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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
O QUE É O ESTADO?
ESTADO? O QUE É O DIREITO?
DIREITO?

.b
O Estado é a sociedade politicamente organizada, Direito é o regramento da conduta,
conduta estabelecido em
formada por um povo,
povo fixado num territó
território,
rio com um normas,
normas cuja imposição é feita pelo Estado e por este

m
poder soberano e tendo por finalidade o bem comum. é assegurado o cumprimento, tendo como finalidade

o
possibilitar a convivência dos homens em sociedade,
sociedade
Povo é o elemento humano do Estado, formado por
impondo-lhes limites em sua liberdade individual, para

c
aqueles que têm o vínculo jurídico da nacionalidade;

.
que seja assegurada a liberdade de todos.

l
Território é a área sobre a qual o Estado exerce a
Territó
Em suma, Direito é o conjunto de normas emanadas
soberania;

a
do Estado (normas jurídicas) para viabilizar a vida em
Soberania significa poder político independente e sociedade, regulando as relações jurídicas entre as

u
supremo.
supremo Independente porque o Estado, no âmbito pessoas privadas (relações horizontais) e entre elas e

t
internacional, não está subordinado a ninguém. o próprio Estado (relações verticais).

ir
Supremo porque, internamente, possui o “poder de
império”, ou seja, a faculdade de impor sua vontade, “Não há sociedade sem Direito”
Direito

v
através da força, se necessária, independente da
“Não há Direito sem sociedade”
sociedade

o
vontade do cidadão em particular.

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cu
O QUE É O DIREITO CONSTITUCIONAL?
CONSTITUCIONAL? CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

n
O verdadeiro sentido da Constituição é tema de grandes estudos e
O Direito Constitucional é o estudo metódico da Constituição
controvérsias no Direito. Ilustres autores defendem concepções

o
do Estado, da sua estrutura institucional político-jurídica distintas de Constituição, a saber:
(Afonso Arinos de Melo Franco)

.c
1. Constituição em sentido sociológico:
Ferdinand Lassalle, em seu livro "Qué es una Constitución?" defende o
É o conhecimento sistematizado das regras jurídicas relativas à sentido sociológico ao afirmar que uma Constituição só seria legítima a partir

w
forma do Estado, à forma do governo, ao modo de aquisição e do momento que o texto desta representasse o resultado da realidade social
exercício do poder, ao estabelecimento de seus órgãos e aos do País, das forças que imperam na sociedade, em determinado momento
limites de sua ação. (Manoel Gonçalves Ferreira Filho) histórico, seja, a Constituição real e efetiva de um país é a soma dos fatores

w
reais do poder que regem uma nação.
No seu contexto social (Prússia, em 1863), incluíam-se nos fatores reais de

w
Ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os poder a Monarquia, o Exército, a Aristocracia, a Grande Burguesia, os
princípios e normas fundamentais do Estado. Como esses Banqueiros, as Organizações dos Funcionários Públicos, a Pequena
princípios e normas fundamentais do Estado compõem o Burguesia e a Classe Operária, entre outros.
conteúdo das constituições (Direito Constitucional Objetivo), Esses fatores reais de poder que atuam no seio de cada sociedade são uma
pode-se afirmar (...) que o Direito Constitucional é a ciência força ativa e eficaz que informa todas as leis e instituições jurídicas vigentes,
determinando que não possam ser, em substância, a não ser tal como elas
normativa das constituições. (José Afonso da Silva)
são.

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DIREITO CONSTITUCIONAL

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CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

.b
1. Constituição em sentido sociológico (continuação): 1.1. Teoria da força normativa da Constituição – Konrad Hesse:

m
Assim, juntando-se esses fatores reais do poder e escrevendo-os em uma O sentido sociológico da Constituição como uma folha de papel, cuja
folha de papel eles adquirem expressão escrita, passando a ser verdadeiro verdadeira característica está na organização dos fatores reais do poder em
direito, que é a Constituição escrita.

o
uma dada sociedade, contrasta com a visão da força normativa da
Lassalle considera um erro julgar que a Constituição é prerrogativa dos Constituição, segundo a qual a Constituição não pode submeter-se à vontade

c
tempos modernos – como consideram muitos autores ao citarem a dos poderes constituídos e ao império dos fatos e das circunstâncias. A

.
Constituição Americana (1787) e a Constituição Francesa (1791) como as Constituição espraia sua força normativa por sobre o ordenamento jurídico, e

l
primeiras da história – pois uma Constituição real e efetiva todos os países todos os atos estatais que com ela contrastem expõem-se à censura jurídica
sempre possuíram e possuirão. A diferença, nos tempos modernos não são as do Poder Judiciário.

a
constituições reais e efetivas, mas sim as constituições escritas, as “folhas de
papel”. Para Konrad Hesse, as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas
em seu condicionamento recíproco. A norma constitucional não tem

u
O jurista ressalta que os critérios fundamentais que devemos sempre lembrar existência autônoma em face da realidade, e a constituição não configura

t
é que uma constituição escrita é boa e duradoura quando corresponder à apenas a expressão de um ser, mas também de um dever ser. Assim, para ser

ir
constituição real e tiver suas raízes nos fatores do poder que regem o país. aplicável, a constituição deve ser conexa à realidade jurídica, social, política;
Onde a constituição escrita não corresponder fielmente à real, irrompe no entanto, ela não é apenas determinada pela realidade social, mas também
inevitavelmente um conflito de poder que é impossível evitar e no qual, mais determinante desta.

v
dia menos dia, a constituição escrita, a folha de papel, sucumbirá
necessariamente, perante a constituição real, a das verdadeiras forças vitais

o
do país.

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CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

n
2. Constituição em sentido político: 3. Constituição em sentido jurídico:

o
A concepção política da Constituição foi formulada pelo jurista alemão Hans Kelsen apresenta, na sua obra Teoria Pura do Direito (1934), a visão
Carl Schmitt (1928). Para ele a Constituição é uma decisão política

.c
racional do direito, uma concepção de ciência jurídica com a qual
fundamental, decisão sobre o modo e forma de existência da unidade aspirava à objetividade e exatidão. Para o jurista, Direito e ética são
política, manifestada pelo titular do poder constituinte. A Constituição domínios heterogêneos e não se confundem, isto é, a legitimidade e a
deve tratar apenas dos temas fundamentais de estruturação e validade de uma norma jurídica positivada são totalmente independentes

w
organização do Estado e dos seus elementos, tais como a forma de de sua aquiescência pelo sistema de moral vigente. Portanto, na
Estado e de governo, o sistema e regime de governo, os princípios e concepção de Kelsen, a preocupação era com a norma, estudada a partir
direitos fundamentais e a estrutura do Estado; já que apenas esses de uma perspectiva pura (mundo do dever-ser) e não com valores

w
assuntos dizem respeito à decisão política fundamental. As demais sociológicos, políticos, filosóficos (mundo do ser).
normas que tratem de assuntos estranhos a esses temas, mas que se
encontrem incluídas no texto constitucional, são apenas leis Kelsen descreve a existência de dois planos distintos dentro do sentido

w
constitucionais, porém não fazem parte da Constituição em si. jurídico. São eles: (a) sentido lógico-jurídico; (b) sentido jurídico-positivo.

Esse teórico faz, portanto, uma distinção entre Constituição e leis Em sentido lógico-jurídico, Constituição significa a norma fundamental
constitucionais. Enquanto aquela contém normas formal e materialmente hipotética situando-se em nível do suposto, do hipotético, eis que não
constitucionais, estas apenas são constitucionais do ponto de vista editada por nenhum ato de autoridade. A finalidade desse conceito é
formal, mas não sob o aspecto material, substancial. servir de fundamento de validade para a criação das normas
constitucionais positivas.

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CONCEPÇ
CONCEPÇÕES DE CONSTITUIÇ
CONCEPÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

.b
3. Constituição em sentido jurídico (continuação): Ö quanto ao materiais
Ö quanto à sintéticas
conteúdo formais

m
extensão analíticas
Em sentido jurídico-positivo, Constituição corresponde à norma positiva
suprema, caracterizada por um conteúdo de normas postas, positivadas. Ö quanto à

o
escritas
Baseado nesse sentido Kelsen apresentava graficamente a ordem forma não escritas garantia
jurídica como uma pirâmide em cujo ápice situa-se a Constituição, ou

c
seja, para ele o direito apresenta um verdadeiro escalonamento de
Ö quanto à balanço

.
Ö quanto ao finalidade

l
normas, uma estabelecendo o fundamento de validade de outra, numa dogmáticas dirigente
verticalidade hierárquica. A norma, de hierarquia inferior, procura o seu modo de
históricas
elaboração

a
fundamento de validade na norma superior e esta na seguinte, até
chegar-se à Constituição, que irá impor regras processuais ou normativa
Ö quanto à

u
substanciais que tem de ser seguidas na elaboração de normas e na Ö quanto à promulgadas nominal
prática de atos que integrem o Direito. efetividade

t
origem outorgadas semântica

ir
Este teoria é em grande parte adota no Brasil, principalmente no que diz imutáveis
Ö quanto à rígidas Ö quanto à ortodoxa

v
respeito à supremacia da Constituição sobre as demais normas.
estabilidade flexíveis ideologia eclética

o
semi-rígidas

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

n
Ö Quanto ao conteúdo ÖQuanto ao modo de elaboração

o
• Constituição material consiste no conjunto de regras materialmente
constitucionais (as que regulam a estrutura do Estado, a organização de seus • Constituição dogmática é a elaborada por um órgão constituinte, e

.c
órgãos e os direitos fundamentais), estejam ou não codificadas em um único sistematiza os princípios ou idéias fundamentais da teoria política e do direito
documento. dominante no momento.

• Constituição formal é aquela consubstanciada de forma escrita, por meio de • Constituição histórica (costumeira) é fruto da lenta e contínua síntese da
um documento solene estabelecido pelo poder constituinte originário.

w
História e tradições de um determinado povo.
Ö Quanto à forma

w
• Constituição escrita é o conjunto de regras codificado e sistematizado em Ö Quanto à origem
um único documento, elaborado por um órgão constituinte, que trata de todas
as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado, a • Constituição promulgada (popular, democrática) é a que deriva do trabalho

w
organização dos poderes constituídos, seu modo de exercício e limites de de uma Assembléia Constituinte composta de representantes do povo, eleitos
atuação e os direitos fundamentais. A Constituição escrita, portanto, é o mais com a finalidade de sua elaboração (CF de 1891, 1934, 1946 e 1988).
alto estatuto jurídico de determinada comunidade, caracterizando-se por ser a
lei fundamental de uma sociedade. • Constituição outorgada é a elaborada e estabelecida sem a participação
• Constituição não escrita é o conjunto de regras que não constam de um popular, através de imposição do poder da época (CF 1824, 1937, 1967 e 1969).
documento único e solene. É baseada em leis esparsas, costumes,
jurisprudência e convenções (exemplo: Constituição Inglesa).

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DIREITO CONSTITUCIONAL

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO

.b
ÖQuanto à estabilidade ÖQuanto à finalidade
• Constituição imutável é a aquela onde se veda qualquer alteração,

m
constituindo-se relíquias históricas. • Constituição-garantia objetiva principalmente assegurar os direitos, as
garantias e as liberdades fundamentais já conquistados por uma sociedade, e

o
• Constituição rígida é a constituição escrita que somente poderá ser alterada
por um processo legislativo mais solene e dificultoso do que o existente para para isso estabelece mecanismos de contenção de poder estatal, instituindo
direitos de defesa, liberdades negativas – que exigem um não fazer Estatal.

c
a edição das demais espécies normativas.

.
• Constituição flexível, em regra, não escrita, excepcionalmente escrita, é • Constituição-balanço avalia e registra o estágio atual de desenvolvimento de

l
aquela que pode ser alterada pelo simples processo legislativo ordinário. uma sociedade e suas características essenciais, a fim de preparar sua
transição para uma nova etapa de desenvolvimento social.

a
• Constituição semi-rígida é a que contêm uma parte rígida e outra flexível.

ÖQuanto à extensão • Constituição dirigente (programática) vai além da Constituição-balanço, pois

t u
• Constituição sintética é a que prevê somente os princípios e as normas busca nortear a ação do Estado no futuro, estabelecendo metas, diretrizes,
gerais de regência do Estado, organizando-o e limitando seu poder, por meio programas e planos de ação para os Poderes Públicos, bem como os valores

ir
da estipulação de direitos e garantias fundamentais (por exemplo: que o ente estatal deve preservar na sua atuação.
Constituição Norte-americana).

v
• Constituição analítica é aquela que examina e regulamenta todos os
assuntos que entenda relevantes à formação, destinação e funcionamento do

o
Estado (por exemplo: Constituição brasileira de 1988).

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÕES DE CONSTITUIÇ
CLASSIFICAÇÕES CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇ
CONSTITUIÇÕES
CONSTITUIÇÕES

n
ÖQuanto à efetividade (Karl Loewenstein – classificação ontológica) José Afonso da Silva, em sua obra Curso de Direito Constitucional Positivo,
observa a presença de cinco elementos na estrutura normativa das
• Constituição normativa é aquela elaborada para limitar o exercício do poder

o
constituições contemporâneas, a saber:
político e é, efetivamente, respeitada pelos governantes e pela sociedade.

.c
• Constituição nominal é a que, embora elaborada com o propósito de limitar o ¨ Elementos Orgânicos:
Orgânicos: estão contidos nas normas que regulam a estrutura
poder político, na prática, não é respeitada pelos detentores do poder. do Estado e do Poder, e, na atual Constituição, concentram-se,
predominantemente, nos Títulos III (Da Organização do Estado); IV (Da
• Constituição semântica é estabelecida para, apenas aparentemente, limitar o

w
Organização dos Poderes e do Sistema de Governo), Capítulos II e III do
exercício do poder, mas que visam na realidade possibilitar que seus atuais Título V (Das Forças Armadas e Da Segurança Pública) e VI (Da Tributação e
detentores permaneçam em suas posições de domínio, e efetivamente Do Orçamento), que constituem aspectos da organização e funcionamento

w
conseguem cumprir sua finalidade. do Estado);

ÖQuanto à ideologia ¨ Elementos Limitativos:


Limitativos: manifestam-se nas normas que consubstanciam o

w
elenco dos direitos e garantias fundamentais: direitos individuais e suas
• Constituição ortodoxa é a formada por uma única ideologia política
garantias, direitos de nacionalidade e direitos políticos e democráticos; são
(ex.: Constituição Soviética de 1977, Constituição da China – marxista).
denominados limitativos porque limitam a ação dos poderes estatais e dão a
• Constituição eclética (heterodoxa) é a que congrega diversas ideologias tônica do Estado de Direito. Acham-se eles inscritos no Título II da CF (Dos
aparentemente antagônicas mas que se harmonizam no texto constitucional. Direitos e Garantias Fundamentais), excetuando-se os Direitos Sociais
(Capítulo II), que entram na categoria seguinte;

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DIREITO CONSTITUCIONAL

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ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇ
CONSTITUIÇÕES
CONSTITUIÇÕES CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO

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3. Elementos Só Sócio-ideológicos: consubstanciados nas normas sócio-
cio-ideoló
CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA
ideológicos, que revelam o caráter de compromisso das constituições
DEficácia social: efetivo respeito e aplicabilidade da norma pela sociedade.

m
modernas entre o Estado individualista e o Estado Social, intervencionista,
como as do Capítulo II do Título II, sobre os Direitos Sociais, e as dos Títulos DEficácia jurídica: capacidade da norma de produzir efeitos jurídicos.
VII (Da Ordem Econômica e Financeira) e VIII (Da Ordem Constitucional).

o
Para o estudo do Direito Constitucional, o que nos importa é a eficácia
4. Elementos de Estabilizaç
Estabilização Constitucional:
Constitucional consagradas em normas jurídica, que pode ser classificada de diversas formas.

c
destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais, a defesa da

.
constituição, do Estado e das instituições democráticas, premunindo os

l
meios e técnicas contra sua alteração e infringência, e são os encontrados no ¨ Classificaç
Classificação Norte-
Norte-Americana – classificaç
classificação bipartite
art. 102, I, a (ação de inconstitucionalidade), nos arts. 34 a 36 (Da intervenção

a
nos Estados e Municípios), 59, I e 60 (Processo de Emendas à Constituição), a) Normas constitucionais auto-executáveis
102 e 103 (Jurisdição Constitucional) e Título V (Da defesa do Estado e das
(auto-aplicáveis ou bastantes em si)

u
Instituições Democráticas, especialmente o Capítulo I, porque os II e III

t
integram os elementos orgânicos).  já estão aptas a plena produção dos seus efeitos.

ir
5. Elementos Formais de Aplicabilidade:
Aplicabilidade são os que se acham
consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das b) Normas constitucionais não auto-executáveis
constituições, assim, o preâmbulo, o dispositivo que contém as cláusulas de (não auto-aplicáveis ou não bastantes em si)

v
promulgação e as disposições constitucionais transitórias, assim também a  dependem de norma regulamentadora para produzirem seus efeitos.
do §1º do art. 5º, que prevê a aplicação imediata das normas definidoras de

o
direitos e garantias fundamentais.

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO
CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA

n
¨ Classificaç
Classificação de José
José Afonso da Silva – tripartite: ¨ Classificaç
Classificação de José
José Afonso da Silva – tripartite:

.c o
a) NC de eficácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral c) NC de eficácia limitada e aplicabilidade indireta, mediata e reduzida
 já estão aptas a plena produção dos seus efeitos.  não estão aptas a plena produção dos seus efeitos.

 não dependem de norma regulamentadora;  dependem de norma regulamentadora;

w
 não prevêem a possibilidade de restrições; Ex.: art. 5º, XXVIII, XXIX, XXXII; 7º, I, IV, XX, XXI, XXVII; 37, VII; 40, § 4º.

w
Ex.: art. 1º, 2º, 4º, 5º, I, II, III. Embora limitadas, essas normas possuem a eficácia de revogar normas
infraconstitucionais anteriores em sentido contrário e de tornar
b) NC de eficácia contida e aplicabilidade direta, imediata, mas não integral inconstitucionais as posteriores que a contrariem. Além de, em certos

w
casos, estabelecer um dever ao legislador de editar lei regulamentando
 já estão aptas a plena produção dos seus efeitos. seus temas.
 não dependem de norma regulamentadora; As normas constitucionais de eficácia limitada são de dois tipos:
 prevêem expressamente a possibilidade de restrições legais;
c.1) as definidoras de princípio institutivo ou organizativo;
Ex.: art. 5º, VIII, XII, XIII, LVIII, LX.
c.2) as definidoras de princípio programático.

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO

.b
CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA
¨ Classificaç
Classificação de José
José Afonso da Silva – tripartite: ¨ Classificaç
Classificação de José
José Afonso da Silva – tripartite:

m
c.1) NC definidoras de princípio institutivo ou organizativo: c.2) NC definidoras de princípio programático

o
 traçam esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos,
 traçam princípios a serem cumpridos pelos Poderes Executivo,

c
entidades ou institutos, para que o legislador ordinário os estruture
em definitivo, mediante lei. Legislativo e Judiciário e pela Administração Pública, como

.
programas das respectivas atividades, visando à realização dos

l
Ex.: art. 18. § 2º; art. 33; art. 90, § 2º; 91, § 2º; 113; 134, § 1º. fins sociais do Estado.

a
c.1.1) NC de princípio institutivo impositivas  constituem programas a serem realizados pelo Poder Público,
 determinam ao legislador a emissão de uma legislação integrativa disciplinando os interesses econômico-sociais, tais como:

u
realização da justiça social; valorização do trabalho; amparo à
Ex.: art. 20, § 2º; 32, § 4º; 33; 88; 90, § 2º; 91, § 2º; 107, § 1º; 109, VI;

t
111, § 3º; 113; 128, § 5º. família; combate à ignorância etc.

ir
c.1.2) NC de princípio institutivo facultativas Ex.: art. 7º, XI, XX, XXVII; 37, VII; 173, § 4º; 215; 217; 218.
 não impõe uma obrigação; limitam-se a dar ao legislador ordinário a

v
possibilidade de instituir ou regular as situações nelas delineadas.

o
Ex.: art. 22, par. único; 25, § 3º; 125, § 3º; 195, § 4º;

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CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS
CLASSIFICAÇÃO TEORIA DO PODER CONSTITUINTE
CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁ
EFICÁCIA
EFICÁCIA (Por abade Emmanuel Sieyès, em “O que é Terceiro Estado?”)

n
Originário ou
¨ Classificaç
Classificação de Maria Helena Diniz – quadripartite

o
Poder de criar
de 1º grau
uma nova CF
(poder de fato)

.c
a) normas supereficazes ou com eficácia absoluta
inicial
 as cláusulas pétreas (art.60, §4º, CF/88) incondicionado Emendas à CF
PODER ilimitado (art. 60)

w
b) normas com eficácia plena CONSTITUINTE autônomo Reformador
Revisão -
 idem ao JAS
já exercido em 1993

w
Titular: povo*
c) normas com eficácia relativa restringível Derivado ou (art. 3º, ADCT)
de 2º grau
 idem às de “eficácia contida” de JAS Institucionalizador

w
(poder de direito)
Cria as Constituições
secundário Estaduais e a Lei
d) normas com eficácia relativa complementável ou
condicionado Orgânica do DF
dependente de complementação legislativa (CF, arts. 25 e 32 e
limitado Decorrente ADCT, art. 11)
 idem às de “eficácia limitada” de JAS subordinado
Reforma
*O
*O titular
titular do
do poder
poder constituinte
constituinte éé oo povo,
povo, que
que oo exerce
exerce por
por às CE / LOD
representantes
representantes reunidos
reunidos em
em uma
uma Assembléia
Assembléia Constituinte.
Constituinte.

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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
TEORIA DO PODER CONSTITUINTE CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
CONSTITUIÇÃO

.b
ÖO Poder Constituinte Derivado está sujeito a limitações formais
É a norma fundamental e suprema do Estado

m
(procedimentais), circunstanciais e materiais definidas pelo Poder
Constituinte Originário, expressa ou implicitamente.
Estrutura e organiza o Estado e os seus Está no topo do ordenamento

o
elementos, dispondo principalmente sobre: jurídico nacional e só pode ser
alterada mediante um

c
1) formação dos poderes públicos;
CLÁUSULAS P
CLÁUSULAS ÉTREAS
PÉTREAS procedimento legislativo especial,

.
2) limitações aos poderes públicos; mais dificultoso do que o simples

l
procedimento de elaboração das
ÖSão limitações materiais ao Poder Constituinte Reformador 3) direitos e garantias dos indivíduos;
leis (rigidez constitucional).

a
4) forma de governo;
CF/88 - Art. 60, § 4º - Não será objeto de deliberação a Por ser suprema serve de

u
proposta de emenda tendente a abolir: 5) modo de aquisição e exercício do poder; parâmetro de validade a todas as

t
demais espécies normativas.
6) forma de exercício do poder estatal em
I - a forma federativa de Estado;

ir
função do território;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico; 7) repartição de competências.

v
III - a separação dos Poderes; A Constituição também é conhecida como: Lei Fundamental, Lei
Suprema, Lei das Leis, Lei Maior, Carta Magna, Estatuto Fundamental.

o
IV - os direitos e garantias individuais.
Tem as seguintes abreviaturas: CF/88, CRFB/88, CR/88.

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cu
ORDENAMENTO JURÍ
JURÍDICO BRASILEIRO
JURÍDICO CONSTITUIÇ
CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
CONSTITUIÇÕES

n
Pirâmide hierá
hierárquica:
rquica
Constituição Federal 1ª. Constituição de 1824 (Constituição do Império)

o
NORMAS Emendas à CF (art.60)
CONSTITUCIONAIS 2ª. Constituição de 1891

.c
Tratados Internacionais
sobre Direitos Humanos*
(*art. 5º, § 3º: 3/5 CD+SF em 2 turnos) 3ª. Constituição de 1934
NORMAS Tratados Internacionais
AIS

w
SUPRALEGAIS sobre Direitos Humanos 4ª. Constituição de 1937
CION

Leis Complementares
Leis Ordinárias ≈ Trat. Int. 5ª. Constituição de 1946
TITU

NORMAS LEGAIS

w
(art. 59, II a VII e Leis Delegadas
ONS

art. 84, VI) Medidas Provisórias 6ª. Constituição de 1967

w
AC

Buscam seu fundamento


Decretos Legislativos
INFR

de existência e validade Resoluções 7ª. Constituição de 1969 (Emenda à CF/67)


diretamente da CF Decretos autônomos
M AS

Decretos regulamentares 8ª. Constituição de 1988


NORMAS
NOR

Instruções Normativas
INFRALEGAIS *Constituições outorgadas (impostas) – 1824, 1937, 1967 e 1969.
Portarias, etc.
regulamentam ou dão executoriedade às normas legais

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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
A NOVA CONSTITUIÇ
CONSTITUIÇÃO E
CONSTITUIÇÃO A NOVA CONSTITUIÇ
CONSTITUIÇÃO E
CONSTITUIÇÃO

.b
O DIREITO ANTERIOR O DIREITO ANTERIOR
¨ Teoria da repristinaç
repristinação

m
¨ Teorias da Recepç
Recepção e da Inconstitucionalidade Superveniente
 Repristinação é o retorno da vigência de uma lei revogada, em razão da

o
 Pelo princípio da continuidade do direito, as normas infraconstitucionais que revogação da lei revogadora. Esta teoria só é admitida no Brasil se,
sejam materialmente (o seu conteúdo) compatíveis com a nova Constituição expressamente, a nova Constituição ou a nova lei a estabelecerem,
conforme prevê a Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), art. 2º, § 3º

c
serão recepcionadas, independentemente se a forma (procedimento e tipo

.
de norma) utilizada para sua aprovação foi diferente da atualmente exigida. (“Salvo disposição em contrário, lei revogada não se restaura por ter lei

l
Assim, a norma materialmente recepcionada ganhará a “roupagem” da nova revogadora perdido a vigência”).
forma exigida para a matéria de que ela trata. Já as normas
¨ Teoria da desconstitucionalizaç
desconstitucionalização

a
infraconstitucionais que sejam materialmente incompatíveis com a nova
Constituição serão consideradas não-recepcionadas e, portanto, serão tidas
 Desconstitucionalização, como o próprio nome sugere, é a perda do status

u
por revogadas e não integrarão o novo ordenamento jurídico. A teoria da
das normas da Constituição antiga que, diante de nova Constituição, sendo
recepção (ou da novação) é tradicionalmente admitida no direito brasileiro,

t
com ela materialmente compatíveis, serão recepcionadas com status de
independentemente de qualquer determinação expressa.

ir
norma infraconstitucional.
 Há outra corrente doutrinária (não adotada no Brasil) que defende a  Porém, tradicionalmente no direito brasileiro, a superveniência da
inconstitucionalidade superveniente, ou seja, que diante de uma nova

v
Constituição revoga imediatamente a anterior e as normas não
Constituição, as normas infraconstitucionais anteriores que com ela fossem contempladas na nova Constituição perdem sua força normativa, salvo na
materialmente incompatíveis passariam a ser inconstitucionais. hipótese de a própria Constituição superveniente prever a

o
desconstitucionalização expressamente.

rs
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cu
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PREÂMBULO
FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

n
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos

o
É dividida em três partes: em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um

.c
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício
1ª) Preâmbulo – não tem força normativa dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a
cogente, é só uma carta de intenções
segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade

w
2ª) Corpo constitucional – arts. 1º a 250 e a justiça como valores supremos de uma sociedade
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na

w
3ª) ADCT – Atos das Disposições harmonia social e comprometida, na ordem interna e
Constitucionais Transitórias – arts. 1º a 96 internacional, com a solução pacífica das controvérsias,
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte

w
“Nenhum conhecimento pode prescindir de princípios, conceitos e elementos
que se articulem em torno de um objeto, ainda que seja para utilizá-los como
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
instrumentos de transformação. Por tal razão, não existe direito sem doutrina,
sem institutos próprios, sem um discurso que o singularize dos outros ramos do STF: "Preâmbulo da Constituição: não constitui norma central.
conhecimento. Não é possível, assim, desprezar sumariamente a dogmática Invocação da proteção de Deus: não se trata de norma de reprodução
jurídica nem o conjunto de experiências e conhecimentos acumulados ao longo
obrigatória na Constituição estadual, não tendo força normativa".
de séculos de vida social”. (BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e Aplicação
da Constituição. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004) (ADI 2.076, Rel. Min. Carlos Velloso, em 15-8-02, DJ de 8-8-03)

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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais PRINCÍPIO REPUBLICANO

.b
FORMA DE GOVERNO – define a maneira como se dá a instituição do poder na
Arts. 1º a 4º da CF/88 sociedade e como se dão as relações de poder entre governantes e governados.

m
ÖPrincípio Republicano – art. 1º, caput
REPÚBLICA MONARQUIA

o
ÖPrincípio Federativo – art. 1º, caput c/c art. 18 - e

c
“Res”(coisa) + “Pública”(de todos) “Mono”(um) + “Arquia” (governo)
Princípio da Indissolubilidade (Princípio da Não-Secessão)

l .
Características Características
ÖPrincípio do Estado Democrático de Direito – art. 1º, caput – e
Eletividade dos Hereditariedade

a
Princípio da Soberania Popular – art.1º, parágrafo único
Transitoriedade GOVER- Vitaliciedade
ÖPrincípio da Separação dos Poderes – art. 2º

u
Responsabilidade NANTES Irresponsabilidade

t
(dever de prestar contas)
ÖFundamentos da República Federativa do Brasil – art. 1º, I a V

ir
Obs.: SISTEMA (REGIME) DE GOVERNO: define a maneira como se dão as relações
ÖObjetivos Fundamentais da RFB – art. 3º de poder entre os Poderes Legislativo e o Executivo.

v
ÖPrincípios que regem a RFB nas relações internacionais – art. 4º REPÚ
REPÚBLICA PRESIDENCIALISMO MONARQUIA ABSOLUTISMO

o
PARLAMENTARISMO PARLAMENTARISMO

rs
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cu
OBS PODER POLÍTICO DO ESTADO SOBERANO PRINCÍPIO FEDERATIVO

n
uno FORMA DE ESTADO – define a maneira como se dá o
exercício do poder em razão da base territorial do Estado.

o
PODER POLÍTICO indivisível

.c
indelegável

ESTADO FEDERATIVO ESTADO UNITÁRIO


DIVISÃO legislar

w
Há descentralizaç
descentralização política Há centralizaç
centralização política e
ORGÂNICO- “SEPARAÇÃO
administrar (legislativa) e administrativa administrativa;
FUNCIONAL DE entre coletividades regionais Pode até haver descentralização

w
(HORIZONTAL) julgar PODERES” autônomas (ex.: Estados); do tipo autárquica - Estado
Há uma ordem jurídica central Unitário Descentralizado;

w
(total) e ordens jurídicas parciais. Só há uma ordem jurídica total.
DIVISÃO União
ESPACIAL- Estados/DF FEDERAÇÃO
GEOGRÁFICA
Municípios
(VERTICAL) O Brasil adota a forma federativa de Estado,
que é considerada Clá
Cláusula Pé
Pétrea.

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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
PRINCÍPIO FEDERATIVO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES

.b
1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
Art. 1º ¾ Princípio desenvolvido por Montesquieu - O Espírito das Leis – 1748 – França;
Estados e Municípios e do Distrito Federal (...)
¾ Há divisão das funções estatais – legislar, administrar e julgar (e não do poder
Art. 18. A organização político-administrativa da RFB compreende a União, os

m
político, que é uno, indivisível e indelegável) – entre três complexos orgânicos
Estados, o DF e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
distintos denominados: Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário;
¾ Montesquieu conclui que "só o poder freia o poder", no chamado "Sistema

o
ENTES FEDERATIVOS NA BASE TERRITORIAL ENTES FEDERATIVOS EM RAZÃO
SUAS ATRIBUIÇ
ATRIBUIÇÕES: de Freios e Contrapesos" (checks and balances), daí a necessidade de cada
DA REPÚ
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

c
ORGANIZAÇ
ORGANIZAÇÃO POLÍ
POLÍTICO-
TICO-ADM. poder manter-se autônomo e constituído por pessoas e grupos diferentes;

.
UNIÃO R.F.B. SOBERANA ¾ O objetivo principal da separação

l
PODER de poderes era limitar o poder do
LEGISLATIVO Estado para que este não violasse

a
os direitos humanos fundamentais;
UNIÃO ESTADOS

u
¾ Dispõe a CF/88 em seu art. 2º que:

t
São Poderes da União,
DF

ir
independentes e harmônicos entre
MUNIC. DF
ESTADOS si, o Legislativo, o Executivo e o
PODER PODER
EXECUTIVO JUDICIÁRIO Judiciário.

v
MUNICÍPIOS
¾ Na CF/88 o Princípio da Separação
ENTES AUTÔNOMOS

o
dos Poderes é Cláusula Pétrea
(união indissolúvel)

rs
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cu
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES PRINCÍ
PRINCÍPIO DO ESTADO
DEMOCRÁ
DEMOCRÁTICO DE DIREITO

n
PODER FUNÇÕES TÍPICAS FUNÇÕES ATÍPICAS
Caracterí
Características do Estado Democrá
Democrático de Direito:

o
Legislar (legiferar) e Adm. (arts. 51, IV e 52, III) e
Ö Constitucionalidade – existência de uma Constituição, como norma fundamental
LEGISLATIVO

.c
Fiscalizar (controlar) Julgar (art. 52, I e II)
e suprema, elaborada por representantes do povo, à qual todos devem respeito;
Legislar (art. 62), Fiscalizar Ö Legalidade – todos se submetem ao “império da lei” elaborada
EXECUTIVO Administrar (executar) (art. 74) e Julgar (proc. adm.) democraticamente, que deve buscar a realização do princípio da igualdade e da

w
justiça não pela sua generalidade, mas pela busca de uma igualização das
Legislar (art. 96, I, “a”), condições dos socialmente desiguais (art. 5º, II);
JUDICIÁRIO Julgar (jurisdicional) Administrar (arts. 96, I e II) e
Ö Democracia – Princípio da Soberania Popular – “Todo o poder emana do povo,

w
Fiscalizar (art. 74 e 103-B)
que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
D A separação de funções na CF/88 não é rígida, de forma que um Poder Constituição” (art. 1º, parágrafo único). A democracia mista é o regime político

w
poderá exercer funções típicas dos outros nos casos expressos na CF (grau de participação popular na tomada de decisões políticas) da RFB.
D As cláusulas de indelegabilidade e inacumulabilidade previstas nas Ö Respeito aos direitos fundamentais – que abragem os direitos individuais,
Constituições anteriores foram suprimidas pela CF/88, assim, em certos coletivos, sociais, econômicos, culturais, políticos e de nacionalidade (arts. 5º a 17
casos, o membro de um dos Poderes poderá ocupar cargo nos outros (ex.: e 170 a 230)
art. 56, I) e um Poder poderá delegar certas funções ao outro (ex.: art. 68).
Ö Separação dos Poderes – as funções de legislar, administrar e julgar devem ser
D Os mecanismos de freios e contrapesos somente podem ser fixados pela CF exercidas por pessoas e órgãos distintos (art. 2º);
(ex.: arts. 5º, XXXV; 49, I a V; 50; 51, II; 52, I a IV; 62; 66, §1º; 70; 84, XIV; 102, I, “a”)

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DIREITO CONSTITUCIONAL

r
SISTEMAS POLÍTICOS DA RFB: FUNDAMENTOS DA R.F.B. (art. 1º, I a V)

.b
RESUMO:
SO – CI – DI – VA – PLU

m
¨ Forma de Governo: República
⇒ a soberania;

o
 define a maneira como se dão as relações de poder
entre governantes e governados.

c
⇒ a cidadania;

.
¨ Sistema/Regime de Governo: Presidencialismo

l
 define a maneira como se dão as relações de poder
⇒ a dignidade da pessoa humana;

a
entre os Poderes Legislativo e o Executivo.

u
¨ Forma de Estado: Federação ⇒ os valores sociais do trabalho e

ir t
 define a maneira como se dá o exercício do poder
em razão da base territorial do Estado. da livre iniciativa;

v
¨ Regime Político: Democracia Mista ⇒ o pluralismo político.

o
 define o grau de participação popular na tomada de decisões políticas

rs
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cu
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS PRINCÍPIOS REGENTES DAS RELAÇÕES
DA R.F.B. (art. 3º) INTERNACIONAIS DA R.F.B. (art. 4º)

n
Ö

o
independência nacional;
⇒ construir uma sociedade livre, justa e Ö igualdade entre os Estados;

.c
solidária; Ö não-intervenção;
Ö autodeterminação dos povos;
⇒ garantir o desenvolvimento nacional; Ö

w
cooperação entre os povos para o
progresso da humanidade;
⇒ erradicar a pobreza e a marginalização e Ö

w
prevalência dos direitos humanos;
reduzir as desigualdades sociais e regionais; Ö defesa da paz;

w
Ö solução pacífica dos conflitos;
⇒ promover o bem de todos, sem preconceitos Ö repúdio ao terrorismo e ao racismo;
de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer Ö concessão de asilo político.
outras formas de discriminação. A RFB buscará a integração econômica, política, social e cultural
dos povos da América Latina, visando à formação de uma
comunidade latino-americana de nações (art. 4º, par. único).

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