Você está na página 1de 12

-PÚBLICO-

N-2 REV. M 04 / 2019

CONTEC
Comissão de Normalização
Técnica
Revestimento Anticorrosivo de
Equipamento Industrial
SC-14
Pintura e Revestimentos
Anticorrosivos 1a Emenda

Esta é a 1a Emenda da PETROBRAS N-2 REV. M e se destina a modificar o seu texto na parte indicada
a seguir:

NOTA 1 A nova página com as alterações efetuadas está colocada na posição correspondente.
NOTA 2 A página emendada, com a indicação da data da emenda, está colocada no final da norma,
em ordem cronológica, e não deve ser utilizada.

CONTEÚDO DA 1ª EMENDA - 04/2019

- Anexo A (Tabela A.1)

Alteração da Tabela.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 1 página


-PÚBLICO-

N-2 REV.M 09 / 2015

Revestimento Anticorrosivo de
Equipamento Industrial

Procedimento

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve


CONTEC ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual
resolução de não segui-la (“não conformidade” com esta Norma) deve ter
Comissão de Normalização fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela Unidade
Técnica da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 14 CONTEC - Subcomissão Autora.

Pintura e Revestimentos As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Anticorrosivos Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho - GT (formados por
Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SC
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e as
Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos representantes das Unidades da
Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer
tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada,
revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a
Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas sobre as Normas Técnicas
PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 9 páginas, Índice de Revisões e GT


-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

1 Escopo

1.1 Esta Norma tem por objetivo fixar o procedimento para a seleção do esquema de revestimentos
anticorrosivos internos e externos de equipamentos industriais terrestres e marítimos.

NOTA 1 Para revestimentos anticorrosivos das áreas internas e externas de tanques, esferas e
cilindros de armazenamento em instalações terrestres utilizar a PETROBRAS N-2913.

NOTA 2 Para execução de pintura de manutenção em instalações marítimas utilizar a


PETROBRAS N-1374

1.2 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

PETROBRAS N-9 - Tratamento de Superfícies de Aço com Jato Abrasivo e Hidrojateamento;

PETROBRAS N-13 - Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura;

PETROBRAS N-268 - Fabricação de Vaso de Pressão;

PETROBRAS N-1374 - Revestimentos Anticorrosivos para Unidades Marítimas de


Exploração e de Produção;

PETROBRAS N-1514 - Tinta Indicadora de Alta Temperatura;

PETROBRAS N-2231 - Tinta de Etil - Silicato de Zinco - Alumínio;

PETROBRAS N-2288 - Tinta de Fundo Epóxi Pigmentada com Alumínio;

PETROBRAS N-2630 - Tinta Epóxi - Fosfato de Zinco de Alta Espessura;

PETROBRAS N-2677 - Tinta de Poliuretano Acrílico;

PETROBRAS N-2680 - Tinta Epóxi, sem Solventes, Tolerante a Superfícies Molhadas;

PETROBRAS N-2912 - Tinta Epóxi “Novolac”;

PETROBRAS N-2913 - Revestimentos Anticorrosivos para Tanque, Esfera e Cilindro de


Armazenamento;

ABNT NBR 14847 - Inspeção de Serviços de Pintura em Superfícies Metálicas;

ABNT NBR 15158 - Limpeza de Superfície de Aço por Compostos Químicos;

ABNT NBR 15185 - Inspeção de Superfícies para Pintura Industrial;

ABNT NBR 15488 - Pintura Industrial - Superfície Metálica para Aplicação de Tinta -
Determinação do Perfil de Rugosidade;

2
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

ABNT NBR 16172 - Revestimentos Anticorrosivos - Determinação de Descontinuidades em


Revestimentos Anticorrosivos Aplicados sobre Substratos Metálicos;

ISO 8501-1 - Preparation of Steel Substrates before Application of Paints and Related
Products - Visual Assessment of Surface Cleanliness - Part 1: Rust Grades and Preparation
Grades of Uncoated Steel Substrates and of Steel Substrates after Overall Removal of
Previous Coatings;

ISO 8503-4 - Preparation of Steel Substrates before Application of Paints and Related
Products - Surface Roughness Characteristics of Blast-Cleaned Steel Substrates - Part 4:
Method for the Calibration of ISO Surface Profile Comparators and for the Determination of
Surface Profile - Stylus Instrument Procedure;

ISO 8503-5 - Preparation of Steel Substrates before Application of Paints and Related
Products Surface Roughness Characteristics of Blast-Cleaned Steel Substrates - Part 5:
Replica Tape Method for the Determination of the Surface Profile;

ASTM D610 - Standard Practice for Evaluating Degree of Rusting on Painted Steel Surfaces;

NACE WJ-2/SSPC-SP WJ 2 - Joint Surface Preparation Standard Waterjet Cleaning of


Metals-Very Thorough Cleaning (WJ-2);

SSPC SP 11 - Power Tool Cleaning to Bare Metal;

SSPC VIS-4/NACE VIS 7 - Guide and Reference Photographs for Steel Surfaces Prepared by
Waterjetting.

3 Aplicação

Para o efeito de aplicação desta Norma, são considerados os equipamentos a seguir:

a) braços de carregamento;
b) caldeiras;
c) chaminés;
d) dessalgadoras;
e) incineradores;
f) fornos;
g) permutadores de calor e outros vasos de pressão, conforme classificação definida na
PETROBRAS N-268;
h) reatores;
i) regeneradores;
j) tochas;
k) torres de processo.

NOTA Para revestimentos anticorrosivos interno e externo de esferas e cilindro de armazenamento,


seguir a PETROBRAS N-2913.

4 Condições Gerais

4.1 Os esquemas de pintura padronizados nesta Norma são estabelecidos levando-se em


consideração as condições específicas a que estão sujeitos, a existência ou não de isolamento térmico
e a temperatura de operação.

4.2 A pintura promocional ou de fábrica (“shop primer”) porventura aplicada, deve ser removida
imediatamente antes da aplicação dos esquemas de pintura especificados nesta Norma.

3
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

4.3 No caso de retoque de pintura existente, deve ser repetido o esquema original. Caso haja
impossibilidade técnica de efetuar-se jateamento abrasivo, devidamente justificada e aceita pela
PETROBRAS, a preparação da superfície deve ser realizada, por ferramentas mecânico-rotativas tipo
“wire bristle impact” ou “rotary flap” conforme SSPC-SP 11. Para o caso de retoques ou pequenos
reparos em serviços de pintura de manutenção, sem jateamento abrasivo, utilizar a tinta de fundo epóxi
pigmentada com alumínio, conforme PETROBRAS N-2288.

4.4 Para revestimentos externos, caso seja ultrapassado o intervalo máximo de repintura, deve-se
seguir as recomendações estabelecidas na PETROBRAS N-13.

4.5 Antes do preparo da superfície a ser pintada, fazer inspeção visual em toda a superfície, segundo
as ABNT NBR 14847 e ABNT NBR 15185. Identificar os pontos que apresentem vestígios de óleo,
graxa ou gordura e outros contaminantes, o grau de intemperismo em que se encontra a superfície (A,
B, C ou D, de acordo com a ISO 8501-1), assim como os pontos em que a pintura, se existente, estiver
danificada. Para superfícies já pintadas, identificar os pontos que apresentarem defeitos ou falhas de
pintura conforme os requisitos da ASTM D610.

4.6 Em quaisquer dos esquemas de pintura previstos nesta Norma, submeter à superfície a ser pintada a
processo de limpeza por ação físico-química, segundo a ABNT NBR 15158, apenas nas regiões onde,
durante a inspeção, constataram-se vestígios de óleo, graxa ou gordura e outros contaminantes.

4.7 Efetuar, conforme a Tabela 1, o tratamento da superfície, utilizando jato abrasivo ou


hidrojateamento.

NOTA O hidrojateamento deve ser utilizado somente em serviços de manutenção. Em obras novas,
o hidrojateamento só é permitido se combinado com abrasivos.

Tabela 1 - Método de Tratamento da Superfície

Perfil de rugosidade
Grau de
Procedimento Grau de (ISO 8503-4 ou
acabamento para o
Condições para acabamento para ISO 8503-5
hidrojateamento
específicas tratamento da o jato abrasivo ou ABNT
(NACE WJ-2/SSPC-
superfície (ISO 8501-1) NBR 15488)
SP WJ 2)
(Nota 3)
1,
2 (alternativa), 3,
Tratar WJ2
4, 5, 6,
conforme a Sa 2 1/2 (mínimo)
7 (alternativa) e 8 50 µm a 100 µm
PETROBRAS (mínimo)
e9
N-9
2 -
NOTA 1 No caso de tratamento por hidrojateamento deve ser prevista a utilização de tinta compatível
com o estado do substrato após este tratamento. A aplicação deve ser executada sobre
superfícies apresentando até “flash rust” leve.
NOTA 2 Os padrões visuais para o hidrojateamento são estabelecidos na
SSPC VIS-4/NACE VIS 7.
NOTA 3 Utilizar o método “Replica Tape” segundo a ISO 8503-5 ou medidor de perfil de rugosidade
do tipo agulha segundo a ABNT NBR 15488 ou método “stylus” segundo a
ISO 8503-4 e, neste caso, considerando-se o parâmetro Rz DIN ou Ry5 e ter natureza
angular.

4.8 Nas bases dos equipamentos que recebem proteção contra fogo, a superfície metálica deve ser
jateada ao grau Sa 2 1/2 e aplicado uma demão de 150 µm da tinta epóxi, sem solventes, tolerante a
superfícies molhadas, PETROBRAS N-2680. O intervalo para aplicação do revestimento contra fogo
deve ser o mesmo exigido para repintura do revestimento anticorrosivo PETROBRAS N-2680.

4
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

4.9 Na aplicação dos esquemas de pintura e controle de qualidade devem ser seguidas as
recomendações da PETROBRAS N-13.

4.10 Nos cordões de solda, peças de geometria complexa, cantos vivos e cavidades, a aplicação da
tinta de fundo deve ser feita obrigatoriamente a trincha, exceto para a “tinta de etil silicato de
zinco-alumínio”, PETROBRAS N-2231.

4.11 Nos equipamentos cuja temperatura de operação é inferior à 80 °C, mas para os quais se prevê
a realização de “steam-out”, utilizar o revestimento da Condição 2.

4.12 O teste de aderência por tração (“pull off”) deve ser realizado após a aplicação total do esquema
de pintura e decorrido o tempo de cura. A execução do ensaio deve ser realizado conforme definido na
PETROBRAS N-13, atendendo ao critério de aceitação da Tabela A.1.

5 Condições Específicas

5.1 Revestimento Externo

5.1.1 Equipamentos sem Isolamento Térmico

5.1.1.1 Condição 1

Ambiente: seco ou úmido, com ou sem salinidade, contendo ou não gases derivados de enxofre.
Temperatura de operação: de 0 °C até 80 °C.

5.1.1.1.1 Tinta de Fundo

Aplicar uma demão de tinta epóxi-fosfato de zinco de alta espessura, PETROBRAS N-2630, por meio
de pistola sem ar ou trincha. A espessura mínima de película seca deve ser de 100 µm. O intervalo
entre as demãos deve ser de, no mínimo, 16 h e, no máximo, 48 h.

NOTA Como alternativa aplicar uma demão da tinta epóxi sem solventes tolerante a superfícies
molhadas, conforme especificada na PETROBRAS N-2680 com espessura mínima de
película seca de 100 µm. O intervalo para aplicação da tinta de acabamento deve ser de, no
mínimo, 12 h e, no máximo, 120 h.

5.1.1.1.2 Tinta de Acabamento

Aplicar uma demão de tinta de poliuretano acrílico, conforme PETROBRAS N-2677, por meio de pistola
sem ar ou trincha, com espessura mínima de película seca de 70 µm.

5.1.1.2 Condição 2

Ambiente seco ou úmido, com ou sem salinidade, contendo ou não gases derivados de enxofre.
Temperatura de operação: acima de 80 °C até 500 °C.

Utilizar revestimento único aplicando uma demão de tinta de etil-silicato de zinco-alumínio, conforme
PETROBRAS N-2231, por meio de pistola sem ar (com agitação mecânica), com espessura mínima de
película seca de 75 µm.

5
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

NOTA Para temperaturas de operação de 80 °C a 200 °C recomenda-se, como alternativa, a


aplicação de uma demão da tinta epóxi “Novolac” (Tipo I), especificada na
PETROBRAS N-2912, por meio de pistola sem ar, com espessura mínima de película seca
de 200 µm. [Prática Recomendada]

5.1.1.3 Condição 3

Equipamentos construídos de aço-carbono, com revestimento refratário e/ou isolante interno.


Temperatura de operação: acima de 200 °C.

Aplicar duas demãos de “tinta indicadora de alta temperatura”, PETROBRAS N-1514, por meio de
pistola sem ar, com espessura mínima de película seca de 15 µm por demão. O intervalo máximo entre
demãos deve ser de 24 h para o Tipo I e de 16 h para o Tipo II. Para temperatura de operação entre
200 °C e 290 °C usar Tipo II. Para temperatura de operação acima de 290 °C usar Tipo I.

5.1.1.4 Condição 4

Equipamento situado na orla marítima ou sobre píer. Temperatura de operação: de 0 °C até 80 °C.

NOTA Aplicável a atmosferas especialmente agressivas localizadas até 500 m da praia ou em áreas
onde ocorrem predominantemente ventos fortes vindos do mar para o litoral, constatando-se
presença de areia e/ou alta salinidade do ar (névoa salina). Deve-se proceder a uma limpeza
entre demãos com água doce à pressão de 3 000 psi.

5.1.1.4.1 Tinta de Fundo

Aplicar demão única com espessura mínima de película seca de 300 µm do revestimento tipo II,
especificado na PETROBRAS N-2912, obrigatoriamente por meio de pistola sem ar.

NOTA Como alternativa, aplicar duas demãos da tinta epóxi sem solventes tolerante a superfícies
molhadas, conforme especificado na PETROBRAS N-2680 com espessura mínima de
película seca de 150 µm por demão. O intervalo para aplicação da segunda demão deve ser
de seca ao toque, desde que operacionalmente possível, até 120 h.

5.1.1.4.2 Tinta de Acabamento

Aplicar uma demão de tinta de poliuretano acrílico, conforme especificada na PETROBRAS N-2677 por
meio de pistola convencional ou pistola sem ar, com espessura mínima de película seca de
70 µm.

5.1.2 Equipamentos com Isolamento Térmico

5.1.2.1 Condição 5

Ambiente: seco ou úmido, com ou sem salinidade, contendo ou não gases derivados de enxofre.
Temperatura de operação: de -45 °C a 15 °C.

Aplicar revestimento único em duas demãos de tinta epóxi, sem solventes, tolerante a superfícies
molhadas, especificada na PETROBRAS N-2680, por meio de pistola sem ar, com espessura mínima
de película seca de 150 µm, por demão.

6
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

5.1.2.2 Condição 6

Ambiente: seco ou úmido, com ou sem salinidade, contendo ou não gases derivados de enxofre.
Temperatura de operação: acima de 15 °C até 80 °C.

Aplicar revestimento único aplicando uma demão de tinta epóxi, sem solventes, tolerante a superfícies
molhadas, especificada na PETROBRAS N-2680, por meio de pistola sem ar. A espessura mínima de
película seca deve ser de 100 µm.

5.1.2.3 Condição 7

Ambiente: seco ou úmido, com ou sem salinidade, contendo ou não gases derivados de enxofre, em
serviço contínuo. Temperatura de operação acima de 80 °C até 500 °C. Neste caso o equipamento não
recebe esquema de pintura.

NOTA Para temperaturas de operação de 80 °C a 200 °C aonde o equipamento venha a ficar


exposto a períodos fora de operação, com possibilidade de ocorrer corrosão, recomenda-se
a aplicação de uma demão da tinta epóxi “Novolac” (Tipo I), aplicada por pistola sem ar,
especificada na PETROBRAS N-2912, com espessura mínima de película seca de 200 µm.
[Prática Recomendada]

5.2 Revestimento Interno

5.2.1 Condição 8

Equipamento sujeito a corrosão com elevada taxa de desgaste (acima de 0,1 mm/ano). Temperatura
de operação: de 0 °C até 80 °C.

Aplicar demão única com espessura mínima de película seca de 400 µm do revestimento
tipo II, especificado na PETROBRAS N-2912, obrigatoriamente por meio de pistola sem ar.

NOTA Deve ser feito controle de continuidade da película com emprego de detector de
descontinuidade (“holiday detector”) de acordo com as PETROBRAS N-13 e
ABNT NBR 16172.

5.2.2 Condição 9

Revestimento interno de equipamento sujeito a corrosão com elevada taxa de desgaste (acima
de 0,1 mm/ano). Temperatura de operação: acima de 80 °C até 150 °C.

Aplicar, em toda a superfície interna do equipamento, demão única com espessura mínima de película
seca de 400 µm do revestimento tipo III especificado na PETROBRAS N-2912, obrigatoriamente por
meio de pistola sem ar, exceto para produtos aplicados por espátula.

NOTA 1 Deve ser feito controle de continuidade da película com emprego de detector de
descontinuidade (“holiday detector”) de acordo com as PETROBRAS N-13 e
ABNT NBR 16172.
NOTA 2 Para condições de temperatura de operação acima de 150 °C deve ser avaliada a utilização
de alternativas existentes no mercado.

7
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

Anexo A - Tabela

Tabela A.1 - Critério de Aceitação para o Teste de Aderência a Tração (“Pull-Off Test”)

Tensão de Critério de
Condição Esquema de pintura
Tração (MPa) Aceitação
Permitido falha
8 (Mínimo)
tipo B/C
1a demão: N-2630 (100 µm)
1 Permitido
2a demão: N-2677 (70 µm) Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido falha
8 (Mínimo)
tipo B/C
1a demão: N-2680 (100 µm)
1 (alternativa) Permitido
2a demão: N-2677 (70 µm) Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo te
5 (Mínimo)
falha, exceto tipo
2 Demão única: N-2231 (75 µm) A/B
Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo te
15 (Mínimo)
falha, exceto tipo
Demão única: N-2912 tipo I
2 (alternativa) A/B
(200 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo de
5 (Mínimo)
falha, exceto tipo
1a demão: N-1514 (15 µm)
3 A/B
2a demão: N-1514 (15 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido falha
1a demão: N-2912 tipo II 8 (Mínimo)
tipo B/C
4 (300 µm) Permitido
2a demão: N-2677 (70 µm) Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido falha
1a demão: N-2680 (150 µm) 8 (Mínimo)
tipo C/D
4 (alternativa) 2a demão: N-2680 (150 µm) Permitido
3a demão: N-2677 (70 µm) Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo de
12 (Mínimo)
falha, exceto tipo
1a demão: N-2680 (150 µm)
5 A/B
2a demão: N-2680 (150 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo de
12 (Mínimo)
falha, exceto tipo
6 Demão única: N-2680 (150 µm) A/B
Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha

8
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

Anexo A – Tabela (Continuação)

Tabela A.1 - Critério de Aceitação para o Teste de Aderência a Tração (“Pull-Off Test”)

Tensão de Critério de
Condição Esquema de pintura
Tração (MPa) Aceitação
Permitido
qualquer tipo de
Alternativamente: 15 (Mínimo)
falha, exceto tipo
7 Demão única: N-2912, tipo I A/B
(200 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo de
15 (Mínimo)
falha, exceto tipo
Demão única: N-2912 tipo II
8 A/B
(400 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
Permitido
qualquer tipo de
15 (Mínimo)
falha, exceto tipo
Demão única: N-2912 tipo III
9 A/B
(400 µm) Permitido
Acima de 20 qualquer tipo de
falha
NOTA 1 Os valores de tensão mínima de tração são referentes ao padrão Sa 2 1/2
da ISO 8501-1.
NOTA 2 O equipamento e adesivo devem ser selecionados para atender pelo menos
20 % acima da tensão mínima de tração.

9
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A, B, C, D, E, F, G e H
Não existe índice de revisões.

REV. J
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

REV. K
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

REV. L
Partes Atingidas Descrição da Alteração

1.4 Inclusão da indicação de Prática Recomendada

2 Exclusão da PETROBRAS N-9

Tabela 1 Revisada

4.11 Revisada

5.1.1.5 Alteração da temperatura de 120° para 500 °C

5.1.2.2 Revisada

5.1.2.3 Revisada

5.2.1 Notas revisadas

REV. M
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

1/1
-PÚBLICO-

N-2 REV. M 09 / 2015

Anexo A - Tabela

Tabela A.1 - Critério de Aceitação para o Teste de Aderência a Tração (“Pull-Off Test”)

Tensão
Norma Esquema de pintura mínima de
Condição
PETROBRAS (Norma PETROBRAS) tração (MPa)
Notas 1, 2 e 3
1a demão: N-2630 (100 µm)
1 15
2a demão: N-2677 (70 µm)
1a demão: N-2680 (100 µm)
1 (alternativa) 15
2a demão: N-2677 (70 µm)
2 Demão única: N-2231 (75 µm) 10

2 (alternativa) Demão única: N-2912 tipo I (200 µm) 12

1a demão: N-1514 (15 µm)


3 5
2a demão: N-1514 (15 µm)

1a demão: N-2912 tipo II (300 µm)


4 15
2a demão: N-2677 (70 µm)

N-2
1a demão: N-2680 (150 µm)
4 (alternativa) 2a demão: N-2680 (150 µm) 15
3a demão: N-2677 (70 µm)

1a demão: N-2680 (150 µm)


5 15
2a demão: N-2680 (150 µm)

6 Demão única: N-2680 (100 µm) 15


Alternativamente:
7 12
Demão única: N-2912, tipo I (200 µm)
8 Demão única: N-2912 tipo II (400 µm) 15

9 Demão única: N-2912 tipo III (400 µm) 15

NOTA 1 Os valores de tensão mínima de tração são referentes ao padrão Sa 2 1/2 da ISO 8501-1.
NOTA 2 O teste deve ser considerado aprovado se atingidas uma das condições abaixo:
— o valor da tensão mínima de tração, sem apresentar falha tipo A/B;
— qualquer valor acima de 20 % da tensão mínima de tração, apresentando qualquer tipo de
falha.
NOTA 3 O equipamento e adesivo devem ser selecionados para atender pelo menos 20 % acima da
tensão mínima de tração.

13