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“Para

o desenvolvimento de uma Escola


Inclusiva- Desafios e Práticas”
Decreto Lei n.º 54/2018, de 6 de julho




Paula Cristina Faustino Silva
(Adaptado a partir do material enviado pela DGE)




Objetivos:

• Contextualizar o normativo legal da Educação Inclusiva

• Aplicar o Desenho Universal para a Aprendizagem

• Avaliar de acordo com uma intervenção Multinível
• Organizar uma equipa multidisciplinar


Conteúdos:
• Enquadramento legal da educação inclusiva

• Desenho Universal da Aprendizagem

• Intervenção Multinível





Contextualização da Educação Inclusiva


Acesso e presença nos
OPORTUNIDADE
contextos


(Lei n.º 85/2009, de 27 agosto, alterada pela Lei
n.º65/2015, de 3 de julho))

PARTICIPAÇÃO
Não basta aceder é preciso

participar


CONDIÇÃO Não basta aceder é preciso criar
condições para participar



Impacto nas práticas educativas

Trabalho Organização e
colaborativo gestão de Desenho Abordagem
recursos Universal para centrada na
Constituição Intervenção Eliminação
Parcerias a interação
de equipas Centros de multinível de barreiras
pessoa
multidisci- Apoio à Aprendizagem ambiente
plinares Aprendizagem


Mudanças mais significativas

incluindo a
Abandona os sistemas de categorização de alunos,
“categoria” necessidades educativas especiais.

Abandona o modelo de legislação especial para alunos especiais.

Estabelece um continuum de respostas para todos os alunos.

Coloca o enfoque nas respostas educativas e não em categorias de


alunos.


O que se pretende?


§ Educação acessível para TODOS os alunos

§ Abordagem de ensino e de aprendizagem flexível, sem alterar o
nível de desafio para os alunos

§ Identificação e remoção de barreiras dos métodos de ensino e


materiais curriculares e maximização da aprendizagem para
todos os alunos


Eliminar barreiras

§  Como garantir que todos os alunos têm iguais oportunidades de


aprendizagem?

§  Como é que os professores podem cumprir os objetivos educativos e


atender em simultâneo às necessidades de cada aluno?

§  Que objetivos, metodologias, materiais e avaliação permitem a inclusão,


participação e aprendizagem de todos?
Desenho Universal para a Aprendizagem

Contributos…
Princípio de desenho universal (movimento arquitetónico)
ACESSIBILIDADE PARA TODOS

“Considere as necessidades da maior diversidade de utilizadores
desde o início” (Ron Mace, Arquiteto)

§  Acesso pleno projetado desde o início
§  Maior relação custo-benefício em comparação com adaptações
posteriores
§  Estética e funcionalidade
Direitos civis

Tecnologia

Neurociência
Desenho Universal para a Aprendizagem

Contributos…
Neurociência ao serviço da aprendizagem
§  Redes cerebrais envolvidas na aprendizagem
§  Abordagem educativa que atenda e valorize a diversidade na sala de
aula

Tecnologia ao serviço da educação
§  Ambiente educativo flexível
§  Maximizar oportunidades de aprendizagem para todos

Direitos civis

Tecnologia

Neurociência
Desenho Universal para a Aprendizagem
REDE DE REDE ESTRATÉGICA REDE AFETIVA
RECONHECIMENTO o COMO da o PORQUÊ da
o QUÊ da aprendizagem aprendizagem
aprendizagem

Como recolhemos fatos e Tarefas de planeamento e Como alunos se


categorizamos o que vemos, execução. envolvem e mantêm
ouvimos e lemos. Identificação Como organizamos e motivados. Como são
de letras, palavras ou estilo do expressamos ideias. Escrever um desafiados ou
autor são tarefas de texto ou resolver um problema interessados. Ligado a
reconhecimento. de matemática são tarefas dimensões afetivas.
estratégicas.
Diferentes formas de Estimulação do interesse
apresentação da informação e Diferenciação da forma como os e motivação para
dos conteúdos alunos expressão o que sabem aprender

PRINCÍPIO 1 PRINCÍPIO 2 PRINCÍPIO 3


Proporcionar múltiplos Proporcionar múltiplos meios Proporcionar
meios de representação de ação e de expressão múltiplos meios de
envolvimento
Desenho Universal para a Aprendizagem
REDE DE
RECONHECIMENTO
o QUÊ da
aprendizagem

Rede de reconhecimento

O modo como a informação é apresentada aos alunos.

O tipo de apresentação de abordagem única coloca barreiras à
aprendizagem de muitos alunos, o DUA apoia tanto várias abordagens
como abordagens flexíveis de apresentação do conteúdo.

Tornar a informação acessível é o primeiro passo para apoiar os alunos na
aquisição de conhecimentos.
Desenho Universal para a Aprendizagem
REDE ESTRATÉGICA
o COMO da
aprendizagem

Rede estratégica
Modo como os alunos demonstram os conhecimentos e as
competências.

As oportunidades para os alunos expressarem a sua aprendizagem são


essenciais para os professores monitorizarem até que ponto os alunos
estão a entender e a adquirir conhecimentos e capacidades dos
conteúdos
Desenho Universal para a Aprendizagem
REDE AFETIVA
o PORQUÊ da
aprendizagem

Rede afetiva

O modo como os alunos se envolvem e se motivam

Desenho Universal para a Aprendizagem em sala de
aula

Qual é o objetivo educativo?

Quais são as barreiras em sala de aula que


poderão interferir com a diversidade de
alunos e a consecução dos objetivos
delineados?
Implementação

Elementos críticos

Planificação
Objetivos intencional
claros que considere
a diversidade

Métodos e
Monitorização
materiais
do progresso
flexíveis

(UDL-IRN, 2011)
Aplicação dos princípios DUA à planificação de aulas

I. Áreas curriculares, objetivos, conteúdos, aprendizagens esperadas


Identificar relação entre conhecimentos prévios dos alunos e as aprendizagens esperadas
Meios para motivar os alunos para as atividades a desenvolver

II. Recursos/materiais a usar para motivar os alunos para a aprendizagem, para facilitar a
compreensão dos conteúdos e para promover a participação ativa dos alunos

III. Estratégias e atividades a desenvolver na aula
Modalidades de trabalho a privilegiar na aula
Formas de comunicação
Processos de apresentação/explicitação dos conteúdos
Natureza das atividades

IV. Balanço da aula a realizar com os alunos, critérios de avaliação das aprendizagens
esperadas

(Adapt. Nunes & Madureira, 2015)


INTERVENÇÃO MULTINÍVEL
Características essenciais

Contínuo de intervenções
Tipo, intensidade, frequência da intervenção
determinada pela responsividade dos alunos
Tomada de decisão com base nos dados
Monitorização sistemática
Práticas teoricamente e empiricamente
fundamentadas
Trabalho colaborativo

e.g., Brown-Chidsey & Steege, 2010; Erchul, 2011; Turse & Albrecht, 2015;
Implementação

Condições de partida – O que fazer?


§  Apoio dos órgãos de gestão

§  Organização e formação da equipa

§  Realização de reuniões regulares

§  Identificar e definir os níveis de suporte

§  Determinar mecanismos de avaliação e de intervenção

§  Definir mecanismos de monitorização


Implementação

Condições de partida – O que fazer?



§  Atribuição de papéis e responsabilidades de forma clara
§  Definição clara de cada nível de suporte
§  Definição de formas e materiais a utilizar nas avaliações,
intervenções e monitorização
§  Informação para pais e encarregados de educação
§  Banco de materiais de apoio
Implementação

Condições de partida - Questões


§  Como determinar que uma criança muda de nível de
suporte? Durante quanto tempo? Qual o ponto de
corte?
§  Quem vai prestar o apoio? Que tipo de intervenção?
§  Como e quem vai formar os profissionais envolvidos?
§  Quem é responsável por selecionar as intervenções
baseadas em evidência? Formação? Tempo?
§  Como aplicar o Response to intervention (RTI)?

Turse & Albrecht, 2015


Que fazer para saber que medidas necessitam os alunos?

Método preventivo
Modelo de atuação do insucesso escolar
designado por “Response para todos os alunos
to Intervention” (RTI)

Método de identificação e
intervenção para os alunos com
dificuldades de aprendizagem e
problemas de comportamento
Que fazer para saber que medidas necessitam os alunos?

Determinadas as
Partindo da turma, competências de
realizando um cada um
despiste universal

Ponto de partida para uma


intervenção multinível
Que fazer para saber que medidas necessitam os alunos?

É necessário Tendo em consideração


estabelecer metas, os três níveis de apoio
intervir, avaliar, previstos numa
monitorizar... intervenção multinível

De acordo com o normativo:


Universais
Seletivas
Adicionais
Enquadramento
Dos princípios às práticas
Intervenção
Medidas
Adicionais
Medidas multinível no acesso
adicionais
ao currículo
Medidas Seletivas
Medidas
Intervenção preventiva e
seletivas atempada
Contínuo de intervenções
Enfoque na dimensão pedagógica
e curricular
Medidas Universais
(vs. enfoque em dimensões clínicas ou
nosológicas)
Avaliação para aprendizagem
Medidas (vs. Avaliação da aprendizagem)
universais Reorganização organizacional e
funcional
Como se organizam as medidas em níveis diferentes?

No primeiro nível, a intervenção é universal e dirigida a todas as


crianças, com caráter preventivo e proativo, podendo não ser,
contudo, suficiente para todos.
O segundo nível reporta-se a uma intervenção com caráter "mais
individualizado e mais frequente".
O terceiro e último nível aplica-se apenas às crianças (muito
poucas) referenciadas como estando em alto risco que necessitam
de uma intervenção ainda mais intensiva e individualizada, sendo
verificado quando esta apresenta, nas dimensões avaliadas no
despiste universal, um desempenho muito abaixo do resto do
grupo.
Como se organizam as medidas em níveis diferentes?

Com esta intervenção não estamos a impedir o


aparecimento de dificuldades no processo de
aprendizagem, estamos, sim, a fazer uma identificação
precoce, com vista a uma intervenção atempada,
prevenindo o acumular de dificuldades, evitando o
confronto com os insucessos, tão responsáveis pelo
“desistir” da escola por parte de algumas crianças.
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
•  Alunos que apresentem dificuldades
acentuadas e persistentes ao nível da
c o m u n i c a ç ã o , i n t e r a ç ã o , c o g n i ç ã o o u
Adicionais aprendizagem, que exigem recursos adicionais
significativos

•  D i r i g e m - s e a a l u n o s q u e
evidenciam necessidades de
Seletivas suporte à aprendizagem que não
foram supridas em resultado da
aplicação das medidas universais

•  Dirigem-se a todos os

Universais
alunos e têm como
objetivo promover a
participação e o sucesso
escolar
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

§  A frequência do ano de escolaridade por disciplinas
§  As adaptações curriculares significativas


§  O plano Individual de transição
§  O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino
Medidas adicionais
estruturado Artigo 10.º, DL54/2018
§  O desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social





§  Os percursos curriculares diferenciados
§  As adaptações curriculares não significativas
§  O apoio psicopedagógico Medidas seletivas

§  A antecipação e o reforço das aprendizagens Artigo 9.º, DL54/2018

§  O apoio tutorial



§  Diferenciação pedagógica

§  As acomodações curriculares
§  O enriquecimento curricular
§  A promoção do comportamento pro-social
§  A intervenção com foco académico ou comportamental Medidas Universais
em pequenos grupos
Artigo 8.º, DL54/2018
§  (Entre outras)

Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão


Acomodações curriculares



“Permitem o acesso ao currículo e às Medidas
adicionais
atividades de aprendizagem na sala de


aula através da diversificação e da
combinação adequada de vários


métodos e estratégias de ensino, da
utilização de diferentes modalidades e
instrumentos de avaliação, da
Medidas
adaptação de materiais e recursos

seletivas
educativos e da remoção de barreiras

na organização do espaço e do
equipamento, planeadas para

responder aos diferentes estilos de


aprendizagem de cada aluno,
promovendo o sucesso educativo.”
Medidas


Universais
Alínea a), artigo 2.º, DL54/2018
Exemplos de Acomodações

•  Disponibilizar notas fotocopiadas (ou um guia de estudo) a alunos com dificuldades na coordenação oculo-manual,
evitando que tenham de copiar do quadro.
•  Utilizar organizadores gráficos.
•  Organizar o espaço de sala de aula de forma a não conter estímulos que possam ser distrativos para os alunos.
•  Apresentar sugestões para a gestão do tempo, por exemplo, através da colocação de post-its na mesa.
•  Usar materiais visuais e concretos nas aulas.
•  Usar tecnologia assistiva quando possível/necessário.
•  Dar instruções claras aos alunos, uma de cada vez, não sobrecarregando os alunos com muitas informações ao
mesmo tempo.
•  Colocar na sala de aula pistas visuais que induzam a comportamentos apropriados.
•  Disponibilizar tempo extra para o processamento de informação.
•  Utilizar um tamanho de letra superior sempre que adequado.
•  Disponibilizar suportes auditivos para limitar a quantidade de texto que o aluno deve ler.
•  Manter a proximidade ao aluno.
•  Colocar “lembretes” na mesa do aluno, como por exemplo, listas de vocabulário, alfabeto, …
•  Proporcionar o uso de espaços alternativos para trabalhar tarefas específicas.
•  Dar feedback contínuo.
•  Prestar atenção à iluminação do espaço da sala de aula.
•  Permitir que o aluno dê respostas orais em vez de utilizar a escrita para demonstrar a compreensão de conceitos.
•  Permitir que o aluno disponha de mais tempo na concretização das tarefas.

(Traduzido e adaptado de: https://www.thoughtco.com/accommodations-to-support-student-success-3110984)


Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão



Adaptações curriculares não
significativas

Medidas
adicionais
“Não comprometem as aprendizagens

previstas nos documentos curriculares,


podendo incluir adaptações ao nível dos

objetivos e dos conteúdos, através da


alteração na sua priorização ou

sequenciação, ou na introdução de


objetivos específicos de nível intermédio
Medidas

seletivas
que permitam atingir os objetivos globais e


as aprendizagens essenciais, de modo a

desenvolver as competências previstas no


Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade

Obrigatória.”



Alínea b), artigo 2.º, DL54/2018
Medidas
Universais
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
Adaptações curriculares significativas




“Têm
impacto nas aprendizagens
previstas nos documentos curriculares,
Medidas
adicionais
requerendo
a introdução de outras

a p r e n d i z a g e n s s u b s t i t u t i v a s e
estabelecendo


objetivos globais ao
nível
dos conhecimentos a adquirir e

das
competências a desenvolver, de

modo a potenciar a autonomia, o Medidas

seletivas
d e s e n v o l v i m e n t o p e s s o a l e o

relacionamento interpessoal.”


Alínea c), artigo 2.º, DL54/2018




Medidas
Universais
Adaptações ao processo de avaliação
(Artigo28.º, DL54/2018)

Diversificação dos
Os enunciados em
instrumentos de recolha
formatos acessíveis,
de informação, tais A utilização de produtos
nomeadamente, braille, A interpretação em LGP
como inquéritos, de apoio
tabelas e mapas em
entrevistas, registos
relevo, Daisy, digital
vídeo ou áudio

O tempo suplementar A transcrição das A utilização de sala


respostas A leitura de enunciados
para realização da prova separada

O código de
As pausas vigiadas identificação de cores
nos enunciados
Adaptações ao processo de avaliação
(Artigo28.º, DL54/2018)

ADAPTAÇÕES AO PROCESSO
COMPETÊNCIA DA ESCOLA
DE AVALIAÇÃO INTERNA
Adaptações ao processo de avaliação
(Artigo28.º, DL54/2018)

COMPETÊNCIA DA ESCOLA
(ENSINO BÁSICO)

ADAPTAÇÕES AO PROCESSO
FUNDAMENTADAS E CONSTAR DO
DE AVALIAÇÃO EXTERNA PROCESSO DO ALUNO

COMUNICADAS AO JNE
Adaptações ao processo de avaliação
(Artigo28.º, DL54/2018)

COMPETÊNCIA DA ESCOLA
(ENSINO SECUNDÁRIO)
ADAPTAÇÕES AO
PROCESSO DE FUNDAMENTADAS E CONSTAR DO
AVALIAÇÃO EXTERNA PROCESSO DO ALUNO

COMUNICADAS AO JNE

a) A utilização de produtos de apoio;


b) A saída da sala durante a realização da prova/
exame;
c) A adaptação do espaço ou do material;
d) A presença de intérprete de língua gestual
portuguesa;
e) A consulta de dicionário de língua portuguesa;
f) A realização de provas adaptadas.
Adaptações ao processo de avaliação
(Artigo28.º, DL54/2018)

REQUERER AUTRIZAÇÃO AO JNE


(ENSINO SECUNDÁRIO)
ADAPTAÇÕES AO

PROCESSO DE
FUNDAMENTADAS E CONSTAR DO
AVALIAÇÃO EXTERNA PROCESSO DO ALUNO

a) A realização de exame de português língua segunda (PL2);


b) O acompanhamento por um docente;
c) A utilização de instrumentos de apoio à aplicação de
critérios de classificação de provas, para alunos com dislexia,
conforme previsto no Regulamento das provas de avaliação
externa;
d) A utilização de tempo suplementar.
Progressão e Certificação

•  A progressão dos alunos abrangidos por medidas universais e seletivas


de suporte à aprendizagem e à inclusão realiza-se nos termos definidos
na lei.
•  A progressão dos alunos abrangidos por medidas adicionais de suporte e
Progressão à aprendizagem realiza-se nos termos definidos no relatório técnico
(Artigo 29.º, DL54/2018) pedagógico e no programa educativo individual.

•  Todos os alunos têm, no final do seu percurso escolar, direito a um


certificado de conclusão da escolaridade obrigatória.
•  No caso dos alunos que seguiram o percurso escolar com adaptações
curriculares significativas, do certificado deve constar o ciclo de ensino
concluído e a informação curricular relevante do programa educativo
Certificação individual, bem como as áreas e as experiências desenvolvidas ao longo
(Artigo 30.º, DL54/2018)
da implementação do plano individual de transição.
Como desencadear o processo
da avaliação à intervenção?
Avaliação

Como? Para quê?


Diagnóstica
Conhecimentos
Formativa
Competências/
Sumativa
Habilidades
Autoavaliação
Atitudes, comportamento
Heteroavaliação e valores
Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à
inclusão

A avaliação tem como objetivo:

• Identificar as necessidades educativas do aluno


• Determinar as medidas de suporte à
aprendizagem e à inclusão
• Elaborar os respetivos documentos
• Apoiar a mobilização das medidas definidas
Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à
inclusão(Artigo 20.º, DL54/2018)

IDENTIFICAÇÃO - A identificação é feita aos órgãos de administração e gestão da
escola por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de
intervenção precoce, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que
intervêm com a criança ou aluno.

DETERMINAÇÃO DAS MEDIDAS DE SUPORTE - A determinação das medidas de


suporte à aprendizagem e inclusão é feita pela equipa multidisciplinar a partir da
análise da informação disponível

Medidas Universais Medidas Seletivas Medidas Adicionais


Mobilização das medidas (Artigo 20.º e 21º, DL54/2018)

Medidas Universais Medidas Seletivas Medidas Adicionais

10 dias úteis 30 dias úteis 30 dias úteis


O diretor devolve o processo
ao educador de infância, PTT
A equipa multidisciplinar A equipa multidisciplinar
ou DT, para comunicação da
elabora o RTP, ouvidos os elabora o RTP e o PEI,
decisão aos pais ou EE e
pais ou EE ouvidos os pais ou EE.
para efeitos de mobilização
das medidas

5 dias úteis 5 dias úteis


O RTP é submetido à O RTP e se aplicável, o PEI,
aprovação dos pais e EE dos são submetido à aprovação
alunos dos pais e EE dos alunos

10 dias úteis 10 dias úteis


O RTP e se aplicável, o PEI
O RTP é homologado pelo
são homologados pelo
diretor, depois de ouvido
diretor, depois de ouvido
o CP
o CP
Relatório Técnico-Pedagógico

PRAZOS A TER EM CONTA NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO - PEDAGÓGICO


Ações PRAZOS
O diretor da escola solicita à equipa multidisciplinar a elaboração do
relatório técnico- pedagógico, e quando aplicável, o PEI; após a
3 DIAS ÚTEIS
identificação da necessidade de medidas de apoio à aprendizagem e à
inclusão
Conclusão do relatório técnico- pedagógico, e quando aplicável, o PEI,
30 DIAS ÚTEIS
após a identificação das medidas de suporte
O relatório técnico-pedagógico, e quando aplicável, o PEI, é submetido
à aprovação dos pais ou encarregados de educação, datado e assinado 5 DIAS ÚTEIS
por estes e, sempre que possível, pelo próprio aluno
Homologação do relatório técnico-pedagógico, e quando aplicável, o
10 DIAS ÚTEIS
PEI, pelo diretor da escola, ouvido o Conselho Pedagógico
Relatório Técnico-Pedagógico – Artigo 21.º e 22.º DL54/2018)

ELEMENTOS A INCLUIR NO RELATÓRIO TÉCNICO – PEDAGÓGICO


Identificação do aluno
A identificação dos fatores que facilitam e que dificultam o progresso e o desenvolvimento das
aprendizagens do aluno, nomeadamente fatores da escola, do contexto e individuais do aluno
Identificação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão a mobilizar
Operacionalização de cada medida, incluindo objetivos, metas e indicadores de resultados
Identificação do(s) responsável(eis) pela implementação das medidas de suporte à aprendizagem e
à inclusão
Procedimentos de avaliação da eficácia de cada medida de suporte à aprendizagem e à inclusão e,
quando existente do PEI
Momentos intercalares de avaliação da eficácia das medidas de suporte à aprendizagem e à
inclusão (quando proposta implementação plurianual de medidas)
Procedimentos de articulação com os recursos específicos de apoio à inclusão definidos no artigo
11.º
Concordância expressa dos pais/encarregado de educação
Programa Educativo Individual (Artigo 24.º, DL54/2018)
O PROGRAMA EDUCATIVO INDIVIDUAL INTEGRA:
Identificação do aluno
Identificação e formas de operacionalização das adaptações curriculares significativas

Outras medidas de suporte à inclusão

Identificação das competências e as aprendizagens a desenvolver pelos alunos, tendo como


referência o Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória e as Aprendizagens essenciais
Identificação das estratégias de ensino a adotar
Identificação das adaptações no processo de avaliação
Identificação dos produtos de apoio necessários e descrição sumária das vantagens da sua
utilização no acesso ao currículo e no aumento dos níveis de participação nos diversos
contextos de aprendizagem.
Indicação de estratégias para a transição entre ciclos de educação e ensino
Distribuição horária das atividades previstas*
*O Programa Educativo Individual deve abranger o total de horas letivas do aluno, de acordo com o respetivo nível de educação ou de ensino.
O que é uma Equipa Multidisciplinar
da Educação Inclusiva?
Recursos específicos de apoio à aprendizagem e à
inclusão (Artigo 11.º, DL 54/2018)

Recursos humanos Recursos organizacionais Recursos específicos


específicos específicos existentes na comunidade

•  Docentes de educação •  Equipa multidisciplinar •  Equipas locais de


especial de apoio à educação intervenção precoce.
inclusiva (EMAEI) •  Equipas locais de saúde
escolar dos
•  Técnicos agrupamentos e centros
especializados •  Centro de apoio à de saúde e unidades
aprendizagem (CAA) locais de saúde.
•  Assistentes •  CPCJ
operacionais •  Escolas de referência •  CRI
(visão, bilingue, IP, ) •  Instituições da
comunidade
•  Estabelecimentos de
•  CR TIC educação especial com
acordo de cooperação
com o ME
Docente de Educação Especial:
que papel?
Docente de Educação Especial
§  O docente de educação especial constitui-se como parte ativa das equipas
educativas na definição de estratégias e acompanhamento da
diversificação curricular.

§  Recurso humano específico de apoio à aprendizagem e à inclusão.

§  Integra a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva.

§  Medidas adicionais de suporte à aprendizagem que requerem a


intervenção de recursos especializados, deve convocar-se a intervenção
do docente de educação especial enquanto dinamizador, articulador e
especialista em diferenciação dos meios e materiais de aprendizagem,
implementadas preferencialmente em contexto de sala de aula.


Papel do Docente de Educação Especial

§  Assume um papel essencial nos processos de ensino, aprendizagem


e avaliação flexíveis.

§  Contribui para a promoção de competências sociais e emocionais.

§  Envolve os alunos ativamente na construção da sua aprendizagem.

§  Promove as competências previstas no perfil do aluno,


nomeadamente, a capacidade de resolução de problemas, o
relacionamento interpessoal, os pensamentos crítico e criativo, a
cidadania.
Técnicos Especializados: que
papel?
Técnicos
Especializados Terapeutas
da fala

Terapeutas
...
ocupacionais
§  Recursos humanos
específicos de apoio
à aprendizagem e à Abordagem
inclusão biopsicossocial
§  Integram a EMAEI do aluno Fisioterapeut
Formadores
as
§  Função de consultoria
colaborativa a apoio
aos docentes
Técnicos de
serviço Psicólogos
social
Assistentes operacionais: que
papel?
Assistentes Operacionais

§  Recurso humano específico de apoio à aprendizagem e à inclusão.

§  Papel fundamental na efetivação de um clima inclusivo nas escolas.

§  Elementos variáveis da EMAEI.

§  Articulação com docentes dos alunos e com os encarregados de educação.


§ 
§  Facilitar a inclusão e estimular a interação dos alunos com problemáticas
junto dos seus pares no recreio.

§  Capacidade de trabalho colaborativo e gestão de conflitos.

§  Acompanhamento dos alunos na realização de atividades de vida diária (ex.:


autonomia pessoal e social).
Equipa de Apoio à Educação inclusiva (Artigo 12.º, DL54/2018)

Elementos permanentes Elementos variáveis

•  Um membro da equipa do •  Pais/Encarregados de educação


diretor •  O educador, o professor titular
•  Um docente de educação de turma ou o diretor de turma
especial do aluno, consoante o caso
•  Três membros do conselho •  Outros docentes do aluno, bem
pedagógico com funções de como técnicos do CRI que
coordenação pedagógica de prestam apoio à escola ou outros
diferentes níveis de educação e •  Assistentes operacionais
ensino •  Estes elementos são
•  Psicólogo (técnico especializado) identificados pelo coordenador
•  Coordenador da Equipa é da equipa, em função de cada
designado pelo diretor, ouvidos caso.
os elementos permanentes
EMAEI: que competências?
Conduzir o processo de avaliação de
necessidades educativas

Avaliação compreensiva do aluno

PAIS/ EE
Recolher evidências e dados
significativos

Análise dos dados de avaliação


compreensiva do aluno
Identificar medidas de suporte a mobilizar para
responder a necessidades educativas

Análise dos dados de avaliação


compreensiva do aluno

Identificação da necessidade de medidas PAIS/ EE


de suporte à aprendizagem e à inclusão

Mobilização de medidas -universais,


seletivas ou adicionais
PAIS/ EE
Acompanhar e monitorizar a aplicação de medidas de
suporte à aprendizagem

Instrumentos de avaliação e
monitorização

Autoavaliação

Sistematização da avaliação

Definição de papeis
Prestar aconselhamento aos docentes na
implementação de práticas pedagógicas inclusivas

Seleção das estratégias


Avaliação sistemática
mais adequadas e
das práticas, das
enquadradas numa
atitudes e dos
perspetiva de desenho
contextos.
universal.

Atenção a fatores
Trabalho colaborativo
potenciadores da
(TC)
aprendizagem e do TC
Outras competências

Elaborar o RTP

Elaborar o PEI / PIT

Propor ao diretor da escola ingresso antecipado ou o


adiamento de matrícula
Sensibilizar a comunidade educativa para a educação
inclusiva

Acompanhar os centros de apoio à aprendizagem (CAA)


Centros de Apoio à Aprendizagem (Artigo 13.º, DL54/2018)






Desenvolver
Promover a
criação de
Promover a metodologias
ambientes Apoiar a
Apoiar a criação
de recursos de
qualidade da Apoiar os de intervenção
participação docentes da interdisciplinar
estruturados, organização do aprendizagem e
ricos em processo de instrumentos de
dos alunos nos
vários
turma a que os
alunos
es que
comunicação e transição para avaliação para
facilitem a vida pós- as diversas
contextos de pertencem. interação,
aprendizagem, componentes do
fomentadores escolar.
aprendizagem. autonomia e
adaptação.
da currículo.
aprendizagem.

Recurso organizacional – continuum das respostas educativas

Centros de Apoio à Aprendizagem

CARÁCTER TRANSITÓRIO…
Complementar o trabalho realizado em contexto de sala de aula,
para o desenvolvimento de competências específicas a serem
generalizadas para os contextos de vida dos alunos, assumindo
sempre um carácter transitório.


CONHECIMENTO ESPECIALIZADO…
O objeto preferencial da ação dos CAA diz respeito à
operacionalização de medidas que requerem conhecimentos
especializados.

Acolhem as unidades especializadas
Normas transitórias: regime de transição para alunos com
a extinta medida Currículo Específico Individual

O que é necessário fazer?

Reavaliação pela equipa multidisciplinar para identificação das medidas de
suporte à aprendizagem e inclusão e elaboração dos respetivos
documentos e mobilizar as medidas definidas.


RTP PIT





Unicamente para alunos 3 anos antes do limite da
com adaptações curriculares escolaridade obrigatória
PEI
significativas (ACS) (só para alunos com ACS)

O que avaliar?


O que avaliar


Fatores que facilitam e que dificultam o progresso e o

desenvolvimento do aluno, nomeadamente fatores da

escola, do contexto e individuais do aluno.


Referentes para a avaliação

Quais os referentes para a

avaliação




Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PA)

Aprendizagens Essenciais (AE)


Plano Curricular


Privilegiar o contexto turma

Adequar os conteúdos das disciplinas ao perfil
do aluno

Áreas curriculares específicas definidas no
normativo
Artigo 2.º, alínea d) e artigo 23.º treino de visão, o sistema braille, a
orientação e a mobilidade, as tecnologias específicas de informação e
comunicação e as atividades da vida diária

Para o Desenvolvimento de uma Escola Inclusiva
Desafios e Práticas







FIM

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