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1362 ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n." 17/02 fe 13e Dezembro © actual reordenamento econdmico, fiscal © social em ‘curso no Pa de impée, de entre outray medidas, a ton consciéneia dat importineia das medigdes como mecanismmo indispensivel para a efectivagzio das transacyies € ereiais € preponderante no desenvolvimento do ensino, da pesquisa cicnlifica, da proteegio do ambiente, di qualidade dos produtos ou servigos, ete., em todo territério nacional: Considerando que o desenvolvimento teenolégico mun- dial proporcionou inovagdes no dominio da metrologia, cigneia que estuda a medigdo e, quer no dominio legislative, quer no das infra-estruturas, no se verificou o corres- pondente acompanhamento,n0 Pats: Dado que nas relagives comerciais € no dominio teeno- logivo, tanto os consumidores como as instituigdes nacionais se tém confrontado com produtos e/ou documen- TBs cujas referéncias quantitativas, por razdes de varia ondem, 530 exprossas por sistemas de unidades ou represen gies diversificadas; ‘Atendendo que as circunstncias acima mencionadas so premissas indispensiveis 4 uniformizagio das unidades de grundeza, a0 estabelecimento dos padres que as materia- lizam, & regulamentagio do uso dos instrumentos de medigiio, bem como ao estabelecimento de mecanismos de controlo metrol6gico em todo territ6rio nacional; 1b do artigo 89.° da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional Nestes termos, se abrigo do disposto na aprova a seguinte: LEI DOS PADROES DE PESOS E MEDIDAS CAPITULO 1 Disposigdes Gerais ARTIGO 1+ (Odjecto) A presente lei visa regular o uso das unidades de + medida e dos instrumentos de medig mina as regras e princfpios do seu estabelecimento e funcic ‘em Angola, e deter DIARIO DA REPUBLICA namento, bem como define as entidudes competentes para o depdsito, conservagio, reprodu aferimento. . Hisealiz o€ respective, AReLIGO 2" cAmbitoy Os padres de pesos © medidas nacionais so fixos, al, devendo piiblicos ¢ validos em todo o territério ac todas ay unidudes de medidas e de peso vigentes a data de entrada em vigor da presente fet serem ajustadas agueles padres que vierem a ser aprovados pelo érgio do Governo que tutela a inchistria ARTIGO 3° (Da ponse dos pares 1. Os padres nacionais de pesos & medidas so deposi- tados, conservados ¢ reproduzidos no Instituto Angokme de Normalizagio e Quatidade (IANORQ). 2. 0s paulrdes nacionais devem ser depositados € conser- 10 do se para ia e de trabalho, vados em lugar a ser indicado pelo titular do 6r Governo que tutela a indtistria e devem servir de © estabelecimemto dos padrdes de refi 3. Os padroes de referd 4a so depositados © conser= vados no Instituto Angolano ce Normalizagio € Quali ‘em Luanda © nas suas delegagdes provinciais havendo ou, na sua falta, no drgio responsavel pela inddstria e/ou pelos mercados ¢ feiras dos Governos Provinciais. 4, Os padres de trabatho so pertenya das entidades referidas na alinea d) do artigo 11." da presente lei, bem vio das actividades exige ou de tolerant coino daquelas cujo exere' obriga a garanti fas prévet normas, regulamentos téenicos. contratas ot quaisquer outros documentos. yelecidas em ARTIGO 4. (Detinigtes) As definigdes usadas na presente lei constam do anexo 1 dda presente lei e que dela é parte integrante CAPITULO II Das Unidades de Medida e dos Padrées ARTIGO 5° ‘Sistema de unidades de medidas) 1. 6 adoptado, em todo territério nacional, 0 Sistema Internacional de Unidades (SD), aprovado pela 11." Confe- réncia Geral de Pesos e Medidas (CGPM), realizada em Paris em 1960. L SERIE — N° 101 2. Para a medigiio das grandezas de base devem ser uusadas apenas as unidades do sistema adoptado, constantes do ancxo 2 da presente lei ¢ que dela & paste integeante, 3. Para a medigdo day demais: grandez obrigatérias lovem ser usadas . 4) as unidades derivadas ¢ suplementares do Sistema Internacionat de Unidades (S1, constantes do anexo 3 da presemte lei: b) 0s maltiplos ¢ os sub-miltiplos das referidl tunidades, tormados com prefixos «Sb> constam do anexo 4 da presente lei ARTIGO 6° (Padeiies nacionais, de referéncia ede trabalho) 1. Os padrdes nacionais de referéneia ¢ de t representam as unidades referidas no artigo anterior, bem assim como os seus respectivos muiltiploy & sub-mniiltiplos, 2,0s padroes de reteréncia servem par a) verificaga de trabalho; Wo, calibragao e certific 6 dos padroes +) utilizagao como fat onde nao existirem padroes de trabalho, sempre com a autorizagao expres) ico € QI do Instituto Angolano de Normaliza dade. 3. Os paddies de trabalho servem para verificar, calibrar ow ajustar instruments de medigaio bu medidas materia~ lizadas, por comparagio aos padrdes de fefertneia © estes ‘aos padres nacionais, ARTIGD 7° (Aprovagio de padres) Os padres nacionais © de referén {a so aprovados por decreto executive do érgao do Governo que tutela a indiistra. ARTIGO 8S (Substituigdo de padres) Quango, por nudes de varia ordem, um padrio tiver side destruido, deformado, considerado inadequado ou estiver perdido, cabe so titular do drgdo do Governo que tutcks a indiistria ordenar a sua substituigio. DE_13_DE_DEZEMBRO DE 2002 1363 ARTIGO. 9° (eritiengio ds padeBes) wa tervalos nado superiores a 15 anos por decreto 1, A conformidade dos padrdes nacionais € verifi io do Gov no que tutela a iudisia, 2. Os padhoes de referéncia si verificados, por compa- 10 aos padres nacionais, com intervalos no supe 4a trés anos por deereto executive do Grgdo do Governo que tutela a indkistria. 3. Os padrdes de trabalho sao verificados, por compa- 10 aos padres de refergneia, uma vex por ano, podlendo ser adivionslmente veritieado, por iniekativa da emtidade detentors ou do Instituto Angolano de Normatizagio ¢ Qualidade. ARHIGO 10" (Meios ts a) co promover a aquisiga pete ao drgdo do Governo que tatela a indiistria dos. jos tecnicos que se afigurarem necessirios 8 aplieagiio da presente lei CAPITULO IIL Dos Interyenientes no Dominio da Me rologia ARHIGO 11" imtidades) Intervém no dominio da metrologia as seguintes entidades: «6 lnstituto Angolan de Normalizagao € Quali- dade: by © Detegado do Instituto Angolano de Normali- igi € Quiallcaule; ©) os drgios responsdveis pela incistria e/ou pelos mereados ¢ feiras dos Governos Provin izem vidades de metrologia legs A) 08 organismos ¢ entidades piiblivas ou privadas que, por forga de conve 19s ow acordos, forem sacreditados par lay mettotogia, nos termos da regulamentagao {que vier a ser aprovada para o efeito. exercer actividades: no dominio ARTIGO 12" (Conpetéocias) 1. No ambito da metrologia, compete exclusivamente ao Instituto Angolano de Normalizagao e Qualidade: 1364 DIARIO DA REPUBLICA 4) superimtender as actividades que se destinam a assegurar © controlo metrolégivo previsto na presente lei ¢ regulamentos deta decorrentes: >) proceder & aprovagito de modcto de instrumentos de mediglo a que se refere 0 artigo 22° e a veri= Ficagdo dos meios de medigao a que se referem 0s artigos 23°, 24.° ¢ 25.° da presente lei: ©) proceder & acreditagio de enti audes competentes 10 exerefcio da de para aprovagiio de modelos ¢ pi actividade de reparago e/ou instala instrumentos de medic 0: d) assegurar a rastreabilidude dos meios de referencia utilizados no controlo metrolégico: ©) desempenhar outras actividades relativas & nwciro- logia. 2. Compete ao Delegado do Instituto Angolano de Normalizago ¢ Qualidade havendo, ou na falta, aos érgios responsiiveis pela indiistria e/ou pelos mereados e feiras dos Governos Pro 4) coordenar as activid: ‘enieos de es: dos servigos metrologia na respectiva area de jurisiigao: ©) fiscatizar as actividades decorrentes do estabele- cido na presente Iei © seus regulamentos, sem prejuizo da competéncia atribuida a outras entidades. 3. A competéncia das entidades priblicas ou privadas, acreditadas para 0 exereicio da actividade no dominio da metrologia em Angola é definida nos respeetivos titulos de acreditagio. CAPITULO IV Da Obrigatoriedade do Uso das Unidades Legai ARTIGO 13 ‘(Documentos ¢ transaegies comerciais) 1 Os documentos, seja quall for a sua nature, relatives 4 transaegdes comerciais, transmissdo de propriedade ou contratos, no devem ser elaborados ¢ nao Fazem prova em juizo, se as unidades nele,clesignadas nio forem as estabele- cidas na presente lei, 2. Sao isentos di obrigatoriedade mencionada no n.2 1 do presente artigo os documentos relatives a produtos importados ou exportados, devendo, em tais casos, indiear- -se as grandezas expressas em unidades legais do pais de origem ou destino, acompanhadas, necessariamente, da ‘sua conversao para as unidades legais nacionais. ARTIGO 14 ‘(Fmibalagens, Invélucros ou continentes) As emhalagens, inyélueros ou continentes, relatives 8 produtos importados ou los, devem conter, obrigi toriamente @ em maior destaq » da st 1 quant dade liquida expressa em unidades legais, para efeitos: nacional ARTIGO 1S {Venda de produtos préemb laos) 1, Os produtos pré-embalados devem conter, de modo visivel ndicagio da quantidade liquida ou da quantidade minima express em unidades legal equivoco, a nacionais. 2, Nos termos dat presente lei, cial io & permitida a comer who de produtos pré-cmbalados sem a indicagio da quantidade express em unidades legais ou em niimero, dewerido esses estar grafados ua emibalagem, invélucro ‘ow continente em conformidade com as recomendagies da Ide Metrotogia Legal (OIML) jo em Metrologia Organizagao Internacion efou do 6rgao da SADC para Cooperagd Legal (SADCMEL). ARTIGO t0 (Lista de pregos) Nao & permitida a impressio, publicaya 10 ou reulagio de qualquer lista de progos, eatilogos ou outray publicagies no qual constem medidas nao legais relacionadas com pregos de produtos ou servigos que se destinem & comercia- lizagio no territério nacionat CAPITULO V Da Posse, Uso ¢ Operagio de Inst yentox de Medico ARTIGO 17" Ws (ode instrumentos de medigio) Os estabelecimentos comerciais ou industriais, bem como os que exercem vendi a retalho, devem estar munidos do conjunto de instrumentas de medi for regulamentado, bem comu conservi tem Ingar e de modo que a medigtio seja precisa e claramente dio, nos termos do que Jos © manused-los visivel ni comprador, ARTIGO 18° (Proibiga0 do uso de certo i rumentos de medigho) F proibido 0 uso no comércio, ow a posse para esse fim, de qualquer instrumento de medicao que ndo ohedega aos