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cristiana 24/05/2010

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Introdução Definição História Ciclo de tensão Métodos de Ensaio e de Apresentação dos Resultados de Fadiga
Método Estatístico para Resistência à Fadiga Método Estatítisco para o Limite de Fadiga Métodos Gráficos para Ensaios com N cte e tensões axiais Método de Smith-Peterson-Goodman Método Gráfico de Haigh-Soderberg

Corpos de Prova para Ensaios de Fadiga Normas para Ensaio de Fadigas

Introdução 1. que nunca atinge um nível suficiente para provocar falha em uma única aplicação. . Tais carregamentos induzem as tensões flutuantes ou cíclicas que freqüentemente resultam em falha por fadiga. Fadiga é a falha sob uma carga repetida ou variável. As falhas por fadiga em cerâmicos são raras porque aí são raras as deformações plásticas. A fadiga requer carregamento cíclico. partes de transmissão e sistemas de suspensão podem falhar por fadiga.1 Definição Fadiga é um processo em que danos acumulados são esperados para a aplicação repetitiva de carga que podem ser bem menores que o ponto de escoamento. [5] Fadiga mecânica é a degradação das propriedades mecânicas levando à falha do material ou de um componente sob carregamento cíclico. A falha por fadiga é algo que ocorre sob tensões cíclicas e alternadas quando de amplitudes que não causariam falhas se somente uma delas fosse aplicada.2 Preliminar Estima-se que 90% de todas as falhas de partes metálicas em serviço são causadas por fadiga. Palhetas de turbinas. não haverá falha. Metais e polímeros falham por fadiga. pontes e navios são outros exemplos. As aeronaves são particularmente sensíveis a fadiga. [4] Fadiga é o processo de progressiva mudança estrutural localizada permanente ocorrendo em materiais sujeitados a condições que produzem flutuações de tensões e deformações em algum ponto ou pontos e que pode culminar em trincas ou fraturas completas após um número suficiente de flutuações. Os estágios seguem como:  O primeiro é a nucleação da trinca para uma pequena quantidade de deformação plástica não homogênea a nível microscópico. tensão interna resistente à tração e deformação plástica permanente em cada ciclo. Existem 03 estágios da fadiga. Peças automobilísticas como eixos. [3] De longe a maioria dos projetos de componentes envolvendo partes sujeitadas a cargas flutuantes ou cíclicas. 1. Se algum deles faltar.

talvez um período de tempo que permitiu corrosão ou uma mudança na amplitude de tensão. Exames microscópicos de superfícies fraturadas freqüentemente revelam marcas em escalas muito finas. conforme mostrado na foto 01. 1. onde ocorreu a falha final num ciclo simples. A distância entre as marcas não representam a distância que a fratura propagou em um ciclo. cada marca varia durante o carregamento cíclico histórico. [6] A análise da foto possibilita a indicação do local de início da fratura por meio do exame das marcas registradas na superfície fraturada. O segundo é um crescimento lento dessas trincas pelas tensões cíclicas alternadas. Elas são chamadas de “striations” (estrias) e elas representam a posição da fratura em cada ciclo.  Finalmente a fratura ocorre quando a trinca atinge um tamanho crítico.2. . A fratura iniciou no lado esquerdo da barra e progrediu para a direita. Freqüentes exames visuais de uma superfície com fratura por fadiga revelarão marcas como de concha ou marcas de praia como mostrado na foto 01. Um exame cuidadoso microscópico da superfície externa de uma amostra após tensões cíclicas geralmente revelam uma aspereza antes da fratura se formado. Figura 01 – Marcas tipo concha típicas sobre uma superfície com fratura por fadiga de um eixo. Antes.1 Identificação Superficial da Fratura por Fadiga Um exemplo de uma superfície fraturada por fadiga é apresentada na foto 01.

Um esboço do teste para fadiga realizado por Albert é demonstrado na figura 01. no qual dizia que o material havia “cristalizado” e se tornado frágil devido às tensões flutuantes. isto após relatos sobre eixos de um vagão ferroviário que começaram a falhar após um pequeno período em serviço e que apesar de serem feitos de aço dúctil.Esboço do teste de fadiga de Albert para correntes de mineração. a tensão de flexão em qualquer ponto da superfície do eixo variava ciclicamente entre valores . portanto. 1843. Wilhelm Albert publicou o primeiro artigo sobre fadiga. Esses eixos estavam fixos às rodas e giravam em conjunto com as mesmas. estabelecendo uma correlação entre cargas aplicadas e durabilidade. Figura 01 . Desse modo. Figura 02 . em 1837. O fenômeno da fadiga foi observado pela primeira por volta do ano de 1800. Jean-Victor Poncelet. os mesmos exibiam características de fraturas frágeis e repentinas. resultantes da introdução das máquinas movidas a vapor. oficialmente usou o termo ‘‘fadiga‘‘ pela primeira vez em um livro sobre mecanismos. as quais se baseavam em experiências decorrentes de estudos com estruturas carregadas estaticamente. Um exemplo do carregamento sobre estruturas utilizada naquele período está na figura 02. Há 173 anos. um fenômeno novo. Dois anos após.História da Fadiga A análise da fadiga como conhecemos hoje teve um longo percurso até chegarmos aos métodos atualmente aplicados.Desenho de uma falha por fadiga em um eixo. projetista de eixo de ferro fundido para laminador de rodas. Logo após Jean-Victor. Cargas dinâmicas eram. Os eixos haviam sido projetados com toda a perícia e engenharia disponível na época. Rankine publicou um artigo em 1843 sobre as causas da ruptura inesperada de munhões de eixos ferroviários. em 1839.

estarem disponíveis. O diagrama S-N ou Curva de Wöhler. Ele desenvolveu o teste de fadiga RotaçãoFlexão e introduziu o conceito de limite de fadiga. abordou os eixos de estradas de ferro e ajudou a melhorar o procedimentos de teste de eixos e a aumentar a vida útil dos mesmos. A sua primeira investigação científica (durante um período de 12 anos) foi sobre o que estava sendo chamado de falha por fadiga. 2004). eixos até a falha sob carregamento alternado. isto é. Figura 03 . Wöhler iniciou o desenvolvimento do projeto estratégico de fadiga e identificou a importância do ciclo e tensão média. tornou a forma-padrão para caracterizar o comportamento dos materiais submetidos a solicitações alternadas e ainda é utilizado atualmente. Ele publicou suas descobertas em 1870. em laboratório. sob cargas dinâmicas. um nível de tensão que toleraria milhões de ciclos de uma tensão alternada.positivos e negativos.Tensões variantes no tempo O trabalho pioneiro de August Wöhler em 1870. A publicação do experimento de Wöhler em 1871 é apresentada por meio da figura 04. Esse carregamento é denominado alternado. . como mostra a figura 03 (Norton. apesar de outras medidas sobre a resistência dos materiais. testando. as quais identificavam o número de ciclos de tensão variando no tempo como os causadores do colapso e a descoberta da existência de uma tensão limite de resistência à fadiga para aços.

Johann Bauschinger escreveu o primeiro artigo sobre o comportamento do ciclo de histerese tensãodeformação dos materiais (nomeado depois por ele de: efeito Bauschinger). a investigação de fraturas em vidro. O. . Bairstow simultâneamente desenvolveu o conceito de endurecimento e abrandamento cíclico pela investigação da reação tensão-deformação durante o carregamento cíclico. físico levou para um critério instável que considerou a energia liberada em um sólido no tempo que nasceu a falha catastroficamente sob uma tensão aplicada. Sir James Alfred Ewing demonstrou a origem da falha por fadiga em fraturas microscópicas e contradisse a teoria de recristalização. tornou o nascimento do mecanismo de fratura. A teoria de Alan A.Figura 04 .Publicação da experiência de Wöhler. Baskin definiu a forma da curva típica S-N pelo teste de Wöhler dado e propôs uma relação log-log. 1871 No fim do século 19. Com o trabalho de Alan A. Em 1910. Este grande estalo. A observação da resistência a fratura de cabos de vidro tem mostrado que ao longo do cabo. Griffith em 1920. No início do século 20. Já em 1886.H. engenheiros implementaram a análise de fadiga no processo de desenvolvimento do produto e viabilizou uma predição de vida útil do produto. menor resitência. Griffith etabeleceu um critério liberação-energiaproporção de materiais frágeis. Esta teoria surgiu depois de um dos piores desastres de trem do século 19 que ocorreu próximo de Versalhes em 1842. Gerber and Gordmann investigaram a influência da tensão média e propôs teorias simplificadas. grande idéia. em que a locomotiva destaque quebrou o eixo. Desta forma a idéia de uma distribuição do tamanho do defeito envolvido e a descoberta que ao longo do cabo. L. a maior mudança de encontrar um grande defeito natural. Baseados sobre aquelas teorias e procedimentos.

Paris em 1961. 2. este foi o primeiro método sistemático para a propagação de trincas usando mecanismo da fratura. F. Hoje é possível simular carregamentos reais sobre condições de amplitudes variáveis com amostras.Life time curve after Manson and Coffin Particularmente com respeito aos métodos de simulação utilizados hoje. Paris propôs métodos para predizer a faixa de crescimento em fraturas de fadiga individuais. houve uma progressão substancial que foi obtido no crescimento da fratura à fadiga com L. Em meados de 1980 e 1990. Figura 05 . Nos meados de 1950 e 1960. Filosofias no projeto de Fadiga Para ser empregado em qualquer coisa comparativa. as propriedades da fadiga podem ser consistentes com uma das 03 filosofias de projeto de fadiga gerais. As mudanças e novas possibilidades no projeto de fadiga foi significante com o uso da tecnologia de simulação. C. Cada um deles tem uma metodologia concomitante e um ou mais significados que representam dados. Matsuisk estabeleceram um fato que marca a época no método de fadiga em 1968 quando eles planejaram um algoritmo rainflowcounting. já existindo cálculos com a ajuda de tecnologia de computadores. muito foco foi posto sobre a investigação da fadiga multiaxial e fadiga termo-mecânica. Palmgren em 1924 e A. Ambos desenvolveram independente de cada um as hipóteses de dano linear. Manson e outros com a deformação plástica em pontos de fraturas em 1954 e P.A primeira ferramenta prática projetadada surgiu com o trabalho de A. M. Coffin e S. são eles: Filosofia de projeto Metodologia do projeto Descrição de dados dos . Tatsuo Endo e M. S. Miner em 1945. permitindo a aplicação confiável da regra de Miner para carregamentos aleatórios. componentes ou estruturas de grandes escalas.

vida infinita é a técnica mais antiga de aproximação da fadiga. Exemplos de tentativas para compreender a fadiga por meio das propriedades.principais testes Vida limite. determinações e representações que relata para este método inclui o trabalho de August Wöhler nos eixos das estradas de ferros na Alemanha em meados de 1800. Na realização do teste fique atento as seguintes perguntas:  Qual foi o tamanho do corpo de prova e sua geometria?  Havia uma concentração de tensão?  Qual foi a temperatura?  Foi um outro ambiente do laboratório empregado ao ar?  Qual foi a orientação da peça no material original?  A linha representa a resposta mínima. Avaliação das Características da Fadiga A habilidade para avaliar as informações das propriedades é um dos pontos críticos na decisão se os dados encontrados são aplicáveis ou usáveis. média ou mediana?  Quantas amostras foram testadas?  Qual foi a dispersão?  Se a figura plotada é baseada sobre dados de amplitude constante. qual foi a frequência e a forma da onda?  Foram executados testes usando carregamento de amplitude variável? Que espectro?  Qual foi o critério de falha? . 3. vida infinita Vida limite. vida finita Máximo dano (dano tolerante) Vida – tensão Vida .∆ K A filosofia vida-limite.resistência Mecanismo da fratura S–N ε -N da/dN .

é o dado errado. Campo de tensão. A maioria das curvas S-N são de experimentos em que a tensão média foi zero. e. uma linha reta freqüentemente resulta para N<106.  Se a forma do produto está correta. A fadiga é medida pelo gráfico S-N. São eles:   Material do componente. Vários exemplos de engenharia foram propostos para predizer o comportamento da fadiga quando um ciclo de tensão sobre a tensão média for proposto. [1 . mas a figura representa um teste feito em R=0. Se o dado encontrado descreve como resposta uma chapa fina. Neste caso a relação pode ser expressa como: S = A. Onde: S – Amplitude da tensão cíclica N – Número de cliclos para a falha O “N” é convencionalmente plotado sobre uma escala logarítmica. Determinação da resistência dos materiais à fadiga Dois fatores principais determinam o tempo que leva para uma fratura se iniciar e crescer suficientemente para provocar a falha do componente. mas não é o desejado.3 e os dados completamente reversíveis requeridos a figura pode ser útil. σ a – é a amplitude da tensão correspondente a uma certa vida. a tensão média geralmente não é zero. Goodman sugeriu que: σ a= σ Onde. Se a curva S-N é plotada como log(S) contra log(N).N-b Onde A é aproximadamente igual ao limite de resistência à tração. Geralmente as curvas S-N são para teste em que a tensão média do aço é zero. no entanto.σ m / UTS] . Sobre condições em serviço.

UTS – limite de resistência à tração. mín e mín e máx. Há uma σ contudo não representará . Estas relações também podem ser representadas por σ representação da relação de Goodman entre σ na fadiga. [1 – (σ m / UTS)2] Qualquer combinação de σ m e σ a resultará na falha à fadiga. arbitrariamente estipulada) Gerber sugeriu que: σ a= σ e. (tensão máxima à tração que um material pode carregar) Soderberg sugeriu que: σ a= σ e.σ m / YS] YS – limite convencional de elasticidade (corresponde a uma deformação permanente.σ m – amplitude da tensão que daria a mesma vida se σ m fosse zero σ e – é a tensão média. [1 . σ máx versos σ m.

enquanto σ UTS resultará na falha por fadiga. As combinações de σ m m e Y a Y resultará no escoamento. A curva é dividida em fadiga de ciclo alto e baixo. Geralmente a fadiga de ciclo baixo ocorre com menos de 10. . A forma da curva depende do tipo de material testado.5. e σ a sobre as linhas –Y a Y e σ a sobre a linha σ e para Métodos para a determinação de teste de fadiga datam do século 19. quando August Wöhler montou e realizou a primeira investigação sistemática da fadiga. Cientistas e engenheiros plotam os dados resultantes desses testes para mostrar o relacionamento entre cada tipo de tensão e o número de ciclos de repetição que conduzem à falha ou curva S-N. Figura 06.1 Diagrama Modificado de Goodman O diagrama modificado de Goodman mostra o efeito da tensão média sobre a falha por fadiga e escoamento. flexão cantiléver.000 ciclos. Testes padronizados de laboratório aplicam cargas cíclicas como flexão rotativa. vaivém axial e ciclos de torção.

entretanto.normalmente o mais conservador. se a tensão média demonstrar que o ciclo completo é de tração.Alguns materiais. As fraturas se propagam somente sobre cargas de tração. componentes projetados de forma que as tensões aplicadas não excedam o limite conhecido de fadiga não devem apresentar falhas em serviço. figura 07:  Método de Goodman . Muitos históricos de cargas em serviço apresentam uma tensão média diferente de zero. se o ciclo de carga induz tensões compressivas na área da rachadura. Figura 06 . Materiais que não contêm ferro não apresentam limite de fadiga. ele não provocará mais danos. o ciclo inteiro provocará danos. Método de Gerber . fornece informações sobre tensões médias e alternativas. Por princípio. os cálculos de limite de fadiga não levam em consideração as concentrações localizadas de tensão que podem dar início a fraturas. Entretanto. conhecido como limite de fadiga. como determinado por testes de flexão rotativa. Por essa razão. Foram desenvolvidos três métodos para correção de tensão média a fim de eliminar o trabalho de realizar testes de fadiga sob diferentes médias de tensão.   . exibem um achatamento em um determinado nível de tensão.Exemplo de curva S-N (Tensão x ciclos) O histórico de carga de fadiga. embora o nível de tensão pareça estar abaixo do limite "seguro" normal.normalmente adequado para materiais quebradiços.normalmente adequado para materiais dúcteis. como os aços com baixo teor de carbono. Método de Soderberg . Os testes mostraram que a razão de propagação da fratura ou trinca está relacionada com a razão de tensão do ciclo de carga e a tensão média da carga.

máquinas e estruturas são realizados.Figura 07 – Métodos para correção de tensão média Todos esses métodos são aplicáveis apenas quando todas as curvas SN associadas se baseiam na aplicação de carga totalmente revertida. Essas espécies são: . tubos e arames. Métodos de Ensaio e de Apresentação dos Resultados de Fadiga Método Estatístico para Resistência à Fadiga Método Estatítisco para o Limite de Fadiga Métodos Gráficos para Ensaios com N cte e tensões axiais Método de Smith-Peterson-Goodman Método Gráfico de Haigh-Soderberg Corpos de Prova para Ensaios de Fadiga Testes de fadiga para determinar a vida de componentes. Os ensaios de fadiga podem ser realizados com 03 (três) espécies diferentes de corpos de prova. geralmente. Os testes de fadiga para obter os diagramas S-N de materiais são feitos com corpos de prova de projeto relativamente simples para cada produto. essas correções se tornam significativas somente se os ciclos de carga de fadiga aplicados apresentarem tensões médias grandes em relação à faixa de tensões. em amostras ou modelos ou em corpos de prova projetados para acomodar um tipo específico de carregamento. por exemplo: barras. lâminas ou chapas. Além disso.

. O grande raio usado evita a concentração de tensões pela ausência de mudança brusca de secção. dependendo do tipo de solicitação e das normas propostas para o ensaio de fadiga. tendo na parte útil uma ciconicidade ao longo do seu comprimento. 7. A tensão aplicada ao corpo de prova deve sempre ser calculada pela dimensão mínima. Também podem ser usinados corpos de prova igualmente já normalisados. Em geral.• A própria peça ou um modelo ou protótipo usados para determinar a vida da peça a uma determinada tensão ou a um determinado número de ciclos. ficando a parte útil paralela como no ensaio de tração. chapas. Os corpos de prova planos usinados tem uma grande variedade de forma. que não possuam conicidade. • • Os corpos de prova podem ser planos (lisos) ou com entalhe. est. arames. ficando o dentro dessa parte útil com uma dimensão mínima (diâmetro ou os lados do retângulo). Figura 08 – Exemplo de amostra para fadiga em barra rotativa [7] . com um raio grande e contínuo. Produtos acabados como barrar. dependendo do produto.1 Amostras sem Entalhe O projeto de vários corpos de prova para produtos na forma de barras e chapas são dados nas figuras de 08 a 13. mas exigem máquinas de ensaio de fadiga mais caras e quase que específicas para cada tipo de peça. Corpos de prova usinados para ensaio. os corpos de prova são de secção circular ou retangular. pois reproduzem melhor as codinções da prática. tubos. As duas primeiras espécies de corpo de prova são as mais preferíveis para os estudos práticos. que podem ser colocados diretamente em máquinas apropriadas.

sobre os quais a distribuição de tensão é mais ou menos uniforme. Figura 09 – Modelo de lâmina para ensaio de fadiga. como também para metais.1 Materiais Metálicos a) Barra Rotativa O exemplo de amostra para fadiga em barra rotativa foi aceito e usado por vários laboratórios.031 in (0. para o ensaio de fadiga tem uma secção cônica. conforme a figura 09 e 10.008 a 0.20 a 0. A seção de teste é delimitada pelas retas. somente com pequenas diferenças em dimensões. A seção de teste é no meio no diâmetro mínimo. A barra rotativa possui apenas um ponto de fixo. chapas e lâminas para amostras de ensaio de fadiga variam consideravelmente de dimensões. tangente à filetes. A viga é carregada como um cantilever. mas geralmente são concebidos de forma que a carga é aplicada no vértice do triângulo formado pela extensão dos lados da seção de ensaio. fundição e forjamento. Este tipo de corpo de prova é usado para não metais. b) Chapas e Lâminas Segundo a ASTM STP 91. Lâminas de 0.1. As espécimes carregadas axialmente podem ser presa por fios externos ou internos. cantilever.78 mm). conforme indicado pelas linhas tracejadas. . laterais cônicas. Comprimento aumentado de calibre mais grosso [7] Figura 10 – Modelo de lâmina para ensaio de fadiga [7] As amostras com maior raio nos filetes são usados para materiais macios.7.

2 Materiais Não Metálicos O projeto de amostras para ensaios de materiais não metálicos podem diferenciar em alguns detalhes dos metais.2 Amostras com Entalhe . Tensão paralela para grão (U. Exemplo de amostras não metálicas estão na figura 12 e 13. O modelo está na figura 11. Forest Products Laboratory) [7] 7.1. Figura 11 – Modelo de amostra para fadiga por torção [7] 7.c) Torção A amostra de fadiga por torção tem uma seção de ensaio cilíndrica tangente ao rebaixo dos filetes . S. Figura 12 – Modelo de chapa plana para fadiga por flexão de material plástico [7] Figura 13 – Modelo de tensão direta (carregamento axial) para espécimes de fadiga para madeira.

Existe um valor crítico da tensão que deve ser ultrapassado sobre uma certa profundidade do material para ocasionar a ruptura do metal. ferro fundido e aços-liga. Em estudos com corpos de prova entalhados (havendo. Pequenas variações nas dimensões dos corpos de prova quase não alteram os resultados dos ensaios. pois. caso a variação do diâmetro seja murito grande. a tensão médias em corpos de prova entalhados . tem limite de fadiga mais baixo. Também o mesmo acontece para outros aços. conforme experiências de Lessells. Assim. Grande corpos de prova tendo menor grandiente de tensões. todos com variados tratamentos térmicos. o efeito das dimensões tem significado preponderante. porém. não importanto o tipo de solicitação. embora a maioria dos dados mais publicados são das espécimes das figuras de 09 a 11. devido à modificação do gradiente de tensões no entalhe conforme figura a baixo. conforme estudos de Horger (1953).Esses entalhes podem ser usados em espécimes de fadiga sujeitas a alguma forma de carregamento previamente mencionado. A tabela abaixo mostra que pode haver alguma mudança no valor do limeite de fadiga em corpos de prova cilíndricos de aço carbono. mudança brusca de secção).

devido ao tamanho reduzido do corpo de prova comparado com as peças sujeitas à fadiga na prática. Os coprs de prova entalhados são ensaiados usualmente por flexão rotativa com o fito de comparar os resultados com corpos de prova de mesmo material sem entalhe. Kt. O uso do entalhe para procurar imitar no laboratório as condições práticas ainda não é satisfatório. a resistência à fadiga de um aço doce pode diminuir de um fator de 10% se o diâmeto do corpo de prova entalhado for aumentado de D para 10D. porque depende muito do gradiente de tensões existentes em ambos os casos. De acordo com o Manual on Fatigue Testing da ASTM. ocasionando menor limite de resistência à fadiga. . entalhado ou não. gradientes e concentrações de tensões. Nesses corpos de prova. etc. a Smax é calculada pela sesção entalhada dos mesmos. pois. dado conforme a tabela abaixo.grandes é maior. alterando muito o gradiente de tensões. A probabilidade de se encontrar ou de se formar uma trinca num corpo de prova grande é maior do que num corpo de prova pequeno. Os símbolos empregados nessa tabela referem-se aos dados no desenho do corpo de prova entalhado da figura abaixo. Exemplificando. Conclui-se. que a comparação dos ensaios de fadiga em laboratório com os resultados da prática de uma ruptura por fadiga éinconsistente. tais como irregularidades suferficiais. a concentação de tensão tem um fator teórico. para estudo de alfuns dos fatores que afetam a ruptura por fadiga dos metais. que pe o agente provador da nucleação da trinca de fadiga.

resultando em tensões residuais que tendem a diminuir a resistência à fadiga do material. no entanto. Tratamentos superficiais endurecedores podem. Efeito da Superfície do Corpo de Prova A tabela abaixo indica o efeito do acabamento superficial no limite de fadiga de um corpo de prova de aço carbono (0. Uma superfície mal acabada contém irregularidades que. principalmente em ensaios com carga .Na tabela kt é dado por: Kt = Smax/Snom Segundo a norma ASTM 91 os modelos de maostras para ensaios de fadiga são: 7.33%C) ensaiado à flexão rotativa. aumentar a resistência à fadiga. O mesmo acontece com defeitos causados pelo polimento. como se fossem um entalhe. trincas. aumentam a concentração de tensões. recozimento. quanto maior for a descarbonetação. Aços descarbonetados superficialmente também possui menor resistência à fadiga. etc. como por exemplo queima. através de estudos de Thomas (1923) e de Moore & Kommers (1921).

Observou-se Bibliografia [1] Mechanical Behavior of Materials.Fatigue and Fracture. Hosford – Cambrigde. 17 – Fatigue. p 279 and 280 . [2] Ensaios Mecânicos de Materiais Metálicos – Fundamentos Teóricos e Práticos. 5ª. ASM International [7] Manual on Fatigue Testing – ASTM Special Technical Publication No. Volume 19. 2001. David Roylance – Departmentof Materials Scienc and Engineering – Massachusetts Institute of Technology (MIT) – Cambridge. STP No. 91 (ASTM STP 91) . Cap. 91 – ASTM Special Technical Publication No.William F. Cap. p 172 a p 199 – Sérgio Augusto de Souza [3] Fatigue. 91 A (ASTM STP 91 A) – Second edition [6] ASM Handbook . [4] The nCode Book of the Fatigue Theory [5] A Guide for Fatigue Testing and the Statistical Analysis of Fatigue Data – Supplement to Manual on Fatigue Testing.de flexão ou torção. 8 – Ensaio de Fadiga. Edição.

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