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LIXO TECNOLÓGICO E OS IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE

Michele Cristiani Barion Freitas1

RESUMO
O artigo retrata um assunto atual diante da popularização da tecnologia no mundo. O
lixo eletrônico ou por muitos conhecidos como lixo tecnológico é composto por
celulares, computadores, baterias, pilhas, televisões, ou seja, tudo aquilo gerado a partir
de aparelhos eletroeletrônicos. Os consumidores de olho nas novidades que explodem
na mídia, buscam sempre novos aparelhos, trocando muitas vezes determinado produto
por outro e, assim, fazendo com que a quantidade de lixo formado por resíduos
tecnológicos seja progressiva. Uma ilustração quanto ao uso de materiais tóxicos no
processo de composição são os computadores, na qual podem ser encontrados 23 metais
pesados, sendo que atualmente 52% destes passam pelo processo de reciclagem.
Pensando no meio ambiente e no bem estar da população, muitas empresas que
produzem eletroeletrônicos estão utilizando materiais menos agressivos na manufatura,
além de outras que buscam o desenvolvimento de produtos que consomem menos
energia. No mundo já existem leis que determinam a trajetória do lixo tecnológico,
porém no Brasil a Lei de Resíduos Sólidos, na qual faz parte esta classificação de lixo,
ainda está em processo de análise para votação. Em alguns estados brasileiros já existem
leis estaduais que instituem normas e procedimentos no processo de reciclagem. Leis e
projetos quanto ao lixo tecnológico focam a logística reversa.

Palavras-chave: lixo tecnológico, resíduos sólidos, eletroeletrônicos, reciclagem.

ABSTRACT
The article depicts a current subject about the popularization of the technology in the
world. The electronic garbage or by many known as technological garbage are
composed of cell phones, computers, batteries, televisions, or anything generated from
electronic devices. The Consumers, who have their eyes on the newest things to burst
onto the media, always look for new devices, exchanging many times a particular
product for a new one and consequently increasing the technological garbage. An
illustration on the use of toxic materials in the composition process is the computer, in
which are found 23 heavy metals, knowing that 52% of them pass through in the
recycling process.
Thinking about the environment and health of the population, many companies that
produce electronics are using less harmful materials in manufacturing and other
companies are developing products that consume less energy. There are already laws in
the world which determine the route of the technological garbage, however in Brazil the
Solid Waste Law, which is part of the waste classification, is still in the voting process.
Already in some Brazilian states exist state laws establishing standards and procedures
in the recycle process. Laws and projects regarding technological garbage focus on
logistics in reverse.

Keywords: technological garbage, solid waste, electronics and recycling.

1
Prof. Curso Bacharelado em Sistemas de Informação, Faculdades Network – Nova Odessa, SP, Brasil
( michele@nwk.edu.br)
INTRODUÇÃO
Todos os produtos que utilizamos para organizar nossas atividades e
garantir nosso conforto são extraídos originalmente de áreas naturais,
onde muitas plantas e animais conviviam naturalmente. Carros,
bicicletas, computadores, armários, canetas, enfim essa infinidade de
objetos que desejamos ter é sempre um pedacinho da natureza
transformada (COMO CUIDAR O SEU AMBIENTE, PROJETO BEI
COMUNICAÇÃO, 2002, p. 209).

Muitos instrumentos tecnológicos foram inventados para facilitar as tarefas do


homem. Com o decorrer dos anos estas ferramentas foram aprimoradas, diversificadas e
adaptadas para os diversos tipos de aplicações nos mais variados segmentos.
O homem diante de tantas novidades que explodem na mídia e até mesmo pelo
barateamento da tecnologia, acaba adquirindo sempre novos aparelhos com funções
mais sofisticadas e abrangentes, sejam celulares, televisões, entre outros, trocando-se
um determinado produto por outro. Vários fatores podem ser destacados quanto a estas
aquisições, sejam pelo fato de ter um produto com tecnologia ultrapassada, pela
manutenção se tornar inviável financeiramente em comparação com aparelhos novos ou
até mesmo pela indisponibilidade de peças de reposição ao equipamento usado. É nestas
trocas que surgem, assim, os resíduos tecnológicos.
Lixo tecnológico são materiais descartados produzidos a partir de alta
tecnologia, tais como os aparelhos eletrodomésticos ou
eletroeletrônicos e seus componentes, incluindo os acumuladores de
energia (baterias e pilhas) e produtos magnetizados, de uso doméstico,
industrial, comercial e de serviços, que estejam em desuso e sujeitos à
disposição final (PROJETO BEI COMUNICAÇÃO, 2002, p. 209).

Conforme apresentou o Relatório de Estudos apresentados ao Parlamento


Europeu em 19982, foram produzidos nos países da União Europeia cerca de seis
milhões de toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (4% do fluxo
de resíduos urbanos), prevendo um aumento de 3 a 5% ao ano. Já a ONU (Organização
Nações Unidas) calcula que no mundo são descartados anualmente cerca de 50 milhões
de toneladas de lixo tecnológico.
O lixo tecnológico, também chamado por muitos de lixo eletrônico, é um
problema do mundo moderno e com poucos projetos para sua resolução, podendo ser
medido pela popularização da tecnologia em todo o planeta. Equipamentos eletrônicos
usados tais como, televisores, celulares, eletrodomésticos portáteis e equipamentos de
informática, além do uso de pilhas e baterias, acabam sendo descartados em depósitos
de lixo. Boa parte deles são compostos por materiais altamente tóxicos como chumbo,
mercúrio ou cádmio e não-biodegradáveis, na qual não passam corretamente pelo
processo de reciclagem, estando, assim, cada vez mais armazenados nos cantos das
casas e até em ruas e aterros sanitários. Segundo um estudo realizado pela empresa
Umicore (Empresa Internacional de Tecnologia de Materiais) em parceria com
empresas que produzem baterias, “a cada bateria recarregável reciclada poupa-se a
emissão de 70% de CO2 na atmosfera e gera economia de 70% no consumo de energia
nos processos [...] A reciclagem acontece sem produzir impactos ao solo, ao ar e à água,
aproveitando todos os componentes” (BECHIOLLI, 2005, p. 5).

2
Extraído da matéria “Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos” a partir do link
<http://ambientes.ambientebrasil.com.br>.
Componentes como placas-mãe são compostos de metais pesados
como mercúrio, chumbo e cádmio: esses podem causar danos ao
sistema nervoso, edemas pulmonares, câncer, além, é claro, de serem
nocivos ao meio ambiente. O material plástico das carcaças de
computador leva séculos para se decompor na natureza. Um monitor
leva 300 anos para se decompor, pouca gente sabe, mas este
equipamento pode conter até 25% do seu peso em chumbo. (CALIL,
2009).

Teresa Cristina Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica da


Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Descarte e Reciclagem
de Lixo Eletrônico da Instituição descreve que “quando um computador vai para o
aterro sanitário, esses materiais tóxicos que compõe a máquina reagem com as águas da
chuva e contaminam os afluentes e o solo". Ela destaca a importância da reciclagem de
todos os componentes de um aparelho eletroeletrônico: “A ideia é que, além de evitar
que o metal contamine o solo, ele volte para a linha de produção. Assim, não é preciso
tirar mais minérios da natureza. Até mesmo às substâncias tóxicas, como o chumbo, são
reaproveitadas na confecção de novos produtos, como pigmentos e pisos cerâmicos.” E
finaliza “É muito importante alertar aos consumidores nunca darem aparelhos velhos
aos sucateiros, que só vão retirar as partes que podem vender, o resto jogam fora [...]
Existe uma falta de consciência sobre esse assunto, mas temos de pensar que, só em
2008, foram vendidos 12 milhões de computadores e que, daqui a cinco anos, eles vão
virar sucata. Temos de pensar que, só em 2008, foram vendidos 12 milhões de
computadores e que, daqui a cinco anos, eles vão virar sucata3.”
A figura a seguir, criada por um programa para o meio ambiente das Nações
Unidas, apresenta a distribuição em porcentual representada por cada tipo de resíduo
dentro da composição do lixo eletroeletrônico4:

3
Extraído da reportagem “Como funciona a reciclagem de computadores” a partir do link
<http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/como-funciona-reciclagem-computadores-
477630.shtml#>.
4
Eletroeletrônicos são equipamentos alimentados por energia elétrica constituídos por circuitos
eletrônicos. Fonte: <http://www.slideshare.net/acessasp/acessasp-apresentao-lixo-eletro-eletrnico-
campus-party>.
Figura 01: Lixo eletroeletrônico
Fonte: http://www.lixoeletronico.org/blog/composi%C3%A7%C3%A3o-do-lixo-eletro-
eletr%C3%B4nico

Somente no Brasil, a cada ano são descartadas cerca de 500 mil toneladas de
sucata eletrônica. O Greenpeace, organização não governamental, também aponta que
por ano os eletrônicos descartados em todo mundo somam até 50 milhões de toneladas
de lixo (BECHIOLLI, 2005, p. 3).
Um estudo divulgado pela ONU revela que, somente nos Estados Unidos a
previsão é que até 2009 serão jogados fora 550 milhões de unidades de computadores
pessoais e televisores analógicos. Ainda apresentam que para cada computador
fabricado, são necessários dez vezes o seu peso em produtos químicos e combustíveis
fósseis. Se esse número for multiplicado pelo total de unidades esperadas para serem
descartadas nos Estados Unidos, é possível ter uma idéia do tamanho da agressão ao
meio ambiente. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e
Eletrônica (ABINEE), em 2008 no mercado interno, foram comercializados a média de
12 milhões de computadores e 48 milhões de celulares. “A taxa de lares com
computador saltou de 26,5% em 2007 para 31,2% o ano seguinte, somando 17,95
milhões de domicílios” (PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/IBGE
– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2009)5.

Este artigo contém dois capítulos, sendo:


- Capítulo I: destinado a apresentar os materiais utilizados para fabricação de
computadores, em especial os metais pesados. Também apresentará em formato de
tabelas e gráficos a reciclagem destes produtos, além de destacar alguns projetos
internacionais e nacionais que visam este objetivo.
- Capítulo II: abordará leis e projetos no território brasileiro que retratam a
preocupação e a responsabilidade de todos diante do lixo eletrônico e dos impactos
negativos que este tipo de resíduo proporciona ao meio ambiente e à sociedade.

CAPÍTULO I: COMPOSIÇÃO DO LIXO ELETRÔNICO NA CONSTRUÇÃO


DE COMPUTADORES
Os detritos elétricos e eletrônicos estão entre as categorias de lixo de mais alto
crescimento no mundo, chegando a atingir 40 milhões de toneladas anuais, segundo o
StEP (Solving the E-Waste Problem)6.
Grande número de aparelhos eletrônicos fabricados usam metais tóxicos, tais
como mercúrio, chumbo e cádmio. “Aparelhos eletrônicos e equipamentos de

5
Referência: < http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/09/18/ibge-23-8-dos-domicilios-brasileiros-tem-
acesso-a-internet/ >.
6
É um projeto criado pelas Nações Unidas objetivando a criação de padrões mundiais de processos de
reciclagem de sucata eletrônica, além de estudo para aumentar a vida útil dos produtos eletrônicos e
desenvolver mercados para sua reutilização. O projeto tem o apoio de empresas fabricantes de
equipamentos e informática e telecomunicações do mundo. Fonte: <http://www.step-initiative.org/>.
informática concentram em sua fabricação metais pesados como chumbo, cobre e
mercúrio, além de tóxicos como o níquel” (DANTAS, 2007).
Além dos diversos materiais a serem utilizados na fabricação de computadores,
destaca-se a quantidade enorme de eletricidade que é usada. Segundo Eric Williams,
professor e membro de uma entidade que defende a criação de eletrônicos mais
ecológicos, “se combinarmos isso à rápida obsolescência, descobrimos que uma grande
parcela da energia é consumida durante a produção, e não com o funcionamento [...] um
desktop usado em uma residência gasta mais energia durante o seu ciclo de vida do que
uma geladeira: 80% na fabricação e apenas 20% enquanto plugado em uma
tomada”(MORAES, 2009).
A tabela a seguir apresenta o percentual de material gasto para composição física
de um computador:
32% Metal Ferroso
23% Plástico
18% Metais que não são ferrosos (chumbo, cádmio, belírio, mercúrio)
15% Vidro
12% Placas eletrônicas (ouro, platina, prata e paláio)
Tabela 01: Composição física de um computador
Fonte: <http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2007/04/26/idgnoticia.2007-04-25.0842446258/>

Além do material apresentado acima, computadores e outros equipamentos


eletroeletrônicos possuem vários metais indispensáveis nas suas fabricações, tais como
o ouro, a prata, o paládio, o cobre, o índio, entre outros metais.
O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é
essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de
telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de
equipamentos fabricados todos os anos. Nos últimos cinco anos, o
preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do
que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco,
não é possível simplesmente produzir mais, porque não há
produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais
são limitadas (ROSA, 2007).

O ouro, por exemplo, é utilizado nos contatos dos microprocessadores, das


memórias e de circuitos integrados da máquina. O descarte de um equipamento
eletrônico e ainda mais sem o devido cuidado da reciclagem, o material ocasiona um
desperdício enorme de recursos, além que se descartados sem o tratamento correto
poderão trazer sérios problemas aos seres humanos. “Na composição dos equipamentos
eletrônicos existem substâncias altamente perigosos à saúde humana. Além disso, para
se produzir os aparelhos também são utilizados compostos químicos retardantes de
chamas e PVC, que demoram séculos para se decompor no meio ambiente. Em contato
com o ar, as águas e o solo, e por exposição direta ou indireta via água de abastecimento
e alimentos, essas substâncias podem distúrbios no sistema nervoso, problemas renais e
pulmonares, câncer e outras doenças, podendo, inclusive, afetar o cérebro. Os metais
pesados, com alta concentração no lixo eletrônico, têm a propriedade da bioacumulação
nos organismos vivos e, dessa forma, se estender por toda a cadeia trófica, isto é, toda a
cadeia alimentar, chegando ao topo onde se encontra o homem7”.
A próxima tabela apresenta uma relação dos materiais tóxicos encontrados nos
computadores, podendo estes ser encontrados em outros eletroeletrônicos, porém em
proporções e associações diferenciadas.

7
Extraído do site <http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/perigos.htm>.
Metal Pesado Parte do computador onde é concentrado % no %
computador reciclável
Alumínio Estrutura e conexões 14.1723% 80.0000%
Bário Válvula eletrônica 0.0315% 0.0000%
Berílio Condutivo térmico, conectores 0.0157% 0.0000%
Cádmio Bateria, chip, semicondutor, estabilizadores 0.0094% 0.0000%
Chumbo Circuito integrado, soldas, bateria 6.2988% 5.0000%
Cobalto Estrutura 0.0157% 85.0000%
Cobre Condutivo 6.9287% 90.0000%
Cromo Decoração, proteção contra corrosão 0.0063% 0.0000%
Estanho Circuito integrado 1.0078% 70.0000%
Ferro Estruturas, encaixe 20.4712% 80.0000%
Gálio Semicondutor 0.0013% 0.0000%
Germânio Semicondutor 0.0016% 60.0000%
Índio Transistor, retificador 0.0016% 60.0000%
Manganês Estrutura, encaixes 0.0315% 0.0000%
Mercúrio Bateria, ligamentos, termostatos, sensores 0.0022% 0.0000%
Níquel Estrutura, encaixes 0.8503% 80.0000%
Ouro Conexão, condutivo 0.0016% 99.0000%
Prata Condutivo 0.0189% 98.0000%
Sílica Vidro 24.8803% 0.0000%
Tântalo Condensador 0.0157% 0.0000%
Titânio Pigmentos 0.0157% 0.0000%
Vanádio Emissor de fósforo vermelho 0.0002% 0.0000%
Zinco Bateria 2.2046% 60.0000%
Tabela 02: Metais pesados e partes do computador que são encontrados
Fonte: MCC (Microeletronics and Computer Technology Corporation) apud CDI

O gráfico a seguir apresenta o percentual de material pesado que passa pelo


processo de reciclagem, a partir da tabela acima.

Gráfico 01: Apresentação do % de metais presentes em computadores e que passam pela reciclagem

Desde a década de 90 há projetos para mudar a linha de montagem de


computador, como é a idéia do computador verde. Este tipo de equipamento é “um
computador ecológico, que consome menos materiais na sua produção, é reciclável e
não consome tanta energia. Existem também alguns casos em que os computadores,
principalmente portáteis, e outros dispositivos, como mouses e teclados, são feitos com
bambu. Esses portáteis possuem uma camada exterior em bambu em vez de plástico,
reutilizando, assim, a madeira e evitando o lançamento de gases para a atmosfera na
fabricação do plástico. Na produção de um computador desktop são gastos 1800 kg de
materiais, sendo 1500l de água e os restantes 300 kg materiais fósseis ou não fósseis.
Por isso deve ser evitado comprar sempre um computador novo quando o nosso avaria,
ou algo do gênero. Existem casos que uma pequena atualização à máquina resolve o
problema colocando-a ao nível que pretendemos, evitando assim a poluição na
fabricação de uma nova máquina e poupando dinheiro.”8
São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos
de produtos químicos e - talvez o dado mais impressionante -
1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips
consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um
circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador
propriamente dito, exige lavagens seguidas em água extremamente
pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente (ROSA,
2007).

Conforme apresentou a reportagem da Revista Info (Ago/2009, p. 35),


“fabricantes de computadores e gadgets também têm se esforçado para tornar seus
produtos mais verdes. Entre as tecnologias cada vez mais adotadas estão soldas sem
chumbo e placas de circuito impresso desprovidas de bromo, o que as torna menos
tóxicas quando descartadas”. A idéia é diminuir os componentes químicos perigosos, ter
produtos com maior vida útil e reciclagem. Assim, nesta concepção surge o selo Energy
Star, criado pela EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos).
A HP já reciclou 34 mil toneladas de cartuchos e usa materiais
reciclados em seus produtos. Em 2006 a IBM conseguiu reciclar 85%
de seus resíduos, economizar 5.72% de energia elétrica e 14% de
recursos hídricos com atitudes como apagar as luzes ou fechar as
torneiras. Na Dell todo o papel utilizado é reciclado e há uso de água e
poços artesianos. A Motorola fabrica produtos isentos de metais
pesados como chumbo, mercúrio, cádmio, cromo e retardantes a base
de bromo”. (FERREIRA, 2007, p. 77).

Abaixo o selo Procel que pode ser encontrado em aparelhos nacionais de baixo
consumo e o Energy Star no caso de importados. Além de computadores, outros
equipamentos eletroeletrônicos de diferentes empresas de TI participam da iniciativa.
Destaca-se que o selo Procel avalia a eficiência de lâmpadas, geladeiras, máquinas de
lavar e condicionadores de ar. Já o selo Energy Star atesta computadores, periféricos e
eletrodomésticos que atendem aos critérios de eficiência da Agência de Proteção
Ambiental americana (GREGO, 2009, p. 46).

Figura 02: Selos Procel e Energy Star


Fonte:
http://pensandoverde.blogtv.uol.com.br/estilodevida?p=2&ID_TAG=0&idBlog=110

Alguns problemas em que a indústria de tecnologia traz ao meio ambiente são


analisados pelo Greenpeace (responsável pelo ranking Greener Eletronics), onde
apresenta a cada três meses desde 2006 os principais fabricantes tais como de
computadores, celulares e televisões apontando a partir de critérios rigorosos se estão
ajudando ou prejudicando o meio ambiente. “O monitoramento verifica como anda a

8
Referência: <http://submundos.com/o-computador-%E2%80%9Cverde%E2%80%9D/>.
adoção de três tipos de medidas: eliminação de substâncias tóxicas dos produtos; coleta
e reciclagem de aparelhos obsoletos; e esforço para reduzir o impacto ambiental. Todos
recebem uma nota, numa escala de 0 a 10. A Nokia está em primeiro lugar desde
setembro de 2008 – 80% dos componentes dos aparelhos podem ser reciclados”
(MORAES, 2009, p. 38).
Uma sugestão dos japoneses para trocar os gabinetes dos computadores de metal
é a CPU de papelão: Cardboard PC Box.
Pesando 480 gramas e medindo apenas 18,8×37,5x21,1 cm (LxAxP).
Os gabinetes de papel da empresa Lupo foram feitas para abrigar
placas-mãe do padrão micro ATX e mini-ITX (desenvolvido pela
VIA) que devem ser de preferência do tipo „tudo-em-um‟ já que o
desenho da caixa não oferece abertura nem meios de fixar placas de
expansão. A unidade de CD-ROM é do mesmo tipo usado em
notebooks. A circulação do ar dentro do gabinete é garantida por dois
ventiladores de 18 cm que podem ser instalados na parte da frente e de
trás do gabinete. A empresa garante que o sistema de ventilação evita
o superaquecimento da nova CPU reciclável 9.

Figura 03: CPU em papelão reciclável em funcionamento


Fonte: <http://www.core77.com/greenergadgets/projectimgs/497f8e783de1a_lrg.jpg>

Figura 04: Montagem da CPU em papel reciclável


Fonte: http://www.core77.com/greenergadgets/projectimgs/497f8e798b9a1_lrg.jpg

9
Fonte: <http://www.exactaexpress.com.br/cpu.htm>
Arima (2009, p. 43-48), também apresentou algumas tendências em que o lixo
tecnológico pode gerar para o Planeta Terra: baterias incineradas na indústria de
reciclagem resultam em óxido de sais metálicos onde serão usados para fazer corantes
na fabricação de tintas; oficinas de robótica e de arte usam o lixo como matéria prima;
máquinas caça níqueis apreendidas se tornam material de laboratório para os alunos do
curso de montagem de computadores para jovens carentes.
Com tantas novidades encontradas neste mundo moderno, muitas invenções com
o tempo viram apenas histórias que podem ser lidas e avaliadas nas suas constantes
inovações a partir de textos em publicações impressas ou em sites de busca que
apresentará uma cadeia infinita de informações, nos mais variados tempos de história.
Em uma destas buscas foi encontrada a letra de uma música que retrata bem a evolução
constante deste mundo tecnológico e da dependência do homem diante de tanta
inovação.
A Tecnologia se atualiza noite dia.
Novas placas, routers, racks, softwares, que hoje, eu compraria.
Esses aparatos não muito baratos, por enquanto são os melhores.
Mas não demora muito surge outro, só pra quem pode.
E virou lixo tecnológico e tudo vira lixo tecnológico
O Tio Blaise, fez, a máquina de calcular,
E Tio Charles inovou agora fez ela armazenar.
Mas só George teve a manha de criar
O código binário, que veio para nos salvar.
E virou lixo tecnológico e tudo vira lixo tecnológico

Um norte-americano constrói o primeiro computador mecânico


E nasce a uma grande empresa que sai logo monopolizando
Logo depois o Alan cria o computador valvulado.
Uns anos depois o Eniac, lembra, ele é aposentado

E virou lixo tecnológico e tudo vira lixo tecnológico

O transistor marcou a nova era.


Que permitia máquinas mais rápidas e modernas
Dez anos depois apenas os computadores chegam ao mercado
Então se cria o chip com circuito integrado

E virou lixo tecnológico e tudo vira lixo tecnológico

Spectrum, Msx, XT, 286, 386, 486, 586, 686, 786, 986, lalaia

Agora eu pergunto:
Pra onde irão as baterias de celular?
As pilhas o plutônio a placa que não dá mais pra usar?
Clipper, o cobol, e o pascal consegue lembrar?
O que era asp agora é dot.net para melhorar!

E virou lixo tecnológico e se não é vai virar lixo tecnológico

Colocaram até internet na geladeira


Mas será que eu posso conectar no ftp
e fazer download da minha cerveja?

Ah sei lá cara.
Boa pergunta.
Liga pro suporte10.

CAPÍTULO II – PROJETOS E LEIS PARA COLETA DE LIXO ELETRÔNICO


NO BRASIL
O Brasil possui cerca de 160 milhões de celulares e 60 milhões de
computadores em uso. Em 2008 o setor de eletroeletrônicos
movimentou cerca de R$ 123 bilhões em uma rota de crescimento
ininterrupto desde 2002. Aparelhos eletrônicos melhoram a
competitividade das empresas, facilitam a vida das pessoas, oferecem
lazer, entretenimento e são ferramentas importantes para o
desenvolvimento pessoal e social11.

Conforme apresenta o site da Prefeitura Municipal de São Paulo, resíduos


sólidos é “o conjunto dos produtos não aproveitados das atividades humanas ou gerados
pela natureza[...]. Normalmente apresentam-se em estado sólido, semisólido ou
semilíquido. São definidos segundo sua origem e classificados de acordo com o seu
risco em relação ao homem e ao meio ambiente em resíduos urganos e resíduos
especiais”. Os equipamentos eletroeletrônicos, em especial, os computadores, fazem
parte da classificação de resíduo industrial, ou seja, “originado nas atividades dos
diversos ramos da indústria[...]. Pode ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos
alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros,
cerâmicas, etc. Nesta categoria inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico”12.
De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços de São Paulo, a responsabilidade
pelo gerenciamento do lixo tipo industrial é da indústria geradora.
No Brasil a proposta da Lei Nacional de Resíduos Sólidos está em discussão na
Câmara dos Deputados desde 1991 (PL 203/91). A Lei visa estabelecer normas e
diretrizes para a disposição final de resíduos e rejeitos, além de instituir metas de
redução, reutilização, reciclagem e aproveitamento energético.
Já no estado de São Paulo, foi sancionada em julho de 2009 uma lei sobre o
descarte (Lei 13576/09) instituindo normas e procedimentos para a reciclagem,
gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico, mas não estão previstas multas
para quem não cumpriu as medidas. A lei obriga quem produz ou importa produtos
eletroeletrônicos, como computadores e televisores, a reciclar ou reutilizar, ao menos
parcialmente, o material descartado. O material que não pode ser reutilizado, a empresa
fica responsável por neutralizá-lo.
Artigo 3º - A destinação final do lixo tecnológico, ambientalmente
adequada, dar-se-à mediante:
I – Processos de reciclagem e aproveitamento do produto ou
componentes para a finalidade original ou diversa;
II – práticas de reutilização total ou parcial de produtos e componentes
tecnológicos;
III – neutralização e disposição final apropriada dos componentes
tecnológicos equiparados a lixo químico.

10
PAX, Nando. Lixo Tecnológico. Fonte: <http://vagalume.uol.com.br/nando-pax/lixo-
tecnologico.html>
11
Extraído do site <http://www.petitiononline.com/ewaste1/ petition.html>. O objetivo deste site é um
protesto sobre a Lei Nacional de Resíduos Sólidos a partir do tema “Manifesto lixo eletrônico pela
inclusão dos produtos eletroeletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos” (Atualmente há 2106
assinaturas digitais).
12
Fonte: <http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/servicoseobras/residuos_solidos/0002>.
§1º – A destinação final de que trata o „caput‟ deverá ocorrer em
consonância com a legislação ambiental e as normas de saúde e
segurança pública, respeitando-se as vedações e restrições
estabelecidas pelos órgãos públicos competentes.
§2º – No caso de componentes e equipamentos eletroeletrônicos que
contenham metais pesados ou substâncias tóxicas, a destinação final
deverá ser realizada mediante a obtenção da licença ambiental
expedida pela Secretaria do Meio Ambiente que poderá exigir a
realização de estudos de impacto ambiental para a autorização. [...]
Artigo 5º - É de responsabilidade da empresa que fabrica, importa ou
comercializa produtos tecnológicos eletroeletrônicos manter pontos de
coleta para receber o lixo tecnológico a ser descartado pelo
consumidor13.

Há outros estados e cidades brasileiras que também definiram políticas para lidar
com este tipo de lixo. Enfatiza-se que todas estas leis ou mesmo projetos trabalham com
o conceito de logística reversa.
Logística reversa se refere a todas as atividades logísticas de coletar,
desmontar e processar produtos e/ou materiais e peças usados a fim de
assegurar uma recuperação sustentável. [...] Em Logística Reversa, as
empresas passam a ter responsabilidade pelo retorno do produto à
empresa, quer para reciclagem, quer para descarte (DAHER).

Muitos fabricantes estão se adaptando a esta nova realidade. Afinal precisam


pensar e buscar boas estratégicas para dar destino adequado aos produtos e embagens
recolhidos, visando a sustentabilidade ambiental: desenvolver produtos ecologicamente
corretos e com materiais que não agridem o meio ambiente.
De acordo com o portal da Fiesp14 em âmbito nacional há dez leis que
estabelecem diretrizes quanto ao resíduo sólido, porém focando a logística reversa são
duas (Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 e Lei nº 9.974, de 06 de junho de 2000);
quanto ao estado de São Paulo totaliza mais de 15 leis, na qual várias definem
princípios e diretrizes para este tipo de lixo, podendo ser destacada a Lei 12300/06
(Política Estadual de Resíduos Sólidos). “Esta lei institui a Política Estadual de
Resíduos Sólidos e definem princípios e diretrizes, objetivos, instrumentos para gestão
integrada e compartilhada de resíduos sólidos com vistas à prevenção e ao controle da
poluição, à proteção e à recuperação da qualidade do meio ambiente e a promoção da
saúde pública, assegurando o uso adequado dos recursos ambientes no Estado de São
Paulo”15.
Apenas para análise mundial, as estimativas da ONU é que são despejadas 40
milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano no mundo todo. “Sem o tratamento
adequado, essa montanha de sucata tóxica pode causar inúmeros danos ao meio
ambiente. Aos poucos, a maior parte dos fabricantes tem adotado medidas para que os
consumidores possam fazer o descarte correto desses produtos” (MORAES, 2009).
Grande parte desses resíduos são reaproveitados, mas muitas dessas peças vão
parar nos lixões como sucata. “Quando os eletrônicos são jogados no lixo comum, suas
substâncias químicas penetram no solo, podendo entrar em contato com lençóis
freáticos – se isso acontece, substâncias como mercúrio, cádmio, arsênio, cobre,

13
Diário Oficial do Estado de São Paulo, volume 119, número 125, 07/07/09. Extraído do site
<http://www.lixoeletronico.org/system/files/pg_0005-VETO%2Blei%2B33.pdf>.
14
Fonte: <http://www.fiesp.com.br/ambiente/area_tematicas/residuos.aspx>.
15
Fonte:
<http://www.cetesb.sp.gov.br/licenciamentoo/legislacao/estadual/leis/2006_Lei_Est_12300.pdf>.
chumbo e alumínio contaminam plantas e animais por meio da água. Assim, é possível
que a ingestão dos alimentos contaminados intoxique os humanos”16.

O site de notícias da Globo, apresentou na reportagem “Lixo Tecnológico Ganha


Destaque na semana da inclusão Digital” uma espécie de guia para redução do lixo
eletrônico destinada aos usuários de tecnologia:

“Pesquise: é importante descobrir se o fabricante tem preocupações


com o ambiente e se recolherá as peças usadas para reciclagem, depois
que o aparelho perder sua utilidade. Esta lista do Greenpeace classifica
as companhias, de acordo com iniciativas ligadas ao ambiente.
Prolongue: você não precisa trocar de celular todos os anos ou
comprar um computador com essa mesma frequência. Quanto mais
eletrônicos adquirir, maior será a quantidade de lixo eletrônico. Por
isso, cuide bem de seus produtos e aprenda a evitar os constantes
apelos de troca.
Doe: caso seja realmente necessário comprar um novo eletrônico
quando o seu ainda estiver funcionando, doe para alguém que vá usá-
lo. Dessa forma, ainda é possível prolongar a vida útil do aparelho e a
pessoa que recebê-lo não precisará comprar um novo.
Recicle: os grandes fabricantes de eletrônicos oferecem programas de
reciclagem. Antes de jogar aquele monitor estragado no lixo, entre em
contato com a empresa (via internet ou central de atendimento
telefônico) e pergunte onde as peças são coletadas. Muitas assistências
também coletam esse material.
Substitua: procure sempre fazer mais com menos. Produtos que
agregam várias funções, como uma multifuncional, consomem menos
energia do que cada aparelho usado separadamente. Também vale
minimizar o uso de recursos ligados ao ambiente: para que imprimir,
se dá para ler na tela?
Informe-se: o usuário de tecnologia deve ser adepto ao consumo
responsável, sabendo as consequências que seus bens causam ao
ambiente. Por isso, é importante estar atento ao assunto - somente
assim será possível eliminar hábitos ruins e tomar atitudes que
minimizem o impacto do lixo eletrônico.
Opte pelo original: as empresas que falsificam produtos não seguem
políticas de preservação do ambiente ou se responsabilizam pelas
peças comercializadas, depois que sua vida útil chega ao fim. Por isso,
é sempre importante comprar eletrônicos originais.
Pague: os produtos dos fabricantes que oferecem programas de
preservação ambiental podem ser mais caros -- isso porque parte dos
gastos com essas iniciativas pode ser repassada para o consumidor. A
diferença de preço não chega a níveis absurdos e por isso, vale a pena
optar pela alternativa “verde”.
Economize energia: na hora de comprar um eletrônico, opte pelo
produto que consome menos energia. Além disso, o consumidor
consciente deve usar fontes de energia limpa (como a solar) sempre
que possível.
Mobilize: é importante passar informações sobre lixo eletrônico para
frente, pois muitos usuários de tecnologia não se dão conta do
tamanho do problema. Divulgue, mas evite aqueles discursos inflados
e catastróficos dos „ecochatos‟, que não são nada populares”.

16
Extraído do site:
<http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL362506-6174,00-
LIXO+TECNOLOGICO+GANHA+DESTAQUE+NA+SEMANA+DA+INCLUSAO+DIGITAL.html>.
Como André Vilhena (diretor executivo do Compromisso Empresarial para
Reciclagem) apresentou em uma entrevista na Rádio CBN em agosto deste ano, a
reciclagem do lixo tecnológico é um novo desafio no Brasil. “Até pouco tempo atrás os
tipos de consumo e o tempo de vida destes produtos era bastante extenso e assim não
era tão significativo a preocupação com o lixo eletrônico. Com o avanço do perfil de
consumo ou da tecnologia, acabou trazendo este desafio novo. A alternativa que temos é
fazer a logística reversa destes produtos, ou seja, fazer com que ele volte a um novo
ciclo de produção podendo ser reciclado das diversas formas distintas. [...] É importante
sensibilizar o poder púbico para que haja uma legislação em nível nacional, evitando
assim regras diferenciadas em estados e municípios”. Vilhena finaliza a entrevista
destacando a importância do governo em transmitir ao consumidor todas estas regras
quanto ao descarte do lixo eletrônico para que haja responsabilidade e consciência no
processo de pós-consumo do produto17.

CONCLUSÃO
Como apresentado no decorrer do artigo, a realidade do lixo eletroeletrônico é
resultante da rápida obsolescência dos equipamentos. O consumidor diante de tantas
novidades que a própria mídia apresenta, acaba trocando equipamentos nos mais
variados segmentos para outros mais atuais, com nova tecnologia e novos recursos.
Assim, o que fazer com o velho?
Os equipamentos eletroeletrônicos são compostos por um percentual elevado de
metais pesados em suas composições, além de outros tipos de materiais que, não
descartados de forma correta, podem trazer sérios problemas aos seres humanos e até
mesmo a natureza.
Muitas empresas atualmente, como por exemplo de computador, aderem a
projetos para troca de materiais menos agressivos ao meio ambiente na montagem de
equipamentos, podendo estes serem avaliados pelos consumidores, sejam em seus
manuais ou em selos fixados nos produtos a serem comprados.
Leis ou projetos, sejam federais ou estaduais, destacam a reciclagem dos
resíduos sólidos quanto ao lixo tecnológico, como reparo, reutilização, atualização de
equipamento existente e uso de materiais menos agressivos ao ambiente. O foco é a
logística reversa, ou seja, a empresa que produz e insere o produto no mercado é
responsável em recolher este produto no final da sua vida útil.
Enfatiza-se que o mais importante diante de todas as regras estabelecidas para as
empresas que desenvolvem produtos eletroeletrônicos, é a conscientização do
consumidor. Afinal todos precisam falar e seguir um único caminho quanto ao descarte
deste tipo de lixo, para que haja diretrizes sérias e concretas quanto ao processo de
reciclagem do lixo tecnológico e como apresentado no decorrer do artigo, ainda há
muito a ser discutido.
Para dar continuidade no artigo, poderá ser buscado entre empresas de
reciclagem da Região Metropolitana de Campinas que fazem a coleta de resíduos
sólidos, os materiais que são reciclados e quais os seus destinos. Empresas de
tecnologias também serão importantes para buscar informações e confirmar o processo
de logística reversa.

17
A entrevista poderá ser ouvida pelo link:
<http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/tecnologia/2009/07/06/RECICLAGEM-DO-LIXO-
TECNOLOGICO-E-UM-NOVO-DESAFIO-PARA-O-BRASIL.htm>
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<http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL362506-6174,00-
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