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Empoderamento

― Visão Freudiana

Quem trouxe a palavra Empoderamento para o Brasil foi Paulo Freire e segundo ele é a
‘’capacidade de um individuo de provocar em si mesmo as mudanças necessárias para
evoluir e para se fortalecer’’.

Ao sermos pessoas empoderadas, estamos vivendo nossas vidas por escolha nossa,
temos autonomia por qual caminho queremos seguir e qual decisão tomar, sem
influência de qualquer outra circunstância, tendo consciência da nossa importância na
sociedade, sem deixar nenhuma pressão social ser capaz de nos tornar seres
oprimidos.

Esse movimento trouxe voz para as minorias que são oprimidas, trouxe visibilidade e
nos concebeu a vontade de lutar por nossos direitos, nos orientando para aceitarmos
quem somos e ver beleza nisso.

Embora esse conceito pareça ser um termo individualista, ao dizermos que se


empoderar é trazer o conhecimento de si mesma, é muito mais que isso. É cultura. É
um grupo que luta para se tornar forte numa sociedade que o menospreza, e não o
reconhece como merece, nos torna seres ativos em busca de mudanças.

Uma pessoa empoderada tem capacidade de empoderar muitas outras e assim


combater a todas as ameaças, é uma ação coletiva que promove o bem estar de todos.
Não falamos apenas sobre mulheres, mas sim sobre todas as minorias.
O patriarcado quer que essas minorias acreditem que são dependentes de uma figura
superior que dite regras e tome suas decisões, afinal estarão reproduzindo o melhor
para sociedade.

A visão que muitas vezes é passada da mulher é: um ser frágil, dependente, vaidoso
que só tem o objetivo de ser bela, dona de casa, do lar e sempre exercendo as
atividades domésticas. Extremamente inferior ao homem que sai para trabalhar em
busca de meios para sobreviverem, forte e isento de qualquer tarefa doméstica.

Essa visão da mulher submissa ao homem tem sido drasticamente mudada com os
novos movimentos adquiridos, mas ainda é de forte em muitos lugares.
O discurso produzido é que a inferioridade da mulher é algo natural, já vindo com ela,
porém o que nós queremos é destruir esse conceito de objetificação da mulher e de
seu corpo.
‘’O discurso psicanalítico tem em Sigmund Freud (1856-1939) seu maior expoente.
Ele foi pioneiro por adotar a diferença entre os sexos como objeto. Em sua
concepção, a mulher - ou "continente obscuro", como ele a chamava - é um ser
incompleto que tem inveja do falo, o que justifica, em algumas situações, a histeria
feminina. Por isso, ele preceitua que o momento mais sublime da vida de uma
mulher é quando ela dá à luz a um filho homem (FREUD, 1994).’’

― Relatório técnico-científico

Vemos aqui que a mulher é parte de uma cultura que a fragiliza, a coloca como ser
submisso ao homem e totalmente inferior.

Com a visão sobre sexualidade de Freud, nos parece que a mulher ser vista como algo
que deve ser pequeno em relação ao homem seja algo vindo dessa teoria, em que a
mulher sempre está ali para servir e cumprir os desejos e afazeres.

O empoderamento vai muito além, ele nos torna consciente dos nossos direitos, do
nosso corpo, da nossa beleza, passamos a nos enxergar como pessoas ativas sem
influência de outrem. Desconstrói a ideia de que nós mulheres somos rivais e
competidores e nos coloca uma ao lado da outra.

O caminho da desigualdade começa aos poucos ser quebrado, mas tendo em vista que
ainda há muitos empecilhos quanto a isso e muito a que ser feito, pois ainda existe o
que possa nos silenciar, mas ainda sim estamos ciente do lugar que ocupamos e que
podemos ocupar.

O fato é que essa fatia da minoria ainda não é reconhecida como de valor.

Freud ao consultar suas pacientes é apresentado que algumas mulheres em seus


discursos relatavam que tinham ‘’inveja do falo’’.

Podemos ver que algumas mulheres se sentem prejudicadas apenas por serem
mulheres e que seriam muito mais reconhecidas se fossem homens, a nossa
sociedade, o ser humano tem impregnado o machismo em si e tem afetado em várias
questões cotidianas, arrisco dizer que o que Freud presenciou em suas análises não é
uma inveja propriamente dita, mas sim um desejo de ter um posicionamento
importante, o que para elas só se aconteceria caso fossem homens.

A ideia de que o homem possui um órgão reprodutor masculino e a ausência nas


mulheres, traz o grande impacto que torna as mulheres abaixo do nível imposto.

O que pode diferenciar os homens das mulheres na nossa visão, o único fator
apresentado, é o órgão masculino. Então, a tal inveja que Freud pode ter mencionado,
não é por isso em si, mas pela posição social em que esse órgão coloca o homem, pois
é assim na nossa cultura. A nossa cultura nos diz que o homem é melhor do que a
mulher e que as mulheres se devem ser subordinadas.

Toda essa questão não é biológica, mas sim social, pois é o homem recebe uma
elevação que nos torna menores.

O que o empoderamento nos traz nessa situação é a certeza que podemos sim
conseguir uma posição de destaque na sociedade, somos seres totalmente capazes de
fazermos o que quisermos. Damos poder a uma mulher, e cada uma vai assumindo o
seu poder, a sua autonomia individual.

A ideia de que não podemos ser bem sucedidas e sim dependentes vai se diluindo e
trazendo a mulher à tona, fazendo com que ela se torne autônoma.

Uma vez que abrimos porta para crescermos, e nos impulsionamos, também estamos
pensando naquela mulher que está ali um degrau de onde estamos, com
empoderamento todas iremos crescer juntas, em busca da visibilidade e da
representatividade que nos apagou há tanto tempo lá atrás. É uma atitude diária, até
que um dia conquistemos a igualdade.

Temos poder, de escolher, de tomar decisões, e de sermos nós mesmas. Qualquer


movimento que nos diminuía, que nos domine, deve ser confrontado. Mulheres
também merecem direitos iguais. A minoria merece ser vista.
Colégio Estadual Baldomero Barbará

PSICOLOGIA
Empoderamento

Larissa Maximiano – 15
Marcela Lopes – 17
Rafaela Branco – 22

CN 2001