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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE VIAS PÚBLICAS

DIRETRIZES DE PROJETO DE ESTRUTURAS

VOLUME 6

Estas diretrizes foram elaboradas com a participação da


equipe técnica da Ductor Implantação de Projetos S.A. e
da ENGECORPS – Corpo de Engenheiros Consultores
S/C Ltda

JUNHO DE 1999
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
EMITENTE
SECRETARIA DE VIAS PÚBLICAS
SUPERINTENDÊNCIAS DE PROJETOS E DE OBRAS

REFERÊNCIA ASSUNTO DIRETRIZES DE PROJETO DE ESTRUTURAS DATA

Volume 6 Diretrizes de Projeto de Estruturas 30/06/99

PREFÁCIO

A Secretaria de Vias Públicas da Prefeitura do Município de São Paulo promoveu, durante o


período de 1997/99 a revisão, adequação, atualização e complementação de suas diretrizes
executivas de serviços e materiais, assim como dos procedimentos e diretrizes de projeto. Tais
estudos envolveram todas as áreas de projetos e obras da Secretaria, abrangendo as
disciplinas de estruturas, hidráulica, geotecnia e pavimentação, assim como aquelas que se
caracterizam como de interface entre as mesmas (topografia, planejamento e logística,
monitoração, etc.).

O estudo apresenta-se como trabalho da mais alta relevância e atualidade, face às rotinas e
metodologias de serviço que são adotadas pela SVP/PMSP. Trata-se da complementação,
atualização e consolidação da documentação técnica dentro das mais recentes regras e
procedimentos de controle de qualidade, os quais permitirão aos técnicos executores,
projetistas e engenheiros fiscais garantirem à SVP/PMSP produtos da mais alta qualidade
técnica.

Eng. André Monteiro de Fazio


CREA n°. 0600327570
Secretário de Vias Públicas

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APRESENTAÇÃO

A Secretaria de Vias Públicas promoveu a sistematização, revisão, atualização e


complementação da documentação técnica voltada a dar suporte às atribuições e
competências das Superintendências de Projetos e de Obras Viárias, e fundamentalmente
para a implantação de melhorias viárias no Município de São Paulo.

O trabalho foi organizado por área técnica nos seguintes tópicos:

• Diretrizes de Projetos, Executivas de Serviços e de Fiscalização


• Metodologias Construtivas e Soluções Padronizadas
• Programa de Treinamento para Atualização dos Técnicos da Secretaria
• Automação de Rotinas de Cálculo por Sistemas Informatizados

A produção dos documentos, a seguir relacionados, foi decorrente de um processo que


envolveu o levantamento de normas e bibliografia pertinentes, a elaboração de textos básicos
– discutidos em reuniões com a participação de técnicos da Prefeitura de São Paulo e
consultores –, e a organização do material e das contribuições, fruto dos debates ocorridos.

O resultado desse trabalho de interesse geral (circulação externa) é apresentado em


dezesseis volumes, constituídos dos documentos técnicos por área de especialidades –
pavimentos, hidráulica, drenagem, geotecnia e estruturas.

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RELAÇÃO DE DOCUMENTOS – CIRCULAÇÃO EXTERNA

VOLUME DOCUMENTOS
1 Apresentação de Projetos
2 Diretrizes de Projetos de Pavimentação – Procedimentos
3 Diretrizes de Projetos de Pavimentação – Métodos de Ensaios
4 Diretrizes de Projetos de Hidráulica
5 Diretrizes de Projetos de Geotecnia
6 Diretrizes de Projetos de Estruturas
7 Diretrizes Executivas de Serviços Gerais
8 Diretrizes Executivas de Serviços de Pavimentação
9 Diretrizes Executivas de Serviços de Hidráulica
10 Diretrizes Executivas de Serviços de Geotecnia
11 Diretrizes Executivas de Serviços de Estruturas
12 Metodologias Construtivas de Pavimentação
13 Metodologias Construtivas de Hidráulica
14 Metodologias Construtivas de Geotecnia
15 Metodologias Construtivas de Estruturas
16 Soluções Padronizadas de Drenagem

A partir do tema abordado, objetivou-se a consolidação e a divulgação ao público


interessado:

• de conceitos tecnológicos contemporâneos em cada área específica, de organizações


nacionais e internacionais;
• das normas regulamentares editadas por órgãos e entidades das administrações
federal, estadual e municipal;
• das normas aplicáveis, nas suas versões atuais, publicadas pela Associação Brasileira
de Normas Técnicas – ABNT;
• de soluções técnicas, métodos e instruções desenvolvidos especificamente em apoio às
ações empreendidas pelas Divisões Técnicas das Superintendências da Secretaria de
Vias Públicas.

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Os tomos, exclusivamente de interesse interno da Secretaria, a seguir relacionados, tratam


de diretrizes para a fiscalização, de elementos para a avaliação de estudos, projetos e análise
de preços.

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS – CIRCULAÇÃO INTERNA

VOLUME DOCUMENTOS

I Modalidades e Formas de Avaliação de Estudos e Projetos


II Diretrizes de Fiscalização Geral
III Diretrizes de Fiscalização de Pavimentação
IV Diretrizes de Fiscalização de Hidráulica
V Diretrizes de Fiscalização de Geotecnia
VI Diretrizes de Fiscalização de Estruturas
VII Análise de Preços
VIII Treinamento em Geotecnia
IX Treinamento em Pavimentação
X Treinamento em Hidráulica
XI Treinamento em Estruturas
XII Automação de Rotinas de Cálculo

A coletânea agrega regras e procedimentos e sua adoção pelos técnicos executores,


projetistas e engenheiros fiscais, garante o controle de qualidade dos serviços e obras, assim
como a utilização racional dos recursos técnicos e financeiros.

No entanto, para manter a sua aplicabilidade e atualização deverá, constantemente,


incorporar as tecnologias que se mostrem inovadoras, viáveis e que concorram para a
qualidade técnica e ambiental das obras e serviços de promoção da Secretaria de Vias
Públicas.

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SUMÁRIO

PÁG.

INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 2

DIRETRIZES DE PROJETO

• DP-E01 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Obras-de-arte Especiais................. 6

• DP-E02 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Obras Correntes........................... 61

• DP-E03 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Pontes, Pontilhões, Viadutos e


Passarelas.............................................................................................. 76

• DP-E04 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Galerias, Canais e Reservatórios . 91

• DP-E05 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Estruturas de Contenção............ 110

• DP-E06 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Túneis e Passagens


Subterrâneas ........................................................................................................... 135

• DP-E07 - Diretrizes de Projeto de Estruturas – Procedimentos para Elaboração de


Projetos de Recuperação Estrutural ..................................................... 157

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS ............................................................. 171

FICHA TÉCNICA........................................................................................................... 176

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INTRODUÇÃO

Os documentos técnicos apresentados neste volume têm como objetivo principal o


estabelecimento de critérios básicos para a elaboração dos projetos de estruturas, os quais
foram desenvolvidos pela Secretaria de Vias Públicas da PMSP, visando subsidiar, padronizar
e atualizar os procedimentos de engenheiros e técnicos que trabalham nesta área. De uma
maneira geral, esse objetivo é alcançado quando o projeto satisfaz alguns requisitos
fundamentais, como a funcionalidade, a segurança, a economia e também a estética para
determinadas obras, para que as mesmas não provoquem um impacto visual negativo.

As diretrizes e os procedimentos para elaboração de projetos aqui apresentados devem ser


entendidos como requisitos mínimos necessários à elaboração de cada projeto, considerando
as peculiaridades locais de cada obra, nas fases dos Estudos de Viabilidade e do Projeto
Básico, mas não devem ser encarados como procedimentos técnicos restritivos às ações da
projetista.

Para o caso de estruturas que necessitam uma recuperação estrutural, a elaboração do


projeto ao longo de suas várias etapas deve estar apoiada em dados consistentes para que
possam ser identificadas as melhores intervenções necessárias, do ponto de vista técnico-
econômico, fornecendo subsídios para o adequado orçamento e execução das obras.

Os trabalhos foram realizados, portanto, com a premissa básica de introduzir todos os


conceitos tecnológicos mais avançados na área, incluindo a vivência e experiência dos
técnicos da Secretaria de Vias Públicas da Prefeitura do Município de São Paulo.

A presente documentação representa um trabalho inicial que deverá ser, à medida que vai
sendo utilizado, adequado e atualizado para incorporar novas tecnologias que se mostrarem
viáveis ou ainda corrigir eventuais omissões ou erros de impressão. A PMSP está igualmente

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processando uma atualização da Tabela de Preços Unitários de SVP para incorporar os novos
serviços e materiais indicados nesta documentação técnica.

O presente Volume 6 diz respeito às Diretrizes de Projeto de Estruturas incluindo os


seguintes documentos: DP-E01, DP-E02, DP-E03, DP-E04, DP-E05, DP-E06 e DP-E07.
Complementam publicações da PMSP de outras áreas com novos critérios, conceitos,
tecnologias e informações pertinentes advindas de material do IBRACON, ABCP, entre outros.

Na questão de metodologias construtivas, foram colocadas as mais recentes tecnologias


que já estão sendo aplicadas com êxito no país. Nesta área, porém, o desenvolvimento é
acelerado exigindo uma atualização periódica para incorporar as novas metodologias e
posturas para dimensionamento.

Os demais textos técnicos que constituem a documentação da área de Estruturas estão


distribuídos nos seguintes volumes:

11 - Diretrizes Executivas de Serviços de Estruturas


15 - Metodologias Construtivas de Estruturas
VI - Diretrizes de Fiscalização de Estruturas

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SERVIÇOS DE ESTRUTURAS
DIAGRAMA-CHAVE GERAL

Diretrizes Executivas Soluções


de Serviços Padronizadas de
Geotécnicos Drenagem

DP-F01, ES-F02, ES-C02, DH-1 a DH-43


ES-C03, ES-C05 e ES-TU01

Serviços de Diretrizes de Diretrizes Executivas de Diretrizes de


Estruturas Projeto Serviços Fiscalização
DP-E01 a DP-E07 DF-E01 a DF-E03
ES-E01 a ES-E06

Diretrizes de Metodologias Metodologias


Diretrizes Executivas de
Projeto Hidráulica e Drenagem Construtivas de Construtivas de
Geotécnico Estruturas Geotecnia
DP-C02, DP-C03, ME-01 a ME-12 MG-01 a MG-21
DP-C05, DP-TU1, ES-H01, ES-H02 e ES-H03
DP-F01 e DP-F02

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SERVIÇOS DE ESTRUTURAS
DIRETRIZES DE PROJETO - DIAGRAMA-CHAVE

Pontes, Viadutos e
Passsarelas
DP-E03
Obras-de-Arte Especiais

DP-E01

Estruturas de Contenção

DP-E05

Projeto de
Recuperação Estrutural
Obras
Estruturas DP-E07

Galerias, Canais e
Reservatórios
DP-E04

Obras-de-Arte Correntes

DP-E02
Túneis

DP-E06

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DP-E01

DIRETRIZES DE PROJETO DE ESTRUTURAS

OBRAS-DE-ARTE ESPECIAIS

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ÍNDICE
PÁG.

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 9
1.1 OBJETO E OBJETIVO ............................................................................................................ 9
1.2 REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 9
1.3 ALGUMAS DEFINIÇÕES........................................................................................................ 12

2. CAMPO DE APLICAÇÃO DESTAS DIRETRIZES ........................................................... 17

3. ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETO .......................................................................... 18


3.1 NORMAS GERAIS (ABNT)................................................................................................... 18
3.2 MATERIAIS ........................................................................................................................ 18
3.3 AÇÕES A CONSIDERAR ....................................................................................................... 27

4. PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA ................................................ 28


4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................... 28
4.2 SERVIÇOS PRELIMINARES DE CAMPO .................................................................................. 28
4.3 DADOS GEOMÉTRICOS ....................................................................................................... 31
4.4 SERVIÇOS DE PROJETO – DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES PELA PROJETISTA ................ 33
4.5 ANÁLISE E APROVAÇÃO DOS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA .................... 36

5. PROJETO BÁSICO ......................................................................................................... 36


5.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................... 36
5.2 DADOS NECESSÁRIOS ........................................................................................................ 37
5.3 DADOS COMPLEMENTARES ................................................................................................. 40
5.4 SERVIÇOS DE PROJETO: DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES ............................................. 40
5.5 ANÁLISE E APROVAÇÃO DO PROJETO BÁSICO ...................................................................... 47

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6. PROJETO EXECUTIVO................................................................................................... 47
6.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................... 47
6.2 DOCUMENTOS TÉCNICOS DO PROJETO A SEREM ENTREGUES .............................................. 48
6.3 ANÁLISE E APROVAÇÃO DO PROJETO EXECUTIVO ................................................................ 61
6.4 COMPLEMENTAÇÕES .......................................................................................................... 61

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1. INTRODUÇÃO

1.1 OBJETO E OBJETIVO

O objeto do presente documento são as Diretrizes de Projeto de Estruturas da SVP/PMSP,


e seu objetivo é realizar o estudo e projeto de estruturas de obras-de-arte especiais situadas
no município de São Paulo.

O objetivo principal é o estabelecimento de critérios básicos para a elaboração dos projetos


estruturais, a serem seguidos pela SVP/PMSP e suas contratadas, de modo a se garantir um
alto nível de confiabilidade técnica no projeto e na orçamentação das obras. De uma forma
geral, o objetivo principal é atingido quando o projeto satisfaz os quatro requisitos
fundamentais das obras-de-arte especiais: a funcionalidade, a segurança, a economia e a
estética.

Estas diretrizes gerais devem ser entendidas como procedimentos mínimos necessários à
elaboração de cada projeto, considerando as particularidades locais de cada obra, nas fases
dos Estudos de Viabilidade e do Projeto Básico, mas não devem ser encaradas como
procedimentos técnicos restritivos às ações da projetista. Os casos omissos ou duvidosos
deverão ser resolvidos de comum acordo, entre a SVP/PMSP e a projetista contratada.

1.2 REFERÊNCIAS

1.2.1 Procedimentos

• NBR-5738 – Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos de


concreto
• NBR-6118 (NB-1) – Projeto e execução de obras de concreto armado

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• NBR-6122 (NB-51) – Projeto e execução de fundações


• NBR-6123 (NB-599) –Forças devido ao vento em edificações
• NBR-6489 (NB-27) – Prova de carga direta sobre terreno de fundação
• NBR-6497 (NB-601) –Levantamento geotécnico
• NBR-7187 (NB-2) – Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido
• NBR-7188 (NB-6) – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestres
• NBR-7189 (NB-7) – Cargas móveis para projeto estrutural de obras ferroviárias
• NBR-7191 (NB-16) – Execução de desenhos para obras de concreto simples ou
armado
• NBR-7197 (NB-116) – Projeto de estruturas de concreto armado e protendido
• NBR-8681 (NB-862) – Ações e segurança nas estruturas
• NBR-8800 (NB-14) – Projeto e execução de estruturas de aços de edifícios
• NBR-9062 (NB-949) – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado
• NBR-10839 (NB-1223) – Execução de obras-de-arte especiais em concreto armado e
protendido
• NBR-12655 (NB-1418) – Preparo, Controle e Recebimento de Concreto
• NBR-13044 – Concreto projetado – Reconstituição da mistura recém-projetada
• NBR-13069 – Concreto projetado – Determinação dos tempos de pega em pasta de
cimento Portland, com ou sem a utilização de aditivo acelerador de pega
• NBR-13070 – Moldagem de placa para ensaio de argamassa e concreto projetados

1.2.2 Especificações

• NBR-7480 (EB-3) – Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado
• NBR-7481 (EB-565) – Telas de aço soldadas para armadura de concreto
• NBR-7482 (EB-780) – Fios de aço para concreto protendido
• NBR-7483 (EB-781) – Cordoalha de aço para concreto protendido

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1.2.3 Métodos de ensaio

• NBR-5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos


• NBR-6349 (MB-864) – Fio, barra e cordoalha de aço para armadura de protensão –
Ensaio de tração
• NBR- 7222 (MB-212) – Argamassa e concreto – Determinação da resistência à
tração por compressão diametral de corpos-de-prova
cilíndricos
• NBR-8522 (MB-1924) – Concreto – Determinação do módulo de deformação estática
e diagrama tensão-deformação
• NBR-8548 (MB-1804) – Barras de aço destinadas a armaduras para
concreto armado com emenda mecânica ou por solda –
Determinação da resistência à tração
• NBR-12131 (MB-3472) – Estaca – Prova de carga estática
• NBR-12142 (MB-3483) – Concreto – Determinação da resistência à tração na flexão
em corpos-de-prova prismáticos

1.2.4 Simbologia e documentação

• NBR-7808 (SB-75) – Símbolos gráficos para projetos de estruturas


• NBR-6024 (NB-69) – Numeração progressiva das seções de um documento

1.2.5 Classificação

• NBR-8953 (CB-130) – Concreto para Fins Estruturais – Classificação por grupos de


resistência

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1.3 ALGUMAS DEFINIÇÕES

1.3.1 Obras-de-arte especiais

Entende-se aqui por obra-de-arte especial uma estrutura que tem a finalidade de manter a
continuidade de uma via de comunicação qualquer, transpondo um obstáculo natural ou
artificial, de modo a deixar livre a passagem transversal em grande parte da extensão do
obstáculo. Se a passagem transversal for pequena em relação à extensão do obstáculo, e não
houver previsão de futuramente ser maior, poderia existir um aterro, decidido após análise de
soluções (obra de terra em vez de obra-de-arte). Neste caso, se a passagem fosse a de um
pequeno córrego, a estrutura sob o aterro se denominaria bueiro ou galeria (demais obras-de-
arte correntes). Um obstáculo natural pode ser, por exemplo, um rio, um córrego, um lago ou
uma depressão do terreno. Um obstáculo artificial pode ser outra via de comunicação, como
uma rua ou avenida, uma rodovia, uma ferrovia, um canal ou lago.

As principais obras-de-arte especiais urbanas são:

a) Viaduto: o obstáculo principal a ser transposto é, em geral, uma rua, uma avenida, uma
rodovia, uma ferrovia, ou uma acentuada depressão do terreno. Se houver um outro
obstáculo secundário, como por exemplo um ribeirão, ainda será um viaduto.

b) Ponte: o obstáculo principal a ser transposto é, em geral, um rio, um córrego, ou um


canal.

c) Passagem de pedestres (passarelas): a via de comunicação, destinada ao trânsito


exclusivo de pessoas, é a própria estrutura transpondo um obstáculo qualquer.

d) Pontilhão: ponte em nível com apenas um vão.

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As demais estruturas (estruturas de contenção, galerias, túneis, passagens inferiores, etc.)


são tratadas em diretrizes específicas, à semelhança de pontes e viadutos (DP-E03 a DP-E06
da SVP/PMSP). As denominadas estruturas de obras-de-arte correntes, como por exemplo
canaletas, saídas de galeria, escadas e bueiros, têm suas diretrizes básicas de projeto
apresentadas no documento DP-E02 da SVP/PMSP.

1.3.2 Elementos de uma obra-de-arte especial

1.3.2.1 Superestrutura

É a parte da obra-de-arte cuja geometria deve ser definida de modo a dar continuidade ao
traçado da via de comunicação que deve transpor um obstáculo. Deverá resistir às cargas dos
veículos e às outras cargas que transitam sobre a estrutura, além da ação do vento e outras
ações decorrentes de variações de volume (retração, fluência) e variações de temperatura,
bem como transmitir o efeito de todas essas ações à infra-estrutura (reações de apoio).

a) Estrutura principal: parte da superestrutura constituída de peças estruturais que


recebem, direta ou indiretamente, as ações que atuam na superestrutura e as
redistribui através dos aparelhos de apoio. Como exemplo, em superestruturas de
vigas, a estrutura principal é a constituída pelas vigas principais longitudinais.

b) Estrutura secundária: é o conjunto das peças estruturais que sofrem a ação direta das
cargas úteis que transitam na superestrutura, transmitindo-as, direta ou indiretamente,
à estrutura principal. Exemplo: lajes e transversinas.

1.3.2.2 Infra-estrutura

A infra-estrutura é a parte da obra-de-arte especial constituída pelos aparelhos de apoio,


pilares, fundações e, eventualmente, por encontros. Em alguns textos da literatura técnica
sobre o assunto, aparece o termo mesoestrutura para designar o conjunto dos pilares e

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aparelhos de apoio.

Os aparelhos de apoio são elementos colocados no topo dos pilares, de forma a concentrar
em locais bem definidos as cargas transmitidas pela superestrutura, e a vincular determinadas
partes da estrutura (restringindo ou permitindo deformações). A escolha do tipo e o
dimensionamento dos aparelhos de apoio devem ser feitos criteriosamente, pois a rigidez
destes afeta sensivelmente a rigidez de cada conjunto aparelho-pilar-fundação, influenciando a
distribuição dos reforços nos pilares e fundações, com implicações técnicas e econômicas.

Os encontros são suportes de extremidade, que recebem empuxos de aterros de acesso.


Em geral, devem ser projetados como peças estruturais de grande rigidez, especialmente nas
obras-de-arte onde os esforços de frenação e/ou aceleração sejam muito elevados (mais
comuns nas pontes ferroviárias). Em obras-de-arte onde a retenção dos aterros nas
extremidades é feita através de cortinas ligadas às extremidades em balanço da
superestrutura, não existem encontros e os pilares de extremidade ficam estruturalmente
semelhantes aos internos.

Em alguns casos, são previstas lajes de transição para atenuar a diferença de


comportamento entre o pavimento sobre a estrutura e sobre o aterro de encontro. (Vide Figura
1.1).

1.3.3 Serviços preliminares de campo

Os serviços preliminares de campo constituem o conjunto de trabalhos a serem realizados


no local de implantação da obra-de-arte, tais como levantamentos topográficos,
levantamentos de interferências existentes com as concessionárias, levantamento de

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400

30 370
TOPO DA ESTRUTURA

i=2%

30
ELEVAÇÃO
A

PLANTA
DETALHE
PAVIMENTO BRITA GRADUADA
DA JUNTA
COMPACTADA
VAR. 30
VAR.
30
25

ESTRUTURA

ARTICULAÇÃO
DE CONCRETO

a) APOIO SOBRE ESTRUTURAS EM BALANÇO CORTE A

DETALHE
DA JUNTA

ESTRUTURA

ENCONTRO

b) APOIO SOBRE ENCONTRO CORTE A

Figura 1.1
Laje de transição

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desapropriações, sondagens de reconhecimento, níveis máximo e mínimo das águas no caso


de pontes, etc., que servirão de dados para o desenvolvimento do projeto desde a sua fase
inicial, ou seja, os Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica. São eles:

• ES-G01 - Investigações Geológico-Geotécnicas, da SVP/PMSP


• ES-G02 - Levantamento Topográfico e Cadastral, da SVP/PMSP
• ES-G03 - Levantamento Cadastral, da SVP/PMSP

1.3.4 Fases de um projeto

1.3.4.1 Estudos de viabilidade técnica e econômica

Fase inicial dos estudos, caracterizada pela análise de diversas soluções possíveis, a partir
dos dados obtidos nos Serviços Preliminares de Campo (item 1.3.3), e dos Elementos Básicos
de Projeto (vide itens 1.3.6 e 3), da geometria imposta pelo traçado da via e eventuais
gabaritos, culminando com a escolha de uma solução em função de condições técnicas, custo
da obra, concepção arquitetônica, tempo de execução, etc. (vide item 4). A escolha entre
estudos de Viabilidade (vide Volume I, da SVP/PMSP) ou Projeto de Viabilidade pode ser
superada dando-se atenção apenas ao conteúdo de cada etapa.

1.3.4.2 Projeto básico

O Projeto Básico (vide item 5) é o tratamento técnico da solução escolhida pela projetista e
aprovada pela SVP/PMSP, de modo que contenha informações sobre quantidades de
materiais e serviços, equipamentos, métodos executivos, etc., com precisão suficiente que
permita a licitação da obra conforme a Lei 8.666 de 21/06/93. Nesta fase, deve ser obtida a
anuência dos órgãos intervenientes no projeto (DAEE, CET, CMSP, etc.).

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1.3.4.3 Projeto executivo

O projeto executivo é a fase de detalhamento completo e final da solução escolhida nas


fases anteriores, de modo a permitir a execução da obra, com as peças estruturais e
acessórios totalmente definidos em suas dimensões, posições, e sua locação definitiva,
compatibilizando geometricamente o traçado da via com todos os gabaritos, seções
transversais da própria via e da via inferior, e respeitando os elementos básicos de projeto.

1.3.5 Serviços de fiscalização, assistência técnica à obra e instrumentação

São os serviços de acompanhamento da obra, de modo a se garantir rigorosamente o


respeito ao projeto, o controle tecnológico dos materiais e a observância dos métodos
construtivos. Eventualmente, para as estruturas mais complexas ou de grandes vãos, se
houver a aprovação da SVP/PMSP, deverão ser executados serviços de instrumentação, para
a observação do seu comportamento ao longo do tempo (vide ES-G05, da SVP/PMSP).

1.3.6 Elementos básicos de projeto

Elementos básicos de projeto são os documentos que devem ser seguidos na elaboração
dos projetos de obras-de-arte especiais da SVP/PMSP, tais como Normas, Diretrizes Gerais,
Especificações Técnicas, Detalhes Padrão e demais documentos com padronizações ou
princípios básicos da SVP/PMSP, ou recomendados por esta.

2. CAMPO DE APLICAÇÃO DESTAS DIRETRIZES

a) Fases de projeto consideradas

• Estudos de viabilidade técnica e econômica;

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• Projeto básico;
• Projeto executivo.

b) Obras-de-arte especiais

• Viadutos;
• Pontes;
• Passagem de pedestres;
• Pontilhões.

3. ELEMENTOS BÁSICOS DE PROJETO

3.1 NORMAS GERAIS (ABNT)

As normas gerais da ABNT que deverão nortear estes trabalhos são as descritas nos itens
1.2.1 a 1.2.5. Em casos especiais, onde haja omissão de determinado assunto específico
nessas normas, será permitida a utilização de normas internacionais apropriadas, mediante a
autorização da SVP/PMSP.

3.2 MATERIAIS

Os materiais utilizados deverão atender às especificações da SVP/PMSP e da Associação


Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O uso de material para o qual não exista normalização
ou especificação ficará condicionado a uma consulta prévia à SVP/PMSP, durante a fase do
Projeto de Viabilidade. Basicamente, deverá ser utilizada:

• ES-E06 da SVP/PMSP – Concretos.

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3.2.1 Concreto

Os pontos principais a serem observados são:

a) Características a serem especificadas no projeto

O concreto empregado na construção de obras-de-arte especiais deve ser dosado e


controlado, conforme a NBR-6180 e as Diretrizes Executivas da SVP/PMSP.

No projeto, deverá estar especificada a resistência característica mínima requerida para


atender todas as etapas do carregamento nas idades previstas para a sua atuação.

Além da resistência característica, deve ser especificado o valor da relação água/cimento e


o diâmetro máximo do agregado, conforme critérios da NBR-6118 (itens 6.3.2.2 e 8.1.2.3) e da
NBR-7197 (item 12.6.2).

Quando se tornar necessário conferir uma aparência adequada ao concreto e também


garantir sua durabilidade com uma razoável confiabilidade e se, além da resistência
característica e relação água/cimento, forem especificadas outras características especiais
necessárias, a consideração dessas características especiais na estimativa de custo da obra
deverá ser feita no Projeto Básico, quando as mesmas tiverem valores representativos no
custo total.

b) Resistência do concreto à compressão

Os concretos a serem empregados para fins estruturais são os classificados em classes de


resistência do grupo I da norma NBR-8953, de massa específica normal: C10, C15, C20, C25,
C30, C35, C40, C45 e C50. Os números indicadores de classe representam a resistência à
compressão característica especificada para a idade de 28 dias, fck , em MPa. As resistências

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à compressão referentes às diversas classes são as obtidas através de ensaios de corpos-de-


prova cilíndricos, moldados conforme a NBR-5738 e executados segundo a NBR-5739.

Em função dos tipos de aplicação estrutural, recomendam-se as classes de resistências


indicadas a seguir:

• Concreto para lastro: C10

Esta classe de concreto, C10, pode ser usada, de uma forma geral, para nivelamento de
superfícies de assentamento no solo, como aqueles de apoio de fundações e lajes de
aproximação;

• Concreto armado para fundações, em concreto simples e em estruturas provisórias: C15

No caso de concreto simples, nos casos especiais do emprego de concreto ciclópico,


quando for necessário o uso de grande volume de concreto classe C15, poderá ser
acrescentado ao concreto 30% de pedras maiores, de diâmetro médio até 20 cm;

• Concreto para peças de concreto armado: C20 e C25

Concretos destas classes de resistências poderão ser empregados em peças estruturais da


superestrutura, mesoestrutura (pilares) e demais elementos estruturais ligados ou apoiados na
estrutura principal, como os muros de ala, as cortinas e as lajes de aproximação nas regiões
dos aterros de acesso.

• Concreto para peças com armadura protendida, articulações de concreto em apoios e


nas lajes de concreto armado monoliticamente ligadas a peças protendidas: C25 a C50

• Concreto para vigas protendidas pré-fabricadas em usinas especializadas, placas de


ancoragem pré-moldadas usadas na região de ancoragens das peças protendidas: C30

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Casos particulares:

− Se for necessário utilizar concreto em casos não previstos anteriormente, ou usar outros
tipos de concreto, deverá ser elaborada uma solicitação de aprovação à SVP/PMSP, na
fase do Projeto de Viabilidade Técnica e Econômica.

− Nos casos em que peças forem solidarizadas com concretos de classes diferentes,
deverão ser consideradas as diferenças de módulo de elasticidade nos cálculos que
necessitarem de uma avaliação de rigidez ou deformabilidade de partes da estrutura.

− Quando necessária, a estimativa da resistência média à compressão do concreto com j


dias de idade, fcmj , correspondente a uma resistência fckj característica, especificada a j
dias, deverá ser feita conforme a norma NBR-12655. Se for conhecida previamente uma
boa estimativa do desvio padrão, sd , do concreto a ser empregado (mesmos materiais,
equipamentos similares e condições equivalentes), a resistência média a j dias será
determinada pela expressão:

fcmj = fckj +1,65 sd (em MPa) [1]

Para cálculos aproximados, em geral suficientes para a avaliação do módulo de


elasticidade longitudinal secante, o segundo termo da expressão [1] pode ser tomado
igual a 8, que corresponde a assumir, do lado da segurança, o desvio padrão igual
S = 4,85.

− A variação da resistência à compressão com a idade do concreto deve ser determinada


através de ensaios apropriados. Se os resultados não estiverem disponíveis, podem-se
admitir como primeira aproximação os valores da relação entre as resistências médias
fcmj fcm , para diversos tipos de cimento Portland indicados no Quadro 3.1.

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Quadro 3.1
Relações f cmj f cm , supondo cura úmida em temperaturas de 21º a 30º

TIPO DE CIMENTO IDADE J (DIAS)


PORTLAND 3 7 14 28 60 90 120 240 360 720 1080
de alto-forno; pozolânico 0,46 0,68 0,85 1 1,13 1,18 1,21 1,28 1,31 1,36 1,38
Comum; composto 0,59 0,78 0,90 1 1.08 1,12 1,14 1,18 1,20 1,22 1,23
de alta resistência inicial 0,66 0,82 0,92 1 1,07 1,09 1,11 1,14 1,16 1,17 1,18

A partir dos valores no Quadro 3.1, usam-se as seguintes expressões:

fcmj = ( fcmj fcm ) fcm

f ckj = f cmj - 1,65 s d (em MPa), [2]

podendo, em cálculos aproximados, adotar o segundo termo da expressão [2] igual a 8,


conforme já mencionado.

c) Resistência do concreto à tração direta

A resistência à tração direta fct pode ser admitida igual a 0,9 fct ,sp ou 0,7 fct ,f , sendo fct ,sp
a resistência à tração indireta e fct ,f a resistência à tração na flexão, obtidas de ensaios
executados conforme NBR-7222 e NBR-12142, respectivamente.

Na falta de ensaios para determinação de fct ,sp e fct ,f , a resistência característica do


concreto à tração direta aos 28 dias poderá ser avaliada pela expressão:

( )
2
3
fct k = 0 ,21. fck ( fck e fctk em MPa )

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Nos cálculos estruturais onde for necessário o emprego da resistência média, fct m , ou da
resistência característica superior, fct k ,sup , aos 28 dias, na falta de ensaios, podem ser
empregadas as seguintes expressões para avaliação e uso no projeto:

( )
2
3
fct m = 0,3 fck (em MPa)

( )
2
3
fct k ,sup = 0,39 fck (em MPa)

Para idades do concreto diferentes de 28 dias, a resistência característica à tração, fct kj , a


resistência média, fct mj , e a resistência característica superior à tração, fct kj ,su p , a j dias,
podem ainda ser estimadas em função da resistência característica à compressão do concreto
a j dias, fckj , desde que f ckj ≥ 7 MPa, pelas três expressões anteriores, usando o valor fckj a j
dias, em vez de fck a 28 dias. O valor de fckj pode ser determinado ou estimado conforme o
item 3.2.1 alínea b.

d) Módulo de elasticidade longitudinal secante

O módulo de elasticidade longitudinal secante do concreto à compressão deve ser


determinado conforme o método de ensaio da NBR-8522, considerando-se o valor
correspondente a 40% da resistência característica à compressão estimada. Na ausência dos
ensaios e na falta de outros dados de maior precisão, o módulo de elasticidade secante médio
aos 28 dias pode ser estimado, em função da resistência característica do concreto à
compressão aos 28 dias, pela expressão:

1
Ecm = 9500 (fck + 8 )
3
( Ecm e f ck em MPa)

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O valor entre parênteses é aproximadamente a resistência média aos 28 dias, conforme


mencionado no item 3.3.1 alínea b (expressão [1]):

fcm = fck + 8 (em MPa)

Na ausência de dados mais precisos, permite-se avaliar o módulo de elasticidade


longitudinal secante médio, Ecmj , em uma idade j diferente de 28 dias, j ≥ 7 dias, pela
expressão:

( )
Ecmj = fcmj fcm 0 ,5 . Ecm (em MPa)

onde a relação f cmj f cm pode ser estimada conforme o Quadro 3.1.

Para solicitações instantâneas, pode-se adotar o módulo de deformação tangente, tomado


igual a 1,1 Ecm .

e) Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade transversal

No regime elástico, o coeficiente de Poisson do concreto pode variar entre 0,18 e 0,28.
Para tensões de compressão inferiores a 0 ,5 fck e tensões de tração menores que fctk , este
coeficiente pode ser tomado igual a 0,2.

Nestas condições, o módulo de elasticidade transversal médio Gcm pode ser adotado igual
a 0 ,4 Ecm ( Ecm conforme item 3.3.1 alínea d).

f) Fluência do concreto

Devem ser adotadas as prescrições da NBR-7197 da ABNT.

g) Retração do concreto

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Deve ser adotado o disposto na NBR-7197 da ABNT.

h) Coeficiente de dilatação térmica do concreto

Deve ser adotado o disposto na NBR-7197 da ABNT.

3.2.2 Aço

Os principais aços que poderão ser utilizados são:

a) Aços para estruturas de concreto

As armaduras das peças de concreto armado, com ou sem protensão, podem ser
constituídas de fios, barras e cordoalhas de aço.

• Aço para armaduras não protendidas

Deve-se atender ao disposto na NBR-7480, adotando-se para valor característico da


resistência à tração, f yk , o valor da resistência característica de escoamento da categoria do
aço empregado.

• Aço para armaduras protendidas

Devem ser atendidas as especificações das normas NBR-7482 e NBR-7483. O valor


característico da resistência à tração, f yk , deve ser adotado como se segue:

− Barras e fios: f yk é igual ao valor mínimo da tensão a 1% de alongamento da


categoria do aço utilizado.

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− Cordoalhas: f yk é igual ao valor nominal determinado pelo quociente da carga


mínima a 1% de alongamento pela área nominal da seção, conforme a categoria do
aço empregado.

• Aço das placas de aparelhos de apoio de elastômero cintado

Deverão ser indicados no projeto os valores das tensões de escoamento e de ruptura do


aço empregado.

b) Aços para estruturas metálicas

Poderão ser empregados os tipos de aço estruturais usados para perfis laminados, chapas,
perfis tubulares, parafusos, etc., especificados na norma NBR 8800.

3.2.3 Madeira

A utilização da madeira para fins estruturais, inclusive em cimbramentos, deve seguir a


norma NBR-7190 da ABNT.

3.2.4 Outros materiais

Outros materiais estruturais, além dos já indicados anteriormente, poderão eventualmente


ser empregados, desde que devidamente justificados sob os pontos de vista estrutural,
arquitetônico e econômico, e aprovados pela SVP/PMSP.

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3.3 AÇÕES A CONSIDERAR

Todas as ações a serem consideradas, assim como as combinações a serem verificadas


nos estados limites de utilização e estados limites últimos, estão listadas e definidas na
NBR-7187, com base na NBR-8681. De uma forma geral, estas ações são de três tipos:

a) Ações permanentes

Além dos procedimentos descritos no item 7.1 da NBR-7187, a consideração da parcela da


carga permanente devida aos passeios, guarda-rodas, às defensas, à pavimentação e
tubulação deverá ser feita conforme a sua distribuição real na seção transversal, não sendo
permitidas distribuições simplificadas.

b) Ações variáveis

As ações variáveis a serem consideradas estão indicadas no item 7.2 da NBR-7187. As


cargas móveis em pontes e viadutos urbanos com trânsito de veículos automotivos, e nas
passarelas de pedestres estão definidas na NBR-7188.

As pontes e os viadutos serão assumidos como de classe 45, para os quais a base do
sistema é um veículo-tipo de 450 kN de peso total, considerando-se o efeito de impactos
conforme a NBR-7187.

As passarelas serão admitidas como de classe única, sendo a carga móvel uma carga
2
uniformemente distribuída e com intensidade 5 kN/m , não majorada pelo coeficiente de
impacto.

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c) Ações especiais

A SVP/PMSP deverá informar à Projetista se, nas obras-de-arte a serem projetadas,


poderão atuar determinadas cargas especiais esporádicas, que eventualmente poderão agir
algumas vezes durante a vida útil das estruturas. Estas estruturas deverão ser verificadas
também para esta carga móvel, denominada Trem-Tipo Especial, supondo-o deslocando-se
sozinho, lentamente, no eixo da obra, não considerando o coeficiente de impacto e supondo o
coeficiente de majoração das ações igual a 1,2. Exemplo: o Trem-Tipo Especial para a
verificação do transporte de peças especiais de usinas hidrelétricas.

4. PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA

4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

No desenvolvimento dos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica, para a análise


comparativa das diversas soluções possíveis, os trabalhos se iniciam pela coleta de todos os
dados necessários do local de implantação da obra, executando os Serviços Preliminares de
Campo (vide item 1.2.3), além do exposto na seqüência.

4.2 SERVIÇOS PRELIMINARES DE CAMPO

4.2.1 Levantamento topográfico planialtimétrico

Em geral, serão utilizados os levantamentos planialtimétricos já disponíveis para a cidade de


São Paulo. Nos casos em que estes levantamentos sejam insuficientes, deverão ser feitos
levantamentos complementares seguindo as Diretrizes Executivas de Serviços – ES-G02, da
SVP/PMSP.

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4.2.2 Levantamento batimétrico (no caso de pontes)

As informações relativas à geometria da calha do rio ou de canal a ser transposto serão, em


geral, obtidas junto à PMSP-SVP-PROJ4, GEPROCAV, DAEE, ou outro órgão competente.
Quando estas informações se mostrarem insuficientes, deverá ser executado levantamento
batimétrico para o conhecimento dessa geometria, seguindo as Diretrizes Executivas de
Serviços – ES-G02, da SVP/PMSP.

4.2.3 Levantamento de dados hidráulicos e hidrológicos

Para esta fase de projeto, os dados pertinentes de “vão de travessia“ e “área mínima de
vazão“ serão levantados junto à PMSP-SVP-PROJ4, GEPROCAV, DAEE, ou outro órgão
competente. Nos casos em que houver necessidade de mais informações, serão elaborados
os correspondentes levantamentos de dados hidráulicos e hidrológicos do curso d’água a ser
transposto (vide Volume 4, da SVP/PMSP).

4.2.4 Levantamento preliminar de características geológicas e geotécnicas

Serão utilizadas, em geral, as informações contidas nos mapas geológicos disponíveis para
a cidade de São Paulo. Quando for julgado necessário, será feito levantamento complementar,
sendo que a quantidade de sondagens e os tipos de investigação deverão ser definidos pela
projetista e aprovados pela Fiscalização da SVP/PMSP (vide Volume 5, da SVP/PMSP).

4.2.5 Levantamento cadastral

Esse levantamento deverá ser feito a partir de consulta junto ao RI (Departamento de


Rendas Imobiliárias da Secretaria de Finanças do Município), e PARSOLOS (Departamento de
Parcelamento do Solo e Intervenções Urbanas da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento
Urbano- SEHAB), além dos dados existentes na SVP/PMSP.

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4.2.6 Levantamento de interferências

As interferências enterradas ou aéreas deverão ser cuidadosamente levantadas na faixa de


interesse do projeto, consultando todas as concessionárias de serviços públicos ou privados.

As principais concessionárias e outros órgãos públicos a serem consultados são:

• CONVIAS;
• SABESP;
• ELETROPAULO;
• TELEFONICA;
• COMGÁS;
• REDES DE TV A CABO;
• PETROBRÁS (oleodutos);
• DAEE.

Deverá ser verificada também a existência de interferência com construções tombadas pelo
Patrimônio Histórico (CONDEPHAT).

Deverão ainda ser levantadas as interferências aéreas que limitem a utilização de


equipamentos de construção.

4.2.7 Levantamento do sistema viário local

Será feita consulta aos dados existentes para a região de interesse da obra (vide Volume
XII, da SVP/PMSP. Quando estes dados se mostrarem insuficientes para definição das
alternativas, serão feitos levantamentos complementares.

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Caso seja necessária a interrupção parcial ou total de vias ou a realização de desvios de


tráfego durante a execução da obra, a CET deverá ser consultada pela Projetista.

4.2.8 Condições do ar e do meio ambiente

a) Condições de agressividade do meio ambiente

Devem ser identificadas condições do meio ambiente particularmente agressivas aos


materiais da estrutura, as quais exijam medidas especiais de proteção da mesma, para
garantir a sua durabilidade.

b) Condições específicas

As obras que forem implantadas em regiões com condições dos perfis do ar e do meio
ambiente (próximas a aterros sanitários, p.ex.) merecerão cuidados especiais da Projetista.

4.3 DADOS GEOMÉTRICOS

4.3.1 Gabaritos

Os cuidados em relação aos gabaritos são referentes a:

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a) Gabarito da pista de rolamento da via à qual a obra-de-arte especial está dando


continuidade

O gabarito da pista de rolamento da via pública deverá ser fornecido pela SVP/PMSP à
projetista, devendo seguir:

• DP-P04 – Projeto Geométrico, da SVP/PMSP.

b) Gabarito da via inferior

A projetista deverá respeitar os gabaritos impostos pelos órgãos públicos responsáveis pela
via inferior e solicitar confirmação, por escrito, através da SVP/PMSP, das dimensões adotadas
no projeto em desenvolvimento.

c) Gabarito no caso de cruzamento com cursos d’água não navegáveis

Quando for o caso, este gabarito deverá prever a passagem de embarcações com
equipamentos de dragagem, para o que deve ser consultado o órgão público (estadual ou
federal) responsável por esta operação.

d) Gabarito de navegação no caso de cruzamento com cursos d’água navegáveis

O gabarito de navegação deverá ser obtido pela projetista, através da SVP/PMSP, junto ao
órgão responsável pela navegação existente ou prevista, quando for o caso, sendo solicitada
aprovação da solução adotada no projeto.

4.3.2 Geometria imposta pela via

Em relação à geometria imposta pela via devem ser considerados:

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a) Desenvolvimento horizontal

Com os parâmetros de curva e alinhamento das tangentes horizontais.

b) Desenvolvimento vertical

Deverão ser feitas a partir dos elementos de greide: curvas verticais, rampas anteriores e
posteriores, estacas de PIV, PCV, PTV, etc.

4.4 SERVIÇOS DE PROJETO – DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES PELA PROJETISTA

4.4.1 Memorial descritivo e justificativo de alternativas (Volume 1, da SVP/PMSP)

Conforme os padrões indicados pela SVP/PMSP e contendo:

a) Análise de cada alternativa

Para cada alternativa analisada, a documentação do memorial descritivo e justificativo


deverá conter:

• Estudo do traçado, volume de desapropriações, previsão de greides longitudinal e


transversal, justificativa do tipo estrutural e materiais considerados, da locação da obra,
posição dos apoios e comprimento da estrutura, justificativas hidráulicas, etc.;

• Relatório preliminar de Geotecnia, com a proposta do tipo de fundação e as


profundidades para a alternativa.

• Estudo do método executivo idealizado para a solução, considerando a disponibilidade


de área compatível para o canteiro de obra e eventual necessidade de desvios de
trânsito.

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• Avaliação do impacto ambiental. Nos casos em que se mostrem necessários, serão


apresentados estudos preliminares contendo elementos básicos para eventual consulta
da SVP/PMSP aos órgãos responsáveis pelo meio ambiente.

• Estudos preliminares para a preservação do Patrimônio Histórico, no caso de


interferências com construções tombadas, respeitando as orientações do CONDEPHAT.

• Cronograma preliminar de execução da obra.

• Volumes preliminares de obras e serviços calculados do lado conservativo, de modo que


os orçamentos das fases posteriores (Projetos Básico e Executivo) não resultem
superiores.

• Orçamento, através de planilhas com as quantidades de materiais e serviços conforme


padrões definidos pela SVP/PMSP. Deverão constar também os custos dos serviços de
engenharia referentes ao projeto, aos trabalhos de campo, à fiscalização, assistência
técnica e eventual instrumentação.

b) Justificativa da solução escolhida pela projetista

Após a análise das alternativas estudadas, a projetista elegerá uma como a mais indicada,
através de uma justificada técnica, lógica e consistente.

4.4.2 Desenhos do projeto

a) Serão apresentados os desenhos de implantação das alternativas analisadas no


projeto, com base nos desenhos de topografia, contendo: dimensões básicas de cada
solução, desenvolvimento longitudinal e seções transversais típicas, provável tipo de
fundação e profundidades, indicação de aterros de acesso, assim como de greides

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longitudinais e transversais previstos (dimensões nas plantas e cortes). Deverão


também ser indicadas as interferências e desapropriações.

b) Será apresentado desenho de locação de sondagens complementares a serem


realizadas para o Projeto Básico, considerando a alternativa proposta e contendo, pelo
menos, um furo em cada fundação e outros nas regiões dos aterros de acesso.

4.4.3 Memorial de cálculo

Devem ser apresentados no memorial de cálculo os principais critérios adotados nos pré-
dimensionamentos efetuados, incluindo os esforços envolvidos, os esquemas estruturais
empregados, os métodos de cálculo empregados, os coeficientes de segurança obtidos, e
todos os elementos que possam ser de interesse para a estrutura em questão, como tensões
obtidas, deformações, etc.

4.5 ANÁLISE E APROVAÇÃO DOS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA

A SVP/PMSP, após análise, poderá aprovar os Estudos de Viabilidade, ou então fará os


comentários adequados para esclarecimentos, revisões, correções e/ou modificações da
projetista, após entendimentos com esta e posterior aprovação.

5. PROJETO BÁSICO

5.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

O Projeto Básico será desenvolvido após a aprovação, pela SVP/PMSP, da alternativa


proposta pela projetista nos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica, executando-se
cálculos e estudos mais elaborados da solução escolhida, de forma a permitir a licitação da
obra, conforme já definida.

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Se for necessária alguma reavaliação importante dos Estudos de Viabilidade, o projeto


básico deverá incluir todos os quesitos já indicados.

5.2 DADOS NECESSÁRIOS

5.2.1 Levantamento topográfico planialtimétrico

Os levantamentos planialtimétricos deverão ser feitos em uma faixa ao longo do eixo


provável da obra-de-arte, em uma extensão longitudinal que inclua a região provável dos
aterros, com a execução de curvas de nível de metro em metro, no mínimo, e incluindo partes
visíveis de interferências externas e de acordo com as especificações da SVP/PMSP.

Para a seção de travessia (obstáculo à livre passagem da via urbana) serão levantadas as
dimensões das faixas das rodovias e ferrovias (incluindo greides, posição dos trilhos, etc.), as
dimensões das vias urbanas (distâncias entre guias, calçadas, etc.). No caso de seção de
travessia sobre cursos d’água, deverão ser indicados também margens, nível de enchente
máxima, nível mínimo e nível das águas na data de levantamento. Os desenhos deverão ser
apresentados em escala 1:500, ou de melhor definição.

5.2.2 Levantamento batimétrico (no caso de pontes)

No caso de travessia de grandes cursos d’água, deverá ser executado levantamento topo-
batimétrico apresentado em escala 1:500, determinando as medidas de profundidade a cada
metro, de modo a se obter o perfil do fundo do canal.

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5.2.3 Levantamento de dados hidráulicos e hidrológicos

Para o caso das pontes, deverão ser levantados os seguintes dados:

a) Níveis máximo e mínimo das águas;

b) Regime fluvial com a informação dos períodos de enchente, de seca, e dos meses
recomendáveis para a execução das fundações;

c) Necessidade de proteção de eventuais encostas ou de margens nas vizinhanças da


obra-de-arte especial;

d) Existência e tipo de erosão do fundo e das margens do rio, ou do curso d’água


existente.

Deverão ser seguidos os documentos:

• DP-H01 – Diretrizes de Projeto – Estudos Hidrológicos – Período de


Retorno, da SVP/PMSP;
• DP-H07 a DP-H17 – Diretrizes de Projeto para Dimensionamento Hidráulico, da
SVP/PMSP.

5.2.4 Levantamento preliminar de características geológicas e geotécnicas

Levantamentos preliminares das condições geológicas e geotécnicas, acompanhados de


parecer de consultor, deverão ser realizados, sendo que a quantidade de sondagens e os tipos
de investigação deverão ser definidos pela projetista e aprovados pela Fiscalização da
SVP/PMSP de acordo com:

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• Volume 5 – Diretrizes de Projeto de Geotecnia, da SVP/PMSP


• ES-G01 – Diretrizes Executivas de Serviços – Investigações Geológico-Geotécnicas,
da SVP/PMSP

5.2.5 Levantamento cadastral

Deverá ser efetuado o levantamento cadastral de terrenos, construções existentes ou em


construção, com suas respectivas numerações, seus limites e o nome dos proprietários e/ou
nome dos estabelecimentos comerciais.

Esse levantamento deverá ser confirmado com a regional da área, e representado nas
plantas topográficas e seguir as diretrizes de SVP/PMSP.

5.2.6 Levantamento de interferências

Deverão ser confirmadas, através de verificações no local, as interferências atuais ou


previstas, detectadas na fase do Projeto de Viabilidade.

5.2.7 Levantamento do sistema viário local

Deverão ser detalhadas e consolidadas as informações obtidas na fase de Projeto de


Viabilidade, através de consulta aos órgãos envolvidos com o planejamento, desenvolvimento
e a operação do sistema viário.

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5.3 DADOS COMPLEMENTARES

5.3.1 Sondagens e ensaios relativos à pavimentação

As sondagens serão realizadas conforme as indicações do item 4.4.2 alínea b, propostas


nos Estudos de Viabilidade, relativas às fundações e ao pavimento.

5.3.2 Outros dados complementares

Deverão ser levantados outros dados complementares, que possam se tornar necessários
para um bom desenvolvimento do Projeto Básico.

5.4 SERVIÇOS DE PROJETO: DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES

Deverão seguir as prescrições do Volume 1 – Apresentação de Projetos da SVP/PMSP e


conter:

5.4.1 Relatório de Fundações e Geotecnia

A partir das sondagens preliminares, das sondagens complementares e de outros dados


coletados no campo, deverá ser elaborado relatório contendo, no mínimo, os seguintes
elementos:

a) Caracterização do solo ao longo do comprimento da obra-de-arte especial e seus


aterros de acesso, incluindo os dados das sondagens obtidos em cada posição da
fundação e a definição do perfil provável do subsolo.

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b) Escolha do tipo de fundação adequado à obra, indicando taxas de resistência,


dimensões das fundações, quantidades e comprimentos aproximados de estacas, cotas
de assentamento previstas para sapatas, bases de tubulões, etc.

c) Definição de parâmetros geotécnicos necessários à determinação da deformabilidade


ou rigidez de cada conjunto fundação-pilar-aparelho de apoio a ser usada no cálculo
estrutural, tais como coeficientes de recalque vertical e lateral do solo, rigidez do
conjunto estaca-solo na direção axial da estaca, etc.

d) Estudo de recalques nos aterros de acesso.

e) Solução para a estabilização de encostas, e outras intervenções necessárias à


segurança da obra durante e após a construção.

f) Caracterização do solo para efeito das obras de pavimentação e drenagem.

5.4.2 Memorial Descritivo do Projeto Básico

Este conjunto de relatórios deverá conter, pelo menos, os seguintes elementos:

a) Confirmação ou alteração da solução proposta nos Estudos de Viabilidade.

b) Elementos geométricos: descrição dos elementos empregados na amarração com a via


urbana e na definição do traçado da obra-de-arte especial (tangentes, ângulo central,
centro e raio de curvatura, greide, etc.), dimensões da estrutura, indicação dos
gabaritos respeitados para solicitação de aprovação final junto aos órgãos
responsáveis, através da SVP/PMSP.

c) Elementos hidrológicos e hidráulicos (no caso de travessia de cursos d’água


importantes): níveis máximo e mínimo das águas, vazão calculada, seção de vazão do

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projeto, regime fluvial, períodos de enchente e seca, meses convenientes para a


execução das fundações, direção e velocidades da correnteza, observações sobre
existência e tipo de erosão do fundo e das margens, arraste de material sólido, forma
recomendada da seção dos pilares em contato com as águas, distância máxima entre
pilares, arraste de material sólido.

d) Materiais empregados e equipamentos a serem alocados.

e) Método construtivo proposto, considerando a disponibilidade de áreas para as


instalações provisórias e necessidades de desvios de trânsito.

f) Indicação típica de detalhes da estrutura, prevendo futuras substituições de aparelhos


de apoio e inspeções.

g) Relatório com estudos para a definição do impacto ambiental, contendo dados a serem
fornecidos ao órgão competente da PMSP – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
para a análise ou contratação de estudos.

h) Relatório com solução proposta, no caso de interferência com construção tombada pelo
patrimônio histórico, a ser enviada ao CONDEPHAT para aprovação, através da
SVP/PMSP.

5.4.3 Memorial de cálculo

O memorial de cálculo deverá conter:

a) Cálculo de elementos geométricos, topográficos e hidráulicos, e de pavimentação,


relativos à obra principal e às obras complementares.

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b) Cálculo estrutural da superestrutura, contendo o esquema estrutural adotado, a


determinação dos carregamentos e o cálculo dos esforços de dimensionamento das
seções críticas das peças estruturais.

c) Cálculo estrutural da infra-estrutura, com pré-dimensionamento dos aparelhos de apoio,


distribuição dos esforços horizontais e verticais no topo da infra-estrutura a partir da
superestrutura, cálculo dos esforços nos pilares e fundações, dimensionamento das
peças nas seções críticas e verificação final dos aparelhos de apoio.

d) Referências bibliográficas.

e) Anexo, contendo um resumo das principais características e hipóteses de cálculo


adotadas em programas computacionais, caso a utilização desta ferramenta seja
empregada nos cálculos.

No caso de apresentação informatizada, deverão constar da memória em b) e c) esquemas


unifilares da estrutura, com a indicação dos nós e barras contendo as respectivas numerações.

5.4.4 Desenhos do Projeto Básico

Os desenhos do Projeto Básico deverão atender:

a) Desenho(s) de implantação de topografia e funcional

• Planta e vista longitudinal, com a indicação do comprimento total da obra, de pilares e


vãos, cortes mostrando em linhas gerais a solução estrutural, além da indicação do perfil
longitudinal do terreno, do nível do greide da(s) rodovia(s) ou via(s) pública(s) a ser(em)
transposta(s), e/ou nível do topo dos trilhos no caso de ferrovia. Devem ser indicados
também interferências e todos os gabaritos que foram respeitados, para a aprovação
final dos órgãos responsáveis pelas definições, assim como os elementos geométricos
necessários à caracterização do traçado, como coordenadas das estacas para a

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amarração com a via, declividades transversal e longitudinal, elementos de curvas


verticais e horizontais, coordenadas dos eixos dos pilares, etc. No caso de travessia de
cursos d’água, devem ser indicados o nível de enchente máxima, os níveis mínimo e
normal das águas, a cota de fundo do canal e as seções de vazão necessária. Deve
ficar indicada também a seção transversal dos apoios, mostrando a implantação das
fundações.

• Planta com o local da obra e curvas de nível, espaçadas de metro em metro, que
possibilitem uma boa definição dos aterros de acesso, inclusive da interseção das suas
saias com o terreno natural. Permitem-se, entretanto, espaçamentos maiores das curvas
de nível (cinco ou dez metros) para casos de taludes íngremes, a critério da Fiscalização
da SVP/PMSP.

• Planta de situação com o local da obra, definindo o fluxograma de veículos e pedestres.

b) Desenho(s) de fôrmas (escalas 1:50 ou 1:100 e 1:20, 1:25 ou 1:10 para detalhes)

Os desenhos de fôrmas deverão definir todas as dimensões das peças estruturais através
de elevações, plantas, cortes longitudinais e transversais, detalhes de encontros ou dos
elementos da estrutura que recebem os aterros de acesso, detalhes de peças especiais como
aparelhos de apoio e detalhes particulares previstos para futura substituição desses aparelhos,
detalhes típicos de juntas estruturais, indicação de elementos de pavimentação como
espessuras e juntas, no caso de pavimentos rígidos (juntas de contração e de construção),
detalhes arquitetônicos e de drenagem do tabuleiro. Deverá ficar indicada a locação da obra
em planta e perfil, incluindo fundações.

No desenho de fôrmas, ou no desenho principal, quando houver mais de um, deverão


constar também as especificações dos materiais, cargas móveis, sobrecargas especiais
adotadas, sobrecargas provisórias atuando durante a construção, e algumas indicações sobre

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o método construtivo, sendo que para as obras maiores ou complexas deverão ser
apresentados desenhos com detalhes.

c) Desenho (s) típico (s) de armação (para as estruturas de concreto armado, com ou
sem protensão)

Deverão ser mostradas as armaduras típicas de algumas peças estruturais mais


importantes das estruturas com os detalhes suficientes para apreciação da Fiscalização da
SVP/PMSP.

d) Desenho (s) das obras complementares de pavimentação e drenagem

De uma maneira geral, deverão ser apresentadas plantas, seções longitudinais e seções
transversais “tipo”, para a pavimentação; e plantas, seções longitudinais e detalhes
construtivos, para drenagem de acordo com as diretrizes de projeto da SVP/PMSP para essas
disciplinas.

e) Desenho (s) de desapropriação

Quando for necessário, estes desenhos deverão apresentar as faixas de desapropriação,


identificando as benfeitorias contidas nestas faixas de acordo com os padrões da SVP/PMSP.

5.4.5 Especificações técnicas

Todas as informações necessárias à execução da obra, não contidas nos documentos já


citados, devem ser apresentadas sob a forma de especificações técnicas de serviços e de
materiais, como ensaios, cimbramentos, escoramentos, etc. em complementação às
especificações já existentes em SVP/PMSP.

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5.4.6 Orçamento

O orçamento da obra deverá conter:

a) Planilhas de quantidades

Com base nos desenhos do Projeto Básico, deverão ser determinadas quantidades
aproximadas de materiais e serviços envolvidos na execução da obra. Na avaliação das
quantidades, deverão constar os trabalhos de investigações complementares (campo e
laboratório), instrumentação da estrutura (quando recomendada no projeto), o Projeto
Executivo e a Assistência Técnica à Obra respeitando a Tabela de Preços Unitários da SVP
para indicações dos itens de serviços e metas.

b) Planilhas de custos

Deverão ser utilizadas as planilhas de encargos oficiais da PMSP. Caso algum item previsto
não conste desta planilha de referência, deverá ser feita a composição do serviço, a qual
deverá ser encaminhada à SVP/PMSP para aprovação.

c) Custo estimado da obra

O custo final da obra será determinado com base nas planilhas de quantidades e de custos.

5.4.7 Cronogramas

Deverão ser apresentados:

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a) Cronograma físico

Contendo o detalhamento adequado das fases mais importantes da obra.

b) Cronograma financeiro

Indicando o desenvolvimento mensal estimado para implantação do cronograma físico.

5.5 ANÁLISE E APROVAÇÃO DO PROJETO BÁSICO

A SVP/PMSP, após sua análise, poderá aprovar o Projeto Básico para a projetista
prosseguir com o Projeto Executivo, ou para a Licitação das Obras, ou então fará os
comentários apropriados para esclarecimentos, correções, revisões e/ou modificações da
projetista, após entendimentos com esta, e posterior aprovação.

6. PROJETO EXECUTIVO

6.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

O Projeto Executivo somente será desenvolvido após a aprovação pela SVP/PMSP do


Projeto Básico, devendo se constituir em um detalhamento deste último, de modo a fornecer
todos os elementos necessários à execução da obra e sendo elaborado quando as obras
forem licitadas e programas para serem executados.

Os documentos técnicos mínimos necessários na apresentação final do projeto são:

a) Relatório geotécnico: fundações, aterros e estruturas de contenção;


b) Memorial descritivo e justificativo;
c) Relatório de impacto ambiental, quando necessário;

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d) Relatório com solução aprovada pelo CONDEPHAT, quando necessário;


e) Memorial de cálculo;
f) Desenhos;
g) Especificações técnicas e de serviços;
h) Orçamento;
i) Cronogramas físico-financeiros e plano de desembolso;
j) Planejamento geral das obras.

Os principais dados para o desenvolvimento do projeto executivo serão os dados e os


elementos da solução escolhida nas fases do estudo de viabilidade técnica e econômica e do
projeto básico, sendo feitos o refinamento dos cálculos e o incremento de detalhes, mas
sempre respeitando os Elementos Básicos de Projeto.

Os elementos básicos de projeto, constituídos pelas normas gerais aplicáveis, pela


descrição dos materiais que podem ser empregados e suas características mais importantes, e
pelas principais ações a serem consideradas, são os apresentados no capítulo 3. Eventuais
adaptações, modificações ou complementações, como por exemplo o emprego de outros
materiais ou de outras normas, somente poderão ser feitas com a autorização por escrito da
SVP/PMSP, devendo ficar claramente indicadas no projeto.

6.2 DOCUMENTOS TÉCNICOS DO PROJETO A SEREM ENTREGUES

6.2.1 Relatório geotécnico sobre fundações, aterros de acesso e estruturas de


contenção

Com base nas sondagens preliminares, nas sondagens executadas durante o Projeto
Básico, em eventuais outras investigações complementares nas posições de apoio para o
Projeto Executivo e em outros dados coletados no campo (além de eventuais ensaios
específicos de laboratório), deverá ser elaborado um relatório contendo, no mínimo, os
seguintes elementos:

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a) Reavaliação da solução de fundações proposta no Projeto Básico, com a indicação de


parâmetros de resistência, tensões admissíveis, dimensões das fundações,
quantidades e comprimentos aproximados de estacas, cotas de assentamento previstas
para sapatas, bases de tubulões, etc.

b) Reavaliação dos parâmetros geotécnicos necessários à determinação da


deformabilidade ou rigidez de cada conjunto fundação-pilar-aparelho de apoio a ser
usada no cálculo estrutural, tais como coeficientes de recalque vertical e lateral do solo,
rigidez do conjunto estaca-solo na direção axial da estaca, etc.

c) Definição e estudo de recalques e definições dos aterros de acesso.

d) Definição de solução para a estabilização de taludes (escavados ou naturais) e outras


intervenções necessárias à segurança da obra durante e após a construção.

e) Definição dos subsídios necessários às obras de pavimentação e drenagem.

6.2.2 Memorial descritivo e justificativo

Este conjunto de relatórios deverá conter, pelo menos, os seguintes elementos:

a) Justificativa técnica, econômica e arquitetônica da estrutura adotada.

b) Descrição da obra e dos processos construtivos propostos, considerando a


disponibilidade de áreas para as instalações provisórias e necessidades de desvios de
trânsito.

c) Elementos geométricos: descrição dos elementos empregados na amarração com a via


urbana e na definição do traçado da obra-de-arte especial (tangentes, ângulo central,

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centro e raio de curvatura, greide, etc.), dimensões da estrutura, indicação dos


gabaritos respeitados (vide item 4.3.1) para solicitação de aprovação final junto aos
órgãos responsáveis, através da SVP/PMSP.

d) Resumo dos principais elementos hidrológicos e hidráulicos obtidos no Estudo de


Viabilidade Técnica e Econômica e no Projeto Básico, incluindo eventuais revisões (no
caso de travessia de cursos d’água importantes): níveis máximo e mínimo das águas,
vazão calculada, seção de vazão do projeto, regime fluvial, períodos de enchente e
seca, meses convenientes para a execução das fundações, direção e velocidades da
correnteza, observações sobre a existência e o tipo de erosão do fundo e das margens,
arraste de material sólido, forma recomendada da seção dos pilares em contato com as
águas, distância máxima entre pilares, arraste de material sólido.

e) Materiais empregados e equipamentos a serem alocados.

f) Indicação de detalhes da estrutura, prevendo futuras substituições de aparelhos de


apoio e inspeções.

Deverão ser respeitadas todas as normas e diretrizes da SVP/PMSP para desenvolvimento


do projeto executivo.

6.2.3 Relatório de impacto ambiental

Quando necessário (devido ao porte e/ou importância da obra), deverá ser apresentado o
Relatório de Impacto Ambiental, com estudos de definição e análise, fornecido e aprovado pelo
órgão competente da PMSP – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, ou de hierarquia
superior, quando for o caso (estadual e/ou federal).

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6.2.4 Relatório com solução aprovada pelo CONDEPHAT

Deverá ser apresentado um relatório com solução aprovada pelo CONDEPHAT, no caso de
interferência com construção tombada pelo Patrimônio Histórico (ou em processo de
tombamento).

6.2.5 Memoriais de cálculo

Deverão ser apresentados:

a) Memorial de cálculo estrutural

Considerando:

• Estados limites

Uma estrutura de obra-de-arte especial, como um todo ou por seus elementos


isoladamente, deve ser projetada e calculada para todas as combinações de ações que
possam ocorrer durante a sua construção e utilização, de modo a respeitar a todos os estados
limites últimos e de utilização pertinentes e também atender as condições de durabilidade
desejadas. Para os casos mais gerais de obras-de-arte especiais, os estados limites a serem
considerados são:

− estados limites últimos

- estado limite de perda de equilibrio, global ou parcial, admitida a estrutura com corpo
rígido;
- estado limite de ruptura ou de deformação plástica excessiva dos materiais;
- estado limite de ruptura por deficiência de aderência ou de ancoragem;

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DP-E01 Diretrizes de Projeto de Estruturas – Obras-de-Arte Especiais 30/06/99

- estado limite de resistência à fadiga;


- estado limite de instabilidade por deformação (instabilidade de pilares, por exemplo);
- estado limite de instabilidade dinâmica;
- estado limite de transformação da estrutura, no conjunto ou em parte, em sistema
hipostático.

2 estados limites de utilização

- estado limite de deformação, conforme definição da NBR-7197 (Projeto de estruturas


de concreto protendido) ou, quando for o caso, segundo a NBR-6118 (Projeto e
execução de obras de concreto armado) e NBR-8800 (Projeto e execução de
estruturas de aço de edifícios);
- estado limite de descompressão, definido na NBR-7197 (Projeto de estruturas de
concreto protendido);
- estado limite de formação de fissuras, definido na NBR-7197 (Projeto de estruturas
de concreto protendido);
- estado limite de abertura de fissuras, definido na NBR-7197 (Projeto de estruturas de
concreto protendido) ou, quando for caso, na NBR-6118 (Projeto e execução de
obras de concreto armado);
- estado limite de compressão excessiva, conforme definido na NBR-7197 (Projeto de
estruturas de concreto protendido);
- estado limite de vibrações de amplitude excessiva.

• Segurança

Aplica-se o estabelecido na NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto armado e


protendido) e em casos específicos poderá ser adotada outra norma internacional com a
aprovação prévia da SVP/PMSP.

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• Notações

Aplica-se o estabelecido na NBR-7808 (Símbolos gráficos para projeto de estruturas-


Simbologia) e nas diretrizes fixadas pela SVP/PMSP.

• Unidades

Aplica-se o estabelecido NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto armado e


protendido) e o fixado pelo Volume 1 da SVP/PMSP.

• Ações a serem consideradas

Aplica-se o estabelecido nestas diretrizes (item 3.3), complementado pela NBR-7187


(Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido) e pelas Diretrizes Executivas
de Projeto – DP-E03 – Pontes, Pontilhões e Passarelas, da SVP/PMSP.

• Resistência dos materiais

Aplica-se o disposto no item 3.2 destas diretrizes, complementado pelas normas


NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido), NBR-6118
(Projeto e execução de obras de concreto armado) e NBR-8800 (Projeto e execução de
estruturas de aço de edifícios).

• Determinação das solicitações e deslocamentos

Aplica-se o disposto na NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto armado e


protendido).

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• Análise estrutural

Aplica-se o disposto na NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto armado e


protendido).

• Disposições construtivas

Aplica-se o estabelecido na norma NBR-7187 (Projeto e execução de pontes de concreto


armado e protendido), complementado pela NBR-6118 (Projeto e execução de obras de
concreto armado) e o indicado no Volume 15 – Metodologias Construtivas de Estruturas, da
SVP/PMSP.

• Apresentação do memorial de cálculo

O memorial de cálculo completo deverá ser devidamente ordenado e itemizado, de acordo


com a NBR-6024 (Numeração progressiva das seções de um documento) e as normas da
SVP/PMSP e apresentar, no mínimo, os seguintes elementos:

− descrição da estrutura;
− hipóteses gerais de cálculo;
− cálculos dos esforços solicitantes, devidos às cargas permanentes, móveis, acidentais e
outras, em várias seções transversais, para cada elemento estrutural;
− dimensionamento e verificação da resistência de todos os elementos estruturais, em
várias seções transversais, para a superestrutura e infra-estrutura separadamente,
incluindo os aparelhos de apoio;
− cálculos de estruturas complementares, como as estruturas de contenção e
estruturas provisórias;
− esquemas de detalhamento;
− bibliografia.

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Os cálculos deverão ser apresentados em uma ordem adequada, de forma a facilitar o


acompanhamento ou a verificação dos cálculos pela SVP/PMSP.

Para os cálculos elaborados com auxílio de programas computacionais, a Projetista deverá


fornecer o manual do programa utilizado, quando a SVP/PMSP solicitar, contendo hipóteses e
conceitos e, sem acréscimos ao custo do projeto, apresentar exemplo de estrutura
semelhante, com resultados manuais conhecidos ou obtidos por outro programa consagrado.
Em todos os cálculos computacionais, deverão constar na memória esquemas unifilares da
estrutura, com a indicação de nós e barras, contendo as respectivas numerações.

b) Memorial de cálculo de pavimentação e drenagem relativo às obras


complementares

Seguir as orientações apresentadas nos documentos da SVP/PMSP:

• DP-P05 – Procedimento de dimensionamento de pavimentos rígidos;


• DP-P06 – Procedimento de dimensionamento de pavimentos flexíveis para vias de
tráfego muito leve, leve e médio;
• DP-P07 – Procedimento de dimensionamento de pavimentos flexíveis para vias de
tráfego pesado e muito pesado; e
• DP-H17 – Procedimentos gerais para elaboração de projetos de drenagem.

6.2.6 Desenhos

Os desenhos, elaborados em formatos com padrões definidos no Volume 1 – Diretrizes


para Apresentação de Documentos de Projetos da SVP/PMSP e em escala adequada, devem
conter todos os elementos necessários à execução da obra e ser compatíveis com os cálculos.

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a) Relação dos tipos de desenhos necessários

Os desenhos do Projeto Executivo deverão ser os seguintes:

• desenho(s) gerais de implantação e de topografia;


• desenho(s) de fôrmas e detalhes;
• desenho(s) com resumos de boletins de sondagem;
• desenho(s) de armação;
• desenho(s) com planos de concretagem;
• desenho(s) de drenagem;
• desenho(s) de pavimentação;
• desenhos(s) do método executivo.

Deverão ser utilizadas tantas folhas quantas forem necessárias, em escala apropriada,
contendo, cada uma, planta correspondente à elevação do trecho nela representado. Os
desenhos deverão apresentar características dos materiais empregados e indicação dos
números dos desenhos de fôrmas de cada trecho da estrutura, quando for o caso.

No caso de pequenas obras, os desenhos gerais de implantação poderão ser dispensados


quando os seus elementos característicos puderem ser representados nas plantas de fôrma.
Devem ser consultados os Volumes 12, 13, 14, 15 e 16 da SVP/PMSP.

b) Desenho(s) gerais de implantação e de topografia

Deverão ser apresentadas planta e vista longitudinal com a indicação do comprimento total
da obra, de pilares e vãos, além de cortes mostrando em linhas gerais a solução estrutural, e a
indicação do perfil longitudinal do terreno, do nível do greide da(s) rodovia(s) ou via(s)
pública(s) a ser(em) transposta(s) e/ou nível do topo dos trilhos, no caso de ferrovia. Devem
ser indicados também interferências e todos os gabaritos que foram respeitados, para a
aprovação final dos órgãos responsáveis pelas definições, assim como os elementos

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geométricos necessários à caracterização do traçado, como coordenadas das estacas para a


amarração com a via, declividades transversal e longitudinal, elementos de curvas verticais e
horizontais, coordenadas dos eixos dos pilares, etc. No caso de travessia de cursos d’água,
deverão ser indicados o nível de enchente máxima, os níveis mínimo e normal das águas, a
cota de fundo do canal e as seções de vazão necessária. Deve ficar indicada também a seção
transversal dos apoios, mostrando a implantação das fundações (rasas ou profundas).

Deverá ser apresentada planta com local da obra e curvas de nível, espaçadas de metro em
metro, que possibilitem uma boa definição dos aterros de acesso, inclusive da interseção das
suas saias com o terreno natural. Permitem-se, entretanto, espaçamentos maiores das curvas
de nível (cinco ou dez metros) para casos de taludes íngremes, a critério da Fiscalização da
SVP/PMSP.

c) Desenho(s) de fôrmas e detalhes

Os desenhos de fôrmas deverão definir todas as dimensões das peças estruturais através
de elevações, plantas, cortes longitudinais e transversais; detalhes de encontros ou dos
elementos da estrutura que recebem os aterros de acesso; detalhes de peças especiais, como
aparelhos de apoio e detalhes particulares previstos para futura substituição desses aparelhos;
detalhes de juntas estruturais; indicação de elementos de pavimentação; como espessuras e
juntas no caso de pavimentos rígidos (juntas de contração e de construção); e detalhes
arquitetônicos. Deverá ser indicada a locação da obra em planta e em perfil, incluindo
fundações.

No desenho de fôrmas ou no desenho principal, quando houver mais de um, deverão


constar também as especificações dos materiais, cargas móveis, sobrecargas especiais
adotadas e sobrecargas provisórias atuando durante a construção.

As escalas sugeridas são: 1:50 ou 1:100 e 1:20, 1:25 ou 1:10 para detalhes.

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d) Desenhos com perfil geológico-geotécnico

Os sumários das informações dos boletins de sondagem deverão ser desenhados em uma
ou mais folhas, representando o perfil geológico-geotécnico, as distâncias entre sondagens, as
distâncias das sondagens aos apoios, quando destes forem próximas; e, esquematicamente,
as fundações com as cotas de apoio adotadas. Para melhor apresentação do desenho, a
escala poderá ser deformada e nos padrões da SVP/PMSP.

e) Desenho(s) de armação (para as estruturas de concreto armado, com ou sem


protensão)

Deverão ser mostradas as armações completas de todas as peças da estrutura.

Quando a superestrutura tiver armadura protendida, os desenhos incluirão tantas seções


transversais quantas forem necessárias para a análise e o perfeito posicionamento dos cabos,
sendo o espaçamento entre as seções igual à altura da viga.

As escalas sugeridas são: 1:50 ou 1:100 e 1:20, 1:25 ou 1:10 para detalhes.

f) Desenho(s) com planos de concretagem

Para as estruturas de concreto, nos desenhos com planos de concretagem deverão ser
indicados processo e fases de concretagem, juntas construtivas obrigatórias e optativas,
sentido da concretagem e eventuais transferências rápidas de cargas.

g) Desenho(s) de drenagem

Deverá ser representado todo o sistema de drenagem, com o posicionamento e


detalhamento de seus elementos, como canaletas, caixas com grelhas, buzinotes, condutores,

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etc., de forma compatível com a diretriz do projeto da SVP/PMSP, DP-H07 – Drenagem


Superficial.

Sempre que houver possibilidade de acúmulo de água em partes internas da estrutura,


como por exemplo nas superestruturas em seção-caixão, deverão ser deixados buzinotes com
diâmetro mínimo de 75 mm, nos pontos baixos de cada bacia de captação.

Deverá ser também representado todo o sistema de drenagem das obras complementares.

h) Desenho(s) do (s) método (s) executivo (s)

Para as obras maiores ou mais complexas, deverão ser apresentados desenhos com todos
os detalhes da seqüência construtiva. No caso de obras de pequeno porte, um desenho com
esquemas e descrições simplificadas será em geral suficiente.

i) Desenho(s) de pavimentação

Deverão ser apresentados todos os detalhes relativos ao projeto de pavimentação sobre a


obra principal e o entorno de acordo com o Volume 2 – Diretrizes de Projeto de Pavimentação,
da SVP/PMSP.

6.2.7 Especificações técnicas e de serviços

Todas as informações necessárias à execução, ao acompanhamento e à monitoração da


obra não contidas nos documentos já citados devem ser apresentadas sob a forma de
especificações técnicas de serviços e de materiais, como ensaios, cimbramentos, Fiscalização
e Assistência Técnica, Instrumentação, etc. em complementação às normas existentes em
SVP/PMSP.

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6.2.8 Orçamento

a) Planilhas de quantidades

Com base nos desenhos do Projeto Executivo, deverão ser determinadas as quantidades
de materiais e serviços envolvidas na execução da obra.

b) Orçamento das obras

Para elaboração do orçamento das obras, deverão ser considerados todos os itens
envolvidos na construção, como serviços preliminares, materiais, mão-de-obra, equipamentos,
etc.

O orçamento deverá ser apresentado em forma de planilha de quantidades e custos. Neste


orçamento, deverão ser utilizadas as Tabelas de Preços da SVP/PMSP. Para eventuais itens
previstos que não constem desta planilha de referência, deverão ser feitas composições dos
serviços, as quais deverão ser encaminhadas à SVP/PMSP para aprovação. Ressalta-se que
se não houver mais alterações, valem para a fixação dos itens a serem considerados apenas
os aprovados no Projeto Básico e que compuserem os documentos de Licitação das Obras e
fizerem parte do contrato da Empreiteira.

6.2.9 Cronogramas

Os Cronogramas Físico e Financeiro deverão ser apresentados sob a forma de diagramas,


indicando as fases mais representativas da execução da obra, com os prazos parciais e
correspondentes porcentagens do custo total.

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6.2.10 Planejamento geral das obras

Em conjunto com a SVP/PMSP e o Empreiteiro da obra, deverá ser elaborado o


Planejamento Geral com os detalhes das seqüências mais importantes e a utilização dos
equipamentos necessários para que a construção respeite integralmente o Projeto Executivo
em todas as suas fases. A Projetista deverá indicar com a posição dos desenhos dos métodos
específicos qual a melhor seqüência e quais os cuidados que devem ser tomadas em cada
fase da obra (execução de fundações, execução da terraplenagem, desvio do rio, colocação de
fôrmas, etc.).

6.3 ANÁLISE E APROVAÇÃO DO PROJETO EXECUTIVO

A SVP/PMSP, após sua análise, poderá aprovar e liberar o Projeto Executivo para a
construção, ou então fará os comentários apropriados para esclarecimentos, correções,
revisões e/ou modificações da projetista, após entendimentos com esta, e posteriores
aprovação e liberação. Dependendo da complexidade da obra, a SVP/PMSP deverá liberar
partes da obra e indicar revisões em outras, de maneira a não haver interferências com o
cronograma físico estabelecido.

6.4 COMPLEMENTAÇÕES

O Projeto Executivo contempla ainda a atividade de Assistência às Obras a serem


desenvolvidas pela Projetista e a elaboração do Projeto Como Construído (vide Volume 1 da
SVP/PMSP).

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OBRAS-DE-ARTE CORRENTES

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ÍNDICE
PÁG.

1. OBJETO E OBJETIVO .................................................................................................... 63

2. REFERÊNCIAS................................................................................................................ 63

3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FORMA........................................................................... 64

4. ESTRUTURAS EM FORMA DE CAIXAS ........................................................................ 64

5. CANALETAS DE SEÇÃO RETANGULAR....................................................................... 70

6. CANALETAS DE SEÇÃO TRAPEZOIDAL ...................................................................... 70

7. ESTRUTURAS DE SAÍDA DE GALERIAS....................................................................... 71

8. DIRETRIZES CONSTRUTIVAS ....................................................................................... 71

9. ELEMENTOS DE FUNDAÇÃO ........................................................................................ 72

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1. OBJETO E OBJETIVO

Este documento tem por objeto as Diretrizes de Projeto de Estruturas da SVP/PMSP, e seu
objetivo é estabelecer os requisitos mínimos a serem adotados no projeto de obras-de-arte
correntes.

Dentro da classe de obras-de-arte correntes encontram-se aqueles elementos destinados à


drenagem superficial, constituindo obras, em geral de menor porte, porém com a mesma
importância das demais nos aspectos de segurança e economia. A segurança envolve a
utilização de disposições construtivas mínimas, uma conceituação clara e simplificada das
ações atuantes, e dos modelos estruturais adotados. A economia envolve a otimização do
consumo de materiais, sem no entanto perder de vista os aspectos de durabilidade e
manutenção.

Coloca-se no item 9 as considerações complementares sobre fundações profundas e rasas


que o projeto estrutural deve conter.

2. REFERÊNCIAS

Como referências básicas podem ser citadas:

• DP-E01 – Diretrizes de Projeto de Estruturas – Obras-de-Arte Especiais, SVP/PMSP


• Volume 16 – Soluções Padronizadas de Drenagem, SVP/PMSP
• ES-E06 – Diretrizes Executivas de Serviços – Concretos, SVP/PMSP
• DP-E04 – Diretrizes de Projeto de Galerias, Canais e Reservatórios, SVP/PMSP
• ES-T01 – Diretrizes Executivas de Serviços – Escavações, SVP/PMSP
• ES-T02 – Diretrizes Executivas de Serviços – Aterros, SVP/PMSP

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• ES-H01 – Diretrizes Executivas de Serviços – Especificação de Obras de Drenagem


Superficial, SVP/PMSP
• ABNT – Coletânea de Normas Técnicas.

3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FORMA

Quanto à forma, podemos distinguir as estruturas do tipo caixas enterradas, quais sejam:
bocas-de-lobo, bocas-de-leão, poços de visita.

Um segundo grupo corresponde às canaletas de drenagem. Estas podem ter seção


retangular, apresentando ou não degraus ao longo do seu comprimento (tipo escada em
degrau). Podem ainda apresentar seção trapezoidal.

Uma terceira categoria diz respeito às estruturas de saída de galerias.

As Figuras 3.1, 3.2, 3.3 e 3.4 indicam as soluções padronizadas de drenagem utilizadas
pela SVP/PMSP em seus projetos e obras.

Essas obras estão associadas ao projeto de drenagem (na fase de Estudos de Viabilidade),
devendo ser detalhadas nas fases de Projeto Básico e Projeto Executivo, onde as dimensões
serão fixadas.

4. ESTRUTURAS EM FORMA DE CAIXAS

Estas estruturas apoiadas diretamente sobre o terreno apresentam como carregamentos os


empuxos de solo atuantes sobre as suas paredes, decorrentes do peso do terreno e das
sobrecargas de veículos.

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Considerando que este tipo de estrutura apresenta as três dimensões da mesma ordem de
grandeza, não excedendo em geral os 3,0 m, fica favorecida a possibilidade de arqueamento
do solo, recomendando-se portanto o emprego do valor ativo dos empuxos. O empuxo devido
às cargas de veículos poderá ser considerado como o efeito de uma carga uniformemente
2
distribuída na superfície no valor de 25 kN/m .

A B A

1,5
1
1,5 MÍN.
1 0,10m
REVESTIMENTO COM
ARGAMASSA DE CIMENTO
(CHAPISCO)

0,03m
CONCRETO MAGRO

CANALETA RETANGULAR

Figura 3.1
Solução padronizada de drenagem

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A
A
B
A

VAR.

CANALETA EM DEGRAUS-PLANTA

A B A

1,5
1
1,5
MÍN.
1
0,10m

C
REVESTIMENTO COM
ARGAMASSA DE CIMENTO
(CHAPISCO)

A
5

CONCRETO MAGRO

CORTE TÍPICO

Figura 3.2
Solução padronizada de drenagem

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e mín. A e mín.

e mín.
B
B

BOCA-DE-LOBO - PLANTA
e mín. B e mín.

ALVENARIA EM BLOCOS
DE CONCRETO
h = VARIÁVEL
(M N. = 140 cm)

2%

ENCHIMENTO COM
CONCRETO

PISO ARMADO LASTRO DE CONCRETO


(FUNDO DA B. L.) MAGRO

CORTE B

e mín. A1 e mín.
h = VARIÁVEL
(MÍN. = 140 cm)

ALVENARIA EM BLOCOS
DE CONCRETO

2% 2%

ENCHIMENTO COM
CONCRETO
A
LASTRO DE CONCRETO
PISO ARMADO
MAGRO
(FUNDO DA B. L.)
A2

CORTE A

Figura 3.3
Solução padronizada de drenagem

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A

e min.
em
ín. B n.
í
em

2%
o
30

L
2% 2%

e min.
A

DET. 1

SAÍDA DE GALERIA EM FUNDO DE VALE - PLANTA


H2
H

e mín.

e mín.

H1
e mín.

MÍN. 0,30
h
e mín.

e mín. L e mín.

DISSIPAÇÃO EM RACHÃO

CORTE A

1
1

DETALHE 1 (TÍPICO)

Figura 3.4
Solução padronizada de drenagem

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Sobre a laje de tampa, quando esta é aflorante nas calçadas, recomenda-se a consideração
de uma carga correspondente às rodas de um caminhão, sem impacto, com o valor de 40 kN
2
atuando em uma área de 0,20 x 0,30 m . Quando a laje em questão for aflorante sob o
pavimento, para a qual se recomenda uma cobertura mínima de 0,60 m, devem ser
consideradas as cargas devidas ao peso de solo, do pavimento, além das cargas móveis, dos
veículos. Para estas cargas móveis, quando a cobertura tiver altura entre 0,60 m e 1,00 m,
2
recomenda-se a adoção de uma sobrecarga equivalente de 30 kN/m (já considerado o efeito
de impacto). Para profundidades maiores, ver as Diretrizes de Projeto para Galerias, Canais e
Reservatórios, DP-E04, da SVP/PMSP.

A laje de fundo deve resistir às reações do terreno, correspondentes ao peso da caixa e às


demais cargas verticais sobre ela atuantes.

Sobre as paredes e a laje de fundo, incidem ainda as pressões hidrostáticas, de fora para
dentro, quando houver a presença do lençol freático, a menos que seja garantida a livre
drenagem do mesmo para dentro da caixa.

Na falta de dados mais precisos, os reaterros serão tomados com peso específico de
3 3
20 kN/m , e o pavimento com espessura mínima de 0,50 m, com peso específico de 22 kN/m .

Quanto aos materiais empregados, as caixas podem ser de concreto moldado no local ou
pré-moldado, ou apresentar paredes em alvenaria armada, e lajes em concreto armado.

No caso de emprego de alvenaria armada, os blocos deverão ser de concreto, estruturais,


com resistência à compressão compatível com as cargas atuantes.

As condições geotécnicas de solo para apoio e assentamento das estruturas, assim como
cobertura das estruturas, estão indicadas nos documentos ES-H01- Especificação de Serviços
de Drenagem Superficial, ES-T01 – Escavações e ES-T02 – Aterros Compactados, da
SVP/PMSP.

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5. CANALETAS DE SEÇÃO RETANGULAR

Atuam como carregamentos sobre estas estruturas os empuxos de solo sobre as suas
paredes, devidos ao peso próprio do solo, e eventuais sobrecargas. Os empuxos podem ser
considerados com seu valor ativo, tendo em vista a flexibilidade da estrutura. As canaletas
são, em geral, apoiadas diretamente sobre o solo, ficando a laje de fundo submetida à reação
do terreno, dirigida de baixo para cima, correspondente ao peso das paredes.

Nos casos particulares em que se justifique o emprego de fundações profundas, as estacas


deverão ficar sob as paredes longitudinais, as quais atuam agora como vigas, recebendo
cargas de água e peso próprio trazidos pela laje de fundo.

Quando em presença de lençol freático, devem ser consideradas as pressões hidrostáticas


atuantes de fora para dentro, sobre a laje de fundo e as paredes.

Tratando de estruturas lineares, em geral de grande comprimento, recomenda-se o


emprego de juntas de dilatação no máximo a cada 20 m. No caso de terrenos heterogêneos,
recomenda-se a adoção de armadura mínima de flexão, superior e inferior nas paredes ao
longo de seu comprimento, mesmo no caso de fundação direta, pois a canaleta, devido à sua
grande rigidez à flexão, tende a trabalhar como uma viga longitudinal, apoiando-se nas regiões
em que o terreno é mais resistente.

As espessuras das paredes e da laje de fundo devem, além de atender os requisitos de


resistência, permitir uma boa concretagem e a manutenção dos cobrimentos mínimos das
armaduras (vide ES-E06 – Concretos, da SVP/PMSP).

6. CANALETAS DE SEÇÃO TRAPEZOIDAL

Este tipo de canaleta tem suas paredes e laje de fundo apoiadas diretamente sobre o
terreno, o qual, devido à inclinação das paredes, é estável por si só. Dessa forma, não atuam
esforços importantes sobre a seção transversal da mesma.

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Na direção longitudinal, contudo, são induzidos esforços de origem térmica, e mesmo de


flexão, no caso de terrenos heterogêneos sujeitos a recalques diferenciais. Visando reduzir
essas ações, recomenda-se a adoção de juntas de dilatação a cada 20 m.

O emprego de uma malha de armadura mínima, com densidade ρ = 0,003, é desejável para
limitar a abertura de fissuras.

7. ESTRUTURAS DE SAÍDA DE GALERIAS

Essas estruturas, compostas por um portal de desemboque, alas laterais e laje de fundo,
estão submetidas basicamente aos empuxos de solo, e a eventuais pressões hidrostáticas
devidas ao lençol freático.

Apresentando as alas características de paredes em balanço delgadas, os empuxos de solo


podem aqui ser considerados com seu valor ativo.

Na direção do fluxo, os empuxos de solo ativos necessitam, para serem equilibrados, das
reações obtidas nos dentes existentes na base, dadas pelos empuxos passivos aí atuantes.

O momento de tombamento, induzido por esse par de forças em equilíbrio, é responsável


pela concentração de reações verticais junto à borda de jusante da laje de fundo.

8. DIRETRIZES CONSTRUTIVAS

Tendo em vista, além dos aspectos de resistência, os aspectos de durabilidade,


apresentam-se alguns requisitos construtivos mínimos.

Recomenda-se que o concreto empregado nessas obras apresente resistência


característica maior ou igual a 20 MPa. Em presença de ambientes agressivos (águas
servidas), o fator água/cimento não deve ser superior a 0,5, e o consumo de cimento não deve
3
ser menor que 350 kg/m .

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O cobrimento mínimo adotado para as armaduras será de 3 cm, e as espessuras mínimas


das paredes deverão permitir um adensamento adequado do concreto das mesmas.

A concretagem das lajes de fundo sobre o terreno deverá prever uma camada de concreto
magro. Quando as paredes das canaletas, verticais ou inclinadas, forem concretadas contra o
terreno, o mesmo deverá ser previamente argamassado.

Nas juntas de dilatação das canaletas, ou outras, deverá ser previsto o uso de material não
tecido (“Bidim” ou similares) para evitar o carreamento de finos do terreno.

No caso de utilização de estacas, sua execução deverá preceder a colocação de


armaduras, para permitir o bom encaixe dos arranques na estrutura.

9. ELEMENTOS DE FUNDAÇÃO

As fundações rasas ou profundas estão definidas nas DP-F01 e DP-F02 no Volume 5, na


seqüência são feitas considerações complementares que o projeto estrutural deverá conter em
cada caso.

a) Sapatas

As sapatas de fundação, corridas ou isoladas, deverão ser do tipo rígido. Entendem-se por
rígidos aqueles elementos para os quais a distância de borda da sapata à face do pilar ou
parede seja, no máximo, 1,5 vez sua altura máxima.

A altura da sapata junto ao pilar, ou parede, deverá ser maior ou igual a 0,8 do comprimento
da ancoragem das barras verticais dos mesmos. No caso de sapatas tronco-piramidais ou

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tronco-cônicas, a inclinação de suas faces deverá ser menor que 30º para evitar o uso de
fôrmas.

Quanto à determinação das tensões verticais no solo da fundação, será adotado diagrama
linear, empregando as expressões da resistência dos materiais para a seção de contato, e
supondo material não resistente à tração para os casos de grande excentricidade. As tensões
máximas atuantes a uma distância do centro da sapata de um quarto da sua base deverão
respeitar a tensão admissível do terreno. As tensões máximas de borda serão limitadas a 1,3
vez essa tensão admissível.

Exige-se que toda a base esteja comprimida quando agirem as cargas permanentes, e que
pelo menos metade da base esteja comprimida quando agirem as cargas permanentes mais
as acidentais.

Quando, além da força vertical, atuarem momentos e forças horizontais, deverá ser
demonstrada a estabilidade como corpo rígido, quanto ao tombamento e quanto ao
escorregamento, de forma análoga aos muros de arrimo (DP-C02 da SVP/PMSP).

As tensões de compressão no concreto serão controladas através da tensão de


cisalhamento convencional (τd), atuando em uma seção distante da face do pilar ou parede, de
metade da altura útil máxima da sapata. O valor máximo dessa tensão de cálculo deverá ser
menor que 0,15 fcd .

As armaduras serão determinadas a partir do momento calculado em uma seção situada


dentro do pilar ou parede, a uma distância de sua face de 0,15 do seu comprimento, e
utilizando um braço de alavanca interno de 0,8 vez a altura útil máxima da sapata. As tensões
nas armaduras para os esforços de cálculo deverão respeitar o valor de fy d .

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As armaduras deverão ser providas de ganchos nas extremidades, e sem interrupção ao


longo do comprimento da sapata. A bitola mínima das barras deverá ser de 10 mm, e o
espaçamento máximo de 20 cm.

b) Blocos sobre estacas

Os blocos deverão ser do tipo rígido. Entendem-se por rígidos aqueles elementos para os
quais a distância da borda do bloco à face do pilar ou parede seja no máximo 1,5 vez sua
altura máxima. A altura do bloco junto ao pilar ou parede deverá ser maior ou igual a 0,8 do
comprimento da ancoragem das barras verticais dos mesmos.

A determinação dos esforços verticais nas estacas será feita admitindo-se deformação
linear do topo das mesmas, imposta pelo bloco rígido.

Os blocos sobre estacas verticais, quando submetidos a esforços horizontais, deverão


considerar as estacas como vigas em meio elástico, engastadas nos mesmos. Esses
momentos de engaste deverão ser considerados no equilíbrio vertical dos blocos.

Quando os esforços horizontais forem significativos, como no caso de fundações de


estruturas de arrimo, deverão ser adotadas estacas inclinadas. Para esses casos, a título de
simplificação, as estacas podem ser consideradas articuladas no bloco.

O dimensionamento dos blocos e das respectivas armaduras deverá ser baseado no


modelo de bielas e tirantes. As bielas de concreto terão sua tensão de compressão devida aos
esforços de cálculo limitada a 0,88 fcd . Essa verificação será efetuada ao pilar ou parede. As
armaduras serão colocadas preferencialmente sobre as estacas, tendo superfície de tensão
limitada a fy d para os esforços de cálculo. Essas armaduras serão providas de ganchos nas
extremidades, e eficientemente ancoradas, a partir da face interna da estaca.

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Quando a ação dos momentos dos blocos tracionar as estacas, as armaduras das mesmas
deverão estar totalmente ancoradas nos blocos.

c) Estacas e tubulões

As estacas escavadas e os tubulões, em geral, estão submetidos à força normal, ao


momento fletor e à força cortante, especialmente quando atuarem esforços horizontais nos
blocos. O dimensionamento das armaduras longitudinais será feito considerando flexão
composta, e respeitando as armaduras mínimas e disposições construtivas recomendadas
para pilares. Os estribos, além de impedirem a flambagem das barras longitudinais, deverão
ser dimensionados para resistir à força cortante, respeitando-se as respectivas quantias
mínimas e os espaçamentos máximos das normas vigentes.

Para os tubulões com base alargada, em geral mista, adota-se uma altura suficiente para
ser possível dispensar a armadura inferior de flexão. Contudo, recomenda-se a colocação de
uma malha de armadura, nominal, de no mínimo ∅ 10 a cada 20 cm.

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PONTES, PONTILHÕES, VIADUTOS E PASSARELAS

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ÍNDICE

PÁG.

1. OBJETO E OBJETIVO................................................................................................... 78

2. REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 78

3. INTRODUÇÃO................................................................................................................ 79

4. TIPOS ESTRUTURAIS ................................................................................................... 79


4.1 PONTES EM LAJE .............................................................................................................. 85
4.2 PONTES EM VIGAS “T”....................................................................................................... 85
4.3 PONTES EM SEÇÃO “U” ..................................................................................................... 87
4.4 PONTES EM VIGAS COM SEÇÃO “CAIXÃO” ........................................................................... 87
4.5 PONTES EM VIGAS TRELIÇADAS ......................................................................................... 88
4.6 PONTES EM ARCO............................................................................................................. 88
4.7 PONTES PÊNSEIS E ESTAIADAS ......................................................................................... 89

5. ESCOLHA DO TIPO DA ESTRUTURA .......................................................................... 89

6. ELABORAÇÃO DO PROJETO ESTRUTURAL.............................................................. 90

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1. OBJETO E OBJETIVO

O objeto deste documento são as Diretrizes de Projeto de Estruturas, da SVP/PMSP, e seu


objetivo é evidenciar aspectos específicos de pontes, pontilhões, viadutos e passarelas, tendo
em vista as várias fases do seu projeto estrutural.

2. REFERÊNCIAS

São apresentadas a seguir as normas brasileiras de referência a serem adotadas no projeto


estrutural. Casos omissos poderão ser referendados por normas internacionalmente
reconhecidas (CEB-FIP Model Code, Eurocode, ACI Codes, etc.), mediante a autorização da
SVP/PMSP.

• NBR-6118 – Projeto e execução de obras de concreto armado


• NBR-7187 – Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido
• NBR-7197 – Projeto de estruturas de concreto protendido
• NBR-8800 – Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios
• NBR-9062 – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado
• NBR-7188 – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestre
• NBR-7189 – Cargas móveis para o projeto estrutural de obras ferroviárias
• NBR-6123 – Forças devidas ao vento em edificações
• NBR-8681 – Ações e segurança nas estruturas
• NBR-9050 – Adequação das Edificações e do Mobiliário Urbano à Pessoa Deficiente
• ES-E01 – Diretrizes Executivas de Serviço de Pontes, Viadutos e Passarelas –
SVP/PMSP
• ES-E06 – Diretrizes Executivas de Serviço para Concretos – SVP/PMSP

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• DP-E01 – Diretrizes de Projeto de Estruturas de Obras-de-Arte Especiais –


SVP/PMSP
• DP-E05 – Diretrizes de Projeto de Estruturas de Contenção – SVP/PMSP
• DP-F01 – Diretrizes de Projeto de Fundações Rasas – SVP/PMSP
• DP-F02 – Diretrizes de Projeto de Fundações Profundas – SVP/PMSP
• Volume II – Automação de Rotinas de Cálculo – SVP/PMSP.

3. INTRODUÇÃO

Sob a denominação de pontes, pontilhões, viadutos e passarelas encontra-se uma grande


variedade de arranjos estruturais, empregando materiais diversos como o concreto armado,
concreto protendido, aço, ou a combinação dos mesmos nas estruturas mistas. A escolha de
métodos construtivos adequados às diversas situações encontradas nas obras pode também
condicionar o tipo de estrutura a ser adotado. Tendo em vista o impacto visual destas obras,
neste caso inseridas em espaços urbanos, é de suma importância a consideração do aspecto
estético no projeto das mesmas.

Dentro desse universo, os aspectos mais gerais são tratados nas Diretrizes de Projeto –
DP-E01 – Estruturas de Obras-de-Arte Especiais, da SVP/PMSP, às quais este documento
está subordinado, especialmente no que se refere à metodologia de projeto ao longo das
etapas de Estudos de Viabilidade, Projeto Básico e Projeto Executivo. Os aspectos mais
específicos relativos a tipos estruturais e métodos construtivos serão aqui abordados.

4. TIPOS ESTRUTURAIS

As estruturas em pontes, pontilhões e viadutos apresentam-se normalmente subdivididas,


do ponto de vista de seu dimensionamento e detalhamento, em 3 partes, quais sejam: infra,
meso e superestrutura. Como estruturas auxiliares, podem ser destacadas as obras de
encontro, de proteção e de operação.

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A infra-estrutura compreende o sistema de fundação, ou seja, os elementos que transmitem


as cargas da superestrutura para o maciço de apoio. Abrange, neste sentido, as fundações
(rasas ou profundas) e os blocos de apoio dos pilares.

A meso-estrutura, por sua vez, inclui os pilares e as travessas de apoio, enquanto a


superestrutura envolve as vigas e lajes que constituem o tabuleiro da ponte ou viaduto.

As estruturas de encontro são representadas por aterros e maciços de terra/enrocamento,


ou por obras de contenção (terra armada, muros à flexão, muros-gabião, etc.). Recorre-se a
estas últimas, normalmente, quando há limitação de espaço e/ou escassez de material de
aterro adequado.

As obras de proteção abrangem as defensas, corrimãos, guarda-rodas e guarda-corpos,


enquanto as de operação estão ligadas à função da estrutura (ferroviária, rodoviária, etc.), ou
seja, incluem lastros ferroviários, camadas de pavimento, etc.

As Figuras 4.1, 4.2, 4.3 e 4.4 ilustram arranjos e detalhes típicos de pontes, pontilhões e
viadutos, onde podem ser visualizados os principais elementos constituintes das mesmas
(infra, meso e superestrutura).

A escolha de um determinado tipo estrutural está condicionada, basicamente, pelos


seguintes fatores:

• vão a ser vencido;


• altura disponível para a superestrutura;
• disponibilidade local para o cimbramento;
• equipamentos disponíveis;
• disponibilidade de área para canteiro;

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ESTRUTURA DE PROTEÇÃO (DEFENSA E GUARDA-CORPO)


VIGAS E TABULEIRO (SUPERESTRUTURA)

H 1(ALTURA)
PILARES DE APOIO
H 2(ALTURA LIVRE) (MESOESTRUTURA)

L (VÃO)
FUNDAÇÃO EM SAPATA (INFRA-ESTRUTURA)

ESTRUTURA DE ENCONTRO
PONTE COM APOIOS MÚLTIPLOS - PERFIL LONGITUDINAL
DEFENSA GUARDA-CORPO
VIGA T
i=% i=%

H1

H2 OBRA DE ENCONTRO (TERRA ARMADA)

PONTE COM VIGA T - SEÇÃO TRANSVERSAL

Figura 4.1
Arranjo típico de pontes, pontilhões e viadutos

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L1 L1 L1 L1 L1 L1

i=% i=%

H1

H3

H2
TRAVESSA DO APOIO L2 L2

PILARES DE APOIO

PONTE COM VIGA T - SEÇÃO TRANSVERSAL

LAJE

PLACA PRÉ-MOLDADA

VIGA T

L1

B1

E1

h Hv

E2

B2

DETALHE DA VIGA E DA DEFENSA

Figura 4.2
Arranjo e detalhe típico de pontes, pontilhões e viadutos

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H1
A
B

D
(EIXO S)

BERÇOS EM NÍVEL

A
C

H1
B

BERÇOS EM DESNÍVEL

DETALHE DE APOIO DE VIGAS

Figura 4.3
Detalhe típico de pontes, pontilhões e viadutos

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H1
A

BERÇO DE ENCONTRO

FRETE

NEOPRENE

CORTE

APARELHO DE APOIO

DETALHE DE APOIO DE VIGAS

Figura 4.4
Detalhe típico de pontes, pontilhões e viadutos

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• prazos de execução;
• aspectos estéticos;
• aspectos econômicos.

Em cada caso, o maior ou menor peso de cada um dos itens enumerados indicará as
alternativas mais competitivas. A seguir, serão apresentados os principais tipos estruturais,
com suas vantagens e desvantagens.

4.1 PONTES EM LAJE

As pontes em laje maciça são indicadas para vãos relativamente pequenos (20 m para vãos
isostáticos, ou 30 m para vãos contínuos), sendo especialmente adequadas nos casos em que
exista grande esconsidade, ou em plantas irregulares. As esbeltezas típicas para rodovias e
vias urbanas (relação entre o vão e a altura) são de 18 e 24, respectivamente, para concreto
armado e protendido.

Com o objetivo de diminuir o peso próprio deste tipo estrutural, tornando-o competitivo para
vãos maiores, é possível a adoção de lajes nervuradas ou aliviadas através do uso de fôrmas
tubulares de papelão.

Quando as condições de cimbramento não são favoráveis, é possível constituir a ponte em


laje pela justaposição de elementos pré-moldados, de seção transversal vazada, os quais
apresentam largura da ordem de grandeza de sua altura. Estes elementos são em geral
providos de chavetas laterais, as quais, após seu preenchimento com argamassa, permitem a
transferência parcial dos esforços atuantes sobre os mesmos. Contudo, o trabalho transversal
efetivo desses elementos fica assegurado apenas quando se adota protensão transversal, ou
uma laje moldada sobre esses elementos.

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4.2 PONTES EM VIGAS “T”

Este tipo de seção tem grande capacidade na resistência a momentos fletores positivos,
pelo fato de utilizar a laje do tabuleiro como mesa de compressão, tornando-a especialmente
adequada para vãos isostáticos. Sua “alma” apresenta apenas as dimensões mínimas para a
resistência à força cortante e ao adequado alojamento das armaduras.

As esbeltezas típicas para rodovias e vias urbanas deste tipo estrutural são de 10 e 15,
respectivamente, para o concreto armado e o concreto protendido. Os vãos econômicos
situam-se entre 15 m e 70 m.

O emprego de vigas múltiplas pré-moldadas para a constituição do tabuleiro é


especialmente vantajosa, quando as condições de cimbramento são críticas. Nestes casos,
com o objetivo de minimizar o peso das vigas pré-moldadas, estas apresentam mesas
superiores estreitas. A laje do tabuleiro pode ser moldada no local, sobre placas de concreto
(pré-lajes) apoiadas nas bordas das mesas superiores das vigas (Figura 4.2).

O trabalho conjunto desta estrutura composta deve ser garantido através de armaduras de
costura dimensionadas para esse fim, e dispostas nas interfaces entre a viga pré-moldada e
laje moldada no local, e entre a pré-laje e a laje moldada no local.

As transversinas são também moldadas no local, podendo ser armadas ou protendidas.


Quando armadas, as longarinas pré-moldadas devem apresentar armaduras de espera, para
emenda com as armaduras das transversinas.

Alternativamente, quando a adoção de perfis metálicos for economicamente vantajosa, é


possível empregá-los como longarinas, suplementando sua mesa superior com a laje do
tabuleiro moldada no local, de forma análoga à descrita anteriormente. A estrutura mista assim
formada tem seu trabalho conjunto garantido pelo uso de conectores especialmente
dimensionados, os quais interligam os perfis metálicos e a laje do tabuleiro.

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Esta solução estrutural tem seu melhor emprego em tabuleiros de largura constante e de
eixo reto, ou com pequena curvatura, admitindo a presença de esconsidades.

4.3 PONTES EM SEÇÃO “U”

Este tipo de seção em concreto pré-moldado, ou moldado no local, tem seu melhor
emprego em passarelas, onde as abas laterais servem de guarda-corpo. Do ponto de vista
estrutural, apresenta grande capacidade resistente a momentos fletores negativos em função
da grande mesa inferior, sendo portanto adequada para vãos contínuos. Apresenta como
desvantagem uma pequena zona comprimida para momentos fletores positivos, exigindo em
alguns casos enrijecimentos para garantir a estabilidade do equilíbrio (flambagem) dessa zona.

4.4 PONTES EM VIGAS COM SEÇÃO “CAIXÃO”

Este tipo de seção, em função da presença das mesas superior e inferior, tem boa
resistência tanto para momentos fletores positivos como negativos, sendo portanto
especialmente adequada para vãos contínuos. Além disso, sua grande rigidez à torção indica
seu emprego para pontes de eixo curvo, ou para tabuleiros excêntricos em relação ao eixo dos
apoios.

Sua utilização é feita, em geral, com concreto moldado no local sobre cimbramento, ou por
processo construtivo denominado “Balanços Sucessivos”, quando esse cimbramento fica
inviabilizado em função de interferências com o tráfego, ou pela presença da calha de rios. O
processo dos balanços sucessivos consiste na execução de trechos de pequenas dimensões
(chamados de aduelas), os quais se projetam em balanço, sucessivamente, a partir dos
pilares. A concretagem de cada aduela é feita com o auxílio de uma treliça metálica, a qual se
apóia na aduela anterior já concretada (vide Volume 15 – Metodologia Construtiva de
Estrutura, da SVP/PMSP).

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As esbeltezas típicas deste tipo de seção para rodovias e vias urbanas são de 15 e 25,
respectivamente, para o concreto armado e protendido.

Tendo em vista o aspecto estético favorável desta seção em relação aos casos anteriores, a
mesma tem sua adoção indicada sempre que a estrutura for aparente em ambientes urbanos
mais nobres, caracterizando, normalmente, os maiores complexos viários e as pontes sobre os
principais rios do município.

4.5 PONTES EM VIGAS TRELIÇADAS

O uso de treliças em substituição ao uso de vigas de alma cheia torna-se indicado nos
casos em que não exista limitação da altura estrutural. Isto se deve ao fato de que as
esbeltezas típicas são da ordem de 3 para o concreto, e de 5 para estrutura metálica.

Considerando a grande incidência de fôrmas nas treliças de concreto, sua utilização é mais
restrita quando comparada com a utilização de treliças metálicas. Na prática atual no Brasil, as
estruturas metálicas têm sido utilizadas com maior freqüência para vãos até 20 m e passarelas
como uso comum. No outro extremo, são utilizadas em estruturas especiais combinadas com
concreto, em pontes ferroviárias e rodoviárias de grandes extensões.

4.6 PONTES EM ARCO

As pontes em arco, sejam com tabuleiro superior ou tabuleiro inferior, são indicadas para
vãos acima de 50 m, nos casos em que não exista restrição de altura estrutural.

Para os arcos com tabuleiro superior, as componentes horizontais das forças aplicadas em
suas impostas devem ser totalmente absorvidas pela fundação. Para os arcos com tabuleiro
inferior, é possível utilizar o próprio tabuleiro como tirante inferior do arco, ficando suas
fundações responsáveis apenas pelas componentes verticais.

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4.7 PONTES PÊNSEIS E ESTAIADAS

Estes tipos estruturais têm seu emprego justificado, do ponto de vista econômico, apenas
para vãos da ordem de várias centenas de metros, fugindo, portanto, ao escopo desta diretriz
de obras urbanas.

A Tabela 4.1 sintetiza alguns aspectos dos tipos estruturais apresentados e discutidos nos
itens anteriores:

Tabela 4.1
Valores orientativos – pontes rodoviárias (e urbanas)

TIPO
VÃOS (m) ESBELTEZ (λ/H) OBSERVAÇÕES
ESTRUTURAL
Pontes em laje L ≤ 20 (vãos isostáticos) 18 (concreto armado) Indicadas para situações com
L ≤ 30 (vãos contínuos) 24 (concreto protendido) grandes esconsidades ou
plantas irregulares
Pontes em viga T 15 ≤ l ≤ 70 (vãos 10 (concreto armado) Indicadas em tabuleiros de
econômicos) 15 (concreto protendido) largura constante e de eixo
reto com pequena curvatura.
Admitem esconsidades
Pontes com seção -- 15 (concreto armado) Indicadas para eixos curvos ou
“caixão” 25 (concreto protendido) tabuleiros excêntricos em
relação ao eixo dos apoios
Pontes em vigas -- 3 (estrutura em concreto) Indicadas quando não há
treliçadas 5 (estrutura metálica) limitação da altura estrutural.
Pontes em arco L ≥ 50 m -- Indicadas quando não há
limitação da altura estrutural.

5. ESCOLHA DO TIPO DA ESTRUTURA

Devem ser elaborados Estudos de Viabilidade nas obras de transposição como pontes e
viadutos para que as condições viárias, as interferências e a metodologia construtiva possam
ser estudadas de maneira adequada e segundo as diretrizes da SVP/PMSP.

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Na fase de Projeto Básico, de posse dos resultados dos Estudos de Viabilidade que fixaram
as condições gerais do projeto e de construção (interferências, tráfego, etc.), deverá ser
procedida a criteriosa investigação geológico-geotécnica para definição da fundação otimizada
e das condições dos aterros e/ou estruturas de encontro. Na seqüência, pode ser escolhida a
estrutura mais adequada e podem ser dimensionadas a mesoestrutura e a superestrutura,
seguidas as normas referenciadas. Em casos especiais, em que haja repetição das condições
básicas, a PMSP poderá julgar conveniente orientar para que os projetos permitam certa
modulação das suas peças mais significativas. Nesta etapa, é de fundamental importância o
projeto geométrico, para que o greide final no entorno da estrutura projetada fique dentro das
normas da PMSP, assim como a elaboração do orçamento básico que orientaria a licitação da
obra. A definição precisa do tipo de pavimento também deverá fazer parte do projeto e seguir
as diretrizes da SVP/PMSP. Já na etapa do Projeto Executivo, serão aferidas as dimensões
das estruturas e detalhados a armadura, os elementos de apoio, as juntas e a melhor
seqüência executiva.

6. ELABORAÇÃO DO PROJETO ESTRUTURAL

As normas referenciadas dão todas as diretrizes básicas para elaboração do projeto


estrutural dentro dos padrões da melhor técnica, cabendo consulta à SVP/PMSP nos casos
omissos, para que seja permitida a utilização de normas internacionais reconhecidas. Todas as
interferências atuais ou futuras deverão ser previstas no projeto estrutural (tubulações de
concessionárias, obras metroviárias, linhas de transmissão, alargamento futuro de ruas, etc.).

Dada a convivência dentro do município de São Paulo de rios sob a outorga estadual, as
obras executadas em seus leitos sempre terão reflexo em todos os córregos das sub-bacias do
município. Desta maneira, as cotas dos leitos em solo podem variar ao longo do tempo e
colocam as estruturas de apoio em condições não previstas no projeto original. Para evitar este
episódio, o projeto deverá indicar qual a margem de segurança das fundações perante
eventual solapamento do leito.

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GALERIAS, CANAIS E RESERVATÓRIOS

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ÍNDICE
PÁG.

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 93

2. REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 93

3. ETAPAS DE PROJETO ............................................................................................. 93

4. GALERIAS ................................................................................................................. 94
4.1 CONCEITUAÇÃO ........................................................................................................... 94
4.2 AÇÕES ATUANTES SOBRE GALERIAS ............................................................................. 96
4.3 VERIFICAÇÃO QUANTO À FLUTUAÇÃO............................................................................. 98
4.4 MODELO ESTRUTURAL.................................................................................................. 99
4.5 ESTADOS LIMITES A CONSIDERAR ................................................................................103
4.6 COMBINAÇÃO DAS AÇÕES ............................................................................................104
4.7 RECOMENDAÇÕES GERAIS ..........................................................................................105

5. CANAIS.....................................................................................................................105
5.1 CONCEITUAÇÃO ..........................................................................................................105
5.2 AÇÕES ATUANTES SOBRE OS CANAIS...........................................................................108
5.3 MODELO ESTRUTURAL.................................................................................................108

6. RESERVATÓRIOS DE ACUMULAÇÃO ...................................................................109

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1. INTRODUÇÃO

O objeto deste documento são as Diretrizes de Projeto de Estruturas, da SVP/PMSP, e seu


objetivo é estabelecer procedimentos para o projeto de estruturas de concreto de galerias,
canais e reservatórios de acumulação de águas pluviais, no âmbito das obras executadas pela
Secretaria de Vias Públicas da Prefeitura do Município de São Paulo.

2. REFERÊNCIAS

• DP-H17 – Diretrizes de Projeto de Drenagem – SVP/PMSP;


• DP-E01 – Diretrizes de Projeto de Estruturas de Obras-de-Arte Especiais –
SVP/PMSP;
• DP-H09 – Diretrizes de Projeto de Obras de Retenção / Detenção – SVP/PMSP;
• DP-E05 – Diretrizes de Projeto de Estruturas de Contenção – SVP/PMSP;
• DP-C02 – Diretrizes de Projeto de Muros e Estruturas de Arrimo – SVP/PMSP;
• DP-C05 – Diretrizes de Projeto de Escoramentos – SVP-PMSP;
• NBR-6118 da ABNT – Projeto e execução de obras de concreto armado;
• NBR-7188 da ABNT – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestre;
• NBR-7187 da ABNT – Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido;
• NBR-8681 da ABNT – Ações e segurança nas estruturas.

3. ETAPAS DE PROJETO

O projeto de galerias, canais e reservatórios será desenvolvido em três etapas, conforme a


Diretriz DH-H17 da SVP/PMSP. Estas três etapas correspondem aos Estudos de Viabilidade,
Projeto Básico e Projeto Executivo.

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Na etapa de Viabilidade, o projeto estrutural subsidiará o projeto hidráulico, identificando as


melhores alternativas do ponto de vista técnico-econômico. Na etapa de Projeto Básico, será
pré-dimensionada a alternativa escolhida, de modo que se possam determinar, com boa
aproximação, as quantidades dos materiais a serem empregados. Na etapa de Projeto
Executivo, serão definidas todas as informações necessárias à construção da obra.

Com relação aos serviços e documentos a serem apresentados em cada etapa de projeto,
devem ser atendidos os requisitos da DP-H17, tomando como referência, no caso mais geral,
também os requisitos da DP-E01.

4. GALERIAS

4.1 CONCEITUAÇÃO

As galerias são estruturas de concreto, enterradas, destinadas à condução de águas


pluviais.

A forma de sua seção transversal pode ser retangular com uma ou mais células, ou oval
(Figura 4.1).

Do ponto de vista construtivo, podem ser moldadas no local ou compostas por segmentos
pré-moldados justapostos (Figura 4.2).

As galerias são elementos, em sua grande maioria, apoiados diretamente sobre o terreno,
uma vez que seu peso é menor que o solo que ocuparia o mesmo volume.

As galerias retangulares podem ser profundas, quando a espessura de aterro sobre as


mesmas é maior que sua menor dimensão, ou rasas, quando no limite sua laje superior é
aflorante.

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FIG. 1.a FIG. 1.b

FIG. 1.c

Figura 4.1
Seção transversal de galeria

Figura 4.2
Segmentos pré-moldados justapostos para construção de galeria

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4.2 AÇÕES ATUANTES SOBRE GALERIAS

As ações a serem consideradas no projeto estrutural de galerias são: seu peso próprio,
peso de aterro sobre a laje superior, peso de pavimentação, cargas móveis atuantes na
superfície do aterro, empuxos de solo devidos ao peso próprio do terreno, empuxos de solo
devidos a sobrecargas atuantes na superfície do aterro, pressões hidrostáticas externas
devidas ao lençol freático e pressões hidrostáticas “equivalentes” devidas à água interna.

4.2.1 Pesos próprios

Para consideração dos pesos próprios, indicam-se alguns valores de referência, a serem
confirmados em cada caso:

• Peso Próprio do Concreto ............................................25 kN / m


3


3
Peso do Reaterro .........................................................20 kN / m

3
Peso de Pavimentação ........................ 22 kN / m com h = 50 cm

4.2.2 Cargas móveis

Para as cargas móveis atuantes sobre a superfície, adotam-se os valores referentes ao


trem tipo classe 45 definido na NBR-7188 – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de
pedestre.

Para as galerias com cobertura “a” maiores do que 0,80 m, é possível substituir as cargas
das rodas do trem tipo referido por uma carga uniformemente distribuída. Essa carga
distribuída é obtida dividindo a carga de todas as rodas por uma área de (3,20 + 2a) x (2,50 +
2 o
2a) em m . Essa área corresponde a uma distribuição de cargas formando um ângulo de 45
com a direção vertical (Figura 4.3).

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Nesses casos, a carga móvel deve ser majorada por um coeficiente de impacto ϕ = 1,3 para
“a” entre 0,80 m e 1,40 m, podendo esse valor ser reduzido linearmente até 1,00 para
coberturas “a” entre 1,40 m e 2,50 m. Para coberturas “a” acima de 2,50 m, o efeito do impacto
pode ser desconsiderado.

Para coberturas “a” menores do que 0,80 m, as simplificações, anteriormente, descritas não
se aplicam, devendo ser considerado sobre a laje o efeito individual de cada uma das rodas do
trem tipo. O efeito do impacto deve ser tomado como indicado na NBR-7187 – Projeto e
execução de obras de concreto armado e protendido.

4.2.3 Empuxos de solo

Os empuxos de solo atuantes sobre as paredes das galerias devem ser considerados com
dois valores extremos: o primeiro corresponde ao seu valor máximo, obtido com a hipótese de
empuxo em repouso, uma vez que as galerias são em geral estruturas pouco deformáveis; o
segundo corresponde a um valor mínimo, considerado como metade do empuxo em repouso.

Para o solo abaixo do nível do lençol freático, os empuxos devem ser considerados
admitindo seu peso específico submerso.

Os empuxos devidos às cargas móveis atuantes sobre o terreno serão obtidos através de
expressões da Teoria da Elasticidade.

Admite-se que o desequilíbrio entre os empuxos atuantes sobre as duas paredes externas
das galerias seja compensado pela mobilização de empuxos passivos na parede menos
carregada.

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4.2.4 Empuxos hidrostáticos

Os empuxos hidrostáticos externos devidos à presença do lençol freático correspondem às


pressões atuantes sobre as paredes e lajes de teto e fundo. Essas pressões são determinadas
a partir do nível d’água observado nas sondagens, recomendando um acréscimo deste nível,
quando for o caso, devido às suas variações sazonais.

Esses empuxos externos são, em parte ou totalmente, equilibrados pelos empuxos internos
da galeria. No entanto, esse efeito favorável não deve ser considerado, uma vez que o nível
d’água dentro da galeria pode ser rebaixado muito mais rapidamente que o nível externo do
lençol freático.

4.3 VERIFICAÇÃO QUANTO À FLUTUAÇÃO

As galerias devem ter sua estabilidade quanto à flutuação verificada, sempre que o lençol
freático estiver acima de seu fundo.

São considerados como cargas estabilizantes o peso próprio da galeria, o peso de água e o
peso do aterro sobre a mesma. Recomenda-se desconsiderar a presença da camada de
pavimentação e adotar os valores inferiores para o peso específico do concreto e do aterro,
3 3
respectivamente, 24 kN/m e 18 kN/m . O trecho de aterro abaixo do nível do lençol deverá
ser considerado com peso específico submerso.

As cargas desestabilizantes correspondem às pressões de água atuantes na face inferior da


laje de fundo.

A relação entre as cargas estabilizantes e as desestabilizantes deve ser maior que 1,1.

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Quando necessário, é possível considerar como carga estabilizante o peso de uma cunha
o
de solo aderida às paredes laterais, formando um ângulo de 15 com a direção vertical (vide
Figura 4.4).

4.4 MODELO ESTRUTURAL

As galerias podem ser analisadas em trechos unitários ao longo do seu comprimento,


admitindo que cada trecho é independente dos demais. Esta simplificação reduz o problema a
um estudo bidimensional em que as lajes e paredes podem ser consideradas como barras
prismáticas de largura unitária.

As cargas verticais aplicadas sobre o quadro uni ou multicelular considerado devem ser
equilibradas pelas reações do terreno atuantes sobre a laje de fundo. A distribuição dessas
reações ao longo da laje de fundo depende da rigidez relativa entre essa laje e o terreno de
fundação.

A determinação dessas reações e de seus efeitos sobre o quadro pode ser feita
considerando o solo como um meio elástico, representado por molas discretas (Modelo de
Winkler, vide Figura 4.5).

Uma simplificação possível deste modelo consiste em se adotar uma distribuição linear para
as reações de solo na laje de fundo. Essa distribuição linear de reações deve equilibrar os
carregamentos aplicados (vide Figura 4.6).

Esta simplificação fornecerá resultados a favor da segurança para a galeria, conduzindo a


boas aproximações quando a laje de fundo for bastante rígida perante o solo de fundação.

A resolução destes modelos estruturais pode ser obtida por qualquer programa de análise
estrutural, que apresente em sua biblioteca elementos de barras prismáticas (caso particular
de pórticos planos).

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a
45º

Figura 4.3
Distribuição de carga formando ângulo de 45°

N.A.
h1
h1
15º
h2

h2
Figura 4.4
Peso de uma cunha de solo considerada como carga estabilizante

E cm

Ep=E cm

EMPUXO DEVIDO
CARGA MÓVEL

Figura 4.5
Modelo de Winkler

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Nos casos em que a laje superior de galeria é aflorante, isto é, recebe diretamente o efeito
das cargas móveis, não é mais possível admitir estas cargas como uniformemente distribuídas.
Nestes casos, recomenda-se considerar a carga das rodas como cargas parcialmente
distribuídas de valor igual a:

P
q= (vide Figura 4.7)
(ar + 2 a ) (br + 2 a )

onde:

ar + 2a ≤ 1,5 m e
br + 2a ≤ 2,0 m

Esta solução conduz a resultados a favor da segurança, devendo ser utilizada para vãos de
até 4,0 m. Para vãos maiores, recomenda-se a representação da laje de cobertura não mais
como uma barra e, sim, como uma placa.

Para a resolução deste modelo estrutural, podem ser empregadas as linhas de influência
para momentos de Homberg. No entanto, considerando-se a crescente facilidade de utilização
dos programas de análise estrutural atuais, recomenda-se a discretização da laje de cobertura
por elementos finitos de placa delgada.

Considerando-se que as galerias, na direção do seu eixo, apresentam grande rigidez à


flexão, há que se ponderar o efeito da distribuição de cargas, especialmente as móveis,
também segundo essa direção. O modelo estrutural a ser adotado pode ser o de uma viga,
com largura igual à largura da galeria, sobre apoio elástico.

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e R

e s=e
R s=R

Figura 4.6
Distribuição linear de reações equilibrando os carregamentos aplicados

a r

br

Figura 4.7
Consideração da carga das rodas como cargas parcialmente distribuídas

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Para um determinado trecho de galeria, entre duas juntas, deve-se pesquisar a posição
mais desfavorável das cargas móveis para a determinação dos esforços solicitantes máximos
e mínimos.

Quando as cargas móveis puderem agir junto à extremidade de um trecho limitado por
juntas, é recomendável a adoção de chavetas (encaixe tipo macho e fêmea) entre trechos, de
modo a garantir uma distribuição dos esforços, e evitar recalques diferenciais entre esses
trechos.

4.5 ESTADOS LIMITES A CONSIDERAR

4.5.1 Estados limites últimos

Os estados limites últimos a serem considerados envolvem a ruptura ou deformação


plástica excessiva sob a ação das solicitações normais e das forças cortantes. Especial
atenção deve ser dada ao estado limite último de flambagem, não só para as paredes, mas
também para as lajes superiores e inferiores, uma vez que todos os elementos se encontram
sob a ação de forças normais.

Considerando-se a presença de cargas móveis, deve-se levar em conta também o estado


limite último de resistência à fadiga, especialmente para as lajes superiores em galerias
aflorantes.

4.5.2 Estados limites de utilização

Os estados limites de utilização a serem considerados envolvem a abertura de fissuras e as


deformações.

Para o estado limite de abertura de fissuras, o valor recomendado para a abertura


característica máxima de fissura nos casos usuais, isto é, na ausência de águas ou solos

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particularmente agressivos, é de W k = 0,2 mm. Nos casos em que exista a presença de águas
ou solos particularmente agressivos, este limite deve ser reduzido a W k = 0,1 mm.

Para o estado limite de deformações, recomenda-se limitar a flecha máxima das lajes,
calculadas no Estádio I, em 1:1000 do vão.

4.6 COMBINAÇÃO DAS AÇÕES

4.6.1 Combinações nos estados limites últimos

As ações de cálculo devem ser combinadas, visando à obtenção dos valores máximos dos
esforços solicitantes em cada um dos elementos estruturais.

Devem ser consideradas, pelo menos, as seguintes combinações:

a) Pesos próprios + carga móvel sobre a galeria + ½ empuxo de solo em repouso;

b) Pesos próprios + carga móvel fora da galeria + empuxos de solo em repouso +


empuxos de água;

c) Pesos próprios + carga móvel sobre a galeria + empuxos de solo em repouso +


empuxos de água.

4.6.2 Combinações nos estados limites de utilização

As combinações de ações características para a verificação do estado limite último de


fissuração deve considerar os pesos próprios, os empuxos de solo em repouso, e 80% dos
valores das cargas móveis.

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4.7 RECOMENDAÇÕES GERAIS

Devem ser respeitados, nas ligações das lajes com as paredes, os raios mínimos das
armaduras tracionadas, recomendados na NBR-6118 – Projeto e execução de obras de
concreto armado, para os nós de pórticos.

Na ausência de águas ou solos particularmente agressivos, o cobrimento mínimo será de


3,0 cm, aumentando para 4,0 cm em caso contrário.

A resistência característica do concreto, em geral, deverá ser maior ou igual a 20 MPa. Nos
casos em que o ambiente se caracterize como agressivo, recomenda-se a adoção de um fator
3
água/cimento máximo de 0,5 e um consumo de cimento mínimo de 350 kg/m .

5. CANAIS

5.1 CONCEITUAÇÃO

Os canais são condutos abertos, encaixados no terreno, destinados à condução de águas


pluviais. Dependendo da disponibilidade de espaço, estes podem apresentar paredes em
talude ou verticais (vide Figura 5.1).

As paredes e o fundo dos canais apresentam em geral revestimentos. No caso de canais


com paredes em taludes, esse revestimento tem a função apenas de evitar a erosão do fundo
e das paredes. Nos demais casos, esse revestimento tem a função estrutural de arrimar ou
conter o solo externo ao canal.

Quando é possível escavar em talude para a implantação da estrutura, são adotadas as


soluções das Figuras 5.2, 5.4 e 5.5. Quando essa escavação não for possível, em função de
interferências com tráfego ou construções, serão adotadas soluções do tipo da Figura 5.3.

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Figura 5.1
Revestimento de concreto armado

Figura 5.2
Parede de concreto armado

Figura 5.3
Parede-diafragma com laje de fundo

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Figura 5.4
Parede tipo muro à flexão

Figura 5.5
Paredes com travamento em pérgola

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Para canais onde a profundidade é da ordem de grandeza da largura, são empregadas as


soluções do tipo das Figurad 5.2 e 5.3.

Para canais onde a largura é significativamente maior do que a profundidade, a solução


mais adequada é a da Figura 5.4.

5.2 AÇÕES ATUANTES SOBRE OS CANAIS

As ações atuantes sobre as paredes dos canais são os empuxos devidos ao peso do solo,
os empuxos devidos às cargas móveis atuantes sobre o terreno, os empuxos hidrostáticos
devidos à presença do lençol freático externo. Sobre o fundo, salvo o sistema de drenagem
específico, atuam também as pressões hidrostáticas devidas ao lençol freático externo.

5.3 MODELO ESTRUTURAL

As paredes e o fundo dos canais podem também ser analisados em trechos unitários
independentes, ao longo de seu comprimento.

Para as estruturas das Figuras 5.2 e 5.5, as paredes e o fundo podem ser tratados como
barras prismáticas submetidas aos empuxos equilibrados do terreno externo, assemelhando-se
às galerias.

Para o caso da Figura 5.3, as paredes são tratadas como obras de contenção, escoradas
ou não, bastante detalhadas no documento DP-E05 – Estruturas de Contenção, da
SVP/PMSP.

Para o caso da Figura 5.4, as paredes são constituídas por muros de arrimo, bastante
detalhados no documento DP-E05 – Estruturas de Contenção da SVP/PMSP.

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6. RESERVATÓRIOS DE ACUMULAÇÃO

Os reservatórios de acumulação apresentam paredes semelhantes às estruturas de


contenção, devendo ser tratados como tais. (vide DP-C05 da SVP/PMSP).

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ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO

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ÍNDICE
PÁG.

1. OBJETO E OBJETIVO..................................................................................................112

2. REFERÊNCIAS .............................................................................................................112
2.1 NORMAS GERAIS (ABNT).................................................................................................112
2.2 DIRETRIZES DE PROJETO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA SVP/PMSP.............................113

3. CONSIDERAÇÕES GERAIS .........................................................................................113


3.1 DEFINIÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO ....................................................................113
3.2 TIPOS DE ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO ...........................................................................113
3.3 AÇÕES A SEREM CONSIDERADAS......................................................................................114

4. MUROS DE ARRIMO ....................................................................................................114


4.1 DEFINIÇÃO ......................................................................................................................114
4.2 TIPOS DE MUROS DE ARRIMO............................................................................................114

5. PAREDES OU CORTINAS ............................................................................................123


5.1 ALGUNS TIPOS DE PAREDES OU CORTINAS .......................................................................124
5.2 INSTRUMENTAÇÃO ...........................................................................................................134

6. CONTROLE TECNOLÓGICO .......................................................................................134

7. OUTRAS ESTRUTURAS ...............................................................................................134

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1. OBJETO E OBJETIVO

O objeto deste documento são as Diretrizes de Projeto de Estruturas da SVP/PMSP, e seu


objetivo é estabelecer procedimentos e critérios básicos para elaboração do projeto estrutural
dos diversos tipos de obras de contenção, executadas pela Secretaria de Vias Públicas da
Prefeitura do Município de São Paulo.

2. REFERÊNCIAS

Para utilização dessas diretrizes devem ser consultadas:

2.1 NORMAS GERAIS (ABNT)

• NBR-5629/96 – Execução de Tirantes Ancorados no Solo;


• NBR-6118/80 – Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado;
• NBR-6122/96 – Projeto e Execução de Fundações;
• NBR-7190/82 – Cálculo e Execução de Estrutura de Madeira;
• NBR-7197/89 – Projeto de Estruturas de Concreto Armado e Protendido;
• NBR-7480/96 – Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras para Concreto Armado;
• NBR-8681/84 – Ações de Segurança nas Estruturas
• NBR-10839/89 – Execução de Obras-de-Arte Especiais em Concreto Armado e
Protendido;
• NBR-7480/96 – Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras para Concreto Armado;
• NBR-7482/91 – Fios de Aço para Concreto Protendido;
• NBR-7483/91 – Cordoalha de Aço para Concreto Protendido;
• NBR-12131/91 – Estaca – Prova de Carga Estática.

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2.2 DIRETRIZES DE PROJETO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA SVP/PMSP

• DP-E02 – Diretrizes de Projeto para Estruturas de Obras de Arte Correntes;


• DP-T01 – Diretrizes de Projeto – Procedimentos Gerais para Projetos de Geotecnia;
• DP-F02 – Diretrizes de Projeto de Fundações Profundas;
• DP-C02 – Diretrizes de Projeto de Muros e Estruturas de Arrimo – Geotecnia;
• DP-C03 – Diretrizes de Projeto de Cortinas Atirantadas e Pranchadas – Geotecnia;
• DP-C05 – Diretrizes de Projeto para Escoramentos – Geotecnia;
• ES-C02 – Diretrizes Executivas de Serviços para Muros e Estruturas de Arrimo;
• Volume XII – Automação das Rotinas de Cálculo (uso interno de SVP).

3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

3.1 DEFINIÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO

Entendem-se por estruturas de contenção aquelas que se destinam a combater os


desequilíbrios originados por cortes ou aterros em maciços de terra e, eventualmente, em
rochas.

3.2 TIPOS DE ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO

Dependendo de sua tipologia, definida após a análise das diversas condicionantes técnico-
econômicas, as estruturas de contenção recebem as mais diversas denominações, tais como
muros, escoramentos de vala, cortinas (ou paredes) em balanço, estroncadas ou atirantadas,
estacas-prancha, pranchadas, etc.

Para efeito desta diretriz, será admitido que as estruturas se incluem em dois grupos: muros
de arrimo e paredes ou cortinas.

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3.3 AÇÕES A SEREM CONSIDERADAS

Basicamente, as ações que atuam nas estruturas de contenção são os empuxos do solo e
os originados por sobrecargas externas, bem como o empuxo devido à água. Em alguns
casos, há que se considerar o efeito da ação de compactação do terreno (no caso de aterros).

É importante salientar a grande dificuldade de se determinar a verdadeira distribuição de


tensões atuantes nos paramentos de contenção. Além do perfeito conhecimento do solo, há
que se levar em conta as etapas definidas pelos métodos construtivos, bem como a
redistribuição de tensões provocada por deformações da estrutura. Tendo em vista a
complexidade de modelos de cálculos que considerem a interação solo-estrutura, em geral são
adotados métodos com simplificações, sem comprometimento da segurança e economia, e
que deverão estar de acordo com a importância da obra.

4. MUROS DE ARRIMO

4.1 DEFINIÇÃO

Entendem-se como muro de arrimo as estruturas de contenção que possuem uma base
(sapata ou bloco sobre estacas) com geometria suficiente para equilibrar os esforços
horizontais e verticais originados pela ação dos empuxos. Estas estruturas são utilizadas, na
maioria dos casos, para altura livre de construção de até 7,0 metros.

4.2 TIPOS DE MUROS DE ARRIMO

Basicamente, existem dois tipos de muros de arrimo: de flexão e de gravidade.

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4.2.1 Muros de flexão

São aqueles cujo equilíbrio é obtido às custas de flexão do tardoz (“painel”) e da base.

Destacam-se neste grupo:

• muros de cortinas simples (vide Figura 4.1)


• muros com contrafortes (vide Figura 4.2)
• muros de cortina e estabilizador atrás (vide Figura 4.3).

As dimensões dos muros devem ser tais, que tanto satisfaçam as condições de
estabilidade, como permitam um bom detalhamento das armaduras. Elas variam em função de
diversos fatores que afetam a distribuição e magnitude das pressões no paramento. Como
valor de referência, pode-se estimar que a largura da sapata seja da ordem de 0,75 H (H é a
altura do muro), e a espessura da parede, da ordem de H/12. As espessuras, tanto da parede
quanto da sapata, podem ser reduzidas linearmente no sentido das extremidades até um valor
mínimo. Recomenda-se que não se adotem valores inferiores a 10,0 cm para a parede e
15,0 cm para a sapata.

O dimensionamento das armaduras é precedido pelas verificações de estabilidade e


tensões na fundação, conforme segue:

a) Verificação da segurança ao tombamento

O fator de segurança quanto ao tombamento é definido como a relação entre os momentos


resistentes (MR) e solicitantes (MS), devendo este fator ser superior a 1,5:

FS = MR/MS

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Figura 4.1
Tipos de muros de cortinas simples

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Figura 4.2
Muros com contrafortes

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Figura 4.3
Muros de cortina e estabilizador no tardoz

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Os momentos devem ser calculados em relação ao ponto “0” indicado na


Figura 4.1.

Entende-se como momento resistente aquele provocado pela ação dos pesos do muro e de
terra sobre a sapata, e como momento solicitante o originado pela ação dos empuxos.

b) Verificação da segurança ao deslizamento

O fator de segurança ao deslizamento é definido como o quociente entre as forças


horizontais resistentes e as solicitantes.

∑ Hr
FS =
∑ Hs

A força horizontal solicitante é aquela provocada pelos empuxos.

As forças resistentes podem ser mobilizadas por duas parcelas, a saber:

• forças de atrito Fa = (∑ N ) ⋅ tgφ


• forças de adesão Fc = c ⋅ Ab

onde:

∑N = somatório dos pesos atuantes


φ = ângulo de atrito do solo de contato com a estrutura
c = coesão do solo de contato com a estrutura
Ab = área comprimida da base

Em função de incertezas quanto às características do solo, é usual que tanto para a coesão
como para o ângulo de atrito sejam adotados 2/3 do seu valor.

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Dessa forma, temos:

2  2 
∑ Ntg  φ  + Ab  c 
FS = 3   3  ≥ 1,5
∑ sH

O projeto deverá, no entanto, justificar os parâmetros do solo utilizando como apoio da


estrutura adotados, assim como do solo para eventual reaterro no tardoz.

c) Tensões na fundação

A máxima tensão de borda não deve superar a tensão admissível do terreno. Sob a ação
das cargas permanentes, a base deve sempre estar totalmente comprimida. Nos casos de
carregamentos máximos, isto é, carga permanente mais as sobrecargas, admite-se o
descolamento da base até o limite máximo de metade de seu comprimento (no mínimo, meia
base comprimida). Nestas situações, o cálculo deve ser feito para material não resistente à
tração.

Nos casos de solos coesivos, recomenda-se que a verificação de tensões preceda a de


deslizamento, para identificação da área efetivamente comprimida.

A garantia da qualidade da obra é conseguida com cobrimentos adequados e baixa tensão


na armadura, devendo ser obedecidos os limites de fissuração. Especial atenção deve ser
dada à ligação da parede com a sapata (nó de pórtico), principalmente nos casos de muros em
“L”. Recomenda-se, sempre que possível, a adoção de mísulas nessa região.

Preferencialmente, deve-se adotar espessuras tais que dispensem armaduras para


combate ao cisalhamento.

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d) Utilização de tirantes e chumbadores

Em casos especiais, podem ser utilizados tirantes e chumbadores para aumentar a


resistência aos esforços horizontais. Neste caso, deve ser dada especial atenção às várias
fases de construção, para que as cargas nos tirantes sejam proporcionais aos esforços
atuantes sobre o muro, evitando-se deslocamento da estrutura contra o aterro durante tais
fases de construção.

e) Utilização de estacas

Quando a estrutura em muro à flexão exigir subfundação com estacas, caberá a estas a
resistência aos esforços verticais e horizontais atuantes sobre o muro. O modelo de cálculo
mais adequado deverá sempre levar em conta eventuais desconfinamentos a que a obra
poderá estar sujeita, em situações futuras.

4.2.2 Muros do tipo gravidade

São aqueles cujas dimensões conduzem a um peso suficiente para garantir o equilíbrio das
ações atuantes.

Estes podem ser executados em concreto simples ou ciclópico, em alvenaria de pedra,


gabiões, solo reforçado, etc. (vide Figura 4.4).

Assim como os muros de flexão, as dimensões dos muros de gravidade dependem da


geometria e intensidade das cargas às quais está submetido. De maneira geral, a largura da
base é da ordem 0,7 H. As verificações de estabilidade e tensões na fundação seguem a
mesma orientação dos muros de flexão.

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h OU h

1 1

10
10
ou
h ou
15 H
15 E V

Figura 4.4
Tipos de muros de gravidade

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Tais estruturas são normalmente utilizadas quando, além da contenção, é necessário


suporte para outra estrutura, como pontilhões, por exemplo. Nestes casos, as condições de
fundação devem ser adequadas para evitar recalques diferenciais na estrutura.

A verificação da estrutura propriamente dita pode ser feita, de maneira expedita, calculando
as tensões em alguns planos horizontais ao longo de sua altura, e comparando com as
tensões admissíveis do material. Não devem ser negligenciados os aspectos ligados à
drenagem interna para evitar subpressão indesejável sobre a estrutura de arrimo.

5. PAREDES OU CORTINAS

Comparativamente aos muros de arrimo, que sempre se constituem em elementos únicos


de contenção permanente, as paredes ou cortinas, mesmo quando incorporadas às obras
definitivas, em uma primeira fase se constituem em estruturas provisórias, com a finalidade de
permitir as escavações necessárias à execução da obra final.

Basicamente, são formadas por um elemento (parede) em contato direto com o solo a ser
contido, podendo esta estar em balanço, escorada (ou estroncada), ou atirantada em um ou
mais pontos.

Existe, portanto, uma multiplicidade de soluções, sendo possível que em uma mesma obra
o elemento de contenção apresente diferentes comportamentos estruturais, desde a
construção até o término da estrutura permanente.

Dessa forma, o projeto desses elementos deve levar em conta toda a logística do método
executivo, considerando, para cada fase da obra, seu comportamento estrutural e os
carregamentos associados.

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5.1 ALGUNS TIPOS DE PAREDES OU CORTINAS

Dentre os vários tipos de paredes de contenção, podemos citar como os mais usuais as
estacas-prancha, cortinas de perfil pranchado, cortinas de estacões e paredes-diafragma.

5.1.1 Cortinas de estacas-prancha

São estruturas constituídas por estacas justapostas e dotadas de sistema de ligação entre
si. Sua implantação é feita através de cravação por percussão ou vibração e, portanto,
recomendadas para solos moles (vide Figura 5.1).

Elas podem ser constituídas de materiais diversos, a saber:

• madeira – são cortinas constituídas de um sistema de pranchas verticais providas de


encaixe macho e fêmea, que vai sendo construído à medida que avança a escavação. É
um material recomendado para escavações pouco profundas e solos arenosos ou
argilosos muito moles. Além das verificações de flexão e cisalhamento, é importante a
verificação da estabilidade dos elementos comprimidos em função do seu comprimento
de flambagem.

• metálicas – são cortinas constituídas de perfis metálicos que apresentam boa


estanqueidade. Em alguns casos, com fichas adequadas que atinjam camadas
impermeáveis do solo, podem controlar o fluxo d’água pelo fundo da escavação,
garantindo segurança quanto à ruptura de fundo e evitando rebaixamento do lençol
freático. Essa característica, além da economia gerada, torna-se vantajosa nos casos
em que haja limitações de recalques em função da existência de construções lindeiras.
Tendo em vista a flexibilidade desses elementos, sua utilização em balanço se limita a
escavações pouco profundas, sendo usual a utilização de estroncas ou tirantes (vide
Figura 5.2).

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FILTRO COM
CAMADA DE TRANSIÇÕES

BARBACÃ

BRAÇADEIRA OU
ARAME DE COBRE

TELA DE

NYLON # 1/8
BUZINOTE

BARBACÃ
TERRA
OU
BUZINOTES 5cm

BRITA 2
(ESPESSURA DE 20cm)

BRITA 1
(ESPESSURA DE 10cm)

Figura 5.1
Estacas pranchas metálicas

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A B

CORTINA ATIRANTADA - PLANTA TÍPICA

PERFIL METÁLICO
DUPLO I 10"

4"

DE FIOS
NTE
TIRA

PROTEÇÃO POSTERIOR
DE CONCRETO

CORTE A

EPÓXI

ISOPOR

DE FIOS
NTE
TIRA

PROTEÇÃO POSTERIOR
DE CONCRETO

CORTE B
Figura 5.2
Utilização de tirantes

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O projeto estrutural deve levar em conta os esforços solicitantes nas várias fases
construtivas (estrutura em balanço, biapoiada, viga contínua, etc.), sendo as pranchas
normalmente verificadas à flexão simples, e as estroncas, à flexão composta.
Tanto no caso de estroncas, como nas pranchas submetidas a cargas normais, requer-
se atenção em relação aos seus índices de esbeltez.

• concreto armado – são cortinas constituídas pela cravação justaposta de estacas de


concreto. Em função das dificuldades de justaposição, permitem a passagem de água e
solo. Dependendo da altura da escavação, as estacas podem assumir grandes
proporções. Apresentam como vantagem a possibilidade de incorporação à obra
permanente. O projeto deve levar em conta não somente os esforços acarretados pelos
empuxos, como também os decorrentes de transporte, içamentos e cravações.

5.1.2 Cortinas de perfil pranchado (“pranchadas”)

São constituídas por perfis metálicos cravados em espaçamentos regulares, sendo estes
preenchidos com pranchas de madeira, ou placas de concreto pré-moldado (vide Figura 5.3).
Podem ser utilizados em balanço, estroncados ou atirantados. As dimensões dos perfis são
governadas em função do espaçamento (área de influência de carga) e do esquema estrutural
adotado. Dessa forma, quanto mais pontos de apoio, mais leve poderá ser o perfil.

Nos casos em que são incorporados à estrutura definitiva, os perfis geralmente apresentam
grandes dimensões e pequenos espaçamentos. Nestes casos, as pranchadas acabam
servindo de fôrmas perdidas.

Nos casos em que existem construções lindeiras, é usual a execução de pré-furos para
auxiliar a cravação (vide Volume 13 – Metodologia Construtiva de Hidráulica e Volume 15 –
Metodologia Construtiva de Estruturas, da SVP/PMSP).

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ESTRONCAS

LONGARINA
CUNHA DE MADEIRA

(b)
PRANCHÃO DE MADEIRA PERFIL METÁLICO
(ESTACA)

Figura 5.3
Cortina de perfis metálicos com pranchões de madeira

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A utilização de pranchões de concreto pré–fabricado requer controle rigoroso, para evitar


erros de colocação. Recomenda-se que sejam marcadas à tinta as faces que não ficam em
contato com o solo. Como alternativa, os elementos podem ser fabricados com armaduras
simétricas nas duas faces, acarretando pequeno acréscimo de custo e aumento na segurança.

5.1.3 Cortinas de estacões (estacas escavadas)

São constituídas por estacas escavadas em espaços regulares. À medida que a escavação
avança, vão sendo aplicados concreto projetado e telas metálicas, formando um arco (vide
Figuras 5.4 e 5.5). Em caso de terreno de baixa consistência, esse arco pode ser formado por
colunas de CCP secantes, sendo, no entanto, uma solução de alto custo.

Possuem boa capacidade para resistir a solicitações normais, sendo usualmente


incorporadas à estrutura definitiva e, portanto, solicitadas à flexo-compressão na fase final.

5.1.4 Paredes-diafragma

Também conhecidas como paredes moldadas no solo ou contínuas, são executadas


através do preenchimento com concreto, geralmente armado, de uma trincheira aberta no
terreno, a qual se mantém estável com o auxílio de lama bentonítica (vide Figura 5.6).

A espessura da parede deve respeitar a largura das mandíbulas dos equipamentos de


escavação (“clamshell”), variando de 40 a 100 cm. Dessa forma, o projeto deve levar em
consideração os equipamentos disponíveis, de maneira a otimizar o desempenho estrutural e o
consumo de concreto.

A escavação da trincheira é feita através de painéis de 2,20 m de comprimento, sendo a


concretagem feita alternadamente. Para tanto, são utilizados tubos-junta, de maneira a não
permitir que o concreto passe para outra célula.

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CONCRETO PROJETADO

ESTACA ESCAVADA

= =

Figura 5.4
Cortina de estacas escavadas

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COLUNAS DE "CCP"

ESTACA ESCAVADA

= =

Figura 5.5
Cortina de estacas escavadas

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TRECHO ARMADO A TRECHO ARMADO A


SER CONCRETADO PAREDE PRONTA SER CONCRETADO PAREDE PRONTA
PAREDE PRONTA PAREDE PRONTA

LAMA BENTONÍTICA CONCRETAGEM

ETAPA 1 ETAPA 2

Figura 5.6
Parede-diafragma moldada

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As primeiras aplicações de paredes moldadas no solo foram utilizadas como elementos


impermeabilizantes (“cut – off”) em barragens.

São geralmente incorporadas à obra definitiva, possuindo boa capacidade como elementos
de fundação.

No caso em que a estrutura final se localize à baixa profundidade e que se requeira bom
acabamento, podem ser construídas utilizando elementos pré-fabricados vazados na região
próxima à superfície.

Assim como em todas as estruturas de contenção, o projeto deve levar em conta desde as
fases construtivas até a estrutura definitiva. Na maioria dos casos, são dimensionadas à flexo–
compressão. O detalhamento das armaduras deve ser tal que permita a introdução do tubo de
concretagem (“tromba”).

Tendo em vista que as armaduras são preparadas no canteiro, o projeto deve prever
espaçadores para garantir os cobrimentos, bem como alças para içamento, devendo o
conjunto se constituir em uma rígida gaiola soldada.

5.1.5 Cortinas atirantadas

Todas as estruturas de estacas-prancha, estacões e paredes-diafragma podem ser


associadas a tirantes, apoiados em longarinas em um ou mais níveis. Além disso, existem as
cortinas atirantadas propriamente ditas, com painéis contínuos e tirantes distribuídos ao longo
da estrutura em malhas quadradas ou retangulares. O projeto deve levar em conta os esforços
parciais, advindos da construção da obra em nichos ou em faixas, e os carregamentos parciais
dos tirantes, conforme já salientado nos itens anteriores e indicado mais detalhadamente na
DP-C03 – Diretrizes de Projeto de Cortinas Atirantadas, da SVP/PMSP.

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As verificações internas da SVP/PMSP poderão ser balizadas com o uso do “software” PEC
– Programa de Cálculo de Estruturas de Contenção. (vide Volume XII – Automação de Rotinas
de Cálculo, da SVP/PMSP).

5.2 INSTRUMENTAÇÃO

Em obras de maior responsabilidade e/ou próximas a construções mais antigas e/ou


tombadas pelo patrimônio histórico, qualquer estrutura de contenção deverá ser construída
com acompanhamento através de instrumentação adequada, visando compatibilizar os valores
dos deslocamentos indicados como admissíveis no projeto com aqueles realmente medidos no
local da obra.

6. CONTROLE TECNOLÓGICO

Conforme as diretrizes de fiscalização de SVP, as obras de contenção necessitam de um


controle tecnológico rigoroso, para que sejam confirmadas as resistências exigidas para os
concretos estruturais, assim como as cargas de incorporação indicadas no projeto para os
tirantes. No caso do aparecimento, durante a construção, de águas ou resíduos líquidos
agressivos ao concreto e que possam ter fluxo permanente, a projetista deve ser comunicada
para verificar o grau do risco que esta agressão poderá trazer à estrutura de contenção.

7. OUTRAS ESTRUTURAS

O projeto poderá indicar estruturas mistas, estruturas com utilização de outros elementos de
contenção (estacas “jet grouting” por exemplo), cabendo detalhar cada modelo estrutural que
será utilizado para ter aprovação prévia da SVP/PMSP.

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ÍNDICE
PÁG.

1. OBJETO E OBJETIVO..................................................................................................137

2. REFERÊNCIAS .............................................................................................................137

3. CONSIDERAÇÕES GERAIS .........................................................................................137

4. PRINCIPAIS ASPECTOS DAS OBRAS DE ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEAS .............138


4.1 AÇÕES ............................................................................................................................138
4.2 ESTADO INICIAL DE TENSÕES NO MACIÇO .........................................................................138
4.3 EVOLUÇÃO DAS TENSÕES DURANTE A ESCAVAÇÃO ...........................................................140
4.4 EFEITO TRIDIMENSIONAL DA FRENTE DE ESCAVAÇÃO.........................................................143
4.5 CURVAS CONVERGÊNCIA /CONFINAMENTO ........................................................................143

5. ESFORÇOS ATUANTES SOBRE O REVESTIMENTO.................................................148


5.1 TEORIAS CLÁSSICAS PARA A DETERMINAÇÃO DOS ESFORÇOS SOBRE O

REVESTIMENTO DE TÚNEIS ...............................................................................................148


5.2 MÉTODOS ANALÍTICOS SIMPLIFICADOS ..............................................................................152

6. MÉTODOS ANALÍTICOS COMPLETOS .......................................................................152


6.1 REDUÇÃO DO PROBLEMA TRIDIMENSIONAL A UM PROBLEMA BIDIMENSIONAL .......................153
6.2 UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS ..............................................................153

7. TÚNEIS PARA TUBULAÇÕES DE SERVIÇO...............................................................155

8. POÇOS DE ACESSO E DE VENTILAÇÃO ...................................................................155

9. PASSAGENS INFERIORES ..........................................................................................155

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1. OBJETO E OBJETIVO

Este documento tem por objeto as Diretrizes de Projeto de Estruturas da SVP/PMSP, e seu
objetivo é evidenciar os principais fenômenos presentes nas escavações subterrâneas (túneis
de drenagem, poços de acesso e passagens inferiores), além de estabelecer procedimentos
mínimos para o projeto estrutural, de forma a garantir a segurança e funcionalidade dessas
obras para a Secretaria de Vias Públicas da PMSP.

2. REFERÊNCIAS

Como referência necessária, devem ser considerados:

• DP-TU1 – Diretrizes de Projeto para túneis de drenagem urbana, da SVP/PMSP;


• ES-TU1 – Diretrizes Executivas de Serviços – túneis de drenagem urbana, da
SVP/PMSP;
• DP-T01 – Diretrizes de Projeto – Procedimentos gerais de projeto, da SVP/PMSP;
• DP-T04 – Diretrizes de Projeto – Escavações, da SVP/PMSP.
• Stein, D – “Trenchless Technology for Utility Networks – An important part of the
development of mega-cities – Tunnels and Metropolises – Negro Jr. & Ferreira – Ed.
Balkeman – 1998”.
• Herbert H. Einstein, Charles W. Schawrtz – “Simplified Analysis for Tunnel Supports” –
“Journal of the Geotechnical Engineering Division (April, 1979)”.

3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Os elementos estruturais presentes nas escavações subterrâneas são, em primeiro lugar, o


maciço no qual se efetua a escavação, e, em segundo, o revestimento aplicado junto às
paredes dessa escavação. Esse revestimento pode ser provisório, quando destinado apenas à
etapa de escavação da obra, ou definitivo, quando destinado à sua fase final de utilização.

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Quanto aos materiais empregados, o revestimento pode ser composto por cambotas metálicas
e concreto projetado, no caso de escavação manual ou semimecanizada, ou por anéis
metálicos ou de concreto armado pré-moldado, no caso de escavação mecanizada. A adoção
de revestimentos finais em concreto armado moldado no local pode ser feita em ambos os
casos.

O objetivo do projeto estrutural é garantir a segurança da obra contra a ruptura, limitando as


tensões atuantes no maciço e no revestimento a valores compatíveis com as resistências dos
materiais que compõem essa estrutura composta. Além disto, o projeto destina-se a
dimensionar os revestimentos, não só do ponto de vista da sua resistência, assim como do
ponto de vista da sua rigidez, com o objetivo de limitar os recalques na superfície do terreno.

4. PRINCIPAIS ASPECTOS DAS OBRAS DE ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEAS

4.1 AÇÕES

As ações presentes sobre a estrutura como um todo são:

• ação da gravidade sobre o maciço;


• pressões hidrostáticas atuantes sobre o maciço e o revestimento, devidas à presença de
tensões freáticas;
• cargas móveis atuando na superfície do terreno;
• cargas devidas às edificações existentes ou futuras;
• pressões hidrostáticas internas.

4.2 ESTADO INICIAL DE TENSÕES NO MACIÇO

O estado inicial de tensões no maciço depende de sua gênese, e pode ser caracterizado
pelas tensões indicadas na Figura 4.1.

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σV = γ . Z
σv
σH = k σv
Z

σH

Figura 4.1
Estado inicial de tensões no maciço

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com:

σv = γ. z
σH = k σv

onde:

σv = tensão vertical
σH = tensão horizontal
γ = peso específico do maciço
k = constante em geral igual ao coeficiente de empuxo em repouso.

4.3 EVOLUÇÃO DAS TENSÕES DURANTE A ESCAVAÇÃO

Antes do início da escavação, cada ponto do maciço está em equilíbrio apresentando as


tensões indicadas na Figura 4.2a.

À medida que avança a escavação, as tensões normais ao seu contorno passam a diminuir.
Pode-se imaginar o efeito da escavação, como a aplicação de tensões de tração “p” normais
ao contorno da escavação (vide Figura 4.2b).

Ao final da escavação, caso esta não apresente revestimento, as tensões na sua superfície
são nulas, e as tensões “tangenciais” junto a essa superfície são máximas (vide Figura 4.2c).

Uma estimativa das tensões tangenciais máximas em escavações sem revestimento pode
ser obtida através da solução elástica linear para um semi-espaço plano, como as
apresentadas na Figura 4.3. Nessa Figura, são indicados valores das tensões tangenciais
máximas no teto e na parede de escavações com várias formas (seções diferentes), e para
valores de k entre 1,0 e 4,0.

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H = K v mßx.

p
= 0

Figura 4.2
Evolução das tensões durante a escavação

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12
VALOR DAS CONSTANTES
s
r
11 = ( Ak - 1 )
Pz

10 A 5,0 4,0 3,9 3,2 3,1 3,0 2,0 1,9 1,8

9 B 2,0 1,5 1,8 2,3 2,7 3,0 5,0 1,9 3,9

8 6

ss
7 5 = (B-k)
Pz

6 4
r

Pz
5 3
(TETO)

4 2

3 s 1

Pz
2 0
(PAREDES)

1 -1

0 -2

-1 -3
0 1 2 3 4 0 1 2 3 4

K K

Figura 4.3
Estimativa das tensões tangenciais máximas em escavações sem revestimento

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4.4 EFEITO TRIDIMENSIONAL DA FRENTE DE ESCAVAÇÃO

Os deslocamentos das paredes da escavação dirigem-se para dentro da mesma, e


apresentam uma variação ao longo do eixo do túnel, conforme pode ser observado na Figura
4.4.

Tais deslocamentos são mínimos junto à frente de escavação, atingindo seu valor máximo a
uma distância 2D (D = diâmetro do túnel) da frente, permanecendo então constantes para
distâncias maiores que 2D.

Pode-se dizer que as seções situadas a uma distância da frente de escavação maior que
2D têm seu estado de tensões estabilizado, enquanto aquelas localizadas a menos que 2D da
frente sofrem ainda o efeito do avanço dessa frente. A Figura 4.5 apresenta uma curva típica
dos deslocamentos de seções ao longo do eixo da escavação, onde δm é o deslocamento
radial máximo.

4.5 CURVAS CONVERGÊNCIA/CONFINAMENTO

Considere-se um maciço escavado em equilíbrio, sob a ação de uma pressão interna “p”, e
os deslocamentos radiais δ obtidos e indicados nas Figuras 4.6a, 4.6b e 4.6c.

Quando se varia essa pressão “p”, admitindo-se que o material do maciço apresente um
comportamento elastoplástico como o indicado na Figura 4.6c, é possível construir a curva P-δ
característica do terreno, indicada na Figura 4.7.

Nessa Figura, Pi representa o valor correspondente ao estado inicial de tensões antes da


escavação, quando o deslocamento δ é nulo. À medida que avança a escavação, essas
tensões “p” tendem a reduzir, enquanto os deslocamentos δ tendem a crescer.

A curva I representa o caso de um maciço competente, onde foi possível encontrar um


deslocamento δ1, para o qual o equilíbrio é possível mesmo com p = o.

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2D
d

FRENTE DE
D
ESCAVAÇÃO

Figura 4.4
Variação ao longo do eixo do túnel

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1,5 1,0 0,5 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 X


0

D
0,10

0,20

0,30

0,40

0,50

0,60

0,70

0,80

0,90

1,00

d
/ dm

Figura 4.5
Curva típica dos deslocamentos de seções ao longo do eixo da escavação

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Figura 4.6
Pressão interna e deslocamentos radiais atuando sobre maciço escavado em
equilíbrio

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Pi

CURVAS CARACTERÍSTICAS DO MACIÇO

II
I

B
PB

A
PA

1
2

0 d
dO d1

Figura 4.7
Construção das curvas características do terreno

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A curva II indica um caso em que “pa” representa o menor valor admissível para “p”, desde
que seja garantido o equilíbrio. A partir desse ponto, os deslocamentos tendem a crescer,
exigindo uma pressão de confinamento maior, devido ao desagregamento do material do
maciço.

As curvas 1 e 2 representam a evolução da pressão “p” passível de ser desenvolvida no


revestimento, à medida que aumentam os deslocamentos δ. Essas curvas têm origem para um
deslocamento δo não nulo, uma vez que o revestimento só pode ser aplicado junto à frente de
escavação, quando aproximadamente 25% dos deslocamentos máximos já ocorreram.

A curva 1 corresponde a um revestimento mais rígido que o da curva 2, levando a uma


pressão de equilíbrio “pB” maior que “pA”. Assim, a melhor solução do ponto de visita
econômico consiste em se adotar o menor revestimento possível, capaz de garantir a pressão
de confinamento mínima admissível pelo maciço. Por outro lado, quando os deslocamentos de
superfície, os quais estão diretamente relacionados com os deslocamentos δ, precisam ser
minimizados, a adoção de revestimentos mais rígidos, o mais próximo possível da frente de
escavação, corresponde à melhor solução.

5. ESFORÇOS ATUANTES SOBRE O REVESTIMENTO

Dependendo das características dos revestimentos empregados, são desenvolvidos os


esforços provocados pela deformação do maciço.

5.1 TEORIAS CLÁSSICAS PARA A DETERMINAÇÃO DOS ESFORÇOS SOBRE O REVESTIMENTO DE


TÚNEIS

Essas teorias estão baseadas na formação de superfícies de escorregamentos no maciço,


supondo que haja deslocamentos suficientemente grandes para garantir essa formação.

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Dentre as muitas teorias existentes, apresenta-se a Teoria de Terzaghi, a qual foi


desenvolvida originalmente para materiais granulares, podendo ser estendida também para
materiais coesivos. Ela admite a formação de superfícies de escorregamento, provocadas pela
escavação, conforme indicada na Figura 5.1.

As pressões verticais no teto do túnel são dadas pela expressão:

Bã  
2H 2 2H 2
− ktgö − ktgö
pv = 1−e B  + ã H1e B
2ktgϕ  
 

onde o valor encontrado experimentalmente para k é igual à unidade, ϕ é o ângulo de atrito


do terreno, e γ seu peso específico. Para os demais parâmetros, ver Figura 5.1.

A expressão:

B( γ − 2 c / B ) 
2H 
− ktgφ
pv = 1−e B 
2 ktgϕ  
 

pode ser estendida para solos coesivos (onde c = coesão do solo).

Para determinação das pressões laterais sobre o revestimento, pode ser empregada a
expressão de Rankine, conforme indicada na Figura 5.2.

ph1 = pv tg2 (45 – ϕ/2)

ph2 = ph1 + γ m tg2 (45- ϕ /2)

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H
Z σV 1

σH
dz H

H
B σV + d σV 2

H2=H para H -< 2,5 B


H2=2,5 B para H > 2,5B
m
H1=H-H2 >- 0

o
45 + /2

Figura 5.1
Teoria de Terzaghi

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pv

ph1

ph2

Figura 5.2
Aplicação da expressão de Rankine

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A partir do conhecimento destas pressões, verticais e horizontais, externas e equilibradas,


que atuam sobre o revestimento, é possível determinar os esforços solicitantes resultantes no
mesmo. Este procedimento tende a superestimar os momentos fletores, por não levar em
conta a interação solo estrutura, na medida em que o carregamento não é corrigido, em função
dos deslocamentos do revestimento.

5.2 MÉTODOS ANALÍTICOS SIMPLIFICADOS

De modo geral, a utilização de métodos analíticos completos nem sempre tem seu emprego
justificado, seja pelo número de parâmetros envolvidos ou pelo tempo disponível,
especialmente nas fases iniciais de projeto.

Dessa forma, métodos analíticos simplificados são de grande valia, uma vez que seu uso
pode ser feito com o emprego de alguns diagramas, ou uma calculadora programável. Esses
métodos, no entanto, devem ser capazes de levar em conta os efeitos das principais
características do terreno e do revestimento, assim como das condições de carregamento.

Dentre esses métodos analíticos simplificados, cita-se o devido a Herbert H. Einstein e


Charles W. Schwartz, publicado no “Journal of the Geotechnical Engineering Division”. Neste
método, são considerados: a rigidez relativa do revestimento e do maciço, rigidez essa quanto
à compressão e quanto à flexão; o estado inicial de tensões do maciço, através do parâmetro
k = σ H ; as condições de escorregamento ou não do revestimento, em relação ao maciço; e o
σV
tipo de carregamento. São fornecidos a força normal, o momento fletor e o deslocamento do
teto do túnel.

6. MÉTODOS ANALÍTICOS COMPLETOS

Os métodos analíticos completos tentam levar, de uma forma mais abrangente possível, o
maior número das variáveis dominantes em jogo, a um determinado tipo de estrutura. No caso

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particular das escavações subterrâneas, o problema é de natureza tridimensional, envolvendo


o comportamento da não linearidade física dos materiais, especialmente o maciço, além de
apresentar um caráter evolutivo da própria estrutura ao longo das fases de execução (maciço
pleno, escavação, instalação do revestimento, etc.).

Resumem-se, na seqüência, as principais etapas para um estudo mais detalhado, visando à


determinação das tensões no maciço e no revestimento.

6.1 REDUÇÃO DO PROBLEMA TRIDIMENSIONAL A UM PROBLEMA BIDIMENSIONAL

O efeito tridimensional da frente de escavação é considerado de forma simplificada,


admitindo que o relaxamento das pressões “pi” que equilibram o estado inicial de tensões
ocorra em duas etapas distintas (vide Figuras 6.1a, 6.1b e 6.1c).

Em uma primeira etapa, parte dessas pressões é relaxada no próprio maciço, acarretando
uma alteração do seu estado de tensões.

Admite-se que (1 – α) pi seja relaxado por efeito da escavação, antes da aplicação do


revestimento em uma dada seção. Posteriormente, após a instalação do revestimento,
considera-se o relaxamento do complemento α pi atuando no maciço escavado mais o
revestimento.

6.2 UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS

A solução para cada uma das etapas da Figura 6.1 pode ser obtida através do Método dos
Elementos Finitos (M.E.F.) para um estado plano de deformações. O revestimento pode ser
discretizado por elementos de barra prismática, tendo apenas os deslocamentos
compatibilizados com o maciço.

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pi + ( 1- α ) pi + α pi

ESTADO INICIAL RELAXAMENTO DE


DE TENSÕES
( 1- α ) pi NO MACIÇO

Figura 6.1
Efeito tridimensional da frente de escavação

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Essas análises podem ser efetuadas em primeira aproximação considerando a linearidade


entre tensões e deformações, ou serem tratadas por processo interativo, em cada uma das
etapas, para a consideração da não linearidade física de resposta dos materiais.

Nos casos mais complexos, recomenda-se um programa de cálculo desenvolvido para


estas finalidades, e com uso já empregado no meio técnico.

7. TÚNEIS PARA TUBULAÇÕES DE SERVIÇO

Outros casos com os quais se depara a SVP/PMSP são os túneis de passagem para
acomodação de tubulação de serviços (gás, telefonia, eletricidade), que normalmente são de
responsabilidade das companhias e empresas responsáveis pelos serviços.

8. POÇOS DE ACESSO E DE VENTILAÇÃO

Dependendo das soluções adotadas, o projeto deverá prever os poços de acesso, que
poderão ser incorporados ou não às estruturas definitivas de acesso ao túnel, assim como
poços de ventilação integrados na rede de captação de drenagem (poços de visita, por
exemplo). O dimensionamento dessas estruturas será feito à semelhança dos túneis, com as
adaptações necessárias e critérios específicos.

9. PASSAGENS INFERIORES

A execução de passagens inferiores sob vias existentes é também uma escavação


subterrânea, apresentando em geral pequena cobertura. Essa característica reduz a
capacidade portante do maciço, devido à pequena espessura junto à calota superior, exigindo,
em geral, consolidações nessa região.

Desde que se preserve o maciço como elemento estrutural, os fenômenos em jogo nessas
passagens são os mesmos observados em túneis.

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Quando isso não é possível, as cargas atuantes na superfície são transferidas para
estruturas (concreto, aço ou mistas) executadas sob a via em questão. Essa execução é em
geral feita de forma segmentada, de tal modo a não comprometer a capacidade portante do
maciço, durante a construção dessas estruturas. Uma vez prontas, é possível iniciar a
escavação sob as mesmas. Durante essa escavação, as paredes laterais vão sendo
progressivamente desconfinadas, exigindo cuidados para sua contenção.

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PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DE


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ÍNDICE
PÁG.

1. OBJETO E OBJETIVO..................................................................................................159

2. REFERÊNCIAS .............................................................................................................159

3. ETAPAS DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL .....................................160


3.1 COLETA DE DADOS EXISTENTES .......................................................................................161
3.2 PLANO DE VISTORIA DETALHADA ......................................................................................161
3.3 RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO ...........................................................................................164
3.4 PROJETO DE RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL ........................................................................164

4. DOCUMENTOS RESULTANTES ..................................................................................166

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1. OBJETO E OBJETIVO

O objeto deste documento são as Diretrizes de Projeto de Estruturas da SVP/PMSP, e seu


objetivo é nortear a elaboração de projetos de recuperação estrutural, ao longo de suas várias
etapas, para que os mesmos, apoiados em dados consistentes, possam identificar as
melhores intervenções necessárias, do ponto de vista técnico-econômico, fornecendo
subsídios para o adequado orçamento e a execução das obras.

Entende-se neste documento por recuperação estrutural o conjunto de ações para restituir
ou melhorar as condições originais de projeto de obra, referentes a:

• resistência e estabilidade do equilíbrio;


• deformações, vibrações e fissuração;
• durabilidade.

2. REFERÊNCIAS

A elaboração do projeto de recuperação estrutural deverá atender, além das diretrizes e


especificações da SVP/PMSP, as normas brasileiras da ABNT.

Nos casos omissos, a critério da SVP/PMSP, poderão ser adotadas normas


internacionalmente reconhecidas.

Citam-se a seguir as principais normas ABNT a serem atendidas:

• NBR-6118 – Projeto e execução de obras de concreto armado – Procedimento


• NBR-7197 – Projeto de estruturas de concreto protendido – Procedimento

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• NBR-7187 – Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido –


Procedimento
• NBR-9062 – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado –
Procedimento
• NBR-8681 – Ações e segurança nas estruturas – Procedimento
• NBR-7188 – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestre –
Procedimento
• NBR-7189 – Carga móvel para o projeto de obras ferroviárias – Procedimento
• NBR-6123 – Forças devidas ao vento em edificações – Procedimento
• NBR-7480 – Bases e fios de aço destinados à armadura para concreto armado –
Especificação
• NBR-7481 – Telas de aço soldadas para armadura de concreto – Especificação
• NBR-7182 – Fios de aço para concreto protendido – Especificação
• NBR-7483 – Cordoalhas de aço para concreto protendido – Especificação
• NBR-9783 – Aparelho de apoio de elastômero fretado – Especificação
• NBR-6122 – Projeto e execução de fundações – Procedimento
• NBR-9452 – Vistoria de pontes e viadutos de concreto – Procedimento
• NBR-8800 – Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios (Método dos
estados limites)
• NBR-7190 – Cálculo e execução de estruturas de madeira – Procedimento
• NBR-9607 – Prova de carga em estruturas de concreto armado e protendido –
Procedimento

3. ETAPAS DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL

Compõem os Projetos de Recuperação Estrutural as seguintes etapas:

• Coleta de Dados Existentes;


• Plano de Vistoria Detalhado;

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• Relatório de Diagnóstico;
• Projeto de Recuperação Estrutural.

3.1 COLETA DE DADOS EXISTENTES

As atividades iniciais visam reunir todos os documentos que contenham informações sobre
a história da estrutura, desde sua concepção até o momento presente. Entre esses
documentos, citam-se:

• Projeto da estrutura original;


• Sondagens;
• Projeto Como-Construído (“As-Built”);
• Projetos de recuperação anteriores;
• Dados resultantes de vistorias;
• Parecer da SVP/PMSP quanto à gravidade e extensão das anomalias identificadas nas
vistorias sistemáticas;
• Dados das concessionárias de serviços públicos (energia elétrica, água, gás, telefone,
etc.);
• Projetos de edificações ou obras vizinhas com eventual interferência na obra em
questão.

3.2 PLANO DE VISTORIA DETALHADO

Esta etapa visa coletar todas as informações de campo referentes ao estado e desempenho
da estrutura, de forma a subsidiar o diagnóstico da mesma.

A análise dos dados existentes (item 3.1) e uma inspeção inicial sumária devem orientar o
plano de vistoria detalhado. Este plano deve identificar antecipadamente o que vistoriar,

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criando elementos que possibilitem o cadastramento sistemático das informações na forma de


desenhos, os quais comporão o Relatório de Vistoria .

As ocorrências observadas na vistoria detalhada devem ser caracterizadas quanto à sua


localização na estrutura, assim como quanto à sua extensão e intensidade, conforme o
exemplo apresentado na Figura 3.1:

Figura 3.1
Caracterização das ocorrências vistoriadas

A utilização de documentação fotográfica complementar é desejável, para uma visão global


qualitativa das anomalias.

Eventualmente, também durante esta etapa podem ser solicitados ensaios para avaliação
das propriedades físicas ou mecânicas dos materiais presentes na obra.

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Constituem objeto da vistoria detalhada um ou mais dos seguintes itens:

• geometria atual da estrutura, identificando as seções estruturais efetivas de vigas, lajes,


pilares, guarda-corpos e guarda-rodas, assim como a presença de reforços, danos e
variações de forma, ocorridas durante ou posteriormente à construção;
• determinação de espessuras e tipo de pavimentos ou revestimentos através de
aberturas, com a finalidade de estabelecer as cargas efetivas atuantes sobre a estrutura;
• equipamentos das concessionárias de serviços públicos, quanto à sua locação e
condições de funcionamento, tendo em vista a causa de anomalias, na estrutura, ou
interferências com as obras de recuperação;
• interferência com outras obras, prontas ou a serem construídas, que possam ser
responsáveis por anomalias, ou que venham a exigir reforços;
• presença de agentes (sólidos, líquidos ou gasosos) agressivos ao concreto ou às
armaduras, que exijam a proteção da estrutura para garantia da sua durabilidade;
• condições de uso atual e futuro da estrutura, quanto à intensidade e natureza das
cargas de utilização;
• regiões com concreto segregado;
• regiões com concreto poroso;
• regiões com concreto lixiviado;
• regiões com concreto atacado por agentes agressivos;
• regiões com cobrimento de concreto destacado pela oxidação das armaduras;
• fissuração do concreto;
• fissuração do concreto devido às cargas atuantes;
• juntas de construção com infiltração de água;
• juntas de dilatação quanto ao funcionamento e à estanqueidade;
• armaduras expostas por falta de cobrimento de concreto;
• armaduras oxidadas com identificação da seção de aço remanescente;
• bainhas com injeção de calda deficiente;
• ancoragens de cabos deficientes;

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• deslocamentos provocados pelas cargas, ou por recalques da fundação;


• vibrações com amplitudes ou freqüências indesejáveis;
• deformação e estado dos aparelhos de apoio;
• abertura das janelas no concreto para identificação de armaduras;
• determinação de resistências e módulos de deformação através de ensaios não
destrutivos, ou de extração de corpos-de-prova;
• verificação da drenagem superficial.

3.3 RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO

Este relatório deve identificar o estado atual da estrutura, assim como suas causas, e
propor alternativas de recuperação para que sejam restituídas ou melhoradas suas condições,
relativas aos aspectos de segurança, utilização e durabilidade.

Devem constar neste documento, de forma clara e concisa, os elementos obtidos nas
etapas de Coleta dos Dados Existentes e de Vistoria Detalhada, bem como os resultados de
eventuais cálculos estruturais executados. Em resumo, todos os subsídios que identificam o
estado atual da estrutura e que servirão de base para a proposta das alternativas de
recuperação.

Dentre as alternativas propostas, deverá ser eleita a melhor do ponto de vista técnico-
econômico. Para tanto, devem ser avaliadas as quantidades de serviços e materiais de cada
alternativa, com a finalidade de identificar aquela com a melhor relação benefício/custo.

3.4 PROJETO DE RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL

O projeto de recuperação estrutural deverá detalhar a alternativa escolhida, fornecendo


todos os elementos necessários ao seu orçamento e à sua execução.

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Este projeto deve identificar os locais da estrutura onde ocorrerão os serviços de


recuperação, caracterizando o tipo de intervenção, assim como sua extensão, para que
possam ser apropriadas as quantidades de materiais e serviços a serem empregadas.

As intervenções que exijam suplementação de seções de concreto ou armadura deverão ter


suas fôrmas e armaduras explicitamente detalhadas em desenhos específicos.

As intervenções correntes (tratamentos superficiais, etc.) terão seus serviços e materiais


definidos, respectivamente, nas Especificações de Serviços e nas Especificações de Materiais.

As verificações estruturais da obra existente, assim como o dimensionamento de reforços,


deverão constar da memória de cálculo do projeto de recuperação estrutural. A eficiência
estrutural dos materiais incorporados à estrutura (concreto, “graute”, adesivos, armaduras,
etc.) deverá ser demonstrada através do controle de “tensões no contato” entre a estrutura
existente e esses materiais, levando em conta o efeito da retração.

Especial atenção deverá ser dada aos métodos e seqüências construtivas, e às


interferências com o tráfego ou serviços das concessionárias de serviços públicos.

Quando as informações obtidas do projeto existente e da vistoria detalhada não forem


conclusivas para garantir o desempenho da estrutura, no que diz respeito à segurança ou às
condições de utilização (flechas, vibrações, etc.), deverão ser realizadas provas de carga, a
critérios, da SVP/PMSP.

Será elaborada uma planilha de quantidades (ver modelo no Anexo 1) na qual constarão,
para cada serviço, sua descrição sumária, quantidades e preços, unitários e totais, permitindo
dessa forma o levantamento do preço geral da obra.

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Os preços unitários a serem lançados serão obtidos a partir da Tabela de Preços Unitários,
da SVP/PMSP.

Será elaborado o Cronograma de Execução das obras de recuperação estrutural,


identificando a seqüência e as datas dos eventos mais importantes, especialmente aqueles
que apresentarem interferência com tráfego ou serviços das concessionárias públicas.

Acompanham ainda o Projeto de Recuperação as Especificações de Serviços e de


Materiais, as quais serão elaboradas de acordo com as constantes nos documentos ES-E05 e
ES-E06, da SVP/PMSP, respectivamente.

4. DOCUMENTOS RESULTANTES

Compõem o projeto de recuperação estrutural os seguintes documentos:

• Relatório de vistoria;
• Relatório de diagnóstico;
• Desenhos de fôrmas da estrutura atual;
• Desenhos de locação e identificação das anomalias e respectivas intervenções;
• Desenhos de detalhamento de seqüências ou métodos construtivos (eventuais);
• Desenhos de detalhamento de fôrmas e armaduras dos reforços (eventuais);
• Memória de cálculo do projeto de recuperação estrutural (eventuais);
• Plano de prova de carga (eventual);
• Planilha de quantidades;
• Cronograma de execução;
• Especificação de serviços;
• Especificação de materiais.

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ANEXO 1
EXEMPLO DE PLANILHA DE QUANTIDADES E
CUSTOS PARA RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL DE
VIADUTOS

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CUSTO DO ITEM
ORÇAMENTO DA EMPRESA
PREÇO UNITÁRIO
EXECUÇÃO DAS OBRAS E SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO E REFORÇO DE VIADUTO

PREÇO DO ITEM
ORÇAMENTO DA PMSP
QUANTID. PREÇO UNITÁRIO
UNIDADE
DESCRIÇÃO DO SERVIÇO
DATA BASE

ITEM

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ANEXO 2
SIMBOLOGIA A SER UTILIZADA EM DESENHOS DE
VISTORIA DETALHADA

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). Coletânea de normas


técnicas.

DP-C02 – (1999) – Diretrizes de Projeto de Muros e Estruturas de Arrimo – Geotecnia;

DP-C03– (1999) – Diretrizes de Projeto de Cortinas Atirantadas e Pranchadas – Geotecnia;

DP-C05 – (1999)– Diretrizes de Projeto para Escoramentos – Geotecnia;

DP-E01 – (1999)– Diretrizes de Projeto de Estruturas de Obras de Arte Especiais –


SVP/PMSP

DP-E02 – (1999) – Diretrizes Gerais de Projeto para Estruturas de Obras de Arte Correntes;

DP-E04 – (1999) – Diretrizes de Projeto de Galerias, Canais e Reservatórios – SVP/PMSP

DP-E05 – (1999) – Diretrizes de Projeto de Estruturas de Contenção – SVP/PMSP

DP-F01 – (1999) – Diretrizes de Projeto de Fundações Rasas – SVP/PMSP

DP-F02 – (1999) – Diretrizes de Projeto de Fundações Profundas – SVP/PMSP

DP-H09– (1999) – Obras de Retenção / Detenção;

DP-H17– (1999) – Procedimentos Gerais para a Elaboração de Projetos de Drenagem;

DP-T01 – (1999) – Procedimentos gerais de projeto, da SVP/PMSP;

DP-T04 – (1999) – Escavações, da SVP/PMSP.

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DP-TU1– (1999) – Diretrizes de Projeto para túneis de drenagem urbana, da SVP/PMSP;

ES-C02 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços para Muros e Estruturas de Arrimo, da


SVP/PMSP;

ES-E01 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços de Pontes, Viadutos e Passarelas, da


SVP/PMSP

ES-E06 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços para Concretos, da SVP/PMSP

ES-H01 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços de Obras de Drenagem Superficial,


da SVP/PMSP

ES-T01 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços – Escavações, da SVP/PMSP

ES-T02 – (1999) – Diretrizes Executivas de Serviços – Aterros, da SVP/PMSP

ES-TU1– (1999) – Diretrizes Executivas de túneis de drenagem urbana, da SVP/PMSP;

Herbert H. Einstein, Charles W. Schawrtz – “Simplified Analysis for Tunnel Supports –


Journal of the Geotechnical Engineering Division (April, 1979)”.

NBR-7222 (MB-212) – Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por


compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos

NBR-10839 (NB-1223) – Execução de obras-de-arte especiais em concreto armado e


protendido

NBR-12131 (MB-3472) – Estaca – Prova de carga estática

NBR-12142 (MB-3483) – Concreto – Determinação da resistência à tração na flexão em


corpos-de-prova prismáticos

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NBR-12655/92 (NB-1418) – Preparo, Controle e Recebimento de Concreto

NBR-13044/93 – Concreto projetado – Reconstituição da mistura recém-projetada

NBR-13069/94 – Concreto projetado – Determinação dos tempos de pega em pasta de


cimento Portland, com ou sem a utilização de aditivo acelerador de pega

NBR-13070/94 – Moldagem de placa para ensaio de argamassa e concreto projetados

NBR-5629/96 – Execução de Tirantes Ancorados no Solo;

NBR-5738 – Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos de concreto

NBR-5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos

NBR-6024 (NB-69) – Numeração progressiva das seções de um documento

NBR-6118 (NB-1) – Projeto e execução de obras de concreto armado

NBR-6122 (NB-51) – Projeto e execução de fundações

NBR-6123 (NB-599) – Forças devido ao vento em edificações

NBR-6349 (MB-864) – Fio, barra e cordoalha de aço para armadura de protensão – Ensaio
de tração

NBR-6489 (NB-27) – Prova de carga direta sobre terreno de fundação

NBR-6497 (NB-601) – Levantamento geotécnico

NBR-7182 – Fios de aço para concreto protendido – Especificação

NBR-7188 (NB-6) – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestres

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NBR-7189 (NB-7) – Cargas móveis para projeto estrutural de obras ferroviárias

NBR-7190 – Cálculo e execução de estruturas de madeira – Procedimento

NBR-7191 (NB-16) – Execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado

NBR-7197 – Projeto de estruturas de concreto protendido – Procedimento.

NBR-7480 (EB-3) – Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado

NBR-7481 (EB-565) – Telas de aço soldadas para armadura de concreto

NBR-7482 (EB-780) – Fios de aço para concreto protendido

NBR-7483 (EB-781) – Cordoalha de aço para concreto protendido

NBR-7808 (SB-75) – Símbolos gráficos para projetos de estruturas

NBR-8522 (MB-1924) – Concreto – Determinação do módulo de deformação estática e


diagrama tensão-deformação

NBR-8548 (MB-1804) – Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado com
emenda mecânica ou por solda – Determinação da resistência à tração

NBR-8681 (NB-862) – Ações e segurança nas estruturas

NBR-8800 (NB-14) – Projeto e execução de estruturas de aços de edifícios

NBR-8953 (CB-130) – Concreto para Fins Estruturais – Classificação por grupos de


resistência

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NBR-9050 – Adequação das Edificações e do Mobiliário Urbano à Pessoa Deficiente

NBR-9062 (NB-949) – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado

NBR-9452 – Vistoria de pontes e viadutos de concreto – Procedimento

NBR-9607 – Prova de carga em estruturas de concreto armado e protendido –


Procedimento

NBR-9783 – Aparelho de apoio de elastômero fretado – Especificação

PEC – Automação das Rotinas de Cálculo (uso interno de SVP).

Volume 16 – Soluções Padronizadas de Drenagem –SVP/PMSP

Stein, D – “Trenchless Technology for Utility Networks – An important part of the


development of mega-cities – Tunnels and Metropolises – Negro Jr. & Ferreira – Ed. Balkeman
– 1998”.

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FICHA TÉCNICA

SUPERVISÃO TÉCNICA

SUPERINTENDÊNCIA DE PROJETOS VIÁRIOS


Arquiteto Eduardo José de Carvalho Filho

SUPERINTENDÊNCIA DE OBRAS VIÁRIAS


Eng. Paulo Simão Taliba
Eng. Paulo Sergio Sá e Souza Pacheco
Eng. João Bosco Nunes Romeiro

Diretoria Técnica de OBRAS 2


Eng. José Carlos Masi

Diretoria Técnica de PROJ 2


Eng. Maria Angélica Canholi

REVISÃO

Diretoria Técnica de Proj 2


Eng. Sonia H. Toninato

Diretoria Técnica de OBRAS 2


Eng. Carlos Nilo Segura

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DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
EMITENTE
SECRETARIA DE VIAS PÚBLICAS SUPERINTENDÊNCIAS DE PROJETOS E DE OBRAS

REFERÊNCIA ASSUNTO DIRETRIZES DE PROJETO DE ESTRUTURAS DATA

Volume 6 Diretrizes de Projeto de Estruturas 30/06/99

Consultores
Eng. João Carlos Della Bella
Eng. Maurício Martinelli Joaquim
Eng. Nelson Takashi Onuma
Eng. Nilton Bizzetti Alleoni
Eng. Rubens Stock Filho
Eng. Sydney A. Cunha

APOIO TÉCNICO

Estas diretrizes foram elaboradas com a participação da equipe técnica da DUCTOR


Implantação de Projetos S.A. e da ENGECORPS – Corpo de Engenheiros Consultores S/C
Ltda.

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