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Avaliação da tireoide

Monalisa Lídia Costa Silva


Saulo Henrique Salgueiro Aquino
Docente: Prof. Dra. Cecilia Dantas
Tireoide
➔ Maior glândula endócrina do corpo humano.
➔ Localização: anterior à traqueia, entre a
cartilagem cricóide e a fúrcula esternal.
➔ Formada por 2 lobos, ligados por um istmo. Um
terceiro lobo (piramidal) pode ser encontrado
fixado ao istmo.
➔ Tipos celulares: células foliculares
(relacionadas à produção de hormônios
tireoidianos) e parafoliculares (produção de
calcitonina).
Tireoide
➔ Principais hormônios: tiroxina (T4) e tri-
iodotironina (T3).
➔ Funções: metabolismo ( taxa basal);
sistema nervoso autônomo ( tônus
simpático); cardiovascular (vasodilatação
periférica); gastrointestinal ( motilidade);
medula óssea (estímulo à hematopoese);
fígado (estímulo à gliconeogênese e
glicogenólise).
Ultrassonografia
➔ Método de escolha
➔ Avaliação de nódulos (sensibilidade 95%), bócio, distúrbio funcional,
estadiamento e seguimento de câncer de tireoide;
➔ Permite calcular o volume glandular e guiar punções de difícil acesso;
➔ Textura de eco granulosa, homogênea e hiperecoica em relação aos músculos
circundantes;
➔ Sempre deve incluir uma avaliação das glândulas paratireoides.
➔ Achados na US:
● Difusas: pode estar relacionado ao tamanho ou ecogenicidade da glândula;
● Focais: de anecoicas (cisto) a intensamente ecogênicas (calcificação).
Ultrassonografia

1 – Lobo da glândula tireoide; 2 – Istmo da glândula tireoide; 3 –


Traqueia; 4 – Artéria carótida comum; 5 – Veia jugular interna; 6
– M. infra-hióideo; 7 – M. esternocleidomastóideo; 8 – M. pré-
vertebral
Tomografia Computadorizada e Ressonância
➔ Indicações:
● Estadiamento de lesões neoplásicas,
comprometimento de planos profundos de
processos inflamatórios e/ou congênitos (cisto
do ducto tireoglosso infectado, tireoidites
complicadas, abscesso) e avaliação das
estruturas ósseas.

➔ Situações nas quais o radiologista


encontra doença tireoidiana na TC ou RM:
1 – Veia jugular interna; 12 – M. levantador da escápula;
● Como achado incidental (nódulos, calcificações 15 – M. longo do pescoço; 16 – M. trapézio; 25 – M.
esternocleidomastóideo; 26 – M. esterno-hioideo; 27 –
ou tireoide ectópica); Glândula tireoide; 28 – Esôfago; 29 – Artéria carótida
comum; 33 - Traqueia
● Determinar a extensão da doença tireoidiana.
Cintilografia
➔ Pouco valor para distinguir lesões malignas de
benignas.

➔ Baixa especificidade;

➔ Principal indicação: presença de patologia nodular


associada ao hipertireoidismo, para um preciso
diagnóstico do adenoma tóxico ou do bócio
multinodular tóxico.

➔ Em caso de nódulo normo ou hipocaptante, deverá


ser seguido o protocolo de investigação com PAAF,
mesmo quando detectado em pacientes com a doença
de Graves.
Hipotireoidismo
➔ Tireoidite de Hashimoto (autoimune)
● mais comum no sexo feminino;
● Diagnóstico: antitireoperoxidase (anti-TPO) – 95-100%
dos casos + bócio e/ou hipotireoidismo.
● US: Parênquima heterogêneo grosseiro, geralmente mais
hipoecoico que a glândula normal, com micronódulos.
● Doppler:
★ Fase aguda: hipervascularização (crise tireotóxica Estágios finais: tamanho
- transitório dos hormônios tireoidianos) reduzido, difusamente
heterogênea (intensa fibrose) e
★ Fase crônica: hipovascularização (hipotireoidismo avascularizada ao Doppler.
clinicamente manifesto)
Tireoidite de Hashimoto

.
Hipertireoidismo
➔ Doença de Graves (autoimune)
● mais comum em mulheres;
● Presença de antitireoglobulina (anti-Tg), anti-
TPO e anticorpos antirreceptor do TSH (anti-
TRAB), específico para a doença de Graves.
● US: Textura mais heterogênea do parênquima,
pode ser difusamente hipoecoico por causa da
extensa presença de linfócitos. Padrão
hipervascular “inferno tireoidiano”.
Doença de Graves Bócio +
oftalmopatia

Glândula aumentada Hipervascularização

Dermopatia infiltrativa
Cistos
➔ Pode ser definido como qualquer cavidade ou
saco fechado preenchido por líquido,
revestido por epitélio;
➔ Normais ou anormais com tecidos neoplásicos
ou não neoplásicos;
➔ Mais comuns:
◆ cisto sebáceo (derme); cisto renal; cisto
sinovial e o cisto mamário. Na grande maioria
não estão associados com lesões neoplásicas.
Nódulos
➔ Nódulo é uma lesão sólida elevada com mais de 1 cm de diâmetro.
Geralmente é bem delimitada e de origem epitelial ou conjuntiva;
➔ São comuns e uma grande proporção tem componentes císticos e sólidos
misturados;
➔ Nódulo = cisto - predominantemente cístico na ultrassonografia, ou
nódulos que são predominantemente sólidos, mas têm pequenas áreas
de degeneração cística;
➔ Encontrada em 5% das mulheres e 1% nos homens;
➔ A frequência de câncer de tireoide é baixa;
➔ Podem ser: coloides, adenomatosos ou hiperplásticos.
Manifestações
➔ Geralmente são identificados quando:
◆ paciente percebe aumento da região cervical;
◆ palpação da tireoide pelo médico assistente; ou
◆ achado incidental em exame de imagem.
➔ A maioria são assintomáticos;
➔ Podem causar: disfagia, rouquidão, tosse e dispneia.
Diagnóstico
➔ O diagnóstico é clínico, com a palpação da região cervical. Se nódulo à
palpação, solicitação de ecografia para caracterização do nódulo e estruturas
adjacentes;
➔ O uso indiscriminado da ultrassonografia de tireoide frequentemente leva ao
diagnóstico de nódulos de tireoide;
➔ Suspeição clínica para neoplasia de tireoide:
◆ TSH suprimido;
◆ Fatores de risco para malignidade;
◆ características ecográficas de risco para malignidade.
Neoplasias da Tireoide
CARCINOMA PAPILÍFERO

➔ Indivíduos mais jovens (entre a terceira e quarta décadas);


➔ Corresponde a mais de 70% de todos os carcinomas tireoidianos;
➔ Crescimento lento, e bom prognóstico;
➔ Exame de imagem: hipoecoico; microcalcificações, hipervascularização,
metástases para linfonodos cervicais.
CARCINOMA FOLICULAR

➔ Pico de incidência na quinta década de vida;


➔ Três vezes mais frequente em mulheres;
➔ Corresponde a cerca de 10% de todos os carcinomas tireoidianos;
➔ Raramente mostra metástases para linfonodos cervicais;
➔ Frequentemente coexiste com bócios multinodulares;
➔ Microcalcificações não são frequentes, e capacidade de invasão;
➔ Exame de imagem: margens tumorais irregulares, halo espesso e irregular,
distribuição caótica ou tortuosa dos vasos sanguíneos internos ao Doppler.
CARCINOMA MEDULAR

Compreende em 3 a 10% dos casos de carcinoma de tireoide;

Tumor de células parafoliculares (células C) produtoras de calcitonina

Cerca de 30% dos casos diagnosticados como esporádicos provavelmente são


familiares.
CARCINOMA ANAPLÁSICO

➔ Representa até 2% das neoplasias malignas da tireoide;


➔ Uma das formas mais agressivas e resistentes de câncer;
➔ Crescimento rápido, invasão local precoce e prognóstico extremamente
desfavorável;
➔ A sobrevida situa-se em torno de 2 a 12 meses, com 90% dos pacientes
vindo a falecer dentro de 6 meses
REFERÊNCIAS
GU, Li-Shuang et al. Comparison of sonographic characteristics of primary thyroid lymphoma and
anaplastic thyroid carcinoma. Journal of thoracic disease, v. 9, n. 11, p. 4774, 2017.

JEH et al. Evaluating the Degree of Conformity of Papillary Carcinoma and Follicular Carcinoma to the
Reported Ultrasonographic Findings of Malignant Thyroid Tumor. Korean J Radiol, 8(3). 2007.

KIM, Sung-Hun et al. Ultrasonographic findings of medullary thyroid carcinoma: a comparison with
papillary thyroid carcinoma. Korean journal of radiology, v. 10, n. 2, p. 101-105, 2009.

MOREIRA, F. A. Guia de diagnóstico por imagem : o passo a passo que todo médico deve saber.
Rio de Janeiro : Elsevier, 1 ed. 2017.

VILAR, L, et al. Endocrinologia clínica. 5ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

YAMASHIRO, Ilka et al . Achados ultra-sonográficos na tireoidite. Radiol Bras, São Paulo , v. 40, n. 2,
p. 75-79, Apr. 2007 .
OBRIGADO!!

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