Você está na página 1de 24

AS CINCO SOLAS

Cinco solas são frases latinas que definem princípios

fundamentais da Reforma Protestante em contradição com os

ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana. A

palavra latina "sola" significa "somente" em português.

Os cinco solas sintetizam os credos teológicos básicos dos

reformadores, pilares os quais creram ser essenciais da vida e

prática cristã. Todos os cinco implicitamente rejeitam ou se

contrapõem aos ensinamentos da Igreja Católica Apostólica

Romana.

1 Os cinco solas:

1.1 Sola fide (somente a fé)

1.2 Sola scriptura (somente a Escritura)

1.3 Solus Christus (somente Cristo)

1.4 Sola gratia (somente a graça)

1.5 Soli Deo gloria (glória somente a Deus)

Sola fide (somente a fé)


Sola fide é o ensinamento de que a justificação (interpretada

na teologia protestante como "sendo declarada apenas por

Deus") é recebida somente pela fé, sem qualquer interferência

ou necessidade de boas obras, embora na teologia protestante

clássica, a fé salvadora é sempre evidenciada, mas não

determinada, pelas boas obras. Alguns protestantes vêem esta

doutrina como sendo o resumo da fórmula "fé produz

justificação e boas obras" e em contraste com a fórmula

católica apostólica romana "fé e boas obras rendem

justificação". O argumento católico é baseado na Epístola de

Tiago (Tiago 2:14–17):

“ De que serve, meus irmãos, se alguém disser que tem fé se

não tiver obras? Acaso pode essa fé salvá-lo? Se um irmão ou

uma irmã estiverem nus e necessitarem do pão quotidiano, e

algum de vós lhes disser: "Ide em paz, aquentai-vos e saciai-

vos," e não lhes derdes o que é necessário para o corpo, que

lhes aproveita? Assim também a fé, se não tiver obras, é

morta em si mesma. ”
É importante a comparação do que católicos/protestantes

entendem como "justificação": ambos concordam que o

termo invoca a comunicação dos méritos de Cristo para com

os pecadores, e não uma declaração de ausência de pecado.

Lutero usou a expressão simul justus et peccator ("ao mesmo

tempo, justo e pecador"). O Catolicismo Romano vê a

justificação como uma comunicação de vida de Deus ao ser

humano, limpando-o do pecado e transformando-o realmente

em filho de Deus, de modo que não é apenas uma declaração,

mas a alma é tornada de fato objetivamente justa.

A visão protestante da justificação é que ela é a obra de Deus

através dos meios da graça. A fé é a justiça de Deus, que é

realizada em nós através da palavra e dos "sacramentos". Lei

e evangelho trabalham para matar o ego pecaminoso e para

realizar a nova criação dentro de nós. Esta nova criação

dentro de nós é a fé de Cristo. Se não temos essa fé, então

somos ímpios. Indulgências, ou orações não acrescentam nada

e nada são. Todos possuem algum tipo de fé (geralmente a fé

em si mesmos). Mas precisamos de Deus para destruir


continuamente fé hipócrita e substituí-la com a vida de Cristo.

Precisamos da fé que vem de Deus através da Lei e do

evangelho, palavra, obras e sacramentos. No documento

fundador da Reforma, as 95 teses,[1] Lutero diz que:

“ 1 – Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo:

"Arrependei-vos..." (Mateus 4:17) certamente quer que toda a

vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

– E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de

muitas tribulações do que facilitados diante de consolações

infundadas. (Atos 14:22). ”

A verdadeira distinção, portanto, entre as visões protestante e

católica não é uma questão de "ser declarado justo" versus

"ser feito justo", mas sim o meio pelo qual um é justificado.

Na teologia católica obras de justiça são consideradas

meritórias para a salvação além da fé, enquanto que na

teologia protestante, obras de justiça são vistos como o

resultado e evidência de uma verdadeira justificação e

regeneração que o crente recebeu somente pela fé.


Os meios eficazes reais pelos quais uma pessoa recebe a

justificação são também uma divisão fundamental entre a

crença católica e protestante. Na teologia católica, o meio pelo

qual a justificação é aplicada para a alma é o sacramento do

batismo. No batismo, mesmo das crianças, a graça da

justificação e santificação são "infundidas" na alma, tornando

o destinatário justificado, mesmo antes que ele exerça sua

própria fé (ou mesmo no caso de uma criança que é batizada,

antes mesmo que ele tenha a capacidade de compreender

conscientemente o Evangelho e responder com fé). Na teologia

católica, a fé não é um pré-requisito para a justificação. Para

os católicos, a função do batismo é "ex operere operato" ou

"por obra do ato", e, portanto, é o ato eficaz e suficiente para

trazer justificação. Na teologia protestante, no entanto, é

absolutamente necessária a fé do indivíduo e é por si mesma a

resposta eficiente e suficiente do indivíduo para os efeitos da

justificação.
A doutrina Sola fide é às vezes chamada de princípio formal e

material da teologia da Reforma, porque era a questão

doutrinal central para Martinho Lutero e os outros

reformadores. Lutero chamou de "doutrina pela qual a igreja

permanece ou cai" (latim: articulus stantis et cadentis

ecclesiae).

Sola scriptura (somente a Escritura)

Sola Scriptura é o ensinamento de que a Bíblia é a única

palavra autorizada e inspirada por Deus e é única fonte para

a doutrina cristã, sendo acessível a todos. Afirmar que a

Bíblia não exige interpretação fora de si mesma está em

oposição direta aos ensinamentos das tradições ortodoxa,

ortodoxa oriental, anglo-católica e católica romana, que

ensinam que a Bíblia só pode ser autenticamente interpretada

pela tradição católica. Na Igreja Católica, este ensinamento é

referido como o magistério da Igreja Católica, e incorporada


ao episcopado, agregando os bispos da Igreja, em união com o

Papa.

Sola scriptura é às vezes chamada de princípio formal da

Reforma, uma vez que é a fonte e norma de princípio, o

material, o Evangelho de Jesus Cristo que é recebido sola fide

("através da fé") sola gratia (por favor de Deus, ou "graça").

O adjetivo (sola) e o substantivo (scriptura) estão no caso

ablativo em vez do caso nominativo para indicar que a Bíblia

não está sozinha longe de Deus, mas, sim, que é o instrumento

de Deus pelo qual ele se revela para a salvação pela fé em

Cristo (Solus Christus). Como em Mateus 4:4

“ Mas Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o

homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

Solus Christus(Somente Cristo)

Solus Christus ou Solo Christo é o ensinamento de que

Cristo é o único mediador entre Deus e a humanidade, e que


não há salvação através de nenhum outro (por isso, a frase é

mostrada às vezes em caso ablativo (Cristo somente/sozinho) o

que significa que a salvação é "somente por Cristo"). Ao

rejeitar todos os outros mediadores entre Deus e a

humanidade, o luteranismo clássico continua a honrar a

memória da Virgem Maria e de outros santos exemplares.

Este princípio rejeita o sacerdotismo, que é a crença de que

não existem sacramentos da igreja sem os serviços de

sacerdotes ordenados por sucessão apostólica, sob a

autoridade do papa.

Lutero pregou o "sacerdócio geral dos batizados", que mais

tarde foi modificado no luteranismo e na teologia protestante

clássica para "sacerdócio de todos os crentes", negando o uso

exclusivo do título de padre (latim: sacerdos) para o clero.

Este princípio não nega a função do ministério sagrado para o

qual está comprometida a proclamação pública do Evangelho

e da administração dos sacramentos. Desta forma, Lutero em

seu Catecismo Menor podia falar sobre o papel de um


"confessor" para conferir absolvição sacramental a um

penitente.

A seção neste catecismo conhecido como "O Gabinete das

Chaves" (não escrita por Lutero, mas acrescentada com a sua

aprovação) identifica os chamados "ministros de Cristo"

como sendo os que exercem o ligar e desligar de absolvição e

excomunhão através do ministério da Lei e Evangelho. Esta é

definida na fórmula Luterana da santa absolvição: o

"chamado e ordenado servo da Palavra" perdoa pecados dos

penitentes (fala as palavras do perdão de Cristo: "Eu perdoo

todos os seus pecados"), sem qualquer adição de penitências

ou satisfações e não como um intercessor ou "sacerdote

mediador", mas "em virtude da sua função como um

chamado e ordenado servo da Palavra" e "em lugar e pelo

comando da nosso Senhor Jesus Cristo".

Nesta tradição, a absolvição do penitente reconcilia-o com

Deus diretamente, mediante a fé no perdão de Cristo, em vez

de ter o padre e a Igreja como mediadores entre o este e Deus.


Sola gratia (somente a graça)

Sola gratia é o ensinamento de que salvação vem por graça

divina ou "favor imerecido" apenas, e não como algo

merecido pelo pecador. Isto significa que a salvação é um dom

imerecido de Deus por causa de Jesus. Alguns[quem?]

referem-se a ele como um "débito" presente desde que os

incrédulos viveram de tal forma que perderam qualquer dom

de Deus. Enquanto outros[quem?] afirmam que esta doutrina

é o oposto das "boas obras" e choca-se com alguns dos

aspectos da doutrina católica do mérito. É possível afirmar

que, neste ponto, não está em desacordo com o ensino católico

romano, enquanto a doutrina de que a graça é

verdadeiramente sempre um dom gratuito de Deus e é

realizada de acordo entre os dois pontos de vista. A diferença

na doutrina encontra-se principalmente em dois fatos:

1º - Deus como o único ator na graça (em outras palavras, que

a graça é sempre eficaz sem qualquer cooperação pelo ser


humano).

2º - O ser humano não pode, por qualquer ação da sua parte,

sob a influência da graça, cooperar com "mérito" para obter

maiores graças para si (esta seria doutrina da Igreja Católica

Romana).

Esta doutrina declara o monergismo divino na salvação:

Deus age sozinho para salvar o pecador. A responsabilidade

para a salvação não repousa sobre o pecador em qualquer

grau de sinergia ou arminianismo. O Luteranismo sustenta

que esta doutrina não deve ser mantida para a exclusão da

gratia universalis (que Deus deseja seriamente a salvação de

todas as pessoas).

Protestantes arminianos também podem reivindicar a

doutrina da sola gratia (mas a entendem de forma diferente)

e, geralmente, negam que o termo "sinergismo" seja

apropriado para descrever suas crenças. Arminianos


acreditam que Deus salva somente pela graça e não por

mérito, mas o ser humano, habilitado pelo que é conhecido

como graça preveniente, está habilitado pelo Espírito Santo

para entender o Evangelho e responder na fé.

Os arminianos acreditam que isto é compatível com a

salvação somente pela graça, uma vez que toda a salvação seja

obtida pela graça. Arminianos acreditam que o ser humano só

é capaz de receber a salvação quando levado primeiro a fazê-

lo pela graça preveniente, que eles acreditam ser distribuída a

todos. Os arminianos, portanto, não rejeitaram a concepção

de sola gratia exposta pelos teólogos da Reforma.

Soli Deo gloria (glória somente a Deus)

Soli Deo gloria é o ensinamento de que toda a glória é devida

somente a Deus, pois a salvação é realizada unicamente

através de sua vontade e ação e não só da toda suficiente

expiação de Jesus na cruz, mas também o dom da fé em que a

expiação é criada no coração do crente pelo Espírito Santo.


Os reformadores acreditavam que os seres humanos, mesmo

santos canonizados pela Igreja Católica Romana, os papas e a

hierarquia eclesiástica não eram dignos da glória que lhes foi

concedida, isto é, não se deve exaltar tais pessoas por suas

boas obras, mas sim louvar e dar glória a Deus, que é o autor

e santificador dessas pessoas e suas boas obras.

No entanto, os que discordam deste princípio argumentam

que, como estas pessoas são objetos de boa qualidade e raros,

devem ser homenageados e elogiados. Há um grande número

de homens benevolentes cujas imagens foram replicadas em

pedra e expostos para a celebração do bem estes fizeram para

a raça humana.

Bons homens poderiam e deveriam ser honrados por causa

da glória que deram a Deus, e ao fazê-lo, ao mesmo tempo

estar-se-ia honrando a Deus por sua bondade em criá-los.

Porém, do ponto de vista bíblico, como muitos homens de

Deus homenagearam e se prostraram a outros antes do


advento do evangelho, mas a partir do ministério e doutrina

de Jesus Cristo, lê-se palavras contrárias a tais práticas: como

Pedro e João recusando receber honra após a cura do

paralítico no templo, a recusa de Pedro a Cornélio se prostrar

a ele, ordenando fazê-lo somente a Deus, como Paulo e

Barnabé recusando receber sacrifícios e ofertas como deuses

em Listra, após a cura do paralítico (At.14:8-18), e o anjo que

recusa a prostração honrosa de João do Apocalipse dizendo:

"Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os

profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a

Deus." (Ap.22:9) ......................Sociedade Bíblica do Brasil.

(2003). Tradução Almeida Revista e Atualizada, com números

de Strong.

Obs..do Compilador: Algumas religiões ou seitas atribuem

milagres ou favores as estátuas feitas de pedra destes

personagens bem como a gravuras ou fotos,confiam nestas

coisas e esquecem do autor e consumador de nossa fé O Nosso

Senhor Jesus Cristo.


Artigo compilado da Origem: Wikipédia, a enciclopédia

livre.

You might also like:

OS 500 ANOS DA REFORMA 31/10/17

LOUVOR E ADORAÇÃO

LOUVOR E ADORAÇÃO

Linkwithin
Postado por o cajado do pastor às 22:45 Nenhum comentário :
Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest
Marcadores: OS 500 ANOS DA REFORMA 31/10/17

SINOPSE DA BÍBLIA 500 anos da Reforma 31/10/2017

BÍBLIA Formada por 66 livros contendo

estórias, profecias e orientações para uma vida

devotada, a Bíblia é a mensagem de Deus para o

seu povo. De Moisés ao apóstolo Paulo, Deus

inspirou homens para registrar suas palavras a

fim de transmiti-las a outras pessoas. É

ferramenta para entendimento da vontade de

Deus para nossas vidas. É uma revelação

especial de Deus. Explica como Ele é, como

espera que nos comportemos e as


conseqüências de aceitarmos ou rejeitarmos sua

mensagem. É um dos livros mais traduzidos e

lidos no mundo todo. Proclama a obra amorosa e

redentora de Deus para os que não conhecem

Jesus Cristo. Tem tocado milhares de corações

com suas promessas de esperança. A Bíblia

revela quem Deus é, o que Cristo fez por nós e

como devemos viver para refletir sua

maravilhosa obra em nós.

VELHO TESTAMENTO Formado por 39 livros

escritos originalmente em hebraico, é um relato

histórico da obra de Deus na terra antes do

nascimento de Jesus. Moisés, Isaías, Daniel e

Davi estão entre os escritores que durante

milhares de anos escreveram o Velho

Testamento, que se divide em 3 partes principais:

História, Poesia e Profecia.


OS LIVROS HISTÓRICOS Começam com os 5

livros de Moisés, formando o Pentateuco. Eles

contêm a história da criação do universo, Adão e

Eva no Jardim do Édem, o grande Dilúvio, o

êxodo dos israelitas da escravidão no Egito. O

Pentateuco também contém as primeiras leis de

Deus para seu povo. Elas foram dadas a Moisés

nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17) e

ensinavam os israelitas a honrarem a Deus em

tudo que fizessem. Depois que tomaram posse

da terra que Deus os havia prometido, os

israelitas se tornaram uma nação poderosa.

Começando com a escolha de Saul como

primeiro rei de Israel, os livros históricos contam

os feitos do rei Davi, seu filho Salomão e os que

os sucederam. Alguns reis, como Asa, seguiram

as leis de Deus e foram abençoados. Outros,


como Acabe, Foram desobedientes e adoraram

ídolos. Por causa disso, Deus disse que

destruiria o reino de Israel, que seria

conquistado e escravizado pelos impérios da

Assíria e da Babilônia.

OS LIVROS POÉTICOS No centro do Velho

Testamento há 5 livros poéticos escritos

principalmente pelos reis Davi e Salomão. Esses

livros incluem canções de louvor a Deus (os

Salmos), princípios de sabedoria (Provérbios e

Eclesiastes) e um maravilhoso poema de amor

entre uma noiva e um noivo (Cântico dos

Cânticos). Neles encontramos maravilhosas

meditações sobre o amor de Deus por nós, seu

poder sobre toda a criação e seu desejo do

nosso respeito e temor.


OS LIVROS PROFÉTICOS Vêm depois dos

livros poéticos e foram escritos por cerca de

dezesseis diferentes autores. Isaías, Jeremias e

Daniel, que escreveram livros mais longos, são

os profetas maiores. Ageu, Zacarias e Malaquias

estão entre os profetas menores, cujos livros são

mais curtos. Esses livros falam do

desapontamento de Deus porque Israel não

seguiu suas ordens, relembram ao povo o amor

incondicional de Deus por ele, além de

apregoarem a vinda do Messias que redimiria

Israel para sempre.

O NOVO TESTAMENTO Seus 27 livros escritos

foram escritos em grego e num espaço de cerca

de 50 anos. Sua mensagem principal se refere à

obra redentora de Jesus Cristo e à primitiva

igreja cristã, mas também oferece preciosos


mandamentos sobre a vida com Deus. Pode ser

dividido em 3 partes: Evangelhos, as Epístolas e

Profecia.

OS EVANGELHOS Os quatro primeiros livros do

Novo Testamento são os Evangelhos, que

contam a história do nascimento, vida, morte e

ressurreição de Jesus. Eles também relembram

os ensinamentos de Jesus para seus discípulos,

como segui-lo e continuar sua obra depois de

seu retorno ao céu. Em seguida, vem o livro de

Atos onde estão registrados os primórdios da

igreja e a obra dos discípulos de Jesus

realizando milagres e pregando o Evangelho.

AS EPíSTOLAS Seguindo Atos vêm as epístolas

ou cartas que o apóstolo Paulo e outros

escreveram para encorajar os primeiros cristãos


na sua caminhada com Jesus. As cartas nos

proporcionam ricas diretrizes sobre os desejos

de Deus para a nossa atividade diária.

O LIVRO PROFÉTICO O último livro do Novo

Testamento é Apocalipse, um livro profético que

detalha a próxima vinda de Cristo à terra.

A VERDADE E AUTORIDADE DA BíBLIA Muitas

pessoas afirmam que toda verdade é relativa e

que não existe um Deus autoritário. Para elas,

Cristianismo é uma questão de opinião ou

preferência, pois não há um conjunto de crenças

absolutamente verdadeiras. Mas Deus nos deu o

majestoso universo como lembrança da Sua

autoridade e do desejo íntimo de nosso

relacionamento com Ele.


A Bíblia é a "revelação especial" de Deus. Ela

nos relembra nossa natureza pecadora e nossa

responsabilidade diária para com Deus e seus

mandamentos. Com a sua leitura aprendemos

que Deus é todo-poderoso e tem autoridade

ilimitada sobre todas as pessoas. Quando

rejeitamos seus ensinamentos, estamos

rejeitando a Deus e negando a autoridade que

Ele tem sobre toda a Criação. Rejeitar a Deus não

é fato novo. Os israelitas vagaram no deserto

porque não creram que Deus os protegeria.

O Rei Acabe erigiu ídolos a falsos deuses.

Jonas se negou a ir para Nínive apesar da ordem

de Deus. Quando ignoramos as promessas de

bênçãos de Deus sobre nós, estamos

deliberadamente desobedecendo a Sua pessoa e

seguindo nossos próprios desejos e vontades. A


Bíblia nos alerta da autoridade eterna de Deus

sobre todas as pessoas. Muitas dessas mesmas

pessoas que negam a autoridade de Deus

também dizem que a Bíblia não é verdadeira

porque homens - propensos a erros - a

escreveram. É certo que se os escritores bíblicos

não eram pessoas perfeitas, a Bíblia é clara em

afirmar que foi um trabalho inspirado por Deus e,

portanto, perfeito.

O apóstolo Paulo escreve que toda Escritura é

"inspirada por Deus (II Tímóteo 3:16) e Pedro

explica que "nunca jamais qualquer profecia foi

dada por vontade humana, entretanto homens

falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito

Santo" (II Pedro 1:21). Isto inclui o Velho e o

Novo Testamento. A Palavra de Deus é revestida


de autoridade para que possamos conhecer a

verdade.