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Química

1ª Edição

Química

Selmo Lemos Hartmann


Química
DIREÇÃO SUPERIOR
Chanceler Joaquim de Oliveira
Reitora Marlene Salgado de Oliveira
Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira
Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira
Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira
Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira
Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira
Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves

DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA


Gerência Nacional do EAD Bruno Mello Ferreira
Gestor Acadêmico Diogo Pereira da Silva

FICHA TÉCNICA
Texto: Selmo Lemos Hartmann
Revisão Ortográfica: Rafael Dias de Carvalho Moraes
Projeto Gráfico e Editoração: Antonia Machado, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Victor Narciso
Supervisão de Materiais Instrucionais: Antonia Machado
Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos
Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos

COORDENAÇÃO GERAL:
Departamento de Ensino a Distância
Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo – Campus Niterói.

Hartmann, Selmo Lemos. .

Química / Selmo Lemos Hartmann ; revisão de Natália


Barci de Souza e Marcus Vinicius da Silva. – Niterói, RJ:
EAD/UNIVERSO, 2013.

233p. : il

1. Química. 2. Átomo. 3. Termoquímica. 4. Eletroquímica. 5.


Equilíbrio químico. I. Souza, Natália Barci de. II. Silva, Marcus
Vinicius da. III. Título.

CDD 540

Bibliotecária: Elizabeth Franco Martins – CRB 7/4990

Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se responsabilizando a ASOEC
pelo conteúdo do texto formulado.
© Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira.
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ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedora
da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO).
Química

Palavra da Reitora

Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo,


exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de
Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSO EAD, que reúne os diferentes
segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi
desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero
bem-sucedidas mundialmente.

São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio


dessa modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço
presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio
tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se
responsável pela própria aprendizagem.

O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que


permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo
momento ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de
nossa plataforma.

Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores


especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são
fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos.

A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a


distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem-
sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo
de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização,
graduação ou pós-graduação.

Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando


as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o
programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona.

Seja bem-vindo à UNIVERSO EAD!

Professora Marlene Salgado de Oliveira

Reitora.
Química

Sumário
Química

Sumário

Apresentação da disciplina ............................................................................................. 07

Plano da disciplina ............................................................................................................ 09

Unidade 1 – Conceitos Básicos da Química ................................................................ 11

Unidade 2 – As Substâncias Químicas e suas Propriedades.................................... 45

Unidade 3 – Conceitos de Solução e Cinética Química ............................................ 87

Unidade 4 - Termoquímica e Equilíbrio Químico...................................................... 113

Unidade 5 - Eletroquímica e seus Fenômenos .......................................................... 147

Unidade 6 - Química Orgânica ...................................................................................... 179

Considerações finais ......................................................................................................... 221

Conhecendo o autor ........................................................................................................ 223

Referências .......................................................................................................................... 225

Anexos ................................................................................................................................. 227


Química

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Química

Apresentação da Disciplina

Seja bem-vindo ao curso de Química.

A Química é a ciência que estuda os materiais que constituem a natureza, sua


composição e preparação, as transformações que sofrem, as energias envolvidas
nesses processos e a produção de novos materiais. A Química está presente em
todas as atividades da humanidade. Muitas vezes informações imprecisas, como
“este alimento não contém química”, ou alarmista como “a energia nuclear mata”,
levam o homem a “ter uma visão distorcida” da Química. É necessário, portanto,
fazer uma análise dos benefícios e malefícios que essa ciência traz.

É impossível imaginarmos um mundo privado de combustíveis,


medicamentos, fertilizantes, pigmentos, alimentos, plásticos etc., produtos
fabricados em indústria química. Os problemas que podem surgir dependem da
forma de produção e aplicação desses produtos, e o homem, como usuário, deve
estar consciente de seus atos. Vamos então buscar conhecimentos na Química e
exercitar o pensar para o melhor aproveitamento dessas informações. E porque
não lembrar “ Sempre rola uma Química”

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Química

Plano da Disciplina

O estudo da Disciplina Química tem como objetivo principal possibilitar aos


alunos condições de identificar os diversos tipos de substâncias químicas, saber
como elas se formam elas e reagem entre si. E também passarem a entender como
que ocorrem certos fenômenos percebidos em nosso dia – dia.

A disciplina foi dividida em seis unidades para maior compreensão dos


assuntos abordados. Com a finalidade de facilitar a compreensão segue uma
síntese de cada unidade, ressaltando seus objetivos específicos para que você
possa ter uma visão ampla do conteúdo que irá estudar.

Unidade 1 - Conceitos Básicos da Química

Nesta primeira unidade, estudaremos os conceitos fundamentais da Química,


como é a estrutura do átomo a sua composição, bem como a distribuição
eletrônica, os números quânticos, a classificação dos elementos através da Tabela
Periódica e as propriedades periódicas e aperiódicas.

Objetivo: Identificar conceitos básicos da Química, como: matéria, átomo,


elemento químico e a Tabela Periódica.

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Química

Unidade 2 – As substâncias químicas e suas propriedades.

Na segunda unidade, estudaremos as substâncias químicas, como elas se


formam suas características principais e as interações químicas.

Objetivos: Conhecer as ligações químicas, identificar os vários tipos de substâncias


químicas e e aprender como funciona as reações químicas.

Unidade 3 – Conceitos de Solução e Cinética Química.

Em nossa terceira unidade, veremos o que é uma Solução, suas concentrações


e o uso desses conceitos no nosso cotidiano, veremos ainda a velocidade das
reações química e o que fazer para acelerar ou retardar a sua ocorrência.

Objetivo: Entender o que é uma Solução e suas concentrações. Aprender a


Calcular a velocidade de uma reação química.

Unidade 4 – Termoquímica e Equilíbrio químico

Nesta unidade, estudaremos o calor liberado ou absorvido nas reações


químicas compreenderemos porque alguns alimentos são chamados de calóricos e
outros não, veremos ainda que várias reações ocorrem em dois sentidos mantendo
certo equilíbrio e estudaremos o que é pH e como este termo está tão presente em
nosso dia a dia.

Objetivo: Identificar conceitos como: entalpia, caloria e pH.

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Química

Unidade 5 – Eletroquímica e seus fenômenos.

Nesta unidade, estudaremos a energia elétrica liberada em certas reações


químicas e o seu aproveitamento, veremos ainda o que é corrosão e as maneiras de
evitar e seus malefícios.

Objetivo: Entender o que a oxi-redução, compreender o que é uma pilha,


aprender o que é corrosão e como evitá-la.

Unidade 6 – Química Orgânica

Para finalizar, em nossa última unidade, veremos a Química Orgânica , que é a


química do carbono e seus compostos é a Química mais presente em nosso dia-
dia, ela está presente em nossos alimentos, nos remédios, nas roupas e em quase
tudo da nossa vida.

Objetivo: Conhecer os compostos orgânicos os seus nomes e suas características.

Bons Estudos!

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Química

1 Conceitos Básicos da Química

Matéria e Energia.
Modelo Atômico.
Elemento Químico.
Semelhanças Atômicas.
Distribuição Eletrônica.
Números Quânticos.
Tabela Periódica.

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Química

Nesta primeira unidade, estudaremos os conceitos fundamentais da Química,


como é a estrutura do átomo e a sua composição, bem como a distribuição
eletrônica, os números quânticos, a classificação dos elementos através da Tabela
Periódica, as propriedades periódicas e aperiódicas.

Objetivos da Unidade:

 Identificar conceitos básicos da disciplina;

 Matéria e energia;

 Compreender o que é exatamente o átomo e sua estrutura;

 Aprender a fazer a distribuição eletrônica;

 Conhecer os números quânticos e saber identificá-los;

 Aprender usar a Tabela Periódica, sem decorar;

 Conhecer as propriedades periódicas e aperiódicas.

Plano da Unidade:

Matéria e Energia.

Modelo Atômico.

Elemento Químico.

Semelhanças Atômicas.

Distribuição Eletrônica.

Números Quânticos.

Tabela Periódica.

Bons Estudos.

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Química

Matéria - qualquer coisa que tem existência física real e, portanto, ocupa
espaço. O material do qual as substâncias são feitas.

Classificação da Matéria
Substância pura ‐ possui composição uniforme, definida e característica Logo,
apresenta propriedades também definidas.
Ex. a água, o ferro, o oxigênio, etc.

Substância pura pode ser classificada em:

Substância simples (ou elemento)

Substância fundamental e elementar, ou seja, não pode ser separada ou


decomposta em substâncias mais simples.

Ex.: o gás cloro (Cl2), gás oxigênio (O2) etc.

Substância composta (ou composto)

Constituída de átomos de 2 ou mais elementos combinados segundo uma


relação (razão) definida. Ex.: água (H2O), glicose (C6H12O6), sacarose (C12H22O11), etc.

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Química

Mistura

Consiste de duas ou mais substâncias fisicamente misturadas e que podem ser


separadas em seus componentes pode intermédio das diferenças entre suas
propriedades físicas. As misturas podem, por sua vez, ser classificadas em:

 Misturas homogêneas (ou soluções)


São aquelas em que os componentes estão uniformemente misturados
mesmo em uma escala molecular.
Ex.: ar, água+ álcool e soluções de um modo geral.

 Misturas heterogêneas
São aquelas em que os componentes individuais, embora estejam misturados,
permanecem em diferentes regiões e podem ser diferenciados em escala
microscópica.
Ex.: areia + açúcar

Modelo Atômico

J.J. Thomson (1887)


Propôs um modelo atômico no qual o átomo era uma geleia de carga elétrica
positiva, na qual estariam contidos os elétrons, neutralizando a carga. Modelo
“pudim com passas”.
Posteriormente, Thomson postulou que os elétrons estavam expostos em
anéis, movendo-se em orbitais circulares através da esfera positivamente
carregada.

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Química

Max Plank (1900)

Enunciou a Teoria dos Quanta, segundo a qual a energia se propaga de


maneira descontínua, como “pacotinhos de energia”, denominados “Quantum”.

Rutherford (1911)

Realizou experimentos usando polônio como fonte de partículas α,


bombardeando uma fina lâmina de ouro.

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Química

1.Invólucro de chumbo. 2. Material Radiativo. 3. Partículas a emitidas. 4. Placa


de ouro. 5. Tela fluorescente. 6. Partículas que retornam. 7. Partículas desviadas. 8.
Partículas sem desvio mensurável. 9. Cintilações produzidas pelos choques.

Rutherford imaginou então que o átomo teria uma região de grande


massa onde às partículas refletiriam ao que chamou de núcleo (positivamente
carregados), envolta por uma região de massa desprezível, incapaz de refletir as
partículas, chamada eletrosfera. Esse modelo também é denominado modelo
nuclear ou planetário.

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Química

A experiência mostrou ainda outro resultado surpreendente. O diâmetro


do átomo é 10 vezes maior que o do núcleo. A massa do átomo está praticamente
toda, nos prótons e nêutrons confinados na pequena região do núcleo.

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Química

Modelo Atômico Atual

• Partículas Subatômicas

Os átomos são constituídos por várias partículas entre elas temos: Prótons (p),
Nêutrons (n) e Elétrons (e –). Suas massas em unidade de massa atômica (u) e
cargas em unidade elementar de carga (UEC) estão no quadro abaixo.

Partícula Massa relativa Carga relativa

Elétron 1/1840 –1
Próton 1 +1
Nêutron 1 0

• Características dos Átomos

1- Número Atômico (Z) É o número de prótons que o átomo possui no


núcleo O número atômico identifica o átomo de um elemento.
2- Número de Massa (A) É a soma dos números de prótons e nêutrons:

A = p + n ou A = Z + n

Como o átomo é uma espécie neutra o número de prótons é igual ao número


de elétrons

p = e–
Importante

Em comparação com o próton e o nêutron o elétron tem massa desprezível.

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Química

Elemento Químico

Elemento químico é o conjunto formado por átomos e íons que apresentam


o mesmo nº atômico (Z).

Simbologia do Elemento Químico

De acordo com a IUPAC (International Union of Pure and Applied


Chemistry), ao apresentar um elemento químico, devem-se apresentar junto ao
seu símbolo, os números atômico e de massa e, quando se tratar de um íon
também a sua carga elétrica. Para se escrever o símbolo do elemento devemos
utilizar uma letra maiúscula, se necessária a segunda e terceira letra deve ser escrita
em minúsculo.

 ÁTOMOS

Z EA
• ÍONS

São espécies químicas que apresentam um desequilíbrio de cargas. Os átomos


quando se ligam podem perder ou ganhar elétrons, formando íons.

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Química

• Cátion  carga positiva – perde elétrons.


• Ânion  carga negativa – ganha elétrons.

• Representação:

Veja alguns átomos e íons:

• Átomo

• Íon – cátion

• Átomo

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Química

• Íon – ânion

Semelhanças Atômicas

Isótopos

Os átomos de um mesmo elemento químico apresentam o mesmo nº


atômico (Z) e, portanto, o mesmo número de prótons e de elétrons, mas
apresentam diferentes números de massa (A).

A diferença no nº de massa é produzida pelas diferentes quantidades de


nêutrons existentes em cada isótopo.

Ex: 1H1 H2 1H3


1

Isóbaros

São isóbaros os átomos quaisquer que apresentam o mesmo nº de massa


(A) e diferentes números atômicos. Pertencem, portanto, a diferentes elementos
químicos.

Ex: 20Ca40 Ar40


18

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Química

Isótonos

São isótonos os átomos quaisquer que apresentam o mesmo nº de nêutrons


(n), mas que possuem diferentes números de massa (A) e atômicos (Z). Pertencem,
portanto, a diferentes elementos químicos.

Ex: 12Mg26 Si28


14

n = 14 n = 14

Isoeletrônicos

São isoeletrônicos os átomos e íons que apresentam a mesma quantidade de


elétrons.

Ex: 9 F –1 Ne
10 11 Na +1

Todos possuem 10 elétrons

Distribuição Eletrônica

Em 1913, o físico dinamarquês Niels Bohr afirma que as observações


experimentais (espectros) evidenciavam que as Leis de Maxwell
(Eletromagnetismo) bem como as Leis da Física Clássica - Isaac Newton - não eram
válidas para o elétron, partícula cuja massa é muito pequena.

Como você pode perceber, a partir de um fato experimental (espectro), surgiu


um novo modelo que negava a validade de leis já aceitas pelos cientistas.

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Química

Assim, a partir do estudo do espectro do gás hidrogênio, Niels Bohr propôs:

 Um elétron gira ao redor do núcleo em órbita circular;

 Um átomo possui um número limitado de órbitas, cada uma delas


caracterizada por determinada energia;

 Cada órbita é chamada de estado estacionário. Uma órbita difere de outra


por seu raio;

 Quando um elétron permanece em movimento numa órbita, não emite


nem absorve energia;

 Quando se fornece energia a um elétron, ele salta de uma órbita para


outra.

A hipótese de Bohr que existe níveis energéticos fixados para um elétron num
átomo é um dos pontos básicos da Mecânica Quântica.

Os diversos estados energéticos, para os elétrons, foram chamados camadas


ou níveis de energia. Os níveis de energia são numerados a partir do núcleo.

Fonte: Estrutura da Matéria / Vera Lúcia D. Novais - Ed. Atual.

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Química

Níveis de Energia Camadas

1 K

2 L

3 M

4 N

5 O

6 P

7 Q

Regras para a distribuição eletrônica

1. Em átomos o nº de elétrons a ser distribuído é igual ao nº atômico. No caso de


íons deve-se considerar a perda ou ganho de elétrons.
2. A ordem a ser seguida é a ordem crescente de Linus Pauling, sempre
respeitando o limite máximo de elétrons em cada subnível.
3. Sempre o último subnível a ser preenchido pelos elétrons é considerado o
subnível mais energético.
4. Nem sempre o subnível mais energético é também o mais externo. O subnível
mais externo é que possui maior número quântico principal.
5. Em íons a perda ou ganho de elétrons sempre ocorre no subnível mais externo

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Química

Nível 1 2 3 4 5 6 7
Camadas K L M N O P Q
Qt. de elétrons 2 8 18 32 32 18 8

SubnÍvel s p d f

Nº máximo de e- 2 6 10 14

O diagrama é representado assim:

A ordem do diagrama que se lê é:


1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2, 3d10, 4p6, 5s2, 4d10, 5p6, 6s2, 4f14, 5d10, 6p6, 7s2, 5f14, 6d10, 7p6.

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Química

Números Quânticos

São códigos matemáticos associados à energia do elétron.

1 - Nº quântico principal: (n) indica o nível de energia do elétron. O nº quântico


principal, simbolizado por n, é o primeiro dos quatro números quânticos que irão
identificar o elétron. Esse número caracteriza fundamentalmente a energia do
elétron, indicando-nos seu nível energético, ou seja, a que camada ele pertence. O
nº quântico principal assume teoricamente qualquer valor inteiro positivo.
Entretanto, como nos átomos conhecidos o nº máximo de camadas é igual a sete,
podemos afirmar que n varia de 1 a 7. Dessa forma, associando o nº quântico
principal a cada uma das sete camadas.

2 - Nº quântico secundário (l): O nº quântico secundário, simbolizado por l , é o


segundo dos quatros números quânticos que irão identificar o elétron. Esse
número caracteriza fundamentalmente uma subdivisão de energia em cada nível
(camada), revelando a existência do subnível de energia.

Subnível S p d f
Nº quântico
secundário 0 1 2 3

3 - Nº quântico magnético (m): Define o orbital do elétron, que é a região do


espaço com maior probabilidade de encontrá-lo.

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Química

4 - Nº quântico de spin (s): É a associação de dois movimentos do elétron, ao redor


do núcleo e em torno de seu eixo. Cada dois elétrons definem 1 orbital e existem
condições de estabilidade nesta coexistência.

Tabela Periódica

Estruturação e Periodicidade Química

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Química

A versão moderna da tabela periódica apresenta a ordenação dos elementos


químicos (atualmente são conhecidos 118) de acordo com seus números atômicos
(Z). Este ordenamento foi proposto por Moseley após constatar que a carga nuclear
– e não a massa atômica como era proposta por Mendeleev – O Número Atômico
(Z) é mais fundamental na definição das propriedades químicas. Este fato levou a
proposição da “Lei Periódica”, a qual estabelece que:

“quando os elementos químicos são listados em ordem crescente do número


atômico, observa-se um comportamento periódico de suas propriedades”.

Além disso, também é notável que a periodicidade nas propriedades dos


elementos resulte da repetição nas configurações eletrônicas de seus átomos.
Portanto, podemos constatar que os átomos dos elementos pertencentes a uma
mesma coluna da tabela periódica apresentam, via de regra, elétrons de valência
com configuração similar. Por isso, eles apresentam as mesmas propriedades
químicas, ou seja, são quimicamente semelhantes.

Na Tabela atual, os elementos químicos estão dispostos em ordem crescente


de número atômico, originando na horizontal os períodos e na vertical (colunas) as
famílias ou grupos.

Classificação dos Elementos na Tabela

Quanto à natureza

Naturais (cisurânicos)

Podem ser encontrados naturalmente, sendo o urânio o último elemento


químico natural. Possuem número atômico menor ou igual a 92.

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Química

Artificiais (transurânicos)

Seus números atômicos são maiores que o urânio (92) e são obtidos em
laboratórios, em reações nucleares.

Quanto às características físicas

Metais

Brilham quando polidos, conduzem calor e eletricidade, possuem alto ponto


de fusão, podem se transformados em fios (dúcteis) e são maleáveis (podem ser
transformados em lâminas). São sólidos em temperatura ambiente (exceto o
mercúrio, Hg, que é líquido).

Não metais (ametais)

Não têm brilho nem conduzem calor e eletricidade e apresentam ponto de


fusão baixo (exceção é o carbono: PF = 3.500º C).

Semimetais

Apresentam propriedades intermediárias, com algumas semelhanças.

Gases nobres

Raros ou inertes, não se combinam com outros elementos (nobres não se


misturam).

29
Química

Quanto ao elétron de diferenciação

Nomes das Famílias dos elementos Representativos

1. A – metais alcalinos
2. A – metais alcalinos terrosos
3. A – família do Boro
4. A – família do Carbono
5. A – família do Nitrogênio
6. A – família dos calcogênios
7. A – família dos halogênios
8. A ou zero – família dos gases nobres

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Química

Propriedades Aperiódicas e Periódicas

Propriedades Aperiódicas

São aquelas que aumentam ou diminuem com o número atômico.

A massa atômica aumenta com o aumento do número atômico.

2 – O calor específico diminui com o aumento do número atômico.

31
Química

Propriedades Periódicas

São aquelas que, na medida em que o número atômico aumenta,


assumem valores semelhantes para intervalos regulares, isto é, repetem-se
periodicamente.

1 – Raio Atômico

É a distancia entre o centro do núcleo e a última camada de um átomo.

Obedece aos seguintes critérios:

 quanto maior o número de camadas, maior o raio atômico, nos


períodos aumenta da direita para esquerda.

 quanto maior o número de prótons, maior a atração sobre os


elétrons, nas famílias aumenta de cima para baixo.

32
Química

2 – Potencial de ionização ou energia de ionização.

É a energia necessária para se retirar um ou mais elétrons da última


camada de um átomo no estado gasoso.
Obedece aos seguintes critérios:
• Nos períodos aumenta da esquerda para direita.
• nas famílias aumenta de baixo para cima.

Eletroafinidade ou Afinidade Eletrônica

É a energia liberada quando um átomo isolado no estado gasoso recebe


um elétron, transformando-se em um íon negativo (ânion).
Obedece aos seguintes critérios:
• Nos períodos aumenta da esquerda para direita.
• nas famílias aumenta de baixo para cima.
• não é definida para os gases nobres

33
Química

Eletronegatividade

É a medida da força de atração dos elétrons de uma ligação pelos átomos, ou seja,
a tendência dos em receber elétrons.

Obedece aos seguintes critérios:


• Nos períodos aumenta da esquerda para direita.
• nas famílias aumenta de baixo para cima.
• não é definida para os gases nobres

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Química

Densidade

Determinada experimentalmente; verifica-se que a densidade aumenta


das extremidades para o centro inferior da tabela, sendo o ósmio o elemento mais
denso (22,5g/mL).
Pontos de Fusão (PF) e de Ebulição (PE)

Determinados experimentalmente apresentam algumas peculiaridades:


• nas famílias 1 A e 2 A aumentam de baixo para cima.
• o carbono tem PF = 3.500º C e PE = 4.800º C
• para os demais elementos, aumentam das extremidades para o centro
inferior da tabela.

35
Química

Terminamos aqui, nossa primeira unidade de estudo. Você pode


aprender os conceitos básicos da Química, o que é um átomo os seus modelos
principais, algumas das suas características e propriedades, também vimos à
famosa tabela periódica, aprendemos como utilizá-la, sem nunca decorar, pois ela
foi feita para se consultar, decorar jamais. O estudo das propriedades dos
elementos será utilizado como base de novos estudos.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

36
Química

Exercícios – Unidade 1

1-Um termo químico, principalmente, na linguagem cotidiana, pode ter


significados diversos, dependendo do contexto em que se encontra. Considere as
seguintes frases:

I. A água é composta de hidrogênio e oxigênio;


II. O hidrogênio é um gás inflamável;
III. O ozônio é uma das formas alotrópicas do oxigênio;
IV. O gás hidrogênio reage com o gás oxigênio para formar água.
V. A água é constituída por dois hidrogênios e um oxigênio;

Com relação ao significado dos termos sublinhados, é incorreto afirmar que:

a) água significa substância química em I e molécula de água em V.


b) hidrogênio em II significa substância química.
c) hidrogênio em IV significa substância química, e em V, átomos de
hidrogênio.
d) o significado de oxigênio em III e V é o mesmo.
e) oxigênio em V significa átomo de oxigênio.

37
Química

2- O rótulo de uma garrafa de água mineral está reproduzido a seguir:

Composição Química Provável

Sulfato de cálcio 0,0038 mg / L


Bicarbonato de cálcio 0,0167 mg / L

Com base nessas informações, podemos classificar a água mineral como:

a) substância pura.

b) substância simples.

c) mistura heterogênea.

d) mistura homogênea.

e) suspensão coloidal.

3- Entre os conjuntos de características abaixo, o que melhor descreve o elétron


quando comparado ao próton é:

Sinal da carga elétrica Quantidade de carga Massa


elétrica
a) Diferente Igual Diferente
b) Diferente Diferente Igual
c) Igual Diferente Igual
d) Igual Diferente Diferente
e) Igual Igual Igual

38
Química

4- O íon 24Mg12 2+ possui:

a) 12 prótons, 12 elétrons e 12 nêutrons.

b) 12 prótons, 12 elétrons e carga zero.

c) 12 prótons, 12 elétrons e 10 nêutrons.

d) 12 prótons, 10 elétrons e 12 nêutrons.

e) 12 prótons, 12 elétrons e carga +2.

5- A luz amarela das lâmpadas de vapor de sódio usadas na iluminação pública é


emitida pelo decaimento da energia de elétrons excitados no átomo de sódio. No
estado fundamental, certo elétron deste elemento se encontra no segundo nível
de energia, num orbital p.

Os valores dos números quânticos que podem caracterizar esse elétron são:

a) n = 2; l = 1; m = 2; s = –1/2

b) n = 2; l = 2; m = –2; s = –1/2

c) n = 2; l = 1; m = –1; s = +1/2

d) n = 2; l = 0; m = 0; s = +1/2

39
Química

6- O último elétron de um átomo tem números quânticos, principal e secundário,


respectivamente, 4 e 0 (quatro e zero). Sabendo-se que este é o único elétron do
subnível mencionado, a carga nuclear do átomo deve ser:

a) 19+

b) 11+

c) 24+

d) 29+

e) 4+

7- Sendo o subnível 4s1 (com um elétron) o mais energético de um átomo,


podemos afirmar que:

I. O número total de elétrons deste átomo é igual a 19;


II. Este átomo apresenta 4 camadas eletrônicas;
III. Sua configuração eletrônica é: 1s2; 2s2; 2p6; 3s2; 3p6; 3d10; 4s1

a) apenas a afirmação I é correta.

b) apenas a afirmação II é correta.

c) apenas a afirmação III é correta.

d) as afirmações I e II são corretas.

e) as afirmações I e III são corretas.

40
Química

8- Conhece-se, atualmente, mais de cem elementos químicos que são, em sua


maioria, elementos naturais e, alguns poucos, sintetizados pelo homem. Esses
elementos estão reunidos na Tabela Periódica segundo suas características e
propriedades químicas. Em particular, os Halogênios apresentam:

a) o elétron diferenciador no antepenúltimo nível.

b) subnível f incompleto.

c) o elétron diferenciador no penúltimo nível.

d) subnível p incompleto.

e) subnível d incompleto.

9-Há alguns anos foi divulgada pela imprensa a seguinte notícia:

“Uma equipe de cientistas americanos e europeus acaba de acrescentar dois novos


componentes da matéria à tabela periódica de elementos químicos, anunciou o
laboratório nacional Lawrence Berkeley (Califórnia). Estes dois recém-chegados,
batizados elementos 118 e 116, foram criados em abril num acelerador de
partículas, através do bombardeamento de objetivos de chumbo com projéteis de
criptônio, precisou o comunicado do laboratório, do Departamento Americano de
Energia. A equipe que ‘criou’ os dois novos elementos é composta de cientistas
europeus e americanos.”

Diário Catarinense - 13/06/99.

41
Química

Com base neste texto, defina as proposições como verdadeira ou falsa de acordo
com a classificação periódica atual. Justifique

1. O elemento de número 118 será classificado como um gás nobre.

2. O elemento de número 116 será classificado como pertencente à família


dos halogênios.

3. Os dois novos elementos pertencerão ao período número 7.

4. O elemento chumbo utilizado na experiência é representado pelo


símbolo Pb.

5. O novo elemento de número 118 tem 8 elétrons no último nível, quando


na sua configuração fundamental.

42
Química

10- Dados os elementos A, B e C sabe-se que:

• A e C são isótopos, sendo que A tem um nêutron a menos que C.


• B e C são isóbaros.
• C tem número de massa e número atômico 4 vezes maior que os do flúor.
• B tem o mesmo número de nêutrons do átomo A.
Indique, para os elementos A, B e C:

a) Os números atômicos e os números de massas.


b) Os números de prótons, nêutrons e elétrons.
c) As configurações eletrônicas.

43
Química

44
Química

2 As Substâncias Químicas e
suas Propriedades

Ligações Químicas.

Polaridades das Moléculas.

Reações Químicas.

Funções da Química Inorgânica.

45
Química

Na segunda unidade, estudaremos as substâncias químicas, como elas se


formam, suas características principais e as interações químicas.

Objetivos da Unidade:

 Identificar os tipos de ligações químicas e como elas ocorrem;

 Compreender a polaridades das moléculas;

 Conhecer as funções da Química Inorgânica;

 O que são ácidos, sais e óxidos;

 Compreender como funcionam as reações da Química Inorgânica.

Plano da Unidade:

Ligações Químicas.

Polaridades das Moléculas.

Reações Químicas.

Funções da Química Inorgânica.

Bons Estudos.

46
Química

Ligações Químicas

Ligação Iônica Ou Eletrovalente

Átomos que formam íons com facilidade tendem a construir entre si um tipo
de ligação conhecida como ligação iônica ou eletrovalente. É o que ocorre entre
átomos que apresentam facilidade para perder elétrons e átomos com facilidade
em receber elétrons. É devido a essa complementaridade que os átomos com 1, 2
ou 3 elétrons na última camada (geralmente metais) tendem a perdê-los para os
átomos que possuem 5, 6 ou 7 elétrons em tal camada (geralmente não metais).
Nessa transferência de elétrons, os átomos obedecem à regra do octeto, ou seja,
ficam ambos com 8 elétrons na última camada, formando uma ligação iônica. A
ligação iônica é a única em que ocorre transferência definitiva de elétrons.

As estruturas formadas na ligação iônica são eletricamente neutras. Os íons


positivos são estabilizados eletricamente pela presença de íons negativos,
formando conjunto estáveis, onde a soma das cargas elétricas é igual à zero.

Ex: NaCl

11 Na 1s22s22p63s1  1 elétron na última camada.

17 Cl 1s22s22p63s23p5  7 elétrons na última camada .

Al2S3

13 Al 1s22s22p63s23p1  3 elétrons na última camada.

16 S 1s22s22p63s23p4  6 elétrons na última camada.

47
Química

Da ligação iônica resultam compostos ou aglomerados iônicos

Exemplo:

 NaCl

11 Na  1s2 2s2 2p6 3s1  1 e – na última camada (doa).

17 Cl  1s2 2s2 2p6 3s2 3p5  7 e – na última camada (recebe).

Na+ Cl –  NaCl

 K2O

19 Ka  1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1  1 e – na última camada (doa) .


8 O  1s2 2s2 2p4  6 e – na última camada (recebe).

2K+ O –2  K2O

Ligação Covalente
Ocorre entre ametais, entre hidrogênios ou ambos. Os átomos adquirem
a estabilidade compartilhando pares de elétrons. As substâncias resultantes desse
tipo de ligação são moleculares, ou seja, formados por moléculas.

48
Química

Ligação Covalente Comum

Os átomos podem ser iguais ou diferentes e o par de elétrons é composto


de um elétron de cada átomo, que depois de formado passa a ser propriedade dos
átomos ligantes.

A Valência de cada átomo é dada pelo número de elétrons que precisam


compartilhar (números de pares) para ficar estáveis. As moléculas podem ser
representadas pelas fórmulas eletrônicas (Lewis), estrutural (cada par de elétrons é
representado pó um traço) e molecular.

Exemplo:

CO2

6 C 1s22s22p2  4 elétrons na última camada.

8 O 1s22s22p4  6 elétrons na última camada.

O=C=O

49
Química

Ligação Covalente Dativa ou Coordenada

Esta ligação é um tipo de ligação covalente que ocorre quando um dos


átomos já atingiu a estabilidade, com oito elétrons na camada de valência, e o
outro participante necessita ainda de dois elétrons para completar a sua camada
de valência.

O átomo que já adquiriu a estabilidade por meio de ligações anteriores


compartilha um par de elétrons com o outro átomo ainda instável. É semelhante à
ligação covalente comum, na medida em que existe um compartilhamento de um
par de elétrons: como não existe transferência definitiva de elétrons, não há
formação de íons.

Exemplo:

 SO2

16 S 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4  6 elétrons na última camada.

O 1s2 2s2 2p4  6 elétrons na última camada.


8

O=S O

50
Química

Polaridade das Ligações


• Nas moléculas iônicas

Toda molécula iônica é polar, pois possui polos (positivo e negativo ).

Exemplo:
Na+Cl –

• Nas moléculas covalentes

Podem surgir polos positivos e negativos em uma molécula. Dependendo


da diferença de eletronegatividade entre os átomos ligantes.

Quando os átomos são iguais, a diferença de eletronegatividade entre ele


é zero e a molécula é apolar (não tem polos).
Exemplo:

 Carga parcial positiva δ

 Carga parcial negativa δ‐

Uma maneira de determinar a polaridade de é através da observação da


simetria molecular. Assim temos:

Moléculas simétricas  são apolares.

Moléculas assimétricas  são polares.

51
Química

Importante

Moléculas diatômicas formadas por átomos iguais são sempre apolares.

Exemplos:

H2, O2, N2, F2

Moléculas diatômicas formadas por átomos diferentes são sempre polares.

Exemplos: HCl, HF, HBr, CO

Ligação Metálica
Os metais têm em sua última camada 1, 2 ou 3 elétrons . Quando
encontram átomos de ametais, transferem esses elétrons como vimos no estudo da
ligação iônica.

Todavia, quando os átomos de metais estão isolados, os elétrons formam uma


nuvem, que envolve o aglomerado de átomos, deixando-os estáveis. Átomos
agrupados por esse processo formam sólidos com infinitos átomos (exceto o
mercúrio que é líquido), devendo sua fórmula ser escrita da seguinte forma, Pb n (
chumbo) , em que n representa um numero infinito de átomos.

A nuvem de elétrons, que envolve os átomos é a responsável pelos metais


conduzirem eletricidade.

52
Química

Exemplo:
 ouro 18 quilates – ouro e cobre.
 bronze – cobre e estanho.
 latão – cobre e zinco.

Número de Oxidação – Nox


É o número real ou aparente que corresponde à carga ou valência do
átomo, ou seja, A carga que um átomo adquire quando participa de uma ligação
química.
 Regras para atribuição de NOX

1. A soma dos NOX de todos os átomos constituintes de um composto


iônico ou molecular é sempre igual à zero.

2. O NOX de cada átomo em uma substância simples é sempre igual à zero.


Ex: N2, O3, H2, S8, Al.

3. Metais alcalinos (Grupo 1A ): Li, Na, K, Rb, Cs, Fr  NOX fixo = +1

4. Metais alcalinos-terrosos (Grupo 2 A ): Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra NOX fixo =
+2

5. Os metais prata (Ag), zinco (Zn) e alumínio (Al), quando formam


compostos, apresentam tendência de doar, respectivamente, 1, 2 e 3
elétrons. Logo: NOX Ag = +1, NOX Zn = +2 e NOX Al = +3.

6. O elemento flúor (F), por ser o mais eletronegativo de todos os


elementos, sempre terá a tendência de receber um elétron, logo NOX fixo
= –1.

7. Hidrogênio (H) na maioria de seus compostos NOX = +1, somente


quando ligado a meta NOX = –1

8. O NOX do elemento oxigênio (O), na maioria dos seus compostos, é igual


a –2. Porém, ele também pode valer +2, -1 e –1/2( nos superóxidos).

9. Os halogênios (Cl, Br, I e At) apresentam NOX = -1 em compostos com


dois elementos e que o segundo não é o oxigênio.

10. Num íon, o somatório dos NOX de cada elemento é igual à carga do íon.

53
Química

Funções da Química Inorgânica

Na química, de modo geral, todas as substâncias são classificadas em


funções químicas. A função química é um grupo de substâncias com propriedades
químicas semelhantes chamadas de propriedades funcionais.

Assim vamos dar início aos estudos das funções inorgânicas, observe o
esquema:

ÁCIDOS

Ácido é toda substância que em água produz o cátion H+. Quando um


ácido entra em contato com a água, ele se ioniza e libera H+.

Exemplos:

HF + H2O  H+ + F-

H2S + H2O  2H+ + S - 2

H2SO4  H+ + SO2-

Identifica-se um ácido com a presença de um H+ no lado esquerdo da


fórmula.

54
Química

As principais características dos ácidos são:

 Sabor azedo (em geral tóxicos e corrosivos);

 Conduzem eletricidade em solução aquosa;

 Reagem com base formando sal e água.

Usos

 Ácido sulfúrico (H2SO4) – produto químico mais utilizado na indústria, por


isso o consumo de ácido sulfúrico mede o desenvolvimento industrial de
um país. É corrosivo e muito solúvel em água. É usado em baterias de
automóveis, na produção de fertilizantes, compostos orgânicos, na
limpeza de metais e ligas metálicas (aço).
 Ácido clorídrico (HCl) – é um dos componentes do suco gástrico do nosso
estômago. O HCl puro é um gás muito corrosivo e tóxico. O HCl em
solução aquosa é sufocante e corrosivo. É usado na limpeza de pisos e
paredes de pedra ou azulejo. O ácido muriático é o ácido clorídrico
diluído a 15%, em média.
 Ácido fluorídrico (HF) – é utilizado para a produção de alumínio,
marcações nos vidros (em automóveis), decoração em objetos de vidro. É
altamente corrosivo para a pele.
 Ácido nítrico (HNO3) – ácido tóxico e corrosivo. Utilizado na produção de
fertilizantes e de compostos orgânicos.

55
Química

Classificação
1- Quanto à presença de oxigênio
- ácidos sem oxigênio

 Hidrácidos

Exemplos:
HCl, HBr

 ácidos com oxigênios


 Oxiácidos

Exemplos:
H2SO4, HNO3

2- Quanto ao número de H+ ionizáveis

 monoácido – produz 1 H+

Exemplos: HCl, HNO3

 diácido – produz 2H+

Exemplos: H2SO4, H2CO3

 triácido – produz 3 H+

Exemplos: H3PO4, H3BO3

 tetrácidos – 4H+

56
Química

Exemplo: H4SiO4
Os poliácidos são ácidos com dois ou mais H+ ionizáveis.

3- Quanto à força ácida (grau de ionização):

 Hidrácidos:

Fortes: HCl, HBr

Moderado: HF

Fracos: os demais hidrácidos

 Oxiácidos:

Sendo a fórmula genérica: HxOy,


Onde:
H = hidrogênio
E = elemento químico
O = oxigênio
x = número de H
y = número de O

Se x- y:
3 ou 2 = ácido forte
1 = ácido moderado
0 = ácido fraco
Exemplos:
HNO3  3-1=2  ácido forte
H3PO4  4-3=1  ácido moderado
H3BO3  3-3=0  ácido fraco
4. Nomenclatura

a) Hidrácidos
Ácido + nome do elemento + ídrico
Exemplos:
HCl – ácido clorídrico
H2S – ácido sulfídrico

57
Química

b) Oxiácidos

Ácido + nome do elemento + oso / ico

Exemplos:

H2SO4 – ácido sulfúrico


HNO3 – ácido nítrico
H3PO4 – ácido fosfórico
HClO3 – ácido clórico
H2CO3 – ácido carbônico

Todos os ácidos acima terminam em ICO. Eles servem como referência


para dar nome aos demais oxiácidos. Se diminuirmos o número de oxigênio destes
ácidos, utilizamos a terminação OSO. Se diminuirmos dois oxigênios, adicionamos
HIPO antes do elemento mais a terminação OSO. Se aumentar o número de
oxigênio, colocamos o prefixo PER na frente do elemento.
Veja os exemplos:

H2SO5 – ácido persulfúrico


H2SO4 – ácido sulfúrico
H2SO3 – ácido sulfuroso
H2SO2 – ácido hiposulfuroso

Então:

Ácido per+elemento+ico
Ácido+ elemento+ico
Ácido + elemento+oso
Ácido+ hipo+elemento+oso

58
Química

BASES

Base é toda substância que em solução aquosa, sofre dissociação liberando


como único ânion o OH – (hidroxila).

Exemplos:

Á
NaOH Na+ + OH –

Á
Mg(OH)2 Mg2+ + 2OH –

Á
Al(OH)3 Al3+ + 3OH–

Identifica-se uma base pela presença de OH- no lado direito da fórmula.

As principais características das bases são:

- sabor adstringente (sabor igual ao da banana verde que parece que “prende”
a língua);

- conduzem eletricidade em solução aquosa (em água);

-reagem com ácidos formando sal e água.

59
Química

1- USOS

 Hidróxido de sódio (NaOH) – conhecida também como soda


cáustica. É tóxico e corrosivo. Usado para desentupir pias. É muito
usado na indústria química para preparar sabão e outros compostos
orgânicos.

 Hidróxido de Magnésio (Mg(OH)2) – usado como antiácido


estomacal. É também chamado de leite de magnésia.

60
Química

 Hidróxido de cálcio – (Ca(OH)2) – chamado de cal hidratada, cal


apagada ou cal extinta. Usada na construção civil para preparar
argamassa e usado em pinturas. O hidróxido de cálcio em água é
chamado de leite de cal ou água de cal.

 Hidróxido de amônio (NH4OH) em solução aquosa é conhecido


como amoníaco ou amônia. Usado em limpeza doméstica,
saponificações de gorduras e óleos. É tóxico e irritante aos olhos.

2- Classificação

 Quanto ao número de OH- dissociadas:


Monobase – possui uma OH-

61
Química

Exemplo:
NaOH, NH4OH

 Dibase- possui dois OH-

Exemplos:
Mg(OH)2, Fe(OH)2

 Tribase – possui três OH-

Exemplos:
Al(OH)3, Fe(OH)3

 Tetrabase – possui quatro OH-

Exemplos:
Pb(OH)4, Sn(OH)4

a) Quanto a força Básica ou Grau de Dissociação:

62
Química

 Base Forte

Tem grau de dissociação de quase 100%. São as bases dos metais


alcalinos e alcalinos terrosos (família 2 A).

Exemplos:
NaOH, KOH, Ca(OH)2

Exceção: Mg(OH)2 que é uma base fraca.

 Base Fraca

Tem grau de dissociação inferior a 5%. São as demais bases, incluindo o


Mg(OH)2 e NH4OH.

b) Quanto à solubilidade em Água:

 Solúveis

- bases dos metais alcalinos e o NH4OH.

Exemplos:
KOH, NaOH, LiOH, NH4OH.

63
Química

 Pouco solúveis

- bases dos metais alcalinos terrosos.


Exemplos:
Ba(OH)2, Ca(OH)2, Mg(OH)2.

 Insolúveis

- demais bases.

Exemplos:
Fe(OH)2, Al(OH)3, Sn(OH)2

c) Nomenclatura

 Elementos com um NOX/ Elementos com NOX fixo:

Hidróxido de + nome do elemento.


Exemplos:
NaOH (nox +1) – hidróxido de sódio
Mg(OH)2 (nox +2) – hidróxido de magnésio
Ca(OH)2 (nox +2) – hidróxido de cálcio

64
Química

 Elementos com mais de um NOX/ Elementos com NOX variável:

Hidróxido de + nome do elemento + OSO/ICO.


OSO – menor Nox
ICO – maior nox
Ou ainda:
Hidróxido de + nome do elemento + número do NOX em romano.
O NOX maior fica com a terminação ICO e o NOX menor fica com a terminação
OSO.
Exemplos:
Fe(OH)2 – hidróxido ferroso ou hidróxido de ferro II.
Fe(OH)3 – hidróxido férrico ou hidróxido de ferro III.

I- ÓXIDOS

Óxido é toda substância formada por oxigênio e mais outro elemento.


Formam compostos binários, ou seja, só possuem dois elementos na sua fórmula
química.

65
Química

A água (H2O) é um óxido vital para nossa sobrevivência.

O gás carbônico (CO2) é um óxido considerado como a base da vida


dos vegetais e dos animais que deles se alimentam, pois participa do processo
de fotossíntese.

Outros exemplos:

Na2O, MgO, Al2O3, FeO.

Identificam-se os óxidos como composto binário sendo o oxigênio o


elemento mais eletronegativo e do lado direito da fórmula. Portanto, não existe um
óxido com flúor.

66
Química

1- USOS

- Óxido de cálcio (CaO) – sólido branco usado na construção civil para fabricar
cimento, tijolo, cerâmicas. Age como fungicida e bactericida. Na agricultura, para
corrigir a acidez do solo. Pode ser chamado de cal viva ou cal virgem.

Óxido de hidrogênio (H2O) – é a água. Óxido mais importante do planeta. Toda a


forma de vida na Terra está associada a este óxido.

- Dióxido de carbono (CO2) – é o gás carbônico obtido como subproduto de várias


reações industriais. Usado em refrigerantes e quando sólido é conhecido como
gelo-seco. Participa da fotossíntese das plantas.

- Óxido de zinco (ZnO) – é um pó branco (alvaiade) usado em pinturas do rosto de


palhaços. Usado também como protetor solar.

67
Química

- Peróxido de Hidrogênio (H2O2) – chamada de água oxigenada, é um peróxido que


se decompõe rapidamente. É usado como bactericida e para branqueamento de
cabelos, fibras e papel.

2- Classificação:

a) Quanto à acidez ou alcalinidade

 Óxidos Básicos:

Reagem com água para formar bases ou reagem com ácidos formando
sal e água.

Exemplos:

Na2O + H2O  2NaOH


2Na2O + 2HCl  2NaCl + H2O
São sólidos iônicos. Metais alcalinos e alcalinos terrosos reagem com a
água. Estes metais tem NOX 1+, 2+ e 3+.

 Óxidos Ácidos:

Reagem com água para formar ácido ou reagem com base formando sal e
água.

Exemplos:

SO3 + H2O  H2SO4


SO3 + 2 NaOH  Na2SO4 + H2O

68
Química

São formados por oxigênio e não-metais ou metais com NOX elevado.

 Óxidos Anfóteros:

Comportam-se como óxidos básicos e também como óxidos ácidos. Só


reagem com ácido forte ou base forte.

Exemplos:

ZnO + HCl  ZnCl2 + H2O

ZnO + 2NaOH  Na2ZnO2 + H2O

São, em geral, sólidos iônicos, insolúveis em água. Podem ser formados


por: Zn, Pb, Sn, As, Sb.

 Óxidos neutros:

Não reagem com água, nem com ácido e nem com base.

Exemplos:
CO, N2O, NO.

São gases e moleculares, formados por ametais.

 Peróxidos:

69
Química

Reagem com água ou com ácido diluído formando água oxigenada


(H2O2).

Exemplos:
Na2O2 + 2H2O  2NaOH + H2O2
Na2O2 + H2SO4  Na2SO4 + H2O2
Na2O2 – peróxido de sódio
H2O2 – peróxido de hidrogênio

3- Nomenclatura

a) Óxidos com NOX fixo:

Em geral, metais alcalinos (1 A) e alcalinos terrosos (2 A).


Óxido de + nome do elemento.
Exemplos:

Na2O – óxido de sódio


CaO – óxido de cálcio

b) Óxidos com NOX variável:

Óxido de + nome do elemento + ICO/OSO.


ICO – NOX maior
OSO – NOX menor
Exemplos:
Fe2O3– (Fe com nox 3+) – óxido férrico
FeO – (Fe com nox 2+) – óxido ferroso
Pode-se usar também número romano indicando o nox do metal.

70
Química

Exemplos:
Fe2O3 – óxido de ferro III
FeO – óxido de ferro II
Pode-se usar ainda a nomenclatura que indica o número de átomo de oxigênios e
o número de átomos do elemento. Usa-se esta forma para dar nome aos óxidos
ácidos.
Mono Mono
Di + óxido de + Di + nome do elemento
Tri Tri
Exemplos:

CO – monóxido de carbono
CO2 – dióxido de carbono
SO3 – trióxido de enxofre
N2O3 – trióxido de dinitrogênio

Sais

Sal é toda substância que em solução aquosa, sofre dissociação liberando


pelo um cátion diferente do H+ e um ânion diferente do OH-.

Os sais são formados a partir da reação de um ácido com uma base, que é
a reação de neutralização, formando também água.

71
Química

Exemplos:

HCl + NaOH  NaCl + H2O

ácido base sal água

As principais características são:

 Conduzem eletricidade quando estão na fase líquida (fundidos) ou em


solução aquosa, porque nestes casos há elétrons livres;
 Geralmente são sólidos à temperatura e pressão ambiente (25°C e 1atm).

1 – USOS

- Cloreto de sódio (NaCl) – é obtido da água do mar e utilizado na alimentação


como sal de cozinha e na conservação de carnes. Na indústria, é usado para a
produção de soda cáustica e gás cloro.

72
Química

- Carbonato de sódio (Na2CO3) – também chamado de soda ou barrilha. Usado


para a fabricação de vidro, sabão, corantes e no tratamento de água de piscina.

- Carbonato de cálcio (CaCO3) – na natureza, é encontrado na forma de


mármore, calcário e calcita. Forma as estalactites e as estalagmites das cavernas.
Usado na produção de cimento e de cal virgem (CaO). Reduz a acidez do solo.

- Hipoclorito de sódio (NaOCl) – usado como antisséptico e alvejante (clareamento


de roupas).

73
Química

2- Nomenclatura

O nome do sal é formado a partir do nome do ácido que o originou:

Assim:

ÁCIDO SAL
ÍDRICO ETO
ICO ATO
OSO ITO

Nome do Sal:

Nome do ânion do ácido de origem + eto/ato/ito + de + nome do cátion da base


de origem.

Exemplo:

HCl + NaOH  NaCl + H2O


ácido clorídrico hidróxido de sódio cloreto de sódio água.

Outros nomes:

CaF2 – fluoreto de cálcio


NaBr – brometo de sódio
Li2(SO4) – sulfato de lítio
KNO2 – nitrito de potássio
Na2CO3 – carbonato de sódio

74
Química

Reações Inorgânicas

Reação de Síntese ou Adição


A + B  AB
Vários reagentes um só produto
Exemplo: C + O2  CO2

As reações de síntese poderão ser classificadas como totais ou parciais.

a) Síntese Total = todos os reagentes são substâncias simples.

Exemplo:
S + O2  SO2

b) Síntese Parcial = quando dentre os reagentes encontramos substâncias


compostas:

Exemplo:
SO2 + ½ O2  SO3

 Principais Reações de Síntese.

a) Óxido Básico + Água  Hidróxido

Exemplo:
Na2O + H2O  2NaOH

Somente os óxidos básicos formados por metais alcalinos e alcalinos terrosos


reagem satisfatoriamente com água.

b) Anidrido + Água  Oxiácido


Exemplo:
SO3 + H2O  H2SO4

75
Química

Nas fórmulas dos oxiácidos, deveremos primeiro escrever os hidrogênios e,


por último, os oxigênios.

Alguns anidridos reagem com água em diferentes proporções. Os principais


são os anidridos do fósforo (P2O3 e P2O5).

H2O  ácido meta...


Anidrido + 2H2O  ácido piro...
3H2O  ácido orto...

Exemplo:
P2O3 + H2O  2HPO2 ácido metafosforoso
P2O3 + 2H2O  H4P2O5 ácido pirofosforoso
P2O2 + 3H2O  2H3PO3 ácido ortofosforoso

c) Óxido Básico + Anidrido  Oxissal

Exemplo:
CaO + SO3  CaSO4

1- Reação de Análise ou Decomposição

AB  A + B

Um só reagente  vários produtos

Exemplo:
H2O  H2 + ½ O2

 As decomposições também são classificadas como totais ou parciais.

a) Decomposição Total = todos os produtos são substâncias simples.

b) Decomposição Parcial = dentre os produtos encontramos substâncias


compostas.

76
Química

 Principais Decomposições.

NH4OH  NH3 + H2O

H2CO3  CO2 + H2O

H2SO3  SO2 + H2O

KClO3  KCl + 3/2 O2

KBrO3  KBr + 3/2 O2

NH4NO2  N2 + 2H2O

 As decomposições podem receber nomes especiais.

Pirólise - decomposição pelo calor (fogo).

Fotólise - decomposição pela luz.

Eletrólise - decomposição pela eletricidade.

2- Reações de deslocamento ou simples troca

S.S + S.C  S.C. + S.S.

S.S. - Substância Simples - S.C. – substancia composta.

Exemplo: Zn + H2S  ZnS + H

77
Química

3- Reações de dupla troca

S.C. + S.C.  S.C. + S.C.

S.C. = Substância composta

Exemplo:

NaOH + HCl  NaCl + H2O

As principais reações de dupla-troca são as neutralizações:

Hidróxido + Ácido  Sal + água

 A neutralização poderá ser total ou parcial.

 Neutralização total - todos os H+ reagem com todos os OH-

Exemplo:

2KOH + H2S  K2S + 2H2O

 Neutralização parcial – não reagem todos H+ ou não reagem todas as OH


Exemplo-1:

KOH + K2S  KHS + H2O

Exemplo-2:

Ca(OH)2 + HCl  Ca(OH)Cl + H2O

78
Química

 Outras reações de dupla-troca

Ácido1 + Sal1  Sal2 + Ácido2

Hidróxido1 + Sal1  Sal2 + Hidróxido2

Sal1 + Sal2  Sal3 +

Estas reações só ocorrem quando um dos produtos é:

 Mais volátil ou

 Menos solúvel ou

 Menos ionizável

Acabamos de conhecer como as substâncias são formadas, os vários tipos de


classes de substâncias e as suas utilizações no nosso cotidiano, aprendemos
também a construir os nomes dessas substâncias. Além disso, também vimos as
reações químicas que ocorrem quando substâncias que interagem entre si podem
provocar. Isso é a Química, presente em nosso dia a dia.

A próxima unidade nos levará a entender certos termos usados no nosso dia a
dia, por exemplo: álcool 92ºGL , descobriremos porque que certo alimentos
estragam mais rápido do que outro.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo,elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

79
Química

80
Química

Exercícios – Unidade 2

1- Em relação ao cloreto de prata, pode-se afirmar que o tipo de ligação existente


entre a prata e o cloro é:

a) covalente polar.
b) covalente dativa.
c) covalente apolar.
d) metálica.
e) iônica.

2- A molécula de trióxido de enxofre (SO3) apresenta:

a) 1 ligação iônica e 2 ligações covalentes.


b) 2 ligações iônicas e 1 ligação covalente.
c) 2 ligações duplas covalentes e 1 ligação covalente coordenada.
d) 1 ligação dupla covalente e 2 ligações covalentes coordenadas.
e) 2 ligações iônicas e 1 ligação covalente coordenada.

81
Química

3-Em vazamentos ocorridos em refinarias de petróleo, que extravasam para rios,


lagos e oceanos, verifica-se a utilização de barreiras de contenção para evitar a
dispersão do óleo. Nesses casos, observa-se a formação de um sistema
heterogêneo onde o petróleo fica na superfície desses recursos hídricos. Sobre o
sistema acima descrito é correto afirmar que a água e o petróleo não se misturam
por que:

a) se apresentam em estados físicos diferentes.


b) apresentam densidades diferentes, e o petróleo fica na superfície devido
a sua maior densidade.
c) apresentam moléculas com polaridades diferentes, e o petróleo fica na
superfície devido a sua menor densidade.
d) a viscosidade da água é maior que a do petróleo.
e) a elevada volatilidade do petróleo faz com que este fique na superfície.

4- Em razão da produção de alimentos em escala cada vez maior, os nutrientes do


solo que dão vida às plantas vão se esgotando. Para supri-los, produtos químicos
conhecidos como fertilizantes são incorporados à terra em quantidades crescentes.
A incorporação desses produtos químicos traz benefícios e também malefícios,
pois, entre outros problemas, pode tornar o solo ácido e impróprio ao cultivo. Para
correção da acidez do solo, o procedimento de rotina é a calagem através da
incorporação de um óxido básico.
É correto afirmar que esse óxido básico pode ser:

a) MgO2
b) CaO
c) SO2
d) Na2O
e) CO

82
Química

5-Muitos produtos químicos estão presentes no nosso cotidiano, como por


exemplo, o leite de magnésio, vinagre, calcáreo, a soda cáustica, entre outros. Estas
substâncias citadas pertencem, respectivamente, às funções químicas:

a) ácido, base, sal e base.


b) base, sal ,ácido e base;
c) base, ácido e sal, base.
d) ácido, base, base e sal.
e) sal, ácido, sal e base.

6-Um sensor químico desenvolvido por uma universidade norte-americana é


utilizado para detectar compostos de enxofre, tais como o sulfito ferroso e o sulfito
de hidrogênio, provenientes de vulcões marinhos. Tais compostos podem ser úteis
para indicar a presença de tipos de bactérias utilizadas na fabricação de certos
medicamentos. As fórmulas químicas do sulfito ferroso e do sulfito de hidrogênio
são respectivamente:

a) FeSO3 e H2S .
b) FeSO3 e H2SO3 .
c) Fe2S3 e H2SO3 .
d) FeSO4 e H2SO4.
e) Fe2(SO3)3 e H2SO3.

83
Química

7-Quando se lava um ferimento com solução a 3% de peróxido de hidrogênio,


H2O2, obtido em farmácias como água oxigenada, a solução borbulha indicando
que houve interação com um componente presente no sangue produzindo gás.
Assinale a afirmativa correta:

a) hidrogênio.
b) oxigênio.
c) hidrogênio e oxigênio.
d) gás carbônico .
e) oxigênio e gás carbônico.

8-O número de elétrons de valência (que contribui para ligação química) do


elemento lítio é:

a) 5.
b) 4.
c) 3.
d) 2.
e) 1.

84
Química

9- O tratamento da água é fruto do desenvolvimento científico que se traduz em


aplicação tecnológica relativamente simples. Um dos processos mais comuns para
o tratamento químico da água utiliza cal virgem (óxido de cálcio) e sulfato de
alumínio. Os íons alumínio, em presença de íons hidroxila, formam o hidróxido de
alumínio que é pouquíssimo solúvel em água. Ao hidróxido de alumínio formado
adere a maioria das impurezas presentes. Com a ação da gravidade, ocorre a
deposição dos sólidos. A água é então separada e encaminhada a uma outra fase
de tratamento.

a) Que nome se dá ao processo de separação acima descrito que faz uso da


ação da gravidade?

b) Por que se usa cal virgem no processo de tratamento da água? Justifique


usando equação (ões) química(s).

c) Em algumas estações de tratamento de água usa-se cloreto de ferro (III)


em lugar de sulfato de alumínio. Escreva a fórmula e o nome do composto de ferro
formado nesse caso.

85
Química

10-O NaHCO3, carbonato monoácido de sódio, mais conhecido como bicarbonato


de sódio é usado como fermento químico porque, quando aquecido, produz?

86
Química

3 Conceitos de Solução e
Cinética Química

Soluções.

Coeficiente de Solubilidade (C.S. OU K.S.).

Curvas de Solubilidade.

Cinética Química.

87
Química

Nesta unidade, estudaremos o que é solução e suas concentrações e o uso


desses conceitos no cotidiano, veremos ainda a velocidade das reações o que fazer
para acelerar ou retardar as reações químicas.

Objetivos da Unidade:

 Identificar uma solução;

 Solubilidade, diluir e concentrar uma solução;

 Compreender o significado das concentrações;

 Aprender a calcular as velocidades das reações;

 Como alterar a velocidade da reação química.

Plano da Unidade:

Soluções.

Coeficiente de Solubilidade (C.S. OU K.S.).

Curvas de Solubilidade.

Cinética Química.

Bons Estudos.

88
Química

Soluções

São misturas homogêneas de duas ou mais substâncias.


Solução = Soluto + Solvente

Onde:
 Soluto = Substância que será dissolvida, presente em menor quantidade
(menor no de mols ou moléculas).
 Solvente = Substância que vai promover a dissolução, presente em
maior quantidade (em maior no de mols ou moléculas).

Exemplo:
Solução aquosa de NaCl  Soluto = NaCl Solvente = Água

Classificação das Soluções

De acordo com a natureza do soluto.

a) Soluções Moleculares - Quando as partículas dispersas são moléculas.


Exemplo:
Solução aquosa de glicose.

b) Soluções iônicas ou eletrolíticas - neste caso as partículas dispersas são íons


resultantes da ionização ou dissociação de ácidos, hidróxidos ou sais.

89
Química

Importante

Em algumas soluções iônicas além de íons encontramos também


moléculas.

As soluções eletrolíticas são condutoras de eletricidade.

De acordo com a proporção entre soluto e solvente.

a) Diluídas - contém pouco soluto em relação à quantidade de solvente.


b) Concentradas - possuem “muito” soluto em relação à quantidade de solvente.

Estas classificações são relativas, como podemos observar no exemplo abaixo.

Exemplo:
10g de NaCl em 1L de H2O  Diluída
150g de NaCl em 1L de H2 O  Concentrada

Quando comparamos várias soluções, a que possui menos soluto é diluída e a


que possui mais soluto é concentrada.

90
Química

Coeficiente de Solubilidade (C.S. OU K.S.)

K.S. - é a relação que indica, a cada temperatura, a quantidade máxima


de soluto que pode permanecer dissolvida em certa quantidade de
solvente.

Outra definição:
K.S. - é a quantidade de soluto capaz de saturar certa quantidade de
solvente a cada temperatura.

De acordo com o K.S. podemos classificar as soluções como:


 não saturadas;
 saturadas;
 supersaturadas;

91
Química

Exemplo:
Sabendo-se que o K.S. de um soluto xy em água a 25º C é 20g de xy /100 mL de
água, classifique as soluções a 25º C.

Solução I: 12g de xy/100 mL de H2O  não saturada


Solução II: 20g de xy/100 mL de H2O saturada
Solução III: 22g de xy/100 mL de H2O supersaturada

As soluções supersaturadas somente existem em condições especiais, pois


facilmente se transformam em misturas heterogêneas.

Curvas de Solubilidade

Representam graficamente as variações da solubilidade em função das


variações de temperatura.

Exemplo:

solubilidade (g de soluto/100g de água)

92
Química

Interpretando o gráfico concluímos que:

 A 20º C _- Ks é de 7g da substância/100g de H2O.

 A 60º C – Ks é de 20g da substância/100g de H2O .

 A 80º C – Ks é de 75g da substância/100g de H2O .

A solubilidade de certas substâncias pode diminuir com o aumento da


temperatura.

Concentrações das Soluções

São relações entre a quantidade de soluto e a quantidade de solução.

a) Concentração simples (C)

É a relação entre a massa de soluto e volume da solução.

m
C
V
Onde:
m = massa de soluto.
V = Volume de solução
Exemplo:
Solução de NaOH a 6 g/L

93
Química

Interpretação:
Em cada litro de solução encontramos 6g de NaOH.

b) Título ou concentração percentual ( τ)


É a relação percentual entre a quantidade de soluto e quantidade de
solução.
 Percentagem massa/volume (% m/v).

Indica a quantidade em gramas de soluto, contido em 100 mL de solução.


Exemplo:
Solução de NaCl a 12%.

Interpretação:
Existem 12g de NaCl em 100 mL de solução.

 Percentagem em volume (%v/v).

É o volume em mL de um soluto, contido em l00mL da solução. É usada


para gás dissolvido em gás ou líquido dissolvido em líquido.
Exemplo:
- No ar atmosférico encontramos 78% de N2.

Interpretação:
- Significa que 100 mL de ar contêm 78 mL de N2
- Significa que 100 mL de solução contêm 96 mL de álcool (álcool a 96o Gay-Lussac)

 Percentagem em massa (% m/m) ou em peso (% p/p).

Indica a massa em gramas de soluto em 100 g de solução.


Exemplo: solução de H2P04 a 15% m/m.

Interpretação:
- Existem 15g de H3PO4 em 100g de solução.

c) Concentração Molar ou Molaridade ( μ ).


Indica o número de mols de solução existente em 1 litro de solução.

94
Química

Importante

MAS O QUE É MOL ?

A palavra mol foi utilizada pela primeira vez pelo químico Wilhem Ostwald em
1896. Em latim, esta palavra significa mole, que significa”monte”, “quantidade”. A
partir desta palavra também originou molécula, que quer dizer pequena
quantidade.

Algumas mercadorias são vendidas em quantidades já definidas, como por


exemplo a dúzia (12), a resma (500) e etc.

O mol também determina quantidade. Pode determinar também massa e


volume. Veja o esquema a seguir:

O mol indica quantidade. Um mol de qualquer coisa possui 6,0 x 1023


unidades. É utilizado em química para referir-se à matéria microscópica, já que este
número é muito grande. Pode ser usado para quantificar átomos, moléculas, íons,
número de elétrons, etc.

O número 6,0.1023 é a constante de Avogadro.

Exemplos:

1 mol de átomos de H tem 6,0.1023 átomos.

1 mol de moléculas de H2O tem 6,0.1023 moléculas de H2O .

95
Química

MASSA MOLECULAR (MM)

É a massa da molécula medida em unidades de massa atômica.

O cálculo da massa molecular é igual ao somatório das massas atômicas dos


átomos que constituem a molécula.

Exemplos:

A água H2O tem 18 u de massa molecular.

O ácido sulfúrico H2SO4 tem 98 de massa molecular.

A massa de um mol (massa molar (M) ) é igual a sua massa molecular em


gramas (g).

Exemplos:

Um mol de água (H2O) tem 18g/mol.

Um mol de ácido sulfúrico (H2SO4 ) tem 98 g/mol .

μ
Onde:

μ = molaridade

n = número de mol

V = volume em litros

m
n
M (MassaMolar)

96
Química

Onde:

n = número de mols

m = massa da substância

M = massa molar

Exemplo:

Solução 0,2 M de H2SO4

Interpretação:

Em cada litro de solução encontramos o equivalente a 0,2 mol de H2SO4.

Cinética Química

Cinética Química é o estudo das Velocidades das Transformações Químicas


(velocidade média e velocidade instantânea).

Fatores que Interferem nas Reações

Antes de iniciarmos os cálculos de Velocidade, analisaremos os fatores que


interferem nas reações químicas.

 Fatores essenciais (sem eles não ocorrem reações)

1) Afinidade entre as moléculas reagentes.

97
Química

a) Contato

Este contato é analisado através das colisões efetivas, isto é, choques entre as
moléculas dotados de orientação favorável e energia suficiente, para que sejam
rompidas as ligações existentes, possibilitando o aparecimento de novas ligações.

 Os Produtos formados poderão apresentar conteúdo energético maior


ou menor que dos reagentes.
 Quanto maior for a Ea, mais difícil será a reação.

A quantidade mínima de energia, que deve ser atingida pelos reagentes, para
que ocorra o aparecimento de produtos, é chamada de Energia de Ativação. (Ea).

2) fatores acessórios

a) Calor
De um modo geral podemos dizer que o calor aumenta a velocidade
inicial das reações.


CaCO3 ⇒ CaO + CO2

= calor, aquecimento

b) Luz
Algumas reações são facilitadas ou aceleradas pela ação da luz.

H2O2 H2O + ½ O2

c) Estado Físico dos Reagentes


As substâncias reagem mais facilmente quando, gasosas, líquidas ou em
solução. O estado sólido apresenta pouca reatividade.

AgNO3 + NaCl  NaNO3 + AgCl

98
Química

Se usarmos AgNO3 e NaCl sólidos, praticamente, não haverá reação,


devido ao pouco contato íntimo entre os íons provenientes dos sais, porém
utilizando AgNO3 e NaCl aquosos, a reação é praticamente instantânea.

d) Estado nascente
É o estado em que se encontra a substância no momento em
que é formada. No estado nascente a substância é muito reativa.

H2O + |O|  H2O2

| O | - o oxigênio atômico ou nascente é mais reativo que o oxigênio


molecular O2

e) Eletricidade Um eudiômetro: é
um instrumento
Colocando-se hidrogênio e oxigênio num eudiômetro fazendo- utilizado para medir
se saltar uma faísca elétrica, a reação ocorre instantaneamente. a variação do
volume dos gases.
Faísca elétrica

H2 + ½ O2  H2O

f) Pressão
É muito importante para reações gasosas. O aumento da pressão
aumenta a velocidade no sentido contração.

ã
N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g)
4 volumes 2 volumes

O aumento da pressão favorece a síntese do NH3 (gás amoníaco)

99
Química

g) Catalisadores (catalisadores positivos)


São substâncias que aumentam a velocidade das reações, pois
facilitam as interações entre as moléculas reagentes.

C2H4 + H2 C2H6

A presença do Ni (catalisador) acelera a hidrogenação do eteno formando


etano. Além do Ni podem ser usados Pt ou Pd nesta reação.

h) Inibidores (catalisadores negativos)

São substâncias que diminuem a velocidade das reações



CH3 – CH2 – COONa + NaOH CH3 – CH3 + Na2CO3

O óxido de cálcio (CaO) abranda o efeito do NaOH, podendo ser


considerado um catalisador negativo.

Velocidade Média

É o quociente entre a Variação da quantidade de uma substância e a Variação


do tempo.

A quantidade de substância poderá também ser apresentada em massa,


volume etc.

O tempo poderá ser expresso em segundos, minutos, horas etc.

Quando a velocidade media for calculada em função de um reagente


(Velocidade média de desaparecimento) poderá ser incluído o sinal negativo na
fórmula.

100
Química

Exemplo:
Suponhamos que um isqueiro queime 0,01 moI de Butano por minuto:

A Equação que representa o fenômeno é:

C4H10(g) + 6,5 O2(g)  4O2(g) + 5H2O(g)


Interpretação da equação: de acordo com as proporções estequiométricas.

Como, geralmente, a quantidade de substância é apresentada em números de


mols.

Podemos dizer que:

n
Vm 
t

1 moI de C4H10(g) reage com 6,5 mols de O2(g) produzindo 4 mols de CO2(g) e
5mols de H2O(g)

Calculando as velocidades médias dos participantes em função queima de


0,01 mol de butano por minuto.

101
Química

Temos:

 Para o O2

1 mol / min de C4H10(g)  6,5 moI/ min de O2

0,01 mol / min de C4H10(g)  Vm = 0,65 moIs / min

 Para o CO2

1 mol / min de C4H10  4 mol / min de CO2

0,01 mol / V de C4H10(g)  Vm = 0,04 mol / min

Para o H2O (g)

1moI / min de C4H10(9)  5 mol / min de H2O(g)

0,01 moI/min de C4H10(g)  Vm = 0,05 mol / min

Velocidade Instantânea

A velocidade de uma reação num dado instante é o limite da velocidade


média quando o intervalo de tempo tende a zero.

102
Química

Conceito Químico:

“A velocidade de uma reação, num dado instante, é diretamente proporcional


ao produto das concentrações molares dos reagentes que recebem expoentes que
representam os coeficientes de balanceamento destas substâncias na equação”.
(Lei de Ação das massas ou Lei de Guldberg - Waage).

Este conceito só deve ser aplicado para reações simples e que ocorrem em
uma só etapa.

Seja a reação:
xA + yB  zC

Expressão da velocidade:

V = Velocidade instantânea.

K = Constante cinética (Depende do Sistema e da Temperatura).

V = K[A]x. [B]Y

[A] e [B] = Concentrações Molares dos reagentes A e B.


x e y = Coeficientes de Balanceamento de A e B na equação.

Ex.: Para a reação entre H2 e I2 cuja equação é:


H2 + I2  2HI
V = K. [H2]. [I2]
Ordem de reação:
É a soma dos expoentes das concentrações na expressão da velocidade
instantânea.

103
Química

Logo:
A reação cuja expressão da velocidade é:

V = K. [H2]. [I2] é uma reação de 2a ordem.


Considerações para reações mais complexas:
 Quando a reação ocorrerem várias etapas, a expressão da velocidade será
determinada através da etapa LENTA.

Ex.: A reação NO2 + CO  NO + CO2 , ocorre em duas etapas:

1) 2 NO2  NO + NO3 (Lenta).


2) NO3 + CO  NO2 + CO2 (Rápida).

Como a velocidade é determinada pela etapa lenta, temos:


V = K [NO2]2

Em alguns casos a velocidade só poderá ser determinada através de


dados experimentais. Geralmente, nestes casos, os expoentes das concentrações
dependem dos coeficientes de balanceamento e nem sempre todos os reagentes
participam da equação da velocidade.

Exemplo:
Considere a reação entre a sacarose e a água:
C12H22O11 + H2O  C6H12O6 + C6H12O6
Sacarose Glicose Frutose
Teoricamente a expressão da velocidade seria:
V = K [C12H22O11]. [H2O]
Porém, experimentalmente, verifica-se que a velocidade não depende da
concentração de água, logo: a expressão correta para a velocidade será:
V = K [C12H22O11]

104
Química

A importância do conhecimento dos conceitos de solução e concentração é


fundamental para a formação de um bom profissional, com eles podemos
entender deste um mero exame de laboratório até controle de qualidade de
materiais que você usará profissionalmente. A cinética química nos mostra que o
controle da velocidade das reações é de suma importância, pois com esse controle
podemos acelerar a nossa produção e também garantir a qualidade do produto.

A próxima unidade nos levará a entender certos termos usados no nosso dia
a dia, por exemplo: alimentos muito calóricos substancia neutras, ácidas ou
básicas. O que é pH ?

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo,elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

105
Química

106
Química

Exercícios – Unidade 3

1- A quantidade mínima de energia necessária para que as moléculas possam


reagir chama-se:

a) energia de ionização.

b) energia de ativação.

c) energia de ligação.

d) energia de excitação .

e) energia e reação.

2-Na reação representada por A + B  C + D, uma elevação de temperatura


produz um aumento de velocidade da reação porque aumenta:

a) a pressão do sistema em reação.

b) o volume do sistema em reação.

c) a energia de ativação dos reagentes.

d) a concentração dos reagentes.

e) a frequência de choques efetivos dos reagentes.

107
Química

3-A velocidade de uma reação química é alterada quando se modifica a


temperatura do sistema reagente. Entretanto, não varia:

a) o número de colisões entre as moléculas.

b) o número de partículas reagentes que possuem energia maior que a


energia de ativação.

c) a energia de ativação.

d) os movimentos vibracionais das moléculas.

e) a velocidade média das moléculas reagentes.

4- Ácido clorídrico 1 molar, em excesso, reage mais rapidamente com 1g de


carbonato de cálcio em pó do que com um cristal de carbonato de cálcio de massa
igual 1g, devido à diferença de :

a) energia de ativação.

b) concentração dos reagentes.

c) produtos de reação.

d) calor de reação.

e) superfície de contato.

108
Química

5- Experimentalmente, observou-se que a velocidade de formação da substância C,


através da reação 2A(g) + B(g)  C(g), é independente da concentração de B e
quadruplica quando a concentração de A é dobrada. A expressão da velocidade (v)
da reação, admitindo-se que k é a velocidade especifica, é:

a) v = k[A][B]

b) v = k[A]2

c) v = k[A]4

d) v= k [C ]
[ A] 2 [ B]

e) v = k[2A]2 [B]

6- As soluções químicas são amplamente utilizadas tanto em nosso cotidiano como


em laboratórios. Uma delas, solução aquosa de sulfato de cobre, CuSO4 à 1%, é
aplicada no controle fitossanitário das plantas atacadas por determinados fungos.
A massa de sulfato de cobre, CuSO4, em gramas, necessária para prepararmos 20
litros dessa solução a 1% p/V é:

a) 2,0

b) 2,0.101

c) 2,0. 102

d) 2,0. 103

e) 2,0.104

109
Química

7-Assinale a alternativa correta.

O aumento da produção de café numa fazenda pode ser obtido por adubação
foliar no cafezal, usando-se uma solução de ácido bórico a 0,3% (p/V). Sabendo-se
que para adubar todo o cafezal se necessitará de 10.000 litros da solução, o
agricultor deverá comprar, de ácido bórico:

a) 3 000 kg.
b) 620 kg.
c) 60 kg.

d) 300 kg.

e) 30 kg.

8-Num balão volumétrico de 250 mL adicionam-se 2,00 g de sulfato de amônio


sólido; o volume é completado com água. A concentração da solução obtida, em
g/L, vale:

a) 1,00.

b) 2,00.

c) 3,50.

d) 4,00.

e) 8,00.

110
Química

9-No preparo de solução alvejante de tinturaria, 521,5g de hipoclorito de sódio são


dissolvidos em água suficiente para 10,0L de solução. Calcule a concentração, em
mol/L , da solução obtida:

Dado: massa molar de NaClO = 74,5 g/mol.

10-Dissolveu-se 4,6 g de NaCl em 500 g de água “pura”, fervida e isenta de


bactérias. A solução resultante foi usada como soro fisiológico na assepsia de
lentes de contacto.

Calcule o valor aproximado da percentagem, em peso, de NaCl existente nesta


solução.

111
Química

112
Química

4 Termoquímica e Equilíbrio
Químico

Classificação das Reações Termoquímicas.

Equilíbrio Químico.

pH e pOH.

113
Química

Nesta unidade, estudaremos o calor liberado ou absorvido nas reações


químicas compreenderemos porque alguns alimentos são chamados de calóricos e
outros não; veremos ainda que várias reações ocorrem em dois sentidos mantendo
certo equilíbrio e estudaremos o que é pH como que este termo está tão presente
no nosso dia a dia.

Objetivos da Unidade:

 Identificar conceitos como entalpia, reações exotérmicas e endotérmicas;

 Compreender o que é caloria;

 Entender o equilíbrio químico;

 Conhecer os fatores que podem alterar este equilíbrio;

 Compreender o que é pH.

Plano da Unidade:

Classificação das Reações Termoquímicas.

Equilíbrio Químico.

pH e pOH.

Bons Estudos.

114
Química

A Termoquímica é o ramo da Físico-Química que estuda as variações de


energia térmica durante uma reação química. É a ciência que estuda as relações
quantitativas, materiais, entre o calor e as outras formas de energia.

Não há reação química que ocorra sem variação de energia; a energia é


conservativa. Não pode ser criada ou destruída. Apenas transformada; calor da
reação É a quantidade de calor liberada ou absorvida em uma reação química ou
mudança de estado físico.

Classificação das Reações Termoquímicas

Em função da energia envolvida as reações podem ser de dois tipos:

a) Exotérmicas
Libera calor para o meio externo.
Exemplo:
Combustão da gasolina:

115
Química

b) Endotérmicas

Absorve ou consome calor fornecido pelo meio externo.

Exemplo:

Cozimento da comida

Unidade de quantidade de calor.

A quantidade de calor pode ser medida em joules (J), quilo joules (kJ),
calorias (cal) e quilocalorias (kcal), sendo as duas primeiras adotadas pelo SI.
1cal = 4,18 J

116
Química

Entalpia (H)

É o total de energia liberada ou absorvida em uma transformação de um


dado sistema, a pressão constante.

 Cálculo da Variação de Entalpia

A+BC+ D

A + B = HR Entalpia Reagente

C + D = HP Entalpia Produto

ΔH = HP – HR Variação da Entalpia

 Diagramas de energia

 Reação exotérmica

ΔH = HP - HR
ΔH < 0 ( negativa)

117
Química

 Reação endotérmica

ΔH = HP - HR

ΔH > 0 (positiva)

Equações Termoquímicas

Indica a variação de entalpia associada à reação química.

Requisitos:
 Equação química ajustada.
 Indicação dos estados físicos e alotrópicos (quando for o caso) dos
componentes.
 Indicação da entalpia molar, isto é, por mol de produto formado ou
reagente consumido.
 Indicação das condições de pressão e temperatura em que foi medido
 H.Entalpia padrão: medida a 25°C e 1 atm.

118
Química

Importante

Convencionou-se entalpia zero para determinadas substâncias


simples, em razão de não ser possível medir o valor real da entalpia de uma
substância.

Foram escolhidas condições-padrão para estabelecer medidas relativas. Terá


entalpia zero qualquer substância simples que se apresente nos estados físico e
alotrópico mais comum, a 25ºC e 1atm de pressão.

 Estados Alotrópicos mais Comuns

Carbono:
Grafite  mais Comuns
Diamante

Enxofre:
Rômbico mais Comuns
Monoclínico
Fósforo:
Branco mais Comuns
Vermelho
Oxigênio:
O2 mais Comuns
O3 (ozônio)

 . Reação exotérmica (ΔH negativo)

2C(s) +3H2 (g) + ½ O2 (g)  C2H5OH(l) ΔH = - 276 J


 Reação endotérmica (ΔH positivo)
Fe2O3(s) + 3H2  2Fe(s) + 3H2O (l) ΔH = +12 kJ

119
Química

4- Tipos de Entalpias ou Calores de Reação

a) Entalpia de Formação (Hf)

Corresponde à energia envolvida na formação de um mol de substância a


partir de substâncias simples, no estado alotrópico mais comum.

 Entalpia de formação de substâncias simples é nula.


 Entalpia de formação é igual à entalpia da substância.

Exemplos:

H2(g) + ½ O2(g) H2O(l) Hf = -285,5 kJ/mol


C(grafite) + O2(g)  CO2(g) Hf = -393,3 kJ/mol
½ N2(g) + ½ O2(g)  NO(g) Hf = + 45,9 kJ/mol

b) Entalpia de Decomposição
Pode ser considerada como a entalpia inversa à de formação de uma
substância.

Exemplos:

H2O(l)  H2(g) + ½ O2(g) H = + 285,5 kJ/mol


CO2(g)  C(grafite) + O2(g) H = + 393,3 kJ/mol
NO(g)  ½ N2(g) + ½ O2(g) H = -45,9 kJ/mol

120
Química

Observe que ao inverter a equação a variação de entalpia troca de sinal algébrico.

c) Entalpia de Combustão

Corresponde à energia liberada na reação de 1 mol de substância


(combustível) com O2 puro (comburente). Se o combustível for material orgânico
(C, H e O) a combustão pode ser de dois tipos:

Completa: os produtos são CO2 e H2O.

Incompleta: além dos produtos acima forma-se, também, CO e/ou C (fuligem).

Combustão completa = CHAMA AZUL.


Combustão incompleta= CHAMA ALARANJADA.

d) Entalpia de Dissolução
Corresponde ao calor liberado ou absorvido na dissolução (às vezes
seguida de dissociação) de 1 mol de substância de tal modo que pela adição de
quantidades crescentes de água, seja alcançado um limite a partir do qual não há
mais liberação ou absorção de calor.
Exemplo:

H2SO4(l) + aq (2 mols)  H2SO4 (aq) H = -28,0 kJ/mol

e) Entalpia de Neutralização.

Corresponde ao calor liberado na formação de 1 mol de água, a partir da


neutralização de 1 mol de íons H+ por 1 mol de íons OH-, em solução aquosa
diluída.
Exemplo:

HCl + NaOHNaCl + H2O H = - 58,0 kJ/mol

121
Química

Lei de HESS

Para uma dada reação, a variação de entalpia é sempre a mesma, esteja essa
reação ocorrendo em 1 ou várias etapas. O valor da variação de entalpia do
processo direto é a soma de todos os processos da variação de entalpia
intermediários. Quando uma equação termoquímica é multiplicada por um valor,
sua variação de entalpia também é. Quando uma equação termoquímica for
invertida, o sinal de sua variação de entalpia também é.

Exemplo:
Reação de formação do CO2

çã
C(grafite) + O2(g) CO2(g) ΔH = - 22,7 kJ

Como ocorre:

1ª etapa C(grafite) + ½ O2(g) CO(g) ΔH = - 6,1 kJ

2ª etapa CO(g) + ½ O2(g) CO2(g) ΔH = - 16,6 kJ

C(grafite) + O2(g) CO2(g) ΔH = - 22,7 kJ

122
Química

Equilíbrio Químico

Dizemos que uma reação reversível atinge o equilíbrio químico quando


as velocidades das reações direta e inversa se igualam. É importante notar que
todas as reações reversíveis atingirão o equilíbrio em determinada temperatura.

Uma reação é dita reversível quando ela ocorre em dois sentidos, isto é:

Reagente  Produtos

Nas reações reversíveis, como todas as substâncias podem funcionar como


reagentes, dependendo do sentido considerado, o melhor será considerarmos:

1o Membro  2o Membro

Exemplo:
 Misturando ácido etanóico (CH3COOH) com etanol (CH3CH2OH)
temos uma reação de esterificação, formando etanoato de etila
(CH3COOC2H5) e água (H2O) o que representa a reação direta do
sistema.

CH3COOH + CH3CH2OH  CH3COOC2H5 + H2O

Por sua vez o éster formado sofre hidrólise, regenerando o ácido etanóico e o
etanol, o que representa a reação inversa.

CH3COOC2H5 + H2O  CH3COOH + CH3CH2OH.

123
Química

Concluímos então que o sistema é reversível.

1- Durante o equilíbrio V1 = V2 e  zero. Equivale dizer que o equilíbrio é


dinâmico e não estático.

No equilíbrio: as concentrações dos participantes são consideradas


constantes.

 GRÁFICOS

a) Velocidade Direta x tempo

124
Química

b) Velocidade inversa x tempo

c) No equilíbrio: Velocidade x tempo

125
Química

d) Concentração x tempo.

1o CASO: Considerando que no equilíbrio:

[1º Membro] < [2º Membro]

Onde:
C1 = concentração dos participantes do 1o membro.
C2 = concentração dos participantes do 2o membro.

126
Química

2o CASO Considerando que no equilíbrio:


[1o Membro] = [2o Membro]

G
r
a
u

d
e

Equilíbrio
Chama-se grau de equilíbrio (α ) de uma reação em relação a um determinado
componente, o quociente entre o número de mols desse participante que reagiu e
o número inicial de mols.

ú
α =
ú

Constantes de Equilíbrio em Termos de Concentrações Molares

Considere a reação:

127
Química

Usando os conceitos de velocidade instantânea temos:


V1 = K1. [A] x. [B]Y

V2 = K2 . [C] Z. [D]

Como no equilíbrio: V1 = V2

K1.[A]x.[B] y = K2 [C]z . [D]w

Fazendo a relação entre as constantes K 1 e K2:


K1 [C ] z [ D]w
=
K2 [ A] x  [ B] y

Como a relação entre duas constantes é evidentemente uma constante:


K1 [C ] z  [ D]w
= K c=
K2 [ A] x  [ B] y

Kc = Constante de equilíbrio em termos de concentrações molares

º
Em resumo: Kc =
º

Equilíbrios Moleculares

A constante de equilíbrio poderá ser calculada também através das pressões


parciais dos gases participantes, sendo então chamada de Kp (constante de
equilíbrio em termos de pressões parciais).

Ex.: xA(g) + yB(g)  zC(g) + wD(g)

128
Química

( pC ) z  ( pD) w
Kp 
( pA) x  ( pB) y

Em resumo:

º
Kp =
º

Unidades das constantes:


Kc = (mol / L) Δn e Kp = atm Δn

Caso as pressões sejam apresentadas em atmosferas.

Δn = Variação do número de mols.

Δn = (n do 2o Membro) - (n do 1o Membro).

Em sistemas Homogêneos (participantes no mesmo estado físico):

a) O Kc poderá ser calculado através dos íons e gases.

b) O Kp só poderá ser através dos gases.

Em sistemas Heterogêneos (participantes constituindo mais de uma fase) só


serão considerados os componentes gasosos e íons em solução, substituindo os
demais pela unidade nas expressões das constantes.
Exemplo:
1) FeO(s) + CO(g)  Fe(s) + CO2(g)

Kc = Kp =

Relação entre as Constantes Kp e Kc:


Kp = Kc (RT)Δ n
R = Constante dos gases: (R = 0,082 atm .L. mol –1 .K –1)
T = Temperatura absoluta (Kelvin).
K = oC + 273

129
Química

Importante

Kp - só para gases.

Deslocamento no Equilíbrio

Sistemas reversíveis

E toda e qualquer alteração da velocidade da reação direta ou reação inversa,


provocando modificações nas concentrações das substâncias elevando o sistema a
um novo estado de equilíbrio.

Importante

Princípio de Le Chatelier

“Quando um agente externo age sobre um sistema de equilíbrio se desloca, no


sentido de anular a ação do fator aplicado, para novamente seja atingido o
equilíbrio.”

130
Química

Fatores que Provocam Deslocamentos

1- Concentração

 A adição de uma substância, em um sistema em equilíbrio, provoca


deslocamento, no sentido de consumir a substância adicionada.
 A retirada parcial de uma substância de um sistema em equilíbrio
provoca deslocamento, no sentido de produzir a substância retirada.

Adicionando A, aumenta V1 Retirando A, aumenta V2


Adicionando B, aumenta V1 Retirando B, aumenta V2
Adicionando C, aumenta V2 Retirando C, aumenta V1
Adicionando D, aumenta V2 Retirando D, aumenta V1

a) Para gases: concentração  pressão parcial.

b) Uma substância capaz de reagir com um dos componentes do equilíbrio é


capaz de provocar deslocamento do mesmo, pois irá diminuir a concentração
deste componente.

c) Os catalisadores não provocam deslocamentos quando os sistemas se


encontram em equilíbrio.

131
Química

2 – Pressão Total

As variações de pressão só provocam deslocamentos em sistemas gasosos que


ocorrem com variação de volume.

O aumento da pressão favorece a reação que ocorre com contração. A


diminuição da pressão favorece a reação que ocorre com aumento de volume.

Obs.: para gases, os volumes são analisados por seus números de mols.

Aumento da pressão aumenta V1


Diminuição da pressão aumenta V2

3 – Temperatura

Além de perturbar o equilíbrio, modifica o valor da constante.


O aumento da temperatura favorece a reação que ocorre absorção de
calor (endotérmica).

A diminuição da temperatura favorece a reação que libera calor


(exotérmica).

Exemplo:
Para o sistema:

V1 – exotérmica
V2 – endotérmica
 aumento de temperatura aumenta V2
 diminuição da temperatura aumenta V1

132
Química

Equilíbrio Iônico Na Água

(T = 25o C e P = 1 atm)

 Ionização da água

.
Logo: K =

Porém, como o grau de ionização da água ( ) é aproximadamente


1,81 x 10– 9 (número muito pequeno), podemos então considerar que
[H2O] é constante e, portanto:

K . [H2O] = [H+] . [OH– ]


Como: K . [H2O] = Kw
Temos :

Kw = [H+] . [OH– ]

Como a 25o C na água pura [H+]. [OH– ] = 10 –7 íon g/L

Temos: [H+]. [OH– ] = 1 x 10 – 14

133
Química

Importante:

A água pura apresenta caráter neutro pois [H+] = [OH–] = 10 –7

Em soluções ácidas

Quando ocorre a adição de um ácido, este se ioniza produzindo íons H+ (H3O+)


que vão provocar deslocamento para a esquerda, isto é, consumindo parte dos
íons H+ adicionados e parte dos íons OH- presentes.

HA  H+ + A –

H2O  H+ + OH –

Será, então, novamente atingido o equilíbrio e o valor de Kw continuará 10 –14.

Exemplo: [H+] = 10– 3 e [OH –] = 10 –11 mas: [H+]. [OH– ] = 10 –14

Em soluções ácidas: [H+] > [OH– ]

Em soluções básicas
Quando ocorre a adição de uma base, esta se dissocia produzindo íons OH– ,
que vão provocar deslocamento para a esquerda, isto é, consumindo parte dos
íons OH – adicionados e parte dos íons H+ presentes.

BOH  B+ + OH –

H2O  H+ + OH –

134
Química

Será, novamente, atingido o equilíbrio e o valor de Kw continuará 10 –14 .

Exemplo: [H+] = 10 –10 e [OH– ] = 10 – 4 mas: [H +] . [OH–] = 10 –14

Em soluções básicas [H +] < [OH–]

Conceitos de pH e pOH
Em 1909, com o objetivo de evitar o uso de expressões matemáticas com
expoentes negativos, o químico dinamarquês, Soren Peer L Sörensen,
introduziu os conceitos de pH e pOH.

Onde p = – log

Temos então:
pH = – log [H+]
pOH = – log [OH–]
Se aplicarmos as equações anteriores à equação do produto iônico da água
([H+] . [OH–] = 10–14) , teremos:

pH + pOH = 14

Surge, então, a escala de pH:

135
Química

[ H+] ou [OH–] = x. M. α

x = No de H+ ou OH– na fórmula
M = Moralidade da solução
α = Grau de ionização ou dissociação.

Conceitos de pH e pOH

pH  potencial hidrogeniônico.

pOH  potencial hidroxiliônico.

Produto de Solubilidade (KS OU KPS)

Este conceito é aplicado para soluções saturadas de eletrólitos pouco


solúveis e que geralmente apresentam corpo de fundo (depósito ou precipitado).

Nesta situação observa-se um equilíbrio entre os íons em solução e o


precipitado.

Velocidade de dissolução do precipitado = Velocidade de precipitação.


Portanto, de uma forma prática, podemos dizer que a constante do produto de
solubilidade Ks, é igual ao produto das concentrações molares dos íons em
solução.

Exemplo: Solução saturada de AgCl com depósito.

136
Química

AgCl (s)  Ag + + Cl –
Ks = [Ag+] . [Cl–]

Relação entre a Solubilidade Molar e o Produto de Solubilidade


Considerando S a solubilidade em mol /L.
Temos:

1) XY
XY  X + + Y–
S S S

Ks = [X+] . [Y –]
Ks = S.S

Ks = S2

2) XY2

XY2  X ++ + 2Y –
S S 2S

Ks = [X++] . [Y–]2
Ks = S.(2S)2
Ks = 4s3

137
Química

3) X2Y3

X2Y3  2X 3 + + 3Y 2–
S 2S 3S

Ks = [X3+]2 . [ Y 2– ]3

Ks = (2S)2 . (3S)3
Ks = 4S2 . 27S3
Ks = 108 S5

Como podemos observar, a relação entre a solubilidade e o Ks depende da


proporção de dissociação.

Previsão de Precipitação

Comparando os valores dos produtos de solubilidades (tabelados) com os


produtos das concentrações molares dos íons em solução, podemos saber se
haverá ou não precipitação.

Se:

1o ) produtos dos íons = Ks  Solução Saturada


2o ) produtos dos íons < Ks  Solução não Saturada
3o ) produtos dos íons > Ks  Solução Saturada com depósito

138
Química

A importância do conhecimento dos conceitos de termoquímica e do


equilíbrio químico, solução e concentração é fundamental para a formação de um
bom profissional, com eles podemos entender deste um mero exame de
laboratório até controle de qualidade de materiais que você usará
profissionalmente. A cinética química nos mostra que o controle da velocidade das
reações é de suma importância, pois com esse controle podemos acelerar a nossa
produção e também garantir a qualidade do produto.

A próxima unidade, veremos como se pode produzir energia elétrica


utilizando a química também veremos como solucionar problemas de corrosão um
dos grandes problemas do nosso dia a dia.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo,elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

139
Química

140
Química

Exercícios - Unidade 4

1- Considere as seguintes transformações:


I. Degelo de um “freezer”.
II. Sublimação da naftalina.
III. Formação de uma nuvem de chuva a partir do vapor d’água do ar.
IV. Combustão do álcool comum.

Dessas transformações, são exotérmicas somente:

a) I e II.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

2- Para a equação:

HNO3(aq) + KOH(aq)  KNO3(aq) + H2O(l) , que apresenta valor de


ΔH = –13,8 Kcal/mol, o calor de reação envolvido nessa transformação é de:

a) combustão.

b) dissolução.

c) formação.

d) neutralização.

e) solução.

141
Química

3- Uma das informações que as embalagens de alimentos contêm é o teor de


calorias. Analise as afirmativas abaixo e marque a opção correta:

I. O teor calórico é uma determinação experimental através do calor de combustão.


II. Quanto maior o número de calorias, maior o tempo de degradação do alimento.
III. A medida das calorias de um alimento é feita através do calor neutralização.

a) apenas I.
b) apenas II.
c) I e II.
d) apenas III.
e) I, II e III.

4 - Quais das seguintes afirmativas são verdadeiras para uma reação endotérmica?

I. O ΔH é positivo.

II. O calor é transferido ao meio ambiente.

III. A entalpia dos produtos é maior que a entalpia dos reagentes.

IV. O ΔH é negativo

a) I e II.
c) II e IV.
b) I e III.
d) III e IV.
e) n. r. a.

142
Química

5- A produção de carbeto de silício, importante material refratário, envolve o


equilíbrio representado por:

SiO 2(l) + 3C(s)  SiC(s) + 2 CO (g)

A expressão da constante desse equilíbrio é dada por:

a) [SiC] / [SiO2].
b) [CO]2 / [C].
c) [CO]2 / [SiO2].
d) [CO].
e) [CO]2

6- Dada a expressão da constante de equilíbrio em termos de concentração de


produtos e reagentes.

Kc = a equação química que pode ser representada por essa


expressão é:

a) 2NO2(g)  2NO(g) + O2(g)


b) 2 NO(g ) + O2(g)  2NO2(g)
c) NO2(g)  2NO(g) + O2(g)
d) 2NO2(g)  NO(g) + O(g)
e) NO (g ) + O2(g)  2NO2(g)

143
Química

7- No equilíbrio 2CO(g) + O2(g)  2CO2(g), temos as seguintes concentrações molares:


4 mol . L–1 de CO(g) e 4 mol .L–1 de O2(g). Sabendo-se que nestas condições Kc vale
10–2, a concentração molar de CO2(g) é:

a) 0,8 mol . L–1

b) 0,16 mol . L–1

c) 0,4 mol . L–1

d) 8,0 mol . L–1

e) 0,64 mol . L–1

8- Com relação ao pH das soluções aquosas, pode-se dizer que:

I. A 25 °C, uma solução de pH = 5, possui [H+] = 10–5 mol/l.


II. Solução ácida tem pH maior que solução básica.
III. O meio básico é caracterizado por [H+] > 10–7 mol/l.

a) I e II estão corretas.
b) somente a III está correta.
c) II e III estão corretas.
d) somente a I está correta.
e) I e III estão corretas.

144
Química

9- O pH tem uma importância significativa nos processos de laboratório, da


indústria e dos organismos vivos. Ele pode ser avaliado de forma simples, usando-
se substâncias chamadas indicadores. O indicador ácido-base alaranjado de metila
tem o intervalo de viragem (mudança de coloração) como o que se apresenta na
figura a seguir, que indica a cor em função do pH:

As figuras abaixo apresentam soluções com as respectivas concentrações de OH–.

Quando são colocadas gotas do indicador em cada uma das soluções. Qual se
torna vermelha? Justifique.

145
Química

10- Calcule o pH de uma solução que contém 1/100.000 g de H+ por litro de


solução, indicando se a solução é ácida, básica ou neutra.

146
Química

5 Eletroquímica e seus
Fenômenos

Pilhas.
Corrosão.

147
Química

Nesta unidade, estudaremos a energia elétrica liberada em certas reações


químicas, o que é corrosão e as maneiras de amenizar seus efeitos.

Objetivos da Unidade:

 Identificar conceitos como oxidação, redução, anodo, catodo e


outros;
 Compreender o que é uma pilha;
 Aprender o que é corrosão;
 Conhecer maneiras de evitar a corrosão do ferro.

Plano da Unidade:

Pilhas.
Corrosão.

Bons Estudos.

148
Química

É a parte da Química que estuda as reações de oxi-redução produzem corrente


elétrica (pilhas e acumuladores), e as reações oxi-redução que são produzidas pela
corrente elétrica (eletrólise).

Pilhas

Reações Espontâneas:
Considerações gerais:

1. Reação de oxi-redução é aquela onde se verifica a variação Nox (número de


oxidação) de certos participantes.

Seja a reação:
Aumenta o nox (oxida)

Mgo + 2H+ Cl– Mg2+ Cl–2 + H2

Diminui o nox (reduz)

149
Química

a) Oxidação

É a perda de elétrons proporcionando aumento algébrico do Nox. No


exemplo anterior, é o caso do Mg, que passa no nox = 0 para o nox = +2 .

b) Redução

É o ganho de elétrons proporcionando diminuição algébrica do Nox. No


exemplo anterior, é o caso do H, que passa do nox = + 1 para o nox = 0.

Complemento:

 A substância que contém a espécie química que se oxida é


denominada agente redutor ou simplesmente redutor. Ex.: Mg.

 A substância que contém a espécie química que se reduz é de-


nominada agente oxidante ou simplesmente oxidante. Ex.: HCl.

Importante

A tendência natural dos metais é sofrer oxidação (doar elétrons).

Sendo assim, nas mesmas condições, o potencial de oxidação dependerá


exclusivamente da natureza do metal. Portanto, se mergulharmos dois metais
diferentes, conectados por um fio condutor, numa mesma solução iônica, haverá
momentaneamente migração de elétrons do metal de maior potencial de oxidação
para o outro, isto é, estabelece-se uma ddp (diferença de potencial).

150
Química

Veja o esquema:

Verifica-se que:

1 - O sentido do fluxo de elétrons é do Mg para o Cu, logo, o potencial de


oxidação do Mg é maior que o potencial de oxidação do Cu.

2 - Parede porosa (vela de filtro, por exemplo) permite o fluxo de íons.

3 - Voltímetro é o aparelho que mede a diferença de potencial (d.d.p.) e esta


grandeza é medida em volts (V).

151
Química

 Eletrodo ou Semipilha

Sistema formado por um metal imerso numa solução iônica.


Fatores que influem no potencial de um eletrodo

 Natureza da solução:

 Concentração da solução;

 Temperatura;

 Pressão (quando envolve gases)

 Eletrodo Padrão de 1a Ordem

É aquele onde o metal encontra-se imerso numa solução iônica cujo cátion é
derivado do metal, em concentração 1 molar e a 25oC . Neste caso, o potencial do
eletrodo é dito padrão e representado por (Eo)

Eletrodo padrão de Zn (E0Zn)

152
Química

 Eletrodo padrão de Ag (Eo Ag)

Importante

Os valores numéricos dos potenciais de todos os eletrodos foram


determinados a partir do eletrodo padrão de hidrogênio, ao qual se atribuiu,
arbitrariamente, o valor de 0,00 Volt.

Os potenciais de oxidação e redução de um sistema são numericamente


iguais, porém com sinal contrário.

EoZno | Zn+2 = + 0,76 V  Potencial de oxidação


Ex. :

EoZn2+ | Zno = – 0,76 V  Potencial de redução

153
Química

154
Química

Pilhas, Células Eletroquímicas Ou Células Galvânicas

São dispositivos formados por dois eletrodos (ou semipilhas) onde ocorrem,
separadamente, as semi-reacões de oxidação e de redução. Os dois metais são
conectados por um fio condutor, por onde fluem os elétrons (corrente eletrônica),
e as duas soluções, são comunicadas por uma parede porosa ou ponte salina por
onde migram os íons (corrente iônica).

 Ânodo  polo negativo  Eletrodo de maior potencial de oxidação


(ou menor potencial de redução). Ocorre corrosão do metal,
diminuindo assim de massa.

 Cátodo  polo positivo  Eletrodo de menor potencial de oxidação


(ou maior potencial de redução). Ocorre aumento da massa do metal
pela deposição do cátion.

 O sentido do fluxo de elétrons é sempre do ânodo para o cátodo;

 Quanto maior o potencial de oxidação melhor o agente redutor;

 Quanto maior o potencial de redução melhor o agente oxidante;

 Ponte Salina é um tubo de vidro no formado de U, contendo uma


solução iônica, cuja finalidade é manter o equilíbrio das cargas nas
soluções de eletrodos, por permitir a migração de íons;

 Com o funcionamento da pilha, a solução do ânodo vai


concentrando enquanto a solução do cátodo vai diluindo.

155
Química

Cálculo De Voltagem, Tensão, Potencial (ddp) ou FEM da Pilha (ΔE)

ΔE0 = E0 oxidação + E0 redução

Quando:

Δ E> 0  reação espontânea (sistema pilha).


Δ E< 0  reação não espontânea (a reação somente ocorrerá por meio de etrólise).

Ex.: Sejam os potenciais de redução a seguir:

Mg2+ + 2e –  Mg0 AE0 = – 2,37 V


Ag+ + e –  Ag0 AE0 = +0,80 V

Como o maior potencial de redução é o Ag +, caberá ao Mg0 oxidar-se, para isto,


bastará trocar o sinal de seu potencial que passará a ser +2,37 V.

Logo:
Δ E0 = E0 oxid + E0 red

Δ E0 = +0,80
ΔE = +3,17 Volts
Exemplo:

Sejam os potenciais:

Zn2+ + 2e –  Zn0 E0= -0,76 V


Cu2+ + 2e –  Cu0 E0 = +0,34 V

Neste caso, o maior potencial de redução é o Cu2+ logo, caberá ao Zn0


oxidar-se, para isto, inverte-se o sinal de seu potencial (+0,76 V).
Assim:
ΔE0 = E0 oxid. + E0 red
ΔE0 = + 0,76 + 0,34
ΔE = +1,10 Volts

156
Química

V- PILHA DE DANIEL

 Antes do funcionamento:

Zn 2+
+ 2e –  Zno  E0 = – 0,76 V

Cu2+ + 2e –  Cu0  E0 = + 0,34 V

 Durante o funcionamento

157
Química

 Análise geral

1- Ânodo ( – ) Eletrodo de Zinco  semi – reação de oxidação:


Zno  Zn 2+ + 2e– ( Eo = + 0,76 V)

2- Catodo (+) Eletrodo de Cobre  Semi – reação de redução:


Cu 2+ + 2e –  Cuo ( Eo = + 0,34 V)

3- Reação Global : Zno + Cu 2+  Zn 2+ + Cuo

4- Equação representativa da pilha: mostra-se a reação do ânodo seguida da


reação do cátodo, conforme esquema:

Zn0 / Zn2+ (1M) / / Cu2+ (1M) / Cu0 250C

5- Voltagem da pilha:

Δ E0 = E0 oxidação + E0 red
Δ E0 = +0,76 + 0,34
Δ E0 = +1,10V

6- Sentido do fluxo de elétron: da placa de zinco para a placa de cobre


(corrente eletrônica).

7- Íons em trânsito na ponte salina: Zn2+ para o cátodo e SO4 para o ânodo
(corrente iônica).

Eletrólise

É a decomposição de uma substância por ação da corrente elétrica. As


substâncias que sofrem eletrólise são denominadas eletrólitos podem ser bases e
sais fundidos (eletrólise ígnea) ou ácidos, bases e sais dissolvidos em água
(eletrólise em solução aquosa).

O aparelho onde se realiza a eletrólise é denominado voltâmetro ou cuba


eletrolítica.

158
Química

Os eletrodos podem ser inertes (grafite, platina, ....) ou ativos quando o


objetivo for técnicas de cromagem, prateamento, niquelação etc.

a) Tipos De Eletrólise

 Aspecto Qualitativo

1o ) Eletrólise Ígnea do NaOH

Ã
2NaOH(s) 2Na + + 2OH –

Anodo (+)  oxidação


2OH – – 2 e  H2O + ½ O2

Cátodo (-)  redução


2Na+ + 2 e  2 Na

 Reação global:

Ã
2NaOH 2Na + H2O + ½ O2
ELETRÓLISE

2o ) Eletrólise ígnea do KCl

Ã
KCl (s) —> K+ + Cl –

Ânodo ( + )  Oxidação
Cl – – 1e–  ½ Cl2

Câtodo (-)  redução

K + + 1e –  K

159
Química

 Reação global:

Ã
KCl —> K + ½ Cl2
ELETRÓLISE

Eletrólise Em Solução Aquosa

Neste caso, haverá competição entre os Íons do soluto e o H+ e OH –

provenientes da água, para descarregar. Uma maneira prática para identificar os


íons que terão prioridade de descarga numa eletrólise, é a utilização das
sequências a seguir:

a) Prioridade de descarga dos cátions (redução).

b) Prioridade de descarga dos ânions:

160
Química

Exemplo:
 Eletrólise da solução aquosa do NaCl

NaCl  Na+ + Cl –

H2O  H+ + OH –

Conforme as sequências de prioridades, descarregarão nos eletrodos os íons H+


e Cl – e permanecerão na cuba eletrolítica os íons Na+ e OH –.

Teremos então:
Ânodo (+)  oxidação
Cl – – 1e –  ½ Cl2

Cátodo (-)  redução


H+ + 1e – —> ½ H2

Reação global:

OBS.: Esta eletrólise do soluto e do solvente foi parcial.

 Aspectos Quantitativos:

Leis de Faraday

1a) A massa de uma substância produzida no eletrodo é diretamente


proporcional à quantidade de eletricidade que passa pelo sistema.
I
m= α . Q

161
Química

Como: Q = i x t, teremos:

m= α .i . t

Onde:

M  massa da substância (grama)


Q  carga (Coulomb)
i  corrente (ampère)
t  tempo (segundos)
α  constante de proporcionalidade

2a ) A quantidade de eletricidade necessária para produzir no eletrodo um


equivalente-grama da substância, é sempre 96.500 C ou 1F (Faraday).

m= α . E

Onde:
E  equivalente grama

ô
E=
º é

A constante de proporcionalidade (α) equivale ao inverso de Faraday (F). um


Faraday corresponde à carga elétrica capaz de eletrolisar 1 equivalente grama de
substância. Vale 96.500 Coulombs.

. ..
m .
ou m .

162
Química

Importante

A carga de 96500 C (Ou 1 F) corresponde à circulação de 1 moI de elétron e


produz no eletrodo1 equivalente-grama da substância.

No mesmo intervalo de tempo, o número de Eqg de substância formada no


ânodo é igual ao número de Eqg de substância formada no cátodo.

Corrosão
 A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela ação química
ou eletroquímica do meio, podendo estar ou não associada a esforços
mecânicos.

A corrosão pode incidir sobre diversos tipos de materiais, sejam metálicos


como os aços ou as ligas de cobre, por exemplo, ou não metálicos, como plásticos,
cerâmicas ou concreto.

Nos processos de corrosão,


os metais reagem com os
elementos não metálicos
presentes no meio, O2, S, H2S,
CO2 entre outros, produzindo
compostos semelhantes aos
encontrados na natureza, dos
quais foram extraídos. Conclui-
se, portanto, que nestes casos a
corrosão corresponde ao inverso
dos processos metalúrgicos.

163
Química

Meios Corrosivos

Os meios corrosivos em corrosão eletroquímica são responsáveis pelo


aparecimento do eletrólito. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora
constituída de água contendo sais, ácidos ou bases.

Principais Meios Corrosivos e Respectivos Eletrólitos

 Atmosfera: o ar contém umidade, sais em suspensão, gases


industriais, poeira, etc. O eletrólito constitui-se da água que
condensa na superfície metálica, na presença de sais ou gases
presentes no ambiente. Outros constituintes como poeira e
poluentes diversos podem acelerar o processo corrosivo;
 Solos: os solos contêm umidade, sais minerais e bactérias. Alguns
solos apresentam também, características ácidas ou básicas. O
eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos;
 Águas naturais (rios, lagos e do subsolo): estas águas podem
conter sais minerais, eventualmente ácidos ou bases, resíduos
industriais, bactérias, poluentes diversos e gases dissolvidos. O
eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos.
Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo;

A água do mar em virtude da presença acentuada de sais é um eletrólito


por excelência. Outros constituintes como gases dissolvidos, podem
acelerar os processos corrosivos.

 Produtos químicos: os produtos químicos, desde que em contato


com água ou com umidade e formem um eletrólito, podem provocar
corrosão eletroquímica.

164
Química

Mecanismo de Proteção

Em todos os métodos usados para o controle de corrosão deve-se levar


em conta o fator econômico que é primordial.

Em grande número de casos, o prejuízo causado pela corrosão não se


concentra no custo da peça a ser trocada e sim na parada total de uma unidade em
operação para que se possa processar a substituição.

Tipos de revestimentos

a) Revestimentos Metálicos

Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o


metal que se quer proteger. Os mecanismos de proteção das películas metálicas
podem ser: por formação de produtos insolúveis, por barreira, por proteção
catódica, dentre outros.

As películas metálicas protetoras, quando constituídas de um metal mais


catódico que o metal de base, devem ser perfeitas, ou seja, isentas de poros,
trincas, etc., para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem
corrosão na superfície metálica do metal de base ao invés de evitá-la.

b) Revestimentos Não Metálicos Inorgânicos

Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o


meio corrosivo e o metal que se quer proteger. Os mecanismos de proteção são,
essencialmente, por barreira e por inibição anódica.

165
Química

 Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora


passivante existente em certos metais, especialmente no alumínio. A
oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo
eletrolítico. O alumínio é um exemplo muito comum da anodização;

 Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com


soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. A camada de
cromatos passivante aumenta a resistência à corrosão da superfície
metálica que se quer proteger;

 Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfatos à


superfície metálica. A camada de fosfatos inibe processos corrosivos
e constitui-se, quando aplicada em camada fina e uniforme, em uma
excelente base para pintura, em virtude da sua rugosidade. A
fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias
automobilísticas e de eletrodomésticos. Após o processo de
desengraxe da superfície metálica, aplica-se a fosfatização,
seguindo-se a pintura;

166
Química

 Revestimento com argamassa de cimento: consiste na colocação


de uma camada de argamassa de cimento, com espessura da ordem
de 3 a 6 mm, sobre a superfície metálica. Este revestimento é muito
empregado na parte interna de tubulações e, neste caso, é aplicado
normalmente por centrifugação. Em tubulações de grande diâmetro
é comum usar-se um reforço com tela metálica. O revestimento
interno com cimento é empregado em tubulações para transporte
de água salgada, em água de refrigeração, tubulações de água de
incêndio e água potável. Se considerados os aspectos técnicos e
econômicos, o revestimento com argamassa de cimento e areia é a
melhor solução para tubulações transportando água salgada.

 Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de


vidro sobre a superfície metálica. Esta camada é aplicada sob a forma
de esmalte e fundida em fornos apropriados. Consegue-se uma
película de alta resistência química, muito utilizada na indústria
química;

 Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma


camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob
a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Este
revestimento é usado em alguns utensílios domésticos, em fogões,
máquinas de lavar, etc.;

167
Química

 Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de


uma camada de material cerâmico, geralmente silicoso, de alta
resistência a ácidos, utilizado principalmente para revestimentos de
pisos e canais de efluentes.

b) Revestimentos Orgânicos

Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a


superfície metálica e o meio corrosivo. Os principais revestimentos orgânicos são
os seguintes:

 Pintura industrial: é um revestimento, em geral orgânico,


largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas
aéreas e, em menor escala, em superfícies enterradas ou submersas.
O revestimento por pintura é empregado para estruturas submersas
que possam sofrer manutenção periódica em dique seco, tais como
navios, embarcações, boias, etc. Só em casos especiais é empregado
em estruturas enterradas, pela dificuldade de manutenção
apresentada nestes casos. Em se tratando de estruturas aéreas, é
normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos
para proteção anticorrosiva.

 Revestimento com borrachas: consiste o recobrimento da


superfície metálica com uma camada de borracha, utilizando-se o
processo de vulcanização. É um revestimento que pode assumir
diversas durezas dependendo do tipo de borracha e do processo de
vulcanização. Este revestimento é utilizado na indústria química em
equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente
corrosivos, especialmente ácidos. O tipo de borracha é selecionado
em função destas características de agressividade;

168
Química

A importância do conhecimento dos conceitos da Eletroquímica e da


Corrosão é fundamental para a formação de um bom profissional, com eles
podemos entender que certos materiais não podem ser usados em determinadas
situações e que a proteção anticorrosiva existe de uma forma muito ampla e que
fundamental para a boa conservação das instalações industriais.

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

169
Química

170
Química

Exercícios – Unidade 5

1- Com base no diagrama da pilha:

Ba0 / Ba2+ // Cu + / Cu0

E nos potenciais-padrões de redução das semi-reacões:

Ba0 Ba2+ + 2e– E0 = –2,90 volt

Cu0 Cu+1 + 1e– ΔE0 = +0,52 volt

Qual a diferença de potencial da pilha:

a) + 2,38 volts.
b) – 2,55 volts.
c) + 3,42 volts.
d) – 3,42 volts.
e) – 2,38 volts.

2- Pilhas são dispositivos nos quais energia química é convertida em energia


elétrica, através de reações de oxi-redução. Sendo dada a série eletroquímica em
ordem crescente de reatividade como se segue: ouro, prata, cobre hidrogênio,
níquel, ferro, zinco e manganês, analise as afirmativas abaixo.
I. Espécies químicas situadas antes do hidrogênio têm caráter anódico em relação
as que os seguem.

II. A maior diferença de potencial (ddp) na série dos elementos zinco e manganês.

III. a energia química da pilha Zn-Ni é maior do que da pilha Zn-Fe.

171
Química

Dentre as afirmativas acima marque a opção correta:


a) apenas I é verdadeira.
b) apenas II é verdadeira.
c) I e II são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) apenas III.

3- A corrosão eletroquímica opera como uma pilha. Ocorre uma transferência de


elétrons quando dois metais de diferentes potenciais são colocados em contato.

O zinco ligado à tubulação de ferro, estando a tubulação enterrada –


pode-se, de acordo com os potenciais de eletrodo –, verificar que o anodo é o
zinco, que logo sofre corrosão, enquanto o ferro, que funciona como cátodo, fica
protegido.

172
Química

Dados: potenciais-padrão de redução em solução aquosa:

Temperatura = 25ºC; pressão = 1 atm; concentração da solução no eletrodo = 1,0 M

Semi reação Δ Eº (volt)

Zn2+ + 2e –  Zn(s) – 0,763

Fe2+ + 2e –  Fe(s) – 0,440

Assinale a equação global da pilha com a respectiva ddp da mesma:

a) Fe2+ + 2e –  Zn2+ + 2 e – ΔE = + 0,232V


b) Zn + Fe2+  Zn2+ + Fe ΔE = + 0,323V
c) Fe2+ + Zn  Zn + Fe2+ ΔE = – 0,323V
d) Fe + Zn  Zn2+ + Fe2+ ΔE = + 0,323V

4- Sobre a pilha esquematizada abaixo, assinale o que for correto:

173
Química

a) seu funcionamento diminuiu a concentração de íons B3+.


b) o eletrodo B sofre oxidação.
c) o eletrodo A é denominado cátodo.
d) a equação global é dada por 2B(s) + 3A2+(aq)  2B3+(aq) + 3A(s).
e) o eletrodo B sofre corrosão.

5- O potencial padrão de redução de uma célula galvânica constituída por um


eletrodo de Ag e outro de Cu é 0,46 V. Nesta célula ocorre a seguinte reação:

2 Ag+ (aq) + Cu(s)  2Ag (s) + Cu2+(aq)

Sabendo-se que o potencial de redução do par Cu2+ Cu0 é 0,34 V pode-se


afirmar que o potencial de redução do par Ag+/Agº é:

a) 0,12 V b) 0,24 V c) 0,68 V d) 0,80 V e) 0,92 V

6- O alumínio é produzido a partir do minério bauxita, do qual é separado o óxido


de alumínio que, em seguida, junto a um fundente, é submetido à eletrólise. A
bauxita contém cerca de 50%, em massa, de óxido de alumínio. De modo geral,
desde que o custo da energia elétrica seja o mesmo, as indústrias de alumínio
procuram se estabelecer próximas a:

a) zonas litorâneas, pela necessidade de grandes quantidades de salmoura


para a eletrólise.
b) centros consumidores de alumínio, para evitar o transporte de material
muito dúctil e maleável e, portanto, facilmente deformável.
c) grandes reservatórios de água, necessária para separar o óxido de
alumínio da bauxita.
d) zonas rurais, onde a chuva ácida, que corrói o alumínio, é menos
frequente.
e) jazidas de bauxita, para não se ter de transportar a parte do minério (mais
de 50%) que não resulta em alumínio.

174
Química

7- Considerando a pilha Mg0 / Mg2+ / Fe2+ / Fe0 e sabendo que o magnésio cede
elétrons espontaneamente para os íons Fe2+, é correto afirmar que:

a) o Mg0 é o oxidante.
b) o Fe2+ se oxida.
c) o Fe0 é o anodo.
d) a solução de Mg2+ se diluirá.
e) o eletrodo positivo ou catodo terá a sua massa aumentada.

8- Metais como sódio (alcalino), magnésio (alcalino-terroso) e alumínio possuem


baixos potenciais de redução, ou seja, não são facilmente reduzidos. O meio
econômico de obtê-los é por meio de:

a) reações de deslocamento utilizando-se prata metálica e sais desses


metais.
b) uma pilha, onde no ânodo ocorre a redução desses metais.
c) eletrólise ígnea de compostos contendo esses metais.
d) uma reação de dupla troca com ácidos fortes, como ácido sulfúrico ou
nítrico.
e) uma reação de decomposição térmica de composto contendo esses
metais, tais como NaCl, MgCl2 e Al2O3.

175
Química

9- O esquema de corrosão do ferro é descrito nas equações abaixo

ânodo: Fe(s)  Fe+2(aq) + 2e–


Fe+2(aq)  Fe+3 + e–

cátodo: 2H2O(I) + O2(g) + 4e–  4OH–


(na presença de O2)

Reação global: 2Fe(s) + 3H2O(I) + 3/2 O2(g)  2Fe(OH)3(s)

O recobrimento do material com uma camada de tinta é uma das ações que
diminui a ferrugem contra ação da corrosão, por que a tinta é?

176
Química

10- O contato com certos metais (como o cobre e o estanho) pode acelerar a
corrosão do ferro e torná-la mais intensa, enquanto o contato com metais (como
zinco e o magnésio) pode impedir ou retardar a formação de ferrugem. Levando-se
em conta os valores dos potenciais (E0) das semi-reações abaixo,

Calcule o ΔE0 da pilha formada por ferro e oxigênio em meio aquoso e ΔE0 da pilha
formada por ferro e zinco em meio aquoso.

177
Química

178
Química

6 Química Orgânica

Conceitos da Química Orgânica.


Tipos de cadeias orgânicas
Nomenclatura da Química Orgânica.
Funções da Química Orgânica.

179
Química

Nesta unidade, estudaremos a Química Orgânica, é a química do carbono,


uma vez que é o elemento mais abundante na natureza da Química Orgânica e que
está mais presente na nossa vida, nos alimentos, nos remédios e nas roupas etc.

Objetivos da Unidade:

• Conhecer o que é Química Orgânica;


• Compreender como as cadeias orgânicas se apresentam;
• Aprender a nomenclatura orgânica;
• Conhecer as diversas funções da Química Orgânica.

Plano da Unidade:

Conceitos da Química Orgânica.


Tipos de cadeias orgânicas
Nomenclatura da Química Orgânica.
Funções da Química Orgânica.

Bons Estudos.

180
Química

Conceitos da Química Orgânica

A Química orgânica é a parte da química que estuda os compostos do


carbono.

Por exemplo:

C2H6O – álcool etílico, etanol.


C12H22O11 – o açúcar comum, sacarose.

Compostos Orgânicos.

Os principais elementos presentes na grande maioria dos compostos


orgânicos, além do carbono, cuja presença é obrigatória, são: o hidrogênio (H), o
oxigênio (O) e o nitrogênio (N).

Importante

Carbono (C) – o carbono é tetravalente e suas quatro ligações podem ser


representadas das seguintes maneiras:

Hidrogênio (H) – o hidrogênio é monovalente; portanto, sempre efetuará uma


única ligação.

Oxigênio (O) – o oxigênio é bivalente e suas duas ligações podem ser dos
seguintes tipos:

181
Química

Nitrogênio (N) - o nitrogênio é trivalente e suas três ligações podem ser


representadas das seguintes formas:

Halogênios (F, Cl, Br e I) – são monovalentes.

Enxofre (S) – é bivalente.

Polaridades dos Compostos Orgânicos

Entre átomos de carbono:

Como os átomos unidos apresentam a mesma eletronegatividade, essas


ligações são apolares.

Entre átomos de carbono e hidrogênio:

Como os átomos unidos apresentam pequena diferença de


eletronegatividade, essas ligações são consideradas apolares.

Quando, a molécula de um composto orgânico, existir um outro


elemento químico além do carbono e hidrogênio, suas moléculas poderão
apresentar uma certa polaridade.

Como a maioria dos compostos orgânicos são apolares, eles são pouco
solúveis em água, que é um solvente polar, e tendem a se dissolver em outros
compostos orgânicos, uma vez que semelhante tende a dissolver semelhante.

182
Química

Capacidade de Formar Cadeias

Os átomos de carbono têm a propriedade de se unirem, formando


estruturas denominadas cadeias carbônicas. Essa propriedade é a principal
responsável pela existência de milhões de compostos orgânicos.

Por exemplo

Existe outra maneira de representar a cadeia de um composto orgânico. Nesse


tipo de representação, indicam–se por traços somente as ligações entre os
carbonos, sendo que estes encontram – se situados nos vértices formados pelas
pontas de inflexão da estrutura (cadeia).

Por exemplo:

Nesta representação há seis, logo apresenta seis átomos carbonos.

183
Química

Tipos de Cadeias Orgânicas

Tipos de Átomos de Carbono

1- Carbono primário: é aquele que se encontra ligado diretamente, no máximo, a


outro átomo de carbono.

Por exemplo:

2 – Carbono secundário: é aquele que se encontra ligado diretamente a apenas


dois outros átomos de carbono.

Por exemplo:

3 – Carbono terciário: é aquele que se encontra ligado diretamente a três outros


átomos de carbono.

Por exemplo:

184
Química

4 – Carbono quaternário: é aquele que se encontra ligado diretamente a quatro


outros átomos de carbono.

Por exemplo:

Classificação das Cadeias Carbônicas

1 – Cadeia aberta, acíclica ou alifática – é aquela que apresenta pelo menos duas
extremidades e nenhum ciclo ou anel.

Por exemplo: H3C – CH2 – CH2 – CH3

Quanto à disposição dos átomos as cadeias abertas dividem–se em:

 Cadeia normal, reta ou linear – é a cadeia aberta que apresenta


somente duas extremidades, ou seja, não apresenta ramificações.

Por exemplo: H3C – CH2 – CH2 – CH2 – CH3

 Cadeia ramificada – é a cadeia linear que apresenta no mínimo três


extremidades, ou seja, apresenta ramificações.

Por exemplo:

185
Química

Quanto ao tipo de ligação entre os átomos de carbono as cadeias abertas


dividem–se em:

 Cadeia saturada – é aquela que apresenta somente ligações simples


entre os átomos de carbono.

Por exemplo: H3C – CH2 – CH2 – CH3

 Cadeia insaturada ou não–saturada – apresenta pelo menos uma


ligação dupla ou tripla entre os átomos de carbono.

Por exemplo: H2C = CH – CH3 H3C – C ≡ CH

Quanto à natureza dos átomos que compõem a cadeia as cadeias abertas


dividem–se em:

 Cadeia homogênea – é constituída somente por átomos de carbono.

Por exemplo:

 Cadeia heterogênea – existe pelo menos um heteroátomo entre os


átomos de carbono que constituem a cadeia, sendo que os
heteroátomos mais comuns são O, N, S e P.

Por exemplo: H3C – CH2 – O – CH2 – CH3

 Cadeia fechada ou cíclica – é aquela que não apresenta extremidades;


os átomos se unem, originando um ou mais ciclos.

186
Química

Por exemplo:

As cadeias cíclicas subdividem – se em dois grupos: cadeias aromáticas e


cadeias alicíclicas ou não aromáticas.

Cadeias aromáticas

São consideradas cadeias aromáticas aquelas que apresentam, em sua


estrutura, pelo menos um anel benzênico.

Por exemplo

Cadeias alicíclicas ou não aromáticas

São cadeias fechadas que não apresentam em sua estrutura anel


benzênico.

Por exemplo:

 Cadeia alicíclica saturada.

É aquela que apresenta apenas ligações simples entre os átomos de


carbono.

187
Química

 Cadeia alicíclica insaturada.

É aquela que apresenta pelo menos uma dupla ou uma tripla ligação entre os
átomos de carbono.

 Cadeia alicíclica homogênea.

É aquela que apresenta somente átomos de carbono e hidrogênio.

 Cadeia alicíclica heterogênea.

É aquela que apresenta pelo menos um heteroátomo entre os átomos de


carbono que forma a cadeia

Funções Orgânicas

Na Química Orgânica ocorre o agrupamento de compostos orgânicos


com propriedades químicas semelhantes, em consequência das características
estruturais comuns.

Nomenclatura da Química Orgânica

A nomenclatura de compostos orgânicos segue regras elaboradas pela IUPAC.


Segundo essa regra, o nome de um composto orgânico é formado unindo três
fragmentos:

Prefixo + intermediário + sufixo

188
Química

O prefixo indica o número de átomos de carbono presentes na molécula.

PREFIXO NÚMERO DE CARBONO

Met 1 carbono
Et 2 carbonos
Prop 3 carbonos
But 4 carbonos
Pent 5 carbonos
Hex 5 carbonos
Hept 7 carbonos
Oct 8 carbonos
Non 9 carbonos
Dec 10 carbonos

O intermediário indica o tipo de ligação entre os átomos de carbono.

Intermediário Tipo de ligação


An Simples
En Dupla
In Tripla

Hidrocarbonetos
São compostos orgânicos que apresentam moléculas formadas somente
por átomos de carbono e átomos de hidrogênio

Os hidrocarbonetos são subdivididos em:

a) Alcanos ou Parafinas

São hidrocarbonetos alifáticos saturados, ou seja, apresentam cadeia aberta


com ligações simples somente.

Nomenclatura:
Prefixo + an + o

Por exemplo: H3C – CH3 ( fórmula estrutural ) – Etano

189
Química

C2H6 ( fórmula molecular )

 Fórmula geral dos alcanos CnH2n+2

Por exemplo: C4H10 , ou seja , n = 4 , logo 2n + 2 = 10

b) Alcenos , Alquenos ou Olefinas

São hidrocarbonetos alifáticos insaturados que apresentam uma dupla


ligação.

Nomenclatura:

Prefixo + en + o

Por exemplo: CH2 = CH2 – Eteno

A numeração da cadeia tem que começar pela extremidade mais próxima


da insaturação.

Fórmula geral: CnH2n


c) Alcinos ou Alquinos

São hidrocarbonetos alifáticos insaturados que apresentam uma tripla


ligação.

190
Química

Nomenclatura:

Prefixo + in + o

Por exemplo: CH≡CH – Etino

 Fórmula geral: Cn H2n – 2

d) Alcadienos ou dienos

São hidrocarbonetos alifáticos insaturados que apresentam duas duplas


ligações.

Nomenclatura:

Prefixo + dien + o

Por exemplo: H2C = C = CH2 – Propadieno

191
Química

e) Cicloalcanos, Ciclanos ou Cicloparafinas

São hidrocarbonetos cíclicos saturados, ou seja, sua estrutura apresenta cadeia


fechada com simples ligações apenas.

Nomenclatura:

Ciclo + Prefixo + an + o

Por exemplo:

Ciclopropano
f) Cicloalcenos, ciclenos ou ciclolefinas

São hidrocarbonetos cíclicos insaturados que apresentam uma dupla ligação.

Nomenclatura:
Ciclo + Prefixo + en + o

Por exemplo:

Ciclopropeno

192
Química

g) Aromáticos

São hidrocarbonetos que apresentam pelo menos um anel benzênico em sua


estrutura.

Nomenclatura: Esses compostos apresentam uma nomenclatura particular.


Além disso, não há uma fórmula geral para todos os aromáticos.

Os principais aromáticos são:

Benzeno Naftaleno

Radicais

São átomos ou agrupamento de átomos eletricamente neutros que


apresentam pelo menos um elétron não compartilhado (valência livre); podem ser
representado genericamente por R– .

Radicais Orgânicos

Os principais radicais orgânicos são obtidos a partir dos hidrocarbonetos,


através de uma cisão homolítica das ligações entre C e H.

A nomenclatura de um radical é caracterizada pelos sufixos; il ou ila,


procedidos do prefixo que indica a quantidade de carbonos.

193
Química

Por exemplo:

H3C– = Metil

H3C–CH2– = Etil ou etila

H3C–CH2–CH2– = n–propil

= isopropil

H3C–CH2–CH2–CH2– = n – butil

= sec–butil

= isobutil

= terciobutil ou terc–butil ou t–butil

H2C = CH – = vinil

= fenil

194
Química

Nomenclatura dos hidrocarbonetos Ramificados

a) Alcanos:

Na nomenclatura de alcanos ramificados, utiliza– se as seguintes regras:


 Determinar a cadeia principal e seu nome. A cadeia principal é a maior
sequencia de átomos de carbono.
 Reconhecer os radicais e dar nomes a eles.
 Numerar a cadeia principal de modo a obter os menores números possíveis
para indicar as posições dos radicais. Esses números são obtidos numerando –
se a cadeia principal nos dois sentidos.

Por exemplo:

b) Alcenos

Para estabelecer a nomenclatura desses hidrocarbonetos, seguem


basicamente as mesmas regras utilizadas para os alcanos. A diferença fundamental
consiste na presença de insaturações que devem obrigatoriamente fazer parte da
cadeia principal. Assim, a numeração da cadeia principal deve ser feita a partir da
extremidade mais próxima da insaturação, de modo que esta apresente os
menores valores possíveis.

195
Química

Por exemplo:

4, 5, 5 – trimetil – 3 terc – butil – 2 – hepteno


c) Alcinos

A cadeia principal deve conter a tripla ligação e apresentar o maior


número de átomos de carbono.
Por exemplo:

4 – metil – 3 – etil – 1 – hexino

196
Química

2. Álcoois:

São compostos que apresentam o grupo hidroxila ( OH ) ligado a um
carbono saturado.
Por exemplo:

Nomenclatura:
Prefixo Intermediário Sufixo
Número de Tipo de ligação entre carbonos Número de OH –
Átomos de Simples – AN 1 – OL
Carbono Dupla – EN 2 – DIOL

Tripla – IN 3 - TRIOL

Por exemplo:

Outra Nomenclatura:
Álcool + radical + ico

197
Química

Por exemplo:

H3C – OH álcool metílico

H3C – CH2 – OH álcool etílico

Fenóis:

São compostos orgânicos com uma ou mais oxidrilas ligadas diretamente ao


anel aromático.

Por exemplo:

Hidroxi–benzeno ou fenol comum


4. Aldeídos:
São compostos orgânicos que possuem o grupamento funcional
carbonila ligado a um carbono primário sempre localizado numa das extremidades
da cadeia.

198
Química

Nomenclatura

Prefixo Intermediário Sufixo


o
Número de Tipo de ligação N de carbonilas
átomos de Simples = AN 1 – Al
carbonos
Dupla = EN 2 – Dial

Tripla = IN

Por exemplo:

Metanal

Etanal

Observação:

A numeração da cadeia sempre começa da extremidade onde está localizada a


carbonila.

199
Química

5. Cetonas:
São compostos que apresentam o grupamento funcional carbonila ligado
a um carbono secundário, sempre em meio à cadeia.

Por exemplo:

 Nomenclatura:

Prefixo Intermediário Sufixo


Número de Tipo de ligação No de carbonila
Átomos de
Simples = AN 1 = ona
Carbonos

Dupla = EN 2 = diona

Tripla = IN 3 = triona

200
Química

Por exemplo:

Propanona

Observação: a numeração da cadeia, quando necessário, sempre deverá


começar da extremidade mais próxima da carbonila.

6. Éteres:

São compostos orgânicos onde o oxigênio está ligado diretamente a dois


radicais orgânicos.
Por exemplo:

201
Química

Nomenclatura oficial:

Radical menor + Oxi + Radical maior

Por exemplo:

Metoxi – etano

Nomenclatura usual:

Éter Radical menor – Radical maior + Ílico

Por exemplo:

Éter metil – etílico

202
Química

7. Ácidos carboxílicos:

São compostos orgânicos que apresentam o grupamento funcional


carboxila em uma das extremidades da cadeia.

Por exemplo:

Nomenclatura:
Ácido + Nome do radical + Óico

Por exemplo:

Ácido pentanóico

203
Química

8. ÉSTER

São compostos que apresentam um radical orgânico substituindo o


hidrogênio da carboxila de um ácido.

NOMENCLATURA OFICIAL

Exemplo:

PROPANOATO DE METILA

204
Química

 NOMENCLATURA ESPECIAL

Nome do ácido — ico + ato de nome do radical ligado ao oxigênio

Exemplo:

Acetato de metila

9. COMPOSTOS HALOGENADOS

São compostos orgânicos que apresentam átomos de halogênios em suas


cadeias.
Exemplo:

205
Química

NOMENCLATURA:
NOME DO HALOGÊNIO NOME DO HIDROCARBONETO

Bromo etano

10. FUNÇÕES NITROGENADAS

1 – AMINAS ( R – NH2)

São resultantes da substituição dos hidrogênios do NH3 por radicais


orgânicos.

 Exemplo:

Amina Primária

206
Química

Amina Secundária

Amina terciária

207
Química

NOMENCLATURA USUAL

OBS.: Nas aminas Secundárias e Terciárias, antes do nome de cada radical


ligado ao Nitrogênio, coloque a letra N.

 Exemplo:

CH3 — NH2  Aminoetano

CH3 — N — CH2 –– CH3  N-metil-aminoetano

NOMENCLATURA OFICIAL (IUPAC)

Nomes dos radicais ligados ao N seguidos da palavra Amina

 Exemplo:
CH3 — NH2  metilamina

2 – FUNÇÃO AMIDA ( R – CNH2 )

São compostos resultantes da substituição de hidrogênios do NH3, por radicais


acila: R – C

Exemplo:

208
Química

NOMENCLATURA OFICIAL

Nome oficial do ácido – oico + amida

Exemplo:

Etanamida

NOMENCLATURA USUAL

Nome usual do ácido – ico + amida

Acetamida

209
Química

03. NITRILA (R – C ≡ N)
 Exemplo:

H3C – CN
NOMENCLATURA IUPAC

Nome do hidrocarboneto + Nitrila


Exemplo:
H – CN  metanonitrila
H3C – CN  etanonitrila

NOMENCLATURA USUAL

Cianeto de nome do Radical

Exemplo:
CH3 — CH2 — CN  Cianeto de etila

04. ISONITRILA

Exemplo:

210
Química

NOMENCLATURA IUPAC

Nome de hidrocarboneto + Isonitrila

Exemplo:

NOMENCLATURA USUAL

Isocianeto de + nome do Radical

H3C – NC Isocianato de metila

A importância do conhecimento dos conceitos da Química Orgânica é


muito grande. A orgânica é a química da vida. Nela nós encontramos várias
substâncias importantes para a manutenção da nossa vida, por exemplo, os
carboidratos, os aminoácidos, as proteínas, os hormônios e outros. Nesta unidade
você passou a conhecer as funções orgânicas e suas características, nomes que
aparentemente eram difíceis de entender, agora não são mais.

211
Química

É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo elas irão ajudá-lo


a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-
aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois às envie
através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

212
Química

Exercícios – Unidade 6

1- Na embalagem de álcool para uso doméstico vem escrito: “álcool etílico


hidratado 96ºGL, de baixo teor de aldeídos. Produto não perecível”.

Assinale a alternativa correta.

a) álcool e aldeído são funções inorgânicas.


b) esse álcool é anidro.
c) esse álcool possui aproximadamente 96% de etanol e 4% de água.
d) “não perecível” significa deteriorar-se com facilidade.
e) essa mistura não é combustível porque existe presença de água.

2- Um professor de Química escreveu na lousa a fórmula C3H6O e perguntou a 3


estudantes que composto tal fórmula representava. As respostas foram:

Estudante 1 – propanona (acetona)


Estudante 2 – propanal
Estudante 3 – álcool propílico (propanol)
O professor considerou certa a resposta dada somente por:

a) 1.
b) 1 e 2.
c) 2.
d) 2 e 3.
e) 3.

213
Química

3- A estrutura representa um feromônio, substância sexo-atrativo, produzida por


certos insetos. Os conhecimentos sobre funções orgânicas permitem afirmar que
substância é:

a) um ácido carboxílico.

b) um hidrocarboneto.

c) um aldeído.

d) uma cetona.

e) um álcool.

4- A ureia, cuja fórmula estrutural aparece abaixo, está presente na urina dos
mamíferos, como resultante do metabolismo dos aminoácidos.

214
Química

Quanto à função orgânica, essa substância pode ser classificada como :

a) cetona.
b) amida.
c) amina.
d) cianato.
e) fenol.

5- Um composto orgânico pode apresentar mais de uma função química em sua


fórmula estrutural. Um exemplo disso é a substância chamada capsaaicina,
presente em vários tipos de pimenta. A capsaaicina provoca aquela sensação
picante em nossa língua quando ingerimos um alimento apimentado. A fórmula
estrutural da capsaaicina foi elucidada pelos cientistas em 1919 e é representada

Assinale a alternativa que apresenta SOMENTE funções químicas oxigenadas nesse


composto.
a) cetona e álcool.
b) cetona e benzeno.
c) fenol e éter.
d) amida e cetona.
e) álcool e éter.

215
Química

6- Em alguns antitérmicos, emprega-se o ácido acetilsalicílico (estrutura abaixo)


como princípio ativo.

Pode-se afirmar acerca da estrutura acima:

a) só há carbonos primários e secundários.


b) há grupos funcionais de ácido carboxílico e éster.
c) há grupos funcionais de álcool e cetona.
d) não há heteroátomos.
e) só há ligações simples entre átomos de carbono.

7- Os agentes antitussígenos suprimem a tosse pelo bloqueio dos impulsos


nervosos envolvidos no reflexo da tosse, alterando a quantidade e viscosidade do
fluido no trato respiratório. A maior parte dos narcóticos são potentes supressores
desse reflexo. Entre eles se encontra o antitussígeno dextrometorfano derivado da
morfina que apresenta atividade específica.

216
Química

Assinale a opção que apresenta as funções e o número de carbonos terciários e


quaternários na estrutura acima.

a) amida, éter, 4 carbonos terciários e 1 quaternário.


b) amina, fenol, 3 carbonos terciários e 1 quaternário.
c) amina, éter, 3 carbonos terciários e 2 quaternários.
d) amina, fenol, 4 carbonos terciários e 2 quaternários.
e) amina, fenol, 4 carbonos terciários e 1 quaternário.

8- Os aromas da banana e do abacaxi estão relacionados com as estruturas dos


dois ésteres dados abaixo. Escolha a alternativa que apresenta os nomes
sistemáticos das duas substâncias orgânicas.

a) acetilpentanoato e Etilbutanoato.
b) etanoato de pentila e Butanoato de etila.
c) pentanoato de etila e Etanoato de butila.
d) pentanoato de acetila e Etanoato de butanoíla.
e) acetato de pentanoíla e Butanoato de acetila.

217
Química

9- Na substância, cuja fórmula estrutural está representada abaixo, estão presentes


quais funções orgânicas:

218
Química

10- A “brasileira” (estrutura abaixo) é o corante vermelho extraído do pau-brasil.


Nestas substâncias podemos encontrar grupos característicos de algumas funções
da química orgânica como:

219
Química

220
Química

Considerações Finais

Caro aluno, chegamos ao final dos estudos de Química e esperamos que a


disciplina tenha lhe proporcionado um aprendizado rico em novos conhecimentos.

Ao longo das unidades de Estudo você pôde ver que a Química não é uma
ciência tão difícil, como se apregoa, mas que na verdade, a Química está tão
presente no nosso dia a dia que, ao se perceber isto, o estudo desta ciência se torna
agradável e muito interessante.

A Universo Virtual o parabeniza por ter concluído seus estudos, aumentando


sua bagagem com conhecimentos e habilidades que irão beneficiá-lo por toda
vida.

Mas a aprendizagem não para por aqui. Mantenha o hábito de ler, atualize-se
sempre e não deixe de praticar o que foi aprendido.

Sucesso!

221
Química

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Química

Conhecendo o Autor

Selmo Lemos Hartmann

Graduado em Licenciatura em Química, Bacharel em Química, pela


UNIVERSO. É Pós-Graduado em Educação Matemática pela Universo e Pós-
Graduado em Gestão de Educação Pública pela UFJF. Gestor de Escola Pública do
Município de S.G / RJ e Membro Conselheiro do Conselho Municipal de Educação
de SG. Já trabalhou na Courtaulds International Ltda -Tintas International INC,
onde se tornou especialista em técnica de pintura em tanques de produtos claros
de derivados de petróleo. Atualmente, além de lecionar Química na Seeduc / RJ, e
nos Cursos de Engenharia Civil e de Produção na Universo, também ministra aulas
no Crefcon/SG ( Centro de Referência em Educação e Formação Continuada).

223
Química

224
Química

Referências

FONSECA, Marta Reis Marques da. Química Integral. 2. ed. São Paulo: FTD, 1993.

LISBOA, Julio Cezar Foschini. Química Ensino Médio: Ser Protagonista. 1.ed. São

Paulo, Edições SM, 2010.

MASTERTON, Willian L.; SLOWINSKI, Emil J.; STANITSKI, Conrad L., Princípios de

Química. 6. ed. Rio de Janeiro : Guanabara , 1990.

PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO, Eduardo Leite. Química da Abordagem de

cotidiano: Química Geral e Inorgânica. 4. ed. São Paulo: Ed. Moderna, 2006.

USBERCO, João; SALVADOR, Edgard. Química: Química Geral. 5. ed. São Paulo:

Saraiva, 1997.

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Química

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Química

A
nexos

227
Química

Unidade 1

1-d
2-d
3-a
4-d
5-c
6-a
7-d
8-d

09.
01. O elemento de número 118 será classificado como um gás nobre.
Verdadeiro. Devido a sua posição na tabela periódica – família 8 A – grupo o e
também devido a sua configuração eletrônica (final s2 p6) , porém não podemos
esquecer que este elemento é artificial.

02. O elemento de número 116 será classificado como pertencente à família dos
halogênios.
Errado, não a sua posição e a sua configuração são de um calgogênio .

03. Os dois novos elementos pertencerão ao período número 7.

Verdadeiro – na sua distribuição eletrônica encontraremos 7 níveis


eletrônicos, logo os elementos pertencerão ao período número 7.

04. O elemento chumbo utilizado na experiência é representado pelo símbolo


Pb.
Correto .

05. O novo elemento de número 118 tem 8 elétrons no último nível, quando na
sua configuração fundamental.
Correto – último nível 7s2 7p6

228
Química

10.
a) Os números atômicos e os números de massas;
A  Z = 36 A = 75
B  Z = 37 A = 76
C  Z = 36 A = 76

b) Os números de prótons, nêutrons e elétrons;


A  p = 36 n= 39 e – = 36
B  p = 37 n= 39 e – = 37
C  p = 36 n= 40 e – = 36

c) As configurações eletrônicas.
36A = 1s22s22p63s23p64s23d104p6
37 B = 1s22s22p63s23p64s23d104p65s1
36 C = 1s22s22p63s23p64s23d104p6

Unidade 2
1- e
2- d
3- c
4- b
5- c
6- b
7- b
8- e

09. a) decantação

b) CaO(s) + H2O(l)  Ca+2(aq) + 2OH–(aq)

Al+3(aq) + 3OH–(aq)  Al(OH)3(s)

A cal virgem produz íons hidroxila e com posterior precipitação do


hidróxido de alumínio.

c) Com o uso do cloreto de ferro (III), irá se formar o hidróxido de


ferro (III): Fe(OH)3.

10. CO2

229
Química

Unidade 3

1- b
2- e
3- c
4- e
5- d
6- c
7- d
8- e

09

,
n
,

n 7,0 mol
Como:

, /

230
Química

10.
NaCl ,

,
p/ % R= 0,9%

Unidade 4

1- a
2- d
3- d
4- a
5- e
6- b
7- a
8- d
09 - É substância IV -Pois o seu pH = 3 logo dentro da faixa especificada.

10- pH = 5. A solução será ácida.

231
Química

Unidade 5

1- c
2- e
3- b
4- b
5- d
6- e
7- e
8- c
9. Evita que o ferro se oxide, isolando-o do contato com o oxigênio e a água.

10. Semi-reações:

oxidação: Fe(s)  Fe++ (aq) + 2e– + 0,44 V

redução: ½ O2(g) + 2e– + H2O(l)  2OH(aq) + 0,41 V

ΔE0 = + 0,44 + 0,41 = + 0,85 V

Semi-reações:

oxidação: Zn++ (aq) + 2e– + 0,76 V


redução: Fe++(aq) + 2e–  Fe(s) – 0,44 V

ΔE0 = + 0,76 + (– 0,44) = + 0,32 V

232
Química

Unidade 6

1- c
2- b
3- d
4- b
5- c
6- b
7- d
8- b
9- álcool, ácido carboxílico e amina.

10- ácido carboxílico, amida e álcool.

233