssões no aumento da população
desempregada
 A alteração da estrutura de procura de serviços coletivos sociais e culturais , devido à
mudanças demográfias, que se refelctem, diretamente na carência de sercços de apoio
á população idosa
 A insuficiência de infraestruturas e de equipamentos (água, saneamento…)

Para se explicar o contaste geográfico entre litoral e interior, também é importante falar
na imigração. Esta beneficia sobretudo as áreas urbanas do litoral, em particular a área
metropolitana de Lisboa.

o 1º Surto migratório – ocorreu na segunda metade da década de 70 do século XX, com


o regresso dos ex-colonos africanos, na sequência da descolonização e também do
regresso de muitos emigrantes europeus.
o 2º Surto migratório – desenvolveu-se sobretudo a partir da década de 80 e estendesse
pela atualidade. Primeiro, é formado pelos contingentes de imigrantes dos PLAOP e,
mais recentemente a este vieram juntar-se emigrantes do Brasil e de algun países da
Europa de Leste.

Em conjunto, as populações emigrantes, na busca de melhores condições de vida,


respondem a uma oferta de emprego, que se encontra mais facilmente na Áreas
metropolitana de Lisboa. Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar, também, uma maior
dispersão geografia, abrangendo alguns concelhos interiores, devido à escassez de mão de
obra por falta de população jovem.
Densidade populacional
A densidade populacional* média de Portugal é de → 114 hab/km₂
Intensidade do povoamento
expressa pela relação entre o nº
Litoralização de habitantes e de uma área
territorial e a superfície desse
CARACTERÍSTICAS DAS REGIÕES LITORAIS território.
Fatores Naturais
Litoralização
 Clima
Grande concentração de
No litoral o clima é: Ameno; Mais húmido e ocorre mais população e das atividades
precipitação. económicas no litoral

O facto de o clima ser Ameno e mais húmido → Solo Fértil → Atividades Agropecuárias

 Relevo

Quanto ao relevo Portugal apresenta um relevo pouco acidentado

 Proximidade do mar

A proximidade com o mar e o relevo pouco acidentado provocam boas e mais acessibilidades

Fatores Humanos

 Concentração das principais indústrias


 Concentrado dos centros urbanos
 Boas vias de comunicação e acessibilidades
 Grande diversidade de equipamentos sociais
 Grande concentração de mercados consumidores
 Mão de obra especializada
 Maior capacidade de atracão de investimentos

O litoral apresenta características para um melhor e mais elevado nível de vida, pois:

A população do litoral tem maiores rendimentos e mais acessos aos bens do que a população
do interior Leva a

Êxodo rural e emigração das regiões interiores


Provoca
 Despovoamento de interior
 Envelhecimento da população - Diminuição da natalidade
 Maior pobreza e atraso

LITORAL → Sobrepovoamento
↓ Subaproveitamento dos
Forte pressão sobre as infraestruturas e os recursos recursos

Diminuição da qualidade de vida e degradação dos territórios
INTERIOR → Despovoamento
O que é necessário fazer? = SOLUÇÕES
 É necessário planear os recursos humanos e naturais
 Definir estratégias e modelos de desenvolvimento do território
 Deve haver equilíbrio entre as atividades humanas, os recursos naturais e as
infraestruturas.

CARACTERÍSTICAS DAS REGIÕES INTERIORES

Fatores Naturais

Fatores repulsivos à fixação de população e das atividades económicas nas regiões interiores

 Invernos rigorosos
 Verãos quentes e secos
 Grandes Amplitudes Térmicas
 Solos pouco férteis
 Humidade e precipitação fracas.

Em síntese, as disparidades regionais da distribuição da população resultam da convergência


de um conjunto de fatores:

 Dinâmicas geográficas – refletem, por um lado, a evolução da natalidade, da


fecundidade e da EMV, e por ouro lado, os movimentos migratórios (êxodo ,
emigração, imigração)
 Dinâmicas económicas – relacionadas com o padrão de distribuição, do
investimento público e privado, na indústria e nos serviços na faixa litoral.
 Padrão de crescimento da urbanização, das áreas metropolitanas e das cidades
médias

Processo de litoralização

Áreas urbanas do litora

 Regresso dos emigrantes 1º Surto


2º Surto
 Regresso dos ex-colonos
 Imigração
 Pequenas cidades do interior
 Áreas rurais
Capacidade de Carga Humana

Consequências do crescimento populacional das áreas urbanas O número limite de pessoas que
se podem fixar numa região sem
Problemas em que ultrapassou o limite de carga humana
por em causa a sua
 A expansão de espaços com excessos de construção de edifícios sustentabilidade
 A degradação de muitos bairros nas periferias e nos centros históricos das cidades
 O aparecimento de estratos da população sem meios para obter uma habitação
condigna, levando à construção de bairros de barracas.
 A insuficiência equipamentos escolares, de saúde e outros de apoio à população
 A incapacidade de algumas infraestruturas (saneamento básico; acessibilidade; etc) a
responderem às necessidades da população
 A insuficiência de espaços verdes e equipamentos de lazer
 Aumento de riscos de inundação

Medidas para atenuar as assimetrias regionais

 Incentivar a localização de novas empresas no interior, através de incentivos fiscais


ou da atribuição de subsídios.
 Investimentos em infraestruturas de transportes que melhorem a acessibilidade
das regiões mais isoladas do interior
 Construção das infraestruturas de captação e distribuição de água e de energia
 Instalação de pólos universitários em cidades do interior para travar a saída de
jovens para estudar nas grandes cidades
 Instalação de centros de formação profissional procurando aumentar o nível de
qualificação

Papel do ordenamento do território na resolução das assimetrias regionais

O ordenamento do território diz respeito às ações que o Estado leva a cabo com os
objetivos de melhorar a distribuição da população e as atividades económica. Possibilitando
assim:

 Melhor organização
 Resposta às necessidades da população
 Correta gestão dos recursos naturais
 Proteção ambiental

O ordenamento do território envolve a elaboração prévia, de planos por equipas


multidisciplinares (economistas; geógrafos; ect).

Estes planos podem ser de:


 Âmbito nacional, como os PNOT (Plano Nacional para a Política de Ordenamento do
Território)
 Caráter regional, como mo PROTA (Plano Regional de Ordenamento do Território dos
Açores)
 Âmbito municipal, como o PDM (Plano Diretor Municipal)
 Planos de pormenor – planos elaborados para áreas específicas da cidade.
Recursos
do
subsolo
RECURSOS

Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas
atividades humanas

Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em:

 Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água)


 Climáticos
 Hídricos
 Biológicos

Os recursos naturais, também por ser classificados em:

 Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário


para serem repostos.

Recursos Renováveis

Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água;
sol; vento; calor interior da Terra…

Recursos não-renováveis

Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são
consumidos e por isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural…

Os recursos do subsolo podem ser classificados em:

Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás
natural; urânio)

Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata;
estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio)

Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas
(sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato)

Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas)

Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário)

Água

o Minerais – detêm propriedades terapêuticas


o Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber
o Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC
PORTUGAL

Em Portugal há muitas jazidas (locais onde se verifica uma concentração de minérios


suscetíveis de serem explorados)

A extração de recursos minerais é de grande tradição em Portugal

Conheceu um crescimento acentuado na última década do século XX

Mas continuou a ter uma reduzida importância na economia nacional (destaca-se apenas a
extração de rochas)

A indústria extrativa contribui apenas com 1% do PIB
História da Terra

 Pré-Câmbrico
o Período de formação da Terra
o Eclosão da vida
 Era Primária / Paleozoico
o Desenvolvimento da vida
 Era secundária / Mesozoico
o Era dos dinossauros
o Desaparecimento dos dinossauros no final desta era
 Era Terciária / Cenozoico
o Era dos mamíferos
o Aparecimento dos 1º hominídeos (australopitecos)
 Era quaternária / Atropozoico
o Desenvolvimento do homem

As unidades morfoestruturais de Portugal

Maciço Antigo – Formado na era paleozoica /era primária, constituindo cerca de 2/3
do território nacional, correspondendo à parte Norte e a grande parte do Centro e do Alentejo.

Rochas locais: Granitos e Xistos

Orlas mesocenozoicas – Formadas durante o mesozoico e o cenozoico,


correspondendo à parte sul do Algarve e à faixa compreendida entre Aveiro e Lisboa

Rochas locais: calcários; arenitos e argilas

Bacias sedimentares do Tejo e do Sado – Datadas da era Cenozoica. Formaram-se a


partir da acumulação de sedimentos na Bacia do Tejo e do Sado que mais tarde emergiram

Rochas locais: Areias, arenitos; e argilas


Concluindo

Unidades morfoestruturais
Maciço Antigo Orlas mesocenozoicas Bacia do Tejo e do
Sado
Era em que foi Paleozoico Mesozoico e Cenozoico
formado Cenozoico
Área do país Norte Litoral algarvio e Bacias do Tejo e do
abrangida Interior Centro litoral centro (Aveiro a Sado
Alentejo Lisboa)
Rochas constituintes Granito; xisto; Calcário; argilas; Areais; argilas; arenitos
quartzito; arenítos
Formas de relevo Norte/centro – Planíceis
serras, vales e Serras de cume
planaltos arredondado e
Alentejo - pene planícies
planícies
Minérios Feldspato;
predominantes quartzito; Caulino e sal-gema
tungsténio;
talco; cobre;
estanho

Distribuição das principais explorações de rochas

O subsetor das pedreiras explora uma grande variedade de matérias-primas, Tendo em


conta o destino que é dado às rochas, este subsetor divide-se em dois grupos: extração de
rochas ornamentais e a extração de rochas industrias.

A distribuição de pedreiras pelo território é irregular e a sua localização faz-se de


acordo com os afloramentos rochosos de cada região. Os distritos de Leiria; Évora; Porto;
Santarém são os distritos que detêm maior número de pedreiras.

Tipos de Rochas

Tipos Formação Exemplos


Magmáticas ou eruptivas Resulta da solidificação do Plutónicas (intrusivas) –
magma Granito, diorito e gabro
Vulcânicas (extrusivas) –
basalto e pedra-pome
Sedimentares Resulta da acumulação de Arenitos, areias, argilas
sedimentos provenientes da (origina o xisto),
erosão de outras rochas conglomerados e calcário
Metamórficas Resultam da alteração de Ardósia, xisto (origina a
outras rochas, devido a altas ardósia), quartzito, mármore
pressões e temperaturas (resulta do calcário a altas
temperaturas.), gnaisse
Intrusivas – solidificam no interior da terra
Extrusivas – Solidificam no exterior da terra
Rochas ornamentais

Rochas ornamentais Local de extração Utilização


Calcário Maciço calcário estremenho
e Algarve  Pavimentos
Granito Norte  Calçadas
Interior Centro  Revestimentos
Mármore (metamórfica) Região de Estremoz  Mobiliários
Borba de Vila Viçosa (distrito
de Évora com 90%) - Sul

Rochas Industriais

Rochas industriais Local de extração Utilização


Granito Norte Britas;
Interior Centro Alvenaria (construção de
pedras)
Calcário Maciço calcário estremenho Cimento; cal; cerâmica; e
e Algarve - Orlas agricultura
Areias – mais utilizada para Bacia do Tejo e do Sado Construção civil e indústria
fins industriais do vidro
Argilas Distritos do litoral - Orlas Cerâmica e cimento
Exploração de minérios em Portugal
Tipos Exemplos Utilização Principais minas
Cobre Indústria elétrica Neves corvo –
Alentejo
Estanho Ligas metálicas e soldaduras Neves corvo -
Alentejo
Fabrico de aço extra duro e de Panasqueira
Minérios Volfrâmio filamentos de lâmpadas elétricas
Metálicos incandescentes
Ferro Indústria siderúrgica e metalúrgica Não há minas em
e metalomecânica atividade
Joalharia Minas inativas, mas
Ouro e prata há empresas
estrangeiras
interessadas
Indústria-química, agroalimentar e Matacão, carriço e
Sal-gema rações Campina de Cima
Minerais não (orla meridional e
metálicos ocidental)
Quartzo e Indústria cerâmica e de vidro Região Norte e
feldspato Centro
Talco e Indústria cerâmica, de papel e de Distrito de Bragança
Caulino tinta Entre Viena e Aveiro
Energia e indústria química Região centro
Carvão (urgeiriça) –
atualmente não é
Minérios explorado, pois a
energéticos qualidade do carvão
não é rentável
Urânio Produção de energia nuclear EM Portugal é de
fraca qualidade
Petróleo Total dependência do exterior, apesar de terem sido
realizadas algumas prospeções no nosso país
Distribuição de recursos hídricos

No subsetor das águas consideram-se:

 Águas de nascente
 Águas minerais
o Águas minerais naturais
o Águas minero-industriais

Portugal continental apresenta um subsolo com grande diversidade de águas de


nascente e de águas minerais, embora a sua distribuição seja irregular pelo território. Grande
parte da exploração encontra-se realizada no Norte e Centro, fato que se verifica devido às
características do maciço antigo.

Pela sua composição química, as águas minerais também são exploradas para o
termalismo, o que constitui um importante fator de desenvolvimento para as regiões, uma vez
que as estâncias termais funcionam como polos de dinamismo económico local.

CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA SEGUNDO A TEMPERATURA DE SURGIMENTO


Designação Temperatura
Hipotermal ≤ 25ºC
Mesotermal 25ºC – 35ºC
Termal 35ºC – 45ºC
Hipertermal ≥ 45ºC

Papel do termalismo no desenvolvimento das regiões

O termalismo é visto, tradicionalmente, como uma atividade que tem como principal
função o tratamento de doenças.

Atualmente, esta atividade é também vista como potencializadora dos recursos


termais das regiões onde ocorre, visto que esta atividade foi alargada para o setor turístico

A estratégia de desenvolvimento das 4 vertentes (tratamento; prevenção; bem-estar e


lazer) procura captar mais quantidade de frequentadores, para além dos “termalistas
clássicos”. Para isso é necessário por em prática o chamado marketing termal. Portanto, é
necessário:

 Proporcionar um tipo de oferta turística diferente daquelas que podem ser oferecidas
por ouros tipos de turismo concorrentes, de forma a atrair determinados segmentos
do mercado às estâncias termais
 Oferecer produtos e serviços de acordo com as estruturas existentes nas estâncias
termais e adequadas às características diferenciadoras de cada publico alvo
 Implementar programas de divulgação e promoção das unidades termais nos
mercados nacional e internacional
 Atuar sobre a vertente da formação profissional
Recursos Endógenos Recursos Endógenos

A nível energético, Portugal apresenta uma grande Recurso da região/ do local/ do


dependência do exterior, por isso é necessário aumentar a interior
produção através de formas já existentes e desenvolver
Recursos Exógeno
projetos de modo a aproveitar os recursos abundantes no
nosso território. Recurso de outra região/ país/ do
exterior

Noções

Energia primária Recursos energético que se encontra na Natureza (sol, vento, petróleo,
gás natural, etc.)

Energia Secundária Energia disponibilizada aos utilizadores (eletricidade, gás natural, gás
butano, etc.)

Energias alternativas ao subsolo

 Energia Geotérmica – Energia aproveitada através da temperatura, elevada, da água


em todo o continente (insular, incluído). Esta é uma fonte rentável de captação de
energia porque a temperatura das águas no continente varia entre 20 – 40ºC não
excedendo os 80ºC sendo, não só utilizada para fins terapêuticos, mas também para
aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas. Contudo
está limitado a um número restrito de lugares (caudal geotérmico suficiente; baixa
salinidade; temperatura da água elevada).

 Energia hídrica – Inclui eletricidade produzida pelas grandes centrais hidroelétrica


A implementação destes projetos enfrenta vários problemas:
o Custo elevado na construção de barragens;
o Clima, em épocas de clima seco, a quantidade de energia produzida diminui
o Impacto ambiental, não aprovado por nenhum ambientalista

Nos anos de precipitação mais abundante, produz-se 40% da energia elétrica e nos
anos mais secos, cerca de 20%

Cerca de 10 novas barragens irão ser construídas

Portugal é o país cm maior percentagem de energia elétrica produzida por via hídrica

 Biomassa – O único exemplo de produção de energia elétrica a a partir de biomassa


(provém de matérias biodegradáveis, produtos e resíduos agrícolas, substâncias
florestais e industriais, resíduos industriais e urbanos), situa-se em Mortágua.
Visto que maior parte do território é coberto por floresta (38%) este tipo de captação
de energia torna-se fácil.
 Biogás – Gás combustível composto por 60% de metano e 40% de dióxido de carbono.
Este gás é obtido pela degradação biológica dos resíduos orgânicos, produzidos a
partir de várias origens:
1ª – Aterros sanitários
2ª – Atividade agropecuária Provém dos efluentes (esgotos)
3ª – ETARs

Vantagem

o Reduz a energia consumida no tratamento dos resíduos

Desvantagens

o A queima do metano tem um efeito nocivo na atmosfera


o Representa apenas 3% do consumo de energia nacional

 Energia solar – Energia proveniente do sol, sendo aproveitada através das


componentes fotovoltaícas (conversão em energia elétrica) e térmica (conversão em
energia térmica).
Este tipo de energia detém a maior potencial no sul do país: Central de Serpa e Central
da Amareleja, sendo esta a maior dom Mundo.

Vantagens

o Baixa manutenção
o Provoca um impacto social positivo, uma vez que contribui para a criação de emprego

 Energia eólica

Maior exploração nas áreas do litoral Norte e de maior altitude, devido às condições favoráveis
– vento

Obstáculos com que se depara:

 Aspetos administrativos e burocráticos, necessários à implementação destes projetos


 Difícil escoamento de energia
 As áreas de maior potencial eólico situam-se em áreas de difícil acesso devido às fracas
redes de acessibilidades
 Cruzamentos de interesses, sobretudo se estiverem em causa questões ambientais

Provoca o aumento do custo dos projetos pondo em causa a viabilidade dos projetos

 Energia das ondas


O seu aproveitamento depende de um conjunto de fatores existentes nas áreas costeiras que
permitem resolver facilmente os problemas de transporte e de energia para terra e de acesso
para a sua manutenção. Em Portugal, a costa ocidental e as ilhas dos açores têm condições
favoráveis para a localização de unidades de conversão.

Como entrave à instalação destas mesmas unidades, está a agressividade do meio, o que
explica o atraso tecnológico para o aproveitamento da energia das ondas

Razões explicativas entre a produção e o consumo de energia

Devido à ausência de exploração de recursos energéticos do subsolo, em Portugal faz-


se exclusivamente a partir de recursos renováveis que estão disponíveis no território
continental e insular.

Devido ao desenvolvimento do país, traduzido no crescimento dos diversos setores de


atividade económica dos diversos setores de atividade económica e na melhoria da qualidade
de vida da população, obriga a gastos de energia cada vez maiores, em que os gastos maiores
concentram-se nos locais de maior abundância de população e de atividades económicas.

Visto que a produção de energia é inferior à necessária para satisfazer a população é


necessário recorrer ao exterior, importando na maioria petróleo.

Eficiência Energética

Atividade que procura otimizar o uso de fontes de energia; fazer uma utilização
racional da energia; usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor
energético.

A eficiência energética engloba a implementação de estratégias e medidas para combater o


desperdício de energia ao longo do processo de produção, distribuição e utilização da energia
Radiação
Solar
Noções

Radiação solar Quantidade de energia de intensidade e natureza variáveis, emitida


pelo sol, que se propaga sob a forma de ondas eletromagnéticas, e da
qual só uma pequena parte é recebida pela superfície terrestre.

nota: Sem radiação solar, a temperatura média da Terra seria de


-239ºC.

A radiação solar demora cerca de 8min a atingir a Terra.

Constante Solar Total de energia que atinge o limite superior da atmosfera, numa
superfície de 1cm₂, perpendicularmente aos raios solares e durante um
minuto. Exprime-se em caloria e tem um valor médio de 2cal/cm₂/min.

Radiação terrestre Radiação de grande comprimento de onda irradiada pela Terra

Radiação global Total de radiação do sol que atinge a superfície do globo (radiação
direta + radiação difusa)

Espectro solar Radiação solar que chega até nós sob a forma de ondas
eletromagnéticas com diferentes comprimentos de onda.
Atmosfera
Composição química

Azoto 78%

Oxigénio 21%

Argón 0,9%

CO₂ 0,03%

Outros 0,07 Ex: vapor de água

Estrutura da atmosfera

 Troposfera
o Espessura – 11 a 12km
o A espessura é maior no equador (16-18km) e menor nos pólos (6-8km), isto
porque nos pólos, o frio comprime as partículas de ar e no equador as altas
temperaturas dilatam as mesmas, outro motivo é o movimento da Terra
o A temperatura diminui com a latitude: Cerca de 6,5ºC a cada 1km – Gradiente
térmico negativo)
o É nesta camada que ocorrem a maioria dos fenómenos
atmosféricos/meteorológicos
o O limite superior desta camada é a tropopausa.
 Estratosfera
o Localização – 11 a 50km
o É nesta camada que se encontra o Ozono, absorvendo grande parte dos raios
Ultra Violeta, por isso a temperatura aumenta, logo o gradiente térmico e
positivo
o O limite superior desta camada é a estratopausa
 Mesosfera
o Localização – 50 a 80km
o O gradiente térmico é negativo (inexistência de ozono e fraca existência de
gases)
o O limite superior desta camada é a mesopausa
 Termosfera
o Localização – 60 a 600km
o O gradiente térmico é positivo
o A densidade do ar é baixa
o O limite superior desta camada é a termopausa
o Começa a ocorrer a ionosfera – as partículas sofrem a ionização, ou seja,
tornam-se partículas elétricas. Existem mais partículas no interior da ionosfera
em relação ao seu interior, sendo que esta camada é utilizada nas
comunicações
 Exosfera
o Localização – 600 até ao limite da atmosfera
o Faz contacto com o espaço

Noções

Gradiente Térmico Vertical Variação da temperatura com a altitude

Funções da Atmosfera

 Protege a Terra, apresentando-se com uma concha protetora


o Protege de meteoritos, isto porque, devido a atrito criado pelo ar, estes
encandeiam-se e reduzem-se a “pó”.
o Absorve/filtra grande parte da radiação solar
 Controla a temperatura
o Não permite que uma parte significativa das radiações atinjam a superfície
terrestre
o Provoca o efeito de estufa
 É fonte de vida
o Concentra na sua composição elementos fundamentais à vida, nomeadamente
o oxigénio.

A atmosfera – Balanço Térmico

O globo perde uma grande quantidade de energia equivalente à que recebe, mantendo assim
o equilíbrio térmico

Noções

Absorção Processo de transformação da energia luminosa em energia térmica


que ocorre quando a radiação incide num objeto e é absorvia

É feita principalmente, pelo vapor de água, CO₂ e Ozono

Reflexão Mudança de direção dos raios solares ao incidirem em qualquer corpo

Difusão Dispersão da radiação solar em todas as direções.

 Uma parte perde-se para o espaço


 Outra parte atinge a superfície terrestre (é a radiação difusa)
Raio solar

Molécul
a de ar
Radiação solar direta Radiação solar que atinge diretamente a superfície do globo.
Desde que o sol nasce até quando o sol se põe

Radiação solar difusa Radiação solar dispersa e difundida pela atmosfera pelas
nuvens, etc (radiação indireta recebida)

Albedo terrestre É a razão entre a quantidade de radiação refletida pela


superfície terrestre e a quantidade de radiação que nela incide

Energia refletida

 Pelas nuvens 20%


Percentagem de energia solar refletida
 Pela atmosfera 6% ALBEDO →
em, relação à energia recebida
 Pela superfície terrestre 4%

O albedo é maior nas superfícies cobertas de neve e menor nas florestas

Radiação solar 100%

Refletida pela atmosfera 6%

Absorvida pela atmosfera 16%

Atmosfera

Refletida pelas nuvens 20%

Absorvida pelas nuvens 3%

Refletida pela Terra 4%

Absorvida pela Terra 51%


Efeito de Estufa

Fenómeno natural que regula a temperatura da Terra. É o das baixas camadas da atmosfera
Aquecimento das baixas camadas
da atmosfera, devido à interseção
c
feita pelos gases que compõem a
atmosfera, das radiações imitidas b
pela Terra a

a A radiação solar atravessa a atmosfera. A maior parte da radiação é


absorvida pela superfície terrestre e aquece-a

b Alguma da radiação solar é refletida pela Terra e pela a atmosfera de volta para ao espaço

c Parte da radiação infravermelha (calor) é refletida pela superfície terrestre mas não regressa
ao espaço pois é refletida de novo e absorvida pela camada de gases de estufa que envolve o
planeta. O efeito é o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera.

Consequências do aumento do Efeito de Estufa

 Aumento da temperatura que provocará:

Degelo, levando à subida do nível de oceanos, que tem por consequência a submersão de
vastas zonas costeiras, provocando a migração de pessoas, redução das áreas de cultivo, etc.

Modificação no regime de precipitação

Alteração na fauna e na flora

Consequências do aquecimento global para o território nacional

Ondas de calor

Períodos de seca

Chuvas intensas

Doenças transmitidas por insetos

Doenças relacionadas com a comida e água (aumento das salmonetas)

Aumento das alergias

Submersão de regiões costeiras devido à subida do nível da água.


Efeito de estufa

Radiação solar

Calor (contrarradiação) Radiação solar


Calor
(contrarradiação)

Radiação terrestre
Radiação terrestre

Fatores de variação da Radiação Solar

 A latitude e a forma arredondada da Terra


 O movimento de rotação da Terra
 O movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo da Terra em relação ao
plano de órbita
 Outras condições locais (nebulosidade; exposição geográfica; ect)

PN
c
C A forma arredondada da Terra vai
fazer com que a inclinação dos raios
B b solares e o ângulo de incidência
Equa. variem com a altitude. Assim os
A lugares de menor latitude recebem
a
maior radiação solar. Nos pólos
aumentam as perdas por reflexão,
difusão e a quantidade de radiação
PS solar é menor devido amassa
atmosférica atravessada.

 O lugar que recebe os raios solares com menor ângulo de incidência é o lugar C e com
maior é o lugar A.
 O lugar que recebe os raios solares com menor inclinação é o lugar A e com maior é o
lugar C.
 Os raios que chegam ao lugar C atravessam maior massa atmosférica sofrendo maiores
perdas por absorção e reflexão
Noções

Ângulo de Incidência Ângulo que os raios solares fazem com o plano tangente à
superfície da Terra no lugar do observador

O menor ângulo de incidência corresponde à maior inclinação dos raios solares e à maior
massa atmosférica atravessada

Massa atmosférica
Massa atmosférica Limite da atmosfera
atravessada
atravessada Ângulo de Ângulo de
incidência incidência
A B Superfície terrestre

O lugar mais aquecido é o lugar A. Apesar da área atingida ser maior em B do que em A, a
superfície A é mais aquecida

A variação da radiação solar e o movimento de rotação da Terra

Ao longo do dia, varia:

 A inclinação/obliquidade dos raios solares


 O ângulo de incidência
 A massa atmosférica atravessada
 A superfície aquecida

Quando o sol nasce a radiação solar é menor, pois:

 A inclinação doa raios solares é maior


 O ângulo de incidência é menor
 A massa atmosférica atravessada é maior
 A superfície atmosférica recetora é maior

Ao meio-dia a radiação solar é maior, pois

 A inclinação doa raios solares é menor


 O ângulo de incidência é maior
 A massa atmosférica atravessada é menor
 A superfície atmosférica recetora é menor
Ao pôr do sol a radiação solar é menor, pois

 A inclinação doa raios solares é maior


 O ângulo de incidência é menor
 A massa atmosférica atravessada é maior
 A superfície atmosférica recetora é maior

De noite – Não há radiação solar

A variação da radiação solar e o movimento de translação da Terra

O movimento de translação da Terra:

 Dá origem às estações do ano


 Determina a duração dos dias e das noites
 Faz variar a inclinação dos raios solares

Equinócio de março e setembro

Em todos os lugares da Terra, os dias são iguais às noites

Solstício de junho Solstício de dezembro


PN PN
Trop. Câncer Dia ≥ Noite
Equa. Dia = noite
Trop. Câncer Dia ≤ Noite
Trop. Crapicórnio Dia ≤ noite
Equa. Dia = noite

Trop. Crapicórnio Dia ≥ noite


PS PS
Movimento de traslação da Terra

Portugal, localizado entre os 32º e os 42 do hemisfério norte recebe maior quantidade de


energia solar no solstício de junho, quando se inicia o verão. Nesta época, os raios solares
atingem Portugal com menor inclinação e os dias têm maior duração, por isso a temperatura é
mais elevada.

No solstício de dezembro, quando se inicia o inverno o sol está a incidir no trópico de


Capricórnio pelo que, no território português, a inclinação dos raios solares é maior, a duração
do dia é menor e em consequência disso as temperaturas são mais baixas.

Nos Equinócios os dias têm a mesma duração das noites em todo o globo. Nesta altura, a
radiação solar incide na vertical sobre o equador. Em Portugal têm inicio as estações
intermédias (primavera e outono)

Noções

Isotérmicas Linhas que unem pontos de igual temperatura.

Amplitude Térmica Diurna Diferença entre a temperatura máxima e a temperatura


mínima do dia

Amplitude Térmica Anual Diferença entre a temperatura mais quente e a temperatura


mais baixa de um mês

Distribuição das temperaturas em Portugal Continental

 No inverno É mais notório o contraste NE/SE, devido a:


o Latitude
o Altitude
o Nebulosidade
o Proximidade do mar ou continentalidade
o Disposição do relevo
 No verão É mais notório o contraste litoral/interior

Contraste NW/SE da radiação solar e da insolação

Este contraste resulta de fatores, tais como:

o Latitude (menor latitude → maior insolação e radiação solar)


o Altitude (maior altitude → maior insolação e radiação solar)
o Nebulosidade (menor nebulosidade → menor maior insolação e radiação solar
o Proximidade do mar ou continentalidade (maior proximidade = maior
nebulosidade → menor radiação solar
o Disposição do relevo
Distribuição das temperaturas em todo o planeta

Os valores mais altos de radiação solar, não se registam no equador mas sim nos trópicos
devido à maior nebulosidade das regiões equatoriais que fazem diminui os valores de radiação
solar, comparativamente à regiões tropicais.

Distribuição da temperatura em Portugal

Barlavento
algarvio
Sotavento
algarvio

Inverno Verão
Em Portugal continental, durante o inverno desenhe-se um contraste NE/SW dm que o norte
interior é a região claramente mais fria. Por outro lado o Algarve em particular o barlavento,
regista as temperaturas mínimas mais elevadas.

No verão há um claro contraste Litoral/Interior, com o litoral claramente mais fresco e o


interior muito quente, em particular o interior trasmontano e o alentejano

Nas ilhas matem-se sempre um contraste interior/litoral, pois o vigor do relevo é o principal
fator para baixar as temperaturas mínimas no inverno e máximas no verão

Em Portugal continental, o contraste entre o litoral e o interior é


notório. A proximidade do mar parece ser preponderante, e a latitude
não se afirma como o fator fundamental. Mesmo o relevo tem pouco
impacto na amplitude térmica anual.
No inverno é bem visível o contraste nordeste/sudoeste, com as
temperaturas a aumentar para sudoeste. O Nordeste transmontano é
a região mais fria.

Os fatores condicionantes da temperatura são:

- Latitude

- Continentalidade e proximidade do mar

nverno

As temperaturas mais elevadas


entram pelo vale do Douro
vindas de Espanha

No verão, o contraste é entre oeste/este, ou seja,


litoral/interior.

O gradiente diminui com a continentalidade.

Os fatores condicionantes da temperatura são:

- continentalidade e proximidade do mar

- Relevo (as regiões montanhosas aquecem – falta de


erão nebulosidade)

Porque é que os ventos que entram no Mondego na entram no Douro?

Pois existem serras concordantes à costa que impedem a passagem desses ventos

Que fatores influenciam a distribuição da temperatura


 Latitude (norte-sul)

As temperaturas mais baixas a Norte, ficam a dever-se à inclinação aos raios solares, à
precipitação e à maior nebulosidade

 Altitude
 O relevo e a sua disposição

Encontram-se diferenças de temperatura entre as vertentes expostas a sul (vertentes


soalheiras) que recebem grande quantidade de radiação solar e vertentes viradas a norte
(vertentes umbrias) que podem estar longos períodos de tempo sem radiação solar direta.

As depressões são também normalmente mais quentes do que as áreas topograficamente


mais elevadas.

 As correntes marítimas

No hemisfério norte as correntes provenientes do norte são frias e do sul são quentes.

Nova York está à mesma latitude que Lisboa e o que explica as baixas temperaturas em NY e
mais altas em Lisboa são as correntes marítimas quentes.

 A continentalidade

A continentalidade influencia a distribuição das temperaturas, principalmente no verão. O ar


marítimo que afeta o litoral tem a capacidade de amenizar o clima, tornando os Verãos mais
secos e os Invernos mais suaves. O oceano devido ter maior inércia térmica, é mais quente que
o continente durante o inverno e mais frio que o continente que o verão.

A energia solar

É renovável

É limpa, ou seja, não polui

É utilizada para:

 Aquecimento (energia solar térmica) – através de painéis solares – sistemas térmicos


 Produção de eletricidade (através de células/sistemas fotovoltaicas que convertem a
radiação solar em eletricidade) – sistemas fotovoltaicos

A energia solar térmica está completamente dependente da insolação utilizando apenas a


radiação solar direta.

OS sistemas fotovoltaicos para além da radiação solar direta também aproveitam a radiação
solar difusa
Portugal tem boas condições a nível de aproveitamento da radiação solar, sendo
muito elevada no interior sul. Contudo esse facto não tem sido aproveitado da melhor forma,
o que agrava a dependência energética pelo exterior.

A nível europeu Portugal apresenta uma insolação mais elevada do que muitos países
nórdicos, contudo apresenta um nível de produção elétrica muito inferior aos outros países
apesar de possuir recursos mais favoráveis.

Concluindo podemos dizer que a energia solar existe em Portugal em grande


quantidade, além disso é geradora de emprego Portugal possui equipamento tecnológico
suficiente para obter um grande aproveitamento desta fonte de energia. Por isso não há
razões para que Portugal não aposte na implementação d estações para a obtenção de energia
solar.

Importância da insolação no turismo

O turismo em Portugal representa uma “fatia” grande no que diz respeito ao PIB e ao
emprego. Para esta realidade contribui a situação ambiental portuguesa, em particular o clima
e a insolação. Prova disso são os destinos dos turistas.

O ambiente mais escolhido pelos turistas situa-se no litoral (praias), sendo que os
restantes se podem considerar insignificantes à exceção das férias no campo. De qualquer
forma os ambientes escolhidos pelos turistas estão relacionados com a insolação.

A entrada de turistas mostra a importância da insolação em Portugal, a julgar pela


quantidade de turistas nos meses de verão. Havendo também uma afluência em abril devido à
Páscoa. Também no inverno a entrada de turistas é significante, nesta época Portugal, mais
propriamente o Algarve é procurado pela população mais idosa, que procuram calor durante a
estação fria.

Os principais turistas, são provenientes do Reino-Unido, Alemanha, Países-Baixos e


Irlanda, pois as condições de radiação solar são piores do que em Portugal, tornando-se este
num destino de férias.

Há um contraste a nível da insolação entre o sul (maiores níveos) e norte (com


menores níveis), para além de ter menores níveis de insolação, o norte possui um clima mais
fresco e ventosa, tornando-se num destino menos procurado pelos turistas.
Utilização da Energia Solar

 De forma ativa
o Para aquecimento (energia térmica)
o Para a produção de eletricidade (eletricidade fotovoltaica)
 De forma passiva

Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios e habitações, onde a construção


deve ser baseada na eficiência energética (permitam ganhos de energia solar e diminuição
de ganhos excessivos de calor no verão)

Isto é possível através da orientação dos edifícios (para sul) e do isolamento térmico dos
mesmos

Problemas na Produção de Energia

 Grande investimento inicial


 Grandes áreas para a sua instalação
 Dificuldades no armazenamento e no transporte
 Sobrepovoamento do litoral (grande consumidor de energia elétrica), em relação ao
interior sul (local onde há maior aproveitamento de radiação solar
Recursos
hídricos
Recursos hídricos
A água é um bem precioso. É ela que possibilita a existência humana.

A água é essencial porque precisamos dela para beber, produzir eletricidade e regar os
campos agrícolas. Mas coloca-se uma questão: Será que teremos água suficiente (qualidade e
quantidade) para satisfazer as necessidades da população? Esta questão coloca-se pois apesar
do Planeta Terra ser, maioritariamente constituído por água, grande parte dela não é dirigida
para o nosso consumo.

Disponibilidade hídrica da Terra

Água na Terra Água doce

Curiosidade
 Os recursos hídricos veem a escassear devido à poluição da água
 Existe uma grande disparidade a nível de acesso a água potável
Ciclo da água – Sistema fechado

A água é um recurso renovável que se encontra em movimento, e pode ser encontrada


em 3 estados físicos da matéria: Sólido (neves, gelos); Líquido (rios, lagos, oceanos e águas
subterrâneas) e Gasoso (vapor de água).

Tendo em conta que a maior parte da água existente (≈98%) se encontra nos oceanos,
iniciamos o ciclo no mesmo. Podemos então por começar por dizer que o responsável pelos
início deste ciclo é o sol, como estudámos este irradia calor aquecendo assim a água dos oceanos
o que leva à sua posterior evaporação para a atmosfera. É também de suma importância saber
que o vapor de água pode também chegar à atmosfera através do fenómeno de sublimação dos
gelos e das neves e/ou da evapotranspiração.

O vapor de água vai para atmosfera e as massas de ar ao arrefecerem condensam. A


condensação é um fenómeno que se torna visível quando se dá a formação de nuvens. Estas
são formadas por água no estado líquido sob a forma de pequenas gotículas em suspensão. As
correntes de ar movem as nuvens ao longo do globo e, nesse movimento, as gotículas que
formam as nuvens colidem e crescem, quando se tornam suficientemente pesadas, caem sob a
forma de precipitação, no estado líquido (chuva) ou sólida (neve ou granizo). Ao precipitar sob
a forma sólida vai alimentar, entre outros, as calotes de gelo e os glaciares.

Grande parte da precipitação cai diretamente nos oceanos, reiniciando-se o ciclo


hídrico.

Outra parte cai sobre os continentes, onde, por ação da gravidade vai escoar à superfície
(água de escorrência)

 Parte dessa água é drenada pelos rios e levado até ao oceano;


 A outra parte “alimenta” os lagos, e por infiltração, os lençóis de água.

Noções

Evaporação Passagem da água no estado líquido para o estado gasoso

Sublimação Passagem da água do estado sólido para o estão gasoso, sem passar
pelo estado líquido, ou vice-versa

Evapotranspiração Transpiração das plantas e de todos os seres vivos, que vai para a
atmosfera sob a forma gasosa

Condensação Passagem da água no estado gasoso para o estado líquido.

Precipitação Queda de gotículas de água provenientes das nuvens que colidem. Esta
pode sob a forma de chuva (estado líquido), neve ou granizo (estado
sólido).

Escorrência Água que escoa à superfície (escorrência superficial) ou no subsolo


(escorrência subterrânea)
Infiltração A água das chuvas é intercetada pelo solo e, por ação da gravidade,
desloca-se para o interior do solo as várias profundidades

Aquíferos Extensos canais de água subterrâneos resultantes da infiltração.

Humidade Atmosférica

Humidade absoluta Quantidade de vapor de água existente numa unidade de volume de


ar. Exprime-se em gr/m₃

Ponto de saturação Quantidade máxima de vapor de +agua que o ar pode conter a uma
determinada temperatura. Exprime-se em gr/m₃

Humidade relativa Relação entre a quantidade de vapor de existente num dado volume
de ar e a quantidade máxima de vapor de água que esse ar pode
conter. Exprime-se em %

Relação entre a humidade absoluta e o ponto de saturação

H.R=H.AP.S x 100

Exercício

Um dado volume de ar a uma certa temperatura possui:

 H.A = 5 gr/m₃
 P.S = 10 gr/m₃ H.R=510 x 100
 H.R = ? H.R=0,5 x 100
H.R=50% → Neste caso, o ar contém metade
do vapor de água que pode conter

Caso haja:

Aumento da Temperatura → o Ponto de Saturação aumenta → a Humidade Relativa diminui.

Diminuição da Temperatura → o Ponto de Saturação diminui → a Humidade Relativa aumenta,


ficando-se mais próximo da ocorrência de precipitação.
Noções

Higrómetros Medem a humidade absoluta e a humidade relativa

Termo-higrómetros Medem a temperatura e a humidade relativa

Condições
Dd atmosféricas Ponto de Humidade
Variação da saturação relativa
temperatura
Subida da Aumenta Diminui
temperatura
Descida da Diminui Aumenta
temperatura

A circulação geral na atmosfera

A atmosfera da Terra exerce uma pressão à superfície (pressão atmosférica) que ´+e fruto da
força exercida pelo ar. Essa pressão não é sempre constante e varia com:

 Altitude Quanto maior for a altitude, menor é a pressão em virtude da


menor espessura da atmosfera que está por cima e vice-versa.
 Temperatura Quanto maior é a temperatura menor é a pressão e vice-versa.
 Densidade do ar Quanto maior é a densidade maior é a pressão isto porque:
ar + denso → + partículas → + pesado → - altitude → + pressão

 Espaço e Tempo Isto porque os fatores anteriormente descritos não se


observam de igual modo em todo o Planeta.

Pressão

 Alta pressão ≥ 1013hPa Traduz a pressão exercida pela


 Pressão normal = 1013hPa → atmosfera num determinado ponto
 Baixa pressão ≤ 1013hPa da superfície.
Circulação em altitude; na Vertical

Convergente Divergente

D
Divergente Convergente
 O ar é descendente em espiral e  O ar ascende em espiral, mas
diverge à superfície e converge em converge à superfície e diverge em
altitude altitude
 Durante a descida o ar torna-se  Durante a subida o ar torna-se
quente e seco mais frio e húmido
 Nas regiões afetadas por  Nas regiões afetadas por
anticiclones o céu estará limpo e depressões, como a pressão é
com fraca nebulosidade baixa no centro, o ar ascende e
arrefece, logo condensa mais
facilmente dando origem a nuvens
 O ar desloca-se da pressão maior
para a menor

Circulação à superfície; na Horizontal

1020hPA
1015hPA 1025hPA

1015hPA

Centro de altas 1005hPA Centro de


pressões ou 1010hPA baixas pressões
Anticiclone O valor mais alto tem que O valor mais baixo tem ou Depressão
estar no meio e diminuir que estar no meio e
para fora aumentar para fora

Nota

A ascendência do ar ou a sua subsidência está relacionada com o Efeito de


Coriolis, que designa o desvio dos ventos consoante o hemisfério.

Portanto, os ventos deslocam-se das altas para as baixas pressões, sendo


que no hemisfério norte, o desvio dos ventos é para a direito e no hemisfério sul
para a esquerda (relacionado com o movimento da Terra).
Distribuição em latitude dos centros de pressão

P.N

Altas pressões polares Circulo Polar Ártico


Baixas Pressões Subpolares

Altas Pressões Subtropicais Trop. Cancer

Baixas Pressões Equatoriais Equador

Trop. Capricórnio

Circulo Polar Ántartico

P.S
Portugal encontra-se entre as altas pressões subtropicais e as baixas pressões subpolares

Origem dos anticiclones e das depressões barométricas

A existência destes centros poder ser de origem térmica ou de origem dinâmica.

As baixas pressões equatoriais têm origem térmica (altas temperaturas) e origem


dinâmica (ascensão do ar no encontro dos ventos alísios)

As altas pressões subtropicais são de origem dinâmica (o ar que foi obrigado a subir
nas regiões do equador, desce sobre os trópicos).

As baixas pressões subpolares são de origem dinâmica (a ascendência do ar resulta


do encontro entre os ventos de Oeste com os ventos de Leste)

As altas pressões polares são de origem térmica (resultam das baixas temperaturas)
Circulação geral da atmosfera: à superfície - ventos (1) e em altitude - células (2)

2 1

Frente polar
CIT

A intensa radiação solar nas regiões equatoriais aquece o ar, o que provoca a sua
ascendência, pois o ar aquecido é mais leve. O ar ao ascender arrefece e condensa, o que
confere às regiões equatoriais um cariz extremamente chuvoso. Esta zona designa-se por CIT
(Convergência Intertropical). O ar termina a sua ascendência na estratosfera e dirige-se para os
pólos sofrendo um desvio para a direito devido ao Efeitos de Coriolis.

Aos, aproximadamente, 30ºN o ar inicia a sua subsidência, criando uma zona de altas
pressões, designada por zona de altas pressões subtropicais. Esta subsidência inibe a existência
de nuvens e por consequência de precipitação, é por esta razão a razão pela qual os grandes
desertos quentes se localizam nesta baixa (Deserto do Saara e do Calaári).

O ar subsidente ao atingir a superfície dirige-se:

 Em direção ao equador (virando para oeste). Neste caso temos os ventos alísios
(grande regularidade em termos de velocidade e direção)
 Em direção aos pólos (virando para este). O ar tropical vindo os anticiclones encontra o
ar frio polar vindo das depressões subpolares. O ar quente e o ar frio não se misturam,
por isso o ar frio desloca-se sob o ar quente, formando-se a frente polar (entre
40º→inverno e 60º→verão). O ar muito frio e muito denso das regiões polares dá
origem a altas pressões polares.
Massas de ar que afetam Portugal

O desigual aquecimento ao longo do ano dos dois hemisférios faz com que a circulação da
atmosfera se altere significativamente, conforme a época do ano.

No verão do hemisfério norte, os raios solares atingem o norte do equador com


menor obliquidade. Isto faz com que a CIT se situe mais a norte. A subida de CIT faz com que,
por sua vez, os anticiclones subtropicais se desloquem também mais para norte, assim como a
frente polar. Desta forma Portugal fica sob a influência do anticiclone dos Açores, responsável
por Verãos quentes e secos.

No inverno, o hemisfério norte recebe menos radiação solar, Em virtude disso, o ar


arrefece, e os anticiclones polares ganham intensidade e exercem a sua força sob as regiões
meridionais “empurrando” as perturbações da frente polar mais para sul. Ao mesmo tempo, a
CIT desloca-se para sul do equador. Nesta época, a frente polar exerce a sua influência sob o
território português, responsável por Invernos frescos e chuvosos.

As massas de ar – Porção de ar de grande dimensão com características de


temperatura, humidade e densidade homogéneas

Polar Marítima – fresco e chuvoso

Polar Continental – fresco e seco

Tropical Marítima – quente e


chuvoso

Tropical Continental – quente se


seco

Massas de ar que afetam Portugal

As massas de ar geram combinações diferentes de tipos de tempo que, em Portugal


podem ser muito contrastados entre o verão e o inverno e, mesmo entre Verãos e Invernos
diferentes.

Assim no verão há um predomínio de massas de ar tropical marítimo, originárias do


Atlântico na área de influência do Anticiclone dos Açores. Esta massa de ar dá origem a um
tipo de tempo, cuja temperatura apesar de elevada é agradável.
Pelo contrário, as massas de ar tropical continental, oriundas do norte de África,
geram grandes ondas de calor no território nacional. As temperaturas sobem normalmente
acima do 35ºC.

No inverno, e em especial no outono, as massas de ar tropical marítimo podem


exercer a sua influência, dando origem a um tempo mais quente e chuvoso.

As massas de ar polar marítimo, são mais típicas no inverno e estão na origem de um


tempo fresco e chuvoso, associado à passagem sucessiva de perturbações frontais. Igualmente
comuns são as massas de ar polar continental, que estão associadas a tipos de tempo muito
frio e seco. São a típicas situações anticiclónicas de inverno, com acentuado arrefecimento
noturno.

Frente polar e os tipos de tempo associados

Quando diferentes massas de ar se encontram, não se misturam pois têm densidades


diferentes. O ar quente é mais leve e menos denso do que o ar frio, portanto o ar frio tende a
ficar sob o ar quente, que ascende quando entra em contacto com o ar frio.

Quando duas massas de ar se encontram, criam-se áreas de contacto que se designam


por superfícies frontais. O ponto de contacto entre a superfície frontal e o solo designa-se por
frente. As frentes podem ser:

 Quentes – O ar quente avança sobre o ar frio


 Frias – O ar frio avança em cunha sob o ar quente, obrigando este a subir, por vezes,
de forma intensa.

Noções

Estado de tempo Situação meteorológica verificada num dado momento num


determinado lugar.

Estado de tempo = situação meteorológica = condições atmosféricas


Formação e evolução de uma perturbação frontal.

 Formação
Ar frio polar

Ar quente tropical
 Desenvolvimento

Corte vertical (ver


pagina seguinte)

 Oclusão

 Oclusão
Distribuição da precipitação em Portugal

Em Portugal continental, existe um contraste na distribuição da precipitação: norte/sul


e litoral/interior. A região mais chuvosa é o Noroeste, enquanto que as regiões interiores são
as regiões mais secas.

A noroeste do país é também visível uma vasta densidade de serras, que formam a
barreira de condensação. Nestes sistemas montanhosos, as vertentes ocidentais estão
expostas às massas de ar vindas do oceano, tornando-se estas nas vertentes mais chuvosas,
enquanto que as vertentes orientais estão mais abrigadas.

O norte é mais afetados pelas perturbações frontais, quanto que o sul é mais afetado
por anticiclones (fator latitude)

Outras razão de maior pluviosidade a norte está relacionado com o relevo mais
acidentado, comparativo com o sul (fator relevo)

Outro fator a ter em atenção está relacionado com a proximidade ou o afastamento do


mar.

Nas ilhas, o principal fator na distribuição da precipitação está relacionado com o


relevo, pois é nas altitudes mais elevados do interior das ilhas e nas vertentes expostas aos
fluxos pluviométricos que registam elevados níveis de precipitação.

Tipos de precipitação em Portugal

 Precipitação frontal

A chuva nas superfícies frontais resulta do contacto entre massas de ar de temperatura


e densidade diferentes: massa de ar polar, vindas do norte, e massa de ar subtropical, vinda do
sul, originárias dos anticiclones subtropicais.

O ar quente ao ascender sobre o ar frio arrefece e condensa dando origem,


primeiramente, a nuvens e depois à queda de chuva.

 Precipitação orográfica

As precipitações orográficas formam-se quando uma massa de ar húmida encontra


uma barreira montanhosa e é obrigado a subir.

Ao subir, amassa de ar arrefece, e o vapor de água condensa, em particular na


vertente mais exposta ao fluxo. Na vertente oposta, acontece o contrário, ou seja, o ar
subside, aquece e fica mais seco.

Este processo está relacionado com o contraste litoral/interior

Nas ilhas este tipo de precipitação também é evidente.


 Precipitação convectiva

O aquecimento, a que por vezes, o solo está sujeito faz aquecer o ar pela base. Este
aquecimento torna o ar instável e pode levar à sua ascendência.

O ar ao subir, arrefece e o vapor de água condensa. Algumas precipitações convectivas podem


ser bastantes fortes e , por necessitarem do calor para se formarem são mais frequentes no
verão e no outono. Estes tipos de chuvas são mais frequentes no interior, longe da ação
moderadora do oceano.

Situações meteorológicas típicas em Portugal (ficha)

A irregularidade temporal e espacial da precipitação em Portugal.

 Temporal
o Variação anual
 Períodos mais chuvosos
 Períodos mais secos
o Variação interanual
 Anos muito chuvosos
 Anos mais secos
 Espacial
o Contrastes entre Norte/Sul
o Contraste entre Litoral/interior

Nota: No nosso país, regiões que necessitam de precipitação (água), quer para a agricultura
quer para outros fins, não a têm. Para agilizar tal situação têm sido tomadas medidas,
tais como:

 Aproveitamento da água das chuvas através de barragens.


Recursos
hídricos
Clima de Portugal insular

Noções

Clima Sucessão habitual, num dado lugar , dos estados de tempo observados
durante um longo período de tempo (30 anos).

Elementos do clima Fenómenos atmosféricos que definem e caracterizam o clima

ex: Temperatura; vento; nebulosidade; pressão atmosférica

Fatores do clima Tudo aquilo que faz variar os elementos do clima

ex: Altitude; Latitude; proximidade ou afastamento do mar; exposição


das vertentes; correntes marítimas.

Gráfico termopluviométrico Gráfico que representa em simultâneo a variação da


temperatura e da precipitação ao longo do ano.

Mês seco Mês em que a precipitação é igual ou inferior ao


dobro da temperatura.

Temperatura média:

o Diurna
o Mensal
o Anual

Amplitude térmica

o Diurna
o Mensal
o Anual

Classificação do clima

QENTES

Equatorial Tropical Desértico quente

TEMPERADOS

Marítimo Mediterrâneo Continental

FRIOS

Subpolares Polares
Portugal tem um clima temperado mediterrâneo que vai perdendo as suas
características de um para norte e do litoral para o interior. Os contrastes climáticos que se
verificam no nosso país resultam da combinação de vários fatores, principalmente o relevo, a
latitude e a proximidade ou afastamento do mar.

O clima Açoriano e, em menor grau, o clima da Madeira têm características dos climas
temperados marítimos. A vertente sul da ilha da Madeira, por estar obrigada das massas de ar
húmidas vindas do Norte, é bastante mais seca, tendo a região do Funchal um clima
tipicamente mediterrâneo.

Os contrastes registados na distribuição da precipitação e da temperatura dão origem


aos seguintes climas:

 Temperado mediterrâneo (sul e centro) - 1 2 3


 Temperado mediterrâneo de influência marítima (norte litoral) - 2
 Temperado mediterrâneo de influência continental (norte interior) - 3
 Clima de montanha (áreas de maior altitude)
1
Temperado mediterrâneo (sul e centro)

 Temperatura: Verãos quentes e Invernos amenos (Amplitude Térmica Anual Moderada) –


deve-se ao facto de receber os raios solares com maior ou menor obliquidade e ao facto
de se encontrar próximo ao Norte de África
 Precipitação: Fraca – deve-se à proximidade dos anticiclones subtropicais
 Fatores: Latitude e proximidade do mar.

Temperado mediterrâneo de influência marítima

 Temperatura: Pequena Amplitude Térmica Anual (temperaturas amenas)


 Precipitação: Abundante (concentrada no inverno e no outono)
 Fatores: Latitude; disposição das vertentes e proximidade do mar

Temperado mediterrâneo de influência continental

 Temperatura: Grande Amplitude Térmica – temperaturas baixas no Invernio e altas no


verão
 Precipitação: Pouca precipitação, comparada com o temperado de influência marítima
 Fatores: Relevo (disposição das vertentes); latitude; afastamento do mar

Clima de montanha

 Temperatura: Grande diferença entre o verão e o inverno (Amplitude Térmica Grande)


 Precipitação: Muito elevada
 Fatores: Altitude – Existem serras que apesar de terem a mesma altitude, os níveis de
precipitação são diferentes (relacionado com a proximidade ou afastamento do mar)
Balanço Hídrico Relação entre os ganhos e as perdas de água

Precipitação = Evapotranspiração + Infiltração + Escorrência

As disponibilidades hídricas de Portugal

Áreas mais húmidas – Norte litoral e áreas montanhosas

Áreas mais secas – Sul do Tejo

Os recursos hídricos

Águas superficiais – rios, lagos, lagoas, albufeiras

Águas subterrâneas – aquíferos e lençóis freáticos

Os rios

Rede hidrográfica Rios e seus afluentes e subafluentes

Bacia hidrográfica Áreas drenada por uma rede hidrográfica

Caudal Quantidade de água que passa numa dada secção do rio


(aumento da nascente para a foz)

Montante Nascente

Jusante Foz

Regime Variação do caudal

Perfil longitudinal União dos pontos do talvegue

Talvegue Pontos mais baixos de uma rio desde montante até jusante

Perfil transversal Forma do vale

Perfil de equilíbrio Perfil em que o declive diminuiu regularmente da nascente até


à foz
M M

J
Balanço Hídrico

Superavit
Défice hídrico
hídrico
Superavit
hídrico
Água cedida
ao solo Água
restituída ao
solo

J F M A M J J A S O N D

 Nos Superavit existe escoamento da água


 Água cedida ao solo – Água que se infiltrou no solo e foi restituída durante
março – agosto.
 Água restituída ao solo – Meses em que o solo esteve seco e agora recebe a água das
chuvas, recompondo-se.

Perfil longitudinal e transversal dos rios

Normalmente, os rios apresentam um maior declive de montante para jusante. A


representação gráfica do declive do leito do rio da nascente até à foz designa-se por perfil
longitudinal do rio.

Os rios modelam o seu perfil longitudinal através da erosão vertical exercida no fundo
do leito.

Quanto maior for o declive maior será a velocidade do escoamento e por


consequência maior erosão. Por sua vez a quantidade de água relaciona-se com a precipitação

Uma maior capacidade erosiva vai desgastando o leito dos rios, arrancando materiais
que serão transportando até à foz.

O perfil longitudinal de um rio depende do nível da base (local onde se encontra a foz)
que pode ser o mar ou outro rio.

Se o nível da base descer, o rio entalha o seu leito;

Se o nível da base aumentar, o rio tem tendência a assorear o seu leito. Este processo
desenvolve-se de jusante para montante levando ao perfil de equilíbrio.
te, o rio vais desgastar o

Outro fator a ter em conta é o perfil transversal do rio, que


nos dá a forma do vale em determinadas secções do rio. A
montante, o vale tem a forma de “V”, é estreito e declivoso. À
m V fechado
medida que o escoamento aumenta, o vale vai alargando-se,
arganta)
continuando a existir vertentes. Junto à foz (jusante), o vale
alarga-se significativamente e tem um fundo e plano. Aqui
pode mesmo ocorrer o fenómeno de meandrização

e em V
Aluviões – sedimentos
o/normal que acabam por ser
C depositados no curso
inferior do rio

→ A água ganha
velocidade
→ Desagua por
vários canais
e em caleira
aluvial
ou A
e fundo largo e
DESGASTE* B
plano Meandros
TRANSPORTE* abandonados
C
*Ação erosiva da água Curiosidade
ACUMULAÇÃO* Estuário – Desagua por
um só canal.
Fatores que influenciam o caudal do rio Contrariamente ao
delta
 Clima

Caso se registem elevados níveis de precipitação, a quantidade de água que vai circular na
rede hidrográfica será maior me vice-versa

 Relevo

Caso a rede hidrográfica se encontre numa região montanhosa, o declive vai ser maior,
contribuindo assim para maior escorrência, logo o caudal será maior.

Caso a rede hidrográfica se encontra numa zona plana, isso irá contribuir para a infiltração,
reduzindo a quantidade de água que circulará na rede hidrográfica.

 Cobertura vegetal

Caso a rede hidrográfica se encontre numa região de floresta densa, isso contribuirá para a a
infiltração e por sua vez o causal será menor

Caso a floresta seja menos densa, ocorrerá maior escorrência e, o caudal do rio será maior
 A constituição pedológica e geológica

A rede hidrográfica pode estar, ou não, situada sob rochas/solo premiáveis ou impermeáveis;

Premiáveis: Infiltração – menor quantidade de água na rede hidrográfica

Impermiáveis: Escorrência – maior quantidade de água na rede hidrográfica

 Ação do Homem

- Na construção de barragens, a água fica retida e, o homem, domina então a


quantidade de água que vai descarregar a partir da barragem para jusante.

- Desflorestação

- Impermeabilização dos solos (plásticos, alcatrão, etc).

O regime dos rios

 Perenes (permanetes) – Mantém o caudal constante ao longo do ano, ou seja, escoa


água durante todo o ano - Caudal constante
 Intermitentes (irregulares) – Variam sazonalmente (típico dos rios portugueses), ou
seja, só escoam água na estação húmida - Caudal elevado na estação húmida e baixa
na seca
 Efémeros (torrenciais) – Ao longo do ano variam continuamente (relacionado com o
clima e/ou dimensão dos rios). Só tem escoamento quando ocorrem grandes chuvadas

O regime dos rios portugueses é irregular e com caráter torrencial:

 Irregular – caudais elevados no inverno e baixo ou nulo no verão


 Torrencial – Grande influência das fortes chuvadas

Construção de Barragens

VANTAGENS

 Regularizar o regime dos rios


 Produzir eletricidade
 Reservar a água para a rega e abastecimento da população
 Desenvolvimento de outras atividades turísticas
 Criação de novas áreas de agricultura de regadio
DESVANTAGENS

 Alto investimento inicial


 Retenção de sedimentos transportados pelo rio
 Alteração do ecossistema (fauna e flora)
 Alterações no clima da região
 Perda de campos agrícolas
 Possibilidade de algumas populações serem obrigadas a deslocar-se
 Possibilidade de agravamento de cheias - O objetivo das barragens é reter a água mas,
caso o total de enchimento da barragem coincidir com dias de precipitação elevada, a
água em excesso vai ter de ser descarregada, o que pode agravar o risco de inundação
nas áreas mais a jusante da barragem, sendo que isto está também relacionado com a
capacidade de armazenamento de água de cada barragem.

Noções

Convénios Acordos entre Portugal e Espanha em relação aos rios que cruzam
ambos os países

Ex: Deixar chegar parte da água a Portugal


Avisar Portugal em relação *as descargas das barragens, etc.

Nota: Apesar de existirem convénios (Convenção Luso-espanhola 1998) entre Portugal e


Espanha, continuam a existir vários problemas de ordens diferentes:
 A poluição das águas, o que vem refletir-se em Portugal
 Contrição de novas barragens e a realização de transvases
 Agravamento de cheias por descargas das barragens espanholas
 Redução dos caudais em tempo de seca

Transvases Desvio da água de um rio para outro ou irrigação.


Possibilita uma distribuição espacial da água

Leito de estiagem Zona ocupada por uma quantidade menor de água que acontece no
ou leito menor
verão. No inverno ocorre o leito de inundação.

Sentido do escoamento dos rios portugueses

 Maioria NE - SW
 Douro E-W
 Sado S-N
 Guadiana N - S
Maiores bacias hidrográficas de Portugal

 Mondego
 Sado
 Vouga

Maiores bacias hidrográficas Luso-espanholas

 Tejo
 Douro
 Guadiana

Lagoas e albufeiras

Tanto as lagoas como as albufeiras, são importantes reservatórios de água doce.

Em Portugal, as lagoas existentes são pequenas e de pouca profundidade.

As albufeiras (lagos que se formam pelo enchimento de uma barragem) constituem os


mais importantes reservatórios de água superficial em Portugal, isso associado a todas as
vantagens de uma barragem.

Águas subterrâneas

Granito e É na bacia do Tejo e do Sado e nalgumas eras das orlas


xisto mesocenozóicas onde se registam maiores níveis de água no
Calcário
subsolo. Isto devido ao facto de o tipo de rocha nestes locais
Areias e ser permeável (areias; argilas e calcário). Por sua vez, é no
argilas
maciço antigo, constituído por xisto e granito onde se verificam
menores níveis e água existente.

Calcário
Noções

Aquíferos Reservatórios de água com grande capacidade de armazenamento,


resultante da infiltração das águas em áreas de rochas permeáveis.

Encontram-se a grandes profundidades (rochas impermeáveis.

Depende:

 Características geológicas
 Quantidade de precipitação

Lençóis freáticos Reservatórios de água, mas que se encontram a uma menor


profundidade (rochas permeáveis)

Produtividade aquífera Quantidade de água que é possível extrair continuamente em


condições normais, sem afetar a reserva e a qualidade de água
dos aquíferos.

Depende:

 Precipitação ocorrida
 Extração da água
 Efeitos da maré nos aquíferos costeiros (maré alta – aquífero sobre e vice-versa)
 Alteração do regime de escoamento de rios influentes (que recarregam os aquíferos)
 Evapotranspiração, etc.

Os aquíferos em Portugal, podem ser de 3 tipos:

Aquífero poroso Aquífero cársico Aquífero fraturado ou


fissurado
Aquífero constituindo Aquífero que contém
essencialmente por areias cavidades originadas pela Aquífero relacionado com
(Bacia do Tejo e do Sado) dissolução da rocha calcária fraturas na rocha granítica
↓ ↓ ↓
Bacia do Tejo e do Orlas Maciço antigo
Sado
O maciço antigo, é constituído por rochas poucos permeáveis: xistos e granitos. A água
só consegue infiltrar-se onde as rochas estão fissuradas.

A Bacia do Tejo e do Sado possui o maior sistema de aquíferos da península ibérica.

É uma região especialmente rica em reservas de água subterrânea, porque nela


convergem água das regiões envolventes, mais elevadas, e porque possui vários aquíferos
muito porosos.

As regiões das orlas, são também ricas e bastante exploradas. Na orla Meridional
existem situações de sobre-exploração dos aquíferos, em virtude das fracas precipitações e da
pressão turística que se exerce nesta região, particularmente no verão.

Na orla ocidental, os sistemas de aquíferos são também muito importantes e de


elevada produtividade. São regiões onde há grandes extensões de rocha calcária por vezes
muito carsificada, o que facilita a infiltração da água

Noções

Algar Abertura/fratura aproveitada para a entrada de água

Exsurgência Nascente de um rio que provém de um aquífero

Ressurgência Rio que, devido ao facto de solo ser calcário, disparasse à superfície e
surge, novamente, uns quilómetros á frente.

Poluição dos recursos hídricos Gestão da água segundo o setor de atividade


 AGRICULTURA AGRICULTURA

Excessiva e incorreta utilização de  Utilização de técnicas de irrigação pouco


químicos consumidoras de água
 Seleção de culturas mais adequadas as
Sistemas de rega inadequados
condições climáticas da diferentes regiões
Efluentes das pecuárias  Reutilização da água previamente sujeita a
tratamento
 INDÚSTRIA INDÚSTRIA
Utilização da água em sistemas de  Utilização de técnicas mais eficientes e
arrefecimento e lavagem menos consumidoras de água
 Utilização da mesma água para fins
Efluentes contaminados por diversos diferentes
químicos e matéria-orgânica  Tratamento de águas residuais e sua
reutilização
 DOMÉSTICO
DOMÉSTICOS/ EMPRESAS DE CPMÉRCIO/SERVIÇOS
Grande consumo de água
 Utilização de máquinas de lavar roupa e loiça
Esgotos (vírus e bactérias)
com doseador de carga
Gestão dos recursos hídricos  Criação de hábitos que evitem desperdícios e
gastos desnecessários
 Reutilização da água tratada dos autoclismos em
regas.
1. Problemas que põe em risco as disponibilidades hídricas

ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS Uso intensivo de pesticidas e adubos nas atividades


agrícolas; deposição de dejetos de animais resultantes
desta atividade.

RESÍDIOS INDUSTRIAIS Descarada de efluentes, resultantes desta atividade

EFLUENTES DOMÉSTICOS Deposição de lixos urbanos em aterros; construção


deficiente de fossas céticas.

SALINIZAÇÃO Resulta da exploração excessiva dos aquíferos

Faz sentir-se no litoral, sobretudo onde se regista


exploração/captação de água dos aquíferos (Algarve)

Nota: É muito dispendioso fazer a dessalinização

DESFLORESTAÇÃO Pode dever-se a incêndios florestais ou ao abate de


árvores para diversos fins (madeira; crescimento
urbano; construção de vidas de comunicação; ect)

Consequências

 Aumento da escorrência e diminuição da infiltração


 Aumento da erosão dos solos que compromete a recarga dos aquíferos

EUTROFIZAÇÃO Corresponde a uma descarga excessiva de


nutrientes/fertilizantes em lagos e rios, o que leva a
um crescimento exponencial de algas nas águas que
absorvem o oxigénio, o que pode provocar a extinção
das espécies aí existentes.

2. Problemas com o tratamento de águas residuais

Um dos problemas está relacionado com o desfasamento que existe entre as fossas céticas e o
saneamento, isto é, ainda há muitas águas residuais que não são levadas para as ETARs. O
outro problema está relacionado com as próprias ETARs, pois, teoricamente estas funcionam
bem mas, na prática denotam deficiência em alguns aspetos.
3. Problemas da distribuição e do consumo de água

EM Portugal, são visíveis disparidades ao nível do consumo e da distribuição da água

Ao nível da distribuição, existem desigualdades regionais, havendo regiões com falta de água
(sul e interior), isto porque as nascentes encontram-se principalmente a norte e nas orlas de
Portugal.

Existe também uma disparidade a nível do consumo, pois é o setor agrícola que regista
maiores níveis de consumo de água, seguido da indústria e depois do consumo doméstico

4. Importância dos planos de ordenamento (POA e POBH)

Tanto o POA (Plano de Ordenamento das Albufeiras) como o POBH (Plano de Ordenamento
das Bacias Hidrográficas), têm particular importância na gestão dos recursos hídricos, por
forma a assegurar um melhor conhecimento e racionalização dos recursos hídricos.

POA Está concentrado nas barragens e nas respetivas albufeiras

POBH Gestão das águas internacionais;

Gestão dos efluentes

Planos intermunicipais Junção de municípios para obter recursos hídricos em


quantidade e qualidade

Outros planos

 PNA (Plano Nacional da Água)


 DQA (Diretiva-Quadro da Água)

5. Potencializar os recursos hídricos


 Ao nível do consumo, será necessário implementar medidas para que a água seja
racionalizada, por forma a evitar desperdícios.
 Será também necessário intensificar as fiscalizações ao funcionamento das ETARs
 Proteger, tratar e reutilizar a água
 Fazer o seu aproveitamento para novas utilidades

Outras medidas para preservar os recursos hídricos


 Aplicação dos princípios do poluidor pagador e do utilizador pagador (pagamento das
taxas progressivas, segundo a poluição causada)
 Regulamento e fiscalização de lançamento de efluentes poluidores nos cursos de água
e nos solos
 Incentivos às empresas para a reconversão das tecnologias, tornando-as mais amigas
do ambiente
 Racionalização do consumo nos setores domésticos, agrícolas e industriais

BARRAGEM DO ALQUEVA

Para elém de todas as vantagens associadas a uma barragem. A barragem do alqueva


tem uma associação com a estação fotovoltáca da amareleja. Esta associação tem por objetivo
unir, ou seja, usar os mesmo meios, na distribuição da energia

Para além da associação, primeiramente referida, existe atmbém um parque éolico


que está também associado à barragem. A água passa n as turbinas para fazer girar e produzir
electrecidade mas depois, essa mesma água é bombeada para trás e, assim obter mais ganhos
de energia

A construção da barrage do Alqueva, baseou-se nas consequência positivas para as


regiões envolventes (dinamização da região). Isto porque, era uma região pobre e seca que
praticava a agricultura de equeiro.

A irregularida da precipitação em Portugal

 Temporal
o Variação anual – Período mais/menos chuvoso
o Variação interanual – Anos muitos chuvoso/secos
 Espacial
o Contrastes
 Norte - Sul
 Litoral – Interior
Recursos
marítimos

Recursos piscícolas
O peixe é o recurso marítimo mais explorado. Dando assim origem a variadas atividades,
tais como:

Pesca A atividade piscatória, apesar de se encontrar em decréscimo, continua a deter


uma importância bastante significativa nalgumas regiões do litoral português.

Aquicultura A aquicultura era já praticada pelos romanos e pelos gregos contudo, só a


partir da década de 60, a sua atividade foi generalizada, sobretudo nos países
mais desenvolvidos.
Esta atividade realiza-se, normalmente, em tanques de terra,
reaproveitamento muitas vezes dos tanques das antigas salinas (forma arcaica
de praticar a aquicultora). Esta pode ser praticada em regime intensivo*, semi-
intensivo* e extensivo*.
A nível nacional a aquicultura é maioritariamente praticada em água salgada, à
exceção da cultura da truta que é praticada em água doce.

Regime intensivo Tipo de regime que se constitui com a existência de um


tanque, onde há um controle rigorosa da ração dada.
Tipo de regime mais barato.

Regime semi-intensivo Tipo de regime, cuja alimentação pode ser tanto de origem
marítima como fornecida pelos aquicultores.
Tipo de regime mais dispendioso.

Regime extensivo Tipo de regime, onde os peixes estão cercados, e cuja sua
alimentação se baseia nos recursos fornecidos pelo mar.

Indústria Conserveira A indústria das conservas (sobretudo do atum e da sardinha)


Peixe enlatado, foi das atividades mais rentáveis em Portugal. A 1ª fábrica de
congelado ou salgado conservas abriu em Setúbal em 1880.

 Sal
A extração do sal, que em tempos se encontrava presente em tida a costa portuguesa,
apresenta-se hoje praticamente restrita ao Algarve, cuja produção no ano de 2002
representou 94% do total, sendo a restante repartida pela ria de Aveiro (3%), o estuário do
Mondego (1,6%) e o estuário do Sado (1,4%).

 Algas
A exploração das algas, que tradicionalmente serviam de fertilizantes agrícolas, pode
constituir atualmente uma potencialidade enquanto matéria-prima para a indústria cosmética,
farmacêutica, bioquímica, gastronómica, etc.

 Atividade turística
O turismo em Portugal encontra no litoral um dos seus locais privilegiados. As
características climáticas associadas à extensão e beleza da costa portuguesa são fatores
atrativos para grande parte dos turistas que escolhem Portugal como destino de férias.

 Recursos energéticos
o Energia das ondas
Até há pouco tempo era raramente utilizada; o projeto da ilha do Pico foi um bom
exemplo, mas já se encontra desativado. Atualmente já se estão a fazer novos projetos para a
costa portuguesa.

o Energia eólica
O vento é uma ótima fonte de energia primária para a produção de eletricidade,
apresentando baixos custos. Prevê-se que entre 2005 e 2010, esta fonte de energia se possa
comparar à energia produzida a partir de combustíveis fósseis.
As ventoinhas eólicas são colocadas juntas à linha da costa, não exclusivamente, devido a esta
ser uma zona ventosa.

Potencialidades do Litoral
 O mar é uma importante via de comunicação, facilitando as torças comerciais;
 O mar dá um caráter mais suave ao clima;
 O mar atrai a população. A litoralização em Portugal testemunha a forte atração
que o mar exerce.

Tipos de costa
Portugal tem uma extensa linha de costa sujeita a uma importante ação marinha, que
modela os seus atuais contornos através de processos de erosão, transporte e acumulação. A
ação do mar sobre a linha de costa desencadeia uma modificação constante, originando
paisagens litorais variadas. Existem 2 tipos de costa:

Costa de Arriba Costa Alta; habitualmente escarpada – resulta da abrasão marinha


sobre as rochas de grande dureza e resistência (granitos, xistos,
calcários, etc).

Costa de Praia Costa baixa – resultante da acumulação de areias pelo mar,


transportadas ao longo da costa pela corrente de deriva litoral.

Nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, dada a natureza vulcânica do seu relevo, a
dureza das respetivas rochas e o défice de elementos finos transportados pela ribeira, cerca de
98% é de arriba.

A natureza das rochas é considerada o fator principal que determina o tipo de costa,
mas existem outros fatores que também influenciam as suas características, designadamente
os movimentos das águas do mar (as correntes marítimas; as marés; as ondas; etc), a
diversidade dos fundos oceânicos e a ação das águas fluviais junto à foz.
Costa Portuguesa
Como resultado de um longo processo de assoreamento das lagunas costeiras da foz do
rios e do transporte de areias ao longo do litoral pelas correntes de deriva, a linha da costa
portuguesas apresenta um traçado bastante retilíneo, com poucas saliências/reentrâncias, o
que torna os locais abrigados para a implementação de atividades portuárias

 Norte de espinho
o Não há condições para a construção de portos marítimos
 Espinho – Nazaré
o Alternância de costa alta e baixa, contudo com predominância de costa baixa e
arenosa
 Nazaré - Rio Tejo
o Costa alta e rochosa
 Lisboa - Sagres
o Costa alta e rochosa, intercalada por praias;
o Abriga importantes portos marítimos
 Costa Algarvia
o Até à Quarteira, acosta é alta e rochosa com algumas reentrâncias. Da
Quarteira a Vila Real de Stº. António a costa é baixa e arenosa, com praias
extensas. O acidente mais importante é o Lido/Ria de Faro.

Ação do mar na linha da costa → Abrasão Marinha


Fatores condicionantes
 Natureza das rochas
Rochas mais duras → menos erosão OU Rochas menos duras → mais erosão

 Características do relevo da costa


Relevo acidentado → menos erosão OU Relevo plano → mais erosão

 Intensidade do movimento das águas


Mar violente → mais erosão OU Mar brando → menos erosão

 Movimentos orogénicos
Movimento de levantamento → mais erosão OU Movimento de abatimento → menos erosão

 Oscilação do nível do mar


Subir → mais erosão OU Recuar → menos erosão

 Ação dos rios junto à foz


Acumulação de sedimentos

 Características dos fundos marítimos


Fundos irregulares → água mais movimentada → mais erosão
Fundos planos → água menos movimentada →menos erosão
Noções
Erosão Ataque na linha da costa

Ação do Homem (antrópica) sobre a linha da costa


 Barragens
o Impede a passagem de sedimentos, o que, em condições normais seriam
transportados até ao mar
 Extração de areias
 Pressão urbanística
 Destruição de dunas
Erosão marítima

Ação Mecânica Ação Química


Reações químicas entre a
Ação Hidráulica Metralhagem água e os materiais
O movimento das ondas gera energia A água do mar rochosos
(energia cinética – sendo esta tanto transporta uma grande
maior quanto maior foi a agitação das quantidade de
águas). A água das ondas ao embaterem fragmentos de diversos
em obstáculos rochosos, vão entrar nas tamanhos que,
pequenas fendas existentes, projetados durante o
comprimindo assim o ar que estava no movimento das ondas
seu interior. Ao recuar, o ar expande-se, contra as arribas,
provocando a desagregação de mais provocam a sua erosão
fragmentos aumentos o tamanho
dessas cavidades e facilitando a
desagregação mecânicas

Acidentes do Litoral

 HAFF-DELTA DE AVEIRO

Fatores que condicionam a sua formação:


o Costa baixa e arenosa
o Corrente marítima (Norte-Sul)
o Ventos dominantes do quadrante Oeste
o Vários rios a desaguar na laguna
o Serra da Boa viagem a sul Faz abrandar a corrente,
conferindo à parte Norte a
acumulação de sedimentos.
O Haff resulta da acumulação de sedimentos depositados pela corrente do Golfo –
origem marítima. É também de origem fluvial, sendo os sedimentos transportados pelo rio
Vouga, Sétimo e Águeda, os quais formaram cordões litorais (Restingas*) paralelos à costa,
impedindo o contacto do rio com o mar e acelerando o assoreamento.
O assoreamento muito rápido e intenso acabou por aproximar as duas restingas.
*Conhecido também por cordão arenoso ou barra.
Nota: É designado por Haff, devido aos seus “braços de areia” serem resultado do mar e
também do rio

 RIA/LIDO DE FARO

Entre a Quarteira e o Cancelo existe outra forma resultante de um forte


assoreamento e de águas pouco profundas – Lido de Faro.

Os detritos que formam a costa


de Lido, em Faro, provêm
fundamentalmente da costa rochosa Ribeiras sem influência
de barlavento, ou sendo arrastados
numa corrente de sentido W-E, e
sobretudo, das areias que estão na
plataforma continental e que o mar
faz chegar até próximo da linha de
costa, formando então as ilhotas/restingas ideais para o desenvolvimento de espécies avícolas
e piscícolas.

Existe então um forte assoreamento devido à baixa profundidade que se faz sentir neste
local. Sendo assim, o mar perde força acabando por depositar os sedimentos neste local.

Nota: Ria – água que entra pela terra adentro, ocupando as zonas mais baixas
formando assim ilhotas arenosas.

Noções
Sapal Zona que pode ficar coberta ou não de água, consoante as marés.

 Estuários do Tejo e do Sado


A importância dos estuário está influência nas marés, ou seja, até onde a água chega em
maré alta.

Os estuários do Tejo e do Sado constituem outra forma de ação conjugada dos rios e do
mar. O rio contacta com o mar num só canal e há então a acumulação de sedimentos junto às
margens. Estas zonas ficam cobertas na maré alta e descobertas na maré baixa.

O estuário do Sado encontra-se praticamente fechado devido à grande acumulação de


sedimentos transportados pela corrente deriva litoral e que constituem uma extensa restinga.
Neste caso é necessário recorrer ao dessasoreamento.
 TÔMBOLO DE PENICHE

Ilha que se liga ao continente pela acumulação de sedimentos vindos do


mar.

Tem um cariz extremamente importante pois constitui um acidente do


litoral natural e significativo para a construção de portos marítimos.

As potencialidades destas zonas

As potencialidades do Haff-delta de Aveiro; da Ria/Lido de Faro; dos estuários do Tejo


e do Sado e do Tombolo de Peniche, são de ordem ambiental e económica.

Ordem ambiental
 Constituem um paraíso para aves aquáticas (são locais de nidificação, repouso ou
hibernagem de variadíssimas espécies de aves).
 São áreas de grande diversidade de ecossistemas
 São áreas de atração turística

Ordem Económica
 Permitem o desenvolvimento de atividades portuárias
 Permitem o desenvolvimento de atividades ligadas à pesca; à piscicultura (cultura que
desenvolve apenas a criação de peixe); à aquicultura (cultura que para além da criação
de peixe, pratica a criação de outras culturas, como o marisco, as algas, etc.) e à
extração de sal.

Relação entre os Acidentes do Litoral e Portos marítimos

As características da costa portuguesa são pouco propícias à instalação de portos


marítimos com condições favoráveis à navegabilidade.
Falo então da profundidade e da agitação do mar e da deficiência em reentrâncias

Em relação à agitação do mar, isto faz com que os portos portugueses se localizem,
frequentemente, a sul dos acidentes do litoral, procurando contornar a adversidade desta
inconveniência. Isto acontece porque o vento sopra de Norte, e como a formação das ondas é
gerada pelo vento, o lado Norte dos acidentes torna-se então mais agitado, preferindo o sul
para a construção de portos abrigados.
Nos estuários a localização dos portos encontra-se no próprio acidente.

Deste modo, como a costa portuguesa é praticamente retilínea é necessária a construção


de portos artificiais (paradões), dos quais a Povoa do Varzim constitui um exemplo.

Principais fatores que influenciam a riqueza piscatória


 Temperatura da água – zonas onde há encontro de correntes quentes com correntes
frias, há maior abundância de peixe, pois a oxigenação da água é maior.
 Luminosidade
 Salinidade
 Oxigénio da água

Em conclusão, dependem da profundidade e das correntes marítimas.


Todos estes fatores contribuem para uma maior ou menor abundância de plâncton.

Plataforma Continental

A dimensão dos oceanos não se faz acompanhar da abundância de recursos. Existe


uma grande concentração quer em quantidade quer em diversidade da fauna e da flora
marinha em áreas restritas, que se classificam biologicamente ricas e portanto atrativas para
as atividades marinhas. Insere-se aqui a plataforma continental.

A plataforma continental é a extensão da costa, onde as águas atingem no máximo


200m de profundidade que rodeia os continentes. Na direção do mar a plataforma é limitada
por uma área de grande declive – Talude continental, que faz a transição para as planícies
abissais.

A plataforma continental portuguesa é grande em comprimentos mas pequena em


largura. O seu declive é pouco acentuado e a sua largura é muito variável (oscila entre 30Km-
60Km). Nalguns casos é quase inexistente (Cabo de Santa Maria – 8Km), contudo noutros
atinge o seu máximo (Cabo da Toca – 70Km). Nas ilhas a plataforma é também bastante
pequena, pois o declive da plataforma é muito acentuado devido ao cariz vulcânico das ilhas.

A nível mundial, estas zonas representam apenas 10% da superfície dos oceanos,
contudo 80% das espécies piscícolas capturadas encontram-se nestes locais. Além disso, é
também mais rica em recursos do subsolo, como o petróleo. A riqueza piscícola da plataforma
continental resulta das suas características, que favorecem o desenvolvimento de várias
espécies animais e vegetais:

 Tem pouca profundidade (facilitando a entrada de luz)


 Abundância em oxigénio (devido à agitação das águas)
 Baixo teor em sal (devido à água dos rios)
 Água rica em nutrientes (desenvolvimento do plâncton devido à matéria
orgânica transportada pelos rios)
Correntes marítimas e a existência de recursos piscícolas

As correntes marítimas, que podem ser frias ou quentes, são um fator condicionante e
importante no desenvolvimento de espécies marinhas. A formação do plâncton dá-se nas
águas frias, tornando-as então mais ricas em peixe.

As zonas de contacto de correntes frias com correntes quentes, são aquelas onde a
concentração e diversidade de peixe são maiores, pois aqui, as águas tornam-se mais agitadas,
logo mais oxigenadas e o plâncton é abundante, bem como as oscilações de temperatura e
salinidade.

A costa portuguesa é influenciada pela corrente quente do Golfo, que vem do México
e encaminha-se para a Europa (sentido SW-NE), no entanto a norte de Portugal sofre um
inflecção devido aos ventos, afetando assim a nossa costa. Apesar de ser chamada de quente,
em Portugal é fria pois vem do Norte.

Efeito de Upwelling

Nos meses de verão a nortada – ventos fortes de norte – sopra junto ao litoral e afasta
as águas superficiais para o largo. Desenvolve-se então uma corrente de compensação, o
uwelling, que se desloca na vertical, trazendo à superfície as águas profundas, mais frias e mais
ricas em nutrientes, que desencadeiam, em pouco tempo, a abundância de espécies como a
sardinha e o carapau, favorecendo a atividade piscatória nesta época.

ZEE – Zona Económica Exclusiva

Com o aumento da atividade piscatória, a nível mundial, assim como o excesso de


capturas, muitos países começaram a querer delimitar as suas águas, para impedir a entrada
livre de barcos de outra nacionalidades.

Esta questão gerou conflitos, pois os países queriam apropriar-se de zonas marítimas
cada vez mais extensas. Então a partir de 1982, legitimou-se o afastamento até 200milhas da
costa, para plena exploração em profundidade e do subsolo. Surge assim a Zona Económica
(ZEE), para cada país, tendo em Portugal definido a sua em 1977.

Área Portugal detém umas das maiores ZEE’s do mundo devido aos arquipélagos.
Peixe Não é de grande riqueza piscatória. Logo a frita portuguesa vêsse obrigada a
operar fora da ZEE para satisfazer as necessidades da população

Noções
Águas Territoriais Faixa do litoral que vai até às 12 milhas (22Km).

Como se desenvolve a atividade piscatória?

Existem várias atividades económicas ligadas aos recursos marítimos, mas é a


atividade piscatória a mais importante, até porque os portugueses são dos maiores
consumidores de peixe a nível mundial.
No entanto a atividade piscatória tem um contributo reduzido para o PIB.
Atividades relacionadas com a pesca
antes depois
Construção naval   Comércio
 Indústria (conserva;
farinhas/rações; salga e congela)
 Turismo
As regiões de maior atividade piscatória.

A nível de descargas, o Algarve e Centro são as regiões de maiores descargas.


Segue-se Lisboa, depois os Açores e, por último a Madeira.
As diferenças nas descargas estão relacionadas com os tipos de pesca praticados e com
as condições das infraestruturas portuárias e das embarcações

Principais áreas de pesca


A principal área de pesca em Portugal é o Mar Territorial (zona até 12 milhas da costa).
Aí trabalha cerca de 80% do total de pescadores, apresentando 83% do valor de produção de
pesca nacional.

Como o espaço marítimo português não é muito favorável à atividade piscatória, os


pescadores têm de recorrer às águas internacionais e mesmo a ZEE de outros países. No
entanto têm sido estabelecidas normas cada vez mais rigorosas que dificultam o acesso as
estas áreas.

Com entrada de Portugal na UE e a obrigação de respeitar as normas comunitárias e a


Políticas Comum de Pescas, as dificuldades aumentarem e Portugal tem, atualmente, a frota
mais pequena entre os estados-membros. É cada vez mais difícil obter licenças para pescar
fora da ZEE.

No entanto os portugueses continuam atuar nalgumas áreas de pesca longínqua:

Noroeste Atlântico (NAFO) É umas das áreas de pesca mais ricas do mundo quer
me quantidade como em diversidade. É a áreas mais
atrativa para os portugueses, sobretudo a Terra Nova e
a Gronelândia. Recentemente, passou a haver mais
restrições no intuito de preservar as espécies
(diminuição das quotas de pesca ou mesmo a proibição
da atividade), levando a que Portugal importe
Bacalhau, que tradicionalmente pescaria.
Nordeste Atlântico Zona muito rica biologicamente, onde se encontram
espécies como o bacalhau e o cantarilho. Foi umas
importante zona de pesca longínqua para Portugal ,
contudo devido às restrições importas, o numero de
embarcações portuguesas nesta ares diminui
drasticamente.

Centro-Leste Atlântico Tem sido uma alternativa para a frota portuguesa uma
vez que os países do Norte Atlântico têm imposto cada
vez mais restrições.

Atlântico Sul e Índico Ocidental Áreas menos procuradas pelos portugueses, mas pode
vir a ser uma alternativa a médio prazo.

Tipos de pesca

Em Portugal praticam-se vários tipos de pesca consoante o tipo de embarcações e técnicas


utilizadas. As embarcações podem agrupar-se da seguinte forma:

 Aquelas que se deslocam apenas nas águas nacionais e em redor – praticando a pesca
local e a pesca costeira

 Aquelas que trabalham em águas internacionais e afastadas – que praticam a pesca de


largo e a pesca longínqua.

Tipos de embarcações
Embarcações Características
Barcos de madeira; pequenos (-9m); trabalham junto à
Embarcação de pesca local costa (máx. 10milhas); utilização de técnicas artesanais
Dimensão superior a 9m; Podem atuar fora da ZEE,
tendo já técnicas de conservação do pescado possuem
Embarcações de pesca costeira autonomia para permanecer no mar alguns dias;
utilização de técnicas mais modernas
Barcos de grande dimensão; tonelagem superior a
100TAB; trabalham para além das 12milhas, em águas
Embarcações de pesca de largo internacionais; podem permanecer no mar 2-3 semanas;
prática da pesca industrial
Navios grandes e bem equipados; grande autonomia;
trabalham muito longe dos portos de origem; Utilização
Embarcação de pesca longínqua de técnicas modernas (sondas, radares, etc.); possuem
meios eficazes de conservação de peixe; podem
permanecer vários meses no mar.

Tipos de Pesca
 Arrasto
 Cerco
 Rede de deriva
Dimensão da frota
Em Portugal domina a pesca local, com recursos a técnicas tradicionais; com
embarcações pequenas e feitas de madeira, tendo uma TAB muito reduzida. No entanto, esta
atividade tem sido muito importante para as comunidades de pescadores que têm na pesca
tradicional o único modo se sobrevivência.

Até à entrada de Portugal para a UE, os incentivos a este tipo de pesca eram muito
reduzidos ou até mesmo nulos, o que contribuiu para a degradação da frota portuguesa, não
havendo qualquer renovação ou introdução de técnicas modernas.

Após 1986, houveram então incentivos à modernização da frota pesqueira, através do


apoio dos fundos estruturais, como a FEOGA, com a atribuição de subsídios que têm permitido
a aquisição de barcos mais modernos e de equipamentos de navegação, de deteção e de
captura. O governo português, através da IFADAP, tem financiado o setor. Como resultado, a
frota portuguesa, sofreu uma reconversão qualitativa e quantitativa na última década. Este
desenvolvimentos tecnológico – uma frota mais moderna e equipada com sistemas de deteção
de cardumes, com modernos aparelhos de captura e com sistemas de conservação e
transformação do pescado em alto mar – tem sido um fator fundamental para o aumento da
produtividade e da competitividade da pesca portuguesa.

Contudo a vizinha Espanha, coloca no mercado português peixe a preços mais baixos.
Apesar de todo o esforço, a frota portuguesa tem vindo a decrescer, devido à Política
Comum das Pescas que visa o redimensionamento da frota com vista a rentabilizar os recursos
disponíveis.

Política Comum das Pescas – FICHA

Se não conseguirmos os acordos com os outros países, isso obriga-nos a uma


intensificação da pesca na costa portuguesa, o que empobrece ainda mais a quantidade de
peixe existente.

80% do peixe pescado em Portugal, provém das águas nacionais. Contudo é necessário
importar pois somos um pais grande consumir de peixe.

Infraestruturas portuárias

As infraestruturas portuárias, entre as quais se destacam os portos e as lotas, também


não favorecem o desenvolvimento do setor das pesas. Pois de um modo geral são pequenos,
não conseguindo albergar grandes embarcações; São pobres em condições naturais (acidentes
do litoral) e estão mal apetrechados. Por consequência, registarão um valor reduzido de
descargas.

Apesar de as infraestruturas estarem mal apetrechadas e com muitas carências, tem


sido feito um investimento em termos de equipamento de apoio, com a modernização de
lotas, instalações de redes de conservação e refrigeração, gruas de descargas, etc.
No entanto há ainda muito para fazer, como por exemplo
 Inspeções sanitárias de todas as lotas
 Melhoria das acessibilidades de muitos portos
 Construção de molhes de proteção
 Ampliação de algumas docas

Ordem decrescente dos portos mais significativos

1. Leixões (Matosinhos) 1
2. Peniche
3. Olhão Aveiro
4. Portimão
5. Sesimbra Figueira da foz

Nazaré
2

Lisboa

5
Sines

4 3
Qualificação da mão de obra

Em Portugal, em 2004 havia ainda mais de 20 mil pescadores matriculados. Trata-se de


uma profissão que passa de geração para geração, mas que nos últimos anos com a crise de
setor e com as alterações da sociedade, a profissão deixou de ser atrativa para os jovens. No
entanto comparados os valores com os restantes estados-membros da UE Portugal detém
valores bastante elevados. O que se relaciona com o facto de a pesca em Portugal ter ainda
um caráter muito tradicional e pouco modernizado.
As baixas qualificações dos pescadores constitui também um entrava à modernização
deste setor.

Para tentar ultrapassar estas dificuldades, a UE, através da Política Comum de Pescas
em Portugal, tem apostado na formação profissional dos pescadores (pescador, marinheiro,
contramestre, etc.). a partir da 1986, foram criados, por todo o país, centros de formação do
“Forpescas”, apoiados pelo FSE.

Apesar do número de cursos ter aumentado, o número de formandos está a diminuir,


por isso, não está relacionado com a falta de cursos, mas sim com outros motivos, como a falta
de interesse da população jovem por esta atividade, as condições do trabalho nada aliciantes,
a instabilidade do setor, entre outros.
Problemas ambientais
A POLUIÇÃO DO MAR

A poluição dos mares tem origens muito diversas, mas os problemas originados pela
exploração, transporte, acidentes e limpeza de petroleiros
Todos os anos milhões de toneladas de crude passam pelos oceanos e, como Portugal,
nomeadamente a ZEE, está na rota da maioria dos petroleiros, a costa portuguesa é muito
vulnerável a esses acidentes, em particular às marés negras.
Além dos petroleiros, a costa portuguesa está sujeita aos «despejos» de indústrias,
que enviam os seus esgotos, não tratados, diretamente para o mar, com produtos muito
poluentes (químicos, plásticos …)
A poluição dos mares pode ser:

 Química Com substâncias químicas nocivas às espécies

 Física Com a alteração da temperatura da água (as centrais nucleares usam a


água para arrefecer os reatores, causando uma alteração da temperatura da água quando
direcionada para os rios.)
Destruição dos fundos marinhos etc. (Devido às redes de arrasto que
destroem os corais, etc.)

 Biológica Com a introdução de vírus e bactérias.

As diferentes fontes de poluição

1º Efluentes domésticos (rurais e urbanos) 2º Tráfego de navios petroleiros


3º Acidentes com navios petroleiros 4º Poluição das águas dos rios
5º Emissões naturais (vulcões) 6º Efluentes industriais
7º Limpeza de tanques em alto mar

A SOBRE EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS

Outro problema ambiental grave reside no excesso de exploração dos recursos


marinhos, porque durante anos a atividade piscatória foi feita sem qualquer controlo.
A exploração desenfreada de espécies, põe em risco o equilíbrio do ecossistema. Com
efeito, os desequilíbrios atuais foram desencadeados por dois processos:
 Rutura das cadeias alimentares;
 Exploração excessiva dos recursos.

Surgem, assim, os problemas de espécies em vias de extinção. Quando se pesca


apenas espécies na idade adulta e com moderação, não se reduz substancialmente a
quantidade global de peixe, podendo inclusive favorecer o seu aumento
A sobre exploração de recursos é agravada com a utilização de determinadas técnicas,
como a pesca não seletiva*, tornando-se necessário controlar o uso de redes de malhagem
apertada, que contrariam as normas em vigor. São as capturas excessivas ou inadequadas que
põem em risco a capacidade de regeneração de certas espécies, a integridade do ecossistema
marinho como um todo e mesmo os rendimentos provenientes da atividade piscatória.
*Tipo de pesca onde é capturado tudo mas, como só pode chegar a terra x quantidade de
peixe, é necessário desperdiçar uma grane quantidade de peixe

Como fiscalizar as águas nacionais e da ZEE?

A ZEE portuguesa é a maior da Europa, o que constitui uma vantagem, embora traga
igualmente desvantagens, das quais se destaca, desde logo, a sua fiscalização.

Para a preservação e gestão dos recursos marinhos, é fundamental que Portugal


disponha de um sistema eficaz de vigia e controlo das atividades, não só da frota estrangeira,
mas também da portuguesa. No entanto, não é isso que acontece: a ZEE é insuficientemente
patrulhada por falta de meios técnicos e humanos, nomeadamente, a falta de embarcações
rápidas, de meios aéreos e informáticos e de técnicos especializados.

Estas carências levam a que, na maioria dos casos, não se consiga prevenir ou punir as
infrações efetuadas por navios portugueses e estrangeiros. De entre estas, destacam-se:
 A captura de espécies não permitidas, devido ao seu peso e/ou dimensão e que pode
acelerar a sua extinção;
 O tipo de pesca praticado e o uso inadequado da malhagem da redes;
 O desrespeito pelas quotas* de pesca e TAB;
 Desperdícios de espécies que são capturadas indevidamente e não comercializáveis;
 A descarga de produtos poluentes, que vão desde a lavagem dos petroleiros até
produtos altamente tóxicos, como mercúrio e o chumbo;
 A utilização do espaço da ZEE para transporte de substâncias proibidas ou para o
contrabando.
Se o controlo não for eficaz, as consequências serão graves para Portugal, designadamente:
 O esgotamento dos recursos marinhos existentes nas águas portuguesas;
 O aumento do tráfego clandestino não só de produtos proibidos (droga) como
também de outros que podem pôr em risco a segurança nacional (armas);
 O aumento da poluição marítima e de catástrofes ambientais, como aquelas que
foram provocadas pelo prestige e pelo new world.

*Quantidade de peixe que pode ser pescada


**Tonelagem de Arqueação Bruta – Capacidade de pescado suportada por um navio
Pressão sobre as áreas costeiras
A progressiva degradação da costa portuguesa é sobretudo, pelo aumento da
urbanização das ares costeiras e pelo turismo balnear desordenado que cresce em Portugal.

A pressão urbanística sobre litoral faz-se de múltiplas formas com graves problemas
ambientais, como:
 A construção sobre arribas e dunas;
 A destruição das dunas;
 A sobre exploração dos aquíferos;
 A produção excessiva de recursos e de efluentes urbanos;
 A redução da biodiversidade, com a destruição da fauna e da flora locais.
Medidas de recuperação do litoral:
 Consolidação das arribas;
 Recuperação das dunas;
 Demolição de certas construções;
 Construção de exporões.

Atividades económicas a potencializar no espaço marítimo?

 Aquicultura

Trata-se de uma atividade, com benefícios para o ambiente, uma vez que pode colaborar
na preservação de espécies piscícolas evitando a sobre exploração de recursos.

Esta atividade, em Portugal, tem uma importância ainda reduzida, encontrando-se em


expansão, uma vez que exige investimentos inicias bastante elevados.
Existem 3 tipos de aquicultura:
o Em regime intensivo
o Em regime Semiextensivo
o Em regime extensivo (menos poluente)
Importância da aquicultura:
o Evita a sobre exploração de espécies marinhas
o Revitaliza os stocks
o Gera emprego
o Permite o abastecimento do mercado

Nota Impactos ambientais desta atividade


o Antibióticos dados aos peixes, afetando a qualidade da água que depois é
lançado para o mar aquando a lavando dos tanques; E afetando a saúde do
homem através da ingestão deste peixe “contaminado”
o Farinhas/Rações – as rações dos peixes são feitas com os peixes que não são
vendidos na lota.
o Lavagem dos tanques, como já referi em parte.
o
Curiosidade: A água salobra é mais propícia à atividade da aquicultura.
 A indústria conserveira

A indústria de conservas foi uma das atividades mais rendíveis em Portugal. Contudo
nas últimas décadas, esta atividade entrou em recessão por falta de modernização neste setor.
O Estado tem feito um esforço para renovar e dinamizar as antigas fábricas de conservas, mas
os efeitos têm sido diminutos.

Atualmente, estão em expansão algumas atividades de conservação do pescado, como


os produtos congelados e os alimentos semicozinhados.

 Extração de algas

A apanha de algas, outrora largamente utilizadas como adubo natural na agricultura,


tem vindo a perder a importância e as estatísticas referentes à apanha de algas para a
utilização industrial revelam valores pouco significativos e decrescentes.

 A produção de sal

A direção-geral das pescas tem procurado incentivar a reativação desta atividade como
uma das formas de potencializar o espaço marítimo. Algumas das antigas salinas têm sido
recuperadas, até porque se tem assistido a uma valorização comercial de certos tipos de sal,
designadamente a flor de sal.

 A exploração petrolífera

Foram feitas algumas sondagens e destas foram encontrados bons indícios de petróleo
.

 A atividade turística

A costa portuguesa tem inúmeras potencialidades para o turismo, que é um dos


principais recursos económicos de Portugal.
Atendendo às condições climáticas e à extensão da linha de costa, o turismo balnear é
o mais importante de Portugal, daí a excessiva pressão urbana e de construção que a atividade
tem exercido no litoral, É uma atividade que tem potencializado o espaço marítimo e que pode
ainda melhorar; no entanto, tem causado igualmente graves problemas ambientais.
É importante que esta atividade venha a desenvolver-se, mas de forma sustentada e
criando novos focos de interesse, como a exploração aquática, a observação de golfinhos e
baleias, que pode reduzir a forte sazonalidade turística, geradora de muitos problemas.

Um inconveniente desta atividade é o facto de ter um caráter sazonal


 O aproveitamento das energias renováveis

Quanto ao setor energético, o litoral apresenta grandes potencialidades,


nomeadamente na energia das marés, das ondas e na energia eólica, embora não tenham sido
até hoje aproveitadas.

o A energia das ondas – Num futuro próximo, a energia das ondas poderá
representar a maior fonte de energia renovável da terra. Este é o mais recente
desafio no que respeita a produção de eletricidade com energias renováveis.
Portugal vai ser o primeiro país a nível mundial a implementar uma plataforma
comercial de aproveitamento das ondas do mar para gerar energia.
o
o A energia eólica – O aproveitamento da energia eólica, tão abundante na costa
portuguesa, é reduzido, no entanto em franco desenvolvimento. Estão em
desenvolvimento projetos para um parque eólico em Vila nova de Cerveira,
prevendo-se numa fase posterior, a construção de aerogeradores completos.

A importância dos POOC

A elevada pressão a que a costa portuguesa está sujeita tem dado origem a
desequilíbrios ambientais graves:
 A destruição e degradação dos sistemas naturais, como as dunas;
 A artificialização da linha de costa através da construção de pontões;
 A deterioração e degradação da paisagem com o excesso de construção desordenada.

É necessária uma intervenção urgente, não só para parar com os “atentados ambientais”,
mas também para reordenar as áreas degradadas. Para isso existem os POOC (planos de
ordenamento da orla costeira), definidos em 1992, e que, em articulação com outros planos,
nomeadamente os PDM, procuram promover o ordenamento do território, tentando
revalorizar e requalificar as praias, consideradas estratégicas a nível ambiental e turístico.

A área de cada POOC engloba: as águas marítimas, costeiras e interiores, e os


respetivos leitos e margens.

Os POOC têm como ações prioritárias:


 A identificação das áreas de maior vulnerabilidade e a defesa da costa;
 Ordenamento, a valorização e a requalificação ambiental da orla costeira;
 A defesa e a reabilitação dos sistemas dunares;
 A recarga das praias;
 A valorização das praias.
É fundamental preservar e proteger o espaço marítimo e a sua envolvente, daí a
importância da constituição de áreas protegidas junto ao litoral.

Âmbito dos POOC


Os POOC incidem diretamente sobre:
 As águas marítimas costeiras e interiores, respetivos leitos e margens, com faixas de
proteção definidas no âmbito de cada plano;
 A zona terrestre de proteção cuja largura máxima é de 500m, contados a prtir do
limite da margem das águas do mar
 A faixa marítima de proteção que tem como limite máximo a batimétrica -30m
(profundidade).
A rentabilização do litoral e dos recursos marinhos
A potencialização do espaço marítimo tem que passar pela implementação de um
conjunto de medidas que permitam uma exploração sustentada dos seus recursos,
nomeadamente:
 O incentivo e apoio à expansão da aquicultura*;
 O incremento de atividades que permitam a obtenção de produtos com valor
comercial, por exemplo, a reativação das salinas e a extração da flor do sal;
 A modernização e reativação da indústria de conservas, como a da sardinha e do atum;
 A interligação das capturas efetuadas com essas indústrias de modo a fornecer-lhes a
matéria-prima;
 O aumento da competitividade da indústria transformadora do pescado, como o peixe
congelado e os pratos semicozinhados, apostando na inovação e na qualidade;
 O incentivo a investigação cientifica e à inventariação de recursos, como o apoio as
atividades piscatórias mais adequadas, evitando a extinção das espécies;
 A proteção dos recursos, sobretudo dos que estão em perigo, racionalizando as
capturas;
 A reconversão da frota de pesca, bem como das infraestruturas portuárias;
 A valorização dos recursos humanos através da formação profissional dos pescadores,
assim como medidas de proteção social;
 O reforço da vigilância e do controlo do espaço marítimo português (ZEE);
 O incremento de atividades turísticas sustentadas, que não aumentem a
vulnerabilidade do litoral;
 O aproveitamento das energias renováveis (energia do mar)

*Importância

 Evita a sobre-exploração dos recursos marítimos


 Revitalização do stock
 Gera emprego
 Permite o abastecimento do mercado

 Imposição de quotas
 Fiscalização das redes
 Redução da frota
 Sistemas sofisticados
As
áreas
ruraise
As
áreas
urbanas
Agricultura em Portugal

Em Portugal, a agricultura é uma atividade cuja contribuição para a criação de riqueza,


por exemplo, no Produto Interno Bruto e no Valor Acrescentado Bruto, tem vindo a decrescer.
Tendência esta que se mantém para os restantes estados membros, devendo-se
essencialmente aos desenvolvimento das atividade dos setores II e III, cuja participação
aumentou muito e tende a crescer, sobretudo o setor III.

No entanto, o setor agrícola mantém ainda algum


peso:

 Na criação de emprego;
 Na ocupação do espaço e na
preservação da paisagem;
 Constitui uma base económica em
algumas áreas rurais do país.

Regiões Agrárias Divisão territorial com características


agrícolas afins.

As características das 9 regiões agrárias (7 – continente; 2 – ilhas),


refletem as condições naturais e a ocupação humana do território
Fatores condicionantes da agricultura

CLIMA

Coincidência do tempo quente com a estação seca e do tempo frio com a estação
húmida. Portanto falta humidade em períodos de temperaturas elevadas e vice-versa,
dificultando o desenvolvimento agrícola. Por esta razão os agricultores veem-se obrigados a
recorrer à rega no verão, o que se torna dispendioso. Outro fator é a irregularidade dos estados
de tempo (Intra-anual → entre os meses; Interanual → entre anos).

RECURSOS HÍDRICOS

A existência de recursos hídricos é fundamental ara a produção agrícola, pelo que se


torna mais fácil e abundante em áreas onde a precipitação é mais regular. Em áreas de menor
precipitação, é necessário recorrer a sistemas de rega artificial.

FERTILIDADE DOS SOLOS

A fertilidade do solo:
Influencia diretamente a produção,
Natural (depende das características geológicas rocha - do tanto em quantidade como em
relevo e do clima); qualidade. Em Portugal,
predominam os solos de fertilidade
Criada pelo homem (fertilização incorreta dos solos) média ou baixa, o que condiciona
bastante a agricultura.

RELEVO

Em relevos planos, a fertilidade dos solos é geralmente maior, assim como a possibilidade de
modernização das explorações. Se o relevo for mais acidentado, a fertilidade dos solos torna-se
menor e há maior limitação no uso de tecnologia agrícola e no aproveitamento e organização
do espaço.
Formas de adaptação aos condicionalismos naturais

 CLIMA  SOLOS POBRES


o Construção de estufas o Fertilização dos solos
o Recurso a sistemas de rega o Recursos ao pousio
 ESCASSEZ DE RECURSOS HÍDRICOS o Correção dos solos
o Recurso a sistemas de rega o Escolha de espécies que melhor de
mais modernos adaptam às características do solo
 TERRENOS ACIDENTADOS
o Construção de socalcos

O passado histórico é um dos fatores que permite compreender a atual ocupação dos solos.
Aspetos como a maior ou menor densidade populacional e acontecimentos ou processos
históricos refletem-se, ainda hoje, nas estruturas fundiárias – dimensão e forma das
propriedades rurais.

No Norte, a fragmentação foi favorecida por fatores como:

 Relevo acidentado; abundância de água e fertilidade natural dos solos


 Caráter anárquico do processo de reconquista e o parcelamento (divisão) de terras
pelo clero e pela nobreza
 Elevada densidade populacional
 Sucessivas partilhas de heranças beneficiando igualmente todos os filhos

No Sul, o predomínio de grandes propriedades está relacionado com:

 Relevo mais ou menos plano (pene planícies); clima mais seco; maior fertilidade
natural dos solos.
 Feição mais organizada da reconquista e da doação de vastos domínios ais nobres e às
ordens religiosas e militares.

OBJETIVO DA PRODUÇÃO
Quando a produção se destina ao auto consumo, as explorações são geralmente de pequena
dimensão e, muitas vezes, continuam a utilizar técnicas mais artesanais.
Se a produção se destinar ao mercado, as explorações tendem a ser de maior dimensão e mais
especializadas em determinados produtos, utilizando tecnologia moderna (máquinas, sistemas
de rega, estufas, etc.), o que contribui para uma maior produtividade do trabalho e do solo.

POLÍTICAS AGRÍCOLAS
As políticas agrícolas – orientações e medidas legislativas – quer nacionais quer comunitárias
(UE), são atualmente fatores de grande importâncias, uma vez que:
 Influenciam as opções dos agricultores relativamente aos produtos cultivados (Não se
pode cultivar todo o tipo de produtos. Existem quotas para a quantidade e produtos
cultivados)
 Regulamentam práticas agrícolas, como a utilização de produtos químicos;
 Criam incentivos financeiros, apoiam a modernização das explorações, (São dados
subsídios que incentivam a cultivação de determinadas culturas7espécies. Exemplo: o
Milho está muito barato, portanto de não houvessem subsídios, os produtores
deixavam de produzir), etc.

Paisagens agrárias

Espaço rural Tudo o que está no meio rural;

Nesta desenvolvem-se atividades agrícolas, e também outras como:


o artesanato; o turismo, a produção de energias renováveis, etc.

No espaço rural destaca-se:

Espaço agrário O que está no espaço rural mas relacionado com a agricultura,
portanto, áreas ocupadas com a produção agrícola (animal e/ou
vegetal) – pastagens e florestas; habitações dos agricultores;
infraestruturas e equipamentos associados à atividade agrícola –
caminhos; canais de rega; estábulos; etc.

No espaço agrário individualizam-se:

Espaço agrícola Área utilizada para a produção animal e/ou vegetal.

Superfície Agrícola Utilizada (SAU) Área ocupada com culturas.

+ amigo do ambiente desgaste mais do solo

Os sistemas de culturas (conjunto de plantas cultivadas, forma como estas se


associam e técnicas utilizadas no seu cultivo) são diferentes de região para região, devido
essencialmente, a fatores relacionados com o relevo, o clima e os solos.
Nos sistemas intensivos, o solo é total e continuamente ocupado e, nos
tradicionais, é comum e policultura (mistura de culturas no mesmo campo e colheitas que se
sucedem umas às outras). São sistemas utilizados em áreas de solos férteis e de abundância de
água, mesmo no verão, e de mão de obra numerosa. Por isso, predominam as culturas de
regadio, que precisam de rega regular.

Estes sistemas predominam, sobretudo, nas regiões agrárias do Litoral Norte, na


Madeira e em algumas ilhas dos Açores.

Nos sistemas extensivos, tradicionalmente dominantes em Trás-os-Montes e no


Alentejo, não há uma ocupação permanente e contínua do solo. Pratica-se habitualmente uma
rotação de culturas (a superfície agrícola é dividida em folhas – setores – que, rotativamente,
são em cada ano, ocupadas por culturas diferentes, alternando os cultivos principais com
espécie que permitem melhorar a qualidade dos solos.

Este sistema é praticado em áreas de solos mais pobres e secos no verão,


associando-se à monocultura (cultivo de um só produto no mesmo campo) e às culturas de
sequeiro (pouca necessidade de água)

Atualmente, os sistemas extensivos (sem pousio) associam-se a uma agricultura


mecanizada e voltada para o mercado, sobretudo nas regiões do Alentejo e Ribatejo e Oeste.

As paisagens agrárias são também caracterizadas pela morfologia dos campos – aspeto dos
campos no que respeita à forma e dimensão das parcelas e à rede de caminhos.

Predomínio de exploração de pequena dimensão:

 Entre Douro e Minho Constituídas por várias parcelas de forma


 Beira Litoral irregular e quase sempre vedadas – campos
 Algarve fechados – com muros, árvores e/ou arbustos,
 Madeira que protegem as culturas do vento e da invasão
 Algumas ilhas dos Açores de animais.

Predomínio de explorações de média/grande dimensão:


Constituídas por várias parcelas de forma
 Alentejo regular que atualmente se encontram, na sua
 Ribatejo e Oeste maioria, delimitadas por sebes metálicas (eram
tradicionalmente campos abertos).

A diversidade das paisagens agrárias resulta também das diferentes formas de povoamento,
que variam desde a aglomeração total è pura dispersão

Nota:

O regime intensivo é praticado em solos, à partida pouco ricos.

O solo ao esgotar-se, deixa-se em pousio, mas deixar por si só, não faz com que este se
regenere, apenas não faz com a situação piore. Por isso são plantados trevos, tremoços bravos
e beterrabas para renovar o solo.
A monocultura esgota ais o solo, pois o produto plantado retira sempre a mesma coisa do solo,
por é necessário alternar as culturas.

As novas tecnologias provocam também a infertilidade do solo, pois estes são remexidos
havendo assim erosão, para além de poluir o ambiente.

Características das Explorações Agrícolas

Explorações Agrícolas Conjunto de terras, contíguas (juntas) ou não, utilizadas


total ou parcialmente para a produção agrícola. É também
uma unidade técnico-económica e que utiliza mão de obra
e fatores de produção.

Deve satisfazer as quatro condições seguintes:

 Produzir um ou vários produtos agrícolas;


 Atingir ou ultrapassar uma certa dimensão (área, numero de animais, etc.);
 Estar submetido a uma gestão única (um agricultor pode ter vários terrenos juntos ou
várias parcelas e a esse conjunto chama-se exploração agrícola);
 Estar localizada num local determinados e identificável.

A distribuição regional das explorações, segundo o seu número, evidencia um


contraste Norte-Sul (com mais no norte e menos no sul) e reflete as desigualdades no que
respeita à sua dimensão.

A tendência atual é de redução do numero de explorações (que podem ser absorvidas


pelas de maior dimensão; ou pela saída de explorações de menor dimensão) e,
consequentemente, do aumento da sua dimensão média.

Predomínio de explorações de pequena dimensão:

 Beira Litoral Corresponde a minifúndios – pequenas


 Entre Douro e Minho propriedades.

Predomínio de explorações de grande dimensão:


Corresponde a latifúndios – grandes
 Alentejo
propriedades.

Alentejo tem um reduzido número de


explorações agrícola, apesar da sua vasta área,
pois cada uma é e grande dimensão.

Em Portugal, o grande número de pequenas explorações condiciona o


desenvolvimento da agricultura, uma vez que limita a mecanização e a modernização dos
sistemas de produção.

Notas:

O problema da pequena dimensão das


explorações agrava-se com a excessiva
fragmentação.
Dimensão das explorações:

 Muito pequena ≤ 1 ha
 Pequena 1 ha – 5 ha
 Média 5 ha – 20 ha
 Grande 20 ha – 100 ha
 Muito Grande ≥ 100 há
Distribuição e Estrutura da SAU…

A dimensão da SAU está associada à extensão das explorações pelo que apresenta uma
distribuição regional marcada pela desigualdade, salientando-se o Alentejo com cerca de
metade da SAU nacional.

Esta desigualdade deve-se essencialmente:

 Às características do relevo
 Ocupação do solo

O relevo aplanado (peneplanícies), a fraca densidade populacional e o povoamento


concentrado permitem ao Alentejo vastas e extensas áreas cultivadas.

O relevo mais acidentado, a maior densidade populacional e o povoamento disperso,


como a Madeira, a Beira litoral, e entre douro e Minho, etc. a SAU ocupada é bastante menor.

A Superfície Agrícola Utilizada engloba:

Terras aráveis Ocupada com culturas temporárias e com campos em


pousio.

Culturas permanentes Plantações que ocupam a terra durante um longo


período.

Pastagens permanentes Áreas onde são semeadas espécies destinadas ao pasto


do gado.

Horta familiar Superfície ocupada com produtos hortícolas ou frutos


destinados ao autoconsumo.

Nota A composição da SAU apresenta também diferenças regionais

…Formas de exploração da SAU

Beira Litoral As terras aráveis ocupam mais de metade da SAU.

Algarve e Madeira As culturas permanentes têm uma grande importância nesta região

Açores As pastagens permanentes ocupam quase a totalidade da SAU –


devido às condições climáticas propícias à formação de prados naturais
e a criação de gado bovino é muito importante
Alentejo As pastagens permanentes ocupam também cerca de 2/3 da SAU desta
região, onde o aumento desta reflete o investimento na criação de
prados artificiais, com recurso a modernos sistemas de rega, sobretudo
para o gado bovino.

O agricultor pode nem sempre ser o proprietário das terras que explora, sendo que se podem
consideram 2 principais formas de exploração da SAU:

Conta Própria O produtor também é proprietário.

Arrendamento O produtor paga um valor ao proprietário da terra pela sua


utilização.

Parceria Existe um proprietário de um terreno e este vai ceder o seu


uso a um explorador, sendo que, vão ser ambos que vão
beneficiar das despesas e também dos lucros.

As explorações por conta próprias predominam em todo o país, com destaque para TM
e Madeira. No Açores o arrendamento é mais comum.

As explorações por conta próprias são habitualmente consideradas vantajosas, visto


que o proprietário ao querer obter o melhor resultado das suas terras vai-se preocupar com a
preservação das mesmas, para isso, pode por exemplo: investir em melhoramentos fundiários;
instalação de sistemas de rega mais sofisticados; etc.

O arrendamento é visto, pelo contrário, como desvantajoso, pois os


arrendatários apenas querem tirar o máximo proveito das terras desinteressando-se pela
preservação destas, no entanto o arrendamento pode evitar o abandono das terras nos casos
em que os proprietários não possam ou não queiram explorá-las

A produção Agrícola Nacional

Apesar das condições naturais; da pequena dimensão das explorações agrícolas


(Madeira e Norte do país) que condicionam os produtos cultivados, tem-se verificado uma
tendência de aumento do valor de produção vegetal e animal.

No entanto, pode haver pequenas oscilações no valor de produção vegetal, resultantes


da variação dos preços de mercado e das condições meteorológicas.

População Agrícola

Causas da diminuição da população agrícola:

 Desaparecimento de muitas explorações;


 Decréscimo da dimensão média do agregado familiar
 Modernização da agricultura e à melhor oferta de emprego nos outros setores de
atividade ↓

O envelhecimento e os
Esta oferta dá baixosdo
origem níveis
êxododerural
instrução e de formação
(transferência profissional
de mão da outros
de obra para
setores de atividade, ainda que mantendo a residência nas áreas rurais). Tal
população agrícola constituem um entrave ao desenvolvimento da agricultura,
evolução influenciou a estrutura etária da população contribuindo para o seu
nomeadamente: envelhecimento.

 À adesão a inovações (tecnologia; métodos de cultivo; práticas amigas do ambiente;


etc.);
 À capacidade de investir e arriscar
 À adaptação às normas comunitárias de produção e de comercialização.

Composição da mão de obra agrícola

A mão de obra agrícola é essencialmente familiar, representando cerca de 80% do


volume de trabalho. Nas regiões com maior dimensão média das explorações, a importância
da mão de obra agrícola não familiar é mais relevante, sobretudo devido à maior
especialização da agricultura que é mais exigente na qualificação da mão de obra.

O papel da mulher na agricultura

As mulheres representam, oficialmente, cerca de um quarto da população ativa na


agricultura. Muitas mulheres trabalham na agricultura mas identificam-se como domésticas,
não sendo, por isso, contabilizadas em termos estatísticos. No entanto, assiste-se a uma
tendência de crescimento da população ativa agrícola feminina.

Pluriatividade e Plurirrendimento

Em Portugal, apenas uma pequena parte da população agrícola se dedica a tempo


completo à agricultura. Na maioria dos casos, esta surge como atividade secundária
relativamente ao trabalho noutros setores.

A pluriatividade – prática, em simultâneo, do trabalho na agricultura e noutras


atividades – pode ser encarada como uma alternativa para aumentar o rendimento das
famílias dos agricultores. Deste modo, as famílias rurais tendem a ser multifuncionais. O
próprio produtor deixa de ter apenas a função produtiva, sendo recompensado por serviços de
preservação do ambiente e das paisagens.

Pode então, falar-se de plurirrendimento – acumulação dos rendimentos provenientes


da agricultura com os de outras atividades. Atualmente, o rendimento da maioria dos
agregados familiares agrícolas provém principalmente de outras atividades exteriores à
exploração

Nota: A pluriatividade e o plurirrendimento faz aumentar o nível de vida da


população e faz com os agricultores pratiquem uma agricultura mais amiga do
ambiente uma vez que não têm o objetivo de obter uma grande produção.

Atividade pecuária
 Faz parte da agricultura
 Faz parte do setor I
 Importante pelos produtos que fornece (carne, leite, ovos, etc.) e também pelas
matérias-primas (lã e peles – indústria de lanifícios e curtumes – leite, carne, ovos,
etc.)
 Portugal é muito deficitário em termos de carne.

Regimes na criação de gado

Regime intensivo Estábulos com recurso a rações (não exclusivamente)

Regime extensivo Colocação do gado em pastagens (prados naturais ou


semeados, com fornecimento de algumas rações

Regime semi extensivo Pouco utilizado, pois visto que no regime extensivo, os
agricultores fornecem sempre algumas rações.

Principais espécies animais em Portugal

Gado ovino e caprino (ovelhas e cabras):

 Pouco exigentes na alimentação


 Criado em regime extensivo (nos restolhos – o que resta das culturas - e nas pastagens
naturais)
 Regiões de maior criação: Trás-os-Montes; Beira Interior; Alentejo

Gado bovino (vacas, bois)

 Espécie muito importante em termos económicos


 A sua criação tem registado grandes progressos técnicos (inseminação artificial,
controlo sanitário, alimentação racional, seleção de espécies, etc.)
 Exigente na alimentação, necessita de boas pastagens
 Criado em regime intensivo, extensivo e misto
 Regiões de maior criação: Açores; Entre Douro e Minho; Beira Litoral (zonas chuvosas)

Gado suíno (porcos, leitões)

 Ocupa o 2º lugar na produção primária


 No Norte do País ainda é alimentado à pia e destina-se ao auto consumo
 Na silvicultura moderna é criado em regime intensivo com pocilgas bem equipadas,
alimentação à base de rações, cuidados sanitários e seleção de raças
 Regiões de maior criação: Ribatejo e Oeste (± 50 % de produção), Beira Litoral (poderá
ser praticado no Alentejo em regime extensivo)

Avicultura (aves, frangos)

 Praticada especialmente em instalações especializadas (aviários), onde a luz, a


temperatura e a humidade são controladas automaticamente e com alimentação à
base de rações.
 Aparece em todo o país, perto dos aglomerados consumidores.
 Regiões de maior criação/Produção: Ribatejo e Oeste e Beira Litoral

Noções

Autóctone/Endógeno Típico de uma determinada região

Problemas estruturais da agricultura portuguesa

 Características da população (envelhecimento, falta de instrução e formação


profissional)
 Fraco desenvolvimento tecnológico e científico
 Estrutura fundiária deficiente (características da exploração)
 Deficiente utilização do solo
 Falta de associativismo e cooperativismo
 Falta de capitais

No entanto, existem muitas potencialidades que poderão contribuir para melhorar a


sustentabilidade da agricultura portuguesa.
Pontos fracos:
 Predomínio de explorações de pequena dimensão
 Baixa densidade populacional e envelhecimento demográfico nos meios rurais
 Baixos níveis de instrução de agricultores e insuficiente nível de formação profissional
dos produtores
 Baixo nível de adesão às tecnologias de informação e comunicação nas zonas rurais e
fraca capacidade de inovação e modernização
 Falta de competitividade externa
 Imagem dos produtos agrícolas portugueses pouco desenvolvida nos mercados
externos
 Abandono dos espaços rurais
 Elevada percentagem de solos com fraca aptidão agrícola.

Pontos fortes:
 Condições climáticas propícias para certos produtos, em especial mediterrânicos
 Existência de recursos genéticos com vocação para o mercado (variedade de produtos)
 Aumento da especialização das explorações
 Potencial para produzir com qualidade e diferenciação
 Pluriatividade da população Agrícola nas áreas com maior diversificação do emprego, o
que ajuda a evitar o abandono
 Utilização crescente de modos de produção amigos do ambiente.

Dependência Externa

A produção agrícola nacional não permite satisfazer as necessidades de consumo


interno, pelo que a balança alimentar portuguesa, continua a ser deficitária em grande parte
dos produtos, mantendo-se, assim, uma forte dependência externa.

Para além da produção agrícola ser insuficiente há outros fatores que contribuem para a
importação:

 A livre circulação de mercadorias na U.E.


 Facilidades de transporte
 A agressividade do marketing
 A globalização da economia
 Aumento da exigência dos consumidores portugueses
 Os nossos preços são mais elevados (devido aos custos de produção elevados, mão de
obra cara, falta de inovação, etc.)
Mão de obra
Rendimento e Produtividade

2ha +
1ton de 1ton de
trigo trigo

 Que fazer para aumentar o


O rendimento é de: 1ton/ha ProduçãoSups.explorada
 rendimento?
A produtividade é de: 500Kg Produçãomão-de-obra
Utilizar fertilizantes; corrigir os solos;
selecionar sementes; etc.
Quer fazer para aumentar a
produtividade?
Substituir a mão de obra por máquinas;
usar técnicas mais adequadas e modernas;
etc.

Apesar da evolução positiva dos níveis de rendimento e de produtividade da agricultura


portuguesa, estes continuam a ser inferiores à média comunitária, o que dificulta a nossa
competitividade. Para esta situação, contribuem fatores como:

 Condições meteorológicas irregulares e, muitas vezes, desfavoráveis;


 Características da população agrícola: envelhecida e com baixos níveis de instrução e
de formação profissional;
 Utilização ainda muito significativa de técnicas tradicionais;
 Uso inadequado de adubos e pesticidas;
 Predomínio de explorações de pequena dimensão;
 Desajustamento frequente das culturas à aptidão dos solos;
 Elevados custos de produção, incluindo custos de combustíveis e impostos superiores
aos da maioria dos países da UE;
 Pesados encargos financeiros do crédito a que os agricultores têm de se sujeitar para
modernizar as suas explorações

Utilização do solo

A falta de competitividade dos produtos portugueses face aos produtos comunitários,


resulta dos baixos níveis de rendimento e de produtividade.

Os baixos níveis de rendimento e produtividade devem-se a variadíssimos fatores, de


ordem natural e de ordem estrutural.
Um fator importantíssimo é a deficiente gestão e utilização do solo arável, uma vez que se
verifica:

 Desajustamento entre a área cultivada e a sua aptidão para agricultura (muitas


atividades agrícolas se desenvolvem em solos pouco aptos para a agricultura)
 Desajustamento entre características dos solos e as culturas praticadas
 Sistemas de produção inadequados
 Sistema extensivo e pousio absoluto (erosão dos solos)
 A monocultura (empobrecimento e esgotamento de determinados nutrientes)
 Excessiva mecanização (contribui para a compactação dos solos)
 Utilização excessiva ou incorreta de fertilizantes químicos e pesticidas no sistema
intensivo.
 Vulnerabilidade dos solos face à erosão. Elevado risco de erosão devido:
 Os fogos (diminuem a capacidade de retenção de água nos solos, expondo-os à
erosão)
 Características dos solos e do declive
 Regime pluviométrico (muito concentrado)
 Temperaturas elevadas (no verão) que levam à perda de matéria orgânica
 Destruição de cobertura vegetal e mobilização dos solos (lavrar os solos torna-os
menos férteis, ou seja, há mais erosão)

A má utilização do solo tem conduzido a um problema ainda maior – uma parte


significativa do território continental, sobretudo no Interior e no Sul, apresenta uma tendência
para a desertificação. As várias áreas de floresta ardida durante os meses de verão agravem
esta tendência.

Perante problemas como a redução da qualidade dos solos e a sua incorreta utilização, o
ordenamento territorial assume um papel de grande importância, uma vez que permitirá
adequar diferentes utilizações do solo às suas aptidões naturais, impedindo que, por exemplo,
se continue a ocupar solos de grande qualidade e próprios para a agricultura com construção
urbana e industrial.

Necessidade de emparcelamento (folha à parte)


A PAC (Politica Agrícola Comum)

Em 1957 o Tratado de Roma define os objetivos da PAC que entra em vigor em 1962,
altura em que os países comunitários se apresentavam muito dependentes do estrangeiro
relativamente ao aprovisionamento de produtos agroalimentares e com grande
representatividade da agricultura no emprego e no PIB dos países fundadores (Itália, França,
Alemanha e BENELUX – Bélgica, Holanda e Luxemburgo)

Objetivos iniciais da PAC:

 Aumentar a produção agrícola


 Melhorar o nível de vida dos agricultores
 Assegurar preços razoáveis dos produtos agrícolas junto dos consumidores
 Proteger os produtos comunitários da concorrência estrangeira

A PAC assenta em 3 princípios fundamentais (pilares da PAC):

 Unicidade de mercado

Criação da OCM (Organização Comum de Mercado) - Para cada um dos produtos,


conseguida através da definição de preços institucionais e de regras de concorrência, ou seja,
para cada produto é determinado um preço os proteger da concorrência estrangeira.

 Preferência comunitária

Preferência comunitária (preferir produtos comunitários) – Pretende evitar a


concorrência de produtos de outros países, através do estabelecimento de um preço mínimo
para as importações e de subsídios para as exportações

 Solidariedade financeira

Pressupões que os custos de funcionamento da PAC sejam suportados em comum, a


partir de um fundo comunitário, o FEOGA (Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola)

FEOGA – Orientação: Financia os programas e projetos destinados a melhorar as


estruturas agrícolas (construção de infraestruturas agrícolas,
redimensionamento das explorações, etc.)
FEOGA - Garantia: Financia as despesas de regulação dos preços e dos mercados
(apoio direto aos agricultores, despesas de armazenamento,
etc.)

Nota: Em 2006 deixa de existir a FEOGA e foram criados o FEAGA – Fundo Europeu
Agrícola de Garantia – e o FEADER – Fundo Europeu Agrícola para o
Desenvolvimento Rural.

(A OCM destinou-se a: Regular, coordenar e organizar o mercado de produtos agrícolas no


espaço da U.E.)

Todas as despesas e gastos com a aplicação da PAC são suportados pelo FEOGA, que
mais tarde foi substituído pelo FEAGA e pelo FEADER

Para a concretização dos objetivos foram implementadas medidas para a


modernização do setor ao nível das técnicas e das tecnologias para apoiar a investigação
científica, para garantir o escoamento dos produtos e os respetivos preços de mercado

Os resultados da PAC acabaram por exceder as expectativas:

 A produção agrícola triplicou


 Reduziram-se a superfície e a mão de obra utilizadas
 Aumentaram a produtividade e o rendimento dos agricultores

Os aspetos negativos da PAC (principais problemas gerados pela aplicação da PAC:

 Criação de excedentes agrícolas em quantidades impossíveis de escoar nos


mercados, gerando custos muito elevados de armazenamento.
 Desajustamento entre a produção e as necessidades do mercado. A oferta
tornou-se maior do que a procura.
 Peso muito elevado da PAC no orçamento comunitário, comprometendo o
desenvolvimento de outras políticas
 Tensão entre os principais exportadores mundiais, devido às medidas
protecionistas à política de incentivos à exportação.
 Graves problemas ambientais motivados pela intensificação das produções,
com utilização de numerosos produtos químicos.
Nota: Medidas para proteger os produtos nacionais:

 Encarecer os produtos estrangeiros;


Não são medidas
 Vender os produtos nacionais a preços baixos
bem aceites
 Subsídios atribuídos pelo Estado

Com resultado, a PAC teve de passar por diversas reformas, uma mais bem sucedidas que
outras:

1984 Criação do sistema de quotas, relativamente aos produtos excedentários


(inicialmente aplicado ao setor do leite)

1988 Alargamento das quotas a mais produtos

Criação do set-aside – retirada de 15% (posteriormente reduzidos para 5%, em


1996) da área da produção de cereais, em explorações que ultrapassavam as
92 toneladas por ano, sendo atribuído um subsídio compensatório de valor
idêntico ao que seria obtido caso as terras tivessem sido cultivadas.

Medidas para reduzir as terras cultivadas – o agricultor passa a ser pago para
não produzir.

1992 Foi levada a cabo a mais significativa reforma da PAC, tendo como principais
objetivos o reequilíbrio entre a oferta e a procura e a promoção de um maior
respeito pelo ambiente.

Em virtude dos resultados pouco satisfatórios assiste-se a uma profunda


reforma da PAC – Surge a “Nova PAC”. O principal objetivo deixa de estar
centrado no produtor para passar a centrar-se no produto. O agricultor para
além de produtor passa a ser fundamental no desenvolvimento e
ordenamento do espaço rural e da proteção do ambiente. São introduzidas as
ajudas diretas (por animal e hectare). Promoção de uma maior respeito pelo
ambiente. Para atingir estes objetivos procedeu-se à:

 Diminuição dos preços agrícolas garantidos


 Criação de ajudas diretas aos produtores sem ligação com as quantidades
produzidas
 Definição de medidas para melhorar os sistemas de produção, de modo a
torná-los mais amigos do ambiente,
nomeadamente, o incentivo: As medidas agroambientais surgem em
1992:
Com 2 facetas
. Ao pousio temporário Ambiental
. Às reformas antecipadas para os agricultores idosos Redução de excedentes
. A prática da agricultura biológica
. À silvicultura
. Ao desenvolvimento da pluriatividade
. À orientação para novas produções industriais ou energéticas.

A reforma de 1992 teve alguns resultados positivos. Contudo, mantiveram-se problemas de


fundo como a insuficiência na aplicação de apoios, a intensificação dos problemas ambientais
e o acentuar das diferenças de rendimento entre agricultores.

1999 Criação da “agenda 2000”, uma nova reforma com implementação para o
período 2000/2006. A agricultura é encarada nas suas múltiplas vertentes,
económica, ambiental e rural. Surgem novos desafios a que a PAC terá de
responder, entre eles, o maior alargamento da U.E. em 2004, com 10 países. As
medidas continuam a basear-se nos cortes à produção e nas compensações
por perda de rendimento. O consumidor passa a ter prioridade sobre o
produtor.

2003 Esta reforma deriva da necessidade de facilitar as negociações multilaterais do


comércio no âmbito da OMC e melhorar a resolução dos problemas
decorrentes do alargamento da U.E. a novos países (10+2 – dez em 2004 3 2
em 2007). Aprofunda as metas da agenda 2000 e reforça a política de
desenvolvimento rural (produção de produtos de qualidade, seguros do ponto
de vista alimentar, tradicionais, com denominação de origem criando
condições para uma agricultura sustentável)
As últimas reformas da PAC criaram:
 O pagamento único (por exploração, independente da produção, dando aos
agricultores a possibilidade de adaptarem a sua produção ao mercado)
 O regime de condicionalidade (conjunto de exigências ambientais, cujo não
cumprimento, por parte dos agricultores, leva ao não pagamento integral das ajudas).
O pagamento e as ajudas são feitos em função da preservação do ambiente e não da
produção, permitindo aos agricultores adaptar-se ao mercado.
 O reforço das medidas de apoio ao desenvolvimento rural
 O regime de modulação (redução de ajudas (os montantes mais elevados,
correspondentes às maiores explorações eram reduzidos numa determinada
percentagem) e a sua canalização para o desenvolvimento rural).

A partir de 2006 a PAC assenta em dois pilares:

1º Pilar (financiado pelo FEAGA) – de apoio à produção agrícola:

 Ajudas diretas de pagamento único por exploração (área)


 Outras medidas de mercado

2º Pilar (financiado pelo FEADER) – De apoio ao desenvolvimento rural.

Nota: Os fundos tendem a aumentar no segundo Pilar, em detrimento ao apoio direto (1º
pilar)

Portugal e a PAC
PEDAP – Programa Específico de
Desenvolvimento da Agricultura
Portugal não ficou logo exposto à PAC, teve apoios
Portuguesa
específicos:
O PAMAF – Programa de Apoio à
 O PEDAP: até 1993 (era para ser até 1995) Modernização Agrícola Florestal
 O PAMAF: de 1994 a 1999

Apoios à agricultura portuguesa

 QCA I – até 1993 – PEDAP


 QCA II – de 1994 a 1999 – PAMAF
 QCA III – de 2000 a 2006 – Programa AGRO e Medida AGRIS
 QREN – de 2007 a 2013 – Continua o AGRO e o AGRIS

QCA – Quadro Comunitário de Apoio

QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional

Nota: O Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento Rural (para o período 2007-2013)
assenta em três eixos prioritários e nos projetos LEADER
Programa AGRO

Dois Grandes objetivos:

 Melhorar a competitividade Agroflorestal e a sustentabilidade rural


 Reforçar o potencial humano e os serviços à agricultura e áreas rurais

Objetivos específicos:

 Reforçar a competitividade económica das atividades e fileiras produtivas


agroflorestais
 Incentivar a multifuncionalidade das explorações agrícolas
 Promover a qualidade e a inovação da produção agroflorestal e agrocultural
 Valorizar o potencial específico dos territórios
 Melhorar as condições de vida e de trabalho e o rendimento agrícola
 Reforçar a organização e a iniciativa das associações de agricultores

Medida AGRIS
8 Ações – 8 objetivos:

1. Diversificação da pequena agricultura 5. Gestão de recursos hídricos e emparcelamento


2. Desenvolvimento de produtos de qualidade 6. Caminhos e eletrificação rurais

3. Gestão sustentável e estabilidade ecológica 7. Valorização do ambiente e do património rural


das florestas 8. Dinamização do desenvolvimento agroflorestal
rural
4. Serviços à agricultura
A integração da agricultura portuguesa e
os resultados
A agricultura portuguesa encontrava-se económica e tecnicamente estagnada, quando
se iniciou, em 1977, o processo de adesão:

 Contribuía com 17% para a formação do PIB e 30% para o emprego


 A produtividade e o rendimento eram muito inferiores aos dos restantes países-
membros
 O investimento era muito reduzido e as técnicas pouco evoluídas
 As infraestruturas agrícolas eram insuficientes e as características das estruturas
fundiárias dificultavam o desenvolvimento do setor
 Havia pouca experiência em matéria de concorrência nos mercados internos e
externos.
Benefícios da PAC

Recebeu no âmbito da PAC – PEDAP recursos financeiros cofinanciados pelo FEOGA Orientação
que permitiu:

 Melhorar as infraestruturas como a eletrificação e os caminhos


 Modernizar os sistemas de rega e drenagem
 Promover a formação profissional
 Fomentar o associativismo agrícola
 Melhorar a conversão dos solos
 Melhorar as estruturas de produção e as condições de transformação e
comercialização dos produtos. No final do segundo QCA II (1994-1999), Portugal
encontrava-se numa situação mais favorável
 O número de explorações diminuiu
 A dimensão média das explorações aumentou, permitindo uma maior potencialização
do solo.
 Introdução de culturas industriais e valorização de culturas energéticas e das culturas
mediterrânicas
 Aumento da mecanização dos campos
 Benefício para os consumidores (queda de preços dos produtos agrícolas devido há
maior concorrência)
 Aumento da área das pastagens e redução das terras aráveis
 Especialização de culturas atendendo à aptidão dos solos
 Permitiu ajudas diretas e fixas aos agricultores
 O Pagamento de reformas antecipadas aos agricultores
 Incentivou a reflorestação
 Apoio à agricultura biológica
Desvantagens da PAC

 Não beneficiou dos apoios à produção


 Foi penalizado, por um excedente da produção, pelo qual não tinha sido responsável
 Os preços ao produtor têm diminuído devido à concorrência dos produtos estrangeiros
 Como as explorações portuguesas são de pequena dimensão, o subsídio aos
agricultores portugueses foi sempre de pequena escala (Os apoios financeiros são
atribuídos em função da produção ou da área)
 Os investimentos nos projetos cofinanceiros por fundos comunitários levaram ao
endividamento dos agricultores.
 As maiores desvantagens para a agricultura portuguesa são as quotas de produção de
leite e cereais
 Portugal é penalizado pela produção de excedentes, mesmo quando não contribui
para eles.

Potencializar a agricultura Portuguesa

 Beneficiando dos apoios comunitários

Utilizar de forma equilibrada os fundos comunitários

 Reforçando a competitividade
 Modernizar os meios de produção e transformação
 Investir em tecnologia produtiva e nas infraestruturas: Reestruturando as explorações
(emparcelamento), melhorando a produção e a transformação (responder às
necessidades de mercado e produzir com qualidade)

 Melhorando a distribuição e comercialização dos produtos


O associativismo Organização dos produtores em cooperativas, associações ou por
outras formas – desempenha um papel importante que permite:
 Defender melhor os interesses dos produtores
 Aumentar a informação sobre os mercados
 Melhorar a promoção dos produtos
 Garantir a sua comercialização
 Aumentar a capacidade de negociação dos mercados
 Evitar a atuação abusiva dos intermediários
 Otimizar recursos e equipamentos
 Facilitar o acesso ao crédito e a aquisição de tecnologia
 Proporcionar informação sobre novas técnicas e práticas de produção e sobre a
possibilidade de aceder a projetos e programas de apoios financeiros.
 Valorização os recursos humanos

Através do rejuvenescimento da população agrícola e do aumento do seu nível de instrução e


qualificação profissional.

Este rejuvenescimento dependerá da criação de condições de vida atrativas à fixação da


população jovem e de condições ora que os jovens se possam dedicar à atividade agrícola.

 Reduzindo o impacte ambiental

Pois a aplicação de químicos na agricultura, o uso de pesticidas em geral, entre outros,


poderão provocar ou agravar a contaminação de solos e de águas subterrâneas e superficiais.
A diminuição do pousio, a passagem do sequeiro para o regadio, a utilização de instrumentos
mais potentes entre outros, contribui para a erosão dos solos e a diminuição da qualidade do
habitat de muitas espécies.

 Fomentando práticas ecológicas

A prática da agricultura biológica* integra-se na perspetiva de produzir com qualidade,


preservando os recursos e protegendo o meio natural, ou seja de forma sustentável.

A agricultura portuguesa tem do seu lado o facto de não ter ido tão longe na intensificação
da produção e no uso de produtos químicos e maquinaria como os restantes países da UE–15.
Assim, como mantém ainda muitos métodos tradicionais, o desenvolvimento da agricultura
biológica torna-se mais fácil. Além disso, o período de transição, dentro das normas da PAC,
também não terá de ser tão longo.

*A agricultura biológica é um modo de produção que respeita os mecanismos ambientais de


controlo de pragas e doenças, na produção vegetal e na criação de animais, não necessitando
de recorrer a pesticidas sintéticos, herbicidas e fertilizantes químicos, hormonas de
crescimento, antibióticos e manipulações genéticas. Pelo contrário, a produção biológica
utiliza diferentes técnicas que contribuem para o equilíbrio do ecossistema e para reduzir a
poluição.

Medidas agroambientais
 Proteção integrada
 Produção integrada
 Agricultura biológica
 Melhoramento do solo e luta contra a erosão
 Sistemas forrageiros extensivos
 Redução da lixiviação de agroquimicos para aquíferos
 Sistemas arvenses de sequeiro.
Noções
Forragens Base de alimentação dos animais
Transgénicos Produtos geneticamente modificados
Culturas forrageiras
 Milho
 Capim
 Aveia
 Centeio
 Trevo
 Prados (semeados ou espontâneos)
 Luzerna
 Triticale cereal híbrido, resultante do cruzamento do trigo e do centeio

A multifuncionalidade do espaço rural


A multifuncionalidade implica a pluriatividade e permite o plurirrendimento.

Implica também um esforço da preservação dos valores, da cultura, do património e da


mobilização e potencialização dos recursos locais/endógenos.

A viabilidade de muitas comunidades rurais passa pela diversificação da sua economia


(multifuncionalidade), como por exemplo:

 Turismo no espaço rural (TER)


 Produtos regionais
 Artesanato
 Indústria nas áreas rurais
 Os serviços
 A silvicultura
 A produção de energia renováveis

A diversidade das áreas rurais

As áreas rurais portuguesas apresentam alguma diversidade de características, problemas e


potencialidades.

Pontos fracos

 Perda e envelhecimento da população


 Baixo nível de qualificação dos recursos humanos
 Predomínio de exploração de pequena dimensão económica
 Falta de emprego
 Abandono das terras agrícolas
 Carência de equipamentos sociais, Culturais, recreativos e de serviços de proximidade
Potencialidades

 Património histórico, arqueológico, natural e paisagístico rico e diversificado


 Importante valor paisagístico das culturas, como a vinha, o olival, o pomar, e de
espécies florestais como o montado e os soutos
 Baixos níveis de poluição e, de um modo geral, elevado grau de preservação ambiental
 Tendência para a melhoria das infraestruturas coletivas e equipamentos sociais e de
rede de acessibilidades
 O saber fazer tradicional, que, muitas vezes valoriza os recursos naturais da região

Poderão também constituir elementos de oportunidade determinadas tendência de procura sa


sociedade atua, como a:

 Crescente valorização de produtos e qualidade e atividades de lazer associadas a


diferentes regiões e paisagens rurais do país
 Valorização das energias renováveis, que podem ser produzidas no espaço rural ou a
partir de produtos de origem agroflorestal
 Preocupação coma a preservação dos recursos naturais e do ambiente

Turismo no Espaço Rural (TER)

Conjunto de atividades e serviços de alojamento e animação em empreendimentos de


natureza familiar, no espaço rural

O turismo e outras atividades recreativas e de lazer nas áreas rurais têm vindo a
assumir uma crescente importância a nível nacional. O TER tem como objetivo principal
oferecer aos turistas oportunidades de conviver com as práticas, as tradições, e os valores da
sociedade rural, valorizando as particularidades das regiões no que elas têm de mais genuíno,
desde a paisagem à gastronomia e aos costumes. Assim, pode constituir, uma importante fator
de desenvolvimento das áreas rurais

Razões para a tendência de aumento da procura do Ter

 O maior interesse pelo património, pela natureza e sua relação com a saúde
 A necessidade de descanso e evasão e a busca d e paz e tranquilidade
 A valorização da diferença e da oferta turística mais personalizadas
 O aumento dos tempos de lazer e no nível de instrução cultural da população
 A crescente mobilidade da população e a melhoria das acessibilidades

Modalidades e turismo no espaço rural

 Turismo de habitação

Desenvolve-se em solares, casa apalaçadas ou em residência de reconhecido valor


arquitetónico, com dimensões adequadas e mobiliário e decoração de qualidade. Caracteriza-
se por um serviços de hospedagem de natureza familiar e de elevada qualidade
 Turismo rural

Desenvolve-se em casa rustica particulares, com características arquitetónicas próprias do


meio rural onde estão inseridas. Têm, geralmente, pequenas dimensões e mobiliário simples e
são utilizadas como habitação do proprietário, o que dinamiza também a estadia dos visitantes

 Agroturismo

Caracteriza-se por permitir que os hóspedes, que observem, aprendam e participem nas
atividades das explorações agrícolas, em tarefas como a vindima, a apanha da fruta, a
desfolhadas, a ordenha, o fabrico de mel/vinho, etc.

 Casas de campo

Casas rurais e abrigos de montanha onde se presta hospedagem, independentemente do


proprietário nelas residirem ou não

 Turismo de aldeia

Desenvolve-se em empreendimentos que incluem, no mínimo, 5 casa particulares


inseridas nem aldeias que mantêm, no seu conjunto, as características arquitetónicas e
paisagísticas tradicionais da região. Esta iniciativa contribui também para melhorar as
acessibilidades a aldeias, que, em muitos casos, se encontram isoladas e para a criação de
emprega na restauração, nos postos de turismo, nas atividades de dinamização, no comércio
local e no artesanato, o que poderá combater o despovoamento de certas áreas mais
desfavorecida. Incluem-se nesta forma de turismo as “aldeias históricas”

Outras formas de turismo no espaço rural

Turismo ambiental

É cada vez mais procurado, pela aventura, pelo contato com a natureza e pela
multiplicidade de atividades ao ar livre. As áreas protegidas, localizadas, na sua maioria, em
áreas rurais, são espaços privilegiados para o turismo ambiental

Turismo fluvial

Valoriza a importância da água como fonte de lazer. Esta forma de turismo tem ganho
cada vez adeptos, que preferem a calmia dos espelhos de água do interior ao rebuliço das
praias do litoral.

Turismo gustativo e ou etnoturismo, são das formas mais antigas de turismo em áreas rurais.
O primeiro cria emprego nas atividades de preservação do ambiente, nas zonas de caça
turística e associativa. As termas aproveitam as características específicas das águas
subterrâneas e têm sido elementos importantes na dimensão turística de muitas áreas rurais
no do nosso país
A sustentabilidade do turismo

O turismo sustentável é aquele que respeita o ambiente e valoriza os recursos disponíveis sem
comprometer o futuro

Desenvolver produtos de qualidade

A grande variedade de produções animais e vegetais tradicionais das regiões deve não só ser
preservada, como também potencializada.

Os produtos regionais constituem uma importante via para a obtenção de rendimentos


suplementares, uma vez que são obtidos através de sistemas de produção extensivos, o que
lhes acrescenta qualidade.

O artesanato, também constitui uma forma de diversificar as atividades rurais e criar emprego,
para além de ser um elemento representativo na identidade cultual que importante preservar

Certificação dos produtos

DOP - Denominação de Origem Protegida

IGP – Indicação geográfica protegida

ETG – Especialidade tradicional garantidas

Indústria e desenvolvimento rural

Nas áreas rurais, são frequentes as indústrias associadas a:

Produção agropecuária Conserva de frutas e vegetais, transformação do tomate,


lacticínios e carne, lanifícios, vestiário, couro, etc.

Exploração florestal Serrações, carpintarias, corticeiras, mobiliário, etc.

Extração e transformação Rochas e minerais

Ao criar emprego, direta ou indiretamente, a indústria contribui para fixar e atrair população,
gerando importantes efeitos multiplicadores:

 Promove, a montante, o desenvolvimento de atividades produtoras de matéria-prima,


nomeadamente, a agriculturas, a pecuária, a silviculturas, etc.
 Desenvolve, a jusante, outras indústrias complementares e diferentes serviços
 Aumenta a riqueza produzida, pois o valor acrescentado às matérias-primas reverte,
pelo menos em parte, a favor das regiões onde se instala
Fatores de atração da indústria

A instalação de industrias nas áreas rurais ou em cidade de pequena e média dimensão


localizadas em áreas predominantemente rurais pode ser promovida pela oferta de:

 Mão de obra relativamente barata


 Infraestruturas e boas acessibilidades
 Serviços de apoio à atividade produtiva
 Proximidade de mercados regionais com alguma importância
 Medidas de política local e central (incentivos para a instalação de empresas) – redes
de transporte e de telecomunicação, loteamentos industriais infraestruturados e a
preços atrativos, facilidade de acesso ao crédito, subsídios fiscais e formação
Professional dos recursos humanos

O papel dinamizador dos serviços

O incremento dos serviços é fundamental para o desenvolvimento das regiões mais


desfavorecidas, onde assumem um duplo papel, promovendo a melhoria da qualidade de
vida e criando postos de trabalho.

A oferta de serviços de proximidade, como os que se encontram ligados ao


abastecimento de água, eletricidade, telefone, saúde, apoio a idosos e jovens, e de outros mais
diversificados, relacionados com a cultura, o desporto e o lazer, garantem uma melhor
qualidade de vida às populações rurais e constituem um estímulo essencial à sua permanência,
sendo também uma forma de cativar novos habitantes

Desenvolvimento da silvicultura

As áreas de floresta são uma parte essencial dos espaços rurais em Portugal, podendo
constituir um fator fundamental do seu desenvolvimento sustentado, pelo contributo para o
emprego e para o rendimento, mas também pela sua importância social e ecológica. Em
Portugal, a floresta caracteriza-se por uma grande diversidade o que permite uma grande
variedade de produção.

Entre as funções desempenhadas pelas áreas florestais, destacam-se:

 A Função Económica, produzindo matérias-primas e frutos, gerando emprego e


riqueza
 A Função Social, proporcionando ar puro e espaços de lazer
 A Função Ambiental, contribuindo para a preservação dos solos, a conservação da
água, a regularização do ciclo hidrológico, o armazenamento do carbono e a proteção
da biodiversidade.
Problemas:

Os diferentes planos e projetos de que foi alvo o setor florestal português, até agora, ainda
não atingiram os objetivos previstos na promoção do seu desenvolvimento sustentado,
mantendo-se problemas como:

 A fragmentação da propriedade florestal, agravada pelo desconhecimento frequente


dos seus limites por parte dos proprietários, dificultando a organização e
impossibilitando a gestão da floresta;
 Abaixa rendibilidade, devido ao ritmo lento de crescimento das espécies;
 O elevado risco da atividade, pelos incêndios florestais frequentes no verão;

A estes problemas acrescentam-se o despovoamento e o abandono de práticas de pastorícia


e de recolha do mato para os animais, que limpavam o substrato arbustivo.

Soluções

Para que o desenvolvimento da silvicultura seja real e possa tornar-se, efetivamente, um


contributo para o aumento do rendimento das populações rurais, é necessário que se tomem
medidas como:

 Promoção do emparcelamento, através de incentivos e da simplificação jurídica e


fiscal;
 Criação de instrumentos de ordenamento e gestão florestal, contrariando o
abandono florestal;
 Simplificação dos processos de candidatura a programas de apoio à floresta;
 Promoção do associativismo, da formação profissional e da investigação florestal;
 Diversificação das atividades nas explorações florestais e agroflorestais;
 Combate à vulnerabilidade a pragas e doenças;
 Prevenção de incêndios
o Limpeza de matos, povoamentos e desbastes;
o Melhoria da rede viária e de linhas corta-fogo;
o Otimização dos pontos de água;
o Abertura de faixas de segurança nos locais de combustão permanente,
como lixeiras;
o Aquisição e otimização de máquinas e materiais para limpeza e
desmatação;
o Campanhas de sensibilização sobre práticas de bom uso do fogo;
o Melhoria da coordenação dos meios de deteção e combate de fogos.
Produção de energia renováveis

A produção de energia a partir de fontes renováveis é uma das formas de valorizar os


recursos disponíveis nas áreas rurais e de criar novas oportunidades de produção, com o
cultivo de espécies destinadas à produção de energia. É um setor para o qual existem boas
condições em Portugal e que pode contribuir para a criação de emprego e riqueza nas áreas
rurais, respondendo também às preocupações e metas da política energética nacional e
comunitária

Estratégias de desenvolvimento rural

O desenvolvimento rural tem vindo a ser alvo de crescente preocupação das políticas
de desenvolvimento regional. Desde a Agenda 2000, têm vindo a ser aprofundadas medidas
de apoio ao desenvolvimento rural, o qual foi consagrado como segundo pilar da PAC. Entre
essas medidas financiadas pelo FEOGA, no âmbito do QCA e do Programa Agro, contam-se:

 As medidas agroambientais, que incentivam os métodos de produção agrícola


que visam a proteção ambiental;
 As indemnizações compensatórias para as zonas desfavorecidas, que
contribuem param a manutenção de uma agricultura sustentável do ponto de
vista ambiental;
 Os apoios à silvicultura, para a sua gestão sustentável;
 A iniciativa comunitária LEADER.

Nos espaços de baixa densidade, geralmente existe menor qualidade de vida, devido à
menor acessibilidade e à reduzida oferta de bens e serviços. Assim, as políticas de
desenvolvimento local deveriam assentar num princípio de maior igualdade na distribuição
dos bens e serviços.

Iniciativa LEADER

É uma iniciativa comunitária que visa incentivar a aplicação estratégias originais e


integradas de desenvolvimento sustentável, através da valorização do património natural e
cultural, do reforço do ambiente económico, no sentido de contribuir para a criação de postos
de trabalho e da melhora da capacidade organizacional das respetivas comunidades

Pela sua importância no apoio comunitário ao desenvolvimento rural, salienta-se a


iniciativa LEADER – Ligação Entre Ações de Desenvolvimento da Economia Rural – que
incentiva projetos piloto de desenvolvimento rural integrado. No QCA III (2000-2006) passou a
designar-se LEADER +, continuando a abranger os mesmos territórios no perido de 2007-2013,
mas com a evolução a nível dos projetos de desenvolvimento.

O LEADER + desenvolve-se a partir dos Grupos de Ação Local (GAL), em parceria com o
setor privado, que, refletindo sobre as potencialidades endógenas, se candidatam à iniciativa e
se encarregam de elaborar e aplicar uma estratégia de desenvolvimento para a área rural que
representam, através de Planos de Desenvolvimento Local (PDL)
As Comunidades locais é que representam as suas próprias estratégias de
desenvolvimento e os grupos de ação local é que representam os projetos.

A Política de Desenvolvimento Rural definida para 2007-2013 continua a valorizar a


sustentabilidade das áreas rurais, promovendo a sai competitividade e a melhoria do ambiente
e da qualidade de vida

A finalidade da Estratégia nacional para a agricultura e o desenvolvimento rural


consiste em promover a competitividade do setor florestal e dos territórios rurais de forma
sustentável, Para isso, foram definidos 3 eixos fundamentais, expressos nos objetivos
Estratégicos, complementados com os 2 desígnios nacionais, definidos como Objetivos
Transversais

Objetivos Estratégicos

 Aumentar a competitividade dos setores agrícola e florestal (desenvolver a silvicultura)


 Promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais. Melhorar o
ambiente (ajuda às medidas agroambientais)
 Revitalizar económica e socialmente as zonas rurais. Melhorar a qualidade de vida.

Objetivos Transversais

 Reforçar a coesão territorial e social.


 Promover a eficácia da intervenção dos agentes públicos, privados e associativos na
gestão sectorial e territorial.

Um quarto eixo, denominado «eixo LEADER», baseado na experiência adquirida com as


iniciativas comunitárias LEADER, introduz a possibilidade de abordagens locais do
desenvolvimento rural.
Asáreas
Urbanas: Dinâmicas internas
Espaço Rural

Espaço onde o solo é predominantemente ocupado por áreas de cultivo, prevalecendo por isso
atividades do setor I

Espaço Urbano

Espaço onde o solo é predominantemente ocupado por áreas residenciais e por atividades dos
setores II e, sobretudo terciário, nas quais se ocupa a grande maioria da população ativa

Características do Espaço rural e do espaço urbano


Espaço Rural Espaço Urbano

OCUPAÇÃO DO SOLO

Campos agrícolas (hortas, silvicultura, etc.) Construção de vias rápidas

POPULAÇÃO
Maior concentração Menor concentração

ATIVIDADES DOMINANTES

Atividades do setor I Atividades do setor III

DINAMISMO

A população tem diminuído à exceção A população tem diminuído a um ritmo


daqueles que se localizam perto das cidades acelerado

ACESSIBILIDADES
Deslocam-se dentro do próprio espaço Deslocam-se dentro da própria cidade
(bicicleta, etc.). Há também os transportes (transportes públicos e/ou privados, etc.).
pendulares – deslocam-se das áreas de
residência (espaço rural) para o local de
trabalho (espaço urbano)

Menores acessibilidades Mais e melhores acessibilidades

ESTILO DE VIDA

Calmo, monótono, sem stress, maior convívio Mais agitado, logo mais stressado, menor
entre as pessoas. convívio entre os cidadãos
Noções

Cidade Aglomerado populacional de certa importância onde as pessoas se


ocupam essencialmente na indústria, no comércio e nos serviços

Centro urbano Engloba todas as sedes de distrito com mais de 5 mil habitantes

Critérios de definição de cidade

 Critério Demográfico

O critério demográfico valoriza o número de habitantes e/ou a densidade


populacional, definindo um limiar mínimo, a partir do qual as aglomerações populacionais são
consideradas cidades.

Este critério levanta alguns problemas, uma vez que existem aglomerados suburbanos
com um elevado número de habitantes e forte densidade populacional que funcionam,
principalmente, como dormitórios em relação a uma cidade próxima, sem deterem uma
função relevante além da residencial

 Critério Funcional

O critério funcional tem em conta a influência exercida pela cidade sobre as áreas
envolventes e o tipo de atividades a que a população se dedica, que devem ser
maioritariamente dos setores II e III. Muitas das cidades apesar de terem um número de
habitantes relativamente reduzido, desempenham funções importantes e estabelecem
relações de interdependência com a sua área envolvente.

 Critério Jurídico

O critério jurídico-administrativo aplica-se às cidades definidas por decisão legislativa.


São exemplos as capitais de distrito e as cidades criadas por vontade régia, como forma de
incentivar o povoamento, de recompensar serviços prestados ou de garantir a defesa de
regiões de fronteira ( o rei decide que determinada localidade deveria ser cidade)

Atualmente, em Portugal, são a Assembleia da República e as Assembleias Regionais


dos Açores e da Madeira que legislam sobre a categoria das povoações, conjugando os
critérios demográfico, funcional e jurídico-administrativo. A atual lei admite uma ponderação
diferente em casos que, por razões de natureza histórica, cultural e arquitetónica, possam
justificar a elevação de uma vila a cidade
Atualmente torna-se difícil delimitar uma cidade devido:

 Desenvolvimento das vidas de comunicação que permitem uma grande flexibilidade


na implementação das atividades económicas e na fixação de residência levando a
cabo a difusão das áreas residenciais e das atividade tradicionalmente urbanas.

Elevação de Vila a Cidade

Muitas áreas portuguesas foram noutros tempos elevadas à categoria de cidade pelo
Rei como recompensa ao senhor donatário local ou perante um feito histórico relevante.
Noutros casos resultou do agradecimento a povo pelos seus serviços na guerra. Outras
surgiram com o objetivo de assegurar a defesa de áreas do país próximas da fronteira, outras
por reconhecimento da sua função de religiosa.

Estas elevações tinham um significado mais simbólico do que geográfico ou funcional.


Nenhuma destas desapareceu, embora nem todas se tenham mantido dinâmicas e
dinamizadoras. Algumas entraram mesmo em declínio.

Uma vila só é elevada à categoria de cidade se tiver mais de 8 mil habitantes e pelo menos
metade destes serviços:

 Instalações hospitalares  Estabelecimento de ensino preparatório e


 Farmácias secundário
 Bombeiros  Parques e jardins públicos
 Bibliotecas/museus  Transportes públicos, urbanos e suburbanos

Nota Importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitetónica, poderão justificar


uma ponderação diferente nos requisitos enunciados.

Portugal mais urbano

Em Portugal, tem-se assistido à concentração da população e das atividades nas áreas urbanas.

Este ritmo de crescimento traduz-se no comportamento crescente da taxa de urbanização

TU=População urbanapopulação total x 100

Nas últimas décadas, deu-se um crescimento generalizado da população em


praticamente todos os centros urbanos de Portugal Continental, mas foi
particularmente acentuado em torno das duas maiores cidades do País, Lisboa e Porto,
onde o processo de urbanização envolveu ainda o crescimento da área urbana.
A diferenciação funcional

Um dos fatores que condiciona a organização das áreas funcionais é a renda locativa.
A renda locativa é influenciada pelas acessibilidades e pela distância ao centro. De um modo
geral, o custo do solo diminui à medida que nos afastamos do centro da cidade, que é a área
de maior acessibilidade, de maior concentração de funções e, consequentemente, mais cara.
Deste modo, situa-se no centro as funções que conseguem retirar mais vantagem desta
proximidade e, simultaneamente podem pagar rendas mais elevadas.

No centro da cidade assiste-se a uma especulação fundiária

A variação da renda locativa com a distância ao centro nem sempre é uniforme. Por
vezes surtem áreas da periferia que, pela sua aptidão para determinadas funções, apresentam
um custo do solo elevado. Nas áreas melhores servida de transportes e vias de comunicação,
o custo do solo é também mais elevado e a acessibilidade determina em boa parte a renda
locativa. Essas áreas favorecem a localização funcional, sendo por isso mais procuradas.

Funções da cidade

 Função residencial
 Função industrial Áreas funcionais - Áreas onde domina determinadas funções
 Função comercial

Nota O facto de uma cidade ser conhecida por determinada função, não significa que não
existem outras para além dessa.

CONCLUSÃO

O preço do solo é influenciado por:

 Distância do centro
 Acessibilidades
 Vias de comunicação e transporte
 Serviços (hipermercados, cetros comerciais; tribunais etc.)
 Condições ambientais (relevo, poluição, zonas verdes, etc.)
 Planos de urbanização - As atividades projetadas para uma determinada área
condiciona o custo do solo, sendo os terrenos mais caros ocupados por atividades do
setor III e os mais baratos pela industria.

Noções

Renda locativa Custo do solo urbano

Especulação fundiária O solo é vendido a um preço superior ao que efetivamente vale, por
haver muita procura e pouca oferta
Centro da cidade

Em todas as cidades é possível identificar uma área central. NO entanto nas de mais
dimensão, atribui-se geralmente, a designação de CBD à área mais central que geralmente é a
área mais importante da cidade, tratando-se uma de uma área bastante atrativa para os
vistores e assim oferece postos de trabalho.

Características do CBD

 Área mais central


 Zona mais procurada
 Grande concentração de atividade do setor III, onde dominam as funções:
o Comercial – Vai desde o comércio especializados e de bens raros (confeção de
alta costura, etc.) ao comércio mais banal que se destina a servir as pessoas
que aí trabalham
o Serviços
 Associadas ao governo e à administração pública
 Relacionados com a vida social
 De apoio às empresas
 Animação lúdica e cultural de qualidade
 Hotéis e restauração, desde restaurantes de luxo aos mais banais
 Falta de espaço
 Concentração de população flutuante (+dia / - noite)
 Tráfego intenso
 Elevada renda locativa

Nota nestas áreas residem maioritariamente idosos e ainda os jovens bem-sucedidos


(yuppies)

Nestas áreas assiste-se aos fenómenos de:

Segregação funcional Exclusão de determinadas atividades económicas do interior


da cidade, especialmente devido ao preço do solo.

Apesar de no centro da cidade a renda locativa ser elevada, podem existir áreas afastadas
do centro com o preço do solo igualmente elevado, devido a:

 Presença de uma centro-comercial, hipermercados, etc.


 Existência de uma repartição pública (tribunais, etc.)
 Convergência d vias de comunicação
 Boas condições ambientais

Nota Estas instalações dirigem-se para estas áreas pois são mais espaçosas.
Diferenciação espacial das atividades terciárias no CBD

No CBD, apesar de uma grande variedade de atividades, existe uma tendência espacial, quer
em altura quer no que respeita às ruas. De um modo geral:

 Atividades menos nobres ou que não tenham um contacto direto com o público
localizam-se nos andares mais altos (mais baratos) e em ruas secundárias
 Atividades de maior prestígio, e que tenham um contacto direto com o público
ocupam o piso térreo (mais caro) e localizam-se em ruas secundárias

Zoneamento vertical

Zoneamento horizontal

A diferenciação espacial é evidenciada pela existência de áreas especializadas. Em muitas


cidades é possível distinguir o centro financeiro, do comercial e do lazer

Noções

Toponímia Nome das ruas

Evolução do CBD

 1ª Fase

Áreas de múltiplas funções

o Comercio
o Industria
o Serviços/administração
o Habitação
 2ª Fase

Desenvolvimento económico → O CBD perde a função industrial e parte da função residencial

 3ª Fase

Especialização funcional do CBD

Deslocalização/descentralização e aparecimento de novas centralidades (com atividades


terciárias)

Porquê?

 Mais espaço noutras áreas


 Boas acessibilidades (vias de comunicação e transportes) noutras áreas
 Especulação fundiária no CBD
 Degradação das infraestruturas no centro
Noções

Descentralização das atividades Saída das empresas do centro da cidade para outras
áreas espaçosas e bem servida de vias de comunicação
e transportes

As novas áreas terciárias correspondem:

 Aos novos centros de escritório (parques de escritórios)


 Aos parques tecnológicos
 Às grandes superfícies comerciais

Nota Estas localizam-se perto de nós de autoestrada facilitando as acessibilidades.

Novas formas de comércio

Nas ultimas décadas têm surgido novas formas de comércio, associadas a


estabelecimentos de grande dimensão, como centros comerciais, super e hipermercados e
grandes superfícies especializadas. Estas funcionam, geralmente, em regime de livre-serviço
(de forma a obter produtos a um menor preço), sendo possível encontrar todo o tipo de
produtos

O sucesso de qualquer destas novas formas de comércio está aliado:

 À facilidade de estacionamento
 Acessibilidade
 Aumento da taxa de emprego feminino
 Maior mobilidade
 Aumento do nível de vida das famílias.

Apesar de tudo isto a deslocalização para a periferia traz inconvenientes:

 Despesas acrescidas nos combustíveis ou transportes


 Congestionamento do trânsito

Atualmente o centro da cidade tem vindo a perde população pelo que durante a noite a cidade
encontra-se deserta.
Estagnação/Revitalização do CBD

Perante as alterações provocadas pela dinâmica funcional do CBD e pelo aparecimento de


novas centralidades, os centros das cidades podem perder parte da sua influência e da sua
capacidade de atrair população.

Devido a esta tendência, as políticas urbanísticas têm procurado promover o


centro das cidades, implementando medidas como:

 A organização do trânsito, a criação de espaços de estacionamento, o aumento


da qualidade e eficácia dos transportes públicos;
 O encerramento ao trânsito de determinadas ruas ou áreas, permitindo circular
mais à vontade, usufruir de uma esplanada ou, simplesmente, apreciar a
animação lúdica e cultural que surge nestes espaços;
 A implementação de programas e iniciativas que incentivam e dão apoio
financeiro a projetos de revitalização urbana.
 Maior rigor em relação às infraestruturas/edifícios degradados

Áreas residenciais

A função residencial desempenha um papel importante nas cidades, distinguindo-se áreas


com características próprias, cuja localização está diretamente relacionada com o custo do
solo e, por isso, reflete as características sociais da população que nelas habita.

Pode mesmo dizer-se que existe uma segregação espacial

Noções

Segregação espacial Saída da população da cidade para a periferia em resultado do preço


do solo e/ou pela procura de um ambiente de tranquilidade

Solos expectantes Terrenos não ocupados pelos proprietários (particulares ou estado),


que geralmente se destinam à ocupação urbana
Áreas residenciais das classes mais favorecidas

 Zonamento
o Zonas bem planeados
o Zonas de maior acessibilidade
o Zonas de melhor vista/paisagem
o Zonas de melhor ambiente
o Zonas providas de bons serviços (escolas, hospitais, etc.)
 Construção
o Vivendas unifamiliares – moradias Providas de equipamentos e serviços:
o Condomínios fechados de luxo garagem, condutas de lixo, porteiro,
 Zona da cidade piscinas, etc.
o Localizam-se na periferia das cidades (nos melhores sítios) – afastado de
indústrias

Áreas residenciais das classes médias

 Zonamento
o Áreas mais ou menos aprazíveis
o Ocupam maior parte do espaço urbano
 Construção
o Construção menos sofisticadas relativamente à classe alta
o Uniformidade dos blocos de apartamento
 Habitantes
o Jovens, verificando-se uma tendência generalizada para a aquisição de casa
própria.

Áreas residenciais das classes médias

 Zonamento
o Acessibilidades deficitárias
o Má localização geográfica
o Mau ambiente
 Construção
o Bairros da lata na periferia, onde o preço do solo é baixo
 Habitantes
o População muito pobre
Construção clandestina

Zonas afastadas das estradas, geralmente iniciadas com a construção de uma casa, atraindo
sucessivamente outras. Aqui são construídas “pequenas estradas” de acesso a estes locais.

Características:

 Sem saneamento
 Sem água canalizadas
 Luz obtida de forma clandestina

Nota Nalguns casos estes locais acabam por seres legalizados e assim construído
saneamento básico, etc.

No nosso País, praticamente todas as autarquias têm apostado na erradicação deste


tipo de habitação, construindo bairros de habitação social para realojamento da população,
com a preocupação de garantir não só uma habitação digna aos seus habitantes, mas também
a sua integração social.

Os bairros de habitação social são construídos pelo Estado ou pelas autarquias, para
alojar população de fracos recursos e sem condições de pagar rendas elevadas. Os edifícios são
idênticos, com apartamentos grandes, de modo a albergarem o maior número possível de
famílias.

Atualmente, existe a preocupação de garantir uma certa qualidade da habitação e do


ambiente destes bairros, de modo a promover socialmente os seus habitantes.

Para isso, incluem-se, nesses novos bairros, serviços de assistência social e de


segurança, normalmente com a presença de uma esquadra de polícia, além de infantários e
ateliers de ocupação de tempos livres para os mais jovens.

Vantagens da construção de bairros sociais

 Erradicação dos bairros da lata e/ou habitações precárias


 Criação de instalações condignas para as populações de menores recursos
 Diminuição dos problemas sociais como a insegurança, a exclusão social, a
criminalidade, a prostituição, etc.
Áreas industriais

Na revolução industrial, as indústrias instalaram-se na cidade.

Fatores atrativos

 Mão de obra
 Capital (bancos)
 Marcador consumidor

As grandes matérias-primas nesta época eram o ferro e o carvão pelo que as indústrias
instalavam-se perto das minhas de carvão e ferro. Muitas cidades cresceram devido à
industrialização

As cidades eram uma mistura de várias funções (residencial e industrial), favorecendo as


deslocalizações mas prejudicando a saúde da população devido à emanação e inalação de
fumos.

A certa altura as indústrias abandonaram a cidade devido a:

 Falta de espaço, mesmo havendo espaço a renda locativa era elevada


 Congestionamento do trânsito e falta de estacionamento
 Tanto a matéria-prima como o produto acabado eram transportados por camiões o
que dificultava ainda mais o trânsito
 Desenvolvimento dos transportes e das vidas de comunicação
 Segmentação do processo produtivo, que permite manter na cidade apenas a parte
administrativa.

Nota Os espaço que outrora eram ocupados pelas indústrias são agora ocupados,
essencialmente pelo comércio.

No entanto algumas indústrias mantiveram-se no centro da cidade. Quais?

 Oficinas
 Industria panificadora Estas indústrias ocupam pouco espaço
 Costureiras/alfaiates e são pouco poluidoras
 Joalharia/ourivesaria
 Reparações (sapateiros, eletrodomésticos, etc.)

Criação de zonas industriais

A criação de zonas industriais é efetuada pelas câmaras municipais que:

 Arranjam os espaços (sendo os espaços da câmara, os custos serão


efetivamente menores)
 Constroem/reabilitam as infraestruturas

Nota As autoestradas constituem um fator atrativo para a construção de zonas industriais


(Des)Economias de Escala

Agregação das indústrias de forma a obter vantagens para todos os agregados


facilitando os consumos de matérias-primas (mais empresas conseguem obter melhores
preços junto dos produtores), transporte, etc. levando a produção a aumentar.

Entra-se em deseconomias de escala quando uma séria de fatores, resultantes do


crescimento exponencial das cidades, vão encarecer o processo de distribuição encarecendo
os produtos finais

As empresas podem ser diferenciadas quanto:

 Tecnologia utilizada
o Indústrias tradicionais
o Indústrias modernas
 Exigência das empresas
 Tipo de produto
o Bens de consumo
o Bens de equipamento
 Destino dos produtos

A expansão das cidades e da s áreas urbanas


O crescimento das cidades está fundamentalmente relacionado com o aumento
demográfico, mas liga-se também, com o seu próprio dinamismo funcional interno que
provoca a alteração dos padrões locativos das diferentes funções.
Numa primeira fase, as cidades funcionaram como pólos de atracão da população
rural, verificando-se uma tendência para a concentração da população e das atividades
económicas, nos centros urbanos – FASE CENTRÍPETA
Numa fase posterior, os preços do solo urbano, fortemente disputado pelas atividades
terciárias de nível mais alto, contribuíram para deslocar as populações, as indústrias e algumas
funções terciárias mais exigentes em espaço. Dá-se, assim, um movimento de
desconcentração urbana e descentralização das atividades económicas em direção às áreas
periféricas - FASE CENTRIFUGA – fazendo aumentar o tecido urbano envolvente.
A expansão urbana resulta ainda de outros fatores:
 A dinâmica da construção civil, tanto no que toca ao parque habitacional, como à
edificação de espaços destinados a atividades e económicas (criação de parques
tecnológicos; parques de escritório; criação de grandes áreas habitacionais; etc.);
 O desenvolvimento das próprias atividades económicas, que conduz à necessidade
de expandir e modernizar as empresas, e como tal, à procura de novos espaços de
localização;
 O desenvolvimento dos transportes e das infraestruturas viárias, que aumenta a
acessibilidade e diminui os tempos e os custos das deslocações;
 O aumento da taxa de motorização das famílias, que permite deslocações mais
longínquas;
 O aumento do preço do solo no solo da cidade;
 A degradação do ambiente urbano.

Suburbanização
A suburbanização é o processo de crescimento da cidade para a periferia.
Numa fase inicial, os subúrbios cresceram de forma não planeada, essencialmente, ao
longo das principais vias de comunicação e em torno dos núcleos periféricos, onde era maior a
acessibilidades à cidade e onde as habitações eram mais baratas
O rápido crescimento destas áreas, sobretudo em torno das maiores cidades, foi ainda
marcado pelo predomínio de edifício plurifamiliares, prolongando a paisagem urbana

Antigamente, as áreas suburbanas eram ocupadas apenas com bairros sociais e


apresentavam uma completa dependência da cidade, devido às atividades económicas.
Atualmente, as áreas suburbanas não são só ocupadas pela população, mas também
por atividades económicas, nomeadamente o comércio e serviços, o que faz com que estas
áreas não fiquem a depender tanto da cidade. Assim as áreas suburbanas ganharam vida
própria, oferecendo funções cada vez mais diversificadas.
Agora há uma relação de complementaridade/Interdependência, que cresce à
medida que a dependência face à grande cidade diminui.
Inicialmente os subúrbios eram um aglomerado de população que apenas lá (nos
subúrbios) ia dormir, mas gradualmente foram chegando as atividades económicas e os
aglomerados populacionais aumentaram e por essa mesma razão as áreas suburbanas
passavam á categoria de cidade, ou seja, havia um maior dinamismo demográfico e
económico que permitia a elevação a cidade.
Periurbanização e rurbanização
O processo de expansão urbana dá origem ao aparecimento de áreas periurbanas –
áreas para lá da coroa suburbana onde o espaço rural começa a ser ocupado, de forma
descontínua, por funções urbanas: indústria, comércio e alguns serviços, designadamente de
armazenagem e distribuição, que induzem o alargamento da função residencial. Origina
também o movimento de pessoas e empregos das grandes cidades para pequenas povoações
e áreas localizadas fora dos limites da cidade e/ou para pequenas cidades e vilas situadas a
maior distância, num processo designado por rurbanização.
A melhoria da acessibilidade associada à expansão da rede viária facilita estes
processos, que se caracterizam também pela localização difusa da função residencial e das
atividades económicas e provocam o aumento dos movimentos pendulares.

Impactes negativos da expansão urbana


A suburbanização, periurbanização e rurbanização têm alguns impactes sociais,
ambientais e territoriais:
 Intensificação dos movimentos pendulares, que são cada vez mais complexos, pois as
deslocações fazem-se não só em direção à grande cidade, mas também entre as
diferentes áreas que a envolvem;
 Grande pressão sobre os sistemas de transportes urbanos, que nem sempre consegue
dar resposta às necessidades da população;
 Aumento do consumo de combustível e da poluição atmosférica;
 Aumento das despesas, da fadiga e do stress associados às deslocações quotidianas da
população ativa;
 Desordenamento do espaço, resultante da urbanização não planeada e da existência
de bairros de habitação precária;
 Falta de equipamentos coletivos e fraca oferta de serviços, em muitos aglomerados
populacionais;
 Aumento das despesas com a instalação de redes de abastecimento de água
eletricidade e saneamento, devido à dispersão do povoamento nas áreas periurbanas;
 Ocupação de solos agrícola e florestais, o que leva à decadência da atividade agrícola
(nalguns casos estudam-se os solos e os considerados “bons” são protegidos. Contudo,
noutros casos isto não acontece e portanto os solos bons, isto é, férteis, são ocupados
por habitações.

As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto


Em Portugal, o processo de suburbanização, ocorreu sobretudo no litoral, tendo sido
particularmente importante em torno das cidades de Lisboa e Porto
A expansão suburbana de Lisboa e Porto envolveu algumas cidades próximas e um
grande número de aglomerados populacionais, que se desenvolveram, criando dinamismo
demográfico e económico e ascendendo, alguns deles, à categoria de cidade.

As relações que se estabeleceu nestas extensas áreas urbanizadas exigem decisões


conjuntas dos centros dos concelhos que nelas se localizam, nomeadamente para a prevenção
e resolução de problemas que ultrapassam as fronteiras municipais. Deste modo, em 1991,
foram instituídas as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto com espaços especializados,
integrando os municípios correspondentes.
A criação das áreas metropolitas não foi acompanhado da regulamentação das
respetiva competências, que só aconteceu em 2003 com a lei Quadro da área metropolitana.
Neta lei admitia-se a constituição de grandes áreas metropolitanas (GAM) e de comunidades
urbanas (Comurb), tendo como requisitos a continuidades territorial dos concelhos integrantes
e a obrigatoriedade de serem constituídas, no mínimo, por 9 municípios com 350 mil
habitantes para as GAM e 3 municípios com pelo menos 15 mil habitantes para as Comurb.

Objeto e atribuições das áreas


metropolitanaS
Artigo 1º
Objeto
2 – De acordo com o âmbito territorial e
demográfico, as áreas metropolitanas
podem ser de dois tipos:
a) Grandes áreas metropolitanas
(GAM)
b) Comunidades urbanas (ComUrb)
Artigo 6º
Atribuições
As áreas metropolitanas são criadas para a prossecução dos seguintes fins públicos:
a) Articulação dos investimentos municipais de investimento supramunicipal;
b) Coordenação de atuações entre os municípios e os serviços da administração
central nas seguintes áreas:
Infraestruturas de saneamento básico e de abastecimento público; Saúde; Educação;
Ambiente, conservação da Natureza e recursos naturais; Segurança e proteção civil;
Acessibilidades e transportes; Equipamentos de utilização coletiva; Apoio ao turismo e
à cultura; Apoios ao desporto, à juventude e às atividades de lazer; Planeamento etc.
Nas duas áreas metropolitanas desenvolvem-se intensas relações de
complementaridade que aumentam o dinamismo e a competitividade dessas áreas como um
todo. Tende assim a passar-se de uma estrutura monocêntrica (centrada na grande cidade) e
radiocêntrica, do ponto de vista da rede viária, para uma estrutura policêntrica em que os
diferentes centros urbanos se complementam

Fatores da criação das áreas metropolitanas


 Crescimento populacional
 Transformações na base produtiva da cidade.
 Emergência de novos problemas sociais.

As áreas metropolitanas tem vindo a ganhar população e por isso o peso económico
destas áreas no país é bastante significativo
A área metropolitana de Lisboa tem como fator para a perde de população:
 Degradação ambiental
 Falta de espaço
O que não acontece no Porto, sobretudo a parte ambiental.

Noções
Concelhos atrativos Tem vindo a ganhar população
Concelhos repulsivos Tem vindo a perder população
No entanto tem verificado uma forte terciarização

Dinamismo demográfico
O dinamismo demográfico das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto evidencia-se
pela elevada concentração populacional e pelo aumento de população que se acentuou nas
últimas décadas, embora com algumas diferenças entre municípios.
A perda demográfica foi mais acentuada nos municípios centrais, enquanto o maior
crescimento se verifica em concelhos onde há:
Tem permitido o acréscimo populacional, refletindo a
 Melhoria das acessibilidades importância dos processos de suburbanização e periurbanização.
 Disponibilidade de espaço para construção

As áreas metropolitanas caracterizam-se por uma população mais jovem e, de um modo


geral, mais instruída e qualificada, o que representa um ponto forte que as torna mais
competitivas em domínios como a inovação cultural e tecnológica e a economia.
Dinamismo económico
As duas áreas metropolitanas apresentam vantagens do ponto de vista físico
(localização no litoral, amenidade do clima, relevo pouco acidentado, sobretudo a AML,
acessibilidade natural, etc.) e demográfico, bem como no que respeita às estruturas
produtivas, o que faz delas pólos dinamizadores da economia.
O setor de atividade económico predominante nas áreas metropolitanas é o setor
terciário.
No conjunto, estas duas áreas fornecem mais 40% do emprego, auferindo os
trabalhadores ganhos superiores à média nacional.
A bipolarização da concentração das atividades económicas demonstra a grande
importância das duas áreas metropolitanas no tecido económico do país.

A área metropolitana de Lisboa concentra uma parte significativa dos recursos da


estrutura económica do País, que se exprimem na proporção de emprego, na produtividade,
na geração de valor acrescentado, na capacidade de atrair investimento estrangeiro, etc.
No conjunto, estas áreas continuam a ter ganho, ou seja, o peso da população e das
atividades tornam estas áreas muito importantes a nível nacional

Noções

Índice de Dependência de Jovens Número de dependência de jovens por cada 100 ativos
Índice de envelhecimento Número de pessoas idosas (65 e mais anos) por cada
100 jovens (0-14 anos)

A indústria nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto


O dinamismo económico das áreas metropolitanas deve-se, em parte, à atividade
industrial que, nestas duas grandes aglomerações urbanas, beneficia de algumas vantagens:
 A complementaridade entre diferentes ramos industria;
 A existência de infraestruturas e serviços diversos;
 A disponibilidade de mão de obra, tanto pouco qualificada como especializada;
 A acessibilidade aos mercados nacional e internacional.
Quando se comparam as duas áreas metropolitanas, encontram-se, porém, algumas
diferenças nas características da atividade industrial

Características da AML
 Maior proporção de emprego na indústria de média e alta tecnologia;
 Grande vocação exportadora;
 Maior número de sedes de indústria transformadora;
 Maior proporção de indústrias de bens de equipamento;
 Maior número de negócios na indústria transformadora;
 Maior capacidade de gerar valor acrescentado
 Indústrias mais intensivas em capital;
 Níveis de produtividade mais elevados;
 Grande importância da indústria alimentar, bebidas, tabaco e químicos;
 Maior diversidade do tecido industrial.

Características da AMP
 Indústrias mais intensivas em trabalho;
 Grande vocação exportadora;
 Forte especialização regional nas indústrias têxtil e de calçado.

Estas diferenças entre as características das áreas metropolitanas são causadas pelo
facto da localização das matérias, pelas melhores acessibilidades e pelo facto de Lisboa ser a
capital e a área metropolitana mais importante.
A atividade industrial nas duas áreas metropolitanas tem vindo a perder alguma
importância devido ao processo de terciarização da economia que, naturalmente, é mais
rápido nestas duas áreas do nosso País, devido ao seu maior desenvolvimento e à tendência de
reorganização espacial das funções nas áreas urbanas. O processo de terciarização é mais
evidente em Lisboa.
Principais pontos fracos e fortes da AMP e da AML
AML AML
Principais Pontos Fracos
- Forte exposição da estrutura económica à - Problemas ambientais resultantes da forte
concorrência internacional pelo predomínio pressão imobiliária/turística na ocupação do
de atividades de baixa intensidade solo em áreas de grande valia ambiental e
tecnológica e competitividade baseada na agrícola.
mão de obra abundante; - Problemas de mobilidade,
- Carência de serviços especializados de congestionamento e poluição, resultantes da
apoio às empresas face ao peso económico forte utilização do automóvel privado.
e industrial da região; - Presença de bairros problemáticos
- Problemas ambientais resultantes de associada à crescente segregação espacial
deficiências nos domínios do abastecimento resultante da diversidade social e étnica.
de água e tratamento de efluentes. - Abandono dos centros históricos,
- Problemas de mobilidade no centro do sobretudo no núcleo central.
Porto e nos principais acessos à cidade. - Alguma debilidade na afirmação
- Degradação física e exclusão social nos internacional.
centros históricos.

Principais Pontos fortes


- Grande dinâmica demográfica com uma - Presença de setores económicos que
estrutura etária jovem; apresentam um potencial competitivo
- Forte dinamismo industrial; internacional e/ou vocação exportadora.
- Afirmação e inserção num espaço de - Concentração de infraestruturas de
cooperação e interdependência com a conhecimento e de recursos humanos
Galiza; qualificados.
- Rede densa de instituições de ensino - Condições naturais favoráveis à atração
superior e de infraestruturas tecnológicas internacional de atividades, eventos e
capazes de suportar o desenvolvimento de movimentos turísticos.
atividades mais intensivas em - Integra as principais infraestruturas de
conhecimento; transportes e de comunicações de
- Valioso património cultural com marcas de articulação internacional.
prestígio (Porto - património mundial, vinho - Património cultural valioso.
do Porto, Douro); - Boa acessibilidade às rotas internacionais.
- Boa acessibilidade às rotas internacionais.
Dinâmica da indústria transformadora e especialização regional no resto do País
Em Portugal, a distribuição espacial da indústria transformadora apresenta fortes
contrastes
As desigualdades na localização industrial evidenciam-se, sobretudo, pelo forte
contraste entre o Litoral e o Interior e pela grande concentração em torno das duas áreas
metropolitanas.
Em Lisboa, o volume de negócios é superior, devido às características do tecido
industrial das diversas regiões.
São as indústrias mais intensivas em tecnologia e menos em mão de obra, aquelas que
produzem maior volume de negócios, e que se concentram na Grande Lisboa e na Península
de Setúbal.

Para além da concentração, a indústria transformadora caracteriza-se também por


alguma especialização, em Portugal Continental. As indústrias têxteis, de vestuário e calçado
evidenciam uma maior especialização regional, estando fortemente concentradas no
Noroeste, em torno da AMP.

Os contrastes na distribuição da indústria induzem desigualdades na repartição


espacial de outros ramos de atividade que se lhes associam, contribuindo para o aumento das
assimetrias de desenvolvimento. Daí a importância de se implementarem estratégias de
descentralização da indústria, como são:
 A discriminação positiva de regiões menos favorecidas, onde se oferecem benefícios
de incentivo à instalação da indústria;
 O desenvolvimento das acessibilidades, que permitam o aumento da liberdade
locativa das empresas.

Nota Nas periferias ainda são visíveis atividades do setor terciário

Problemas Urbanos

 Condições de vida
Embora ofereçam condições de vida vantajosas para a população, de um modo geral, a
maioria das cidades concentra também alguns problemas. Em muitos casos, resultam do seu
crescimento excessivo e, por vezes, mal planeado, que impede o ajustamento entre as
infraestruturas urbanas e as necessidades da população, colocando problemas de
sustentabilidade e reduzindo a qualidade de vida.
 Saturação das infraestruturas
O crescimento da população conduz, a uma saturação do espaço e à incapacidade de resposta
das infraestrutras tanto físicas como sociais

Físicas
 Redes de distribuição de água e energia
o Distribuição insuficiente de água e energia em alguns pontos das cidades,
nomeadament nos bairros clandestinos
 Saneamento
o Falta de saneamento básico em nalguns pontos das cidades, principalmente
nos bairros clandestinos
o Dificuldade no escoamento das águas das chuvas
 Transportes
o Utilização crescente do transporte individual
 Congestionamento e problemas de trânsito e estacionamento
o Diminuição da facilidade de deslocações nas áreas urbanas – passeios
obstruídos
o Transportes públicos mal adaptados às necessidades da população
 Horários
 Número de paragens
 Quantidade de transportes face às necessidades
Sociais
 Tribunais
o O cidadão comum, para saber como defender os seus direitos, tem de recorrer
a um advogado
o Demora na resolução dos processos devido ao desajustamento burocrático do
sistema judicial
 Finanças
o Longo tempo de espera para ser atendido
o Falta de capacidade de informar a população
 Hospitais
o Falta de médicos
o Grande período de espera por consulta nas urgências
o Falta de macas para internar os pacientes
o Longo período de espera para obter consulta num médico especialista.

 Habitação e Habitabilidade
Em Portugal, grande parte dos prédios do centro das cidades, nomeadamente os mais
antigos são arrendados, o que constitui um dos fatores para a degradação de muitos edifícios
nas áreas mais antigas das cidades.
Antigamente, o sistema de arrendamento mantinha as rendas fixas, o que não
compensava os arrendatários pelo seu investimento nem garantiam um rendimento suficiente
para poderem recuperar as habitações.
Quando os moradores são proprietários (muitas vezes idosos) possuem fracos
rendimentos e têm pouca motivação para proceder a obras de beneficiação das habitações.
A pressão do setor terciário pode também constituir um fator para a degradação dos
edifícios, uma vez que, causa uma rápida subida do preço do solo e das habitações.
Quando os edifícios ficam desabitados/desocupados e não são demolidos ou
recuperados após essa desocupação, a população com menos recursos ocupa esses prédios
degradados. É, também, esta população com menos recursos que habita nos bairros de lata
onde há muita pobreza e marginalidade.
Os bairros de lata caracterizam-se pela ausência de infraestruturas básicas e falta de
arruamentos pavimentados, pela falta de espaços verdes, áreas apropriadas de comércio e
serviços, locais de estacionamento, etc., contribuindo, assim, para agravar as condições de
habitabilidade.
Estes problemas devem-se, também, ao facto de não haver planeamento na sua
construção, e por isso, as condições de vida da população ficam bastante afetadas.
É nas áreas metropolitanas que a construção de bairros de lata e bairros clandestinos é
mais frequente, sendo necessário fazer a recuperação e legalização dos mesmos. Para que as
pessoas tenham as condições necessárias, básicas e essenciais iniciou-se o processo de
reabilitação urbana, que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida urbana, ou seja,
proporcionar às populações boas condições de habitabilidade.

 Envelhecimento e solidão
O envelhecimento da população acompanha o dos edifícios e levanta problemas
sociais de abandono e solidão. Na cidade, sobretudo nas áreas centrais, vão ficando os mais
velhos, enquanto as novas gerações procuram, geralmente, habitação nas áreas suburbanas,
onde o seu custo é menor. Esta solidão e isolamento dos idosos leva muitas vezes à sua morte
em casa, e à pobreza.
Nas cidades e, principalmente, nas áreas suburbanas, são as crianças e os adolescentes
que sofrem outro tipo de solidão – ausência dos pais. Estes jovens são chamados da «geração
da chave» pois desde muito novos têm a chave de casa, ficando entregues a si próprios
durante todo o dia. Esta forma de abandono reflete-se não só na indisciplina e no insucesso
escolar, mas também na dependência da droga e do álcool.
As deslocações pendulares, efetuadas a distâncias cada vez maiores, originam
situações de stress e doenças do sistema nervoso, pois além da fadiga da despesa, da
irritação que causam as filas de trânsito, acresce a preocupação com o cumprimento dos
horários (escolas, infantários, emprego…)
Ainda que se caracterize pela concentração demográfica e de atividades, a cidade é um
espaço onde as pessoas se cruzam, mas raramente se encontram. Daí resulta o anonimato que
acentuado pela ausência de relações de vizinhança.
 Desemprego, pobreza e exclusão social
A conjuntura económica europeia do início deste século, sentida particularmente por
Portugal, aliada aos efeitos da globalização, com a deslocação das empresas, teve, como
efeito, o aumento do desemprego.
O desemprego é particularmente problemático nas cidades, onde a sobrevivência das
famílias depende totalmente dos salários, inclusive para a habitação que, mesmo quando é
própria, exige o pagamento das prestações do empréstimo bancário. Outras consequências do
desemprego são a diminuição dos contactos sociais, do respeito por si próprio e da
autoestima, levando a consequências psicológicas com frustração e depressão, e ao aumento
da pobreza e da exclusão social.

A pobreza é a carência que tipicamente envolve as necessidades da vida quotidiana.


Pode ser encarada também, como a carência de bens e serviços essenciais e a falta de recursos
económicos. Afeta principalmente os idosos com baixas pensões de reforma e os
trabalhadores mal remunerados.

As consequências da pobreza:
- Fome; - Prostituição
- Baixa esperança de vida; - Criminalidade
- Doenças; - Existência de pessoas sem-abrigo;
- Falta de oportunidades de emprego; - Existência de discriminação social contra
grupos vulneráveis.

A carência social, entendida por exclusão social é a dependência e a incapacidade de


participar na sociedade, a nível de educação e informação. Em Portugal, com em tantos outros
países a exclusão social refere-se, sobretudo, a dificuldades ou problemas sociais que podem
levar ao isolamento ou até à discriminação de um determinado grupo de uma determinada
sociedade.
Estes grupos excluídos ou, que sofrem de exclusão social, estão normalmente
associados à criminalidade que faz notar em várias regiões do país. Sendo a criminalidade
umas das consequências mais graves e evidentes da exclusão social.
A pobreza pode, por exemplo, levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não
é obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados. Fatores/estados como a
pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e/ou culturais, os deficientes
físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos
excluídos socialmente mas, não é obrigatório que o sejam.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS URBANOS – RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA URBANA

O papel do planeamento
O planeamento é um processo essencial na preservação e resolução dos problemas urbanos.

PMOT – Planos Municipais do Ordenamento do Território


 PDM – Plano Diretor Municipal
Instrumento de gestão territorial de nível local que fixa as linhas gerais de ocupação do
território municipal. Este tem um caráter dinâmico.
O PDM pode ser alterado de acordo com as necessidades, de acordo com a evolução dos
concelhos; etc.

Os PDM incluem:
 PU – Planos de Urbanização
Determinam as áreas destinadas à construção, assim como o tipo de construção a realizar.
 PP – Planos de Pormenor
Definem as áreas a construir e as áreas abrangidas pelas diversas infraestruturas.

O PDM é um instrumento de gestão territorial de nível local, que fixa as linhas gerais
de ocupação do

A revitalização urbana (dos centros das cidades) é hoje uma preocupação motivada
quer por interesses económicos quer sociais e políticos, uma vez que dela dependem a
manutenção da centralidade desse espaço e o seu repovoamento – O centro da cidade é o que
mais necessita de repovoamento.
A necessidade de revitalização estende-se também a outras áreas da cidade que não o
centro histórico, sobretudo no que respeita à criação de condições para a fixação de
população jovem, o que passa, também por incentivos de arrendamento.
A revitalização urbana através de:
 Reabilitação urbana, apoiada por diversos programas e incentivos:
Intervenção em áreas degradadas para o melhoramento das condições físicas do
património edificado, mantendo-se o uso e o estatuto dos residentes e das atividades aí
instaladas, ou seja, coloca a cidade como era antes – é um processo de maior importância para
a revitalização da cidade.

A reabilitação urbana é efetuado com o apoio de diversos programas e incentivos:


PRAUD – Programa de Reabilitação das Áreas Urbanas Degradadas, concede ajudas,
através das autarquias locais, para apoiar a reabilitação ou recuperação das áreas urbanas
degradadas, incluindo a sua preparação e acompanhamento.
RECRIA, REHABITA, RECRIPH e SOLARH, incentivos que apoiam financeiramente o
restauro e a conservação de edifícios degradados com ocupação residencial nas áreas antigas
das cidades, pretendendo fazer face ao problema da degradação de edifícios com rendas
baixas.

 Requalificação urbana
Alteração funcional de edifícios ou espaços, devido à redistribuição da população e das
atividades económicas, ou seja, vai ser dado um uso diferente daquele para que havia sido
concebido

Um importante apoio à requalificação urbana foi:


Programa Polis – Programa Nacional de Requalificação e Valorização Ambiental das
Cidade – Dirigido preferencialmente às cidades com um papel importante no sistema urbano
nacional. Criado em 2000, teve como objetivo principal melhorar a qualidade de vida urbana,
apoiado intervenções urbanísticas e ambientais.

Humanizar os espaços de vivência

 Renovação urbana
Demolição total ou parcial de edifícios e estruturas, de uma determinada área que é
reocupada com novas funções e por uma classe mais favorecida.
 Realojamento
A renovação urbana pode implicar o realojamento da população a viver em edifícios ou
bairros degradados.
Em 1993, foi criado o PER – Plano Especial de Realojamento, pois este problema
assume maior gravidade nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Este plano tem o objetivo
de erradicar os bairros de habitação precária, proporcionando apoios aos municípios para o
realojamento das famílias em habitações de custos controlados. Foi criado também o PER-
FAMÍLIAS, que apoia as famílias na compra de casa própria ou na realização de obras de
reabilitação.
O realojamento dos moradores de bairros de habitação precária é também uma forma
de combater a marginalidade.
Em Portugal, algumas áreas urbanas degradadas beneficiaram da iniciativa
comunitária URBAN. Lançada em 1994, foi particularmente vocacionada para intervir nas
áreas urbanas mais críticas do ponto de vista socioeconómico, com problemas de desemprego,
pobreza, exclusão social, criminalidade e delinquência, entre outros. A articulação desta
iniciativa com outros programas, nacionais e comunitários, permitiu a qualificação social e
urbanística dessas áreas.

Outras ações de incidência social poderão também contribuir para melhorar a qualidade de
vida no espaço urbano. São exemplos:
 A melhoria da gestão do tráfego:
Por exemplo: Proibir a circulação automóvel nalgumas áreas da cidade;
Limitação do estacionamento nas principais áreas da cidade;
Melhoria dos transportes públicos;
Criação de mais parques de estacionamento;
Construção de vias rápidas nas cinturas externas (periferias) das
cidades.
 Alargamento dos serviços de acompanhamento de crianças e jovens;
 Desenvolvimento de serviços de apoio à população idosa;
 Aumento dos espaços verdes e otimização dos equipamentos coletivos.
A
Rede
Urbana
e as novas
relações
Cidade/Campo
Rede Urbana
Conjunto das cidades e das relações/ligações que se estabelecem entre elas.

Pode-se falar em ligações:


 De interdependência/complementaridade
 De dependência

A rede urbana pode ser vista:


 À escala regional
 À escala nacional
 À escala internacional

Para caracterizar uma rede urbana tem-se em conta:


 A dimensão (nº de habitantes)
 A distribuição espacial
 A importância (funções que oferecem)

Uma rede urbana pode ser:


 Equilibrada Consoante os contrastes na dimensão, distribuição
 Desequilibrada e importância entre as cidades

A rede urbana portuguesa é desequilibrada porque:


 Há grande desequilíbrio na dimensão demográfica (macrocefalia – Apenas
uma cabeça, Lisboa – ou bimacrocefalia – Duas cabeças, Lisboa e Porto), ou
seja, Portugal tem duas cidades grandes, poucas cidades médias e muitas
cidades de pequena dimensão.
 Há grandes assimetrias na distribuição dos centros urbanos (Litoralização e
bipolarização que levam à forte pressão urbanística, desordenamento,
incapacidade de resposta ao nível das infraestruturas etc)
 Ao nível das funções que oferecem destacam-se apenas as áreas de Lisboa e
Porto

Consequências:
 Despovoamento do interior
 Congestionamento de outras cidades de maior concentração, ou seja,
limitação das relações de complementaridade entre os diferentes
centros urbanos e, como tal, do dinamismo económico e social
 Redução da capacidade de inserção das economias regionais na
economia nacional
 Limitação da competitividade nacional no contexto europeu e mundial,
pela perda de sinergias (efeitos superiores aos esperados) que uma
rede urbana equilibrada proporciona

Medidas para atenuar os grandes desequilíbrios da nossa rede urbana:


 Potencializar a especificidade de cada região
 Implementação de indústrias nas zonas despovoadas através de
incentivos
 Benefícios fiscais e financeiros (emprestar dinheiro mais barato)
 Investimento em infraestruturas viárias

No interior de Portugal existem menos cidades e de menor dimensão.


PORTUGAL
Nota: A classificação das cidades
 Cidade média: De 25 mil a 150 mil hab ou 20 mil a 100
médias não obedece apenas ao
mil hab;
 Cidade pequena: Até 25 mil hab; critério demográfico mas também à
 Cidade grande: Mais de 150 mil hab. sua importância, por isso não há um
critério absoluto para o número de
A NÍVEL EUROPEU habitantes necessários
 Cidade média: Entre os 100 mil e os 150/200/250 mil hab.

Configuração do sistema urbano


O processo de urbanização conduziu à configuração de um sistema urbano
caracterizado por:
 Duas áreas metropolitanas (Lisboa e Porto) com uma grande dimensão
(populacional e física);
 Uma extensa mancha litoral de urbanização difusa onde emergem alguns
sistemas urbanos polinucleados (determinados polos que sobressaem –
Irregularidade) e se destacam diversos centros urbanos de maior dimensão e
dinamismo, embora sem o tamanho demográfico de cidade média de acordo
com os padrões europeus;
 Uma urbanização linear ao longo da costa algarvia;
 Uma rede de pequenas cidades no Interior, nalguns casos configurando eixos e
sistemas urbanos multipolares.
As dinâmicas territoriais recentes traduziram-se, a nível do sistema urbano, na
afirmação de quatro grandes tendências:
 Estabilização do peso das áreas metropolitanas no total da população
residente;
 Reforço das cidades médias, com destaque para os centros urbanos do Litoral;
 Afirmação do dinamismo de alguns centros do Interior em contexto de
despovoamento rural;
 Reforço do policentrismo funcional e da suburbanização no interior das áreas
metropolitanas.

“As cidades estabelecem relações de interdependência com a região envolvente

As cidades enquanto lugares


centrais, podem ser hierarquizadas
de acordo com:
 As funções que oferecem
(tanto em quantidade como
em qualidade)
 Número de habitantes
Sendo que geralmente coincide, ou
seja, uma cidade mais importante
detém um maior número de
habitantes
Noções
Lugar central: Qualquer aglomeração que fornece bens e serviços à área circundante (o lugar
mais central será o que fornece maior número e variedade de bens e serviços)
Bens Centrais: Produtos e serviços oferecidos por um lugar central
Funções centrais: Atividades que fornecem bens centrais.
Bens vulgares: Produtos ou serviços de utilização frequente que se encontram
facilmente sem necessidade de deslocações significativas (por
exemplo: Pão, bicicleta, carne, consulta médica)
Funções vulgares: Atividades que fornecem bens ou serviços de utilização frequente
(bens vulgares) (por exemplo: mercearia, café, sapataria,
hipermercado etc)
Bens raros: Produtos ou serviços de utilização pouco frequente que apenas se
encontram em determinados lugares (por exemplo: ensino secundário,
operação cirúrgica, automóvel)
Funções raras: Atividades que fornecem bens ou serviços de utilização pouco
frequente (por exemplo: Companhia de seguros, hospital, universidade
etc)
Bens dispersos: Produtos e serviços que são distribuídos à população, como água,
eletricidade etc.
Funções de nível superior: Oferta de funções especializadas e bens raros, como um
hospital central. Existem num menor número de centro
urbanos e têm maior área de influência
Funções de nível inferior: Funções frequentes, por exemplo um minimercado, existem
em grande número de lugares e, por isso, têm menor área de
influência

CURIOSIDADE
 Lisboa é o lugar mais central de Portugal
 Águeda é um lugar central

O desequilíbrio da rede urbana portuguesa também se faz sentir ao nível das funções

De que fatores depende a forma e a extensão da área de influência?


Depende:
 Da maior ou menor quantidade de bens (especialmente bens raros) que a
cidade fornece;
 Dos transportes e vias de comunicação (a área de influência é maior na direção
dos eixos de comunicação)
 Das características físicas da região (se existir uma barreira física, como uma
montanha ou um rio, a área de influência dessa zona será menor).

Noções:
Raio de eficiência de um bem central: Distância percorrida para adquirir um bem ou serviço.
o Terá um maior raio de eficiência o bem ou serviço que causa uma
maior deslocação para poder ser adquirido;
o Terá um menor raio de eficiência o bem ou serviço que causa uma
menor deslocação para poder ser adquirido.
De que forma os transportes influenciam o raio de eficiência de um bem central?
Se existirem bons transportes o raio de influência é maior, uma vez que, mais
facilmente a população se desloca para adquirir um bem

Noções:
Limiar máximo (limiar de mercado): Limite para lá do qual é pouco provável que a
população se desloque para adquirir esse bem/serviço
Limiar mínimo: Área mínima (com um número de consumidores) necessária para
manter a rendibilidade de determinada função (bens ou serviços)

Vantagens e limitações da concentração/dispersão

 Economias de aglomeração
À concentração urbana no Litoral corresponde uma concentração de atividades económicas
dos setores secundário e terciário. Estas instalam-se, preferencialmente, nas áreas urbanas
mais desenvolvidas, onde a mão de obra é abundante e mais qualificada, e onde existem
melhores infraestruturas e melhor acessibilidade aos mercados nacional e internacional.

Noções
Economias de escala: Racionalizar os investimentos de forma a obter o menor custo unitário
(só é rendível fazer determinados investimentos em equipamentos e
infraestruturas se estes se destinarem a uma grande quantidade de
utilizadores.
Economias de aglomeração: A população e as várias empresas utilizam as mesmas
infraestruturas de transporte, de comunicação, de distribuição
de água, energia, etc., para além de beneficiarem das relações
de complementaridade que entre elas se estabelecem.

 Deseconomias de aglomeração
As vantagens da aglomeração só se verificam até certos limites, a partir dos quais a
concentração passa a ser desvantajosa. O crescimento da população e do número de
empresas conduz, a partir de uma certa altura, à saturação do espaço e uma incapacidade de
resposta das infraestruturas, dos equipamentos e dos serviços.

Os problemas resultantes da excessiva aglomeração de população e atividades


refletem-se no aumento dos custos das atividades económicas e afetam a qualidade de vidas
da população, por exemplo:
 Demoras provocadas pelos congestionamentos de trânsito que aumentam os
consumos de energia e respetivos custos económicos e ambientais, prejudicam
a produtividade das empresas e causam problemas de saúde às pessoas que,
diariamente, suportam essas demoras.

Noções
Deseconomia de aglomeração: Os custos da concentração são superiores aos
benefícios.
Os efeitos da deseconomia de aglomeração sentidos em muitos centros urbanos do
Litoral poderão ser minimizados com o desenvolvimento de outras aglomerações urbanas
não congestionadas, nomeadamente as cidades de média dimensão, contribuindo assim para
um maior equilíbrio da rede urbana nacional.
A reorganização da rede urbana
As assimetrias territoriais que caracterizam o nosso País podem conduzir a graves
problemas, relacionados com a má ocupação do espaço e as deseconomias de aglomeração.

O papel das cidades médias


A forte polarização em torno das duas maiores cidades do país e a tendência para a
urbanização difusa em algumas regiões, são simultaneamente, causa e efeito do desequilíbrio
da rede urbana portuguesa, que se manifesta tanto pela desigual repartição espacial dos
centros urbanos como pelas diferenças no que respeita à sua dimensão demográfica.
 Muitas cidades pequenas
Sist. Urbano
 Poucas cidades médias
Desiquilibrado
 Duas grandes cidades (Áreas Metropolitanas que concentram um número
elevado de população e têm maior efeito polarizador – criação de pólos
atrativos (pessoas, atividades))

As cidades são cada vez mais os centros organizadores e dinamizadores do território,


pelo que se torna indispensável a reorganização e consolidação da rede urbana, na perspetiva
de um desenvolvimento equilibrado do território nacional. O contributo das cidades com
uma dimensão média é fundamental para criar dinamismo económico e social,
proporcionando as vantagens das economias de aglomeração, atraindo atividades
económicas e criando condições para a fixação populacional.

Os centros urbanos de média dimensão poderão desempenhar um papel


fundamental na redução das assimetrias territoriais, não só pelo desenvolvimento das
próprias cidades em si mesmas, mas também porque estas dinamizam as respetivas áreas de
influência.

As cidades médias podem ter um importante papel na redistribuição interna da


população e das atividades, se oferecerem maior diversidade e quantidade de bens, criarem
postos de trabalho e proporcionarem serviços qualificados em domínios como a saúde, a
educação ou a formação profissional.

Os programas POLIS e PROSIURB (Programa de Consolidação do Sistema urbano


Nacional e de Apoio à Execução dos Planos Diretores Municipais) apoiavam financeiramente
ações que visavam a qualificação urbana e ambiental e a dinamização dos centros urbanos da
rede complementar. Estas ações permitiram melhorar nalguns centros urbanos do país, ao
nível dos equipamentos coletivos, das infraestruturas básicas e da reabilitação e renovação
urbana

As cidades médias que se afirmam em Portugal são:


 Capitais de distrito
 As que possuem estabelecimentos de ensino universitário
Redes de Transporte e Articulação do Sistema Urbano
Um maior equilíbrio territorial exige a reorganização e o desenvolvimento de uma rede
urbana policêntrica e equilibrada, em que exista articulação e complementaridade funcional
de proximidade entre os centros urbanos de diferentes dimensões. Isto depende
essencialmente das acessibilidades interurbanas em que as redes de transporte
desempenham um papel primordial.
A melhoria das ligações rodoviárias e ferroviárias interurbanas permitirá uma gestão
mais eficaz dos recursos disponíveis, nomeadamente das funções mais raras. O reforço da
acessibilidade interurbana aumentará a complementaridade dos centros nas redes de
proximidade, através do desenvolvimento de funções interdependentes que conduzam a
economias de escala.
Para o desenvolvimento de condições que favoreçam o equilíbrio da rede urbana,
torna-se necessário que exista uma coordenação entre os diferentes níveis de decisão e de
planeamento e ordenamento do território, desde o central ao local.

A inserção na rede urbana europeia


Numa lógica de integração na União Europeia e de globalização da sociedade, a
dinâmica económica das regiões depende muito da capacidade que as cidades têm para se
afirmarem internacionalmente, projetando a região do país. Porém, no contexto internacional,
as cidades portuguesas ocupam ainda uma posição relativamente modesta.
Portugal situa-se no extremo Sudoeste da Europa. Com o alargamento da U.E.
Portugal ficou mais afastado do centro da Europa, acentuando-se a sua situação periférica e
a dificuldade em se afirmar a nível internacional.
A posição hierárquica das cidades mede-se, normalmente, pela sua dimensão
demográfica (qual a maior/menor cidade…), em particular pela sua capacidade para atrair
população.
Avalia-se também pela importância das funções que contribuem para o seu
dinamismo, como a função universitária, a qualificação da mão de obra ou a relevância das
atividades de investigação e desenvolvimento (I&D).
São as cidades médias que se afirmam no nosso país, especialmente as Capitais de
Distrito e as Cidades que possuem pólos universitários (estabelecimentos de ensino superior).

Notas:
Madrid: ± 3 milhões de hab Barcelona: ± 1 milhão e 500 mil hab

As regiões metropolitanas são maiores que as áreas metropolitanas.

Posição internacional das duas maiores cidades portuguesas…


A abertura económica ao exterior, expressa pelo valor das exportações e das
importações e do movimento nos portos e aeroportos, constitui também uma das formas de
internacionalização do país e de avaliação da projeção externa das cidades. Lisboa e Porto
constituem as cidades portuguesas com maior expressão internacional e assumem uma
posição relevante no sistema ibérico.
Num ranking realizado anualmente, Lisboa é a única cidade portuguesa com poder de
atração como cidade, ou seja, tem capacidade de atrair sedes de empresas multinacionais.
Torna-se necessário apostar na organização e no reforço de projeção económica e
cultural dos 2 maiores aglomerados urbanos, mas a internacionalização das cidades passam
também por um esforço de promoção/marketing urbano
A rede urbana nacional no contexto europeu
Para Portugal se prevalecer no contexto europeu terá que apostar nas grandes
cidades, Enquanto que a nível nacional, terão que ser desenvolvidas cidades médias.

Vantagens da posição geográfica de Portugal


 Entrada para a europa, relativamente a mercadorias que viajam por via marítima e
aérea
Desvantagens da posição geográfica de Portugal
 Afastado do centro da europa
 Fracas acessibilidades

… e oportunidades para as cidades médias


As duas maiores cidades portuguesas, de dimensão pouco significativa no contexto
europeu e mundial, são os grandes pólos de dinamização da cultura e da cultura e da
economia nacionais. Torna-se necessário desenvolver as cidades médias:
 Criando atrativos;
 Dotando-as de infraestruturas (estradas, vias de comunicação, etc.);
 Criando ligações entre as cidades (boas ligações com as cidades do interior);
 Melhorando as cidades do interior.

A melhoria das redes de transporte, nomeadamente a construção das ligações


ferroviárias de alta velocidade (TGV), contribuem para facilitar a articulação entre os
diferentes centros do sistema urbano nacional e a interligação aos grandes eixos urbanos
europeus.

As parcerias entre cidades e mundo rural

Antes:
 A cidade dependia da aldeia, nomeadamente de matérias-primas;
 A aldeia dependia da Cidade, devido ao Trabalho.
 Tudo se concentrava na cidade
Agora:
 A dependência da cidade por parte da aldeia diminuiu, devido à deslocação de
várias atividades económicas;
 A cidade continua a depender da aldeia, nomeadamente de água, eletricidade,
produtos alimentares, etc.;
 Hoje, as aldeias oferecem muitas atividade de lazer.
Permitem as deslocações Cidade – Aldeia
 Os transportes
As novas acessibilidades e o aumento da tx. de motorização tornam as
 Vias de comunicação
relações cidade - campo mais fácil.
Fatores responsáveis pela mudança de funções e da organização do espaço rural:
 Desconcentração produtiva – Dispersão das atividades económicas
 Relocalização de atividades económicas
 Aumento da mobilidade
Novas funções do espaço rural
 Turismo e Lazer
 Comércio
 Alguns serviços
Complementaridades funcionais - Complementaridade de atividades
O aumento das acessibilidades, pela construção e/ou melhoria das infraestruturas de
transporte, tem permitido o alargamento das áreas de influência das cidades de regiões
predominantemente rurais e o acentuar dos movimentos pendulares – há uma maior
concentração de população nas zonas rurais.

De 1981 para 1991:


 Há uma melhoria das acessibilidades (estruturas viárias);
 Menor deslocação para os mesmos concelhos;
 Maior deslocação para outros concelhos.

As áreas rurais, tradicionalmente fornecedoras de bens alimentares, mão de obra e


espaços/atividades de lazer, assumem funções de complementaridade das cidades,
oferecendo:
 Habitação, principal ou secundária;
 Novos produtos provenientes de atividades tradicionais recuperadas e da
expansão de atividades urbanas (desconcentração produtiva / relocalização
das atividades económicas)
 Emprego, nos serviços públicos e nas novas atividades que se instalam nas
áreas rurais, muitas vezes para quadros médios e superiores.

Complementaridades institucionais – Cooperação entre o meio rural e urbano (Em


torno de projetos de desenvolvimento, ou seja, cooperar para melhorar)
A valorização das potencialidades e recursos regionais deve partir da estreita
cooperação entre todos os elementos e setores que representam e dinamizam a própria
região. Neste contexto, as relações de complementaridade institucional cidade/campo são
fundamentais para promover as especificidades locais e encontrar formas de colmatar as
dificuldades comuns.
A coordenação de ações e a cooperação entre as diferentes entidades responsáveis
pelo ordenamento do território constituem o suporte para a promoção do desenvolvimento
regional.
O planeamento adequado garante a sustentabilidade das estratégias e projetos e
contribui para a coesão territorial, podendo impedir a excessiva pressão urbana sobre os
campos mais próximos das cidades ou o abandono das áreas rurais em declínio agrícola.

ESQUEMA
Os
Transportes
ea
Comunicação
O desenvolvimento dos transportes (redes e meios/modos) tem contribuído para o
encurtamento das distâncias relativas, através da redução do tempo e dos gastos de
deslocação.
Além da sua importância na mobilidade de pessoas e bens, os transportes geram
riqueza e empregam um grande de pessoas
Noções
Distância-tempo Tempo necessário para efetuar uma determinada deslocação usando
um certo modo/meio de transporte. Pode ser representada num mapa
através de isócronas – linhas que unem pontos de igual distância-
tempo
Distância-custo Despesas efetuadas numa determinada deslocação, usando um certo
modo/meio de transporte. Pode ser representada num mapa por
Isótimas – linhas que unem pontos de igual distância-custo.
Transportes
 Tipos Aquáticos, Terrestres e Aéreos
 Modos Marítimo, Fluvial, ferroviário; Rodoviário; Aéreo; Tubular
 Meios Barco; Camião; Automóvel; Comboio; Helicóptero; etc.
As redes de transporte (rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo) apresentam-se
hierarquizadas (eixos principais e eixos secundários ou tributários) e servem de suporte aos
modos de transportes que se caracterizam quanto:
 À maior/menor comodidade
 À maior/menor velocidade
 À maior/menor segurança
 À maior/menor flexibilidade dos itinerários
 À maior/menor adequação para o transporte a curta, média ou longa distância
 Ao maior/menor consumo de energia
 À vocação para transportar passageiros e/ou mercadorias
Todos os modos de transporte têm melhorado em questões como velocidade e a
comodidade, tornando as ligações mais rápidas e seguras permitindo uma redução nos custos
e uma especialização do serviço prestado.

Em Portugal, tem vindo a registar-se um grande desenvolvimento e modernização do


setor dos transportes, tanto no domínio das infraestruturas, como no que respeita aos
veículos, às empresas e à qualidade dos serviços.
Esta evolução poderá ser um fator de desenvolvimento das regiões desfavorecidas e,
consequentemente, de redução das assimetrias territoriais.

Competitividade entre os diferentes meios de transporte


A importância relativa de cada modo de transporte depende:
 Da natureza do tráfego;
 Do tipo de mercadorias;
 Dos trajetos a percorrer;
 Do custo das deslocações.
Cada modo de transporte apresenta vantagens e desvantagens relativamente aos
outros, sendo mais utilizado nas situações a que melhor se adequa.

Em Portugal Continental, o transporte rodoviário é o mais utilizado no tráfego interno


de mercadorias e no tráfego de passageiros.
Explicado pela:
 Maior flexibilidade de itinerários →Permite uma maior comodidade do transporte
porta a porta
 Maior diversidade de veículos → Tanto em relação à dimensão como à
especialização (adequação à carga e aos espaços em que vai circular)
O tráfego intracomunitário faz-se preferencialmente por terra, destacando-se
igualmente o transporte rodoviário, seguido, no caso das mercadorias, pelo marítimo de curta
distância.

Com o desenvolvimento do transporte rodoviário, o ferroviário perdeu capacidade


competitiva, no entanto, evidencia uma tendência de recuperação:
 No tráfego suburbano, pela maior segurança e rapidez (não enfrenta filas) e pelo
menor impacte ambiental.
o Em Portugal, nos últimos anos, houve um aumento de passageiros no tráfego
ferroviário suburbano, devido à modernização dessas linhas e à expansão do
metropolitano;

 No tráfego inter-regional de passageiros, com o desenvolvimento das linhas de alta


velocidade

Transporte marítimo Nacional


Detém significativa importância no tráfego externo de mercadorias, tanto para a Portugal
como para a U.E.
Porquê?

 É o mais adequado para o tráfego de mercadorias volumosas e pesadas (combustíveis


fósseis, cereais, recursos minerais, etc.) a longas distâncias.
 Este modo/meio de transporte ganha ainda mais competitividade, sobretudo em
deslocações de curta e média distância, devido:
 Ao aparecimento dos chamados navios rápidos, mais leves e velozes
 À modernização dos portos marítimos

Transporte Aéreo Nacional


 Detém significativa importância no tráfego de passageiros de longa distância,
devido à sua velocidade de comodidade.
 Detém uma fraca representativa no tráfego interno, tanto nacional como
comunitário.
Este modo/meio de transporte ganha mais competitividade, no transporte de mercadorias,
devido:
 Aumento da capacidade de carga
 Aumento da capacidade de autonomia de voo das aeronaves

Complementaridade entre os modos de transporte


O predomínio da utilização do transporte rodoviário acarreta problemas de ordem
ambiental (emissão de gases), e de congestionamento dos principais eixos de circulação, tanto
a nível nacional como comunitário. Por isso, as opções da política de transportes a nível
nacional e comunitário procuram um maior equilíbrio entre os diversos modos de transporte e
uma redução do consumo de energias fósseis.
Programa Marco Polo
Objetivos:
 Reequilíbrio entre os diferentes modos de transporte.
 Redução dos congestionamentos da rede de transportes rodoviários
 Melhoria do desempenho ambiental do sistema de transportes de mercadorias
 Reforço da intermodalidade, contribuindo assim para um sistema de transportes
eficiente e sustentável.
Este programa, sugere também o uso de transportes menos poluentes em substituição ao
transporte rodoviário, especialmente em longas distâncias e nas áreas urbanas.
Passa também por uma desenvolvimento de opções intermodais marítimas integradas de
elevada qualidade, mas também para uma utilização mais intensiva do transporte ferroviário e
da navegação interior.
Concluindo, o Programa Marco Polo tem como objetivo reduzir o congestionamento e
melhorar o ambiente através do uso do transporte intermodal, tornando o sistema dos
transportes mais eficiente, proporcionando coesão económica e social.

O transporte intermodal ou multimodal consiste na conjugação dos vários modos


de transporte associando vantagens e ajudando a ultrapassar as desvantagens próprias de
cada meio de transporte, contribuindo para deslocações mais rápidas e mais económicas.
Os custos inerentes às transferências de carga e aos períodos de imobilização dos
veículos tendem a diminuir, devido ao investimento em equipamentos de carga e descarga e
ao aumento dos níveis de automatização e da eficiência dos serviços das chamadas
plataformas intermodais - Infraestruturas (portos, aeroportos, terminais ferroviários e
rodoviários) onde se faz o transbordo de um modo de transporte para outro.

Vantagens da intermodalidade
 Diminuição dos custos
 Redução do impacto ambieental
Relação do transporte intermodal com a PCT
 O desenvolvimento da intermodalidade permite atingir alguns objetivos da
PCT

Serviços prestados pelas plataformas de logística


 Serviços de Logística (apoio)
o Lugares de armazenamento das mercadorias
o Serviços de distribuição
o Apoio administrativo/burocrático
Em Portugal a PGT (Política Geral dos Transportes) valoriza não só a criação destas
plataformas, como também da requalificação das já existentes.
A Rede Nacional de Plataformas Logísticas permite transformar Portugal numa
Plataforma Atlântica de entrada de movimentos internacionais no mercado ibérico e elevar o
País no ranking dos centros de distribuição logística europeus.

No tráfego de passageiros, sobretudo nas grandes áreas urbanas e suburbanas, como


as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, a conjugação de diversos modos de transporte é
cada vez mais importante.
O investimento em interfaces - espaços de articulação entre diferentes modos de
transporte de horários compatíveis - aumentará o grau de satisfação dos utentes, promovendo
a utilização dos transportes públicos.
Noções
Cidades raianas Cidades perto da fronteira (fronteiriças)

Distribuição espacial das redes de transportes


REDE RODOVIÁRIA NACIONAL
A qualidade e a organização da rede rodoviária são fundamentais para o desenvolvimento
sustentável de um país ou região, sobretudo tendo em conta que ela desempenha um
importante papel de complementaridade relativamente às restantes redes (portos, aeroportos
e terminais ferroviários).
Segundo a PRN 2000 (Plano Rodoviário Nacional), a rede rodoviária nacional é constituída
por:
 Rede fundamental
o Integra os itinerários principais (IP) – Auto estradas ou não.
Os IP são as vias de comunicação de maior interesse nacional;
Servem de base de apoio a toda a rede rodoviária nacional e asseguram a ligação entre os
centros urbanos com influência supradistrital (para além dos distritos) e destes com os
principais portos, aeroportos e fronteiras.
 Rede complementar
o Formada pelos itinerários complementes (IC) e pelas estradas nacionais (EN)
Esta assegura as ligações entre a rede nacional fundamental e os centros urbanos de influência
concelhia ou supraconcelhia, mas infradistrital.
Tanto a rede nacional fundamental como a complementares são complementadas
pelas Estradas Regionais – Comunicações publicas rodoviárias do continente, com interesse
supramunicipal e complementar À rede rodoviária nacional, são asseguradas pelas estradas
regionais (ER).

A rede rodoviária nacional, tanto no Continente como nas regiões autónomas, tem
sido objeto de grandes investimentos, o que se reflete não só na sua extensão, mas também
na qualidade, em parte, devido à construção de novas infraestruturas (túneis, viadutos e
pontes) que permitem ultrapassar barreiras físicas, tornando os trajetos mais rápidos, seguros
e cómodos.
Contudo, continuam a persistir desigualdades na distribuição geográfica da rede de
estradas:
Contrastes demográficos, económicos
Mais densa no litoral, onde se localiza também a maior parte
da extensão da rede fundamental, designadamente as principais e sociais que marcam o nosso país
autoestradas, que se incluem nos itinerários principais;
As desigualdades verificam-se também
Bastante menos densa no interior
na oferta do serviço de transporte
Nota As estradas portuguesas estão no sentido Norte-Sul.
rodoviário de mercadorias.
REDE FERROVIÁRIA NACIONAL
A extensão da rede ferroviária nacional era, em 2007, de cerca de 3600 km e, no seu todo,
encontra-se ainda pouco modernizada.
Os melhoramentos efetuados e os projetos de renovação previstos visam, principalmente,
a modernização das vias de ligação internacional e de circulação Norte-Sul. Assim, a nível
regional, a rede ferroviária evidencia desigualdades significativas – A rede ferroviária, assim
como a rede rodoviária, encontra-se mais concentrada/densa no litoral.
Em Portugal o atraso em relação à modernização de algumas infraestruturas ferroviárias deve-
se ao facto de ainda não estar concluído o Plano Diretor da Rede Ferroviária Nacional.
A rede ferroviária de alta velocidade, seria bastante vantajosa:
 Permitiria o acesso à europa
 Permitiria trajetos mais comodo/rápidos
 Implicaria uma redução da poluição

REDE NACIONAL DE PORTOS MARÍTIMOS


Os portos portugueses desempenham, principalmente, a função é a comercial e, consoante o
volume de carga movimentada e a sua capacidade, estes classificam-se como principais ou
secundários.
Portos Nacionais mais importantes:
 Leixões;
 Aveiro;
 Lisboa;
 Setúbal;
 Sines;
 Funchal;
 Ponta Delgada

Tipo de carga nos portos em Portugal Continental


Portos Granéis Granéis Contentores Ro-Ro** Carga geral
líquidos* sólidos
Aveiro X
Leixões X X
Lisboa X X
Setúbal X X
Sines X X
*É a existência de refinarias, que faz com o porto de leixões e Sines se tornem tao importantes no
transporte de Granéis Líquidos – Produtos transportados em depósito do próprio navio (ex: petróleo)
**Entrada (roll-on) e Saída (roll-off) de camiões carregados de mercadorias, em navios especializados,
pelos quais eles próprios são transportados.

Portugal situa-se numa posição central em relação ao Atlântico (cruzamento das


principais rotas marítimas), beneficiando de portos de águas profundas (Sines) capazes de
receber navios de grandes dimensões usados no tráfego de mercadorias de longo curso.
Assim, pode oferecer serviços de transhipment - transbordo de mercadorias de um navio
para outro.
O que facilita o transbordo?
 O apoio logístico
 O transporte de mercadorias em contentores que são perfeitamente adaptáveis às
características de outros modos de transporte

Por isso, aproveitar as potencialidades da costa nacional como fachada atlântica de


entrada na Europa é um objetivo da Política Geral de Transportes. Para tal, será necessário:
 Desenvolver os serviços de transporte marítimo de curta distância;
 Desenvolver as infraestruturas logísticas e intermodais nos portos e investir na
logística e na distribuição;
 Continuar a exploração do terminal de contentores do porto de Sines;
 Melhorar as infraestruturas e ligações ferroviárias de tráfego de mercadorias;
 Estimular a complementaridade e a cooperação entre portos, por forma a aumentar a
eficiência e atrair carga.
O tráfego marítimo de passageiros tem pouco significado no nosso País, embora nas
regiões autónomas seja alternativa ao transporte aéreo na ligação entre ilhas e como
componente turística. No Continente, assume algum relevo o tráfego fluvial de passageiros.

REDE NACIONAL DE AEROPORTOS


Na rede nacional de aeroportos, destacam-se, em movimento de passageiros:
 Lisboa; Entrada para a Europa
 Porto;
 Faro;
 Funchal; Questões turísticas
 Ponta Delgada.

O interior de Portugal Continental é servido por diversos aeródromos de forma a


quebrar o isolamento e a facilitar o acesso ao litoral.
O mesmo acontece com o facto de todas as ilhas seres providas de aeroportos, que
servem para quebrar o isolamento e também por razões turísticas.
A rede de aeroportos serve sobretudo o tráfego internacional de passageiros e de
carga. Daí a maior importância dos aeroportos do Continente e das principais cidades de cada
uma das regiões autónomas.
Nos aeroportos de Faro e do Funchal, o volume de tráfego internacional de
passageiros está associado à importância do turismo no Algarve e na Madeira.
São também estes aeroportos que apresentam maior capacidade, com destaque para o de
Lisboa, por ser a mais importante plataforma de voos internacionais.

Nota O aeroportos nacionais detém um maior significado no trafego de passageiros com o


estrangeiro, do que a nível interno, pois sendo Portugal um país relativamente
pequeno não há essa necessidade até porque é dispendioso.
No setor aeroportuário, a Política Geral de Transportes (PGT) dá prioridade aos seguintes
aspetos:
 Criação da valência civil do aeródromo de Beja (atualmente concretizado)
 Melhoramentos nos aeroportos regionais;
 Implementação de medidas para minimizar os danos ambientais, designadamente os
níveis de ruído e a poluição atmosférica;
 Modernização dos equipamentos de logística e de controlo do tráfego aéreo;
 Realização de melhorias no atual aeroporto de Lisboa, para fazer face ao previsível
crescimento do tráfego;
 Construção do novo aeroporto de Lisboa.

Redes nacionais de distribuição de energia


O traçado das redes de distribuição de energia depende:
 Dos locais de origem e de consumo
 Do tipo de energia transportada.
Em Portugal, a distribuição de gás natural e de derivados do petróleo é feita a partir dos
pontos de entrada no território nacional:
 O gás natural entra em Portugal através do gasoduto do Magrebe e, desde 2003,
também pelo terminal de gás liquefeito (gás líquido que é transportado pelas cisternas
ou por via marítima – gasodutos) do porto de Sines, sendo distribuído pela rede
nacional de gasodutos, constituída por um gasoduto principal de alta pressão, de onde
derivam ramais secundários de média pressão e, a partir deles, as redes de
distribuição local de baixa pressão;
 O petróleo chega a Portugal por via marítima e, através de oleodutos, às refinarias
petrolíferas de Leça da Palmeira e de Sines. Esta última encontra-se ligada ao Parque
de Combustíveis de Aveiras de Cima, através de um oleoduto que foi projetado para
transportar até quatro milhões de toneladas de combustíveis.

Rede elétrica nacional


Tipos de produção:
Produção em regime especial Produção a partir de fontes endógenas e renováveis
(expeto grandes centrais hidroelétricas)
Produção em regime ordinário Produção a partir de todas as outras fontes, incluindo
as grandes centrais termo elétricas. Por exemplo o sol,
o vento, etc.
Nota A energia elétrica é importantíssima, visto ser uma energia limpa, embora a sua
obtenção possa não o ser
As linhas de maior potência encontram-se no Litoral, onde se localizam as centrais
termoelétricas e as áreas de maior consumo, e nos trajetos de ligação às áreas de
maior produção hidroelétrica (vale do Tejo e vale superior do Douro).
Melhorar as redes de transporte – uma aposta no futuro
A crescente necessidade de fácil acesso a bens e serviços provocou um aumento
significativo da procura de transportes.
Contudo, apesar das melhorias registadas nos transportes públicos, na maioria dos
casos continua a predominar a utilização do automóvel particular.
Para o desenvolvimento do País e para a sua integração nas redes europeias é fundamental
proceder:
 À modernização das infraestruturas e da logística do setor dos transportes.
Daí, o investimento na melhoria das acessibilidades

As intervenções no setor dos transportes devem integrar-se numa política global de


ordenamento territorial e sustentabilidade, o que está subjacente ao Programa Operacional
Temático de Valorização do Território (POTVT).

Objetivo do investimento em infraestruturas


 Melhorar as acessibilidades
 Reduzir as assimetrias

Posição geográfica de Portugal


Portugal, em relação às suas relações comerciais com o Mundo, poderá vir a constituir
uma nova centralidade, pois embora estejamos numa situação periférica relativamente à
europa, encontramo-nos no “centro do mundo”, no cruzamento das principais rotas
comerciais e portanto há que tirar vantagens disso.

No entanto para tal é necessário:


 O desenvolvimento de uma linha ferroviária de alta velocidade de um novo aeroporto
de Lisboa
 Reforço das redes e equipamento estruturantes do país (acessibilidades)

O reforço da competitividade e da conectividade territorial à escala Ibérica e Comunitária


contribuirá diretamente para:
 Uma aproximação entre territórios e, portanto, um aumento do potencial de
competitividade e de interrelação entre empresas e agentes do desenvolvimento, em
geral;
 Uma revalorização dos territórios desde que os modelos de desenvolvimento urbano e
as infraestruturas e as opções de transporte se ajustem aos objetivos de ordenamento,
de requalificação territorial e de sustentabilidade ambiental;
 A redução das disparidades e assimetrias de desenvolvimento e um reequilíbrio dos
sistemas territoriais e urbanos que a implantação e funcionamento das redes de
transporte permite através da melhoria das acessibilidades locais e regionais.
Rede Transeuropeia de Transportes
As Política Comum dos Transportes (PCT), apesar de institucionalizada no Tratado de
Roma, só no Tratado de Mastrich é que foram traçadas as suas bases políticas, institucionais e
orçamentais.
No entanto, persistem ainda muitos dos problemas que se pretendia resolver com a PCT:
O
B  Assimetrias geográficas (entre regiões) ao nível das infraestruturas e das empresas de
J transportes;
E  Congestionamento de vários eixos europeus (sobretudo no transporte rodoviário);
T  Disparidades no crescimento dos diferentes modos de transporte, com um largo
I predomínio do rodoviário;
V  Crescimento da dependência do setor dos transportes face ao petróleo;
O  Aumento dos custos económicos e do impacte ambiental (sobretudo pelo uso de
S
combustíveis fósseis) → SOLUÇÃO = Apostar em energias alternativas.

Um dos grandes objetivos da PCT é a construção de uma rede transeuropeia de


transportes (RTE-T) que engloba:
 As infraestruturas (estradas, vias-férreas, portos, aeroportos, meios de navegação,
plataformas intermodais, condutas de transporte de combustíveis);
 Os serviços necessários ao seu funcionamento.

A Inserção das redes nacionais na rede transeuropeia de transportes


As redes portuguesas dos diferentes modos de transporte tendem a integrar-se cada
vez mais nas redes europeias, pelo que, já no âmbito do Programa Operacional de
Acessibilidade e Transportes, foram definidos os grandes corredores de tráfego internacional
de ligação à Europa, que se localizam essencialmente no litoral e algumas ligações ao interior.
Estes corredores influenciam os portos marítimos, na medida em que os valorizam pois:
 Facilitam as trocas comerciais com outros portos e com o continente, permitindo
assim a multimodalidade

De acordo com as orientações da política comunitária de reequilibrar a distribuição


modal e de revitalizar o transporte ferroviário, a rede europeia de alta velocidade assume
grande importância. Com ela, o comboio torna-se uma alternativa ao avião, no tráfego inter-
regional de passageiros, e ao rodoviário, no tráfego de mercadorias de médio e longos cursos.
Por isso torna-se imperativa a construção da Rede Ferroviária de Alta Velocidade
(RAVE) para assim agilizar a integração de Portugal na rede transeuropeia de transportes,
principalmente se esta se vocacionar para o tráfego de mercadorias
Impactos da ligação de Portugal à rede transeuropeia
VANTAGENS INCONVENIENTES
 Melhor mobilidade de pessoas e  Investimento na inovação
mercadorias tecnológica, em domínios como a
 Diminuição das distâncias relativas intermodalidade;
 Permite a multimodalidade  O desenvolvimento de modos de
transporte mais seguros e menos
poluentes;
 Desenvolvimento de sistemas de
transporte inteligentes.

Estas constituem uma desvantagem pois


implicam gastos que não conseguimos
suportar por falta de dinheiro

Redes transeuropeias de distribuição e transporte de energia


O setor de transporte e distribuição de energia é considerado fundamental para a
consolidação da União, tanto mais que a União Europeia é um espaço de dependência
energética, sobretudo relativamente aos combustíveis fósseis.
A construção de redes transeuropeias de distribuição e transporte de energia é
fundamental para a criação de um mercado interno da energia e deve integrar-se numa
política energética que permita:
 Aumentar a competitividade da União face ao exterior;
 Fazer um melhor aproveitamento energético - aumentar a eficiência;
 Garantir o abastecimento em todo o território Comunitário.
Foi recentemente definido um quadro legislativo que visa a liberalização regulada do
mercado interno da eletricidade e do gás natural.

Na construção das redes transeuropeias de energia são prioridades:


No setor da eletricidade
 A conexão de redes ainda isoladas;
 A ligação entre as redes de todos os Estados-membros;
 O desenvolvimento de ligações com Estados terceiros;
No setor do gás natural
 A sua introdução em novas regiões;
 O aumento da capacidade de receção e armazenamento;
 O alargamento das redes de distribuição.

Os projetos prioritários na construção da rede transeuropeia de eletricidade têm em


conta não só o mercado interno, incluindo os doze novos membros, mas também as ligações
aos países candidatos e ao Norte de África.
A rede transeuropeia de gás natural inclui ainda ligações a todo o Leste Europeu e a vários
países da Ásia.
A preocupação de garantir ligações a uma diversidade grande de países exportadores de
gás natural prende-se com a dependência externa face a esta fonte de energia e com a
instabilidade política e social de alguns desses países.

A revolução das telecomunicações e o sue impacto nas relações interterritoriais


Com o desenvolvimento das telecomunicações, a difusão da informação adquiriu uma
dimensão completamento diferente. Onde a distância-tempo quase desapareceu e a distância-
custo é cada vez menor.
As telecomunicações têm, hoje, um papel fundamental na dinamização das atividades
económicas e das relações interterritoriais. Provocam:
 Aumentam a produtividade de outras atividade;
 Geram novos setores produtivos (investigação; Indústria de equipamentos e
consumíveis e serviços associados).

Inconvenientes das telecomunicações


 Substituição da máquina pela mão de obra
Nota No entanto esta perda é compensada pela criação de novos postos de trabalho
relacionados com a manutenção dessas mesmas máquinas, por exemplo.

A distribuição espacial das redes de telecomunicação


Em Portugal, tem havido progressos significativos:
 Criação de infraestruturas e ao alargamento das redes de telecomunicação
 Capacidade de acesso e de utilização dessas redes
Apesar dos inúmeros investimentos feitos, a repartição espacial das redes de
telecomunicação apresenta alguns contrastes, explicados:
 Pela maior concentração de população e de atividades económicas no Litoral.
Porém, todo o território português está coberto pelas redes de serviços essenciais:
rádio, televisão, telefone fixo e móvel, o que garante a possibilidade de acesso à informação e
à Internet. O serviço de televisão e Internet por cabo também cobre uma boa parte do
território nacional.

A rede de telecomunicações que liga o Continente às regiões autónomas é


constituída, essencialmente, por cabos submarinos de fibra ótica. O Anel Ótico dos Açores une
as diferentes ilhas do arquipélago. Mais recentemente, a Madeira e o Porto Santo foram
também ligados entre si por um cabo submarino de fibra ótica.
Portugal encontra-se ligado ao mundo:
 Através dos serviços internacionais de comunicação por satélite, incluindo o
satélite português POSAT 1;
 Através de uma rede de cabos submarinos de fibra ótica, que permite
estabelecer contactos cada vez mais rápidos e mais baratos com a maior parte
dos países do mundo.
Inserção nas redes europeias
Têm sido adotados com o mesmo objetivo de dotar o nosso País e o espaço comunitário dos
meios e saberes necessários para responder aos desafios da nova sociedade da informação. A
que serve de exemplo:

Objetivo geral – possibilitar o acesso às TIC (quer nas escolas, empresas, em casa das famílias,
etc.)
E
Iniciativa “eEuropa”
Objetivo Uma sociedade de informação para todos, desde as escolas, à Administração
pública, passando pelas empresas e pelas famílias
Na UE, esta iniciativa criou condições para a massificação do acesso à internet.

E
O programa i2010 Sociedade europeia da informação para 2010
Objetivo Incentivar o conhecimento e a inovação para apoio ao crescimento e à criação
de empregos mais numerosos e de melhor qualidade.
Comissão propõe três objetivos prioritários a realizar antes de 2010 para as políticas europeias
da sociedade da informação e dos media:
 Criação de um espaço único europeu da informação;
 Reforço da inovação e do investimento em investigação na área das tecnologias da
informação e das comunicações (TIC);
 Realização de uma sociedade da informação e dos media inclusiva.

O Programa Operacional Sociedade de Informação (POSI) Em Portugal o POSI e o POSC são


N instrumentos financeiros para a
O programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POSC)
sociedade de informação
N Ligar Portugal
Integrado no plano tecnológico. Tem por objetivo a generalização do acesso à
internet
A iniciativa Ligar Portugal é um dos vetores estratégicos do Plano Tecnológico e
pretende assegurar os seguintes objetivo:
 Generalizar o acesso à internet
E
Programa Star
Programa especial de apoio ao desenvolvimento regional.
Programa comunitário já concluído – Promover a introdução e o desenvolvimento de
serviços e redes avançadas nas regiões periféricas da UE.
E O Galileo
Programa europeu de racionalização e posicionamento por Satélite,

legenda

E Europeu

N Nacional
O papel das TIC no dinamismo dos espaços geográficos
Noções
Telecomércio Realização de negócios e transações comerciais à distância
Teletrabalho Permite a realização do trabalho a partir de casa sem a deslocação
física do trabalhador

São cada vez mais as empresas que utilizam tecnologias de informação e


comunicação. Porém, há disparidades entre os diferentes ramos de atividade.
Numa comparação entre os estados, e relacionado com a utilização do comércio
eletrónico, Portugal não se encontra numa posição muito relevante estando abaixo da média
comunitária.
Comércio Eletrónico
Vantagens Desvantagens
 Comodidade (comprar sem sair de  Perda do poder negocial;
casa);  Falta de segurança em alguns site;
 Oferta alargada;  Alguma facilidade na cópia de dados
 Redução no preço do produto; pessoais;
 Disposição 24H;  Etc.
 Facilidade de pagamento;
 Etc.

Assiste-se, também, ao crescimento do número de serviços disponíveis através da


Internet, o que, além de aumentar a sua acessibilidade por parte dos cidadãos, dinamiza a
utilização dos próprios serviços, reduzindo custos e aumentando a sua rendibilidade.
Em Portugal, os serviços públicos on-line dirigem-se a um conjunto alargado de
utentes, cidadãos e empresas, e têm registado, nos últimos anos, grandes avanços, que
contribuíram para uma melhor classificação no ranking europeu.

N Plano tecnológico
Objetivo Promover o desenvolvimento
Reforçar a competitividade
Para tal assente em 3 Eixos
 Conhecimento
De um gross modo, este eixo vida a qualificação da sociedade.
Através:
o Criação de infraestruturas vocacionadas para tal
o Criação de um sistema de ensino abrangente e diversificado

 Tecnologia
Vida apostar no reforço das competências científicas e tecnológicas, tanto nas empresas
privadas como públicas, através, por exemplo do apoio a atividades de I&D. Isto com o intuito
de colmatar o atraso científico e tecnológico que se faz sentir no nosso país.
 Inovação
Consiste na inovação da produção do país. Tentando por isso adaptar a produção às
características da globalização, através de novos e mais eficazes métodos produtivos, formas
de organização; serviços e produtos de forma a tornar mais competitiva a nossa economia
As TIC – Fator de aproximação, mas também de desigualdade
O desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação permite reduzir
as distâncias e aproximar agentes económicos e pessoas de todo o mundo.
No entanto, porque contribuem para o desenvolvimento económico e social, as
diferenças no acesso e na capacidade de uso dessas tecnologias aumentam as desigualdades
entre os países e entre os cidadãos (quer em relação a posses económicas como aos níveis de
educação). Onde os países mais desenvolvidos têm mais facilidade de acesso e de utilização
das tecnologias de informação.
É também importante salientar que o acesso às tecnologias de informação encontra-se
limitado pelos custos inerentes aso equipamentos e à ligação das redes de acesso e utilização.

Em Portugal, têm sido desenvolvidas ações que pretendem diminuir as desigualdades de


acesso às tecnologias da informação e comunicação:
 A criação de espaços de utilização gratuita da Internet; Pretende-se, proporcionar a
 O esforço de ligação de todas as escolas públicas à Internet; todos os cidadãos em idade
 A inclusão da aprendizagem de utilização das TIC nos novos currículos. escolar o desenvolvimento das
competências necessárias à
Os transportes e as comunicações… utilização das TIC.
…e a qualidade de vida da população
O desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações reflete-se na qualidade
de vida. A mobilidade da população tornou-se muito maior, aumentando a frequência e a
distância das deslocações. Estas fazem-se, agora, com maior conforto e segurança e em menos
tempo, o que permite reduzir as distâncias físicas e aumentar a acessibilidade às diferentes
regiões do País.

As novas tecnologias da informação e comunicação, além de facilitarem e viabilizarem


um grande número de atividades económicas, enriquecem a nossa vida pessoal, permitindo-
nos realizar uma infinidade de ações:
 Aceder a informação de todo o mundo;
 Comprar e vender bens e serviços;
 Participar em programas de televisão e de rádio; etc.

No entanto nem tudo são vantagens, e podem surgir associados a este desenvolvimento,
nomeadamente:
 Poluição
 Saúde
 Segurança
 Qualidade dos serviços
Torna-se pois necessário:
 Permitir igualde de oportunidade no acesso às tecnologias da informação e
comunicação (inclusão de todas as pessoas e regiões na sociedade de informação)
 Desenvolver uma melhor rede de transportes, nomeadamente de transportes públicos
que no nosso país revelam algum descontentamento.
A multiplicidade dos espaços de vivência
Atualmente, assiste-se a um alargamento constante dos espaços de vivência e de
interação entre pessoas e territórios.

O crescimento do comércio internacional de mercadorias, dos fluxos turísticos, do


tráfego telefónico e do comércio eletrónico são, entre outras, expressões evidentes da maior
mobilidade e facilidade de comunicar à distância, proporcionadas pelo desenvolvimento dos
transportes e das tecnologias da informação e comunicação.
Existe uma grande interação e complementaridade entre o setor dos transportes e o
das telecomunicações, o que aumenta ainda mais as possibilidades de interação entre pessoas
e territórios.
Em Portugal, tal como na União Europeia, as empresas de transportes são das que
mais utilizam as tecnologias da informação e da comunicação, sobretudo ao nível:
 Dos contactos entre utentes e fornecedores de serviços;
 Da localização e orientação por satélite;
 Da logística e da gestão do trânsito.
A contribuição das telecomunicações para a maior eficácia do sistema de transportes é
reconhecida na política comunitária.

O processo de globalização, com aspetos positivos e negativos, é também uma


consequência do desenvolvimento dos transportes e das tecnologias da informação e
comunicação.
O mundo tornou-se numa aldeia global onde os hábitos e costumes dos que lá vivem
tornam-se cada vez mais semelhantes.

Problemas na utilização dos transportes


Existem 2 problemas com que se depara a utilização dos transportes:
 Segurança
 O ambiente e a Saúde
Segurança
A segurança é um dos aspetos mais importantes no setor dos transportes, uma vez que
a deslocação de pessoas ou mercadorias envolve sempre riscos, independentemente do modo
de transporte utilizado.
Para então garantir segurança, tem-se investido no aumento da segurança dos
veículos e das infraestruturas.
Contudo continuam a registar-se acidentes que, no caso dos transportes aéreo,
marítimo e ferroviário, por vezes, assumem a dimensão de catástrofes, pelas elevadas perdas
materiais e humanas.
Sinistralidade
Embora os acidentes com transportes rodoviários não adquiram uma dimensão de
catástrofe (associada ao transporte aéreo), o seu grande número e a sua frequência tornam a
sinistralidade rodoviária um problema grave em muitos países da União Europeia. Portugal
encontra-se acima da média comunitária.
O crescimento do número de veículos em circulação fez aumentar bastante o número
de acidentes com vítimas. Porém, a melhoria da segurança dos veículos e da rede rodoviária
nacional permitiu que a gravidade dos acidentes diminuísse significativamente.
Causas da Sinistralidade rodoviária
 Problemas técnicos dos veículos
 Maior número de veículos a circular
 Condições da via
o Piso em mau estado (buracos, utilização de alcatrão com fraca aderência
(escorregadio)
 Deficiências nos traçados
o Inclinações acentuadas
Nota Geralmente não se associa a
o Curvas mal sinalizadas
 Comportamento dos condutores causa de um acidente a
o Condução alcoolizada causas naturais, a
o Excesso de velocidade responsabilidade foi do
 Condições meteorológicas condutor que não adequou a
o Formação de lençóis de água sua condução às condições
apresentadas
A RESOLUÇÃO deste problema implica:
 Uma alteração de mentalidades e de comportamentos individuais - só possível através
da educação e da formação para a segurança rodoviária.
Neste âmbito, foi elaborado o Plano Nacional de Prevenção Rodoviária com o objetivo de
aumentar a segurança rodoviária no nosso País, de modo a reduzir em 50% o número de
vítimas mortais e feridos graves, até 2010.

O ambiente e a Saúde
O crescimento da utilização dos transportes e portanto o consumo de combustíveis
fósseis como fontes de energia tem alguns impactes sobre a qualidade de vida da população
(decorrentes dos problemas de poluição ambiental).
O setor dos transportes é um dos principais responsáveis pela emissão de gases que
contribuem para o agravamento do efeito de estufa e para a formação de ozono na
troposfera.

Doenças associadas à poluição atmosférica


 Doenças do sistema respiratório (asma, infeções pulmonares, etc.);
 Doenças da pele, alergias;
 Problemas do sistema cardiovascular e alguns tipos de cancro.
Aos transportes está também associada a poluição sonora que afeta negativamente a
qualidade de vida da população

Protocolo de Quito
Objetivo Reduzir as emições de gases que contribuem para o efeito de estufa.
Portugal não está a conseguir cumprir o protocolo cujos objetivos estão estipulados até 2012.
A diminuição dos problemas ambientais e de saúde associados aos transportes é também uma
das preocupações da política nacional e comunitária para este setor, o que está patente em
medidas como:
 A decisão de reduzir o peso do transporte rodoviário face aos restantes modos de
transporte, por ser o mais poluente;
 A diretiva comunitária 2003/30/CE, pela qual cada Estado-membro deverá assegurar a
colocação no mercado de uma quota mínima de biocombustíveis ou de outros
combustíveis renováveis;
 O aumento dos investimentos em Investigação e Desenvolvimento, para viabilizar a
utilização de energias menos poluentes e diminuir o consumo de energia, sobretudo
nos transportes rodoviário e aéreo;
 A criação de iniciativas como o Dia Europeu sem Carros e de programas como o
«Miniautocarros Elétricos em Frotas de Transportes Urbanos».
O transporte marítimo causa também graves problemas ambientais que se associam
principalmente aos desastres com petroleiros, que originam marés negras, e às lavagens de
porões sem respeito pelas normas de segurança ambiental.

Reflexos das TIC na qualidade de vida


A influência das tecnologias da informação e comunicação faz-se sentir em inúmeros
aspetos da nossa vida quotidiana, desde a mera possibilidade de estar sempre contactável, até
à maior facilidade de acesso a bens, serviços e informações úteis, como o estado do tempo ou
o trânsito.
Estas tecnologias são um meio privilegiado para ajudar muitas pessoas com
dificuldades de mobilidade a saírem do isolamento.
Com as tecnologias de informação e comunicação, os cidadãos com necessidades
especiais têm maior facilidade e mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho, uma
vez que se torna possível a sua adaptação a cada caso específico
Impactes do desenvolvimento de telecomunicações – Impactes territoriais
Influência do desenvolvimento das redes de telecomunicação:
 Influência ao nível da distribuição da população e das atividades económicas.
 Influência nas deslocações e na residência – a crescente adesão das empresas e dos
trabalhadores ao teletrabalho tem como consequência direta uma redução das
deslocações pendulares e, em alguns casos, a mudança de residência para áreas
rurais.
 Influência a forma como o espaço geográfico é vivido, pensado e representado.

As TIC têm, porém, alguns efeitos perversos na qualidade de vida:


 A insegurança provocada pela difusão de vírus informáticos;
 O perigo de fraude no comércio eletrónico e em transações financeiras;
 A falta de atenção a aspetos de caráter ético, como a difusão de ideias e
comportamentos que atentam contra os direitos humanos, a dificuldade em controlar
a qualidade e a fiabilidade dos conteúdos, a possibilidade de invadir a privacidade dos
cidadãos, etc.;
 Os perigos associados ao “convívio” com desconhecidos na Internet, principalmente,
para os mais jovens;
 Os perigos para a saúde humana, como são a emissão de radiações nocivas e os
problemas psicológicos de dependência.
Portugal
na

União Europeia
A integração de Portugal na união europeia: novos desafios, novas oportunidades

 Alargamento em 2004
o Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia,
Hungria, Eslovénia, Chipre e Malta
 Alargamento em 2007
o Roménia e Bulgária
 Países em negociação de adesão
o Croácia (2013) e Turquia (ainda não entrou devido à instabilidade
política e pelo facto de não conseguir cumprir os critérios de
Copenhaga)
 Países candidatos
o Islândia e Macedónia
 Países potenciais candidatos
o Albânia, Bósnia Herzegovina, Montenegro e Sérvia
 “Eurolândia” - Zona Euro
o Portugal, Espanha, França, Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre,
Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Finlândia, Grécia, República da Irlanda,
Itália, Luxemburgo, Malta e Países Baixos

Um alargamento constitui um grande desafio para a União Europeia e para cada um dos
Estados-membros, sobretudo para os mais periféricos, como Portugal.

Critérios de Copenhaga (Condições de adesão)


Condições que os países têm de respeitar para poder aderir à UE
 Critério Económico: É necessário que o país candidato tenha uma economia de
mercado em funcionamento e capacidade para responder à pressão da concorrência e
às forças do mercado dentro da UE;
 Critério Político: É necessário que o país candidato disponha de instituições estáveis
que garantam a democracia, o Estado de direito, os direitos humanos, o respeito pelas
minorias e a sua proteção (para que o Conselho Europeu decida a abertura das
negociações deve ser cumprido este critério);
 Critério Jurídico (Critério do acervo comunitário): A capacidade dos candidatos para
assumirem as suas obrigações, incluindo a adesão aos objetivos de união política,
económica e monetária.

Noções
Acervo Comunitário Conjunto de leis e normas da UE que cada país deve transpor para a
sua legislação nacional.

Apoios comunitários à adesão dos países de Leste


A estratégia de pré-adesão previa:
 A criação de Parcerias de Adesão, a celebrar com cada país, que integram todas as
formas de assistência da União Europeia num quadro único, definindo as prioridades
nacionais de preparação para a adesão, designadamente a adoção do acervo
comunitário, e os meios financeiros para tal disponíveis;
 A definição de novos instrumentos de apoio técnico e financeiro à preparação dos
países candidatos à adesão.

Criação de dois novos instrumentos específicos:


 O IEPA - Instrumento Estrutural de Pré-adesão - destinado a financiar a convergência
com as normas comunitárias de infraestruturas em matéria de transportes e
ambiente;
 O SAPARD - Programa Especial para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural;
O SAPARD tinha como objetivos gerais a modernização da agricultura e adoção às
regras. Portugal também de um programa do género, que foi o PEDAP, no sentido de
modernizar a nossa agricultura através de investimentos em tecnologias, infraestruturas
fundiárias e formação profissional.

Apoios comunitários à adesão dos novos Estados


As negociações de adesão desenvolvem-se de acordo com regras bem definidas,
baseadas na adoção e na aplicação do acervo comunitário e na adesão aos objetivos políticos
dos Tratados (Os países devem estar de acordo com os critérios de Copenhaga).
A Turquia, a Croácia, a República da Macedónia, a Islândia e os países potenciais
candidatos beneficiam de uma estratégia de pré-adesão e de instrumentos de apoio próprios.

Os apoios comunitários, antes e nos primeiros anos após a adesão, são fundamentais
para a integração dos países candidatos e dos novos Estados-Membros. Isto significa que são
necessários para que os países que querem aderir à UE possam cumprir os critérios de
Copenhaga. Servem também para aproximar os vários setores.

Alargamento: desafios e oportunidades para a UE


Os alargamentos representam uma oportunidade política e económica, tendo em
conta:
 A expansão do Mercado Único, que passou de cerca de 370 milhões para quase 500
milhões de consumidores;
 O reforço da posição da União no contexto político internacional e no mercado
mundial.

O alargamento foi também um desafio para a UE:


 A superfície e a população total aumentaram significativamente;
 Deu-se um empobrecimento, em termos gerais, pois, na maioria dos novos países-
membros, o PIB por habitante era bastante inferior à média comunitária;
 A maior heterogeneidade económica, social e cultural implica, agora, maiores esforços
de conciliação de interesses, na procura de consensos e na tomada de decisões.

Outro desafio, que se mantém, é a adaptação das principais políticas comunitárias e da


composição e funcionamento das instituições da União Europeia.
Alargamento: desafios e oportunidades para Portugal
Com o alargamento, Portugal enfrentou também novos desafios. Geograficamente,
tornou-se mais periférico e, desde logo, viu reduzidos os fundos estruturais, já que a média
comunitária do PIB por habitante baixou e algumas regiões portuguesas situam-se, agora,
acima dela. Além disso, há maior concorrência para as exportações portuguesas e na
captação de investimento estrangeiro, pois os novos Estados-membros têm algumas
vantagens:
 Encontram-se, de um modo geral, mais perto dos países da UE com maior
poder de compra;
 Possuem mão de obra mais instruída e qualificada e, em alguns casos, com
remuneração média inferior;
 Alguns desses países apresentam uma maior produtividade do trabalho;
 Estes países beneficiam de mais apoios comunitários.

No entanto, os novos Estados-membros têm economias menos desenvolvidas e


Portugal apresenta algumas vantagens atrativas para o investimento estrangeiro e
importantes para a competitividade das empresas:
 Melhores infraestruturas e estruturas produtivas mais organizadas;
 Maior desenvolvimento social;
 Maior estabilidade política e económica;
 Um sistema bancário mais eficiente e credível.

Para vencer o desafio, há que aproveitar as oportunidades e mais-valias do


alargamento:
 Maior possibilidade de internacionalização da economia portuguesa e alargamento
do potencial mercado consumidor de produtos portugueses;
 Participação no maior mercado comum do mundo, que abre oportunidades a
Portugal, tanto na Europa como a nível mundial.

A valorização ambiental em Portugal e a política ambiental comunitária


Os impactes ambientais da ação humana têm vindo a tomar proporções cada vez mais
inquietantes, colocando em risco o equilíbrio do Planeta e dos ecossistemas. Assim, a
preservação ambiental é um dos desafios da nossa época, que se reflete ao nível das decisões
políticas internacionais, nacionais e comunitárias.
Em Portugal, a Política do Ambiente é relativamente recente - a Lei de Bases do
Ambiente data de 1987 - e enquadra-se nas preocupações e opções da União Europeia em
matéria ambiental.

Tratado de Maastricht
Conferiu às ações no domínio do ambiente o estatuto de política comunitária,
salientando a necessidade da sua integração nas restantes políticas.

Tratado de Amesterdão
Colocou o princípio do desenvolvimento sustentável e a obtenção de um nível elevado
de proteção ambiental entre as principais prioridades da política comunitária.

Em defesa do ambiente na UE: Desde 1967, a maioria dos programas definidos para proteger
o ambiente são os Programas de Ação em Matéria de Ambiente.
Política ambiental em Portugal
Portugal tem de acompanhar e dar concretização às grandes opções comunitárias no
âmbito da política ambiental. Procura-se que a preocupação ambiental esteja presente em
todos os domínios, de modo a que as metas relativas ao ambiente sejam mais facilmente
alcançadas.

Life +

LIFE + Natureza e Biodiversidade Orientado para a aplicação das Diretivas Aves e


Habitats, e apoiar a aplicação da Rede Natura 2000,
bem como para aprofundar o conhecimento necessário
para desenvolver, avaliar e monitorizar a legislação e a
política da Natureza e da biodiversidade da UE. Visa
ainda contribuir genericamente para a meta de parar a
perda da biodiversidade, até 2010.

LIFE + Política Ambiental Destinado a cobrir as demais prioridades do 6.º


e governação Programa de Ação
Comunitário de Ambiente (exceto a conservação da
Natureza e biodiversidade), bem como abordagens
estratégicas ao desenvolvimento e aplicação de
políticas ambientais;

LIFE + Informação e Comunicação Orientado para atividades horizontais sobre


informação, comunicação e sensibilização em assuntos
ambientais.

Nota À medida que o tempo passa, aumentam as verbas para estes programas

Prioridades da política do ambiente na UE

Sexto Programa de Ação em Matéria Ambiental (prioridades ambientais)

Domínios Problema Medidas para resolver esse problema


Alterações Climáticas Reduzir os gases com efeito estufa (a longo
prazo, a meta é uma redução de 70% das
Aumento do efeito emissões, através da inovação e do
estufa desenvolvimento científico e tecnológico)
Recursos naturais Aumentar a eficiência na utilização dos recursos
(Hídricos, florestas, solos, Escassez de recursos e gestão de recursos e resíduos
paisagens naturais, áreas naturais e aumento
costeiras) e resíduos dos resíduos
Ambiente e saúde e Encorajar para o desenvolvimento urbano
qualidade de vida (o sustentável
ambiente está
diretamente relacionado Elevado nível de
com a saúde e qualidade poluição
de vida)
Natureza e Desflorestação; Criar zonas protegidas
biodiversidade Perda de
biodiversidade;
Desertificação
Natureza e biodiversidade
A diversidade dos ecossistemas e das paisagens é património ecológico, cultural e
económico.
A nível comunitário, o sexto programa de ação em matéria de ambiente definiu como
principais objetivos:
 Proteger e, se necessário, restaurara a estrutura e o funcionamento dos
sistemas naturais;
 Deter a perda da biodiversidade, na UE e à escala mundial;
 Proteger os solos da erosão e da poluição.

As principais medidas e ações a desenvolver são:


 Proteção dos habitats mais ricos através da Rede Natura 2000;
 Implementação de planos de ação para proteger a biodiversidade;
 Desenvolvimento de uma estratégia de proteção do ambiente marinho;
 Alargamento dos programas nacionais e regionais para uma gestão
sustentável das florestas;
 Introdução de medidas destinadas a proteger e restaurar as paisagens;
 Desenvolvimento de uma estratégia de proteção do solo;
 Coordenação dos sistemas dos Estados-Membros para lidarem com os
acidentes e as catástrofes naturais

A criação de uma rede ecológica coerente, denominada Rede Natura 2000, constitui um
instrumento fundamental da política da UE em matéria de conservação da Natureza e da
biodiversidade.

A gestão dos recursos hídricos assume grande relevo, e engloba:


 A monitorização da qualidade das águas e a sua distribuição e utilização;
 A drenagem e tratamento das águas residuais;
 Intervenções na rede hidrográfica, como são a construção de barragens e albufeiras,
que aumentam as disponibilidades hídricas e regularizam o caudal dos rios.

Resíduos
Associada à exploração e utilização dos recursos naturais está a produção de resíduos
que tem vindo a aumentar, tanto em Portugal como na União Europeia, prevendo-se que
cresça ainda mais.
A política comunitária dá prioridade à prevenção da produção de resíduos, à sua
recuperação (inclui a reutilização, reciclagem e a recuperação energética) e incineração
(queimar os resíduos) e, como último recurso, a deposição em aterros.

Responsabilidade ambiental
É cada vez maior a consciência de que, para o desenvolvimento sustentável, são
fundamentais a preservação do património natural e a diminuição do risco de degradação
ambiental e de que tais tarefas são responsabilidade de todos. Daí a importância da educação
ambiental e da responsabilização por danos ambientais.

As regiões portuguesas e a Política Regional da UE


Apesar de a União Europeia ser um espaço de crescimento económico sustentado,
persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre países e regiões e problemas
sociais como o desemprego e a pobreza.
Promover a coesão económica e social

Objetivos da Política Regional (2007-2013)


O objetivo «Convergência»
Visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-membros menos
desenvolvidos, melhorando as condições de crescimento e de emprego. Os domínios de ação
serão: capital físico e humano, inovação, sociedade do conhecimento, adaptabilidade,
ambiente e eficácia administrativa;

O objetivo «Competitividade Regional e Emprego»


Visa reforçar a competitividade, o emprego e a atratividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas. Permite promover a inovação, o espírito empresarial, a proteção
do ambiente, a acessibilidade, a adaptabilidade e o desenvolvimento de mercados de trabalho
inclusivos;

O objetivo «Cooperação Territorial Europeia»


Vai reforçar a cooperação aos níveis transfronteiriços, transnacional e inter-regional. A
cooperação centrar-se-á na investigação, no desenvolvimento, na sociedade da informação, no
ambiente, na prevenção dos riscos e na gestão integrada da água.

As regiões incluídas no objetivo convergência, poderão sair deles, no futuro, se houver


uma progressão no seu desenvolvimento, tal como acontece com Lisboa e se prevê que venha
a acontecer com a Madeira.

Assimetrias regionais em Portugal


A nível nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes
regiões, o que, naturalmente, se reflete no bem-estar e na qualidade de vida da população.
Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a
coesão económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos
humanos e naturais.