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Refrigeração e Climatização

Condicionador de ar residencial
Condicionador de ar residencial

© SENAI-SP, 2007

a
4 edição, padronização conforme orientação da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do SENAI-
SP. 2007

Trabalho elaborado pela Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves” para o curso Técnico de Refrigeração e
Climatização.

Padronização Mário Kuroda


Revisão técnica Mário Kuroda
Revisão gramatical Adélia Cassetari Preteli
Colaboração Ana Paula Baum Achilez
Mauro Airoldi
Editoração eletrônica Mauro Airoldi

a
3 edição, 2006.
Revisão do conteúdo e junção das apostilas de teoria e prática de oficina.
Elaboração e Conteúdo técnico Mário Kuroda
Ricardo Zaia

Equipe de editoração:
Coordenação Ana Paula Baum Achilez
Revisão Gramatical Adélia Cassetari Preteli
Hilda Bandeira
Diagramação Mauro Airoldi
Distribuição e controle Paulo Egevan Rossetto

a
2 Edição, 2005.
Alinhamento do material conforme os elementos curriculares.
Elaboração e Conteúdo técnico Mário Kuroda
Revisão gramatical Adélia Cassetari Preteli

a
1 Edição, 2002.
Elaboração.
Elaboração e Conteúdo técnico Mário Kuroda
Revisão gramatical Adélia Cassetari Preteli

Ficha Catalográfica

SENAI. SP. Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”. Condicionador de ar residencial. São Paulo:
2007. 185p.

Condicionador de ar residencial

CDU 697.9

_____________________________________________________________________________________
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Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”
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São Paulo – SP
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Condicionador de ar Residencial

Sumário

Instrução de Segurança 11
• Cuidados com gases Nitrogênio de carbono 12
• Cuidado com o Fluido frigorífico R-12 e R-22 13
Apresentação do condicionador de ar 15
• Tipos de condicionador de ar 15
• Equipamentos de condicionador de ar 16
Funcionamento de um condicionador de ar 19
• Ciclo de Refrigeração 19
Carga Térmica 21
• Esboço ou Planta do Local 23
• Janelas (insolação) 24
• Janelas (condução, convecção) 25
• Paredes 26
• Teto 27
• Piso 28
• Números de pessoa 28
• Iluminação e aparelhos elétricos 29
• Portas e vãos 29
• Fator climático 30
Instalação do Condicionador de Ar 33
• Recomendação ao instalador 33
• Instalação do condicionador de ar em Paredes 34
• Instalação do Condicionador de ar no Vitrô 37
• Localização do aparelho 38
• Orientação solar 39
Instalação Elétrica 41
• Uso de disjuntores 41
• Cuidados na alimentação dos condicionadores por geradores elétricos 42
Transportes 45

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Óleos Lubrificantes 47
• Características dos óleos Lubrificantes 47
• Viscosidade 48
• Unidades e Métodos de medir Viscosidade 50
• Conversão de viscosidades 51
• Viscosidade na refrigeração 51
• Relações de temperatura e pressão 52
• Estabilidade química 53
• Pontos de fluidez névoa e floco 54
• Segurança 55
• Toxicologia 55
• Toxidade 56
• Substancia tóxicas 56
Componentes do ciclo 59
• Linha de descarga 59
• Condensador 60
• Filtro do fluido refrigerante 60
• Capilar 60
• Evaporador 61
• Linha de sucção 61
• Válvula de reversão 61
• Silenciador (mufla) 63
• Filtro de ar 63
• Grelhas direcionais 64
Compressor Hermético 67
• Rotor 68
• Estator 69
• Bobinas 69
• Conjunto eixo, biela e pistão. 70
• Placa de válvulas 70
• Borne de ligação 71
• Teste do compressor hermético 71
• Medição da resistência ôhmica das bobinas 72
• Características do compressor rotativo 74
Moto-ventilador 79
• Estator 80
• Bobina de trabalho 80
• Bobina auxiliar 80

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• Rotor 80
• Mancais do eixo (buchas) 80
• Protetor térmico do moto ventilador 81
• Componentes de ventilação mecânicos 81
• Hélice axial 81
• Hélice radial 82
• Tacômetro 84
Protetor e capacitor 87
• Capacitor 89
• Capacitor de fase do moto ventilador 90
• Teste do capacitor de fase do compressor hermético 91
Dispositivos de manobras e acionamento 93
• Teste da chave seletora 94
• Termostato 94
• Teste do termostato 96
• Termostato de degelo 96
• Timer 98
• Solenóide da válvula de reversão 99
• Teste da bobina solenóide 99
• Relé Voltimétrico 100
• Capacitor de Partida 101
Circuitos elétricos 103
• Esquema elétrico modelo 1750 Kcal/h - ciclo frio 103
• Esquema elétrico Pictórico – modelo 1750 Kcal/h - ciclo frio 104
• Esquema elétrico – modelo 1750 Kcal/h – ciclo frio/quente 105
• Esquema elétrico Pictórico – modelo 1750 Kcal/h – ciclo frio/quente 106
• Esquema elétrico – modelo 2500 / 3125 Kcal/h – ciclo frio 107
• Esquema elétrico Pictórico-modelo 2500 / 3125 Kcal/h – ciclo frio 108
• Esquema elétrico – modelo 2500 / 3125 Kcal/h – ciclo frio/quente 109
• Esquema elétrico Pictórico – modelo 2500/3150 Kcal/h – ciclo frio/quente 110
• Esquema elétrico condicionador de ar com relé voltimétrico 111
• Modelo de esquema elétrico simplificado de ar condicionado do cônsul 112
Fluidos refrigerantes 113
• Características de um fluido refrigerante ideal 114
• Problemas ambientais dos CFC’s 115
• Protocolo de Montreal 118
• Legislação 267/2000 Conama 119
• Artigo 3 119

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• Artigo 7 119
• Alternativa aos Clorofluorcarbonos (CFC) 120
• Fluidos Alternativos 121
• Hidrofluorcarbonos (HFC’s) 121
• Blends 122
• Retrofit 124
• Cuidados preliminares 124
• Escolha do filtro secador 125
• Escolha do óleo lubrificante 126
• Recarga do fluido refrigerante 127
• Carga de blends 127
• Retrofit em equipamentos com defeito 127
Diagrama PH 131
• Liquido e vapor saturados 131
• Liquido sub-resfriado 131
• Vapor superaquecido 132
• Determinação das temperaturas do sistema 135
• Equações para determinar potência e rendimento utilizando o diagrama PH 138
Ferramentas de Manutenção 141
• Válvula perfuradora 141
• Manômetro 142
• Teste de funcionamento 145
• Pressão de equilíbrio 145
• Baixo rendimento 146
• Medir diferencial 146
• Compressor não comprime 147
• Compressor não arranca 147
• Compressor travado 148
• Recolhimento de fluido refrigerante 149
• Desmontagem do sistema 150
• A lavagem dos componentes 152
• Montagem do sistema 153
• Diagnóstico de vazamentos, teste de vazamento ou estanquiedade do 154
sistema
• Operação de vácuo 156
• Carga de fluido refrigerante 157
Multi Split – Tipos e Aplicações 159
• Vantagem e versatilidade na instalação do split 159

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• Aplicações 160
• Recomendação importante 161
• Automático 162
• Desumidificação 163
• Temperatura 163
• Sleep 163
• Fan 164
• Flap 164
• Flap swing 164
• Flap auto 164
• Clock 164
• Timer 165
• Hour minute 165
• Reserv. – Cancel 165
• Orifício “Ta” 165
• Orifício “RST” 165
• Modo emergência 166
• Posicionamento do controle remoto 166
• Recebendo sinais sonoros 166
• Procedimento básico para instalação da unidade evaporadora 166
• Unidade condensadora 169
• A interligação da tubulação 173
• Suspensão e fixação das tubulações de interligação 176
Programa de manutenção preventiva 179
Referências 185

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Condicionador de Ar Residencial

Instruções de Segurança

Reparos e serviços nos aparelhos podem ser perigosos se realizados por pessoas não
treinadas. As instruções presentes são para técnicos.

Segurança é dever de todos

• Antes de trabalhar em qualquer condicionador de ar, certifique-se de que toda e


qualquer fonte de alimentação de energia elétrica foi desconectada, de forma a
evitar choques e danos pessoais;
• Sempre use óculos e luvas de segurança ao trabalhar com condicionador de ar;
• Na brasagem (lavagem com produto químico) utilize luvas de couro / vaqueta;
• Descarregue o capacitor antes de desconectá-lo, provocando um curto circuito nos
terminais. Para isso utilize um resistor de 150 kΏ (2 watts);

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Condicionador de Ar Residencial

• Vapor de óleo na linha de sucção e descarga pode incendiar pela chama do


maçarico e causar sérios danos. Tome extremo cuidado quando efetuar a
soldagem (brasagem) e mantenha um pano molhado e um extintor de incêndio
próximo para qualquer emergência;
• Mantenha o extintor de incêndio próximo ao local de trabalho. Cheque o extintor
periodicamente para certificar-se que ele está com carga completa e funcionando
perfeitamente;
• Saiba como manusear o equipamento de oxi-acetileno com segurança. Deixe o
equipamento na posição vertical dentro do carrinho e também no local de trabalho.

Observação:- Nunca deve ser utilizado para pressurização com oxi-acetileno de


qualquer sistema de refrigeração ou condicionador de ar. O oxigênio explodirá em
contato com óleo e o acetileno explodirá sob pressão, exceto quando dissolvido
propriamente em acetona, tal como é feito nos cilindros de comercialização.

Cuidados com os gases Nitrogênio/Dióxido de carbono

• Nitrogênio seco ou dióxido de carbono seco são gases apropriados para a


perspiração de conjuntos selados de refrigeradores e condicionador de ar. Para tal,
deve-se seguir algumas regras básicas de segurança;
• Cilindro de nitrogênio (N2) a temperatura ambiente pressão acima de 2000
libras/pol2 quando cheio;
• Cilindro de dióxido de carbono (CO2) a temperatura ambiente contêm 800
libras/pol2;
• Sempre use válvula redutora de pressão, uma indicando pressão do cilindro e outra
de trabalho (pressão de vazão) apropriada no cilindro de N2 ou CO2;
• No teste de pressurização com detector de vazamento coloque o refrigerante
antes do nitrogênio, e pressurize no máximo até 200 psig.

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Condicionador de Ar Residencial

Válvula redutora

Cuidados com os Fluidos frigoríficos R-12 e R-22.

• Os fluidos refrigerantes R-12 e R-22 são considerados quimicamente de não


tóxicos e não inflamáveis, contudo qualquer gás sob pressão é perigoso pois existe
energia latente na pressão;
• Nunca encher completamente o cilindro de qualquer fluido refrigerante, sempre
deve ser limitado em 80% a capacidade de líquido (figura 18.3);
• Quando vazar ou purgar qualquer sistema contendo R-12 e R-22, ventilar a área
imediatamente, pois esses fluidos refrigerantes em concentrações elevadas podem
excluir o oxigênio e se houver alguma chama no local ocorrerá a pirólise do fluido
refrigerante com formação de gases altamente tóxicos.

Cilindro em corte

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Condicionador de Ar Residencial

Apresentação do
condicionador de ar

O condicionador de ar que trataremos neste curso, será um aparelho tipo doméstico


que podemos dividir em dois modelos:

Tipos de condicionador de ar
• Condicionador de janela;
• Condicionador de ar split.

No lado esquerdo é um Condicionador tipo janela, e no lado direito é um


Condicionador tipo split - system

O condicionador tipo janela o nome já diz, é compacto e se encontra no mesmo


gabinete.

O condicionador tipo SPLIT, está dividido em duas partes, unidade condensadora e


outra evaporadora.

Trataremos de início, o funcionamento do condicionador de ar de janela para


entendermos o básico do SPLIT.

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Condicionador de Ar Residencial

Equipamentos de condicionador de ar

O condicionador de ar doméstico é um aparelho que tem a função de manter a


temperatura do ar em níveis desejados. As funções básicas de um condicionador de ar
são:
• Refrigerar (Trocar o calor);
• Aquecer;
• Desumidificar;
• Circular o ar;
• Renovar;
• Filtrar.

Apresentação:- O condicionador de ar de janela é constituído por dois modelos:


• Ciclo frio;
• Ciclo reverso.

Sistema frigorígeno de um condicionador de ar ciclo frio

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Condicionador de Ar Residencial

Sistema frigorígeno de um condicionador de ar ciclo reverso

Quadro: Capacidades térmicas comumente encontradas


5.000 BTU/h; 15.000 BTU/h;
7.000 BTU/h; 18.000 BTU/h;
7.500 BTU/h; 21.000 BTU/h;
10.000 BTU/h; 30.000 BTU/h;
12.000 BTU/h; 36.000 BTU/h.

Notas:- Os condicionadores de ar de 10.000 e 12.000 BTU/h podem ser fornecidos


com timer.

Os modelos 7.000 e 10.000 BTU/h podem ser fornecidos em duas tensões: 127 e 220
volts. Os demais em 220 volts.

Os condicionadores de ar que podem funcionar em 50 Hz e 60 Hz, exigem um acerto


na carga de fluido refrigerante, se ocorrer transformações de 60 Hz para 50 Hz.
Verificar na tarjeta do aparelho se é possível.
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Condicionador de Ar Residencial

Funcionamento de um
condicionador de ar

Trataremos, neste capitulo, da orientação do fluxo do fluido refrigerante dentro do


sistema do condicionador de ar

Ciclo de Refrigeração

Os condicionadores de ar instalados em paredes, janelas ou vidros, circulam o ar


ambiente, refrigerando e desumidificando. Para realizar esta operação, o processo de
trabalho do circuito refrigerante é o seguinte:
• Refrigerante é aspirado no estado gasoso do evaporador para o compressor
através da válvula de aspiração e comprimido no cilindro, ocasionando uma
pressão bem maior, passando em seguida através da linha de descarga, que o
conduzirá ao condensador;
• Condensador que fica situado ao lado externo do ambiente é ventilado pelo
ventilador axial, que circula o ar externo, fazendo-o passar através das aletas do
condensador;
• Fluido refrigerante, que se encontra em alta pressão e superaquecido, desprende o
calor através das paredes dos tubos do condensador e das aletas para o exterior
do ambiente;
• Fluido refrigerante perde assim uma grande quantidade de calor, passando do
estado gasoso para o estado líquido e assim é conduzido até o filtro de gás e em
seguida ao tubo capilar;
• Refrigerante no estado líquido sai do tubo capilar com pressão e temperatura
bastante diminuída, entrando no evaporador como sabemos, pressão e
temperatura dos fluidos refrigerantes são diretamente proporcionais entre si;
• Ar ambiente que circula através do evaporador aquece as aletas e
consequentemente os tubos do mesmo;

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Condicionador de Ar Residencial

• Quando o refrigerante entra no evaporador encontra ali uma superfície aquecida


que resultará sua mudança de estado, do estado líquido para o estado gasoso ao
longo da tubulação do evaporador;
• Como já vimos qualquer mudança física de uma substância é acompanhada do
calor latente e neste caso calor latente de equalização. O fluido refrigerante quando
mudou de estado absorveu muito calor antes que a temperatura se alterasse;
• Consequentemente, o ar circulado do evaporador cede calor ao fluido refrigerante,
diminuindo a temperatura ambiente;
• Fluido refrigerante após atravessar o evaporador, entra na linha de sucção e volta
ao compressor.

Resumindo, o calor de um ambiente é refrigerado pelo fluido refrigerante, que passa


pelo evaporador até chegar ao condensador e ser expelido no ambiente externo.

Ciclo Frigorígeno

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Carga Térmica

A capacidade ou tamanho do aparelho a ser utilizado deve satisfazer as necessidades


do ambiente, pois o cálculo de carga térmica é um levantamento de todas as
condições do local em que será instalado o condicionador de ar. Este cálculo é
necessário para que se possa obter a carga térmica com precisão. Para fazer o cálculo
de carga térmica é preciso preencher o formulário-padrão da ABNT (NBR-5858).

Preencher o formulário ou planilha de carga térmica é simples: basta ler as instruções


no próprio formulário e preencher os dados. O verso do formulário é uma página
quadriculada onde deverá ser desenhado o local de instalação com aberturas, janelas,
portas, etc.

Antes de começar o preenchimento do formulário, o técnico precisa conhecer:


• as dimensões do ambiente;
• as janelas, as portas e os vãos livres, com as respectivas dimensões;
• tipo de calor que entra na janela: insolação ou transmissão;
• tipo de parede: leve ou pesada;
• A indicação da parede voltada para o Sul;
• número de aparelhos elétricos e as respectivas potências elétricas;
• número de pessoas no local;
• tipo de teto: telhado ou laje;
• piso.

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Veja a seguir um modelo de formulário:

Formulário de Carga Térmica


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Esboço ou Planta do Local

É preciso medir, em metros, as paredes e aberturas do local; em seguida, representar


na folha quadriculada os contornos, isto é, as paredes e as aberturas, portas e janelas,
bem como determinar a orientação solar, indicando ao lado Norte com uma seta.

Esboço ou planta do local

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Janelas: Insolação

Janelas (insolação)

Inicialmente, você calcula a área de cada janela. Lembre-se de que, para fazer isso, é
necessário multiplicar a medida da largura de janela pela medida da altura. Assim, por
exemplo se a janela estiver 2,00m de largura por 2,50m de altura, você multiplica
2 x 2,50 e obtém 5,00 m².

Se houver mais de uma janela no recinto, e elas estiverem na mesma parede e,


portanto, na mesma posição em relação ao Sol, você soma todas as áreas das janelas
dessa parede que você calculou.

No croqui que você desenhou no papel, existem três janelas que estão em paredes
diferentes em relação à direção do Sol. Após calcular as respectivas áreas e antes de
transportar os valores para planilha, é necessário somar as áreas das duas janelas que
estão na mesma parede.

Assim, na parede voltada para o norte, você tem uma janela de 5m². Na parede voltada
para oeste, você tem duas janelas com uma área somada de 10m². Esses valores são
transportados para o formulário nas linhas Norte e Oeste.

Esses dois valores que você anotou serão agora multiplicados pelos fatores de
multiplicação ( colunas A, B ou C ), de acordo com a condição da janela em relação ao
sol. O resultado, você escreve na coluna D. No nosso exemplo, as janelas têm
cortinas. Assim, a área da janela na parede norte terá como fator de multiplicação 480
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e a área das janelas da parede Oeste terá como fator de multiplicação 920. Seu
formulário ficará assim:

Preenchendo o campo: Janelas Insolação

Agora, você considere somente o maior valor e escreva o resultado na coluna Kj/h (lê-
-se: quilo Joule/hora).

O que você calculou até aqui, refere-se ao calor recebido diretamente do sol pelas
janelas (Insolação pelas Janelas).

No formulário, observe que as janelas voltadas para o sul têm o fator de correção igual
a 0 (zero), pois não recebem insolação. É o mesmo caso das janelas constantemente
sombreadas por construções adjacentes e que, por isso, são consideradas como
sendo voltadas para o sul já que não recebe insolação direta. Nesse caso, também, o
fator de multiplicação é 0 (zero).

Janelas (condução, convecção)

O que você vai ter que considerar, agora, é o calor ganho por condução através de
todas as janelas. Isso tem relação com a quantidade das janelas e a espessura do
vidro dessas mesmas janelas. Nesse cálculo já não se considera o fator insolação
(direção do Sol) e as áreas de todas as janelas são somadas. Vamos supor, então, que
as três janelas (15m²) estejam dotadas de vidro comum. O fator de multiplicação,
nesse caso é 210. O formulário ficará assim

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Janelas Transmissão

Paredes

O dado seguinte refere-se às paredes. Você deve calcular a área das paredes,
incluindo portas (que devem sempre estar fechadas em ambientes climatizados), mas
excluindo as janelas, porque elas já estão calculadas nos itens 1 (Janelas–insolação) e
2 (Janelas – Transmissão).

Além disso, você deve verificar se há paredes:


• externas voltadas para o Sul. Isso você faz consultando o croqui que você
desenhou na folha;
• constantemente sombreadas por prédios que ficam próximos. Essas devem ser
consideradas como se estivessem voltadas para o Sul;
• contíguas a ambientes com condicionadores de ar, pois essas não devem ser
consideradas. No desenho do nosso exemplo, não há parede externa voltada para
o Sul, e a parede Leste fica ao lado de um ambiente com condicionador de ar.

Calculando:
• Parede Norte: 4 x 3,2 = 12,8m²;
• Desse valor (12,8) subtrai-se a área da janela (2 x 2,5 = 5m²): 12,8 – 5 = 7,8m²;
• Parede Leste (interna): não é considerada pois é contígua a um ambiente
condicionado;
• Parede Oeste: 8 x 3,20 = 25,6m².

Desse valor (25,6) subtrai-se a área das duas janelas (5 + 5 = 10m²): 25,6–10 =
15,6m².

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Resumindo:
• Paredes externas (Norte e Oeste) = 7,8m² + 15,6m² = 23,4m²;
• Paredes internas (somente parede Sul, pois a parede Leste não será considerada)
= 12,8m². Lembre-se de que se existir alguma parede constantemente sombreada
por construções adjacentes, estas não devem ser consideradas já que isso é como
se a parede fosse voltada para o Sul;
• Todos estes valores são transportados para a planilha e depois multiplicados pelo
fator de multiplicação correspondente. Observe que, para as paredes externas, os
fatores de multiplicação correspondem ao tipo de parede:
− Leve (menos de 15cm): fatores de correção 55 (direção sul) ou 84 (outras direções)
− Pesada (15cm, ou mais): fatores de correção 42 (direção sul) ou 50 (outras
direções)

No nosso exemplo, consideramos as paredes externas como sendo leves. O resultado


é anotado na coluna Kj/h. Na planilha, teremos, então:

Paredes

Teto

O item seguinte na planilha refere-se ao teto. Você deverá calcular sua área e
classificá-lo segundo os seguintes tipos:
• Laje exposta ao Sol (sem isolação);
● Laje exposta ao Sol (com isolação térmica de 2,5cm ou mais);
● Entre andares;
● Sob telhado sem isolação;
● Sob telhado com isolação.

Em nosso exemplo apresentado a área do teto é 32m² (4x8). Lembre-se de que essa
sala está no segundo andar de um prédio. Sua planilha ficará assim:

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Teto

Piso

O próximo item da planilha é o piso. Se ele estiver diretamente sobre o solo, não
deverá ser considerado. No nosso exemplo, trata-se de uma sala no segundo andar,
portanto, a área de 32m² será mutiplicada pelo fator 55:

Piso

Até agora, reunimos os dados sobre as fontes de calor externo. Os próximos itens
referem-se às fontes de calor interno, ou seja: as pessoas, iluminação artificial,
aparelhos elétricos.

Números de pessoas

O item 6, por exemplo, refere-se ao número de pessoas que freqüentam o ambiente no


qual o condicionador de ar será instalado.
No nosso exemplo, vamos considerar que se trata de um escritório no qual trabalham 4
pessoas. A planilha ficará assim:

Pessoas

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Iluminação e aparelhos elétricos

Outra fonte de calor interno, como já vimos, são as lâmpadas, os motores, os


aparelhos elétricos. No escritório de nosso exemplo existem:
• Quatro luminárias com duas lâmpadas fluorescentes de 40 watts cada uma,
totalizando 330W;
• Quatro computadores: 800W;
• Uma impressora: 55W;
• Uma cafeteira elétrica: 450W;
• Um aparelho de fax: 30W;
• Uma copiadora: 300W;
• Total = 320 + 800 + 55 + 450 + 30 + 300 = 1955W.

Transportando os valores para a tabela e multiplicando pelos respectivos valores,


temos:

Iluminação e Aparelhos

Portas e vãos

As portas e vãos, sempre abertos para ambientes nos quais não há aparelho
condicionador de ar, são considerados neste item. Portanto, sua área deve ser
calculada.
Se o vão for de largura superior a 1,50m, aberto para um ambiente não–condicionado,
ele precisa ser considerado nesse cálculo.
No nosso exemplo, o ambiente vizinho para onde a porta se abre, é condicionado,
portanto essa porta não será considerada. Observe a planilha:

Portas e vãos

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Após fazer todos os cálculos parciais, deve-se somar todos os resultados obtidos. Esse
subtotal é lançado na coluna Kj/h. No nosso exemplo, o resultado dessa soma é.
9200 + 3150 + 1965,6 + 422,4 + 1760 + 1760 + 2520 + 7820 = 28598 KJ/h.

Subtotal

Esse resultado deve, então, ser multiplicado pelo fator climático da região.

Fator climático

O Brasil é um país muito grande e suas regiões apresentam condições climáticas


diferentes entre si. Por isso, foram calculados coeficientes de correção, chamados de
fator geográfico para cálculo de carga térmica de resfriamento, correspondentes a cada
uma das regiões climáticas do país. Veja os coeficientes e sua distribuição no mapa a
seguir:

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Fator Climático

Localizada na cidade de São Paulo, o fator de correção é 0,85. O resultado é:

Carga Térmica Final

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E o formulário totalmente preenchido ficará assim:

Formulário Completo

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Instalação do Condicionador
de Ar

Dicas e recomendações do fabricante para uma boa instalação do sistema de janela,


devem ser seguidas, uma vez que cada fabricante sempre tem seu manual.

Recomendações ao instalador

O bom funcionamento de um condicionador depende em grande parte, de uma boa


instalação. O instalador consciencioso deve conhecer bem o produto, para saber o que
está fazendo.

A boa apresentação é também muito importante. Ao chegar numa residência ou


escritório, procurar ser cortês, educado. Nada de cara amarrada, isso não ajuda.

Mesmo se o levantamento de carga térmica já tenha sido efetuado é bom refazê-lo,


pois são alguns minutos que evitam grandes aborrecimentos no futuro e além disso é
de muita importância o modelo certo.

Antes de tudo o instalador deverá desmontar o condicionador para verificar se não


houve avarias.

Verificar se a rede elétrica está em boas condições.

Estando o aparelho e a rede elétrica em perfeitas condições, o instalador deverá tomar


cuidado com os carpetes e móveis, afastando-os e cobrindo-os para não sujarem.

Efetuar a demarcação do local, sem sujar a parede, em que deverá ser preparada
abertura para a instalação do condicionador, observar a dimensão correta para
abertura na parede, conforme o tipo de caixilho.

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Condicionador de Ar Residencial

Fixar o caixilho corretamente na parede, evitando problemas posteriores.


Após a colocação do condicionador de ar ligar em todas as posições da chave
seletora, observando o seu funcionamento.

Instalação do condicionador de ar em Paredes.

Quando for necessária a instalação em parede, recomenda-se sempre que possível


apoiar o aparelho sobre o peitoril da janela, para uma melhor fixação e segurança,
utilizando suportes de madeira. Siga as mesmas instruções para instalações em
paredes de madeira, utilizando um caixilho com menor profundidade.

Se houver frestas na janela, ou decorrente da instalação, fazer uma vedação com feltro
ou tira de espuma.

Observar que na parte interna, o aparelho deve ficar livre de cortinas, venezianas e
persianas, para não obstruir o fluxo de ar.

Instalação do condicionador de ar na janela

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Condicionador de Ar Residencial

Faça um caixilho de madeira de acordo com as dimensões apresentadas na tabela.

Dimensões do caixilho

Tabela – Dimensões do Caixilho

Exemplo modelo Dimensões (cm)


cond. de ar (BTU/h)
C D E
7500 33,0 49,0 21,0
10000/12000 41,0 68,0 30,0
30000 45,5 68,0 57,0

Local escolhido para a abertura na parede deve ser de pilares e vigas. Faça uma
abertura conforme tabela. Cuidado com as canalizações de água e eletrodutos, que
devem ser desviados.

Observar pela figura a parte dianteira do gabinete que deve ficar saliente na parede
interna, para o perfeito encaixe do painel.

Vão de alvenaria para colocar um condicionador de ar


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Condicionador de Ar Residencial

Entre o caixilho e o gabinete deve ser colocada uma vedação em tiras grossas de
espuma, para evitar a passagem do ar.

Forma de se fazer um vão de condicionador de ar

Coloque o gabinete fixando-o no caixilho com parafusos para madeira. É importante


observar a inclinação de 6 a 8 mm, para a parte externa, conforme figura. Exceção
feita ao modelo 7000, que deverá ficar a 90º com a parede.

O condicionador de ar já instalado na parede (perfil)

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Condicionador de Ar Residencial

Observação:- Deixe sempre a capa com 8 cm para dentro do ambiente para a


passagem do ar de retorno.

O condicionador de ar já instalado na parede (trás)

Em paredes grossas, no lado externo da abertura deve ser feito um chanfro


longitudinal de 30 cm, desde o limite do caixilho até a extremidade da parede para
desobstrução das venezianas laterais do gabinete.

Instalação do condicionador de ar no vitrô.

Para esta instalação não é necessário o caixilho de madeira. Requer, no entanto uma
estrutura bem feita, de ferro, onde o aparelho possa ser bem apoiado, conforme
sugestões nas figuras a seguir:
• Aparelho deve ser bem fixado e apoiado sobre os calços de borracha, para se
evitar vibrações;
• Aconselha-se o menor contato possível com os vidros;
• Aconselha-se estudar bem o vitrô e entregar o serviço a um serralheiro e
vidraceiro, pois na maioria dos casos é necessário cortar ou substituir vidros, bem
como soldar novas molduras metálicas.

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Condicionador de Ar Residencial

Condicionador de ar instalado em caixilho de ferro

Localização do aparelho

O condicionador de ar deverá ser instalado em local que permita o contato direto das
venezianas laterais com o ar exterior.

Como o ar frio desce e o ar quente sobe, recomenda-se instalar o condicionador de ar


na altura média da sala (entre 1,5m a 1,8m do piso).

Pela figura a seguir, pode-se observar a área recomendada para a instalação, devendo
o aparelho ser afastado pelo menos 50 cm de qualquer canto, para uma melhor
distribuição de ar frio dentro do ambiente.

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Condicionador de Ar Residencial

Instale o condicionador de ar longe das cortinas ou de qualquer outro obstáculo


grande, que impeça a perfeita circulação do ar.

Procure instalar em local de fácil acesso aos controles do aparelho, facilitando também
a retirada do filtro de ar para limpeza.

Localização do condicionador de ar

Orientação solar

Sempre que possível, procure instalar o aparelho nas paredes voltadas para o Sul ou
Leste, onde a incidência solar é mais fraca.

Local onde deve-se instalar o condicionador de ar


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Condicionador de Ar Residencial

Quando em outra orientação solar é aconselhável proteger com a cobertura.

Exemplo de cobertura.

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Instalação Elétrica

Para evitar aborrecimentos, convém examinar se a rede elétrica com todos os seus
condutores, eletrodutos e equipamentos, estão em boas condições e dimensionados
para suportar o aumento de carga exigido pelo condicionador de ar.

Uso de disjuntores

Para redes elétricas monofásicas, (fase e neutro) utilizar disjuntor no fio fase.

Para redes elétricas bifásicas (duas fases) utilizar disjuntores para os dois fios fases.

Os disjuntores para proteção devem ser localizados a uma distância máxima de 20 cm


do aparelho.

Usar disjuntores de boa qualidade e do tipo retardado, com capacidade de 25 a 50% da


corrente nominal do aparelho.

Exemplo: Para um condicionador de ar de 10A, usar disjuntor de 12,5 ou de 15 A.

Na instalação elétrica utilizar circuito de alimentação independente para cada aparelho


instalado.

Observação:
• Os fabricantes do condicionador de ar eximem-se de qualquer responsabilidade
quanto a irregularidades operacionais, defeitos e acidentes causados ou sofridos pelo
condicionador de ar ou em terceiros, quando não observadas as providências citadas;
• A responsabilidade da instalação elétrica é única e exclusiva do usuário, que deve
confiar os serviços a técnicos qualificados.

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Cuidados na alimentação dos condicionadores por geradores elétricos

Nos casos em que as instalações são alimentadas por gerador, é necessário que esteja
operando corretamente, seguindo os seguintes parâmetros:
• Manter a tensão entre 105 e 135 v ou 200 e 245 v;
• Manter a freqüência mais estável possível em 60 hz;
• Seguindo estas regras podem-se evitar anormalidades e danos nos compressores e
motores ventilados dos condicionadores de ar;
• Dimensionamento dos condutores, verifique na placa de identificação do aparelho a
corrente nominal.

A tabela abaixo fornece a bitola ou secção do fio que deve ser usada em função da
corrente nominal e da distância máxima em metros do aparelho ao alimentador:

Tabela: Capacidade de Corrente


Secção do Fio em mm2 / Bitola AWG*
Corrente 2,5 mm2 4 mm2 6 mm2 10 mm2
Tensão (V) (A) 12AWG 10AWG 8AWG 6AWG
Distância máxima (m)
115 / 127 12,0 15 25 35 55
220 6,5 50 80 120 200
220 8,0 40 65 100 165
220 10,0 30 55 80 130
220 13,5 25 40 60 95
220 19,0 15 25 40 70

Observação:
1. Na instalação elétrica, utilizar circuito de alimentação independente para cada
aparelho.
2. AWG: American (Americano) Wire (Fio) Gauge (Medida)

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Localização da tomada e distância máxima do disjuntor

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Multímetro analógico tipo Sanwa

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Transporte

A importância do transporte da caixa é de suma importância para o equipamento,


evitando também problemas na coluna vertebral.

A embalagem para transportes dos condicionadores de ar é confeccionada em papelão.

Caixa de um condicionador de ar

Na parte exterior da embalagem, encontram-se informações na forma de símbolos que


dizem respeito ao manuseio e armazenagem do mesmo:
• Setas – Indica que o transporte e armazenagem devem ser feitos sempre nesta
posição;
• Guarda-chuva – Indica que não deve armazenar o condicionador de ar embalado em
lugar descoberto, sujeito as intempéries, para não danificar a embalagem e seu
conteúdo;
• Cálice – Indica que se deve manusear com cuidado, pois o manuseio impróprio
poderá danificar o condicionador de ar;
• Número “3” – Indicando que não se deve empilhar mais do que três unidades, uma
sobre a outra, sob pena de danificar a debaixo.

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Condicionador de Ar Residencial

Símbolos das embalagens

Ao desembalar, a caixa, seguir as instruções abaixo:


• Abrir a parte superior da caixa de papelão removendo com auxílio de um alicate, os
grampos de fixação das tampas superiores;
• Remover as quatro cantoneiras internas de papelão e os pertences do condicionador
de ar;
• Com auxílio de outra pessoa, remover o condicionador da embalagem de papelão,
puxando-o para cima;
• Cuidado: O lado esquerdo dos condicionadores de ar (lado do painel de controle) é
significativamente mais pesado em relação ao lado direito do mesmo. Tal observação
é muito importante quando na colocação ou remoção do produto de seu lugar de
instalação;
• Após desembalarem o condicionador de ar, é muito importante que o mesmo seja
visualmente inspecionado para determinar se ocorreram danos de transporte, a
embalagem apresenta os sinais do abuso.

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Óleos Lubrificantes

Como no caso de todos os agregados com peças móveis, os compressores de


refrigeração devem-se minimizar os prejuízos devido à fricção (desgaste) através de
uma lubrificação adequada.Nas instalações comuns não pode ser evitado que o
lubrificante entre em contato com o refrigerante do circuito de refrigeração.

As características do óleo lubrificante devem incluir:


• Viscosidade adequada;
• Ponto de fluidez, de névoa e de floculação compatível (incongelável);
• Tenacidade e resistência de película;
• Estabilidade química em presença do refrigerante;
• Baixo teor de umidade.

Na avaliação desta propriedade do óleo com relação a um compressor individual,


podem ser tomados em consideração:
• O tipo e projeto do compressor;
• A natureza do refrigerante a ser usado;
• A temperatura do evaporador;
• A temperatura de descarga do condensador.

Características dos óleos lubrificantes

A qualidade de um lubrificante é comprovada após a aplicação e avaliação de seu


desempenho em serviço. Esse desempenho está ligado à composição química do
lubrificante, resultante do petróleo bruto, do refino dos aditivos e do balanceamento da
formulação. Esta combinação de fatores dá ao lubrificante certas características físicas
e químicas que permitem um controle da uniformidade e nível de qualidade.

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Condicionador de ar Residencial

Chamamos de análise típica a um conjunto de valores que representa a média das


medidas de cada característica. Consequentemente, a amostra de uma determinada
fabricação dificilmente apresenta resultados iguais aos da análise típica, situando-se
entretanto dentro de uma faixa de tolerância aceitável. Ao conjunto de faixas de
tolerância e limites de enquadramento de cada fabricação dá-se o nome de
especificação. Convém mencionar que as especificações não são garantia de bom
desempenho do lubrificante, pois somente a aplicação demonstra a performance. Os
ensaios de laboratório simulam condições de aplicação do lubrificante, sem entretanto
garantir um bom desempenho no serviço.

Viscosidade

A viscosidade do óleo tem importância fundamental na lubrificação hidrodinâmica. A


viscosidade de um fluido é a propriedade que determina o valor de sua resistência ao
cisalhamento. A viscosidade é devida, primeiramente, à interação entre as moléculas
do fluido. Consideremos, conforme a figura abaixo, duas placas paralelas separadas
por uma pequena distância y, sendo o espaço entre as mesmas ocupado por um
fluido.

Suponha-se uma força constante F atuando sobre a placa superior, que então se move
a uma velocidade constante V, o fluido em contato com a placa superior aderirá à
mesma e irá mover-se à velocidade V, e o fluido em contato com a placa inferior fixa,
terá velocidade zero. Se a velocidade V não for excessivamente grande, as camadas
intermediárias do fluido irão mover-se com a velocidade V1, V2, Vn, diretamente
proporcionais a y1, y2 ... yn.

O movimento será laminar e a curva de variação da velocidade será uma linha reta.

Viscosidade do óleo
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A experiência nos mostra que a força F é diretamente proporcional à área A da placa


móvel, á velocidade e. V inversamente à distância y. Além disso, a força F varia
também de acordo com a natureza do fluido.

Então, temos:

F = µ AV / y

Em que µ é o coeficiente de viscosidade ou viscosidade absoluta ou viscosidade


dinâmica do referido fluido.

O conceito de viscosidade foi estabelecido, em princípio, por Isaac Newton. Louis


Navier, na França e George Stokes, na Inglaterra, no início do século XIX, estudaram
matematicamente o equilíbrio dinâmico dos fluidos viscosos. Hágen e Poiseuille
estudaram o escoamento dos líquidos em condutos circulares capilares, enquanto
Boussinesq e Reynolds se notabilizaram nos estudos do escoamento turbulento.

De acordo com a ASTM (American Society of Testing Materials), temos as seguintes


definições:
• Viscosidade Absoluta (dinâmica) de um líquido newtoniano - é a força tangencial
sobre a área unitária de um de dois planos paralelos separados de uma distância
unitária quando o espaço é preenchido com líquido e um dos planos move-se em
relação ao outro com velocidade unitária no seu próprio plano. A unidade cgs de
viscosidade dinâmica ou absoluta u é o poise, que tem as dimensões gramas por
centímetros por segundo;
• Viscosidade Cinemática de um líquido newtoniano - é o quociente da viscosidade
dinâmica ou absoluta dividida pela densidade;
• Escoamento Newtoniano - é caracterizado pelo líquido no qual o grau de
cisalhamento é proporcional à tensão de cisalhamento. A razão constante para o
grau de cisalhamento é a viscosidade do líquido.

Conforme vimos a viscosidade cinemática é função apenas do comprimento e tempo


(grandezas cinemáticas), então:

v=µ/d

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Entretanto, para fins práticos, a viscosidade dos óleos lubrificantes é expressa em


tempo (segundos) de escoamento através de tubos capilares metálicos, como é o caso
do viscosímetro Saybolt nos Estados Unidos, Redwood na Inglaterra e Engler na
Alemanha.

Popularmente a viscosidade é o “corpo” do lubrificante. Um óleo viscoso ou de grande


viscosidade é “grosso” e flui com dificuldade; um óleo de pouca viscosidade é “fino” e
escorre facilmente. Podemos, pois, dizer que a viscosidade de um óleo é inversamente
proporcional à sua fluidez.

Outras definições para viscosidade de óleo seriam: a sua resistência a fluir, o seu atrito
interno ou sua resistência ao escoamento.

Unidades e Métodos de Medir Viscosidade

Vimos acima a definição consagrada pela ASTM para a viscosidade dinâmica ou


absoluta. Podemos dizer que ela é numericamente expressa pela força aplicada a
uma superfície, a fim de cisalhar uma película do fluido de espessura unitária, a uma
velocidade relativa também unitária.

No sistema MKS a unidade de viscosidade absoluta é kgf.s/m² e não possui nome


especial.

No sistema CGS a unidade é o “poise”, que vem a ser dina s/cm². Normalmente é
utilizado o “centipoise”, que é centésima parte do “poise”.

No sistema inglês a unidade é Ib.s/pol² que é denominada “reyn”. De uso mais corrente
é o “microreyn”, que é a milionésima parte do “reyn”.

O inverso da viscosidade absoluta é chamada fluidez. Sua unidade no sistema CGS é,


denominada “RHE” por alguns autores.

Os viscosímetros Saybolt, Redwood e Engler têm uma construção muito semelhante.


Todos os três compõem-se, basicamente, de um tubo de seção cilíndrica com um
estreitamento na parte inferior. Uma determinada quantidade de óleo é contida no
tubo, que fica mergulhado em um banho com temperatura controlada por termostato.

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Na temperatura escolhida deixa-se escoar o óleo através do orifício inferior e mede-se


o tempo de escoamento.

Conversão de Viscosidades

Existem diferentes métodos para medição da viscosidade. A conversão é feita


mediante a tabelas, a uma temperatura.

Podem-se usar os seguintes fatores de multiplicação para efetuar conversões


aproximadas de um sistema de viscosidade a outro sistema, à mesma temperatura.

Tabela - Conversões entre unidades


Unidade Multiplicar por: Unidade
Cinemática (cst) 0,1316 Graus Engler
Graus Engler 7,599 cinemática (centistokes)
Graus Engler a 20°C 35,106 Seg. Saybolt Universal a 20°C
Graus Engler a 50°C 35,173 Seg. Saybolt Universal a 50°C
Graus Engler a 100°F 35,353 Seg. Saybolt Universal a 100°C
Seg. Saybolt Universal a 100°F 0,02848 Graus Engler a 100°F
Seg. Saybolt Universal a 210°F 0,02829 Graus Engler a 210°F

Viscosidade na Refrigeração

A viscosidade de óleo de lubrificação muda consideravelmente com a temperatura,


aumentando quando a temperatura diminui. A diluição do refrigerante no óleo também
altera a viscosidade, diminuindo-a quando a diluição aumenta.

Uma outra área onde as relações de solubilidade entre óleo e refrigerante são
importantes é no cárter. Essas relações são afetadas pela temperatura do óleo, pela
pressão do refrigerante, que por sua vez depende de sua temperatura, e pelo tipo de
refrigerante e natureza do óleo.

Durante o funcionamento normal, quando a temperatura do cárter é razoável ( alta ) e


a pressão de sucção é baixa, a quantidade de refrigerante dissolvido no óleo é baixa.

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Quando o sistema for desligado tanto o óleo como o refrigerante estiverem à


temperatura e pressão ambientes, o óleo no cárter poderá conter cerca de 50% de
refrigerante.

Essa passagem do refrigerante para dentro do cárter não ocorre instantaneamente e o


equilíbrio provavelmente só será atingindo depois de várias horas. Quando o
compressor é ligado novamente, o refrigerante extra será rapidamente retirado da
solução, causando uma grande turbulência e carregando óleo consigo.

A utilização de aquecedores no cárter para manter a temperatura do óleo a um nível


razoável e prevenir a passagem do refrigerante para dentro do cárter está se tornando
bastante comum. Temperaturas do óleo de cerca de 60 a 65°C para o refrigerante
R-12 são suficientes para produzir o efeito desejado. É muito melhor um aquecedor de
baixa potência que funcionará continuamente.

Relações de Temperatura e Pressão

Quando o óleo se dissolve no refrigerante ou o refrigerante se dissolve no óleo, ocorre


relacionamento de três propriedades, sob qualquer determinada condição. São elas:
pressão, temperatura e concentração.

Efeito da solubilidade de fluído refrigerante sobre a viscosidade


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Efeito da solubilidade de óleo sobre a pressão e a temperatura

Estabilidade Química

A importância da estabilidade química é acentuada pois é necessário que o óleo de


lubrificação do compressor desempenhe sua função de lubrificação contínua
efetivamente sem sofrer mudanças por longo tempo.

Por causa das elevadas temperaturas de descarga possíveis em unidades de


compressores herméticos, a capacidade do óleo em permanecer estável e resistir a
decomposição sob temperaturas elevadas é especialmente importante quando da
seleção de um óleo de lubrificação para estas unidades.

Na maioria dos casos, a estabilidade química de um óleo está estreitamente


relacionada com a quantidade de hidrocarbonetos não saturados presentes no óleo.
Quanto maior a porcentagem de hidrocarbonetos não saturados contidos no óleo,
maior a sua estabilidade.

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Para refrigeração é desejado um óleo de alta qualidade com uma porcentagem muito
baixa de hidrocarbonetos não saturados, estes óleos são geralmente de cor clara,
sendo justamente de um branco aguado.

Pontos de fluidez névoa e floco

O ponto de fluidez de um óleo é a temperatura mais baixa á qual ele fluirá, ou


congelará quando testados sob certas condições especificadas.

Dois óleos tendo a mesma viscosidade, um pode ter um ponto mais elevado de fluidez
que o outro, por causa de uma maior quantidade de cera.

Para ser admitido no evaporador, o ponto de fluidez do óleo deve ser bem abaixo da
menor temperatura do evaporador. Se o ponto de fluidez do óleo é muito elevado,
estes tendem a congelar sobre a superfície do evaporador. Uma vez que o óleo não
retorna ao compressor, pode resultar também a lubrificação inadequada do
compressor.

Todos os óleos de lubrificação contém certa quantidade de parafina, a cera precipitará


de qualquer óleo se a temperatura do óleo for reduzida a um nível suficientemente
baixo. Como o óleo se torna floculado neste ponto, a temperatura em que a cera
começa a precipitar do óleo é chamada o ponto de névoa do óleo.

Se o ponto de névoa do óleo for muito alto, a cera se precipitará do óleo no evaporador
e no controle do refrigerante. Embora uma pequena quantidade de cera no evaporador
produza pequeno dano, uma pequena quantidade de cera no controle do refrigerante
causará entupimento da peça, resultando a paralisação do sistema.

O ponto de floco do óleo e a temperatura à qual a cera começa a se precipitar de uma


mistura de 90% de refrigerante-12 e 10% de óleo por volume. Uma vez que o uso de
um refrigerante solúvel ao óleo diminuirá a viscosidade do óleo, e afeta tanto o ponto
de fluidez quanto o de floco onde são empregados refrigerantes miscíveis ao óleo, o
ponto de floco do óleo é uma característica mais importante do que o ponto de fluidez
e de névoa. O uso de 10% de óleo numa mistura refrigerante-óleo para determinar o
ponto de floco parece completamente real, dado que a tendência de uma mistura
refrigerante-óleo para separar a cera aumenta quando a quantidade de óleo circulando
com refrigerante raras vezes excede 10% e é geralmente muito menor.

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Segurança

Os fabricantes de óleos para refrigeração recomendam a leitura da Ficha de


Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) antes de manusear seus
produtos. Nesta ficha constam as principais informações relativas a composição,
identificação de perigos, medidas de controle para derramamento e vazamento,
toxicologia, etc. Exemplos de informações encontradas nas FISPQ´s:
• Um fabricante de óleos minerais destaca o efeito de irritação em caso de contato
dos olhos com o produto, recomenda lavar os olhos com água durante 15 minutos
e se o problema persistir ou aumentar procurar por cuidados médicos;
• Um fabricante de óleos sintéticos destaca que seu produto é altamente
higroscópico e recomenda mantê-lo em recipiente fechado.

Alguns dos efeitos de exposição que podem ser encontrados nas FISPQ´s:
• a inalação;
• irritações por contato com os olhos;
• irritações por contato com a pele;
• ingestão acidental, etc.

Para prevenir os problemas devido a exposição devemos seguir as recomendações


abaixo:
• ler cuidadosamente as informações contidas na FISPQ;
• ler cuidadosamente as informações de manuseio do produto;
• utilizar sempre equipamentos de proteção para os membros, mãos e olhos;
• utilizar máscaras respiratórias adequadas a toxidade do produto;
• nunca inalar ou ingerir os produtos;
• não manusear produtos em ambientes sem ventilação adequada;
• um óleo é um combustível, portanto pode iniciar um incêndio se entrar em contato
com faíscas ou chamas .

Toxicologia

A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB, 2007) define que a


toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos produzidos pelas substâncias
químicas sobre os organismos vivos. Como vimos no início do capitulo, o óleo é um
derivado do petróleo e é composto por hidrocarbonetos.

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Toxidade

Macintyre (1990, p.15) define que a toxidade “É a propriedade de uma substância de


que se manifesta em ambiente fisiológico vivo produzindo uma alteração indesejada do
mesmo”.

Substâncias tóxicas

São substâncias capazes de provocar a morte ou danos à saúde humana se ingeridas,


inaladas ou por contato com a pele, mesmo em pequenas quantidades.

As vias pelas quais os produtos químicos podem entrar em contato com o nosso
organismo são três: inalação, absorção cutânea e ingestão. A inalação é a via mais
rápida de entrada de substâncias para o interior do nosso corpo e a mais comum. Para
a absorção cutânea podemos dizer que existem duas formas das substâncias tóxicas
agirem:
• Como tóxico localizado, onde o produto entra em contato com a pele e age na sua
superfície provocando uma irritação primária e localizada;
• Como tóxico generalizado, quando a substância tóxica reage com as proteínas da
pele ou mesmo penetra através dela, atinge o sangue e são distribuídos para o
nosso organismo, podendo atingir vários órgãos.

Apesar da pele e a gordura atuarem como barreiras protetoras do corpo, algumas


substâncias como ácido cianídrico, mercúrio e alguns defensivos agrícolas, têm a
capacidade de penetrar através da pele.

A ingestão é considerada uma via de ingresso secundário, uma vez que tal fato
somente ocorrerá de forma acidental.

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Componentes
do ciclo

A descrição técnica dos componentes do ciclo de refrigeração encontra-se


detalhadamente, conforme veremos abaixo.

Linha de descarga

É um tubo de cobre, que une a descarga do compressor com a entrada do


condensador. Esse tubo deve ter o diâmetro interno e comprimento devidamente
calculado, a fim de proporcionar a passagem do fluido na condição ideal para entrar no
condensador.

Componentes do condicionador de ar

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Condensador

O condensador é um conjunto de tubos de cobre e aletas de alumínio, devida e


seguramente presos uns aos outros, por meio de pressão quando da construção dos
mesmos, os quais, ventilados por hélice do condicionador de ar, reduzem
consideravelmente o calor e a correspondente pressão do fluido refrigerante, até a
pressão e caloria projetadas e previstas para atravessar o filtro e entrar no tubo capilar.
Normalmente, a pressão de entrada do condensador é de 260 PSI correspondente a
uma temperatura de 100 à 110°C. Na saída do condensador deveremos ter
aproximadamente de 45 a 50°C.

Filtro do fluido refrigerante

Encontra-se localizado na saída do condensador e é de forma tubular, no diâmetro


máximo de 30 mm, dependendo da quantidade de capilares que a ele estão ligados.

É constituído de tubo de cobre, tendo nas extremidades as seguintes características: a


parte inferior é soldada ao condensador; a parte interna tem uma tela móvel de malha
fina, em forma de um capacete, que faz a filtragem do fluido refrigerante. Na outra
extremidade um ou mais furos de acordo com diâmetro do capilar, indicam a saída do
mesmo e o lugar onde os capilares deverão ser soldados.

Capilar

O capilar é um tubo de cobre de diâmetro interno bem reduzido, no máximo de 2,5


mm, e que vai até 0,3 mm, dependendo da aplicação, o qual tem a função de reduzir a
pressão do fluido refrigerante condensado para a pressão de evaporação.

Um sistema de refrigeração doméstico pode ter 1 até 3, e em certos casos mais


capilares, dependendo do circuito, do condensador e evaporador. Convém frisar que a
pressão do fluido refrigerante 22 aproxima-se de 11 kg / cm2.

Em certos condicionadores de ar, o tubo capilar é substituído pela válvula de


expansão.

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Evaporador

É constituído da mesma maneira que o condensador, porém, neste, o fluido é


expandido e circulado a baixa pressão através dos circuitos de tubos dispostos. É
ventilado pela hélice radial (centrifugo), a qual recircula o ar do ambiente, passando-o
através de ar, e em seguida pelo evaporador, esfriando o ar até a temperatura
desejada no ambiente entre 18 a 25°C.

A água formada no evaporador, proveniente do vapor d’água contido no ar atmosférico


que é condensado devido ao abaixamento (a queda) da temperatura, é captado pela
calha de poliestireno expandido (isopor), localizada sob o evaporador e irá escoar
através do dreno, sob o condensador.

Linha de sucção

É o tubo de cobre de diâmetro sempre superior ao tubo de descarga, o qual liga a


saída do evaporador à sucção do compressor. Este tubo também deve ter o
comprimento e as paredes devidamente apropriadas, de acordo com o projeto do
condicionador de ar.

Válvula de reversão

Os condicionadores de ar na versão ciclo reverso além de refrigerar o ambiente podem


aquecê-lo, revertendo o sentido do fluxo de fluido refrigerante através de um
dispositivo mecânico instalado entre a linha de descarga e a linha de sucção,
denominado “válvula de reversão”.

Observação: Para a soldagem dos tubos da válvula de reversão ao conjunto selado, o


corpo da mesma deve permanecer submerso em água ou envolto em um pano
molhado, para impedir que a chama do maçarico venha a aquecer o corpo da válvula e
danificar os componentes internos.

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Condicionador de Ar Residencial

Válvula reversora

Modo de soldar a válvula de reversão

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Silenciador (mufla)

Trata-se de uma peça localizada no tubo de descarga ou sucção do conjunto selado,


que tem como função minimizar o ruído provocado pela circulação do fluido
refrigerante.

O interior do silenciador é completamente oco, sua finalidade é promover um volume


maior no meio do trajeto constituído pelo tubo de descarga.

Silenciador

Filtro de ar

Fixado no lado interno do painel frontal do condicionador de ar, sua função é filtrar as
partículas sólidas em suspensão no ar antes de sua circulação através do evaporador,
proporcionando a purificação do mesmo. O filtro de ar deve ser limpo (lavado) pelo
menos uma vez por semana, quando o condicionador de ar é utilizado intensivamente.

Filtro de ar

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Condicionador de Ar Residencial

Grelhas direcionais

O próprio nome indica a função das mesmas. Podemos salientar que essas grelhas
são construídas para poder dar a direção desejada ou fluxo de ar refrigerado que sai
do evaporador. A direção das mesmas é escolhida pelo usuário, não podendo ser
direcionada para o lado da aspiração de ar a ser circulado, ou melhor, para a ventoinha
ou turbina.

Neste caso, o condicionador de ar perderia consideravelmente a eficiência. Tais


grelhas são construídas de uma forma a ter uma parede que impede a direção do fluxo
de ar para a ventoinha.

Grelhas direcionais

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Ciclo de refrigeração

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Aquecimento

Ciclo de aquecimento

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Condicionador de Ar Residencial

Compressor
Hermético

Hoje em dia trabalhamos com dois tipos de compressores herméticos residenciais


(alternativo e rotativo). A função do compressor hermético é comprimir o fluido frigorígeno
proveniente do evaporador, elevando assim sua pressão e transferindo-o para o
condensador, promovendo assim a circulação do fluido frigorígeno através de todo o
circuito. O compressor hermético é constituído basicamente de duas partes: Uma bomba
compressora e um motor elétrico, ambos alojados em uma carcaça hermeticamente
selada.

Compressor alternativo

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Compressor rotativo.

Rotor

O rotor é a parte giratória do motor. O rotor utilizado no compressor é do tipo gaiola,


formado por lâminas de aço montadas paralelamente e unidas por alumínio fundido. Um
eixo é fixado longitudinalmente ao rotor para que seu movimento seja transmitido à biela,
que por sua vez o transmitirá ao pistão.

Rotor

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Estator

É formado por um conjunto de lâminas de aço, contendo canais onde ficam alojados a
bobina de trabalho (mais externamente) e a bobina auxiliar (mais internamente).

Corpo elétrico de um compressor

• Bobinas: Uma bobina é um fio contínuo de cobre isolado (geralmente por uma
camada de verniz especial) enrolado em forma de espirais. Quando neste fio, assim
enrolado, circular uma corrente elétrica surgirá um forte campo magnético. No caso
do motor elétrico o campo magnético é de tal forma produzido que atrai o rotor,
fazendo-o girar.
− Bobina de trabalho: Também denominada de bobina principal, ou em inglês “run
coil”, é comumente abreviada nos esquemas elétricos pelas letras M, T, P ou R,
esta bobina gera um campo magnético que mantém o rotor em movimento,
permanecendo ligada durante todo o tempo em que o motor estiver energizado.
− Bobina auxiliar: Também denominada de bobina de partida ou inglês
“start coil”, é comumente abreviada nos esquemas elétricos pelas letras A
ou S. Esta bobina inicia o movimento do rotor, bem como determina o seu
sentido de rotação, no caso dos compressores herméticos o rotor gira
sempre no mesmo sentido de rotação. A bobina auxiliar permanece ligada
em série com o capacitor de fase durante todo o tempo em que
compressor estiver energizado.

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Conjunto Eixo, Biela e Pistão

O sistema de acionamento do pistão do compressor é feito pelo sistema de biela. A biela


transforma o movimento de rotação do eixo “sistema manivela” (eixo excêntrico) em
movimento alternativo transferindo-o para o pistão. Por este motivo os compressores
aqui em questão são denominados como “compressores do tipo alternativo”.

Conjunto de eixo excêntrico de um compressor

Placa de válvulas

Na placa de válvulas estão fixadas as lâminas que formam a válvula de descarga e a


válvula de admissão. A função destas válvulas é promover a aspiração do fluido
frigorígeno pelo tubo de sucção, comprimindo-o através do tubo de descarga. Quando o
pistão estiver descendo, a válvula de sucção ficará aberta e a válvula de descarga
permanecerá fechada. Quando o pistão estiver subindo, a válvula de sucção ficará
fechada e a válvula de descarga ficará aberta.

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Condicionador de Ar Residencial

Placa de válvula de um compressor

Borne de ligação

A conexão elétrica do motor no interior do compressor hermético e a rede exterior é feita


através do borne de ligação, também chamado de fusite. Observar o posicionamento
correto dos terminais das bobinas.

C= Comum - Comum -
Commom
S= Partida - Arranque - Start
R= Marcha - Marcha - Run

Borne de ligação de um compressor

Teste elétrico do compressor hermético

Medição da resistência de isolação:- Com o condicionador de ar desligado da tomada,


desconectar os três fios de ligação do borne do compressor. Medir a resistência de
isolação colocando uma da pontas de prova do meghometro na carcaça do compressor

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aplicando a outra ponta de prova em cada um dos três pinos do borne de ligação. O valor
da resistência de isolação deve ser maior que 150 MΩ (Cento e cinqüenta mega-Ohms).

Medição ôhmica de um compressor

Medição da resistência ôhmica das bobinas

Após aprovação no teste da resistência de isolação do compressor hermético deve-se


proceder a medida da resistência ôhmica das bobinas dos terminais de ligação.

Tabela: Configuração dos bornes dos compressores


BORNES ARGENTINO FRANCÊS AMERICANO
COMUM C C C C
ARRANQUE A A A S
MARCHA M M M R

Identificando os terminais de ligação dos bornes do compressor

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Com o auxílio de um multímetro, mede-se as resistências entre os três terminais do


compressor, observando os valores encontrados; o terminal oposto aos terminais de
maior resistência ôhmica é o comum; com a ponta de prova do multímetro no comum,
identifica-se os terminais marcha (menor valor) e auxiliar (maior valor).

Componentes de um compressor alternativo

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Quadro: Componentes de um compressor alternativo


Nº Descrição Nº Descrição
01 Eixo do motor 13 Sede válvula de descarga
02 Enrolamento auxiliar 14 Bloco do cilindro
03 Tubo de serviço 15 Câmara de sucção do cabeçote
04 Enrolamento marcha 16 Válvula de sucção
05 Rotor 17 Sede da válvula de aspiração
06 Mola de sustentação 18 Bucha
07 Estator 19 Entrada do cabeçote
08 Silenciador de descarga 20 Separador de aspiração
09 Carcaça do compressor 21 Guarnições de proteção da caixa
10 Tubo de descarga 22 Tampa de proteção
11 Biela 23 Tubo de aspiração
12 Pistão 24 Silenciador de aspiração

Modo de compressão de um compressor alternativo

Características do compressor rotativo

O compressor rotativo comprime o fluido devido ao movimento de lâminas em relação a


uma câmara de bomba. Durante a rotação cada espaço de fluido entre as lâminas
deslizantes está no máximo volume quando ele passa pelo orifício de sucção do cilindro.

Quando o rotor gira, esse espaço é gradualmente reduzido e o fluido “preso” é


comprimido. Quando o espaço atinge o ponto de volume mínimo (o orifício de descarga
do cilindro) o fluido é forçado para a tubulação de descarga.

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Compressor rotativo

Quadro: Componentes do Compressor Rotativo


Nº Descrição Nº Descrição
1 Tubo de Descarga 9 Eixo Excêntrico
2 Entrada de Sucção 10 Rotor
3 Mufla de Sucção / Acumulador 11 Mancal do Motor
4 Excêntrico (Anel) 12 Mufla de Descarga
5 Vane 13 Válvula de Descarga
6 Tubo de Óleo 14 Cilindro
7 Carcaça 15 Mancal do Conjunto Excêntrico
8 Estator 16 Base de Sustentação

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O modo como o vapor é comprimido pelo rotor é ilustrado pela seqüência de desenhos
abaixo.

Modo de compressão de um compressor rotativo

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Tabela: Especificações Técnicas de um Compressor Rotativo


Modelo QJ278KD23D
Tipo PSC
3
Carga de óleo (cm ) 410
Capacitor (MFDxVAC) 30X370
Protetor térmico UP4UE0525-121
Resistência do rolamento Principal Auxiliar
A 25° +/- 7% (Ohm) 1,56 4,03
Carga máxima de refrigerante 1,100g máx.
Retorno fluxo contínuo Retorno fluxo contínuo antes do acumulador não
deve ser mais que 10% da quantidade total de
circulação de refrigerante.
Diferença temperatura Operação refrigerar: 5°C ou mais
Operação aquecer: 5°C ou mais
Operação intermitente controlada:0°C ou mais.
Liga / Desliga Liga: 3 minutos
Desliga: 3 minutos
Diferença pressão na A diferença de pressão na operação deverá ser 0,49
operação MPa ou mais, não se deve ligar o compressor antes
de 3 minutos devido a equalização de pressão.
Diferença pressão na partida Quando partir, não deve haver diferença de pressão
(deverão estar equalizadas).
Balanço na operação A inclinação permitida para o compressor em
operação não deverá ser superior a 5°.

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Tabela: Especificações dos compressores conforme a capacidade


Capacidade 7500 BTU 10000 BTU 12000 BTU 18000 BTU
Tensão
127 220 127 220 127 220 220
nominal (V)
Modelo do AE 240 AE 240 AK 100 AK 100 AK 111 AK 111
QJ278KD23D
compressor DS ES DS ES DS ER
Faixa de
103 a 198 a 130 a 198 a 103 a 198 a
tensão 198 a 248
132 242 132 242 132 242
(VAC)
Freqüência
60 60 60 60 60 60 60
(Hz)
Resistência
ôhmica C – 0,935 3790 0,556 2210 0,535 1,67 1,56
T (20°C)
Resistência
ôhmica C – 1,2 1,127 6,88 6,3 7,16 7,86 7,03
T (20°C)
Resistência
ôhmica A – 12,935 15,06 7,436 8510 7,965 9530 5,59
T (20°C)
Quantidade
295 295 570 570 570 570 410
de óleo (ml)
Peso/
Electrolux 12,6 12,6 17,7 17,7 18,4 18,4 15,2
(Kg)
Capacidade
20 15 25 20 25 20 30
“MFD”
Tensão
máxima
380 380 380 380 380 380 380
Capacitor
(VAC)

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Motoventilador

O motor do motoventilador movimenta duas hélices, proporcionando o deslocamento


de ar através do evaporador e do condensador.

Sua carcaça é do tipo blindado a fim de evitar a penetração de sujeira em seu interior.
São utilizados motoventiladores com duas ou três velocidades de rotação, dependendo
do modelo do condicionador de ar.

Motoventilador

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Estator

É formado por conjunto de chapas magnéticas contendo canais onde ficam alojadas as
bobinas de trabalho e auxiliar.

Bobina de trabalho

Gera um campo magnético que mantém o rotor em movimento permanecendo ligada


durante todo o tempo em que o motor estiver energizado.

Bobina auxiliar

Esta bobina inicia e direciona o sentido de rotação do motoventilador. É ligada em


série com o capacitor de fase e em paralelo com a bobina de trabalho. Também possui
duas ou três derivações dependendo do modelo, e são responsáveis pela
determinação da velocidade de rotação do rotor proporcionando as velocidades baixa,
média e alta ou apenas baixa e alta.

Rotor

É a parte giratória do motor. Rotor utilizado no ventilador é do tipo gaiola, formado por
lâminas de aço montadas paralelamente e unidas por alumínio fundido. Um eixo é
fixado longitudinalmente ao rotor para que seu movimento seja transmitido às hélices.

Mancais do eixo (buchas)

Em alguns modelos de motoventiladores, os mancais são de bronze sintetizados, com


lubrificação permanente. O óleo existente nos filtros atravessa a parede do mancal
(bronze sintetizado) proporcionando a lubrificação adequada ao sistema eixo bucha.

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Montagem do eixo no Mancal

Protetor térmico do motoventilador

Este componente tem como função proteger os enrolamentos do moto ventilador,


desligando-o em casos de aquecimento excessivo (acima de 130°C) ocasionado por
sobrecarga ou problemas mecânicos.

Componentes de ventilação mecânicos

Hélices: Sistema de ventilação dos condicionadores de ar é realizado pelo


motoventilador que aciona duas hélices:
• Hélice axial (traseira condensador)
• Hélice radial ( dianteira evaporador)

Hélice axial

Localizada na parte traseira do condicionador de ar, no interior da câmara de


ventilação, tem como função refrigerar o condensador, aumentando também o
resfriamento do compressor hermético e do moto ventilador. O ar do ambiente externo,
entra pelas aberturas laterais e atravessa o condensador, impulsionando o sentido
axial da hélice traseira.

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Hélice axial

Hélice radial

Também chamada de centrífugo, localiza-se na parte dianteira do condicionador de ar,


no interior da câmara de ventilação, neste caso, denominado evoluta. Tem como
função recircular o ar do ambiente interno, fazendo-o passar pelo filtro e evaporador.
O ar ambiente interno entra, atravessa o filtro, o evaporador é enviado de volta ao
ambiente interno, após passar pelas aletas direcionais, impulsionando no sentido radial
da hélice dianteira.

Hélice radial ou centrífugo

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Fechamento dos motores

Desenho esquemático do fechamento dos motores

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Fechamento do motor antigo

Tacômetro

É um dispositivo mecânico ou eletroeletrônico usado na medição de rotação.

O tacômetro mais utilizado em refrigeração é o estroboscópico, com mostrador digital


de freqüência . Esse tipo de tacômetro possui uma lâmpada emissora de luz
intermitente com freqüência regulável , ligada ao aparelho por um cabo flexível e que
permita medições com grande facilidade, sem contato físico com o objeto. Mede com
exatidão a rotação de motores e de qualquer equipamento rotativo.

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Tacômetro estroboscópico

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Protetor e capacitor

O protetor é um componente fixado à carcaça do compressor (interna ou externa


dependendo do modelo do compressor), acusa rapidamente qualquer aumento
anormal de temperatura ou excesso de corrente, ocasionado por problemas
mecânicos, elétricos ou de aplicação inadequada, enquanto o capacitor também
chamado de capacitor permanente tem como função corrigir o fator de potência elétrica
do motor do compressor hermético. É ligado entre a bobina auxiliar e a bobina de
trabalho permanecendo ligado durante todo o tempo em que o compressor hermético
estiver energizado.

Parte construtiva de um protetor térmico

Disco bimetálico

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O disco bimetálico reage ao excesso de temperatura, e / ou corrente, flexionando e


desconectando o compressor da fonte de alimentação. Alguns protetores possuem um
resistor em série com disco para auxiliar na abertura dos contatos em situações de
aumento excessivo na corrente elétrica. Neste caso o protetor possui três terminais e
dois quando não há resistor.

Tabela: Especificações do protetor térmico do compressor.


Temp. Corrente
Tens Temp. Time
Capaci- Marca Cód Fecha- de Time
ão Abertura Check
dade Protetor Fabricante mento Check (A)
(V) °C (Seg)
ºC
Compela T8600/44
7500 127 150 61 29.0 6.5 – 15
Texas NRA58119
BTU / h
220 Texas NRA58113 105 52 12.5 6.5 – 15
Compela S51300/ 37 5.5 – 16
127 135 61
10000 Texas CRT00JW 39.5 5.5 – 17
BTU / h Compela NRA58076 18.3 5.5 – 16
220 120 52
Texas T28300/44 15.0 5.5 – 17
Compela 53100/74 49.0 5.5 – 16
12000 127 135 61
Texas CRA2718 38.5 5.5 – 17
BTU / h
220 Compela T16700/54 150 58 18.5 6.5 – 16

Observação: Nos compressores rotativos e 18000 F/R o protetor térmico é interno.


Cada protetor térmico é especificado para operar em determinada temperatura e ao
ser aplicada uma corrente aos seus terminais o mesmo deve abrir em um tempo
específico.

Modo de teste de um protetor térmico

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Capacitor

Tabela: Especificações do capacitor de fase do compressor:


Compressor AE240 AE240 AK100 AK100 AK111 AK111 QJ278
DS ES DS ES DS ES
Tensão do 127V 220V 127V 220V 127V 220V 220V
compressor
Capacitância 20MFD 15MFD 25MFD 20MFD 25MFD 20MFD 30MFD

Tensão 380 380 380 380 380 380 380


máxima VAC VAC VAC VAC VAC VAC VAC
capacitor

Sua capacidade em µF é de acordo com tipo de compressor, previamente determinado


pelo fabricante. O formato do mesmo é redondo, oval ou retangular tendo em uma das
extremidades 4 terminais para devida ligação.

Os capacitores de fase são constituídos de 1 recipiente de alumínio ou ferro ( ou


qualquer outro metal) no qual encontramos uma ou mais bobinas de polipropileno
metalizado seco. Essas bobinas tem 2 terminais, sendo 1 no centro do capacitor e
outro (armadura) na parte externa da bobina bem próxima do recipiente de metal.

Esse enrolamento assim constituído, é colocado num recipiente e posteriormente


impregnado com líquido oleoso especial, isolante.

Essa operação processa-se em fornos de alto vácuo e numa temperatura adequada a


fim de retirar toda umidade existente na bobina e no recipiente.

A tampa dos mesmos deve ser solidamente presa ao recipiente e hermeticamente


vedada. Assim como também os terminais de ligação devem ser solidamente presos à
tampa e ter adequada isolação, a fim de evitar condutibilidade elétrica entre ambas.

A boa construção destes capacitores permite o trabalho dos mesmos por longos anos
sem apresentar defeitos. A substituição desses capacitores, quando necessária, deve
ser feita por igual em capacidade e em tensão de isolação.

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Teste do capacitor

Capacitor de fase do moto ventilador

É ligado em série com os enrolamentos do moto ventilador. Possui as mesmas


características do capacitor para o compressor, porém com capacitâncias menores.

Observação:- A capacidade em µF do motoventilador usa-se tabela do fabricante do


mesmo. Caso contrário usa-se na identificação da tarjeta do moto ventilador.

Nota:- Em caso de substituição de capacitores, devem ser seguidas as mesmas


especificações dos capacitores originais, ou seja, a capacitância (microfarad – µF) e
tensão de isolação (VAC):
• Se a capacitância do capacitor de reposição for inferior, a eficiência do motor de
partida diminuirá;
• Se for superior, as correntes e temperaturas do motor aumentarão;
• A tensão de isolação deve ser igual que a especificada, pois se for menor, o
capacitor queimará.

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Teste do capacitor de fase do compressor hermético

O teste do capacitor de fase ou permanente pode ser executado de várias maneiras,


retirando o capacitor fora do circuito e certificando que o mesmo esteja descarregado,
conforme figura abaixo.

Modo de fazer teste de capacitância

Quadro – Teste de Capacitor


Instrumento Ajuste Bom Aberto Curto-Circuito
Capacímetro Escala Leitura próxima do Sem Leitura Zero
adequada valor nominal
Ohmímetro Escala Escala irá a zero e Escala sem Escala irá
no retornará movimento defletir e
máximo gradualmente permanecer no
zero
Lâmpada em Não tem Lâmpada meia Não acende Curto-Circuito
série intensidade
Teste direto Não recomendado

Tabela – Potência de lâmpadas para teste


Potência da lâmpada em W Capacidade do capacitor em µF
25 3a 5
40 5a8
60 8 a 11
100 11 a 30

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Tabela – Componentes elétricos do condicionador de ar


Modelo Capacidade Corrente Capacitor de Capacitor de Capacidade
Tecumseh HP Ampères (A) fase MFD partida MF em BTU/h
AJITD 1 7,8 20 32 X 39 10000
AK5510-E 1 5,7 15 32 X 39 10000
AJT12-D 1¼ 9 25 32 X 39 12000
AK5515-E 1½ 7,6 25 64 X 77 15000
AJT12-D 1¼ 9 25 64 X 77 12000
AK5512-ED 1¼ 6,8 15 64 X 77 12000
AJ1P12-B 1¼ 7,4 15 a 17,5 64 X 77 12000
AJR13-D 1½ 8,8 25 a 30 64 X 77 15000
AJIP13-B 1½ 7,2 17,5 a 20 64 X 77 15000
AJT15-B 1¾ 12,4 25 a 30 130 X 156 18000
AJ5518-ED 1¾ 12,8 25 a 30 130 X 156 18000
AJ5519-ED 1¾ 13,7 25 a 30 130 X 156 18000
AH5522 2 11,2 35 130 X 156 19000
AH5524-E 2,5 11,8 35 a 45 130 X 156 21000
AH5527-E 2,5 12,1 35 a 45 130 X 156 24000
AH5531-E 3 16,1 35 a 45 130 X 156 30000
AE240-ES ¾ 4,00 15 32 X 39 7000

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Dispositivos de Manobra e
Acionamento

Um dos dispositivos de manobra e acionamento é a chave seletora que tem por função
selecionar o modo de operação do condicionador de ar através do posicionamento do
botão do controle. São utilizados 2 tipos de chaves seletora.

Chave seletora para ciclo frio

Chave seletora para ciclo reverso

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Teste da chave seletora

Com o condicionador de ar desligado da tomada, desconectar todos os fios de ligação


dos terminais da chave seletora.

Com a lâmpada em série ou um ohmimetro na escala R x 1, fixe uma das pontas de


prova no borne de alimentação da seletora, com a outra ponta de prova toque os
demais bornes.

Estando a chave em bom estado, a lâmpada não deve acender ou o marcador do


ohmímetro se movimentar.

Teste em todas as posições:


• Manter uma ponta de prova da lâmpada ou ohmimetro, no borne de alimentação;
• Girar o botão da chave para posição ventilador;
• Com outra ponta de prova tocar o borne correspondente a posição ventilador;
• A lâmpada deve acender ou o marcador do ohmimetro se movimentar;
• Girar o botão para posição seguinte e repetir o teste, até chegar a posição
desligado novamente;
• Se em algum teste, a lâmpada não acender ou o marcador não se movimentar, a
chave deve ser substituída;
• Os contatos internos da chave seletora para cada posição se encontram na
descrição do painel frontal do equipamento.

Termostato

Serve para controlar a temperatura do ambiente condicionado.


Sua função é desligar o compressor quando o ambiente atingir a temperatura
desejada. Compõe-se de um bulbo que sai de uma sanfona (diafragma) com carga de
gás apropriado e hermeticamente selado; molas; contatos e terminais apropriados.

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Termostato

O funcionamento do termostato se processa de acordo com a diferença da


temperatura do ambiente a qual estando acima da desejada, dilata o gás contido no
bulbo e sanfona fazendo fechar os contatos e consequentemente faz funcionar o
compressor. Ao diminuir a temperatura no ambiente o gás contrai-se até fazer os
contatos abrirem e assim desligar o compressor.

Existem também termostatos de dupla ação para condicionador de ar de ciclo frio e


quente. Estes condicionadores de ar, quando operando em ciclo frio, o termostato
obedece as mesmas funções já mencionadas, fazendo desligar os contatos, os quais
se encontravam ligados ao circuito do compressor para operar nesse ciclo.

Compõe-se das mesmas peças do acima descrito, sendo que os contatos platinados
são duplos a fim de que o contato se mova 1 vez de um lado e vice versa, conforme
necessário (frio ou quente). O ajuste deste termostato, com relação ao painel, obedece
simplesmente ao gosto dos usuários.

Tabela: Temperaturas de operação


Temperatura ºC no bulbo do termostato
Posições
Mais frio Médio Mais quente
Liga 18,3 ± 1,2 24,3 ± 1,4 29,2 ± 1,8
Desliga 15,6 21,7 26,9

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Teste do termostato:

O teste usual e prático do termostato só é possível se a temperatura ambiente estiver


acima de 18ºC para termostato comum (para ciclo frio). Para termostatos ciclo reverso
a temperatura ambiente deve estar acima de 18ºC e abaixo de 26ºC. Observadas as
condições da temperatura ambiente, gire o botão de ajuste do termostato para direita e
para esquerda até ouvir o “click” característico. Com as pontas de prova do ohmímetro
nos terminais de ligação do termostato, verificar o liga/desliga do platinado através da
continuidade elétrica entre os terminais.

Teste do termostato

Teste pode ser realizado com:


• Ohmímetro (Bip);
• Lâmpada em série.

Termostato de Degelo

Nas regiões onde a temperatura exterior atinge temperatura de valores inferiores a


5ºC, é normal ocorrer o congelamento da serpentina externa do aparelho de ciclo
reverso, prejudicando o bom funcionamento do aparelho. Prevendo essas condições
extremas, alguns modelos de condicionadores com ciclo reverso são dotados de um
termostato especial para degelo.

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Este termostato degela, rapidamente, a serpentina externa e os condicionadores de ar,


restabelecendo logo em seguida o pleno funcionamento do aparelho. Durante esse
breve período de degelo (cerca de 5 minutos) o ventilador deixa de funcionar; o que é
perfeitamente normal.

Teste do termostato de degelo

Nota: O termostato de degelo normalmente desliga a bobina solenóide da válvula do


ciclo reverso e o moto ventilador.

Observação: Não é aconselhável o funcionamento do condicionador de ar quando a


temperatura exterior for inferior a 5°C.

Tabela: Calibragem de temperatura do termostato de degelo


Abre -4,4°C 62,7
Fecha +9,9°C 62,7

Funcionamento do termostato
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Condicionador de Ar Residencial

Timer

O controle “Timer” é mais uma inovação que permite ao usuário utilizar o


condicionador de ar de forma eficiente e econômica.

Permite ao usuário programar com antecedência a hora em que o condicionador de ar


deverá ser desligado. Ao atingir a hora programada, o aparelho desligará
automaticamente.

O controle “timer” possui programa para 6 (seis) horas e 30 (trinta) minutos.

O controle “timer” possui 3 (três) posições: Normal; desligado; programa.

Quadro: Descritivo de Funcionamento


Funcionamento Quando nesta posição, o funcionamento se dará continuamente de
normal acordo com a condição desejada, até que, por controle manual,
seja desligado
Funcionamento O condicionador permanece desligado
desligado
Funcionamento Quando posicionamento em um dos horários, o condicionador entra
com programa em operação e, chegada a hora pré-determinada, desligará
automaticamente
Operação Posicione o botão de controle do termostato para resfriar ou
aquecer
Posição Normal Se for desejado o funcionamento sem programa
Posição com Ajuste no horário desejado para que o condicionador desligue
Programa automaticamente

Observação: Uma vez que os controles estejam posicionados, a operação do


condicionador poderá ser controlada somente pelo “timer”.

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Condicionador de Ar Residencial

Timer

Solenóide da válvula de reversão

Este solenóide, bem como a válvula de reversão, equipa somente os condicionadores


de ar ciclo reverso. Quando o solenóide for energizado, este atua na válvula de
reversão, fazendo com que o sentido do fluido refrigerante seja invertido. Deste modo
o evaporador passa a ser o condensador e vice versa.

Nota:- Se o solenóide for posicionado de maneira contrária ao indicado na seta


desenhada em seu corpo, a válvula de reversão não atuará quando o mesmo for
energizado.

Quadro: Características elétricas de uma solenóide


Tensão (V) Resistência Ôhmica Potência (W) Corrente (A)
220V 1250 Ω 9,0 W 54 mA

Teste da bobina solenóide

Para realizar o teste da bobina solenóide deve-se fazer:


• Medição da resistência ôhmica: com o condicionador de ar desligado da tomada,
desconectar os dois fios dos terminais de ligação do solenóide;
• Medição da resistência ôhmica da solenóide colocando cada uma das pontas de
prova do ohmimetro em cada uma dos terminais de ligação do solenóide;

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Condicionador de Ar Residencial

• Ligação direta do solenóide: após a verificação ôhmica do solenóide, se houver


dúvidas quanto ao seu funcionamento, deve-se proceder a ligação diretamente a
tomada verificando sua magnetização através do estalo produzido pela
movimentação do eixo interior da válvula de reversão.

Teste da bobina solenóide

Neste caso deve-se observar a corrente absorvida pelo solenóide, que deve ser
próximo ao indicado na tabela.

Tal estado não poderá ocorrer caso a válvula de reversão esteja engripada.

Relê voltimétrico

Usado normalmente em aplicações comerciais de médio porte onde estão presentes


capacitores de partida e de marcha no esquema de ligação do motor. O relê
voltimétrico possui os contatos normalmente fechados. A bobina do relê é ligada em
paralelo com a bobina de partida (auxiliar) do compressor.

A tensão na bobina de partida aumenta quando aumenta a velocidade do motor até


atingir o valor específico de pick-up, neste ponto a armadura do relê é atraída abrindo
os seus contatos e desconectando o capacitor de partida do circuito. Após a abertura,
há tensão induzida na bobina de partida suficiente para continuar atraindo a armadura
e manter os contatos do relê abertos.

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Relê voltimétrico

Capacitor de partida

Em caso de exigência de torque de partida maior (sistema não auto equalizado –


esquema de ligação CSIR), utiliza-se um capacitor em série com a bobina de partida, o
qual aumenta a corrente na bobina de partida, consequentemente aumenta o torque.

Atua somente na partida sendo desconectado pelo relê quando o motor atinge rotação
normal de funcionamento.

O uso do capacitor inadequado pode acarretar variação do torque, prejudicando o


funcionamento do motor.

Um capacitor carregado é muito perigoso, pois retém carga por muito tempo. Se
alguém tocar os terminais de um capacitor carregado, a tensão acumulada provocará
elevado choque, que pode até ser fatal.

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Capacitor

Por essa razão, é aconselhável descarregar o capacitor que não está em uso. A
melhor forma de descarregá-lo é através da união dos terminais, usando um pedaço
de condutor elétrico ligado em série com um resistor de 2 watts e 150.000 ohms.

Elimina-se, assim, a possibilidade de se produzir uma centelha de alta tensão.

Observação:- O capacitor de partida é permitido ser energizado no máximo 3


segundos, caso ultrapasse esse período, a borracha de neoprane será expelida
para fora por causa dos gases formados neste período.

Teste de capacitância

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Condicionador de Ar Residencial

Circuitos
Elétricos

Apresentamos alguns exemplos de circuitos elétricos tipo pictórico e esquema elétrico


de condicionador de ar; ciclo frio e ciclo frio / quente (reverso), para melhor
visualização do assunto abordado.

Esquema elétrico modelo 1750 Kcal/h – Ciclo frio

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Esquema elétrico Pictório – modelo 1750 Kcal/h – ciclo frio

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Esquema elétrico – modelo 1750 Kcal/h – ciclo frio/quente

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Esquema elétrico Pictório – modelo 1750 Kcal/h – ciclo/quente

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Esquema elétrico - modelo 2500/3125 Kcal/h – ciclo frio

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Esquema elétrico Pictório – modelo 2500/3125 Kcal/h – ciclo frio

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Esquema elétrico – modelo 2500/3150 Kcal/h – ciclo frio/quente

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Esquema elétrico Pictório – modelo 2500/3150 Kcal/h – ciclo frio/quente

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Condicionador de Ar Residencial

Esquema elétrico de condicionador de ar com relé voltimetrico


Observação: Relé Voltimétrico já em funcionamento

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Modelo de Esquema a elétrico simplificado de ar condicionado de cônsul

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Fluidos Refrigerantes

Fluidos refrigerantes, fluidos frigorígenos ou simplesmente refrigerantes também


chamados erroneamente de gases, são substâncias empregadas como veículo térmico
na realização dos ciclos de refrigeração.

Inicialmente foram usados, como fluido refrigerante, NH3, CO2, CH3CI, mais tarde,
com a finalidade de atingir temperaturas de –75°C, Linde empregou N2O (óxido nitroso,
1.912), C2H6 (1.916) e mesmo o propano C3H8, apesar do perigo de explosão.

Observações:
1. Linde foi um inventor e industrial alemão que após ter idealizado em 1870 uma
máquina de absorção, construiu a primeira máquina de refrigeração por
compressão. Em 1895 liquefez o ar e preparou oxigênio líquido e nitrogênio gasoso
quase puros.
2. C2H6 : Hidrocarboneto, normalmente presente na maioria das ocorrências de gás
natural.
3. C3H8 Hidrocarboneto saturado, gasoso, incolor com cheiro característico.
Empregado como combustível doméstico, iluminante e fonte de calor industrial em
caldeiras, fornalhas e secadores. É um dos componentes do GLP, o gás de
cozinha.

Com o desenvolvimento da indústria frigorígena, novos equipamentos foram


projetados, crescendo mais e mais a necessidade de novos refrigerantes.

Assim o emprego da refrigeração mecânica no lar e o uso de compressores rotativos e


centrífugos determinaram a pesquisa de novos produtos que levaram a descoberta dos
Hidrocarbonetos Fluorados, sintetizados à partir dos hidrocarbonetos da série metano
e etano que, devido às suas excepcionais qualidades constituem modernamente os
fluidos refrigerantes por excelência.

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Tabela: Correspondência dos Fluoroclorometanos e dos Fluorocloroetanos.


Ref.
Fórmula Denominação Hoescht Dupont
ASHRAE
CC3F R11 Monofluorotriclorometano Frigênio 11 Freon 11

CCL2F2 R12 Frigênio 12 Freon 12


Difluorodiclorometano

CCLF3 R13 Trifluoromonoclorometano Frigênio 13 Freon 13

CF3Br R13 B1 Trifluorobrometano Frigênio 13 Freon 13 B1


B1
CHCL2F R21 Monofluorodiclorometano Frigênio 21 Freon 21

CHCLF2 R22 Difluoroclorometano Frigênio 22 Freon 22

C2 F3CL3 R113 Trifluorotriclorometano Frigênio 113 Freon 113

C2F4CL2 R114 Tetrafluorodicloroetano Frigênio 114 Freon 114

C2F5CL R115 Pentafluorocloroetano Frigênio 115 Freon 115

C2F6 R116 Hexafluoroetano Freon 116

R502 Azeotrópico de Freon 502


Frigênio 502
R 22 e R115
R503 Azeotrópico de Freon 503
R 23 e R13
ASHRAE: American Society of Heating, Refrigeration and Air Engineers

Características de um fluido refrigerante ideal

Um fluido refrigerante perfeito deveria apresentar as seguintes qualidades:


• Calor latente de vaporização muito elevado;
• Ponto de ebulição sob pressão atmosférica suficientemente baixo;
• Baixa relação de compressão;
• Baixo volume específico de vapor saturado;
• Temperatura crítica muita elevada;
• Ser inerte em relação ao lubrificante utilizado;
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• Composição estável nas condições de funcionamento;


• Não ter reação sobre os metais componentes do circuito;
• Não ter ação sobre as juntas;
• Não ser inflamável nem explosivo misturado com o ar;
• Não ser prejudicial a saúde;
• Não ser prejudicial aos gêneros a conservar;
• Inodoro ou tendo um cheiro não desagradável;
• Emanações fáceis de detectar;
• Não ter afinidade com os constituintes da atmosfera.

Nenhum dos fluidos refrigerantes possui a totalidade destas qualidades. O R12 é o que
possui o maior número das qualidades requeridas.

Problemas ambientais dos fluidos CFC’S

Os hidrocarbonetos fluorados (CFC) foram descobertos em 1.930 e estão sendo


utilizados em larga escala desde então.

Os cientistas descobriram que os CFC’S liberados na atmosfera se elevam até atingir a


estratosfera (esta subida leva vários anos), podendo interferir no equilíbrio
ozônio/oxigênio e o longo tempo de vida na atmosfera é responsável pelo aumento do
efeito estufa.

Ao atingirem a estratosfera, onde está o ozônio (gás que protege a superfície da terra
dos raios ultra violetas do sol), situados entre 12 e 30 Km de altura.

As moléculas de CFC´S são atingidas pelos raios ultra violetas tem a sua ligação
molecular quebrada liberando um átomo de cloro.

Em seguida o átomo de cloro reage com a molécula do ozônio (O3) quebrando a


ligação e formando uma molécula de oxigênio (O2 ) e uma de monóxido de cloro.

O monóxido de cloro é instável, e tem sua ligação quebrada. Forma-se novamente


cloro livre que vai atacar destruindo outra molécula de ozônio. Cada átomo de cloro é
capaz de destruir mais de 100.000 moléculas de ozônio.

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Quebra da molécula de CFC

Quebra da molécula de ozônio

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Ligação instável do cloro com o oxigênio

Quebra da molécula de monóxido de cloro

Quando se destrói parte da camada de ozônio ela fica mais fina em alguns lugares. É o
chamado buraco, por onde os raios ultravioletas penetram.

O efeito desses raios se dá sobre todos os seres vivos e são:


• Aumento dos casos de catarata e câncer de pele;
• Danos ao sistema imunológico;
• Destruição ou danos aos organismos aquáticos e plantações.

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Protocolo de Montreal

Com o objetivo de evitar a destruição da camada de ozônio foi firmado um acordo em


16 de Novembro de 1.987, por representantes do governo de 24 nações e da
comunidade econômica Européia.

O acordo é chamado de Protocolo de Montreal, pois foi debatido, aprovado e firmado


na cidade de Montreal no Canadá.

Em junho de 1.990, em Londres, o Protocolo de Montreal passou por uma revisão.


Além da diminuição dos prazos anteriormente estabelecidos houve a inclusão de
novas substâncias.

Depois dessa revisão, chegou-se à conclusão de que o problema da destruição da


camada de ozônio era mais grave do que se imaginava.

Assim, em outubro de 1.992 em Copenhague na Dinamarca o protocolo foi revisto, já


com a participação de 87 nações, e ficou decidido antecipar ainda mais prazos de
desativação dos CFCS.

Em novembro de 1992 em Copenhague foram revisadas as últimas determinações do


Protocolo de Montreal, estipulando novos prazos para a produção e consumo dos
CFC’S e HCFC’S com base nas constatações científicas regentes.

Tabela: Datas de término de produção dos CFC´s


CFCs plenamente halogenados Redução A partir de Em relação a
CFC-11, CFC-12, CFC-13, 75% até 01/01/1.994 1.986
CFC-14, CFC-114, CFC-115 100% até 01/01/1.994 1.986
Halons usados como agentes de 100% até 01/01/1.994 1.986
Combate ao fogo
Tetracloreto de carbono 85% até 01/01/1.995 1.989
100% até 01/01/1.996 1.989
Metil clorofórmio Congelado 01/01/1.993 1.989
50% até 01/01/1.994 1.989
100% até 01/01/1.996 1.989

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HCFCs Congelado 01/01/1.996 1.989


HCFC-22, HCFC-123 35% até 2.004 1.989
HCFC-124, HCFC-141b 65% até 2.010 1.989
HCFC-142b 90% até 2.015 1.989
99,9%até 2.020 1.989
100% até 2.030 1.989

Para os países em desenvolvimento mantêm-se o prazo de dez anos de carência em


relação aos prazos estipulados para os países desenvolvidos, para cada uma das
substâncias.

Legislação 267/2000 CONAMA

Em setembro de 2000, o CONAMA implantou a Resolução 267 que regulamenta o uso


e comercialização do R-12 e sua proibição total em 2007. Os tópicos referentes ao
setor de refrigeração são:
• Artigo 3
Os CFC´s - R12 terão sua importação reduzida gradativamente:
− 15% no ano de 2001;
- 35% no ano de 2002;
- 55% no ano de 2003;
- 75% no ano de 2004;
- 85% no ano de 2005;
- 95% no ano de 2006;
- 100% no ano de 2007.

• Artigo 7
Em todo e qualquer processo de retirada de substâncias controladas no local da
instalação ou em oficinas de manutenção e reparo, os fluidos refrigerantes ou de
extinção de incêndios devem ser adequadamente recolhidos e acondicionados. Estas
substâncias devem ser posteriormente enviadas para centros de incineração ou
unidades de reciclagem licenciados pelo órgão ambiental competente. Na ausência de
incineradores ou centros de reciclagem licenciados pelos órgãos ambientais
competentes, as substâncias a que se refere este artigo devem ser acondicionadas
adequadamente em recipientes que atendam às normas NBR 12.790 e NBR 12.791,
ou normas supervenientes.

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Alternativa aos Clorofluorcarbonos (CFC)

Face aos atuais problemas ambientais, um alternativo aos CFCs deveria ser isento de
cloro, consequentemente seu potencial de destruição da camada de ozônio (ODP)
seria igual a zero.

Parcialmente halogenados (contendo hidrogênio) para diminuir o tempo de


permanência do gás na atmosfera, levando ao mínimo o potencial de efeito estufa
(GWP), como pode ser observado na tabela.

Tabela - Índices ambientais dos Fluidos Refrigerantes


Tempo De
Tipo ODP GWP Inflamável
Vida
CFC-11 55 1,0 1,0 Não
CFC-12 116 1,0 1,0 Não
CFC-114 220 0,8 3,9 Não
CFC-115 550 0,5 7,5 Não
HCFC-22 15,8 0,055 0,36 Não
HCFC-123 1,71 0,02 0,02 Não
HCFC-125 40,5 0 0,84 Não
HFC-134a 15,6 0 0,25 Não
HFC-143a 64,2 0 1,14 Sim
HFC-152a 1,8 0 0,08 Sim

De acordo com últimas revisões do Protocolo, os HCFC’s são considerados soluções


intermediárias temporárias:
• R- 152a do ponto de vista ecológico seria uma boa solução ODP = 0 e GWP =
0,03. Infelizmente este composto se torna inflamável a partir de uma determinada
quantidade de hidrogênio em relação ao flúor H/F>1;
• R-134a não é inflamável, com 4 átomos de flúor e 2 de hidrogênio apresenta uma
relação H/F = 0,5 e um baixo potencial de efeito estufa;
• Com 1 átomo de hidrogênio a mais o HFC R-134a apresenta uma relação H/F = 1
sendo inflamável.

Por exigências de segurança compostos inflamáveis encontram uma relação negativa


por parte dos usuários.

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Fluidos Alternativos

Desde que o CFC foi condenado, cientistas e pesquisadores vêm se dedicando à


pesquisa de substâncias alternativas que apresentem as mesmas vantagens e não
sejam ofensivas ao meio ambiente.

Além disso, antes de lançar qualquer novo fluido refrigerante no mercado é necessário
avaliar o impacto que eles possam causar ao compressor, ao condensador e ao
evaporador, bem como realizar testes com o motor e o óleo lubrificante.

O produto ideal para substituir os CFC´s deve ser: não tóxico, não inflamável,
quimicamente estável, fácil de manusear e barato. Deve ser fácil de obter, adaptável
aos sistemas e equipamentos existentes e viável industrialmente. E, sobretudo, deve
apresentar potencial de destruição da camada de ozônio (ODP) nulo, além de baixo
potencial de aquecimento da Terra, ou seja, não pode contribuir para elevação da
temperatura global do planeta, fenômeno conhecido como “efeito estufa”.

Até agora não foi possível desenvolver um produto que reunisse todas essas
características. Entretanto, soluções vêm sendo testadas com resultados satisfatórios
em algumas aplicações. Conheça algumas dessas alternativas, de maior interesse
para a área de refrigeração doméstica e comercial.

Hidrofluorcarbonos (HFC´s)

Os HFC´s constituem um grupo de compostos químicos nos quais todos os átomos de


cloro foram substituídos por átomos de hidrogênio. Na sua composição química entram
o hidrogênio (H), o flúor (F) e o carbono (C).

Os HFC´s são fluidos não inflamáveis, apresentam baixa toxidade, sua produção
industrial é viável, com perspectivas de custos decrescentes. E o que é mais
importante: seu impacto sobre a camada de ozônio é zero. Por outro lado, esses
fluidos apresentam algumas desvantagens:
• requerem o uso de óleos lubrificantes especiais;
• não são facilmente adaptáveis aos sistemas e equipamentos de refrigeração
existentes, principalmente aos de pequeno porte (sistemas e equipamentos
domésticos);

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• exigem alterações nos projetos de novos sistemas e equipamentos de refrigeração;


• possuem alto potencial de aquecimento global.

Existem vários tipos de HFC´s, cada um com uma composição química específica. Na
área de refrigeração, ao que tudo indica, o R134a é o que reúne as melhores
condições para substituir o R12, pois ambos têm propriedades físicas e
termodinâmicas semelhantes. Sua adoção nos sistemas de refrigeração de grande
porte é uma tendência mundial.

O R134a só é recomendado para uso em equipamentos de refrigeração especialmente


projetados para recebê-lo, porque requer alterações significativas nos compressores,
nos filtros secadores e nas tubulações capilares, além de necessitar de um tipo
diferente de óleo lubrificante.

Em certas situações onde a aplicação do HCFC134a não é possível ou recomendável,


uma solução transitória tem sido adotada: o R22, que é um fluido puro pertencente à
família dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC). Nestes compostos, apenas alguns átomos
de cloro foram substituídos por átomos de hidrogênio.

Os HCFC´s apresentam potencial de destruição da camada de ozônio bem mais baixo


que os CFC´s tradicionais. Entretanto, também estão condenados à eliminação total a
partir do ano 2030, pois a meta dos pesquisadores e produtores é obter produtos com
potencial de destruição da camada de ozônio igual a zero.

A vantagem é que os HCFC´s exigem menos alterações nos sistemas de refrigeração


atualmente existentes, se comparados aos HFC´s, o que justifica sua adoção
controlada.

Blends

Outra opção para substituir os CFC´s na refrigeração consiste no emprego de


misturas, mais conhecidas pelo termo em Inglês blends.

As misturas que têm sido propostas não são azeotrópicas, isto é, não se comportam
como substâncias puras. Contêm HCFC na sua composição, além de outros fluidos
refrigerantes, em proporções rigorosamente estabelecidas e controladas pelos
fabricantes.

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Condicionador de Ar Residencial

A composição de cada mistura determina suas propriedades e faixas de aplicações, o


quadro a seguir mostra alguns exemplos de blends à base de HCFC, indicados para
substituir o R12.

Tabela: Proporções dos HCFC´s nos Blends


Fluido Nome Fluidos Porcentagem
Fornecedor
refrigerante comercial componentes dos fluidos
22 53%
a
R401A MP39 DuPont 152 13%
124 34%
22 61%
a
R401B MP66 DuPont 152 11%
124 28%
22 60%
R409A FX56 Elf Athochem 142b 15%
124 25%

Observe que os fluidos que entram na composição do R401A e do R401B são os


mesmos. Porém, a porcentagem de cada um varia nos dois casos, o que lhes confere
propriedades diferentes.

O potencial de destruição da camada de ozônio dessas misturas é bem menor que o


dos CFC´s. Essas misturas permitem prolongar a vida dos equipamentos de
refrigeração em uso, sem necessidade de muitas alterações, evitando sua imediata
desativação.

Os fluidos que compõem a mistura apresentam propriedades diferentes como, por


exemplo, a densidade. Assim, no caso de vazamento, o fluido com menor densidade
vaza primeiro, alterando as características da mistura.

Devido às diferenças de composição, há uma faixa de aplicação para cada blend,


como mostra o quadro a seguir.

Tabela: Aplicação de fluidos alternativos tipo blends pela faixa de temperatura


Fluido refrigerante R401A R401B R409A
Refrigerador x x
Freezer x x

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Por requererem alterações relativamente simples nos equipamentos e sistemas de


refrigeração em uso, os blends têm sido as substâncias escolhidas para realização do
processo de retrofit.

Retrofit

A palavra retrofit é uma abreviatura da expressão inglesa retroactive refit. Numa


tradução livre ela quer dizer “readaptação posterior”. Em geral, o processo de retrofit
implica incorporação de mudanças a equipamentos já existentes para torná-los mais
eficientes, modernos e econômicos.

Não confunda uma simples manutenção com retrofit. Por exemplo, a substituição de
uma gaxeta que não proporciona boa vedação é uma operação de manutenção, mas a
instalação de controles eletrônicos em um sistema que já funcionava mecanicamente é
retrofit.

Na área de refrigeração, o termo retrofit vem sendo bastante empregado para designar
a adaptação de equipamentos e sistemas de refrigeração e ar condicionado
originalmente projetados para funcionar com o fluido R12. Com a substituição deste
refrigerante clorado, os equipamentos passam a operar com fluidos refrigerantes
alternativos, menos prejudiciais à camada de ozônio.

Cuidados preliminares

Antes de propor o retrofit como solução para prolongar a vida de um equipamento ou


sistema de refrigeração em uso, o profissional da refrigeração deve avaliar o estado do
equipamento.

O processo de retrofit tanto pode ser indicado para equipamentos carregados com
CFC12, que apresentam funcionamento normal, como para equipamentos semi-novos,
que apresentam defeitos.

No primeiro caso, ou seja, quando o equipamento não apresenta defeitos, a


substituição do CFC por refrigerantes alternativos menos nocivos à camada de ozônio
justifica-se pela política das empresas em contribuir para a preservação do meio
ambiente. Algumas empresas multinacionais e estatais no Brasil já estão realizando

124 Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”


Condicionador de Ar Residencial

retrofit em todos os equipamentos de refrigeração de sua propriedade e só aceitam


adquirir equipamentos com carga de fluido refrigerante R134a, não prejudicial à
camada de ozônio.

Por outro lado, se o equipamento apresenta algum defeito, o momento é ideal para
aproveitar a necessidade de manutenção corretiva e fazer o retrofit. Os fabricantes de
fluidos refrigerantes alternativos já estão conscientizando e orientando os profissionais
da área de refrigeração sobre o processo de retrofit, através de artigos publicados em
revistas especializadas.

Em qualquer caso, antes de optar pela realização de retrofit, é necessário calcular os


custos e avaliar os benefícios para o cliente. À vezes, quando o equipamento é muito
velho ou está demasiadamente mal conservado, ou quando o custo de retrofit supera o
preço de um equipamento novo, que já sai da fábrica com refrigerante ecológico, vale
mais a pena substituí-lo que submetê-lo a retrofit.

Se a opção for pelo processo de retrofit, algumas recomendações devem ser


observadas. Veja quais são elas a seguir:

Escolha do filtro secador

Os filtros secadores usados nos sistemas de refrigeração que operam com CFC não
podem ser utilizados nos sistemas que funcionam com refrigerantes alternativos, como
R134a ou ‘blends” (R401A, R401B, R409A). É necessário utilizar um filtro secador
especialmente projetado para esses fluidos.

Os micro-poros existentes nos elementos secantes do filtro devem possuir um


diâmetro capaz de reter apenas a molécula de água. Se o filtro secador não for
compatível, o fluido refrigerante fica retido nos poros e o elemento secante fica
saturado. Como conseqüência, certa umidade permanece em circulação no sistema,
prejudicando-o.

Atualmente, já se encontram disponíveis no mercado novos filtros secadores


compatíveis com os diversos fluidos refrigerantes.

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Escolha do óleo lubrificante

Como você já viu, na unidade sistema básico de refrigeração, o óleo lubrificante deve
ser compatível com o fluido refrigerante.

Em condições normais de funcionamento, uma pequena parcela do óleo lubrificante do


compressor circula permanentemente no sistema e o pistão do compressor bombeia
pequena quantidade de óleo no condensador.

Se o óleo lubrificante e o fluido refrigerante não fossem miscíveis, isto é, não se


misturasse, o óleo do compressor ficaria retido no condensador ou no evaporador,
dificultando a troca de calor nesses locais. Isso danificaria o compressor por falta de
lubrificação.

Portanto, para serem compatíveis, o óleo lubrificante e o fluido refrigerante têm de se


misturar, tanto nos locais quentes, como o condensador, quanto nos locais frios, como
o evaporador. A mistura formada pelo fluido refrigerante (gasoso ou líquido) e o óleo
que circula no sistema devem voltar para o compressor.

O quadro a seguir mostra a compatibilidade entre alguns fluidos refrigerantes e os


óleos lubrificantes correspondentes.

Tabela: Óleo Lubrificante recomendado conforme o fluido refrigerante


Fluido Nome do
Fornecedor Lubrificante
refrigerante produtor
R12 — diversos alquilbenzeno (AB), óleo mineral (MO)
R134a — diversos poliol éster (POE)
R401A MP39 DuPont alquilbenzeno (AB), poliol éster (POE)
R401B MP66 DuPont alquilbenzeno (AB), poliol éster (POE)
alquilbenzeno (AB), óleo mineral (MO),
R409A FX56 Elf Atochem
polioléster (POE)

Como você pode observar analisando o quadro anterior, quando o R12 for substituído
por R409A não há necessidade de troca de óleo do compressor, pois ambos podem
operar com alquilbenzeno, com poliol éster ou com óleo mineral.

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Condicionador de Ar Residencial

Recarga do fluido refrigerante

Os fluidos refrigerantes puros, como o R12, o R22 e misturas azeotrópicas, como o


502, podem ser injetados nos sistemas de refrigeração tanto na forma gasosa como na
forma líquida.

Mas os blends, como o R401A, o R401B e o R409A, só podem ser carregados na


forma líquida. Isso ocorre porque se as misturas não azeotrópicas fossem carregadas
na forma de vapor, o fluido de menor densidade entraria primeiro no sistema, o que
provocaria alterações nas porcentagens da mistura, prejudicando o bom rendimento do
equipamento frigorífico. Por essa razão, a recarga dos blends só pode ser feita sob a
forma líquida.

Do mesmo modo, se ocorrer vazamento num sistema carregado com blend, o


componente da mistura que tem menor densidade vaza primeiro. Nos refrigeradores
domésticos, em que a carga fica em torno de 50g a 400g, é recomendável a
substituição completa do fluido. Nos equipamentos comerciais, como a carga é sempre
maior que 500g, a quantidade de fluido pode ser completa, mas sempre na fase
líquida.

Carga de blends

A carga de blend deve ser sempre menor que a carga original de R12. Isso ocorre
porque os blends têm menor densidade e melhor rendimento em absorção de calor
latente por quilograma, em comparação com o R-12. Em termos práticos, isso quer
dizer que a carga de R401A, R401B e R406A sempre será de 5% a 10% menor que a
carga de R12.

Retrofit em equipamentos com defeito

Nestes casos não é possível coletar os dados de funcionamento do sistema, por estar
avariado. Mas é possível recorrer às oficinas autorizadas ou ao fabricante, por meio do
telefone 0800, para obter essas informações. Assim, os procedimentos para realização
de retrofit em equipamentos defeituosos são:
• Obter dados sobre o funcionamento do sistema em condições normais
(temperatura, pressões e corrente elétrica);

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Condicionador de Ar Residencial

• Recolher e passar a carga de fluido refrigerante R-12 existente no sistema. O valor


normal da carga geralmente aparece indicado na etiqueta de identificação do
produto, que se encontra na parte traseira do equipamento. O fluido recolhido deve
ser armazenado para posterior reciclagem ou envio ao fabricante para incineração;
• Se o defeito for no compressor, este deve ser substituído por novo compressor já
carregado com óleo compatível com o novo fluido refrigerante a ser utilizado. Neste
caso, é necessário limpar os demais componentes, como o evaporador,
condensador, dispositivo de expansão, etc;
• Se o defeito não for no compressor, o componente que está causando o mau
funcionamento deve ser identificado e reparado ou substituído. Posteriormente, o
óleo do compressor deve ser removido e todos os componentes cuidadosamente
limpos, de modo a eliminar os resíduos do óleo, exceto se o novo fluido refrigerante
for o R409A;
• Carregar o sistema com óleo lubrificante, compatível com o novo fluido refrigerante
escolhido;
• Caso o fluido refrigerante escolhido seja o R-409A,não há necessidade de trocar o
óleo lubrificante. Você já viu que o R409A tanto pode funcionar com o alquibenzeno
(AB), poliol éster (POE) ou com óleo mineral (MO), do mesmo modo que R12;
• Substituir o filtro secador por outro compatível com o novo fluido refrigerante;
• Efetuar alto vácuo e carregar o fluido refrigerante. A carga de fluido refrigerante
deve ser aplicada na forma líquida, em torno de 805 da carga original do R12;
• Ligar o equipamento e ajustar a carga com o equipamento em funcionamento. A
carga líquida deve ser adicionada em pequenas doses. Para isso é necessário ir
abrindo e fechando o registro do cilindro de carga suavemente. Não se deve injetar
muito líquido numa só abertura da válvula, pois isso poderá danificar o compressor;
• Verificar as condições de funcionamento: formação uniforme de névoa de gelo no
evaporador, temperatura, pressão correspondente à de evaporação do novo fluido
e corrente elétrica;
• Após o teste final, colocar uma etiqueta no equipamento para informar o tipo e a
quantidade de refrigerante aplicado, o tipo de filtro secador, o tipo de óleo
lubrificante do compressor e a data do retrofit;
• Veja agora o fluxograma que mostra, de maneira resumida, os procedimentos de
retrofit descritos anteriormente.

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Condicionador de Ar Residencial

Sempre que for aplicado um fluído para retrofit é importante identificar qual produto
será utilizado (nunca se deve misturar os produtos de fabricantes diferentes), pois se
perderia a característica química do fluido. Quando for realizado um retrofit, recolha
corretamente o CFC, dando um destino seguro ao produto, evitando danos a camada
de ozônio. Estas são algumas dicas para melhor aplicação em campo dos fluídos,
porém é importante sempre que for utilizar um dos fluidos refrigerantes, avaliar a
questão ambiental e o custo benefício do processo.

Retrofit passo a passo

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Condicionador de Ar Residencial

Tabela: Aplicação de fluidos alternativos


Referência O que Aplicação
Substitui
R-123 CFC-11 Centrifugas (Equipamentos novos e Retrofit)
Centrifugas de navios e outros usos com alta temperatura
R124 CFC-114
de condensação (Equipamentos novos e Retrofit)
Ar-condicionado de automóveis, Refrigeradores
Domésticos, Centrifugas e compressores Alternativos e
R-134a CFC-12
outros usos de média temperatura
(Equipamentos novos e Retrofit)
Ideal para manutenção (Retrofit) de Refrigeradores
R-401A
CFC-12 Domésticos, Comerciais, Supermercados e outros usos de
R-401B
média Temperatura
R-404A R-502 Equipamentos novos de baixa temperatura (Retrofit)
R-402A Ideal para manutenção (Retrofit) de equipamentos de baixa
R-502
R-402B temperatura
Ar-condicionado de janela e self-contained (Equipamentos
R-407C HCFC-22
novos e Retrofit)
Ar-condicionado doméstico e comercial (Equipamentos
R-410A HCFC-22
novos)
Equipamentos de temperaturas extremamente baixas
R-13/
R-508B (VLT) sistemas em cascatas (Equipamentos novos e
R-503
Retrofit)

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Diagrama PH

O diagrama PH possui como coordenadas nos eixos x e y, as grandezas


termodinâmicas pressão (P) e entalpia (h).

Representa as propriedades de substâncias e fluídos utilizados em refrigeração e


climatização.

Através da linha de saturação representamos as três regiões do gráfico:


• Zona de líquido e vapor saturados;
• Zona de líquido sub-resfriado;
• Zona de vapor superaquecido.

Líquido e vapor saturados

Definimos saturação como uma situação de coexistência de vapor e líquido. Pode ser
reconhecida como uma região de transição entre estas fases da substância quando
tratamos de processos termodinâmicos.

Líquido sub-resfriado

Definimos como líquido sub-resfriado uma porção qualquer de fluido que se encontra a
uma temperatura inferior à de saturação para uma determinada pressão. O prefixo
“sub” representa a palavra abaixo da saturação.

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Vapor superaquecido

Definimos como vapor superaquecido uma porção qualquer de fluido que se encontra
a uma temperatura superior à de saturação para uma determinada pressão. O prefixo
“super” representa a palavra acima da saturação.

Quadro: Grandezas termodinâmicas encontradas no diagrama PH


Símbolo Nome Unidades O que representa
P Pressão Bar Força por unidade de área em escala absoluta
h Entalpia kJ/kg Calor associado a um estado termodinâmico
t Temperatur ºC Temperatura associada a um estado
a termodinâmico
X Título - Percentual de vapor de uma mistura líquido mais
vapor
3
v Volume m /kg Volume ocupado por um kg de fluido
específico
s Entropia kJ/kg * K O grau de desordem molecular

Quadro: Identificação dos pontos no diagrama conforme orientação do professor


Ponto Região do diagrama
A Líquido sub-resfriado
B Líquido saturado com título igual a zero
C Vapor saturado com título igual a um
D Vapor superaquecido
Pc Ponto crítico

Quando o fluido está no estado saturado (líquido + vapor) para uma determinada
pressão existe uma única temperatura e vice-versa.

Portanto, para se encontrar as pressões do condensador (alta) e a pressão do


evaporador (baixa) basta sabermos as temperaturas do fluido no condensador e no
evaporador e vice-versa.

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Condicionador de Ar Residencial

Ciclo Frigorífico no Diagrama PH (Ciclo teórico)

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Condicionador de Ar Residencial

Ciclo Frigorífico no Diagrama PH (Ciclo real)

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Condicionador de Ar Residencial

Linhas de entalpia

Linhas de pressão

Linhas de temperatura

Linhas de título
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Condicionador de Ar Residencial

Linhas de entropia

Linhas de volume específico

Determinação das Temperaturas do Sistema

Para encontrar as temperaturas: TCD; TEV; Tsuc e TLL devemos partir das temperaturas
de bulbo seco externa e interna.
A temperatura do condensador (TCD) deve ser sempre superior a temperatura externa,
para haver troca de calor entre o condensador e o ar externo. Esta diferença depende
do tipo de condensador e geralmente é determinado pelo fabricante. Em média
adotamos um ∆T de 10°C a 20°C em média 15°C

TCD = T.ext + ∆T

A temperatura do evaporador (TEV) segue o mesmo princípio do condensador, só que


neste caso devemos ter a temperatura do evaporador menor que a temperatura do
ambiente condicionado.

TEV = T.int – ∆T

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A temperatura de sucção (Tsuc) é a temperatura de entrada no compressor. Em muitos


sistemas de refrigeração esta temperatura precisa ser acima da temperatura de
evaporação para garantir que na entrada do compressor exista apenas fluido na fase
gasosa (superaquecido) evitando assim problemas para o compressor, tais como
retorno de líquido e formação de espuma no óleo contido no cárter. Esta diferença
entre a temperatura de sucção e a temperatura de evaporação denomina-se
superaquecimento (SA) que demonstra quanto o fluido na entrada do compressor está
distante do líquido. Este valor depende da instalação e varia conforme os componentes
instalados. Para simplificar o desenho do gráfico adotaremos 10ºC de
superaquecimento, portanto se a temperatura de evaporação for de 5ºC a temperatura
de sucção será de 15ºC.

Tsuc = TEV + SA

De forma análoga o superaquecimento será:

SA = Tsuc – TEV

A temperatura da linha de líquido (TLL) é a temperatura do fluido antes do elemento de


expansão. Em muitos sistemas de refrigeração esta temperatura precisa estar abaixo
da temperatura de condensação para garantir o máximo de líquido na entrada do
elemento de expansão e reduzir o efeito de “flash-gás” que é a evaporação de parte do
líquido durante o processo de expansão (queda de pressão). Como o rendimento do
sistema está dependendo diretamente da quantidade de líquido dentro do evaporador
qualquer evaporação antes do mesmo implica em perda de rendimento. Esta diferença
entre a temperatura de condensação e a temperatura de linha de líquido denomina-se
sub-resfriamento (SR).

Este valor depende da instalação e varia conforme os componentes instalados. Para


simplificar o desenho do gráfico adotaremos 10ºC de sub-resfriamento, portanto se a
temperatura de condensação for de 45ºC a temperatura de linha de líquido será de
35ºC

TLL = TCD - SR

De forma análoga o sub-resfriamento será:

SR = TCD - TLL
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Condicionador de Ar Residencial

Exemplificando: deseja-se condicionar um ambiente à temperatura de 21°C (Tint),


utilizando um condicionador de ar que usa como fluido refrigerante o fluído R-22,
sabendo-se que a temperatura externa do local é de 32°C (Text).

Deve-se calcular:
• Temperatura de evaporação (TEV);
• Temperatura de condensação (TCD);
• Temperatura da linha de líquido (TLL);
• Temperatura de sucção (Tsuc);
• Pressão de alta (PA);
• Pressão de baixa (PB);
• Traçar o ciclo de refrigeração no diagrama PH.

Quadro: Valores determinados pelo professor


TEV
TCD
TLL
Tsuc

De posse destes valores traçamos as linhas de temperatura no gráfico PH (na


horizontal) de maneira que ultrapassem um pouco as linha de saturação. Desta
maneira encontraremos os valores de pressão:

Quadro – Valores encontrados no diagrama PH


PA
PB

Depois localizamos a temperatura de linha de líquido sobre a linha de saturação na


região de líquido sub-resfriado e traçamos uma linha vertical sobre este ponto de
maneira que cruze as linhas de temperatura desenhadas anteriormente.

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Condicionador de Ar Residencial

Equações para determinar potência e rendimento utilizando o diagrama PH

Para determinar a potência do condensador e do compressor, bem como os demais


componentes futuramente, deve-se calcular a carga térmica do ambiente a condicionar
ou a refrigerar. Esta carga térmica será a potência do evaporador que denominaremos
QEV. No diagrama PH calculamos as potências envolvidas pela seguinte fórmula:
Calor absorvido no evaporador

Q = m * ∆h

Onde: Q = Calor absorvido ou rejeitado no trocador de calor;


m = Vazão em massa que circula pelo sistema;
∆h = Diferença de entalpia ocorrida no trocador de calor.

Como já dispomos da potência do evaporador vamos isolar m.

m = QEV / ∆h

Respectivamente o ∆h do evaporador será encontrado através das entalpias na


entrada e na saída do evaporador. Depois de encontrada a vazão em massa podemos
encontrar a potência do condensador:

Calor rejeitado pelo condensador

QCD = m * ∆h

Respectivamente o ∆h do condensador será encontrado através das entalpias na


entrada e na saída do condensador.

O trabalho do compressor (W CP) é aquele fornecido pelo motor elétrico ao compressor


para comprimir o fluído e manter um diferencial de pressão no sistema. Podemos
encontrar o trabalho do compressor através da fórmula:

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Trabalho absorvido no condensador

WCP = m * ∆h

Respectivamente o ∆h do compressor será encontrado através das entalpias na


entrada e na saída do compressor.

Quadro: Valores para transformações de unidades


Unidade Inicial Operação Unidade Final
BTU/h x 1,055 KJ/h
Kcal/h x 4,187 KJ/h
KW (KJ/s) x 3600 KJ/h
TR x 3,516 KW

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Ferramentas de Manutenção

Na refrigeração são utilizadas algumas ferramentas exclusivas para manutenção de


recolhimento, desidratação do sistema e carga de fluido refrigerante.

Válvula Perfuradora

Esta é uma válvula manual de uma via, com entrada no pino de perfuração do tubo onde
ela deverá ser instalada e a saída, com nível para receber uma mangueira, que
posteriormente será ligada ao manômetro.

A válvula perfuradora deve ser instalada e acionada de acordo com as especificações


descritas na tabela de medição de equilíbrio.

Válvula perfuradora
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Manômetro

Este instrumento é de grande importância para o técnico no momento de verificar as


pressões do sistema de refrigeração. Geralmente os manômetros para refrigeração
constam de duas escalas no mesmo visor, com unidades de pressão diferentes. E
também as respectivas temperaturas do fluido refrigerante.

Conjunto de manômetro de alta e baixa pressão de tubo de bourdon

Parte interna do corpo do manifod

Quadro 1: Unidades de pressão


Símbolo Descrição
PSI Libra por polegada quadrada
PSIG Libra por polegada quadrada manométrica
2
Kgf/cm Quilograma força por centímetro quadrado
Bar Barômetro
KPa Quilo Pascal
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Conversão entre unidade de pressão

Manômetro de alta Manômetro de baixa (Monovacuômetro)

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Tabela: Pressão de vapor saturado


Temp R 12 R 134A R 22
°C °F Psig Bar(ef) Psig Bar(ef) Psig Bar(ef)
-45 -49,0 -15,01 0-51 -18,23 -0,62 -5,41 -0,18
-42 -43,6 -12,68 -0,43 -16,25 -0,55 -1,60 -0,05
-39 -38,2 -10,05 -0,34 -13,86 -0,47 1,30 0,09
-36 -32,8 -7,12 -0,24 -11,23 -0,38 3,64 0,25
-33 -27,4 -3,88 -0,13 -8,25 -0,28 6,22 0,43
-30 -22,0 -0,24 -0,01 -4,88 -0,17 9,09 0,63
-27 -16,6 1,84 0,13 -1,13 -0,04 12,26 0,84
-24 -11,2 4,00 0,28 1,49 0,10 15,75 1,09
-21 -5,8 6,37 0,44 3,78 0,26 19,57 1,35
-18 -0,4 8,96 0,62 6,32 0,44 23,75 1,64
-15 5,0 11,81 0,81 9,12 0,63 28,30 1,95
-12 10,4 14,90 1,03 12,21 0,84 33,26 2,29
-9 15,8 18,26 1,26 15,29 1,07 38,65 2,66
-6 21,2 21,90 1,51 19,31 1,33 44,46 3,06
-3 26,6 25,85 1,78 23,37 1,61 50,76 3,50
0 32,0 30,11 2,08 27,79 1,92 57,55 3,97
3 37,4 34,70 2,39 32,61 2,25 64,85 4,47
6 42,8 39,65 2,73 37,82 2,61 72,68 5,01
9 48,2 44,94 3,10 43,48 3,00 81,07 5,59
12 53,6 50,61 3,49 49,57 3,42 90,05 6,21
15 59,0 56,69 3,91 56,14 3,87 99,65 6,87
18 64,4 63,18 4,35 63,22 4,36 109,86 7,57
21 69,8 70,10 4,83 70,81 4,88 120,76 8,32
24 75,2 77,45 5,34 78,96 5,44 132,34 9,12
27 80,6 85,29 5,88 87,67 6,04 144,62 9,97
30 86,0 93,60 6,45 96,98 6,68 157,65 10,87
33 91,4 102,42 7,06 106,93 7,37 171,45 11,82
36 96,8 111,76 7,70 117,51 8,10 186,04 12,82
39 102,2 121,64 8,38 128,78 8,88 201,48 13,89
42 107,6 132,09 9,10 140,77 9,70 217,77 15,01
45 113,0 143,12 9,86 153,47 10,58 234,96 16,20
48 118,4 154,74 10,67 166,93 11,51 253,08 17,44
51 123,8 166,97 11,51 181,23 12,49 272,16 18,76
Obs: Número em Negrito = polegada de mercúrio abaixo de 1 atm.

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Teste de funcionamento

O teste de funcionamento consiste em:


• Verificar a tensão especificada na placa de identificação do aparelho;
• Verificar a tensão da rede no voltímetro;
• Ligar o aparelho;
• Verificar a corrente correspondente à especificada na placa de identificação do
aparelho;
• Verificar no manômetro de baixa, a pressão de sucção;
• Quando tudo estiver correto (pressão e corrente), o sistema deve selar o tubo de
serviço com o alicate de selar tubo;
• Retirar as mangueiras do tubo de serviço;
• Soldar a boca do tubo de carga;
• Soldar a área do tubo, amassada pelo alicate de selar;
• Caso o aparelho apresentar, no início do teste de funcionamento, pressão e corrente
fora do normal, deverá ser reprovado;
• O ciclo de refrigeração estará pronto para ser selado;
• Para diagnosticar o sistema de refrigeração é importante obedecer a seguinte ordem
de teste:
− Medir pressões de equilíbrio;
− Medir pressões de funcionamento.

Pressão de equilíbrio

É a pressão que tem fluido dentro do sistema de refrigeração, quando o compressor


estiver desligado e frio.

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Condicionador de Ar Residencial

Tabela: Pressão de equilíbrio


Temperatura Pressão de Pressão R-22
Ambiente °C Equilíbrio (PSI) Tabela
15° 91 100
16° 97 103
20° 114 117
22° 120 125
25° 124 137
30° 140 158
35° 163 182
40° 195 207

Baixo rendimento

Consideramos aparelho com baixo rendimento, quando produz menos frio ou menos
calor do que nas suas condições normais de funcionamento.

Medir diferencial

Isto significa medir a diferença de temperatura do ar entre a saída e entrada do


evaporador. Esta medição deverá ser feita ou com a frente plástica colocada ou com uso
de um defletor. O diferencial deve estar situado entre 8°C e 14°C dependendo da
temperatura ambiente, da unidade e do modelo do aparelho.

Teste de rendimento e diferencial

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Condicionador de Ar Residencial

Compressor não comprime

Após ter sido constatada a correta carga de fluido:


• Instalar a válvula perfuradora na linha de alta pressão e baixa pressão, com sua
correspondente mangueira e manômetro;
• Ligar o aparelho e constatar as pressões de funcionamento;
• Caso se mantiverem iguais, ou seja, a alta não sobe e a baixa não desce, o
compressor estará evidenciando uma falta de compressão;
• Neste caso, o compressor deverá ser trocado.

Teste do condicionador de ar

Compressor não arranca

As possíveis causas do não arranque do compressor são:


• Baixa tensão na rede;
• Algum terminal folgado nos bornes do compressor;
• Capacitor defeituoso;
• Pressões desequilibradas, com o compressor desligado.

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Condicionador de Ar Residencial

Teste do compressor

Compressor travado

Quando o compressor estiver travado, devemos proceder conforme abaixo:


• Manter a ligação elétrica do motor compressor com seu capacitor normal (valor
correto);
• Usar uma fonte com capacitores eletrolíticos de até 350 MFD, ligados em paralelo e
com um interruptor de botão em série;
• Após ligar o compressor, pressionar o botão do interruptor somente por 2 a 3
segundos. Caso não arrancar, repetir a operação;
• Não arranca: condenar o compressor;
• Arranca: deixar o compressor funcionando durante 2 horas, trabalhando sempre com
seu capacitor normal;
• Verifique se a corrente de funcionamento é a especificada na placa de identificação
do aparelho;
• Caso apresentar uma alta corrente, condenar o compressor;
• Caso a corrente seja normal, desligar o aparelho, deixar equilibrar as pressões do
sistema e esfriar o compressor;
• Faça um novo teste de arranque com o capacitor normal do compressor;
• Se arrancar, o compressor estará bom. Se não arrancar, condenar o compressor.

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Teste capacitivo

Recolhimento de fluido refrigerante

Este procedimento só deverá ser realizado depois de efetuados os testes elétricos vistos
anteriormente ou quando a parte mecânica não estiver em condições de uso. Exemplos:
• Compressor defeituoso: (queima; não comprime);
• Aletas do condensador ou evaporador: (danificados);
• Válvula reversora: (mecânica defeituosa);
• Tubo capilar: (entupido de sujeira ou estrangulado mecanicamente).

O recolhimento do fluido refrigerante deverá ser efetuado com recolhedora fabricado por
sua competência ou já existente no mercado. Conforme os procedimentos a seguir:
• Verificar com manômetro se há pressão (caso haja, certifique com tabela de pressão
se é próprio fluido do sistema);
• Caso afirmativo recolha o fluido com equipamento;
• Recolha até zerar no manômetro;
• Aguarde 5 minutos e olhe se a pressão sobe acima de 10PSI. Se isto ocorrer, reinicie
a operação;
• Quando recolhemos o fluido refrigerante, há tendência de arrastarmos o óleo do
sistema, drene o separador de óleo e anote a quantidade que foi retirada do sistema.

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Condicionador de Ar Residencial

Recolhedora de fluido refrigerante

Observações:
− Óleo drenado não deve ser recolocado no sistema e também não se pode jogá-lo ao
meio ambiente. Encaminhe a empresas que reaproveitam este tipo de óleo;
- Caso o sistema não estiver com queima agressiva pode-se reaproveitar este
mesmo fluido refrigerante;
- O recolhimento deverá ser efetuado de acordo com o manual do fabricante.

Desmontagem do sistema

A desmontagem do sistema deve ser efetuada quando o fluido estiver recolhido ou


quando o sistema estiver com vazamento (certifique com o manômetro se não há
pressão). Desmonte o componente parcial (defeituoso) ou a unidade inteira, caso a
queima do compressor for muito agressiva.

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Condicionador de Ar Residencial

Procedimento de desmontagem do sistema

Se o compressor trabalhou sem fluido ou teve uma queima, retire uma amostra de óleo e
examine-o.
• Óleo limpo – montar o mesmo compressor sem lavar os componentes do sistema,
observando nível de óleo;
• Óleo sujo – montar um novo compressor. Lavar os componentes do sistema.

Retirada do óleo

Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves” 151


Condicionador de Ar Residencial

Análise do óleo

A análise do óleo é feita da seguinte maneira:


• Quando o compressor estiver queimado e o óleo sujo, é importante a lavagem do
sistema;
• O cliente deverá ser consultado quanto à troca, através de um orçamento.

Lavagem dos componentes

A lavagem dos componentes deve ser feita com fluido refrigerante:


• Lavar os componentes do sistema, fazendo recircular por todas as suas tubulações
um fluxo de nitrogênio e fluido R - 141b;
• Fluido R-141b deverá ser recirculado sob pressão e recolhido no próprio reservatório,
passando por um filtro interno;
• Manter a recirculação do fluido até sair completamente limpo;
• Desligar as mangueiras;
• Ligar a mangueira de nitrogênio e abrir a válvula do tubo. Para dar um jato e eliminar
os resíduos de R-141b e umidade.

Modo de lavar os componentes


152 Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”
Condicionador de Ar Residencial

Atenção: Umidade e impurezas são prejudiciais ao sistema, principalmente ao


compressor e tubo capilar.

Montagem do sistema

A preparação do sistema para solda consiste em:


• Encaixar as tubulações entre si, verificando que estejam sem resto da solda anterior;
• Posicionar corretamente as tubulações com os componentes;
• Fazer circular pela tubulação um jato de nitrogênio (5 PSI) no momento de cada
solda, para evitar oxidações internas;
• Retirar o tubo de carga original do compressor;
• Encaixar um novo tubo de carga, de diâmetro ¼ de pol por 15 cm de comprimento,
sem rebarbas;
• Soldar o tubo. Limpar e envernizar as soldas.

Tubo de descarga

Observação: O condicionador de ar de ciclo reverso tem a válvula reversora para reverter


o fluxo do fluido do condensador para evaporador. Caso haja essa válvula reversora, o
corpo da mesma deve permanecer submerso em água ou envolto em um pano molhado,
para impedir que a chama do maçarico venha aquecer o corpo da válvula e danificar os
componentes internos.

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Condicionador de Ar Residencial

Válvula de reversão

Diagnóstico de vazamentos, teste de vazamento ou estanqueidade do sistema.

O sistema do condicionador de ar será processado nos seguintes casos:


• Vazamentos;
• Entupimento (capilar);
• Troca de compressor;
• Troca de válvula reversora.

Para verificação de possíveis vazamentos, podemos utilizar diversas formas descritas:


• Manchas de óleo (visual);
• Audição;
• Detector de vazamento tipo sonda;
• Imersão em água morna;
• Nitrogênio;
• Ultravioleta;
• Depressão (vácuo).

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Condicionador de Ar Residencial

Unidade selada imersa em água morna

Observação: Quando utilizarmos o nitrogênio para verificação de vazamentos, em um


sistema fechado, devemos pressurizar com pressões entre 150 a 200 PSI, que é uma
pressão razoável para segurança do mecânico.

Pressurização com nitrogênio

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Condicionador de Ar Residencial

Observação: Quando utilizarmos o método por depressão, observar na escala do


manômetro o tempo de caída, caso demore muito para chegar as 27 pol de vácuo,
refazer outro tipo de diagnóstico. Caso não tenha esta inconveniência, verificar no
vacuômetro eletrônico a depressão de 250 mícrons.

Operação de vácuo

Após a certificação que não tem vazamento podemos executar o procedimento de vácuo:
• Ligar a bomba de alto vácuo e se possível um vacuômetro eletrônico seguindo a
ilustração;
• Quando o vacuômetro tiver atingido, no mínimo a marca de 250 mícrons, o sistema
estará em condições de receber a carga de fluido refrigerante;
• Caso não atinja o vácuo no vacuômetro eletrônico, recomenda-se refazer teste de
vazamento.

Tabela:Temperatura de evaporação da água a várias pressões


Unidades de Vácuo Temperatura de Evaporação
Poleg. mm PSI Torr Microns 0oC 0oF
0 0 14,7 760 100 212
15 380 74 380 82 179
26 660 19 100 52 125
27 684 14 76 46 114
28 711 0,95 50,800 50.800 38 100
29 735 0,49 25,400 25.400 26 79
29,2 740 0,40 20,800 20.800 22 72
29,8 755 0,09 4,579 4.579 0 32
29,919 0,005 0,250 250 -31 -25
29,9196 0,002 0,097 97 -40 -40
29,9199 0,0005 0,025 25 -51 -60

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Condicionador de Ar Residencial

Bomba de vácuo Vacuômetro instalado na bomba

Carga de fluido refrigerante

A carga de fluido refrigerante pode ser executada por cilindro graduado (dosador) ou com
uma balança, conforme observações abaixo:
• Não se aconselha realizar a carga de fluido refrigerante no sistema através de
pressões convencionais pois não se sabe, no momento que é aplicada à carga, a
quantidade exata do fluido refrigerante, podendo causar danos ao compressor (calço
hidráulico) colocando o sistema do condicionador de ar em risco;
• Qualquer que seja aplicação de carga de fluido refrigerante, o cilindro ou a garrafa
deve estar aquecido, uma pressão de 25 a 50 PSI da sua pressão inicial;
• Após a carga de fluido, fazer o teste de rendimento.

Cilindro graduado Balança Eletrônica

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Multi Split – Tipos e


Aplicações

Podem ser equipamentos de capacidade térmica refrigeração baixa estimada entre


4500 e 10500 kcal/h (18000 a 42000 BTU/h), indicados para residências e escritórios.
A maior vantagem desses equipamentos é seu funcionamento silencioso, pois são
instalados diretamente no ambiente.

Vantagem e versatilidade na instalação do split

Devido à versatilidade na instalação desses aparelhos foram fabricados splits com


capacidades térmicas maiores onde pode existir uma unidade condensadora para três
ou mais unidades evaporadoras dependo do modelo.

Algumas marcas possuem modelos para instalação sobre sancas ou forros, permitindo
a utilização de dutos e difusores. Esses aparelhos diferenciam-se apenas no modelo e
no método de instalação no ambiente da unidade evaporadora que pode ser dos
seguintes tipos:
• Wall-moutend: O mesmo é instalado na parede, próximo ao forro. O gabinete é
largo e possui pouca profundidade e é plano;
• Ceiling recessed: São unidades instaladas no teto, embutidas no forro. Geralmente
possuem quatro direções no fluxo de ar no insulflamento e o retorno de ar é feito
pelo próprio difusor direcionado ao mesmo centro. Possuem também um pequeno
duto para captação de ar externo para renovação de ar no ambiente climatizado;
• Ceiling suspension: Possui todas as características de funcionamento dos outros
modelos citados e a montagem é feita no teto;
• Sancas: Cimalha (friso) convexa que liga uma parede a um teto. Parte do telhado
que assenta sobre a espessura da parede.

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Condicionador de Ar Residencial

Aplicações

Atualmente existem no mercado vários fabricantes e tipos de splits e isto ocorre devido
a várias condições existentes para instalação destes tipos de equipamentos.

Aspectos comerciais são atribuídos aos vários modelos e capacidades térmicas


diferentes disponíveis no mercado, além das vantagens proporcionadas aos usuários
por este tipo de aparelho em comparação com outros sistemas que são:
• Versatilidade na instalação;
• Facilidade de operação;
• Não utilização de casas de máquinas;
• Adaptação relativamente fácil para prédios que não dispõem de uma infra-estrutura
para sistemas de ar condicionado central;
• Adaptação arquitetônica em diversos tipos de ambientes.

No conjunto de desvantagens apresentadas pelo split a ênfase maior fica para


instalações com carga térmica mais elevada, onde o consumo de energia e o espaço
disponível para as unidades condensadoras elevam-se. Além dessas outras podem ser
citadas:
• Custo elevado dos equipamentos com maior tecnologia;
• Diferença de altura entre a unidade condensadora e evaporadora, limitada,
inviabilizando algumas instalações.

As instruções de segurança para clientes e técnicos são:


• Use o equipamento somente na tensão constante na plaqueta de identificação;
• Como todo aparelho elétrico, não permita jamais ser manuseado por crianças,
mesmo quando desligado;
• Caso o plugue não esteja corretamente colocado na tomada, ou caso haja algum
problema com o cabo elétrico que conecta a unidade interna à tomada, o mesmo
poderá causar curto circuito ou choque elétrico;
• Para desconectar o aparelho da tomada não puxe pelo cabo elétrico, pois se
danificado poderá causar choque elétrico;
• Ocorrendo danos ao cabo elétrico, não tente consertá-lo. Chame uma empresa
credenciada para efetuar a sua substituição;
• Não use sprays inflamáveis perto da unidade interna ou externa. Produtos como
gasolina, benzina, thiners, inseticidas e outros agentes químicos podem causar
danos;

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Condicionador de Ar Residencial

• Não introduza objetos dentro das unidades internas ou externas através das
aberturas de tomada ou descarga de ar, pois as mesmas possuem internamente
ventiladores funcionando em alta rotação;
• Mantenha livres as tomadas ou descargas de ar das unidades interna e externa. A
obstrução das mesmas acarreta uma redução do rendimento e pode provocar
danos aos equipamentos;
• Certifique-se sempre se a regulagem da temperatura através do termostato está
coerente com a condição de conforto dos ocupantes;
• Evite direcionar a descarga de ar diretamente sobre os ocupantes, principalmente
se estiverem em estado de repouso;
• Evite o uso do HI-WALL na operação refrigeração com temperaturas internas
inferiores a 200C para que não ocorra a formação de gelo no trocador de calor da
unidade interna;
• Evite o uso do HI-WALL na operação aquecimento com temperatura externas
inferiores a 40C, pois poderá ocorrer o congelamento do trocador de calor da
unidade externa. Para esta situação o equipamento possui um termostato
descongelante que atuará evitando danos à unidade externa, desligando o motor
do ventilador e a unidade interna pelo período necessário;
• Sempre que trocar da operação o equipamento poderá demorar até 3 minutos para
executar o comando. Tal procedimento trata-se de dispositivo interno de proteção.

Recomendações importantes

Abaixo estão algumas recomendações das instalações do SPLIT.


• Se o fornecimento de energia for interrompido, desligue imediatamente seu HI-
WALL e somente volte a ligá-lo 1 minuto após o restabelecimento. Esse
procedimento evitará variações de tensão que podem ocasionar a queima do
compressor;
• Não utilize o disjuntor como chave liga-desliga do equipamento. Disjuntor é o
principal dispositivo de segurança do seu circuito elétrico;
• Após determinar a posição da unidade interna do HI-WALL no ambiente a ser
condicionado, posicione a unidade externa de modo que as tubulações de
interligação não ultrapassem 20 metros de comprimento linear para unidades
18.000 e 24.000 BTU/h;
• Para garantir o seu perfeito funcionamento, o desnível de altura máximo entre as
unidades 18.000 e 24.000 BTU/h é de 10 metros;
• Mantenha o controle remoto no seu suporte para evitar danos ou perda do mesmo;

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Condicionador de Ar Residencial

• Certifique-se que a unidade interna está afastada em pelo menos 1 metro de


equipamento eletrônico, pois o mesmo pode interferir na recepção do sinal do
controle sem fio.

Controle remoto de um split

Automático

A operação automática consiste em manter a temperatura do ambiente condicionado


sempre constante através de monitoração pelo controlador eletrônico da unidade e
dando ao mesmo liberdade de opção para chamar a operação refrigeração ou a
operação aquecimento. Ao trocar a operação desejada para automático o controlador
eletrônico de sua unidade HI-WALL assumirá uma temperatura de 25°C como sendo a
ideal para seu conforto. Utilize “seta” para alterar a mesma. A opção automática
somente está disponível em unidade que operem em refrigeração e aquecimento.

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Condicionador de Ar Residencial

Desumidificação

Na operação desumidificação, o controlador eletrônico de baixa velocidade de


ventilação da unidade interna a níveis mínimos com a unidade externa em pleno
funcionamento, possibilitando então a retirada de umidade do ambiente condicionado
com mínima alteração de temperatura. Ao trocar a operação desejada para
desumidificação o controlador eletrônico de sua unidade HI-WALL assume uma
temperatura de 26°C como sendo a ideal para o seu conforto. Utilize “Seta” para alterar
a mesma.

Temperatura

Através destas duas teclas você executa o ajuste de temperatura próprio para seu
conforto, apresentando a sua opção no display do controle remoto.

Observação:- Operando em mode “ventilação” a informação de temperatura


desaparece do display.

Sleep

Pressionando a tecla sleep você ativa a função repouso. A sensação de conforto


térmico é função do metabolismo e do nível de atividade dos ocupantes de um
ambiente.

Na operação Refrigeração ou Aquecimento a função repouso aumenta a temperatura


em até 20C em relação ao ajuste de temperatura original em 4 intervalos de 0,50C a
cada 40 minutos a partir do horário de entrada.

Você escolhe, pressionando a tecla sleep quantas vezes for necessário, o horário de
entrada do modo sleep (a partir do horário atual) em 1,2,3 ou 7 horas.

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Condicionador de Ar Residencial

Fan

Pressionando a tecla fan você seleciona através do display a velocidade de ventilação


desejada. Lembre-se que optando pela velocidade de ventilação automática, a
velocidade do ventilador será selecionada pelo controlador eletrônico da unidade,
buscando atender a sua necessidade, levando em consideração o ajuste de
temperatura desejado.

Flap

Pressionando a tecla flap você executa o controle vertical do direcionamento de ar. flap
selecionado uma das 6 posições fixas disponíveis você personaliza o direcionamento
de ar.

Flap swing

Na opção swing, o(s) defletor(es) move(m)-se constantemente de modo a distribuir o


jato de ar por todo o ambiente condicionado. Existem dois cursos da abertura da
função swing, primeiro curso quando o equipamento estiver operando em
Refrigeração, Desumidificação ou Ventilação. O segundo curso é utilizado
exclusivamente quando o equipamento estiver operando em Aquecimento.

Flap auto

Ao optar por auto os defletores se proporcionam automaticamente de acordo com o


modo de operação selecionado, controle horizontal do direcionamento de ar é feito
posicionando manualmente, para a direita ou esquerda, as alças localizadas atrás dos
defletores. Não realize este ajuste com teclas flap posicionada em auto pois poderão
ocorrer danos ao sistema.

Clock

A tecla clock tem por finalidade apresentar no display, por 5 (cinco) segundos, o horário
atual, quando as funções timer on ou timer off estiverem ativadas.

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Timer

Pressionando a tecla timer on você está ativando a função ativar timer. Pressionando a
tecla timer off você esta ativando a função desligar timer. Selecione o horário desejado
pressionando as teclas hour e Minute e confirme ou cancele a informação
respectivamente através das rerv. e cancel.

Hour Minute

Pressionando as teclas hour e minute você ajusta a Hora e os Minutos para as funções
ativar timer, desligar timer e ajuste de horário atual.

Reserv. – Cancel

Pressionando as teclas reserv. e cancel você Confirma ou Cancela as programações


horárias realizadas para as funções ativar timer e desligar timer.

Orifício “Ta”

Pressionando o orifício “Ta” você habilita o controle remoto do seu HI-WALL a uma
troca do horário atual. O mesmo permanecerá piscando no display durante o ajuste
que deve ser executado utilizando-se as teclas hour e minute. Depois de ajustado o
horário atual correto pressione novamente o orifício para fixar o mesmo.

Orifício “RST”

Pressionando o orifício rst você elimina a programação previamente feita em qualquer


um dos modos de programação do seu hi-wall Carrier. A posição Horário Atual
assumirá o horário de 6:00 AM.

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Condicionador de Ar Residencial

Modo emergência

Este modo somente deve ser usado para acionar o equipamento no caso das baterias
do comando remoto estarem descarregadas ou então em caso de perda ou dano no
controle remoto.

Para acionar o modo emergência dirija-se até a unidade interna. Levante a tampa
frontal e mova a chave seletora, localizada no canto inferior direito, da posição EMER.

Lembre-se que o equipamento não poderá ser operado pelo controle remoto até que a
chave seletora retorne à posição remoto.

Observação:- A posição TEST é uma posição que somente deve ser manuseada por
técnico treinado.

Posicionamento do controle remoto

O controle remoto pode ser usado a uma distância máxima de até 7 metros.

Recebendo sinais sonoros

O sinal do bip da unidade poderá ser escutado nos seguintes casos, indicando a
recepção do sinal:
• Ao ligar;
• Ao desligar;
• Ao trocar de operação;
• Ao confirmar o horário de liga/desliga do timer.

Procedimento básico para instalação da unidade evaporadora

Os procedimentos básicos para instalação da unidade evaporadora são:


• Seleção do local;
• Escolha do perfil da instalação;
• Furação na parede;
• Posicionamento das tubulações de interligação;
• Instalação da tubulação para dreno;
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Condicionador de Ar Residencial

• Montagem.

Unidade evaporadora

Tabela – Espaçamento entre furos conforme a capacidade


Capacidade A (mm) B (mm) C (mm)
9000 120 540 120
12000 150 540 125

Dreno da unidade evaporadora

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Espaço mínimo recomendado

Posição da unidade evaporadora no ambiente

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Condicionador de Ar Residencial

Espaço mínimo recomendado

Unidade condensadora

A instalação da unidade condensadora consiste em:


• Seleção do local;
• Verificar posições de instalação nas paredes ou piso;
• Instalação hidráulica para dreno desnível de 5° (máximo) para facilitar o
escoamento de água através do dreno;
• Montagem.

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Pontos cardeais

Instalação da unidade condensadora sobre base no piso

Observação: Para instalação da unidade condensadora pode-se utilizar chumbadores


para fixação ao piso ou parede.

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Condicionador de Ar Residencial

Instalação da unidade condensadora na parede

Distâncias entre as paredes

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Distâncias entre outras unidades

Evite instalações, em piso não apropriado e que prejudiquem a troca de calor (curto
circuito de ar entre as unidades).

A unidade condensadora não deve ser instalada diretamente no solo

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Condicionador de Ar Residencial

A unidade condensadora não deve ser instalada uma em frente do outra

A interligação da tubulação

A interligação da tubulação requer as seguintes etapas:


• Conexão das tubulações de interligação;
• Interligação elétrica;
• Acabamento fino;
• Para interligar as unidades é necessário fazer e instalar as tubulações de
interligação (linha de sucção e líquido);
• Distâncias e desníveis recomendados;
• Procurar a menor distância e o menor desnível entre evaporador e condensador;
• Comprimento equivalente inclui curvas e restrições;
• As unidades condensadoras normalmente saem pré-carregadas com carga de
fluido refrigerante com determinada distância.

Observação: Caso a distância for maior, acrescenta-se carga de fluido e óleo no


sistema a cada metro.

Tabela: Dados de instalação das unidades


Split Unidade condensadora e evaporadora
Comprimento equivalente máximo 10 m
Desnível máximo 5m

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Sifão nas linhas de sucção

Caso a unidade condensadora seja maior e a unidade evaporadora tenha menor


capacidade, diminui-se a carga de fluido refrigerante.

Para fazer a conexão das tubulações de interligação nas respectivas válvulas de


serviço das unidades condensadoras, proceda da seguinte maneira:
• Se necessário, solde em trechos as tubulações que unem as unidades
condensadora e evaporadora, usa-se solda Phoscoper. Faça passar Nitrogênio no
momento da solda, para evitar o óxido de cobre;
• Encaixe as porcas que estão pré montadas nas conexões da unidade
condensadora nas extremidades dos tubos de sucção e descarga (líquido);
• Faça os flanges nas extremidades dos tubos. Utilize flangeador de diâmetro
adequado;
• Conectar as duas porcas às respectivas válvulas de serviço;
• Ao retirarmos a porca do corpo da válvula encontraremos uma cavidade central em
formato sextavado;
• Quando necessário, use uma chave tipo allen apropriada para mudar a posição da
válvula de serviço (sentido horário fecha, anti-horário abre);
• Observação: Evite afrouxar as conexões após tê-las apertado, para prevenir perda
de refrigerante.

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Condicionador de Ar Residencial

Válvula de serviço das linhas de sucção e líquido

Válvula de serviço sem a porca de proteção

Observação: Depois de completado o procedimento de interligação das tubulações de


refrigerante, recolocar a porca do corpo da válvula.

Faixa de aperto: 140 – 160 Lb.in


5,5 – 6,3 Lb.in

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Condicionador de Ar Residencial

Certifique-se que:
• Os procedimentos de soldagem estão adequados para linhas e que durante a
soldagem seja utilizado nitrogênio a fim de evitar entrada de cavacos e formação
de óxido nas tubulações de cobre;
• No caso de haver desnível entre 4 e 5 metros entre as unidades e estando a
unidade evaporadora em nível inferior deve ser instalado na linha de sucção um
sifão para 3m desnível;
• Nas instalações em que estiver a unidade evaporadora e a unidade condensadora
no mesmo nível ou unidade evaporadora estiver em nível superior, deve ser
instalado logo após a saída da unidade evaporadora, na linha de sucção, um sifão,
seguido um “U” invertido, cujo nível superior do mesmo deve estar ao mesmo plano
do ponto mais alto do evaporador. Convém também informar que deverá haver
uma pequena inclinação na linha de sucção no sentido evaporadora –
condensadora;
• Ao dobrar os tubos, o raio de dobra não deve ser inferior a 100m.

Observação: Devem ser respeitados os limites de comprimentos equivalentes e


desnível indicado para as unidades.

Modo de dobrar o tubo

Suspensão e fixação das tubulações de interligação

Procure sempre fixar de maneira conveniente as tubulações de interligação através de


suportes ou pórticos preferencialmente ambas conjuntamente. Isole-as utilizando
borracha de neoprene circular e após passe fita de acabamento em torno.

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Condicionador de Ar Residencial

Teste todas as conexões soldadas e flangeadas quanto a vazamento (pressão máxima


de teste: 200 psig). Use regulador de pressão no cilindro de nitrogênio. Após estes
procedimentos, realizar os trabalhos já comentados. No sistema condicionador de ar
de janela:
• Executar alto vácuo no sistema do evaporador, pois a unidade condensadora já
contém o fluido refrigerante do sistema;
• Liberar o registro da unidade condensadora para evaporadora;

Quebra de vácuo

• Fazer o teste de rendimento. Executar todos os procedimentos, manual ou com


controle remoto para averiguação dos funcionamentos;
• Limpar o ambiente, orientar o cliente executando todos os procedimentos, entregar
o manual do proprietário;
• Trabalho bem executado será sempre bem compensado, pelo retorno garantido e
presença de um outro cliente.

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Condicionador de Ar Residencial

Observações:
• Todos os procedimentos mostrados nesta apostila estão plenamente de acordo
com a dos fabricantes, para melhor orientação dos participantes;
• As orientações de instalação, execução e funcionamento devem ser executadas de
acordo com o manual de cada fabricante.

Montagem de um multi-split

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Condicionador de Ar Residencial

Programa de Manutenção
Preventiva

Periodicamente, os condicionadores de ar devem dispor de manutenção preventiva, para


aumentar a vida útil. O prazo entre cada manutenção deve variar de um a seis meses, no
máximo, dependendo apenas do local e uso do aparelho.

A manutenção preventiva abrange:


• Limpeza do condensador, evaporador e bandeja;
• Limpeza do filtro de ar ou substituição;
• Limpeza dos ventiladores (axial e centrífugo);
• Teste de atuação dos componentes elétricos;
• Verificação da tensão e corrente;
• Verificação do circuito elétrico do aparelho;
• Reaperto dos parafusos e fixação dos ventiladores (axial e centrífugo) e tampas dos
compartimentos;
• Lubrificação de todas as partes móveis;
• Substituição da fiação avariada do compressor e parte interna do gabinete;
• Verificação com troca, se necessário, do amortecedor do motor dos ventiladores e
compressor.

Observação:-Dependendo do caso, a manutenção pode ser no local ou na oficina do


serviço autorizado.

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Condicionador de Ar Residencial

Tabela – Mau funcionamento do compressor e ventilador


Possíveis causas Soluções
Capacidade térmica do Refazer o levantamento de carga térmica e orientar o
aparelho é insuficiente cliente e se necessário, troque por um modelo de maior
para o ambiente capacidade.
Instalação incorreta ou Verificar o local, da instalação observando a altura, local,
deficiente raios solares no condensador, cortinas em frente ao
aparelho, etc. Reinstalar o aparelho.
Vazamento de fluido Localizar o vazamento, repará-lo e proceder a reoperação
da unidade.
Serpentinas obstruídas Desobstruindo o evaporador e condensador da poeira
por sujeiras similares
Baixa tensão Tensão fornecida ao condicionador de ar deve estar na
faixa:
• acima de 198V para tensão nominal de 220V
• acima de 106V para tensão de 127V
Compressor sem Substitua o compressor
compressão
Hélice com pouca Verificar o capacitor de fase da hélice e a própria hélice,
rotação substituindo o que for necessário
Filtro e/ou tubo capilar Neste caso geralmente o evaporador fica bloqueado com
obstruído gelo: substituir o capilar.
Excesso de fluido Verificar e purgar, se necessário
Termostato e chave Ajustar corretamente o termostato e chave seletora
seletora conforme as instruções do manual do usuário.

180 Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”


Condicionador de Ar Residencial

Tabela – Motor da hélice não funciona


Possíveis causas Soluções
Cabo de alimentação Colocar o cabo de alimentação adequadamente na fonte
desconectada ou com de alimentação
mau contato
Motor da hélice Proceder a ligação direta do motor da hélice, caso não
defeituoso funcione, substituir o mesmo
Capacitor defeituoso Usar um capacímetro para detectar o defeito, se
necessário troque o capacitor
Chave seletora Usar um multímetro para detectar o defeito, se necessário
defeituosa troque a seletora
Ligações elétricas Verificar a fiação, reparar ou substituir a mesma. Ver o
incorretas ou fios esquema elétrico
rompidos
Hélice e turbina soltas ou Verificar, fixando-as corretamente
travadas

Tabela – Compressor não opera em ciclo de calor


Possíveis causas Soluções
Obstrução no tubo Reoperar a unidade, substituindo o filtro e tubo capilar.
capilar e/ou filtro Convém executar limpeza nos componentes com jatos de
obstruído R-22 ou R-141b líquido
Vazamento de fluido Elimine o vazamento e troque todo o fluido refrigerante
Válvula trancada ou Verificar a bobina, válvula solenóide e ligações elétricas
ligação elétrica
danificada

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Condicionador de Ar Residencial

Tabela – Compressor não arranca


Possíveis causas Soluções
Cabo de alimentação Colocar o cabo de alimentação adequadamente na fonte
desconectado ou com de alimentação
mau contato
Baixa ou alta tensão Tensão fornecida ao condicionador de ar deve estar na
faixa:
• acima de 198V para tensão nominal de 220V
• acima de 106V para tensão de 127V
Observação
Poderá ser utilizado um estabilizador automático com
potência em watts

Capacitor do compressor Usar um capacímetro para detectar o defeito. Se


defeituoso necessário troque o capacitor
Chave seletora Usar um multímetro para detectar o defeito. Se necessário
defeituosa troque a chave
Termostato defeituoso Usar um multímetro para detectar o defeito. Se necessário
troque a chave
Compressor trancado Proceder a ligação direta do compressor conforme a
instrução do manual. Caso não funcione, substituir o
mesmo
Circuito sobrecarregando O condicionador de ar deve ser ligado em tomada única e
causando queda de exclusiva.
pressão
Excesso de fluido Verificar, purgar se necessário
Protetor térmico do Substituir o protetor térmico
compressor defeituoso
(aberto)
Ligações elétricas Verificar a fiação, reparar ou substituir a mesma. Ver o
incorretas ou fios esquema elétrico do aparelho
rompidos

182 Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”


Condicionador de Ar Residencial

Tabela – Ruído excessivo durante o funcionamento


Possíveis causas Soluções
Folga no eixo/mancais Substituir o motor da hélice
do motor da hélice
Tubulação vibrando Verificar o local gerador do ruído e eliminá-lo
Peças soltas Verificar e calçar ou fixá-los corretamente
Hélice ou turbina Substituir
desbalanceada
Instalação incorreta Melhorar a instalação (reforce as peças que apresentam
estrutura frágil)
O ruído está normal Orientar o cliente
Coxins do compressor Substituir os coxins
ressecados ou incorretos

Tabela – Vazamento de água para dentro do ambiente


Possíveis causas Soluções
Instalação incorreta Orientar o cliente que o aparelho deve estar inclinado para
trás. Ver instruções no manual do usuário
Dreno entupido Desobstruir o dreno

Tabela – Condicionador de ar dando choque


Possíveis causas Soluções
Qualquer componente Verificar todos os componentes elétricos. Reparar ou
elétrico substituir os componentes defeituosos

Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves” 183


Condicionador de ar Residencial

Referências

- ASHRAE HANDBOOK. HVAC systems and equipament. Atlanta, 2000.


- CARRETEIRO, Ronald P.; MOURA, Carlos R. S. Lubrificantes e Lubrificação.
São Paulo: Makron Books, 1998.
- CARRIER. Manual de aire acondicionado. Barcelona: Marconso, 1987.
- CREDER, Hélio. Instalações de ar condicionado. Rio de Janeiro: LTC, 1990
- ELGIN S/A. Operação e instalação do condicionador de ar. São Paulo, [2006?]
- JONES, W.P. Engenharia de ar condicionado. Rio de Janeiro: Campos, 1983.
- MACINTYRE, Archibald Joseph. Ventilação Industrial. Rio de Janeiro: LTC 1990.
- SENAI - SP. Instalação de condicionador de ar. São Paulo, 2003 Módulo 2 ,
Unidade 2
- SILVA, Remi Benedito. Ar Condicionado. São Paulo: EDUSP, 1997.
- SPRINGER REFRIGERAÇÃO S/A. Manual de serviço: condicionadores de ar.
Canoas, 1978.
- STOECKER, Wilbert F.; JONES, W. Refrigeração e Ar Condicionado. São Paulo:
MccGraw-Hill, 1985.
- TRANE. Manual de ar condicionado. Milwaukee, 1980.

CONTROLE DE REVISÕES
VER DATA NATUREZA DA ALTERAÇÃO
01 20/07/2002 Elaboração do material Didático
02 21/06/2005 Alinhamento do material conforme os elementos
curriculares.
03 30/06/2006 Revisão do conteúdo e junção das apostilas de teoria e
prática de oficina
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