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Controle de Qualidade

Testes físicos para avaliação de qualidade de


formas farmacêuticas, matéria prima e material
de embalagem

Prof. Ana Caroline dos S. Castro


Objetivo
 Avaliar se determinados atributos estão em
conformidade com especificações estabelecidas
(monografias ou em diretrizes do estabelecimento)
associados a parâmetros físicos, afetando:
a. estabilidade física
b. uniformidade
c. biodisponibilidade do produto.

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ENSAIOS DE QUALIDADE
Portanto a sua conformidade é importante para garantir
a eficácia terapêutica e prazo de validade de formas
farmacêuticas e cosméticas. subdivididos em grupos :

1. dependendo do método usados (físico ou físico-


químico)
2. tipo de amostra ( matéria prima, produto
farmacêutico ou cosmético)
3. forma farmacêutica ( sólido, líquido ou semi-sólido).
4. fonte oficial ou não oficial

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FONTE OFICIAL OU NÃO OFICIAL
FORMAS
ENSAIOS OFICIAIS ENSAIOS NÃO OFICIAIS
FARAMACÊUTICAS
Peso, desintegração, dureza,
Comprimidos Dimensões, aspecto, cor
friabilidade
Peso, desintegração, Aderência, cor, resistência
Cápsulas
dissolução ao choque
Taxa de sedimentação, grau
Suspensões e emulsões Volume, viscosidade de subdivisão,
comportamento reológico
Aspecto, cor, odor.
Soluções Volume, pH, viscosidade Sedimentação,
coacervação, viscosidade
Homogeneidade, intervalo
Supositórios e óvulos Peso, desintegração de fusão, capacidade de
cessão
Consistência, equilíbrio de
Pomadas Peso fases, comportamento
reológico
Ângulo de repouso,
Pós granulometria
densidade aparente

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MATÉRIAS PRIMAS
 Os ensaios físicos aplicados a matérias-primas são
raros.
 Relacionados às propriedades reológicas de sólidos:
 granulometria
 ângulo de repouso
 densidade aparente de pós.

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Materiais de acondicionamento e
embalagem
 Aspectos visuais
 Dimensões, formatos, cor, flexibilidade, riscos, aspectos
gráficos e de diagramação, entre outros.
 Inspeção de embalagens - n° é contado e classificado –
aceitação ou rejeição de lote.
Classificação Ação
Graves ou Impede a utilização
críticos Prejudica sua função essencial
Não impede utilização
Maiores
Prejudica sensivelmente a apresentação e/ou
trabalho de acondicionamento
Menores Pequenas imperfeições que podem ser toleradas
Materiais de acondicionamento e
embalagem
 Descrição dos defeitos em embalagens
 Qualquer defeito com qualquer discordância da unidade com
os requisitos especificados.

Críticos Não críticos


Dobra, rugas, marcas
Quebras, trincas, de molde, partículas de
rebarbas cortantes, vidro aderidas
Frasco de vidro
bolha, deformações no internamente, pedras,
corpo, mau fechamento enfumaçado, pintas
pretas, sujidades
Materiais de acondicionamento e
embalagem
 Descrição dos defeitos em embalagens
 Qualquer defeito com qualquer discordância da unidade com
os requisitos especificados.
Críticos Não críticos
Sujeira, varias tonalidades
Medidas diferentes de
de cor, falhas de impressão,
padrão, bolhas,
manchas acentuadas –
Frasco de plástico estrangulamentos, mau
maiores.
fechamento, trincas, cor
Manchas e arranhões –
diferente do padrão.
menores.
Materiais de acondicionamento e
embalagem
 Descrição dos defeitos em embalagens
 Qualquer defeito com qualquer discordância da unidade com
os requisitos especificados.
Críticos Não críticos
Medias diferentes do Sujeira, estrangulamento,
padrão, tampas quebradas, presença de lascas e
Tampas de
rachadas, que quebram no rebarbas, varias tonalidades
plástico
fechamento, defeitos de de cor, falhas de impressão,
fabricação... manchas acentuadas.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

GRANULOMETRIA
Pós e granulados
 Tamanho, forma e uniformidade de partícula
determina:
 afeta o fluxo dos pós
 Eficiência de uma mistura
 Enchimento e compactação
 Solubilidade e tempo de dissolução do produto

 Na homogeneidade e estabilidade de misturas


 Estabilidade de suspensões
 Poder adsorvente dos pós e qualidade de
comprimidos.

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Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

GRANULOMETRIA

Nº do mesh Abertura de
malha em
mm
10 1,7
16 1,0
24 0,710
48 0,355
80 0,180
115 0,125
635 0,020

A granulometria é medida colocando 25 a 100 g de pó na primeira de uma série


de peneiras e após agitar manualmente ou em aparelho por um tempo
determinado se pesa a quantidade de pó em cada tamis.
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Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Segundo a FB V, os pós são


classificados como:
- Pó grosso. Passa no tamis malha 1,7mm mas retem
40% na malha 0,355mm.
- Pó moderadamente grosso – passa no 0,355mm mas
retem 40% na malha 0,255 mm.
- Pó semi-fino- passa na malha 0,710mm mas retem
40% na malha 0,180mm.
- Pó fino- passa na malha 0,180 mm.
- Pó finíssimo – passa na malha 0,125 mm.

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Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

ÂNGULO DE REPOUSO (NÃO OFICIAL)

 Pouco praticada no laboratório de controle - avaliação do fluxo de


pós.
 Determina-se o ângulo de repouso (α) pelo raio (r) e altura (h) de
um cone de pó despejado sobre uma superfície.
Tg α= h/r

 Quanto menor o ângulo, maior a fluidez: sistemas com ângulo


menor que 30º tem bom fluxo e aqueles com ângulo maior que
45º, são de baixo fluxo.
 Por exemplo, cloreto de sódio tem ângulo de 38º e fosfato dibásico de cálcio 13
tem ângulo de 28,5º.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


 Objetivo – verificar se as unidades de um mesmo lote
apresentam uniformidade de peso ou
homogeneidade no envase.

 Aplicação – formas farmacêuticas sólidas ou


semissólidas em doses unitárias ou múltiplas.

Procedimento - COMPRIMIDOS E DRÁGEAS


 Pesar individualmente 20 unidades

 Calcular a média dos pesos - peso médio (PeMe)


 Calcular o desvio porcentual em relação à média
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


 Comprimidos - 2 unidades – fora do desvio
especificado
 Drágeas – 5 unidades - fora do desvio
especificado
 Nenhuma unidade acima ou abaixo do dobro do
desvio especificado
Pi  PeMe
Desvio(%)  100
PeMe
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Procedimento CÁPSULAS DURAS E MOLES
 Pesar 20 unidades

 Determinar o peso médio do conteúdo (cápsula cheia –


cápsula vazia)
 No máximo 2 unidades fora dos limites, em relação ao
PeMe do conteúdo
 Nenhuma unidade acima ou abaixo do dobro do desvio
especificado
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Procedimento PÓS ESTÉREIS, LIOFILIZADOS, PARA
INJETÁVEIS E PARA RECONSTITUIÇÃO (USO ORAL)
 Remover lacres metálicos e rótulos
 Pesar 20 embalagens, com as respectivas tampas
 Remover os conteúdos, lavar e secar as embalagens
 Resfriar e pesá-las novamente
 Determinar o peso médio do conteúdo e os desvios individuais
 Peso médio do conteúdo superior ao declarado no rótulo

 Especificação - Tabela 1 - duas unidades fora dos limites, porém


nenhuma acima ou abaixo do dobro do desvio especificado.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Produtos em doses múltiplas - Procedimento PÓS PARA
RECONSTITUIÇÃO (USO ORAL E PARENTERAL)
 Pesar 10 embalagens, remover o conteúdo, lavar, secar, e
pesá-las novamente
 Determinar o peso médio do conteúdo e os desvios
individuais
 Os desvios individuais não diferem de ± 10% em relação ao
PeMe.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Produtos em doses múltiplas - Procedimento CREMES,
POMADAS, PÓS, GRANULADOS
 Pesar 10 embalagens, remover o conteúdo, lavar, secar, e pesá-
las novamente
 Determinar o peso médio do conteúdo e os desvios individuais
 Peso médio do conteúdo superior ao declarado no rótulo
 Especificação - Tabela 2 – nenhuma unidade com porcentagem
mínima inferior ao valor declarado.
 Pesar 20 embalagens adicionais

 Determinar o peso médio do conteúdo (maior que o declarado)


e o desvio do conteúdo de 30 embalagens
 No máximo 1 unidade – fora dos limites da Tabela 2
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Determinação de peso (5.1.1)


Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Dureza (5.1.3.1)
 Objetivo – permite avaliar a resistência a quebra, a qual está
sujeito durante os processos de acondicionamento, transporte e
armazenamento.

 Aplicação – núcleos, comprimidos sem revestimento ou revestidos


com filme

Procedimento
 Utilização de 10 unidades – eliminar resíduos antes da
determinação.
 Valor de dureza – Kg/cm = kgf = 10 N
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 O resultado é a média dos valores obtidos

 Especificação – o teste é informativo. Deve-se avaliar a dureza


necessária para o melhor acondicionamento do comprimido.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Dureza (5.1.3.1)

 Comprimidos macios – 4 a 6 kgf


 Comprimidos duros – 7 a 12 kgf

 Comprimidos extremamente duros – força de


compressão excessiva
 Comprimidos com dureza variável – enchimento
irregular da matriz
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Dureza (5.1.3.1)
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Friabilidade (5.1.3.2)
 Objetivo – permite avaliar a resistência das unidades aos
diversos movimentos e atritos que ocorrem durante a
produção e acondicionamento.

 Aplicação – núcleos e comprimidos não revestidos


 Comprimidos friáveis – punções desgastados ou
granulados com baixa umidade.

Procedimento
 Pesar 20 unidades – Comprimidos com PeMe > 0,65 g –
pesar 10 unidades
 Submetê-las a ação do friabilômetro – 100 rotações em 4
min (25 rpm)
 Remover o resíduo de poeira aderido

 Pesar novamente
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Friabilidade (5.1.3.2)
 Especificação
 Perda inferior a 1,5% do seu peso ou a indicada na
monografia
 Nenhum comprimido pode se apresentar, ao final do
teste, quebrado, lascado, rachado ou partido.
 Resultado duvidoso – repetir o teste mais duas vezes e
considerar a média das 3 determinações.

Papósteste  Pantesteste
Friabilida de(%)  100
Pantesteste
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Friabilidade
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Friabilidade
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)


 Objetivo: permite avaliar se a forma farmacêutica se
desintegra em determinado tempo em meio líquido
apropriado.

 Aplicação: comprimidos com ou sem revestimento,


drágeas, cápsulas duras ou moles, supositórios,
óvulos.

 Desintegração – nenhum resíduo das unidades


testadas permanece na tela metálica do aparelho.
 Desintegração – as unidades se transformam em
uma massa pastosa.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)

 Teste de desintegração para comprimidos e cápsulas


(5.1.4.1)

Figura 1 – Aparelho para teste de desintegração de comprimidos e cápsulas (dimensões em


mm).
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)


Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)


Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)

Procedimento COMPRIMIDOS NÃO REVESTIDOS E


CÁPSULAS GELATINOSAS
 Utilizar 6 unidades.
 Colocar 1 unidade em cada um dos tubos da cesta.
 Adicionar um disco em cada tubo – para comprimidos.
Se aderirem aos discos, repetir o teste sem eles.
 Utilizar água a 37 oC ± 1 oC.
 Cessar o movimento e verificar a desintegração
completa
 Comprimidos – tempo máximo: 30 minutos
 Cápsulas - tempo máximo: 45 minutos
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)


Procedimento COMPRIMIDOS REVESTIDOS COM FILME E
DRÁGEAS
 Utilizar 6 comprimidos.
 Colocar 1 comprimido em cada um dos tubos da cesta.
 Utilizar água a 37 oC ± 1 oC.
 Adicionar um disco em cada tubo. Observar a adesão.
 Acionar o aparelho. Tempo máximo: 30 min (comprimidos
revestidos) e 60 min (drágeas)
 Cessar o movimento e verificar a desintegração completa.
 Não há desintegração completa – repetir utilizando HCl 0,1 M
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)


Procedimento COMPRIMIDOS E CÁPSULAS GASTRO-
RESISTENTES
 Utilizar 6 unidades.
 Colocar 1 unidade em cada um dos tubos da cesta.
 Acionar o aparelho utilizando HCl 0,1 M como líquido de imersão, a
37 oC ± 1 oC, por 60 minutos.
 Cessar o movimento e verificar a não desintegração, rachadura ou
amolecimento.
 Colocar os discos e deixá-las em contato com tampão fosfato pH
6,8, a 37 oC ± 1 oC, por 45 minutos.
 Cessar o movimento e verificar a desintegração, podendo restar
fragmentos insolúveis do revestimento.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de desintegração (5.1.4)

Procedimento SUPOSITÓRIOS, ÓVULOS E


COMPRIMIDOS VAGINAIS (5.1.4.2)

 Dissolução completa
 Separação completa dos componentes
 Amolecimento da amostra
 Ausência de resíduos sobre os discos, e quando houver,
tenha consistência de massa mole
 Utilização de aparelhagem específica
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)

 Objetivo: permite avaliar a porcentagem de


fármaco liberado a partir da forma farmacêutica.

 Aplicação: formas farmacêuticas sólidas de uso


oral: comprimidos não revestidos, revestidos,
drágeas, cápsulas.
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)


Teste de dissolução (5.1.5)
Teste de dissolução (5.1.5)
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)

 Método 1 – cestas e Método 2 - pás


 Meio de dissolução – especificado na monografia (água,
HCl 0,1 M, tampão)
 Volume do meio de dissolução – especificado na
monografia (1000 mL, 900 mL ou 500 mL)
 Tempo de dissolução – especificado na monografia
 Velocidade de agitação – rotações por minuto (50, 75, e
100)
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)

Procedimento
 Montar a aparelhagem – meio de dissolução, volume

do meio de dissolução, velocidade de agitação,


aparato
 Conferir a temperatura do meio (37 ± 0,5 ºC)

 Método 1 – colocar a amostra dentro da cesta seca

 Método 2 – colocar a amostra dentro do recipiente de


dissolução
 Iniciar a agitação

 Término do tempo – retirar alíquotas do meio e


quantificar o fármaco
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)

 Critérios de aceitação
Teste de dissolução (5.1.5)
 Exemplo: difosfato de cloroquina comprimidos – FB 5
Teste de dissolução (5.1.5)
 Exemplo: difosfato de cloroquina comprimidos – FB 5

 Resultados do 1º estágio:
1 2 3 4 5 6
85,37 78,71 83,47 83,83 86,68 84,30
Teste de dissolução (5.1.5)
 Difosfato de cloroquina comprimidos – FB 5

 Resultados do 1º estágio:

1 2 3 4 5 6
85,37 78,71 83,47 83,83 86,68 84,30

 Testando-se mais 6 unidades:

7 8 9 10 11 12
93,83 92,52 93,83 92,52 81,21 94,30
Ensaios físicos aplicados a formas sólidas

Teste de dissolução (5.1.5)

 Difosfato de cloroquina comprimidos – FB 5

 Resultado final: de acordo


 Média (12) = 87,55%; de 78,71% a 94,30%
FORMULAÇÕES SEMI SÓLIDAS

 Peso Médio
 Aspectos visuais e sensoriais
 Supositórios e óvulos – bolhas, sedimentos e
homogeneidade de cor.
 Pomadas, cremes e géis – grau de pegajosidade e
espalhamento, tipo de toque (seco, molhado, rubefaciente)
e brilho.

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FORMULAÇÕES SEMI SÓLIDAS

 Peso Médio
 Aspectos visuais e sensoriais
 Medias de Consistência ou comportamento reológico
- Pomadas, cremes e géis
 Viscosidade (viscosímetro de Brookfield)
 Determinação da consistência:
 Penetrometria

 Espalmabilidade – avaliar resistência a fluidez

 Extensibilidade (espalhabilidade - ↑ superfície ≠ pressões)

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FORMULAÇÕES LÍQUIDAS
 Aspectos visuais e reológicos:
1. Aspectos visuais (uniformidade) e organolépticos
(espalhabilidade e arenosidade):
 Suspensão: sedimentação e estado de divisão
 Emulsão: equilíbrio de fases
 Solução: transparência, sedimentação e coloração

2. Aspectos Reológicos (Viscosidade)


 Viscosímetro de Ostwald (soluções) ou Brookfild (suspensão e emulsão)

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FORMULAÇÕES LÍQUIDAS
 Aspectos visuais e reológicos:
 Volume
 eficiência de envase
 Condições de acondicionamento e estocagem.
 Limite – 1 a 3% conforme vol. Total do frasco.

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