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Mudanças na sociedade causaram aumento da obesidade no Brasil

A obesidade é um problema crescente no Brasil. Dados do Instituto


Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 50,1% dos homens
brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o
número é de 48%. São considerados obesos 12,4 % dos homens e 16,9% das
mulheres.

Na década de 1970, os números eram bem mais baixos. Apenas 18,5% dos
homens e 28,7% das mulheres estavam acima do peso, na mesma faixa etária,
e também segundo o IBGE. Por outro lado, 10% da população tinha déficit de
peso em 1975, contra 2,7 em 2009.

Está claro que o desafio do país mudou. Se 43 anos atrás a preocupação


era com a desnutrição, hoje é a obesidade que mais ameaça a saúde dos
brasileiros. Isso é reflexo de uma mudança cultural. O consumo de alimentos
mudou bastante.

Pesquisas mostram também que a obesidade está crescendo mais entre as


camadas mais pobres da população. Na década de 1970, as pessoas com
excesso de peso e obesas eram mais comuns entre os mais favorecidos. Hoje,
a situação já é totalmente inversa.

É uma característica típica dos países mais desenvolvidos, e uma das causas é
o aumento do poder de consumo da classe C. Outra mudança importante foi o
êxodo rural. O Brasil tinha mais pessoas trabalhando na roça, queimando
calorias, e hoje tem mais gente nas cidades, com empregos que exigem menos
esforço físico.

Outra consequência das mudanças na sociedade é o avanço da obesidade


entre os mais novos – um terço das crianças entre cinco e nove anos está
acima do peso, ainda segundo o IBGE. Não há mais espaço para se brincar na
rua, porque as cidades crescem muito. Os espaços para atividades físicas
estão nos condomínios de luxo, e não nos bairros mais pobres. O resultado são
crianças mais sedentárias.

A tudo isso se soma, os hábitos alimentares, que também mudaram.


Alimentos mais gordurosos, como sanduíches e pizzas, entre outros, ganharam
espaços na mesa do brasileiro e também acarretam ganho de peso.