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ADICIONAL: VALE 0,5 TRAZER P PROXIMA AULA

EXEMPLO DE TÍTULO DE CRÉDITO PREENCHIDO,


ESCREVENDO EMBAIXO SUAS CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS.
OU
TRAZER UM ENSAIO DE UMA PÁGINA FALANDO SOBRE “DESMATERIALIZAÇÃO DOS TÍTULOS DE
CRÉDITO”/ “VIRTUALIZAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO”
Prova valendo 8,00
Trabalho em grupos vale 2,00
Elaborar minuta de contrato empresarial complexo.
Grupos de 5 pessoas

Teoria Geral do Direito Cambiário


1.0 TÍTULOS DE CREDITO
É um documento que traz uma obrigação credito.
Título -> disciplina jurídica -> forma. Visa a circulação de dinheiro e a negociabilidade. Facilitando
as trocas financeiras.
Crédito reside na relação de confiança do devedor e nas garantias exercido por ele (garantias
pessoais + garantias reais
Garantias pessoais - fiança, aval.
Garantias reais -> penhor, hipoteca
A fim de garantir a segurança do título, permite-se uma cobrança em juízo.
1.1 Conceituação de títulos de credito
Título de crédito é o documento necessário para o exercício do direito LITERAL e AUTONOMO nele
mencionado.
Art. 887. O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele
contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei.
Ulhôa: Os títulos de crédito são documentos representativos de obrigações pecuniárias. Não se
confundem com a própria obrigação, mas se distinguem dela na exata medida em que a
REPRESENTAM.
A doutrina costuma dizer que os títulos de crédito são dotados de dois atributos especiais:
negociabilidade (facilidade na circulação/negociação do crédito) e executividade (maior
efetividade e celeridade na cobrança do crédito).

Princípios dos títulos de crédito


2.1. PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE (PRINCÍPIO DA INCORPORAÇÃO, “DOCUMENTOS
DISPOSITIVOS”)
Cartularidade vem do latim “chartula”, que significa pequeno papel. O princípio da cartularidade
impõe que o crédito (obrigação pecuniária) deva estar materializado (REPRESENTADO) em um
documento (TÍTULO).
Por conta disso, para a transferência do crédito é imprescindível a transferência do título
(tradição), porquanto não há que se falar em exigibilidade do crédito sem a apresentação do
documento.
Não se pode exercer o direito do crédito mesmo como cópias autenticadas, somente com a
apresentação do título ORIGINAL.
CC Art. 887. O título de crédito, documento necessário ao exercício do
direito literal e autônomo nele contido, somente produz efeito
quando preencha os requisitos da lei.
Quem tem a posse do documento é presumidamente considerado o credor da obrigação nele
representada, exatamente pelo princípio da cartularidade, podendo, quando do inadimplemento,
executá-lo judicialmente, uma vez que os títulos de crédito são considerados pela lei processual
como títulos executivos extrajudiciais (CPC/2015, art. 784, I).
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: I - a letra de câmbio, a
nota promissória, a duplicata, a debênture (tipo de ações das
sociedades anônimas) e o cheque;
Como decorrência da cartularidade, a execução só é possível mediante a apresentação do
documento original que representa o crédito na peça inicial da ação. Sequer se admite a cópia
xerográfica.
Exceção ao princípio:
Lei de Duplicatas (Lei 5.474/68), art. 13, §1º. Lei 5.474/68 Art. 13, § 1º Por
falta de aceite, de devolução ou de pagamento, o protesto será tirado,
conforme o caso, mediante apresentação da duplicata, da triplicata (2ª via
da duplicata), ou, ainda, por simples indicações do portador, na falta de
devolução do título.
Por não existir a figura do documento, da cártula, do papel, diz-se que a cartularidade é mitigada.
Há uma relativização do princípio.
- Não é necessário apresentar o documento.
- O aceitante é o devedor da duplicata.
Outra exceção ao princípio constitui-se da des
2.1.2 DESMATERIALIZAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDTIO
O princípio da carturalidade vem sendo relativizado em razão dos modernos títulos de créditos
eletrônicos ou virtuais, expressamente previstos no art. 889, §3º do
CC. CC Art. 889. Deve o título de crédito conter a data da emissão, a
indicação precisa dos direitos que confere, e a assinatura do emitente.
§ 1o É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento.
§ 2o Considera-se lugar de emissão e de pagamento, quando não indicado
no título, o domicílio do emitente.
§ 3o O título poderá ser emitido a partir dos caracteres criados em
computador ou meio técnico equivalente e que constem da escrituração do
emitente, observados os requisitos mínimos previstos neste artigo.
Nesses casos, por não existir a figura do documento; da cártula, do papel, diz-se que a
cartularidade é mitigada.
2.2 PRINCÍPIO DA LITERALIDADE
“Só vale o que está no título”
Pelo princípio da literalidade só tem eficácia para o direito cambiário o que está literalmente
constando (ESCRITO) do título de crédito (da cártula).
CC Art. 887. O título de crédito, documento necessário ao exercício do
direito LITERAL e autônomo nele contido, somente produz efeito
quando preencha os requisitos da lei.
Segundo esse princípio, pode-se dizer que “O que não está no título não está no mundo cambiário”.
Um aval constituído fora da nota promissória, por exemplo, não produzirá os efeitos do aval,
podendo, no máximo, produzir efeitos na órbita do direito civil como fiança.
Objetivo da literalidade: assegurar certeza quanto à natureza, ao conteúdo e à modalidade de
prestação prometida ou ordenada.
2.3. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA
Os vícios do negócio original não maculam o título.
Pelo princípio da autonomia as relações jurídico-cambiais representadas por um título são
autônomas e independentes entre si. Uma relação não depende da outra.
Ou seja, um eventual vício em uma das relações representadas pelo título de crédito não tem o
condão de comprometer a validade ou eficácia das demais.
“Se o comprador de um bem a prazo emite nota promissória em favor do vendedor e este paga
sua dívida, perante terceiro, transferindo a este o crédito representado pela nota promissória, em
sendo restituído o bem, por vício redibitório, ao vendedor, não se livrará o comprador de honrar o
título no seu vencimento junto ao terceiro portador. Deverá, ao contrário, pagá-lo e, em seguida,
demandar ressarcimento perante o vendedor do negócio frustrado”. (Fábio Ulhôa Coelho).
Exemplo: Tício (devedor) emite uma nota promissória para Caio, como pagamento de uma casa.
Caio transfere (endossa) a nota para Mévio, como pagamento de um iate. Verifica-se que Tício é
incapaz, ou seja, sua relação com Caio é inválida (Tício não poderia ter emitido um título).
Entretanto, isso não invalida a relação de Caio com Mévio (compra do iate), que é autônoma e
independente em relação à obrigação inválida. Mévio pode tranquilamente cobrar de Caio, pois
quando ele endossou o título, se transformou em codevedor (ver abaixo endosso).

2.3.1.
A Vício no
negócio B Cheque
continua valído C
Subprincípio da abstração
Por este subprincípio, com a circulação, o título de crédito se DESVINCULA do negócio jurídico que
lhe deu origem. Deste modo, o que autoriza a ação de execução é EXCLUSIVAMENTE o título e
não a obrigação que o gerou.
2.3.2. Subprincípio da inoponibilidade de exceções pessoais a terceiros de boa-fé
Trata-se de uma garantia daquele que recebe um título como pagamento de ter seu crédito
satisfeito pelo devedor. Assim, não é dado ao devedor primário do título opor defesas processuais
contra outrem que não seja aquele a quem emitiu o título.
Exemplo: Caio vende celular para Renato. Renato paga com nota promissória (500 reais) com
vencimento em 30/11/2015. Caio (credor da venda do celular) transfere a nota para Maria por
meio de endosso, como instrumento de compra de uma bicicleta. Na data do vencimento, Maria
vai atrás do Renato cobrando.
Suponhamos que o celular estivesse com um vício. O Renato não pode opor esse vício em face do
terceiro de boa-fé (Maria) para não pagar a dívida, como poderia fazer em face do Caio, credor
primitivo (em eventuais embargos à execução). Ao contrário, Renato deverá pagar o crédito à
Maria, e posteriormente demandar ressarcimento em face do Caio.
Essa é mais uma decorrência da autonomia. É uma garantia de pagamento daquele que recebe um
título de crédito. Se não houvesse essa garantia, ninguém se arriscaria a receber um título de
crédito como pagamento.
2.4 CONCLUSÃO
Com efeito, existe todo um aparato jurídico armado (o regime jurídico-cambial) que garante ao
comerciante credor receber com segurança valor constante num título que lhe tenha sido
transferido. Vejamos:
1) Aquela pessoa que lhe transfere o título (o seu devedor) não poderá cobrá-lo mais
(PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE);
2) Todas as relações jurídicas que poderão interferir com o crédito adquirido são apenas
aquelas que constam, expressamente, do título e nenhuma outra (PRINCÍPIO DA
LITERALIDADE);
3) Nenhuma exceção pertinente à relação da qual ele não tenha participado terá eficácia
jurídica quando da cobrança do título (PRINCÍPIO DA AUTONOMIA, INOPONIBILIDADE
CONTRA TERCEIROS, ABSTRAÇÃO).
Tendo, então, todas estas garantias, o comerciante se sentirá seguro em receber, em pagamento
de seu crédito, um título de responsabilidade de um desconhecido. Desta forma, o direito protege
o próprio crédito comercial e possibilita a sua circulação com mais facilidade e segurança,
contribuindo para o desenvolvimento da atividade comercial. Trata-se de exemplo de
determinação jurídica do modo de produção (Ulhôa).
3.0 SOLIDARIEDADE NOS TÍTULOS DE CRÉDITO
Difere da solidariedade aplicada no direito civil.
SISTEMA DE REGRESSIVIDADE
Devedor principal Codevedor
Aceitante Endossantes
Emitente Avalistas
Sacado

4. CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO


4.1 QUANTO AO MODELO
4.1.1 MODELO LIVRE
É o título que não tem padronização definida em lei, podendo adotar qualquer forma, desde que
obedecidos os REQUISITOS legais. Exemplo: Letra de câmbio. Nota promissória, que pode ser
feita em qualquer pedaço de papel.
4.1.2 MODELO VINCULADO
É o título que tem padronização definida em lei. Exemplo: Duplicata mercantil e cheque.
4.2 QUANTO À ESTRUTURA: ORDEM DE PAGAMENTO OU PROMESSA DE PAGAMENTO.
4.2.1 ORDEM de pagamento
Um sujeito dá uma ordem para que interposta pessoa efetue o pagamento a um terceiro
beneficiário. Existem, aqui, TRÊS (03) figuras distintas:
1) O Sujeito que dá a ordem de pagamento, sacador; correntista.
2) O Sujeito que recebe a ordem (destinatário da ordem), sacado; banco.
3) O beneficiário/tomador da ordem. Aquele que vai ao caixa descontar o cheque.
Exemplo: duplicata; letra de câmbio; cheque.
4.2.2 PROMESSA de pagamento
O próprio devedor se compromete a pagar determinado valor ao beneficiário. DUAS (02) figuras:
1) Promitente; (“sacador/sacado”).
2) Tomador/beneficiário (aquele que vai ao caixa descontar).
Exemplo: nota promissória
4.3. QUANTO À SUA CIRCULAÇÃO (DUAS CLASSIFICAÇÕES)
4.3.1. Classificação clássica/tradicional: ao portador ou nominativo
1) Título ao portador: É aquele que NÃO identifica o beneficiário/credor, portanto transferível
por mera tradição.
2) Título nominativo: É aquele que IDENTIFICA o beneficiário, portanto sua transferência
pressupõe, além da tradição, a ocorrência de outro ato jurídico.

4.3.2. Classificação moderna (CC/2002): ao portador, nominativo e nominal


1) Título ao portador: Não identifica o beneficiário, transferível por tradição (CC, art. 904). Art.
904. A transferência de título AO PORTADOR se faz por simples tradição.
2) Título nominativo: Tem acepção diversa da classificação tradicional. É título nominativo o
emitido em favor de pessoa cujo nome conste no registro do emitente (art. 921 do CC).
O nome do credor não está no título (como na classificação acima), mas sim no registro do
emitente. Essa regra do Código Civil teria aplicação aos títulos que viessem a surgir após 2002. Na
prática, não tem qualquer aplicação. Esse título nominativo pode circular por termo ou endosso.
Art. 921. É título NOMINATIVO o emitido em favor de pessoa cujo nome
conste no registro do emitente.
3) Nominal (à ordem): É o título nominativo à ordem da classificação tradicional, transferível por
meio de endosso.
Não à ordem -> até circula, mas como CESSÃO DE CRÉDITO.
Ou seja, entre A e B, funciona como TÍTULO DE CRÉDITO, a partir de B para C, circulará somente
como CESSÃO DE CRÉDITO.
O título poderá ir até varias pessoas até que alguém o transforme em não à ordem, nesse
momento em diante o título circulará como cessão de crédito.

5. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
Depende do título de crédito:
1) Letra de câmbio e nota promissória  Dec. 57.663/66 (Lei Uniforme de Genebra - LUG).
2) Duplicata  Lei 5.474/68.
3) Cheque  Lei 7.357/85.

E o CC/2002 não é aplicável, visto que tem um capítulo ESPECÍFICO sobre isso? O art. 903 do CC
define essa questão:
Art. 903. Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os títulos
de crédito pelo disposto neste Código.
Ou seja, a aplicação do CC é SUBSIDIÁRIA.

CONTRATOS EMPRESARIAIS
1) FONTE DE OBRIGAÇÕES
A) LEI
B) ATO ILÍCITO
C) ATO JURÍDICO STRICTO SENSU -> Difere dos negócios jurídicos, já que não escolhe os
efeitos. Ex.: adoção
D) NEGÓCIOS JURÍDICOS
A) Unilaterais: escolho os efeitos, ex.: promessa de recompensa e o título ao portador.
B) Bilaterais: contratos. Efeito pode ser simples (envolvimento patrimonial/obrigacional
de um só) ou sinalagmático (envolve patrimônio de dois, ex.: compra e venda)

2) Classificação / tipos
A) “Simplesmente cíveis” – não envolvem empresários
B) Consumeristas – CDC - hipossuficiência do consumidor.
C) Trabalhistas – assimetria
D) Administrativos – envolvem a administração pública.
E) CONTRATOS EMPRESARIAIS
Nos contratos empresarias, pelo menos um dos polos deve ser uma sociedade empresária.

3) PRINCÍPIOS DOS CONTRATOS EMPRESARIAIS


3.1 AUTONOMIA DA VONTADE
3.2 FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS
“ Cláusula Geral” = ordem pública
Além da função econômica = interesses extracontratuais ou metaindividuais, meio
ambiente, criar empregos, aumentar tributos, etc..
Interesses individuais – uma vez que o princípio protege também a dignidade da pessoa
humana.
3.3 BOA-FÉ OBJETIVA
-> Probidade
-> Regra de conduta = homem médio
Função Interpretativa ->
Função Supletiva -> deveres implícitos.
Função corretiva -> serve de parâmetro
3.4 CONSENSUALISMO
Basta o consentimento, sem formalismo, salvo se estiver previsto em lei.
3.5 PACTA SUNT SERVANDA
Contrato faz lei entre as partes. Mitigado.

TEORIA DA IMPREVISÃO
Onerosidade excessiva. Exceção à Rebus Sic Stantibus
STJ: alteração da moeda/economia é previsível, fato inerente à atividade econômica.
Princípio do equilíbrio econômico
Princípio da relatividade dos efeitos do contrato.

Contrato empresarial Contratos cíveis


Os contratos são comerciais (mercantis ou O contrato é civil se nenhum dos contratantes
empresariais) se as duas partes são é legalmente pessoa jurídica de direito
empresariais, isto é, exploram atividade público, empresário, emprega ou consumidor.
econômica organizada para a produção ou
circulação de bens ou serviços”.
Contrato empresarial “Stricto Sensu”
1) APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AOS CONTRATOS EMPRESÁRIOS
Duas hipóteses:
1. Se um dos empresários contratantes é 2. Se um dos empresários está, em relação ao
consumidor; outro, em situação de vulnerabilidade
(regime relacional). análoga à dos contraentes
(ex.: contratos de “adesão” por empresários –
economia de massa).

A vulnerabilidade, diferente do consumidor, não é presumida, deve ser provada pela empresa
que pretende aplicação do CDC;
Não há no CDC diferença entre bens de consumo (consumer goods) e bens de produção (capital
goods);
Cabe caracterizar a “natureza jurídica” dos atos de insumo:
Se o bem ou serviço é insumo da atividade empresarial, incorporando-se na atividade econômica
do adquirente, não se trata de relação de consumo;
Para Ulhoa Coelho, se o bem ou serviço não for indispensável ao desenvolvimento da atividade
econômica, pode ser aplicado o CDC;

COMPRA E VENDA EMPRESARIAL


No direito privado brasileiro, a compra e venda pode ser civil, ou ao consumidor. Entre os da
primeira espécie, encontra-se a compra e venda mercantil. Para ser mercantil:
1) Comprado e vendedor devem ser empresários;
2) A coisa objeto de contrato deve ser uma mercadoria;
3) Negocio deve se inserir na atividade empresarial de circulação de bens;
Das várias propostas e contrapropostas, dessas tratativas não decorrem obrigações pré-
contratuais.
O custo da negociação corre a cargo de cada um dos negociantes.
“A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que as partes
acordem (acordo de vontades) no objeto e no preço”.
Forma, via de regra, consensual, livre.
MODALIDADES
Venda em consignação – empresário recebe mercadoria em depósito, e, após um prazo fixado,
paga as que conseguir revender, devolvendo as restantes.
Venda de coisa móvel
Amostra ( a coisa em pequena quantidade
Protótipo o primeiro exemplar
Modelo – a reprodução gráfica, contendo descrição integral
VENDA DE IMÓVEL
Ad mensuram (venda por metragem): preço é implícita ou explicitamente determinado pela área
do imóvel (precisa e determinante);
Ad corpus : o imóvel é certo e determiando

CLÁUSULAS Especiais no CC/02


PACTO DE MELHOR COMPRADOR: possível desfazimento de compra e venda de imóveis caso
aparecer, em certo prazo, melhor proposta.
PACTO COMISSÓRIO: Cláusula de resolução do contrato se até certa data não houver pagamento
do preço
RETROVENDA
Bens imóveis. Vendedor reserva o direito de recobrar a coisa no prazo decadencial máximo de 3
anos, restituindo preço e despesa s do comprador
VENDA A CONTENTO
Sujeita a condição (suspensiva) de o adquirente manifestar seu agrado (art. 509). Aperfeiçoa-se o
contrato com a manifestação (arbitrária e pessoal) do comprador, sem possível contestação do
vendedor
VENDA SUJEITA A PROVA
Condição suspensiva de o comprador experimentá-la para comprovar que a coisa tem as
qualidades asseguradas pelo vendedor (art. 510).
PREEMPÇÃO OU PREFERENCIA
Cláusula especial para compra e venda de móveis ou imóveis em que o comprador, na
eventualidade de venda ou dação em pagamento da coisa, obriga-se, por certo prazo, a notificar
o vendedor a exercer o direito de prelação (ou preferencia) na aquisição do bem, em igualdade
de condições com terceiro.
É contratual, difere da preempção legal (retrocessão) do art. 519;
VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO
O vendedor, em cláusula escrita, reserva para si a propriedade de coisa móvel infungível objeto
da alienação, até que o preço seja inteiramente pago; é condição suspensiva.
VENDA SOBRE DOCUMENTOS
Tradição simbólica: a tradição
CONTRATO DE FORNECIMENTO
SUB ESPECIE DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA
Será aquele do qual decorrem obrigações periódicas ou continuadas, fornecidas por uma parte
contra o pagamento do preço avençado a ser efetivado pela outra.
O vendedor se compromete a fornecer mercadorias, e o comprador a recebe-las

CLAUSULAS DE CUSTOS EM CONTRATOS INTERNACIONAIS


A Câmara de comércio internacional criou os intercons, 11 siglas que representam as cláusulas
mais utilizadas
COMPRA E VENDA DE EMPRESAS
Tem por objeto a participação societária (quotas da sociedade limitada ou ações em S.A’s) em
percentual suficiente para transferir o controle para o comprador.
Preocupação (de ambas as partes) refere-se às informações reservadas e estratégicas.
Fase preliminar
Acesso do potencial comprador a informações genéricas, em geral públicas. Assumem obrigações
de confidencialidade mas sem obrigação de contratar.
Fase de auditoria
Acesso a informações reservadas, mas não às estratégicas; Possibilidade de conhecer melhor a
realidade e o risco da empresa; não há o contrato nem pré-contrato ainda;
Fase negocial
Discussão do preço, condições de pagamento,....; sem vinculação.
Fechamento
Pode ser pré-contrato em vista de condição resolutiva pendente, como a aprovação da operação
pelo CADE;
HEDGING ou HEDGE
Hedge significa proteção. As operações de hedge são realizadas por empresas e investidores que
desejam se proteger dos riscos das oscilações de preços. Não se trata de um “tipo” de contrato,
mas de uma operação econômica relacionada a contratos empresariais;
O hedge surgiu da necessidade de um produtor manter um preço fixo para vender seu produto.
Além disso, havia também a necessidade dos comerciante em obter um preço fixo para comprar
produtos.