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12a - 1632 - 1704 - John Locke - Teoria

John Locke - Empirismo - Tabula Rasa

Redator do Bill of Rights – Pai do liberalismo e do empirismo- Ajudou a implantar o Parlamentarismo.


Não há razão sem experiência. Ela não nasce conosco (ela não é inata).

John Locke (1632 – 1704), filósofo inglês que estudou humanidades e interessou-se pelas ciências da natureza e pela
medicina. Foi professor durante a maior parte de sua vida e através do ensino estabeleceu sua teoria empirista.

As teorias epistemológicas de Locke foram expostas em Essay Concerning Human Understanding (Ensaio sobre o
conhecimento humano, 1690), no qual fundamentou o empirismo.

Ele negava radicalmente que existissem ideias inatas, tese defendida por Descartes. Quando se nasce, argumentava, a
mente é uma página em branco (tabula rasa) que a experiência vai preenchendo. O conhecimento produz-se em duas
etapas: a) a da sensação, proporcionada pelos sentidos, e b) a da reflexão, que sistematiza o resultado das sensações.
Na educação, compilou uma série de preceitos sobre aprendizado e desenvolvimento, com base em sua experiência de
médico e preceptor, que teve grande repercussão nas classes emergentes de seu tempo.

A grande e duradoura importância de Locke para a história do pensamento está no entrecruzamento de suas áreas de
estudo (Filosofia, Política, Educação). Assim, a defesa da liberdade individual, que ocupa lugar central na doutrina
política lockiana, encontra correspondência na prioridade que ele confere, no campo da educação, ao desenvolvimento
de um pensamento próprio pela criança.

Suas investigações sobre o conhecimento o levaram a conceber um aprendizado coerente com sua mais famosa
afirmação: a mente humana é tabula rasa, expressão latina análoga à ideia de uma tela em branco.

É por isso que, para Locke, o aprendizado depende primordialmente das informações e vivências às quais a criança é
submetida e que ela absorve de modo relativamente previsível e passivo. É, portanto, um aprendizado de fora para
dentro, ao contrário do que defenderam alguns pensadores de linha idealista, como Rousseau e Pestalozzi e a maioria
dos teóricos da educação contemporâneos.

Ao negar o inatismo, contrariava o legado do filósofo mais influente da época, o francês René Descartes (1596-1650) -
e o princípio de que todas as ideias nascem da experiência, estabelecendo na ciência moderna, o empirismo. A
educação ganhava, desse modo, importância incontornável na formação da criança, uma vez que, sozinha, ela se
encontra desprovida de matéria-prima para o raciocínio e sem orientação para adquiri-lo, estando fadada ao
egocentrismo e à ignorância moral.

Apesar do valor que dava à racionalidade, Locke era cético quanto ao alcance da compreensão da mente. O objetivo de
sua obra principal foi tentar determinar quais são os mecanismos e os limites da capacidade de apreensão do mundo
pelo homem. Segundo o filósofo, como todo conhecimento advém, em última instância, dos sentidos, só se pode captar
as coisas e os fenômenos em sua superfície, sendo impossível chegar a suas causas primordiais. Do material fornecido
pelos sentidos nasceriam as ideias simples que, combinadas, formariam as mais complexas. O conhecimento não
passaria de "concordância ou discordância entre as ideias".

Ensaio sobre o Entendimento Humano

Para Locke, as crianças não são dotadas de motivação natural para o aprendizado. É necessário oferecer o
conhecimento a elas de modo convidativo - mediante jogos, por exemplo. E, embora desse primazia teórica às
sensações, não via nelas função didática: educar com prêmios e punições (para provocar prazer e mal-estar) seria
manter os pequenos no estágio mais primário do entendimento humano. Levá-los a pensar faria com que rompessem a
dependência dos sentidos. Embora não descartasse a possibilidade de castigos, inclusive corporais, Locke afirmava
que seu uso poderia fazer com que as crianças se tornassem adultos frágeis e medrosos.

No livro Alguns Pensamentos Referentes à Educação, Locke afirma que "é possível levar, facilmente, a alma das
crianças numa ou noutra direção, como a água". Formar um aluno, sob o aspecto intelectual ou moral, seria
exclusivamente um resultado do trabalho das pessoas que os educam - pais e professores, a quem caberia sobretudo
dar o exemplo de como pensar e se comportar, treinando a criança para agir adequadamente. O aprendizado deveria
ser feito por meio de atividades. A ideia era que a criança, pelo hábito, acabaria por entender o que está fazendo. Para
Locke, a educação ideal seria promovida em casa, por um preceptor, papel que ele próprio desempenhou para os filhos
de alguns amigos.
Homem de fé, Locke já havia publicado anonimamente em 1689 sua Carta sobre a tolerância, a que se seguiram duas
obras com o mesmo título e em inglês. Na obra, expõe sua convicção de que todos os sistemas religiosos
correspondem a um substrato comum, espécie de religião natural, e de que as ideias religiosas só se podem assumir de
forma livre, nunca por coação.

John Locke

John Locke, nascido em 29 de agosto de 1632 em Wringtown, Inglaterra, foi um dos maiores ideólogos do liberalismo e
do iluminismo, além de ser um dos líderes do empirismo inglês.

Locke era filho de um pequeno proprietário de terras e estudou na escola de Westminster. Mais tarde, estudou
medicina, ciências naturais e filosofia na universidade de Oxford, onde seria professor de grego, filosofia e retórica e
ficaria lá por cerca de 30 anos.

No ano de 1683, após a Revolução Gloriosa na Inglaterra, Locke fugiu para a Holanda e só retornou à Inglaterra no ano
de 1688, quando foi restabelecido o protestantismo. Em 1696, Locke foi nomeado Ministro do Comércio pelo rei William
III de Orange. Ficou nesse cargo até 1700, quando saiu por complicações de saúde. Locke faleceu em 1704 no
condado de Essex. Ele nunca se casou ou teve filhos.

Locke é considerado o protagonista do empirismo na Inglaterra. Segundo essa teoria, o conhecimento humano deveria
vir de experiências, não de deduções ou especulações. Assim, as experiências deveriam vir da observação do mundo.

Locke se opunha ao autoritarismo em todas as esferas: individual, político e religioso. Acreditava em usar a razão para
obter a verdade e determinar a legitimidade das instituições sociais.

Locke criticou a teoria do Direito Divino dos reis, formulada por Thomas Hobbes. Ele acreditava que um governo deveria
ser consentido pelos governantes, ou seja, a soberania residia no povo.

Locke também pretendia criar uma teoria que conciliasse a liberdade dos cidadãos com a manutenção da ordem
política. Para Locke, o que dá direito à liberdade é o trabalho que se dedica a ela, pensamento essencialmente
burguês. Com esse pensamento Locke assentava as bases do pensamento capitalista liberal, ou seja, fica assegurado
o direito ao fruto do trabalho. Assim, Locke defendia uma sociedade sem interferência governamental.

Locke também defendia a separação entre Igreja e Estado, o que deixou a Igreja Católica contra ele.

Para Locke, o poder devia ser dividido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Para ele, o poder mais importante
era o Legislativo, por representar o povo.

Apesar de pregar a igualdade entre as pessoas, Locke defendia a escravidão.