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Capacitação Técnica

do Novo Camaro
6ª Geração
Apostila do Participante
ÍNDICE
INTRODUÇÃO 03
HISTÓRIA DO CAMARO 04
APRESENTAÇÃO 07
Versão 07
Garantia 07
Plano de Manutenção 07
Road Service 07
Dimensões e Capacidades 08
Números de Identificação 08
DESIGN EXTERNO 09
DESIGN INTERNO 10
MOTOR 12
Bloco do Motor 12
Comando de Válvulas – CVVT 12
Comando de Válvulas – AFM 13
Cabeçotes 13
Coletor de Escape 13
Coletor de Admissão 14
Árvore de Manivelas 14
Tampa de Válvulas 14
Cárter de Óleo 14
Montagem da Biela e do Pistão 14
Sistema de Alimentação de Combustível 15
Especificações do Motor 18
Customização do Som do Motor 18
TRANSMISSÃO 19
DIREÇÃO 21
SUSPENSÃO 21
SEGURANÇA 22
Freios 22
Freios ABS 23
Auxílio de Frenagem de Emergência (PBA) 23
Distribuição Eletrônica do Frenagem (EBD) 23
Controle de Tração (TCS) 24
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) 24
Assistente de Partida em Rampa (HSA) 24
Auto-diagnóstico do EBCM 25
Freio de Estacionamento Elétrico 25
Alerta de Ponto Cego 26
Alerta de Movimentação Traseira em Marcha Ré 27
Coluna de Direção com Trava Eletrônica 28
Airbags Também para os Joelhos 28
Luzes de Condução Diurna / Luzes de Posição em LED (DRL) 29
Acendimento Automático dos Faróis 29
Faróis de Xênon tipo projetor (High Intensity Discharge - HID) 30
Pneus Run-flat 31
Sistema de Monitoramento da Pressão dos Pneus (TPMS) 31
CONFORTO E CONVENIÊNCIA 32
Ar-condicionado Dual-zone 32
Carregador Wireless 33
Travas das portas e alarme anti-furto através de sensor de aproximação na chave – “Easy Entry” 34
Partida sem chave – “Easy Start” 34
Seleção do Modo de Condução 35
Teto solar elétrico 36
Volante multifuncional com aquecimento 36
Espelhos retrovisores interno e externo do lado do motorista eletrocrômicos 37
Espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, memória de ajuste, aquecimento e com função ‘tilt down’ 37
Bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e regulagem elétrica 38
Memória da posição do banco do motorista e espelhos retrovisores externos 39
Sistema de partida do motor por controle remoto - “Remote Start System” - com acionamento do ar-condicionado
39
e climatização dos bancos
Chevrolet MyLink 40
INTERAÇÃO HOMEM-MÁQUINA 42
DIAGNÓSTICO E REPARAÇÃO 43
CAMARO FIFTY 44
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
2 Apostila do Participante
INTRODUÇÃO
Esta apostila faz parte do Curso de Capacitação Técnica do Camaro 6ª geração, que chega totalmente
renovado e ainda mais empolgante! O design esportivo, o motor V8 mais forte e potente, a nova
transmissão automática de 8 velocidades, os novos materiais da carroceria, mais resistentes e leves,
e as mais recentes tecnologias de conforto, segurança e conectividade são alguns destaques do mais
novo ícone do mercado de esportivos de luxo.

O motor V8 de 6,2 litros agora conta com injeção direta de combustível, taxa de compressão de 11,5:1 e
com o eficiente controle eletrônico, que, além de gerar 461 cv de potência e 62,9 kgf.m de torque,
também contribui para a redução dos níveis de consumo e emissões.

A transmissão automática agora é de 8 velocidades, sequencial e com possibilidade de trocas


manuais através da alavanca no console ou de interruptores atrás do volante, que permitem ao
condutor pilotar da maneira mais esportiva.

O Camaro não é equipado apenas com tecnologias para melhorar seu desempenho; este esportivo
também oferece uma série de tecnologias voltadas ao bem estar dos ocupantes e prazer ao dirigir do
motorista, como a projeção de dados no para-brisa, o carregador sem fio para Smartphone e o MyLink
com Apple CarPlay e Android Auto.

Os objetivos desta Capacitação são:

 Apresentar as principais características do Camaro 6ª geração;

 Apresentar as características do Motor V8 6,2 litros com injeção direta;

 Apresentar as principais tecnologias do veículo e suas respectivas funcionalidades;

 Aprimorar o conhecimento técnico para a realização de diagnóstico e reparações através de


atividades práticas.

Nesta capacitação os participantes vivenciam a utilização dos recursos tecnológicos do Camaro 6ª


geração, a desmontagem, análise comparativa, montagem e sincronismo do Motor e o
reconhecimento da Arquitetura Eletroeletrônica através de atividades propostas. Além disso, os
participantes realizam atividades de diagnóstico baseado em estratégia, rotinas de aprendizado e de
manutenção preventiva, sempre orientados à utilização do Manual de Serviço (SI), das ferramentas
especiais e universais e dos equipamentos de testes, visando a melhoria no desempenho do técnico.

Esta publicação destina-se exclusivamente à capacitação dos profissionais da Rede Chevrolet.

Os produtos Chevrolet estão em constante desenvolvimento tecnológico e, a qualquer tempo, podem


incorporar novas tecnologias.

Participe dos Programas de Capacitação oferecidos pela Chevrolet e acompanhe os Boletins


Informativos a fim de se manter atualizado e aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos.

MATERIAL EXCLUSIVO DE USO INTERNO PARA A CAPACITAÇÃO DA REDE CHEVROLET

2º SEMESTRE / 2016

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
3 Apostila do Participante
HISTÓRIA DO CAMARO
Ao ser lançado em sua 6ª geração, o Camaro completa 50 anos de história.
O primeiro Camaro chegou às lojas dos Estados Unidos em setembro de 1966 e se estabeleceu como
um sucesso imediato naquele mercado, sendo até hoje símbolo do segmento.

Primeira Geração: 1967-1969


O primeiro Camaro pode ser considerado o mais aclamado.
Ele surgiu na época em que os pony cars (um degrau abaixo dos
muscle cars, em termos de tamanho), as corridas de arrancada
de ¼ de milha e as corridas de estrada eram febres, o que acabou
resultando no lançamento do Camaro Z/28 em 1967.
A primeira geração do Camaro foi apresentada em 1966, já como
modelo 67 e começou a ser vendida nos Estados Unidos em 29 de
setembro do mesmo ano. Ele tinha oito diferentes opções de
motor.

Duas delas, seis cilindros em linha e as outras seis todas V8, partiam de 3.8 litros e chegavam até 7.0
litros. Ele era comercializado em três diferentes versões, a RS, a SS e a Z28, mais esportiva ainda.
Em seu primeiro ano de vida, o Camaro vendeu 100.255 carros.
A primeira geração do Camaro foi vendida até 1969, totalizando quase 270.000 esportivos vendidos
em apenas três anos de venda. Um verdadeiro sucesso.
Essa geração é lembrada por duas participações na Fórmula Indy 500, em 1967 e 1969, quando um
Camaro conversível branco com listras laranja e interior laranja foi usado como pace car na
tradicional prova em Indianápolis.

Segunda Geração: 1970-1981


A segunda geração do Camaro chegou em fevereiro de
1970 e foi produzida até o 1981. Seu visual, ainda mais
marcante para a época, receberia alterações estéticas
nos modelos 1974 e 1978. Em relação à primeira geração,
o Camaro foi fortemente remodelado, ficando maior e com
um novo estilo.
O esportivo ainda era vendido em três diferentes versões,
a RS, SS e Z28. Mas esta última foi descontinuada com o
ápice da crise do petróleo, no final de 1974, mas voltou
com força total, em 1977.

A segunda geração do Camaro estreou, em 1980, um novo motor: o V6 de 3.8 litros, em substituição ao
de seis em linha, de 4.1 litros.

Uma das principais mudanças dessa segunda geração foi a adoção de uma carroceria mais larga e
com um centro de gravidade mais baixo, características que culminaram em melhor dirigibilidade.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
4 Apostila do Participante
Terceira Geração: 1982-1992
Em janeiro de 1982, a Chevrolet apresentava a terceira
geração do Camaro.
Mais um vez, totalmente remodelada, com linhas mais
quadradas e futuristas, ela inaugurava também a era dos
motores com injeção eletrônica de combustível.
Além de mais moderno, o Camaro também passou por um
bom regime: ele estava 227 quilos mais leve que o modelo
anterior.
A maior novidade, no entanto, foi a versão IROC-Z,
lançada em 1985.
Era uma versão do Camaro inspirada nos modelos de corrida que disputaram a International Racing of
Champions.

A versão tinha suspensão aprimorada, barras estabilizadoras mais espessas e um sistema de injeção
eletrônica baseada na do Corvette.
As rodas eram de 16 polegadas e os pneus – também utilizados no Corvette – eram na medida
245/50VR16. O IROC-Z foi produzido até 1990, ano em que a categoria passou a utilizar outro modelo.
O ano de 1992 foi o último da terceira geração do Camaro. E também marcava o aniversário de 25 anos
de modelo.
Com isso, a GM produziu a "25th Anniversary Heritage Edition", com detalhes de aparência exclusivos.

Além disso, todos os Camaros produzidos naquele ano receberam o emblema de "25th Anniversary"
no painel de instrumentos.

Quarta Geração: 1993-2002


A quarta geração começou a ser vendida em 1993.
Ela manteve a mesma configuração que o Camaro tem
desde a sua primeira geração, lançada em 1967: um
cupê com 4 lugares, de motor dianteiro e tração
traseira.
A quarta geração oferecia duas opções de motor V6 e
três de motor V8.
A novidade, além da adoção de linhas mais
arredondadas, foi o lançamento da versão conversível,
em 1994.

Em 1998, a frente ganhou um retoque com novos faróis e grade dianteira, coincidindo com a
introdução do motor LS1-V8 do Corvette, que resgatou as versões Z28 e SS com o desempenho dos
velhos tempos.
O Camaro esteve em produção até 2002, marcando 35 anos de produção contínua.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
5 Apostila do Participante
Quinta Geração: 2010-2015
Depois de um hiato de oito anos, o Camaro renasceu em
grande estilo.
Ele trouxe linhas inspiradas na primeira geração e o
estilo retrô, com grande capô, grade com os faróis
integrados e as quatro lanternas retangulares.
A quinta geração trouxe a popularidade de volta para o
modelo, passando a vender mais de 500.000 unidades.
Foram produzidas também as configurações 1LE, Z/28 e
a ZL1.

Nessa geração, o Camaro mais “fraco” contava com 304 cv na versão equipada com o motor V6,
passando para 327 cv e 38,4 kgf.m de torque a partir de 2012.

Já a versão SS trazia um V8 de 6,2 litros, mais potente do que qualquer versão anterior.
Também em 2012, o Camaro quebrou todos os recordes de potência e torque com a configuração ZL1,
que gerava 588 cv e 76,8 kgf.m de torque com um V8 6.2 supercharger.
Em 2014, ressurge o Camaro Z/28 com o enorme motor 7,0 litros aspirado de 512 cv e 66,5 kgf.m de
torque.
Em 2010, o Camaro SS se torna o ícone da esportividade no Brasil.
A versão SS chegou ao Brasil equipada com o motor mais potente da linha Camaro, o V8 de 6.2 litros,
com bloco e cabeçotes em alumínio e que desenvolvia 406 cv de potência e impressionantes 55,6
kgf.m de torque, números que o credenciaram para um distinto clube que reunia esportivos como
Corvette, Ferrari, Lamborghini e Porsche.
O Camaro já acelerava de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e a velocidade máxima era limitada
eletronicamente em 250 km/h.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
6 Apostila do Participante
APRESENTAÇÃO
Camaro 6ª geração - uma nova era de desempenho

Em 1966, a Chevrolet apresentou ao mundo o Camaro e nasceu um caso de amor.


Agora, após 50 anos, avançadas tecnologias, design meticuloso e as melhores práticas de engenharia
se reúnem com aperfeiçoamentos que podem ser vistos em cada linha esculpida na carroceria,
percebida em cada volta e ouvida no rugir do poderoso motor V8 da 6ª geração do Camaro.
O design retrô foi mantido, mas com muitos toques de modernidade.
Construído sobre uma estrutura mais leve, com direção precisa, um sofisticado sistema de suspensão
e tecnologias de desempenho inteligentes, o Camaro foi meticulosamente projetado para ser mais
rápido, mais ágil e ter melhor desempenho nas frenagens.

Versão
Versão SS
Motor 6.2 V8 Injeção Direta
Transmissão Automática de 8 velocidades
Tração Traseira

Garantia
• Para uso particular - 2 anos de garantia sem limite de quilometragem
• Para uso comercial - 2 anos de garantia ou 100.000 km, o que ocorrer primeiro

Plano de Manutenção
• A cada 10.000 km ou 01 ano, o que ocorrer primeiro.

Road Service
• Assistência por 01 ano.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
7 Apostila do Participante
Dimensões & Capacidades
1.340 mm

1.894 mm 2.812 mm
4.784 mm

Tanque - 72 litros Porta-malas - 208 litros Peso em ordem de marcha – 1.709 kg

Bateria – 12 V; 80 Ah; AGM (Absorbed Glass Mat - eletrólito retido em fibra de vidro entre as placas -
melhor desempenho e maior vida útil) - localizada no assoalho do porta-malas.
Nota: A transferência de carga ainda é feita pelo compartimento do motor.

Alternador – 170 A

Números de Identificação

VIN

Etiquetas de
Em baixo relevo, abaixo do Atrás do para-brisa, lado Identificação
banco dianteiro do esquerdo do veículo localizadas nas
passageiro colunas B e na torre
do amortecedor
dianteiro direito
Número do motor

Localizado na flange de união com a caixa de transmissão, voltado


para a esquerda do veículo.

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DESIGN EXTERNO
O design de carroceria do tipo fastback e as laterais traseiras pronunciadas do Camaro marcam
presença por onde passam. Difícil é não ser notado!
Desde a grade mais ampla e de ângulos precisos, passando pelos rebaixos no teto, até o spoiler
traseiro elevado para melhorar a aerodinâmica, o design de todas as superfícies e linhas da
carroceria do Camaro foram analisadas durante exaustivos testes em túnel de vento até que se
atingisse a melhoria esperada no fluxo de ar e no desempenho.

Capô em alumínio com Capas dos retrovisores com


tomadas de ar funcionais piscas integrados

Rodas de alumínio de 20”


Amplas aberturas frontais com Pneus 275/35 ZR20 Run flat
grade esportiva e dutos para Rodas de alumínio de 20”
arrefecimento dos freios Pneus 245/40 ZR20 Run flat
Faróis do tipo projetor com lâmpadas Xênon
Luzes de condução diurna (DRL)

Teto-solar Antena tipo “shark”


Aerofólio traseiro
elevado
Brake-light

Luzes de ré
e de neblina

Refletores laterais
Escapamento com
Lanternas traseiras dupla ponteira
em formato 3D e LEDs cromada

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9 Apostila do Participante
DESIGN INTERNO
Desenhado para abrigar quatro passageiros, o habitáculo do Camaro consegue equilibrar design
moderno e atenção máxima aos detalhes.
O interior envolve o motorista, deixando claro que tudo foi feito pensando nele e no controle do
veículo. Materiais de alta qualidade, texturas ricas, costuras personalizadas... o refinamento é padrão
dentro de uma cabine otimizada para a condução esportiva.

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

O volante de três raios é anatômico e tem base


reta, que aumenta o espaço para os joelhos do
motorista; conta com revestimento premium; no
centro, a marca Camaro; nos raios, os controles de
som, do telefone e do controlador de velocidade de
cruzeiro; e na base, a marca Fifty, que registra os
50 anos desde o lançamento do Camaro.
Controles de
fácil acesso

O painel de instrumentos é moderno e sofisticado.


Nas laterais estão dispostos o tacômetro e o velocímetro
analógicos.
No centro, um mostrador digital personalizável, que oferece opções de
mostradores ao condutor em diferentes formatos e com efeitos 3D.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
10 Apostila do Participante
Molduras recartilhadas rotativas envolvem os difusores
de ar e substituem os tradicionais botões de controle do
ar condicionado Dual-Zone.

O console central entre os bancos dianteiros conta


com duplo porta-copos e porta-objetos com tampa,
onde são encontradas as portas USB e AUX de • Porta-copos
conexão com o sistema de entretenimento. • Porta-objetos
• Entradas USB
e AUX

FOTOS MERAMENTE ILUSTRATIVA

Os ocupantes do Camaro podem escolher a iluminação


interior em LEDs entre uma das 24 cores disponíveis para
destacar o contorno do rádio e os detalhes das molduras das
portas e dos porta-copos, proporcionando um ambiente mais
agradável.
É possível o selecionar o "modo show", que aciona uma apresentação sequencial de todas as cores
possíveis.
O espectro de cores também altera de acordo com o modo de condução selecionado pelo condutor.

Os apliques decorativos nas soleiras das portas


também contam com iluminação em LED.

Capacitação Técnica
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11 Apostila do Participante
MOTOR
O Motor 6.2L V8 do Camaro foi projetado para gerar o
poder que surpreende seu condutor, sem sacrificar a
eficiência. Além de toda a sua potência, o motor do
Camaro oferece muita tecnologia, como por exemplo,
o AFM (Active Fuel Management) ou desligamento
automático dos cilindros, que em velocidade de
cruzeiro, como em uma viagem tranquila, desliga
quatro dos oito cilindros, reduzindo o consumo de
combustível e a emissão de poluentes e aumentando
significativamente a autonomia.
Três radiadores, um localizado na posição central da
grade e outros dois nas tomadas de ar inferiores
externas, dividem o trabalho de refrigerar o motor de
alto desempenho do Camaro.

Bloco do Motor
O bloco do motor 6.2 V8 com Camaro é fabricado em
alumínio fundido e tem uma configuração em V de 90
graus. As 5 tampas de mancais de rolamento da árvore de
manivelas possuem, cada uma, 4 parafusos de fixação
M10 verticais e 2 M8 horizontais.
O comando é apoiado por 5 mancais de rolamento
encaixados no bloco. No lado esquerdo do bloco os
números dos cilindros são 1-3-5-7 (o número 1 é o da
frente) e no lado direito, os cilindros são 2-4-6-8 (o
número 2 é o da frente) visto do lado do volante do motor.

Comando de Válvulas - CVVT


Movido pela árvore de manivelas através da corrente de
sincronismo, o comando de válvulas único, em aço, além de
movimentar as 16 válvulas, também aciona a bomba de
combustível de alta pressão do sistema de injeção direta.
O comando tubular foi projetado para fornecer um caminho
para o óleo pressurizado fluir para o atuador do comando de
válvulas continuamente variável (CVVT). O atuador permite
a abertura mais cedo ou mais tarde das válvulas de
admissão e de escape durante o funcionamento do motor.
Montado na parte dianteira do comando, o atuador é
acionado por uma válvula solenoide comandada pelo ECM
por pulsos de amplitude modulada (PWM).
O atuador muda hidraulicamente o sincronismo do
comando. A diferença do sincronismo pode chegar a 31
graus em relação à polia do comando e a 62 graus em
relação à árvore de manivelas.

Capacitação Técnica
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12 Apostila do Participante
Comando de Válvulas – AFM (Sistema de desativação de cilindros)
O movimento do comando para as válvulas é transmitido através dos tuchos hidráulicos e das hastes
de impulsão para os balancins roletados. Os balancins são montados em suportes articulados,
incorporados aos cabeçotes.
O motor opera com 8 cilindros, ou modo V8, durante a partida do motor, no ponto morto e nas
aplicações médias e pesadas de aceleração. No modo V8, pinos travam as hastes ao compartimentos
externos, fazendo com que os tuchos funcionem normalmente.
Em condição de baixa exigência do motor, para obter a máxima economia de combustível, o módulo
de controle do motor (ECM) comanda a desativação dos cilindros 1, 4, 6 e 7. Quando ocorre a
desativação dos cilindros, os pinos de travamento são empurrados pela pressão de óleo direcionado
por solenoides, permitindo o movimento relativo entre as hastes, que permanecem imóveis, e os
compartimentos externos, movidos pelo comando.
A desativação de cilindros pode ser inibida por:

 Temperatura do fluido de arrefecimento do motor fora dos limites;


 Vácuo do motor fora dos limites;
 Vácuo do servo-freio fora dos limites;
 Marcha incorreta ou passagem de marcha em curso;
 Pedal do acelerador fora dos limites ou taxa de aplicação do pedal rápida demais;
 Pressão e temperatura do óleo de motor fora dos limites;
 Rotação do motor fora dos limites;
 Velocidade do veículo fora dos limites;
 Tempo mínimo no modo V8 não cumprido;
 Tempo máximo no modo V4 excedido;
 Corte de combustível na desaceleração ativo;
 A potência reduzida do motor está ativa;
 Gerenciamento de torque ativo;
 Proteção de sobre-temperatura do conversor catalítico ativa;
 Proteção de pistão ativa, batida de pistão detectada;
 Falha no circuito acionador de solenoide de desativação de cilindro.

Cabeçotes
Os 2 cabeçotes são fabricados em alumínio
fundido e possuem sedes e guias de válvula
sinterizados. As tampas de válvulas são
fixadas nos cabeçotes por 10 parafusos.

Coletores de escape
Os coletores de escape em ferro fundido
direcionam os gases de escape das câmeras de
combustão para o sistema de escape.
Cada coletor de escape (direito e esquerdo)
possui um defletor de calor montado
externamente e fixado por parafusos.

Capacitação Técnica
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13 Apostila do Participante
Coletor de admissão
O coletor de admissão é uma peça única que incorpora engastes roscados em bronze para montagem
do corpo do acelerador e dos chicotes. Cada lado do coletor de admissão é selado aos cabeçotes dos
cilindros por 8 juntas de vedação de silicone.
O coletor de admissão reúne o conjunto do distribuidor de combustível da injeção direta, os tubos de
combustível e a bomba de combustível de alta pressão. O sensor de pressão absoluta (MAP) está
instalado e fixado na parte esquerda superior do coletor de admissão. A válvula solenoide de purga do
cânister de emissões evaporativas (EVAP) está montada na parte dianteira direita atrás do conjunto
do corpo do acelerador.

Árvore de manivelas
A árvore de manivelas é fabricada em aço temperado forjado e é
suportada por 5 mancais de rolamento. Os mancais são cobertos por
bronzinas usinadas com o bloco do motor, para gerar as folgas
adequadas.
Os munhões da árvore de manivelas são rebaixados e laminados.
O munhão principal central é o munhão de encosto.
Um anel relutor é montado sob pressão na parte traseira da árvore
de manivelas. A roda dentada da árvore de manivelas é posicionada
com uma chaveta e aciona a engrenagem da bomba de óleo.

Tampas de válvulas
As tampas de válvulas são de alumínio fundido e usam uma gaxeta de silicone pré-moldada para
vedação. Incorporadas às tampas direita e esquerda existem passagens de ar da ventilação positiva
do cárter (PCV) e, incorporado à tampa esquerda, há o tubo de abastecimento de óleo.

Cárter de óleo
O cárter é de alumínio fundido e tem função estrutural. Nele há uma saliência de montagem do filtro
de óleo, uma abertura do bujão de drenagem, o defletor do óleo, o filtro da bomba de óleo e o sensor
do nível de óleo. A válvula de desvio do filtro de óleo está no conjunto do filtro de óleo.
Um conjunto externo de resfriamento do óleo é montado diretamente no lado esquerdo do cárter. O
cárter de óleo é selado junto à bomba de óleo por uma junta de silicone de encaixe e junto ao bloco do
motor com selante RTV. Pinos-guias são prensados no cárter para ajudar no alinhamento ao bloco do
motor durante a montagem.

Montagem da biela e do pistão


Os pistões são em alumínio fundido, usam 2 anéis de compressão e 1 anel de
controle de óleo. O pistão tem um design leve de baixo atrito com uma parte
superior rebaixada e uma saia em forma de barril.
Os pinos do pistão são de aço cromo e de flutuação total. As bielas são em metal
sinterizado, fraturadas no munhão de biela e então usinadas para a medida
adequada. Os pistões possuem saias revestidas de grafite.

Capacitação Técnica
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14 Apostila do Participante
Sistema de Alimentação de Combustível
O sistema de injeção direta de combustível nas câmaras de combustão é um projeto eletrônico sob
demanda e sem retorno. Há uma bomba elétrica do tipo turbina no interior do tanque de combustível
que fornece combustível pelo tubo de alimentação à bomba de combustível de alta pressão, que, por
sua vez, fornece combustível para o tubo de distribuição de combustível de pressão variável.
O combustível entra na câmara de combustão pelos injetores com múltiplos orifícios de precisão.
A bomba de combustível de alta pressão, a pressão no tubo de distribuição de combustível, a
sincronização da injeção de combustível e a duração da injeção são controladas pelo ECM.
O sistema de combustível consiste de 8 injetores de combustível,
dois tubos de distribuição de alta pressão, um tubo de passagem
de alta pressão (que conecta os dois tubos), um tubo de
alimentação de combustível de alta pressão (que conecta o tubo
de passagem à bomba de alta pressão), uma bomba de
combustível de alta pressão, um tubo de alimentação de
combustível de baixa pressão e uma bomba de baixa pressão
(localizada no tanque).

O sistema de combustível consiste de 8 injetores de combustível, dois tubos de distribuição de alta


pressão, um tubo de passagem de alta pressão (que conecta os dois tubos), um tubo de alimentação
de combustível de alta pressão (que conecta o tubo de passagem à bomba de alta pressão), uma
bomba de combustível de alta pressão, um tubo de alimentação de combustível de baixa pressão e
uma bomba de baixa pressão (localizada no tanque).
Os injetores possuem alojamentos individuais no interior dos cabeçotes e contam com duas
vedações. A bomba de combustível de alta pressão está instalada na parte traseira do comando de
válvulas. O movimento é transmitido à bomba a partir de três cames na parte traseira do comando
por meio de um tucho hidráulico e roletado.

Sensor da pressão do combustível


O sensor de pressão do combustível é um dispositivo de 3 pinos e 5 V que está na linha de alimentação
de combustível em frente ao tanque e recebe energia e o aterramento do ECM. O sensor fornece um
sinal de pressão de combustível para o ECM, usando um circuito fechado.

Tanques de combustível
O conjunto com os 2 tanques de combustível é moldado em polietileno de alta densidade e está
instalado à frente das rodas traseiras, fixado com tiras metálicas.
O tanque esquerdo é o principal e contém o conjunto do módulo da bomba de combustível. O tanque
direito é o secundário.

Um tubo de transferência entre os dois tanques permite


uma distribuição uniforme de combustível e de peso.
Existem duas passagens dentro do tubo: uma para
alimentar a bomba com combustível do fundo do tanque
secundário e outra de vapor, que permite que os vapores e
a pressão se equalizem entre os tanques.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
15 Apostila do Participante
Módulo da bomba do tanque de combustível
principal
Módulo da bomba do tanque de combustível principal é do tipo
turbina, elétrica, acoplada ao módulo da bomba no interior do
tanque esquerdo; consiste dos seguintes componentes principais:
sensor de nível do combustível; bomba de combustível e conjunto
do reservatório; válvula reguladora de alívio de pressão; peneira de
filtração; bomba de jato primária; e bomba de jato secundária, que
drena o combustível do lado secundário para o principal pelo tubo
de transferência.

Módulo do tanque de combustível secundário


O módulo do tanque de combustível secundário contém sensor de nível de combustível e sensor de
pressão do tanque. Além disso, retém o tubo de transferência da bomba de jato secundária próxima
do fundo do tanque.

Tubos do sistema de alimentação de combustível em Nylon


Tubos de nylon são construídos para suportar a pressão máxima do sistema de combustível, a
exposição aos aditivos de combustível e as mudanças de temperatura. Flexíveis, podem ganhar
formas em torno de curvas graduais sob o veículo. Entretanto, se os tubos de nylon são forçados em
curvas com raios muito pequenos, os tubos podem dobrar e restringir o fluxo do combustível. Além
disso, uma vez exposto ao combustível, o tubo de nylon pode tornar-se mais rígido e mais propenso a
torcer se o esforço for muito grande. Tome especial cuidado quando estiver trabalhando em um
veículo com tubos de combustível de nylon.

Dispositivos de engate rápido


Dispositivos de engate rápido são formas simplificadas de instalação e de conexão dos componentes
do sistema de combustível. O engate rápido consiste de um único conector fêmea e uma extremidade
de tubo macho compatível. Anéis de vedação, localizados no interior do conector fêmea,
proporcionam a vedação do combustível. Presilhas no interior do conector fêmea seguram as partes
do engate juntas.

Bomba de combustível de alta pressão


A alta pressão de combustível é necessária para a injeção
direta. A bomba de combustível de alta pressão está
montada na parte traseira do cabeçote e é acionada por
cames (3 ressaltos) do comando de válvulas.
Esta bomba também regula a pressão de combustível
através de uma válvula solenoide acoplada.
O ECM comanda a variação da pressão de 2 a 15 MPa.
O ECM envia uma tensão de 12 Volts ao circuito de
controle da bomba através de sinal PWM (modulação por
largura de pulso) que regula a pressão do combustível,
fechando e abrindo a válvula em momentos específicos,
durante o curso da bomba.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
16 Apostila do Participante
Conjunto de tubos de distribuição de combustível de alta pressão
Os tubos de distribuição de combustível ficam acoplados a
Sensor de pressão dos tubos
cada cabeçote e são responsáveis por distribuir combustível
de distribuição de combustível
a alta pressão para os injetores.
Nesse conjunto estão acoplados os seguintes componentes:
 Sensor de pressão do tubo de distribuição de combustível
 Injetores de combustível

Sensor de pressão do tubo de distribuição


de combustível
O Sensor de pressão do tubo de distribuição de combustível
informa ao ECM a pressão do combustível no interior do tubo
de distribuição de combustível de alta pressão.
O ECM fornece uma tensão de referência de 5 V e o massa, e
recebe um sinal de retorno com tensão variável.

Quando a pressão de combustível está elevada, o sinal de tensão é elevado. Quando a pressão de
combustível é baixa, o sinal de tensão é baixo.

Injetores de combustível
Os injetores do sistema de injeção direta do Camaro são fixados nos cabeçotes, com a ponta voltada
para as câmaras de combustão.
A pressão do combustível injetado deve ser superior à pressão de compressão do motor.
Cada injetor, controlado pelo ECM, recebe uma tensão alta de alimentação (de até 65 Volts) no início
da injeção.
Um capacitor acumula e descarrega essa voltagem para a abertura inicial do injetor, que é mantido
aberto com 12 V.
Os injetores de combustível são eletromagnéticos, de abertura interna, e possuem seis orifícios
usinados com precisão, que formam um padrão de pulverização oval, em forma de cone.
A ponta é fina e estendida para permitir o encaixe em um alojamento arrefecido no cabeçote.
ATENÇÃO: Como são itens de precisão, consulte o Manual de Serviço em caso de remoção dos
injetores.

Atenção: Antes de realizar qualquer procedimento de diagnóstico ou reparação que


envolva a remoção de algum componente do sistema de alimentação de combustível,
é necessário realizar a despressurização da linha.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
17 Apostila do Participante
Especificações do Motor

Motor 6.2 V8 RPO: LT1


Combustível Gasolina
Sistema de Alimentação Injeção Direta
Posição Longitudinal, Dianteiro
Cabeçotes (2) Alumínio, 16 Válvulas
Bloco Alumínio
Cárter Alumínio, Estrutural
Comando de Válvulas Simples, Acionado por Corrente, com CVVT e AFM
Cilindros 8 Cilindros em V
Sequência de ignição 1-8-7-2-6-5-4-3
Mancais Principais 5
Diâmetro do pistão 103,25 mm
Curso do pistão 92 mm
Volume 6.162 cm3
Taxa de Compressão 11,5 : 1
API SN – SAE 5W-30 Dexos™
Óleo lubrificante
(9,5 litros com troca de filtro)
Potência máxima líquida
461 cv @ 6.000 rpm
(ABNT – NBR ISO 1585)
Torque máximo líquido
62,9 kgf.m (617 N.m) @ 4.400 rpm
(ABNT – NBR ISO 1585)
Regime máximo permitido (ECM) 6.600 rpm

Customização do som do motor


Um sistema de válvulas de controle do fluxo dos gases do escapamento é utilizado para customizar o
som do motor do Camaro.

São duas válvulas de controle de fluxo na tubulação do escapamento, que ao serem abertas,
permitem a saída dos gases do escapamento com baixa restrição e o som do motor, que sai pelo
escapamento, passa a ser mais agressivo.

Os modos de condução programáveis resultam em comportamentos diferentes das válvulas de


controle do fluxo dos gases do escapamento.

Adicionalmente, um tubo conectado ao sistema de admissão do motor transporta para o interior do


veículo parte do instigante som do motor do Camaro em funcionamento.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
18 Apostila do Participante
TRANSMISSÃO
Em conjunto com o motor de alto desempenho, o Camaro
vem equipado com a transmissão 8L90, automática de 8
velocidades, que permite ao motorista desfrutar do
conforto das trocas de marchas automáticas ou realiza-
las manualmente, por meio da alavanca ou dos
interruptores atrás do volante (borboletas), para uma
condução mais esportiva e ao mesmo tempo segura,
pois evita ter que tirar as mãos do volante.
A transmissão conta com controle eletrônico e sistema de
arrefecimento do óleo com trocador de calor na parte mais baixa do
veículo, criando uma área de baixa pressão que ajuda a captar o ar mais
fresco.
Antes de ser direcionado para a frente do veículo, o óleo da transmissão
auxilia no arrefecimento do diferencial traseiro, que possui um trocador
de calor interno por onde passa o óleo da transmissão.
A transmissão 8L90 consiste principalmente de um conversor de torque de 4 elementos, um conjunto
de engrenagens planetárias compostas, conjuntos de embreagens de fricção e mecânicas e um
sistema de controle e de pressurização hidráulica.
O conversor de torque age como um acoplamento a fluido para transmitir suavemente a energia do
motor à transmissão. Também fornece hidraulicamente uma multiplicação de torque adicional
quando necessário. Uma placa de pressão, quando aplicada, fornece o acoplamento mecânico de
acionamento direto do motor à transmissão.
As mudanças das relações de transmissão são comandadas pelo módulo de controle de transmissão
(TCM) localizado fora da caixa de transmissão, na parte frontal direita do compartimento do motor. O
TCM recebe e monitora entradas de sensores eletrônicos e usa essas informações para fazer as
mudanças no tempo mais adequado.
O TCM comanda os solenoides de mudança e de controle de pressão para controlar o tempo e a
sensibilidade da mudança. O TCM controla também a aplicação e liberação da embreagem (aplicação
da placa de pressão) do conversor de torque, que proporciona máximo desempenho do veículo.
O sistema hidráulico consiste, principalmente, de uma bomba de palhetas acionada por corrente, fora
do eixo, localizada no corpo de válvulas e 2 conjuntos do corpo de válvulas de controle. A bomba
mantém as pressões de trabalho necessárias para acionar os pistões de embreagem, que aplicam ou
liberam os componentes de fricção. Esses componentes de fricção, quando aplicados ou liberados,
realizam as mudanças automáticas da transmissão.
Os componentes de fricção usados nesta transmissão consistem de 5 embreagens de múltiplos
discos. As embreagens de múltiplos discos fornecem 8 relações de transmissão à frente e 1 à ré, por
meio de conjuntos de engrenagens. As engrenagens em seguida ajustam o torque de transferência
através do eixo de saída.
A alavanca de mudanças da transmissão possui um sistema de trava, que requer que o pedal do freio
seja pressionado para que o solenoide da trava libere o movimento da posição ‘P’.
Caso o motor não dê partida, o veículo pode ser movimentado destravando-se a alavanca da
transmissão com a ignição ligada.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
19 Apostila do Participante
Especificações da Transmissão

Transmissão Automática RPO: M5U


Tipo Automática de 8 Velocidades - 8L90
8 marchas, sendo 2 marchas “overdrive”; Active
Marchas
Select para trocas manuais na alavanca e no volante
Relação da 1ª marcha 4,560
Relação da 2ª marcha 2,971
Relação da 3ª marcha 2,075
Relação da 4ª marcha 1,688
Relação da 5ª marcha 1,270
Relação da 6ª marcha 1.000
Relação da 7ª marcha 0,845
Relação da 8ª marcha 0,652
Relação da marcha à ré 3,818
Gerenciamento Eletrônico, por módulo da transmissão - TCM
Material Carcaça de alumínio
Traseira / Traseiro, de deslizamento limitado
Tração / Diferencial
Transmissão do movimento por cardã bi-partido

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
20 Apostila do Participante
DIREÇÃO
• Caixa de direção do tipo pinhão e cremalheira
• 2,5 voltas de batente a batente
• Assistência elétrica progressiva
• Coluna com ajustes em altura e profundidade
• Coluna com trava eletrônica

SUSPENSÃO
Molas, amortecedores, barras estabilizadoras e cada componente da suspensão foram melhorados
nas mudanças de geometria para adequar o conjunto à distância entre eixos ligeiramente menor.
Isto significa que os pneus ficam consistentemente apoiados para garantir mais contato com o piso a
cada volta. De fato, o Camaro 6ª geração provou ser mais rápido nas curvas da pista de testes de
engenharia do que a geração anterior. LOC3 - Com mais caster e uma relação de direção mais rápida,
todo esse conjunto contribui para proporcionar ao motorista a liberdade de enfrentar curvas mais
difíceis com aderência e controle excepcionais.

Suspensão Dianteira
Independente, tipo McPherson com:
• Subchassi de alumínio isolado da carroceria
• Braços de controle em alumínio ligados ao sub-chassi
• Molas helicoidais
• Amortecedores pressurizados
• Barra estabilizadora
IMPORTANTE: Os braços inferiores da suspensão dianteira
não devem ser utilizados para tracionar ou fixar o veículo.

Suspensão Dianteira
Independente, do tipo Multilink com:
• Subchassi isolado da carroceria • Mola helicoidais
• Braços articulados inferiores de alumínio • Amortecedores pressurizados
• Barra estabilizadora

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
21 Apostila do Participante
SEGURANÇA
Freios Brembo®
A elite em tecnologia de frenagem é equipamento de série no Camaro 6ª Geração, que também conta
com arrefecimento por dutos de ar direcionados para os discos de freio, que ajudam a controlar a
temperatura e reduzir a possibilidade de perda de desempenho do freio.
As pinças Brembo® personalizadas com a marca Camaro operam com 4 pistões nas 4 rodas, que
juntamente com os discos de freio ventilados nas 4 rodas, proporcionam a melhor distribuição do
esforço de frenagem, respostas imediatas e um desempenho superior.
O Camaro está equipado com o sistema de freio com módulo de controle eletrônico e válvula
moduladora de pressão do freio, que trabalham separadamente.
A válvula moduladora de pressão usa uma configuração de quatro circuitos para controlar a pressão
hidráulica de cada roda, independentemente.
Os sistemas de aprimoramento da segurança do Camaro, diretamente relacionados ao sistema de
freios, são:
 Freios ABS
 Auxílio de Frenagem de Emergência (PBA)
 Distribuição Eletrônica do Frenagem (EBD)
 Controle de Tração (TCS)
 Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC)
 Assistente de Partida em Rampa (HSA)
Os seguintes componentes estão envolvidos na operação dos sistemas acima:
• Módulo de controle eletrônico do freio - controla as funções do sistema e detecta falhas. Fornece
voltagem às válvulas solenoides e ao motor da bomba.
• Válvula moduladora de pressão do freio - contém válvulas hidráulicas e o motor da bomba,
controlados eletronicamente pelo módulo de controle eletrônico do freio. A válvula moduladora
utiliza uma configuração de quatro circuitos, com divisão diagonal para direcionar o fluido de freio
de um dos reservatórios do cilindro mestre para as rodas dianteira esquerda e traseira direita, e do
outro reservatório para as rodas dianteira direita e traseira esquerda. Os circuitos diagonais são
hidraulicamente isolados, de forma que, mesmo que haja um vazamento ou uma falha em um dos
circuitos, ainda seja mantida a capacidade de frenagem do outro circuito.
• Módulo de controle da carroceria (BCM) - monitora o sinal do sensor de posição do pedal do freio e,
quando este é acionado, envia uma mensagem de dados seriais de alta velocidade ao módulo de
controle eletrônico do freio (EBCM), indicando a posição do pedal do freio.
• Sensor de pressão do freio - utilizado para detectar o acionamento do pedal do freio, envia um sinal
de voltagem, que aumenta conforme o pedal do freio é acionado.
• Painel de instrumentos - exibe a velocidade do veículo com base nas informações do módulo de
controle do motor (ECM), que envia a informação de velocidade do veículo para o módulo de
controle da carroceria (BCM), que envia essa informação ao painel de instrumentos.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
22 Apostila do Participante
• Sensor de aceleração multi-eixo - os sensores de guinada (ângulo da direção), aceleração lateral e
aceleração longitudinal são combinados em um sensor interno ao Módulo do Air Bag (SDM). O
módulo de controle eletrônico do freio (EBCM) recebe mensagens desse sensor e ativa o controle
de estabilidade ou a função de auxílio de partida em rampa, dependendo da interpretação das
mensagens desse sensor.
• Interruptor do controle de tração - o módulo de controle da carroceria (BCM) monitora esse
interruptor e envia mensagem ao módulo de controle eletrônico do freio (EBCM). Os controles de
tração e estabilidade podem ser desativados ou ativados pressionando-se esse interruptor.
• Sensor de ângulo da direção - o módulo de controle do freio eletrônico (EBCM) recebe mensagens
do sensor de ângulo da direção, que é integrado no módulo de controle da direção assistida. O sinal
desse sensor é usado para calcular a taxa de guinada desejada.
• Módulo de controle da transmissão (TCM) - o módulo de controle do freio eletrônico (EBCM) recebe
mensagens do módulo de controle da transmissão (TCM), indicando a marcha que se encontra
ativa para a função assistente de partida em rampa (HSA).
• Sensores de velocidade das rodas – exclusivos, podem detectar a direção das rodas, assim como a
roda parada; são sensores ativos que recebem tensão de 12 V do módulo de controle eletrônico do
freio (EBCM) e enviam sinais de saída para o módulo. À medida que a roda gira, esses sensores
enviam sinais de onda quadrada para o EBCM, que utiliza a frequência do sinal para calcular a
velocidade da roda.

Freios ABS
Quando é detectado o início de deslizamento em uma roda durante a aplicação do freio, o Sistema de
Freios ABS atua, controlando a pressão hidráulica no circuito individual da roda para prevenir o
deslizamento. Cada roda possui um circuito hidráulico separado e válvulas solenoides específicas. O
sistema pode diminuir, manter ou aumentar a pressão hidráulica na roda, até a pressão transmitida
pelo cilindro mestre.
Durante a frenagem com atuação do ABS, uma série de breves pulsações podem ser percebidas no
pedal do freio. Essas pulsações são causadas por mudanças rápidas na posição das válvulas
solenoides, que ocorrem quando o EBCM responde aos dados fornecidos pelo sensor de velocidade da
roda e às tentativas de evitar o deslizamento da roda. Essas pulsações param quando se retorna à
operação normal dos freios.
Um ruído de pulsação ou estalo também pode ser ouvido devido aos ciclos rápidos das válvulas
solenoides. Esses ruídos e as pulsações do pedal são considerados normais durante a operação do
ABS.

Auxílio de Frenagem de Emergência (PBA)


A função Auxílio de Frenagem de Emergência foi projetada para auxiliar o motorista em situação de
frenagem de emergência. O módulo de controle eletrônico do freio (EBCM) recebe mensagens do
sensor de pressão do freio. Quando o EBCM detecta uma situação de frenagem de emergência, o
EBCM aumenta a pressão do freio a um máximo específico.

Distribuição Eletrônica de Frenagem (EBD)


A função de distribuição eletrônica de frenagem auxilia o motorista em situações de frenagem de
emergência, melhorando o que era função hidráulica da válvula compensadora mecânica. Esse
sistema é parte do software de operação do módulo de controle eletrônico do freio e utiliza o controle
ativo com o ABS para regular a pressão dos freios traseiros.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
23 Apostila do Participante
Controle de Tração (TCS)
Quando uma das rodas de tração desliza, sem aplicação do freio,
o módulo de controle eletrônico do freio (EBCM) entra no modo Podem ser
de controle de tração (TCS). desativados a partir
Primeiramente, o EBCM requisita que o módulo de controle do do interruptor
motor (ECM) reduza o torque para as rodas de tração por meio de
dados seriais. O ECM reduz o torque, atrasando o tempo de
ignição e desativando os injetores de combustível, e informa a
quantidade de torque distribuída para as rodas de tração.

Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC)


O controle eletrônico de estabilidade (ESC) é mais uma função do
módulo de controle do freio eletrônico (EBCM), que monitora a
taxa de guinada, que é a taxa de rotação em relação ao eixo Sem ESP Com ESP
vertical do veículo.

O controle de estabilidade é ativado quando a taxa de guinada desejada não coincide com a taxa real
medida pelo sensor de taxa de guinada.
A taxa de guinada desejada é calculada a partir dos seguintes parâmetros:
• Velocidade do veículo
• Posição do volante de direção
• Aceleração lateral do veículo
A diferença entre a taxa de guinada desejada e a taxa real é o erro da taxa de guinada, que é uma
medição do sub-esterçamento ou do sobre-esterçamento. Se o erro de guinada for muito grande, o
EBCM tenta corrigir o movimento da taxa de guinada do veículo, aplicando uma frenagem
diferenciada na roda adequada.
A quantidade de frenagem aplicada à roda dianteira esquerda ou direita é baseada tanto na taxa de
erro de guinada, quanto na taxa de erro de deslizamento.
A ativação do controle eletrônico de estabilidade geralmente ocorre durante uma condução
agressiva, ao fazer curvas ou em estradas esburacadas, com pouca utilização do pedal do acelerador.
Em uma frenagem durante o controle de estabilidade, é possível sentir que as pulsações no pedal são
diferentes das pulsações do ABS. O pedal do freio vibra em uma frequência maior durante o controle
de estabilidade.

Assistente de Partida em Rampa (HSA)


Ao parar o veículo em uma superfície inclinada, o assistente de partida em rampa impede que o
veículo se desloque antes de arrancar, seja em um aclive ou um declive.
O sistema mantém a pressão do freio no momento em que o motorista solta o pedal do freio e começa
a acelerar.
O módulo de controle do freio eletrônico (EBCM) calcula a pressão do freio necessária para manter o
veículo em uma inclinação, ou grau de inclinação superior a 5%, e mantém aquela pressão por até 2
segundos, controlando as válvulas solenoides apropriadas para ligar e desligar quando o pedal do
freio é liberado.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
24 Apostila do Participante
As lâmpadas de freio permanecem acesas, mesmo quando o pedal do freio é liberado.
Esse recurso é determinado pelo EBCM, que usa os seguintes dados:
• Posição do pedal do acelerador
• Sensor de posição do pedal do freio
• Pressão do freio
• Interruptor de embreagem, se equipado
• Torque do motor
• Aceleração longitudinal
• Sensor de aceleração multi-eixos
• Informação da marcha da transmissão
• Velocidade do veículo

Auto-diagnóstico do EBCM
O módulo de controle eletrônico do freio (EBCM) é capaz de detectar vários funcionamentos
incorretos sempre que a ignição for ligada.
Certas falhas não são detectadas a não ser que os testes de diagnóstico sejam ativados. Uma bobina
de solenoide ou um enrolamento de motor em curto, por exemplo, não podem ser detectados até que
os componentes sejam ligados.
O auto-diagnóstico interno ao EBCM é realizado juntamente com as verificações elétricas dos
sensores e dos circuitos do sistema.

Freio de estacionamento elétrico


O freio de estacionamento tem acionamento elétrico pode ser aplicado a qualquer momento em que o
veículo esteja parado ou em movimento. O sistema pode evitar o recuo do veículo na partida em
rampa.
O sistema é aplicado no momento em que se levanta o
interruptor de controle no console central. A luz de freio no
painel de instrumentos piscará por um momento, enquanto
o freio de estacionamento estiver sendo aplicado.
Depois de totalmente aplicado, a luz de freio acenderá. Se o
freio de estacionamento elétrico for aplicado com o veículo
em movimento, um sinal sonoro irá soar e a mensagem
"Liberar interruptor de freio de mão" será exibida.

Se a luz de freio estiver piscando, o freio de estacionamento elétrico está apenas parcialmente
aplicado, liberado ou existe um problema com o freio de estacionamento elétrico. A mensagem
"Reparar freio de mão" será exibida.
A liberação do freio de estacionamento elétrico requer que se ligue a ignição ou o motor, se aplique e
segure o pedal do freio e empurre momentaneamente o interruptor de controle do freio. Quando o
freio de estacionamento elétrico for liberado, a luz vermelha de freio apagará.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
25 Apostila do Participante
Alerta de Ponto Cego
O Alerta de Ponto Cego é um assistente de mudança de faixa que auxilia o condutor do Camaro a
evitar acidentes com veículos vindos de trás, que se aproximam em áreas de ponto cego. O alerta é
realizado por meio do acendimento de um ícone luminoso no espelho retrovisor externo do lado onde
o objeto é detectado por um dos sensores ultrassônicos laterais do para-choque traseiro. Esse ícone
piscará como um aviso adicional para não mudar de faixa se a seta for acionada.
O alerta de ponto cego monitora a área de ponto cego nas laterais do veículo com aproximadamente
3,5 m de alcance lateral, estendendo-se em 70 m (230 pés) além do para-choque traseiro.
São componentes do Alerta de Ponto Cego:
Módulo do sensor traseiro lateral esquerdo
Módulo do sensor traseiro lateral direito
Espelho retrovisor externo do motorista com ícone luminoso
Espelho retrovisor externo do passageiro com ícone luminoso

Módulos dos sensores traseiros laterais


Os módulos dos sensores traseiros laterais se localizam em cada lado do veículo atrás da capa do
para-choque traseiro, portanto, não visíveis pelo lado externo do veículo.
Os sensores usam radar ultrassônico para determinar a presença de objetos nas proximidades.
O módulo do sensor lateral esquerda é o principal, que se comunica com a rede de dados seriais do
veículo. Há uma rede de dados seriais isolada entre os sensores direito e esquerdo.
A ferramenta de diagnóstico se comunica apenas com o sensor lateral esquerdo. Os sensores são
únicos e não é possível invertê-los de lado.
O módulo do sensor lateral direito controla ambos os indicadores de ponto cego nos retrovisores
esquerdo e direito. Cada indicador recebe aterramento em todos os momentos.
Quando um veículo estiver se aproximando pela traseira, o módulo do sensor lateral direito aplicará
tensão ao indicador adequado, iluminando-o.
Se a seta estiver ligada, indicando que o motorista pretende trocar de faixa, o módulo do sensor
lateral direito fará o ícone do mesmo lado piscar.
Esse módulo fornece uma referência de tensão e uma referência de baixa para os sensores laterais
do para-choque traseiro.
O módulo recebe os sinais de cada um desses sensores e determina a localização e a distância dos
veículos com base nessas informações.

Espelhos retrovisores externos com ícones luminosos


Os espelhos retrovisores externos contêm ícones que
podem ser iluminados por LEDs de alta intensidade, na
cor âmbar, que se localizam na superfície do espelho.
A intensidade se adapta às condições diurna e noturna.
O módulo do sensor lateral direito controla os dois
indicadores de ponto cego.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
26 Apostila do Participante
Alerta de Movimentação Traseira em Marcha Ré
O alerta de movimentação traseira em marcha ré é um recurso que também usa os dois sensores
traseiros laterais do Camaro para proporcionar segurança extra ao motorista que conduz o veículo
em marcha à ré.
Quando um veículo ou objeto em movimento se aproxima a uma distância de até 20 metros das
laterais traseiras, o símbolo de atenção e uma seta surgem na tela do MyLink e soam três sinais
sonoros do mesmo lado em que o objeto for detectado.
Componentes do sistema:
• Sensores traseiros laterais
• Tela do MyLink
• Alerta sonoro

Sensores traseiros laterais


Cada sensor recebe tensão 12 V e terra e utiliza a tecnologia de ultrassom para determinar a
aproximação de objetos em movimento. As áreas de detecção de objetos se estendem a
aproximadamente 20 m de distância do veículo e cobre uma área a partir da traseira do veículo de 125
graus, com uma altura de 0,45 m a 2 m.
O sistema opera quando a velocidade do veículo marcha à ré é de até 10 km/h e detecta objetos com
velocidade de aproximação de até 36 km/h.
Quando o veículo está em marcha à ré, os sensores laterais são energizados, emitem e recebem
ondas sonoras refletidas de objetos externos e determinam se são objetos de interesse ou não. O
sistema pode detectar pedestres, carrinhos de compra ou objetos em movimento similar.
Isso é normal e não deve ser considerado um alarme falso, nem um problema no sistema. O sistema
estima a trajetória do veículo e usa essa informação em conjunto com a informação de trajetória do
objeto que se aproxima para determinar se há o risco de colisão.
O sistema não é projetado para fornecer alertas para objetos que não tenham risco de colisão em
potencial com o veículo e para objetos estacionários, como postes e carros estacionados.

Tela do MyLink (ícones)


O alerta visual do sistema é composto por dois ícones visuais, em forma de triângulo acompanhado
por seta, um de cada lado da tela do MyLink.

Alerta sonoro
O alerta sonoro é emitido na parte traseira esquerda para alertar a aproximação do lado esquerdo
traseiro e na parte traseira direita, para a aproximação do lado direito traseiro.
O sistema de som emite 3 bipes no respectivo alto-falante.
Se o veículo estiver rebocando ou com um suporte preso na traseira, o sistema pode não funcionar
corretamente.
Condições climáticas ruins podem afetar a operação do sistema. Alertas ocasionais perdidos podem
ocorrer em circunstâncias normais e aumentam em condições chuvosas.
O número de alertas perdidos aumenta com chuva intensa ou respingos em excesso na estrada.
Chuva pesada, lama, sujeira, neve, gelo ou barro podem desativar totalmente o sistema.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
27 Apostila do Participante
Coluna de Direção com Trava Eletrônica
O módulo de controle da trava da coluna da direção (SCLM)
controla a função da trava antifurto. Quando o botão de
partida é acionado e o BCM reconhece a presença da chave
no interior do veículo, uma senha criptografada é enviada
para o SCLM, que a compara com sua própria senha
armazenada. Se os dados coincidirem, a coluna da direção
será destravada.
Para que a coluna da direção seja travada, o SCLM deve
receber 3 entradas:
• O modo de energia do BCM é Desligado.
• O veículo está parado, com base na velocidade ‘zero’
relatada pelos sensores de velocidade das rodas (ABS).
• A porta do motorista ou do passageiro está aberta,
conforme relatado pelo módulo PEPS.
Quando o SCLM recebe essas entradas, a coluna da direção será travada.
O SCLM monitora o sistema de trava da coluna e define códigos de DTC quando o módulo detectar
funcionamentos incorretos no sistema. Quando um funcionamento incorreto ocorre, o computador de
bordo exibe a mensagem ‘Repare a trava da direção agora’, indicando que códigos de DTC foram
definidos dentro do SCLM.

Airbags Também para os Joelhos


Os airbags e os pré-tensionadores dos cintos de segurança complementam a proteção oferecida
pelos cintos de segurança. O sistema contém: airbags (bolsas infláveis), pré-tensionadores dos cintos
de segurança dianteiros, módulo de controle eletrônico (SDM) e os sensores.
O SDM determina a gravidade da colisão com a assistência dos sensores localizados em pontos
estratégicos no veículo. Quando o módulo de controle eletrônico interpreta a gravidade da colisão com
a assistência dos sensores localizados em pontos estratégicos, são acionados os airbags e os pré-
tensionadores se for detectada uma forte colisão ou, se a força do impacto não for tão grande, são
acionados somente os pré-tensionadores.
O SDM contém um dispositivo de detecção que converte mudanças de velocidade do veículo em sinais
elétricos. O SDM compara esses sinais com valores armazenados na memória e quando os sinais
excedem um valor limite, permite o fluxo da corrente de acionamento dos air bags e pré-
tensionadores, ou somente dos pré-tensionadores

O SDM monitora continuamente os circuitos de


acionamento em busca de funcionamentos
incorretos e, ao detectar algum funcionamento
incorreto no circuito, o SDM ativa um DTC e acende
o indicador de airbag para avisar o motorista.

FOTO
MERAMENTE
ILUSTRATIVA

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
28 Apostila do Participante
O Camaro possui airbags no volante (duplo estágio), no painel, lado do passageiro (duplo estágio), na
parte inferior do painel, na altura dos joelhos, do lado do motorista e do passageiro, nas laterais dos
bancos dianteiros e nas laterais do teto (do tipo cortina), que protegem os passageiros dos bancos
dianteiros e traseiro.
Os airbags do volante e do painel, lado do passageiro, possuem dois estágios de acionamento, que
variam o esforço de contenção dos ocupantes de acordo com a gravidade do impacto. Em colisões
frontais moderadas, os air bags são acionados com carga parcial, que corresponde ao primeiro
estágio. Em colisões frontais mais graves, o acionamento com carga total é iniciado, que é a
combinação do primeiro e do segundo estágios. A corrente que passa pelo airbag dispara o material
contido em um cilindro, produzindo uma rápida expansão e, em alguns casos, a liberação de outro gás
comprimido. A expansão dos gases infla rapidamente o airbag. Depois que o airbag foi inflado, ele
esvazia rapidamente por meio de orifícios de respiro e/ou pelo tecido do airbag para auxiliar na
absorção da energia do impacto.
Os pré-tensionadores dos cintos de segurança (do motorista e do passageiro) possuem um iniciador e
um cilindro de gás expansível. O iniciador é parte do circuito de acionamento do pré-tensionador.
Quando o veículo se envolver em uma forte colisão, o SDM faz com que a corrente flua para o iniciador.
A corrente que passa pelo iniciador dispara o material contido no cilindro, produzindo uma rápida
expansão e, em alguns casos, a liberação de gás comprimido, acionando os pré-tensionadores dos
cintos de segurança, tirando qualquer folga entre os cintos e os ocupantes. Dependendo da gravidade
da colisão, os pré-tensionadores podem ser acionados sem que os airbags o sejam ou podem ser
acionados imediatamente antes dos airbags.

Luzes de Condução Diurna / Luzes de Posição em LED (DRL)


As luzes de condução diurna em LEDs permanecem acesas continuamente quando a ignição ou o
motor estiver ligado.

Acendimento Automático dos Faróis


O sensor de luz ambiente (crepuscular) é usado para monitorar as condições de luminosidade
externa.
O sensor fornece um sinal de voltagem que varia entre 0,2 e 4,9 v, dependendo das condições de
iluminação externas.
O módulo de controle da carroceria (BCM) fornece um sinal de referência de 5 V para o sensor de luz
ambiente e o módulo de controle do HVAC fornece um aterramento de baixa referência.

O módulo de controle da carroceria (BCM) monitora o


circuito do sinal do sensor para determinar se a condição
de luminosidade externa está adequada ou se é necessário
o acionamento dos faróis, quando o interruptor estiver na
posição AUTO.
Em condições de iluminação diurna o BCM comandará
apenas as luzes de condução diurna (DRL).
Em condição de baixa luminosidade, o BCM aciona os faróis
baixos.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
29 Apostila do Participante
Faróis de Xênon tipo projetor (High Intensity Discharge - HID)
Os contatos do interruptor estão fechados e o relé dos faróis
está energizado, permitindo que a tensão da bateria flua
através dos fusíveis e dos circuitos de controle em direção aos
reatores localizados em cada conjunto dos faróis.
Quando a voltagem da bateria é aplicada, os reatores dos
faróis carregam o starter para se obter uma luz muito intensa.

Nos faróis de Xênon não há filamentos, como nas lâmpadas tradicionais. Ao invés disso, o starter
utiliza um transformador de alta voltagem para converter a tensão de entrada em tensão mais alta.
Esta tensão aumentada é utilizada para gerar um arco entre os eletrodos da lâmpada.
Cada reator exige amperagem mais alta para garantir a partida, o ‘run up’ da lâmpada, termo usado
para descrever o nível extra de alimentação fornecida à lâmpada de Xênon. A corrente de
manutenção do funcionamento é mais baixa do que a de partida.
A intensidade da luz aumenta rapidamente e a uma intensidade muito alta, que resulta em maior área
iluminada à frente do Camaro.
A especificação de cor é diferente dos faróis regulares. A gama de luz branca é maior, quando
comparado às lâmpadas halógenas. Alguma variação na coloração entre os faróis é considerada
normal. A lâmpada deve ser substituída somente se atingir o estágio de falha.
O final da vida de uma lâmpada de Xênon ocorre quando ela se torna instável. A lâmpada começa a
apagar esporadicamente, ao acaso, talvez uma vez em um período de 24 horas.
Quando a lâmpada começar a apagar espontaneamente, o reator a fará acender no prazo de 0,5
segundo. O reator reativa a lâmpada tão rapidamente que parece não ter apagado.
Com o passar do tempo, a lâmpada começa a apagar mais frequentemente. A reativação repetitiva e
excessiva, sem que haja tempo para o reator esfriar, poderá danificar permanentemente o reator.
Como medida de segurança, quando repetidas reativações forem detectadas, o reator irá então
desligar e a lâmpada irá apagar.
Os sintomas abaixo são sinais evidentes de falha da lâmpada:
• Lâmpada piscante, causada nos estágios iniciais de falha;
• Lâmpada apagada, resultado de detecção de reativação repetida da lâmpada pelo reator;
• Alteração na coloração da luz para rosa sem brilho.
Apagar e acender os faróis irá reiniciar todos os circuitos com falha no reator até a ocorrência de
reativações excessivas e repetidas. Caso isso ocorra, substitua o conjunto starter/lâmpada.
O reator iniciará o processo de partida quando o conjunto de starter/lâmpada for substituído.
O reset repetitivo da energia de entrada poderá superaquecer os componentes internos e causar
danos permanentes ao reator. Aguarde alguns minutos para resfriamento entre as tentativas de
reiniciar.

Atenção: Esse sistema produz alta tensão e corrente. Nunca abra o reator ou teste
entre o conector de saída do reator do sistema de descarga de alta intensidade e o
conjunto do tubo de arco.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
30 Apostila do Participante
Pneus Run-flat
Os pneus com tecnologia run-flat representam maior segurança. Eles fornecem maior controle do
veículo em condições de emergência e permitem continuar a viagem com segurança, mesmo com a
perda da pressão interna. Os ombros reforçados oferecem o apoio necessário para conduzir o veículo
nesta condição por até 80 km de distância, a até 80 km/h, mesmo durante uma chuva forte.

Outra vantagem é não necessitar do pneu reserva,


preservando o espaço no porta-malas para acomodar
bagagens dos ocupantes.
Pneus run-flat devem ser utilizados em conjunto com o
Sistema de Monitoramento da Pressão dos Pneus (TPMS).
Como nem sempre é possível estabelecer o tempo e as
condições em que o pneu foi utilizado com pressão
insuficiente, é recomendável trocar o pneu após uma perda
de pressão.

Sistema de Monitoramento da Pressão dos Pneus (TPMS)


Esse sistema alerta o motorista quando há perda significativa
de pressão em qualquer dos 4 pneus e permite que o
motorista verifique as pressões individuais dos pneus, no
centro do painel de instrumentos.
O sistema utiliza os seguintes componentes para executar
suas funções:
• Módulo de controle da carroceria (BCM);
• Computador de Bordo;
• Painel de instrumentos;
• Antena receptora do controle remoto das travas das portas
(RCDLR);
• Sensores de pressão em cada conjunto de roda/pneu, que
transmitem via frequência de rádio (RF).
Cada sensor tem uma fonte de alimentação interna com uma
vida útil de aproximadamente 10 anos.
Quando o veículo está parado, os sensores verificam a pressão
dos pneus a cada 30 segundos e não transmitem as
informações se a pressão do pneu não alterar.

Quando a velocidade do veículo aumenta, a força centrífuga ativa o acelerômetro interno dos
sensores, fazendo com que os sensores passem ao modo Ativo e, a seguir, ao modo Condução, em que
os sensores verificam a pressão do pneu a cada 30 segundos e transmitem a cada 60 segundos.
Quando o sistema detecta uma perda significativa de pressão do pneu, o alerta luminoso do sistema
acende no painel de instrumentos e uma mensagem do tipo "pressão do pneu baixa, calibrar pneu" é
exibida no centro de informações ao motorista.
O alerta e a mensagem podem ser redefinidos ajustando-se as pressões dos pneus para as
recomendadas e conduzindo o veículo acima de 40 km/h por pelo menos 2 minutos.
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
31 Apostila do Participante
CONFORTO E CONVENIÊNCIA
Ar-condicionado Dual-zone
O principal objetivo do sistema de ar-condicionado é fornecer ar aquecido ou resfriado ao interior do
veículo, que no caso do Camaro, pode ser controlado individualmente pelos ocupantes dos bancos
dianteiros. Os difusores localizados no centro do painel do Camaro possuem molduras externas com a
função seletora do ajuste automático da temperatura, individualizado. Desta forma, o sistema é
configurado para direcionar o ar nas temperaturas desejadas.

O sistema de ar-condicionado também remove a umidade do interior do veículo e reduz o


embaçamento dos vidros.
Independentemente da configuração da temperatura, os seguintes fatores podem afetar o tempo
para que o sistema alcance a temperatura desejada (programada):
 Configuração de recirculação
 Diferença entre as temperaturas interna e desejada
 Velocidade da ventoinha
 Configuração do modo (distribuição do ar)
Quando o interruptor do ar-condicionado é acionado, os controles do sistema enviam um sinal para o
módulo de controle de Aquecimento, Ventilação e Ar-condicionado (HVAC) via rede LIN. O HVAC avalia
este sinal e envia um sinal de solicitação ao módulo de controle do motor (ECM) via rede GMLAN. O
ECM verifica se todas as condições foram alcançadas e então envia um sinal de liberação de volta
para o HVAC. O ECM fornece o terra para o relé do compressor do ar-condicionado, possibilitando que
feche seus contatos internos para enviar voltagem de bateria à bobina da embreagem do compressor
do ar-condicionado. O desempenho do compressor do ar-condicionado é regulado por meio de uma
válvula solenoide do compressor de fluxo variável. Quando o interruptor do ar-condicionado é
pressionado, o HVAC fornece um sinal de modulação por largura de pulso (PWM) para a válvula
solenoide do compressor do ar condicionado para comandar seu desempenho.
O compressor do ar-condicionado é ativado se forem satisfeitas as seguintes condições:
 Voltagem da bateria entre 9 e 18 V.
 Temperatura de refrigeração do motor menor que 124°C (255°F)
 Rotação do motor maior que 600 RPM
 Rotação do motor menor que 5 500 RPM
 Pressão lateral alta do ar-condicionado entre 269-2 929 kPa (39-425 por pol²)
 Posição do acelerador menor que 100%
 Temperatura do evaporador maior que 3°C (38°F)
 ECM não detecta carga de torque demasiada
 ECM não detecta qualidade ociosa insuficiente
 Temperatura ambiente maior que 1°C (34°F)
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
32 Apostila do Participante
O fluxo de ar para o interior do veículo passa pelo núcleo do aquecedor e pelo núcleo do evaporador. A
seleção (programação) da temperatura do ar comanda as portas de direcionamento do fluxo de ar
através desses núcleos para se atingir a temperatura desejada. Caso a temperatura interna do veículo
esteja acima da selecionada (programada), as portas são posicionadas para que o fluxo de ar no
interior do sistema passe mais pelo núcleo do evaporador.
Sensores de temperatura nos duto de ar são termistores de coeficiente de temperatura negativo de 2
fios e operam dentro de uma faixa de temperatura de -40 a +85°C (-40 a +185°F). Os sensores são
instalados nos dutos de distribuição do ar e medem a temperatura do ar que flui pelos dutos. O
módulo de controle do HVAC usa esses valores para ajustar as posições das portas de direcionamento
do fluxo de ar de acordo com a temperatura selecionada.

Carregador Wireless
O sistema de carga sem fio é capaz de carregar as baterias
de dispositivos móveis compatíveis, em conformidade com o
padrão da Power Matters Alliance (PMA) ou do Wireless
Power Consortium (WPC), o que significa que o dispositivo
deve estar equipado com um "receptor" de carga sem fio que
funciona com o "transmissor" instalado no veículo. Os
dispositivos podem ter o circuito de carregamento integrado
ou um adaptador (dispositivo de conexão externo que
contém o circuito de carregamento).
FOTOS MERAMENTE ILUSTRATIVA
Atenção: Todos os objetos de metal devem ser removidos do
local de carregamento antes do dispositivo móvel ser
posicionado. Objetos de metal como moedas, chaves, anéis
ou grampos entre o dispositivo e o local de carregamento
ficarão muito quentes. Caso o sistema não detecte o objeto
de metal entre o telefone e o carregador, remova o telefone e
deixe o objeto metálico esfriar antes de removê-lo do tapete
de carregamento para evitar queimaduras.

Há uma bobina localizada no centro da superfície de carregamento. Normalmente, também há uma


bobina no centro do dispositivo. Essas bobinas devem estar alinhadas para que o carregamento
ocorra. Quando a ignição ou o motor do veículo é ligado, o sistema detecta o dispositivo, estabelece
comunicação para confirmar que é um dispositivo compatível e, então, inicia o carregamento da
bateria do dispositivo por meio de uma interface sem fio. O sistema é capaz de transferir até 5 W de
potência para dispositivos compatíveis. Só inicia o carregamento se a comunicação for estabelecida e
se o dispositivo compatível for identificado.
Se um dispositivo não compatível ou um objeto metálico estranho for detectado, o sistema não
transferirá potência. O carregador monitora a temperatura interna e desliga se a temperatura do
carregador exceder 85°C.
O módulo de controle da carroceria (BCM) detecta se a bateria do dispositivo está carregando e envia
uma mensagem de dados seriais pela rede GMLAN para o MyLink, que indica haver um dispositivo
sendo carregado. Quando o indicador está alternando entre ligado e desligado, significa que o limite
térmico foi atingido e que o dispositivo não está sendo carregado.

ATENÇÃO: Mantenha-se atualizado com a lista de dispositivos compatíveis com o


Carregador Wireless do Camaro no site da Universidade Chevrolet.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
33 Apostila do Participante
Travas das portas e alarme anti-furto através de sensor de
aproximação na chave – “Easy Entry”
Esse sistema permite o destravamento do veículo e a desativação do alarme sem pressionar qualquer
botão do controle remoto na chave. O sistema utiliza antenas de baixa frequência em várias áreas do
veículo para determinar a localização do controle remoto. Ao abrir passivamente uma porta travada
ou o porta-malas, deve-se ter um controle remoto (transmissor programado) no bolso, bolsa ou
maleta a uma distância inferior a um metro.
O módulo de controle remoto fornece sinal de 12 V para cada interruptor de maçaneta e quando esse
é pressionado, o sinal da voltagem é forçado para o terra. O módulo detecta a queda de voltagem e
uma antena de baixa frequência transmite uma solicitação de confirmação ao controle remoto na
chave. Se houver a confirmação do controle remoto, o módulo de controle enviará uma mensagem de
dados seriais ao módulo de controle da carroceria para que ele comande as travas das portas.
Como recurso de conveniência para o cliente, o sistema notifica o motorista se o transmissor foi
deixado dentro do veículo depois da saída, soando a buzina três vezes. Isto pode ser desativado
usando a personalização do veículo. Além disso, se o controle remoto for deixado no veículo depois do
travamento das portas, a porta do motorista permanecerá destravada.

Partida sem chave – “Easy Start”


O sistema permite que, ao pressionar o botão localizado no painel, se dê a partida do motor apenas
com o controle remoto no interior do veículo. Esse sistema usa antenas de baixa frequência para
determinar a localização do transmissor.
Outras antenas são usadas para garantir a cobertura completa no interior do veículo e no
compartimento do porta-malas. Ao usar o sistema de partida por controle remoto, um transmissor
programado no controle remoto deve estar no interior do veículo ou no bolso, bolsa ou maleta do
motorista. Quando o botão é pressionado, as antenas de baixa frequência emitem uma solicitação de
confirmação ao transmissor no controle remoto. O transmissor recebe esta solicitação e emite sua
resposta como uma mensagem em rádio frequência, que é recebida pelo receptor do sistema.

Se a comunicação for interrompida, uma mensagem “Controle remoto não


detectado” será exibida no Computador de Bordo. Nesses casos, o
transmissor deve ser colocado no porta-copos (bolso do transmissor)
localizado no controle central. A bobina da antena do imobilizador está
localizada diretamente abaixo do porta-copos.
Ao posicionar o transmissor, será criado um acoplamento de baixa
potência entre o transmissor e a antena do imobilizador, permitindo a
comunicação e possibilitando a partida do veículo.
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
34 Apostila do Participante
Seleção do Modo de Condução
O Camaro 6ª Geração oferece a possibilidade de seleção do modo
de condução, que permite ao condutor escolher as condições
preferidas para personalizar o habitáculo, o som do motor e o
comportamento dinâmico do veículo.
São 4 diferentes modos de condução:
 Modo Neve / Gelo- projetado principalmente para aumentar a
segurança em dias de chuva ou neve;
 Modo Faixa - padrão para o dia-a-dia, pois proporciona a melhor
eficiência energética;
 Modo Esporte – para condução mais ágil e agressiva;
 Modo Circuito – para uso em circuito com curvas fechadas e
situações de maior exigência.
O seletor de modo de condução configura o Camaro 6ª Geração
conforme detalha esta tabela:

NEVE / GELO FAIXA ESPORTE CIRCUITO


Progressão do acelerador eletrônico
Anti-escorregamento Normal Normal Competição
Mapeamento das mudanças de marcha da transmissão automática
Normal Normal Esportivo Competição
Algoritmo de trocas de marcha da transmissão automática para alto desempenho
ND ND Disponível Disponível
Gerenciamento do som do motor com escapamento de dupla configuração
Discreto Cruzeiro Esportivo Competição
Calibração da assistência elétrica da direção
Cruzeiro Cruzeiro Esportivo Competição
StabiliTrak – controle de arrancada e de condução competitiva
ND ND Disponível Disponível
Iluminação do interior do veículo
Azul claro Azul Vermelho Laranja

O modo Circuito, de condução competitiva, aumenta o desempenho do Camaro em acelerações e


curvas, melhorando o desempenho do motor e dos freios. O motor gera potência máxima e o sistema
de StabiliTrak ajuda a manter o controle direcional. Os alerta luminosos de ‘controle de tração
desabilitado’ e de ‘controle de estabilidade desabilitado’ permanecem acesas.
O controle de arrancada permite ao condutor uma rápida aceleração em linha reta, gerenciando a
rotação dos pneus durante a arrancada do veículo. O controle de arrancada está disponível apenas
quando: o modo de condução Circuito foi selecionado; o veículo não está em movimento; e o volante
está direcionado à frente.
O pedal do freio deve ser firmemente pressionado, equivalente ao esforço de uma frenagem de
emergência e o pedal do acelerador, rapidamente aplicado para a abertura total da borboleta.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
35 Apostila do Participante
Teto solar elétrico
O teto solar deslizante é composto por um painel de vidro eletricamente controlado e um para-sol de
abertura manual. O vidro desliza sobre o teto do veículo, acionado por um controlador/motor
integrado. O para-sol tem uma conexão mecânica com o vidro, o que faz com que ele abra com o vidro
e evita que ele feche mais que o vidro.
A parte elétrica do sistema do teto solar de deslize é composta de:
• Módulo de controle da carroceria (BCM)
• Módulo de controle do vidro do teto solar
• Conjunto do interruptor de controle do teto solar
• Rede interconectada local (LIN)
O sistema elétrico do teto solar usa uma configuração mestre/escravo que utiliza um sistema
baseado na rede LIN para comunicação. O BCM é designado como o mestre, por sua vez, o módulo de
controle do teto solar é configurado como o escravo.
O BCM usa a rede LIN para ativar ou desativar a operação do teto solar, comunicar as informações do
veículo para o controlador do teto solar e solicitar movimento do teto solar. O controlador do teto solar
fornece informações de diagnóstico e status do sistema para o BCM para relatórios de diagnóstico e
propósitos operacionais.
O motor/controlador do teto solar controla o movimento de acordo com a ativação do interruptor de
controle e dos comandos de mensagem da rede LIN vindos do sistema mestre.
As calibragens de operação do controlador/motor integrado do teto solar são feitas através da rede
LIN pelo sistema mestre do teto solar, o BCM.

Volante multifuncional com aquecimento

O Volante conta com interruptores de acionamento e


controle de: comando de voz para uma série de
funções do veículo, áudio, telefone, controlador
automático de velocidade (Cruise Control) e todas as
funções do Computador de Bordo.
O volante ainda conta com sistema de aquecimento,
que inclui resistências elétricas e um sensor de
temperatura.
A resistência e o sensor se localizam nas laterais do
volante. O interruptor de aquecimento do volante fica
no conjunto de controles do lado esquerdo.

A temperatura normal de operação do volante é de 32ºC. O sensor de temperatura embutido fornece


dados para o módulo de controle de aquecimento da direção para limitar a temperatura à normal de
operação.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
36 Apostila do Participante
Espelhos retrovisores interno e externo do lado do motorista
eletrocrômicos
O espelho retrovisor interno utiliza 2 sensores de célula fotoelétrica. O sensor de farol, localizado na
face do espelho, identifica a incidência de luminosidade na face do espelho, e sensor de luz ambiente,
localizado atrás do espelho ou lado do para-brisa, identifica a condição de luminosidade externa.
Em uma condição de baixa luminosidade externa e alta luminosidade atrás do veículo, o espelho
retrovisor interno escurece automaticamente, reduzindo o brilho dos faróis que trafegam atrás do
veículo refletido no espelho.
Durante o dia, o espelho permanece em estado normal, devido à alta luminosidade externa,
identificada pelo sensor de luz ambiente.
Com a alavanca seletora da transmissão em marcha à ré e o motor em funcionamento, a tensão de
alimentação da luz de ré é fornecida como uma entrada para o espelho retrovisor interno. O espelho
monitora este sinal de entrada para desabilitar o dispositivo eletrocrômico.
O dispositivo eletrocrômico do espelho retrovisor externo do lado do motorista é controlado pelo
espelho retrovisor interno. O espelho retrovisor interno fornece controle e referência baixa para o
espelho retrovisor externo do lado do motorista.

Espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, memória de


ajuste, aquecimento e com função ‘tilt down’
Os espelhos retrovisores são ajustados eletricamente através dos controles localizados no painel da
porta do motorista. Em conjunto com a regulagem do banco do motorista, os espelhos retrovisores
externos também fazem parte da memória dos ajustes realizados pelo condutor.
O aquecimento dos espelhos retrovisores externos, que proporciona o rápido desembaçamento em
dias de chuva, funciona com o motor ligado e é desativado automaticamente depois de um curto
período.
O aquecimento dos espelhos é controlado pelo interruptor do desembaçador traseiro, localizado no
painel de controle do ar condicionado. O LED do interruptor indica a ativação.
Ao acionar a marcha à ré, é ativada automaticamente a função ‘tilt down’, que posiciona os espelhos
retrovisores externos para baixo, de forma a facilitar as manobras em espaços restritos através da
visualização pelo condutor de guias e objetos mais próximos das laterais do veículo.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
37 Apostila do Participante
Bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e regulagem elétrica
Os bancos dianteiros do Camaro 6ª Geração contam com
revestimento premium, aquecimento, ventilação e regulagem
elétrica.
Os interruptores de ventilação e de aquecimento localizam-se no
console central, junto aos comandos do ar condicionado. Os
elementos aquecedores estão dispostos nos encostos e nos
assentos. Cada banco dianteiro também conta com 2 ventoinhas,
uma no encosto e outra no assento, que movimentam o ar do
interior do veículo por canais nas almofadas de espuma e pelos
pequenos furos nas forrações.
Durante a partida remota, LIGA o aquecimento dos bancos quando a
temperatura ambiente está abaixo de 10 °C ou o sistema de
ventilação, quando a temperatura ambiente está acima de 27 °C.
O banco do motorista possui regulagem elétrica em 8 movimentos e FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA
o banco do passageiro, em 6 movimentos.

Aquecimento dos bancos


O módulo de controle do aquecimento controla a energia que é aplicada aos elementos aquecedores
de encosto e de assento dos bancos por um circuito de controle de alimentação de tensão de largura
de pulso modulada (PWM). Durante a operação do banco aquecido, o módulo interrompe o
aquecimento a cada 10 s por aproximadamente 10 ms para realizar a verificação da tensão
polarizada. Com os elementos aquecedores desconectados, se a saída lateral alta do módulo for
medida, exibirá uma tensão de 12 V. Com um ou os dois elementos aquecedores conectados, a tensão
polarizada é de 3,5 V.
Os sensores de temperatura da almofada e do encosto do banco (termistores) ficam próximos dos
elementos de aquecimento, logo embaixo do estofamento. O módulo fornece um circuito de baixa
referência e um circuito de referência 5 V para cada sensor e monitora a tensão do circuito de sinal
para determinar a temperatura do banco. A variação da resistência baseada na temperatura do
elemento aquecedor produz mudanças de voltagem no sinal. Quando o módulo identifica que o banco
atingiu a temperatura definida, ele começa a regular o fluxo de corrente pelos elementos
aquecedores para manter a temperatura desejada com base na tensão de retorno do sensor.

Ventilação dos bancos


Cada banco dianteiro é composto por 2 motores com ventoinhas, um no encosto e outro no assento do
banco. Durante a operação, os motores das ventoinhas movimentam o ar do interior do veículo por
canais nas almofadas de espuma e pelos pequenos furos nas forrações dos bancos, causando um
efeito de resfriamento para os ocupantes.
Quando o módulo de controle do aquecimento do banco recebe um comando de ventilação do banco,
ele envia um sinal de modulação por largura de pulso (PWM) aos motores da ventoinha do assento e
do encosto do banco. A lógica dos motores define a rotação das ventoinhas ao ponto definido pelo
interruptor.
A função de gerenciamento de energia elétrica monitora a carga elétrica do veículo e identifica a
condição de carga baixa da bateria. O sistema do banco aquecido é um dos consumidores de energia
sujeitos à redução em condição de descarga de bateria.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
38 Apostila do Participante
Memória da posição do banco do motorista e espelhos retrovisores
externos
O Camaro também oferece memória da posição do banco do
motorista e dos espelhos retrovisores externos.
Cada motor do banco tem um sensor de posição, que fornece um
número específico de sinais de pulso para cada rotação do eixo do
motor.
O módulo de controle da memória identifica a posição do banco e
dos espelhos retrovisores externos através de um contador. O
valor do contador varia em um intervalo de 0 a 65.535.

O valor desse contador representa as posições armazenadas do banco do motorista e dos espelhos
retrovisores externos na memória que podem ser retomadas futuramente. Ao pressionar o botão de
memória e mantendo-o pressionado, o módulo de controle movimenta o banco e os espelhos para
retornar as posições armazenadas.
O módulo também controla a função de saída fácil, que é programável para facilitar a saída do
condutor do veículo.
Ao pressionar o interruptor de memória e mantendo-o pressionado, o banco e os espelhos são
movimentados para as posições armazenadas. O retomo automático ao simples toque no interruptor
de memória pode ser configurado através do MyLink.
Armazenamento na memória: com a ignição ou o motor ligado, ajuste o banco do motorista e os
espelhos externos, pressione e solte o interruptor SET (um bipe soará) e, simultaneamente, pressione
e mantenha pressionado um dos botões de memória (1 ou 2) ou da saída fácil, até que soem dois bipes.
O retomo automático para as posições armazenadas ao simples toque no interruptor de memória
pode ser configurado através do MyLink.

Sistema de partida do motor por controle remoto - “Remote Start


System” - com acionamento do ar-condicionado e climatização dos
bancos
A partida remota começa quando o respectivo botão no controle
remoto é pressionado, disparando a emissão de um sinal desse
transmissor para ser recebido pelo módulo de controle da carroceria
(BCM).
Quando o motor é acionado, o sistema de ar condicionado também
inicia seu funcionamento e o resfriamento do interior do veículo,
conforme ajuste definido antes do veículo ser desligado.
Se a temperatura ambiente está abaixo de 10 °C, o aquecimento dos
bancos é acionado automaticamente. Se a temperatura está acima
de 27 °C, o sistema de ventilação dos bancos é acionado.
O BCM monitora as condições do sistema, como alarme antifurto, abertura do capô e DTCs da
carroceria para determinar se ocorrerá a partida remota do veículo. Se as condições forem
aceitáveis, uma mensagem é enviada ao módulo de controle do motor (ECM), que monitora os
parâmetros do motor e também do alarme para determinar se a partida é permitida. Se as condições
forem satisfeitas, o ECM iniciará a partida do motor.
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
39 Apostila do Participante
Chevrolet MyLink
O Camaro é equipado com o Chevrolet MyLink de 8”, que possui:
• Tela LCD sensível ao toque capacitiva, que permite um toque mais
fácil e rápido;
• Sistema Premium Sound da marca Bose®, referência no segmento
premium de alto-falantes, fones de ouvido e caixas acústicas;
• Conexão Bluetooth, que permite uma conexão mais rápida e
precisa com dispositivos móveis;
• Função Áudio Streaming, que possibilita ouvir músicas utilizando a
conexão Bluetooth ou via USB;
• Interação com ANDROID AUTO e APPLE CARPlay, os APPs de
interação automotiva com espelhamento do Smartphone;
• Composição dos ícones das funcionalidades personalizável, que
permite modificar as posições ao gosto do usuário;
• Mais de uma página inicial, podendo customizar os ícones de uma
forma mais inteligente e prática.

Na função Áudio, o usuário consegue utilizar o Smartphone ou Pendrive de até 64GB para reproduzir
músicas em formato MP3 e WMA.
Através de conexão Bluetooth, também é possível a reprodução das músicas do dispositivo móvel,
inclusive de aplicativos de musica, através da função Áudio Streaming, que o Smartphone possua,
como o SPOTIFY. Lembrando que é o Smartphone que envia a conexão ao MyLink, que é apenas uma
ferramenta de reprodução.
Caso o Smartphone não possua bateria, não esteja com a função Bluetooth ativa ou tenha algum
problema de conexão com a Internet móvel para utilização do aplicativo de música Áudio Streaming
(SPOTIFY), o MyLink não conseguirá reproduzir as músicas.
O usuário consegue interagir, através de Bluetooth, com celulares Android e IOS, além de outras
plataformas, como Windowsphone, Blackberry e Nokia Symbiam.
Via cabo (USB), o MyLink interage com Smartphones da plataforma ANDROID e APPLE através das
funções ANDROID AUTO e Apple CarPlay, que possuem basicamente as mesmas funções, mapas,
músicas, mensagens, entre outras funções que deixam o MyLink com mais conectividade e
interatividade. Estas funcionalidades podem ser ampliadas ou atualizadas a qualquer momento por
determinação da Google e da Apple.
Em relação a outros sistemas operacionais, pode haver a função de áudio streaming com qualquer
aplicativo de música, utilizando o Bluetooth.
Importante: existem configurações mínimas necessárias para que esses APPs funcionem
corretamente e o Smartphone precisa ter rede de dados com qualidade (3G, 4G ou até mesmo WI-FI).

Interação com o Chevrolet MyLink


De forma intuitiva, o motorista pode interagir com o MyLink tanto através da tela sensível ao toque,
como através dos comandos no volante, cujo objetivo é não desviar a atenção do motorista.
Muitas funções do MyLink já podem ser visualizadas no Computador de Bordo do painel de
instrumentos, também para manter a atenção do motorista na condução do veículo.
Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
40 Apostila do Participante
Comando de Voz
O usuário consegue utilizar uma série de funções do MyLink através
de comandos de voz. Para utilizar este recurso, basta selecionar o
interruptor ‘mãos livres’ no lado direito do volante e o sistema
oferece dicas e orientações, tornando a interação fácil e intuitiva.

Entradas USB e AUX


Ao acessar a função áudio, o Chevrolet MyLink abrirá a tela na
função rádio FM e, caso o usuário queira alterar o modo de execução
para AM, Bluetooth ou para uma das entradas auxiliares USB ou AUX,
localizadas no porta-objetos do console entre os bancos dianteiros,
basta clicar no botão MEDIA e selecionar o modo de reprodução
desejado.

Câmera de Ré
A câmera de ré é automaticamente ativada quando a marcha à ré é
engatada. Montada na tampa do porta-malas, a câmera tem um
ângulo de visualização de 130°. Linhas-guias dinâmicas com
intervalos de aproximadamente 1 metro são projetadas para auxiliar
na percepção das distâncias até os objetos exibidos e da trajetória
do veículo, de acordo com o ângulo da direção. Quando obstáculos
são detectados pelos sensores, símbolos de advertência (triângulos)
são indicados na tela.

Função Navegação (GPS)


Na função Navegação, integrada e com mapas 3D, os comandos de
rota podem ser tanto digitados na tela, quanto executados via
comando de voz. Depois de selecionada a função NAV, o toque em
qualquer ponto na tela abre o menu de controle, que desaparece da
tela se não houver interação.

Modo Vallet
O Modo Vallet é um recurso ativado através do MyLink, encontrado
no menu Configuração. O usuário cria e insere um código de quatro
dígitos. Ao confirmar o código e selecionar ‘travar’, o sistema
bloqueia o MyLink, os interruptores do volante e outros recursos do
veículo. O veículo permanece nesse modo até que o código seja
digitado novamente. Caso esse código seja esquecido, será
necessária a ferramenta de diagnóstico para cancelar.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
41 Apostila do Participante
INTERAÇÃO HOMEM-MÁQUINA
O Camaro 6ª Geração chega com um conteúdo tecnológico para proporcionar ao seu condutor e aos
demais ocupantes mais conforto, conveniência e segurança. Um dos principais atrativos das novas
tecnologias é a Interação Homem-Máquina, pois através de comandos de voz, dos interruptores no
volante e da tela de 8” sensível ao toque do MyLink é possível comandar uma grande variedade de
funções dos avançados sistemas do Camaro.
As respostas aos comandos são facilmente percebidas e controladas através de mostradores
localizados da forma mais adequada para preservar a atenção do motorista na condução do veículo.

Painel de Instrumentos
A principal forma de interação do motorista com os
diversos sistemas do Camaro é o Painel de Instrumentos,
com design moderno e arrojado, que conta com o
velocímetro e o tacômetro, analógicos, dispostos nas
laterais, além de uma diversidade de luzes indicadoras que
representam as condições de funcionamento dos sistemas.
No centro, um mostrador digital personalizável oferece
outras opções de mostradores, tais como: nível de
combustível, temperatura do fluido de arrefecimento,
pressão do óleo, temperatura do óleo, tensão da bateria,
temperatura do fluido da transmissão e computador de
bordo, com a disponibilidade de uma série de funções, em
diferentes formatos.

Computador de Bordo
O Computador de Bordo, que é comandado pelos botões do
lado direito do volante, permite ao condutor do Camaro
mudar as configurações do painel de instrumentos,
acessar aplicativos e receber informações do veículo,
mensagens de advertência, eventuais alertas de
problemas nos sistemas e informações do Navegador.

Head-Up Display (HUD)


Outro símbolo da tecnologia incorporada ao Camaro é o
Head-Up Display (HUD), um sistema que projeta
informações de funcionamento do veículo no para-brisa
para que o motorista não desvie o olhar da estrada.
Dentre as informações refletidas, o motorista pode
visualizar a velocidade, a rotação do motor e até a estação
de rádio selecionada. O condutor ainda pode personalizar a
altura e a intensidade da projeção.

MyLink
O sistema de entretenimento do Camaro 6ª Geração tem inúmeras configurações e oferece, entre
outras, as funções: Comando de voz; Tela sensível ao toque; Rádio AM/FM; Controles no volante;
Entradas USB e AUX; Bluetooth; Câmera de ré; Navegador; e Interação com ANDROID AUTO e APPLE
CARPlay.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
42 Apostila do Participante
DIAGNÓSTICO E REPARAÇÃO

A estrutura de transmissão de dados do Camaro 6ª Geração utiliza o MDI (Multiple Diagnostic


Interfase) em conjunto com o software GDS 2, instalado no computador, como ferramenta de
diagnóstico e programação.

Quando o usuário do veículo descreve uma falha que envolve componente ou conjunto
eletroeletrônico e que pode ser identificada através de um código de falha (DTC), a solução está em
seguir as orientações do Manual de Serviços para a solução do problema.

Porém, há casos em que a falha pode ser identificada observando-se os parâmetros de


funcionamento do sistema.

O Diagrama Elétrico, na maioria das situações, é a melhor fonte de consulta para compreender a
lógica de funcionamento do sistema e a base para o diagnóstico.

A partir das orientações do Caderno de Exercícios, os participantes realizam a leitura dos parâmetros
de funcionamento do veículo e comparam com as referências no Manual de Serviço (SI), seguindo as
rotinas de diagnóstico.

Capacitação Técnica
do Novo Camaro 6ª Geração
43 Apostila do Participante
CAMARO FIFTY

O projeto, que iniciou uma nova era para os modelos esportivos, resistiu por décadas sem perder sua
personalidade. Agora, 50 anos depois do seu surgimento, o Chevrolet Camaro ganhou uma edição de
aniversário, que foi redesenhada especialmente para homenageá-lo: o Camaro Fifty.
A Chevrolet presta uma homenagem à sua lenda, em um projeto elegante que evidencia cada linha
com um design exclusivo, que também remete ao inconfundível estilo da primeira geração do Camaro.

Grade exclusiva

Emblema lateral Emblema traseiro

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do Novo Camaro 6ª Geração
44 Apostila do Participante
Faixas esportivas na tampa
Tomadas de ar funcionais traseira e no aerofólio
cercadas por faixas
alaranjadas no seu capô

Mais moderno do que nunca, o Camaro Fifty tem tomadas de ar funcionais cercadas por faixas
alaranjadas no seu capô, que contrastam com a sua cor cinza Graphite. As faixas na tampa traseira e
no aerofólio atribuem ainda mais esportividade.
Dirigir esta máquina com uma sensação de segurança plena é possível graças aos seus freios de alta
performance Brembo®. As pinças de freios são alaranjadas e as rodas aro 20 polegadas trazem um
emblema personalizado da edição comemorativa.

Pinças de freios alaranjadas Centro da roda com emblema personalizado

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do Novo Camaro 6ª Geração
45 Apostila do Participante
Internamente, os bancos do motorista e do passageiro dianteiro, que contam com aquecimento,
ventilação e regulagem elétrica, ganharam apoio de cabeça com a marca Fifty. O emblema no volante
pode ser visto no modelo SS, mas o acabamento do painel também é exclusivo.

Detalhe do encosto de cabeça

Emblema no volante

Detalhe do painel

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CAPACITAÇÃO
Não existe investimento melhor para valorizar sua carreira profissional!

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A Equipe de Capacitação da CHEVROLET agradece a todos os colaboradores internos e


externos que nos auxiliaram a desenvolver esta apostila.

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