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1.

Conceitos
2. Faixas de Uso - Características
3. Dimensões Mínimas
4. Inclinação Transversal
5. Inclinação Longitudinal
6. Acesso de Veículos
7. Obras sobre o Passeio
8. Travessia de Pedestres
9. Sinalização Tátil na Calçada
10. Vegetação na Calçada
11. Mobiliário Urbano na Calçada
12. Estacionamento
LEGISLAÇÃO

 LEI nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de


Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com
Deficiência).
 LEI nº 6.138, de 26 de abril de 2018. Institui o Código de Obras
e Edificações do Distrito Federal - COE.
 DECRETO nº 38.047, de 9 de março de 2017. Regulamenta o art.
20, da Lei Complementar nº 803, de 25 de abril de 2009, no
que se refere às normas viárias e aos conceitos e parâmetros
para o dimensionamento de sistema viário urbano do Distrito
Federal, para o planejamento, elaboração e modificação de
projetos urbanísticos, e dá outras providências.
CALÇADA

Parte da via, normalmente segregada e em


nível diferente, não destinada à circulação
de veículos, reservada ao trânsito de
pedestres e, quando possível, à
implantação de mobiliário, vegetação,
placas de sinalização e outros fins.
(ABNT NBR 9050)
VIA
CALÇADA

Espaço entre a pista de rolamento e a


divisa do lote.
(Decreto nº 38.047/2017)
CALÇADA

Largura entre os limites de lote ou


projeção e a via pública mais próxima,
incluindo passeios, áreas verdes e de
paisagismo, mobiliário urbano e redes
de infraestrutura.
(Lei nº 6.138/2018)
ROTA ACESSÍVEL
Trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os
ambientes externos ou internos de espaços e edificações, e
que pode ser utilizado de forma autônoma e segura por
todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência.
A rota acessível externa pode incorporar calçadas,
estacionamentos, rebaixamentos de calçada, faixas de
travessia de pedestres, rampas, etc.
PISTA DE ROLAMENTO

Parte da via utilizada para a circulação de


veículos, composta por uma ou mais faixas
de rolamento, delimitada por elementos
separadores ou por diferença de nível em
relação às calçadas, divisor físico ou
canteiro central.
(Decreto nº 38.047/2017)
VIA
RUA COMPARTILHADA

Área prioritária para pedestres e ciclistas,


onde é admitido o trânsito de veículos para
acesso a lotes e edificações, configurada
como espaço urbano sem segregação
entre as faixas de rolamento, passeio e
faixa de serviço.
(Decreto nº 38.047/2017)
VIA DE ATIVIDADES
Sistema viário estruturante que proporciona
alta acessibilidade ao bairro em áreas com
concentração de atividades de lazer,
comércio, cultura, serviços, e ao uso misto,
que privilegia o transporte coletivo, o tráfego
de pedestres e de ciclistas, e se configura
como uma área de confluência das pessoas
que pode estar associada, em seu percurso, à
via de circulação.
(Decreto nº 38.047/2017)
LEI nº 6.138, de 26 de abril de 2018

Art. 15. Constitui responsabilidade do proprietário do lote,


projeção ou unidade imobiliária autônoma:
 VIII - executar ou reconstruir, no final da obra, as
calçadas contíguas à projeção ou à testada do lote, de
forma a permitir a acessibilidade do espaço urbano;
LEI nº 6.138, de 26 de abril de 2018
Seção III
Da Implantação do Edifício no Terreno e seus Acessos

Art. 88. Os padrões de projetos de calçadas estabelecidos


pelo Poder Executivo para as áreas públicas lindeiras ao
lote ou à projeção a ser edificada, devem:
 I - criar e consolidar um sistema de rotas acessíveis na
cidade;
 II - garantir conforto e segurança a pedestres e ciclistas.
LEI nº 13.146/2015
Art. 113. A Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade),
passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 41.
§ 3º As cidades de que trata o caput deste artigo devem elaborar plano de
rotas acessíveis, compatível com o plano diretor no qual está inserido, que
disponha sobre os passeios públicos a serem implantados ou reformados
pelo poder público, com vistas a garantir acessibilidade da pessoa com
deficiência ou com mobilidade reduzida a todas as rotas e vias existentes,
inclusive as que concentrem os focos geradores de maior circulação de
pedestres, como os órgãos públicos e os locais de prestação de serviços
públicos e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura,
correios e telégrafos, bancos, entre outros, sempre que possível de maneira
integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros.” (NR)
LEI nº 6.138, de 26 de abril de 2018
Art. 39. O estudo de acessibilidade deve conter pelo
menos:
 I - a rota acessível;
 II - o leiaute com dimensões de banheiros e sanitários
acessíveis abertos ao público ou localizados em áreas
de uso comum da edificação.
Art. 40. O estudo de acessibilidade deve indicar a rota
acessível a partir do acesso à edificação, contemplando
seu entorno imediato.
Sistema Viário (Decreto nº 38.047/2017)
Art. 4º O sistema viário compreende a caixa de via, e abrange os
seguintes elementos de composição:
I - pista de rolamento;
II - estacionamento;
III - canteiro central ou divisor físico;
IV - espaço para circulação de ciclistas;
V - calçadas;
VI - travessias;
VII - vegetação;
VIII - mobiliário urbano;
IX - acostamento; e
X - baia.
CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES

O planejamento e o desenvolvimento de projetos


urbanos devem priorizar a segurança, o conforto, a
mobilidade e a acessibilidade dos pedestres e das
pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
O projeto de calçadas deve acompanhar o greide da
rua e conter faixa de serviço, faixa livre ou passeio
e faixa de acesso ao lote ou à projeção.
CALÇADA – ABNT NBR 9050
A largura da calçada pode ser dividida em 3 faixas de uso:
a) faixa de serviço: serve para acomodar o mobiliário, os
canteiros, as árvores e os postes de iluminação ou
sinalização;
b) faixa livre ou passeio: destina-se exclusivamente à
circulação de pedestres, livre de qualquer obstáculo, ter
inclinação transversal até 3 %, ser contínua entre lotes e ter
no mínimo 1,20 m de largura e 2,10 m de altura livre;
c) faixa de acesso: consiste no espaço de passagem da
área pública para o lote.
Calçada
Calçada
FAIXA DE SERVIÇO
A faixa de serviço deve:
I - estar localizada em posição adjacente ao meio-fio;
II - ser utilizada para o rebaixamento de meio-fio para
travessia de pedestres;
III - conter a rampa de veículos no caso de acesso de
veículos a edificações; e
IV - ser utilizada para instalação de mobiliário urbano,
sinalização viária, implantação de vegetação e redes de
infraestrutura urbana, dentre outros
FAIXA LIVRE – ABNT NBR 9050
Os pisos da faixa livre devem atender às características de
revestimento, inclinação e desnível:
 Revestimento e acabamento devem ter superfície regular,
firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas
e antiderrapante, sob qualquer condição;
 Inclinação transversal da superfície deve ser de até 3%;
 Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em
rotas acessíveis. Eventuais desníveis no piso de até 5 mm
dispensam tratamento especial.
CALÇADA – REVESTIMENTO
As rotas acessíveis podem ser pavimentadas com os seguintes
materiais:
I - blocos intertravados;
II - placa pré-moldada de concreto;
III - concreto moldado in loco ou usinado;
IV - concreto poroso;
V - ladrilho hidráulico;
VI - pedra portuguesa nivelada;
VII - asfalto e asfalto poroso; e
VIII - outros tipos de pavimentação que atenda as características
descritas na NBR 9050:2015.
CONCRETO
CONCRETO ESTAMPADO
BLOCOS INTERTRAVADOS
PLACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO
PEDRA PORTUGUESA
FAIXA LIVRE OU PASSEIO
A faixa livre ou passeio deve:
I - possuir superfície regular, firme, contínua, sem
degraus, com níveis concordantes e com piso
antiderrapante;
II - ter inclinação transversal constante, não superior a
3% (três por cento);
III - possuir largura mínima de 1,2 metro;
IV – ser livre de qualquer interferência ou barreira
arquitetônica ao nível ou acima do solo.
FAIXA LIVRE - Obstáculos
FAIXA LIVRE - Obstáculos
FAIXA LIVRE - Obstáculos
FAIXA LIVRE - Obstáculos
FAIXA DE ACESSO
A faixa de acesso ao lote ou à projeção pode ser
utilizada para:
I - áreas de permeabilidade e vegetação;
II - elementos de mobiliário urbano;
III - equipamentos de infraestrutura;
IV - solução de desnível entre a edificação e a calçada,
exclusivamente em áreas consolidadas, em lotes já
edificados; e
V - exposição de produtos e instalação de mobiliário de
apoio à atividade.
FAIXA DE ACESSO
FAIXA DE ACESSO
DIMENSÕES DAS FAIXAS DE USO

Faixa de Serviço: recomendado 0,70m (NBR 9050)


Faixa Livre ou Passeio: mínimo 1,20m (NBR 9050)
Decreto nº 38.047/2017
 Vias locais: 1,20m parcelamentos consolidados e de
1,50m novos parcelamentos
 Vias de atividades: 2,00m parcelamentos
consolidados e de 3,00m em novos parcelamentos
Decreto nº 38.047/2017
Art. 19. O projeto de calçadas deve acompanhar o greide da rua
e conter faixa de serviço, faixa livre ou passeio e faixa de acesso
ao lote ou à projeção.
 § 4º Nos casos consolidados, excepcionalmente, pode ser
dispensada a implantação da faixa de serviço em calçadas,
desde que seja garantido o passeio livre com largura mínima
de 1,2 metro.
 § 7º Na hipótese de inviabilidade de aplicação de que trata o §
2º é permitida a adoção da solução de rua compartilhada
entre pedestres e veículos, de forma a garantir a mobilidade e
a acessibilidade da população, devendo os seus limites serem
devidamente sinalizados.
A inclinação transversal da faixa livre (passeio) das
calçadas ou das vias exclusivas de pedestres não
pode ser superior a 3 %. Eventuais ajustes de
desníveis de soleira na entrada da edificação
devem ser executados sempre dentro dos lotes ou,
em calçadas existentes com mais de 2,00 m de
largura, podem ser executados nas faixas de
acesso.
A inclinação longitudinal da faixa livre (passeio) das
calçadas ou das vias exclusivas de pedestres deve
sempre acompanhar a inclinação das vias lindeiras
O acesso de veículos aos lotes e seus espaços de
circulação (área de embarque e desembarque) e
estacionamento deve ser feito de forma a não interferir
na faixa livre de circulação de pedestres, sem criar
degraus ou desníveis.
Nas faixas de serviço e de acesso é permitida a
existência de rampas.
Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH
Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH
PORTÕES DE ACESSO A GARAGENS

Os portões de acesso a garagens manuais ou de


acionamento automático devem funcionar sem
colocar em risco os pedestres.
A superfície de varredura do portão não pode
invadir a faixa livre de circulação de pedestre e
deve contar com sistema de sinalização VISUAL E
SONORO.
As obras sobre o passeio devem ser sinalizadas e isoladas, com
a largura mínima de 1,20 m para circulação, com garantia de
condições de acesso e segurança de pedestres e pessoas com
deficiência.
Avanço do canteiro de obras sobre a calçada
Nos pontos de travessia das vias, o meio-fio e o passeio
devem ser rebaixados por meio de rampa, nos termos
das normas técnicas brasileiras e distarão no mínimo
3,00 m dos pontos de concordância da curva das
esquinas, exceto em:
I - travessias semaforizadas;
II - travessias por meio de plataformas contínuas ao
nível da calçada em vias locais;
III - travessias de vias locais; e
IV - em vias curvas com raio superior a 15,0 metros,
desde que exista faixa de pedestre. (Decreto 38.047/2017)
Decreto 38.047/2017
REBAIXAMENTO DE CALÇADAS
Os rebaixamentos de calçadas devem ser construídos na
direção do fluxo da travessia de pedestres.
A inclinação deve ser constante e não superior a 8,33 % no
sentido longitudinal da rampa central e na rampa das abas
laterais.
A largura mínima do rebaixamento é de 1,50 m.
O rebaixamento não pode diminuir a faixa livre de
circulação, de no mínimo 1,20 m.
Não pode haver desnível entre o término do rebaixamento
da calçada e o leito carroçável.
REBAIXAMENTO DE CALÇADAS
REBAIXAMENTO DE CALÇADAS
REBAIXAMENTO DE CALÇADAS
REBAIXAMENTO DE CALÇADAS
REBAIXAMENTO DE CANTEIRO DIVISOR
CANTEIRO CENTRAL

Em canteiro divisor de pistas, deve ser garantido


rebaixamento do canteiro com largura igual à da faixa
de travessia.
(NBR 9050:2015)
Faixa elevada de pedestre
Resolução nº 405, de 5 de junho de 2014/DENATRAN
•Estabelece padrões e critérios em vias públicas
•Com autorização do DETRAN/DF
REBAIXAMENTO DA CALÇADA PARA TRAVESSIA DE
PEDESTRES

Os locais de travessia de pedestres devem ter sinalização


tátil de alerta no piso, posicionados paralelamente à faixa
de travessia e perpendicularmente à linha de
caminhamento, para orientar o deslocamento das
pessoas com deficiência visual.
(NBR 16537:2016)
REBAIXAMENTO DA CALÇADA PARA TRAVESSIA DE
PEDESTRES
REBAIXAMENTO DA CALÇADA PARA TRAVESSIA DE
PEDESTRES
FAIXA ELEVADA PARA TRAVESSIA DE PEDESTRES
Resolução CONTRAN
PISO DIRECIONAL EM CALÇADAS (NBR 16537)
PISO DIRECIONAL EM CALÇADAS (NBR 16537)
PISO DIRECIONAL EM CALÇADAS
PISO DIRECIONAL EM CALÇADAS
LINHA GUIA: Qualquer elemento natural ou edificado
que possa ser utilizado como referência de orientação
direcional por todas as pessoas, especialmente pessoas
com deficiência visual que utilizam bengala longa para
rastreamento.
Fonte: NBR 16537

Deve ser utilizada sinalização tátil direcional no piso do


passeio, caso não exista linha guia configurada por
diferenciação de textura de piso ou elemento construído
contíguo ao passeio.
Decreto nº 38.047/2017
VEGETAÇÃO
As calçadas devem ser arborizados com espécies
que:
I - possuam raízes profundas;
II - não soltem resinas;
III - não sejam caducifólias;
IV - propiciem o sombreamento; e
V - possuam frutos que não coloquem em risco
pessoas ou bens.
VEGETAÇÃO EM CALÇADAS

A arborização de vias e espaços públicos deve ser


proposta de forma a não obstruir passagens de
pedestres e a acessibilidade aos logradouros
públicos ou prejudicar a visibilidade do motorista e
do pedestre, bem como a não lesar as redes de
concessionárias de água, esgoto e drenagem.
Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH
Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH
Decreto nº 38.047/2017 Artigo 19 §§ 1º e 3º

A faixa de serviço e a faixa de acesso ao lote podem ser


utilizadas para a instalação de elementos de mobiliário urbano:

 Balizadores
 Lixeiras
 Paraciclos

 Bancos
(Decreto nº 38.047/2017)
Na área de estacionamento público deve ser prevista rota
acessível para a circulação de pedestres.
A rota acessível deve ser contínua, sem obstáculos, e com
dimensão mínima de 1,2 metro.
A rota acessível deve estar devidamente sinalizada nos
casos em que sobreposta à via de circulação de veículos
para acesso às vagas.
Nas áreas de estacionamento, a prioridade é do pedestre.
(Decreto nº 38.047/2017)
CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES EM ESTACIONAMENTOS

Todo estacionamento deve garantir uma faixa de circulação


de pedestre que garanta um trajeto seguro e com largura
mínima de 1,20 m até o local de interesse.
Este trajeto vai compor a rota acessível.
Nos estacionamentos externos ou internos das edificações
de uso público ou coletivo, ou naqueles localizados nas vias
públicas, devem ser reservadas vagas para pessoas idosas
e com deficiência.
(NBR 9050:2015)
CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES EM ESTACIONAMENTOS

(Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH)


BATE-RODAS

(Fonte: Guia de Urbanização/SEGETH)


VAGAS RESERVADAS EM ESTACIONAMENTOS

Há dois tipos de vagas reservadas:


 a) para os veículos que conduzam ou sejam conduzidos por
idosos; e
 b) para os veículos que conduzam ou sejam conduzidos por
pessoas com deficiência.
(NBR 9050:2015)
RESOLUÇÃO nº 303, de 18 de dezembro de 2008
Dispõe sobre as vagas de estacionamento de veículos
destinadas exclusivamente às pessoas idosas.
 5% do total de vagas
RESOLUÇÃO nº 303/2018
 As vagas para estacionamento para idosos devem ser
posicionadas próximas das entradas, garantindo o menor
percurso de deslocamento.
VAGAS RESERVADAS EM ESTACIONAMENTOS

As vagas para estacionamento de veículos reservadas para


pessoas com deficiência devem:
 ter sinalização vertical e horizontal

 contar com um espaço adicional de circulação com no


mínimo 1,20 m de largura
 estar vinculadas à rota acessível que as interligue aos
polos de atração
 estar localizada de forma a evitar a circulação entre
veículos.
(NBR 9050:2015)
RESOLUÇÃO nº 304, de 18 de dezembro de 2008
Dispõe sobre as vagas de estacionamento destinadas
exclusivamente a veículos que transportem pessoas portadoras
de deficiência e com dificuldade de locomoção.
 2% do total de vagas
3961-5119/3961-5120
www.agefis.df.gov.br
acessibilidade.agefis@gmail.com