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TIPOS DE ALEITAMENTO MATERNO

É muito importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela


Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas no mundo inteiro. Assim, o aleitamento
materno costuma ser classificado em:

Aleitamento materno

Quando a criança recebe leite materno, direto da mama ou ordenhado, independentemente


de receber ou não outros alimentos.

Aleitamento materno exclusivo

Quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite
humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo
vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos. Esse tipo de
aleitamento deve ser feito até os 6 meses de idade.

No âmbito populacional, constatou-se que crianças amamentadas exclusivamente até os 6


meses adoecem menos de diarreia e não apresentam déficits de crescimento, tanto em países
desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Amamentação exclusiva até os 6 meses já era
a recomendação governamental brasileira desde o início dos anos 80.

É apenas a partir dos 6 meses de idade que as necessidades nutricionais do lactente não
podem ser supridas apenas pelo leite humano5. Também é a partir dessa idade que a maioria das
crianças atinge um estágio de desenvolvimento geral e neurológico (mastigação, deglutição,
digestão e excreção) que a habilita a receber outros alimentos que não o leite materno.

Existem algumas complicações decorrentes de se iniciar a alimentação antes dos 6 meses,


como maior número de episódios de diarreia; maior número de hospitalizações por doença
respiratória; risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao
leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos; menor absorção de
nutrientes do leite materno, como ferro e zinco; menor eficácia da lactação como método
anticoncepcional.

Aleitamento materno predominante

Quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água
adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais.

Embora a OMS não reconheça os fluidos rituais (poções, líquidos ou misturas utilizadas em
ritos místicos ou religiosos) como exceção possível inserida na definição de aleitamento materno
exclusivo, o Ministério da Saúde, considerando a possibilidade do uso de fluidos rituais com
finalidade de cura dentro de um contexto intercultural e valorizando as diversas práticas integrativas
e complementares, apoia a inclusão de fluidos rituais na definição de aleitamento materno
exclusivo, desde que utilizados em volumes reduzidos, de forma a não concorrer com o leite
materno.
Aleitamento materno complementado

Quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semi-sólido
com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber,
além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar.

Uma alimentação complementar adequada compreende alimentos ricos em energia e


micronutrientes (ferro, zinco, cálcio, vitamina A, vitamina C e folatos), sem contaminação , sem
muito sal ou condimentos, de fácil consumo e boa aceitação pela criança, em quantidade
apropriada, fáceis de preparar a partir dos alimentos da família e com custo aceitável para a maioria
das famílias.

Aleitamento materno misto ou parcial

Quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite. Primeiramente, é importante
citar que crianças que recebem outro leite que não o materno devem consumir no máximo 400ml
por dia desse último.

A alergia alimentar ou alergia à proteína heteróloga pode ser desenvolvida a qualquer


proteína introduzida na dieta habitual da criança. A mais frequente é em relação à proteína do leite
de vaca, pelo seu alto poder alergênico e pela precocidade de uso por crianças não amamentadas ou
em aleitamento misto (leite materno e outro leite).

O desenvolvimento da alergia alimentar depende de diversos fatores, incluindo a


hereditariedade, a exposição às proteínas alergênicas da dieta, a quantidade ingerida, a frequência,
a idade da criança exposta e, ainda, o desenvolvimento da tolerância. A amamentação é bastante
eficiente na prevenção à alergia ao leite de vaca e também para o desenvolvimento da tolerância
oral aos alimentos.

Algumas coisas pertinentes:

É necessário estimular o consumo de alimentação básica e alimentos regionais como arroz,


feijão, batata, mandioca, legumes, frutas, carnes. Além disso, a carne deve fazer parte das refeições
desde os seis meses de idade. O profissional deve insistir na utilização de miúdos uma vez por
semana, especialmente fígado de boi, pois são fontes importantes de ferro, a não ser que esteja
sendo suplementado com outro tipo.