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LÍNGUA

PORTUGUESA
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

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LOJA DO CONCURSEIRO - 2
DETRAN
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de


LÍNGUA uma interpretação de um texto é a identificação de sua
ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias
PORTUGUESA secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou
explicações, que levem ao esclarecimento das questões
apresentadas na prova.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
PROGRAMA:
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos
Compreensão e interpretação de textos. Tipologia fundamentais de uma argumentação, de um processo,
textual. Ortografia oficial. Acentuação gráfica. de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os
Emprego das classes de palavras. Emprego do sinal advérbios, os quais definem o tempo).
indicativo de crase. Sintaxe da oração e do período.
Pontuação. Concordância nominal e verbal. 2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança
Regência nominal e verbal. Significação das ou de diferenças entre as situações do texto.
palavras. 3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado
com uma realidade, opinando a respeito.
4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou
secundárias em um só parágrafo.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras
palavras.
É muito comum, entre os candidatos a um cargo
público, a preocupação com a interpretação de
textos. Isso acontece porque lhes faltam
EXEMPLO
informações específicas a respeito dessa tarefa
constante em provas relacionadas a concursos TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES
públicos.
A INTEGRAÇÃO DO MUNDO
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão
ajudar no momento de responder às questões A INTEGRAÇÃO DA
relacionadas a textos. HUMANIDADE
"O HOMEM UNIDO"
TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e A UNIÃO DO HOMEM
relacionadas entre si, formando um todo HOMEM + HOMEM = MUNDO
significativo capaz de produzir INTERAÇÃO
COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)
DECODIFICAR).
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas
ORIENTAÇÃO:
frases. Em cada uma delas, há uma certa
informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou Com a finalidade de auxiliar o raciocínio de quem deve
com a posterior, criando condições para a responder a questões de compreensão de textos,
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa observe o seguinte:
interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se 1) Atenha-se exclusivamente ao texto.
que o relacionamento entre as frases é tão grande,
que, se uma frase for retirada de seu contexto 2) Proceda através de eliminação de hipóteses.
original e analisada separadamente, poderá ter um 3) Compare o sentido das palavras; às vezes, uma
significado diferente daquele inicial. palavra decide a melhor alternativa.
INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam 4) Tente encontrar o tópico frasal, ou seja, a frase que
referências diretas ou indiretas a outros autores melhor sintetiza o texto
através de citações. Esse tipo de recurso denomina-
se INTERTEXTO.

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CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR c) Contradição


Fazem-se necessários:
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e,
gêneros literários, estrutura do texto), leitura e
consequentemente, errando a questão.
prática;
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades
do texto) e semântico; OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do
OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas
palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, numa prova de concurso qualquer, o que deve ser
denotação e conotação, sinonímia e antonímia, levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada
polissemia, figuras de linguagem, entre outros. mais.
c) Capacidade de observação e de síntese e
d) Capacidade de raciocínio.
COESÃO- é o emprego de mecanismo de sintaxe que
INTERPRETAR x COMPREENDER relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos
entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando,
INTERPRETAR COMPREENDER através de um pronome relativo, uma conjunção
SIGNIFICA SIGNIFICA (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma
-INTELECÇÃO, relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi
-EXPLICAR, COMENTAR, dito.
ENTENDIMENTO,
JULGAR, TIRAR
ATENÇÃO AO QUE
CONCLUSÕES, DEDUZIR.
REALMENTE ESTÁ
-TIPOS DE ENUNCIADOS Para interpretar bem
ESCRITO.
•Através do texto,
-TIPOS DE ENUNCIADOS: 1) Aumente o seu vocabulário: Os dicionários são
INFERE-SE que...
•O texto DIZ que... amigos que precisamos consultar. Faça exercícios de
•É possível DEDUZIR
•É SUGERIDO pelo autor sinônimos e antônimos.
que...
que...
•O autor permite 2) Não se deixe levar pela primeira impressão. Há
•De acordo com o texto,
CONCLUIR que... textos que metem medo. Abra sua mente e seu
é CORRETA ou ERRADA a
•Qual é a INTENÇÃO do coração para o que o texto lhe transmite, na
afirmação...
autor ao afirmar que... qualidade de um amigo silencioso.
•O narrador AFIRMA...
3) Ao fazer uma prova qualquer, leia o texto duas ou
três vezes, atentamente, antes de tentar responder
a qualquer pergunta. Primeiro, é preciso captar sua
ERROS DE INTERPRETAÇÃO mensagem, entendê-lo como um todo, e isso não
pode ser alcançado com uma simples leitura. Dessa
É muito comum, mais do que se imagina, a
forma, leia-o algumas vezes. A cada leitura, novas
ocorrência de erros de interpretação. Os mais ideias serão assimiladas. Tenha a paciência
frequentes são: necessária para agir assim. Só depois tente resolver
a) Extrapolação (viagem) as questões propostas.
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado 4) As questões de interpretação podem ser localizadas
ideias que não estão no texto, quer por (por exemplo, voltadas só para um determinado
conhecimento prévio do tema quer pela trecho) ou referir-se ao conjunto, às ideias gerais do
imaginação. texto. No primeiro caso, leia não apenas o trecho
(às vezes uma linha) referido, mas todo o parágrafo
b) Redução
em que ele se situa. Lembre-se: quanto mais você
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a ler, mais entenderá o texto. Tudo é uma questão de
um aspecto, esquecendo que um texto é um costume, e você vai acostumar-se a agir dessa
conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para forma.
o total do entendimento do tema desenvolvido.

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5) Há questões que pedem conhecimento fora do 6) Mudança de ordem dos termos no período.
texto. Por exemplo, ele pode aludir a uma
Ex.: Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo
determinada personalidade da história ou da
aquilo seria esquecido após três ou quatro meses de
atualidade, e ser cobrado do aluno ou candidato
investigação.
o nome dessa pessoa ou algo que ela tenha
feito. Por isso, é importante desenvolver o Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo
hábito da leitura, como já foi dito. Procure estar aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria
atualizado, lendo jornais e revistas esquecido.
especializadas.

7) Mudança de voz verbal


Paráfrase: é a reescritura de um texto sem Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz
alteração de sentido. Questões de interpretação ativa)
com frequência se baseiam nessa técnica. Vários
recursos podem ser utilizados para parafrasear um Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim.
texto. (voz passiva)

1) Emprego de sinônimos Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3 a


pessoa do plural), haverá duas mudanças possíveis.
Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os pais
preocupados. Ex.: Plantaram uma roseira. (voz ativa)

Conquanto retomasse cedo, deixava os genitores Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica)
preocupados. Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)

2) Emprego de antônimos, com palavra negativa. 8) Troca de discurso


Ex.: Ele era fraco. = Ele não era forte. Ex.: Pedro disse: - Cortarei a grama sozinho. (discurso
direto)

3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que Pedro disse que cortaria a grama sozinho. (discurso
remetem a outros já citados no texto. indireto)

Ex.: Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio;


Antônio, ao cinema. 9) Troca de palavras por expressões perifrásticas e
Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; vice-versa
este, ao cinema. Ex.: Castro Alves visitou Paris naquele ano.
Aquele = Paulo este = Antônio O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele
ano.

4) Troca de termo verbal por nominal, e vice-


versa. 10) Troca de locuções por palavras e vice-versa:
Ex.: É necessário que todos colaborem. Ex.: O homem da cidade não conhece a linguagem do
É necessária a colaboração de todos. céu.
O homem urbano não conhece a linguagem celeste.

5) Omissão de termos facilmente subentendidos.


Ex.: Nós desejávamos uma missão mais delicada,
mais importante.
Desejávamos missão mais delicada e importante.

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OS TIPOS DE TEXTO DESCRIÇÃO CONOTATIVA


Basicamente existem três tipos de texto: Em tal descrição as palavras são tomadas em
sentido figurado, ricas em polivalência.
Texto narrativo;
Exemplo:
Texto descritivo;
João estava tão gordo que as pernas da cadeira
Texto dissertativo.
estavam bambas do peso que carregava. Era notório o
sofrimento daquele pobre objeto.
Cada um desses textos possui características Hoje o sol amanheceu sorridente; brilhava
próprias de construção. incansável, no céu alegre, leve e repleto de nuvens
brancas. Os pássaros felizes cantarolavam pelo ar.

DESCRIÇÃO
Descrever é explicar com palavras o que se NARRAÇÃO
viu e se observou. A descrição é estática, sem Narrar é falar sobre os fatos. É contar. Consiste
movimento, desprovida de ação. Na descrição o ser, na elaboração de um texto inserindo episódios,
o objeto ou ambiente são importantes, ocupando acontecimentos.
lugar de destaque na frase o substantivo e o
A narração difere da descrição. A primeira é
adjetivo.
totalmente dinâmica, enquanto a segunda é estática e
O emissor capta e transmite a realidade sem movimento. Os verbos são predominantes num
através de seus sentidos, fazendo uso de recursos texto narrativo.
linguísticos, tal que o receptor a identifique. A
O indispensável da ficção é a narrativa,
caracterização é indispensável, por isso existe uma
respondendo os seus elementos a uma série de
grande quantidade de adjetivos no texto.
perguntas:
Há duas descrições:
Quem participa nos acontecimentos?
Descrição denotativa (personagens);
Descrição conotativa. O que acontece? (enredo);
Onde e como acontece? (ambiente e situação
DESCRIÇÃO DENOTATIVA dos fatos).

Quando a linguagem representativa do Fazemos um texto narrativo com base em alguns


objeto é objetiva, direta sem metáforas ou outras elementos:
figuras literárias, chamamos de descrição O quê? - Fato narrado;
denotativa. Na descrição denotativa as palavras são
Quem? – personagem principal e o anti-herói;
utilizadas no seu sentido real, único de acordo com
a definição do dicionário. Como? – o modo que os fatos aconteceram;
Exemplo: Quando? – o tempo dos acontecimentos;
Saímos do campus universitário às 14 horas Onde? – local onde se desenrolou o
com destino ao agreste pernambucano. À esquerda acontecimento;
fica a reitoria e alguns pontos comerciais. À direita o
Por quê? – a razão, motivo do fato;
término da construção de um novo centro
tecnológico. Seguiremos pela BR-232 onde Por isso: - a consequência dos fatos.
encontraremos várias formas de relevo e vegetação. No texto narrativo, o fato é o ponto central da
No início da viagem observamos uma típica ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante
agricultura de subsistência bem à margem da BR- só uma ação centralizadora para envolver as
232. Isso provavelmente facilitará o transporte personagens.
desse cultivo a um grande centro de distribuição de
alimentos a CEAGEPE.
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Deve haver um centro de conflito, um núcleo O técnico chamou Neco para bater o pênalti, já
do enredo. que ele era considerado o melhor batedor do time.
A seguir um exemplo de texto narrativo: Neco dirigiu-se até a marca do pênalti e bateu
com grande perfeição. O goleiro não teve chance. O
Toda a gente tinha achado estranha a
estádio quase veio abaixo de tanta alegria da torcida.
maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara
na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo
ninguém sabia de onde, com o chapéu de o juiz finalmente apontou para o centro do campo e
barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de encerrou a partida.
macho altivamente erguida e aquele seu olhar de
gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as
pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos
trinta, montava num alazão, trazia bombachas
Há ainda outros tipos de textos:
claras, botas com chilenas de prata e o busto
musculoso apertado num dólmã militar azul, com
gola vermelha e botões de metal.  O Texto Injuntivo, também chamado
(Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo) prescritivo, não é só uma ordem. Pode ser
também uma sugestão, conselho, alerta,
pedido, convite, instrução, súplica, dependendo
A relação verbal emissor – receptor efetiva- do contexto e do tom, mas sempre objetivará
se por intermédio do que chamamos discurso. A que o receptor/leitor/ouvinte, realize ou não o
narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto que o emissor/falante está "prescrevendo",
de vista ou foco narrativo. indicando.
Quando o narrador participa dos
acontecimentos diz-se que é narrador-personagem.
Veja alguns exemplos:
Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa.
- Cuidado com o cão! Afaste-se!
Exemplo:
- Se preferir, acrescente coco ralado à mistura.
Parei para conversar com o meu compadre
que há muito não falava. Eu notei uma tristeza no - Dobre a primeira à direita e depois siga em frente até
seu olhar e perguntei: o final da rua.
- Compadre por que tanta tristeza? - Venha para a minha festa de aniversário. Estou
aguardando.
Ele me respondeu:
- Pode esfriar à noite. Leve mais este casaco.
- Compadre minha senhora morreu há pouco
tempo. Por isso, estou tão triste. - Certifique-se de que a peça foi colocada
Há tanto tempo sem nos falarmos e
justamente num momento tão triste nos
 O Texto expositivo apresenta informações
encontramos. Terá sido o destino?
sobre um objeto ou fato específico, sua
Já o narrador-observador é aquele que serve descrição, a enumeração de suas
de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco características. Esse deve permitir que o leitor
narrativo de 3ª pessoa. identifique, claramente, o tema central do
texto.
Exemplo:
Um fato importante é a apresentação de bastante
O jogo estava empatado e os torcedores
informação, caso se trate de algo novo esse se faz
pulavam e torciam sem parar. Os minutos finais
imprescindível.
eram decisivos, ambos precisavam da vitória,
quando de repente o juiz apitou uma penalidade Quando se trata de temas polêmicos a apresentação de
máxima. argumentos se faz necessário para que o autor informe
aos leitores sobre as possibilidades de análise do
assunto.
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O texto expositivo deve ser abrangente, deve A crônica é um gênero que tem relação com a
permitir que seja compreendido por diferentes ideia de tempo e consiste no registro de fatos do
tipos de pessoas. cotidiano em linguagem literária, conotativa.
A origem da palavra crônica é grega, vem de
chronos (tempo), é por isso que uma das características
 A fábula é uma narrativa figurada, na qual
desse tipo de texto é o caráter contemporâneo.
as personagens são geralmente animais que
possuem características humanas. Pode ser A crônica difere da notícia, e da reportagem
escrita em prosa ou em verso e é porque, embora utilizando o jornal ou a revista como
sustentada sempre por uma lição de moral, meio de comunicação, não tem por finalidade principal
constatada na conclusão da história. informar o destinatário, mas refletir sobre o acontecido.
Desta finalidade resulta que, neste tipo de texto,
A fábula está presente em nosso meio há
podemos ler a visão subjetiva do cronista sobre o
muito tempo e, desde então, é utilizada com fins
universo narrado. Assim, o foco narrativo situa-se
educacionais. Muitos provérbios populares vieram
invariavelmente na 1ª pessoa.
da moral contida nesta narrativa alegórica, como
por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em Poeta do quotidiano, como alguém chamou ao
“A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da cronista dos nossos dias, apresenta um discurso que se
necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra move entre a reportagem e a literatura, entre o oral e o
e as formigas”. literário, entre a narração impessoal dos
acontecimentos e a força da imaginação. Diálogo e
Portanto, sempre que redigir uma fábula
monólogo; diálogo com o leitor, monólogo com o
lembre-se de ter um ensinamento em mente. Além
sujeito da enunciação. A subjetividade percorre todo o
disso, o diálogo deve estar presente, uma vez que
discurso.
trata-se de uma narrativa.
A crônica não morre depressa, como acontece
Por ser exposta também oralmente, a
com a notícia, mas morre, e aqui se afasta
fábula apresenta diversas versões de uma mesma
irremediavelmente do texto literário, embora se vista,
história e, por este motivo, dá-se ênfase em um
por vezes, das suas roupagens, como a metáfora, a
princípio ou outro, dependendo da intenção do
ambiguidade, a antítese, a conotação, etc.
escritor ou interlocutor.
A sua estrutura assemelha-se à de um conto,
É um gênero textual muito versátil, pois
apresentando uma introdução, um desenvolvimento e
permite diversas situações e maneiras de se
uma conclusão.
explorar um assunto. É interessante, principalmente
para as crianças, pois permite que elas sejam
instruídas dentro de preceitos morais sem que Discurso
percebam.
Os personagens que participam da história
E outra motivação que o escritor pode ter evidentemente falam. É o que se conhece como
ao escolher a fábula na aula, no vestibular ou em discurso, que pode ser:
um concurso que tenha essa modalidade de escrita
como opção é que é divertida de se escrever. Pode-
se utilizar da ironia, da sátira, da emoção, etc. 1) Direto
Lembrando-se sempre de escolher personagens
inanimados e/ou animais e uma moral que norteará O narrador apresenta a fala do personagem,
todo o enredo. integra, palavra por palavra. Geralmente se usam dois
pontos e travessão.
Ex.: o funcionário disse ao patrão:
- Espero voltar no final do expediente.
Rui perguntou ao amigo:
 A Crônica é uma reflexão sobre o
acontecido. - Posso chegar mais tarde?

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2) Indireto ORTOGRAFIA
O narrador incorpora à sua fala a fala do
personagem. O sentido é o mesmo do discurso
direto, porém é utilizada uma conjunção integrante
Ortografia é o sistema correto de representar
(que ou se) para fazer a ligação.
na escrita os fonemas e as formas da língua. Ela trata da
Ex.: O funcionário disse ao patrão que esperava representação escrita dos sons que formam os
voltar no final do expediente. vocábulos, por meio dos símbolos denominados letras.

Rui perguntou ao amigo se poderia chegar mais Uso do S


tarde.

1. Nas palavras derivadas de uma primitiva em que já


Obs.: O conhecimento desse assunto é existe S:
muito importante para as questões que envolvem
pesquisa  pesquisador, pesquisado
as paráfrases. Cuidado, pois, com o sentido.
Procure ver se está sendo respeitada a correlação casa  casinha, casebre, casarão
entre os tempos verbais e entre determinados camisa  camisinha, camisola, camisolão
pronomes. Abaixo, outro exemplo, bem elucidativo.
análise  analisar, analista, analisando

Minha colega me afirmou:


2. Nos sufixos:
- Estarei aqui, se você precisar de mim.
 -ês, -esa (na indicação de título de nobreza,
origem, nacionalidade)
Minha colega me afirmou que estaria lá se eu marquês  marquesa; burguês  burguesa;
precisasse dela.
camponês  camponesa; milanês  milanesa

O sentido é, rigorosamente, o mesmo. Foi  -ense (indicador de procedência, origem)


necessário fazer inúmeras adaptações. santanense, manuaense, paranaense

 -isa (indicador feminino de profissão,


3) Indireto livre ocupação)
É praticamente uma fusão dos dois diaconisa, sacerdotisa, papisa, profetisa
anteriores. Percebe-se a fala do personagem,
porém sem os recursos do discurso direto (dois  -oso, -osa (indicadores de adjetivos,
pontos e travessão) nem do discurso indireto formadores de estado pleno, abundância)
(conjunções que ou se).
manhoso, carinhoso, horrorosa, suntuosa

Ex.: Ele caminhava preocupado pela avenida


deserta. Será que vai chover, logo hoje, com todos 3. Após ditongos:
esses compromissos!? Cleusa, causa, náusea, maisena

4. Na conjugação dos verbos pôr (e derivados) e querer:


repus, repusera, repusesse, pus, pusera,
pusesse, quis, quisera, quisesse, quiséssemos

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Uso do Z 4. Em palavras de origem africana e indígena:


abacaxi, capixaba, macaxeira, morubixaba,
pixaim, xará, xinxim, xique-xique
1. Nas palavras derivadas de uma primitiva em que
já existe Z :
raiz  enraizar 5. Palavras aportuguesadas do inglês trocam o sh
original por x:
baliza  abalizado, balizador, balizado
xampu (de shampoo), xerife (de sheriff)
rapaz  rapazola, rapazinho, rapazote

2. Nas terminações –ez, -eza, formadores de Escrevem-se com x:


substantivos abstratos derivados de adjetivos: almoxarife, bexiga, bruxa, capixaba, caxemira, caxumba,
real  realeza coaxar, coxo, elixir, enxada, engraxate, enxurrada,
esdrúxulo, faxina, lagartixa, laxante, lixa, luxo, maxixe,
grande  grandeza mexer, mexerico, morubixaba, muxoxo, orixá, Oxalá,
cru  crueza praxe, pixaim, puxar, relaxar, rixa, taxa (impostos,
tributo), vexame, xale, xampu, xarope, xavante, xaxim,
certo  certeza xereta, xerife, xícara, xingar.

3. Nas terminações –izar (formador de verbos) e –


Escrevem-se com ch :
ização (formador de substantivos)
apetrecho, archote, bochecha, boliche, crochê, cachaça,
canal  canalizar  canalização
cachimbo, chá, chamariz, chamego, chafariz,
humano  humanizar  humanização cartucheira, charco, cheque, chimarrão, chimpanzé,
atual  atualizar  atualização chuchu, chucrute, chumaço, chutar, cacho, cochicho,
cocho, colcha, colchão, comichão, coqueluche, fachada,
global  globalizar  globalização ficha, flecha, galocha, inchar, macho, machado,
machucar, mancha, nicho, pachorra, pichar, pechincha,
piche, rachar, recheio, salsicha, sanduíche, tacha
Uso do X (prego), tacheiro, tacho, tocha.

1. Depois de ditongo:
ameixa, baixo, caixa, feixe, paixão Uso do E e do I

2. Depois da sílaba inicial en-:


1. Todos os verbos terminados em –uir, -air, -oer
enxaqueca, enxadrista, enxame, enxuto escrevem-se com a letra i na segunda e terceira pessoas
do singular do presente do indicativo.
contribuir  contribuis, contribui
Fazem exceção: encher e derivados; enchova; e
palavras iniciadas com ch que ganharam prefixo cair  cais, cai
em-, como enchouriçar (em + chouriço + ar). doer  dói
influir  influis, influi
3. Depois da sílaba inicial me -: sair  sais, sai
mexerica, mexicano, mexilhão, mexer roer  róis, rói
Exceção: mecha (substantivo) e derivados
escrevem-se com ch.

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2. Todos os verbos terminados em –ir escrevem-se 6. Prefixos des e dis:


com a letra e na segunda e terceira pessoas do
desgarrar discernir
presente do indicativo.
desinfetar dispensar
acudir  acodes, acode
desmedido dislexia
fugir  foges, foge
decidir  decides, decide
Escrevem-se com e:
Abaeté, acareação, acreano, aldeola, alheado,
3. Todos os verbos terminados em –uar ou em –oar
antecipar, antedatar, anteprojeto, área (medida de uma
escrevem-se com a letra e na primeira, segunda e
superfície), barbárie, cadeado, candeeiro, caranguejo,
terceira pessoas do presente do subjuntivo.
cardeal, cereal, cumeada, cumeeira, decreto, deferido,
perdoar  perdoe, perdoes, perdoe deferir, descortino, descrição (exposição), descriminar
atuar  atue, atues, atue (absolver de crime), despensa (lugar para guardar
mantimentos), destilação, emergir, emigrar, eminência,
caçoar  caçoe, caçoes, caçoe eminente, empecilho, encabular, enteado, engolir,
jejuar  jejue, jejues, jejue enxada, estropear, falsear, geada, grandessíssimo,
himeneu, inquerição, lêndea, lenimento, meada,
memoridade, mestiço, mexerica, murmúreo, níveo,
4. Prefixos ante- e anti- óleo, parêntese, passeata, peão, petróleo, quase,
quepe, recheado, reencanar, revalidar, róseo, senão,
 ante – (prefixo) significa “antes” (indica sequer, seringa, subentender, terráqueo, vadear,
posição anterior) violáceo, vítreo.
antecâmara, antemão, antepasto,
anteontem, antebraço
antediluviano, antever Escrevem-se com i:
aborígine, adiantar, adiante, adivinho, amiúde,
anticristo, ária (cantiga), azuis, camoniano, casimira,
 anti - (prefixo) significa “contra” (indica corrimão, crânio, crioulo, dentifrício, diante, diferido,
posição contrária) discente (que aprende), discrição (que é discreto),
antiacadêmico, antialcoólico, disparate, dispêndio, dispensa (licença), imbuia,
anticoncepcional, anticlerical imigração, iminente, invés (contrário), miúdo, pardieiro,
pátio, pião, privilegiado, privilegiar, recriação, (ato de
antídoto, antiaéreo, anticonjugal, recriar), réstia, siar, vadiar, vadiação
antifascista

5. Prefixos em /en e im/in:


emporcalhar
engraxar
empossar
entorpecer
imputar
incomodar
impugnar
infalível

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Uso do O e do U 2. Depois de ditongos, grafam-se c e ç :


beiço, caução, coice, feição, foice, louça,
refeição, traição
Às vezes se confundem usos do u e do o na
grafia de algumas palavras. Compare as listas
abaixo:
3. Nos substantivos e adjetivos derivados de verbos
com O com U terminados em –nder e –ndir usa-se s:
Abolir acudir pretender  pretensão
Boteco bueiro pender  pensão, pênsil
botequim burburinho tender  tensão, tenso

comprido cumprido (de cumprir) ascender  ascensão, ascensor

comprimento (extensão) cumprimento (saudação) expandir  expansão, expansivo

Cortiça cúpula fundir  fusão

Cobrir curtume difundir  difusão

Engolir embutir confundir  confusão, confuso

explodir entupir suspender  suspensão, suspensório

Focinho escapulir
4. Nos substantivos derivados de verbos terminados em
Goela jabuti
–der, -dir, -tir e –mir usa-se s (depois de n ou r) ou ss :
lombriga jabuticaba
aceder  acesso
mágoa lóbulo
regredir  regressão, regresso
mochila mucama
repercutir  repercussão
moleque pirulito
descomprimir  descompressão
Névoa rebuliço ascender  ascensão
Nódoa suar (transpirar) interceder  intercessão
Poleiro supetão agredir  agressão
Polenta tábua admitir  admissão
sortir (abastecer) tabuleiro reprimir  repressão
Sotaque tabuleta compreender  compreensão
Zoeira trégua
5. Por razões etimológicas usa-se entre vogais sc e xc:
apascentar, ascender (subir), convalescer,
Uso de C, Ç, S, SS, SC, XC crescer, descente (que desce), discernir, efervescente,
enrubescer, fascínio, florescer, incandescer, intumescer,
1. Nos vocábulos de origem árabe, tupi e africana, lascivo, miscelânea, nascer, néscio, obsceno, oscilar,
usam-se c e ç : piscina, prescindir, recrudescer, rescindir, suscitar,
açaí, araçá, araçoia, caiçara, caçula, tumescer, vísceras, excelência, excêntrico, exceto,
cacimba, canguçu, criciúma, Ceci. excesso, exceder

Iguaçu, Juçara, miçanga, Moçoró, muçum,


muçurana, paçoca, Paraguaçu, Turiaçu

LOJA DO CONCURSEIRO - 12
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

OBSERVE AS SEGUINTES GRAFIAS Escrevem-se com g :


Escrevem-se com s : abordagem, algibeira, algemar, angélico, aterragem,
auge, cingir, constrangir, doge, estrangeiro, falange,
aliás, alisar, análise, após, asa, atrás, atraso, através,
ferrugem, gengibre, gengiva, gergelim, geringonça, giba,
aviso, bisar, brasa, casulo, catalisar, cisão, colisão,
gibi, gíria, herege, impingem, logístico, margear,
cós, crase, crise, despesa, detrás, deusa, diálise,
megera, monge, mugido, ogiva, pungente, rabugento,
empresa, fase, fusão, gás, gasolina, gasômetro,
regurgitar, tangerina, tigela, vagem, vertigem, viagem
groselha, hesitante, hidrólise, ileso, inclusive,
(subst.)
infusão, invés, jus, lapiseira, lisonjeiro, lisura,
mariposa, marselhês, mês, mosaico, nasal,
obséquio, obus, paisagem, pêsames, rasura, revés,
síntese, sinusite, surpresa, tosar, três, uso, usina,
visar. Uso do J

Escrevem-se com z : 1. Nas palavras de origem tupi (indígena) e africana:

abalizar, aduzir, ajuizar, alcaçuz, alcoolizar, algoz, biju (variante de beiju), canjarana, canjica,
amizade, anarquizar, apaziguar, aprazível, aprendiz, jabuticaba, jacaré, jenipapo, jerimum, jiboia, jirau, pajé.
arborizar, arroz, assaz, atriz, atroz, audaz, azar, azia, (Exceção: Sergipe.)
baliza, bazar, bizarro, buzina, cafuzo, capaz, capuz,
capuz, carbonizar, cartaz, chafariz, coriza, cruz,
cuscuz, delicadeza, deslize, desprezo, eficaz, 2. Nos verbos terminados em –jar ou –jear:
enfezado, esvaziar, falaz, feroz, fertilizar, fugaz, arranjar, despejar, sujar, viajar, ultrajar,
gaze, giz, gentileza, horizonte, impureza, jaez, granjear, gorjear, lisonjear
jazigo, lambuzar, lazer, lhaneza, luz, magazine,
meretriz, morbidez, nariz, nudez, obstetriz, ozônio,
palidez, perspicaz, petiz, pobreza, prazer, prazo, 3. Nas palavras derivadas de outras já grafadas com j:
profetizar, rapaz, rezar, rodízio, sagaz, sazonal,
granja  granjeiro
talvez, tenaz, tez, trapézio, trezentos, vazio, veloz,
verniz, voraz, xadrez lisonja  lisonjeiro
laje  lajeado
Uso do G majestade  majestoso

1. Nas palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, - Escrevem-se com j :


ógio, -úgio. ajeitar, alforje, berinjela, cafajeste, canjerê, canjica,
adágio, colégio, litígio, relógio, refúgio cerejeira, desajeitar, enjeitar, gorjear, gorjeta, granjear,
hoje, intrujice, jeca, jeito, jejum, jenipapo, jérsei, jiboia,
jiló, jiu-jítsu, laje, laranjeira, lisonjeiro, majestade,
2. Nas palavras terminadas em –gem. majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza, pajé,
pajem, pegajoso, sarjeta, sabujice, traje, trejeito,
ferrugem, selvagem, massagem, mixagem
ultraje, varejo, varejista, viaje, viagem (do verbo viajar)

3. Nas palavras derivadas de outras, já grafadas com


g.
tingir  tingido  tingimento
fingir  fingido  fingimento

LOJA DO CONCURSEIRO - 13
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

ALGUNS USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS PORQUE


É usado introduzindo:
Por que / por quê / porque / porquê - Explicação.
Ex.: Não reclames, porque é pior.
POR QUE (separado e sem acento) - Causa.
Ex.: Faltou à aula porque estava doente.
É usado:
 em interrogações diretas, onde o que equivale POR QUÊ
a qual motivo. É usado ao final da frase interrogativa ou quando
Por que regressamos? estiver sozinho.
(Por qual motivo regressamos ?) Ex.: Você fez isso, por quê?
Por que não vieram os computadores ? (Por qual Por quê?
motivo não vieram ?)

PORQUÊ
 em interrogações indiretas, onde o que É usado como substantivo; é sinônimo de motivo,
equivale a qual razão ou qual motivo. razão.
Perguntei-lhe por que faltara à aula. Ex.: Não sei o porquê disso.
(por qual motivo).
Não sabemos por que ele faleceu.
(por qual razão). ONDE E AONDE
A tendência no português atual é considerar a
 Como um equivalente a pelo qual / pela qual / seguinte distinção: aonde indica a ideia de
pelos quais / pelas quais. movimento ou aproximação (com verbos que
exigem a preposição “A”), opondo-se a donde que
Ignoro o motivo por que ele se demitiu.
exprime afastamento (com verbos eu exigem a
(pelo qual). preposição “DE”). Costuma referir-se a verbos de
movimento.
Eis as causas por que não venceremos.
Aonde você vai?
(pelas quais).
Aonde querem chegar com essas atitudes?
Estranhei a forma por que o estudante reagiu.
Aonde devo dirigir-me para obter esclarecimentos?
(pela qual).
Não sei aonde ir.
Donde você veio?
 Como um equivalente a motivo pelo qual ou
razão pela qual.
Não há por que chorar. Onde indica o lugar em que se está ou em que se
passa algum fato. Normalmente refere-se a verbos
(motivo pelo qual).
que exprimem estado ou permanência, ou seja,
verbos que exigem a preposição “EM”.
Viajamos sem roteiro: eis por que nos atrasamos. Onde você está?
(a razão pela qual). Onde você vai ficar nas próximas férias?
Não sei onde começar a procurar.
LOJA DO CONCURSEIRO - 14
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

MAIS e MAS O substantivo mal também pode designar um


conceito moral, ligado à ideia de maldade, nesse
Mas é uma conjunção adversativa, equivalendo
sentido a palavra também opõe-se a bem.
a porém, contudo, entretanto.
Há uma frase de que a visão da realidade nos faz
Não conseguiu, mas tentou.
muitas vezes duvidar: “O mal não compensa”

Mais é pronome ou advérbio de intensidade,


Mau é adjetivo. Significa “ruim”, “de má índole”,
opondo-se normalmente a menos.
“de má qualidade”. Opõe-se a bom e apresenta a
Ele foi quem mais tentou, ainda assim não forma feminina má.
conseguiu.
Não é mau sujeito.
É um dos países mais miseráveis do planeta.
Trata-se de um mau administrador.
Tem um coração mau.

NA MEDIDA EM QUE E À MEDIDA QUE


Na medida em que exprime relação de causa e
A PAR e AO PAR
equivale a “porque”, “já que”, “uma vez que”.
A par tem o sentido de “bem-informado”, “ciente”.
Na medida em que os projetos foram
abandonados, a população carente ficou Mantenha-me a par de tudo o que acontecer.
entregue à própria sorte.
É importante manter-se a par das decisões
À medida que indica proporção, parlamentares.
desenvolvimento simultâneo e gradual. Equivale
a “à proporção que”.
Ao par é uma expressão usada para indicar relação
A ansiedade aumentava à medida que o prazo
de equivalência ou igualdade entre valores
ia chegando ao fim.
financeiros (geralmente em operações cambiais):
As moedas fortes mantém o câmbio praticamente
ao par.
MAL E MAU
Mal pode ser advérbio ou substantivo. Como
advérbio significa “irregularmente”,
AO ENCONTRO DE E DE ENCONTRO A
“erradamente”, “de forma inconveniente ou
desagradável”. Opõe-se a bem. Ao encontro de indica “ser favorável a”, aproximar-
se de”.
Era previsível que ele se comportaria mal. Era
evidente que ele estava mal-intencionado Ainda bem que sua posição vai ao encontro da
porque suas opiniões haviam repercutido mal minha.
na reunião anterior. Quando a viu foi ao seu encontro e abraçou-a.
Como substantivo, mal pode significar
“doença”, “moléstia”, em alguns casos significa
“aquilo que é prejudicial ou nocivo”. De encontro a indica oposição, choque, colisão.
Veja.
A febre amarela é um mal que atormenta as
populações pobres. Suas opiniões sempre vieram de encontro às
minhas, pertencemos a mundos diferentes.
O mal é que não se toma nenhuma atitude
definitiva. O caminhão foi de encontro ao muro, derrubando-
o.

LOJA DO CONCURSEIRO - 15
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

A E HÁ NA EXPRESSÃO DE TEMPO DEMAIS E DE MAIS


O verbo haver é usado em expressões que Demais pode ser advérbio de intensidade, com o
indicam tempo já transcorrido: sentido de “muito”, aparece intensificando verbos,
adjetivos ou outros advérbios:
Tais fatos aconteceram há dez anos.
Aborreceram-nos demais: isso nos deixou
indignados demais.
Nesse sentido, equivale ao verbo fazer:
Estou até bem demais.
Tudo aconteceu faz dez anos.

Demais também pode ser pronome indefinido,


A preposição a surge em expressões em que a equivalendo a “outros”, “restantes”:
substituição pelo verbo fazer é impossível:
Não coma todo o pudim. Deixe um pouco para
O lançamento do satélite ocorrerá daqui a os demais.
duas semanas.
Eles partirão daqui a duas horas.
De mais opõe-se a de menos. Refere-se sempre a
um substantivo ou pronome:
Não vejo nada de mais em sua atitude.
ACERCA DE E HÁ CERCA DE O concurso foi suspenso porque surgiram
Acerca de significa “sobre”, “a respeito de”: candidatos de mais.

Haverá uma palestra acerca das


consequências das queimadas.
SENÃO E SE NÃO
Há cerca de indica um período aproximado de Senão equivale a “caso contrário” ou “a não ser”:
tempo já transcorrido ou equivale ao verbo
É bom que colabore, senão não haverá como
existir + aproximadamente:
ajuda-lo.
Os primeiros colonizadores surgiram há
cerca de quinhentos anos.
Se não surge em orações condicionais. Equivale a
Há cerca de dez pessoas te procurando
“caso não”:
Se não houver aula, iremos ao cinema.

AFIM E A FIM
Afim é um adjetivo que significa “igual”,
“semelhante”. Relaciona-se com a ideia de
afinidade:
Tiveram ideias afins durante o trabalho.
São espíritos afins.

A fim surge na locução a fim de, que significa


“para” e indica ideia de finalidade:
Trouxe algumas flores a fim de nos agradar.

LOJA DO CONCURSEIRO - 16
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

TONICIDADE 3. Acentuam-se paroxítonas terminadas em:


I(S), U(S),
R, X, N, L,
Na Língua Portuguesa, todas as palavras possuem
uma sílaba tônica - a que recebe a maior inflexão de PS, UM(UNS), Ã(S),
voz. Nem todas, porém, são marcadas pelo acento DITONGO
gráfico. E em que palavras usar o acento agudo ou o
acento circunflexo? Ainda existe o trema? Vamos às
respostas. Júri, lápis, ônus, vírus,
cadáver, tórax, hífen, móvel,
A sílaba tônica é a mais forte da palavra. Só existe bíceps, álbum, álbuns, órfã(s),
uma sílaba tônica em cada palavra.
história, móveis, órgão...
Ex. Guaraná - A sílaba tônica é a última, é oxítona.
Táxi - A sílaba tônica é a penúltima, é paroxítona.
Própolis - A sílaba tônica é a antepenúltima, é
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: ôo perde o acento,
proparoxítona.
fica oo
Antes ---------------------------------agora
A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas
Vôo Voo
três sílabas: última, penúltima e antepenúltima.
Enjôo Enjoo

Quando a palavra possuir uma sílaba só, será


denominada monossílaba. Obs.: paroxítonas com a mesma terminação das
oxítonas (a, e, o, em, ens) não são acentuadas.
Os monossílabos podem ser átonos e tônicos. Os
tônicos são aqueles que têm força para serem Mala, vara, pente, mestre, item, homem, hifens,
usados sozinhos em uma sílaba; os átonos, não. homens, nuvens, jovens...
Portanto serão monossílabos tônicos os
substantivos, os adjetivos, os advérbios, os
numerais e os verbos. 4. Acentuam-se todas as proparoxítonas
Mágico, fósforo, paralelepípedo, antítese...
ACENTUAÇÃO GRÁFICA

1. Acentuam-se monossílabos tônicos terminados


em:
A(S), E(S), O(S)
Pá, fé, só, três, trás, nós, vês...

2. Acentuam-se oxítonas terminadas em:


A(S), E(S), O(S), EM(ENS)
Vatapá, café, cipó, alguém, parabéns, cajás,
marajás, Bené, chulé, mantém, refém...

LOJA DO CONCURSEIRO - 17
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

REGRAS ESPECIAIS 7. Grupos QUE, QUI, GUE, GUI, O U recebia:


Trema se fosse pronunciado de forma átona:
freqüentes.
5. Acentuam-se I e U na 2ª vogal do hiato,
quando
 sozinhas (ou + S) na sílaba; Acento agudo se pronunciado de forma tônica:
apazigúe.
 não seguidas de NH.
Graúdo, saída, açaí, Itaú, saúde, constituído,
Janaína, juízes, Luíza...  NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: Hoje o U
pronunciado desses grupos perdeu o trema e o
acento agudo, mas a pronúncia continua a mesma:
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: I e U perdem o
Antes ---------------------------------agora
acento se paroxítonas, depois de ditongo:
freqüentes frequentes
Antes ---------------------------------agora
cinqüenta cinquenta
Baiúca baiuca
tranqüilo tranquilo
Bocaiúva bocaiuva
averigúe averigue
boiúna boiuna
apazigúe apazigue
feiúra feiura

8. Acento diferencial: era usado para diferenciar a


classe das palavras:
6. Acentuam-se ditongos abertos ÉI, ÉU e ÓI se
vierem no final da palavra (seguido ou não de
S): PÁRA (v.) ≠ PARA (prep.)
Coronéis, chapéu, corrói, dói, anéis, fiéis, troféu, PÔR (v.) ≠ POR (prep.)
herói (o ditongo vem no final, mantêm o acento)

 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: hoje caíram os


 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: éi, éu, ói acentos diferenciais, só permaneceram os acentos
perdem o acento se forem paroxítonas: de pôr(verbo) e de pôde (passado).
Todos os eia(s) e oia(s) perderam o acento Antes ---------------------------------agora
Antes ---------------------------------agora Pára (verbo) para (verbo)
Idéia ideia Pêra (subst.) pera (subst.)
Estréia estreia Pelo (subst.) pelo (subst.)
assembléia assembleia Pólo (subst.) polo (subst.)
jibóia jiboia
Tróia Troia 9. Os verbos crer, dar, ler, ver (e verbos derivados)
dobram o “E” no plural:
Jóia Joia

Na 3ª pessoa do sing. Na 3ª pessoa do plural


Ê EE
Ele lê/vê – eles leem/veem

LOJA DO CONCURSEIRO - 18
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: êem perde o SEMÂNTICA


acento, fica eem:
Antes ---------------------------------agora
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
lêem leem
DENOTAÇÃO: o sentido literal, real das palavras.
vêem veem
CONOTAÇÃO: sentido figurado das palavras.
dêem deem
crêem creem
Fenômenos Semânticos
1. POLISSEMIA
10. Acentuam-se os verbos ter e vir ( e todos os
verbos derivados) na 3ª pessoa do plural. (Polys, do grego, significa “muito”) é a capacidade que
uma palavra tem de assumir diferentes significações ou
sentido.
Na 3ª pessoa do sing. Na 3ª pessoa do plural a) O sol é uma estrela de quinta grandeza.
b) Clarissa é a estrela de sua turma.
E Ê c) Fernanda Montenegro é uma estrela nacional.
Ele vem/tem – eles vêm/têm d) Não desanime, meu filho, confie em sua estrela.
Ele retém – eles retêm
2. SINÔNIMOS
São palavras que apresentam, entre si, o mesmo
significado.
Muitos verbos produzem formas oxítonas
ou monossilábicas que devem ser acentuadas. triste = melancólico.
Observe: resgatar = recuperar
maciço = compacto
Cortar + a = cortá-la Pôs + os = pô-los ratificar = confirmar
retificar = corrigir
Fazer + o = fazê-lo Fez + o = fê-lo aguentar = aturar
afastado = distante
alegre = divertido

Sinais diacríticos: sinais gráficos com os quais se 3. ANTÔNIMOS


distingue a modulação das vogais ou a pronúncia de São palavras que apresentam, entre si, sentidos
certas palavras, para evitar confusões com outras. contrários.
bom x mau
transito – trânsito bem x mal
ate – até condenar x absolver
veiculo – veículo feio x bonito
secretaria – secretária subir x descer
sabia – sábia – sabiá... amigo x inimigo
vida x morte
LOJA DO CONCURSEIRO - 19
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

4. HOMÔNIMOS emergir e imergir.


São palavras iguais na forma e diferentes na comprimento e cumprimento
significação. Há três tipos de homônimos:
cavaleiro e cavalheiro

4.1. HOMÔNIMOS HOMÓFONOS


6. AMBIGUIDADE
Têm o mesmo som e grafias diferentes.
Ocorre a ambiguidade quando o leitor vacila diante de
sessão (reunião), mais de uma possibilidade de entendimento do que foi
expresso.
seção (repartição)
e cessão (ato de ceder);
Uma série de causas estruturais pode causar
ambiguidade.
cela (cubículo) e
sela (arreio)
a) Pedro e Paulo vão desquitar-se. (Mau uso da
coordenação)
concerto (harmonia)
e conserto (remendo). b) O aluno enjoado saiu da sala. (Má colocação de
palavra)

4.2. HOMÔNIMOS HOMÓGRAFOS


Têm a mesma grafia e sons diferentes. c) João encontrou Maria e lhe disse que sua prima
estava doente. (Mau uso de possessivos)
almoço (refeição) e
almoço (verbo almoçar);

Eis uma lista com alguns homônimos e parônimos:


sede (vontade de beber) e
acender = atear fogo
sede (residência).
ascender = subir
amoral = indiferente à moral
4.3. HOMÔNIMOS PERFEITOS
imoral = contra a moral, libertino, devasso
Têm a mesma grafia e o mesmo som.
apreçar = marcar o preço
cedo (advérbio) e
apressar = acelerar
cedo (verbo ceder);
arrear = pôr arreios
arriar = abaixar
meio (numeral),
bucho = estômago de ruminantes
meio (adjetivo) e
buxo = arbusto ornamental
meio (substantivo).
caçar = abater a caça
cassar = anular
5. PARÔNIMOS
cela = aposento
São palavras de significação diferente, mas de
forma parecida. sela = arreio

retificar e ratificar; censo = recenseamento

LOJA DO CONCURSEIRO - 20
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

senso = juízo espiar = olhar sorrateiramente


cessão = ato de doar expiar = sofrer pena ou castigo
seção ou secção = corte, divisão estada = permanência de pessoa
sessão = reunião estadia = permanência de veículo
chá = bebida flagrante = evidente
xá = título de soberano no Oriente fragrante = aromático
chalé = casa campestre fuzil = carabina
xale = cobertura para os ombros fusível = resistência de fusibilidade calibrada
cheque = ordem de pagamento incerto = duvidoso
xeque = lance do jogo de xadrez, contratempo inserto = inserido, incluso
comprimento = extensão incipiente = iniciante
cumprimento = saudação insipiente = ignorante
concertar = harmonizar, combinar indefesso = incansável
consertar = remendar, reparar indefeso = sem defesa
conjetura = suposição, hipótese infligir = aplicar pena ou castigo
conjuntura = situação, circunstância infringir = transgredir, violar, desrespeitar
coser = costurar intemerato = puro, íntegro, incorrupto
cozer = cozinhar intimorato = destemido, valente, corajoso
deferir = conceder intercessão = súplica, rogo
diferir = adiar interse(c)ção= ponto de encontro de duas linhas
descrição = representação laço = laçada
discrição = ato de ser discreto lasso = cansado, frouxo
descriminar = inocentar ratificar = confirmar
discriminar = diferençar, distinguir retificar = corrigir
despensa = compartimento soar = produzir som
dispensa = desobrigação suar = transpirar
despercebido = sem atenção, desatento sortir = abastecer
desapercebido = desprevenido surtir = originar
discente = relativo a alunos sustar = suspender
docente = relativo a professores suster = sustentar
emergir = vir à tona tacha = brocha, pequeno prego
imergir = mergulhar taxa = tributo
eminente = nobre, alto, excelente tachar = censurar, notar defeito em
iminente = prestes a acontecer taxar = estabelecer o preço
esperto = ativo, inteligente, vivo vultoso = volumoso
experto = perito, entendido vultuoso = atacado de vultuosidade (congestão na face)

LOJA DO CONCURSEIRO - 21
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

CLASSES DE PALAVRAS 4. abstrato - designa os seres que não existem por si,
isto é, só existem em nossa consciência, como fruto
de uma abstração, sendo, pois, impossível visualizá-
los; os substantivos abstratos, portanto, designam
SUBSTANTIVO ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. Via
Substantivo: é a palavra variável em gênero,
de regra, são derivados de verbos ou adjetivos:
número e grau que dá nome aos seres em geral.

trabalhar > trabalho


FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
alto > altura
Quanto à formação, o substantivo pode ser
primitivo ou derivado, simples ou composto. correr > corrida
belo > beleza
1. primitivo – quando não provém de outra palavra
existente na língua portuguesa: cozinha, leite,
mulher, cachorro, palito.
Substantivo coletivo
2. derivado – quando provém de outra palavra da
língua portuguesa: cozinheira, leiteiro,
mulheraço, cachorrada, paliteiro. Coletivo é o substantivo comum que, mesmo no
singular, designa um grupo de seres da mesma espécie,
3. simples – quando é formado por um só radical: como, por exemplo:
médico, mulher, cama, tempo, Sol.
acervo: conjunto de obras artísticas
4. composto – quando é formado por mais de um constelação: conjunto de estrelas
radical: médico-cirurgião, mulher-fatal, sofá-
flora: conjunto de vegetais de uma região
cama, passatempo, girassol.
vocabulário: conjunto de palavras de uma língua

CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS


Flexão de gênero
Quanto ao elemento que designa, o substantivo
classifica-se em:
1. Substantivos biformes
1. comum - designa genericamente qualquer São aqueles que apresentam uma forma para o
elemento da espécie: rio, país, menino, aluno. masculino e outra para o feminino:
masculino feminino
2. próprio - designa especificamente um aluno aluna
determinado elemento (é sempre grafado com
cavaleiro amazona
inicial maiúscula): Tocantins, Brasil, Gustavo,
Gabriela.

3. concreto - designa os seres (de existência real ou


não) propriamente ditos: coisas, pessoas,
animais, lugares, etc.; é sempre possível
visualizar em nossa mente o substantivo
concreto, mesmo que ele não possua existência
real: casa, cadeira, caneta, fada, bruxa, saci.

LOJA DO CONCURSEIRO - 22
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

2. Substantivos uniformes substantivo feminino significado


São os que apresentam uma única forma, tanto a cabeça parte do corpo
para o masculino como para o feminino.
a capital cidade principal
Subdividem-se em:
a rádio estação transmissora

a) epicenos - são os substantivos uniformes que a lotação capacidade


designam alguns animais: onça, jacaré, tigre,
borboleta, foca.
É importante observar que, muitas vezes, não ocorre
Caso se queira especificar o sexo do animal, a flexão de gênero. Os substantivos o grama / a
devem-se, acrescentar as palavras macho ou grama, por exemplo, embora sejam idênticos na
fêmea. forma, são duas palavras de origens diferentes, duas
a onça macho, a onça fêmea (o substantivo onça palavras distintas.
será sempre feminino)
o jacaré macho, o jacaré fêmea (o substantivo Flexão de número
jacaré será sempre masculino)

Quanto ao número, o substantivo pode ser singular


b) comuns de dois gêneros - são os substantivos ou plural.
uniformes que designam pessoas. Neste caso, a
diferenciação de gênero é feita pelo artigo ou
outro determinante qualquer: o artista, a artista; singular aluno, relógio, mãe
o estudante, a estudante; este dentista, aquela
plural alunos, relógios, mães
dentista; jornalista recém-formado, jornalista
recém-formada.
Há, no entanto, alguns substantivos que só
aparecem no plural, como: os afazeres, as fezes, os
c) sobrecomuns - são substantivos uniformes que
parabéns, as núpcias, os pêsames, os óculos, as
designam pessoas. Neste caso, o gênero é fixo
férias, os víveres.
(sempre masculino ou sempre feminino) e os
artigos e outros determinantes permanecem
invariáveis: a criança, o cônjuge, a pessoa, a 1. Plural dos substantivos compostos
criatura.
Não é fácil sistematizar o plural dos substantivos
compostos, uma vez que ocorrem muitas oscilações,
Mudança de sentido com mudança de gênero mesmo no padrão culto da língua. Cumpre, no
entanto, observar as seguintes regras:
Há substantivos idênticos na forma, porém de
gêneros diferentes e significados diferentes. Veja a) Os substantivos compostos ligados sem hífen
alguns exemplos: formam o plural como se fossem substantivos
simples.

substantivo masculino significado


aguardente aguardentes
o cabeça o chefe, o líder
passatempo passatempos
o capital o dinheiro, os bens
vaivém vaivéns
o rádio aparelho receptor
o lotação veículo

LOJA DO CONCURSEIRO - 23
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

b) Nos compostos formados de palavras repetidas guarda-civil guardas-civis


(ou muito semelhantes), só o segundo elemento
guarda-comida guarda-comidas
varia.
ex-aluno ex-alunos
co-autor co-autores
teco-teco teco-tecos
vira-lata vira-latas
reco-reco reco-recos
tico-tico tico-ticos
Flexão de grau
pingue-pongue pingue-pongues
Além do grau normal, o substantivo pode
apresentar-se no grau aumentativo e no grau
c) Nos compostos formados por dois substantivos, diminutivo.
se o segundo elemento limita ou determina o
A indicação do grau do substantivo pode ser feita de
primeiro, indicando tipo ou finalidade, a variação
duas maneiras:
ocorre somente no primeiro elemento.

1. analiticamente – determina-se o substantivo por um


banana-maçã bananas-macã
adjetivo que indica aumento ou diminuição.
salário-família salários-família
peixe-espada peixes-espada
menino grande (aumentativo analítico)
caneta-tinteiro canetas-tinteiro
menino pequeno (diminutivo analítico)
manga-rosa mangas-rosa
samba-enredo sambas-enredo
2. sinteticamente – anexam-se ao substantivo sufixos
indicadores de grau.
e) Nos compostos formados de verbo seguido de
substantivo no plural, ambos os elementos ficam
meninão (aumentativo sintético)
invariáveis.
menininho (diminutivo sintético)
É importante ressaltar que alguns substantivos
o saca-rolhas os saca-rolhas
originalmente aumentativos ou diminutivos, não
o tira-dúvidas os tira-dúvidas mais dão ideia de aumento ou diminuição. São, por
isso mesmo, chamados de aumentativos e
diminutivos formais. É o que ocorre em palavras
f) Para os demais substantivos compostos, convém como:
observar o seguinte: só devem ir para o plural os
substantivos, os adjetivos e os numerais. Os
verbos e os advérbios, assim como os prefixos cigarrilha, folhinha (calendário), cartão, portão,
que entram na formação dos substantivos caldeirão.
compostos (co-, ex-, vice-, etc.), evidentemente
não variam.
Há casos, também, em que os sufixos aumentativos
quinta-feira quintas-feiras
e diminutivos são utilizados com valor afetivo
boa-vida boas-vidas (paizinho, amorzinho) ou pejorativo (livreco,
gentinha).
primeiro-ministro primeiros-ministros
cachorro-quente cachorros-quentes
obra-prima obras-primas

LOJA DO CONCURSEIRO - 24
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

ADJETIVO dia de chuva (= dia chuvoso)


pneu de trás (= pneu traseiro)

Observe os exemplos atitudes de anjo (= atitudes angelicais)

mulher cruel poema melancólico menino do Brasil (= menino brasileiro)

coração duro pobre moça apaixonada


Em alguns casos, a locução adjetiva não apresenta
um adjetivo correspondente, mas nem por isso deixa
Os termos destacados referem-se aos de ser uma locução adjetiva. É o que ocorre com:
substantivos com a função de atribuir-lhes uma
característica, ou seja, uma qualidade, um discurso sem pé nem cabeça
estado, um modo de ser. As palavras que piano de cauda
exercem essa função são chamadas de adjetivos.
Portanto:
Adjetivos pátrios

Adjetivo é a palavra variável em gênero, número Adjetivos pátrios são aqueles que se referem a
e grau que caracteriza o substantivo, indicando- países, continentes, cidades, regiões, etc.,
lhe qualidade, estado, modo de ser ou aspecto. exprimindo a nacionalidade ou a origem do ser:

Classificação dos adjetivos amazonense (relativo ao Estado do Amazonas ou à


região amazônica)

1. simples – quando apresentam um único radical:


buenairense ou portenho (relativo a Buenos Aires,
dia ensolarado, comida italiana capital da Argentina)

2. composto – quando apresentam mais de um catarinense ou barriga-verde (relativo ao Estado de


radical: Santa Catarina)
acordo nipo-lusitano, programa sociocultural

rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho


3. primitivos – quando não provêm de outra (relativo ao Estado do Rio Grande do Sul)
palavra da língua portuguesa:
gravata amarela, inimigo leal Flexão do adjetivo
O adjetivo apresenta flexão de gênero e número,
4. derivados – quando provêm de outra palavra da concordando com o substantivo a que estiver se
língua portuguesa: referindo, e grau.

gravata amarelada, inimigo desleal, homem


brasileiro Flexão de gênero
No que se refere ao gênero,a flexão dos adjetivos é
Locução adjetiva semelhante à dos substantivos: podem ser do
gênero masculino ou feminino.
Locução adjetiva é a expressão formada de
preposição+substantivo (ou advérbio), com valor homem simples / mulher simples
de adjetivo. homem corrupto / mulher corrupta
homem inteligente / mulher inteligente

LOJA DO CONCURSEIRO - 25
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão de número 3. Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste


ficam invariáveis.
Os adjetivos simples formam o plural da mesma
maneira que os substantivos simples, ou seja, a blusa azul-marinho
terminação do plural varia conforme a
blusas azul-marinho
terminação do singular.

camisa azul-celeste
pessoa honesta / pessoas honestas
camisas azul-celeste
regra fácil / regras fáceis

4. No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os


Os substantivos empregados como adjetivos
elementos variam
ficam invariáveis.
menino surdo-mudo
meninos surdos-mudos
blusa vinho / blusas vinho
mulher monstro / mulheres monstro
menina surda-muda
camisa rosa / camisas rosa
meninas surdas-mudas
homem aranha / homens aranha

Flexão de grau
Adjetivos compostos
O adjetivo apresenta-se no grau comparativo
quando a qualidade que ele expressa está em
1. Como regra geral, nos adjetivos compostos comparação com a de outros seres, e no grau
somente o último elemento varia, tanto em superlativo quando essa qualidade se apresenta em
gênero quanto em número. grau elevado.

acordo luso-franco-brasileiro Grau comparativo


acordos luso-franco-brasileiros O comparativo pode ser:

camisa verde-clara 1. de igualdade – a qualidade expressa pelo adjetivo


aparece com a mesma intensidade nos elementos
camisas verde-claras
que se comparam. O comparativo e igualdade
apresenta, geralmente, a seguinte forma:
2. Se o último elemento for substantivo, o adjetivo
composto fica invariável. Esta casa é tão arejada quanto aquela.

tão + adjetivo + quanto (ou como)

camisa verde-abacate
2. de superioridade – a qualidade expressa pelo
camisas verde-abacate adjetivo aparece mais intensificada no primeiro
elemento da relação de comparação. O comparativo
de superioridade apresenta, geralmente, a seguinte
sapato marrom-café forma:
sapatos marrom-café Esta casa é mais arejada (do) que
aquela.
mais + adjetivo + (do) que

LOJA DO CONCURSEIRO - 26
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

3. de inferioridade – a qualidade expressa pelo Grau superlativo


adjetivo aparece menos intensificada no
primeiro elemento da relação de comparação. O
comparativo de inferioridade apresenta, O superlativo pode ser:
geralmente, a seguinte forma:

Esta casa é menos arejada (do) que aquela. 1. absoluto – a qualidade atribuída pelo adjetivo não é
menos + adjetivo + (do) que
expressa em relação a outros elementos.

Este exercício é muito fácil. (superlativo absoluto


analítico)
Comparativos sintéticos

Este exercício é facílimo. (superlativo absoluto


Normalmente, o grau comparativo é obtido pelo
sintético)
processo analítico. Há, no entanto, alguns
adjetivos que formam o comparativo de
superioridade pelo processo sintético. 2. relativo – a qualidade atribuída pelo adjetivo é
expressa em relação a outros elementos.
Comparativo de superioridade
adjetivo Analítico sintético Este exercício é o mais fácil do capítulo. (superlativo
relativo de superioridade)
bom mais bom melhor
mau mais mau pior
Este exercício é o menos fácil do capítulo.
grande mais grande maior (superlativo relativo de inferioridade)
pequeno mais pequeno menor

O superlativo absoluto sintético é feito pelo


Nesses casos, deve-se preferir a forma sintética acréscimo dos sufixos superlativos: -íssimo, ílimo, ou
na comparação entre dois seres. Só se deve usar –érrimo.
a forma analítica quando se comparam duas
qualidades do mesmo ser.
NUMERAL
Toda e qualquer palavra que dá ideia de número.
Esta sala é mais grande que arejada.
(comparação de duas qualidades do mesmo ser)
Tipos de numeral:
As formas mais pequeno e menor podem ser a) Cardinais - indicam quantidade.
usadas indiferentemente, mas na linguagem Ex.: um, dois, três
moderna tem-se dado preferência à forma
sintética. b) Ordinais - indicam ordem, posição dos seres.
Ex.: primeiro, segundo, terceiro

Esta sala é menor que a outra. ou c) Multiplicativos - indicam multiplicação.

Esta sala é mais pequena que a outra. Ex.: duplo, triplo, quádruplo
d) Fracionários - indicam divisão.
Ex.: meio, terço

LOJA DO CONCURSEIRO - 27
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Podem ser considerados numerais: soberanos, séculos e partes em que se divide uma
obra:
a) as palavras par, novena, dezena, década, dúzia,
centena, grosa, milheiro, etc. Ex.: Paulo VI (sexto)
Essas palavras são chamadas numerais coletivos. Século IX (nono)
b) o zero Capítulo XXIII (vinte e três)
c) as palavras ambos e ambas
2. Emprega-se o cardinal de dez em diante, na
numeração de artigos, leis, decretos, portarias e
Leitura e escrita dos numerais.
outros textos legais:
Ex.: artigo 9º (nono)
a) Deve-se intercalar a conjunção e entre as
decreto 12 (doze)
unidades, as dezenas e as centenas.
lei 75 (setenta e cinco)
Ex.: 39 = trinta e nove
258 = duzentos e cinquenta e oito
ARTIGO

b) Não se deve empregar a conjunção e entre o


milhar e a centena: É a palavra variável que precede o substantivo,
Ex.: 1985 = mil novecentos e oitenta e cinco podendo determiná-lo ou indeterminá-lo, além de
indicar-lhe o gênero e o número.
Ex.: Os livros sumiram.
Observação:
Deve intercalar a conjunção e:
Podemos encontrar dois tipos de artigos:
- se a centena começar por zero.
Singular Plural
Ex.: 4.089 = quatro mil e oitenta e nove
Masc. Fem. Masc. Fem.
- se a centena terminar por dois zeros
Definidos o A os as
Ex.: 3500 = três mil e quinhentos
Indefinidos um uma uns umas

c) Em numerais mais extensos, deve-se empregar a


conjunção e entre os elementos de uma mesma Emprego do Artigo
ordem de unidade e deve-se omití-la quando se
passar de uma ordem a outra.
1. Toda palavra precedida de artigo torna-se um
Ex.: 582.476 = quinhentos e oitenta e dois mil substantivo.
quatrocentos e setenta e seis.
Ex.: Eu não sei o porquê de tanto nervosismo.
26.395.576 = vinte e seis milhões,
trezentos e noventa e cinco mil Coloque os pingos em todos os is.
quinhentos e setenta e seis. Recebi um sim como resposta.

EMPREGO DOS NUMERAIS 2. Antes de nomes próprios de lugares, nem sempre é


1. Emprega-se o ordinal até décimo e daí em possível colocar o artigo.
diante o cardinal, sempre que o número vier Ex.: Brasília fica no planalto central do Brasil.
depois de substantivo na designação de papas e

LOJA DO CONCURSEIRO - 28
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

No entanto, dizemos: VERBO


O Japão é um país de Primeiro Mundo.
A China construiu a grande muralha. É a palavra variável que exprime ação, estado,
"O Rio de Janeiro continua lindo..." mudança de estado e fenômeno, situando-se no
tempo.
Ex.: O garoto corre muito.
3. Desacompanhados de substantivo, o, a, os, as
podem ter valor de pronome demonstrativo. Sou poeta.
Nesse caso, significam aquele (s), aquela (s), O ouro virou terra.
aquilo.
Chove muito aqui.

Ex.: Li todas as redações, menos a que está


sobre a mesa da cozinha. 
aquela FLEXÃO DO VERBO


Pronome demonstrativo 1 - NÚMERO E PESSOA

Atenção: 1ª pessoa do 1ª pessoa do plural


singular
2ª pessoa do plural
2ª pessoa do
Não confunda um (artigo) com um (numeral). 3ª pessoa do plural
singular
Pode-se dizer que um (a) será numeral quando 3ª pessoa do
estiver em oposição a outro numeral ou estiver singular
após o substantivo.

Comprei duas salas e você uma.


2 - MODO
 
numeral numeral
Indicativo: certeza diante do fato.
Moro na casa um.
Ex.: Ela corria na frente.

numeral Subjuntivo: dúvida diante do fato.
Ex.: Talvez ela corra na frente.
Vi um cachorro no jardim.

artigo indefinido Imperativo: ordem, conselho, pedido.
Ex.: Corra na frente.
Comprei uma moto naquela loja.

artigo indefinido 3 - TEMPO

Presente: a ação ocorre no momento em que se


fala.
Ex.: Fecho os olhos, agito a cabeça.

LOJA DO CONCURSEIRO - 29
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito: a ação transcorreu num momento b. particípio: indica uma ação já acabada,
anterior àquele em que se fala. desempenhando função semelhante á do adjetivo.
O particípio flexiona-se em gênero e número,
Ex.: Fechei os olhos, agitei a cabeça.
concordando com o substantivo a que se refere:
Preservada a natureza, sobreviveremos.
Futuro: a ação poderá ocorrer após o momento
Preservado o meio ambiente, sobreviveremos.
em que se fala.
Ex.: Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
c. gerúndio: indica um processo verbal em curso,
desempenhando função semelhante à do adjetivo e
á do advérbio. O gerúndio não apresenta flexão.
4 - CONJUGAÇÃO “Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não”
Três são as conjugações em português: (Geraldo Vandré)

1ª conjugação: ar 6 - LOCUÇÃO VERBAL


Ex.: andar, lavar, cortar.
É formada de um verbo auxiliar seguido de um
2ª conjugação: er verbo principal.

Ex.: vender, saber, ler. Ex.: Vamos sair hoje cedo.


Fiquei a observar tudo,

3ª conjugação: ir Podemos ter sido aprovados.

Ex.: dormir, reunir, sair.


7 - VOZ

5 - Formas nominais
Ativa: sujeito pratica a ação.

Existem três formas verbais que não apresentam Ex.: O carroceiro disse um palavrão.
flexão de tempo e modo, perdendo, desta
forma, as características exclusivas do verbo.
Passiva: sujeito sofre a ação.
Como desempenham funções próprias dos
nomes (substantivo, adjetivo e advérbio), são Ex.: Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
denominadas formas nominais. São elas: (analítica)
infinitivo, particípio e gerúndio.
Vende-se uma casa. (sintética)

a. infinitivo: indica o processo propriamente dito,


Reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação.
sem situá-lo no tempo; desempenha, assim,
função semelhante à do substantivo: Ex.: O carroceiro machucou-se.
É preciso recuperar os valores éticos. Os noivos se olharam.
O infinitivo pode apresentar flexão de pessoa,
originando duas formas: o infinitivo impessoal
(não se flexiona) e o infinitivo pessoal
(flexionado).

LOJA DO CONCURSEIRO - 30
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

CLASSIFICAÇÃO DO VERBO Consideram-se defectivos os chamados verbos


unipessoais:
verbos que exprimem fenômenos da natureza
1. Quanto à flexão
(chover, ventar, anoitecer, etc.)  só se empregam
na terceira pessoa do singular.
Quanto à flexão, os verbos classificam-se Nevou na serra gaúcha.
regulares; irregulares; defectivos; abundantes.
Neste momento, chove em Belém.
verbos que exprimem vozes de animais (latir, miar,
a) regulares – são aqueles que seguem o urrar, coaxar, etc.)  só se empregam na terceira
paradigma, isto é, o modelo da conjugação. pessoa do singular e na terceira pessoa do plural.
Quando um verbo é regular, o radical se
mantém em todas as formas e as terminações Capeto latiu a noite toda.
são as mesmas. Os cães latiram a noite toda.

Em alguns casos, podemos encontrar alterações d) abundantes – são aqueles que possuem duas ou
radicais de verbos regulares; é necessário mais formas de idênticos valor. A abundância ocorre
observar essa alteração é apenas um caso de com maior frequência no particípio de alguns
acomodação gráfica para manter a identidade verbos, que, além da forma regular (desinência –
fonética. É o que ocorre, por exemplo, com os do), apresentam outra forma, denominada irregular
verbos ficar (fico, fiquei), fingir (finjo, finges) e ou abundante.
vencer (venço, vences)

infinitivo particípio particípio


b) irregulares – são aqueles que se afastam modelo regular irregular
da conjugação, apresentando alteração ou no
radical ou nas desinências. Aceitar aceitado aceito

eu peço tu pedes Acender acendido aceso

eu estou tu estás Benzer benzido bento


exprimir exprimido expresso

c) defectivos – são verbos de conjugação expulsar expulsado expulso


incompleta, ou seja, não apresentam algumas enxugar enxugado enxuto
formas. São exemplos os verbos falir e abolir no
presente do indicativo. prender prendido preso

falir abolir
eu   Quando o verbo apresenta duplo particípio, deve-se
usar a forma regular com os auxiliares ter e haver e
tu  aboles a forma irregular com os auxiliares ser e estar.
ele  abole Tinham aceitado o pedido.
nós falimos abolimos Haviam aceitado o pedido.
vós falis abolis O pedido foi aceito.
eles  abolem O pedido estava aceito.

LOJA DO CONCURSEIRO - 31
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns verbos apresentam tão-somente o EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS


particípio irregular.
Infinitivo particípio irregular Modo indicativo
dizer dito
fazer feito 1. presente – exprime um fato que ocorre no
escrever escrito momento em que se fala:
abrir aberto Vejo um pássaro na janela.
O presente do indicativo também é usado para:

Na linguagem atual, os verbos pagar, gastar e a) exprimir uma verdade científica, um axioma:
ganhar são usados apenas no particípio A Terra é redonda.
irregular, com qualquer auxiliar.
Por um ponto passam infinitas retas.
Ele havia pago a conta.
Tinham gasto muitos presentes no aniversário.
b) exprimir uma ação habitual:
Aos domingos não saio de casa.
3 - QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO:

c) dar atualidade a fatos ocorridos no passado:


Pessoais: são aqueles que se referem
a qualquer sujeito implícito ou Cabral chega ao Brasil em 1500.
explícito. Quase todos os verbos
são pessoais.
d) indicar fato futuro bastante próximo, quando se
Ex.: O rapaz apareceu na porta. tem certeza de que ele ocorrerá:
Amanhã faço os exercícios.
Impessoais: são aqueles que não se referem a
qualquer sujeito implícito ou
2. pretérito perfeito – exprime um fato já concluído
explícito. São utilizados sempre na
anteriormente ao momento em que se fala.
3ª pessoa.
Ontem eu reguei as plantas do jardim.
Ex.: Há alunos na sala.
Faz frio aqui.
3. pretérito imperfeito – exprime um fato anterior ao
Em Belém chove muito.
momento em que se fala, mas não o toma como
concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu
curso, em sua duração.
Ele falava muito durante as aulas.
4. pretérito mais-que-perfeito – indica um fato
passado que já foi concluído, em relação a outro
fato também passado.
Quando você resolveu o problema, eu já o
resolvera.

Na linguagem atual tem-se usado com mais


frequência o pretérito mais-que-perfeito composto.

LOJA DO CONCURSEIRO - 32
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando você resolveu o problema, eu já o MODO SUBJUNTIVO


tinha resolvido.

O subjuntivo apresenta o fato de modo incerto,


O mais-que-perfeito é, em alguns casos, usado impreciso, duvidoso. Normalmente é empregado em
no lugar do futuro do pretérito ou do imperfeito do orações que dependem de outras (subordinadas).
subjuntivo.
Viajaríamos se fizesse calor.

“...Mais servira, se não fora


1. Presente – é empregado nas orações subordinadas
Para tão logo amor tão curta a vida!” para expressar fatos presentes ou futuros.
(Camões) É justo que eles fiquem. (presente)
(servira = serviria; fora = fosse) Desejo que todos compareçam. (futuro)

5. futuro do presente – exprime um fato posterior Em orações independentes, é utilizado para


ao momento em que se fala, tido como certo. exprimir desejo.
Amanhã chegarão os meus pais. Deus me proteja.
As aulas começarão segunda-feira. Que a terra lhes seja leve!

O futuro do presente pode ser empregado para 2. pretérito imperfeito – indica uma ação passada,
exprimir ideia de incerteza, de dúvida. presente ou futura em relação ao verbo da oração
principal.
Serei eu o único culpado?

Se neste momento eu tivesse coragem, contaria a


6. futuro do pretérito – exprime um fato futuro
verdade. (presente)
tomado em relação a um fato passado.
Mesmo que saísse antes, não teria chegado a
tempo. (passado)
Ontem você me disse que viria à escola.
Ficaria feliz se ele fosse à minha casa. (futuro)

O futuro do pretérito também pode ser usado


3. futuro – é empregado em orações subordinadas
para indicar incerteza, dúvida.
para indicar eventualidade no futuro.
Farei o trabalho se tiver tempo.
Seriam mais ou menos dez horas quando ele
chegou.
MODO IMPERATIVO
O imperativo exprime uma atitude de ordem,
Usa-se ainda o futuro do pretérito, em vez do
solicitação, convite ou conselho. É empregado em
presente do indicativo ou do imperativo, como
orações absolutas, principais ou coordenadas.
forma de cortesia, de boa educação.
Como o imperativo pode exprimir várias atitudes
Você me faria um favor?
do falante, a entoação da frase será fundamental para
veicular a ideia pretendida.
No imperativo, o falante sempre se dirige a um
interlocutor; por isso, esse modo verbal só possui as

LOJA DO CONCURSEIRO - 33
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

formas que admitem um interlocutor (segundas e Infinitivo pessoal


terceiras pessoas; primeira pessoa do plural).

Emprega-se o infinitivo pessoal quando ele tiver


Prestem atenção! (ordem) sujeito próprio (expresso ou implícito), diferente do
sujeito da oração principal.
Empreste-me o livro, por favor. (solicitação)
O remédio era ficarmos em casa.
Venha à festa do meu aniversário. Será lá em
casa. (convite) O costume é os jovens falarem e os velhos
ouvirem.
Não guarde rancor, pode lhe dar uma gastrite.
(conselho)
No primeiro exemplo, o sujeito do infinitivo
ficarmos é nós (implícito), diferente do sujeito da
Emprego do infinitivo
oração principal, que é o remédio. No segundo, os
infinitivos falarem e ouvirem apresentam como sujeito,
Além do infinitivo impessoal, nossa língua os jovens e os velhos (expressos), diferentes do sujeito
apresenta também o infinitivo pessoal (ou da oração principal, que é o costume.
flexionado). Não há propriamente regras que
determinem o emprego do infinitivo; o que se
observa são tendências e usos consagrados por
competentes usuários do português. PRONOME

Infinitivo impessoal É a palavra que substitui ou determina o nome.


De acordo com essas funções, o pronome pode
Emprega-se o infinitivo impessoal: ser classificado em pronome substantivo ou pronome
adjetivo.
- quando ele não estiver se referindo a sujeito
algum.
É preciso sair. PRONOME SUBSTANTIVO - É aquele que substitui
o substantivo.
- na função de complemento nominal (virá
regido de preposição): Ex.: A casa é tua?

Esses exercícios eram fáceis de resolver. Ele foi embora.

- quando ele faz parte de uma locução verbal:


Eles deviam ir ao cinema. PRONOME ADJETIVO - É aquele que acompanha o
substantivo, determinando-o.
- quando, dependente dos verbos deixar, fazer,
ouvir, sentir, mandar, ver, tiver por sujeito um Ex.: Meu irmão viajou e levou minha mochila.
pronome oblíquo:
Mandei-os sair Deixei-as falar.

Os pronomes classificam-se em:


- quando ele tem valor de imperativo:
Fazer silêncio, por favor. PESSOAIS, POSSESSIVOS, DEMONSTRATIVOS,
INDEFINIDOS, INTERROGATIVOS E RELATIVOS.

LOJA DO CONCURSEIRO - 34
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

1. PRONOMES PESSOAIS b) no, nos, na, nas, depois de verbos terminados


em ditongo nasal (am, em, ão, õe)
Ex.: Ouçam-na.
Substituem as três pessoas gramaticais
Peguem-no.
Eles não vendem o produto. Dão-no aos
RETOS OBLÍQUOS
pobres.
eu me, mim, comigo
Eles não têm certeza dessas resoluções.
tu te, ti, contigo Supõe-nas.
ele, ela se, lhe, o, a, si, consigo, ele, ela
nós nos, conosco c) As formas tônicas dos pronomes oblíquos
sempre vêm precedidas de preposição.
vós vos, convosco
Ex.: Não houve nada entre mim e ti.
eles, elas se, lhes, os, as, si, consigo, eles,
elas
Obs.: Se houver um verbo acompanhando o pronome,
este será pessoal do caso reto.
OS PRONOMES OBLÍQUOS PODEM SER: ÁTONOS E
Ex.: Empreste o livro para eu ler.
TÔNICOS
Disseram que é para tu viajares.
PRONOME OBLÍQUO REFLEXIVO - É o pronome
oblíquo da mesma pessoa do pronome reto,
significando a mim mesmo, a ti mesmo, etc. d) As formas conosco e convosco serão
Ex.: Eu me vesti rapidamente. substituídas por com nós e com vós se vierem seguidas
de numeral ou de palavra como: todos, outros,
mesmos, próprios, ambos.
PRONOME OBLÍQUO RECÍPROCO - É Ex.: Deixaram o recado com nós mesmos.
representado pelos pronomes nos, vos, se, quando
traduzem a ideia de um ou outro, reciprocamente. Falei também com vós todos.

Ex.: Nós nos cumprimentamos.


e) A forma consigo só se utiliza quando o sujeito
Eles se abraçaram.
da frase for uma 3ª pessoa e o pronome referir-se a
esse mesmo sujeito.
Ex.: Ela trazia a prova consigo.
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
f) Se a palavra até tiver o valor de mesmo,
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, podem também, inclusive, usa-se a forma reta do pronome.
assumir as seguintes formas: Ex.: Até eu tive problemas com essa empresa.

a) lo, los, la, las, depois de verbos terminados


em r, s, z g) Os pronomes oblíquos podem ser usados como
possessivos.
Ex.: Os habitantes resolveram matá-lo
Ex.: Não lhe entendo a intenção. (lhe = sua)
Fizemo-lo sair.
Meu filho brincava. Fi-lo estudar.
h) Os pronomes o(s), a(s) são usados como objeto
direto e o pronome lhe(s) como objeto indireto.
Ex.: Isto o compromete.
Isto lhe convém.
LOJA DO CONCURSEIRO - 35
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

i) Os pronomes pessoais do caso reto de 3ª 2. PRONOMES POSSESSIVOS


pessoa podem contrair-se com as preposições de
ou em.
Indicam aquilo que pertence a cada uma das
Ex.: Ninguém cuida de melhorar a sorte dele.
pessoas gramaticais.

j) Quando esses pronomes exercem a função


1ª: meu(s), minha(s), nosso(s), nossa(s)
de sujeitos, essa contração não deve haver.
2ª: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s)
Ex.: É capaz de ele não poder chegar.
3ª: seu(s), sua(s)

k) Na linguagem coloquial, o pronome nós é


frequentemente substituído por a gente. O verbo Esses pronomes nem sempre indicam posse.
deverá ficar na 3ª pessoa do singular. Podem indicar afetividade, cortesia, cálculo
aproximado, valor indefinido.
Ex.: É verdade que a gente está só.
Ex.: Meu caro amigo.
Não se incomode, meu filho.
Ana, com seus três anos, não era nenhum
PRONOMES DE TRATAMENTO
anjo.
Ela tem lá suas manias.
Você v. tratamento
familiar
Os pronomes seu(s), sua(s) podem referir-se à 2ª e
Vossa Alteza V.A príncipes , à 3ª pessoas. Por isso, seu emprego pode gerar
duques ambiguidade.
Vossa Eminência V.Em.ª cardeais Ex.: Ele saiu com sua namorada.
Vossa Excelência V.Ex.ª altas autoridades A forma seu não é um possessivo quando
Vossa Magnificência V.Mag.ª reitores resultar da alteração fonética da palavra senhor:

Vossa Majestade V.M. reis, imperadores Ex.: Muito obrigado, seu Eduardo.

Vossa Meritíssima juizes de direito


Vossa Onipotência Deus
Vossa V.Rev.ª sacerdotes 3. PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Reverendíssima
Vossa Senhoria V.S.ª altas autoridades São pronomes que situam o ser no espaço e no
tempo, tomando como ponto de referência as três
Vossa Santidade V.S. papa
pessoas gramaticais.

Emprega-se vossa quando 2ª pessoa, isto é, em


relação a quem falamos. Variáveis Invariáveis

Emprega-se sua quando 3ª pessoa, isto é, em este(s), esta(s) isto


relação à de quem falamos. esse(s), essa(s) isso
aquele(s), aquela(s) aquilo

LOJA DO CONCURSEIRO - 36
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

As palavras o, a, os, as, mesmo, próprio, 4. PRONOMES INDEFINIDOS


semelhante e tal podem ser pronomes
Referem-se à 3ª pessoa gramatical de modo vago,
demonstrativos.
indeterminado.
Ex.: Hoje o que vejo é muita violência. (o =
aquilo)
Variáveis Invariáveis
Eles viram tal grandeza.
algum(a), alguns, algumas alguém
Nunca ouvi semelhante besteira.
nenhum(a), nenhuns, ninguém
nenhumas
tudo
Este, esta, isto, indicam o tempo presente em
bastante, bastantes
relação ao falante. outrem
todo(s), toda(s)
Ex.: Esta noite está bonita. nada
outro(s), outra(s)
cada
muito(s), muita(s)
Esse, essa, isso indicam o tempo passado ou o algo
futuro pouco distante. pouco(s), pouca(s)
quem
Ex.: Procurei Frederico essa noite. certo(s), certa(s)
menos
vário(s), vária(s)
mais
Aquele, aquela, aquilo indicam tempo muito tanto(s), tanta(s)
distante em relação ao falante.
quanto(s), quanta(s)
Ex.: Naquele tempo não havia noite.
qualquer, quaisquer

Para situar o que já foi anteriormente


expresso: esse, essa, isso.
5. PRONOMES INTERROGATIVOS
Ex.: Encontramos várias soluções. Essas
soluções são boas. São aqueles empregados na formulação de
perguntas.
Ex..: Quem chegou?
Para situar o que vai ser expresso, utiliza-se
este, esta, isto. Os pronomes interrogativos são que, quem,
quanto, como, onde e qual.
Ex.: O fato é este: estamos sem dinheiro.

6. PRONOMES RELATIVOS
O pronome este retoma o elemento anterior
mais próximo e aquele retoma o mais distante. Referem-se a termos já expressos e, ao mesmo
tempo, introduzem uma oração dependente.
Ex.: Jogarão hoje Alemanha e Brasil, este
com um futebol mais criativo e aquele Ex.: Esta é a pessoa que eu amo.
com um mais calculado.

Variáveis Invariáveis
o qual, a qual, os quais, as quais que
cujo(s), cuja(s) quem
quanto(s), quanta(s) onde

LOJA DO CONCURSEIRO - 37
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LÍNGUA PORTUGUESA

ADVÉRBIO  Causa: por quê?


Por que não muda sua rotina diária? (interrogativa
direta)
É a palavra invariável que modifica o verbo, o
adjetivo e o próprio advérbio. Perguntava-lhe por que não mudava sua rotina
diária. (interrogativa indireta)
Ex.: Ela canta bem.
Minha amiga é muito bonita.
 Lugar: onde?
Ela canta muito bem.
Onde está a verdade? (Jorge Amado)
Queriam saber onde estava a verdade.
LOCUÇÃO ADVERBIAL
É o conjunto de duas ou mais palavras com
valor de advérbio.  Modo: como?
Ex.: às vezes, a pé, ao vivo etc. Como você reagiu ao assalto?
Estava curioso para saber como você reagiu ao
assalto.

TIPOS DE ADVÉRBIO:
 tempo: quando?
Quando termina esta aula?
a) AFIRMAÇÃO  sim, deveras, certamente,
realmente, etc. Gostaria de saber quando termina esta aula.
b) DÚVIDA  talvez, decerto, acaso, Observação:
provavelmente, Além dessa classificação proposta pela NGB,
possivelmente, etc. poderíamos incluir ainda:
c) INTENSIDADE  muito, pouco, menos, etc.
d) LUGAR  aqui, ali, cá, lá, atrás, longe,  preço: quanto?
abaixo, dentro, fora, etc.
Quanto custa esta camiseta?
e) MODO  bem, mal, assim, depressa,
etc.
f) NEGAÇÃO  não.  intensidade: quanto?

g) TEMPO  hoje, amanhã, ontem, logo, Ignoram quanto temos lutado pela reforma
depois, agora, sempre, agrária.
nunca, cedo, tarde, etc.
 finalidade: para quê?
Para que se dedicar tanto a este trabalho?

ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS Grau comparativo


Certos advérbios são empregados nas a) de igualdade - Forma-se o comparativo de igualdade
interrogações diretas e indiretas. São chamados de antepondo-se tão ao advérbio e pospondo como ou
advérbios interrogativos e indicam circunstâncias quanto.
de causa, lugar, modo e tempo. Vejamos quais são
Ele chegou tão cedo quanto o colega.
eles:
Falava tão bem como o pai.

LOJA DO CONCURSEIRO - 38
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LÍNGUA PORTUGUESA

b) de superioridade - Forma-se o comparativo de Aquelas alunas estavam mais bem preparadas que
superioridade antepondo-se mais ao advérbio e as outras.
pospondo que ou do que.
Esta roupa parece mais mal acabada que aquela.
Ele chegou mais cedo que (do que) o colega.

3. na linguagem popular, é comum o advérbio receber


Os advérbios bem e mal admitem também o sufixo diminutivo. Nesses casos, o sufixo não
grau comparativo de superioridade irregular, adquire valor propriamente diminutivo, e sim
expresso respectivamente pelas formas melhor superlativo:
e pior.
Ele chegou cedinho. (muito cedo)
Na corrida dos cem metros, Pedro se saiu
Moro pertinho de você. (bem perto)
melhor que (do que) eu.
Em Matemática, Carla está pior que (do que) eu.
4. Ainda na linguagem popular, é comum a repetição
do advérbio a fim de intensificá-lo:
c) de inferioridade -Forma-se o comparativo de
Devo chegar cedo, cedo.
inferioridade antepondo-se menos ao advérbio e
pospondo que ou do que. Parto logo, logo.
Ele caminhava menos apressadamente que (do
que) o colega. Palavras denotativas
Certas palavras que se assemelham a advérbios não
Grau superlativo pertencem, segundo a Nomenclatura Gramatical
Brasileira, a nenhuma classe de palavras. São
O superlativo pode ser:
simplesmente chamadas palavras denotativas e
a) sintético - a alteração de grau é feita pelo podem indicar, entre outros aspectos:
acréscimo de um sufixo ao advérbio:
Cheguei cedíssimo.
a) inclusão (até, inclusive, também): Ele também foi.
b) exclusão (apenas, salvo, menos, exceto): Todos,
b) analítico - a alteração de grau é feita com o exceto eu, foram à festa.
auxílio de outro advérbio, no caso, um advérbio
c) explicação (isto é, por exemplo, a saber, ou seja):
de intensidade:
Ele, por exemplo, não pôde comparecer.
Cheguei muito cedo.
d) retificação (aliás, ou melhor): Amanhã, aliás, depois
de amanhã iremos à festa.
Emprego dos advérbios
e) realce (cá, lá, é que): Sei lá o que ele quer!
1. Quando se coordenam vários advérbios
f) situação (afinal, agora, então): Afinal, quem está aí?
terminados em -mente, pode-se usar esse sufixo
apenas no último: g) designação (eis): Eis o verdadeiro culpado de tudo.
Estava dormindo calma, tranquila e
sossegadamente.

2. Antes de particípios não se devem usar as


formas irregulares do comparativo de
superioridade (melhor, pior), e sim as formas
analíticas (mais bem, mais mal):

LOJA DO CONCURSEIRO - 39
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PREPOSIÇÃO LOCUÇÃO PREPOSITIVA

É a palavra invariável que liga duas outras O conjunto de duas ou mais palavras com valor de
palavras entre si, estabelecendo entre elas certas preposição recebe o nome de locução prepositiva.
relações.

Ex.: a fim de, além de, antes de, depois de, ao


Ex.: “Casa de ferreiro, espeto de pau” invés de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta
com, defronte de, a par de, através de, etc.

A preposição de, no ditado popular, indica


posse. Como se vê, toda locução prepositiva termina por
preposição.

A primeira palavra, que reclama a outra,


chama-se regente; a segunda, reclamada pela
antecedente, denomina-se palavra regida. No lugar CONJUNÇÃO
da palavra regida podemos ter uma oração.

Conjunções são palavras invariáveis que unem


Ex.: Saiu para trabalhar
termos de uma oração ou unem orações. As conjunções
podem relacionar termos de mesmo valor sintático ou
orações sintaticamente equivalentes - as chamadas
Tinha poucas esperanças de que o
orações coordenadas - ou podem relacionar uma
salvassem
oração com outra que nela desempenha função
sintática - respectivamente, uma oração principal e
As preposições podem indicar relação de: uma oração subordinada.
tempo, lugar, modo, meio, companhia, inclusão,
exclusão, limite, origem, finalidade, etc.
Ex.: Nossa realidade social é precária e nefasta.
A situação social do país é precária, mas ainda
CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES existem aqueles que só buscam privilégios
pessoais.

As preposições podem ser essenciais e Não se pode deixar de perceber que a situação
acidentais. social do país é precária.

As preposições essenciais são aquelas que


sempre foram preposições: a, ante, após, até, com, São chamados locuções conjuntivas os conjuntos de
contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, palavras que atuam como conjunções. Essas locuções
por, sem, sob, sobre, trás. Exigem os pronomes geralmente terminam em que: visto que, desde que,
pessoais nas formas oblíquas (sem mim, de ti, entre ainda que, por mais que, à medida que, à proporção
mim e ti, etc.) que, etc.
As preposições acidentais são aquelas que Os mesmos critérios de classificação aplicados às
passaram a ser preposições, depois de exercerem conjunções simples são aplicados às locuções
na língua outras funções: afora ou fora, como, conjuntivas.
conforme, consoante, durante, exceto, mediante,
menos, salvante, salvo, segundo, tirante, visto, etc.
Exigem os pronomes pessoais nas formas retas
(afora eu, menos tu, salvo eu e tu, etc.)

LOJA DO CONCURSEIRO - 40
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LÍNGUA PORTUGUESA

CLASSIFICAÇÃO c) Concessivas (exprimem concessão): embora, ainda


que, mesmo que, conquanto, apesar de quê, etc.;

As conjunções são primeiramente classificadas


em coordenativas e subordinativas, de acordo com d) Condicionais (exprimem condição ou hipótese): se,
o tipo de relação que estabelecem. As conjunções caso, desde que, contanto que, etc.;
coordenativas ligam termos ou orações
sintaticamente equivalentes. As conjunções
subordinativas ligam uma oração a outra que nela e) Conformativas (exprimem conformidade):
desempenha função sintática; em outras palavras, conforme, consoante, segundo, como, etc.;
ligam uma oração principal a uma oração que lhe é
subordinada.
f) Comparativas (estabelecem comparação): como,
De acordo com o sentido das relações que mais... (do) que, menos... (do) que, etc.;
estabelecem, as conjunções coordenativas são
classificadas em:
g) Consecutivas (exprimem consequência): que, de
sorte que, de forma que, etc.;
a) Aditivas (exprimem adição, soma): e, nem, não
só... mas também, etc.;
h) Finais (exprimem finalidade): para que, a fim de
que, que, porque, etc.;
b) Adversativas (exprimem oposição, contraste):
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no
entanto, não obstante, etc.; i) Proporcionais (estabelecem proporção): à medida
c) Alternativas (exprimem alternância ou que, à proporção que, ao passo que, quanto mais...,
exclusão): ou, ou... ou..., ora..., ora, já... já, etc; menos..., etc.;

d) Conclusivas (exprimem conclusão): logo, j) Temporais (indicam tempo): quando, enquanto,


portanto, por conseguinte, pois (posposto ao antes que, depois que, desde que, logo que, assim
verbo), etc.; que, etc.

e) Explicativas (exprimem explicação): pois INTERJEIÇÃO


(anteposto ao verbo), que, porque, porquanto.

Interjeições são palavras invariáveis que exprimem


emoções, sensações, estados de espírito, ou que
procuram agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar
Já as conjunções subordinativas são
determinados comportamentos sem que se faça uso de
classificadas em:
estruturas linguísticas mais elaboradas.

a) Integrantes (introduzem orações subordinadas


Observe:
substantivas): que, se, como;
Ah!  pode exprimir prazer, deslumbramento,
decepção;
b) Causais (exprimem causa): porque, como, uma
vez que, visto que, já que, etc.;
Psiu!  pode indicar que se está querendo atrair a
atenção do interlocutor ou que se quer que ele faça
silêncio.

LOJA DO CONCURSEIRO - 41
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LÍNGUA PORTUGUESA

Em alguns casos, há um conjunto de palavras TRANSFORMAÇÃO DE VOZ VERBAL


que atua como uma interjeição: são as locuções
interjectivas, como Valha-me Deus! ou Macacos
me mordam! Como passar da voz ativa para a passiva
VOZES DO VERBO
VOZ ATIVA: sujeito pratica a ação do verbo. Lembre-se: só passa para a voz passiva VTD.
Maria pintou o quarto.
1º. Transforme o Objeto Direto em sujeito da
VOZ PASSIVA: sujeito sofre a ação do verbo. Só passiva;
V.T.D.
Maria foi agredida pelo noivo. 2º. Transforme o verbo da oração em locução
verbal, acrescentando verbo auxiliar SER antes
Comeu-se o bolo
do principal (no particípio: –ADO/-IDO), sempre
respeitando o mesmo tempo utilizado na ativa;
VOZ REFLEXIVA: sujeito pratica e sofre a ação do
verbo.
3º. Transforme o sujeito em agente da passiva,
Maria se pintou. introduzido por preposição (POR/DE).
Os noivos se beijaram.

Fixação
 A VOZ PASSIVA PODE SER: Transformação para a passiva das frases abaixo.

1. Analítica (Verbal): com locução verbal A menina colheu a flor. (voz ativa)
v. SER + v. principal no particípio (-ADO/-IDO). =
A flor foi colhida pela menina. (voz passiva)
Sujeito sofre a ação; o agente da passiva pratica.
O texto será corrigido por um professor.

A menina havia colhido a flor. (voz ativa)


OU =
A flor havia sido colhida pela menina. (voz passiva)
2. Sintética (Pronominal): com pronome
apassivador
V.T.D.+ SE (pron. apassivador).
Perdeu-se a oportunidade. (= A oportunidade foi
perdida)

LOJA DO CONCURSEIRO - 42
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LÍNGUA PORTUGUESA

Como passar da voz passiva para a ativa MORFOSSINTAXE

1º. Transforme o agente da passiva em sujeito; 1. Substantivo: palavra nuclear

VARIÁVEIS
2º. Transforme a locução verbal em VTD, 2. Artigo
retirando o verbo auxiliar SER, sempre
respeitando o mesmo tempo utilizado na
passiva. 3. Numeral
PALAVRAS ADJETIVAS

3º. Transforme o sujeito em OD da ativa. 4. Adjetivo referem-se a substantivo


e concordam com ele

Obs.: se não houver agente da passiva, o verbo 5. Pronome


(na passagem para a ativa) ficará na 3ª pessoa Refere-se ao sujeito|=|
do plural, indicando indeterminação do sujeito.
6. Verbo
Se incompleto,
Fixação
pede complemento |OD, OI, AP|
Transformação para a ativa das frases abaixo.
O cão fora atropelado pelo guarda. (voz passiva)
verbo
=
7. Advérbio refere-se a adjetivo
O guarda atropelara o cão. (voz ativa)
(modificando) advérbio.
não concorda

A carta tinha sido entregue. (voz passiva)


8. Preposição: liga termos, introduz orações reduzidas.
=
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
INVARIÁVEIS

Tinham entregado a carta. (voz ativa) entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Exemplos da transformação de vozes verbais 9. Conjunção: liga orações. As coordenativas (e, nem,
Colheram as flores. (voz ativa) ou...) também ligam termos

O.D.
= 10. Interjeição: exprime sentimento repentino, indica
saudação, apelo. Ai! Oh! Oi. Bom dia! Pelo amor da
vaca preta!
Colheram-se as flores. (voz passiva sintética)
SUJEITO
=

As flores foram colhidas. (voz passiva analítica)


SUJEITO

LOJA DO CONCURSEIRO - 43
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LÍNGUA PORTUGUESA

SINTAXE PREDICAÇÃO DO VERBO


OS VERBOS PODEM SER:
NÃO-NOCIONAIS
TERMOS DA ORAÇÃO
Verbo auxiliar (só tem função sintática)
Verbo de ligação
 SUJEITO É o termo ao qual o verbo se refere e
com que deve concordar.
NOCIONAIS (DE AÇÃO)
Verbo intransitivo
Verbo transitivo direto
TIPOS DE SUJEITO
Verbo transitivo indireto
Verbo transitivo direto e indireto
1. INEXISTENTE: com verbos impessoais.

DE LIGAÇÃO: liga sujeito a predicativo (característica do


2. SIMPLES: um único núcleo. sujeito).
VARIÁVEIS

Núcleo: palavra fundamental Ser, estar, ficar e sinônimos.


EXPRESSO

Uma grande mesa de mármore sumiu. Predicativo: exprime estado ou qualidade.


Eu fiquei triste. Mauro anda cansado.
3. COMPOSTO: mais de um núcleo. Ela continua séria.
O pai da noiva e o noivo choravam.

INTRANSITIVO: não pede complemento substantivo


(mas pode pedir complemento adverbial).
4. OCULTO/ELÍPTICO/DESINENCIAL A menina cresceu. A cidade dormia. Moro em Belém.
Fomos à feira. (nós)
Desce daí. (tu) TRANSITIVO: pede complemento substantivo.
Conhecia Paris. O livro pertence a mim.
NÃO-EXPRESSO

5. INDETERMINADO:
 Verbo na 3ª pessoa do plural, sem sujeito  DIRETO: não exige preposição. Complemento: O.D.
expresso ou subentendido. (Tocaram a Carlos encontrou um troféu.
campainha)
Descobri a fórmula.
 INDIRETO: exige preposição. Complemento: O.I.
 Verbo na 3ª pessoa do singular (menos o
VTD/VTDI) com o índice de indeterminação Preposições: a, ante, após, até, com, contra, de,
do sujeito SE. (Vive-se pouco. Aqui se desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob,
trabalha.) sobre e trás.
Acredita em nós. A vitória dependia de sorte.

 DIRETO e INDIRETO: complementos: O.D. e O.I.


Devo favores a papai. Ofereci comida ao mendigo.

LOJA DO CONCURSEIRO - 44
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

SINTAXE DA ORAÇÃO TERMOS QUE SE REFEREM A VERBO


1. OBJETO DIRETO: complemento verbal sem
1. SUJEITO(substantivo) termo essencial preposição.
Poucas pessoas já leram esse livro.
2. OBJETO DIRETO  (substantivo) completa VTD OD
sentido de VTD sem preposição, não ocorre
na voz passiva. (O.D. se transforma em O objeto direto caracteriza-se pelo seguinte:
sujeito na VOZ PASSIVA)  Frase com OD pode ser transposta para a voz
passiva.
3. OBJETO INDIRETO  (substantivo)
REFEREM A VERBO

Eu aplaudi o cantor. (voz ativa)


TERMOS QUE SE

completa VTI c/ preposição.


VTD OD

4. AGENTE DA PASSIVA  (substantivo) =


completa locução verbal, pratica a ação na O cantor foi aplaudido por mim. (v. passiva)
voz passiva, é introduzido por preposição
por ou de. SUJEITO
O OD da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.
5. ADJUNTO ADVERBIAL  (advérbio – sem Objeto direto preposicionado: a preposição, no
preposição - ou locução adverbial – com entanto, não é exigida pelo verbo e pode até ser
preposição) indica circunstância de tempo, eliminada.
modo, lugar, instrumento...
A notícia surpreendeu a todos.
6. ADJUNTO ADNOMINAL  artigo, numeral, SUJEITO VTD OD PREP.
pronome, adjetivo ou locução adjetiva,
juntos do nome. Indicam característica
própria. (=É) 2. OBJETO INDIRETO: é o complemento verbal que,
obrigatoriamente, vem iniciado por uma
7. PREDICATIVO  (adjetivo) preposição.
DO SUJEITO é separado do nome por verbo Muitos já desconfiavam de você.
ou vírgula, indica uma característica não- V.T.I. OBJ. IND.
REFEREM A NOME

própria. (=ESTAVA)
TERMOS QUE SE

DO OBJETO fica junto do nome, mas fica 3. AGENTE DA PASSIVA: pratica a ação verbal na voz
implícita a expressão “como sendo” e indica
passiva, corresponde ao sujeito da ativa e sempre se
característica atribuída ao objeto pelo
inicia pela preposição POR/PELO e DE.
sujeito.

8. APOSTO  substantivo  esclarece um Muitas árvores foram destruídas pelo vento.


termo anteriormente citado, geralmente
com pontuação. suj paciente ag. da passiva

9. COMPLEMENTO NOMINAL  (substantivo) 4. ADJUNTO ADVERBIAL: termo que se relaciona ao


completa o sentido de um nome incompleto verbo para acrescentar uma circunstância qualquer
que exige esse complemento (tempo, modo, negação, causa, lugar, dúvida etc.).
preposicionado (regência nominal).
Talvez ele não vá à cidade hoje.
10. VOCATIVO  (substantivo) adj. adv. adj. adv. adj. adv. adj. adv.
chamamento, indica com quem se fala, vem de dúvida de negação de lugar de tempo
separado por vírgula.

LOJA DO CONCURSEIRO - 45
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

TERMOS QUE SE REFEREM A NOME 4. APOSTO: explica melhor um termo anteriormente


citado, esclarecendo-lhe o sentido.
Explicativo:
1. ADJUNTO ADNOMINAL: se relaciona a um
nome (substantivo) para detalhar melhor esse O veículo, um caminhão velho e torto, desapareceu.
nome. Pode ser artigo, numeral, pronome ou
Denominativo
adjetivo.
A professora Genoveva chegou.
Pequenos flocos de espuma boiavam.
adj. adn. nome adj, adn.
 VOCATIVO
O vocativo é um termo usado para chamar a
2. PREDICATIVO: (adjetivo) termo que expressa
atenção da pessoa com quem se fala. O vocativo não
uma característica, um estado, um modo de ser
pertence nem ao sujeito, nem ao predicado da oração.
do nome. O predicativo relaciona-se ao nome
sempre através de um verbo de ligação A vida, meu pai, está triste agora.
(expresso ou subtendido).
suj. vocativo predicado

O predicativo pode ser:


CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO
Predicativo do sujeito: quando a característica
é atribuída ao sujeito da oração.
Os jogadores estavam nervosos. A classificação do predicado depende do tipo de verbo
que ele contém.
suj. v. lig. predicat. do suj.

1. VERBAL: sem predicativo.


Predicativo do objeto: quando a característica é
atribuída ao objeto da oração. Núcleo: verbo (de ação)

Ninguém considerou certa sua atitude. O homem partiu cedo.


suj. v.t.d. predicat. do obj. obj. dir.
2. NOMINAL: com verbo de ligação.
Observe que o verbo de ligação está subtendido: Núcleo: predicativo do sujeito.
Ninguém considerou (como sendo) certa sua O homem estava furioso.
atitude.

3. VERBO-NOMINAL: com verbo intransitivo ou


3. COMPLEMENTO NOMINAL: relaciona-se a transitivo + predicativo.
nomes de sentido incompleto a fim de
completá-los. Assemelha-se ao objeto indireto, Núcleos: verbo e predicativo.
mas o objeto indireto inicia-se por uma O homem partiu furioso.
preposição e completa o sentido de verbos,
enquanto o complemento nominal completa o Achei minha cidade diferente
sentido de nomes.
A população ficou revoltada com as mudanças.

nome incomp. (adjetivo) compl. nom.

LOJA DO CONCURSEIRO - 46
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LÍNGUA PORTUGUESA

DICAS Termo preposicionado referindo-se a nome


pode ser:

PRONOMES OBLÍQUOS COMO OBJETOS


ADJUNTO ADNOMINAL ou COMPLEMENTO NOMINAL

O, A, OS, AS  sempre OD.


Todos O criticaram. Para distinguir um do outro:

OD VTD
Analise o nome ao qual o termo preposicionado se
refere:
LHE, LHESsempre OI.
Sempre LHE obedeço.
 Se o nome for substantivo concreto, o termo
OI VTI preposicionado é Adjunto Adnominal.
ME, TE, SE, NOS, VOS a classificação depende do Ruas de terra
verbo.
Eu TE conheço.
 Se o nome for adjetivo ou advérbio, o termo
OD VTD preposicionado é Complemento Nominal.
Eu TE obedeço. Ele é rico de coceira
OI VTI Moro perto da igreja

 Se o nome for um substantivo abstrato que indicar


uma ação, se o termo preposicionado PRATICAR a
Os pronomes átonos me, te, nos, vos e lhe que
ação expressa pelo nome, é Adjunto Adnominal; se
assumem valor possessivo (=meu, teu, nosso,
RECEBER a ação, é Complemento Nominal
vosso, seu), classificam-se, em tais situações, como
adjuntos adnominais. A conquista do atleta
Adjunto adnominal – pratica a ação do nome
“conquista”
Corte-me o cabelo (=meu)
A conquista da medalha
Complemento nominal – recebe a ação do nome
Analisei-lhe a questão (=sua)
“conquista”

LOJA DO CONCURSEIRO - 47
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

COESÃO E COERÊNCIA. CONECTORES Elementos conectores


Qualquer vínculo estabelecido entre as palavras, as
orações, os períodos ou os parágrafos podemos chamar
de coesão. Toda palavra ou expressão que se refere a
Coesão e coerência
coisas passadas no texto, ou mesmo às que ainda virão,
O texto é um conjunto harmônico de são elementos conectores. Os termos a que eles se
elementos, associados entre si por processos de referem podem ser chamados de referentes. Eis os
coordenação ou subordinação. Os fonemas (sons da conectores mais importantes:
fala), representados graficamente pelas letras, se
unem constituindo as palavras. Estas, por sua vez,
ligam-se para formar as orações, que passam a se 1) Pronomes pessoais, retos ou oblíquos
agrupar constituindo os períodos. A reunião de
Ex.: Meu filho está na escola. Ele tem uma prova hoje.
períodos dá origem aos parágrafos. Estes também
se unem, e temos então o conjunto final, que é o Ele = meu filho (referente)
texto. Carlos trouxe o memorando e o entregou ao chefe.
No meio de tudo isso, há certos elementos o = memorando (referente)
que permitem que o texto seja inteligível, com suas
partes devidamente relacionadas. Se a ligação entre
as partes do texto não for bem feita, o sentido 2) Pronomes possessivos
lógico será prejudicado. Observe atentamente o
trecho seguinte. Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade.
Sua = Pedro (de Pedro)
Levantamos muito cedo. Fazia frio e a água
havia congelado nas torneiras.
3) Pronomes demonstrativos
Até os animais, acostumados com baixas
temperaturas, permaneciam, preguiçosamente, em Os demonstrativos estão entre os mais
suas tocas. Apesar disso, deixamos de fazer nossa importantes conectores da língua portuguesa.
caminhada matinal com as crianças. Frequentemente se criam questões de interpretação ou
compreensão com base em seu emprego. Veja os casos
seguintes.
O trecho é composto por vários períodos,
agrupados em dois segmentos distintos. No
primeiro, fala-se do frio intenso e suas a) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.
consequências; no segundo, a decisão de não fazer
a caminhada matinal. O que aparece para fazer a Isso = O filho está demorando.
ligação entre esses dois segmentos? A locução
apesar disso. Ora, esse termo tem valor concessivo,
b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.
liga duas coisas contraditórias, opostas; mas o que
segue a ele é uma consequência do frio que fazia Isto = o filho está demorando.
naquela manhã. Dessa forma, no lugar de apesar
disso, deveríamos usar por isso, por causa disso, em
virtude disso etc. Isso (esse, esses, essa, essas) é usado para fazer
referência a coisas ou fatos já citados no texto. Isto
Conclui-se o seguinte: as partes do texto
(este, estes, esta, estas) refere-se a coisas ou fatos que
não estavam devidamente ligadas. Diz-se então que
ainda serão citados no texto.
faltou coesão textual.
Consequentemente, o trecho ficou sem
coerência, isto é, sem sentido lógico. c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele
porque foi promovido; esta por ter recebido um
Resumindo, podemos dizer que a coesão é a
presente.
ligação, a união entre partes de um texto; coerência
é o sentido lógico, o nexo. Aquele = homem esta = mulher

LOJA DO CONCURSEIRO - 48
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Temos aqui uma situação especial de Ex.: Preciso de ajuda.


coesão: evitar a repetição de termos por meio do
Morreu de frio.
emprego de este (estes, esta, estas) e aquele
(aqueles, aquela, aquelas). Não se usa, aqui, o
pronome esse (esses, essa, essas). Com relação ao Nas duas frases, a preposição liga um verbo a
exemplo, a palavra aquele refere-se ao termo mais um substantivo. Na primeira, em que introduz um
afastado (homem), enquanto esta, ao mais próximo objeto indireto (complemento verbal com preposição
(mulher). exigida pelo verbo), ela é destituída de significado. Diz-
se que tem apenas valor relacional. Na segunda, em
que introduz adjunto adverbial, ela possui valor
4) Pronomes indefinidos
semântico ou nocional, uma vez que a expressão que
Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as ela inicia tem um valor de causa. Veja, a seguir, os
crianças, todos acreditavam na vitória. principais valores semânticos das preposições.
todos = homens, mulheres, crianças • De causa :Perdemos tudo com a seca.
• De matéria: Trouxe copos de papel.
5) Pronomes relativos • De assunto: Falavam de política.
Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam. • De fim ou finalidade: Vivia para o estudo.
(que= as quais) • De meio: Falaram por telefone.
que = pessoas • De instrumento: Feriu-se com a tesoura.
No caso do pronome relativo, o seu referente • De condição: Ele não vive sem feijão.
costuma ser chamado de antecedente.
• De posse: Achei o livro de André.
• De modo: Agiu com tranquilidade.
6) Pronomes interrogativos
• De tempo: Retomaram de manhã.
Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz do
• De companhia: Passeou com a irmã.
almoxarifado, por não ter conferido os materiais.
Quem = rapaz do almoxarifado • De afirmação: Irei com certeza.
• De lugar : Ele veio de casa
7) Substantivos
Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças
ainda, não entendem o que aconteceu com o
professor.
Crianças = José e Helena

8) Advérbios
Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um
homem.
Lá = faculdade

9) Preposições: ligam palavras dentro de uma


mesma oração. Em casos excepcionais, ligam duas
orações. Elas não possuem referentes no texto,
simplesmente estabelecem vínculos.

LOJA DO CONCURSEIRO - 49
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

SINTAXE DO PERÍODO 3) OBJETIVA INDIRETA - funciona como objeto


indireto.
CONCEITO Ex.: Ele necessitava de que você o ajudasse.
a) FRASE: enunciado de sentido completo:
Fogo! Fogo! Fogo! 4) COMPLETIVA NOMINAL - funciona como
complemento nominal.
Ex.: Tínhamos dúvida de que daria certo.
b) ORAÇÃO: enunciado construído em torno de
um verbo ou locução verbal:
A noite estava linda. Maria estava 5) PREDICATIVA - funciona como predicativo do
dormindo. sujeito. Aparece verbo de ligação na oração
principal.
Ex.: Nossa esperança é que os povos vivam em
c) PERÍODO: enunciado de sentido completo
paz.
construído em torno de uma ou mais orações:
Maria disse que viria.
6) APOSITIVA - funciona como aposto.
Ex.: Queremos somente isto: que a distribuição de
d) PERÍODO SIMPLES: contém uma só oração:
renda seja mais justa.
A rua estava iluminada.

e) PERÍODO COMPOSTO: frase com mais de uma ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS


oração .
Têm o valor e a função próprios do adjetivo. São
"Matamos o tempo: o tempo nos enterra." (M. A.) introduzidas por pronomes relativos: que, o qual (e
1ª ORAÇÃO 2ª ORAÇÃO variações), quem, onde, cujo (e variações).
Ex.: Há situações que não desejamos nunca.

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS


ADJETIVAS:
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Podem ser substituídas pela palavra ISSO.
1) restritivas - são aquelas que restringem o sentido do
Disse que viria . (=Disse isso) termo a que se referem.
Ex.: Os homens que são honestos merecem nosso
Têm as funções próprias do substantivo e são diálogo.
introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.
2) explicativas - são aquelas que tomam o termo a que
1) SUBJETIVA - funciona como sujeito. se referem no seu sentido amplo, destacando sua
Ex.: É necessário que você fale a verdade. característica principal ou esclarecendo melhor sua
Sabe-se que o jornal mentiu. significação.
Ex.: Os homens, que são seres racionais, merecem
nosso diálogo.
2) OBJETIVA DIRETA - funciona como objeto direto.
Ex.: Espero que ele volte.
Não sabemos se ele veio.
LOJA DO CONCURSEIRO - 50
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 8) concessivas - exprimem ideia contrária ao fato


expresso na oração principal: embora, ainda que, se
Funcionam como adjuntos adverbiais da bem que...
oração principal. Aparecem introduzidas por
Ex.: Embora chovesse, fomos à praia.
conjunções subordinativas, com exceção das
integrantes.
9) comparativas - exprimem ideia de comparação:
1) temporais - exprimem ideia de tempo: quando, como, mais...que, menos...que...
logo que, até que, sempre que, enquanto, assim Ex.: O ciclista era tão rápido quanto o
que... pensamento.
Ex.: Quando os gatos saem, os ratos fazem a
festa.

2) causais - exprimem ideia de causa: porque, já


que, visto que, como, uma vez que... ORAÇÃO REDUZIDA: Oração subordinada com verbo
em forma nominal. Sem conectivo.
Ex.: Como era doente, poucos queriam o seu
trabalho.
1) De infinitivo - substantiva, adjetiva ou adverbial.

3) condicionais - exprimem ideia de condição: se, Eu era o único homem a sorrir. (adjetiva restritiva)
caso, desde que, contanto que...
Ex.: Caso ele venha cedo, iremos ao cinema.
2) De gerúndio - adjetiva ou adverbial.
Chegando à cidade, receberás a carta. (adverbial
4) proporcionais - exprimem ideia de proporção: à temporal)
medida que, à proporção que, quanto mais,
quanto menos...
Ex.: À medida que chovia, a população ia 3) De particípio – adjetiva e adverbial.
deixando suas casas. Concedido o aumento, voltaremos. (adverbial
condicional)

5) finais - exprimem ideia de finalidade: para que, a


fim de que...
Ex.: Fiz uma festa bonita, a fim de que todos
gostassem.

6) consecutivas - exprimem ideia de consequência:


que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho)...
Ex.: Chorou tanto que a família se
surpreendeu.

7) conformativas - exprimem ideia de


conformidade: como, segundo, conforme...
Ex.: O livro foi publicado como nós pedimos.

LOJA DO CONCURSEIRO - 51
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 4) CONCESSIVAS: começam orações com valor de


concessão, isto é, ideia contrária à da oração principal.
São as que iniciam as orações subordinadas. Podem
ser:
Principais conjunções: embora, ainda que, mesmo que,
conquanto, posto que, se bem que, por mais que,
1) INTEGRANTES: são as únicas desprovidas de valor
suposto que, apesar de que, sem que, que, nem que.
semântico; iniciam orações que completam o
sentido da outra; tais orações são chamadas de
subordinadas substantivas (= ISSO).
Ex.: Embora gritasse, não foi atendido.
São apenas duas: que e se
Perderia a condução mesmo que acordasse cedo.
Ex.: É bom que o problema seja logo resolvido.
Conquanto estivesse com dores, esperou
Veja se ele já chegou. pacientemente.
Obs.: As palavras que e se, nos exemplos acima, Posto que me tenham convidado bastante, não quis
iniciam orações que funcionam, respectivamente, participar.
como sujeito e objeto direto da oração principal.
Por mais que tentem explicar, o caso continua confuso.
Sem que tenha grandes virtudes, é adorado por todos.
2) CAUSAIS: iniciam orações que indicam a causa do
Doente que estivesse, participaria da maratona.
que está expresso na oração principal.
Fale, nem que seja por um minuto apenas.
Principais conjunções: porque, pois, que,
porquanto, já que, uma vez que, como, visto que,
visto como. 5) COMPARATIVAS: introduzem orações com valor de
Ex.: O gato miou porque pisei seu rabo. comparação.
Estava feliz pois encontrou a bola.
Já que me pediram, vou continuar. Principais conjunções: como, (do) que, qual, quanto,
feito, que nem.
Visto que vai chover, sairemos agora mesmo.
Como fazia frio, pegou o agasalho.
Ex.: Ele sempre foi ágil como o pai.
Maria estuda mais que a irmã. (ou do que)
3) CONDICIONAIS: introduzem orações que
estabelecem uma condição para que ocorra o que Estava parado feito uma estátua.
está expresso na oração principal. Ele agiu tal qual eu lhe pedira.
Principais conjunções: se, caso, desde que, a menos
que, salvo se, sem que, contanto que, dado que,
uma vez que. Observações

Ex.: Explicarei a situação, se isso for importante a) Geralmente o verbo da oração comparativa é o
para todos. mesmo da principal e fica subentendido. É o que ocorre
nos cinco primeiros exemplos.
Caso me solicitem, escreverei uma nova carta.
b) As conjunções feito e que nem são de emprego
Você será aprovado, desde que se esforce mais. coloquial.
Contanto que todos participem da reunião, os
projetos serão apresentados.
Uma vez que ele tente, poderá alcançar o objetivo.

LOJA DO CONCURSEIRO - 52
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

6) CONFORMATIVAS: principiam orações com valor Quanto mais nos preocuparmos, mais ficaremos
de acordo em relação à principal. nervosos.
Quanto menos estudamos, menos progredimos.
Principais conjunções: conforme, segundo, Quanto maior for o preparo, maior será a oportunidade.
consoante, como.

Ex.: Fiz tudo conforme me solicitaram.


9) FINAIS: introduzem orações com valor de finalidade.
Segundo nos contaram, o jogo foi anulado.
Pedro tomou uma decisão consoante determinava a
Principais conjunções: para que, a fim de que, que,
sua consciência.
porque.
Carlos é inteligente como os pais sempre afirmaram.

Ex. : Fechou a porta para que os animais não


entrassem.
7) CONSECUTIVAS: iniciam orações com valor de Trarei minhas anotações a fim de que você me ajude.
consequência.
Faço votos que sejas feliz. (= para que)
Esforcei-me porque tudo desse certo. (= para que)
Principais conjunções: que (depois de tão, tal,
tanto, tamanho, claros ou ocultos), de sorte que,
de maneira que, de modo que, de forma que.
10) TEMPORAIS: introduzem orações com valor de
tempo.
Ex.: Falou tão alto que acordou o vizinho.
Gritava que era uma barbaridade. (Gritava tanto ... )
Principais conjunções: quando, assim que, logo que,
Eu lhe expliquei tudo, de modo que não há motivos
antes que, depois que, mal, apenas, que, desde que,
para discussão.
enquanto.

Ex.: Cheguei quando eles estavam saindo.


8) PROPORCIONAIS: começam orações que
Assim que anoiteceu, fomos para casa.
estabelecem uma proporção.
Mal a casa foi reformada, a família se mudou.
Estávamos lá desde que ele começou a lecionar.
Principais conjunções: à proporção que, à medida
que, ao passo que, quanto (em correlações do tipo Enquanto o filho estudava, a mãe fazia comida.
quanto mais ... mais, quanto menos ... menos,
quanto mais ... menos, quanto menos ... mais,
quanto maior...maior, quanto menor...menor). Observações finais

Ex.: Seremos todos felizes à proporção que a) Apesar de e em que pese a são locuções prepositivas
amarmos. com valor de concessão. Ligam palavras dentro de uma
mesma oração ou introduzem orações reduzidas de
À medida que o tempo passava, crescia a nossa infinitivo.
expectativa.
Ex.: Apesar do aviso de perigo, ele resolveu escalar a
O ar se tornava rarefeito ao passo que subíamos a montanha.
montanha.

LOJA DO CONCURSEIRO - 53
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Apesar de ventar muito, fomos para a pracinha. 3) ALTERNATIVAS - ideia de alternância: ou; ou...ou;
ora...ora; já...já; quer...quer.
Em que pese a vários pedidos do chefe, o caixa não
fez serão. Ex.: Ora chama pela mãe, ora procura o pai.
Em que pese a ter treinado bem, foi colocado na
reserva.
4) EXPLICATIVAS - expressam motivo: porque, que,
pois (antes do verbo)
b) Algumas conjunções coordenativas às vezes Ex.: Cubatão é uma vergonha nacional, pois é a
ligam palavras dentro de uma mesma oração. cidade mais poluída do país.

Ex. Carlos e Rodrigo são irmãos. 5) CONCLUSIVAS - ideia de conclusão: logo, portanto,
por conseguinte, pois (depois do verbo).
Não encontrei Sérgio nem Regina.
Ex.: Falta carne no mercado; conheça, pois, a
Comprarei uma casa ou um apartamento.
comida vegetariana.

ORAÇÕES COORDENADAS
CONJUNÇÕES E LOCUÇÕES CONJUNTIVAS

São independentes, não exercem função sintática


Conjunções coordenativas
umas em relação às outras. Podem ser:

São as que iniciam orações coordenadas.


1) ASSINDÉTICAS - são as orações não ligadas por
conectivo, conjunção.
Ex.: Chegou, gostou, ficou para sempre.
Podem ser:

2) SINDÉTICAS - são as orações ligadas por


conectivos, conjunções. 1) ADITIVAS: estabelecem uma adição, somam coisas
Ex.: Olho e sinto falta de alguma coisa nesta ou orações de mesmo valor.
sala.

Principais conjunções: e, nem, (não só) mas também,


(não só) como também, senão também, como, bem
como, quanto, tampouco.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS
SINDÉTICAS Ex. : Fechou a porta e foi tomar café.
Não trabalha nem estuda.
1) ADITIVAS - ideia de soma: e, nem, mas também, Tanto lê como escreve.
como também. Não só pintava, mas também fazia versos.
Ex.: Não veio nem telefonou.

2) ADVERSATIVAS: estabelecem ideias opostas,


2) ADVERSATIVAS - ideia de contraste: mas, porém, contrastantes.
todavia, contudo, no entanto, entretanto.
Ex.: A população quis falar ao prefeito, mas não Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia,
foi atendida. entretanto, no entanto, não obstante, senão, que.

LOJA DO CONCURSEIRO - 54
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: Correu muito, mas não se cansou. porquanto.


As árvores cresceram, porém não estão bonitas. Ex.: Chorou muito, porque os olhos estão inchados.
Falou alto, todavia ninguém escutou. Choveu durante a madrugada, pois o chão está
alagado.
Peça isso a outra pessoa, que não a mim.
Volte logo, que vai chover.
Era uma criança estudiosa, porquanto tirava boas
Obs.: Às vezes, a palavra e, normalmente aditiva,
notas.
assume valor adversativo.
Ex.: Fiz muito esforço e nada consegui, (mas nada
consegui) Obs.: Depois de imperativo, elas só podem ser
coordenativas explicativas, como no terceiro exemplo.

3) CONCLUSIVAS: estabelecem conclusões a partir


do que foi dito inicialmente.
CONJUNÇÕES COM MAIS DE UM VALOR
Principais conjunções: logo, portanto, por
conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por
Mas pode ser:
isso, então, assim, em vista disso.
a) Coordenativa adversativa (=porém)
b) Coordenativa aditiva (seguida de também; equivale a
Ex.: Chegou muito cedo, logo não perdeu o início do
como)
espetáculo.
É bastante cuidadoso; consegue, pois, bons
resultados. E pode ser:
Estava desanimado, por conseguinte deixou a a) Coordenativa aditiva
empresa.
b) Coordenativa adversativa (= mas)
c) Coordenativa conclusiva. (=portanto)
4) ALTERNATIVAS: ligam ideias que se alternam ou
mesmo se excluem.
Pois pode ser:
a) Coordenativa explicativa/causal (=porque)
Principais conjunções: ou, ou ... ou, ora ... ora, já ..
.já, quer...quer, seja... seja. b) Coordenativa conclusiva (=portanto)

Ex.: Faça sua parte, ou procure outro emprego. Porque pode ser:
Ora narrava, ora comentava. a) Coordenativa explicativa/causal
"Já atravessa as florestas, já chega aos campos do b) Subordinativa final (= para que)
Ipu. " (J.A.)

Uma Vez Que pode ser:


5) EXPLICATIVAS: justificam o que se diz na 1ª
oração. a) Subordinativa causal (= porque)
b) Subordinativa condicional (=se = caso)

Principais conjunções: porque, pois, que,

LOJA DO CONCURSEIRO - 55
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Como pode ser: 3. PRONOME REFLEXIVO


a) Coordenativa aditiva (= e) (=A SI MESMO)
b) Subordinativa causal (= Porque) Sujeito pratica e sofre a ação
c) Subordinativa comparativa (=tal qual) O lenhador machucou-se com a foice.
d) Subordinativa conformativa (=conforme) (=machucou a si mesmo)

Se pode ser: 4. PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO


a) Subordinativa condicional (= caso) (= UM AO OUTRO)
b) Subordinativa integrante (oração = ISSO) Ação mútua
Pai e filho abraçaram-se emocionados.

Desde Que pode ser: (=abraçaram um ao outro)

a) Subordinada condicional (=se = caso)


b) Subordinativa temporal (=momento) 5. PARTE INTEGRANTE DO VERBO
Com verbos pronominais. Arrepender-se,
apaixonar-se, referir-se, suicidar-se.
Sem Que pode ser:
Os atletas queixaram-se do tratamento recebido.
a) Subordinativa condicional (=se = caso)
b) Subordinativa concessiva (=embora)
6. PARTÍCULA EXPLETIVA (OU DE REALCE)
Usada para enfatizar a ação verbal. com V.I.: ir-se.
Quanto pode ser:
Lá se vai mais um caminhão de verduras.
a) Coordenativa aditiva
b) Subordinativa comparativa
7. PRONOME APASSIVADOR
c) Subordinativa proporcional
(VTD + SE)
Usado para indicar que o sujeito recebe a ação
Porquanto é sempre igual a Porque verbal. A frase pode passar para a voz passiva analítica .
Conquanto é sempre igual a Embora Reformam-se móveis.
=
FUNÇÕES DA PALAVRA SE (Móveis são reformados)

1. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL 8. ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO


(= CASO) Indetermina o sujeito da oração. Esse tipo de
Se não chover, partiremos à tarde. oração não admite a passagem para a voz passiva
analítica e o verbo estará sempre na 3ª pessoa do
singular.
2. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE Vive-se bem naquele país.
(ORAÇÃO=ISSO)
Precisava-se de mais funcionários.
Ninguém sabe se ele venceu a partida

LOJA DO CONCURSEIRO - 56
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

FUNÇÕES DO “QUÊ” exclamativas. Pode ser substituído por quanto(s),


quanta(s).
Ex. Que sujeira!!
1. SUBSTANTIVO: antecedido por artigo, pronome
adjetivo ou numeral, é sempre acentuada (quê).
Ex. A decisão do tribunal teve um quê de 9. PRONOME RELATIVO: aparece após substantivos,
corrupção. podendo ser substituído por o(a) qual, os(as) quais.
Ex. É belíssima a garota que (= a qual) me
apresentaste.
2. PRONOME ADJETIVO: aparece antes de
substantivos, apenas modificando-o .
Ex. Que mulher linda!! 10. CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADITIVA: inicia
oração coordenada sindética aditiva; (=e).
Ex. Estudava que estudava, mas não assimilava a
3. ADVÉRBIO: intensifica adjetivos e advérbios.
matéria.
Pode ser substituído por quão ou muito; é
usado em frases exclamativas.
Ex. Que linda essa garota! 11. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA: inicia
oração coordenada sindética explicativa. (=pois ou
porque)
4. PREPOSIÇÃO: equivale à preposição de em
Ex. Venha até aqui, que precisamos conversar.
locuções verbais que tenham, como auxiliares,
ter ou haver.
Ex. Temos que estudar bastante. 12. CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA: inicia
oração coordenada sindética adversativa. Indica
Tive que trazer tudo.
oposição, ressalva, apresentando valor equivalente
a mas.
5. INTERJEIÇÃO: exprime emoção, estado de Ex. Outra pessoa, que não eu, deveria cumprir essa
espírito; é sempre exclamativa e acentuada tarefa.
(quê).
Ex. Quê?! Você não viajou??
13. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE: inicia
oração subordinada substantiva (=ISSO).
6. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE: Ex. Julgo que sua ascensão foi rápida.
empregado para realce ou ênfase; sua retirada
Julgo ISSO
não altera o sentido da frase. Pode ser usado
com o verbo ser, na locução é que.
Ex. Nós é que precisamos de ajuda. 14. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONSECUTIVA:
inicia oração subordinada adverbial consecutiva;
Eles que o procuraram.
aparece, em geral, nas expressões tão... que,
tanto... que, tamanho... que e tal... que.
7. PRONOME INTERROGATIVO: empregado em Ex. Esforçou-se tanto, que desmaiou.
frases interrogativas.
Ex. Vocês farão o quê?
15. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA COMPARATIVA:
inicia oração subordinada adverbial comparativa;
8. PRONOME INDEFINIDO: aparece antes de aparece nas expressões mais... que, menos... que.
substantivos em frases geralmente Ex. Ele é mais chato que o tio.

LOJA DO CONCURSEIRO - 57
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

PONTUAÇÃO 4. PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )

Usado nas frases interrogativas diretas.


1. PONTO ( . )
Ex.: Quem disse isso?
É usado para finalizar uma frase declarativa ou
imperativa.
5. PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
Ex.: A noite está bonita.
Estude bastante.
Empregado nas frases exclamativas e imperativas.
Ex.: Que dia maravilhoso!
2. DOIS PONTOS ( : )
Não diga nada!
São usados:
a) para indicar a fala das personagens.
6. PONTO E VÍRGULA ( ; )
Ex.: E o vizinho disse:
É usado :
 Preciso conversar com ele.
b) antes de uma citação.
a) para indicar pausa maior que a da vírgula.
Ex.: O trabalhador gritou: "Avante, Brasil!"
Ex.: A prece do pobre é um pedido; a do rico, um
c) nas enumerações recibo
Ex.: Isto é tudo o que eu quero da vida: o
saber e o amor.
b) separar partes de períodos que já apresentam
d) para anunciar uma explicação.
divisões assinaladas por vírgulas.
Ex.: Duas coisas são vitais para um mundo Ex.: A terra é redonda; meu pai, quadrado.
melhor: honestidade e paz.

c) separar os itens de enunciados enumerativos.


3. TRAVESSÃO (  )
Ex.: Compramos três filhotes: o primeiro, macho, de
É usado: capa preta; o segundo, também macho,
a) para indicar a fala da personagem num predominantemente marrom; o terceiro, uma
diálogo. fêmea, brincalhona e de olhinhos carentes.
Ex.:  Quantos quilos você trouxe?
 Dois quilos. E você? d) separar orações coordenadas extensas.
Ex.: Cheguei a supor que fosse uma cilada; mas
adverti logo que havia outros meios de capturar-me
b) para destacar ou intercalar palavras,
expressões, frases, equivalendo aos parênteses:
Ex.:  Fica na moita  disse baixinho o 7. ASPAS (" ")
camarada  e não espalha. São usadas:
a) nas citações ou transcrições
c) para ligar palavras em cadeia de um itinerário. Ex.: Como disse Fernando Pessoa: "O poeta é um
Ex.:  Fiz uma viagem CuritibaFoz do fingidor."
Iguaçu. b) na referência a títulos de livros.

LOJA DO CONCURSEIRO - 58
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: Machado de Assis escreveu "Dom Tivera pai, mãe, marido, dois filhos. Todos tinham
Casmurro." morrido.

c) para destacar palavras que representam Nota: Não se deve usar vírgula, no entanto, se
estrangeirismo, vulgarismo, ironia, gíria. constituintes sintáticos idênticos vêm relacionados
Ex.:  Este salão está um "show". pelas conjunções "e", "nem" e "ou" (a menos que essas
conjunções estejam repetidas).
 "Lindo"! Você estragou a surpresa.
d) quando a palavra é escrita, de propósito, de
forma incorreta. 2. isolar o aposto.

Ex.:  Onde está meu "fiu", "muié"? Vitória, capital do Espírito Santo, é uma ilha.

8. RETICÊNCIAS (...) 3. isolar o vocativo.


Saci, Seu Pedrinho, é uma coisa que eu juro que
existe.
São usadas para indicar:

4. indicar adjunto adverbial deslocado.


a) interrupção do pensamento.
No Brasil, os corruptos ficam soltos.
Ex.: Mas assim, nada feito...

5. indicar que complementos nominais ou verbais


b) hesitação foram deslocados para o início da oração.
Ex.: Bem... não sei bem por quê ... De sua terra natal, ele sente saudades.

c) prolongamento de uma ideia. 6. Indicar predicativo do sujeito deslocado (antes do


Ex.: Poxa! Como é bom sonhar, sonhar... verbo) Cansado, o homem seguia sua jornada.

9. VÍRGULA ( , ) 7. indicar conjunções intercaladas:


A ferida foi tratada. É preciso, porém, cuidar dela.

Observação: Não se admite, no interior de


orações, o uso da vírgula para separar o sujeito do 8. isolar nomes de lugares, quando se transcrevem
predicado verbal, o verbo do seu complemento, o datas. Campinas, 18 de dezembro de 1997.
núcleo substantivo de um adjunto adnominal ou de
um complemento nominal.
9. intercalar expressões explicativas, como "em
suma", "isto é", "ou seja", "vale dizer", "a
USA-SE A VÍRGULA NO INTERIOR DE ORAÇÕES propósito".
PARA:
Viajarei amanhã, ou seja, domingo.

1. separar termos coordenados, que compõem


10. indicar que uma palavra foi suprimida
uma enumeração, termos com mesma função
(elipse/zeugma).
sintática.
A terra é redonda; meu pai, quadrado. (A vírgula
está indicando a supressão do verbo "é".)
LOJA DO CONCURSEIRO - 59
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

USA-SE A VÍRGULA ENTRE ORAÇÕES PARA: COLOCAÇÃO PRONOMINAL

1. separar oração subordinada substantiva


(=ISSO) apositiva da oração principal. Colocação dos termos na oração
Maria só quer uma coisa: que você volte logo.
1. ordem direta (sujeito + verbo + complemento+
circunstância)
2. separar a oração subordinada adverbial
deslocada (antes ou no meio da principal); O festival de música popular brasileira reunirá
grandes artistas, hoje, no Rio de janeiro.
Caso a subordinada adverbial venha depois da
principal, a virgula será facultativa.
Logo que o filho nasceu, o pai correu para a 2. ordem indireta
maternidade.
Reunirá hoje, no Rio de Janeiro, o festival de música
O pai correu para a maternidade(,) logo que o popular brasileira, grandes artistas.
filho nasceu.

3. separar a oração subordinada adjetiva


COLOCAÇÃO DOS PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS
explicativa da oração principal.
ÁTONOS
As frutas, que estavam maduras, caíram no
chão.

EMPREGO DA PRÓCLISE
4. separar orações coordenadas assindéticas.
Cheguei, peguei o livro, voltei correndo para o
colégio. 1. com partícula negativa:
Não se queixe de mim.
5. separar orações coordenadas sindéticas. 2. com pronome indefinido:
Há os que se esforçam muito, porém nunca são Nada me surpreende mais.
premiados.
3. com advérbio:
já o havia visto.
Observação: Não se usa a vírgula para separar Como nos achou?
orações coordenadas sindéticas ligadas pela
conjunção e, exceto quando os sujeitos forem 4. com gerúndio regido pela preposição em:
diferentes ou quando essa conjunção aparecer Em se exaltando, olhou-me fixo.
repetida:
5. com pronome interrogativo:
Elas sairão de férias, e eu tomarei conta da
casa. Qual é a sua opinião?

"Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua." 6. com conjunção subordinativa ou pronome relativo:
Olavo Bilac Julgo que a amavas.
Os livros que me pediram estão aqui.
6. para separar orações intercaladas. 7. nas orações optativas:
E o ladrão, perguntei eu, foi condenado ou não? Que Deus te faça feliz.

LOJA DO CONCURSEIRO - 60
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

EMPREGO DA ÊNCLISE: CONCORDÂNCIA NOMINAL

1. em frase iniciada por verbo:


1. Com apenas um substantivo
Portou-se bem comigo.
O adjetivo concordará com o substantivo a que se
3. com o imperativo afirmativo:
refere.
Erga-te daí!
Bonita música.
4. como gerúndio sem a proposição em:
Deitou-se, fingindo-se de morta. 2. Com mais de um substantivo
a) antepostos ao adjetivo
5. com infinitivo impessoal:
O adjetivo concordará com o substantivo mais
Podes passar-me o adoçante
próximo ou com todos os substantivos
Tinha o braço e a perna desengonçada.
EMPREGO DA MESÓCLISE
Trouxe da feira pera e maçã estragadas.

1. com o futuro do presente. quando não for


OBS: Quando os substantivos forem antônimos o
obrigatória a próclise:
adjetivo irá para o plural e quando forem
Ver-me-ás um dia, talvez. sinônimos concordará com o mais próximo.
3. com futuro do pretérito, quando não for caso Dia e noite frios.
obrigatório de próclise:
Fé e esperança plena.
Contar-te-ia a verdade depois.
b) Pospostos ao adjetivo
Concordará apenas com o substantivo mais próximo.
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS EM
Comprei maduro abacate e pera.
LOCUÇÕES VERBAIS

OBS: Se o adjetivo referir-se a nome próprio, grau de


1. verbo auxiliar+ gerúndio:
parentesco ou a títulos, ele concordará com os
Vai-se aproximando o final do ano. substantivos.
Vai aproximando-se o final do ano. Conhecemos ilustres barão e baronesa.
2. verbo auxiliar + infinitivo:
Pôs-se a rir da anedota. 3. Dois ou mais adjetivos referindo-se a um só
Pôs a rir-se da anedota. substantivo

4. verbo auxiliar + particípio: Há duas concordâncias possíveis:

O soldado tinha-se apresentado ao - Os jogadores brasileiros derrotaram a seleção


comandante. italiana e a alemã.

O soldado se tinha apresentado ao - Os jogadores brasileiros derrotaram as seleções


comandante. italiana e alemã.

LOJA DO CONCURSEIRO - 61
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

4. Casos particulares e) É proibido/é necessário/é bom/é preciso etc.


a) Anexo/obrigado/mesmo/incluso/quite/ leso Se, nessas expressões, o sujeito não vier antecipado
de artigo, tanto o verbo como o adjetivo ficam
Essas palavras são adjetivos. Devem, portanto,
invariáveis.
concordar com o nome a que se referem.
É proibido entrada.
Arquive os documentos anexos.
Pimenta é bom.
Muito obrigadas, disseram elas.
É preciso cautela.
Os documentos em anexo devem ser
arquivados. É necessário prudência.
As fotos estão inclusas no envelope.
Cometeu um crime de lesa-pátria. f) O mais... possível/ os mais possíveis
Nas expressões do tipo o mais...possível, o
menos...possível, a palavra possível concorda com o
b) Alerta/menos
artigo que indica a expressão.
São palavras invariáveis.
Encontrou argumentos os mais fáceis
Fiquem alerta. Há menos vagas possíveis.
aqui.

5. Silepse ou concordância ideológica


c) Só/sós/a sós
a) Silepse de gênero
A palavra só como adjetivo concordará em
Senhor prefeito, V.Ex.ª está equivocado.
número com o termo a que se refere. Como
advérbio, significa apenas, somente e é
invariável. A expressão a sós é invariável.
b) Silepse de número
Fiquei só.
A molecada corria pelas ruas e atiravam
Ficamos a sós. pedras nas vidraças.
Só eles ficaram.
c) Silepse de pessoa
d) Bastante/caro/barato/meio/longe Os brasileiros gostamos de futebol.
Quando funcionam como advérbios, essas
palavras são invariáveis. Quando funcionam
como adjetivos, pronomes adjetivos ou
numerais, concordam com o nome a que se
referem.
Trata-se de questões bastante difíceis.
Havia bastantes questões.
Essas casas custam caro.
As casas estão baratas.
Juliana parece meio esquisita.
Comprei meia fruta.
Nosso colégio fica longe daqui.
Já andamos por longes terras.

LOJA DO CONCURSEIRO - 62
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

CONCORDÂNCIA VERBAL 4. Sujeito composto de pessoas diferentes

1. Sujeito simples - a 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª.


Ex.: Eu, tu e ele faremos a proposta.
O verbo concorda com o sujeito em número e
pessoa.
- 2ª + 3ª = 2ª pessoa ou 3ª pessoa.
Ex.: Desapareceram no meio da mata os
Ex.: Tu e ele fareis o trabalho.
fugitivos.
Tu e Maria receberão a indenização.

2. Sujeito composto anteposto ao verbo


5. Sujeito representado por um coletivo.

a) O verbo vai para o plural:


a) Quando o sujeito é formado de um coletivo, o verbo
Ex.: A secretária e o diretor chegaram.
concorda com ele.
b) Admite-se também o verbo no singular:
Ex.: O cardume escapou da rede.
- Se os núcleos forem sinônimos.
Ex.: A sinceridade e a franqueza é uma virtude
b) Quando o sujeito é formado de um coletivo singular
rara.
seguido de adjunto adnominal plural, admitem-se
- Se os núcleos aparecerem em sequência duas concordâncias:
gradativa.
Ex.: O bando de andorinhas contrastava
Ex.: A solidão, a angústia levou meu amigo à (contrastavam) com o céu azul.
loucura.

6. Sujeito constituído de pronome de tratamento.


c) O verbo ficará no singular:
- Se os núcleos aparecerem resumidos por tudo,
O verbo vai para a 3ª pessoa.
nada, ninguém.
Ex.: Vossa Excelência entrou em casa.
Ex.: Papel, lápis, caneta, tudo era instrumento
de trabalho.
7. Sujeito constituído de nomes próprios que só têm
plural.

3. Sujeito composto posposto ao verbo


- Se o nome não for precedido de artigo, o verbo
fica no singular.
a) O verbo vai para o plural.
Ex.: Minas Gerais não possui mar.
Ex.: Cambaleavam na rua Romeu e Maria das
- Se o nome for precedido de artigo o verbo para o
Dores.
plural.
Ex.: As Minas Gerais produzem excelentes
b) Admite-se também a concordância do verbo escritores.
com o núcleo mais próximo.
OBS.: Quando se trata de títulos de obras, admite-se o
Ex.: Em um ano ocorreu a condenação do irmão plural ou o singular.
e a perda da esposa.
Ex.: Os Lusíadas são (é) um grande poema de
Camões.

LOJA DO CONCURSEIRO - 63
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

8. Sujeito constituído pelos pronomes relativos d) Mais de, menos de - o verbo concorda com o
que e quem. numeral que segue a expressão.
Ex.: Mais de um tenista representou o Brasil.
a) Se o sujeito for constituído pelo pronome e) A maior parte de (uma porção de, grande número
relativo que, o verbo concordará em número e de, a maioria de) verbo fica no singular ou plural.
pessoa com o antecedente desse pronome.
Ex.: A maioria dos casos ocorre aqui.
Ex.: Fui eu que paguei a conta.
f) Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós -
b) Se o sujeito for constituído pelo pronome admitem as seguintes concordâncias:
relativo quem o verbo irá para a 3ª pessoa do
- O verbo concorda com o pronome indefinido ou
singular ou concordará com o antecedente.
interrogativo, ficando na 3ª pessoa do plural.
Ex.: Fui eu quem pagou (paguei) a conta.
Ex.: Quais de vós são humildes?

9. Verbo com o pronome SE (apassivador).


- O verbo concorda com o pronome pessoal.
Quando o verbo for transitivo direto ou
Ex.: Quais de vós sois humildes?
transitivo direto e indireto aparece apassivado
pelo pronome SE, concorda com o sujeito.
Ex.: Analisou-se o plano de reforma agrária.
Entregou-se uma flor à mulher. 12. Verbo ser
a) com o sujeito e predicativo sendo nome de coisas, o
verbo ser concorda com o sujeito, se este for plural e
10. Verbo com o pronome SE (índice de
com o predicativo, se este for plural.
indeterminação do sujeito).
Ex.: Estas vaidades são o teu segredo.
O verbo fica na 3ª pessoa do singular quando a
indeterminação do sujeito é marcada pelo Tua vida são ilusões.
pronome SE com verbo transitivo indireto, verbo
intransitivo e verbo de ligação.
b) com o sujeito ou predicativo sendo nome de
Ex.: Precisa-se de homens corajosos. pessoas, o verbo ser concorda com o nome que se
Descansa-se muito aqui. refere a pessoas.
Ex.: Você é a alegria de sua mãe.
11. Sujeito formado por expressões. Suas preocupações era a filha.
a) Um ou outro - o verbo fica no singular.
Ex.: Um ou outro merece atenção.
c) na indicação de hora, data, distância, o verbo ser
concorda com o predicativo.
b) Um e outro, nem um nem outro, nem... nem... -
o verbo vai, de preferência, para o plural Ex.: É uma hora. São três horas.

Ex.: Um e outro esculpiam a madeira. É 15 de agosto.


São 15 de agosto.

c) Um dos que , uma das que - verbo singular ou


plural.
Ex.: Era uma das que mais brincava.

LOJA DO CONCURSEIRO - 64
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

13. Verbos impessoais REGÊNCIA VERBAL

Ficam sempre na 3ª pessoa do singular.


Regência Verbal é a relação de dependência que se
Principais verbos impessoais:
estabelece entre o verbo e o termo por ele regido.

a) haver no sentido de existir e indicando tempo.


Leia os exemplos:
Ex.: Havia alunos na escola.
Deve haver alunos na escola.
O professor ensina a matéria para o aluno.
Há três dias ele viajou.
  
Obs.: O verbo existir concorda com o sujeito.
verbo transitivo objeto direto objeto indireto
Ex.: Existem alunos na escola.
O professor ensina a matéria.
Devem existir alunos na escola.
 
verbo transitivo direto objeto direto
b) fazer indicando tempo e temperatura.
Ex.: Faz três dias hoje.
O professor ensina para o aluno.
Deve fazer três dias hoje.
 
Faz 30º em Belém.
verbo transitivo indireto objeto indireto
c) verbos que indicam fenômenos da natureza:
chover, trovejar, anoitecer, amanhecer, etc.
O professor ensina bem.
Ex.: Choveu ontem.
 
verbo intransitivo adjunto adverbial de modo
14. Haja vista

A palavra vista é invariável.


Em cada uma das frases acima, o verbo ensinar
Ex.: Haja vista os problemas.
apresenta uma regência diferente ligando-o aos seus
Hajam vista os problemas. complementos. Na última frase ele não pede
complemento, porque é intransitivo.
Dependendo da regência, os verbos podem
modificar o seu significado. Confira:
15. Verbos dar, soar e bater
Concordam com o número de horas.
1. agradar
Ex.: Soou uma hora.
 transitivo direto — contentar, mimar, acariciar:
Bateram cinco horas no relógio.
Agradou a namorada com um presente. / A mãe
agradava o filho no berço.
Obs.: Os verbos dar, soar e bater concordarão  transitivo indireto — satisfazer:
com o sujeito (relógio, sino, despertador...)
O grupo Legião Urbana agrada aos jovens.
Ex.: O relógio bateu cinco horas.

LOJA DO CONCURSEIRO - 65
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

2. aspirar  transitivo direto ou transitivo indireto —


denominar, apelidar (admite mais de uma
 transitivo direto — sorver, inalar, absorver:
construção, podendo vir ou não preposicionado):
Aspirou o perfume da rosa.
 transitivo indireto — desejar, almejar, Chamou-o covarde (transitivo direto).
ambicionar: Chamou-lhe covarde (transitivo indireto).
Ele aspirava ao cargo político. Chamou-o de covarde (transitivo direto).
* Com essa transitividade e significado, esse Chamou-lhe de covarde (transitivo indireto).
verbo não aceita o pronome lhe(s), mas apenas
as formas retas ele(s), ela(s), regidas de
preposição: A glória, muitos aspiram a ela.  transitivo indireto — invocar (seguido da preposição
por):
3. assistir Chamou por Deus naquele momento difícil.

 transitivo direto - socorrer, ajudar, prestar


assistência. 6. chegar
A enfermeira assistiu a criança.  intransitivo — atingir data ou local:
Chegou ao aeroporto atrasada.
 transitivo indireto - ver presenciar:
Os anjos assistiam ao jogo.  intransitivo — hesitar, ser suficiente:
* Com essa transitividade e significado, esse Chegou há poucos minutos.
verbo não aceita o pronome lhe(s), mas apenas
as formas retas ele(s), ela(s), regidas por
preposição: O filme é ótimo. Todos querem  transitivo direto e intransitivo — aproximar:
assistir a ele.
Cheguei-me a ele.
7. custar
 transitivo indireto - caber, competir:
 transitivo direto — valer:
Não lhe assiste este dever.
O carro custou quarenta mil reais.

 intransitivo - morar, residir:


 transitivo indireto — ser difícil. É conjugado como
O presidente assiste em Brasília. verbo reflexivo, na terceira pessoa do singular, e o
seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo:

4. atender Custou-me aceitar suas desculpas. (Neste caso,


constituiria erro dizer: Custei a aceitar suas
 transitivo direto — colher com atenção, acatar: desculpas.)
A recepcionista atendeu o cliente.
 transitivo indireto — considerar, dar atenção: 8. ensinar
Ela atendeu ao meu pedido.  intransitivo — doutrinar, pregar:
Júlio ensina na faculdade.
5. chamar
 transitivo direto — convocar:  transitivo direto — educar:
O juiz chamou o réu à sua presença. Nem todos ensinam as crianças.
LOJA DO CONCURSEIRO - 66
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

 transitivo direto e indireto — fazer conhecer,  transitivo indireto (como verbo pronominal) —
dar instrução sobre: inteirar-se, pôr-se a par:
Ensinou os exercícios ao colega. Informou-se das mudanças logo cedo.

9. esquecer 12. investir


Pode ter duas regências, no sentido de “não ter  transitivo indireto — atacar, arremeter:
lembrança ou memória”:
O touro investiu contra (ou para) o toureiro.

 transitivo direto — (não é pronominal):


 transitivo direto e indireto — empossar:
Ele esqueceu o dinheiro.
Investiram-no na função de gerente.

 transitivo indireto — (como verbo pronominal):


13. lembrar
Ele esqueceu-se do dinheiro.
No sentido de "ter lembrança ou memória”,
apresenta duas regências:
Atenção: O pronome pessoal átono se,
conjugado com o verbo, não tem função de
 transitivo direto (não pronominal):
objeto.
Lembrou o seu nome.
 transitivo indireto (pronominal):
10. implicar
Lembrou-se do seu nome.
 transitivo direto — embaraçar:
 transitivo direto e indireto — fazer recordar,
O vizinho implicou-o no caso.
advertir:
Lembrei a ela a data do exame.
 transitivo direto — causar, envolver:
Sua participação não implica nenhuma
 transitivo direto ou transitivo indireto — carecer,
consequência.
precisar:
Necessitava o seu apoio. / Necessitava de seu
 transitivo indireto — antipatizar: apoio.
O cliente implicou com o vendedor.
14. necessitar
11. informar  transitivo direto ou transitivo indireto — carecer,
 transitivo direto e indireto — dar precisar:
esclarecimentos: Necessitava o seu apoio. / Necessitava de seu
Informei-o sobre o curso. Ou apoio.

Informei-lhe o curso.
(Pode ser transitivo direto para pessoa e 15. obedecer/desobedecer
transitivo Indireto para coisa, ou vice-versa.)  transitivo indireto - submeter-se, cumprir ordens:
Obedecia a seus instintos. / Não desobedeça às leis
de trânsito.

LOJA DO CONCURSEIRO - 67
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

16. pagar 20. querer


 transitivo direto — saldar compromisso  transitivo direto — desejar:
(referindo-se em geral a coisas):
Quero o livro de Carlos Drummond.
Pagou as promissórias corretamente.
 transitivo indireto — remunerar (referindo-se,
 transitivo indireto — gostar, ter afeto:
normalmente, a pessoas):
O filho queria bem ao pai.
O lojista pagou ao funcionário.

21. responder
17. perdoar
 transitivo direto ou transitivo Indireto — dar
 transitivo direto — desculpar (referindo-se a
resposta:
pessoas):
O aluno já respondeu a questão. / A balconista
Perdoei a ofensa.
respondeu à cliente.
 transitivo indireto — conceder perdão
(referindo-se a pessoas):
22. visar
Perdoei ao garoto.
 transitivo direto — apontar ou pôr o visto:
O homem visou o pássaro. /A professora visa os
 transitivo direto e indireto — desculpar falta a cadernos.
alguém:
A mãe perdoou a mentira ao filho.
 transitivo indireto — desejar, pretender:
Todos visam ao reconhecimento de seus esforços.
18. precisar
 transitivo direto — indicar com certeza:
* Com essa transitividade e significado o verbo visar:
Ele precisou o lugar do encontro.
 transitivo indireto — ter necessidade:
a) não aceita o pronome lhe (s), mas apenas a formas
Os presos precisam de melhores condições de retas ele (s), ela(s), regidas de preposição: O mais
tratamento. importante era a aprovação. Todos visavam a ela.
b) quando seguido de verbo no infinitivo, pode ser
19. preferir empregado sem preposição:
 transitivo direto — ter preferência (sem sugerir O trabalho visava divulgar os cursos oferecidos pela
a escolha): empresa.
O menino preferia chocolate.
 ATENÇÃO
 transitivo direto e Indireto — ter preferência Não se devem misturar verbos cujas regências são
(sugerindo a escolha): diferentes:
O menino prefere chocolate a doce de leite. Ela procurou e pediu ao vendedor a nota fiscal.
O verbo procurar é transitivo direto, portanto a frase
correta é:
O verbo preferir não admite este tipo de
construção: Preferia mais vinho do que cerveja. Ela procurou o vendedor e pediu-lhe a nota fiscal.
O correto é: Preferia vinho a cerveja.

LOJA DO CONCURSEIRO - 68
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

REGÊNCIA NOMINAL 18. capaz (de) 56. ódio (a, contra, entre,
para com)
19. cego (a, para, por) 57. ojeriza (a, com, contra,
Muitos nomes (substantivos e adjetivos) por)
admitem mais de uma regência e, assim como 20. compaixão (de, para, 58. orgulhoso (com, de,
ocorre com certos verbos, o sentido de uma frase para com, por) em, por)
pode ser modificado com a simples troca da
preposição que acompanha o termo regente. 21. comum (a, entre) 59. peculiar (a, de)

Para orientá-lo, apresentamos a seguir uma 22. confiança (com, em) 60. predileção (para com,
breve relação de substantivos e adjetivos com suas por)
regências mais usuais. 23. conforme (a, com) 61. preferência (por,
sobre)

01. acostumado (a, com) 39. fecundo (de, em) 24. consideração (a, 62. preferível (a)
acerca de, a respeito de,
02. afável (a, com, para 40. fértil (de, em) de, sobre, com, por)
com)
25. contente (com, em, 63. pronto (a, em, para)
03. aflito (com, por) 41. fiel (a, em, para com) de, por)
04. alheio (a, de) 42. gosto (a, de, em, para, 26. contrário (a) 64. próprio (a, de, para)
por)
27. cruel (com, para, 65. próximo (a, de)
05. amor (a, para com, 43. habituado (a, com) para com)
por)
28. curioso (de, por) 66. relacionado (com)
06. ansioso (de, para, 44. horror (a, de, por)
por) 29. desejoso (de) 67. respeito (a, de, para
com, por)
07. antipatia (a, com, 45. hostil (a, contra, para
contra, por) com) 30. desprezo (a, de, 68. satisfeito (com, de, em,
para, para com, por) por)
08. apegado (a) 46. idêntico (a, em)
31. devoto (a, de) 69. simpatia (com, para
09. apto (a, para) 47. imune (a, de) com, por)
10. assíduo (a, em) 48. inclinação (a, por, para) 32. digno (de) 70. surdo (a)
11. atenção (a, com, 49. ingrato (a, com, para, 33. empenho (de, em, 71. suspeito (a, de)
para, para com, sobre) para com) por)
12. atencioso (a, com, 50. insensível (a) 34. equivalente (a, de) 72. último (a, de, em)
para com)
35. estima (a, de, por) 73. união (a, com, de,
13. atento (a, em) 51. intransigente (com, entre)
em)
36. fácil (a, de, em, para) 74. único (a, entre)
14. aversão (a, para, 52. inveja (a, de)
por) 37. fanático (de, por) 75. vazio (de)

15. avesso (a) 53. medo (a, de) 38. farto (de, em) 76. vizinho (a, com, de)

16. bom (a, com, de, 54. nocivo (a)


em, para, para com)
17. capacidade (de, 55. obediência, obediente
para) (a)

LOJA DO CONCURSEIRO - 69
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

CRASE NÃO PODEMOS USAR ACENTO GRAVE:


a) Diante de palavras masculinas.
Ex.: Vende-se a prazo.
É a fusão de dois sons idênticos.
Caminhamos a pé.

O acento indicador da crase é o acento grave (`)


b) Diante de verbo.
Ex.: Começou a chover.
Chegaram a falar.

O ACENTO GRAVE DEVE SER USADO:


c) Diante de pronomes pessoais.
Ex.: Obedeceu a mim.
a) Diante de palavras femininas definidas.
Disse a ele.
Ex.: Ele foi à aula.

d) Diante de pronomes de tratamento.


b) Em locuções femininas.
Ex.: Faço a V.S.ª este pedido.
Ex.: Saímos às escondidas.
Exceções: Senhora, Senhorita e Dona

c) Quando vierem subentendidas as expressões


e) Diante de palavras de sentido indefinido.
moda, moda de, maneira de.
Ex.: Matéria referente a pesquisas.
Ex.: Eles comeram tutu à mineira.

f) Com expressões formadas por palavras repetidas.


d) Diante de nomes de cidades que aceitem o
artigo feminino. Ex.: Ele ficou face a face diante do medo.
Ex.: Vamos à Itália.
g) Diante de artigo indefinido, pronome indefinido e
pronomes demonstrativos esta e essa.
e) Nas indicações de número de horas.
Ex.: Dirigiu-se a uma pessoa.
Ex.: Saímos às 10 horas.

CASOS FACULTATIVOS:
f) Diante das palavras casa, terra e distância
quando estiverem determinada. a) Diante de pronomes possessivos femininos.
Ex.: Vamos à casa de Fábio. Ex.: Ele fez referência a (à) sua irmã.
Ex.: Voltarei à terra de nossos antepassados.
Ex.: Fiquei à distância de dois metros. b) Depois da preposição até.
Ex.: Ele foi até a (à) janela.
g) Diante dos pronomes demonstrativos aquele(s),
aquela(s), aquilo. c) Diante de nomes próprios femininos de pessoa.
Ex.: Ele dirigiu-se àquele lugar. Ex.: Escrevi a (à) Cristina.

LOJA DO CONCURSEIRO - 70
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

EXERCÍCIOS d) Os textos I e II estão corretos; os empregos de há e a


apresentam, respectivamente, tempo decorrido e
tempo futuro.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO e) Os textos I e III possuem incorreções.

01. (VUNESP - 2014 - PC-SP - Médico legista) Leia a 02. (VUNESP - 2007 - UNIFESP - Vestibular) Considere o
manchete (Texto I), a faixa dos manifestantes texto e analise as três afirmações seguintes.
(Texto II) e a tirinha (Texto III).
Projeto de Campos está parado há 2 anos
Obra de presídio anunciada pelo governador de PE
como modelo de parceria público-privada já tem
problemas estruturais.
(Folha de S.Paulo, 10 jan. de 2014)

I. A frase Toda criança deve ser assistida quanto ao seu


direito à atenção e ao carinho dos adultos está correta
quanto aos sentidos propostos no texto e também
quanto à regência.
II. Deve-se interpretar a referência do pronome você
como criança, conforme sugerido pelo título do texto.
III. As duas orações que compõem as perguntas
De acordo com a norma-padrão da língua
estabelecem entre si relação de adversidade.
portuguesa, analise as afirmações e assinale a
alternativa correta.
a) O texto I está incorreto. Com a correção, seria: Está correto apenas o que se afirma em
Projeto de Campos está parado a dois anos.
a) I.
b) O texto III merece três correções: haverá
b) II.
momentos…, em que você terá… e de que o
mundo… . c) III.
c) O texto II está correto: ... obra paralisada a quase d) I e II.
2 anos. e) II e III.

LOJA DO CONCURSEIRO - 71
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

03. (VUNESP - 2014 - SAAE-SP - Auxiliar de 04. (VUNESP - 2014 - SAAE-SP - Auxiliar de Manutenção
Manutenção Geral) Geral)
Cidadania, essa raridade.
Todos deveríamos ser cidadãos. Desde o início O sistema educativo tem por missão preparar as
dos tempos. Mas, ainda hoje, se fosse possível pessoas para um papel social. É de fato no dia a dia, na
contar individualmente as pessoas deste planeta sua atividade profissional, cultural, de consumidor, que
que vivem na plenitude de seus direitos (civis, cada membro da coletividade deve assumir as suas
sociais, políticos), descobriríamos, estarrecidos, que responsabilidades em relação aos outros. Há, pois, que
o ser humano ainda não faz justiça à qualificação de preparar cada pessoa para esta participação,
“animal racional”. mostrando-lhe os seus direitos e deveres, mas também
desenvolvendo as suas competências sociais.
Definitivamente, a cidadania não está ao
alcance de todos, nem de quase todos. O que é (new.netica.org.br – Acesso em 04.04.2014 – Adaptado)
preciso para termos um mundo habitado só por
De acordo com o texto, as pessoas devem mostrar sua
cidadãos? Antes de mais nada, educação, um bem
responsabilidade em relação aos outros por meio
público, um dever do Estado. É a educação que vai
libertar o indivíduo da pré-história, tirando-o do a) da Constituição do país
atraso e da ignorância. Educado, o ser humano terá b) do apelo aos governantes.
pela frente um horizonte de conhecimentos que lhe
permitirá adquirir consciência de seus direitos c) de comportamentos raros.
fundamentais (e lutar por eles, para si e para os d) de ações cotidianas.
outros)
e) de reações imprevistas.
É preciso que o ser humano desperte para seus
direitos, faça valer o que está nas constituições,
porque é nelas que estão expressos esses direitos ACENTUAÇÃO GRÁFICA
humanos que não chegam a todos os cidadãos.
Nem tudo está perdido, porém. Bem ou mal,
aos trancos ou barrancos, o que se percebe no 05. (VUNESP - 2013 - Prefeitura de São Paulo - SP -
mundo é que a tal consciência da cidadania se Guarda Civil Metropolitano)
expande por todos os cantos, ampliando o território Na questão seguinte, assinale a alternativa com
dos direitos e garantias, seja através de ações ortografia e acentuação corretas.
isoladas, de ONGs e movimentos sociais e até
mesmo de participações governamentais. a) Descobri o fascínio do facebook, por meio de
compartilhamentos de opiniões. Vi-me submissa à tela.
Algum dia, cada indivíduo deste planeta terá se É uma relação inescapável.
tornado um cidadão. Resta saber quando será esse
dia no calendário da desigualdade social. b) Descobri o facínio do facebook, por meio de
compartilhamentos de opiniões. Vi-me subimissa à tela.
(Carlos Eduardo Novaes. Cidadania para É uma relação inescapavel.
Principiantes. 2012. Adaptado)
c) Descobri o facínio do facebook, por meio de
Assinale a alternativa em que a palavra destacada compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submiça à tela.
expressa sentido de tempo É uma relação inescapavel.
a) Mas, ainda hoje, se fosse possível contar... d) Descobri o fascinio do facebook, por meio de
b) ... se fosse possível contar individualmente as compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submissa à tela.
pessoas... É uma relação inescapavel.

c) ... porque é nelas que estão expressos esses e) Descobri o facinio do facebook, por meio de
direitos... compartilhamentos de opiniões. Vi-me submisa à tela. É
uma relação inescapável.
d) Nem tudo está perdido, porém
e) Resta saber quando será esse dia...

LOJA DO CONCURSEIRO - 72
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

06. (VUNESP - 2013 - Prefeitura de São Paulo - SP - determinam a acentuação das palavras destacadas no
Guarda Civil Metropolitano) Na questão seguinte, texto.
assinale a alternativa com ortografia e acentuação
a) Saída; mostrará; hífen.
corretas.
b) Comprá-la; político; nível.
a) Os cientistas são unanimes: fazem uma
advertênsia aos voluntários quanto aos impactos c) Ócio; fenômeno; inútil.
causados pelo uso ininterrupto das plataformas d) Dá-lo; anônima; estéril.
digitais.
e) Eólica; órfã; ninguém.
b) Os cientistas são unânimes: fazem uma
advertência aos voluntários quanto aos impactos
causados pelo uso ininterrupto das plataformas ORTOGRAFIA OFICIAL
digitais
c) Os cientistas são unânemes: fazem uma
advertencia aos voluntários quanto aos impactos 09. (VUNESP - 2013 - TJ-SP – Advogado)
causados pelo uso ininterrupito das plataformas
digitais.
A Polícia Militar prendeu, nesta semana, um homem de
d) Os cientistas são unânimes: fazem uma 37 anos, acusado de_______de drogas e________à avó
advertencia aos voluntários quanto aos impactos de 74 anos de idade. Ele foi preso em_______com uma
causados pelo uso inenterrupto das plataformas pequena quantidade de drogas no bairro Irapuá II, em
digitais Floriano, após várias denúncias de vizinhos. De acordo
e) Os cientistas são unânimes: fazem uma com o Comandante do 3.º BPM, o acusado era
advertencia aos voluntários quanto aos impactos conhecido na região pela atuação no crime.
causados pelo uso ininterrupto das plataformas
digitais.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas,
07. (VUNESP - 2013 - TJ-SP - Escrevente Técnico respectivamente, com:
Judiciário) Assinale a alternativa com as palavras
acentuadas segundo as regras de acentuação, a) tráfico … mal-tratos … flagrante
respectivamente, de intercâmbio e antropológico. b) tráfego … maltratos … fragrante
a) Distúrbio e acórdão. c) tráfego … maus-trato … flagrante
b) Máquina e jiló. d) tráfico … maus-tratos … flagrante
c) Alvará e Vândalo. e) tráfico … mau-trato … fragrante
d) Consciência e características.
e) Órgão e órfãs. 10 – (VUNESP - 2013 - TJ-SP - Escrevente Técnico
Judiciário)
08. (VUNESP - 2012 - TJ-SP - Assistente Social) Assinale a alternativa com as palavras acentuadas
Observe as palavras acentuadas, em destaque no segundo as regras de acentuação, respectivamente, de
seguinte texto: intercâmbio e antropológico.
A Itália empreende atualmente uma revolução a) Distúrbio e acórdão.
em sua indústria vinícola, apresentando
modernos e dinâmicos vinhos, não b) Máquina e jiló.
abandonando seu inigualável caráter c) Alvará e Vândalo.
gastronômico.
d) Consciência e características.
Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas,
e) Órgão e órfãs.
respectivamente, segundo as regras que

LOJA DO CONCURSEIRO - 73
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LÍNGUA PORTUGUESA

11. (VUNESP - 2013 - TJ-SP - Escrevente Técnico PONTUAÇÃO


Judiciário)
Assinale a alternativa que preenche, correta e
13 - (VUNESP - 2014 - SAAE-SP - Procurador Jurídico)
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de
Leia o texto para responder à questão.
acordo com a norma-padrão.
Novos tempos
Além disso, _______ certamente __________ entre
nós __________ do fenômeno da corrupção e das Não dá para afirmar que seja despropositada a
fraudes. decisão do Supremo Tribunal Federal de dar aos réus
todas as possibilidades recursais previstas em lei. O que
dá, sim, para discutir é se nosso marco legislativo não é
a) a … concenso … acerca absurdamente pródigo em recursos.
b) há … consenso … acerca Minha impressão é que, a exemplo do que
c) a … concenso … a cerca aconteceu coma medicina, o direito foi atropelado
pelos novos tempos e nem percebeu. Se, até algumas
d) a … consenso … há cerca décadas atrás, ainda dava para insistirem modelos que
e) há … consenço … a cerca procuravam máxima segurança, com médicos
conduzindo pessoalmente cada etapa dos processos
diagnóstico e terapêutico e com advogados podendo
apelar, agravar e embargar nas mais variadas fases do
julgamento, isso está deixando de ser viável num
12. (VUNESP - 2013 - TJ-SP - Médico clínico geral)
contexto em que se pretende oferecer medicina e
Assinale a alternativa que completa,
justiça para uma sociedade de massas.
respectivamente, as lacunas das frases, com sentido
coerente e atendendo às regras do português Aqui, seria preciso redesenhar os sistemas,
padrão. fazendo com que o cidadão só fosse para a Justiça ou
para o hospital quando alternativas que dessem conta
dos casos mais simples tivessem se esgotado. Não há
Muitos temem que as radiações eletromagnéticas razão, por exemplo, para que médicos prescrevam
possam___________ doenças a quem mora nas óculos para crianças ou para que divórcios e heranças
proximidades das antenas de celulares. não litigiosos passem por juízes e advogados.
Pacientes com câncer começam a se sentir mal É perfeitamente possível e desejável utilizar
quando entram na sala da quimioterapia, porque outros profissionais, como enfermeiros, tabeliães,
eles ______________a expectativa de sentir náusea notários e mediadores, para ajudar na difícil tarefa de
após a sessão. levar saúde e justiça para todos. A dificuldade aqui é
que, como ambos os sistemas são controlados muito de
A bula dos remédios alerta para os riscos que o
perto por entidades de classe com fortes poderes, que
tratamento_____________ traria aos pacientes.
resistem naturalmente a mudanças, reformas, quando
ocorrem, vêm a conta-gotas.
a) infringir … têm … possívelmente É preciso, entretanto, racionalizar os modelos,
b) infligir … têm … possivelmente retirando seus exageros, como a generosidade recursal
e a centralização no médico, mesmo sob o risco de
c) infligir … tem … possívelmente reduzir um pouco a segurança. Nada, afinal, é pior do
d) infringir … tem … possivelmente que a justiça que nunca chega ou a fila da cirurgia que
não anda.
e) infringir … têm … possivelmente
(Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br.
28.09.2013. Adaptado)
Releia o seguinte trecho do texto:

LOJA DO CONCURSEIRO - 74
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

É perfeitamente possível e desejável utilizar outros 15. (VUNESP - 2014 - SAAE-SP - Técnico em Informática)
profissionais (...), para ajudar na difícil tarefa de
levar saúde e justiça para todos.
Considerando--se as regras de concordância e de
colocação pronominal, segundo a norma -padrão da
língua portuguesa, o trecho apresenta sua reescrita
correta em:

a) É perfeitamente possível e desejável que sejam


desig-nado outros profissionais (...), para que se
dediquem à difícil tarefa de levar saúde e justiça
para todos.
b) É perfeitamente possível e desejável que sejam
desig-nado outros profissionais (...), para que
dediquem--se à difícil tarefa de levar saúde e justiça
para todos.
c) É perfeitamente possível e desejável que seja Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a
designado outros profissionais (...), para que se pontuação está correta em:
dediquem à difícil tarefa de levar saúde e justiça
para todos. a) Hagar disse, que não iria.

d) É perfeitamente possível e desejável que seja b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir,
designados outros profissionais (...), para que bifes e lagostas, aos vizinhos.
dediquem--se à difícil tarefa de levar saúde e justiça c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas:
para todos. para Hagar e Helga
e) É perfeitamente possível e desejável que sejam d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse,
desig-nados outros profissionais (...), para que se Hagar à Helga.
dediquem à difícil tarefa de levar saúde e justiça
e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos
para todos.
Stevensens, para jantar bifes e lagostas.

14. (VUNESP - 2014 - SAAE-SP - Auxiliar de


16. (VUNESP - 2014 - DESENVOLVESP – Advogado)
Manutenção Eletromecânica)
A ciência do humor
A pontuação está de acordo com a norma-padrão
da língua portuguesa em: Na média, nós rimos entre 15 e 20 vezes por dia.
Mas a variação entre indivíduos é grande. E não só
a) Há pessoas que, mesmo conhecendo seus
entre indivíduos. Mulheres riem mais do que homens,
direitos, não lutam por eles.
mas são piores contadoras de piadas. E, à medida que
b) Todos, deveriam ter consciência, do que é envelhecem, elas tendem a rir menos, o que não
cidadania. acontece com eles. Também preferimos (todos) rir à
c) Ser, cidadão, é ter direitos garantidos. tarde e no início da noite.
Um bom estoque de informações como essas, além
d) A educação deve conscientizar, sobre direitos, e
daquela que foi considerada a piada mais engraçada do
deveres.
mundo, está em Ha!: The Science of When We Laugh
e) Muitas ONGs, ajudam sempre que podem, os and Why (Ha!: a ciência de quando rimos e por quê), do
mais necessitados. neurocientista Scott Weems.
O livro é interessante sob vários aspectos. Além
das já referidas trivialidades, cujo valor é intrínseco,
Weems faz um bom apanhado de como andam os

LOJA DO CONCURSEIRO - 75
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

estudos do humor, campo que apenas engatinhava e) O cérebro aproveita, frequentemente essa confusão
30 anos atrás e hoje conta com sociedades e artigos para produzir, a partir da complexidade, ideias novas e
dedicados ao tema. criativas.
O que me chamou a atenção, entretanto, é que
o autor propõe um modelo um pouco diferente
para compreender o humor, que seria um CLASSES DE PALAVRAS
subproduto da forma como nosso cérebro processa
as dezenas de informações conflitantes que recebe
a cada instante. Embora nós gostemos de imaginar 17. (VUNESP - 2014 - PM-SP - Aluno Oficial) Leia a tira
que usamos a lógica para avaliar as evidências e para responder às questões
tirar uma conclusão, trabalhos neurocientíficos
sugerem que a mente é o resultado de uma
cacofonia de módulos e sistemas atuando em rede.
Vence aquele módulo que grita mais alto.
Frequentemente, o cérebro aproveita essa confusão
para, a partir da complexidade, produzir ideias
novas e criativas.
Quando essas ideias atendem a certos
requisitos como provocar surpresa e apresentar
algo que pareça, ainda que vagamente, uma solução
para o conflito, achamos graça e sentimos prazer,
que vem na forma de uma descarga de dopamina, o
mesmo neurotransmissor envolvido no vício em
drogas e no aprendizado.
Basicamente, o humor é o resultado inopinado
de nosso modo de lidar com ambiguidades e
complexidades.
(Hélio Schwartsman, Folha de S.Paulo,
13.04.2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase –
Frequentemente, o cérebro aproveita essa confusão
para, a partir da complexidade, produzir ideias No último quadrinho, a forma como se grafa o advérbio
novas e criativas. – permanece pontuada muito (muuuito) indica que a personagem pretende
corretamente, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa, após o deslocamento das
expressões em destaque. a) atenuar a graça contida na palavra.
a) O cérebro, frequentemente, aproveita essa b) aduzir sentido pejorativo à palavra.
confusão para produzir ideias novas e criativas a
c) marcar a ambiguidade na palavra.
partir da complexidade.
d) ironizar o sentido da palavra.
b) O cérebro frequentemente, aproveita essa
confusão para, produzir ideias novas e criativas, a e) intensificar o sentido da palavra.
partir da complexidade.
c) O cérebro, frequentemente aproveita essa
confusão para produzir, a partir da complexidade
ideias novas e criativas.
d) O cérebro aproveita frequentemente, essa
confusão para produzir a partir da complexidade,
ideias novas e criativas.

LOJA DO CONCURSEIRO - 76
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LÍNGUA PORTUGUESA

18. (VUNESP - 2012 - TJ-SP - Analista de Sistemas) 19. (VUNESP - 2011 - CODESP-SP - Guarda Portuário)
Teatro das ruas
Justiça absolve frentista acusado Há talentos dramáticos pelas ruas. Mais
precisamente pelas esquinas. Os intérpretes têm
de participação em furto
variados estilos, encarnam numerosos papéis. O
O juiz Luiz Fernando Migliori Prestes, da 22.ª Vara público-alvo é o dos automóveis que param nos sinais
Criminal Central da Capital, julgou improcedente vermelhos do trânsito.
ação penal proposta contra frentista acusado de
Os próprios artistas desenvolvem a maquiagem e
furto em seu local de trabalho.
o vestuário para as personagens que interpretam. Além
Segundo consta da denúncia, A. L. A. R. teria de figurinistas e maquiadores, são diretores, criadores
permitido que W. F. O., cliente do posto de gasolina, das falas e gestos.
usasse a máquina de cartões de crédito do local
De uns anos para cá, artistas circenses têm feito
para fazer saques, mesmo sabendo que o cartão era
concorrência aos de teatro. Apresentam números com
roubado. Ele afirmou que desconhecia a origem
toscos malabares ou bolinhas, acreditando oferecer
ilícita do cartão.
certa compensação pelos trocados que esperam
Ao ser interrogado, W. F. O. caiu em contradição receber.
quando perguntado sobre a quantia paga ao
Dos programas sociais brasileiros, o mais antigo,
funcionário para permitir as operações, fato que, no
o mais amplo, o mais visível não é um daqueles criados
entendimento do magistrado, tornou o conjunto
pelos governos.
probatório frágil para embasar uma condenação.
Seus beneficiários recebem a pensão pingada de
“Daí, insuficientes as provas produzidas para um
mão em mão, direto do contribuinte. É o Bolsa Esquina.
decreto condenatório ante a falta de demonstração
suficiente de que A. L. A. R. agiu com dolo, no que a (Ivan Ângelo, Veja, ago. 2009. Adaptado)
improcedência da ação penal se impõe.”

No trecho - Apresentam números com toscos


Com base nessa fundamentação, absolveu o malabares... - o adjetivo destacado pode ser
frentista da acusação de furto qualificado. substituído, sem alteração de sentido, por
O substantivo “frentista”, do título, está substituído a) rápidos.
na sequência do texto por
b) grosseiros.
c) impressionantes.
a) W. F. O; pelo substantivo “cliente”; pelo pronome
d) vagarosos.
“ele”
e) difíceis.
b) A. L. A. R.; pelo pronome “ele”; pelo substantivo
“funcionário”.
c) A. L. A. R.; pelo substantivo “cliente”; pelo 20. (VUNESP - 2014 - PRODEST-ES - Analista
pronome “ele”. Organizacional - Ciências Jurídicas)
d) A. L. A. R.; pelo pronome “ele”; pelo substantivo
“cliente”. O bonito, o sublime, o gostoso de Brasil X
e) W. F. O; pelo pronome “ele”; pelo substantivo Espanha foi a angústia. Nós sabemos que o martírio é
“cliente” que dá a um jogo, seja ele um clássico ou uma pelada,
um charme desesperador. Ora, a batalha com os
espanhóis teve todos os matadouros emocionais. Eis
uma partida que pôs em cada coração uma fluorescente
coroa de espinhos. Fomos, até o primeiro gol, 75
milhões de cristos.

LOJA DO CONCURSEIRO - 77
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Começou a batalha e cada brasileiro estava PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO


abraçado, atra-cado a seu radiozinho de pilha. Entre
21. (VUNESP - 2013 - PC-SP - Atendente de Necrotério
nós e a peleja erguiam-se os Andes, hieráticos e
Policial)
tristíssimos. Havia, por aqui, um certo pavor da
Espanha - velha pátria, constelada de feridas. O Praia Limpa
Brasil entrou mal, o Brasil entrou péssimo. Ou por Tecnologia alemã chega para ajudar a combater a
outra: - o Brasil, no primeiro tempo, não era o poluição nas praias brasileiras Beach Tech 2000, ideal
Brasil, era o anti-Brasil, a negação do Brasil. O para praias do tamanho de São Conrado, no Rio de
sujeito procurava o escrete e não encon-trava o Janeiro.
escrete.
A sujeira nas praias brasileiras é um problema
A Espanha triturava a seleção de ouro, que que parece sem solução. Mesmo com as campanhas de
não era mais de ouro, era de lata, era de zinco, sei conscientização feitas pelas prefeituras, a maioria das
lá. E só um homem, entre os brasileiros, continuava praias continua recebendo diariamente todo o tipo de
a ser o mesmo, eternamente o mes-mo: - Garrincha. detrito deixado por turistas. Sem contar os recentes
Sim, do primeiro ao último minuto, o Mané foi o acidentes com vazamentos de óleo, como o que
Mané. Passou como quis pelo García. Caçaram-no a ocorreu na Baía de Guanabara.
patadas, como uma ratazana. Mas ele ia passando, O recolhimento do lixo é feito em algumas praias
dir--se-ia um maravi-lhoso ser incorpóreo, os por garis, o que, além de demorado e caro, é
espanhóis o massacravam e Garrincha sobrevivia ao ineficiente, pois atinge apenas a superfície, deixando
próprio assassinato. para trás enormes quantidades de dejetos “escondidos”
Fora Garrincha, ninguém mais. Os negros na areia.
ornamentais, fol-clóricos, divinos, deixavam-se Esses dejetos enterrados vão contaminando
bater, miseravelmente. E todos sentimos que a continuamente a areia, causando várias doenças. Além
ausência de Pelé estava cravada no coração do dos aspectos ambientais e de saúde, praias limpas
Brasil. Faltava Pelé e o escrete murchava como um atraem mais turistas, mais empregos e mais renda para
balão japo-nês apagado. Amigos, durante os 45 a cidade.
minutos o fracasso do Brasil doeu mais, aqui, do Empresa alemã traz para o Brasil os
que a humilhação de Canudos. Cada um de nós equipamentos Beach Tech, os únicos realmente capazes
sentiu--se direta e pessoalmente degradado. de limpar a areia com rapidez, baixo custo e
confiabilidade. São capazes de limpar de 3.600 m2
(mais que um campo de futebol) a 30.000 m2 (mais que
Assinale a alternativa em que a colocação do toda a área ocupada pelo Maracanã) de praia por hora,
pronome destacado, na frase reescrita, está de atingindo qualquer substância a até 20 cm de
acordo com a norma padrão. profundidade. Com apenas uma pessoa operando, os
equipamentos Beach Tech deixam a areia plana e limpa.
a) … os espanhóis massacravam-no e Garrincha Voltados principalmente à limpeza noturna, para
sobrevi-via ao próprio assassinato. que a praia esteja limpa pela manhã, os equipamentos
operam com baixo nível de ruído.
b) Entre nós e a peleja ainda não erguiam--se os
Andes.
Na primeira frase do texto – A sujeira nas praias
c) O caçaram a patadas, como uma ratazana.
brasileiras é um problema que parece sem solução. – a
d) Mas ele ia passando, diria-se um maravilhoso ser preposição em destaque estabelece, entre as palavras,
incorpóreo. relação de:
e) Ninguém sentiu-se direta e pessoalmente a) ausência
degradado. b) meio.
c) direção.
d) causa
e) finalidade

LOJA DO CONCURSEIRO - 78
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

22. (FJG - RIO - 2014 - Câmara Municipal do Rio de 23. (VUNESP - 2011 - CODESP-SP - Guarda Portuário)
Janeiro - Assistente Técnico Legislativo)

... não se trata de miseráveis que não encontram outra


Detector de mentira por e-mail forma de sobreviver.
Cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados
Unidos, anunciaram no fim de fevereiro, início de
A preposição destacada estabelece relação de
março, ser capazes de identificar uma mentira
contada por e-mail. Analisando cinco características a) lugar.
de textos falaciosos, identificaram “pistas” que b) origem.
mentirosos deixam em textos escritos.
c) matéria.
Segundo os cientistas, a margem de acerto nos
testes é de cerca de 70%. Os conhecimentos podem d) posse.
ser condensados em um programa de computador e) finalidade.
disponível já a partir do próximo ano.
Textos falsos têm, por exemplo, 28% mais palavras
que textos verdadeiros, descobriram os cientistas.
Mas a ocorrência de frases casuais, que possam 24. (FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2014 - IF-SE - Técnico de
despertar ambiguidade, é bem menor nos Tecnologia da Informação)
verdadeiros que nos mentirosos. Mais detalhadas
que as verdades, mentiras são contadas por meio
Mentira e verdade
daquilo que os pesquisadores chamaram de
“expressões de sentido”, como “sentir”, “ver”, e Alguns estudiosos afirmam que a mercadoria mais
“tocar” - usadas para criar um cenário que nunca importante do mundo moderno é a informação.
existiu. Pensando bem, foi sempre mais ou menos assim. Quem
detinha a informação era poderoso - daí que a mídia foi
In: Revista Língua Portuguesa. Ano II, Número 18,
elevada a quarto poder, tese contra a qual sempre me
2007,página 9. Fragmento
manifestei, achando que a mídia é uma força, mas não
o poder.
A preposição existente em “identificar uma mentira Com a chegada da internet, suas imensas e inesperadas
contada por e-mail” relaciona dois termos e oportunidades, o monopólio da informação pulverizou-
estabelece entre eles determinada relação de se. Os jornais, creio eu, foram os primeiros a sentir o
sentido. Essa mesma ideia está presente em: golpe, os livros logo em seguida, havendo até a previsão
de que ele acabará na medida em que se limitar ao seu
atual desenho gráfico, que vem de Gutenberg.
a) As histórias que nascem por mãos humanas são
muitas vezes pura falsidade. Acontece que, mais cedo ou mais tarde, a mídia
impressa ficará dependente não dos seus quadros
b) A pesquisa reforçou o que já se sabia: na profissionais, de sua estrutura de captação das
internet, frequentemente, se vende gato por lebre. informações. Qualquer pessoa, a qualquer hora do dia
c) Consumiu-o por semanas a curiosidade de estar ou da noite, acessando blogs e sites individualizados,
cara a cara com sua amiga virtual. ficará por dentro do que acontece ou acontecerá.

d) Alguns deveriam ser severamente penalizados, Na atual crise que o país atravessa, a imprensa em
por inventarem indignidades na rede. muitas ocasiões foi caudatária do que os blogs
informavam duas, três vezes ao dia. Em termos de
amplidão, eles sempre ganharão de goleada da
imprensa escrita e falada.
O gigantismo da internet tem, porém, pés de barro.

LOJA DO CONCURSEIRO - 79
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

Se ganha no alcance, perde no poder de VOZES VERBAIS


concentração e análise. Qualquer pessoa,
medianamente informada ou sem informação
alguma, pode manter uma fonte de notícias ou 25. (FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2014 - IF-SE - Técnico de
comentários com responsabilidade zero, Tecnologia da Informação)
credibilidade zero, coerência zero.
Mentira e verdade
O mercado da informação, que formaria o poder no
Alguns estudiosos afirmam que a mercadoria mais
mundo moderno, em breve estará tão poluído, que
importante do mundo moderno é a informação.
dificilmente saberemos o que ainda não sabemos: o
Pensando bem, foi sempre mais ou menos assim.
que é mentira e o que é verdade.
Quem detinha a informação era poderoso - daí que
“...tese contra a qual sempre me manifestei...”; esse a mídia foi elevada a quarto poder, tese contra a qual
segmento do texto mostra uma oração adjetiva que sempre me manifestei, achando que a mídia é uma
é introduzida por uma preposição (contra), exigida força, mas não o poder.
pelo verbo “manifestar-se”.
Com a chegada da internet, suas imensas e
inesperadas oportunidades, o monopólio da informação
pulverizou-se. Os jornais, creio eu, foram os primeiros a
A alternativa a seguir em que foi empregada uma
sentir o golpe, os livros logo em seguida, havendo até a
preposição inadequada é:
previsão de que ele acabará na medida em que se
a) Os resultados a que visavam os projetos foram limitar ao seu atual desenho gráfico, que vem de
alcançados. Gutenberg.
b) Os temas de que todos falavam não eram os mais Acontece que, mais cedo ou mais tarde, a mídia
importantes. impressa ficará dependente não dos seus quadros
profissionais, de sua estrutura de captação das
c) As ferramentas com que se utilizavam os
informações. Qualquer pessoa, a qualquer hora do dia
operários desapareceram
ou da noite, acessando blogs e sites individualizados,
d) As crônicas a que se referiam os políticos tinham ficará por dentro do que acontece ou acontecerá.
sido esquecidas. Na atual crise que o país atravessa, a imprensa em
muitas ocasiões foi caudatária do que os blogs
informavam duas, três vezes ao dia. Em termos de
amplidão, eles sempre ganharão de goleada da
imprensa escrita e falada.
O gigantismo da internet tem, porém, pés de
barro. Se ganha no alcance, perde no poder de
concentração e análise. Qualquer pessoa,
medianamente informada ou sem informação alguma,
pode manter uma fonte de notícias ou comentários
com responsabilidade zero, credibilidade zero,
coerência zero.
O mercado da informação, que formaria o poder
no mundo moderno, em breve estará tão poluído, que
dificilmente saberemos o que ainda não sabemos: o
que é mentira e o que é verdade.

O segmento que exemplifica uma forma verbal da voz


passiva é:
a) “Quem detinha a informação era poderoso — daí que
a mídia foi elevada a quarto poder...”

LOJA DO CONCURSEIRO - 80
DETRAN
LÍNGUA PORTUGUESA

b) “Alguns estudiosos afirmam que a mercadoria Há muito tempo me deparei com o prefácio que
mais importante do mundo moderno é a um grande poeta, dos maiores do Brasil, escreveu para
informação”. um livrinho de poemas bem fraquinhos de uma jovem,
linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a
c) “... tese contra a qual sempre me manifestei,
moça como se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás,
achando que a mídia é uma força, mas não o
além de grande escritora era também linda). Não havia
poder”.
dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era
d) “Pensando bem, foi sempre mais ou menos prefaciando o poder de sedução da jovem, linda e nada
assim”. talentosa poetisa. Mas ele conseguiu inventar tantas
qualidades para os poemas da moça que o prefácio
acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação
de um grande gênio poético.
26. (FCC - 2014 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Analista (Aderbal Siqueira Justo, inédito)
Judiciário – Contabilidade)
Transpondo-se para a voz passiva a frase vou glosar
Da utilidade dos prefácios uma observação de Machado de Assis, a forma verbal
Li outro dia em algum lugar que os prefácios resultante deverá ser:
são textos inúteis, já que em 100% dos casos o a) terei glosado
prefaciador é convocado com o compromisso b) seria glosada
exclusivo de falar bem do autor e da obra em c) haverá de ser glosada
questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio ainda d) será glosada
aponta características evidentes do texto que virá, e) terá sido glosada
que o leitor poderia ter muito prazer em descobrir
sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio adianta
elementos da história a ser narrada (quando se 27. (VUNESP - 2014 - SEDUC-SP - Analista de Tecnologia
trata de ficção), ou antecipa estrofes inteiras da Informação)
(quando poesia), ou elenca os argumentos de base Leia os quadrinhos para responder
a serem desenvolvidos (quando estudos ou
ensaios). Quer dizer: mais do que inútil, o prefácio
seria um estraga-prazeres.
Pois vou na contramão dessa crítica mal-
humorada aos prefácios e prefaciadores, embora
concorde que muitas vezes ela proceda - o que não
justifica a generalização devastadora. Meu
argumento é simples e pessoal: em muitos livros
que li, a melhor coisa era o prefácio - fosse pelo
estilo do prefaciador, muito melhor do que o do
autor da obra, fosse pela consistência das ideias
defendidas, muito mais sólidas do que as expostas
no texto principal.
Há casos célebres de bibliografias que
indicam apenas o prefácio de uma obra, ficando
claro que o restante é desnecessário. E ninguém
controla a possibilidade, por exemplo, de o
prefaciador ser muito mais espirituoso e inteligente
do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como
Na voz passiva, a frase do primeiro quadrinho assume a
argumento final vou glosar uma observação de
seguinte redação:
Machado de Assis: quando o prefácio e o texto
principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o a) Um download ilegal de Jéssica jamais o havia feito.
segundo a vantagem de ser bem mais curto. b) Jamais se fez um download ilegal por Jéssica

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LÍNGUA PORTUGUESA

c) Um download ilegal jamais foi feito por Jéssica. b) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios =
Esse e outros desafios haverão de ser enfrentados por
d) Jamais um download ilegal tinha sido feito com
nós.
Jéssica.
c) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões
e) Um download ilegal a Jéssica jamais se faria
teriam sido dispensadas pela questão de gosto.
d) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As
28. (FCC - 2014 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista diferenças reais eram apagadas pelo autoritarismo.
Judiciário - Área Administrativa)
e) Os acomodados têm proclamado a servidão ao
Questão de gosto capricho = A servidão ao capricho tem sido proclamada
A expressão parece ter sido criada para pelos acomodados.
encerrar uma discussão. Quando alguém apela para
a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse:
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
“chega de conversa, inútil discutir”. A partir daí
nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo
possível.
TEXTO PARA AS DUAS PRÓXIMAS QUESTÕES:
“Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir
fanfarra de colégio.” Questão de gosto.
29. (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM - Auxiliar de
Levada a sério, radicalizada, a “questão de Motorista)
gosto” dispensa razões e argumentos, estanca o
A outra noite
discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite,
despoticamente a instância definitiva da mais rasa
uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui.
subjetividade. Gosto disso, e pronto, estamos
Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o
conversados. Ao interlocutor, para sempre
trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima,
desarmado, resta engolir em seco o gosto próprio,
além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e
impedido de argumentar. Afinal, gosto não se
que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas
discute.
de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma
Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a paisagem irreal.
morte, o silêncio vale a palavra, a ausência vale a Depois que o meu amigo desceu do carro, o
presença - tudo se relativiza ao infinito. Num mundo chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para
sem valores a definir, em que tudo dependa do mim:
gosto, não há lugar para uma razão ética, uma - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
definição de princípios, uma preocupação moral,
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
um empenho numa análise estética.
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e
O autoritarismo do gosto, tomado em sentido enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e
absoluto, apaga as diferenças reais e proclama a linda.
servidão ao capricho. Mas há quem goste das -Mas que coisa...
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para
de ponderar as nossas contradições. olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou
(Emiliano Barreira, inédito) guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser
aviador ou pensava em outra coisa.
Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO
houve a devida correspondência quanto ao tempo -Ora, sim senhor...
verbal na seguinte construção: E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse
um“boa noite” e um“muito obrigado ao senhor” tão
a) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito
Será que tais fórmulas ditatoriais serão apreciadas um presente de rei.
por ele?
(BRAGA, Rubem. Para gostar de ler, vol. 2,
crônicas. São Paulo, Ática.) Para gostar de ler

LOJA DO CONCURSEIRO - 82
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Assinale a opção em que o pronome oblíquo foi b) Os Estados Unidos são um país que não poupa-se o
corretamente colocado. governo de Barack Obama da agressividade da oposição
parlamentar
a) Ninguém avisou-me sobre isso.
c) Blogueiros e comentaristas brasileiros se valem de
b) Quem contou-te o que aconteceu? uma linguagem virulenta onde querem criticar o
c) A pessoa que ajudou-me era muito simpática. governo.
d) Quando nos viu, deu uma freada e parou. d) Tem-se a oposição no mundo virtual e no mundo
real: aquela, há tempos, se vinha caracterizando por um
e) Não aproxime-se do alambrado. relativo marasmo.
e) Nas semanas sufocantes deste verão, reservam-se
claros sinais de que a política terá novos tons que a
30. (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM - Auxiliar de
transformarão.
Motorista) Assinale a opção em que o pronome LHE
foi corretamente empregado.
a) O dono da oficina recebeu-lhe com educação. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
b) A atividade ilegal levara-lhe à prisão.
c) O cheiro de tinta contaminou-lhe. 32. (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM - Auxiliar de
d) Saiu do carro e abandonou-lhe na rua. Motorista)
e) O passageiro pagou-lhe a corrida. A outra noite
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite,
31. (VUNESP - 2014 - SEDUC-SP - Analista de uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui.
Tecnologia da Informação) Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o
Calor verbal trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima,
Diferentemente do que ocorre nos Estados além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e
Unidos, onde é notória a agressividade da oposição que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas
parlamentar ao governo de Barack Obama, o debate de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma
ideológico brasileiro tem se destacado por uma paisagem irreal.
singular dualidade de estilos. Depois que o meu amigo desceu do carro, o
No reino virtual da internet, blogueiros e chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para
comentaristas amiúde adotam uma linguagem de mim:
extrema virulência.
- O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
No mundo político real, entretanto, o sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
ambiente vinha se caracterizando há tempos por
um relativo marasmo. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e
enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e
As semanas sufocantes deste verão
linda.
acumulam, todavia – não tanto pela impaciência
com as condições meteorológicas, e bem mais pelo -Mas que coisa...
avançar do calendário eleitoral –, claros sinais de
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para
que se passa a apostar em novos tons de
olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou
beligerância política.
guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser
(Folha de S. Paulo, 13.02.2013. Adaptado) aviador ou pensava em outra coisa.
-Ora, sim senhor...
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego
de pronomes e à colocação pronominal. E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse
um“boa noite” e um“muito obrigado ao senhor” tão
a) Se vê uma dualidade de estilos no debate
sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito
ideológico brasileiro, cujo pode se diferenciar em
um presente de rei.
alguns aspectos do americano.
(BRAGA, Rubem. Para gostar de ler, vol. 2,
crônicas. São Paulo, Ática.) Para gostar de ler
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Qual das frases abaixo está correta quanto à a) Os gritos de dona Irene ecoaram alto e deixaram as
concordância verbal? pessoas atentas
a) Agora sou eu que escolhe o trajeto. b) Com o acontecido, dona Irene voltou para casa meia
amedrontada
b) Restaura-se pneus.
c) Devido à violência, há menas pessoas andando nas
c) Haviam garrafas vazias ao lado do poste.
ruas
d) Faz cinco dias que ele não aparece por aqui.
d) Dona Irene deu bastante gritos para chamar a
e) Falta cinco minutos para as dez. atenção das pessoas
e) Os ladrões, meio assustado, podem fazer coisas
33. (VUNESP - 2014 - PM-SP - Aluno Oficial) Leia a inimagináveis
tira para responder às questões
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL

35. (CESGRANRIO - 2007 - TCE-RO - Analista de


Sistemas)
É preciso voltar a gostar do Brasil
Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa
história, para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo
imperfeitamente, o enigma brasileiro. Já
independentes, continuamos a ser um animal muito
estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão
europeia, concebida desde o início para servir ao
mercado mundial, organizada em torno de um
escravismo prolongado e tardio, única monarquia em
um continente republicano, assentada em uma extensa
base territorial situada nos trópicos, com um povo em
processo de formação, sem um passado profundo onde
Considerando os sentidos expressos nas falas das pudesse ancorar sua identidade. Que futuro estaria
personagens, assinale a alternativa correta quanto à reservado para uma nação assim?
concordância. Durante muito tempo, as tentativas feitas para
a) Ela é meia humana e meia zebra, diferente dele. compreender esse enigma e constituir uma teoria do
Brasil foram, em larga medida, infrutíferas. Não
b) Humano e cavalo são duas metade que me
sabíamos fazer outra coisa senão copiar saberes da
compõe.
Europa (...) Enquanto o Brasil se olhou no espelho
c) Existe muitas diferenças entre nós. europeu só pôde construir uma imagem negativa e
pessimista de si mesmo, ao constatar sua óbvia
d) O meu amor e o seu sofre com nossas diferenças.
condição não-europeia.
e) É impossível os nossos sentimentos de amor.
Houve muitos esforços meritórios para superar
esse impasse. Porém, só na década de 1930, depois de
34. (VUNESP - 2014 - Fundacentro - Assistente em mais de cem anos de vida independente, começamos a
Ciência e Tecnologia) Assinale a alternativa correta puxar consistentemente o fio da nossa própria meada.
quanto à concordância nominal, segundo a norma- Devemos ao conservador Gilberto Freyre, em 1934,
padrão. com Casa-grande & Senzala, uma revolucionária
releitura do Brasil, visto a partir do complexo do açúcar

LOJA DO CONCURSEIRO - 84
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e à luz da moderna antropologia cultural, disciplina seríamos enfim levados a fundar a comunidade política,
que então apenas engatinhava. de modo a transformar, ao nosso modo, o homem
cordial em cidadão.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça,
realizando um tremendo resgate do papel O esforço desses pensadores deixou pontos de
civilizatório de negros e índios dentro da formação partida muito valiosos, mesmo que tenham descrito um
social brasileira. (...) país que, em parte, deixou de existir. O Brasil de
Gilberto Freyre girava em torno da família extensa da
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra
casa-grande, um espaço integrador dentro da
do Estado ou das demais instituições formais, todas
monumental desigualdade; o de Sérgio Buarque apenas
aqui muito fracas.
iniciava a aventura de uma urbanização que prometia
Foi obra da família patriarcal, em torno da associar-se a modernidade e cidadania.
qual se constituiu um modo de vida completo e
BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos. Ano X,
específico. (...)
no 111. jun. 2006. (adaptado)
Nada escapa ao abrangente olhar
investigativo do antropólogo: comidas, lendas,
roupas, cores, odores, festas, canções, arquitetura, Assinale a opção em que há uso INADEQUADO da
sexualidade, superstições, costumes, ferramentas e regência verbal, segundo a norma culta da língua.
técnicas, palavras e expressões de linguagem. (...)
Ela (a singularidade da experiência brasileira) não se
encontrava na política nem na economia, muito a) É interessante a obra de Freyre com a qual a de
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava- Sérgio Buarque compõe uma dupla magistral.
se na cultura, obra coletiva de gerações anônimas. b) É necessário ler estes livros nos quais nos vemos
(...) caracterizados.
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos c) Chico Buarque, por quem os brasileiros têm grande
depois, com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - admiração, é filho de Sérgio Buarque.
"clássico de nascença", nas palavras de Antônio
Cândido - que tentava compreender como uma d) É tão bom escritor que não vejo alguém de quem ele
sociedade rural, de raízes ibéricas, experimentaria o possa se comparar.
inevitável trânsito para a modernidade urbana e e) Valoriza-se, sobretudo, aquele livro sob cujas leis as
"americana" do século 20. Ao contrário do pessoas traçam suas vidas.
pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que
estava se desfazendo, mas tampouco acreditava na
eficácia das vias autoritárias, em voga na década de
36. (FUMARC - 2010 - CEMIG-TELECOM - Advogado
1930, que prometiam acelerar a modernização pelo
Júnior)
alto.
A mudança na regência verbal NÃO implica mudança de
Observa o tempo secular da história.
sentido em:
Considera a modernização um processo. Também
busca a singularidade do processo brasileiro, mas a) O nome do funcionário não constou do relatório de
com olhar sociológico: somos uma sociedade atividades.
transplantada, mas nacional, com características
O nome do funcionário não constou no relatório de
próprias. (...)
atividades.
Anuncia que "a nossa revolução" está em
marcha, com a dissolução do complexo ibérico de
base rural e a emergência de um novo ator decisivo, b) Segundo o chefe do cerimonial, poucos convidados
as massas urbanas. beberam o vinho.
Crescentemente numerosas, libertadas da Segundo o chefe do cerimonial, poucos convidados
tutela dos senhores locais, elas não mais seriam beberam do vinho.
demandantes de favores, mas de direitos. No lugar
da comunidade doméstica, patriarcal e privada,
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c) Conforme se comprovou posteriormente, os dois CRASE


rapazes visavam os cheques.
Conforme se comprovou posteriormente, os dois
39. (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM - Auxiliar de
rapazes visavam aos cheques.
Motorista)
A outra noite
d) Durante a mesa-redonda, falou com colegas do
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite,
curso de Engenharia.
uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui.
Durante a mesa-redonda, falou a colegas do Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o
curso de Engenharia. trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima,
além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e
que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas
de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma
37. (CAIP-IMES - 2013 - UNIFESP - Assistente em paisagem irreal.
Administração) Depois que o meu amigo desceu do carro, o
A regência verbal não está correta somente na chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para
alternativa: mim:

a) Não me custa lutar por uma boa causa. - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir
sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
b) O Código de Trânsito, que poucos motoristas
obedecem, deveria ser mais divulgado. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e
enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e
c) Houve muitos debates entre os concorrentes, linda.
antes de tomarem uma decisão.
-Mas que coisa...
d) O advogado do casal, primeiramente, inteirou-se
dos fatos. Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para
olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou
guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser
aviador ou pensava em outra coisa.
38. (IBFC - 2013 - SEAP-DF - Professor – Sociologia) -Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse
um “boa noite” e um“ muito obrigado ao senhor” tão
Leia as sentenças abaixo:
sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito
I. Obedeça os seus avós, menino! um presente de rei.
II. Amélia, aspire ao pó direito! (BRAGA, Rubem. Para gostar de ler, vol. 2,
crônicas. São Paulo, Ática.) Para gostar de ler.
III. Estudo implica em concentração.

Apenas uma das frases abaixo está correta quanto à


As afirmativas que apresentam erro quanto à colocação do acento indicativo de crase. Assinale-a.
regência verbal são:

a) O rapaz foi levado à presença do diretor.


a) I e II, apenas.
b) Ele preferiu voltar para casa à pé.
b) II e III, apenas.
c) Os dois motoristas infratores ficaram frente à frente.
c) I e III, apenas.
d) Chegamos à um cruzamento e paramos o veículo.
d) I, II e III.
e) Ele começou à perceber que não tinha razão.

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40. (VUNESP - 2014 - SAAE-SP – Biólogo)


Leia o texto para responder à questão.

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e


do Adolescente, ligado______Presidência da
República, aprovou resolução que, na prática,
proíbe propaganda voltada___________menores
de idade no Brasil. O texto, que o órgão considera
ter força de lei, torna abusivo o direcionamento de
publicidade___________esse público,
com________intenção de persuadi-­lo “para o
consumo de qualquer produto ou serviço”.
(http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em
24.03.2014. Adaptado)

Considerando--se o uso do acento indicativo de


crase, de acordo com a norma--padrão da língua
portuguesa, as lacunas do texto devem ser
preenchidas, respectivamente, com:
a) a ... à ... à ... à
b) à ... a ... a ... a
c) a ... à ... a ... à
d) à ... a ... à ... a
e) à ... a ... à ... à

GABARITO

01. B 11. B 21. A 31. E


02. D 12. B 22. A 32. D
03. E 13. E 23. E 33. A
04. D 14. A 24. C 34. A
05. A 15. E 25. A 35. D
06. B 16. A 26. D 36. A
07. D 17. E 27. C 37. B
08. C 18. B 28. C 38. D
09. D 19. B 29. D 39. A
10. D 20. A 30. E 40. B

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