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Curso: Ciências Contábeis

Disciplina: Contabilidade Geral

Professor: Raquel

Turma: 6° Semestre

Aluno: Michael Douglas Soares Barbosa

ATIVO IMOBILIZADO
E DEPRECIAÇÃO
ATIVO IMOBILIZADO

O Ativo Imobilizado é formado pelo conjunto de bens e direitos


necessários à manutenção das atividades da empresa, caracterizados por
apresentar-se na forma tangível (edifícios, máquinas, etc.). O imobilizado
abrange, também, os custos das benfeitorias realizadas em bens locados ou
arrendados.

O registro do ativo imobilizado é regulado pela NBC T 19.1.

São classificados ainda, no imobilizado, os recursos aplicados ou já


destinados à aquisição de bens de natureza tangível, mesmo que ainda não
em operação, tais como construções em andamento, importações em
andamento, etc.

Ressalte-se que as inversões realizadas em bens de caráter


permanente, mas não destinadas ao uso nas operações, deverão ser
classificadas no grupo de investimentos, enquanto não definida sua destinação.

A partir de 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, os ativos


intangíveis (como marcas e patentes) não serão mais registrados no Ativo
Imobilizado, e sim, no Ativo Intangível.

CARACTERÍSTICAS E VALOR CONTÁBIL

O Ativo imobilizado compreende os ativos tangíveis que:

 são mantidos por uma entidade para uso na produção ou na comercialização de


mercadorias ou serviços, para locação, ou para finalidades administrativas;
 têm a expectativa de serem utilizados por mais de doze meses;
 haja a expectativa de auferir benefícios econômicos em decorrência da sua utilização;
 possa o custo do ativo ser mensurado com segurança.

Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está registrado na


contabilidade, líquido da respectiva depreciação acumulada e das provisões
para perdas por redução ao valor recuperável.
CUSTO CONTÁBIL

Custo é o valor de aquisição ou construção do ativo imobilizado ou o


valor atribuído ou de mercado, no caso de doações.

O custo de um bem do imobilizado compreende:

a) preço de compra, inclusive impostos de importação e impostos não-


recuperáveis sobre a compra, deduzidos de descontos comerciais e
abatimentos;
b) custos diretamente atribuíveis para instalar e colocar o ativo em
condições operacionais para o uso pretendido;

Nota: são exemplos de custos diretamente atribuíveis:

 - custos com empregados, incluindo todas as formas de remuneração e encargos


proporcionados por uma entidade a seus empregados ou a seus dependentes
originados diretamente da construção ou da aquisição do item do imobilizado;
 custo da preparação do local;
 - custo de entrega inicial e manuseio;
 - custo de instalação e montagem;
 - custo de testes para verificação do funcionamento do bem, deduzido das receitas
líquidas obtidas durante o período de teste, tais como amostras produzidas quando o
equipamento era testado; e
 - honorários profissionais.
c) custo estimado para desmontar e remover o ativo e restaurar o local no
qual está localizado, quando existir a obrigação futura para a entidade.

O custo de um bem do imobilizado é o preço pago ou equivalente na


data da aquisição.

Os encargos financeiros de empréstimos e financiamentos de terceiros


para a construção ou montagem de bens do imobilizado devem ser
capitalizados até o momento em que o bem estiver em condições de operação.
DEPRECIAÇÃO

Por depreciação pode-se entender como sendo o custo ou a despesa


decorrente do desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados
(máquinas, veículos, móveis, imóveis e instalações) da empresa.

Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso


na produção, os ativos vão perdendo valor, essa perda de valor é apropriada
pela contabilidade periodicamente até que esse ativo tenha valor reduzido a
zero.

A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção,


será alocada como custo, por sua vez, os ativos que não forem usados
diretamente na produção, terão suas depreciações contabilizadas como
despesa.

No Brasil, em termos contábeis, o cálculo da depreciação deverá


obedecer aos critérios determinados pelo governo, através da Secretaria da
Receita Federal, art. 305 do RIR/99, que estipula o prazo de 10 anos para
depreciarmos as máquinas, 5 anos para veículos, 10 anos para móveis e 25
anos para os imóveis. A depreciação não é obrigatória para as entidades, mas
aquelas que auferem lucros farão uso como redutor "artificial" dos seus
resultados a oferecer à tributação. As entidades sem fins lucrativos não têm
razão para usar essa técnica.

Como se vê, a depreciação é uma técnica contábil que independe da


influência administrativa, visa a atender às exigências do Fisco quanto à
dedução do Imposto sobre a Renda das empresas em percentuais fixados. A
razão dessa depreciação é a de promover a capitalização das empresas para
quando o objeto que está sendo usado ser substituído no seu descarte,
fazendo a entidade, "poupar" recursos que seriam distribuídos aos sócios ou
acionistas, afinal, o lucro contábil da entidade, que será distribuído
"monetariamente", foi reduzido por um efeito contábil "não monetário", através
da depreciação, e assim, capitalizou a empresa no exato valor lançado nesta
rubrica, através do lançamento a débito do patrimônio na Despesa com
Depreciação.

Entretanto, no cálculo da depreciação, o administrador poderá


estabelecer fórmulas mais adequadas à realidade de sua empresa
(gerencialmente a depreciação passaria a ter influência da administração),
desde que não fira o Regulamento do Imposto de Renda/RIR, que estabelece
percentuais máximos (ou períodos mínimos de tempo). Assim, um veículo, por
exemplo, embora tenha uma vida útil econômica teórica de cinco anos, não
precisa ser depreciado nesse período, pois a sua vida útil efetiva será bem
maior do que isso, principalmente se os resultados da empresa não forem
sempre de lucros para serem "poupados" para esta finalidade.

Bens depreciáveis

No Brasil, de acordo com o art.25 da IN SRF nº 11/96, os bens


depreciáveis são:

 Edifícios e construções (a partir da conclusão e início de utilização, o valor da


edificação deve ser destacado do valor do terreno);
 Projetos florestais destinados a exploração dos respectivos frutos;
 Bens móveis e imóveis utilizados no desempenho de atividades de contabilidade;
 Os bens imóveis utilizados como estabelecimento da administração;
 Os bens móveis utilizados nas atividades operacionais, instalados em estabelecimento
da empresa;
 Os veículos do tipo caminhão, caminhonete de cabine simples ou utilitários utilizados
no transporte de mercadorias e produtos adquiridos para revenda, de matéria-prima,
produtos intermediários e de embalagem aplicados a produção;
 Os veículos do tipo caminhão, caminhonete de cabine simples ou utilitário, as bicicletas
e motocicletas utilizadas pelos cobradores, compradores e vendedores, nas atividades
de cobrança, compra e venda, bem como os utilizados nas entregas de mercadorias;
 Os veículos utilizados no transporte coletivo de empregados;
 Os bens móveis e imóveis utilizados em pesquisa e desenvolvimento de produtos e
processos;
 Os bens móveis e imóveis próprios, locados pela pessoa jurídica, e que tenham a
locação como objeto de sua atividade;
 Os bens móveis e imóveis objeto de arrendamento mercantil nos termos da Lei
6099/74, pela pessoa jurídica arrendadora;
 Os veículos utilizados na prestação de serviços de vigilância móvel, pela pessoa
jurídica que tenha objeto essa espécie de atividade (art. 307 do RIR/99).

Bens não-depreciáveis

 Terrenos, salvo em relação a melhoramentos ou construções;


 Prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos
seus rendimentos ou destinados a revenda;
 Bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como as obras de arte ou
antiguidades;
 Bens para os quais sejam registradas cotas de exaustão (art.307, parágrafo único do
RIR/99).

Depreciação Acelerada

Bens que são utilizados por períodos maiores do que as oito horas
previstas na legislação vigente, por sofrerem maiores desgastes, são
beneficiados com a depreciação acelerada que se dá mediante aplicação de
coeficientes a saber:

 Um turno de oito horas - 1,0;


 Dois turnos de oito horas - 1,5;
 Três turnos de oito horas - 2,0.

Métodos de depreciação

Método Linear

O método linear consiste na aplicação de taxas constantes durante o


tempo de vida útil estimado para o bem e é o mais freqüentemente utilizado.
Exemplo: Um bem tem vida útil de 10 anos, com taxa de depreciação de 10%.

Taxa de Depreciação=100% dividida por tempo de vida útil.

100% dividido por 10 anos=10% a.a.

Método da Soma dos Algarismos dos Anos

Este método consiste em estipular taxas variáveis, durante o tempo de


vida útil do bem, adotando-se o seguinte critério: somam-se os algarismos que
formam o tempo de vida útil do bem, obtendo-se assim, o denominador da
fração que determinará o valor da depreciação em cada período.

Método das Horas de Trabalho

Este método consiste em estimar o número de horas de trabalho durante


o tempo de vida útil previsto para o bem.

A cota de depreciação será obtida dividindo-se o número de horas


trabalhadas no período pelo número de horas de trabalho estimado durante a
vida útil do bem. Este método é próprio das empresas industriais.

Métodos das Unidades Produzidas

Também é utilizado por empresas industriais, e consiste em estimar o


número total de unidades que devem ser produzidas pelo bem ao longo de sua
vida útil.

A cota de depreciação de cada período será obtida dividindo-se o


número de unidades produzidas no período pelo número de unidades
estimadas a serem produzidas ao longo de sua vida útil.

Referências:

http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/imobilizado.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Deprecia%C3%A7%C3%A3o

http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/dipj/2004/pergresp2004/pr469a482.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ativo_imobilizado