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Volume 2

Curso Anual de Fìsica

Eletrostática
Eletrodinâmica
Eletromagnetismo
MHS
Ondas
Física Moderna
Termologia Geral

Prof Renato Brito


FOTOCÓPIA

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO PARCIAL OU TOTAL POR

QUAISQUER MEIOS SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DO AUTOR.

OS TRANSGRESSORES SERÃO PUNIDOS COM BASE NO

ARTIGO 7°, I DA LEI 9.610/98 . DENUNCIE O PLÁGIO.

TODO O CONTEÚDO DESSA OBRA ENCONTRA-SE REGISTRADO .


Prezados Alunos,

Bem-vindos ao 2º semestre do nosso Curso Anual de Física para Medicina.


Em suas mãos agora encontra-se o fruto de um trabalho de longos anos, trabalho esse que
nunca está completamente terminado, sempre aprimorado ano a ano: o volume 2 da nossa apostila
do Anual de Física do prof. Renato Brito.
Em Julho, durante duas semanas (12/07 a 26/07), dediquei longas 16h de trabalho diário,
entrando madrugada a dentro, para produzir o melhor material que estivesse ao meu alcance
visando ao seu melhor aprendizado da Física, tendo como ponto de partida a apostila II do Anual do
ano passado.
Como vocês já devem ter percebido, ao longo das aulas, faço minhas próprias anotações na
minha apostila sobre dificuldades detectadas no aprendizado dos alunos, assim como possíveis
melhorias que uma ou outra questão pode sofrer de forma a permitir uma melhor assimilação dos
conceitos por parte dos estudantes.
As anotações de cada ano são úteis para o aprimoramento da qualidade do material didático
que chega aos alunos do ano seguinte. O resultado desse trabalho meticuloso é um material
didático que literalmente fala com os meus alunos, que antecipa as dúvidas que o estudante terá ao
longo da leitura e as elucida previamente, tornando o aprendizado da Física algo prazeroso,
dinâmico e estimulante. Acredite, Física é legal  !
Gradativamente, o estudante vai desenvolvendo sua autoconfiança, um fator muito
importante na preparação de vestibulandos de Medicina, na medida em que a Física vai deixando
de ser aquele mistério indecifrável. As fórmulas físicas ganham um mero papel coadjuvante quando
a parte conceitual é colocada em primeiro plano e o aluno percebe que, tendo assimilado o que está
por traz do fenômeno físico, a fórmula vem gratuitamente, sem sacrifício, já que agora a Física vai
se tornando cada vez menos matemática, cada vez mais intuitiva.
Alguns capítulos, como Potencial Elétrico, sofreram aprimoramentos em sua parte teórica.
Quase todos os capítulos tiveram aprimoramento em suas questões de casa e de Classe, em
especial, os capítulos de Circuitos Elétricos, Capacitores e Ondas, sempre visando a facilitar o
aprendizado da Física, mas nunca subestimando a inteligência do estudante. As novas questões
de Ondas para casa permitem ao estudante avaliar de forma muito mais eficaz se ele assimilou
todas as sutilezas conceituais e teóricas dessa matéria, sutilezas que não estão embutidas nas
fórmulas matemáticas desse assunto.
Ao longo dos Capítulos, semanalmente, o aluno vai recebendo sugestões de quais
capítulos ele deveria revisar, do assunto referente ao 1º semestre, com o objetivo de evitar o
desespero às vésperas do vestibular. É a chamada Revisão Semanal Programada. Logicamente,
nem todos os alunos vão seguir os conselhos, mas aqueles que o fizerem certamente terão
melhores resultados.
Além da Revisão semanal Programada, uma maravilhosa Lista de Revisão com todos os
conteúdos da Física foi criteriosamente produzida, lapidada e aprimorada para garantir que todo o
nosso trabalho feito pelo 1º semestre ainda produza bons frutos no seu vestibular.
O segundo semestre será corrido, mas tenho certeza que aqueles que souberem priorizar
corretamente suas metas, as matérias onde são mais vulneráveis, os conteúdos chaves, terão
maiores chances de sucesso.
No final da apostila, o aluno também vai encontrar o Cronograma Completo de todas as
nossas aulas do 2º semestre desse ano (Frente 1 e Frente 2), com todas as datas e assuntos
relativos a cada aula. Isso se chama organização, seriedade e compromisso com você.
Por final, quero acreditar que você, querido aluno que está me lendo, nesse momento, seja
capaz de percebe quanto esmero despendi na produção desse material didático. Nada mais justo e
correto ! Afinal, esse é o meu compromisso com você: fazer tudo que estiver ao meu alcance para
o seu pleno aprendizado da Física e, conseqüentemente, para o seu sucesso no Vestibular com ou
sem ENEM.
Bom segundo semestre a todos !
Prof. Renato Brito (e Claudete  !!)
Fortaleza, 27 de Junho
SUMÁRIO
Capítulo 12 – Cargas Elétricas
1 – Introdução 1
2 – Princípios da Eletrostática 1
3 – Condutores e Isolantes 2
4 – Processos de Eletrização 2
5 – Eletroscópio 7
6 – Unidades de Carga Elétrica 8
7 – Lei de Coulomb 8
8 – Apêndice – Noções de Equilíbrio Eletrostático 9

Capítulo 13 – Campo Elétrico


1 – Introdução 12
2 – Entendendo como um Campo de Forças atua 12
3 – Definição do Vetor Campo Elétrico 13
4 – Características do Vetor Campo Elétrico 13
5 – Campo Elétrico gerado por uma Carga Puntiforme 14
6 – Linhas de Força do Campo Elétrico 14
7 – Densidade Superficial de Cargas 16
8 – O Poder das Pontas 16
9 – Campo Elétrico Uniforme 16
10 – Cargas sujeitas a Campos Elétricos Uniformes 17
11 – Polarização de um isolante (dielétrico) 18
12 – O significado Físico da Permissividade Elétrica  18
13 – Como a Água Dissolve Substâncias Polares ? 19
- Pensando em classe 20
- Pensando em casa 25
- Hora de Revisar 32

Capítulo 14 – Trabalho e Energia no Campo Eletrostático


1 – Por que estudar Trabalho e Energia em Eletrostática ? 35
2 – Forças Conservativas e Função Potencial 35
3 – Energia Potencial em Campos Coulombianos 35
4 – Entendendo Fisicamente a Energia Potencial Elétrica 36
5 – O Referencial da Energia Potencial Elétrica 39
6 – Energia Potencial Elétrica de um Sistema de Partículas 40
7 – Número de Ligações elétricas num Sistema de Partículas 41
8 – Energia Potencial de uma Partícula do Sistema 41
9 – O Conceito de Potencial 42
10 – Cálculo do Potencial Elétrico num Campo Criado por uma Partícula Eletrizada 43
11 – Potencial num Ponto Causado por Duas ou Mais Partículas 45
12 – Equipotenciais 46
13 – Trabalho em Superfícies Eqüipotenciais 46
14 – Propriedades do Campo Elétrico 46
15 – Espontaneidade e Trabalho 47
16 – Partícula Abandonada num Campo Elétrico 47
17 – Trajetória da Carga 47
18 – Diferença de Potencial Entre Dois Pontos 48
19 – Campo Elétrico do Condutor Esférico 48
20 – Cálculo do Campo Elétrico Causado por Distribuições Esféricas de Cargas 49
21 –Campo Elétrico no interior de uma Esfera isolante 51
22 – Potencial Criado por um Condutor Eletrizado de qualquer formato 52
23 – Potencial Criado por um Condutor Esférico Isolado 53
24 – Condutores Esféricos Ligados entre Si 53
25 – O Potencial Elétrico da Terra 54
26 – O Pára-Raios 55
27 – Cálculo do Potencial Elétrico de uma Esfera Não-Isolada (induzida) 55
28 – Blindagem Eletrostática 57
29 – Entendendo Matematicamente o Poder das Pontas 57
- Pensando em classe 58
- Pensando em casa 65
- Hora de Revisar 73

Capítulo 15 – Circuitos Elétricos


1 - O Divisor de Corrente Simples 75
2 - O Divisor de Corrente Composto 76
3 - Cálculo de Diferenças de Potencial em Circuitos 76
4 - Método Renato Brito para Simplificação de Circuitos Elétricos 77
5 - Equivalência entre Elementos Lineares 77
6 - Interpretando o Coeficiente Angular da Característica 78
7 - Interpretando a Corrente de Curto-Circuito icc na Curva Característica 78
- Pensando em classe 84
- Pensando em casa 90
- Hora de Revisar 99

Capítulo 16 – Capacitores
1 – Introdução 102
2 – Visão geral de um Capacitor 102
3 – Estudo do Capacitor Plano 102
4 – Rigidez Dielétrica 104
5 – Energia Armazenada no Capacitor 104
6 – Associação de Capacitores 104
7 – Circuito R-C Paralelo 105
8 – Circuito R-C série - Como um capacitor se carrega ? 106
9 – Associação de Dielétricos 106
- Pensando em classe 108
- Pensando em casa 111
- Hora de Revisar 115

Capítulo 17 – Interações entre Cargas Elétricas e campos Magnéticos


1 – Ímãs 121
2 – O Campo Magnético 121
3 – O Campo Magnético da Terra 122
4 – Campo Magnético Uniforme 123
5 – Ação do Campo magnético Sobre uma Agulha Imantada 124
6 – Ação do Campo magnético Sobre Cargas Elétricas 124
7 – Orientação da Força Magnética Fm 124
8 – Trajetória de Cargas Elétricas em Movimento em Campos Magnéticos Uniformes 125
9 – O Filtro de Velocidades 127
10 – O Espectrômetro de Massa 128
11 – O Trabalho Realizado pela Força Magnética 128
12 – Trajetória de Cargas Elétricas em Movimento em Campo Magnético B não-Uniforme 129
13 – Leitura Complementar: Os Aceleradores de Partículas 130
- Pensando em classe 133
- Pensando em casa 138
- Hora de Revisar 145

Capítulo 18 – Campo Magnéticos Gerados por Correntes Elétricas


1 – A Corrente Elétrica é Fonte de Campo Magnético 147
2 – Campo Gerado por Corrente Retilínea 147
3 – Campo Gerado por Corrente Circular (Espira Circular) 148
4 – Campo Magnético Gerado por um solenóide 149
5 – Influência da Permeabilidade  Magnética do Meio 150
6 – Força Magnética Sobre Correntes Elétricas 150
7 – Aplicações de Forças Magnéticas Agindo Sobre Correntes Elétricas 151
8 – Forças Magnéticas entre dois Condutores Retilíneos e Paralelos 154
9 – A Definição do Ampère 154
- Pensando em classe 155
- Pensando em casa 161
Capítulo 19 – Magnetismo Indução Eletromagnética
1 – A Grande Descoberta 167
2 – Fluxo do Campo Magnético (  ) 167
3 – Variação do Fluxo de Indução 168
4 – Indução Eletromagnética 168
5 – Lei de Lenz e o sentido da corrente induzida (Princípio da Conservação da Energia) 170
6 – Lei de Faraday-Neumann 171
7 – A Força Eletromotriz (Fem) de Movimento 173
8 – A Fem  (volts) de Movimento – Com Base na Lei de Faraday 174
9 – Análise Energética do Processo 175
10 – Correntes de Foucault e os Freios Magnéticos 177
11 – O Transformador 178
- Pensando em classe 180
- Pensando em casa 185
- Hora de Revisar 191

Capítulo 20 – Movimento Harmônico Simples


1 – Introdução 193
2 – MHS 193
3 – Oscilador Harmônico 193
4 – Energia Mecânica no MHS 194
5 – Relação entre o MHS e o MCU 195
6 – Funções Horárias 195
7 – Diagramas Horários 196
8 – Período (T) e Constante Elástica (k) 196
9 – Associação de Molas 196
- Pensando em Classe 198
- Pensando em Casa 202
- Hora de Revisar 207

Capítulo 21 – O N D A S
1 – Introdução 209
2 – Ondas 209
3 – Natureza das Ondas 210
4 – Tipos e Classificações das Ondas 210
5 – Velocidade e Comprimento de Onda 211
6 – Função de Onda 212
7 – Fenômenos Ondulatórios 213
8 – Ondas unidimensionais 214
9 – Ondas Estacionárias 216
10– Ondas bidimensionais 217
11– A Experiência de Young da Dupla Fenda 222
12– Ondas tridimensionais 223
13– Velocidade do Som 224
14– Altura, Intensidade e Timbre 224
15– Freqüências Naturais e Ressonâncias 225
16– Cordas vibrantes 226
17– Tubos Sonoros 228
18– Efeito Doppler 229
- Pensando em classe 232
- Pensando em casa 242
- Hora de Revisar 255

Capítulo 22 – Física Moderna – Parte 1 (Noções de Física Quântica)


1 – Uma Visão Geral Sobre a História da Física Quântica 259
2 – O mundo Quântico 260
3 – Max Planck e o Estudo do Corpo Negro 260
4 – O Efeito Fotoelétrico 261
5 – O estudo Experimental do Efeito Fotoelétrico 262
6 – Conflitos com a Física Clássica 262
7 – A Explicação de Einstein para o Efeito Fotoelétrico 262
8 – O Efeito Fotoelétrico na Prática 263
9 – Observações e Conclusões 264
10 – A Dualidade da Luz 265
11 – Unidade Prática de Energia: o elétron-volt (eV) 265
12 – O átomo 265
13 – O modelo atômico de Bohr 266
14 – Transições Eletrônicas Causadas por Incidência de Radiação Eletromagnética 267
- Pensando em classe 268
- Pensando em casa 271

 Complementos Finais (Termologia, Análise Dimensional) 279


 Lista de Revisão Geral com Gabarito 285
 GABARITO COMENTADO – Questões de Casa 338

379
C a p í tu lo 1 2 Renato
C a rg as E l é tr i ca s Brito
1 – Introdução
A teoria atômica avançou bastante nesses últimos séculos e, Ah ! Já sei !
atualmente, sabe-se que a matéria é constituída basicamente Então é porque
de três partículas elementares: os prótons, os nêutrons e os ele ganhou
elétrons. prótons, né ?
A rigor, mais de 200 partículas subatômicas já foram
detectadas. Os prótons, por exemplo, assim como os nêutrons,
ainda são formados por partículas menores: os “quarks”. No Impossível, amigo Nestor ! Um corpo nunca ganhará ou
entanto, para as propriedades que estudaremos, é suficiente o perderá prótons, pois essas partículas encontram-se
conhecimento apenas dos prótons, nêutrons e elétrons . enclausuradas no núcleo dos átomos, sem chances de se
Experimentalmente, comprovou-se que os nêutrons não têm locomover, conforme dito anteriormente.
a propriedade denominada “carga elétrica”, sendo essa Se um corpo encontra-se eletrizado positivamente, é porque
propriedade um privilégio exclusivo dos prótons e elétrons. A perdeu elétrons para um outro corpo, por algum motivo. Tendo
massa e a carga elétrica relativa dessas partículas são expressas perdido elétrons, ficará com mais prótons que elétrons. A partir
na tabela abaixo: desse ponto, sempre que falarmos de carga elétrica, estamos
nos referindo à carga elétrica em excesso ou em falta no corpo.
Partícula Massa Carga Localização Um corpo, inicialmente neutro, ao perder n elétrons de sua
Relativa Relativa estrutura, adquirirá uma carga positiva:
Prótons 1836 +1 Núcleo
Nêutrons 1836 0 Núcleo Q = + n. e
Elétrons 1 -1 Eletrosfera
onde e é a carga elementar, dada por e = 1,6.10–19 C .
Observe que embora prótons e elétrons tenham massas bem
diferentes, apresentam a mesma quantidade de carga elétrica em 3. Corpo eletrizado negativamente: para finalizar, um corpo
módulo. encontra-se eletrizado negativamente, quando tiver um excesso
A carga de um próton ou de um elétron, em módulo, é de cargas negativas, ou seja, se tiver recebido elétrons de
denominada carga elétrica elementar , por ser a menor quantidade outro corpo, por algum motivo.
de carga elétrica existente na natureza, sendo representada por e. Um corpo, inicialmente neutro, ao ganhar n elétrons , adquirirá
A grandeza carga elétrica, no Sistema Internacional de Unidades uma carga negativa:
(SI) , é medida em coulombs (c).
É importante ressaltar que os prótons e nêutrons estão Q = – n. e
firmemente presos ao núcleo, portanto sem nenhuma chance de
movimentar pela estrutura. Só os elétrons, especialmente os das onde e é a carga elementar, dada por e = 1,6.10–19 c .
camadas eletrônicas mais externas, possuem mobilidade para Em síntese, a carga elétrica de um corpo eletrizado é
“abandonar” a estrutura atômica. Assim, um corpo se eletriza conseqüência do desequilíbrio da quantidade de prótons e elétrons
sempre pela perda ou ganho de elétrons. total na estrutura desse corpo. Pela perda ou ganho de n elétrons,
Eletricamente falando, existem três estados possíveis para um corpo inicialmente neutro adquirirá a carga:
um corpo :
1. Neutro: um corpo encontra-se neutro quando a quantidade de Q = ± n. e
cargas negativas (elétrons) em sua estrutura for igual à
quantidade de cargas positivas (prótons) na mesma. Do exposto acima, vemos que a carga elétrica adquirida por
qualquer corpo eletrizado é sempre um múltiplo inteiro da carga
Pensei que um corpo elementar e. Dizemos que a carga elétrica é quantizada.
fosse neutro quando não Isso significa que sua intensidade não pode assumir qualquer
tivesse cargas ? valor numérico real, mas apenas os valores
 e,  2e,  3e, ...,  ne, onde n é um número inteiro. Esse
resultado acima foi comprovado por Millikan, em 1910, na famosa
experiência das “gotas de óleo”. Na verdade, a título de
Não, amigo Nestor. O correto é afirmar que um corpo está neutro curiosidade, existem “quarks” com cargas elétricas 1/3e e 2/3e,
quando não tem cargas em excesso. contrariando a denominação de “carga elementar” para a carga de
Um corpo, ainda que esteja eletricamente neutro, sempre um próton, entretanto, esse fato foge do conteúdo da Física
conterá uma quantidade enorme e igual de prótons (portadores de clássica.
carga positiva) e elétrons (portadores de caga negativa) em sua
estrutura, de tal forma a cancelarem suas cargas positivas e 2 – Princípios da Eletrostática
negativas elétricas, garantindo a eletroneutralidade. A eletrostática estuda a interação entre cargas elétricas em corpos
A maioria dos corpos, no nosso dia-a-dia, encontra-se em equilíbrio eletrostático, isto é, em corpos onde as cargas estão
eletricamente neutro. distribuídas em equilíbrio e qualquer movimento de cargas é
2. Corpo eletrizado positivamente: um corpo encontra-se nesse decorrente exclusivamente da “agitação térmica” do corpo. A
estado quanto tiver uma quantidade maior de prótons do que de eletrostática baseia-se em 2 princípios:
elétrons.
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mesma. Dizemos que os portadores não têm mobilidade. Ë o


 Princípio da atração e da repulsão caso dos sais no estado sólido.
Partículas eletrizadas com cargas de sinais opostos se atraem,
O sal NaCl, por exemplo, quando no estado sólido, possui íons
enquanto partículas com cargas de sinais iguais se repelem.
Esquematicamente: Na+ e Cl presos numa rede cristalina, sem nenhuma mobilidade,
constituindo um isolante elétrico. Entretanto, quando esse sal é
F F dissolvido em água, a rede cristalina se desfaz e os íons adquirem
mobilidade, passando a conduzir corrente elétrica. Outros
exemplos de isolantes são ar, água pura, vidro, borracha, cera,
F F plástico, madeira, etc.

F F 4 – Processos de Eletrização
Eletrizar um corpo significa ceder ou retirar elétrons de sua
estrutura de forma a provocar na mesma o aparecimento de cargas
Adiante, aprenderemos que corpos eletricamente neutros positivas (falta de elétrons) ou cargas negativas (excesso de
também são atraídos por corpos eletrizados. elétrons) .
Tanto um condutor quanto um isolante podem ser eletrizados. A
 Princípio da conservação das cargas elétricas única diferença é que nos isolantes a carga elétrica adquirida
permanece na região onde se deu o processo de eletrização, não
Seja um sistema eletricamente isolado, isto é, um sistema que não
conseguindo se espalhar devido à baixa mobilidade. Nos
troca cargas elétricas com o meio exterior. O princípio da
condutores essa carga busca uma situação de equilíbrio, de
conservação da carga elétrica diz que “a soma algébrica das
mínima repulsão elétrica, distribuindo-se completamente em sua
cargas elétricas existentes num sistema eletricamente isolado
superfície externa.
permanece constante”. Exemplo:
Fronteira do sistema Num condutor em equilíbrio eletrostático, a carga elétrica em seu
interior é sempre nula.

Os processos de eletrização mais comuns são:

1o processo: por atrito de materiais diferentes


Este é o primeiro processo de
Situação inicial Situação final eletrização conhecido pelo homem.
Atritando-se, por exemplo, seda a
Vemos acima um sistema eletricamente isolado. Após sucessivos um bastão de vidro, constata-se
contatos entre seus componentes, notamos apenas uma que o vidro adquire cargas
redistribuição da carga elétrica do sistema, já que: positivas, cedendo elétrons para a
seda, que adquire cargas
Carga inicial = + 5q + (- 2q) + 0 = + 3q negativas. Os materiais atritados
Carga final = + 2q + (- 2q) + (+ 3q) = + 3q sempre adquirem cargas iguais de
sinais opostos. Este processo é
Notamos, então, que a quantidade de carga elétrica do sistema mais eficiente na eletrização de
permanece constante, já que a fronteira do sistema não permite materiais isolantes que
passagem de carga em nenhum sentido. condutores.
Para entendermos a eletrização por contato, é fundamental
3 – Condutores e Isolantes termos em mente duas características importantes do equilíbrio
Denominamos condutores elétricos os materiais que contêm eletrostático:
portadores de cargas elétricas e que permitem o “livre” movimento
desses portadores pela sua estrutura. Dizemos que os portadores I. Em qualquer condutor, as cargas em excesso se dispõem na
de cargas precisam ter boa mobilidade, como os elétrons de superfície externa de tal forma a minimizar a repulsão entre as
valência nos metais e na grafite, como os íons dissociados em mesmas. Num condutor esférico, por exemplo, dada a sua
soluções eletrolíticas (água + sal), como moléculas ionizadas nos perfeita simetria, as cargas se espalham homogeneamente por
gases de lâmpadas fluorescentes etc. toda sua superfície mais externa a fim de minimizar as repulsões
mútuas:
Em oposição, um corpo é denominado isolante elétrico (ou
dielétrico) quando satisfaz uma das condições abaixo:
I. O corpo não possui portadores de cargas elétricas, como íons,
elétrons de condução etc. É o caso da borracha, madeira, giz,
dentre outros.
II. O corpo possui portadores de cargas elétricas, mas esses
portadores não conseguem se deslocar pela estrutura,
provendo a condução elétrica, por estarem fixos, presos à
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3

II. Em condutores não esféricos, observa-se que as cargas se II. As cargas elétricas se distribuíram proporcionalmente aos raios
concentram preferencialmente nas regiões mais extremas e das esferas. A esfera maior adquiriu o dobro das cargas da
pontiagudas, a fim de minimizar as repulsões mútuas. A essa esfera menor, por ter o dobro do raio desta.
propriedade dá-se o nome de Poder das Pontas que
Se, porventura, a eletrização por contato se desse entre materiais
aprenderemos com detalhes na página 57.
não condutores, a troca de cargas limitar-se-ia a uma região
elementar em torno do ponto de contato.
+ +
+
+
A ++ B
Agora o aluno está apto a compreender, sem dificuldades, como + +
acontece a eletrização por contato. +
+ +
2o processo: Eletrização por contato Eletrização por contato. O corpo B é de material não-condutor. A troca de cargas se
limita à região destacada.
Trata-se de um processo de eletrização que funciona melhor entre
materiais condutores, embora também ocorra com isolantes.
Contato entre condutores idênticos
Considere as esferas condutoras abaixo: uma negativa e a outra
neutra. Há um caso particular que merece nossa atenção: é aquele em que
os corpos são esferas metálicas de mesmo raio. Durante o contato,
o excesso de cargas distribui-se igualmente pelas duas superfícies
-12 esféricas. Assim, após o contato, cada um deles estará com
metade da carga inicial.
Antes:
Ao encostarmos as esferas entre si, para os elétrons em excesso,
tudo se passa como se houvesse apenas um único condutor com
o formato estranho a seguir:

-12 carga: Q neutra


Durante:

As cargas, então, se espalham na superfície desse “novo”


condutor assim formado, mais uma vez buscando minimizar as
repulsões mútuas.

Depois:
-8
-4

Como o “novo condutor” não tem formato esférico, no equilíbrio carga: Q/2 carga: Q/2
eletrostático as cargas se concentram nas regiões mais extremas.
Tudo o que foi descrito acima acontece num piscar de olhos. De uma forma geral, se as esferas, antes do contato, tiverem carga
inicial Qa e Qb, respectivamente, cada uma delas, após o contato,
Finalmente, separando-se os condutores, cada um manterá sua apresentará em sua superfície a metade da carga total do sistema:
carga adquirida após o contato:
Antes:

-8 -4
carga: Qa = +8 carga: Qb = +4
Sobre o processo anterior, dois fatos importantes devem ser
enfatizados : Durante:
I. Houve conservação da carga total do sistema, como era de se
esperar:
Carga inicial = –12 = (–8) + (–4) = Carga final

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tiver o maior raio, adquirirá a maior parte da carga total do sistema.


Depois: Assim sendo, o que
acontecereria se
Esfera condutora encostassémos uma
terrestre esfera condutora
eletrizada negativamente,
por exemplo, na esfera
Q a  Qb 8  4 terrestre ?
Q final A  Q final B =   6 pequena
2 2 esfera
condutora
Perceba que, mais uma vez, houve conservação da carga total do
sistema: Uma eletrização por contato pouco fraterna, como mostra o
Carga inicial = 8 + 4 = 6 + 6 = Carga final exemplo a seguir.

Exemplo Resolvido 1 Exemplo Resolvido 2


Três esferas condutoras de raios R, 2R e 3R estão eletrizadas, Uma pequena esfera condutora de raio r, eletrizada com carga q,
respectivamente, com cargas + 20q, + 10q e –6q. Fazendo um e uma gigante esfera condutora (Terra) de raio R, eletrizada com
contato simultâneo entre essas esferas e separando-as, pede-se carga Q, serão postas em contato mútuo e separadas em
determinar as cargas adquiridas por cada esfera ao final do seguida. Determine as cargas elétricas finais Q’ e q’ adquiridas
processo. por carga esfera, admitindo que R seja muuuuuito maior que r.
3R
r R
2R
R

+ 20q + 10q - 6q q Q

Configuração inicial Configuração Inicial

Solução: Quando esferas condutoras são colocadas em contato, Solução: Quando esferas condutoras são colocadas em contato,
as suas cargas se dividem proporcionalmente aos seus raios. O as suas cargas se dividem proporcionalmente aos seus raios, por
motivo disso só será compreendido no capítulo de Potencial isso, afirmamos que as cargas finais das esferas podem ser dadas
Elétrico. Adicionalmente, a conservação da carga elétrica precisa por q’ e Q’ diretamente proporcionais aos respectivos raios das
ser satisfeita. Assim: esferas:
3R q' Q'

2R r R
R
Adicionalmente, a conservação da carga elétrica precisa ser
satisfeita. Assim: Q’ + q’ = Q + q
x 2x 3x
Configuração Final r R

Soma das cargas antes = soma das cargas depois


x + 2x + 3x = + 20q + 10q – 6q q' Q’
6x = +24q  x = +4q Configuração Final
Assim, as cargas finais adquiridas pelas esferas são, Assim, temos um sistema de duas equações e duas incógnitas Q’
respectivamente, 1x = +4q, 2x = +8q e 3x = +12q e q’. Para resolver o sistema, faremos uso de uma propriedade
bastante útil das proporções que é usada como atalho. Veja:
Contato entre um condutor e a Terra
Para fins de eletricidade, o nosso planeta terra é suposto tendo as 3 1 3 1 3 1 3 1
Se  então  =  ;
seguintes características: 6 2 6 2 62 62
 É uma esfera condutora ;
Assim, pelo mesmo motivo, podemos escrever:
 É admitida neutra, por convenção, apesar de estar eletrizada q' Q' q'  Q'
negativamente devido ao constante bombardeio de raios  
r R R  r
cósmicos.
 De raio infinito, comparado às dimensões dos objetos do Alegando a conservação da carga elétrica total do sistema
dia-a-dia. (Q’ + q’ = Q + q), temos:
Além disso, vimos nas últimas secções que, ao encostarmos duas q' Q' q'  Q' q  Q
esferas condutoras entre si, a carga total do sistema se divide   
r R R  r R  r
entre as esferas, proporcionalmente aos seus raios. ou seja, quem
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Assim, da expressão anterior, podemos determinar as cargas


finais Q’ e q’ adquiridas pelas esferas :

q' Q' q'  Q' q  Q r e-


    q'  .(Q  q)
r R Rr Rr Rr

q' Q' q'  Q' q  Q R Quando um corpo isolado eletricamente (isto é, que não está
    Q'  .(Q  q) sofrendo indução) e eletrizado negativamente é ligado à Terra
r R Rr Rr Rr
(uma esfera condutora de raio infinito), os elétrons em excesso do
referido corpo escoam para a Terra até neutralização da carga
elétrica do corpo.
No limite, lembrando que R é infinitamente maior que r (o raio da Se o condutor fosse positivo, elétrons subiriam da Terra em
Terra R = 6400 km é muito maior que o raio de uma bolinha quantidade suficiente para compensar a carga positiva do
comum do dia-a-dia r = 10 cm), podemos fazer as seguintes condutor (falta de elétrons) .
aproximações:
r 3o processo: Eletrização por Indução
R+r  R e 0 substituindo, vem:
R
r Denomina-se indução eletrostática o fenômeno da separação de
q' = .(Q  q)  0 . (Q+q)  0  q’ = 0 cargas que ocorre na superfície de um condutor quando colocado
Rr
próximo de um corpo eletrizado.
R R Dependendo do seu sinal, o corpo eletrizado deforma o “mar
Q' = .(Q  q)  .(Q  q)  Q + q  Q ' = Q + q de elétrons” da superfície do condutor, atraindo-o ou repelindo-o,
Rr R
de tal forma a provocar (induzir) o aparecimento de cargas elétricas
Assim, percebemos matematicamente o que ocorre quando um nos extremos do condutor:
corpo é ligado ao planeta Terra (que age como uma esfera Contudo, após a ocorrência da indução eletrostática, a carga
condutora de raio R infinitamente maior que o de qualquer esfera total do corpo metálico permanece inalterada, já que não houve
comum): ao final, a carga total do sistema é transferida para a nenhum contato entre os corpos e, portanto, nenhuma troca de
Terra, ficando a bolinha com carga final nula, isto é, neutra. cargas entre estes.
condutor neutro
Quando um corpo não está sofrendo indução elétrica devido à
presença de outros corpos eletrizados na sua vizinhança, dizemos
que ele encontra-se isolado eletricamente.
bastão positivo
Todo corpo isolado eletricamente tem seu excesso de carga
elétrica neutralizado, quando ligado à Terra, isto é, passa a ser A presença do bastão positivo nas proximidades do condutor neutro “deforma” seu
neutro. “mar de elétrons”, atraindo seus elétrons para a extremidade mais próxima do
bastão. A extremidade oposta, com falta de elétrons, adquire cargas positivas.
Que legal ! Parece Mas não é, Claudete ! Contudo, o condutor permanece neutro, pois a soma de suas cargas ainda é
nula: +4 + (–4) = 0.
mágica, profinho! Afff...mostrei
matematicamente
Ainda assim, podemos tirar proveito dessa separação de cargas
(indução de cargas) ocorrida no condutor a fim de eletrizá-lo
definitivamente. Veja esquematicamente:

(eletrizado) (neutro)
Inicialmente A e B estão longe uma da outra.

Todo condutor isolado (ou seja, que não esteja sofrendo indução)
tem suas cargas neutralizadas ao ser ligado à Terra.

Se o corpo estiver sofrendo indução elétrica ao ser ligado à Terra, (indutor) (induzido)
ele não será neutralizado. Estudaremos indução eletrostática
adiante.
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Aproximando-se A de B ocorre a indução eletrostática. ATRAÇÃO


+ 
+ N
 N

Um fato interessante é que, ao contrário do que muitas pessoas


pensam, se dois corpos se atraem, eles não precisam,
O induzido é ligado à Terra em presença do indutor. necessariamente ter cargas de sinais contrários. Na verdade, um
deles pode até estar neutro. Essa novidade só vale para corpos,
não vale para partículas. Prótons e nêutrons (por exemplo) nunca
vão se atrair eletricamente. Neutrons não têm como sofrer indução,
afinal, nêutrons não têm elétrons rrssrsrr .

Para haver repulsão entre dois corpos, de fato, os corpos


precisam, necessariamente, estar eletrizados com cargas de
Elétrons neutralizaram a região direita do induzido.
mesmo sinal:
REPULSÃO
+ +
 
3) Ao final do processo de eletrização por indução, o induzido
adquire sempre carga de sinal oposto ao da carga do indutor. A
Em presença do indutor é retirado o fio-terra
seguir temos um exemplo de indução, utilizando indutor com
cargas negativas:

Agora, isolado, o induzido está negativo.

Comentários Finais sobre Indução :


1) Quando o induzido é ligado à terra, as cargas que serão O induzido é ligado à Terra, em presença do indutor.
neutralizadas são sempre as cargas do induzido mais afastadas
do indutor;
2) A partir do instante em que ocorre a indução eletrostática,
indutor e induzido se atraem mutuamente.

Puxa, mas como é


possível uma atração Com a descida de elétrons ficou neutra a região direita do induzido.
se um dos metais
encontra-se neutro ?

Em presença do indutor é retirado o fio-terra.


condutor neutro

F2 F1
bastão positivo Agora, isolado, o induzido está positivo.

Para entender esse fato, Nestor, perceba que a presença do


bastão positivo provoca nos extremo do condutor duas forças F 1 e Qual a diferença entre Indução Parcial e Indução Total ?
F2, respectivamente atrativa e repulsiva. O efeito atrativo prevalece A figura a seguir mostra um condutor neutro que sofreu indução,
sobre o repulsivo ( F1 > F2 ) pelo fato de que o bastão positivo
devido à presença de um bastão eletrizado com carga +16q.
está mais próximo do extremo direito do condutor. Assim, o efeito
global do bastão positivo sobre o condutor neutro é atrativo. Perceba que a carga induzida no condutor neutro é menor que a
carga do indutor (corpo que provoca a indução), isto é,
Do exposto anteriormente, podemos concluir que, se dois corpos
se atraem mutuamente, existem três possibilidades para seus |16q| > | 4q| .
estados de eletrização:
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condutor
Usando o pêndulo eletrostático
neutro +16q 1º pergunta: Como saber se um corpo encontra-se eletrizado ou
neutro ?
-4q
Resposta: Usando o eletroscópio inicialmente neutro e testando se
+4q
ocorre ou não indução eletrostática e, consequentemente, atração
bastão
positivo
eletrostática devido às cargas induzidas, veja:

Quando o módulo da carga indutora é maior que o módulo da


carga induzida, esse tipo de indução é denominado indução
parcial.

Indução Total- Considere um condutor oco, com carga total +Q,


distribuída ao longo de sua superfície mais externa.
Suporte com fio isolante e pequena esfera leve inicialmente neutra.

Percebemos que a carga em sua superfície mais interna é nula. A


Condutor eletrizado com Condutor eletrizado com
seguir, introduziremos em seu interior uma pequena esfera com carga positiva – ocorre atração por carga negativa - ocorre atração por
carga elétrica –q. Esta carga negativa induzirá uma carga +q de indução indução
mesma intensidade, mas de sinal contrário, na superfície interna
do condutor oco. O esquema mostra que a aproximação de qualquer corpo
eletrizado à esfera neutra do pêndulo provocará a atração da
mesma, devido ao fenômeno da indução eletrostática. A esfera do
pêndulo será atraída, independente do sinal da carga do corpo
aproximado à mesma, como pode ser visto na figura.
2º pergunta: Após notar a presença de cargas no corpo, como
saber o sinal destas cargas?

A carga da superfície mais externa do condutor oco se altera, a


fim de que a soma total de suas cargas continue inalterada:
+q + ( Q – q ) = + Q.
Esse tipo de indução é denominado indução total, pelo fato de que
a carga induzida tem a mesma intensidade da carga indutora,
ainda que de sinal contrário
A indução total só ocorre quando todas as linhas de força que
nascem no indutor terminam no induzido, e vice-versa. Nesse
caso a carga induzida é igual à carga indutora em módulo,
conforme figura acima. Induções desse tipo acontecem, por
exemplo, quando um condutor encontra-se no interior do outro. A
indução que ocorre entre as placas de um capacitor também é
considerada total. Detalhes sobre linha de força e indução serão
estudados adiante.
A seqüência mostra o procedimento do uso do pêndulo
5 - Eletroscópio eletrostático, para se descobrir o sinal da carga elétrica de um
Para saber se determinado corpo está ou não eletrizado, sem corpo eletrizado.
alterar sua possível carga, usamos um aparelho denominado
I - Eletriza-se a esfera do pêndulo com carga de sinal
eletroscópio. Os mais utilizados são o pêndulo eletrostático e o
conhecido. No exemplo, foi usada carga negativa.
pêndulo de folhas. Abaixo está exemplificado como utilizar cada II - A esfera do pêndulo já está eletrizada.
um deles:
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III - Se a esfera é repelida quando aproximamos dela um corpo II - As folhas se afastam um pouco devido à repulsão, já que o
eletrizado, podemos concluir que esse corpo está eletrizado eletroscópio encontra-se eletrizado.
com carga de sinal igual ao da esfera. Na figura, o corpo A
III - Se um bastão eletrizado negativamente for aproximado da
possui carga elétrica negativa.
esfera do eletroscópio, alguns elétrons serão repelidos a ponto
IV - Se a esfera é atraída quando aproximamos dela um corpo,
de descer para as folhas, aumentando a repulsão entre estas.
podemos concluir que esse corpo está eletrizado com carga
Tais folhas se afastam ainda mais, devido ao aumento da
de sinal oposto ao da esfera. Na figura, o corpo B possui
repulsão entre elas.
carga elétrica positiva.
IV - Se, ao contrário, aproximarmos da esfera do eletroscópio um
Usando o Eletroscópio de Folhas bastão eletrizado positivamente, alguns elétrons serão atraídos
pelo bastão a ponto de subir até a esfera do eletroscópio,
1º pergunta: Como detectar a presença de cargas no corpo de
abandonando as folhas. Tais folhas, então, se aproximam
prova ?
devido à diminuição da repulsão entre elas.
Resposta: Usando o eletroscópio inicialmente neutro e testando se
ocorre ou não indução eletrostática e, consequentemente, atração
eletrostática devido às cargas induzidas, veja:
6 – Unidade de Carga Elétrica
A Unidade de Carga Elétrica no sistema internacional é o Coulomb
(C). Como 1 Coulomb é uma carga muito grande, na prática são
muito utilizados os submúltiplos:
mili = m = 103
micro =  = 106
nano = n = 109
pico = p = 1012
Eletroscópio fora da Eletroscópio sob a Eletroscópio sob a
influência de carga. influência de carga influência de carga
negativa. positiva.
A carga elementar, expressa em Coulomb, vale e = 1,6 x1019 C.
2º pergunta:
Como detectar o sinal da carga eventualmente presente? 7 – Lei de Coulomb
Resposta: Carregando o eletroscópio com carga de sinal Foi o francês Charles Augustin de Coulomb (1736-1806) quem
conhecido previamente, veja: descobriu, em 1785, a lei que rege as interações entre partículas
eletrizadas. Recordemos que se deve entender por partículas os
corpos de dimensões desprezíveis em comparação com as demais
dimensões consideradas. A interação entre partículas eletrizadas
manifesta-se através de forças de atração ou de repulsão,
dependendo dos sinais das cargas. Esquematicamente:

F F

F F

I II F F

O enunciado da LEI DE COULOMB pode ser apresentado da


seguinte forma:

As forças de interação entre duas partículas eletrizadas possuem


intensidades iguais e são sempre dirigidas segundo o segmento de
reta que as une. Suas intensidades são diretamente proporcionais
ao módulo do produto das cargas e inversamente proporcionais ao
quadrado da distância entre as partículas.

Sejam duas partículas eletrizadas com cargas Q e q, a uma


III IV distância d uma da outra. De acordo com a lei de Coulomb, a
intensidade da força de interação (atração ou repulsão) entre as
I - Eletriza-se o eletroscópio com carga de sinal conhecido. No cargas é calculada por:
exemplo, foi usada carga negativa, através da eletrização por |Q q|
F =K 2
indução. d
onde K é uma constante de proporcionalidade.
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O valor da constante K (maiúsculo), denominada constante Assim, como a permissividade elétrica da água é 80 vezes maior
eletrostática, depende do meio em que as cargas elétricas se que a do vácuo, a força elétrica entre duas cargas Q e q
encontram. Essa constante K é definida, no SI, por: mergulhadas na água é 80 vezes menor que quando elas estão no
1 vácuo, separadas pela mesma distância de antes.
K=
4 O que faz o meio interferir na força elétrica entre cargas
sendo  a permissividade absoluta do meio onde as cargas se mergulhadas nele é um fenômeno chamado Polarização elétrica e
encontram. Como, em nosso estudo, de forma geral, o meio será estudado na parte de campo elétrico, nas páginas 18 e 19
considerado é o vácuo, nesse dielétrico temos, no sistema SI ou (0 significado físico da permissividade elétrica ).
MKS (metro, quilograma, segundo) :
 0  8,85 . 10 -12 N-1.m-2 .C2 8 - Apêndice: Noções de Equilíbrio Eletrostático.
e, portanto, a constante eletrostática do vácuo no SI vale: A idéia de Equilíbrio Eletrostático é fundamental em nosso curso e
1 1 precisa ser bem entendida a fim de garantir um perfeito
K0 = =
4  .  0 4  . 8,85 . 10 -12 aprendizado.Para isso, recordemos um pouco as características
dos metais.
K 0  9,0 . 10 9 N.m2 .C -2
É comum encontrar os termos permissividade relativa r ou 8.1) Os Metais
constante dielétrica (representada por um k minúsculo), denomina-
ções referentes a uma mesma grandeza, definida pela relação: As principais características dos metais são:
  Quando neutros, possuem igual quantidade de prótons e
 r = k  meio  meio = k. o elétrons. Tais prótons estão presos no núcleo atômico e não
0 podem se deslocar pelo metal, sendo úteis apenas para manter
Assim, se a constante dielétrica de um meio vale k , significa que a eletroneutralidade.
a sua permissividade elétrica meio é k vezes maior que a do  Possuem uma vasta nuvem de elétrons (da camada de
vácuo o. A seguir, apresentamos uma tabela com os valores das valência) sobre sua superfície, o que explica o fato de serem
permissividades relativas de alguns dielétricos. excelentes condutores elétricos.
 Os elétrons dessa nuvem não sofrem tanta atração do núcleo
Meio Constante Dielétrica (k = r )
quanto os elétrons das camadas eletrônicas mais internas,
Vácuo 1,00000
portanto, facilmente podem passar de um metal para outro.
Ar 1,00054
 Devido a essa grande mobilidade dos elétrons de sua nuvem
Água 80
eletrônica, os metais podem facilmente perder elétrons (ficando
Papel 3,5
eletrizado positivamente) ou ganhar elétrons (ficando eletrizado
Mica 5,4
negativamente), eletrizando-se por contato e por indução.
Âmbar 2,7
Porcelana 6,0 8.2) Metais em Equilíbrio Eletrostático
Vidro Pirex 4,5
Baquelita 4,8 Basicamente, dizemos que um metal está em equilíbrio
Polietileno 2,3 eletrostático quando não há mais nenhum movimento ordenado de
Teflon 2,1 cargas quer em sua superfície, quer em seu interior. Apenas
movimento aleatório de origem térmica que talvez só cesse no zero
Por exemplo, a constante dielétrica da água vale k = r = 80, kelvin.
significa que a permissividade elétrica da água água é 80 vezes Significa que tais cargas já se acomodaram de forma a minimizar
maior que a do vácuo (água = 80. o, veja as constantes as repulsões entre si e encontraram suas posições ideais de
dielétricas de vários meios na tabela). equilíbrio.
A dificuldade do aluno, geralmente, é identificar, em cada caso,
Sim, profinho, como as cargas se posicionam no equilíbrio eletrostático.
mas isso é bom Aprenderemos isso neste apêndice.
ou ruim ?

8.3) Distribuição de cargas em condutores em


equilíbrio eletrostático.
Nesta secção, discutiremos como as cargas em excesso se
distribuem em um metal, após atingido o equilíbrio eletrostático.
Claudete, a expressão da Lei de Coulomb mostra que, a força 1- Condutor eletrizado: Se um condutor eletrizado não tiver em
elétrica entre duas cargas mergulhadas num meio, é inversamente seu interior uma cavidade contendo esferas ou partículas
proporcional à permissividade elétrica meio desse meio. Confira eletrizadas, toda sua carga se distribuirá em sua superfície mais
na expressão matemática a seguir: externa. Não haverá nenhuma carga residual em seu interior, quer
Q.q 1 Q. q o condutor seja maciço ou oco.
Fmeio = K meio = . 2
d 2 4.. meio d

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8.6) Corpo eletrizado no interior de uma cavidade metálica:


Seja a esfera metálica oca abaixo,
eletrizada positivamente com carga
+Q, inicialmente isolada. Conforme
vimos anteriormente, toda sua carga
permanecerá na sua superfície mais
Em sua superfície, haverá maior concentração de carga externa, enquanto não houver corpos
(C/ m2) nas regiões mais pontiagudas, conforme podemos notar eletrizados em seu interior que possam
na figura acima. produzir indução e m sua superfície
interna.
8.4) Condutores eletrizados na presença de outros
Agora, colocaremos, no seu interior, uma pequena esfera
condutores também eletrizados:
eletrizada com carga -q:
Primeiramente, consideraremos o caso em que ambos os corpos Mas prôfi, o sistema da
têm cargas de mesmo sinal. Nesse caso, tais cargas afastar-se-ão figura ao lado ainda não
o máximo possível, sem deixar os respectivos condutores, é claro: atingiu o equilíbrio
eletrostático não, né ?

Assim, distribuir-se-ão conforme a figura acima, independente-


mente dos corpos serem ocos ou maciços.
No caso em que os corpos possuem cargas de sinais contrários,
tais cargas aproximar-se-ão ao máximo, devido à atração entre
elas:
F
De fato, as cargas positivas sofrerão atração pelas cargas
negativas da esfera interior, e parte delas se deslocará para a
superfície interna da esfera oca, conforme a figura abaixo:
Dizemos que a pequena esfera
F
negativa induz na superfície
Nessa situação, tais corpos se atraem mutuamente. interna da esfera maior uma
carga de mesmo módulo da
8.5) Condutor neutro na presença de condutor eletrizado: sua e sinal contrário (indução
total). Assim, se a pequena
Ocorrerá o fenômeno da indução parcial, isto é, uma separação esfera tem carga -q , esta
de cargas no corpo neutro: induz na superfície interna da
esfera oca uma carga
F
exatamente +q.

Mas prôfi, e o que acontece


F com a carga da superfície
Corpo eletrizado Corpo neutro externa da esfera oca ?

Perceba que o corpo inicialmente neutro permanece neutro,


mesmo após ter sofrido a indução, já que sua carga total continua
nula. Além disso, suas cargas localizam-se apenas no seus
extremos (v. figura).

A presença do corpo neutro também influencia a distribuição de


cargas no corpo eletrizado positivamente: as cargas positivas
neste último estão levemente deslocadas para a direita (v. figura) ,
devido à atração que sofrem pelas cargas negativas do corpo Ora, como não houve contato entre as esferas, a carga total da
induzido. esfera maior deve permanecer constante antes e após a indução.
Nessa situação, tais corpos se atraem mutuamente. Dessa forma, a carga total da esfera oca, isto é, a soma das cargas
de suas superfícies internas e externas, deve totalizar a carga +Q
inicial.

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Assim, a carga da superfície externa será Qq , que somada à Ora, Claudete está se referindo à figura acima: nenhuma carga
carga +q da superfície interna , resultará +Q, que era a carga passaria para a esfera interna, já que toda essa carga deseja ficar
inicial da esfera oca. Perceba que estamos aqui aplicando o na superfície mais externa do novo condutor assim formado,
princípio de conservação da carga, motivados pelo fato de que os conforme vimos anteriormente. Assim, a esfera interior
corpos permaneceram isolados entre si durante todo o fenômeno . permaneceria neutra .
É importante perceber que não haverá nenhuma carga presente
E se ligássemos à terra a
na região sombreada da coroa circular da esfera oca superfície da esfera oca
(v. figura). Nessa esfera, obrigatoriamente, todas as cargas abaixo ?
distribuir-se-ão apenas ou na sua superfície interna, ou na sua
superfície externa.

8.7) Corpo eletrizado no interior de uma cavidade metálica,


em contato com a mesma:
O que aconteceria com as cargas no sistema discutido
anteriormente, se fosse feito contato entre as esferas, diretamente
ou através de um fio condutor ?

Analogamente, as cargas +q da superfície interna da esfera oca


estão “amarradas” às cargas -q da esfera menor, devido à uma
forte atração proporcionada pela indução total. Assim, somente as
cargas da superfície externa da esfera oca serão neutralizadas
pela subida ou descida de elétrons da terra, dependendo do sinal
da carga (Qq) dessa superfície. A configuração final, no equilíbrio
eletrostático, será a seguinte:
Ora, quando corpos metálicos são ligados entre si, para as cargas
elétricas tudo se passa como se aqueles corpos agora
constituíssem um único corpo metálico. Para onde vão todas as
cargas num único corpo metálico em equilíbrio eletrostático ?

Note que já não há mais cargas na superfície externa da esfera


maior. No cômputo geral, tal esfera apresenta-se eletrizada
Exatamente, vão para a superfície mais externa do novo condutor positivamente, após a ligação á terra .
formado que, nesse caso, coincide com a superfície externa da Calminha,
esfera oca. Assim, a carga presente na superfície da esfera oca Afffff.... esse tal de Claudete. Não é
será: equilíbrio eletrostático assim que se
era só isso ? esfola um bode !
(+q) + ( q) + (Qq) = Qq

O que aconteceria se colocássemos uma


pequena esfera neutra no interior de
uma esfera metálica oca eletrizada e
fizéssemos contato entre elas através de
um fio condutor ?

Na verdade, o conceito de equilíbrio eletrostático é mais amplo e


traz consigo muitas conseqüências importantes, conforme veremos
ao longo do curso de Eletrostática.

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Renato
Brito
C a p í tu lo 1 3
C a mp o E lé t r ico


1 – Introdução sobre a carga A, transmitindo até ela a força elétrica FBA que B
A Lei de Coulomb nos diz que duas cargas pontuais exercem exerce em A .
forças uma sobre a outra. Entretanto, a lei nada diz a respeito de
como uma carga "sente" a presença distante da outra. Suponha
que uma das cargas mova-se, subitamente, em direção à outra.
De acordo com a Lei de Coulomb, a força sobre a segunda carga
deve aumentar. Como a segunda carga 'sente' que a força
exercida pela primeira deve aumentar ? Como a segunda carga
"sente" que a primeira se moveu ?
A chave para o entendimento desse tipo de comunicação entre
cargas é o conceito de campo eletromagnético. Dizemos que a
segunda carga 'sabe' que a primeira foi deslocada, através de
Figura 2 – A carga B, por sua vez, causa um campo elétrico
uma perturbação do campo eletromagnético que atravessa o em todo o espaço à sua volta, que atua sobre a carga A, imersa
espaço entre elas com a velocidade da luz. Este conceito levou à nesse campo, transmitindo até ela a força elétrica atrativa FBA
percepção de que a luz é uma onda eletromagnética e que as
ciências da Eletricidade, do Magnetismo e da Óptica devem ser Note que, nas figuras 1 e 2, os campos elétricos criados pelas
reunidas num único corpo de conhecimento: o Eletromagnetismo. cargas A e B são diferentes, mas as forças que uma carga exerce
Entre as conseqüências práticas da idéia do campo sobre a outra são iguais em módulo e formam um par ação-reação,
 
eletromagnético estão a invenção do rádio, o desenvolvimento do isto é, FAB = – FBA .
radar e da televisão e um conhecimento amplo de instrumentos Refletindo a respeito de como as cargas A e B exercem forças
eletromagnéticos, como motores, geradores e transformadores. umas sobre as outras, vemos nossa tarefa dividida em duas partes:
(1) o cálculo do campo criado por uma dada distribuição de cargas
2 – Entendendo Como Um Campo de Forças atua e (2) o cálculo da força que esse campo exercerá sobre uma carga
No início, os físicos pensavam que a força que atuava entre as nele colocada. Isto significa que, atualmente, raciocinamos em
partículas eletricamente carregadas fosse uma interação direta e termos de:
instantânea entre as cargas. Podemos representar essa “ação à carga campo carga
distância” como: [eq-2]
carga carga e não sob o ponto de vista da ação a distância entre as cargas,
[eq-1]
como sugeria [eq-1].
Atualmente, interpretamos o campo elétrico como um agente
intermediário entre as cargas. Assim, a carga elétrica A cria um Um aspecto importantíssimo a ser salientado é o fato de que o
campo elétrico à sua volta, sugerido pelo sombreado na figura 1. campo causado por uma carga elétrica não age sobre ela mesma.
Este campo atua sobre a carga B, transmitindo até ela a força Assim, na figura 1, o campo elétrico da carga A só atua sobre a
 carga B, ao passo que, na figura 2, o campo elétrico causado pela
FAB elétrica que A exerce em B . carga B só atua sobre a carga A.

Ei, Renato Brito, mas por que


uma carga não sofre a ação
do campo causado por ela
mesma ? Seria tão legal !

Figura 1 – A carga A causa um campo elétrico em todo o


Claudete, se isso ocorresse, a carga exerceria força sobre si
espaço à sua volta, que atua sobre a carga B, imersa nesse mesma e aceleraria por conta própria, violando a lei da Inércia de
campo, transmitindo até ela a força elétrica atrativa FAB. Newton.
Entretanto, caso uma terceira carga C fosse colocada na presença
Entretanto, como essa interação é perfeitamente simétrica,
das cargas A e B (figura 3), ela sofreria, ao mesmo tempo, os
podemos inverter os papéis das cargas A e B. Isso significa que
campos elétricos devidos a A e B , ou seja, o campo resultante da
também podemos dizer que B é que cria um campo elétrico à sua
superposição deles.
volta, sugerido pelo sombreado na figura 2. Este campo atua

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Exatamente, Claudete ! A Mecânica e a eletricidade são


perfeitamente análogas.

4 – Características do Vetor Campo Elétrico


F
 Módulo: E = . O módulo ou intensidade do campo elétrico, no
|q|
SI, é medido em N/C.

 Direção: A mesma da força F .
Figura 3 – A carga C sofre a ação conjunta dos campos
elétricos devidos a A e B e, logicamente, não sofre a ação  Sentido: Afastamento em relação à carga-fonte, se esta for
do seu próprio campo. positiva; e aproximação se a carga-fonte for negativa.
A figura abaixo ilustra a direção e o sentido do vetor campo-elétrico
3 – Definição do Vetor Campo Elétrico devido a uma carga-fonte +Q positiva:
Considere que o planeta Terra causa, num ponto A nas suas
imediações, um campo gravitacional de intensidade g. Se uma
massa m for colocada nesse ponto, ficará sujeita a uma força
gravitacional P (peso).

g
A m

Sabemos que o campo gravitacional g pode ser dado por:



 P
g
m
Analogamente, considere que uma carga elétrica fonte Q crie um
campo elétrico em toda a região em torno de si.

D Figura 4 - A carga fonte +Q exerce uma força F atrativa sobre a carga de prova
Q q negativa –q ; e uma força repulsiva F sobre a carga de carga positiva +q .
p
Independente do sinal da carga de prova q, o campo elétrico E causado pela carga
carga carga de fonte +Q diverge dela.
fonte prova

Seja um ponto P desse campo-elétrico a uma distância D da A figura abaixo ilustra a direção e o sentido do vetor campo-elétrico
carga-fonte. Se uma carga de prova q fica sujeita a uma força Fe devido a uma carga-fonte –Q negativa:
quando colocada no ponto P, dizemos que o campo elétrico E
nesse ponto é dado por:

 F
E e
q
Assim, percebemos que:
 Uma massa m, quando imersa em um campo gravitacional g,
sofre desse a ação de uma força gravitacional ( peso) dada por
P = m.g;
 Uma carga q, quando imersa em um campo elétrico E, sofre
desse a ação de uma força elétrica ( Fe) dada por Fe = q.E.

Puxa ! Tudo se passa como se a


força elétrica fosse uma espécie Figura 5 - A carga fonte –Q exerce uma força F atrativa sobre a carga de prova
de "peso elétrico" , a carga elétrica positiva + q ; e uma força repulsiva F sobre a carga de carga negativa q .
fosse uma espécie de "massa Independente do sinal da carga de prova q, o campo elétrico E causado pela carga
elétrica" e o campo elétrico fosse fonte –Q converge para ela.
como uma "gravidade elétrica" ?
Pelas ilustrações anteriores, podemos tirar algumas conclusões
importantes:

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 Cargas-fonte: o campo elétrico causado por cargas-fonte


positivas +Q diverge delas, ao passo que o campo elétrico E
causado por cargas-fonte negativas –Q converge para elas,
independente do sinal da carga de prova q.
 Cargas de prova: As cargas de prova positivas +q sofrem força
elétrica Fe na mesma direção e no mesmo sentido do campo
elétrico E que age sobre elas (veja figura abaixo). As cargas de
prova negativas –q sofrem força elétrica Fe na mesma direção e 0 d
sentido oposto ao do campo elétrico E que age sobre elas,
como mostra a figura abaixo: O gráfico representa o módulo do vetor campo E,
criado por uma partícula eletrizada com carga Q,
em função da distância d.
E E
É importante observar que, no ponto onde se encontra a carga
fonte Q, o vetor campo elétrico devido a ela é nulo, em virtude da
+q -q distribuição simétrica desse vetor em torno do ponto. Se isto não
Fe Fe fosse verdade, Q poderia acelerar-se sob a ação de seu próprio
campo, o que é absurdo: um corpo não pode, por si só, alterar sua
5 - Campo Elétrico gerado por uma Carga Puntiforme velocidade (Princípio da Inércia). Assim, pode-se dizer que:
Consideremos, agora, o caso em que o campo elétrico é criado
por uma partícula eletrizada com carga Q:
Uma partícula eletrizada gera campo elétrico na região do espaço
E que a circunda, porém, no ponto onde foi colocada o vetor campo,
P P devido à própria partícula, é nulo.
d E
d
Essa afirmativa leva-nos a concluir que uma carga de prova, ao ser
Q + Q - colocada num ponto qualquer de um campo elétrico, não altera o
campo existente nesse ponto. Assim, o vetor campo elétrico, num
Para calcular o módulo do vetor campo elétrico num ponto P ponto, independe da carga de prova que possa existir ali.
situado a uma distância d da carga fonte Q, imaginemos uma
carga de prova q nesse ponto. Nessa carga de prova atua uma 6 – Linhas de Força do Campo Elétrico
força, cuja intensidade é dada pela lei de Coulomb: As linhas de força do campo elétrico são uma representação gráfica
desse campo. Michael Faraday (1791-1867) foi quem introduziu o
| Q q| conceito de campo e sempre imaginou o espaço em torno de um
F =K (I) corpo carregado sendo preenchido por linhas. Estas representam,
d2 ainda hoje em dia, um modo conveniente de visualizarmos a
configuração dos campos elétricos. Elas serão utilizadas com essa
O módulo do vetor campo elétrico é dado por: finalidade, mas não as empregaremos no sentido quantitativo. Em
F qualquer ponto do campo, o vetor do corpo E é tangente a uma das
E= (II)
|q| curvas. As linhas do campo elétrico são também chamadas linhas de
Substituindo (I) em (II), obtemos: força, pois mostram, em cada ponto, a direção da força que se
exerce sobre uma carga de prova positiva.
| Q|
E =K
d2 De qualquer ponto ocupado por uma carga positiva, as linhas de
força se irradiam para fora, pois o campo aponta radialmente para
Podemos observar, nessa expressão, que o módulo do vetor além da carga. As linhas do campo elétrico, ao contrário, convergem

campo elétrico E depende de três fatores: para qualquer ponto ocupado por uma carga negativa.
 a carga elétrica Q, fonte do campo;
 a distância d do ponto considerado à carga fonte Q;
 o meio (recorde-se que K é a constante eletrostática que
depende do meio).

Observemos, porém, que o módulo de E não depende da carga
de prova q.

A representação gráfica do módulo do vetor campo E , em função
da distância entre o ponto considerado e a carga fonte Q, é a
curva mostrada na figura a seguir. Isso porque a variação de E
ocorre com o inverso do quadrado da distância.

|Q|
E =K Figura 6 – campo elétrico causado por uma carga elétrica negativa isolada
d2
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são poucas as linhas de força nesta região, em comparação com


A figura 6 mostra as linhas do campo elétrico de uma única carga as linhas do campo à direita ou à esquerda das cargas. E claro que
puntiforme negativa. Quanto mais concentradas forem as linhas, se pode confirmar esta afirmação pelo cálculo do ponto nos
mais intenso será o campo. campos dessa região.

O campo elétrico numa dada região do espaço é tanto maior


quanto maior for a densidade de linhas de força naquela região.

Consideremos a figura a seguir, que representa, através de linhas


de força, uma região onde existe um campo elétrico:

Figura 8 – campo elétrico causado por um par de cargas idênticas. A concentração de


Figura 7 – o campo elétrico é mais intenso onde as linhas de campo estão mais linhas na região entre as cargas é muito pequena, revelando que o campo elétrico ali
concentradas, isto é, onde há maior densidade de linhas é muito fraco.

Partindo desse exemplo, podemos dizer que a intensidade do A figura 9 exibe as linhas do campo elétrico de um par de cargas de
vetor campo elétrico é maior no ponto B e menor no ponto A: mesmo valor e sinais contrários +Q e –Q, o chamado dipolo
elétrico. Nas proximidades da carga positiva, as linhas são radiais
para fora. Nas vizinhanças de carga negativa, são radiais para
EB > E C > E A dentro.

Observemos que a intensidade do campo elétrico é maior na


região de maior densidade de linhas de força e menor na região
de menor densidade de linhas de força.
Deve-se entender por densidade de linhas de força como
sendo a quantidade dessas linhas que “perfuram” cada unidade de
área de um plano perpendicular a elas, na região considerada.

. . . . .
. . .
. . . . .
Região P Região Q

Neste outro exemplo, considerando que os pontos indicados Figura 9 – campo elétrico causado por um dipolo elétrico
pertencem a linhas de força que perfuram o plano do papel, pode-
se afirmar que: Como as duas cargas têm valores iguais, o número de linhas que
principiam na carga positiva é igual ao de linhas que terminam na
E Q > EP negativa. Neste caso, o campo é intenso na região entre as cargas,
como se percebe pela alta densidade de linhas de força nesta região
A figura 8 mostra as linhas do campo elétrico de duas cargas da figura.
puntiformes positivas q separadas por pequena distância. Nas
vizinhanças de cada carga, o campo coincide, aproximadamente, Embora não seja freqüente o uso de linhas de força
com o campo de uma carga isolada, pois a outra carga está muito quantitativamente, elas são muito úteis para uma rápida
afastada. As linhas do campo são, nesta região, radialmente visualização do campo. Podemos quase "ver" as cargas se
dispostas e estão igualmente espaçadas. repelindo na figura 8 e se atraindo na figura 9.

Como as cargas são iguais, o número de linhas que partem de A figura 10 mostra as linhas do campo elétrico de uma carga
uma é igual ao número de linhas que partem da outra. A negativa -q nas proximidades de uma carga positiva +2q. Da carga
distâncias muito grandes das cargas os detalhes do sistema não positiva saem duas vezes mais linhas de força do que entram na
têm importância, e o sistema se assemelha a uma carga carga negativa. Portanto, metade das linhas que começam na
puntiforme de módulo 2q. Examinando a figura, é fácil perceber carga positiva +2q (a) entra na carga negativa –q. O restante sai do
que o campo elétrico na região entre as cargas é muito fraco, pois sistema. Nos pontos muito distantes das cargas, as linhas que
saem do sistema estão regularmente espaçadas e orientadas
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radialmente, como se fossem as linhas do campo de uma carga elétricas, visto que tais descargas ocorrem preferencialmente
puntiforme positiva +q. através de regiões pontiagudas. É por isso que em dias de
tempestade é mais seguro não ficar abrigado sob árvores. As
árvores funcionam como “pontas” no relevo terrestre e são alvos
procurados pelos raios e descargas elétricas.

Ei, prôfi, quer dizer que nas regiões mais


ponteagudas dos corpos, teremos mais Calminha, Claudete. Não teremos
cargas ali, teremos mais coulombs ali ? mais coulombs nas pontas não !
Nas pontas teremos mais coulombs
por metro quadrado, entende ?
Maior densidade de cargas ! Não
confunda ok ?

Figura 10 – campo elétrico causado por duas cargas +2q e –q. Note que a
quantidade de linhas que parte da carga +2q (16 linhas, conte agora) é o dobro da
quantidade de linhas que chegam até a carga –q (8 linhas, confira). Essa
proporção sempre ocorrerá.
9 - Campo Elétrico Uniforme
7 - Densidade Superficial de Cargas Se num local onde existe um campo elétrico encontramos uma
No processo de eletrização de um condutor, ocorre uma região onde o vetor representativo do campo é constante, nesse
movimentação de portadores de carga elétrica até que o corpo local o campo elétrico é denominado uniforme.
atinja o chamado equilíbrio eletrostático, situação em que todos os
portadores responsáveis pela eletrização acomodam-se em Campo elétrico uniforme ré uma região do espaço onde o vetor
posições convenientes. Essa acomodação se dá, como já foi representativo do campo ( E ) tem, em todos os pontos, a mesma
dito, na superfície externa do condutor. direção, o mesmo sentido e o mesmo módulo.
Por definição, a densidade superficial média de cargas (m)
Num campo elétrico uniforme, as linhas de força são sempre
desse condutor é dada pelo quociente da carga elétrica Q pela
retilíneas, paralelas e igualmente espaçadas. Em outras palavras, o
área A:
número de linhas de força que “perfuram” cada unidade de área de
Q
m = um plano perpendicular a essas linhas é constante.
A
E E E
A densidade superficial de cargas é uma grandeza física dotada
do mesmo sinal da carga Q, tendo por unidade, no SI, C/m2.
O termo média, na densidade superficial de cargas, é usado E
porque em geral as cargas elétricas não se distribuem de maneira E
uniforme sobre a superfície externa do condutor.
Experimentalmente, observa-se que a concentração de cargas é
maior nas regiões em que o corpo possui menor raio de curvatura, Na ilustração, observamos as linhas de força de um campo elétrico
isto é, onde o corpo torna-se mais pontiagudo. uniforme, representadas lateral e frontalmente.

8 – O Poder das Pontas CAMPO ELÉTRICO UNIFORME


Verifica-se que num condutor eletrizado o acúmulo de cargas por +
unidade de área (densidade superficial de cargas) é maior nas +
pontas. Experimentalmente, comprova-se que são válidas as + A
seguintes observações: +
 É difícil manter eletrizado um condutor que tenha regiões +
pontiagudas, pois as pontas perdem cargas com maior facilidade +
B +
do que outras regiões.
+
 Na interação entre condutores eletrizados, observa-se que as +
pontas agem de forma muito mais expressiva que as demais +
regiões.
A esse conjunto de observações dá-se o nome de poder das
pontas. Uma aplicação prática disso é a utilização de pára-raios  Independe da distância do
E A = EB = ponto até a placa
pontiagudos sobre prédios para protegê-los de descargas 2
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Na ilustração anterior, se a placa fosse negativa, inverter-se-iam sua queda, seu movimento será um MUV, conforme aprendemos
apenas os sentidos das linhas do campo elétrico. As linhas no curso de Cinemática.
continuariam paralelas e eqüidistantes, evidenciando um campo
elétrico uniforme.
Consideremos, agora, duas placas condutoras planas e idênticas,
sendo uma eletrizada com carga positiva e a outra com carga
negativa. Admitamos, ainda, que as placas têm cargas de
módulos iguais. Desse modo, a densidade superficial de cargas
() será a mesma, em valor absoluto, para ambas as placas.
Colocando as placas de frente uma para a outra, de modo que a Corpos em queda livre num campo gravitacional uniforme ficam sujeitos a uma
distância entre elas seja pequena, obtemos três regiões: duas força resultante constante P e, portanto, sujeitos a uma aceleração constante a=g,
por isso seu movimento é um MUV.
externas, onde o campo elétrico é nulo, e uma, entre as placas,
onde o campo elétrico é uniforme e de módulo: Assim, concluímos que pelo fato do campo gravitacional ser
uniforme numa dada região, corpos abandonados ali deslocar-se-
| | ão em queda livre (MUV), com aceleração constante a=g.
E=
 O mesmo raciocínio pode ser feito, quando imaginamos cargas q
abandonadas num campo elétrico uniforme (constante) E.
A demonstração desse fato não é difícil. Para tanto, representam-
se os planos eletrizados A e B e os pontos P, Q e R:
A B
+ -
+ -
+ -
+ EA -
EA EB + - EB EA
+ P -
Q + EP - R
+ EB -
+ -
+ -
+ -
+ -

Como vimos anteriormente, cada placa eletrizada cria um campo


uniforme, sendo o de afastamento criado pela placa positiva e o
de aproximação criado pela placa negativa. Uma vez que as Cargas abandonadas num campo elétrico uniforme ficam sujeitas a ação de forças
elétricas F= q.E constantes, independente da posição destas no campo E, já que a
densidades superficiais () são iguais em módulo e que as placas intensidade de um campo uniforme é a mesma em qualquer posição do espaço. Ou
estão no mesmo meio, tem-se que: seja, F1 = F2 = F3 .
| |
E A = EB =
2 Desprezando o peso das partículas na figura acima, cada uma
destas fica sujeita apenas a uma força elétrica constante
Assim, nos pontos Q e R, que pertencem às regiões externas, o F1=F2=F3=q.E ao longo do seu deslocamento pelo espaço. Isso só
campo elétrico resultante é nulo. No entanto, na região interna às é verdade pelo fato de que E terá o mesmo valor em qualquer
placas o campo elétrico é uniforme, sendo dado por: ponto do espaço, visto que o campo é uniforme.
| | | | | | Sendo constante a força resultante Fr sobre tais cargas, e
EP = E A + EB = +  EP =
2 2  lembrando que Fr = m.a, concluímos que também será constante
Campo na região entre as placas a aceleração resultante sobre tais partículas:
Fr Fe q.E q.E
A principal maneira de se conseguir uma região com campo a    a
m m m m
elétrico uniforme é através da distribuição plana, uniforme e infinita
Portanto, seu movimento será um MUV, da mesma forma que um
de partículas eletrizadas, que passaremos a estudar.
corpo, quando abandonado em queda livre num campo
gravitacional uniforme.
10 - Cargas sujeitas a campos elétricos uniformes
Nesse ponto, sabemos que um campo uniforme é um campo cuja Note, na figura anterior, que embora a carga 1 esteja mais próxima
intensidade é constante numa dada região. Por exemplo, o campo da placa do que a carga 3, a força de repulsão que a placa exerce
gravitacional g em toda sua sala é uniforme, motivo pelo qual, seu sobre essas cargas é a mesma (F1 = F3 = q.E), já que o campo
peso P é constante em qualquer lugar dessa sala, quer próximo à elétrico E é constante em qualquer ponto da região em torno da
porta, quer em pé sobre a mesa, já que P = mg, sendo m e g placa.
constantes em toda a sala. Isso é análogo ao fato de que seu peso é o mesmo, independente
de você estar a 1 metro ou a 5 metros de distância do chão de sua
Assim, quando deixamos cair um copo, durante sua queda, esse sala. Em ambos os casos o campo é uniforme.
corpo fica sujeito a uma única força , constante, que é seu peso P.
Conclusão:
Corpos que se deslocam sob ação de uma força resultante F=P Cargas abandonadas em um campo uniforme se deslocam em
constante, também ficam sujeitos a uma aceleração constante a, MUV.
já que F=m.a. Por esse motivo, sendo a constante durante toda
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11 - Polarização de um Isolante (dielétrico) corpo eletrizado, as moléculas se tornariam polares e


Como você já deve ter estudado em seu curso de Química, conseqüentemente se alinhariam da mesma forma.
algumas substâncias (como a água, por exemplo) apresentam A figura 2 mostra uma placa eletrizada produzindo um campo
moléculas denominadas moléculas polares. Nestas moléculas, o elétrico uniforme E através do vácuo. Colocando-se um dielétrico
centro das cargas positivas não coincide com o centro das cargas no interior desse campo, suas moléculas se orientarão na mesma
negativas havendo, portanto, uma assimetria na distribuição de direção dele e diremos que o dielétrico, então, está polarizado
cargas na molécula, como mostra a figura a seguir: (figura 3).
E
E

Molécula polar – o centro de cargas Molécula Apolar – o centro de cargas EP


positivas não coincide com o centro de positivas coincide com o centro de
cargas negativas cargas negativa

As substâncias cujas moléculas possuem as cargas elétricas


distribuídas simetricamente são denominadas apolares.
Consideremos um dielétrico AB, não eletrizado, cujas moléculas Figura 2 - campo elétrico causado Figura 3 - cargas de polarização
são polares, afastado de influências elétricas externas. por uma placa eletrizada através do causam o campo elétrico EP que se opõe
vácuo. ao campo elétrico que originou a
polarização.

Conforme vimos na figura 1c, a polarização faz aparecer as


chamadas “cargas de polarização” nas extremidades do dielétrico,
semelhante ao processo de indução eletrostática.
Essas cargas de polarização (cargas brancas na figura 3), por sua
vez, causam um campo de polarização EP no interior do dielétrico
Figura 1a que tende a enfraquecer o campo elétrico E que originou a
Nestas condições, as moléculas desta substância estão polarização (figura 3).
distribuídas ao acaso, como está representado na figura 1a. O efeito global, no interior do dielétrico polarizado, é a
Aproximando-se, deste dielétrico, um corpo eletrizado (por superposição desses dois campos para resultar um campo E R
exemplo, com carga positiva), a carga deste corpo atuará sobre as mais fraco que o original E. Assim, podemos dizer que a
moléculas do isolante, fazendo com que elas se orientem, polarização do dielétrico leva a uma redução do campo elétrico que
alinhando-se da maneira mostrada na figura a seguir: o atravessa.

ER

Figura 1b
Quando isto ocorre, dizemos que o dielétrico está polarizado. Figura 4 – O campo elétrico resultante ER através do
Devemos notar que, embora a carga total no dielétrico seja nula, a dielétrico acaba sendo mais fraco que o original E, devido à
polarização.
polarização faz aparecer cargas elétricas de sinais contrários nas
extremidades A e B (figura 1c), de maneira semelhante ao que
ocorria na indução eletrostática de um condutor. São as É por isso que a intensidade de um campo elétrico não depende
chamadas “cargas de polarização”. exclusivamente da carga fonte que cria o campo, mas também do
meio através do qual ele irá se propagar. Essa influência do meio é
computada através de uma propriedade física denominada
permissividade elétrica do meio, representada pela letra 
(epson).

12 – O Significado Físico da Permissividade Elétrica 


A permissividade elétrica é característica de cada meio, e figura em
todas as expressões para cálculos de campo elétrico, como na
Figura 1c expressão [eq-1] do campo devido a uma carga puntiforme e na
Se o dielétrico AB fosse constituído por moléculas apoIares, o expressão [eq-2] do campo elétrico devido a um plano de cargas.
mesmo efeito final seria observado, pois, com a aproximação do
1 Q 1
E = . , onde =K [eq-1]
4.. d 2 4..
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 Q compostos iônicos, muitas substâncias polares, orgânicas e


E= , com  = (C / m2) [eq-2] inorgânicas e mesmo algumas substâncias de baixa polaridade
2 . A
com as quais pode formar interações específicas.
Essas expressões mostram que, quanto maior a permissividade Uma razão para a água dissolver substâncias iônicas é a sua
elétrica  do meio, menor é a intensidade do campo elétrico E que capacidade de estabilizar os íons em solução, mantendo-os
se estabelecerá através dele. separados uns dos outros. Isto é devido principalmente à alta
Afff.. profinho, mas o que permissividade elétrica  da água.
isso tem a ver com a
polarização do meio que o
senhor tava falando antes ?
figura 5

A figura 5 mostra um par de íons Na + e Cl– no vácuo (meio não


polarizável) e a figura 6 mostra esse mesmo par de íons na água,
um meio de permissividade elétrica 80 vezes maior que a do
vácuo.
Assim, devido à polarização da água, a força F entre os íons do
NaCl, quando este sal é dissociado em água, é enfraquecida a um
Amiga Claudete, a permissividade elétrica  de uma substância é
octogésimo do seu valor no estado sólido (cristalino). Essa
uma medida da polarizabilidade das suas moléculas, isto é, sua
enorme redução da força entre eles permite que esses íons sejam
capacidade de se orientar de tal modo a "neutralizar" uma
individualmente estáveis em água e permaneçam dissociados,
determinada carga ou campo elétrico no seu interior, como mostra
disseminados entre as moléculas de água, sem se aglutinarem
a figura 3, lembra ?
novamente.
Dielétricos que são bastante polares (grande momento de dipolo)
e cujas moléculas apresentam boa mobilidade para sofrerem Uma interpretação alternativa é a seguinte: a cargas de polarização
polarização sob ação de um campo elétrico externo, tendem a surgem aos pares, uma positiva e outra negativa, e se dispõem
apresentar grandes permissividades elétricas . como na figura 6. No seio do dielétrico, a carga elétrica resultante é
nula em cada porção dele, mas junto ao íon só há cargas de
Quanto maior a permissividade elétrica  de um meio, mais cargas
polarização de sinal oposto ao do respectivo íon. O efeito disso é
de polarização surgem quando ele é polarizado, mais intenso é o
campo elétrico EP devido a essas cargas, menor é o campo uma “neutralização aparente” dessa carga do íon. Por exemplo, se
elétrico ER que resultará nesse meio (figuras 3 e 4). esse íon tivesse uma carga +100.e e as cargas de polarização ao
redor dele somam –70.e , a carga elétrica efetiva dele passa a
O vácuo é um meio não material, portanto, não apresenta
valer apenas +30.e.
moléculas que possam ser polarizadas sob ação de um campo
externo. É por esse motivo que a permissividade elétrica do vácuo
é a menor de todas ( o = 8,85.10–12 no SI), afinal, qualquer outro
meio apresenta mais matéria que o vácuo .
Se um meio tem uma permissividade elétrica k vezes maior que a
do vácuo ( = k.o), uma carga elétrica colocada nesse meio gera
um campo K vezes mais fraco que o que ela geraria no vácuo.
A constante k ( = k.o) é chamada de constante dielétrica do
meio. A constante dielétrica da água vale k = 80, significa que
agua = 80.o e, portanto, cargas elétricas mergulhadas na água
geram campos 80 vezes mais fracos que gerariam no vácuo ,
por causa da polarização dela !
figura 6 - água polarizada, formando as famosas gaiolas de
Assim, a polarização do dielétrico é o que faz com que a solvatação, reduzindo a interação elétrica entre os íons a 1/80 do
intensidade do campo elétrico que se propaga através de um meio que seria no vácuo.
também seja dependente das características elétricas desse meio.
Daí, quando dizemos que “solvente polar dissolve soluto polar”,
13 – Como a água dissolve as substância polares ? estamos dizendo que o meio polar tem uma permissividade elétrica
Os alquimistas sonharam com um solvente universal, um líquido suficientemente grande, para blindar a atração eletrostática entre
que dissolvesse qualquer coisa (e é provavelmente uma felicidade aqueles íons, garantindo a estabilidade deles em solução.
que não exista nenhum. Como ele poderia ser armazenado?).
Meios apolares, como óleo de cozinha, não propiciam tamanha
Apesar do fato da água ser a substância mais comum na
superfície da terra, este líquido tem algumas propriedades raras. redução na força eletrostática entre os íons Na + e Cl– (têm baixa
Uma das mais importantes destas é a sua habilidade para permissividade) e, portanto, não consegue mantê-los estáveis
dissolver muitos tipos de substâncias. Embora não sendo o individualmente, não consegue mantê-los afastados, em suma, não
solvente universal, uma vez imaginado, a água dissolve muitos consegue dissolver o sal NaCl.
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Pensando em Classe
Pensando em Classe

Questão 1
(FATEC) Um bastão isolado é capaz de permanecer eletrizado em uma de suas extremidades e
neutro na outra extremidade. Isto será possível :
a) se o bastão for de metal.
b) apenas se o bastão for de vidro.
c) se o bastão for de metal, mas muito comprido.
d) se o bastão for de metal, mas receber pequena quantidade de carga.
e) se o bastão for feito de qualquer isolante

Questão 2
(PUCCAMP-SP) Dispõe-se de uma barra de vidro, um pano de lã e duas pequenas esferas
condutoras, A e B, apoiadas em suportes isolados, todos eletricamente neutros. Atrita-se a barra de
vidro com o pano de lã; a seguir coloca-se a barra de vidro em contato com a esfera A e o pano
com a esfera B. Após essas operações:
a) o pano de lã e a barra de vidro estarão neutros;
b) o pano de lã atrairá a esfera A;
c) as esferas A e B continuarão neutras;
d) a barra de vidro repelirá a esfera B;
e) as esferas A e B se repelirão.
Questão 3
(FGV-SP) Uma pequena esfera de isopor (B), pintada
com tinta metálica, é atraída por outra esfera maior (A), A
também metalizada. Tanto A como B estão B
eletricamente isoladas. Este ensaio permite afirmar que:
a) As esferas têm cargas de sinais contrários
b) B possui carga positiva
c) as cargas elétricas em A e em B são de mesmo sinal.
d) A possui carga positiva
e) A pode estar neutra
Questão 4
A figura abaixo mostra as esferas metálicas A e B, de raios 3R e R, neutras, montadas em suportes
isolantes. Elas estão em contato, de modo a formarem um único condutor descarregado. Um
bastão isolante, carregado com carga negativa, -Q, é trazido para perto da esfera A, sem tocá-la.
Em seguida, com o bastão na mesma posição, as duas esferas são separadas. Sobre as cargas
finais QA e QB de cada esfera, pode-se afirmar que:
a) QA > 0, QB < 0 e |QA| = 3.|QB|

b) QA > 0, QB < 0 e |QA| = |QB|


A
c) QA > 0, QB < 0 e |QA| = |QB| / 3
B
d) QA < 0, QB > 0 e |QA| = |QB|

e) QA = QB = 0

Questão 5
(UECE) Um cone maciço de ferro está carregado eletricamente, isolado por uma haste de vidro
que se prende à sua base. É correto afirmar:
a) A carga elétrica concentra-se no centro de gravidade do cone;
b) A carga elétrica distribui-se apenas na base do cone;
c) A carga elétrica distribui-se apenas em torno do vértice do cone;
d) A carga elétrica é nula no interior do cone.
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Questão 6
(UNIFOR) Duas pequenas esferas condutoras idênticas estão eletrizadas com cargas de +6,0C e
–10C, respectivamente. Colocando-se as esferas em contato, o número de elétrons que passam
de uma esfera para a outra vale: Dado: carga elementar e = 1,6.1019C
a) 5,0. 1013 b) 4,0 .1013 c) 2,5 .1013 d) 4,0 .106 e) 2,0 .106

Questão 7
Sejam 5 pequenas esferas condutoras a, b, c, d e x de mesmo raio, das quais apenas a esfera
x encontra-se eletrizada. Após fazer contatos sucessivos da esfera x com cada uma das demais
esferas, percebe-se que a esfera b adquire uma carga de 24 C a mais que a esfera d.
O prof Renato Brito pede para você determinar a carga final da esfera x :
a) 4 C a b c d
b) 8 C
c) 12 C
d) 16 C
e) 32 C

x
Questão 8
Uma pequena esfera condutora A de raio 2 cm, maciça, eletrizada com carga –4C, está no interior
de uma casca esférica metálica B de raio 6 cm, eletrizada com carga + 16C. Um fio isolante que
passa por pequeno orifício permite descer a esfera A até que encoste na casca esférica B.
a) quais as cargas finais de cada esfera, após esse contato interno ?
b) caso o contato tivesse ocorrido externamente, quais as cargas finais adquiridas por cada
esfera ?

Questão 9
O prof Renato Brito conta que existe um plano onde se FA
encontra fixa uma carga +Q fonte de campo elétrico.
Quando uma carga de prova +q é posicionada num
A +q
ponto A do plano, é repelida pela carga fonte com uma
força FA de intensidade 50 N. Quando levada para o +q C
ponto B do plano, a referida carga de prova +q passa
a ser repelida pela carga fonte com uma força F B
indicada na figura. Assim, quando a carga de prova
é finalmente posicionada no ponto C, sofrerá uma +q
força elétrica repulsiva de intensidade:
B F
a) 40 N b) 36 N c) 27 N d) 18 N e) 12 N B

Questão 10
Na figura abaixo, duas bolinhas de mesma massa e cargas elétricas positivas idênticas q = +12C
estão suspensas a um mesmo ponto por fios de mesmo comprimento L = 1m. Sabendo que a gravidade
local vale g = 10 m/s², a constante eletrostática do meio vale K = 9.109 (no SI) e as partículas encontram-
se em equilíbrio, determine a massa das partículas. Dados: sen = 0,6 e cos = 0,8

 
L L

+q +q

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22

Questão 11
(UFJF-MG) Quatro cargas elétricas iguais de módulo q estão q q
situadas nos vértices de um quadrado, como mostra a figura. Qual
deve ser o módulo da carga Q de sinal contrário que é necessário
colocar no centro do quadrado para que todo o sistema de cargas Q
fique em equilíbrio?

+
q q

Questão 12
Três pequenas esferas isoladas, carregadas com cargas idênticas, estão localizadas como mostra
a figura. A força (resultante) exercida sobre a esfera B, pelas esferas A e C, é de 54N. Qual a força
(resultante) exercida sobre a esfera A ?
a) 80N
b) 32N
c) 36N
d) 27N
e) 9N

Questão 13
(Inatel-MG) Uma partícula de massa m, carregada com
-Q
quantidade de carga Q, negativa, gira em órbita circular em torno
de uma partícula de massa M, carregada com quantidade de
m
V
carga Q, positiva. Sabendo que o raio da órbita é r, determine:
a) a intensidade da velocidade V em função de K, Q, m e r; r
+Q
b) o período do movimento.
M

Questão 14
O prof Renato Brito conta que duas esferas A e B condutoras de raios 2R e R e cargas
elétricas +Q e –2Q estão separadas a uma grande distância D e que se atraem mutuamente
com uma força elétrica de intensidade F = 9 N. Se as esferas forem postas em contato e
separadas, novamente, a uma distância D, passarão a:
a) se repelir com uma força elétrica de 1N
b) se repelir com uma força elétrica de 2N
c) se repelir com uma força elétrica de 4N
d) se repelir com uma força elétrica de 8N
e) se repelir com uma força elétrica de 9N

Questão 15
(Med. Marília-SP) A figura mostra quatro cargas pontuais, colocadas nos vértices de um quadrado.
O vetor-campo-elétrico produzido por estas cargas no ponto p tem direção e sentido dados por:
a)

b)

c)

d)

e)

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23

Questão 16
(Cesgranrio-RJ) Duas cargas elétricas pontuais, de mesmo valor e de sinais opostos, encontram-se
em dois dos vértices de um triângulo eqüilátero. No ponto médio entre esses dois vértices, o
módulo do campo elétrico resultante devido às duas cargas vale X. Qual o valor do módulo do
campo elétrico no terceiro vértice do triângulo?
a) X/2
b) X/3
c) X/4
d) X/6
e) X/8
Questão 17
Na distribuição de cargas elétricas representadas na figura, onde devemos colocar uma 3ª carga
elétrica, para ela ficar em equilíbrio ? Qual deve ser o sinal dessa carga ?
a) entre as cargas e no centro.
d=1m
b) entre as cargas e a 0,3 m de q.
c) a 2 m de – 4q e à sua direita.
+q -4q
d) a 1m de q e à sua esquerda.
e) a 4 m de q e à sua esquerda.

Questão 18
A figura mostra duas cargas fixas ao longo de um eixo. Em qual posição se deve colocar uma
terceira Q, para que ela permaneça em equilíbrio ?
a) entre as cargas, a 5cm da carga +q d = 15 cm

b) entre as cargas e a 10cm de +q.


+q +4q
c) à esquerda de +q , a 5 cm dessa carga.
d) a 8 cm +q e à sua esquerda.
e) a 8 cm de +4q e à sua direita.

Questão 19
Duas grandes placas planas paralelas têm área A e estão uniformemente eletrizadas com cargas
opostas +q e –q. Considerando que a distância entre elas vale D e que o meio entre as placas
tem permissividade elétrica , o prof Renato Brito pede para você determinar a força de atração
entre as placas :
q2 q2 q2 q2 q2
a) b) c) d) e)
2..A.D 2..A.D 2 .A.D .A 2..A

Questão 20
Uma partícula de massa m = 6g e carga q = +3C foi lançada com velocidade inicial Vo numa
direção normal a uma placa eletrizada uniformemente com carga positiva. A partícula, freada pelo
campo elétrico da placa, de intensidade E = 4000 N/C, percorre uma distância D = 9 m até parar.
Desprezando efeitos gravitacionais, a velocidade inicial Vo da carga vale:
a) 2 m/s b) 4 m/s c) 6 m/s d) 8 m/s e) 10 m/s

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Questão 21
Uma carga de prova +q positiva é abandonada nas proximidades de uma carga fonte +Q fixa numa
certa região do espaço. O efeito da gravidade é desprezível. Durante o movimento posterior da
carga de prova, quais gráficos abaixo representam respectivamente o comportamento da força que
age sobre ela, da sua aceleração e da sua velocidade da partícula em função do tempo ?
a) I, I e II
b) I, I e IV E
c) II, II e II +Q
d) I, II e III
e) II, II e IV +q
fixa

tempo tempo tempo


(I) (II) (III)

tempo
(IV)

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Questão 4
(Cefet-PR) Um cubo é feito de alumínio e está eletrizado e em
equilíbrio eletrostático. Quanto ao campo elétrico, podemos dizer
que este é:
Pensando em Casa a) mais intenso nas proximidades dos centros das faces do cubo.
Pensando em Casa
b) mais intenso nas proximidades dos centros das arestas do cubo.
c) mais intenso nas proximidades dos vértices do cubo.
Questão 1 d) de igual intensidade nas proximidades de qualquer parte do
(UNESP-SP) De acordo com o modelo atômico atual, os prótons e cubo.
nêutrons não são mais considerados partículas elementares. Eles e) tão intenso nas proximidades quanto no seu interior.
seriam formados de três partículas ainda menores, os quarks.
Admite-se a existência de 12 quarks na natureza, mas só dois tipos Questão 5
formam os prótons e nêutrons, o quark up (u), de carga elétrica A figura mostra, em corte longitudinal, um objeto metálico oco
positiva, igual a 2/3 do valor da carga do elétron, e o quark down eletrizado.
(d), de carga negativa, igual a 1/3 do valor da carga do elétron. A
partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta
corretamente a composição do próton e do nêutron.
A B C D E
Próton Nêutron
a) d,d,d u,u,u
b) d,d,u u,u,d
c) d,u,u u,d,d
d) u,u,u d,d,d Em qual das regiões assinaladas há maior concentração de
e) d,d,d d,d,d cargas?

Questão 2 Questão 6
(PUC-SP) Tem-se três esferas metálicas A, B e C, inicialmente (Fuvest-SP) Aproxima-se uma barra eletrizada de duas esferas
neutras. Atrita-se A com B, mantendo C a distância. Sabe-se que condutoras, inicialmente descarregadas e encostadas uma na
nesse processo, B ganha elétrons e que, logo após, as esferas são outra, observa-se a distribuição de cargas esquematizadas na
afastadas entre si de uma grande distância. Um bastão eletrizado figura abaixo.
positivamente é aproximado de cada esfera, sem toca-la. Podemos
afirmar que haverá atração: +
- +
a) apenas entre o bastão e a esfera B. + -- +
- +
b) entre o bastão e a esfera B e entre o bastão e a esfera C. + -
- +
- +
c) apenas entre o bastão e a esfera C. + - +
+
d) entre o bastão e a esfera A e entre o bastão e a esfera B. +
e) entre o bastão e a esfera A e entre o bastão e a esfera C.
Em seguida, sem tirar do lugar a barras eletrizada, afasta-se um
Questão 3 pouco uma esfera da outra. Finalmente, sem mexer mais nas
(Eng. São Carlos-SP) Uma esfera de material isolante, recoberta esferas, remove-se a barra, levando-a para muito longe das
com uma fina camada de grafite, que é condutora, é suspensa por esferas. Nessa situação final, a figura que melhor representa a
um fio e trazida para as proximidades de uma placa metálica que distribuição de cargas nas duas esferas é:
apresenta um excesso de cargas positivas distribuídas na sua a) d)
superfície conforme a figura abaixo.: -
- ++ -
- ++
-- + -- +
+ +
- + - +
- -- ++ --
- + +

b) e)
- -- ++ ++ ++ ++ ++ ++
- - + + + + + +
-- -- + + + + + +
Observa-se o seguinte: - - + + + + + +
-- -- ++ ++ ++ ++ ++ ++
- -
a) A bola é eletricamente neutra e não é afetada pela placa.
b) A bola é atraída pela placa e permanece em contato. c)
c) A bola é repelida pela placa. ++ ++
d) A bola é atraída pela placa e, ao tocá-la, é imediatamente + +
+ +
repelida + +
++ + +
e) A bola adquire uma carga induzida negativa.

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Questão 7 Questão 10
Uma pequena esfera de isopor B, recoberta por uma fina lâmina de (UFRS) Três esferas metálicas idênticas , x y, z, estão colocadas
alumínio, é atraída por outra esfera condutora A. tanto A como B sobre suportes feitos de isolantes elétrico e y está ligada a terra por
estão eletricamente isoladas. um fio condutor, conforme mostra a figura a seguir. x e y estão
descarregadas, enquanto z está carregada com uma quantidade
de carga elétrica q. Em condições ideais, faz-se a esfera z tocar
primeiro a esfera x e depois a y. Logo após esse procedimento, as
quantidades de carga elétrica nas esferas x, y e z, são,
respectivamente:
A B
X Y Z

Tal experimento permite afirmar que:


a) a esfera A possui carga positiva.
b) a esfera B possui carga negativa.
c) a esfera A não pode estar neutra.
d) as cargas elétricas existentes em A e B têm sinais opostos.
e) pelo menos uma bola está eletrizada, podendo a outra estar
neutra. q q q q q q q q
a) , , b) , , c) , e nula
3 3 3 2 2 4 2 2
Questão 8
Na figura abaixo, A é uma esfera condutora e B é uma pequena q q q
esfera de isopor, ligada a um fio flexível. Supondo que a situação d) , nula e e) , nula e nula
2 2 2
indicada é de equilíbrio, analise as afirmativas a seguir:
Questão 11
Sejam A, B, C e D quatro pequenas esferas condutoras isoladas.
Através de experiências laboratoriais, a aluna Mariana da Turma
Saúde 10 percebeu que:
I. A atrai B
B
II. A repele C
A
III. A atrai D
I. É possível que somente a esfera B esteja eletrizada. IV. B atrai D
II. As esferas A e B devem estar eletrizadas. Adicionalmente, seu amigo Leandro verificou, através de um
III. A esfera B pode estar neutra, mas a esfera A certamente está eletroscópio, que a esfera D não está neutra. A partir desses fatos,
eletrizada. Mônica pode concluir que:
Para a resposta, utilize o código:
a) A afirmação I está correta. a) A e D podem se repelir.
b) Somente a afirmação II está correta. b) A está neutra.
c) As afirmações II e III estão corretas. c) B e D têm sinais contrários.
d) Somente a afirmação III está correta. d) A e B têm sinais contrários.
e) Todas as afirmações estão corretas. e) B está neutra.

Questão 9 Questão 12
(Fuvest-SP) Uma esfera condutora A, de peso P, eletrizada (UFPE 2002) Duas partículas de massas 2M e M têm cargas
positivamente, é presa por um fio isolante que passa por uma respectivamente iguais a +Q e +3Q. Sabendo-se que a força
roldana. A esfera A se aproxima, com velocidade constante, de gravitacional é desprezível em comparação com a força elétrica,
uma esfera B, idêntica à anterior, mas neutra e isolada. A esfera A indique qual das figuras melhor representa as acelerações
toca em B e, em seguida, é puxada para cima, com velocidade vetoriais das partículas.
também constante. Quando A passa pelo ponto M a tração no fio é Q 3Q
T1 na descida e T2 na subida. Podemos afirmar que: a)
a) T1 < T2 < P. Q 3Q
b) T1 < P < T2 b)
c) T2 < T1 < P Q 3Q
d) T2 < P < T1 c)
e) P < T1 < T2 A Q 3Q
d)
Dicas: Q 3Q
1) velocidade constante implica equilíbrio, lembra disso
M
Aristóteles ?
e)
2) indução eletrostática implica atração eletrostática (na B Pergunta conceitual: Qual delas sofre maior força elétrica, com base na
descida). 3ª lei de Newton (ação e reação) ? Qual delas tem mais massa ? Com
base na 2ª lei de Newton (FR = m.a), qual delas sofrerá maior aceleração ?
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Questão 13 resultante sobre esta última, sabendo que ela é repelida pela
Uma pequena esfera condutora de raio 2 cm, maciça, eletrizada carga A com uma força elétrica de intensidade F.
com carga –4C, está no interior de uma casca esférica metálica a) F A
de raio 5 cm, eletrizada com carga + 18C. Um fio isolante que
passa por pequeno orifício permite descer a esfera A até que b) 2F
encoste na casca esférica B. c) 3F B
a) quais as cargas finais de cada esfera, após esse contato ?
b) caso o contato tivesse ocorrido externamente, quais as cargas d) 4F
finais adquiridas por cada esfera ? e) 5F
C +q
Dica: Propriedade da resultante entre doss vetores que têm módulos
iguais e formam 120o entre si.

Questão 17
(FUVEST) Considere as três cargas pontuais representadas na
figura por +Q, Q e +q. Determine o módulo da força eletrostática
total que age sobre a carga q.
Questão 14
+Q -Q
(Fuvest-SP) Três pequenas esferas carregadas com cargas de 30o 30o
mesmo módulo, sendo A positiva e B e C negativa, estão presas
nos vértices de um triângulo eqüilátero. No instante em que elas R
são soltas, simultaneamente, a direção e o sentido de suas +q R
acelerações serão mais bem representados pelo esquema:
a) b)
A A
Dica: Se dois vetores têm o mesmo módulo, a resultante entre eles está
na bissetriz. FR = F.cos30o + F.cos30o

C B
C B REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
Se você revisar um pouquinho a cada
c) d) semana, não acumulará toda a revisão
A A
para a semana da véspera do
vestibular, né verdade ? 

Semana 1 de 15
C B C B Assunto sugerido:
Vetores e Cinemática Geral.
e)
A
Questão 18
Uma carga elétrica +Q desconhecida encontra-se fixa no plano
mostrado abaixo. Uma carga de prova +q, quando colocada nos
C B pontos A e C desse plano, fica sujeita a forças elétricas
repulsivas FA e FC de mesma intensidade 64 N, mostradas na
Questão 15 figura abaixo. Assim, quando prof Renato Brito colocá-la no ponto
(UEL-PR) Três partículas carregadas positivamente, cada uma com B, a carga de prova +q fica sujeita a uma força elétrica de
carga q, ocupam os vértices de um triângulo retângulo cujos intensidade:
catetos são iguais e medem d. Sabendo-se que as cargas estão FA FC
num meio cuja constante eletrostática é k, a força elétrica
resultante sobre a carga do ângulo reto é dada pela expressão:
B
kq 2 2kq 2 kq 2 A C
a) b) c)
2d 2 2d 2 d2
2kq 2 2kq 2
d) 2
e)
d d2
Questão 16
A figura mostra três cargas A, B e C de mesma intensidade Q
posicionadas ao longo de um hexágono regular interagindo
eletricamente com uma carga de prova positiva +q. O prof Renato a) 80 N b) 64 N c) 36 N d) 90 N e) 120 N
Brito pede para você determinar a intensidade da força elétrica

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Questão 19 a) se repelir com uma força elétrica de 2N


(UFPE) Duas bolinhas iguais, carregadas negativamente, estão b) se repelir com uma força elétrica de 4N
presas por fios de seda de 3 cm de comprimento a um ponto c) se repelir com uma força elétrica de 6N
comum, como mostra a figura. Cada bola tem massa igual a 80 g. d) se repelir com uma força elétrica de 8N
Qual a quantidade de carga das bolas para que os fios formem e) se repelir com uma força elétrica de 9N
entre si 90o ?
Questão 23
a) 4.10–2 C. (Fuvest-SP) Quatro cargas pontuais estão colocadas nos vértices
b) 4.10–4C. de um quadrado. As duas cargas +Q e –Q têm mesmo valor
absoluto e as outras duas, q1 e q2, são desconhecidas. A fim de
c) 4 .10–6 C.
90º determinar a natureza destas cargas, coloca-se uma carga de
d) 4.10–7C. 3 cm 3 cm prova positiva no centro do quadrado e verifica-se que a força
e) 4.10–8 C. sobre ela é F, mostrada na figura. Podemos afirmar que:
a) q1 > q2 > 0 +Q q1
q q b) q2 > q1 > 0
c) q1 + q2 > 0
Dica: A massa precisa estar em kg, distâncias em metros. d)q1 + q2 < 0 Carga de
e) q1 = q2 > 0 prova
Questão 20 positiva
Três pequenas esferas isoladas, carregadas com cargas F
respectivamente +q, –q e +q estão localizadas como mostra a -Q q2
figura. A força (resultante) exercida sobre a esfera C pelas esferas
A e B é de 5N. A força (resultante) exercida sobre as esferas A e B, Questão 24
valem, respectivamente: (Mack-SP) Um modelo conhecido para o átomo de hidrogênio é o
de um elétron de carga q girando em trajetória circular de raio R
a) 32N, 27 N
em torno do próton localizado no núcleo. Sendo k a constante
b) 30N, 45N eletrostática do vácuo, a energia cinética do elétron, nessas
condições, é:
c) 36N, 48N
5.k.q 2 .R
d) 27N, 36N a)
2
e) 16N, 25N 2.k.q 2
b)
R
Questão 21
3.k.q 2 .R
(Cescea-SP) Uma mola de constante elástica K = 400 N/m tem c)
uma extremidade presa a um suporte fixo e a outra possui uma 2
carga elétrica puntiforme, de massa desprezível, de +10C. Essa k.q 2
mola encontra-se permanentemente comprimida devido à presença d)
2.R
de uma segunda carga elétrica q, localizada a uma distância
d = 60 cm da primeira. Sabendo que a compressão permanente da 5.k.q 2 .R
e)
mola vale x = 0,5 cm nesse equilíbrio, a carga q deve ser de: 4
Dica: encontre inicialmente a velocidade v do elétron, lembrando que a
a) 16 C b) 8 C c) –12 C d) –36C e) 24C força elétrica é a força resultante centrípeta que age sobre o elétron. A
energia cinética é dada por Ecin = m.v² / 2 .
Questão 25
Duas pequenas esferas de carga +q e massa 600g cada,
penduradas em cordões de comprimento L = 2 m , giram em
movimento circular num plano horizontal com velocidade angular
Questão 22  = 2 rad/s. Sendo g = 10 m/s2 a aceleração da gravidade,
O prof Renato Brito conta que duas esferas A e B condutoras de determine +q. (K = 9.109 e g = 10 m/s2)
raios 3R e 2R e cargas elétricas +2Q e –Q estão separadas a
uma grande distância D e que se atraem mutuamente com um
força elétrica de intensidade F = 50 N. Se as esferas forem postas
em contato e separadas, novamente, a uma distância D, passarão
a:

Dica: Colocação de forças num pêndulo cônico : uma prá cima, uma prá baixo, uma
prá dentro e (eventualmente) uma prá fora , lembra ?

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29

Questão 26 c) d)
(UFRS) A figura representa os pontos A, B, C , D e E e duas
cargas elétricas iguais e de sinais opostos, todos contidos no plano + 2q +q + 2q +q
da página. Em qual dos pontos indicados na figura o campo
elétrico é mais intenso?
+q -2q +q -2q
A
Questão 30
B + C - A figura mostra uma estrela (hexágono regular estrelado) em cujos
vértices encontram-se fixas 6 cargas elétricas puntiformes. O
E prof Renato Brito pede para você determinar qual dos vetores
D abaixo melhor representa o campo elétrico resultante no
Dica: Veja figura 9 página 15 centro dessa estrela :
Questão 27 a) +3q
(UFRS) A figura representa duas cargas elétricas positivas iguais e
diversos pontos. As cargas e os pontos estão localizados no plano b)
da página. Em qual dos pontos indicados na figura o campo -q -q
elétrico é menos intenso? c)
A d)
+3q +3q
e)
E + B +
+q
D
C REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
Dica: Veja figura 8 página 15 Se você revisar um pouquinho a cada
semana, não acumulará toda a revisão
Questão 28 para a semana da véspera do
(UF-RS) A figura representa as linhas de força do campo elétrico vestibular, né verdade ? 
que existe em certa região do espaço. Sobre uma carga de prova
positiva colocada em P agirá uma força : Semana 2 de 15
Assunto sugerido:
a) dirigida para A Leis de Newton Sem Atrito, Espelhos Planos.

b) dirigida para B A
Questão 31
c) dirigida para C Na distribuição de cargas elétricas representadas na figura, o ponto
B P C
onde o campo elétrico é nulo fica:
d) dirigida para D
d = 2m
e) nula.
D

+9q -4q
Questão 29
a) entre as cargas e no centro.
(Cesgranrio-RJ) Quatro cargas elétricas: três positivas e uma
b) entre as cargas e a 0,3 m de +9q.
negativa, estão colocadas nos vértices de quadrado, como mostra
c) a 2 m de – 4q e à sua direita.
a figura. O campo elétrico produzido por estas cargas no centro do
d) a 4 m de – 4q e à sua direita.
quadrado é representado por:
e) a 2 m de +9q e à sua esquerda.
+ 2q +q
Questão 32
A figura mostra duas cargas fixas ao longo de um eixo. Em qual
+q -2q
posição se deve colocar uma terceira Q, para que ela permaneça
em equilíbrio ?

d = 2m
a) b)
+9q +4q
+ 2q +q + 2q +q
a) entre as cargas e no centro.
b) entre as cargas e a 1,2 m de +9q.
+q -2q +q -2q c) a 2 m de – 4q e à sua direita.
d) a 4 m de – 4q e à sua direita.
e) a 2 m de +9q e à sua esquerda.

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30

Questão 33 Questão 37
A figura mostra duas cargas fixas ao longo de um eixo. Em qual (FUMEC-MG) Qual dos gráficos pode representar o campo elétrico
posição se deve colocar uma terceira Q, para que ela permaneça criado por uma carga elétrica positiva, sendo d a distância do ponto
em equilíbrio ? considerado à carga?
d = 2m
a) b)
E E

+q -q

a) entre as cargas e no centro.


b) entre as cargas e a 1,2 m de +9q.
1
c) a 2 m de – 4q e à sua direita. 0 0 d
d) a 4 m de – 4q e à sua direita. d
e) não existe uma posição de equilíbrio c) d)
E
E
Questão 34
(FMC Santa Casa - SP) Considerando o esquema abaixo. Se a
constante eletrostática vale K, o módulo do vetor campo elétrico no
ponto P, devido às cargas elétricas + q e – q, é dado por: 0 1
0 d2
+q -q P d2
e)
r r E

4kq
a)
3r 2
0
kq d
b) 2
r
Questão 38
3kq
c) 2 (Fafeod-MG) Uma placa condutora extensa e carregada
4r positivamente produz um campo elétrico uniforme, conforme
2kq mostrado na figura a seguir. Uma carga pontual positiva
d) 2
r q = 2C, colocada no ponto P sofre a ação de uma força elétrica
FP = 30 N. Se essa mesma carga for colocada nos pontos Q e R,
Questão 35 sofrerá ação de forças elétricas FQ e FR, tais que:
(UFAL) Considere um retângulo de lados 3 cm e 4 cm. Uma carga
elétrica q colocada num dos vértices do retângulo gera no vértice a) FQ = FR = 30 N E
+
mais distante um campo elétrico de modulo E. Nos outros dois b) FQ = 15 N e FR = 10 N
vértices, o modulo do campo elétrico é: +
P Q R
a) E/9 e E/16 c) FQ = 60 N e FR = 90 N +
b) 4E/25 e 3E/16 +
d) FQ = 15 N e FR = 90 N +
c) 4E/3 e 5E/3
d) 5E/4 e 5E/3 e) FQ = 60 N e FR = 10 N
e) 25E/9 e 25E/16
x x x
Questão 36
(Fuvest-SP) O campo elétrico de uma carga puntiforme em Questão 39
repouso tem, nos pontos A e B, as direções e sentidos indicados Uma partícula com carga positiva é abandonada entre duas placas
pelas flechas na figura. O módulo do campo elétrico do ponto B planas, verticais, eletrizadas como mostra a figura abaixo.
vale 24V/m. O módulo do campo elétrico no ponto P da figura vale, Considerando que o peso desta partícula não é desprezível, a
em volt por metro: trajetória que ela irá descrever será melhor representada por:
a) 3
b) 6 A
--
++++++++++++

c) 4 --
--
d) 12 --
--
e) 3 2
--
B --
--
--
--
P
--
--
--
--
Dica: veja questão 9 de classe – página 21

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31

a) b) c) d) e)

 E

Questão 40 Questão 44
(UFPA) Entre as placas defletoras de um osciloscópio de raios Uma carga elétrica +q está localizada a uma distância D de um
catódicos a intensidade do vetor campo-elétrico é de 30.000 N/C. enorme plano eletrizado uniformemente com densidade superficial
Sabendo-se que um elétron tem massa m = 91031 kg e carga de carga + num meio onde a permissividade elétrica vale .
elétrica q = 1,6 10–19 C, a intensidade da aceleração que atua O prof Renato Brito pede para você determinar a força elétrica
sobre um elétron colocado entre as placas é, aproximadamente, com que essa carga será repelida :
de: .q .q .q .q .q
a) 1,9 . 1012 m/s2. b) 5,3 . 1015 m/s2. a) b) c) 2
d) 2
e)
c) 1,9 . 1016 m/s2. d) 1,9 . 1050 m/s2.  2 2.D .D 4
e) 5,3 . 1050 m/s2. Dica: veja questão 19 de classe, página 23. A carga elétrica sofrerá a ação do
campo elétrico gerado por uma única placa.
Questão 41
(FEI-SP) Uma pequena esfera de massa m, eletrizada com carga Questão 45
q, está apoiada numa placa isolante, inclinada, com um ângulo de Uma carga elétrica negativa q está localizada exatamente no
 com o horizonte. Calcular a intensidade do campo eletrostático ponto médio entre duas placas planas paralelas eletrizadas com
E que mantém a esfera em equilíbrio. densidades superficiais de cargas respectivamente iguais a + e
E
 num meio onde a permissividade elétrica vale . Se a distância
entre as placas vale D, o prof Renato Brito pede para você
determinar a força elétrica com que age nessa carga:
D

Dica: você não vai esquecer de desenhar a normal N, vai ?  + -
Como se trata de um problema de equilíbrio, qualquer par de eixos resolve o + -
problema. Assim, há duas opções para decompor as forças: + -
1) decompor apenas a normal N em suas componentes Nx e Ny, sem decompor
nem o peso nem a força elétrica; + -
2) decompor o peso e a força elétrica, sem decompor a normal N, o que é mais + -q -
trabalhoso e inviável. + -
Questão 42 + -
(FUVEST)Sobre uma partícula carregada atuam exclusivamente as + -
forças devidas aos campos elétrico e gravitacional terrestres.
Admitindo que os campos sejam uniformes e que a partícula caia .q .q .q .q .q
verticalmente, com velocidade constante (equilíbrio), podemos a) b) c) d) e)
 2 2.D 2 .D 2 4.D 2
afirmar que:
a) a intensidade do campo elétrico é igual à intensidade do campo Dica: veja questão 19 de classe, página 23. A carga elétrica sofrerá a ação do
gravitacional campo elétrico total gerado pelas duas placas. Quanto vale esse campo elétrico ?
b) a força devida ao campo elétrico é menor, em modulo, do que o
peso da partícula REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
c) a força devida ao campo elétrico é maior, em modulo, do que o Se você revisar um pouquinho a cada
peso da partícula semana, não acumulará toda a revisão
d) a força devida ao campo elétrico é igual, em modulo, ao peso da para a semana da véspera do
partícula vestibular, né verdade ? 
e) a direção do campo elétrico é perpendicular à direção do campo
gravitacional Semana 3 de 15
Assunto sugerido:
Dica: velocidade constante lhe diz alguma coisa, Aristóteles ? Equilíbrio,
Leis de Newton Sem Atrito, Espelhos Esféricos.
força resultante nula.

Questão 43 Questão 46
A figura mostra um pêndulo elétrico em equilíbrio sob ação de um Duas pequenas esferas condutoras idênticas apresentam cargas
campo gravitacional g = 10 m/s² e um campo elétrico uniforme de elétricas +3q e –q, estão inicialmente separadas por uma distância
intensidade E = 7,5 . 103 N/C. Se a massa da esfera do pêndulo d e se atraem com uma força de 6N. Quando colocadas em
vale m = 10 g e  = 37o, determine a carga elétrica da esfera do contato e colocadas em suas posições iniciais, as esferas:
pêndulo (expressa em C ). (Dado: sen 37o = 0,6 cos37o = 0,8) a) passam a se atrair com uma força de 8 N
b) passam a se repelir com uma força de 8 N
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c) passam a se atrair com uma força de 2 N


d) passam a se repelir com uma força de 2 N
e) passam a se repelir com uma força de 6 N

Questão 47
Uma carga de prova q negativa é abandonada nas proximidades tempo tempo
de uma carga fonte negativa Q fixa numa certa região do espaço. (I) (II)
O efeito da gravidade é desprezível. Durante o movimento
posterior da carga de prova, quais gráficos abaixo representam
respectivamente o comportamento da intensidade da força que age
sobre ela, da sua aceleração e da sua velocidade da partícula em
função do tempo ? Despreze a gravidade.
a) I, I e II
b) I, I e I E tempo tempo
c) II, II e II -Q (IV)
(III)
d) I, II e III
e) II, II e II a) IV, IV e IV b) III, III e III c) II, II e II
fixa -q d) I, II e III e) III, III e IV

Questão 49
(UECE 2010.2 1ª fase) Qual é o efeito na força elétrica entre duas
cargas q1 e q2 quando se coloca um meio isolante, isotrópico e
homogêneo entre elas?
a) Nenhum, porque o meio adicionado é isolante.
b) A força aumenta, devido a cargas induzidas no material isolante.
tempo tempo c) A força diminui, devido a cargas induzidas no material isolante.
(I) (II) d) Nenhum, porque as cargas q1 e q2 não se alteram.
Dica: esse conteúdo está explicado em detalhes nas páginas 18 e 19.

Hora de Revisar
Hora de Revisar

tempo tempo

(III) (IV)

Questão 48
Questão 01
Seja um campo elétrico E uniforme gerado por um par de placas
Um automóvel percorre a estrada ABC mostrada na figura ao lado,
elétricas eletrizadas com cargas de sinais opostos. Uma carga da seguinte maneira: trecho AB = velocidade média de 60 km/h
elétrica é abandonada no interior desse campo elétrico uniforme durante 2 horas; trecho BC = velocidade média de 90 km/h durante
nas proximidades da placa negativa. Quais gráficos a seguir 1 hora. A velocidade média do automóvel no percurso AC será:
melhor representam respectivamente a intensidade da força
resultante agindo sobre a partícula, sua aceleração e sua
velocidade em seu movimento posterior no interior desse campo a) 75 km/h b) 70 km/h c) 65 km/h d) 80 km/h
elétrico ? Despreze as ações gravitacionais.
Questão 02
Qual dos gráficos abaixo representa melhor a velocidade v, em
+ - função do tempo t, de uma composição do metrô em viagem
+ - normal, parando em várias estações?
- a)
+
+ -
+ -q -
+ -
+ - b)
+ -

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c) Questão 05
O famoso professor Raul Brito viaja para Sobral toda semana para
lecionar Matemática. Usualmente, ele desenvolve uma velocidade
média de 100 km/h durante todo o percurso. Na viagem da semana
passada, ao ser surpreendido por uma chuva, decide reduzir a
velocidade para 60 km/h, permanecendo assim até a chuva parar,
d)
20 min depois, quando retorna à sua velocidade inicial. Essa
redução temporária de velocidade fez com que o tempo da viagem
do Raul aumente, com relação à estimativa inicial, em:
a) 4 min
b) 6 min
Questão 03 c) 8 min
Os gráficos abaixo referem-se às distâncias percorridas por três d) 10 min
móveis à medida que o tempo passa. Podemos afirmar que o e) 12 min
módulo da velocidade diminui em:
Questão 06
Uma pessoa que estava no alto de um prédio lançou uma pedra
verticalmente para cima. Se a resistência do ar é desprezível, qual
dos gráficos abaixo melhor descreve a velocidade escalar da
pedra, em função do tempo, durante o seu movimento posterior
sob ação exclusiva da gravidade ?
(a) (b)
V
V

tempo
tempo

(c) (d)
V
V
a) I b) II c) III d) I, II e III e) I e II
tempo
Questão 04 tempo
Dois corpos partem em queda livre no mesmo instante. Ao corpo A
é aplicada uma velocidade inicial para baixo, enquanto B parte do
repouso. Se A é mais pesado que B, temos o seguinte gráfico (e)
velocidade x tempo: V
a) b)

tempo

Questão 07 (Unifor)
Um corpo escorrega por um plano inclinado, sem a ação de forças
c) d) dissipativas. Aceleração da gravidade vale g = 10 m/s². Partindo do
repouso, ele desce 10 m em 2,0 s. Nessas condições, o ângulo
que o plano inclinado forma com a horizontal mede:
a) 15o b) 30º c) 45º d) 60º e) 75º

Questão 08 (Unifor)
Um projétil de massa 10 g e velocidade 400 m/s atravessa um
e) obstáculo de 2,0 cm de espessura, perdendo 50% da sua
velocidade. Nestas condições, a intensidade da força de
resistência, exercida pelo obstáculo à penetração do projétil,
suposta constante, foi de:
a) 1000 N b) 2000 N c) 10.000 N d) 20.000 N
e) 30.000 N

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Questão 09 b) São verdadeiros os itens II, III e IV.


Na questão anterior, o módulo do impulso sofrido pelo projétil, ao c) São verdadeiros os itens I e II.
atravessar o obstáculo,vale: d) São verdadeiros os itens II e III.
a) 2 N.s e) São verdadeiros os itens III e IV.
b) 4 N.s
c) 20 N.s Questão 13
d) 40 N.s Dois carros da polícia se cruzam numa esquina e prosseguem,
e) 0,2 N.s cada um, em seus movimentos retilíneos com velocidades
30 m/s e 40 m/s, respectivamente. A comunicação entre os carros
Questão 10 (Unifor) via rádio só é possível enquanto a distância entre eles for inferior a
Um bloco de madeira, de massa 40 kg e volume 50 litros, flutua 1 km.
parcialmente submerso em água. Sendo g = 10 m/s², determine a
intensidade da força mínima que deve ser aplicada ao bloco de
madeira para que ele fique completamente imerso na água:
a)100 N
b) 200 N
c) 300 N
d) 400 N
e) 500 N

Questão 11 (Unifor 2013.2) Durante quanto tempo, após o cruzamento, os policiais


conseguirão manter a comunicação via rádio ?
Dois aviões comerciais partem de Fortaleza com destino a Lisboa,
com 30 minutos de diferença. O primeiro viaja a uma velocidade de
880 km/h. Já o segundo viaja a 1.040 km/h. Em quanto tempo,
após a partida do segundo avião, o primeiro é ultrapassado?
a) 2h 15min.
b) 2h 20min.
c) 2h 30min.
d) 2h 45min.
e) 2h 50min.

Questão 12 (Unifor 2013.2)


Em uma construção, os tijolos são arremessados do solo plano por
um servente de pedreiro, para outro que se encontra no alto e na
borda do prédio, com uma velocidade inicial Vo = 10,0 m/s,
formando um ângulo β de 60º com a horizontal, conforme figura
abaixo. Cada tijolo é pegado (o certo é pegado, pego é errado)
pelo servente de pedreiro no alto do prédio, 1,0 s após ser
arremessado. Despreze as dimensões dos tijolos, dos serventes de
pedreiro e a resistência do ar. Adote g = 10,0 m/s2, sen60o = 0,8 e
cos60o = 0,5.

A partir dessas informações, analise as proposições a seguir:


I. Os tijolos são recebidos pelo servente na trajetória descendente
do arremesso.
II. A distância X do arremessador ao prédio é menor do que 6,0
metros.
III. Os tijolos são pegos pelo servente ainda na trajetória
ascendente.
IV. A altura do prédio, o valor de Y, é maior do que 5,0 metros.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) São verdadeiros os itens I, II e III.
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C a p í tu lo 1 4 - T r ab a lh o e Renato
E n e rg ia n o C a mp o E l e tr o s t át i co Brito
1– Por que Estudar Trabalho e Energia em Eletrostática ? Ei, Renato Brito, quer dizer que a
No capítulo de “Trabalho e Energia”, mostramos a importância força elétrica também tem uma
desses conceitos na análise e resolução de problemas de função potencial peculiar, eh?
Mecânica, especialmente em situações em que as forças atuantes
eram variáveis (força elástica, por exemplo) e, portanto, tornava-se
indispensável a aplicação dos conceitos de Energia para solucionar
as questões usando apenas matemática de 2 o grau.
Em problemas de Eletrostática, a intensidade da força elétrica
que atua sobre cargas elétricas, geralmente, varia, durante o
deslocamento delas. Esse fato faz, dos conceitos de Trabalho e
Energia, uma ferramenta indispensável ao estudo da dinâmica do
movimento de cargas elétricas. Certamente, Claudete. Por ser conservativa, a Força Elétrica
apresenta uma função potencial associada a si e, conseqüente-
2 – Forças Conservativas e a Função Potencial mente, uma energia potencial elétrica. A forma da função potencial
No capítulo de “Trabalho e Energia”, aprendemos que uma Força varia, dependendo do tipo de campo elétrico em que se esteja
Conservativa é aquela cujo rabalho realizado no deslocamento trabalhando. Basicamente, trabalharemos com dois tipos de
entre dois pontos tem sempre o mesmo valor, independente da campo: (1) o campo coulombiano causado por cargas puntiformes;
trajetória seguida pela força ao se mover entre aqueles dois (2) e o campo elétrico uniforme, produzido por placas ou planos
pontos. uniformemente eletrizados.

Essa propriedade se deve, em parte, ao fato de que cada Força 3 – Energia Potencial em campos coulombianos
Conservativa tem uma função peculiar, denominada função A figura 1 mostra uma carga puntiforme +q se move entre dois
potencial, que surge naturalmente, quando se determina o trabalho pontos A e B do campo elétrico coulombiano gerado por uma
realizado por qualquer força desse tipo, conforme estudado no carga fonte puntiforme +Q.
capítulo 5 para o caso das forças peso e elástica.
Em geral, as funções potenciais são função de alguma coordenada
espacial tal como a altura H de uma massa no campo
gravitacional, ou a deformação X apresentada por uma mola,
sendo, tipicamente, funções independentes do tempo.
Por essas suas características, os valores fornecidos por essas
funções potenciais são, fisicamente, interpretados como Energias
Potenciais, isto é, energias que estão armazenadas no sistema e
que estão relacionadas à posição ocupada pelo corpo, medidas em
relação a algum nível de referência do sistema.

Tabela – Forças conservativas e suas energias potenciais


figura 1
Forças
Energia Potencial Trabalho Realizado Durante esse deslocamento, a força elétrica que atua sobre a
Conservativas carga de prova +q é dada pela Lei de Coulomb e sua
Força peso Ep = m.g.H  = mg.H i – m.g.H F intensidade diminui desde o valor inicial FA até o valor final FB
conforme o gráfico da figura 2:
Força elétrica Ep = q . v  = q.V i – q.V F
F com
K  x2 K.x i2 K.x F2
Força elástica Ep = = 
2 2 2 FA K.Q.q
Figura 2 FA =
(d A ) 2
A grande utilidade do conceito de função potencial e energia e
potencial é calcular o trabalho realizado por qualquer uma das K.Q.q
três forças conservativas FC , no deslocamento de um móvel entre FB FB =
(d B ) 2
dois pontos, sem levar em conta o caminho percorrido pelo móvel
entre esses dois pontos, isto é, conhecendo-se apenas as posições
inicial e final ocupada pelo móvel, fazendo uso da expressão:
d
dA dB
FC = Epot inicial – Epot Final [eq-1] O trabalho realizado pela força elétrica, quando a carga puntiforme
se desloca da posição A até a posição B, representado por AB ,
A tabela mostra a aplicação da expressão [eq-1] para cada uma é dado pelo valor da área hachurada no gráfico F x d. A técnica
das três forças conservativas da natureza. matemática capaz de calcular a área sob o gráfico de qualquer

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função chama-se Integração, uma ferramenta matemática de nível Afff.. profinho, eu pensava
superior que foge aos interesses do nosso curso. que era só eu que achava
essa matéria abstrata.
Tomara que eu consiga
O aluno não deve se entender a Física em jogo
preocupar com os detalhes dessa vez.
operacionais do cálculo da
área hachurada, mas, sim,
com o seu significado físico.

Para entender, fisicamente, a Energia Potencial Elétrica, tomemos,


por exemplo, um sistema atrativo como o da figura 5: Uma carga
positiva, fixa à parede, atraindo uma carga elétrica negativa.
Esse sistema elétrico atrativo possui energia potencial negativa,
segundo a expressão eq-3 (produto de cargas de sinais contrários).
Sem entrar nos detalhes operacionais, o valor da área hachurada Isso ocorre à maioria dos sistemas atrativos e compreenderemos a
sob o gráfico da figura 2, entre as posições dA e dB , é dada por: seguir o significado físico desse sinal negativo.
AB = área hachurada K  ( Q)  ( q) K.Q.q
EPot =  <0
K.Q.q K.Q.q d d
AB = – [eq-2] Para aumentar a distância d entre as cargas elétricas da figura 5,
dA dB
ou seja, para aumentar o comprimento da “ligação elétrica”
Comparando as expressões [eq-1] e [eq-2], mais uma vez existente entre elas, o operador precisa aplicar uma força e, assim,
percebemos a presença da função potencial no cálculo do trabalho realizar um trabalho contra as força elétricas atrativas (movimento
realizado por uma força conservativa. Ela surge naturalmente, forçado), como ilustra a figura 5.
conforme dito anteriormente e, nesse caso, é dada por: Quanto maior se tornar a distância d entre essas cargas elétricas,
K .Q.q maior terá sido o trabalho realizado pelo garoto para afastá-las.
EP = [eq-3]
d Esse trabalho que ele realiza fica armazenado no sistema na forma
Pela análise dimensional da expressão [eq-2], como o trabalho de Energia Potencial Elétrica, aumentando a “energia de ligação do
AB é expresso em joules (SI), a função potencial [eq-3] também par de cargas” (eq-3).
fornece valores em joules e, assim, associa um valor de energia
potencial elétrica a cada posição d da carga de prova +q no d
campo coulombiano gerado por +Q na figura 1.

Energia potencial elétrica de um par de cargas elétricas Q e q


Quando um par de cargas Q e q interagem eletricamente entre figura 5 – garoto afastando cargas elétricas que se atraem - movimento forçado -
si, separadas por uma distância d, a energia potencial elétrica EP A energia potencial do sistema aumenta
associada a essa interação é dada pela expressão [eq-3] e é
Assim, à medida que a distância d entre as cargas elétricas for
conhecida como a Energia de ligação elétrica do par de cargas.
progressivamente aumentando ( d = 1 m, 10 m, 100 m, 1000 m...),
até atingir uma distância infinita d = , o sistema armazenará uma
energia potencial crescente – 1000J, –800J, – 500 J,...., – 200J,
100 J, 10 J..... etc. atingindo energia potencial elétrica máxima
de 0 J quando as partículas estiverem infinitamente afastadas.
Isso está está de acordo com eq-3 .
figura 4 – a todo par de cargas elétricas que interagem entre si K.Q.q
está associada uma energia potencial elétrica, uma “energia de ligação”. Epot elétrica   <0
d
O operador na Figura 5 está realizando trabalho positivo ( força
4 – Entendendo Fisicamente a Energia Potencial elétrica F  para a direita, deslocamento  para a direita; enquanto a
Costumo dizer aos alunos que, por ser muito abstrato, o conceito força elétrica que age na carga negativa está realizando
de Energia Potencial é um desafio tanto para quem vai ensiná-lo trabalho negativo (força elétrica para a esquerda ,
quanto para quem vai aprendê-lo. Assim, a fim de torná-lo o mais deslocamento para direita ).
intuitivo possível, tirarei proveito de algumas semelhanças entre a
Energia Potencial Elétrica de um par de cargas e a Energia d
Potencial Elástica armazenada numa mola.
Desse ponto em diante, o aluno deve se concentrar bastante no
texto, tentando abstrair o simples do complicado, para que
vençamos, juntos, o desafio.
figura 5 – garoto afastando cargas elétricas que se atraem
movimento forçado - A energia potencial do sistema aumenta

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Esse comportamento também é esperado. Em todo movimento Podemos generalizar, dizendo que, ao aproximarmos cargas que
não-espontâneo, a força conservativa (força gravitacional, peso, se repelem, estamos realizando um processo não-espontâneo, um
força elétrica ou força elástica) sempre realiza trabalho negativo. deslocamento forçado. Nesses tipos de processos, a energia
potencial do sistema sempre aumenta.
De acordo com a famosa relação abaixo (válida para qualquer
Por outro lado, ao afastarmos cargas elétricas que se repelem, a
força conservativa), esse trabalho negativo da força elétrica está
energia potencial do sistema diminuirá, visto que o deslocamento
associado ao aumento da Epot do sistema (Epot final > Epot inicial)
será espontâneo.
Forças Conservativas = Epot inicial – Epot Final Esse princípio é geral e se aplica ao trabalho realizado por
Felétrica = Epot inicial – Epot Final qualquer uma das três forças conservativas (elétricas, elásticas ou
Esse aumento da Epotencial elétrica do sistema está associado ao gravitacionais). O diagrama da figura 9 resume as idéias em jogo:
descréscimo de energia que o próprio operador sofre nesse
processo. Se a energia potencial elétrica do sistema aumentar Movimentos Energia potencial
espontâneos diminui
100J, o corpo humano do operador teve esse decréscimo de
energia e precisará se alimentar novamente para repor esse gasto
de energia. Pode parecer brincadeira  mas é sério. Movimentos Energia potencial
não-espontâneos aumenta
Ei, Renato Brito, e
se o sistema
Figura 9 – Diagrama mostrando a relação entre a Espontaneidade e Energia
fosse repulsivo ?
potencial no trabalho realizado por forças conservativas

É devido a essa conexão entre Espontaneidade e Energia


Potencial que, em geral, sistemas atrativos apresentam Energia
potencial negativa, e vice-versa. Esse fato pode ser verificado até
mesmo em sistemas atrativos gravitacionais como a Terra-sol ,
Boa pergunta, como sempre, Claudete. Para falar sobre isso, estudados em gravitação.
considere o sistema mostrado na figura 7. Para um operador
reduzir a distância entre cargas que se repelem, ele terá que A exceção ocorre apenas no caso da energia potencial elástica,
realizar um trabalho contra as forças elétricas repulsivas que é sempre positiva (EPelást = k.x2 / 2) , independente de o sistema
(movimento forçado), trabalho esse que irá sendo armazenado no elástico estar se comportando como atrativo (mola elongada) ou
sistema, na forma de “energia potencial da ligação elétrica do par repulsivo (mola comprimida). Ainda assim, a relação entre
de cargas”, à medida que for sendo realizado. Espontaneidade e Energia Potencial , esquematizada na figura 9,
permanece verdadeira para qualquer uma das três forças
d conservativas da natureza, inclusive a força elástica.
Ei, Renato Brito, e se ambas as
cargas se moverem durante o
episódio, como se calcula o trabalho
figura 7 – garoto aproximando cargas elétricas que se repelem realizado pelas forças elétricas
movimento forçado – A energia potencial do sistema aumenta nesse processo?

Assim, à medida que a distância d entre as cargas repulsivas


(figura 7) for diminuindo (+, 1000 m, 100 m, 10 m, 1 m .. etc
o sistema armazenará uma energia potencial elétrica crescente Claudete, observe o episódio da figura 10 onde duas cargas
começando com o valor mínimo de 0 J (para d = ) e elétricas Q e q se deslocam, enquanto interagem mutuamente.
aumentando +10 J, 100J, + 200J, + 400J, ..., + 1000J), o que está, Conforme as expressões eq-1 e eq-2, dado o caráter conservativo
matematicamente, de acordo com a expressão eq-3. das força elétricas, o trabalho que todas elas realizam nesse
deslocamento das cargas (no caso, temos um par de forças
K.Q.q ação-reação) , é simplesmente dado por:
Epot elétrica   >0
d
K.Q.q K.Q.q
O operador na Figura 7 está realizando trabalho positivo ( força Felétricas = Epot inicial – Epot Final = –
F  para a direita, deslocamento para a direita ; enquanto a dA dB
força elétrica que age na carga negativa está realizando
trabalho negativo (força elétrica para a esquerda ,
deslocamento para direita ).
Esse comportamento também é esperado. Em todo movimento
não-espontâneo, a força conservativa (força gravitacional, peso,
força elétrica ou força elástica) sempre realiza trabalho negativo.

De acordo com a famosa relação abaixo (válida para qualquer


força conservativa), esse trabalho negativo da força elétrica está
associado ao aumento da Epot do sistema (Epot final > Epot inicial) figura 10 – A energia potencial elétrica do sistema só depende da energia de
ligação do par de cargas nos estados inicial e final, independente do percurso.
Forças Conservativas = Epot inicial – Epot Final
Felétrica = Epot inicial – Epot Final
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Exemplo Resolvido 1 : Duas cargas elétricas que estão no vácuo,


Ei, Renato Cabrito.... como vou
inicialmente distanciadas de di = 4 m, se atraem com uma força saber se a conta deve ser feita Isso é moleza,
"em módulo" ou levando em Claudete ! Veja
elétrica Fi = 500 N. O garoto Raul irá aumentar a distância entre a seguir.
consideração os sinais, hein?
essas cargas desde di = 4m até dF = 20m, puxando a carga
negativa com muito sacrifício, como mostra a figura. A carga
positiva está fixa à parede.
a) Determine a intensidade da força elétrica entre as cargas,
quando a distância entre elas for dF = 20 m.
b) Adotando o referencial no infinito, determine a energia potencial
elétrica do sistema quando as distâncias que separam as
cargas valerem, respectivamente, di = 4m e d F = 20m.
c) Qual o trabalho realizado pela força elétrica nesse episódio ? Claudete, quando estivermos determinando o módulo de uma
d) Sabendo que a caixa está em repouso no início e no término grandeza vetorial, como força, campos etc. o cálculo é sempre
desse deslocamento, qual o trabalho realizado pelo Raul ? efetuado “em módulo”. Por outro lado, em se tratando de
grandezas escalares, como energia, o cálculo precisa ser feito
algebricamente, levando-se em conta o sinal das grandezas
Figura 11 envolvidas, como as cargas elétricas. Nesse problema, estamos
d tratando com cargas de sinais opostos. Todas as expressões de
energia, incluindo as expressões eq-1, eq-2 e eq-3 , serão usadas
algebricamente (escalarmente).
Fazendo uso das expressões eq-3 e eq-6, vem:
K.( Q).(q) 8000
Epi = = = –2000 J [eq-7]
Solução: di 4
a) Se a força inicial vale Fi = 500 N, para di = 4 m, com base na
Lei de Coulomb, facilmente determinamos o valor da força FF para
K.( Q).(q) 8000
dF = 20 m. Veja: EpF = = = –400 J [eq-8]
dF 20
K.Q.q K.Q.q
Fi =  500 = [eq-4] Como era esperado, a energia potencial elétrica do sistema (da
(d i ) 2 ( 4) 2
figura 11) aumentou , no deslocamento não-espontâneo da carga
K.Q.q K.Q.q negativa, passando de Epi = –2000 J para EpF = –400J. Assim,
FF =  FF = [eq-5] ao final desse deslocamento, o sistema apresenta um maior
(d F ) 2 (20) 2 conteúdo energético (–400J > –2000 J) .
Dividindo, membro a mesmo, as relações [eq-4] e [eq-5], vem: c) O trabalho realizado pela força elétrica pode ser determinado
500 400
pelas expressões eq-1 ou eq-2, resultando:
=  FF = 20 N
FF 16 Felet = Epot inicial – Epot Final
F(N) Felet = [ –2000 ] – [ –400J ]
Felet = –1600 J [eq-9]
500 Fisicamente, esse resultado diz que a energia potencial elétrica do
sistema aumentou 1600 J , em conseqüência desse deslocamento
não-espontâneo. Note que esse valor corresponde à área
hachurada sob o gráfico da figura 12, conforme aprendemos
20 em eq-2.

d) Como a caixa parte do repouso vi = 0 e pára, ao término do


4 20 d(m) deslocamento, vF = 0, pelo Princípio do Trabalho Total, temos:

figura 12 – gráfico mostrando a intensidade da força total = Ecin F – Ecin i


elétrica que atua sobre as cargas +q e –q quando a
distância entre elas é aumentada de 4m até 20 m. total = Felétrica + operador = Ecin F – Ecin i
total = Felétrica + operador = 0 – 0
b) Da expressão [eq-4], é fácil perceber que:
operador = – Felet , assim :
K.|Q|.|q| = 500 x 42 = 8000 (no SI) [eq-6]
operador = – Felet = + 1600 J [eq-9]
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39

Por que o trabalho realizado pelo operador foi positivo?


A expressão acima confirma que a energia cinética Ecin adquirida
Fisicamente, a força  que Raul aplicou, durante o deslocamento
pela carga negativa é proveniente da redução da Epot do sistema,
da carga negativa, está na mesma direção e sentido do
evidenciada pela redução da distância entre as cargas.
deslocamento  dessa carga, o que justifica o sinal algébrico Substituindo, vem:
positivo (+) encontrado para o trabalho realizado por essa força.
Ecin F = Epot i – Epot F
Em última análise, o Raul gastou 1600 J nesse episódio e essa
energia ficou armazenada no sistema em forma de energia m.v 2 K.(Q).(q) K.( Q).(q)
potencial elétrica da interação entre as cargas. = –
2 di dF
Exemplo Resolvido 2: Para fins de cálculo, adotaremos que a massa da carga negativa
profinho, se o Raul soltar agora Facinho, claudete ! vale m = 20 g = 20.10–3 kg. Ainda se tratando das cargas do
a corda, qual será a velocidade exemplo anterior, podemos fazer uso da relação eq-6, e escrever:
Aplique conservação
da carga negativa, ao passar de energia ! m.v 2 8000 8000
pela posição original ? = ( ) – ( )
2 20 4

20.10 3 .v 2
= 1600  v = 400 m/s
2
O cálculo acima mostrou que, durante o retorno espontâneo da
carga negativa, a força elétrica realizou trabalho e converteu em
energia cinética os 1600 J que Raul havia, inicialmente, injetado
no sistema na forma de trabalho.

5 – O Referencial da Energia Potencial elétrica


Conforme já aprendemos, energia potencial significa energia de
posição, energia associada à posição dos corpos num sistema.
Essa modalidade de energia estará presente sempre que corpos
Solução: interagirem entre si através de alguma das três forças
Se o Raul soltar a corda, a energia potencial elétrica do sistema irá, conservativas da natureza.
gradativamente, diminuir (–400J, –600J, –1000J, ... , –2000J) , Assim como a toda mola deformada está associada uma Energia
durante o movimento espontâneo de retorno da caixa, sendo
Potencial Elástica, a todo par de cargas elétricas está associada
convertida em energia cinética durante a realização de trabalho por
parte da força elétrica. Como a única força a realizar trabalho, uma Energia Potencial Elétrica.
nesse retorno, é conservativa (força elétrica), o sistema será No caso de uma mola, é preciso que a mesma apresente qualquer
conservativo. deformação (compressão ou elongação) para que haja interação
elástica, para que haja força e energia potencial elásticas em jogo.
d = 20 m Caso contrário, força e energia potencial elásticas no sistema
serão nulas.
Entretanto, no caso das cargas elétricas, basta que uma delas
esteja, meramente, na presença da outra para que haja interação
(força) elétrica entre elas, para que haja energia potencial elétrica
figura 13 – Situação inicial, no retorno da caixa: o sistema
só tem energia potencial elétrica. A carga negativa parte do no sistema.
repouso (v=0).
Para anular a Energia potencial elétrica de um sistema composto
por duas cargas elétricas (figura 4 – pág 36), seria preciso afastá-
d=4m v las infinitamente. Matematicamente, isso significa d na
expressão eq-3 (pág 36), implicando que EP0. Fisicamente,
significa que uma carga elétrica deixaria de “sentir a presença da
outra”, deixaria de haver interação (força) elétrica entre elas, a
“ligação entre elas seria rompida”, como se diz na Química.
figura 14 – Situação final , no retorno da caixa: o sistema tem
energia potencial elétrica e tem energia cinética da carga
negativa que se move.
Vale ressaltar que, de fato, as ligações iônicas são de natureza
meramente eletrostática, ao contrário das ligações covalentes.
Energia total inicial = Energia total final
Assim, da mesma forma que convencionamos que a energia
Epot i + Ecin i = Epot F + Ecin F potencial gravitacional EPot = m.g.h é zero quando o corpo está
Epot i + 0 = Epot F + Ecin F no chão (h = 0), também fica convencionado que, num campo
coulombiano, a energia potencial do sistema é nula quando a
Ecin F = Epot i – Epot F
distância entre as cargas for infinita ( d ).

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40

triângulo equilátero de lado L (figura 15) num plano horizontal


LEITURA COMPLEMENTAR liso ? Quantas interações elétricas ocorrem nesse sistema ? Para
Rigorosamente, a energia potencial de um par de cargas poderia melhor compreender, note que cada interação consiste em:
ser admitida nula para qualquer distância d de separação entre  um par de cargas
elas (figura 4 – pág 36), o que faz com que a expressão eq-3  um par de forças (ação-reação)
possa ser escrita na forma mais geral :  e uma energia de ligação daquele par, dada por eq-3.
K .Q.q
EP = + Ep0 [eq-10] A Energia Potencial Elétrica total de um sistema é a soma das
d energias de todas as “ligações elétricas” presentes no sistema,
onde Epo é uma constante arbitrária que permite ajustar para resultado da interação de todos os pares de cargas elétricas que o
qual distância d de separação entre as cargas a energia potencial compõem, duas a duas.
elétrica Ep do par será anulada.
Conforme dito, em geral, em campos coulombianos o Na figura 15, facilmente podemos contar um total de três “ligações
referencial é tomado no infinito, isto é, convenciona-se EP = 0 elétricas”. Somando a energia de cada uma das três ligações,
quando d  . Assim, conforme eq-10, quando essa for a fazendo uso de eq-3, facilmente determinamos a energia potencial
convenção adotada, teremos: elétrica total do sistema:
K .Q.q
EP = + Ep0 = 0 , com “d = ” Epot-elet- sistema = Epot A-B + EpotA-C + Epot B-C
d
K.Q.q k.( Q).(Q) k.( Q).(Q) k.( Q).(Q)
EP = + Ep0 = 0  0 + Ep0 = 0 Epot-elet- sistema = + +
 L L L
2
Ep0 = 0 k.Q
Epot-elet- sistema = – [eq-11]
Nesse caso, portanto, adotaremos EPo = 0 e diremos que L
“o referencial adotado está no infinito”, ou seja, que arbitramos Essa é a energia potencial elétrica total armazenada no sistema
Epot = 0 para d = . da figura 15.
A constante arbitrária EP0 tem papel secundário em nosso Exemplo Resolvido 3 :
estudo, visto que o nosso objetivo maior é determinar o trabalho
realizado por forças elétricas nas mais diversas circunstâncias e Noooossa, profi ! Se liberarmos a
saber tirar proveito disso. Como esse cálculo é realizado carga C, a partir do repouso, na Boa idéia, Claudete !
subtraindo-se as energias potenciais inicial e final do sistema figura 15, teremos uma baladeira Aplique de novo a
elétrica ! Com que velocidade a conservação de
através da expressão eq-2 (pág 36), o valor do trabalho acaba
carga C cruzaria o segmento que energia !
independendo da constante arbitrária EP0, que é cancelada durante
a operação de subtração. une as cargas fixas A e B, profi ?
Quando nada for dito sobre o referencial adotado em
problemas de eletrostática (em campos elétricos coulombianos,
subentende-se que o referencial está adotado no infinito. Em
campos elétricos uniformes não existe essa convenção uma vez
que a relações eq2 e eq3 pagina 36 não são validas para esses
campos.

6 – A Energia Potencial elétrica de um sistema de partículas


Quando um sistema é composto por apenas um par de partículas
elétricas, apenas uma interação elétrica (ligação elétrica) ocorrerá
no sistema (figura 4 – pág 36). Nesse caso, a energia potencial do Solução:
sistema será a energia de uma única ligação elétrica, dada pela A energia cinética adquirida pela carga C é proveniente da
expressão eq-3 (pág 36) . diminuição das energias potenciais elétricas das interações AC e
BC, evidenciada pela redução do comprimento dessas ligações. O
problema é facilmente resolvido por conservação de energia, visto
que a única força que realiza trabalho é conservativa
(força elétrica).

figura 15 – A figura ilustra um sistema elétrico composto por


três cargas elétricas puntiformes +Q dispostas nos vértices de
um triângulo equilátero de lado L.
figura 16 – Liberando a carga C a partir do repouso, a
Mas o que dizer de um sistema composto por três cargas elétricas sua energia cinética aumentará às custas da diminuição
de mesmo módulo Q dispostas, por exemplo, nos vértices de um da energia potencial elétrica do sistema.

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41

A seguir, determinaremos a energia potencial elétrica total do


sistema (final) mostrado na figura 16:
Epot-elet- sistema Final = Epot A-B + EpotA-C + Epot B-C
k.( Q).(Q) k.( Q).(Q) k.( Q).(Q)
Epot-elet-sistemaFinal = + +
L L/2 L/2
3.k.Q 2
Epot-elet- sistema Final = – [eq-12]
L
Comparando-se as energias potenciais do sistema antes e após o
deslocamento da carga C, vemos que sua energia potencial figura 17 – um sistema composto por quatro cargas elétricas possui um total de 6
diminuiu. Em se tratando de um sistema conservativo, isso implica interações elétricas, isto é, seis ligações cujas energias devem ser somadas para se
tanto que a energia cinética do sistema aumentou, quanto que o obter a energia potencial total do sistema.
movimento da partícula foi espontâneo: Finalmente, para um sistema composto por N cargas elétricas (que
3.k.Q 2 k.Q 2  movimento  podem estar alinhadas ou não) , estarão presentes um total de
– < –  Epot final < Epot inicial   
L L  espontâneo  “N.(N–1) / 2” interações a ser computadas no cálculo da Energia
Potencial Elétrica total do sistema. No caso particular da figura 17,
Podemos aplicar a conservação da energia total do sistema e, temos um sistema com N = 4 cargas elétricas e um total de 6
facilmente, determinar a velocidade v da carga C da figura 16: ligações elétricas a serem computadas.
Energia total antes = energia total depois
Epot antes + Ecin antes = Epot depois + Ecin depois
Epot antes + 0 = Epot depois + Ecin depois
Ecin depois = Epot antes – Epot depois
A expressão acima confirma que a energia cinética Ecin adquirida figura 18 – esse sistema também é formado por quatro
pela carga C provém da diminuição da Epot do sistema. Seja m a cargas elétricas e, portanto, também apresenta 6 “ligações
massa da carga C. Substituindo os resultados anteriores eq-11 e elétricas” . Você é capaz de contá-las ?
eq-12 , vem:
Ecin depois = Epot antes – Epot depois Usando a linguagem da Análise Combinatória, o número de
k.Q 2 3.k.Q 2 ligações a serem computadas é “combinação no número N de
Ecin depois = (– ) – (– ) cargas do sistema, tomadas 2 a 2”, já que precisamos computar
L L
todos os pares presentes, dois a dois.
m.v 2 2.k.Q 2 k
=  v = 2.Q.
2 L m.L 8 – Energia potencial de uma partícula do sistema
Essa é a velocidade v atingida pela carga C, ao cruzar o segmento Conforme já vimos, a energia potencial do sistema é o resultado de
que une as cargas A e B (figura 16). Vale ressaltar que a carga C todas as interações que ocorrem em seu interior e está disponível
permanecerá oscilando indefinidamente, sobre a mediatriz do para todas as partículas que o compõem. Em outras palavras, essa
segmento AB, entre dois extremos simétricos em relação a esse energia, rigorosamente, pertence a todo o sistema e, não, a uma
eixo. O movimento será periódico, mas não será um MHS. Afinal, partícula individual.
nem todo movimento periódico pertence à classe dos movimentos Entretanto, costumeiramente, é útil imaginar qual parcela dessa
harmônicos simples, conforme veremos no módulo de MHS energia potencial está disponível para uma certa partícula do
adiante. sistema, se todas as demais fossem mantidas fixas. É o que se
chama de energia potencial daquela partícula.
7 – Numero de ligações elétricas num sistema de partículas
O leitor deve perceber que a quantidade de “ligações elétricas” a
serem computadas, no cálculo da energia potencial elétrica de um
sistema , aumenta muito rapidamente, quando mais cargas são
adicionadas ao sistema. Por exemplo, acrescentando apenas mais
uma carga elétrica ao sistema da figura 15, o número de ligações
a serem computadas salta de três ligações para seis ligações,
como mostra a figura 17.
A energia potencial elétrica desse sistema (formado por 4 cargas
elétricas positivas +Q dispostas nos vértices de um quadrado de
lado L) é dada pela somas das energias das seis ligações: figura 19 – sistema composto por três cargas QA , QB e QC .
 K.Q.Q   K.Q.Q 
Epot. Elétr sistema = 4.
L   2.  Assim, considere o sistema da figura 19. Se mantivermos B e C
   L. 2  fixas, qual é a energia potencial elétrica da carga A ?
Podemos generalizar dizendo que, num sistema composto por N
cargas elétricas, cada carga interage com as demais (N–1) cargas, A energia potencial de uma partícula de um sistema é soma das
perfazendo um total de N.(N–1) interações. Entretanto, note que energias de todas as ligações das quais ela participa naquele
cada interação foi contada duas vezes (AB e BA) e, assim, sistema.
precisamos dividir esse resultado por dois.
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42

Observando a carga elétrica QA , vemos que ela interage com as A carga C, por interagir com as cargas A e B, apresenta uma
cargas B e C, através das ligações LAC e LAB e, portanto, a sua energia potencial:
energia potencial elétrica é dada por: K.Q A Q C K.Q B Q C
EpotC = Epot-AC + Epot-BC = + [eq-15]
K.Q A Q C K.Q A Q B D AC D BC
EpotA = Epot-AC + Epot-AB = + [eq-13]
D AC D AB
Afff.. profinho, quer dizer que a Energia ai ai .... não foi
Exemplo Resolvido 4 : Potencial Elétrica total de um sistema é a isso que eu lhe
soma das energias potenciais de todas as disse na seção
Noooossa, profi ! Se liberarmos a cargas que pertencem ao sistema, certo ? 6!
carga A, a partir do repouso, na Quase isso, Claudete.
figura 19, ela irá se afastar Analisemos a sua
indefinidamente do sistema pelos pergunta a seguir.
próximos um milhão de anos ?

Claudete, tome, por exemplo, o sistema da figura 19. Se você


somar as energias potenciais elétricas de cada carga A, B e C,
dadas por eq-13, eq-14 e eq-15, obterá, como resultado, o dobro
da Energia Potencial Elétrica do Sistema, visto que a energia de
Solução: cada ligação será computada duas vezes. Pense sobre isso, e
revise a seção 6, caso se sinta insegura nos conceitos.
Se abandonarmos a carga A, mantendo B e C fixas, essa é a
energia (EpotA) que a carga A irá dispor para se afastar
espontaneamente de B e C rumo ao infinito.
À medida que A vai se afastando, sua energia potencial elétrica
vai, gradativamente, sendo convertida em energia cinética, durante
a realização do trabalho realizado pela força elétrica. figura 20 – sistema elétrico composto por um par
de cargas Q e q, contendo uma única ligação
Quando a carga A estiver infinitamente distante das demais (interação) elétrica.
cargas (DAC  , DAB , EpotA  0) , a sua energia potencial
será nula, porque terá sido totalmente convertida na sua energia No caso particular do sistema composto por uma única ligação
cinética de movimento. Em termos químicos, as ligações L AC e LAB (figura 20), vimos que a sua Energia Potencial é dada pela
terão sido rompidas. Fisicamente, significa que a carga A não expressão eq-3:
estará mais interagindo com B e C, não haverá mais forças K .Q.q
elétricas agindo sobre A, restando a ela apenas a sua energia Epot = [eq-3]
d
cinética, apenas a sua velocidade, dada pela conservação de
Fisicamente, essa energia potencial elétrica está disponível para
energia:
qualquer uma das cargas Q e q que estejam livres para se
Epot Sist- inicial + Ecin sist - inicial = Epot sist- final + Ecin sist -final mover, por isso, essa energia potencial elétrica do par pode ser
K.Q B Q C K.Q A Q C K.Q A Q B K.Q B Q C m A .V 2 interpretada de duas formas alternativas:
+ + + 0 = +
D BC D AC D AB D BC 2 I) Ela é a Energia Potencial Elétrica da carga q, caso Q seja
admitida imóvel e fonte do campo elétrico que atuará sobre a
K.Q A Q C K.Q A Q B m A .V 2 carga móvel q;
+ + 0 =
D AC D AB 2 II) Ela é a Energia Potencial Elétrica da carga Q, caso q seja
onde mA é a massa da carga A e V, a velocidade que ela admitida imóvel e fonte do campo elétrico que atuará sobre a
atingirá, quando estiver infinitamente afastada do sistema. De carga móvel Q;
posse dos valores numéricos das cargas, massas e distâncias Logicamente que, se ambas as cargas da figura 20 se moverem,
envolvidas, facilmente obteríamos o valor dessa velocidade v . como ocorreu na figura 10, é preferível raciocinar em termos de
Para complementar, o prof Renato Brito mostra a seguir o “energia da ligação” , ao invés de computar a energia potencial de
cálculo da energia potencial elétrica de cada uma das demais cada carga individualmente.
cargas B e C do sistema da figura 19, a fim de solidificar o
aprendizado do aluno. 9 – O conceito de Potencial
Tão abstrato quanto o conceito de Energia potencial é o conceito
Por interagir com as cargas A e C, a carga B apresenta uma de Potencial . Esses conceitos surgem tanto na eletricidade
energia potencial : quanto na Mecânica e, mais uma vez, conto com o seu esforço
K.Q B Q C K.Q A Q B para, juntos desvendarmos esse conceito.
EpotB = Epot-BC + Epot-AB = + [eq-14]
D BC D AB

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43


O conceito de potencial, em alguns contextos da Física, chega a Note que, tanto o campo gravitacional g quanto o potencial
ser mais útil que o próprio contexto de Energia potencial e, gravitacional Vg são característicos de cada ponto do campo
portanto, merece nossa atenção especial. gravitacional e seus valores independem de haver ou não uma
Tomemos como exemplo, o trabalho realizado pela força pelo, massa m localizada naquele ponto. Afinal, essas grandezas são
estudado no módulo de Trabalho e Energia: causadas, em cada ponto do campo de forças, pela respectiva
fonte do campo de forças, no caso , o planeta Terra.
Seja uma bola de massa m que está caindo em trajetória Uma forma alternativa de se definir o potencial gravitacional V g , é
parabólica, como mostra a figura 21, sob ação exclusiva da força escrevê-lo como:
peso P.
Epot grav m.g.h
A Vg =  g.h [eq-18]
m m

P
P

HA P
B

HB P

Figura 21 – Uma bola cai em trajetória parabólica, sob ação exclusiva


da força peso P, movendo-se de um ponto A a um ponto B.
Figura 22 – Toda carga elétrica Q causa campo elétrico em torno
Sendo, o peso, uma força conservativa, o aluno aprendeu, naquela de si. A cada ponto do campo elétrico, podemos associar as
grandezas Vetor Campo Elétrico E e Potencial Elétrico V.
ocasião, que esse trabalho, poderia ser calculado pela
relação eq-1 : Da mesma forma, a cada ponto do espaço em volta de uma carga
fonte Q (figura 22) podemos associar duas grandezas físicas: o
AB peso = Epot inicial – Epot final [eq-1] 
vetor campo elétrico E e a grandeza escalar denominada
AB peso = m . g (HA – HB) = m g HA – m g HB [eq-16] potencial elétrico V.

onde a energia potencial gravitacional foi definida pela função Enquanto o vetor campo elétrico E define o valor da força
Epot-grav = m.g.h. Podemos, arbitrariamente, chamar, o termo  
Vg = g.h de potencial gravitacional, de tal forma que a energia elétrica Fe  q. E que atua numa carga de prova q colocada
potencial gravitacional poderia ser rescrita como: naquele ponto do campo, a grandeza escalar Potencial elétrico V
define a energia potencial elétrica Epot-eletr = q.V armazenada por
Epot- grav = m.g.h = m . V g , com V g = g.h uma carga q de prova colocada naquele ponto do campo.
joules

joules joules kg
kg Note que tanto o campo elétrico E quanto o Potencial elétrico V
[eq-17] são característicos de cada ponto do campo elétrico e seus
valores independem de haver ou não uma carga de prova q
mas profinho, qual seria o significado físico
localizada naquele ponto. Afinal, essas grandezas são causadas,
desse tal de potencial gravitacional V g ? É a
mesma coisa que energia potencial em cada ponto do campo de forças, pela respectiva fonte do
gravitacional ? campo de forças, no caso , a carga fonte Q (figura 22)
Uma forma alternativa de se definir o potencial elétrico de um
ponto de um campo elétrico coulombiano, com base na eq-3, é
escrevê-lo como:
K.Q.q
Epot eletri d  K.Q K.Q
Perceba a diferença, Claudete – a cada ponto do campo V =  V  [eq-19]
q q d d
gravitacional terrestre, podemos associar duas grandezas físicas:

o vetor campo gravitacional g e a grandeza escalar denominada
10 - Cálculo do Potencial Elétrico num campo criado por uma
potencial gravitacional , Vg. partícula eletrizada

Enquanto o vetor campo gravitacional g define o valor da força Vimos que o potencial gravitacional em um ponto a uma altura h
  acima do nível de referência era dado pela expressão:
gravitacional P = m. g que atua numa massa de prova m
VP = g.h
colocada naquele ponto, a grandeza escalar Potencial
Gravitacional Vg define o valor da energia potencial gravitacional Assim, vemos que o potencial, bem como a energia potencial, são
grandezas que dependem basicamente da posição do corpo de
Epot-grav = m. Vg armazenada por uma massa m de prova
prova dentro do campo de forças.
localizada naquele ponto.

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O potencial elétrico em um ponto do campo elétrico gerado por Exemplo Resolvido 5: Uma carga de –2C foi abandonada num
uma carga fonte Q depende, também, basicamente, da posição do ponto de um campo elétrico onde o potencial elétrico vale +30V.
ponto dentro do campo elétrico. Especificamente, depende, Determine a energia potencial elétrica armazenada por essa
basicamente, da distância D do ponto até a carga fonte. Veja: carga ?
P Solução: A energia potencial elétrica é dada pela expressão:
Ep = q.V = (–2.10–6C) . (+ 30 V) = –6.10–5 J
D Perceba que as grandezas devem ser substituídas com os seus
respectivos sinais algébricos.
Exemplo Resolvido 6: Determine o potencial elétrico causado por
+ uma carga de –4C nos pontos A e B, distantes respectivamente
20 cm e 30 cm da carga .
Solução:
db
da

Figura 23
A B
O potencial no ponto P acima é dado pela expressão: -Q
K.Q 9.10 9 .(4.10 6 )
KQ VA =   2
 - 180.103 V  180kV
V= [eq-19] da 20.10
D
K.Q 9.10 9 .(4.10 6 )
onde K é a constante eletrostática do meio e Q é o valor algébrico VB =   - 120.103 V  120kV
da carga fonte.
db 30.10 2

O gráfico representativo do potencial em função da distância à Exemplo Resolvido 7: Uma carga puntiforme de +2C é
carga puntiforme gerada do campo elétrico é uma curva abandonada em repouso no ponto B do exemplo anterior. Devido
denominada hipérbole eqüilátera.
à atração, essa carga desloca-se aceleradamente em direção ao
V V ponto A. Determine:
Q>0 0 d a) A energia potencial elétrica da carga puntiforme, quando
Q<0 abandonada no ponto B;
b) A energia potencial elétrica da carga puntiforme, quando passar
0 d
pelo ponto A;
Para carga positiva Para carga negativa.
c) O trabalho realizado pela força elétrica nesse deslocamento;
Figura 24 – Gráficos do potencial V x d para carga fonte positiva (Q>0) e para
carga fonte negativa (Q<0) . d) A energia cinética da carga puntiforme, ao passar por A

Solução:
A partir da expressão da energia potencial elétrica, vem :
EpB = q. VB = (+ 2.10–6 ). (–120.103) = –2,4.10–1 J
que é a energia potencial elétrica armazenada pela carga
puntiforme, quando localizada no ponto B;
carga
fonte fixa
+q

-Q A B
a seguir, calcularemos a sua energia potencial elétrica, ao passar
pelo ponto A:
EpA = q. VA = (+ 2.10–6 ). (–180 x 103) = –3,6.10–1 J
Figura 25 –Gráfico tridimensional do potencial V próximo de uma carga pontual carga
positiva. fonte fixa
+q
F F
Observe que, para pontos vizinhos à carga positiva, o potencial é
bastante intenso e positivo. -Q A B

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45

Perceba que a força elétrica atrativa entre as cargas de sinais KQ1 KQ2 KQ3
opostos varia, aumenta durante a aproximação da carga de prova, VA = + + [eq-20]
d1 d2 d3
já que a distância entre elas diminui.
Assim, não podemos lançar mão da expressão T = F.d para o
cálculo do trabalho da força elétrica. O trabalho realizado pela força D1 A
elétrica no deslocamento da carga puntiforme de B até A é
calculado pela variação da energia potencial elétrica:
D2
TBA = Epot-B – Epot-A = –2,4.10–1 J – (–3,6.10–1 J) = + 0,12 J D3
O trabalho realizado pela força elétrica foi positivo; isso é uma
indicação de que o deslocamento da carga de prova foi Q2 Q3
espontâneo. De fato, a carga de prova desloca-se
espontaneamente, devido à atração.
Figura 26 – Três cargas Q1 , Q2 e Q3
A determinação da energia cinética da carga ao passar pelo ponto causando potencial elétrico no ponto A
A pode ser efetuada pela conservação da Energia Total do
sistema: Isso é válido para um sistema com um número qualquer de
Epotsist- inicial + Ecin sist- inicial = Epotsist- final + Ecin sist- final partículas.
(–2,4.10 –1 J ) + ( 0 + 0 ) = (–3,6.10–1 J) + ( 0 + Ec) Note que trata-se, simplesmente, de uma soma escalar algébrica e
não, uma soma vetorial, além do mais, cada uma das parcelas
Ec = + 0,12 J acima pode ser positiva ou negativa, de acordo com o sinal das
Determinamos, assim, a energia cinética da carga puntiforme, ao cargas Q1, Q2, Q3 ...
se deslocar meros 10 cm do ponto B até o ponto A, atraída pela
carga fonte. O aluno talvez não tenha percebido o significado
fantástico desse valor de energia cinética aparentemente pequeno.
Para dar um significado mais real a esse número, suponhamos que
essa carga puntiforme + q tenha uma massa de 6.10–16 kg, o que é
razoável, lembrando que a massa de um elétron vale
9.10–31 kg. Determinemos a velocidade da carga puntiforme, ao
passar pelo ponto A:
m.Va2 6.1016 .Va2
Ec   0,12   Va  2.107 m/s
2 2
Uau ! A carga puntiforme foi
acelerada, a partir do repouso,
até a velocidade de setenta e
dois milhões de quilômetros por
hora, após percorrer apenas Figura 27 –Gráfico tridimensional do potencial V próximo a um par de cargas do
10 cm sob ação da força elétrica mesmo sinal. Veja esses gráficos ampliados em www.fisicaju.com.br/potencial
atrativa ?

É realmente quase inacreditável, amigo Nestor. Grandes


acelerações como estas têm duas causas importantes:
 A força elétrica coulombiana aumenta muito rapidamente quando
a distância entre as cargas diminui;
 As partículas em questão apresentam massas muito pequenas.
Grandes acelerações desse tipo são utilizadas para construir
aceleradores de partículas, extremamente úteis para o estudo e
descoberta das mais variadas sub-partículas atômicas, através do
bombardeamento do material em análise com um feixe de elétrons
de alta energia.

11 - Potencial num ponto causado por duas ou mais partículas


Seja o ponto A da figura 26, imerso no campo produzido pelas Figura 28 –Gráfico tridimensional do potencial V próximo a um dipolo elétrico de
cargas Q1, Q2 e Q3. O potencial elétrico resultante VA é dado cargas +Q e –Q. Note como o potencial tende a + quando nos aproximamos da
pela soma algébrica dos potenciais que cada uma das cargas carga +Q e, a –, quando nos aproximamos da carga –Q.
causa em A:
Exemplo Resolvido 8: Duas cargas puntiformes qa = +12C e
VA = V1A + V2A + V3A
qb = –6C localizam-se nos vértices de um triângulo equilátero, de
lado 30 cm. Determine:
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da db

+qa -qb
- +
a) O potencial elétrico resultante no vértice C;
b) A energia potencial elétrica armazenada por uma carga de 4C,
quando colocada no vértice C.
Solução:
O potencial resultante no ponto C é calculado pela soma algébrica
dos potenciais que cada carga q a e qb , individualmente, causam
no referido ponto. Matematicamente:
K. q a K. q b
Vc = Va-c + Vb-c   
da db É muito importante observar que as eqüipotenciais são sempre
perpendiculares às linhas de força.
K. q a K. q b 9.10 9 . 12.10 6 9.10 9 . (- 6.10 6 )
Vc     
da db 30.10 2 30.10 2 Para um campo elétrico uniforme, as eqüipotenciais são retas ou
planos normais à direção definida pelas linhas de força.
Vc = 360 KJ / C  180 KJ / C = 180 KJ / C
Assim, após determinarmos o potencial elétrico do ponto C,
calculamos a energia potencial elétrica armazenada pela carga de
prova, quando colocada em C:
J
Ep = q. Vc = 4.10–6 C . ( 180 .103 ) = 0,72 J
C A figura mostra eqüipotenciais num campo elétrico uniforme.

12 - Eqüipotenciais 13 - Trabalho em superfícies eqüipotenciais


Eqüipotenciais são linhas (no plano) ou superfícies (no espaço) É importante lembrar que em dois pontos de uma mesma
onde o potencial, em todos os pontos, assume o mesmo valor eqüipotencial a diferença de potencial é nula. Assim, o trabalho que
algébrico. o campo elétrico realiza sobre uma partícula eletrizada q, para
As eqüipotenciais, num campo elétrico criado por uma partícula levá-la de um ponto a outro da mesma eqüipotencial, também é
eletrizada, são circunferências (no plano) ou superfícies esféricas nulo, independente da trajetória seguida por essa partícula.
(no espaço). Tal afirmativa é facilmente constatável, bastando, q
para isso, analisar a expressão do potencial. Desse modo, d B
notaremos que, para os mesmos Q e K, o potencial assumirá
valores iguais nos pontos do espaço eqüidistantes da carga fonte.  AB = 0
+
Q
A

+ Agora, podemos explicar por que as eqüipotenciais são sempre


perpendiculares às linhas de força. Para isso, consideremos dois
pontos A e B quaisquer de uma mesma eqüipotencial:

A ilustração mostra eqüipotenciais num campo elétrico criado por uma carga
puntiforme positiva. Observemos que, se a carga fosse negativa, mudaria apenas o
A B
sentido das linhas de força, que passariam a ser de aproximação. Com relação ao Desloquemos uma partícula de carga q de A para B, ao longo da
formato das eqüipotenciais, nada mudaria. eqüipotencial. O trabalho realizado pelo campo elétrico é nulo, pois
VA = VB:
Num dipolo elétrico, isto é, para duas partículas eletrizadas com  AB = q.(VA  VB ) = 0
cargas de mesmo módulo, porém de sinais opostos, as Mas isto será verdade somente se a força eletrostática se mantiver
eqüipotenciais assumem o aspecto da figura a seguir: sempre perpendicular à trajetória seguida.

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desloca espontaneamente de um ponto A para um ponto B, temos


necessariamente VB < VA .
Veja:  = q.(VA  VB ) , se q > 0 e VB < VA , teremos  > 0,
garantindo um trabalho espontâneo!
A B
CARGA ELÉTRICA NEGATIVA:
Como a força tem a mesma direção do campo elétrico este, por Quando abandonada sob ação de um campo elétrico, também
uma vez, tem a mesma direção das linhas de força, concluímos busca minimizar sua energia potencial elétrica. Como EP = q.V e
que essas linhas também são perpendiculares à superfície sendo a carga q negativa, esta se deslocará espontaneamente
eqüipotencial. para os pontos de potencial V cada vez maior algebricamente.
14 - Propriedades do Campo Elétrico Assim, se q se desloca espontaneamente de um ponto A para um
Na figura abaixo, utilizando a eq-19 , calculamos alguns potenciais ponto B, temos, necessariamente, VB > VA .
ao longo da linha de força do campo elétrico criado por cargas Veja:  = q.(VA  VB ) , se q < 0 e VB > VA , teremos  > 0,
puntiformes. correspondendo a um movimento espontâneo !
Q +200V +100V +20V ...
+ RESUMINDO:
Q  Quando abandonadas num campo elétrico, as cargas positivas
-
dirigem-se para potenciais menores, enquanto as negativas
- 200V - 100V - 20V ...
dirigem-se para potenciais maiores.
 Tanto as cargas positivas como as negativas buscam uma
Conclusão: O potencial sempre decresce algebricamente ao longo
situação de energia potencial mínima.
da linha de força e no mesmo sentido dela.
 Quando partículas eletrizadas são abandonadas sob a ação
Conseqüência Direta: As linhas de força do campo elétrico exclusiva de um campo elétrico, o trabalho realizado por este
(estático) não podem ser fechadas. campo é sempre positivo.

15 - Espontaneidade e Trabalho 17 - Trajetória da Carga:


Seja um corpo que se desloca sob ação de uma força e na mesma Quando uma partícula carregada se move sob ação exclusiva de
direção dela. Se o deslocamento se der no mesmo sentido da um campo elétrico E, ela fica sujeita a uma força elétrica resultante
força, dizemos que essa força realiza um trabalho espontâneo, um FE que é sempre tangente às linhas de força do campo elétrico em
trabalho motor. Caso contrário, dizemos que a força realiza um cada instante (veja figura abaixo). O que mais se pode afirmar
trabalho não-espontâneo, resistente, que se opõe ao movimento. sobre o movimento da partícula ?
Exemplo: Uma pedra, quando abandonada a uma certa altura, FE
desloca-se espontaneamente para baixo. A força peso e a direção
de deslocamento apontam (ambas) para baixo. Dizemos que a FE
força peso realiza um trabalho positivo, já que não se opõe ao FE
movimento.
v E
Deslocamento espontâneo  Trabalho positivo
>0
A trajetória dela coincidirá com alguma das linhas de força do
Uma pedra foi jogada para cima. A força peso se opõe ao campo elétrico E ? Ora, para que isso aconteça, é necessário que
movimento (não - espontâneo) da pedra, realizando um trabalho as linhas de força do campo elétrico sejam retilíneas, o que ocorre
negativo. A força peso aponta para baixo e o deslocamento para tanto no caso do campo elétrico uniforme quanto no caso do
cima. campo elétrico radial produzido por uma carga puntiforme.Veja as
Deslocamento não-espontâneo  Trabalho negativo figuras abaixo:
<0

Conclusão: Todo sistema evolui espontaneamente a fim de


minimizar sua energia potencial. É o que acontece com a pedra,
quando abandonada a uma certa altura, que cai, diminuindo cada
E
vez mais sua energia potencial Ep = m.g.h.
E
16 - Partícula abandonada num campo elétrico
A partícula se manterá sobre a linha de força retilínea do campo
CARGA ELÉTRICA POSITIVA:
elétrico tanto se ela for abandonada em repouso nesse campo,
Quando abandonada sob ação de um campo elétrico, busca
quanto se ela for inicialmente impulsionada na direção do campo
minimizar sua energia potencial elétrica. retilíneo.
Como:
EP = q.V Se a partícula for impulsionada numa direção oblíqua a um campo
elétrico uniforme, descreverá uma trajetória parabólica, analoga-
Sendo q positiva, esta se deslocará espontaneamente para pontos mente ao que ocorre no lançamento de projéteis no campo
de potencial V cada vez menor algebricamente. Assim, se q se gravitacional uniforme, como mostra a figura a seguir:

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v 19 - Campo Elétrico do Condutor Esférico


Um condutor esférico não possui saliências nem reentrâncias.
FE Assim, ao ser eletrizado, as cargas distribuem-se uniformemente
v pela sua superfície externa, de tal modo que a sua densidade
superficial de cargas é a mesma em todas as regiões. Daí dizer-se
FE que a superfície de uma esfera condutora, ao receber cargas, fica
E
v uniformemente eletrizada. Assim, pode-se afirmar, para um
FE condutor esférico eletrizado em equilíbrio eletrostático, que:
 Nos pontos internos o vetor campo elétrico é nulo:
 
E int = 0
v
 O vetor campo elétrico é perpendicular à superfície externa
do condutor esférico em cada ponto dela, tendo módulo dado
por:
Uma partícula não consegue se manter sobre uma linha de força
| |
curvilínea de um campo elétrico E pelo fato de que a força elétrica E sup =
2
age estritamente na direção tangencial, faltando uma força na
direção centrípeta para curvar a trajetória da partícula. A densidade superficial de cargas é dada pelo quociente da carga
total Q existente na esfera pela área A de sua superfície externa:
18 – Diferença de Potencial entre dois pontos
Consideremos um campo elétrico uniforme, representado por suas |Q| |Q|
|  |=  E sup =
linhas de força retilíneas, paralelas e espaçadas igualmente, e A 2A
duas eqüipotenciais A e B, tal que o potencial elétrico em A é Entretanto, para uma esfera, A = 4 r 2 , onde r é o raio. Por isso,
maior do que em B ( VA > VB ). Uma partícula eletrizada com carga vem:
positiva q é abandonada em A. |Q| 1 |Q|
E sup = = .
A B 4  2r 2 4  2r 2
1
Mas, no SI, = K (constante eletrostática do meio).
4 
q
+ E Assim, segue que:
1 |Q|
E sup = K 2
2 r
d  Nas vizinhanças da superfície da esfera, o módulo do vetor
campo elétrico é dado por:
O campo elétrico existente na região incumbe-se de levar a carga E próx = 2E sup
positiva q ao longo da linha de força, através da aplicação de uma
 Daí:
força F .  |Q|
Uma vez que o campo elétrico é uniforme, a força F é constante, E próx = K
 r2
pois F = q E . Assim, o trabalho realizado pelo campo, no
deslocamento da carga q entre as eqüipotenciais A e B, pode ser  Devido à simetria da esfera e à distribuição de cargas em sua
calculado por:
 AB = F.d (I) superfície, para se calcular o módulo do vetor campo elétrico em
Entretanto, também pode ser usada a expressão: pontos mais afastados, tudo se passa como se a carga
 AB = q.(VA  VB ) (II)
estivesse totalmente concentrada no centro da esfera. Assim,
Sendo VA  VB = U e comparando-se (I) e (II), tem-se: para uma esfera genérica eletrizada, tem-se:
F.d = q.U (III)
Mas F = q E. Substituindo em (III), vem: q.E.d = q.U P
E.d = U +
[eq-21]
+ + d
Num campo elétrico uniforme, a diferença de potencial (ddp) entre o
 + +
duas eqüipotenciais é igual ao produto do módulo do campo E r
pela distância entre as eqüipotenciais. + +
+
A expressão eq-21 só vale em campos uniformes, não sendo |Q|
válida em campos coulombianos. E ext = K
d2
Da relação encontrada, pode-se perceber que, no SI, a unidade de É importante observar que d é a distância do ponto externo
campo elétrico é volt / metro, que equivale a newton / coulomb. considerado (P) ao centro O da esfera.

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E esférica. Observe na figura que não há linhas de forças no interior


da esfera.
 Visto esse lema, precisamos, ainda, determinar como as cargas da
 esfera oca e da esfera menor se arranjarão no equilíbrio
 eletrostático
 - Como assim, prôfi ?
- -
- -
o r d
- -
-
O gráfico mostra a variação do módulo do vetor campo elétrico criado por uma
esfera condutora eletrizada. Convém observar que o sinal da carga não muda
o aspecto do gráfico, pois é usado o módulo da carga no cálculo da
intensidade do vetor campo elétrico.

20 - Cálculo de campos elétricos causados por distribuições


esféricas de carga.
Nesta secção, estamos interessados em resolver a seguinte Perceba que a questão especifica apenas a carga total da esfera
questão: oca (+Q), mas não diz como tal carga está distribuída ao longo das
Exemplo Resolvido 09:
superfícies interna e externa dessa esfera. Isso fica por conta do
Seja uma cavidade esférica metálica de raio interno r e raio externo
R eletrizada com uma carga +Q. Coloca-se em seu centro uma aluno. Assim, nesse caso ocorrerá uma indução total e a
pequena esfera metálica eletrizada com carga +q. distribuição de cargas no equilíbrio será :

Pede-se calcular a intensidade do campo elétrico nos pontos A,B e


C, localizados a distâncias Ra, Rb e Rc do centro das esferas,
respectivamente, conforme a figura.

A carga +q da pequena esfera induz uma carga q na superfície


interna da cavidade. Pelo princípio da conservação das cargas,
uma carga (Q+q) deve aparecer na superfície externa da cavidade
Solução: Antes de partirmos para a solução do problema,
Agora estamos aptos a calcular os campos pedidos.
precisamos aprender o seguinte lema:
Cálculo de Ea: A figura anterior nos mostra as três distribuições
“Nenhuma distribuição esférica de cargas elétricas consegue esféricas de carga formadas após atingido o equilíbrio, quais sejam
criar campo elétrico no seu interior. O campo elétrico causado (+q) , (q) e (Q+q). Quais destas distribuições de carga causam
por tal distribuição só atua fora da superfície esférica”. campo elétrico em A ?
Ora, segundo o lema visto anteriormente, o ponto A encontra-se no
interior das distribuições esféricas (Q+q) e (q) que são, portanto,
incapazes de criar campo em A . Assim, o campo em A é causado
apenas pela distribuição de cargas (+q).
Apenas para efeito de cálculo, consideramos essa carga
concentrada no centro das esferas e calculamos esse campo:

K. q
Ea =
(Ra)2

Cálculo de Eb: Pela figura, vemos que o ponto B encontra-se no


A figura anterior mostra que o campo elétrico de uma distribuição interior apenas da distribuição de cargas (Q+q) que, segundo o
esférica de cargas só atua fora da superfície esférica. Tal lema, não causará campo em B. Apenas as outras duas
distribuição é incapaz de causar campo no interior da região distribuições causarão campo nesse ponto.
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Embora seja uma excelente pergunta, é facilmente respondida


Assim, para efeito de cálculo, consideramos a carga total dessas
seguindo-se o procedimento anterior: determina-se como as cargas
duas distribuições concentrada no centro das esferas e calculamos
estarão distribuídas no equilíbrio eletrostático e, a partir daí,
o campo em B:
calcula-se os campos Ea, Eb e Ec. Veja:
K . [ (+q) + (-q) ]
Eb = =0
(Rb)2

Esse resultado já era esperado, pois B é um ponto de uma região


metálica de um condutor em equilíbrio eletrostático, onde o campo
elétrico sempre é nulo .

Cálculo de Ec: Pela figura, percebemos que o ponto C é externo


às três distribuições esféricas de carga, portanto todas elas
causarão campo em C.
Conforme aprendemos no apêndice do capítulo 1, após a ligação
Assim, para efeito de cálculo, consideramos a carga total das três
à terra, a esfera atingirá o equilíbrio eletrostático com sua
distribuições concentrada no centro das esferas e calculamos o
superfície externa neutralizada pela subida de elétrons
campo nesse ponto:
provenientes da terra, como na figura anterior.
K. [ (+q) + (-q) + (Q +q) ] K ( Q + q) Assim, é fácil concluir que os campos Ea e Eb permanecem
Ec =  Ec =
(Rc)2 (Rc )2 inalterados, pois independem da distribuição de cargas que foi
neutralizada.

O cálculo de Ec será:
K. [ (+q) + (-q) + (0) ]
Ec =  0
(Rc)2
Assim como Eb, Ec também passa a ser nulo, por ser nula a carga
total capaz de causar campo nesses pontos. Apenas o campo Ea
será diferente de zero, nesse caso.

Linhas de força do campo elétrico : Perceba que só há campo elétrico nas


regiões onde as linhas de força estão presentes. Nas regiões acinzentadas o
campo elétrico é nulo.

Linhas de força do campo elétrico após a ligação à terra. Perceba


Comentários finais:
a existência de linhas de força apenas no interior da cavidade. O
Note que, antes de se fazer o cálculo do campo elétrico causado
campo elétrico é nulo tanto nas regiões sombreadas, como fora da
por condutores esféricos eletrizados, é indispensável determinar
esfera maior.
como as cargas desses condutores se distribuíram no equilíbrio
eletrostático. Ei, prôfi, e o que aconteceria a estes
campos se, ao invés de termos ligado a
Ei, prôfi, e o que aconteceria aos esfera maior á terra, ligássemos as
campos Ea, Eb e Ec se a esfera esferas entre si ?
fosse ligada à Terra ?

Uma boa pergunta, também de fácil resolução. Para respondê-la,


façamos outra pergunta: ligando-se as esferas entre si, no
equilíbrio eletrostático, onde estarão as cargas desse novo
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sistema ? Ora, as duas esferas, ligadas entre si, atuarão como um Um aspecto curioso da indução total em esferas é mostrado a
único condutor eletrizado. Assim, toda a carga desse condutor só seguir. A figura anterior mostra uma carga puntiforme +q no
poderá estar em sua superfície mais externa, que coincide com a centro de uma esfera condutora oca neutra.
superfície externa da cavidade.
Devido à indução total, a carga puntiforme +q induz uma carga
superficial –q na face interna. Uma carga de sinal oposto +q é
induzida na face externa, visto que o condutor está neutro. As
linhas do campo elétrico da carga puntiforme central principiam no
centro da esfera e terminam na face interna. As linhas de um novo
campo, agora devido às cargas induzidas na superfície externa +q,
recomeçam na face externa e vão para o infinito.
Se a carga puntiforme for deslocada do centro da esfera, a
distribuição das cargas induzidas na superfície interna do condutor
se altera, de forma a manter nulo o campo elétrico no interior da
parede metálica (E = 0 através da parede). Assim, a parede
Assim, a carga total (+q) + (–q) + (Q+q) = (Q+q) estará toda na metálica blinda e impede qualquer comunicação entre os campos
superfície mais externa. É fácil ver que teremos: internos e externos à esfera.
K ( Q + q) Por esse motivo, as cargas da superfície externa “não tomam
Ea = Eb = zero, Ec =
(Rc )2 conhecimento” do que houve no interior da esfera, e a sua
distribuição na superfície externa permanece homogênea e
uniforme. O campo elétrico externo, portanto, não sofre nenhuma
alteração. Isso não é incrível  ?

Linhas de força do campo elétrico, após as esferas terem sido ligadas entre si.
Perceba que só teremos campo elétrico fora da esfera maior.

Ea e Eb serão nulos pelo fato de que a distribuição esférica de


cargas (Q+q) não é capaz de criar campo elétrico no seu interior,
onde estão os pontos A e B, de acordo com o lema visto
anteriormente.
Após este breve apêndice, é fundamental o aluno ter em mente,
Nesse momento, o aluno deve sentir-se capaz de calcular o campo pelo menos, o fato de que em um condutor eletrizado em equilíbrio
elétrico de qualquer distribuição esférica de cargas, em qualquer eletrostático , jamais haverá cargas em suas partes metálicas.
situação. Apenas em sua superfície mais externa e, eventualmente, em sua
superfície interna, caso esteja ocorrendo indução total.

21 – Campo Elétrico no Interior de uma esfera Isolante


Na seção anterior, fizemos uso do seguinte lema para determinar o
campo elétrico causado por distribuições esféricas de cargas:
“Nenhuma distribuição esférica de cargas elétricas consegue
criar campo elétrico no seu interior. O campo elétrico causado
por tal distribuição só atua fora da superfície esférica”.

A seguir, faremos mais uma vez o uso desse lema para calcular a
intensidade do campo elétrico uniforme E gerado por uma esfera
maciça isolante neutra uniformemente eletrizado em todo o seu
volume com uma carga total Q.

Para isso, considere o problema a seguir:

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Exemplo Resolvido 10: Uma esfera isolante, de raio R, encontra-  Q  3


K.  .x
se uniformemente carregada em todo o seu volume com uma K.q K.q  R3   K.Q 
carga total Q. Isso significa que temos cargas elétricas E=   =   .x
2 2 2
D x x  R3 
uniformemente espalhadas desde o centro da esfera isolante até a
sua superfície.  K.Q 
Determine a intensidade do campo elétrico E gerado por essa E =   .x , válido para 0  x  R
esfera eletrizada em pontos internos à mesma, localizados a uma  R3 
distância genérica x do seu centro, com x  R.
Assim, sendo K, Q e R constantes, vemos que o campo elétrico E
Q gerado no interior dessa esfera (ou seja, para 0  x  R) aumenta
lineamente com a distância x ao centro da mesma conforme a
R expressão determinada acima.
 K.Q 
Para x = 0 (centro da esfera), temos E =   .0  E = 0
 R3 
 K.Q   K.Q  K.Q
Para x = R, temos E =   .x =   .R  E =
3  3 
R  R  R2

E
Se fosse uma esfera condutora, toda a sua carga elétrica se
distribuiria sobre sua superfície mais externa. Como se trata de K.Q
uma esfera isolante, sua carga elétrica não tem como se
deslocar, permanecendo uniformemente eletrizada. R2
Solução:
Seja o ponto A localizado no interior da esfera a uma distância
genérica x do seu centro. Conforme o lema estudado
anteriormente, sabemos que apenas a carga elétrica q contida na
esfera sombreada de raio x gera campo elétrico no ponto A. 0
X
0 R
Q

R
A Para pontos externos à esfera (x  R), o campo elétrico E
q decresce com o aumento da distância x ao centro da esfera, de
x acordo com a expressão convencional :
K.Q
E= , para x  R
X2
O gráfico acima mostra o comportamento do campo elétrico E em
Entretanto, a carga q da região sombreada é uma fração da carga função da distância x ao seu centro tanto para pontos internos à
total Q da esfera isolante. Como determinar essa carga q ? Ora, esfera quanto para pontos externos à mesma. Note que no interior
como a carga elétrica total Q encontra-se uniformemente da esfera, a intensidade do campo elétrico uniforme E aumenta
distribuída em todo o volume da esfera isolante de raio R, podemos linearmente com o aumento da distância x, ao passo que fora da
dizer, por exemplo, que se o volume da esfera cinza de raio x esfera sua intensidade diminui proporcionalmente a 1/x².
fosse a metade do volume total, a sua carga q seria a metade da
carga elétrica total Q da esfera. Assim, a carga q da região cinza é 22 - Potencial Criado Por Um Condutor Eletrizado
diretamente proporcional ao seu volume, valendo, portanto, a
seguinte proporção: É importante lembrar que:
4 4 3 Partículas eletrizadas, abandonadas sob a influência exclusiva de
.R 3 .x
Volume total Volume interno um campo elétrico, movimentam-se entre dois pontos quaisquer
  3  3
C arga total C arga interna Q q somente se entre eles houver uma diferença de potencial (ddp)
não-nula.
Assim, determinarmos a carga q contida na região esférica de raio
Quando fornecemos elétrons a um condutor, eletrizamos,
genérico x:
inicialmente, apenas uma região do mesmo. Nessa região, as
 Q  3 cargas negativas produzem uma diminuição no potencial, que é
q =   .x , válido para 0  x  R
 R3  mais acentuada do que no potencial de regiões mais distantes. A
Finalmente, estamos aptos a determinar o campo elétrico que diferença de potencial estabelecida é responsável pela
essa carga q gera no ponto A, localizado a uma distância x do movimentação dos elétrons para regiões mais distantes, o que
centro da esfera: provoca um aumento no potencial do local onde se encontravam e
uma diminuição no potencial do local para onde foram.

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53

- - - - -
- O gráfico da variação do potencial em função da distância ao
- - - -
- -- - - - centro da esfera eletrizada é dado pelo gráfico a seguir:
- - - -
-
V-
-
- - - - V
- - - - - - -
- - -
- V = K. Q O
- -
No início No final r
r
+ + + - -
Por outro lado, na eletrização positiva são tirados elétrons de uma + + -
- -
-
+ + -
região, provocando um aumento no potencial desse local. Como + O + V = K. Q
conseqüência, elétrons livres das partículas neutras das regiões r d r
+ +
mais distantes movimentam-se para o local inicialmente eletrizado. + +
Tal fato faz surgir cargas positivas nas regiões neutras, diminuindo + + +
a quantidade de cargas positivas na região eletrizada inicialmente.
Tudo acontece como se as cargas positivas se movimentassem ao
longo do condutor. 24 - Condutores Esféricos Ligados Entre Si
+ + + + +
Na página 4, exercício resolvido No 1, o prof Renato Brito mostrou
+
+ -+ + + como se determinar as cargas finais de dois condutores que foram
++++ encostados entre si, dados os seus raios e as suas cargas elétricas
+ - + +
++ - + +
+ iniciais. A seguir, retomamos o mesmo problema no contexto do
+ +
+
+ + + +
+ Potencial Elétrico:
+
No início No final Exemplo Resolvido 11
Sejam duas esferas metálicas A e B, de raios Ra e Rb,
É fácil notar que a movimentação das cargas, no condutor, ocorre
eletrizadas com cargas, respectivamente, iguais a Qa e Qb.
durante um breve intervalo de tempo, após o que as partículas
elementares atingem posições tais que a diferença de potencial
entre dois pontos quaisquer do corpo torna-se nula. Dizemos,
então, que o condutor atingiu o equilíbrio eletrostático.
A diferença de potencial (ddp) entre dois pontos quaisquer de um Qa, Ra Qb, Rb
condutor em equilíbrio eletrostático é sempre nula. Pede-se determinar :
Do exposto, conclui-se que, nos pontos internos e na superfície de a) Os potenciais iniciais de cada esfera.
um condutor eletrizado em equilíbrio, o potencial elétrico assume o b) Os potencial final das esferas, após ligarmos uma à outra.
mesmo valor. O potencial assume valores diferentes apenas nos c) As cargas finais Qa’ e Qb’ de cada uma.
pontos externos ao condutor.
Vinterno = Vsuperfície
Solução: Seus potenciais iniciais podem ser facilmente calculados
Assim, um condutor em equilíbrio eletrostático é uma superfície pelas expressão vista na secção anterior:
eqüipotencial.
K.Qa K. Qb
Va = Vb =
23 - Potencial criado por um condutor esférico isolado Ra Rb
Suponhamos uma esfera condutora eletrizada em equilíbrio
eletrostático. O potencial elétrico assume o mesmo valor em todos Mas o que acontece se ligarmos entre si esferas metálicas
os pontos desse condutor, sejam eles internos ou localizados na eletrizadas de raios diferentes ?
superfície.
Para pontos externos à esfera condutora, o potencial varia com a
distância do ponto considerado ao centro O da esfera.
Para efeito de cálculo desse potencial, considera-se toda a carga
elétrica da esfera concentrada em seu centro. Isso, entretanto, só é
possível devido à simetria da mesma. Assim, tem-se:
Figura 29 –Cilindros contendo líquidos em níveis diferentes. Sabemos que o líquido
+ + + fluirá para o cilindro da direita até que seus níveis fiquem à mesma altura, isto é,
+ + ao mesmo potencial gravitacional Vg = g.h
+ +
P
+ O + d
Para uma perfeita compreensão, façamos uma breve analogia:
+
r
+ Observe os dois cilindros acima. O potencial gravitacional
+ + (Vg = g.h) do líquido A está, inicialmente, superior ao do líquido B.
+ + + Assim, ao ligarmos os cilindros através de um cano, o líquido A
fluirá em direção ao cilindro B, até que seus potenciais
Q Q gravitacionais se tornem iguais (Vga =Vgb), o que, obviamente,
Vinterno = Vsuperfície = K Vexterno = K
r d ocorrerá quando seus níveis estiverem iguais (ha = hb).

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Analogamente, quando conectarmos as esferas através de um fio separadas pela atividade humana praticamente não produzem
condutor, elétrons fluirão de uma esfera a outra até que seus efeitos sensíveis no seu potencial elétrico.
potenciais elétricos se tornem iguais (Va=Vb). Assim, para todos os efeitos, a Terra atua como um padrão
invariável de potencial elétrico e, portanto, pode ser tomada como
nível de referência para potenciais elétricos, isto é, podemos
arbitrar um potencial fixo para a Terra. Qual seria um valor
interessante de potencial para se adotar para a Terra ? Por
Qa’, Ra Qb’, Rb simplicidade, adotamos VTerra = 0 V.
Ei, prôfi, e o que aconteceria se
Elétrons fluirão de uma esfera a outra até que seus potenciais elétricos se tornem um condutor isolado de outros
iguais (Va = Vb). Quando a diferença de potencial (ddp) entre tais esferas se anular
condutores fosse conectado à
(Va  Vb = 0), cessará a corrente elétrica entre as mesmas e o sistema atingirá o
equilíbrio eletrostático. Terra ? Ela ficaria eletricamente
neutro ? Por que ?
A partir daí, quando a diferença de potencial (U=VaVb) entre as
tais esferas se anular, cessará a corrente elétrica de uma a outra, e
o sistema terá atingido o equilíbrio eletrostático.

Sendo Qa’ e Qb’ as cargas finais das esferas A e B após atingido


o equilíbrio eletrostático, pelo princípio da conservação das cargas,
podemos escrever: Calminha, Claudete. Se o condutor estiver isolado (ou seja, não
Qa + Qb = Qa’ + Qb’ (1) estiver sofrendo indução eletrostática devido a presença de outras
Queremos calcular o potencial final VF das esferas. Sobre VF, cargas ao seu redor), ele realmente se tornará neutro após ser
podemos escrever: conectado à Terra. Para entendermos por que isso ocorre,
consideraremos três casos possíveis:
K. Qa ' K. Qb '
VF = = (2)
Ra Rb Caso 1 – Condutor Com Potencial Elétrico Positivo
Pela propriedade das proporções, podemos reescrever: Estando o corpo isolado eletrizado positivamente com carga +Q,
ele terá um potencial elétrico positivo +K.Q/R em relação à Terra
(isto é, Vcorpo > VTerra = 0 ), ou seja, haverá uma ddp entre ele e a
K. Qa ' + K.Qb ' K(Qa ' + Qb ') K(Qa + Qb) Terra, o que motivará o aparecimento de uma corrente elétrica
VF = = = =
Ra + Rb Ra  Rb Ra  Rb entre os mesmos.
Conectando-se o condutor à Terra, elétrons (que têm carga elétrica
KQa + KQb K. Qa K. Qb negativa) passarão espontaneamente da Terra para o condutor (do
VF = , mas como temos Va = e Vb = ,
Ra +Rb Ra Rb potencial menor para o potencial maior). Durante essa passagem,
podemos reescrever: o potencial +K.Q/R do corpo vai gradativamente diminuindo
(+200V, +100V, +50V, +10V) com a chegada de elétrons (visto que
Va.Ra + Vb.Rb (3)
VF = a carga +Q do condutor vai diminuindo) até que seu potencial se
Ra  Rb iguale ao da Terra, cujo potencial é admitido constante VTerra = 0.
A equação (3) é extremamente útil pois expressa o potencial de
equilíbrio VF das esferas apenas em função de seus potenciais
iniciais Va e Vb e de seus raios. Pode, facilmente ser memorizada. VA > VTerra

Assim, de posse da equação (3), determinamos VF. Substituindo-se


VF na equação (2), facilmente determinamos Qa’ e Qb’. Confira:
K. Qa ' K. Qb ' Quando finalmente tivermos Vcorpo = VTerra = 0, não haverá mais
VF = = (2) ddp entre eles e, portanto, não haverá mais corrente elétrica (cessa
Ra Rb
o movimento de elétrons). Dizemos que o sistema “Terra+corpo”
atingiu o equilíbrio eletrostático. Nesse caso, o anulamento do
25 - O Potencial Elétrico Da Terra.
potencial elétrico do condutor obriga o anulamento da sua carga
No estudo da eletrostática, o planeta Terra é considerado uma elétrica, ou seja, +K.Q/R = 0  Q = 0)
enorme esfera condutora eletrizada negativamente com carga
elétrica estimada em 600.000 C. Note que, quando dois corpos estão em equilíbrio eletrostático
entre si, eles não precisam ter necessariamente cargas elétricas
Sendo o seu de raio de aproximadamente 6.400 km, o potencial iguais, mas sim, potenciais elétricos iguais.
elétrico da Terra em relação ao infinito, suposta isolada no
universo, vale: Caso 2 – Condutor Com Potencial Elétrico Negativo
VTerra = 8 x 108 V (em relação ao infinito) Estando o corpo isolado eletrizado negativamente com carga Q,
Embora, a rigor, o potencial resultante na Terra sofra influência das ele terá um potencial elétrico negativo K.Q/R em relação à Terra
cargas elétricas dos corpos celestes vizinhos, as cargas elétricas (isto é, Vcorpo < VTerra = 0 ), ou seja, haverá uma ddp entre ele e a
Terra, o que motivará o aparecimento de uma corrente elétrica
entre os mesmos.
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é ligada à Terra através de um cabo metálico que é introduzido


Conectando-se o condutor à Terra, elétrons (que têm carga elétrica
profundamente no terreno.
negativa) passarão espontaneamente do condutor para a Terra (do
Quando uma nuvem eletrizada passa nas proximidades do pára-
potencial menor para o potencial maior). Durante essa passagem,
raios, ela induz neste cargas de sinal contrário. O campo elétrico
o potencial K.Q/R do corpo vai gradativamente aumentando nas vizinhança das pontas torna-se tão intenso que ioniza o ar e
(100V, 80V, 40V, 20V, 10V) com a saída de elétrons (visto força a descarga elétrica através do pára-raios, que proporciona ao
que o módulo da carga do condutor vai diminuindo) até que seu raio um caminho seguro até a Terra.
potencial se iguale ao potencial da Terra, potencial este admitido
constante (VTerra = 0 = constante) durante todo o processo. 27 – Cálculo do Potencial Elétrico de uma Esfera Não-Isolada.
Seja uma esfera metálica neutra de raio R, com cargas induzidas
+q e q, na presença de um indutor puntiforme de carga +Q a
VB < VTerra uma distância D do seu centro.
Para determinar o potencial elétrico da esfera induzida, é suficiente
determinar o potencial elétrico do seu centro A. Tanto a carga
Quando finalmente tivermos Vcorpo = VTerra = 0, não haverá mais indutora +Q, quanto as cargas induzidas q e +q produzem
ddp entre eles e, portanto, não haverá mais corrente elétrica (cessa potencial no ponto A. Note que estamos admitindo, por
o movimento de elétrons). Dizemos que o sistema “Terra+corpo”
simplicidade, a esfera induzida como estando neutra (q + q = 0).
atingiu o equilíbrio eletrostático. Nesse caso, o anulamento do
potencial elétrico do condutor obriga o anulamento da sua carga indutor -q - + +q
elétrica, ou seja, K.Q/R = 0  Q = 0) + + -
+
R R +
Caso 3 – Condutor Com Potencial Elétrico Nulo + + - +
+ + - A
Tendo o condutor um potencial elétrico nulo em relação à Terra +Q -
+
(isto é, Vcorpo = VTerra = 0 ), não há diferença de potencial elétrico Esfera
(ddp) entre eles, portanto, não haverá corrente elétrica. Os elétrons D
induzida
não têm motivação para fluir espontaneamente de um corpo ao
outro. Dizemos que os corpos já estão em equilíbrio eletrostático Segundo o prof Renato Brito, o potencial da esfera induzida A é a
entre si. Em suma, se não houver ddp, não haverá corrente soma dos potenciais elétricos que todas as cargas geram no seu
elétrica. centro A. Assim, matematicamente, vem:
As ligações à Terra são muito usadas para proteger o homem K.Q K.( q) K.( q)
contra o perigo de um choque elétrico ou mesmo uma descarga VA   
D R R
elétrica.
Por exemplo: um pára-raios é sempre aterrado, assim como um Efeito das
Efeito do
chuveiro elétrico, uma torneira elétrica, uma máquina de lavar indutor cargas induzidas
roupas. Toda vez que ligamos à Terra uma armadura metálica
garantimos que o seu potencial elétrico se anula. Assim, se uma A expressão acima nos mostra que, estando o condutor neutro, as
pessoa que está com os pés no chão (potencial elétrico nulo) tocar cargas que aparecem por indução (+q e q) não influenciam o seu
numa geladeira (cuja superfície metálica também está a um potencial elétrico resultante.
potencial nulo, visto que está aterrada), a pessoa jamais tomará Segundo o prof Renato Brito, para determinar o potencial elétrico
choque, visto que não haverá ddp para provocar descarga elétrica de um condutor esférico neutro na presença de vários indutores ao
através da pessoa em direção à Terra. Afinal, todos estão no seu redor (logicamente, o condutor esférico estaria sofrendo
mesmo potencial elétrico. indução), basta determinar somar dos potenciais que cada um
26 - O PáraRaios. deles individualmente gera no centro da esfera induzida, conforme
O objetivo principal de um pára-raios é proteger uma certa região a expressão a seguir:
ou edifício ou residência, ou semelhante, da ação danosa de um K.Q1 K.Q 2 K.Q 3 K.( q) K.( q)
VA     .... 
raio. Estabelece com ele um percurso seguro, da descarga D1 D2 D3 R R
principal, entre a Terra e a nuvem.
Efeito dos indutores Efeito das
cargas induzidas

onde D1, D2, D3 ... são as distância do centro de cada um dos


indutores ao centro da esfera induzida.
Q1
-q - + +q
+
- R Q3
D1 +
- +
- A
+ D3
-
Um pára raios consta essencialmente de uma haste metálica Q2 D2 Esfera
disposta verticalmente na parte mais alta do edifício a proteger. A induzida
extremidade superior da haste termina em várias pontas e a inferior
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Como as cargas indutoras puntiformes Q1, Q2, Q3 poder sem O processo é semelhante ao explicado nos casos 1, 2 e 3 da
positivas ou negativas, o potencial elétrico resultante da esfera seção 25 (O Potencial Elétrico da Terra), Claudete. Entretanto,
induzida terá um sinal algébrico que dependerá tanto dos valores conforme veremos a seguir, no equilíbrio eletrostático entre o
das cargas indutoras, quanto da maior ou menor proximidade delas condutor não-isolado (isto é, condutor sofrendo indução) e a Terra,
ao centro da esfera. Lembre-se que os cálculos acima não são ele não ficará mais eletricamente neutro.
feitos em módulos, mas sim, com os respectivos sinais algébricos
Para entender melhor, considere uma esfera condutora (suposta
das cargas elétricas.
eletricamente neutra por simplicidade) sofrendo indução devido à
Caso a esfera metálica não estivesse neutra, a determinação do presença de uma carga +Q nas proximidades.
potencial elétrico da esfera condutora seguiria um raciocínio induzido
semelhante, como o prof. Renato Brito mostrará a seguir: -q - + +q
+
Seja uma esfera condutora com várias cargas q1, q2, q3 ..... qn + + -
R R +
distribuídas sobre sua superfície esférica. Tais cargas podem ter + + indutor - +
+ + - A
sido induzidas ou não, esse fato é irrelevante. Seja qTotal o +Q -
+
somatório dessas cargas:
q1 + q2 + q3 + ..... + qn = qTotal D Vesfera > 0
Sendo
Note na figura a seguir que a distância de todas as cargas q1, q2, +Q uma carga positiva, e estando condutor com carga total nula
q3, q4 ..... qn ao centro da esfera indutora sempre vale R. (+q  q = 0), seu potencial elétrico VA nesse caso é positivo e
q2 dado por:
Q1
D1 q3
q1 K.Q K.( q) K.(  q)
R VA     0
D R R
Q2 D2 qn
Efeito do Efeito das
R
indutor cargas induzidas
indutores D3
Q3 Como o potencial VA do condutor esférico é maior que o da Terra
Sejam D1, D2, D3 as respectivas distâncias dos centro das cargas (Vesfera > VTerra = 0 V), existe uma ddp entre eles, ddp essa que
indutoras ao centro da esfera. Segundo o prof Renato Brito, o motiva o aparecimento de uma corrente elétrica entre os mesmos.
potencial elétrico resultante dessa esfera condutora, nesse caso Elétrons gradativamente subirão da Terra para o condutor (do
geral, é dado por: potencial menor para o potencial maior), reduzindo pouco a pouco
o potencial elétrico do condutor (+100V, +80V, +40V, +20V) até
K.Q 1 K.Q 2 K.Q 3 K.(q1 ) K.(q 2 ) K.(q n )
VA     ...   ..... que ele se iguale ao potencial elétrico da Terra (suposto constante
D1 D2 D3 R R R Vterra = 0).
indutor -q - + +q
K.Q 1 K.Q 2 K.Q 3 K.(q1  q 2  q 3  ...  q n )
VA     ... + + -
+
D1 D2 D3 R R +
+ + - +
+ + -
Sendo q1 + q2 + q3 + ..... + qn = qTotal, vem: +Q - +

K.Q 1 K.Q 2 K.Q 3 K.(q Total ) D e-


VA     ...
D1 D2 D3 R

A expressão geral acima mostra que o sinal algébrico do potencial Logicamente, durante esse processo, o condutor (inicialmente
elétrico de um condutor sofrendo indução não depende apenas do neutro) se tornará mais e mais eletronegativo, durante a subida dos
sinal da sua carga total qTotal, mas também dos sinais algébricos elétrons.
dos indutores ao seu redor, bem como das distâncias entre eles. Quando o equilíbrio eletrostático for finalmente atingido, não
Assim, o sinal algébrico do potencial elétrico de um condutor haverá mais ddp (Vesfera = VTerra = 0) nem corrente elétrica entre a
sofrendo indução (condutor não-isolado) não precisa coincidir com Terra e o condutor (que agora estará eletrizado negativamente e
o sinal algébrico da carga elétrica total q Total desse corpo. com potencial elétrico nulo), como mostra a figura a seguir:
É possível, por exemplo, que um corpo eletrizado negativamente -q -
indutor
esteja a um potencial elétrico positivo, bastando, para isso, que -
+ +
haja vários indutores positivos ao seu redor que compensem o + + -
R A
potencial negativo produzido pela sua carga total q total negativa. + + -
+Q -
Ei, prôfi, e o que aconteceria se Vesfera = 0
D
uma esfera dessas que está
sofrendo indução fosse
conectada à Terra ? Ela também
ficaria eletricamente neutra ? Podemos, agora, calcular o potencial elétrico do condutor esférico
da figura acima (calculando o potencial elétrico do seu centro A) e
igualá-lo a zero.
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K.( Q) K.( q) 29 - Entendendo Matematicamente o Poder das Pontas


Vesfera  VA    VTerra  0
D R No começo do nosso curso de Eletrostática, ficamos intrigados
com o poder das pontas: Por que a densidade de cargas
Efeito do Efeito da elétricas (Coulombs / m2 ) é maior nas regiões mais pontudas
indutor carga induzida de um condutor ?
Fazendo isso, determinamos o módulo da carga indutora q que Agora sim, após ter adquirido uma base sólida no conceito de
haverá na superfície da esfera condutora em função de Q, do
Equilíbrio Eletrostático, o prof. Renato Brito te explicará, com
raio R da esfera e da distância D do indutor ao centro da esfera.
Isso não é o máximo !!??  Veja: detalhes, passo-a-passo:

K.( Q) K.( q)  Passo 1: Como se calcula o potencial elétrico de um condutor
Vesfera  VA    VTerra  0 (suposto inicialmente esférico, por simplicidade) ?
D R
K.Q 1 Q
V  . (eq 1)
K.( Q) K.(q) Q.R R 4 R
  q = !!!!!!!!
D R D  Passo 2: Como se calcula a densidade superficial de cargas
elétricas espalhadas sobre a superfície esférica do condutor de
O interessante resultado acima mostra que a carga induzida que
raio R e área A = 4R2 (geometria espacial) ?
haverá na esfera, conforme esperado, é tão maior quanto maior for
a carga indutora Q e quanto menor for a distância D da indutora à coulombs
Q Q
esfera, ou seja, quanto mais próximo eles estiverem, maior será o =   (eq2)
2
A 4R2
m
módulo da carga induzida. Assim, mantendo a esfera ligada à
Terra e variando-se a distância D entre o indutor e a mesma, a  Passo 3: Isolando a carga Q em eq1 e substituindo em eq2,
carga induzida q variará de tal forma a manter nulo o potencial da temos:
esfera, enquanto a mesma estiver conectada à Terra, sendo Q 4.R.V .V .V
sempre dada por: =    = (eq3)
2 2 R R
Q.R
4R 4R
q =
D Sabemos, adicionalmente que, independente de o condutor ser
Ainda assim, como a distância D será sempre maior que o raio R esférico ou não, o potencial elétrico V em todos os pontos de sua
da esfera (D > R), vemos que o módulo da carga induzida será superfície metálica e do seu interior tem o mesmo valor
sempre menor que o módulo da carga indutora (|q| < |Q|) nesses (V.=.constante). Afinal de contas, se ele está em equilíbrio
casos em que o indutor está do lado de fora do induzido. Essa eletrostático, não haverá corrente i, portanto não poderá haver ddp
relação (|q| < |Q|) caracteriza o que chamamos de Indução U, o que obriga que todos os pontos tenham “o mesmo tanto de
Parcial. volts”.
28 - Blindagem eletrostática. Sendo constantes a permissividade elétrica  do meio e o potencial
Consideremos um condutor oco (A), eletrizado ou não. Ele elétrico V em toda superfície do condutor metálico, de acordo com
apresenta as mesmas propriedades que um condutor maciço: é a relação eq3, onde haverá maior densidade superficial de cargas
nulo o campo elétrico em seu interior e as cargas elétricas em  (Coulombs/ m2) ? Ora, onde o condutor tiver menor raio R de
excesso, se existirem, distribuem-se pela sua superfície. curvatura, isto é, no lado mais pontiagudo (lado A na figura abaixo).

RA RB
A B

Modelo simplificado
Se considerarmos um corpo B, neutro, no interior de A, o campo Condutor de Metal usando esferas
elétrico no seu interior será nulo; mesmo que A esteja eletrizado, B
não será induzido. Se, agora, aproximarmos de A um corpo E, No condutor acima, supondo que sua extremidade esquerda tenha
eletrizado, haverá indução eletrostática em A, mas não em B. raio 3 vezes menor que sua extremidade direita (RA.=.RB./.3), a
Observamos que o condutor oco A protege eletrostaticamente os densidade de cargas (Coulombs./.m2) A será 3 vezes maior que
corpos no seu interior. Dizemos que o condutor oco A constitui B (A = 3.B) conforme a relação eq3 acima !! É o poder das
uma blindagem eletrostática. pontas !
A carcaça metálica de um amplificador eletrônico é uma blindagem
eletrostática. A carcaça metálica de um carro ou de um ônibus é Entretanto, não confunda densidade superficial de cargas
uma blindagem eletrostática. (Coulombs./.m2) com cargas elétricas (Coulombs): sendo VA = VB,
ou seja, K.QA / RA = K.QB / RB, com RB = 3.RA, teremos QB = 3.QA !!
A extremidade A tem mais C/m² que a extremidade B, porém, a
extremidade B tem mais coulombs que a extremidade A .
Sentiu a pegadinha ? 

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Pensando em Classe
Pensando em Classe

Questão 1
Duas cargas elétricas que estão no ar (k = 9x109), inicialmente distanciadas de di = 5 m, se
atraem com uma força elétrica Fi = 800 N. O garoto Raul irá aumentar a distância entre essas
cargas desde di = 5m até dF = 20m, puxando a carga negativa com muito sacrifício, como mostra a
figura. A carga positiva está fixa à parede.

a) Este deslocamento será espontâneo ou forçado ?


b) A energia potencial elétrica do sistema deverá aumentar ou diminuir ?
c) O trabalho realizado pela força elétrica será positivo ou negativo ? e o trabalho realizado pelo
garoto ?
d) Determine a intensidade da força elétrica entre as cargas, quando a distância entre elas for
dF = 20 m.
e) Adotando o referencial no infinito, determine a energia potencial elétrica do sistema quando as
distâncias que separam as cargas valerem, respectivamente, di = 5m e d F = 20m.
f) Qual o trabalho realizado pela força elétrica nesse episódio ?
g) Sabendo que a caixa está em repouso no início e no término desse deslocamento, qual o
trabalho realizado pelo Raul ?

Questão 2
O sistema abaixo foi abandonado do repouso sobre um plano horizontal liso infinitamente grande.
Se a massa de cada pequena esfera vale m e suas cargas elétricas valem +Q, o prof Renato Brito
pede para você determinar a velocidade atingida por esses corpos, quando estiverem infinitamente
distanciados.

Questão 3
(ITA) Uma partícula de massa m e outra de massa 2m têm cargas elétricas q de mesmo módulo,
mas de sinais opostos. Estando inicialmente separadas de uma distância R, são soltas a partir do
repouso. A constante eletrostática no meio vale K. Nestas condições, quando a distância entre as
partículas for R/2, desprezando a ação gravitacional terrestre, pode-se afirmar que:
a) Ambas terão a mesma velocidade v = q(K / 3mR)1/2 .
b) Ambas terão a mesma velocidade v = q(K / mR)1/2.
c) Ambas terão a mesma velocidade v = 2q(K / 3mR)1/2.
d) Uma terá velocidade q(K / mR)1/2 e a outra terá velocidade de 2q(K / 3mR)1/2.
e) Uma terá velocidade q(K / 3mR)1/2 e a outra terá velocidade 2q( K / 3mR)1/2.

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Questão 4
O sistema abaixo foi montado trazendo-se, uma a uma, cada uma das pequenas esferas a, b e c,
idênticas, a partir do repouso, do infinito. Inicialmente foi trazida a esfera a.

a) Qual o trabalho realizado pelo operador para trazer a segunda esfera b, a partir do infinito, e
colocá-la em repouso a uma distância d da esfera a ?
b) Qual o trabalho realizado pelo operador para trazer a terceira e última esfera c, a partir do
infinito, e colocá-la em repouso a uma distância d da esfera b ?
c) Qual a energia potencial elétrica do sistema abc montado.

Questão 5
Quatro cargas elétricas ABCD de mesmo valor +Q encontravam-se infinitamente distanciadas entre
si inicialmente. Um operador teve o trabalho de pegar todas essas cargas e aproximá-las, fixando
as mesmas nos vértices de um tetraedro regular de lado L. A primeira carga +Q trazida foi fixada
ao vértice A. O trabalho realizado pelo operador para trazer a 2ª carga +Q e fixá-la ao vértice B foi
de +100 J. O prof Renato Brito pede que você determine:
a) o trabalho realizado pelo operador para trazer a 3ª carga +Q e fixá-la ao vértice C do tetraedro;
b) o trabalho realizado pelo operador para trazer a 4ª carga +Q e fixá-la ao vértice D do tetraedro;
c) o trabalho total realizado pelo operador para montar esse tetraedro ABCD;
d) a energia potencial elétrica armazenada no sistema montado.

Questão 6
UECE 2003 (modificada) No átomo de hidrogênio, o módulo da força de atração entre o núcleo (um
próton), e o elétron é dado por F = K.q 2 / r2 , onde q é o módulo das cargas do elétron e do
próton, k é uma constante e r é a distância entre o elétron e o centro do núcleo. Imagine que o
elétron esteja inicialmente se movendo em torno do núcleo ao longo de uma circunferência de raio
r1 , de acordo com o modelo atômico de Bohr :
a) determine a energia cinética do elétron em função de K, q e do raio r 1 da órbita:
b) determine a energia potencial elétrica do par elétron-próton;
c) a partir das letras a e b, determine a energia total do átomo;
d) para que o elétron transite dessa órbita de raio r1 para uma órbita r2 > r1 , qual a energia do fóton
que ele precisa absorver?

Questão 7
O prof Renato Brito conta que duas cargas estão localizadas sobre o eixo X e simetricamente
dispostas em torno do eixo Y de um sistema de coordenadas cartesianas. Considere o trabalho
realizado pela força elétrica quando uma terceira carga elétrica +q é levada do ponto a até o ponto
b desse campo. Pode-se afirmar que:
c

+Q -Q b

a d
a) o trabalho realizado será negativo;
b) o trabalho realizado será nulo;
c) o trabalho é positivo, sendo maior quando realizado pelo trajeto acb
d) o trabalho é positivo, sendo maior quando realizado pelo trajeto adb
e) o trabalho é positivo e seu valor independe da trajetória seguida entre os pontos a e b.

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Questão 8
(ITA-SP) Duas cargas elétricas puntiformes, de mesmo valor absoluto e de sinais contrários +q e
q, estão em repouso em pontos A e B. Traz-se de muito longe uma terceira carga positiva, ao
longo de uma trajetória que passa mais perto de B do que de A. Coloca-se essa carga num ponto C
tal que ABC é um triângulo eqüilátero. Podemos afirmar que o trabalho necessário para trazer a
terceira carga:
a) é menor se em B estiver a carga +q do que se em B estiver –q.
b) é maior se em B estiver a carga +q do que se em B estiver –q.
c) será independente do caminho escolhido para trazer a terceira carga e será nulo.
d) será independente do caminho escolhido para trazer a terceira carga e será positivo.
e) será independente do caminho escolhido para trazer a terceira carga e será negativa.
Questão 9
A figura mostra as linhas de força do campo elétrico coulombiano gerado por uma carga positiva
Q = +6C no vácuo. As circunferências de raios 3m, 6m e 9m são superfícies equipotenciais
desse campo. O prof Renato Brito pergunta:
E
a) Quanto valem os potenciais elétricos dos pontos A e B ?
E quanto vale a diferença de potencial elétrico U AB = VA – VB ?
A
b) Qual o trabalho total realizado pela força elétrica, quando uma
carga +q é movida no percurso ACD ? +
C
c) Se uma carga positiva q = +4C fosse abandonada em repouso Q
D
no ponto D, quanto seria a sua velocidade a passar pelo ponto B
B ? (dado massa m = 2 x 10–5 kg ) ?
d) e quanto seria a sua velocidade, quando estivesse infinitamente
distanciada da carga fonte ?

Questão 10
O prof Renato Brito conta que uma partícula de carga q e 
massa m foi abandonada nas proximidades de uma placa E
infinita uniformemente eletrizada que produz um campo
q
elétrico uniforme E. Não há gravidade. Sobre o movimento
posterior da partícula, pode-se afirmar que:
a) durante o movimento, a intensidade força elétrica Fe
que atua sobre a partícula será cada vez menor caso ela
tenha carga positiva +q ;.
b) sendo o campo elétrico uniforme, a partícula abandonada se moverá em movimento uniforme ;
c) durante o movimento da carga, sua energia potencial elétrica aumentará caso a partícula tenha
carga positiva +q ;
d) durante o movimento da carga, sua energia potencial elétrica aumentará caso a partícula tenha
carga negativa –q ;
e) independente do sinal da carga, sua energia potencial elétrica necessariamente diminuirá durante
o seu movimento.

Este enunciado refere-se às questões 11, 12, 13 e A B C


14: ao se mapear uma região do espaço onde E
existe um campo elétrico produzido por uma
determinada distribuição de carga, encontrou-se o
seguinte conjunto de linhas de força:
VA VB VC
Questão 11
Estabeleça uma ordem crescente para as intensidades EA, EB e EC dos campos elétricos
respectivamente nas regiões A, B e C.

Questão 12
Estabeleça uma ordem crescente para os potenciais elétricos V A, VB e VC respectivamente nas
regiões A, B e C.

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61

Questão 13
Se uma carga elétrica for abandonada nas regiões A, B e C desse campo Elétrico, ficará sujeita a
forças elétricas respectivamente iguais a FA, FB e FC. Estabeleça uma ordem crescente para essas
forças elétricas. Essa ordem depende do sinal da carga elétrica ?

Questão 14
Se uma carga elétrica for abandonada nas regiões A, B e C desse campo Elétrico, ela armazenará
energias potenciais elétricas respectivamente iguais a Epot A, EpotB e EpotC. Estabeleça uma ordem
crescente para essas energias potenciais elétricas. Essa ordem depende do sinal da carga
elétrica ?

Questão 15
A figura mostra um campo elétrico uniforme de intensidade E = 200 V/m. O prof Renato Brito
pergunta:
1 cm

1 cm A B

C D

a) se adotarmos a referência de potencial nulo no ponto D (V D = 0V) , quais os potenciais elétricos


dos pontos C, B e A ?
b) Uma carga negativa q = –5C foi colocada inicialmente no ponto C desse campo. Sua energia
potencial elétrica, quando posicionada no ponto C, foi arbitrada como valendo
EpotC = +50J. Qual energia potencial elétrica essa carga teria no ponto B ? E no ponto A ?
c) Se essa partícula, cuja massa vale m = 1,5 g, fosse abandonada em repouso no ponto B, com
que velocidade ela atingiria o ponto A ?
d) Ela estaria se movendo com aceleração de módulo crescente ou decrescente ? Quanto valeria
essa aceleração ?
Conclusão: A questão 15, elaborada pelo prof Renato Brito, mostra que no campo elétrico uniforme não existe um ponto
privilegiado em relação ao qual todas as distâncias devem ser medidas.. A referência de potencial nulo pode ser escolhida
em qualquer um desses pontos e, a partir daí, os potenciais dos demais pontos podem ser determinados. O importante é que
as distâncias D sejam medidas “ao longo de uma linha de força do campo elétrico”.

Questão 16
Entre duas placas eletrizadas dispostas A
horizontalmente existe um campo elétrico
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+

uniforme. Uma partícula com carga de –3C e


massa m é colocada entre as placas,
d
permanecendo em repouso. Sabendo que o -
potencial da placa A é de 500 V, que a placa
B está ligada a terra, que a aceleração a
gravidade no local vale 10 m/s2 e que a ---------------------
B
distância d entre as placas vale 2 cm,
determine a massa m da partícula.

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Questão 17
O prof Renato Brito conta que duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos
terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de potencial U. Reduzindo-se a
distância entre as placas à metade, sem desconectar a bateria, pode-se afirmar que:

+++++++++++++++

d E

-------------------------
U
a) a diferença de potencial entre as placas duplica;
b) a diferença de potencial entre as placas se reduz à metade;
c) a carga elétrica de cada placa se reduz à metade;
d) o campo elétrico entre as placas se reduz à metade;
e) a carga elétrica das placas duplica.

Questão 18
O prof Renato Brito conta que duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos
terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de potencial U. Duplicando-se a
distância entre as placas, após ter desconectado a bateria, pode-se afirmar que:

+++++++++++++++

d E

-------------------------
U
a) a diferença de potencial entre as placas se reduz à metade;
b) O campo elétrico entre as placas duplica;
c) a carga elétrica de cada placa duplica;
d) o campo elétrico entre as placas se reduz à metade;
e) a diferença de potencial entre as placas duplica.

Questão 19
O prof Renato Brito conta que duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos
terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de potencial U. Para uma certa
distância d entre as placas, o campo elétrico uniforme presente na região entre elas fez uma
pequena esfera, de massa m e carga q, levitar (flutuar em equilíbrio) como mostra a figura.
Reduzindo-se a distância entre as placas a um terço da distância inicial , pode-se afirmar que:

+++++++++++++++
g
d E

-------------------------
U

a) a diferença de potencial entre as placas triplica;


b) a esfera passa a subir em movimento acelerado com aceleração a = g ;
c) a esfera passa a subir em movimento acelerado com aceleração a = 2g ;
d) a esfera passa a descer em movimento acelerado com aceleração a = g ;
e) como o campo elétrico é uniforme, a força elétrica que atua sobre a esfera não se altera.

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Questão 20
Em um tubo de TV existem um filamento f e uma placa p, entre os quais é estabelecida uma certa
voltagem Upf. Ao ser aquecido, o filamento emite elétrons (com velocidade praticamente nula) que
são acelerados pela ddp fornecida por uma poderosa bateria em direção à placa p, passando por
um orifício nela existente e deslocando-se até atingirem a tela.

a) Determine a velocidade v do elétron ao passar pelo orifício existente na placa (dê sua resposta
em função da carga q do elétron, de sua massa m e da voltagem Upf).
b) Em um tubo de TV, um elétron, acelerado por voltagem Upf = 15000 V, atingiu a placa p com
velocidade v. Caso o filamento f fosse aproximado da placa p, reduzindo-se a distância entre
eles à metade, a intensidade do campo elétrico E uniforme na região entre o filamento e a placa
se tornaria quantas vezes maior ? Nesse caso, a velocidade com que o elétron atingiria a placa
p seria quantas vezes maior que v ?
c) Qual deveria ser o valor da voltagem entre a placa e o filamento para que o elétron atingisse a
placa com uma velocidade 2v ?

Questão 21
(UFSC) A figura abaixo mostra um arranjo de placas metálicas paralelas. As placas 2 e 3 possuem
um furo em seus centros. Leia as afirmativas a seguir e marque V ou F :
1 2 3 4

3 cm 3 cm 3 cm

12 V 12 V
a) O potencial da placa 4 é igual ao da placa 1.
b) O campo elétrico entre as placas 1 e 2 tem sentido da placa 2 para a placa 1 e seu módulo vale
400 V/m
c) Se abandonarmos um elétron no ponto A, o movimento do mesmo será acelerado entre as
placas 1 e 2, uniforme entre as placas 2 e 3 e retardado entre as placas 3 e 4
d) O trabalho realizado para deslocar um elétron da placa 1 até a placa 4 é nulo.
e) O campo elétrico entre as placas 2 e 3 é nulo.
f) A diferença de potencial entre as placas 1 e 4 é 24 V.

Questão 22
Nesta questão vamos analisar algumas particularidades a respeito do potencial elétrico produzido
por cargas existentes em condutores em equilíbrio eletrostático. Observe as figuras para saber se
mostram situações verdadeiras ou falsas. Dê como resposta a soma dos números associados às
situações verdadeiras.
(01) 02)
+
+ +
Linha de
C +
+ força EB = EC = 0
+ + B
+ B + +
A + VA > VB = VC
+ + +
+ +A

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(04) (08)
Linhas -
- - Linha de
de força - força
+ + - -
+ - - - A
- -
+ -
+ - - -
-
+ -
+ + -
+ + - - -

(16) (32)
A
+
+ + B
+ D
+
A B C VA = V B > V C Linha
+ + de força
E
C
+
+ +

Questão 23
Considere um condutor esférico eletrizado negativamente e em equilíbrio eletrostático. Sejam V A, VB
e VC os potenciais elétricos nos pontos A, B e C indicados na figura. Pode-se afirmar que:
a) VA > VB > VC
b) VA = VB < VC
c) VA = VB = VC
d) VA = VB > VC A B C

e) VA > VB = VC

Questão 24
Seja uma esfera condutora isolada em equilíbrio eletrostático. Se os potenciais elétricos a 20 cm,
40 cm e 100 cm do centro da esfera vale 40 V, 40 V e 20V, respectivamente, O prof Renato Brito
pede para você determinar:
a) O raio dessa esfera;
b) A intensidade do campo elétrico e do potencial elétrico a 45 cm do centro da esfera;
c) A intensidade do campo elétrico e do potencial elétrico a 2 m do centro da esfera.

Questão 25
Quatro esferas condutoras de raios 10 cm, 20 cm, 30 cm e 40 cm têm potenciais elétricos
respectivamente +120 V, +60 V, + 40 V e –30 V. Interligando-se essas esferas entre si através
de fios condutores, elétrons fluirão através dos condutores até que todas as esferas atinjam um
mesmo potencial elétrico de equilíbrio VF. O prof Renato Brito pede para você determinar VF .

Questão 26
O prof Renato Brito conta que uma esfera estava inicialmente neutra e que sofreu indução devido a
um bastão que foi aproximado de sua superfície. Admita que o bastão e a esfera encontram-se fixos
em repouso. A respeito do potencial elétrico nos pontos a, b, c, d e e, pode-se afirmar que:
a) Vd < Vb a
b) Vb < Vd +
c) Ve < Va +
d) Vb < Vc - b d
-- - e
+
e) Vb < Ve - +
--
--
- -- - c
Pergunta: se desejássemos ligar essa esfera à Terra, a fim de eletrizá-la, qual dos pontos a, b, c
ou d seria mais indicado para fazer a conexão ? Justifique.

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Pensando em Casa
Pensando em Casa

Questão 1 Estando A e B fixas ao solo, abandona-se a carga C apartir do


Duas cargas elétricas que estão no vácuo, inicialmente repouso. Determine a velocidade atingida por essa carga, ao
distanciadas de di = 4 m, se atraem com uma força elétrica cruzar o segmento AB.
Fi = 500 N. O garoto Raul irá aumentar a distância entre essas
cargas desde di = 4m até dF = 20m, puxando a carga negativa
com muito sacrifício, como mostra a figura. A carga positiva está
fixa à parede.

d
Dica: Veja exemplo resolvido 3 – página 40
Questão 5
Três pequenas esferas foram abandonadas em repouso
(perfeitamente alinhadas) sobre um plano horizontal liso isolante
infinitamente grande, como mostra a figura abaixo. Sabendo que
a) Determine a intensidade da força elétrica entre as cargas, as esferas têm massas idênticas m, cargas idênticas +Q e que
quando a distância entre elas for dF = 20 m. estão no vácuo, determine a velocidade atingida por uma delas,
quando estiverem infinitamente distanciadas.
b) Adotando o referencial no infinito, determine a energia potencial
elétrica do sistema quando as distâncias que separam as
cargas valerem, respectivamente, di = 4m e d F = 20m.

c) Qual o trabalho realizado pela força elétrica nesse episódio ?


Dica: A esfera central é igualmente repelida de ambos os lados. Será que
ela adquire velocidade ?
d) Sabendo que a caixa está em repouso no início e no término
desse deslocamento, qual o trabalho realizado pelo Raul ?
Questão 6
Dica: Veja exemplo resolvido 1 – página 38 (MACK-SP) Uma partícula de massa igual a 2 centigramas e carga
Questão 2 de +1 C é lançada com velocidade de 300 m/s, em direção a uma
Quando duas partículas eletrizadas, que se repelem, são carga fixa de +3 C. O lançamento é feito no vácuo de um ponto
aproximadas, pode-se afirmar que: bastante afastado da carga fixa. Desprezando ações
a) A energia potencial do sistema aumenta. gravitacionais, qual a mínima distância entre as cargas?
b) a Energia cinética do sistema diminui
c) A força elétrica realiza trabalho positivo Questão 7
d) A energia cinética do sistema aumenta
O sistema da figura foi montado trazendo-se, uma a uma, cada
e) A energia potencial do sistema diminui. uma das cargas a, b e c, idênticas, a partir do repouso, do
infinito. Inicialmente foi trazida a carga a.
Questão 3
a) qual o trabalho realizado pelo operador para trazer a carga c, a
Quando duas partículas eletrizadas, que se atraem, são afastadas, partir do infinito, e colocá-la em repouso a uma distância 2d da
pode-se afirmar que: carga a ?
a) A força elétrica realiza trabalho positivo b) qual o trabalho realizado pelo operador para trazer a última
b) A energia cinética do sistema aumenta carga b, a partir do infinito, e colocá-la em repouso exatamente
c) A energia potencial do sistema diminui. entre as cargas a e c?
d) A energia potencial do sistema aumenta. c) qual a energia potencial elétrica do sistema abc montado.
e) a Energia cinética do sistema diminui

Questão 4
Considere o sistema a seguir formado por três cargas A, B e C,
de intensidades +Q, +Q e Q localizadas sobre um plano
horizontal liso.

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Questão 8 Questão 13
(UECE 2007.2 – 2ª fase) Qual é o trabalho realizado por um Três cargas elétricas positivas idênticas +q encontram-se fixas nos
operador para montar a configuração a seguir , constituída de três vértices de um triângulo eqüilátero de lado 2L, enquanto uma
cargas +Q iguais, trazendo-as do infinito ? quarta carga elétrica positiva +q encontra-se infinitamente afastada
Dado: K = constante eletrostática do meio. do sistema. O prof. Renato Brito deseja mover essas quatro cargas
Q e fixá-las aos vértices de um tetraedro regular de
lado L. Determine o trabalho realizado pelo operador, ao realizar
este procedimento.
a a
Dica: Veja as questões 4 e 5 de classe – página 59.
Questão 14
Q C (UERN 2005) No modelo atômico de Bohr para o átomo de
B a
Q
hidrogênio, o elétron se move em torno do núcleo positivo com actp
Dica: Fisicamente, a energia gasta na realização desse trabalho permanece proveniente da força elétrica coulombiana de atração entre eles.
armazenada no sistema, na forma de energia potencial elétrica . Veja as questões Sejam EP e Ecin, respectivamente, a energia potencial e a energia
4 e 5 de classe – página 59. cinética do átomo de hidrogênio. O quociente EP / Ecin vale:
a) 2 b) 1/2 c) 2 d) 1/2
Questão 9
Dica: Veja a questão 6 de classe
(Fuvest-SP) Um sistema formado por 3 cargas puntiformes iguais,
Questão 15
colocadas em repouso nos vértices de um triângulo eqüilátero, tem
energia potencial eletrostática igual a U. Substitui-se uma das No modelo atômico de Bohr para o átomo de hidrogênio, o elétron
se move em torno do núcleo positivo com actp proveniente da
cargas por outra, na mesma posição, mas com o dobro do valor,
qual será a energia potencial eletrostática do novo sistema em força elétrica coulombiana de atração entre eles. Sejam E P, Ecin e
função de U ? ETOTAL respectivamente, a energia potencial, a energia cinética e a
energia total do átomo de hidrogênio, com ETOTAL = EP + Ecin.
Questão 10 - (ESCS – Escola Superior de Ciências de Saúde 2008) O quociente Ecin / ETOTAL vale:
a) 2 b) 1/2 c) 1 d) 1/2
Duas partículas, de cargas iguais a +q e −q, estão fixas,
respectivamente, nos vértices A e B do triângulo equilátero ABC
representado na figura 1. Nesse caso, a energia potencial REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
eletrostática do sistema formado por elas é U1. Se você revisar um pouquinho a cada
+q -q semana, não acumulará toda a revisão
C C para a semana da véspera do
vestibular, né verdade ? 
figura 1 figura 2 figura 3
Semana 4 de 15
A B A B A B Assunto sugerido:
+q -q +q -q +q -q Atrito, Óptica 3 (Refração)
Uma terceira partícula, de carga +q, é fixada no vértice C do
triângulo, como mostra a figura 2. Nesse caso, designamos por U2 Questão 16
a energia potencial eletrostática do sistema formado pelas três O prof Renato Brito conta que duas cargas estão localizadas sobre
partículas carregadas. Substitui-se a partícula do vértice C por o eixo X e simetricamente dispostas em torno do eixo Y de um
outra, de carga −q, como mostra a figura 3. Nesse caso, sistema de coordenadas cartesianas. Considere o trabalho
designamos por U3 a energia eletrostática das três partículas realizado pela força elétrica quando uma terceira carga elétrica q é
carregadas. Essas energias potenciais eletrostáticas são tais que levada do ponto a até o ponto b desse campo. Pode-se afirmar
a) U1 < U3 < U2 ; b) U1 < U3 = U2 ; c) U3 < U1 < U2 ; que:
d) U3 < U2 < U1 ; e) U1 = U2 = U3 .

Questão 11 +Q -Q
O prof. Renato Brito deseja posicionar quatro cargas elétricas b
idênticas +q nos vértices de um tetraedro regular de lado L.
As cargas encontram-se infinitamente afastadas entre si na
situação inicial, no vácuo, onde a constante eletrostática vale K.
Determine o trabalho realizado pelo operador ao montar esse a
sistema. a) o trabalho realizado será negativo, se a carga deslocada for
Dica: Veja as questões 4 e 5 de classe – página 59. positiva;
Questão 12 b) o trabalho realizado será positivo, se a carga deslocada for
O prof. Renato Brito deseja posicionar quatro cargas elétricas de positiva;
mesmo módulo nos vértices de um tetraedro regular de lado L, c) o trabalho realizado é positivo independe do sinal da carga
sendo três positivas +q e uma negativa q. As cargas encontram- deslocada;
se infinitamente afastadas entre si na situação inicial, no vácuo, d) o trabalho realizado é negativo independe do sinal da carga
onde a constante eletrostática vale K. Determine o trabalho deslocada;
realizado pelo operador ao montar esse sistema. e) o trabalho realizado é nulo independe do sinal da carga
Dica: Veja as questões 4 e 5 de classe – página 59. deslocada;
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Questão 17 Questão 21
(UFRS) Duas cargas elétricas puntiformes, de mesma intensidade (UFC 2001) A figura ao lado representa três condutores elétricos e
e sinais contrários, estão situadas nos pontos X e Y representados algumas linhas de força entre eles. Se V1, V2 e V3 são os potenciais
na figura. Entre quais dois pontos, indicados na figura, a diferença elétricos dos condutores, podemos afirmar, com certeza, que:
de potencial gerada pelas cargas é nula? Em outras palavras,
a) V1 = V2 1
indique dois pontos nessa figura que tenham potenciais elétricos
iguais. b) V3 > V2 3
R
a) O e R c) V2 > V3
b) X e R
d) V3 > V1
c) X e Y
O
d) P e Q X Y e) V2 = V3
e) O e Y 2
P Q Dica: O potencial elétrico SEMPRE DIMINUI quando se caminha na mesma direção
e sentido da flecha do campo elétrico E  .
Questão 18
A figura mostra as linhas de força do campo elétrico coulombiano Questão 22
gerado por uma carga positiva Q = +4C no vácuo. As (Uniceb-SP) No campo elétrico devido a uma carga puntiforme
circunferências de raios 3m, 6m e 9m são superfícies positiva Q, são dados os pontos A, B e C situados em esferas
equipotenciais desse campo. concêntricas com centro em Q. Uma carga de prova q, positiva,
pode ser deslocada nesse campo. Podemos afirmar que o trabalho
E da força elétrica, quando q é deslocada entre dois desses pontos:
B
A
A B C
+
Q
C Q

O prof Renato Brito pergunta: a) tem módulo maior no percurso AC que no percurso BC
a) Uma carga elétrica q = +5C foi abandonada em repouso no b) é positivo no percurso BA
ponto A. Quanto valerá a sua Ecin ao passar pelo ponto C ? c) é nulo no percurso AC
b) Se a massa da partícula vale m = 0,2 gramas, quanto valeria a d) é negativo no percurso AB
sua velocidade ao passar pelo ponto C ? e) em qualquer dos percursos, o trabalho depende da trajetória
c) Se você tentar determinar essa velocidade usando a equação seguida pela carga q.
de Torricelli do MUV, não terá encontrará a resposta correta.
Por que a equação de Torricelli não se aplica a esse cálculo? Questão 23
(FCMSC-SP) As linhas de força de um campo elétrico são:
Questão 19 a) perpendiculares às superfícies eqüipotenciais e dirigidas dos
Uma partícula fixa, eletrizada com carga + 5 C, é responsável pontos de menor para os de maior potencial.
pelo campo elétrico existente numa determinada região do espaço. b) perpendiculares às superfícies eqüipotenciais e dirigidas dos
Uma carga de prova de +2 C e 0,25 g de massa é abandonada a pontos de maior para os de menor potencial
10 cm da carga fonte, recebendo desta uma força de repulsão. c) inclinadas em relação às superfícies eqüipotenciais.
Determine: d) tangentes às superfícies.
a) o trabalho que o campo elétrico realiza, para levar a carga de e) necessariamente retilíneas e suas direções nada têm que ver
prova a 50 cm de distância da carga fonte; com as superfícies eqüipotenciais.
b) a velocidade da carga de prova, submetida exclusivamente ao Questão 24
campo citado, quando estiver a 50 cm da carga fonte. A figura abaixo ilustra as superfícies equipotenciais do campo
Atenção !!!! : Use K = 1 . 1010 N. m2 C2. elétrico causado por uma carga fonte +Q puntiforme positiva. O
Questão 20 prof Renato Brito pede para você marcar a opção correta:
(FEI-SP) Sendo VA, VB e VC os potenciais eletrostáticos de três A
pontos de uma linha de campo, com 0 < VA – VC < VB – VC,
podemos afirmar que no sentido da linha de campo a ordem dos B
três pontos é:
a) A, B e C C
b) B, A e C
c) C, A e B
d) B, C e A
a) Uma carga de prova positiva +q abandonada no ponto B, se
e) A, C e B
moverá espontaneamente para o ponto C;
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b) A energia potencial elétrica de uma carga elétrica negativa 1 cm


–q é maior quando ela é colocada em B do que quando ela é
colocada em A.
c) A força elétrica que uma carga +q sofre, quando colocada em 1 cm A B
A, é menor que ela sofreria se estivesse em C.
d) Uma carga de prova positiva +q, abandonada no ponto B, se
moverá espontaneamente para a esquerda; E
e) O campo elétrico em C é mais fraco que o campo elétrico em
B. C D

Questão 25
Com relação ao trabalho realizado pelo campo elétrico, quando Questão 29
abandonarmos uma carga elétrica em repouso nesse campo, ele: A figura mostra uma carga puntiforme de +2C em repouso
a) será sempre positivo imersa num campo elétrico uniforme de intensidade E = 4.10 8 V/m,
b) será sempre negativo numa posição onde armazena uma energia potencial elétrica de
c) será sempre nulo 20 J. Em seguida, a carga foi movida 3 cm para baixo e 4 cm
d) será negativo, se a carga abandonada for negativa. para a esquerda. Qual a energia potencial elétrica armazenada
e) será nulo, se a carga for abandonada sobre uma linha pela carga em sua posição final ?
eqüipotencial. a) 52 J
b) –12 J E
Questão 26 c) 60 J +q
Com relação à uma carga elétrica abandonada em repouso em um d) 8 J
campo elétrico, sob ação exclusiva da força elétrica, marque V e) 20 J
verdadeiro ou F falso: Dica: Veja questão 15 de classe
a) a carga se moverá espontaneamente, independente do seu Questão 30
sinal elétrico; (UFRS) Uma carga elétrica puntiforme positiva é deslocada ao
b) a sua energia cinética aumentará, independente do sinal da
longo dos três segmentos indicados na figura, AB , BC e CA , em
carga;
uma região onde existe um campo elétrico uniforme, cujas linhas
c) a sua energia potencial elétrica diminuirá, independente do sinal
de força estão também representadas na figura. Assinale a
da carga
alternativa correta.
d) se a carga for positiva, ela se moverá em direção a potenciais
elétricos cada vez menores; C
e) se a carga for negativa, ela se moverá em direção a potenciais
elétricos cada vez maiores; E
f) o trabalho realizado pela força elétrica será necessariamente
positivo, independente do sinal da carga elétrica. 
A B
Questão 27
a) De A até B a força elétrica realiza sobre a carga um trabalho
(UFF-RJ) Duas placas metálicas, planas e paralelas são
negativo.
conectadas aos bornes de uma bateria. Sejam 1 e 2 pontos no
b) De A até B a força elétrica realiza sobre a carga um trabalho
espaço entre as placas, conforme mostra a figura. Sobre os
nulo.
potenciais, V1 e V2, e as intensidades, E1 e E2, do campo elétrico
c) De A até B a força elétrica realiza sobre a carga um trabalho de
nos pontos 1 e 2, respectivamente, pode-se afirmar que:
a) V1 < V2 e E1 < E2 módulo igual a lWCAl.cos, onde lWCA l é o módulo do trabalho
b) V1 < V2 e E1 > E2 realizado por esta força entre C e A.
c) V1 = V2 e E1 = E2
1 2 d) De B até C a força elétrica realiza sobre a carga um trabalho
d) V1 > V2 e E1 = E2 nulo.
e) V1 > V2 e E1 > E2 e) De B até C a força elétrica realiza sobre a carga um trabalho
igual àquele realizado entre A e B.
+ - Questão 31
Questão 28 (UFRS) A figura representa linhas eqüipotenciais de um campo
A figura mostra um campo elétrico uniforme de intensidade elétrico uniforme. Uma carga elétrica puntiforme positiva de 2,0 C
E = 400 V/m. O prof Renato Brito pergunta: é movimentada com velocidade constante sobre cada um dos
a) Se adotarmos a referência de potencial nulo no ponto D trajetos de A até B, de B até C e de A até C. Nessas condições, o
(VD = 0V) , qual o potencial elétrico dos pontos C, B e A ? trabalho necessário para movimentar a carga:
b) Uma carga negativa q = 10C foi colocada inicialmente no a) de A ate B é nulo
ponto C desse campo. Sua energia potencial elétrica, quando b) de B até C é nulo
posicionada no ponto C, foi arbitrada como valendo c) de A até C é igual ao de B até C.
EpotC = 100J. Qual energia potencial elétrica essa carga teria d) de A até B é igual ao de B até C.
no ponto B ? E no ponto A ? e) de A até B é maior do que de A até C.

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69

+10 V Questão 34
A (FM ABC-SP) No esquema representado abaixo, A e B são duas
+ 5V placas uniformemente eletrizadas, com cargas de sinais contrários.
Entre as placas estabelece-se um campo elétrico uniforme, de
0V intensidade E = 5 . 103 N/C. Um corpúsculo de massa m = 2 g é
-5V B C colocado num ponto entre as placas, ficando em equilíbrio. Admita
a aceleração da gravidade igual a 10m/s 2. A intensidade da força
- 10 V elétrica que atua sobre esse corpúsculo e sua carga elétrica vale,
respectivamente:
Pergunta: Uma carga elétrica positiva abandonada em repouso no ponto A
B se moveria espontaneamente em qual direção ? E se ela fosse +++++++++++++
negativa ? g q, m
Questão 32 -------------------
(Cesgranrio-RJ) Duas placas metálicas paralelas são ligadas aos B
terminais de uma bateria. Considere o caminho 1 – 2 – 3 – 4 – 1 no a) F = 2.10–2N; q = – 4 C b) F = 2,5. N; q = – 0,4 C
10–5
espaço entre as duas placas. O potencial elétrico varia ao longo do c) F = 2 . 10–2 N; q = + 4 C d) F = 2,5. 105 N; q = + 0,4 C
caminho, conforme o gráfico. e) F = 2,5. 10–1 N; q = – 0,4 C
+
Questão 35
1 2 (U Mackenzie-SP) Uma carga elétrica q = 1 C e massa 0,5 g,
colocada num campo elétrico uniforme de intensidade E, sobe com
aceleração de 2 m/s2. Sendo g = 10 m/s2 a aceleração da
4 3 gravidade local, podemos afirmar que a intensidade do campo
- elétrico é, em N/C:
a) 500
a) b) -------------------
b) 1000
V V c) 2000
d) 4000
q
e) 6000
+++++++++++++

Dica: FR = m.g  q.E ou FR = q.E  m.g ? , FR = m.a


1 2 3 4 1 A massa deve estar em grama ou kg ?
1 2 3 4 1
Essa questão despreza a gravidade g, ou não ?
c) d) Questão 36
V V Duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos
terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de
potencial U. Se o prof Renato Brito duplicar a distância entre as
placas, sem desconectar a bateria, pode-se afirmar que:

+++++++++++++++
1 2 3 4 1 1 2 3 4 1
d E
Questão 33
-------------------------
Numa experiência nos laboratórios do Simétrico, um estudante fez
U
com que uma pequena esfera de massa m e carga elétrica q
“levitasse” entre duas placas eletrizadas, conectadas a uma
bateria que fornece tensão elétrica U. Se a distância entre as a) a diferença de potencial entre as placas se reduz à metade;
placas vale d e a aceleração da gravidade é g, então: b) a diferença de potencial entre as placas duplica;
c) a carga elétrica de cada placa duplica;
a) q.U = m.g.d
d) o campo elétrico entre as placas duplica;
b) q.d = U.m.g e) a carga elétrica se reduz à metade.
m.g
c) q.U = Questão 37
d Duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos
q m.g terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de
d) 
U d potencial U. Se o prof Renato Brito reduzir a distância entre as
U placas à metade, após ter desconectado a bateria, pode-se afirmar
e) E = g que:

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70

+++++++++++++++ Questão 40
Um elétron, abandonado (em repouso) próximo à placa A, segue a
d E trajetória mostrada na figura do problema anterior, passando
através de pequenos orifícios existentes em B e C. Analise as
------------------------- afirmativas seguintes e indique aquelas que estão erradas:
U a) Entre A e B o movimento do elétron é retilíneo uniforme.
a) a diferença de potencial entre as placas duplica; b) Entre B e C a energia cinética do elétron não varia.
b) O campo elétrico entre as placas se reduz à metade; c) Entre C e D o movimento do elétron é uniformemente retardado.
c) a carga elétrica de cada placa se reduz à metade; d) Ao atingir a placa D a velocidade do elétron é nula.
d) o campo elétrico entre as placas duplica; e) A velocidade do elétron aumenta continuamente desde A até D.
e) a diferença de potencial entre as placas se reduz à metade.
Questão 41
Questão 38 A diferença de potencial entre duas grandes placas paralelas
Duas enormes placas planas paralelas foram conectadas aos separadas de 2 x 10–2 m é de 12 V. Se uma partícula de massa
terminais de uma bateria, ficando submetidas a uma diferença de m = 2 g e carga elétrica 10–8 C for abandonada na região entre
potencial U. Para uma certa distância d entre as placas, o campo as placas, com que aceleração ela se moverá, em m/s2 ?
elétrico uniforme presente na região entre elas fez uma pequena a) 3 x10–3 b) 2 x10–3 c) 3 x10–6 d) 2 x10–6
esfera, de massa m e carga q, levitar (flutuar em equilíbrio) como
Dica: se a questão não falar nada sobre a gravidade g, é porque a questão está
mostra a figura. Se o prof Renato Brito reduzir a distância entre as desprezando a gravidade (g = 0). Nesse caso, despreze o peso “m.g” da partícula.
placas à metade, pode-se afirmar que:
+++++++++++++++ Questão 42
g Um elétron de massa m e carga q foi acelerada por um campo
d E elétrico, atravessando uma diferença de potencial U a favor do seu
movimento. O prof Renato Brito pede para você determinar a
-------------------------
U
velocidade final V atingida pelo elétron:
a) ( 2.q.U / m )1/2 b) ( q.U / m )1/2
a) a diferença de potencial entre as placas duplica; c) 2.( q.U / m ) 1/2 d) ( 2.q.m / U )1/2
b) a esfera passa a subir em movimento acelerado com aceleração Dica: veja a questão 20 de classe
a=g; Questão 43
c) a esfera passa a subir em movimento acelerado com aceleração Elétrons emitidos com velocidade desprezível, a partir de um
a = 2g ; filamento aquecido, são acelerados por uma ddp U = 2000 V. A
d) a esfera passa a descer em movimento acelerado com velocidade final atingida por eles vale, aproximadamente:
aceleração a = g ; a) A velocidade típica de um carro de Fórmula 1
e) como o campo elétrico é uniforme, a força elétrica que atua b) A velocidade do som no vácuo
sobre a esfera não se altera. c) 10% da velocidade da luz no vácuo
d) A velocidade típica de vôo de um Boeing comercial
Questão 39 e) A velocidade do som na água
A figura deste problema mostra duas grandes placas metálicas A e Dado: massa do elétron = 9 x 10–31 kg
D e uma caixa metálica oca cujas faces B e C são paralelas às
placas. Duas baterias, de 300 V cada uma, são ligadas às placas e REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
à caixa, da maneira mostrada na figura. Considerando a placa A Se você revisar um pouquinho a cada
como nível de potencial (potencial nulo), indique, entre as semana, não acumulará toda a revisão
afirmativas seguintes, aquelas que estão corretas: para a semana da véspera do
a) O campo elétrico entre A e B está dirigido de B para A e vale vestibular, né verdade ? 
1,5 x 104 V/m
b) O campo elétrico entre B e C é nulo. Semana 5 de 15
c) O campo elétrico entre C e D está dirigido de C para D e vale Assunto sugerido:
1,5 x 104 V/m Força Centrípeta, Óptica 4 (Lentes)
d) Os potenciais das faces B e C são ambos iguais a 300 V.
e) O potencial da placa D vale zero. Questão 44
A 2 cm B C 2 cm D A figura representa um objeto metálico, isolado, eletrizado e em
equilíbrio eletrostático, em que se distinguem as regiões A, B, C e
D na superfície e E no interior.
C
B
A
D
E

+ Representando os potenciais elétricos das mencionadas regiões,


+
respectivamente, por VA, VB, VC, VD, e VE é correto afirmar que:
300 V 300 V
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Questão 48
a) VA > VD > VC > VB > VE
b) VE > VB > VC > VD > VA Duas esferas metálicas 1 e 2, de raios R 1 e R2 , sendo R1 > R2 ,
estão ambas eletrizadas positivamente. Ligam-se as esferas por
c) VE = 0 e VA = VB = VC = VD  0
meio de um fio condutor. Após ser atingido o equilíbrio eletrostático,
d) VA = VB = VC = VD = VE  0
designemos por Q1 e Q2 as cargas em cada esfera e V1 e V2 os
e) VE > VA > VD
potenciais de cada uma. Podemos afirmar que:
Questão 45 a) V1 > V2 e Q 1 > Q2 + 1 2
(PUC-SP) Um condutor carregado, afastado de outros condutores, b) V1 > V2 e Q 1 = Q2 + +
é dotado de uma ponta. Em comparação às demais regiões do c) V1 = V2 e Q 1 > Q2 + ++
+ + + +
condutor, a região próxima ao ponto P da ponta: d) V1 = V2 e Q 1 = Q2 +++
a) tem mais volts . e) V1 < V2 e Q 1 = Q2 + +
+
b) tem menos volts. P
c) tem mais coulombs Questão 49
d) tem menos coulombs (FM ABC-SP) Duas esferas metálicas A e B, de raios 3R e R, estão
e) tem mais coulombs por isolados e em equilíbrio eletrostático. Ambas estão eletrizadas com
metro quadrado cargas positivas 6Q e Q, respectivamente. Interligando-as com fio
metálico, podemos afirma que:
Questão 46
a) os elétrons vão de B para A.

3R
A figura representa uma esfera metálica eletrizada com uma carga b) os elétrons vão de A para B.
positiva Q, em equilíbrio eletrostático. A respeito da intensidade do c) cargas positivas movimentar-se-ão de A
campo elétrico E e do potencial elétrico V nos pontos indicados, para B. +6Q
podemos afirmar que: d) não há passagem de cargas elétricas. A
+
+ +
e) cargas positivas movimentar-se-ão de B
2
para A.
+ 3 +
Dica: Quem é maior, V A ou VB ? Elétrons, B

R
+ 1 espontaneamente, se movem para em direção a
5 +
potenciais maiores ou menores ? +Q
+ 4
+
+ + Pergunta: Para que a resposta fosse letra d, a carga inicial da
01) E1 = E2 = E3 = E4 = E5 = 0 esfera B deveria ser quanto ?
02) V1 = V2 = V3 = V4 = V5 > 0 Questão 50
04) E1 < E5 e V1 < V5 Seja um condutor metálico representado pela união entre duas
08) V1 = V2 = V3 = V4 = V5 = 0 esferas metálicas A e B, de raios R A e RB (com RB = 2.RA)
16) E1 = E2 = E3 = E4 = 0 eletrizados com cargas QA e QB. Sejam A e B as densidades
32) E5 > 0 superficiais de cargas das extremidades A e B do condutor. De
Dê como reposta a soma dos números associados às afirmações acordo com seus conhecimentos sobre o Poder das Pontas em
corretas. superfícies metálicas em Equilíbrio Eletrostático, assinale a
alternativa correta:
Questão 47
(UFRS) A figura representa uma superfície esférica condutora RA RB
carregada positivamente e dois pontos A e B, ambos no plano da A B
página. Nessa situação, pode-se afirmar que:
+ Condutor de Metal Modelo simplificado usando esferas
+ +
+ + a) B = 2.A e QB = 2.QA b) B = 2.A e QA = 2.QB
+ + c) A = 2.B e QA = 2.QB d) A = 2.B e QB = 2.QA
A B
+ + Dica: Leia a página 57, Entendendo Matematicamente o Poder das pontas.
+ +
+ Questão 51
a) o potencial em B é maior do que em A. Três esferas condutoras de raios 10 cm, 30 cm e 60 cm têm
b) um elétron em A tem maior energia potencial elétrica do que em potenciais elétricos respectivamente +120 V, +60 V e –30 V.
B. Interligando-se essas esferas entre si através de fios condutores,
c) o campo elétrico no ponto A é mais intenso do que no ponto B. elétrons fluirão através dos condutores até que todas as esferas
d) o potencial em A é igual ao potencial em B. atinjam um mesmo potencial elétrico de equilíbrio VF. Determine
e) o trabalho realizado para deslocar um elétron de A para B com VF .
Dica: Veja questão 25 de classe
velocidade constante é nulo. Questão 52
Pergunta: o que mudaria, se a superfície condutora estivesse (UFMG) Atrita-se um bastão com lã de modo que ele adquire carga
eletrizada negativamente ? positiva. Aproxima-se então o bastão de uma esfera metálica com
o objetivo de induzir nela uma separação de cargas. Essa situação

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é mostrada na figura. Pode-se então afirmar que o campo elétrico Questão 55


no interior da esfera é: (Fuvest-SP) Duas esferas metálicas A e B estão próximas uma da
+ outra. A esfera A está ligada a Terra, cujo potencial é nulo, por um
-- +
+ + + + - + fio condutor. A esfera B está isolada e carregada com carga +Q.
- + Considere as seguintes afirmações:
+ -
+ + + - +
+ I. O potencial da esfera A é nulo.
- + II. A carga total da esfera A é nula.
a) diferente de zero, horizontal, com sentido da direita para a III. A força elétrica total sobre a esfera A é nula.
esquerda.
b) diferente de zero, horizontal, com sentido da esquerda para a Está correto apenas o que se afirma em:
direita. a) I
B A
c) nulo apenas no centro. b I e II
d) nulo em todo o interior da esfera, devido à blindagem c) I e III
eletrostática. d) II e III
e) I, II e III
Questão 53
O prof Renato Brito conta que uma esfera estava inicialmente
neutra e que sofreu indução devido a um bastão que foi Questão 56
aproximado de sua superfície. Admita que o bastão e a esfera Seja uma esfera condutora isolada em equilíbrio eletrostático. Se o
encontram-se fixos em repouso. A respeito do potencial elétrico potencial elétrico a 10 cm, 20 cm e 100 cm do centro da esfera vale
nos pontos a, b, c, d e e, pode-se afirmar que: 40 V, 40 V e 10V, respectivamente, O prof Renato Brito pede para
a) Vd > Vb você determinar:
a a) O raio dessa esfera;
b) Vb > Vd + e b) A intensidade do campo elétrico e do potencial elétrico a 20 cm
c) Ve > Va ++ + do centro da esfera;
++ b d+ c) A intensidade do campo elétrico e do potencial elétrico a 2 m do
d) Vb > Vc +
++ + centro da esfera.
e) Vb > Ve ++
++ c
++ REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA
Se você revisar um pouquinho a cada
Questão 54 semana, não acumulará toda a revisão
(Fuvest-SP) Quando se aproxima um bastão B, eletrizado para a semana da véspera do
positivamente, de uma esfera metálica, isolada e inicialmente vestibular, né verdade ? 
descarregada, observa-se a distribuição de cargas representadas
na Figura 1. Mantendo o bastão na mesma posição, a esfera é Semana 6 de 15
conectada a terra por um fio condutor que pode ser ligado a um Assunto sugerido:
dos pontos P, R ou S da superfície da esfera. Qual dos diagramas Trabalho e Energia, Gases
melhor indica o fluxo de elétrons através do fio e a carga final
adquirida pela esfera: Questão 57
Bastão B
-+
A Rigidez dielétrica de um meio isolante é a maior intensidade de
+++++++
- +
campo elétrico Emax que ele é capaz de suportar sem se tornar
+++++++ + condutor. Para campos elétricos mais intensos, ele se tornará
- +
P - + S condutor. Os raios que saltam entre as nuvens e a Terra, durante
- +
uma tempestade, ocorrem exatamente quando o campo elétrico
-R + através da atmosfera fica intenso demais rompendo a rigidez
Isolante dielétrica do ar atmosférico, da ordem de Emax = 3 .106 N/C.

a) b) e)
P S P
+ - -

c) d)
S
+ 0
R

Pergunta conceitual: Tanto faz ligar qualquer um dos pontos P, Q


ou R à Terra ? Por que ? Qual deles está a um maior potencial
elétrico ?

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73

Baseado nessas informações, determine qual a maior carga


elétrica com que se pode eletrizar uma esfera condutora
de raio 10 cm no vácuo, sem que ela se descarregue através de
faíscas.
(Dado: K ar  k vácuo = 9 X 109 N.m2.C–2 )
a) 3,3 C b) 0,33 C c) 6,6 C d) 0,66 C e) 9 C
Dica: A intensidade do campo elétrico E no ar ao redor da esfera, infinitamente
próximo a ela, não pode ultrapassar a rigidez dielétrica do ar. Caso isso ocorra, o ar
se torna condutor e raios começam a saltar da esfera  faíscas.

Hora de Revisar Questão 04


Hora de Revisar (UFPE 2007) Um mol de um gás ideal, inicialmente à temperatura
de 300 K, é submetido ao processo termodinâmico ABC
mostrado no diagrama V versus T. Determine o trabalho realizado
pelo gás, em calorias. Considere R = 2,0 cal/mol.K.
a) 1600 cal

Questão 01 b) 1200 cal


Em uma experiência, verificou-se que a velocidade inicial c) 1300 cal
necessária para que um corpo atingisse a altura H, quando lançado
verticalmente para cima, era igual a v0. Se o mesmo corpo for d) 1400 cal
lançado com uma velocidade inicial igual a 2v0, a sua velocidade e) 1500 cal
ao atingir a altura H (desprezada a resistência do ar) será:
a) V0
b) v0 / 2
c) v0 / 4 Questão 05
d) v0 3 (UFPE 2007) Um objeto de altura h = 2,5 cm está localizado a 4 cm
de uma lente delgada de distância focal f = +8 cm. Determine a
e) v0 / 3
altura deste objeto, quando observado através da lente.
Dica: A questão deseja meramente relacionar velocidade com altura e
altura com velocidade. É melhor resolver usando energia ou por
cinemática ?

Questão 02
(UECE 2007.1 2ª Fase) - Uma máquina térmica funciona de modo
que n mols de um gás ideal evoluam segundo o ciclo ABCDA,
representado na figura.Sabendo-se que a quantidade de calor Q
absorvida da fonte quente, em um ciclo, vale 18.n.R.T o, onde To é a a) 6,5 cm b) 2,5 cm c) 3,0 cm d) 4,5 cm e) 5,0 cm
temperatura do estado A, o rendimento dessa máquina vale,
aproximadamente: Questão 06
(UECE 2006.2 2ª fase) Dois blocos de massa m são ligados por
a) 55% b) 44% c) 33% d) 22%
um fio inextensível e de massa desprezível, que passa por uma
roldana que pode girar sem atrito. Um dos blocos repousa sobre
P um plano inclinado com inclinação  com a horizontal, conforme a
figura.
B C
3Po

Po D
A
V
Vo 3Vo
Questão 03
(UFPE 2007) Quando um corpo de 3,0 kg está completamente
imerso em água, cuja densidade é r = 1,0 g/cm3, seu peso O menor coeficiente de atrito para que o sistema esteja em
aparente é de 2 kgf. Quando o mesmo corpo é pesado dentro de equilíbrio estático vale:
outro líquido de densidade dL, a leitura da balança é igual a 1 kgf. sen 1  sen sen sen 
a) b) c) d)
Determine a densidade do líquido, em g/cm3. 1  cos  cos  1  cos  cos 
a) 2,6 b) 1,8 c) 2,0 d) 2,2 e) 2,4
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Questão 07 g L g
Um balde vazio, de capacidade igual a dez litros, é afundado a) 2 b) 2 c) 2 cos 
L g L
verticalmente, com a boca para baixo, em um lago de águas
tranqüilas, cuja densidade vale 103 kg/m3. Sendo de 105 N/m2 a L cos  g sen 
pressão atmosférica na superfície da água e considerando que a d) 2 e) 2
g L
temperatura da mesma não varia com a profundidade, o volume de
ar, no interior do balde, a 10 m de profundidade, será. (g = 10m/s2) Dica: Veja demonstração, página 106, Figura 73, na apostila 1 (capa verde).
a) 2 litros d) 6 litros
b) 4 litros e) 8 litros Questão 11
c) 5 litros (AFA-2007) Um projétil de massa m incide horizontalmente sobre
uma tábua com velocidade v1 e a abandona com velocidade, ainda
Dica: 1 atm = pressão da coluna de 10 m de água. horizontal, v2. Considerando-se constante a força exercida pela
Questão 08 tábua de espessura d, pode-se afirmar que o tempo de perfuração
(Cefet 2005) Na figura de dispersão apresentada, luz branca incide é dado por:
no dioptro AR-ÁGUA e se decompõe em suas formas 2d
monocromáticas do espectro visível. É correto afirmar que: a)
v1  v 2
2d
b)
v1  v 2
d
c)
2(v1  v 2 )
d
d)
2(v1  v 2 )
Questão 12
(AFA-2007) Uma prancha de comprimento 4 m e de massa 2 kg está
apoiada nos pontos A e B, conforme a figura. Um bloco de massa
igual a 10 kg é colocado sobre a prancha à distância x = 1 m da
extremidade da direita e o sistema permanece em repouso. Nessas
a) na água, a velocidade da luz verde é maior que a velocidade da condições, o módulo da força que a prancha exerce sobre o apoio
luz vermelha no ponto B é, em newtons:
b) o índice de refração da água para a luz violeta é maior que para a) 340
a luz vermelha b) 100
c) o índice de refração da água é o mesmo para as diferentes c) 85
cores d) 35
d) a velocidade da luz na água é a mesma para as diferentes cores
e) a luz que sofre o maior desvio no meio indica menor índice de
refração para esse meio Questão 13
(AMAN-2005) Um fabricante de automóveis deseja colocar em
Questão 09 seus veículos um espelho retrovisor que forneça ao motorista, uma
O esquema da figura mostra um pêndulo cônico que executa um imagem do veículo que o segue, reduzida à metade do seu
MCU num plano horizontal, numa circunferência de raio 7,5 m. tamanho natural, quando ele estiver a 5,0 m de distância do vértice
Sabendo que a massa da esfera vale 4 kg, com que velocidade do espelho. A opção que contém as características do espelho a
angular  ela deve se mover para que a tração no fio tenha ser utilizado é:
intensidade T = 50 N ? ( g = 10 m/s2) a) espelho esférico côncavo com raio de curvatura igual a 2,50 m.
b) espelho esférico côncavo com distância focal de 2,50 m.
c) espelho esférico côncavo com distância focal de 5,0 m.
d) espelho esférico convexo com distância focal de 2,50 m.
e) espelho esférico convexo com raio de curvatura igual a 10,0 m.

Questão 14
Questão 10 (UECE 2010.1 – 1ª Fase) Um corpo de massa 2 kg parte do repouso
e cai na vertical. O ar exerce no corpo uma forca de resistência ao
(UERN-2006) Considere-se uma pequena esfera presa a um fio
seu movimento. O modulo da forca R de resistência do ar e o
ideal, de comprimento L, descrevendo um movimento circular
dobro do modulo da velocidade v do corpo em cada instante.
uniforme em torno do centro, em um plano horizontal, constituindo
um pêndulo cônico. Sabendo-se que o módulo da aceleração da (R = 2v) Considerando que a aceleração da gravidade e 10 m/s2,
gravidade local é igual a g e que o ângulo que o fio forma com a o trabalho da forca resultante que age no corpo, da posição inicial
ate o ponto onde sua velocidade será metade da velocidade
vertical é , então o período T de rotação é dada pela expressão:
terminal, é:
a) 35 J b) 15 J c) 25 J d) 50 J
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C a p í tu lo 1 5 Renato
C i rc u i to s E lé t r ic o s Brito
1. O DIVISOR DE CORRENTES SIMPLES
Exemplo Resolvido 2:
Exemplo Resolvido 1: 22  45 
4 2
Considere o trecho de circuito abaixo. Nosso objetivo é determinar
30 A 30 A
como as correntes se dividirão no trecho AB, só que de forma
88 90
prática e rápida sabe como?  Como se determinar de forma prática e rápida todas as
2 correntes no circuito?
Usando uma
i A tática super
B legal, veja:
10 A
4
3

Usando um método
facílimo importado de
cajúpiter trazido por Mantendo apenas a mesma proporção entre os valores das
mim mesmo. Veja: resistências, vem;

22 1 x 45 1 1y
  ,  
88 4 4 x 90 2 2y

Agora atribuímos os valores de correntes ao resistor trocado:

22  45 
4x 2y
4 2
30 A 30 A
2 x y
i1 88 90
4
A B Facilmente determinamos os valores de x e y MENTALMENTE:
10 A
i2
4x + x = 30
3 5x = 30  x = 6A
Procuramos as correntes i1 e i2, tais que: x=6 4x = 24A

I) i1 + i2 = i = 10 2y + y = 30
3y = 30  y = 10A
II) UAB = R1 . i1 = R2 . i2 (em paralelo mesma ddp) ou seja, y = 10 2y = 20A
2 . i1 = 3 i2
Prontinho! Com esse método, com algum treino você encontrará
Para isso, simplesmente “invertemos os valores dos resistores, as correntes elétricas do circuito mentalmente!
acrescentando uma variável x”, veja: Ei, profinho, e se fossem moleza,
mais de dois resistores, claudete, veja
2
hein ? como será
3x beem facinho !
4
10 A
2x

3

Pela lei dos nós, escrevemos: 3x + 2x = 10


5 x = 10
x=2

Assim: 3x = 6 A e 2x = 4 A

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76

2. DIVISOR DE CORRENTES COMPOSTO 3 - CÁLCULO DE DIFERENÇAS DE POTENCIAL EM CIRCUITOS


Não interessam quantos resistores estejam em paralelo, tudo fica Passo 1: Estabelecemos um potencial de referência, atribuindo
igualmente simples de se resolver pelo método cajupiteriano veja: OV a algum nó do circuito
2
Passo 2: Partindo do nó de referência, percorremos todo o circuito
i 3 4 elétrico passando por cada elemento do circuito,
determinando o potencial elétrico de cada ponto em
30 A 6 4 relação ao potencial de referência.

Para isso, fazemos uso da tabela abaixo:


x R i X - R. i
6
Para saber qual a corrente em cada resistor do divisor de corrente,
siga os passos: i
R x + R.i
x
Passo 1: Mentalmente, responda qual o mmc de 2, 3, 4 e 6?
Parabéns! A resposta é 12. x - + x 

Passo 2: Sendo 12 o mmc, mentalize 12x. Agora divida 12x por
cada resistor do divisor de corrente, determinando a x + -
corrente de cada um:  x 
12x 12x 12x 12x x Q+
 6x,  4x,  3x,  2x Q
-
2 3 4 6 + - x
C
Passo 3: Agora que atribuímos uma variável para a corrente Passo 3: Determinamos a ddp entre dois pontos quaisquer
elétrica em cada resistor, determinamos o valor do x: desejados, a partir da subtração direta dos seus
2 potenciais:
6x
30 A 3 4 Exemplo Resolvido 3 :
4x
2
4 1A
6 3x
+
2x 20 V
- 3A

1 2A 4
6 3A

mentalmente determinamos o valor do x: 3

6x + 4x + 3x + 2x = 30 2 2
3A

15x = 30  x=2
+ - 1A
3
Agora estão determinadas as correntes: 10 V
6x = 12 A
4x = 8 A Para determinar os potenciais de dos pontos desejados, elegemos
3x = 6 A um nó qualquer e atribuímos a ele o potencial OV. Os demais
2x = 4 A potenciais são determinados percorrendo o circuito:
2 6V
12A 2
12 V x
30 A 3 B 4
8A +
20 V
A - 3A
6 6A
4
-8 V 1 2A
3A 4  1A
4A
3
4V y 2V

6
2 2A 2 1A
Note que como todas os 4 resistores ligados entre A e B estão em 3A
paralelo, a ddp em cada um deles é a mesma, pois coincide com 0V
UAB: + - 1A
+1 V 3
UAB = 12 x 2 = 8 x 3 = 6 x 4 = 4 x 6 = R . i = 24 V 10 V
-9 V

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77

A A
i i
6V 
12 V x
2 
+
20 V
- 3A R R
-8 V 1
i i
3A
2A 4  1A B B
3 gerador receptor
4V y 2V
Figura 2 – exemplos de “uma porta”
2 2A 2 1A
3A
0V Considere os seguintes os seguintes parâmetros elétricos :
+ - 1A U = ddp entre os terminais A e B de acesso do “uma porta” ;
+1 V
10 V 3 i = corrente que atravessa esse elemento.
-9 V

Nos circuitos estudados no Ensino Médio, para cada valor de


Partindo da referência OV, percorrendo no sentido horário, vem: corrente i que percorre o elemento, haverá um único valor de U
associado. Dizemos que U é função de i, isto é, existe uma
OV função matemática U(i). Quando essa função é do 1º grau,
0 – 3 x 3 = –9V dizemos que se trata de um “uma porta linear”.
–9 + 10 = 1 V
1 – 3 x 3 = –8 V U
–8 + 20 = + 12 V (a)
12 – 2 x 3 = 6 V
(c)

6–2x1=4V 6–4x1=2V (b)


4 – 2 x 2 = 0V 2–2x1=0V
i
Voltamos à referência e encontramos OV. Figura 3 – curvas características de elementos lineares
Assim, por exemplo, para determinar a tensão U xy entre os pontos
x e y, vem: Exemplos de funções lineares U x i :

Uxy = Vx – Vy U = 2.i + 3
Uxy = 12 – 4 U = 6  4.i
Uxy = 8 V U = 3.i
U=5
4 - Método para Simplificação de Circuitos Os circuitos estudados no ensino médio são, em geral, circuitos
Na teoria de circuitos elétricos, denomina-se “uma porta” lineares, visto que são constituídos apenas de elementos lineares:
qualquer trecho de circuito que possua um único acesso de Resistores: U = R.i (função linear, gráfico na figura 3a)
entrada e um único acesso de saída, representados pelos pontos Geradores: U =   R.i (função linear , gráfico na figura 3b)
A e B na figura 1. São os chamados terminais de acesso do Receptores: U =  + R.i (função linear , gráfico na figura 3c)
uma porta. Um capacitor só tem característica linear quando já está
i plenamente carregado ( U = q / C é uma função constante no
A tempo). Do contrário, ele se comporta de forma não-linear.
Circuitos que contém capacitores em processo de carga ou
Uma descarga têm comportamento não-linear.
porta
A função U(i) de um elemento chama-se Característica ou
B
i Função Característica do elemento e o seu gráfico U x i é
chamado Curva Característica do elemento. Na figura 3, vemos
Figura 1 – esquema de um “uma porta” curvas características de resistores (3a), geradores (3b) e
receptores (3c).
O conteúdo do “uma porta” nem sempre é conhecido e,
frequentemente, ele é tratado como uma mera “caixa-preta” com 5 - Equivalência entre Elementos Lineares
dois terminais de acesso. A equivalência entre dois elementos lineares de circuito pode ser
Logicamente que, em qualquer instante, a corrente elétrica estabelecida pela seguinte proposição:
entrando por um dos terminais de acesso é igual à corrente saindo
pelo outro terminal. Os geradores e receptores estudados no 1º postulado da equivalência: dois elementos lineares são
Ensino Médio são exemplos de “uma porta”. equivalentes entre si quando apresentarem características
iguais e, consequentemente, curvas características iguais:

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78

i i A seguir, determinaremos a resistência interna dos elementos


A A a e b da figura 4. Substituindo todas as baterias por curtos-
15V 5
circuitos, temos:
3
i i
A A
5V 20V
3 5
2 i
i B i B Req AB = R = 5
2
Elemento a Elemento b i
i B i B
Figura 4 – elementos lineares equivalentes

Os elementos lineares acima são equivalentes. Eles apresentam Figura 6 – identificando a resistência interna do “uma porta”
a mesma função característica VA  VB = UAB = U = 20  5.i e, Assim, por inspeção direta, vemos que ambos os circuitos a e b
conseqüentemente, a mesma curva característica: da figura 4 apresentam a mesma resistência interna R = 5 , o
característica que era esperado já que eles têm curvas características idênticas
U U = 20 – 5.i (U = 20  5.i).
20
inclinação 7 - Interpretando a corrente de curto-circuito na característica
Observando o gráfico da função característica U = 20  5.i na
a icc figura 4, vemos que ele toca o eixo horizontal no ponto icc, a
chamada corrente de curto-circuito da bateria (icc = 4A na
a figura 4) .
0 i
0 4
A corrente icc de curto-circuito de “uma porta” é a corrente
Figura 5 – Curva Característica comum aos elementos a e b da figura 4
que circula através através de um fio de resistência nula (o
chamado curto-circuito), quando este é conectado externamente
6 - Interpretando o coeficiente angular da Característica
aos terminais A e B desse “uma porta”. Essa conexão é chamada
Comparando a função característica (U = 20  5.i) dos
de curto-circuito e impõe o anulamento da ddp U entre os
elementos a e b da figura 4 com a função característica de um
gerador genérico (equação do gerador, U =   R.i), temos: terminais do elemento, isto é, UAB = VAVB = U = 0 .

U = 20 – 5.i A seguir, o prof Renato Brito determiná a corrente icc de cada um


dos elementos da figura 4, mostrando que ambos têm a mesma
corrente de curto-circuito. Para o elemento a, tem-se:
U =  – R.i
icc a
Y = b – a.X (15  5)V
A U
15V i cc a  
O parâmetro a de uma função do 1º grau ( y = a.x + b), conhecido 3 Req (2  3)
como coeficiente angular, está relacionado com a inclinação da Icc a = 4A i cc a  4A
reta no gráfico U x i, isto é, com a tangente geométrica do ângulo
5V
a no gráfico U x i na figura 5.
Vemos que o módulo desse coeficiente angular, no gráfico U x i 2 Curto-circuito = fio
icc a B de resistência nula
da figura 5, é numericamente igual ao valor de uma resistência
R = 5 . Entretanto, como determinar diretamente o valor dessa Elemento a
resistência interna R por inspeção direta dos circuitos a e b da
figura 4, caso a função característica do “uma porta linear” não Para o elemento b, tem-se:
estivesse disponível ? icc b
Determinando o valor de R
A
U 20 V
A resistência interna R do "uma porta” é a resistência 5 i cc b  
Req 5 
equivalente medida entre os seus terminais de acesso (A e B) icc b = 4A
quando todas as baterias (geradores ou receptores) contidas no i cc b  4A
20V
“uma porta” são substituídas por curtos-circuitos (fios de
resistência nula). i icc b Curto-circuito = fio
B de resistência nula
substituir cada bateria
Elemento b
 por curto-circuito
para determinar R Assim, vemos que os elementos de circuito a e b da figura 4
têm :

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79

 resistências internas iguais, isto é, R a = Rb = 5  (figura 6); Concluímos que, de fato, tanto o circuito original quanto o
equivalente simplificado têm a mesma resistência interna
conseqüência direta 1: Suas curvas características (U x i) são retas
com inclinações iguais, já que o coeficiente angular dessas retas tem Rinterna = 2 .
módulo numericamente igual à resistência interna do elemento linear. A seguir, o prof Renato Brito verificará a igualdade entre as
 correntes de curto-circuito iguais, isto é, icc a = icc b = 4A correntes de curto-circuito icc de cada um dos circuitos propostos.
conseqüência direta 2: Suas curvas características (U x i) são retas que
 Determinando a icc do circuito original:
têm um ponto em comum no plano U x i : o ponto (U, i ) = (0, icc).
Para isso, devemos ligar um fio de resistência nula (curto-
Esse ponto está destacado como icc na figura 5. circuito) externamente, entre os pontos A e B, e determinar a
corrente icc que passa através desse fio:
Ora, a geometria nos ensina que, se duas retas têm inclinações
A
iguais (conseqüência direta 1) e têm um ponto em comum
(conseqüência direta 2), então tratam-se da mesma reta. 12V 9V
icc a
Em outras palavras, se dois elementos lineares têm a mesma icc1 icc2
resistência interna e a mesma corrente de curto-circuito icc, eles 6 3 B
terão curvas características U x i idênticas e, portanto, serão
elementos lineares equivalentes. Curto-circuito = fio
circuito original de resistência nula
Assim, o 1º postulado da equivalência pode ser enunciado de 1  12V 9V
uma forma alternativa operacionalmente mais simples: icc a = icc 1 + icc 2 =  2   = 2 + 3 = 5A
R1 R2 6 3
2º postulado da equivalência: dois elementos lineares são  Determinando a icc do circuito simplificado :
equivalentes entre si, se e somente, apresentarem resistências Para isso, devemos ligar um fio de resistência nula (curto-
internas R iguais e correntes de curto-circuito idênticas. circuito) externamente, entre os pontos A e B, e determinar a
corrente icc que passa através desse fio:
Exemplo Resolvido 1: Mostre que os elementos de circuito
abaixo são equivalentes. A
A A 10V
 10V
12V 9V 10V icc b icc b =   5A
2 R 2
6 3 2 B
B B Curto-circuito = fio
de resistência nula
circuito equivalente
circuito original circuito equivalente simplificado
simplificado
Após determinarmos as correntes de curto circuito icc a e icc b ,
Resolução: para mostrar que eles são equivalentes, devemos verificamos que elas, de fato, são idênticas: icc a = icc b = 5A. Assim,
mostrar que eles têm resistências internas iguais e correntes de como tanto o circuito original quanto o equivalente simplificado
curto-circuito icc iguais. têm resistências internas e correntes de curto-circuito em comum,
 Determinando Rinterna do circuito original: eles são equivalentes.
Para isso, devemos calcular a resistência equivalente entre os
pontos A e B do circuito original, substituindo todas as baterias Exemplo Resolvido 2: Determine os valores de  e R para
por fios de resistência nula (curto-circuito): obter um circuito equivalente simplificado .
A A A
6x3
Rinterna = Req AB = 6 // 3 =
63 24V 12V 
3
Rinterna = 2  12 4
6 R
B B B

circuito original circuito original circuito equivalente


simplificado
 Determinando Rinterna do circuito simplificado: Resolução:
Para isso, devemos calcular a resistência equivalente entre os Conforme aprendemos, o valor de R procurado é o valor da
pontos A e B do circuito simplificado, substituindo a bateria de resistência equivalente entre os pontos A e B do circuito original,
10 V por um fio de resistência nula (curto-circuito): quando todas as baterias (geradores e receptores) são substituídas
A
por fios de resistência nula (curto-circuito):

Rinterna = 2  A
12 x 4
Rinterna = Req AB = 12 // 4 =
2 12  4
B 12 4 Rinterna = 3 
B
circuito equivalente
simplificado circuito original

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Portanto, até agora, já determinamos o valor de R. Resolução:


A A Conforme aprendemos, o valor de R procurado é o valor da
resistência equivalente entre os pontos A e B do circuito original,
24V 12V  quando todas as baterias (geradores e receptores) são substituídas
12 4
por fios de resistência nula (curto-circuito):
3
B B A
12 x 4
circuito original Equivalente simplificado Rinterna = Req AB = 12 // 4 =
12  4
Nesse ponto, a fim de determinar o valor de , o prof Renato Brito
12
Rinterna = 3 
deverá impor a condição de que ambos, circuito original e 4
equivalente simplificado, apresentem a mesma corrente icc de B
curto-circuito:
circuito original
Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do circuito original,
podemos determinar icc a : Portanto, até agora, já determinamos o valor de R.
A 12V A A
24V 12V 24V 
icc a 4 12 3
icc1 icc2 B B
12 4 B
Curto-circuito = fio circuito original equivalente
de resistência nula
circuito original
Nesse ponto, a fim de determinar o valor de , devemos impor a
  24V 12V condição de que ambos, circuito original e equivalente
icc a = icc 1 + icc 2 = 1  2   = 2 + 3 = 5A
R1 R2 12 4 simplificado, apresentem a mesma corrente icc de curto-circuito:
Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do circuito Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do circuito original,
equivalente (figura abaixo), determinaremos o valor de  podemos determinar icc a :
impondo a condição de que a corrente de curto-circuito icc b  A
deverá ter o mesmo sentido e o mesmo valor da corrente de curto- 12V circuito original
circuito icc a = 5A  do circuito original : 24V

curto-circuito
icc a
A icc1 icc2
 Assim, temos: 4 12 B
icc b = 5A
 = R.i = 3 x 5
3  = 15V. 1 12V 2 24V
B icc 1 =  = 3A , icc 2 =  = 2A
Curto-circuito = fio R1 4 R 2 12
de resistência nula
circuito equivalente
simplificado A
12V
24V circuito original
Pronto. Após termos determinado o valor de  e R, finalmente
2A 3A
obtivemos o equivalente simplificado do circuito original, mostrado 3A 2A
abaixo:
4 12 B
A A
24V 12V 15V Superpondo os efeitos, obtemos a corrente de curto circuito i cc a :

12 4 3
A
B B 12V
24V
circuito original circuito equivalente
simplificado
3A 2A icc a = 1A
Exemplo Resolvido 3: Determine os valores de  e R para 4 12 B
obter um circuito equivalente simplificado .
circuito original
12V A A
24V  Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do circuito
equivalente (figura abaixo), determinaremos o valor de  impondo
4 12 R a condição de que a corrente de curto-circuito icc b  deverá ter o
B B mesmo sentido e o mesmo valor da corrente de curto-circuito
circuito original equivalente icc a = 1A  do circuito original :

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81

12V A A
3V
A 24V

 Assim, temos: 4 12 3


icc b = 1 A
 = R.i = 3 x 1 B B
3  = 3 V.
B trecho I trecho I
Curto-circuito = fio equivalente
de resistência nula
equivalente
Substituindo, no circuito original, o trecho I pelo seu equivalente
simplificado, obteremos o seguinte circuito:
Percebemos nesse caso que, a fim de garantir que as correntes i A 1
A A 1
de curto-circuito icc a (no circuito original) e icc b (no circuito
equivalente) tenham o mesmo sentido para cima 1A, a 3V
polaridade (+/) do elemento de tensão  no circuito 3V 32V
32V
equivalente teve que ser invertida, de forma que o pólo negativo
3 3 i 3 3
() seja o de cima e vice-versa. Afinal, essa bateria funcionará i
como um gerador.
trecho I B B trecho II B
Pronto. Após termos determinado o valor de  e R, finalmente equivalente
obtivemos o equivalente simplificado do circuito original, mostrado Figura 8 Figura 9
abaixo:
A partir do circuito simplificado da figura 9, o prof Renato Brito
12V A A efetuará o cálculo da corrente elétrica i que atravessa o resistor
3V de 1:
24V
U (32  3)V
12 3 i =  = 5A
4 Re q (3  3  1)
B B
Note que o circuito da figura 7 foi temporariamente reduzido ao
circuito original equivalente circuito da figura 9 (seu equivalente) apenas facilitar a
determinação da corrente elétrica que atravessa o trecho II do
Exemplo Resolvido 4: Determine a corrente que atravessa o circuito.
resistor de 1 . Tendo sido determinado o valor dessa corrente elétrica, ela pode
ser prontamente substituída de volta no circuito original na figura
i 1 abaixo:

12V 5A 1
24V 32V
Figura 10
12V
4 12 3 24V
32V
4 12
Figura 7 3

Resolução: podemos dividir o circuito acima em duas partes 5A


(trecho I e trecho II) , com terminais de acesso A e B conforme
a figura abaixo: Ei Renato Brito, e como eu é fácil, veja a
A A 1 poderia calcular as outras seguir,
duas corrente elétricas ? claudete !
12V
24V 32V

4 12 3

trecho I B B trecho II

O trecho I do circuito acima pode ser simplificado aproveitando


o resultado obtido anteriormente no exemplo resolvido 3 :

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82

Atribuindo correntes x e y de sentidos arbitrários nos demais A A 15


ramos do circuitos , obteremos o esquema da figura 11. 50V 20V
Considere ainda os pontos A, B, C e D distribuídos nesse
circuito. 40V
10
Atribuindo-se a referência de potencial VB = 0V para o ponto B e 6
15 X 2
fazendo o percurso BCDA, podemos determinar o potencial V A:
0  3 X 5 + 32  1 x 5 = VA
0  15 + 32  5 = VA B B trecho II
trecho I
VA = 12 V
A 5A 1
Figura 13
D Simplificaremos o trecho I do circuito a seguir, determinando o
12V valor dos parâmetros  e R com base no 2º postulado da
24V equivalência. A figura 14 mostra o trecho I e o seu equivalente
32V simplificado que desejamos determinar:
A
x A
y 12 3 50V 20V
R
4 10
5A C 15 6
B  B
Figura 11 B
trecho I trecho I equivalente
Agora, partindo do ponto B e chegando ao ponto A, passando
pelo resistor de corrente x, podemos escrever: Figura 14
Conforme aprendemos, o valor de R procurado é o valor da
0 + 4.x  12 = VA , sendo VA = 12 V, vem:
resistência equivalente entre os pontos A e B do circuito original,
0 + 4.x  12 = 12 V  4.x = 24  x = 6A quando todas as baterias (geradores e receptores) são substituídas
por fios de resistência nula (curto-circuito):
Agora, partindo do ponto B e chegando ao ponto A, passando A
através do resistor de corrente y, o prof Renato Brito pode A
escrever:
R
0  12.y + 24 = VA, sendo VA = 12 V, vem: 10
15 6
0  12.y + 24 = 12 V  12.y = 12  y = 1A
B
Podemos facilmente verificar que nosso resultado obtido está B
trecho I trecho I equivalente
correto, testando a lei dos nós para as correntes que chegam
Figura 15
ou que saem do nó B. Essas correntes elétricas devem satisfazer Assim, na figura 15, vemos que R é dado por:
a relação:
1 1 1 1
x = y + 5A     R = 3
R 15 10 6
Os valores obtidos para as corrente x e y, de fato, satisfazem a Portanto, até agora, já determinamos o valor de R, estabelecendo
relação acima. Verifique você mesmo . a equivalência mostrada na figura 16.
A
Exemplo Resolvido 5: Determine a corrente elétrica X no A
circuito abaixo sem determinar as outras correntes : 50V 20V
3
15 10
15 6
50V 20V  B
40V B
10 trecho I trecho I equivalente

15 6 X 2 Figura 16
Figura 12
Nesse ponto, a fim de determinar o valor de , o prof Renato Brito
deverá impor a condição de que ambos, trecho I original e
Resolução: podemos dividir o circuito acima em duas partes trecho I equivalente, apresentem a mesma corrente icc de curto-
(trecho I e trecho II) , com terminais de acesso A e B conforme circuito:
a figura 13:

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83

Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do trecho I original, Substituindo o trecho I equivalente no circuito original pelo seu
podemos determinar icc a : equivalente simplificado, obteremos o seguinte circuito:
A A A A A A 15 Figura 18

50V 20V 50V 20V


icc2 40V
10
10
icc a 15 6 X 2
icc1 6
icc3
15 Curto-circuito = fio B B trecho II
de resistência nula trecho I
B B B B
trecho I original A A 15 Figura 19
Figura 15
3
1  2  3 50 V 0V 20 V 40V
icc a = icc 1 + icc 2 + icc 3 =     
R 1 R 2 R 3 15 10 6
X 2
icc a =
10
A  0 
10
A  icc a =
20
A 20V  B
3 3 3
trecho I equivalente B trecho II
A figura 16 mostra a corrente icca = (20/3) A atravessando o
curto-circuito (fio) conectado externamente aos terminais A e A 15
B do circuito do trecho I. Figura 20
A A A A Figura 16 3
50V 20V X 40V
icc2
10 X 2
icc a  20 A 20V
icc1 6 3
icc3 B
15 trecho I equivalente trecho II

B B B B
A partir da figura 20, podemos efetuar o cálculo da corrente elétrica
techo I
X desejada :
Aplicando o curto-circuito nos terminais A e B do trecho I
( 40  20)V
equivalente na figura abaixo, o prof Renato Brito determinará o i = = 1A
(3  2  15)
valor de  impondo a condição de que a corrente de curto-
circuito icc b  deverá ter o mesmo sentido e o mesmo valor da Note que o circuito da figura 12 foi temporariamente reduzido ao
corrente de curto-circuito icc a = (20/3) A  do trecho I original : circuito da figura 20 (seu equivalente) apenas para facilitar a
A determinação da corrente elétrica X que atravessa o trecho II do
circuito.
Assim, temos:
3 icc b  20 A Tendo sido determinado o valor dessa corrente elétrica, ela pode
3 20
 = R.i = 3 x ser prontamente substituída de volta no circuito original completo
3
da figura 21:
 = 20V.
 B
Curto-circuito = fio
15
de resistência nula

trecho I equivalente 50V 20V

Pronto. Após termos determinado o valor de  e R, finalmente 40V


10
obtivemos o equivalente simplificado do circuito original, mostrado
15 6 2
abaixo: 1A
A Figura 21
A
50V 20V
3
10
15 6
20V
B

trecho I
B
trecho I equivalente

Figura 17

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84

Pensando em Classe
Pensando em Classe

Questão 1
Em cada circuito abaixo, calcule todas as correntes elétricas, bem com a diferença de potencial
elétrico entre os pontos A e B, UAB = VA – VB :
a)
2 60 V

B
4 A 

4
6
b)
6

2 3
60 V
B A

1 4 

Questão 2
No circuito abaixo, sabendo que U AB = VA – VB = 4V, pede-se determinar:
a) a tensão elétrica UCD = VC – VD entre os pontos C e D:
b) A tensão U fornecida pela bateria.
A
1 2

C D

5
4 2
B

U+ -

Questão 3
No circuito abaixo, as tensões U ab = Va – Vb entre os pontos a e b com a chave k
fechada e com a chave k aberta valem, respectivamente :
2 3
a) 10 V, 40 V
b) 10 V, 80 V 60 V
20 V
c) 25 V, 45 V 3

d) 20 V, 80 V
3 15 V 2
A
B k

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85

Questão 4
(UFMA) Na associação de lâmpadas abaixo, todas elas são iguais. Podemos afirmar,
corretamente, que:
a) nenhuma das lâmpadas tem brilho igual.
b) a lâmpada L1 brilha mais que todas as outras.
c) todas as lâmpadas tem o mesmo brilho. L2
d) as lâmpadas L1, L2 e L3 têm o mesmo brilho. U L1
e) a lâmpada L1 brilha mais que a L2.
L3

L4
Questão 5
(Cesgranrio) Você dispõe de duas lâmpadas, uma de 25 W–125 V e outra de 200 W– 125 V. Você
liga essas lâmpadas, conectadas em série, a uma tomada de 125 V, e observa que:
a) a lâmpada de 25 W queima.
b) a lâmpada de 200 W queima.
c) a lâmpada de 25 W tem brilho quase normal e a lâmpada de 200 W não chega a acender.
d) a lâmpada de 25 W não chega acender e a lâmpada de 200 W tem brilho quase normal.
e) as duas lâmpadas acendem com brilho normal.

Questão 6
(PUC-RJ) Três lâmpadas com as seguintes características L 1 (100 W – 110 V), L2 (25 W– 110 V) e
L3 (200 W – 110 V) são conectadas da maneira representada na figura e, em seguida, o conjunto é
ligado a uma tomada de 220 V. Assim fazendo, qual (ou quais) das lâmpadas vai (vão) queimar?
a) L1 apenas L1 Toma da de
b) L2 apenas 220 V
c) L1 e L2 apenas
d) L2 e L3 apenas
e) L1, L2 e L3. L2

L3

Questão 7
(Fuvest-SP) Um circuito é formado de duas lâmpadas
L1 e L2, uma fonte de tensão  e uma resistência R,
conforme desenhado na figura. As lâmpadas estão
acesas e funcionando em seus valores nominais Lâmpada 2 Lâmpada 1
L1(0,9 W e 3V) e L2 (0,3W e 3V). Determine:
a) o valor da resistência R;
b) a tensão  fornecida pela bateria.
R

Questão 8
A especificação da fábrica garante que uma lâmpada, ao ser submetida a uma tensão de 120 V, tem
potência de 100 W. O circuito ao lado pode ser utilizado para controlar a potência dissipada pela
lâmpada, variando-se a resistência R. Para que a lâmpada funcione com uma potência de 25 W, a
resistência R deve ser igual a:
a) 25 
b) 36 
c) 72 
Lâmpada
d) 144  R
e) 288 

180V

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86

Questão 9
A figura abaixo ilustra um circuito elétrico composto por 4 lâmpadas idênticas conectadas a uma
chave K e uma bateria elétrica. Fechando-se a chave K, podemos afirmar que:
A
D

B
C

a) a lâmpada D entra em curto circuito e queima;


b) o brilho da lâmpada A diminui e da lâmpada B aumenta;
c) o brilho da lâmpada A aumenta e da lâmpada C aumenta;
d) o brilho da lâmpada A aumenta e da lâmpada B diminui;
e) o brilho das lâmpadas A e B diminui.

Questão 10
Considere o circuito da figura anterior. Sabendo que a tensão elétrica entre os terminais da
lâmpada B vale 200V quando a chave encontra-se aberta, fechando-se essa chave, a tensão
elétrica sobre a lâmpada A valerá:
a) 150 V b) 250 V c) 300 V d) 350 V e) 450 V

Questão 11
(UFMG) A figura ilustra a forma como três lâmpadas idênticas estão ligadas a uma tomada. A
corrente elétrica no ponto P do fio é iP e no ponto Q é iQ.
L1 L2 L3

P
Q

Em um determinado instante, a lâmpada L2 se queima. Pode-se afirmar que:


a) as duas correntes não se alteram.
b) as duas correntes se alteram.
c) a corrente iP não se altera e iQ se altera.
d) a corrente iP se altera e iQ não se altera.

Questão 12
No circuito a seguir, o fio AB tem resistência A
desprezível. A corrente elétrica através desse fio vale: 4
6

a) 3 A b) 2A c) 1 A d) 0A

3 2
4

36 V
B

Questão 13
A figura abaixo mostra o circuito de um chuveiro elétrico com uma chave rotatória que pode
assumir as posições a, b e c, de acordo com o aquecimento desejado para a água.
R R R

tomada
b
220V a

c
Pode-se afirmar que:
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87

a) As posições a, b e c da chave rotatória representam, respectivamente as posições quente,


morna e fria , pois nesse caso, quanto maior a corrente elétrica, maior a potência dissipada
pelo conjunto.
b) As posições a, b e c da chave rotatória representam, respectivamente as posições fria,
morna e quente, pois nesse caso, quanto maior a resistência elétrica, maior a potência
dissipada pelo conjunto.
c) As posições a, b e c da chave rotatória representam, respectivamente as posições quente,
morna e fria , pois nesse caso, quanto maior a resistência elétrica, maior a potência dissipada
pelo conjunto.
d) As posições a, b e c da chave rotatória representam, respectivamente as posições quente,
morna e fria , pois nesse caso, quanto maior a tensão elétrica, maior a potência dissipada pelo
conjunto.

Questão 14
Um estudante cearense utilizava um chuveiro elétrico de valores nominais 4400W/220V para tomar
banho diariamente em Fortaleza. Ao se mudar para São Paulo, onde a tensão fornecida pela rede
elétrica é de apenas 110 V,levou o chuveiro elétrico e percebeu que a água estava aquecendo
menos do que quando ele morava em Fortaleza. Assinale os procedimentos que o estudante pode
executar a fim de que o chuveiro em São Paulo passe a aquecer tão bem quanto antes.
I) aumentar a resistência elétrica do chuveiro;
II) diminuir o comprimento da resistência elétrica;
III) Substituir por uma resistência de fio mais grosso;
IV) Diminuir a vazão do chuveiro elétrico, abrindo menos a torneira.
V) Trocar a resistência do chuveiro por outra feita de metal com maior resistividade

Questão 15
Considere duas lâmpadas, A e B, idênticas a não ser pelo fato de que o filamento de B é mais
grosso que o filamento de A. Se essas lâmpadas forem ligadas em série a uma tensão elétrica
adequada U de forma que nenhuma das lâmpadas chegue a queimar. Pode-se afirmar que:
a) A será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
b) B será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
c) A será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
d) B será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
e) ambas terão o mesmo brilho.

Questão 16
(PUC-SP) Considere duas lâmpadas, A e B, idênticas a não ser pelo fato de que o filamento de B
é mais grosso que o filamento de A. Se cada uma estiver sujeita a uma ddp de 110 volts:
a) A será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
b) B será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
c) A será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
d) B será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
e) ambas terão o mesmo brilho.

Questão 17
Um jovem casal instalou em sua casa uma ducha elétrica moderna de 7700W/220V. No entanto,
os jovens verificaram, desiludidos, que toda vez que ligavam a ducha na potência máxima,
desarmava-se o disjuntor (o que equivale a queimar o fusível de antigamente) e a fantástica ducha
deixava de aquecer. Pretendiam até recolocar no lugar o velho chuveiro de 3300W/ 220V, que
nunca falhou. Felizmente, consultaram um velho amigo engenheiro eletrônico, o Renato Brito que,
naturalmente - os socorreu. Substituiu o velho disjuntor por outro, de maneira que a nova ducha
funcionasse normalmente. A partir desses dados, assinale a única alternativa que descreve
corretamente a possível troca efetuada pelo amigo:

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a) Substituiu o velho disjuntor de 20 A por um novo de 30 A.


b) Substituiu o velho disjuntor de 20 A por um novo de 40 A .
c) Substituiu o velho disjuntor de 10 A por um novo de 40 A.
d) Substituiu o velho disjuntor de 30A por um novo de 20 A.
e) Substituiu o velho disjuntor de 40 A por um novo de 20 A.

Questão 18
Considere o circuito abaixo contendo 4 lâmpadas elétricas incandescentes e dois fusíveis que
suportam uma corrente elétrica máxima de 10A cada um. Quando o prof Renato Brito fecha a
chave K, pode-se afirmar que:
K
10A 6

2 10A 3

2 72V
a) Assim que a chave K é fechada, a corrente elétrica no circuito diminui;
b) a lâmpada de resistência de 2 , em paralelo com a chave K, é queimada;
c) ambos os fusíveis queimam;
d) a corrente elétrica final, na bateria, será 9A.
e) o fusível superior é queimado

Questão 19
(Fuvest) Um circuito doméstico simples, ligado à rede de 110 V e protegido por um fusível F de
15 A, está esquematizado abaixo. A potência máxima de um ferro de passar roupa que pode ser
ligado, simultaneamente, a uma lâmpada de 150 W, sem que o fusível interrompa o circuito, é
aproximadamente de:
a) 1100 W
b) 1500 W
c) 1650 W
d) 2250 W
e) 2500 W

Questão 20
O circuito elétrico do enfeite de uma árvore de natal é constituído por várias lâmpadas idênticas
(cada uma com tensão nominal de 6V e resistência de 30 ohms) e uma fonte de tensão de 6V com
potência máxima de 18 watts . Calcule o número máximo de lâmpadas que podem ser acesas
simultaneamente sem queimar a fonte.

Questão 21
No alojamento dos alunos do Poliedro, existe um chuveiro elétrico de características
200V – 4000W. Da experiência do dia-a-dia, os alunos percebem que a água que sai do chuveiro
fica menos quente quando a torneira é demasiadamente “aberta”. Prá “melhorar a situação”  ,
descobriram que o sr. Hildo (o eletricista) ligou o chuveiro à rede elétrica de 100 V, por
engano  ! Supondo que a água na caixa d’água esteja a 20C, pede-se:
a) O valor da resistência elétrica desse chuveiro elétrico, e a corrente elétrica que ele “puxará”,
nas condições em que foi ligado;
b) Para que vazão devemos ajustar a torneira do chuveiro (em m/min ) para que a temperatura do
banho seja de 45C ?

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89

Questão 22
Determine a resistência equivalente entre os pontos A e B em cada circuito a seguir:
a) b)
R
R R
R R
A R R B

R R
R R
R

Questão 23
Calcule todas as correntes no circuito abaixo, sem efetuar muitos cálculos, fazendo uso das
propriedades da simetria

1 2
4

2 4
4

2 4

0,5 
40 V
Questão 24
Determine quanto marca os voltímetros e amperímetros idéias nos circuitos a seguir:
a) b)
A V
60 V 60 V
20 V 20 V

V 3
3 2 2

Questão 25
Determine a corrente elétrica no resistor em destaque:
a) b)
2
12V 12V 12V 1
24V
2V 12V 9V

6 1
12 4 12 4 3
1

c)
8V
1 2

32 V
4V 12

1
1 24 V

2 1

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90

REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA


Se você revisar um pouquinho a cada
semana, não acumulará toda a revisão
para a semana da véspera do
Pensando em Casa vestibular, né verdade ? 
Pensando em Casa
Semana 7 de 15
Assunto sugerido:
Questão 1 Impulso e QDM, Termodinâmica
Em cada circuito abaixo, calcule todas as correntes elétricas,
bem com a diferença de potencial elétrico entre os pontos A e B, Questão 4
VAB = VA – VB : No circuito abaixo, as tensões U ab = Va – Vb entre os pontos a
a) 4 60 V e b com a chave k fechada e com a chave k aberta
A valem, respectivamente :
2 3
a) 10 V, 40 V
4 B 2
b) 50 V, 80 V 60 V
20 V
3
4 c) 20 V, 90 V
3 d) 50 V, 90 V 3 30 V 2
b) 2 A 2
A
18A 5 B k

Questão 5
2 B 1 B
(Eng. UFSCar-SP) No circuito da figura, quanto valem,
6 respectivamente os potenciais dos pontos A e C do circuito,
c) 5 sabendo que VB = 0V ?
r=1   =14 V
2 3
80 V + -
B A
4 B 2
2 2  C
A

Questão 2 Questão 6
Considerando o esquema e os valores nele indicados, a diferença
(Mackenzie-SP) No circuito esquematizado, a indicação do
de potencial entre os pontos X e Y, em volts, é igual a: amperímetro ideal A é:
X
a) 4A

10 i b) 3A
c) 2A
d) 1A
2A
30 e) 0,5 A
7A 20
Z Y
a) 10 b) 50 c) 154 d) 20 e) 90
Questão 7
Questão 3 No circuito representado a seguir, calcule o valor da resistência R a
fim de que seja nula a ddp entre os pontos A e B:
No circuito elétrico a seguir, a diferença de potencial elétrico UAB
entre os pontos A e B vale: 0,5  12 V
B A B
a) 20 V 5
b) 16 V 4
c) 12 V
d) 8V 4 60 V 6 1 R
e) 24 V
12
A 36 V 0,3 
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91

Questão 8 Questão 12
(U.E. Londrina-PR) Três resistores iguais, M, N e P, são (MACK-SP) No trecho de circuito a seguir, L 1 e L2 são lâmpadas
associados como mostra a figura e ligados a uma fonte de tensão de valores nominais (80 W, 20 V) e (36 W, 12 V), respectivamente:
constante U. Sabendo que o resistor P dissipa uma potência de
60 W, as potências dissipadas por M e N valem, respectivamente:
a) 60 W e 30 W M
b) 60 W e 60 W
e) 120 W e 30 W
d) 120 W e 60 W Determine o valor da resistência R a fim de que L1 e L2 funcionem
e) 240 W e 60 W N P
U conforme suas especificações.
Dica: veja questão 7 de classe
Dica: veja questão 4 de classe
Questão 9 Questão 13
Quatro lâmpadas idênticas (de mesma resistência) são ligadas, O circuito ao lado mostra duas lâmpadas L 1 e L2 de valores
conforme o circuito abaixo. nominais respectivamente iguais a 20V–80 W e 12V–36 W,
respectivamente. Ao fechar a chave k por um breve intervalo de
L2 L3 tempo, percebeu-se que a lâmpada L1 apresentou um brilho
L1 abaixo do normal, ao passo que a lâmpada L2 não queimou por
pouco. A fim de que ambas as lâmpadas passem a funcionar de
acordo com suas especificações, o que se deve fazer:
L4 L1 L2

200V
ch
É correto afirmar que:
a) as lâmpadas L3 e L4 têm a mesma luminosidade.
10  72 V
b) a lâmpada L2 é a mais luminosa de todas.
c) a lâmpada L1 é a mais luminosa de todas.
d) as lâmpadas L1 e L2 têm a mesma luminosidade. a) Associar em série com L1 um resistor de 6 ;
b) Associar em paralelo com L1 um resistor de 8 ;
Dica: veja questão 4 de classe
c) Associar em série com L2 um resistor de 10 ;
Questão 10
d) Associar em paralelo com L2 um resistor de 12 ;
Três lâmpadas, L1, L2 e L3, identificadas, respectivamente, pelas
inscrições (2w – 12V), (4w – 12V) e (6w – 12V), foram associadas Questão 14
conforme mostra o trecho de circuito a seguir.
(Fuvest-SP) A figura mostra um trecho de circuito com 3 lâmpadas
L1 funcionando de acordo com as características especificadas: L1:
L3 100 V – 50w , L2: 100 V e 100w e L3: 100 V. Os pontos A e B
L2 estão ligados numa rede elétrica. A potência dissipada por L3 é:
a) 75 W
12 V b) 50 W L1 L3
c) 150 W A B
d) 300 W
Após calcular a resistência de cada lâmpada, determine a e) 200 W L2
intensidade de corrente elétrica que passa pela lâmpada L3 :
a) 0,25 A c) 1,0 A e) 2,0 A
Dica: veja questão 7 de classe
b) 0,33 A d) 1,6 A
Questão 15
Dica: calcule a resistência de cada lâmpada e, em seguida, resolva normalmente O circuito esquematizado ao lado compreende um gerador, três
como se fossem meros resistores, como de costume.
lâmpadas iguais L1, L2 e L3 e uma chave interruptora Ch. Com a
Questão 11 chave Ch aberta, as lâmpadas L1 e :L2 ficam acesas apresentando
Duas lâmpadas incandescentes, cuja tensão nominal é de 110 V, brilhos normais. Ao fechar a chave, observa-se que:
sendo uma de 20 W e a outra de 100 W, são ligadas em série a
uma fonte de 220 V. Conclui-se que: L1
a) As duas lâmpadas acenderão com brilho normal.
GERADOR

L3
b) A lâmpada de 20 W apresentará um brilho acima do normal e
L2 Ch
logo queimar-se-á.
c) A lâmpada de 100 W fornecerá um brilho mais intenso do que a
de 20 W. a) os brilhos de L1 e L2 aumentam.
d) A lâmpada de 100 W apresentará um brilho acima do normal e b) os brilhos de L1 e L2 diminuem.
logo queimar-se-á. c) os brilhos de L1, L2 e L3 apresentam-se normais.
e) Nenhuma das lâmpadas acenderá. d) o brilho de L1 aumenta e o de L2 diminui.
e) o brilho de L2 aumenta e o de L1 diminui.
Dica: veja questão 5 de classe Dica: veja questão 9 de classe
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92

Questão 16 b) a corrente entre A e B dobra, mas o brilho da lâmpada 3


A figura abaixo ilustra um circuito elétrico composto por permanece constante.
4 lâmpadas idênticas conectadas a uma chave K e uma bateria c) o brilho da lâmpada 3 diminui, pois a potência drenada da
elétrica. Abrindo-se a chave K, podemos afirmar que: bateria cai pela metade.
A d) a corrente entre A e B permanece constante, pois a potência
D drenada da bateria permanece constante.
e) a corrente entre A e B e a potência drenada da bateria caem
pela metade, mas o brilho da lâmpada 3 permanece constante.
B
C Dica: Quando a lâmpada 1 queima, a lâmpada 2 permanece acesa ou apaga ? A
ddp entre os pontos A e B aumenta ou diminui ? A ddp que as lâmpadas 3 e 4
K recebem aumenta ou diminui ? Veja questão 12 de classe.

Questão 20
(UFV-MG) Dois chuveiros elétricos, um de 110 V e outro de 220 V,
a) a lâmpada D entra em curto circuito e queima; de mesma potência, adequadamente ligados, funcionam durante o
b) o brilho da lâmpada A diminui e da lâmpada B aumenta; mesmo tempo. Então, é correto afirmar que:
c) o brilho da lâmpada A aumenta e da lâmpada C aumenta; a) o chuveiro ligado em 110 V consome mais energia;
d) o brilho da lâmpada A aumenta e da lâmpada B diminui; b) ambos consomem a mesma energia;
e) o brilho das lâmpadas A e B diminui. c) a corrente é a mesma nos dois chuveiros;
Dica: veja questão 9 de classe d) as resistências dos chuveiros são iguais;
Questão 17 e) no chuveiro ligado em 220 V a corrente é maior.
Considere o circuito da questão anterior. Sabendo que a tensão Questão 21
elétrica entre os terminais da lâmpada A vale 180V quando a Considere duas lâmpadas, A e B, de valores nominais
chave encontra-se fechada, abrindo-se essa chave, a tensão
respectivamente iguais a 220V/100W e 220V/60W. Se essas
elétrica sobre a lâmpada B valerá:
lâmpadas forem ligadas em série a uma tensão elétrica adequada
a) 150 V b) 100 V c) 80 V d) 120 V e) 60 V
U de forma que nenhuma das lâmpadas chegue a queimar. Pode-
se afirmar que:
Questão 18 a) A será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
(UFC 2004) No circuito esquematizado a seguir, A1 e A2 são b) B será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
amperímetros ideais idênticos. Ligando-se a chave C, observa-se c) A será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
que: d) B será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
R1 A2 Dica: veja as questões 15 e 16 de classe.
A1 Questão 22
(UFC 2004) Duas lâmpadas, L1 e L2, são idênticas, exceto por uma
R1 diferença: a lâmpada L1 tem um filamento mais grosso que a
C
lâmpada L2. Ao ligarmos cada lâmpada a uma tensão de 220 V,
observaremos que:
a) a leitura de A1 e a leitura de A2 não mudam. a) L1 e L2 terão o mesmo brilho.
b) a leitura de A1 diminui e a leitura de A2 aumenta. b) L1 brilhará mais, pois tem maior resistência.
c) a leitura de A1 não muda e a leitura de A2 diminui. c) L2 brilhará mais, pois tem maior resistência.
d) a leitura de A1 aumenta e a leitura de A2 diminui. d) L2 brilhará mais, pois tem menor resistência.
e) a leitura de A1 aumenta e a leitura de A2 não muda. e) L1 brilhará mais, pois tem menor resistência.
Dica: veja as questões 15 e 16 de classe.
Dica: veja questão 11 de classe. Amperímetro ideal pode ser substituído
por um fio de resistência nula. Questão 23
Ganhei um chuveiro elétrico de 6050W - 220V. Para que esse
Questão 19 chuveiro forneça a mesma potência na minha instalação, de 110V,
Quatro lâmpadas idênticas 1, 2, 3 e 4, de mesma resistência R, devo mudar a sua resistência para o seguinte valor, em ohms:
são conectadas a uma bateria com tensão constante V, como a) 0,5 b) 1,0 c) 2,0 d) 4,0 e) 8,0
mostra a figura.
1 2 Questão 24
Para obter uma iluminação pouco intensa, pode-se utilizar uma
lâmpada de 220 V ligando-a em 110 V, em vez de usar uma
lâmpada de baixa potência, mas de mesma tensão que a da rede
3 4 elétrica. A principal vantagem desta opção é a de aumentar a vida
A B útil da lâmpada que, em condições nominais, é projetada para uma
V vida útil de 1000 horas. Ligando uma lâmpada de
Se a lâmpada 1 for queimada, então: 40 W - 220 V numa rede elétrica de 110 V e considerando que a
resistência elétrica da lâmpada não varia com a temperatura, a
a) a corrente entre A e B cai pela metade e o brilho da lâmpada 3 potência dissipada por esta lâmpada será de
diminui. a) 5 W. b) 7 W. c) 10 W d) 20 W. e) 40 W.
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93

REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA


Se você revisar um pouquinho a cada
semana, não acumulará toda a revisão
para a semana da véspera do
vestibular, né verdade ? 

Semana 8 de 15
Assunto sugerido:
Impulso e QDM, Ciclos Termodinâmicos
a) Geladeira, lâmpada e TV. b) Geladeira e TV.
c) Geladeira e lâmpada. d) Geladeira.
Questão 25 e) Lâmpada e TV.
Uma lâmpada, cujos dados nominais são 120V – 60W, está Dica: Veja questão 19 de classe.
funcionando de acordo com as especificações. Admitindo que a Questão 29
lâmpada seja um resistor de resistência constante, se a tensão A figura representa três resistências elétricas A, B e C, ligadas em
sofrer um acréscimo de 10% a intensidade da corrente elétrica no série, que dissipam as potências de 20W, 40W e 60W,
filamento da lâmpada e a potência por ela dissipada aumentarão, respectivamente, quando a ddp aplicada nas extremidades da
respectivamente: ligação é de 12 V.
a) 10% e 21% b) 11% e 10% c) 11% e 21% d) 21% e 10% A B C
b) 21% e 21%

Questão 26 12 V
Considere a montagem da figura, composta por 4 resistores iguais A corrente elétrica fornecida pela bateria vale:
R, uma fonte de tensão , um medidor de corrente A, um medidor
a) 2A b) 4A c) 6A d) 10A e) 12A
de tensão V e fios de ligação. O medidor de corrente indica 8 A e
o de tensão, 2 V. Pode-se afirmar que a potência elétrica total, Dica: Veja questão 19 de classe.
consumida pelos 4 resistores, vale : Questão 30
Na montagem esquematizada na figura, F1, F2 e F3 são fusíveis
a) 8 W b) 16 W c) 32 W d) 48 W e) 64 W de resistências desprezíveis, que suportam, no máximo, as
correntes neles indicadas:
R

A
R R V
Se os pontos A e B forem submetidos a uma diferença de potencial
 de 120 V, que fusíveis deverão queimar-se?

R Questão 31
Dica: Pela conservação da energia elétrica no circuito, toda a potência
Considere o circuito abaixo contendo 4 lâmpadas elétricas
elétrica fornecida pela bateria (Pot bateria = .i) será integralmente consu- incandescentes e dois fusíveis que suportam uma corrente
mida (dissipada) nos resistores. Veja questão 19 de classe. elétrica máxima de 5A cada um. Quando o prof. Renato Brito
fecha a chave K, pode-se afirmar que:
Questão 27 K 5A 6
(Cesgranrio-RJ) O fusível de entrada de uma casa, alimentada em
110 V, queima se a intensidade da corrente total ultrapassar 20 A.
Qual é o número máximo de lâmpadas de 100 W que poderão 2
estar ligadas sem que o fusível queime? (Supõe-se que nenhum 5A 3
outro aparelho elétrico esteja funcionando.)
a) 2 b) 22 c) 5 d) 60 e) 11
2 36V
Questão 28 a) Assim que a chave K é fechada, a corrente elétrica no circuito
(Fuvest) No circuito elétrico residencial a seguir esquematizado, diminui;
estão indicadas, em watts, as potências dissipadas pelos diversos b) a lâmpada de resistência de 2 , em paralelo com a chave K, é
equipamentos. O circuito está protegido por um fusível, F, que queimada;
funde quando a corrente ultrapassa 30A, interrompendo o circuito. c) ambos os fusíveis queimam;
Que outros aparelhos podem estar ligados ao mesmo tempo que o d) a corrente elétrica final, na bateria, será 4,5A;
chuveiro elétrico sem "queimar" o fusível? e) o fusível superior é queimado

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Questão 32 O estudante calculou corretamente a potência do aparelho,


Uma estudante da Turma Saúde 10, descontente com o encontrando, em watts;
desempenho de seu secador de cabelos, resolve aumentar a a) 80 b) 160 c) 240 d) 320 e) 480
potência elétrica do aparelho. Sabendo-se que o secador tem Dica: a corrente elétrica que atravessa o medidor e, conseqüentemente, a potência
potência elétrica nominal 1200W e opera em 220V, a estudante elétrica consumida por essa resistência é diretamente proporcional ao número de
deve: voltas que o disco dá por segundo, isto é, à sua freqüência de rotação ( 1 Hertz = 1
voltas /seg).
a) ligar o secador numa tomada de 110 V.
b) aumentar o comprimento do fio metálico que constitui o resistor Questão 36
do secador. (UERJ) A figura abaixo mostra quatro passarinhos pousados em
c) diminuir o comprimento do fio metálico que constitui o resistor um circuito no qual uma bateria de automóvel alimenta duas
do secador. lâmpadas. Ao ligar-se a chave S, o passarinho que pode receber
d) diminuir a espessura do fio metálico que constitui o resistor do um choque elétrico é o de número:
secador. a) I. b) II. c) III. d) IV. e) nenhum deles
e) trocar o material do fio metálico que constitui o resistor do
secador por outro de maior resistividade.

Questão 33
Três fios metálicos resistivos R1, R2 e R3 cujas características são
fornecidas pelo quadro a seguir, são submetidos a uma mesma
tensão elétrica U, e dissipam, respectivamente, as potências P 1,
P2 e P3.
fios comprimento diâmetro resistividade
R1 L d  Questão 37
R2 2L 2d  O gráfico abaixo mostra a potência elétrica consumida, ao longo do
R3 d/2 2 dia, em uma certa residência alimentada com a voltagem de 120 V.
L/ 2 Se o kWh custa R$ 0,10, o valor pago por 30 dias de consumo é:
Entre as potências valem as relações:
a) P1 = P2 = P3 b) P1 = 1/2 P2 = P3 c) P1 = 2P2 = 1/2 P3
d) P1 = 1/2 P2 = 4P3 e) P1 = P2 = 2P3

Questão 34
Muitos aparelhos eletrodomésticos têm seu funcionamento
baseado simplesmente no comportamento de resistências
elétricas. Exemplos destes são as lâmpadas incandescentes,
ferros de passar, chuveiros elétricos, entre outros. Considerando o
funcionamento das resistências, é correto afirmar:
a) Ao se diminuir a resistência de um chuveiro elétrico, reduz-se a
potência consumida por ele.
b) A resistência de uma lâmpada incandescente de 100W é maior
que a de uma lâmpada de 60W.
c) Em um chuveiro elétrico, para manter estável a temperatura a) R$ 88,00. b) R$ 112,00. c) R$ 144,00. d) R$ 162,00.
quando se aumenta a vazão de água, deve-se diminuir a Questão 38
resistência do chuveiro.
Um forno de microondas opera na voltagem de 120 V e corrente de
d) Quando se seleciona em um ferro de passar a posição "mais
5A. Colocaram nesse forno 200 mililitros de água à temperatura de
quente", o que se está fazendo é aumentar a resistência do
25°C. Admite-se que toda energia do forno é utilizada para aquecer
ferro ao maior valor possível.
a água. O tempo para elevar a temperatura da água a 100 °C é:
e) A potência consumida independe da resistência desses
aparelhos. a) 60 s. b) 100 s. c) 120 s. d) 150 s.

Questão 35 Dica: 1 ml de água corresponde a 1 g de água – o calor específico da


água vale c = 1 cal/g.oC, 1 cal = 4J
Para determinar a potência de um aparelho eletrodoméstico, um
estudante da Turma Saúde 10 seguiu este procedimento: Questão 39
1) Desligou todos os aparelhos elétricos de sua casa, exceto uma Um vaporizador converte 500 cm3 de água por hora em vapor de
lâmpada de 100W e outra de 60W; observou, então, que o disco água, quando submetido a uma diferença de potencial de 120 V.
de alumínio do medidor de consumo de energia elétrica, na caixa Sabendo que são necessários 2.160 J de energia para vaporizar
de entrada de eletricidade de sua casa, gastou 8,0 s para efetuar 1g de água e considerando a perda de calor desprezível, a
10 voltas. resistência elétrica do resistor do vaporizador tem valor, em ,
2) Em seguida, apagou as duas lâmpadas e ligou apenas o igual a:
aparelho de potência desconhecida; verificou que o disco de
medidor gastou 4,0s para realizar 10 voltas. a) 48. b) 36. c) 28. d) 20. e) 12.

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Questão 40 Req
Maria da Paz deseja ferver uma certa quantidade de água a fim
de fazer café para o Dr..Rômulo. Para isso, a prendada R a R R R
cozinheira dispõe de dois resistores R A e RB bem como de uma P
fonte de tensão constante U. Admita que toda a potência
dissipada nos resistores, em cada caso, seja integralmente Figura 1 R R R R
convertida em calor a fim de aquecer a água. Q
U U R b R R R
- + - +
R R R
1 2 a
RA RB
Figura 2 R R R R
U b
- + R R R
RA 3
Req
RB R a
P
Da Paz, dispondo de um cronômetro, percebeu que ao usar o
circuito 1 para ferver a água, gastou um tempo T A para atingir o Figura 3 R Req
seu objetivo, ao passo que, usando o circuito 2, gastou um tempo
TB > TA para ferver a mesma amostra de água. Assim, se a Da Q
Paz fizer uso do circuito 3 para ferver a mesma amostra de água, R b
levará um tempo:
T T T .T Req = resistência equivalente entre P e Q na figura 1.
a) TA + TB b) A B c) TB  TA d) A B Req = resistência equivalente entre a e b na figura 2.
2 TA  TB
Assim, o circuito da figura 1 equivale ao circuito da figura 3, onde
Questão 41 os resistores em destaque (os da figura 2) foram substituídos
Uma pequena esfera condutora, isolada eletricamente, é pela resistência equivalente Req.
carregada com uma quantidade de carga Q. Em seguida essa
esfera isolada é aterrada através de um resistor de 0,25  . A A resistência equivalente entre os pontos P e Q, na figura 3, ainda
carga da esfera é descarregada em 0,5 s com uma corrente vale Req. Calculando Req, na figura 3, temos:
elétrica constante escoando através da resistência, que dissipa
uma potência de 0,5 W. A carga Q, em coulombs, vale: R . Re q
Req = R + + R
a) 2 b) 4 c) 2 d) 2 2 R  Req
R . Re q
Req = 2R + , desenvolvendo vem:
Questão 42 – (UECE 2005.2 2ª fase) - Resolvida (R  Req)
Considere um conjunto constituído de infinitos resistores iguais R . Re q
(R), ligados entre si formando conforme a figura abaixo. Req = 2R +
(R  Req)
R R R R
P Req.( R + Req) = 2R.(R + Req) + R.Req

R R R R Req.R + Req² = 2R² + 2R.Req + R.Req


Q Req²  2.R.Req  2.R² = 0
R R R R
Equação do 2º grau na variável Req:
A resistência equivalente entre os pontos P e Q vale: a=1
a) R.( 1 + 2 3 ) b) R.( 3  1) b = (2R)
c) R.( 3 + 1) d) R.(2 3  1) c = (2.R²)
 b   2R  4R 2  ( 4).2R 2
O prof Renato Brito comenta: Req = = =
2a 2.(1)
Devemos calcular a resistência equivalente entre os pontos P e Q
na figura 1, numa malha com infinitas células quadradas. 2R  12R 2 2R  2 3 .R
Req = = = R.( 1 + 3 )
Essa resistência equivalente entre os pontos P e Q, na figura 1, é 2 2
a mesma resistência equivalente entre os pontos a e b, na
figura 2. Afinal, na figura 2, a malha ainda possui infinitas células Resposta: Req = R.( 1 + 3 )
de resistores.

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Questão 43 c)
A figura mostra uma rede resistiva composta por infinitas células
R
compostas por resistores de 1 e 2 conectados regularmente. R R
Sabendo que a bateria ideal fornece uma tensão de 6V para o R R
circuito, o prof. Renato Brito pede que você determine a corrente A B
elétrica fornecida pela bateria:
R R
a) 1 A b) 2 A c) 3 A d) 4 A e) 5 A
R R
R
1 1 1 1
d)

2 2 2 2
6V 6V

Dica: Substitua esse conjunto de resistores pela sua Req, que precisa ser
previamente calculada seguindo o raciocínio da questão 42 de classe.

Questão 44
No circuito elétrico, o gerador ideal fornece uma fem , os fios ac
e bc têm resistência elétrica nula e não se tocam no ponto de
cruzamento deles. O prof. Renato Brito pede que você determine Questão 46
a corrente elétrica que percorre o fio bd: (UECE 2007.1 2ª fase) Considere a figura a seguir. Ela é formada
4. por um conjunto de resistores de mesma resistência R. A
a)
5R R R resistência equivalente entre os pontos A e B vale:
a b
3. a) R/3
b) b ) R/5 R
5R R R
c) 2R/3 R
2. R
c)
5R  R R d) 4R/5
e) 5R/6
A R R B


d) R R
5R d c R R
R R
e) 0
Questão 45 Questão 47
Em cada circuito a seguir, determine a resistência equivalente No circuito abaixo, sabendo que  = 10V e R = 5, a potência
entre os pontos A e B: elétrica total consumida pelos resistores vale:
a) a) 5W
R 2R
3 b) 10W
c) 15W R
2 2R
4 d) 20W R
e) 50W
A B  2R
5 6 R
R R R
2 4

3 Questão 48
No circuito abaixo, sabendo que  = 10V e R = 1, a a corrente
b) elétrica fornecida pela bateria vale:
B a) 1A
b) 2A
R R
c) 3A  8R
d) 4A 16R 4R

R
R e) 5A

A 2R 16R
R
R R

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Questão 49 Questão 52
Considere o circuito abaixo onde todos os resistores têm a mesma Calcule todas as correntes no circuito abaixo, sem efetuar muitos
resistência R. Utilizando argumentos como Simetria e Kirchhoff, cálculos, fazendo uso das propriedades da simetria (linhas iguais
determine: ou linhas proporcionais) em circuitos.

3 9
4

i 2 6
4

2 6

2
80V
Questão 53
 Determine todas as correntes na ponte de resistores abaixo:
2
a) A resistência equivalente “sentida” pela bateria, em função
de R; 6 4 4 4
b) Sendo R = 4 e  = 48 V, determine a corrente i em
destaque no circuito. 8
Dica: Se você olhar atentamente, vai perceber um octaedro, uma figura U = 60V
especial semelhante a um balão de festa junina  . Dica: Essa circuito trata-se da tradicional ponte de Wheatstone com aquele formato
de losango. Para achar o losango, gire a resistência de 4 central em 90º no
Questão 50 sentido anti-horário. Ela será o resistor que fica no centro do losango 
No circuito abaixo, todos os resistores valem 2. Sabendo que a
Questão 54
corrente no resistor em destaque vale 2A, determine a fem  da
bateria. Utilize argumentos de simetria. Determine quanto marca os voltímetros e amperímetros idéias nos
circuitos a seguir:
2A a) A
50 V
20 V

V
2 3

 b)
V
60 V
25 V

4 2
Questão 51 (IME 2009)
No circuito abaixo, a resistência equivalente entre os pontos A e B A
vale:
Questão 55
Determine a corrente elétrica no resistor em destaque:

9V 9V 9V 1V

8 8 1
4
a) R/3 b) R/2 c) 2R/3 d) 4R/3 e) 2R 2

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Questão 56 Nesse circuito é correto afirmar que a:


(UECE 2005.2 2ª fase) No circuito da figura, as baterias são a) intensidade da corrente elétrica em R 1 vale 4A.
ideais e os resistores são constantes. A corrente, em ampères, no b) intensidade da corrente elétrica em R 2 vale 3A.
resistor em destaque, vale: c) ddp entre os pontos A e B vale 8 V.
a) 4 d) potência elétrica dissipada em R1 vale 25 W.
b) 3 6V e) potência elétrica dissipada em R2 vale 20 W.
6V 6V
c) 1
d) 6 Questão 61
2 2 2 (Fuvest) O circuito da figura é formado por quatro pilhas ideais
(resistência interna nula) de tensão V e dois resistores de mesma
resistência R. Podemos afirmar que as correntes i 1 e i2 valem
Questão 57
respectivamente:
Determine todas as correntes elétricas no circuito
2V 4V
8V a) i1 = , i2 =
1 2 R R
2V
9V b) i1 = zero, i2 =
16V 6 R
2V 2V
1 c) i1 = , i2 =
3 18V R R
4V
2 4 d) i1 = zero, i2 =
R
Questão 58 Questão 62
(UECE 2002) No circuito visto na figura, R = 10 e as baterias O prof. Renato Brito associou M resistores de 4 em série e
são ideais, com E1 = 60V, E2 = 10V e E3 = 10V. A corrente, em N resistores de 4 em paralelo, conforme o esquema abaixo, a fim
ampères, que atravessa E1, é: de obter uma resistência equivalente de 129.
a) 2 E1 E3
b) 4
c) 6
d) 8 R
R
R
M resistores em série N resistores
E2 em paralelo

Questão 59
No circuito abaixo, apesar de haver corrente no resistor R, não há
corrente elétrica na lâmpada L (i=0), o que a mantém permanente- O total de resistores M+N usados nessa associação vale:
mente apagada. o valor da resistência R é:
a) 36 b) 32 c) 24 d) 16 e) 18
a) 1  b) 2 c) 3  d) 4  e) 5 
3 A 4 Questão 63
i A figura abaixo uma matriz de baterias formada por n conjuntos
ligados em paralelo. Cada conjunto contém m baterias idênticas
32V c ligadas em série. Cada uma das n x m baterias tem f.e.m.  = 2V
40V e resistência interna r = 10. Sendo m = 30 e n = 20, se o prof.
L
Renato Brito ligar uma resistência R = 5 aos terminais A e B
R 4
i dessa matriz, a corrente elétrica através de cada bateria valerá:
a) 0,10 A b) 0,15 A c) 0,20 A d) 0,25 A e) 0,30 A
B m
1 2 3
Questão 60 (UNIFOR Medicina 2009.2) 1
Considere o circuito elétrico esquematizado abaixo e os valores
indicados nos elementos constituintes. 2
A B
3

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a) Igual à componente horizontal de F, quer o corpo esteja parado,


REVISÃO SEMANAL PROGRAMADA quer esteja em movimento retilíneo uniforme.
Se você revisar um pouquinho a cada
b) Igual a c.P, se o corpo estiver em movimento retilíneo
semana, não acumulará toda a revisão
uniforme.
para a semana da véspera do
vestibular, né verdade ? 
c) Maior do que a componente horizontal de F, se o corpo
permanecer parado.
d) Igual a c.(P + F cos), se o corpo estiver em movimento
Semana 9 de 15
Assunto sugerido:
retilíneo uniforme.
Hidrostática e Entropia e) Não poderá ser inferior a c .(P + F sen ).

Questão 04
A figura abaixo representa um bloco de massa a 2 kg, apoiado
Hora de Revisar sobre um plano inclinado, que faz com o plano horizontal um
Hora de Revisar
ângulo b = 37°, Sabendo-se que o coeficiente de atrito estático
entre o bloco e o plano inclinado é igual a 0,50, para que este bloco
fique em repouso sobre o plano inclinado, qual deverá ser o
mínimo valor da força F (g = 10 m/s2 ) ?
a) 4 N
b) 8 N
Questão 01 c) 10 N
Na figura mostramos a trajetória seguida por uma abelha voando e d) 12 N
o gráfico que descreve a velocidade da abelha em função do e) 20 N
tempo. Assinale a afirmativa certa:
sen 37o = 0,6 , cos 37o = 0,8

Questão 05
A figura abaixo representa um bloco de massa a 2 kg, apoiado
sobre um plano inclinado, que faz com o plano horizontal um
ângulo b = 37°, Sabendo-se que o coeficiente de atrito estático
entre o bloco e o plano inclinado é igual a 0,50, para que este bloco
fique em repouso sobre o plano inclinado, qual deverá ser o
máximo valor da força F (g = 10 m/s2 ) ?
a) No trecho AB, a resultante das forças que atuam sobre a abelha a) 4 N
é igual a zero. b) 8 N
b) No trecho BC, o movimento é retilíneo uniforme. c) 10 N
c) No trecho CD, não existe aceleração. d) 12 N
d) No trecho BC, o módulo e a direção da velocidade não variam. e) 20 N
e) No trecho AB, o movimento é uniforme e tem aceleração.
sen 37o = 0,6 , cos 37o = 0,8
Questão 02
A leitura de uma balança dentro de um elevador, subindo com Questão 06
uma aceleração constante para cima de 2,0 m/s2, quando uma (UNIFOR 2007.2) Uma máquina térmica opera segundo o ciclo de
pessoa de massa 70,0 kg está parada em cima dela, será: Carnot entre duas fontes térmicas cujas temperaturas são 23 oC
a) 0,00 N e +227o C. Se, em cada ciclo, a máquina térmica rejeita
b) 140 N 24 calorias para a fonte fria, o trabalho que ela realiza em cada
c) 700 N ciclo vale:
d) 840 N a) 48 cal b) 36 cal c) 24 cal d) 12 cal e) 6,0 cal
e) 1400 N
Questão 07
Questão 03 (UNIFOR 2007.2) Um pequeno objeto é colocado a 60 cm do
Um corpo de peso P, apoiado sobre uma superfície horizontal, é vértice de um espelho esférico côncavo, próximo ao seu eixo
submetido à força, F, apresentada no diagrama. Sendo c o principal. O espelho conjuga ao objeto uma imagem real, três
coeficiente de atrito cinético, o módulo da força de atrito entre o vezes menor que o objeto. A distância focal do espelho vale:
corpo e a superfície é: a) 45 cm b) 35 cm c) 30 cm d) 20 cm e) 15 cm

Questão 08
(UFPE 2007) Quatro cargas elétricas puntiformes, de intensidades
Q e q, estão fixas nos vértices de um quadrado, conforme indicado
na figura. Determine a razão Q/q para que a força sobre cada uma
das cargas Q seja nula.
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100

a) 4 2 P
c
b)  2 / 4 b
c)  2 / 2
d)  2
e) 2 2
a
T
Questão 09 Assinale a alternativa abaixo que contém o diagrama PxV
(UECE) Na seqüência de figuras, estão representadas três fases equivalente a esse ciclo:
sucessivas de uma experiência para determinar a densidade de a) b)
P P
um sólido. Dispõe-se de uma balança de braços iguais, com b b
massas aferidas, um vaso com água e o sólido atado a um fio. c c
Sabendo que a densidade da água vale é 1 g/cm 3 , a densidade
do sólido vale:
a a
(1) (2)
V V
400g
440g c) P d) P
c c
b b

a a
V V
600 g
e) P
b a
(3)

a) 2,0 g/cm3 b) 3,0 g/cm3 c) 4,0 g/cm3 c


d) 4,5 g/cm3 e) 5,0 g/cm3 V
Questão 13
Questão 10
(UECE 2007.2 2ª FASE) Uma bolha de ar (considerado um gás
(Simulado Turma Saúde 10 – imperdível) A figura ilustra um ideal), com volume de 5 cm3, forma-se no fundo de um lago, a
pêndulo simples, composto de uma esfera de massa 200 g 20 m de profundidade. A bolha sobe com velocidade constante, ate
presa a um fio de comprimento L = 50 cm, oscilando entre as atingir a superfície do lago. A pressão atmosférica na superfície do
posições extremas A e C. Sabendo que a gravidade local vale g lago e 1,0 atm e a temperatura do lago e considerada a mesma em
= 10 m/s2 e que o pêndulo atinge uma velocidade máxima v = 2 qualquer profundidade.
m/s durante suas oscilações, pede-se determinar a aceleração O processo termodinâmico sofrido pela bolha de ar, ao se deslocar
do pêndulo ao atingir o ponto A, bem como a tração no fio, ao desde o fundo ate a superfície do lago, o valor da pressão (em atm)
atingir o ponto C: sobre a bolha no fundo do lago e o volume da bolha (em cm3) ao
a) 6 m/s2 , 1,6 N atingir a superfície são, respectivamente (considere g = 10m/s2):
L
b) 8 m/s2, 1,2 N a) Isotérmico, 1, 5 b) Isotérmico, 2, 10
c) 5 m/s2, 1,6 N g c) Isotérmico, 3, 15 d) Isovolumétrico, 2, 5
C
d) 6 m/s2, 1,2 N A
e) 8 m/s2, 1,5 N Dica: 1 atm = pressão de uma coluna de água de 10 m de altura.
B
Questão 14
Questão 11 Uma amostra gasosa de gás hidrogênio, para uma dada pressão P
(UECE 2005.2 2ª fase) Uma pequena esfera métalica de raio R, e temperatura T, apresenta uma densidade d. Uma amostra de
com carga Q, produz em um ponto P, distante r do centro da gás oxigênio, nas mesma condições de pressão e temperatura,
esfera, um campo elétrico de intensidade E. Suponha r >>>R. teria densidade:
Se, em vez da esfera, for colocado, no ponto antes ocupado pelo a) d b) 2d c) 4d d) 8d e) 16d
seu centro, uma carga puntiforme Q, o módulo do campo elétrico,
no ponto P, será: Questão 15
 R  r R A figura mostra uma rampa que se move em movimento retilíneo e
a) E.  b) E c) E. d) E.
 r R  R r uniforme num solo horizontal liso. Sobre a sua superfície inclinada,
encontra-se uma caixa que permanece em repouso em relação à
Questão 12 rampa.
Dos cinco vetores desenhados na figura, qual deles melhor
UFC 2005 – Um gás sofre o processo cíclico mostrado no
representa a força que a rampa exerce sobre o bloco ?
diagrama PxT mostrado abaixo, composto pelos processos
termodinâmicos ab, bc e ca.

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101

(I) t (II) t (III) t


a) I b) II c) III d) IV e) V

Questão 16
O escorregador da figura a seguir tem massa M e encontra-se
solto no piso horizontal sem atrito. Uma criança, de massa m, t t t
sobe cuidadosamente no escorregador e começa a escorregar (IV) (V) (VI)
pela sua superfície, também sem atrito. Para manter o Questão 19
escorregador em repouso durante a descida da criança, sua mãe, (UECE 2010.1 1ª Fase) Num prato giratório plano horizontal, esta
Dona Gorete, deve aplicar neste uma força horizontal F de localizada uma pequena moeda solta, a 10 cm do seu centro. A
intensidade: moeda gira com o prato com velocidade angular constante. Logo
1 as forcas que o prato exerce sobre a moeda são:
a) .m.g.sen.cos
2 a) peso mais a forca normal.
1 b) peso mais a forca de atrito.
b) .m.g.cos 2 c) normal mais a forca de atrito.
2
d) forca centrípeta mais a forca de atrito.
1
c) .m.g.sen 2
2 Questão 20
d) 2.m.g.sen.cos (UECE 2010.1 2ª Fase) A figura mostra as velocidades versus
e) M.g. sen.cos tempo de um caminhão e um automóvel ambos em MRUV. No
instante t=0s o caminhão ultrapassa o automóvel. No instante
t = 10 s, a distancia que separa o caminhão do automóvel em
Questão 17 metros é:
Considere uma partícula maciça que desce uma superfície
côncava e sem atrito, sob a influência da gravidade , como mostra a) 10
a figura. Na direção do movimento da partícula, ocorre que:
b) 5

c) 0

d) 20

a) velocidade e aceleração crescem


b) velocidade e aceleração decrescem
c) a velocidade decresce e a aceleração cresce
d) a velocidade e a aceleração decrescem Dica: aplicação direta do método da gravata .
e) a velocidade cresce e aceleração decresce.
Questão 21
Questão 18 (UECE 2010.1 2ª Fase) Um bloco de massa M = 2 kg desliza sobre
Um pequeno bloco foi lançado ladeira acima com velocidade um plano inclinado com atrito, conforme a figura abaixo. O bloco
inicial Vo ao longo de uma rampa inclinada áspera. Responda: parte do repouso do topo do plano inclinado e, após ter descido
a) Qual dos gráficos melhor representa o módulo da aceleração do uma altura vertical de 5 m, atinge uma velocidade de 5 m/s.
bloco durante seu movimento de sobe e desce ao longo dessa O modulo do trabalho da forca de atrito entre o bloco e a superfície
rampa ? da rampa, durante esse deslocamento, vale (em Joules):
b) Qual dos gráficos melhor representa o módulo da velocidade
do bloco durante seu movimento de sobe e desce ao longo a) 150 b) 75 c) 50 d) 125
dessa rampa ?

Vo

Dica: use trabalho e energia

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C a p í tu lo 1 6 Renato
C a p a c i t o r e s Brito
1 – Introdução
Até o presente momento, você aprendeu a analisar circuitos E
contendo geradores, receptores e resistores (lâmpadas, chuveiros + Um capacitor armazena cargas
-
+q + -q elétricas de sinais contrários em
elétricos) , calculando correntes elétricas e ddp’s em circuitos de -
+ - suas placas.  Suas placas
uma ou várias malhas. + - eletrizadas armazenarão, no
+
No presente capítulo, você conhecerá mais um componente +
- espaço entre elas, um campo
-
eletrônico presente em todos os circuitos elétricos modernos, + -
elétrico uniforme. 
+ Tal campo, por sua vez,
como circuitos de televisores, computadores, video-cassetes, -
+ - armazena energia potencial
walkmans etc: o capacitor. elétrica, capaz, por exemplo, de
De agora em diante, você será capaz de analisar circuitos que acelerar um elétron abandonado
contenham também esse componente. nesse campo.
+ -
2 – Visão Geral de um capacitor
Um capacitor é formado por Conclusão: Um capacitor, em última análise, armazena cargas
duas placas condutoras, elétricas (em suas placas) e energia elétrica ( no seu campo) .
separadas por um isolante
( óleo, porcelana, ar ) , que impede
qualquer contato elétrico entre Capacitância de um capacitor: indica a capacidade de
as placas. armazenamento de um capacitor. Não significa o quanto de
cargas ele pode armazenar. Na verdade, significa “ quantos
coulombs ele consegue armazenar, por cada volt de ddp que é
Assim, no circuito ao lado,
Lâmpada não
estando o capacitor carregado, aplicado em seus terminais. “ . Todo capacitor tem um valor fixo
acende
a lâmpada não acenderá, pois de capacitância, que é sua característica mais importante.
Capacitor
o capacitor funciona como
uma chave aberta, impedindo Unidade de capacitância: Farad (F)
a passagem da corrente
 elétrica através do circuito. Equivalência: 1 Farad = 1 coulomb/ volt . Por exemplo, um
capacitor de 100F ( cem micro-fárads) significa um capacitor de
100C/ v ( cem micro-coulombs por volt ), ou seja, um capacitor
Para “criar” um “caminho livre” C de 100F é capaz de armazenar uma
para a corrente, podemos ligar carga elétrica de 100C para cada volt
Lâmpada um resistor em paralelo com o que for aplicado entre seus terminais.
capacitor.
acende
q Dobrando-se a ddp, dobra-se a carga
Capacitor Agora, a corrente elétrica elétrica armazenada, proporcionalmente.
passará integralmente pelo Matematicamente, podemos escrever:
resistor e circulará, acendendo U

a lâmpada.

Puxa. Se ele impede q = C.U (eq 1)


Ora, Dirceu. Para simplificar, que a lâmpada acenda, onde:
podemos resumir dizendo para que serve então q = módulo da carga elétrica armazenada pelo capacitor (Coulomb)
que um capacitor é como o capacitor ? C = capacitância do capacitor ( Fárads )
uma represa. U = módulo da ddp aplicada aos terminais do capacitor

Uma represa armazena 3 – Estudo do Capacitor plano


energia potencial gravi-
Estudemos, agora com mais detalhes, o capacitor plano, cujas
tacional, que será convertida,
posteriormente, em energia armaduras são placas planas, paralelas e iguais. Chamemos a
elétrica, nas turbinas da área de uma face de cada placa de A e a distância que as separa
hidrelétrica. de d.
Ligando-se o capacitor a um gerador de tensão contínua, há
Um capacitor também armazena energia potencial elétrica, que corrente no gerador apenas durante o rápido processo de
poderá ser distribuída pelo circuito quando necessário. As carga do capacitor. Em seguida, a corrente cessa e temos, então,
verdadeiras aplicações para o capacitor ficam mais claras na as placas já eletrizadas, passando a existir entre elas um campo

Engenharia Eletrônica ou em Cursos Técnicos. elétrico aproximadamente uniforme E .

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103

d
Q Q
Para aumentar consideravelmente a área, mantendo
reduzidas as dimensões do capacitor, é comum utilizar,
 como armaduras, duas longas fitas metálicas muito finas –
A E A
de alumínio, por exemplo – para construir capacitores. Essas
fitas, isoladas entre si por fitas de papel, são enroladas,
Dielétrico (E)
constituindo um capacitor tubular.
u Papel

+ Alumínio

Papel
||
Da eletrostática, temos que: E = , onde  é a densidade

superficial de cargas ( C /m2 ) Alumínio
Q Q
Mas como |  | = , vem: E =
A A Papel
Lembrando, ainda, que num campo elétrico uniforme E d = U, Terminal
Qd
obtemos: U = Ed =
A Alumínio
Finalmente, determinemos a capacitância: Papel
Q Q A
C= =  C=
U Qd d
Alumínio
A
Importante:
Dessa expressão, concluímos que a capacitância de um capacitor Terminal
plano depende da permissividade absoluta () do meio, da área (A)
e da distância (d) entre as placas, isto é, da sua geometria e do
dielétrico. Capacitor variável:
 meio Área Efetiva
Da eletrostática, temos k =  R = , onde:
0
Nomenclatura:
k = (constante dielétrica)
R = (permissividade relativa do meio)
0 = (permissividade absoluta do vácuo)
meio = (permissividade absoluta do meio) Deslocando-se uma lâmina em relação a outra, alteramos a
área efetiva do capacitor e, conseqüentemente, a sua
capacitância. Este é o princípio de funcionamento do
Assim, meio = k . o capacitor variável, utilizando, por exemplo, nos
sintonizadores de rádio.

xo Conjunto
.A k . o . A o fi
Como C =  C= junt giratório
D Con
D

Caso particular
Meio é vácuo  k = R = 1, então
1 . o . A o . A
Co =  Co =
D D
Observação: O conjunto fixo está isolado do conjunto giratório, mas as
lâminas de cada conjunto estão ligadas entre si.
Observe que como k  R  1 , a capacitância sempre aumenta
com a introdução de um dielétrico entre as placas do capacitor
a vácuo.

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104

4 – Rigidez Dielétrica 6 – Associação de Capacitores


Denomina-se rigidez dielétrica de um dielétrico o maior campo Basicamente, as associações de capacitores podem ser de dois
tipos: série ou paralelo.
elétrico a que se dielétrico pode ser submetido, sem que ocorra
A seguir, faremos o estudo de cada uma dessas associações
sua ionização. Caso isso aconteça, ele se tornará condutor e uma
visando determinar o capacitor equivalente, isto é, o único
faísca saltará através dele, danificando o capacitor. capacitor que, quando submetido à mesma tensão de associação,
A máxima diferença de potencial em que o capacitor pode operar, armazena a mesma carga total e a mesma energia elétrica.
sem ser danificado, é chamada tensão de ruptura do dielétrico.
Por isso, ao adquirir um capacitor, devemos nos preocupar não a) Associação em paralelo
apenas com sua capacitância, mas também com a tensão máxima Consideremos um conjunto de capacitores inicialmente neutros.
Liguemos a um fio A todas as armaduras coletoras e a um mesmo
a que ele poderá ser submetido, ou seja, com a tensão de ruptura.
fio B todas as armaduras condensadoras. A seguir, liguemos a
uma bateria esta associação, tal que: o fio A esteja no pólo positivo
5 – Energia armazenada no capacitor e o fio B no negativo.
Ao ligarmos um capacitor descarregado a uma bateria, ele fio A
+ (VA)
gradativamente vai se carregar, num processo que demora alguns

BATERIA
frações de segundos. + + +
- C1 - C2 - C3
q
U (VB)
C -
fio B
A expressão acima nos diz que: quanto maior a carga q Ao longo do fio A tem-se um mesmo potencial VA e ao longo do fio
armazenada no capacitor, maior deverá ser a tensão U entre seus B um mesmo potencial VB. Assim, todos os capacitores estão sob a
terminais. mesma ddp U:
Acontece que existe um limite para o armazenamento de carga. O U = VA – VB
processo de carga termina quando a quantidade de cargas nas As armaduras coletoras adquirem cargas positivas, enquanto as
placas do capacitor forem suficientes para que a tensão entre suas armaduras condensadoras adquirem cargas negativas.
placas seja igual à tensão aplicada pela bateria externa. A partir Sejam Q1, Q2 e Q3 as cargas, em valor absoluto, de C 1, C2 e C3,
desse ponto, dizemos que o capacitor está carregado. respectivamente. Temos:
Na figura representamos o gráfico da carga em função da d.d.p. Q1 = C 1 . U
(1)
Como vimos no item anterior, há uma energia elétrica armazenada Q2 = C 2 . U
no capacitor.Trata-se, portanto, de uma energia potencial. Esta Q3 = C 3 . U
energia pode ser calculada pela área hachurada do gráfico da
figura. A carga total coletada é:
carga
Q = Q1 + Q2 + Q 3 (2)
Q
O capacitor equivalente desta associação deverá ter carga igual à
carga total Q, sob ddp igual a U.
VA

O U d.d.p.
+
Assim: U - Ceq
N
E p = área do triângulo hachurado
VB
Q .U
Ep = Para calcular sua capacitância equivalente basta aplicar a
2
definição:
Q
Lembrando, também, que Q = C . U, vem: C eq = (3)
U
Substituindo (2) em (3):
QU Q 2 CU2
Ep = = = Q1 + Q 2 + Q 3
2 2C 2 C eq = (4)
U

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105

Substituindo (1) em (4): +Q -Q


+ -
C .U + C2 .U + C3 .U A B
C eq = 1 + -
U + -
+ -
Logo: C eq = C1 + C 2 + C 3 Ceq
U
Resumo das principais propriedades da associação paralelo Observemos então que o capacitor equivalente tem carga total de
1a) Em paralelo, os capacitores ficam sob mesma ddp U. valor absoluto Q igual a de qualquer um dos capacitores
2a) A carga total acumulada pela associação é igual à soma das associados. Nele a ddp U é igual à soma das ddp individuais:
cargas de cada capacitor. Q
Então: U= (3)
3a) A carga de cada capacitor é diretamente proporcional à sua C eq
respectiva capacitância.
4 ) A capacitância equivalente é igual à somatória das
a De (2) em (3), resulta:
capacitâncias individuais. Q  1 1 1 
5a) A capacitância equivalente é sempre maior do que cada uma = Q .  + + 
C eq  C1 C 2 C 3 
das capacitâncias associadas.

b) Associação em série 1 1 1 1
Logo: = + +
Consideremos um conjunto de capacitores inicial-mente C eq C1 C 2 C 3
descarregados. Vamos associá-los conforme a figura abaixo, isto
é: a armadura condensadora de C 1 ligada à coletora de C2; a
condensadora de C2 ligada à coletora de C3. Se mais capacitores Resumo das principais propriedades da associação-série
houvesse, seguir-se-ia a mesma seqüência. 1a) Capacitores inicialmente descarregados, associados em série,
após eletrizados, apresentam a mesma carga.
A E F B 2a) A carga do capacitor equivalente e, portanto, da associação, é
igual à carga de um dos capacitores associados.
C1 C2 C3 3a) A tensão total da associação é igual à somatória das tensões
Ligamos, a seguir, ao pólo positivo de uma bateria a armadura parciais.
coletora A de C1 e ao pólo negativo, a condensadora B de C3. 4a) As tensões em cada capacitor são inversamente proporcionais
às suas respectivas capacitâncias.
Ocorrerá o seguinte fenômeno: a armadura coletora de C 1 adquire 5a) O inverso da capacitância equivalente é igual à somatória dos
carga positiva de valor +Q (proveniente do pólo positivo da bateria); inversos das capacitâncias individuais.
devido à indução total, será induzida na outra armadura de C 1 uma 6a) A capacitância equivalente, é sempre menor do que cada uma
carga negativa -Q (esta carga só pode ter vindo da armadura das capacitâncias associadas.
coletora de C2). Evidentemente, C2 tem em sua armadura coletora
uma carga +Q e, devido à indução total, a outra armadura adquire
7 – Circuito R-C Paralelo
carga -Q (esta carga só pode ter vindo da armadura coletora de
C3). Percebemos novamente, que o fenômeno se repete em C 3: Consideremos um capacitor e um resistor ligados em paralelo e
sua armadura coletora adquire carga +Q e, por indução total, a alimentados por um gerador de corrente contínua de intensidade
armadura condensadora, carga -Q (agora proveniente do pólo constante i.
negativo da bateria). i
A
+Q -Q +Q -Q +Q -Q
+ - (-Q) + - (-Q) + -
A + - + - + - B
+ - + - + - U R C
+ - + - + -
(+Q) C1 C2 C3 (-Q)
B
+ - Como sabemos, entre as armaduras do capacitor há um isolante o
BATERIA que impede a passagem da corrente contínua.
O capacitor, no circuito elétrico, comporta-se como uma chave
Observemos que em todos os capacitores o valor absoluto das aberta para a corrente contínua. Assim, toda a corrente que
cargas adquiridas é Q, isto é, todos adquiririam a mesma carga. alimenta o par R-C passa exclusivamente pelo resistor.
As cargas nas armaduras do capacitor equivalente desta No entanto, estando eles em paralelo, há, no capacitor, uma
associação deverão ser iguais aos valores algébricos obtidos na tensão igual à do resistor. A despeito de não ser percorrido pela
armadura coletora A e na condensadora B ou seja: +Q e corrente, o capacitor, sob ddp, acaba se carregando e adquire uma
-Q, respectivamente. polaridade.

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106

i No instante final t = tF , quando o capacitor atingir a sua carga final


qF, a corrente elétrica no circuito terá se anulado (i = 0 em t = tF ).
A i(A)
U R C io
i
B
i
i1
Como, no resistor, há uma queda de potencial no sentido da
i2
corrente, concluímos que VA > VB. Conseqüentemente, no
capacitor teremos o pólo positivo associados ao ponto A, enquanto t1 t2 t(s)
o negativo está associado a B.
Para efeito de resolução de problemas, desprezamos o fenômeno q(C)
transitório de carga do capacitor, isto é, admitimos que ele já esteja qf
carregado.
q2
Note que a placa superior ficou eletrizada positivamente pelo fato
q1
de que VA > VB no resistor R.

8 – Circuito R-C Série - Como um capacitor se carrega ? t1 t2 t(s)


Considere um circuito contendo um resistor R em série com um
capacitor conectados a uma fonte de tensão  através de uma Os gráficos descrevem o comportamento da corrente elétrica i e
chave ch. Estando o capacitor inicialmente descarregado, fecha-se da carga elétrica q armazenada no capacitor, ao longo do tempo.
a chave do circuito. A partir desse momento vamos descrever o Na maioria dos circuitos elétricos envolvendo capacitores, admite-
que ocorre na pequena fração de tempo que o capacitor leva para se que os mesmos já encontram-se plenamente carregados e,
se carregar. portanto, a corrente elétrica em todo o ramo do circuito que contém
Logo após fechar a chave, a bateria passa a retirar elétrons da um capacitor é nula (i = 0). Estando plenamente carregado, o
placa a do capacitor e bombeá-los até a placa b, através do capacitor atua como uma chave aberta.
circuito externo. Ora, um fluxo de elétrons num certo sentido
corresponde a uma corrente elétrica i no sentido contrário. 9 – Associação de Dielétricos
Assim, durante o processo de carga do capacitor, haverá uma Nessa seção, estudaremos os casos especiais de associação de
breve corrente elétrica i no circuito que perdura apenas durante o dielétricos através do estudo de três exemplos resolvidos:
processo de carga do capacitor. Exemplo Resolvido 1: Um capacitor a vácuo (ko = 1) é formado
C por um par de placas planas paralelas de área A cuja distância
elétrons   entre elas vale d. A sua capacitância inicial vale C. Admita que, em

seguida, o meio entre as placas foi preenchido com um par de
a b dielétricos de espessuras iguais a d/2, constantes dielétricas k 1 e k2
 
R
e áreas iguais à área A das placas do capacitor. Determine a
nova capacitância do capacitor assim formado.
ch
Observando o circuito abaixo, podemos escrever a seguinte K1
equação dinâmica:
K2
q
 – – R.i = 0 ou
C
Solução:
q
+ R.i =  A capacitância inicial do capacitor a vácuo (k = 1) é dada por:
C
k. o .A 1. o .A  .A
C= =  C= o
Essa relação é dita dinâmica, porque os seus termos variam com o d d d
passar do tempo. A carga q armazenada pelo capacitor, que era O novo capacitor formado pode ser
inicialmente nula (q = 0 em t = 0), vai aumentando interpretado como uma associação em
gradativamente, ao passo que a corrente elétrica i vai diminuindo, série de dois capacitores cuja distância K1
visto que o termo  é constante. entre as placas vale d/2:
k . .A 2. k 1 . o .A
i 
C
 C1 = 1 o 
( d / 2) d K2
 R k 2 . o .A 2. k 2 . o .A
a b
C2 = 
 
i
(d / 2) d
i Calculando a capacitância equivalente em série, vem:
ch

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107

1 1 1 d d d  1 1  Observando o resultado obtido acima vemos que, ao introduzir o


  = + = .   metal de espessura b entre as placas, tudo se passa como se a
Ceq C 1 C 2 2.k 1 . o .A 2.k 2 . o .A 2. o .A  k 1 k 2  as mesmas tivessem se aproximado em uma distância igual à
1 d  k1  k 2   2.k 1 .k 2   o .A espessura b do metal , de forma que a distância entre as placas
 .   Ceq =  
Ceq 2. o .A  k 1 .k 2   k1  k 2  d
passa de d para db .

 o .A  2.k 1 .k 2 
Entretanto, sendo C = , temos: Ceq =   .C
d  k1  k 2  d metal b (d-b)

Exemplo Resolvido 2: Um capacitor é formado por um par de


placas planas paralelas de área A cuja distância entre elas vale
d. O meio entre as placas é inicialmente preenchido com vácuo
(ko = 1), situação em que a sua capacitância vale C. Admita que, Exemplo Resolvido 3: Um capacitor a vácuo (ko = 1) é formado
em seguida, uma placa de metal de espessura b será inserida por um par de placas planas paralelas de área A cuja distância
entre as placas do capacitor, paralelamente às mesmas, a uma entre elas vale d. A sua capacitância inicial vale C. Admita que, em
distância qualquer entre as placas. Determine a nova seguida, o meio entre as placas foi preenchido com um par de
capacitância do capacitor assim formado. dielétricos de mesma espessura d, constantes dielétricas k 1 e k2 e
áreas iguais à metade área A das placas do capacitor. Determine
a nova capacitância do capacitor assim formado.

d d metal b

K1 K2
Solução:
A capacitância inicial do capacitor a vácuo (k = 1) é dada por: Solução:
k. o .A 1. o .A  .A A capacitância inicial do capacitor a vácuo (k = 1) é dada por:
C= =  C= o
d d d k. o .A 1. o .A  .A
C= =  C= o
Mais uma vez, podemos considerar o novo capacitor formado,após d d d
a introdução da placa metálica, como uma associação em série de O novo capacitor formado pode ser interpretado como uma
vários capacitores.
associação em paralelo de dois capacitores cuja áreas das placas
valem A/2:
m m

b metal

n n
K1 K2 K1 K2

Note que a distância d entre as placas é tal que d = m + b + n. k . .( A / 2) k . .A


C1 = 1 o  1 o
Adicionalmente, veja que na região preenchida com metal não d 2d
haverá campo elétrico (não há campo elétrico no interior de um k 2 . o .( A / 2) k 1 . o .A
metal em equilíbrio eletrostático) nem ddp, podendo essa região C2 = 
ser ignorada. Assim, temos: d 2d
Calculando a capacitância equivalente em paralelo, vem:
k. o .A k. .A k. o .A k. .A
Cm =  o , Cn =  o k . .A k . .A  k  k   .A
distância m distância n Ceq = C1 + C2 = 1 o + 1 o =  1 2  o
2d 2d  2  d
1 1 1 m n mn
  = + =  o .A k k 
Ceq C m C n k. o .A k. o .A k. o .A Entretanto, sendo C = , temos: Ceq =  1 2 .C
d  2 
Lembrando que d = m + b + n  m + n = d  b, temos:
1 mn db k. o .A
= =  Ceq =
Ceq k. o .A k. o .A ( d  b)

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108

Pensando em Classe
Pensando em Classe

Questão 01
No circuito a seguir, ao fechar-se a chave ch, a corrente i e a carga Q no capacitor variam no
tempo de acordo com os gráficos abaixo:
i(A)
i 3F io

3
48V 16V
i2
ch R
t1 t2 t(s)
O prof Renato Brito pede para você
determinar: q(C)
a) O valor da resistência R qf
b) A corrente inicial io 72
c) a corrente i2 no instante t2 .
d) A carga final qf 12

t1 t2 t(s)

Questão 02
No circuito abaixo, o capacitor C encontra-se inicialmente descarregado. Fechando-se a chave k,
uma corrente elétrica percorrerá o circuito até que o capacitor seja plenamente carregado.
Encerrado o processo de carga, nenhuma corrente elétrica percorrerá o circuito. Assim, o
prof. Renato Brito pede para você determinar a corrente elétrica que estará percorrendo o circuito
no momento em que a carga armazenada pelo capacitor for 1/4 da sua carga final.
    C
a) b) c) d)
2R 3R 6R 4R

2R

R

Questão 03
Em cada um dos circuitos abaixo, determine as correntes em cada trecho do circuito e a carga
armazenada no capacitor
a) b)
i2
3
3 40V

i1
2F 4F
2 3 4
5
i3 2
6V

4V 3
20V 5

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109

Questão 04
No circuito a seguir, determine a tensão e a carga armazenada em cada capacitor.
2F 3F 4F

3 52 V

Questão 05
No circuito abaixo, determine: 4 F 5 12F
a) A corrente no circuito. A
b) A carga em cada capacitor
c) A ddp Uab entre os pontos A e B C1 C2

B 3 12V
24V

Questão 06
No circuito abaixo, o prof Renato Brito pede 3F
para você determinar: A
a) a) a carga em cada capacitor. 2F
b) a ddp Uab = VA – VB entre os pontos A e B.
4F
c) a energia armazenada no capacitor de 3F 12V
7 7
B

60V 7

Questão 07
No circuito abaixo, os capacitores C 1, C2 e C3 têm cargas elétricas respectivamente iguais a 5C,
10C e 15C, com as polaridades indicadas na figura. Em seguida, a chave será fechada e o
sistema rapidamente evoluirá para uma nova situação de equilíbrio. Determine:
a) as cargas finais adquiridas por cada capacitor;
b) a ddp final entre os terminais dos capacitores.

C1 C2 C3

5uF 2uF 3uF

ch 3

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110

Questão 08
Seja um capacitor de capacitância C = 3F, composto por um par de placas quadradas de lado
L, distanciadas entre si em uma distância D. O meio entre as placas é vácuo (k = 1).
Se o prof Renato Brito duplicar o lado L das placas desse capacitor, reduzir a distância entre as
placas à metade da distância inicial e preencher o meio entre as placas com o material isolante
porcelana, de constante dielétrica k = 5, a capacitância passará a valer:

a) 120 F b) 60 F c) 30 F d) 15 F e) 6 F

Questão 09
Um capacitor de capacitância C foi carregado até atingir uma carga Qo. Em seguida, foi
conectado a um conjunto de resistores 6R, 2R e 3R em paralelo, como mostra a figura a seguir.
Fechando-se a chave, o capacitor se descarrega através dos resistores, dissipando toda a sua
energia armazenada em efeito joule através dos resistores. Determine a energia dissipada em
cada resistor.

++ ++ Qo
-- --
C 6R 2R 3R

Questão 10
Observando a figura abaixo, o capacitor é carregado com a chave do lado esquerdo fechada e a
do lado direito aberta. Após o carregamento, a chave do lado esquerdo é aberta e, para lançar a
energia acumulada no capacitor (desfibrilador) no paciente, a chave do lado direito é fechada. Uma
bateria ou outra fonte de energia elétrica V carrega o banco de capacitores C quando a chave de
carga é fechada. Quando os capacitores estão carregados, a chave de carga é aberta e a chave
de descarga é fechada. O capacitor realiza uma rápida e intensa descarga da energia armazenada
no peito do paciente.

Usando o esquema mostrado, em uma determinada ocorrência, com o capacitor totalmente


carregado, 800 J de energia foram suficientes para reanimar o paciente. Dessa forma, a
quantidade de carga que ainda permaneceu no capacitor foi de

a 0,1 C. b) 0,2 C . c) 0,4 C. d) 0,6 C. e) 0,8 C.

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111

Questão 03
No circuito a seguir, a chave k encontra-se inicialmente aberta e o
capacitor está descarregado. Fechando-se a chave o capacitor irá,
gradativamente, se carregar até atingir a sua carga final QF .
O prof Renato Brito pede para você determinar a carga
Pensando em Casa armazenada no capacitor no instante em que a corrente i ainda
Pensando em Casa vale 2A, bem como o valor da carga final QF.
Questão 01 a) 24 C, 32 C
b) 20 C, 36 C 2 i
No circuito a seguir, ao fechar-se a chave ch, a corrente i e a carga
Q no capacitor variam no tempo de acordo com os gráficos abaixo: c) 24 C, 30 C 2
d) 30 C, 36 C 3
i(A) e) 30 C, 32 C
io 12 V 5F

4
Questão 04
i2 No circuito abaixo, a lâmpada L só permanece acesa se a chave
Ch2 estiver fechada, independente do estado da chave Ch 1. Isso
t1 t2 t(s) acontece porque:
Ch1 C
q(C)

qf Ch2
36
24 L R1

t1 t2 t(s)  R2
a) As resistências impedem a passagem da corrente elétrica.
b) O capacitor tem resistência nula, visto que suas placas são
i 2F feitas de material condutor.
c) A bateria é curto-circuitada pela chave Ch1 , o que justifica o
comportamento da lâmpada.
34V 10V d) O capacitor carregado funciona como uma chave aberta,
impedindo a passagem de corrente contínua pelo seu ramo no
ch R circuito.
e) O capacitor carregado funciona como um curto-circuito,
O prof Renato Brito pede para você determinar: impedindo o acendimento da lâmpada ao fecharmos a chave
a) O valor da resistência R Ch1.
b) A corrente inicial io Questão 05
c) a corrente i2 no instante t2 . No circuito abaixo, determine a carga armazenada no capacitor:
d) A carga final qf
3
Questão 02
(UFC 2001) No circuito mostrado abaixo, o capacitor está
inicialmente descarregado. A chave S é ligada e o capacitor
2
40V
começa a ser carregado pela bateria (de força eletromotriz igual a 6F
E) cuja resistência interna é desprezível. No instante em que a
diferença de potencial no capacitor atingir o valor E / 3, a corrente 3
no resistor R será : Questão 06
E 2E E 3E No circuito a seguir, determine: i2
a) nula b) c) d) 3 e) 3
3R 3R R 2R a) A corrente i1 .
C b) As correntes i2 e i3 . i1
c) A carga armazenada no capacitor 2F

5
i3 2
E
20 V 5
R

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112

Questão 07 a) A corrente no circuito.


No circuito ao lado, sabendo que a i b) A carga em cada capacitor
corrente no resistor de 3 vale c) A ddp Uab entre os pontos A e B
2 2
i = 2A e que o capacitor encontra-se
plenamente carregado, determine: Questão 13
a) A corrente i. 3F No circuito abaixo, determine a carga armazenada em cada
b) A ddp U entre os terminais do capacitor:
capacitor 5 3
2A
c) A carga armazenada pelo 2 F
capacitor. R 3 F

Questão 08
4 F
No circuito abaixo, determine a carga do capacitor:
4 3
36V
5
2 Questão 14
No circuito abaixo, determine:
2F 4 4 F A

8 F
4 60V
4 F
Questão 09 12V
(UFC 2002) Três capacitores idênticos, quando devidamente 7 7
B
associados, podem apresentar uma capacitância equivalente
máxima de 18 F. A menor capacitância equivalente que podemos
60V 7
obter com esses mesmos três capacitores é, em F:
a) 8 b) 6 c) 4 d) 2 e) 1 a) Determine a carga em cada capacitor.
b) Determine a ddp Uab entre os pontos A e B.
Questão 10
Dados três capacitores iguais, de capacidade C cada um, vamos Questão 15
associá-los em série e depois em paralelo. Se aplicarmos uma ddp Determine a carga armazenada em cada capacitor no circuito
U na associação paralela, qual deve ser a ddp na associação em abaixo :
série para que ambas associações tenham a mesma carga elétrica:
a) U / 9 b) U / 3 c) U d) 3U e) 9U 5 40V

Questão 11 12F
No circuito a seguir, determine a tensão e a carga armazenada em 6F
cada capacitor.
6F 3F 5F 32V 3
Questão 16
Três capacitores iguais, C1, C2 e C3 estavam inicialmente
descarregados e foram estão associados conforme o circuito
abaixo:
3 42 V C1
Questão 12
No circuito abaixo, determine:

12F 5 4F C2 C3
A

C1 C2
Sendo Q1, Q2 e Q3 as suas respectivas cargas armazenadas, é
correto afirmar que:
a) Q1 = Q2 = Q3 b) Q1 = Q2  Q3
B 12V
36V 7 c) 2.Q1 = Q2 + Q3 d) Q1 = Q2 + Q3
e) Q1 = Q3  Q2

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113

Questão 17 1 2
a) 8 V
No esquema está representado um circuito com uma bateria e
cinco capacitores idênticos. De acordo com as ligações do b) 6 V ch 3 uF
esquema, o capacitor que está com maior carga elétrica é o: 10 V
c) 5 V
a) C1 b) C2 c) C3 d) C4 e) C5
d) 4 V 8uF
C5 e) zero. 6 uF
C4 Dica: veja questão 7 de classe.
Questão 21
 C1
Todo material condutor possui uma capacitância, podendo, assim,
ser um capacitor. Considere duas esferas condutoras de raios
diferentes, apoiadas sobre suportes isolantes e conectadas por um
C2 fio condutor fino, como mostra a figura. A capacitância da esfera A
C3 vale CA = 4 x1012 F e a capacitância da esfera B é CB = 2 x 1012 F.
Uma carga total igual a Q = + 3,0 x 10 11C está distribuída sobre as
Questão 18 duas esferas, que se encontram conectadas por um fio de cobre.
Na figura, apenas o capacitor de 5 F encontra-se inicialmente
Esfera A
carregado com carga q = 30 C. Fechando-se a chave do circuito,
Esfera B
o prof Renato Brito pede para você determinar:

q
CA CB

2uF 3uF
5uF
Nestas condições, as cargas nas esferas A e B são,
respectivamente,
3
a) a carga final adquirida por cada capacitor; a) QA = +1,5 x 1011 C e QB = +1,5 x 1011 C
b) a ddp final entre as placas dos capacitores. b) QA = +2,0 x 1011 C e QB = +1,0 x 1011 C
c) a energia dissipada no resistor durante esse processo.
c) QA = +1,0 x 1011 C e QB = +2,0 x 1011 C
Dica: veja questão 7 de classe.
Questão 19 d) QA = +4,0 x 1011 C e QB = -1,0 x 1011 C
Dois condensadores (capacitores) , C 1 = 20 F e C2 = 30 F, são
individualmente carregados através de duas baterias de 20 V e Questão 22
10 V, respectivamente. Em seguida, os capacitores são ligados Seja um capacitor de capacitância C = 20F, composto por um
entre si conforme cada um dos esquemas abaixo. Calcule a ddp par de placas quadradas de lado L, distanciadas entre si em uma
final entre os pontos A e B: distância D. O meio entre as placas é porcelana, cuja constante
A A dielétrica vale k = 5. Se o prof Renato Brito retirar toda a
porcelana da região entre as placas (deixando o vácuo), duplicar
C1 C1 o lado L das placas desse capacitor, reduzir a distância entre as
placas à 1/3 da distância inicial , a capacitância passará a valer:
- -
+ + + + + +
a) 48 F b) 16 F c) 80 F d) 15 F e) 60F
+ +
- - - - - -
C2 C2
Questão 23
B B Seja Co a capacitância de um condensador a vácuo. Se a região
Montagem 1 Montagem 2 entre as placas do capacitor for completamente preenchida por
um isolante de constante dielétrica K, a capacitância do
condensador passará a valer C, tal que:
a) Caso seja feita a montagem 1;
b) Caso seja feita a montagem 2. C C
a) C = Co b) C = o c) C = 2o d) C = K.Co
Dica: veja questão 7 de classe. K K
Questão 20 Questão 24
(Mack-SP) No circuito representado a seguir, o gerador de força Dois condensadores iguais, a vácuo (k = 1) , estão associados em
eletromotriz 10V é ideal e todos os capacitores estão inicialmente paralelo. A capacitância dessa associação é de 30 F. Supondo
descarregados. Giramos inicialmente a chave ch para a posição (1) agora que esses condensadores sejam ligados em série e
e esperamos até que o capacitor de 8F adquira carga máxima. A mergulhados num líquido dielétrico (isolante) de constante
chave Ch é então girada para a posição (2). A nova diferença de dielétrica k = 6, qual a capacitância final dessa nova associação ?
potencial entre as armaduras do capacitor de 8F será igual a:

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114

Questão 25 Questão 28 (Unicamp 2014)


Um capacitor de armaduras planas e paralelas é carregado por O sistema de imagens street view disponível na internet permite a
uma bateria. Em seguida, a bateria é desligada e o espaço entre as visualização de vários lugares do mundo através de fotografias de
armaduras é preenchida com um isolante. Com isso, pode-se alta definição, tomadas em 360 graus, no nível da rua.
afirmar que: a) Em uma câmera fotográfica tradicional, como a representada na
a) a ddp entre as placas aumenta; figura abaixo, a imagem é gravada em um filme fotográfico para
b) a carga elétrica do capacitor aumenta posterior revelação. A posição da lente é ajustada de modo a
c) a intensidade do campo elétrico entre as placas diminui produzir a imagem no filme colocado na parte posterior da
d) a energia armazenada no capacitor aumenta câmera. Considere uma câmera para a qual um objeto muito
e) a energia armazenada no capacitor não se altera. distante fornece uma imagem pontual no filme em uma posição
p’ = 5 cm. O objeto é então colocado mais perto da câmera, em
Questão 26 uma posição p = 100 cm, e a distância entre a lente e o filme é
Você sabia que, ao usar o teclado de um computador, na verdade ajustada até que uma imagem nítida real invertida se forme no
você está pressionando plaquinhas de capacitores  ? O texto a filme, conforme mostra a figura. Obtenha a variação da posição
seguir fala mais sobre essa interessante aplicação dos capacitores da imagem p’ decorrente da troca de posição do objeto.
no nosso cotidiano: as chaves capacitivas.
“Uma placa metálica ligada a cada tecla atua como a placa
superior de um capacitor (veja figura). Quando a tecla é
pressionada, a distância entre as suas placas é reduzida,
aumentando-se a capacitância do capacitor. O circuito do
computador é, então, disparado para registrar e processar o sinal.”

Fonte: Paul Tipler – Física – 4ª edição- Editora LTC

b) Nas câmeras fotográficas modernas, a captação da imagem é


feita normalmente por um sensor tipo CCD (Charge Couple
Devide). Esse tipo de dispositivo possui trilhas de capacitores
que acumulam cargas elétricas proporcionalmente à intensidade
da luz incidente em cada parte da trilha. Considere um conjunto
de 3 capacitores de mesma capacitância C = 0,6 pF, ligados em
série conforme a figura ao lado. Se o conjunto de capacitores é
submetido a uma diferença de potencial V = 5,0 V, qual é a
carga elétrica total acumulada no conjunto?

Admita que um desses capacitores esteja permanentemente ligado


a uma bateria de 12 V e que, quando a sua respectiva tecla é
pressionada, a distância d entre suas placas diminua 20%. Isso
implica que:
a) a carga armazenada nesse capacitor aumenta 25 %;
b) o campo elétrico entre as placas desse capacitor aumenta Questão 29 – (Medicina Christus)
80 %;
Observando a figura abaixo, o capacitor é carregado com a chave
c) a capacitância desse capacitor aumenta 60 %;
do lado esquerdo fechada e a do lado direito aberta. Após o
d) a energia armazenada nesse capacitor aumenta 40 %;
carregamento, a chave do lado esquerdo é aberta e, para lançar a
e) a ddp entre os terminais desse capacitor diminui 25 %.
energia acumulada no capacitor (desfibrilador) no paciente, a
chave do lado direito é fechada. Uma bateria ou outra fonte de
Questão 27
energia elétrica V carrega o banco de capacitores C quando a
Um capacitor de capacitância C foi carregado até atingir uma carga chave de carga é fechada. Quando os capacitores estão
Qo. Em seguida, foi conectado a um conjunto de resistores R A, RB e carregados, a chave de carga é aberta e a chave de descarga é
RC em série, como mostra a figura a seguir. Fechando-se a chave, fechada. O capacitor realiza uma rápida e intensa descarga da
o capacitor se descarrega através dos resistores, dissipando toda a energia armazenada no peito do paciente.
sua energia armazenada em efeito joule através dos resistores.
Determine a energia dissipada em cada resistor.

RA
++ ++ Qo
-- --
C RB
RC

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115

Usando o esquema mostrado, em uma determinada ocorrência,


com o capacitor totalmente carregado, 500 J de energia foram
suficientes para reanimar o paciente. Dessa forma, a quantidade
de carga que ainda permaneceu no capacitor foi de
a 0,2 C. b) 0,4 C . c) 0,5 C. d) 0,6 C. e) 0,8 C.

Questão 30 – Medicina Christus 2013


Numa determinada situação de emergência, um condensador é a) 70 N b) 60 N c) 100 N d) 50 N e) 110 N
carregado a uma diferença de potencial de cerca de
5.000 volts. O capacitor é então totalmente descarregado em Questão 04
alguns milésimos de segundo no peito do enfermo a ser Se O bloco da questão anterior estiver subindo o plano em
reanimado. Sabendo que a capacitância do condensador vale velocidade constante, puxado por uma força F paralela ao plano,
20 F, a energia (em joules) liberada nessa descarga elétrica concluímos que o módulo de F deverá ser (considere c = 0,50):
estará no intervalo entre:
a) 93 – 160. a) 50 N b) 100 N c) 60 N d) 93 N e) 43 N
b) 126 – 170. Questão 05
c) 144 – 194.
Duas esferas, A e B, de materiais diferentes e de mesmo volume,
d) 155 – 180.
ligadas entre si por um fio fino e inextensível de massa desprezível,
e) 194 – 253.
flutuam em água (densidade igual a 1g/cm3) como indicado na
Questão 31 figura. Sabendo-se que a tensão de ruptura do fio é de 0,1 N , e
O circuito da figura é constituído por um condensador de 10F, que a densidade da esfera A é 0,8 g/cm3, podemos afirmar que o
eletrizado com 400 C , um resistor de 10 e uma chave aberta. A volume máximo que as esferas podem ter para que o fio não
chave ch é fechada e, logo após, é aberta. Nesse intervalo de quebre vale:
tempo, a energia dissipada em calor no resistor é de 6.10 3 J.
a) 30 cm3.
A carga que restará no capacitor será:
a) 50 C ch b) 10 cm3.

b) 100 C c) 50 cm3.
+ +
c) 150 C d) 40 cm3.
- - 10
d) 200 C e) 20 cm3.
C = 10F
e) 250 C

Questão 06
Hora de Revisar Um garoto, que se encontra em repouso, faz girar, com velocidade
Hora de Revisar
constante, uma pedra de massa m presa a um fio ideal.
Descrevendo uma trajetória circular de raio R num plano vertical,
essa pedra dá diversas voltas, até que, em um dado instante, o fio
arrebenta e ela é lançada horizontalmente, conforme ilustra a figura
a seguir.

Questão 01
Observa-se que um bloco, de massa m, desliza para baixo, com
velocidade constante, quando abandonado em um plano inclinado
cujo ângulo de inclinação é . A força de atrito cinético que o plano
exerce no bloco vale:
a) zero b) mg c) mg sen  d) mg tg  e) mg cos 
Questão 02
Suponha que o mesmo bloco da questão anterior fosse lançado,
para cima, ao longo do mesmo plano inclinado. O valor da
aceleração do bloco, neste movimento, seria:
a) zero b) g c) g sen  d) 2g sen 
Sujeita apenas à aceleração da gravidade g, a pedra passou,
Questão 03 então, a descrever uma trajetória parabólica, percorrendo uma
Um bloco está em repouso sobre um plano inclinado (veja figura) , distância horizontal x equivalente a 4R.
Se o coeficiente de atrito estático entre o bloco e o plano é A tração experimentada pelo fio toda vez que a pedra passava pelo
e = 0,70 e o peso do bloco é p = 100 N, a força de atrito no bloco ponto onde ele se rompeu era igual a
vale:
a) mg b) 2 mg c) 3 mg d) 4 mg

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116

Questão 07 Questão 10
Uma criança se balança em um balanço, como representado Um aluno de engenharia pretende determinar a densidade de um
esquematicamente na figura a seguir. Assinale a alternativa que corpo maciço e realiza uma experiência que consiste, inicialmente,
melhor representa a aceleração a da criança no instante em que em suspender o corpo, em uma das extremidades de uma balança
ela passa pelo ponto mais baixo de sua trajetória. de braços iguais, com uma massa de 100 gramas, conforme figura
1. A seguir ele coloca o corpo dentro de uma vasilha com água,
a) cuja densidade é de 1,0 g/cm3, e a equilibra com uma massa de
60 gramas (figura 2). O valor encontrado da densidade do corpo,
b)
em g/cm3, é igual a
c)

d)
e)

Questão 08
Para facilitar a movimentação vertical de motores pesados em sua
oficina, um mecânico montou a associação de roldanas mostrada
de forma simplificada na figura.
Todos os fios, roldanas, os ganchos 1 e 2 e a haste horizontal têm
massas desprezíveis. Um motor de peso P será pendurado no
gancho 1 e um contrapeso, de peso P / 5, é permanentemente
mantido na posição indicada na montagem. a) 8,75. b) 7,50. c) 6,75 d) 3,50. e) 2,50.
O motor permanecerá em repouso, sem contato com o solo, se no
gancho 2, preso no contrapeso, for pendurado outro corpo de peso: Questão 11 - UFJF 2011
O olho mágico é um dispositivo óptico de segurança residencial
P constituído simplesmente de uma lente esférica. Quando um
a)
2 visitante está a 0,5 m da porta, esse dispositivo óptico forma, para
o observador, no interior da residência, uma imagem três vezes
P
b) menor e direita do rosto do visitante. É correto afirmar que a
4
distância focal e o tipo da lente que constituem o olho mágico são,
P respectivamente:
c) a) 0,5 m, divergente.
8
b) 0,25 m, divergente.
P c) +0,25 m, convergente.
d)
10 d) +0,5 m, convergente.
P e) 0,25 m, convergente.
e) .
20
Questão 12 - UFPR 2012
Um perito munido de uma lupa analisa uma impressão digital. Sua
lupa é constituída por uma lente convergente com distância focal
Questão 09 de 10 cm. Ao utilizá-la, ele vê a imagem virtual da impressão digital
Uma esfera de raio = 0,500 m, com distribuição homogênea de aumentada de 10 vezes em relação ao tamanho real. Com base
massa flutua com 3/4 de seu volume submerso em água, conforme nesses dados, assinale a alternativa correta para a distância que
ilustração seguinte. separa a lupa da impressão digital.
a) 9,0 cm.
b) 20,0 cm.
c) 10,0 cm.
d) 15,0 cm.
e) 5,0 cm.

Questão 13
Um aluno possui hipermetropia e só consegue ler se o texto estiver
A massa da esfera, em kg, e igual a a pelo menos 1,5 m de distância. Qual deve ser a distância focal da
a) 750 lente corretiva para que ele possa ler se o texto for colocado a
25 cm de seus olhos?
b) 500 a) 10 cm
b) 20 cm
c) 250
c) 30 cm
d) 125 d) 40 cm

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117

Questão 14 UFMT 2011 Questão 16 - UNIFOR


As figuras mostram um mesmo texto visto de duas formas: na A figura representa os vetores velocidade v e aceleração a de uma
figura 1 a olho nu, e na figura 2 com o auxílio de uma lente partícula no instante em que ela passa pelo ponto P da sua
esférica. As medidas nas figuras mostram as dimensões das letras trajetória.
nas duas situações.

Sendo a = 5,0 m/s2, v = 20 m/s, sen = 0,80 e cos = 0,60 é


correto afirmar que:
a) o móvel descreve uma trajetória circular.
b) 5,0 s após passar pelo ponto P, o módulo da sua velocidade
vale
40 m/s.
c) o raio de curvatura da trajetória nesse instante vale 60 m.
d) ao passar pelo ponto P, o movimento da partícula é retardado.
e) o módulo da aceleração centrípeta da partícula no ponto P vale
actp = 4,0 m/s2.
Sabendo que a lente foi posicionada paralelamente à folha e a
12 cm dela, pode-se afirmar que ela é
a) divergente e tem distância focal – 20 cm.
Questão 17 - UPE
b) divergente e tem distância focal – 40 cm.
c) convergente e tem distância focal 15 cm. A figura abaixo mostra uma barra homogênea de peso 10 N e de
d) convergente e tem distância focal 20 cm. comprimento 10 m que está apoiada sobre um suporte distante de
e) convergente e tem distância focal 45 cm. 3,0 m da sua extremidade esquerda (g = 10 m/s2).

Questão 15 UPE 2010


A figura a seguir representa um trecho de uma montanha russa na
qual os carrinhos foram projetados para que cada ocupante não
experimente uma força normal contra seu assento com intensidade
maior do que 3,5 vezes seu próprio peso. Considerando que os
carrinhos tenham velocidade de 5 m/s no início da descida e que
os atritos sejam desprezíveis, o menor raio de curvatura R que o
trilho deve ter no seu ponto mais baixo vale em metros.
Pendura-se um bloco de massa m = 2,0 kg na extremidade
esquerda da barra e coloca-se um bloco de massa M = 4,0 kg
sobre a barra do lado direito ao suporte. O valor de D, para que a
barra esteja em equilíbrio, em metros, vale
a) 4,5
b) 5,0
c) 5,5
d) 6,0
e) 6,5

a) 25
b) 5
c) 3,5
d) 40
e) 10

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MAGNETISMO

A EXPERIÊNCIA DE OERSTED
Ao perceber a deflexão sofrida pela agulha magnética de uma bússola que
se encontrava próxima a um fio, logo que uma corrente elétrica é
estabelecida através desse fio, o físico dinamarquês Christian Oersted,
em 1819, descobriu o elo, a conexão entre a Eletricidade e o
Magnetismo que, até então, se mostravam fenômenos independentes.
Mas voltando à experiência, por que a corrente elétrica que passa através
do fio provoca uma deflexão na agulha magnética da bússola ?
C apítu lo 17
I n te r a ç õ e s en tr e c ar g as e l é tr i ca s Renato
e c a mp o s mag n é t ico s Brito
1 - ÍMÃS O físico francês Charles Augustin de Coulomb (1736-1806)
Os ímãs ou magnetos são corpos que possuem a capacidade de enunciou, por volta de 1785, a lei que leva o seu nome. De acordo
atrair o ferro e outros materiais. Tal propriedade tem o nome de com essa lei:
magnetismo e as regiões de um ímã onde as ações magnéticas Dois pólos magnéticos se atraem ou se repelem na razão inversa
são mais intensas denominam-se pólos magnéticos. do quadrado da distância que os separa.
Todo ímã sempre tem dois pólos. Nos ímãs em forma de
barra, por exemplo, os pólos localizam-se em suas extremidades.

Primeira lei das Ações Magnéticas


Pólos magnéticos de mesmo nome se repelem e pólos magnéticos
de nomes diferentes se atraem.
a)

b) Dobrando-se a distância entre os pólos, a intensidade das forças reduz-se a um


quarto do valor inicial.

O Princípio da inseparabilidade dos pólos de um ímã


A experiência mostra que é impossível separar os pólos
c) magnéticos de um ímã. De fato, quando dividimos um ímã ao meio
obtemos dois outros ímãs, cada um com seus próprios pólos norte
e sul.
Se dividirmos esses dois novos ímãs, obteremos quatro ímãs
Em a e b os ímãs se repelem, pois estão próximos pólos de mesmo nome,
norte-norte e sul-sul, respectivamente. Em c os ímãs se atraem, já que foram também com seus próprios pólos norte e sul e assim
aproximados pólos de nomes diferentes sucessivamente, até a escala subatômica. A figura a seguir ilustra
o fato:
A Primeira Lei das Ações Magnéticas nos leva a concluir que se o
pólo norte magnético da agulha da bússola aponta para o Pólo
Norte geográfico, é porque no Pólo Norte geográfico existe um pólo
sul magnético. Da mesma forma, no Pólo Sul geográfico existe um
pólo norte magnético.
Salientamos ainda que, na verdade, os pólos geográficos e os
pólos magnéticos da Terra não estão exatamente no mesmo local.
Foi por isso que dissemos anteriormente que a agulha da bússola
indica aproximadamente a direção Norte-Sul geográfica.
É impossível separar os pólos magnéticos de um ímã. Cada pedaço continuará
Segunda lei das Ações Magnéticas (lei de Coulomb) sendo sempre um dipolo magnético.

2. O CAMPO MAGNÉTICO
Um ímã provoca o aparecimento de forças atrativas em materiais
ferromagnéticos (ferro, níquel, cobalto e algumas ligas), mesmo
não estando em contato com eles. Assim, um ímã cria, à sua volta,
uma região de influências, denominada campo magnético, isto é,
o campo que transmite a força magnética

Orientação do Campo magnético ( B )


Tomemos uma placa de papelão disposta horizontalmente e
coloquemos sob ela uma barra imantada:

Charles Augustin de Coulomb (1736-1806)

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122

Pulverizando limalha de ferro por toda a placa de papelão. numa direção que é a direção do vetor indução magnética B nessa
observamos que os fragmentos de ferro dispõem-se segundo posição. Além disso, o pólo norte magnético da agulha apontará no
linhas que se estendem de um pólo magnético ao outro. Essas sentido estabelecido para B.
linhas são denominadas linhas de indução do campo magnético e
podem ser notadas na foto a seguir:

A figura seguinte representa esquematicamente as linhas de


indução do campo magnético da barra:

Todas as bússolas se alinham ao campo magnético gerado pelo ímã. A


palavra chave, para entender o comportamento das bússolas, quando imersas
em campo magnéticos, é “alinhamento”.

Notas:
 Admitimos que, nas proximidades do ímã, o campo criado por
ele é muito mais intenso que o campo magnético terrestre. Se
não fosse assim, a agulha se alinharia na direção do campo
resultante do ímã e da Terra.
 Cada fragmento da limalha de ferro imanta-se na presença de
um campo magnético e permanece imantado enquanto esse
campo não é removido Por isso, na experiência descrita no
início deste item, cada fragmento de ferro comporta-se como
Observemos, nessa figura, que as linhas de indução estão uma pequena agulha magnética.
orientadas, externamente ao ímã, do pólo norte magnético para o
pólo sul magnético. Isso é uma convenção. 3 - O CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA
A Terra pode ser considerada um imã gigantesco. O magnetismo
As linhas de indução orientam-se do pólo norte para o pólo sul. terrestre é atribuído a enormes correntes elétricas que circulam no
núcleo do planeta, que é constituído de ferro e níquel no estado
Observemos, ainda, nessa mesma figura, que o vetor indução líquido, devido às altas temperaturas.
magnética B é estabelecido de modo a tangenciar a linha de
indução em cada ponto, tendo a mesma orientação dela.

Nessa figura, a metade negra da agulha magnética é o seu pólo norte.

A configuração do campo magnético gerado peIa barra também


pode ser percebida deslocando-se bússolas ao redor dela e ao
longo da placa. Em cada posição, a agulha magnética dispor-se-á

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123

Quando um ímã qualquer é suspenso pelo seu centro de massa, 4 - CAMPO MAGNÉTICO UNIFORME
como no caso da agulha magnética da bússola, ele se alinha
aproximadamente na direção Norte-Sul geográfica do local, isto é, Campo Magnético uniforme é aquele em que o vetor indução
se alinha ao campo magnético terrestre. magnética B tem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo
sentido em todos os pontos do meio, suposto homogêneo.

No campo magnético uniforme, as linhas de indução são retas


paralelas igualmente espaçadas e orientadas.

O campo magnético na região destacada na figura a seguir, por


exemplo, é aproximadamente uniforme.
A extremidade do ímã que se volta para o Pólo Norte geográfico
recebe o nome de pólo norte magnético. Da mesma forma, a
extremidade que aponta para o Pólo Sul geográfico chama-se pólo
sul magnético.
Entretanto, como sabemos, pólos de mesmo nome se repelem e
de nomes contrários se atraem. Então podemos concluir que:
I) se a extremidade preta da agulha magnética (pólo norte
magnético) aponta para uma região terrestre próxima ao pólo Consideração importante:
norte geográfico (ártico) é porque nessa região da Terra existe Seja um campo magnético uniforme onde as linhas de indução são
um pólo sul magnético nesse grande ímã redondo; perpendiculares ao plano desta página.
II) se a extremidade branca da agulha magnética (pólo sul Se o sentido do campo for para fora do papel, ele será
magnético) aponta para uma região terrestre próxima ao pólo representado por um conjunto de pontos uniformemente
sul geográfico (antártico) é porque nessa região da Terra existe distribuídos, como mostra a figura a seguir:
um pólo Norte magnético nesse grande ímã redondo;

Se ocorrer o contrário, isto é, se o sentido do campo for para


dentro do papel, ele será representado por um conjunto de
cruzinhas também uniformemente distribuídas, conforme a figura:

Comportamento de bússolas sob ação do campo magnético terrestre – mais


uma vez, a palavra chave é “alinhamento”.

A figura anterior mostra que o eixo magnético da Terra é inclinado


em relação ao seu eixo de rotação. O pólo norte magnético desse
ímã Terra encontra-se em seu pólo antártico, enquanto que o seu
pólo sul magnético, no seu pólo ártico.

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124

5 - AÇÃO DO CAMPO MAGNÉTICO SOBRE UMA AGULHA  Se a carga elétrica se mover com uma velocidade V
IMANTADA perpendicular ( = 90o) ao campo magnético B, ficará sujeita a
Quando uma agulha magnética é colocada num campo magnético, uma força magnética que desviará a sua trajetória. Na figura a
surge, no pólo norte, uma força F1 de mesma direção e mesmo seguir, um canhão de prótons está acoplado a um tubo de vidro
sentido que o vetor B. No pólo sul, por sua vez, surge outra força onde se fez o vácuo. Sua extremidade mais larga é uma tela
F2 de mesma direção, mas de sentido oposto ao de B. recoberta internamente com tinta fluorescente, de modo que o
ponto atingido pelos prótons torna-se luminescente.

As forças F1 e F2 fazem a agulha magnética alinhar-se com o vetor B, com o pólo


norte apontando no sentido deste. A palavra chave é alinhamento. A bússola
sempre fica alinhada ao campo magnético B que age sobre ela.

Destaquemos, então, que:

Uma agulha magnética imersa num campo magnético alinha-se


com o vetor indução magnético B, ficando o pólo norte da agulha
apontado no sentido de B. Na ausência do ímã representado na figura, os prótons emitidos
pelo canhão movem-se sensivelmente em linha reta, atingindo o
6 - FORÇA MAGNÉTICA AGINDO SOBRE CARGAS ELÉTRICAS ponto P da tela. Na presença do ímã, entretanto, a trajetória
A força magnética Fm é bastante exótica e tem características modifica-se e os prótons desviam-se para cima, atingindo P' em
muito peculiares, quando comparadas à força elétrica Fe. Para vez de P.
estabelecermos uma comparação, recordemos as características Todos essas características da força magnética que atua sobre
básicas da força elétrica: uma carga q, se movendo num campo magnético uniforme B,
Quando uma carga elétrica q é colocada no interior de um campo estão sintetizadas na expressão abaixo:
elétrico E (não originado por essa carga própria carga), ela sofre
uma força elétrica Fe tal que: Fm = B . q . V. sen
 sua intensidade é dada, simplesmente, pela expressão
Fe = q.E. Quanto maior for a carga elétrica q e quanto mais  Fm = força magnética medida em newtons
intenso for o campo elétrico E agindo sobre ela, maior será a  B = campo magnético que age sobre a carga q, medido em
força elétrica que esse campo elétrico exercerá sobre essa teslas T.
carga.  q = módulo da carga elétrica sujeita à ação do campo B, medida
 a intensidade da força elétrica, portanto, independe da em coulombs.
velocidade V com que a carga se move através do campo.  V = velocidade da carga elétrica em m/s
Quer ela esteja parada, quer ela esteja se movendo, a   = o ângulo formado entre os vetores V e B:
intensidade da força elétrica atuante sobra a partícula será
simplesmente dada pela expressão Fe = q.e. A expressão acima confirma as características da força
 A força elétrica Fe que age sobre uma carga q sempre tem a magnética Fm:
mesma direção do campo elétrico E que a transmite. O sentido 1) se a partícula tiver velocidade nula V = 0 (no referencial da
dessa força será o mesmo sentido do campo, quando essa fonte que gera esse campo magnético B) , teremos Fm = 0
carga elétrica é positiva; e terá o sentido oposto ao do campo,
caso a carga elétrica q seja negativa. 2) se a partícula se mover paralelamente ao campo magnético
( = 0o) ou anti-paralelamente ( = 180o), teremos Fm = 0. Isto
A seguir, colocaremos uma carga elétrica q no interior de um se dá pelo fato de que apenas a componente da velocidade
campo magnético B e descreveremos as características da força perpendicular ao campo B (denominada V) é que sofre a
magnética Fm que agirá sobre essa carga:
ação desse campo magnético, e para  = 0o ou 180o, não
 A força magnética Fm que age sobre uma carga elétrica q
haverá esta componente V da velocidade.
livre depende da velocidade V com que essa se move.
 Se a carga elétrica q estiver em repouso ( v = 0) no interior 7 - ORIENTAÇÃO DA FORÇA MAGNÉTICA FM
desse campo B , nenhuma força magnética agirá sobre
Seja uma partícula com carga q que está se movendo com
ela (Fm = 0);
velocidade V através de um campo magnético B, sob ação de uma
 Se a carga elétrica estiver se movendo, porém na mesma
força magnética Fm. Seja BV o plano definido pelos vetores B
direção do campo B, isto é, se a sua velocidade for paralela ao
e V, plano esse que se encontra destacado em cinza na figura a
campo B, nenhuma força Fm agirá sobre essa carga ( Fm = 0).
seguir:

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125

 Caso 1: A velocidade V tem a mesma direção de B:


FM

B
Plano
 BV

V
A força magnética sempre é, simultaneamente, perpendicular aos vetores B e Neste caso, o campo magnético B não age na partícula, a força
V, qualquer que seja o ângulo  formado entre esses vetores B e V. Assim, a magnética FM sobre ela será nula (FM = 0). A partícula atravessará
força magnética sempre é perpendicular ao plano BV definido por esses vetores
Be V
o campo sem sofrer desvio, em MRU, qualquer que seja o sinal de
sua carga elétrica.
Direção da força magnética: A força magnética Fm que age na
carga elétrica q é sempre perpendicular ao plano BV, isto é, Fm Caso 2: A velocidade V tem direção perpendicular a B:
Temos, na figura a seguir, um campo magnético uniforme
é perpendicular a B e perpendicular a V, em qualquer instante,
perpendicular a esta página e saindo dela. Uma partícula de massa
sempre, independente do ângulo  formado entre B e V. m, eletrizada com carga q, é lançada perpendicularmente ao
campo, isto é, V  B :
Regra da mão direita para a carga positiva:
A regra da mão direita espalmada, que está de acordo com as
observações experimentais, permite determinar a direção e o
sentido da força magnética Fm. Para isso, apontamos, com a mão
direita espalmada, o polegar (dedão) no sentido da velocidade V e
os outros quatro dedos no sentido de B. A força Fm será, então,
perpendicular à palma da mão, saindo dela, se a carga for
positiva.

Como é característico da Fmag, essa força sempre age


perpendicularmente à velocidade V da partícula (Fmag  V) ,
alterando a direção da sua velocidade e, conseqüentemente,
alterando a direção do seu movimento (que será curvilíneo) , sem
alterar o módulo da velocidade.
Mas qual será, então, a força que estará agindo paralelamente
à velocidade dessa partícula, a fim de alterar o módulo da sua
velocidade ? Pelo que percebemos, sendo a Fmag a única força
agindo sobre a partícula, não haverá forças tangenciais ao seu
movimento que, portanto, se dará com velocidade escalar
constante, isto é, com aceleração escalar nula, caracterizando um
movimento uniforme. Do exposto, conclui-se que:

Todo movimento de cargas elétricas sob ação exclusivas de forças


magnéticas (não nulas) será curvilíneo e uniforme. As mais
Regra da mão direita para a carga negativa: variadas trajetórias curvilíneas podem ser obtidas, tais com
Se a carga for negativa, a força magnética terá sentido oposto ao circunferências, hélices cilíndricas, hélices cônicas etc mas, ainda
assim, em qualquer caso, o movimento será uniforme.
que teria se a carga fosse positiva. Neste caso, a força também é
perpendicular à palma da mão, mas entrando na palma dela. A 2ª lei de Newton, na direção radial ou centrípeta permite
escrever:
8 - TRAJETÓRIAS DE CARGAS ELÉTRICAS EM MOVIMENTO FRCTP = FIN  FOUT = m. actp
EM CAMPO MAGNÉTICO UNIFORME v2 v2
F m  0 = m.  B.q.V.sen90 o = m.
Quando uma partícula se move através de um campo magnético R R
estático (cujo valor não varia com o tempo) B uniforme (cujo m.v
valor não varia de um ponto para outro ponto do espaço) , que tipo R
q.B
de trajetórias ela pode descrever ? Analisaremos a seguir as 3
Vemos que o raio R da trajetória descrita pela partícula
possíveis trajetórias para esse movimento admitindo que a força depende dos fatores massa m, velocidade v e campo magnético
magnética é a única força atuando na partícula eletrizada, após o uniforme (B), grandezas essas que são constantes no tempo e no
lançamento.
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126

espaço, o que implica que o raio de curvatura (R) também é O caso 2 mostrou que uma velocidade V perpendicular ao campo
constante. Por isso, a trajetória curvilínea será uma circunferência. magnético uniforme B (VB) leva a partícula a descrever uma
trajetória circular MCU.

No presente caso 3, a partícula será lançada obliquamente ao


campo magnético B, com uma velocidade V formando um
ângulo  com ele. Decompondo essa velocidade V em suas
componentes V// = V.cos e V = V.sen, podemos dizer que
essa partícula está penetrando o campo magnético dotada,
simultaneamente, de duas velocidades V// e V.

Ora, a componente V// da velocidade leva partícula a descrever


um MRU paralelamente ao campo B (caso 1) , enquanto a
Assim, pode-se concluir que:
componente V leva a partícula a descrever um MCU (caso 2)
Quando uma partícula eletrizada é lançada perpendicularmente a perpendicularmente ao campo B. Como será um movimento que
um campo magnético B uniforme, ela desloca-se em movimento contenha, simultaneamente, as duas velocidades ?
circular e uniforme de raio R, dado por:
m.v
R
q.B

O período desse MCU pode ser calculado por: Na direção de B, o movimento é retilíneo e uniforme.

distância percorridadurante uma volta 2..R 2.  m.V 


T=   . 
V V V  q.B 
2..m
T 
q.B
Assim, pode-se concluir que:
Quando uma partícula eletrizada é lançada perpendicularmente a
um campo magnético B uniforme, ela desloca-se em movimento
circular e uniforme de período T dado por:
2..m
T  Na direção perpendicular a B, o movimento é circular e uniforme.
q.B

Note que: Ora, será a superposição desses dois movimentos, como mostra a
 O período T desse MCU independe da velocidade V com figura a seguir :
que a partícula penetra o campo magnético B ! Isso é incrível,
por isso leia de novo esse parágrafo ! 
 Partículas com mesma razão carga-massa (q/m), lançadas
perpendicularmente a um campo magnético B uniforme,
descreverão MCU’s de períodos T idênticos, independente de
suas velocidades v !
 Se a velocidade V da partícula duplicar, duplicará também o
raio R do sua trajetória circular e o comprimento C da
circunferência C = 2..R, mantendo inalterado o período T do
seu movimento.

Caso 3: A velocidade v forma um ângulo  qualquer com B: A partícula descreverá um MCU num plano perpendicular ao
O caso 1 mostrou que uma velocidade V paralela ao campo campo B com uma velocidade tangencial V = V.sen. Esse
magnético uniforme ( V // B) não sofre a ação desse campo e, plano, por sua vez, se moverá ortogonalmente ao campo B em
nesse caso, a partícula se move em MRU.
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MRU com velocidade V// = V.cos. Portanto, o movimento uma partícula de carga q que entra nesta região com
resultante é helicoidal e uniforme, semelhante a uma mola comum. velocidade V, como mostra a figura anterior. Se q for positiva, a
força elétrica de modulo FE = q.E esta dirigida para baixo  e a
Note que, nesse caso, o MCU é descrito com uma velocidade força magnética de módulo Fm = q.v.B para cima . Se a carga
tangencial V= V.sen e seu novo raio será dado por: for negativa, o sentido de ambas as forças se inverte, mas ainda
permanecerão dirigidas em sentidos opostos, por isso o sinal da
m.v  m.V.sen  carga elétrica é irrelevante nessa análise. As duas forças se
RH   equilibram se:
q. B q.B
E
FE = FM  |q|.E = |q|.v.B  v  (velocidade filtrada)
Ao passo que seu período será: B
Independente da massa ou a carga da partícula, se ela estiver se
2..R H 2.  m.V.sen  2.. m movendo com essa velocidade V = E/B, atravessará os dois
TH   .  
V V.sen  q.B  q. B campos sem sofrer deflexão e emergirá pelo orifício lateral, isto é,
essa partícula será filtrada (veja figura abaixo).
Vemos que o período é igual ao período que obtivemos para o
caso 2. V 
E

X X X X X B

O passo P da hélice (análogo ao comprimento de onda  de FMag


uma onda) é o deslocamento sofrido pela partícula (durante seu X X X X
MRU paralelo a B) a cada intervalo de tempo correspondente a um B V
E

período T do MCU (veja esse passo P representado na figura B

anterior). Assim: X X V X X partícula


filtrada
FE
Distância = V x T , para movimentos uniformes, portanto: X X X X X E
V
2..m 2..m.V.cos  B
Passo = V// x T = V.cos x = E
q.B q.B
Se partícula tiver uma velocidade grande demais V > E/B,
Conclusão: vemos que, quando uma carga q é lançada num
campo magnético uniforme B, três trajetórias são possíveis: teremos B.q.V > q.E e, portanto, a partícula será desviada na
direção da força magnética FM (veja figura anterior). Se uma
partícula tiver uma velocidade pequena demais V < E/B, teremos
Forma da trajetória Condição necessária
B.q.V < q.E e, portanto, a partícula será desviada na direção da
força elétrica FE .
1) Retilínea (MRU) V // B,  = 0o ou  =180o
Esta configuração dos campos, que só deixa passar as partículas
2) Curvilínea (MCU) V B,  = 90o com uma certa velocidade, é um filtro de velocidades.
B
3) Helicoidal   90o, 180o , 270o, 360o

9 – O FILTRO DE VELOCIDADES E
A força magnética Fm sobre uma partícula carregada que se move
num campo magnético B uniforme pode ser equilibrada V
(cancelada) por uma força elétrica FE, se os módulos e as direção
dos campos magnético B e elétrico E sofrem convenientemente Vetores V, E e B formando um triedo tri-ortogonal XYZ, isto é, vetores V, E e B
ajustados: mutuamente perpendiculares entre si, dois a dois.

Deduzimos, então que as condições para que tenhamos um


filtro de velocidades são:
1) Campos elétrico E e magnético B uniformes e perpendiculares
entre si ( B  E)
2) Velocidade V da partícula perpendicular ao campo elétrico E
e ao campo magnético B.

As condições para que uma partícula com velocidade V seja


filtrada são:
A figura mostra uma região do espaço entre as placas de um 3) As forças elétrica FE e magnética FM devem ter mesma
capacitor onde há um campo elétrico E e um campo magnético direção (o que já está garantido pelas condições 1 e 2) e
perpendicular B a este campo elétrico (o campo magnético é sentidos opostos.
produzido por um ímã que não aparece na figura). Imaginemos 4) A velocidade da partícula deve valer V = E/B.

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128

As condições 1 e 2 podem ser reunidas numa só condição: 2.q.U r 2 q 2B 2 q 2.U


os vetores B, E e V devem formar um triedro tri-ortogonal XYZ,    2 2 [eq 3]
isto é, devem ser mutuamente perpendiculares entre si, dois a dois.
m m2 m B r

10 – O ESPECTRÔMETRO DE MASSA A relação eq 3 permite determinar a razão carga-massa do


isótopo. No espectrômetro original de Aston, as diferenças de
O espectrômetro de massa, inventado por Francis William Aston
massa poderiam ser medidas com uma precisão de 1 parte em
em 1919 e aperfeiçoado por Kenneth Bainbridge e outros, foi
10.000. A precisão foi melhorada por Kenneth Bainbridge pela
desenvolvido visando à medição das massas de isótopos. Estas
introdução de um filtro de velocidades, entre a fonte de íons e o
medições são maneiras importantes para se determinar não só a
campo magnético, o que possibilitou a determinação destas
existência dos isótopos, mas também a respectiva abundância na
velocidades com exatidão muito maior. Nesse caso, a razão
natureza. Por exemplo, o magnésio natural é constituído por
carga-massa q/m será determinada por:
78,7% de 24Mg, 10,1% de 25Mg e 11,2% de 26Mg. Estes
isótopos têm massas na razão aproximada 24:25:26. E
O espectrômetro de massa é usado para determinar a razão v (velocidade filtrada)
BF
entre a massa e a carga de íons, de carga conhecida, mediante a
determinação do raio das órbitas circulares num campo magnético onde E e BF são os campos elétricos e magnéticos usados no
uniforme. A expressão r = m.v / q.B dá o raio r da órbita filtro de velocidades. Se o campo magnético usado no
circular de uma partícula de massa m e carga q, num campo espectômetro de massa vale BE, o raio da trajetória circular será
magnético B onde ela se desloca com a velocidade v dada por:
perpendicular ao campo.
m.v m  E  m.E
r = =   =
q.BE q.B E  B F  q .B E . B F

Finalmente, determinamos a razão carga-massa q/m do isótopo


por:
q E

m B E .B F .r
O aluno não deve memorizar nenhuma das expressões acima,
mas, tão somente, entender o raciocínio que leva a determinar
cada uma delas.
11 – O TRABALHO REALIZADO PELA FORÇA MAGNÉTICA
Qualquer que seja o formato da trajetória descrita por uma carga
elétrica q se movendo através de um campo magnético B
Esquema de um espectrômetro de massa. Os íons de uma fonte de íons são
acelerados pela diferença de potencial U e entram num campo magnético estático, é importante notar que:
uniforme B. O campo magnético, na figura, aponta na direção saindo dessa página,  A Força magnética Fm que atua sobre sobre essa carga é
conforme a indicação dos pontos. Os íons percorrem uma órbita semicircular e perpendicular à sua velocidade V em cada instante.
atingem uma chapa fotográfica em P2. O raio da órbita é proporcional à massa do
íon.
q V
A figura acima mostra o esquema de um espectrômetro de massa. V
Os íons de uma fonte de íons são acelerados por um campo q
elétrico e entram num campo magnético uniforme provocado por Fm
Fm
um eletroímã. Se os íons partem do repouso e são acelerados
através de uma ddp U, a energia cinética que possuem, ao entrar
V
no campo magnético B, é dada por pelo princípio do trabalho total
q
(teorema da energia cinética):
Fm
 total = F elét = m.V² / 2  0  Assim, a força magnética Fm, portanto, é sempre perpendicular
q.U = m.V² / 2 à trajetória descrita pela partícula, em cada instante.
 Consequentemente, o trabalho realizado por uma força
V² = 2.q.U / m [eq 1] magnética Fm agindo sobre uma carga livre é sempre nulo,
Os íons se deslocam numa órbita semicircular de raio r e atingem visto que essa Fm será perpendicular à trajetória em cada
uma chapa fotográfica no ponto P2, à distância 2r do ponto onde instante.
entraram no campo do ímã. Para acharmos a expressão da razão  Isso mostra que a força magnética é incapaz de aumentar ou
carga massa q/m, seguimos o seguinte raciocícnio diminuir a energia cinética Ecin dessa carga elétrica, visto
que não realiza trabalho.
m.v r 2 q 2B 2  A força magnética Fm agindo sobre essa partícula terá uma
r =  v2  [eq 2]
q.B m2 função exclusivamente centrípeta, alterando apenas a
direção da sua velocidade durante o movimento.
Substituíndo [eq 1] em [eq 2], vem:

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129

 A força magnética, portanto, é incapaz de alterar a velocidade


escalar (rapidez ou módulo da velocidade) da partícula.
Se a força resultante agindo sobre uma carga elétrica livre for a
força magnética, então o movimento realizado por ela será,
necessariamente, um movimento curvilíneo uniforme (MU) –
velocidade escalar constante, aceleração escalar nula,
independente do campo magnético ser uniforme ou não.
Esquema de funcionamento das “Garrafas magnéticas”
 A força magnética sempre age perpendicularmente à velocidade
e, portanto, à trajetória da partícula, portanto, não realiza Um campo magnético desse tipo pode ser usado para manter uma
trabalho. Assim, não há energia potencial associada à força partícula confinada em uma região limitada do espaço. A figura
magnética (não existe o conceito de energia potencial abaixo mostra o esquema do funcionamento das chamadas
“garrafas magnéticas”.
magnética) e, portanto, a força magnética é dita
não-conservativa. Esses fatos, associados ao fato de não B
existirem monopólos magnéticos, fazem com que as linhas de
Fx Fx
campo magnético sejam sempre fechadas, ao contrário das B
linhas do campo eletrostático, que são sempre abertas.
F F
FY FY
12 - TRAJETÓRIAS DE CARGAS ELÉTRICAS EM MOVIMENTO
EM CAMPO MAGNÉTICO B NÃO - UNIFORME
Conforme vimos anteriormente, a força magnética Fmag, ao atuar FY F F FY
sobre uma carga livre q se movendo através de um campo
magnético B, sempre terá uma função centrípeta, visto que sempre
Fx B
será perpendicular ao plano BV. Fx
Consideremos apenas o caso em que a força resultante agindo B
sobre a partícula seja a força magnética Fmag. Conforme vimos
anteriormente, nesse caso, seu movimento será obrigatoriamente Esquema mostrando como a oscilação é mantida – a velocidade V
curvilíneo e uniforme, raio de curvatura R dado por: está entrando  ou saindo  da página, dependendo do sinal da
carga q.
FRCTP = Fi n  Fout = m. V2 / R
Fmag = m.V2 / R Uma partícula carregada entra em espiral em um campo magnético
não uniforme. O campo é mais intenso nas extremidades e mais
B.q.V.sen = m.V2 / R fraco no centro (como pode ser percebido pela densidade de linhas
m.V.sen de campo magnético B). As partículas se mantêm em espiral para
R= frente e para trás entre as duas extremidades dessa “garrafa
q.B
magnética”, onde o campo B é mais intenso.
Como m, |V| e q já são necessariamente constantes (no tempo e
no espaço) num movimento uniforme , vemos que a condição Observe que os vetores força magnética F nos extremos esquerdo
para que o raio R da trajetória seja constante é que tenhamos B e e direito dessa “garrafa magnética” estão inclinados em relação à
 constantes. Trajetórias com raios de curvaturas constantes vertical (visto que são perpendiculares à linha de
ocorrem apenas em duas situações: campo B, como mostra a figura anterior).
 Situação 1 – Trajetória plana: O caso do MCU no interior de
um campo magnético B uniforme, em que  = 90o em cada Decompondo essa força magnética F em suas componente F X e
instante e B é constante; FY , vemos que as componentes FY (centrípetas) se encarregam
 Situação 2 – Trajetória tridimensional: O caso da partícula da componente circular do movimento, ao passo que as
descrevendo uma hélice cilíndrica através de um campo componentes FX garantem uma aceleração restauradora que faz
magnético B uniforme. a partícula voltar em direção ao centro da garrafa, garantindo o
movimento espiralado de vai-vém entre os extremos dessa
Em qualquer outra situação com B não-uniforme (A intensidade
“garrafa magnética”.
de B varia em cada ponto do espaço) , só podemos garantir que o
Essa configuração é usada para confinar gases quentes ionizados
movimento da partícula será uniforme, mas seu raio de curvatura
(chamados plasmas) com temperaturas da ordem de 10 6 K que
R variará em função dos valores de B e  em cada instante.
poderia fundir o material de qualquer recipiente onde tentassem
Assim, as trajetórias “mais malucas” podem ocorrer quando uma guardá-lo. Plasmas são usados, dentre outras aplicações, em
partícula carrega q é lançada num campo magnético não- pesquisas de fusão nuclear.
uniforme.
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130

13 - LEITURA COMPLEMENTAR:
OS ACELERADORES DE PARTÍCULAS.
Para estudar núcleos atômicos, para provocar reações nucleares
(decaimento alfa, beta, gama etc) , frequentemente precisamos
bombardear núcleos atômicos com partículas de alta energia, tais
2
como partículas alfa 4 emitidas por algum material
radioativo, como Plutônio.
Entretanto, pelo fato dos núcleos atômicos também terem
carga positiva q = +Z.e , (Z = número atômico, e = carga
elementar), quando essas partículas são lançadas em direção a
esses núcleos, sofrem forte repulsão elétrica e nem sempre
possuem energia cinética suficiente para vencer essa repulsão
Campo magnético da Terra, mostrando prótons e elétrons confinados nos cinturões
de Van Allen elétrica e atingi-los. Quanto maior o número atômico Z do núcleo
alvo, maior será a sua carga elétrica nuclear, maior a repulsão
Um fenômeno similar ao das garrafas magnéticas ocorre no que ele exercerá na partícula positiva que tentar se aproximar
campo magnético da Terra, em que elétrons, prótons e outros íons dele, mais difícil é de bombardeá-lo.
entram em movimento de espiral para frente e para trás Assim, a fim de obter feixes de partículas aceleradas com
freneticamente, entre as regiões de campo magnético intenso grandes energias cinéticas (grandes velocidades), os físicos
próximo aos pólos magnéticos do ímã Terra. Estas partículas inventaram o que chamamos de aceleradores de partículas, que
rápidas são responsáveis pelos chamados cinturões de Van Allen utilizam poderosos campos elétricos e magnéticos para manter
que envolvem a Terra, causando o belíssimo efeito visual da uma partícula confinada, descrevendo uma trajetória circular com
auroras boreal e austral. uma energia cinética cada vez maior, a cada volta, até que essa
partícula finalmente deixa o acelerador e vai em direção ao núcleo
alvo a ser bombardeado.

A aurora boreal e austral são fenômenos atmosféricos que constituem um belo


espetáculo de luz e de cores. Veja essa e outras imagens reais e
“coloridas mesmo” no link www.fisicaju.com.br/aurora, vale a pena conferir.
Cíclotron construído pelos físicos americanos Lawrence e Livingstone da
universidade de Berkeley – 1931
Os termos aurora boreal e aurora austral significam,
respectivamente, “luzes do norte” e “luzes do sul”. Esses
fenômenos são conhecidos desde a antiguidade, sendo
mencionados na mitologia dos esquimós e de outros povos, que
lhes atribuíam origem sobrenatural. Podem apresentar-se com
variadas formas ( cortinas, arcos, raios etc) e cores.

Uma explicação bem elaborada desse fenômeno só foi possível


após o lançamento dos primeiros satélites artificiais. Os cientistas
descobriram que os íons que constituíam o cinturão de Van Allen
se movem freneticamente e colidem com os gases atmosféricos
principalmente com os átomos e moléculas de oxigênio e
nitrogênio, fazendo com que eles emitam as luzes que constituem
a aurora. Esses fenômenos atmosféricos são vistos Como Funciona um Cíclotron ?
A figura mostra esquematicamente os principais componentes de
especialmente no céu das regiões próximas aos pólos terrestres,
um cíclotron. Vemos que ele é constituído por duas câmeras
onde moram os esquimós. metálicas ocas, com a forma da letra D (D 1 e D2 na figura a
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131

seguir), atravessadas por um poderoso campo magnético uniforme mesmo ( a metade do período do MCU estudado anteriormente).
B vertical produzido por um par de poderosos eletroímãs Conforme aprendemos anteriormente, o período do MCU num
circulares , mostrados na figura anterior. Uma voltagem alternada é campo magnético uniforme independe da velocidade v e do raio r
aplicada de forma a causar um campo elétrico E horizontal da trajetória circular, sendo dado por  = 2.m/ (q.B).
também alternado somente na região entre D 1 e D2 (como num O sentido do campo elétrico E na região entre os “dês” se
capacitor) . O sentido desse campo elétrico E ora aponta de D 1 alterna com a mesma freqüência do movimento da partícula, de
para D2, ora aponta no sentido inverso. forma que este campo sempre estará a favor do seu movimento
quando ela atravessar a região entre os “dês”, fornecendo Ecin
adicional para a partícula duas vêzes a cada volta.
Quanto maior for a velocidade adquirida pela partícula, maior
será o raio R da sua trajetória semi-circular R = m.v/ q.B. Essse
processo se repete um grande número de vezes até que o raio da
trajetória cresça suficientemente para que a partícula saia por uma
abertura lateral onde é colocado o alvo a ser bombardeado (veja
figuras).
Nos cíclotrons mais modernos, os prótons executam cerca de
100 voltas completas no interior do aparelho e adquirem uma
energia cinética igual àquela que adquiririam se fossem acelerados
por uma diferença de potencial de, aproximadamente, 12 milhões
de volts, isto é, uma energia de 12 milhões de elétron-volts
Um dispositivo que emite íons de baixa energia (prótons, ( 12 MeV).
dêuterons) é colocado no ponto S (source), situado entre D1 e D2 O ponto chave do funciomento do cíclotron eh que o campo
na posição indicada na figura acima. Suponha que um próton seja elétrico E na região entre os “dês” deve alternar o seu sentido
produzido em S (carga q) no instante em que o campo elétrico E com a mesma freqüência do movimento da partícula descreve seu
está apontando de D1 para D2 . Essa partícula será acelerada por movimento. A voltagem alternada usada para produzir esse campo
este campo elétrico e penetrará no interior de D2 (veja figura) com elétrico E se encarregará disso.
uma certa velocidade v1 , descreverá uma trajetória semi-circular Entretanto, quando as partículas atingirem velocidades
de raio r1 = m.v1/ (q.B) e retornará para a região entre os “dês”. suficientemente grandes, efeitos relativísticos que estudaremos na
apostila 3 fazem com que a massa da partícula aumente com o
aumento da velocidade. Embora esse efeito só se torne
perceptível para velocidades superiores a 10% da velocidade da
luz (v > 0.1.c) , as velocidades atingidas pelas partículas no interior
do cíclotron são grandes o suficiente para que essa variação m
da massa seja aprecíável. O aumento da massa m implica um
aumento do período  = 2.m/ (q.B), deixando de haver sincronia
entre o movimento do íon e as inversões no sentido do campo
elétrico E. Com essa ausência de sincronia, o próton poderá
encontrar o campo elétrico E em sentido contrário ao seu
movimento. Nessas condições, o campo elétrico E não mais
transfere energia à partícula, sendo atingido, assim, o limite de
energia que o íon pode adquirir.
Para superar essas dificuldades, os físicos aperfeiçoaram o
aparelho e construíram um cíclotron sincronizado, o
sincrocíclotron. Neste acelerador de partículas, a freqüência
Nesse instante, ela penetrará novamente o campo elétrico E, cujo com que o campo elétrico E é invertido varia automaticamente,
sentido já estará invertido, agora apontando de D 2 para D1 , a fim compensando a variação relativística da massa da partícula, de
de acelerar ainda mais o próton, quanto este novamente forma a sempre coincidir com a freqüência do movimento do íon
atravessar a região entre os “dês”, indo de D2 para D1. O próton acelerado. Com isso, o sincrocícloton garante a perfeita sincronia
sofrerá um aumento de Ecin cada vez que atravessar a região e, na década de 40, já era capaz de acelerar partículas até uma
entre os “dês”, correspondente ao trabalho realizado pela força energia cinética de 700 Mev, usando “dês” com 4,5m de
elétrica que age sobre essa carga, durante essa travessia, isto é: diâmetros.
Feletr = Fe x D = Ecin2  Ecin1 No Fermi lab, nos EUA, um acelerador de partículas
(subterrâneo) chamado Tévatron acelera prótons a uma energia
Feletr = q.E x D = m.(v2)2 / 2  m.(v1)2 / 2 cinética máxima de 1 TeV = 1012 eV, após darem cerca de 400.000
viagens circulares completas em sua circunferência de
onde D é a distância percorrida pelo próton na região entre os
1 km de raio .
“dês”.
O CERN (Centro Europeu para Física de Partículas) possui
Agora o elétron penetrará o D 1 com uma velocidade v2 > v1 e
laboratórios de pesquisas nucleares, construídos nas proximidades
descreverá uma trajetória semi-circular de raio r2 = m.v2 / q.B
de Genebra, na Suíça, com recursos de vários países da Europa.
maior que r1. O raio r2 aumenta em relação a r1 na mesma
Esta associação de países para realização de pesquisas foi
proporção em que v2 aumenta em relação a v1, de forma que o
concretizada, principalmente, em virtude dos altíssimos custos
tempo que ele permanece no interior de cada “dê” é sempre o
exigidos na montagem de laboratórios de alta energia.
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132

Recentemente, no CERN, foi colocado em operação o acelerador Número de voltas no


de partículas denominado LEP (large electron positron collider) 11 245
túnel por segundo
com 27 km de circunferência.
Velocidade dos protões 229 732 500 99,9998 % da velocidade
à entrada do LHC m/s da luz
Velocidade dos protões 299 789 760 99,9999991 % da
na colisão m/s velocidade da luz
1 milhão de vezes mais
Temperatura da colisão ~ 1016 oC quente que no centro do
Sol
temperatura inferior à do
Temperatura dos crio- 1,9 K
espaço intersideral
ímans (271,3 oC)
(2,7 K, 270,50C)
Quantidade de Hélio
~ 120 t
necessário
Volume do vazio volume da nave de um
~ 9 000 m³
isolando os crio-ímans catedral
Pressão do vazio no pressão 10 vezes inferior
~ 1013 atm
Vista aérea do Fermi Lab – na cidada da Batavia , estado de Illinois nos EUA feixe à da Lua
O seu acelerador de partículas - o Tévatron - tem aproximadamente 1 km de raio
o dobro de um Airbus
Consumo eléctrico ~ 120 MW A380 em viagem de
O segundo mais moderno acelerador de partículas atualmente
cruzeiro
chama-se SSC (Superconducting Collider), um mega-projeto que
reuniu mais de 250 cientistas e engenheiros de mais de 38 países
para a sua construção no estado do Texas. Seu anel acelerador
tem cerca de 90 km de circunferência, abriga mais de 10.000 ímãs
supercondutores e produz energias de colisão próton-antipróton da
ordem de 20 TeV ( 20 trilhões de elétron-volts).
O maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do
mundo atualmente chama-se LHC (Large Hadron Collide)  O
Grande Colisor de Hádrons. Seu principal objetivo é obter dados
sobre colisões de feixes de partículas, tanto de prótons a uma
energia de 7 TeV (1,12 microjoules) por partícula, ou núcleos de
chumbo a energia de 574 TeV (92,0 microjoules) por núcleo. O
laboratório localiza-se em um túnel de 27 km de circunferência,
bem como a 175 metros abaixo do nível do solo na fronteira franco-
suíça, próximo a Genebra, Suíça.
Ao contrário dos demais aceleradores de partículas, a colisão será
entre prótons, e não entre pósitrons e elétrons (como no LEP),
entre prótons e antiprótons (como no Tevatron) ou entre elétrons e
prótons (como no HERA). O LHC irá acelerar os feixes de prótons
até atingirem 7 TeV (assim, a energia total de colisão entre dois
prótons será de 14 TeV) e depois fará com que colidam em quatro
pontos distintos. A luminosidade nominal instantânea é 10 34
cm−2s−1, a que corresponde uma luminosidade integrada igual a
100 fb−1 por ano. Com esta energia e luminosidade espera-se
observar o bóson de Higgs e assim confirmar o modelo padrão das
partículas elementares.
-------------------------------------------------------------
A história da ciência conta que em 1831, logo após uma
demonstração de Michael Faraday sobre eletricidade, Indução
Alguns valores relativos às características do LHC para permitir eletromagnética, o princípio de funcionamenteo de hidrelétricas
fazer-se uma ideia da sua enormidade e do que esses valores modernas, alguem o indagou: “e para que serve isso ?”, ao que
representam à escala 'humana' ! Faraday prontamente respondeu “responda-me então você,
senhor, para que serve um bebê recém-nascido ?”
Características Valores Equivalente a
Circunferência ~ 27 km
Distância percorida em ~ 10 mil uma ida e volta a
10 horas por um feixe milhões de km Neptuno
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133

Pensando em Classe
Pensando em Classe

Questão 01
Considere o cenário abaixo. Uma ambulância A se move com velocidade V A constante em relação à
Terra e, no seu painel, encontram-se fixas uma carga elétrica +QA e uma bússola A. No painel do
carro B, que se move em sentido oposto com velocidade V B, encontram-se fixas uma carga QB e uma
bússola B. O Mago encontra-se parado na calçada observando tanto a movimentação dos carros
quanto as possíveis interações eletromagnéticas presentes no sistema. De posse do Mago também
existem uma bússola C e uma carga elétrica +Q C.
A
VA B

VB

Analise as alternativas abaixo e assinale verdadeiro V ou falso F, conforme seus conhecimentos sobre
Eletricidade e Magnetismo:
a) a carga elétrica +QA não produz no campo magnético no referencial da ambulância A; em outras
palavras, a bússola A não é perturbada pela carga +Q A.
b) A bússola A é perturbada pelos campos magnéticos que as cargas QB e +QC produzem no
referencial da ambulância;
c) No referencial da ambulância, existem os campos elétricos EA, EB e EC produzidos pelas cargas
elétricas +QA, QB e +QC;
d) A bússola C do mago é perturbada tanto pelo campo magnético gerado pela carga +Q A quanto pelo
campo magnético produzido pela carga QB. A carga +QC, estando imóvel em relação á bússola C,
é incapaz de perturbá-la;
e) A bússola C do mago, no referencial da Terra, sofre força magnética tanto pela ação do campo
magnético gerado pela carga +QA quanto pelo campo magnético produzido pela carga QB nesse
referencial.
f) A bússola de cada veículo não é perturbada pela carga elétrica fixa ao seu próprio painel. Afinal de
contas, esta carga encontra-se parada em relação ao próprio veículo, não gerando campo
Magnético no referencial daquele veículo. Ela produzirá apenas campo elétrico E.
g) Cargas elétricas produzem campo elétrico E pelo simples fato de existirem;
h) Cargas elétricas só produzem Campo Magnético nos referenciais em que elas encontram-se em
movimento.
i) A existência de um Campo Magnético B não é absoluta, mas sim relativa ao observador, isto é,
depende do referencial que observa.

Questão 02
Sabemos que apenas materiais ferromagnéticos são fortemente atraídos por ímãs. Assinale a
alternativa que contém dois conjuntos exclusivamente de materiais ferromagnéticos e de materiais
não-ferromagnéticos, respectivamente:
a) { ferro, cobre, níquel } , { isopor, madeira, papel }
b) { ferro, alumínio, aço } , { cobre, madeira, papel }
c) { ferro, níquel, cobalto }, { ouro, madeira, cobre }
d) { ferro, cobre, níquel } , { isopor, madeira, prata }
e) { ferro, cobalto, aço } , { prata, ouro, níquel }
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134

Questão 03
Na figura temos a representação das linhas de indução do campo magnético de um ímã em forma de
barra. Os vetores indução magnética, nos pontos 1, 2, 3 e 4, são corretamente representados por:

1 3
N S

a) b) c)
2 2 2

3 1 3
1 1
3

4 4 4

d) e)
2 2

1 3 1 3

4
4

Questão 04
(UFRS) Uma pequena bússola é colocada próximo de um ímã permanente. Em quais posições
assinaladas na figura a extremidade norte da agulha apontará para o alto da página?
a) somente em A ou D A
b) somente em B ou C
c) somente em A, B ou C N
d) somente em B, C ou D
B C
e) em A, B, C ou D

D
Questão 05
A figura mostra dois ímãs idênticos dispostos sobre a superfície plana de uma mesa horizontal.
Colocando uma bússola em repouso sobre o ponto A, assinale a opção que indica a posição de
equilíbrio da bússola, desprezando o campo magnético da terra.

a) b) A

c) d)
N
S

S
N

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135

Questão 06
Na figura abaixo, um canhão de partículas lança íons que deslocam-se através dos campos elétrico e
magnético e atingem um anteparo. Caso não sofressem desvio em sua trajetória, tais partículas
atingiriam o anteparo no centro O. Devido a ação dos campos, cada partícula é defletida, incidindo num
dos quatro quadrantes A, B, C e D. Pode-se afirmar que:
A B

C D E

N S

a) todos os cátions devem atingir o quadrante B, ao passo que todos os ânios, o quadrante C.
b) todos os cátions devem atingir o quadrante D, ao passo que todos os ânios, o quadrante B.
c) todos os cátions devem atingir o quadrante D, ao passo que todos os ânios, o quadrante A.
d) todos os cátions devem atingir o quadrante C, ao passo que todos os ânios, o quadrante B.

Questão 07
(U. C Salvador-BA) A figura a seguir representa um tubo de raios catódicos, cujo canhão de elétrons
faz os mesmos atingirem o centro X do cinescópio. A seguir, um campo magnético uniforme B é criado
na região K do cinescópio. Esse campo tem direção perpendicular ao feixe de elétrons, como sugere a
figura a seguir. Assim, o feixe de elétrons:
a) continua atingindo o ponto X
b) se aproxima de P
c) se aproxima de Q
d) se aproxima de R
e) se aproxima de T

Questão 08
(U.F. Uberlândia-MG) A figura mostra a tela de um osciloscópio onde um feixe de elétrons, que provém
perpendicularmente da página para seus olhos, incide no centro da tela. Aproximando-se lateralmente
da tela dois ímãs iguais com seus respectivos pólos mostrados, verificar-se-á que o feixe:
a) será desviado para cima
b) será desviado para baixo
c) será desviado para a esquerda
d) será desviado para a direita
e) não será desviado

Um próton é lançado no interior de um campo


magnético uniforme de intensidade B = 100 T, B
com uma velocidade V = 5 x 106 m/s, numa
direção que forma um ângulo de 30 com as 30o
linhas do campo. Admita que as linhas de
campo são horizontais e apontam da esquerda v
para a direita. A velocidade V do próton está
contida no plano horizontal.
Questão 09
Sobre a partícula lançada atua uma força força magnética Fmag que tem:
a) a mesma direção e o mesmo sentido de B
b) a mesma direção e o mesmo sentido de v
c) a mesma direção, mas o sentido contrário ao de v
d) direção perpendicular ao plano de B e v e sentido para cima
e) direção perpendicular ao plano de B e v e sentido para baixo
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Questão 10
A intensidade da força que atua sobre a partícula é:
a) 4,0 . 10–11 N b) 5,0 . 10–8 N c) 2,0 . 10–7 N d) 1,4 . 10–7 N e) 6,0 . 10–6 N
Questão 11
Partículas elétricas como elétrons, partículas  ou íons em geral, quando se movem através de um
campo magnético B, podem executar as trajetórias mais inusitadas sob ação exclusiva da força
magnética Fmag, a qual sempre atua perpendicularmente aos vetores V (velocidade da partícula) e B
(campo magnético agindo sobre a partícula). É o caso da garrafa magnética mostradas abaixo:
B
Fx Fx
B
F F
FY FY

FY F F FY

Esquema de funcionamento das “Garrafas magnéticas” , campos


Fx B
magnéticos usados para confinar, em uma região do espaço um Fx
gás ionizado (plasma) com temperatura das ordem de 10 6 K que
poderia fundir qualquer recipiente onde tentassem guardá-lo. B

1ª parte: esboce o gráfico da velocidade escalar da partícula v


eletrizada que se move confinada à garrafa magnética,
executando seu movimento circular de vaivém sob ação
exclusiva da força magnética:
2ª parte: assinale V ou F para as afirmativas abaixo a
respeito das peculiaridades da excêntrica força magnética: t
a) ( ) a força magnética sempre realiza trabalho nulo;
b) ( ) a força magnética sempre age na direção radial (centrípeta) do movimento, sendo sempre
responsável pela produção da aceleração centrípeta;
c) ( ) se a energia cinética de uma partícula eletrizada aumentou ou diminui de valor, ao atravessar
uma região contendo apenas campos elétrico E e magnético B, essa variação da Ecin deve-se
exclusivamente à ação da força elétrica Fe. A força magnética NUNCA alterará a energia cinética de
uma partícula eletrizada.
d) ( ) Se uma partícula de massa m e carga +q for abandonada do repouso do alto de um prédio
de altura H, sob ação exclusiva do campo gravitacional uniforme g e de um campo magnético
uniforme horizontal de intensidade B, a mesma atingirá o solo com velocidade v = 2.g.H ,
independente da trajetória seguida. Afinal, o trabalho da força magnética é sempre será sempre nulo e
apenas a força peso realizará trabalho nesse episódio.
e) ( ) Dentro do tubo de imagem de um aparelho de televisão convencional, um feixe de elétrons é
acelerado, a partir do repouso, até atingir grandes velocidades e, em seguida, se chocar com a tela
recoberta com material sensível à luz. O responsável pela aceleração desse feixe são os fortes
campos magnéticos produzidos por bobinas existentes no interior desses aparelhos.

Questão 12
Em um campo magnético uniforme B são lançadas uma partícula 4 2 e um dêuteron H21 com
velocidades iniciais V e VH (com VH = 2.V) perpendiculares à direção das linhas de indução do
campo. Admitindo que as partículas fiquem sob a ação exclusiva das forças magnéticas, elas
descrevem movimentos circulares e uniformes com raios R e RH e períodos T e TH. Assinale a
opção que relaciona corretamente os raios e os períodos.
a) RH = R e T = TH
b) RH = R e TH = 2.T
c) RH = 2.R e TH = T
R
d) RH = 2.R e TH = 2.T e) RH   e TH  T
2

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Questão 13
(ITA-SP) A figura representa a seção transversal de uma câmara de bolhas utilizadas para observar as
trajetórias de partículas atômicas. Um feixe de partículas, todas com a mesma velocidade, contendo
elétrons ( e01 ), pósitrons ( e01 ), prótons ( H11 ), dêuterons ( H21 ) e nêutrons ( n 10 ) penetra nessa
câmara, à qual está aplicado um campo magnético perpendicularmente ao plano da figura. Identifique
a trajetória de cada partícula.

E D

Questão 14 – Filtro de velocidades


Uma partícula estava se movendo com velocidade V e penetrou uma região com dois campos B e E
uniformes e cruzados, como a figura abaixo. Sabendo que a partícula passou sem sofrer desvio
(trajetória 2), determine:
a) o sinal da carga elétrica, com base na figura;
b) a velocidade V da partícula, dado sua massa m = 20g, E = 300 N/C e B = 0,2 T;
c) Se um próton fosse lançado com velocidade V = 2000 m/s no lugar dessa partícula, qual das
trajetórias ele seguiria: 1, 2 ou 3 ?

X X X X X 1
FE
X X X X
2
V
X X B X X
FMag
X X X X 3
E

Questão 15
Um campo magnético B é perpendicular a um campo elétrico E, ambos uniformes. Um feixe de
elétrons (carga –q e massa m), deslocando-se com certa velocidade, é introduzido nesse campo
eletromagnético, normalmente a E e a B. Desprezando a ação da gravidade, verifica-se que o feixe
não sofre desvio. Desliga-se, então, o campo elétrico E, permanecendo apenas o campo magnético B.
Nessas condições, o raio do MCU que o feixe passa a executar vale:
q.B m.E q.B 2 m.E.q q.B2 .m
a) b) c) d) e)
m q.B 2 m.E B2 E

Questão 16
Um feixe de partículas elétricas idênticas, aceleradas a partir do repouso, no vácuo, por uma ddp de
900 V, penetra em um campo magnético de intensidade B = 3 x 10–4 T, ortogonalmente a ele, passando
a descrever um MCU de raio R = 10 cm. O prof Renato Brito pede para você determinar:
a) a razão carga massa q/m dessas partículas;
b) o período do MCU descrito por elas.

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138

figura, o estudante conseguiu desenhar uma das linhas mostradas


abaixo. Qual delas?
a) b)

Pensando em Casa
Pensando em Casa
ATENÇÃO: É absolutamente necessário ler a teoria desse
capítulo antes de resolver as questões referentes a ele. As
questões que se seguem não são mera aplicação de fórmulas, c) d)
requerem uma real compreensão dos aspectos teóricos do
assunto. Se você não leu TODA A TEORIA relativa a esse
capítulo, NÃO INICIE A TAREFA DE CASA AGORA.
Questão 01
Giselly e Gabi hoje foram para a aula do Ranaldo num belo carro
esportivo conversível feito de fibra de vidro. Aproveitando o trânsito
livre, Giselly já passava dos 120 km/h na avenida Desembargador
Moreira e, para se orientar melhor na aldeota, a exímia motorista
sempre mantinha presa ao painel do carro uma bússola sensível. e)
Gabi, sentada no banco do carona, segurava um bastão eletrizado
com grande carga positiva +q, tendo o cuidado de mantê-lo sempre
imóvel em relação ao veículo. Lá pelas tantas, avistaram o Raul,
sentado na calçada, segurando outra bússola e outro bastão
eletrizado com grande carga negativa q.
A respeito das interações elétricas e magnéticas nesse episódio,
considere as seguintes afirmativas:
I. A bússola do painel do carro é perturbada pelo campo Questão 04
magnético gerado pela carga +q; (Cesgranrio) Quatro bússolas estão colocadas no tampo de uma
II. Durante a passagem do carro, a bússola do Raul é perturbada mesa de madeira nas posições ilustradas na figura. Elas se
pelo campo magnético gerado pela carga +q; orientam conforme é mostrado, sob a ação do forte campo
magnético de uma barra imantada colocada em uma das cinco
III. Durante a passagem do carro, a carga +q exerce sobre a carga posições numeradas. O campo magnético terrestre é desprezível.
q uma força elétrica. A partir da orientação das bússolas, pode-se concluir, que o ímã
Pode-se afirmar corretamente que: está na posição:
a) apenas III está errada; 2
b) apenas II está correta;
c) apenas I está errada;
d) apenas III está correta. 1 3 5
e) todas estão corretas
4

Questão 02 a)1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
(UFRN 2005) Considerando a interligação existente entre a
Eletricidade e o Magnetismo, um observador, ao analisar um corpo Questão 05
eletricamente carregado que está em movimento, com velocidade Serrando transversalmente um ímã em forma de barra:
constante, em relação a ele constatará a presença: a) as duas partes se desmagnetizam
a) campos elétrico e magnético cuja resultante é nula. b) obtém-se um pólo norte e um pólo sul isolados.
b) campo elétrico nulo e campo magnético não nulo. c) na seção de corte, surgem pólos contrários àqueles das
c) campo elétrico não nulo e campo magnético nulo. extremidades das partes.
d) campos elétrico e magnético não nulos. d) o pólo norte conserva-se isolado, mas o pólo sul desaparece.
e) nenhuma das anteriores está correta.
Questão 03
(Cesgranrio) Um estudante explora com uma bússola o campo de Questão 06
um ímã pousado sobre uma prancha horizontal. A imantação do A figura mostra os ímãs idênticos dispostos sobre a superfície
ímã é suficientemente intensa e a área explorada suficientemente plana de uma mesa horizontal. Colocando uma bússola em
restrita para que o campo magnético terrestre desprezível. Ao unir repouso sobre o ponto A, assinale a opção que indica a posição de
posições sucessivas da bússola, cuja agulha está representada na equilíbrio da bússola, desprezando o campo magnético da Terra:

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139

N
S

a) b) c) d)

Questão 07
(Cesgranrio) As linhas de força do campo magnético terrestre
(desprezando-se a inclinação do eixo magnético) e a indicação da Questão 09
agulha de uma bússola colocada em P1, sobre a linha de força, são
mais bem representados por (leia sobre o campo magnético Dos três vetores na equação FM = q.v.B.sen , qual par ou quais
terrestre na teoria da apostila) : pares são sempre perpendiculares ? (Pode existir mais de uma
resposta correta.)
(NG = pólo norte geográfico e SG = pólo sul geográfico.) a) FM e v
a) b) b) v e B
c) B e FM
d) Todos os três devem ser perpendiculares entre si, dois a dois.
e) Nenhum

Questão 10
(UFMG 2005) O tubo de imagem de um televisor está
representado, esquematicamente, na Figura. Elétrons são
c) d) acelerados da parte de trás desse tubo em direção ao centro da
tela.
Quatro bobinas – K, L, M e N – produzem campos magnéticos
variáveis gerando forças magnéticas de sentidos e valores
variáveis que modificam a direção dos elétrons, fazendo com que
estes atinjam a tela em diferentes posições, formando uma imagem
na tela fluorescente na extremidade oposta do tubo de vidro.
Note que as bobinas K e L produzem um campo magnético B na
e)
direção vertical , enquanto as bobinas M e N, na horizontal.
Em um certo instante, um defeito no televisor interrompe a corrente
elétrica nas bobinas K e L e apenas as bobinas M e N continuam
funcionando. Assinale a alternativa em que melhor se representa a
imagem que esse televisor passa a produzir nessa situação.

Questão 08 – Treinando a Regra da Mão Direita


Para treinar a Regra da Mão Direita, determine em cada uma das
figuras abaixo a orientação da força magnética Fm que atuará
sobre a partícula. Observe atentamente o sinal da carga elétrica
da partícula em cada caso:

a) b)

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c) d) Questão 12
(UFMG 2005) Em algumas moléculas, há uma assimetria na
distribuição de cargas positivas e negativas, como representado,
esquematicamente, nesta figura:

Questão 11 Considere que uma molécula desse tipo é colocada em uma região
(Fuvest 2005) Assim como ocorre em tubos de TV, um feixe de onde existem um campo elétrico e um campo magnético uniformes,
elétrons move-se em direção ao ponto central O de uma tela com constantes e mutuamente perpendiculares.
velocidade constante. A trajetória dos elétrons é modificada por um Nas alternativas abaixo, estão indicados as direções e os sentidos
campo magnético B, na direção perpendicular à trajetória, cuja desses campos. Assinale a alternativa em que está representada
intensidade varia, em função do tempo t, conforme o gráfico corretamente a orientação de equilíbrio dessa molécula na
abaixo. presença dos dois campos.
Devido a esse campo, os elétrons incidem na tela, deixando um a) b)
traço representado por uma das figuras a seguir. A figura que pode
representar o padrão visível na tela é:

c) d)

Questão 13 Resolvida
Um elétron é lançado num campo magnético uniforme. Qual o tipo
de movimento e qual a trajetória descrita, nos casos:
a) O elétron é lançado na direção das linhas de Campo Magnético
b) O elétron é lançado perpendicularmente às linhas de de Campo
Magnético
c) O elétron é lançado obliquamente às linhas de de Campo
Magnético
Resolução:
a) Em qualquer dos casos, o movimento do elétron é uniforme, pois
a força magnética quando não-nula, é centrípeta.
No caso A, o ângulo  entre v e B é 0º e 180º e, portanto, o
elétron descreve trajetória retilínea.

 = 0º  MRU  = 180º  MRU

b) No caso B, sendo  = 90º, concluímos que o elétron descreve


trajetória circular. Observe a figura.
x x elétronx x
v
v
x x x x
Fm
 = 90º  MCU
x x x x
v
v
x x x x B

c) No caso C, a partícula é lançada obliquamente às linhas de


indução e, portanto, sua trajetória é uma hélice cilíndrica.

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Questão 18
(UFBA) Uma carga puntiforme q é lançada obliquamente, com
velocidade v, em um campo de indução magnética uniforme B.
A trajetória dessa carga, enquanto estiver sob influência do campo
B, é:
a) um círculo
b) uma reta
c) uma espiral de passo variável
Questão 14 d) uma hélice cilíndrica de passo variável
(UFPA) Uma partícula de massa m, carga q > 0 é lançada em uma e) uma hélice cilíndrica de passo constante
região do espaço onde existe um campo magnético uniforme B. A
partícula tem uma velocidade v que forma com a direção de B um Questão 19
ângulo . Nessas condições podemos afirmar corretamente: (Fuvest-SP) Raios cósmicos são partículas de grande velocidade,
a) A trajetória da partícula é uma circunferência quando  = 0. provenientes do espaço, que atingem a Terra de todas as direções.
b) A trajetória da partícula é uma circunferência quando  = . Sua origem é, atualmente, objeto de estudos. A Terra possui um
c) A partícula descreve uma trajetória helicoidal se  = /2. campo magnético semelhante ao criado por um ímã em forma de
d) A trajetória da partícula é helicoidal com eixo paralelo a B se barra cilíndrica, cujo eixo coincide com o eixo magnético da Terra.
 = /4. Uma partícula cósmica P com carga elétrica positiva, quando ainda
e) Para  = /2 a partícula descreve uma trajetória retilínea longe da Terra, aproxima-se percorrendo uma reta que coincide
paralela a B. com o eixo magnético da Terra, como mostra a figura.

Questão 15
Um feixe de elétrons atravessa uma determinada região do espaço
sem sofrer desvio. Com relação a essa região, pode-se concluir
que:
a) Não há outro campo magnético a não ser aquele gerado pela
presença do feixe de elétrons.
b) Não há nenhum campo magnético.
c) Se houver um campo magnético além daquele gerado pela
presença do feixe de elétrons, ele será perpendicular ao
mesmo. Desprezando a atração gravitacional, podemos afirmar que a
d) Se houver um campo magnético além daquele gerado pela partícula, ao se aproximar da Terra:
presença do feixe de elétrons, ele será paralelo a esse feixe de a) aumenta sua velocidade e não se desvia de sua trajetória.
elétrons. b) diminui sua velocidade e não se desvia de sua trajetória
e) Não se pode tirar nenhuma conclusão a respeito de um campo retilínea.
magnético. c) tem sua trajetória desviada para leste.
d) tem sua trajetória desviada para oeste.
Questão 16 e) não altera sua velocidade nem se desvia de sua trajetória
Uma partícula com carga elétrica Q, não-nula, e massa M penetra retilínea.
numa região R onde existe um campo magnético constante e
uniforme, no qual foi feito vácuo. A carga penetra na região R Questão 20
numa direção perpendicular ao campo magnético. Nessas (UFC 2001) Num hipotético detector de partículas, baseado na
condições, e não havendo interações com a partícula, considere as interação delas com um campo magnético, aparecem os traços
seguintes afirmações relacionadas com a partícula em R: deixados por três partículas: um próton, um elétron e um pósitron.
I. O movimento da partícula é retilíneo e uniforme. Supondo que as partículas cheguem ao detector com valores de
II. O movimento da partícula é circular, sendo que a velocidade da velocidade não muito diferentes, entre si, os traços representados
partícula aumenta com o tempo. na figura a seguir seria, respectivamente:
III. A partícula está constantemente sob a ação de uma força a) I, II e III
perpendicular à direção de seu movimento. b) I, III e II I
Qual (quais) dessas afirmativas é(são) correta(s)? c) II, III e I
a) somente I b) somente II c) somente III d) II, I e III II
d) somente I e III e) somente II e III e) III, II e I

Questão 17
(ITA-SP) Consideremos uma carga elétrica q entrando com III
velocidade v num campo magnético B. Para que a trajetória de q
seja uma circunferência é necessário e suficiente que: Questão 21
a) v seja perpendicular a B e que B seja uniforme e constante. (UFC 2000) Uma carga positiva percorre uma trajetória circular
b) v seja paralela a B. com velocidade constante, no sentido anti-horário, sob a ação de
c) v seja perpendicular a B. um campo magnético uniforme (veja figura). A direção do campo
d) v seja perpendicular a B e que B tenha simetria circular. magnético:
e) Nada se pode afirmar pois não é dado o sinal de q.
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142

V
a) de partículas iguais e com mesma velocidade inicial, pois todas
as partículas descrevem órbitas circulares de mesmo período.
Fm b) de partículas diferentes, mas todas com mesma velocidade
inicial, pois todas as partículas descrevem órbitas circulares de
mesmo período.
c) de partículas que apresentam o mesmo quociente entre o
módulo da carga elétrica (q) e massa (m), independentemente
de suas velocidades iniciais.
d) de partículas que apresentam o mesmo quociente entre carga
a) tangencia a trajetória, no sentido horário. elétrica (q) e massa (m) e mesma velocidade inicial, pois todas
b) tangencia a trajetória, no sentido anti-horário. as partículas descrevem órbitas circulares de mesmo período.
c) é radial, apontando para o ponto O. e) de partículas que apresentam o mesmo quociente entre o
d) é perpendicular ao plano definido por esta página e aponta para módulo da carga elétrica (q) e massa (m), e suas velocidades
fora dela. iniciais são necessariamente diferentes.
e) é perpendicular ao plano definido por esta página e aponta para
dentro dela. Questão 25
Questão 22 (Unip-SP) Uma partícula  (2 prótons + 2 nêutrons) e um
dêuterons (1 próton + 1 nêutron) são lançados com a mesma
(ITA-SP) Uma partícula de carga q e massa m desloca-se com
velocidade inicial, perpendicularmente às linhas de indução de um
movimento circular sob a ação exclusiva de um campo de indução
campo magnético uniforme. As partículas vão escrever
magnética uniforme de intensidade l B l. Nessas condições, pode-