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Flórianópolis, 07 de setembro de 2018

Escola Waldorf Anabá


Aluna Daniela dos Santos pinto
Décimo segundo ano.

Uma breve contextualização:


No início do século XIV, a Europa estava passando por uma grande crise (doenças,
fome, bens escassos, conflitos e guerras) e tudo isso contribuiu para a expansão marítima, como
uma forma de “salvar” a Europa.

Portugal se tornou um reino unificado e centralizado no século XV. E, em 1453 os


turcos ocuparam a cidade de Constantinopla e fecharam o caminho pelo mar mediterrâneo até as
Índias, o que prejudicou o comércio europeu. Assim, Portugal teve a necessidade de descobrir
uma nova rota, por isso, em 1499, Pedro Álvares Cabral foi enviado às Índias, e em 1500
chegou na região que atualmente conhecemos como Porto seguro, na Bahia, que foi nomeado de
“Ilha de Vera Cruz”, e mais tarde, renomeado para Terra de Santa Cruz, e finalmente Brasil.

Mesmo com a nova descoberta, Portugal ainda continuava com seu comércio com a
índia, por ser bastante lucrativo. O Brasil era utilizado apenas como lugar de extração de Pau-
brasil. Foi somente em 1530 que se iniciou a colonização.

Brasil Colônia
Em 1534 para facilitar a colonização do Brasil, foram criadas as Capitanias
Hereditárias. Eram 15 lotes que se estendiam do litoral até o limite estabelecido pelo
Tratado de Tordesilhas. Esses lotes foram doados a capitães pertencentes à pequena
nobreza lusitana, e assim eles cuidavam da defesa local e colonização.

Ciclo do açúcar (1530 a 1650):

Os Capitães começaram a cultivar a cana de açúcar, já que era muito lucrativo o seu
comercio na Europa. No começo do ciclo, a mão de obra escrava era indígena, porém, como
isso não trazia lucros a Portugal ela foi proibida, com a desculpa e que os padres enxergavam os
indígenas como seres humanos possuidores de almas que apenas não conheciam a Deus, assim
e eles deveriam ser ensinados sobre o Senhor, por isso, eles começaram a catequisar os
indígenas.

Holanda e Portugal fizeram um acordo, já que a Holanda possuía o monopólio de


refinamento de açúcar. Fazendo assim com que a Holanda comercializasse com Portugal e
África, levando matéria prima do Brasil e voltando com escravos.

Portugal, ao perceber que não lucrava tanto com a Holanda no negocio do açúcar,
rompeu o acordo com ela, o que mais tarde fez a Holanda se revoltar contra Portugal e invadir o
Brasil.

Iniciou-se uma crise no ciclo do açúcar por conta disso.


Flórianópolis, 07 de setembro de 2018
Escola Waldorf Anabá
Aluna Daniela dos Santos pinto
Décimo segundo ano.

Foi quando começaram as Bandeiras (1650-1700):

Após o rompimento com a Holanda e a crise (já que a Holanda possuía o monopólio do
refinamento de açúcar), Portugal não tinha mais dinheiro para trazer escravos africanos para o
Brasil, então as bandeiras surgiram com o objetivo de capturar mais índios para escravizar,
porém, numa expedição até o sudeste de Minas Gerais, em 1700, eles acabaram achando ouro,
iniciando assim o ciclo do ouro e terminando com as Bandeiras.

Ciclo do Ouro:

Os bandeirantes tentaram esconder de Portugal o achado, porém Portugal acabou


descobrindo e mandando matar todos os cumplices da omissão. Assim, a Coroa portuguesa
começou a cobrar altos impostos sobre o minério extraído, os quais eram taxados nas Casas de
Fundição, onde as pedras eram derretidas e transformadas em barras e receberiam um selo que
dariam legitimidade para ser negociado, pois haviam desvios e sonegações que, quando
descobertos, eram penalizados duramente.

Portugal estabeleceu alguns mecanismos de fiscalização, sendo os três principais o


“quinto”: 20% de toda a produção do ouro caberiam ao rei de Portugal; o “Derrama” : uma
quota de aproximadamente 1.500 kg de ouro por ano que deveria ser atingida como meta pela
colônia, caso contrário, penhoravam-se os bens dos senhores de lavras; e a “Capitação”:
imposto pago pelo senhor de lavras por cada escravo que trabalhava em seus lotes.

Essa economia trouxe prosperidade ao Brasil por um tempo, porem logo a população
cresceu muito de forma não planejada e começou a faltar alimentos para todos, além de ouro ser
escasso. Além de tudo, Portugal continuava cobrando essas altíssimas taxas e explorando muito
a população. A crise e a exploração de Portugal em cima da colônia, gerou muitas revoltas
populares como a famosa inconfidência mineira., que foi um movimento separatista em
oposição a Portugal. Também houve a conjuração baiana.

Portugal e Inglaterra eram aliados economicamente, além de Portugal ter uma divida
com a Inglaterra por causa de produtos manufaturados. A Europa em sua grande maioria estava
sob o domínio de Napoleão, que proibiu negociações com a Inglaterra. Assim, Portugal foi
invadido por Napoleão, e a Família real fugiu para o Brasil, sendo escoltado pela marinha
inglesa.

D. João, rei de Portugal, determinou a abertura dos portos para países amistosos e a autorização
para a instalação de indústrias. Surgiram várias fábricas e trabalhos manuais em tecido, mas que
não foram adiante devido a concorrência dos tecidos ingleses. Entre outros feitos importantes
para a economia, pode-se citar a construção de estradas, melhorias nos portos e o ingresso do
chá no país. A atividade agrícola voltou a crescer. No início do século XIX, o açúcar e o
algodão subiram no ranking das exportações, ficando em segundo lugar, e o café subiu para o
topo nas exportações brasileiras.

A chegada da família real ao Brasil e sua instalação no Rio de Janeiro trouxeram para a
colônia o status de Reino Unido de Algarves. Coube à D. João instituir alguns ministérios, entre
eles o da Guerra, da Marinha, da Fazenda e do Interior. Estabeleceu órgãos fundamentais para o
bom andamento do governo, como o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do
Comércio e o Supremo Tribunal. As melhorias não foram só econômicas, mas também
culturais e educacionais. Claro, agora que a coroa portuguesa se instalara, ela precisava de
conforto e “modernidades”, assim investiu em pesquisas, educação, cultura e infraestrutura.
Flórianópolis, 07 de setembro de 2018
Escola Waldorf Anabá
Aluna Daniela dos Santos pinto
Décimo segundo ano.

Os Portugueses não gostaram nada do desenvolvimento do Brasil, e em 1820 exigiram a


volta de D. João. Pediram também que o comércio brasileiro fosse exclusivo de Portugal.
Assim, D. João retornou às suas terras, deixando o seu filho, D. Pedro no comando do Brasil.

D. Pedro governava de um jeito que Portugal não aprovava: convocou uma Assembleia
constituinte, organizou marinha de guerra e obrigou que as tropas portuguesas do Brasil,
voltassem a Portugal. Também determinou que as Leis de Portugal só seriam aplicadas no
Brasil caso ele as aprovasse previamente. Portugal ficou extremamente descontente com essas
medidas e juntando ao fato de que Portugal gostaria de “recolonizar” o Brasil, exigiu que Dom
Pedro retornasse à corte portuguesa. Dom Pedro, vendo que o Brasil estava próspero e em
crescimento, sendo assim, mais favorável para ele (além de que ele continuaria a governar
absolutamente aqui e em Portugal o rei ainda seria seu pai) ele se negou a voltar, assim
declarando a independência oficial do Brasil.

Ai entra aquela historia de que ele gritou as margens do rio Ipiranga “independência ou
morte”, porém, acredito eu que isso só é dito para parecer algo heroico e ser bonito de ser
retratado.