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COLÉGIO SÃO PEDRO E SÃO PAULO AILEU

(COSPEPAL)

Aluno: Januário Da Costa Soares


Classe: 1º Ano
Turma: Ciência e Tecnologia
Título do texto: A Educação Para A Paz

A EDUCAÇÃO PARA A PAZ


1. Introdução:
A palavra Paz com origem no termo latim pax é geralmente definida como um
estado de calma ou tranquilidade, ou seja, ausência de violência ou guerra. A Paz também
não significa apenas a ausência de guerras, de disputas políticas, sociais ou econômicas.
Paz é um estado de tranquilidade e progresso social, caracterizado pelo relacionamento
saudável entre as pessoas, portanto, pode ser definida num sentido positivo e num sentido
negativo. No seu sentido positivo, a paz é um estado de tranquilidade; já, em sentido
negativo, a paz é a ausência de guerra ou violência.
A nível político e para o direito internacional, a paz é a situação e relação mútua
vivida por aqueles que não estejam em clima de guerra. Trata-se, nestes casos, de uma
paz social, onde são mantidas boas relações entre comunidades de indivíduos.
Hoje em dia precisamos de mais paz na vida, pois o mundo está muito difícil com
tantos conflitos e guerras. É triste saber que num mundo em que estamos, está cada vez
mais longe da paz e mais próximas à guerra. A paz torna-se impossível em meio a atitudes
que só geram mais guerra ou conflitos.

2. Desenvolvimento:

Paz, para ser vivida, tem de ser construída, dia a dia, nos pequenos atos, de onde
germinam as grandes transformações. Paz é para ser realizada, não só idealizada. Nós
temos consciência de que a paz é, sobretudo, ação. E que só se torna realidade quando
caminha junto com o desenvolvimento humano. É algo muito mais pessoal e subjetivo
que podemos imaginar, e sem sua manifestação individual, a paz coletiva se torna cada
vez mais difícil. No sentido pessoal, associado com a paz interior, Lord Tennyson diz que
"Não existe felicidade além a calma". Papa Juan Paul II nos diz respeito "a conquista da
paz em todos os níveis está ligada à conversão do coração e uma real mudança de vida."; o
Papa nomeou quatro requisitos para fazer as pazes, retirado o Juan XXIII, 1963 Encíclica:
"verdade, justiça, amor e liberdade".
De fato, nos dias em que vivemos não é fácil obter o silêncio, recolhimento e
quietude para experimentar a paz. Mas ela pode sim ser alcançada com determinação e
vontade. Se estivermos plenamente conscientes de que a paz não é uma dadiva, mas uma
conquista, poderemos então acessar um novo estado de consciência, uma atenção
permanente sobre nossos humores e sentimentos, que pode nos levar a vivenciar cada vez
mais esta energia.
Quanto mais que precocemente iniciarmos essa tarefa maiores serão as chances
de que as novas gerações desenvolvam o cultivo da paz. Mas de nada adiantam belos
discursos sem uma demonstração prática, em todas as situações do nosso cotidiano, de
que somos defensores da paz. Precisamos decidir, a cada momento, se reagiremos a uma
provocação com a violência ou nos manteremos centrados e em sintonia com nosso
verdadeiro eu, aquele que não se importa em ter sempre razão ou com a opinião que outros
possam ter a seu respeito. Ao contemplarmos o passado e o presente da humanidade,
percebemos muitas marcas de violência. Mas temos boas notícias: avançamos muito na
implantação da democracia, na prática da solidariedade e do voluntariado, nos direitos
humanos, no cuidado com o meio ambiente, na valorização da diversidade, entre tantas
outras ações a favor da paz. Vivemos em uma sociedade tecnocrática, que desencadeou
profundos problemas sociais e ecológicos. Observando o papel da educação e da mídia,
percebemos que cultivam valores tais como a competitividade.
Ao investir esforços na educação para a paz, acreditamos que podemos criar um
futuro cada vez mais harmonioso.
A educação é um processo cultural no qual estamos totalmente imersos. Em
contato com os aprendizes, quer estejamos ou não dentro do espaço de uma escola, a
educação permeia tudo que nos cerca, os gestos, olhares e palavras. As posturas e
movimentos. Há um discurso silencioso em nossa presença, que movimenta ideais,
transmite valores e percepções.
A educação para a paz é um “processo pelo qual se promovem conhecimentos,
habilidades, atitudes e valores necessários para induzir mudanças de comportamento que
possibilitam às crianças, aos jovens e aos adultos a prevenir a violência (tanto em sua
manifestação direta, como em sua forma estrutural); resolver conflitos de forma pacífica
e criar condições que conduzam à paz (na sua dimensão intrapessoal; interpessoal;
ambiental; intergrupal; nacional e/ou internacional)”. A educação para a paz é um
processo que dura toda nossa vida, permeia todas as idades, seu campo de atuação é por
essência complexo e multifacetado. Além de acontecer nas escolas, tem que estar presente
em nosso cotidiano: nos meios de comunicação, nas relações pessoais, na organização
das instituições, no meio da família.
Educar é empreender uma aventura criativa. Ao navegar no mar precisamos ter
uma direção definida e precisa. Mas, ao navegar nas correntes e tempestades da vida,
dificilmente sabemos, com precisão, o caminho que devemos tomar. E para educar, assim
como para viver, é necessário aventurar-se. Educar para a paz é uma aventura que vai
além da simples transferência de conhecimentos. Significa empreender uma linda jornada
pelo mundo exterior e interior. Uma viagem repleta de desafios e muitas belas paisagens.
Educar para a paz requer o “querer bem” dos aprendizes. Não há educação sem
transformação. Não há mudança sem encontro, acolhimento e espaço de partilha.
Envolve, enfim, uma mudança profunda em nossos sistemas de pensamento e de ensino,
pois não se preocupa apenas com a transmissão de saberes, mas com a formação de uma
nova maneira de ser. O primeiro passo está em permitir e incentivar a expansão do
movimento corporal dos aprendizes, geralmente aprisionados na rigidez dos bancos
escolares. Se a educação for uma atividade prazerosa, propicia confiança e curiosidade,
aceita novos desafios, constrói a paz.
Para gerar atitudes inovadoras devemos ter a coragem de romper padrões e criar
novas formas de Ser, Conviver, Conhecer e Fazer. Ensinar a criatividade e fazê-lo
criativamente são caminhos fundamentais da educação para a paz.
A vida parece vazia quando nossos corações estão fechados. Educar para a paz
pede o exercício da compaixão. Nosso meio ambiente tem sido muito agredido, da mesma
maneira estão adoecidas a interioridade humana e as relações entre as pessoas. A
educação para a paz preocupa-se em minimizar essas dores. Não dispensa o rigor do
pensamento acadêmico, mas sem dúvida, o transcende.
A educação para a paz é fundamental para resolver conflitos de forma madura e
saudável, visto que eles fazem parte do cotidiano de todas as pessoas, em todos os tempos
e lugares. É uma oportunidade de desenvolvermos conceitos positivos nas partes
envolvidas, através da compreensão do ponto de vista do outro. É também uma
oportunidade de darmos suporte emocional aos envolvidos, demonstrando o valor da
confiança nas pessoas e nos processos que levam à paz.
Em nossas escolas, grande parte das vezes, os estudantes acumulam saberes de
seus professores e realizam uma troca de informações. Quando a disciplina ou o curso
termina os participantes esquecem uns dos outros, e a vida continua como se nada tivesse
acontecido. Na proposta da educação para a paz devemos seguir um outro caminho: não
importa a idade de seus educandos, o que vale é criar laços de afeto e confiança mútua.
Nós, seres humanos, somos totalmente dependentes do afeto. Desde o primeiro instante
de vida precisamos do calor e do cuidado que nos conforta e legitima. Para nos
desenvolver de maneira saudável, precisamos da estrutura e da confiança dos adultos.

3. Conclusões:

A educação para a paz está, em sua essência, comprometida com um futuro de


bem-estar para a humanidade, e com o meio ambiente. Não se pode mudar os erros do
passado, mas podemos construir um futuro saudável, tão cheio de criatividade quanto a
própria vida. E, talvez, a descoberta mais valiosa a ser feita pelo ser humano neste século
seja que a palavra “NÓS” é a mais importante de todas.
Vamos Pedir pela paz no mundo, porque todos nós desejamos viver em paz,
ter paz e transmitir paz.

4. Referências:

 ROISMAN, Laura Gorresio. Disponivel em:


http://unesdoc.unesco.org/images/0017/001785/178538por.pdf, acesso
em: 18-03-2018
 CAVALCANTE, Elisabeth. Está dispondo em:
http://www.somostodosum.com.br/artigos/espiritualidade/construindo-a-
paz-8066.html, acesso em: 17-03-2018