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Apontamentos DZOGCHEN 2

por Jackson Peterson


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Quarta-feira, 8 de agosto de 2018 às 19:09 UTC-03
O mestre zen, Suzuki Roshi escreveu: “Fazer algo, viver em cada momento, significa ser a
atividade temporal de Buda. Sentar-se assim é ser o próprio Buda, ser como o Buda
histórico era. O mesmo se aplica a tudo que fazemos. Tudo é atividade de Buda. Então faça
o que fizer, ou mesmo se você deixar de fazer alguma coisa, Buda está nessa atividade.
Porque as pessoas não têm tal compreensão de Buda, elas acham que o que elas fazem é a
coisa mais importante, sem saberem quem realmente está fazendo isso. As pessoas
pensam que estão fazendo várias coisas, mas na verdade o Buda está fazendo tudo.”
--Jackson Peterson
Quarta-feira, 8 de agosto de 2018 às 19:02 UTC-03
A visão No Dzogchen, fica perfeitamente claro, na consciência direta e não-conceitual, que
você é sempre e unicamente um Buda (Xiva) plenamente iluminado, existindo num puro
Reino de Buda (Xiva). Seu corpo já é um corpo de luz. Nunca foi de outra forma. Isso é
verdade para todos. Os ÚNICOS obstáculos para ver isso, são os "pensamentos" fictícios,
acreditados e devaneios que afirmam o contrário. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 8 de agosto de 2018 às 18:28 UTC-03
Suzuki Roshi: “A grande mente em que devemos confiar não é algo que você possa
experienciar objetivamente. É algo que está sempre com você, sempre junto de você. Seus
olhos estão em você, por isso você não pode ver seus olhos e seus olhos não podem ver a si
mesmos. Os olhos só vêem coisas externas, coisas objetivas. Se você refletir sobre si
mesmo, esse eu não é mais seu verdadeiro eu. Você não pode se projetar como algo
objetivo a se pensar. A mente que está sempre do seu lado não é apenas a sua mente, é a
mente universal, sempre a mesma, não é diferente de outra mente. É a mente zen. É
grandessíssima mente. Essa mente é tudo o que você vê.“ Via JP
Quarta-feira, 8 de agosto de 2018 às 18:14 UTC-03
Alguns dizem que "posso estar presente à presença do eu egóico sem que isso me afete".
O problema é, o que diz isso é apenas outro nível de senso de eu egóico, observando outro
nível de senso de eu egóico.
Sexta, 3 de agosto de 2018 às 18:58 UTC-03
A visão No Dzogchen, fica perfeitamente claro, na consciência direta e não-conceitual, que
você é sempre e unicamente um Buda plenamente iluminado, existindo num puro Reino de
Buda. Seu corpo já é um corpo de luz. Nunca foi de outra forma. Isso é verdade para todos.
Os ÚNICOS obstáculos para ver isso, são os "pensamentos" fictícios, acreditados e
devaneios que afirmam o contrário. --Jackson Peterson
Sexta, 3 de agosto de 2018 às 18:48 UTC-03
A Mente Pensante A “mente pensante” é a mente que assume que você é um corpo físico
precisando de cálculos, estratégias, análises, planos e tomadas de decisão, tudo em nome
de sobreviver, procriar, evitar ser devorado, ferido ou morto, e procurar um ninho
protegido. Se você é esse corpo físico, então a mente pensante é muito benéfica. Se você
não é esse corpo físico, então que uso tem a “mente pensante”? - Jackson Peterson
Quarta-feira, 1 de agosto de 2018 às 07:19 UTC-03
Dzogchen significa a Grande Perfeição Pouquíssimos seguidores de Dzogchen entendem
sua mensagem mais essencial: Tudo é sempre, já perfeito, não importa como os eventos se
desdobram de momento a momento e o que quer que alguém faça ou não faça, são
também os movimentos perfeitos da Grande Perfeição. Entender a realidade de qualquer
outra forma, proíbe o relaxamento total desde o surgimento. Dzogchen “trekchod” instrui
a deixar TODOS os aspectos do corpo, energia, mente e também do mundo exatamente
"como são". Não deve haver tentativa de melhorar ou purificar ou transformar ou renunciar
a qualquer modo de comportamento, ação, estados mentais e emocionais ou
relacionamentos. Tudo é sempre a perfeição totalmente realizada. A perfeição não vem no
futuro. Nenhum esforço é necessário porque tudo já é perfeito. Todos os esforços
disciplinados em práticas de meditação e esforços para transformar o estado mental
devem ser abandonados. Todos eles são apenas mais neurose, apegos egóicos e desejos. O
contentamento total e o relaxamento são o resultado de desistir de tentar mudar, manter
ou melhorar qualquer aspecto da condição de sua própria vida; enquanto reconhece a
perfeição absoluta de cada momento, conquanto apareça. --Jackson Peterson
Terça-feira, 31 de julho de 2018 às 20:48 UTC-03
Lama Anam Thubten: "Veja. Quem está procurando por iluminação? Se trouxermos
consciência em nossa mente agora, vemos que é o mesmo “eu” que procura por tudo.
Quem está procurando por fama? Quem está procurando por prazer? Quem está
procurando uma maneira de chegar à verdade? É o mesmo "eu". O "eu" que busca a
iluminação é o mesmo "eu". Esse "eu" às vezes é muito sagrado e às vezes extremamente
desagradável. Você vê, esse "eu" tem um grande armário cheio de todos os tipos de
máscaras. Há máscaras de ser santo e máscaras de ser bastante sinistro. O "eu" que quer
torcer o pescoço de alguém é o mesmo "eu" que busca a iluminação. Você vê, é tudo o
negócio do "eu". Não há "eu" bom. Não há "eu" ruim. Há apenas um "eu" e é rotulado ego.
O ego é uma construção mental, uma invenção. Não tem nada a ver com quem realmente
somos. Via JP
Domingo, 29 de julho de 2018 às 17:45 UTC-03
Rigpa é um Estado de Existir Rigpa não é algo que flutua. É um estado permanente de
"existir". É a sua consciência existente neste momento. É o contexto vazio no qual todos os
seus conteúdos são sabidos. Nenhum outro estado pode “tornar-se” o que é “existir” por
padrão. --Jackson Peterson
Domingo, 29 de julho de 2018 às 17:33 UTC-03
Rigpa nunca é cônscia DE pensamentos, emoções, sofrimentos, sensações, identidades,
percepções, seres, corpos ou objetos; porque rigpa não-dual. --Jackson Peterson
Domingo, 29 de julho de 2018 às 17:27 UTC-03
“É importante lembrar que o que parece estar “fora”(externo) é na verdade um fenômeno
que surge “na” consciência. A experiência é não-dual; sujeito e objeto surgem juntos. Eles
são divididos em eu interno e objeto externo apenas conceitualmente — a luz não é
realmente dividida dentro ou fora. Na realidade, ambos os polos da dualidade são
fenômenos vazios e luminosos que surgem dentro da natureza da mente.” Mestre Bon
Dzogchen, Tenzin Wangyal Via JP
Domingo, 29 de julho de 2018 às 17:17 UTC-03
“O espaço é a base de tudo, a realidade fundamental. Geralmente pensamos na terra como
representação de fundamento, e isso acontece enquanto acreditamos sermos uma coisa
separada de tudo o mais. Na dualidade, a terra é a base, o espaço é a ausência de base. Mas
no Dzogchen, o espaço é a base. O praticante fundido com o espaço é mais fundamentado
do que a terra porque ele ou ela é o espaço em que a terra existe; é mais confortável que a
água porque o espaço não tem obstruções; é mais flexível que o ar porque o ar não pode ir
a lugar nenhum que o espaço já não está; é mais criativo que o fogo porque o espaço dá
origem ao fogo. O espaço é o que realmente somos. Mestre Bon Dzogchen, Tenzin
Wangyal Via JP
Domingo, 29 de julho de 2018 às 17:06 UTC-03
Longchenpa explica como "Apresentar a Consciência Rigpa" aos estudantes de Dzogchen. -
Jackson Peterson
Domingo, 29 de julho de 2018 às 06:45 UTC-03
Mestre Dzogchen, Tenzin Wangyal: “A prática do Dzogchen pode ser resumida assim:
Reconheça a consciência inata não-dual (o espaço interno puro), dissolva toda a identidade
nela e permaneça sem distração.” “O praticante não deve mais se identificar com o que
surge na experiência — incluindo o sujeito ("mim" euíco) e, em vez disso, permanece como
a natureza vazia da mente. Todos os fenômenos são deixados surgir e cessar sem apego ou
rejeição, sem um sujeito (mim) constituído em resposta à experiência. O praticante
permanece no espaço puro. “Permanecer no espaço” significa ser o espaço vazio-
consciente, reconhecer a consciência não-dual inata e dissolver a identidade nela.” Via JP
https://youtu.be/yjKLFcIBR-s
Sábado, 28 de julho de 2018 às 21:14 UTC-03
A única e simples causa de sofrimento e confusão, acreditar nos pensamentos, pensar e
conceitualizar. Quando a mente está livre de todos os pensamentos, pensar e
conceitualizar, o Êxtase Natural de Existir surge espontaneamente. --Jackson Peterson
Domingo, 22 de julho de 2018 às 20:54 UTC-03
Há apenas o uno Absoluto, incorporando-se a todos os pensamentos, sentimentos,
percepções, identidades e ações; não há outro! --Jackson Peterson
Sexta, 20 de julho de 2018 às 20:42 UTC-03
O Eu por trás do "eu" Na maioria dos textos antigos do Dzogchen, o Eu por trás do "eu" é
chamado de "Eu sem-eu" e "Grande Eu" (Dagnyid Chenpo). Esse Eu "sem-eu" não é
autoconsciente de sua própria Consciência. É como um espaço vazio que não tem fixação
sobre si mesmo de nenhuma forma. Suzuki Roshi se referiu a isso como a "Grande Mente" e
a "pequena mente". Todas as tradições místicas falam desse "Eu sem-eu" como uma
articulação de seu próprio meio cultural. Os Hindus falam de Brahman, os Budistas da
Mente Búdica, os Dzogchenpas falam de Samantabhadra e Rigpa, os Xivaístas falam de
Xiva, os Sufis falam de Alá, os místicos Judeus falam de D'us, os místicos Cristãos falam de
Deus, os Taoistas falam sobre o Tao, os Nativos Americanos falam do Grande Espírito...
todos os místicos estão falando sobre uma experiência que só é conhecida quando a auto-
identidade ilusória desaparece. Frequentemente, depois que a Natureza Verdadeira sem-
eu é conhecida diretamente, a mente dualista recomeça e molda a experiência mística da
Totalidade como uma espécie de eu, mas de proporções cósmicas. A mente egóica sempre
gera noções de entidades e identidades individuais, como sujeitos e objetos; como acredita
que seja. Esse processo egóico é chamado de "reificação". O budismo, em um esforço para
evitar isso, muitas vezes equivoca-se ao despojar a Consciência completamente desnuda de
qualquer inteligência inerente. Esta é uma extrema incompreensão dos "ensinamentos da
vaziez" budistas. Afinal, que consciência deve permanecer para entender sua própria
vaziez? Todos os aspectos do universo têm propriedades intrínsecas de uma inteligência
auto-organizada. Isso realmente não pode ser refutado. Deus, Natureza Búdica ou o Tao,
não é uma inteligência externa ou força agindo “sobre” as energias cósmicas, mas é ela
mesma aquelas energias cósmicas. O universo inteiro é uma Inteligência auto-organizada,
evoluindo em tipos de consciência que podem conhecer sua própria natureza; a partir de
uma infinidade de perspectivas conscientes. No entanto, qualquer ponto de vista, é sempre
uma perspectiva limitada que nunca pode encapsular ou capturar o Todo através de sua
lente estreita. O que quer que façamos, é sempre um movimento dessa inteligência
universal incorporada em toda ação e como toda ação. Nenhum indivíduo está dirigindo
suas vidas. A vida é um desdobramento de movimentos do Todo singular. Não é que haja
certo e errado ou ações boas e más; há apenas movimentos do Todo singular; o "Todo
Bom". Não é incrível como essa Inteligência auto-organizada evolui para sua miríade de
inteligências corporificadas? É como pegar uma tigela cheia de água, pedra e sujeira; e a
guardar no armário por alguns bilhões de anos e tirando a tigela de novo se descobre que a
sujeira, a água e a pedra se transformaram em bilhões de humanos, animais e plantas,
muito parecido em encontrar mofo crescendo em pão velho deixado em uma caixa de pão.
Ninguém "fez" as pessoas e as criaturas, elas apenas evoluíram de acordo com os atributos
inteligentes e auto-organizados de seus elementos naturais. Essa "inteligência" universal
em e COMO todas as criaturas conscientes, tem a capacidade de conhecer a natureza dessa
inteligência, independente de sua criatividade energética. Essa é a dimensão interna dessa
consciência auto-organizada e inteligente, que os místicos têm explorado. Somente de
dentro deste reino da Inteligência Universal podem os segredos mais profundos serem
conhecidos. A sabedoria permanece secreta apenas porque ninguém existe para desvendá-
la e conhecê-la. Quanto mais “você” se aproxima, mais "você" desaparece. Quando,
finalmente, nesse ponto de chegar à verdade última, nenhum eu resta para conhecê-la. Via
Jackson Peterson
Sábado, 14 de julho de 2018 às 09:49 UTC-03
Um Breve Estudo do Kunje Gyalpo Tantra Nossa melhor fonte para entender o Dzogchen
real e original é ler o tantra raiz do Dzogchen; o Kunje Gyalpo. Vamos explorar alguns dos
principais tópicos e princípios do Dzogchen, conforme explicado neste importante tantra
do Dzogchen: As citações postadas aqui são dos capítulos 1-6 do tantra, que tem 84
capítulos no total. Espero trabalhar com todos os 84 capítulos de maneira semelhante,
oferecendo uma oportunidade para discutir e fazer perguntas sobre minhas citações
selecionadas. Estou selecionando citações da excelente tradução deste tantra por Jim
Valby. O tantra começa com o “Rei Criador de Tudo”, Kunje Gyalpo, ensinando sobre sua
natureza, origem e sobre ser a única e só fonte de TODOS os seres e fenômenos de todos
os tipos, animados, inanimados e mentais. Precisamos entender que nosso verdadeiro eu,
chamado em Dzogchen; "O Grande Eu" (Dagnyid Chenpo) é a nossa verdadeira identidade.
Não é o "mim" egoico que se sente como um eu causador, mas que não é. Nossa verdadeira
identidade é um Buda totalmente iluminado, em Dzogchen chamado Kunje Gyalpo, "O Rei
Criador de Tudo". Ele está transmitindo sua mais elevada sabedoria para sua própria
emanação da Mente, Sattvavajra: “Então, da essência do estado que habita no total e único
thigle, Sattvavajra se manifesta com radiância vívida e uma mente alegre diante do Rei
Criador de Tudo, Presença Perfeita Pura. Então o Rei Criador de Tudo, Presença Perfeita
Pura, falou com Sattvavajra: "Sattvavajra! Maravilhoso! Mente Alegre! Maravilhoso!
Esplendor Vívido! Maravilhoso! Você Manifesto de Mim! Maravilhoso!" “Mahasattva, seu
estado também existe como uma emanação da minha natureza.” Assim ele falou.” Isto é
como muitos outros ensinamentos místicos, como de Plotino, onde o último “Tudo Bom”
manifesta sua primeira emanação de sabedoria como Nous, o Intelecto primordial. Na
Cabalá, esta primeira emanação é chamada de “chokma”, Sabedoria. Para os budistas
Nyingma, esta seria a primeira emanação surgindo do Dharmakaya como a divindade da
sabedoria do Sambhogakaya, Sattvavajra. Este é você como a divindade que se situa no
meio da projeção da mandala do universo e de todos os seres. Você e a mandala estão
surgindo do ponto central interno e adimensional, sua matriz criativa como a Presença
Pura do "Rei Criador de Tudo", Kunje Gyalpo. “Então Sattvavajra questionou o Rei Criador
de Tudo, Presença Perfeita Pura: “Ei! Você, o Rei Criador de Tudo, Presença Perfeita Pura, é
a totalidade primordial. Todos os fenômenos, como professores, ensinamentos, retiros e
assim por diante, são criados por você, o criador. Por causa disso, todos os fenômenos,
como aparecem, se manifestam como criações de você, o criador.” “Não existe outro
criador além de mim, o Rei Criador de Tudo, o Criador. Não existe nenhum criador da
condição real que não seja eu. Nenhum outro criador além de mim produz os três kayas. Os
grupos de comitivas não são produzidos por ninguém além de mim. Ninguém além de mim
produz as condições dos ensinamentos ”. “Vou explicar minha essência para você,
Sattvavajra. Minha essência tem três aspectos. Minha essência é Presença Perfeita Pura. A
essência de "Puro" é que a condição real das três Perfeições é pura. A essência de 'Perfeito'
é que esses três tipos de Perfeições intencionais permeiam tudo, da mesma forma que o
espaço (permeia tudo). A essência de "Presença" é que todas as manifestações incessantes
são o Rei Criador de Tudo. Todas as criações são criadas dentro da Presença Perfeita Pura.
"Assim ele falou". Este espaço interno da Consciência Pura é explicado: “Seu ser é Presença
Perfeita Pura. Seu lugar reside na dimensão da condição real. Sua clareza brilha no espaço
de rigpa. Sua pervasividade permeia todas as dimensões e seres. Seu surgimento surge em
todos os seres e suas experiências. Não tem características explicáveis e concretas. Não é
um objeto percebido. Não é uma percepção comunicada em palavras. A Fonte não surge de
uma causa e transcende todos os rótulos verbais.” “Se você quiser entender
definitivamente esse estado, o exemplo é o espaço, o significado é a condição real não-
nascida, e os sinais são a própria Presença incessante (energias dela). A condição real
espacial é apontada com o exemplo do espaço. “ “Assim, nenhum fenômeno do universo de
fenômenos animados e inanimados não habita no reino do espaço. Todos os budas, seres
sencientes e o universo permanecem dentro da vastidão desta dimensão total da Presença
Perfeita Pura.” “A Presença Perfeita Pura é como o espaço. Olhando para a condição real da
própria Presença espacial, vê-se que não há visões para meditar, não há samayas para
preservar, não há atividades sagradas para realizar, não há obstáculos para a sabedoria, não
há purificações nos níveis, não há caminhos para percorrer, não há fenômenos sutis, não há
conexão a ser feita -- porque a Presença não é dualista, não há conclusões para alcançar
através de ensinamentos definitivos que não a Presença, e nenhuma transcendência
através de instruções orais secretas, uma vez que a própria Presença está além da
afirmação e negação. Esta é a visão do dzogchen, Presença Perfeita Pura.” “O significado
de 'Perfeito' é o seguinte: esta Fonte, sabedoria auto-originada, permeia tudo e é
totalmente Perfeita em tudo, como seres, suas visões cármicas, tudo englobado pelo
universo e seus seres, todos os budas dos três tempos, seres sencientes das seis classes
nos três reinos, e tudo mais. Assim, a Fonte é 'Perfeita'." “O significado de 'Presença' é o
seguinte: esta Fonte, sabedoria auto-originada, infunde, governa e delineia claramente
todo o universo animado e inanimado dos seres e suas visões cármicas. Assim, a Fonte é
'Presença'. Além das causas e condições, a Fonte cria e governa tudo.” "Ei Mahasattva!
Quando você entende a minha essência, você vai entender todos os professores. Você vai
entender todos os ensinamentos. Você vai conhecer as idéias dos séquitos. Todos os
tempos e lugares se tornam um. Porque todos os fenômenos são eu, quando você sabe a
minha essência, você sabe todos os fenômenos. ” “Essa morada do dharmadhatu foi criada
por mim, mas ainda não existe como algo diferente do estado de (Presença) Perfeita Pura.
"Desobstruída e onipresente, minha essência é o palácio da sabedoria, espaço luminoso.
Nada existe além do estado de sabedoria auto-originada." Porque eu sou a Fonte da qual
tudo se manifesta, os cinco grandes elementos e os seis lokas nos três reinos não são
diferentes do meu Corpo, Voz e Mente. Assim manifesto minha essência.” “Os seguidores
distinguem dois aspectos: (causa e efeito). Eles entendem a causa como sendo os cinco
grandes elementos, os quais (produzem) todos os fenômenos criados. (Mas, na verdade,
fenômenos) são as manifestações diretas da própria Presença.” Isso é como a ideia do físico
quântico David Bohm de que a "Ordem Implícita" é um desdobramento de uma Totalidade
sem partes e que não interagem entre si, em algum tipo de relação de "causa e efeito". Isto
também é como num sonho à noite, acreditando que uma pedra jogada, foi o que produziu
uma janela quebrada, a rocha sendo a “causa” imaginária do vidro quebrantado em vez da
mente sonhadora que gerou o atirador, a pedra, a janela, e seu vidro quebrando. As
aparentes "causas e efeitos" dentro do sonho são ilusões. Da mesma forma, todas as
“causas e efeitos” aparentes em nosso mundo desperto são imaginários, pois somente
nossa mente é a única causa de TODOS os efeitos. O carma é uma ilusão, a ilusão de que os
personagens da vida estão interagindo causativamente. Este ensinamento está negando a
“origem dependente” comum, pois diz que a ÚNICA causa é a sua própria Mente, e todos os
fenômenos dependem apenas da sua própria Mente, sem causas secundárias possíveis.
Este é um ponto enorme para refletir. “A raiz de todos os fenômenos é a única Presença
Perfeita Pura. Na Fonte, (Presença) Perfeita Pura, da qual todos os budas, seres sencientes
e o universo animado e inanimado se manifestam, nada é senão o uno, embora se
categorias são feitas, são inexauríveis. Os corpos e as vozes dos budas e os corpos e vozes
dos seres sencientes são presença perfeita pura, primordialmente além do objeto e do
sujeito. Qualquer um que perceba esse estado além do objeto e do sujeito, realiza tudo. Tal
pessoa percebe a raiz dos fenômenos.” “A raiz de todos os fenômenos é a Presença
Perfeita Pura Criadora de Tudo. Tudo o que aparece é minha natureza. O modo como as
aparências se manifestam é a minha exibição mágica. Todos os sons e palavras que surgem
de alguma forma manifestam meu estado como palavras e sons. Tudo englobado pelo
universo animado e inanimado, tais como as qualidades dos kayas e sabedorias dos budas e
dos corpos e tendências cármicas dos seres sencientes, é primordialmente a natureza da
Presença Perfeita Pura.” A chave aqui é perceber que “você” é a Fonte, o “O Monarca
Criador de Tudo”, já em todos os momentos. Que tipo de reino você está criando? --Jackson
Peterson
Sábado, 14 de julho de 2018 às 08:32 UTC-03
Ética no Dzogchen Para ser uma verdadeiro Dzogchenpa a própria ética deve ser perfeita e
sem vacilação. Esse é o estado natural de rigpa. Não há regras a seguir. Não há moral social
a se adequar. Não é sobre pensar nos outros primeiro. Não se trata de assistir e monitorar
como você se comporta. Trata-se de incorporar a integridade pura em todas as situações;
isso significa sempre fazer a coisa "certa": Bodhicitta, como ação sem-eu. Qual é a "coisa
certa"? Você sabe. Sua natureza é sempre Rigpa, a bondade e claridade de Samantabhadra.
Honestidade interna e externa ... --Jackson Peterson
Sábado, 14 de julho de 2018 às 08:19 UTC-03
Textos curtos do mestre Chan e professor de Dzogchen, Yogi Chen: Abandone às Práticas
de Preceitos, Meditação e Sabedoria O portal Chan (Zen) é direto. Nenhuma caminhada por
caminhos tortuosos, nenhum estabelecimento de qualquer caminho. Completamente sem
caminho a seguir, completamente sem caminho consentido. Chegada sem partida; ambos
"chegou em casa" e "a caminho" são conversas unilaterais. Aqui não há nada a renunciar,
nada a adotar. Bem e mal, certo e errado, sentimentos e visões, tudo não é assunto no
portal de Chan. Os ensinamentos doutrinários dos três yanas, especialmente o ensino
fundamental para o yana humano e celeste, "Não cometer o mal, fazer todo o bem", são
claramente leis naturais entre o céu e a terra; no entanto, eles são completamente
irrelevantes para a família Chan. Como nem o bem nem o mal são pensados, não há
necessidade de estabelecer preceitos separadamente e, mesmo assim, naturalmente está
de acordo com os preceitos. Não há necessidade de estabelecer separadamente a
realização de Samadhi e, mesmo assim, possui naturalmente a realização de Samadhi. Não
há necessidade de receber separadamente o essencial de Prajna e, mesmo assim, possui
naturalmente o Prajna maravilhoso. As razões são: Originalmente possuídas, prontamente
disponíveis, sem uso deliberado, e seguindo o fluxo natural. Com o menor esforço aplicado,
estaria a milhares de quilômetros de distância. O que há para você praticar? Onde você não
deveria ir? Portanto, o Terceiro Patriarca disse: "O Grande Caminho não tem dificuldade;
apenas detesta ter preferências". "Este é o tipo mais elevado de meditação, ainda mais alto
que a Grande Perfeição (Dzogchen), porque é mais completo em sua realização." Via JP
Sábado, 14 de julho de 2018 às 08:19 UTC-03
Textos curtos do mestre Chan e professor de Dzogchen, Yogi Chen: Abandone às Práticas
de Preceitos, Meditação e Sabedoria O portal Chan (Zen) é direto. Nenhuma caminhada por
caminhos tortuosos, nenhum estabelecimento de qualquer caminho. Completamente sem
caminho a seguir, completamente sem caminho consentido. Chegada sem partida; ambos
"chegou em casa" e "a caminho" são conversas unilaterais. Aqui não há nada a renunciar,
nada a adotar. Bem e mal, certo e errado, sentimentos e visões, tudo não é assunto no
portal de Chan. Os ensinamentos doutrinários dos três yanas, especialmente o ensino
fundamental para o yana humano e celeste, "Não cometer o mal, fazer todo o bem", são
claramente leis naturais entre o céu e a terra; no entanto, eles são completamente
irrelevantes para a família Chan. Como nem o bem nem o mal são pensados, não há
necessidade de estabelecer preceitos separadamente e, mesmo assim, naturalmente está
de acordo com os preceitos. Não há necessidade de estabelecer separadamente a
realização de Samadhi e, mesmo assim, possui naturalmente a realização de Samadhi. Não
há necessidade de receber separadamente o essencial de Prajna e, mesmo assim, possui
naturalmente o Prajna maravilhoso. As razões são: Originalmente possuídas, prontamente
disponíveis, sem uso deliberado, e seguindo o fluxo natural. Com o menor esforço aplicado,
estaria a milhares de quilômetros de distância. O que há para você praticar? Onde você não
deveria ir? Portanto, o Terceiro Patriarca disse: "O Grande Caminho não tem dificuldade;
apenas detesta ter preferências". "Este é o tipo mais elevado de meditação, ainda mais alto
que a Grande Perfeição (Dzogchen), porque é mais completo em sua realização." Via JP
Sábado, 14 de julho de 2018 às 07:28 UTC-03
Notas de Pesquisa para o Meu Próximo Livro Eu encontrei algumas correlações fascinantes
entre o Dzogchen e uma linhagem de ensino conhecida principalmente no Ocidente como
"Neoplatonismo". Parece ser um ensinamento que inclui fundamentalmente a metafísica
de Pitágoras, Platão, Filo e Plotino. Este ensinamento tornou-se o fundamento metafísico
para o Cristianismo primitivo, o Sufismo, o Gnosticismo e a Cabala. Tem algumas conexões
com as primeiras escolas de mistérios egípcias também. Eles se referem ao absoluto como
um "potencial vazio e infinito" chamado de "Todo Bom". Isso seria idêntico a
Samantabhadra ou Kuntuzangpo; "o Todo Bom". Esta denominação não é de modo algum
budista. Ele emana uma consciência de sabedoria conhecida como o "Filho Unigênito", o
Logos, o Verbo ou o Nous. Isto seria o mesmo que a consciência secundária (shes pa) ou
Sambhogakaya e “rigpa”. Philo, escrevendo por volta de 20 D.C., descreveu que o Nous tem
que ser reconhecido em seu estado natural de ser um Nous "nu". Nós dizemos rigpa "nua".
Eles ainda dizem que o Nous é o aspecto criador através da manifestação de cinco raios de
luz que se tornam os cinco elementos. Dizemos que rigpa manifesta cinco luzes como
"tsal", que se tornam os cinco elementos quando não reconhecidos. Eles se referem ao
Nous criativo como um rei ou monarca real; nós chamamos rigpa de o "Rei Todo Criador",
“Kunje Gyalpo. Este conceito de criador também não é nem um pouco budista. Dizem que
Nous manifesta um caminho para si mesmo como um “Y”, com duas escolhas, para ir em
direção ao “Todo-Bom” ou para entrar no sofrimento. Nós dizemos exatamente o mesmo.
Dizem que Nous manifesta uma mente conceituadora chamada “Dianoia” que deve ser
ignorada e transcendida. Dizemos que rigpa manifesta uma mente conceituadora, “sem”,
que também deve ser ignorada e transcendida. Dizem que a atenção deve ser liberada de
um eu fictício e de sua auto-preocupação. Nós dizemos o mesmo. Philo diz que há um
caminho gradual e um "caminho direto", onde o Nous contempla sua própria natureza
absoluta, sem intermediários. O Dzogchen diz o mesmo. Plotino descreveu quatro
instâncias de grandes episódios de iluminação que ocorreram onde o seu Nous reconheceu
a si mesmo como sendo o absoluto “Todo Bom”. Parece-me provável que esta antiga
tradição da sabedoria seja a base a partir da qual o Dzogchen evoluiu através de contatos
ao longo da Rota da Seda no Norte da Índia, China e Tibete; talvez como trazido pelo Sufi
Jabir no século 8, quando ele foi documentado como estando com Padmasambhava.
Herbert Guenther discute um reconhecimento similar das influências do Oriente Médio nos
textos escritos por Padmasambhava. Via Jackson Peterson
Sábado, 14 de julho de 2018 às 07:13 UTC-03
Samantabadra: O Todo Bom. No Dzogchen e no Vajrayana, temos uma “visão” bem
diferente da visão limitada e um tanto niilista da versão Teravada do Budismo. Temos a
noção de uma divindade, que tem a capacidade de criar sua própria mandala universal,
como uma projeção de seu poder energético intrínseco (tsal). A deidade reside no meio de
sua mandala esférica como seu criador, sustentador e dissolver. Este princípio da
deidade/mandala é introduzido pela primeira vez no nível do Vajrayana chamado
Mahayoga. O praticante se visualiza como uma deidade búdica muito precisa com muitas
capacidades visíveis e espirituais, que se manifestam como uma mandala circundante de
várias outras deidades, paisagens e ornamentação. Este é um projeto tedioso que exige
imaginar uma duplicação exata de uma descrição detalhada ou de pinturas de thangka.
Quando essa visualização é dominada, então a deidade interior e sua mandala podem ser
“instantaneamente” manifestadas, com o “estalar dos dedos”. Este é o próximo nível mais
elevado, chamado Anuyoga. No entanto, no Anuyoga, maior ênfase é colocada nas
experiências visuais e sensuais do corpo sutil interior, pranas, canais e chakras. Tanto o
Mahayoga quanto o Anuyoga são níveis tântricos de “transformação”. No próximo nível,
além do tantra e de qualquer noção de "transformação", está o Atiyoga. Aqui não há
esforço ou intenção de se gerar artificialmente como uma deidade, nem qualquer
necessidade de gerar uma mandala exterior imaginária; porque já se é sempre a deidade
primordial Samantabadra e seu mundo como percebido e experienciado exatamente como
aparece, a mandala do verdadeiro "você", como sempre sendo o perfeito Buda
Samantabhadra. Como Samantabhadra, você pode projetar uma auto-identidade
imaginária que aparece corporificada em um mundo aparentemente pré-existente. É assim
que você, como Samantabadra, cria a mandala imaginária chamada “samsara”. Para
Samantabadra, esse é o seu “esporte”. Então, primeiro, nós desconstruímos a auto-
personificação fictícia e seu mundo aparentemente "pré-existente", através da descoberta
da “vaziez dupla”; a vaziez de um eu imaginário e de seus objetos percebidos. É visto que o
eu e seu mundo não são mais reais do que um sonho à noite, ambos sendo construídos de
“material de sonho” (rolpa e tsal). Uma vez que se descobre que o eu fictício e seu mundo
são “vazios” de qualquer realidade inerente, podemos então perguntar: “quem” é que
agora “vê” essa natureza vazia de um eu e de seu mundo imaginário? Quem fica “de pé”
depois que toda essa desconstrução está completa? O Buda Samantabadra é "quem" foca
de pé. Este é o ponto final no Dzogchen Atiyoga. Você sempre foi apenas Samantabadra no
início, no meio e no final do caminho do Dzogchen. Você sempre foi o Absoluto gerando
eus encarnados fictícios e mundos imaginários. Todos os sujeitos e objetos sempre foram
meras formas de pensamento fictícias, como as projeções energéticas da Mente de
Samantabhadra. Outros nomes para o seu verdadeiro eu como Samantabadra são; Kunje
Gyalpo, a Mente de Clara Luz, Shiva, Brahman, Eu, Alá e Deus. No Dzogchen tibetano, o
momento de Samantabadra, conhecendo sua Natureza Absoluta como seu Verdadeiro
Estado de Ser, é chamado de “rigpa”. Uma boa palavra em português para rigpa seria
“gnose”. Samantabadra cria seu eu imaginário e mundo pela “intenção” como um esquema
ou padrão vibracional que parece cada vez mais sólido e real à medida que a vibração
energética (tsal, rolpa, spanda) se torna mais densa quando a “atenção” intencionalmente
reifica suas criações. O eu egóico não tem autonomia ou poder, é uma projeção de
Samantabadra, como personagens que aparecem como projeções de luz em uma tela de
cinema. Samantabhadra recomenda começar com o processo de desconstrução fornecido
pelos “ensinamentos da vaziez” budistas, até que se perceba a “vaziez dupla”. Então, pela
Consciência desnuda deixada permanecer, notando a si mesma (porque nada mais resta a
ser notado) é conhecida e sentida como o Buda Samantabhadra "vendo" a si mesmo. Rigpa!
Via Jackson Peterson
Sábado, 14 de julho de 2018 às 07:02 UTC-03
Soto Zen O Soto Zen é uma linhagem japonesa do ensinamento Zen proveniente do mestre
Zen, Dogen Zenji (1200-1253). Ele recebeu esta transmissão da linhagem anterior na China
quando viajou para lá. Recebi este ensinamento de Matsuoka Roshi em 1966 quando eu
tinha 16 anos e pratiquei com Suzuki Roshi em 1968. A única prática verdadeira é sentar-se
na meditação zazen, chamada de “shikantaza” ou “apenas sentar”. Não se tem meta para a
iluminação porque no Soto Zen, considera-se que você já é um Buda. Você apenas se senta
como já sendo um Buda. Eventualmente isso fica claro. De tal prática sentada, livre de
todos os tópicos mentais, expectativas e buscas, a consciência é vazia de conteúdo, mas
permanece presente; muito parecido com um bebê recém-nascido. O tráfego na mente
diminuirá eventualmente e momentos individuais de pensamento surgirão e
desaparecerão sozinhos sem que um observador os observe. O observador é também
apenas outro constructo de pensamento vazio que surge e cessa sozinho. Depois de um
tempo, os pensamentos cessarão quando a consciência se tornar cristalina e nítida. Depois
de um maior aprofundamento da clareza, tudo o que ocorre conscientemente são
“momentos de consciência” sem dono. Uma experiência habitual poderia ser o surgimento
e a cessação de um pensamento “eu” como um senso de consciência pessoal. Mas isso
também desaparece. E a natureza vazia do senso de "eu" não é percebida por ninguém,
pois é apenas o próximo momento vazio da consciência que surgiu e se dissolveu. Um
discernimento pode ocorrer de que a realidade ou a vida é simplesmente uma série de
momentos vazios e intimamente ligados de consciência texturizada, surgindo e se
dissolvendo em sua própria vaziez. Esses momentos NÃO estão ocorrendo PARA uma
consciência observadora, mas são, antes, a própria consciência surgindo COMO esses
momentos vazios da consciência impessoal. Um momento de sabedoria (prajna) da
consciência surge expressando que TODAS as experiências são apenas momentos vazios de
consciência aparecendo e desaparecendo, sem solidez, duração ou natureza independente.
Todos os momentos de consciência surgem espontaneamente da Mente Búdica impessoal;
conhecer isso também é um momento de sabedoria da consciência. Ninguém está
controlando ou ditando qual será o conteúdo do próximo momento de consciência.
Lembre-se, ninguém está “percebendo” nenhum momento de consciência, pois cada
momento de consciência é em si a consciência. Eu sugeriria que esta é a abordagem mais
direta como um caminho budista, pois vai diretamente para a estrutura mais fundamental e
não-dual da própria realidade; “momentos de consciência” que aparecem, porém são vazios
e inapreensíveis. Descobre-se diretamente que toda a experiência nunca é mais do que
momentos vazios de pura consciência aparecendo e desaparecendo para ninguém. São
todos os potenciais búdicos infinitos e impessoais momentaneamente em exibição. Dogen
compôs: “A lua permanecendo no meio da mente serena; as ondas se transformam em luz.
“Na primavera, flores de cerejeira, No verão o cuco No outono a lua, e no o inverno a neve,
clara e fria. * Impermanência * “A que devo comparar o mundo? Ao Luar, refletido Em gotas
de orvalho, agitadas em um gerânio. Via Jackson Peterson
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 17:45 UTC-03
De outro segmento: Como posso me libertar do eu? O eu é uma projeção subconsciente da
qual não pode fazer nada a respeito, porque "você" é essa projeção subconsciente. ?
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 17:43 UTC-03
De outro segmento: ....... o princípio essencial dos ensinamentos do vazio é que nenhum eu,
nenhuma pessoa, nenhum agente, nenhum fazedor e nenhuma coisa objetiva,
independente e existente alguma vez surgiu. Não podemos falar do Papai Noel ou do
Coelhinho da Páscoa, pois NUNCA realmente veio a existir. Portanto, eles não têm duração
nem possibilidade de cessação. Todos os eus e todas as coisas têm o mesmo status
existencial do Papai Noel, pois todos são apenas designações conceituais, não entidades
físicas reais que surgiram e existem por si mesmas. Além disso, uma vez que qualquer
surgimento desaparece após o seu surgimento, isso significa que não tem duração como
algo surgido. O que se pode dizer que existe com absolutamente nenhuma duração? Todas
as percepções e pensamentos são “instantes pontuais” de consciência que não têm
duração, portanto nenhum eu ou coisa com qualquer duração jamais surgiu.
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 11:09 UTC-03
Do mais importante Tantra Dzogchen, Kunje Gyalpo: “A raiz de todos os fenômenos é a
Presença Perfeita Pura una. Na Fonte, (Presença) Perfeita Pura, da qual todos os budas,
seres sencientes e o universo animado e inanimado se manifestam, nada é senão o uno,
embora se categorias são feitas, são inexauríveis. Os Corpos e as Vozes dos budas e os
corpos e vozes dos seres sencientes são Presença Perfeita Pura, primordialmente além do
objeto e do sujeito. Qualquer um que perceba esse estado além do objeto e do sujeito,
realiza tudo. Tal pessoa percebe a raiz dos fenômenos.” - Via JP
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 09:13 UTC-03
Ignorância Fundamental No Budismo e no Dzogchen, muito se escreve sobre essa
“ignorância fundamental”. Mas o que é isso realmente? São "pensamentos e conceitos que
se acredita serem reais". Pensamentos e conceitos, devido à sua própria ignorância
intrínseca, não sabem que são apenas abstrações ficcionais, em todos os casos. Qualquer
estória de pensamento é automaticamente uma expressão dessa ignorância. Por exemplo,
o pensamento "mim" traz consigo a ilusão de que é um eu independentemente existente;
uma identidade com vida própria. Esse é o problema com todas as descrições subjetivas e
objetivas enquanto pensamento; implicam que as descrições descrevem algo real. Não
podem, porque nenhum eu ou coisa é real. Como algo que nunca realmente surgiu, pode
ser considerado real? Isso não quer dizer que os pensamentos sejam ruins ou devam ser
demonizados, mas é simplesmente dizer que a única ignorância possível seria encontrada
em qualquer pensamento e em cada pensamento. O que os pensamentos representam e
significam não pode jamais ser encontrado de acordo com a realidade. - Jackson Peterson
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 08:50 UTC-03
.... no Dzogchen, o corpo desaparece completamente. Foi apenas uma projeção mental,
como tudo mais. Tudo o que "existe" são momentos de consciência sem duração, sem
sujeito e sem objetos. Feche os olhos: “note” que a percepção em si é apenas o próximo
momento de consciência, ocorrendo a ninguém. - Jackson Peterson
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 08:35 UTC-03
A Natureza do Dharmakaya Rigpa Dharmakaya é o Corpo da Verdade, o princípio do nirvana
atemporal. Porque a sua sabedoria fundamental é a da prajna do vazio, o Sutra do Coração
é a sua declaração. Não vê nada que seja importante. Não vê nada a melhorar ou mudar.
Não vê seres sencientes para salvar ou resgatar. Não vê nenhuns Budas ou Bodhisattvas
para resgatá-lo. Não vê samsara que precise ser esvaziado ou consertado. Não vê aflições
nem sofrimento para aliviar. Não vê nenhum mundo ou universo existente "lá fora". Não vê
história interna nem eu "aqui". Não vê eu que necessite ser removido. Não vê iluminação,
nem caminhos, nem realização gradual ou súbita. Ninguém entra no nirvana e ninguém sai
do nirvana. Este é o estado de rigpa primordial, a consciência padrão que nunca muda; e é a
condição geral e atual de todos. Essa consciência nirvânica é o aspecto cognitivo da
consciência vazia, totalmente presente como sua “consciência de todos os dias” bem agora
e em todos os momentos. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 08:20 UTC-03
O Que é um Momento de Consciência? Um “momento de consciência” refere-se ao
conteúdo ou textura consciente de qualquer experiência sabida. O conteúdo é como o
"contexto" consciente auto-ilumina seus potenciais energeticamente. Isto é como um
vagalume se ilumina de dentro. O que é e onde está esse “contexto” que se ilumina em
seus potenciais como formações energéticas momentâneas, o conteúdo de qualquer
momento de consciência? O “contexto” é o espaço todo penetrante do vazio consciente, a
Mente impessoal do Buda. O universo inteiro existe apenas na Mente do Buda. É
aparentemente localizado dentro do espaço infinito do chacra da coroa. Existe apenas uma
Mente Buda (Dharmakaya), na qual cada “esfera de consciência” individual, Sambhogakaya
rigdzin, ou deidade rigpa, aparece em sua “própria” mandala pessoal. Dentro dessa esfera
rigpa, como a divindade pessoal, surge uma mente conceituadora que nomeia e rotula e
conceitualmente constrói um eu subjetivo (o "mim") e seu mundo de coisas e entidades
rotuladas. Todas as três dimensões estão aninhadas perfeitamente umas nas outras. A
Mente Buda impessoal permeia suas extensões, como um espelho permeia seus reflexos.
Todas as nossas experiências estão surgindo da nossa base comum de Ser, a Mente Buda
única e toda inclusiva. Essa “base comum” é o que torna a sincronicidade, a telepatia e a
clarividência possíveis. No Dzogchen, estamos invertendo as extensões da tecitura
direcionada ao exterior da Mente Buda, de volta à sua natureza última, da qual nunca
saíram, nem minimamente. Mas somente a própria Mente Buda pode “fazer” ou direcionar
essa inversão de atenção. Sentar no samadhi ou dhyana de “não-meditação”, esta inversão
direcionada ao interior da atenção exterior retornando à sua Fonte, é experienciado
diretamente. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 07:56 UTC-03
Um resumo da Base ou Zhi em Dzogchen, nosso Estado atual: A Canção do Vajra Não
nascido, mas continuando sem interrupção, nem vindo nem indo, onipresente, Dharma
Supremo, espaço imutável, sem definição, espontaneamente autolibertador - estado
perfeitamente desobstruído - manifesto desde o início, autocriado, sem localização, sem
nada negativo para rejeitar e nada de positivo para aceitar, extensão infinita, penetrando
em toda parte, imenso e sem limites, sem amarras, sem nada para dissolver ou para ser
liberado, manifesto além do espaço e do tempo, existindo desde o princípio, imensa
dimensão, espaço interior, radiante através de claridade como o sol e a lua, auto-
aperfeiçoado, indestrutível como um Vajra, estável como uma montanha, puro como um
lótus, forte como um leão, prazer incomparável além de todos os limites, iluminação,
equanimidade, pico do Dharma, luz do universo, perfeito desde o começo. -Namkhai Norbu,
de seu livro; O Cristal e o Caminho da Luz Via JP
Quarta-feira, 11 de julho de 2018 às 07:55 UTC-03
A Natureza do Nosso Poder Criativo (tsal, spanda) Nós (rigpa) criamos todas as percepções,
pensamentos, sentimentos e aparências por “intenção” direta. Eu não quero dizer o eu
egóico. O eu egoico como "mim", não pode gerar ou pretender qualquer coisa, porque é
em si uma intenção intencionada, destinada à existência momentânea por rigpa. Observe
qualquer momento de consciência; qualquer pensamento, percepção ou sentimento, como
sendo o “Absoluto” (Mente Buda) gerando esse pensamento ou sentimento exato como
sua “intenção” criativa imediata e direta. Deste modo, pode ser experienciado diretamente
que você, como rigpa, está diretamente “pretendendo” todos os momentos de percepção e
pensamento. Sua "substância" é uma vibração muito sutil de pura "intenção". Dado que
“intenção” mais “atenção” permite que floresça exatamente como pretendido. Ao
contrário, ao retirar toda a atenção da "intenção" original, sua estrutura vibratória entra
em colapso, liberando sua energia como um momento de maior clareza. Saiba "o que" você
está pretendendo e "que" você está "pretendendo" [enquanto] todas as aparições em
manifestação por si mesmas, exatamente COMO pretendido. --Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de julho de 2018 às 20:09 UTC-03
Uma Redução Súbita e Extrema da Complexidade Tudo o que é sabido está contido dentro
e como, este instante de experiência consciente. Este momento de consciência é restrito
em ser exatamente entre o momento passado, já transcorrido, e o momento futuro, a
ocorrer. O momento atual, o único momento sempre sabido, tem uma duração muito curta
(se houver). [passado —> agora <— futuro] Qualquer experiência já sabida ocorre na
consciência ou mente. Não há outro lugar em que possamos experienciar qualquer
experiência. Que tipo de substância, além de coisas mentais, pode aparecer dentro de um
momento de consciência? Nada físico ou duradouro[com solidez], pode aparecer na
consciência, ou então não teríamos espaço suficiente para o próximo momento de
consciência. Isso significa que todos os momentos de consciência e experiência consciente,
são da mesma “substância” que os devaneios e sonhos noturnos; a substância da mente e
dos sonhos. Como nunca experienciamos um mundo material "real" em qualquer momento
de consciência, sua existência objetiva e "física" só pode ser uma crença conceitual.
Podemos experienciar os sentimentos de solidez, de luz brilhante, cores, sons, fragrâncias,
sabores e sensações “físicas” em nossos sonhos, exatamente como quando acordados. Ao
ver que qualquer momento de consciência como percepções, pensamentos, estados
emocionais ou sensações “físicas”, ocorre apenas dentro dos confins limitados da mente,
necessariamente é que todas essas experiências não são mais “objetivamente reais” do que
nossos sonhos e devaneios. Por isto a visão é clara, TODOS os momentos de consciência
são vistos como “vazios”, mesmo do menor vestígio de serem uma realidade objetiva e
material. A natureza material inerentemente existente de TODAS as experiências foi
reduzida a meras crenças conceituais. Para onde o samsara foi? Alguns pontos a considerar:
Quanto tempo dura esse exato momento de “agora”? Pode-se experienciar algum outro
momento além daquele que se apresenta como o atual “agora”? Se existe alguma duração
para o momento de “agora”, qual é a substância daquilo que tem duração? Existe alguém
organizando e decidindo o conteúdo do próximo instante de consciência antes de chegar? É
espontâneo e “autossurgido”, como um sonho à noite? Quem está controlando isto?
Poderia a vida ser algo mais do que uma extensa série de momentos singulares de
consciência? É o sentido de um eu pessoal ou ser um “observador”, apenas o conteúdo
momentâneo e conceitualizado de consciência (que também não tem duração) que não
está aparecendo para ninguém? Alguém está fazendo “instantes de consciência
momentânea agora”? Como um “alguém” faria isso se o próprio “alguém” é apenas um
“momento de consciência” lampejando, sem duração? Qual é a natureza verdadeira e
essencial de cada lampejo momentâneo de experiência consciente? É possível que, em vez
de partículas subatômicas serem os “blocos de construção” da realidade, que os
“momentos de consciência” sejam as estruturas mais fundamentais sendo como as
formações energéticas da própria Consciência? --Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de julho de 2018 às 19:08 UTC-03
Não-Dualismo no Budismo e Dzogchen "Não-dual" significa "não há duas partes", como um
conhecedor e o que é conhecido. Isso significa que não há um "conhecer" e um "que é
conhecido" separado. Isso significa que não há um aluno que aprenda e um professor que
ensine um aluno separado. Isso significa que não existe um "você" e um "outro". Isso
significa que não há uma consciência e algo separado do qual ela esteja cônscia. Isso
significa que não há um percebedor e algo separado que é percebido. Isso significa que não
há um experienciador a quem um sofrimento separado visite. Isso significa que não há
alguma sabedoria que um realizador separado possa realizar ou entender. Isso significa que
não há uma consciência separada e à parte dos pensamentos distratores e emoções
negativas. Isso significa que não há “outro” para quem o amor e a compaixão possam ser
direcionados. Isso significa que nada "mais" poderia existir além da Grande Perfeição. Isso
significa que nenhum fenômeno pode ser separado de sua vaziez. Isto significa que não há
consciência atual à parte da sempre presente Mente Buda. --Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de julho de 2018 às 18:50 UTC-03
Quando todo pensamento e conceitualização espontaneamente cessam, o que todos tem
buscado é tudo o que resta. --Jackson Peterson
Domingo, 1 de julho de 2018 às 13:40 UTC-03
Liberação gradual versus “imediata” em Dzogchen Eu tenho feito mais pesquisas sobre
como o Dzogchen está sendo ensinado atualmente e porque é ensinado de maneira
gradualista. O Dzogchen mais antigo foi expresso como um "caminho" não-progressivo,
onde a visão introduzida pela primeira vez era na verdade o resultado final, sem nenhum
movimento em um caminho que levasse ao resultado. Vajrayana é um caminho passo a
passo que leva à realização de Dzogchen no final de seus muitos estágios, rituais,
empoderamentos e práticas. É interessante que este tipo de caminho gradual seja
fortemente criticado nos primeiros tantras do Dzogchen, tais como o tantra raiz; Kunje
Gyalpo. Uma vez que os tantras posteriores das tradições Nyinthig se tornaram
amplamente disseminados no século XII, o Dzogchen não foi ensinado como um caminho
“não-gradualista”. Todos os Lamas de hoje apenas ensinam a partir da tradição gradualista
enraizada no gradualismo Vajrayana. É por isso que eles não têm capacidade real de
ensinar o contrário. No entanto, Namkhai Norbu nos ensinou em meados da década de
1980 que o Dzogchen foi originalmente ensinado como um caminho não-gradual,
totalmente independente dos pré-requisitos do Vajrayana, dos empoderamentos e
sadanas. Ele ensinou aquele Dzogchen original para nós e disse que era um caminho
completo. É altamente provável que todos os Lamas Dzogchen atuais não saibam como
oferecer o tipo "não-gradual" de Dzogchen. A tradição já morreu. Minha linhagem
Zen/Chan era estritamente um "ensino súbito de liberação" não-gradual; e é por isso o que
eu ensino apresenta apenas a visão da “realidade última” sem se envolver em estágios
dualistas de construções mentais convencionais (ficções) e crenças. --Jackson Peterson
Segunda, 25 de junho de 2018 às 19:31 UTC-03
A Luz Clara, prístina e transparente, é a presença sabedora pela qual todo o conteúdo é
sabido. Uma diferenciação repentina e inesperada ocorre entre a cognoscência imóvel e
sua exibição mental ou perceptiva ocorrendo “dentro dela”. É experienciado dentro e logo
acima e atrás dos olhos. Isso nunca se move. É o Olho Único que vê e sabe.
https://youtu.be/EwHwVu9pdRM
Segunda, 25 de junho de 2018 às 19:18 UTC-03
A Grande Diferença Todas as tradições que conheço, exceto Dzogchen e o Sufismo Shattari,
estão dizendo que você não é perfeito como você é, seu mundo não é perfeito como é e
você deve fazer várias coisas, práticas e estudos para consertar seu estado imperfeito de
mente e eu, assim como o seu mundo imperfeito. Essa é a fonte de todo estresse e
sofrimento. Enquanto crianças pequenas, tivemos uma sensação natural de sermos
"perfeitos". Nosso mundo parecia incrível e muito "bom". Nosso senso de imperfeição
pessoal e nosso senso de nosso mundo sendo imperfeito, se desenvolvem ao longo do
tempo, levando ao abuso de drogas, abuso de álcool, vários vícios e suicídio; sem
mencionar a brutalidade dos mais aflitos, impondo-se a si mesmos, aos outros e ao nosso
mundo. Aqui está uma metáfora: imagine que todas as dimensões e universos são os
movimentos vivos de uma força criativa perfeita. É como se toda a energia fosse sempre
ouro puro, não importando como esse ouro fosse formado ou como ele funcionasse.
Longchenpa disse que isso é como aterrissar em uma ilha de ouro onde tudo é ouro
precioso. Agora, tenha a idéia de que, de qualquer maneira, quem quer que você seja neste
momento, é perfeito e não poderia ser melhor, porque é exatamente perfeito agora; sem
outra opção. Essa ideia é realmente a verdade. Quando o dissernimento súbito dessa
perfeição total ocorre, todos os que buscam a perfeição, a melhoria e a insatisfação
pessoal com o eu e a vida, desaparecem. Respire fundo, relaxe. Sua vida está sempre nas
mãos da Grande Perfeição, não importa quão pareça ser o contrário. --Jackson Peterson
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 06:10 UTC-03
O Dzogchen original era extremamente simples. A instrução era “permanecer como aquela
consciência sempre presente que nunca teve um tópico em mente, e nunca terá”. Você não
pode produzir essa consciência se livrando de tópicos nem a entendendo. Os olhos não
podem ver pensamentos. Nem os olhos podem aprender a ver pensamentos. A Mente de
Luz Clara, nunca está envolvida em pensamentos, nem pode aprender a se envolver em
pensamentos. Não tem nada para aprender ou perceber. Não tem eu para se libertar. A
visão perceptiva existe intacta e não influenciada pelos pensamentos. Da mesma forma,
não importa como os pensamentos ou formas de pensamento apareçam, nenhum prejudica
ou melhora a Mente de Luz Clara de nenhuma forma. É apenas a Mente de Luz Clara que é
cônscia e consciente. As contrações da consciência se tornam seu próprio tópico. Esta pista
é suficiente? Jackson Peterson
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 06:01 UTC-03
Entendendo a Perfeição na Grande Perfeição No Dzogchen trekchod, tanto os estados
internos como as experiências, eventos e fenômenos externos, são deixados “como-são”;
"Machopa", não-corrigido. Todos os fenômenos de todos os tipos são entendidos como
formações energéticas e movimentos de rigpa perfeita. Portanto, todos os fenômenos da
mente e os fenômenos "objetivos" são sempre, embora apareçam, perfeitos e podem ser
deixados como-são. Eventos mentais, estados internos, comportamentos e conduta são
deixados como-são em todos os casos. O que quer que você pense, diga ou faça, é um
movimento da Grande Perfeição. O que é realmente interessante é que, quando uma
mente concorda plenamente com esse ensinamento, todos os comportamentos e
intenções hostis, agressivos e antissociais liberam-se após o surgimento. Isso não quer
dizer que qualquer uma dessas ações seja menos perfeita do que se engajar em atividades
mais “virtuosas”. É por isso que nenhuma “prática” ou visão gradualista faz algum sentido;
a perfeição que buscamos já está acontecendo a cada segundo e momento. O que a
meditação ou as práticas poderiam fazer para melhorar o que já é perfeito em todos os
momentos? Note as reações iniciais na mente egóica depois de ler isto. A mente egóica é
tudo sobre o que está errado e o que poderia ser “feito” mais a seu gosto. Por outro lado, a
partir da profunda integração desta mensagem, surge uma liberação total de toda
resistência, todo agarramento, ansiedade, medo e busca por liberação. Talvez pela primeira
vez, um relaxamento total ocorra quando todas as contrações energéticas são liberadas.
Como resultado, a alegria natural de existir surge e o amor incondicional irradia
exteriormente, sem motivo algum. Além de ser totalmente introduzido no núcleo deste
ensinamento, não são necessárias práticas subsequentes. Jackson Peterson
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 05:53 UTC-03
De outro tópico: ...rigpa fica no meio; nem se inclinando muito para sua vaziez nem muito
para suas formações energéticas. A verdadeira gnose, como rigpa, é o equilíbrio perfeito
do ser sem esforço, não se inclinando para nenhum extremo. J.P
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 05:48 UTC-03
O único que pode ser distraído é um eu separado e ilusório. Não há nada além de rigpa,
ninguém para se distrair e nenhuma "coisa" para se distrair. O único que pode ser distraído
é um eu separado e ilusório. Não há nada além de rigpa, ninguém para se distrair e
nenhuma "coisa" para se distrair. = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = No
Dzogchen, não modificamos, mudamos, rejeitamos, excluímos, adicionamos, purificamos
ou alteramos nada na experiência. Deixamos todos os fenômenos "internos" e "externos"
ou aparências exatamente "como-são". Nós também não esperamos por melhoria, nem
tememos um possível prejuízo. O que quer que apareça, no entanto, é deixado como-é.
Desta forma, percebe-se que toda e qualquer experiência já é isso. É por isso que não há
"níveis" no Dzogchen. Quanto esforço é necessário para experienciar a "experiência"? J.P
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 05:42 UTC-03
Causação e Rigpa Usando minha analogia da TV: Sua mente e todas as suas identidades e
dramas estão contidos em um único canal na TV. Dentro do “seu” canal e programa de TV,
seu personagem e identidade estão buscando entender e fazer uma conexão com a sua
verdadeira e perfeita natureza Búdica. Mas todos os seus esforços sempre permanecem
apenas em seu canal como seu programa de TV cármico exclusivo. Muitas experiências de
pico vêm e vão. A busca e a insatisfação parecem infinitas. De repente, outra pessoa entra
na sala onde a TV está e muda de canal. Seu programa e sua identidade no programa
desaparecem quando o conteúdo do novo canal aparece na tela da TV. Este “programa”
não tem conteúdo além da sabedoria do “entender” de si mesmo como sendo a Mente
Búdica perfeita diretamente. Poderíamos chamar isso de "saber", rigpa. É uma qualidade
intrínseca da TV, e não do "seu" canal de programas de TV cármico. Nada do que “você” fez
como um buscador em seu canal, em seu programa de TV pessoal, tinha algo a ver com
como ou porque o canal mudou, nem o conteúdo do novo canal. Não houve relação de
"causa e efeito" entre o conteúdo dos dois canais. É por isso que não há nada que “você”
possa fazer dentro de seu próprio sonho cármico para trazer “você” para fora desse sonho,
porque “você” não se transfere para rigpa, e sim "você" está completamente ausente em
rigpa. É um nível diferente de consciência sem conexão de "causa e efeito". Um reflexo
nunca pode se tornar o espelho. A “introdução direta” à rigpa é como outra pessoa
mudando o canal “de repente”. Não é uma continuação gradual ou uma extensão linear da
"sua" estória cármica do "eu". Qualquer purificação do “eu” ou práticas que beneficiam o
“eu” estão sendo feitas em um canal completamente diferente que não tem conexão
causativa com o canal da Mente Búdica. Esta manhã eu estava na cama dormindo enquanto
algum sonho bobo estava ocorrendo, quando de repente a clareza total de rigpa surgiu,
como o espaço vividamente claro e totalmente puro que estava hospedando o sonho. O
sonho permaneceu por um momento como se estivesse suspenso no tempo, enquanto
toda a atenção estava acomodada dentro da própria claridade de rigpa. Ficou claro que o
sonho não estava bloqueando rigpa, mas rigpa estava hospedando e energizando o sonho
na consciência sem que sua própria pureza e clareza fossem diminuídas de qualquer forma.
Levantei-me, fui para a cozinha, fiz o meu café e acabei de escrever este texto enquanto
tudo ainda estava fresco na Mente. O que geralmente acontece, então, para a maioria, é o
canal de TV mudar de volta ao canal de histórias do "eu", onde a história agora envolve
tentar recuperar essa mudança repentina, MAS no seu próprio canal do "eu". Canal errado
tolo! Você não pode chegar lá, daqui! Não há relação de “causa e efeito” entre a mente
cármica e rigpa surgindo. É o hospede que vem e vai carmicamente, não o anfitrião sempre
presente. Jackson Peterson
Terça-feira, 19 de junho de 2018 às 05:30 UTC-03
A Vaziez Dupla e o Dzogchen Se uma mente é exposta aos ensinamentos da vaziez, como o
altamente preciso Prasangika de Chandrakirti, torna-se óbvio e lógico que nenhum Buda,
nenhum Lama, nenhum Guru, nenhum eu pessoal, nenhum ensinamento, nenhum caminho,
nenhum corpo e cérebro, nenhum objeto físico, nenhuma pessoa, nenhuma alma, nenhuma
criatura, nenhum planeta e nenhum fenômeno existe como tendo e contendo suas próprias
características definidoras pré-existentes “do seu próprio lado”, antes que uma mente
conceitualizadora designe essas características definidoras. Na linguagem da física
quântica, todos os fenômenos estão em “superposição”, ou seja, eles não têm status real
até serem designados conceitualmente. Um "eu" ou "ser" não tem existência além do que é
conceitualmente designado. Sua existência é puramente uma construção conceitual vazia.
Portanto, não faz sentido ter um pensamento imaginário construindo práticas para se
tornar liberado. Vaziez dupla significa que todas as identidades como sujeitos e todos os
fenômenos como objetos, são apenas construções de pensamento imaginadas, não
realidades objetivas. Prasangika é um "caminho súbito" de liberação, onde ninguém existe
para ser liberado e nada existe para se liberar. Verificação de Realidade: o que ainda se
acredita ser real e realmente existente por conta própria? Jackson Peterson
Domingo, 17 de junho de 2018 às 11:56 UTC-03
Origens Budistas do Thogal no Budismo Primitivo: os Nimittas (um texto verdadeiramente
surpreendente!) (nimittas são thigles de Luz Clara) Via JP
https://www.dhammatalks.net/Books/Ajahn_Brahm_The_Jhanas.htm#PART_TWO
Domingo, 17 de junho de 2018 às 10:22 UTC-03
Aqui está o que é experienciado; não é suficiente ter uma introvisão da natureza vazia do
eu sentida como "mim", mas esse "eu" precisa cessar. Não é bom o suficiente entender ou
ter esse discernimento. Quando o próprio "mim" subitamente deixa de ser projetado pela
mente subconsciente (cármica), essa ausência de eu revela uma consciência que não tem
dono como "minha" consciência, não tem centro ou limite. Neste momento, ninguém existe
a quem carma ou sofrimento, morte ou medo possam se aplicar; não porque “você” agora
possa enxergar ou ver a natureza vazia de todos esses fenômenos, mas, ao contrário, não
há processamento de informação presente em relação a um “mim”. Isso é anatta real.
Nesse ponto, o buscador, a busca e o caminho repentinamente se tornam ausentes. No
entanto, não vejo nenhum caminho do Dharma priorizando isso, e muitos poucos que se
tornaram "ausentes" de qualquer caminho. Todo esforço através de um caminho e práticas
é uma perda de tempo, porque nenhum eu pessoal jamais existiu; há apenas pensamentos
sobre um [eu]. Nosso "eu", sentido como "mim", não é mais real do que a identidade como
"eu" no sonho da noite anterior. --Jackson Peterson
Domingo, 17 de junho de 2018 às 07:59 UTC-03
Se você quer conhecer e "praticar" o Dzogchen original como deveria ser apresentado, por
favor compre todos os livros de Chris como exibidos em sua página na Amazon. Todas estas
novas traduções, que pela primeira vez [estão disponíveis], dos ensinamentos mais
profundos e antigos do Dzogchen. O que você vai ler é bastante chocante e revelador à
medida que a visão Dzogchen é colocada em foco claro. Ele corta qualquer noção de um
"caminho gradual" ou necessidade de prática e esforço. Chris capturou a essência em suas
traduções do que Dzogchen deveria transmitir: iluminação e liberação imediatas! Que
todos os seres prosperem! https://www.amazon.com/Christopher-
Wilkinson/e/B00KINMI22 Via JP
Sexta, 15 de junho de 2018 às 21:14 UTC-03
Eu mencionei muitas vezes no passado como o Dzogchen moderno é uma versão mais
poluída e diluída devido às infusões tântricas e gradualistas de Vajrayana e Nyingthig. Prof.
David Germano escreveu: “Eu sugeriria que a orientação reacionária da tradição sPyiti
fracassou em última instância porque a incorporação do tantra na Grande Perfeição era
muito popular e poderoso, mesmo para o potente culto de Padmasambhava superar.”
Sexta, 15 de junho de 2018 às 21:12 UTC-03
David Germano: “Historicamente, parece que este processo - que está na base de todo o
sistema Seminal do Coração (Nyingthig, 17 tantras) - é o resultado de grupos Nyingma
fundindo a Grande Perfeição (Semde) com a nova ênfase tântrica em processos
intermediários e meditações sutis do corpo encontradas em materiais indianos como os
Seis Yogas de Nāropa, e incorporando a iconografia das divindades (particularmente as
mandalas pacíficas e iradas) e as técnicas rituais de seu próprio corpus da literatura
Mahayoga. Como a Grande Perfeição prístina e o Mahayoga Yoga representam as tradições
Antigas ou proto-Nyingma dominantes do século X, e tradições tântricas como as Seis
Yogas de Nāropa foram uma das influências dominantes entre os grupos modernistas no
século décimo, o Coração Seminal incorpora acima de tudo, a mistura criativa de tradições
dominantes da Transmissão Anterior (Gyur Snga) e Transmissão Posterior (Gsar'gyur). A
síntese resultante teve fortes raízes nos paradigmas indianos, mas também introduziu
inovações fundamentais que são especificamente de origem tibetana.”
Sexta, 15 de junho de 2018 às 07:08 UTC-03
Por que pensar, conceitualizar, estudar e praticar o que é além de pensamento, conceitos,
prática ou atingimento? --Jackson Peterson
Quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 20:46 UTC-03
Longchenpa deixa claro que a cadeia da origem dependente só corre em uma direção. A
Fonte enquanto a "Natureza da Mente" não é originada de forma dependente: "O
TESOURO PRECIOSO DOS SISTEMAS FILOSÓFICOS" "No contexto desse potencial
espiritual — o espaço básico dos fenômenos, que como o espaço é sem transição ou
mudança — há um processo pelo qual, por incontáveis vidas, os corpos físicos são deixados
para trás e retomados com base no carma e no padrões do hábito que perpetuam
infinitamente o samsara. A mesma fonte descreve esse processo: 'Assim como todos os
universos se originam e se desintegram no espaço, também os componentes da
experiência se originam e se desintegram no espaço básico não-composto". Além disso,
embora os componentes da experiência pareçam se originar e se desintegrar como
resultado de carma e circunstâncias incidentais, o próprio ser fundamental é sem
originação ou cessação, assim como o espaço não é incinerado mesmo que o fogo ao final
de uma eternidade incinere o universo. A mesma fonte declara: 'Assim como o espaço
nunca foi incinerado pelas chamas, similarmente esta (Natureza da Mente) não é incinerada
pelas chamas da morte, doença ou envelhecimento. Todo nascimento e morte, toda a
felicidade e sofrimento acontecem como resultado do carma e estados aflitivos. Que por
sua vez surgem como resultado do não reconhecimento da consciência, que é a causa dos
falaciosos processos de pensamento que tudo-consomem da mente comum. Esse não-
reconhecimento, além do mais, é sustentado dentro da natureza totalmente lúcida da
mente, assim como o universo é sustentado no espaço. Como esta fonte afirma: 'A terra é
baseada firmemente na água, na água do ar e no ar no espaço. O espaço não é baseado no
vento, na água ou no elemento da terra.' Da mesma forma, os agregados mente-corpo,
componentes da percepção e faculdades são baseados em carma e estados aflitivos. Carma
e estados aflitivos sempre se baseiam no funcionamento falacioso da mente. Enquanto o
funcionamento falacioso da mente é baseado inteiramente na pureza da mente, a
verdadeira 'natureza da mente' não é baseada em nenhum desses fatores."
Quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 20:23 UTC-03
Longchenpa acrescenta: "Dado que a verdade última é o espaço básico (dbying), quando se
percebe diretamente a natureza do espaço básico, diz-se que "percebe-se a verdade
última." A verdade última não é a vaziez no sentido de um vazio! Conceitos tais como a
inexistência de identidade são ensinados como antídotos para a fixação na identidade
experienciada pelos seres ordinários, que são espiritualmente imaturos, e pelos
praticantes iniciantes. Mas, na realidade, deve-se entender que o espaço básico é
totalmente lúcido, não composto e espontaneamente presente " De seus "Sistemas
Filosóficos"
Quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 19:44 UTC-03
Longchenpa: Tudo é perfeito! "Perfeição na mente desperta" refere-se ao fato de que
todos os fenômenos — todas as aparências e possibilidades — independentemente de
"como se manifestam, quer percebidos como puros ou impuros, são fundamentalmente
subsumidos no escopo da consciência atemporal que naturalmente ocorre, surgem dentro
desse escopo. A situação é semelhante à maneira pela qual o estado de sono de uma
pessoa, e as várias imagens oníricas que a manifestam, estão subsumidas no escopo da
consciência dessa pessoa, surgem dentro desse escopo, e são dependentes desse escopo.
E assim, há perfeição na própria mente, a mente desperta.”
Terça-feira, 12 de junho de 2018 às 20:19 UTC-03
Entendendo "Lhundrub" no Dzogchen Lhundrub significa espontaneamente presente.
Lhundrub refere-se à radiância energética de rigpa. O outro aspecto de Rigpa é "kadag",
primordialmente puro, vazio. Quando dizemos que o Dzogchen é sem-esforço[fácil], é
porque nenhum esforço é necessário, nem mesmo um pequeno esforço. Quanto esforço
você faz para experienciar um pôr do sol? Todos os fenômenos surgem e liberam-se todos
por si mesmos. A liberação de todos os fenômenos está acontecendo sem que ninguém
faça qualquer liberação. Os pensamentos sempre liberam-se no surgimento sem duração.
Emoções sempre liberam-se no surgimento sem duração. Todas as percepções mentais e
sensoriais sempre liberam-se instantaneamente em seu surgimento, todas sem duração.
Esta é a liberação espontânea chamada "rang drol", liberação [que] autolibera-se. Nem o
mínimo esforço é necessário, porque nenhum surgimento já não tem duração. É por isso
que nenhum método ou prática é necessário no Dzogchen. Como alguém libera algo mais
que já não tem duração? --Jackson Peterson
Terça-feira, 12 de junho de 2018 às 19:52 UTC-03
De outro segmento: O vazio de Kalsang Dorje no Dzogchen refere-se ao vasto e penetrante
espaço da Mente de Luz Clara, sem centro ou fronteiras. O vazio não é um espaço vazio,
está fervilhando com potencial puro, os potenciais como arquétipos permanentes das
Qualidades Búdicas, embutidos em tudo e em qualquer coisa, expressos como
incorporações auto-organizadas de Bodhicitta; Bondade Básica e Consciência. --Jackson
Peterson
Terça-feira, 12 de junho de 2018 às 19:40 UTC-03
“Dzogchen não fala de consciência (rnam-shes) que é algo condicionado e inerentemente
dualista. Ele fala sobre Rigpa, a consciência intrínseca que é a qualidade inerente ao Estado
Natural. Aqui está a consciência e o vazio que são inseparáveis (rig stong dbyer-med). O
Estado Natural e sua qualidade intrínseca, Rigpa, são incondicionados e estão fora do
tempo. Eles não são criados por causas, como é o caso da consciência.” Bon Lopon Tenzin
Namdak Via JP
Terça-feira, 12 de junho de 2018 às 19:22 UTC-03
“Este Estado Natural (rigpa), que estava lá desde o início, é a nossa natureza real; é não-
produzido e não-criado e não sofre mudança ou evolução. Sempre foi e sempre será. É
imutável, enquanto a mente e a consciência estão mudando e evoluindo o tempo todo. Elas
existem no tempo e são condicionadas, mas o Estado Natural é como o espaço; isso não
muda. Pensamentos discursivos passam por ele como pássaros que passam pelo céu sem
deixar rastros. Se esses pensamentos são bons ou maus, bonitos ou feios, não modificam a
Natureza da Mente e, quando se dissolvem, não deixam rastros.” Bon Lopon Namdak
Segunda, 11 de junho de 2018 às 20:15 UTC-03
“Madhyamaka (os ensinamentos da vaziez) nos diz que tudo é inventado devido a nossos
pensamentos, isto é, pela nomeação. Mas na verdade existe uma noção diferente no
Dzogchen; tudo é um reflexo ou uma projeção da Mente (sems kyi snang-ba).” O Dzogchen
afirma que não apenas tudo é vazio, mas que tudo é uma projeção, uma manifestação de
energia (rtsal). “Devemos entender que todo esse sistema de fenômenos foi criado
(projetado) por nós mesmos”. “As visões que chamamos de vida cotidiana surgem de
nossas mentes como projeções. São como sonhos. Ambos parecem reais, essas visões no
estado de sonho e essas visões no estado de vigília. Mas se seguirmos um sonho, o que
encontramos? Quando acordamos, descobrimos que nada resta. Comparando-os,
descobrimos que o estado de sonho e o estado de vigília, ambos sendo compostos de
nossas visões, isto é, nossas projeções, são igualmente irreais. Portanto, não há sentido em
agarrar essas ilusões e ter reações emocionais a elas ”. “Da mesma forma, quando
praticamos estar no Estado Natural (rigpa), passamos a entender experimentalmente que
os pensamentos podem surgir, mas não deixam rastros. Então, para o Estado Natural, não
há traços cármicos deixados para trás. É totalmente livre deles, intrinsecamente livre.
Assim, encontramos aqui nenhumas sementes ruins depositadas como causas de
pensamentos negativos ou consequências no futuro.” "Nossa visão da vida cotidiana
normal também surge do Estado Natural (rigpa), habita no Estado Natural (rigpa) e se
dissolve no Estado Natural." Citações de Bon Lopon Tenzin Namdak de seu livro
“Ensinamentos Dzogchen Bon”. Via JP
Segunda, 11 de junho de 2018 às 19:48 UTC-03
O que “vê” seus sonhos noturnos, seus sonhos diurnos, visões thogais, seus pensamentos e
todos os objetos perceptivos “externos”? “Essas visões ou aparências (snang-ba) não são
vistas pelo olho físico ou pelo olho consciencial; são vistos por Rigpa e representam a
energia ou potencialidade de Rigpa (rig-pa'i rtsal).” Lopon Tenzin Namdak --Via JP
Segunda, 11 de junho de 2018 às 19:30 UTC-03
Não-Dualidade no Dzogchen Lopon Tenzin Namdak: “Não obstante, o Dzogchen não se
agarra a nada, nem mesmo às coisas virtuosas. No Dzogchen, não nos agarramos à
presença da consciência. Não encontramos apego lá, nem observador. Tanto o observador
quanto o observado se dissolvem no Estado Natural. Tanto o lado do sujeito quanto o lado
do objeto se dissolvem simultaneamente.” --Via JP
Segunda, 11 de junho de 2018 às 19:08 UTC-03
Rigpa como descrito aqui: É uma transparência consciente, não-dualista, como um ponto de
perfeito equilíbrio entre vaziez e forma, onde nenhum exclui o outro. --Jackson Peterson
Domingo, 10 de junho de 2018 às 15:15 UTC-03
Lama Bon Tenzin Namdak: "Mas o Estado Natural no Dzogchen é inexprimível e
inconcebível, de modo que não podemos alcançá-lo através de construções mentais e
formulações doutrinárias." “Mas Dzogchen não diz que o Estado Natural tem uma
existência inerente; carece de qualquer existência inerente porque é o próprio vazio, uma
potencialidade pura.” “... nossa consciência (rig-pa) permanece em sua condição original,
como um espelho refletindo um objeto colocado diante dele. O espelho não é alterado ou
modificado por qualquer objeto, bom ou ruim, bonito ou feio, que é colocado diante dele.
Reflete claramente todos eles, qualquer que seja sua natureza. Rigpa é essa capacidade da
Natureza da Mente, isto é, reflete claramente tudo. Mas a Natureza da Mente (sems-nyid)
não é de forma alguma alterada ou modificada pelo que quer que seja refletido. Isso é
clareza. Então, em termos de Dzogchen, quando falamos da inseparabilidade de clareza e
vazio (gsal stong dbyer-med), comparamos a Natureza da Mente com um espelho vazio e
claro...”
Quinta-feira, 7 de junho de 2018 às 20:03 UTC-03
Aqui está uma citação de Namkhai Norbu de uma palestra que ele deu sobre as "Três
Declarações de Garab Dorje". Ele menciona no final a necessidade de “purificar” nossos
“obstáculos”, e só então rigpa apareceria. É por isso que seus ensinamentos envolvem
tantas práticas secundárias como métodos de "purificação". Eu então sigo o seu texto com
a minha discussão imaginária entre Garab Dorje e um estudante, que representa a visão
real do Atiyoga. Este é exatamente o meu ponto de desacordo com sua versão geral do
Dzogchen. Ele primeiro reifica a “noção” de obstáculos inerentemente existentes que
existem por tempo suficiente para exigir “purificação”. Quem ou qual agente está lá para
realizar essa “purificação”? Daí o praticante também reificado, está de volta à esteira da
purificação de uma serie sem fim de obstáculos imaginários. Esta abordagem é dos
ensinamentos do Sutra e do Tantra porque o Dzogchen não reconhece obstáculos possíveis
para serem purificados. Quase todos os “professores” atuais do Dzogchen se engajam
nessa combinação de visões completamente ilógica. Norbu: “Quando temos mau tempo,
dizemos que hoje não há luz do sol, mas isso não é verdade. O sol está sempre no céu, mas
não o vemos porque há nuvens espessas, como obstáculos. Da mesma forma, acumulamos
muito carma negativo, potencialidade, emoções, pensamentos relacionados à nossa mente,
e todos se tornam obstáculos para que não vejamos, para que não descubramos nossa
verdadeira natureza. Mas quando os purificamos, então nossa verdadeira natureza se
manifesta”. Diálogo de Garab Dorje Garab Dorje foi o fundador do Dzogchen na linhagem
Nyingma. Ele ofereceu a transmissão da realização da Natureza da Mente mais profunda e
transcendental. Ele afirmou que somente essa “realização” é necessária, como uma
introvisão imediata que transcende todos os conceitos de “causa e efeito”, práticas e
esforços. Aqui está uma discussão imaginária entre Garab Dorje e um estudante que revela
sua transmissão central, cuja gnose é chamada de “rigpa”. Aluno: Qual prática é melhor
para realizar o rigpa? Garab Dorje: Nenhuma prática é necessária. Rigpa está igualmente
presente durante eventos mentais perturbadores, assim como durante sua ausência. Rigpa
está sempre presente como o espaço pervasivo e imutável de toda experiência. É como o
espaço vazio e imutável do céu em que as nuvens da mente aparecem e desaparecem.
Aluno: Como então alguém se estabelece em rigpa? Garab Dorje: Rigpa já está estabelecida
como sua consciência atual. Nenhuma prática ou introvisão altera ou melhora isso.
Estudante: Então, se reconhecida, como eu estabilizo rigpa e não a perco? Garab Dorje:
Rigpa é o único aspecto da consciência que é sempre estável e que nunca pode ser perdido.
A noção de rigpa ser “estável ou instável” são apenas pensamentos que aparecem dentro
de rigpa sempre estável. Pensamentos sobre “perder rigpa” são apenas pensamentos
sobre “perder rigpa”, reconhecidos em rigpa, que nunca pode ser perdida. Aluno: Então,
por que não posso tornar-me cônscio de rigpa agora? Garab Dorje: O saber pelo qual você
poderia reconhecer rigpa é em si rigpa. Aluno: Como faço para remover os obstáculos que
bloqueiam meu entendimento de rigpa agora? Garab Dorje: Aquele que reconhece a
presença do “pensamento” de que “algo bloqueia rigpa”, é em si rigpa. Aluno: Então, o que
posso fazer para ver e reconhecer rigpa neste momento. Garab Dorje: Libere o poder de
atenção de rigpa de todos os seus tópicos atuais; quais sejam: pensamentos, emoções,
sentimentos de eu, sensações e todas as percepções. Então, esse poder de atenção
“liberado” auto-iluminará sua própria Natureza. Aluno: E se ainda não houver rigpa? Garab
Dorje: Então aquilo sobre o qual a atenção ainda está apegada, é o conteúdo da
experiência, ao invés de rigpa. Aquilo que nota que a atenção está fixada, é em si rigpa.
Jackson Peterson
Quinta-feira, 7 de junho de 2018 às 19:42 UTC-03
De outro tópico: ...amigo! Eu estou compartilhando a visão EXATA do Dzogchen e
Shentong. Você não entende que a consciência dependente é o quinto skandha. A
Consciência-Rigpa não é encontrada nos skandhas, nem fora deles. O Nirvana não se
distingue do samsara, mas o samsara aparece no nirvana imutável como reflexos
temporários que aparecem em um espelho imutável. É assim que o Dzogchen e o Shentong
são explicados. Este grupo é sobre o Dzogchen e os ensinamentos da vaziez, não apenas
sobre Rangtong. Rangtong é considerado uma visão sútrica, nem mesmo tantra, nem
Dzogchen. Prasangika é a mais alta visão do Sutra, não do tantra nem do Dzogchen.
Quando a vaziez dupla é percebida na Madhyamaka, o que permanece não pode ser fixado
ou refutado. Isso é bom o suficiente! Mas o Dzogchen aponta que aquilo que permanece é
em si a visão, o caminho e o fruto, tudo junto [indivisível]. Portanto, não há necessidade de
aplicar a pramana de uma dialética prasangika ou refutação no Dzogchen. A Consciência-
Rigpa vê a si mesma e a todos os fenômenos como vazios, sem que o processo de refutação
seja necessário antes ou ocorra. Via J.P
Quinta-feira, 7 de junho de 2018 às 19:25 UTC-03
As Cinco Luzes Primordiais e os Cinco Sons Primordiais Na cosmogonia do Dzogchen,
descreve-se o "começo" sempre presente como o aparecimento das "Cinco Luzes
Primordiais". Mas também há os "Cinco Sons Primordiais". Esses sons são os tons emitidos
por essas luzes. Algumas tradições referem-se a esses tons como a “música das esferas”.
Nosso mundo atual de experiência de uma aparente realidade "externa" é uma tapeçaria
tecida apenas dessas Luzes Primordiais e seus Sons. A mente dualista percebe essas Luzes
e Sons, e conceitualmente as rotula e as descreve de acordo com sua memória
condicionada e pensamento associativo. Mas em nenhum momento nada é realmente
diferente das originais e primordiais Cinco Luzes e Sons. Elas são como os arquétipos
primários a partir dos quais um mundo conceitual de ilusão é conceitualmente construído.
As Cinco Luzes e Sons, como arquétipos primordiais, são vazios de qualquer existência
momentânea; como aparências vazias, sem duração. Eles são lampejos “reais” da
Consciência Primordial, mas nunca existindo além de sua natureza não-nascida. No
momento em que esses arquétipos primordiais surgem, uma das aparências arquetípicas
surge como uma consciência observadora, que observa as Luzes e os Sons, a partir de uma
posição central. Nesse momento, a consciência central observadora, ou reconhece a
“natureza vazia” de si mesma e das Cinco Luzes e Sons, ou não. Se sua natureza vazia não é
reconhecida, a mente conceitualizadora (sem) surge e começa a conceber descrições
fictícias sobre si mesma (sujeito) e suas percepções (objetos). A chave libertadora ainda é
mais relevante neste momento; o reconhecimento da natureza vazia do eu e de todas as
percepções. Todas as percepções ainda aparecem, mas são vistas como fenômenos
espontâneos, inapreensíveis e sem duração. A ausência do “apreensível” e do eu subjetivo
como um “apreensor”; também conhecido como inapreensível e ausente, é um momento
atemporal da consciência vividamente transparente. A experiência não-dual é inefável em
ser lampejos igualmente vazios e inapreensíveis de profunda paz e alegria, dentro da
riqueza total dos arquétipos primordiais de cor e som.
https://www.shambhala.com/snowlion_articles/the-five-indestructible-warrior-sounds/
Jackson Peterson
Quinta-feira, 7 de junho de 2018 às 19:02 UTC-03
Tenzin Wangyal escreveu: “Nos ensinamentos da Grande Perfeição existe o conceito de
lhundrup, perfeição espontânea ou presença espontânea que caracteriza todos os
fenômenos, incluindo felicidade e sofrimento. Tudo quanto surja na experiência é perfeito
assim como é. Todos os fenômenos são uma manifestação das cinco luzes elementares
puras e das cinco luzes todas as qualidades do nirvana se manifestam incessantemente.”
Via JP
Terça-feira, 5 de junho de 2018 às 07:32 UTC-03
Uma Representação Mental Sabemos com certeza científica, na neurociência, que não
experienciamos o que está “lá fora” como a realidade física. Os olhos não podem ver as
coisas, as retinas são receptores passivos de fótons e a informação eletroquímica é
processada no cérebro resultando em uma representação 3D holográfica do que se
acredita ser algo semelhante a "o que está lá fora". Sabemos que cores, luz brilhante,
formas, profundidade e movimento são todos elementos construídos internamente de
nossa representação mental. O que está realmente "lá fora" são padrões de formas de
onda de informações energéticas não processadas. Isso também é verdade para sons e
todos os cinco sentidos. Não há sons na natureza "lá fora". Os sons são como o cérebro
descreve vibrações de moléculas de ar em contato com nossos tímpanos. Tudo o que
conhecemos são essas representações geradas pelo cérebro. Nós nunca temos uma
experiência direta do que realmente está do outro lado de nossos crânios, olhos, orelhas e
pele. Saindo de casa em uma bela e ensolarada manhã de verão, olhando para as folhas
verdes das árvores ao ouvir os sons de pássaros cantando, é apenas uma representação
gerada internamente ocorrendo dentro de seu crânio. Mas onde esta descrição está
ocorrendo? Poderia ser conhecido em outro lugar que não na consciência da mente? Esta
representação é feita de qualquer outra substância diferente da qual seus sonhos são
feitos? E sobre seus pensamentos, crenças e conceitos sobre essas representações
internas? Essas opiniões mentais não são apenas sobre representações internas da mente?
O seu mundo “sólido” de pessoas, criaturas e coisas, só existe em sua mente, dentro do seu
crânio, juntamente com todas as suas opiniões pessoais sobre o seu conteúdo. Note
qualquer experiência perceptiva como ocorrendo apenas em sua mente. Note a natureza
dessa mente. Você não pode encontrar nenhuma natureza material em sua mente. Essa é a
natureza vazia da mente, assim como seu conteúdo; tudo como representações sensoriais
mentalmente construídas e os pensamentos sobre essas representações. O senso de que
há alguém realmente lá observando essas representações e pensamentos, é também uma
representação mentalmente construída. Assim como em um sonho a noite; ao olhar para
uma árvore, aquele que olha para a árvore e a árvore, são representações geradas
mentalmente. Desta forma, podemos usar a neurociência para revelar a inegável verdade
da vaziez dupla; a vaziez de um eu individual e a vaziez de seu mundo representado e seus
habitantes. Isso não quer dizer que não há nada, mas é dizer que toda experiência é tão
real quanto qualquer sonho, ambos ocorrendo apenas dentro do seu crânio. Ao ar livre,
olhando para o horizonte distante e o céu aberto, não é absolutamente incrível o quanto
de espaço você tem dentro do seu crânio? Jackson Peterson
Terça-feira, 5 de junho de 2018 às 07:30 UTC-03
A Natureza Vazia do Praticante Sempre se assume que o buscador da iluminação, da
liberação e da liberdade total é uma entidade legítima ou válida. Se a consciência atenta se
introverte em procurar o “praticante”, não é possível encontrar um. Há pensamentos e
sentimentos SOBRE um, mas além desses elementos descritivos a auto-entidade do
praticante não pode ser encontrada. Assim como se você procurasse o personagem que
você era no sonho da noite passada, esse eu não pode ser encontrado, mas parecia
completamente real durante o sonho. Se essa “ausência de um ‘praticante’ real” for vista
de repente, o praticante, seu caminho, suas práticas e seu papel autocentrado como o
“gerente” do projeto de iluminação, todos desaparecerão. Ninguém permanece como um
“quem” que percebeu isso, mas a consciência é brilhante e vividamente presente, aberta e
livre. Jackson Peterson
Segunda, 4 de junho de 2018 às 06:54 UTC-03
Garab Dorje Garab Dorje foi o fundador do Dzogchen na linhagem Nyingma. Ele ofereceu a
transmissão da percepção da Natureza da Mente mais profunda e transcendental. Ele
afirmou que somente essa “percepção” é necessária, como uma introvisão imediata que
transcende todos os conceitos de “causa e efeito”, práticas e esforços. Aqui está uma
discussão imaginária entre Garab Dorje e um estudante que revela sua transmissão central,
cuja gnose é chamada de “rigpa”. Aluno: Qual prática é melhor para perceber rigpa? Garab
Dorje: Nenhuma prática é necessária. Rigpa está igualmente presente durante eventos
mentais perturbadores, assim como durante sua ausência. Rigpa está sempre presente
como o espaço universal e imutável de toda experiência. É como o espaço vazio e imutável
do céu em que as nuvens da mente aparecem e desaparecem. Aluno: Como então alguém
se estabelece em rigpa? Garab Dorje: Rigpa já está estabelecida como sua consciência
atual. Nenhuma prática ou introvisão altera ou melhora isso. Estudante: Então, se
reconhecido, como estabilizo rigpa e não a perco? Garab Dorje: Rigpa é o único aspecto da
consciência que é sempre estável e que nunca pode ser perdido. A noção de rigpa ser
“estável ou instável” são apenas pensamentos que aparecem dentro de rigpa sempre
estável. Pensamentos sobre “perder rigpa” são apenas pensamentos sobre “perder rigpa”,
sabidos em rigpa, que nunca pode ser perdida. Aluno: Então, por que não posso saber rigpa
agora? Garab Dorje: O saber pelo qual você poderia distinguir rigpa, é a própria rigpa.
Aluno: Como faço para remover os obstáculos que bloqueiam meu saber de rigpa agora
mesmo? Garab Dorje: Aquele que sabe a presença do “pensamento” de que “algo bloqueia
rigpa”, é a própria rigpa. Aluno: Então, o que posso fazer para ver e saber rigpa neste
momento. Garab Dorje: Libere o poder de atenção de rigpa de todos os seus tópicos atuais;
quais sejam: pensamentos, emoções, sensações de si, sensações e todas as percepções.
Então, esse poder de atenção “liberado” se iluminará automaticamente com sua própria
Natureza. Aluno: E se ainda não houver rigpa? Garab Dorje: Então aquilo sobre o qual a
atenção ainda está apegada, é o conteúdo da experiência, ao invés de rigpa. Aquilo que
nota que atenção está fixada [em algo], é a própria rigpa. --Jackson Peterson
Sexta, 1 de junho de 2018 às 07:56 UTC-03
Longchenpa esclarece a visão do Dzogchen: "Como a Consciência (Rigpa) não tem essência
finita, e porque a talidade e atividade deliberada são mutuamente excludentes, e porque a
Consciência já é atemporal e espontaneamente presente, nada precisa ser feito em relação
aos níveis de realização sobre os quais treinar, caminhos espirituais a percorrer, mandalas a
visualizar, empoderamentos a serem concedidas, caminhos a cultivar em meditação,
samaya a manter, atividades iluminadas a realizar, e assim por diante. Isto é o porquê não
há necessidade de realizar de novo o que já é atemporal e espontaneamente realizado. Se
houvesse essa necessidade, seria inapropriado usar a designação convencional
"espontaneamente presente e não-composta". E seguir-se-ia que o dharmakaya estaria
sujeito à destruição, porque seria composto, e isto porque seria criado por causas e
condições". (práticas, etc.) Longchenpa, Choying Dzod, Um Tesouro da Transmissão das
Escrituras, página 120, primeiro parágrafo. Publicações Padma. Página 190: primeiro
parágrafo principal: Longchenpa escreve: "Uma vez que todos os fenômenos são
intemporalmente livres, nada precisa ser feito para libertá-los novamente através de
realização." Parágrafo seguinte: "Mesmo o pensamento de que a liberdade vem da
"introdução direta" é deludido. A pessoa se esforça para libertar essa essência do que a
prende, mas nada precisa ser feito para libertá-la, para uma Consciência desobstruída, que
nunca existiu como qualquer outra coisa, não implica qualquer dualidade de algo a ser
realizado e alguém para realizá-lo. Existe a igualdade, porque nada é melhorado pela
realização ou piorado pela sua ausência, por isso não há necessidade de qualquer
realização adventícia. E porque nunca existiu nada para realizar - a natureza última dos
fenômenos é além da consciência comum - falar de realização até mesmo ao nível relativo
não é nada além de delusão. O que pode ser mostrado neste ponto é a transcendência da
visão e meditação, na qual nada precisa ser feito em relação à realização, ninguém precisa
ser introduzido diretamente, e nenhum estado meditativo precisa ser cultivado. Portanto,
há a expressão "é irrelevante se a pessoa tem ou não realização". Página 191: parágrafo do
meio "Neste caso, o que faz perfeito sentido na abordagem Ati é a realização superior pela
qual a pessoa experimenta diretamente o estado desobstruído em sua desnudez, sem
depender de absolutamente nada. Já que a pessoa não experimenta a separação da
essência da Consciência nem por um instante, dizer que é percebido ou realizado é apenas
usar uma expressão convencional". Via JP
Sexta, 1 de junho de 2018 às 07:29 UTC-03
Unicamente isto é o verdadeiro Ati. Nada mais é necessário. De Longchenpa: “Neste caso, o
que faz perfeito sentido na abordagem de Ati é a realização superior pela qual a pessoa
experiencia diretamente o estado desobstruído em sua desnudez, sem depender de
absolutamente nada. Como não se experiencia a separação da essência da Consciência nem
por um instante, dizer que é realizado ou percebido é meramente usar uma expressão
convencional." Via JP
Sexta, 1 de junho de 2018 às 07:20 UTC-03
“Ele vê a totalidade dos objetos aparecendo e desaparecendo no éter de sua consciência
como uma série de reflexos aparecendo e desaparecendo num espelho. Imediatamente
todas as suas construções de pensamento são separadas pelo reconhecimento, após mil
vidas, de sua natureza essencial, superando a experiência comum e plena de gozo sem
precedentes. Ele fica surpreso, como se estivesse entrando no mudra do assombro. Ele
obtém a experiência da vasta expansão, subitamente sua natureza essencial e própria vem
à tona. --Spanda Karikas Via JP
Sexta, 1 de junho de 2018 às 07:11 UTC-03
Mestre de Dzogchen Bon Tenzin Wangyal: “O praticante da Grande Perfeição vive no
espaço vazio e puro, e o aprecia. Ele ou ela deixa tudo ir, até mesmo o senso de si, e tudo se
dissolve na base ilimitada, o kunzhi, a partir do qual todos os fenômenos surgem como luz
pura e experiência pura. Tudo é vazio e a vaziez é suficiente. É muito espaçoso e luminoso.”
Via JP
Sexta, 1 de junho de 2018 às 07:01 UTC-03
“É somente quando o indivíduo se liberta do grilhão de idéias e palavras que é livre para ter
uma percepção imediata e direta de Si.” Os Spanda Karikas
Sexta, 1 de junho de 2018 às 06:58 UTC-03
Citações do Spanda Karikas como traduzido por Jaidevah Singh. “Quando o ego limitado ou
anava mala do indivíduo é dissolvido, ele adquire a verdadeira característica do princípio
spanda, ou seja, conhecimento e atividade inatos.” “Quando o iogue percebe o princípio do
spanda, sabe que este é o seu Si essencial, e não o seu eu empírico.” O eu egóico NÃO É
Xiva. “A experiência do vazio não prova que não há o Experiente, pois sem o Experiente,
mesmo a experiência do vazio não seria possível. Este Experiente é o princípio do spanda.
(rigpa como uma divindade Sambhogakaya, Buda Vairocana). “Spanda ou o princípio Divino
aparece em dois aspectos, sujeito e objeto. É unicamente o objeto que muda e desaparece,
nunca o Sujeito. Spanda constitui o eterno sujeito”. “As formas particulares de spanda
parecem ser completamente diferentes da consciência para todos aqueles que não estão
despertos para sua fonte divina. Então, estão condenados a uma vida de existência
mundana”. Isto é como a “consciência” não reconhecer as “Cinco Luzes” no Dzogchen.
Quinta-feira, 31 de maio de 2018 às 12:50 UTC-03
Longchenpa escreveu: "No nível último da verdade, o espaço básico totalmente lúcido –
além da transição ou mudança, vazio como o espaço – não pode ser definido como
qualquer coisa, pura ou impura, sujeita a transição ou mudança. Na medida em que sua
natureza manifesta e lúcida é espontaneamente presente, não é um vazio inerte, mas
comparável ao sol e à Lua. Na essência, não implica causa ou resultado, não pertence ao
samsara nem ao nirvana, e serve de base para qualquer coisa que seja surgir, é chamado de
"espaço básico", presente como uma dimensão aberta ou como a fonte, ou fundação, de
todos os fenômenos. Dado que isso constitui o fundamento do ser, aqueles que seguem as
abordagens inferiores estão errados e seu julgamento é obscurecido devido ao próprio
fato de que eles se envolvem em esforço e realização, rejeição e aceitação”.
Quinta-feira, 31 de maio de 2018 às 12:49 UTC-03
Nirvana O nirvana é a verdadeira condição do nosso estado de ser. Pode-se saber
diretamente que o “estado de ser” está fora do espaço, tempo, energia e objetos. A
inteligência do nosso estado de ser constrói espaço e mandalas de tempo; como devaneios.
Espaço e tempo são produzidos na mente como em um sonho à noite, onde nossa
paisagem tem seu próprio relógio de tempo, profundidades espaciais, pessoas e eventos.
Durante um devaneio, o sonhador nunca está realmente “no” mundo dos sonhos, mas, em
vez disso, uma identidade construída como um “eu” está “dentro” do devaneio. É o mesmo
na vida cotidiana. Nosso “estado de ser inteligente”, que está SEMPRE fora do espaço e do
tempo, constrói um holograma 3D em torno de seu “percebedor” projetado, um ponto
central, como o ponto a partir do qual se pode ver. A pessoa que sentimos que somos é
apenas uma projeção dentro da mandala ou holograma. É a nossa "figura de ação" no
devaneio chamado vida. Não é mais real do que a figura de ação chamada Papai Noel.
Ambos são igualmente apenas construções mentais. É a nossa figura de ação como "eu",
uma pessoa imaginada e uma identidade pessoal que passa pelas aventuras, provações e
tribulações da vida cotidiana dentro do devaneio da vida. Não é um eu, é uma projeção
temporária de uma "figura de ação" projetada por esse "estado de ser inteligente" fora do
espaço e do tempo. Através de várias experiências engajadas, a natureza vazia dessa
identidade e de seu mundo construído pode ser conhecida; que revela a verdadeira
identidade da pessoa como o "estado de ser inteligente" fora do espaço e do tempo do
holograma. O holograma e a figura de ação desvanecem-se até o ponto em que a presença
do “estado de ser inteligente” supera todo o holograma experiencialmente. É como se
tornar subitamente alerta ao dirigir seu carro enquanto sonha acordado. O devaneio cessa,
e apenas o "espaço inteligente, consciente e vazio" em que apareceu o devaneio
permanece. É quando o "estado de ser inteligente", fora do espaço e do tempo "se
conhece" como a si mesmo. Isto significa que, estando sempre fora do espaço e do tempo,
e não tendo existência material, nenhuma mudança nunca ocorreu em relação a “você”
como o “estado de ser inteligente” impessoal. Nenhum dano ou benefício veio em sua
direção. Todos os seres sencientes, sejam crianças, adultos ou todas as outras criaturas, são
na verdade uma consciência que está fora do espaço e do tempo. Você não é, e ninguém é,
a “figura de ação” construída para se sentir como um “eu” real no devaneio da vida.
Experiencialmente, conhecendo isso diretamente, é o que o nirvana é. A foto é a “figura de
ação” sendo gerada e projetada em sua mandala holográfica! Jackson Peterson
Quinta-feira, 31 de maio de 2018 às 10:29 UTC-03
Uma Abordagem Metódica Dawa Gyaltsen, um famoso Lama do Dzogchen Bön do século
VIII, ensinou um método para realizar a nossa verdadeira Natureza Búdica. Em oito vídeos
Tenzin Wangyal descreve essa abordagem. A ideia é notar o seu estado atual da mente
cármica (sem); como qualquer estado mental negativo ou estado emocional negativo. Você
fecha os olhos e reconhece o estado mental negativo (sem). Então você percebe que este
estado mental está ocorrendo dentro de sua cabeça, no espaço de sua Mente pura e
primordial (sem nyid). Ele chama esse estado mental de sua "visão". O termo tibetano é
“nang wa”, que realmente significa a experiência interna atual observada. Você então olha
para notar o que é essa Mente pura e primordial, na qual seu estado mental está
aparecendo. Você não vai ver "nada" absolutamente. Isto está percebendo a natureza vazia
da Mente. Isso resulta na dissolução ou redução do estado mental original. Nós então
continuamos a observar a natureza da Mente como não sendo apenas “vazia”, mas há uma
consciência daquela qualidade vazia da Mente. Então, a Mente é o aspecto inseparável da
vaziez e da consciência. Esta combinação não dual é chamada de “Clara Luz”; Clara significa
vazia e Luz significa consciência. Mais é explicado nos vídeos. Mas estou acrescentando que
também se deve tomar como seu estado mental, o "eu" como a sensação do euísmo. Tome
o "mim" como o sentimento de eu, através deste processo como seu "estado mental" alvo.
Caso contrário, você poderia ficar com um "eu" na posição subjetiva que não tem mais
estados mentais perturbadores, pois todos se dissolvem em sua natureza vazia, deixando o
observador subjetivo como o "eu", intacto. Isso pode ser muito útil quando alguém se
encontra em um poderoso estado de euísmo. Tente isso e compartilhe seus resultados, por
favor. OS CINCO ENSINAMENTOS DE DAWA GYALTSEN INTRODUÇÃO OS CINCO
ENSINAMENTOS DE DAWA GYALTSEN INTRODUÇÃO II I NANGWA SEM - Visão é Mente II
SEM TONGPA - A Mente é o Vazio III TONGPA ÖSEL- A Vacuidade é Clara Luz IV ÖSEL
ZUNGJUK - A Clara Luz é União V ZUNGJUK DEWA CHENPO - A União é Suprema Bem
Aventurança VI CONCLUSÃO - Os Cinco Ensinamentos de DAWA GYALTSEN
https://www.youtube.com/watch?
v=gUqoKDJDwfk&list=PL4_lLNK6ru_82QWppGIreZpLedS81nBHI Via Jackson Peterson
Quinta-feira, 31 de maio de 2018 às 09:32 UTC-03
O Campo de Informação e o Universo Holográfico Considere o universo como um campo
infinito de informação. As informações vão desde as realidades espirituais, às formas
mentais ou pensadas, como ideias, até os sentimentos emocionais e percepções sensoriais,
todas incluídas em um único campo quântico de natureza holográfica. A informação pode
ser considerada como frequências vibracionais que compõem o Campo da Sabedoria da
Consciência Infinita. Todas as informações são acessíveis a partir de qualquer ponto no
Campo, se houver meios disponíveis para decodificar e processar as informações.
Considere as frequências de transmissão de rádio e TV e como há todos os tipos de música
e programas de TV ao nosso redor em todos os momentos, mas isso só pode ser acessado
usando um rádio ou uma TV. O rádio e a TV recebem as informações através de suas
antenas, que são então decodificadas e transformadas em música e programas de TV. Um
indivíduo humano seria uma formação holográfica que serve uma função semelhante a um
rádio ou aparelho de TV. Informações como vibrações do campo quântico, tal como o
campo eletromagnético (luz), fazem contato com os cinco sentidos, que então são
processadas e transformadas em formações geométricas tridimensionais (3D) que
chamamos de nossos corpos e objetos de nosso mundo. Nós não vemos e ouvimos a
informação com nossos olhos e ouvidos, experimentamos cores e formações visuais, bem
como sons com nosso "olho interior" de consciência pura. Nosso “olho interior de
consciência pura” é capaz de perceber todas as frequências universais de informação se
tiver as “antenas” apropriadas e o decodificador para essas frequências. Você só pode ter a
experiência totalmente humana com o decodificador de frequência de informação de um
corpo humano, um cérebro e o funcionamento de cinco órgãos sensoriais. É claro que é
preciso ter o “olho interior da consciência” que percebe a informação decodificada. O “olho
interior da consciência” é muito parecido com um espelho vazio e consciente, no qual toda
a informação decodificada “em estado bruto” aparece primeiramente. Mas um processo
mental secundário processa então as percepções cruas através da memória e do
condicionamento, e atribui nomes, rótulos, descrições e significados. Finalmente, o
organismo responde à informação totalmente processada de acordo com sua própria
informação comprimida internamente, chamada DNA. Entretanto, o “olho da consciência
pura” tem seu próprio corpo sutil holográfico com suas próprias antenas e decodificadores.
Ele pode receber informações de frequências extremamente altas (“banda alta”) através de
seu chakra do coração e chakra do "olho da sabedoria" atrás da testa física, na glândula
pineal. Essa informação pode ser considerada de natureza “transcendental”, espiritual e
iluminadora. É essa banda de informação que transforma sua mente cármica de baixa
frequência e sua auto-identidade cármica. O "olho interior da consciência pura" (rigpa) tem
a capacidade livre de sintonizar em qualquer canal de frequência que julgue mais agradável
ou interessante. Nada pode prejudicar, mudar ou melhorar o “olho interior da consciência
pura”. O campo de informação infinito em que se sintoniza é, na verdade, sua própria
exibição de sabedoria radiante, não algo à parte e estranho de si mesmo. Todas as
encarnações e mentes são como várias lentes que ele usa para olhar através de seu próprio
corpo de sabedoria holográfico e radiante. A luz que projeta os hologramas no espaço
(nosso mundo) e na mente (sonhos e pensamentos) é a própria luz do “olho interior da
consciência pura”. E pode se descobrir através de certos meios que você na verdade é e
sempre foi esse "olho interior da consciência pura" o tempo todo. Um desses “meios” é
conhecido como o caminho do Atiyoga, onde a “luz interior da consciência pura” é, em si, o
seu próprio meio de conhecer a si mesmo. Ao sintonizar-se internamente na banda de
frequência mais alta da Consciência de Clara Luz, a informação de sabedoria acessada
redefine e atualiza todo o complexo energético; tanto para os corpos sutis e grosseiros
quanto para a mente e estados mentais. Se isso ressoa e soa interessante, um bom lugar
para começar é ler o meu livro “A Felicidade Natural do Ser”
https://www.amazon.com.br/Natural-Bliss-Being-Jackson-Peterson/dp/1482020173
Jackson Peterson
Quinta-feira, 31 de maio de 2018 às 09:32 UTC-03
"O que experienciamos como um mundo sólido não é nada além de uma série de
percepções". Lama Gendun
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 20:30 UTC-03
Aqui está um deleitoso áudio de dezessete minutos de Trungpa Rinpoche compartilhando
suas entrevistas pessoais do Dzogchen que ele teve com o professor raiz, Jamgon
Kongtrul. A melhor parte é a 9 minutos e 45 segundos: Trungpa falando, diz que Jamgon
disse: "Não existe tal coisa como iluminação, é isso!”
https://www.chronicleproject.com/jamgon-kongtrul-of-shechen/
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 20:29 UTC-03
Trungpa escreveu: "O princípio básico dos slogans da bodichita última é repousar na oitava
consciência, ou na alaya, e não seguir nossos pensamentos discursivos. Alaya é uma palavra
sânscrita que significa “base”, ou às vezes “morada” ou “lar”, como no Himalaia, ou "morada
da neve". "Então alaya tem essa ideia de uma vasta gama. É o estado fundamental da
consciência, antes de ser dividido em "eu" e "outro" ou nas várias emoções. É o terreno
básico onde as coisas são processadas, onde as coisas existem.” Chogyam Trungpa Jackson:
Trungpa estava errado sobre isso. A 8ª Consciência ou Alayavijnana, não é onde nós
"descansamos". No Dzogchen falamos às vezes da "Nona Consciência" ou a Base primordial
ou a Zhi pura. A oitava é um terreno neutro onde todas as propensões cármicas são
"alojadas". Descansar lá é como descansar em um vazio em branco e sem brilho e não tem
nenhum aspecto de sabedoria. Este tipo de descanso na 8ª Consciência ou alaya é
advertido de forma consistente no Dzogchen. Aqui está tudo o que você precisa e deve
saber sobre este tópico pelo Prof. David Germano:
http://www.middlebury.edu/media/view/440167/original/waldron_germano_comparison_
of_alaya-vijnana_in_yogacara_and_dzogchen.pdf
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 15:20 UTC-03
Conteúdo e Contexto Durante um sonho à noite, a consciência está totalmente atenta às
cores, formas e sons da paisagem onírica, além de estar atenta aos pensamentos, emoções
e sensações da sua identidade sonhada. Mas onde está acontecendo esse sonho e seu
conteúdo? A neurociência diz que o sonho está ocorrendo no cérebro. Se prestarmos muita
atenção enquanto adormecemos à noite, podemos notar um espaço cristalino e vazio, no
qual as imagens oníricas começam a aparecer. Esse espaço interno é a Mente de Clara Luz;
o auditório vazio onde o sonho acontece. Ele nunca se move ou muda, apenas o conteúdo
do sonho o faz. Quando você acorda de manhã, o sonho cessa de aparecer no auditório
vazio da Mente de Clara Luz, mas um novo mundo 3D de origem sensorial aparece no
imutável auditório vazio da Mente de Clara Luz. Seu corpo e mundo são imagens
holográficas projetadas e ocorrendo “dentro” da Mente de Clara Luz, exatamente como um
sonho à noite. No Dzogchen, estamos direcionando a atenção consciente da fixação do
conteúdo holográfico 3D para o auditório vazio no qual ele está aparecendo. A
neurociência diz que o holograma 3D, o derivado sensorial do nosso corpo e mundo
comuns está ocorrendo no cérebro. Mas os praticantes do Dzogchen experimentam o
universo, o corpo e as percepções sensoriais como aparecendo no auditório vazio da Mente
de Clara Luz. Iogues experientes diriam que a Mente de Clara Luz vazia, o auditório onde
TODAS as experiências aparecem, é o “chakra da coroa” cristalino e sem fronteiras. Feche
seus olhos. Sua consciência agora é mais facilmente capaz de sentir a vastidão vazia e
infinita do seu chacra coronário. Quando a atenção muda do conteúdo interior para a
vaziez cristalina deste auditório interno, a identidade muda de ser um aspecto do conteúdo
para ser a presença vazia e acolhedora em que aparece. A identidade é agora conhecida
como sendo a própria Mente de Clara Luz primordialmente vazia, o espaço prístino, como o
auditório da Consciência vazia. O Imperador Chinês Wu, perguntou a Bodidarma, "Qual é
então o princípio mais importante do Budismo?” Bodhidharma: “a Vasta Vaziez. Nada
sagrado” Eu diria, “a Vasta Vaziez, tudo sagrado”. Jackson Peterson
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 14:04 UTC-03
Eu encontrei um texto que tenta descrever o que exatamente Plotino ofereceu como uma
metodologia para a realização da Natureza Absoluta da Consciência. O autor resumiu na
seguinte descrição, que é idêntica ao método do Dzogchen descrito por Vairocana nos
textos mais antigos do Dzogchen Semde! “Plotino quer que o leitor não consiga encontrar
a mente/intelecto a fim de se abrir à experiência de não se concentrar em nada particular.
Quando os esforços cessam, o campo da atenção pode entrar em um nível cognitivo mais
elevado: expande-se infinitamente e abrange todas as coisas em uma intuição atemporal e
sem espaço. Então, como explica Plotino, o estado de contemplação está presente –
notamos que o movimento do pensamento chegou ao fim e percebemos que estamos no
Todo; não buscamos mais nada, porque possuímos tudo”.
https://pressto.amu.edu.pl/index.php/sppgl/article/download/92/54 Via Jackson Peterson
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 13:44 UTC-03
O Absoluto Percebendo o Absoluto Quando o Absoluto é o seu estado cognitivo, pode-se
notar mais tarde que qualquer pensamento sobre "não mais estar no estado Absoluto" é
em si o Absoluto que gera esse pensamento, e é o estado Absoluto que está conhecendo
esse pensamento. Você é sempre o Absoluto manifestando seus próprios pensamentos,
senso de eu e estados interiores, mesmo quando essas cognições descrevem “estar
separado do seu estado Absoluto”. J.P
Quarta-feira, 30 de maio de 2018 às 13:44 UTC-03
A Perfeição da Grande Perfeição O Dzogchen e todas as grandes tradições místicas
coincidem; o universo e tudo o que acontece nele é infinitamente perfeito. Tudo é o
movimento dessas energias perfeitas. Todas as experiências, pensamentos, intenções,
sentimentos, percepções, ações e sensações são infinitamente perfeitas porque sua fonte
é perfeita. Sem sofrimento, a maioria nunca olharia mais profundo. Estamos todos no
forno, sendo cozidos na temperatura certa. Às vezes, parece muito quente ou, às vezes,
demora demais, mas todas as condições são EXATAMENTE o que é necessário. É por isso
que o principal princípio do Dzogchen é “nenhum esforço para mudar ou corrigir qualquer
aspecto”; Chozhag (deixe ser). Quão útil é tentar corrigir algo que já é sempre perfeito? J.P
https://www.facebook.com/groups/389074547867876/permalink/1526380394137280/
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:19 UTC-03
Um voto ou compromisso no Dzogchen é chamado de "samaya". Não há regras ou "samaya"
normal no Dzogchen. No entanto, um famoso "samaya" do Dzogchen é: Não desejar ou
tentar mudar a experiência de algum modo. J.P
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:18 UTC-03
A linhagem não é garantia de eficácia ou de poder do professor da linhagem. A linhagem é
muito valiosa como um canal de informação e instrução prática, e por isso todos nós
devemos oferecer gratidão e respeito. No entanto, a eficácia do Dzogchen só pode ser
aferida pela profundidade da experiência direta do professor da própria rigpa, não por
linhagem ou mérito. Eu ensino a partir da própria visão de rigpa que é sua própria linhagem
estabelecida por si mesma e não tem nada a ver com um "eu". Portanto, o único critério
verdadeiro de autorização é a realização do aluno. Não tenho interesse em aprovações de
linhagem nem em aprovações de Norbu. Cada aluno precisa avaliar a habilidade e a
capacidade de um professor, não baseado no boato ou opinião de outra pessoa, linhagem
ou autoridade assumida. J.P
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:17 UTC-03
Olá a todos! De tempos em tempos me perguntam se tenho algum treinamento real nas
tradicionais linhagens do Dzogchen. Eu, então, cada vez monto uma pequena "bio" sobre o
meu passado no Dzogchen. Para aqueles curiosos em saber: Eu tenho todos os
ensinamentos da linhagem, lung e instruções práticas para o Dzogchen Semde, Longde e
Mangagde, incluindo o Yangti de Namkhai Norbu em 1985-1988. Fui seu cozinheiro-chef
particular por um tempo e passei muito tempo pessoal sozinho com ele. Ele me deu
permissão para ensinar o Dzogchen Semde. Também recebi as instruções do Dzogchen de
trekchod e togal de Shardza Rinpoche diretamente do Bon Menri Lopon. Eu também recebi
a transmissão do togal do Yeshe Lama através da linhagem de Dudjum Rinpoche. Eu
também recebi os ensinamentos essenciais do Mahamudra em um retiro de prática da
linhagem do Dalai Lama. Em 1978, enquanto estava no Nepal, Sabchyu Rinpoche realizou
pessoalmente para mim o empoderamento inicial para a prática do estágio de geração da
Karma Kagyu. Eu recebi muito mais transmissões tanto da Kagyu quanto da Nyinma para o
gTumo yoga. Recebi e pratiquei as sadanas tântricas de Vajrayoguine e a tradição Siamukha
de Ayo Khandro, bem como uma tradição da prática Chod de Machig Labdron. Recebi
instrução pessoal de Trungpa Rinpoche em 1979 e outros incluindo Kalu Rinpoche e Lama
Wangdor nos anos 80. Eu participei de um retiro com a Dra. Trogawa Rinpoche sobre a
medicina tibetana em relação ao Dzogchen. Eu tenho muitas transmissões de linhagem! Eu
tenho conduzido retiros por toda a Europa, América do Norte e Central por quase dez anos
com centenas de participantes passados. Jackson Peterson
https://www.facebook.com/groups/137617126381879/permalink/827759357367649/
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:17 UTC-03
O que é "materialismo espiritual"? Aquele que busca iluminação, liberdade, amor e bem-
aventurança é uma mente presa em seu próprio conceito egóico. A tarefa mais impossível é
para o processamento mental que produz um constructo de pensamento surgindo
dependentemente da mente que parece ser um eu, um indivíduo, uma pessoa ou uma
alma; é de esperar que quando a mente cesse de gerar esse auto-constructo haja algum
tipo de eu que permaneça para conhecer sua própria ausência, estabilizar sua própria
ausência e desfrutar de sua própria ausência. Da mesma forma, quando a mente deixa de
gerar o eu ou a pessoa individual imaginária, ela não vê mais ninguém para liberar. Isto
significa que qualquer esforço para liberar "a si mesmo" ou para liberar os "outros" é
precisamente o que significa o termo "materialismo espiritual". Jackson Peterson
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:17 UTC-03
Rigpa: "Não é uma visão em que há um 'eu' que vê. Nem é uma visão em que não há nada,
nenhuma identidade absolutamente. Não é uma visão de uma ausência total, dum nada.
Pelo contrário, é um ver que não há coisa, nenhuma coisa concreta. Isso é chamado de ver a
essência da mente. No contexto do Dzogchen, esse Ver da essência da mente é chamado
de rigpa. Rigpa significa um senso de conhecer, uma qualidade desperta. Em tibetano,
falamos sobre rigpa e ma-rigpa, conhecer e desconhecer. Esse desconhecimento é
geralmente chamado de ignorância. Rigpa é a cognição simultânea de três qualidades: a
qualidade de ser vazio, a qualidade de ser consciente e a qualidade de ser não-confinado.
Rinpoche, Tsoknyi (2013-12-15). Dignidade Despreocupada (pp. 89-90). Rangjung Yeshe
Publications Via Jackson Peterson
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:16 UTC-03
“De acordo com Nagarjuna, o vajrayana pode ser entendido em termos de sete aspectos.
Todos os sete são baseados na ideia do espaço antes do primeiro pensamento, na
percepção que não permite que ocorra a mente cognitiva secundária. Isto é, eles são
baseados na primeira mente cognitiva, que é na verdade uma não-mente; são baseados na
mente que ainda não se formou e, portanto, têm a qualidade do primeiro choque.”
Chogyam Trungpa Norbu nos disse: "No primeiro momento da percepção, da experiência,
esse é um momento puro de rigpa, antes que a conceitualização se inicie em relação à
percepção". Via J.P
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:16 UTC-03
A Não-Dualidade é conhecida quando a consciência e a experiência são vistas como
sinônimos, não como dois tópicos diferentes. Quando um pensamento ocorre, é isso que a
consciência é. Quando uma emoção ocorre, é isso que a consciência é. Quando ocorre uma
sensação, é isso que a consciência é. Quando ocorre uma percepção sensorial, é isso que a
consciência é. A mente divide teoricamente a consciência da experiência como se ela
existisse separada e independentemente. Vendo que a consciência e a experiência são
primordialmente não-duais, apenas os idiotas sugeririam que temos que aprender a
integrar nossa consciência com todos os diferentes tipos de experiências. Quando que uma
experiência não está integrada com a consciência? Onde podemos encontrar uma
experiência desprovida de consciência? Verifique: quanta distância existe entre a
percepção e a consciência dela? Jackson Peterson
Segunda, 28 de maio de 2018 às 08:09 UTC-03
Norbu me deu permissão para ensinar Semde. A pureza da transmissão só pode ser auto-
verificada. A transmissão é de si mesmo para si mesmo. Uma vez que rigpa foi verificado,
ensina-se como quiser e não se segue nenhum protocolo ou regra. Eu estou ensinando fora
da tradição da linhagem tibetana porque acredito que ela é um enorme fracasso. Jackson
Peterson ..................................................................................................................................... Norbu
gave me permission to teach Semde. The purity of the transmission can only be self-
verified. Transmission is from oneself to oneself. Once rigpa has been ascertained it
teaches as it will and follows no protocol or rule. I am teaching outside the Tibetan lineage
tradition because I believe it's a huge failure.
Domingo, 27 de maio de 2018 às 19:11 UTC-03
O Caminho Direto O "caminho direto" é aquele em que usamos a nossa consciência atual
como o método. Simplesmente olhamos para a verdadeira natureza do próprio estado
mental. É um pouco como entrar numa sala e apenas olhar o que está nela. A princípio, a
atenção está voltada para a mobília da sala; pensamentos e imagens mentais. Por fim, a
mente pode começar a notar o espaço cognitivo vazio, consciente e desperto da própria
sala. Esse é o começo do surgimento da Mente de Luz Clara, a Mente Búdica Primordial;
que é a verdadeira natureza de cada mente. A consciência que começa a notar esse espaço
cognitivo vazio e transparente é em si o mesmo espaço cognitivo vazio e transparente.
Como o espaço interno da consciência parece mais claro e lúcido, o aspecto subjetivo que
está percebendo essa clareza aumentada está se tornando mais claro, alerta e vazio. A
sabedoria não-dual da liberação ocorre APENAS durante a presença da Mente de Luz Clara,
absolutamente lúcida, desperta e transparente. Eu recomendo fechar os olhos e apenas
notar o que está ocorrendo, o que já existe como consciência e o que está percebendo isso.
Aqui abaixo está uma explicação completa que pode ser aplicada em uma sessão sentada
ou ainda na cama pela manhã: Notas Práticas: Os Três Aspectos da Mente e Como Ocorre a
Realização Mencionei isso muitas vezes por vários anos, à noite e de manhã especialmente;
com os olhos fechados, deitado de costas, vou focar a atenção ligeiramente para cima e
para a frente como se estivesse olhando para o espaço do "terceiro olho" (olhando DE um
lugar atrás dos olhos, mas de volta um pouco mais em direção ao centro do crânio). Eu
apenas "olho" sem qualquer visualização e sem expectativas. 1. No início, o espaço
cognitivo parece denso como se as nuvens da mente cármica pensante estivessem
preenchendo o espaço. Os pensamentos também estão aparecendo e desaparecendo
ativamente, e não há nenhuma sensação visual do espaço escuro, vazio e claro. O campo
visual é como dirigir em um nevoeiro denso à noite, onde seu campo de visão termina no
seu pára-brisa. Eu chamo essa primeira etapa: a mente cármica. 2. Simplesmente continuo
fazendo nada mais do que olhar para esse espaço da mente embotado e denso, mas
concentrado, olhando ligeiramente para cima para o espaço próximo ao terceiro olho. Sem
se envolver em pensamentos ou imaginação, depois de alguns minutos de apenas "olhar"
esse espaço da mente, o espaço interno começa a clarear. É como se a neblina à frente do
seu carro estivesse limpando e você pode começar a ver à distância. Não vejo nada a
principio além do espaço que está se tornando claro com uma sensação de profundidade,
como olhar para o espaço vazio do céu em uma noite clara e muito escura. Você não repara
as estrelas no céu, mas apenas o sentido profundo das profundezas infinita do espaço
vazio do universo. 3. Continuando apenas a olhar para a frente e ligeiramente para cima
deste espaço interior vazio, ele se torna completamente vazio da mente cármica nublada; o
nevoeiro se dissipou. A visão interna à frente é uma sensação de grande profundidade, sem
fim à vista, como um espaço escuro cristalino e infinito. O estado da mente é igualmente
claro, sem traços de pensamento, imagens ou senso de eu. 4. Continuando livre de
agarramento e julgamento, essa clareza interior vazia começa a revelar "introvisões" sobre
a verdadeira natureza desse estado cognitivo cristalino. De início surge algo como "ah sim,
esta é a minha natureza real" como um lampejo espontâneo de introvisão. Eu chamo esse
"reconhecimento" de um momento de sabedoria da gnose, ou introvisão de rigpa. 5. Além
disso, uma sensação de transparência totalmente cristalina se desenvolve, na qual toda a
materialidade e a localização desaparecem, como se você fosse agora a consciência vazia
que a tudo permeia em que o universo e todas as percepções aparecem. Aqui, a introvisão
de sabedoria sempre acompanha essa clareza transcendental como uma certeza de que
"você" nunca se moveu, nunca mudou, e que se você abrir os olhos neste momento, o
mundo visual e o mundo auditivo, ambos são experienciados como não-duais com a
consciência. Aqui, a experiência não-dual de "a forma é a consciência vazia e a consciência
vazia é a forma" é completamente óbvia e sabida. Isso geralmente acontece quando me
levanto da cama pela manhã com a consciência clara de "estar no mundo, mas não
pertencer a ele". É um estado de Sabedoria cristalino, transcendental e não-dual; o estado
de sabedoria intrínseca da própria rigpa. É geralmente enquanto estou nessa clareza que
escrevo e posto meus textos usuais da manhã. Eles simplesmente fluem espontaneamente
dessa clareza como se eu estivesse canalizando de algum poder interno superior. Então,
para resumir; o primeiro estado é um estado da mente cármico e localizado. Isso evolui
para um estado localizado de consciência cristalina que não possui auto-identidade pessoal
nem mente cármica. Finalmente, surge um estado não-localizado e transcendental da
"Base do Ser", que é conhecido como estando fora do espaço e do tempo, enquanto o
espaço e o tempo estão aparecendo nele. Esta progressão da consciência da mente
cármica para sua transformação última em seu estado mais fundamental, essencial e
transcendental, Darmakaya Rigpa, parece ocorrer SEMPRE se as instruções que eu
compartilhei sejam seguidas exatamente como eu descrevi; sem se envolver em nenhum
outro fenômeno visual ou mental. Pode levar até uma hora para que isso evolua conforme
descrito, então a persistência é necessária. Essa persistência trabalhosa simplesmente se
dissolverá por si só, uma vez que o processo atente o seu próprio momentum. É como dar
um leve empurrão para fazer com que uma grande rocha comece a rolar por uma encosta.
Quando o estado da mente cármica e densa ocorrer novamente depois, ele terá sido
modificado permanentemente, e nunca se solidificará completamente em uma identidade
egoica "sofredora" novamente. Um interruptor de Luz interno foi virado para a posição
"ligado". Sua vida, então, é gradualmente transformada em conformidade com a sua visão
última da realidade, confortavelmente e com segurança ao longo do tempo, enquanto um
crescente e mais amplo círculo de iluminação ilumina seu mundo sem esforço. À medida
que este processo se aprofunda ao longo do tempo, ocorrerão vários momentos de
percepção extrassensorial. Isto pode ser como telepatia, clarividência e sincronicidades
inexplicáveis. A prática de togal aumentará ainda mais os resultados. Você pode realmente
aplicar a metodologia descrita acima brevemente enquanto está sentado em um parque,
andando em um trem, ônibus ou carro (não enquanto dirige) e em sessões de sentar mais
longas. Se verificará que "virar o interruptor" se tornará cada vez mais fácil ao longo do
tempo, eventualmente, levando apenas alguns segundos. Para os seus fins de pesquisa, por
favor, coloque esses exercícios em prática e relate seus resultados, dificuldades e
introvisões sobre esse tópico. Espero que este seja o início de uma metodologia
padronizada, rápida e completamente genérica em benefício do maior número. “Essa
natureza clara e luminosa da mente é tão imutável quanto o espaço. Não é afligida pelo
desejo e assim por diante, as manchas adventícias, que surgem de pensamentos incorretos.
A natureza do espaço não é alterada pelas nuvens, fumaça e assim por diante. Da mesma
forma, o tatagatagarba, a natureza clara e luminosa das mentes de todos os seres, é
imutável. Não é nem um pouco alterado pelo fato de os véus serem purificados ou não, e
assim por diante”. Jamgön Kongtrul Via Jackson Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 16:05 UTC-03
A Consciência Subconsciente e Secundária Nos ensinamentos do Dzogchen, ensina-se que,
a princípio, há simplesmente a cognição primordial, vazia e consciente da Mente Búdica
impessoal ou Samantabhadra; Kuntuzangpo. Sua natureza é “Todo Boa”. Então dentro
disso surge uma consciência secundária (shes pa) que pode reconhecer instantaneamente
que é ela própria um surgimento dinâmico da consciência da Mente Búdica ou pode não
reconhecer isso. Se ela se reconhece, ela então se manifesta como uma validação
afirmativa da sabedoria de sua própria existência verdadeira e primordial, antes e fora do
espaço e do tempo. Este é o verdadeiro significado de rigpa, esse reconhecimento auto-
validante, o momento de sabedoria da consciência pura. Agora, se ela não reconhece sua
origem última, ela então parece "individual" e separada de sua Base. Então, a Base ou a
Mente Búdica aparecem como sua própria fonte “subconsciente” pessoal de seus
pensamentos, intenções e ações. Em um estado mental menos obscuro, esse
"subconsciente" pode aparecer como seu "poder superior", como se estivesse recebendo
orientação de sabedoria de sua própria origem como a Mente Búdica; mas isso ainda é
separação e dualismo. Os místicos, ainda num estado de separação, considerariam esse
“poder superior” como sendo Deus. Mas, novamente, isso ainda é separação e dualismo. A
consciência secundária ainda não reconheceu sua própria natureza verdadeira. Essa é a
origem da ilusão de ser um eu individual. A sabedoria conhecedora da Mente Búdica surge
então como pensamentos comuns, que apoiam a auto-ilusão e impulsionam suas
atividades. A consciência secundária então se confinou e se deformou em ser um "eu" bem
definido e separado vivendo em um mundo mental de pensamentos que estão
constantemente surgindo do subconsciente. Esse "eu" é a soma de seus pensamentos que
são sua estrutura fundamental definidora e a consciência secundária, à qual os
pensamentos se referem. Esse "eu" é idêntico em estrutura à auto-identidade
experimentada nos sonhos à noite. É apenas essa consciência secundária com um eu bem
definido que experimenta o samsara. O samsara é a soma total de seus pensamentos sobre
si mesmo e seu mundo de experiências. No entanto, o que ocorre é que a consciência
secundária pode reconhecer a natureza vazia de sua própria existência e pensamentos
separados e independentes, ponto em que o “subconsciente” agora funciona como a
Mente Búdica, informando e enformando a consciência com as sabedorias búdicas pura
(yeshe). A consciência secundária sempre foi uma consciência de sabedoria (yeshe), a um
passo muito curto de conhecer sua verdadeira origem. Então, sua encarnação e mente se
tornam vasos dessas Sabedorias Búdicas, e as atividades búdicas fluem livremente. Na
experiência comum, a Base Primordial ou a Mente Búdica é uma consciência vazia. A
consciência secundária é a “presença” vívida e energética dessa consciência primordial. É o
que entra e experimenta qualquer mundo ou mandala. Essa "presença" ou está em perfeita
sincronia não-dual com sua base de consciência, como a plena "Presença de Consciência",
ou se transforma em seus próprios pensamentos euístas como "distração". “Distração” é
quando a “presença” da consciência dispara em um devaneio de pensamento através do
seu poder energético de atenção. Sua sincronia dinâmica e coerente com sua própria fonte
foi momentaneamente interrompida e o samsara surge nesse momento. Para a maioria,
"distração" pode ser definida como o devaneio crônico e não percebido de um "eu" bem
definido e seu mundo fictício de crenças fictícias. Quase todos os professores estão
tentando reformar e ensinar esse “eu” imaginário. Um verdadeiro professor fala
diretamente à “consciência secundária”, guiando sua “atenção” de volta a si mesma e à
origem, enquanto ignora a tagarelice incessante de seu “eu” imaginário. Jackson Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:56 UTC-03
De outro tópico: “A visão de ‘Soh’ está correta somente SE for visto que todos os
fenômenos são a Consciência conhecedora; não energias inertes e inanimadas. Cada
momento de consciência, como fenômenos experienciados é vazio e puro, consciência, e
uma formação energética texturizada; tudo ao mesmo tempo. O elemento do meio de
todos os fenômenos, a ‘consciência’ (rigpa), é o que é reconhecido como a Mente Búdica,
que é a Natureza Búdica em si. Este é o verdadeiro ‘caminho do meio’, rigpa: não se inclina
demais para sua vaziez e nem muito para seu aspecto formativo. Para os iogues, isso
significa que rigpa é o canal central; e os canais laterais quando energizados são os
“extremos”, portanto os tântricos mantêm a consciência centrada no canal central, o
verdadeiro significado do “caminho do meio”. Via JP
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:48 UTC-03
Clareza Vazia Na experiência de nosso "Estado Natural" como a Mente Búdica primordial,
ela é conhecida como uma vaziez consciente na qual nada fica preso ou cria qualquer atrito.
Isso porque essa consciência vazia não tem materialidade, substância, identidade ou forma.
Imagine que você é o espaço vazio do céu através do qual passam nuvens, pássaros e
aviões, sem atrito, contato ou perturbação. Agora note que todas as percepções e
pensamentos estão aparecendo no espaço vazio de sua consciência, sem atrito, contato ou
perturbação. Você não pode ser perturbado porque você é o puro espaço vazio e aqui não
há nada fazendo contato com qualquer coisa. Você é o anfitrião que nunca entra em
contato com seus convidados, mas seus convidados aparecem inseparavelmente como
reflexos em um espelho. Você não pode se tornar essa pura "consciência vazia do espaço",
porque você já é, para sempre, apenas isso. Nenhuma prática pode torná-lo mais vazio do
que a vaziez absoluta que você sempre é. Apenas ler isso pode fazer com que esse espaço
super-vazio de consciência se vivifique repentinamente como a transparência absoluta de
nosso estado primordial. Assim sendo, por favor, compartilhe! Jackson Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:43 UTC-03
De outro tópico: Quando a sabedoria de rigpa surge, ela se torna conhecida com total
certeza; sem está mais sujeita a especulações conceituais. O universo, o campo quântico
Consciente, aparece dentro do Espaço vazio da Consciência que nunca se move ou muda.
Não existe outro eu real além do Espaço Vazio universal. Esse é o famoso espelho, que
aparece como hologramas vazios surgindo dentro dele. Um reflexo localizado e originado
de forma dependente, nunca pode “se tornar” a Vaziez infinita e não-dependente. Jackson
Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:39 UTC-03
A Natureza Vazia da Conjectura A conjectura é o pensamento “eu existo”, que então se
torna “eu posso pensar, eu posso me lembrar, eu intento, eu decido e eu faço”. Mas pode
ser revelado que nenhum eu existe nem um Buda que pensa, lembra, intenta, decide, age,
percebe ou experimenta. Tudo isso acontece, mas puramente como o surgimento
impessoal da origem dependente. Alguns dizem corretamente que todas as aparências são
meros “conceitos dependentes”; mas ainda acreditam que são aquele que origina tais
conceitos como sendo um concebedor, pensador e originador. Alguns outros dizem que
eles simplesmente permanecem relaxados e assistem ao espetáculo, enquanto acreditam
que eles existem como um “apreciador” e “observador” do espetáculo. Sentimentos de
prazer e observação sensorial surgem, mas nenhum apreciador ou observador é
encontrável. O Buda foi abordado e perguntado por uma pessoa chamada Bahiya para
revelar a introvisão necessário para realizar a iluminação: "Ensine-me o Dhamma (verdade
suprema), Ó Abençoado! Ensine-me o Dhamma, Ó Bendito, que isso me trará felicidade e
bem-estar por muito tempo.” O Buda respondeu: “Então, Bahiya, você deve treinar assim:
Com relação ao que é visto, haverá apenas o visto. Com relação ao que é ouvido, haverá
apenas o ouvido. Com relação ao que é sentido, haverá apenas o sentido. Com relação ao
que é conscientizado, haverá apenas o conscientizado. Assim é como você deve treinar.
Quando com relação ao que é visto houver apenas o visto, ao que é ouvido houver apenas o
ouvido, ao que é sentido houver apenas o sentido, ao que é conscientizado houver apenas
o conscientizado, então, Bahiya, você não estará ‘com aquilo.’ Quando você não estiver
‘com aquilo,’ então você não estará ‘naquilo.’ Quando você não estiver ‘naquilo,’ então você
não estará aqui, nem além e tampouco entre os dois. Isso em si mesmo é o fim do samsara
(sofrimento).” Ao ouvir esta breve explicação do Dhamma (verdade suprema) do
Abençoado, a mente de Bahiya logo foi liberada. Tendo compartilhado esse ensinamento
com Bahiya, o Abençoado partiu. Via Jackson Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:30 UTC-03
A Ilusão do Carma e da Ação Pessoal Todos os reflexos que aparecem em um espelho, não
têm capacidade de influenciar independentemente um ao outro. Todos os movimentos dos
reflexos são determinados unicamente pelos objetos que estão sendo refletidos. Todos os
personagens que aparecem em uma tela de cinema não têm capacidade de agir de forma
independente em relação a outro. Todos os seus movimentos, palavras e ações estão
contidos no filme do projetor de filmes. David Bohm explica que tudo o que aparece na
consciência (como fenômenos de todo tipo), na tela da mente, é uma projeção 3D
holográfica, como um filme pré-empacotado em um DVD 2D de uma fonte mais profunda.
Ele chama nossa dimensão da experiência fenomênica de “ordem explicativa” (o filme) e a
fonte projetora como “ordem implícita” (o projetor). Em sua opinião, os fenômenos de
partículas, átomos, moléculas e macro-objetos subatômicos não se envolvem
causativamente uns com os outros, nem são capazes de influenciar um ao outro. O que
chamamos de realidade ou universo em geral é mais como uma imagem holográfica em
que as características determinantes das aparências estão contidas dentro da chapa do
holograma (filme) para ainda serem iluminadas pela luz dentro do projetor. Poderíamos
chamar a informação no DVD ou chapa holográfica, o potencial da função de onda da
Mente Búdica ou rigpa. A função de onda de rigpa ou potencialidades de rigpa são os
Atributos Búdicos ou arquétipos platônicos, como descreve Penrose. Neste caso, o
Dzogchen também está dizendo que tudo é a projeção do filme (tsal) de rigpa, a Mente
Búdica. Nenhum dos personagens projetados tem qualquer poder para agir ou influenciar
os pensamentos, sentimentos, percepções ou ações dos personagens dentro do filme que
está sendo projetado por rigpa ou Mente Búdica. O filme e o universo nunca são mais do
que percepções e pensamentos da Mente Búdica. Não há universo material, objetivo ou eu
físico. O carma não é ganho por nenhuma ação realizada por nenhum dos personagens do
filme, pois seus papéis não estão sendo determinados por suas próprias decisões de agir
ou não. Quando digo que o "subconsciente" pode repentinamente deixar de projetar a
auto-identidade pessoal, na verdade quero dizer que "rigpa" deixa de projetar seu tsal
(energia) como a formação energética na forma de um eu imaginário sentido como "mim".
O único agente causador é rigpa, Mente Búdica, como sendo o projetor de filmes. O
projetor de filmes nunca está no filme nem é influenciado por seus filmes. As
características dos elementos que aparecem no filme são determinadas unicamente pelo
projetor de filmes. Não há graus de liberdade para os personagens no nível do filme ou do
universo explicito. No entanto, todos os graus de liberdade pertencem apenas ao projetor
de filmes ou rigpa, a Mente Búdica. No Dzogchen, rigpa é a única fonte de todos os
fenômenos e ações, como o “Monarca Todo Criador”, Kunje Gyalpo. Ao entender isso, é
visto que o filme que está sendo exibido a qualquer momento pode ser apenas a exibição
dos Atributos Búdicos, como rigpa ou Mente Búdica, é a única fonte. É por isso que o termo
“Grande Perfeição” pode ser aplicado a toda a realidade e experiência. No Xivaísmo da
Caxemira, Xiva é a única fonte de todos os fenômenos e ações. No Sufismo, Allah é a única
fonte de todos os fenômenos e ações. Na Cabalá, YHVH é a única fonte de todos os
fenômenos e ações. Em todas essas tradições místicas, o objetivo é a percepção de que
você é realmente o projetor, não o eu projetado no filme. Mas essa realização e sua
atualização vêm como projetadas pelo projetor, pois o eu projetado não tem graus de
liberdade para “fazer” isso. Jackson Peterson
Domingo, 27 de maio de 2018 às 15:23 UTC-03
O estudioso e praticante do Dzogchen, David Germano, explica (abaixo) detalhes do
Dzogchen Nyinthig de acordo com Longchenpa; torna-se claro que a versão posterior do
Dzogchen (Nyingthig) não é um caminho do Darmakaya direto como era o Semde mais
antigo, mas tornou-se um híbrido das práticas do Tantra da Yoguine e do Dzogchen não-
tântrico original. Isso transformou o Dzogchen em um tipo gradualista de Atiyoga baseado
nos métodos do Sambogakaya, em vez dos métodos mais diretos do Darmakaya. Funções
somáticas: a base universal do corpo derivado das propensões cármicas. A consciência
fundacional (alaya, sem, mente cármica)... aponta para a sua interdependência com a
corporificação, ou seja, o caráter profundamente somático do inconsciente. A "Extensão do
Tesouro da Realidade" (ibid.) descreve a "base-como-corpo universal" (alaya) como as
"propensões cármicas sem início para a manifestação em termos de um corpo", que se
torna a “base para a constelação de fatores que compõem nossos corpos individuais”. Em
geral, o corpo comum é denominado “propensões cármicas amadurecidas” (Longchenpa,
1983b, vol. 2, 329.6), pois se forma através da dinâmica das propensões cármicas desde o
momento da concepção em diante: Quando a mente, a constelação dos oito modos de
consciência e os cinquenta e um fatores mentais se manifestam juntamente com as
propensões cármicas, ela é denominada “invólucro” ou “corpo” das propensões cármicas
amadurecidas. Além disso, elas são três em número – o corpo de carne e sangue do reino
do desejo, o corpo de luz amadurecido nos quatro estados meditativos e o corpo psíquico
(yid lus) que está latente no reino sem forma”. (Longchenpa 1971a, vol. 3, 202.3) Os três
corpos correspondem aos três reinos da existência cíclica: (i) o corpo físico de carne e
sangue do reino sensual, com os principais membros (os dois braços, duas pernas e cabeça)
e apêndices auxiliares (dedos das mãos, pés e queixo); (ii) os corpos luminosos eterializados
do reino da forma, correspondendo a vários níveis de divindades e estados rarefeitos de
meditação; e (iii) os “corpos psíquicos” do reino sem forma, nos quais a existência é
atenuada à energia psíquica concentrada, sem fisicalidade material. No terceiro caso, a
corporificação é limitada a uma existência fantasmagórica entre vidas no processo
intermediário (bar do), uma mera imagem mental derivada das propensões cármicas de
eras de existência encarnada. Deste modo, o corpo vivido pode se manifestar em três
níveis diferentes, que podem ser entendidos como dimensões da experiência acessível a
nós nesta vida – o nível físico grosseiro enredado na existência material, um corpo sutil e
vibrante sentido reflexivamente na contemplação, e o corpo que é experienciado em vários
estados – sonhos, pós-morte, estados contemplativos rarefeitos, visões, vários processos
imaginativos e atos de modelagem cognitiva. O ponto básico é que os traços cármicos que
constituem a dinâmica inconsciente da consciência fundacional são profundamente
constitutivos de todas as formas de corporificação: Uma vez que as propensões cármicas
para um corpo estão presentes dentro da raiz da energia psíquica (da base universal), os
corpos de carne e sangue, luz e psique se manifestam e, portanto (essa divisão da base
universal) são denominados de “a base universal do corpo derivado das propensões
cármicas.” (Longchenpa 1983b, vol. 2, 36.2) Esse caráter somático da consciência
fundacional se estende profundamente à estrutura e processos interiores do corpo, uma
vez que o drama cosmogônico que leva a ele não é apenas interiorizado dentro dos
processos inconscientes e conscientes da vida senciente, mas também está somaticamente
incorporado aos detalhes fisiológicos do corpo. A literatura inicial da natureza búdica no
Mahayana foi permeada por metáforas evocativas que colocam a divindade (seja potencial
ou real) dentro do corpo comum, mas os detalhes são escassos sobre como isso pode
realmente funcionar. O surgimento da fisiologia ióguica nos tantras da yoguine constituiu
uma reviravolta profundamente somática na contemplação budista e no discurso que se
concentrava nos detalhes fisiológicos íntimos do espaço humano peripessoal. Às vezes isso
tomava a forma de um mapeamento abstrato de conceitos doutrinários budistas e detalhes
iconográficos no corpo humano, mas a contemplação também envolvia uma atenção
genuína a processos fisiológicos normalmente inconscientes e a intensas sensações físicas.
Este discurso somático implicava que todos os conceitos importantes tinham que ser
incorporados de maneiras muito precisas. Assim, o coração que forma uma das quatro
“rodas” principais (Skt: chakra) dos corpos sutis budistas é a morada somática da base
divina da consciência pura. Sua luminosidade cosmogônica – tecnicamente denominada de
“presença da base” (gzhi snang) – jorra do coração para uma série de “canais luminosos”
(‘od rtsa) que se estendem por todo o corpo a partir de um canal central subindo pelo torso
do corpo. À medida que estruturas físicas e mentais humanas complicadas evoluem com
base nela, ela permanece dentro do canal de vitalidade central do corpo humano como
uma irradiação da luz brilhante do coração através da rede dos canais luminosos deste
último. A consciência fundacional (sem) é entendida como derivada do “brilho” dos canais
luminosos (gdangs) e é vista como “nuvens” que obscurecem a consciência prístina do
coração e, portanto, devem ser dissipadas por meio da contemplação. Ela (sem) está
localizado dentro do “canal de vitalidade” (srog rtsa), um termo que geralmente especifica
a aorta ou o tronco do canal sanguíneo, e frequentemente associado à medula espinhal
(rgyungs pa) nesses textos (Longchenpa 1971a). Nos textos médicos tibetanos, a aorta é
chamada de “canal de vitalidade negro” e a medula espinhal de “canal de vitalidade
branco”, claramente relacionada ao papel fundamental do sangue e da energia nervosa. O
canal luminoso da transcendência permanece localizado dentro desse canal de vitalidade,
de modo que sua realidade somática reitera novamente a primazia e primordialidade da
natureza búdica em termos de ser humano, e a natureza secundária e derivativa da
consciência fundacional (sem). Em resumo, esses processos inconscientes – tanto
mundanos quanto divinos – estão profundamente interligados com processos e realidades
somáticas. Isso implica que nosso estado físico é uma função direta de nossa relação com
processos inconscientes, e que a chave para a gnose reside em um engajamento somático,
em vez de um engajamento puramente cognitivo. Funções contemplativas: a
transformação gnóstica: Esses modelos das dimensões inconscientes do ser, assim como os
modelos bifurcados da criação e atuação, são claramente manifestos nas tradições
contemplativas do Coração Seminal (Nyingthig). O foco contemplativo na consciência
fundacional (sem, alaya) está principalmente em sua erradicação através das práticas
tradicionais da “quietude” (shamatha) e insight (vipashyana). Estas operam em desconstruir
os padrões sedimentados da consciência fundacional, enquanto também abrem uma
clareira para que o esplendor da base divina surja no campo da consciência reflexiva.
Práticas similares incluem meditações sobre os sons dos elementos (vento, água, etc.)
através do cultivo da quietude baseado no som de elementos naturais, bem como a prática
da “diferenciação do samsara e nirvana” ('khor' das ru shan) em que as pessoas agem
loucamente em um vale isolado até que a pura fadiga esgote as construções comuns da
experiência. Isso culmina na prática contemplativa do avanço (khregs chod), que
essencialmente é uma presença relaxada da mente livre de forma imersa na profundidade
inconsciente da base (pura). No entanto, as práticas contemplativas mais distintas são
aquelas que focalizam uma experiência profundamente somática de processos imaginários
e criativos denominados de “transcendência direta” (thod rgal). Essa prática central
envolve o cultivo de um fluxo espontâneo de imagens entendidas como o fluxo
resplandecente da luminosidade da base universal do coração, através dos olhos para o
espaço exterior. Á medida que este processo normalmente inconsciente torna-se
reflexivamente autoconsciente, uma forma alternativa de organização e padronização vem
à tona. Portanto, um modelo contemplativo de trilha dupla é explicitamente voltado para
erradicar primeiro as camadas mais rasas de processos inconscientes, e segundo, para
trazer processos mais profundos à consciência reflexiva. Conclusão: Modelos explícitos de
processos mentais e físicos inconscientes surgiram dentro do budismo indiano em resposta
à intensa análise da consciência da tradição Abidarma, tanto na teoria quanto na prática. Os
budistas da Yogachara subsequentemente discerniram os limites da cognição consciente e,
no processo, as condições subjacentes que devem necessariamente apoiar toda a
experiência consciente comum. Até este ponto, a noção de uma consciência fundacional
(alaya-vijñana) permaneceu em grande parte como uma solução para um problema
abidármico relativo à relação entre diferentes modalidades e funções da consciência. Uma
vez que a noção de uma consciência fundacional (alaya) subjacente a todas as outras
formas de mente foi totalmente articulada, no entanto, tornou-se um nexo interpretativo
convidando a especulação sobre sua relação com outros processos fora da consciência e
controle da consciência. Estas incluíam a natureza búdica e a consciência pura (amala-
vijñana), levando cada vez mais à especulação em noções mais antigas, mas ainda pouco
desenvolvidas, da pureza original escondida dentro da existência comum. Essa tensão
básica – ou seja, se a consciência fundamental é contaminada ou pura – veio a ser mais
desenvolvida nos movimentos esotéricos e filosóficos no Tibete. Em pelo menos uma
dessas tradições, a Grande Perfeição, encontramos uma nova síntese complexa que elabora
ambos os aspectos em um retrato profundamente somático do inconsciente como um
desdobramento dramático de processos divinos e distorcidos radicalmente ativos com
paradigmas contrastantes da criação e da causalidade. DE: "UMA COMPARAÇÃO DA
ALAYA-VIJÑANA NA YOGACHARA E NO DZOGCHEN" David F. Germano e William S.
Waldron Via JP
Sábado, 26 de maio de 2018 às 12:09 UTC-03
Experiências e o Não-Eu Nosso caminho é geralmente entretido por buscar ter e depois
adquirir várias experiências e introvisões que parecem inspirar e impulsionar nosso
“projeto de iluminação” em andamento. Todas as experiências "espirituais" estão sendo
coletadas pela mente egoica para seu próprio prazer e edificação. O verdadeiro caminho
começa e termina quando esse eu buscador de repente desaparece. Todos as maravilhosas
introvisões e experiências extasiantes que coletou são completamente perdidos e são
vistos como não tendo qualquer valor. É sabido então que todas as noções de níveis mais
elevados e mais sutis de introvisões e realizações eram apenas mais "pensamentos
mágicos" sobre uma dimensão "superior" do "eu". O problema mesmo com o Dzogchen é
que oferece os maiores benefícios para o eu egoico; uma fuga da morte física e do
sofrimento, a realização da clareza total e dos poderes mágicos, e a obtenção de um "corpo
de luz" permanente, tudo aparentemente prometido sem nenhum esforço! A mente egoica
não poderia ter encontrado um caminho melhor! O eu egoico tenta se tornar a consciência
perfeita de rigpa, a Mente Búdica original. Ele tem vislumbres de certos estados que fazem
parecer que está no caminho certo para a realização final. No entanto, na verdade, apenas
reforça sua própria auto-delusão. Por outro lado, a liberação real é quando a mente egoica
e o eu deixam de ser gerados. Ele desaparece junto com todos os seus problemas. Não
resta ninguém para perceber ou estabilizar "rigpa". Rigpa é a sua própria vaziez, não um
estado ou realização para um "alguém". Não tenho conhecimento de quaisquer práticas ou
introvisões conscientes, nem mesmo o "descansar em não-meditação", que possam facilitar
essa súbita cessação da mente egoica e do eu. Isso porque todas as práticas e introvisões
são apenas para o benefício do "eu". Eles realmente energizam e reificam ainda mais o
"eu". Eu não tenho certeza se a maioria dos lamas e professores entendem isso. A cessação
da ilusão de ser um eu individual, um "mim", ocorre no nível da atividade mental
subconsciente. É o mesmo processamento subconsciente que gera quem você parece ser
em um sonho à noite. O eu é a soma total de todo condicionamento em relação à
identidade. É a "ponta do iceberg" que espreita a consciência, pouco acima das águas
profundas do subconsciente. Ao simplesmente expor essa informação à mente
subconsciente, ela pode cessar repentinamente a atividade do euísmo. É como baixar um
vírus no software de um computador que fecha programas específicos automaticamente.
Eu incluí abaixo uma remessa de vídeos realmente bons que podem causar uma mudança
nos mecanismos do euísmo egoico. Imediatamente abaixo estão duas boas citações de um
professor do Dzogchen tibetano, Anam Thubten, do seu livro: "Sem Eu, Nenhum
Problema". Vamos usar este tópico para apenas colocar perguntas e respostas que possam
ser úteis para futuros leitores. A liberação não é para si mesmo e sim do eu que está
buscando a liberação. Anam Thubten escreveu: "Veja. Quem está procurando a iluminação?
Se trouxermos consciência para nossa mente agora, veremos que é o mesmo" eu "que
procura por tudo. Quem está procurando por fama? Quem está procurando por prazer?
Quem está procurando? para um caminho para chegar à verdade? É o mesmo “eu”. O “eu”
que está buscando a iluminação é o mesmo “eu”. Esse “eu” às vezes é muito sagrado e às
vezes extremamente desagradável. "Eu" tem um grande armário cheio de todos os tipos de
máscaras. Há máscaras de ser santo e máscaras de ser bastante sinistro. O "eu" que quer
torcer o pescoço de alguém é o mesmo "eu" que está procurando por iluminação. Veja, é
tudo o negócio de "eu". Não há bom "eu". Não há mau "eu". Há apenas um "eu" e é
chamado de ego. O ego é uma construção mental, uma fabricação. não tem nada a ver com
quem realmente somos. O próprio cerne da questão é que todos os nossos problemas, é
claro, são a criação deste “EU." "Tentar adquirir a iluminação do lado de fora, de um
professor muito impressionante ou de uma prática exótica, também é uma ilusão. Essas são
simplesmente outras maneiras pelas quais o ego usa para sustentar sua realidade ilusória."
Anam Thubten Um dos vídeos é uma conversa muito interessante entre Chogyam Trungpa
e Krishnamurti. http://youtu.be/q5qgbANGFsI http://youtu.be/OQT6FWOmkOU
http://youtu.be/jFoIqlqcLLk Krishnamurti e Chogyam Trungpa:
http://youtu.be/YcuKBzx6hz0
Terça-feira, 22 de maio de 2018 às 00:22 UTC-03
O Rosto no Espelho Imagine-se como um espelho pristinamente vazio e claro. Como uma
formação energética de seu próprio brilho espelhado, um rosto aparece no espelho,
olhando para fora. O "rosto" só conhece a si mesmo, mas não o espelho em que está
aparecendo. Ele olha para o esplendor das exibições reflexivas do espelho e considera os
fenômenos vistos como sendo inerentemente auto-existentes e independentes de si
mesmo e do espelho. O “rosto no espelho” também se considera como sendo
inerentemente existente, independente de tudo o que vê. Não vê que é apenas um reflexo
no espelho, sustentado energeticamente pelo espelho e definido pelo espelho em cada
momento de pensamento. Todos os seus pensamentos são as cognições energéticas que
surgem do espelho. O "rosto" não tem existência, pensamentos ou características próprias.
Isso é como o “rosto” ou o eu que você sente ser em um sonho durante a noite. Quando um
professor ou ensinamento reorienta a atenção do “rosto” de volta para o espelho, o “rosto”
(o “eu”) desaparece momentaneamente, deixando apenas a consciência “sem rosto” do
espelho prístino. Neste momento, torna-se conhecido que todas as ações, intenções e
pensamentos do “rosto” eram a dinâmica criativa do próprio espelho, um Buda, fingindo
ser o “rosto” no espelho. Nesta analogia, o espelho é a sua verdadeira natureza como um
Buda que joga o jogo de fingir ser o "rosto no espelho", um reflexo vazio projetado pelo
próprio espelho. O “rosto” como um eu projetado nunca pode se tornar um Buda ou o
espelho, ele só pode desaparecer como uma miragem vista momentaneamente no deserto.
O “rosto” como um eu não tem carma porque todas as suas ações foram “feitas” pelo
espelho. O espelho não tem carma, porque todas as ações eram movimentos de reflexos
vazios que, por si só, pareciam surgir e desaparecer instantaneamente. Jackson Peterson
Segunda, 21 de maio de 2018 às 23:15 UTC-03
A Auto Perfeição de Ati A Consciência Primordial, tem três características fundamentais
que estão sempre presentes. A Consciência Primordial aparece como momentos
instantâneos de consciência, sem duração; esta é a sua "natureza vazia". Todos os
momentos de consciência SÃO igualmente consciência pura (rigpa). Todos os momentos de
consciência são energéticos em forma e estrutura. Essa "energia" é em si mesma
Consciência Pura num estado vibracional. Isso significa que TODOS os momentos, não
importa o conteúdo, são apresentações da Consciência Primordial auto-aparecendo. Cada
momento é o desdobramento atual dos infinitos potenciais da Consciência Pura, sempre
perfeitos, assim como são. É um equívoco pensar que certas experiências são mais
saborosas com rigpa do que outras, ou são “melhores”, ou “piores” do que outras. Esse
equívoco vem da crença de que rigpa é limitada apenas a certas qualidades, enquanto rigpa
se manifesta igualmente a cada momento de experiência. Se há sofrimento, essa é a face
atual do rigpa. Se há auto-individualidade egóico, essa também é a face atual de rigpa. Se
existe êxtase, essa também é a face atual de rigpa. Rigpa tem um número infinito de faces
a apresentar. Experiências, fenômenos, percepções e estados mentais não estão
aparecendo PARA rigpa, mas rigpa está aparecendo COMO todas as experiências,
fenômenos, percepções e estados mentais. É por isso que nada é necessário fazer em
Dzogchen, porque cada momento já é um momento perfeito de rigpa aparecendo. Leia isto
algumas vezes. Contemple o significado. --@JacksonPetersonBr
Segunda, 21 de maio de 2018 às 21:20 UTC-03
Dzogchen e Amor Incondicional A compaixão é discutida freqüentemente em textos
Dzogchen e Budistas, mas a paixão mais intensa do amor incondicional não é. Raramente os
praticantes vêem os “outros” como eles mesmos. A devoção ao guru pode realmente ser
uma espécie de amor seletivo, em que não se sente a mesma intensidade de afinidade com
todos os seres, coisas e criaturas. A questão é abrir o coração espiritual totalmente e
completamente. O principal impedimento para um coração aberto e amoroso é o eu egóico
e sua ação de auto-identidade. O principal impedimento para a dissolução do eu egóico é a
mente não ver a natureza vazia de seu pensamento construído como um eu pessoal e
coisas inerentemente existentes. O principal impedimento para a mente não ver a natureza
vazia de um eu pessoal e as coisas, é a sabedoria que diferencia entre rigpa e mente
cármica, que não surgiu. O principal impedimento para não ver a diferença entre
consciência pura impessoal (rigpa), e a mente cármica, é que não está sendo apontada
adequadamente ou de nenhuma maneira. O Dzogchen começa com “apontar” a consciência
impessoal pura (rigpa). O resto vem como uma consequência natural do relaxamento inicial
do estado contraído do coração. O amor incondicional é a verdadeira natureza de rigpa e
unicamente pode existir quando rigpa desabrocha e a ilusão do eu pessoal está ausente.
--Jackson Peterson
Segunda, 21 de maio de 2018 às 20:48 UTC-03
Por que Nenhuma Prática ou Meditação é Necessária no Dzogchen Há uma qualidade
fundamental de nossa consciência que está sempre presente como nossa faculdade
comum de consciência. Isso nunca muda devido a experiências. Quando vemos ou ouvimos
coisas, nossas faculdades de ver e ouvir nunca são afetadas por nossos pensamentos ou
estados emocionais. Nossos cinco sentidos são independentes da nossa mente pensante.
Da mesma forma, a consciência que sabe que é consciente dessas palavras, também é
totalmente independente de nossa mente pensante e estados emocionais. Qualquer
prática ou meditação seria apenas provocar mudanças em nossos pensamentos ou estados
mentais. Portanto, qualquer prática ou meditação não pode ser de algum benefício para
quem e o que nós realmente “sempre” somos como aquela faculdade primordial do que é
permanentemente cônscio e consciente. Reflexos nunca podem beneficiar ou prejudicar
um espelho. Seja a "consciência" que você sempre é. --Jackson Peterson
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 19:40 UTC-03
Desvelando o Absoluto A Consciência Pura, como a Natureza Absoluta, é sabida quando o
“meu” é retirado de “minha consciência”. A consciência não é pessoal, apenas o acréscimo
de “meu” faz parecer assim. Pensamentos sem o "meu" de "meus pensamentos" são
liberados em seu próprio espaço vazio de significado e liberação. Ao liberar o “meu” em
“meu ser”, qual Ser permaneceria? Ao liberar o controle sobre o pensamento "meu", o
agarramento não perdeu seu agarrar assim? O apego não perdeu seu segurar? Tirando o
“meu” em “meu sofrimento”, a quem poderia o suposto sofrimento pertencer? Tirando o
"meu" em "minha vida e morte" quem já nasceu? Quem é aquele que morreu? Tirando o
“meu” em “meu amor”, não deixaria amor mais que suficiente para todos compartilharem?
--Jackson Peterson
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 19:18 UTC-03
Caçando No Vazio “Caçando no vazio, eu, Lalla, deixei o corpo e a mente, e caminhei no Ser
Secreto. Veja: Lalla, a flor de junça, floresceu uma flor de lótus.” Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 19:04 UTC-03
O Frio Intenso Faz Gelo D'Água “O frio intenso faz gelo d'água. Então o gelo duro se
transforma em líquido e de volta à água, assim existem três formas de consciência: o
indivíduo, o mundo e Deus, no qual o sol da Verdadeira Consciência se dissolve num fluxo:
Lalla é isso. Na meditação, entrei na fornalha do amor, queimei as impurezas e, como o sol
de uma nova rosa sabedora, percebi que as palavras "Lalla" e "Deus" apontam para essa
placidez." Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 18:41 UTC-03
Não Há Nem Você, Nem Eu “Não há nem você, nem eu; nem o objeto da meditação, nem o
processo de meditação; O Pai de toda ação esqueceu-Se lá. O cego não viu nenhuma
relação e apoio lá, Os Devotos se fundiram nEle, no momento em que viram o Senhor!”
Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 18:31 UTC-03
Cócegas Devido as Centelhas da Consciência Xiva “Cócegas devido as centelhas da
consciência Xiva Ao passar através dos seis chacras para o sétimo (a Lua interior) Meu
desejo se aprofundou e Moldei minha natureza pelas pranayamas: (Respiração profunda)
Incendiou o meu viver: Com o fogo do Amor: E assim. Encontrei o Gracioso Xiva diante de
mim.“ Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 18:30 UTC-03
Cócegas Devido as Centelhas da Consciência Xiva “Cócegas devido as centelhas da
consciência Xiva Ao passar através dos seis chacras para o sétimo (a Lua interior) Meu
desejo se aprofundou e Moldei minha natureza pelos pranayamas: (Respiração profunda)
Incendiou o meu viver: Com o fogo do Amor: E assim. Encontrei o Gracioso Xiva diante de
mim.“ Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 18:03 UTC-03
"Me tornei deleitada ao ver Seu vislumbre em mim" Lalleshwari Experimentei o mesmo
quando pratiquei um exercício que me foi ensinado pelo meu mestre na Caxemira, em
1977. Estava fazendo o sadhana que implicava prender a respiração pelo maior tempo
possível, muitas vezes seguidas, enquanto pensava na Presença do Absoluto, quando de
repente “eu” desapareci e havia apenas o Absoluto projetando-"me" contemplando o
Absoluto! O Absoluto foi experienciado, a partir da posição do Absoluto, como o fazedor
de tudo, incluindo "meu" [em] cada pensamento. Nunca houve um "eu" como agente
causador, pensador ou fazedor; havia apenas o Absoluto fazendo tudo isso. Este foi
realmente um lampejo chocante de gnoses, que foi totalmente inesperado e nunca
imaginei ser possível. É como se o seu olho se fechasse e o Olho do Absoluto fosse o único
olho a ver. Recorda a famosa afirmação do Mestre Eckhart: “O olho pelo qual vejo Deus é o
mesmo olho pelo qual Deus me vê; meu olho e o olho de Deus são o olho uno, o ver uno, o
saber uno, o amor uno.” Dos Sermões de Mestre Eckhart --Jackson Peterson
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 17:45 UTC-03
Brincalhão, Se Escondeu De Mim “Brincalhão, se escondeu de mim. Todo dia olhei. Então,
descobri que era você e a celebração dIsso começou.” Extraído de Canção Desnuda, por
Lalla/Traduzido por Coleman Barks Lalleshwari --Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 17:33 UTC-03
Procura Pelo Meu Ser “Procurei o meu Ser até ficar cansada, mas ninguém, agora sei,
alcança o saber oculto por meio de esforço. Então, absorvida em "Tu és Isto", "encontrei o
recôndito do Vinho. Lá todos os jarros estão cheios, mas ninguém pode beber." Lalleshwari
--Via JP
Terça-feira, 15 de maio de 2018 às 17:15 UTC-03
Como Descobrir Imediatamente Xiva Feche seus olhos. Observe onde os pensamentos
estão aparecendo. Eles estão aparecendo no meio do Xiva vazio. É Xiva aparecendo COMO
esses pensamentos e todo pensamento. --Jackson Peterson
Segunda, 14 de maio de 2018 às 08:49 UTC-03
Rigpa é Sempre o Contexto Imutável Um entendimento mais preciso: Muitos limitam
equivocadamente a metáfora da onda e do oceano, considerando a “onda” como sendo o
oceano “em movimento” como “água em movimento”, enquanto ainda é “oceano”. As
ondas são vistas como não-duais pelo oceano. Mas uma compreensão ainda melhor é
possível. Em geral, a “onda” não é um movimento de água; mas é um pulso de energia
movendo-se através da água sem que a água necessariamente se mova junto com ela. Da
mesma forma, poderíamos considerar o “pensamento” como um pulso de energia que se
move através da natureza imóvel e vazia da mente ou rigpa. Isso é crucial para entender
como rigpa nunca se move ou muda durante a passagem ou o surgimento de qualquer
onda de pensamento energético, imagem mental ou percepção, enquanto capaz de
permanecer em uma condição não-dual. --Jackson Peterson
Segunda, 14 de maio de 2018 às 08:41 UTC-03
Rigpa é Sempre o Contexto Imutável Um entendimento mais preciso: Muitos limitam
equivocadamente a metáfora da onda e do oceano, considerando a “onda” como sendo o
oceano “em movimento” como “água em movimento”, enquanto ainda é “oceano”. As
ondas são vistas como não-duais pelo oceano. Mas uma compreensão ainda melhor é
possível. Em geral, a “onda” não é um movimento de água; mas é um pulso de energia
movendo-se através da água sem que a água necessariamente se mova junto com ela. Da
mesma forma, poderíamos considerar o “pensamento” como um pulso de energia que se
move através da natureza imóvel e vazia da mente ou rigpa. Isso é crucial para entender
como rigpa nunca se move ou muda durante a passagem ou o surgimento de qualquer
onda de pensamento energético, imagem mental ou percepção, enquanto capaz de
permanecer em uma condição não-dual. --Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 21:14 UTC-03
Namkhai Norbu frequentemente nos dizia que rigpa é aquele primeiro momento, de
qualquer momento, que aparece como uma apresentação dos cinco sentidos antes que a
mente pensante comece a rotular, definir e julgar aquele primeiro momento da percepção
sensorial. Então, a experiência é a lhundrub pura (energia radiante) da própria rigpa,
conhecida diretamente. Isso pode ser muito útil em relação ao lado do “objeto” de uma
experiência perceptiva. Mas, quando colocado em prática, há quase sempre um “eu”
subjetivo que está tentando ver as coisas “antes” do início do pensamento conceitual. No
entanto, rigpa como o lado subjetivo, em si mesmo, não está “testemunhando” percepções
do lado dualista de ser um “percebedor”. Rigpa está presente no primeiro momento, mas
antes que a mente conceitualizadora defina a sua “cognição vazia” como um “percebedor”
sentido como um “eu”. A construção de pensamento do "eu" está "olhando" para as
percepções dos cinco sentidos. A mente conceitualizadora é a pistoleira mais rápida da
cidade e geralmente pode disparar um "eu" como um percebedor tão rápido que nem é
notado. Qualquer momento, completo e plenamente livre de toda conceitualização,
forneceria esse momento puro da rigpa não-dual; onde sujeito e objeto ainda não foram
conceitualmente diferenciados. Caso contrário, a experiência é apenas um devaneio
dualista comum, onde uma identidade conceitualizada está visualizando “percepções
puras” distorcidas por uma sobreposição do condicionamento conceitual através da
memória e da associação reativa. Esse duplo envolvimento de conceituar a mente é como o
samsara começa e continua. Você não pode simplesmente "parar" a mente
conceitualizadora, mas é possível ver e conhecer a natureza vazia e fictícia de TODOS os
conceitos, seja definindo um eu ou definindo percepções. Vendo isso repentinamente, a
mente pode espontânea e momentaneamente se torna “sem pensamento”.
Domingo, 13 de maio de 2018 às 21:13 UTC-03
A Natureza Dual e Não-Dual Sabemos, a partir dos experimentos totalmente validados na
física quântica, que um fenômeno fundamental na física, como um elétron ou um fóton,
podem aparecer como uma “partícula” localizada ou como uma onda infinita sem centro ou
fronteiras finitas. Podemos descobrir exatamente as mesmas qualidades em relação às
nossas aparentes unidades individuais de consciência. Se nossa consciência durante o
samadi, conhece a si mesma em seu estado de onda expansiva, todo o senso de ser uma
consciência pessoal separada como um observador observando os fenômenos, desaparece.
Há apenas a cognição presente de “ser tudo”, sendo ao mesmo tempo o espaço vazio desse
campo energético. Enquanto estado de consciência contraído, a existência é sentida como
sendo localizada e identificada com algum tipo de corpo. Outros fenômenos também
aparecem discretos e separados uns dos outros, incluindo outras unidades de consciência.
Como parte da contração geral da consciência localizada, surge uma mente como uma
coleção de processos mentais, que é exclusiva desse estado de consciências contraído. Ela
reforça o senso de individualidade e o estado ilusório dos fenômenos individuais. Ela
atualiza esse reforço gerando pensamentos, conceitos e histórias de identidade pessoal
através da memória. Os pensamentos não existem no estado de onda da consciência; em
vez disso, uma sabedoria cognitiva muito mais sutil está presente. Uma vez que o “eu” é
uma “forma de pensamento”, não pode existir no estado de onda da consciência. Rigpa é o
estado de onda da consciência e, portanto, não tem senso de individualidade pessoal e
identidade fixa. O senso de individualidade pessoal é simultâneo a uma contração muito
sutil no chakra do coração, que é acompanhada pelo pensamento do "eu". Quando a
contração do coração é liberada, o senso do "mim" desaparece e a transição entre esse
estado unitário da consciência e seu estado de onda se dá totalmente. Durante o período
de transição, os estados contracionistas, juntamente com as aparências da sensação de
"eu", continuam a ocorrer. No entanto, a real ausência de sofrimento já foi realizada com a
primeira experiência profunda de ver o sofrimento do "eu" como sempre tendo sido
inexistente. A extensão sem fronteiras e infinita do estado de onda nunca entrou em
colapso, apenas um centro denso no coração se contraiu. Na medida em que o coração se
contraiu, nesse grau de compaixão, o amor incondicional e a alegria intrínseca
desapareceram. Este é o nosso sofrimento real e fundamental. Nossa condição pode ser
comparada a um único cubo de gelo no meio de um vasto oceano de água. Para o cubo de
gelo, ele parece limitado e isolado do oceano. Mas, dando-se conta de que é água como o
oceano, passa a não ser mais confuso sobre a verdadeira natureza, e um pouco da alegria
do oceano pode ser conhecida também como sua própria natureza. Uma vez que nossa
natureza última é o Samantabadra “Todo-Bom”, nós intrinsecamente sabemos que relaxar
e abrir nossos corações, através do abandono de toda auto-preocupação, é o que traz
alegria e benefício real para todos. NT: A mente luminosa é personificada
[antropomorficamente] como Samantabadra, o todo-bom buda primordial – não um buda
para adorar, mas a realidade de cada momento. Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 21:11 UTC-03
Consciência Primordial É possível que uma experiência direta de sua verdadeira natureza
ocorra. Realmente ocorre. Deixe-me apontar para isso através de uma analogia: Sentir
estar no momento atemporal antes do universo, antes que qualquer pensamento ou
experiência tenha ocorrido. Há apenas uma consciência conhecedora sem qualquer
conteúdo sobre passado, presente, futuro, eu, existência pessoal, localização, espaço ou
tempo. Existe apenas um estado de ser consciente sem características conhecidas sendo
conhecidas em relação a si mesmas ou o que quer que seja. De repente, há uma faísca ou
lampejo de reconhecer que "você" é consciente e autoconhecedor. A consciência está
refletindo sobre a sua própria característica inerente de ser consciente. As implicações
deste despontar imediatamente como uma localização fundamental de um "eu" aqui e uma
dimensão do espaço infinito "lá fora" são percebidas. O senso de "eu sou" aparece na
consciência. Este é o estabelecimento de uma “consciência secundária” autorreferenciante
que se tornou “seu” continuum pessoal. Desde então, a consciência secundária (a mente)
tem sido esse "experimentador" de suas próprias formações energéticas, conceitos e
pensamentos sobre os fenômenos que surgem à medida que seus potenciais infinitos
emergem espontaneamente. Mas esses potenciais (do espaço vazio consciente) estão
surgindo tanto como os aparentes fenômenos objetivos percebidos, bem como o aparente
percebedor subjetivo que os percebe. É como a pessoa que você parece ser em um sonho,
bem como as paisagens e os indivíduos sonhados que também aparecem no sonho. Tanto o
sujeito quanto o objeto são projeções igualmente vazias desses potenciais infinitos. A
projeção subjetiva do “percebedor” é sentida como sendo o eu definitivo e permanente
como uma testemunha e fazedor. Mas em si é apenas uma projeção impermanente. Uma
vez que a “consciência secundária” concebeu um “eu sou”, os potenciais jorram
espontaneamente como uma variedade infinita de aparências holográficas, que ainda hoje
estão sendo experimentadas. Essa experiência dualista com um senso de ser um "eu" aqui,
tendo experiências, é o que o samsara é. A maneira de escapar disso é a consciência
reconhecer sua própria natureza vazia. O senso subjetivo do eu pode ser descoberto como
nada mais do que essa suposição conceitual “eu sou”. Não é um erro, é simplesmente um
"voo da imaginação", uma dramatização imaginária. O que aconteceu aqui é que no curso
de olhar diretamente para esse senso de eu como o "eu sou", toda a projeção de um "eu
sou" cessou momentaneamente e a consciência primordial e original expôs a si mesma
como sendo a minha verdadeira natureza, mas sem o "minha". É uma cognição consciente
sem se referir a si mesma como estando consciente. É como um espaço vazio sem saber
que é um espaço vazio, mas ainda assim é um espaço vazio. Está vazio de qualquer
característica de autorreferência ou autodefinição. Sua natureza majestosa é como um
monarca que não precisa se lembrar de ser um monarca majestoso. Não há nem um leve
traço de “autorreflexão e conhecimento de si mesmo”. É apenas uma Consciência Pura não-
referencial (que não faz referencia a si mesma) que brilha vividamente. Essa consciência
única, primordial e não-dual é chamada de rigpa no Dzogchen. Uma sabedoria surge nesta
rigpa onde se entende que nunca se moveu para fora dessa consciência prístina da base,
apenas a “consciência secundária” imaginou isso. A jornada imaginada era composta
apenas de conceitos e formas de pensamento holográficas luminosas. Nada e ninguém
nunca realmente aconteceu. É assim que a Grande Perfeição revela sua perfeição imutável.
Ninguém realmente sofreu, nem prejudicou os outros, nem foi prejudicado. O alívio total e
completo é finalmente conhecido, mas apenas como a condição verdadeira. Como "você"
nunca deixou realmente essa consciência primordial, a consciência primordial está sempre
presente, como o espaço vazio consciente que hospeda todas as infinitas aventuras da
fantasia dualística. Comece notando diretamente o que sua consciência é: o que é que
conhece. Então note sua natureza vazia como o espaço. Existe realmente algum eu pessoal
lá, nessa consciência, além dos pensamentos que dizem que existem? Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 21:08 UTC-03
Para aqueles interessados, mencionei semelhanças inegáveis entre o Atiyoga e o “anupaya”
do Xivaísmo da Caxemira. Aqui está um bom exemplo de um livro da última linhagem da
tradição, Swami Lakshman Joo: “Como o nome indica, anupāya não é na verdade um upāya
(método), pois em anupāya não há meios. Aquele que reside em anupāya tem apenas que
observar que nada deve ser feito. Apenas “ser” é o suficiente. Em anupāya, o aspirante
experimenta que tudo está preenchido com sua própria consciência de Deus. De fato,
anupaya é a realidade inexplicável do aspirante liberado. Em anupāya, o iogue é preenchido
com a realização de que nunca foi ignorante e, portanto, não é liberado agora. Ele sabe que
nada se perdeu e nada se ganha. Do que ele poderia ter sido ignorante e do que ele é
liberado? Ele sente que foi seu próprio jogo, seu próprio truque, que parecia ignorante
antes e parece liberado agora. Ele realmente sabe que é Xiva (rigpa) e que este mundo é
seu próprio parque de diversões divino”. “Quando você está mantendo a consciência da
ausência de pensamento, isso é śāmbhavopāya (método superior, supremo).” "O remédio
exato é aquele remédio onde você não tem que fazer nada." "Porque, a menos que você
[jogue fora] sua individualidade, a universalidade não aumentará, a universalidade não
acontecerá." “O que você tem que fazer é pensar que aquele objeto que é percebido pelo
olho, ou o objeto percebido pelo ouvido, ou o objeto percebido pelo nariz, ou a pele, o tato
ou a língua, todos esses objetos, você deve saber que são apenas shunya, apenas vaziez.
Não tem nada neles. É apenas um vazio, shunya (vaziez).” “O iogue, entra naquele anuttara,
o coração supremo, shunya. (vaziez).” “Você sentirá taraka prakāśa à sua frente – bindu
prakāśa” (Tigle de Luz). Dissolução do corpo: “Contemplando essa vaziez, essa vaziez
dissolve toda essa grosseria em todos os lugares, por toda parte. Seu corpo cessou, seu
corpo chegou ao fim, os lados cessaram, apenas a vaziez permanece” “Mas quando você
está tentando descobrir seu corpo, onde seu corpo está existindo, não há corpo, o corpo
desapareceu. Quando o corpo estiver ausente, então este dhāraṇā, esse processo, será
completado.” "[O universo] é a coagulação de sua própria consciência, a forma coagulada
de sua própria consciência." Olhar para a Luz do sol ou usar uma lâmpada: “É um dharana
feito do lado de fora e [também] um dharana feito no seu quarto à noite. Coloque a
lâmpada acesa, a luz acesa, e continue concentrando-se e mirando sua visão nessa luz da
lâmpada, e não pense em nenhuma outra coisa enquanto isso, [e] você entrará em samadi.
Apenas veja a luz da lâmpada sem esse vidro [invólucro]. O invólucro de vidro você deve
ignorar, [e ver] apenas a luz no quarto. Ou, [veja] apenas a luz do sol em todo o éter e
atmosfera”. “Então, onde está asmi, onde está o eu-consciência, onde está esse “eu”
individual? O "eu" individual também expira na nadez. Asmi significa aqui o "eu", o eu-
consciência [individual].” “Você deve manter sua mente longe dessas percepções – “Isto é
meu”, “Isto não é meu”. Você tem que remover o euísmo pessoal de todas estas coisas:
"Isto é meu", "Isto não é meu", "Este é o meu dinheiro", "Este não é o meu dinheiro", todas
essas coisas. Via Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 19:42 UTC-03
O Fruto: Nosso Êxtase Natural Quando a mente conceitualizadora fica quieta, por si só, as
várias construções de pensamento e seu gerente se dissolvem devido à sua própria vaziez
inerente. A energia primordial (thugje) que estava sendo transformada em atividade
mental revela suas características nativas e intrínsecas como êxtase, sabedoria e alegria
expansiva. Esse é o nosso Estado Natural quando a mente samsárica não está se
apropriando de nossa energia primordial e bem-aventurada para investir em seus
pensamentos congelados e reificados, nas formas de um "eu" e seus objetos
conceitualmente construídos. O precursor do reaparecimento de nosso Estado Natural
bem-aventurado é a mente ver todos os fenômenos mentais como formas de pensamento
vazias, como ondas de consciência pura, sem qualquer estrutura real, tal como implícito em
seu significado fictício. Este é o processo chamado "trekchod" no Dzogchen. É um grande
"deixar ir e deixar ser" inclusive daquele que está fazendo o "deixar ir". O que resta é o
modo como a energia e a consciência são anteriores às atividades reificadoras da mente de
formar um eu e seu mundo fictício construído puramente de conceitos vazios. As
atividades reificadoras da mente solidificam ou congelam o prana ou a kundalini primordial
em suas construções mentais, que contraem nossos chakras e o corpo interior sutil de
êxtase (Sambogakaya). A alegria pura se transforma em uma ansiedade constante, sutil ou
grosseira. Parece que nunca podemos relaxar completamente, pois nossa energia parece
inatamente inquieta. Dessa inquietude surge um incessante agarramento [apego] por
alguma forma de alívio. O Dzogchen e o Mahamudra apontam que o único alívio real é a
mente ver a natureza vazia de seu eu fictício e todas as suas crenças conceituais. Não há
nada a fazer porque “você” já fez demais. Você se tornou uma bola sólida de gelo mental e
não é confortável. O tantra ensina a experimentar o êxtase da kundalini surgido através de
práticas sexuais e afins. Mas Saraha alertou que esse tipo de êxtase é de curta duração e
não é o êxtase do nosso Estado Natural. Longchenpa esclareceu ainda mais e disse que
nem é necessário direcionar o prana para o canal central, a fim de conhecer a verdadeira
sabedoria e o êxtase. Em vez disso, ele recomendou que, simplesmente relaxando
completamente em um estado que é naturalmente livre de qualquer apreensão conceitual,
nosso Estado Natural florescerá espontaneamente por si só. Mesmo o estado edificante da
introvisão intelectual, não é essa sabedoria e êxtase que não requerem nenhum esforço
para entender qualquer coisa. Perseguir introvisões também é uma forma de agarramento
[apego] sem fim. Ver a natureza da vaziez não deixa ninguém para fazer a busca e nada
para procurar. Quando relaxado ao conhecer a vaziez do eu e de TODAS as percepções e
formas de pensamento, as energias da mente se dissolvem e se revelam como sendo ondas
de pura consciência, a sabedoria intrínseca e o êxtase de nosso Estado Natural. Esse tipo
de relaxamento profundo não pode ocorrer se um eu ainda parecer existir para se
defender constantemente contra seus próprios demônios imaginários. Tulku Urgyen:
“Precisamos interromper as noções comuns que solidificam a realidade. A única maneira de
realmente fazer isso é reconhecendo que a própria natureza do êxtase é vazia, sem
qualquer substância concreta.” Saraha escreveu: “Quando a água ainda é agitada pelo
vento, ela assume a forma e a textura de uma rocha. Quando os iludidos são perturbados
por pensamentos interpretativos, aquilo que é ainda não-padronizado se torna muito duro
e sólido”. “Uma vez no reino que é cheio de alegria, a mente que vê se torna enriquecida...”
O Vajramala afirma: “Cheio de êxtase; livre de movimentos dualistas. É como o espaço sem
nuvens.” Do Kalachakra Tantra: "Este êxtase imutável é o Mahāmudrā" --Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 19:35 UTC-03
Morte A morte não é um fim para a consciência. Nem é um momento em que a consciência
“deixa” o corpo físico. Mas, em vez disso, nossa “projeção visionária” de um corpo, um
quarto, pessoas e posses, uma cidade, um mundo, um planeta, uma galáxia e o universo;
são abandonados. Parece a princípio como se fôssemos um fantasma desencarnado ou
uma consciência flutuando para longe. Mas pode ser notado com mais precisão que a nossa
consciência permanece imóvel e apenas a nossa mandala visionária recua para longe.
Estamos então projetando nosso mundo como se ele estivesse se afastando de nossa
posição estacionária. Rigpa nunca se moveu. Ou começamos a projetar um mundo muito
menos “espesso”, menos denso ou uma dimensão de luz ao nosso redor. Durante toda a
vida, nossa atenção permanece fixa e ancorada ao nosso corpo como nossa base visionária
e ponto de orientação. Quando o corpo morre a atenção se libera dele e nossa projeção do
mundo se afasta, sem que nosso ponto de perspectiva se mova. Descobrimos que, na
verdade, a densidade de nossa visão é transparente, como as formas de luz holográficas.
Começamos a ver seres de luz que também nos percebem. Você está projetando sua visão
deles enquanto eles projetam sua visão de você, se suas frequências de luz coincidirem.
Você só tem contato com entidades de frequência similar, ambos precisam estar no mesmo
ou similar “comprimento de onda”. As dimensões descritivas dos “Seis Lokas”, ou as seis
dimensões da existência no Budismo Tibetano, são boas representações daquilo que, na
verdade, é uma gama infinita de dimensões possíveis. Você manifesta uma dimensão mais
semelhante à sua mandala mais recente. A continuação das reencarnações humanas na
Terra é apenas a mais “provável”, baseada na história anterior estabelecida. Você não
encarna em um mundo preexistente, você gera e projeta seu mundo (mandala) "em torno"
de uma projeção de "você", com base em experiências recentes e seu comprimento de
onda fundamental. Todos os seres estão fazendo o mesmo. As interações energéticas
entre todas as várias mandalas de luz de várias frequências de onda são um emaranhado
quântico que se tornam infinitos, vastos e densos padrões de "onda estacionária" de luz,
com os quais os cinco sentidos do corpo interagem. Do ponto de vista de um físico, essas
densas formas de onda de energia são chamadas de "campo quântico". Para os físicos
envolvidos na "computação quântica e na teoria da informação", esses campos quânticos
são campos de pura informação e não têm origem material ou base material. Nada mal!
Usando este último paradigma da física, poderíamos dizer que existe um único campo de
informação quântica sendo processado por todos os níveis da natureza; como o nosso
mundo cocriado. O que poderíamos chamar de "mundo objetivo" seriam os pontos de
interseção ou as "formas de onda estacionárias" mutuamente compartilhadas de nossas
mandalas ou mundos subjetivos emaranhados e entrecruzados Dentro de nosso próprio
centro de consciência, reside nossa matriz de potencial infinito. Sua natureza essencial é
pura vaziez e consciência. Nosso potencial energético interior é meramente “informação”,
como verdadeira sabedoria ou ficção. Por exemplo, o nosso eu egóico é uma projeção
fictícia. A experiência do mundo do samsara é um mundo construído de crenças fictícias
habitadas por um eu fictício. Por outro lado, conhecendo sua mandala da experiência como
um reflexo direto de seu estado interior percebido, o que está dentro se torna
espontaneamente projetado como sua mandala exterior e seus sentimentos e julgamentos
sobre ambos. Conhecendo a perfeição inata de nossa verdadeira natureza, nosso mundo
externo ou mandala, da mesma forma, sempre será visto em sua perfeição natural, tanto
na vida quanto na morte. https://m.youtube.com/watch?sns=fb&v=xhaY0WuzROo
https://m.youtube.com/watch?v=MnEL3W6u34k Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 19:08 UTC-03
O Buscador Escondido na Lacuna Existe um ensinamento interessante no Dzogchen e no
Mahamudra, onde a pessoa é instruída a notar a lacuna ou o espaço entre seus
pensamentos. É então mencionado que a lacuna é a sua verdadeira Natureza Búdica ou
rigpa brilhando entre os pensamentos. Somos então recomendados a descansar nessa
lacuna. Mas aqui está o problema; o buscador que está tentando realizar ou descobrir sua
verdadeira natureza é aquele que percebe as lacunas vazias. O "buscador" está percebendo
a ausência momentânea de pensamentos, enquanto a lacuna ainda é preenchida pelo
observador percebendo isso! Em outras palavras, a lacuna não está vazia. O buscador é em
si uma construção de pensamento que permanece como um observador de um momento
de "não pensamento" ou um momento com pensamento. Aquele que está mentalmente
percebendo tudo isso não é rigpa. O professor está sempre falando com o buscador como
se o buscador fosse uma entidade válida e independentemente existente que pode
experimentar a lacuna entre os pensamentos. Isso também vale para todas as práticas. É o
buscador que leva a cabo todas as instruções e é único comentando para si próprio sobre
seu sucesso relativo ou não. O buscador é sempre validado e mais reificado pelas ações
que supostamente trazem sua própria libertação de aflições estranhas; mas sem perceber
que a verdadeira aflição é o próprio buscador! O que é o buscador? O "buscador" é a soma
total de todo o condicionamento, uma construção mental dirigida dinamicamente que
busca sua própria sobrevivência última e prazer sem fim; livre de todo sofrimento. Nossa
auto-identidade em um sonho à noite não sabe que é uma projeção do condicionamento e
imaginação subconsciente. Nossa auto-identidade do dia a dia também não sabe que é
apenas uma projeção do condicionamento subconsciente que aparece como o "buscador"
na consciência superficial. O "buscador" é simplesmente o astro da mente cármica,
aparecendo em seu papel como sendo um "eu" que se agarra e busca seus objetivos de
sobrevivência última, prazer, fuga da morte e do sofrimento. Não é uma pessoa real ou eu;
é apenas um personagem imaginário que aparece no sonho atual da mente cármica. Isto
deve tornar perfeitamente claro o porquê de nenhum buscador na história ter atingido a
iluminação ou seus objetivos, nem nunca irá. Não importa quanta prática ou esforço o
buscador possa aplicar; nunca alcançará seu objetivo de libertar o buscador de seus
sofrimentos e aflições. Não é este o núcleo do agarramento [apego] samsárico? O
problema é que o buscador quer se liberar COMO o buscador e permanecer para sempre
como um “ex-buscador iluminado”, em vez de se tornar ausente DO buscador. A liberação é
a ausência da projeção subconsciente da auto-identidade condicionada como um "eu"
fictício, que o Buda falou e ensinou sobre. Além disso, o buscador não pode apagar a si
mesmo. O buscador não tem mais autonomia do que o seu eu sonhado em um sonho à
noite tem. O buscador é 100% um fantoche de forças subconscientes. Não existe uma
pessoa real ou auto-entidade de modo algum. O "buscador" apenas parece existir; e
também é esse quem "você" parece ser durante o ato de buscar ensinamentos e liberação
para o seu "eu". "Você" nunca se libertará do sofrimento nem "você" se livrará do "seu" eu
egóico, nem "você" jamais se iluminará. Jackson Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 18:41 UTC-03
Trekcho, o Caminho “Súbito” Atualmente o Dzogchen é apresentado como incluindo dois
caminhos; trekcho e thogal. Trekcho percebe a Mente Búdica sempre presente
imediatamente, sem práticas anteriores ou subsequentes. Seu método de transmissão é
uma instrução de "apontar". (ngo sprod) Togal é um caminho gradual de refinar os
aspectos grosseiros e sutis do corpo e da mente através do engajamento em suas práticas
específicas. Existem quatro níveis para desenvolver. Trekcho é o último eco remanescente
de um Dzogchen muito antigo. Trekcho significa o "cortar através de toda rigidez". Isso
realmente significa cortar completamente a massa conceitual da mente cármica e do eu
cármico. "Cortar" não significa mudar ou alterar qualquer condição; isso significa que
nossas introvisões não-conceituais cortam todo o nosso pântano conceitual de ficção como
a reificação. Trekcho é simbolizado pelos “quatro chozhag”, ou quatro “deixar ser”. Não é
uma prática. Não é algo para o ego cármico do "agarramento à iluminação" "fazer". É um
"soltar" de todos os fenômenos do corpo, percepção, mente e experiência de vida "como-
é". É apenas o ego cármico que procura modificar, corrigir ou melhorar as condições. No
Dzogchen, todos os fenômenos são vistos como primordialmente perfeitos, não importa
como eles apareçam e, portanto, qualquer desejo de mudar qualquer fenômeno, estado de
mente ou experiência, está tentando tornar algo que já é perfeito, mais próximo de ser
perfeito. Isto é o que o processo do euísmo cármico está constantemente ocupado em
fazer. É o eu cármico que busca sua iluminação e que tenta ajustar seus estados mentais
até que sua felicidade possa ser totalmente constante. Então, medita e medita
infinitamente, ou lê os textos antigos repetidas vezes, tudo em um esforço para “chegar lá”
e estabilizar seus estados favoritos. O eu cármico “aceita” os bons estados de clareza e
êxtase, mas rejeita os estados “negativos” de emoções desconfortáveis, dor e sofrimento.
Este aceitar e rejeitar é o mecanismo que impulsiona sua continuidade samsárica. "Deixar
tudo como-é" pode ser apenas mais uma manobra cármica como o "deixar ir". O euísmo
cármico está fazendo este “deixar como-é”. Quando o eu cármico cessa, não há ninguém
para “deixar tudo como-é”. Este é o fruto real. Para a maioria dos praticantes de longo
prazo, o eu cármico está aparecendo como o “gerente de seu projeto de iluminação”. Isso
estimula o corpo/mente a lembrar-se de meditar, praticar e permanecer "sem distrações".
Onde está o relaxamento total e a total ausência de esforço em tudo isso? É somente
quando a introvisão sobre a não-existência de um eu e sua cessação ocorre; que o
relaxamento total pode ocorrer, porque ninguém é deixado para relaxar ou realizar
qualquer coisa. Nossa consciência primordial não tem um eu e está sempre totalmente
relaxada. O eu cármico é um devaneio que aparece nessa consciência prístina cristalina.
Nossa consciência não pode ser condicionada, prejudicada, alterada ou melhorada. É
sempre perfeita. Note como o ver e o ouvir não possuem um eu, são apenas cores e sons
que se tornam presentes. Note como nenhum eu está presente na consciência que é
apenas consciente. O eu é a presença do devaneio de histórias de pensamento que surgem
naquela consciência perfeita e imutável, como cores surgindo em uma visão clara. Não há
nada que precise ser feito no Dzogchen real, porque nada está errado, exceto o
“pensamento” de que algo precisa ser diferente do que é. Todos os esforços para que o eu
aja e se torne mais compassivo e virtuoso no comportamento e na conduta, são apenas
mais estratégias egóicas para o eu adquirir seu objetivo da felicidade permanente. Não há
benefício a ser encontrado para seu eu no Dzogchen. Apenas sua ausência traz valor. E
"você" não pode se livrar desse eu porque esse "você" É o eu cármico que deseja se livrar
“desse” parasita que acredita ser um eu inferior. É muito complicado até que isso seja visto
pelo menos uma vez, a partir da sabedoria que surge depois que o eu cessou. --Jackson
Peterson
Domingo, 13 de maio de 2018 às 18:26 UTC-03
Tudo o que Parece Existir, é Pensamento Todos os fenômenos são formas de pensamento.
Fora do pensamento, nada existe. O pensamento como informação surge da vaziez e a
vaziez é o campo dos potenciais ainda não expressos da Consciência. Esses "potenciais" se
manifestam apenas como pensamentos. A consciência é a vaziez inteligente de onde
surgem os pensamentos auto-organizantes. As leis da física são os padrões de organização
inerentes àquela Consciência Inteligente (Samantabhadra) à qual todos os pensamentos
(tsal) obedecem, se expressam e se exibem. Os pensamentos são fundamentalmente
vazios de qualquer estrutura material. É por isso que a física quântica nunca encontrou
uma substância material fundamental. O universo, nosso planeta, nossos corpos e todas as
coisas; são todos pensamentos aparecendo na Consciência, como os potenciais (tsal) dessa
Consciência. Nossa consciência senciente é a Consciência vazia, não os pensamentos
expressos. Fora da nossa experiência imediata, encontra-se um campo infinito de
pensamento ou informação subconsciente (potenciais), ainda não expresso como
pensamento consciente. É esse campo de pensamento subconsciente que é a nossa base
comum, que se torna consciente à medida que as experiências sensoriais se desdobram na
consciência. "Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.
Com nossos pensamentos, nós criamos o nosso mundo.” O Buda, do Dhammapada O
astrofísico Sir James Jeans escreveu: "... o universo começa a parecer mais como um grande
pensamento do que como uma grande máquina". O físico quântico David Bohm
confidenciou ao mundialmente famoso neurocientista Karl Pribram que sentia que o
universo em si era apenas o "pensamento". Citações do iogue Budista e professor Gen
Lamrimpa: “Todo o universo e tudo nele é conceitualmente designado (pensamentos)”.
"Dizemos que os fenômenos são estabelecidos pelo poder da designação conceitual (pelo
pensamento)." “Uma vez que os fenômenos não existem inerentemente, eles devem existir
convencionalmente. E como os fenômenos são estabelecidos pelo poder da convenção
(pensamentos acordados), eles existem de maneira dependente. Fenômenos são
dependentes de alguma outra coisa; em particular, eles dependem da designação
conceitual (pelo pensamento).” "Há uma série de escrituras budistas que explicam isso. Por
exemplo, há sutras que dizem que os fenômenos são estabelecidos pela concepção
(pensamento). Além disso, os escritos de Nagarjuna dizem que os fenômenos são
estabelecidos pelo pensamento e Aryadeva diz a mesma coisa. Todos esses escritos
Budistas dizem que os fenômenos são estabelecidos por convenção, e o que eles querem
dizer aqui é que eles são conceitualmente designados (pelo pensamento).” “Esta é uma
afirmação única da visão Prasangika Madhyamaka. Todos os quatro sistemas filosóficos
Budistas afirmam que os fenômenos dependem da coleção de suas causas e condições
precedentes. Mas, fora o sistema Prasangika, os outros sistemas filosóficos budistas não
afirmam que os fenômenos são estabelecidos pela concepção (pelo pensamento). Os
defensores desses outros sistemas não são capazes de compreender este ponto.” Lama
Zopa: “A base válida (um objeto real) é, naturalmente, também meramente imputada pela
mente (pelo pensamento). O que é chamado de “base válida” (um objeto real) também é
meramente imputado pela mente. Também vem da mente (como pensamentos)”. Em seu
livro Decodificando a Realidade: O Universo como Informação Quântica, Vlatko Vedral,
atualmente professor da Teoria da Informação Quântica na Oxford, Inglaterra, escreveu:
“Deste modo, podemos agora analisar como codificamos a realidade? Ao fazer isso, nunca
chegaremos à "coisa em si" por qualquer tipo de meio. Tudo o que existe, existe por
convenção (pensamentos consensuais) e rotulagem...” “Pode parecer desejável distinguir
as “ficções matemáticas” de “partículas reais”; mas é difícil encontrar qualquer base lógica
para tal distinção. Descobrir uma partícula significa observar certos efeitos que são aceitos
como prova de sua existência. [Astrônomo britânico Arthur Stanley] Eddington afirma aqui
que uma partícula é apenas um conjunto de rótulos que usamos para descrever os
resultados de nossas medições. E isso é tudo…” “Mas de onde esses qubits (bits de
informação como a base do universo) vêm? A teoria quântica nos permite responder a esta
pergunta; mas a resposta não é bem o que esperávamos. Isso sugere que esses qubits (de
informação) vêm do nada! Não há necessidade de informação prévia para que a informação
exista. A informação pode ser criada a partir da vaziez... Dentro de nossa realidade tudo
existe através de uma rede interconectada de relacionamentos e os blocos de construção
dessa rede são bits de informação (pensamento). Nós processamos, sintetizamos e
observamos essas informações para construir a realidade ao nosso redor. Quando a
informação (pensamento) surge espontaneamente da vaziez, levamos isso em conta para
atualizar nossa visão da realidade. As leis da natureza são informação (pensamentos) sobre
informação (pensamentos) e fora dela há apenas escuridão (vaziez)”. O professor de Física
Richard Conn Henry, da Universidade John Hopkins, escreveu: “Um benefício de mudar a
humanidade para uma percepção correta do mundo é a alegria resultante de descobrir a
natureza mental do Universo. Nós não temos ideia do que esta natureza mental implica,
mas – a grande coisa é – é verdade.” “Há outro benefício em ver o mundo a partir da
mecânica quântica: alguém que aprendeu a aceitar que nada existe além de observações
(pensamentos) está muito à frente de colegas que tropeçam na física na esperança de
descobrir ‘o que as coisas são’”. (Todos os itens entre parênteses são meus). Via Jackson
Peterson
Quinta-feira, 10 de maio de 2018 às 18:57 UTC-03
“É reconhecido que o sofrimento é impossível nessa rigpa que nunca experienciou a ilusão.
Não há busca de felicidade em outro lugar, porque é integrado com a própria rigpa. É
impossível que o saṃsāra venha de rigpa. Desde que rigpa sempre foi budeidade, no
presente não há razão para a liberação se repetir. Desde que é reconhecido que se é um
buda, e já que se é um buda, no presente não há razão para ser apresentado. Desde que
esse significado é entendido, se é livre de tal esperança e medo sem buscar nirvā ṇa em
algum outro lugar.” De “Budeidade nesta Vida, por Vimalamitra” Via JP
Quinta-feira, 10 de maio de 2018 às 18:31 UTC-03
Nyoshul Khenpo escreveu: “Assim, para alguém que experienciou e obteve alguma
percepção da transparência aberta da consciência (rig pa'i zang thal), então até mesmo seu
corpo, olhos e sentidos, fala, mente, e na verdade, todos os fenômenos aparentes são
experienciados como vazios e insubstanciais. Não há nada a ser encontrado em parte
alguma que exista intrinsecamente, uma vez que seu próprio ser e todos os objetos da
percepção são descobertos como ilusórios e imateriais. Tudo o que resta de sua
experiência do mundo fenomenal é apenas uma transparência sem objeto e sem
obstáculos (yul med zang thal).” Via JP
Quinta-feira, 10 de maio de 2018 às 18:13 UTC-03
Dilgo Khyentse Rinpoche escreveu: "São as projeções do pensamento e a consciência
(rigpa) o mesmo? Não, não são o mesmo, porque as projeções se movem e a consciência
(rigpa) não". Como o espaço vazio poderia se mover? Tenha a ideia de que nossa
consciência primordial é como uma televisão, mas que podemos ver completamente
através e fora de volta. A televisão não se move, mas quando ligamos um programa de TV,
vemos um espetáculo inteiro se movendo dentro da tela da TV. Existem vários
personagens e o cenário aparecendo e desaparecendo, mas a TV permanece inalterada.
Nossa consciência é muito semelhante. Se fecharmos os olhos e notarmos o espaço vazio
de nossa consciência, poderemos notar momentos sem atividade mental e momentos de
atividade mental em termos de pensamentos, imagens e sonhos diurnos. Essas aparências
mentais são como os programas de TV que contêm personagens, estórias e cenários. O
espaço claro da consciência permanece inalterado, não importa quais eventos mentais
apareçam e desapareçam. - Jackson Peterson
Quinta-feira, 10 de maio de 2018 às 17:55 UTC-03
O tantra raiz da tradição Nying Thig de Dzogchen, "A reverberação do Som": “Não há
Dharma, Não há Buda E não há seres sencientes. Não há eu. Não há ser.”
Quinta-feira, 10 de maio de 2018 às 17:45 UTC-03
Longchenpa escreveu: "No último nível da verdade, o espaço básico totalmente lúcido —
além da transição ou mudança, vazio como o espaço — não pode ser definido como
qualquer coisa que seja, quer puro ou impuro, que esteja sujeito a transição ou mudança.
Na medida em que sua natureza manifesta e lúcida é espontaneamente presente, não é um
vazio inerte, mas comparável ao sol e à lua. Nisso, em essência, que não implica causa ou
resultado, não pertence ao samsara nem ao nirvana. Nisso que serve de base para surgir
qualquer coisa que seja, é chamado de "espaço básico", presente como uma dimensão
aberta ou como a fonte, ou fundação, de todos os fenômenos. Dado que isso constitui o
fundamento do ser, aqueles que seguem as abordagens inferiores estão errados e seu
julgamento é obscurecido devido ao próprio fato de que eles se envolvem em esforço e
realização, rejeição e aceitação.
Segunda, 7 de maio de 2018 às 08:44 UTC-03
Medo da Vaziez "A razão pela qual as pessoas que acreditam na existência das coisas ficam
com medo da vaziez é que elas pensam que a palavra vaziez significa que não há
absolutamente nada, que é um vácuo completo, e isso é assustador. A fim de neutralizar
esse medo ensina-se imediatamente que existem meras aparências de coisas – que a vaziez
não significa uma aniquilação de tudo o que percebemos e experimentamos. A vaziez
refere-se, antes, à inexprimível e inconcebível realidade que é a essência de todas as nossas
percepções e experiências.” Khenpo Tsulstrim Gyatso "O Sol da Sabedoria"
Segunda, 7 de maio de 2018 às 08:42 UTC-03
Uma Mente: Dois Aspectos No Dzogchen, é ensinado que temos uma só mente, mas com
dois aspectos: “sem” como a mente ordinária, conceitualizadora, pensante e dualizante, e
então temos o aspecto de “sem nyid”, que é o aspecto vazio e imutável da consciência pura,
que quando conhecido é chamado de rigpa. Em certo sentido, sem nyid é o anfitrião vazio e
imutável, enquanto as construções conceituais surgidas de sem são seus convidados
temporários. Sem nyid pode ser considerada o espelho, onde pensamentos e percepções
seriam seus reflexos. Quando as instruções de apontamento ou a introdução direta à rigpa
(gno sprod) é dada por um professor do Dzogchen, é a consciência sempre-presente e
nirvânica de sem nyid que é apontada. Sem nyid está sempre completamente presente
durante todos os estados de sem, como o contexto que hospeda as aparências mentais e
perceptivas como conteúdo. Sem nyid é o conhecer puro e imutável de todos os
pensamentos e percepções, como nuvens que são conhecidas durante o seu surgimento
em um céu vazio. Diferenciar sem de sem nyid é um ensinamento central nas tradições de
Nying Thig. Não há conceito de ter que produzir sem nyid porque ela está
permanentemente presente como o espaço vazio. As instruções de apontamento são
projetadas para relaxar e permitir uma mudança suave da mente pensante para aquele
aspecto vazio que hospeda as aparências mentais e perceptivas. Quando essa mudança
sutil ocorre, é completamente simples, mas o significado da vida se transforma. Quem teria
adivinhado que a Mente Búdica estava presente como a consciência de sua própria mente o
tempo todo! “De acordo com o ensinamento Budista esotérico, como o Dzogpa Chenpo
(rdzogs pa chen po; mahasandhi), a Grande Perfeição, a mente tem dois aspectos: a mente
conceitual ou relativa (sems) e a consciência intrínseca, a verdadeira natureza da mente
(sems nyid), que é estado búdico”. Tulku Thondup Neste breve vídeo, os pensamentos ou a
mente como “sem” são o suco de laranja, e o copo claro de água é a “sem nyid”.
https://youtu.be/3vQHpfzQfBE Jackson Peterson
Terça-feira, 1 de maio de 2018 às 19:14 UTC-03
Não Dualidade, Dzogchen e o Eu Egóico No Dzogchen há apenas rigpa (consciência pura) e
sua radiância energética como “thugje” ou “tsal”. Uma vez que rigpa é perfeita, sua energia
radiante é sempre perfeita em qualquer forma que apareça. Todos os pensamentos,
emoções, sentimentos, auto-identidades egóicas, ações, eventos, energias, corpos,
planetas, galáxias e universos; são todas expressões das energias perfeitas de rigpa. É por
isso que Dzogchen significa "Grande Perfeição". Não há negatividade em um mundo e
universo perfeito. É por isso que nenhuma prática ou esforço para “corrigir” estados
mentais, comportamentos, ações ou eventos são prescritos no Dzogchen; todos os
fenômenos são SEMPRE exibições da perfeição de rigpa. Somente em um mundo perfeito,
alguém poderia relaxar total e completamente. Quando rigpa está manifestando um eu
egóico que se opõe a como a Realidade está se desdobrando, o resultado é sempre
sofrimento. A única causa do sofrimento seria a crença de que algum aspecto da
experiência não é perfeita. A verdadeira alegria só é revelada plenamente quando a
perfeição total da Grande Perfeição é conhecida com total certeza. Mesmo que não seja
totalmente reconhecida na experiência direta, a confiança e a crença na perfeição de tudo
e de todos, é extremamente benéfica. Jackson Peterson
Segunda, 30 de abril de 2018 às 21:57 UTC-03
Tudo como Perfeição Natural Longchenpa explica: "Atiyoga é a grande perfeição — isto é,
consciência atemporal que naturalmente ocorre, livre de elaboração, não sujeita a
restrições ou extremos — e o pináculo de todas as abordagens espirituais, na medida em
que é a perfeição total de tudo o que é significativo nelas. O Monarca Tudo-Criador afirma:
Perfeição em um, perfeição em dois, perfeição na mente desperta: há facilidade na
abundância de novas possibilidades. Há perfeição em um — perfeição no que é criado pela
mente comum (cármica). Há perfeição em dois — perfeição na abundância. Há perfeição
em tudo — perfeição na mente desperta." "Nestas linhas, a frase "criado pela mente
comum" refere-se aos fenômenos dos estados impuros do samsara — fenômenos que
constituem o que é percebido como o universo de aparências e possibilidades e são
subsumidos nos agregados mente-corpo, campos de experiência e componentes da
percepção. Também se refere à visão, meditação e conduta — isto é, tudo o que é
classificado como a base, caminho e fruição das abordagens espirituais." "Esses fenômenos
pertencem a um estado de confusão — um estado impulsionado pelos padrões habituais
da mente comum — porque eles são criados de forma adventícia pelo arquiteto que é a
mente comum. Eles são experienciados como aparências que se manifestam e são
percebidos fora como confusão, e assim no presente, parecem absolutamente reais. Mas,
no final, não podem ser encontrados como tendo qualquer essência finita, e assim, porque
não se desviam do escopo da consciência atemporal que naturalmente ocorre, eles são
perfeitos." "A frase "a perfeição na abundância" refere-se a consciência atemporal
totalmente lúcida e que naturalmente ocorre: sua essência vazia como dharmakaya, sua
natureza lúcida como sambhogakaya, e sua capacidade de resposta consciente como
nirmanakaya. Portanto, há perfeição nesses três kayas, que são atemporais e
completamente presentes como atributos naturais, não precisam ser alcançados através de
esforço em algum outro contexto." "Perfeição na mente desperta" refere-se ao fato de que
todos os fenômenos — todas as aparências e possibilidades — independentemente de
"como se manifestam, sejam percebidos como puros ou impuros, são fundamentalmente
subsumidos no escopo da consciência atemporal que naturalmente ocorre, surgem dentro
desse escopo, e permanecem dentro desse escopo." "A situação é semelhante à maneira
pela qual o estado de sono de uma pessoa, e as várias imagens oníricas que a manifestam,
são subsumidas no escopo da consciência dessa pessoa, surgem dentro desse escopo, e são
dependentes desse escopo. E assim há perfeição na mente (sem) em si mesma, a mente
desperta." Dos "Sistemas Filosóficos" de Longchenpa, publicações Padma --Via Jackson
Peterson
Segunda, 30 de abril de 2018 às 21:20 UTC-03
A Visão Dzogchen Não-Dual, além da Virtude e do Vício: Do "Tantra do Acervo Precioso"
Dzogchen: as 12 Grandes Gargalhadas Vajra: 1 "A visão depende da sabedoria primordial
auto-originária e é além da virtude e não-virtude, visão e meditação, incrível, a base nunca
é perturbada, não importa quais ações que o corpo possa tomar, livre de virtude e
malfeitos, benefício e dano, ha ha! 2 Olhe como as coisas são, e sem mudar o revestimento
ou cor dessas aparências, incrível, não importa que felicidade ou sofrimento exista, não há
mudança no último, ha ha! 3 Olhe para a sabedoria primordial do grande vazio tudo-
penetrante e as diversas atividades de pensamentos surgem como [um] jogo, incrível, não
importa o que é feito, é liberado como não-surgir na expansão incessante, ha ha! 4 Olhe
para a sabedoria primordial do dharmakaya tudo-penetrante, e ao permanecer inato como
o primordial não-surgir, incrível, embora um ser vivo fosse executado por armas de uma só
vez, o fluxo mental é livre de benefício e dano, ha ha! 5 Olhe para a sabedoria primordial de
todas as aparências como consciência vazia, e tudo o que parece surgir como um
companheiro, incrível, qualquer coisa que apareça nunca se move de sua própria base, ha
ha! 6 Olhe para a visão da consciência vazia completamente liberada, a imaginação como
seu próprio antídoto é incrível, as aflições são naturalmente autoliberadas, ha ha! 7 Olhe
para a essência completamente pura da consciência primordialmente vazia, e adquira o
resultado sem qualquer esforço, incrível, pela apreensão, todo samsara e nirvana são puros
na não-dualidade, ha ha! 8 Olhe para a essência natural de toda a base da essência vazia e
os seis destinos aparecendo como o três kayas, incrível, seres sencientes são Budas tudo de
uma vez sem sequer um átomo de meditação, ha ha! 9 Veja o resultado primordialmente
completo do vazio dos três kayas e a realidade última nunca unida ou dividida a partir dos
três tempos, incrível, as duas acumulações são concluídas de uma só vez sem engajar-se nas
seis perfeições, ha ha! 10 Olhe para a sabedoria primordial uniforme que repousa
diretamente na consciência, e todos os agentes e ações decorrentes como ornamentos,
incrível, tudo a desistir ou aceitar é liberado pela visão, ha ha! 11 Olhe para a grande vaziez
vazia da vaziez, e todos os budas que permanecem num abismo, incrível, o samsara não é
purificado por um agente meditando, ha ha! 12 Olhe as coisas vazias da não-vaziez e os
veículos percebendo um eu no não-existente, incrível, atingir o não-surgimento pelo
surgido ha ha! --Via Jackson Peterson
Segunda, 30 de abril de 2018 às 19:31 UTC-03
Neti Neti e o Buda Neti Neti é uma fórmula do Vedanta para dizer: "Não isto, não isto" no
que diz respeito a todas as identidades imaginadas; eu não sou o corpo físico, eu não sou o
corpo sutil, eu não sou o eu psicológico (intelecto), eu não sou a jiva (alma individual). Eu
sou unicamente Brahman. O Buda dirigiu-se a todos os aspectos possíveis com os quais
uma mente poderia ser identificada, pela sua fórmula "eu não sou isto, isto não é meu, isto
não é o meu eu". Como resultado, todos os fenômenos físicos, perceptíveis e cognitivos
foram rejeitados como sendo "o que" alguém é. Portanto, vemos que nem é o corpo, nem a
mente, nem um pensamento, nem uma emoção, nem o ego, nem uma autoimagem, nem
um eu psicológico, nem um corpo sutil, nem uma alma reencarnante, nem um espírito, nem
um deus, nem uma unidade de consciência, nem um coração, nem um chacra, nem espaço,
nenhum dos elementos do ar, fogo, água e terra, nem vazio, nem algo, nem Atman, nem
Brahman. O Buda nunca disse "mas você é isso..." A natureza vazia da identidade é
portanto vazia, é vazia mesmo sendo vaziez. Essa natureza não tem localização, nem forma,
nem mente, nem eu, nem identidade, nem duração, nem movimento, nem história, nem
nascimento, nem morte, nem substância, nem mutabilidade, nem sofrimento, nem aflições,
nem carma, nem ignorância, nem limitação, nem fronteiras, nem centro, nem memória,
nem pensamentos, nem imagens, nem metas, nem evolução... ainda é a única qualidade em
todas as dimensões, estados e universos que sabe e está consciente. Que distância poderia
haver entre qualquer experiência ou percepção e o saber dela? Onde o saber estaria em
relação ao sabido? Mesmo que essa natureza não possa ser encontrada como alguma coisa,
também não pode ser considerada nem um pouco diferente de qualquer coisa. Sendo
assim, o que então é tudo? --Jackson Peterson
Segunda, 30 de abril de 2018 às 07:49 UTC-03
Livro altamente recomendado, repleto de grandes citações Dzogchen, Mahamudra e Zen:
comparando essas tradições com o Xivaísmo da Caxemira. É um estudo academicamente
impressionante, além de ser uma aventura esclarecedora em revelações autênticas de
nossa Natureza Absoluta, imediata e sempre presente. Da "introdução" do autor: “Aos
meus primeiros encontros com os grandes mestres Chineses, Tibetanos e Caxemires, devo
a ideia da profunda semelhança entre o Ch'an, o Tantrismo, o Dzogchen, o Mahamudra
Tibetano e o Mahamudra original (esse do Xivaísmo da Caxemira, um movimento místico
ligado aos ensinamentos dos Mahasiddhas e ao Xivaísmo - o culto a Xiva - do Vale do Indo,
de seis mil anos atrás). Trecho de Yoga Spandakarika Daniel Odier Via @Jackson Peterson
https://www.amazon.com.br/Yoga-Spandakarika-Sacred-Origins-Tantra-
ebook/dp/B00KC1DLNA/ref=redir_mobile_desktop?
_encoding=UTF8&qid=&ref_=tmm_kin_title_0&sr=
Segunda, 30 de abril de 2018 às 07:16 UTC-03
Abhinavagupta em Tantraloka: “Não há realização do Ser (Dharmakaya), pois é
eternamente presente. Não há questão de torná-lo conhecido, pois é autoiluminado. Não
há questão de descobrir-lhe ou encontrar-lhe, pois não pode ser encoberto por qualquer
coisa que seja. Não há entrada nele, pois não há ninguém separado disso que possa entrar
nisso.” Trecho de Consciência É Tudo Swami Shankarananda
https://www.amazon.com.br/Consciousness-Everything-Kashmir-Shaivism-English-
ebook/dp/B008NH48VY/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr=
Sexta, 27 de abril de 2018 às 07:02 UTC-03
A Natureza Energética do Pensamento Conceitual Muitas vezes parece que uma divisão na
característica surge erroneamente entre o mero pensamento, conceitos acreditados; e as
formações energéticas que parecem estar descrevendo. Pensamentos e conceitos também
são “energia”, tanto quanto as aparências ou objetos que descrevem e definem. Portanto,
o estado livre de conceito é um estado de consciência vazia e informe. As contrações
energéticas foram totalmente liberadas. Isso significa que a energia sutil do pensamento,
quando cortada, é a mesma de quando uma formação energética se libera através da
reversão da contração energética. Em outras palavras, direcionando todos os pranas nos
canais sutis do corpo, para o canal central, as contrações energéticas fundamentais no
chacra do coração e no chacra coronário serão liberadas, sem qualquer dissolução anterior
de crenças fictícias ou construções conceituais. É por isso que as práticas do tipo “kundalini
yoga” (tumo) são capazes de produzir a dissolução de todas as falsas visões, sem abordar
quaisquer conceitos ou pensamentos. O poder purificador da energia da sabedoria da
kundalini (tigle) faz todo o trabalho sem a necessária atenção para primeiro desconstruir
ou refutar várias crenças reificantes em relação a um eu ou "coisas" objetivamente
existentes. Os conceitos SÃO apenas esquemas energéticos que são partes “materiais”
energéticas da estrutura de um “eu” ou “coisa”. É por isso que quando o esquema, como a
construção conceitual de uma formação energética é liberado enquanto uma “crença
mantida”, a contração energética também é liberada. Isso significa que quando o
pensamento "eu" deixa de ser gerado, a contração localizada de um eu individual ou "mim"
desaparece. No entanto, quando a kundalini entra no chacra do coração ou chacra da coroa
completamente, o nó energético no coração ou coroa, energeticamente se libera, e o "eu"
localizado ou eu pessoal, desaparece, sem qualquer conceito sobre um "eu conceitual
fictício" tendo sido analisado e refutado. Isso significa que uma abordagem de ioga tântrica
(kundalini, tumo yoga) é tão eficaz quanto uma metodologia que aborda a natureza fictícia
de nossos pensamentos e conceitos e os refuta. A partir da experiência direta, quando a
kundalini como a “consciência pura” se torna ativa no chacra do coração, a contração
energética no coração se libera repentinamente, não deixando nenhum senso restante de
eu pessoal ou “mim”. Surge a sabedoria de que nunca houve um "eu" real além daquela
formação energética contraída que criou essa ilusão do euísmo. O conceito fictício de "eu"
era em si apenas uma parte do próprio nó energético. Quando o nó se dissolve, o conceito
de "eu" também se dissolve. Em outras palavras, os pensamentos não controlam ou
moldam as várias formações energéticas como se estivessem "lá fora", determinando
influências, mas são eles próprios elementos estruturais internos das próprias formações
energéticas, que aparecem como qualquer momento da consciência. No capítulo cinco do
meu livro, explico como as três metodologias da: não-pratica do Dzogchen, meditação sem
forma e práticas do tipo kundalini energética, todas chegarão igualmente à dissolução de
todas as ilusões, se devidamente instruídas e plenamente realizadas. Mas sinto que a
dissolução do tipo kundalini tem a dissolução mais profunda e duradoura das ilusões e do
eu imaginário localizado que parece estar sofrendo naquele mundo de delusões. Todas as
instruções necessárias, fáceis de seguir, para todas as três metodologias estão incluídas no
capítulo cinco do meu livro e no apêndice do meu livro. Quando esta súbita liberação
energética relativa a um "eu" pessoal ocorre, ninguém permanece para ser liberado; nunca
houve um alguém ou eu lá em primeiro lugar. Por favor, compartilhe suas experiências aqui
neste tópico, sobre as práticas do tipo energético e os resultados. Seu comentário ajuda na
minha pesquisa. Jackson Peterson
Quinta-feira, 26 de abril de 2018 às 08:01 UTC-03
"É por isso que qualquer forma de prática, estudo ou esforço é inútil." Não-Interação Se
você entende o que o Dzogchen está dizendo sobre a “consciência” não-dependente como
rigpa ou Darmakaya, como um campo cognitivo todo penetrante e “permanentemente
imutável”; essa descrição "imutável" força o fato da "não-interação" total entre uma
consciência vazia e um campo de fenômenos. Isso é muito parecido com o modo como os
reflexos não interagem com o vidro em um espelho. O vidro é todo penetrante dentro do
campo dos reflexos que aparecem sem interagir [um] com o outro, mesmo que
ligeiramente. É por isso que qualquer forma de prática, estudo ou esforço é inútil. A
Natureza da Clara Luz, o único aspecto que tem a qualidade da consciência cognitiva
imutável, não interage com o seu campo de fenômenos. Os fenômenos mentais só
parecem “conscientes” porque são totalmente permeados pelo campo imutável da Clara
Luz. É assim que no Dzogchen, dizemos que a mente cármica, o eu egóico e os traços
cármicos não têm impacto sobre a rigpa imutável ou a consciência pura e vazia. É como o
brilho da lua, brilhando sobre a superfície de um lago à noite, não perturba a água e como o
reflexo da lua capturado sobre a água, não reduz o brilho da lua. Jackson Peterson
Quinta-feira, 26 de abril de 2018 às 07:53 UTC-03
Não-Interação Se você entende o que o Dzogchen está dizendo sobre a “consciência” não-
dependente como rigpa ou Darmakaya, como um campo cognitivo todo penetrante e
“permanentemente imutável”; essa descrição "imutável" força o fato da "não-interação"
total entre uma consciência vazia e um campo de fenômenos. Isso é muito parecido com o
modo como os reflexos não interagem com o vidro em um espelho. O vidro é todo
penetrante dentro do campo dos reflexos que aparecem sem interagir [um] com o outro,
mesmo que ligeiramente. É por isso que qualquer forma de prática, estudo ou esforço é
inútil. A Natureza da Clara Luz, o único aspecto que tem a qualidade da consciência
cognitiva imutável, não interage com o seu campo de fenômenos. Os fenômenos mentais
só parecem “conscientes” porque são totalmente permeados pelo campo imutável da Clara
Luz. É assim que no Dzogchen, dizemos que a mente cármica, o eu egóico e os traços
cármicos não têm impacto sobre a rigpa imutável ou a consciência pura e vazia. É como o
brilho da lua, brilhando sobre a superfície de um lago à noite, não perturba a água e como o
reflexo da lua capturado sobre a água, não reduz o brilho da lua. Jackson Peterson
Quinta-feira, 26 de abril de 2018 às 07:43 UTC-03
O Pensamento Representativo Cada momento do dia e da noite, incluindo, é claro, durante
os sonhos, são representações mentalmente geradas pela mente. Durante o dia, toda
imagem vista e todo som ouvido só existem como construções mentais aparentemente
percebidas por um eu mentalmente construído. Tudo o que é conhecido são as construções
mentais da mente; os devaneios. É esse eu mentalmente construído que está sendo
construído como um eu sofredor, um eu feliz, um eu ansioso, um eu arrogante ou qualquer
outro tipo de eu. Mas não existe outro eu além da autoimagem projetada pelo
subconsciente. Familiares, entes queridos, amigos, inimigos e estranhos só existem na
experiência construída por nossas mentes. Ninguém jamais experimentou diretamente
outra pessoa. A “pessoa objetiva real” nunca é mais do que outro pensamento chamado de
inferência. Mas isso é verdade para todas as coisas e objetos experimentados; sua
realidade objetiva é sempre apenas na forma de outro pensamento gerado pela mente,
chamado de inferência. Nós “inferimos” que nossas representações mentais estão de
acordo com uma realidade existente “lá fora”. Nosso mundo experimentado é composto
apenas de construções de pensamento e aquelas construções de pensamento que inferem
que algo realmente existe além de nossas construções de pensamento, são em si mesmas
mais construções de pensamento. O mundo, tal como experimentado, consiste da
substância do pensamento, os pensamentos subconscientes aparecem na consciência
como bolhas borbulhando a partir das profundezas do mar que estouram na superfície da
consciência como um momento de "pensamento". Mas não há um eu ou “mim” para quem
os pensamentos estão ocorrendo, mas sim o eu é apenas outra bolha de pensamento
momentâneo. Porque o "eu" é apenas uma bolha momentânea de pensamento, não há
ninguém, nenhum eu, para se tornar iluminado. Todo o nosso mundo nada mais é do que
bolhas de pensamentos que aparecem como cores, sons, odores, gostos, sensações,
identidade e as descrições mentalmente construídas que compõem a ligação de bolhas de
pensamentos a uma narrativa pessoal um tanto coerente que estouram na consciência.
Mas TUDO isso são apenas pensamentos vazios e fictícios. Enquanto em um sonho
enquanto dorme, tudo o que é experimentado são construções mentais. Quando os olhos
se abrem de manhã, tudo o que é experimentado são construções mentais. Os
pensamentos subconscientes involuntários que compõem o "eu" diário em sua totalidade,
não são mais reais do que os pensamentos subconscientes involuntários que compõem o
eu em um sonho durante a noite. Jackson Peterson
Quarta-feira, 25 de abril de 2018 às 08:17 UTC-03
Um Apontamento Direto - Lama Tsultrim Allione Quando eu digo, a mente é como o céu
Não é a mente pesante a mente pesante é como uma rua movimentada Não é como o céu
Se você tomar essa mente, e depois voltá-la, para olhar a si mesma e olhando a si mesma, é
imediatamente uma espécie de abertura ela para, em seguida, aquela vastidão é
experienciada Que é como o céu É muito simples É algo que realmente qualquer um pode
entender Se você tomar a mente pensante e tentar descobrir qual é a sua fonte você olha,
de onde isto vem ? e você sempre tem uma espécie de branco, que você não pode
encontrar coisa alguma e ainda assim, ela está lá, de modo que dizemos: a natureza da
mente é vazia e ainda cognoscente ou vazia e ainda radiante ou vazia e ainda luminosa
então sua natureza é essa abertura, isso que você vê e isso não é algo que tem que
desenvolver não é algo que tem que meditar por um longo tempo, em então você vê ela é
em todos os momentos você pode simplesmente virar e olhar e ver e abrir-se para essa
vastidão é algo que é realmente presente, em todos os lugares e para todos e não é
somente presente para os seres humanos esta condição é universal e todos os seres a
possuem como sua fonte é a grande, vasta e ilimitada abertura quanto mais pudermos
fazer isso voltar a mente que vagueia e voltá-la novamente para ver a sua natureza que é
vazia e ainda sabe que é, e está consciente é vazia e ainda assim tem consciência quanto
mais pudermos fazer isso quanto mais pudermos descansar, relaxar, na nossa verdadeira
condição em um estado que não é fabricado, não é algo que é criado quando fazemos isso
é sempre presente, mas em sua maioria podemos nos agarrar em nossas projeções e
estamos sempre perseguindo coisas externas que não nos damos conta esse é realmente o
propósito da meditação é realmente parar olhar e repousar, e, em seguida, a mantermos
como hábito para que possamos nos afastar desse tipo de galope do cavalo da mente um
carro de corrida, ou de um avião ou de um jato e nós descansamos isso é tudo!
Quarta-feira, 25 de abril de 2018 às 07:31 UTC-03
O Apontar de Rigpa -- Alan Wallace (... ) é o método mais sutil e profundo de shamata
(significa literalmente quietude) que existe em toda a tradição budista - A consciência de
ser a própria consciência. E agora um passo mais adiante e entramos no domínio do
dzogchen (Grande Perfeição). Agora, cuidadosamente, incisivamente, observe aquilo que
observa. Se lhe chamamos mente, observe a mente, se lhe chamamos consciência, observe
a consciência. Observe aquilo que está consciente, aquilo que pensa, aquilo que pretende.
Observe o observador e atravesse a mente até à própria base que é Rigpa (a luz clara. A
verdadeira natureza da nossa mente, consciência pura. ) E a meditação dzogchen não é
nada mais nem menos do que atravessar, seccionar, até à consciência pura - Rigpa, e
visualizar a realidade a partir dessa perspectiva. E aí mesmo está a visão da grande
perfeição. Então, em sua prática, dei-lhe justamente isto para o manter ocupado por uns
dias ao menos. Em sua prática, quando então chegar ao fim, quando for capaz de manter
um fluxo de consciência da consciência e a seguir você atravessa o fluxo de consciência da
consciência até à penetração daquilo que está consciente... Você sabe qual é a distinção
entre a consciência que se distrai e se aborrece e se centra e se distrai novamente, isso é a
mente. Mas à medida que você atravessa aquilo que está consciente, você pode atravessar
a dimensão da consciência que é não nascida e interminável, que nunca se move porque
não está no tempo. É imutável e você nunca poderá envolver sua mente conceptual porque
esta linha de base, este fundamento da consciência do qual surgem todos os estados
condicionados de consciência, transcende os próprios parâmetros da existência e da não
existência. Transcende todas as categorias conceptuais. Pode ser reconhecida, não é um
mistério supremo. Pode ser reconhecida diretamente sem mediação mas apenas por si
mesma. Pode reconhecer si mesma, mas a sua mente conceptual não consegue captá-la,
está além da sua capacidade, está além da sua dimensão. Então, esta Rigpa, esta
consciência pura, está presente neste momento, está onde a sua consciência está, está
onde os seus pensamentos estão. Não é uma coisa separada, não é outra pessoa, não é
deuses, Budas, ou outras pessoas, é o estado fundamental de sua própria consciência. E
agora esta observação, escondida à vista de todos. Então, experimente isso, veja o que
acontece. Muito obrigado.
Quarta-feira, 25 de abril de 2018 às 07:16 UTC-03
O Chacra Coronário e o Estado Búdico no Dzogchen O aspecto mais essencial do “chacra da
coroa” no Dzogchen é que ele não é criado, não é o resultado de uma causa, não é uma
construção conceitual, não é material, é transparentemente vazio como o espaço, não tem
fronteiras, não está dentro do espaço e do tempo, não tem identidade pessoal, nada pode
modificar, melhorar ou danificá-lo. É aquilo que é consciente e sabedor, é a Mente Búdica
Perfeita, a Mente de Luz Clara. "A razão para isto é que o ushnisha (chacra da coroa
superior) não tem tamanho, mas permeia a extensão última. Quando a mente do vento
(sem) se dissolve no chacra da ushnisha (chakra da coroa superior), o estado búdico é
alcançado.” "Nos ensinamentos da Grande Perfeição, as gotas-essência são descritas como
se levantando, sendo empilhadas verticalmente acima da cabeça (terceira visão). E quando
a mente do vento se dissolve no chacra da ushnisha (chakra da coroa superior) a “exaustão”
dos fenômenos na talidade (chos nyid zad sa, a quarta visão do togal), o estado búdico, é
atingida”. Das notas finais do "Tesouro das Qualidades Preciosas" de Jigme Lingpa “A
ushnisha de Buda, a protuberância no alto de sua cabeça, não é feita de carne e osso, mas
representa a abertura do chacra do espaço. Também é conhecido como o ‘chacra da coroa
de grande êxtase’”. Khenchen Palden Sherab Rinpoche Do Coração da Compaixão de Dilgo
Khyentse: Trinta e Sete Versos sobre a Prática de um Bodisatva (traduzido pelo Grupo de
Tradução Padmakara) "A ushnisha (gtsug tor), ou a proeminência da coroa, uma das
principais marcas de um Buda totalmente iluminado, é geralmente representada em
pinturas e estátuas como uma protuberância semelhante a um topete em tamanho, mas
diz-se que se eleva do topo da cabeça de um buda à infinidade do espaço........... Na prática
espiritual da Grande Perfeição, a ushnisha corresponde às luzes de cinco cores e aos
campos búdicos que manifestam-se acima da cabeça como a exibição infinita da realização
do sambhogakaya" (nota de rodapé 89, p. 248 Coração)." “O canal central está aberto no
topo de sua cabeça e há um chacra como uma flor de genciana azul pendurada de cabeça
para baixo.” Lopon Namdak Lama Yeshe explica o que acontece quando a kundalini entra
no chacra da coroa: "Essa êxtase nascido simultaneamente unifica-se totalmente à não-
dualidade e, na verdade, torna-se a sabedoria da vaziez, a experiência da clara luz ". Lama
Yeshe também escreveu: "O ponto em que eu estou tentando chegar é que você tem a
experiência, mas você mesmo desaparece totalmente." "O você relativo desaparece, bem
como qualquer impressão do objeto sensorial relativo que você está experimentando." "No
momento, estamos muito envolvidos com “meu” corpo, “minhas” coisas, “meu” chacra do
coração. Tudo isso precisa ser dissolvido na vaziez”. Via Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 08:33 UTC-03
O “caminho gradual” é como alguém procurando as chaves de seu carro quando nunca teve
um carro. ? ? --Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 08:27 UTC-03
O “caminho gradual” é como alguém procurando as chaves de seu carro quando nunca teve
um carro. ? ? --Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 08:16 UTC-03
De outro segmento: “.......seu estado mental atual, exatamente como é agora, é a
Consciência Infinita manifestando-Se exatamente como seu estado mental atual e tudo o
que está pensando. ?? --Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 08:10 UTC-03
O que é o "eu individual" como um "mim"? Enquanto como um bebê novo, há apenas
percepções e sensações ocorrendo, mas nenhuma estória ainda, sobre um "mim". Apenas
percepções e sensações pristinamente claras sem um proprietário. Por volta dos 15-24
meses, um senso de eu começa a surgir. É uma autoconsciência que se sente como "mim"
sendo um recebedor de percepções e sensações. A estória do "mim" começa. Muitas vezes,
quando as pessoas fazem LSD 25, essa sensação de "mim" como um percebedor e
experienciador, subitamente desaparece. Mas isso retorna no dia seguinte. É uma peça de
software, é um acréscimo, não intrínseco. Isso pode desaparecer subitamente quando
surgem as circunstâncias certas na mente subconsciente. --Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 07:36 UTC-03
De outro segmento: Padmasambhava é uma projeção e construção de sua própria mente, a
menos que as pessoas tenham características inerentes “nelas próprias”. Todos os seres,
pessoas, objetos e fenômenos são unicamente suas próprias construções conceituais.
--Jackson Peterson
Terça-feira, 24 de abril de 2018 às 07:35 UTC-03
De outro segmento: Padmasambhava é uma projeção e construção de sua própria mente, a
menos que as pessoas tenham características inerentes “nelas próprias”. Todos os seres,
pessoas, objetos e fenômenos são unicamente suas próprias construções conceituais.
--Jackson Peterson
Segunda, 23 de abril de 2018 às 07:27 UTC-03
JP esclarecendo a visão última a um grupista que mistura as visões de alto e baixo calibre
nos seus comentários: Mark Ix Masri: Porque o Dzogchen não é não eu. O Dzogchen, como
Namkhai Norbu o apresenta, é a não-dualidade de Samsara e Nirvana. Aparentemente há
uma entidade humana que é dotada de um corpo - fala - mente - e que tem que se
sustentar dentro da experiência samsárica relativa. Nós comemos, dormimos, respiramos,
fazemos cocô ... Temos inerentemente necessidade de aprender, descobrir, brincar,
trabalhar .. Você pode discordar que - relativamente - temos um corpo físico para sustentar
na vida cotidiana? Ou que precisamos fazer um esforço para clarear e relaxar a mente? O
perigo com o conceito de não-eu é que ele pode alimentar um ego espiritual pensando ser
invencível "não-eu", desconsiderando a condição relativa como não importante. E
exatamente, o fato de que Namkhai Norbu entende e enfatiza a importância da condição
relativa é o que faz dele um verdadeiro mestre Dzogchen. Em outras palavras, imagine
Rigpa como um filme blockbuster (samsara) sendo projetado numa tela "vazia" não-
localizada (nirvana). Então existem vários personagens no filme .. Eu sou um personagem,
você é um personagem, os mosquitos que zumbem na sala são personagens... De um lado,
cada um e todos os personagens do filme têm suas próprias histórias individuais, caminhos,
cores, personalidades... Por outro lado, todos os personagens são o mesmo som - luz - raios
sendo projetados na tela, e são sempre não-duais com a tela - a qualquer posição de tempo
no filme. Um personagem pode pensar que é um eu existente (ou não eu). Ele pode fazer
perguntas sobre a natureza do eu, se é ou não um eu. Do ponto de vista da tela, porém, as
perguntas não são relevantes porque não há ninguém para perguntar-lhe - é
manifestamente perfeita em si própria. No entanto, em relação a um personagem
individual, podem surgir questões, e pode ser relativamente benéfico questionar, purificar,
praticar e experimentar, a fim de entender e perceber que ele está simplesmente
pensando ser um personagem num filme. Percebe, no final das contas ainda relativamente,
que era, é e sempre será a tela - enquanto simultaneamente (ao mesmo "tempo")
incorporando e experienciando um personagem. O ideal é que isto promova a liberação do
personagem do apego ao eu (projetado), permitindo que relaxe e não leve o filme a sério.
Como a tela, mais uma vez não há dúvidas e não há perguntas a fazer, simplesmente
porque não há ninguém para pensar. Isso não significa que não haja eu dentro do filme
enquanto o filme está sendo projetado, mesmo que essencialmente o filme nunca esteja
sendo projetado. Entender a escolha de palavras de Namkhai Norbu seria se colocar no
lugar de um personagem ouvindo-as, porque ele é o único que se beneficiaria das palavras.
Jackson Peterson: Não, isso é como dizer que a pessoa que você é num sonho à noite, é
uma pessoa real com necessidades e características humanas reais. Também na sua
analogia do filme, você é a luz impessoal do projetor, nunca um personagem num filme.
Esses personagens são alucinações. Norbu está tentando ajudar os personagens do filme
que nunca existiram, [não são nada] além de marionetes da Luz. Você é a Luz, nunca um
personagem num sonho, na vida, nem num filme.
Segunda, 23 de abril de 2018 às 07:25 UTC-03
JP esclarecendo a visão última a um grupista que mistura as visões de alto e baixo calibre
nos seus comentários: Mark Ix Masri: Porque o Dzogchen não é não eu. O Dzogchen, como
Namkhai Norbu o apresenta, é a não-dualidade de Samsara e Nirvana. Aparentemente há
uma entidade humana que é dotada de um corpo - fala - mente - e que tem que se
sustentar dentro da experiência samsárica relativa. Nós comemos, dormimos, respiramos,
fazemos cocô ... Temos inerentemente necessidade de aprender, descobrir, brincar,
trabalhar .. Você pode discordar que - relativamente - temos um corpo físico para sustentar
na vida cotidiana? Ou que precisamos fazer um esforço para clarear e relaxar a mente? O
perigo com o conceito de não-eu é que ele pode alimentar um ego espiritual pensando ser
invencível "não-eu", desconsiderando a condição relativa como não importante. E
exatamente, o fato de que Namkhai Norbu entende e enfatiza a importância da condição
relativa é o que faz dele um verdadeiro mestre Dzogchen. Em outras palavras, imagine
Rigpa como um filme blockbuster (samsara) sendo projetado numa tela "vazia" não-
localizada (nirvana). Então existem vários personagens no filme .. Eu sou um personagem,
você é um personagem, os mosquitos que zumbem na sala são personagens... De um lado,
cada um e todos os personagens do filme têm suas próprias histórias individuais, caminhos,
cores, personalidades... Por outro lado, todos os personagens são o mesmo som - luz - raios
sendo projetados na tela, e são sempre não-duais com a tela - a qualquer posição de tempo
no filme. Um personagem pode pensar que é um eu existente (ou não eu). Ele pode fazer
perguntas sobre a natureza do eu, se é ou não um eu. Do ponto de vista da tela, porém, as
perguntas não são relevantes porque não há ninguém para perguntar-lhe - é
manifestamente perfeita em si própria. No entanto, em relação a um personagem
individual, podem surgir questões, e pode ser relativamente benéfico questionar, purificar,
praticar e experimentar, a fim de entender e perceber que ele está simplesmente
pensando ser um personagem num filme. Percebe, no final das contas ainda relativamente,
que era, é e sempre será a tela - enquanto simultaneamente (ao mesmo "tempo")
incorporando e experienciando um personagem. O ideal é que isto promova a liberação do
personagem do apego ao eu (projetado), permitindo que relaxe e não leve o filme a sério.
Como a tela, mais uma vez não há dúvidas e não há perguntas a fazer, simplesmente
porque não há ninguém para pensar. Isso não significa que não haja eu dentro do filme
enquanto o filme está sendo projetado, mesmo que essencialmente o filme nunca esteja
sendo projetado. Entender a escolha de palavras de Namkhai Norbu seria se colocar no
lugar de um personagem ouvindo-as, porque ele é o único que se beneficiaria das palavras.
Jackson Peterson: Não, isso é como dizer que a pessoa que você é num sonho à noite, é
uma pessoa real com necessidades e características humanas reais. Também na sua
analogia do filme, você é a luz impessoal do projetor, nunca um personagem num filme.
Esses personagens são alucinações. Norbu está tentando ajudar os personagens do filme
que nunca existiram, [não são nada] além de marionetes da Luz. Você é a Luz, nunca um
personagem num sonho, na vida, nem num filme.
Domingo, 22 de abril de 2018 às 18:27 UTC-03
Steven Lane: Eu perguntei a NN sobre isso antes - especialmente a palavra "estado" que ele
indicou como sendo a limitação da linguagem. No entanto, é claro que ele está ensinando
um caminho gradual, mesmo que seu próprio entendimento transmitido através de
Changchub Dorje parecesse ser um reconhecimento instantâneo de Rigpa como uma
verdade não dual, sem nada para integrar. Em vez disso, seu ensinamento é realmente
muito semelhante ao de Rupert Spira: o estado de consciência de nossa existência
fundamental (Presença) é percebido, o que nos libera da identificação grosseira com o
corpo e o eu (como uma entidade limitada ao corpo) consciência e, portanto, separado para
sua própria manifestação. Há então o estágio de perceber que tudo está aparecendo
dentro da consciência e, portanto, não está sendo testemunhado. Isso é integração. No
entanto, essa consciência abrangente é como um eu sutil. Ao entrar repetidamente nesse
"estado" os nós do corpo e os ventos que sustentam a mente dualista começam a se
dissolver (Treckcho) até que o terceiro estágio seja alcançado (normalmente via Thogal) e a
integração não é mais necessária porque as manifestações são reconhecidas diretamente
como sendo energia da consciência em si e, portanto, há apenas Presença. Assim, parece
que o NN e a maioria dos outros professores Dzogchen tibetanos apresentam o Dzogchen
de tal forma que o eu é gradualmente visto até que seja profundamente reconhecido como
nunca tendo existido, incluindo suas várias conquistas corporais e emocionais. Em
contraste com isso, métodos como LU começam com a descoberta do NÃO-Eu, mas ainda
acreditam que a realidade remanescente após o self ser visto como "pensamento" é REAL.
Mais do que provavelmente, a maioria das pessoas que passaram por esse processo tem
uma percepção bastante superficial do NÃO Eu. Então, não necessariamente acho que o
NN está ensinando a consciência que testemunha - embora ele certamente esteja no
primeiro estágio - e é bem diferente do espírito imediato do Dzogchen que parecia ser
apresentado durante suas origens. Claro, você vê que as predileções de Longchenpa
parecem apresentar ambos! E Longchenpa ainda acreditava muito na importância da
transmissão do Guru. Para a maioria das pessoas, o reconhecimento instantâneo de Rigpa
parece estar além de sua capacidade e uma apresentação um pouco gradual é necessária.
Mas eu concordo com Jackson Peterson que começar com Não Eu é uma abordagem mais
conveniente e melhor para o Dzogchen. E percebo que Ilona da LU está se movendo na
direção de Advaita. Jackson Peterson: Ótimos comentários! Eu não vejo Norbu
descrevendo o verdadeiro estado como sendo como um único campo quântico (Thigle
Chenpo) na flutuação, mas que existem entidades búdicas individuais que manifestam suas
próprias mandalas que compartilham algum Loka mútuo. Compare:
https://www.ribbonfarm.com/2015/08/20/qft/
Domingo, 22 de abril de 2018 às 18:02 UTC-03
Nagarjuna escreveu: "Aquele que experiencia percepções não existe antes, durante ou
depois das experiências de ver e assim por diante [em relação a todas experiências].
Sabendo disso, todos os pensamentos de um experimentador de percepções existentes ou
não existentes são superestimados." Via JP
Domingo, 22 de abril de 2018 às 08:13 UTC-03
Total Simplicidade A maioria dos praticantes e buscadores tem sido induzida a acreditar
que existe uma “visão” filosófica que precisam estudar, compreender e integrar em sua
mentalidade em relação ao Dzogchen, Mahamudra e Zen. De fato, qualquer “informação”
como dados, não é apenas irrelevante, mas também é causa de distração intelectual e
maior apreensão conceitual; como se houvesse alguma informação necessária para
aprender e conhecer. TUDO o que é necessário é orientar o poder da atenção
interiormente, para a consciência da qual a atenção está surgindo. Ao fazer isso, aquilo que
aparentemente era apenas um potencial latente é trazido completamente à Luz. (a Mente
Búdica) Lopon Tenzin Namdak: "A introdução é muito simples: apenas olhamos de volta a
nós mesmos". Qualquer outra abordagem é menos direta e, na verdade, carece do ponto
mais essencial, e pode desviar a mente por éons. O que está sendo apontado no Dzogchen,
no Zen e no Mahamudra é uma consciência ou cognição que está fora das ligações causais
dos pensamentos, intenções e estados mentais. Está primordialmente presente sem uma
causa anterior. As tradições mencionadas estão todas tentando redirecionar a atenção
fascinada de volta à sua própria origem, “apontando” a Consciência primordial, a Mente
Búdica, já totalmente presente, não-causada e permanente. Veja como isso é feito em
detalhes: “Relaxar no espaço básico além de começo e fim, introduz a natureza da mente.
Uma vez que você a reconhece, não há necessidade de esperar por outra ocasião no futuro.
O espaço básico nunca começou e não acaba de forma alguma. Rigpa nunca começou e não
termina. É totalmente infinita, totalmente sem começo”. Tulku Urgyen “Esse estado
desperto que é primordialmente puro é a qualidade vazia da natureza da nossa mente. No
momento em que reconhecemos nossa natureza, não vemos nenhuma ‘coisa’
absolutamente. Ela já é totalmente pura e perfeita. É exatamente isso que chamo de
pureza primordial. Inseparável disso é uma qualidade de saber: somos cognoscentes, ao
mesmo tempo. Esta é a presença espontânea. Esses dois aspectos são indivisíveis.” Tulku
Urgyen Introdução Direta à Consciência Pura (rigpa em Tibetano): Sente-se em uma
postura confortável num local bem iluminado ou num espaço ao ar livre. Feche seus olhos.
Note a cor em suas pálpebras fechadas. Geralmente parece uma cor laranja com toques
acastanhados ou cinzentos. Qualquer que seja a cor, apenas observe a cor que parece estar
na frente de sua consciência que está percebendo as cores. Agora, em vez de colocar
atenção nas cores das pálpebras; note aquilo que é a consciência "observadora" que sabe
que as cores estão presentes. Recolha a atenção do lado do objeto para o lado do sujeito
que está fazendo a observação. "Há uma instrução oral sobre a maneira de olhar. É dito: “É
como se seus olhos estivessem olhando pela parte de trás de sua cabeça, em vez de olhar
para frente.” Mingyur Rinpoche “É como se seus olhos estivessem olhando para trás, em
vez de para frente, como costumam fazer. Você está olhando com os olhos, mas está
olhando para trás ao mesmo tempo. Não tente pôr esforço demais nisso, senão você
realmente cometerá um grande equívoco. Você apenas olha para trás...” Mingyur Rinpoche
Note a natureza vazia de sua própria consciência que está observando. Há um espaço vazio
de consciência que sabe a si mesma, mas não como uma coisa com forma, formato ou
substância. "A maneira de fazer isso é apenas atrair sua atenção ligeiramente para dentro;
não olhar profundamente para dentro, mas apenas voltar o seu foco de fora para dentro de
maneira muito leve”. Tsoknyi Rinpoche Relaxe a atenção repetidamente das cores ou de
qualquer fenômeno interno, de modo que a atenção e a consciência vazia se dissolvam em
um único estado de consciência vívida e não-direcionada sem um tópico ou foco. É possível
notar a natureza vazia e transparente de sua própria consciência, que se aprofunda à
medida que a pessoa permanece vazia de atentividade a qualquer conteúdo mental ou
perceptivo que não seja a própria consciência vazia. Quando a atenção e a consciência se
dissolvem como uma presença vívida e aberta: “Sem qualquer dentro ou fora – abertura
total. Como é essa ‘abertura’? É vazia, desperta, luminosa e simples...” Tsoknyi Rinpoche
“Esse estado que descobrimos é inconcebível e inexprimível. Não há nada para criar aqui,
nada para desenvolver ou visualizar. Está totalmente completo e aperfeiçoado exatamente
como é. É por isso que o chamamos de Dzogchen ou Grande Perfeição ”. Bonpo Lama,
Tenzin Namdak Aqui está uma citação antiga de um Tantra fundamental da Grande
Perfeição, ou texto escritural, chamado "O Amontoado de Joias". Ele resume
completamente o método único da prática Dzogchen: "Quando alguém descansa no estado
natural sem concentração (atenção plena), a compreensão se manifesta na mente desse
indivíduo, sem que alguém tenha que ensinar todas as palavras pelas quais a mente
entenda esses significados. À medida que esse entendimento desperta na mente, tudo isso
é não-manifesto e todas as aparências sensoriais, que em si mesmas não implicam
conceitos, são vistas como naturalmente puras ". (Do Precioso Tesouro de Longchenpa,
Padma Publications.) Kalu Rinpoche: "A mente está equilibrada num estado de consciência
desnuda, não há como dirigir a mente. Não se está olhando para dentro de alguma coisa,
não se está procurando por nada. Permite-se simplesmente que a mente descanse em seu
próprio estado natural. A natureza vazia, clara e desimpedida da mente pode ser
experimentada se pudermos descansar em um estado de consciência não-elaborado, sem
distração e sem que a centelha da consciência se perca". "A razão para isto é que a ushnisha
(o chakra da coroa superior) não tem tamanho, mas permeia a extensão última. Quando a
mente se dissolve no chakra da ushnisha (chakra da coroa superior), a budeidade é
alcançada." Das notas finais do "Tesouro das Qualidades Preciosas” de Jigme Lingpa.
“Como eu disse antes, olhe para quem está olhando. Assim como você olhou para o sujeito,
[o pensamento "eu"], da mesma forma, olhamos de volta para aquele observador, [como
um objeto]. Assim como antes, você não consegue encontrar nada, é liberado de volta ao
Estado (rigpa). Não há nenhum objeto, nenhum sujeito, nada que você possa descrever. Sua
presença é um Estado Indescritível. Você não está em um sono profundo, nem está
inconsciente. Sua presença é clara, mas é impossível explicar o que é "clara". Não há
pensamento, nenhuma ideia de vaziez, ‘clareza’ ou qualquer outra coisa... Isso significa que
você está vendo a Natureza claramente. Essa Natureza é perfeita. Se você entendeu – abra
tudo e deixe-a livremente. Não há apego a nenhum lado, a qualquer sujeito ou a qualquer
objeto. Não há nem sujeito nem objeto, apenas a experiência nesse Estado. Essa é a Visão
do Dzogchen". Lopon Tenzin Namdak “Os Sete Espelhos do Dzogchen” Na vida diária: "É
fácil reconhecê-la (rigpa). Basta abandonar o pensamento e está bem aí. Não há muito a ser
feito". Mingyur Rinpoche Via Jackson Peterson
Domingo, 22 de abril de 2018 às 07:46 UTC-03
“Iluminação, ou Nirvana, não é senão o estado além de todos os obstáculos, da mesma
forma que do pico de uma montanha muito alta sempre se vê o sol. O Nirvana não é um
paraíso ou um lugar especial de felicidade, mas é, de fato, a condição além de todos os
conceitos dualistas, incluindo os de felicidade e sofrimento. Quando todos os nossos
obstáculos foram superados, e nos encontramos em um estado de presença total, a
sabedoria da iluminação se manifesta espontaneamente sem limites, assim como os
infinitos raios do sol. As nuvens se dissolveram e o sol finalmente está livre para brilhar
mais uma vez. - Namkhai Norbu, Dzogchen: O Estado Auto-Aperfeiçoado Jackson Peterson:
Não, isso é muito dualista e implica uma entidade existente que pode ser obstaculada por
obstáculos separados.
Domingo, 22 de abril de 2018 às 07:38 UTC-03
Jackson Peterson: Quem está fazendo este “percebedor” da verdadeira natureza das
reflexões? CHOGYAL NAMKHAI NORBU RINPOCHE “Mas além da mente, além de nossos
pensamentos, há algo que chamamos de 'natureza da mente', a verdadeira condição da
mente, que é além de todos os limites. Se está além da mente, porém, como podemos
abordar uma compreensão disso? Vamos pegar o exemplo dum espelho. Quando olhamos
num espelho, vemos nele as imagens refletidas de quaisquer objetos que estão à frente
dele; nós não vemos a natureza do espelho. Mas o que queremos dizer com essa "natureza
do espelho"? Queremos dizer sua capacidade de refletir, definível como sua clareza, sua
pureza e sua limpidez, condições indispensáveis para a manifestação de reflexões. Essa
"natureza do espelho" não é algo visível, e a única maneira de concebê-lo é através das
imagens refletidas no espelho. Da mesma forma, só conhecemos e temos experiência
concreta daquilo que é relativo à nossa condição de corpo, voz e mente. Mas isso em si é o
caminho para entender sua verdadeira natureza ”. ** O Estado Auto-Aperfeiçoado
Domingo, 22 de abril de 2018 às 07:16 UTC-03
Estou tendo dificuldade em encontrar textos ou escritos em que Namkhai Norbu descreva
a ideia de “não-eu” como a base de uma visão não-dual. Enquanto houver um eu pessoal
como sujeito, perceptor ou experimentador, (testemunha) haverá automaticamente o polo
dualista de “o que é percebido e experienciado”. Parece muitas vezes que ele personaliza
rigpa como sendo um tipo de eu que precisa ser reconhecido, estabilizado e integrado à
vida cotidiana, como se uma vida diária separada existisse à parte de rigpa. Por favor,
compartilhe quaisquer citações ou textos onde ele discuta rigpa como não sendo um eu
pessoal. ... Ele começa bem nesta citação do “Cristal e o Caminho da Luz”, mas depois o
transforma em um estado que alguma entidade (?) [que] “integra com a vida comum”. “O
termo liberação da autoliberação não deve, contudo, ser tomado como implicando que
existe algum 'eu' ou 'ego' ali para ser liberado. É uma suposição fundamental, como já
dissemos, no nível Dzogchen, que todo fenômeno é desprovido de natureza própria e
entende-se que nenhum fenômeno tem existência inerente. A autoliberação, no sentido
Dzogchen, significa que qualquer coisa que se manifeste no campo da experiência do
praticante pode surgir da maneira como é, sem julgá-la como boa ou má, bonita ou feia. E
nesse mesmo momento, se não houver apego, ou fixação, sem esforço, ou mesmo volição,
seja o que for que surja, seja como pensamento ou como conceituação de um
acontecimento aparentemente externo, se libera automaticamente, por si só, e de si
mesmo. Praticando desse modo, as sementes da árvore venenosa da visão dualista nunca
têm chance de brotar, muito menos de criar raízes e crescer. Assim, o praticante vive sua
vida de maneira comum, sem precisar de outras regras além da própria consciência, sempre
permanecendo no estado primordial por meio da integração desse estado com o que quer
que surja como parte da experiência ”... ... Ele escreve ainda: "O que se entende por
dzogchen é sempre o estado primordial, ou uma prática que nos permite descobrir e
permanecer nesse estado." Mas “quem” ou que entidade descobre esse “estado” e é capaz
de “permanecer nele”? --Jackson Peterson
Domingo, 22 de abril de 2018 às 07:04 UTC-03
Não é que seja uma pessoa individual tendo experiências, mas a sensação de "ser um
indivíduo separado" é em si própria apenas uma experiência ocorrendo a ninguém.
--Jackson Peterson
Sábado, 21 de abril de 2018 às 19:28 UTC-03
Grupo Anatta Eu abri um grupo de FB chamado "Anatta" (não-eu), a fim de isolar e
preservar um arquivo para todos os tipos de materiais que se destinam apenas a esclarecer
a realidade de não haver um eu ou "mim" pessoal e individual. Por favor, sinta-se à vontade
para se juntar e publicar quaisquer materiais que contribuam para este único tópico.
Classifico os ensinamentos sobre a ausência de um eu pessoal e individual, como sendo os
ensinamentos mais elevados e mais profundamente penetrantes de todos. A liberação é a
dissolução da ilusão de haver um eu pessoal como um percebedor, experimentador,
pensador e fazedor. Isso significa que ninguém existe para ser liberado. Esta dissolução da
ilusão de que existe um eu pessoal, não deixa ninguém para perceber a iluminação nem
ninguém para vaguear ainda mais no samsara. Jackson Peterson
https://www.facebook.com/groups/204949616776773/
Sábado, 21 de abril de 2018 às 13:19 UTC-03
Alguns dizem que quando nenhum eu como um percebedor está presente (uma ausência
de autoconhecimento) então há apenas cores, sons, pensamentos e outras sensações
ocorrendo, mas sem um percebedor pessoal separado que está tendo essas experiências.
Isso é bom. Mas alguns dizem que quando o "eu" como "eu" está presente, então é
diferente. Isso porque não se vê que o senso de "eu" como "eu" também não é um evento
que está sendo experimentado por um eu ou "eu". O sentido do eu como "eu" é apenas
outra sensação impessoal como a cor vermelha ou o som de um carro buzinando. Não há
percebedor ou experimentador. É apenas mais uma estória impessoal que surge na
consciência e que dá a sensação de ser "pessoal". Nada é pessoal; relaxe. --Jackson
Peterson
Sábado, 21 de abril de 2018 às 13:05 UTC-03
Muitos praticantes estão interessados em togal e realizar o “Corpo de Luz” imortal como
outra mera identidade mais chique que na verdade é o tipo de identidade que a mente
egóica acha mais vantajosa. O agarramento egóico é o que está impulsionando esse
interesse. Seu objetivo é realmente alcançar um corpo energético que lhes permita
funcionar no “reino dos deuses” com sidis e poderes divinos. A mente egóica adora essa
ideia! A Vaziez de um Eu Pessoal Não faz sentido ensinar ou introduzir “rigpa” às pessoas se
uma crença fictícia e uma estrutura mental de um “eu” grosseiro, sutil ou muito sutil
permanecer no lugar. Até “Eu sou rigpa”, é apenas mais uma ilusão mental, porque não
existe “eu” em rigpa. Qualquer informação que pareça redefinir o “autoconstructo” como
sendo uma consciência infinitamente pura e duradoura, apenas faz com que o processo do
euísmo estruture um novo e melhor “eu” para acreditar e se identificar. É esse eu recém-
estruturado que então tenta recapturar sua onda inicial do senso energicamente vivificado
da "existência real" repetidamente. Mas nunca pode estabilizar um estado fictício. Rigpa
real é exatamente o oposto; é a consciência indefinível e vazia que permanece quando
absolutamente todos os autoconstructos e suas contrações energéticas estão ausentes.
Jackson Peterson
Sábado, 21 de abril de 2018 às 12:47 UTC-03
A Desconexão e Anatta O que é realmente interessante é que quando o tópico do “não-eu”
está sendo comunicado a uma mente em que uma estrutura mental e psicológica do eu
está ativamente presente, a ideia de “não-eu” não pode ser compreendida. É como um
programa de software quando instalado e em execução no sistema operacional, produz
uma sensação de individualidade pessoal. Enquanto esse "software do euísmo" está em
execução, o sistema não consegue conceber o que o "não-eu" seria. Quando esse software
do euísmo não está em execução, a mente não tem a menor sensação de ser um "eu"
individual. Esta é a condição de todos nós antes dos 15-24 meses de idade. O eu que você
sente ser é uma construção mental subconsciente; uma ficção, uma alucinação. A
“desconexão” ocorre quando esta mensagem está tentando ser comunicada a um
corpo/mente em que o software do euísmo está operando ativamente. No entanto, para
aqueles em que este software não está ativo, esta mensagem do "não-eu" é vista como
óbvia. Sem esse software funcionando, não há ninguém para ter um problema, ninguém a
quem o carma pertence, ninguém que se sinta vitimado por situações da vida e ninguém
que se torne iluminado. Isso é visto exatamente da mesma forma por aqueles que não
possuem esse software do euísmo em execução. Professores cujo “software do euísmo”
está em execução falam com os alunos como se houvesse um eu pessoal que pudesse
praticar, meditar e eventualmente se tornar iluminado. O "software do euísmo" do aluno vê
tudo isso como algo muito prático. Ele adere à ideia de “ele” se tornar iluminado. Mas ele é
apenas um programa de software, não uma entidade ou um ser senciente. Não é mais real
do que o eu que você parece ser em um sonho enquanto dorme. Desapareceu sem deixar
rastro ao despertar, porque nunca foi real. Torna-se óbvio que a única metodologia
significativa para liberar a mente de seu sofrimento crônico é desativar o "software do
euísmo" subconsciente. Este momento em que o “software do euísmo” se torna inativo é
chamado de “anatta” no Budismo. O “software do euísmo”, como a construção do “eu”
imaginário, não tem capacidade de deletar a si mesmo. Este ensinamento visa, em vez
disso, o "sistema operacional" subconsciente, que pode de repente desativar ou deletar o
"software do euísmo". Eu estarei iniciando um novo grupo chamado Anatta, que será
dedicado exclusivamente a esse processo de desativação do “software do euísmo”. A
libertação não é algo para um eu, mas é a libertação da mente de um eu.
https://youtu.be/q5qgbANGFsI https://youtu.be/_1M2hn9qgME
https://youtu.be/hXfXWBGWzP0 https://youtu.be/OyCWdS6Vd4c Jackson Peterson
Sábado, 21 de abril de 2018 às 12:38 UTC-03
Capturando Momentos de Sabedoria de Rigpa em Palavras A consciência é sempre
consciente e sabedora, mas às vezes é adornada com uma pátina sutil e delicada de
sabedoria autorreconhecedora. Isso está ocorrendo agora enquanto isso está sendo
escrito. Uma metáfora poderia ser como uma lagoa na floresta, no início da primavera,
onde o gelo na superfície da lagoa é reduzido a uma fina camada, como uma camada clara e
transparente de cristal. À medida que o calor do dia surge, essa camada extremamente fina
de gelo transparente se funde inseparavelmente à água. Mas há um ponto em que não é
água puramente sem forma e nem é realmente uma formação sólida de gelo. É esse exato
estado de consciência onde as energias do pensamento formativo da mente ainda não
tomaram forma, nem a mente está vazia de toda atentividade energética; a consciência
consciente repousa em sua clareza cristalina da quietude natural, enquanto seu aspecto
energético vivifica sua própria cognição vazia. Essa qualidade da consciência vazia, mas
energética, é chamada de “presença”. Essa cognição vazia é um momento de sabedoria da
lucidez autorreconhecedora. É um afloramento autossuficiente de uma clareza
profundamente agradável de consciência que sabe a si mesma como isso; nada mais e nada
menos. É um ponto perfeito de equilíbrio, entre a clareza transparente da vaziez e suas
formas energéticas de pensamento ainda não formadas; como água muito fria onde o gelo
está prestes a se formar. Uma vez que essa consciência vazia e cristalina (rigpa) reside no
equilíbrio entre seus aspectos intrínsecos de vaziez e forma, as formulações da mente se
dissolvem antes de tomarem forma; em vez disso, as energias da mente surgem como uma
perspicaz sabedoria não-dual, além da vaziez e da forma. Se a atenção natural reificar a si
própria em qualquer quantidade além de ser simplesmente a “presença” vazia e clara da
consciência, uma consciência secundária, um eu, uma identidade como um “mim”, surgirá
em seguida. Então o devaneio em que um “eu” aparece e se desdobra como a exibição do
samsara. Sentado em silêncio, note e seja a “consciência sabedora” que está desnudamente
consciente, não-engajada com pensamentos e percepções; e fique vivamente alerta,
exatamente aí. Tulku Urgyen aponta como isso é experienciado diretamente:
https://youtu.be/ncrNEAAMgSs Jackson Peterson
Sábado, 21 de abril de 2018 às 12:27 UTC-03
Um Desdobramento da Realidade O físico David Bohm descreve o universo e as nossas
vidas como desenrolar um tapete que tem todos os tipos de pessoas, cenas e designs já
bordados nele. Nossas experiências são o desenrolar do tapete já acabado em que todos os
eventos já estão completos e estão bordados permanentemente em suas fibras. Estamos
simplesmente desenrolando um futuro já concluído em cada momento do tempo para o
“agora”. As pessoas nos designs bordados do tapete não têm capacidade de influenciar-se
mutuamente, pois os seus movimentos já estão tecidos e fixados no tapete que se
desdobra. A clarividência é simplesmente ser capaz de ver a próxima dobra do tapete "um
pouco antes" de se desdobra no presente agora. Isso é muito parecido com o passado,
presente e futuro do universo como um rolo de filme completo que simplesmente está
sendo jogado para frente, quadro fixo por quadro fixo, à medida que nossa consciência se
desdobra COMO o filme de momento a momento. Cada indivíduo é como uma moldura de
janela vazia através da qual o seu mundo, o corpo, a mente e a identidade pessoal
continuamente se desdobram. A realidade se desdobra sem interações de “causa e efeito”
entre as partes: Quando adormecemos, em um sonho à noite, seguramos uma pedra na
mão e a jogamos numa janela que quebra; parece que o nosso braço e força impulsionaram
a pedra que livremente voou através do espaço preexistente para uma janela preexistente
e o contato da pedra em movimento rápido "causou" a quebra do vidro da janela do sonho.
Mas sabemos o que se passou: sabemos que a mente subconsciente gerou todas as ações
do sonho. A pedra não foi impulsionada pelos músculos do nosso braço. A trajetória não foi
através do espaço preexistente e não foi determinada pela nossa "boa pontaria". Também
sabemos que a pedra não "causou" a quebra do vidro. A quebra do vidro foi feita pela
nossa mente criando uma “janela de vidro quebrada”, não pela pedra “atingindo ela”. A
criatividade subconsciente gerou todos os aspectos como um pintor pintando uma
imagem. Na representação de um pintor da mesma vinheta de sonho, ele faria parecer que
sua pedra pintada realmente quebrou o vidro, mas novamente nenhuma das imagens
pintadas causou quaisquer efeitos umas nas outras. Causa e efeito estavam implícitas, mas
sem a mínima realidade. O pintor sozinho foi a "causa". O famoso físico quântico David
Bohm propõe que o nosso mundo "real" é o mesmo basicamente. Em seu modelo, a "mente
subconsciente", neste caso, é chamada de "Ordem Implícita". É a Fonte invisível a partir da
qual toda a realidade ou fenômenos surgem ou são projetados para fora como a
experiência multissensorial. Ele afirma que a "causa e efeito" é uma ilusão tal como no
sonho. Isto se baseia nos princípios da descontinuidade quântica e causalidade não-local.
“Portanto, seria em última análise enganoso e, na verdade, equivocado supor, por exemplo,
que cada ser humano seja uma realidade independente que interage com outros seres
humanos e com a natureza. Pelo contrário, tudo isto são projeções de uma totalidade
única”. Físico quântico David Bohm “O que se entende aqui por totalidade poderia ser
indicado metaforicamente chamando a atenção para um padrão (por exemplo, em um
tapete). Na medida em que o que é relevante é o padrão, não tem sentido dizer que partes
diferentes de tal padrão (por exemplo, várias flores e árvores que devem ser vistas no
tapete) são objetos separados na interação. Similarmente, no contexto quântico, pode-se
considerar termos como "objeto observado", "instrumento de observação", “elétron
interligado”, "resultados experimentais", etc., como aspectos de um único "padrão" global
que são de fato abstraídos ou “apontados” pelo nosso modo de descrição (designação
conceitual). Assim, falar da interação do "instrumento de observação" e do "objeto
observado" não tem significado. Uma mudança centralmente relevante na ordem
descritiva exigida na teoria quântica é, portanto, o abandono da noção de análise do
mundo em partes relativamente autônomas, existindo separadamente, mas em interação.
Pelo contrário, a ênfase principal é agora sobre a totalidade não-dividida, na qual o
instrumento de observação não é separável do que é observado”. "Começamos propondo
que, em certo sentido, a consciência, que tomamos para incluir o pensamento, o
sentimento, o desejo, a vontade etc., deve ser compreendida em termos da ordem
implícita, juntamente com a realidade como um todo". "... a ‘substância’ real da consciência
pode ser entendida em termos da noção de que a ordem implícita (como rigpa) é também a
sua realidade primordial e imediata”. "Por que, então, não abandonamos nossa abordagem
ocidental fragmentária e adotamos essas noções orientais que incluem não apenas uma
visão de mundo que nega a divisão e a fragmentação, mas também técnicas de meditação
que conduzem todo o processo da operação mental de forma não-verbal a um tipo de
estado silencioso de fluxo ordenado e suave, necessário para acabar com a fragmentação,
tanto no processo atual de pensamento quanto em seu conteúdo?” David Bohm Via
Jackson Peterson
Sexta, 20 de abril de 2018 às 21:58 UTC-03
A Mente de um Verdadeiro Mestre Zen Talvez você tenha alguma experiência com isso,
onde a mente da consciência de um mestre Zen é descrita como estando completamente
atenta ao momento presente, onde nenhuma autoconsciência subjetiva está presente,
nem qualquer opinião ou julgamento a respeito do que está ocorrendo. Os pensamentos
do passado não têm tração e os pensamentos sobre o futuro não captam interesse. Ao
fazer o chá, há apenas o som da água quente sendo despejada num copo, a agitação do chá
numa espuma fina e a experiência de provar o chá dentro da boca. Essa descrição está
completa. Não há devaneios nem qualquer autojulgamento sobre o desempenho de um
chá. Cada momento da vida ocorreria da mesma maneira como vazio de uma
autoconsciência subjetiva no centro da experiência, como durante a preparação e a
ingestão de chá. A mente é não-mente ou “mushin” e o eu está ausente como em “mu ga”.
A vida flui sempre como de uma ocorrência para a seguinte, sem nenhuma narrativa
pessoal acompanhando ou julgando como foi ou o que virá a seguir. Não há preocupação
com alguma iluminação especial imaginária, desenvolvimento de poderes especiais,
alcançar um corpo de arco-íris ou salvar todos os seres de algum sofrimento imaginário.
Sentado bem aqui, desfrutando do meu chá, todas as coisas cuidam de si mesmas. Quão
maravilhoso e livre! --Jackson Peterson
Sexta, 20 de abril de 2018 às 21:40 UTC-03
A Mente de um Verdadeiro Mestre Zen Talvez você tenha alguma experiência com isso,
onde a mente da consciência de um mestre Zen é descrita como estando completamente
atenta ao momento presente, onde nenhuma autoconsciência subjetiva está presente,
nem qualquer opinião ou julgamento a respeito do que está ocorrendo. Os pensamentos
do passado não têm tração e os pensamentos sobre o futuro não captam interesse. Ao
fazer o chá, há apenas o som da água quente sendo despejada num copo, a agitação do chá
numa espuma fina e a experiência de provar o chá dentro da boca. Essa descrição está
completa. Não há devaneios nem qualquer autojulgamento sobre o desempenho de um
chá. Cada momento da vida ocorreria da mesma maneira como vazio de uma
autoconsciência subjetiva no centro da experiência, como durante a preparação e a
ingestão de chá. A mente é não-mente ou “mushin” e o eu está ausente como em “mu ga”.
A vida flui sempre como de uma ocorrência para a seguinte, sem nenhuma narrativa
pessoal acompanhando ou julgando como foi ou o que virá a seguir. Não há preocupação
com alguma iluminação especial imaginária, desenvolvimento de poderes especiais,
alcançar um corpo de arco-íris ou salvar todos os seres de algum sofrimento imaginário.
Sentado bem aqui, desfrutando do meu chá, todas as coisas cuidam de si mesmas. Quão
maravilhoso e livre! --Jackson Peterson
Sexta, 20 de abril de 2018 às 07:52 UTC-03
Das mesmas raízes que Dzogchen em localização e instrução. Leia todo o material dos links.
É assombroso e incrível! Este texto desta ligação também é muito parecido com os Seis
Versos Vajra: Ó Deusa! Suprema é a sua natureza que é informe, mas manifesta a forma de
todos os três mundos. Sois anterior a todas as limitações, impossível de ser apreendida
através de categorias dualistas como "existente" versus "inexistente", e alcançável através
da mais pura Consciência. || Suprema é a sua forma não-dual completamente pura: Una,
ainda existindo sob muitos disfarces, permeando o universo que está fluindo dentro de ti,
mas inteiramente livre da mudança - é conhecida como a natureza integral da Consciência.
|| Ó Deusa Suprema chamada Maṅgalā ("Beneficência"), possa ser uma bênção [śiva] para o
mundo inteiro que é em si eu mesmo. || http://shaivayoga.com/kashmir-
manuscripts_files/Intro_Krama.pdf --Jackson Peterson
Sexta, 20 de abril de 2018 às 07:50 UTC-03
Via JP: As Raízes Antigas de Atiyoga http://shivadarshana.blogspot.co.at/2007/12/worship-
of-shiva-shakti-is-exceedingly.html?m=1
Sexta, 20 de abril de 2018 às 07:48 UTC-03
O Céu Aberto de Rigpa O que estamos realmente buscando é o "Céu Aberto". Para saber o
"Céu Aberto", observar os detalhes das nuvens não ajudará. Para saber rigpa, o interesse
em pensamentos não ajuda. Os pensamentos não desempenham nenhum papel em saber o
"saber" de rigpa. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 18 de abril de 2018 às 08:07 UTC-03
Atuação e [senso de] Posse Atuação refere-se à causa particular de uma determinada ação
ou evento. Nos ensinamentos não-duais, “atuação” se relaciona com a possível existência
de um eu pessoal como um agente causativo que intervém numa rede uniforme e
impessoal de contingências e condições interdependentes e interativas. Isso seria como
uma pessoa olhando para uma formação de nuvens no céu e afirmando ser a causa de sua
existência e suas várias formas e movimentos. Mas em vez de nuvens no céu, digamos
intenções, motivações, pensamentos, ideias e ações. Assim como não há auto-entidade
causando nuvens no céu, não há auto-entidade pessoal que cause intenções, motivações,
pensamentos, ideias e ações. Pelo contrário, todos esses fenômenos são o resultado da
dinâmica interativa “impessoal” resultante de interdependências anteriores. O
pensamento e a convicção “eu fiz isso!” é um pensamento que surgiu independentemente
de um agente único de causação, como um eu. O eu e o senso de atuação pessoal são
ambos “depois dos pensamentos” que surgem subseqüentemente a qualquer evento ou
ação mental. Isso também se aplica à “posse”. O pensamento "isto é meu", é uma tentativa
de atribuir a propriedade a um agente ou eu imaginário. Memórias, imaginações,
pensamentos, sentimentos emocionais e experiências, todos parecem "pertencer" a um
proprietário chamado "eu". Mas isso é tão ilusório quanto uma pessoa reivindicando a
propriedade de todas as nuvens ou [algumas] específicas no céu e seus movimentos. Os
movimentos das nuvens são determinados pelas condições atmosféricas e pelas leis da
física; isso é tudo. Da mesma forma, as ações humanas são totalmente determinadas pelas
condições atmosféricas do nosso clima interior e pelas leis da física e da bioquímica. Não
existe um meteorologista interno ou agente causador como um eu que esteja agindo,
escolhendo ou decidindo. Podemos atribuir causalidade relativa ou responsabilidade a um
grupo local de energias dinâmicas, como um ser humano, mas isso também está falhando
em ver como isso é uma tentativa equivocada de isolar uma certa porção de fatores
interdependentes de toda a interação ambiente ativa. Quando isso é visto claramente, a
contração centralizadora da mente se libera e o sentido imaginário de haver um
"controlador" ou "diretor" que dirige e possui as atividades impessoais da mente, emoções
e corpo, desaparece. A ideia de um eu imaginário se tornar liberado ou iluminado é tão
deludida quanto a ideia de uma nuvem se tornar liberada ou iluminada. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 18 de abril de 2018 às 07:49 UTC-03
"Na terminologia Budista, a verdade é chamada de "vazio" porque a verdade é vazia de
todas as ilusões. Não confunda esse vazio com um nada niilista. O vazio é a fonte de todas
as coisas. O vazio é o reino infinito de amor e compaixão." Lama Anam Thubten
Quarta-feira, 18 de abril de 2018 às 07:37 UTC-03
Uma Pessoa similar a uma Nuvem Imagine que a nuvem no céu pode pensar, e pensa que é
responsável pela sua cor, forma, movimentos e duração. Mas podemos ver que cada
característica da nuvem, conforme descrito, depende de forças naturais como vento,
temperatura, umidade e outras condições atmosféricas. A nuvem em si não adiciona nada
além desses recursos. Da mesma forma, o humano tem pensamentos que pensam que "ele"
tem livre-arbítrio e pode influenciar suas características e aspectos fora do jogo natural de
muitas forças interdependentes. Esse "eu" aparentemente autônomo, como agente
causador, é em si apenas mais uma característica mental fenomenal que surge através da
evolução, do DNA, da bioquímica e do condicionamento. Podemos olhar para esse agente
ou para o eu com livre-arbítrio, mas só podemos encontrar pensamentos que o descrevam,
sem encontrá-lo. Isso é porque não está lá para ser encontrado. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 18 de abril de 2018 às 07:16 UTC-03
Xivaísmo da Caxemira Atualmente estou continuando a pesquisa para o meu próximo livro
e recentemente revisitando o Xivaísmo da Caxemira devido a suas incríveis similaridades
com o Dzogchen. Caxemira localiza-se como a casa mais provável de Padmasambhava e
outros grandes professores, além de ser a área descrita como o local de origem original
dos ensinamentos de Dzogchen. É possível que o Dzogchen seja um derivado das doutrinas
Xivaístas da Caxemira, expressas no antigo Dzogchen Semde e no tantra Dzogchen Kunje
Gyalpo ou Kulaya Raja. Há muito o que compartilhar sobre este tópico e decidi iniciar outro
grupo de FB para gravar e arquivar minha pesquisa. Por favor, sinta-se à vontade para
participar e publicar qualquer material diretamente relevante que você acredite ser útil.
Aqui está uma postagem do estudioso e praticante de Dzogchen, John Reynolds, e um
interessante vídeo descrevendo o Xivaísmo da Caxemira e a física quântica:
http://www.kamakotimandali.com/blog/index.php… https://youtu.be/0wXO7oKtNWA
https://m.facebook.com/groups/1659773517446812
Domingo, 15 de abril de 2018 às 20:01 UTC-03
Uma prática simples Para aqueles que ainda não tem clareza sobre o Estado Natural, isto
pode ajudar: Encontre um lugar confortável. Suponha que você é um espelho e observe
todos os pensamentos, intenções, senso de si mesmo, imagens, sonhos, emoções,
sentimentos, sensações e percepções como os reflexos que aparecem na sua consciência
como um espelho. No princípio faça isso com os olhos fechados. Você não está tomando
nenhuma posição subjetiva a respeito do que quer que apareça. Não é necessário nenhum
esforço porque você está apenas percebendo livre de julgamentos. Se ocorrerem
julgamentos apenas perceba os julgamentos que ocorrem. Depois de algum tempo
reconheça como todas os reflexos revelam sua vaziez desaparecendo. A seguir perceba a
natureza vazia de suas percepções, o próprio espelho. As formas como os reflexos que
aparecem são a natureza formativa vazia do próprio espelho. O vazio dos reflexos é
idêntico ao vazio do espelho. O potencial criativo do espelho aparece como seus reflexos,
vazio ainda vividamente claro. Não faz sentido falar de um espelho sem reflexos. Também
é sem sentido ver reflexos existindo independentemente de um espelho. Sem reflexos
onde podemos encontrar o espelho da consciência? Com reflexos, onde podemos
encontrar o espelho da consciência? Onde está o observador dentro dos reflexos?
Ponderando o significado um pouco, continue a prática. Procedendo assim, isto pode
revelar a natureza vazia e não-dual da consciência e de toda a experiência. Ver a natureza
vazia de todos os pensamentos, histórias e emoções alivia o núcleo do sofrimento. Ver a
natureza vazia de nossa consciência essencial revela a Luz Clara da Percepção Primordial
aparecendo como reflexos de nossa experiência. Jackson Peterson #dzogchen
Domingo, 15 de abril de 2018 às 19:54 UTC-03
O vazio dos reflexos é idêntico ao vazio do espelho. O potencial criativo do espelho
aparece como seus reflexos, vazio e ainda vividamente claro. Não faz sentido falar de um
espelho sem reflexos. Também é sem sentido ver reflexos existindo independentemente
de um espelho. Sem reflexos onde podemos encontrar o espelho da consciência? Com
reflexos, onde podemos encontrar o espelho da consciência? Onde está o observador
dentro dos reflexos? Ponderando o significado um pouco, continue a prática. Procedendo
assim, isto pode revelar a natureza vazia e não-dual da consciência e de toda a experiência.
Ver a natureza vazia de todos os pensamentos, histórias e emoções alivia o núcleo do
sofrimento. Ver a natureza vazia de nossa consciência essencial revela a Luz Clara da
Percepção Primordial aparecendo como reflexos de nossa experiência. Jackson Peterson
Domingo, 15 de abril de 2018 às 12:25 UTC-03
P: Jackson Peterson, Qual é a melhor hora para sentar, aquele momento em que uma voz
nos traz à almofada, o momento em que nos sentamos espontaneamente para uma
suposta experimentação mais profunda da visão, ou melhor desistir do desejo de conseguir
qualquer coisa e nos entregarmos completamente a nós que é a consciência do agora e que
não há nada para realizar? Abandonar aquele que desconfia que há algo mais perfeito do
que agora e que pode ser encontrado numa longa sessão formal de não-meditação? É
melhor desistir de vez do medo da morte, "saltando" a ser consciente do espaço vazio sem
um corpo que possa ser destruído? É muito provável que não haja uma abordagem perfeita
para acessar o inacessível, exceto pelo não-fazer; no entanto, quando não fazemos nada
em termos de sentar-se na não-meditação formal, há sempre uma dinâmica intrusiva que
tenta nos empurrar para o fazer, o para alcançar, porque fomos pegos por um sentimento
de incerteza; acredito que isso se deva ao fato de que a natureza da consciência é
absolutamente vazia e sem nada para agarrar. Você teria algo a dizer sobre isso? R: Você se
refere constantemente a um “alguém” que precisa se sentar, tem perguntas sobre quando,
que poderia desistir do desejo, que poderia abandonar algo, que poderia dar um “salto”...
Mas esse “alguém” é imaginário, não existe, nunca existiu. Réplica: Então o próprio Espaço
é, e não há nada para fazer ou não-fazer em absoluto? Exceto "permitir" que o Espaço Vazio
Consciente apenas seja? Ninguém seria a palavra. R: Não há ninguém para "permitir" ou
fazer qualquer coisa. Tréplica: Sem perguntas; percebo que respostas respondem por si
mesmas. Um panaca peidorreiro: "unicamente designações conceituais".
Domingo, 15 de abril de 2018 às 12:03 UTC-03
Liberação da Atenção O caminho inteiro consiste unicamente numa liberação completa da
atenção. Isso é chamado de "relaxamento" no Dzogchen. Atenção é a "presença" da
consciência, a capacidade iluminadora da própria consciência. Pense numa luz de lanterna.
Você liga e um feixe de luz aparece, que pode ser direcionado para o que estiver iluminado.
Consciência ou rigpa, é como a lanterna, enquanto a luz iluminadora é sua "presença" como
atenção dirigida. O buscador no caminho está buscando encontrar sua "verdadeira
natureza" apontando sua luz da atenção para várias condições da mente, a fim de iluminar
o que é "verdadeiro e real". No entanto, é a luz que sai da lanterna que é em si mesma
"verdadeira e real"; a verdadeira natureza última da consciência. Neste caso, já estamos de
posse do que é "verdadeiro e real" e estamos usando o que é "verdadeiro e real" para
buscar o que é "verdadeiro e real". Veja como esse examinar e buscar são bobos? A atenção
está sempre atendendo a algum tópico mental ou perceptivo. Mas quando a luz
iluminadora da atenção se libera de seus pontos de fixação, naturalmente se retrai e
ilumina "o que é real"; que no Dzogchen chamamos então de "presença de consciência".
Nesse momento de auto-iluminação, não é um estado mental, um conhecimento ou uma
sensação especial que se torna sabida, mas sim o "estado fundamental" essencial da
própria consciência, como um espaço vazio todo penetrante, totalmente puro e sensível.
Anteriormente, a atenção era direcionada para todos os móveis e objetos interessantes
dentro de uma sala. Alguns itens atraem mais atenção do que outros. O item favorito que
conscientemente e subconscientemente consome quase toda a atenção, é o sofá
aconchegante chamado "mim" ou "eu sou"; como uma identidade pessoal. Geralmente é
contornado na forma de um corpo humano estofado com a autoimagem psicológica
chamada "eu". O que é "verdadeiro e real" estava sendo visto entre os móveis e objetos na
sala. Havia tantos itens dentro da sala que parecia ser uma tarefa interminável. A mente
pensa que o que é "verdadeiro e real" deve estar "lá dentro" em algum lugar, e assim a
busca continua. Mas o "estado fundamental da consciência" é o espaço sempre presente e
vazio da sala, não os objetos e móveis dentro da sala. O claro e vazio "espaço da
consciência" nunca se moveu ou mudou. Assim, no Dzogchen, qualquer prática ou esforço
ativo não é a liberação completa da atenção requerida, que resulta em sua luz interior de
"presença", que espontaneamente se auto-ilumina. É como um vaga-lume no verão que de
repente se acende e brilha por dentro. Para esclarecer ainda mais, nem é o esforço sutil de
"tentar" que a lanterna brilhe sobre a luz que é necessário. É o presente presente, a "luz"
vazia e clara que é naturalmente consciente e auto-iluminadora (não é o que brilha) que é o
"estado fundamental" da consciência. --Jackson Peterson
Domingo, 15 de abril de 2018 às 11:46 UTC-03
De outro segmento: “Dzogchen é um entendimento superior, com relação ao dharmadhatu
como a Natureza Buda. Prasangika vê apenas fenômenos de origem dependente, mas o
Dzogchen vê a consciência rigpa como não surgida de forma dependente. Prasangika não
tem essa categoria. Dzogchen oferece uma categoria desconhecida para Prasangika.
Espaço consciente vazio como rigpa, é vazio de aflições, mas não vazio de qualidades Buda.
Rigpa é como a condição de "superposição" da física quântica. Prasangika é como a física
clássica ou a relatividade. O Dzogchen é muito mais sutil e preciso, como a física quântica,
em que causas não-locais são irrefutáveis. O Prasangika não pode conceber causas não-
locais.
Domingo, 15 de abril de 2018 às 11:39 UTC-03
De outro segmento: André A. Pais isso é fácil! No ensinamento Dzogchen, todos os seres
são Budas plenamente empoderados como Samantabhadra agora mesmo. Cada um deles
está criando seu próprio universo búdico, que está emaranhado com todos os outros
universos búdicos. Samsara é o "esporte" dos Budas que fingem ser "eus", os jogadores que
compartilham um único campo de jogo. É como um enorme jogo holográfico. Essa visão é
idêntica à visão de "Trica", Xivaísmo da Caxemira.
Quinta-feira, 12 de abril de 2018 às 06:42 UTC-03
Descobrindo o Coração de Rigpa Se tomarmos a capacidade cognitiva de "saber que se está
consciente", como nosso único caminho, muitas revelações surgirão espontaneamente.
Podemos começar por residir apenas na “posição de observador” como uma câmera de
vídeo que registra apenas o que está ocorrendo, sem a capacidade de analisar o conteúdo
que está sendo gravado. De início, nossa experiência de observação pode ser permeada
pelo senso sutil de que “eu estou observando”. Mas esse senso de "eu sou" também pode
ser observado por uma observação que está um passo atrás do "eu sou". Essa observação
não tem "eu sou". Se essa sensação de “eu sou” está aparecendo e está sendo observada,
essa “observação” é automaticamente livre do “eu sou”. Agora a observação estará
ausente de uma tendência subjetivo. Não é apenas observar, mas é também "saber" que a
observação está ocorrendo. “Observar” implica uma certa atentividade a alguma percepção
ou algum tipo de sensação ou atividade mental. Se a observação libera sua atenção dos
tópicos que estão sendo observados, o que resta é uma cognoscência desnuda ou
consciência que não está agarrando objetos ou tópicos. É precisamente essa “consciência
conhecedora” desnuda, que o Dzogchen está apontando. A consciência dualista, sem sua
dicotomia sujeito/objeto, colapsa nessa "consciência conhecedora" não dual. Apenas isto,
descansando como si próprio, sem nenhum esforço adicional, instigará o surgimento
espontâneo das sabedorias, como introvisões autovalidantes como uma sabedoria (yeshe)
de seu próprio estado natural. A certeza de seu autorreconhecimento é absoluta e
inabalável; e não requer validação de fora. Como a consciência está cada vez mais residindo
como essa consciência não-dual, “observadora e consciente”, nossa experiência cognitiva
parece ter se deslocado para um local no coração, em vez de na cabeça. Ela evolui de tal
maneira que parece estar "vendo" ou conhecendo a partir do olho do coração, livre das
constantes narrativas mentais da mente conceitualizadora. Isso ocorre porque "rigpa", a
nossa "cognoscência" primordial, está sempre presente como e imóvel no coração. Se você
pratica togal muitas vezes depois que isso é realizado, sua perspectiva ou plataforma de
visualização parecerá estar se movendo para trás dos olhos e para dentro do coração. Pode
se tornar uma experiência em que parece que você está olhando para cima e para fora
através de um periscópio do olho do coração e através dos olhos para os tigles. Isto é o que
os ensinamentos do Dzogchen significam, especialmente os do Bonpo, quando dizem que
“rigpa” reside no coração. Tomando a qualidade cognitiva primordial da “observação
consciente ou cognoscência”, a luz de rigpa, como o caminho, esse caminho levará
diretamente à sua fonte imutável e luminosa no coração. Jackson Peterson
Quinta-feira, 12 de abril de 2018 às 06:36 UTC-03
A Visão Ímpar do Dzogchen O Dzogchen ensina que todos os seres já são Budas
plenamente capacitados e cada um de nós está manifestando nossa própria mandala da
Terra Pura; seja estressante, com sofrimento, com alegria ou por qualquer meio que
manifestemos nosso mundo. Vairotsana escreveu: “Obstruções são a sabedoria
autossurgida, então não há nada para limpar. A partir do primordial elas são puras em seu
próprio lugar. Compreendamos, sem erro, o significado de sermos Budas primordiais, então
não resta ninguém para se tornar iluminado”. “Os seres sencientes não estão em dualidade
com os Budas. As coisas que criamos em nossas mentes são na verdade Budas. Os seres
sencientes têm sido budas desde o primórdio. Qualquer pensamento que possa aparecer é
sabedoria.” "Nossas próprias mentes são o próprio Buda." “O senhor de todos os Budas’, é
sobre a visão em que todas as coisas são entendidas como a Budeidade primordial, o que
implica que nossa causa e sua fruição não são duas coisas. Sendo que nossa causa e seu
resultado não são divididos, o Buda e os seres sencientes não são duas coisas”. “Portanto,
não há meditação dhyana em particular na qual estabelecemos nossos intelectos. Nós não
estabelecemos nossas mentes em concepções ou não-concepções, em visualização ou não-
visualização, em permanência ou não-permanência, ou em qualquer coisa.” “Não há
iluminação, e não há meditação também. Essas palavras evidenciam que qualquer coisa que
façamos para uma meditação não é a Grande Perfeição, então não temos nada para
meditar em absoluto. Também não há nem mesmo uma gota de não-meditação para se
meditar. Então, sobre o que poderíamos meditar?” "Então, o estado em que não pensamos
minimamente é a essência suprema do coração da equanimidade." Se você não está
criando o seu mundo, então, quem está? Citações da tradução de Chris Wilkinson de: "ALÉM
DO SEGREDO" O Upadesha de Vairocana sobre a prática da Grande Perfeição, uma
tradução de: Pê sgrub rnam kyi thugs bcud esguichando gi nyi ma Via J.P
Quarta-feira, 11 de abril de 2018 às 22:07 UTC-03
"Até percebermos que a consciência intrínseca (rigpa) já está presente, devemos entender
que se esforçar para gerar essa consciência é um caminho enganoso." Tulku Pema Rigtsal
Quarta-feira, 11 de abril de 2018 às 21:37 UTC-03
Como um Verdadeiro Mestre Dzogchen Poderia Experienciar o Seu Mundo? Vamos
primeiro entender o que esse mundo seria e como apareceria: No Dzogchen, cada pessoa é
um Buda plenamente empoderado agora e sempre é. Seu mundo e universo são sua
própria energia criativa e energética chamada “tsal”. Isto é como a energia dos sonhos que
se manifesta como paisagens dos nossos sonhos, seus habitantes e o nosso próprio corpo
de "personagem que muda a posição de ação", roupas, atividades mentais, estados
emocionais e percepções no sonho. É explicado que o seu universo é composto apenas de
suas próprias energias (vazias) chamadas dang, rolpa e tsal. Não existem energias
secundárias ou outras influencias que se intrometam em seu universo, que vêm de fora de
suas próprias energias autoprojetadas. Todos os momentos de experiência, sem exceção,
são suas próprias projeções energéticas sendo experimentadas. Você gera um "jogador de
jogo" subjetivo, o seu eu criado de "personagem que muda a posição de ação", que percebe
suas projeções energéticas como se fossem fenômenos objetivos preexistentes sendo
emanados de uma fonte desconhecida. É como ir ao cinema e assistir a um filme
aparentemente criado por outra pessoa que não você mesmo. Clarividência é a
oportunidade de ver seu "personagem que muda a posição de ação" antes que parte do
filme seja projetada. A magia do processo criativo é o poder do pensamento, da crença e da
negação crônica de que o que está sendo experimentado é APENAS as PRÓPRIAS
formações de pensamento energético. Sua natureza absoluta é em si a matriz criativa de
Buda Samantabhadra ou o Kunje Gyalpo, ou o que Namkhai Norbu rotula como a “Fonte
Suprema”. Você é sempre aquela "Fonte Suprema", fingindo ser um eu relativo como seu
jogador de jogo de "personagem que muda a posição de ação", sentido provisoriamente
como "mim". Ao observar “exatamente” o que está fazendo com seus próprios
pensamentos, você pode facilmente se tornar um Mestre Dzogchen de "personagem que
muda a posição de ação" também. Do tantra Dzogchen Kunje Gyalpo e seu comentário:
“Então o Rei Tudo-Criador, a Presença Pura e Perfeita (rigpa), falou sobre como ele, o
Criador, existia antes de qualquer fenômeno.” Depois de explicar o modo como todos os
fenômenos do samsara e do nirvana são abrangidos pelas cinco Perfeições, então o Rei
Tudo-Criador, a Presença Pura e Perfeita, falou sobre como ele existia como a Presença
Pura e Perfeita tudo-criadora, rigpa, sabedoria auto-originada, a Fonte, o Criador de tudo,
antes que qualquer fenômeno incluído no samsara e no nirvana existisse.' Mais do singular,
o mais importante tantra raiz de Dzogchen, Kunje Gyalpo; o "Rei Tudo Criador": “Eu sou a
fonte, o estado de presença, o criador de todos os fenômenos, sem exceção. 'Tudo'
significa todos os fenômenos. O que todos os fenômenos incluem? Tudo está
completamente incluído (as cinco Perfeições): professores, ensinamentos, seguidores,
lugares e tempos. 'Criador' significa o agente. Porque eu crio todos os professores,
ensinamentos, seguidores, tempos e lugares, eu sou o agente da sabedoria auto-originada.
'Rei' significa que a fonte da sabedoria auto-originada é superior a todos os agentes que
cria. O rei é superior a qualquer outro criador de fenômenos." "O significado de 'Perfeito' é
o seguinte: essa Fonte, sabedoria auto-originada, permeia a todos e é totalmente Perfeita
em tudo, como seres, suas visões cármicas, tudo englobado pelo universo e seus seres,
todos os budas dos três tempos, seres sencientes das seis classes nos três reinos, e
somente-isso. Assim, a fonte é "Perfeita"." “O significado de 'Presença' é o seguinte: esta
Fonte, sabedoria auto-originada, infunde, governa e delineia claramente todo o universo
animado e inanimado dos seres e suas visões cármicas. Assim, a Fonte é a 'Presença'. Além
de causas e condições, a Fonte cria e governa tudo.” “Por causa disso, todos os fenômenos,
conquanto aparecem, se manifestam como criações de você, o criador.” “Os seres
sencientes dos três reinos são criados pela Presença Pura e Perfeita (rigpa). O universo
animado e inanimado é criado pela Presença Pura e Perfeita.” "Porque tudo é aperfeiçoado
em mim, o Criador-de-Tudo, entenda a importância deste estado de Presença Perfeita e
Pura (rigpa)." “A raiz de todos os fenômenos é a Presença Perfeita e Pura Tudo-Criadora.
Tudo o que aparece é minha natureza. O modo como as aparências se manifestam é a
minha exibição mágica. Todos os sons e palavras que surgem de alguma forma manifestam
meu estado como palavras e sons. Tudo englobado pelo universo animado e inanimado,
tais como as qualidades dos kayas e sabedorias dos budas e dos corpos e tendências
cármicas dos seres sencientes, é primordialmente a natureza da Presença Perfeita e Pura.”
“Quando os seguidores desses veículos, que lutam por três eras, sete vidas, seis meses, um
ano ou dezesseis meses, são ensinados sobre essa natureza além de ação, eles virão para
permanecer no êxtase da auto-perfeição além de grande esforço.” “Nesta dimensão não
existe nada que não seja perfeito. Porque há um perfeito, dois perfeitos, e o tudo perfeito,
as atividades são êxtase como as Perfeições. 'Um perfeito' significa que tudo é perfeito Na
Presença Perfeita e Pura. 'Dois perfeitos' significa que todas as criações (convencionais) da
Presença são perfeitas. 'Tudo perfeito' significa que todas as perfeições são perfeitas.
Através deste ensino perfeito sobre o um, os seres podem habitar neste conhecimento
dum Buda. Através deste significado de perfeição total, tudo funciona como as Perfeições.
"Quem permanece neste estado sem esforço, mesmo com o corpo de um deus ou humano,
é um buda na condição real de sabedoria." Embora os "personagens que mudam a posição
de ação" individuais como os “jogadores de jogos” projetados sejam muitos, existe apenas
uma única “Fonte Suprema”; caso contrário, o paradigma cósmico seria totalmente
solipsista. O grande mestre iogue primevo e erudito de Dzogchen, Rongzom, escreveu a
respeito disso que mesmo se alguém ainda não vê essa visão da Grande Perfeição de todos
os fenômenos atuais, na experiência direta: “Assim, não é de forma alguma um equívoco se
alguém, ao invés disso, estiver inclinado a se aproximar simplesmente pela fé,
considerando as escrituras e instruções orais como válidas. Então, ter-se-á acesso através
da confiança.” (Trecho de “Estabelecendo as Aparências como Divinas” por Rongzom,
traduzido Por Heidi I. Koppl)
Terça-feira, 10 de abril de 2018 às 18:06 UTC-03
(... ) é o método mais sutil e profundo de shamata (significa literalmente quietude) que
existe em toda a tradição budista - A consciência de ser a própria consciência. E agora um
passo mais adiante e entramos no domínio do dzogchen (Grande Perfeição). Agora,
cuidadosamente, incisivamente, observe aquilo que observa. Se lhe chamamos mente,
observe a mente, se lhe chamamos consciência, observe a consciência. Observe aquilo que
está consciente, aquilo que pensa, aquilo que pretende. Observe o observador e atravesse
a mente até à própria base que é Rigpa (a luz clara. A verdadeira natureza da nossa mente,
consciência pura. ) E a meditação dzogchen não é nada mais nem menos do que atravessar,
seccionar, até à consciência pura - Rigpa, e visualizar a realidade a partir dessa perspectiva.
E aí mesmo está a visão da grande perfeição. Então, em sua prática, dei-lhe justamente isto
para o manter ocupado por uns dias ao menos. Em sua prática, quando então chegar ao
fim, quando for capaz de manter um fluxo de consciência da consciência e a seguir você
atravessa o fluxo de consciência da consciência até à penetração daquilo que está
consciente... Você sabe qual é a distinção entre a consciência que se distrai e se aborrece e
se centra e se distrai novamente, isso é a mente. Mas à medida que você atravessa aquilo
que está consciente, você pode atravessar a dimensão da consciência que é não nascida e
interminável, que nunca se move porque não está no tempo. É imutável e você nunca
poderá envolver sua mente conceptual porque esta linha de base, este fundamento da
consciência do qual surgem todos os estados condicionados de consciência, transcende os
próprios parâmetros da existência e da não existência. Transcende todas as categorias
conceptuais. Pode ser reconhecida, não é um mistério supremo. Pode ser reconhecida
diretamente sem mediação mas apenas por si mesma. Pode reconhecer si mesma, mas a
sua mente conceptual não consegue captá-la, está além da sua capacidade, está além da
sua dimensão. Então, esta Rigpa, esta consciência pura, está presente neste momento, está
onde a sua consciência está, está onde os seus pensamentos estão. Não é uma coisa
separada, não é outra pessoa, não é deuses, Budas, ou outras pessoas, é o estado
fundamental de sua própria consciência. E agora esta observação, escondida à vista de
todos. Então, experimente isso, veja o que acontece. Muito obrigado.
https://www.youtube.com/watch?v=etaK4njyrAE
Terça-feira, 10 de abril de 2018 às 18:05 UTC-03
O Apontar de Rigpa - Alan Wallace (... ) é o método mais sutil e profundo de shamata
(significa literalmente quietude) que existe em toda a tradição budista - A consciência de
ser a própria consciência. E agora um passo mais adiante e entramos no domínio do
dzogchen (Grande Perfeição). Agora, cuidadosamente, incisivamente, observe aquilo que
observa. Se lhe chamamos mente, observe a mente, se lhe chamamos consciência, observe
a consciência. Observe aquilo que está consciente, aquilo que pensa, aquilo que pretende.
Observe o observador e atravesse a mente até à própria base que é Rigpa (a luz clara. A
verdadeira natureza da nossa mente, consciência pura. ) E a meditação dzogchen não é
nada mais nem menos do que atravessar, seccionar, até à consciência pura - Rigpa, e
visualizar a realidade a partir dessa perspectiva. E aí mesmo está a visão da grande
perfeição. Então, em sua prática, dei-lhe justamente isto para o manter ocupado por uns
dias ao menos. Em sua prática, quando então chegar ao fim, quando for capaz de manter
um fluxo de consciência da consciência e a seguir você atravessa o fluxo de consciência da
consciência até à penetração daquilo que está consciente... Você sabe qual é a distinção
entre a consciência que se distrai e se aborrece e se centra e se distrai novamente, isso é a
mente. Mas à medida que você atravessa aquilo que está consciente, você pode atravessar
a dimensão da consciência que é não nascida e interminável, que nunca se move porque
não está no tempo. É imutável e você nunca poderá envolver sua mente conceptual porque
esta linha de base, este fundamento da consciência do qual surgem todos os estados
condicionados de consciência, transcende os próprios parâmetros da existência e da não
existência. Transcende todas as categorias conceptuais. Pode ser reconhecida, não é um
mistério supremo. Pode ser reconhecida diretamente sem mediação mas apenas por si
mesma. Pode reconhecer si mesma, mas a sua mente conceptual não consegue captá-la,
está além da sua capacidade, está além da sua dimensão. Então, esta Rigpa, esta
consciência pura, está presente neste momento, está onde a sua consciência está, está
onde os seus pensamentos estão. Não é uma coisa separada, não é outra pessoa, não é
deuses, Budas, ou outras pessoas, é o estado fundamental de sua própria consciência. E
agora esta observação, escondida à vista de todos. Então, experimente isso, veja o que
acontece. Muito obrigado.
Terça-feira, 10 de abril de 2018 às 08:42 UTC-03
Shardza Rinpoche, que alcançou o “corpo do arco-íris” em 1934, escreveu: “O que quer que
o praticante experimente, o que quer que venha é uma experiência para a prática —
felicidade, êxtase ou o que quer que seja. Ele ou ela não se importa se os pensamentos
estão correndo — não há esperança ou caminho — assim os pensamentos são deixados
como estão. Esse é o método de prática. Às vezes há emoções violentas, como raiva ou
tristeza ou qualquer outra coisa, e o praticante não se importa. São apenas deixados como
estão. Este é o ensinamento. Se o praticante acumula méritos ou pecados: não importa, as
coisas são deixadas como são.” De seu texto: “Gotas do Coração do Dharmakaya”
Terça-feira, 10 de abril de 2018 às 08:22 UTC-03
Shardza Rinpoche, que alcançou o “corpo do arco-íris” em 1934, escreveu: “O que quer que
o praticante experimente, o que quer que venha é uma experiência para a prática —
felicidade, êxtase ou o que quer que seja. Ele ou ela não se importa se os pensamentos
estão correndo — não há esperança ou caminho — assim os pensamentos são deixados
como estão. Esse é o método de prática. Às vezes há emoções violentas, como raiva ou
tristeza ou qualquer outra coisa, e o praticante não se importa. São apenas deixados como
estão. Este é o ensinamento. Se o praticante acumula méritos ou pecados: não importa, as
coisas são deixadas como são.” De seu texto: “Gotas do Coração do Dharmakaya”
Terça-feira, 10 de abril de 2018 às 07:31 UTC-03
Salve isto! Introdução Direta a Rigpa de Namkhai Norbu No verão de 1986, em Conway,
Massachusetts, Norbu apontou a verdadeira natureza da mente, rigpa, para nosso pequeno
grupo. Ele disse que rigpa não é uma consciência que depende de algum estado mental ou
da ausência de pensamentos. Ele disse que há uma “presença consciente de consciência”
que está presente “durante a ausência de pensamentos, durante a presença de
pensamentos; e é aquilo que "sabe", e é "atemporalmente presente"; igualmente durante
as duas condições.” Para mim, “estourou a rolha”! De décadas de Zen, eu estava focando
anteriormente em entender a natureza vazia dos pensamentos e estava tentando reduzir
seu domínio no estado da minha mente, a fim de descobrir a verdadeira natureza da mente
escondida por trás e por baixo. Eu não percebi que a verdadeira natureza da mente (rigpa)
era independente de todos os pensamentos, estados mentais e vaziez; e sempre
permaneceu “intocada” em TODAS as experiências perceptivas, mentais e emocionais. A
Consciência Rigpa está sempre fora do espaço e do tempo, como o contexto consciente e
vazio no qual todos os seus potenciais surgem espontaneamente e desaparecem sem
qualquer duração. Não é que o espelho precise reduzir ou alterar ou melhorar seus
reflexos, mas a transparência clara do espelho nunca é alterada por qualquer reflexão
possível. Isso surge como um reconhecimento que ilumina completamente a consciência
consciente de uma maneira extremamente profunda. A atenção repentinamente se libera
da mente e das percepções, e espontaneamente retorna para iluminar sua Cognoscência
imutável. A atenção muda do “saber” para o âmago da consciência do sabedor. Não é uma
ação deliberada, é repentino, como se você estivesse segurando uma extremidade de um
elástico esticado e alguém inesperadamente solta a extremidade oposta do elástico que
estavam segurando, e ele volta para o seu rosto. Isso te atinge bem nos olhos. É
inevitavelmente "aí mesmo". A atenção dedicada ao que estava sendo “olhado”, lança
inesperadamente de volta ao olho do imutável “observador”. É por isso que quaisquer
estudos, entendimentos conceituais ou esforços para reduzir os estados mentais
distraídos, é simplesmente mais observação ao “sabido” do que ao “saber”. Nada jamais
bloqueia ou melhora o que é saber; como rigpa. Mais uma vez Norbu sugere: “saiba o que
está percebendo”. O que Norbu apontou para nós teria o mesmo efeito se fosse
cuidadosamente lido em um livro. Portanto, mantenha este texto como “indicador” que
aponta diretamente para o rigpa de uma maneira muito fácil e simples, com apenas este
texto como seu guru. Como um remédio; quando a mente está presa em alguma
turbulência emocional ou confusa, pergunte-se: “o que é saber e estar ciente dessa
condição?”. O "sabido" como a condição, entrará em colapso no "saber". --Jackson Peterson
Segunda, 9 de abril de 2018 às 08:23 UTC-03
Persiga-a e persiga-a (perda de tempo fazer isso) até que o relaxamento de todos os
esforços intelectuais e prática cessem, porque sua consciência atual é vista como o que
pensou que seria: diferente e especial. Não pode ficar mais clara do que é agora, para cada
ser. Não está encoberta, não está obscurecida, não está esquecida, é sempre estável.
Quanto mais perto poderia estar o "aqui", compreendeu? --Jackson Peterson
Segunda, 9 de abril de 2018 às 08:20 UTC-03
Originação Dependente no Dzogchen O Dzogchen não segue as visões do yana, mais
baixas, da originação dependente. O Budismo Inicial descreveu todos os fenômenos como
sendo dependentes de várias condições anteriores e fatores contribuintes. As "coisas"
foram consideradas como uma assembleia de partes reais que também foram construídas
de partes anteriores e contributivas ad infinitum, todas baseadas em relações de causa e
efeito entre todas as partes inter-relacionadas. Portanto, a "coisa" não pode ser extraída de
sua rede de fatores contribuintes e condicionamentos prévios. Então, a tradição
Madhyamaka e Prasangika refinou a compreensão de que "as coisas" são puramente
dependentes de designações conceituais e não de "coisas" e "objetos" materiais
inerentemente existentes com suas próprias características inerentes, condicionando-se
mutuamente. O Dzogchen vai além ao dizer que todos os fenômenos de todos os tipos
dependem puramente da própria rigpa como Samantabhadra ou Kunje Gyalpo, projetando
energeticamente todos os fenômenos a partir de seus próprios potenciais infinitos como
os hologramas 3D da luz de rigpa (tsal, rolpa e dang). Isso significa que a mente cármica
não é uma fonte secundária que origina fenômenos negativos. Rigpa é a fonte única de
todos os fenômenos; pensamentos, intenções, emoções, sentimentos, sensações, mente
cármica, percepções e ações. Isto é o mesmo que o Shivaísmo da Caxemira que diz que
Shiva é a fonte de todos os fenômenos pessoais e impessoais (spanda) e que todos os seres
são o único Shiva no seu núcleo. Os Sufis percebem que, na profundidade de seu ser, eles
são o Alá único, como sendo a única causa e fonte de todos os fenômenos (tajalli);
pensamentos e ações pessoais, bem como impessoais. Na Cabala, Deus é a fonte única de
todos os fenômenos e ações pessoais e impessoais. O Cabalista descobre seu ser como
realmente sendo Deus. Em todas essas tradições, não são aceitas causas materiais nem
causas interativas entre agentes independentes que agem uns sobre os outros ou coisas.
Isso significa que o cérebro não origina fenômenos mentais, sensações ou ações corporais.
Todas as ações e movimentos são movimentos diretos do Absoluto, sem intermediários,
mediadores, agentes de apoio ou colaboradores. Isso significa que todos os fenômenos
ocorrem apenas em e como a Consciência Absoluta sem qualquer vestígio de materialidade
ou causalidade física ou influência. Isso também significa que qualquer livre arbítrio entre
as entidades fenomenais é impossível. Não há entidades individuais separadas para realizar
isso através de ações próprias, assim como personagens de sonhos em um sonho durante a
noite. A projeção holográfica 3D de um eu não é o Projetor. Bon Lopon Namdak explica: "A
Madhyamaka nos diz que tudo é feito de nossos pensamentos, isto é, de nomes. Mas, na
verdade, há uma noção diferente no Dzogchen: tudo é um reflexo ou uma projeção da
mente (sems kyi snang-ba)." "Outra comparação que podemos fazer é com os sonhos. As
visões que chamamos vida cotidiana surgem das nossas mentes como projeções. Elas são
como sonhos. Ambos parecem reais, essas visões no estado do sonho e essas visões no
estado de vigília. Mas se seguimos depois de um sonho, o que encontramos? Quando
acordamos, consideramos que nada permanece. Comparando-os, achamos que o estado do
sonho e o estado de vigília, ambos compostos de nossas visões, isto é, nossas projeções,
são igualmente irreais. Portanto, não há qualquer sentido em se agarrar a essas delusões e
ter reações emocionais a elas." "O Dzogchen afirma que não só é tudo vazio, mas que tudo
é uma projeção, uma manifestação da energia (rtsal)." "Mas e quanto aos outros seres
sencientes? Nossas percepções sobre eles são, em última análise, ilusões." "A visão de
Thodgal é como uma chave para a realização de que a vida normal também é uma projeção
e uma ilusão. Podemos trazer o conhecimento adquirido da prática de Thodgal para
influenciar a visão da vida normal. Nós os comparamos e descobrimos que toda a nossa
chamada vida normal é uma ilusão." "O Estado Natural (rigpa) nunca foi contaminado ou
modificado pelos eventos do Samsara. É como um espelho que de nenhuma maneira é
alterado ou modificado pelo o que quer que reflita. Entretanto, nesta Base, que é o Estado
Natural da Natureza da Mente (sems-nyid gnas-lugs), as manifestações aparecem
espontaneamente, assim como as nuvens aparecem no céu ou os reflexos aparecem no
espelho. Essa é a qualidade da manifestação espontânea (lhun-grub), e essas
manifestações representam a potencialidade criativa ou a energia (rtsal) do Estado Natural
(rigpa)." "Todas as coisas, tudo o que pensamos e percebemos como seres sencientes
individuais, são manifestações da energia inerente (rsal) do Estado Natural. No final, elas
retornam novamente ao Estado Natural. Não há nada no Samsara ou no Nirvana que vá
além do Estado Natural. É a base primordial (ye gzhi) do Samsara e do Nirvana. Tudo o que
aparece, existe como a autoperfeição espontânea (lhun-grub) e, no entanto, é vazio."
Namkhai Norbu: "Tsal é a manifestação da energia do próprio indivíduo como um mundo
aparentemente ‘externo’. Mas, de fato, o mundo aparentemente externo é uma
manifestação de nossa própria energia, ao nível de tsal." Namkhai Norbu Namkhai Norbu
Rinpoche: "Podemos falar da energia rtsal de forma mais detalhada, pois permeia toda a
nossa existência. Nossa energia de prana, por exemplo, que está mais relacionada ao nosso
corpo físico, a energia kundalini, ou mesmo a força da energia física comum – tudo está
relacionado à energia tsal.” Assim, a energia rtsal é como a raiz de tudo, é por isso que
dizemos que nosso estado primordial é o centro do universo; todo o universo é a nossa
manifestação da energia rtsal. Todos têm a mesma condição. Quando você está no estado
de rigpa, o que é a energia rtsal? É sua experiência e, através da experiência, você está na
energia rtsal, e isso é chamado de rig-tsal." Via Jackson Peterson
Segunda, 9 de abril de 2018 às 07:34 UTC-03
Persiga-a e persiga-a (perda de tempo fazer isso) até que o relaxamento de todos os
esforços intelectuais e prática cessem, porque sua consciência atual é vista como o que
pensou que seria: diferente e especial. Não pode ficar mais clara do que é agora, para cada
ser. Não está encoberta, não está obscurecida, não está esquecida, é sempre estável.
Quanto mais perto poderia estar o "aqui", compreendeu? --Jackson Peterson
Domingo, 8 de abril de 2018 às 10:16 UTC-03
Curto e direto: Apontando rigpa - Alan Wallace Via JP https://www.youtube.com/watch?
v=etaK4njyrAE
Domingo, 8 de abril de 2018 às 09:12 UTC-03
José ou Deus fez isso! Digamos que um furacão chega perto de uma ilha. O furacão é
chamado de "José". Depois, dizemos que "José" causou todo esse dano à ilha e aos ilhéus.
Mas nós realmente não consideramos "José" como um agente livre causando dano
intencionalmente. Mas nós consideramos José, nosso vizinho da rua, como um agente livre
que, deliberadamente, com livre arbítrio, abusou de seus filhos e assassinou sua esposa.
Alguém realmente sente que o furacão era uma entidade autônoma chamado José, que
infligiu suas punições à ilha e ao seu povo? Os povos primitivos acreditavam exatamente
nisso. Eles então tiveram que cometer sacrifícios de sangue para apaziguar o deus
“furacão”. Eles aplicaram conceitos humanos errôneos de “responsabilidade pessoal” e
“escolha independente de ações” sobre o furacão e suas atividades. Os humanos fazem o
mesmo com outros humanos. Eles veem um “ato da natureza” (um furacão humano vivo)
como sendo pessoalmente responsável e capaz de fazer escolhas livres,
independentemente da originação ou condicionamento dependente. Nós então culpamos
suas ações sobre algum deus interior (eu) que está controlando livremente suas ações. Mas
não há deus interior ou eu controlador dentro. Tal crença é a mesma ignorância que nossos
ancestrais se perderam sobre eventos naturais catastróficos. Por mais inacreditável que
possa parecer, o homem “moderno” e educado ainda acredita nesses deuses interiores
dentro de nós, bem como um deus exterior que controla as ações e eventos de todo o
universo! Mesmo a maioria dos grandes mestres Budistas hoje ensina que existe uma
entidade “controladora” com livre-arbítrio, que age livremente tomando boas e más
decisões, agindo livremente em benefício ou dano e que o eu alucinado pode se tornar
liberado e iluminado. É um esquema ou apenas ignorância humana em ação? Este tipo de
pensamento mágico viola o núcleo do ensinamento Budista da originação dependente,
onde nenhum agente independente agindo livremente é possível. Há apenas as flutuações
de condições e energias interdependentes que aparecem como este evento ou outro, sem
quaisquer agentes livres intervenientes e causadores. Dukkham-eva oi na koci dukkhito,
Karako na, kiriya va vijjati, Atthi nibuti, na nibbuto puma, Maggam-atthi, gamako na vijjati.
"Apenas sofrimento existe, mas nenhum sofredor é encontrado; As ações existem, mas não
há um autor das ações: Nibbana existe, mas não é um homem que entra nele, O caminho
existe, mas nenhum viajante do caminho deve ser visto”. Kammassa Karako natthi,
Vipakassa ca vedako, Suddhadhamma pavattanti, Ev 'etam sammadassanam. Nenhum
fazedor das ações é encontrado, Nenhuma pessoa que alguma vez colheu seus frutos é
encontrada, Fenômenos vazios se desenrolam, Esta visão por si só é correta e verdadeira.
Na hettha devo brahma va, Samsarass-atthi karako, Suddhadhamma pavattanti,
Hetusambharapaccaya ti. Nenhum deus, nenhum Brahma, pode ser chamado de criador
desta roda da vida, Fenômenos vazios se desenrolam, Dependentes unicamente em todas
as condições. "Visuddhimagga XIX. (Buddhaghosa) Existe no Phagguna Sutta uma
interessante série de passagens como esta: "Quem, Ó Senhor, se apega?" “A questão não
está correta", disse o Exaltado, "não digo que ‘se apega’”. Se eu tivesse dito isso, então a
pergunta “Quem se apega?” seria apropriada. Mas como não falei assim, a maneira correta
de fazer a pergunta será: "Qual é a condição do apego?" E a resposta correta a isso é: "O
desejo é a condição do apego; e o apego é a condição do processo de vir a ser.” Tal é a
origem de toda essa massa de sofrimento”. Quando conhecemos alguém chamado “José”,
instintivamente, alucinamos “José” como tendo um eu interior, como um controlador, um
decididor, um escolhedor e como um livre fazedor de ações; em vez de ver uma vasta rede
de infinitos relacionamentos e condições, todos interagindo espontaneamente sem
nenhum centro ou eu. Via Jackson Peterson
Domingo, 8 de abril de 2018 às 08:36 UTC-03
Nagarjuna: "O que a linguagem descreve é inexistente. O que o pensamento descreve é
inexistente. As coisas não surgem nem se dissolvem, assim como no Nirvana."
Domingo, 8 de abril de 2018 às 08:33 UTC-03
Por que todos os grandes mestres do Dzogchen e do Mahamudra tiveram uma
fundamentação experiencial inicial nos ensinamentos da vaziez de Nagarjuna e
Chandrakirti, conhecidos como Madhyamaka e Prasangika? Foi porque, sem a mente
realizar a natureza vazia de todos os constructos conceituais, rigpa ou o "estado natural" se
tornaria reificado em ser algum tipo de eu pessoal superior ou autoidentidade. Percepções
ocorrem, então a mente associa as percepções com a memória anterior. O resultado é o
"pensamento", que oferece sentido e significado à percepção. O primeiro momento da
percepção é imaculado, vazio de todo significado conceitualizado. A mente analisadora
processa a percepção; o resultado é uma narrativa ou descrição fictícia do pensamento. A
mente processa suas percepções do corpo e da mente e cria os significados imaginários
chamados "eu" e "meu", que são expressos como pensamentos. Não há "mim", nem eu,
nem identidade, exceto os pensamentos fictícios gerados pela mente analisadora. O resto
da vida centra-se em torno dessas crenças fictícias de um eu pessoal, um “mim” e “minhas”
posses. A mente ao mesmo tempo atribui significados imaginários a todas as cinco
percepções sensoriais em cada momento, novamente baseando-se puramente na memória
e na especulação baseada na memória. A vida, então, torna-se um devaneio semelhante a
um transe, onde um eu imaginário está engajado em suas relações fictícias com suas
histórias fictícias sobre contatos sensoriais. O samsara é nossa mente imersa em suas
próprias construções conceituais como pensamentos acreditados. Isso significa que todas
as identidades pessoais e objetos de engajamento diário são percepções sensoriais vazias
transformadas em eus imaginários e “coisas” que parecem ter suas próprias características
significativas. O sentido, o significado e as descrições são apenas criações subjetivas do
pensamento. Nenhuma existe objetivamente como rotulada e descrita. Ver isso
claramente, como descrito aqui, é "ver" a natureza vazia e fictícia de todos os fenômenos,
bem como o observador desses fenômenos. Então quando rigpa é finalmente introduzido,
sua natureza é deixada não-descrita, não-analisada e não-estabelecida. Mipham Rinpoche
compôs um breve texto chamado O Farol da Certeza, no qual afirma: “A fim de ter perfeita
certeza no Dzogchen kadag, é preciso ter perfeita compreensão da visão da Madhyamaka
Prasangika. Kadag, ou pureza primordial e original, é a visão do Dzogchen e para
aperfeiçoar essa visão, é preciso aperfeiçoar seu entendimento da visão do Caminho do
Meio da Prasangika. O que isto implica é que a visão do Dzogchen kadag e a visão da escola
Prasangika são a mesma.” As palavras de Chandra: O Colar de Cristal Imaculado; um
comentário sobre o Madhyamakavatara por Mipham: "Em última análise, as meras
imputações do pensamento é tudo o que existe no nível relativo; nada mais é encontrado.
Consequentemente, os fenômenos são definidos como designações conceituais." "A
verdade última não é uma imputação conceitual; não pode ser apreendida pelo
pensamento. Como conceitualizações poderiam ocorrer numa situação em que todas as
características cessaram totalmente? Fenômenos conceitualmente imputados aparecem
indiscutivelmente, mas sendo meras designações, eles não podem ser realmente
encontrados como tais. Eles podem ser referidos apenas no nível convencional e pela
mente conceitual”. Mipham Do comentário de Mipham sobre o Madhyamakalankara:
“Todas as causas e efeitos são apenas a consciência. E tudo o que isso estabelece está na
consciência”. Mipham comenta: “O Madhyamakalankara, por outro lado, declara que
qualquer coisa que seja uma causa ou um efeito é apenas a consciência, e para além disto,
não há objetos externos existindo separadamente. E o que quer que seja estabelecido
através da experiência clara dessa mesma consciência em si permanece como consciência.
A situação não pode ser de outra forma. De fato, tudo o que aparece e é conhecido não é
senão uma experiência da consciência”. Mipham continua: "Com base no conhecimento de
que todos os objetos que aparecem são apenas a consciência e não existem como objetos
externos, deve-se entender que objetos extramentais não têm existência real." Da
introdução do tradutor: “Diz-se, portanto, que os Prasangikas refutam a realidade dos
fenômenos tanto no nível último quanto no convencional...” Via Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de abril de 2018 às 08:47 UTC-03
A Perfeição Tal Como-É O Dzogchen ensina a perfeição passada, a perfeição atual e a
perfeição futura. Portanto, nada poderia ter sido mais perfeito, poderia ser mais perfeito
agora, nem será mais perfeito do que parece. Seja qual for o estado emocional,
sentimento, pensamento, senso de eu egóico, percepção ou situação que ocorra; tudo é
deixado “como-é”, porque são sempre perfeitos. É por isso que as práticas não são
benéficas no Dzogchen. --Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de abril de 2018 às 08:02 UTC-03
A Perfeição Tal Como-É O Dzogchen ensina a perfeição passada, a perfeição atual e a
perfeição futura. Portanto, nada poderia ter sido mais perfeito, poderia ser mais perfeito
agora, nem será mais perfeito do que parece. Seja qual for o estado emocional,
sentimento, pensamento, senso de eu egóico, percepção ou situação que ocorra; tudo é
deixado “como-é”, porque são sempre perfeitos. É por isso que as práticas não são
benéficas no Dzogchen. --Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de abril de 2018 às 07:49 UTC-03
Como e Por que a Abordagem da Não-Meditação e da Não-Prática do Dzogchen Funciona O
Dzogchen ensina que nossa consciência mental tem dois componentes básicos: Há nossa
mente cármica comum que contém imagens, pensamentos, conceitos, memórias, o eu
egóico e processamento intelectual. Então há o que é chamado de nossa Mente Búdica, a
Mente de Clara Luz, consciência pura, o "estado natural" ou rigpa. O método do Dzogchen
requer uma diferenciação muito sutil entre esses dois aspectos básicos de todos os
momentos da consciência. Essa diferenciação não é uma compreensão ou introvisão
intelectual, mas é uma separação momentânea de maneira energética. É como se o espaço
vazio do céu fosse conhecido à parte das nuvens que aparecem nele para uma experiência
momentânea real de clareza requintada. Neste caso, o espaço vazio do céu é a nossa rigpa
ou "Mente de Clara Luz" e a nuvem é a nossa mente cármica. A perfeita "Mente de Clara
Luz" é nossa condição permanente, e a mente cármica é uma esfera energética de prana
cármico que aparece nela. O eu egóico é simplesmente como a mente cármica define a si
mesma. Nos primeiros textos do Dzogchen, é ensinado que devemos simplesmente relaxar
todos os esforços e permanecer em um estado de clareza vívida, sem nenhum tópico
mental em mente. Isso seria muito parecido com o estado de mente de um bebê de dois
dias. Nenhum pensamento está ocorrendo deliberadamente e não há qualquer agenda
mental. Permanece-se simplesmente presente nesta claridade atenta. Esse é o método. O
que acontece através desta ausência sem esforço de fixação mental, é este processo de
separação entre a Mente de Clara Luz e a mente cármica na experiência real. De repente, a
consciência sabedora experimenta sua não-dependência e não-conectividade em relação à
mente cármica. O contenedor torna-se diferenciado do conteúdo, no entanto, não há
separação dualista real, mas apenas uma diferenciação de qualidades. Em outras palavras,
o espaço vazio do céu é inseparável das nuvens, mas elas têm qualidades diferentes. Um é
temporário e dependente e o outro é permanente e não-dependente. Eu recomendo
sentar em uma postura confortável com os olhos fechados enquanto nota o estado interior
da consciência. Se bem descansado, pode-se fazer isso enquanto está na cama ou deitado.
Apenas observe essas duas qualidades da consciência: a consciência que sabe e a mente
que afirma que são sabidas. Em algum momento, ficará claro que você é a cognição não-
afetada e os eventos mentais não são diferentes dos sonhos do dia. Reconhecer que você é
a cognição não-afetada é o aspecto da sabedoria de rigpa. Não é uma postura filosófica,
mas é uma experiência que é vívida e inegável. Continuando nessa "não-meditação", novas
introvisões de sabedoria de rigpa surgem espontaneamente. Qualquer esforço intencional
ou modo sutil de prática bloqueia esse desdobramento natural da sabedoria. Enquanto a
consciência estiver ocupada com a mente e com os eventos mentais energéticos, o espaço
cognitivo não estará vazio o suficiente para permitir que a sabedoria surja da Mente de
Clara Luz. As sabedorias surgem instantaneamente quando a mente está totalmente
ausente. A completa vaziez da mente é o momento da aparência da sabedoria. Engajar-se
em atividade mental é chamado de "distração" no Dzogchen. Mas "tentar" não se envolver
em atividade mental é também "distração". É um assentamento natural dos pranas ou
energias cármicas ativas da mente como pensamentos e imagens através do método da
não-meditação em si. A "não-meditação" do Dzogchen é muito mais uma arte do que um
procedimento mecânico. As sabedorias contêm certeza e começam a substituir a atividade
mental comum. A certeza de rigpa destrói todas as duvidas. Aqui está mais alguma
instrução profissional: https://youtu.be/ncrNEAAMgSs Jackson Peterson
Quinta-feira, 5 de abril de 2018 às 06:51 UTC-03
A Vaziez do Pensamento Muitos professores do Dzogchen e Budistas Tibetanos
mencionam que o Dzogchen, o Mahamudra e a Madhyamaka oferecem todos os meios para
a realização da Budeidade. Madhyamaka significa "caminho do meio". É um caminho do
meio porque está livre dos erros de expor pontos de vistas extremos que favorecem a
natureza permanente imaginada das coisas e das pessoas ou a sua completa inexistência
imaginada. Em ambos os casos, o erro seria encarado como uma crença. Essas crenças
fictícias são o que sustentam todo o sofrimento como experienciado no samsara. Todas as
crenças são meras construções conceituais fabricadas dentro de uma mente. Todas as
construções conceituais são pensamentos. Os pensamentos se originam dependentemente
de pensamentos anteriores, informações como memória e experiências. Qualquer
pensamento está inserido dentro de um vasto meio de significados associativos dos quais
todos são também apenas pensamentos. Descobrimos, portanto, que o próprio samsara é
composto apenas de pensamentos que se acredita. Os ensinamentos da Madhyamaka
reconhecem o papel único que conceitos e pensamentos acreditados desempenham na
criação de nosso sofrimento pessoal. O samsara tem apenas uma causa: pensamentos
acreditados. A Madhyamaka não recomenda suprimir, negar ou ignorar os pensamentos
como uma solução viável para a nossa causa do sofrimento. Em vez disso, a Madhyamaka
recomenda ver a natureza "vazia" do pensamento. É como alguém no escuro acreditar no
pensamento de "cobra" enquanto apenas se percebe uma corda enrolada. Neste caso, o
pensamento "cobra" é vazio de qualquer realidade acerca das percepções atuais.
Descobrimos que todos os pensamentos sofrem do mesmo erro apenas em um grau maior
ou menor. Este erro é geralmente em direção ao extremo de reificar e atribuir um status
existencial válido a uma percepção ou construção conceitual. Isto é como crianças
acreditando que as histórias sobre o Papai Noel são verdadeiras e que o Papai Noel
realmente existe. Nós também não podemos dizer que o Papai Noel não tem
absolutamente nenhuma existência, ou então negaríamos nossos pensamentos
imaginários como se nunca tivessem acontecido. Papai Noel tem um status como sendo
pelo menos um personagem imaginário existente na mente de alguém. E assim, podemos
convencionalmente ter discussões sobre um Papai Noel imaginário. Mesmo que todos os
pensamentos existam somente como construções conceituais imaginárias que afirmam
representar perfeitamente uma realidade subjacente que tentam descrever; de fato,
podemos ter discussões convencionais sobre nossas descrições conceituais. Através de
nossos pensamentos, nós realmente vivemos em nosso mundo fictício de descrições
conceitualmente construídas, como se os nomes e rótulos realmente representassem
realidades solidamente existentes exatamente como descritos conceitualmente.
Chamamos esse mundo de "realidade convencional". O maior mestre Madhyamaka,
Nagarjuna, escreveu: "A verdade Última é a vaziez, a verdade convencional é ficção.
(Prapañca)" A realidade última é simplesmente como realmente é sem nossas descrições
fictícias aplicadas às percepções e aos fenômenos mentais. Vazio significa vazio de toda a
ficção. Todo pensamento é uma ficção porque nunca pode ser mais do que um retrato ou
descrição mental em relação a algum evento sensorial ou mental. O pensamento nunca
pode ser exatamente o que está apontando. Como Korzybski afirmou com grande
satisfação; "o mapa não é o território". Na conversa convencional, discutimos nossos mapas
de palavras como se estivessem representando paisagens reais com precisão. Nossos
pensamentos nunca são mais do que representações que podem ser total ou parcialmente
imperfeitas. Usando nossos mapas de pensamento como guias confiáveis na vida, a maioria
dos humanos encontram-se bastante perdidos e, com muita frequência, profundamente
perdidos nos pântanos da grande ansiedade, depressão e angústia suicida. Felizmente, o
Buda descobriu e ofereceu um caminho para sairmos de nossas delusões de pensamento
autoimpostas e seus sofrimentos resultantes. O nirvana é simplesmente uma mente livre
de todas as descrições fictícias sobre o eu e a realidade. Tal mente seria livre de todos os
pensamentos acreditados em relação a aparências e experiências. Examinando os
pensamentos individualmente, descobrimos que são todos vazios, sem núcleo ou centro.
Não são mais reais do que nuvens momentâneas no céu. A mente pode se concentrar em
uma única nuvem e acreditar que o céu é apenas essa nuvem especifica ou que a nuvem é
permanente e tem uma existência independente em si própria. Seja qual for o caso, um
pensamento nunca é mais do que um punhado mental de prana energético carregando
uma pequena mensagem ou um pouco de significado condicionado e imaginado. Não
precisamos reprimir, negar ou afastar nossos pensamentos; apenas veja sua natureza
intrinsecamente vazia. Todos os pensamentos são descrições fictícias igualmente vazias
sem status duradouro. Todos eles se liberam após o surgimento como um único pio de um
pássaro. Meu "eu" pessoal é um pensamento fictício e vazio. Outros "eus" também são
pensamentos fictícios vazios. O pensamento "meu" também é um pensamento fictício.
Todo pensamento que ocorre em sua mente é intrinsecamente vazio, fictício e
autoliberado. Ver a natureza vazia de todos os pensamentos é o que a Madhyamaka realiza.
Então, a Madhyamaka não é apenas o "caminho do meio", mas em relação à liberdade do
samsara autogerador da mente, parece ser o "único caminho". A liberação é a mente que vê
seu próprio conteúdo como vazio e de natureza fictícia. Vendo isso, é óbvio que ninguém
existia para ser liberado em primeiro lugar, exceto exatamente como outro pensamento
vazio e fictício. Jackson Peterson
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:44 UTC-03
Encontrar um professor Encontrar um professor autêntico é a primeira tarefa, a mais
importante e a mais difícil. Você tem que entender o que o professor está tentando
realizar em relação ao aluno. Em mais de 50 anos sendo um estudante ativo de muitas
tradições, parece que quase todos os professores estão fazendo um esforço para trazer
alguma melhoria na compreensão, bem-estar e felicidade ao buscador. Talvez o professor
esteja até procurando que o estudante experimente a iluminação. Tudo isso soa bem,
exceto que tanto o professor quanto o aluno acreditam erroneamente que cada pessoa
tem um eu que pode se tornar mais capaz, mais gentil e pode finalmente se tornar
iluminado. Os professores falam com a “pessoa” como se esse eu fictício fosse real e,
portanto, a ilusão de ser um eu individual nunca desaparece, não como a ilusão de uma
corda sendo uma cobra desaparecendo quando as luzes são acesas. O problema é que a
maioria dos professores não está "acendendo as luzes" em relação aos tópicos de alta
prioridade, como os ensinamentos "não eu" (anatta). O professor tem a escada para o
aluno subir, encostado na parede errada. Essa parede pode ser para tornar o eu mais
virtuoso, mais ético e a mente mais calma e estável. Isto parece ser um objetivo digno, mas
é uma ilusão completamente embriagadora. Esse eu é um personagem imaginário, não
mais real do que uma crença no Coelhinho da Páscoa. Nós não precisamos de uma escada
nem de uma encostada na parede do auto-aperfeiçoamento progressivo. O que é
necessário é um professor que implacavelmente puxe o tapete de debaixo dos pés daquele
eu imaginário, de novo e de novo e de novo, até que o subconsciente cesse de projetá-lo na
consciência. Por exemplo, a moda atual é que os professores tibetanos darão instruções
sobre o que “você” deve fazer após a morte no bardo entre as vidas. Mas não há "você" que
sobreviva à morte. Assim como todos os dias, quando você cai no sono profundo antes de
sonhar, a mente deixa de gerá-lo completamente. Nesse momento, "você" não existe de
nenhuma maneira ou forma; e você nunca fez nem enquanto estava acordado. É como
quando você desliga o rádio, a música não continua. Não há música restante para continuar.
Da mesma forma, o seu eu é um conjunto de pensamentos e memórias, quando a mente
deixa de gerar os pensamentos do "eu", não há "eu" ou mim que possa continuar. Na
morte, tudo cessa, o que não quer dizer que a Mente Buda não comece a projetar
novamente. Isso acontece. Mas se outro "eu" imaginário é projetado mais tarde, também é
uma projeção vazia da mente sem duração. https://youtu.be/hXfXWBGWzP0
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:30 UTC-03
Quando é sabido, isso é sua ausência. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:29 UTC-03
Quem está desfrutando? --Jackson Peterson
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:12 UTC-03
Isso não é Dzogchen, não há treinamento mental em Dzogchen. É por isso que deixei Norbu
como meu professor. Eu senti que ele estava sempre preso no dualismo.
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:11 UTC-03
Sim! Todos esses conselhos sofrem com a ilusão de que duas partes separadas existem e
precisam ser integradas juntas. Ver a natureza vazia e não surgida de ambas as “partes” não
deixa partes para integrar! Muito bem, meu amigo!
Quarta-feira, 4 de abril de 2018 às 07:04 UTC-03
Norbu realmente perdeu o ponto aqui! Este que está se esforçando para estar presente e
consciente, é o próprio processo do senso de egoísmo. Não existe “eu” para praticar estar
atento e consciente, exceto a mente egóica que, por meio dessa ação, cria mais samsara
para um eu separado que luta com sua mente indisciplinada. Isso é puramente dualista e
valida e reifica a mente cármica num eu que precisa manter presente. Comentário sobre o
texto: NAMKHAI NORBU RINPOCHE DZOGCHEN NA VIDA DIÁRIA Algumas pessoas ficam
perturbadas quando ouvem ruídos feitos por outras pessoas andando, falando e assim por
diante, e elas ficam irritadas com isso, ou então se distraem com coisas externas a si
mesmas, elas dão origem a muitas ilusões. Esse é o caminho equivocado conhecido como "a
passagem perigosa em que a visão externa aparece para alguém como um inimigo". O que
isto significa é que, embora se saiba como continuar no conhecimento da condição tanto
do estado de calma como da onda de pensamento, ainda não se conseguiu integrar esse
estado com a visão externa de alguém. Se este for o caso, embora sempre mantendo a
consciência presente, se alguém vê algo, não deve ser distraído, mas, sem julgar o que se
vê como agradável, deve-se relaxar e continuar na presença. Se um pensamento surge
julgando a experiência como agradável e desagradável, deve-se apenas reconhecê-lo com
atenção e continuar na consciência presente sem esquecê-lo. Se alguém se encontra em
uma circunstância chata, tal como cercado por uma discussão terrível, deve-se apenas
reconhecer essa circunstância desagradável e continuar na consciência presente, sem
esquecê-la. Se não se sabe como integrar a presença da consciência a todas as ações
diárias, como comer, caminhar, dormir, sentar e assim por diante, não é possível fazer o
estado de contemplação durar além da duração limitada de uma pessoa. sessão de
meditação sentada. Se isto é assim, não tendo sido capaz de estabelecer uma verdadeira
percepção presente, cria-se uma separação entre as sessões da prática sentada e a vida
diária. Por isso, é muito importante continuar na consciência presente sem distração,
integrando-a com todas as ações da vida diária. O Buda, no Prajñápáramitá Sutra (Este
texto é comumente chamado de "O Sutra do Coração"), dizia: 'Subhuti, de que maneira um
Bodhisattva-Mahasattva é; Estando ciente de que ele tem um corpo, pratique a conduta
perfeita? Subhuti, um Bodhisattva-Mahasattva, ao caminhar, está plenamente consciente
de que está caminhando; quando ele se levanta está plenamente consciente de estar de
pé; quando sentado é totalmente consciente de estar sentado; quando dorme é
totalmente consciente de dormir; e se seu corpo está bem ou doente, ele está plenamente
atento a qualquer condição! É assim que é! Para entender como alguém pode integrar a
consciência atual com todas as atividades da vida diária, vamos pegar o exemplo da
caminhada. Não há necessidade de pular imediatamente e andar de forma distraída e
agitada, marchando para cima e para baixo e quebrando tudo o que se encontra na frente
de um, assim que surge a idéia de caminhar. Em vez disso, quando alguém se levanta, pode
fazê-lo lembrando-se de que "agora estou me levantando e, enquanto ando, não quero me
distrair". Desta forma, sem se distrair, passo a passo, deve-se governar a si mesmo com a
presença da consciência. Da mesma forma, se alguém permanece sentado, não se deve
esquecer dessa consciência, e se você está comendo um pedaço saboroso, ou tomando um
gole para beber, ou dizendo um par de palavras, qualquer ação que se empreenda, seja de
maior ou menor importância, deve-se continuar com a consciência atual de tudo sem se
distrair. Como estamos tão fortemente habituados à distração, é difícil dar à luz essa
presença de consciência, e isso é especialmente verdadeiro para aqueles que estão apenas
começando a praticar. Mas sempre que há algum novo tipo de trabalho a ser feito, a
primeira coisa que se deve fazer é aprendê-lo. E mesmo que nas primeiras poucas
tentativas não se pratique muito, com a experiência, pouco a pouco o trabalho se torna
fácil. Da mesma forma, no aprendizado da contemplação, no começo, é necessário um
compromisso e uma preocupação definida de não se distrair, seguindo-se que é preciso
manter a consciência presente tanto quanto possível e, por fim, se ela se torna. Distraído,
deve-se notar. Se alguém persevera no compromisso de manter a consciência presente, é
possível chegar a um ponto em que ninguém mais se distrai. ***O espelho: Conselhos
sobre Presença e Conscientização
Terça-feira, 3 de abril de 2018 às 20:23 UTC-03
A Vaziez do Eu O Buda disse que nossa experiência total está contida nos Cinco Skandas, ou
nos cinco componentes funcionais de toda experiência. Isso significa que nosso senso de
eu é uma qualidade destes interagindo com cinco grupos funcionais. No entanto, no Sutra
do Coração, é explicado que os Cinco Skandas são “vazios”, eles nunca realmente surgiram.
Isso significa que um "eu" também nunca surgiu. Na neurociência moderna, considera-se
que o euísmo, o surgimento de um centro "eu" na vida cognitiva, surge à medida que nove
locais no cérebro se ligam e interagem. Quando essas ligações são desconectadas, os
sujeitos do teste sentem-se “sem-eu” ou experimentam uma redução da consciência do eu.
Isso significa que seu eu, seu senso de individualidade pessoal e identidade, é apenas
devido a flutuações momentâneas de sinais eletroquímicos e ligações que ocorrem nas
células cerebrais. É por isso que, quando essas redes neurais da atividade do eu são
interrompidas como no cérebro de pacientes com Alzheimer, durante o uso de LSD ou
durante “rigpa”, perde-se todo o senso de identidade pessoal. Seu eu pessoal é apenas um
padrão momentâneo da atividade cerebral eletroquímica. Não há outro eu real além dessas
conexões neurais interagindo momentaneamente. Como poderia um padrão momentâneo
de atividade eletroquímica tornar-se iluminado? Jackson Peterson
Terça-feira, 3 de abril de 2018 às 20:10 UTC-03
Ao longo dos anos, tanto da experiência pessoal quanto dos relatos de vários que
assistiram aos meus retiros, fica claro que Douglas Harding desenvolveu algumas
metodologias para instigar uma experiência direta de nossa natureza última como sendo “o
espaço consciente vazio” no qual e de onde nossos universos individuais aparecem,
enquanto nossa natureza vazia permanece cristalina e imutável. Aqui está uma indicação
muito simples: https://youtu.be/XKIcxdfRexs
Terça-feira, 3 de abril de 2018 às 19:46 UTC-03
A Visão Última https://www.youtube.com/watch?v=0sCs0dz1UHU
Terça-feira, 3 de abril de 2018 às 19:39 UTC-03
Liberação disso Que está Tentando se Tornar Liberado “Alguém poderia perguntar: “Não é
niilista pensar que as ações cármicas e seus resultados não existem?” Na verdade, essa não
é uma visão niilista porque não existe um eu que tenha uma visão niilista. Só pode haver
uma visão niilista se houver alguém para segurá-la, mas como não há ninguém para ter
qualquer visão, então não pode haver niilismo.” Khenpo Tsulstrim Gyamtso "Quando
percebemos o não-eu do indivíduo, entretanto, todo esse processo cessa. As visões
errôneas que têm sua raiz na crença no eu cessam, então as aflições mentais cessam, as
ações cármicas cessam e, como resultado disso, o nascimento no ciclo de existência do
samsara cessa." Khenpo Tsulstrim Gyamtso Aqui está a frase chave: “Na verdade, essa não é
uma visão niilista porque 'não existe eu' para ter uma visão niilista.“ Isso também significa
que não existe um eu que atue, porque não há eu para agir ou que possa possuir carma.
Isso também significa que não há eu para se tornar iluminado. Não existe eu para receber
ensinamentos. Não existe eu que sofra, nasça ou morra. Esse eu ilusório que se torna um
centro de “experiência pessoal” é como o eu que o subconsciente gera em todos os sonhos
à noite. É uma contração ilusória do prana no coração junto com um sentimento forte e
inquestionável de "eu sou". Uma vez que esse estado contraído no corpo sutil do coração
ocorre, o pensamento “eu sou” se reflete no chacra da coroa como um reflexo num espelho
de outra forma cristalino. O prana é atraído para a cabeça e o espelho da consciência torna-
se obscurecido pelo pensamento prânico, tudo centrado em torno de "mim". A partir dessa
noção concebida de "eu sou" (o sentimento de "eu"), um mundo de construções conceituais
adicionais em relação a esse eu imaginário, aparece como o crescimento desenfreado de
ervas daninhas num jardim de verão. No entanto, essa autoimagem e crença num eu
pessoal, é apenas uma imagem vazia aparecendo no espelho da mente, assim como quem
você equivocadamente parece ser num sonho durante a noite. Aquele que busca liberação
e iluminação é apenas essa ilusão gerada pela mente de existir um eu. Quando a mente
repentinamente cessa de gerar essa auto-alucinação, a consciência, como “presença
cognitiva”, desce para o coração, que se libera simultaneamente da contração prânica que
gerou o forte “sentimento” de ser um “eu”. A existência se torna centrada no coração, e
uma profunda paz e contentamento expansivos sempre acontecem. É apenas a ilusão do
"eu" e sua contração prânica que pode romper a profundeza profunda da paz total. Quase
todas as percepções profundas e experiências espirituais estão acontecendo como
percebidas por "mim". Eles são inúteis porque pertencem a uma entidade que na verdade
não existe, como as aventuras que ocorrem durante um sonho durante o sono. Você não
pode se livrar desse "eu" porque esse "você" É o "eu". A mente subconsciente precisa ouvir
mais sobre esse "não eu" e sua natureza alucinatória. Eu recomendo ler o livro principal de
"diálogos" oferecido gratuitamente no LiberationUnleashed.com e ouvir os vídeos de Tony
Parson. Subitamente, algo vai estalar num nível subconsciente profundo, e essa contração
será liberada junto com o "eu". Tony expressa exatamente o mesmo que aconteceu aqui,
neste pequeno trecho: https://youtu.be/OyCWdS6Vd4c
Domingo, 1 de abril de 2018 às 17:51 UTC-03
No Cinema Considere-se sentado num assento no cinema. Esse seria o seu estado cotidiano
e comum de consciência. Quando o filme começa e sua atenção se torna envolvida no filme,
isso seria a consciência engajada nas histórias da mente, imagens, conceitos, pensamentos
e as identidades dos personagens do filme. Essa é apenas uma plataforma ou perspectiva
de visualização possível. Mas você também pode ver o filme a partir da plataforma de
visualização de ser o projetor do filme, onde não existe engajamento com a história nem
com os personagens, mas sem você, nenhum filme seria possível. Você também pode ser a
luz que passa pelo projetor, que é a substância de todos os elementos que aparece no
filme e seus personagens. Apesar de todos os elementos e personagens que aparecem
como o filme serem apenas este jogo de luz, as formas projetadas de luz, como hologramas
transparentes, nunca possuem solidez e forma real. A plataforma de visualização mais sutil
seria o espaço vazio dentro do cinema que permeia todo o seu conteúdo interior, bem
como o filme, igualmente. Esse espaço vazio nunca está sujeito a qualquer tipo de
transformação em outras plataformas de visualização. Simplesmente “é” sempre como-é,
quer iluminado ou não. Parece que nossa “consciência” pode mudar para ocupar a
perspectiva de qualquer uma dessas plataformas de visualização. Aqui está uma descrição
mais precisa para cada “plataforma de visualização” ou hierarquia: Nosso humano comum é
a pessoa no cinema assistindo o filme da mente com diferentes graus de envolvimento com
a própria história do filme, pensamentos, crenças e seus personagens. Ele vê a si mesmo
como um corpo humano sentado em uma poltrona. Ele vê o filme como algo que ocorre
independentemente, bem como os interiores do próprio cinema parecem separados e “lá
fora”. Saber a si mesmo como aquilo que está projetando o filme é uma mudança completa
de identidade. Já não se está mais envolvido na história ou em seus personagens; no
entanto, é-se um ponto central a partir do qual a projeção é projetada conscientemente ou
não está sendo projetada. Ainda é um ponto central ocupado de orientação. A luz é a
consciência pura e cognoscente que “sabe” e vivifica as projeções sem ser um vedor
separado delas. É uma identidade de “ser a Luz Consciente autoiluminadora”, a
"vivacidade" essencial que sabe e anima todas as projeções, todos os estados de
consciência, o público e o próprio projetor. O aspecto mais sutil é o espaço vazio que
permeia todos os fenômenos, mas não sabe sua natureza sem a luz da consciência. A luz da
consciência ilumina a profundidade da vaziez, enquanto a vaziez revela a sua ilimitabilidade
desconhecida, como os hologramas transparentes sendo totalmente iluminados dentro
dela. Parece que um processo de desidentificação ocorre onde a consciência diz “ó, eu não
sou esse personagem no filme da mente”, então “eu não sou essa pessoa ou corpo sentado
em uma poltrona também”. Seguido por "Eu não sou o projetor". E "eu não sou a
substância da luz". Mas, por fim, se autorrealiza como sendo o espaço infinitamente vazio
que é inseparável de sua própria luz sabedora. Esta é a consciência sabida como a Mente de
Clara Luz não-dual, que também pode ser apontada eficazmente enquanto ocupando
qualquer uma das possíveis plataformas de observação ou estados de consciência, uma vez
que ela permeia todos eles. Jackson Peterson
Quinta-feira, 29 de março de 2018 às 07:21 UTC-03
Rigpa Contínua Um bom exemplo é um sonho à noite; quando adormecemos, é possível
captar a transição entre o momento em que a consciência diurna e seu senso de identidade
se dissolve e o momento em que a consciência sonhada surge com sua identidade de sonho
subjetiva e suas paisagens de sonho objetivas. Não é um continuum perfeito, passando de
uma autoidentidade diurna para uma autoidentidade sonhada. Há um espaço vazio
transicional ou “lacuna” chamado “bardo” em Tibetano. É uma descontinuidade. Esta
“lacuna” não possui identidade pessoal transicional de qualquer tipo. É um espaço de "não-
eu" e "não-mente". Se experienciado, é um estado muito claro de consciência pura e
transparente, como um espelho cristalino antes de qualquer reflexo surgir. Quando
experienciado, não é uma condição em que uma consciência secundária está
testemunhando essa lacuna como um momento de "consciência pura", mas sim a
consciência da "lacuna" conhece a si mesma como ela mesma. Esta é a única definição real
de “rigpa”. A consciência secundária que geralmente surge como a “autoconsciência”
sonhada à noite e como nossa “autoconsciência” diurna comum pela manhã, são ambas
surgimentos energéticos dessa consciência base e pura de “rigpa”. A “atentividade de
rigpa” naturalmente presente, a “presença” de rigpa, torna-se a substância energética que
se manifesta como as formas de pensamento subjetivas e objetivas dos estados de sonho e
acordado. Essa projeção dinâmica da atividade do eu e a objetivação de seu mundo sendo
experienciado, é guiada por quais potenciais internos têm o maior ímpeto e impulso
(probabilidade) esperando para serem expressos (a função de onda). É assim que o samsara
persiste em uma continuidade um tanto uniforme e consistente. O interessante é que todo
esse processo ocorre em todos os momentos da consciência com um tópico de conteúdo.
No inicio, há apenas a consciência pura como rigpa, depois sua atentividade energética, sua
atenção plena intrínseca, perde seu ponto de equanimidade ou equilíbrio, e torna-se uma
expressão dos potenciais cármicos interiores que têm ímpeto e impulso latentes. Quando a
consciência secundária atribuiu significados através da nomeação e rotulagem ou por
conceitualizar suas percepções, isso as imbuiu de um elemento de maior ou menor
importância e resistência, que se tornou seu impulso para a expressão futura. É a
conceitualização das experiências que impulsiona e mantém o ciclo samsárico (o colapso
obsessivo da “função de onda” cármica através da conceitualização habitual). É essa
tendência de conceitualizar que "quebra" a perfeita equanimidade em equilíbrio, a atenção
plena intrínseca de rigpa ou "presença". Sem a conceitualização ocorrendo, rigpa seria um
continuum ininterrupto de sua própria presença alerta e sabedorias perspicazes (yeshe).
(um estado quântico coerente) Na medida em que qualquer envolvimento com a
conceitualização está ocorrendo, nesse exato grau, a presença vívida de rigpa é reduzida.
Isso porque o “poder energético da presença de rigpa” TRANSFORMA-SE no processo de
conceitualização e na mente cármica secundária. Não pode funcionar como ambas, a
presença de rigpa e a mente cármica ao mesmo tempo. No Dzogchen, o professor
orientaria a atenção de alguém para a lacuna de rigpa pura da qual essa atenção está
surgindo. Então o estado da lacuna de rigpa pura seria autossustentado se a
conceitualização da experiência não fosse mais ativamente envolvida. Nenhum conceito,
nenhum problema. Faz sentido? Via Jackson Peterson
Quinta-feira, 29 de março de 2018 às 07:08 UTC-03
Zen Tibetano e Madhyamaka "Embora a influência da Madhyamaka sobre o Zen Chinês
tenha sido discutida, essa influência é ainda mais evidente entre os manuscritos Zen
Tibetanos. Por exemplo, um breve texto chamado; "Um Ensinamento Sobre a Essência da
Contemplação" pelo Mestre Haklenayaśas apresenta o Zen como "a abordagem
instantânea da Madhyamaka": "Há muitos portões para a meditação no veículo maior. O
supremo entre eles é a abordagem instantânea da Madhyamaka. A abordagem instantânea
não tem método. Cultiva-se apenas a natureza da realidade desta maneira: os fenômenos
são a mente e a mente é incriada. Na medida em que é incriada, é vaziez. Uma vez que é
como o céu, não é um sujeito para as seis faculdades sensoriais. Esta vaziez é o que
chamamos de experiência. No entanto, nessa experiência, não há tal coisa como
experiência. Portanto, sem permanecer nas introvisões adquiridas ao estudar, cultive a
igualdade essencial de todos os fenômenos ". Este pequeno texto – atribuído ao mestre
Indiano que veio a ser considerado o vigésimo terceiro na linhagem Indiana de patriarcas
Zen – oferece uma prática baseada na Madhyamaka, onde a vaziez é entendida através de
dois estágios, primeiro entendendo que todos os fenômenos são mentais, e segundo, que
a mente é “incriada” – não existe em si mesma. Esta abordagem da Madhyamaka também
foi muito popular nas últimas tradições Tibetanas Sakya e Kagyü.” Sam Van Schaik
Quinta-feira, 29 de março de 2018 às 06:57 UTC-03
Projeções de Rigpa Para entender o Dzogchen você tem que entender sua "visão" ou
"tawa" em Tibetano. Bon Lopon Namdak explica: "A Madhyamaka nos diz que tudo é feito
de nossos pensamentos, isto é, de nomes. Mas, na verdade, há uma noção diferente no
Dzogchen: tudo é um reflexo ou uma projeção da mente (sems kyi snang-ba)." "Outra
comparação que podemos fazer é com os sonhos. As visões que chamamos de vida
cotidiana surgem das nossas mentes como projeções. São como sonhos. Ambos parecem
reais, as visões no estado do sonho e essas visões no estado de vigília. Mas se seguimos
depois de um sonho, o que encontramos? Quando acordamos, constatamos que nada
permanece. Comparando-os, descobrimos que o estado do sonho e o estado de vigília,
ambos compostos de nossas visões, isto é, nossas projeções, são igualmente irreais.
Portanto, não faz sentido se agarrar a essas delusões e ter reações emocionais em relação
a elas." "O dzogchen afirma que não somente é tudo vazio, mas que tudo é uma projeção,
uma manifestação da energia (rtsal)." "Mas e quanto a outros seres sencientes? Nossas
percepções sobre eles são, em última análise, ilusões." "A visão de Thodgal é como uma
chave para a percepção de que a vida normal também é uma projeção e uma ilusão.
Podemos trazer o conhecimento adquirido da prática de Thodgal para influenciar a visão da
vida normal. Nós os comparamos e descobrimos que toda a nossa chamada vida normal é
uma ilusão.” "O Estado Natural (rigpa) nunca foi contaminado ou modificado pelos eventos
do Samsara. É como um espelho que de nenhuma maneira é alterado ou modificado pelo
que reflete. No entanto, nesta Base, que é o Estado Natural da Natureza da Mente (sems-
nyid gnas-lugs), as manifestações aparecem espontaneamente, assim como as nuvens
aparecem no céu ou os reflexos aparecem no espelho. Essa é a qualidade da manifestação
espontânea (lhun-grub) e essas manifestações representam a potencialidade criativa Ou
energia (rtsal) do Estado Natural (rigpa)." "Todas as coisas, tudo o que pensamos e
percebemos como seres conscientes individuais, são manifestações da energia inerente
(rang rtsal) do Estado Natural. No final, elas retornam novamente ao Estado Natural. Não
há nada no Samsara ou Nirvana que vá Além do Estado Natural. É a base primordial (ye
gzhi) de ambos Samsara e Nirvana. Tudo o que aparece, existe como autoperfeição
espontânea (lhun-grub) e, no entanto, é vazio." "Tsal é a manifestação da energia do
próprio indivíduo como um mundo aparentemente ‘externo’. Mas, de fato, o mundo
aparentemente externo é uma manifestação de nossa própria energia, ao nível de tsal."
Namkhai Norbu "Do ponto de vista de Dzogchen, no entanto, o (Tantra) também é uma
forma de caminho gradual, porque no ensinamento Dzogchen o princípio é o da
autoperfeição. Autoaperfeiçoado significa que o chamado objetivo não é senão a
manifestação da energia do estado primordial do próprio indivíduo. Um indivíduo que
pratica Dzogchen deve possuir conhecimento claro do princípio da energia e o que isso
significa. O princípio do ensinamento Dzogchen é a autoperfeição, já-sendo-perfeito para
cada indivíduo." Namkhai Norbu Via Jackson Peterson
Quinta-feira, 29 de março de 2018 às 06:44 UTC-03
Clara Luz A Mente Búdica, como um campo infinito de Consciência, se contrai em múltiplas
esferas de consciência condensada. Cada esfera contraída é uma mente “individual”. É a
contração energética em uma entidade localizada que dá a sensação de "eu". Quando a
contração individual se libera, essa única esfera de consciência individual localizada
reverte-se a ser a Mente Búdica não-localizada: o Estado Natural, Dharmakaya rigpa. A Não-
Dualidade Perfeita com a totalidade da pura Cognoscência da Clara Luz. Ao elevar a
frequência vibracional da consciência contraída individual, ela eventualmente combinará
com o comprimento de onda da Clara Luz, e sua individualidade localizada se dispersa na
Clara Luz, como uma onda retornando ao oceano. Isto é feito pela consciência individual
relaxando a atenção exterior e permitindo que ela se envolva naturalmente de volta na sua
própria natureza vazia, sua consciência nativa que conhece e observa. Deste modo, a
consciência localizada e contraída reverbera em estados vibracionais cada vez mais sutis
até que ela coincida com a frequência da Clara Luz primordial, na qual a consciência
localizada torna-se não-local, sem fronteiras ou centro. Via Jackson Peterson
Quinta-feira, 29 de março de 2018 às 06:40 UTC-03
Quem está "fazendo"? No Dzogchen, a única fonte de todas as aparências, todos os
fenômenos, todos os estados mentais, todo o euísmo e ego, todo senso de separação,
todos os estados alucinatórios, todo pensamento, todas as intenções e todas as ações; é
rigpa, a Mente Búdica absoluta. Isto significa claramente que a pessoa “individual”, como
um “pensador” e “fazedor” independente é apenas a projeção de rigpa, como um sonho à
noite, onde a mente subconsciente está projetando “você mesmo” acerca daquilo que você
pensa, o que você percebe e o que você faz. Isso significa que o aparente eu pessoal
aparece sem qualquer capacidade de pensar pensamentos, imaginar ou agir por conta
própria, uma vez que “você” não tem livre arbítrio. Isso também significa que não existe um
eu que possa se tornar iluminado. Como poderia um personagem em um sonho à noite,
tornar-se iluminado? O eu egóico só pensa e age como dirigido/projetado pela própria
rigpa; e, portanto, não pode cometer erros, decisões, escolhas e não tem livre-arbítrio em
absoluto, assim como os personagens nos sonhos durante o sono. O que quer que seja
sentido, pensado ou percebido, é o que a Mente Búdica perfeita está projetando. Uma
súbita mudança de perspectiva pode e ocorre onde a identidade subitamente muda de ser
a marionete, o eu pessoal, para ser o mestre marionetista, rigpa. O que “você” pode fazer
para acionar essa mudança em rigpa, se rigpa é o único a agir? Jackson Peterson
Quarta-feira, 28 de março de 2018 às 07:35 UTC-03
Noelene Smith do grupo Dzogchen Thogal: Por que alguns lamas de linhagem defendem
práticas preliminares, ao passo que também aos mesmos alunos ensinam o estágio de
conclusão do relaxamento na mente comum? Eu acho que alguns alunos podem se dar bem
com a prática do ngondro e da divindade, enquanto há outros que assumem naturalmente
à meditação da clara luz. É só um pensamento, mas eu acho que eles são adeptos e eles
sabem que não é necessário ser um tântrica etc para alcançar rigpa, mas pode ser uma
parte útil do processo para alguns alunos. O tantra é também uma maneira de
experimentar o trikaya dentro do próprio ser. Dá uma sensação poderosa do poder do
dharmakayas e do processo manifesto na natureza. Jackson Peterson: Não, na verdade não.
O que você descreve é apenas “experiências”. Rigpa é simplesmente a consciência comum,
e rigpa não precisa de experiências para se familiarizar consigo mesma.
Quarta-feira, 28 de março de 2018 às 07:32 UTC-03
Richard Fairley do grupo Dzogchen Thogal: Eu acho que para alguns lamas é uma coisa
religio-cultural, é o caminho que eles viajaram e foram ensinados e se torna a tradição -
parte disso tem sido captada pelos ocidentais que pensam que essas práticas 'causam' algo
que eles chamam de 'iluminação'. Muitos ocidentais realmente não querem a 'iluminação' -
eles amam os deuses, budas e bodisatvas e iniciações, transmissões e mantras secretos ...).
Quarta-feira, 28 de março de 2018 às 07:26 UTC-03
Um Dzogchen Genérico para o Ocidente O Dzogchen é uma religião, uma filosofia ou uma
ciência? Eu sustento que o Dzogchen é uma "ciência". O Buda tentou dissecar
cientificamente a natureza do sofrimento humano e resolvê-lo sem apelar para os deuses,
crenças tradicionais ou instituições culturais e religiosas estabelecidas. Ele não buscou a
permissão de alguém. Ele simplesmente compartilhou o que ele percebeu através de sua
investigação interna sobre a natureza da mente, a consciência e como criamos nosso
próprio sofrimento. De alguma forma, suas descobertas científicas se transformaram em
uma religião com deuses, deidades, forças sobrenaturais e instituições muito sofisticadas e
poderosas, que afirmavam que apenas a interpretação de suas descobertas estava correta.
As coisas se afastaram muito da simplicidade e integridade da intenção original de
Shakyamuni; daí a falta de sucesso e aceitação reais na sociedade moderna. O mesmo
problema ocorreu com o Dzogchen. Ele começou nos tempos antigos como uma
apresentação muito simples de uma visão que ia contra todas as doutrinas e dogmas da
atual seita e das instituições religiosas concorrentes. No entanto, hoje esse ensinamento
extremamente simples tornou-se ofuscado pelo seu próprio ambiente institucionalizado. O
Dzogchen é uma metodologia que evita forte e veementemente uma “visão gradualista”,
ainda que embutido dentro de um sistema institucionalizado de dogma gradualista;
Vajrayana. E se nós fizermos um esforço honesto para extrair o ensinamento “não-gradual”
do Dzogchen de seu túmulo gradualista e dar a ele um lar completamente genérico e livre
de aspectos culturais? Não será fácil, porque todos os dogmáticos do vajrayana vão querer
que as "tradições" e as linhagens egoístas continuem como herdeiros únicos dos
ensinamentos do Dzogchen. Em vez de travar nossa própria batalha, vamos usar as armas
que nos foram dadas nos primeiros tantras e ensinamentos textuais do próprio Dzogchen
para ganharmos a guerra. Em tais textos conhecidos hoje como o Semde, com o rei dos
tantras sendo o Kunje Gyalpo, o chamado para rejeitar as visões gradualistas do Vajrayana,
juntamente com suas iniciações, samaya e os “dez pontos da formalidade tântrica” é
claramente solicitado. Uma crítica muito detalhada de todos os “yanas menores” é feita,
um a um, para mostrar seus erros dualistas e gradualistas. Não resta dúvida de que a visão
do Dzogchen Atiyoga é anti-Vajrayana em todos os sentidos. Garab Dorje apresentou um
ensinamento que repreendia uma progressão de “causa e efeito” de realização. Ele ensinou
que nosso estado primordial de rigpa está totalmente presente agora mesmo e não requer
que “nada seja adicionado ou removido”. Ele não disse que isso é verdade somente DEPOIS
que alguém fez certas correções morais, renúncias e acumulou suficiente virtude e mérito
como uma etapa preparatória. “Nosso voto, prática, samadi e samaya, Nossas práticas, boas
obras e empoderamentos mais elevados, Nossas mandalas, estágios e caminhos, E as
fruições que gozamos, Agarrar-se a um eu naquilo que aceitamos e nos apegamos, Por
ignorância. Criamos categorias fora da verdade perfeita. Somos acorrentados por práticas
que são pessoais Ou são para dois, Isso é puro ou irregular, Coisas que assumimos ou
renunciamos que nos obstruem. Todos eles são desvios e obstruções.” (“Tantra Igual ao
Céu” (Nam-mkha 'dang mnyam-pa). Isso ocorre porque rigpa não é um produto ou estado
de mente recentemente revelado ou gerado por algum tipo de prática ou esforço. Está
totalmente presente agora e para sempre. Uma vez que nunca foi perdida, não pode ser
encontrada novamente. Como não pode ser perdida, também não precisa de esforço para
manter a si mesma. Tudo o que é necessário é que o "poder da atenção" seja retirado de
sua atual fixação mental, para simplesmente descansar como-é, sem tópico, objetivo ou
intenção. Então, a “atenção” surge e se revela como a sabedoria autorreconhecedora
(yeshe) da própria rigpa. Um famoso tantra do Dzogchen, “O Amontoado de Joias” deixa
claro: "Quando alguém descansa no estado natural sem concentração, a compreensão se
manifesta na mente desse indivíduo, sem que alguém tenha de ensinar todas as palavras
pelas quais a mente entenda esses significados. À medida que esse entendimento desperta
na mente, tudo isso é não-manifesto e todas as aparências sensoriais, que em si mesmas
não implicam conceitos, são vistas como naturalmente puras ". (De O Tesouro Precioso de
Longchenpa, Padma Publicações.) “A instrução de mestres semelhante a macacos que
carecem de introvisão direta é repleta de conceitos falsos de preparação e técnica; assim, o
mestre que lustra o ouro puro, o professor autêntico, o recurso mais precioso, ele vale o
resgate a qualquer preço." (Do Semde: “Rtsal Chen Sprug pa” tantra) Sugiro àqueles que
também estão interessados em separar o ouro puro do Dzogchen da escória do
gradualismo do Vajrayana, comece lendo e estudando os primeiros cinco tantras do
Dzogchen mais antigos, conforme traduzidos separadamente por ambos; Chris Wilkinson e
Keith Dowman: O Cuco da Presença (Tibetano: བབབ བབབབ བབབ བབབ, Wylie: rig pa'i khu byug) A
Grande Potência (Tibetano: W བབབབ བབབབ བ, Wylie: rtsal chen sprug pa) O Grande Garuda em
Voo (Tibetano: W བབབབ བབབབ བ, Wylie: khyung chen lding ba) Refinando o Ouro do Minério
(Tibetano: W བབ བབབབབ བབབ, Wylie: rdo la gser zhun) O Grande Espaço que Nunca Declina da
Escritura da Bandeira (Tibetano: བབབ བབབབ བབབབ བབབབ བབབབབབབ བབབབབབབ བབབ, Wylie: mi nub rgyal
mtshan nam mkha 'che) Esta transmissão do original e autêntico Dzogchen é anterior às
transmissões posteriores que passavam pelas linhagens do Vajrayana de Padmasambhava.
Via Jackson Peterson
Terça-feira, 27 de março de 2018 às 07:11 UTC-03
"O professor de Dzogchen, Tenzin Wangyal declarou: "Menos de dois por cento de todos os
estudantes do Dzogchen jamais realizarão rigpa". Na visão aqui, a razão de tão poucos
terem grande ou qualquer sucesso com o Dzogchen ou qualquer tradição, é porque o “eu”
está simplesmente usando os ensinamentos para obter algo para si mesmo. Está buscando
rigpa ou outro benefício pessoal para o seu "eu". Mas o único benefício real é o súbito
colapso e o desaparecimento do "eu" que é o buscador e aquele que sofre. A sensação de
ser um eu pessoal, um "mim", é uma alucinação que ocorre quando vários processos
mentais, como memória, condicionamento e imaginação, se reúnem de tal modo que um
sentimento momentâneo de "eu" é produzido ou gerado. Todo o processo do euísmo é
subconsciente, significando que o "eu" não é gerado volitivamente, assim como o eu em
seus sonhos à noite não está sendo gerado volitivamente. No entanto, por várias razões, o
subconsciente pode, de repente, deixar de gerar qualquer senso de um eu como um "mim".
Neste caso, o Dzogchen ou qualquer tradição perdeu um praticante. Não há nenhum
praticante restante. O praticante não realizou nada nem se transformou em algum estado
mais elevado de consciência; em vez disso, o praticante deixou completamente de existir.
Na verdade, nunca houve um "praticante", havia apenas uma alucinação subconsciente de
haver um eu aparecendo como um praticante. É como se o Papai Noel existisse apenas
como uma crença poderosa na mente de uma criança; mas mesmo quando acreditado,
nenhum Papai Noel nunca realmente existiu. Da mesma forma, embora exista uma forte
convicção de que existe um verdadeiro "eu", um "buscador", um "sofredor", um
"praticante", todas são apenas alucinações geradas por um subconsciente ignorante. Não é
sobre a mente consciente entender "que nenhum eu existe", mas é sobre o subconsciente
deixar de gerar o senso de individualidade como um "mim". Acredito que o fracasso de
todas as tradições oferecidas hoje é a falta de priorização dos pontos abordados acima.
Acho que muito poucos professores “captam isso” e menos ainda sabem como
"compartilhá-lo”. Eis um movimento global dedicado a ajudar você a liberar sua mente da
ilusão do eu separado. Nossos guias voluntários estão aqui para mostrar o caminho.
http://www.liberationunleashed.com/
Terça-feira, 27 de março de 2018 às 07:06 UTC-03
Dzogchen Ponlop Rinpoche definiu a Natureza Búdica como: “…Nossa natureza
fundamental da mente é uma expansão luminosa de consciência que está além de toda
fabricação conceitual e completamente livre do movimento dos pensamentos. É a união da
vaziez e da claridade, do espaço e da consciência radiante dotada de qualidades supremas
e incomensuráveis .” Via J.P
Terça-feira, 27 de março de 2018 às 07:01 UTC-03
O Darma Não-Gradual e Último Sua natureza última não requer introvisões, nem
sabedorias, nem reconhecimento, nem lembrança, nem atenção, nem eliminação de
aflições e não há nada que precise ser apontado para ela. Aqui está como experimentar
essa natureza última, agora mesmo, de forma inequívoca. Segure sua mão. Olhe para ela.
Há um saber definitivo que "vê" o que está ocorrendo? Essa qualidade “sabedora” da
consciência é a sua natureza última. A mente quer algo mais complicado que inclua
introvisões profundos e uma sensação de total alegria e liberdade para si mesma, de modo
que ela desconsidere essa simplicidade absoluta de rigpa desnuda. O problema é que é
muito fácil, porque já está presente e não requer meditação, estudo ou prática. Aqui está
um pequeno vídeo que aponta esta, já, sempre presente “cognoscência desnuda e vazia”.
https://www.youtube.com/watch?v=Fwh5_I4HdnA&feature=youtu.be Via Jackson
Peterson
Terça-feira, 27 de março de 2018 às 06:59 UTC-03
O mestre do Dzogchen Vairocana escreveu como uma instrução, nos anos 800 D.C. “Então,
o estado em que não pensamos é a suprema essência do coração da equanimidade. Nós
nos colocamos onde não temos pensamentos e apenas ficamos lá, sem nos perdermos nas
forças da depressão ou da selvageria”.
Quinta-feira, 22 de março de 2018 às 08:27 UTC-03
“É plenamente completa e aperfeiçoada exatamente como é. É por isso que a chamamos
de Dzogchen ou a Grande Perfeição”. Lopon Tenzin Namdak Uma vez que nossa natureza
criativa é perfeita, sempre perfeita; toda e qualquer experiência gerada por nós também é
perfeita. O eu criativo não é o eu egóico gerado pela mente conceitualizadora, mas sim a
nossa matriz criativa mais profunda. A única fonte de todos os fenômenos e suas
interações é essa fonte supremamente perfeita. A vida é um contínuo desdobramento da
perfeição infinita em cada momento de consciência. Este é o principal inquilino filosófico
do Dzogchen. O sofrimento é causado pela consideração de algum pensamento,
percepção, atividade ou experiência como não sendo perfeito. Considere a si mesmo e
tudo que já fez como sendo perfeito. Considere qualquer outra [pessoa] e o que já fizeram,
como sendo perfeito também. Considere todos os relacionamentos, condições e situações
como sempre tendo sido perfeitos, incluindo, também, tudo o que existe neste momento.
Você notou todas as “exceções” que dificilmente pareceriam [ser] tão perfeitas? São essas
exceções, cada uma delas, tijolos que construiu sua morada samsárica. A penalidade por
acreditar na “imperfeição” e o desejo por rejeitar, resistir ou melhorar alguma coisa ou
situação é chamada de estresse e sofrimento. A realidade é sempre perfeita. É apenas a
mente egóica que não pode ver isso, por consequência, vida após vida de grande
sofrimento. Via J.P
Terça-feira, 20 de março de 2018 às 21:48 UTC-03
Ninguém Nunca Se Moveu Em um sonho à noite, quando "você" passou de um lugar para
outro, houve algum movimento real de sua identidade sonhada através de uma extensão
real de espaço ou distância? O seu personagem de sonho realmente viajou através de uma
distância dentro do cérebro sonhador? Na neurociência, provou-se que o que
experimentamos com os cinco sentidos é um filme neural ocorrendo no cérebro. É a
representação do cérebro do que ele pensa estar "lá fora". Os olhos não podem ver o "lá
fora" e os ouvidos não conseguem ouvir o que está lá fora. Todos os cinco sentidos são
receptores passivos de estímulos; mas os estímulos são de natureza eletroquímica, não
experienciam cores, formas e sons. O cérebro processa esses estímulos eletroquímicos e os
transforma em cores, formas e sons como nossas experiências sensoriais. O mundo que
experimentamos é sempre apenas uma representação virtual gerada pelo cérebro. Nós
nunca experimentamos o que realmente está "lá fora". Assim como nosso subconsciente
sonhador gera um eu imaginário que atua em nossos sonhos como um "eu" sonhado; o eu
como um "mim" que sentimos que somos no cotidiano, também é apenas um "eu" virtual
que é gerado pelo cérebro, assim como o mundo do filme virtual e interno em que vive. É
este "eu" virtual que parece "andar por aí" em seu mundo virtual que pensa que é o mundo
real "lá fora". Não há um eu real para além do imaginário e virtual gerado no cérebro.
Assim, sendo lógico e cientificamente claro, pode-se então dizer que eles alguma vez se
"moveram" de uma cidade para outra? Sua viagem está apenas dentro das mudanças de
imagens dentro de um cérebro, por uma autoimagem gerada pelo cérebro fazendo a
viagem. Podemos dizer que "nosso corpo físico real" viajou de Nova York para Paris, mas
nossa experiência real é confinada 100% ao mundo do filme virtual interno do cérebro e
seu turista virtual interno gerado pelo cérebro, sentido como um "eu" real. Pode ficar
chocantemente claro que, embora pareça que um corpo viajou de um lugar para outro, o
"eu" observador como o espectador gerado pelo cérebro, só viu o cenário
progressivamente variável dos filmes gerados pelo cérebro interno. E o espectador
também era apenas uma parte do filme interior cujos pensamentos, sentimentos,
percepções e ações eram apenas parte dos scripts condicionados construídos a partir da
memória e estímulos eletroquímicos dos cinco sentidos. O "eu" não tem mais autonomia
do que as árvores virtuais que parecem ver como o cérebro gera todas essas imagens de
"árvore". É esse mesmo cérebro que gerou o "eu" que está programado para sentir que
pode fazer escolhas, pensar, tornar-se iluminado e cometer ações. Quando as ações se
revelam preocupantes em termos de resultado, o cérebro programa o eu ou o "mim" para
sentir arrependimento, vergonha ou a necessidade de corrigir, de acordo com o
condicionamento pré-programado, como comportamentos sociais "morais" e "aceitáveis",
por exemplo. Não existe um "verdadeiro eu" interno que pode conhecer e fazer. Assim
como não há um verdadeiro eu em um sonho durante a noite. TODAS as atividades do eu
sonhado durante o sono, são 100% programadas por condicionamento subconsciente; e
isso também é verdade para o eu diurno. O "eu" é apenas o software atual do cérebro
construído, auto sendo projetado. Os personagens de um vídeo antigo, sendo assistidos na
tv agora, não têm livre vontade para alterar o script. Do mesmo modo, o "mim" ou o eu
pessoal, não tem liberdade para agir fora do seu script gerado pelo cérebro. Você vê que
não existe nenhum eu que não o eu gerado a partir da atividade neural do cérebro. Como
pode tal eu imaginário alguma vez se "mover"? Mas, além do "eu" imaginado e gerado pelo
cérebro a consciência pura impessoal não pode ser enquadrada ou compreendida por um
"eu" inexistente; não está nas capacidades de programação do cérebro. Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de março de 2018 às 21:42 UTC-03
A Quintessência de Ati A palavra “Ati” aponta para o pináculo dos ensinamentos do
Dzogchen. Esse pináculo é o pilar central desses ensinamentos, sem o qual esses
ensinamentos não poderiam ser claramente diferenciados de muitas outras tradições. Ati é
a nossa natureza mais essencial da consciência; uma consciência não-causada em que todas
as aparências e fenômenos são conhecidos. É essa consciência ultimamente pura e
imaculada, cuja característica fundamental é a de ser consciente, senciente e conhecedora.
Enquanto as aparências surgem como qualquer percepção, qualquer sensação, qualquer
contração prânica ou energética, qualquer pensamento, qualquer sabedoria, qualquer
ficção, quaisquer aflições cármicas, qualquer estado mental, qualquer reificação, qualquer
emoção, qualquer identidade egóica como um "eu"; nenhuma diminui, melhora ou muda
aquilo que é o aspecto conhecedor dentro e como sua presença. O exemplo utilizado é o
de um espelho no qual nenhum dos reflexos alteram seu vidro transparente, sua clareza
refletora. Devido à sua imutabilidade, todas as experiências são equalizadas. Como todas
as experiências são igualmente ineficientes em influenciar o "conhecedor" da experiência,
não há necessidade de preferir qualquer tipo de experiência em relação a outra. Porque
nada influencia essa "cognoscência da consciência" vazia e cristalina, nenhuma prática ou
introvisão poderia ser de qualquer utilidade. Essa "consciência conhecedora vazia" não
depende de um cérebro, de um corpo, de uma mente, de um corpo sutil, de prana ou de
qualquer energia; não é uma substância material ou espiritual de qualquer tipo. Porque
está completamente fora do espaço e do tempo; seu lugar é sempre aqui mesmo,
enquanto é sempre o agora. Portanto, não pode aparecer em um futuro distante, porque
está sempre presente e conhecendo o agora e o aqui. Para descobrir esta quintessência da
consciência dentro de sua própria consciência, apenas olhe em volta e observe o que quer
que você veja. Agora, desta vez, enquanto nota o que observa, você pode saber com
certeza que "sabe" que a observação está ocorrendo? Se você puder com certeza dizer que
você tem a capacidade de "conhecer", então você identificou a quintessência de Ati.
Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de março de 2018 às 07:38 UTC-03
O Ego Reativo e o Super Ego Quando as pessoas dizem que são capazes de reconhecer e
evitar atuar a partir dos impulsos e tendências do eu egóico, que entidade é que está
fazendo isso "evitando agir de acordo com os impulsos e tendências do eu egóico"? Essa
entidade sente que é mais um eu verdadeiro, separado e á parte do seu eu egóico e seu
euísmo. Em termos freudianos, este "eu" que monitora os pensamentos, intenções,
comportamentos e ações de seu eu mais reativo, é chamado de "super ego". É realmente
apenas um outro nível mais sutil do euísmo. Ele se sente mais ético e sente que tem uma
boa base no tecido social e espiritual da verdadeira moralidade. Tem a função de manter o
organismo aceitável para sua tribo. É uma função de sobrevivência, juntamente com o ego
reativo e mais animalesco. Na verdade, é uma outra camada de autoidentificação. É o que
sentimos que realmente somos, além do eu egóico reativo. Mas esta é realmente a
armadilha que a maioria das mentes permanecem presas dentro, especialmente entre
buscadores, praticantes e professores do Darma. Um meditador sente que sua meditação e
prática vão bem quando se sente para além do eu egóico reativo e seus estados
emocionais rochosos e ásperos e pode simplesmente "observar" seus pensamentos,
sentimentos e tendências egoícas. Isto é o que eles lutam para estabilizar. O "super ego"
busca a liberdade do euísmo reativo da identidade do ego. Um exemplo da identidade do
"super ego" seria quando "você" está sentado na meditação silenciosamente observando
suas respirações indo e vindo, observando sem comentário. Há uma sensação de ser um eu
separado como um observador da respiração. Também pode ser "observar" pensamentos
indo e vindo igualmente. Pode ser também observar um senso de êxtase, clareza e vaziez.
Este "observador" está sempre em um status dualista de "testemunha", é por isso que não
pode ser a autêntica consciência não-dual ou rigpa. Há sempre duas partes: o observador e
o que é observado. A maioria dos praticantes está lutando para estabilizar e manter essa
identidade dualista do "super ego" que é uma "testemunha observadora" que pode
observar e controlar o status do eu egóico emocional e reativo. A identidade do "super
ego" parece o meu eu "real", minha verdadeira natureza original. Deve sentir-se assim para
que o organismo possa funcionar de forma mais aceitável em seu meio social e, portanto,
sobreviver melhor. O aspecto subconsciente da mente está gerando a identidade egóica
reativa e mais animalesca ou eu, bem como o "super ego". Ambos são meramente o
resultado do condicionamento subconsciente, memória, pensamento e como o DNA
estrutura e influencia o software orgânico. No Dzogchen, é extremamente importante que
rigpa, como a consciência não-dual, seja separada e distinguida de todos e quaisquer tipos
dualistas de identidade como um "observador" ou testemunha da consciência, como um eu.
Rigpa NÃO é um observador de estados, identidades euístas, percepções, sensações,
emoções ou pensamentos. Trata-se antes da natureza vazia que está aparecendo COMO
esses fenômenos, portanto, rigpa não pode possivelmente observar o que ele é. Um olho
não pode olhar para si mesmo. Podemos dizer que o Tigle Chenpo é um Único Grande Olho.
Rigpa é a Consciência intrínseca deste Único Grande Olho que é não-dualisticamente tudo-
inclusivo. A maioria dos professores está tentando ajudar o "super ego" em sua batalha
para manter o eu egóico reativo sob controle. A maioria dos praticantes está tentando
estabilizar a capacidade de permanecer em sua auto-identidade do "super ego"; exceto que
ambos estão deludidos, um euísmo alucinatório. O "super ego" pode até tentar eliminar os
traços cármicos que causam o surgimento do eu egóico e reativo, mas não percebe que sua
própria existência também é apenas um aglomerado de traços cármicos decorrentes do
subconsciente. A liberação é a mente subconsciente deixando de gerar qualquer nível de
euísmo egóico na consciência. A liberação não é uma liberação para o eu, mas de um eu.
NÃO há um eu pessoal permanente separado dos outros e das coisas, como um observador
neutro, exceto na imaginação, assim como nosso eu num sonho à noite. O praticante ou o
buscador é sempre ou o eu egóico reativo buscando a imortalidade e a felicidade
permanente, ou é o "super ego" procurando a liberdade na serenidade e a alegria de sentir
que é ou eliminado ou tem o eu egóico reativo permanentemente "sob controle". O
Dzogchen aponta para uma Consciência não-dual que é primordialmente completa,
perfeita e Plena, tudo inclusiva. Dilgo Khyentse Rinpoche escreveu: "As projeções do
pensamento e a rigpa são as mesmas? Não, não são as mesmas, porque as projeções se
movem e rigpa não". O Olho Único como rigpa não tem lugar para se "mover", porque
todos os lugares já estão incluídos dentro do Olho Único. Via Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de março de 2018 às 07:26 UTC-03
A razão pela qual eu deixei de seguir Namkhai Norbu como professor é porque percebi que
ele confundiu o "super ego" com a rigpa não-dual. Ele fala dessa maneira o tempo todo.
Qual o "eu" que se distrai? É o super ego que se distrai de suas tarefas dualistas ou pontos
de foco. Rigpa é em si mesma "tudo" aparecendo, então, o que poderia distraí-la? Qual eu
tem de se "integrar" com todas as experiências? Só poderia ser o "super ego", não rigpa.
Isso está se tornando mais claro? J.P
Terça-feira, 20 de março de 2018 às 07:25 UTC-03
A liberação não é uma liberação para o eu, mas de um eu! J.P
Domingo, 11 de março de 2018 às 12:31 UTC-03
Desatando um Nó Que Não Existe Quase todos os buscadores e praticantes estão
motivados por uma dinâmica egoica autocentrada que quer alívio e benefício para o eu, o
"mim". A mente conceituadora gerou ou construiu um eu onde ninguém existe. Esse eu
imaginário torna-se o ponto central e a consciência "mim" no devaneio. Todos os planos e
objetivos, em última instância, são projetados para beneficiá-lo e seu extenso círculo de
"meus", tal como família, grupos sociais e tribo. Como o eu não existe, não pode fazer coisa
alguma, ainda assim os pensamentos aparecem como "eu fiz isso" ou "eu posso fazer isso"
ou "eu tenho livre arbítrio para escolher isso". Mas, como não existe eu, toda a ideia de
fazedor é apenas mais uma fantasia no devaneio. Nunca houve alguém tal e qual um eu no
samsara para ser libertado. A crença fantasiosa num eu como um "mim" existente, é o
samsara. O eu que busca a libertação espiritual, não existe, exceto num devaneio. Como
não há eu como agente da ação, tudo está acontecendo sem que alguém faça algo.
Pensamentos sem donos estão fazendo tudo. Como não existe eu, ninguém jamais fez algo
errado ou certo ou qualquer coisa em absoluto. Um eu que não existe não pode pensar ou
conceber. Pensar e conceber ocorrem, incausados por um eu. Nem pensamentos ou
emoções são "minhas". Como não existe eu, o eu inexistente não pode "parar" de pensar e
não pode "ignorar" ou "negar" o pensamento. Como não existe eu, não há alguém que
tenha memórias, desejos ou problemas. Nenhum deles são "meus". Como não existe eu,
não há alguém que possa ou mesmo tenha feito alguma meditação ou práticas. Como não
existe eu, não há alguém para "deixar ir" ou "render-se". Como não existe eu, por
consequência é impossível que um eu inexistente possua realizações e introvisões; ainda
assim, acontecem, mas não para um "alguém" que inexiste. Não há eu para se beneficiar de
quaisquer introvisões ou realizações. Nenhumas introvisões ou experiências espirituais são
"minhas". Como não existe eu, e nenhum eu jamais existiu, não há eu que sofra. Nenhuns
sentimentos desconfortáveis são "meus". Como não existe eu, ninguém, nenhum eu, se
tornou iluminado, exceto num devaneio ilusório. É por isso que toda a noção de um
caminho, práticas e realização é pura ilusão, porque nenhum eu existe para experimentar
um benefício. E não pode se libertar de um eu que nunca existiu, especialmente porque
não existe nenhum eu para se "livrar" de si mesmo. A natureza inascível ~ Chandrakirti
Desde o início, na natureza inascível, Nada há a ser refutado e nada a ser estabelecido. Ao
nível do inascível, não há distinção de Atingir o nirvana ou não atingir o nirvana. A própria
natureza inascível também não está lá, Porque não há coisa que seja inascível. Não há
relativo e nem absoluto. Não há budas e nem seres. Não há visão e nada para meditar. Não
há conduta e nenhum resultado. A mente é a meditação; A mente livre de conceitos
repousa em seu próprio lugar. Nada há que reconheça e nada que esteja distraído. Não há
características, e a meditação é muito clara.
Domingo, 11 de março de 2018 às 11:17 UTC-03
A cabeça física e o cérebro e a mentação... tudo não têm "contato" com a consciência. O
que há para contatar? J.P
Domingo, 11 de março de 2018 às 11:01 UTC-03
Instruções Essenciais de Nyela Changchub Dorje: De acordo com as tradições orais,
alcançou o corpo de arco-íris pequeno ou jalü phochung ('ja' lus 'pho chung). Era o principal
mestre de Namkhai Norbu. Seu Conselho do Coração: Um Ensinamento Conciso sobre o
Ver, Intensificar, Impactar e Atingir de acordo com Dzogpa Chenpo Kadak Trekcho Kye Ho!
Queridos filhos, ouçam atentamente! O que chama de mente não é nada em absoluto.
Permita que sua própria mente veja a si mesma. Os pensamentos passados já não estão
aqui, e o futuro ainda não chegou, e seja o que for que surja agora está além de avaliação.
Deixe todos os pensamentos do passado, presente e futuro se solverem, agora mesmo, e
nesse momento veja como é; se vê cores e formas; isto é um sinal de que perambula pela
casa da ilusão. Se pensa "nada é, nada há", está engaiolado no estado entorpecido do vazio
e a opulência de sua própria natureza não emergirá. Você sabe, pode investigar e meditar
por centenas de anos e não se mover [rumo] à liberdade, a grande perfeição natural é a
consciência presente agora mesmo! Sem pensamentos ou condições -- claro e radiante,
assim como o céu, isto nunca muda. É o dharmakaya. A consciência primordial, clara e
radiante é incessante em seu esplendor. É o sambhogakaya, o surgimento arrebatador de
todas as coisas possíveis, uma vibração sempre-presente. É o nirmanakaya, uma aparência
mágica. Quando algo acontecer, não faça nada com isso. Deixe-o solver por si mesmo. Os
pensamentos são combustíveis tóxicos flamejando; deixe-os vir e ir. Se dissolverão no
espaço; vir [ou] ir -- não [há] diferença. Quando vêm, olhe diretamente como vêm. Quando
vão, olhe diretamente como vão. É plenamente a mesma [coisa]. Sem favoritos, sem
escolha. Comer, sentar, andar, ficar de pé, dormir, falar, seja o que for que faça, enquanto o
faz, olhe diretamente como você é. É assim que os seres ordinários se tornam budas. Nada
é mais direto e mais profundo que este ensinamento. E para aqueles que confiam neste
ensinamento, as causas e condições desapareceram. Isto é o espaço, apenas isso. Saiba
diretamente que cada experiência é mágica. O "olho da sabedoria" agora está aberto.
Agora a clarividência (funciona). Aqui seu corpo já não é sólido. Você pode atravessar sem
restrições. A hora da morte chega e suas forças materiais e vitais esfacelam-se; e suas
energias elementares se transformam nas bênçãos do corpo de arco-íris, que nunca muda.
Agora está dissolvido, retornou ao estado primordial. A consciência solve-se novamente em
espaço, o Dharmakaya primordial, e ativa todas as dimensões tangíveis liberando as
atividades iluminadas, trazendo benefícios a tudo quanto vive, vasto como o próprio
espaço. Assim que é. Agora, caridosos benefícios fluirão." Via Jackson Peterson
Domingo, 11 de março de 2018 às 08:22 UTC-03
Zangtal Zangtal é uma descrição maravilhosa de rigpa. Significa "a transparência que tudo
penetra". A consciência, que "parece" como uma esfera cristalina de espaço vazio nos, e
atrás dos, olhos subitamente sabe-se como um espaço vazio de clareza prístina, no
entanto, um espaço vazio consciente, como uma janela de vidro transparente sem um
batente. A cabeça não interfere ou tem contato físico com essa consciência, no entanto,
aparece na consciência, uma consciência tal e qual uma pervasividade vazia que tudo
transpassa, mas nunca toca nada. Este é o meu melhor esforço para descrever a realidade
vívida de zangtal. Jackson Peterson
Sábado, 10 de março de 2018 às 12:38 UTC-03
Sabedor e Sabido No ensinamento Dzogchen, a totalidade da realidade consiste apenas de
uma consciência que tem uma capacidade permanente e perfeita de saber, e isso é o
sabido. Em Dzogchen, o que é "sabido", é o potencial energético do próprio saber. Não há
separação entre os “dois”. O sabedor é a "consciência" e o sabido é a mente. A mente é o
potencial de todas as possíveis aparências da consciência e de sua aparência vívida. A
consciência unicamente pode saber sua própria mente, porque não há outros fenômenos
fora de suas formações mentais. O que chamamos erroneamente de "objetos existentes
externamente" são realmente "percepções" imateriais geradas pela mente. Não existe um
"mundo externo" encontrável, além das percepções geradas pela mente. Portanto, o que é
sabido é a "mente". As percepções estão ocorrendo no espelho vazio da consciência, o
"sabedor". Para liberar qualquer experiência desconfortável, apenas perceba a si mesmo
como o "sabedor" dessa experiência. É como subitamente "acordar" de um devaneio. O que
resta é o sabedor vazio e consciente sem um sabido. Longchenpa escreveu em seu
"Choying Dzod": “O método é direcionar à atenção (consciência) para a atenção ou
consciência. Quando qualquer surgimento é experienciado, especialmente pensamentos,
humores, emoções ou sentimentos de auto-identidade pessoal, simplesmente note a
própria consciência desnuda presente.” "Ao direcionar à atenção de volta à consciência, o
surgimento (formação energética) se dissolve em sua origem e sua natureza essencial, a
consciência". (as formações energéticas se dissolvem) A mente é como a "função de onda
quântica", que contém seus infinitos potenciais em manifestação. É o "sabedor" (um Buda)
que faz com que um "fenômeno" particular apareça por um ato de intenção junto com uma
"concepção" das características da aparência. Esse seria o "colapso da função de onda".
Para a maioria, todo o processo que acabamos de descrever, foi posto em modo
automático, onde todas as coisas parecem surgir de uma fonte subconsciente ou
desconhecida, espontaneamente; profundamente parecido com um sonho à noite. No
entanto, um sonhador pode se tornar um "sonhador lúcido", em pleno controle dos
conteúdos sonhados. Similarmente, o "sabedor", um Buda, pode se tornar um "concebedor
lúcido" de seu mundo de percepções autogeradas. Criamos nosso "eu" e mundo de
percepções, seja consciente ou inconscientemente, "concebendo" as aparências e
definindo suas características. É a criatividade "dessabida" que causa um senso de
"vitimização". •••••••••• O "Sabedor": Do tantra Dzogchen Kunje Gyalpo e seu comentário:
"Então o Rei Tudo-Criador, a Presença Pura e Perfeita (rigpa), falou sobre como ele, o
Criador, existia antes de qualquer fenômeno". "Depois de explicar a forma como todos os
fenômenos de samsara e nirvana são abrangidos pelas cinco Perfeições, então o Rei Tudo-
Criador, a Presença Pura e Perfeita, falou sobre como existia como Presença Pura e
Perfeita tudo-criadora, rigpa, sabedoria auto-originada, a Fonte, o Criador de tudo, antes
de algum fenômeno incluído em samsara e nirvana existir." Via Jackson Peterson
Sábado, 10 de março de 2018 às 09:03 UTC-03
Investigando a Experiência Não-Dual: A Liberação Final Tornar claro o que exatamente a
"não-dualidade" significa experiencialmente é saber como a Realidade se apresenta a cada
momento. No Dzogchen muitos têm a ideia de rigpa como a única fonte de energia, [ela]
projeta sua energia como tsal e rolpa, numa formação que parece [estar] ligeiramente à
parte da própria rigpa. Parece haver uma tênue linha divisória que separa o projetor da
projeção. A inferência dualista está contida no significado da palavra "projeção", onde
parece que algo é inferido como sendo projetado num espaço que está "no exterior". Mas
rigpa não-dual não pode ter qualquer separação de suas formações energéticas. Nem
sequer podemos dizer que rigpa é inalterada por suas formações energéticas, senão
teríamos duas partes; estaríamos assim de volta à dualidade. Isto significa a natureza vazia
e última de rigpa; tem distância zero de suas aparências energéticas. A que distancia está a
"consciência sabedora" à parte de um pensamento sabido? Então, em vez disso, considere a
cor vermelha aparecendo na consciência sendo como rigpa é vista. O som de um pássaro
cantando é como rigpa é ouvida. Qualquer pensamento é como rigpa aparece como mente.
Qualquer emoção sentida como medo, alegria, raiva ou tristeza é como rigpa sente
emocionalmente. Qualquer experiência é como rigpa é experienciada. Qualquer percepção
é como rigpa é percebida. Todos os estados mentais são os estados de rigpa. Uma sensação
de si é rigpa sentindo como um eu. Todas as sensações são como rigpa é sentida. Todo
momento de consciência é uma textura de rigpa. Uma vez que rigpa é a fonte única de
todos os fenômenos, aparências e pensamentos; então, são todas as texturas de como
rigpa é sabida. O Dzogchen NÃO é um caminho gradual, porque cada momento já é uma
nova textura de rigpa. Nenhum estado durante uma prática ou meditação, é mais rigpa do
que outro. Senão, então, alguns momentos não são rigpa; mas como poderia ser assim, já
que todos os momentos são uma formação energética da energia de rigpa como tsal e
rolpa? Deixe fluir... Jackson Peterson
Sábado, 10 de março de 2018 às 08:11 UTC-03
"Vários textos de Paramārtha (c. 500-569) falam sobre a amalavijñāna (“consciência pura”)
como um nono tipo de consciência. Refere-se à mente incondicionada, imutável e
permanente, não afetada por qualquer impureza, idêntica assim à talidade última. Esta
amalavijñāna é o fundamento do caminho Budista, enquanto a consciência ālaya-vijnana é o
fundamento de todas as impurezas. Paramārtha também equipara essa amalavijñāna com a
luminosidade da mente e diz que é inconfundível e livre tanto de naturezas imaginárias
como de outras dependentes (que compõem as manifestações da consciência equivocada),
evocando assim as posições típicas de Shentong”. Estudioso Budista, Karl Brunnholzl
Sábado, 10 de março de 2018 às 08:01 UTC-03
A Metafísica Budista Básica do Dzogchen O paradigma no Dzogchen é o modelo tradicional
das Oito Consciências da Yogachara (escola somente mente), mais uma "base pura" (Zhi), a
Consciência a partir da qual as outras oito surgem. Isso significa que, subjacente ao
"repositório cármico", alayavijnana, (kunzhi nampar shespa), está uma nona Consciência
totalmente pura, chamada amalavijnana. É esta nona Consciência que é apontada em
Dzogchen. Ela não tem vestígios cármicos, nem senso de si, e é atemporalmente imutável e
onisciente como a Mente Búdica. Todas as outras oito consciências surgem dessa nona
Consciência pura como as suas energias tsal e rolpa; rigpa. O eu cármico, nossa identidade
pessoal e individual, surge da oitava consciência como o conjunto cármico de aspectos que
formam o "eu" da sétima consciência. O "eu" do praticante é esta 7ª consciência cármica. O
professor de Dzogchen está apresentando a consciência do eu cármico da sétima
consciência à sua verdadeira Consciência não-cármica, a nona Consciência. No momento em
que a sétima consciência colapsa, deixando a nona Consciência desnuda totalmente
exposta: este é o evento cognitivo chamado "rigpa". É visto então que o eu pessoal da
sétima consciência era uma alucinação cármica decorrente da oitava consciência do
repositório cármico. Os sonhos e o nosso eu sonhado também surgem desta mesma oitava
consciência. A sexta consciência é a mente conceitualizadora e pensante ativa. As cinco
consciências restantes são uma para cada órgão sensorial. Uma analogia usada é que a
nona Consciência é como um oceano e a oitava consciência é como um barco flutuando na
nona, e todas as outras consciências são passageiros no barco. Nesse sentido, pode-se
dizer que todas as consciências cármicas em si mesmas, surgem do Dharmakaya como a
nona Consciência. Como essas consciências surgem e se manifestam? Elas aparecem
apenas como micro-erupções de pensamento, com alguns pensamentos texturizados
chamados percepções; mas nenhum tem duração. A falta de duração é a sua vaziez
intrínseca. Eles surgem do espaço vazio e infinito da nona Consciência, mas nunca se
tornam nada. Tulku Urgyen escreve em "Como É": "O Dharmakaya é como o espaço. Você
não pode dizer que existe qualquer limite no espaço em qualquer direção. Não importa o
quão longe vá, você nunca chega a um ponto em que o espaço termina e esse é o fim do
espaço. O espaço é infinito em todas as direções. Assim é o Dharmakaya. O Dharmakaya é
onipresente e totalmente infinito, além de quaisquer fronteiras ou limitações. Isto é assim
para o Dharmakaya de todos os Budas. Não há um Dharmakaya individual para cada Buda,
como não há espaço individual para cada país. Você não pode dizer que há mais de um
espaço, não é? É tudo-penetrante e totalmente aberto. Esse é o mesmo nível do
Dharmakaya de todos os Budas. Essa é a esfera do Dharmakaya dentro da qual se
manifesta o Sambhogakaya. Os três kayas são as dimensões básicas dentro das quais todos
os mundos ordinários se manifestam e desaparecem". Via Jackson Peterson
Quarta-feira, 7 de março de 2018 às 08:30 UTC-03
É um Salto Radical Parece que você é um personagem de um filme que está aparecendo na
tela do filme; quando subitamente o projetor do filme é desligado. A identidade agora
salta para conscientemente ser a tela vazia do filme. Em Dzogchen não é necessário
desligar o filme. Simplesmente aponta-se que você é a tela vazia do filme ENQUANTO
continua a reprodução do filme. O que desaparece no filme é a identificação fictícia de ser
um personagem no filme, juntamente com seus problemas imaginários. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 7 de março de 2018 às 08:27 UTC-03
É um Salto Radical Parece que você é um personagem de um filme que está aparecendo na
tela do filme; quando subitamente o projetor do filme é desligado. A identidade agora
salta para conscientemente ser a tela vazia do filme. Em Dzogchen não é necessário
desligar o filme. Simplesmente aponta-se que você é a tela vazia do filme ENQUANTO
continua a reprodução do filme. O que desaparece no filme é a identificação fictícia de ser
um personagem no filme, juntamente com seus problemas imaginários. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 7 de março de 2018 às 08:00 UTC-03
ProtoConsciência Consideremos que a Consciência Primordial original é uma
protoconsciência, como uma célula-tronco. Não tem evolução ou status futuro fixo. Pode
se transformar em vários estados possíveis diferentes, mas pode sempre reverter ao seu
estado originalmente indeterminado, não estabelecido e prístino. Pode ser um equívoco
considerar que existe um estado de consciência imutável, como-o-espaço, continuando
"durante" uma ocorrência de consciência contraída [enquanto] um senso de si.
Experimentei, em vez disso, um colapso completo daquela qualidade espaçosa de
consciência prístina embora num estado contraído de senso de si. Em outras palavras; as
cognições de "sabedoria" da consciência rigpa não persistem durante momentos do senso
de si contraído enquanto uma consciência pessoal "mim". Rigpa durante esse colapso
contraído, retrocede a ser um potencial de uma sabedoria intrínseca e inerente. Rigpa e
marigpa são tão mutuamente excludentes quanto a luz e a escuridão. Na linguagem
Dzogchen, a consciência das células-tronco ou a protoconsciência podem aparecer em
várias sombras de status de ser ilimitado, o vazio consciente, para ser uma consciência
como Mente de Luz Clara ou pode aparecer como um eu energicamente contraído e
localizado. Todos esses estados de consciência têm todos os outros estados como um
potencial encapsulado dentro de sua natureza. Em outras palavras, uma única gota de água
pode aparecer como uma gota de água, um pedaço de gelo, um floco de neve, uma
condensação de vapor ou um vapor menos concentrado. No entanto, durante [as mudanças
de estado] sua natureza fundamental como H2O, permanece sempre inalterada. Cada
estado é mutuamente excludente dos outros, como o estado de gelo é mutuamente
excludente do seu estado como vapor; no entanto, o potencial de se transformar em cada
estado, um estado de cada vez, sempre é possível. Do mesmo modo se diz que a
consciência de um Buda é exatamente a mesma consciência que a de um cidadão do
samsara: a água versus o gelo. Em Dzogchen, a "apresentação direta" de rigpa está
apontando a Consciência Protótipo original como era antes de se camuflar em seu outro
potencial ou possíveis estados dessa Consciência. No status de protótipo, nenhuma
evolução em outros estados de consciência ocorreu ainda. Aqui também pode permanecer
num estado indeterminado, não estabelecido e cristalino como uma "superposição
quântica". Isso seria o equivalente ao nirvana no Budismo. -----------------------------------
Podemos também dizer que qualquer afastamento da ProtoConsciência deve-se a um
processo de conceitualização da consciência como sendo diferente do seu Estado Natural.
--Jackson Peterson
Terça-feira, 6 de março de 2018 às 19:33 UTC-03
Ver, Pensar e Saber Dzogchen diferencia-se de todas as outras tradições ao enfatizar uma
"consciência pura" primordial (rigpa) sobre a "mente pensante" (sem). A maioria dos
buscadores está usando a "mente pensante", que conceitua e busca entender informações
ao nível do pensamento. Eles usam essa mente para tentar entender a iluminação, como se
a iluminação fosse um tipo de conhecimento enquanto informação. Dzogchen opera
completamente fora da mente pensante em sua abordagem e fruição. Pode-se dizer que a
"pura consciência" de rigpa é mais como uma "capacidade" de "ver" claramente, não uma
capacidade de pensar com clareza. Dzogchen não defende uma dinâmica de conduta para
buscar informações e conhecimentos sobre o estado iluminado para vir a conhecer; antes, é
muito mais direto em ser uma capacidade que "vê" claramente, sem necessidade de
qualquer informação ou conhecimento. É por isso que as instruções Dzogchen incluem
"trazer a consciência aos olhos" e "olhar para o espaço vazio". As instruções avançadas
Dzogchen tratam puramente de uma experiência "visionária" e aumentam a ênfase ao
priorizar a capacidade realçada para essa "visão" clara e consciente. Rigpa nas instruções
Upadesha está associado ao aumento da preponderância e da presença de "Luz Clara" nos
canais de luz mais sutis dos olhos, associados à própria "consciência do olho". Isso,
obviamente, envolve a natureza essencial do "terceiro olho" ou "olho da sabedoria" como
sendo "o que" está fazendo o "ver". Changchub Dorje escreveu: "O 'olho da sabedoria'
agora está aberto. A clarividência agora está aqui. Seu corpo não é mais sólido e você pode
viajar sem restrições." Fazer práticas thogal e relacionadas a thogal, ativa e realça a
capacidade do "terceiro olho" de Ver. Esse "Ver", não tem relação alguma com a "mente
pensante". Olhar para fontes de luz brilhante como o sol (com segurança) e a luz do sol
refletida, produzirão enormes estados de "visão clara", onde a consciência sabe a si como
essa própria "Luz Clara" vazia. Aquele momento da Luz Clara que ilumina a si como uma
transparência cristalina interior, é o que significa um "momento de rigpa". A realidade é
plenamente sabida nesse momento, onde o absoluto sabe a si próprio, como olhar num
espelho. Rigpa não é conhecimento ou informação, é uma "capacidade" primordial que
sabe através da claridade de sua própria auto-natureza. Rigpa não é conhecimento "sobre"
a Natureza Buda Clara e Luminosa, antes, é a "capacidade de saber" daquela Mente de Luz
Clara. O termo sânscrito para rigpa, "vidya", geralmente é traduzido como "conhecimento",
a qual significa informação conhecida. No entanto, a raiz da palavra vidya é "vid", a que
significa "ver" como na palavra vídeo. Mas ao longo do tempo a ideia de "conhecimento"
superou o verdadeiro significado de rigpa de ser uma capacidade de "ver". Por isso, temos
tantos estudiosos de Dzogchen hoje que erroneamente acreditam que rigpa é um tipo de
"conhecimento do seu verdadeiro estado". O princípio dos métodos "khorde rushen" em
Dzogchen é diferenciar claramente essa qualidade de "visão" de rigpa do conhecimento
que produz a "mente pensante". É por isso que uma boa sessão de dez minutos de prática
de thogal superará milhares de horas de leitura de livros e busca. Em thogal, torna-se a
experiência de "ser" a Mente de Luz Clara e ver a partir da perspectiva da consciência
primordial, não uma obtenção de conhecimento sobre isso. Diferenciar rigpa como o "Ver",
da mente pensante, é como ver com os olhos abertos e perceber como os sons não são
cores e formas. Os pensamentos não são o "ver" no qual parecem ser vistos ou conhecidos
de forma experiencial. A causa da busca interminável da iluminação é porque a mente
pensante "pensa" que [a iluminação] pode ser adquirida através do pensamento como uma
espécie de conhecimento profundo, uma forma sutil de pensamento, sem "ver" o Espaço
de Consciência de Luz Clara no qual todos os pensamentos já estão aparecendo! O "Ver"
apenas vê e sabe, e nunca está aflito, obscurecido ou identificado com um eu construído-
pelo-pensamento. É como "ver" essas letras digitadas. É a "mente pensante" que está
processando seu significado conceitual através do pensamento, e é o "ver" que "vê" esses
pensamentos sem se envolver com eles; assim como sons que não afetam a "visão" das
cores. --Jackson Peterson
Domingo, 4 de março de 2018 às 10:00 UTC-03
Não há tal coisa [nomeada] como um 'indivíduo'; isso, o indivíduo, nada é além de uma
aparição; assim uma aparição não pode ter qualquer 'limitação' e, portanto, não há
problema de alguma 'liberação' para uma aparição. Como uma aparição conceitual sabe se
está fazendo algum progresso conceitual rumo a sua liberação conceitual? --Sri
Nisargadatta Maharaj Via Jackson Peterson
Domingo, 4 de março de 2018 às 08:04 UTC-03
Zangtal Zangthal é uma descrição maravilhosa de rigpa. Significa "a transparência tudo-
penetrante". A consciência, que "parece" como uma esfera cristalina de espaço vazio nos e
atrás dos olhos, subitamente sabe-se como um espaço vazio prístino e claro, porém
consciente, como uma janela de vidro transparente sem uma moldura quadrada. A cabeça
não interfere ou tem contato físico com essa consciência, mas aparece na consciência, uma
consciência tal como uma permeabilidade vazia que tudo passa, mas nunca toca [nada].
Este é o meu melhor esforço para descrever a vívida realidade de zangtal. --Jackson
Peterson
Domingo, 4 de março de 2018 às 07:51 UTC-03
https://pt.scribd.com/document/367044011/Texto-de-Estudo-Obrigatorio-Jackson-
Peterson
Domingo, 4 de março de 2018 às 07:49 UTC-03
De outro trecho: Para Soh Wei Yu: O que você chama de "esforço total", eu chamo de
"Bodhicitta", como uma onda piloto que é intrínseca a cada momento de expressão
consciente. É a energia sem esforço que está incorporada nos arquétipos de Buda
inerentes nas e COMO aparências. Não é aleatório ou caos da queda-livre, mas é um
desdobramento sem fim da vaziez, uma mente-flor totalmente inclusiva de perfeição
requintada. Via Jackson Peterson
Sexta, 2 de março de 2018 às 21:50 UTC-03
A Mentira Fundamental Quando vemos uma cobra ao nosso lado no escuro, após uma
inspeção mais acurada, descobrimos que é apenas uma corda. Todos os medos, ansiedades,
estresse e crenças sobre a presença da cobra e a existência real desaparecem ao ver que
nenhuma cobra jamais esteve lá. Não havia necessidade de se livrar da cobra, porque
nenhuma cobra jamais existiu. Era apenas uma crença fictícia. Do mesmo modo, o "eu"
como um si é uma crença fictícia que a mente aplica erroneamente a um corpo físico e
atividades mentais e a consciência que experimenta. Após uma inspeção mais detalhada
deste "eu" si, é visto apenas uma crença equivocada, um conceito, uma forma de
pensamento. Uma vez que esse ser fictício acredita ser real, torna-se o ponto inicial e o
caráter central padrão da história completamente ficcional de "eu" e "meu", o mundo de
experiências e meus pertences. As ações que ocorrem são atribuídas a ele como "eu fiz
isso", "eu escolhi isso", "me arrependo de fazer isso". Mas não havia "eu" como um si que
pudesse ou atuasse. Como a "cobra" imaginária, que é apenas uma crença fictícia, comete
ações? Da mesma forma, experiências, mesmo traumáticas, parecem acontecer com esse
"eu" si. Mas não há "eu" para ter boas ou más experiências. É apenas uma crença fictícia de
que existe um [eu]. Experiências ocorrem, mas não a um "alguém". Todos os "traços"
cármicos e carmas são baseados na crença fictícia de que existe um si real ou "eu" que age
e causa eventos. Mas o dono desse carma não existe, assim como a cobra não é responsável
por causar medo. Nem um "você" nem uma cobra já existiram para ser responsável por
"qualquer coisa"; e o "qualquer coisa" também é apenas uma construção conceitual vazia.
Qual é a natureza essencial de um "eu", o "si" como um eu pessoal? É uma percepção
equivocada fictícia, uma crença equivocada, isso é tudo. Como você "se livra" de tal
equívoco? Não há quem exista para "livrar-se" de tal equívoco. A mente, ao olhar mais de
perto para o "eu", não pode ser encontrada, apenas pensamentos descrevendo um [eu] e
alegando que existe. A libertação é a libertação e a cessação da crença equivocada de que
um "eu" já existiu como "um eu". Não há nenhum si de qualquer tipo, exceto o que se
imaginava e acreditava. Todos os professores que ensinam que um eu existe para serem
libertados ou iluminados, estão inconscientemente dizendo uma mentira. Neste tipo
curioso de libertação, em primeiro lugar, o libertado nunca existiu para se libertar.
--Jackson Peterson
Sexta, 2 de março de 2018 às 08:00 UTC-03
Tony Parson fala muito claramente sobre essa súbita ausência de um eu, muito melhor do
que qualquer professor Dzogchen faz ou fez, na minha opinião. Ele descreve exatamente
como é sabido e aconteceu também. Tony fala da perspectiva do "espelho vazio" que não
tem eu. O público está preso na consciência secundária que é um eu.
https://youtu.be/O9QUiPXGaYc
Sexta, 2 de março de 2018 às 07:57 UTC-03
O Eu Intelectual não é tão Inteligente No Ocidente, nosso aspecto mais validado da
identidade pessoal é o intelecto. Ele se estabelece como sendo uma entidade real que usa
pensamentos e intenções para tentar controlar seu mundo. Ele percebe que está no
controle enquanto ignora que pensamentos, intenções, atenção e ações ocorrem por conta
própria. Após o pensamento, segue imediatamente isso que diz "eu" pensei, pretendi,
prestei atenção e "eu" agi. Esse é o surgimento da ilusão de responsabilidade cármica.
Carma baseia-se nesta ilusão de que existe um eu causativo que pode pensar, pretender e
agir. Essa autodinâmica sutil é aquela que observa o quão bem a nossa prática meditativa
está indo ou está decidindo qual a prática a seguir ou qual livro ler ou reler. É sempre a voz
em segundo plano direcionando nossas próximas escolhas. Na verdade, é o "capitão do
navio" imaginário ou o "controlador" de nossa vida. A mente como um intelecto,
desenvolve uma autoimagem muito complexa. Está constantemente avaliando,
construindo e ajustando-se e a seu mundo através de pensamentos. Se identifica
compulsivamente como sendo um eu pessoal, um corpo físico, um corpo sutil, uma alma,
um espírito, consciência, rigpa e uma Mente Buda. Todas essas identidades são projeções
imaginárias do intelecto. Quando subitamente o intelecto deixa de projetar um "eu", o que
permanece tem qualidades de ser consciente, não está mais associado a alguma forma de
ser uma identidade pessoal à parte de toda experiência. Não testemunha experiências, mas
sim É as experiências. Desta forma, todo o sentido de ser um eu pessoal separado
desaparece à medida que a contração energética no coração libera-se. Todas as ideias de
um caminho, alcançar e manter desaparecem, assim como o percorredor de caminho, o
realizador e o mantenedor desapareceram. Isto não é o caso em que o eu vê e entende sua
própria natureza vazia, mas sim a cessação súbita e a ausência de toda autoidentidade
pessoal e senso de eu. Talvez antes que qualquer ensinamento como Dzogchen,
Mahamudra e Zen sejam dados, deva-se passar por uma versão simplificada dos
"ensinamentos do vazio" de Madhyamaka e Prasangika até que o "vazio duplo" seja sabido
diretamente e seja atualizado. Neste caso, não haveria ponto que engajar-se em Dzogchen,
Mahamudra e Zen depois. "Quem" continuaria a fazê-lo? Tony Parson fala muito claramente
sobre essa súbita ausência de um eu, muito melhor do que qualquer professor Dzogchen
faz ou fez, na minha opinião. Ele descreve exatamente como é sabido e aconteceu também.
--Jackson Peterson
Sábado, 24 de fevereiro de 2018 às 20:13 UTC-03
O Terceiro Dodrupchen escreveu: "Dzogpa Chenpo, por outro lado, apenas mantenha a
consciência intrínseca (rig pa) a verdadeira natureza da mente, e a use como o caminho. Ela
não emprega conceitos (rtog pa), pois os conceitos são o terreno da mente (sems), e
Dzogpa Chenpo envolve a meditação na consciência intrínseca depois de distinguir a mente
da consciência intrínseca (rigpa)." Isso significa que primeiro reconhecemos a diferença
entre rigpa e a mente pensante (sem). Isso que é sempre "livre de pensamento", vazio e
vividamente consciente, é rigpa. A mente que está conceitualizando, pensando,
imaginando, tem um senso de identidade pessoal, tenta compreender, fazer práticas e por
isso sofre; é a mente a ser diferenciada de rigpa. Quando rigpa é reconhecida claramente
como sendo completamente diferente da mente, então rigpa é o que continua como sua
consciência real. --Jackson Peterson
Sábado, 24 de fevereiro de 2018 às 19:55 UTC-03
Uma Dica para Ninguém Ignore todos os pensamentos. Então, o pensamento "ignorar
todos os pensamentos" desaparece. Assim, o pensamento de ser "alguém" que poderia
"ignorar todos os pensamentos", também desaparece. Apenas a Consciência impessoal,
livre-de-pensamento, permanece.
Sexta, 23 de fevereiro de 2018 às 21:29 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn Em Dzogchen, existem três níveis de revelação e clareza cada vez
maiores: Atiyoga, sPyti e Yangti. Semde, Longde, Mengagde; Trekchod e Thogal pertencem
aos ensinamentos de Atiyoga. Quase tudo o que lemos atualmente de Dzogchen é
pertence a tradição de Atiyoga. Os outros dois ficaram restritos principalmente à tradição
oral secreta. Dos ensinamentos sPyti de Padmasambhava (escrito em meados do século
700 D.C.): "Tudo o que possa ser e se diz é de caráter metafórico, O que é necessário é algo
que nos faça entender o indizível: Tudo o que é rotulado como isto ou aquilo pelo intelecto,
compõe a confusão conceitual, o que é necessário é algo que é além do intelecto; Tudo o
que é fabricado é uma coleção de partes, O que é necessário é algo que não seja fabricado,
mas auto-originado; Tudo o que se diz ser uma realização é um pouco de realização
alcançada através do esforço, o que é necessário é algo que não tenha relação com as
realizações adquiridas através do esforço; Tudo o que seja uma realização adquirida através
do esforço é uma avidez conceitual. O que é necessário é algo que seja não-referencial e
jaza além do alcance do pensamento racional eu-centrado." Yangti é o mais elevado dos
três e o mais próximo ao Dzogchen que ensino. Yangti era o ensino mais secreto de
Padmasambhava. Yangti significa "ainda mais essencial". Aqui estão algumas citações de "O
Grão Único do Yangti Negro" um tantra ensinado por Garab Dorje: "Não há necessidade de
um empoderamento ser transmitido". "Isso desponta em nós como a claridade da própria
luz, então, esse é o caminho da visão". "Somos aperfeiçoados em nós mesmos, Sem
percorrer algum nível". "Os ensinamentos sobre o mandala para o Yangti são que todos
temos sido um Buda desde o início. Sabemos que somos, então, não precisamos gerar
isso." "Qualquer superação desses quatro tipos de obstrução será uma prática dualista,
com níveis de limpeza e razões para fazer a limpeza. Estes, portanto, não são o Yangti ". "Os
veículos mais baixos, por numerosos que sejam, são degenerados. É num esforço para pôr
fim a esses fundamentos de degeneração, por isso é que estou ensinando isso."
"Ensinamos sabedoria a nós mesmos, então tome-o como 'O Tantra do Despontar da
Sabedoria Interior'." "Ele aniquila visões, meditações e práticas, então tome-o como 'O
Tantra que Espontaneamente Se Forma'." Texto traduzido de Yangti a partir do Tibetano
para o Inglês por Christopher Wilkinson a pedido de Jackson Peterson 6/12/15.
Sexta, 23 de fevereiro de 2018 às 07:24 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn A Transição da Testemunha Sutil para o Não-dual É
perfeitamente adequado falar do "observador" ou do "conhecedor" nos estágios iniciais da
liberação. A razão é que a contração das formações energéticas da mente domina a
qualidade espaçosa da cognição vazia que está sempre presente. Ao apontar o aspecto
igualmente presente do conhecer ou da consciência vazia, ocorre uma diferenciação onde é
realizado a identificação da mente apenas com seu aspecto de energia. A mente reconhece
seu próprio aspecto intrínseco do conhecer puro. No entanto, esse reconhecimento
geralmente é enquadrado no contexto do modelo dualista de haver um sujeito de
testemunha que observa os objetos energéticos de pensamentos, imagens, auto-
identidades pessoais, emoções, sensações e percepções. Isso pode trazer um grande alívio
e uma sensação de liberação. O sofrimento é definitivamente reduzido, uma vez que a
mente não é mais identificada tão completamente com suas próprias identidades e
histórias dinâmicas e imaginadas. Mas, novamente, o terreno ainda está maduro para o
próximo momento potencial de sofrimento, já que a raiz do sofrimento não foi cortada. A
raiz do sofrimento é a crença no paradigma dualista através do qual a mente experimenta
seu mundo. Tudo é dividido em sujeitos e objetos separados que na verdade não existem
separadamente, só parece ser assim. As realizações associadas à transição do estado de
testemunha sutil para a não-dualidade é algo assim: Em vez de pensamentos que ocorram
"na" consciência; a consciência é vista aparecendo "como" pensamentos. Em vez de haver
duas partes, há apenas uma, consciência ou cognição. Os pensamentos são a consciência
aparecendo "como" pensamentos, não uma consciência separada que experimenta
aparências separadas que chamamos de pensamentos. As ondas são o oceano: apenas um
fragmento. O oceano não consegue observar suas ondas porque o oceano É as ondas. Em
vez de nos tornarmos conscientes de nossas emoções, a nossa consciência está se
manifestando como uma emoção. Não há nenhuma entidade que experimenta emoções,
mas sim que as emoções são consciência. Não é que a consciência esteja ciente das
emoções, mas sim as emoções são a consciência e, portanto, são autoconhecidas. A própria
qualidade atenta e consciente é a natureza da emoção. Por exemplo, observe quando um
pensamento ocorre "em" sua consciência e veja se é possível separar o pensamento daquilo
que o conhece. Quanta distância existe entre o pensamento e a consciência que o conhece?
Não podemos encontrar distância ou separação, nem qualquer linha de demarcação
separando uma da outra. Isso porque não há duas coisas lá, há apenas uma: consciência. O
pensamento é consciência. As ondas são o oceano. Podemos fazer o mesmo com todas as
aparências. Por exemplo, vamos dar uma olhada no “eu” que aparece "na" consciência.
Quando o senso do euísmo ou "mim" está presente, note a distância entre o sentimento
"mim" e a consciência disso. É impossível separar o senso do “mim” e nossa consciência
disso. Se houvesse a menor separação, não seria possível sentir o sentimento de "eu" na
consciência, pois não se tocariam um ao outro. Tudo o que você está fora de contato não
pode ser diretamente conhecido. Por isso, percebe-se que o senso de "mim" é a própria
consciência que aparece como o sentimento de "mim". Novamente, não há duas coisas lá.
Também não existe um "verdadeiro eu" separado do "eu" que pode tornar-se livre da
identidade do eu. O "verdadeiro eu" é também a mesma consciência exata. Há APENAS
uma consciência que aparece como tudo. Isso também é verdade para as percepções. Não
há uma consciência "de" percepções ou objetos. Quando uma percepção é conhecida, essa
percepção é conhecida apenas "na" consciência. Não pode ser conhecida como sendo "lá
fora". No momento da percepção, a percepção é 100% na consciência. Se olharmos
atentamente um som, por exemplo, não poderemos encontrar duas partes, o som e a
consciência disso. Eles são inseparáveis, porque o som é a consciência. Isso é verdade para
todas as percepções. Percepção É consciência. O conhecedor separado e o conhecido são
vistos como não-duais. A testemunha é vista como o testemunhado. Eles são a mesma
consciência. Todos os fenômenos são vistos como consciência sem exceção. A prova é que
ninguém em qualquer momento teve uma experiência de qualquer tipo que ocorreu em
algum lugar fora da consciência. Não é possível. A consciência ou cognição possui três
características intrínsecas: é vazia como o espaço; é inteligente e conhecedora. Está
sempre aparecendo como uma formação energética impermanente, muito sutil, sutil ou
grosseira. Todos os fenômenos do universo e da realidade são exatamente essa consciência
trina, incluindo nosso corpo e nossa mente. Se você tomar um momento e notar sua
própria consciência, você sempre encontrará esta qualidade trina presente como cada
momento de cognição e percepção. Ou sua mente está apenas vazia e conhece com um
senso muito sutil de clara luz ou é reificada em vários graus de formações energéticas
impermanentes como pensamentos, imagens, identidades concebidas, sensações ou
percepções. Portanto, todos os pensamentos, imagens, identidades concebidas, sensações
ou percepções também são de natureza trina: vazias sem um núcleo sólido, cognitivamente
autoconhecidas e tendo uma aparência energética impermanente. Como a consciência
aparece COMO sua natureza vazia, sua formação energética se libera. Quando a
consciência energiza seu aspecto formativo, as aparências parecem mais "sólidas". Quando
a mente re-conhece o aspecto conhecedor e vazio de qualquer evento ou percepção
mental, a formação energética se revela como o conhecer vazio. Pela mente re-conhecendo
suas próprias qualidades inerentes da vaziez, bem como suas formações energéticas como
sendo vazias, a mente encontra a liberação. Pela mente percebendo a qualidade
conhecedora e vazia de sua própria natureza, bem como suas formações energéticas, a
liberação é completa. Jackson Peterson
Sexta, 23 de fevereiro de 2018 às 07:18 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn Rigpa é uma consciência testemunha? Quando usamos termos
como observador, conhecedor, consciência e percepção; todos descrevem uma entidade ou
processo que está em um papel passivo de receber informações, percepções e
experiências. As experiências parecem ser eventos que estão ocorrendo e são conhecidos
como “eles” ocorrem. Isso significa que eventos mentais ou físicos estão ocorrendo “para”
e são conhecidos “por” algum tipo de consciência. Mas isso significa que toda experiência é
dualista. Muitas vezes, parecemos julgar o nosso progresso pela forma como sobrevivemos
de forma estável ou suportamos vários eventos emocionais e de vida desafiadores. Há
sempre um sujeito exposto a várias experiências. Nós pensamos e acreditamos que temos
que estar preparados para os eventos que ocorrerão "para" nós na nossa morte. Eventos da
morte que estarão acontecendo "para" um receptor e percebedor de experiências do
bardo. Ou acredita-se que "receberemos" boas experiências de nosso futuro evento de
iluminação. Vê? É estruturado que sempre somos uma espécie de testemunha passiva que
ainda é afetada pelo que acontece. Ou mesmo que firmemente não sejamos influenciados
por vários eventos da vida e pós-vida, ainda estamos no papel de ser o "receptor" ou
percebedor de percepções e sensações. O paradigma dualista parece um circuito fechado;
samsara. E se, ao invés de ser um "percebedor" individual, que esteja ciente de
experiências, existe apenas a Consciência que aparece “como” tudo? Em outras palavras,
em vez de ser uma consciência percebedora de eventos e experiências, você “é”
experiências e eventos. Não é que um “você” separado se identifique com fenômenos, mas
sim você realmente “é” fenômenos sem relação sujeito/objeto separado. Você, como
Consciência universal, está se manifestando COMO tudo, mas não se separou para ser um
observador de sua exibição. O espelho não está experimentando seus reflexos, o espelho é
ele mesmo reflexos. Quem é você então em um paradigma verdadeiramente não-dual?
Você É esse momento de consciência, porém manifesta sem partes observando outras
partes. Você não é um observador de momentos de consciência, você é esse momento; de
que outro modo a Consciência poderia ser tudo? Você nasce em cada momento tudo-
abrangente como este, e morre no mesmo momento para surgir como esse, no próximo
flash de consciência. Na realidade, você não está percebendo um som, antes você está
aparecendo COMO som. Você não está percebendo a cor vermelha, você está aparecendo
COMO vermelho. Os sons e as cores são a consciência que aparece como sons e cores. Você
não está percebendo pensamentos, você é a consciência que aparece como pensamentos.
Bahiya percebeu isso nos ensinamentos do Buda. Isso se aplica a todos os pensamentos, o
senso do eu, sentimentos, emoções, sensações e percepções; todos são apenas flashes
momentâneos de consciência. Você existe como apenas esse flash momentâneo de
consciência sem nenhum eu ou observador da consciência de fundo. É um truque da mente
dividir as experiências em um percebedor e o que é percebido. É este truque que isola um
percebedor imaginário de ser a Totalidade. Mas, então, essa experiência dualista é como a
Consciência que se manifesta como um "você" imaginário em uma experiência dualista. Isso
é muito parecido com a forma como a Consciência aparece como "você" em um sonho
durante a noite. A consciência aparece como todos os personagens dos sonhos e as
paisagens. Então, puf, a Consciência aparece como um "você" diferente que acorda na cama
em um quarto. Existe realmente apenas a Consciência (Dharmakaya) que aparece como
tudo e todos, sem partes separadas, observando partes separadas. Sabendo disso, a
Consciência aparece como essa sabedoria, e essa sabedoria é chamada rigpa. Jackson
Peterson
Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018 às 21:26 UTC-03
Boas notícias! Tudo o que causa todo o seu sofrimento e confusões, é o seu próprio
pensamento! Os pensamentos podem se manifestar como representações geométricas 3D
de identidades, como em seus sonhos à noite; alguns como aparências sensoriais e outros
como sinopses de "significado" vazio. Mas sua verdadeira identidade é a vaziez imutável,
como o espaço consciente, no qual todas essas projeções aparecem e desaparecem.
Jackson Peterson Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 21:14 UTC-03
Togal e Nying Thig Agora estou convencido de que Vimilamitra aprendeu togal na China de
mestres Taoistas relacionados à linhagem Taoísta "Mao-Shan". As citações abaixo de seus
textos antigos devem provar isso, além de sabermos que Vimalamitra estudou com Shri
Singha durante vinte anos perto de Wutai Shan, no leste da China, a localização exata de
muitos praticantes "Mao-Shan". Esta tradição data de 100 A.C., mas tornou-se proeminente
em torno de 300 D.C. Aqui estão algumas citações absolutamente incríveis sobre os tigles
em togal que eles contemplam: "O caldeirão precioso (yu ting) é uma cavidade no centro
do cérebro... Os lados esquerdo e direito estão ligados às pupilas dos olhos por dois canais,
e também está conectado com o coração. Por isso, é dito que a natureza essencial está no
coração e que se manifesta através dos dois olhos". "Essas deidades não nascem de
embriões como seres humanos, mas são "nascidas da vaziez através da transformação" nas
esferas celestiais. Por meio da transformação tornam-se respirações, crianças pequenas ou
senhoras totalmente vestidas, acompanhadas de servas. As respirações coloridas se
condensam e se metamorfoseiam. Formando e se reformando, essas visões flutuantes se
geram em cadeias interligadas. Nesse sentido, os termos hun-hua ou he-hua ("transformar
por unir") aparecem constantemente. Essas deidades mudam e também se movem. Elas
brincam constantemente, girando e se movendo por todo o céu... Feitas de luz..." "Essas
expressões, escolhidas aleatoriamente pelos textos, são muitas vezes apenas algumas
palavras, mas implicam a presença de exercícios preliminares específicos. O Chen-kao
menciona vários desses, por exemplo, o exercício de cruzar as mãos sobre as sobrancelhas
para ver o sol..." A luz do sol envolve seu corpo e ele sobe até o Palácio do Yang Universal ".
No Yü-i chieh-lin ching, esta experiência é descrita da seguinte maneira: [O adepto] vê no
sol cinco cores fluindo para um halo que atinge todo o seu corpo e desce até seus pés.
Através da concentração, ele então faz as cinco respirações subirem até o topo do crânio.
Então, todas as cinco cores do halo flutuante formado a partir da luz solar penetram em
sua boca. Depois uma respiração roxa tão grande quanto a pupila do olho aparece
espontaneamente dentro dessa nuvem flutuante feita a partir da luz solar. Esta respiração
é composta de dez camadas e chamas no meio da luz de cinco cores... "Este exercício
termina com o incendimento geral da pessoa inteira, do visionário levado ao ponto de
incandescência. Como o texto diz:" [O adepto] deve certificar-se de que a luz do sol o auto-
iluminou completamente de modo que, dentro, [a luz] se espalhe até os intestinos e o
estômago e que, tanto dentro como fora, ele sinta como se tudo estivesse iluminado".
Quem quer que se dedique regularmente a essas práticas adquirirá um "rosto vermelhão",
todo o seu corpo será "luminoso e brilhante" ou "irradiará uma luz extraordinária", "a sua
nuca irá manifestar um brilho arredondado", e ele irá "iluminar as oito direções". Ao viver o
sol e a lua, ele é transportado para as estrelas. Em suma, o visionário se torna "luz"... "Como
o texto citado acima confirma, Lao-tzu é assim capaz de "tornar-se brilhante ou escuro, seja
para desaparecer ou para estar presente ". De acordo com um dito sagrado, um dos
poderes comumente prometido ao adepto assíduo é a habilidade de "quando sentado,
estar presente e quando em pé, desaparecer". Assim, a faculdade de se tornar invisível é
constantemente associada ao poder de aparecer quando quer, de ampliar a própria visão e
"liberar as rédeas". "O Método de Shen-chou ching 'para Sair do Ser e Entrar no Não-Ser,
Liberar o Corpo e Escapar pela Transformação na Luz Fluida' dá ao adepto, depois de ter
praticado por sete anos, o poder de "transformar seu corpo em setenta e duas luzes (que
aludem às setenta e duas marcas sobrenaturais de Lao-Tzu)' e 'para desaparecer e
aparecer, ser visível ou oculto." Da biografia de Vimalamitra: "Vimalamitra deu atenção ao
conselho de Vajrasattva e apressadamente voltou para casa para pegar sua tigela de
esmolas e começou a viagem para a China, onde conheceu Śrī Siṃha e posteriormente
estudou o Nyingtik por vinte anos. "Vimalamitra supostamente escondeu quatro textos
Nyingtik nas cavernas de Samye Chimpu (bsam yas 'chim phu). Depois de treze anos no
Tibete, ele retornou a Wutai Shan (ri bo rtse lnga) na China e alcançou o corpo de arco-íris".
Encontrei outro texto Chinês que eu li pela primeira vez há 38 anos atrás. É "Os Segredos
do Cultivo da Natureza Essencial e da Vida Eterna", escrito pelo mestre Taoísta Chao Pi
Ch'en (nascido em 1860). É um texto incrível que descreve todo o processo para alcançar o
"corpo de luz", onde o corpo físico de alguém se dissolve completamente durante a vida e
não na morte. É muito semelhante ao "Segredo da Flor Dourada", mas com muito mais
detalhes e com ênfase na viagem fora do corpo e na dissolução do corpo físico: "O
CALDEIRÃO PRECIOSO (yu ting) é uma cavidade no centro do cérebro (entre e por trás dos
olhos) e é o assento da natureza (essencial), que é a cavidade original do espírito (yuan
shen shih ou a cavidade ancestral, tsu ch'iao), seus lados esquerdo e direito estão ligados às
pupilas dos olhos por dois canais (psíquicos), e também estão conectados com o coração.
Diz-se, portanto, que a natureza essencial está (no) coração e que se manifesta através dos
dois olhos". "... esta é a cavidade (tsu ch'iao) no centro do cérebro que está ligada aos dois
olhos e também ao coração. Se, apesar dessa conexão, a luz preciosa não se manifesta no
estágio inicial da prática, é porque o centro da natureza (essencial) (centro do cérebro)
ainda está fechado ". "Para abrir este centro da natureza (essencial), o praticante deve
colocar uma lâmpada de óleo (lamparina ou vela) à sua frente e concentrar os olhos em sua
chama..." "Quando a luz dourada desta semente imortal se manifesta pela primeira vez
diante de seus olhos, o praticante deve se prover imediatamente com as quatro
necessidades, tais como implementos necessários, provisões, companheiros e um lugar
calmo para treinamento avançado. Se ele é jovem e tem pais e filhos para cuidar, ele não
pode se retirar à montanha para treinar para o atravessar e o salto final sobre o mundano".
Ele chama a primeira etapa "atravessar" e a segunda etapa "saltar" com essas palavras
traduzidas diretamente do Chinês. Ele também diz: "Isso leva à extinção completa de todos
os fenômenos". "O treinamento deve continuar, não importa o tempo que demore até que
os quatro elementos (que compõem o corpo) se dispersem, e o espaço se pulveriza não
deixando vestígios para trás; este é o estágio dourado imortal do corpo de diamante
indestrutível. Essa é a realização última do treinamento que agora chega ao fim". Tenha em
mente que esta linhagem de ensinamento é contínua desde pelo menos 100 A.C.;
conforme comprovado por textos Taoístas datados. Os principais textos Mao-Shan foram
escritos e praticados entre 300-400 D.C. Definitivamente, não é uma reformulação recente
dos textos do Dzogchen Togal. O próprio Togal não é mencionado antes de 1000 D.C. nos
textos do Dzogchen. Está completamente ausente como uma tecnologia no Dzogchen
original mais antigo ou Nubs Sangye Yeshe teria mencionado isso em torno de 890 D.C.
Mesmo o termo "atravessar" não existia nos primeiros textos do Dzogchen. Os Taoístas
ensinam que no centro do cérebro, na glândula pineal, reside a "consciência pura". É
chamada de Shen ou espírito. É idêntica a rigpa como a "luz-filha" no Dzogchen e tem a
localização exata como a lâmpada do Yangti chamada "thigle tongpa dronma". É também a
localização em Nying Thig que Longchenpa chama a localização da "natureza da mente"
como Sem Nyid. Como indicado acima, eles mencionam que a "natureza" no coração irradia
através de um canal que passa pelo centro do cérebro, dividindo-se em dois ramos que
terminam nas pupilas, através dos quais as várias "luzes" internas brilham em frente ao
praticante . O texto menciona ainda que os olhos são a chave e que o Shen (rigpa) reside
nos olhos. É dito que o corpo é totalmente energia yin negativa e apenas os olhos são a
energia positiva de yang. Diz-se que ao ativar completamente o yang dos olhos que a
energia pura de yang transformará todo o corpo em puro yang; altura em que ele se
dissolve em pura luz yang como um imortal Corpo de Luz. Sem dúvida, Vimalamitra
reorganizou as práticas da Luz Taoísta e as tornou parte do Dzogchen budista. Os 17
Tantras do Mangagde mostram essa nova tecnologia híbrida. Também conhecemos os 17
Tantras pós-data Semde e Longde. Parece também que o Longde está ainda mais próximo
das práticas Taoísta, pois nem todos os sistemas Taoístas usam a luz do sol, já que o Longde
não usa o Togal. O mistério das origens do togal fica assim resolvido! A foto é um
fenômeno de luz estranha que aparece às vezes sobre a montanha de Wutai Shan. Wutai
Shan também foi o lar de muitos mestres Mao-Shan. Via Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 21:12 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn A Realização da Mente Búdica
do Dharmakaya Se alguém lê o Sutra do Coração, que é um resumo essencial de todos os
Sutras do Prajnaparamita, pode-se discernir a percepção final da Realidade retratada como
aquela em que um eu conceitualizado, sua vida conceitualizada, sua morte conceitualizada,
seu sofrimento conceitualizado, um caminho conceitualizado à libertação e à sua realização
final da iluminação, são todos refutados e considerados como vazios de qualquer fiapo de
realidade ou verdade. Avalokiteshvara chegou a esses introvisões enquanto se envolvia em
um tipo muito profundo de meditação, que se tornou o método do Zen, do Dzogchen e da
Essência do Mahamudra. Chega ao estado nu do Dharmakaya, o espaço da sabedoria
cognitiva de um Buda. Os seguidores dos sutras da Prajnaparamita usaram essa mesma
técnica de não-meditação, de olhar para o espaço vazio com clareza vívida, com as costas
eretas, a boca ligeiramente aberta, sem nenhum tópico, intenção ou agenda em mente.
Isso se tornou na tradição do Soto Zen, shikantaza, "apenas sentar", mas com a boca
fechada e com os olhos olhando um pouco para baixo. Através do envolvimento em tal
consciência não-meditativa, vívida e alerta imerge-se através de várias camadas de
construções mentais até que elas se dissolvam de volta à sua base vazia como o
Dharmakaya, a Mente Búdica primordial. É visto que o eu pessoal e o mundo inteiro, não
são mais do que uma massa de construções conceituais "acreditadas" criadas apenas pelo
pensamento. À medida que a consciência se torna livre dessa massa nebulosa de
construções do pensamento, um estado muito claro de consciência vazia aparece. Neste
ponto, a consciência começa a desdobrar suas sabedorias Búdicas como introvisões sobre a
natureza vazia e fictícia de suas construções de pensamento. Não se agarrando nem
mesmo a esses introvisões, a consciência vazia e totalmente relaxada, revela-se como a
Mente Búdica; experienciada como lampejos de autorreconhecimento da sabedoria búdica
ou rigpa. Não é que uma entidade atingiu a iluminação, mas antes, todas as crenças falsas e
construções mentais dissolveram-se em sua própria auto-vaziez; deixando apenas a Mente
Búdica nuamente presente. Eu recomendo ler o Sutra do Coração (anexado abaixo) sob
esta luz e também o Sutra do Diamante (anexado abaixo), ambos oferecendo a
quintessência de todos os sutras Prajnaparamita. Os ensinamentos da vaziez, Madhyamaka
e Prasangika, de Nagarjuna e Chandrakirti, são seus esforços para transmitir uma
experiência direta do que os Sutras Prajnaparamita estão ensinando, mas através do uso da
lógica e raciocínio. O Zen, o Dzogchen e a Essência do Mahamudra, ignoram o caminho da
lógica e do raciocínio, e inspiram a pessoa a saltar diretamente para a Mente Búdica do
Dharmakaya, direta e imediatamente. Para aqueles com interesse e necessidade de algum
apoio literário, por favor, leia o Sutra do Diamante e veja o "comentário de Asanga sobre o
Sutra do Diamante" (comece na página 93); um texto muito raro, pouco conhecido ou
estudado atualmente. Ambos estão anexados abaixo:
http://appamada.pbworks.com/f/Heart%20Sutra-Red%20Pine.pdf
https://terebess.hu/zen/mesterek/Diamond-Sutra.pdf
http://lirs.ru/lib/Minor_Buddhist_Texts_Part_1,SOR_IX,Tucci,1956.pdf Via Jackson
Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 20:51 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn A solidez do nosso senso
desconfortável de eu, a insatisfação consigo mesmo e seu mundo de relacionamentos e
significados, é puramente a própria subjetividade da mente e não são realidades ou
verdades objetivamente existentes. Nada pode aparecer na consciência, exceto como
aquilo que nossa mente constrói. É possível ver a natureza vazia e totalmente insubstancial
dessas construções mentais e emocionalmente condimentadas. Ao se concentrar apenas
em sua realidade "assumida", energizamos sua aparente solidez. É como assistir um filme
intensamente em um teatro enquanto ignoramos completamente a tela do filme em
branco e prístina onde as imagens estão aparecendo e não podem aparecer sem. Ou é
como ter que limpar um espelho. Isso não é feito tentando remover os reflexos, mas
deslocando a atenção das imagens para o vidro claro do espelho em si; é apenas uma
mudança de atenção, não uma negação ou necessidade de alterar e remover os reflexos.
Podemos fazer isso. Podemos deslocar a atenção da linha de história de nosso eu que está
atendendo aspectos emocionais e físicos (os reflexos) para a consciência pura (a tela ou
espelho do filme) em que e sobre o qual estão aparecendo. As percepções como paisagens,
sons e sensações que experimentamos, não carregam sentido do seu próprio lado. Os
significados, definições e rótulos atribuídos são gerados subjetivamente ou estão de
acordo com os atos de nossa própria mente. Isso quer dizer que todos os sentidos e
significados em relação a nosso eu, seu mundo e seus relacionamentos só podem ser
encontrados como pensamentos. Reduzindo isso ainda mais; vemos que há, de fato, apenas
percepções momentâneas, nossos pensamentos sobre elas e a Consciência vazia, mas
desperta, na qual eles aparecem. Ao simplesmente observar nuamente as percepções,
pensamentos e sentimentos, a consciência observadora é descoberta como independente
e livre de suas próprias projeções aparentes. É nossa Mente Búdica sempre presente que
nunca foi condicionada nem mesmo por suas próprias projeções mais poderosas de um eu
"objetivamente existente" e seu mundo objetivamente existente de pessoas,
relacionamentos e coisas que parecem carregar seu próprio sentido e significado, do seu
próprio lado. Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 20:49 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn Dos antigos mestres
Chineses: Te-ch'ing diz: "O método primário ensinado pelo Buda para libertar os seres é
perceber que não existe um eu. Uma vez que há um eu, os outros conceitos seguem. No
que diz respeito a seres libertadores, um bodisatva deve perceber que não existe um eu.
Uma vez que não há um eu, não há seres. E se não há seres, então todos os seres são
naturalmente liberados". Tzu-hsuan diz: "A crença em um eu é a mais básica de todas as
crenças. Todas as outras percepções surgem a partir disso. Uma vez que não há percepção
de um eu, não há percepção de outros seres. Quando não há percepção de outros seres, o
eu e outros seres se tornam os mesmos ". Ting Fu-pao diz: "A percepção de um eu se refere
à apreensão equivocada de algo que se concentra dentro e controla a mente e o corpo. A
percepção de um "ser" refere-se à apreensão equivocada de que a combinação de uma
mente e um corpo cria uma entidade separada. A percepção de uma vida se refere à crença
equivocada de que o eu possui um tempo de vida de comprimento definido. Finalmente, a
percepção de uma alma refere-se à apreensão equivocada de algo que renasce, seja como
um humano ou como uma das outras formas de existência". Via Jackson Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 20:47 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn A Teoria e a Prática do Togal
Estou escrevendo isso como um guia de instruções de "início rápido" que permitirá que
qualquer um comece a praticar togal de forma eficaz e segura. Togal significa "sobre o
crânio", "sobre a crista". Na verdade, significa chegar instantaneamente sem saltar para
chegar lá, como um salto quântico. A prática de togal torna muito fácil experimentar,
conhecer e diferenciar rigpa de todos os outros estados mentais, na sua forma mais pura.
Rigpa é nossa Mente Búdica primordial que é intrinsecamente e permanentemente
perfeita. Uma vez que é permanente, está sempre presente. Mas não é nossa experiência,
em vez disso a nossa experiência é outro estado de mente mais grosseiro como conteúdo,
que está aparecendo dentro do espaço da consciência imutável de rigpa. Ao praticar togal,
a própria rigpa se torna sua própria auto-experiência. O que é experimentado é a sua
própria transparência penetrante, claridade perspicaz, sabedorias e a ausência de uma
identidade dum "eu" egóico, bem como a ausência do sentido de um universo "externo".
Eventualmente, o corpo físico se dissolverá em Luz pura, pois a prática chega a uma
perfeita fruição. Togal enfoca o aparelho visual. Isso significa que usamos nossos olhos
como nosso caminho. Tradicionalmente, usamos o sol, olhamos para ele no início da manhã
e no final da tarde. Não se olha diretamente para o sol, mas logo embaixo ou para o lado, e
com óculos de sol. Eu acho que usar um olho de cada vez funciona melhor. Olhar com os
olhos meios fechados de modo que a bola do sol não seja mais visível, mas apenas um
padrão de difração de raios coloridos e uma tapeçaria de círculos de fundo como se fosse
similar a olhar para a pena de um pavão. Dentro desse padrão de difração, você pode ver
pequenas esferas redondas que podem ter pequenos anéis circulares dentro delas
também. No começo, eles podem parecer assim, mas completamente circulares: @ As
imagens de exemplo são postadas abaixo. Eles ficam maiores ao longo do tempo com uma
prática consistente. Eles são chamados de "tigles" em tibetano. (Pronunciada: teeglay)
Alguém então começa a se concentrar em uma pequena esfera ao não mover os olhos.
Você apenas olha fixamente para ela. Então faça isso por várias sessões. Eu recomendo
uma maneira mais segura e fácil de fazer togal: Use o seu iPhone ou telefone similar com
apenas a tela preta. Mantenha-o em direção a sua cintura e incline-o para que você possa
olhar para baixo e ver o reflexo do sol. Mantenha seus olhos meio fechados até a bola
desaparecer na refração da luz e continue como descrito acima. Isso permite praticar ao
longo do dia, mesmo ao meio dia. Mas certifique-se de usar óculos de sol. Entre a absorção
de UV no vidro preto do telefone e seus óculos de sol, nenhum raio UV prejudicial deve
entrar nos seus olhos. São apenas os raios UV que danificam os olhos. Eu recomendo
sessões de 20 minutos. 10 minutos com cada olho. Comece com uma sessão por dia e
adicione uma sessão mais tarde no dia, se desejar. Mas pratique todos os dias. Os efeitos
vão durar e são crescentes. Se o sol não estiver disponível, você pode virar o telefone e
usar o recurso da lanterna elétrica como se olhasse o sol, mas nenhum óculos de sol é
necessário. Você também pode usar uma lâmpada comum. Há posturas específicas
recomendadas durante a prática de togal, mas não as achei necessárias e Namkhai Norbu
afirmou que, uma vez que a prática está funcionando, as posturas não são mais necessárias.
Eu ensinei a dezenas de pessoas essa abordagem em meus retiros e funciona para todos,
sem exceção. Uma vez que você se familiarizar um pouco com a paisagem interior e poder
se concentrar facilmente nessas esferas de tigles, então, enquanto olha para as esferas,
pergunte a si mesmo "quem ou o que está olhando?". "Onde está exatamente o
observador?" Há um "alguém" que olha ou há apenas uma percepção vazia?". Também, de
tempos em tempos, observe o espaço vazio entre o tigle e o lugar de onde você está
observando. Observe que espaço completamente claro e transparente. Sinta esse espaço
atrás de você, ao seu redor e através de você. De tempos em tempos observe também seu
estado de clareza vazia interna, transparente e vividamente desperto. Preste menos
atenção à condição dos tigles e mais à sua consciência vazia que está olhando. Depois de
terminar, observe atentamente as várias texturas e superfícies próximas e observe a
nitidez dos detalhes. Às vezes, você pode sentir as texturas só de olhar. A visão se tornará
incrivelmente clara, juntamente com uma sensação de transparência e ausência completa
de um eu. É essa transparência (zangtal) e ausência dum eu que transforma a mente
completamente em sua própria vaziez vívida. Não há nada para pensar ou exercitar. A
prática faz tudo automaticamente. Há muitos mais aspectos para tudo isso. Para saber mais
e para obter suporte adicional, junte-se ao nosso grupo togal aqui no FB, Dzogchen Thogal.
Estou publicando isso no grupo geral do Dzogchen para encorajar os interessados a
praticar. Atualmente, há muitas informações erradas sobre o togal e eu gostaria de manter
esta tecnologia disponível em um formato fácil e viável que possa trazer benefícios
infinitos a qualquer praticante competente que queira aprender. Agora, há vários livros
autorizados de linhagem no mercado público aberto que explicam o Togal com detalhes
completos. Agora, a linhagem tradicional dos Lamas permitiu que esses ensinamentos do
togal fossem propagados amplamente para o benefício de todos também por medo de que
esses preciosos ensinamentos possam desaparecer eventualmente. Recebi
reservadamente as instruções de transmissão e treinamento do togal, em 1985, através do
texto Yeshe Lama apresentado por um Lama Nyingma, que foi ensinado por Dudjom
Rinpoche. Mais tarde, recebi a transmissão detalhada do Bon, do texto de Shardze
Rinpoche "Gotas do Coração do Dharmakaya" e instruções de trekchod e togal
pessoalmente do Bon Menri Lopon. Shardza Rinpoche atingiu o "corpo de luz de arco-íris"
na década de 1930. Nenhum dos meus professores pediu-me para manter esses
ensinamentos secretos, nem eu prometi qualquer samaya em relação a não compartilhar
nenhum dos ensinamentos do Dzogchen com outros. Compartilhe seus sucessos e
introvisões no nosso grupo togal, bem como os seus problemas e dificuldades na prática.
Eu recomendo ler meu livro e ganhar familiaridade com todas as práticas no apêndice antes
de começar a prática de togal: "A Felicidade Natural do Ser", assim como participar de um
dos meus retiros de togal. Que todos os seres possam se beneficiar! Emaho! Jackson
Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 20:44 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn Todos os envolvidos na
prática de togal devem aplicar o que está escrito neste texto abaixo para a sua prática de
thogal, em relação ao "alguém" que está motivado a praticar togal e por quê... Elementos
da Mente Cármica Todo sofrimento emocional vem da mente cármica, a mente que está
enraizada profundamente em suas próprias ficções acreditadas. A mente cármica quando
descrita nos textos Budistas e no Dzogchen, geralmente se concentra nos pensamentos
fictícios, pórem "pensamentos acreditados" que aparecem na consciência e na dinâmica de
agarramento, resistência e reificação que resulta desses pensamentos. O aspecto mais
importante dessa atividade reificante da mente cármica é como ela reifica ou estabelece a
crença de que suas próprias atividades constituem um eu inerentemente existente. Então,
temos o "pensar", o "imaginar", o "conceitualizar" e o "euízar" como aspectos constantes e
contínuos da dinâmica operacional da mente cármica. O que é complicado é que o "euísmo"
permanece menos conhecido na consciência entre todos os outros aspectos e funções da
mente cármica. O euísmo gera uma auto-identidade imaginada que ocupa o centro de
todas as experiências perceptivas, mentais e psicológicas, sentido subjetivamente como o
"eu", o percebedor e o experimentador. É fácil ver como o "eu" em nossos sonhos à noite é
apenas uma projeção subconsciente de memórias, condicionamentos e imaginação
anteriores; mas não é tão fácil ver como nosso "eu" durante o dia também é apenas 100%
uma projeção subconsciente de memórias, condicionamentos e imaginação anteriores. A
parte que diz "me tornei livre do meu ego" é também o ego cármico falando; o aspecto
mais oculto desse mecanismo complicado do “euísmo”. Este eu cármico tem um número
quase ilimitado de disfarces e máscaras que veste em cada momento da consciência. O
Buda falhou quando disse que a vida é sofrimento ou insatisfação. Não é verdade, mas da
perspectiva do eu egóico, a vida é uma série infinita de frustrações, sofrimento e
insatisfação. Mas da perspectiva de rigpa ou de nossa Mente Búdica, a vida é radiante,
alegre e infinitamente rica. Isto implica também o "eu" que procura ver da perspectiva da
Mente Búdica, que é em si mesmo o ponto fraco que obscurece a Mente Búdica de
conhecer a si mesma. A versão "buscador" do eu egóico está sempre dando passagem para
continuar buscando. Toda prática existe apenas para beneficiar o "eu" buscador em sua
busca infinita para alcançar o "eu" perfeito, incluindo o "eu" do "não-eu". Tudo isso é
"materialismo espiritual". Qualquer leve esforço para se envolver em uma prática, é a
dinâmica do euísmo que tenta se tornar um "eu" mais perfeito e liberado. Este é um
negócio complicado, não acha? Depois do pensamento: ao ler este texto, o "eu" cármico
pensará então algo do tipo, "hum, o que, então, ‘eu’ deveria fazer ou não fazer"? ?. Jackson
Peterson
Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 06:51 UTC-03
Canal: http://t.me/dzgchn S Grupo: http://t.me/grupodzgchn Togal e Nying Thig Agora
estou convencido de que Vimilamitra aprendeu togal na China de mestres Taoistas
relacionados à linhagem Taoísta "Mao-Shan". As citações abaixo de seus textos antigos
devem provar isso, além de sabermos que Vimalamitra estudou com Shri Singha durante
vinte anos perto de Wutai Shan, no leste da China, a localização exata de muitos
praticantes "Mao-Shan". Esta tradição data de 100 A.C., mas tornou-se proeminente em
torno de 300 D.C. Aqui estão algumas citações absolutamente incríveis sobre os tigles em
togal que eles contemplam: "O caldeirão precioso (yu ting) é uma cavidade no centro do
cérebro... Os lados esquerdo e direito estão ligados às pupilas dos olhos por dois canais, e
também está conectado com o coração. Por isso, é dito que a natureza essencial está no
coração e que se manifesta através dos dois olhos". "Essas deidades não nascem de
embriões como seres humanos, mas são "nascidas da vaziez através da transformação" nas
esferas celestiais. Por meio da transformação tornam-se respirações, crianças pequenas ou
senhoras totalmente vestidas, acompanhadas de servas. As respirações coloridas se
condensam e se metamorfoseiam. Formando e se reformando, essas visões flutuantes se
geram em cadeias interligadas. Nesse sentido, os termos hun-hua ou he-hua ("transformar
por unir") aparecem constantemente. Essas deidades mudam e também se movem. Elas
brincam constantemente, girando e se movendo por todo o céu... Feitas de luz..." "Essas
expressões, escolhidas aleatoriamente pelos textos, são muitas vezes apenas algumas
palavras, mas implicam a presença de exercícios preliminares específicos. O Chen-kao
menciona vários desses, por exemplo, o exercício de cruzar as mãos sobre as sobrancelhas
para ver o sol..." A luz do sol envolve seu corpo e ele sobe até o Palácio do Yang Universal ".
No Yü-i chieh-lin ching, esta experiência é descrita da seguinte maneira: [O adepto] vê no
sol cinco cores fluindo para um halo que atinge todo o seu corpo e desce até seus pés.
Através da concentração, ele então faz as cinco respirações subirem até o topo do crânio.
Então, todas as cinco cores do halo flutuante formado a partir da luz solar penetram em
sua boca. Depois uma respiração roxa tão grande quanto a pupila do olho aparece
espontaneamente dentro dessa nuvem flutuante feita a partir da luz solar. Esta respiração
é composta de dez camadas e chamas no meio da luz de cinco cores... "Este exercício
termina com o incendimento geral da pessoa inteira, do visionário levado ao ponto de
incandescência. Como o texto diz:" [O adepto] deve certificar-se de que a luz do sol o auto-
iluminou completamente de modo que, dentro, [a luz] se espalhe até os intestinos e o
estômago e que, tanto dentro como fora, ele sinta como se tudo estivesse iluminado".
Quem quer que se dedique regularmente a essas práticas adquirirá um "rosto vermelhão",
todo o seu corpo será "luminoso e brilhante" ou "irradiará uma luz extraordinária", "a sua
nuca irá manifestar um brilho arredondado", e ele irá "iluminar as oito direções". Ao viver o
sol e a lua, ele é transportado para as estrelas. Em suma, o visionário se torna "luz"... "Como
o texto citado acima confirma, Lao-tzu é assim capaz de "tornar-se brilhante ou escuro, seja
para desaparecer ou para estar presente ". De acordo com um dito sagrado, um dos
poderes comumente prometido ao adepto assíduo é a habilidade de "quando sentado,
estar presente e quando em pé, desaparecer". Assim, a faculdade de se tornar invisível é
constantemente associada ao poder de aparecer quando quer, de ampliar a própria visão e
"liberar as rédeas". "O Método de Shen-chou ching 'para Sair do Ser e Entrar no Não-Ser,
Liberar o Corpo e Escapar pela Transformação na Luz Fluida' dá ao adepto, depois de ter
praticado por sete anos, o poder de "transformar seu corpo em setenta e duas luzes (que
aludem às setenta e duas marcas sobrenaturais de Lao-Tzu)' e 'para desaparecer e
aparecer, ser visível ou oculto." Da biografia de Vimalamitra: "Vimalamitra deu atenção ao
conselho de Vajrasattva e apressadamente voltou para casa para pegar sua tigela de
esmolas e começou a viagem para a China, onde conheceu Śrī Siṃha e posteriormente
estudou o Nyingtik por vinte anos. "Vimalamitra supostamente escondeu quatro textos
Nyingtik nas cavernas de Samye Chimpu (bsam yas 'chim phu). Depois de treze anos no
Tibete, ele retornou a Wutai Shan (ri bo rtse lnga) na China e alcançou o corpo de arco-íris".
Encontrei outro texto Chinês que eu li pela primeira vez há 38 anos atrás. É "Os Segredos
do Cultivo da Natureza Essencial e da Vida Eterna", escrito pelo mestre Taoísta Chao Pi
Ch'en (nascido em 1860). É um texto incrível que descreve todo o processo para alcançar o
"corpo de luz", onde o corpo físico de alguém se dissolve completamente durante a vida e
não na morte. É muito semelhante ao "Segredo da Flor Dourada", mas com muito mais
detalhes e com ênfase na viagem fora do corpo e na dissolução do corpo físico: "O
CALDEIRÃO PRECIOSO (yu ting) é uma cavidade no centro do cérebro (entre e por trás dos
olhos) e é o assento da natureza (essencial), que é a cavidade original do espírito (yuan
shen shih ou a cavidade ancestral, tsu ch'iao), seus lados esquerdo e direito estão ligados às
pupilas dos olhos por dois canais (psíquicos), e também estão conectados com o coração.
Diz-se, portanto, que a natureza essencial está (no) coração e que se manifesta através dos
dois olhos". "... esta é a cavidade (tsu ch'iao) no centro do cérebro que está ligada aos dois
olhos e também ao coração. Se, apesar dessa conexão, a luz preciosa não se manifesta no
estágio inicial da prática, é porque o centro da natureza (essencial) (centro do cérebro)
ainda está fechado ". "Para abrir este centro da natureza (essencial), o praticante deve
colocar uma lâmpada de óleo (lamparina ou vela) à sua frente e concentrar os olhos em sua
chama..." "Quando a luz dourada desta semente imortal se manifesta pela primeira vez
diante de seus olhos, o praticante deve se prover imediatamente com as quatro
necessidades, tais como implementos necessários, provisões, companheiros e um lugar
calmo para treinamento avançado. Se ele é jovem e tem pais e filhos para cuidar, ele não
pode se retirar à montanha para treinar para o atravessar e o salto final sobre o mundano".
Ele chama a primeira etapa "atravessar" e a segunda etapa "saltar" com essas palavras
traduzidas diretamente do Chinês. Ele também diz: "Isso leva à extinção completa de todos
os fenômenos". "O treinamento deve continuar, não importa o tempo que demore até que
os quatro elementos (que compõem o corpo) se dispersem, e o espaço se pulveriza não
deixando vestígios para trás; este é o estágio dourado imortal do corpo de diamante
indestrutível. Essa é a realização última do treinamento que agora chega ao fim". Tenha em
mente que esta linhagem de ensinamento é contínua desde pelo menos 100 A.C.;
conforme comprovado por textos Taoístas datados. Os principais textos Mao-Shan foram
escritos e praticados entre 300-400 D.C. Definitivamente, não é uma reformulação recente
dos textos do Dzogchen Togal. O próprio Togal não é mencionado antes de 1000 D.C. nos
textos do Dzogchen. Está completamente ausente como uma tecnologia no Dzogchen
original mais antigo ou Nubs Sangye Yeshe teria mencionado isso em torno de 890 D.C.
Mesmo o termo "atravessar" não existia nos primeiros textos do Dzogchen. Os Taoístas
ensinam que no centro do cérebro, na glândula pineal, reside a "consciência pura". É
chamada de Shen ou espírito. É idêntica a rigpa como a "luz-filha" no Dzogchen e tem a
localização exata como a lâmpada do Yangti chamada "thigle tongpa dronma". É também a
localização em Nying Thig que Longchenpa chama a localização da "natureza da mente"
como Sem Nyid. Como indicado acima, eles mencionam que a "natureza" no coração irradia
através de um canal que passa pelo centro do cérebro, dividindo-se em dois ramos que
terminam nas pupilas, através dos quais as várias "luzes" internas brilham em frente ao
praticante . O texto menciona ainda que os olhos são a chave e que o Shen (rigpa) reside
nos olhos. É dito que o corpo é totalmente energia yin negativa e apenas os olhos são a
energia positiva de yang. Diz-se que ao ativar completamente o yang dos olhos que a
energia pura de yang transformará todo o corpo em puro yang; altura em que ele se
dissolve em pura luz yang como um imortal Corpo de Luz. Sem dúvida, Vimalamitra
reorganizou as práticas da Luz Taoísta e as tornou parte do Dzogchen budista. Os 17
Tantras do Mangagde mostram essa nova tecnologia híbrida. Também conhecemos os 17
Tantras pós-data Semde e Longde. Parece também que o Longde está ainda mais próximo
das práticas Taoísta, pois nem todos os sistemas Taoístas usam a luz do sol, já que o Longde
não usa o Togal. O mistério das origens do togal fica assim resolvido! A foto é um
fenômeno de luz estranha que aparece às vezes sobre a montanha de Wutai Shan. Wutai
Shan também foi o lar de muitos mestres Mao-Shan. Via Jackson Peterson
Segunda, 19 de fevereiro de 2018 às 08:42 UTC-03
Acompanhem o Canal e Super Grupo no Telegram: http://t.me/dzgchn @dzgchn
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tiver, basta instalar o aplicativo Telegram #Dzogchen
Domingo, 18 de fevereiro de 2018 às 06:25 UTC-03
Nota Prática de Togal Em Viena, céus escuros, neve e chuva diariamente. Não tinha
praticado togal por mais de duas semanas, talvez mais. Hoje, o sol saiu por algum tempo.
Fui para fora e pratiquei togal diretamente com o sol do final do dia, por apenas cerca de
dez minutos. Uau! Cinco minutos depois, a consciência passou de um estado de mente
comum para um estado totalmente transparente de clareza cristalina. A profunda clareza
vazia do estado com uma completa ausência de qualquer vestígio da mente cármica
pensante, é incrivelmente maravilhoso. É como acordar de um estado de sono no qual você
pensou que já estava acordado! É como uma frequência da consciência vibratória e
embotada subitamente transformada em uma alta frequência de clareza prístina na qual
ninguém está presente, exceto uma Consciência de Clara Luz que conhece a si mesma
como isso. Não deixe de manter a prática regular de togal! Via J.P
Domingo, 18 de fevereiro de 2018 às 06:21 UTC-03
O Dzogchen oferece a desnecessidade de um caminho ou prática; e isso se aplica a todos
igualmente! A Grande Perfeição está SEMPRE se manifestando como TODOS os seus
pensamentos, ideias, desejos, planos, emoções negativas ou positivas, ações positivas ou
negativas, todas as suas escolhas, decisões, introvisões e atividades e como seu corpo e
mundo. Não existe um "você" separado da Grande Perfeição que possa alcançá-la; há
apenas a Grande Perfeição aparecendo e agindo COMO "você". Vê?? "Porque todos os
fenômenos do universo, do samsara e nirvana, são precisamente a exibição (perfeita) das
minhas manifestações de energia rolpa-tsal, o Tudo-Criador, qual é a necessidade e o valor
de conhecer e entender isso? Se você conhece e compreende precisamente esta condição
infalível, minha essência, saberá de forma infalível, além da remoção ou adição, a essência
primordialmente liberada de todos os fenômenos incluídos nos três aspectos: samsara,
nirvana e caminho. Por isso, você irá transcender os conceitos de ações, atores, esforços e
realizações. Você [realizará] instantaneamente o objetivo permanente no nível do
vitorioso, Samantabhadra, Dharmakaya, a autoperfeição além do esforço e além de
qualquer esperança, medo, negação ou afirmação." Assim falou o Kunje Gyalpo. Via
Jackson Peterson
Domingo, 18 de fevereiro de 2018 às 06:01 UTC-03
Mesmo se você não vê isso diretamente, acreditando e confiando em sua perfeição como
um Buda, os outros como Budas perfeitos, e todos os eventos, relacionamentos,
sentimentos e ambientes, como sendo perfeitos; essa verdade fundamental se
desenvolverá e será totalmente revelada. J.P
Domingo, 18 de fevereiro de 2018 às 05:59 UTC-03
A Filosofia Básica do Dzogchen Dzogchen significa "Grande Perfeição". Ele ensina que
todos os fenômenos, todas as experiências, todos os eventos, todas as criaturas e suas
ações, pensamentos e comportamentos, são perfeitos, conquanto apareçam. A Fonte da
manifestação é perfeita e, portanto, todas as suas manifestações são perfeitas. Todos
somos, agora, Budas, gerando nossas próprias terras búdicas perfeitas. Através da
capacidade de conceber de nossa mente, concebemos falsamente que não somos Budas
perfeitos e que nossos ambientes e seus habitantes não são intrinsecamente perfeitos, no
entanto, eles aparecem. Todos nós somos, "agora", budas perfeitos em uma terra búdica
perfeita, mas pensamos e acreditamos no contrario O Dzogchen fala sobre a pureza
primordial (Kadag) em vez da vaziez. A natureza de alguém e suas expressões manifestas
são primordialmente puras. Os conceitos e crenças que a natureza, o meio ambiente e os
outros, não são perfeitos: são vazios, pensamentos fictícios. Mas mesmo esses
pensamentos fictícios são a pureza primordial, e sendo intrinsecamente vazios, são
deixados como-são. Nada precisa ser corrigido, renunciado ou transformado, porque, por
mais que os fenômenos internos ou externos apareçam, são a perfeição primordialmente
pura aparecendo. Há unicamente uma Grande Perfeição para ser desfrutada ou muito
sofrimento quando se acredita no oposto. A sua Consciência (rigpa) é como um espelho
vazio que nunca é alterado, melhorado ou danificado, não importa quais tipos de imagens
ou reflexos tal como percepções, pensamentos, emoções, sensações, doenças, morte ou
identidades aparecem dentro da consciência, como suas aparências primordialmente
puras. Agora, relaxe! É tudo sempre perfeito tal como é. Jackson Peterson
Domingo, 18 de fevereiro de 2018 às 05:39 UTC-03
"A Tábua de Esmeralda" Um antigo texto Egípcio chamado "Tábua de Esmeralda", escrito
por Thoth ou o "Três Grandes Hermes", menciona um importante princípio do nosso
universo: "O que é verdadeiro acima, é verdadeiro abaixo". É a ideia básica de harmônicos.
Neste caso, podemos aplicar esse princípio em sentido inverso para descobrir a natureza
do que está "acima", como a Natureza Absoluta. Vamos começar com a luz comum como
um fóton. Um fóton, se consciente, nunca sentiria que esse tempo estivesse ocorrendo; só
haveria o "agora". Para qualquer fóton consciente existente desde o momento do "Big
Bang", a aparência como entrar em contato conosco agora, para o fóton, nenhum tempo
teria decorrido até agora. Para um observador, o tempo decorrido seria de mais de 14
bilhões de anos. A existência de um fóton em si, está fora de qualquer momento relativo.
Também está fora do espaço porque chega ao mesmo tempo em que parte sem viajar;
novamente a partir de sua própria perspectiva, o que é igualmente válido como o
observador externo. Só pára quando faz "contato" com alguma outra formação energética
não-reflexiva, ele cessa completamente, pois as transferências de energia são totalmente
integradas ao objeto contatado. No Dzogchen é ensinado que a Luz da Consciência pura,
também está fora do tempo e do espaço, e só conhece um "agora" atemporal. Existe num
estado absoluto chamado nirvana. No entanto, quando essa Luz da Consciência faz contato
com qualquer tópico ou forma de pensamento, a energia se transforma numa consciência
secundária que é reflexiva e relacional com seus objetos. Essa é a nossa consciência
samsárica como a mente. Devido à redução súbita em sua energia, parece contraída. A boa
notícia é que este processo é totalmente reversível. O Dzogchen reverte o processo
"apontando" a Luz da Consciência original para aquela consciência mental contraída e
relativa; então a contração se libera e a mente desaparece em sua própria Luz original. Isso
porque a "não-meditação" do Dzogchen de descansar livre de todos os tópicos e fixação, é
a mesma no início, como na fruição. O lampejo inicial da Luz no momento do "apontar" é a
mesma Luz exata como na fruição e entre eles. A Luz da Consciência conhece a si mesma
novamente como se nada tivesse acontecido, sem que o tempo tenha transcorrido e nunca
tendo se movido. O Buda inicialmente apontou exatamente para este princípio afirmando
que quando a Luz da Consciência não "pousa" em qualquer tópico ou forma, encontra o
nirvana. "Há, monges, um não-nascido-não-tornado-não-feito-não-fabricado. Se não
houvesse aquele não-nascido-não-tornado-não-feito-não-fabricado, não haveria o caso de
que a emancipação do nascido-tornado-feito-fabricado pudesse ser discernida. Mas
precisamente porque há um não-nascido-não-tornado-não-feito-não-fabricado, a
emancipação do nascido-tornado-feito-fabricado, é discernida. "- Ud 8: 3 Esta dimensão é
caracterizada por um tipo de consciência que reside fora do alcance da consciência
sensorial envolvida no cossurgimento dependente e no reino dos seis sentidos – um reino
que o Buda chamou de "todo". Assim, é totalmente livre de sofrimento. "A consciência sem
superfície, infinita, radiante por toda parte, não tem sido experimentada através da
terridade da terra... da liquidez do líquido... da fogosidade do fogo... da ventosidade do
vento... da totalidade de todos". - MN 49 A imagem canônica para esse tipo de consciência,
totalmente independente de tópicos pousados, é de um "raio de luz" que não pousa em
nenhum lugar. “Como se houvesse uma casa coberta por um telhado, ou um salão coberto
por um telhado com janelas na face norte, sul ou no leste. Quando o sol nascesse e um raio
entrasse pela janela onde ele pousaria?” “Na parede do lado oeste, senhor.” “E se não
houvesse uma parede do lado oeste, onde pousaria?” “No solo, senhor.” “E se não houvesse
solo, onde pousaria?” “Na água, senhor.” “E se não houvesse água, onde pousaria?” “Não
pousaria, senhor.” “Da mesma forma, quando não existe cobiça, prazer e desejo pelo
alimento-comida ... contato ... volição mental... consciência, então a consciência ali não se
estabelece ou expande. Quando a consciência não se estabelece ou expande, a
mentalidade-materialidade (nome e forma) não é estabelecida. Quando a mentalidade-
materialidade (nome e forma) não é estabelecida, não ocorre o crescimento das formações
volitivas. Quando não ocorre o crescimento das formações volitivas, não ocorre a produção
de um renovado ser/existir no futuro. Quando não ocorre a produção de um renovado
ser/existir no futuro, não há um futuro nascimento, envelhecimento e morte. Assim, eu
lhes digo, não há tristeza, angústia e desespero." – SN XII.64 A qualidade de ser consciente,
é essa Luz original, sempre brilhando como nossa consciência atual que "conhece". Via
Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 20:08 UTC-02
A Mente de Clara Luz (parte 1) Eu gosto muito deste termo "a Mente de Clara Luz ". Ele
descreve nosso estado nativo de consciência quando este está sendo o estado mais
original e natural. A terminologia da Mente de Clara Luz exemplifica sua clareza
transparente ao mesmo tempo em que é imbuída de ser uma consciência cognitiva e
consciente. É uma consciência não-dual e vividamente desperta que está vazia de conteúdo
mental. A ausência de mentalidade como processos de pensamento, é uma característica
distintiva. É mais como uma presença vivida de consciência alerta com uma clareza
penetrante de transparência, como um diamante brilhante e perfeito. (Vajra) É a ausência
completa de todos os pensamentos e devaneios, razão pela qual é referida como sendo um
estado "desperto". O "desperto" é essa Mente de Clara Luz. No entanto, nunca esteve
adormecida, pois simplesmente hospedou as várias histórias de sonhos que surgiram
dentro dela. Mas quando os devaneios, como o pensamento e a conceitualização estão
ocorrendo, ela perde sua clareza transparente e torna-se opaca. A gnose da sabedoria
autoconhecedora chamada "rigpa", está ausente durante a presença de devaneio;
pensamento e conceitualização. É essa ausência de rigpa, ou do reconhecimento
autoconhecedor, que se chama ignorância ou marigpa. A Mente de Clara Luz é sempre o
anfitrião vazio de todas as experiências, mas só é autoconhecida na ausência de seu
engajamento nas formações mentais do pensamento. Verificou-se que o reino da
experiência como o lado objetivo do polo da percepção corresponde exatamente ao
estado cognitivo do lado subjetivo. Em outras palavras, quando a consciência conhece a si
mesma como a Mente de Clara Luz, como uma consciência anfitriã, vazia e transparente, o
campo objetivo também é experienciado como sendo luz, transparente e vazio de
materialidade. Quando a mente subjetiva se considera uma encarnação solida e uma
identidade material, um mundo experiencial de objetos e seres aparecem como
encarnações e entidades sólidas e materiais. É por isso que se afirma que o Buda disse que,
em "sua" (lado subjetivo) liberação e despertar, que todos os seres (lado objetivo) foram
igualmente liberados nesse mesmo instante. Seu "mundo exterior" reflete diretamente e
corresponde à sua clareza interior ou ausência. Parte 2: O Lápis ✏ Digamos que você é um
lápis, mas, erroneamente, "pensa" que é um sapato ?. É um lápis que sonha ser um sapato.
✏? ? Como esse eu fictício que se acredita ser um sapato, você busca professores que
podem lhe ensinar como se tornar um lápis. Eles dizem que primeiro você precisa ser
polido, lavado e ter os seus laços endireitados. Também é dito a você para limpar a sua sola
e a face lateral. Então, finalmente, eles dizem que você está pronto para um tensor de
sapato para endireitá-lo numa postura adequada. Agora você está pronto, como um sapato
devidamente limpo e endireitado, para se imaginar como "se tornar" um lápis ao longo do
tempo. Vamos entender isso: como um sapato (imaginário) devidamente preparado, agora
você deve conceber a si mesmo para se tornar um lápis através de várias outras práticas.
MAS você já é sempre apenas um lápis, que agora acredita que é um sapato que precisa
fazer preparativos, ser polido e se endireitar através de práticas para, eventualmente,
algum dia, finalmente se tornar um lápis? Isso faz algum sentido? Quando o lápis de
repente pára de devanear que é um sapato, neste exato momento ele vê que sempre foi
um lápis desde o inicio, mas apenas sonhava que era um sapato! Da mesma forma você
como já sendo sempre um Buda, está devaneando (pensando, acreditando, imaginando),
que você é realmente um eu individual e encarnado com uma história pessoal de memórias
que provam que você é realmente uma entidade chamada John, Joe ou Mary, que está
tentando se tornar um Buda. Isso faz algum sentido? Quando a gnose da sabedoria de rigpa
surge pela primeira vez junto com a Mente de Clara Luz, tudo isso se torna obviamente
claro, e a grande risada normalmente se segue. Anote isso aqui! ✏ ? E é bom deixar seus
sapatos na porta ... senão a "entrada" não é possível. Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 20:05 UTC-02
Sem Lugares Separados O nirvana e o samsara não serão encontrados em lugares
separados ou em momentos separados: a natureza vazia do samsara é em si o nirvana. Não
ver a natureza vazia do nirvana é em si o samsara. A consciência pura e a mente aflita não
serão encontradas em lugares separados ou em momentos separados. A natureza vazia da
mente aflita é em si a Consciência Pura. Não ver a natureza vazia da Consciência Pura é a
mente aflita. O ego-eu e o não-eu não serão encontrados em lugares separados ou em
momentos separados. A natureza vazia do ego-eu é realmente o não-eu. Apegar-se à
natureza vazia do não-eu é, de fato, a presença do ego-eu. A não-existência imaginada de
um, é a existência imaginada do outro. A sabedoria e a ignorância não serão encontradas
em lugares separados ou em momentos separados. Ver a natureza vazia da ignorância é,
por si só, a sabedoria. Não ver a natureza vazia da sabedoria é, de fato, a ignorância não
vista. Os obstáculos e a liberação não serão encontrados em locais separados ou em
momentos separados. A natureza vazia dos obstáculos é a sua própria liberação. Não ver a
natureza vazia da liberdade e da liberação é estarmos atados e obstruídos por nossa
própria liberdade e acorrentados sem liberação. Não encontraremos a paz e a turbulência
em lugares separados nem em momentos separados. A natureza vazia da turbulência é em
si a nossa paz tanto buscada. Não ver a natureza vazia de nossa paz, transformamos a paz
em turbulência, como a rebentação das ondas que nunca parecem cessar. Não vendo a
vaziez de nossa condição atual, procuramos uma realização próxima ou distante. A
realização é a vaziez sempre presente de nossa condição atual, no entanto, ela pode
aparecer. A consciência só pode ser encontrada como a vaziez luminosa e conhecedora que
é exatamente o que sempre somos. Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 20:03 UTC-02
Abrindo a Cortina; Revelando o Magico Dentro O samsara é uma sobreposição criativa
sobre o nirvana autorradiante. A experiência dos cinco sentidos é o que o nirvana é. Não há
um "eu" ou "coisas" separadas rotuladas dentro da experiência dos cinco sentidos. Os cinco
sentidos não pensam, não rotulam e não criam um eu como um experimentador. Dentro do
coração dos cinco sentidos está uma consciência pura e intrínseca que não tem "eu" e não
possui rótulos intrínsecos para aparências nem vê "coisas" separadas. Não possui
construções conceituais intrínsecas. Esta é a cena básica primordialmente presente. A
partir desta consciência pura primordial, uma energia cognitiva secundária surge como uma
formação temporária de nuvens no céu vazio da consciência pura. É o fenômeno mais
próximo da própria consciência pura, pois é como um reflexo tridimensional aparecendo
em um espelho cristalino. Essa consciência semelhante a um reflexo é chamada de mente
(sem). Essa mente pode reconhecer sua própria natureza vazia como sendo uma projeção
temporária da própria consciência pura ou não. Mas para a mente parece ter essa "escolha
de reconhecimento" ou não. Isso, por si só, dá uma sensação de autonomia pessoal
separada e independente de sua base-fonte de consciência pura (rigpa). A maioria das
tradições e professores aceitam essa auto-autonomia ilusória e nos encorajam através
dessa autonomia a aplicar-se com grande diligência para refinar e transformar nossa
condição, de modo que ela se autolibere no nirvana, na bem-aventurança ou unidade. O
erro primário nesse paradigma é não perceber que todas as características do eu,
pensamentos e "senso de autonomia" são decorrentes da própria consciência pura (rigpa),
e não da mente como seu criador. A mente e o seu "eu" são como fantoches dotados ou
infundidos "com a ideia de ser auto-existente e autônomo". No Dzogchen TODOS os
fenômenos são a exibição enérgica da "consciência pura" (rigpa). O eu-mente samsárico ou
cármico é um eunuco impotente, intrinsecamente assim. É por isso que se diz que o "mim"
ou o eu-mente como ele próprio, nunca agiu, decidiu ou escolheu qualquer coisa como um
agente auto-existente e autônomo. As atividades de uma marionete são sempre apenas
aquelas do marionetista ou a "consciência pura" (rigpa). A exibição primordial da
consciência pura (rigpa) é a dimensão dos cinco sentidos, conhecida como as "cinco luzes de
sabedoria". Ocorre antes da mente, antes do eu, e está sempre se apresentando em uma
gama infinita de exibições de sabedoria através e como os cinco sentidos. A consciência
pura (rigpa) é a sua pré-mente intrínseca, pré-eu, a "cognoscência", que está sempre
presente. A consciência secundária é uma derivação criativa que aparece como a mente e o
eu egoico. Ela é em si mesma uma das cinco luzes de sabedoria primordiais em um estado
contraído. É contraída em torno da noção conceitual do "mim" como um eu. Neste
momento de auto-contração, essa luz-sabedoria se torna a mente (sem). É esse eu-mente
(sem can, yid lus) que aparentemente observa as luzes de sabedoria primordias e originais
dos cinco sentidos e que aparentemente conceitualiza seu "significado" imaginário
aparentemente rotulando e designando características fictícias sobre elas. No entanto,
toda a operação mental, como acabamos de descrever, é apenas a ação criativa da própria
consciência primordial (rigpa). Mesmo a "realização" ou o "reconhecimento" da verdadeira
natureza da realidade "pela mente", é totalmente coreografado pela consciência pura
(rigpa) sozinha. Cada passo na dança do buscador é a consciência pura (rigpa) usando os
sapatos de dança da mente e direcionando cada passo para o samsara ou nirvana. A
consciência pura (rigpa) é a única fonte e a única dançarina. Ao ler isso várias vezes, a
consciência pura (rigpa) está direcionando "sua mente" para se dissolver na sabedoria
primordial dos cinco sentidos, revertendo assim a mente e o eu egoico de volta à
consciência pura a partir da qual ele está surgindo ativamente e criativamente. É assim que
a Consciência Pura do Dzogchen (rigpa) se apresenta a si mesma. Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:58 UTC-02
Nirvana Estável O Nirvana está fora do espaço, do tempo, da mudança e do
condicionamento. Ele nunca oscila. É o seu único lugar de residência. Você nunca se moveu
do Nirvana. Nirvana é o espaço cognitivo impessoal e vazio onde surgem e se dissolvem as
histórias aparentemente pessoais e paisagens holográficas com habitantes. Imagine que
você está deitado de costas na cama durante a noite. Você fecha seus olhos e sonha
imediatamente que você tem um corpo de sonho semelhante ao seu corpo "físico". Com
esse corpo você viaja para várias terras e interage com muitas pessoas. Coisas horríveis
aconteceram com você e você fez coisas horríveis para os outros. Então, de repente, seus
olhos se abrem e você percebe que você ainda está deitado em sua cama; você nunca se
moveu. Nada de horrível aconteceu com você nem você fez coisas horríveis para ninguém.
Nada nunca realmente aconteceu. Suas memórias sobre os eventos sonhados não os
tornam reais. Da mesma forma, você está no Nirvana agora. Você nunca se moveu para o
samsara, nem mesmo para uma breve visita. Você não tem nenhum corpo, nenhum eu
pessoal ou forma e nunca teve. Você nunca foi prejudicado nem prejudicou. Você nunca
apareceu em um mundo físico. Ninguém nunca apareceu em nenhum mundo. Apenas
sente-se imóvel com os olhos fechados e observe seus pensamentos à medida que eles
vêm e vão juntamento com o pensamento central de que "você é uma entidade que
observa seus pensamentos indo e vindo". Esse pensamento central de "você" sendo uma
testemunha dos pensamentos que passam, também é apenas um pensamento vazio com
ninguém lá como testemunha real. Isto é como a testemunha que você parece ser em
sonho à noite, que está observando a paisagem do sonho. Existe realmente alguém
olhando para a paisagem do sonho ou aquele que olha é apenas uma construção mental
imaginária como a paisagem? Abra seus olhos. Será que aquele que olha o que está vendo,
também seja apenas uma projeção imaginária da mente olhando uma paisagem projetada
mentalmente? Participar deste exercício com frequência e e de forma demorada, revelará
que ninguém está realmente presente como um "eu" pessoal, exceto pela projeção mental
que afirma o contrário. TODOS OS PENSAMENTOS são apenas os blocos de construção da
mente sonhadora. Quando todo pensamento cessa, apenas a "Consciência Desperta"
permanece. O Buda tendo visto isso, reconheceu que sua verdadeira condição era sempre o
Nirvana. O Único Olho da Sabedoria abriu revelando que ninguém nunca existiu, então
quem poderia deixar o Nirvana? E que, se ninguém existe, quem poderia retornar ao
Nirvana através de "prática e iluminação"? Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:56 UTC-02
Pré-Construção Parte 2: O Buda descobriu a verdadeira natureza da consciência. Ele então
conseguiu descrever o que aconteceu em seguida em grande detalhe. A tradição do
Dzogchen afirma, em relação ao início antes do tempo: "O imóvel se moveu ligeiramente, o
não-estremecimento estremeceu ligeiramente. Embora não haja movimento na Base (zhi),
o movimento vem da versatilidade (tsal) de rigpa. Este tsal é chamado de Mente (yid) ".
[g.yo mi g.yo bag tsam g.yo / 'gyu mi' gyu bag tsam 'gyu / gzhi la g.yo' gul med mod kyang /
rig pa'i rtsal la (s) g.yo 'gul byung / 'gyu ba de la yid ces zer /] "É também o tsal da energia-
compaixão (thugje) espontânea (lhundrub). Assim como o vento da respiração de um
pequeno pássaro. Ou o movimento do galo não nascido. Ou a centésima parte de um
cabelo da cauda de um cavalo dividido em cem, tal é o estremecimento que une rigpa à
mente. Isso é chamado de "ignorância inata" (marigpa) [de yang lhun grub thugs rje'i rtsal /
dpa 'bo gser gyi blangs pa'am / bye'u rlung gi kha rlangs sam / bya pho skyed med' gul ba
'am / rta rnga rgya (brgya) bshags cha tsam gcig / rig pa nyid kyang yid du 'gyus / lhan cig
skyes pa'i ma rig zer /).] Citações acima de "Ta Ba Klong Yang", de "A Grande Perfeição" de
Samtan Karmey Via J.P
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:55 UTC-02
As Cinco Luzes no Dzogchen e o Dharmadhatu Na cosmogonia do Dzogchen, nossa
experiência começa com as Cinco Luzes Primordiais. Uma Consciência Primordial
(Dharmadhatu) coexiste ela mesma cintilando COMO as Cinco Luzes. Como uma
"descentralização" de uma das Cinco Luzes, surge uma consciência localizada como a
mente (sem) que funciona como pensamento. Ela observa as Luzes e as vê como
"observadas" e separadas e a si própria como um "observador" separado. Em seguida, cria
duas histórias de pensamento; uma sobre o "observador" e a outra sobre o "observado".
Todas essas histórias são pura ficção conceitualizada. Ver a natureza fictícia e vazia de
ambas as histórias chama-se realizar a "vaziez dupla". Não perceber a "vaziez dupla" resulta
na geração da mente de delusão profunda, conhecida como samsara. As cinco Luzes puras
são o que está sendo experimentado como as cinco percepções dos sentidos como o
envolvimento sensorial atual e ordinário. Tudo o que você pode experienciar
perceptivamente em qualquer momento, SÃO as Cinco Luzes. As Cinco Luzes como-são;
como o mundo percebido, quando livre de descrições conceitualizadas do pensamento,
livre de um eu conceitualizado como um observador, são o nirvana. O samsara é o que a
mente "pensa" sobre as Cinco Luzes como as cinco percepções sensoriais e como
observadas por um eu percebedor imaginado. O samsara e o eu são apenas pensamentos
vazios e fictícios. É por isso que, no Dzogchen Trekchod, tudo é deixado como-é, mas sem
as construções e descrições do pensamento. Porque TODAS as aparências já são as Cinco
Luzes Primordiais perfeitas, não é necessário nenhuma reparo ou correção. A sua
encarnação "física" são as Cinco Luzes aparecendo como os cinco elementos (tsal). A sua
consciência é uma das Cinco Luzes, aparecendo como a consciência do elemento de
consciência do "espaço" (shes pa) cuja natureza essencial é o Dharmadhatu. A realização do
"sempre presente" e "sempre puro" Dharmadhatu é a especialidade única do ensinamento
do Dzogchen. Karl Brunnholzl escreveu no prefácio de sua tradução de Nagarjuna "Em
Louvor ao Dharmadhatu": "Ao longo dos textos aqui apresentados, o dharmadhātu não é
entendido como uma mera vacuidade ou natureza abstrata de todos os fenômenos, mas
como o verdadeiro estado de nossa mente, a sabedoria luminosa e não-conceitual, ou o
momento presente da consciência fundamental da mente e da vasta abertura sendo
inseparáveis. Assim, embora seja claro que o Dharmadhātustava de Nāgārjuna concorda
plenamente com suas obras clássicas da Madhyamaka, a ênfase aqui não é tanto sobre
considerações ou raciocínios filosóficos para estabelecer a vacuidade ou a liberdade dos
pontos de referência, mas sobre a experiência real do estado desperto vivido do
dharmadhātu livre de qualquer coisa para se agarrar ou localizar." Para entender
completamente para o que o Dzogchen está "apontando", eu recomendo ler este livro, cuja
tradução e comentário foram guiados e aprovados pelo Mestre do Dzogchen, Ponlop
Rinpoche. https://selfdefinition.org/…/Nagarjuna-In-Praise-of-Dharmad…
https://selfdefinition.org/tibetan/Nagarjuna-In-Praise-of-Dharmadhatu.pdf --Jackson
Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:52 UTC-02
Notas de Prática: Os Três Aspectos da Mente e Como Ocorre a Realização Mencionei isso
muitas vezes por vários anos, à noite e de manhã especialmente; com os olhos fechados,
deitado de costas, vou focar a atenção ligeiramente para cima e para a frente como se
estivesse olhando para o espaço do "terceiro olho" (olhando DE um lugar atrás dos olhos,
mas de volta um pouco mais em direção ao centro do crânio). Eu apenas "olho" sem
qualquer visualização e sem expectativas. 1. No início, o espaço cognitivo parece denso
como se as nuvens da mente cármica pensante estivessem preenchendo o espaço. Os
pensamentos também estão aparecendo e desaparecendo ativamente, e não há nenhuma
sensação visual do espaço escuro, vazio e claro. O campo visual é como dirigir em um
nevoeiro denso à noite, onde seu campo de visão termina em o seu para-brisa. Eu chamo
essa primeira etapa: a mente cármica. 2. Simplesmente continuo fazendo nada mais do que
olhar para esse espaço da mente embotado e denso, mas concentrado, olhando
ligeiramente para cima para o espaço próximo ao terceiro olho. Sem se envolver em
pensamentos ou imaginação, depois de alguns minutos de apenas "olhar" esse espaço da
mente, o espaço interno começa a clarear. É como se a neblina à frente do seu carro
estivesse limpando e você pode começar a ver à distância. Não vejo nada a principio além
do espaço que está se tornando claro com uma sensação de profundidade, como olhar para
o espaço vazio do céu em uma noite clara e muito escura. Você não repara as estrelas no
céu, mas apenas o sentido profundo das profundezas infinita do espaço vazio do universo.
3. Continuando apenas a olhar para a frente e ligeiramente para cima deste espaço interior
vazio, ele se torna completamente vazio da mente cármica nublada; o nevoeiro se dissipou.
A visão interna à frente é uma sensação de grande profundidade, sem fim à vista, como um
espaço escuro cristalino e infinito. O estado da mente é igualmente claro, sem traços de
pensamento, imagens ou senso de eu. 4. Continuando livre de agarramento e julgamento,
essa clareza interior vazia começa a revelar "introvisões" sobre a verdadeira natureza desse
estado cognitivo cristalino. De início surge algo como "ah sim, esta é a minha natureza real"
como um flash espontâneo de introvisão. Eu chamo esse "reconhecimento" de um
momento de sabedoria da gnose, ou introvisão de rigpa. 5. Além disso, uma sensação de
transparência totalmente cristalina se desenvolve, na qual toda a materialidade e a
localização desaparecem, como se você fosse agora a consciência vazia que a tudo permeia
em que o universo e todas as percepções aparecem. Aqui, a introvisão de sabedoria sempre
acompanha essa clareza transcendental como uma certeza de que "você" nunca se moveu,
nunca mudou, e que se você abrir os olhos neste momento, o mundo visual e o mundo
auditivo, ambos são experienciados como não-duais com a consciência. Aqui, a experiência
não-dual de "a forma é a consciência vazia e a consciência vazia é a forma" é
completamente óbvia e conhecida. Isso geralmente acontece quando eu me levanto da
cama pela manhã com a consciência clara de "estar no mundo, mas não pertencer a ele". É
um estado de Sabedoria cristalino, transcendental e não-dual; o estado de sabedoria
intrínseca da própria rigpa. É geralmente enquanto estou nessa clareza que escrevo e
posto meus textos usuais da manhã. Eles simplesmente fluem espontaneamente dessa
clareza como se eu estivesse canalizando de algum poder interno superior. Então, para
resumir; o primeiro estado é um estado da mente cármica e localizada. Isso evolui para um
estado localizado de consciência cristalina que não possui auto-identidade pessoal nem
mente cármica. Finalmente, surge um estado não-localizado e transcendental da "Base do
Ser", que é conhecido como estando fora do espaço e do tempo, enquanto o espaço e o
tempo estão aparecendo nele. Esta progressão da consciência da mente cármica para sua
transformação última em seu estado mais fundamental, essencial e transcendental,
Dharmakaya Rigpa, parece ocorrer SEMPRE se as instruções que eu compartilhei sejam
seguidas exatamente como eu descrevi; sem se envolver em nenhum outro fenômeno
visual ou mental. Pode levar até uma hora para que isso evolua conforme descrito, então a
persistência é necessária. Essa persistência trabalhosa simplesmente se dissolverá por si
só, uma vez que o processo atente o seu próprio momentum. É como dar um leve
empurrão para fazer com que uma grande rocha comece a rolar por uma encosta. Quando
o estado da mente cármica e densa ocorrer novamente depois, ele terá sido modificado
permanentemente, e nunca se solidificará completamente em uma identidade egoica
"sofredora" novamente. Um interruptor de Luz interno foi virado para a posição "ligado".
Sua vida, então, é gradualmente transformada em conformidade com a sua visão última da
realidade, confortavelmente e com segurança ao longo do tempo, enquanto um crescente
e mais amplo círculo de iluminação ilumina seu mundo sem esforço. À medida que este
processo se aprofunda ao longo do tempo, ocorrerão vários momentos de percepção
extrassensorial. Isto pode ser como telepatia, clarividência e sincronicidades inexplicáveis.
A prática de togal aumentará ainda mais os resultados. Você pode realmente aplicar a
metodologia descrita acima brevemente enquanto está sentado em um parque, andando
em um trem, ônibus ou carro (não enquanto dirige) e em sessões de sentar mais longas. Se
verificará que "virar o interruptor" se tornará cada vez mais fácil ao longo do tempo,
eventualmente, levando apenas alguns segundos. Para os meus fins de pesquisa, por favor,
coloque esses exercícios em prática e relate seus resultados, dificuldades e introvisões
sobre esse tópico. Espero que este seja o início de uma metodologia padronizada, rápida e
completamente genérica em benefício do maior número. Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:49 UTC-02
Desconstrução À noite, num sonho, as árvores, o nosso corpo e as pessoas que vemos, são
formações de "material dos sonhos". A árvore não é de madeira, seu corpo não é de carne,
outras pessoas também não são de carne. A auto-identidade concebida como sendo quem
somos, é apenas uma conjunto de pensamentos de sonhos subconscientes. Sabemos pela
neurociência que os olhos não estão vendo o que está lá fora, o cérebro/mente cria uma
experiência visionária do que se acredita está "lá fora". Quando você olha para uma árvore
durante o dia, você também não está vendo madeira; você está vendo a mesma coisa que
você vê ao olhar para uma árvore num sonho. Olhando para o seu corpo, você não está
vendo pele e carne, você está vendo exatamente a mesma coisa que você vê num sonho
durante a noite enquanto olha para o seu corpo de sonho. A substância das pessoas que
você está vendo na rua, é também a mesma substância em que as pessoas nos seus sonhos
são feitas. Isso porque todos os fenômenos só aparecem dentro de nossa mente. A
identidade como a sua auto-identidade é definida e também é apenas um conjunto fictício
de pensamentos de sonhos. O eu subconsciente que é projetado num sonho durante a
noite, é fabricado pelos mesmos processos subconscientes que criam sua identidade
durante o dia; em outras palavras, seu "eu" e a sua personalidade são ficções totais da
mente subconsciente, assim como seu "eu" num sonho durante a noite. Toda a sua vida é
um filme gerado subconscientemente ocorrendo dentro de seu crânio, no qual você
mesmo como o observador do filme faz parte da projeção do filme subconsciente. O "eu"
do euísmo é um processo subconsciente. A mente consciente não tem acesso direto
porque o "eu consciente" é ele próprio o euísmo subconsciente. É por isso que é impossível
encontrar um eu real, um fazedor ou um escolhedor, durante uma introspecção
contemplativa. Tudo o que é encontrado são pensamentos "sobre" um eu, mas nenhum eu
pode ser encontrado. Mesmo aquele eu que descobriu a não-encontrabilidade de um eu, é
em si, não-encontrável. Isso porque ele também é apenas um processo de pensamento
subconsciente que nunca pode ser um eu. Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:46 UTC-02
Para os necessitados, posso oferecer sessões de Skype empregando o método descrito
abaixo. Utilizei esta metodologia durante anos tantos em retiros grupais quanto em
sessões privadas, com grande sucesso. Princípios do Dzogchen utilizados como uma
Psicoterapia O primeiro objetivo é que o cliente reconheça a diferença entre o conteúdo de
um estado cognitivo ou emocional daquilo que está testemunhando ou conhecendo o
estado cognitivo. Por exemplo: há um "sentimento" de tristeza e há também "aquele" que
observa esse sentimento. Isso se aplica a qualquer pensamento, emoção, sentimento,
sensação ou percepção. Isso deve ser discutido e reconhecido como entendido
teoricamente. Um exercício prático: peça para o cliente, com os olhos fechados, visualizar
ou se lembrar de uma imagem de um cachorro. Quando eles disserem que podem vê-lo,
então, peça que tragam a atenção do cachorro de volta para o observador do cachorro, sua
própria consciência conhecedora. Faça isso assim até que a experiência da "imagem do
cachorro" seja claramente diferenciada do "observador" do cachorro. Em seguida, faça isso
novamente, mas desta vez, peça a eles que notem o que acontece com a imagem do
cachorro quando a atenção é revertida para o observador do cachorro. Idealmente, eles
dirão que a imagem do cachorro se desvaneceu ou desapareceu completamente. Faça isso
mais algumas vezes enquanto faz isso entenda que, para onde eles direcionam sua atenção,
determina o que se tornará mais intensificado na experiência. Então, faça-os entender que,
ao dirigir a atenção de volta à fonte da atenção, o observador, a imagem, o pensamento, o
sentimento ou a emoção se dissolverão. Tudo isso precisa ser trabalhado até que seja
absolutamente claro que o cliente entenda os princípios envolvidos: 1. Onde você coloca a
sua atenção, determina o que se desenvolve e permanece fixo na mente. 2. Quando você
traz a atenção totalmente de volta à sua origem como o observador, a imagem fixa, o
pensamento, o sentimento ou a emoção serão liberados e dissolvidos. Em seguida, insira
várias emoções e crenças fixas no lugar da parte "cachorro" do primeiro exercício. A. Com
os olhos fechados, sinta ou tenha uma sensação de "tristeza". Conseguiu? Basta notar as
características disso. B. Agora traga sua atenção do sentimento de tristeza para sua
consciência observadora. C. Repita A. e B. várias vezes. D. Agora, peça a eles que descrevam
o que acontece com o sentimento de "tristeza", à medida que eles trazem a atenção
totalmente de volta à consciência observadora. (Nota: este método é totalmente eficaz
quando se é capaz de trazer a atenção totalmente de volta à consciência observadora.) A
imagem, o pensamento, a emoção ou o sentimento são em si apenas uma projeção criativa
e enérgica da própria consciência observadora. Treine-os para realizar isso através da
prática atual usando todos os seus vários tópicos como imagens, pensamentos, emoções e
sentimentos, isso deve resolver a maioria, senão todas as suas questões psicológicas e
emocionais. Demonstração de vídeo; comece a assistir nos 40 min. 50 seg:
https://youtu.be/yxv2Yo_ISp4 Via Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:44 UTC-02
Corte final! O que é a "Introdução Direta" no Dzogchen? É o apontamento de que você já é
um Buda totalmente empoderado e que seu mundo da experiência atual é a sua projeção
como sua Mandala Búdica, onde todos os seres "comuns" já são realmente Budas
manifestando suas próprias Mandalas Búdicas. Não há nada para fazer ou praticar porque
esse fato já é o que está acontecendo. Ha! Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:42 UTC-02
De outro tópico; É um tipo de relaxamento da tensão, uma liberação da contração: expire,
com um longo "aaaahhhhhhh" enquanto relaxa, caia em um espaço claro e vazio da mente...
J.P
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:40 UTC-02
O Que é a Experiência? A experiência é sempre um momento não-dual de consciência
texturizada; as texturas podem ser cores, sons, sabores, odores, sensações, conteúdo de
pensamento, emoções, sentimentos, senso de identidade, imagens, sabedorias, vaziez e
consciência. Eu digo não-dual porque cada momento de consciência texturizada é
conhecido por si mesmo. Não há uma consciência separada que está observando
experiências. As experiências são a Consciência aparecendo como cada momento da
experiência, no entanto, texturizados. Mesmo sentimentos ou pensamentos que parecem
incorpora uma dualidade fictícia, são eles mesmos não-duais como sendo a própria
consciência que os conhece. No Dzogchen, diríamos que cada momento da experiência é
Samantabhadra aparecendo COMO esse momento da experiência, contudo, é o que se
verifica. Sendo assim, cada momento de experiência texturizada é o corpo de
Samantabhadra e aquilo que é o elemento conhecedor como cada experiência conhecida, é
a Mente de Samantabhadra. Isso significa que TODAS as experiências são Samantabhadra
experienciando e conhecendo a si mesmo. Pois então, quem é você? Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:39 UTC-02
Teoria e prática do Thogal Estou escrevendo isso como um guia de instruções de "início
rápido" que permitirá que qualquer um comece a praticar thogal de forma eficaz e segura.
Thogal significa "sobre o crânio", "sobre a crista". Na verdade, significa chegar
instantaneamente sem saltar para chegar lá, como um salto quântico. A prática de Thogal
torna muito fácil experimentar, conhecer e diferenciar rigpa de todos os outros estados
mentais, na sua forma mais pura. Rigpa é nossa Mente de Buda primordial que é
intrinsecamente e permanentemente perfeita. Uma vez que é permanente, está sempre
presente. Mas não é nossa experiência, em vez disso a nossa experiência é outro estado de
mente mais grosseiro como conteúdo, que está aparecendo dentro do espaço da
consciência imutável de rigpa. Ao praticar Thogal, o próprio rigpa se torna sua própria auto-
experiência. O que é experimentado é a sua própria transparência penetrante, claridade
lúcida, sabedorias e ausência de uma identidade dum "eu" egoico, bem como a ausência do
sentido de um universo "externo". Eventualmente, o corpo físico se dissolverá em Luz pura,
pois a prática chega a uma perfeita fruição. Thogal enfoca o aparelho visual. Isso significa
que usamos nossos olhos como nosso caminho. Tradicionalmente, usamos o sol olhando
para o sol no início da manhã e no final da tarde. Não se olha diretamente para o sol, mas
logo embaixo ou para o lado, e com óculos de sol. Eu acho que usar um olho de cada vez
funciona melhor. Olhar com os olhos meios fechados de modo que a bola do sol não seja
mais visível, mas apenas um padrão de difração de raios coloridos e uma tapeçaria de
círculos de fundo como se fosse similar a olhar para a pena de um pavão. Dentro desse
padrão de difração, você pode ver pequenas esferas redondas que podem ter pequenos
anéis circulares dentro delas também. No começo, eles podem parecer assim, mas
completamente circulares: @ As imagens de exemplo são postadas abaixo. Eles ficam
maiores ao longo do tempo com uma prática consistente. Eles são chamados de "thigles"
em tibetano. (Pronunciada: teeglay) Alguém então começa a se concentrar em uma
pequena esfera ao não mover os olhos. Você apenas olha fixamente para ela. Então faça
isso por várias sessões. Eu recomendo uma maneira mais segura e fácil de fazer thogal: Use
o seu iPhone ou telefone similar com apenas a tela preta. Mantenha-o em direção a sua
cintura e incline-o para que você possa olhar para baixo e ver o reflexo do sol. Mantenha
seus olhos meio fechados até a bola desaparecer na refração da luz e continue como
descrito acima. Isso permite praticar ao longo do dia, mesmo ao meio dia. Mas certifique-se
de usar óculos de sol. Entre a absorção de UV no vidro preto do telefone e seus óculos de
sol, nenhum raio UV prejudicial deve entrar nos seus olhos. São apenas os raios UV que
danificam os olhos. Eu recomendo sessões de 20 minutos. 10 minutos com cada olho.
Comece com uma sessão por dia e adicione uma sessão mais tarde no dia, se desejar. Mas
pratique todos os dias. Os efeitos vão durar e são crescentes. Se o sol não estiver
disponível, você pode virar o telefone e usar o recurso da lanterna elétrica como se olhasse
o sol, mas nenhum óculos de sol é necessário. Você também pode usar uma lâmpada
comum. Há posturas específicas recomendadas durante a prática do thogal, mas não as
achei necessárias e Namkhai Norbu afirmou que, uma vez que a prática está funcionando,
as posturas não são mais necessárias. Eu ensinei a dezenas de pessoas essa abordagem em
meus retiros e funciona para todos, sem exceção. Uma vez que você se familiarizar um
pouco com a paisagem interior e poder se concentrar facilmente nessas esferas de Thigle,
então, enquanto olha para as esferas, pergunte a si mesmo "quem ou o que está olhando?".
"Onde está exatamente o observador?" Há um "alguém" que olha ou há apenas uma
percepção vazia? ". Também, de tempos em tempos, observe o espaço vazio entre o thigle
e o lugar de onde você está observando. Observe que espaço completamente claro e
transparente. Sinta esse espaço atrás de você e ao seu redor e através de você. De tempos
em tempos observe também seu estado de clareza vazia interna, transparente e
vividamente desperto. Preste menos atenção à condição dos thigles do que à sua
consciência vazia que está olhando. Depois de terminar, observe atentamente as várias
texturas e superfícies próximas e observe a nitidez dos detalhes. Às vezes, você pode sentir
as texturas só de olhar. A visão se tornará incrivelmente clara, juntamente com uma
sensação de transparência e ausência completa de um eu. É essa transparência (zangtal) e
ausência dum eu que transforma a mente completamente em sua própria vaziez vívida.
Não há nada para pensar ou exercitar. A prática faz tudo automaticamente. Há muitos mais
aspectos para tudo isso. Para saber mais e para obter suporte adicional, junte-se ao nosso
grupo thogal aqui no FB, Dzogchen Thogal. Estou publicando isso no grupo geral do
Dzogchen para encorajar os interessados a praticar. Atualmente, há muitas informações
erradas sobre o thogal e eu gostaria de manter esta tecnologia disponível em um formato
fácil e viável que possa trazer benefícios infinitos a qualquer praticante competente que
queira aprender. Agora, há vários livros autorizados de linhagem no mercado público
aberto que explicam o Thogal com detalhes completos. Agora, a linhagem tradicional dos
Lamas permitiu que esses ensinamentos do thogal fossem propagados amplamente para o
benefício de todos também por medo de que esses preciosos ensinamentos possam
desaparecer eventualmente. Recebi reservadamente as instruções de transmissão e
treinamento do thogal, em 1985, através do texto Yeshe Lama apresentado por um Lama
Nyingma, que foi ensinado por Dudjum Rinpoche. Mais tarde, recebi a transmissão
detalhada do Bon, do texto de Shardze Rinpoche "Gotas do Coração do Dharmakaya" e
instruções de trekchod e thogal pessoalmente do Bon Menri Lopon. Shardza Rinpoche
atingiu o "corpo de luz de arco-íris" na década de 1930. Nenhum dos meus professores
pediu-me para manter esses ensinamentos secretos, nem eu prometi qualquer samaya em
relação a não compartilhar nenhum dos ensinamentos do Dzogchen com outros.
Compartilhe seus sucessos e introvisões no nosso grupo thogal, bem como os seus
problemas e dificuldades na prática. Eu recomendo ler meu livro e ganhar familiaridade
com todas as práticas no apêndice antes de começar a prática de thogal: "A Felicidade
Natural do Ser", assim como participar de um dos meus retiros thogal. Que todos os seres
possam se beneficiar! Emaho! Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:36 UTC-02
Não é correto olhar diretamente para o sol enquanto fazemos Thogal. Você olha para o
lado enquanto semicerra os olhos firmemente; de modo que não seja possível ver a bola do
sol (e usando óculos escuros com proteção UV). Faça thogal na primeira hora do nascer e
da última hora do pôr-do-sol. Via Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:35 UTC-02
A Tecnologia do Dzogchen A maioria dos outros ensinamentos é sobre o
buscador/estudante tentando se tornar livre do sofrimento e tornar-se iluminado. Os
professores reconhecem a validade de ambos os objetivos e incentivam seu sucesso,
oferecendo práticas, rituais e dogmas sobre as doutrinas da tradição. O problema com este
tipo de pensamento é que o buscador/estudante é a própria mente egóica e esse tipo de
ensinamentos tentam liberar esse eu egoico de sua ignorância para que ele possa tornar-se
progressivamente mais iluminado e livre de seu sofrimento. O Dzogchen difere ao ver que
a própria natureza ou a consciência cognitiva atual é um estado de "ser" imutável como o
espaço. Nenhuma prática ou introvisão pode fazer com que seja o que já é. É a consciência
secundária ou egoica que se esforça para "tornar-se" algo diferente do que é. O que é o
buscador/estudante que se esforça? É um fluxo dinâmico de pensamentos e imagens, assim
como a identidade que você parece ser em um sonho durante a noite. É esse fluxo de
pensamentos egoicos que aparecem no espelho imutável do "ser consciente". Você é
apenas o estado imutável do "ser consciente", o espaço vazio no qual o eu egoico como o
buscador/estudante está aparecendo. Portanto, o Dzogchen diz simplesmente "seja" o que
você sempre é. Não requer nenhuma prática ou estudo para "ser" o que você é. Então, o
que você é? Vamos começar por esclarecer o que você "não é". O "ser" consciente não é o
corpo físico. Não é o corpo sutil. Não é a mente. Não é uma auto-identidade pessoal. Não
são todos os pensamentos e descrições que compõem sua autoimagem mental. Não é uma
alma imortal. Não é uma deidade imaginada. Não é algo que reencarna. Como o espaço
infinito que também é tudo, poderia reencarnar? É o espaço vazio consciente que
simplesmente "é", no qual todos os itens acima aparecem junto com todos os outros
fenômenos de todos os tipos. Todas as aparências e pensamentos são como hologramas
vazios dos potenciais energéticos do "ser". No Dzogchen inicialmente diferenciamos o
"ser" consciente imutável dos esforços da mente egoica para "tornar-se" diferente do que
é. Portanto, qualquer impulso ou intenção de fazer alguma prática ou obter alguma
introvisão iluminada ou alcançar, estabilizar ou recuperar algum estado preferido, ou para
escapar do sofrimento, é imediatamente reconhecido como sendo apenas a apreensão
egoica. Esse "reconhecimento" ou diferenciação é, em si, a capacidade de sabedoria
intrínseca de "ser" consciente funcionando. Olhe ao redor do lugar ou do espaço que você
está agora. Você está "consciente" do que está vendo? O que está consciente e sabe que
você está consciente do que está vendo, é o imutável "ser" consciente. O que o "ser"
consciente faz? "Ser" consciente. Não é necessário prática ou ensinamentos para "ser" ou
estar consciente. "Neste caso, o que faz todo o sentido na abordagem do Ati (Dzogchen) é
a realização superior pela qual experimenta-se diretamente o estado desobstruído em sua
nudez, sem depender de absolutamente nada. Uma vez que não se experimenta a
separação da essência da Consciência (rigpa), mesmo por um instante, dizer que ela é
realizada ou percebida é simplesmente usar uma expressão convencional. A Consciência
(rigpa) permanece como o aspecto que está consciente em todas e quaisquer
circunstâncias, e assim ocorre naturalmente, sem transição ou mudança." Longchenpa Via
Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:31 UTC-02
É Muito Simples! Quando abrimos os olhos, o ver apenas acontece; não precisamos fazer
nada para ajudar o ver a acontecer ou a continuar. O ouvir sons acontece sem que
precisemos fazer nada. Da mesma forma, não precisamos fazer nada para sermos
conscientes. Sabemos que as experiências estão ocorrendo. Note qualquer experiência nos
próximos minutos. Você teve que fazer alguma coisa para ser consciente do que quer que
estava consciente? Não me refiro ao foco em um "aspecto" de uma experiência, mas
simplesmente saber que as percepções estão ocorrendo. Esse "conhecer" é a consciência, é
rigpa. Você não precisa fazer nada para estar consciente das experiências. Você não precisa
fazer nada para estar consciente de sentir emoções. Você não precisa fazer nada para estar
consciente de sentir-se deprimido ou confuso. Você não precisa fazer nada para estar
consciente de sentir-se feliz. É essa consciência que nunca muda, nunca oscila, nunca
precisa ser reparada nem mantida. É como um espelho vazio e consciente. É a própria
liberdade, como um vasto céu aberto. Por outro lado, essa dinâmica de apreensão que está
tentando criar ou buscar uma consciência especial, manter uma consciência especial ou
tentar recuperar uma consciência ou estado especial, é ela mesma o eu egoico que atua
pelo seu próprio benefício egoísta. Qualquer leve esforço para meditar, contemplar ou
fazer práticas para encontrar a consciência ou a iluminação de rigpa, é essa dinâmica
egoica. Se procurar rigpa ou a Consciência, não é a dinâmica egoica, pelo fato de que a
consciência de rigpa não precisa buscar a si mesma, visto que já está totalmente presente,
então, o que está procurando rigpa além da mente egoica? As experiências de "desejar
perceber rigpa" ou "meditar para alcançar ou manter rigpa" estão sendo experimentadas
POR rigpa como essa consciência que está consciente durante esses esforços. O que há de
errado aqui? Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:28 UTC-02
Texto muito interessante de Namkhai Norbu: "Ranxin minis (rang bzhin mi gnyis) significa
que não se mantém simplesmente na condição da experiência, mas usa-se a experiência
como um método para encontrar a si mesmo no estado de contemplação. Nessas
experiências (prazer ou medo) há uma presença (rigpa). Não é como se alguém tivesse
desmaiado ou perdido a consciência. Há alguém que permanece nela. **. Não existe
qualquer diferença se esta "presença" (rigpa) é encontrada na experiência de uma pessoa
sorridente ou na experiência de uma pessoa com medo, mesmo que as experiências sejam
completamente diferentes. ** Foi exatamente assim que ele apontou rigpa para mim
também em 1986. Ele disse que não é sobre quais pensamentos ou não pensamentos,
emoções, sensações ou percepções aparecem, como várias experiências, mas é sobre a
"presença consciente" imutável (rigpa) igualmente presente em todas as experiências.
Trekchod e Rigpa Trekchod é o primeiro aspecto do ensinamento Nyingthig do Dzogchen.
Trekchod significa cortar todas as causas que se ligam. No Dzogchen é feito com um único e
instantâneo "corte", uma visão única. O "corte" é retratado por meio do que é chamado de
“Os Quatro Chozhag”, ou “Os Quatro Deixar Ser Como-É”. O ponto principal é que todos os
fenômenos, todas as experiências, todos os estados emocionais, todos os estados mentais,
todas as sensações e todas as percepções são deixados exatamente "Como-São". Não há
nenhuma esperança secreta de que ao aplicar os Quatros Chozhag alguma condição irá
melhorar, ou que alguém irá se tornar livre do sofrimento e confusão; porque os estados
de sofrimento e confusão sempre são deixados "como-são" sem nenhuma tendência para
produzir sua ausência ou transformá-los. Todas as condições são vistas como perfeitas
como-são. Todas as percepções são apenas ângulos diferentes dos quais as texturas
infinitas de rigpa são conhecidas. Portanto, nada precisa ser alterado na experiência; Todas
as experiências sejam emocionais, mentais ou perceptivas, são igualmente a radiância pura
de rigpa. No Ocidente, dizemos "aprendemos a aceitar tanto o bem como o mal". No
entanto, neste caso, existe apenas o "Todo Bom" que aparece como cada momento de
consciência. Nesse caso, Trekchod não nos deixa nada para fazer, realizar ou adotar. A
liberação é uma visão súbita da sabedoria (yeshe) e não um resultado produzido de alguma
ginástica mental ou física. No Dzogchen, o método está orientando a experiência do
conhecedor ou sabedor enquanto deixa o conhecido "como-é". O conhecedor é o eixo
permanente sobre o qual o conhecido gira e é exibido como sua mandala. Na matemática, a
"constante" não muda, enquanto as variáveis sim. Nesse caso, o conhecedor como uma
"cognição sem-um-eu" (rigpa) é sempre a única "constante" permanente.
https://youtu.be/zJ6nS-kkoyE Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:24 UTC-02
A "prática" mais essencial na primeira fase do Dzogchen, chamada Trekchod ou "cortar", é a
prática dos quatro "Deixar Ser", chamado Os Quatro Chozhag, em Tibetano. Primeiro
reconhecemos nossa consciência nua como o Espaço vazio e transparente da Cognoscência,
clara, vívida e desperta. Em seguida, aplicamos os Quatro Deixar Ser de uma só vez: 1. O
corpo é deixado como é, como uma montanha que é estável em sua presença física
existente. Alguns ensinamentos indicam "sentar na postura de meditação de Vairocana"
como uma montanha. No entanto, o relaxamento total do corpo é o ponto não uma
postura especial. 2. Os olhos ficam a ver o que quer que eles estejam vendo. Os olhos são
como o oceano em que todas as aparências são refletidas como-são. 3. A mente como rigpa
está simplesmente em um estado de presença de consciência para o que quer que surja
como eventos mentais. Não se intrometa com fenômenos mentais, simplesmente deixe-os
como-são. 4. A visão completa de toda a experiência sensorial e interior como um todo é
deixada como-é. Não há julgamento nem esforço para modificar a experiência de
QUALQUER maneira. Esta é a "prática" do coração ou do núcleo do Dzogchen Trekchod. É
suficiente por si só. Nesta condição, não há lugar para um "controlador" ou "observador"
crítico. A consumação desta prática é chamada de "não-meditação". A prática autêntica de
um Dzogchenpa é a "não-meditação" cujas características são os quatro Chozhag ou os "4
Deixar Ser". Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:22 UTC-02
A Hierarquia Bioquímica e a Vaziez de um Eu Para aquelas mentes que resistem
teimosamente a ver e aceitar a "vaziez" de um "mim" ou eu; isso pode finalmente resolver
o problema. O que chamamos e experimentamos como uma pessoa, o "eu", é um conjunto
eletroquímico de padrões que ocorrem no cérebro. Certas drogas e mudanças na química
do cérebro podem alterar radicalmente a presença do senso de eu, bem como seus
pensamentos, humores, emoções, percepções e ações. Parece impossível argumentar
contra exemplos tão facilmente demonstrados. Todas as características do "eu" são
codificadas fundamentalmente nos cromossomos do DNA. Todas as reações a estimulações
e contatos perceptivos e sociais são promovidas através de mudanças na química do
cérebro. Não há ninguém dentro do corpo ou do cérebro que esteja separado e
independente tomando decisões como o que fazer em seguida, o que pensar ou apenas
como se deve reagir. Todas as atividades, pensamentos, intenções e ações são
simplesmente as interações de vários produtos químicos do cérebro sem um "eu" como um
pensador, um intentador ou um fazedor. Assim como nenhum agente central ou eu está
ditando como uma planta deve crescer ou como uma tempestade se desenvolve; todos os
pensamentos, emoções, decisões e ações são apenas o resultado do clima interno como a
atividade eletroquímica que ocorre no cérebro e no sistema nervoso central. Isso não deixa
espaço para um possível eu, como um marionetista controlador que está lá dentro puxando
todas as cordas. No entanto, o cérebro produz eletroquimicamente a sensação de ser um
"capitão do navio" autônomo, no comando, tomando decisões e que "tem" um corpo e vida
própria. Isso é valido até mesmo para sentimentos de amor e compaixão. Um sentimento
de amor é uma mistura eletroquímica de hormônios e produtos químicos do cérebro que
garantem que o organismo preste atenção especialmente para seus descendentes,
companheiros e outros que se imagina serem bons aliados para fins de sobrevivência. Ao
seguir certos ditames cerebrais, o cérebro recompensa o organismo com sentimentos
eletroquímicos de prazer e amor. É assim que os relacionamentos familiares conjugados e
estáveis são assegurados. A compaixão é uma mistura eletroquímica que assegura que o
comportamento de nossa espécie ajude outros membros da mesma espécie e outras
espécies preferidas a sobreviver melhor. É químico. Sentimentos de amor e compaixão são
gerados de acordo com as possibilidades oferecidas através dos cromossomos do DNA, a
fim de controlar os comportamentos do organismo. O forte sentimento de "Eu te amo"
está ocorrendo como um padrão de padrões eletroquímicos em um cérebro em relação a
uma percepção de outro organismo similar. Não há um eu que esteja amando outro eu,
porque não existe um eu, exceto por um processo dinâmico de substâncias químicas
cerebrais conduzidas pelo DNA. Do mesmo modo, não há meditador, buscador ou eu que
possa alcançar a iluminação, já que o "buscador" é apenas um padrão temporário de
produtos químicos do cérebro. O eu como esse padrão de reações eletroquímicas jamais
poderá sobreviver à morte do corpo, por isso não é possível reencarnar ou entrar em um
bardo; simplesmente deixa de existir à medida que as químicas cerebrais necessárias
cessam suas interações. É assim que a vesícula biliar deixa de funcionar após a morte e não
há mais produção de bile. Do mesmo modo, quando o cérebro está morto, não há mais
pensamentos e não se produz mais um eu ou identidade. O eu que a mente parece tão
interessada em apreciar constantemente, não é mais do que um produto temporário da
atividade do cérebro, pois os neurônios necessários se ligam de acordo com o DNA que dão
esse sentimento forte e interno de ser um "eu". Ver isso claramente torna óbvio a natureza
verdadeiramente "vazia" de um "eu" e de um eu pessoal. Não há ninguém "lá dentro" que
percebe, pensa, decide ou age. Mas o que "conhece" toda essa atividade cerebral, na
experiência, não é essa atividade cerebral. Não tem um eu ou um senso de "mim", que são
apenas processos temporários do cérebro. Nem está dentro do espaço e do tempo. É o
espaço imutável, vazio e consciente em que todos os fenômenos, o espaço e o tempo
aparecem e desaparecem. O Buda chamou esse Espaço Vazio Consciente de nirvana. Parte
2: A Hierarquia Bioquímica de Todas as Experiências Humanas A maioria dos humanos não
percebe que tudo o que eles conhecem e experimentam ocorre apenas no cérebro.
Nenhum humano normal jamais experimentou qualquer fenômeno que não estava
ocorrendo como uma experiência apenas gerada pelo cérebro. Nenhum humano pode ver
o que está fora do interior do cérebro. Os olhos não podem ver imagens ou objetos; os
ouvidos não conseguem ouvir sons ou tons. Tanto as imagens como os sons são
experiências puramente subjetivas, humanas, geradas pelo cérebro, como todos os cinco
sentidos. Ninguém jamais fez contato com alguém que existe fora de seu próprio cérebro.
O que chamamos de outra pessoa é apenas um padrão da atividade neuronal em seu
cérebro. Quando você se encontra e se envolve com alguém, tudo o que você está
experimentando são suas próprias químicas cerebrais interagindo umas com as outras. A
pessoa que você pensa que é, também é apenas um padrão momentâneo dos sinais
eletroquímicos do cérebro que ocorrem nos neurônios. Não há uma "pessoa" ou eu lá
dentro. Quando você olha para uma árvore, a árvore que você está vendo só existe como
uma imagem que o cérebro gerou junto com um eu imaginário olhando para ela; assim
como em um sonho durante a noite, exceto durante o dia a maioria das informações que
geram a imagem da árvore, é obtida através dos cinco sentidos. No sono, a imagem é
obtida das memórias. O cérebro também constrói os significados de suas imagens e sons.
Os conceitos são fragmentos eletroquímicos de informações construídas mecanicamente a
partir da memória. Ninguém está realizando um ato de "conceber" ou "pensar", assim como
ninguém está fazendo seu sangue circular. Nosso mundo do samsara e o sofrimento, não
são mais do que as produções encenadas de padrões temporários da atividade
eletroquímica dentro de um cérebro, como um programa de TV, sem personagens reais ou
coisas dentro da TV. O que é realmente interessante é que o humano, o cérebro e o
universo também estão aparecendo como um programa de televisão holográfico, no
espaço vazio e consciente da Mente Búdica imutável, que tem estado totalmente presente
desde antes o "Big Bang". https://youtu.be/hy2DXK7JQyM Via Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:19 UTC-02
O Vazio das Características do "Seu Próprio Lado" Este é o carro-chefe distintivo dos
ensinamentos da vaziez da Prasangika. Isso significa que nada contém ou carrega seu
próprio conjunto de características únicas e intrínsecas por si próprio. As características
devem ser imputadas ou designadas por uma mente observadora. Esta visão é bem
validada na física quântica em relação às estruturas básicas do universo. Por exemplo, as
três características da frequência, polarização e direção de um fóton, só vem à existência
quando o fóton é observado ou medido. Caso contrário, o fóton (e todas as partículas
atômicas e subatômicas) e suas características permanecem em sobreposição, como um
limbo num local onde os fenômenos permanecem como potenciais indefinidos sem
características certas "do seu próprio lado". Somente quando forçado a mostrar sua
"substância" ao ser observado através de um experimento específico, projetado para
destacar uma qualidade específica, essa qualidade surgirá. O mais incrível de se entender é
que, antes de ser medido, o fóton não tem existência real. Nosso universo inteiro é
composto apenas por esses fenômenos subatômicos quânticos que não possuem
características intrínsecas, objetivamente existentes, até serem observados ou medidos! E
mesmo depois de serem medidos, suas qualidades desaparecem quase tão rápido quanto
elas apareceram. Nosso universo é só isso! Desta forma, podemos ver como nada carrega
suas próprias características intrínsecas "do seu próprio lado" até uma observação ocorrer
com uma descrição definidora dessas características. Isto é especialmente observável em
nossa vida psíquica. Os objetos como pessoas, coisas, condições e estados, existem apenas
em virtude da nomeação da mente e da rotulagem de aspectos particulares e abstraídos do
campo quântico ininterrupto e singular. Compreender isso, é entender a natureza vazia do
nosso mundo e das pessoas nele. Nenhum fenômeno carrega suas próprias características
como intrinsecamente existentes do seu "próprio lado". Isso significa que o universo
permanece em sobreposição até que os observadores participem. Não só as pessoas
comuns ainda mantêm as crenças arcaicas em um universo real e objetivamente existente,
independente dos observadores conscientes, mas mesmo a maioria dos físicos de hoje
ainda se apegam às crenças antiquadas no realismo de alguma forma de "coisa" objetiva
independentemente existente dos observadores. As implicações filosóficas e cosmológicas
das descobertas científicas na física quântica nos últimos cem anos ainda têm um longo
caminho a percorrer para se integrar plenamente nas nossas assim chamadas sociedades
"modernas". Além disso, as implicações completas dos ensinamentos da vaziez da
Madhyamaka e Prasangika, que são os ensinamentos que realizam as sabedorias dos Sutras
da Prajnaparamita e especialmente o Sutra do Coração; raramente são entendidos mesmo
entre os Budistas. A maioria dos "Budistas" ainda acreditam que existe um "bardo" pós-
morte independentemente existente ou que realmente existe um eu individual que se
reencarna e que pode se tornar iluminado como esse eu, ou que "forças externas" existem
como deidades, demônios, Budas, lamas reencarnados; tudo de forma independente de
sua própria mente. Via Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:18 UTC-02
Quem está Procurando ser Liberado? A verdadeira causa de todo o sofrimento humano é
fundamentada em um falso centro de consciência que surgiu, que se sente e se acredita ser
real. Não é diferente da auto-identidade sentida como real em um sonho durante a noite.
Em ambos os casos, é apenas uma projeção de uma entidade imaginária como um "eu".
Depois que a ilusão do "eu" surge em uma vida, durante a infância, esse centro falso age
como um filtro através do qual e para qual todas as percepções, pensamentos e
sentimentos aparecem. É como se fosse um "percebedor", um "pensador", um "decididor",
um "controlador" e um "fazedor". É essa construção mental fictícia de ser um "eu", vivendo
"minha" vida, que faz com que todos os humanos se sintam separados, sozinhos e
insatisfeitos. Despertar do eu que você parece ser em um sonho à noite, não é da vontade
desse eu sonhado. O subconsciente simplesmente deixa de gerar essa ilusão de
individualidade. Esse exato eu cessa, para nunca mais aparecer. Da mesma forma, a pessoa
individual que a mente acredita existir não é mais do que um personagem sonhado sendo
gerado por dinâmicas subconscientes. Não pode cessar a si próprio, assim como as nuvens
não podem acelerar voluntariamente sua própria evaporação. A única liberação verdadeira
é uma liberação onde a mente subconsciente cessa de repente de gerar esse eu imaginário.
O que resta é uma consciência sem-um-eu que é brilhantemente inteligente, totalmente
capaz de funcionar; mas só está ausente um centro de autorreferência de um "eu", que
sofre, procura, vive e morre. A auto-identidade pessoal é meramente um fantasma
subconsciente e fictício que habita uma posição central durante a consciência de vigília
como se fosse existente e a história fosse real. É esse fantasma subconsciente que sofre,
fica deprimido, fica ansioso, fica com raiva, fica triste, que se vicia, busca a iluminação e tem
medo da morte; enquanto a nossa consciência real, que não é gerada pelo subconsciente,
não tem nenhum desses sintomas. A doença é a alucinação contínua e não reconhecida, da
existência de um eu pessoal e autônomo. https://youtu.be/OyCWdS6Vd4c
https://youtu.be/20SltQkGeD0 https://youtu.be/7if7A99_Lpc Via Jackson Peterson
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:16 UTC-02
Mente Original e Mente Primordial A tradição Zen usa o termo "Mente Original" para
apontar a nossa Mente Búdica imutável e primordial. A tradição do Dzogchen a chama de
Mente ou Consciência Primordial, "Ye nas shespa". E a tradição Mahamudra a chama de
"Estado Natural". Em todos os casos, ela não tem senso de individualidade ou identidade
pessoal. É como o céu vazio e brilhante em que as nuvens aparecem e desaparecem. As
nuvens são as aparências das condições atmosféricas momentâneas do céu. As nuvens
dependem das qualidades energéticas inerentes ao céu. Da mesma forma, uma consciência
ou mente secundária surge dentro da "Mente Original" como uma consciência localizada.
Ela é em si mesma a energia da Mente Original. Em primeiro lugar, este campo energético
da consciência secundária é a atenção vivida da própria Mente Original. É a "presença" da
Consciência. Mas também tem uma capacidade para se tornar a "atenção", que
imediatamente se divide no tópico a ser prestado atenção, e aquele que está prestando
atenção a isto. Este é o sonho dualista do samsara. É um mundo criado puramente pelo
pensamento fictício. No Dzogchen direcionamos a "atenção" da mente secundária e
samsárica, para notar diretamente sua própria natureza verdadeira e essencial, como a
Mente Búdica Original. Não temos interesse nas narrativas dos enredos das complicações
fictícias da consciência secundária. Nós apenas apontamos para a Mente Original, vez após
vez. É um pouco como treinar um arqueiro para se concentrar no alvo certo em vez de
outro cenário atraente para os lados. Neste caso, o alvo é a consciência já presente,
atemporal e imutável, que nunca tem um tópico, pensamento, sofrimento ou agenda. Se
for bem-sucedido, a "atenção", em algum momento, colapsará de volta à Mente Original,
que dissolve o "eu" e a sua mente cármica também. Esse momento de reconhecimento da
Mente Original e a dissolução do eu e da mente cármica, é chamado de "rigpa" no
Dzogchen e "satori" ou "kensho" no Zen. Então a atenção reaparece como a "presença"
pura da Mente Original. É possível ignorar TODOS os outros tópicos secundários
associados a esses ensinamentos, e apenas permanecer com o entendimento descrito
acima. Eu recomendo a todos os alunos do Dzogchen novos e antigos, assistir meu primeiro
vídeo na série Retiro Dzogchen no México, que inclui alguns exercícios que devem ser úteis.
Por favor, limitemos nossas postagens e comentários para discutir os aspectos descritos no
vídeo. Muitos de nossos membros em nossos grupos têm muito pouco conhecimento do
que é essencial nos ensinamentos do Dzogchen, mesmo muitos "veteranos", então vamos
começar com o básico, que também são realmente os ensinamentos mais elevados. Por
favor, "faça" os exercícios junto com os participantes do retiro no vídeo. Via Jackson
Peterson https://youtu.be/yxv2Yo_ISp4
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 às 19:13 UTC-02
Do meu livro "A Felicidade Natural do Ser", um trecho do Capítulo 7: Só podemos discutir o
ser e a consciência até certo ponto. Esse ponto é quando nossa mente se torna orientada
para descansar como uma presença atenta e alerta que é totalmente relaxada. Não temos
nenhum tópico em mente. Estamos apenas sendo e observando, sem pensar ou julgar
nossa experiência. Tudo é permitido ser como-é, internamente como pensamentos,
sentimentos e percepções, e externamente como eventos e acontecimentos. Deixe ser.
Quando acumulamos alguma proficiência nisso, um estado claro de consciência surge
espontaneamente. À medida que essa clareza se aprofunda, surge também uma sensação
de saber quem e o que você é espiritualmente. Deixando isso como-é, a sensação de ser um
observador se dissolve, e há uma perfeita integração não-dual da consciência e seu campo
de percepção. Isso é sentido como unicidade. Novamente, você deixa essa condição de
unicidade como-é, e até mesmo isso cederá a uma condição posterior de uma transparência
indescritível e vívida, como se você fosse uma janela clara sem uma moldura. Em algum
momento, a mente pensante entra novamente com um esforço para compreender
intelectualmente o que acabou de ocorrer. Neste momento de agarramento mental, o
estado dualista de sujeito e objeto reaparece, e surge a sensação de ser um vedor
separado. Através de um sutil relaxamento cognitivo, o senso subjetivo do eu se dissolve
revelando a transparência mais uma vez. Os cinco sentidos estão abertos e alertas, mas
sem o senso de alguém vendo e ouvindo. Há apenas um ver, ouvir, sentir e perceber
desnudo. A mente continua completamente clara e presente, mas totalmente relaxada.
Continua-se então neste equilíbrio natural sem esforço ou vontade. O Buda foi abordado e
perguntado por uma pessoa chamada Bahiya para revelar a introvisão necessária para
realizar a iluminação: "Ensine-me o Dhamma (verdade suprema), Ó Abençoado! Ensine-me
o Dhamma, Ó Bendito, que isso me trará felicidade e bem-estar por muito tempo.” O Buda
respondeu: “Então, Bahiya, você deve treinar assim: Com relação ao que é visto, haverá
apenas o visto. Com relação ao que é ouvido, haverá apenas o ouvido. Com relação ao que
é sentido, haverá apenas o sentido. Com relação ao que é conscientizado, haverá apenas o
conscientizado. Assim é como você deve treinar. Quando com relação ao que é visto houver
apenas o visto, ao que é ouvido houver apenas o ouvido, ao que é sentido houver apenas o
sentido, ao que é conscientizado houver apenas o conscientizado, então, Bahiya, você não
estará ‘com aquilo.’ Quando você não estiver ‘com aquilo,’ então você não estará ‘naquilo.’
Quando você não estiver ‘naquilo,’ então você não estará aqui, nem além e tampouco entre
os dois. Isso em si mesmo é o fim do samsara (sofrimento).” Ao ouvir esta breve explicação
do Dhamma (verdade suprema) do Abençoado, a mente de Bahiya logo foi liberada. Tendo
compartilhado esse ensinamento com Bahiya, o Abençoado partiu. Este é o ensinamento
sobre simplesmente permitir que o ver, o ouvir, o provar, o cheirar, o sentir e o
conscientizar ocorram, sem que pensamentos e histórias intervenham, inclusive sem os
pensamentos sutis de "eu estou" vendo, "eu estou" ouvindo ou "eu estou" pensando.
Também não se está envolvendo pensamentos com mais pensamentos, mas apenas
percebendo uma aparência de pensamento como qualquer percepção sensorial. Não há um
senso de "Eu estou pensando" ou "meus pensamentos". Os pensamentos simplesmente
aparecem, não pertencendo a ninguém, à medida que eles vêm e vão. Simplesmente
percebemos nuamente sem um ponto central de autoconsciência, como um recém-nascido
experimentaria seu mundo. Se e quando a mente surgir novamente com a sua tendência
para o agarramento, como o ponto de vista central da experiência subjetiva como o "Eu
sou", você pode se sentir separado do campo perceptivo total. Se você relaxar esse
agarramento, a integração do estado surgirá mais uma vez. Esta é a arte de nossa prática ".
Jackson Peterson
Sexta, 9 de fevereiro de 2018 às 07:53 UTC-02
A "Entrada para o Conhecimento de Madhyamaka" por Candrakırti diz: "Nesse estado
natural de não-surgimento primordial; não há nada a ser negado e nada a ser afirmado.
Nirvana e não-Nirvana não têm diferença no estado natural do não-surgimento. Isso nem
sequer é o não-surgimento como tal. Porque as coisas surgidas não existem. O aparente
(convencional) não existe, o último não existe, os Budas não existem, os seres sencientes
não existem, os pontos de vistas não existem, algo a ser meditado não existe. A conduta
não existe e os resultados não existem: a realidade disto é o que deve ser cultivado. Deixe
esta mente livre de pensamentos descansar em sua própria paz. Sem identificar algo, sem
ser distraído, sem características e luminosa – assim meditei"
Sexta, 9 de fevereiro de 2018 às 07:47 UTC-02
A Consciência Pré-Construção Aqui está um exercício interessante: Assuma a consciência
que tinha antes do "Big Bang"; antes do universo, antes do tempo e do espaço, antes das
pessoas e das coisas, antes do primeiro pensamento, antes da primeira imagem, antes do
primeiro sentimento, antes de todas as emoções, antes dos sentimentos de amor e
compaixão, antes da primeira percepção, antes dos cinco sentidos, antes do corpo sutil de
luz, antes de qualquer sensação de eu, antes da mente, antes da consciência pensante,
antes da experiência, antes de estar consciente de ser consciente. Mergulhe
profundamente nesta vaziez total, cada vez mais fundo até que nada permaneça. Esta é a
nossa Base Primordial. Ela não pode ser definida, porque é anterior a ser um "algo" que
poderia ser definido. Todos os conceitos de definição referem-se apenas a significados que
evoluíram mais tarde. Não pode ser apreendida conceitualmente. Se você diz "é apenas
uma vaziez perfeita", então, isso não se inclinaria para uma visão niilista que nega a
possibilidade de seu potencial posterior de manifestação? Se você disser que é
simplesmente um "potencial" vazio, você não está afirmando que é um "algo" que existe
antes do primeiro "algo"? Erramos ao afirmar os extremos, seja sendo o nada ou sendo
tudo. A consciência do Buda caiu nesta pré-construção, o estado imutável, que ele chamou
de nirvana; o espaço cristalino, consciente e vazio, em que surgiram todas as construções
posteriores e onde aparecem e desaparecem atualmente. Via Jackson Peterson
Sexta, 9 de fevereiro de 2018 às 07:44 UTC-02
De outro tópico: Sim, projetamos todos os fenômenos em manifestação;
subconscientemente ou conscientemente. Não há outros fenômenos além de nossas
projeções. Via J.P
Sexta, 9 de fevereiro de 2018 às 07:21 UTC-02
De outro tópico: "Soh Wei Yu, você sabe, um espelho é o exemplo padrão do Dzogchen,
onde o espelho não é afetado por seus reflexos. Os reflexos são as próprias características
do espelho que se tornam "conhecidas" enquanto o "conhecedor" (o espelho) é o conhecer
imutável que conhece as texturas de seus próprios reflexos como distintos uns dos outros,
mas ainda assim são apenas reflexos vazios (mesmo sabor). O conhecedor também é vazio
como o anfitrião de suas próprias características radiantes vazias (lhundrub). Essa
qualidade não-dual do espelho e seus reflexos não pode ser conhecida conceitualmente,
mas é conhecida no momento da Sabedoria (yeshe) de rigpa não-dual." Via J.P
Sexta, 9 de fevereiro de 2018 às 07:17 UTC-02
Os Momentos da Consciência Surgem de Forma Dependente O conteúdo de cada
momento de consciência depende de contatos sensoriais, condicionamento subconsciente,
atividade cerebral e movimentos de prana no corpo sutil e chacras. Isso significa que todos
os pensamentos, imagens, estados mentais, introvisões e estados emocionais, são
originados de forma dependente como parte de uma cadeia de causas anteriores e em
curso. Porque todos eles são originados dependentemente de causas anteriores, isso
significa que eles são "vazios" de serem inerentemente existentes como fatores de
consciência independentemente existentes. Sua existência individual como aspectos
particulares da experiência cognitiva, não é mais do que um rótulo imposto a um fluxo de
cognições que surgem na consciência. E esses rótulos aplicados, também não são mais do
que eventos mentais surgidos de forma dependente que representam o condicionamento
mental prévio. Ninguém está pensando livremente em rótulos novos e independentes além
do aprendizado prévio. Nossas vidas inteiras não são mais do que os conteúdos de cada
momento da consciência. Todas as experiências são apenas conhecidas como um
"momento de consciência" e a textura e significado do conteúdo de cada momento,
depende de uma miríade de causas e condições anteriores. Aqui está um exemplo: imagine
que há uma pequena corrente subterrânea fluindo acerca de um pé abaixo do solo. Existe
um pequeno buraco, com cerca de seis centímetros de diâmetro, através do qual se pode
ver o fluxo fluindo. Com uma câmera, você tira uma foto do fluxo uma vez a cada minuto.
Cada foto mostra o que parece ser apenas uma única poça d'água, enquanto a
continuidade ininterrupta do fluxo não é vista. Da mesma forma, nossa mente não percebe
a infinita continuidade anterior de nosso fluxo de pensamento e toma o conteúdo
momentâneo de nosso "momento atual de consciência" (a foto) como sendo uma entidade
ou coisa independente. Nós tomamos uma coleção fluídica de cores, sons e formas e as
rotulamos como uma única pessoa ou coisa independentemente existente. Fazemos o
mesmo com todos os fenômenos sem ver o fato de serem apenas um fluxo contínuo ou
ininterrupto de causas e condições inter-relacionadas anteriores. É através desse
agarramento à nossas "fotos instantâneas" construídas mentalmente como pequenos
segmentos isolados do fluxo total da experiência cognitiva, que a mente desenvolve as
crenças nos indivíduos, coisas e objetos individuais. A sua "individualidade" é apenas
conceitual e ignora suas inter-relações com o todo. Essa falta de ver a interconectividade
dependente de todos os fenômenos é a falha fundamental da mente. Sem essa crença
errônea, profundamente enraizada, como poderia surgir o conceito de pessoas e coisas
individuais? TODO o nosso sofrimento é somente causado por esse único erro cognitivo.
Compreender isso é o que significa "realizar a natureza vazia do eu e de todos os
fenômenos". A liberação é a liberação da mente desse único erro cognitivo: a crença de que
as pessoas, mentes e coisas independentemente existentes, realmente existem como
entidades independentes. Sem essa delusão, ninguém pode ser sãmente considerado
como um originador de intenção ou ação. E, da mesma forma, ninguém pode ser
encontrado como um receptor de ações direcionadas a outro. Todos são simplesmente
condutores sem-entidade daquilo que veio antes. E o que veio antes também é apenas uma
confluência de uma miríade infinita de condições anteriores, das quais cada condicionante
também é apenas uma confluência de um número infinito de condições prévias. É assim
"até o fim". Essa explicação acima, esclarece perfeitamente a verdadeira natureza vazia da
experiência semelhante a um sonho que chamamos de vida. No entanto, o "sonho" está
ocorrendo dentro de um espaço de consciência cognitivo e vazio, que não depende de
quaisquer fatores, condições ou causas anteriores; isso é porque nada existe antes deste
espaço vazio de consciência que hospeda o "sonho". O Dzogchen não está interessado em
consertar o sonho já vazio, apenas orienta a consciência condicionada para sua "causa"
inicial sobre a qual é dependente, como sendo o espaço vazio e imutável da própria
Consciência Primordial. É então descoberto que o próprio "sonho" depende do primeiro
surgimento da consciência secundária (uma ondulação vibratória da própria Consciência)
como sua origem dependente. E a própria consciência secundária depende daquilo que não
tem causa anterior. Quando por meio de um processo instrutivo de "causa e efeito", a
consciência secundária, assim, olha para sua própria natureza cognitiva e vazia, autolibera-
se como um momento de consciência em sua origem como a Consciência não-dependente,
atemporal e ilimitada. É assim que podemos entender o verdadeiro significado da doutrina
da "Consciência Apenas". Via Jackson Peterson

Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 08:03 UTC-02


O que é "lá fora"? Muitas vezes falamos sobre o que é a "natureza da mente", a nossa
consciência que conhece, e que sabe que várias experiências estão ocorrendo. Mas o que
há "lá fora" de nossa consciência como o "mundo real"? A física quântica de ponta diria que
TUDO o que está "lá fora" são campos quânticos. Mas eles também dizem que tudo o que
está dentro como o corpo e a mente, também são apenas os mesmos campos quânticos. O
que é um "campo quântico" então? Pode-se dizer que o campo é em si apenas um oceano
vasto e infinito de várias forças inseparáveis, não "coisas" como objetos sólidos ou
quaisquer objetos por assim dizer, mas mais como um vasto campo de força vibrante. É
esse campo de força vibrante que tem contato com nossos cinco sentidos, e esse é o
mesmo campo de força que aparece como os cinco sentidos, bem como o processamento
dos contatos sensoriais e as experiências cognitivas resultantes conhecidas na consciência.
Toda a natureza de cada experiência é um modo particular de flutuações do campo
quântico. Não há "pessoas" nem "coisas" objetivas existentes no campo quântico; em vez
disso, "pessoas" e "coisas" particulares são apenas construções da mente como abstrações
conceituais que definem um alvo selecionado de percepção. Mas o alvo selecionado de
percepção nunca é mais do que uma borda artificial e fictícia que parece isolar uma parte
do único e inseparável campo quântico do outro; mas o problema em termos metafísicos é
que o campo quântico não tem partes e nenhuma parte interage com outras partes
separadas. Todas as partes como "pessoas" e "coisas" separadas só existem como
entidades independentes conceitualmente construídas. Sua "entidade" individual é uma
construção fictícia que só existe em uma mente, não "lá fora". Isso também se aplica a um
"eu" concebido ficticiamente, que existe independente e separado do que está "lá fora",
como percebendo ou testemunhando isso. Uma definição mais precisa de um "eu" seria um
centro de processamento, como uma mente. O centro de processamento define o seu
aglomerado de atividades como sendo um "eu" separadamente existente. Isso então é
traduzido nos produtos do centro de processamento, chamados pensamentos, emoções,
memórias, percepções e estados mentais; todos pertencem ao "eu". Mas então o "eu" a
quem os produtos de pensamento pertencem, é em si mesmo outro produto do
pensamento. Não há proprietário pessoal de qualquer atividade mental, porque há apenas
um único, vasto e infinito campo quântico de flutuações vibratórias, sem partes. As
"partes" como "sujeitos" e "objetos" separados são abstrações de pensamento fictícias e,
portanto, só existem dentro do centro de processamento ou mente; onde quaisquer outros
pensamentos poderiam surgir? Nosso mundo e as pessoas, só existem em nossa mente
como as construções mentais da mente. O que mais e onde mais poderia ser/estar o
"nosso" mundo? Nossos sentidos não podem experimentar; ouça ou veja o que está "lá
fora", nossos olhos apenas recebem passivamente contatos com o campo eletromagnético
como fótons individuais, sobre a retina. Os fótons não carregam imagens do que está "lá
fora". O centro de processamento interno "cria e constrói" imagens do que supõe está "lá
fora". A consciência apenas conhece e experimenta esses produtos de pensamento do
centro de processamento, que são chamados e rotulados de "mundo exterior" pelo próprio
centro de processamento interno. Ninguém jamais teve contato com o mundo exterior
"real", porque não há um para nossas percepções de "ver". O que está "lá fora" é apenas o
campo quântico único sem partes. A física quântica enquanto procura o "material" real a
partir do qual o campo quântico é feito, não consegue encontrar "coisas" reais, mas só
encontra um único campo de flutuações vibratórias "por aí abaixo". O "material sólido"
mais sólido encontrado é apenas suas descrições matemáticas que descrevem outras
descrições matemáticas e todas as descrições matemáticas só existem no centro de
processamento da mente. Caramba! Aqui é onde o Dzogchen e o Budismo oferecem o
golpe final a uma descrição meramente materialista de um campo quântico inanimado de
forças vibratórias. Podemos dizer que o mesmo campo quântico é um campo da "Natureza
Búdica". Para os cientistas, quando examinado com seus instrumentos de medição, aparece
como um campo de "forças" energéticas. Mas então, o que é a "força".? Para um iogue,
aparece como um campo da Consciência, cujos componentes só existem na Consciência,
como formações vazias da Consciência. Para um iogue que usa o instrumento da
consciência para examinar os componentes da consciência, tudo o que se encontra é a
Totalidade ininterrupta da Consciência sem quaisquer partes. Um iogue vê pessoas e coisas
separadas como elas realmente são; vazias, construções mentais da Consciência que
ocorrem dentro da Consciência. Então, o que há "lá fora" pode ser representado com certa
precisão através de várias interpretações que são sempre limitadas e coloridas por essas
"interpretações". Para um teísta, o que está "lá fora" poderia ser concebido como a Mente
de Deus. Para um físico quântico, é um "campo quântico". Mas quando um iogue olha para
o que está "lá fora", o iogue descobre que o que há "lá fora" só existe como o que está
inseparavelmente "aqui dentro"; como um único campo de Consciência pura, sem partes. A
Consciência é a presença vazia e cognitiva e a atividade da Natureza Búdica dinamicamente
energética; e como a Sabedoria Búdica que conhece isso. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 08:00 UTC-02
Os Momentos da Consciência Surgem de Forma Dependente O conteúdo de cada
momento de consciência depende de contatos sensoriais, condicionamento subconsciente,
atividade cerebral e movimentos de prana no corpo sutil e chacras. Isso significa que todos
os pensamentos, imagens, estados mentais, introvisões e estados emocionais, são
originados de forma dependente como parte de uma cadeia de causas anteriores e em
curso. Porque todos eles são originados dependentemente de causas anteriores, isso
significa que eles são "vazios" de serem inerentemente existentes como fatores de
consciência independentemente existentes. Sua existência individual como aspectos
particulares da experiência cognitiva, não é mais do que um rótulo imposto a um fluxo de
cognições que surgem na consciência. E esses rótulos aplicados, também não são mais do
que eventos mentais surgidos de forma dependente que representam o condicionamento
mental prévio. Ninguém está pensando livremente em rótulos novos e independentes além
do aprendizado prévio. Nossas vidas inteiras não são mais do que os conteúdos de cada
momento da consciência. Todas as experiências são apenas conhecidas como um
"momento de consciência" e a textura e significado do conteúdo de cada momento,
depende de uma miríade de causas e condições anteriores. Aqui está um exemplo: imagine
que há uma pequena corrente subterrânea fluindo acerca de um pé abaixo do solo. Existe
um pequeno buraco, com cerca de seis centímetros de diâmetro, através do qual se pode
ver o fluxo fluindo. Com uma câmera, você tira uma foto do fluxo uma vez a cada minuto.
Cada foto mostra o que parece ser apenas uma única poça d'água, enquanto a
continuidade ininterrupta do fluxo não é vista. Da mesma forma, nossa mente não percebe
a infinita continuidade anterior de nosso fluxo de pensamento e toma o conteúdo
momentâneo de nosso "momento atual de consciência" (a foto) como sendo uma entidade
ou coisa independente. Nós tomamos uma coleção fluídica de cores, sons e formas e as
rotulamos como uma única pessoa ou coisa independentemente existente. Fazemos o
mesmo com todos os fenômenos sem ver o fato de serem apenas um fluxo contínuo ou
ininterrupto de causas e condições inter-relacionadas anteriores. É através desse
agarramento à nossas "fotos instantâneas" construídas mentalmente como pequenos
segmentos isolados do fluxo total da experiência cognitiva, que a mente desenvolve as
crenças nos indivíduos, coisas e objetos individuais. A sua "individualidade" é apenas
conceitual e ignora suas inter-relações com o todo. Essa falta de ver a interconectividade
dependente de todos os fenômenos é a falha fundamental da mente. Sem essa crença
errônea, profundamente enraizada, como poderia surgir o conceito de pessoas e coisas
individuais? TODO o nosso sofrimento é somente causado por esse único erro cognitivo.
Compreender isso é o que significa "realizar a natureza vazia do eu e de todos os
fenômenos". A liberação é a liberação da mente desse único erro cognitivo: a crença de que
as pessoas, mentes e coisas independentemente existentes, realmente existem como
entidades independentes. Sem essa delusão, ninguém pode ser sãmente considerado
como um originador de intenção ou ação. E, da mesma forma, ninguém pode ser
encontrado como um receptor de ações direcionadas a outro. Todos são simplesmente
condutores sem-entidade daquilo que veio antes. E o que veio antes também é apenas uma
confluência de uma miríade infinita de condições anteriores, das quais cada condicionante
também é apenas uma confluência de um número infinito de condições prévias. É assim
"até o fim". Essa explicação acima, esclarece perfeitamente a verdadeira natureza vazia da
experiência semelhante a um sonho que chamamos de vida. No entanto, o "sonho" está
ocorrendo dentro de um espaço de consciência cognitivo e vazio, que não depende de
quaisquer fatores, condições ou causas anteriores; isso é porque nada existe antes deste
espaço vazio de consciência que hospeda o "sonho". O Dzogchen não está interessado em
consertar o sonho já vazio, apenas orienta a consciência condicionada para sua "causa"
inicial sobre a qual é dependente, como sendo o espaço vazio e imutável da própria
Consciência Primordial. É então descoberto que o próprio "sonho" depende do primeiro
surgimento da consciência secundária (uma ondulação vibratória da própria Consciência)
como sua origem dependente. E a própria consciência secundária depende daquilo que não
tem causa anterior. Quando por meio de um processo instrutivo de "causa e efeito", a
consciência secundária, assim, olha para sua própria natureza cognitiva e vazia, ela
autolibera-se como um momento de consciência em sua origem como a Consciência não-
dependente, atemporal e ilimitada. É assim que podemos entender o verdadeiro
significado da doutrina da "Consciência Apenas". Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:57 UTC-02
Rigpa não é uma consciência "testemunhante"... Rigpa está projetando o que uma
testemunha testemunharia, mas a testemunha é também o que está sendo projetado como
aquele que está testemunhando isso. Isso significa "apenas observar o que está
acontecendo", como assistir a um programa de TV, o observador é realmente uma parte do
programa de TV chamado "o observador está assistindo o programa de TV". Tanto o
observador como o observado são apenas mais das projeções vazias de rigpa. Via J.P
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:55 UTC-02
Apontando Rigpa A liberação conhecida no Dzogchen, é a liberação da mente que domina e
sobre-colore nosso estado natural de rigpa. A rigpa sempre permanece inalterada, mas o
conteúdo experiencial do sofrimento continua. Rigpa em seu "estado natural" totalmente
atualizado é quando a consciência secundária ou a mente se dissolve e se torna a "não-
mente" como na linguagem do Zen. A qualidade atenta e consciente da consciência
secundária torna-se então a "presença" alerta de rigpa. Esta é a própria atenção plena
intrínseca de rigpa que não requer nenhuma intenção para ser consciente. Então, apenas se
continua nesta consciência naturalmente consciente, rigpa. Como resultado de continuar
como tal, as introvisões de sabedoria surgirão espontaneamente. A maneira de trazer esse
estado de "não-mente" à tona é deixar que a mente ativa se torne consciente de sua
própria qualidade de ser consciente. Se eu lhe perguntar "Você está consciente?" E você
responde "sim", como você chegou à sua resposta? Sua mente consciente simplesmente
notou que é a própria qualidade inata e intrínseca de estar consciente. Essa qualidade
consciente é incriada, imutável e plena de sabedoria infinita. É apenas essa "qualidade
inata e intrínseca de estar consciente" que está sendo apontada no Dzogchen. Essa é a
fonte do tesouro que contém todas as riquezas. Quando a atenção recai unicamente sobre
a sua própria qualidade de "estar consciente", a consciência secundária ou a mente se
dissolverão. Não há muita prática aqui sendo oferecida. É a prática, executada
instantaneamente, sempre que alguém lhe perguntar, "Você está consciente?". O que foi
contatado nesse momento de audição e contemplação da questão que permitiu que
honestamente respondesse "sim"? Experimente agora: "Você está consciente?" Não se
trata da resposta, mas trata-se de "o que foi constatado" para que uma resposta honesta
seja dada. Pode ser apreendido ou concebido? Como você descreveria "isso"? Via Jackson
Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:49 UTC-02
O Nível Mais Sutil da Consciência Existe um nível de consciência muito, muito sutil e básico
que não pode ser desenvolvido ou gerado através de práticas ou estudo. Semelhante a
capacidade de "ver", o ver está sempre disponível quando os olhos estão abertos. Não é
necessário treinamento. Está lá por padrão. Da mesma forma, nossa consciência
fundamental mais básica está lá por padrão e não pode ser alcançada por uma consciência
de nível inferior ou qualquer outra; assim como o "ouvir" não pode se tornar o "ver". Então,
nosso estado de mente flutuante é uma consciência que não pode se tornar ou conhecer
esta consciência ou cognição básica mais sutil e imutável. Nada macula, degrada ou aflige
esse nível de consciência mais sutil. É a consciência-base vazia e onipresente. Também não
pode se tornar um objeto da consciência ou um objeto de outro nível de consciência. Um
globo ocular nunca pode ver a si mesmo, está sempre olhando para fora. Não pode ser
mantida ou estabilizada porque está sempre presente sem alteração. O que alguém pode
estar buscando estabilizar é apenas só outro sentimento mais interessante, melhor, o
canto da mente cármica. Durante um sonho à noite, o sonho inteiro está ocorrendo no
espaço vazio da mente, sem que o espaço vazio da mente seja afetado por qualquer coisa
que esteja acontecendo no sonho e as interações entre os personagens dos sonhos. Da
mesma forma, em nossa experiência da vida diária, todas as nossas experiências estão
ocorrendo dentro dessa Mente que permanece intocada e não-afetada pelo o que quer
que ocorra entre os personagens que interagem. É essa consciência muito sutil ou Mente
que é o teatro e o palco sobre o qual o drama da vida se desenrola e toma lugar. Qualquer
esforço ou intenção entre os personagens, nunca pode lhes possibilitar ou lhes permitir
que se tornem o espaço vazio no qual eles estão aparecendo. Isso seria como personagens
de sonhos em um sonho à noite, podendo se tornar, com prática e esforço, a mente que os
sonha. É demasiado sutil perceber, porém é o que está percebendo. Não é algo que "você"
pode vir a conhecer. O que está observando ou conhecendo é sempre livre de manutenção
e é sem um eu, pensamentos, emoções e, no entanto, permeia todos eles, como o vidro
transparente de um espelho permeia todos os seus reflexos. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:47 UTC-02
Compreendendo a Ética no Dzogchen Muitos que "aprenderam" sobre o Dzogchen através
de boatos, revistas e livros, e ouviram que a visão do Dzogchen vê toda a experiência como
sendo perfeita e, portanto, qualquer comportamento é permitido. É verdade que não há
regras no Dzogchen nem nenhum código de comportamento aceitável para seus
seguidores. No entanto, o princípio central no Dzogchen é ser introduzido à própria
Natureza Búdica intrinsecamente prístina, chamada rigpa. Em seguida, continua-se
em/como rigpa. Rigpa não tem um eu egoico, nenhuma tendência cármica negativa e
nenhum desejo que precisa ser mantido sob controle através da adesão a um código de
conduta. Além disso, rigpa é não-elegivelmente compassiva e naturalmente comprometida,
sem necessidade de treinamento adicional em relação ao altruísmo. Então, a ideia de que o
Dzogchen é uma tradição de que "tudo é permitido" é um grande mal entendimento deste
sistema que não tem regras nem códigos de conduta. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:45 UTC-02
Consciência Primária e Secundária A partir de uma experiência direta que também é
validada pelo Dzogchen e outras tradições semelhantes, gostaria de esclarecer o que
exatamente ocorre durante o que normalmente é chamado de "despertar", "liberação" e
"iluminação". Nossa consciência mais básica e primordial é chamada de Mente de Clara Luz,
o Estado Natural, Mente Búdica e Rigpa. Todos esses termos apontam para uma
Consciência permanente que hospeda todos os outros estados de consciência e seu
conteúdo; tal como um espelho que hospeda todos os reflexos. Embora, enquanto hospeda
todos os estados inferiores de consciência e seus conteúdos, nunca muda, assim como um
espelho não é alterado por seus reflexos. O primeiro surgimento evolucionário na
Consciência Primária é uma consciência secundária (shespa) que não conhece ou reconhece
sua fonte ou que é de fato dependente da Consciência Primária. Também não reconhece
que é realmente uma formação energética da Consciência Primária, tal como o céu vasto e
claro que manifesta nuvens que flutuam dentro dele. É a consciência secundária que
vagueia no samsara de suas próprias identidades de pensamento e paisagens mentalmente
construídas. É essa consciência que parece vaguear, reencarnando-se de vida em vida e é
aquela que experimenta o sofrimento. É essa consciência secundária que ao parecer olhar
para dentro para examinar seu próprio estado de existência, descobre que nada está
realmente lá, exceto pensamentos "sobre" identidade, mas nenhum eu real é encontrável
dentro desses pensamentos. É durante tal revelação que a Luz da Consciência Primária
pode transparecer, deixando uma profunda impressão sobre a consciência secundária. No
entanto, essa experiência geralmente se torna uma mera memória ao longo do tempo, uma
memória que pertence à consciência secundária. O problema com o ensinamento da
consciência secundária é que ele toma todos os introvisões e essas experiências, e
simplesmente as adiciona à sua infinita coleção de perspectivas intelectuais, a maioria das
quais são rapidamente esquecidas. Daí o fim da busca nunca chega, mas torna-se cada vez
mais frustrante enquanto seus esforços para se exaltar como sendo um "ser iluminado";
totalmente livre, imune ao dano e ao sofrimento, nunca ocorre. A consciência secundária é
uma contração densa da Luz da Consciência Primária transformada em "pensamento". A
consciência secundária é uma forma de pensamento e funciona apenas através e COMO
pensamento e conceitualização. É uma "vigarista", uma "transfiguradora" que domina
completamente nosso estado mental cognitivo em todos os sentidos. É um parasita que
assume uma vida própria enquanto se alimenta da energia radiante da Consciência
Primária. É a pseudo-entidade que interage e se integra com o biocomputador do cérebro.
Tenha em mente que tudo conforme descrito não é mais do que um devaneio ocorrendo
como a mente da própria consciência secundária, e essa consciência secundária no meio de
seu devaneio é o que está aparecendo como um filme holográfico dentro do espaço vazio
da Consciência Primordial, como reflexos vazios aparecendo e desaparecendo
inofensivamente em um espelho imutável. A fim de trazer essa experiência de sofrimento,
chamada samsara, a um fim, a consciência secundária precisa se recolher de volta à sua
fonte como a Consciência Primária. É feito pela Luz da própria consciência, reconhecendo a
si mesma repentinamente como sendo a Luz Original da Consciência Primordial. Isso é
possível porque a luz que "reconhece" é em si uma harmônica mais baixa e mais densa da
Sabedoria da própria Luz Primordial. O que chamamos de "reconhecimento" é
simplesmente uma transformação súbita da consciência, que é em si mesma uma
harmônica densa e mais baixa da Sabedoria (yeshe) da Consciência Primordial. Isto é como
um cubo de gelo repentinamente aparecendo em sua forma menos densa de vapor de
água. Este momento de transformação súbita da mente em Clara Luz, é referido como a
união das Luzes Mãe e Filha. Nenhuma união realmente ocorre, antes a Luz Filha se
transforma na Luz Mãe, é a verdade, a natureza mais elevada. Neste momento como
experimentado e conhecido bem aqui, a consciência é então conhecida como a Consciência
Primordial, sem dúvida, e sem um possível "duvidador" separado. Você é, então, o anfitrião
vazio, transparente e imutável, no qual todos os potenciais, como aparências, surgem e
desaparecem. A Consciência Primordial redescobriu a si mesma nesse flash de gnose. A
"atenção" da Consciência Primária tornou-se absorvida completamente em e COMO a sua
consciência secundária como "esporte". Tudo o que estamos fazendo nessas tradições é
inverter a flecha da "atenção" de estar fixado em e COMO pensamentos, de volta à sua
Fonte vazia. Ao simplesmente relaxar e liberar a "atenção" de todos os pensamentos e
tópicos mentais, a consciência secundária dissolve-se novamente em sua Fonte. Via
Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:39 UTC-02
Partes 2 e 3: Lampejos da Consciência O que exatamente são lampejos ou momentos de
consciência? Usando o paradigma do Dzogchen, todos os fenômenos, bem como os
momentos de consciência, são fundamentalmente vazios de qualquer natureza substancial,
como as nuvens, são um evento "conhecido", e têm uma textura particular ou uma
assinatura ou formação energética. Então, todos os momentos de consciência são
surgimentos vazios de formações energéticas particulares que são conhecidos. As nuvens
aparecem como ondas de umidade cinzas ou brancas; são conhecidas em seu aparecimento
na percepção; mas não têm substância duradoura. Momentos de consciência só aparecem
na consciência. Não há outra substância na consciência além da "mente" que aparece como
momentos de consciência. A consciência inclui pensamentos, imagens, um senso de auto-
identidade subjetiva, percepções, estados mentais, memórias e introvisões. Só podemos
conhecer o que ocorre na consciência. Não podemos conhecer um evento do "mundo
externo" além de uma percepção conhecida apenas dentro da consciência. A percepção é
em si mesma um momento de consciência, não um "ver" ou experienciar fenômenos reais
que aparecem "lá fora" de nossa pele ou cabeça. Vendo isso claramente, uma nova via para
a realização da vaziez do eu e de todos os fenômenos e de todas as experiências; de
passado, presente e futuro, pode ser realizada. Todas as experiências só ocorrem na
consciência, como consciência e, portanto, são vazias de qualquer realidade intrínseca,
como as formações de nuvem etéreas. Não importa o quão denso e opressivo um momento
de consciência ou estado mental possa ser, nunca é mais do que uma formação vazia da
consciência que se autolibera intrinsecamente, como uma nuvem no céu aberto. Uma
liberação completa dos fatores causadores de sofrimento e confusão, que se acredita ser
real, pode ocorrer quando a mente vê que todos os fenômenos, eventos e situações eram
apenas "momentos vazios de consciência" como sonhos e devaneios não-apreensíveis. Isto
é como a mente vendo claramente que uma cobra era apenas uma corda. Neste caso, é
visto que todos os fenômenos, experiências e crenças de todos os tipos são vazios de
qualquer existência real. Não é dizer que nada surge, que seria um extremo, mas está se
dizendo que o que surge não tem outra realidade além de ser um momento vazio de
consciência ou mente; e isso é porque tudo o que é conhecido são momentos vazios de
consciência flamejando. Parte 3: Lampejos de Consciência e a Consciência Conhecedora
Cobrimos a substância dos "momentos de consciência", bem como a sua natureza vazia nas
partes um e dois desta série. Mas agora vejamos aquilo que conhece um "momento de
consciência" que está ocorrendo: Sabemos no Dzogchen que cada momento da experiência
contém um elemento intrínseco que "conhece" a qualidade, os detalhes e a presença de
qualquer momento da experiência. Este conhecer não é apenas uma reatividade animada
pelos estímulos. Está ciente também de que sabe e conhece a verdadeira natureza da
realidade através de suas próprias sabedorias intrínsecas. Olhando diretamente para esse
conhecer, através deste conhecer, uma vasta dimensão de sabedoria e onisciência começa a
se desdobrar completamente. Essas sabedorias e introvisões podem ocorrer como
momentos de clarividência, telepatia e observações de sincronicidades inexplicáveis.
Torna-se também perfeitamente certo que a consciência não é dependente de um corpo ou
cérebro, mas sim que o corpo e o cérebro dependem da consciência. À medida que a
atenção sutil se aprofunda no aspecto conhecedor da consciência, as formações enérgicas
da consciência (pensamentos, fixações e o sendo do eu) colapsam e se dissolvem, como a
sabedoria (prajna, sherab) que revela sua vaziez intrínseca. Aqui ou em algum ponto, a
consciência localizada se colapsará completamente no reino da Cognoscência Pura
(Dharmakaya), que é o espaço vazio e consciente em que todos os momentos de
consciência estão flamejando, da mesma forma como um relâmpago de verão flameja em
um céu livre de tempestade. Este é o profundo céu interior da Cognoscência imutável, o
espaço vazio, rico em potencialidades, que dá origem a todos os momentos de consciência.
No Dzogchen priorizamos o aspecto cognitivo deste "conhecer" (rigpa) como nosso ponto
de orientação, em vez de enfatizar o aspecto da vaziez ou mergulhar na natureza das
formações energéticas. Tudo é revelado dentro da consciência da natureza do "conhecer".
Esta é a maneira mais rápida. No entanto, explorando qualquer um dos três aspectos dos
fenômenos cognitivos, os outros dois também serão totalmente iluminados, pois são
descrições de uma Natureza Búdica tripartida e inseparável. Gosto de me referir à
dimensão da Cognoscência Pura ou da Consciência Pura (Dharmakaya) como a "9ª
Consciência" porque todos os outros oito níveis inferiores da consciência, como descritos
nos ensinamentos Budistas tradicionais, surgem e aparecem dentro da 9ª Consciência,
como nuvens tênues que aparecem e desaparecem em um vasto e prístino céu aberto. Ao
orientar a consciência através de um olhar interior sutil para a sua capacidade de conhecer,
a dimensão indestrutível e sempre-prístina da 9ª Consciência será totalmente
autorrevelada e conhecida. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:29 UTC-02
Lampejos da Consciência; o Reino dos Místicos Cada momento da experiência é um
relampejo de Consciência texturizada. Nenhum momento flamejante da Consciência tem
qualquer duração e, portanto, não pode influenciar o próximo relampejo. É a Fonte Vazia
que está flamejando. Não há percepção do relampejo, porque há apenas o relampejo da
Consciência conhecendo a si mesmo como esse relampejo. Não há ninguém para controlar
qual será o próximo relampejo da Consciência; ele apenas flameja como esse momento da
experiência cognitiva, e então, no próximo momento surge um novo relampejo. Cada
relampejo é como um quadro separado em um rolo de filme. O relampejo é tão rápido que
parece que um filme contínuo de ações interligadas está ocorrendo. Não existe uma
entidade fixa que continua, melhora ou muda ao longo do tempo, porque há apenas
momentos descontínuos de Consciência aparecendo e desaparecendo com absolutamente
nenhuma duração para qualquer momento que acarrete no próximo momento. Se você
acha que pode controlar o que o próximo relampejo da Consciência irá conter, isso é
exatamente o que o relampejo atual da Consciência está dizendo. Aquilo que está
flamejando, não tem forma, características fixas ou identidade além do que está sendo
exibido no momento. É verdadeiramente vazio de uma natureza que se sustente para além
do que está sendo exibido. O que quer que seja pensado, sentido ou feito; é um flamejar
desse pensamento, sentimento ou ação diretamente daquela Fonte Vazia, sem
intermediários ou mediadores adicionando qualquer coisa. Conhecer o Absoluto é
conhecer qualquer momento de consciência com qualquer conteúdo que contenha. Não há
mais ninguém conhecendo esse momento que não o Absoluto, sendo e conhecendo esse
momento de consciência. O Absoluto Vazio se encarna plenamente como cada relampejo
de consciência como um momento de cognição de si mesmo. Quanto mais próximo o
Absoluto pode chegar? Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:20 UTC-02
Thigle Nyag Chik: A Revelação Última Thigle Nyag Chik significa a "esfera única". É um
ponto de Luz sem dimensão, como uma semente na qual todos os potenciais infinitos
existem, e é a nossa natureza suprema como a "cognoscência pura". Nossa verdadeira
condição: Sentir que você é um ponto de luz pura no centro de uma vasta esfera cristalina.
Todas as paredes internas da esfera são um espelho refletor cristalino (melong). Todos os
seus potenciais incluindo você mesmo, estão aparecendo como seus próprios reflexos no
espelho que o rodeia1. Olhando para o exterior, tudo o que você vê são reflexos de sua
própria Luz, como formações 3D aparecendo como projetadas sobre as superfícies internas
espelhadas da sua esfera circundante, na qual você está no meio. NT 1: O 'Espaço Vazio'
onde as aparências externas holográficas aparecem como a manifestação da Luz interna.
Todos os objetos 3D que você vê ao seu redor agora na vida são apenas aquelas
autorreflexos que aparecem nas paredes internas do espelho esférico que o rodeia. Você
só vê seus próprios reflexos 3D no espelho porque você é "tudo" que está sendo refletido.
Você não é o corpo físico ou qualquer corpo. Você é a Luz Infinita. Assim, enquanto você
olha ao redor, tudo que você vê é a Luz refletida por você mesmo. Contemple isso por
alguns instantes. Você é o "saber" ou o "ver" no centro do thigle semelhante a um espelho
(esfera). Seus potenciais são o que está aparecendo no espelho que você vê ao seu redor
como o "conhecido". Os reflexos 3D vazios no espelho externo são o que é "conhecido". As
"características" de tudo o que você vê parecem existir como intrínsecas às formas como
reflexos, mas as características das imagens são apenas reflexos de você mesmo
(potenciais) que aparecem "lá fora" no espelho ao seu redor. Tudo o que você vê são os
reflexos de suas próprias características como sendo tudo o que aparece ao seu redor.
Você é "tudo" como um potencial puro que você então vê refletido ao seu redor na parede
do espelho interior de sua esfera cristalina. Você é realmente o ponto sem-dimensão puro,
a Luz Conhecedora com seus potenciais infinitos (Thigle Nyag Chik) no centro do Thigle
Chenpo, a "Grande Hiper-Esfera". Isto é como no Mahayoga e Anuyoga, onde você é uma
"Deidade Búdica" (a Matriz Criativa) que manifesta sua mandala de potenciais criativos em
torno de si mesma, com paisagens e seres aparecendo como reflexos em um espelho. No
entanto, esta é uma visualização mental, enquanto que no Atiyoga vemos todas as nossas
percepções "físicas" como nossos próprios potenciais criativos aparecendo nas paredes
espelhadas internas da nossa esfera de luz cristalina circundante (mandala esférica).
Nenhuma visualização é necessária porque é assim que está realmente acontecendo em
todos os momentos. Tudo o que está "lá fora" sendo percebido, são reflexos das
características de sua própria Luz Infinita. Se a sua visão trespassar para além das paredes
espelhadas da sua própria esfera circundante, você vê ou experimenta a pura vaziez como
o espaço vazio e infinito. Mas você, como o thigle nyag chik, o ponto sem-dimensão último
da Luz, a matriz criativa e "conhecedora", nunca se move. Você simplesmente projeta vários
eus que sobrepõem seu "ponto central" que parece ver os vários reflexos de você mesmo
aparecendo "lá fora" no espelho como as paredes internas do seu thigle externo, pensando
que existem de forma independente com suas "próprias" características. Outro nome para
você como o "thigle nyag chik", é o "Olho da Sabedoria". Dentro do thigle do Olho da
Sabedoria existe um anel de Luz que contém todos os potenciais infinitos de aparências do
passado, do presente e do futuro que refletem sobre as paredes espelhadas internas do
seu thigle circundante (a esfera da mandala). É como o rolo de filme "já completo" dentro
do projetor de filme. Na física quântica, esse anel de Luz seria a "função de onda" quântica
que contém todos os potenciais para essa matriz criativa. Você é esse ponto da Luz
Conhecedora pura. O que você "vê" são seus próprios potenciais ou características
aparecendo "lá fora" como reflexos sobre as paredes internas do seu thigle circundante
semelhante a um espelho. Quando o reflexo do seu Corpo de Luz interior aparece como um
reflexo à sua frente, ao simplesmente olhar para ele, o corpo físico se dissolverá em Luz. É
assim que o corpo de luz surge no Dzogchen Longde sem o thogal. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:16 UTC-02
Quem é o "Quem"? Uma doutrina central dos ensinamentos do Buda diz respeito a
perceber a natureza vazia de um eu conceitualizado e condicionado, referido como anatta,
não-eu. Todos os fatores que compõem a identidade de um eu pessoal, que definem um
agente autônomo, foram descobertos como uma assembleia ou uma colagem de partes
interdependentes que dão a ilusão de ser uma identidade ou eu único e fixo. Tirando todas
as memórias, autoimagens mentais ou psicológicas, nomes, preferências e um senso de
"eu" e "meu"; como resultado nada restaria para ser possivelmente qualificado como um eu
autônomo e independente. Observando a progressão da doença de Alzheimer em um
membro da família, amigo ou paciente, demonstraria claramente que o que define uma
identidade individual como um eu é muito tênue e completamente dependente de
múltiplos fatores na melhor das hipóteses. Em algum momento da progressão da doença,
seria admitido que o "eu pessoal" anteriormente conhecido já não estava lá. Nunca houve
um eu pessoal fixo, em primeiro lugar, era apenas uma confluência consistente de
inúmeros fatores que funcionavam com alguma aparência de coerência que deram a
aparência de haver um eu presente independente e autônomo. Nossas mentes
transformam processos fluidos em entidades ou verbos fixos em substantivos, como uma
reificação natural das percepções em "coisas" fixas. Desta forma, os seres humanos podem
aparentemente separar melhor amigos de inimigos e presas de predadores; portanto,
oferece uma melhor vantagem à sobrevivência. Felizmente, existe uma qualidade de
consciência que permanece livre e independente da reificação da identidade e do "eu"
construindo atividades na mente. Mas antes de entrarmos neste aspecto sempre "livre e
puro" da consciência, vejamos os processos que concebem e constroem essa insidiosa
alucinação da auto-identidade. Quando deitado, prestes a dormir, nossa mente cai num
estado em que a nossa identidade pessoal ou eu não está sendo gerada, pelo menos por
um tempo. Mas então a mente começa a gerar uma nova identidade ou eu que parece ser o
caráter único do que parecemos ser durante um sonho que surge. Também é construído a
partir de memórias, condicionamentos, autoimagens anteriores e autoimagens do corpo.
Mas não é construído através da inclusão da contribuição ativa dos cinco sentidos, como é o
nosso eu "diurno" mentalmente construído. Nosso "eu" diurno também é apenas uma
assembleia de vários condicionamentos mentais e emocionais, conforme registrado na
memória. Não há uma identidade pessoal real ou verdadeira que não aquela imaginada
pela mente em suas atividades dinâmicas de transformar múltiplos componentes mentais
em uma entidade como uma coisa sentida como um "eu" único e autônomo. Através de um
método de "não-meditação", onde a mente pode simplesmente permanecer presente sem
plano ou direção intencional, esta mesma condição pré-eu da mente, antes e entre a
geração mental de uma auto-identidade pessoal, pode surgir e ser conhecida em seu
estado nu, anterior-ao-eu (nosso 'estado natural'). Isso pode ser um pouco como
adormecer à noite, onde a mente de repente deixa de gerar o eu diurno, mas, em vez disso,
uma consciência permanece desperta durante esse momento de auto-ausência. Aqui nesta
junção única, anatta pode ser plenamente realizado. Não é uma experiência que beneficia
ou ocorre "para" seu "eu", mas é uma ausência absoluta de um eu, conhecido na
consciência sem-eu. Ao ser apenas uma "observação" vazia durante uma longa sessão de
não-meditação, todo o processo de autoconstrução pode ser exposto à observação
consciente. É somente quando esse processo de autorreificação permanece desconhecido,
que pode se desenvolver completamente na alucinação do "eu", juntamente com suas
histórias e narrativas samsáricas que então dominam toda a nossa vida psíquica com
estresse, ansiedade e sofrimento contínuo. Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 07:12 UTC-02
A Tempestade Em um céu perfeitamente claro e aberto, as condições atmosféricas do céu
podem se desenvolver em vento, chuva, trovão, relâmpagos e nuvens escuras. Adicionando
todas essas partes juntas, podemos rotular que o conjunto de diferentes condições
atmosféricas seja uma "tempestade". As pessoas podem ver uma tempestade chegar,
podem experimentar os elementos da tempestade e podem ver a tempestade partir.
Quando os elementos individuais que compõem a tempestade se dispersam, apenas o céu
claro e vazio permanece sem vestígios da tempestade persistente anterior. Da mesma
forma, nosso eu pessoal como um "mim", é composto de vários componentes diferentes
que se reúnem de um modo particular conhecido como um eu individual ou pessoa. Os
indivíduos podem experimentar essa "pessoa" durante o contato com outros corpos
humanos e também por si próprios. As pessoas então veem esta "tempestade" temporária
ou conjunto de partes psicológicas como uma entidade única e permanente. Parece que
existe de forma independente e autônoma, sem ver a pessoa como um mero campo de
flutuação de elementos separados, sem nenhum gerente ou centro de controle ditando
todos os seus movimentos; como uma tempestade. Uma tempestade é como um devaneio,
a história do "eu", aparecendo e desaparecendo no céu claro e vazio da Consciência
impessoal. Se você pudesse separar e colocar memórias em uma pilha separada, auto-
imagens em uma pilha diferente, emoções em uma pilha diferente, imaginação em uma
pilha separada também; e os mantiver separados; nenhum eu pessoal, e nenhuma
identidade como um "mim" poderia surgir. No entanto, se você misturá-los completamente
em uma única garrafa e a agitar bem, você teria então um "eu" que surge
temporariamente. Deixe a garrafa completamente sozinha e imóvel e então as partes
misturadas se separariam novamente, e o "eu" desapareceria. Via Jackson Peterson
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 06:52 UTC-02
Atualizando a Nossa Verdadeira Natureza O que está sendo apontado ou indicado, é uma
qualidade de consciência que já está totalmente presente em cada momento da
experiência. Como a capacidade de "ver" ou "ouvir", nossa consciência é igualmente aquilo
que sabe, sem a necessidade de treinamento. É o ponto desnudo que sabe que o que quer
que esteja ocorrendo é o que está ocorrendo. É como uma câmera de vídeo que não tem
capacidade para pensar, analisar, julgar ou ter preferências. Como uma câmera de vídeo,
não tem nenhum senso de uma identidade pessoal, nenhum "eu sou" e nenhuma
individualidade. Não aspira a essas qualidades, porque essas qualidades são sempre
intrínsecas, por padrão e totalmente já presentes. Não tem preferência por um tipo de
estado mental sobre outro. Nada a afeta de forma positiva ou negativa. Só conhece uma
experiência como a cognição disso. Aquilo que sabe que está vendo essas palavras é essa
cognoscência imutável. Não é uma "coisa" existente, mas é o vazio em que tudo aparece.
Via J.P
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 06:50 UTC-02
Como ser livre de todo sofrimento emocional e confusão? Cesse o pensar. Como parar de
pensar? Ignore todos os pensamentos. Como ignorar todos os pensamentos? Veja que não
há "ninguém" para ignorar todos os pensamentos. Como ver que não há "ninguém"? Pare
de pensar! J.P
Sexta, 19 de janeiro de 2018 às 06:49 UTC-02
Atiyoga Agora vejo que o Dzogchen Atiyoga era originalmente um caminho muito esotérico
e extremamente direto para a realização total. Não envolvia estudo, preparação através de
níveis mais baixos ou veículos, ou purificação progressiva; em vez disso, o Atiyoga foi o
único veículo da ativação total do Olho da Sabedoria que está centrado próximo do meio
do cérebro na glândula pineal. O Olho da Sabedoria é em si o "veículo" e sua "fruição". O
Olho da Sabedoria é rigpa: Mente Búdica. Desde as primeiras escrituras do Dzogchen:
"Tantra do Samadhi Apontado por Avalokitsevara" "O veículo único é um único olho que
não tem impureza. O 'terceiro olho' é uma lâmpada auto-iluminante." (Do livro
recentemente traduzido de Chris Wilkinson "Os Oito Tantras Iniciais da Grande Perfeição")
Esta citação, por si só, revela a natureza essencial do Atiyoga sendo o veículo oferecido por
e como o Olho da Sabedoria em si. O Olho da Sabedoria não depende da mente nem do
corpo. É ele mesmo o aspecto da Sabedoria de todo o complexo do chakra da coroa.
Estamos usando essa Sabedoria, que é em si a nossa Consciência Conhecedora primordial,
como nosso veículo de plena realização. Quando nossa consciência se encontra como o
Olho da Sabedoria de Rigpa, o eu ilusório desaparece junto com todas as suas histórias, e a
sabedoria da vaziez é conhecida como uma sabedoria intrínseca do próprio Olho da
Sabedoria sem necessidade de ser estudada e contemplada. Estou dizendo que a Atiyoga é
a ioga de realizar o Olho da Sabedoria. Pode ser convencionalmente localizado
(teoricamente) encontrando-se atrás da testa em todos os seres humanos. Mas, de fato,
está completamente fora do espaço e do tempo. O espaço, o tempo e os fenômenos são
sua exibição criativa e energética (tsal). Quando reconhecido, parece que a frente da testa
é uma janela transparente com a infinita vaziez como a parte de trás e sua criatividade
energética como o mundo na frente. O Olho da Sabedoria é a consciência transparente e
conhecedora de ambos. É ver a exibição energética no contexto de sua própria vaziez. Olho
da Sabedoria Do Dzogchen "Manjushrinamasamgita": "O Único Olho da Sabedoria é
imaculado" (yeshe mig gcig dri ma med). Changchub Dorje atingiu o corpo de luz de arco-
íris. O tio de Namkhai Norbu era uma testemunha. Changchub Dorje escreveu: "O 'olho da
sabedoria' está agora aberto: A clarividência aqui e agora, seu corpo já não é sólido você
pode viajar sem restrições ". https://m.youtube.com/watch?
v=EwHwVu9pdRM&feature=youtu.be https://youtu.be/C2_ydFpXGXE Tsoknyi Rinpoche
escreveu sobre o reconhecimento do Dzogchen do Olho Único de Rigpa: "A maneira de
fazer isso é apenas voltar sua atenção ligeiramente para dentro, não olhe profundamente
para dentro, apenas mude seu foco de fora para dentro de maneira muito leve". Lopon
Tenzin Namdak: "A introdução é muito simples: apenas olhamos de volta para nós
mesmos". O Vedor Sem Cabeça (Douglas Harding); "Tudo o que temos de fazer para entrar
neste Quarto Estágio da jornada é - ainda que brevemente - virar a flecha da atenção. O
Katha Upanishad coloca assim:" Deus fez os sentidos virados para fora, o homem, portanto,
olha para fora, não para dentro de si. Mas ocasionalmente, uma alma ousada, desejando a
imortalidade, olhou de volta e se encontrou." Na verdade, a "alma ousada" não carece de
encorajamento. Ela está cercada de inúmeros lembretes e oportunidades, inúmeros meios
de reverter a flecha da atenção - se ela for suficientemente curiosa sobre sua verdadeira
identidade, e se estiver disposta a abandonar por um momento opiniões sobre si mesma
com base em rumores, memórias e imaginação e confiar na EVIDÊNCIA PRESENTE. Aqui
estão três dos muitos meios de fazer a reviravolta, para um leitor atento e honesto
instantaneamente experimentar: (i) O que você está olhando agora são essas palavras
impressas; o que você está olhando agora "externamente" é o Espaço Vazio nesta
impressão. Trocando sua cabeça por isso, você não se submete a nada em seu caminho:
você desaparece a seu favor. (ii) Aquilo pelo o que você está olhando agora não são duas
"janelas" pequenas e firmemente fixadas, chamadas de olhos, mas uma "Janela" imensa,
todo-aberta e sem bordas; na verdade, você É esta "Janela" sem moldura e sem vidro. (Olho
Único) (iii) Para ter certeza disso, você só tem que apontar para a "Janela" e notar para o
que esse dedo está apontando - quando muito. Por favor, faça exatamente isso, agora... Ao
contrário, sem dúvida, para sua primeira impressão, a ausência de cabeça consciente ou a
transparência - essa visão do Nada-exatamente-onde-se-está - acaba por ter várias virtudes
únicas. Não há nenhuma experiência como essa". Notas de prática a partir de hoje (março
de 2016): Deitado na cama, reconhecendo espontaneamente que esta consciência em si É a
Mente Búdica perfeita, de repente ela se tornou plenamente experienciada através da área
logo acima dos olhos. É como se toda a frente da minha testa fosse um olho aberto
olhando para o exterior. Dentro da minha esfera de consciência, o espaço é vazio, claro e
bem-aventurado, com total certeza de ser essa Consciência pura. É uma cognoscência pura
auto-clara. É a autêntica rigpa. A chave é a "atenção". Quando a atenção está totalmente
relaxada e descansando dentro do espaço da consciência conhecedora, então surge a
sabedoria de rigpa. Se a "atenção" não vaguear por simplesmente descansar dentro de sua
fonte, então a clareza da sabedoria de rigpa continua. Quando a atenção vagueia, ela pode
se transformar em "intenção". À medida que uma intenção surge totalmente, a energia da
clareza/sabedoria de rigpa é transformada no conteúdo da própria intenção. A intenção
geralmente começa com uma intenção muito sutil de pensar ou conceituar. Neste
momento exato, a sabedoria natural de rigpa é perdida sem sequer ser notado. Em rigpa a
"atenção" repousa dentro de sua própria vaziez como a "presença" pura da consciência. A
atenção é uma capacidade energética da própria rigpa. A consciência "livre de tópico", tal
como descrita nos textos do Semde e de Vairochana, é exatamente sobre esta "presença
de atenção" restante e não-envolvida, enquanto relaxada nuamente em sua própria
natureza de consciência pura e vazia. A atenção então se revela como a sabedoria de rigpa
ou yeshe. Ela então se manifesta como insights de prajna, intuições e clarividência. Quando
simplesmente deixada em absoluto silêncio, manifesta-se como sabedoria/bem-
aventurança em vez de apenas sabedoria. Toda a área ao redor e acima dos olhos é como
uma grande e única janela aberta, enquanto a clareza/sabedoria de rigpa ilumina a
consciência com flashes intermitentes de felicidade intrínseca. Espero que essas "notas de
prática" sejam úteis para alguns... Exercícios práticos: https://drive.google.com/
…/1m34EThNVUGY1V3b4a-x-Bzy87v…/view Abrindo o Olho da Sabedoria "O olho pelo
qual eu vejo Deus é o mesmo olho pelo qual Deus me vê, meu olho e o olho de Deus são
um só olho, um só que vê, um só que sabe, um só que ama." (Dos Sermões de Meister
Eckhart)" Aprendi essa prática de Qassim, com meu professor Sufi na Caxemira. Quando
feita adequadamente, surge um poderoso estado de consciência intuitiva e talvez a
iluminação completa. Sente-se calmamente sobre uma cadeira ou uma almofada no chão
por alguns minutos com os olhos fechados. Deixe todos os pensamentos e desejos
chegarem à quietude. Note que todos os pensamentos são vazios, o que significa que eles
não têm substância ou base permanente, como nuvens vazias. Note que todas as suas
histórias sobre tudo também são vazias. Em seguida, note como seu senso de eu pessoal
também é apenas outra história baseada em memórias e, portanto, também é vazio, como
um sonho. Observe que o espaço de sua consciência interior também é vazio e é o contexto
em que pensamentos e histórias surgem, juntamente com seu senso de eu. Reconheça que
você é essa consciência vazia e imutável. Imagine que há um grande e único globo ocular
embutido no centro da sua testa olhando para o exterior. Se encontra acima da localização
do chakra do terceiro olho. É bastante grande e afunila-se para trás para ambos os lados,
contactando os ouvidos. Uma vez confortável com essa visualização, tenha a sensação de
que você não precisa "imaginar" o olho, mas sim sempre esteve lá sem ser notado. Basta
descansar como se estivesse olhando para o espaço através desse olho, com os dois olhos
fechados. Permaneça nesta contemplação por pelo menos quinze minutos de cada vez e
repita sempre que possível. Quando você perceber pensamentos, lembre-se de que os
pensamentos são vazios, as histórias são vazias e seu senso de eu pessoal é vazio.
Novamente, note que o espaço de sua consciência interior também é vazio e é o contexto
em que todos os pensamentos, histórias e o senso do eu surgem. Reconheça que você é
essa consciência vazia imutável. Também é excelente práticar fazer este exercício deitado
de costas quando vai dormir. Adormeça enquanto faz esta prática, mantendo uma sensação
de clareza vívida na área da sua testa. Os resultados podem aparecer de forma gradual ou
repentina. Um estado de transparência extremamente claro que é pleno de sabedoria e
insight surge na área da sua testa. Quando totalmente aberto, você realiza a natureza da
realidade e sua verdadeira natureza. É por isso que esse olho é chamado de olho da
sabedoria. A crarividência e outras percepções extra-sensoriais também podem surgir. O
olho da sabedoria é reconhecido na Cabala, no Sufismo, no Budismo Tibetano, na Yoga da
Kundalini e no Shamanismo. Trecho do meu livro: "A Felicidade Natural do Ser" Via Jackson
Peterson
Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 às 06:20 UTC-02
Alzheimer e Demência no Budismo Quando nascemos, não temos identidade fixa, nem
preferências adquiridas, nem personalidade definida, nem padrões de hábito psicológico,
nem auto-imagem, nem memórias favoritas, nem relacionamentos, nem senso de si
mesmo, nem amigos nem inimigos e nenhuma história do "eu" "ou" meu mundo ". Aos 85
anos estudos indicam que cinquenta por cento dos idosos sofrem de uma forma de
demência como a doença de Alzheimer. Lentamente, a mente retorna a esse estado mental
de um bebê recém-nascido, mas agora devido a ter um cérebro muito insalubre. O eu, o
"mim", a identidade e a personalidade que levou uma vida de condicionamento para se
desenvolver começa a se desmoronar. Na morte, todas as qualidades de personalidade e
identidade pessoal cessam de repente e para sempre. O eu pessoal nunca existiu além de
uma história que o cérebro/mente gerou durante toda a vida. Isso nunca existe realmente
mesmo durante a vida de uma pessoa saudável. O eu não é mais do que uma coleção ou
conjunto de vários processos mentais suportados e mantidos pela função cerebral. Quando
o cérebro é danificado o "eu" pode ser radicalmente alterado, permanentemente. Isto é o
que acontece progressivamente no Alzheimer. O Buda ensinou que nosso senso do eu,
individualidade e personalidade são meramente o conjunto de muitas abstrações mentais,
crenças fictícias, memórias e condicionamentos, e que é a história psicológica "sobre" esse
eu imaginário que está causando todo o sofrimento emocional. A crença em um eu pessoal
é a principal ficção confusa da mente. Não é uma pessoa, é apenas uma coleção contínua
de pensamentos e memórias, mas com "ninguém" realmente "lá". O Buda disse que é o
mesmo com a crença fictícia em ser uma alma espiritual que escapa da morte do corpo com
sua personalidade e senso de auto-identidade totalmente intactas. Muitos que
testemunharam a progressão da doença de Alzheimer em um membro da família, amigo ou
paciente; sabe como a ‘pessoa individual’desaparece lentamente. O Buda apontou
enfaticamente que todos os agregados compostos de todos os tipos são impermanentes
ou" anicca "em Pali. A identidade pessoal ou o eu mental, decaem ao passar do tempo e
finalmente desaparecem para sempre. Isso prova que nenhum eu ou pessoa independente
e inerentemente existente jamais existiu em primeiro lugar; só parecia; e essa é a
realização do "não-eu" ou anatta em Pali. O eu pessoal é apenas uma coleção de respostas
condicionadas e traços de memória que são subconscientemente projetados na
consciência, como a pessoa que você parecia ser no sonho da noite passada. Seu "eu"
acordado é igualmente imaginário e irreal, bem como os outros "indivíduos" com os quais
parece ter relações. Este eu imaginário (nosso único eu pessoal) não poderia atingir a
iluminação mais do que o seu eu do sonho da noite passada poderia. Além desse eu
imaginário, não há nenhuma outra auto-identidade pessoal real na mente para ser
descoberta. Quando a mente vê que não há um eu real; ela cessa a projeção subconsciente
e "você" desaparece, assim como na morte ou no estágio final de Alzheimer. Esse é o fim da
personalidade e de toda sensação de ser uma auto-entidade histórica que "teve um corpo e
vida pessoal", simplismente desapareceram. Mas o Buda não parou por aí. No Budismo,
explicamos que, na morte, tudo o que é impermanente cessa, no entanto, o que não é
impermanente permanece, pois não pode cessar, decadir ou morrer. Nós chamamos isso de
Dharmakaya ou Mente de Clara Luz. É a natureza do Nirvana permanente. É o fundo
sempre-presente do "Conhecimento" que não tem personalidade individual, nem
preferências, nem identidade histórica, nem forma, nem um eu, nem história e nem local
no espaço ou no tempo. Embora seja vazia de todas as aflições, não é desprovida de suas
próprias qualidades positivas do estado do ser: onisciência, paz total, amor incondicional e
felicidade. No Dzogchen ela é referida como a "base do ser" (Zhi) ou o "Todo Bom,
Samantabhadra" como o Buda primordial; nossa verdadeira natureza. O "eu" não consegue
vislumbrar isso a qualquer momento, mas só em sua própria ausência é conhecido. (o "eu"
na verdade é apenas um fluxo de pensamentos que não podem "vislumbrar" qualquer coisa
de qualquer maneira) No Dhammapada, o Buda explica a noção de Nirvana assim: "Existe
aquela dimensão em que não existe nem a terra, nem a água, nem o fogo, nem o vento,
nem a dimensão da infinitude do espaço, nem a dimensão da infinitude da consciência, nem
a dimensão do nada, nem a dimensão da percepção nem da não-percepção. Nem este
mundo, nem o próximo, nem o sol, nem a lua. E aí, eu digo, não há nem vir, nem ir, nem
estresse, nem falecimento nem surgimento: sem ponto de vista, sem fundamento, sem
apoio [objeto mental]. Isto, apenas isto, é o fim do estresse (sofrimento) ". Do Mestre
Budista Sri Lankano Niyananda: "Se, por exemplo, um redemoinho no oceano vir a cessar,
pode-se perguntar para onde o redemoinho foi? Será como perguntar onde o fogo que se
extinguiu desapareceu. Pode-se dizer que o redemoinho se ‘juntou’ ao oceano. Mas isso
também não seria uma declaração adequada para fazer. Desde o inicio, o que de fato havia
era o grande oceano, então não se pode dizer que o redemoinho tenha ido a algum lugar,
nem se pode dizer que não tenha ido. Também é incorreto dizer que "se juntou" ao oceano.
A cessação de um redemoinho dá origem a uma situação tão problemática. Ao que, em
resumo, isso equivale? O redemoinho cessou e agora "tornou-se" o grande oceano em si?
Esse é o significado mal compreendido da comparação do Emancipado (um Buda) com o
grande oceano. Mas quando se pensa na relação entre o redemoinho e o oceano, é como se
o praticante realizado se tornasse um com o oceano. Mas isso é apenas uma corrupção da
fala. Na realidade, o redemoinho é meramente um certo estado momentâneo do próprio
oceano. Esse estado momentâneo (um eu pessoal) não mais existe. Cessou. É por causa
desse estado alterado momentâneo e seu auto-agarramento giratório que havia uma
manifestação de sofrimento (e do eu pessoal). A cessação do sofrimento poderia, portanto,
ser comparada à cessação do redemoinho, deixando apenas o grande oceano como é. Só
enquanto houver um redemoinho giratório (mente conceitualizadora), podemos apontar
um 'aqui' e um 'ali'. No vasto oceano, sem limites como é, onde há um redemoinho, ou um
vórtice, podemos apontá-lo com um "aqui" ou um "ali". Mesmo assim, no caso do indivíduo
saṃsárico,enquanto o rodopio estiver acontecendo na forma do redemoinho, há uma
possibilidade de designação ou nomeação como "assom-e-assim" (identidade). Mas uma
vez que o redemoinho tenha cessado, não há realmente nada com que se identificar, para
fins de designação (pessoal). O que mais pode ser dito sobre isso, é referir-se a ele como o
lugar onde um redemoinho cessou. Tal é o caso de um Buda também. A liberdade da
dualidade é a cessação do próprio redemoinho (a mente conceitualizadora e o próprio eu
imaginário). Nós explicamos em uma ocasião anterior como um redemoinho veio a ser. Uma
corrente de água, tenta ir contra o corrente principal, quando sua tentativa é frustrada, em
choque com a corrente principal, é lançada para fora e empurrada para trás, mas contorna
para rodopiar e rodopiar como um redemoinho. Esta não é a norma. Isso é algo anormal.
Aqui está uma distorção resultante de uma tentativa (a mente egóica) de fazer o impossível
(para sobreviver como um eu). É assim que uma coisa chamada "um redemoinho" (mente
samsárica e o eu) é ". "Yā c 'eva kho pana ajjhattikā paṭhavidhātu, yā ca bāhirā paṭhavidhātu,
paṭhavidhātur ev' esā. Taṃ n 'etaṃ mama, n' eso 'haṃ asmi, na meso attā' ti evam etaṃ
yathābhūtaṃ sammappaññāya daṭṭhabbaṃ." (por Buda) "Agora, qualquer elemento da
Terra que seja interno, e qualquer elemento da Terra que seja externo, ambos são
simplesmente elementos da terra. Isso deve ser visto como é com a correta sabedoria
assim:" isto não é meu, isso não sou, isto não é meu eu.'" A implicação é que este chamado
indivíduo, ou pessoa, é de fato um redemoinho, formado a partir do mesmo tipo de
elementos primários que se obtêm fora dele. Então, toda a idéia de um indivíduo ou de
uma pessoa é uma mera auto-ilusão momentânea. A noção de individualidade existente
nos seres é comparável à aparente individualidade de um redemoinho. É apenas uma
pretensão. É por isso que se chama asmimāna, a presunção ‘Eu sou’. Na verdade e de fato, é
apenas uma presunção. No Dzogchen, na Essência do Mahamudra e Zen; nós apontamos a
presença viva do Nirvana como esse conhecimento de fundo aparente de onde se está
sempre, já a "Ver". Via Jackson Peterson
Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 às 06:18 UTC-02
Euísmo Quando o "euísmo" surge na consciência, as histórias sempre o acompanham.
Quando o "euísmo" está ausente, a história que retrata e encarna seu sofrimento, também
está ausente. Isso nos diz que aquele no samsara é a ficção fabricada por essa mente de um
eu imaginário que controla, pensa, intenta e atua. A Totalidade move-se como tudo em
movimento. Isto é como todas as aparências; Interno e externo são as flutuações do Tao.
Ninguém controla ou faz o clima. Da mesma forma, ninguém está fazendo o clima interno
da mente, pensamentos, intenções e ações; mas a mente gera um "eu" imaginário com a
idéia de que está fazendo e controlando o clima interno e suas ações. Pior, o "eu" está
sendo gerado com a idéia de que existe com livre arbítrio, escolha e existência
independente. Essas são apenas mais ideias adicionadas aos pensamentos. Este eu que
aparece como seu "eu", é um produto, e não um produtor de qualquer coisa. Você não está
criando a si próprio como um "eu". Isso porque não há você lá como um criador de
pensamentos e ações. Tudo o que existe são flutuações do clima externo causando
flutuações no clima interno que afetam o clima externo; com ninguém, nenhuma entidade
causando nada disso. É claro que "ninguém" está fazendo ou faz "chover". Mas não é tão
claro que "ninguém" está causando pensamentos, intenções e que ninguém existe como
"fazedor" ou como receptor de ações realizadas. O "eu" ocorre como um processo interno
do cérebro/mente (clima interno) que ninguém controla. O processo do euísmo pode de
repente cessar. Essa é a liberação do samsara; é um tipo engraçado de liberação em que
ninguém foi liberado! Deixando a mente como é, em um estado de não-meditação permite
que os processos da mente diminuam. Quando a mente se abranda, eventualmente, as
lacunas vazias entre pensamentos podem ser notadas. Mas a lacuna vazia é realmente
preenchida com o "mim" como o eu que parece estar percebendo o espaço vazio entre os
pensamentos. Continuando, uma lacuna, ausente de um observador pessoal como um "eu"
que observa, é revelada, mas para ninguém. Não é que este processo esteja gradualmente
produzindo a "consciência pura" (rigpa) ou Mente Búdica, mas que está gradualmente
revelando a natureza vazia e a ausência real de um eu pessoal como uma identidade,
fazedor, pensador e daquele que sofre. É visto que nunca existiu. Por outro lado, a
"consciência pura" (rigpa) é o hospedeiro vazio e imutável no qual todo o euísmo e suas
histórias ocorrem de forma inofensiva, como nuvens que aparecem e desaparecem dentro
desse céu imutável, consciente e vazio. Jackson Peterson
Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 às 06:11 UTC-02
Apenas Rigpa Todo momento de experiência é rigpa se expressando como esse momento
cognitivo e perceptivo. Não há separação entre rigpa e o que é experimentado. Esta é uma
grande notícia! Rigpa (natureza Búdica) aparece como seus três aspectos de sua natureza
intrínseca: Vaziez, clareza cognitiva e formações energéticas. Isso é tudo que o universo é.
Isso significa que sua consciência existente é sempre rigpa em um ou mais dos três modos
de sua natureza. Quando, como uma formação energética do pensamento, como um "eu"
reificado, é inconsciente de sua natureza vazia e conhecedora. Isso seria como quando
aparece como um personagem que você parece ser em um sonho durante a noite que não
conhece a verdadeira identidade. Quando essa consciência se volta para si mesma, ela
reconhece sua natureza vazia e conhecedora e a formação energética colapsa. Assim é
como a rigpa se auto-obscurece, bem como se auto-libera. "Quando algo aparecer ou
surgir, reconheça-o como a rigpa desnuda e desobstruída. Não deve ser encarado como um
"outro" de forma alguma. Longchenpa de seu "Comentário sobre o Espaço Básico" Via J.P.
Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 às 06:10 UTC-02
O Intelecto Quem quer que esteja seguindo um caminho para obter a iluminação, está
sendo conduzido pelo demonio interno do intelecto que procura por si mesmo para poder
atingir a paz e a bem-aventurança definitivas. Não está interessado em conseguir sua
própria dissolução ou, se estiver, quer estar lá para desfrutar sua própria ausência! É o
intelecto que reune toda a informação para praticar, assegura que a prática ocorra e junta-
se a todos os clubes e cultos que promovem o mito de um eu imaginário ser capaz de
alcançar a iluminação. O que é tão engraçado, é que o intelecto gera um eu conceitual e
esquece que o está gerando e depois tenta obter ajuda para iluminar o seu eu imaginário!
Não se trata da liberdade para um eu, trata-se da liberdade de um eu. Jackson Peterson
Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 às 06:10 UTC-02
A essência de Trekchod é: Uma condição em que todos os aspectos da experiência são
deixados exatamente como-é. Não há nenhum vestígio de prática porque não há nenhum
próposito para uma prática se tudo for deixado exatamente como-é. A "prática" é sempre
devida a uma perspectiva distorcida em que uma "prática" é o antídoto imaginário para um
problema imaginário. Outro ponto é que sempre que trekchod e rigpa estão co-presentes;
não há ninguém lá que esteja "deixando as coisas como-são”. Se você está praticando
"deixar as coisas como-são", então é um antídoto para remediar uma condição que não está
sendo "deixada como-é". A metáfora da "co-presença de trekchod e rigpa" é: quando se
derrama um copo de água pura em outro copo de água pura, não é necessária nenhuma
mistura. J.P.
Terça-feira, 9 de janeiro de 2018 às 21:18 UTC-02
Nadez Sem-Cabeça [Texto em Revisão] (i) O que olha agora são essas palavras impressas
[na tela]; o que olha agora "a sua frente" é o Espaço Vazio nessa impressão [na tela]. Ao
antepor sua cabeça por isso, não se submete a nada em seu caminho: você desaparece para
sua liberdade. (ii) Aquilo pelo qual olha agora não são duas "janelas" pequenas e
firmemente fixadas, chamadas de olhos, mas uma "Janela" imensa, toda-aberta e sem
bordas; na verdade, você É essa "Janela" sem moldura e sem vidro. (O Olho Único) (iii) Para
ter certeza disso, você só tem que apontar para a "Janela" e notar o que esse dedo aponta -
nada mais. Por favor, faça exatamente isso, agora... Ao inverter [o foco], sem dúvida
[quanto a isso], em sua primeira impressão, a ausência de [uma] cabeça consciente ou a
transparência - essa visão do Nada-exatamente-onde-está - acaba por ter várias virtudes
únicas. Não há nenhuma experiência como essa". --Jackson Peterson
Domingo, 7 de janeiro de 2018 às 08:50 UTC-02
A Realidade Experimentada como Construções Mentais Somente O Buda percebeu que o
que chamamos de nosso eu e o que chamamos de nosso mundo, bem como os objetos e
criaturas que aparecem nesse mundo, são apenas construções mentais. Realmente não há
ninguém e nada lá, exceto lampejos momentâneos de Luz Clara e Consciência. Essa
Consciência então constrói este mundo através da construção mental de vários edifícios de
solidez imaginária compostos apenas por pensamentos, Luz e Consciência. A construção
está sempre ocorrendo no espaço vazio da Consciência imutável. (Dharmakaya) Vários
programas de software de "jogos" de computador que são a substância dos bonecos em
ação e seu mundo em que eles atuam, é limitado 100% a essa programação de software.
Do mesmo modo, nosso mundo da experiência é limitado aos programas de software do
pensamento. Nossas percepções sensoriais são nomeadas, rotuladas e descritas pelo
pensamento. Esse é o nosso mundo, as pessoas e as criaturas que aparecem nele. Não
existe um mundo "real" sob essas criações mentais. Pode-se "pensar" o mundo real, então,
nossas percepções sensoriais não são transformadas pelo pensamento. Mas se olharmos
para essas percepções sensoriais, nada é verdadeiramente encontrado, exceto as várias
texturas vazias da Luz. As aparências são hologramas transparentes de Luz que ganham
suas características através da nomeação e rotulagem pela Consciência. Sem a rotulagem
mental e a descrição, os hologramas de Luz não têm a menor realidade entitativa (de
entidade) sequer. A ciência, como a física quântica nos mostra, que o que parece sólido e
real é realmente 99,9999% de espaço vazio. O que aparece são as vibrações sem-forma da
luz. Isso significa que nossas percepções sensoriais são tão vazias quanto as construções
mentais que as definem. Desta forma, a vaziez dupla é revelada como a verdadeira
natureza da realidade. A primeira dobra é a natureza vazia de um eu pessoal, que é uma
descrição mental de uma Consciência sem-forma e infinita como a Luz Clara consciente.
Não há um eu pessoal localizado além do software do pensamento que o descreve. A
consciência pode se manifestar em várias densidades (contrações) de clareza como nos
sonhos à noite, os devaneios e a consciência "acordada". Ela também pode se manifestar
como sua própria condição primordial da Consciência de Luz Clara; que chamamos de
"rigpa" como sua própria Sabedoria intrínseca (Yeshe). Nossa consciência atual (mente) é
uma formação mais densa da Consciência de Clara Luz, contraída através de sua crença
num eu pessoal. Ao olhar para a própria natureza vazia e a natureza vazia de suas
construções de pensamento, a densa contração de repente se libera em sua condição
primordial como a Consciência de Clara Luz. Via Jackson Peterson
Sábado, 6 de janeiro de 2018 às 08:11 UTC-02
De um dos 17 tantras do Nyingthig traduzido por Chris Wilkinson Do Tantra da Lâmpada da
Joia Flamejante das Lindas Flores Amarelas. ["Tantra on the Blazing Jewel Lamp of
Beautiful Yellow Flowers"] "Um signo da experiência de regozijo JAZ no âmago de nosso
corpo, é uma luz de cinco cores, E sem qualquer esforço surge no exterior". Isso significa
que o mundo exterior que vemos ao nosso redor é o reflexo de nossas cinco luzes
interiores que aparecem como se estivessem "lá fora". Via J.P
Sábado, 6 de janeiro de 2018 às 07:07 UTC-02
O Nyingpo Dongyi Gyu diz: "Porque a total pureza dos três tempos é rigpa indivisível, esta
rigpa indivisível é totalmente auto-aperfeiçoada. É a dimensão da iluminação primordial,
sem a acumulação de méritos ou a purificação de obstáculos. A dimensão da rigpa ilimitada
não pode ser concebida ou comunicada. Primordial, é o estado totalmente perfeito e
espontaneamente completo. Não se desloca em direção a um nível e não treina em um
caminho. A ilusão de purificação através da contemplação não-conceitual é realizada
naturalmente relaxando, sem esforço ". Via J.P
Sábado, 6 de janeiro de 2018 às 06:58 UTC-02
Não há nenhuma entidade para perceber qualquer coisa de forma gradual ou súbita. J.P
*** Não há ninguém para perceber que não há ninguém. J.P *** Não há ninguém para
reconhecer qualquer rigpa. Há apenas rigpa. J.P *** Você não entende que não há
estudantes ou buscadores. Eles são apenas personagens de sonhos. Não há ninguém para
fazer uma prática. J.P *** Em outras palavras; você é deus e você está criando seu mundo
sozinho. J.P *** Não há estudantes, nem professores, nem buscadores, nem você e nem eu.
Todos são apenas pensamentos. J.P ***
Quinta-feira, 4 de janeiro de 2018 às 07:52 UTC-02
Dzogchen não é Renunciar nem uma Forma de Transformar Dzogchen não vê que algo é o
problema que precisa ser ajustado no corpo, na fala (energia) ou na mente. Não há falhas
mentais ou perceptivas que precisem ser corrigidas; porque não existe uma entidade que
se beneficie dessa correção. Também não há eu ou entidade que está oprimida por
qualquer estado ou condição samsárica. É por isso que nenhuma prática é ensinada no
Dzogchen autêntico. Não há ninguém para se beneficiar de uma prática e ninguém que
possa praticar. Não é por praticar "nenhuma prática" que alguma entidade ou eu seja
liberado. Não há eu para liberar e nem eu que se beneficie de uma liberação de uma crença
num eu. É o contexto vazio, o espelho vazio em que aparecem todos os fenômenos,
incluindo um senso de eu e uma mente samsárica. Nem precisa ser ajustado ou removido,
porque não só já estão intrinsecamente vazios, mas porque nenhum fenômeno mental ou
perceptivo prejudica, diminui ou beneficia o espelho vazio da consciência imutável e
impessoal. --Jackson Peterson
Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018 às 20:00 UTC-02
Quando Pooh reconheceu rigpa. No Bosque dos Cem Acres, todos os animais estavam
muito empolgados. Christopher Robin (amigo do ursinho Pooh) havia dito a eles que um
Rinpoche Tibetano estava vindo para uma visita e, se quisessem, ele poderia apontar a
natureza de suas mentes. Pooh ficou um pouco preocupado de início. "E se eu descobrir
que eu não tenho uma mente?", disse Pooh a Leitão enquanto caminhavam em direção ao
bosque, onde a iniciação deveria acontecer. "Oh", disse Leitão (corajosamente) "Acho que
não precisamos nos preocupar com isso - não é?". Então, enquanto caminhavam, Pooh
compôs uma música para mantê-los em um bom coração. Quanto mais eu olho - tiddely-
pom. Quanto menos eu vejo - tiddley-pom Minha amável mente amorosa - tiddley-pom.
Não consigo encontrar - tiddely-pom. Muito rapidamente, todos os animais se reuniram na
grama. Na primeira fila, ao lado de Christopher Robin, sentou Pooh, Leitão, Mãe Can
(canguru fêmea) e bebê Roo. Atrás deles veio o Coelho, e uma grande coleção de seus
parentes e amigos, Tigrão e o professor Corujão. E logo na parte de trás, escondido e sem
uma boa visão porque ele estava de frente para o caminho errado, era o Bisonho (burro),
que estava convencido de que ele não teria sido convidado, de que ninguém o tinha
convidado. O Rinpoche sentou-se num assento muito grande que Christopher Robin havia
feito. Foi feito a partir de uma série de grandes potes vazios para o Mel, que Pooh tinha
gentilmente consumido mais cedo, por suas pernas; um pedaço da casa da árvore do
Corujão, depois de ter sido derrubada se tornou a plataforma; e Can trouxe algumas
almofadas confortáveis que tinha em abundância. Rinpoche passou algum tempo
explicando coisas e contando um monte de piadas bobas e lentamente todos os animais
começaram a relaxar. Ele fazia isso cantando coisas como "Quem se importa, e daí". O que
era bastante difícil para um urso de cérebro pequeno se lembrar – “O que vem depois de
‘Quem se importa?’”, se perguntou Pooh bastante preocupado! Na verdade, ele estava tão
preocupado que ele cutucou Leitão e perguntou. "Oh, querido", disse ao Leitão, "não tenho
certeza absoluta de mim mesmo". Quando o grande momento veio, o Rinpoche de repente
gritou Phat! Muito, muito alto e cortante. Todos os animais olharam com expectativa para o
espaço antes deles, exceto Leitão, que saltou ao ar e soltou um grito assustado. ("Oooh",
ele gritou.) Então o Rinpoche perguntou o que eles tinham experimentado. O Corujão disse
que ele estava particularmente interessado na similaridade entre o ‘aliarvagina’ e o
‘wigpah’(??). O Tigrão disse que pensou que ele tinha entendido e então ele não tinha
certeza, então ele olhou novamente e então ele tinha certeza de que ele tinha entendido,
mas depois de um pouco ele não tinha tanta certeza.... mas ele sabia que, uma vez que ele
realmente tivesse entendido, seria divertido. O Coelho disse que estava muito ocupado
certificando-se de que todos os arranjos estavam indo bem para se concentrar. Christopher
Robin, Can e Guru simplesmente sentaram-se sorrindo calmamente. Bisonho disse que ele
teria entendido se alguém lhe dissesse o que era antes, mas eles não disseram. Leitão disse
com muita clareza e um pouco rápido demais (querendo ajudar o Rinpoche), "entendi,
entendi!" E Pooh disse: "Olhei, mas não havia nada lá". E o Rinpoche disse, sorrindo,
"Exatamente". Tudo isso prova que ter um pequeno cérebro é uma grande benção cármica.
Feliz Natal a todos! Via Nigel Wellings (integrante do grupo Dzogchen Discussion)
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 12:02 UTC-02
O texto traduzido abaixo é o mais antigo do Dzogchen Ati Yoga. Ele data de 700 D.C.. É
citado parcialmente no século 9 no Samtan Migdrön de Nubs Sangye Yeshe e é
parcialmente citado no mais importante tantra Dzogchen, Tantra Kunje Gyalpo. O autor
também é conhecido como Buddhagupta. Ele é listado em várias fontes tibetanas como o
20º titular da linhagem Dzogchen de um total de 23. Tradução do IOL 594 Documento de
Tun Huang (Autor): o Byang chub kyi sems é escrito pelo mais sábio Sangs-rgyas sbas-pa.
(Buddhagupta) Categoria: pertence ao Atiyoga. Fontes: é extraído de todas as escrituras
concernentes à Mente Iluminada. Objetivo: é ensinado ao adepto inteligente. O trabalho é
dividido em cinco seções desde o início até o fim. Todos os fenômenos possuem "talidade".
A existência fenomenal não se segue. Por mais profundas que sejam as palavras que se
pronuncie, não se pode expressar o ponto. As atividades de acumulação de mérito, prática
física e espiritual de contemplação, e purificação de traços samsáricos, são uma "estaca
fixa". (uma armadilhara que prende um animal) O espaço intangível não pode ser
modificado. Sentar-se com as pernas cruzadas, todo o ajuste físico, deriva do apego ao
corpo. O espaço sem forma não pode ser modificado. O que existe desde o início, como o
espaço, não se senta com as pernas cruzadas. Assim como a própria natureza permanece
num estado semelhante-ao-espaço, é a base para se transformar no espaço. Assim é o
espaço mental, a base da aquisição da iluminação. A mente que não tem raízes, não pode
ser buscada e encontrada. É como espaço. A Iluminação não nascida, é desprovida de causa
e efeito. O preceito mais profundo, o "Pequeno Grão Oculto", a chave para as escrituras e
os preceitos. O fim. --Via Jackson Peterson
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:54 UTC-02
Eu recebi esta pergunta de um e-mail hoje: "Então eu estava ouvindo o ensino da CNNR
sobre Trechod e Rigpa hoje (de seu retiro de Togal em abril de 2014) e ele parece-me dizer
claramente que os pensamentos são o movimento e que podem surgir, mas, desde que não
sejam seguidos, e acabei de notar a partir da posição ("[tela de] fundo" – meu termo não
dele) de Rigpa, então é um brilho normal ou Tsal e, portanto, é parte de nossa energia e de
nossa natureza real (Rigpa). Mas isso parece contradizer a afirmação clara de Tulku Urgyen
(acima) de que os pensamentos não podem surgir de alguma forma se alguém estiver em
Rigpa. Você pode esclarecer isso para mim, por favor?" Eu escrevi em resposta: Em rigpa,
tokpa, como pensamentos cármicos não surgem. O "movimento" (tsal) ainda surge, mas
como yeshe/sherab vipassana; não como um "pensamento" comum. Norbu não está muito
correto sobre isso. Ele também cria uma dualidade de "apenas observar" pensamentos,
como se rigpa fosse um "observador" de pensamentos "observados". Via J.P
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:46 UTC-02
O Cérebro e Rigpa (Consciência Pura) O cérebro é um biocomputador que está
constantemente processando informações com prioridades pré-programadas (DNA)
inclinadas para avaliar ameaças de sobrevivência biológica, reprodução sexual e
estabelecer uma certa quantidade de território pessoal inviolável. Pensar, conceitualizar,
pretender, lembrar e imaginar são todos os programas do software do biocomputador do
cérebro em ação. O eu pessoal que parece existir e que parece autônomo é apenas um
programa de software projetado para organizar estratégias de sobrevivência e sua
execução bem sucedida; como um gerente virtual. O "eu pessoal" pode de repente
desaparecer quando o programa de software é desligado momentaneamente por várias
razões. Rigpa, por outro lado, tem sua própria inteligência que não é baseada no cérebro.
Não possui softwares de "pensar ou conceitualizar". Então, NUNCA pensa ou conceitualiza.
É impossível! Mas rigpa tem capacidades muito maiores, como intuições não locais,
telepatia, clarividência e consciência das sincronicidades universais. Em vez de "pensar e
conceitualizar", conhece através de uma visão imediata. É ver/conhecer o óbvio. Rigpa
também não tem programas de sobrevivência ou interesse em sexo, reprodução, saúde do
corpo, sobrevivência ou prazer, e não precisa de território pessoal. Também não possui
uma autonatureza pessoal ou identidade individual. Esses programas de software só
existem como a atividade cerebral animal. O dharmakaya rigpa (consciência pura) nunca
existiu no espaço ou no tempo. Não tem localização. Nunca se moveu ou mudou. Nunca foi
condicionado. Não tem nenhum propósito ou plano. Nunca causa nada. Não tem
preferências. É o espaço vazio, intocado e consciente no qual o universo aparece
espontaneamente como seus potenciais, como hologramas vazios dançantes; que é a nossa
experiência de vida inteira. A mente humana como um programa de biocomputador nunca
pode chegar a rigpa. Mas rigpa permeia todos os estados, assim como o vidro vazio e
transparente de um espelho permeia todas os seus reflexos sem preferência ou
diferenciação entre eles. Rigpa como a consciência conhecedora sempre-presente, é o
único "conhecedor" senciente de todas as aparências. Sua verdadeira natureza é
exatamente esse "conhecedor" observador ou sabedor que não é uma identidade pessoal.
Como rigpa, você nunca mudou, nunca nasceu e nunca teve "contato" com o universo.
Como os hologramas energéticos podem entrar em "contato" com a pura vaziez? Qual é o
ponto de contato deles? Todos os esforços para alcançar a iluminação são os programas de
software limitados do cérebro em ação. O eu que está buscando rigpa, a iluminação ou a
estabilização, é uma projeção do biosoftware do cérebro. Não existe tal eu! É uma
alucinação produzida pelo cérebro. As ideias de um praticante, um caminho e a realização
são igualmente alucinações do software cerebral. Não há praticante ou pessoa, nenhum
caminho e nenhuma realização! Portanto, a noção de realização gradual ou súbita são
igualmente alucinações criadas pelos softwares do cérebro. Mas sua cognição vazia,
senciente ou já existente, consciência conhecedora é exatamente essa vaziez consciente,
perfeita, atemporal e imutável. Isto é o que está sendo "apontado". Não tem
absolutamente nada a ver com os pensamentos vazios de sua mente, crenças vazias, eu
vazio, intenções vazias e ações imaginárias. Via Jackson Peterson
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:37 UTC-02
O Eu Egoico não é um Obstáculo Um pato é visto voando pelo céu. Esta experiência pode
ser exatamente como é, uma experiência puramente perceptiva ou pode ser
subjetivamente tendenciosa "EU TIVE uma experiência de ver um pato voando pelo céu".
Mas ambas são simplesmente conhecidas em sua aparência característica; e ambas são
conhecidas por aquele que não tem nenhum senso pessoal ou características de ser um
percebedor pessoal. Quando surge uma sensação de eu pessoal como um "observador" de
experiências, surge como uma mera experiência em si, como ver um pato voando pelo céu.
O sentimento egoico do "eu" não bloqueia o conhece dessa sensação egoica mais do que
perceber o pato voando bloqueia a visão do pato voando. Desta forma, é visto que nada
realmente bloqueia a cognoscência vívida de "patos voando" ou bloqueia a cognoscência
vívida de um forte sentimento de individualidade pessoal como um "eu". Considere tanto a
experiência de "patos voando" como o "sentimento de individualidade pessoal como um
‘eu’”como sendo apenas diferentes nuvens vazias e não-apreensíveis que flutuam pela
consciência vazia, a qualidade de observação impessoal presente em todas as experiências.
Para quem um "forte senso de eu" que voe pelo céu da consciência impessoal seja um
detrimento? Para quem patos voando através de um céu, é um detrimento? Está tentando
se livrar da experiência de um eu egoico diferente de tentar limpar o céu de todos os patos
que podem estar voando por ele? Experiências de som ocorrem, as experiências de cor
aparecem, as experiências de sensações aparecem, as experiências de sentimentos de um
"eu" egoico ou eu sofredor aparecem; mas todas são apenas igualmente aparências no céu
vazio da consciência sem alterar a consciência vazia impessoal de qualquer maneira. Não é
que exista um eu pessoal como "mim" que tenha experiências, mas sim o eu pessoal como
um "mim" é apenas uma experiência que ocorre na consciência impessoal. Jackson
Peterson
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:33 UTC-02
Para citar Norbu Rinpoche: " "A autolibertação significa que você encontra a si mesmo
exatamente naquela "observação" pura, naquela pura presença de Rigpa". Mestre
Dzogchen do século XIX, A Essência Vital de Shakya Shri Jnana: "Em qualquer ocasião, há
uma qualidade consciente que é tanto vazia como cognoscente e nem alterada nem
corrompida por qualquer pensamento. Simplesmente mantenha este estado natural e
permaneça sem se afastar disso". Mestre Dzogchen, Chokyi Nyima diz em seu livro Estado
Desperto Presente e Fresco: "Basicamente e fundamentalmente, nossa mente é
totalmente vazia, puro êxtase, totalmente desnuda. Nós não a cultivamos pela meditação,
criando esse estado meditando". Via J.P
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:27 UTC-02
Porta de Entrada Quando a atenção pousa num tópico de preocupação, a porta para o
samsara foi acessada. Quando a atenção reside em sua própria transparência vazia, apenas
o nirvana é conhecido. J.P
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:20 UTC-02
Papai Noel traz um presente para "você": Mente Búdica ? Há apenas a Mente Búdica
Absoluta que se projeta como se fosse uma pessoa ou mente individual
independentemente existente. O que quer que você pense, é um pensamento que emana
de você como a Mente Búdica Absoluta. A Mente Búdica Absoluta é sempre o nirvana,
enquanto a consciência secundária, como a sua sombra, só conhece o samsara. Uma TV é
como a Mente Búdica Absoluta; a estrela dos programas de TV que aparecem dentro dela,
é a consciência secundária como a sua própria projeção samsárica. Somente a Mente
Búdica Absoluta pode desligar os programas de TV, e quando desligada, apenas a Mente
Búdica Absoluta permanece e sabe que é a verdadeira identidade. Isso significa que você
sempre é a Mente Búdica Absoluta. Quais programas de TV você está projetando junto
com a qualidade do "eu" dentro deles? ?བབབ Jackson Peterson
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:16 UTC-02
Zangthal: Transparência Rigpa não é transferir [um amontoado] de informações de
conhecimento ou sabedoria. Rigpa é uma experiência viva e real de ser o espaço
consciente, vazio, imutável e transparente, em que todos os fenômenos coexistem ou
parecem surgir. Está sempre presente e permeia todos os fenômenos; mas muitas vezes os
fenômenos aparentes e sua consciência formativa parecem dominar e ofuscar essa clareza
transparente. Rigpa é como "ser" o vidro cristalino e transparente de um espelho. Os
reflexos aparecem como hologramas vazios de seus próprios potenciais criativos. A
consciência secundária de um sentimento localizado de "eu" é um tipo de reflexo. Esse
processo ou identidade egoica muitas vezes procura a experiência de ser o próprio espelho
vazio e imutável. É uma busca inútil. Mas pode haver uma onda súbita de clareza cristalina
do próprio espelho que subjuga e supera todos os reflexos. É como se as formações
energéticas dos reflexos revelassem repentinamente sua natureza vazia. É exatamente
neste ponto em que a consciência secundária como um reflexo localizado da identidade do
"eu" se dissolve deixando apenas a transparência cristalina de rigpa, o espelho. Somente
aqui está o Absoluto conhecido por sua própria sabedoria intrínseca ou gnose. Aqui e
somente aqui está o paradoxo Budista de "a forma é a vaziez e a vaziez é a forma"
totalmente experimentado não-conceitualmente. Aqui é conhecido com perfeita certeza
que este vazio e transparência existem antes do Big Bang, e é a sua fonte imutável.
Jackson Peterson
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:10 UTC-02
Um dos maiores mestres do Dzogchen deste século foi Tulku Urgyen. Ele escrevia
regularmente sobre rigpa e com grande ênfase. Aqui está uma citação de seu livro
intitulado "Assim Como É" [As It Is], volume 2, páginas 168 e 169: Um aluno pergunta: pode
haver algum pensamento durante Rigpa? Rinpoche: "É essencial resolver o fato de que não
há nenhum namtog (pensamento) no estado de rigpa, é impossível. A escuridão não pode
permanecer quando o sol nasce. Um cabelo não pode permanecer em uma chama. É apenas
em um momento de distração que você perde a continuidade de rigpa. É somente por essa
perda, que é marigpa, inconsciente, que o pensamento pode começar a se mover. Essa
perda de continuidade, no sentido de esquecer e distrair-se, é chamada de ignorância co-
emergente. Para reiterar, o pensamento significa conceitualizar o estado do desconhecido.
O pensamento só começa depois que marigpa se instala, à falta de rigpa! Durante a não-
distração de rigpa, nenhum pensamento pode aparecer. Não posso enfatizar isso o
suficiente – não há pensamento durante o estado de rigpa!" Tulku Urgyen também
escreveu: "Quando não há, sequer, pensamento algum, então você é um Buda. Nesse
ponto, o estado livre de pensamento é sem esforço, bem como a capacidade de beneficiar
todos os seres ". Via J.P
Segunda, 1 de janeiro de 2018 às 11:06 UTC-02
A mente conceitualizadora como "nam shes" ou sem e "ye shes"(cognição primordial)
separam-se no reconhecimento. Esta é toda a ideia do rushen. Na morte, yeshe como rigpa
sai pelos olhos e nam shes sai pela boca. Ao olhar para o espaço de thogal chamado "ying",
que abre o canal Kati de luz, a yeshe ou rigpa se separa de nam shes (mente cármica). Nós,
então, descansamos como aquele espaço não-conceitualizador da yeshe pura. Quando a
conceitualização começa de novo, a nam shes e rigpa se misturam. Entendeu? Via Jackson
Peterson

2017
Sábado, 30 de dezembro de 2017 às 08:53 UTC-02
Numa das minhas viagens com LSD eu vi uma rede de luz vazia, como um universo
interconectado, mas vazio ... e, ao mesmo tempo, "eu" podia ouvir o som dentro dos sons e
de todos os ritmos separadamente, mas unidos ... não sei como explicar bem. As chamadas
pessoas não tinham corpos, luz pura ... nós éramos uma rede de luz... Jackson você me
aconselharia a colocar a atenção no centro superior da testa sob o LSD? Ana Elena Obando,
integrante do grupo Dzogchen Thogal R: Ideia interessante ... Mas eu devo adiar essa
advocacia. O LSD pode ser muito prejudicial para aqueles com problemas psicológicos e
sob os potenciais psicóticos da superfície. Mas acho que para praticantes experientes
muito estáveis, pode ser bastante interessante. Eu acho que desativa os fatores cerebrais
que nos mantêm apenas animais humanos. J.P
Sábado, 30 de dezembro de 2017 às 08:49 UTC-02
O Olho Búdico: buddhacakṣu; (ye shes kyi spyan), que é a sabedoria primordial (yeshé) que
vê todos os aspectos de tudo o que pode ser conhecido. Nossos olhos humanos não têm
capacidade para ver nada, são meros receptores passivos de fótons. As imagens que
"vemos" como paisagens externas, pessoas e objetos; são construídos dentro do
cérebro/mente. Não vemos nada com nossos olhos físicos. Quando sonhamos à noite, as
paisagens, as pessoas e as coisas também não são vistas pelos nossos olhos físicos.
Também não vemos nossos sonhos acordados com os olhos físicos. O ver não é
dependente dos olhos. O que então é que "ver" as várias imagens 3D no cotidiano e nos
nossos sonhos? De acordo com ensinamentos Budistas e outras tradições místicas, é
ensinado que temos um Olho interno ou um Olho de Sabedoria. Em vez de estar
incorporado em uma órbita ocular, está incorporado em sua própria Vaziez. Este Olho
Búdico também é o ouvido interno e inclui todos os sentidos internos. Meu professor Sufi
da Caxemira, me ensinou que quando se visualiza o Olho da Sabedoria no centro superior
da testa, que eu também deveria visualizar que ele se afunila nos lados esquerdo e direito
e se conecta ao interior dos ouvidos. Ele disse que quando essa visualização tiver
amadurecido, pode-se ver sons e ouvir cores ao mesmo tempo. Parece que o cérebro
humano divide a percepção em cinco sentidos perceptivos distintivos, mas a realidade não
é dividida de forma alguma. Muitos experimentaram isso com o LSD. Experimentar a
realidade no estado do pós-morte ou no estado fora do corpo, também seria sem os
sentidos divididos separadamente. Pessoalmente, depois de praticar esta meditação do
Olho da Sabedoria, enquanto estava na Arábia Saudita, em 1977, tive uma visão
clarividente muito radical e completa de um evento futuro, que aconteceu apenas alguns
minutos depois, exatamente como visto no meu Olho de Sabedoria. Era como assistir um
filme no interior da parte superior da minha testa. Explico isso em detalhes no primeiro
capítulo do meu livro. As várias visões que ocorrem durante o Dzogchen thogal e yangti
também aparecem dentro do Olho da Sabedoria ou Olho Búdico. Quando a consciência de
rigpa surge fortemente aqui, parece que a frente da minha testa é transparente e o espaço
da consciência vazia é centralizado lá. Parece que estou olhando para fora da minha testa,
não com meus olhos. Há outros que tiveram experiências semelhantes para compartilhar
sobre o Olho Búdico? Via Jackson Peterson
Sábado, 30 de dezembro de 2017 às 08:44 UTC-02
Há um grupo de exercícios Dzogchen fundamentais da seção Upadesha ou Mangagde de
ensinamentos para o Trekchod. São um tipo de prática preliminar chamada Semdzin. Os
mais comuns são os "21 Semdzin". Semdzin significa "fixação mental", como focar num
objeto em shamatha. Cada Semdzin traz um resultado diferente. Quero compartilhar um
tipo não listado que é bastante útil: Concentre-se em uma superfície clara e reflexiva como
um espelho, uma janela ou a superfície de um lago ou lagoa. A ideia é notar a qualidade
transparente da superfície, como você está vendo "através" do reflexo. Um senso de
"transparência" será notado. Ao permanecer com esse foco, a sensação de transparência
transformará a clareza da própria consciência numa experiência de "Clara Luz" sem
fronteiras. Então, simplesmente descanse lá livre de esforço e apego. Note como todas as
atividades mentais se tornaram pacificadas e a vivacidade da consciência pura é todo-
abrangente. Via J.P
Sábado, 30 de dezembro de 2017 às 08:35 UTC-02
Yeshe Yeshe é abreviação Tibetana de "ye ne’ shespa", que significa "consciência de
sabedoria primordial". Ringu Tulku Rinpoche diz: "Na palavra བབབ བབབབ, yeshe, བབབ, yé é a
abreviação para བབབ བབབ, yé né, o que significa "desde o início" ou "primordialmente".
Algumas pessoas o traduzem como "prístino" ou "puro", o que significa que é intocada e
não-manchada, e esteve lá o tempo todo. Mas acho que podemos dizer que yeshe é o
estado mais natural (sabedoria) de nossa cognição ou consciência (shespa), que é
imaculada, não-fabricada e completamente comum. Está lá o tempo todo, mas não a
reconhecemos." Yeshe conhece a si mesma como sendo diferenciada da auto-conciência
cármica e da mente conceitualizadora (sem). A consciência primordial, yeshe, é essa
consciência que não depende de quaisquer causas ou condições anteriores. Não pode ser
criada através de práticas, insights ou estudo. É o famoso "Olho da Sabedoria" como o
"terceiro olho" entre e acima dos dois olhos humanos, é esse "olho da consciência" que "vê"
pensamentos, imagens mentais, sonhos do dia, sonhos noturnos e todas as percepções
sensoriais. O "olho" nunca muda nem se torna o efeito do que é "visto" ou conhecido. É o
que já está "vendo" ou conhecendo como nossa capacidade de conhecer e experimentar.
Está permanentemente na condição do nirvana, enquanto "percebe" o fenômeno
samsárico da mente cármica e do eu cármico. Nunca é obstruído, bloqueado ou
obscurecido. Não tem intenção de alterar, modificar ou transformar suas exibições
experimentadas, como vistas ou experimentadas. Apenas ler isso é suficiente para mudar a
consciência de ser o "visto" para ser o "ver". Jackson Peterson
Sexta, 29 de dezembro de 2017 às 21:54 UTC-02
Sem Controlador, Sem Pensador, Sem Fazedor Todos os fenômenos, sejam mentais ou
sensoriais, estão acontecendo como um desdobramento de originação dependente. Não há
um eu, nenhuma pessoa, nenhuma mente, nenhum Buda nem um deus que esteja dirigindo
como as aparências se desenrolem. Ninguém está pensando os pensamentos. Os
pensamentos são eles mesmos o desdobramento da originação dependente, como o
florescimento das múltiplas causas e condições que precipitam o surgimento desse
pensamento particular. Os pensamentos são uma energia sutil e, portanto, seguem as leis
que definem como essas energias sutis se desenvolvem e se manifestam. As condições
energéticas físicas brutas, como o baixo nível de açúcar no sangue, podem provocar
pensamentos sobre como comer algum alimento. Imagens de diferentes alimentos podem
aparecer na consciência. Um processo de pensamento condicionado pode oferecer várias
opções de alimentação com uma preferência que finalmente se origina com base em
experiências anteriores. Mas ninguém está dirigindo esse processo. A mente pode criar
uma falsa narrativa dizendo que "eu" sentia fome e "eu" decidi ir buscar uma pizza. O
processo mental adicionou o senso de "eu" como um "sensor" de fome e um "decididor" de
escolhas alimentares. E todo o processo do "eu" está contaminado pela falsa crença de que
este "eu" não só decide e age, mas tem livre arbítrio em chegar às suas decisões e atuar em
suas decisões. Mas não podemos encontrar nenhuma escolha que esteja completamente
fora de ser uma resposta condicionada. Também não podemos encontrar nenhuma prova
desse eu individual como um "mim" realmente existente. Após a investigação, apenas os
pensamentos SOBRE um "eu" são encontráveis, mas nenhum "eu" real é encontrado, e,
portanto, nenhum "fazedor" como um agente livre de intenção e ação pode ser
encontrado. Os conceitos definem os fenômenos sensoriais através da nomeação e
rotulagem, mas ninguém está fazendo a conceitualização. As construções conceituais
surgem como a originação dependente, e não como construções inventadas por um
"construtor". Uma vez que nenhum eu como um ator que impõe escolhas pessoais e livres
sobre a vida, pode ser encontrado, a noção de que um eu imaginário seja pessoalmente
responsável por qualquer coisa, é irremediavelmente falho. Uma consciência secundária
surge dependente de uma Consciência primária, pois é o brilho espontâneo da Consciência.
Isto é como um reflexo do sol aparecendo na superfície de um lago. O reflexo nunca pode
aparecer de forma autônoma para além das características refletidas que são intrínsecas ao
próprio sol. Assim, todos os movimentos seguintes são dependentemente originados,
dependendo daquele reflexo inicial da Consciência que aparece COMO uma consciência
secundária. Enquanto o sonho cármico aparece como a dimensão da consciência refletida,
o sol real nunca está sujeito a mudanças, ele apenas brilha. O sol não intervém nos reinos
das luzes refletidas. Nem é necessário. O que chamamos de universo é essa dimensão
surgida de forma dependente onde ninguém causa nada e ninguém existe senão como uma
construção mental surgida dependentemente. Os processos mentais surgidos de forma
dependente sugerem que as pessoas são responsáveis por suas ações e pensamentos. Mas
essa dimensão surgida dependentemente é um único Todo sem partes independentes e
interagentes. A liberdade não pode ser conhecida numa dimensão onde todos os
fenômenos são totalmente e apenas surgidos dependentemente. No entanto, o espelho
vazio, o espaço da consciência imutável e não-dependente, é a Cognição que a tudo
permeia em que o universo dependente aparece e é conhecido. Pode acontecer que a luz
da consciência secundária pela qual se vê, de repente veja sua luz como sendo a Luz não-
dependente da Consciência Primordial em si. Este é o momento em que a Luz Mãe e a luz
infantil são conhecidas como sendo uma e a mesma (Dharmakaya e Sambhogakaya). As
infusões da Luz transformam o mundo interno e externo; revelando todas as sombras
como sendo também a Luz. Via Jackson Peterson https://youtu.be/stV3S6MIzPQ
https://youtu.be/fajfkO_X0l0
Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017 às 21:00 UTC-02
Refutando a Consciência Nos ensinamentos da vaziez da Prasangika, qualquer forma de
"consciência" pessoal ou impessoal independente é refutada. Isso significa que não só o
objeto de percepção é refutado como inexistente, como uma "coisa" independentemente
existente em si mesma, mas o sujeito como uma consciência que percebe um objeto é
igualmente refutado e rejeitado. Eles dizem que na experiência cognitiva direta você
simplesmente não consegue encontrar essa "consciência" misteriosa. Em qualquer
momento de consciência, o que é conhecido é a textura desse momento cognitivo. Você
não pode encontrar uma consciência separada que é a cognição dessa textura separada. É
imaginário e seria dualista. Isso significa que a consciência é inseparável da textura do
momento cognitivo da consciência. Então, a idéia de que sua verdadeira natureza é uma
consciência à parte das experiências é uma ficção ilusória. Não há partes na experiência
cognitiva. No entanto, quando a textura de uma experiência como um momento de
consciência surge, essa textura também não pode ser encontrada. Não tem duração. Você
não pode separar a forma de sua consciência vazia. A forma É a consciência vazia, e a
consciência vazia é sempre incorporada ou ‘enformada’. Você não pode separar a vaziez de
sua luminosidade. Mesmo quando todas as texturas grosseiras estão ausentes, existe a
textura da sabedoria primordial que não pode ser separada da consciência. Não há
consciência pura etérea que exista separada e distante como sendo apenas um conhecedor
vazio das experiências. Em vez disso, todas as experiências são a "consciência/textura" não-
apreensível que aparece como momentos de consciência, não aparecendo em um
percebedor ou observador separado imaginado. O "eu" é uma mera textura, não uma
entidade observadora. Esta visão também elimina todas as noções de haver uma "Base do
Ser" que expressa seus potenciais, ainda permanece intocada; em vez disso, a Base do Ser é
o que a experiência é. É totalmente investida sem uma parte separada que descansa à
parte em total silêncio, apenas observando. Também não há uma Consciência que está
orientando o desenrolar de experiências conscientes. Todo momento de consciência É o
que a Consciência é. Via Jackson Peterson
Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017 às 20:09 UTC-02
A Consciência Pura não é uma consciência que "testemunha"... A Consciência Pura está
projetando o que uma testemunha testemunharia, mas a testemunha é também o que está
sendo projetado como o que está testemunhando. Isso significa "apenas observar o que
está acontecendo", como assistir a um programa de TV, o observador é realmente uma
parte do programa de TV chamado "o observador está assistindo o programa de TV".
Ambos, observador e observado são apenas mais projeções vazias da Consciência Pura.
--Jackson Peterson
Terça-feira, 26 de dezembro de 2017 às 19:05 UTC-02
Ensinamentos da Vaziez e a Grande Perfeição Um princípio fundamental do Dzogchen é
que toda a Realidade é uma única Grande Perfeição, Thigle Chenpo. A "Grande Hiper-
Esfera" que é todo-abrangente. É todo perfeita porque a sua origem é perfeita e, portanto,
todas as suas exibições são igualmente expressões dessa Grande Perfeição. É por isso que
nada mais precisa ser feito ou realizado; já é totalmente realizada! Todas as outras
tradições não estão de acordo em relação a esta verdade fundamental; que já é perfeita e
não requer mais aperfeiçoamento. A versão curta: Todas as experiências, eventos, ações e
feitos são sempre perfeitos, no entanto, eles aparecem. As "exceções" imaginadas devem
ser reconhecidas como vazias de terem quaisquer características negativas inerentes ao
seu "próprio lado". A ideia de que alguns eventos ou experiências são negativas (não
perfeitas) existe somente dentro dessa ideia, não nas experiências ou eventos em si
mesmos. Ver isso claramente, é ver a natureza vazia de todas as experiências e eventos.
Vendo isso claramente, a barreira conceitual para detectar a perfeição intrínseca de toda a
realidade é removida. A fonte criativa é Samantabhadra, o "Todo-Bom", não é "neutro" ou
"apenas vazio". A Natureza Búdica é uma força positiva, alegre e majestosa quando
experimentada livre de todos os revestimentos conceituais! A versão longa: Longchenpa
explica: "A atiyoga é a grande perfeição – isto é, a consciência atemporal que ocorre
naturalmente, livre de elaboração, não sujeita a restrições ou extremos – e o pináculo de
todas as abordagens espirituais, na medida em que é a perfeição total de tudo o que é
significativo nelas. Longchenpa escreveu: "O Tantra Kunje Gyalpo afirma: Perfeição no um,
perfeição no dois, perfeição na mente desperta: há facilidade na abundância de novas
possibilidades. Há perfeição no um – perfeição no que é criado pela mente comum
(cármica). Há perfeição no dois – perfeição em abundância. Há perfeição em tudo –
perfeição na mente desperta". "Nestas linhas, a frase "criada pela mente comum" refere-se
aos fenômenos dos estados impuros do samsara – fenômenos que constituem o que é
percebido como o universo das aparências e possibilidades e são englobados dentro dos
agregados do corpo-mente, campos da experiência e componentes da percepção. Ele
também se refere à visão, meditação e conduta – isto é, tudo que é classificado como a
base, o caminho e a fruição das abordagens espirituais". "Esses fenômenos pertencem a
um estado de confusão – um estado conduzido pelos padrões habituais da mente comum –
porque eles são adventiciamente criados pelo arquiteto que é a mente comum. Eles são
experimentados como aparências que se manifestam e são percebidas pela confusão, e
assim, neste momento, parecem absolutamente reais (e não são perfeitas). Mas, em última
análise, eles não podem ser encontrados como tendo qualquer essência finita, e assim,
visto que eles não se afastam da extensão da consciência atemporal que ocorre
naturalmente (yeshe), eles são perfeitos". Aqui sobretudo, Longchenpa ressalta que, pela
prática da sabedoria prajna da vaziez, qualquer aparência que possa parecer uma exceção
ao que parece perfeito, é em si mesma "vazia" de qualquer existência inerente e, portanto,
de forma alguma é capaz de contradizer a natureza perfeita e pura de sua verdadeira
condição. Não há exceções a essa perfeição porque todos os fenômenos são a energia viva
(tsal) da própria rigpa. Longchenpa continua: "A frase "perfeição em abundância" refere-se
a consciência atemporal totalmente lúcida que ocorre naturalmente: sua essência vazia
como o dharmakaya, sua natureza lúcida como o sambhogakaya e sua reatividade
consciente como o nirmanakaya. Portanto, há perfeição na medida em que os três kayas,
que estão atemporalmente e completamente presentes como atributos naturais, não
precisam ser alcançados através do esforço em algum outro contexto". "Perfeição na
mente desperta" refere-se ao fato de que todos os fenômenos – todas as aparências e
possibilidades – independentemente de como se manifestam, sejam percebidos como
puros ou impuros, são fundamentalmente englobados dentro da extensão da consciência
atemporal que ocorre naturalmente, surgem dentro dessa extensão (de perfeição) e
permanecem dentro dessa extensão (de perfeição)". "A situação é semelhante à forma
como o estado do sono de uma pessoa, e as várias imagens de sonhos que se manifestam
nele, são englobadas dentro da extensão da consciência dessa pessoa, surgem dentro
dessa extensão e são dependentes dessa extensão. E, portanto, há perfeição na mente em
si, na mente desperta". (Dos "Sistemas Filosóficos" de Longchenpa, Padma Publicações)
Conhecemos apenas um texto que possivelmente foi escrito por Padmasambhava que a
maioria dos acadêmicos e estudiosos concordam. Data do século VIII. É chamado de "man
ngag lta ba'i phreng ba" ou a "Guirlanda de Visões". Aqui estão alguns trechos em que ele
deixa claro que não há nada para fazer ou praticar no Dzogchen porque toda a realidade,
todos os fenômenos e todos os seres já são primordialmente perfeitos e completos como
sendo a mandala radiante de Samantabhadra. Todos nós somos deidades Búdicas
totalmente empoderadas e sempre fomos perfeitos e livres. O que vemos ao nosso redor é
sempre a nossa própria mandala Búdica de Terras Puras. Ou é vista claramente ou não... de
qualquer maneira é perfeita. Apresentação do significado da Grande Perfeição, A Guirlanda
de Visões: "O modo da Grande Perfeição é meditar com base em entender todos os
fenômenos mundanos e supramundanos como sendo desprovidos de qualquer
diferenciação e os reconhecer como tendo estado sempre presentes como a mandala do
corpo, da fala e da mente (de um Buda)". "Tudo estes, por sua vez, já estão na natureza da
iluminação completa, eles não são adquiridos agora por meio do caminho. Assim, todos os
fenômenos – condicionados e incondicionados – como as dez direções, os três estágios
temporais, os três mundos, e etc., não existem, além da própria mente". Assim, tem-se dito:
"Todos os fenômenos habitam na mente, a mente habita no espaço, enquanto o espaço
não habita em lugar nenhum". Além disso: "Todos os fenômenos são desprovidos de
natureza intrínseca, todos os fenômenos são completamente puros desde o início, todos os
fenômenos são completamente radiantes, todos os fenômenos são o nirvana naturalmente
transcendente, todos os fenômenos são manifestadamente iluminados". A "aproximação
imediata" refere-se a cognição de si mesmo como uma deidade (yidam), que por sua vez é a
compreensão de que, uma vez que todos os fenômenos são primordialmente a natureza da
Budeidade, nós próprios temos primordialmente a natureza de uma deidade
(Sambhogakaya) e que isso não é algo que tenha sido cultivado no presente". "Assim como
o cego que abre seus próprios olhos e recupera sua visão". "A instrução intitulada "A
Guirlanda de Visões" está completa. Foi composta pelo grande mestre Padmasambhava". O
que se segue é uma citaç