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1.

UNIFESP 2006 incorporado ao cotidiano do país que deixou de ser um peso


para os 12criadores. Agora, em vez de servir à pátria, eles
VIDE VERSO MEU ENDEREÇO
podem servir ao próprio talento. 6Essa é uma 7conquista
Falado: deste século. Tem como marco a Semana de Arte Moderna
Seu Gervásio, se o doutor José Aparecido de 1922, 1uma espécie de 8grito de independência artística
aparecer por aqui, o senhor dá esse bilhete a do país, cem anos depois da 2independência política. Até
ele, viu? Pode ler, não tem segredo nenhum. esta data, o 13brasileiro era, antes de tudo, um
Pode ler, seu Gervásio. 14
envergonhado. Achava que pertencia a uma raça inferior e
Venho por meio dessas mal traçadas linhas que a única solução era imitar os modelos culturais
Comunicar-lhe que fiz um samba pra você importados. Para acabar com esse complexo, foi preciso que
No qual quero expressar toda minha gratidão um grupo de artistas de diversas áreas se reunisse no
E agradecer de coração tudo o que você me fez. Teatro Municipal de São Paulo e bradasse que ser brasileiro
Com o dinheiro que um dia você me deu era bom. O escritor Mário de Andrade lançou o projeto de
Comprei uma cadeira lá na Praça da Bandeira uma língua nacional. Seu colega Oswald de Andrade propôs
Ali vou me defendendo o conceito de "antropofagia", segundo o qual a cultura
Pegando firme, dá pra tirá mais de mil por mês. brasileira criaria um caráter próprio depois de digerir as
Casei, comprei uma casinha lá no Ermelindo influências externas.
Tenho três filhos lindos, dois são meus, um é de criação. 2 A semana de 22 foi só um marco, mas pode-se dizer que
Eu tinha mais coisas pra lhe contar ela realmente criou uma agenda cultural para o país. Foi
Mas vou deixar pra uma outra ocasião. tentando inventar uma língua brasileira que Graciliano
Não repare a letra, a letra é de minha mulher. Ramos e Guimarães Rosa escreveram suas obras, 3as mais
Vide verso meu endereço, apareça quando quiser. significativas do 9século, no país, no campo da prosa. Foi
(Adoniran Barbosa, CD Adoniran Barbosa-1975, recorrendo ao bordão da antropofagia que vários artistas
remasterizado EMI, 1994.) jovens, nos anos 60, inventaram a cultura pop brasileira, no
movimento conhecido como tropicalismo. No plano das
Em "Casei, comprei uma casinha lá no Ermelindo", o ideias, o século gerou três obras que se tornariam clássicos
diminutivo no substantivo expressa, além de tamanho e da reflexão sobre o país. "Os Sertões", do carioca Euclides
carinho, o sentido de da Cunha, escrito em 1902, é ainda influenciado por teorias
racistas do século passado, que achavam que a mistura
a. penúria.
entre negros, 15brancos e índios provocaria 4um
b. humilhação. "enfraquecimento" da raça brasileira. Mesmo assim, é 5um
c. simplicidade. livro essencial, porque o repórter Euclides, que trabalhava no
jornal "O Estado de S. Paulo", foi a campo cobrir a guerra de
d. pobreza. Canudos e viu na frente de 18combate muitas coisas que
e. ironia. punham em questão as teorias formuladas em gabinete.
"Casa-Grande & Senzala", do pernambucano Gilberto
Freyre, apresentava pela primeira vez a miscigenação como
2. UFSM 2001 algo positivo e buscava nos primórdios da colonização
BRASIL, MOSTRA A TUA CARA portuguesa do país as origens da sociedade que se formou
aqui. Por último, o paulista Sérgio Buarque de Holanda, em
A busca de uma identidade nacional é preocupação deste
"Raízes do Brasil", partia de premissas parecidas mas
século
propunha uma visão crítica, que influenciaria toda a
João Gabriel de Lima
sociologia produzida a partir de então.
1 Ao criar um livro, um quadro ou uma canção, o artista
VEJA, 22 de dezembro, 1999. p. 281-282.
11
brasileiro dos dias atuais tem uma preocupação a menos:
parecer brasileiro. A noção de cultura nacional é algo tão
No texto, observa-se a ocorrência de alguns substantivos

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derivados de verbos - os deverbais. Esses substantivos homens, que se olham sem ver através dessa estranha
denotam AÇÃO e apresentam as terminações -a, -e, -o. O televisão que é o vidro de um carro, a cidade embrutecida é
único substantivo que NÃO faz parte desse grupo é a pior de todas as selvas.
(Fonte: BUCCI, Eugênio. CIDADES DEMENTES. VEJA, 2 de
a. busca (subtítulo).
julho, 1997, p.17.)
b. conquista (ref. 7).
Relacionam-se, pela origem, a verbos existentes na Língua
c. grito (ref. 8).
Portuguesa, todos os substantivos a seguir, à exceção de
d. século (ref. 9).
a. deterioração.
e. combate (ref. 18).
b. compensações.

c. mergulhadores.
3. UFRGS 1998
d. estofamento.
1 A deterioração dos centros urbanos tomou conta dos
noticiários. A cidade é a demência. A cidade é a selva. Mas e. metrópoles.
a televisão sempre oferece compensações e, para aliviar o
"show" do caos urbano, ela exibe o idílio da vida campestre.
4. UNESP 2014
É assim que, na ficção e na publicidade, reina o
1
videobucolismo, esse gênero de fantasia em que a grama TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
não tem formiga, as cobras não têm veneno e as mulheres
A(s) questão(ões) aborda(m) um fragmento de um artigo de
não têm vergonha. Chinelos, cigarros, margarinas e cartões
Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na
de crédito buscam os cenários de praias vazias, fazendas
seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:
inocentes e montanhas íngremes para aumentar sua
promessa de gozo. E há também caminhonetes enormes, as Tablets nas escolas
tais "off-road", que se anunciam rodando sobre escarpas,
Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos
pântanos e rochas cortantes. A felicidade mora longe do
tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva
asfalto.
de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os
2 Mas é curioso: essa mesma fabricação imaginária que
programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos
santifica a natureza contribui para agravar ainda mais a
equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a
selvageria nas cidades. Basta observar. Transeuntes se
tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.
trajam como quem vai enfrentar o mato, os bichos, o
desconhecido. Relógios de mergulhadores são ostentados Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática
por garotos que mal sabem ver as horas; botas de vaqueiro, diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a
próprias para pisar currais, frequentam cerimônias de prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que
casamento; fardas militares de guerrilheiros amazônicos medida ele modifica as condições de aprendizagem dos
passeiam pelos shoppings. No trânsito, jipes brucutus estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em
viraram a última moda. Com pneus gigantescos e agressivos inúmeras outras questões sobre a convergência de
do lado de fora, e estofamento de couro do lado de dentro, tecnologias e linguagens, sobre o acesso as redes na sala
são uma versão sobre quatro rodas dos condomínios de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva
fechados. Em breve, começarão a circular com dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas
para-choques de arame farpado. linguagens.
3 A distância entre um motorista de vidros lacrados e o
Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos
mendigo que pede esmola no sinal vermelho é maior do que
conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo
a distância entre aquele e as trilhas agrestes das novelas e
produzidos para os tablets realmente oferecem a
dos comerciais. Nas ruas esburacadas das metrópoles, ele
potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou
talvez se sinta escalando falésias. No coração desses dois
apenas estão servindo como leitores de textos com os

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mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são Os doces espinhos da tua barba.
escolhidos e compartilhados? Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
[paciência
Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na
Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
escola - acessar e produzir imagens, vídeos, textos na
De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
diversidade de formas e conteúdos digitais - implica em
Se curvavam como ao peso da enome poesia
repensar a didática e as possibilidades de experiências e
Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado
Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso
Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes
Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na
Mirando o mar). Dize-me, meu pai
cultura digital.
Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
(Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Que nunca revelaste a ninguém?
Adaptado.) Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o
atleta
No último período do texto, os termos saberes e fazeres são
[exausto no último lance da maratona.
a. adjetivos Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
b. pronomes
humilde
c. substantivos A um gesto do mar. A noite se fechava
Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
d. advérbios
Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
e. verbos [o mar
Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
5. UNESP 2012 Buscavam ilhas, outras ilhas... - as imaculadas, inacessíveis
Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: E trazer - depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
poeta e cidadão Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
A morte chegou pelo interurbano em longas espirais De vastos e noturnos oceanos
metálicas. Sem jamais.
Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva. Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
De repente não tinha pai. A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de
No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor amar
[tua lembrança Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
Tinham-se apenas acendido os Iampiões a gás, e a clarineta Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
De Augusto geralmente procrastinava a tarde. Doze luas voltaste. Tua primogénita - diz-se -
Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
Rangia nos trilhos a muitas praias de distância... [águas-marinhas.
Dizíamos: "Ê-vem meu pai!". Quando a curva
Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de
Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)

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(*) Semovente: "Que ou o que anda ou se move por si E sai de vez em quando, na forma de palavrões. A medicina
próprio." ajuda a entender isso. Veja o caso da síndrome de Tourette.
(**) Marraio: "No gude e noutros jogos, palavra que dá, a Essa doença acomete pessoas que sofreram danos no
quem primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar." gânglio basal, a parte do cérebro cuja função é manter o
(***) Provecto: "Que conhece muito um assunto ou uma sistema Iímbico comportado. E os palavrões saem como se
ciência, experiente, versado, mestre". fossem tiques nervosos na forma de palavras.

(Dicionário Eletrônico Houaiss) Mas você não precisa ter lesão nenhuma para se
descontrolar de vez em quando, claro. Justamente por não
Partiste um dia / Para um brasil além, garimpeiro sem medo
pensar, quando essa parte animal do cérebro fala, ela
e sem mácula. O emprego da palavra brasil com inicial
consegue traduzir certas emoções com uma intensidade
minúscula, no poema de Vinicius, tem a seguinte
inigualável.
justificativa:
Os palavrões, por esse ponto de vista, são poesia no sentido
mais profundo da palavra. Duvida? Então pense em uma
a. O eu-poemático se serve da inicial minúscula para palavra forte. Paixão, por exemplo. Ela tem substância, sim,
menosprezar o país. mas está longe de transmitir toda a carga emocional da
paixão propriamente dita. Mas com um grande e gordo p.q.p.
b. Empregar um nome próprio com inicial minúscula era
a história é outra. Ele vai direto ao ponto, transmite a
comum entre os modernistas.
emoção do sistema Iímbico de quem fala diretamente para o
c. O eu-poemático emprega "brasil" como metáfora de de quem ouve. Por isso mesmo, alguns pesquisadores
"paraíso", onde crê estar a alma de seu pai consideram o palavrão até mais sofisticado que a linguagem
d. O emprego da inicial maiúscula em nomes de países é comum.
facultativo. (www.super.abril.com.br/revista/. Adaptado.)
e. Na acepção em que é empregada no texto, a palavra No texto, o substantivo "palavrão", ainda que se mostre
"brasil" é um substantivo comum. flexionado em grau, não reporta a ideia de tamanho. Tal
emprego também se verifica em:
6. UNIFESP 2009 a. Durante a pesquisa, foi colocada uma "gotícula" do ácido
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: para se definir a reação.

A CIÊNCIA DO PALAVRÃO b. Na casa dos sete anões, Branca de Neve encontrou sete
minúsculas "caminhas".
Por que diabos m... é palavrão? Aliás, por que a palavra
diabos, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: c. Para cortar gastos, resolveu confeccionar "livrinhos" que
você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, cabem nos bolsos.
xingou-a de algo como fllha da..., mesmo sabendo que a dita d. Não estava satisfeita com aquele "empreguinho" sem
nem mãe tem. graça e sem perspectivas.

Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que e. Teve um "carrinho" de dois lugares, depois um carro de
o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a cinco e, hoje, um de sete.
desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras
sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro.
7. UFSM 2007
Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente
ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o "Os mensaleiros, os sanguessugas, os corruptos de todas as
neocórtex, os palavrões moram nos porões da cabeça. Mais grandezas continuam aí, expondo suas 'caras-de-pau'
exatamente no sistema Iímbico. Nossa parte animal fica lá. envernizadas, afrontando os que pensam e agem
honestamente. Tudo isso, entretanto, não é motivo para

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anular o voto ou votar em branco" Janeiro com a família, ele veio também, e teve o seu quarto
ao fundo da chácara. Um dia, reinando outra vez febres em
(Sergio Blattes, "Diário de santa Maria", 03 de agosto de
Itaguaí, disse- lhe meu pai que fosse ver a nossa 1
2006)
escravatura. 9 José Dias deixou-se estar calado, suspirou e
Assinale a frase em que os substantivos compostos também acabou confessando que não era médico. 10 Tomara este
estão flexionados corretamente. título para ajudar a propaganda da nova escola, e não o fez
sem estudar muito e muito; mas a consciência não lhe
a. As autoridades desconsideraram os abaixos-assinados
permitia aceitar mais doentes.
dos cirurgiões- dentistas.
- Mas, você curou das outras vezes.
b. Os vice-diretores foram chamados pelos alto-falantes. - Creio que sim; o mais acertado, porém, é dizer que foram
os remédios indicados nos livros. Eles, sim, eles, abaixo de
c. Trouxe-lhe um ramalhete com sempre-vivas e
Deus. Eu era um charlatão... Não negue; os motivos do meu
amor-perfeitos.
procedimento podiam ser e eram dignos; a homeopatia é a
d. Alguns populares ouviram os bate-bocas entre os verdade, e, para servir à verdade, menti; mas é tempo de
guardas-costas do Presidente. restabelecer tudo.
e. Alguns boias-frias comiam pés-de-moleques. Não foi despedido, como pedia então; meu pai já não podia
dispensá-lo. Tinha o dom de se fazer aceito e necessário;
dava-se por falta dele, como de pessoa da família.
8. UFV 2000 Quando meu pai morreu, a dor que o pungiu foi enorme,
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: disseram-me; 2 não me lembra. Minha mãe 3 ficou-lhe muito
grata, e não consentiu que ele deixasse o quarto da chácara;
Aqui carnavalizada é a gramática, na conhecida obra de ao sétimo dia, depois da missa, ele foi despedir-se dela.
Mendes Fradique, Grammatica Portugueza pelo Methodo - Fique, José Dias.
Confuso, vindo a lume em 1927 e de onde transcrevemos - Obedeço, minha senhora.
fragmentos do texto, tendo o cuidado de atualizar a grafia. Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e
"O substantivo varia segundo o grau, dando uma ideia de quatro palavras de louvor.
aumento no AUMENTATIVO; de diminuição no DIMINUTIVO Copiou as palavras, encaixilhou-as e pendurou-as no quarto,
[...]. AUMENTATIVO se forma com a terminação inho [...]; por cima da cama.
DIMINUTIVO se forma com a terminação ão". A 8 "Esta é a melhor apólice", dizia ele muita vez. Com o
exemplificação que completa a doutrina carnavalizada do tempo, adquiriu certa autoridade na família, 4 certa
autor foi quebrada por um exemplo, que é nosso, em: audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar
obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas nem
a. aumentativo: moinho - mó grande. tudo é ótimo neste mundo. 12 E não lhe suponhas alma
b. diminutivo: pedrinha - pedra pequena. subalterna; as cortesias que 5 fizesse vinham antes do
cálculo que da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário
c. diminutivo: cartão - carta pequena.
das pessoas que enxovalham depressa o vestido novo, ele
d. diminutivo: limão - lima pequena (e azeda). trazia o velho escovado e liso, cerzido, abotoado, de uma
elegância pobre e modesta. 6Era lido, posto que de atropelo,
e. aumentativo: fossinho - fossa grande (nasal).
o bastante para divertir ao serão e à sobremesa, ou explicar
algum fenômeno, falar dos efeitos do calor e do frio, dos
9. FGV 2009 polos e de Robespierre. Contava muita vez uma viagem que
fizera à Europa, e confessava que 7 a não sermos nós, já
Texto 1
teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, 11 mas a
Voltou dali a duas semanas, aceitou casa e comida sem nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo.
outro estipêndio, salvo o que quisessem dar por festas. - Abaixo ou acima? Perguntou-lhe tio Cosme um dia.
Quando meu pai foi eleito deputado e veio para o Rio de - Abaixo, repetiu José Dias cheio de veneração. E minha

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mãe, que era religiosa, gostou de ver que ele punha Deus no sociedade coloca à disposição da 2Justiça e das polícias. É
devido lugar, e sorriu aprovando. José Dias agradeceu de preciso montar polícias e 11justiças paralelas, que usem as
cabeça. Minha mãe dava-lhe de quando em quando alguns mesmas armas e recursos imorais dos criminosos.
cobres. Tio Cosme, que era advogado, confiava-lhe a cópia
5 "Angel" e seus vampiros permitem várias interpretações.
de papéis de autos.
Uma delas é simples: o combate ao crime já não é tarefa
Machado de Assis. Dom Casmurro. Em para homens comuns. Os criminosos estão cada vez mais
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/content/view/full/1429. sofisticados. São seres mutantes. 5Juízes e policiais
Acesso em 08/09/08 comuns, por mais bem preparados que estejam, não dão
conta do recado.
Na referência 1 do excerto, escravatura é exemplo de
recurso de estilo em que: 6 A série é 10lixo e não tem a menor importância. O
problema é na vida real, quando as empresas acham normal
a. A palavra expressa oposição.
buscar formas de convivência com o 4narcotráfico. Quando o
b. A concordância é feita com a ideia de que a palavra Estado acha normal que o 6crime organizado
expressa e não com a sua forma gramatical. monte banquinhas de apostas no meio das calçadas. E
quando o 12sistema penitenciário ajuda a organização dos
c. Se toma o substantivo abstrato pelo concreto.
presos para evitar rebeliões.
d. Se muda a construção sintática no meio do enunciado.
7 Pensando bem, não 15há por que se espantar com
e. Se utiliza do exagero para evidenciar uma ideia. "Angel" e similares se as deformações que procuram
legitimar fazem parte do nosso cotidiano.
10. UFSM 2002 (Folha de São Paulo, 9 de março de 2001 .)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

MARCELO BERABA
Analise os segmentos a seguir, observando as palavras
Desejo de matar identificadas através de números.

- "[...] eliminando ...VAMPIROS (1)... maus"

1 RIO DE JANEIRO - A TV Globo estreou mais uma série - "[...] o herói ...VAMPIRO (2)... conta com a ...AJUDA (3)...
importada que enaltece os 3grupos de 14extermínio. Esta de três pessoas"
agora chama-se "Angel" e conta a história de um vampiro
- "[...] o sistema penitenciário ...AJUDA (4)... a organização
bom que sai pela cidade eliminando vampiros maus. Para
dos presos"
isso, o herói vampiro conta com a ajuda de três pessoas,
uma delas 7delegada de polícia. - "[...] usem as mesmas armas e recursos imorais dos
...CRIMINOSOS (5)..."
2 Parece que esta série é apenas um 9tapa-buraco na
programação da emissora, que nem fez muito alarde com o - "[...] Os ...CRIMINOSOS (6)... estão cada vez mais
filme. Mas não é a primeira vez que a TV explora o tema. sofisticados"
Teve uma, "Justiça Cega", em que um juiz, inconformado
com as amarras da Iei, fazia justiça com as próprias mãos.
É correto afirmar que
3 O justiceiro passava o dia de toga examinando processos
e à noite montava numa moto e saía matando os 8bandidos a. 1 e 2 pertencem à mesma classe.
que tinha sido obrigado a inocentar por falta de provas.
b. 3 e 4 são verbos.
4 A mensagem desses filmes é sempre a mesma. Não é c. 5 e 6 pertencem à mesma classe.
13
possível combater o 1crime com os instrumentos que a
d. 1 qualifica um substantivo.

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e. 6 é um adjetivo. desigual da 14sua qualidade5. Entre matronas sentimentais,
Neruda parece quase naufragar sob o peso de sua
popularidade. Mas sempre volta a emergir, triunfante e
11. UNIFESP 2014
definitivo, de toda leitura de boa-fé.
Casimiro de Abreu pertence à geração dos poetas que Adaptado de: ESTENSSORO, Hugo. Bravo, v. 7, nº 82, p.
morreram prematuramente, na casa dos vinte anos, como 65, jul. 2004.
Álvares de Azevedo e outros, acometidos do “mal”
Se o substantivo LEITORES (ref. 16) fosse passado para o
byroniano. Sua poesia, reflexo autobiográfico dos transes,
singular, quantas outras mudanças na frase "Mas quase
imaginários e verídicos, que lhe agitaram a curta existência,
todos os leitores mais exigentes preferem outros poetas,
centra-se em dois temas fundamentais: a saudade e o
enquanto os mais fiéis nerudistas admiram
lirismo amoroso. Graças a tal fundo de juvenilidade e
incondicionalmente o pior de uma vasta obra muito desigual
timidez, sua poesia saudosista guarda um não sei quê de
na sua qualidade" (ref. 4) seriam necessárias?
infantil.
(Massaud Moisés. A literatura brasileira através dos textos, a. Duas.
2004. Adaptado.)
b. Quatro.
Os substantivos do texto derivados pelo mesmo processo de
c. Seis.
formação de palavras são:
d. Sete.
a. juvenilidade e timidez.
e. Oito.
b. geração e byroniano.

c. reflexo e imaginários.
13. CEFET 2007
d. prematuramente e autobiográfico.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
e. saudade e infantil.
QUEM É O CRIMINOSO?

"Outro dia, durante uma conversa despretensiosa, um dos


12. UFRGS 2005
líderes da Central Única de Favela (Cufa), entidade surgida
O PROBLEMA NERUDA no Rio de Janeiro para representar os favelados do país,
7 descrevia uma cena que presenciou durante anos a fio em
Há cem anos nasceu o poeta mais popular de língua
sua vida: 'É o bacana da Zona Sul estacionar seu Mitsubishi
espanhola, 6com uma obra cuja força lírica supera todos os
no pé do morro e comprar cocaína de um garotinho de 12
seus defeitos.
anos'. Em seguida, fez uma pergunta perturbadora: 'Quem é
Sem dúvida, 8há um "problema Pablo Neruda". 2Foi 11o
o criminoso? O bacana da Zona Sul ou o garoto de 12
outro grande poeta chileno, 10seu contemporâneo Nicanor
anos?'. E deu a resposta: 'Para vocês, o garoto de 12 anos
Parra (depois de passar 1toda uma longa vida injustamente à
tem de ser preso porque ele é um traficante de drogas. Para
sombra de 13Neruda), quem 12o formulou com maliciosa
nós, tem de prender o bacana da Zona Sul porque ele está
concisão: "Existem duas maneiras de refutar Neruda: uma é
aliciando menores para o crime'. Não resta dúvida de que a
não lê-lo; a outra, lê-lo de má-fé. Tenho praticado as duas,
9 situação retrata um dilema poderoso: de um lado, tem-se
mas nenhuma deu resultado". A frase de Parra descreve o
uma vítima do vício induzida ao crime de comprar drogas e,
dilema de várias gerações de leitores. 3Ninguém duvida, ou
de outro, tem-se uma vítima da pobreza e da desigualdade
nega seriamente, que Neruda, cujo centenário de 5
induzida ao crime de vendê-las. Na cegueira legal em que
nascimento se comemora no dia 12 deste mês, seja um
vivemos, a solução é simples: prendem-se vendedor e
grande poeta - dos maiores do século 20. 4Mas quase todos
comprador.
os 16leitores mais exigentes preferem outros poetas,
enquanto os mais fiéis nerudistas admiram (...)
incondicionalmente o pior de uma 15vasta obra muito

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Começa agora a surgir uma alternativa mais realista com a como sedimentos 19em volta da própria, chegando à data de
intenção do governo federal de implantar a chamada por volta de 40 miI anos 16antes do presente. 22Hoje, o sítio
1
'política de redução de danos'. Ou seja: em vez de punir os arqueológico das Américas mais antigo cujas datas são
3
usuários, tratando-os como criminosos, passa-se a aceitas pelos cientistas é Monte Verde, no extremo suI do
encará-los como doentes e atendê-los de modo a reduzir os Chile, com seus 12, 5 mil anos. 21Poucos pesquisadores
riscos a que estão 4expostos - como a overdose, aids, 20
põem em dúvida a ideia de que os primeiros americanos
hepatite e outras doenças. É mais realista porque 6a cruzaram o estreito de Bering, vindos do extremo nordeste
repressão do uso de drogas é uma política da Ásia, para chegar ao Novo Mundo.
bem-intencionada, na qual se pretende a purificação pela via
"Novas rotas de migração 3que expliquem a existência
da punição, mas que tem se mostrado sistematicamente
desses sítios mais antigos precisam ser consideradas.
falha. A ideia brasileira - já em uso em outros países, e não
Nossos achados reforçam a teoria 4de que 10esses primeiros
apenas na Holanda - é um pedaço de bom senso e
colonos tenham vindo pela água, usando a rota da costa do
humildade. 2Encarar um viciado como doente é um enfoque
Pacífico", disse González em comunicado.
justo e generoso"
"Nunca se deve dar a conhecer um achado tão importante
André Petry. Revista VEJA, 24 de novembro de 2004, p. 50.
numa entrevista coletiva", critica o antropologo argentino
No último período do 1°. parágrafo do texto, há Rolando González-José, do Centro Nacional Patagônico.
12
___ substantivos? O pesquisador já chegou a estudar os antigos mexicanos
junto com a arqueóloga, 7mas teve "divergências
a. 5
inconciliáveis" com ela. 13"Uma data de 40 mil anos não
b. 6 necessariamente leva a modelos alternativos do
povoamento, 23muito menos recorrendo a rotas
c. 2
transpacílicas", diz.
d. 4
Adaptado de: LOPES, Reinaldo José. Folha de S. Paulo, 6
e. 3 jul. 2005, p. A 16.

14. UFRGS 2006


Considere as seguintes afirmações sobre referentes de
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
segmentos do texto.
5
Se escapar do 8bombardeio 1ao qual está sendo submetido,
11
I - O substantivo BOMBARDEIO (ref. 8) refere-se às
um achado divulgado 14anteontem por pesquisadores do
frequentes chuvas de cinza vulcânica que atingem o achado.
Reino Unido poderá mudar a história da ocupação humana
da América. Segundo eles, pegadas de pessoas II - O substantivo MARCA (ref. 9) refere-se essencialmente a
descobertas no centro do México teriam 40 miI anos - pegadas de crianças.
6
embora os registros mais antigos de presença humana no
III - A expressão "esses primeiros colonos" (ref. 10) refere-se
continente não ultrapassem 2os 13 mil anos.
aos migrantes que deixaram suas pegadas no centro do
A equipe, liderada pela 17geoarqueóloga mexicana Silvia México.
González, achou os rastros 18na beira de um antigo lago
assolado por chuvas de cinza vulcânica. Imagina-se que,
15
depois de um desses episódios, um grupo de pessoas Quais estão corretas?
(entre as quais crianças, a julgar pelas dimensões das
a. Apenas I.
pegadas) teria caminhado sobre a cinza, deixando sua
9 b. Apenas II.
marca.

Usando uma série de métodos diferentes, o grupo britânico c. Apenas III.


datou fósseis de animais no mesmo nível da pegada, assim

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d. Apenas I e II. b. "trazia-o amimado, asseado, enfeitado".

e. Apenas II e III. c. "gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou


perseguir lagartixas".

15. UDESC 1996 d. "papel de rei, ministro, general".

Examine as afirmativas a seguir. e. "tinha garbo (...), e gravidade, certa magnificência".

I- 'Deus, anjo, fada e alma' são substantivos concretos, pois


representam entidades que subsistem por si mesmas. 17. FUVEST 1998

II- 'Chefe, cônjuge, testemunha e vítima' são substantivos Segundo a ONU, os subsídios dos ricos prejudicam o
comuns de dois gêneros. Terceiro Mundo de várias formas: 1. mantêm baixos os
preços internacionais, desvalorizando as exportações dos
Estão CORRETAS as afirmativas: países pobres; 2. excluem os pobres de vender para os
a. somente I mercados ricos; 3. expõem os produtores pobres à
concorrência de produtos mais baratos em seus próprios
b. somente II países.
c. I e II
Folha de S. Paulo, 02 nov. 1997, E-12.
d. N.D.A

Neste texto, as palavras sublinhadas rico e pobre pertencem


16. FUVEST 2004
a diferentes classes de palavras, conforme o grupo sintático
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: em que estão inseridas. Obedecendo à ordem em que
aparecem no texto, em cada ocorrência sublinhada, as
Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca
palavras rico e pobre são usadas, respectivamente, como
em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso,
inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de a. adjetivo, adjetivo, adjetivo e adjetivo.
toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu,
b. adjetivo, adjetivo, substantivo e adjetivo.
adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com
um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a c. adjetivo, substantivo, adjetivo e substantivo.
escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas
d. substantivo, adjetivo, substantivo e adjetivo.
nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente
arruar, à toa, como dous peraltas sem emprego. E de e. substantivo, substantivo, adjetivo e substantivo.
imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de
imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos 18. UEMS 2006
nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei,
ministro, general, uma supremacia, qualquer que fosse. Infinito Particular
Tinha garbo o traquinas, e gravidade, certa magnificência
nas atitudes, nos meneios. Quem diria que... Suspendamos 1 - Eis o melhor e o pior de mim
a pena; não adiantemos os sucessos. Vamos de um salto a O meu termômetro, o meu quilate
1822, data da nossa independência política, e do meu Vem, cara, me retrate
primeiro cativeiro pessoal. Não é impossível
(Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas) 5 - Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
A enumeração de substantivos expressa gradação Eu sou daqui e não sou de Marte
ascendente em: Vem, cara, me repara
a. "menino mais gracioso, inventivo e travesso". Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim

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10 - Só não se perca ao entrar Mais recentemente, o surgimento dos telefones celulares
No meu infinito particular alterou a maneira de usarmos o próprio telefone. O celular
Em alguns instantes apresenta inúmeras vantagens. A mais óbvia delas é a
Sou pequenina e também gigante portabilidade, que permite a comunicação sem que seja
Vem, cara, se declara necessário estar fixo a um lugar. Podemos levar o celular e
15 - O mundo é portátil utilizá-lo, a qualquer momento, em diferentes lugares. Com
Pra quem não tem nada a esconder aparelhos celulares mais modernos é possível até mesmo
Olha minha cara realizar operações bastante sofisticadas, que não eram
É só mistério, não tem segredo sequer imaginadas quando utilizávamos só o telefone fixo
Vem cá, não tenha medo tradicional. Por exemplo: o desenvolvimento de uma nova
20 - A água é potável tecnologia já permite que, através de um mapa exibido no
Daqui você pode beber visor do celular, seja possível aos pais saber a localização
Só não se perca ao entrar de seus filhos...
No meu infinito particular

O computador é mais uma dessas muitas invenções


Assinale a alternativa correta:
tecnológicas e, atualmente, ocupa cada vez mais lugar de
a. “Melhor” e “pior” são vocábulos substantivados no texto. destaque nas práticas cotidianas. Essa máquina é hoje
utilizada como meio de transmissão tanto de mensagens
b. A construção verbal de “Infinito particular” ancorase no
escritas e orais como de imagens estáticas (fotografias) e
modo subjuntivo.
em movimento (vídeos). O computador criou a possibilidade
c. “Pequenina” e “gigante” são dois advérbios de de comunicação escrita entre duas pessoas (e-mail,
intensidade. bate-papo), ou entre várias pessoas (fóruns, espaços
d. Os verbos, sem exceção, encontram-se no modo abertos para a conversação). Esses diversos tipos de
imperativo. interação podem ocorrer simultaneamente (como nas
conversas telefônicas) ou pode existir um espaço de tempo
e. As formas verbais do modo imperativo referem-se a um entre a produção do texto e sua leitura.
“tu” – segunda pessoa do singular do caso reto.
BRAGA, Denise B.; RICARTE, Ivan L. M. Letramento e tecnologia.
Cefiel/IEL/Unicamp, 2005- 2010, p. 20-21. [Adaptado]
19. UFSC 2013

Tecnologia e comunicação

Considere os trechos abaixo, extraídos do texto.


Em relação à comunicação, cada invenção tecnológica que
surge tem um forte impacto nas práticas cotidianas e no
relacionamento humano. Pensemos, por exemplo, no efeito
I. “Mais recentemente, o surgimento dos telefones celulares
da criação e da popularização do telefone sobre o ato de
alterou a maneira de usarmos o próprio telefone. O celular
escrever cartas. Depois de Graham Bell ter inventado o
apresenta inúmeras vantagens.”
telefone, as pessoas passaram a escrever cada vez menos
cartas e a usar cada vez mais o telefone para comunicações
cotidianas. É raro, hoje em dia, alguém escrever uma carta
II. “É raro, hoje em dia, alguém escrever uma carta para um
para um amigo de outra cidade para perguntar quais são as
amigo de outra cidade para perguntar quais são as
novidades. É preferível falar com esse amigo por telefone
novidades.“
por alguns minutos.

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III. “Com aparelhos celulares mais modernos é possível até Folha de São Paulo, 11 abr. 2014.
mesmo realizar operações bastante sofisticadas, que não
eram sequer imaginadas quando utilizávamos só o telefone
fixo tradicional.” Nessa entrevista, ao elucidar o sentido dos versos de sua
canção, o músico Djavan refere-se ao advérbio. Do ponto de
vista morfológico, essa explicação

a. está adequada, pois, no contexto em que foi empregado,


Assinale a alternativa CORRETA. o termo “Chile” modifica o sentido do verbo “falar”,
acrescentando-lhe uma circunstância.
a. Em II, nas duas ocorrências sublinhadas, “para” é
preposição que introduz uma informação de finalidade. b. contém uma imprecisão, pois, no contexto da canção, ao
vir acompanhado pelo artigo indefinido “um”, o vocábulo
b. Em III, “até mesmo” e “só” dão ideia de inclusão.
“Chile” assume a função de substantivo.
c. Em III, “que” introduz uma oração subordinada que
c. é pertinente, pois a função dos advérbios e das palavras
funciona como objeto direto do verbo “realizar”.
denotativas é conferir subjetividade ao texto, como ocorre na
d. Em III, a palavra “sequer” está grafada erradamente; o construção de figuras de linguagem como a metáfora.
correto seria “se quer”.
d. apresenta falhas, pois, levando em conta o contexto da
e. Em I, “celulares” e “celular” estão funcionando, canção, a palavra representa um adjetivo que caracteriza a
respectivamente, como adjetivo e substantivo. relação amorosa mencionada nos versos.

e. é inadequada, pois, no contexto da canção, equivale a


20. UFAM 2009 um numeral, classe gramatical que expressa quantidade.

Assinale a opção em que todos os substantivos são


sobrecomuns: 22. IME 2016

a. mártir, selvagem, artista Texto 2

b. cônjuge, vítima, criança CONSUMIDORES COM MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO


QUESTIONAM A VERDADE QUE LHES É VENDIDA
c. algoz, jornalista, cliente

d. testemunha, pianista, órfão Ênio Rodrigo

e. criatura, pessoa, consorte

Se você é mulher, talvez já tenha observado com mais


21. INSPER 2015 atenção como a publicidade de produtos de beleza,
especialmente os voltados a tratamentos de
Folha de S. Paulo: Em "Pecado", canção de "Rua dos
rejuvenescimento, usualmente possuem novíssimos
Amores", você canta "Mesmo que o amor avance /perde-se
"componentes anti-idade" e "micro-cápsulas" que ajudam "a
em nuance/quase um Chile inteiro /quando você fala, fala,
sua pele a ter mais firmeza em oito dias", por exemplo, ou
fala". O que é o Chile neste caso?
mesmo que determinados organismos "vivos" (mesmo
Djavan: Usei o Chile como advérbio de quantidade. São depois de envazados, transportados e acondicionados em
ousadias, não tenho satisfação a dar a ninguém. O Chile é prateleiras com pouco controle de temperatura) fervilham
aquela coisa comprida. É uma metáfora interessante. É aos milhões dentro de um vasilhame esperando para serem
preciso que você tenha alma para senti-la ou não. As ingeridos ajudando a regular sua flora intestinal. Homens,
pessoas da mídia têm que parar de achar que isso me crianças, e todo tipo de público também não estão fora do
atinge. alcance desse discurso que utiliza um recurso cada vez mais
presente na publicidade: a ciência e a tecnologia como

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argumento de venda. qualidade ou garantia. Ele cita o caso dos chamados
produtos "verdes", associados a determinadas
características com viés ecológico ou produtos que precisam
Silvania Sousa do Nascimento, doutora em didática da de algum tipo de "auditoria" para comprovarem seu discurso.
ciência e tecnologia pela Universidade Paris VI e professora "Na mídia, a ciência entra como mecanismo de validação,
da Faculdade de Educação da Universidade Federal de criando uma marca de avanço tecnológico, mesmo que por
Minas Gerais (UFMG), enxerga nesse processo um pouquíssimo tempo", finaliza Silvania.
resquício da visão positivista, na qual a ciência pode ser
entendida como verdade absoluta. "A visão de que a ciência
é a baliza ética da verdade e o mito do cientista como gênio O fascínio por determinados temas científicos segue a lógica
criador é amplamente difundida, mas entra, cada vez mais, da saturação do termo, ou seja, ecoar algo que já esteja
em atrito com a realidade, principalmente em uma sociedade exercendo certo fascínio na sociedade. "O interesse do
informacional, como ( 1 ) nossa", acrescenta. público muda bastante e a publicidade se aproveita desses
temas que estão na mídia para recriá-los a partir de um jogo
de sedução com a linguagem" diz Cristina Bruzzo,
Para entender esse processo numa sociedade pautada na pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade
dinâmica da informação, Ricardo Cavallini, consultor Estadual de Campinas (Unicamp) e que acompanhou ( 5 )
corporativo e autor do livro O marketing depois de amanhã apropriação da imagem da molécula de DNA pelas mídias
(Universo dos Livros, 2007), afirma que, primeiramente, (inclusive publicidade). "A imagem do DNA, por exemplo, foi
devemos repensar a noção de público específico ou senso acrescida de diversos sentidos, que não o sentido original
comum. "Essas categorizações estão sendo postas de lado. para a ciência, e transformado em discurso de venda de
A publicidade contemporânea trata com pessoas e elas têm diversos produtos", diz.
cada vez mais acesso ( 2 ) informação e é assim que vejo a
comunicação: com fronteiras menos marcadas e deixando
de lado o paradigma de que o público é passivo", acredita. Onde estão os dados comprovando as afirmações
Silvania concorda e diz que a sociedade começa ( 3 ) científicas, no entanto? De acordo com Eduardo Corrêa, do
perceber que a verdade suprema é estanque, não condiz Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária
com o dia-a-dia. "Ao se depararem com uma informação, as (Conar) os anúncios, antes de serem veiculados com
pessoas começam a pesquisar e isso as aproxima do fazer qualquer informação de cunho científico, devem trazer os
científico, ou seja, de que a verdade é questionável", registros de comprovação das pesquisas em órgãos
enfatiza. competentes. Segundo ele, o Conar não tem o papel de
avalizar metodologias ou resultados, o que fica a cargo do
Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância
Para a professora da UFMG, isso cria o "jornalista contínuo", Sanitária (Anvisa) ou outros órgãos. "O consumidor pode
um indivíduo que põe a verdade à prova o tempo todo. "A pedir uma revisão ou confirmação científica dos dados
noção de ciência atual é a de verdade em construção, ou apresentados, contudo em 99% dos casos esses certificados
seja, de que determinados produtos ou processos são garantia de qualidade. Se surgirem dúvidas, quanto a
imediatamente anteriores à ação atual, são defasados". dados numéricos de pesquisas de opinião pública, temos
analistas no Conar que podem dar seus pareceres",
esclarece Corrêa. Mesmo assim, de acordo com ele, os
Cavallini considera que ( 4 ) três linhas de pensamento processos investigatórios são raríssimos.
possíveis que poderiam explicar a utilização do recurso da
RODRIGO, Enio. Ciência e cultura na publicidade. Disponível em: .Acesso em
imagem científica para vender: a quantidade de informação
22/04/2015.
que a ciência pode agregar a um produto; o quanto essa
informação pode ser usada como diferencial na concorrência
entre produtos similares; e a ciência como um selo de

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TEXTO 4 O mulato, de Aluísio Azevedo, é considerado a obra inicial
PSICOLOGIA DE UM VENCIDO do Naturalismo brasileiro. O fragmento a seguir é referência
Augusto dos Anjos
para responder à questão.

[...]
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
O padre Diogo, pois era dele a outra voz, não tivera tempo
Monstro de escuridão e rutilância,
de fugir e caíra, trêmulo, aos pés de José. Quando este
Sofro, desde a epigênese da infância,
largou das mãos a traidora, para se apossar do outro,
A influência má dos signos do zodíaco.
reparou que a tinha estrangulado. Ficou perplexo e tolhido
Profundissimamente hipocondríaco,
de assombro. Houve então um silêncio ansioso. Ouvia-se o
Este ambiente me causa repugnância...
resfolegar dos dois homens. A situação dificultava-se; mas o
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
vigário, recuperando o sangue-frio, ergueu-se, concertou as
Que se escapa da boca de um cardíaco.
roupas e, apontando para o corpo da amante, disse com
Já o verme — este operário das ruínas —
firmeza:
Que o sangue podre das carnificinas
— Matou-a! Você é um criminoso!
Come, e à vida em geral declara guerra,
— Cachorro! E tu?! Tu serás porventura menos criminoso do
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
que eu?
E há de deixar-me apenas os cabelos,
— Perante as leis, decerto!, porque você nunca poderá
Na frialdade inorgânica da terra!
provar a minha suposta culpa e, se tentasse fazê-lo, a
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. vergonha do fato recairia toda sobre a sua própria cabeça.
[...]
O assassino ficou aterrado e abaixou a cabeça.
Marque a opção em que a respectiva substituição dos
— Vamos lá!... disse o padre afinal, sorrindo e batendo no
termos destacados não prejudicaria o sentido encontrado no
ombro do português. Tudo neste mundo se pode arranjar,
contexto dado.
com a divina ajuda de Deus... só para a morte não há
remédio! Se quiser, a defunta será sepultada com todas as
I - Silvania (…) enxerga nesse processo um resquício da formalidades civis e religiosas... [...]
visão positivista, na qual a ciência pode ser entendida como
verdade absoluta. (texto 2, 2º parágrafo)
AZEVEDO, A. O mulato. São Paulo: Saraiva, 2010.
II - “ (…) é assim que vejo a comunicação: com fronteiras
menos marcadas e deixando de lado o paradigma de que o "Hipálage é uma figura de linguagem que consiste em se
público é passivo" (texto 2, 3º parágrafo) associar um adjetivo a um substantivo que não é, do ponto
de vista lógico, o seu determinado correspondente."
III - Silvania concorda e diz que (…) a verdade suprema é
estanque. (…) Texto 2, 3º parágrafo) HENRIQUES, C. C. Estilística e discurso. Rio de Janeiro: EDUERJ , 2011.

IV - Monstro de escuridão e rutilância, (texto 4, verso 2) Essa figura ocorre no seguinte trecho:

a. excesso – modelo – relevante – fluorescência; a. "— Matou-a! Você é um criminoso!"

b. resto – arquétipo – absoluta – trevas; b. "Ficou perplexo e tolhido de assombro."

c. vestígio – modelo – importante – trevas; c. "Tu serás porventura menos criminoso do que eu?"

d. vestígio – modelo – absoluta – fluorescência d. "Tudo neste mundo se pode arranjar, com a divina ajuda
de Deus..."
e. excesso – arquétipo – máxima – fluorescência.
e. "Houve então um silêncio ansioso. Ouvia-se o resfolegar
dos dois homens."
23. UEMA 2013

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24. FGV-SP 2011 Assinale a opção em que houve erro na passagem de um
dos substantivos para o plural:
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia. a. abelhas-mestras, tias-avós
Que dor de coração me dava
b. guarda-civis, guarda-roupas
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala c. sempre-vivas, amores-perfeitos
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
d. tico-ticos, reco-recos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão. e. todo-poderosos, mata-borrões
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…
– O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira 27. UNEMAT 2010
namorada.
Observe os vocábulos: esmagrecer, desintoxicação, nascido,
(Manuel Bandeira. Libertinagem e Estrela da manhã.) infraestrutura, contemporizar.

Sobre os vocábulos, é incorreto afirmar.


Sobre os diminutivos presentes no texto, pode-se inferir que a. "Desintoxicação" é um substantivo formado por afixos que
a. “limpinhos” e “porquinho(-da-índia)” são substantivos que significa retirar o efeito de um veneno.
exemplificam o padrão básico do diminutivo. b. "Nascido" é uma flexão do verbo nascer no particípio e
b. “ternurinhas” e “bichinho” aludem à ideia física de pode funcionar como substantivo numa sentença.
tamanho, típica da formação do diminutivo. c. "Infraestrutura" atende, do ponto de vista ortográfico, ao
c. “limpinhos” e “ternurinhas” revelam características do último acordo.
emprego estilístico-afetivo do diminutivo d. "Esmagrecer" é verbo no modo infinitivo.
d. “bichinho” e “porquinho(-da-índia)” se formam a partir de e. "Contemporizar" significa ser transigente e flexível.
adjetivos e substantivos abstratos.

e. “ternurinhas” e “bichinho” representam formações de uso 28. UEG 2004


pejorativo, na língua portuguesa atual.
Leia atentamente o texto abaixo.

25. UFPR 2015

Há vários exemplos de substantivos que são usados como — Nem eu te digo outra coisa. É difícil, come tempo, muito
adjetivos. Os termos grifados das frases que seguem são tempo, leva anos, paciência, trabalho e felizes os que
exemplos disso, COM EXCEÇÃO DE: chegam a entrar na terra prometida! Os que lá não
penetram, engole-os a obscuridade. Mas os que triunfam! E
a. Ela arranjou um namorado gato. tu triunfarás, crê-me. Verás cair as muralhas de Jericó ao
b. Tenho um colega mala. som das trompas sagradas. Só então poderás dizer que está
fixado. Começa nesse dia a tua fase de ornamento
c. Ela sempre tem uma palavra amiga.
indispensável, de figura obrigada, de rótulo. Acabou a
d. Precisa ser muito homem para comprar essa briga. necessidade de farejar ocasiões, comissões, irmandades;
elas virão ter contigo, com seu ar pesadão e cru de
e. Ele tem um ar paternal.
substantivos desajetivados, e tu serás o adjetivo dessas
orações opacas, o odorífero das flores, o anilado dos céus, o
26. UFAM 2009 prestimoso dos cidadãos, o noticioso e suculento dos
relatórios. E ser isso é ser o principal, porque o adjetivo é a

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alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O
substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do
GABARITO: 1) c, 2) d, 3) e, 4) c, 5) e, 6) d, 7) b, 8) b, 9) c,
vocabulário.
10) c, 11) a, 12) b, 13) d, 14) c, 15) d, 16) e, 17) d, 18) a, 19)
ASSIS, Machado de. Teoria do medalhão. In: –.Contos. São Paulo: FTD. e, 20) b, 21) b, 22) d, 23) e, 24) c, 25) e, 26) b, 27) d, 28) d,
2002.

O trecho acima foi retirado do conto “Teoria do medalhão”,


cujo enredo consiste em o pai ensinar ao filho, que completa
21 anos, como tornar-se um medalhão.

Com base nesse trecho, julgue as proposições a seguir.

I. A afirmação de que o adjetivo “é a alma do idioma, a sua


porção idealista e metafísica” mostra a refinada e recorrente
ironia machadiana, uma vez que o apreço pelos adjetivos é
comum aos escritores românticos e não a Machado de
Assis, cuja característica peculiar é justamente um estilo
sóbrio e conciso, livre de ornamentos e excessos de
adjetivos.

II. Considerando-se as metáforas do adjetivo e do


substantivo, exploradas no texto como um modo de ser,
percebe-se o propósito do pai de aconselhar o filho a cultivar
valores da aparência, se se considerar que, na maioria das
vezes, o adjetivo tem valor acessório numa oração.

III. Os adjetivos sublinhados no trecho são um exemplo do


virtuosismo estilístico e técnico do autor, uma vez que,
embora tenham o sentido de adjetivos, estão aí empregados
com a função de substantivos e, dessa forma, são termos
principais, ornamentos indispensáveis.

IV. No trecho, as metáforas “substantivos desajetivados” e


“orações opacas” dizem respeito aos referentes “o odorífero
das flores, o anilado dos céus, o prestimoso dos cidadãos, o
noticioso e suculento dos relatórios.”

Assinale a alternativa CORRETA:

a. Apenas as proposições I e II são verdadeiras.

b. Apenas as proposições I e III são verdadeiras.

c. As proposições I, II e IV são verdadeiras.

d. As proposições I, II e III são verdadeiras.

e. As proposições II, III e IV são verdadeiras.

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