Você está na página 1de 16

1 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública,

valendo-se da qualidade de funcionário, constitui o crime de trafico de influência.

2 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de


vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da
função, constitui o crime de advocacia administrativa.

3 – É crime praticado elo funcionário público contra a Administração Púbica: tráfico de


influência.

4 – É crime praticado pelo particular contra a Administração Pública: Advocacia


Administativa.

Todas incorretas.
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.

Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:


Pena - detenção,
. de três meses a um ano, além da multa.

Tráfico de Influência
Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por
funcionário público no exercício da função:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.

Ano: 2018 Banca: IDECAN Órgão: AGU Prova: IDECAN - 2018 - AGU - Analista Técnico-Administrativo
Paulo e Pedro, servidores da Advocacia-Geral da União, resolveram, no mesmo dia,
praticar condutas vedadas pelo Código Penal Brasileiro. Paulo intimidou e exigiu
abusivamente dinheiro para si, prometendo conceder vantagem a que determinado
administrado não fazia jus. Pedro, por sua vez, sem receber qualquer valor monetário ou
vantagem diversa, deixou de praticar ato a que estava obrigado, em atendimento a pedido
de seu amigo João. Paulo e Pedro praticaram, respectivamente, os crimes de

 A concussão e prevaricação.
 B corrupção passiva e prevaricação
 C concussão e corrupção passiva privilegiada.
 D corrupção passiva e corrupção passiva privilegiada.
 E corrupção passiva e prevaricação.

Prevaricação - Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição
expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

Art. 317 §2º Corrupção Passiva - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício com infração de
dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem:

Ano: 2018 Banca: IDECAN Órgão: AGU Prova: IDECAN - 2018 - AGU - Analista Técnico-Administrativo
Em relação aos crimes contra a Administração Pública, assinale a afirmativa incorreta.

 AAdvocacia administrativa é crime praticado contra a administração da justiça.


 BCorrupção ativa é crime praticado por particular contra a administração em geral.
 CConcussão é crime praticado por funcionário público contra a administração em geral.
 DDenunciação caluniosa é crime praticado contra a administração da justiça.
 EDescaminho é crime praticado por particular contra a administração em geral.

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: MPE-PE Provas: FCC - 2018 - MPE-PE - Analista Ministerial - Área
Auditoria
Djalma, funcionário público, não poderia, por falta de competência, responsabilizar Heloísa, sua
subordinada, por infração por ela praticada no exercício do cargo e por ele vista, sendo que, por
indulgência, Djalma não levou o fato ao conhecimento de mais ninguém. Nesse caso, uma vez
descoberta por outros meios a existência do fato narrado, de acordo com o Código Penal, considerando
apenas as informações fornecidas, Djalma

 Anão responderá por nenhum crime, pois ele não tinha competência para responsabilizá-la.
 Bresponderá pelo crime de condescendência criminosa, para o qual é prevista a pena de
detenção de quinze dias a um mês, ou multa.
 Cresponderá pelo crime de prevaricação, para o qual é prevista a pena de quinze dias a um mês
e multa.
 Dresponderá pelo crime de condescendência criminosa, devendo a pena ser aumentada de um
terço em razão de não ter levado o fato ao conhecimento da autoridade competente por
indulgência.
 Eresponderá pelo crime de prevaricação, devendo a pena ser aumentada de um terço em razão
de não ter levado o fato ao conhecimento da autoridade competente por indulgência.

b.

Note-se que, por parte de Djalma, não há intenção de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, senão estaria configurado o delito de prevaricação
(art. 319, CP), nem o propósito de receber vantagem indevida, pois em caso contrário o crime seria o de corrupção passiva (art. 317, CP).

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: MPE-PE Prova: FCC - 2018 - MPE-PE - Técnico Ministerial -
Administrativa
Gonçalo, funcionário público de determinada secretaria estadual, em razão da função por ele exercida,
exige para si, de Marcelo, determinada vantagem indevida, não chegando, entretanto, a recebê-la. Tal
conduta caracteriza, em tese, o crime de

 Acorrupção passiva consumada.


 Btentativa de corrupção ativa.
 Ctentativa de prevaricação.
 Dconcussão consumada.
 Epeculato consumado.

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SEFAZ-SC Provas: FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual -
Auditoria e Fiscalização (Prova 1)
Retardar ou omitir ato de ofício, ou praticá-lo infringindo dever funcional,

 Asão os núcleos do tipo penal de favorecimento real.


 Bsão os núcleos do tipo penal de advocacia administrativa.
 Ccedendo a pedido ou influência de outrem, constituem a prática do crime de favorecimento pessoal.
 Dsão causas de aumento de pena da corrupção ativa.
 Epara satisfazer a interesse ou sentimento pessoal, constituem a prática do crime de corrupção passiva.

Corrupção ativaArt. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício:

Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o
pratica infringindo dever funcional.
Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: MPU Prova: CESPE - 2018 - MPU - Analista do MPU - Direito
Com relação aos crimes em espécie, julgue o item que se segue, considerando o
entendimento firmado pelos tribunais superiores e a doutrina majoritária.

No crime de peculato, o proveito a que se refere o tipo penal pode ser tanto material
quanto moral, consumando-se o delito mesmo que a vantagem auferida pelo agente não
seja de natureza econômica.

 Certo
 Errado

“a segunda hipótese de peculato próprio é o de desviar a coisa. Desviar significa mudar de direção, alterar o destino ou
a aplicação. O agente dá a coisa destinação diversa da exigida, em proveito próprio ou de outrem. O proveito a que se
refere a lei tanto pode ser material como moral, auferindo o agente outra vantagem que não de natureza
econômica” (Código Penal Interpretado, 2015, p. 1.985)

Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: MPE-SP Prova: VUNESP - 2018 - MPE-SP - Analista Jurídico do
Ministério Público
A respeito dos Crimes contra a Administração Pública, previstos no Código Penal, assinale a assertiva
correta.

 AMévio, vendedor, ao oferecer vantagem econômica a Tício, gerente de compras de rede de


supermercado, para que seus produtos fossem adquiridos, pratica o crime de corrupção ativa,
previsto no art. 333, do CP.
 BCaio, funcionário público, por vingança, ao retardar, indevidamente, a expedição de certidão de
interesse de Tício, seu desafeto, a fim de o prejudicar, pratica crime de prevaricação, previsto no
art. 319, do CP.
 CTícia, funcionária pública, ao furtar a carteira da colega, também funcionária pública, pratica o
crime de peculato-furto, previsto no parágrafo 1° , do art. 312, do CP.
 DMévia, ao se opor à apreensão ilegal de seu filho menor pela Polícia Militar, pratica o crime de
resistência, definido no art. 329, do CP.
 ESemprônio, ao se recusar a assinar o mandado de citação de ação de execução, perante o
oficial de justiça, pratica o crime de desobediência, previsto no art. 330, do CP.

Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: MPE-SP Prova: VUNESP - 2018 - MPE-SP - Analista Jurídico do Ministério
Público
Tício, reclamante em uma ação trabalhista, arrola como testemunha Caio, sendo certo que ambos já haviam acertado
que o depoimento seria mentiroso, atestando condições de trabalho inexistentes. No dia do depoimento, Caio, ao ser
informado pelo Juízo que estava sob juramento e incorreria em crime de falso testemunho caso faltasse com a
verdade, conta que foi arrolado para mentir, pois em realidade, sabia que Tício não tinha razão na ação proposta. Caio
ainda afirmou não estar ganhando qualquer vantagem econômica para compensar o risco de ser processado por
mentir, sem contar que Tício nem era tão amigo, para ajudar de graça.

Diante da situação hipotética, e com base na Parte Geral e Especial do Código Penal, assinale a alternativa correta.

 ACaio, muito embora tenha permitido que fosse arrolado, não incorreu em crime de falso testemunho,
sequer na modalidade tentada, pois o tipo penal exige o recebimento de vantagem patrimonial pelo agente, o
que não se deu.
 BCaio, por não ter faltado com a verdade, no momento em que prestou compromisso, não incorreu no crime
de falso testemunho. Mas Tício, pelo ajuste, será investigado e processado pelo crime de falso testemunho.
 CTício, pela instigação, deverá ser investigado e processado como partícipe de crime de falso testemunho
praticado por Caio, na modalidade tentada.
 DCaio e Tício não serão investigados ou processados por crime de falso testemunho. Não se pune o ajuste
se o crime não chega a ser tentado.
 ECaio deverá ser investigado e processado pelo crime de falso testemunho, na modalidade tentada, vez que
a execução do crime iniciou no momento em que permitiu que fosse arrolado.

d
Caso o crime viesse a ocorrer, o crime seria de competencia da Justiça Federal.

SÚMULA N. 165. Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no processo trabalhista

Ademais, o crime de Falso Testemunho propriamente dito é de mão propria, NÃO admitindo coautoria, mas tão somente participação.

Todavia, a doutrina entende ser possível coautoria no crime de FALSA PERÍCIA, sendo uma exceção à regra do tipo.

Destaco ainda que, caso Tício tivesse oferecido dinheiro ou outra vantagem ele incorreria na prática do art. 343 do CP, e não do 342 CP.

Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa,
negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa.

Última observação: no Brasil, adotamos a Teoria Monista no CP, ou seja, todos os que incorreram no crime respondem pelo mesmo tipo.

Todavia, Falso Testemunho ou Falsa Perícia são uma exceção, adotando-se a Teoria Pluralística, de modo que as pessoas que incorreram na mesma
atividade delituosa, responderão por crimes diferentes, vide art. 342 e 343 do CP

Só mais uma coisa: o direito ao silencio é afastado para as testemunhas, sob pena de incorrer no tipo penal. Todavia, a testemunha ainda terá direito ao
silencio quanto às provas autoincriminadoras.

Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: MPE-PI Prova: CESPE - 2018 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área
Processual
Texto associado
Rita, depois de convencer suas colegas Luna e Vera, todas vendedoras em uma joalheria, a desviar
peças de alto valor que ficavam sob a posse delas três, planejou detalhadamente o crime e entrou em
contato com Ciro, colecionador de joias, para que ele adquirisse a mercadoria. Luna desistiu de participar
do fato e não foi trabalhar no dia da execução do crime. Rita e Vera conseguiram se apossar das peças
conforme o planejado; entretanto, como não foi possível repassá-las a Ciro no mesmo dia, Vera levou-as
para a casa de sua mãe, comunicou a ela o crime que praticara e persuadiu-a a guardar os produtos ali
mesmo, na residência materna, até a semana seguinte.
Considerando que o crime apresentado nessa situação hipotética venha a ser descoberto, julgue o item
que se segue, com fundamento na legislação pertinente.

A mãe de Vera responderá pelo crime de favorecimento real, não sendo cabível isenção de pena em
razão do parentesco.

 Certo
 Errado

Só existe isenção de pena no favorecimento pessoal .


ART 339,CP - Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxilio destinado a tornar seguro o proveito do crime.
Para diferenciar o crime de RECEPTAÇÃO do crime de FAVORECIMENTO REAL você precisa ter em mente o seguinte:

Na Receptação - Art.180, CP - há interesse financeiro.


Já no crime de favorecimento real - Art. 349. CP - não há esse interesse.

Lembrando que, quem encomenda ao criminoso o produto proveito do crime, não responde por receptação, mas sim por furto ou roubo, a depender do
caso concreto.
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Prova: FCC - 2018 - Câmara
Legislativa do Distrito Federal - Procurador Legislativo
O crime de advocacia administrativa

 Aocorre com o exercício da advocacia na seara administrativa por quem é expressamente imped
ido pelo Estatuto da OAB.
 Bocorre com o patrocínio, ainda que indireto, de interesse privado perante a Administração Públi
ca, valendo-se da qualidade de funcionário.
 Cexige como sujeito ativo específico o advogado e um ato de corrupção ativa frente à Administra
ção Pública.
 Dé configurado quando o advogado ou procurador trai dever funcional e prejudica a Administraç
ão Pública em juízo.
 Eé praticado por particular contra a Administração Pública em geral e punido com pena de reclu
são.

Gab b

Aspectos importantes:

Advocacia administrativa:
a. Interesse legitimo – forma simples;
b. Interesse ilegítimo – qualificada.
Diferenças entre os artigos 321, 332 e 357 do CP:
c. Advocacia administrativa (art. 321) – crime praticado por funcionário público contra a administração em geral
d. Tráfico de influência (art. 332) – crime praticado por particular contra a administração em geral. A pretexto de influir em ato praticado por Delegado de
Polícia, constitui este tipo e não o da exploração de prestigio do artigo 357.
e. Exploração de prestigio (art. 357) – crime comum (qualquer um pode praticá-lo) praticado contra a administração da justiça. A pretexto de influir nos
atos dos demais agentes públicos ou outros vinculados à administração da justiça.

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: MPE-PB Prova: FCC - 2018 - MPE-PB - Promotor de Justiça Substituto
A conduta de solicitar dinheiro a pretexto de influir em órgão do Ministério Público, nos ter
mos do Código Penal, configura o crime de

 A fraude processual.
 B tergiversação.
 C corrupção passiva.
 D exploração de prestígio.
 E tráfico de influência.

Gab-- D
Como ambos os tipos da letra D e E são muito parecidos, porque possuem o mesmo verbo nuclear, pra lembrar, me fixo na ideia de que a influência é mais
geral porque é sobre qualquer funcionário público, de qualquer órgão, etc.

Exploração de prestígio é mais específico, é totalmente endoprocessual. Ele tem relação com a galera do processo penal. Daí associar influência com a
questão geral e o prestígio com a galera específica do processo penal é algo pra se decorar no grito mesmo, rs.
Quem possui prestígio? O funcionário público ou a nata da Administração da Justiça (juiz, jurado, MP, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete
ou testemunha)? A segunda turma, né? Logo a exploração de prestígio só possui a participação deles (obrigada pelo toque, Saulo), sobrando o crime de
tráfico de influência para os funcionários públicos.

Observação geral

Não obstante a recente edição da súmula 599/STJ, STF e STJ admitem aplicação da insignificância CRIMES DE DESCAMINHO:
§ STF: 20.000,00
§ STJ: 20.000,00
·
STF: CONTRABANDO: não cabe insignificância (apenas para o DESCAMINHO)
· JUIZ FEDERAL: Conforme jurisprudência do STF, o princípio da insignificância não se aplica ao crime de contrabando (CORRETA – somente
descaminho)
Ano: 2018 Banca: UEG Órgão: PC-GO Prova: UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia
Sobre o crime de peculato, previsto no Código Penal, verifica-se que,

 Ana modalidade apropriação, pode se dar em favor de terceira pessoa.


 Bcomo regra, admite a aplicação do princípio da insignificância, segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
 Cna modalidade desvio, não admite coautoria.
 Dna modalidade culposa, a reparação do dano antes de sentença irrecorrível reduz à metade a pena imposta.
 Ena modalidade furto, é prescindível que o agente se valha da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

GABARITO: A

a) CORRETA!
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito
próprio ou alheio:

b) Errada.
Súmula 599, STJ: “O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública”.

c) Errada.
Nos delitos contra a Administração Pública é possível coautoria tanto com outro funcionário, quanto com um PARTICULAR (desde que este saiba da condição de funcionário público
do agente).

d) Errada.
Peculato culposo
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.

e) Errada.
Na modalidade furto, é imprescindível que o agente se valha da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2018 - PC-SP - Delegado de Polícia
Policial Militar que forja situação de flagrância, a fim de increpar indivíduo que sabe inocente e, com isso, dá causa à in
stauração de inquérito policial, comete crime de

 Afalso testemunho (CP, art. 342).


 Bcalúnia qualificada (CP, art. 138, § 3o ).
 Cexercício arbitrário (CP, art. 350).
 Ddenunciação caluniosa (CP, art. 339).
 Ecomunicação falsa de crime (CP, art. 340).

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 15ª Região (SP) Prova: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Técnico
Judiciário - Segurança
Astolfo, é surpreendido na prática de crime de roubo e recebe ordem de prisão por dois policiais militares do Estado X
que estão devidamente fardados e com viatura. Para evitar a prisão, Astolfo arremessa pedras em direção aos policiais
ferindo a ambos que, ainda assim, conseguem prendê-lo com o uso da força necessária. Em relação à ação contra a e
xecução de ordem legal praticada por Astolfo, sem prejuízo de outros crimes decorrentes da violência, ele poderá resp
onder pelo crime de

 ADesacato.
 BDesobediência.
 CResistência.
 DObstrução à justiça.
 EDesinteligência.

Gab C
A resistência é contra um ato legal, COM violência ou grave ameaça.
A desobediência é contra um ato legal, SEM violência ou grave ameaça.

Desacato
É necessário que a ofensa seja praticada na frente do funcionário, sob pena de caracterizar crime contra a honra, ao invés de
desacato.
Desacato = Detenção - Cabe a lei dos juizados penal especial 9.099 de 1995 (JECRIM)
Não possui violência, tem que ser praticado contra funcionário no exercício da função ou em razão desta
Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Provas: FGV - 2018 - TJ-SC - Analista Administrativo
Zeca, funcionário público do Tribunal de Justiça, em dificuldades financeiras, para satisfazer um interesse pessoal de c
omprar um aparelho de telefonia celular novo, exige R$1.500,00 de parte em processo judicial para apresentar manifes
tação favorável a ela. A parte, porém, inconformada com a conduta do funcionário, de imediato informa o fato ao juiz de
direito titular da Vara vinculada ao seu processo.

A conduta de Zeca configura crime de:

 Aprevaricação, na forma consumada;


 Bcorrupção passiva, na forma tentada;
 Ccorrupção passiva, na forma consumada;
 Dconcussão, na forma consumada;
 Econcussão, na forma tentada.

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2018 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar
Vitor atua como servidor de determinado cartório judicial de Tribunal de Justiça. Surpreso, ao verificar que o computado
r do cartório era avaliado em R$5.000,00, decide subtrair o bem, na parte da noite, utilizando-se, para tanto, da chave d
o cartório que permanecia em sua posse. Precisando de ajuda para impedir que as câmeras de segurança captassem
sua ação, narra o seu plano criminoso para seu vizinho Caio, e este, sabendo que Vitor, em razão de sua função, tinha
acesso ao local, confia na empreitada delitiva e aceita dela participar.

Após a subtração do computador da forma arquitetada, já do lado de fora do Fórum, Vitor e Caio são abordados e pres
os em flagrante.

A conduta de Vitor tipifica o crime de:

 Afurto qualificado com a causa de aumento do repouso noturno, já que o delito foi praticado em concurso de
pessoas, não podendo os agentes responderem por crimes diferentes;
 Bpeculato, enquanto a conduta de Caio se ajusta ao crime de furto qualificado em situação de repouso notur
no, tendo em vista que o peculato é crime classificado como próprio;
 Cfurto qualificado, sem a causa de aumento do repouso noturno, assim como a de Caio, tendo em vista que
o crime foi praticado por Vitor na condição de particular;
 Dpeculato, assim como a de Caio, apesar de o crime contra a Administração Pública ser classificado como p
róprio;
 Epeculato, assim como a de Caio, tendo em vista que o crime de peculato não é classificado como próprio.

d
Questão safada. Esse próprio me confundiu.

O próprio dessa questão, é no sentido de ser crime próprio.

Não confundir com aquela classificação peculato próprio e imprróprio.

CRIME FUNCIONAL PRÓPRIO/IMPRÓPRIO é uma coisa

CRIME PRÓPRIO/IMPRÓPRIO é outra.

crime funcionais são aqueles perpetrados por funcionário público no exercício de suas funções ou em decorrência destas, sendo classificados em
próprios e impróprios (mistos).

Crimes funcionais próprios são aqueles em que, caso não esteja presente a elementar do tipo “funcionário público” a conduta será considerada
atípica. Por outro lado, crimes funcionais impróprios são aqueles nos quais, uma vez excluída a elementar “funcionário público” a conduta contra a
Administração Pública será tipificada como outro crime.

O delito de peculato, previsto no art. 312, do Código Penal, descreve figuras especiais dos delitos de apropriação indébita (caput) e de furto (§1º),
caracterizando-se, portanto, como delitos funcionais impróprios ou mistos.

Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Provas: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Criminal – Engenharia Civil
Sobre os crimes contra a Administração Pública, assinale a alternativa CORRETA.
 AO crime de peculato não é previsto na modalidade culposa.
 BSomente considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, com remuneração, exerce cargo, emprego ou f
unção pública.
 CO exercício arbitrário das próprias razões é um crime contra a Administração Pública.
 DOferecer, dar ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato
de ofício, caracteriza o crime de corrupção ativa.
 ENo crime de corrupção passiva, a pena é aumentada pela metade, se, em consequência da vantagem ou promessa, o fun
cionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.

TÍTULO XI

DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


CAPÍTULO III

DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA


Exercício arbitrário das próprias razões
Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:

Ano: 2017 Banca: PGR Órgão: PGR Prova: PGR - 2017 - PGR - Procurador da República
ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: APLICÁVEL EM TESE O ARTIGO 339 DO
CÓDIGO PENAL (DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA):

 A ao advogado, mesmo no exercício do mandato;


 B se imputado fato determinado que configure crime ou contravenção;
 C ao colaborador que imputar falsamente a prática de infração penal a pessoa que
sabe ser inocente;
 D se presente o dolo indireto de dar causa à instauração de investigação policial, d
e processo judicial, investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbida
de administrativa contra alguém.

Há um típo específico para a hipótese da letra c) na lei 12.850.


Art. 19. Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça, a prática de infração penal a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar
informações sobre a estrutura de organização criminosa que sabe inverídicas:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Gostei (55)

Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: DPE-AM Prova: FCC - 2018 - DPE-AM - Defensor Público - Reaplicação
Comete o crime de

 A difamação aquele que ofende a dignidade de pessoa morta.


 B denunciação caluniosa aquele que provoca ação de autoridade comunicando-lhe
ocorrência de vias de fato que sabe não ter se verificado.
 C calúnia aquele que imputa crime sabendo ser a pessoa inocente e dá causa à ins
tauração de inquérito policial.
 D injúria aquele que ofende a dignidade de alguém com utilização de elementos ref
erentes à condição de pessoa idosa.
 E desacato aquele que ofende a dignidade da Polícia Militar ao expor opinião pejor
ativa sobre a instituição.
Gabarito: letra D.

Comete o crime de

a) difamação aquele que ofende a dignidade de pessoa morta. ERRADO. Dos crimes contra a honra, apenas a calúnia prevê punição quando praticado
contra mortos (art. 138, § 2º: “É punível a calúnia contra os mortos.”)

b) denunciação caluniosa aquele que provoca ação de autoridade comunicando-lhe ocorrência de vias de fato que sabe não ter se verificado. ERRADO.
É a comunicação falsa de crime ou de contravenção (art. 340):
Comunicação falsa de crime ou de contravenção
Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena -
detenção, de um a seis meses, ou multa
Na Denunciação caluniosa (art. 339), o agente imputa o crime ou contravenção a alguém, sabendo que a pessoa é inocente, e isso dá causa a
procedimento investigatório. Também é possível para contravenções penais, sendo que, conforme o § 2º: “A pena é diminuída de metade, se a imputação
é de prática de contravenção”.

c) calúnia aquele que imputa crime sabendo ser a pessoa inocente e dá causa à instauração de inquérito policial. ERRADO. É a denunciação caluniosa
(art. 340).
No crime de calúnia (art. 138), o agente somente queria atingir a honra da vítima, contando para outras pessoas que ela cometeu um crime (o que não é
verdade).
Na denunciação, o agente quer prejudicar a vítima perante o poder judiciário, enganado órgãos policiais ou do próprio judiciário, ao imputar infração por ela
não perpetrada.
Outra distinção: na calúnia ocorre imputação falsa de crime, enquanto na denunciação pode ser crime ou contravenção penal.
Fonte: https://oab.grancursosonline.com.br/doutrina-oab-crime-de-denunciacao-caluniosa/

d) injúria aquele que ofende a dignidade de alguém com utilização de elementos referentes à condição de pessoa idosa. CERTO. É a injúria
preconceituosa do art. 140, § 3º do CP: “Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de
pessoa idosa ou portadora de deficiência: Pena - reclusão de um a três anos e multa.”

e) desacato aquele que ofende a dignidade da Polícia Militar ao expor opinião pejorativa sobre a instituição.ERRADO. É imprescindível a presença do
funcionário no local onde a ofensa é praticada, pois deve tomar conhecimento direto da ofensa. Assim, se o agente atribui qualidade negativa relacionada
com a função, mas não na presença do funcionário, haverá o crime de injúria majorada (CP, art. 140 c/c art. 141, II).

Ano: 2018 Banca: FUNDATEC Órgão: PC-RS Prova: FUNDATEC - 2018 - PC-RS - Delegado de Polícia
- Bloco II
Em atenção aos crimes praticados contra a Administração Pública, assinale a alternativa correta.

 APrefeito Municipal que é flagrado usando, indevidamente, o veículo oficial da prefeitura para pa
ssear com familiares, não responde, na esfera criminal, por faltar a sua conduta, o ânimo de ass
enhoramento definitivo, indispensável para a configuração do crime de peculato.
 BRecente entendimento do Superior Tribunal de Justiça fixou o entendimento de que é aplicável
o princípio da insignificância aos crimes contra a Administração Pública, o que muda o entendim
ento da jurisprudência em relação ao crime de descaminho.
 CMédico de hospital privado, conveniado ao Sistema Único de Saúde, que constrange filho do p
aciente a entregar-lhe determinada quantia em dinheiro, sob pena de não realizar cirurgia, não pr
atica o crime de concussão.
 DNo crime de peculato culposo, previsto no artigo 312, parágrafo 3º do Código Penal, o arrepen
dimento posterior não pode dar causa à extinção da punibilidade do agente.
 ENão pratica o crime de prevaricação o Delegado de Polícia que, por ocasião da elaboração do
relatório final do Inquérito Policial, deixa de indiciar alguém, com base no entendimento de que a
conduta praticada e posta sob sua análise é atípica materialmente.

Ano: 2018 Banca: IESES Órgão: TJ-CE Prova: IESES - 2018 - TJ-CE - Titular de Serviços de Notas e
de Registros - Provimento
E certo afirmar:
I. Tem-se para o crime de peculato a ação penal pública incondicionada, sendo relevante a sua natureza
dolosa ou culposa, podendo, portanto, trata-se de ação penal pública condicionada. II. Promover no regist
ro civil a inscrição de nascimento inexistente, nos termos do Código Penal se constitui em crime com pen
a prevista de reclusão com o seu mínimo e máximo fixados entre dois e seis anos. III. Prevaricação é o at
o de solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou ant
es de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. IV. O crim
e de peculato, recepcionado pelo Código Penal, apresenta as seguintes figuras típicas: a) peculato-apropr
iação; b) peculato-desvio; c) peculato-furto; d) peculato-culposo.
Analisando as proposições, pode-se afirmar:

 ASomente as proposições III e IV estão corretas.


 BSomente as proposições II e IV estão corretas.
 CSomente as proposições I e II estão corretas.
 DSomente as proposições I e III estão corretas.

I. Tem-se para o crime de peculato a ação penal pública incondicionada, sendo relevante a sua natureza dolosa ou culposa, podendo, portanto, trata-se de
ação penal pública condicionada. [ERRADA] Todas as modalidades se procedem mediante ação pública incondicionada.

II. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente, nos termos do Código Penal se constitui em crime com pena prevista de reclusão com o
seu mínimo e máximo fixados entre dois e seis anos. [CORRETO] É a previsão do artigo 241:
Registro de nascimento inexistente
Art. 241 - Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente:
Pena - reclusão, de dois a seis anos.

III. Prevaricação é o ato de solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em
razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.[ERRADO] Trata-se de corrupção passiva.
Prevaricação
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal.

IV. O crime de peculato, recepcionado pelo Código Penal, apresenta as seguintes figuras típicas: a) peculato-apropriação; b) peculato-desvio; c) peculato-
furto; d) peculato-culposo. [CORRETO]
Peculato-apropriação: artigo 312, caput, 1ª parte.
Peculato-desvio: artigo 312, caput, 1ª parte.
Peculato-furto: artigo 312, parágrafo 1º.
Peculato-culposo: artigo 312, parágrafo 2º.

Ano: 2018 Banca: IESES Órgão: TJ-CE Prova: IESES - 2018 - TJ-CE - Titular de Serviços de Notas e
de Registros - Provimento
É certo afirmar:
I. Nos termos do Código Penal, constitui-se em crime de usurpação de nome ou pseudônimo alheio atribui
r falsamente a alguém, mediante o uso de nome, pseudônimo ou sinal por ele adotado para designar seus
trabalhos, a autoria de obra literária, científica ou artística. II. O crime de apropriação indébita com abuso
de confiança pressupõe a atuação do agente com o animus rem sibi habendi, consubstanciado no dolo de
assenhorear-se da coisa cuja posse ou detenção tenha adquirido anteriormente por vias lícitas, seja em p
roveito próprio ou de outrem. III. O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante
representação, obsta ao prosseguimento da ação. IV. A objetividade jurídica dos crimes contra a Administ
ração Pública é a sua normalidade funcional, probidade, moralidade, eficácia e incolumidade. Segundo a
doutrina os crimes funcionais podem ser divididos em “próprios” e “impróprios” ou “mistos”.
Analisando as proposições, pode-se afirmar:

 ASomente as proposições I e III estão corretas.


 BSomente as proposições II e IV estão corretas.
 CSomente as proposições III e IV estão corretas.
 DSomente as proposições I e II estão corretas.

Gab B
III. Art. 105 CP - O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, obsta ao prosseguimento da ação. ERRADA

VEJAMOS: primeiro ponto, é que o perdão do ofendido, so cabera nos crimes de ação penal PRIVADA!! por isso ela ta errada
PORÉM, caso a pessoa desconheça essa regra, e so analisar o seguinte: presupõe-se que o perdão só sera dado, após o inicio da ação penal,
caso ocorra antes, teremos a RENUNCIA. ORA, mesmo que o perdão pudesse ser dado nos crimes de ação PUB. COND. A REPRESENTAÇÃO, (
o que não é admitido) estaria errada a questão da mesmo forma, visto que se o ofendido perdoasse o oefensor, subtende-se que ele ja representou
ao MP para da seguimento a açaõ. E se ja representou, a ação agora seria PUBLICA de titularidade do MP kk e não caberia a ele perdoa zorra
nenhuma mais!! ou seja, ESTARIA ERRADA DE QUALQUER FORMA

IV. Os próprios são os delitos que só podem ser praticados por funcionários públicos, ou seja, afastada esta condição elementar de funcionário
público ocorre a atipicidade da conduta. E observa que seja cometido o crime no exercício inerente do emprego, cargo ou função pública.

Os impróprios ou mistos são os crimes que podem ser cometidos por particulares, implica em uma desclassificação para outra infração. Pois o
afastamento desta condição de funcionário público para esses crimes, acaba ocorrendo em uma infração de outro tipo penal.
Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: TJ-AL Prova: FGV - 2018 - TJ-AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Jorge, de origem humilde, atua como Oficial de Justiça em determinado Tribunal de Justiça. Quando cumpria ordem de
busca e apreensão na comunidade em que nasceu, viu, de longe, que seu irmão dispensou uma sacola plástica com gr
ande quantidade de drogas, empurrou um policial militar e tentava empreender fuga e evitar o flagrante de crime de tráf
ico, crime este punido com pena mínima de cinco anos de reclusão. Diante disso, quando seu irmão corre em sua direç
ão, o auxilia, escondendo-o dentro de seu veículo particular, enquanto continua a cumprir o mandado pendente.

Descobertos os fatos, considerando apenas a situação narrada, o ato de Jorge configura:

 Acrime de evasão mediante violência contra a pessoa;


 Bconduta típica, mas não punível;
 Ccrime de favorecimento pessoal;
 Dcrime de favorecimento real;
 Econduta atípica.

Gab B
Questão interessante, que requer atenção do candidato preparado, veja pq é conduta típica, mas não punível;

Favorecimento Real > Esconde uma ''coisa'' ( NAO tem isenção)


Favorecimento Pessoal > Esconde uma Pessoa ( tem isenção se o favorecedor for CADI)

Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: TCE-ES Prova: CESPE - 2012 - TCE-ES - Auditor
Com base no que dispõe o Código Penal (CP) e na interpretação doutrinária da legislação penal, julgue o
item seguinte.

O crime nominado, pela doutrina e jurisprudência, peculato eletrônico, que consiste na inserção de inform
ações falsas no banco de dados da administração pública, é considerado delito autônomo em relação ao
peculato, e, caso exista apropriação da quantia auferida indevidamente em razão dessa conduta, em uma
mesma circunstância fática, configura-se o concurso formal dos crimes de peculato e de inserção de dado
s falsos em sistema de informação, delineados no Estatuto Repressor.

 Certo
 Errado

Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar
dano: (Incluido pela Lei n 9.983, de 2000))
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Incluído pela Lei n 9.983, de 2000)
Não há que se falar em concurso com peculato, já que, a conduta descrita na assertiva é o crime previsto no Art. 313 - A do CP (inserção de dados falsos
em sistema de informações), obter a vantagem é mero exaurimento e não configura crime autônomo para haver concurso formal.

Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: Câmara de Barretos - SP Prova: VUNESP - 2017 - Câmara de
Barretos - SP - Advogado
“A”, office boy de um grande escritório de advocacia, recebeu um cheque de um cliente do escritório para
custear registro de escritura pública de imóvel. Depositou o cheque em sua própria conta bancária, com o
fito de pagar contas atrasadas, pensando em devolver os valores quando recebesse o pagamento. O che
que, no entanto, não foi compensado em face da sustação efetuada pelo emitente.
O crime praticado por “A” foi

 Afurto consumado.
 Bpeculato tentado.
 Capropriação indébita tentada.
 Dfurto de coisa comum.
 Eapropriação indébita consumada.

C
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: ALESE Prova: FCC - 2018 - ALESE - Analista Legislativo - Apoio
Jurídico
Sobre o crime de falso testemunho ou falsa perícia, o Código Penal, em seu artigo 342, prevê que

 Aé fato atípico fazer afirmação falsa em juízo arbitral.


 Bé fato atípico fazer afirmação falsa em inquérito penal.
 Cas penas são aumentadas de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante suborno o
u se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em pr
ocesso civil em que for parte entidade da Administração pública direta ou indireta.
 Do fato deixa de ser típico se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente
se retrata ou declara a verdade.
 Eé fato atípico fazer afirmação falsa em processo administrativo.

Correta, C

A - Errada - O fato é tipico => CP, Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em
processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral(...)

B - Errada - O fato é tipico => CP, Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em
processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral(...)

D - Errada - O fato será típico; porém, não punível => CP, Art. 342 §2º O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o
ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.

E - Errada - O fato é tipico => CP, Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em
processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral(...)

Ano: 2018 Banca: MPE-MS Órgão: MPE-MS Prova: MPE-MS - 2018 - MPE-MS - Promotor de Justiça Substituto
Assinale a alternativa correta.

 AÉ crime de extorsão mediante sequestro a conduta denominada de “sequestro-relâmpago” (ocorre quando


os agentes abordam a vítima, restringem sua liberdade e com ela se deslocam e a caixas eletrônicos, com int
uito de fazer saques em dinheiro).
 BAdvogado que é contratado para defender os interesses do seu cliente em processo judicial, recebendo pr
eviamente seus honorários, porém descumpre as disposições contratuais, deixando de adotar as providência
s decorrentes da obrigação pactuada, pratica o crime de apropriação indébita.
 CComete crime de concussão o funcionário público que se utiliza de violência ou grave ameaça para obter v
antagem indevida.
 DFuncionário público estadual com intuito de obter vantagem patrimonial para si, utilizando-se de papel-moe
da grosseiramente falsificado para efetuar pagamento de compras de elevado valor em lojas comerciais, com
ete crime assimilado ao de moeda falsa.
 ENa hipótese de uma pessoa, com dezoito anos, juntamente com um amigo menor de dezoito anos, com co
munhão de esforços e unidade de desígnios, subtrair do avô da primeira, com sessenta e um anos de idade,
a quantia de R$ 1.200,00, aquela praticará o crime de furto qualificado.

Gab E

c)Comete crime de concussão o funcionário público que se utiliza de violência ou grave ameaça para obter vantagem indevida. ERRADO
A partir do momento que ele utiliza violência ou grave ameaça para exigir a vantagem o crime amoldado será o de EXTORSÃO

d)Funcionário público estadual com intuito de obter vantagem patrimonial para si, utilizando-se de papel-moeda grosseiramente falsificado para
efetuar pagamento de compras de elevado valor em lojas comerciais, comete crime assimilado ao de moeda falsa. ERRADO
Como o papel moeda foi grosseiramente falsificado o crime será o de ESTELIONATO (anteriormente entendia-se ser crime impossível mas esse
entendimento já está superado)
Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: PC-MA Prova: CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia
Uma investigadora de polícia exigiu de um traficante de drogas o pagamento de determinada importância em dinheiro a
fim de que evitasse o indiciamento dele em inquérito policial. O traficante pediu um prazo para o pagamento do valor ac
ordado e, dois dias depois, entregou o dinheiro à investigadora, a qual, então, ocultou as provas contra o traficante.

Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta.

 AA conduta da investigadora configura crime de concussão, consumado quando ela exigiu do traficante o pa
gamento do valor pecuniário.
 BA investigadora e o traficante, pela aplicação da teoria monista, deverão responder pelo mesmo tipo penal.
 CA investigadora cometeu crime de corrupção passiva, consumado a partir do momento em que o traficante
efetuou o pagamento.
 DO cumprimento, pela investigadora, do acordado com o traficante configura circunstância qualificadora do c
rime.
 EO traficante deverá responder pelo crime de corrupção ativa, consumado a partir do momento em que as pr
ovas contra ele foram ocultadas.

Questão mal formulada. O agente, para caracterizar o delito de concussão, deve term competência para prática do mal temido pela vítima,
como explica o Manual de Direito Penal do Rogério Sanchez "Deve o agente deter competência para a prática do mal temido pela vítima.
Faltando-lhe poderes para tanto, mesmo que servidor, outro será o crime (extorsão).". Todos sabem - ou deveriam saber - que o
investigador de polícia não indicia e, portanto, não pode evitar indiciamento, ato privativo do Delegado de Polícia.

Cabe destacar que, inverso do que ocorre na Corrupção Passiva (Art. 317, §1º) quando há aumento de pena ao funcionário que retarda ou
deixa de praticar o ato; na Concussão (Art. 316) não existe essa figura de aumento de pena, como ousou sugerir a alternativa D.

Ano: 2017 Banca: MPE-SP Órgão: MPE-SP Prova: MPE-SP - 2017 - MPE-SP - Promotor de Justiça
Substituto
A conduta do funcionário público que, fora do exercício de sua função, mas em razão dela,
exige o pagamento de uma verba indevida, alegando a necessidade de uma “taxa de urgê
ncia” para a aprovação de uma obra que sabe irregular, configura o crime de

 A estelionato.
 B excesso de exação.
 C peculato.
 D corrupção passiva.
 E concussão.

B
É evidente que a exigência de uma verba indevida para uma aprovação que sabe ser irregular caracteriza o crime de concussão. Não há que se
falar em excesso de exação, pois não foi exigida a cobrança de qualquer taxa legal. Aliás, não existe no mundo jurídico “taxa de urgência” para
aprovação de obra irregular. É certo também que a mera alegação do funcionário não muda em nada o contexto da concussão cometida. Também
restou caracterizado no enunciado proposto o dolo do agente, uma vez que este fez exigência indevida para aprovar uma obra que sabe ser
irregular. Portanto o enunciado e a resposta do gabarito estão de pleno acordo com o disposto no artigo 316, “caput” do Código Penal,
inexistindo, assim, qualquer equívoco na questão impugnada. Deste modo, a questão é mantida. Ante o exposto, os recursos interpostos são desprovidos".

Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: TCE-PB Prova: CESPE - 2018 - TCE-PB - Auditor de Contas Públicas - Demais
Áreas
O servidor público que deixar de praticar ato de ofício, infringindo dever funcional em atenção a pedido de outrem, prati
cará

 Acondescendência criminosa.
 Bconcussão.
 Cprevaricação.
 Dcorrupção passiva privilegiada.
 Epeculato.

D
Ano: 2017 Banca: IESES Órgão: CRA-SC Prova: IESES - 2017 - CRA-SC - Advogado
“Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a
aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambient
e externo”, consiste em que crime tipificado contra a administração pública:

 A Prevaricação.
 BCorrupção passiva.
 CConcussão.
 DAdvocacia administrativa.

Constitui o crime que a doutrina chama de PREVARICAÇÃO IMPRÓPRIA, pois o Código penal não nomeu:

Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: CONSULPLAN - 2017 - TJ-MG - Titular de
Serviços de Notas e de Registros - Provimento - 2017
Determinado médico particular, contratado por hospital privado, conveniado ao SUS, exigiu honorários de
R$ 100,00 (cem reais) de um paciente pela consulta. Nesse sentido, assinale a alternativa correta:

 AA conduta do médico se subsume à do crime de excesso de exação.


 BA conduta em análise é típica do delito de peculato.
 CA narrativa traduz a conduta típica do crime de concussão.
 DO médico cometeu o crime de extorsão.

Gab c
Médico do SUS que obtém vantagem indevida:
- se o médico EXIGE: Concussão
- se o médico SOLICITA: Corrupção passiva
- se o médico SIMULA SER DEVIDA A VANTAGEM: Estelionato
- se o médico EXIGE vantagem indevida, mediante VIOLÊNCIA ou GRAVE ameaça: Extorsão !!!

EXTORSÃO X CONCUSSÃO
Na extorsão (art. 158, CP), a vítima é constrangida, mediante violência ou grave ameaça, a entregar a
indevida vantagem econômica ao agente. Já na concussão (art. 316, CP), o funcionário público deve exigir
a indevida vantagem sem o uso de violência ou de grave ameaça.
Sobre o assunto, vejam dois julgados:
O emprego de violência ou grave ameaça é elementar do crime de extorsão (art. 158 do CP), ainda que
praticado por funcionário público, de sorte que, na falta de tal elemento - caso dos autos -, prevalece o tipo
penal de concussão (art. 316 do CP), que se esgota na mera exigência de vantagem indevida, podendo a
mesma se dar de modo não violento. (STJ, AgRg no REsp 1196136/RO, Rel. Min. Alderita Ramos de
Oliveira, 6ª Turma, p. 17.09.2013).
O emprego de violência ou grave ameaça é circunstância elementar do crime de extorsão tipificado no art.
158 do Código Penal. Assim, se o funcionário público se utiliza desse meio para obter vantagem indevida,
comete o crime de extorsão e não o de concussão. (STJ, HC 198750/SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze,
5ª Turma, p. 24.04.2013).
Ano: 2017 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2017 - TJ-RS - Técnico Judiciário

Oficial de Justiça, "A", recebe uma mensagem de sua companheira solicitando que retarde a intimação de uma
determinada decisão judicial para favorecer uma amiga próxima do casal. A fim de atender ao pedido de sua esposa,
"A" retarda o ato de ofício. Considerando esta hipótese, "A" cometeu

 Aprevaricação.
 Bcorrupção passiva.
 Cconcussão.
 Dpeculato.
 Eextravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento.

Muito boa esa questão. Gab B

corrupção passiva privilegiada já que ele está cedendo A PEDIDOS da sua esposa.
Quando ocorre prevaricação, , o funcionário deixa de praticar o ato pro vontade própria, não cede a pedido de ninguém.

art 317: Corrupção Passiva Privilegiada.


§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de
outrem:

Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal:

Ano: 2012 Banca: FUNDECT Órgão: TJ-MS Prova: FUNDECT - 2012 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Meio
Assinale a alternativa correta

 ADeixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do
cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente comete
o crime de prevaricação.
 BSe o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido ou, quando
devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza comete o crime de
concussão.
 CO funcionário público que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática sem
autorização au solicitação de autoridade competente comete o crime de inserção de dados falsos em
sistemas de informação
 DA pena prevista para os crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral sera
aumentada da terça parte quando os autores dos crimes forem ocupantes de cargos em comissão ou de
função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista,
empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.
 EO funcionário público que modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática sem
autorização ou solicitação de autoridade competente não comete crime, mas apenas infração administrativa.

Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: TJM-SP Prova: VUNESP - 2017 - TJM-SP - Escrevente Técnico Judiciário
Nos termos previstos no Código Penal, é correto afirmar que

 Ase considera praticado o crime no momento do resultado.


 Ba lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo se decididos
por sentença condenatória transitada em julgado.
 Co dia do começo deve ser excluído no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo
calendário comum.
 Do funcionário público que se apropria, por negligência, de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou o desvia, em proveito próprio, comete o
crime de peculato-culposo.
 Eexigir, para outrem, indiretamente, fora da função mas em razão dela, vantagem indevida caracteriza o
crime de concussão.

D—errada  Ou seja, TRADUZINDO - No Peculato Culposo, o funcionário público não obteve valores indevidos para si porque agiu culposamente,
como afrima a alternativa, mas, com o seu erro, deu causa para que '' OUTRO'' obtivesse tal vantagem.

E  Correta
Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: PC-PA Prova: FUNCAB - 2016 - PC-PA - Delegado de Policia Civil -
Reaplicação

Acerca dos crimes contra a Administração pública, assinale a resposta correta.

 AO crime de denunciação caluniosa (art. 339 do CP), além de outros requisitos de configuração,
exige que a imputação sabidamente falsa recaia sobre vítima determinada, ou, ao menos,
determinável.
 BPara a configuração do crime de peculato-furto (art. 312, § 1⁰, CP) é suficiente que o sujeito
ativo,funcionário público, subtraia um bem móvel particular que esteja sob a guarda da
Administração pública.
 CConsidera-se funcionário público, para efeitos penais, quem exerce múnus público, assim
entendido o ônus ou encargo para com o poder público, como no caso do curador.
 DNos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informações (art. 313-A do CP) e
modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (art. 313-B do CP) se exige
que figure, como sujeito ativo da conduta, o funcionário público autorizado.
 EAo contrário do que ocorre na extorsão, o crime de concussão é classificado como delito
material, operando-se quando o agente aufere a vantagem indevida almejada.

c)Considera-se funcionário público, para efeitos penais, quem exerce múnus público, assim entendido o ônus ou
encargo para com o poder público, como no caso do curador.

Falso: Múnus público: não são funcionários públicos aqueles que exercem o intitulado múnus público, ou seja,
o encargo ou ônus conferido pela lei e imposto pelo Estado em determinadas situações a algumas pessoas, como,
por exemplo, os inventariantes judiciais, os curadores e tutores dativos, os leiloeiros dativos etc.