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Curso de Saúde

Vocal do Professor

Unidade 1
Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão Secretaria de Estado de Educação
– SEPLAG Wieland Silberschneider
Helvécio Miranda Magalhães Junior
Subsecretaria de Gestão de Recursos Humanos
Subsecretaria de Gestão de Pessoas – Antônio David de Sousa Junior
SUGESP/SEPLAG Superintendência de Recursos Humanos
Warlene Salum Drumond Rezende Silvia Andère
Superintendente Central de Saúde do Servidor Escola de Formação e Desenv. Profissional de
(SCSS) Educadores de Minas Gerais
Gabriela dos Santos Pimenta Lima
Roseli da Costa Oliveira
Fonoaudiólogas peritas da SCSS Diretoria de Recursos Tecnológicos
Daniela S. Castro de Souza – CRFa 6/2481 Fernando Manoel
Carla Aparecida Vasconcelos – CRFa 6/6464
Etienne Barbosa da S. Moreira – CRFa 6/2551 Curso elaborado por:
Fabiana Andrade Penido – CRFa 6/4270
Cláudia Fernandes Rodrigues- SEE/ Escola de Formação e
Letícia Dolabela Barros Silva – CRFa 6/4963 Desenvolvimento Profissional de Educadores de MG
Raquel Oliveira Gomes de Castro CRFa 6/3716 Daniela S. Castro de Souza – SCSS/SEPLAG
Etienne Barbosa da S. Moreira –SCSS/SEPLAG
Superintendência Central de Política de
Erika Silva Medeiros – SEE/ SRH
Recursos Humanos – SCPRH
Lilian Maria Fonseca Costa – SEE/ Escola de Formação e
Walleska Moreira Santos Desenvolvimento Profissional de Educadores de MG
Diretoria Central de Gestão do Luciana Silva Custódio– SEPLAG/ DCGDES
Desenvolvimento do Servidor – DCGDES Reinaldo Soares de Oliveira – SEE / Escola de Formação e
Desenvolvimento Profissional de Educadores de MG
Raquel Sores Otoni
Equipe Técnica de Suporte de Tecnologia da Informação/ SEE:
Amauri Dias de Moura - Diretoria de Rec. Tecnológicos – SEE
Ilsiane Brum Celestino - Diretoria de Rec. Tecnológicos – SEE
Edmara Magalhães Pereira – Superintendência de Tecnologias Educacionais-SEE
Unidade 1
Neste material trabalharemos o conceito,
a produção e os componentes da voz.
Além disso, apresentaremos algumas
curiosidades a respeito desse precioso
instrumento de trabalho.

Bons estudos!
Você já percebeu que às vezes um
simples “bom dia” pode comunicar, além
do conteúdo explícito nas palavras, o seu
estado emocional?
Isso acontece porque a voz é uma das formas mais
utilizadas pelo ser humano para manifestar ao mundo
suas ideias, sentimentos e sua própria identidade.

Através da voz podemos perceber


características do falante, tais
como personalidade, idade e
estados emocionais.
A voz é um componente importante na comunicação
interpessoal, uma vez que transmite palavras,
mensagens e sentimentos. Devido a isso, torna-se
responsável pelo sucesso das interações humanas,
tanto em âmbito privado quanto em âmbito profissional
(BEHLAU, DRAGONE, NAGANO, 2004).
Para o professor, a voz ensina, orienta e disciplina os
alunos, demonstra atenção, além de ser o principal meio de
transmissão do conteúdo da aula.

Mas você sabe como a voz é produzida? Clique na


imagem.
A produção vocal é realizada com a participação de
uma série de estruturas que compõem o trato vocal que
começa na laringe, situada no pescoço, e termina na
cavidade da boca e/ou do nariz.
É na laringe que encontramos as pregas vocais,
conhecidas popularmente por cordas vocais,
constituídas principalmente por tecido muscular (BEHLAU,

AZEVEDO, MADAZIO, 2001).

As funções primordiais da laringe são: a respiração, a


fonação e a proteção dos pulmões durante a
deglutição.
Durante a respiração, as pregas vocais permanecem
abertas para a passagem do ar.
Para a produção da voz (fonação), ocorre o
fechamento das pregas vocais e o ar que sai dos
pulmões (na expiração) provoca vibração dessas
pregas.
Assista o vídeo sobre fonação.
Por sua vez, essa vibração produz
uma onda sonora. Posteriormente,
essa onda sofrerá modificações ao
passar pelo trato vocal (faringe,
cavidade oral e cavidade nasal),
projetando-se para o ambiente.
Vamos ver agora algumas curiosidades
relacionadas ao processo de produção da voz.
Curiosidade
Assim como a gasolina é o combustível para o automóvel,
o ar que sai dos pulmões é o “combustível” para a
produção vocal. Desta forma, uma boa coordenação entre
o ar que passa pela laringe e a vibração das pregas vocais
é fundamental para que a voz seja produzida sem esforço.
Fale com mais pausas para garantir esta coordenação e
evitar esforço vocal.
Curiosidade
O som produzido pela vibração das pregas vocais é
modificado pelo movimento dos articuladores como a
língua, dentes, mandíbula e lábios, transformando-se nos
sons (fonemas) da fala. Por exemplo, o som do “p” é
realizado basicamente pela união dos lábios superior e
inferior, enquanto que o som do “t” é realizado pelo toque
da ponta da língua atrás dos dentes superiores.
Assista ao vídeo sobre articulação das consoantes.
Agora que você já aprendeu como a voz atua na
composição do nosso processo de comunicação e como ela
é produzida em nosso organismo, podemos refletir na
seguinte questão:

Para o professor, quão


importante é o uso da voz
no exercício das suas
atividades docentes?
Vamos prosseguir?
A fala é composta por um
conjunto de fonemas que
formam as palavras
durante a comunicação
oral.
A voz, por sua vez, é
caracterizada por componentes
acústicos como a frequência
(grave ou agudo), intensidade
(forte ou fraca), ressonância (oral,
nasal, faríngea ou laríngea),
qualidade (neutra ou alterada),
dentre outros aspectos.
Interessante, não é mesmo?
Vamos ilustrar agora o que acabamos de aprender.
Fique atendo e perceba as diferenças entre a frequência
das vozes, a intensidade, a ressonância e a qualidade
de cada uma delas. Clique nas imagens para escutar as
vozes.

voz grave e forte (mais intensa)


voz aguda e mais suave (menos intensa) voz aguda e mais forte (mais intensa)
O processo de produção da voz, pode ser então
representado pelo seguinte esquema:
Antes de continuar, que tal pararmos um pouco e verificar
se realmente tudo o que aprendemos ficou claro?

Tente responder mentalmente às questões seguintes.

Se acertar todas as respostas, parabéns, você aprendeu


tudo e pode continuar avançando no curso.
Se houver dificuldade em
responder alguma questão,
volte e releia este material até
que todo o conteúdo esteja bem
fixado.

Havendo dúvidas, não hesite


em entrar em contato conosco
por meio do Fórum de
dúvidas!
Vamos lá?
Questão 1) As pregas vocais localizam-se na:
a) faringe
b) laringe

Questão 2) A vibração das pregas vocais é provocada


pelo ar que:
a) sai dos pulmões (expiração)
b) chega aos pulmões (inspiração)

Questão 3) A onda sonora originada da vibração das


pregas vocais, será:
a) abafada ao passar pelo trato vocal
b) modificada ao passar pelo trato vocal
Respostas: Questão 1) b; Questão 2) a; Questão 3)b
Em relação à frequência da nossa voz, a mesma está
diretamente relacionada ao tamanho da laringe e ao
comprimento das pregas vocais. Por isso, as crianças
possuem voz mais aguda que os adultos .

A modificação da frequência da voz ocorre essencialmente


pela movimentação vertical da laringe. Quando produzimos
uma voz mais aguda, a laringe está mais alta e nos sons
graves, ela está mais baixa.
Já a modificação da intensidade vocal depende da
resistência glótica durante a expiração, ou seja, da
força que as pregas vocais fechadas exercem contra o
ar vindo dos pulmões. Assista ao vídeo sobre Teoria
Mioelástica-Aerodinâmica.
O conceito de qualidade vocal relaciona-se ao aspecto
perceptivo, à impressão criada por uma voz.
Embora possamos modificar a qualidade vocal conforme
o contexto de fala e as condições físicas e psicológicas
do falante, há sempre um padrão de emissão individual
que o identifica (BEHLAU, MADAZIO, FEIJÓ, PONTES, 2001).
Isso acontece, por exemplo,
quando você reconhece uma
pessoa ao telefone mesmo sem
vê-la.
Curiosidade
Você já percebeu que alteramos nossa voz de acordo
com o contexto e carga afetiva?
Curiosidade

Por exemplo, quando estamos alegres, elevamos nosso tom


de voz, direcionando-a para os agudos, aumentamos a
velocidade de fala e intensidade da voz.

Em contrapartida, quando estamos tristes, baixamos o tom


de voz, direcionando-a para o grave e reduzimos a
intensidade vocal e velocidade de fala.
Interessante não é mesmo?
Observe a mesma frase sendo dita de diferentes formas!
Clique na imagem a seguir e ouça com atenção.

- Bom dia! – Bom dia.


Curiosidade
Quando estamos irritados, aumentamos a intensidade e
quando desejamos manifestar um tom mais afetivo, usamos
uma voz mais nasal (PINHO, 2003; BEHLAU, MADAZIO, FEIJÓ, PONTES, 2001).
Curiosidade
Apesar da possibilidade destas variações, cada indivíduo
possui uma qualidade vocal individual que determina seu
timbre.

Observe o vídeo seguinte, veja que interessante.


Diz-se que um indivíduo possui uma qualidade vocal
equilibrada, quando ele apresenta uma voz agradável, limpa
e sem esforço à emissão, não apresentando nenhuma
alteração tais como rouquidão, soprosidade, aspereza,
dentre outras características.
Chegamos ao final desta primeira unidade!

E que tal ampliar seus conhecimentos sobre o que


estudamos até aqui? Todas as referências bibliográficas
que utilizamos para construir esse material são listadas
a seguir. Pesquise, consulte algumas obras!
E não se esqueça, você não consegue avançar para a
unidade 2 sem realizar a atividade avaliativa. Nela, você
deve acertar pelo menos 70% das questões.

Se for preciso, volte ao material quantas vezes julgar


necessário.

Muito boa sorte!


Referências
1. BEHLAU, M.; DRAGONE, M.L.S.; NAGANO, L. A voz que ensina. O professor e a comunicação
oral em sala de aula. Rio de Janeiro: Revinter; 2004.
2. BEHLAU, M.; AZEVEDO, R.; MADAZIO, G. Anatomia da laringe e fisiologia da produção vocal. In:
BEHLAU, M. (Org). Voz: O livro do especialista. São Paulo: Revinter, 2001.
3. BEHLAU, M.; MADAZIO, G.; FEIJÓ, D.; PONTES, P. Avaliação de voz. In: BEHLAU, M. (Org).
Voz: O livro do especialista. São Paulo: Revinter, 2001.
4. GONÇALVES, F.L.S. O sistema respiratório. Disponível em:
<http://www.infoescola.com/biologia/sistema-respiratorio/>. Acesso em: 25 set. 2012.
5. PINHO, S.M.R. Avaliação e tratamento da voz. In: PINHO, S.M.R. (Org.). Fundamentos em
Fonoaudiologia: Tratando os distúrbios da voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
6. Figura 3. http://brunofrancesco.com.br/cantar/voz-infantil-e-da-terceira-idade/. Ultimo acesso em
02/05/2016.
7. WECKER, J.E. Laringe. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/respiratorio/sistemarespiratorio.htm>. Acesso em: 25 set. 2012.