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Release de Resultados | 1T19

ENGIE Brasil Energia marca entrada no segmento


de gás natural brasileiro ao adquirir participação
na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG)
Conjunto Eólico Umburanas atinge operação comercial total. Florianópolis (SC), 8 de
maio de 2019. A ENGIE Brasil
Ebitda e lucro líquido têm crescimento de 15,9% e 15,6%, respectivamente. Energia S.A. (“ENGIE Brasil
Energia”, “EBE” ou
“Companhia”) — B3: EGIE3,
ADR: EGIEY — anuncia os
Destaques Eventos Subsequentes resultados financeiros relativos
ao Primeiro Trimestre de 2019
(1T19). As informações
» A ENGIE Brasil Energia (EBE) registrou receita » Em 5 de abril, a Companhia, em conjunto com financeiras e operacionais a
operacional líquida de R$ 2.338,8 milhões no 1T19, subsidiária da ENGIE S.A. e o fundo canadense seguir são apresentadas em
25,1% (R$ 469,9 milhões) acima do montante Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), base consolidada e estão de
apurado no 1T18. sagrou-se vencedora do processo para aquisição acordo com os princípios e as
de participação na Transportadora Associada de práticas contábeis adotadas no
» O Ebitda1 alcançou R$ 1.212,8 milhões no 1T19, Gás S.A. (TAG), maior transportadora de gás do Brasil. Os valores estão
incremento de 15,9% (R$ 166,2 milhões) em Brasil. expressos em reais (R$), salvo
comparação ao 1T18. A margem Ebitda foi de quando indicado de modo
51,9% no 1T19, redução de 4,1 p.p. em relação ao » Ocorreu em 10 de abril a reafirmação, pela Fitch diferente.
1T18. Ratings, dos ratings da Companhia após a
aquisição de participação na TAG.
» O lucro líquido do 1T19 foi de R$ 565,5 milhões (R$ » Em abril, a capacidade instalada total própria do
0,6927/ação), valor 15,6% (R$ 76,2 milhões) acima parque gerador da EBE atingiu 8.365,5 MW, com a
do alcançado no 1T18. Para Divulgação Imediata
entrada em operação comercial das últimas quatro
» O preço médio dos contratos de venda de energia, centrais eólicas do Conjunto Eólico Umburanas - Mais informações:
líquido das exportações, dos tributos sobre a Fase I, que agregou 360 MW.
Eduardo Sattamini
receita e das operações de trading, foi de R$ » Na Reunião do Conselho de Administração de 17 Diretor-Presidente, Diretor Financeiro
188,07/MWh no 1T19, valor 6,0% superior ao de abril, foi aprovada a 8ª emissão de debêntures e de Relações com Investidores
registrado no 1T18. simples, no valor de R$ 2,5 bilhões, destinados à eduardo.sattamini@engie.com
» A quantidade de energia vendida no 1T19, sem formação de capital de giro para financiar a
implementação do plano de negócios da Rafael Bósio
considerar as operações de trading, foi de 9.050
Gerente de Relações com Investidores
GWh (4.190 MW médios), volume 2,6% superior ao Companhia.
rafael.bosio@engie.com
comercializado no 1T18. » Aprovada pela Assembleia Geral Ordinária de 26 Tel.: (48) 3221-7225
» Em março, a Fitch Ratings reafirmou o Rating de abril a distribuição de dividendos
ri.BREnergia@engie.com
Nacional de Longo Prazo em ‘AAA(bra)’ com complementares ao exercício findo em 31 de
perspectiva estável e em escala global ‘BB’ com dezembro de 2018, no valor de R$ 76,7 milhões
perspectiva estável, um nível acima do rating (R$ 0,0940/ação), cuja distribuição atingiu 100% do
soberano. Além desses, reafirmou também o rating lucro líquido distribuível ajustado. As ações
Teleconferência com webcast
‘AAA(bra)’ com perspectiva estável, às sexta e deverão ser negociadas ex-dividendos a partir de 7 Dia 9/05/2019 às 11:00h
sétima emissões de debêntures quirografárias da de maio de 2019 e a data de pagamento será (horário de Brasília): em português
Companhia. definida posteriormente pela diretoria executiva. (tradução simultânea para inglês)

Mais detalhes na seção Próximo


Evento, na página 24.
Resumo dos Indicadores Financeiros e Operacionais
Visite nosso Site
ENGIE Brasil Energia - Consolidado www.engie.com.br/investidores
(Valores em R$ milhões) 1T19 1T18 Var.

Receita Operacional Líquida (ROL) 2.338,8 1.868,9 25,1%


Resultado do Serviço (EBIT) 1.016,6 875,6 16,1%
Ebitda (1) 1.212,8 1.046,6 15,9%
Ebitda / ROL - (%) (1) 51,9 56,0 -4,1 p.p.
Lucro Líquido 565,5 489,3 15,6%
Retorno Sobre o Patrimônio (ROE) (2) 34,7 27,9 6,8 p.p.
Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC) (3) 21,0 21,1 -0,1 p.p.
Dívida Líquida (4) 8.322,0 5.800,3 43,5%
Produção Bruta de Energia Elétrica (MW médios)(5) 5.277 4.630 14,0%
Energia Vendida (MW médios) (6) 4.190 4.085 2,6%
Preço Líquido Médio de Venda (R$/MWh) (7) 188,07 177,41 6,0%
Número de Empregados - Total 1.411 1.166 21,0%
Empregados EBE 1.290 1.117 15,5%
Empregados em Projetos em Construção 121 49 146,9%

(1) Ebitda: lucro líquido + imposto de renda e contribuição social + resultado financeiro + depreciação e amortização.
(2) ROE: lucro líquido médio dos últimos 4 trimestres / patrimônio líquido.
(3) ROIC: taxa efetiva x EBIT / capital investido (capital investido: dívida - caixa e eq. caixa - depósitos vinculados ao serviço da dívida + PL).
(4) Valor ajustado, líquido de ganhos de operações de hedge.
(5) Produção total bruta das usinas operadas pela ENGIE Brasil Energia.
(6) Desconsidera vendas por regime de cotas (UHEs Jaguara e Miranda).
(7) Líquido de exportações, impostos sobre a venda e operações de trading.

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MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO
Encerramos o primeiro trimestre do ano com a mesma consistência que vem
pautando os resultados e a execução da ENGIE Brasil Energia nos últimos
períodos. A caminhada firme em busca de nossos objetivos, apoiada por
nossas convicções e pelo nível de entrega de nosso time, nos mantém nos
trilhos para materializar a estratégia da Companhia em se tornar um player-
chave da infraestrutura brasileira, de forma a maximizar a geração de valor.
A solidez de nossas operações em
geração, aliada à nossa entrada no
mercado de transmissão e, mais

É com imensa satisfação que reportamos – uma vez mais – sólidos e recentemente, no de transporte de
significativos níveis de crescimento para todos os relevantes indicadores gás, consolidam na prática os planos
financeiros e operacionais da Companhia. Nossa Receita Operacional Líquida de oferecer ao investidor um veículo
atingiu R$ 2,3 bilhões, um crescimento de 25,1% em relação ao 1T18, de investimento único, posicionado
enquanto o Ebitda atingiu R$ 1,2 bilhão, 15,9% acima do registrado no mesmo
período do ano passado, e o Lucro Líquido somou R$ 565,5 milhões, 15,6% para capturar as melhores
superior ao registrado no 1T18. As evoluções registradas continuam a refletir oportunidades no desenvolvimento
os aumentos, tanto de preço médio, quanto de volume de vendas, a melhoria da infraestrutura energética do país.
nos resultados das operações realizadas no mercado de curto prazo e de
trading e a redução das compras de energia para a gestão do portfólio da Companhia, entre outros fatores.
Apesar de alguns percalços, a UTE Pampa Sul tem previsão para realizar seu primeiro sincronismo em maio e para entrar em
operação comercial no final do mês de junho, com capacidade instalada de 345 MW. Continuaremos guiando nossas ações
tendo em vista a entrega dos passos planejados e comunicados, e fazemos questão de reforçar o compromisso com a postura
‘walk the talk’, ou seja, com a plena satisfação dos compromissos estabelecidos, como podemos observar nos destaques mais
recentes:
Conjunto Eólico Umburanas – 100% em operação
» Ao longo do 1T19 e do mês de abril, foram concluídos os serviços de montagem das redes de média tensão de todas as
Centrais Eólicas do Conjunto Eólico Umburanas – Fase I. O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) emitiu
as Licenças de Operação, e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) emitiu as autorizações de entrada em operação
comercial das Centrais Eólicas que formam o Conjunto Eólico Umburanas. Assim, o Conjunto está em funcionamento e
operação comercial plenos desde o dia 24 de abril, o que representa a adição de 360 MW de capacidade instalada ao parque
gerador da EBE.
Aquisição da Transportadora Associada de Gás (TAG)
» Após mais de um ano de negociações, que se aceleraram durante o 1T19, quando as autorizações necessárias do Conselho
de Administração e do Comitê de Partes Relacionadas foram encaminhadas, recebemos, no início de abril, a confirmação de
que a EBE, em conjunto com subsidiária da ENGIE S.A. e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec
(CDPQ), sagrou-se vencedora do leilão e arrematou a maior transportadora de gás natural do país por US$ 8,6 bilhões de
dólares. A TAG possui aproximadamente 4,5 mil km de gasodutos de alta pressão, que atravessam 10 estados do Norte,
Nordeste e Sudeste do país, com capacidade firme contratada de movimentação de mais de 70 milhões de m 3 de gás por
dia. A Petrobras manterá participação minoritária de 10% na TAG e também os contratos de longo prazo já vigentes.
» Além de se tratar de uma operação que agrega valor imediato à ENGIE Brasil Energia, a aquisição está profundamente
alinhada aos nossos preceitos estratégicos. Liderar a transição da matriz energética passa, necessariamente, por oferecer
segurança eficiente ao sistema, com custo competitivo. As fontes renováveis atuais têm por característica a intermitência, e
a geração termelétrica a gás, cumpre função essencial de backup, de forma a permitir o melhor aproveitamento e
administração da geração renovável.
A incursão a este novo mercado que se inicia com a aquisição da TAG nos rememora nosso início, quando enxergamos, mais
de duas décadas atrás, a grande oportunidade de desenvolvimento da geração de energia no Brasil. Da mesma forma
observamos o atual momento e vislumbramos o mesmo caminho, a fim de liderar o crescimento que a cadeia de valor de gás
deve experimentar ao longo dos próximos anos no país.
A solidez de nossas operações em geração, aliada à nossa entrada no mercado de transmissão e, mais recentemente, no de
transporte de gás, consolidam na prática os planos de oferecer ao investidor um veículo de investimento único, posicionado para
capturar as melhores oportunidades no desenvolvimento e crescimento da infraestrutura energética do país.
Permanecemos firmes em nossos propósitos e convicções e reforçamos – a cada nova conquista – nossa confiança de estar no
caminho correto para entregar um nível ótimo de geração de valor aos acionistas, enquanto contribuímos para o fortalecimento
da infraestrutura energética do Brasil, sem deixar de observar a sustentabilidade de nossas operações, tanto do ponto de vista
financeiro, quanto sob a ótica socioambiental.

Eduardo Antonio Gori Sattamini


Diretor-Presidente, Diretor Financeiro
e de Relações com Investidores

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DESEMPENHO OPERACIONAL
Parque Gerador
A ENGIE Brasil Energia integra o maior grupo produtor independente de energia do país e, com a entrada em operação comercial
de 14 das 18 centrais eólicas do Conjunto Eólico Umburanas, no final do 1T19 passou a contar com 8.275,5 MW de capacidade
instalada, operando um parque gerador de 9.996,2 MW, composto de 55 usinas, sendo 11 hidrelétricas, três termelétricas e 41
complementares — centrais a biomassa, PCHs, eólicas e solares —, das quais 51 pertencem integralmente à Companhia e
quatro (as hidrelétricas Itá, Machadinho e Estreito, e a usina de cogeração a biomassa Ibitiúva Bioenergética) são comercialmente
exploradas por meio de parcerias com outras empresas.

Parque Gerador da ENGIE Brasil Energia – em 31 de março de 2019


Capacidade Instalada (MW) Data de vencimento do Energia assegurada
termo original da (MW médios)
Usina Tipo Localização
Participação Concessão/ Participação da
Total da Companhia Autorização Companhia
Itá Hidrelétrica Rio Uruguai (SC e RS) 1.450,0 1.126,9 out/30 564,7
Salto Santiago Hidrelétrica Rio Iguaçu (PR) 1.420,0 1.420,0 set/28 733,3
Machadinho Hidrelétrica Rio Uruguai (SC e RS) 1.140,0 403,9 jul/32 165,3
Estreito Hidrelétrica Rio Tocantins (TO/MA) 1.087,0 435,6 nov/37 256,9
Salto Osório Hidrelétrica Rio Iguaçu (PR) 1.078,0 1.078,0 set/28 502,6
Cana Brava Hidrelétrica Rio Tocantins (GO) 450,0 450,0 ago/33 260,8
Jaguara Hidrelétrica Rio Grande (MG) 424,0 424,0 dez/47 341,0
Miranda Hidrelétrica Rio Araguari (MG) 408,0 408,0 dez/47 198,2
São Salvador Hidrelétrica Rio Tocantins (TO) 243,2 243,2 abr/37 148,2
Passo Fundo Hidrelétrica Rio Passo Fundo (RS) 226,0 226,0 set/28 113,1
Ponte de Pedra Hidrelétrica Rio Correntes (MT) 176,1 176,1 set/34 133,6
Total - Hidrelétricas 8.102,3 6.391,7 3.417,7
Complexo Jorge Lacerda 1 Termelétrica Capivari de Baixo (SC) 857,0 857,0 set/28 649,9
Total - Termelétricas 857,0 857,0 649,9
Conjunto Umburanas 2 Eólica Umburanas (BA) 270,0 270,0 ago/49 158,1
Conjunto Campo Largo 3 Eólica Umburanas (BA) 326,7 326,7 jul/50 169,6
Conjunto Trairi 4 Eólica Trairi (CE) 212,6 212,6 set/41 102,3
Ferrari Biomassa Pirassununga (SP) 80,5 80,5 jun/42 35,6
Ibitiúva Bioenergética Biomassa Pitangueiras (SP) 33,0 22,9 abr/30 13,9
Assú V Solar Assú (RN) 30,0 30,0 jun/51 9,2
Lages Biomassa Lages (SC) 28,0 28,0 out/32 14,6
Rondonópolis PCH Ribeirão Ponte de Pedra (MT) 26,6 26,6 dez/32 14,0
José Gelazio da Rocha PCH Ribeirão Ponte de Pedra (MT) 24,4 24,4 dez/32 11,9
Nova Aurora Solar Tubarão (SC) 3,0 3,0 não aplicável 5 0,0
Tubarão Eólica Tubarão (SC) 2,1 2,1 não aplicável 5 0,0
Total - Complementares 1.036,9 1.026,8 529,2
Total 9.996,2 8.275,5 4.596,8

1
Complexo composto de três usinas.
2
Conjunto composto de 14 usinas em operação.
3
Conjunto composto de 11 usinas.
4
Conjunto composto de 8 usinas.
5
Para centrais geradoras com potência igual ou inferior a 5 MW o instrumento legal aplicável é o registro.

Transportadora Associada de Gás (TAG)


A EBE, em conjunto com uma subsidiária do Grupo ENGIE e do
fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec Formação do Consórcio
(CDPQ), foi vencedora do processo competitivo conduzido pela
Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, para aquisição de 90% da ENGIE S.A.
CDPQ
ENGIE Brasil Energia
participação acionária da Transportadora Associada de Gás S.A.
32,5% 32,5% 35,0%
(TAG). O valor total da oferta representa um valor da empresa
(Enterprise Value) de R$ 35,1 bilhões para 100% da TAG, base
Aliança
de 31 de dezembro de 2017.
Transp. de Gás S.A.
A TAG é a maior transportadora de gás natural do Brasil, com 90,0% 10,0%
uma infraestrutura de gasodutos de aproximadamente 4.500 km,
que se estende por todo o litoral do Sudeste e Nordeste e mais
um trecho entre Urucu e Manaus, no Amazonas. A rede atende
oito distribuidoras de gás, duas refinarias, duas plantas de fertilizantes e oito usinas termelétricas.
Essa aquisição marca a entrada da ENGIE no segmento de gás natural no país e está alinhada com a estratégia global do Grupo
de ser líder na transição energética, o que demanda infraestruturas de energia sofisticadas e em larga escala, como os gasodutos
da TAG, que contribuem para a diversificação e a descarbonização do mix energético brasileiro.

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A transportadora encontra-se significativamente contratada (~98%) no médio e longo prazos, com a Petrobras, por meio de
contratos vigentes.

Detalhamento dos Contratos


Maturidade do Término da Volumes Contratados % Previsto da Receita
Gasoduto Tamanho (km)
Contrato Autorização (MM m³/dia) Operacional Líquida*
Gasene 1.401,0 nov-33 mar-39 30,3 36,9%
Malha NE 2.002,0 dez-25 mar-39 21,6 24,0%
Pilar-Ipojuca 189,0 nov-31 nov-41 15,0 6,6%
Urucu-Coari-Manaus 802,0 nov-30 nov-40 6,3 32,5%
Lagoa Parda-Vitoria 81,0 Em negociação mar-39 0,7 0,0%
Total 4.475,0 73,9 100,0%
* Variações na representatividade da receita entre os contratos podem ocorrer.

A aprovação da operação pelo Conselho da Administração da Petrobras e a assinatura do contrato de compra e venda ocorreram
em 24 e 25 de abril, respectivamente. O fechamento financeiro é esperado para o final do mês de maio.

Expansão
Jirau. A Energia Sustentável do Brasil S.A. (ESBR) é
responsável pela manutenção, operação e venda da energia ESBR - Estrutura Societária
gerada pela Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio
Madeira, em Porto Velho, estado de Rondônia.
20%
Desde novembro de 2016, a UHE Jirau conta com todas as suas 50
unidades geradoras em funcionamento, totalizando 3.750 MW de
40%
capacidade instalada. Sua inauguração ocorreu em 16 de dezembro de
20%
2016.

Portfólio de Contratos da ESBR Em maio de 2017, a 20%


MW médios ENGIE Brasil
2.205 2.205 Participações (EBP)
14 75 75
divulgou a contratação do Banco Itaú BBA S.A. para a prestação de serviços de
538 538 assessoria financeira na preparação de estudo econômico-financeiro para
elaboração de proposta de transferência para a ENGIE Brasil Energia (EBE) de
14
ACR sua participação de 40% na ESBR Participações S.A. (ESBRpar), detentora de
Sócios 100% do capital social da ESBR, e sua participação de 100% na Geramamoré
Bilaterais Participações e Comercializadora de Energia Ltda. A avaliação da transferência
Descontratado foi colocada em espera, aguardando condições mais favoráveis para que as
1.578 1.578
Perdas discussões sejam retomadas.

No 1T19, a Usina gerou 2.722,4 MW médios, 4,9% abaixo dos 2.861,9 MW


médios gerados no 1T18, atingindo Fator de Disponibilidade do Operador
Nacional do Sistema (FID) de 99,4% no período (dados sujeitos à contabilização
2019-2034 2035-2043
final da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)).

ENGIE Geração Solar Distribuída. A Companhia atua


desde 2016 no mercado de geração distribuída, por meio
da ENGIE Geração Solar Distribuída S.A. (EGSD), empresa
cuja aquisição da totalidade do capital social foi concluída
em agosto de 2018. A ampliação do investimento no
segmento de geração solar distribuída é uma forma de a EBE reafirmar
sua atuação no segmento, contribuindo para uma matriz energética mais
dinâmica e próxima do consumidor final.

No 1T19, o Programa Indústria Solar, uma iniciativa da Federação das


Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), realizado pela ENGIE
Sistema solar instalado pela EGSD
Geração Solar Distribuída e pela WEG S.A., atingiu 2.327 inscritos no
perfil residencial e 747 no perfil industrial, no estado de Santa Catarina. O mesmo Programa foi estendido para os estados de
Mato Grosso, onde 267 consumidores residenciais e 115 industriais se inscreveram, e do Rio Grande do Sul, onde foram 276
inscritos no perfil residencial e 139 no perfil industrial.

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Release de Resultados | 1T19

Número de unidades e potência instalada O agronegócio segue em pleno crescimento e representou


aproximadamente 40% da potência vendida no trimestre. As linhas de
5.559
financiamento disponíveis no mercado para o setor se mantêm atrativas e a
EGSD confirmou sua participação na maior feira de agronegócio do país,
Agrishow, que ocorre no estado de São Paulo, no fim de abril.

Sistemas Instalados No 1T19, a EGSD instalou um total de 115 sistemas, com capacidade
304
Potência Instalada (kWp) instalada de 5.558,9 kWp, crescimento de 326,1% quando comparado aos
1.304
1.304,5 kWp registrados no 1T18, em 304 sistemas instalados. Desde o
115 início de suas operações, a empresa atingiu um total de 2.069 sistemas, com
capacidade instalada de 21.479,5 kWp, estando presente em 13 estados
1T18 1T19 brasileiros.

Sistema de Transmissão Gralha Azul. A Companhia arrematou no Leilão de Transmissão nº 02, de 15 de


dezembro de 2017, promovido pela Aneel, o Lote 1, com cerca de 1.000 quilômetros de extensão, localizado no
estado do Paraná, marcando a entrada da EBE no
segmento de transmissão de energia no Brasil. O
empreendimento prevê ainda a instalação de cinco novas
subestações de energia e ampliação de outras cinco existentes. O
prazo de concessão do serviço público de transmissão, incluindo o
licenciamento, a construção, a montagem e a operação e manutenção
das instalações de transmissão, será de 30 anos, contados a partir da
data da assinatura do contrato de concessão.
O prazo limite para início da operação da linha de transmissão é 9 de
março de 2023. Mas a EBE reduzirá o prazo de implantação do
empreendimento em pelo menos 12 meses. Adicionalmente, a
Companhia planeja redução no investimento previsto pela Aneel, de
cerca de 15%.
RAP Capex
Lote Localização Contratada estimado
(RS milhões) (R$ milhões)*
1 Paraná (PR) 231,7 1.700,0
Localização das linhas de transmissão e subestações
Total 231,7 1.700,0
* Valor em dezembro de 2017.

As atividades de execução do projeto executivo, topografia e sondagens


Parcela da Receita Anual Permitida (RAP) seguem em andamento, e os principais subfornecedores já foram definidos
(%) e estão em fase de contratação.
5,3% As equipes ambientais continuam em campo realizando seus estudos e já
10,1%
foram realizadas as reuniões técnicas informativas dos cinco grupos
Trecho 1 previstos nos Relatórios Ambientais Simplificados, protocolados no órgão
ambiental do estado do Paraná, e marcada a vistoria do primeiro grupo. Os
6,3%
Trecho 2 trabalhos referentes aos estudos arqueológicos continuam e quanto às
atividades fundiárias, foi iniciada a fase de negociações com os
Trecho 3 proprietários.
9,8%
Trecho 4

Trecho 5
68,5%

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Release de Resultados | 1T19

Projetos em Construção
Capacidade Instalada (MW) Data de vencimento do Energia assegurada
termo original da (MW médios)
Usina Tipo Localização
Participação Concessão/ Participação da
Total da Companhia Autorização Companhia
Conjunto Umburanas - Fase I Eólica Umburanas (BA) 90,0 90,0 De ago/49 a ago/50 55,2
Conjunto Campo Largo - Fase II Eólica Umburanas e Sento Sé (BA) 361,2 361,2 - 200,0
Pampa Sul Termelétrica Candiota (RS) 345,0 345,0 mar/50 323,5
Total 796,2 796,2 578,7

Conjunto Eólico Umburanas – Bahia


(Fase I). Localizado no município de Umburanas
(BA), o Conjunto tem capacidade instalada total
de 660 MW, que serão desenvolvidos em duas
fases. A Fase I tem capacidade instalada de
360,0 MW, dos quais 257,5 MW serão destinados ao mercado
livre, e 102,5 MWm foram comercializados no Leilão de
Energia A-5/2014 pelo preço de R$ 175,3/MWh, atualizado
até 31 de março de 2019. A Companhia destinará Umburanas – Central Eólica 19
investimentos de cerca de R$ 1,8 bilhão (em setembro de
2017) para os 18 parques da Primeira Fase do Conjunto. Os 300 MW remanescentes serão futuramente desenvolvidos na Fase
II. O projeto está sendo desenvolvido ao lado do Conjunto Eólico Campo Largo, capturando sinergias durante a implantação e
operação comercial.

No 1T19, foram concluídos os serviços de montagem das redes de média tensão de todas as Centrais Eólicas do Conjunto. O
Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) emitiu as Licenças de Operação do Conjunto, e a Aneel emitiu as
autorizações de entrada em operação comercial das Centrais Eólicas que formam o Conjunto Eólico Umburanas, com exceção
das Centrais Eólicas Umburanas 1, 2, 3 e 15, o que representou um total de 14 centrais em operação comercial até o final do
primeiro trimestre de 2019. Todas as centrais eólicas, estavam em operação ao final do mês de abril de 2019.

Conjunto Eólico Campo Largo – Bahia (Fase II). Foi


aprovado o início das atividades para implantação do
Conjunto Eólico Campo Largo – Fase II, localizado nos
municípios de Umburanas e Sento Sé, a aproximadamente
420 km de Salvador, no estado da Bahia. O desenvolvimento da
segunda Fase totaliza 361,2 MW de capacidade instalada e
aproximadamente 200,0 MW médios de energia assegurada, com
investimento aproximado de R$ 1,6 bilhão. A entrada em operação
completa está prevista para o início de 2021.

O Projeto se beneficiará da sinergia das estruturas existentes, como a


subestação e a linha de transmissão, implementadas pela Companhia
para atender os Conjuntos Eólicos Campo Largo – Fase I e
Umburanas – Fase I, que totalizam 686,7 MW de capacidade Foto ilustrativa do Conjunto Eólico Campo Largo
instalada. Com a implantação da segunda fase de Campo Largo, a
capacidade instalada de energia eólica da EBE ultrapassará a marca de 1 gigawatt (GW) na região. A energia de Campo Largo
– Fase II será totalmente direcionada para o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

No primeiro trimestre de 2019, a EBE assinou contrato de fornecimento de aerogeradores para o projeto com a empresa
dinamarquesa Vestas. Serão 86 aerogeradores modelo V150 com 4,2 MW de potência nominal, 120 metros de altura e 150
metros de diâmetro. Adicionalmente, a Companhia está em fase final de negociação com fornecedores para as obras civis e
eletromecânicas.

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Release de Resultados | 1T19

Usina Termelétrica Pampa Sul – Rio Grande do


Sul. A UTE Pampa Sul está sendo implantada no
município de Candiota, estado do Rio Grande do Sul, e
terá capacidade instalada de 345 MW. A planta utilizará
como combustível para geração de energia o carvão mineral de
jazida, também situada em Candiota. A Usina será conectada ao
Sistema Interligado Nacional (SIN) pela linha de transmissão de 525
kv, construída pela Companhia, na subestação Candiota II.

Seus 294,5 MW médios de capacidade comercial foram


comercializados pelo prazo de 25 anos no Leilão A-5, realizado em
28 de novembro de 2014, ao preço de R$ 245,9/MWh, atualizado
UTE Pampa Sul - visão geral
até 31 de março de 2019. Foi aprovado investimento de
aproximadamente R$ 1,8 bilhão (em novembro de 2014) para a construção da Usina. Ainda em novembro de 2014, a Companhia
protegeu a parcela do investimento em moeda estrangeira contra efeitos da variação cambial, por meio de operações de hedge.

No 1T19, entre as atividades que merecem destaque estão: (i) a realização com sucesso do boiler steam blowing (sopragem de
vapor da caldeira), que constitui um evento fundamental na fase de testes e comissionamento de uma planta termelétrica, por
colocar à prova todos os circuitos de água, vapor e carvão e assegurar a qualidade do vapor que chegará na turbina; (ii)
comissionamento dos precipitadores eletrostáticos; (iii) operação do sistema de manuseio e estocagem de carvão. O avanço
físico da obra principal é de 98,14%.

Com relação à área de saúde e segurança, convém destacar a marca de mais de 21 milhões de homens-horas trabalhadas sem
acidentes fatais.

A entrada em operação comercial está prevista para o segundo trimestre de 2019.

Projetos em Desenvolvimento
Capacidade Instalada (MW)
Usina Tipo Localização Participação
Total da Companhia
Conjunto Santo Agostinho Eólica Lajes e Pedro Avelino (RN) 800,0 800,0
Norte Catarinense Termelétrica Garuva (SC) 600,0 600,0
Conjunto Umburanas - Fase II Eólica Umburanas (BA) 300,0 300,0
Conjunto Campo Largo - Fase III Eólica Umburanas e Sento Sé (BA) 250,0 250,0
Assú - Centrais I, II, III e IV Solar Assú (RN) 146,8 146,8
Alvorada Solar Bom Jesus da Lapa (BA) 90,0 90,0
Total 2.186,8 2.186,8

Conjunto Eólico Santo Agostinho – Rio Grande do Norte. O Conjunto é composto de 24 Sociedades de
Propósito Específico (SPEs), cada qual responsável pelo desenvolvimento de um empreendimento de geração eólica.
Todos os parques estão localizados nos municípios de Lajes e Pedro Avelino, a aproximadamente 120 km da Cidade
de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Em junho de 2016, foi emitida a Licença Prévia pelo Instituto de
Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), órgão ambiental do estado do Rio Grande do Norte, declarando o
empreendimento ambientalmente viável. O projeto está com toda documentação necessária para participar dos leilões de
energia, incluindo os leilões A-4 e A-6, agendados para esse ano. O aumento da capacidade nominal dos aerogeradores permitiu
a revisão de sua capacidade instalada total para 800 MW.
Usina Termelétrica Norte Catarinense – Santa
Catarina. A Companhia está desenvolvendo um projeto
para implantação de uma usina termelétrica a gás
natural, em ciclo combinado, na Cidade de Garuva, ao
norte do estado de Santa Catarina. A UTE Norte Catarinense terá
capacidade instalada de aproximadamente 600 MW. O projeto
possui Licença Ambiental Prévia e a Companhia está avaliando
alternativas de suprimento de gás natural para eventual participação
em leilões de energia.

Foto ilustrativa - projeção em 3D do projeto UTE Norte Catarinense

7
Release de Resultados | 1T19

Conjunto Eólico Umburanas – Bahia (Fase II). A Segunda Fase conta com licenciamento ambiental
regularizado e será futuramente desenvolvida pela EBE ao lado do Conjunto Eólico Campo Largo, capturando
sinergias durante a implantação e operação comercial. O projeto está com toda a documentação necessária para
participar dos leilões de energia, incluindo os leilões A-4 e A-6 agendados para esse ano. A exemplo do Conjunto
Eólico Santo Agostinho, Umburanas II também teve a capacidade nominal dos aerogeradores revista, passando sua capacidade
instalada total para 300 MW.
Conjunto Eólico Campo Largo – Bahia (Fase III). A Companhia pretende acrescentar aproximadamente 250
MW de capacidade instalada ao Conjunto Eólico Campo Largo com o desenvolvimento da sua terceira fase. O
projeto está em processo de licenciamento ambiental, regularizando aspectos fundiários, e será futuramente
desenvolvido pela EBE ao lado das Fases 1 e 2 do Conjunto Eólico Campo Largo, capturando sinergias,
especialmente durante a operação comercial.

Conjunto Fotovoltaico Assú. Localizado no município de Assú (RN), terá capacidade instalada total
aproximada de 183 MWp. O Conjunto conta com cinco projetos, no qual um deles, a Central Fotovoltaica Assú V,
entrou em operação comercial em dezembro de 2017, e as demais centrais solares estão em fase de medição da
irradiação solar e já tiveram sua Licença Prévia emitida, estando aptas a participar de leilões de energia nova.

Além dos projetos acima, a Companhia continua analisando o potencial de geração de energia solar fotovoltaica nas áreas de
implantação de seus parques eólicos, bem como parcerias que venham acelerar o desenvolvimento dessa fonte de energia, em
linha com a transição energética que se configura em esfera mundial.

Conjunto Fotovoltaico Alvorada. Adquiriu-se área no estado da Bahia, em região com potencial de geração
de energia solar, onde serão desenvolvidos três projetos que irão compor o Conjunto Fotovoltaico Alvorada, com
capacidade instalada total estimada em 90 MWp. Os projetos estão em fase de medição da irradiação solar e
tiveram sua Licença Prévia emitida em agosto de 2016, estando aptos a participar de leilões de energia nova.

Disponibilidade
No 1T19, as usinas operadas pela ENGIE Brasil Energia
atingiram índice de disponibilidade de 97,2%, desconsiderando-
Disponibilidade
Desconsiderando as paradas programadas
se as paradas programadas, sendo 99,7% nas usinas
hidrelétricas, 81,1% nas termelétricas e 89,2% nas usinas de +0,1 p.p. -1,0 p.p.
-3,8 p.p.
fontes complementares — PCHs, biomassas, eólicas e -6,2 p.p.
99,6% 99,7% 98,2% 97,2%
fotovoltaicas. 93,0% 89,2%
87,3%
81,1%
Considerando todas as paradas programadas, a disponibilidade
global no 1T19 foi de 92,9%, sendo 97,8% nas usinas
hidrelétricas, 63,7% nas termelétricas e 76,4% nas usinas de
fontes complementares.

A disponibilidade das usinas hidrelétricas no trimestre em análise


manteve-se praticamente estável, apesar da modernização na Hidrelétricas Termelétricas Complementares Consolidado

Usina Hidrelétrica Salto Osório e de manutenções corretivas na 1T18 1T19


Usina Hidrelétrica Jaguara.

Em relação às usinas termelétricas, a disponibilidade foi afetada pela manutenção programada na Unidade Geradora 5 e pela
manutenção corretiva da Unidade Geradora 1, ambas do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

Já nas usinas complementares, houve uma redução de disponibilidade de 3,8 p.p. devido, principalmente, à entrada em operação
comercial dos Conjuntos Eólicos Campo Largo – Fase I e Umburanas – Fase I, os quais apresentaram indisponibilidades pontuais
típicas relacionadas ao período inicial de operação.

8
Release de Resultados | 1T19

Produção
A produção de energia elétrica nas usinas operadas pela ENGIE Brasil Energia foi
Geração
de 11.399 GWh (5.277 MW médios) no 1T19, resultado 14,0% superior à produção do MW médios
1T18. Do total gerado, as usinas hidrelétricas foram responsáveis por 9.840 GWh (4.556
+14,0%
MW médios); as termelétricas, por 961 GWh (445 MW médios); e as complementares,
por 597 GWh (276 MW médios). Esses resultados representam, respectivamente, 5.277
4.630 445 276
aumentos de 11,3%, 6,2% e 134,4% na geração das usinas hidrelétricas, termelétricas 118
419
e complementares, em comparação ao 1T18.

Geração por Fonte Complementar O aumento na geração total das


MW médios usinas hidrelétricas da Companhia no 4.093 4.556

+134,4%
1T19, em comparação ao 1T18, se
deve, principalmente, às condições
276 hidrológicas mais favoráveis no 1T19,
7 1T18 1T19
24 no que se refere às bacias
hidrográficas onde localizam-se as Hidrelétricas Complementares
33
usinas da Companhia. Além disso, Termelétricas
Eólica destaca-se o efeito da elevação da
PCH carga global do Sistema Interligado Nacional (SIN), com crescimento de 3,5%,
Biomassa quando comparado ao 1T18.
118
8 Solar
212 O aumento na geração das termelétricas deve-se principalmente à maior
28
geração no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda em regime de despacho por
30 mérito de custo de suas unidades geradoras, quando comparado ao 1T18.
52 Já o grande aumento na geração das usinas complementares, deve-se ao início
da operação comercial do Conjunto Eólico Campo Largo – Fase I e de parte do
1T18 1T19
Conjunto Eólico Umburanas – Fase I.

Cumpre destacar que um aumento da geração hidrelétrica da Companhia não resulta necessariamente em melhoria de seu
desempenho econômico-financeiro. Da mesma maneira, uma redução desse tipo de geração não implica obrigatoriamente
deterioração do desempenho econômico-financeiro. Isso se deve à aplicação do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE),
que compartilha os riscos hidrológicos inerentes à geração hidrelétrica entre seus participantes.

Em relação à geração termelétrica da Companhia, seu aumento pode reduzir (em razão do nível de contratação da Companhia)
a exposição ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), sendo o inverso também verdadeiro, mantidas as outras variáveis.

Clientes
No 1T19, a participação de consumidores livres no portfólio da Companhia alcançou 43,4% do total das vendas físicas e 38,9%
do total da receita operacional líquida (com exceção de CCEE e outras receitas), redução de 13,0 p.p. e 13,4 p.p.,
respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A redução na participação de consumidores livres reflete, basicamente, a queda de consumo de clientes industriais.

Participação dos Clientes nas Participação dos Clientes nas Vendas Contratadas
Vendas Físicas (%) que Compõem a Receita Operacional Líquida (%)
2 2 12
13 12 10
9 8
45 39
50 43

35 36 43 41

1T18 1T19 1T18 1T19

Trading Clientes Livres


Comercializadoras Distribuidoras

9
Release de Resultados | 1T19

Estratégia de Comercialização
A Companhia tem como estratégia de comercialização a venda gradativa da energia disponível para determinado ano, de forma
a mitigar o risco de ficar exposta ao preço spot (Preço de Liquidação das Diferenças — PLD) daquele ano. As vendas são feitas
dentro das “janelas” de oportunidade que se apresentam quando o mercado revela maior propensão de compra. De acordo com
os dados de capacidade comercial própria e contratos de compra e venda vigentes em 31 de março de 2019, apresenta-se a
seguir, o balanço de energia da ENGIE Brasil Energia:

Balanço de Energia
(em MW médios)
2019 2020 2021 2022 2023 2024
Recursos Próprios 4.533 4.703 4.877 4.927 4.925 4.926 Preço Bruto Data de Preço Bruto Preço Líquido de
+ Compras para Revenda 1.399 829 483 426 353 174 no Leilão Referência Corrigido PIS/COFINS/P&D
= Recursos Totais (A) 5.932 5.532 5.360 5.353 5.278 5.100 (R$/MWh) (R$/MWh) (R$/MWh)
Vendas Leilões do Governo 1 1.992 2.013 2.013 2.013 2.013 2.008
2005-EN-2010-30 200 200 200 200 200 200 115,1 dez-05 227,8 204,7
2006-EN-2009-30 493 493 493 493 493 493 128,4 jun-06 250,1 224,7
2006-EN-2011-30 148 148 148 148 148 148 135,0 nov-06 261,2 234,7
2007-EN-2012-30 256 256 256 256 256 256 126,6 out-07 235,0 211,1
2014-EE-2014-06 98 - - - - - 270,7 mai-14 342,2 307,5
Proinfa 19 19 19 19 19 19 147,8 jun-04 266,3 256,6
1º Leilão de Reserva 14 14 14 14 14 14 158,1 ago-08 284,7 274,3
Mix de leilões (Energia Nova / Reserva / GD) 17 14 14 14 14 9 - - 258,4 249,0
2014-EN-2019-25 173 295 295 295 295 295 183,5 mar-14 245,9 220,9
2014-EN-2019-25 10 10 10 10 10 10 206,2 nov-14 266,3 256,6
2014-EN-2019-20 83 83 83 83 83 83 139,3 nov-14 179,9 163,3
2015-EN-2018-20 46 46 46 46 46 46 188,5 ago-15 223,5 202,8
8º Leilão de Reserva 9 9 9 9 9 9 303,0 nov-15 347,5 315,3
2014-EN-2019-20 48 48 48 48 48 48 136,4 nov-14 175,3 159,1
Vendas Reguladas - Cotas
2018 - Cotas (UHJA) - 2018-30 239 239 239 239 239 239 - jul-17 138,5 132,1
2018 - Cotas (UHMI) - 2018-30 139 139 139 139 139 139 - jul-17 158,8 151,5
+ Vendas Bilaterais 3.325 3.153 2.793 2.449 1.755 1.028
= Vendas Totais (B) 5.317 5.166 4.806 4.462 3.768 3.036
Saldo (A - B) 615 366 554 891 1.510 2.064
Preço médio de venda (R$/MWh) (líquido) 2, 3 187,8 184,7 184,9
Preço médio de compra (R$/MWh) (líquido) 4: 181,7 173,1 174,6

1
XXXX-YY-WWWW-ZZ, onde:
XXXX ➔ ano de realização do leilão
YY ➔ EE = energia existente ou EN = energia nova
WWWW ➔ ano de início de fornecimento
ZZ ➔ duração do fornecimento (em anos)
2
Preço de venda, incluindo operações de trading, líquido de ICMS e impostos sobre a receita (PIS/Cofins, P&D), ou seja, não considerando a inflação futura.
3
Desconsidera vendas por regime de cotas (UHEs Jaguara e Miranda).
4
Preço de aquisição líquido, considerando operações de trading e os benefícios de crédito do PIS/Cofins, ou seja, não considerando a inflação futura.

Notas:
- O balanço está referenciado ao centro de gravidade (líquido de perdas e consumo interno das usinas).
- Os preços médios são meramente estimativos, elaborados com base em revisões do planejamento financeiro, não captando a variação das quantidades contratadas, que
são atualizadas trimestralmente.
- A Aneel concedeu anuência à repactuação do risco hidrológico aos contratos da Companhia negociados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR).
Informações adicionais podem ser encontradas nas demonstrações financeiras de 2015.

10
Release de Resultados | 1T19

DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
Receita Operacional Líquida
No 1T19, a receita operacional líquida apresentou aumento de 25,1% (R$ 469,9
milhões) quando comparada à auferida no 1T18, passando de R$ 1.868,9 milhões para Receita Operacional Líquida
R$ milhões
R$ 2.338,8 milhões. Essa variação foi reflexo, principalmente, dos seguintes fatores: (i)
R$ 243,4 milhões (13,3%) de incremento no segmento de geração e comercialização de +25,1%
energia elétrica, dos quais (i.i) R$ 89,4 milhões de acréscimo na receita são fruto das
transações realizadas no mercado de curto prazo; (i.ii) R$ 77,3 milhões, correspondem 2.338,8
ao aumento do preço médio líquido de venda; (i.iii) R$ 59,2 milhões são decorrentes de 1.868,9
maior quantidade de energia vendida; (i.iv) R$ 15,4 milhões de acréscimo são referentes
à remuneração dos ativos finaceiros relativos à parcela do pagamento pela outorga das
concessões das Usinas Hidrelétricas Jaguara e Miranda; e (i.v) R$ 2,1 milhões
decorrentes de acréscimo de outras receitas operacionais; (ii) R$ 189,9 milhões de
elevação decorrente das operações de trading de energia; (iii) R$ 19,0 milhões relativos
ao reconhecimento da receita de venda de painéis solares fotovoltaicos, por meio da
controlada ENGIE Geração Solar Distribuída (ENGIE Solar), cujo controle foi adquirido
em agosto de 2018, quando passou a ser consolidada pela Companhia; e (iv) R$ 15,7 1T18 1T19
milhões relacionados à receita de construção da infraestrutura da linha de transmissão
Gralha Azul.

Evolução da Receita Operacional Líquida


R$ milhões

59 19 16 15 5 2.339
89 77
190
1.869

ROL 1T18 Operações Curto prazo/ Preço médio Volume Painéis Transmissão UHEs Outros ROL 1T19
de trading CCEE de vendas de vendas solares Jaguara e
Miranda (ACR)

» Preço Médio Líquido de Venda


Preço Médio Líquido de Venda*
R$/MWh O preço médio de venda de energia, líquido dos encargos sobre a receita, atingiu R$
+6,0% 188,07/MWh no 1T19, 6,0% superior ao obtido no 1T18, cujo valor foi de R$
177,41/MWh. Esses preços não incluem as operações de trading que a Companhia
177,4
188,1 passou a realizar a partir de janeiro de 2018.
A elevação do preço ocorreu, substancialmente, da correção monetária dos contratos
vigentes e de novos contratos de venda de energia para comercializadoras e
consumidores livres com preços superiores à média dos contratos existentes ou
finalizados.

1T18 1T19

* Líquido de exportações, impostos sobre a


venda e operações de trading.

11
Release de Resultados | 1T19

» Volume de Vendas
Volume de Vendas
MW médios A quantidade de energia vendida em contratos passou de 8.824 GWh (4.085 MW médios)
+2,6% no 1T18 para 9.050 GWh (4.190 MW médios) no 1T19, aumento de 227 GWh (105 MW
médios), ou 2,6%, entre os períodos comparados. Esses volumes não incluem as operações
4.085 4.190 de trading de energia, as quais estão apresentadas a seguir, em item específico.
O aumento no volume de vendas é resultado, substancialmente, da elevação das vendas
para distribuidoras, decorrente do início do atendimento a leilões de energia nova no 1T19,
parcialmente atenuado pela redução observada no segmento de comercializadoras,
motivada pela retração da demanda de energia elétrica ocorrida em âmbito nacional.

1T18 1T19

Comentários sobre as Variações da Receita Operacional Líquida


» Receita de Venda de Energia Elétrica

Distribuidoras:
A receita de venda a distribuidoras alcançou R$ 789,9 milhões no 1T19, montante 14,9% superior aos R$ 687,3 milhões
auferidos no 1T18. A variação foi ocasionada pelos seguintes efeitos: (i) R$ 111,7 milhões – aumento de 522 GWh (242 MW
médios) na quantidade vendida; e (ii) R$ 9,1 milhões – redução de 1,3% no preço médio líquido de venda.
O aumento no volume de vendas decorre, substancialmente, do início do suprimento relativo aos leilões de energia nova pela
Usina Termelétrica Ferrari e pelas centrais eólicas pertencentes aos Conjuntos Eólicos Campo Largo – Fase I, Umburanas –
Fase I e Trairí, que destinaram sua energia ao mercado regulado, a partir do 1T19. Adicionalmente, o preço médio destes leilões
é inferior aos anteriormente vigentes, o que justifica o decréscimo do preço médio observado.

Comercializadoras:
No 1T19, a receita de venda a comercializadoras foi de R$ 159,6 milhões, 0,2% superior à receita auferida no 1T18, que foi
de R$ 159,3 milhões. Essa ampliação resultou da combinação dos seguintes aspectos: (i) R$ 47,2 milhões – acréscimo de 29,7%
no preço médio líquido de vendas; e (ii) R$ 46,9 milhões – redução de 262 GWh (122 MW médios) no volume de energia vendida.
A elevação do preço ocorreu, basicamente, devido às novas contratações com preços superiores à média dos contratos vigentes
ou finalizados. O decréscimo da quantidade entre os períodos analisados decorreu, principalmente, da redução de consumo de
clientes industriais, os quais adquirem energia via comercializadoras.

Consumidores Livres:
A receita de venda a consumidores livres aumentou 4,7% entre os trimestres em análise, passando de R$ 718,8 milhões no
1T18 para R$ 752,4 milhões no 1T19. Os seguintes eventos contribuíram para esta variação: (i) R$ 39,2 milhões – acréscimo de
5,4% no preço médio líquido de venda de energia; e (ii) R$ 5,6 milhões – redução de 33 GWh (15 MW médios) no volume de
energia vendida.
A elevação do preço decorreu, substancialmente, da correção monetária dos contratos vigentes e devido às novas contratações
com preços superiores à média dos contratos vigentes ou finalizados. A redução na quantidade de energia vendida é reflexo,
basicamente, da queda de consumo de clientes industriais.

» Transações no Mercado de Energia de Curto Prazo


No 1T19, a receita auferida no mercado de curto prazo, em especial no âmbito da CCEE, foi de R$ 231,7 milhões, enquanto
no 1T18 foi de R$ 142,3 milhões, o que representa um aumento de R$ 89,4 milhões entre os trimestres comparados. Mais
explicações sobre tais operações e acerca da variação podem ser obtidas em “Detalhamento das operações de curto prazo”.

» Remuneração dos Ativos Financeiros de Concessões


Os ativos financeiros de concessões representam o valor presente dos fluxos de caixa futuros da parcela destinada ao ACR das
Usinas Hidrelétricas Jaguara e Miranda, equivalente a 70% da garantia física destas Usinas. Esses ativos são remunerados pela
taxa interna de retorno e pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A remuneração dos ativos financeiros de concessões passou de R$ 84,8 milhões, no 1T18, para R$ 100,2 milhões no 1T19. Este
aumento é reflexo, substancialmente, da variação do IPCA e do acréscimo do saldo médio da conta entre o 1T18 e o 1T19.

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Release de Resultados | 1T19

» Operações de Trading de Energia


A fim de assumir as posições de mercado relacionadas à variação do preço da energia elétrica, dentro dos limites de risco e de
contrapartes pré-estabelecidos, a Companhia ingressou, em janeiro de 2018, no mercado de trading de energia.
As operações de trading de energia são transacionadas em mercado ativo e, para fins de mensuração contábil, atendem à
definição de instrumentos financeiros por valor justo, devido, principalmente, ao fato de que não há compromisso de combinar
operações de compra e de venda, havendo flexibilidade para gerenciar os contratos para obtenção de resultados por variações
de preços no mercado.
A receita de trading, resultante da venda de energia auferida entre os trimestres em análise, aumentou R$ 189,9 milhões,
passando de R$ 41,7 milhões no 1T18 para R$ 231,6 milhões no 1T19. Os seguintes eventos contribuíram para esta variação:
(i) R$ 195,5 milhões – aumento de 1.037 GWh (480 MW médios) no volume de energia vendida; (ii) R$ 4,6 milhões –
reconhecimento de resultado positivo nas transações realizadas no mercado de curto prazo no 1T18; e (iii) R$ 1,0 milhão –
redução de 2,8% no preço médio líquido de venda de energia, que atingiu R$ 188,44/MWh no 1T19, ante R$ 193,80/MWh no
1T18.
Mais explicações sobre o item (ii) podem ser obtidas em “Detalhamento das operações de curto prazo”.

» Receita de Implementação de Infraestrutura de Transmissão


A Companhia é responsável primária pela construção e instalação da infraestrutura relacionada à concessão de transmissão do
Sistema de Transmissão Gralha Azul, cuja implantação iniciou no segundo semestre de 2018, e está exposta aos seus riscos e
benefícios. Desta forma, com base nas práticas contábeis vigentes, a Companhia vem reconhecendo receita de implementação
de infraestrutura de transmissão, ao longo da implantação, correspondente aos custos de construção adicionados de uma
margem bruta residual, destinada a cobrir os custos de gestão da construção. Esses gastos decorrentes da construção estão
reconhecidos no custo, conforme abaixo mencionado.
A receita de implementação de infraestrutura de transmissão reconhecida em 2019 foi de R$ 15,7 milhões.

» Receita de Venda de Painéis Solares


No 1T19, a Companhia reconheceu R$ 19,0 milhões relativos à receita de venda de painéis solares fotovoltaicos, por meio da
controlada ENGIE Geração Solar Distribuída (ENGIE Solar), cujo controle foi adquirido em agosto de 2018, data na qual a
controlada passou a ser consolidada pela Companhia.

Custos Operacionais
Os custos operacionais foram elevados em R$ 314,4 milhões (33,3%), entre os trimestres comparados, passando de R$
943,6 milhões no 1T18 para R$ 1.258,0 milhões no 1T19. Esta variação foi reflexo, principalmente, dos seguintes fatores: (i) R$
214,0 milhões de incremento nos custos de operações de trading; (ii) R$ 67,0 milhões (7,4% em relação ao 1T18) de incremento
nos custos do segmento de geração e comercialização; (iii) R$ 18,1 milhões de custos apurados pela ENGIE Solar; e (iv) R$
15,3 milhões de custos no segmento de transmissão.

Evolução dos Custos Operacionais


R$ milhões

67 18 15 1.258
214

944

Custo 1T18 Operações Geração e ENGIE Solar Transmissão Custo 1T19


de trading comercialização

Tais variações decorreram, essencialmente, do comportamento dos principais componentes a seguir:

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Release de Resultados | 1T19

» Compras de energia: elevação nas operações de trading de energia de (i) R$ 207,3 milhões no 1T19, em comparação
ao mesmo trimestre de 2018, reflexo, sobretudo, do seguinte: (i.i) R$ 183,0 milhões – acréscimo de 974 GWh (451 MW médios)
nas compras destinadas para operações de trading; (i.ii) R$ 26,6 milhões – reconhecimento no 1T19 de perdas não realizadas
decorrentes da marcação a mercado – diferença entre os preços contratados e os de mercado – das operações líquidas
contratadas em aberto em 31 de março de 2019; (i.iii) R$ 2,3 milhões – redução de 5,4% no preço médio líquido de compras nas
operações de trading; e (ii) redução de 55,0 milhões nas operações de gestão de portfólio de energia, em razão do que segue:
(ii.i) R$ 73,4 milhões – decréscimo de 315 GWh (146 MW médios), nas compras para a gestão do portfólio da Companhia; e (ii.ii)
R$ 18,4 milhões – acréscimo de 4,8% no preço líquido de compras nas operações realizadas para portfólio.
O acréscimo do preço médio líquido de compras entre os períodos analisados decorreu, substancialmente, de novos contratos
com valores superiores aos preços médios vigentes e da correção monetária do período.
» Transações no mercado de energia de curto prazo: entre os trimestres em análise, os custos com essas transações
foram superiores em R$ 74,6 milhões (127,2%), sendo R$ 6,7 milhões referentes às transações de trading de energia liquidadas
no mercado de energia de curto prazo. Mais detalhes estão descritos a seguir em item específico.
» Encargos de uso de rede elétrica e conexão: elevação de R$ 12,4 milhões (11,1%) entre os trimestres em análise,
decorrente, sobretudo, da entrada em operação comercial dos 11 parques eólicos do Conjunto Eólico Campo Largo – Fase I no
segundo semestre de 2018 e dos 14 parques eólicos do Conjunto Eólico Umburanas – Fase I no primeiro trimestre de 2019.
Adicionalmente, no 1T19 foram reconhecidos encargos na Usina Termelétrica Pampa Sul e dos demais quatro parques eólicos
do Conjunto Eólico Umburanas – Fase I, cuja entrada em operação comercial ocorreu em abril de 2019. Em contrapartida a esta
elevação, no 1T19 não houve custo com os encargos de uso de rede elétrica e conexão da Usina Termelétrica William Arjona,
cuja revogação da autorização ocorreu no 1T18 e cujo custo no mesmo trimestre foi de R$ 2,2 milhões.
Desconsiderando os efeitos citados, houve aumento de R$ 2,5 milhões (2,2%) no 1T19 em comparação ao mesmo período de
2018, reflexo, principalmente, do reajuste anual das tarifas de transmissão e distribuição, em junho de 2018.
» Combustíveis para produção de energia elétrica: decréscimo de R$ 2,1 milhões (9,2%) na comparação do 1T19 com
o mesmo trimestre de 2018, devido, basicamente, ao reconhecimento extraordinário de custo com combustíveis no 1T18,
parcialmente atenuado pelo acréscimo no volume de geração termelétrica observado entre os períodos e pelo reajuste anual do
custo com combustíveis.
» Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos (Royalties): acréscimo de R$ 3,7 milhões (10,6%)
entre os trimestres comparados, refletindo, principalmente, a maior geração das usinas hidrelétricas nos períodos analisados e
o reajuste de 4,5% da Tarifa Atualizada de Referência (TAR) em 2019.
» Pessoal: elevação de R$ 8,2 milhões (16,4%) no 1T19, em relação ao mesmo trimestre de 2018, resultante,
substancialmente, do reajuste anual da remuneração dos colaboradores e de novas contratações, em razão da expansão do
parque gerador da Companhia, bem como da absorção do quadro funcional da ENGIE Solar, adquirida integralmente em agosto
2018, cujo custo de pessoal foi de R$ 2,3 milhões, no 1T19.
Desconsiderando o efeito da ENGIE Solar, houve aumento de R$ 5,9 milhões (11,7%) no 1T19, em comparação ao 1T18.
» Material e serviços de terceiros: elevação de R$ 7,6 milhões (15,4%) no 1T19, em relação ao mesmo trimestre de
2018, resultante, substancialmente, do (i) acréscimo de R$ 3,2 milhões nos materiais de reposição e consumo no Complexo
Termelétrico Jorge Lacerda; (ii) acréscimo de R$ 2,9 milhões oriundos da ENGIE Solar; e (iii) acréscimos motivados por reajustes
anuais de serviços recorrentes e derivados do aumento de volume de operações realizadas pela Companhia.
Desconsiderando o efeito da ENGIE Solar, houve aumento de R$ 4,7 milhões (9,6%) no 1T19, frente ao 1T18.
» Depreciação e amortização: aumento de R$ 20,5 milhões (12,3%) entre os trimestres comparados, em decorrência,
sobretudo, das entradas em operação do Conjunto Eólico Campo Largo – Fase I, no segundo semestre de 2018, e do Conjunto
Eólico Umburanas – Fase I, no 1T19.
» Seguros: aumento de R$ 6,6 milhões (92,4%) nos trimestres comparados, em decorrência da renovação da apólice de
Riscos Operacionais em junho de 2018, com aumento de prêmio motivado, substancialmente, pela ocorrência de sinistros em
2017, na Usina Termelétrica Jorge Lacerda, e em 2018, da Usina Hidrelétrica Jaguara.
» Custo de implementação de infraestrutura de transmissão: reconhecimento de R$ 15,3 milhões em 2019
relacionados aos custos da construção da infraestrutura da linha de transmissão Gralha Azul, em contrapartida ao registro da
receita de implementação da infraestrutura, apurada com base nos custos incorridos, além da margem bruta destinada a cobrir
os custos de gestão da construção.
» Custo da venda de painéis solares fotovoltaicos: reconhecimento de R$ 15,0 milhões no 1T19 referente aos custos
relacionados às vendas de painéis solares fotovoltaicos, por meio da controlada ENGIE Solar, cujo controle foi adquirido em
agosto de 2018.

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Detalhamento das Operações de Curto Prazo


Operações de curto prazo são definidas como compra e venda de energia cujo objetivo principal é a gestão da exposição da
Companhia na CCEE. O preço da energia nessas operações tem como característica o vínculo com o Preço de Liquidação das
Diferenças (PLD). O presente item engloba também as transações na CCEE, dado o caráter volátil e sazonal, portanto, de curto
prazo, dos resultados advindos da contabilização na CCEE. Adicionalmente, as exposições positivas ou negativas são liquidadas
à PLD, à semelhança das operações de curto prazo descritas acima.
Sobre as transações na CCEE, os diversos lançamentos credores ou devedores realizados mensalmente na conta de um agente
da CCEE são sintetizados numa fatura única (a receber ou a pagar), exigindo, portanto, seu registro na rubrica de receita ou de
despesa. Cumpre ressaltar que, em razão de ajustes na estratégia de gerenciamento de portfólio da Companhia, vem se
verificando mudança no perfil das faturas mencionadas. Tal alternância dificulta a comparação direta dos elementos que
compõem cada fatura dos períodos em análise, sendo esse o motivo para a criação deste tópico. Assim, permite analisar
oscilações dos principais elementos, apesar de terem sido alocados ora na receita, ora na despesa, conforme a natureza credora
ou devedora da fatura à qual estão vinculados.
Genericamente, esses elementos são receitas ou despesas provenientes, por exemplo, (i) da aplicação do Mecanismo de
Realocação de Energia (MRE); (ii) do Fator de Ajuste da Energia Assegurada (GSF – Generation Scaling Factor), que ocorre
quando a geração das usinas que integram o MRE, em relação à energia alocada, é menor ou maior (Energia Secundária); (iii)
do chamado “risco de submercado”; (iv) do despacho motivado pela Curva de Aversão ao Risco (CAR); (v) da aplicação dos
Encargos de Serviço do Sistema (ESS), que resultam do despacho fora da ordem de mérito de usinas termelétricas; e (vi)
naturalmente, da exposição (posição vendida ou comprada de energia na contabilização mensal), que será liquidada ao valor do
PLD.
No 1T19 e no 1T18, os resultados líquidos (diferença entre receitas e custos – deduzidos dos tributos) decorrentes de transações
de curto prazo – em especial as realizadas no âmbito da CCEE, foram positivos em R$ 98,4 milhões e R$ 88,2 milhões,
respectivamente, ou seja, um aumento de R$ 10,2 milhões entre os períodos comparados, sendo um efeito positivo de R$ 21,5
milhões no resultado das transações no segmento de geração e comercialização e um efeito negativo de R$ 11,3 milhões no
resultado das transações de trading.
Essa variação é consequência, fundamentalmente, da combinação dos seguintes fatores: (i) maior impacto da energia secundária
devido ao superavit de alocação de energia no sistema; (ii) maior geração termelétrica entre os períodos analisados; (iii)
ampliação da posição compradora na CCEE, em virtude da estratégia de alocação dos recursos hídricos, aliada à ativa gestão
do portfólio; (iv) aumento da receita no MRE; e (v) efeito positivo proveniente da diferença de preços entre os submercados
Norte/Nordeste e Sudeste nos trimestres em análise.
Em dezembro de 2018, a Aneel estabeleceu os limites máximo e mínimo do PLD para o ano de 2019 em R$ 513,89/MWh e R$
42,35/MWh, respectivamente. Na comparação entre os trimestres, o PLD médio dos submercados Sul e Sudeste/Centro-Oeste
aumentou 48,3%, passando de R$ 195,61 /MWh no 1T18 para R$ 290,09/MWh no 1T19.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas


As despesas com vendas, gerais e administrativas aumentaram R$ 11,5 milhões (23,8%) nos trimestres em análise, em razão,
substancialmente, de (i) acréscimo de R$ 7,4 milhões nas despesas com pessoal, motivado pelo reajuste anual da remuneração
dos colaboradores e de novas contratações; (ii) acréscimo de R$ 1,4 milhão nas despesas com material e serviços de terceiros;
e (iii) R$ 2,2 milhões oriundos da ENGIE Solar.
Desconsiderando o efeito da ENGIE Solar, houve aumento de R$ 9,3 milhões (19,5%) no 1T19, em comparação ao 1T18.

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Release de Resultados | 1T19

Ebitda e Margem Ebitda


Como reflexo dos efeitos mencionados anteriormente, o Ebitda do 1T19 foi de
R$ 1.212,8 milhões, isto é, 15,9% ou R$ 166,2 milhões acima do apurado no Ebitda (1) e Margem Ebitda
1T18, que foi de R$ 1.046,6 milhões. A elevação é consequência da combinação 56,0%
dos seguintes efeitos positivos: (i) R$ 77,3 milhões em função de aumento do 51,9%
preço médio líquido de venda, desconsiderando as operações de trading; (ii) R$
59,2 milhões motivados pela elevação de volume de energia contratada, sem
considerar as operações de trading; (iii) redução R$ 55,0 milhões referentes às
compras de energia para a gestão do portfólio da Companhia; (iv) aumento de R$
21,5 milhões no resultado das transações realizadas no mercado de curto prazo
1.212,8
no segmento de geração e comercialização; (v) incremento de receita de 1.046,6
remuneração e variação monetária sobre ativos das Usinas Hidrelétricas Jaguara
e Miranda, de R$ 15,4 milhões; (vi) aumento de R$ 2,5 milhões no resultado das
operações realizadas de trading; e (vii) redução de R$ 0,6 milhão dos demais
custos e despesas operacionais.
Os referidos efeitos positivos foram contrabalanceados pelos seguintes efeitos 1T18 1T19
negativos: (i) resultado negativo líquido na marcação a mercado das perdas não Margem EBITDA Ebitda
realizadas em operações de trading, de R$ 26,6 milhões; (ii) elevação de R$ 12,4
milhões nos custos com encargos de uso de rede elétrica e conexão; (iii) aumento 1 Ebitda: lucro líquido + imposto de renda e contribuição
social + resultado financeiro + depreciação e amortização.
de R$ 11,5 milhões nas despesas com vendas, gerais e administrativas; (iv)
crescimento de R$ 8,2 milhões de custos com pessoal; e (v) incremento de R$
6,6 milhões de custos com seguros.
A margem Ebitda foi de 51,9% no 1T19, decréscimo de 4,1 p.p. em relação ao mesmo período de 2018. Tal redução é
consequência, principalmente, dos impactos, no 1T19 e no 1T18, das operações de trading de energia, do reconhecimento da
receita e dos custos relativos à construção da linha de transmissão e das operações realizadas pela controlada ENGIE Solar, a
qual foi adquirida em agosto de 2018, cujas margens são inferiores às auferidas pelas demais operações realizadas pela
Companhia.

Desconsiderando-se estes efeitos, a margem Ebitda no 1T19 seria de 59,7% e, no 1T18, de 57,4%, o que representaria
acréscimo de 2,3 p.p. entre os trimestres em análise.

Evolução do Ebitda
R$ milhões

55 22 15 3 (27) (12) (11) (8) (7)


59 1.213
77
1.047

Ebitda Preço Volum e Com pras Curto prazo/ UHEs Operações Marcação Encargos Despesas Despesas Seguros Ebitda
1T18 m édio de de vendas para CCEE1 Jaguara e trading a m ercado de uso c/ vendas, com 1T19
vendas revenda Miranda trading da rede gerais e pessoal
(ACR) adm in.

1 Considera o efeito combinado de variações de receita e despesa.

Com a finalidade de possibilitar a reconciliação do lucro líquido com o Ebitda, apresentamos a tabela abaixo:

(Valores em R$ m ilhões) 1T19 1T18 Var. %


Lucro líquido 565,5 489,3 15,6
(+) Imposto de renda e contribuição social 237,0 229,4 3,3
(+) Resultado financeiro 214,1 156,9 36,5
(+) Depreciação e amortização 191,3 169,1 13,1
Ebitda 1.207,9 1.044,7 15,6
(+) Provisão para redução ao valor recuperável 4,9 0,0 100,0
(+) Resultado de participações societárias 0,0 1,9 -100,0
Ebitda ajustado 1.212,8 1.046,6 15,9

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Provisão para Redução ao Valor Recuperável (Impairment)


Em 2019, a Companhia complementou a provisão para redução ao valor recuperável (impairment) de ativos, no montante de R$
4,9 milhões, correspondentes aos ativos de geração da Usina Termelétrica William Arjona, cuja conclusão da venda depende
apenas do cumprimento de determinadas condições precedentes previstas no contrato de venda. No primeiro trimestre de 2018,
não houve reconhecimento de impairment.

Resultado Financeiro
Receitas financeiras: no 1T19, as receitas financeiras atingiram R$ 27,1 milhões, isto é, R$ 2,3 milhões ou 9,1% acima dos
R$ 24,8 milhões auferidos no mesmo trimestre de 2018, em razão, substancialmente, da combinação dos seguintes fatores: (i)
elevação de R$ 3,9 milhões na receita com aplicações financeiras, motivado pelo aumento no saldo médio de caixa e
equivalentes de caixa no período; e (ii) redução de juros sobre valores a receber de terceiros e de imposto de renda e contribuição
social a compensar relativos a anos anteriores, no montante de R$ 1,6 milhão.
Despesas financeiras: as despesas no 1T19 foram de R$ 241,2 milhões, isto é, R$ 59,5 milhões ou 32,7% acima das
registradas no mesmo trimestre do ano anterior, que foram de R$ 181,7 milhões. As principais variações observadas foram: (i)
aumento de R$ 38,1 milhões nos juros e na variação monetária sobre dívidas, em razão, substancialmente, da emissão de
debêntures pelas controladas Companhia Energética Jaguara e Companhia Energética Miranda, em junho de 2018, bem como
pela Companhia, em julho de 2018, e da contratação de empréstimos e financiamentos ao longo de 2018; e (ii) elevação de R$
17,1 milhões nos juros e na correção monetária sobre as concessões a pagar, motivada pelo aumento do IPCA e do IGPM entre
o 1T19 e o 1T18.

Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social (CS)


As despesas com IR e CSLL no 1T19 foram de R$ 237,0 milhões, R$ 7,6 milhões (3,3%) superiores à despesa com IR e CSLL
registrada no mesmo trimestre de 2018, que foi de R$ 229,4 milhões, em decorrência, principalmente, do acréscimo do lucro
antes dos tributos das empresas sob o regime de apuração pelo lucro real, parcialmente suavizado pela manutenção da base de
apuração dos tributos das empresas sob o regime de apuração pelo lucro presumido e pelo acréscimo do volume de incentivo
fiscal entre os trimestres sob comparação. A taxa efetiva de IR e CSLL no 1T19 foi de 29,5% ante 31,9% no 1T18.

Lucro Líquido
O lucro líquido do 1T19 foi de R$ 565,5 milhões, R$ 76,2 milhões ou 15,6% superior aos
R$ 489,3 milhões apresentados no mesmo trimestre do ano anterior. Essa elevação é Lucro Líquido
R$ milhões
consequência dos seguintes efeitos: (i) elevação de R$ 166,2 milhões no Ebitda; (ii)
aumento de R$ 57,2 milhões das despesas financeiras líquidas; (iii) acréscimo de R$ 22,2 +15,6%
milhões da depreciação e amortização; (iv) acréscimo de R$ 7,6 milhões do imposto de
renda e da contribuição social; (v) reconhecimento no 1T19 do impairment de ativos de R$ 565,5
4,9 milhões; e (vi) impacto positivo de R$ 1,9 milhão referente ao resultado negativo de 489,3
equivalência patrimonial do 1T18, tendo em vista que o controle da ENGIE Solar foi
adquirido no segundo semestre de 2018.

1T18 1T19

Evolução do Lucro Líquido


R$ milhões

166 (55)
(22) (8) (5) 566
489

Lucro líquido Ebitda Resultado Depreciação e IR e CSLL Impairment Lucro líquido


1T18 financeiro e amortização 1T19
equiv. patrimonial

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Release de Resultados | 1T19

Endividamento

Em 31 de março de 2019, a dívida bruta total consolidada, representada principalmente


Dívida Bruta por empréstimos, financiamentos e debêntures, líquida dos efeitos de operações de hedge,
R$ milhões
totalizava R$ 9.546,0 milhões — aumento de 0,5% (R$ 47,7 milhões) comparativamente
+0,5% à posição de 31 de dezembro de 2018.

9.498,3 9.546,0 A variação no endividamento da Companhia está relacionada, principalmente, à


combinação dos seguintes fatores ocorridos no 1T19: (i) saque no BNDES, no valor total
de R$ 58,7 milhões, destinados à construção do Conjunto Eólico Campo Largo; (ii) geração
de R$ 207,8 milhões em encargos incorridos a serem pagos e variação monetária; e (iii) R$
221,4 milhões em amortizações de empréstimos e financiamentos.

31/12/2018 31/03/2019

Cronograma de Vencimento da Dívida


R$ milhões

2.503

1.468
1.287 1.352

934
665 642 603

92

2019 2020 2021 2022 2023 2024 de 2025 de 2030 de 2035


a 2029 a 2034 a 2039

O custo médio ponderado nominal da dívida ao fim do primeiro trimestre de 2019 foi 9,1% (7,9% no fim do 1T18).

Composição da Dívida

TJLP
35%

IPCA
46%
CDI
19%

Em 31 de março de 2019, a dívida líquida (dívida total menos resultado de operações com derivativos, depósitos vinculados à
garantia do pagamento dos serviços da dívida e caixa e equivalentes de caixa) da Companhia era de R$ 8.322,0 milhões,
aumento de 21,4% em relação ao registrado ao fim de 2018.

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Release de Resultados | 1T19

Dívida Líquida
R$ milhões

31/03/2019 31/12/2018 Var. %


Dívida bruta 9.773,5 9.720,2 0,5
Resultado de operações com derivativos (227,5) (221,9) 2,5
Depósitos vinculados ao serviço da dívida (273,7) (226,2) 21,0
Caixa e equivalentes de caixa (950,3) (2.415,8) -60,7
Dívida líquida total 8.322,0 6.856,3 21,4

Investimentos
Os investimentos totais da ENGIE Brasil Energia no 1T19 foram de R$ 768,9 milhões, dos quais (i) R$ 719,9 milhões foram
aplicados na construção dos novos projetos: R$ 76,3 milhões concentrados no Conjunto Eólico Campo Largo – Fase I, R$ 123,4
milhões aplicados no Conjunto Eólico Campo Largo – Fase II, R$ 228,0 milhões destinados à construção da Usina Termelétrica
Pampa Sul, R$ 274,6 milhões no Conjunto Eólico Umburanas – Fase I e R$ 17,6 milhões no Sistema de Transmissão Gralha
Azul; (ii) R$ 37,7 milhões foram destinados aos projetos de manutenção e revitalização do parque gerador; e (iii) R$ 11,3 milhões
designados para as modernizações das Usinas Hidrelétricas Salto Santiago e Salto Osório.

Investimentos
R$ milhões
Campo Largo I
Campo Largo II
76,3
123,4

Gralha Azul
17,6
Manutenção e revitalização
37,7
11,3 Modernização

Umburanas I 274,6

228,0
Pampa Sul

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Release de Resultados | 1T19

COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Gestão Sustentável
Todas as usinas sob responsabilidade da Companhia seguem a Política ENGIE Brasil Energia de Gestão Sustentável, que
abrange as dimensões Qualidade, Gestão de Energia, Meio Ambiente, Mudanças do Clima, Saúde e Segurança no Trabalho,
Responsabilidade Social e Engajamento de Partes Interessadas. Em 31 de março de 2019, das 55 usinas instaladas em 13
estados das cinco regiões do país, 12 são certificadas de acordo com as normas de gestão NBR ISO 9001 (da Qualidade), NBR
ISO 14001 (do Meio Ambiente) e NBR OHSAS 18001 (da Saúde e Segurança no Trabalho), com potência somada que
corresponde a 81,3% da capacidade total operada pela Companhia. Para a Responsabilidade Social, a Companhia busca seguir
as orientações do guia NBR ISO 26000 (que não permite certificações); e o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, cujas três
usinas estão entre as 12 certificadas, é também certificado segundo a norma NBR ISO 50001, de Eficiência Energética.
Além da já mencionada Política de Gestão Sustentável, outros compromissos com o desenvolvimento sustentável estão
disponíveis em seu website, sobre temas como Direitos Humanos e Ética, assim como o Regimento Interno do Comitê de
Sustentabilidade. Os Relatórios de Sustentabilidade são publicados anualmente de acordo com as recomendações da Global
Reporting Iniciative (GRI) e, desde a edição de 2014, agregando o framework do International Integrated Reporting Council (IIRC).

Comitê de Sustentabilidade
Criado em 2007, o Comitê de Sustentabilidade da Companhia atualmente é formado por 12 membros, de diferentes áreas,
especialmente as que se relacionam mais proximamente com stakeholders, como acionistas, clientes, fornecedores,
empregados, mídia e comunidades. A coordenação é da Diretoria Administrativa, e um dos membros é o representante dos
empregados no Conselho de Administração. Entre outros, o Comitê tem como objetivos:
» Contribuir para manter o equilíbrio dos interesses dos diferentes públicos em relação à Companhia;
» Desenvolver programas de sensibilização e conscientização para conceitos e práticas de sustentabilidade para públicos
internos e externos;
» Contribuir para o emprego das melhores práticas de governança corporativa; e
» Propor, obter aprovação da Diretoria Executiva e atuar articuladamente com as unidades organizacionais para atingir as
metas anuais de sustentabilidade empresarial (“Metas ENGIE Brasil Energia de Sustentabilidade”), que são baseadas em
quatro Programas — Desenvolvimento Cultural, Melhoria Ambiental, Inclusão Social e Educação para a Sustentabilidade —
com iniciativas associadas a indicadores e pesos para avaliação ao fim de cada ano.

Destaques do Trimestre
» Foram obtidos os resultados da pesquisa de percepção em 2018 dos colaboradores, Pesquisa ENGIE&Me, com avanços
consideráveis na maioria dos indicadores, fruto dos planos de ação desenvolvidos com base nas pesquisas anteriores.
» Foi aprovada, na 181ª Reunião do Conselho de Administração, ocorrida em 19 de fevereiro, a constituição do Comitê de
Segurança de Barragens, órgão de assessoramento da Diretoria Executiva, responsável pela gestão estratégica dos
assuntos relacionados à segurança de barragens, com foco na prevenção do risco e adoção das melhores práticas, em
conformidade com os compromissos da Companhia.
» Ocorreu nos dias 19 de 20 de março o 6º Seminário de Geração ENGIE Brasil Energia, que visou o compartilhamento de
experiências, aumento do engajamento e capacitação das equipes para os desafios do presente e futuro da energia. O
evento ocorreu presencialmente na Sede da Companhia, com transmissão online para todos os colaboradores.
» O mês de março foi inteiramente dedicado à reflexão e debates sobre a importância da diversidade e igualdade, com foco
especial para a questão de gênero, por meio da campanha interna "Competência não tem gênero", que promoveu eventos
presenciais e online abertos a todos os colaboradores.
» Também em março foram realizadas cinco Reuniões Públicas Técnico Informativas do Projeto de Transmissão Gralha Azul
nos municípios de: Castro, Teixeira Soares, Imbituva, Guarapuava e União da Vitória, todos no Paraná. As reuniões são
parte do rito de licenciamento ambiental e contaram com a presença das comunidades locais, autoridades, proprietários
atingidos, dentre outros interessados em obter maiores informações sobre o projeto.

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Release de Resultados | 1T19

Indicadores de Sustentabilidade
Desde 2012, a Companhia tem como padrão incluir, em suas apresentações de resultados trimestrais e anuais, os principais
indicadores de sustentabilidade mensurados em cada período. A tabela a seguir apresenta os relativos ao 1T19 e 1T18,
associando cada indicador aos da GRI padrão Standard.

Indicadores de Sustentabilidade1
Item Dimensão2 Indicador3 Temas materiais Indicador GRI4 1T19 1T18 Variação
1 Número de usinas em operação 102-7, EU1 55 30 25
2 Capacidade instalada operada (MW) 102-7, EU1 9.996 9.399 6,3%
3 Capacidade instalada própria (MW) 102-7, EU1 8.275 7.678 7,8%
4 Número de usinas certificadas 102-16, EU6 12 12 0
5 Capacidade instalada certificada (MW) 102-16, EU6 8.127 8.127 0,0%
6 Capacidade instalada certificada em relação à total 102-16, EU6 81,3% 86,5% -5,2 p.p.
7 Capacidade instalada proveniente de fontes renováveis - Transição energética para 102-7, EU1 9.139 8.542 7,0%
Capacidade instalada proveniente de fontes renováveis em economia de baixo
8 102-7, EU1 91,4% 90,9% 0,5 p.p.
Qualidade relação à total carbono
9 Geração de energia total (GWh) EU2 11.399 10.001 14,0%
10 Geração de energia certificada 102-16, EU6 9.842 9.056 8,7%
11 Geração certificada em relação à total 102-16, EU6 86,3% 90,6% -4,2 p.p.
12 Geração de energia proveniente de fontes renováveis (GWh) EU2 10.437 9.097 14,7%
13 Geração proveniente de fontes renováveis em relação à total EU2 91,6% 91,0% 0,6 p.p.
Disponibilidade do parque gerador, descontadas as paradas
14 EU30 97,2% 98,2% -1,1 p.p.
programadas
Disponibilidade do parque gerador, consideradas as paradas
15 EU30 92,9% 94,0% -1,1 p.p.
programadas
16 Total de mudas plantadas e doadas - Transição energética para 304-1, 413-1 122.972 153.723 -20,0%
Meio economia de baixo
17 Ambiente Número de visitantes às usinas carbono 413-1 8.925 2.177 310,0%
e - Engajamento com
18
Mudanças Emissões de CO2 (usinas a combustíveis fósseis) (t/MWh) comunidades locais e D305-1, D305-2, D305-3 0,945 0,937 0,8%

do Clima Emissões de CO2 do parque gerador da ENGIE Brasil Energia partes interessadas
19 - Gestão Ambiental D305-1, D305-2, D305-3 0,080 0,085 -5,8%
(t/MWh)
20 Taxa de Frequência (TF) empregados próprios 5 - Desenvolvimento, 403-2 0,000 0,000 -
21 Taxa de Gravidade (TG) empregados próprios 6 igualdade e segurança das 403-2 0,000 0,000 -
Saúde e Taxa de Frequência (TF) empregados próprios + prestadores de pessoas
22 403-2 0,920 0,000
Segurança serviços longo prazo 5
Taxa de Frequência (TF) prestadores de serviço curto prazo + - Gestão de impactos na
23 cadeia produtiva 403-2 0,410 3,100
obras em construção 5
24 Investimentos não incentivados 201-1, 413-1 581,7 649,4 -10,4%
25 Investimentos pelo Fundo da infância e adolescência - FIA 201-1, 413-1 1.298,6 383,9 238,3%
26 Investimentos pela Lei de Incentivo à cultura - Rouanet 201-1, 413-1 3.868,7 3.385,8 14,3%
27 Responsa- Investimentos pela Lei de incentivo ao esporte - Engajamento com as 201-1, 413-1 340,0 320,0 6,3%
bilidade Investimentos pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção comunidades locais e
28 7 partes interessadas 201-1, 413-1 0,0 0,0 -
Social Oncológica - PRONON
Investimentos pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção
29 201-1, 413-1 0,0 0,0 -
da Saúde da Pessoa com Deficiência - PRONAS/PCD
30 Investimentos pelo Fundo Municipal do Idoso 201-1, 413-1 209,0 492,4 -57,6%

Notas:
1) Informações adicionais sobre a sustentabilidade na Companhia estão no Relatório de Sustentabilidade (https://www.engie.com.br/investidores/informacoes-financeiras).
2) Referência: Política ENGIE de Gestão Sustentável.
3) Números em 31/03/2019.
4) GRI: Global Reporting Initiative, versão Standards e complemento setorial G4.
5) TF = nº de acidentes do trabalho ocorridos em cada milhão de horas de exposição ao risco.
6) TG = nº de dias perdidos com os acidentes de trabalho ocorridos em cada mil horas de exposição ao risco.
7) Valores em milhares de reais.

21
Release de Resultados | 1T19

GOVERNANÇA CORPORATIVA
A Companhia procura regularmente aprimorar seus mecanismos de gestão, com otimização de procedimentos de controle,
compliance e transparência. É componente do Novo Mercado, segmento de listagem das empresas com mais alto nível de
governança corporativa da B3. Tal segmento passou por revisão em 2017, para aumento das exigências gerais do regulamento
do segmento, e a Companhia tem, desde então, empreendido esforços para implementação das mudanças com maior brevidade
possível. Um grupo de trabalho multidisciplinar foi composto para endereçar o tema e, como primeiros resultados obtidos, houve
a aprovação, na Assembleia Geral de Acionistas, ocorrida em abril desse ano, do novo Estatuto Social, cuja principal implicação
foi o estabelecimento do Comitê de Auditoria, com a participação de, no mínimo, um Conselheiro Independente. Em outra frente
relacionada, foi aprimorada a gestão dos procedimentos de compliance corporativo e houve implementação de três políticas que
visam dar maior transparência às atividades e procedimentos da alta gestão: Política de Indicação, de Remuneração e de
Avaliação.
Adicionalmente, a Companhia é integrante do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE). O Conselho de Administração
da ENGIE Brasil Energia é composto por nove membros titulares, sendo um representante dos empregados e dois conselheiros
independentes. Nenhum dos membros do Conselho ocupa cargo executivo na Companhia e, consequentemente, o posto de
Presidente do Conselho não é ocupado pelo Diretor-Presidente. Com exceção do membro escolhido pelos empregados, todos
são eleitos por acionistas, em Assembleia Geral de Acionistas.
Um Código de Ética pauta a conduta da Companhia: documento público, disponível em seu website. A Companhia também
dispõe de Comitê de Ética, responsável pela constante atualização do Código e pela avaliação de questões éticas. Em 2013, a
ENGIE Brasil Energia ratificou sua adesão ao Pacto Empresarial pela Integridade contra a Corrupção: iniciativa do Instituto
Ethos, em desdobramento ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual a ENGIE Brasil Energia é
signatária desde seu lançamento.
A política de dividendos da ENGIE Brasil Energia estabelece um dividendo mínimo obrigatório de 30% do lucro líquido
do exercício, ajustado nos termos da Lei 6.404/76 e, além disso, determina intenção de pagar em cada ano calendário
dividendos e/ou juros sobre o capital próprio em valor não inferior a 55% do lucro líquido ajustado em distribuições
semestrais.
Em relação ao modelo de transferência de ativos e demais transações com partes relacionadas, a Companhia e sua controladora
entenderam ser necessário elevar os padrões de governança corporativa por elas adotados. Entre as iniciativas aplicadas,
destaca-se a criação, por meio da adaptação do Estatuto Social da Companhia, de um Comitê Independente para Transações
com Partes Relacionadas, de caráter não permanente e que, quando convocado, será composto, em sua maioria, por membros
independentes do Conselho de Administração da ENGIE Brasil Energia. O referido Comitê, atuou no processo de aquisição da
participação na Transportadora Associada de Gás (TAG).

MERCADO DE CAPITAIS
Desde sua adesão ao Novo Mercado da B3, a ENGIE Brasil Energia passou a integrar o Índice de Ações com Governança
Corporativa Diferenciada (IGC) e o Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG), que reúnem as companhias que
oferecem ao acionista minoritário proteção maior em caso de alienação do controle. Suas ações integram o Índice de
Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE), que reúne empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade
corporativa, além do Índice do Setor de Energia Elétrica (IEE), que é um índice setorial constituído pelas empresas abertas mais
significativas do setor elétrico. As ações da Companhia também fazem parte do principal índice de ações da B3 – o Índice
Bovespa e do Euronext-Vigeo EM 70 — índice integrado pelas empresas com mais alto desempenho em responsabilidade
corporativa dos países em desenvolvimento. A Vigeo é a agência líder em ratings de responsabilidade social corporativa e analisa
cerca de 330 indicadores.
As ações da ENGIE Brasil Energia são negociadas na B3 sob o código EGIE3. No mercado de balcão americano Over-The-
Counter (OTC), os American Depositary Receipts (ADR) Nível I da Companhia são negociados com o código EGIEY, sendo a
relação de um ADR para cada ação ordinária.
Em dezembro de 2018, a 32ª Assembleia Geral Extraordinária da Companhia aprovou o aumento de capital com emissão de
163.185.548 novas ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal, distribuídas aos seus acionistas, a título de bonificação, na
proporção de 1 nova ação para cada 4 ações ordinárias de sua titularidade. O benefício da bonificação foi estendido aos ADR,
na mesma proporção das ações bonificadas.

22
Release de Resultados | 1T19

Desempenho das Ações – EGIE3


O clima de otimismo com o novo governo e a proposta de implantação do novo plano econômico repercutiu positivamento no
início do primeiro trimestre do ano, o que resultou no bom desempenho para o Ibovespa, principal índice da B3. Entretanto, o
aumento da tensão em torno da reforma da previdência social no Brasil fez com que o índice perdesse fôlego no final do trimestre.
Ainda assim, apresentou valorização de 8,6% e acima de 95 mil pontos.
As ações da ENGIE Brasil Energia seguiram a alta do mercado e fecharam o primeiro trimestre de 2019 com valorização de
29,4%, superando amplamente o desempenho do Ibovespa e do Índice do Setor de Energia Elétrica (IEEX), que apresentou
ganho de 16,6% no 1T19.
O volume médio diário da EGIE3 foi de R$ 61,1 milhões no 1T19, 68,6% acima do registrado no 1T18, quando atingiu R$ 36,2
milhões.
As ações da EBE encerraram o último pregão de março de 2019 cotadas a R$ 42,71/ação, o que confere à Companhia valor
de mercado de R$ 34,8 bilhões.

EGIE3 vs. Ibovespa vs. IEEX


(Base 100 – 31/12/2018)

140

135

130 EGIE3 = R$ 42,71

125

120
IEEX = 57.449
115

110
Ibovespa = 95.415
105

100

95
dez-18 jan-19 fev-19 mar-19

EGIE3 IBOV IEEX

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Release de Resultados | 1T19

Próximo Evento

A ENGIE Brasil Energia realizará o seguinte evento para discussão dos resultados:

Teleconferência com Webcast


(Em português — tradução simultânea para inglês)
Data: 9 de maio de 2019
Horário: 11:00h (horário de Brasília)

Telefones para conexão:


Participantes no Brasil: (11) 3127-4971 / (11) 3728-5971
Senha para os participantes: ENGIE

Webcast
Os links de acesso estarão disponíveis no website da Companhia (www.engie.com.br), na seção Investidores.

Replay disponível de 9 a 15 de maio de 2019. Acesso pelo telefone: (11) 3127-4999, código: 97649301 (português) e 59744438
(inglês).

Importante
Este material inclui informações e opiniões acerca de eventos futuros sujeitas a riscos e incertezas, as quais se baseiam nas atuais
expectativas, projeções e tendências sobre os negócios da Companhia. Inúmeros fatores podem afetar as estimativas e suposições
nas quais estas opiniões se baseiam, razões por que as estimativas e declarações futuras constantes deste material podem não vir a
se concretizar. Considerando estas limitações, os acionistas e investidores não devem tomar quaisquer decisões com base nas
estimativas, projeções e declarações futuras contidas neste material.

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Release de Resultados | 1T19

ANEXO I
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO — ATIVO
(Valores em R$ m il) 31/03/2019 31/12/2018
Ativo Circulante 3.489.298 4.556.677
Caixa e equivalentes de caixa 950.274 2.415.792
Contas a receber de clientes 1.357.040 1.181.379
Crédito de imposto de renda e contribuição social 100.502 98.978
Indenização de seguro a receber - 74.780
Estoques 192.611 125.681
Ganhos não realizados em operações de hedge 2.953 3.135
Ganhos não realizados em operações de trading 333.010 116.202
Depósitos vinculados 37.360 8.956
Repactuação de risco hidrológico a apropriar 15.089 15.089
Ativo financeiro de concessão 284.973 277.502
Ativo não circulante mantido para venda 8.829 13.728
Outros ativos circulantes 206.657 225.455
Ativo Não Circulante 19.936.000 19.178.868
Realizável a Longo Prazo 3.495.528 3.230.556
Ganhos não realizados em operações de hedge 281.228 256.464
Ganhos não realizados em operações de trading 96.252 44.429
Depósitos vinculados 279.988 232.450
Depósitos judiciais 98.748 97.721
Repactuação de risco hidrológico a apropriar 127.004 130.776
Ativo financeiro de concessão 2.344.007 2.317.608
Direito de uso de ativos 117.856 -
Outros ativos não circulantes 150.445 151.108
Im obilizado 15.138.036 14.635.467
Intangível 1.302.436 1.312.845
Total 23.425.298 23.735.545

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Release de Resultados | 1T19

ANEXO II
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO — PASSIVO
(Valores em R$ m il) 31/03/2019 31/12/2018
Passivo Circulante 2.975.353 4.170.261
Fornecedores 525.258 588.471
Dividendos e juros sobre o capital próprio 661.981 2.137.039
Empréstimos e financiamentos 399.787 454.513
Debêntures 251.963 210.369
Arrendamentos a pagar 14.240 -
Imposto de renda e contribuição social a pagar 117.438 102.033
Outras obrigações fiscais e regulatórias 98.065 104.410
Obrigações trabalhistas 112.957 99.572
Perdas não realizadas em operações de trading 332.322 98.047
Concessões a pagar 102.360 84.931
Provisões 8.880 8.883
Obrigações com benefícios de aposentadoria 35.369 35.369
Outros passivos circulantes 314.733 246.624
Passivo Não Circulante 13.561.620 13.244.707
Empréstimos e financiamentos 5.889.059 5.854.915
Debêntures 3.232.715 3.200.437
Arrendamentos a pagar 74.158 -
Perdas não realizadas em operações de trading 80.367 19.395
Concessões a pagar 2.838.635 2.765.538
Provisões 90.058 88.977
Obrigações com benefícios de aposentadoria 283.857 283.765
Imposto de renda e contribuição social diferidos 803.033 768.814
Outros passivos não circulantes 269.738 262.866
Patrim ônio Líquido 6.888.325 6.320.577
Capital social 4.902.648 4.902.648
Reservas de lucros 1.117.540 1.106.277
Ajustes de avaliação patrimonial 304.567 307.261
Lucros acumulados 560.119 -
Participação de acionista não controlador 3.451 4.391
Total 23.425.298 23.735.545

26
Release de Resultados | 1T19

ANEXO III
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS
(Valores em R$ m il) 1T19 1T18 Var. %

Receita Operacional Líquida 2.338.759 1.868.853 25,1

Custos da Energia Vendida e dos Serviços Prestados (1.257.967) (943.581) 33,3


Compras de energia (582.018) (429.682) 35,5
Transações no mercado de energia de curto prazo (133.312) (58.683) 127,2
Encargos de uso da rede elétrica e conexão (124.097) (111.650) 11,1
Combustíveis para geração (20.266) (22.320) -9,2
Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos (royalties ) (38.032) (34.379) 10,6
Pessoal (58.531) (50.302) 16,4
Materiais e serviços de terceiros (57.326) (49.690) 15,4
Depreciação e amortização (187.192) (166.720) 12,3
Seguros (13.698) (7.119) 92,4
Custo da implementação de infraestrutura de transmissão (15.251) - 100,0
Custo da venda de painéis solares fotovoltaicos (14.956) - 100,0
Outros (13.288) (13.036) 1,9
Lucro Bruto 1.080.792 925.272 16,8
Receitas (Despesas) Operacionais (64.151) (47.763) 34,3
Despesas com vendas, gerais e administrativas (59.115) (47.734) 23,8
Provisão para redução ao valor recuperável de ativos (4.900) - 100,0
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas (136) (29) 369,0
Resultado de Participações Societárias - (1.933) -100,0
Equivalência patrimonial - (1.933) -100,0

Lucro Antes do Resultado Financeiro e Tributos Sobre o Lucro 1.016.641 875.576 16,1

Resultado Financeiro (214.123) (156.902) 36,5


Receitas financeiras 27.110 24.848 9,1
Despesas financeiras (241.233) (181.750) 32,7
Lucro Antes dos Tributos sobre o Lucro 802.518 718.674 11,7
Imposto de renda (169.372) (165.242) 2,5
Contribuição social (67.656) (64.097) 5,6
Lucro Líquido do Exercício 565.490 489.335 15,6
Lucro atribuído aos:
Acionistas da ENGIE Brasil Energia 565.184 489.038 15,6
Acionista não controlador da Ibitiúva Bionergética S.A. 306 297 3,0
Núm ero de Ações Ordinárias 815.927.740 815.927.740
Lucro Líquido por Ação 0,6927 0,5994 15,6

27
Release de Resultados | 1T19

ANEXO IV
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
FLUXO DE CAIXA
(Valores em R$ m il) 1T19 1T18
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais

Lucro antes dos tributos sobre o lucro 802.518 718.674


Conciliação do lucro com o caixa gerado nas operações:
Depreciação e amortização 191.227 169.061
Provisão para redução ao valor recuperável de ativos 4.900 -
Variação monetária 71.655 41.261
Juros 155.097 130.433
Remuneração dos ativos financeiro de concessão (100.154) (84.814)
Perdas não realizadas em operações de trading 26.617 -
Outros 2.951 6.787
Lucro Ajustado 1.154.811 981.402
Aumento (redução) nos ativos
Contas a receber de clientes (171.697) (86.609)
Crédito de imposto de renda e contribuição social (1.276) 216
Estoques (66.929) (50.431)
Depósitos vinculados e judiciais (28.373) 5.858
Repactuação de risco hidrológico a apropriar 3.772 6.515
Ativo financeiro e de concessão 64.367 95.348
Indenização de seguro a receber 74.780 -
Outros ativos 24.750 (67.781)
Aumento (redução) nos passivos
Fornecedores 24.083 (113.861)
Outras obrigações fiscais e regulatórias (7.395) 7.932
Obrigações com benefícios de aposentadoria (7.123) (6.899)
Combustível a pagar à CDE (5.046) 131.059
Outros passivos 61.185 16.358
Caixa Gerado pelas Operações 1.119.909 919.107
Pagamento de juros sobre dívidas, líquido de hedge (36.570) (50.889)
Pagamento de imposto de renda e contribuição social (131.862) (167.361)

Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais 951.477 700.857

Atividades de Investim ento (658.499) (460.555)


Aumento de capital em joint ventures - (267)
Aquisição de investimento - (267)
Aplicação no imobilizado e intangível (658.499) (460.021)
Atividades de Financiam ento (1.758.496) (1.454.228)
Captação de empréstimos e financiamentos 58.653 -
Pagamento de empréstimos e financiamentos, líquido do hedge (184.809) (67.347)
Pagamento de parcelas de concessões a pagar (18.247) (17.452)
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (1.535.144) (1.356.539)
Pagamento de arrendamentos (34.236) -
Outros (44.713) (12.890)
Aum ento (redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (1.465.518) (1.213.926)
Conciliação do Caixa e Equivalentes de Caixa
Saldo inicial 2.415.792 1.930.070
Saldo final 950.274 716.144
Aum ento (redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (1.465.518) (1.213.926)
Transações que não Envolveram o Caixa e Equivalentes de Caixa
Crédito de imposto de renda e contribuição social 4.086 4.860
Juros e variação monetária capitalizados 95.637 57.200
Fornecedores de imobilizado e intangível (87.221) 44.305
Ingresso de ativo não circulante mantido para venda - (48.038)

28
Earnings Release | 1Q19

ENGIE Brasil Energia marks its debut in the


Brazilian natural gas segment by acquiring a stake
in Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG)
Umburanas Wind Complex goes into full commercial operations.
Ebitda and net income report growth of 15.9% and 15.6%, respectively. Florianópolis, Brazil, May 8,
2019. ENGIE Brasil Energia
S.A. (“ENGIE Brasil Energia”,
“EBE” or “Company”) – B3:
Highlights Subsequent Events
EGIE3, ADR: EGIEY -
announces earnings for the
First Quarter of 2019 (1Q19).
» On April 5, the Company, together with a subsidiary The information in this release
» ENGIE Brasil Energia (EBE) reported net operating
is shown on a consolidated
revenue of R$ 2,338.8 million in 1Q19, 25.1% (R$ of ENGIE S.A. and the Canadian investment fund,
basis and in accordance with
469.9 million) greater than in 1Q18. Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), Brazilian accounting principles
was declared the winner for the acquisition of a and practices. The values are
» Ebitda1 reached R$ 1,212.8 million in 1Q19, an participation in Transportadora Associada de Gás expressed in Brazilian Reais
increase of 15.9% (R$ 166.2 million) compared to S.A. (TAG), the largest gas carrier in Brazil. (R$), except where otherwise
1Q18. The Ebitda margin was 51.9% in 1Q19, a 4.1 indicated.
p.p. reduction compared to 1Q18. » On April 10, Fitch Ratings reiterated the Company’s
ratings following the acquisition of the stake in TAG.
» 1Q19 net income was R$ 565.5 million (R$
0.6927/share), 15.6% (R$ 76.2 million) more than » In April, the total installed proprietary capacity of
1Q18. EBE’s generating complex reached 8,365.5 MW,
with the additional 360 MW following the startup in
» The average price for energy sales agreements, net commercial operations of the final four wind farms For Immediate Release
of exports, revenue taxes and trading operations in the Umburanas Wind Complex – Phase I.
was R$ 188.07/MWh in 1Q19, 6.0% up on 1Q18. Additional information:
» The Board of Directors Meeting of April 17th Eduardo Sattamini
» The amount of energy sold in 1Q19, excluding approved the 8th simple debentures issue for R$ 2.5 Chief Executive Officer, Chief Finance
trading operations, was 9,050 GWh (4,190 average billion, providing working capital to finance the and Investor Relations Officer
MW), a volume 2.6% higher than sold in 1Q18. implementation of the Company’s business plan. eduardo.sattamini@engie.com

» In March, Fitch Ratings reiterated its Long Term » The Annual General Meeting of April 26th approved Rafael Bósio
National Rating at ‘AAA(bra)’ with a stable outlook the distribution of complementary dividends for the IR Manager
and ‘BB’ on the global scale with stable outlook, and fiscal year ending December 31, 2018 in the rafael.bosio@engie.com
thus one notch above sovereign rating. In addition, amount of R$ 76.7 million (R$ 0.0940/share), Tel.: +55 48 3221-7225
Fitch also reiterated the ‘AAA(bra)’ rating with a whose distribution reached 100% of net adjusted
stable outlook, for the Company’s sixth and seventh ri.BREnergia@engie.com
distributable income. The shares will be traded ex-
unsecured debenture issues. dividend as from May 7, 2019 and the payment date
will be defined by the executive board.
Conference call and webcast:
On 5/9/2019 at 10:00 a.m.
(EDT): in Portuguese
(simultaneous translation
into English).
Summary of Financial and Operational Indicators
Further details on Upcoming Events
ENGIE Brasil Energia - Consolidated section, available on page 24.
(In millions of R$) 1Q19 1Q18 Chg.
Net Operating Revenue (NOR) 2,338.8 1,868.9 25.1% Visit our Website
www.engie.com.br/investidores
Results from Operations (EBIT) 1,016.6 875.6 16.1%
Ebitda (1) 1,212.8 1,046.6 15.9%
Ebitda / NOR - (%)(1) 51.9 56.0 -4.1 p.p.
Net Income 565.5 489.3 15.6%
Return On Equity (ROE) (2) 34.7 27.9 6.8 p.p.
Return On Invested Capital (ROIC) (3) 21.0 21.1 -0.1 p.p.
Net Debt (4) 8,322.0 5,800.3 43.5%
Gross Power Production (avg MW) (5) 5,277 4,630 14.0%
Energy Sold (avg MW) (6) 4,190 4,085 2.6%
Average Net Sales Price (R$/MWh) (7) 188.07 177.41 6.0%
Number of Employees - Total 1,411 1,166 21.0%
EBE Employees 1,290 1,117 15.5%
Employees on Under Construction Plants 121 49 146.9%

(1) Ebitda: net income + income tax and social contribution + financial result + depreciation and amortization.
(2) ROE: net average equity for the past 4 quarters /shareholders’ equity.
(3) ROIC: effective tax rate x EBIT / invested capital (invested capital: debt - cash and cash equivalents - deposits earmarked for debt servicing + SE).
(4) Adjusted amount, net of gains from hedge operations.
(5) Total gross electricity output from the plants operated by ENGIE Brasil Energia.
(6) Disregarding sales for quota regime (Jaguara and Miranda HPPs).
(7) Net of taxes, exports and trading operations.

1
Earnings Release | 1Q19

MESSAGE FROM THE MANAGEMENT


We closed the first quarter of the year with the same consistency which has
characterized the results and the performance of ENGIE Brasil Energia over
recent periods. The determined pursuit of our objectives, supported by our
convictions and the level of deliveries of our team, have kept us on track for
realizing the Company’s strategy of becoming a key player in Brazilian
infrastructure and thus maximizing value creation.
The soundness of our generation
operations combined with our debut

in the transmission market and more
It is with the greatest satisfaction that we can report once more solid and
significant growth for all the Company’s key financial and operational indicators.
recently in gas transportation, in
Our Net Operating Revenue was R$ 2.3 billion, growing 25.1% compared with practice consolidate the plans for
1Q18, while Ebitda reached R$ 1.2 billion, 15.9% higher than reported for the offering the investor a single
same period in 2018. Net Income amounted to R$ 565.5 million, 15.6% higher investment vehicle, positioned to
than reported in 1Q18. The Company’s results continue to reflect positive capture the best opportunities in the
evolution with increases, both in average price together with sales volume, the
improvement in the results of operations conducted across the short term development of the country’s energy
market as well as trading operations and the reduction in energy purchases for infrastructure.
the management of the Company’s portfolio, among other factors.
In spite of some difficulties, the first synchronization at Pampa Sul TPP is expected to take place in May and the plant to go into
commercial operations in late June with an installed capacity of 345 MW. We will continue to guide our actions with a view to
delivering the planned and announced steps and we make a point of reinforcing the commitment by adopting a ‘walk the talk’
posture, that is, through fully satisfying our commitments as we can see in the following highlights:
Umburanas Wind Complex – 100% operational
» During 1Q19 and April, the assembly of the medium voltage networks of all the wind farms in the Umburanas Wind Complex
– Phase 1 was concluded, the state environmental protection agency (Inema) issuing the Operational License and Aneel, the
authorization for entry into commercial operations of the wind farms in the Complex. Consequently, Umburanas has been in
full commercial operation since April 24, which represents the addition of a further 360 MW to the EBE generating complex’s
total installed capacity.
Acquisition of Transportadora Associada de Gás (TAG)
» With the necessary authorizations from the Board of Directors and the Related Parties Committee in 1Q19 and following more
than a year of negotiations, in early April we received confirmation that EBE, in conjunction with a subsidiary of ENGIE S.A.
and the Canadian investment fund, Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), had been successful in its bid to
acquire the largest natural gas carrier in the country for US$ 8.6 billion. TAG has approximately 4.5 thousand km of high
pressure gas pipelines crossing 10 states in the North, Northeast and Southeast regions of Brazil with a firm contracted
capacity to carry more than 70 million m3 of gas per day. Petrobras will maintain its minority stake of 10% in TAG and also the
long term agreements for use of the pipeline already in force.
» In addition to being a operation which will bring immediate added value to ENGIE Brasil Energia, the acquisition is closely
aligned to our strategic principles. Our objective of spearheading the energy transition matrix includes necessarily incorporating
efficient security in the system with competitive cost. The current renewable sources of power are of a characteristically
intermittent nature and it is natural gas-fired thermal electricity which fulfills the essential backup function thus allowing for the
improved harnessing and management of renewable generation overall.
The debut in this new market with the acquisition of TAG is reminiscent of our early years when we saw major opportunities for
the development energy generation in Brazil more than two decades ago. Likewise, today we see the same scenario with our
objective of leading the growth which the gas value chain is expected to experience in the country.
The soundness of our generation operations, combined with our debut in the transmission market and more recently in that of gas
transportation, in practice consolidate the plans for offering the investor a single investment vehicle, positioned to capture the best
opportunities in the development and growth of the country’s energy infrastructure.
We continue convinced of our propositions and convictions, each new conquest reinforcing our belief of being on the right track
for delivering an excellent level of shareholder value, at the same time contributing to the strengthening of energy infrastructure
in Brazil but without losing the focus of the sustainability of our operations, both from the financial and also the socio-environmental
point of view.

Eduardo Antonio Gori Sattamini


Chief Executive Officer, Chief Financial and
Investor Relations Officer

2
Earnings Release | 1Q19

OPERATING PERFORMANCE
Generating Complex
ENGIE Brasil Energia is part of the largest independent power producer group in the country and, with the startup in commercial
operations of 14 from a total of 18 wind farms from the Umburanas Wind Complex, at the end of the 1Q19 had 8,275.5 MW of
installed capacity and operates a generating complex with 9,996.2 MW, comprised of 55 plants (11 hydro, three thermal and 41
complementary energy source plants — biomass, SHP, wind powered and solar), 51 of which are wholly-owned by the Company
and four (the Itá, Machadinho and Estreito Hydro Power Plants and the biomass-fired Ibitiúva Bioenergética co-generation plant)
jointly-owned through consortia with other companies.

ENGIE Brasil Energia's Generating Complex – in March 31, 2019


Installed Capacity (MW) Concession/ Assured energy
Power Plants Source Location Company's Authorization original (aMW) Company's
Total Share term expiration date Share
Itá Hydro Uruguai River (SC and RS) 1,450.0 1,126.9 Oct/30 564.7
Salto Santiago Hydro Iguaçu River (PR) 1,420.0 1,420.0 Sep/28 733.3
Machadinho Hydro Uruguai River (SC and RS) 1,140.0 403.9 Jul/32 165.3
Estreito Hydro Tocantins River (TO/MA) 1,087.0 435.6 Nov/37 256.9
Salto Osório Hydro Iguaçu River (PR) 1,078.0 1,078.0 Sep/28 502.6
Cana Brava Hydro Tocantins River (GO) 450.0 450.0 Aug/33 260.8
Jaguara Hydro Grande River (MG) 424.0 424.0 Dec/47 341.0
Miranda Hydro Araguari River (MG) 408.0 408.0 Dec/47 198.2
São Salvador Hydro Tocantins River (TO) 243.2 243.2 Apr/37 148.2
Passo Fundo Hydro Passo Fundo River (RS) 226.0 226.0 Sep/28 113.1
Ponte de Pedra Hydro Correntes River (MT) 176.1 176.1 Sep/34 133.6
Total - Hydro 8,102.3 6,391.7 3,417.7
Jorge Lacerda Complex1 Thermal Capivari de Baixo (SC) 857.0 857.0 Sep/28 649.9
Total - Thermal 857.0 857.0 649.9
Umburanas Complex 2 Wind Farm Umburanas (BA) 270.0 270.0 Aug/49 158.1
Campo Largo Complex3 Wind Farm Umburanas (BA) 326.7 326.7 Jul/50 169.6
Trairi Complex4 Wind Farm Trairi (CE) 212.6 212.6 Sep/41 102.3
Ferrari Biomass Pirassununga (SP) 80.5 80.5 Jun/42 35.6
Ibitiúva Bioenergética Biomass Pitangueiras (SP) 33.0 22.9 Apr/30 13.9
Assú V Solar Assú (RN) 30.0 30.0 Jun/51 9.2
Lages Biomass Lages (SC) 28.0 28.0 Oct/32 14.6
Rondonópolis SHP Ribeirão Ponte de Pedra (MT) 26.6 26.6 Dec/32 14.0
José Gelazio da Rocha SHP Ribeirão Ponte de Pedra (MT) 24.4 24.4 Dec/32 11.9
Nova Aurora Solar Tubarão (SC) 3.0 3.0 not applicable 5 0.0
Tubarão Wind Farm Tubarão (SC) 2.1 2.1 not applicable 5 0.0
Total - Complementary 1,036.9 1,026.8 529.2

Total 9,996.2 8,275.5 4,596.8

1
Complex comprised of three power plants.
2
Complex comprised of 14 power plants under operation.
3
Complex comprised of 11 power plants.
4
Complex comprised of 8 power plants.
5
For generating plants with installed capacity lower than or equal to 5 MW the legal instrument applicable is the record.

Transportadora Associada de Gás (TAG)


Jointly with a subsidiary of the ENGIE Group and the Canadian
investment fund Caisse de Dépôt et Placement du Québec Consortium Constitution
(CDPQ), EBE was successful in the bid organized by Petróleo
CDPQ
Brasileiro S.A. – Petrobras for the acquisition of a 90% ENGIE S.A. ENGIE Brasil Energia
shareholding stake in Transportadora Associada de Gás S.A. 32.5% 32.5% 35.0%
(TAG). The total value of the offer represents an enterprise value
of R$ 35.1 billion for 100% of TAG, at the baseline date of
Aliança
December 31, 2017. Transp. de Gás S.A.

TAG is the largest natural gas carrier in Brazil with a gas pipeline 90.0% 10.0%
infrastructure of approximately 4,500 km, which extends the entire
length of the coastline of the Southeast and Northeast plus an
additional section between Urucu and Manaus in the Amazon
region. The network serves eight gas distributors, two refinaries, two fertlizer plants and eight thermoelectric plants.
This acquisition represents ENGIE’s debut in the natural gas segment in Brazil and is aligned to the Group’s global strategy to be
a leader in the energy transition, requiring sophisticated, large scale infrastructure such as the TAG gas pipelines and contributing
to the diversification and decarbonization of the Brazilian energy mix.

3
Earnings Release | 1Q19

The gas carrier is significantly contracted (~98%) over the medium and long terms through long-term agreements with
Petrobras.

Contracts Breakdown
Authorization Term Volumes Contracted % Projected of Net
Gas Pipelines Size (km) Contract Maturity
Expiration Date (MM m³/day) Operating Revenue*
Gasene 1,401.0 Nov/33 Mar/39 30.3 36.9%
Malha NE 2,002.0 Dec/25 Mar/39 21.6 24.0%
Pilar-Ipojuca 189.0 Nov/31 Nov/41 15.0 6.6%
Urucu-Coari-Manaus 802.0 Nov/30 Nov/40 6.3 32.5%
Lagoa Parda-Vitoria 81.0 Under negotiation Mar/39 0.7 0.0%
Total 4,475.0 73.9 100.0%
* Variations in revenue representativeness betw een GTAs could be occur.

Petrobras’ Board of Directors approved the operation and signed the purchase and sale agreement on April 24 and 25,
respectively. Financial closing is expected in late May.

Expansion

Jirau. Energia Sustentável do Brasil (ESBR), is responsible


ESBR – Corporate Structure
for the maintenance, operation and sale of energy generated
by the Jirau Hydroelectric Power Plant, located in the Madeira
River, in the city of Porto Velho, state of Rondônia.
20%
Since November 2016, Jirau HPP has 50 generating units in operation,
representing a total 40%
ESBR PPA’s Portfolio installed capacity of 3,750
20%
Average MW MW. The plant was
2,205 2,205 unveiled on December 16,
20%
14 75 75 2016.

538 538 In May 2017, ENGIE Brasil


Participações (EBP)
14
Regulated announced the engagement of Banco Itaú BBA S.A. to provide financial advisory
services for an economic-financial study for the preparation of a proposal for the
Partners
eventual transfer to ENGIE Brasil Energia (EBE) of EBP’s stakes of 40% in
Bilateral
ESBR Participações S.A. (ESBRpar) – holder of 100% of the capital stock of
Uncontracted
1,578 1,578 ESBR – and the 100% participation in Geramamoré Participações e
Losses Comercializadora de Energia Ltda. The transfer assessment has put on hold,
awaiting more favorable conditions for the discussions to resume.

In 1Q19, the plant generated 2,722.4 average MW, 4.9% lower than the 2,861.9
average MW for 1Q18, while the National Electrical System Operator Uptime
2019-2034 2035-2043
Ratio (FID) was 99.4% (data subject to final Electric Energy Trade Board (CCEE)
booking).
ENGIE Geração Solar Distribuída. The Company has
operated in the distributed generation market since 2016
through ENGIE Geração Solar Distribuida S.A. (EGSD), the
acquisition of the total capital stock of which being
concluded in August 2018. The increased investment in the
distributed solar energy segment is one of the ways the Company
reaffirms its commitment to operations in the segment and contributes to
a more dynamic energy matrix, one closer to the end consumer.

An initiative of the Industries Federation of the State of Santa Catarina


(Fiesc) and executed by ENGIE Geração Solar Distribuída and WEG
Solar systems installed by EGSD
S.A., in 1Q19 the Solar Industry Program reached 2,327 registrations in
the household profile and 747 in the industrial profile in the state of Santa Catarina. The same Program was extended to the states
of Mato Grosso – with 267 household consumers and 115 industrial applicants – Rio Grande do Sul, with 276 registrations in the
household and a further 139 in the industrial segments.

4
Earnings Release | 1Q19

Demand from agribusiness continues vigorous and represents about


Number of units and installed capacity 40% of the sales potential in the quarter. Finance lines available in the
5,559 market for the sector continue attractive. EGSD has confirmed its
participation in the largest agribusiness show in the country, Agrishow,
to be held in São Paulo at the end of April.
Installed Systems
In 1Q19, 115 systems were installed with a capacity of 5,558.9 kWp, an
Installed Capacity (kWp)
304 increase of 326.1% compared with 1Q18, when installed capacity was
1,304 1,304.5 kWp corresponding to 304 systems. Since the outset of its
115 operations, ENGIE Geração Solar Distribuída has installed 2,069
systems with an installed capacity of 21,479.5 kWp across 13 states of
1Q18 1Q19 the country.

Gralha Azul Transmission System. On December 15, 2017, the Company made a successful bid for Lot 1 of
Aneel Transmission Auction 02 for a stretch of about 1,000 kilometers in the State of Paraná (PR), marking EBE’s
debut into the energy transmission sector in Brazil. The
project also includes the installation of five new substations
and expansion of another five existing ones. The
concession term for the public utility transmission service, including the Section 5
licensing, the construction, assembly and the operation and
Section 1
maintenance of the transmission line installations will be 30 years as
from signature date of the concession agreement.
The expiry date by which time the transmission line must be operational Section 3
is March 9, 2023. However, EBE will reduce this lead time for installing
the operation by at least 12 months. In addition, its plan is to reduce the
Aneel investment forecast by about 15%. Section 4

Contracted Estimated
Lot Location RAP (RS Capex Section 2

million) (R$ million)*


1 Paraná (PR) 231.7 1,700.0
Total 231.7 1,700.0 Transmission lines and substation location
* Value as of December 2017.

Activities for execution of the executive project, topography and geological


Part of the Annual Allowed Revenue surveys are currently in progress, while the principal subcontractors have
(RAP) (%) already been selected with the hiring phase underway.
5.3% The environmental teams continue to conduct field studies, the five groups
called for in the Simplified Environmental Reports having already
10.1% conducted technical meetings of an informational nature, details of which
Section 1 have been filed with the environmental agency for the state of Paraná, with
6.3% the inspection date of the first group already arranged. Work on
Section 2
archeological studies continues and in the land ownership area, activities
Section 3
are already at the stage of negotiating with land owners.
9.8%
Section 4

Section 5
68.5%

5
Earnings Release | 1Q19

Projects under Construction


Installed Capacity (MW) Concession/ Assured energy
Power plants Source Location Company's Authorization original (aMW) Company's
Total Share term expiration date Share
Umburanas Complex - Phase I Wind Farm Umburanas (BA) 90.0 90.0 From Aug/49 to Aug/50 55.2
Campo Largo Complex - Phase II Wind Farm Umburanas and Sento Sé (BA) 361.2 361.2 - 200.0
Pampa Sul Thermal Candiota (RS) 345.0 345.0 Mar/50 323.5
Total 796.2 796.2 578.7

Umburanas Wind Complex – Bahia


(Phase I). Located in the municipality of
Umburanas (BA), the Complex has a total
installed capacity of 660 MW to be harnessed in
two phases. The installed capacity under Phase I
is 360.0 MW, of which 257.5 MW will be sold on the free market
while 102.5 MW has been commercialized via the A-5/2014
Energy Auction at the average price of R$ 175.3/MWh,
restated up to March 31, 2019. The first phase of the Umburanas - Wind Farm 19
Complex will involve an investment of about R$ 1.8 billion (as
of September 2017) for 18 wind farms. The remaining 300 MW will be harnessed during Phase II. The project is being developed
adjacent to the Campo Largo Wind Complex, thereby capturing synergies both during installation as well as subsequently when
commercial operations begin.

In 1Q19, the assembly of the medium voltage networks was concluded for all the wind farms in the Complex. The state
environmental protection agency (Inema) issued the Operational Licenses for the Complex and Aneel, the authorization for the
startup of commercial operations of the component wind farms, with the exception of Umburanas Wind Farms 1, 2, 3 and 15,
which represented a total of 14 wind farms going into commercial operations by the end of the first quarter 2019. The remaining
wind farms were under operation in the end of April 2019.

Campo Largo Wind Complex – Bahia (Phase II).


Approval was given for a start on the installation of the
Campo Largo Wind Complex – Phase II, located in the
muncipalities of Umburanas and Sento Sé, approximately
420 km distant from the state capital, Salvador. Phase II represents
361.2 MW of installed capacity and 200.0 average MW of assured
energy with investments of about R$ 1.6 billion. Operations are
scheduled to complete early in 2021.

The Project will enjoy the benefits of the synergies with existing
structures such as the substation and transmission line, installed by the Campo Largo - Phase 1 – operational
Company to support both the Campo Largo – Phase I and Umburanas Campo Largo - Phase 2 – construction w ork in progress
– Phase I wind complexes with a total of 686.7 MW of installed capacity.
Ilustrative image from do Campo Largo Wind Complex
With the installation of the second phase of Campo Largo, EBE’s total
installed wind capacity will surpass the mark of 1 gigawatt (GW) in the region. Power output from Campo Largo – Phase II will be
sold entirely in the Free Contracting Environment (ACL).

In the first quarter of 2019, EBE signed a wind turbine supply agreement for the project with the Danish company, Vestas for 86
wind turbines, model V150 with 4.2 MW of nominal capacity, 120 meters in height and 150 meters in diameter. In addition the
Company is in the final stages of negotiations for procurement of the civil engineering and electro-mechanical services.

6
Earnings Release | 1Q19

Pampa Sul Thermoelectric Power Plant – Rio


Grande do Sul. The Pampa Sul TPP is to be sited in
the Municipality of Candiota, State of Rio Grande do
Sul with an installed capacity of 345 MW. The plant will
use thermal coal as fuel from a seam also located in Candiota and
will be linked to the SIN through a 525 kv transmission line - built by
the Company - to the Candiota II substation.

The plant’s 294.5 average MW of commercial capacity was sold for


a 25-year term at the A-5 Auction held on November 28, 2014 at a
price of R$ 245.9/MWh, restated up to March 31, 2019. The
investment approved for the construction of the Plant was
Pampa Sul TPP - general view
approximately R$ 1.8 billion (as of November 2014). Also in
November 2014, the Company protected the investment portion in foreign currencies against the exchange rate variation effects
through hedging operations.

In 1Q19, among activities warranting mention are: (i) successful completion of the boiler steam blowing process, a key event in
the testing and commissioning phase of a thermoelectric plant for detecting any faults in the water, steam and coal circuits and to
ensure the quality of the steam reaching the turbine; (ii) commissioning of the electrostatic precipitators; (iii) operation of the coal
handling and storage system. Work in the principal plant is now 98.14% complete.

In the occupational health and safety area, worthy of note is the more than 21 million man hours worked without fatal accidents.
The plant is scheduled to go into commercial operations in the second quarter of 2019.

Projects under Development


Installed Capacity (MW)
Power plants Source Location Company's
Total Share
Santo Agostinho Complex Wind Farm Lajes and Pedro Avelino (RN) 800.0 800.0
Norte Catarinense Thermal Garuva (SC) 600.0 600.0
Umburanas Complex - Phase II Wind Farm Umburanas (BA) 300.0 300.0
Campo Largo Complex - Phase III Wind Farm Umburanas e Sento Sé (BA) 250.0 250.0
Assú - Plants I, II, III e IV Solar Assú (RN) 146.8 146.8
Alvorada Solar Bom Jesus da Lapa (BA) 90.0 90.0
Total 2,186.8 2,186.8

Santo Agostinho Wind Complex – Rio Grande do Norte. The Complex is made up of 24 Specific Purpose
Companies (SPEs), each one responsible for the development of a wind generation project. All the projects will be
located in the municipalities of Lajes and Pedro Avelino, about 120 km from the city of Natal, the capital of the State
of Rio Grande do Norte. In June 2016, the State of Rio Grande do Norte’s environmental protection agency, the
Environmental and Sustainable Development Institute (Idema), declared the project to be environmentally viable. The project now
has all the documentation necessary to participate in the energy auctions, including the A-4 and A-6 auctions to be held this year.
The increase of the nominal capacity of the wind turbines allowed the revision of its total installed capacity to 800 MW.

Norte Catarinense Thermoelectric Power Plant


– Santa Catarina. The Company is developing a
project for the construction of a natural gas-fired
combined cycle thermoelectric power plant in the city of
Garuva, in the north of the State of Santa Catarina. The Norte
Catarinense TPP will have an installed capacity of
approximately 600 MW. The project has a Preliminary
Environmental License and the Company is evaluating alternatives
for the secure supply of natural gas for eventual participation future
electric energy auctions.

3D images from the Norte Catarinense TPP project

7
Earnings Release | 1Q19

Umburanas Wind Complex – Bahia (Phase II). The environmental licensing for the Second Phase has been
issued with energy under this second phase to be harnessed by EBE in due course alongside the Campo Largo Wind
Complex, thus maximizing synergies during implementation and subsequent commercial operations. The project now
has all the documentation necessary to participate in the energy auctions, including the A-4 and A-6 auctions to be
held this year. Like the Santo Agostinho Complex, Umburanas II also had the nominal capacity of the wind turbines revised,
passing its total installed capacity to 300 MW.
Campo Largo Wind Complex – Bahia (Phase III). The Company intends to add about 250 MW of installed
capacity to the Campo Largo Wind Complex with the development of its third phase. The project is in the
environmental licensing process, regularizing land aspects and will be further developed by EBE next to Phases 1 and
2 of Campo Largo Wind Complex, capturing synergies especially during the commercial operation.

Assú Photovoltaic Complex. Located in the Municipality of Assú, State of Rio Grande do Norte, the Complex
will have a total installed capacity of approximately 183 MWp, consisting of five projects, among them Assú V.
Assú V went into commercial operations in December 2017. The remaining projects are at the stage of evaluating
solar radiation, with Preliminary License already issued, and qualified to take part in future new energy auctions.

Besides the abovementioned projects, the Company is also examining the potential for photovoltaic solar energy generation in
areas where it is installing its wind farms. In addition, it is also analyzing partnerships which could accelerate the development of
this energy source in line with the process of energy transition which is taking place at world level.

Alvorada Photovoltaic Complex. ENGIE Brasil Energia has acquired a site in the State of Bahia, - a region
with potential for generating solar energy - for the development of three projects comprising the Alvorada
Photovoltaic Complex. The projects, which will have a total installed capacity of 90 MWp. All projects are at the
stage of raising solar irradiance data and received their Preliminary License in August 2016, qualifying them to take
part in new energy auctions.

Uptime Operating
The plants operated by ENGIE Brasil Energia reported uptime
working of 97.2% in 1Q19, ignoring scheduled stoppages: 99.7% Uptime Operating
Not considering scheduled shutdowns
for the hydroelectric plants, 81.1% for the thermoelectric plants and
+0.1 p.p. -1.0 p.p.
89.2% with respect to the plants fired from complementary energy -3.8 p.p.
sources, namely SHPs, biomass, wind and photovoltaics. -6.2 p.p.
99.6% 99.7% 98.2% 97.2%
93.0%
87.3% 89.2%
If all scheduled shutdowns are taken into account, the aggregate 81.1%
uptime in the 1Q19 was 92.9%: 97.8% for the hydroelectric plants,
63.7% for the thermoelectric and 76.4% for plants operating with
complementary energy sources.

Hydroelectric plant uptime operations in the quarter remained


practically unchanged despite modernization work on the Salto
Osório Hydroelectric Power Plant and corrective maintenance at the
Jaguara Hydroelectric Power Plant. Hydro Thermal Complementary Consolidated

In relation to the thermal plants, uptime working was affected by 1Q18 1Q19
scheduled preventive maintenance at the Number 5 Generator Unit
and corrective maintenance on the Number 1 Generator Unit, both at the Jorge Lacerda Thermoelectric Complex.

At the complementary plants, there was a 3.8 p.p decline in plant uptime due principally to startup in commercial operations of the
Campo Largo – Phase I and Umburanas – Phase I Wind Complexes, where there were unscheduled stoppages characteristic of
the early stages of ramping up an operation.

8
Earnings Release | 1Q19

Production
Electricity output from plants operated by ENGIE Brasil Energia was 11,399 GWh
Generation
(5,277 average MW) in 1Q19. This result is 14.0% higher than production for 1Q18. Total Average MW
output breaks down as follows: hydroelectric plants, 9,840 GWh (4,556 average MW), +14.0%
thermoelectric plants 961 GWh (445 average MW) and the complementary sourced units
597 GWh (276 average MW). Results point to, respectively, increases of 11.3%, 6.2% and 5,277
4,630 445 276
134.4% on the hydro, termoelectric and complementary energy sources in relation to 118
419
1Q18.
Generation by Complementary Source
Average MW The increase in total generation from the
+134.4% Company`s hydroelectric plants on a 4,093
4,556
1Q19 x 1Q18 comparative basis is
276
principally due to the more favorable
7
24 hydrological conditions in 1Q19 in the
hydrographic basins in which the EBE`s 1Q18 1Q19
33
plants are located. In addition, worthy of
Hydro Complementary
Wind note was the effect of the 3.5% year-on-
Thermal
SHP year growth in the global load of the
Biomass National Interconnected System (SIN).
118
8 Solar
212 Increased thermoelectric generation is principally due to greater output relative to
28
1Q18 from the Jorge Lacerda Thermoelectric Complex, energy from its units
30 being dispatched on cost merit basis.
52 The substantial increase in generation from the complementary plants is due to
the start of commercial operations of the Campo Largo Wind Complex – Phase I
1Q18 1Q19 and part of the Umburanas Wind Complex – Phase I.

In this context, it is worth pointing out that an increase in the Company’s hydroelectric generation does not necessarily reflect an
improvement in economic-financial performance. Conversely, a reduction in this type of generation does not inevitably imply a
deterioration in economic-financial performance due to the adoption of the Energy Reallocation Mechanism (MRE), which defrays
the risks of hydro generation among its participants.

As to the Company’s thermal generation, its increase might reduce (as a function of the Company’s level of contracting) exposure
to the Price for the Settlement of Differences (PLD), the opposite being the case when there is a decrease, all other variables
being equal.

Clients
In 1Q19, the free consumer share of the Company’s portfolio was 43.4% of total physical sales and 38.9% of the total net operating
revenue (except CCEE and other revenues), decreases of 13.0 p.p. and 13.4 p.p., respectively in relation to the same quarter in
2018.

The reduction in the participation of free consumers is largely explained by the reduction in consumption of industrial clients.

Breakdown of Customers by Breakdown of Customers in Contracted


Physical Sales (%) Sales Comprising Net Operating (%)
2 2 12
13 12 10
9 8
45 39
50 43

35 36 43 41

1Q18 1Q19 1Q18 1Q19

Trading operations Free Customers


Trading Companies Distribution Companies

9
Earnings Release | 1Q19

Commercial Strategy
The Company pursues a commercial strategy of gradual sales of future energy availability for any given year as a means of
mitigating the risk of exposure to spot prices (Price for Settlement of Differences - PLD) for that particular year. Electric energy
sales are made during windows of opportunity that open when the market shows a greater buying propensity. ENGIE Brasil
Energia’s energy balance based on proprietary commercial capacity and power purchasing agreements outstanding as at March
31, 2019 is as follows:

Energy Balance
(Average MW)

2019 2020 2021 2022 2023 2024 Auction Reference Gross Price Net Price of
Own Resources 4,533 4,703 4,877 4,927 4,925 4,926 Gross Price Date Adjusted PIS/COFINS/P&D
+ Purchases for Resale 1,399 829 483 426 353 174 (R$/MWh) (R$/MWh) (R$/MWh)
= Total Resources (A) 5,932 5,532 5,360 5,353 5,278 5,100
Government Auction Sales 1 1,992 2,013 2,013 2,013 2,013 2,008
2005-NE-2010-30 200 200 200 200 200 200 115.1 Dec-05 227.8 204.7
2006-NE-2009-30 493 493 493 493 493 493 128.4 Jun-06 250.1 224.7
2006-NE-2011-30 148 148 148 148 148 148 135.0 Nov-06 261.2 234.7
2007-NE-2012-30 256 256 256 256 256 256 126.6 Oct-07 235.0 211.1
2014-EE-2014-06 98 - - - - - 270.7 May-14 342.2 307.5
Proinfa 19 19 19 19 19 19 147.8 Jun-04 266.3 256.6
1st Reserve Energy Auction 14 14 14 14 14 14 158.1 Aug-08 284.7 274.3
Auction Mix (New Energy / Reserve / DG) 17 14 14 14 14 9 - - 258.4 249.0
2014-NE-2019-25 173 295 295 295 295 295 183.5 Mar-14 245.9 220.9
2014-NE-2019-25 10 10 10 10 10 10 206.2 Nov-14 266.3 256.6
2014-NE-2019-20 83 83 83 83 83 83 139.3 Nov-14 179.9 163.3
2015-NE-2018-20 46 46 46 46 46 46 188.5 Aug-15 223.5 202.8
8th Reserve Energy Auction 9 9 9 9 9 9 303.0 Nov-15 347.5 315.3
2014-EN-2019-20 48 48 48 48 48 48 136.4 Nov-14 175.3 159.1
Government Auction - Quotas regime
2018 - Quotas (UHJA) - 2018-30 239 239 239 239 239 239 - Jul-17 138.5 132.1
2018 - Quotas (UHMI) - 2018-30 139 139 139 139 139 139 - Jul-17 158.8 151.5
+ Bilateral Sales 3,325 3,153 2,793 2,449 1,755 1,028
= Total Sales (B) 5,317 5,166 4,806 4,462 3,768 3,036
Balance (A - B) 615 366 554 891 1,510 2,064
2, 3
Sales average net price (R$/MWh) : 187.8 184.7 184.9
Purchases average net price (R$/MWh) 4: 181.7 173.1 174.6

1
XXXX-YY-WWW-ZZ, where:
XXXX ➔ year of auction
YY ➔ EE = existing energy or NE = new energy
WWWW ➔ year of delivery start
ZZ ➔ supply contract duration (in years)
2
Sales price, including trading operations, is net of ICMS and taxes over revenue (PIS/Cofins, R&D), i.e. future inflation is not considered.
3
Desconsidering sales for quota regime (Jaguara and Miranda HPPs).
4
Purchase net price, considering trading operations and benefits from PIS/Cofins credits, i.e. future inflation is not considered.

Notes:
- The balance refers to the settlement point (net of losses of internal consumption of the plant).
- The average prices are considered simply estimates and are based on financial planning revisions, not capturing volume changes, which are updated quarterly.
- Aneel agreed to the renegotiation of the hydrological risk with respect to the Company’s agreements negotiated through the Regulated Contracting
Environment (ACR). Additional information can be found in the financial statements of 2015.

10
Earnings Release | 1Q19

ECONOMIC-FINANCIAL PERFORMANCE
Net Operating Revenue
In 1Q19, net operating revenue reported an increase of 25.1% (R$ 469.9 million)
compared to 1Q18 from R$ 1,868,9 million to R$ 2,338.8 million. This variation reflects Net Operational Revenue
R$ million
principally the following factors: (i) R$ 243.4 million (13.3%) increase in the electric energy
generation and commercialization of which (i.i) R$ 89.4 million increase in revenue, the result +25.1%
of transactions in the short term market; (i.ii) R$ 77.3 million, corresponding to the increase
2,338.8
in net average selling price; (i.iii) R$ 59.2 million, due to greater volumes of energy sold; (i.iv)
R$ 15.4 million increase in the remuneration of financial assets relative to the payment for the 1,868.9
grant of Jaguara and Miranda Hydroelectric Power Plants concessions; and (i.v) R$ 2.1
million, due to growth in other operating revenues; (ii) R$ 189.9 million increase due to energy
trading operations; (iii) R$ 19.0 million from the recognition of revenues from photovoltaic
solar panel sales through ENGIE Geração Solar Distribuída (ENGIE Solar), control of which
was acquired in August 2018, when the subsidiary was consolidated by the Company; and
(iv) R$ 15.7 million related to infrastructure construction revenue from the Gralha Azul
transmission line. 1Q18 1Q19

Net Operating Revenue Change


R$ million

59 19 16 15 5 2,339
89 77
190
1,869

NOR 1Q18 Trading ST trading/ Average Sales Photovoltaic Transmission Jaguara and Other NOR 1Q19
operations CCEE sales volume panels Miranda
price HPPs (ACR)

» Net Average Selling Price


Net Average Selling Price*
R$/MWh The average energy selling price, net of charges on revenue, reached R$ 188.07/MWh
+6.0% in 1Q19, 6.0% greater than the same quarter in 2018, the value of which was R$
177.41/MWh. These prices exclude the trading operations which the Company began to
188.1 transact in January 2018.
177.4
The increase in price is largely due to monetary restatement of current agreements and
new energy sales agreements with trading companies and free consumers at higher
prices than the average for existing or expired agreements.

1Q18 1Q19

* Net of taxes, exports and trading operations.

11
Earnings Release | 1Q19

» Sales Volume
Sales Volume
Average MW The amount of contracted energy sold increased from 8,824 GWh (4,085 average MW) in
+2.6% 1Q18 to 9,050 GWh (4,190 average MW) in 1Q19, a rise of 2.6% or 227 GWh (105 average
MW), between compared periods. These volumes exclude energy trading operations, details of
4,085 4,190 which are shown under a specific heading.
The increase in sales volume is mainly due to stronger sales to distribution companies following
the start in 1Q19 of the supply of energy successfully bid in the new energy auctions, partially
attenuated by the reduction in the trading company segment due lower demand for electricity
nationwide.

1Q18 1Q19

Comments on Variation in Net Operating Revenue


» Revenue from Sale of Electric Energy

Distribution Companies:
Revenue from sales to distributors was R$ 789.9 million in 1Q19, 14.9% higher than the R$ 687.3 million reported in 1Q18.
This variation reflects the following factors: (i) R$ 111.7 million – an increase of 522 GWh (242 average MW) in sales volume; and
(ii) R$ 9.1 million – a reduction of 1.3% in net average selling price.
The increase in sales volume is due largely to supplies under the new energy auctions by Ferrari Thermoelectric Power Plant
and the wind farms in the Campo Largo – Phase I, Umburanas – Phase I and Trairí Wind Complexes, which began delivering
their energy to the regulated market from 1Q19. In addition, the average price for the supply of energy under these auctions is
lower than previously, thus justifying the decrease in the overall average price.

Trading Companies:
In 1Q19, revenue from sales to trading companies was R$ 159.6 million, 0.2% higher than revenue reported in 1Q18, which
was R$ 159.3 million. This expansion is the combination of the following aspects: (i) R$ 47.2 million – growth of 29.7% in the net
average selling price; and (ii) R$ 46.9 million – a reduction of 262 GWh (122 average MW) in volume of energy sold.
Price rises are large a reflection of new agreements at higher average prices than for prevailing or expired agreements. Decreased
year-on-year volumes is due largely to the reduction in the consumption of those industrial clients which acquire energy from
trading companies.

Free Consumers:
Revenue from sales to free consumers increased 4.7% between quarters under analysis, rising from R$ 718.8 million in 1Q18
to R$ 752.4 million in 1Q19. The following events contributed to this variation: (i) R$ 39.2 million – growth of 5.4% in net average
energy selling prices; and (ii) R$ 5.6 million – a reduction of 33 GWh (15 average MW) in the volume of energy sold.
The increase in price is basically due to monetary restatement of prevailing agreements and due to new agreements at higher
prices than the average for existing and expiring agreements. The reduction in the amount of energy sold basically reflects the
decline in the consumption of industrial clients.

» Transactions in the Short-term Energy Market


In 1Q19, revenue generated in the short-term market – more especially revenue realized within the scope of the CCEE – was
R$ 231.7 million, while in the same period in 2018, revenue was R$ 142.3 million, therefore an increase of R$ 89.4 million year-
on-year. A more detailed explanation of these variations is to be found in the item below “Details of Short-Term Operations –
Especially Transactions in the CCEE”.

» Remuneration of Concession Financial Assets


The concessions’ financial assets represent the present value of the future cash flows of the portion of energy from the Jaguara
and Miranda Hydroelectric Power Plants, transacted through the Regulatory Contracting Environment and equivalent to 70% of
the plants’ physical guarantee. These assets are remunerated at the internal rate of return and restated according to the variation
in the Amplified Consumer Price Index (IPCA).
The remuneration of the concessions’ financial assets increased from R$ 84.8 million in 1Q18 to R$ 100.2 million in 1Q19. This
increase reflects largely the variation in the IPCA and the higher average balance in the account in 1Q19 compared with 1Q18.

12
Earnings Release | 1Q19

» Energy Trading Operations


In January 2018, the Company entered the energy trading market with the aim of taking positions in the light of variations in
electric power prices, this activity is governed by the availability of limits of risk and pre-established counterparty risk.
Energy trading operations are transacted in an active market and for accounting purposes, are defined as financial instruments
on the basis of fair value. This is due principally to the fact that there is no commitment to match buying and selling operations
there being the flexibility of managing the contracts to obtain results from price variations in the market.
Revenue from trading, resulting from energy sales recorded between the comparable quarters, increased R$ 189.9
million, from R$ 41.7 million in 1Q18 to R$ 231.6 million in 1Q19. The following events contributed to this variation: (i) R$ 195.5
million – increase of 1,037 GWh (480 average MW) in energy volume sold; (ii) R$ 4.6 million – recognition of the positive result
from transactions executed across the short-term market in 1Q18; and (iii) R$ 1.0 million – reduction of 2.8% in the net average
energy selling price, which reached R$ 188.44/MWh in 1Q19, against R$ 193.80/MWh in 1Q18.
Further explanations on item (ii) can be found under “Details of short term operations”.
» Revenue from the Implementation of Transmission Infrastructure
The Company has primary responsibility for the construction and installation of infrastructure related to the Gralha Azul
transmission concession, the implementation of which began in the second half of 2018, and to which the Company is exposed
in terms of the concession’s risks and benefits. Consequently, based on prevailing accounting practices, the Company has been
recognizing revenues from the implementation of transmission line infrastructure over the period of installation, corresponding to
construction costs plus a gross residual margin for covering construction management costs. These construction expenditures
are recognized in the cost as mentioned below.
Revenue from the implementation of transmission infrastructure and recognized in 2019 was R$ 15.7 million.

» Revenue from the Sale of Solar Panels


In 1Q19, the Company recognized R$ 19.0 million of revenue from the sale of photovoltaic solar panels, through ENGIE Geração
Solar Distribuída (ENGIE Solar), control of which was acquired in August 2018 when the subsidiary was consolidated by the
Company.

Operational Costs
Operational costs increased by R$ 314.4 million (33.3%), between comparable quarters rising from R$ 943.6 million in 1Q18
to R$ 1,258.0 million in 1Q19. This variation reflected mainly the following factors: (i) R$ 214.0 million – increase in the costs of
trading operations; (ii) R$ 67.0 million (7.4% in relation to 1Q18) – increase in the generation and commercialization segment; (iii)
R$ 18.1 million of costs incurred by ENGIE Solar; and (iv) R$ 15.3 million of costs in the transmission segment.

Costs Change
R$ million

67 18 15 1.258
214

944

Costs 1Q18 Trading Generation and ENGIE Solar Transmission Costs 1Q19
operations commecialization

These variations basically reflect the following key components:


» Energy purchases: increase in energy trading operations of (i) R$ 207.3 million in 1Q19 when compared to the same
quarter of 2018, above all reflecting the following: (i.i) R$ 183.0 million – growth of 974 GWh (451 average MW) in purchases for
trading operations; (i.ii) R$ 26.6 million – recognition in 1Q19 unrealized losses due to marking to market – difference between
contracted prices and those of the market – of contracted net operations outstanding on March 31, 2019; (i.iii) R$ 2.3 million – a
reduction of 5.4% in net average purchases in the trading operations; and (ii) R$ 55.0 million – a reduction in energy portfolio
management operations in the light of the following: (ii.i) R$ 73.4 million – decrease of 315 GWh (146 average MW), in purchases
for the management of the Company’s portfolio; and (ii.ii) R$ 18.4 million – growth of 4.8% in net purchase price for operations
executed for the portfolio.

13
Earnings Release | 1Q19

The growth in net average purchase price between the two quarters was mainly due to new agreements at higher than the
prevailing average prices and monetary restatement in the period.
» Transactions in the short-term energy market: between the two quarters in review, costs of these transactions were
R$ 74.6 million (127.2%) higher, R$ 6.7 million relating to energy trading transactions settled in the short term energy market.
More details are described in the specific item below.
» Charges for use of and connection to the electricity grid: an increase of R$ 12.4 million (11.1%), between quarters
under analysis, above all due to the startup of commercial operations of 11 wind farms in the Campo Largo Wind Complex –
Phase I in the second half of 2018 and 14 wind farms in the Umburanas Wind Complex – Phase I in the first quarter of 2019.
Additionally, charges incurred by the Pampa Sul Thermoelectric Power Plant were recognized in 1Q19 together with those of
further four wind farms in the Umburanas Wind Complex – Phase I, startup in commercial operations of which took place in April
2019. In contrast to this increase, in 1Q19, there were no costs with charges for use of the electricity network in the case of the
William Arjona Thermoelectric Power Plant, the operational authorization for which was revoked in 1Q18, the cost in this same
quarter being R$ 2.2 million.
Excluding the above effects, there was an increase of R$ 2.5 million (2.2%) in 1Q19 compared with the same period of 2018,
principally reflecting the annual readjustment in transmission and distribution tariffs in June 2018.
» Fuels for the generation of electricity: decrease of R$ 2.1 million (9.2%), comparing 1Q19 with the same quarter in
2018, due basically to the extraordinary recognition of fuel costs in 1Q18, partially attenuated by the increase in thermoelectric
generation year-on-year and by the annual readjustment in cost of fuels.
» Financial compensation for use of water resources (Royalties): growth of R$ 3.7 million (10.6%), between
comparable quarters, reflecting, principally, increased generation from the hydroelectric plants in the periods analyzed and a
readjustment of 4.5% in the Restated Reference Tariff (Tarifa Atualizada de Referência – TAR) in 2019.
» Personnel: increase of R$ 8.2 million (16.4%) in 1Q19 against the same quarter for 2018, largely due to the annual
readjustment in employee compensation and new hiring, due to the expansion of the Company's generating complex, as well as
absorbing ENGIE Solar’s payroll, acquired in full in August 2018, cost of which in 1Q19 was R$ 2.3 million.
Excluding the impact of ENGIE Solar, personnel overheads rose R$ 5.9 million (11.7%) in 1Q19, compared with the 1Q18.
» Material and third party services: an increase of R$ 7.6 million (15.4%) in 1Q19, in relation to the same quarter 2018,
resulting largely from the (i) growth of R$ 3.2 million in materials for replacement and consumption at the Jorge Lacerda
Thermoelectric Complex; (ii) growth of R$ 2.9 million at ENGIE Solar; and (iii) growth driven by the annual readjustment of
recurring services due to the increased volume of operations undertaken by the Company.
Excluding the impact of ENGIE Solar, the increase would have been R$ 4.7 million (9.6%) in 1Q19, compared with the 1Q18.
» Depreciation and amortization: increase of R$ 20.5 million (12.3%) between quarters due above all to startup in
operations of the Campo Largo Wind Complex – Phase I, in the second half of 2018, and the Umburanas Wind Complex – Phase
I, in 1Q19.
» Insurance: increase of R$ 6.6 million (92.4%) in comparable quarters due to the renewal of the Operational Risks policy
in June 2018, with an increase of premium due to claims made in 2017 at the Jorge Lacerda Thermoelectric Power Plant and in
2018 at the Jaguara Hydroelectric Power Plant.
» Cost of implementation of transmission infrastructure: recognition of R$ 15.3 million in 2019 related to the Gralha
Azul transmission line infrastructure construction costs offset by revenue on the implementation of infrastructure based on costs
incurred as well as the gross margin to cover construction management costs.
» Cost of sale of photovoltaic solar panels: recognition of R$ 15.0 million in 1Q19 with respect to the costs related to
the sale of photovoltaic solar panels through the ENGIE Solar subsidiary, control of which was acquired in August 2018.

Details of Short Term Operations


Short-term operations are classified as energy purchase or sale operations, the principal objective being the management of
exposure on the CCEE. Consequently, the price of these operations is characterized by the linkage with the Price for Settlement
of Differences (PLD). This item also includes the transactions conducted through the CCEE, given their volatile and seasonal
nature, therefore, short-term, of the results originating from accounting movement in the CCEE. Additionally, the long and short
positions are settled at the PLD, thus, similar to the short-term operations described above.
In relation to the transactions conducted through the CCEE, the various monthly credit or debit entries to the account of a Board
agent are summarized in a single billing as a receivable or a payable. This therefore requires an entry to either an income or an
expense item. In this context, it is worth pointing out that due to adjustments in the Company’s portfolio management strategy,
changes have been taking place in the profile of the mentioned billings. Such fluctuations complicate the direct comparison of the
elements comprising each billing for the periods being analyzed - the reason for including this specific topic. The strategy allows
us to analyze the fluctuations of the principal elements involved in spite of allocation being either to an income or expenses
account according to the credit or debit nature of the billing to which they relate.

14
Earnings Release | 1Q19

Generically, these elements are revenues or expenses arising, for example, (i) from the application of the Energy Reallocation
Mechanism (MRE); (ii) from the Generation Scaling Factor, triggered when generation of plants, part of the MRE, is greater or
smaller (Secondary Energy) than the allocated energy; (iii) from the so-called “submarket risk”; (iv) dispatch driven by the Risk
Aversion Curve (CAR); (v) the application of System Service Charges (ESS), resulting in dispatch which diverges from the thermal
plants order of merit; and (vi) naturally, exposure (a short or long position in the monthly accounting) and settled at the PLD.
In 1Q19 and 1Q18, net results (the difference between revenues and costs – less taxes) due to short term transactions – more
particularly those transacted across the CCEE, were positive at R$ 98.4 million and R$ 88.2 million, respectively, an increase
of R$ 10.2 million between compared periods and a positive effect of R$ 21.5 million in the result of transactions in the generation
and commercialization segment and a negative effect of R$ 11.3 million in the result for trading transactions.
This variation is a consequence, fundamentally of the combination of the following factors: (i) the greater impact of secondary
energy due to the surplus allocation of energy in the system; (ii) greater thermoelectric generation between the analyzed periods;
(iii) expansion of the short position with the CCEE due to the strategy of allocating hydric resources allied to the active management
of the portfolio; (iv) the increase in MRE revenue; and (v) the positive effect arising from the difference in prices between the
North/Northeast and Southeast submarkets in the quarters under review.
In December 2018, Aneel set maximum and minimum limits for the PLD for 2019 at R$ 513.89/MWh and R$ 42.35/MWh,
respectively. On a quarterly comparison basis, the average PLD for the South and Southeast/Center-West submarkets increased
48.3%, from R$ 195.61/MWh in 1Q18 to R$ 290.09/MWh in 1Q19.

Selling, General and Administrative Expenses


Selling, general and administrative expenses increased R$ 11.5 million (23.8%) in the quarters in analysis due substantially to (i)
growth of R$ 7.4 million in payroll expenses due to the annual readjustment in employee compensation and new hires; (ii) growth
of R$ 1.4 million in expenses with material and third parties; and (iii) R$ 2.2 million at ENGIE Solar.
Ignoring the effect of ENGIE Solar, there was an increase of R$ 9.3 million (19.5%) in 1Q19, compared with the 1Q18.

Ebitda and Ebitda Margin


Set against a background of factors already mentioned, Ebitda for 1Q19 was R$
1,212.8 million, 15.9% or R$ 166.2 million greater than that reported for 1Q18 at R$ Ebitda(1) and Ebitda Margin
1,046.6 million. The improvement is a reflection of the following positive effects: (i) 56.0%
R$ 77.3 million, due to the increase in net average selling price, ignoring trading 51.9%
operations; (ii) R$ 59.2 million, due to the increase in contracted energy volume and
excluding the trading operations; (iii) a reduction of R$ 55.0 million with respect to
energy purchases for the management of the Company’s portfolio; (iv) an increase of
R$ 21.5 million in the result for transactions in the short-term market in the generation
and commercialization segment; (v) increase in revenue from remuneration and
monetary restatement on assets of the Jaguara and Miranda Hydroelectric Power 1,212.8
Plants, of R$ 15.4 million; (vi) an increase of R$ 2.5 million in the result from trading 1,046.6
operations; and (vii) a reduction of R$ 0.6 million in other costs and operational
expenses.
The above-mentioned positive effects were counterbalanced by the following negative
effects: (i) net negative result on the marking to market of unrealized losses on trading
1Q18 1Q19
operations of R$ 26.6 million; (ii) increase of R$ 12.4 million in costs with charges for
the use of the electricity network and connection; (iii) increase of R$ 11.5 million in EBITDA Margin Ebitda
expenses with sales, general and administrative expenses; (iv) growth of R$ 8.2 million
1 Ebitda: net income + income tax and social
in personnel costs; and (v) an increase of R$ 6.6 million of insurance costs. contribution and financial expenses, net + depreciation
and amortization.
Ebitda margin was 51.9% in 1Q19, a decrease of 4.1 p.p. in relation to the same period
of 2018. This reduction is a consequence principally of the impacts in 1Q19 and in 1Q18, of the energy trading operations,
recognition of revenue and costs relative to the construction of the transmission line and operations realized by the ENGIE Solar
subsidiary which was acquired in August 2018, margins on all of which are lower than those for other operations conducted by
the Company.
If the latter effects are ignored, the Ebitda margin for 1Q19 would be 59.7% against 1Q18 of 57.4%, representing an increase
of 2.3 p.p. between the quarters analyzed.

15
Earnings Release | 1Q19

Ebitda Change
R$ million

55 22 15 3 (27) (12) (11) (8) (7) 1,213


59
77
1,047

Ebitda Average Sales Purchases ST trading/ Jaguara Trading Marking Charges for SG&A Personnel Insurance Ebitda
1Q18 sales volum e for CCEE1 and operations to m arket use of the costs 1Q19
price resale Miranda trading electricity
HPPs (ACR) grid

1 Considers the combined effect of changes in revenue and expenses.

The following table reconciles net income with Ebitda:

(In m illions of R$) 1Q19 1Q18 Chg. %


Net income 565.5 489.3 15.6
(+) Income tax and social contribution 237.0 229.4 3.3
(+) Net financial result 214.1 156.9 36.5
(+) Depreciation and amortization 191.3 169.1 13.1
Ebitda 1,207.9 1,044.7 15.6
(+) Impairment 4.9 0.0 100.0
(+) Equity loss 0.0 1.9 -100.0
Adjusted Ebitda 1,212.8 1,046.6 15.9

Provision for Reduction in Impairment


In 2019, the Company complemented the provision for asset impairment in the amount of R$ 4.9 million, corresponding to the
generation assets at the William Arjona plant, the conclusion to the sale of which depends only on the completion of conditions
precedent in the sale agreement. In the first quarter 2018, no impairment was recognized.

Financial Result
Financial income: in 1Q19, financial revenues reached R$ 27.1 million, that is, R$ 2.3 million or 9.1% above R$ 24.8 million
recorded for the same quarter 2018, largely due to the combination of the following factors: (i) an increase of R$ 3.9 million in
revenues from financial investments, due to an increase in the average balance of cash and cash equivalents in the period; an d
(ii) a reduction of interest on receivables from third parties and of income tax and social contribution to be compensated relative
to previous fiscal years and amounting to R$ 1.6 million.
Financial expenses: expenses in 1Q19 were R$ 241.2 million, that is, R$ 59.5 million (32.7%) above those reported in 1Q18,
which were R$ 181.7 million. The principal variations observed were: (i) an increase of R$ 38.1 million in interest and monetary
restatement on debt, largely the result of the issue of debentures by the Companhia Energética Jaguara and Companhia
Energética Miranda subsidiaries in June 2018 as well as by the Company in July, 2018 and the contracting of loans and financing
throughout 2018; and (ii) an increase of R$ 17.1 million in interest and monetary restatement on concessions payable due to the
increase in IPCA and IGPM inflation indices between 1Q19 and 1Q18.

Income Tax and Social Contribution on Net Income


Expenses with Income Tax and Social Contribution in 1Q19 were R$ 237.0 million, R$ 7.6 million (3.3%) higher than IT and
CSLL expenses reported for the same quarter in 2018 at R$ 229.4 million due principally to the growth in pre-tax profit of
companies which adopt the real profit tax regime, partially attenuated by those companies which calculate their tax payments on
the presumed profit basis, as well as the increase in tax breaks between quarters. The effective IT and CSLL rate in 1Q19 was
29.5% against 31.9% in 1Q18.

16
Earnings Release | 1Q19

Net Income
Net income for 1Q19 was R$ 565.5 million, R$ 76.2 million or 15.6% higher than the R$ 489.3
million posted in the same quarter of 2018. This improvement is a consequence of the following Net Income
R$ million
effects: (i) an increase of R$ 166.2 million in Ebitda; (ii) an increase of R$ 57.2 million in net
financial expenses; (iii) growth of R$ 22.2 million in depreciation and amortization; (iv) growth +15.6%
of R$ 7.6 million in income tax and social contribution; (v) recognition in 1Q19 of asset
impairments totaling R$ 4.9 million; and (vi) the positive impact of R$ 1.9 million with respect 565.5
to the negative result for equity income for 1Q18, given that the control of ENGIE Solar was 489.3
acquired in the second half of 2018.

1Q18 1Q19

Net Income change


R$ million

166 (55)
(22) (8) (5) 566
489

Net income Ebitda Financial Depreciation Income Impairment Net income


1Q18 result and and taxes 1Q19
equity income amortization

Debt
The Company’s total gross consolidated debt as at March 31, 2019, represented mainly
Total Debt by loans, financing and debentures, net of the effects of hedge operations, totaled R$
R$ million
9,546.0 million, an increase of 0.5% (R$ 47.7 million) compared to the position as at
+0.5% December 31, 2018.
9,498.3 9,546.0 The variation in Company debt is largely related to a combination of the following factors
occurring in 1Q19: (i) drawdown from the BNDES in the amount of R$ 58.7 million for the
construction of the Campo Largo Wind Complex; (ii) generation of R$ 207.8 million in
charges incurred to be paid and monetary restatement; and (iii) R$ 221.4 million in the
settlement of loans and financing.

12/31/2018 3/31/2019

17
Earnings Release | 1Q19

Maturity Term Loans


R$ million
2,503

1,468
1,287 1,352

934
665 642 603

92

2019 2020 2021 2022 2023 2024 From 2025 from 2030 from 2035
to 2029 to 2034 to 2039

The average weighted nominal cost of debt at the end of the 1Q19 was 9.1% (7.9% at the end of the 1Q18).

Debt Breakdown

TJLP
35%

IPCA
46%
CDI
19%

On March 31, 2019, the Company’s net debt (total debt less result of derivatives operations, deposits earmarked to the guarantee
of debt servicing and cash and cash equivalents) was R$ 8,322.0 million, an increase of 21.4% compared with the end of 2018.

Net Debt
R$ million
03/31/2019 12/31/2018 Chg. %
Gross debt 9,773.5 9,720.2 0.5
Result of derivatives operations (227.5) (221.9) 2.5
Deposits earmarked for the payment of debt (273.7) (226.2) 21.0
Cash and cash equivalents (950.3) (2,415.8) -60.7
Total net debt 8,322.0 6,856.3 21.4

18
Earnings Release | 1Q19

Capital Expenditures
ENGIE Brasil Energia’s total investments in 1Q19 were R$ 768.9 million, of which: (i) R$ 719.9 million was invested in
construction of new projects: R$ 76.3 million concentrated in the Campo Largo Wind Complex – Phase I, R$ 123.4 million apllied
in the Campo Largo Wind Complex – Phase II, R$ 228.0 million on Pampa Sul TPP, R$ 274.6 million in the Umburanas Wind
Complex – Phase I and R$ 17.6 million in the Gralha Azul Transmission System; (ii) R$ 37.7 million was allocated to maintenance
and revitalization projects for the generating complex; and (iii) R$ 11.3 million was dedicated to modernization in the Salto Santiago
and Salto Osório Hydroelectric Power Plants.

Capital Expenditures
R$ million
Campo Largo I
Campo Largo II
76.3
123.4

Gralha Azul
17.6
Maintenance and revitalization
37.7
11.3 Modernization

Umburanas I 274.6

228.0
Pampa Sul

COMMITMENT TO SUSTAINABLE DEVELOPMENT


Sustainable Management
All plants under the Company’s responsibility adhere to ENGIE Brasil Energia Sustainable Management Policy, which covers the
areas of Quality, Energy Management, Environment, Climate Change, Occupational Health and Safety, Social Responsibility and
Engagement of Related Parties. On March 31, 2019, out of the 55 plants installed in 13 states of Brazil’s five regions, 12 are
certified in accordance with NBR ISO 9001 (for Quality), NBR ISO 14001 (for the Environment) and NBR OHSAS 18001 (for
Occupational Health and Safety) standards, with an aggregate capacity of 81.3% of the total operated by the Company. In the
area of Social Responsibility, the Company endeavors to adhere to the directives in the NBR ISO 26000 guide (which is not
susceptible to certification); and the Jorge Lacerda Thermoelectric Complex, the three plants of which, are among the 12 which
are certified according to the NBR ISO 50001 standard for Energy Efficiency.
In addition to the mentioned Sustainable Management Policy, other standards related to the Company’s commitment to
sustainable development are included in the corporate website on such themes as Human Rights and Ethics as well as the
Sustainability Committee’s Internal Charter. The Sustainability Reports are published annually based on Global Reporting Initiative
(GRI) recommendations and since 2014 also making use of the International Integrated Reporting Council (IIRC) framework.

Sustainability Committee
ENGIE Brasil Energia Sustainability Committee was set up in 2007 and is currently made up of 12 members drawn from different
areas, more especially those related most closely to stakeholders, such as shareholders, clients, suppliers, employees, the media
and communities. Coordination is the responsibility of the Administrative Director’s Office while one of the Committee members
is the Board employee representative. Among others, the Committee has as its objectives to:
» Contribute towards maintaining the balance of interests of the different stakeholders in relation to the Company;
» Develop awareness programs to propagate concepts and practices of sustainability among both internal and external
audiences;
» Contribute to the use of best corporate governance practices; and
» Propose, obtain approval from the Management Board and work on a coordinated basis with the organizational units to
achieve the annual corporate sustainability goals (“ENGIE Brasil Energia Sustainability Goals”). These goals are based on
four Programs — Cultural Development, Environmental Improvement, Social Inclusion and Education for Sustainability —,
with initiatives linked to indicators and weightings so permitting an evaluation at the end of each year.

19
Earnings Release | 1Q19

Highlights of the Quarter


» The results of the perception survey 2018 among employees were released – ENGIE&Me Survey, with a considerable
improvement in the majority of indicators, thanks to action plans drawn up on the basis of previous surveys.
» The 181st Meeting of the Board of Directors of February 19 approved the constitution of the Dam Safety Committee, an
advisory body to the Management Board, responsible for the strategic management of matters relating to dam safety, the
objective being prevention of risk and adoption of best practices in line with company commitments.
» The 6th ENGIE Brasil Energia Generation Seminar was held on March 19 and 20 for sharing experiences and increasing
team engagement and training for both current and future energy challenges. The event was held at the Head Offices of the
Company with online transmission for all employees.
» The month of March was entirely given over to reflections and debates on the importance of diversity and equality with the
special focus on gender through the inhouse campaign "Competence has no gender", with the promotion of onsite and online
events open to all employees.
» In March also, the Company held five Public Technical Information Meetings for the Gralha Azul Transmission Project in the
municipalities of: Castro, Teixeira Soares, Imbituva, Guarapuava and União da Vitória, all in the state of Paraná. The meetings
are part of the ritual for environmental licensing and involve representatives from local communities, authorities, affected
property owners, among others interested in obtaining information on the project.

20
Earnings Release | 1Q19

Sustainability Indices
Since 2012, it has been standard practice of the Company to include the principal sustainability indicators for each period in its
quarterly and annually results presentations. The following table shows the indicators for 1Q19 and 1Q18, associating each
indicator with GRI Standard recommendations.

Sustainability Indices1
Item Dimension 2 Index3 Material themes GRI disclosure4 1Q19 1Q18 Change
1 Operating plants 102-7, EU1 55 30 25
2 Installed capacity 102-7, EU1 9,996 9,399 6.3%
3 Proprietary capacity 102-7, EU1 8,275 7,678 7.8%
4 Number of certified plants 102-16, EU6 12 12 0
5 Certified installed capacity (MW) 102-16, EU6 8,127 8,127 0.0%
6 Certified installed capacity in relation to the total 102-16, EU6 81.3% 86.5% -5.2 p.p.
7 Installed capacity from renewable sources 102-7, EU1 9,139 8,542 7.0%
- Energy Transition for a
8 Quality Installed capacity from renewable sources in relation to the total
low carbon economy
102-7, EU1 91.4% 90.9% 0.5 p.p.
9 Energy generation (GWh) EU2 11,399 10,001 14.0%
10 Certified energy generation 102-16, EU6 9,842 9,056 8.7%
11 Certified energy generation in relation to the total 102-16, EU6 86.3% 90.6% -4.2 p.p.
12 Energy generation from renewable sources (GWh) EU2 10,437 9,097 14.7%
13 Energy generation from renewable sources in relation to the total EU2 91.6% 91.0% 0.6 p.p.
14 Uptime ratio, excluding scheduled stoppages EU30 97.2% 98.2% -1.1 p.p.
15 Uptime ratio, including scheduled stoppages EU30 92.9% 94.0% -1.1 p.p.
Saplings donated and planted (sum-total of planted and donated - Energy Transition for a
16 304-2, 413-1 122,972 153,723 -20.0%
saplings) low carbon economy
Environ-
17 Number of visitors at the plants - Engajament with 413-1 8,925 2,177 310.0%
ment and local comunities and
18 climate CO2 Emissions (fossil fuel plants) (t/MWh) stakeholders D305-1, D305-2, D305-3 0.945 0.937 0.8%
change - Environment
CO2 Emissions from Tractebel Energia's generation
19 management D305-1, D305-2, D305-3 0.080 0.085 -5.8%
complex(t/MWh)
20 Frequency Rate ("Taxa de Frequência" - TF) own employees 5 - Development, 403-2 0.000 0.000 -
21 Occupatio- Severity Rate ("Taxa de Gravidade" - TG) own employees 6 equality and health 403-2 0.000 0.000 -
nal Heath Frequency Rate ("Taxa de Frequência" - TF) own employees + long and safety
22 403-2 0.920 0.000
and Safety term service providers 5 - Management of
(OH&S) Frequency Rate ("Taxa de Frequência" - TF) short term service impacts in the
23 productive chain 403-2 0.410 3.100
providers + ongoing constructions 5
24 Non-incentivized investments 203-2, 413-1 581.7 649.4 -10.4%
25 Investments through the Infancy and Adolescence Fund (FIA) 203-2, 413-1 1,298.6 383.9 238.3%
26 Investments through the Culture Incentive Law (Rouanet) 203-2, 413-1 3,868.7 3,385.8 14.3%
27 Social Investments through the Sport Incentive Law - Engajament with 203-2, 413-1 340.0 320.0 6.3%
Responsibi- Investments through National Program of Support to Oncology local comunities and
28 stakeholderss 203-2, 413-1 0.0 0.0 -
lity7 Care (Pronon)
Investments through the National Care Support Program for
29 203-2, 413-1 0.0 0.0 -
People with Special Needs (Pronas/PCD)
30 Investments through the Municipal Fund for the Elderly 203-2, 413-1 209.0 492.4 -57.6%

Notas:
1) Additional information regarding the sustainability at the Company are avaliable at Sustainability Report (www.engie.com.br/en/investors/financial-information).
2) Reference: ENGIE Sustainable Management Policy.
3) Figures at 03/31/2019.
4) GRI: Global Reporting Initiative, Standars version and sector supplement version G4.
5) TF = number of occupational accidents for every million hours of exposure to hazards.
6) TG = number of days lost due to occupational accidents for every one thousand hours of exposure to hazards.
7) Amounts in thousands of reais.

21
Earnings Release | 1Q19

CORPORATE GOVERNANCE
The Company seeks to regularly improve its management mechanisms, with optimization of control procedures, compliance and
transparency. It is a component of the Novo Mercado, the listing segment for companies with the highest level of corporate
governance trading their shares on the Stock Exchange. This segment was subject to a revision in 2017 to increase the general
requirements of the segment’s regulations. Since then, the Company has endeavored to use our best efforts to implement the
changes as soon as possible. A multidisciplinary working party was constituted to address the theme and in the light of the first
results, the Annual General Meeting in April this year approved the new Corporate Bylaws, the principal initiative being the
establishment of the Audit Committee with the participation of at least one Independent Councilor. On another related front, the
management of corporate compliance procedures was improved, implementing three policies to give greater transparency to the
activities and procedures of senior management: Nomination, Remuneration and Evaluation.
Additionally, the Company is a component of the Stock Exchange Sustainability Index (ISE). ENGIE Brasil Energia’s Board of
Directors comprises nine effective members, one representing the employees while two are independent directors. None of the
Board members hold executive positions in the Company and consequently the Chairman of the Board does not occupy the
position of Chief Executive Officer. With the exception of the member chosen by the employees, all are elected by the shareholders
at the Annual General Meeting.
A Code of Ethics provides the basis of conduct at the Company: a public document available from its website. The Company also
has an Ethics Committee responsible for constantly updating the Code and for evaluating ethical issues. In 2013, ENGIE Brasil
Energia signed up to the Brazilian Business Pact for Integrity and against Corruption: an initative of the Ethos Institute, in
association with the United Nations Global Compact, of which ENGIE Brasil Energia has been a signatory since launch.
ENGIE Brasil Energia’s dividend policy establishes a minimum mandatory dividend of 30% of net income for the fiscal
year, adjusted pursuant to Law 6,404/76. In addition, the Company policy determines the intention of paying in each
calendar year dividends and/or interest on shareholders’ equity for a value of not less than 55% of adjusted net income
in the form of semi-annual payouts.
With respect to the asset transfer model and other transactions with related parties, ENGIE Brasil Energia and its controlling
shareholder understand that its existing corporate governance standards should be raised even further. Among the initiatives
implemented stands out the creation, by means of adaptation to the Company’s Bylaw, of the Special Independent Committee
for Valuation of Transactions with Related Parties, a non-permanent body, which, when called, will be composed in its majority
by independent directors of the ENGIE Brasil Energia’s Board This Committee was instrumental in the acquisition of the stake in
Transportadora Associada de Gás (TAG).

CAPITAL MARKETS
Since its listing on B3’s Novo Mercado, ENGIE Brasil Energia has become a component of the Special Corporate Governance
Stock Index (IGC) and the Special Tag Along Stock Index (ITAG), incorporating those companies offering greater protection to
minority shareholders in the event of the sale of a controlling stake. The Company’s shares are also included in the Corporate
Sustainability Stock Index (ISE), comprising companies with a recognized commitment to social and corporate responsibility, as
well as the Electric Energy Stock Index (IEE), which is a sector index made up of the more significant listed companies in the
industry. The Company’ shares are also traded on B3’s leading stock index – the Bovespa and on Euronext-Vigeo EM 70 — a
stock index made up of companies with a premium performance in corporate responsibility in developing countries. Vigeo is the
leading constituent agent for ratings of corporate social responsibility and analyzes approximately 330 indicators.
ENGIE Brasil Energia’s shares are traded on the B3 under the EGIE3 symbol. On the United States Over-The-Counter (OTC)
market, the Company’s Level 1 American Depositary Receipts (ADR) are traded under the EGIEY Code, one ADR being
equivalent to one common share.
In December 2018, the 32nd Extraordinary General Meeting of the Company approved the capital increase with the issue of
163,185,548 new common, book entry shares with no par value, distributed to its shareholders in the form of a bonus issue in the
proportion of 1 new share for every 4 common shares already held. The benefits of the bonus was extended to the ADRs in the
same proportion.

22
Earnings Release | 1Q19

Share Performance – EGIE3


The optimism surrounding the new government and the proposal for implementing a new economic plan had positive
repercussions at the beginning of the first quarter, with the Ibovespa, B3’s principal stock index, turning in a good performance.
However, increasing tension surrounding social security reform in Brazil saw the index lose steam at the end of the quarter, albeit
still presenting an appreciation of 8.6% and rising to more than 95 thousand points.
ENGIE Brasil Energia’s equities reported an increase of 29.4% in the first quarter of 2019, considerably outpacing the
performance of both the Ibovespa and the Electric Energy Stock Index (IEEX), which rose 16.6% in 1Q19.
Average daily trading volume of EGIE3 was R$ 61.1 million in 1Q19, 68.6% more than recorded in 1Q18, when average volumes
were R$ 36.2 million.
EBE’s closed the last trading day of March priced at R$ 42.71/share, translating into a market capitalization of R$ 34.8 billion.

EGIE3 vs. Ibovespa vs. IEEX


(Base 100 – 12/31/2018)

140

135

130 EGIE3 = R$ 42.71


125

120
IEEX = 57,449
115

110 Ibovespa = 95,415


105

100

95
Dec-18 Jan-19 Feb-19 Mar-19

EGIE3 IBOV IEEX

23
Earnings Release | 1Q19

Upcoming Event

ENGIE Brasil Energia will be holding the following events to discuss the earnings results:

Conference call with Webcast


(In Portuguese — simultaneous translation into English)
Date: May 9, 2019
Time: 10:00 a.m. (EDT) / 11:00 a.m. (BRT)

Connection numbers:
Participants in the USA: +1 (516) 300-1066 / 1-866-866-2673 (Toll Free)
Participants in the UK: + 44 (20) 3478-5282
Participants in Brazil: +55 (11) 3127-4971 / (11) 3728-5971
Access code: ENGIE

Webcast
The access links will be found at the company's website (www.engie.com.br), at the Investors section.

A replay will be available from May 9th to 15, 2019. Access by dialing: +55 (11) 3127-4999, code: 97649301 (Portuguese) and
59744438 (English).

Important
This release contains information and opinions on future events subject to risks and uncertainties, which are based on current
forecasts, projections and tendencies in relation to the Company´s businesses. Innumerous factors can affect the estimates and
assumptions on which these opinions are based. For this reason, the estimates and forward looking statements in this release may not
become a reality. In the light of these restrictions, shareholders and investors should not adopt any decisions based on estimates,
projections and forward looking statements contained in this release.

24
Earnings Release | 1Q19

ATTACHMENT I
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
CONSOLIDATED BALANCE SHEET — ASSETS
(In thousands of R$) 3/31/2019 12/31/2018
Current Assets 3,489,298 4,556,677
Cash and cash equivalents 950,274 2,415,792
Accounts receivables from clients 1,357,040 1,181,379
Credit of income tax and social contribution 100,502 98,978
Insurance claim receivable - 74,780
Inventory 192,611 125,681
Unrealized gains on hedging transactions 2,953 3,135
Unrealized gains on trading transactions 333,010 116,202
Restricted deposits 37,360 8,956
Renegotiation of hydrological risk to appropriate 15,089 15,089
Concession financial assets 284,973 277,502
Non current asset held for sale 8,829 13,728
Other current assets 206,657 225,455
Non Current Assets 19,936,000 19,178,868
Long Term Assets 3,495,528 3,230,556
Unrealized gains on hedging transactions 281,228 256,464
Unrealized gains on trading transactions 96,252 44,429
Restricted deposits 279,988 232,450
Deposits in court 98,748 97,721
Renegotiation of hydrological risk to appropriate 127,004 130,776
Concession financial assets 2,344,007 2,317,608
Right of use 117,856 -
Other non current assets 150,445 151,108
Property, Plant and Equipm ent 15,138,036 14,635,467
Intangible 1,302,436 1,312,845
Total 23,425,298 23,735,545

25
Earnings Release | 1Q19

ATTACHMENT II
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
CONSOLIDATED BALANCE SHEET — LIABILITIES
(In thousands of R$) 3/31/2019 12/31/2018

Current Liabilities 2,975,353 4,170,261


Suppliers 525,258 588,471
Dividends and interest on shareholder´s equity 661,981 2,137,039
Loans and financing 399,787 454,513
Debentures 251,963 210,369
Lease liabilities 14,240 -
Tax and social contribution obligations payable 117,438 102,033
Other fiscal and regulatory obligations 98,065 104,410
Labor obligations 112,957 99,572
Unrealized gains on trading transactions 332,322 98,047
Concessions payable 102,360 84,931
Provision 8,880 8,883
Obligations related to retirement benefits 35,369 35,369
Other current liabilities 314,733 246,624
Non Current Liabilities 13,561,620 13,244,707
Loans and financing 5,889,059 5,854,915
Debentures 3,232,715 3,200,437
Lease liabilities 74,158 -
Unrealized gains on trading transactions 80,367 19,395
Concessions payable 2,838,635 2,765,538
Provision 90,058 88,977
Obligations related to retirement benefits 283,857 283,765
Deferred income taxes and social contribution 803,033 768,814
Other non current liabilities 269,738 262,866
Shareholders' Equity 6,888,325 6,320,577

Share capital 4,902,648 4,902,648


Net income reserves 1,117,540 1,106,277
Adjustment on fixed asset 304,567 307,261
Retained earnings 560,119 -
Non controlling interests 3,451 4,391
Total 23,425,298 23,735,545

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Earnings Release | 1Q19

ATTACHMENT III
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
CONSOLIDATED INCOME STATEMENT
(In thousands of R$) 1Q19 1Q18 Chg. %

Net Operational Revenue 2,338,759 1,868,853 25.1

Costs of Energy Sold and Services Provided (1,257,967) (943,581) 33.3


Electric pow er purchases (582,018) (429,682) 35.5
Transactions in the short term energy market (133,312) (58,683) 127.2
Charges for the use of and connection to the electricity grid (124,097) (111,650) 11.1
Fuel expenses (20,266) (22,320) -9.2
Financial compensation for use of w ater resources (Royalties) (38,032) (34,379) 10.6
Personnel (58,531) (50,302) 16.4
Materials and third party services (57,326) (49,690) 15.4
Depreciation and amortization (187,192) (166,720) 12.3
Insurance (13,698) (7,119) 92.4
Cost of implementing transmission infrastructure (15,251) - 100.0
Cost of selling photovoltaic solar panels (14,956) - 100.0
Others (13,288) (13,036) 1.9
Gross Incom e 1,080,792 925,272 16.8
Operating Incom e (Expenses) (64,151) (47,763) 34.3
Selling, general and administrative expenses (59,115) (47,734) 23.8
Impairment (4,900) - 100.0
Other operating (expenses) revenues, net (136) (29) 369.0
Result of corporate participations - (1,933) -100.0
Equity income/(loss) - (1,933) -100.0

Incom e Before Financial Result and Taxes 1,016,641 875,576 16.1


Net Financial Result (214,123) (156,902) 36.5
Financial income 27,110 24,848 9.1
Financial expenses (241,233) (181,750) 32.7

Incom e Before Taxes 802,518 718,674 11.7


Income tax (169,372) (165,242) 2.5
Social contribution (67,656) (64,097) 5.6

Net Incom e for the Period 565,490 489,335 15.6


Income allocated to:
ENGIE Brasil Energia's shareholders 565,184 489,038 15.6
Non-controlling shareholder of Ibitiúva Bioenergética S.A. 306 297 3.0
Num ber of Ordinary Shares 815,927,740 815,927,740
Net Incom e per Share 0.6927 0.5994 15.6

27
Earnings Release | 1Q19

ATTACHMENT IV
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A.
CONSOLIDATED STATEMENT OF CASH FLOW
(In thousands of R$) 1Q19 1Q18
Cash Flow from Operating Activities

Income before taxes on income 802,518 718,674


Reconciliation of net income w ith operating cash flow :
Depreciation and amortization 191,227 169,061
Provision for impairment of assets 4,900 -
Monetary variation 71,655 41,261
Interests 155,097 130,433
Remuneration of concession financial assets (100,154) (84,814)
Unrealized losses on trading operations 26,617 -
Others 2,951 6,787
Adjusted Net Incom e 1,154,811 981,402
Increase (reduction) in assets
Accounts receivables from clients (171,697) (86,609)
Tax credits recoverable (1,276) 216
Inventory (66,929) (50,431)
Deposits in court and restricted deposits (28,373) 5,858
Renegotiation of hydrological risk to appropriate 3,772 6,515
Financial and concessions assets 64,367 95,348
Insurance claim receivable 74,780 -
Other assets 24,750 (67,781)
Increase (reduction) in liabilities
Suppliers 24,083 (113,861)
Other fiscal and regulatory obligations (7,395) 7,932
Obligations related to retirement benefits (7,123) (6,899)
Fuel to pay to the CDE (5,046) 131,059
Other liabilities 61,185 16,358
Cash Generated from Operating Activities 1,119,909 919,107
Payment of interests on debt, net of hedge (36,570) (50,889)
Payment of income tax and social contribution (131,862) (167,361)

Net Cash from Operating Activities 951,477 700,857

Investm ents Activities (658,499) (460,555)


Capital increase at joint ventures - (267)
Acquisitions of investments - (267)
Used in fixed assets and intangibles (658,499) (460,021)
Financing Activities (1,758,496) (1,454,228)
Loans, financing and debentures contracted 58,653 -
Payment of loans and financing, net of hedge (184,809) (67,347)
Payments of concessions payable (18,247) (17,452)
Payments of dividends and interest on shareholders' equity (1,535,144) (1,356,539)
Payments of leases (34,236) -
Others (44,713) (12,890)
Increase (Decrease) in Cash and Cash Equivalents (1,465,518) (1,213,926)
Reconciliation of Cash and Cash Equivalents
Opening balance 2,415,792 1,930,070
Closing balance 950,274 716,144
Increase (Decrease) in Cash and Cash Equivalents (1,465,518) (1,213,926)
Transactions that do Not Affect Cash and Cash Equivalents
Offsetting of income tax and social contribution 4,086 4,860
Capitalized interest and monetary variation 95,637 57,200
Supplier's of fixed assets and intangibles (87,221) 44,305
Input of non current assets held for sale - (48,038)

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