Você está na página 1de 15

Exercício

EQUAÇÃO DIFERENCIAL PARCIAL


PROBLEMA UNIDIMENSIONAL TRANSIENTE
T  2T
c K 2
t x TA t

TB
T (t  0, x)  T0 Condição inicial
T0
T (t , x  0)  TA Condições de contorno
x
T (t , x  L)  TB
T (t , x)  ?
Ti , j
t   j  1t j
Ti , j
t  t j2
Ponto i Tempo j
t 0 j 1
1 2 i 1 i i 1 N 1 N
 2T Ti 1  2Ti  Ti 1
Discretização no espaço: 
x 2 i x 2
Equação diferencial deve ser satisfeita em todos os pontos i :
dTi k Ti 1  2Ti  Ti 1
 ; i  2,  , N  1
dt c x 2
T1  TA
TN  TB
Uma vez discretizada as derivadas em relação a x, obtém-se um
sistema de equações diferenciais ordinárias em t (prob. de valor inicial):

T1  TA
 dT k T3  2T2  T1
 2 
 dt c x 2 Incógnitas do problema:
 dT k T4  2T3  T2

3
 T1 (t ) , T2 (t ) ,  , TN (t )
 dt c x 2

T  T
 N B


Ti , j
Método Explícito
Ponto i Tempo j

dTi Ti , j 1  T1, j k Ti 1, j  2Ti , j  Ti 1, j


  ; i  2,  , N  1
dt t c x 2
Lado direito da EDO avaliada no instante anterior

t k
Ti , j 1  Ti , j 
x 2 c
Ti1, j  2Ti, j  Ti1, j ; i  2,, N  1

Quando um método explícito é usado, as temperaturas em todos os pontos i


no intante j+1 são calculadas diretamente em função das temperaturas nos
pontos i no instante j, conhecidas.
t k 1 1 k
O método de Euler explícito é instável se   t  x 2
x c 2
2
2 c

O passo de tempo tem que ser muito pequeno e função da discretização em x


Exemplo usando Excel:

dT d 2T
c K 2 k
dt dx  1 ; L  1 ; x  0.1
T (t  0, x)  T0 c
T (t , x  0)  TA T0  0 ; TA  2 ; TB  1
T (t , x  L)  TB
t k
Ti , j 1  Ti , j 
x 2 c
Ti1, j  2Ti, j  Ti1, j ; i  2,, N  1

Planilha do
Microsoft Excel

10
k
 1 ; x  0.1 ; t  0.01 8 t=0

c 6
t=0.03
t=0.05
t k 1
1 4

x c
2
2 2
T

0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
-2

-4

-6
x

k
 1 ; x  0.1 ; t  0.005 2.5

c 2
t=0
t=0.15

t k 1 t=0.025

x 2 c 2
1.5
T

0.5

0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
x
t=0
2.5
Solução em regime permanente t=0.15
t=0.025
2
t=0.1
t=0.15
1.5 t=0.4
T

0.5

0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
x

Ti , j
Método Implícito
Ponto i Tempo j

dTi Ti , j 1  Ti , j k Ti 1, j 1  2Ti , j 1  Ti 1, j 1


  ; i  2,  , N  1
dt t c x 2
Lado direito da EDO avaliada no instante atual

Conhecida as temperaturas no instante j,


deseja-se determinar as temperaturas no instante j+1.

T1, j 1  TA
 k 1   1 k 2   k 1  1
  
2 
T      
 t c x 2 T     
 c x 2 T    Ti , j ;
  
i 1, j 1 i , j 1 i 1, j 1
 c x      t
i  2,  , N  1
TN , j 1  TB

Sistema de equações linear.


Para cada instante de tempo, deve-se resolver um sistema de equações linear.

Ax  f
Matriz dos coeficientes Função das temperaturas no instante anterior

Vetor com as temperaturas em todos os nós no


instante atual.
Dt = 0,0001
Tfinal = 0,01
101 nos

Exercício
Nx = 201 DT = 0,01 T = 50

Nx = 201 DT = 0,01 T = 200


Exercício
Nx = 101 NT = 100

Nx = 101 NT = 500

Nx = 101 NT = 1000

Nx = 101 NT = 5000
PROBLEMA BIDIMENSIONAL EM REGIME PERMANENTE
Parede isolada
 2T  2T
 0
x 2 y 2
T ( x  0, y )  TA
T ( x  L, y )  TB T ( x, y )  ? TA TB
T ( x, y  0)  TC
T
( x, y  L )  0
y
TC
Ny
Ti , j
j 1
j Coord x Coord y
j 1

j 1
i 1 i 1 i i 1 Nx

(i, j  1)
 2T Ti 1, j  2Ti , j  Ti 1, j

(i  1, j ) (i, j ) (i  1, j ) x 2 i, j
x 2
 2T Ti , j 1  2Ti , j  Ti , j 1

(i, j  1) y 2 i, j
y 2

i  2,  , Nx  1
Equação algébrica resultante no ponto (i,,j) :
j  2,  Ny  1

 1   1   1   1   1 1 
 2 Ti 1, j   2 Ti 1, j   2 Ti , j 1   2 Ti , j 1  2 2  2 Ti , j  0
 x   x   y   y   x y 

Condições de contorno:

T1, j  TA ; j  1,  , Ny
TNx , j  TB ; j  1, , Ny
Ti ,1  TC ; i  2,  , Nx  1
Ti , Ny  Ti , Ny 1  0 ; i  2,  , Nx  1
As equações algébricas devem ser escritas em forma matricial

Ax  f
Matriz dos coeficientes Termo independente

T1  T1,1 
T  T 
 2 1, 2 
Vetor com as temperaturas em todos os nós. 
x  T3  T1,3 
 
 
TNx Ny  TNx , Ny 
 

As incógnitas do problema devem ser numeradas de forma sequencial


para escrevermos o sistema de equações em forma matrical.

Exemplo de uma numeração sequencial:


T1  T1,1
5 25
10 T2  T1, 2

4 24
9 TNy  T1, Ny
(i, j ) TNy 1  T2,1
3 23
8 13 
2 22 T( i 1) Ny  j  Ti , j
7

1 21 TNx Ny  TNx , Ny
6

Seguindo esta regra, a numeração sequencial do nó (i,j) é dada por:

i-1 colunas de nós a esquerda do nó (i,j) ; cada coluna possui Ny nós:

(i, j )  (i  1)  Ny  j


Número de nós nas colunas anteriores Número de nós na coluna i


Equação relativa ao nó # 8: T8  T2,3

 1   1   1   1   1 1 
 2 T3,3   2 T1,3   2 T2, 4   2 T2, 2  2 2  2 T2,3  0
 x   x   y   y   x y 

 1   1   1   1   1 1 
 2 T13   2 T3   2 T9   2 T7  2 2  2 T8  0
 x   x   y   y   x y 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14  25
A
Linha 8 0 0 A 0 0 0 B C B 0 0 0 A 0  0

Matrix é pentadiagonal
T ( x  0, y )  TA  10
T ( x  L, y )  TB  0
T ( x, y  0)  TC  5
T
( x, y  L )  0
y

Exercício