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Aula 1

Expo 98 (não atraiu os 15 milhões de pessoas esperadas, apenas 11 milhões. Obras públicas
muito caras.)

A Martifer participou na construção da expo 98, e de alguns estádios, como o do benfica.

Em 2007, entrou na bolsa.


Encontrou os investidores e banqueiro certo (irónico).
Em 2007 tem um capital social de 50 milhões de euros e um prémio de emissão de 186 500
mil euros, ou seja, nesta altura, alancar o capital em 18 milhões de euros (de 32 para 50),
portanto os novos acionistas entraram no mercado, o controlo da empresa é feito pela
Jerónimo Martins, da SGPS. O capitalismo popular, são os indivíduos que lá meteram os
186 mais os 18, portanto 2 045 milhões de euros, meteram a maioria do capital.
Mas têm a minoria dos votos. Isto significou que quem quis comprar as ações da Martifer
pagou entre 11 e 12 vezes o valor nominal, por uma coisa que hoje vale bola (estes podem
fazer parte dos indignados da martifer).
Esta empresa entrou no mercado em 2007 e tornou-se uma das vedetas do mercado.
‘’Small is good’’, 14 milhões de RL, 21 milhões RO, tinham de ativos 349 e de vendas 250
(calcular rotação).
Em 2009, 2 anos depois de ser a vedeta do mercado, aumentou em 100 milhões … . A
empresa teve prejuízos operacionais mas ganhou 100 milhões (operação extraordinária?).
Em 2004 comprou uma participação relevante que deu influência significativa, na RE
POWER, que é uma das grandes empresas alemãs da área energética. Foi um bom
investimento? (resposta do prof: é ter mais olhos que barriga, ou seja, dar um passo maior
que a perna - overinvestment ) Quando se vendeu, gerou um resultado de 160 milhões de
euros, é isto que explica que RO negativo, chega a um lucro de RL positivo de 100 milhões
depois de deduzir gastos financeiros à custa dos 160 milhões de resultado da venda da RE
POWER.
Se é de facto bom encontrar alguém que lhes dê o preço de compra mais 160 milhões,
provavelmente tinham-na comprado sem suporte financeiro. Venderam também ações da
EDP pela mesma razão, ou seja, há uma altura em que não conseguem aguentar e têm de
vender. E o que é que se vende, o mau ou o bom?
O bom porque é mais fácil de realizar. Portante:
- 1º indicador de alarme: o ativo aumentou 4 vezes mas as vendas apenas 2 vezes. De facto,
‘’small is beautiful’’ e mais vale estar quieto. Vendiam 250 milhões, usavam 350 milhões de
capitais totais próprios e alheios, antes do tal assalto ao mercado mobiliário, encaixaram 204
milhões dos indignados. Não foi a solução aumentar as vendas. Isto refletiu, overtrading,
overinvestment, investimento não sustentável, investimento não proporcional, ou seja é aqui
que entra a alavanca negativa.

Em 2009 a taxa começou a subir, em 2007 entraram na bolsa e tiveram 204 milhões à borla.
Nunca mais houve distribuição de resultados a partir daqui. E, portanto, em 2009
começaram a ter RO negativos, e nunca mais pararam até 2016. O ativo passou de 1 423
milhões para 417 milhões, com CP negativo.
De 2009 para 2016 houve muitos desinvestimentos, venderam a Prio combustíveis, vários
centros comerciais, a área solar, fecharam vários empresas nos EUA, as operações no Brasil,
a 2º fábrica de construções metálicas em Benavente. Mas o problema básico é que depois
destes desinvestimentos todos ainda continuam a ter mais ativos do que tinham antes da
entrada na bolsa e menos vendas que antes. Estes ativos são suportados por CP que é
negativo em 88 milhões de euros ( CP negativo é a parte do passivo que não é coberta
mesmo que eu transforme todo o ativo em dinheiro ). O passivo pela 1ª vez, em 2016 é
maior que o ativo, mesmo com estes desinvestimentos todos.

Em 2016 o passivo era 278 milhões de euros, a diferença para os 349 era o capital próprio
antes do ‘’jackpot milionário na bolsa’’. Aqui o passivo é apenas 455 milhões.
Ver o FM, LG e tesouraria. --> Articular com a situação de M/L prazo. Avaliar
sustentabilidade, viabilidade.
FM>0 (indicador de curto prazo) empurrar o crédito para o longo prazo, provoca um FM
positivo.

Como a empresa chegou até aqui se não é sustentável?


Em 2008 devia 1 000 milhões de euros (passivo), em 2009 no ano em que começou o RO
negativo, a empresa devia 985 milhões, ou seja, ‘’to big to fail’’. O passivo foi reduzindo,
assim como o ativo, porque o ativo em 2009 era 1 400 milhões, hoje é 400 mil milhões.
Neste caso, desinvestir não foi a solução, mas obrigação. Agora o que importa é ver quem
decidiu onde desinvestir e o que desinvestir, se foi uma boa decisão ou o inverso.

Contradição de interesses entre gestores, acionistas e credores.

A empresa em 2012 escreveu no relatório que o segmento de negocio solar era futuro, era o
mais rentável e o que tinha maior valor acrescentado, assim como mais faturação por
trabalhador.
Em 2014 a parte solar foi posta à venda.
Desinvestiram naquilo que era mais fácil e o dinheiro serviu para pagar passivo dos maiores
credores. Ou seja,
(teoria da agência) o desinvestimento não foi feito de acordo com os interesses de
longevidade da empresa do acionista, mas é feito de acordo com os interesses do maior
credor que a partir desse momento são eles que mandam. Claro que uma empresa quando
tem de vender, quanto mais for a pressão de vender e quanto mais precisar menor é o
encaixe da venda --> a necessidade e a pressão de tesouraria reduz valor.

Em 2015, o segmento solar que foi posto à venda em 2014 ainda estava nas quotas para
vender, contrariando as normas contabilísticas que dizem que os ativos não correntes detidos
para venda não devem estar mais de 12 meses exceto em ocasiões pontuais e o pretexto da
empresa para este segmento ser só vendido em 2016 foi ‘’está quase a ser vendida’’.
Suponho que de 2015 para 2016 o ativo tenha diminuído pelo facto de em 2015 englobar os
147 milhões de ativos detidos para venda.
Perderam no desinvestimento 9 688 570 euros e vê-se: resultado das atividades
descontinuadas (cessar atividade, pode ser descontinuado porque vendi ou porque mantive
na empresa mas já não utilizo) um bocadinho abaixo do meio (3, 28 notas) 2016 perderam 9
688 570. (não encontrei no relatório de gestão, perguntar ao prof). (desenvolver mais este
assunto e ainda ver como está relacionado com o banco).

Moral da historia: neste momento a martifer vendeu os seus anéis todos, tem as construções
metálicas, vendeu quase todo o resto e tem uma área num segmento que explora parques
eólicos, a chamada área das renováveis. Basicamente a Martifer hoje é as construções
metálicas, uma fábrica em oliveira de frades fechou a 2ª fábrica em Benavente.
Espantosamente o que dá alguns lucros à martifer para além da renováveis é a construção
naval (lucros operacionais) e dentro das construções metálicas há uma parte da construção
naval que assenta em duas empresas, a Navalria na zona de Aveiro, e a de Viana do Castelo
na zona dos estaleiros navais de Viana do Castelo. ATENÇÃO: a martifer não comprou os
estaleiros, arrenda as instalações e aos ativos (edifícios, máquinas etc) por 1 400 mil euros,
por ano. Gerou muita polémica este negócio, assinado o contrato em janeiro 2014, em 2013
a empresa estaleiros navais de viana do castelo eram considerados por briley ‘’vale mais
morta do que viva’’.

Demonstração de Resultados: para calcular um rácio de resultados líquidos sempre na DR.


interesses minoritários ou interesses não controlados: parte não controlada pelo grupo, que
engloba a parte do CP antes de resultados mais os resultados que não são do grupo. Portanto,
os RL para calcular a RCP vamos buscar à DR. Calcular RCP :
RCP 2015 = RL de exercício 2015 (53 milhões) / CP 2015 de 12
milhões = - 4,42 (442 %).
A empresa teve um prejuízo no ano 2015 de 4,4 vezes superior aos capitais que tinham no
fim do ano, ou seja, face aos CP no dia 31 dez o prejuízo foi de 442 %, o que significa que
se continuasse ao mesmo ritmo a quantos anos dava o CP a este ritmo: 3 meses. Em situação
de falência.
RCP 2016 = (60 milhões) / (38 milhões) = - 1,58 (158 %).
O prof cometeu um erros, foi buscar um valor ao 2º semestre, ver depois.

Teste: ‘’ calcular FM
Em 2015 tenho 276 de passivo dos quais 136 são ativos detidos para venda, passivos
correspondentes aos ativos detidos para venda. 377 milhões dos quais 147 são ativos
detidos para venda, este passivo associado aquele e o remanescente são outros ativos
correntes. Quando alguém consegue realizar uma venda o preço de venda efetivo é
normalmente inferior (erro previsional) ’’

Notícias sobre a Martifer:

- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/construcao/detalhe/martifer-afunda-6-apos-
prejuizos (consequências dos prejuízos)
- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/prejuizos-da-martifer-
aumentam-para-436-milhoes (prejuízos aumentam)
- http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/bolsa/detalhe/martifer-dispara-quase-10-depois-
de-negocio-com-douro-azul (valorização na bolsa)
- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/martifer-negoceia-mais-65-milhoes-
com-a-douro-azul (douro azul)
- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/carlos-martins-arguido-nao-
devera-ter-impacto-na-martifer (arguido)
- http://www.jornaldenegocios.pt/economia/justica/detalhe/tomas-correia-costa-leite-e-
carlos-martins-constituidos-arguidos (arguidos)
- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/estaleiros-navais-da-martifer-em-aveiro-
na-lista-europeia-de-reciclagem-de-navios (estaleiros navais)
- http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/martifer-so-emprega-nos-estaleiros-de-
viana-250-dos-400-prometidos-ha-tres-anos (pessoal da empresa)

- http://expresso.sapo.pt/economia/portugueses-pagam-para-a-martifer-utilizar-estaleiros-de-
viana-do-castelo=f843596 (estaleiros)

Aula 1.1

O CP no final de 2014 é 15 milhões.


O CP no final de 2015 é 11,6 milhões.
Conclusão: O CP de 2015 é igual ao CP entre 2014 de 15 milhões e mais ou menos RL de 1
milhão dá 16 milhões, mas o valor que podemos observar é de cerca de 11 milhões, para
onde foram os 4,4 milhões? Resultados transitados. Há acertos negativos que foram
retirados.
Demonstração consolidada das alterações no CP permite ver as variações patrimoniais que
foram diretamente para CP. Valor de RT que a empresa tem (?) vai-se buscar às reservas
(reservas são resultados anteriores que ficaram retidos na empresa, e o destino é reserva
legal, os tais 5 % obrigatórios, e o resto pode ir para RT. Têm natureza positiva) (?).
Até 2009 as reservas eram positivas, porque tiveram lucros. Em 2010 tiveram 52 milhões de
prejuízos líquidos e em 2011, 47 milhões. Vemos que em RT não houve valores negativos,
pelo facto de diluírem o efeito negativo dos prejuízos pelo valor das reservas, não é ilegal,
mas pode ser considerado distorção da apresentação de elementos.

Contas no Balanço, as mais relevantes para o analista: ……

GoodWill= diferença entre o custo de aquisição e o valor contabilístico. Significa o que eu


paguei a mais em relação ao CP. Espectativa de geração de lucros futuros.

Forma de desacelerar prejuízos:


- Critério de verão/inverno de depreciação que podem reduzir resultados, olhar pra DR e ver
se há grandes variações de depreciações. Isto aconteceu com a CP mas não com a martifer.
A CP aumentou a vida útil de comboios que agora são lixo, assim como a TAP.

Rubricas relevantes do Curto-prazo: Clientes, outros devedores e bancos. Estas 3 rúbricas


têm mais de ¾ do valor do ativo corrente. Clientes, é uma área relevante, por causa das
imparidades.

No capital os 186 milhões do capitalismo popular e o PEmissao (valor que pagaram a mais
para além do valor nominal (VN=18 milhões)).
RL de exercício, ir buscar à DR.
A RCP de 2016 não se pode calcular mas pode-se comentar a evolução dos resultados da
DR.
Em 2016 a empresa perdeu 59 milhões, dos quais 10 milhões são de operações
descontinuadas, 12 milhões de gastos financeiros, e sobram 17 milhões de RO negativo, o
EBITDA (8ª linha) é de 4 430 milhões, RO(4 abaixo) (17 milhões).
Se o prof pedir para comparar o prazo médio de pagamento da divida, passivo
remunerado/EBITDA é 4,4 milhões. O passivo remunerado engloba as rúbricas dos
empréstimos corrente 15 milhões e locações correntes 15 mil + empréstimos não corrente
260 milhões e credores por locações financeiras 12 876 milhões. A dividir pelo EBITDA dá
76 anos, a consequência é o aumento da taxa de juro e a banca tem consciência que não vai
receber mas está a travar para ver se vai mais devagarinho.

Calcular FM 2015= Ativo corrente – Passivo corrente= 367.624.683 - 276.347.414 =


91 277 269 (engloba os ativos detidos para venda e passivos associados, 147 4 136)
1ª conclusão: FM >0 já não consigo pagar a ninguém em …. Etc
É preciso calcular 2 fundos de maneio: o com ativos e passivos detidos para venda e o sem.
FM= se o que eu transformar em meios monetários todo o meu ativo qual será a minha
capacidade de cobrir e quanto me sobra.

Quando se decide vender, neste momento tira-se o AFT da 43 e passa para a 46 e deixa-se
de depreciar por corresponder à utilização.

Comentário sobre a análise de resultados da empresa: o único resultado positivo em 2016 é a


MB e o EBITDA etc… etc

‘’Temos a plena convicção que seguiremos no caminho certo, em 2017 seguiremos o plano
estratégico de 2015, continuaremos focados nos objetivos, reforço da presença
internacional’’ Têm desinvestido e criado mais empresas, ou seja, continuam a fazer o
mesmo que antes. O reforço da presença internacional baseia-se no auto-financiamento (no
qual nenhum dos sócios contribuirá), a conversão em capital não mudará nada porque o total
fica igual (passar do passivo para o capital)…etc…

outra: a divida diminuiu em euros mas o peso relativo aumentou. Rácio PBV=relação entre o
price e o book value, ou seja a cotação bolsista (nº ações x Valor em mercado(VN)) / valor
contabilístico (CP). Este rácio era inferior a 1 durante vários anos, ou seja o mercado não é
tao ‘’burro’’ quanto parece. Significa que o mercado vê que este empresa desde 2009 tem
prejuízos operacionais, paga hoje os valor que desvalorizará no futuro.
PBV < 1 empresas q vão gerar prejuízos.

História Martifer (retirada do site)

1990: A Martifer é constituída como sociedade por quotas, com um capital social de
aproximadamente 22 500 euros (4 500 mil escudos) e sede na Zona Industrial de Oliveira de
Frades, que se mantém até aos dias de hoje. No final do primeiro ano de atividade, a
Martifer contava com 18 colaboradores e um volume de negócios de 240 mil euros

1998: A 26 de maio, a empresa, já com mais de 100 colaboradores, é transformada em


sociedade anónima alterando a sua estrutura acionista. O capital social da empresa passou a
ser detido pela MTO SGPS (atualmente I’M SGPS) e pela ENGIL SGPS. A partir de 2001,
estas posições passaram a ser igualitárias. Em Portugal decorre a Expo 98, com a
participação da Martifer em várias obras, como a torre Vasco da Gama.

1999: Em novembro, a Martifer dá início ao processo de internacionalização para Espanha,


com o objetivo de se afirmar como uma das empresas de referência na construção metálica
daquele país.

2002: A Martifer cria a sua segunda fábrica em Portugal, localizada em Benavente, para dar
resposta à construção dos estádios do Euro2004.

2003: Em fevereiro, a Martifer continua com o processo de internacionalização com a


criação de uma unidade industrial em Gliwice, na Polónia. Esta entra em laboração no 2.º
semestre de 2004.

2004: Em fevereiro, a Martifer inicia a atividade no setor dos equipamentos para energia
renovável, através da Martifer Energia. Esta empresa dedica-se ao fabrico de torres
metálicas para aerogeradores eólicos e está instalada na Zona Industrial de Oliveira de
Frades. Em novembro, é criada a Martifer SGPS, S.A., que tem como objetivo gerir as
participações sociais das empresas do grupo Martifer.

2005: A atividade de estruturas metálicas alarga o seu mercado de atuação na Europa


Central, abrindo delegações na Roménia, República Checa, Eslováquia e Alemanha.
Iniciam-se investimentos na área da Agricultura e de Biocombustíveis na Roménia.
A Martifer passa a ser um dos acionistas de referência da alemã REpower Systems AG, um
dos maiores produtores mundiais de equipamentos para a energia eólica, terminando o
exercício com uma participação financeira de 25,4 %. Em junho é constituída a REpower
Portugal, com vista ao mercado de construção de parques eólicos, assistência e assemblagem
de aerogeradores.
Em agosto, o grupo Martifer cria mais uma sociedade, denominada de M Energy (hoje,
Martifer Renewables) com o principal propósito de centralizar a gestão de todas as
atividades na área da promoção de energias renováveis.

2006: Em março, através do consórcio Ventinveste, a Martifer entrega a candidatura ao


concurso para atribuição de 1 500 MW de licenças para a produção de energia eólica em
Portugal.
Em maio, dá-se a constituição da Martifer Solar, com objeto social de projeto, conceção,
fabrico e instalação de painéis solares.
No final do ano, a Martifer recebe o 1.º prémio de excelência pela promoção de novas áreas
de investimento e negócio, atribuído pela Câmara de Comércio e Indústria da Roménia.

2007: Em fevereiro, a Martifer, aliada ao grupo indiano Suzlon, lança uma OPA sobre a
REpower. O consórcio passa a controlar 56,93 % da empresa e, fruto do acordo realizado
entre a Areva e a Suzlon, passou a controlar 87,1 % dos direitos de voto da REpower. A
Martifer acorda vender a sua participação na REpower à Suzlon em 2009 por 270 milhões
de euros.
O consórcio Ventinveste - constituído pela Martifer, Galp Energia, Enersis, a Efacec e
REpower Systems AG - obteve o primeiro lugar da "Fase B” do concurso público lançado
pelo governo Português para a atribuição de 400 MW de capacidade de injeção e dos
respetivos pontos de receção associados à produção de energia elétrica em centrais eólicas.
Em junho, concluiu-se a oferta pública inicial da Empresa (IPO). A Empresa recolheu 199
milhões de fundos através de uma oferta de 25 milhões de ações, que foram colocadas no
ponto máximo do intervalo de preços, 8,00 € por ação. Após o IPO, a Empresa contava com
65 mil novos acionistas.
A Martifer Solar formalizou o contrato com a Spire Corporation para o fornecimento chave
na mão da linha automatizada de produção de módulos fotovoltaicos com capacidade anual
de 50 MW.
O Grupo foi ainda distinguido com o prémio "Organic Grower of the Year 2007” pela A.T.
Kearney "Global Growth Assessment”.

2008: A Martifer Energy Systems adquire a Navalria. O valor da aquisição ascendeu a 4,7
milhões de euros.
O Presidente e o Vice-Presidente da Martifer, Carlos Martins e Jorge Martins,
respetivamente, foram os vencedores da segunda edição nacional do prémio atribuído pela
Ernst & Young, Entrepreneur of the Year 2007.
Teve início a produção nas unidades industriais de assemblagem de aerogeradores, de
componentes para parques eólicos e de módulos fotovoltaicos.

2009: A Martifer e a Hirschfeld criam uma Joint Venture para a produção de componentes
para energia eólica nos EUA.
A fábrica de construções metálicas em Angola (15 000 toneladas de capacidade) inicia a
produção no 2.º semestre do ano. A Martifer Renewables ultrapassa os 100 MW de
capacidade instalada em maio e, já no final do ano, vence 217,8 MW no 1.º leilão eólico
realizado no Brasil.

Em outubro, o Grupo adota um novo modelo de governo: Carlos Martins assume funções de
chairman, Jorge Martins funções de CEO e Mário Couto é nomeado CFO.

2010: Em março, a Martifer procedeu à alienação de 11 % na Prio Foods e Prio Energy pelo
valor de 13,75 milhões de euros, reduzindo, desta forma, a sua participação de 60 % para 49
% do capital social, naquelas empresas e nas respetivas subsidiárias.
Ainda nesse mês, a subsidiária Martifer Metallic Constructions adquire 45 % do capital
social da Martifer Alumínios à HSF SGPS, passando a deter a totalidade do capital da
empresa.
Em abril, a Martifer Solar aumenta o seu capital social para 50 milhões de euros, de forma a
responder às necessidades de investimento da empresa, fortalecendo a sua estrutura de
capital.
Em setembro e outubro, a Martifer Solar finaliza a construção dos dois maiores parques
fotovoltaicos do continente africano, localizados em Cabo Verde, nas ilhas do Sal e de
Santiago.
Já no final do ano, e no seguimento da política de rotação de ativos implementada na
Martifer Renewables, o Grupo vende os parques que detinha na Alemanha, Bippen e
Holleben, com 53,1 MW de capacidade instalada.
Ainda em dezembro, a Martifer Solar celebra um acordo com a EDP para a alienação de 60
% da Home Energy.

2011: A Martifer é hoje uma multinacional com mais de 3 000 colaboradores em todo o
mundo, focada essencialmente em duas áreas de negócio: construção metálica e solar.
Este ano, o Grupo aumentou a sua exposição a mercados fora da europa, com a entrada em
mercados promissores. Na construção metálica, destaca-se no primeiro semestre do ano o
início da construção da fábrica de estruturas metálicas num dos mercados com maior
potencial de crescimento para os próximos anos: o Brasil. Na solar, assistimos à adjudicação
do primeiro projeto de energia solar fotovoltaica na Índia, em junho.
Em fevereiro, e seguindo a orientação estratégica do Grupo de focalização nas suas
atividades core, a Martifer vendeu a sua participação de 50% na REpower Portugal à
REpower Systems AG.

2012: é o ano do pleno funcionamento da fábrica da Martifer Metallic Constructions no


Brasil. Com capacidade para produzir 12 000 toneladas de estrutura metálica por ano, esta
fábrica visa dar resposta aos grandes projetos da empresa no Brasil.A Martifer Solar
conquista o seu primeiro projeto no Brasil: uma instalação fotovoltaica de 300 kW numa
fábrica do grupo General Motors em Joinville, no estado de Santa Catarina. A empresa
continuou, também, o seu processo de internacionalização com a entrada na Ucrânia, na
Roménia e no México.

2014: No início do ano, a Martifer assina o contrato de subconcessão dos terrenos e


infraestruturas dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). É em maio que a
West Sea, empresa criada pela Martifer para assumir a subconcessão, começou a laborar em
Viana do Castelo. Já no final do ano, a West Sea assina o primeiro contrato para construção
naval. Ainda em 2014, o Brasil recebe o Campeonato Mundial de Futebol, com a Martifer
Metallic Constructions a participar na construção de três estádios: Arena Fonte Nova
(Salvador da Bahía), Arena Castelão (Fortaleza) e Arena da Amazônia (Manaus). Também a
Martifer Solar esteve presente neste evento, com a construção da cobertura solar fotovoltaica
do Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

2015: A West Sea assinou um contrato com a Marinha Portuguesa para a construção de dois
Navios Patrulha Oceânica. Ainda neste ano, a empresa concluiu os dois navios-hotel cujo
contrato de construção tinha sido assinado em 2014.
Em outubro, a Martifer anunciou a venda do segmento de construção metálica no Brasil,
continuando, no entanto, com a atividade de energias renováveis no país.
A Martifer Renewables concluiu e alienou, também em 2015, o seu quarto parque eólico na
Polónia.

2016: O projeto Âncora tem em produção quatro parques eólicos (171,6 MW). Deste projeto
fazem parte as duas torres eólicas revestidas com elementos projetados e desenhados por
dois artistas de renome internacional, Vhils e Joana Vasconcelos, naquele que é considerado
o maior projeto de arte contemporânea em altura.
No setor naval, foi entregue à Douro Azul o primeiro navio construído pela West Sea, em
Viana do Castelo. O Viking Osfrid é uma embarcação muito semelhante aos dois navios-
hotel construídos em 2014 pela Navalria (Viking Hemming e Viking Torgil), tem 79 metros
de comprimento e capacidade para 106 passageiros.