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Profa.

Lidiane Coutinho
DIREITO ADMINISTRATIVO
profalidianecoutinho | Profa. Lidiane Coutinho

@lidianecoutinho

QUESTÕES DE CONCURSOS
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

1. (2018/VUNESP/IPSM/Procurador) Sobre a autarquia, assinale a alternativa correta.


a) É pessoa jurídica de direito público criada por lei, integrante da Administração direta.
b) É criada por lei, mas sua existência legal depende do registro do seu estatuto na Junta Comercial.
c) É criada por lei para desempenhar, com exclusividade, funções de caráter econômico, que sejam própriase típicas
do Estado.
d) Sua extinção, assim como sua criação, somente pode ocorrer por meio de lei de iniciativa do Poder Executivo.
e) Tem personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprias, mas está subordinada ao controle hierárquico do
Ministério ou Secretaria ao qual se encontra vinculada.

2. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) De acordo com a organização administrativa da União, esse


tipo de pessoa caracteriza-se por ser regida pelo direito privado, não possui privilégios tributários, desenvolve
atividade atípica de Estado e está sujeita ao controle estatal. Trata-se, portanto, de
a) autarquia.
b) empresa pública.
c) ministério federal.
d) autarquia especial.
e) fundação pública.

3. (2017/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Procurador) Consoante site da Prefeitura de São José
dos Campos: “O Instituto de Previdência do Servidor Municipal de São José dos Campos – IPSM é uma entidade
autárquica, sem fins lucrativos. É o órgão gestor do Regime Próprio de Previdência do Município. Seu compromisso
é atender às necessidades do servidor municipal de São José dos Campos, concedendo benefícios, prestando
serviços aos seus segurados e dependentes.”

Podemos afirmar corretamente que o IPSM:

a) integra a Administração Pública Direta do Município, com personalidade jurídica de direito público.
b) integra a Administração Pública Indireta, possuindo personalidade jurídica de direito privado.
c) não integra a Administração Pública do Município, possuindo personalidade jurídica de direito privado.
d) integra a Administração Pública Indireta, possuindo personalidade jurídica de direito público.
e) sendo uma autarquia é pessoa jurídica de direito público, instituída para desempenhar atividadesadministrativas
sob regime de direito privado.

4. (2017/VUNESP/Câmara de Sumaré - SP/Procurador Jurídico) A Administração deve sempre ter por objetivo
adotar a melhor forma de organização de suas atividades, com vistas a otimizar o acesso dos administrados às
utilidades fornecidas pelo Estado. A respeito das diversas formas de organização administrativa, assi nale a
alternativa correta.
a) A desconcentração administrativa resulta na criação de uma pessoa jurídica própria para o exercício de
determinada competência e pode ocorrer tanto no âmbito da Administração Direta como na Administração
Indireta.
b) A descentralização administrativa pode ocorrer por contrato ou por lei e a partir dela é constituída uma relação
de hierarquia entre a entidade delegante da atividade e a entidade a quem foi delegada a sua execução.
c) A descentralização pode ser realizada por delegação, situação em que a Administração transfere o exercício de
determinada atividade, por tempo determinado, a um outro sujeito por meio de um contrato.
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d) A desconcentração administrativa consiste em mecanismo de distribuição interna de competências,


normalmente atribuídas a órgãos públicos, que, em razão de sua autonomia, passam a se sujeitar a um controle
finalístico ou de supervisão.
e) Os conceitos de desconcentração e descentralização administrativa são utilizados, pela doutrina, como
sinônimos, uma vez que refletem um mesmo modo de organização da burocracia estatal.

5. (2017/VUNESP/Câmara de Sumaré - SP/Procurador Jurídico) Suponha-se que o Prefeito de Sumaré submeta à


Câmara Municipal projeto de lei visando instituir uma agência reguladora cuja competência seja fiscalizar os
serviços prestados por concessionárias de serviços públicos no âmbito da Municipalidade. O Presidente daCâmara,
buscando obter subsídios para os debates do projeto na Casa, convida Procurador da Câmara para discutir o
assunto. Considerando o instituto das agências reguladoras no sistema brasileiro, é correto o Procurador afirmar
que
a) a lei pode atribuir a competência para a agência resolver conflito entre os atores do setor regulado.
b) a agência deverá se submeter ao controle hierárquico do Poder Executivo, em respeito ao princípio democrático.
c) a agência somente pode ser constituída caso haja expressa permissão no texto da Lei Orgânica.
d) é vedada a instituição de taxas regulatórias em favor da agência, uma vez que a sua autonomia acentuada em
face do Poder Executivo não é recomendável.
e) as agências adotam, no Brasil, a estrutura de pessoas jurídicas de direito privado ante a necessidade de
flexibilidade para regular os setores.

6. (2017/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito) Sobre as agências reguladoras, é correto afirmar:


a) embora possuam natureza jurídica de autarquia, são dotadas de regime especial, consistente em alto grau de
autonomia, mandado fixo e estabilidade de seus dirigentes e poder de regulação mediante a edição d e normas
gerais e abstratas de natureza infralegal, em matérias de suas competências, e subordinada ao princípio da
legalidade.
b) possuem natureza jurídica de autarquia – o que impõe criação e extinção por lei – e desenvolvem, sob regime
jurídico de direito público, atividades próprias do Estado e com certa autonomia em relação à administração
central, não diferindo, portanto, de suas congêneres.
c) por sua conformação constitucional distinta, não se subordinam ao modelo das autarquias, uma vezque possuem
alto grau de autonomia que se expressa no mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes e, no poder normativo,
com possibilidade de inovar na ordem jurídica com edição de normas abstratas e gerais nas matérias de suas
competências.
d) são dotadas de autonomia administrativa e financeira e hierárquica em relação à Administração Direta, comoos
demais entes autárquicos, mas dotadas de regime especial que se expressa na previsão de mandatos fixos e
estabilidade de seus dirigentes.

7. (2017/VUNESP/Câmara de Cotia - SP/Procurador Legislativo) Assinale a alternativa que corretamente discorre


sobre aspectos da Administração Direta e/ou Indireta.
a) Enquanto a Administração Direta é composta de pessoas jurídicas, também denominadas de entidades, a
Administração Indireta se compõe de órgãos internos do Estado, sem personalidade jurídica.
b) Pode-se conceituar empresa pública como a pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração
Indireta, criada por lei para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicasdo
Estado.
c) A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta
poderá ser ampliada mediante contrato a ser firmado entre seus administradores e o Poder Público, tendo por
objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade.
d) As autarquias são sociedades por ações, adequadas para atividades empresariais, sendo as ações distribuídas
entre o Governo e particulares; como entes privados, conduzem-se na vida econômica com maior versatibilidade.
e) Os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista podem acumular seus empregos com
cargos ou funções públicas, não são equiparados a funcionários públicos para fins penais e não são consi derados
agentes públicos para os fins de incidência das sanções em hipótese de improbidade administrativa.

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8. (2017/VUNESP/Prefeitura de Porto Ferreira - SP/Procurador Jurídico) Sobre as entidades da Administração


Indireta, assinale a alternativa correta.
a) As agências executivas não consistem em nova espécie de entidade administrativa, tratando -se de qualificação
conferida a autarquias e fundações públicas que celebram contrato de gestão com a Administração.
b) As agências reguladoras podem impor, compulsoriamente, que os conflitos entre empresas atuantes no setor
regulado sejam resolvidos de forma exclusiva por elas.
c) As fundações públicas são instituídas por lei e possuem a mesma natureza jurídica das autarquias, não podendo
o legislador lhes conferir personalidade jurídica de direito privado.
d) As autarquias são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito público, integrantes da Administração
Indireta, possuidoras de patrimônio público e criadas mediante autorização legal.
e) As entidades da Administração Indireta, na condição de integrantes da Administração, sujeitam-se ao controle
hierárquico do Poder Executivo.

9. (2017/VUNESP/Prefeitura de Porto Ferreira - SP/Procurador Jurídico) Suponha-se que Porto Ferreira, em


conjunto com Municípios da Região, tenha iniciado tratativas com a União com vistas a firmar um consórcio para a
gestão comum de um serviço público. Após consulta à Procuradoria do Município, o Prefeito de Porto Ferreira foi
informado que a participação do Estado é condição necessária para a legitimidade do consórcio. Considerando o
cenário descrito, e com base na Lei n° 11.107/2005, assinale a alternativa correta.
a) O consórcio deve ser constituído como pessoa jurídica de direito público, situação em que integrará a
Administração Indireta dos entes federados participantes.
b) A participação do Estado é obrigatória, uma vez que a legislação proíbe a assinatura de consórcios diretamente
entre a União e Municípios.
c) Na situação descrita, o eventual consórcio será fiscalizado exclusivamente pelo Tribunal de Contas da União.
d) Com base no princípio da autonomia dos entes federados, o consórcio poderá ser firmado diretamente entre os
Municípios e a União, não sendo obrigatória a participação do Estado.
e) O consórcio será criado mediante contrato assinado pelos Chefes dos Poderes Executivos, sendo facultativa a
intervenção do Poder Legislativo no processo de constituição.

10. (2017/VUNESP/Câmara de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) No que concerne ao contido na Lei
Federal no 13.303, de 30 de junho de 2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade
de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,é
correto afirmar que
a) a sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, com criação
autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à
União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da Administração indireta.
b) a empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, com criação autorizada por
lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Est ados, pelo Distrito
Federal ou pelos Municípios.
c) a sociedade de economia mista não poderá solucionar, mediante arbitragem, as divergências entre acionistase
a sociedade, ou entre acionistas controladores e acionistas minoritários.
d) a sociedade de economia mista será constituída sob a forma de sociedade limitada e deverá observar regras de
governança corporativa, de transparência e de estruturas, práticas de gestão de riscos e de controle interno.
e) a empresa pública e a sociedade de economia mista de verão possuir em sua estrutura societária Comitê de
Auditoria Estatutário como órgão auxiliar do Conselho de Administração, ao qual se reportará diretamente.

11. (2017/VUNESP/Prefeitura de Andradina - SP/Procurador Jurídico) Determinada Prefeitura Municipal pretende


transferir a administração de um Hospital Público do Município para uma empresa privada. Nessa hipótese,
considerando a legislação que rege a matéria referente ao Terceiro Setor, é correto afirmar que a pretendida
transferência
a) não pode ser concretizada, uma vez que a área da saúde pública não admite ser administrada por terceiros.J

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b) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização Social.
c) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.
d) pode ser efetivada por meio de Termo de Parceria com uma Organização Social.
e) não pode ser efetivada com entidades privadas, podendo ser concretizada apenas por meio de parcerias com
entes públicos.

12. (2016/VUNESP/Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) Afirma a Lei Federal nº 11.107/05 que
os consórcios públicos podem ser contratados por União, Estados, Distrito Federal e Municípios para a realização
de objetivos de interesse comum e que o consórcio público
a) integra a administração direta de todos os entes da Federação consorciados, quer sua personalidade jurídicaseja
de direito público ou privado.
b) não integra, em hipótese alguma, a administração direta ou indireta dos entes da Federação co nsorciados.
c) integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados, se possuir personalidade jurídica
de direito público.
d) integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados, quer sua personalidade jurídica
seja de direito público ou privado.
e) não integra a administração indireta da União, mas poderá integrá-la em relação aos Estados e Municípios,desde
que constituído como associação pública.

13. (2016/VUNESP/Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) A Lei Federal nº 13.019/14 institui um
instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela Administração Pública com
organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco, sendo que tais
parcerias decorrem de planos de trabalho propostos pelas organizações da sociedade civil e envolvem a
transferência de recursos financeiros.
A referida lei define esse instrumento como termo de
a) fomento.
b) colaboração.
c) parceria.
d) chamamento público.
e) gestão.

14. (2016/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista) Assinale a alternativa que contempla duas áreas em que
a Administração Pública pode firmar um contrato de gestão com uma organização social.
a) Cultura e saúde.
b) Preservação do meio ambiente e administração da justiça.
c) Administração e gerenciamento de rodovias e pesquisa científica.
d) Ensino universitário e administração de obras públicas.
e) Desenvolvimento tecnológico e segurança pública.

15. (2016/VUNESP/IPSMI/Procurador) A respeito da estruturação da Administração Pública brasileira, assinale a


alternativa correta.
a) As agências executivas possuem natureza de pessoa jurídica de direito privado, diferenciando -se, assim, das
autarquias e fundações.
b) As agências reguladoras são autarquias com regime jurídico especial, dotadas de autonomia reforçada em
relação ao ente estatal.
c) As empresas públicas estão necessariamente revestidas da forma jurídica de sociedade anônima.
d) Os empregados das empresas estatais estão necessariamente submetidos ao teto remuneratório.
e) As fundações públicas de direito privado, assim como as autarquias, são criadas por lei.

16. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental) Quando,
aos administradores dos órgãos e entidades da administração direta e indireta, é dada a oportunidade de ampliar

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sua autonomia gerencial, orçamentária e financeira, fixando metas de desempenho, por meio de contratação
dessas metas com o poder público, o instrumento definido e permitido, para tanto, pela Constituição Federal é o
contrato de
a) Atribuição.
b) Controle.
c) Gestão.
d) Gerenciamento.
e) Planejamento.

17. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Auditor de Controle Interno) Com relação às Organizações da
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que atuam no Município de São Paulo, é correto afirmar, nos termos
da Lei n° 9.790/1999, que
a) poderá ser perdida a qualificação de OSCIP por decisão proferida em processo administrativo no qual serão
assegurados ampla defesa e o devido contraditório.
b) os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional são passíveis de qualificação
como OSCIP.
c) para os efeitos da Lei, considera-se OSCIP a pessoa jurídica de direito privado, mesmo quando esta distribui
dividendos entre os seus sócios ou associados.
d) somente por decisão judicial poderá ser perdida a qualificação de OSCIP.
e) podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos.

18. (2015/VUNESP/HCFMUSP/Direito) Assinale a alternativa que identifica uma pessoa de direito público interno.
a) Partido Político.
b) Empresa Pública.
c) Sociedade de economia mista.
d) Autarquia.
e) Associação de classe com representação nacional.

19. (2015/VUNESP/CRO-SP/Advogado) Considere a seguinte situação hipotética. Cidadão ingressa com ação
popular em face do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, proposta com o objetivo de que sejadeclarada
a ilegalidade e a lesividade ao patrimônio público consubstanciadas no fato de o Conselho manter em seu quadro
funcionário com mais de 70 anos, que foi contratado há 12 (doze) anos, sem observância da regra do concurso
público. A respeito, é correto afirmar que
a) o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo constitui autarquia federal e, como tal, deve se submeter às
regras de direito público, razão pela qual a ação popular deve ser julgada procedente, afastando -se o funcionárioe
promovendo-se o devido concurso público para quaisquer admissões de funcionários que se façam necessárias.
b) como o funcionário pede demissão durante o trâmite do processo em primeira instância, que ainda não havia
sido sentenciado, a ação deve ser julgada extinta, sem resolução de mérito, por perda de objeto.
c) o Supremo Tribunal Federal admitiu a possibilidade de delegação, a uma entidade privada, de atividade típicado
Estado, que abrange poder de polícia, de tributar e de punir, no que concerne ao exercício de atividades
profissionais, razão pela qual a ação popular deve ser julgada improcedente.
d) a ação popular prescreve em 5 (cinco) anos, assim a ação deve ser julgada extinta com resolução de mérito, pelo
reconhecimento da prescrição, já que a admissão do funcionário, que constituiria ato lesivo ao patrimôniopúblico,
deu-se 12 (doze) anos atrás.
e) na ação popular, a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação,
no caso, o Conselho, não poderá abster-se de contestar o pedido, devendo contestá-lo no prazo de 15 (quinze) dias,
podendo fazê-lo por negativa geral.

20. (2015/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito) Sobre os consórcios públicos regulados pela Lei nº 11.107/05, é incorreto
afirmar que

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a) se um consórcio público é inicialmente constituído pela União, dois Estados e cinco Municípios situados no
território de um desses Estados e, durante o processo de ratificação do Protocolo de Intenções pelos legislativos,a
Assembleia Legislativa de um desses Estados nega a ratificação, esse Consórcio não poderá ser constituído com a
participação da União
b) o contrato de consórcio deverá prever contribuições financeiras ou econômicas de ente da Federação ao
consórcio público, vedada a doação, destinação ou cessão do uso de bens móveis ou imóveis e as transferênciasou
cessões de direitos.
c) o Consórcio Público formado por um Estado e vários Municípios, que assume personalidade jurí- dica de direito
público, passa a integrar a administração autárquica concomitantemente de todos os entes federados integrantes
de sua composição.
d) constitui ato de improbidade do agente público delegar a prestação de serviço público a órgão ou pessoajurídica
pertencente a outro ente da Federação por instituto diverso do contrato de programa.

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D B D C A A C A B E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B C A A B C A D A A

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO


1. (2017/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito) O conteúdo jurídico do princípio da moralidade administrativa pode ser
conceituado como
a) aquele referido na ética da legalidade ou, em outros termos, os valores éticos que ela consagra sem espaçospara
outros juízos axiológicos senão aqueles objetivados e explicitados nas normas -regras e, portanto, sem autonomia
específica.
b) aquele que vincula a administração pública a um comportamento ético, conforme discurso da modernidade,
com dimensão autônoma em relação ao princípio da legalidade.
c) a resultante da moral social de uma época a vincular a atuação da Administração pública.
d) referente às regras da boa administração e às regras internas visando normatizar o poder disciplinar da
Administração.

2. (2017/VUNESP/Câmara de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) Com relação aos princípios da
Administração Pública, é correto afirmar que
a) a ampla defesa e o contraditório são considerados direitos e garantias fundamentais do acusado, mas o
ordenamento jurídico brasileiro hodiernamente não os recepciona como princípios da Administra - ção Pública.
b) a Administração, orientada pelo princípio da eficiência, pode revogar seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou anulá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade.
c) a razoabilidade é princípio implícito na Constituição Federal, não contemplado no ordenamento jurídico
brasileiro, cuja violação se constitui em ato de improbidade administrativa.
d) deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê -lo constitui ato de improbidade administrativaque atenta
contra os princípios da Administração Pública, podendo ser aplicada ao responsável a perda da função pública.
e) a segurança jurídica e o interesse público são considerados garantias implícitas na Constituição Federal,
entretanto, o ordenamento jurídico brasileiro hodiernamente não os recepciona como princípios da Administração
Pública.

3. (2016/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista) “Esse princípio acaba completando a ideia já analisada de
que o administrador é um executor do ato, que serve de veículo de manifestação da vontade estatal e, portanto,
as realizações administrativo-governamentais não são do agente político, mas da entidade pública em nome da
qual atuou” (José Afonso da Silva). O autor, na conceituação supra, está tratando do princípio constitucional da
Administração Pública denominado de princípio da
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a) eficiência
b) identidade física do administrador.
c) supremacia do interesse público.
d) moralidade
e) impessoalidade.

4. (2016/VUNESP/TJ-SP/Titular de Serviços de Notas e de Registros) O regime jurídico-administrativo caracteriza-


se por
a) priorizar o interesse do governante sobre a vontade dos governados, em proteção às minorias.
b) princípios específicos, como a supremacia e a indisponibilidade do interesse público.
c) um conjunto de normas e princípios próprios de direito público e de direito privado, considerando que a
Administração Pública também celebra contratos típicos de direito privado.
d) estabelecer as prioridades da Administração Pública, de acordo com a plataforma política do eleito.

5. (2016/VUNESP/TJ-RJ/Juiz de Direito) Assinale a alternativa que corretamente discorre sobre os princípios do


Direito Administrativo.
a) O princípio da publicidade possui repercussão infraconstitucional , com regulamentação pela Lei de Acesso à
Informação (Lei Federal n° 12.527/11) na qual foram contempladas duas formas de publicidade – a transparência
ativa e a transparência passiva –, aplicáveis a toda a Administração Direta e Indireta, mas não incidentes às
entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos do orçamento, como ocorre por contratode
gestão.
b) Pelo princípio da continuidade do serviço público, não podem os serviços públicos ser interrompidos, visto que
atendem a necessidades prementes e inadiáveis da coletividade, e, portanto, não é permitida paralisação
temporária de atividades, mesmo em se tratando de serviços prestados por concessionários e permissionários,
mediante pagamento de tarifa, como fornecimento de energia, ainda que o usuário esteja inadimplente.
c) As Súmulas n° 346 e n° 473 do Supremo Tribunal Federal, que tratam da declaração de nulidade dos atos
administrativos pela própria Administração e da revogação destes por motivos de conveniência e oportunidade,
demonstram que o Direito Administrativo brasileiro não adotou a autotutela como princípio.
d) A fim de tutelar o princípio da moralidade administrativa, a Constituição Federal prevê alguns instrumentos
processuais, como a Ação Civil Pública, na defesa dos direitos difusos e do patrimônio social, a Ação Popular, que
permite anular atos do Poder Público contaminados de imoralidade administrativa, desde que reconhecido o
pressuposto da lesividade, da mesma forma como acontece com a Ação de Improbidade Adminis trativa, que tem
como requisito o dano patrimonial ao erário.
e) O Supremo Tribunal Federal entende que, muito embora pela aplicação do princípio da impessoalidade, a
Administração não possa ter em mira este ou aquele indivíduo de forma especial, o sistema de cotas, em que se
prevê reserva de vagas pelo critério étnico-social para ingresso em instituições de nível superior, é constitucional e
compatível com o princípio da impessoalidade, já que ambos têm por matriz comum o princípio constitucional da
igualdade.

6. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental) O caput


do artigo 37, na Constituição Federal de 1988, estabelece princípios constitucionais a serem observados e
cumpridos pela administração pública direta e indireta. Um desses princípios refere -se à orientação, aos gestores
públicos, de que o trato da coisa pública (res publica) tenha como objeto principal a prestação de serviços ao
cidadão, cumprindo sua finalidade com qualidade. Esse princípio é o da
a) Moralidade.
b) Legalidade.
c) Publicidade.
d) Impessoalidade.
e) Eficiência.

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7. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Auditor de Controle Interno) Existindo vícios de legalidade em


concurso público da Prefeitura de São Paulo (Ex.: contratação de parentes de integrantes da comissãoorganizadora,
descumprimento de norma editalícia etc.), é correto afirmar que o Edital do concurso
a) poderá ser anulado pelo Ministério Público, após a comprovação de vícios de legalidade.
b) poderá ser anulado pela própria Prefeitura de São Paulo, alicerçada no princíp io da autotutela.
c) somente poderá ser anulado pelo Poder Judiciário, após a manifestação do Ministério Público.
d) poderá ser revogado pelo Ministério Público, alicerçado na conveniência e oportunidade do ato administrativo.
e) poderá ser revogado pelo Poder Judiciário, após a comprovação de vícios de legalidade.

8. (2015/VUNESP/HCFMUSP/Direito) O direcionamento da atividade dos serviços públicos fundamentada na


efetividade do bem comum é característica básica do Princípio da
a) Eficiência.
b) Legalidade.
c) Impessoalidade.
d) Moralidade.
e) Proporcionalidade.

9. (2015/VUNESP/HCFMUSP/Direito) A Súmula no 473, do Supremo Tribunal Federal – STF, enuncia: “A


administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegai s, porque delesnãose
originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos,
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Nesse entendimento, dentre os poderes da Administração
Pública, restou consagrada a
a) publicidade.
b) razoabilidade.
c) autotutela.
d) estabilidade.
e) moralidade.

10. (2015/VUNESP/CRO-SP/Advogado) Dentre os princípios da Administração Pública expressamente previstosna


Constituição Federal de 1988, um deles objetiva a igualdade de tratamento que a Administração deve dispensar
aos administrados que se encontrem em idêntica situação jurídica. Este mesmo princípio também determina que
a Administração volte-se exclusivamente para o interesse público, e não para o privado, vedando -se, em
consequência, sejam favorecidos alguns indivíduos em detrimento de outros e pre

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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

1. (2018/VUNESP/IPSM/Procurador) Sobre a autarquia, assinale a alternativa correta.


a) É pessoa jurídica de direito público criada por lei, integrante da Administração direta.
b) É criada por lei, mas sua existência legal depende do registro do seu estatuto na Junta Comercial.
c) É criada por lei para desempenhar, com exclusividade, funções de caráter econômico, que sejam própriase típicas
do Estado.
d) Sua extinção, assim como sua criação, somente pode ocorrer por meio de lei de iniciativa do Poder Executivo.
e) Tem personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprias, mas está subordinada ao controle hierárquico do
Ministério ou Secretaria ao qual se encontra vinculada.

2. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) De acordo com a organização administrativa da União, esse


tipo de pessoa caracteriza-se por ser regida pelo direito privado, não possui privilégios tributários, desenvolve
atividade atípica de Estado e está sujeita ao controle estatal. Trata-se, portanto, de
a) autarquia.
b) empresa pública.
c) ministério federal.
d) autarquia especial.
e) fundação pública.

3. (2017/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Procurador) Consoante site da Prefeitura de São José
dos Campos: “O Instituto de Previdência do Servidor Municipal de São José dos Campos – IPSM é uma entidade
autárquica, sem fins lucrativos. É o órgão gestor do Regime Próprio de Previdência do Município. Seu compromisso
é atender às necessidades do servidor municipal de São José dos Campos, concedendo benefícios, prestando
serviços aos seus segurados e dependentes.”

Podemos afirmar corretamente que o IPSM:

a) integra a Administração Pública Direta do Município, com personalidade jurídica de direito público.
b) integra a Administração Pública Indireta, possuindo personalidade jurídica de direito privado.
c) não integra a Administração Pública do Município, possuindo personalidade jurídica de direito privado.
d) integra a Administração Pública Indireta, possuindo personalidade jurídica de direito público.
e) sendo uma autarquia é pessoa jurídica de direito público, instituída para desempenhar atividadesadministrativas
sob regime de direito privado.

4. (2017/VUNESP/Câmara de Sumaré - SP/Procurador Jurídico) A Administração deve sempre ter por objetivo
adotar a melhor forma de organização de suas atividades, com vistas a otimizar o acesso dos administrados às
utilidades fornecidas pelo Estado. A respeito das diversas formas de organização administrativa, assi nale a
alternativa correta.
a) A desconcentração administrativa resulta na criação de uma pessoa jurídica própria para o exercício de
determinada competência e pode ocorrer tanto no âmbito da Administração Direta como na Administração
Indireta.
b) A descentralização administrativa pode ocorrer por contrato ou por lei e a partir dela é constituída uma relação
de hierarquia entre a entidade delegante da atividade e a entidade a quem foi delegada a sua execução.
c) A descentralização pode ser realizada por delegação, situação em que a Administração transfere o exercício de
determinada atividade, por tempo determinado, a um outro sujeito por meio de um contrato.
d) A desconcentração administrativa consiste em mecanismo
9 de distribuição interna de competências,
normalmente atribuídas a órgãos públicos, que, em razão de sua autonomia, passam a se sujeitar a um controle
finalístico ou de supervisão.
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judicados alguns para favorecimento de outros. A descrição refere -se ao princípio da


a) legalidade.
b) impessoalidade.
c) moralidade.
d) publicidade.
e) eficiência.

11. (2015/VUNESP/TJ-MS/Juiz de Direito) Determinado servidor público da Administração Pública Estadual requer
sua aposentadoria. O pedido tramita regularmente e a aposentadoria é concedida em junho de 2014. Em abril de
2015, durante verificação de rotina, a Administração Pública Estadual constata que a concessão in icial foi indevida,
pois o servidor não preenchia os requisitos legais para a aposentação. Nesse caso, deve a Administração Pública
a) manter o ato administrativo da forma como se encontra, pois em decorrência do atributo da presunção de
veracidade juris et de jure dos atos administrativos, presumem-se verdadeiros os fatos reconhecidos pela
Administração.
b) emitir ato revogatório de efeitos imediatos, pois o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria
Administração Pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
c) anular o ato independentemente de manifestação do servidor interessado, pois possui a prerrogativa de, por
meio de atos unilaterais, impor obrigações a terceiros.
d) anular o ato administrativo, pois em decorrência do princípio da legalidade, queda afastada a possibilidade de a
Administração praticar atos inominados, como o ato viciado em tela.
e) com base no seu poder de autotutela sobre os próprios atos, anular o ato de concessão inicial da aposentadoria,
mediante processo em que sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa ao servidor público interessado.

12. (2015/VUNESP/PC-CE/Delegado de Polícia) Considere a charge.

A prática de nepotismo, além de ser uma atitude antiética, fere qual dos princípios explícitos da Administração
Pública? E qual é a restrição imposta por esse princípio?
a) Fere o princípio da impessoalidade. Ou seja, ao representante público é proibido privilegiar pessoas específicas.
b) Fere o princípio do poder. Ou seja, um agente público não pode fazer uso do seu cargo ou função em benefício
de parentes ou conhecidos.
c) Fere o princípio da eficiência. Ou seja, os funcionários públicos devem prezar pelo bem público e pelo bom uso
dos recursos do Estado.

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d) Fere o princípio da eficácia. Ou seja, os agentes públicos devem primar pelo interesse coletivo e pelo bom uso
dos recursos do Estado.
e) Fere o princípio da legalidade. Ou seja, o funcionário público em suas funções e atribuições pode, em
determinados casos previsto em Lei, empregar parentes.

13. (2015/VUNESP/PC-CE/Delegado de Polícia) Em grandes centros urbanos brasileiros, observa-se um desafio na


questão da mobilidade urbana, ou seja, uma constante tensão entre o transporte de caráter individual e o
transporte coletivo. Diante dos congestionamentos crescentes, por qual dos princípios implícitos da Administração
Pública o administrador público deve se guiar para constituir uma política que privilegie o transporte coletivo em
detrimento do transporte individual?
a) Pelo princípio da Inteligibilidade.
b) Pelo princípio da Razoabilidade.
c) Pelo princípio do Interesse Público.
d) Pelo princípio da Eficiência.
e) Pelo princípio da Alocação.

14. (2015/VUNESP/PC-CE/Escrivão de Polícia Civil) O Escrivão de Polícia, como administrador público, deve
orientar a sua conduta não somente pelos critérios da oportunidade e conveniência mas, também, verificando
preceitos éticos, distinguindo o que é honesto do que é desonesto.

Tal afirmação está amparada no princípio da


a) Autotutela
b) Moralidade
c) Impessoalidade.
d) Economia.
e) Publicidade.

15. (2015/VUNESP/PC-CE/Inspetor de Polícia) Quando a Administração Pública deixa de observar a


proporcionalidade entre os meios de que se utiliza e os fins a que se destina, estará d esrespeitando o princípio da
a) moralidade
b) razoabilidade.
c) impessoalidade
d) supremacia do interesse público.
e) finalidade.

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PODERES DA ADMINISTRAÇÃO

1. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) Assinale a alternativa correta a respeito do poder de polícia.


a) O poder de polícia administrativa distingue-se do poder de polícia judiciária porque o primeiro é preventivo e o
segundo, repressivo.
b) Tem por meio de atuação os atos administrativos e operações materiais, não podendo, todavia, estabelecer
normas gerais e abstratas.
c) Uma das suas características é a discricionariedade, como regra, por meio da qual a lei deixa ao administrador
certa margem de liberdade na execução da norma.
d) Em sua execução, não pode chegar ao limite de impor restrições aos direitos individuais do cidadão.

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e) Por intermédio dele, a Administração atua com os próprios meios, mas deve executar suas decisões por
intermédio de intervenção do Poder Judiciário.

2. (2017/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Procurador) Considere que o prefeito de São José dos
Campos pretenda promover o recapeamento asfáltico, iniciando pelas ruas que dão acesso às Rodovias Estaduais,
e postergar para o ano seguinte o recapeamento das ruas que dão acesso aos bairros periféricos, cujo asfalto se
encontra em igual condição precária de conservação, diante da constatação de que existe maior tráfego urbanoem
direção às rodovias. Com relação a essa hipotética situação, assinale a alternativa correta.
a) Trata-se de ato vinculado, sendo ilegal a decisão tomada pelo Poder Executivo.
b) A decisão do Prefeito se caracteriza como ato discricionário, calcado nos critérios de conveniência e
oportunidade.
c) O plano do Prefeito é ilegal, pois a decisão deve antes ser ratificada pelo Poder Legislativo.
d) A decisão do Prefeito não pode ser objeto de questionamento perante o Poder Judiciário, nem mesmo no que
tange à legalidade.
e) As obras de recapeamento asfáltico, por se caracterizarem como ato discricionário, não se submetemaocontrole
de legalidade.

3. (2016/VUNESP/TJ-SP/Titular de Serviços de Notas e de Registros) Em razão da impossibilidade de que as leis


prevejam todas as contingências que possam surgir na sua execução, em especial nas diversas situações em que a
Administração tiver que executar suas tarefas, devendo optar pela melhor solução, é necessária a utilização do
poder administrativo denominado
a) poder hierárquico.
b) poder regulamentar.
c) poder de polícia.
d) poder disciplinar.

4. (2016/VUNESP/IPSMI/Procurador) Sobre os poderes administrativos, é correto afirmar que


a) ocorre excesso de poder quando a atuação do agente busca alcançar finalidade diversa do interesse pú blico.
b) é constitucional lei que firma ser de competência de entidades privadas o exercício do serviço de fiscalizaçãodas
profissões regulamentadas.
c) o poder de polícia permite que a Administração aplique sanções em agentes públicos a ela vinculados quandoos
servidores incorrem em infrações funcionais.
d) a concessão de poder a um agente público confere sempre a ele a faculdade de exercê -lo de acordo com o juízo
de conveniência e oportunidade.
e) não é válida a conduta de condicionar a renovação de l icença do veículo ao pagamento de multa quandooagente
infrator não foi notificado.

5. (2016/VUNESP/Prefeitura de Rosana - SP/Procurador Municipal) Assinale a alternativa que corretamente


discorre sobre aspectos concernentes ao ato administrativo.
a) A Administração pode revogar seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles
não se originam direitos, ou anulá-los, por motivo de conveniência ou de oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
b) O vício de finalidade, ou desvio de poder, consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de
formalidades indispensáveis à existência ou à seriedade do ato, que tem apenas a aparência de manifestação
regular da Administração, mas não chega a se aperfeiçoar como ato administrativo.
c) Afirma-se que um ato é discricionário nos casos em que a Administração tem o poder de adotar uma ou outra
solução, segundo critérios de oportunidade, de conveniência, de justiça e de equidade, próprios da aut oridade,
porque não definidos pelo legislador, que deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto.
d) A atuação da Administração Pública, no exercício da função administrativa, é discricionária quando a lei
estabelece a única solução possível diante de determinada situação de fato; ela fixa todos os requisitos, cuja
existência a Administração deve limitar-se a constatar, sem qualquer margem de apreciação subjetiva.

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e) O desvio de poder ocorre quando o agente público excede os limites d e sua competência; por exemplo, quando
a autoridade, competente para aplicar a pena de suspensão, impõe penalidade mais grave, que não é de sua
atribuição; ou quando a autoridade policial se excede no uso da força para praticar ato de sua competência.

6. (2015/VUNESP/CRO-SP/Advogado) Dentista anuncia clareamento dentário em site de compras coletivas na


internet ofertando preço que afirma ser 50% mais barato do que aquele praticado pelos dentistas em geral. Diante
da proibição legal, que veda a dentistas anunciar preços e modalidades de pagamento, o Conselho Regional de
Odontologia do Estado de São Paulo impõe-lhe uma multa. No âmbito do direito administrativo, essacondutapode
ser considerada, face à natureza jurí- dica dos Conselhos Profissionais, uma forma de exercício do poder
a) vinculado, pois o agente público avalia a conveniência e a oportunidade do ato que vai praticar na qualidade de
administrador dos interesses coletivos.
b) regulamentar, face à prerrogativa conferida à Administração Pública de e ditar atos gerais para complementaras
leis e permitir a sua efetiva aplicação.
c) hierárquico, devido ao escalonamento em plano vertical dos órgãos e agentes da Administração em relação aos
particulares, que tem como objetivo a organização da função administrativa.
d) disciplinar, pois aos agentes superiores é dado o poder de fiscalizar as atividades dos de nível inferior, defluindo
daí o efeito de poderem eles exigir que a conduta destes seja adequada aos mandamentos legais.
e) de polícia, pelo qual a autoridade administrativa intervém no exercício das atividades individuais suscetí-veisde
fazer perigar interesses gerais.

7. (2015/VUNESP/MPE-SP/Analista de Promotoria - Assistente Jurídico) Assinale a alternativa correta a respeito


da polícia administrativa.
a) A concessão de licença é exemplo de ato discricionário decorrente do seu exercício.
b) Não pode acarretar limitações ao exercício de direitos individuais do cidadão.
c) A autoexecutoriedade e a coercibilidade são dois de seus atributos.
d) É atividade típica do Poder Executivo, não sendo exercida pelos demais Poderes.
e) Impõe suas sanções sobre atividades individuais que caracterizem ilícitos penais e administrativos.

8. (2015/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Auditor Tributário) A conduta da Administração Pública
de apreender a habilitação de motorista infrator encontra respaldo no
a) exercício do poder de polícia judiciária.
b) poder discricionário da Administração Pública, com respaldo legal.
c) poder decorrente de hierarquia.
d) princípio da supremacia do interesse público.
e) exercício de poder de polícia administrativa.

9. (2015/VUNESP/PC-CE/Delegado de Polícia) No que se refere ao poder disciplinar da Administração, é correto


afirmar que
a) se aplica ao poder disciplinar o princípio da pena específica.
b) nem toda a condenação criminal por delito funcional acarreta a punição disciplinar.
c) a aplicação da pena disciplinar tem para o superior hierárquico o caráter de um poder-dever.
d) a punição disciplinar e a criminal têm fundamentos idênticos.
e) é possível admitir punição disciplinar desacompanhada de justificativa da autoridade que a impõe.

10. (2015/VUNESP/PC-CE/Escrivão de Polícia Civil) O Delegado Geral da Polícia Civil, ao organizar e distribuir as
funções de seus órgãos, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal,
estará exercendo o seu
a) poder de polícia.
b) poder disciplinar.
c) poder hierárquico.
d) poder normativo.

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e) poder regulamentar.

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ATOS ADMINISTRATIVOS

1. (2017/VUNESP/TCE-SP/Agente de Fiscalização (Superior)) Assinale a alternativa que contempla um tipo de ato


administrativo dotado do atributo da imperatividade.
a) Autorização para conceder o uso de bem público.
b) Licença de funcionamento de comércio.
c) Permissão de serviço público.
d) Sentença judicial.
e) Decreto de desapropriação.

2. (2017/VUNESP/Prefeitura de Marília - SP/Procurador Jurídico) Segundo o disposto na Constituição Federal, se


um ato administrativo aplicar indevidamente determinada súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, é
correto afirmar que
a) poderá ser anulado por meio de recurso ordinário a ser interposto diretamente perante o S upremo Tribunal
Federal.
b) deverá ser impugnado por meio da arguição de descumprimento de preceito fundamental.
c) poderá ser anulado por meio de reclamação ao Supremo Tribunal Federal.
d) deverá ser impugnado por meio de ação própria em primeira instância da Justiça Federal.
e) poderá ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade, para dirimir a divergência sobre a aplicação
correta da súmula vinculante.

3. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) Sobre os atos administrativos, é correto afirmar que


a) a produção de atos administrativos é de exclusividade do Poder Executivo.
b) a locação de um imóvel por parte do Município é um típico ato administrativo.
c) a competência para a prática do ato é irrevogável e irrenunciável, não admitindo, portanto, a delegação ou
avocação.
d) são caracterizados por serem dotados de presunção de veracidade absoluta.
e) de modo geral, são escritos, mas podem, em certos casos, ser expedidos oralmente.

4. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) Robertson, passando-se por um funcionário público, praticou


ato que, em tese, seria um ato administrativo. Nessa hipótese, pode -se afirmar que o ato praticado por Robertson
é
a) inexistente.
b) nulo.
c) anulável.
d) imperfeito.
e) inválido.

5. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) Assinale a alternativa correta a respeito da convalidação de


atos administrativos por parte da Administração pública.
a) A impugnação do interessado não constituiu impedimento à convalidação do ato.
b) Os vícios quanto à competência do ato impedem a sua convalidação.
c) A prescrição torna prescindível a convalidação do ato.
d) Atos viciados em sua forma não são passíveis de convalidação.
e) Se o ato é apenas anulável, é dever da Administração convalidá-lo, independentemente dos efeitos por ele
gerados.

6. (2017/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito) O motivo do ato administrativo pode ser conceituado como:


a) a normatividade jurídica que irá incidir sobre determinada situação de fato que lhe é antecedente.
b) a ocorrência no mundo fenomênico de certo pressuposto fático, relevante para o direito, que vai postular ou
possibilitar a edição do ato administrativo.

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c) a explicitação dos fundamentos de fato e de direito que levaram à edição do ato administrativo e sem a qual o
ato é nulo.
d) o móvel ou intenção do agente ou, em outros termos, a representação psicológica que levou o administrador a
agir, e que tem especial importância no plano dos atos discricionários.

7. (2017/VUNESP/Câmara de Cotia - SP/Procurador Legislativo) Considere a seguinte situação hipotética:

Lei Municipal é aprovada concedendo a revisão geral anual, prevista na Constituição Federal, para todos os
servidores públicos do Município de Cotia. O Prefeito Municipal, no entanto, somente efetiva o au mento salarial
para os servidores que são filiados ao partido político ao qual pertence. Como o ato administrativo possui vários
elementos, é correto afirmar que, nesse caso hipotético, o vício desse ato recai sobre

a) a finalidade.
b) a forma.
c) o motivo.
d) o objeto.
e) a competência.

8. (2017/VUNESP/Prefeitura de Andradina - SP/Procurador Jurídico) Formas de que se revestem os atos, gerais


ou individuais, emanados de autoridades outras que não o Chefe do Executivo, denominam -se
a) resolução e portaria.
b) portaria e decreto.
c) circular e parecer.
d) alvará e circular.
e) decreto e resolução.

9. (2016/VUNESP/Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) Considere a seguinte situação


hipotética.

A Municipalidade de Mogi das Cruzes se depara com uma situação urgente, em que um imóvel se encontra em
situação precária após a ocorrência de fortes chuvas, ameaçando ruir, sendo necessária a demolição a fim de evitar
prejuízo maior para o interesse público. O Município pode realizar a demoli ção nesse caso, sem necessidade de
intervenção judicial, pois o ato administrativo, em tais circunstâncias, é dotado do atributo da

a) presunção de veracidade.
b) tipicidade.
c) imperatividade.
d) autoexecutoriedade.
e) presunção de legitimidade.

10. (2016/VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/Procurador Jurídico) Com relação à anulação e revogação dos atos
administrativos, é correto afirmar que
a) a revogação somente poderá ser ordenada pela Administração, gerando efeitos ex tunc.
b) a anulação somente poderá ser ordenada pelo Poder Judiciário, gerando efeitos ex nunc.
c) a revogação poderá ser ordenada pela Administração, gerando efeitos ex tunc.
d) a anulação poderá ser ordenada pela Administração, gerando efeitos ex nunc.
e) a revogação somente poderá ser ordenada pela Administração, gerando efeitos ex nunc.

11. (2016/VUNESP/TJM-SP/Juiz de Direito) O ato administrativo tem peculiaridades sobre as quais é possível fazer
a seguinte afirmação:

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a) se a Administração não se pronuncia quando provocada por um administrado que postula interesse próprio,
está-se perante o silêncio administrativo que, apesar de não ser um ato, deverá ser sempre interpretado como
deferimento.
b) os atos vinculados obedecem a uma prévia e objetiva tipificação legal do úni co comportamento possível da
Administração em face de situação igualmente prevista, autorizando sua revogação em caso de ilegalidade.
c) a autoexecutoriedade do ato administrativo independe de previsão legal, mas obedece estritamente aoprincípio
da proporcionalidade.
d) os atos administrativos podem ser classificados como simples ou complexos, a depender do número de
destinatários beneficiados com a sua prática.
e) os motivos e a finalidade indicados na lei, bem como a causa do ato, fornecem as limitações ao exercício de
discrição administrativa e, portanto, estão sujeitos ao controle judicial.

12. (2016/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista) Considerando o que dispõe a legislação brasileira, na
hipótese de a Administração Pública constatar a ilegalidade de um ato administrativo praticado por um servidor
público, é correto firmar que o ato
a) deve ser revogado pela administração, e o servidor deve responder pelos danos causados.
b) é passível de ser anulado pela própria administração.
c) pode ser anulado pela própria administração, desde que tenha causado danos materiais a terceiros.
d) deve ser revogado pela Administração, e o poder público responderá pelos danos causados, podendo cobraros
prejuízos do servidor em ação regressiva.
e) somente pode ser anulado pelo Poder Judiciário, mas a Administração e o servidor responderão pelos danos
causados a terceiros.

13. (2016/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Analista) A prestação de serviços pode ser centralizada ou
descentralizada, este último caso se dá quando o Estado transfere a titularidade ou a execução a outras pessoas,
por outorga ou por delegação, às autarquias, entidades paraestatais ou empresas privadas, podendo ser, por
delegação, da seguinte forma:
a) desconcentrado, quando o poder de decisão e os serviços são distribuídos por vários órgãos distribuídosportodo
o território da administração centralizada. Não ocorre no Brasil.
b) concessão, por meio da qual o Estado transfere a alguém o desempenho de um serviço público, proporcionando
ao concessionário a possibilidade de cobrança de tarifa aos usuários.
c) autorização, que compreende administrativo discricionário e precário pelo qual o Poder Público torna possível
ao particular a realização de certa atividade, serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos.
d) concentrada, quando apenas os órgãos centrais detêm o poder de decisão e da prestação dos serviços, sendo
uma das formas mais frequentemente adotadas no Brasil.
e) permissão de serviço público, ato unilateral, precário e discricionário, por meio do qual o Poder Público delegaa
alguém o exercício de um serviço público e este aceita prestá-lo em nome do Poder Público sob condições fixadas
e alteráveis unilateralmente pelo Estado, mas por sua conta e risco.

14. (2016/VUNESP/TJ-SP/Titular de Serviços de Notas e de Registros) Assinale a alternativa correta sobre o ato
administrativo.
a) Competência, forma, finalidade, motivo e imperatividade são requisitos de valid ade do ato administrativo.
b) Presunção de legitimidade, autoexecutoriedade, motivo e objeto são atributos do ato administrativo.
c) Competência, forma, finalidade, motivo e objeto são requisitos de validade do ato administrativo.
d) Competência, forma, finalidade, motivo e objeto são atributos do ato administrativo.

15. (2016/VUNESP/Câmara de Marília - SP/Procurador Jurídico) Assinale a alternativa que corretamente discorre
sobre aspectos do ato administrativo.
a) Nos atos vinculados, é permitido ao agente traçar as linhas que limitam o conteúdo do ato administrativo,
mediante a avaliação dos elementos que constituem seus critérios.

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b) Pela aplicação da teoria dos motivos determinantes, o Poder Judiciário não pode exercer o controle sobre a
existência dos motivos invocados como fundamento do ato.
c) A forma extintiva que se aplica quando o beneficiário de determinado ato descumpre condições que permitem
a manutenção do ato e de seus efeitos é a revogação.
d) Em decorrência do princípio da separação de Poderes, o Legislativo pode anular, por lei, atos do PoderExecutivo.
e) Quando se trata de atividade vinculada, o autor do ato deve limitar-se a fixar como objeto deste o mesmoobjeto
que a lei previamente já estabeleceu.

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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


1. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Controlador Interno) A Administração, de acordo com o princípio da juridicidade,
encontra-se submetida a todo o ordenamento jurídico e não apenas à lei em sentido formal. Isso decorre do
reconhecimento da supremacia material exercida pela Constituição Federal. Tal concepção tem importantes
reflexos no sistema de controle da Administração Pública. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
a) O Poder Judiciário pode, em regra, substituir a decisão discricionária adotada pelo Poder Executivo pela medida
que julgar mais adequada ao atendimento do interesse público.
b) O controle exercido pela Administração Pública sobre os atos desenvolvidos pelos entes que integram a
Administração Indireta é chamado de autotutela e o seu exercício independe de previsão legal.
c) Os casos de controle Parlamentar exercido sobre o Poder Executivo abrangem tanto as hipóteses constantes
expressamente na Constituição Federal como também podem abranger outras modalidades criadas pelalegislação
infraconstitucional.
d) O Poder Judiciário pode controlar a legalidade dos atos dos Poderes Legislativo e Executivo, no que se inclui a
possibilidade de revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade.
e) O ordenamento jurídico brasileiro não adotou o sistema do contencioso administrativo originário da França,mas
sim o sistema da jurisdição una de origem norte-americana e inglesa.

2. (2016/VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/Procurador Jurídico) Com relação aos atos discricionários, pode-se
afirmar corretamente que o controle judicial
a) é possível, mas terá que respeitar a discricionariedade administrativa.
b) é possível somente nas hipóteses em que se verifica um excesso de poder.
c) é possível, não existindo qualquer restrição ao Poder Judiciário.
d) não é possível, pois se alicerçam na oportunidade e conveniência da Administração.
e) é possível somente nas hipóteses em que se verifica um desvio de poder.

3. (2016/VUNESP/Câmara de Marília - SP/Procurador Jurídico) Assinale a alternativa que corretamente discorre


sobre a fiscalização exercida pelo controle externo.
a) No caso de contrato irregular, verificado em razão de fiscalização contábil , financeira, orçamentária, operacional
ou patrimonial, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Tribunal de Contas competente, que solicitará,
de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
b) Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno coma
finalidade de avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programasde governo
e dos orçamentos, que não poderá servir de apoio ao controle externo.
c) Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou
administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária.
d) Ao Tribunal de Contas da União compete a fiscalização da União e das suas entidades da Administração direta e
indireta, o que não alcança, desta forma, as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a
União participe, de forma direta ou indireta.
e) As normas estabelecidas pela Constituição Federal em relação ao Tribunal de Contas da União não se aplicam,
no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal,
bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios; tais matérias deverão constar das respectivas
Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas.

4. (2016/VUNESP/Prefeitura de Sertãozinho - SP/Procurador Municipal) Julgar as contas dos administradores e


demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da Administração direta e indireta, incluídas as
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público, e as contas daqueles que derem causa a perda,
extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público é competência constitucionalmente
atribuída ao
a) Poder Judiciário de âmbito Estadual, aos juízes vinculados ao Tribunal de Justiça do respectivo Estado.
b) Poder Judiciário de âmbito Federal, aos juízes vinculados ao Tribunal Regional Federal daquela Região.

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c) Tribunal de Contas que atue no âmbito daquele ente federativo.


d) sistema de controle interno de cada Poder.
e) controle externo a cargo do Poder Legislativo, que será exercido com o auxílio do Ministério Público.

5. (2016/VUNESP/Prefeitura de Rosana - SP/Procurador Municipal) O controle externo da Administração Pública


do Município de Rosana, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado
de São Paulo, ao qual compete:
a) julgar as contas do Prefeito Municipal, dos administradores e dos demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos da administração direta e indireta municipal.
b) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União, mediante convênio, acordo, ajuste ououtros
instrumentos congêneres, para a Municipalidade de Rosana.
c) constatada ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas no âmbito Municip al, aplicar as sanções previstas
em lei, entre elas, a multa proporcional ao dano causado ao erário e a inelegibilidade pelo prazo de quatro (4) a
oito (8) anos.
d) assinar prazo para que a Municipalidade adote as providências necessárias ao exato cumprim ento da lei, se
verificada ilegalidade, sustando, se não atendido, os atos ou contratos eivados de ilegalidade.
e) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração
direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal, excetuadas as
nomeações para cargo de provimento em comissão.

6. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Auditor de Controle Interno) A respeito dos meios pelos quais se
realizam os controles da Administração Pública, é correto afirmar que
a) os recursos administrativos são instrumentos formais de controle administrativo, por meio dos quais o
interessado postula, junto a órgãos da Administração, a revisão de determinado ato administrativo.
b) o controle judicial incide especificamente sobre a atividade administrativa do Estado, alcançando os atos
administrativos do Executivo e do Legislativo, mas não incidindo sobre o próprio Judiciário, apesar deste
desempenhar a atividade administrativa em larga escala.
c) embora o mandado de segurança seja um instrumento de controle da Administração Pública no enfrentamento
de atos estatais irregulares, é pacífico o entendimento de que o mandamus não é cabível contra atos omissivosou
omissões administrativas.
d) o Judiciário não pode substituir os critérios internos e exclusivos outorgados aos Poderes pela Constituição,razão
pela qual os atos interna corporis praticados pelos Poderes Legislativo e Judiciário não podem ser submetidos ao
controle judicial, ainda que contenham vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade.
e) como os indivíduos podem formular aos órgãos públicos qualquer tipo de postulação em decorrência do direito
de petição, ele serve de mecanismo de controle administrativo, ainda que este poder jurídico do indivíduopermita
dirigir-se aos órgãos públicos, sem, no entanto, garantir que deles possa ser obtida a devida resposta.

7. (2015/VUNESP/Prefeitura de São Paulo - SP/Auditor de Controle Interno) No tocante ao controle das atividades
da Administração Pública realizado pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), é correto afirmar
que se trata de
a) controle externo, realizado por órgão independente e autônomo que pertence à estrutura da esfera municipal,
competindo ao TCMSP a fiscalização e o controle da receita e da despesa do Município de São Paulo.
b) controle externo, realizado por órgão integrante do Poder Legislativo, competindo ao TCMSP a fiscalização e o
controle da receita e da despesa do Município de São Paulo.
c) controle externo, realizado por órgão integrante do Poder Judiciário, competindo ao TCMSP a fiscalização e o
controle da receita e da despesa do Município de São Paulo.
d) controle interno, realizado por órgão independente e autônomo, que pertence à estrutura da esfera municipal,
competindo ao TCMSP a fiscalização somente das despesas do Município de São Paulo.
e) controle interno, realizado por órgão integrante do Poder Judiciário, competindo ao TCMSP a fiscalização e o
controle da receita e da despesa do Município de São Paulo.

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8. (2015/VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba - SP/Advogado) O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo


(TCESP) julgou irregulares as contas prestadas pela Câmara Municipal. No voto, o relator destacou que o Legislativo
cometeu impropriedades quanto ao quadro de pessoal, uma vez que os cargos em comissão estão emdescompasso
com o exigido pelo artigo 37, inciso V, da Carta Federal, bem como elevado número de cargos comissionados. O
advogado da Câmara, ao ser consultado sobre as providências a serem adotadas, deverá
a) tranquilizar o Presidente da Câmara, pois seus atos não estão sujeitos a controle externo pelo TCESP, que é órgão
auxiliar do Poder Legislativo.
b) orientar o Presidente da Câmara a regularizar o quadro de pessoal, observando que o não atendimento desse
alerta poderá prejudicar as contas futuras e acarretar responsabilidade patrimonial.
c) manifestar-se pelo descabimento de providências, tendo em vista que o julgamento de irregularidade dascontas
não tem efeito prático, uma vez que o TCESP é órgão auxiliar do Legislativo.
d) orientar a autoridade consulente a considerar a decisão do TCESP mera recomendação, pois o controle dos atos
da Câmara é de exclusiva competência do Poder Judiciário.
e) recomendar o ajuizamento de medida judicial para obstar a aplicação de penalidade pelo TCESP, por faltar-lhe
competência para exercício do controle externo.

9. (2015/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Auditor - Tecnologia da Informação) O poder de


fiscalização e correção sobre a Administração Pública, exercido pelos órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e
Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo
ordenamento jurídico, é a definição de
a) poder de polícia.
b) princípio da moralidade administrativa.
c) poder discricionário.
d) teoria dos motivos determinantes.
e) controle da Administração Pública.

10. (2015/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Analista em Gestão Pública - Ciências Contábeis) No
que se refere ao controle administrativo, exceto o que tiver dispensa prevista e expressa em lei, todofornecimento
de materiais em geral, bem como a prestação de serviços e obras realizadas por terceiros, que se transformarão
em despesa para o Estado, deverá estar suportado por concorrência pública, seja em qualquer de suas
modalidades.

Apesar de haver responsáveis pela verificação da execução dos contratos e acompanhamento das obras e serviços,
notadamente pelos respectivos chefes e diretores das áreas contratantes, haverá um controle externo e
independente, que será exercido

a) pela Secretaria da Receita Estadual.


b) pelo Tribunal de Contas.
c) pelo Auditor Interno.
d) pela Secretaria da Fazenda.
e) pelo Tribunal Superior.

11. (2015/VUNESP/Prefeitura de Caieiras - SP/Procurador) Unidade da Prefeitura Municipal de Caieiras realiza


licitação e contrata empresa privada para a prestação de determi nado serviço. Auditoria do Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo verifica que o pagamento realizado à empresa contratada foi 40% (quarenta por cento) maior
do que o devido, considerando a despesa ilegal. Como consequência de tal constatação em controle externo,
poderá o Tribunal de Contas
a) determinar ao Prefeito Municipal que afaste, de imediato, os responsáveis de suas funções, enquantooTribunal
de Contas realiza o processo disciplinar
b) aplicar aos responsáveis as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário
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c) informar a Câmara Municipal, para que delibere a respeito, juntamente com as informações anuais prestadas
sobre a fiscalização orçamentária, contábil e financeira.
d) encaminhar as informações, em forma de denúncia, para que a Câmara Municipal apure a responsabilidade dos
servidores municipais que deram causa à irregularidade
e) rejeitar as contas do Prefeito Municipal, encaminhando as informações ao Ministério Público Estadual, para
propositura de ação de improbidade contra o Prefeito Municipal.

12. (2015/VUNESP/PC-CE/Delegado de Polícia) A Administração Pública deve atuar com legitimidade, segundo as
normas pertinentes a cada ato e de acordo com a finalidade e o interesse coletivo na sua realização.
Nesse sentido, é correto afirmar que
a) o controle de mérito é todo aquele que antecede a conclusão do ato.
b) a inexistência de lei específica impede o controle externo popular.
c) se o ato pendente de decisão administrativa é inoperante, pode causar lesão ou ameaça de lesão a alguém, que
passa a ter legitimação para se socorrer do Judiciário.
d) são características da fiscalização hierárquica a mutabilidade e a provocação.
e) o controle administrativo deriva do poder-dever de autotutela que a Administração tem sobre seusprópriosatos
e agentes.

13. (2015/VUNESP/PC-CE/Escrivão de Polícia Civil) Com relação ao controle administrativo, é correto afirmar que
a) por controle judicial entende-se o controle interno que o Poder Judiciário realiza com seus próprios atos, não
podendo incidir sobre as atividades administrativas do Estado.
b) o controle, em razão da legalidade dos atos administrativos, é exercido tanto pela Administração como pelo
Poder Judiciário.
c) o Tribunal de Contas é o órgão do Poder Judiciário encarregado do controle financeiro da Administração Pública
d) não poderá o Poder Legislativo fiscalizar as atividades da Administração Pública.
e) somente o Ministério Público poderá fiscalizar os atos dos administradores públicos.

14. (2015/VUNESP/PC-CE/Inspetor de Polícia) Com relação ao controle externo e interno da Administração


Pública, pode-se afirmar como correto que
a) o controle judiciário dos atos administrativos é exercido pelo Poder Judiciário e pelo Tribunal de Contas
b) compete ao Tribunal de Contas apreciar a legalidade dos atos de nomeação para cargo de provimento em
comissão da Administração Indireta.
c) o controle exercido pelo Tribunal de Contas alcança a legalidade dos atos de concessão de aposentadoria de
pessoal do Poder Legislativo.
d) não compete ao Tribunal de Contas apreciar a legalidade dos atos de admissão de pessoal das Fundações
Públicas.
e) o controle de mérito e de legalidade exercido pela Administração Pública sobre sua própria atividade independe
de provocação da parte interessada.

15. (2014/VUNESP/Prefeitura de São José do Rio Preto - SP/Auditor Fiscal) Agente público municipal verifica uma
irregularidade em um processo licitatório promovido por órgão da Administração Pública Municipal, que causa a
nulidade do certame. Em razão disso, deve ele
a) revogar o certame, pois deve prevalecer o interesse público de que seja realizado um certame licitatório sem
quaisquer vícios de legalidade
b) representar à autoridade que lhe é hierarquicamente superior, para que esta solicite a anulação do ato aoPoder
Judiciário, já que somente este pode invalidar tais atos
c) comunicar o fato aos licitantes, que são os únicos legitimados a provocar a Administração, que poderá, então,
declarar a nulidade
d) instar a autoridade competente a promover a anulação do certame, já que a Administração possui a prerrogativa
de autotutela, que lhe permite rever os atos ex officio

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e) instar a autoridade competente a promover a revogação do certame, pois a prerrogativa da autotutela permite
a revogação, e não a anulação, dos atos administrativos.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E A C C E A A B E B
11 12 13 14 15
B E B E D

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LEI Nº8.429/1992

1. (2017/VUNESP/Prefeitura de Marília - SP/Procurador Jurídico) Suponha-se que um determinado agente público


vinculado ao Município de Marília atue para frustrar a licitude de processos licitatórios e com isso acumule recursos
suficientes para comprar uma casa e um veículo, caracterizando enriquecimento ilícito e, consequentemente, ato
de improbidade administrativa. Instaurada a ação cabível, o agente público vem a falecer e seus filhos reclamam
ter direito aos bens deixados pelo pai, inclusive os resultantes do ilícito administrativo. Alegam os herdeiros do
agente público que não praticaram ato de improbidade e que não estão sujeitos à perda dos bens. Diante do
previsto na Lei Federal n°8.429/92, os filhos do agente público
a) não têm razão, pois no microssistema da Lei de Improbidade Administrativa, o perdimento dos bens é
determinado liminarmente e, somente caso a ação seja julgada improcedente, caberá ressarcimento, emdinheiro,
aos herdeiros.
b) têm razão, pois apesar de eventualmente serem provados atos de improbidade administrativa, os filhos não
respondem pelos atos de improbidade praticados pelo pai, cuja responsabilidade é personalíssima.
c) não têm razão, pois no caso de enriquecimento ilícito, não só o agente público perderá os bens o u valores
acrescidos ao seu patrimônio, como também o terceiro beneficiário.
d) têm razão, pois as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa são de perda da função pública e de
suspensão dos direitos políticos, mas não alcançam a esfera patrimonial do agente público.
e) não têm razão, pois segundo o previsto na Lei de Improbidade Administrativa, os herdeiros do agente público
devem perder os bens ilicitamente adquiridos pelo pai, bem como ressarcir o erário integralmente, pagar a multa
eventualmente cominada e absterem-se de contratar com o Poder Público.

2. (2017/VUNESP/IPRESB - SP/Analista de Processos) Considerando o disposto na Lei de Improbidade


Administrativa, Lei n° 8.429/92, a conduta de “revelar fato ou circunstância de que tem ciênci a em razão das
atribuições e que deva permanecer em segredo”
a) não se constitui em ato de improbidade administrativa.
b) será punida apenas na hipótese de a conduta ter resultado em prejuízo aos cofres públicos.
c) terá a punição agravada em dois terços da pena se o autor da conduta se enriqueceu indevidamente.
d) acarretará multa ao autor, a demissão do servidor público e a pena de prisão por até um ano.
e) é um tipo de ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração .

3. (2017/VUNESP/DPE-RO/Defensor Público) Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos


direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
na gradação previstas na Lei nº 8.429/1992, a qual
a) não admite a transação, bem como destina o produto da condenação, conforme o caso, à pessoa jurídica
prejudicada pelo ilícito.
b) prevê que as ações destinadas a levar a efeito as sanções nela previstas não estão sujeitas à prescriçã o.
c) atribui legitimidade ao Ministério Público, à pessoa jurídica interessada e à Defensoria Pública para apropositura
de ação com vistas à imposição das sanções.
d) impõe à pessoa jurídica a assunção do polo ativo da relação processual, ao lado do Mini stério Público, quando a
ação for proposta por este.
e) prevê a aplicação da pena de ressarcimento, independentemente da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio
público, que é presumido.

4. (2017/VUNESP/Câmara de Sumaré - SP/Procurador Jurídico) Suponha-se que a Câmara Municipal instaure


procedimento administrativo disciplinar em face de servidor público com base em denúncia na qual se afirmaque
o agente está praticando atos com a finalidade de enriquecer ilicitamente em função do exercício de suasatividades
no Poder Legislativo. A Comissão responsável pelo julgamento do processo entende que houve a prática de atode
improbidade administrativa, recomendando a demissão a bem do serviço público.

A respeito da situação hipotética e com base na Lei n° 8.429/92, assinale a alternativa correta.
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a) Comprovado o enriquecimento ilícito do servidor, é desnecessária a comprovação de dolo ou culpa para que os
seus atos se enquadrem como improbidade administrativa.
b) A Administração, diante da suspeita de improbidade, deverá oficiar ao Ministério Público para que ingresse com
a ação, uma vez que o Município não dispõe de titularidade para ajuizar ação de improbidade.
c) A denúncia apresentada à Administração por suspeita de improbidade administrativa será escrit a ou reduzida a
termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação
das provas de que tenha conhecimento.
d) Somente com o encerramento do processo administrativo poderá a Comissão processante representar ao
Ministério Público ou à procuradoria oficiante para que requeira o sequestro de bens.
e) O Município, caso autorizado pelo Ministério Público, poderá transacionar para reaver os prejuízos
eventualmente suportados, ficando a pena do agente causador dos danos, nesse caso, reduzida.

5. (2017/VUNESP/TJ-SP/Serviço Social) A Lei de Improbidade Administrativa prevê que


a) não configura ato de improbidade a aquisição, para si, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função
pública, de bens cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, pois não
importa enriquecimento ilícito.
b) a utilização de trabalho de servidores públicos na execução de obra ou serviço particular, de interesse privado
da autoridade a que estão subordinados, não configura ato de improbidade pela ausência de lesividade.
c) frustrar a licitude de concurso público configura ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
d) suas disposições são aplicáveis, no que couber, àquel e que, mesmo não sendo agente público,induzaouconcorra
para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
e) estão sujeitos às suas penas somente os agentes públicos investidos em cargos efetivos que causem lesão ao
erário de forma dolosa e com o propósito de enriquecer ilicitamente.

6. (2017/VUNESP/TJ-SP/Psicólogo) A Lei de Improbidade Administrativa prevê que


a) não configura ato de improbidade a aquisição, para si, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função
pública, de bens cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, pois não
importa enriquecimento ilícito.
b) estão sujeitos às suas penas somente os agentes públicos investidos em cargos efetivos que causem lesão ao
erário de forma dolosa e com o propósito de enriquecer ilicitamente.
c) a utilização de trabalho de servidores públicos na execução de obra ou serviço particular, de interesse privado
da autoridade a que estão subordinados, não configura ato de improbidade pela ausência de lesividade.
d) suas disposições são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público,induzaouconcorra
para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
e) frustrar a licitude de concurso público configura ato de improbidade administrativa que causa prejuízo aoerário.

7. (2016/VUNESP/Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) Considere a seguinte situação hipotética.
Município de Mogi das Cruzes recebe de programa federal de assistência social 2000 quilos de feijão que devem
ser distribuídos em ações voltadas para a melhoria das condições de vida da população em situação de extrema
pobreza. A esposa do Prefeito Municipal é voluntária da rede assistencial local e ordena que a distribuição do
alimento seja realizada somente em atos que possam contar a presença do alcaide. Em razão de tal limitação,houve
demora na distribuição e 400 quilos de feijão apodreceram em armazenamento, não chegando à população que
deveria ser atendida. A conduta da esposa do Prefeito Municipal, em relação ao disposto na Lei Federal nº8.429/92,
a) configura ato de improbidade administrativa, pois também é considerado agente público, para fins da referida
lei, aquele que exerce atividade sem remuneração, por qualquer forma de vínculo.
b) não configura ato de improbidade administrativa, pois ela realizava serviço voluntário, sendo a onerosidade
imprescindível para que seja caracterizado vínculo com a Administração e ensejar responsabilização.
c) não configura ato de improbidade administrativa, pois ela não pode ser considerada agente público e a lei
referida somente pune atos praticados por agentes públicos.

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d) configura ato de improbidade administrativa, não em razão da prestação de serviços voluntária, mas em virtude
de sua posição de esposa do Prefeito Municipal, que a equipara a agente público, independentemente de qualquer
outra conduta.
e) não configura ato de improbidade administrativa, já que diante do princípio constitucional da impessoalidade,a
conduta do Prefeito Municipal era lícita, sendo o apodrecimento do feijão consequência imprevista.

8. (2016/VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/Procurador Jurídico) Nos termos da Lei nº 8.429/92, assinale a


alternativa que contempla uma das hipóteses previstas na legislação sobre ato de improbidade administrativaque
importe enriquecimento ilícito.
a) Permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado.
b) Realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia
insuficiente ou inidônea.
c) Conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares
aplicáveis à espécie.
d) Frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades
sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente.
e) Aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica
que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do
agente público, durante a atividade.

9. (2016/VUNESP/TJM-SP/Juiz de Direito) A Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, prescreve como ato d e


improbidade administrativa, que atenta contra os princípios da Administração Pública, qualquer ação ou omissão
que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, lealdade às instituições e, notadamente:
a) produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União sem autorização legal.
b) adquirir, distribuir e revender derivados de petróleo, em desacordo com as normas estabelecidas na forma da
lei.
c) deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação.
d) omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias.
e) divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira.

10. (2016/VUNESP/TJ-SP/Titular de Serviços de Notas e de Registros) Nos termos da Lei no 8.429/92, pode ser
responsabilizado por ato de improbidade administrativa
a) não apenas o agente público, mas também o particular ou o terceiro beneficiado pelo ato.
b) o representante da pessoa jurídica que receba subvenção, benefício ou incentivo d e órgão público, se o
instrumento formalizado entre as partes contiver previsão expressa de responsabilidade.
c) apenas o agente público enriquecido ilicitamente no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública.
d) o agente público, objetivamente, e seus prepostos de qualquer nível ou hierarquia, culposamente.

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C E A C D D A E C A

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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO


1. (2017/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Procurador) Joana da Silva submeteu-se a uma cirurgia
em um hospital público municipal para a retirada de um tumor maligno situado em um rim e que resultou na perda
desse órgão, acarretando sobrecarga no rim remanescente e piora na sua qualidade de vida. Em razão disso, a
cidadã decide ingressar com ação judicial, visando recebimento de indenização em razão da perda do rim. A partir
desses fatos hipotéticos, assinale a alternativa correta.
a) Como Joana da Silva foi tratada em hospital municipal, tanto o médico quanto o hospital respondem
objetivamente pelo dano sofrido, bastando à autora comprovar o dano.
b) Joana da Silva deve ingressar com ação somente contra o médico que realizou a cirurgia, que responde
objetivamente pelo dano sofrido.
c) Na seara médica vigora o princípio da irresponsabilidade estatal, não cabendo a propositura de ação contra o
Município.
d) Para a responsabilização do médico, Joana da Silva deve comprovar a existência de culpa, pois na seara médica
vigora o princípio da responsabilidade subjetiva, eis que a ação médica é considerada obrigação de meio e não de
resultado.
e) Como a retirada do rim se caracterizou em ato comissivo, o médico e o hospital respondem objetivamente pelos
danos sofridos por Joana da Silva.

2. (2017/VUNESP/DPE-RO/Defensor Público) Um cidadão, juridicamente necessitado, procura a Defensoria


Pública solicitando que fosse deduzida pretensão em face do Estado de Rondônia, pleiteando indenização pela
morte do filho, ocasionada por policial militar durante uma reintegração de posse. Ao atendê -lo, seria correto
responder-lhe que
a) a ação pode ser ajuizada e a chance de êxito é plena, pois nosso ordenamento jurídico adotou a teoria do risco
integral, devendo o Estado de Rondônia ser responsabilizado, bastando a comprovação do dano e sua extensão.
b) o sucesso da demanda dependerá da demonstração do dano, da existência de nexo deste com a ação policial e
da inexistência da prática de ato, pela vítima, que legitimasse referida ação.
c) como defensor público, não pode ajuizar ação contra pessoa jurídica de direito públ ico.
d) precisaria da identificação do policial militar, pois a ação deve ser ajuizada em face dele e da Fazenda Públicado
Estado de Rondônia, sob pena de extinção.
e) a ação deve ser ajuizada em face do policial militar, independentemente da demonstração de culpa, desde que
seja possível identificá-lo e provar que foi o autor dos danos.

3. (2016/VUNESP/Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP/Procurador Jurídico) Sendo a existência do nexo de


causalidade o fundamento da responsabilidade civil do Estado, esta deixará de existir ou incidirá de formaatenuada
quando o serviço público não for a causa do dano ou quando estiver aliado a outras circunstâncias, ou seja, quando
não for a causa única. Assim, admite-se na doutrina e na jurisprudência, como causa que atenua a responsabilidade
do Estado,
a) a força maior.
b) a culpa exclusiva da vítima.
c) o caso fortuito.
d) a culpa concorrente da vítima.
e) a culpa de terceiro.
4. (2016/VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/Procurador Jurídico) O art. 37, § 6o da Constituição Federal
determina que “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direitode regresso
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.” Diante dessa previsão, é correto afirmar que, com relação à
responsabilidade civil, o Brasil adotou a Teoria
a) do risco integral, diante da responsabilidade objetiva do Estado.
b) do risco administrativo, diante da responsabilidade objetiva do Estado.
c) da culpa consciente, diante da responsabilidade subjetiva do Estado.
d) da responsabilidade com culpa, diante da responsabilidade objetiva do Estado.

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e) da irresponsabilidade do Estado, diante da responsabilidade subjetiva do Estado.

5. (2016/VUNESP/TJM-SP/Juiz de Direito) A respeito da responsabilidade civil da Administração, é possível afirmar


que
a) os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência da divulgaçãonão
autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais, cabendo a apuração de
responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa.
b) em caso de morte de torcedor em briga de torcidas, dentro do estádio de futebol, haverá o de ver de indenizar,
ainda que demonstrada a culpa exclusiva da vítima.
c) por ser objetiva a responsabilidade do Estado, deve este responder pelos danos causados por policial militarque,
em dia de folga, atropela pedestre com seu veículo, pois o agente públ ico não se despe dessa qualidade emfunção
do regime de trabalho policial.
d) o Estado tem o dever de indenizar a família de trabalhador assassinado na rua por um assaltante, em virtude de
falha na prestação do serviço de segurança pública, que é individualmente assegurado aos cidadãos.
e) em caso de cumprimento de mandado de reintegração de posse, quando foram utilizados os meios necessários
à execução da ordem, haverá responsabilidade em relação ao danos causados pelos esbulhadores à propriedade
privada, pois é objetiva a responsabilidade da Administração.

6. (2016/VUNESP/Câmara de Marília - SP/Procurador Jurídico) Considere a seguinte situação hipotética. Professor


da rede municipal de ensino de Marília é assaltado dentro da escola em que trabalha, sendo levadas sua bicicleta
e sua mochila e, em razão disso, pleiteia da Municipalidade indenização por danos materiais e morais sofridos. A
Municipalidade alega que disponibilizou vigilante para a guarda do estabelecimento educacional no qual ocorreuo
assalto, tendo sido este rendido pelos criminosos, o que descaracterizaria a falta de segurança local e, portanto,
eventual responsabilização. Nesse caso, considerando os contornos da responsabilidade civil do Estado no
ordenamento pátrio, é correto afirmar que
a) resta devidamente caracterizada a responsabilidade civil do Estado, já que presentes os elementos
constitucionalmente previstos, pois as pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiro.
b) não resta configurada a responsabilidade civil do Município, pois segundo a jurisprudência consolidada do
Superior Tribunal de Justiça, a responsabilidade decorrente de conduta omissiva é subjetiva e no caso não restou
comprovada a culpa por existir a vigilância na unidade escolar.
c) há dever de indenizar por parte da Municipalidade, já que a responsabilidade civil do Estado é objetiva,
prescindindo da comprovação de dolo ou culpa por parte dos órgãos públicos que deveriam zelar pela segurança
dos frequentadores da escola.
d) não há dever de indenizar por parte da Municipalidade, pois a responsabilidade civil do Estado, conforme
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, não se estende a fatos independentes de terceiros, porque é, em
regra, uma responsabilidade subjetiva, por expressa previsão constitucional.
e) resta caracterizada a responsabilidade civil do Estado, com dever de indenizar por parte da Municipalidade, em
razão da qualidade de agente público do professor, que gera a obrigação de zelo por conta deste estar no exercício
de atividade pública.

7. (2016/VUNESP/IPSMI/Procurador) A respeito da responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar que


a) a responsabilidade civil das concessionárias por danos causados a terceiros na execução de serviços públicos é
subjetiva, ante a inexistência de relação contratual entre as partes.
b) a prescrição da pretensão de responsabilidade civil por danos extracontratuais em face do Estado prescreve no
prazo de 3 (três) anos, conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça.
c) são pressupostos para a responsabilização extracontratual do Estado a existência de conduta culposa ou dolosa
de agente público, dano e nexo causal.
d) a responsabilidade civil objetiva para o Estado, previ sta na Constituição Federal, aplica-se indistintamente às
suas relações contratuais e extracontratuais.

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e) são causas excludentes do nexo de causalidade o fato exclusivo da vítima, o fato de terceiro e o caso fortuito e
força maior.

8. (2016/VUNESP/Prefeitura de Sertãozinho - SP/Procurador Municipal) Indivíduo adquire veículo caminhão de


particular e efetua normalmente o devido registro junto ao Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo –
DETRAN-SP. Quinze dias após a aquisição, ao trafegar em rodovia, ao ser parado para fiscalização, verifica-se que o
veículo caminhão havia sido furtado um mês antes da aquisição e, por consequência, o bem é apreendido. O
indivíduo ajuíza ação de indenização contra o Estado de São Paulo.

Considerando a forma como a responsabilidade civil do Estado é prevista no ordenamento pátrio, é corretoafirmar
que a ação do indivíduo deve ser julgada

a) improcedente, pois embora tenha havido falha no registro estatal que não continha a informação sobre o furto,
não há nexo de causalidade entre o ato perpetrado pelo órgão estadual e os danos experimentados pelo autor.
b) procedente, pois a responsabilidade civil do Estado é objetiva, sendo assim, o Estado é civilmente responsável
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, venham a causar a terceiros.
c) parcialmente procedente, pois a culpa é concorrente, do Estado, que não manteve os devidos registros, e do
indivíduo que adquiriu o veículo sem tomar as devidas cautelas quanto à verificação da origem do veículo.
d) improcedente, pois a responsabilidade civil do Estado na Constituição Federal de 1988 é subjetiva, tendo como
pressupostos que a conduta praticada seja contrária ao direito e haja inobservância de dever legal.
e) procedente, pois resta demonstrada a culpa, na modalidade omissiva, do Estado, ao deixar de manter os
cadastros devidamente atualizados, com a informação de que o veículo havia sido furtado.

9. (2016/VUNESP/Prefeitura de Registro - SP/Advogado) Considere que uma Lei fosse declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal, após ser aprovada pela Câmara Municipal de Registro, sancionada e promulgada
pelo Prefeito. É correto afirmar que:
a) mesmo que a referida lei venha a gerar danos a particulares, não há que se falar em responsabilidade civil do
Estado, pois tanto na doutrina como na jurisprudência é pacífico o entendimento da presunção de
constitucionalidade.
b) se a lei efetiva e comprovadamente produziu danos ao particular, há responsabilidade civil do Estado, porém,o
fato gerador da responsabilidade estatal alcança apenas a inconstitucionalidade material.
c) há responsabilidade civil do Estado, independentemente da comprovação do dano pelo particular.
d) se a lei efetiva e comprovadamente produziu danos ao particular, há responsabilidade civil do Estad o,
destacando-se que o fato gerador da responsabilidade estatal alcança tanto a inconstitucionalidade material como
a formal.
e) se a lei efetiva e comprovadamente produziu danos ao particular, há responsabilidade civil do Estado, porém,o
fato gerador da responsabilidade estatal alcança apenas a inconstitucionalidade formal.

10. (2016/VUNESP/TJ-RJ/Juiz de Direito) Considere a seguinte situação hipotética. Integrantes de movimento


popular invadiram imóvel rural pertencente à empresa X, localizada no Município São Fidélis, Estado do Rio de
Janeiro. Os integrantes do movimento permaneceram no local, embora a empresa X tenha tomado todas as
providências judiciais cabíveis a fim de obter a reintegração de posse, até mesmo com pedido de intervenção
federal deferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em virtude do descumprimento, por parte da
Polícia Militar Estadual, de requisição de força policial, judicialmente determinada. Decide a Empresa X ajuizaração
de indenização em face do Estado do Rio de Janeiro.

A respeito deste caso, é correto afirmar que


a) é possível julgar a ação procedente, com a condenação do Estado do Rio de Janeiro, pela atual adoção da teoria
do risco social, segundo a qual o foco da responsabilidade civil é a vítima, e não o autor do dano, de modo que a
reparação estaria a cargo de toda a coletividade, dando ensejo ao que se denomina de socialização dos riscos.

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b) a ação indenizatória poderá ser julgada procedente para imputar ao Estado a responsabilidade pelos danos
causados pela ação coletiva de terceiros, desde que comprovada a omissão culposa do Poder Público,comoocorreu
no caso em tela.
c) não poderá ser julgada procedente a ação proposta pela Empresa X, tendo em vista que desde a Constituição de
1946, o Brasil adota a teoria do risco administrativo, cabendo indenização por danos aos quais os agentes públicos
tiverem dado causa por ação dolosa.
d) cabe o julgamento pela procedência da demanda da Empresa X, em razão da adoção da teoria do risco integral
no ordenamento jurídico brasileiro, sendo dispensável o estabelecimento de liame entre a conduta do Poder
Público e o resultado danoso causado.
e) é necessário que seja decretada a improcedência da demanda, pois o Estado-Membro, no caso, o Rio de Janeiro,
não pode ser responsabilizado pela ausência de força policial para reintegração, já que o ato antecedente, de
realizar a reforma agrária, era de competência da União.

11. (2016/VUNESP/Câmara Municipal de Poá - SP/Procurador Jurídico) Supondo que a cidade de Poá fosse
assolada por uma tempestade de grandes proporções que provocasse prejuízos materiais a toda população,sendo
que, ao final das apurações, ficasse comprovada a ocorrência de fatos imprevisíveis. Diante dessa situação,é coreto
afirmar que
a) estará afastada a responsabilidade civil da municipalidade, pois um de seus pressupostos, o nexo de causalidade,
não existiu.
b) a municipalidade deverá ser responsabilizada civilmente, pois na hipótese de fatos imprevisíveis não há
necessidade de comprovação do nexo de causalidade.
c) mesmo não existindo o nexo de causalidade, deverá a municipalidade ser responsabilizada, diante da aplicação
da teoria do risco integral.
d) estará afastada a responsabilidade civil da municipalidade, pois um de seus pressupostos, o fat o administrativo,
não existiu.
e) mesmo não existindo o nexo de causalidade, deverá a municipalidade ser responsabilizada, diante da aplicação
da teoria da culpa administrativa.

12. (2015/VUNESP/CRO-SP/Advogado) Assinale a alternativa que corretamente disserta sobre a responsabilidade


civil do Estado no direito administrativo brasileiro, sob a égide da Constituição Federal de 1988.
a) Quando houver culpa da vítima, há que se distinguir se é sua culpa exclusiva ou concorrente com a do poder
público; no último caso, o Estado não responde.
b) Basta que aquele que causar o dano tenha a qualidade de agente público para acarretar responsabilidade estatal
se, ao causar o dano, mesmo fora do exercício de suas funções.
c) No caso de danos causados por multidão, o Estado responderá se ficar caracterizada a sua omissão, a sua inércia,
a falha na prestação do serviço público.
d) Em relação às sociedades de economia mista e empresas públicas, deve ser aplicada a regra constitucional da
responsabilidade objetiva.
e) Às pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos não se aplicará a regra constitucional,
mas a responsabilidade disciplinada pelo direito privado.

13. (2015/VUNESP/Prefeitura de São José dos Campos - SP/Auditor Tributário) Assinale a alternativa que
corretamente disserta sobre aspectos da responsabilidade civil do Estado.
a) Quando se trata de ato de terceiros, como é o caso de danos causados por multidão, o Estado responderá
objetivamente, independentemente da comprovação da omissão estatal.
b) Os cidadãos podem responsabilizar o Estado por atos de parlamentares, ainda que eles tenham sidoeleitospelos
próprios cidadãos.
c) A responsabilidade por leis inconstitucionais independe da prévia declaração do vício formal ou ma terial pelo
Supremo Tribunal Federal.
d) Sendo a existência do nexo de causalidade o fundamento da responsabilidade civil do Estado, esta deixará de
existir quando houver culpa exclusiva da vítima.

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e) Em relação às leis de efeitos concretos, não incide a responsabilidade do Estado, porque elas fogem às
características da generalidade e abstração dos atos normativos.

14. (2015/VUNESP/PC-CE/Escrivão de Polícia Civil) Considere que a viatura “X” da Polícia Civil do Estado do Ceará,
durante o serviço policial, conduzida pelo Policial Civil “Y”, ao ultrapassar um semáforo vermelho, estando com a
sirene ligada, colidiu contra o veículo particular do cidadão “K”.

Com relação à responsabilidade civil, é correto afirmar que o cidadão “K”, ao ajuizar a ação em re lação ao Estado,
para ser indenizado pelos danos que a viatura provocou em seu veículo, deverá provar que
a) houve o dano resultante da atuação administrativa do Policial Civil “Y”, independentemente de culpa, em razão
da responsabilidade objetiva do Estado.
b) o Policial Civil “Y” ultrapassou o semáforo vermelho, em razão da responsabilidade subjetiva do Estado.
c) houve culpa do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade subjetiva do Estado.
d) houve dolo do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade objetiva do Estado.
e) houve culpa do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade objetiva do Estado.

15. (2014/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito) Com respeito ao tema da responsabilidade civil do Estado, o particular
que, de algum modo, sentir-se prejudicado por ato de servidor da Administração Pública, para buscar o
ressarcimento do dano sofrido, deverá
a) ajuizar ação de indenização apenas contra o servidor público que lhe causou o indigitado dano, podendo este,
se o entender cabível, denunciar a Fazenda Pública à lide, para fazer valer o seu direito de regresso.
b) efetuar pedido administrativo nesse sentido, junto ao órgão competente da Administração Pública, poisapenas
com a peremptória negativa desta é que se verificará a existência do interesse de agir.
c) ajuizar ação de indenização contra a Fazenda Pública e contra o servidor público que causou -lhe diretamente o
dano, em litisconsórcio passivo necessário.
d) ajuizar ação de indenização apenas contra a Fazenda Pública, podendo esta, se o entender cabível, denunciar o
servidor à lide, para fazer valer o seu direito de regresso.

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