Você está na página 1de 26

A NE X O I

D E S CRI ÇÃO D A M E T O DO L O G I A

C AT ÁL O G O RE F E R E N CI AL D E
M Ó DUL O S P A D RÕ E S D E C O NS T RU Ç ÃO D E S UBE S T A ÇÕ E S ,
L I NH AS E RE DE S D E DI S T R I B UI Ç ÃO DE E NE RG I A E L É T RI C A
Fls. 2 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Índice

1 Introdução............................................................................................................................ 3
2 Metodologia dos Módulos Construtivos (Revisão e Aprimoramento) .................................. 3
2.1 Definição Geral dos Módulos Construtivos ....................................................................... 3
2.2 Detalhamento dos Módulos .............................................................................................. 4
2.2.1 Desenho Ilustrativo .................................................................................................. 4
2.2.2 Tabela Construtiva ................................................................................................... 4
2.2.3 Características Técnicas da Unidade de Cadastro (UC) .......................................... 7
2.2.4 Componentes Menores ............................................................................................ 7
2.2.5 Custos Adicionais (Atividades e Serviços) ............................................................... 8
2.3 Metodologia de Codificação dos Módulos ......................................................................... 8
2.4 Metodologia de Simplificação dos Módulos .................................................................... 11
2.5 Módulos de Linhas de Distribuição Aéreas ..................................................................... 12
2.6 Módulos de Subestações de Distribuição ....................................................................... 13
2.7 Módulos de Redes de Distribuição Aéreas ..................................................................... 15
2.8 Módulos Construtivos de Medição de Energia ................................................................ 16
2.9 Módulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Subterrâneas e Submersas .. 16
2.10 Submódulos de Linhas e Redes de Distribuição Aéreas ................................................ 18
2.11 Custos Adicionais (Atividades/Serviços) ......................................................................... 20
2.11.1 Metodologia de Valoração das Atividades de Instalação de Equipamentos ...... 20
2.11.2 Metodologia de Valoração das Demais Atividades e Serviços .......................... 21
3 Considerações Finais e Próximos Passos ......................................................................... 24
4 Bibliografia ......................................................................................................................... 25

Página 2 de 26
Fls. 3 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

1 Introdução

Este anexo descreve a metodologia geral de composição dos módulos padrões de construção de
subestações, linhas e redes de distribuição de energia elétrica.

Esses módulos construtivos compõem o Catálogo Referencial dos Módulos Construtivos do


Sistema Brasileiro de Distribuição de Energia Elétrica, que é parte integrante do Banco de
Preços Referenciais da ANEEL, a ser utilizado na valoração da base de remuneração das
concessionárias de distribuição.

2 Metodologia dos Módulos Construtivos (Revisão e Aprimoramento)

2.1 Definição Geral dos Módulos Construtivos

O objetivo principal dos módulos construtivos é a determinação do preço final dos ativos
existentes na conta contábil de máquinas e equipamentos para as concessionárias de
distribuição de energia elétrica, adicionando os valores de componentes menores e custos
adicionais referenciados às unidades de cadastro.

A classificação e codificação destas unidades de cadastro deverão seguir as determinações do


MCPSE, conforme a descrição dos tipos de unidades de cadastro (TUC).

Os módulos de padrões construtivos referenciais apresentarão as estruturas mais comumente


utilizadas no setor elétrico de distribuição de energia no Brasil, detalhando as unidades de
cadastros, componentes menores e custos adicionais relacionados com a instalação do referido
módulo.

Para a posterior identificação junto às concessionárias de distribuição de energia dos


equipamentos destacados nos módulos e a sua valoração são necessárias descrições
detalhadas, com um mínimo de informações técnicas, identificadas no MCPSE por meio das
codificações dos atributos A1 a A6, que definem os tipos de bens e suas características técnicas.

Para melhor apresentação do módulo e buscando ter todas as informações pertinentes ao


módulo em um mesmo arquivo, buscou-se a padronização dos módulos construtivos em
documento eletrônico no formato Microsoft Word, composto pelos seguintes itens:

a. Desenho Ilustrativo do Módulo (quando necessário)

b. Tabela Construtiva do Módulo

c. Características técnicas da unidade de cadastro (UC)

d. Componentes Menores

e. Custos Adicionais (Atividades e Serviços)


Fls. 4 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Buscou-se agrupar os módulos da seguinte forma:

1. Módulos Construtivos de Linhas de Distribuição Aéreas

2. Módulos Construtivos de Subestações de Distribuição

3. Módulos Construtivos de Redes de Distribuição Aéreas

4. Submódulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Aéreas

5. Módulos Construtivos de Medição de Energia

6. Módulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Subterrâneas

7. Módulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Submersas

2.2 Detalhamento dos Módulos

Nesta seção serão detalhadas as metodologias de composição de cada parte dos módulos
construtivos.

2.2.1 Desenho Ilustrativo

Os desenhos apresentados nos módulos têm finalidade meramente ilustrativa, não


contemplando todos os detalhes requeridos pelo rigor das técnicas construtivas.

Alguns módulos não possuem desenho ilustrativo, por serem módulos que contemplam
infraestrutura geral, como é o caso de subestações de energia.

2.2.2 Tabela Construtiva

A tabela construtiva é um resumo do módulo, com todas as informações relevantes para a


montagem e cálculo computacional que será utilizado no modelo de composição de preços das
unidades de cadastro.

A tabela é padronizada para todos os módulos construtivos, contemplando cinco níveis:

 1º Nível - Título do módulo a qual pertence:


 Módulo de Linha de Distribuição Aérea
 Módulo de Subestação de Distribuição
 Módulo de Rede de Distribuição Aérea
 Módulo de Medidores de Energia
 Submódulo de Linha e Rede de Distribuição Aérea
 Módulo de Linha e Rede de Distribuição Subterrânea
 Módulo de Linha e Rede de Distribuição Submersa

 2º Nível - Categoria do módulo.


Fls. 5 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

 Módulos de Linhas de Distribuição Aéreas


i. Estruturas
ii. Condutor
iii. Sistema de Aterramento

 Módulos de Subestações de Distribuição


i. Infraestrutura Elétrica Geral
ii. Manobra
iii. Equipamentos

 Módulos de Redes de Distribuição Aéreas


i. Banco de Capacitores
ii. Chave
iii. Condutor
iv. Luminária
v. Poste
vi. Regulador de Tensão
vii. Religador
viii. Seccionalizador
ix. Transformador de Distribuição

 Submódulos de Redes e Linhas de Distribuição


i. Fundações para Postes e Torres
ii. Cadeia de Isoladores
iii. Estruturas Primárias de Rede de Distribuição Aérea
iv. Estruturas Secundárias Aéreas
v. Chave Fusível de Classe de Tensão Inferior a 34,5kV
vi. Estaiamento
vii. Transição de Rede Aérea para Rede Subterrânea
viii. Braços para Luminárias
ix. Lâmpadas
x. Aterramento de Rede de Distribuição Aérea

 Módulos de Medição de Energia


i. Medição de energia em Rede de Distribuição
ii. Medição de energia em Subestação de Distribuição

 Módulos de Linhas e Redes de Distribuição Subterrâneas


i. Linhas de Distribuição Subterrâneas
ii. Redes de Distribuição Subterrâneas
iii. Posto de Transformação em Redes de Distribuição Subterrâneas
iv. Posto de Manobra em Redes de Distribuição Subterrâneas
v. Condutos e Canaletas para Linhas e Redes de Distribuição
Subterrâneas

 Módulos de Linhas e Redes de Distribuição Submersas


i. Linhas de Distribuição Submersa
ii. Rede de Distribuição Submersa
Fls. 6 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

 3º Nível - Subcategoria

 Nome do Módulo

 4º Nível - Código do módulo

 Codificação que as concessionárias de distribuição de energia elétrica terão que


incluir nos cadastros contábeis e de engenharia, identificando o módulo ao qual
o TUC específico pertence.

 5º Nível - Detalhamento dos componentes do módulo

 São apresentadas as informações necessárias para a composição do módulo:


i. Descrição – Descreve o item;
ii. Unidade – identifica a unidade de medida para posterior quantificação
do item;
iii. Quantidade – determina o quantitativo de unidades do item para
compor o módulo;
iv. Unidade de Cadastro – associa o item do módulo à classificação do
MCPSE, que será a chave utilizada para posterior agrupamento de
preços de componentes menores e custos adicionais vinculados a cada
TUC.

 Serão agrupados neste nível todos os itens conforme a seguinte classificação:


i. Unidade de Cadastro – todos os TUCs que fazem parte do módulo
construtivo;
ii. Componentes Menores – componentes necessários à instalação dos
equipamentos principais componentes do módulo, ou de outras UCs
não vinculadas ao módulo;
iii. Custos Adicionais - Atividades/Serviços – descrição das atividades e
serviços necessários para a implantação do módulo em campo,
incluindo as atividades para a instalação dos equipamentos e outros
custos adicionais como engenharia, administração, dentre outros.

A Tabela 1 abaixo é um exemplo da estrutura básica da tabela construtiva do módulo.


Tabela 1 - Estrutura Básica do Módulo Construtivo
Módulo de xxxxxxxxx (1º Nível)
Categoria: xxxxxxxxx (2º Nível)
Subcategoria: xxxxxxxxx (3º Nível)
Código do Módulo: xxxxx (4º Nível)
Unidade de
Descrição (5º Nível) Unid. Qtd.
Cadastro
a. Unidade de Cadastro
Listagem dos TUCs que compõe o módulo
c. Componentes Menores
Listagem dos COMs que compõe o módulo (quando houver)
Listagem dos Submódulos para compor o módulo (quando houver)
Fls. 7 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

d. Custos Adicionais - Atividades / Serviços


Listagem das atividades/serviços do módulo

Para atender a metodologia de valoração das unidades de cadastro, foram criados submódulos
para compor alguns módulos construtivos. Estes submódulos não possuem unidade de cadastro,
mas somente componentes menores.

Os submódulos possuem a estrutura básica apresentada na Tabela 2.


Tabela 2 - Estrutura Básica do Submódulo
Submódulo de xxxxxxxx (1º Nível)
Categoria: xxxxxxxxxxxx (2º Nível)
Subcategoria: xxxxxxxxx (3º Nível)
Código do Módulo: xxxxx (4º Nível)
Unidade de
Descrição (5º Nível) Unid. Qtd.
Cadastro
a. Unidade de Cadastro
Listagem dos TUCs que compõe o módulo (quando houver)
c. Componentes Menores
Listagem dos COMs que compõe o módulo
d. Custos Adicionais - Atividades / Serviços
Listagem das atividades/serviços do módulo

2.2.3 Características Técnicas da Unidade de Cadastro (UC)

Nesta seção buscou-se demonstrar em tabelas as características técnicas mínimas necessárias


para a identificação das unidades de cadastro, que compõe cada módulo.

Essas características foram demonstradas por tabelas, onde se destacou o código do TUC
conforme o MCPSE, a descrição detalhada conforme a codificação dos atributos “Tipo de Bem” e
características técnicas (A1 a A6).

Para alguns casos, identificou-se características técnicas adicionais necessárias para a correta
valoração do bem. Elas foram destacadas com notas abaixo de cada tabela.

Também nesta seção são apresentadas as Normas Técnicas aplicáveis para cada TUC do
módulo.

2.2.4 Componentes Menores

Há módulos que não possuem componentes menores destacados, mas todo TUC possui
componentes menores associados e o sistema do Banco de Preços poderá identificá-los pela
classificação na última coluna do módulo “Unidade de Cadastro”.
Fls. 8 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

2.2.5 Custos Adicionais (Atividades e Serviços)

Os custos adicionais são todos os custos de atividades e serviços necessários para a


implantação do módulo no campo (instalação do bem como ativo imobilizado em serviço).

Esta seção contempla todas as atividades de implantação dos TUCs elencados no módulo. Para
alguns módulos são apresentados valores em percentuais, para outros é apresentada uma
descrição detalhada da atividade e uma tabela demonstrativa contemplando a equipe, veículos e
tempos necessários para a execução das atividades, informações necessárias para a valoração
das atividades no software do Banco de Preços.

Também são descritos outros custos adicionais, dependendo da categoria do módulo, como por
exemplo: engenharia, comissionamento, meio-ambiente, administração, etc.

2.3 Metodologia de Codificação dos Módulos

Para a correta identificação dos módulos nos sistemas contábeis, de controle patrimonial e de
engenharia das concessionárias de distribuição de energia elétrica, a fim de atender aos
requisitos necessários para a valoração dos TUCs no Banco de Preços da Distribuição,
desenvolveu-se uma metodologia de codificação para os módulos, apresentada nesta seção.

Antes do detalhamento da metodologia proposta para a codificação dos módulos, cabe revisar a
metodologia de valoração dos TUCs, conforme procedimentos de valoração da Base de
Remuneração dos Ativos utilizada no processo de Revisão Tarifária dos agentes de distribuição
de energia elétrica.

O TUC é valorado somando-se o Equipamento Principal, os custos dos componentes menores e


dos serviços e atividades (custos adicionais) necessários para a instalação do equipamento no
campo.

No escopo deste trabalho a valoração dos TUCs e dos componentes menores serão realizadas a
partir de coleta de preços junto aos agentes, a partir de listas de materiais que contemplam todos
os equipamentos necessários para a instalação dos ativos.

Os custos adicionais serão calculados a partir da valoração das atividades necessárias para a
instalação dos equipamentos no campo.

Os módulos construtivos identificam todos os TUCs, componentes menores (COMs) e custos


adicionais necessários para a instalação do módulo.

Portanto, a correta identificação do módulo a qual TUC pertence, nos controles contábeis e de
engenharia, será necessária para a conciliação físico-contábil, importante passo para a
valoração do ativo.

A codificação sugerida para os módulos possui cinco dígitos.

MMM XX
Fls. 9 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Onde os três primeiros serão compostos por letras e identifica a categoria do módulo.

Os últimos dois serão numéricos e seqüenciais de acordo com as subcategorias dos módulos
para cada anexo.

Para alguns módulos há uma composição de submódulos necessário para a correta identificação
de todos os componentes menores que estão atrelados ao TUC, como é o caso de Estruturas de
Redes de Distribuição (Postes).

Nestes casos, se fossem simuladas todas as possibilidades de montagem dos módulos e seus
submódulos correspondentes, ultrapassariam o nº de 100.000 módulos para cada tipo de poste,
por exemplo, o que tornaria impraticável a utilização de uma codificação seqüencial.

A solução encontrada foi utilizar uma metodologia parecida com a determinação do TUC, com
codificações específicas para cada tipo de submódulo.

O formato sugerido para a codificação dos módulos destes TUCs é apresentado a seguir.

MMM XX . S N . Q. mm yy . Q. mm yy. ...

Onde,

MMMXX : código do módulo (TUC);


SN : letra “S” para a identificação sistêmica, indicando que há submódulos para
este módulo, “N” é o quantitativo de submódulos que possui este módulo;
Q : quantitativo do submódulo;
mmyy : código do submódulo, com 2 letras e 2 números.

O somatório de todos os Qs deverá ser igual ao “N” indicado após a letra “S”.

Como exemplo, segue a codificação de um poste de concreto (PST03), com fundação em terra
socada (FD01), duas estruturas de rede primária nua tipo M1 – classe de tensão 15 kV (EP02),
uma estrutura de rede secundária nua/isolada tipo 1C-1R (ES01).

A codificação deste módulo ficará da seguinte forma:

PST03.S4.1.FD01.2.EP02.1.ES01

Cabe destacar que o dígito numérico apresentado após o “S”, e destacado em vermelho, deverá
ser igual à soma dos quantitativos indicados antes de cada submódulo, também destacados. O
software do Banco de Preços checará estas informações e descartará aquelas excedentes.

Neste exemplo são 4 submódulos, que se confirmam no somatório de 1 + 2 + 1, destacados no


código acima.

A lista das codificações resumida está listada na Tabela 3. Em cada anexo, há uma listagem
com todos os módulos existentes com os respectivos códigos.
Fls. 10 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Tabela 3 - Lista de Códigos dos Módulos Construtivos


Código Descrição
Módulo de Linhas de Distribuição Aérea
EST ESTRUTURAS
CDL CONDUTOR
SAT SISTEMA DE ATERRAMENTO
Módulo de Subestação de Distribuição
INF INFRAESTRUTURA ELÉTRICA GERAL
MAN MANOBRA
EQP EQUIPAMENTOS
Módulo de Redes de Distribuição Aérea
BNC BANCO DE CAPACITORES
CHV CHAVE
CDR CONDUTOR
LUM LUMINÁRIA
PST POSTE
REG REGULADOR DE TENSÃO
REL RELIGADOR
SCC SECCIONALIZADOR
TRD TRANSFOMADOR DE DISTRIBUIÇÃO
Submódulo de Linhas e Redes de Distribuição
FD FUNDAÇÕES PARA POSTES E TORRES
CI CADEIA DE ISOLADORES
EP ESTRUTURAS PRIMÁRIAS DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA
ES ESTRUTURAS SECUNDÁRIAS AÉREAS
CF CHAVE FUSÍVEL DE CLASSE DE TENSÃO INFERIOR A 34,5 kV
ET ESTAIAMENTO
AS TRANSIÇÃO DE REDE AÉREA PARA REDE SUBTERRÂNEA
BR BRAÇOS PARA LUMINÁRIAS
LP LÂMPADAS
AT ATERRAMENTO DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA
Módulo de Medição de Energia
MRD MEDIÇÃO DE ENERGIA EM REDE DE DISTRIBUIÇÃO
MSD MEDIÇÃO DE ENERGIA EM SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO
Módulo de Linhas e Redes de Distribuição Subterrânea
LST LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEAS
RST REDES DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEAS
TRS POSTO DE TRANSFORMAÇÃO EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEAS
MAS POSTO DE MANOBRA EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEAS
CCS CONDUTOS E CANALETAS PARA LINHAS E REDES DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEAS
Módulo de Linhas e Redes de Distribuição Submersa
Fls. 11 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Código Descrição
LSM LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO SUBMERSA
RSM REDE DE DISTRIBUIÇÃO SUBMERSA

2.4 Metodologia de Simplificação dos Módulos

A fim de reduzir o quantitativo de módulos que a concessionária deverá cadastrar em seus


controles contábeis, patrimoniais e de engenharia, procurou-se desenvolver uma metodologia
que abrangesse o maior número de TUCs em cada módulo.

É fato que algumas variações técnicas dos TUCs resultam em componentes menores diferentes.
Deste modo, o ideal seria ter um módulo para cada TUC e para cada configuração possível de
sua implantação. Entretanto, o número total de módulos seria demasiadamente grande,
impedindo que esta metodologia fosse aplicada operacionalmente em um sistema computacional
leve e de rápido processamento.

Portanto, as variações de componentes menores e de custos adicionais em um determinado


módulo deverão ser contempladas para a melhor abrangência das práticas utilizadas pelas
concessionárias de distribuição de energia elétrica, mas sempre levando em consideração a
possibilidade de simplificações e atendendo a padrões construtivos mais otimizados e
econômicos.

Para tanto, primeiramente foram agrupados todos os TUCs nos módulos existentes, sem
precisar qual o componente menor específico seria necessário para a instalação de cada TUC.

Depois, foram destacados os componentes menores necessários para a instalação do módulo.


Entretanto, neste momento ainda não foi definido em qual TUC específico estes componentes
são instalados.

Para dirimir este problema, realizou-se análises da variabilidade de preços de TUCs e de alguns
componentes menores aplicados no 2º ciclo de revisão tarifária de algumas concessionárias.

Esta metodologia de análise de preços do TUC foi intitulada de “Metodologia de composição de


faixas de Tipos de Unidades de Cadastro”. Contempla, além da análise de preços dos
equipamentos, a variabilidade de componentes menores para a instalação de cada UC e a
variabilidade dos custos de atividades/serviços associados.

A análise dos componentes menores foi realizada pela comparação de diferentes módulos
construtivos para a mesma UC, aplicáveis em diferentes estruturas, locais da área de concessão
e diferentes concessionárias de distribuição de energia elétrica.

Para os custos de atividades/serviços verificou-se, como prática das concessionárias, serviços


genéricos que englobam a instalação dos TUCs independente do nível de tensão onde estão
instalados ou outras características técnicas.
Fls. 12 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Com esta metodologia de valoração de atividades/serviços, a análise dos serviços não é mais
necessária, já que o valor do serviço associado ao módulo abrange a faixa completa do TUC do
módulo.

Resta, portanto, a análise criteriosa da variabilidade dos preços dos componentes menores que
variam de acordo com o TUC empregado. Uma análise estatística confiável da variabilidade de
preços destes componentes menores ficou comprometida, pois não há valores suficientes para
todos os componentes menores necessários.

Portanto, esta fase de ajuste dos módulos será realizada após o recebimento da coleta de
preços dos equipamentos para a composição do Banco de Preços de materiais de distribuição, a
ser realizada pela ANEEL.

Após as análises dos dados recebidos da coleta de preços, a metodologia poderá ser finalizada,
pela identificação dos módulos construtivos que deverão ser adequados em relação aos custos
com componentes menores ou desdobrados para melhor adequar a valoração dos TUCs dos
respectivos módulos.

Dentro de cada faixa de TUCs, será escolhida uma denominada “unidade de cadastro padrão da
faixa”, a qual será a base para a composição de todos os componentes menores e custos
adicionais aplicáveis ao módulo padrão representativo daquela faixa.

O sistema do Banco de Preços irá calcular os preços dos componentes menores e custos
adicionais da UC padrão da faixa e aplicará estes valores para toda a faixa dos TUCs do módulo,
compondo, assim, os preços de cada TUC relacionado com as características determinadas pelo
MCPSE.

2.5 Módulos de Linhas de Distribuição Aéreas

Os Módulos Construtivos de Linhas de Distribuição Aéreas contemplam as linhas com tensão


maior ou igual a 69kV, e são apresentados no Anexo II.

Seus módulos são separados em três categorias:

 Estrutura
 Condutor
 Sistema de Aterramento

Os módulos de Estrutura contemplam submódulos de fundação e cadeia de isoladores.

A criação de submódulos de fundação atende as contribuições recebidas na AP 052/09. Esta


modificação possibilita ao agente de distribuição escolher a fundação realizada para cada pé da
torre ou poste que compõe a estrutura da linha de distribuição.

As cadeias de isoladores foram retiradas dos módulos de condutores e inseridas em


submódulos de cadeias de isoladores nos módulos de Estrutura. Esta modificação foi necessária
para adequar corretamente o número de cadeias de isoladores em cada estrutura. Os valores
deste submódulo serão somados, no software do Banco de Preços, ao valor do TUC Condutor,
Fls. 13 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

pois apesar de estarem no módulo de Estruturas são componentes menores de condutores,


conforme orienta o MCPSE.

Os módulos de Condutor contemplam todos os condutores utilizados em linhas de distribuição


aéreas com tensão maior ou igual a 69kV, considerando sua representatividade em Normas
Técnicas de construção encaminhadas à ANEEL pelas distribuidoras de energia de todo o país.

Os módulos de Sistemas de Aterramento foram adequados para a correta classificação das


unidades de cadastro e componentes menores seguindo as diretrizes de classificação do
MCPSE. Neste caso, o TUC é Sistema de Aterramento, e os componentes menores serão todos
os componentes que contemplam o sistema, incluindo cabos, fios, hastes de aterramento, dentre
outros.

Os custos adicionais de atividades e serviços contemplam as tarefas de implantação dos


equipamentos e outros custos.

As tarefas para as linhas de distribuição serão valoradas conforme a proposta de montagem de


equipe, veículos e tempos de execução necessários para a execução das tarefas, listadas no
Anexo IX.

Os outros custos para linhas de distribuição aéreas são: abertura de acesso, limpeza de faixa,
canteiro de obras, engenharia, administração e meio ambiente. O detalhamento destas
atividades, contemplando sua descrição, composição e/ou percentuais para o cálculo, será
apresentado em seção específica sobre custos adicionais.

2.6 Módulos de Subestações de Distribuição

Para a composição dos módulos de subestações de distribuição de energia elétrica,


primeiramente foi necessário um agrupamento de tipos de subestações, com a tentativa de
englobar todas as configurações de subestações de distribuição de energia elétrica.

Foram definidos tipos de subestações, classificadas como pequena, média e grande,


apresentados na Tabela 4.

Tabela 4 - Tipos de Subestações de Energia


Maior Nível Configuração Porte da Subestação
Tensão Barramento Pequena Média Grande
BS 2EL + 2CT 5EL + 2CT -
34,5kV
BPT 2EL + 2CT + 1IB 5EL + 2CT + 1IB 8EL + 2CT + 1IB
BS 2EL + 2CT 5EL + 2CT -
69kV
BPT 2EL + 2CT + 1IB 6EL + 2CT + 1IB 6EL + 4CT + 1IB
BS 2EL + 2CT 2EL + 4CT -
138kV BPT 2EL + 2CT + 1IB 8EL + 2CT + 1IB 14EL + 4CT + 1IB
BD 2EL + 2CT + 1IB 8EL + 2CT + 1IB 14EL + 4CT + 2IB
Legendas: a) BS – Barra Simples; BPT – Barra Principal e Transferência; BD – Barra Dupla.
b) EL - Entrada/Saída de Linha; CT - Conexão de Transformador; IB - Interligação de Barras.
Fls. 14 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Esta classificação será importante para a definição de metodologia de preços de sistemas


aplicáveis nos módulos de Infraestrutura.

Assim, os Módulos Construtivos de Subestações de Distribuição contemplam todas as


subestações abertas com maior nível de tensão entre 34,5 e 138 kV, e são apresentados no
Anexo III.

Seus módulos são separados em três categorias:

 Infraestrutura Elétrica Geral


 Manobra
 Equipamentos

Não estão contemplados nos módulos de subestações, ativos de edificações, benfeitorias, obras
e terrenos.

Os módulos de Infraestrutura Elétrica Geral contemplam todos os TUCs que se referem a


sistemas1, os quais, por sua vez, são peculiares a cada projeto, tornando cada subestação
única. Portanto, não foram detalhadas todas as possibilidades de componentes menores que
compõem cada tipo de sistema. Com a coleta de preços que será realizada pela ANEEL, será
possível determinar uma faixa de preços destes sistemas para cada tipo de subestação.

Os sistemas que compõem o módulo de infraestrutura de subestações são listados na Tabela 5.

Tabela 5 - Sistemas do Módulo de Infraestrutura Geral


Barramentos, cabos e tubos
Estrutura suporte de equipamento e de barramento
Painel, Mesa de Comando e Cubículo
Sistema de Alimentação de Energia
Sistema de Aterramento
Sistema de Comunicação e Proteção Carrier
Sistema de Iluminação e Força
Sistema de Proteção, Medição e Automação
Sistema de Radiocomunicação

Os módulos de manobra contemplam configurações para: entrada de linha, conexão de


transformadores e capacitores e interligação de barras.

Os módulos de equipamentos contemplam: transformador de força, banco de capacitores e


regulador de tensão.

Os custos adicionais de atividades e serviços contemplam as tarefas de implantação dos


equipamentos e outros custos.

As tarefas de implantação dos equipamentos e sistemas resumem-se às montagens


eletromecânicas.

1 Exceto o Sistema de Coleta de Óleo Isolante, que está nos Módulos de Transformador de Força.
Fls. 15 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Os outros custos para subestações de distribuição são: comissionamento, canteiro de obras,


engenharia e administração.

O detalhamento destas atividades, com descrição, composição e/ou percentuais para o cálculo,
será apresentado em seção específica sobre custos adicionais.

2.7 Módulos de Redes de Distribuição Aéreas

Os Módulos Construtivos de Redes de Distribuição Aéreas contemplam as redes com tensão


menor que 69kV, e são apresentados no Anexo IV.

Seus módulos são separados em nove categorias:

 Banco de Capacitores
 Chaves
 Condutor
 Luminária
 Poste
 Regulador de Tensão
 Religador
 Seccionalizador
 Transformador de Distribuição

A separação das categorias seguiu a classificação dos TUCs que são instalados na rede de
distribuição aérea.

Algumas das categorias necessitam de submódulos, de modo a compor os componentes


menores e atividades necessários para totalização do módulo. É o caso dos módulos de postes
e luminárias.

Para composição do módulo de postes foram criados submódulos de fundação, estruturas


primárias, estruturas secundárias, estaiamento e aterramento. Enquanto para o módulo de
luminária, foram criados os submódulos de braços e lâmpadas, com os respectivos reatores.

Os custos adicionais de atividades e serviços contemplam as tarefas de implantação dos


equipamentos e outros custos.

As tarefas para as redes de distribuição aéreas serão valoradas conforme a proposta de


montagem de equipe, veículo e tempo de execução necessário para a execução da tarefa,
apresentada no Anexo IX.

Os outros custos para redes de distribuição aérea são: engenharia e administração.

O detalhamento destas atividades, com descrição, composição e/ou percentuais para o cálculo,
será apresentado em seção específica sobre custos adicionais.
Fls. 16 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

2.8 Módulos Construtivos de Medição de Energia

Os Módulos Construtivos de Medição de Energia contemplam os medidores de alta, média e


baixa tensão, e são apresentados no Anexo VI.

Adicionalmente à pesquisa nas normas técnicas das concessionárias de distribuição de energia,


foram analisadas as contribuições recebidas na Audiência Pública no 052/2009 e incorporados
os materiais e equipamentos solicitados.

As contribuições apresentadas pelas empresas demonstraram a grande variabilidade de


especificação de medidores de energia existentes, para os quais algumas especificações
importantes não foram discriminadas no MCPSE quando de sua codificação. Por exemplo: seu
preço sofre variação entre algumas centenas a milhares de reais em função da classe de
exatidão do medidor.

Outras informações relevantes foram destacadas nos módulos e requerem uma atenção especial
por parte da ANEEL para a correta adequação da codificação dos medidores de energia.

Outro ponto de atenção é a classificação e codificação específica para o Sistema de Medição


para Faturamento (SMF) no MCPSE.

Os custos adicionais de atividades e serviços contemplam as tarefas de implantação dos


equipamentos e outros custos.

As tarefas para a instalação de medição na rede de distribuição serão valoradas conforme a


proposta de montagem de equipe, veículo e tempo de execução necessário para a execução da
tarefa apresentada no Anexo IX.

Os outros custos para a instalação de medidores seguem os apresentados para redes de


distribuição aérea são: engenharia e administração.

O detalhamento destas atividades, com descrição, composição e/ou percentuais para o cálculo,
será apresentado em seção específica sobre custos adicionais.

2.9 Módulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Subterrâneas e


Submersas

Os Módulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Subterrâneas e Submersas são


apresentados nos Anexos VII e VIII, respectivamente.

Os módulos de linhas e redes de distribuição subterrâneas, Anexo VII, foram baseados nas
estruturas modulares utilizadas pela AES-ELETROPAULO para cotação dos materiais. No
entanto, também foram pesquisadas informações relevantes de classe de tensão, normas
utilizadas e padrões construtivos em outras concessionárias e fabricantes de equipamentos, a
saber:
Fls. 17 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

 LIGHT: Posto de Transformação em Cabines (Modelo Europeu), Classe de Tensão 15


kV para sistema reticulado e potência de transformadores utilizados no sistema radial;

 CELG: Desenhos ilustrativos das câmaras de transformação utilizadas em sistema


reticulado e radial e potência de transformadores utilizados no sistema radial;

 CPFL: Informação referente à normalização específica dos equipamentos utilizados em


sistemas de distribuição subterrânea, bem como critérios para o seu dimensionamento;

 Os principais fabricantes consultados foram: ELOS (quadros de distribuição e proteção),


S&C (chaves e desconectáveis em pedestal), ORMAZABAL (chaves de proteção e
manobra e cabines) e COMTRAFO (transformadores em pedestal).

Foram analisadas as contribuições recebidas na Audiência Pública no 052/2009 e incorporados


os materiais e equipamentos solicitados.

Foram criados alguns módulos construtivos de ativos subterrâneos que não tinham o
correspondente código no MCSPE, nem por aproximação ou similaridade, contudo são utilizados
em várias situações nas redes de distribuição subterrânea. Como exemplo, seguem os casos
abaixo:

 As Chaves de Proteção e Manobra não possuem código específico no MCPSE, mas sua
especificação se aproxima a do disjuntor, entretanto por se tratar de um tipo de chave,
foi classificada como chave seccionadora;

 Os Desconectáveis e os Quadros de Distribuição e Proteção também não possuem


código específico no MCPSE, no entanto estes foram mantidos sem codificação, para
posterior enquadramento.

Destaque-se o caso das redes subterrâneas que possuem equipamentos e cabos submersíveis,
ou seja, são redes subterrâneas, mas operam praticamente todo o tempo sob a água. Estes
equipamentos foram levantados e corretamente classificados segundo o MCPSE.

Os módulos de linhas e redes de distribuição submersas, Anexo VIII, foram baseados nas
informações recebidas da ELEKTRO, AMPLA, LIGHT e COPEL.

Os custos adicionais de atividades e serviços contemplam as tarefas de implantação dos


equipamentos e outros custos.

As tarefas para a instalação de rede de distribuição subterrâneas e submersas serão valoradas


conforme a proposta de equipe, veículo e tempo de execução necessários para a execução da
tarefa apresentada no Anexo IX.

Os outros custos para a instalação de redes de distribuição subterrâneas e submersas são:


comissionamento, engenharia e administração.

O detalhamento destas atividades, com descrição, composição e/ou percentuais para o cálculo,
será apresentado em seção específica sobre custos adicionais.
Fls. 18 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

2.10 Submódulos de Linhas e Redes de Distribuição Aéreas

Os Submódulos Construtivos de Linhas e Redes de Distribuição Aéreas contemplam variações


de componentes menores, que por si só duplicariam os módulos existentes do TUC ao qual está
relacionado, seja estruturalmente, seja pela classificação do MCPSE. Eles são apresentados no
Anexo V.

Seus submódulos são separados em dez categorias:

 Fundações para Postes e Torres


 Cadeia de Isoladores
 Estruturas Primárias de Rede de Distribuição Aérea
 Estruturas Secundárias Aéreas
 Chave Fusível de Classe de Tensão Inferior a 34,5kV
 Estaiamento
 Transição de Rede Aérea para Rede Subterrânea
 Braços para Luminárias
 Lâmpadas
 Aterramento de Redes de Distribuição Aéreas

Os Módulos de Estruturas, no Anexo II, terão como complemento os submódulos:

 Fundações para Postes e Torres


 Cadeia de Isoladores

Os Módulos de Postes, no Anexo IV, terão como complemento os submódulos:

 Fundações para Postes e Torres


 Estruturas Primárias de Rede de Distribuição Aérea
 Estruturas Secundárias Aéreas
 Chave Fusível de Classe de Tensão Inferior a 34,5kV
 Estaiamento
 Aterramento de Redes de Distribuição Aéreas
 Transição de Rede Aérea para Rede Subterrânea

Os Módulos de Luminárias, no Anexo IV, terão como complemento os submódulos:

 Braços para Luminárias


 Lâmpadas

Os submódulos de fundação para postes e estruturas englobam os principais tipos de


fundação utilizados no setor, tanto para estruturas de linhas, quanto para redes de distribuição.

As tarefas destes submódulos consideram apenas a complementação da tarefa de instalar


poste, já contempladas nos módulos de estruturas. Esta complementação ocorre quando há a
necessidade de concretar a base ou cavar em rocha para a instalação da estrutura.

Os submódulos de cadeia de isoladores englobam os isoladores de suspensão ou


ancoragem, tipo disco ou bastão, para a instalação em linhas de distribuição.
Fls. 19 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Toda a valoração deste módulo será computada no TUC Condutor quando da valoração no
software do Banco de Preços.

Os submódulos de estruturas primárias para redes de distribuição aéreas englobam as


cruzetas e acessórios, incluindo isoladores, com as seguintes configurações em rede:

 nua, compacta e multiplexada;


 mono, bi e trifásicas;
 com classe de tensão 15, 25 e 36,2kV

Assim como cadeia de isoladores, os isoladores apresentados nestes submódulos estão


codificados para serem somados aos valores da TUC Condutor quando da valoração no
software do Banco de Preços.

Os submódulos de estruturas secundárias aéreas englobam as estruturas de fixação e


acessórios, incluindo isoladores, com as seguintes configurações em rede:

 nua/isolada e multiplexada;
 mono, bi, tri e tetrapolar;
 com ou sem espaçador.

Os isoladores apresentados nestes submódulos estão codificados para serem somados aos
valores do TUC Condutor quando da valoração no software do Banco de Preços.

Os submódulos de chave fusível com tensão menor que 34,5kV englobam as chaves
fusíveis de manobra instalados na rede que não estão associadas a outros equipamentos. Para
estes níveis de tensão estas são classificadas como componentes menores de condutores.

Os submódulos de estaiamento englobam os principais tipos de estaiamento utilizados no


setor e contemplam os cabos, fios e acessórios necessários para a implantação do estai no
poste.

Os submódulos de transição de rede aérea para rede subterrânea englobam os principais


tipos transições utilizados no setor e contemplam as entradas de redes primárias e secundárias,
nuas e compactas.

Os submódulos de braços para luminárias englobam três tipos: curto, médio e longo.

Os submódulos de lâmpadas englobam as lâmpadas e seus respectivos reatores, divididos


em:

 lâmpada de vapor de mercúrio, sódio, misto e metálico;


 lâmpada de led;
 reator eletrônico e eletromagnético.

Os submódulos de aterramento de redes de distribuição aéreas englobam os principais tipos


de aterramentos utilizados no setor e contemplam os cabos, fios e acessórios necessários para a
implantação do aterramento no poste.
Fls. 20 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

2.11 Custos Adicionais (Atividades/Serviços)

Para esta versão dos módulos construtivos, buscou-se apresentar uma relação de todos os
custos envolvidos, com metodologias de valoração próprias.

2.11.1 Metodologia de Valoração das Atividades de Instalação de Equipamentos

As Unidades de Serviço e Construção (USC) constituem um método de valoração das atividades


amplamente utilizado no setor elétrico há muitos anos. Trata-se de atribuir valores às atividades
passiveis de comparação com uma determinada base pré-determinada. Esta base é comparada
entre as regionais de atendimento e municípios da mesma concessionária e serve como
ferramenta de negociação junto às prestadoras de serviços (contratação de serviços
terceirizados de construção de rede).

A metodologia de cálculo das USC considera: os custos dos serviços para execução das
atividades de construção de redes de distribuição aéreas, os custos de pessoal, veículos,
infraestrutura básica, e impostos.

Na metodologia apresentada na AP 052/2009, a USC é obtida pela divisão da soma do custo


total de uma equipe pesada para construção em redes aéreas de distribuição de energia elétrica
desenergizadas e do custo proporcional da equipe de apoio e da administração indireta da
empreiteira pela capacidade de trabalho da equipe de construção pesada em um período de
tempo considerado.

Por não ter o detalhamento necessário para apuração destes valores, e pelas críticas apontadas
pelos agentes na AP 052/09, decidiu-se não utilizar esta metodologia de USC para determinação
dos preços dos serviços, mas sim o cálculo do serviço de acordo com o tipo de equipe e o tempo
de execução da tarefa. A fórmula de valoração agora proposta é apresentada na equação (1).

(1)

Onde,
CAS : Custo da Atividade / Serviço (R$)
TE : Tempo de execução da Atividade / Serviço (h)
Hh : Homem hora da equipe (R$)

Pode-se utilizar, futuramente, para fins comparativos entre áreas de concessão, uma
metodologia de USC, que seria apenas um fator de base de referência (PU – por unidade), não
sendo utilizado para fins de valoração, por causa da regionalização de salários utilizados na
valoração das equipes e da ocorrência de diferentes custos de transporte.

Para a determinação das equipes, dos veículos utilizados para o transporte de pessoal e de
materiais, e dos tempos de execução dos serviços, foi utilizada a norma de uma concessionária
considerada como referência por ter disponibilizado informações mais detalhadas para as tarefas
de construção.
Fls. 21 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Dentre todas as concessionárias de distribuição de energia elétrica que foram pesquisadas pela
ANEEL a respeito da metodologia aplicada de USC, apenas a norma acima citada apresentou
uma abertura detalhada com o tipo de equipe e respectivos tempos de execução de cada tarefa.

Posteriormente, serão obtidos junto a outras concessionárias informações sobre os tempos de


execução de forma a complementar os dados utilizados.

Portanto, as tarefas e respectivos tempos de execução apresentados pela concessionária foram


utilizados nos módulos de redes de distribuição aéreas e subterrâneas e nos módulos de
medição de energia.

Para os módulos de linhas de distribuição aérea, foram mantidas as tarefas e valores das
variáveis já apresentadas na AP 052/2009.

Por fim, para os custos de transporte que envolvem o deslocamento de equipes e de materiais
será adotado um valor percentual, somando-se aos custos de engenharia e administração. O
valor poderá ser diferenciado por clusters de empresas.

Em cada módulo construtivo é apresentada a descrição da atividade com a composição da


equipe que a executará. Uma compilação destas atividades está reapresentada no Anexo IX.

2.11.2 Metodologia de Valoração das Demais Atividades e Serviços

Para algumas atividades não foi aplicada a metodologia apresentada na seção anterior, mas sim
considerados valores percentuais aplicados ao somatório de custos do equipamento principal e
dos seus respectivos componentes menores constantes do módulo em valoração. As tarefas que
possuem esta metodologia são:

 Montagem Eletromecânica
 Canteiro de Obras
 Abertura de Acesso
 Limpeza de Faixa
 Comissionamento
 Engenharia
 Administração
 Meio Ambiente

A base de cálculo destes percentuais seguiu a metodologia utilizada atualmente na composição


dos preços para o setor de transmissão de energia elétrica.

A seguir será apresentada, para cada tarefa, uma descrição da metodologia de cálculo e quais
os valores utilizados nos módulos construtivos.

Montagem Eletromecânica

Compreende o somatório das despesas de montagem (mão de obra e fornecimento de materiais


de instalação e consumo) dos diversos equipamentos e materiais. Considera ainda a interligação
de cada equipamento.
Fls. 22 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado à Montagem Eletromecânica é igual
ao valor total dos equipamentos (TUC + COM) do módulo.

Esta tarefa foi inclusa nos módulos de subestações de distribuição e em um módulo de medição
de energia de subestação de distribuição.

No caso dos módulos de infraestrutura elétrica geral, o percentual utilizado foi de 5% e para os
demais módulos de 1%, acompanhando as planilhas orçamentárias de algumas obras de
subestações encaminhadas para a ANEEL pelos agentes de distribuição.

Canteiro de Obras

Compreende as despesas com a aquisição de materiais e serviços necessários à instalação de


escritórios e almoxarifados, redes de energia elétrica, telefonia e outras facilidades para apoio às
obras. Deve ser prevista também, ao final da obra, a retirada e limpeza geral da área que serviu
para este fim.

O custo representativo dessa parcela é o resultado das atividades de Mobilização e


Desmobilização e Instalação do Canteiro.

As atividades de Mobilização e Desmobilização compreendem os custos para transportar, desde


sua origem até o local de implantação do canteiro da obra, os recursos humanos, bem como
todos os equipamentos e instalações necessários. Como, de um modo geral, a desmobilização
de equipamentos e instalações se faz a fim de transportá-los para uma nova obra, não será
prevista parcela especifica para este fim, com vistas a evitar dupla remuneração.

As atividades de implantação de Canteiro e Acampamento compreendem os custos de


construção das edificações e de suas instalações (hidráulicas, elétricas, esgotamento)
destinadas a abrigar o pessoal (casas, alojamentos, refeitórios, sanitários, etc.) e as
dependências necessárias à obra (escritórios, laboratórios, oficinas, almoxarifados, balança,
guarita, etc.), bem como dos arruamentos e caminhos de serviço.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado ao Canteiro de Obras é igual ao valor
total dos equipamentos (TUC + COM) do módulo.

Os custos com “Canteiro de Obras” foram inclusos nos módulos de linhas e subestações de
distribuição aéreas.

O percentual utilizado foi o de 4% e estão fundamentados nos valores utilizados no Banco de


Preços Referenciais da Transmissão.

Abertura de Acesso

Compreende a atividade de abertura de acesso aos locais que irão ser instaladas as torres de
linhas de distribuição de energia.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado à Abertura de Acesso é igual ao valor
total dos equipamentos (TUC + COM) do módulo.
Fls. 23 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Esta tarefa foi inclusa nos módulos de linhas de distribuição aéreas.

O percentual utilizado foi o de 3%, acompanhando os valores utilizados no trabalho anterior.

Limpeza de Faixa

Compreende a atividade de limpeza de faixa do traçado das linhas de distribuição de energia.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado à Limpeza de Faixa é igual ao valor
total dos equipamentos (TUC + COM) do módulo.

Esta tarefa foi inclusa nos módulos de linhas de distribuição aéreas.

O percentual utilizado foi o de 4%, acompanhando os valores utilizados no trabalho anterior.

Comissionamento

Compreende todas as despesas para a aceitação do empreendimento, incluindo ensaios e


inspeções dos equipamentos e instalações no campo, que permitirão a sua operação comercial.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado ao Comissionamento é igual ao valor
do Custo Direto Básico, que compreende o somatório do valor total dos equipamentos (TUC +
COM) do módulo, valor do canteiro de obras e da montagem eletromecânica.

Esta tarefa foi inclusa nos módulos de subestações de distribuição e redes de distribuição
subterrâneas e submersas.

O percentual utilizado foi o de 2%, acompanhando os valores utilizados no Banco de Preços da


Transmissão.

Engenharia

Inclui despesas com topografia, sondagem e projetos básico e executivo, inclusive a atividade de
análise do projeto.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado à Engenharia é igual ao valor do
Custo Direto Básico, que compreende o somatório do valor total dos equipamentos (TUC +
COM) do módulo, valor do canteiro de obras e da montagem eletromecânica.

Esta tarefa foi inclusa em todos os módulos construtivos.

O percentual utilizado foi o de 3%.

Administração

Representa todos os custos locais que não são considerados na composição dos custos
diretos. Inclui itens como: Custo da Estrutura Organizacional (pessoal) e Despesas Diversas.
Fls. 24 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

Os custos de administração central já estão considerados nos Custos Operacionais de


Distribuição de Energia Elétrica, portanto não estão contemplados neste item.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado à Administração é igual ao valor do
Custo Direto Básico, que compreende o somatório do valor total dos equipamentos (TUC +
COM) do módulo, valor do canteiro de obras e da montagem eletromecânica.

Esta tarefa foi inclusa em todos os módulos construtivos.

O percentual utilizado foi o de 1%, para os módulos de linhas e subestações, e de 2% para os


módulos de redes e medição de energia.

Meio Ambiente

Inclui despesas com estudos do impacto ambiental nas obras de linhas de distribuição de
energia elétrica.

A base sobre a qual será aplicado o percentual associado ao Meio Ambiente é igual ao valor do
Custo Direto Básico, que compreende o somatório do valor total dos equipamentos (TUC +
COM) do módulo, valor do canteiro de obras e da montagem eletromecânica.

Esta tarefa foi inclusa nos módulos de linhas de distribuição aéreas.

O percentual utilizado foi o de 2%.

3 Considerações Finais e Próximos Passos

A metodologia proposta para a classificação dos módulos construtivos representa significativo


avanço em relação ao apresentado preliminarmente pela ANEEL na Audiência Pública no
052/2009, na medida em que estabelece parâmetros mais aderentes à realidade das empresas,
que contribuíram para a referida audiência pública, assim como apresenta as adequações
necessárias exigidas pelas instruções de codificação de patrimônio constantes no MCPSE.

A metodologia deve ser periodicamente revista, incluindo novos módulos com novas tecnologias
e/ou novos equipamentos aos módulos existentes, prudentemente a cada revisão do Manual do
Controle Patrimonial do Setor Elétrico – MCPSE.

As concessionárias de energia elétrica deverão classificar os ativos com o novo código de


controle patrimonial do MCPSE e também em qual módulo construtivo pertence o TUC sob
valoração. Isso será de extrema importância para a composição do preço final do TUC, com o
cálculo dos componentes menores (COM) e custos adicionais (CA) referentes a cada TUC,
quando da utilização do sistema computacional do Banco de Preços.

As contribuições, decorrentes da reabertura desta Audiência Pública serão analisadas, e os


módulos poderão ser revistos, alterados e/ou poderão ser criados novos módulos para a melhor
representação dos ativos instalados em todo o sistema elétrico brasileiro de distribuição de
energia elétrica.
Fls. 25 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

4 Bibliografia

ANEEL. Resolução Homologatória n° 258, de 6 de janeiro de 2009, que homologa as


Metodologias para definição e atualização do Banco de Preços de Referência ANEEL a ser
utilizado nos processos de autorização, licitação para outorga de concessão e revisão tarifária
das concessionárias de transmissão de energia elétrica, e seus anexos.

_____. Resolução Normativa n° 370, de 30 de junho de 2009, que aprova a inclusão de


alterações no Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, instituído pela
Resolução ANEEL nº. 444, de 26 de outubro de 2001, e seus anexos.

_____. Resolução Normativa n° 367, de 2 de junho de 2009, que aprova o Manual de Controle
Patrimonial do Setor Elétrico - MCPSE e dá outras providências, e seus anexos.

_____. Resolução Normativa ANEEL n° 395, de 15 de dezembro de 2009, que aprova a Revisão
1 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional –
PRODIST, e dá outras providências, e seus anexos.

Documentação disponibilizada pela ANEEL

 Documentos disponibilizados na Audiência Pública n o 052/2009. Nota Técnica nº


409/2009-SRE/ANEEL e seus anexos.
 Contribuições da Audiência Pública no 052/2009, total de 11 empresas e 2.538
contribuições. (Abradee, AES-Eletropaulo, AES-Sul, Ampla, Celesc, Cemig, Coelce,
Copel, CPFL, Elektro, Energisa, Light)
 Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico – MCPSE.
 Modelos de Módulos Construtivos. (Módulos da Transmissão (ANEEL), Cemig, Coelba,
Eletrobrás, AES-Eletropaulo)
 Produtos finais entregues pelos consultores do Projeto PNUD – BRA/98/019, contrato de
prestação de serviços no 2008/1039.
 Atas de reuniões da ANEEL com os consultores do projeto PNUD.
 Apresentações e vídeo da Audiência Pública Interna da ANEEL sobre os módulos
construtivos realizado em 2008.
 Normas ABNT.
 Documentos CODI.
 Normas Técnicas de concessionárias de distribuição de energia. (AES-Sul, Bandeirante,
Cea, Ceb, CEEE, Celg, Celpe, Celtins, Cemar, Cemig, Copel, CPFL, Elektro, Escelsa,
Fecoergs, Jaguari, CSPE, Mococa, CPEE)
 Ofícios encaminhados para as concessionárias solicitando informações para a
elaboração dos trabalhos do PNUD.
 Respostas das concessionárias de energia para os Ofícios da ANEEL. (AES, Boa Vista
Energia, Ceron, Copel, CPFL Paulista, Elektro, Eletropaulo, Energisa, Light, Manaus
Energia).
 Informações georreferenciadas de redes da Sulgipe, Cemig, Coelba, Light e Elektro.
Fls. 26 do Anexo I da Nota Técnica nº 304/2010-SRE/ANEEL, de 24/09/2010.

 Banco de Preços da 2ª RTP das concessionárias de energia. (Ampla, Boa Vista, Cemar,
Cemig, Celpa, Celtins, CFLO, Coelba, Coelce, Cosern, CPFL, Elektro, Eletroacre,
Energipe, Light, RGE)