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Farah, Eliane O.

, Psicóloga, Gestalt-Terapeuta, Mestre em Psicologia Social, Professora


Titular e Supervisora de Estágio Clínico da UNESA, Coordenadora e
Professora de Cursos de Formação e Introdução em Gestalt-terapia.

Título: Um primeiro contato com a Gestalt-Terapia.


Público alvo: Profissionais e alunos de Psicologia, bem como profissionais de equipes
multidisciplinares interessados em conhecer diferentes abordagens da
Psicologia.
Ementa: Principais aspectos da teoria e da prática da Gestalt-Terapia.
Objetivos: 1 - Conhecer os fundamentos da teoria e da prática da Gestalt-Terapia;
2 - Diferenciar a Gestalt-Terapia de outras práticas clínicas da Psicologia;
3 - Compreender a diferença entre a abordagem Gestáltica e a Psicologia da
Gestalt.

A história da Gestalt-Terapia confunde-se com a história pessoal de seu fundador, Fritz


Perls (Friedrich Salomon Perls), uma vez que seu contato com diversos teóricos influenciou,
marcadamente, o surgimento e o desenvolvimento inicial da GT (Gestalt-Terapia).
Perls (Berlim, 1893 - Chicago, 1970), formou-se em medicina e trabalhou como
neuropsiquiatra entre 1920 e 1926 até que, influenciado por Clara Happel, sua analista, resolveu
tornar-se psicanalista e como psicanalista ortodoxo trabalhou entre 1927 e 1934.
Foi assistente de Kurt Goldstein, neuropsiquiatra que, a partir dos trabalhos com lesões
cerebrais e influenciado pelo Holismo de Jan Smuts, desenvolveu uma teoria (teoria organísmica)
segundo a qual a personalidade é concebida como o organismo total, que é composto de partes
diferenciadas, porém nunca isoladas entre si e cuja organização de funcionamento segue o processo
de figura-fundo. Goldstein afirma também que todas as necessidades do organismo visam a sua
auto-regulação sendo também esta a função de todos os sintomas.
Laura Perls, sua esposa e colaboradora, foi aluna de Goldstein e defendeu sua tese de
doutoramento sobre a Psicologia da Gestalt (O todo é diferente da soma das partes - a percepção é
determinada pelo todo e não pelas partes).
A influência da Psicologia da Gestalt ou Gestaltismo sobre o desenvolvimento da GT, além
de surgir através dos estudos de Laura Perls, surge também através da Teoria de Campo de Kurt
Lewin, segundo a qual a personalidade é concebida como um espaço vital, que reúne a pessoa e o
seu meio psicológico, um campo de forças, cuja dinâmica é determinada pelo resultado da relação
entre a energia das necessidades da pessoa e a força exercida pelo seu meio psicológico.
Podemos destacar ainda, em relação ao Gestaltismo, as pesquisas de Bluma Zeigarnik
(efeito Zeigarnik) sobre o aumento da pressão psíquica e conseqüente aumento de atenção
decorrentes de uma tarefa inacabada (gestalt aberta).
A influência do Gestaltismo e das teorias nele baseadas produziu em Perls a noção de que
fatos, percepções sensoriais, formas de comportamento e fenômenos são definidos e alcançam seu
significado independente e específico somente quando de sua organização e não através de seus
componentes individuais.
Outros teóricos, além de Kurt Lewin e Kurt Goldstein, influenciaram o desenvolvimento da
GT, como Jung (polaridades), Reich (couraça muscular) e Rogers (congruência/incongruência).
Cabe mencionar, que dado o caráter sintético deste texto, estão sendo arroladas apenas as
principais influências.
No que diz respeito à psicanálise, Perls critica a supervalorização do princípio de
causalidade (lei da causa-efeito), que, segundo ele, tem como conseqüência a busca unilateral de
explicações pra o comportamento perturbado e para a qual propõe que se utilize o pensamento por
contrários (pensamento diferenciador), que descreve o comportamento de modo dialético.
Segundo Perls, a motivação básica do organismo é a busca do equilíbrio (homeostase ou
auto-regulação), sendo então as pulsões subordinadas à essa busca.
Outra divergência está associada à ênfase da psicanálise nas experiências infantis, o que a
torna voltada para o passado, enquanto Perls considera que o passado e o futuro devem ser
investigados apenas a partir da experiência no presente.
Perls propõe, ainda, a substituição da associação livre pela concentração na descrição dos
aspectos presentes, bem como a troca das associações verbais ou do sonho pela escuta do corpo,
das sensações e da emoção.
O rompimento com a Psicanálise foi iniciado com a forte oposição dos membros do
Congresso Internacional de Psicanálise em Praga (1936) e a recusa de Freud em recebê-lo,
pessoalmente, para discutir seu trabalho intitulado “As resistências orais”.
Em 1946 Fritz mudou-se para os EUA onde trabalhou como psicanalista não ortodoxo até
1950, quando forma o chamado grupo dos sete, composto por ele, sua mulher Laura, Paul
Goodman, Isadore From, Paul Weisz, Elliot Shapiro, Sylvester Eastman e Ralph Hefferline. Em
1951 publica o livro “Gestalt-Terapia” que marca oficialmente o início da prática clínica da Gestalt-
terapia.
É importante assinalar que a escolha do nome Gestalt-Terapia foi alvo de críticas dentro do
próprio grupo uma vez que ela não consistia apenas na prática clínica do Gestaltismo e sim numa
prática clínica baseada em várias teorias e conceitos, dentre eles a Psicologia da Gestalt, reunidos
em torno de uma base filosófica comum. Outros nomes foram sugeridos como: Psicanálise
Existencial, Terapia Integrativa, Terapia Experiencial, Terapia de Concentração, etc.
Assim, o mérito da GT não reside na criação de novos conceitos, embora os tenha, mas sim
na originalidade com que muitos conhecimentos da Psicologia são organizados.
A GT surgiu como uma prática clínica e uma teoria desta prática. Contudo, à medida que
estudiosos de várias áreas da Psicologia utilizaram seus princípios para o desenvolvimento de novas
teorias, surgiu o que se chama de Abordagem Gestáltica, Atualmente já existe uma Abordagem
Gestáltica, na Psicologia Clínica, na Psicologia Organizacional, na Psicologia Jurídica, na Psicologia
Educacional, na Psicologia Hospitalar, além de outras áreas em desenvolvimento.

Bases Filosóficas da GT

Humanismo - Quando nos referimos ao Humanismo em GT, estamos nos referindo ao


chamado “movimento do potencial humano” ou “Psicologia humanista” que em 1961 reuniu muitos
teóricos da Psicologia insatisfeitos com a Psicanálise ortodoxa e o Condutismo que haviam reduzido
o homem a uma condição de objeto de estudo, sem responsabilidade nem possibilidade de
crescimento. Todavia não se desvincula do pensamento filosófico surgido no Renascimento.
A Psicologia humanista sustenta que todo comportamento humano é normal e acentua o
desenvolvimento do potencial dos indivíduos.

Existencialismo
Ênfase na vivência concreta; a experiência humana é singular e intransferível; cada pessoa é
responsável pelo seu projeto existencial e assim cria sua liberdade relativa.

Fenomenologia
A descrição é mais importante do que a explicação; a percepção corporal da vivência
imediata é essencial; o processo fundamental é o que se desenvolve aqui-agora.

Filosofias Orientais - Taoísmo e Zen Budismo


Essa influência em GT surge com a experiência pessoal de Perls como também pela física
pós-newtoniana (Frijtof Capra e outros).
Em GT, tal influência enfatiza os seguintes aspectos: a expressão espontânea; a importância
do corpo; a liberação das introjeções moralizantes (“devemos ...”); integração das polaridades
opostas (bom/mau, força/fraqueza, etc.); concentração no aqui-agora; aceitação “daquilo que é”;
continuum de consciência.

Bases teóricas
As mais importantes são: A Psicologia da Gestalt, a Teoria de Campo de Kurt Lewin e a
Teoria Organísmica de Kurt Goldstein (já citadas anteriormente).

Pressupostos básicos
1 - Self-suporte como conceituação básica (o ser humano dispõe de todo o equipamento
necessário para enfrentar a vida, precisando apenas de tomar consciência de sua força).
2 - Totalidade e integração:
. entre o sentir, o pensar e o agir
. entre o passado, o presente e o futuro
3 - A unidade do se aceitar e do se modificar (a mudança depende da aceitação temporária
do estado momentâneo).
4 - A unidade do ser humano como determinante e determinado (todo problema encerra
uma parcela individual e outra social).
5 - O ser humano como unidade indivíduo-meio
. assumir compromissos sem renunciar a independência pessoal.
. responsabilizar-se pela aceitação ou rejeição dos limites impostos pela sociedade.

Principais conceitos
. Contato, fronteira de contato
Considerando que o indivíduo não pode ser analisado fora do seu meio psicológico e que
ele não está “diluído” nesse meio, todos os fenômenos importantes ocorrem num limite, numa
fronteira de contato entre o corpo e os estados internos ou entre a pessoa e o seu meio (animado ou
inanimado). O contato pode ocorrer nos níveis cognitivo, emocional e comportamental.
Os mecanismos de evitação do contato são chamados de disfunções de contato e, embora,
outros teóricos da GT tenham acrescentado novos tipos, Perls considera a introjeção (aceitação de
atitudes, sentimentos e valores de outros, sem questionamento), a projeção (atribuir aos outros
aspectos indesejados em nós mesmos), a confluência (tentativa de eliminação de conflitos pela perda
de limites individuais) e a retroflexão (fazer para si o que gostaria de fazer para os outros) como
sendo as principais.
. Awareness - “dar-se conta”
Termo erroneamente traduzido como consciência - inclui a consciência, mas vai além dela,
em outras palavras, envolve não apenas a percepção de uma situação mas, fundamentalmente, a
compreensão da totalidade dos aspectos envolvidos nessa situação.
Refere-se à resposta a quatro perguntas-chave:
O que estou fazendo agora?
O que sinto agora?
O que tento evitar agora?
O que quero ou espero?

. Figura-fundo
Em GT, qualquer totalidade considerada (organismo, comportamento, situação, etc.) tem
como processo básico de sua dinâmica o de figura-fundo.
Tendo em vista que a figura diferencia-se do fundo, mas nunca dele se isola, estabelecendo
assim uma relação de interação permanente entre parte e todo, a GT considera que ao trabalharmos
a figura estaremos interferindo no fundo e modificando a dinâmica do todo considerado.
Assim, em GT, a orientação é dada pelas figuras, pelo que emerge, sejam palavras, gestos,
sentimentos, uma pessoa dentro de uma situação, etc, pois cada uma dessas figuras estará
sinalizando uma necessidade não satisfeita, importante para o equilíbrio do todo considerado.

. Aqui-agora (Fenomenologia)
“A experiência imediata, a vivência imediata, representam o momento da entrada da
realidade, contém a chave do passado e do futuro e respondem às questões mais sutis de como o
tempo se concretiza e o espaço se temporaliza (Ribeiro, 1994)”.

. Polaridade
Dicotomização das percepções, emoções e atributos que orienta o processo existencial do
indivíduo.
Há polarização, por exemplo, no fato do indivíduo perceber somente sua fragilidade e não
se dar conta de sua força.
O objetivo da GT é integrar tais polaridades.

Principais técnicas
. Exercícios de Awareness
Utilização das perguntas mencionadas, anteriormente, no item awareness.
. Cadeira vazia
Cadeira ou almofada onde o sujeito projeta um personagem com o qual deseja se
relacionar.
. Dramatização
Experimentar uma situação vivida ou fantasiada para explorar sentimentos mal
identificados, esquecidos, recalcados ou desconhecidos.
É proibida a exteriorização violenta ou sexual e permitidas manifestações físicas de
agressividade controlada ou ternura.
. O monodrama
Variação do psicodrama de Moreno, onde o indivíduo representa, alternadamente, vários
papéis da situação evocada.
. A amplificação
Exagerar os indícios de reações emocionais subjacentes (mudanças na respiração, no tom
de voz, no olhar, nos movimentos do corpo, etc.). Objetiva explorar os sentimentos, revelando
aspectos imperceptíveis do processo do cliente.
. O trabalho com sonho
“Em GT, não se aborda o sonho por livres associações ou interpretações, mas por uma
descrição, seguida da "dramatização" sucessiva dos diversos elementos do sonho, com os quais o
cliente é convidado a se identificar sucessivamente - em palavras e gestos - sendo cada um desses
elementos considerado uma “gestalt inacabada” ou uma expressão parcial do próprio
sonhador.”(Ginger, 1995)
. A expressão metafórica
Uso de expressão artística (desenho ou pintura, modelagem, dança, música, etc.), com o
qual o cliente deverá estabelecer uma relação simbólica.
. Viagem de fantasia
Vivências fantasiadas onde o cliente projeta necessidades, desejos, medos, etc. A
identificação com as vivências possibilita a conscientização das necessidades.
Método
Experimento
Vivenciar, sentir ou provar, geralmente de um modo simbólico, uma situação temida ou
esperada. Afirma o caráter experiencial da GT

Observações Finais
Partindo dos pressupostos de que a dinâmica da personalidade só pode ser entendida no
processo figura-fundo e que o que importa são os fenômenos que ocorrem numa fronteira de
contato (vide figura-fundo e fronteira de contato):
. O Self em GT não é uma entidade fixa nem uma instância psíquica e sim um processo - O
indivíduo não “é”, ele está sempre “sendo”.
. Qualquer aspecto a ser examinado, seja movimento corporal, pessoa ou instituição deverá
sê-lo em função de um todo maior ao qual pertença.
. A GT aceita a existência de processos inconscientes (reconhecidos como fundo).
Contudo, rejeita a noção de inconsciente estrutural de Freud. O inconsciente gestáltico , como todos
os demais conceitos em GT, é relacional.
. Transferência e contratransferência são conceitos relacionados à consistência interna da
teoria psicanalítica, portanto não existem como conceitos em GT. Todavia, as situações concretas,
explicadas em Psicanálise, através da utilização desses conceitos, são explicadas como meras
projeções que atuam no relacionamento humano, sem que lhes seja dado maior destaque.
O objetivo central da GT é o de ajudar o indivíduo a tornar-se congruente em relação ao
seu pensar, sentir e agir.
QUESTÕES EM GT

1. Na apresentação da GT, Perls parte de uma premissa segundo a qual “a organização


de fatos, percepções, comportamentos ou fenômenos, e não os aspectos individuais de
que são compostos, é o que os define e lhes dá um significado específico e particular”.
Qual influência teórica sobre a GT é destacada com tal premissa ?
R: Tal premissa remete a influência da psicologia da Gestalt, segundo a qual uma
parte só pode ser compreendida quando relacionada ao todo a qual pertence.

2. De acordo com Perls todo comportamento humano é governado pelo processo


homeostático, através do qual o organismo mantém seu equilíbrio, satisfazendo suas
necessidades. Como é chamado e em que consiste, em GT, o processo que corresponde
à homeostase ?
R. Auto - regulação, que é o processo de interação do organismo com o meio, e diz
respeito à satisfação de necessidades fisiológicas e psicológicas em interação.

3. Como a GT aborda o conceito de Self ?


R. Em GT, o Self não é uma entidade fixa, nem uma instância psíquica e sim nosso
modo pessoal e variável de envolvimento em qualquer processo. Determinado pelo
estilo pessoal, não é o “ser”, mas o “ser no mundo”.

4. Quais são as funções do Self em GT ?


R. Segundo Goodman, o Self possui três funções: a função id que se refere aos atos
automáticos; a função eu ligada aos atos voluntários de escolha e rejeição; e a
função personalidade à auto-imagem.

5. A que se refere o conceito de Awareness ou “dar-se conta” ?


R. Não há tradução precisa em nosso idioma para o termo awareness que é muitas
vezes, erroneamente, traduzido por consciência. Enquanto consciência se refere a
uma noção dos fatos a partir de nossas percepções, awareness se refere à
compreensão dos processos envolvidos em uma ação (sensações físicas,
sentimentos, imaginação, etc.).
Por exemplo, um pai pode ter consciência do fato de rejeitar o filho, sem com isso
compreender a dinâmica dos processos que sustentam tal rejeição (awareness).

6. A que se refere o conceito de Suporte?


R. De acordo com Yontef (1998) refere-se ao que possibilita o contato ou
afastamento desejados pelo cliente como energia, suporte corporal, respiração,
informação, preocupação com os outros, linguagem, etc ....

7. A que se refere o conceito de Insight?


R. É a compreensão súbita da estrutura de uma situação, o que envolve a
compreensão de fatores implicados e sua relação com o todo da situação.
8. A que se refere o conceito de Continuum de Consciência?
R. A atenção permanente nas próprias percepções, sensações, sentimentos e
pensamentos.

9. Qual é a posição da GT em relação ao Inconsciente ?


R. A falta de informação leva algumas pessoas a acreditarem que Perls nega o
Inconsciente quando, na verdade o que ocorre é uma rejeição ao modelo de
inconsciente dinâmico de Freud. Enquanto Freud concebe o inconsciente como uma
estrutura, com uma dinâmica e realidade próprias, como único determinante da
dinâmica psicológica (a consciência é puramente o resultado da dinâmica
inconsciente), Perls concebe o inconsciente como um processo, um nível do
processo organísmico, a parte não vista deste processo, conectado ao processo de
consciência, mas não determinante deste.
Para Freud, o comportamento humano é explicado pela dinâmica do inconsciente
(estrutura mental), enquanto para Perls, o comportamento é explicado pela dinâmica
da totalidade do organismo, envolvendo seus níveis conscientes e inconscientes em
relação a um determinado contexto.

10. O que é experimento e qual a sua função na prática da GT?


R. Representação de sentimentos e ações dentro de uma sessão terapêutica,
a partir da dramatização, comportamento dirigido, fantasia, sonhos ou para-casa.

11. Como a GT trata a questão da transferência?


R. Todas as práticas clínicas reconhecem a importância da relação terapeuta/cliente
no curso do processo de terapia e, de acordo com suas premissas, explicam a forma
como aquela relação exerce tal influência.
Transferência é o nome do conceito que a psicanálise desenvolveu para explicar tal
influência e se refere à projeção da relação edípica do cliente, com suas figuras
parentais, sobre o terapeuta. A importância da relação terapêutica é a de servir como
uma espécie de tela para tais projeções.
Para a GT a relação terapeuta/cliente é entendida como uma relação autêntica entre
duas pessoas e, teoricamente, discutida pelo conceito de relação dialógica. Sua
importância se deve ao fato de permitir que o cliente se expresse autenticamente,
daí surgindo a possibilidade, através dessa relação, de reconfigurar seu modo de
ser, organismicamente desequilibrado, para um modo criativamente ajustado.

12. A que se refere o conceito de Contato?


R. A relação do indivíduo consigo mesmo, com outro e com o mundo. Baseia-se no
pressuposto da teoria de campo de que ninguém é auto-suficiente, pois a satisfação
de nossas necessidades ocorre no meio, implicando no fato do homem ser, por
natureza, um ser relacional.

13. O que são Episódios de Contato?


R.São os momentos em que ocorre o contato. São iniciados pela emergência de
uma necessidade e assinalados pela tomada de consciência de um sentimento ou de
uma sensação.

14. Quais são as Funções de Contato?


Os cinco sentidos, a fala e o movimento.
R.
15. O que são Polaridades?
R. Aspectos do comportamento humano, que tendem a ser experimentados pelo
indivíduo como opostos e mutuamente excludentes, como a agressividade e a
ternura, a bondade e a maldade, a firmeza e a fraqueza, etc. .. . O trabalho
terapêutico consiste na integração harmoniosa desses aspectos.

1. Quais são as bases filosóficas da GT?


(A) Existencialismo, Humanismo, Associacionismo
(B) Humanismo, Associacionismo, Fenomenologia.
(C) Existencialismo, Humanismo, Estruturalismo.
(D) Existencialismo, Humanismo, Fenomenologia.
(E) Humanismo, Associacionismo, Estruturalismo.

2. Quais são as principais bases teóricas da GT?


(A) Psicologia da Gestalt, Teoria de Campo, Psicologia do Corpo.
(B) Psicologia da Gestalt, Teoria Organísmica, Psicologia Individual.
(C) Psicologia da Gestalt, Teoria de Campo, Teoria Organísmica.
(D) Psicologia da Gestalt, Teoria de Campo, Psicologia Analítica.
(E) Psicologia da Gestalt, Psicanálise, Teoria Organísmica.

3. As associações verbais ou do sonho utilizadas pela Psicanálise são substituídas em GT pela:


(A) aplicação das leis da Gestalt, ênfase no aqui-agora.
(B) escuta do corpo, das sensações e da emoção.
(C) ênfase nos processos conscientes.
(D) aceitação incondicional.
(E) ênfase nos processos perceptivos.

4. Podemos resumir a influência de Jung, Reich e Rogers no desenvolvimento da GT, através dos
respectivos conceitos de:
(A) polaridades, couraça muscular, self ideal.
(B) inconsciente coletivo, caráter genital, self ideal.
(C) arquétipos, self, aceitação incondicional.
(D) inconsciente coletivo, bioenergia, aceitação incondicional.
(E) polaridades, couraça muscular, congruência-incongruência.

5. Efeito descoberto em pesquisa experimental que sustenta o conceito de Gestalt aberta e diz
respeito a persistência de tensão causada por uma tarefa inacabada, que gera uma “quase
necessidade para completá-la”:
(A) efeito Von Restorff.
(B) efeito de reminiscência.
(C) efeito Zeigarnik
(D) efeito de interferência.
(E) efeito de retenção.
6. As características do Self em GT são:
(A) pessoal, estrutural e variável.
(B) pessoal, estrutural e fixo.
(C) pessoal, processual e variável.
(D) pessoal, processual e fixo.
(E) pessoal, processual e estrutural.
7. Awareness ou dar-se conta se refere a:
(A) estar atento a uma situação.
(B) Contato, no momento presente, com as sensações, sentimentos, pensamentos e
ações no ambiente.
(C) estar consciente de uma situação
(D) estar atento aos sentimentos em uma situação.
(E) estar atento às imposições do meio.

8. O princípio de causalidade, pulsão, orientação para o passado e associação livre, utilizados em


Psicanálise são substituídos na GT, respectivamente, por:
(A) pensamento diferenciador, homeostase, princípio do aqui-agora, concentração.
(B) princípio da unilateralidade, homeostase, princípio da figura-fundo, comunicação
verbal.
(C) pensamento diferenciador, awareness, princípio do aqui-agora, comunicação não
verbal.
(D) princípio da unilateralidade, homeostase, princípio da figura-fundo, concentração.
(E) pensamento diferenciador, insight, princípio do aqui-agora, concentração.

9. Em GT as resistências são chamadas de disfunções de contato ou mecanismos de evitação, além


de outros. Perls considera 4 delas como as principais, embora posteriormente, outros autores
tenham acrescentado novos tipos. São elas:
(A) introjeção, projeção, deflexão e egotismo.
(B) sublimação, negação, confluência e retroflexão.
(C) introjeção, projeção, proflexão e egotismo.
(D) introjeção, projeção, confluência e retroflexão.
(E) sublimação, projeção, confluência e repressão.

10. De acordo com Kurt Goldstein, e aceito pela GT, a organização do funcionamento
organísmico é de:
(A) figura-fundo.
(B) aqui-agora.
(C) todo.
(D) contemporaneidade.
(E) Constância
RESUMO

A Gestalt-Terapia (GT) é uma prática clínica da Psicologia que tem como objetivo a busca
da congruência entre os pensamentos, os sentimentos e as ações, estando toda a utilização de suas
técnicas subordinada a tal objetivo.
Suas bases filosóficas são Humanismo, o Existencialismo e a Fenomenologia.
As principais influências teóricas são: a Psicologia da Gestalt; a teoria de campo de Kurt
Lewin e a teoria organísmica de Kurt Goldstein.
A GT enfatiza os aspectos conscientes e a experiência no presente do indivíduo.
Nessa abordagem, todo e qualquer objeto de investigação deve ser analisado dentro de uma
relação figura-fundo ou parte-todo.
Atualmente, chama-se de abordagem gestáltica à utilização dos princípios da GT em outras
áreas da Psicologia, além da clínica.

BIBLIOGRAFIA:

1 - BUROW, O., Scherpp, K. Gestaltpedagogia, um caminho


para a escola e a educação. São Paulo: Editora Summus. 1985

2 - GINGER, S. & GINGER, A. Gestalt: uma terapia de contato.


São Paulo: Editora Summus. 1995

3 - KIYAN Ana Maria, M. E a Gestalt emerge. Editora Altana, São Paulo, 2001.

4 - PERLS, F. Abordagem gestáltica e testemunha ocular da


terapia. Rio de Janeiro: Editora Zahar. 1977.

5 - PERLS, F. Hefferline, R., Goodman, P. Gestalt-Terapia. São


São Paulo: Editora Summus. 1977.

6 - PERLS, F. e outros; Stevens, J. O. org. Isto é gestalt. São


Paulo: Editora Summus. 1993

7 - POLSTER, M. & POLSTER, E. Gestalt-Terapia integrada. Belo


Horizonte: Interlivros. 1979

8 - YONTEF, G. M. Processo, Diálogo e Awareness. São Paulo.


Editora Summus. 1998.

9 - ZINKER, J. O processo criativo em Gestalt-terapia.


São Paulo. Summus Editorial. 2007.

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