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PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO

LEITURA DO DOCUMENTO “COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA


A conversão pastoral da paróquia”

“O Documento “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da


paróquia” busca iluminar o nosso ser Igreja, sermos comunidade dos que vivem de Cristo
Jesus, iluminados e guiados pela força e suavidade do Espírito Santo, acolhidos pela bondade
materna do Pai”
O que é a conversão da Paróquia?
“A conversão da paróquia em comunidade de comunidades ‘consiste me ampliar a formação
de pequenas comunidades de discípulos convertidos pela Palavra de Deus e conscientes da
urgência de viver em estado permanente de missão’” (ver também n. 8; 58; 59; 51; 52; 31; 45;
46)
1. Revisar a atuação dos ministros ordenados, consagrados e leigos
2. Ir ao encontro dos irmãos

Questões que norteiam este texto: (N.7)


1. Qual é a situação de nossas paróquias hoje?
2. Quais são as causas de certo esfriamento da comunidade cristã?
3. O que é preciso perceber para que ocorra uma mudança?
4. O que é possível propor e assumir na pluradade da realidade brasileira?

Contexto atual
Porque a paróquia diminuio a sua atuação no cotidiano das pessoas?

Isso se deu devido o processo de mudança de época e secularização da sociedade (n.1)

Mudança de época
São tempos em que se constatam avanços e conquistas no mundo da técnica e da ciência, que
proporcionam conforto e bem estar. Há avanços na sociedade: promoção da mulher,
valorização da minorias étnicas, destaque à justiça, à paz e à ecologia, a consciência da
importância dos movimentos sociais e dos direitos à educação e à saúde, iniciativas para a
superação da miséria e da fome.

Ler Número 13. “Difunde-se a noção de que a pessoa livre a autônoma precisa se libertar da
família, da religião e da sociedade.”

JULGAR:

“Para que a paróquia conheça uma conversão pastoral, é preciso que se volte às fontes
bíblicas, revisitando o contexto e as circunstancias nas quais o Senhor estabeleceu a Igreja”
(n.62)

A comunidade de Israel:
No antigo Israel, a comunidade era firmada pela Aliança com Deus, determinando a vida
familiar, comunitária e social. Na palavra de Deus encontrava-se o fundamento da adoração a
Deus e da promoção da Justiça (n.63)
As famílias de Israel se reuniam como comunidade religiosa e social (n.64).
Jesus: o Novo modo de ser pastor
O agir de Jesus revelava um novo jeito de cuidar das pessoas, Ele é o Bom Pastor.
(cf.Jo 10,11).Cuidado especial para com os doentes lançando-lhes um novo olhar. Não excluía
ninguém do anuncio da boa nova e foi ao encontro de todos. O seu ensinamento era
interativo, pois levava as pessoas a participarem da descoberta da verdade. (n.67-70)

A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus


n.71 “Jesus tinha certeza da presença do Espírito de Deus em sua vida e a
consciência clara de ser chamado para anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação
aos presos, recuperar a visão dos cegos, libertar os oprimidos e anunciar um ano de graça da
parte do Senhor (cf. Lc 4, 18-19)
Valorizou a casa das famílias. Entrar na casas significava entrar na vida daquela
pequena comunidade que nela habitava. (n.73 )
Não se deteve no entusiasmo individual de alguns, por isso constituiu o grupo dos
Doze Apóstolos, está comunidade dará início ao novo povo de Deus.
Novo jeito de viver: Na comunhão com Jesus, igualdade de dignidade entre homens
e mulheres, partilha de bens, na amizade, no serviço, no perdão, na oração em comum, na
alegria.

Jesus apresentou quatro recomendações para a missão dos discípulos: uma nova
forma de ser e agir numa sociedade marcada por muitos contrastes:
a) Hospitalidade: a atitude do missionário devia provocar o gesto comunitário da
hospitalidade.
b) Partilha: conviver como de maneira estável como membros da comunidade que lhes davam
sustento (Lc 10,7)
c) Comunhão de mesa: deviam comer o que o povo lhe oferecesse, Para os discípulos de Jesus,
o valos comunitário da convivência fraterna prevalecia sobre a observância de normas e
rituais.
d)Acolhida aos excluídos.

As primeiras comunidades:
Partindo de Jerusalém os apóstolos criaram comunidades nas quais a essência de
cada cristão se define como filiação divina. Essa se dá no Espírito Santo pela relação entre fé e
batismo.
A perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão
e nas orações unia os seguidores de Jesus na mesma família e estreitava sempre mais seu
vínculo com Cristo e com os irmãos. N.77-81
Comunhão: A resposta da comunidade ao dom do Pai, que é a comunhão no Corpo e
Sangue de Senhor, se realiza no comportamento ético e no compromisso com todos os
sofredores da história.
A partilha: A partilha não era imposta pelos apóstolos, mas expressão natural do
amor a Cristo e aos irmãos. Isso implica numa nova forma de entender até mesmo o dízimo. O
dom material é sinal visível da profunda relação das pessoas e da comunidade com a Trindade.

A iniciação cristã
Antes dos sacramentos o candidato passava por um processo que lhe permitia
mergulhar no mistério de Cristo
O querígma onde o candidato deveria receber Jesus, pela fé acolher Cristo como seu
Salvador (pré-catecumenato) depois havia o catecumenato.

A missão
A missão era sustentada especialmente por casais: Prisca e Áquila (Rm 16, 3-5);
Andrônico e Júlia (Rm 16, 7) Evódia e Síntique (Fl 4,2) o carisma das mulheres é fundamental
para entender a obra missionária das origens.
A esperança
A ressurreição de Jesus é o anúncio central da comunidade que deve viver e
testemunhar a mensagem pascal.
O elemento fundamental para compreender a vida dos primeiros cristãos e sua
esperança na vinda de Jesus cisto no fim dos tempos.
A comunidade faz a experiência de reunir os herdeiros do reino.
O Cristão é peregrino, são seguidores do Caminho (At 16, 17) onde a própria
comunidade é integrada por estrangeiros (Ef 2, 19), os que estão de passagem (1 Pd 1,7),
imigrantes (1 Pd 2,11) peregrinos (Hb 11, 13). O cristo é caminheiro. Ele segue o caminho da
salvação.(N.97).

A igreja – Comunidade
Paulo faz da casa a estrutura fundamental das Igrejas por ele fundadas. a liturgia era
celebrada nas casas. (Rm 16, 5; At 11, 22; At 9, 31)
A comunidade cristã foi marcada por poderosas manifestações do Espirito Santo.
Ocorreram fenômenos de curas, profecias e visões, foi marcada pela Experiência da presença
do Espirito Santo.
O Novo testamento não oferece um modelo único de comunidade cristã. Mas
apresenta elementos e critérios comuns para a vivência comunitária da fé cristã nos diferentes
contextos culturais e em épocas distintas.

O Surgimento da Paróquia e sua evolução:


A Paróquia é um instrumento importante para a construção da identidade cristã; é o
lugar onde o cristianismo se torna visível em nossa cultuara e história.
A igreja dos três primeiros séculos vivia de forma clandestina no Império Romano. É
o tempo dos santos Padres.
Em 313 com edito de Milão começa uma grande mudança, declara-se a liberdade
religiosa para todo império, com o consequente crescimento do número dos cristão.
Em 381 edito de Tessalônica, do imperador Teodócio, com o qual o cristianismo é
tornado religião oficial do Imperio, as assembleias cristãs cada vez mais massivas e anônimas.
A relação Igreja-casa se enfraqueceu.
Século III criou-se o Domus ecclesiae, locais fixos de reunião.
Século IV locais fixos de culto chamado titulus.
Chamava-se paróquias as comunidades rurais afastadas da cidade onde moravam o
bispo e seu presbitério
A territorialidade determinou a transformação social das comunidades cristãs
primitivas em paróquias. Diminuindo a força da pequena comunidade com seus dons e
carismas para fortalecer as unidades paróquiasterritoriais.

Na questão sacramental
Foi instituído o fermentum, fragmento do pão consagrado pelo bispo era levado as
comunidades para mergulhar no cálice da missa presidida pelo presbítero.
No Ocidente a crisma é por conta do bispo coroando assim os sacramentos da
iniciação cristã

Em 476 fim do Império Romano no ocidente com a invasão dos bárbaros.


A paróquia era uma grandeza teológica, aparecimento das ordens religiosas

No século XI com o Papa Gregório VII (1073-1085) a Igreja tentou fazer uma
reforma e voltar às origens e firmar o poder papal diante dos senhores feudais, a Reforma
Gregoriana.
Século XVI O concilio de Trento, estabeleceu o critério de territoriedade e propôs a
criação de novas paroquias para enfrentar o problema do crescimento populacional.
Período em que o catolicismo chega ao Brasil muito marcado pelas ordens religiosas,
onde ficou caracterizado pela intensa participação do leigo em associações, onde há muita
reza e pouca missa, no século XIX. Também no século XIX, com a reforma tridentina, tentou-
separoquizar a capela mas se preservou o catolicismo leigo e popular. O clero insistiu na
formação moral e dogmática da fé. O catolicismo popular sobreviveu sem se alinhar muito à
vida paroquial.
Os fieis, neste contexto veem a paroquia como sendo o lugar para receber
sacramentos e atender às suas necessidades religiosas.

A paróquia no Concilio Ecumênico Vaticano II


Para o concilio a paroquia só pode ser compreendida a partir da diocese. É uma
célula da diocese. A Igreja particular é apresentada como porção do povo de Deus; a paroquia,
entretanto, é entendida como parte da Igreja Particular. O Decreto ApostolicamActuositatem
diz: A paróquia apresenta um exemplo luminoso do apostolado comunitário, congregando
num todo as diversas diferenças humanas que encontra e inserindo-as na universalidade da
Igreja”

A renovação paroquial na América Latina e no Caribe


Medellín (1968) sugeriu a formação de comunidades eclesias nas paróquias com
avida baseada na Palavra de Deus, e destacou que a vida comunitária supõe o objetivo comum
de alcançar a salvação mediante a vivencia da fé e do amor.
Puebla (1979) disse que a Paróquia tem a missão integral de acompanhar as pessoas
e famílias no decorrer de toda a sua existência, na educação e crescimento da fé. Centro e
coordenação e animação de comunidades, grupos e movimento.
Santo Domingo (1992) compreende a paróquia como comunidade de comunidades.
Rede de comunidades“a paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as
angustias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão.
Retomar medellim com setorização da paroquia em pequenas comunidades e a promoção do
protagonismo dos leigos.
Aparecida (2007)Apela para a conversão pastoral com o abandono de estruturas obsoletas de
pastoral de mera conservação para assumir a dimensão missionária.

A renovação paroquial no Brasil


A Igreja no Brasil ocupou-se do tema renovação paroquial desde de 1962, onde foi
implantado o plano de emergência. O laicato foi estimulado a trabalhar por uma civilização
que realizasse o bem.
A primeira campanha da fraternidade da CNBB em 1964, abordou a renovação
eclesial tendo como tema: Igreja em Renovação e lema Lembre-se, você também é igreja.
Em 1965 CF tema Paroquia em Renovação e lema Faça da sua paroquia uma comunidade de
fé, culto e amor

A comunidade paroquial
Não há comunidade cristã que não seja missionária. Se ela esquece a missão, deixa
de cristã. Ao caracterizar a comunidade como perseverante da fração do pão, na comunhão
fraterna, nas orações e no ensinamento dos apóstolos. Toda paróquia é comunidade crista
baseada nessas quatro colunas.

A paróquia tem três tarefas n. 166


Ser uma comunidade de fé, de culto e de caridade

Comunidade dos cristãos


1. Casa da Palavra:
2. Casa do Pão: a eucaristia é o momento principal da vida comunitária, pois é o
sacramento de comunhão e reconciliação. N.182
3. Casa da caridade- Ágape

Sujeitos e tarefas da conversão paroquial


Os sujeitos e as tarefas da conversão pastoral dependem de um encontro pessoal com Jesus
Cristo.
A renovação paroquial depende de um renovado amor à pastoral, que se exerce como
expressão do sacerdócio recebido pelo batismo e pela ordem.
A missão da Igreja é de todos os seus membros, com corresponsabilidade diferenciada e
responsabilidade apostólicas compartilhadas
Bispos: responsáveis iniciar o processo de renovação das comunidades
Presbíteros: é chamada a ser padre pastor, dedicado, generoso, acolhedor e aberto ao serviço
na comunidade.
Diáconos permanentes
Os consagrados: é necessário que as famílias religiosas, atuem em plena comunhão pastoral
com a Igreja particular, evitando toda ação paralela. 209
Os leigos: é preciso fomentar a sua participação nas comunidades eclesiais, nos grupos
bíblicos, nos conselhos pastorais e de administração paroquial.

PROPOSIÇÕES PASTORAIS
Capitulo 6 página 127
Sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15, 5). É preciso superar a tentação de uma
postura pastoral que pretende contar apenas com esforços humanos para evangelizar.
É preciso recuperar o primado de Deus e o lugar do Espírito Santo em nossa ação
evangelizadora, pois “nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espirito Santo (n.
243).
Setorizar:
É preciso identificar quem vai pastorear, animar e coordenar as pequenas comunidades.
O protagonismo dos leigos supõe preparar bem os animadores das comunidades.
Será um novo planejamento da paróquia como rede, evitanda a concentração de todas as
atividades na matriz.
O fundamento do comunidade está na Palavra de Deus e na Eucaristia. A Leitura Orante da
bíblia e os círculos Bíblicos são importantes para que a Palavra determine a caminhada do
pequeno grupo.
Acolhida e vida fraterna
A conversão pastoral supõe rever as relações que existem pessoas. Quando a inveja, a fofoca e
os interesses pessoais ferem a unidade da comunidade, a comunhão fica comprometida. Há
quem comunga cristo na eucaristia e despreza o seu irmão de comunidade com palavras
gestos e omissões.
A vida comunitária não está baseada em assumir cargos ou atuar em serviços na paroquia:
trata-se de ser autêntico discípulo de Jesus Cristo. 258
Para acolher a todos é necessário receber cada pessoa na sua condição religiosa e humana
sem colocar, de imediato, obstáculos doutrinais e morais para a chegada.
Iniciação à vida cristã
Pretende-se passar da catequese como mera instrução e adotar a metodologia ou processo
catecumenal,conforme a orientação do Ritual da Iniciação Cristã de Adultos e do Diretório
Nacional da Catequese.
Só haverá revitalização das comunidades com uma catequese centrada na Palavra de
Deus,expressão maior da animação bíblica da pastoral.A catequese tem de ser impregnada e
embebida de pensamento,espírito e atitudes bíblicas e evangélicas,mediante um contato
assíduo com os próprios textos sagrados.N.270
LEITURA da PALAVRA
Sendo Casa da Palavra, a paróquia há de promover uma nova evangelização. Somente em
comunidade e em comunhão com a Igreja, a pessoa poderá ler a bíblia sem reducionismos
intimistas, fundamentalismos e ideologias. Especial importância adquire a homilia, centrada
nas leituras da bíblia, proclamando na celebração e confrontada com a realidade. Ela precisar
ser breve e capa e falar a linguagem dos homens e das mulheres da cultura atual.

Quem recebe missão de pregar deve evitar discursos genéricos e abstratos, que ocultam a
simplicidade da palavra de DEUS, ou divagações inúteis que ameaçam atrair atenção mais para
o pregador.

Liturgia e espiritualidade
Tanto os ministros ordenados como a equipe de liturgia precisam vivenciar o que celebram.
Algumas celebração não remetem ao mistério e reduzem a liturgia ao encontro das pessoas
É necessário evitar a separação entre culto e misericórdia, liturgia e ética, celebração e serviço
aos irmãos.
Ler o número 319 e número 324
“325. Em sintonia com a Missão Continental, a Igreja no Brasil poderia elaborar um programa
de conversão pastoral das paróquias no País. Respeitando a pluralidade e propondo uma
pastoral de conjunto, seria importante oferecer instrumentos que possibilitassem às dioceses
a renovação das paróquias em comunidade de comunidades”