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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL D
DE SERGIPE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

PROJETO MAPA EÓLICO SERGIPE

APOSTILA DIDÁTICA

PROJETO
OJETO DE PARQUES EÓLICOS

SOFTWARES
S WASP, WINDPRO e WINDFARMER

Prof.Dr. Milthon Serna Silva.

José Raimundo
mundo Teodoro Júnior.

Roberto Felipe Andrade


ndrade Menezes.

Igor Luiz da Silva


Silva.

ARACAJU / SE
2

SUMÁRIO
1 – SOFTWARE WASP 03
1.1Introdução ................................................................................................................... 03
1.2Interface ...................................................................................................................... 05
1.3Passo a passo de um projeto......................................................................................... 12

2 – SOFTWARE WINDPRO 40
2.1Introdução ................................................................................................................... 40
2.2Arquitetura do Programa ............................................................................................. 41
2.3Principais Funções ....................................................................................................... 43
2.4Formulação de Projeto ................................................................................................. 53

3– SOFTWARE WINDFARMER 76
3.1Introdução ................................................................................................................... 76
3.2Interface ...................................................................................................................... 76
3.3Módulos Base e Otimizador......................................................................................... 82
3.4Módulos MCP+ ........................................................................................................... 87
3.5Procedimento MCP ..................................................................................................... 96
3.6Resultados do WindFarmer.......................................................................................... 98
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1. SOFTWARE WASP

1.1 Introdução

Criado em 1987 pelo Departamento de Física Atmosférica e Energia do Vento


do laboratório RisØ, o WASP é uma ferramenta poderosa para análise de dados do
vento, geração de atlas eólico, estimação climática do vento, cálculos para geração de
energia de um parque eólico e distribuição das turbinas eólicas.

O WASP é um programa que faz estimativa a partir das estatísticas climáticas do


vento. Ele possui vários modelos para descrever o fluxo de vento através de diferentes
terrenos e obstáculos. O WASPcontêm cinco blocos principais de cálculo:

 Analysis of Raw Data;


 Generation of Wind Atlas Data;
 Wind Climate Estimation;
 Estimation of Wind Power;
 Calculation of Wind Farm Production.

Analysis of Raw Data: Essa opção habilita a análise de medições de vento


(velocidade e direção) para fornecer um resumo do que foi observado, para Wind
climates em terrenos específicos.

Generation of Wind Atlas Data: Com as análises dos dados do vento eles
podem ser convertidos dentro de um Wind climate local ou atlas eólico de escolha.

Wind Climate Estimation: usando os dados do mapa eólico escolhido


calculado pelo WASP ou obtido de outra fonte, o programa pode estimar o Wind
climate em um ponto específico pela representação do cálculo inverso como é usado
para gerar os mapas eólicos.

Estimationofwindpowerpotential - a energia total produzida pelo vento pode


ser calculada pelo WASP. Além disso, uma estimativa atual ou anual da produção
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energética média da turbina eólica pode ser obtida pelo WASP com a curva de potência
do gerador em questão.

Calculation of Wind farm production- dado a curva de coeficiente de empuxo


da turbina eólica e o layout do parque, o WASP pode finalmente estimar as perdas de
cada turbina em uma fazenda e consequentemente a energia líquida anual da produção
de cada turbina e de todo parque, ou seja, a produção bruta menos as perdas.

Resumindo:

 Análise
 Análise das medições de vento (Velocidade e direção) → Observed Wind
Climate - OWC;
 OWC + Descrição do terreno da estação meteorológica → Regional Wind
Climate - RWC.

 Aplicação
 RWC + Descrição do terreno →Predicated Wind Climate - PWC;
 PWC + Curva de potência → Produção de energia anual do gerado eólico.

 Produção da fazenda eólica

 PWC + Características da turbina → Energia bruta anual da produção do


parque eólico;
 PWC + Características da turbina + Layout doparque eólico →Parque eólico
com perdas;
 Produção energética bruta anual + Perdas → Energia líquida anual da
produção do parque eólica.
5

1.2 Interface

 Principal

A tela principal é representada pela figura 1.

Figura 1.1 – Interface principal do WASP.

Na parte superior da tela principal encontram-se o menuprincipal e a barra de


ferramentas, ilustrados pelas figuras 2 e 3 respectivamente.

Figura 1.2 – Menu principal do WASP.

Figura 1.3 – Barra de ferramentas do WASP.


6

Do lado esquerdo encontram-se dois painéis: Painel Workspace hierarchy


(hierarquia da área de trabalho) e o painel Library(biblioteca), como mostram as figuras
4 e 5, respectivamente.

Figura1.4 – Painel Workscpace hierarchy do WASP.

Figura 1.5 – Painel Library do WASP.


7

O restante da tela é preenchidocom a área para as outras janelas. Como é


representa a figura 6.

Figura 1.6 – Painel de visualização das janelas de trabalho do WASP.

 Menuprincipal e barra de ferramentas

A área destinada ao menuprincipal e à barra de ferramentas é representada na


figura 7.

Figura 1.7 – Painel domenuprincipal e da barra de ferramentas do WASP.


8

No menude aplicações encontram-se os seguintes sub-menus:

 File - Abre, salva e fecha os workspaces;


 Member-chama os métodos atualmente selecionados como
membroshierárquicos;
 Library - executa operações na biblioteca;
 Reports - chama o gerador de relatório para o atual membro selecionado;
 Tools - lista de programas úteis, scripts, importa operações e algumas
opções do usuário;
 Window - ajuda a gerenciar as janelas que estão atualmente abertas;
 Help - traz informações sobre o WASP: help file, WASP on the web, etc.

Na barra de ferramentas contém botões que correspondem aositens mais


utilizados dos sub-menus do menuprincipal.

 Workspace

No WASP todo trabalho é realizado no workspace. Os “workspaces” podem ser


criados, salvos, e re-abertos. Quando se abre o WASP, é preciso re-abrir ou criar um
workspace antes de fazer qualquer trabalho.

Um workspace pode ter um ou mais projetos e conter membros (arquivos) que


não são usados no projeto. Além disso, nem todos os arquivos do workspace são usados
no cálculo.

Os workspaces são salvos na extensão ".wwh" contendo dados do mesmo em um


arquivo ZIP simples de tamanho pequeno.

Quando um arquivo é importado para o WASP para ser adicionado como


membro hierárquico (por exemplo, um mapa ou um atlas eólico), os dados são copiados
dentro do workspace, e o arquivo contendo os dados originais é mantidointacto.

No sub-menuFile pode-se criar, abrir, salvar e fechar o workspace, além de


conter os últimos workspaces utilizados, como mostra a figura 8.
9

Figura 1.8 – Sub-menu File do WASP.

Existe a barra de ferramentas do workspace que oferece as principais funções


utilizadas. Os ícones dessas funções podem ser vistos na figura 9.

Figura 1.9 – Barra de ferramenta do workspace do software WASP.

 O workspace hierárquico

Quando um workspace é aberto no WASP os conteúdos organizados em uma


hierarquia.

Figura 1.10 – Organização hierárquica do workspace do software WASP.


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 Membros

 Workspace root - Sempre haverá apenas um workspace root. Ele fica no


topo da hierarquia, não têm parentes e podem ter membros de qualquer tipo
como filhos. Quando o workspace salvo é aberto, todos os filhos do workspace
também serão abertos.

 Project - Projetos são usados para gerenciar membros dos grupos da


hierarquia. Eles sempre serão filhos da raiz. Quando um projeto salvo é aberto,
todos os filhos do projeto são reabertos, então todos os projetos podem ser
salvos e usados em outro workpace.

 Vector map - o WASP usa o Vector map para obter informação sobre a
orografia e características da rugosidade da paisagem em cada modelagem
feita. Esses mapas podem aparecer em vários locais na hierarquia, mas
normalmente cada projeto terá um mapa.

 SpatialImage - são imagens em arquivo bitmap (.bmp) que podem ser


usadas como underlays (imagens de fundo) de mapas. Elas podem ser inseridas
em vários lugares na hierarquia e mais de um pode ser associado com o
mesmomapa.

 Wind Atlas (regional windclimate) - mapas eólicos são membros


centrais na hierarquia que descrevem características independentes de cada
região da área de windclimate. Os modelos do WASP são dedicados a analisar
dados de vento coletados das estações meteorológicas para produzir um atlas
eólico e aplicar o mapa para estimar o windclimate (e Produção de energia) nas
regiões das turbinas. Um mapa eólico é representado com um livro fechado se
o mapa for de um arquivo de dados estáticos. O ícone com livro aberto é usado
se o mapa eólico for associado com uma estação meteorológica que pode ser
recalculado e assim muda o mapa.

 Met. station - Uma estação meteorológica é usada para calcular o mapa


eólico erepresenta a coleção de dados da área localizada em algum lugar no
mapa associado. Uma estação meteorológica não tem quaisquer dados exceto
sua localização no mapa e correções específicas do usuário. Ela é associada
com o windclimate observado na estação como também pode ser associadacom
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uma lista de obstáculos ao redor da estação e uma descrição da rugosidade num


comprimento específico da área ao redor.

 Obsereved Wind climate - Um resumo dos dados do vento gravados na


estação meteorológica é chamado de Observed Wind Climate (OWC). O
resumo consiste de uma rosa dos ventos (distribuição de frequência do vento) e
várias distribuições de frequência da velocidade do vento, uma por cada setor.

 Turbine site - A opçãoturbine site é usada para estimar a produção de


energia que resulta da localização da turbina em algum lugar do mapa
associado. Oturbine site não tem qualquer dado exceto sua localização no
mapa, a altura da torre e as correções especificadas pelo usuário. Ele pode ser
associado com uma lista de obstáculos ao redor da estação como tambémcomo
comprimento da rugosidade da área ao redor.

 Turbine site group - Parques eólicos agora podem ter sub-grupos entre
cada região da turbina. Esses grupos são chamados de turbine site groupe são
similares para osparques, mas os cálculosnão sãodisponíveis.

 Wind farm - Parques eólicos são grupos de regiões de turbina que são
calculados em lote. O Wind farm oferece um jeito conveniente para trabalhar
com várias regiões juntas na adição de estimação do windclimate e energia
produzidapelos parques eólicos e pelas turbinas de vento.A opçãowindfarm
também guarda informações sobre as perdas do parque.

 Reference site - A opção reference site é usada para ajudar nocálculo da


curva de potencia do parque eólico.A produção do parque eólico está em
função da velocidade do vento e da direção. Reference sites são similares as
turbine sites, desde que eles calculem um predicatedwindclimate para um
ponto particular.

 Resource grid - São coleções de altura e comprimento das regiões das


turbinas calculadas no lote. Porém há regiões que são distribuídas em uma rede
regular que cobre uma área. A extensão da rede e o tamanho da célula da rede
podem ser mudados para o mapa do windclimateou realocados em qualquer
lugar do mapa, com quantos detalhes for necessário.
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 Wind turbine generator - Descreve o modo que a energia da turbina muda


com a velocidade do vento e também a verdadeira característica da turbina. Ele
pode ser associado com uma ou mais regiões de turbina ou parques eólicas.

 Obstacle group - Estações meteorológicas e (menos comumente) regiões


de turbina podem terobstáculos ao seu redor. Um grupo de obstáculos pode ser
associado com uma ou mais regiões.

 Roughness rose - Uma alternativa para providenciar informações sobre a


rugosidade no mapa é fornecer uma região especifica, descrição de setor
sensato. Regiões de turbina e estações meteorológicas podem ser associados
com a descrição da rugosidade.

 Notes - é apenas um texto que pode ser adicionado em qualquer lugar na


hierarquia.Notas podem ser usadas para fornecer informações adicionais sobre
membros do workspace.

1.3 Passo a passo de um projeto

O exemplo trabalha através de uma operação completa da turbina eólica,


começando com alguns dados de vento medidos e terminando com uma previsão da
energia de uma determinada região.

 Situação Proposta:

Figura 1.11 – Região de construção da turbina na cidade de Waspdale.


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A companhia Friends of Wind Energy pede uma previsão da produção de


energia eólicae a localização de onde seria montada a turbina na cidade de Waspdale.
Eles propõem que seja construída apenas uma torre de 1MW na colina da cidade.

Os equipamentos disponíveis são:

 Um mapa de contorno da área;


 Os dados de vento do aeroporto;
 Uma descrição simples da terra usada na área;
 Um esboço dos prédios e do aeroporto próximo a estação meteorológica;
 Uma descrição das características de geração de energia da turbina.

Esses dados têm que ser convertidos em arquivos digitais como:

 Um mapa digital das elevações e rugosidades;


 Um arquivo de dados contendo os dados do vento;
 Um arquivo descrevendo os prédios ao redor;
 Um arquivo de dados contendo a curva de produção de energia da turbina
.
 Obtendo uma previsão com o WASP

A partir dos dados de engenharia, é possível saber quanto de energia será gerado
pela turbina de acordo com a velocidade do vento. Se o plano for erguer a turbina
exatamente no mesmo lugar onde a estação meteorológica esteja coletando os dados,
então seria uma tarefa realmente simples de trabalhar.

No entanto, é obvio que a região da turbina será diferente da estação


meteorológica: as propriedades da estação meteorológica vão afetar os dados de vento
registrados por lá. Além disso, as propriedades da região da turbina terão um efeito
sobrea maneira que o vento se comporta perto da turbina. Também é improvável que a
turbina tivessea mesma altura que a do anemômetro.

Precisa-sede uma maneira para levar o windclimateregistrado na estação


meteorológica até o local da turbina para prever owindclimatenessa região. Isso é o que
WASP faz.
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Usando o WASP pode-se analisar os dados do vento registrados, corrigindo os


efeitos locais de gravação para produzir uma caracterização local independente do Wind
climate da região. Esta caracterização do local independente dowind climateda região é
chamado de wind atlas data set ou regional windclimate. O WASP também pode ser
usado para aplicar efeitos locais para dados do atlas eólico e produzir uma interpretação
local específica do Wind climate da região.

O caso Waspdale será um processo de dois estágios. Primeiramente os dados da


estação meteorológica precisam ser analisados para produzir um atlas eólico, e em
seguida o atlas eólico resultante é aplicado no local da turbina proposto para estimar a
energia eólica.

 Calculando o mapa eólico

 Criando um mapa eólico

Primeiramente é preciso abrir um novo workspace no WASP, sendo um novo


projeto inserido automaticamente nele. Logo em seguida é necessário salvar o
workspace e o projeto, chamando ambos de 'Waspdale' (nome referente a localização
proposta).

Em seguida é inserido um novo atlas eólico como um filho do projeto (botão


direito do mouse sobre o projeto, escolhendo Insert new e depois Wind atlas). O atlas
eólico será gerado a partir de uma estação meteorológica (Met. Station) que foi inserida
como um filho do Wind atlas na hierarquia, como mostra a figura 12 a seguir.

Figura 1.12 – Hierarquia para o cálculo do mapa eólico da cidade de Waspdale.

O WASP agora requer:

- Uma descrição dos dados de gravação do local;

- Um resumo dos dados de vento registrados no local.


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 Adicionando observações eólicas

Agora é preciso inserir alguns dados de vento na hierarquia.

Primeiramente é selecionada a estação meteorológica e em seguida usa-se o


Insert from file para inserir um membro Observed windclimate (Wind climate
observado). Será solicitado o fornecimentodo nome de um arquivo para usar.
Navegando até a pasta que contém os dados da amostra, criado quando o WASP foi
instalado, é selecionado o arquivo chamado 'Waspdale.owc', como mostra a figura 13.

Figura 1.13 – Hierarquia para o uso das observações eólicas da cidade de Waspdale.

É permitido fornecer um novo nome para o atlas eólico e outros membros da


hierarquia apertando o botão direito do mouse e escolhendo Rename.

 Descrevendo o local

Agora o WASP precisa saber o local onde os dados foram coletados. Em


primeiro lugar, é preciso introduzir um mapa como um filho do projeto. Deve-se usar o
Inser tfrom file, então Vector map e em seguida, selecionar o arquivo chamado
"Waspdale.map '. Agora é necessário localizar a estação meteorológica no mapa.

Para localizar a estação meteorológica:

- A partir do menu do botão direito da estação meteorológica, selecione Show.

- Quando uma caixa de diálogo for exibida, defina o local para (34348,37233):
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Figura 1.14 – Caixa de diálogo para inserção da localização da estação meteorológica.

No local da estação meteorológica, vários edifícios e quebra-ventos de árvores


foram encontrados nas proximidades do mastro do anemômetro. O WASP precisa saber
sobre isto.

Insere-se uma lista descrevendo os obstáculos, usando o método Inset from file
da estação meteorológica para adicionar uma Obstacle group (lista de obstáculos).
Quando a caixa de diálogo Escolher arquivo aparecer, selecione o arquivo
‘Airport.obs’.

A hierarquia do workspace agora deve ser algo como isto:

Figura 1.15 – Hierarquia após a inserção dos obstáculos perto da torre de medição.
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 O cálculo do atlas

No menu do botão direito do mouse do Wind atlas, selecionar o comando


Calculate wind atlas. Quando o cálculo é concluído, o pequeno ícone amarelo de sinal
de alerta mostrado no atlas eólico desaparece. Isto indica que os cálculos para o atlas de
vento foram atualizados.

Além desse método, poderia ser escolhido o comando Do all feasible


calculations for all Project members (fazer todos os cálculos possíveis para todos os
membros do projeto) [F9] no menu projeto clicando com o botão direito do mouse, para
atualizar todos os cálculos dentro do projeto.

Para ver os resultados do cálculo, selecionar o comando Show no menu do Wind


atlasclicando com o botão direito do mouse. O atlas de vento é exibido. Esta é uma
caracterização local independente do clima para o vento de toda área de Waspdale,
pode-se pensar nisso como o regional windclimatede Waspdale.

Figura 1.16 – Resultado do cálculo feito pelo WASP.


18

Em um conjunto de dados do atlas eólico apresentados, as observações do vento


têm sido "limpas" no que diz respeito às condições específicas do local. Os dados do
mapa eólico apresentados são do local independente e as distribuições de energia eólica
têm sido reduzidas a algumas condições padrão, ou seja, quatro classes de rugosidade
padrão e cinco de altura padrão acima do nível do solo.

 Estimando a potência do vento

 Criação de um Turbine site (local para turbina)

Agora que o projeto contém um atlas eólico com os dados climáticos do vento
do local, podemos aplicar esses dados para os locais das turbinas propostos. O WASP
irá ajustar os dados para a situação encontrada no local da turbina, e vai produzir uma
previsão do Wind climate para a região em si.

É preciso adicionar um membro do local da turbina à hierarquia inserindo-o


como um filho do projeto; uma janela New Turbine Site aparecerá:

Figura 1.17 – Janela New Turbine Site que aparecerá quando for adicionado um membro Turbine Site

Clicando no ícone 'cross-hairs' para localizar a turbina no canto inferior


esquerdo do mapa.

O workspace se parecerá como mostra a figura 18.


19

Figura 1.18 – Workspace do WASP apósser adicionado um membro Turbine Site.

Clicando com o botão direito do mouse no ícone do local da turbina e


escolhendo Rename, o novo membro poderá ser renomeado. Como demonstração, o
membro foi chamado de "Hilltop", já que o plano é erguer a turbina em uma colina.

O WASP agora requer:

-A localização do local no mapa

- Uma descrição do tipo de turbina de vento que se propõe utilizar.

Não existem obstáculos perto da colina, por isso não há necessidade de adicionar
uma lista de obstáculos a este local.

 Localizando o turbine site

O turbine site está agora localizado no canto inferior esquerdo do mapa. Isso
porque o mapa local e da turbina estão no mesmo projeto e o Wasp automaticamente
sabe que a região de instalação encontra-se na área coberta pelo mapa. Tudo que se
precisa fazer é fornecer as coordenadas.

Isso poderia ser feito seguindo o mesmo procedimento utilizado para a


localização da estação meteorológica. No entanto, já que a localização do turbine site
não foi exatamente decidida, não é preciso ser tão preciso nesta fase. Pode-se usar um
método diferente.

A partir do menu do turbine siteé preciso clicar com o botão direito do mouse,
selecionando Show in new spatial view (Mostrar em uma nova visão espacial). A janela
do mapa aparecerá, e o local da turbina será destacado no canto inferior esquerdo da
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área do mapa. É possível ver o mapa inteiro clicando no botão da barra de ferramentas

marcada , podendo também maximizar a janela da mesma forma.

Agora é possível arrastar o turbine site no mapa para o local desejado. Como
exemplo ele será arrastado até o topo da colina, a oeste da área, como mostra a figura
19.

Figura 1.19 – Nova localização do Turbine Site no mapa de Waspdale.

Caso deseje-se ajustar o local do Turbine Site para uma posição exatamente
especifica, é preciso usar a caixa de diálogo do local, que pode ser alcançado a qualquer
momento a partir do menu do botão direito do mouse no ícone do Turbine Sitena
hierarquia do workspace, escolhendo Show. É permitido também chamar a caixa de
diálogo com o botão direito do mouse sobre o ícone do Turbine Siteno mapa, como
mostra a figura 20.
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Figura 1.20 – Caixa de diálogo do Turbine site.

 Atribuindo a curva de potência

A fim de prever o quanto de energia será produzido pela turbina, o WASP


precisa saber as características de produção de energia da turbina. O usuário deve
fornecer essas informações para o WASP associando um membro hierárquico do
gerador eólico com o turbine site. A partir do menu do turbine site acessado com o
botão direito do mouse, selecione Insertfrom file, e escolha 'Wecs1000.wtg' quando
solicitado.

Desde que a altura do cubo seja diferente da altura padrão prevista (0 m) o


WASP irá pedir-lhe o que fazer como mostra a janela pop-up da figura 21.

Figura 1.21 – Pop-up aberto após serem inseridas as características da turbina.

Deve-se pressionaro botão “OK” para alterar a altura prevista para a altura real
do cubo. A hierarquia deve ficar como mostra a figura 22.
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Figura 1.22 – Workspace do WASP após ser adicionado as características da turbina.

Abrindo a janela de visualização da curva de potência (botão direito do mouse e


comando Show) poderão servistas as características de geração da turbina, como é
ilustrado na figura 23.

Figura 1.23 – Janela com as características da turbina escolhida.

 Prevendo o windclimate e a produção anual de energia

O WASP está pronto para prever o windclimate no turbine site. A partir do menu
doturbine site acessado com o botão direito do mouse, precisa-se selecionar
Calculatethe AEP andpredicatedwindclimate for turbine site 'Hilltop' (AEP - Anual
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Energy Production). Como com a estação meteorológica, o pequeno ícone amarelo de


sinal de alerta do local da turbina desaparece assim que o cálculo for realizado.

Agora é permitido abrir a janela do turbine site para ver os resultados clicando
com o botão direito do mouse no turbine sitee selecionando Show, e logo após clicando
na abaWind ou Power, como mostra a figura 24:

Figura 1.24 – Janela que descreve qual será a produção anual de energia.

A velocidade média do vento no turbine site é de 8,1 m/s e a previsão de


produção de energia é de 3,384 GWh. Os números mostrados acima podem diferir
ligeiramente dos que foram previstos, porque a localização das turbinas pode não ser
exatamente a mesma. O WASP estimou que seriam gerados cerca de 3,4 GWh por ano
pela turbina no topo da colina. Este número se refere à produção anual de energia
(AEP).
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 Estimando a produção de um parque eólica

 Criação de um parque eólico

Para a criação de um parque eólico, é preciso adicionar um membro Wind


Farmao workspace, que ficará como ilustrado na figura 25.

Figura 1.25 – Workspace do WASP após ser adicionado o membro Wind Farm ao projeto.

Como exemplo, foi modificado o nomedo parque eólico com clicando com o
botão direito do mouse no ícone do parque eólico e escolhendo Rename. Nesse caso foi
chamado dede "Crest", pois o plano é estabelecer o parque eólico ao longo da crista
colina. Em seguida, é necessário inserir os turbine sitespara o parque eólico.

WAsP agora requer:

- A localização dos pontos das turbinas no parque eólico dentro do mapa;

- Uma descrição do tipo de turbina que se propõe utilizar

Não há obstáculos perto dacolina, por isso não há necessidade de adicionar uma
lista de obstáculos.

 Localizando osturbine sites

Primeiramente é preciso clicar no membroWind farm e selecionarInsert new, em


seguida, escolher Turbine site. Logo apósé necessário mover este novo turbine site para
um local no cume da colina (norte do local da turbina existente), como foi descrito na
seção anterior.
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É possível adicionar mais turbinas para o parque eólico da seguinte maneira:


escolher o local da primeira turbina ao clicar sobre ela (um pequeno anel aparece ao
redor da turbina) segurando o botão esquerdo do mouse e a tecla “Ctrl” do teclado
enquanto arrasta a localização das turbinas para um novo local, após isso soltar o botão
esquerdo do mouse. Foicriada uma nova localização da turbina no parque eólico. No
exemplo foram adicionadas mais duas turbinas. A visão espacial agora deve ser algo
como a figura 26.

Figura 1.26 – Nova localização dos Turbine Sites no mapa de Waspdale.


26

Se for requerido o ajusteda localização dos sites e a posições específicas, deve-se


usar a caixa de diálogo dos locais, que podem ser alcançados a qualquer momento a
partir do menu do botão direito do mouse no ícone do turbine site na hierarquia no
workspace, escolhendo Show. Também é permitido chamar as caixas de diálogo
clicando em cada um dos ícones do turbine site no mapa.

 Atribuindo as turbinas eólicas

A fim de prever o quanto de energia será produzido pelo parque eólico, o WASP
precisa saber a produção de energia e as características da curva de empuxo de cada
turbina. Se as turbinas no parque são todas do mesmo tipo, pode-se dar esta informação
ao WASP associando uma turbina eólica membro da hierarquia com o gerador. A partir
do menuWind Farmdo botão direito do mouse, selecionando Insert File e escolhendo a
opção 'Wecs1000.wtg' quando solicitado.

A hierarquia deve ser vista como na figura 27.

Figura 1.27 – Workspace do WASP após serem adicionadas as características das turbinas ao projeto.

Se uma ou mais turbinas em uma fazenda são diferentes do resto, você deve
fornecer separadamente as características das turbinas eólicas ao membro da hierarquia
que representa cada turbina. Neste caso, as características dos geradores eólicos são
inseridas como um filho do(s) local(is) da(s) turbina(s), assim como foi feito com a
localização 'Hilltop', ou poderá ser inserido um Turbine group com uma turbina eólica
como filho.
27

 Prevendo a produção do parque eólico

O WASP está pronto para prever a produção de energia do parque eólico. A


partir do menu do parque eólico, apertando o botão direito do mouse e selecionando
Calculate data and wakelosses for Wind farm (Calcular dados e perdas devido os
efeitos de sombras para parque eólico). Como com a estação meteorológica, o pequeno
ícone amarelo de sinal de alerta no local e ícones da turbina eólica vão desaparecer
assim que o cálculo for realizado.

Agora é permitido abrir a janela do turbine sitepara ver os resultados. Botão


direito do mouse no turbine site, escolhendoShow e clicando na abaStatistcs, como
mostra a figura 28.

Figura 1.28 – Janela com as características da produção de energia do parque eólico.

A produção de energia prevista para o parque eólico é de 12,8 GWh. Os efeitos


de sombra (Wake effects) são muito pequenas porque o parque eólico é composto por
uma linha de turbinas em ângulo reto com a direção predominante do vento. Os
números mostrados acima podem diferir ligeiramente dos previstos porque a localização
pode não ser exatamente a mesma.

Mais detalhes estão disponíveis na aba 'Site list', como a localização exata de
cada turbine site, a elevação, a altura do cubo, a produção de energia bruta e líquida e a
perda devidoos efeitos de sombra, como mostra a figura 29.
28

Figura 1.29 – Janela exibindo localização exata de cada turbine site,elevação, altura do cubo, produção
de energia bruta e líquida e a perda devido os efeitos de sombra.

Mais detalhes sobre o windclimateestão disponíveis na janela Show de cada


turbine site, como ilustrado na figura 30.

Figura 1.30 – Detalhes sobre o clima de vento de uma das turbinas.


29

 Mapeamento do recurso eólico

 Criação de uma grade de recursos

Para fazer um mapa do recurso eólico sobre uma área, é necessário adicionar um
membro Resource grid a hierarquia no workspace, inserindo-ocomo um filho do
projeto. Uma nova janela New Resource Grid abrirá e é preciso definir a altura do cubo,
como mostra a figura 31. Nesse caso a altura será de 50m.

Figura 1.31 – Janela New Resource Grid que abrira após o membro Resource Grid ser adicionado ao
projeto.

O workspace ficará como na figura 32.

Figura 1.32 – Workspace do WASP após ser adicionado o membro Resource Grid ao projeto.
30

Observa-se queé permitido mover o gerador ao nível do projeto, já que é


necessário fazer todos os cálculos para este tipo de turbina e altura (membros são
movidos na hierarquia, basta clicar mouse e depois arrastar). O mapa do terreno, o
gerador eólico e os dados do atlas eólico escolhidos são comuns para todos os cálculos
envolvendo os três membros nesta hierarquia.

No exemplo foi fornecido um nome diferente para o mapa dos recursos eólicos
clicando no ícone Resource Grid e escolhendo Rename. Nesse caso foi chamado de
"Crest", desde que o plano é estabelecer parques eólicos ao longo da crista colina.

WAsP agora requer:

- A localização e estrutura da grade de recursos no mapa.

 Configurando a grade de recursos

Primeiramente é preciso clicar com o botão direito do mouse no membro


Resource Grid, e selecionar Show e em seguida escolher‘SpatialView’ na aba. A janela
pode ser maximizada pressionando o ícone 'maximize' no canto superior direitoda
janela.

Em seguida deve-se clicar no botão Edit Grid. A janela de configuração da rede


de recurso é aberta e uma grade de recursos defaulté mostrada no mapa e na janela de
configuração, como mostra a figura 33.
31

Figura 1.33 – Janela de configuração da rede de recurso com grade de recursos defaut.

Se o layout padrão e estrutura forem satisfatórios, basta pressionar OK e a grade


de recursos estará pronta para ser calculada.

No entanto, no exemplo, é requerida a grade de recursos para cobrir a crista da


colina. Há três maneiras para alterar o layout da rede de recursos:

1. Mantendo pressionada a tecla ‘Ctrl’ e clicando com o botão esquerdo do


mouse dentro da grade de recursos no mapa. Logo depois arrastando para
um novo local.
32

2. Segurando as teclas ‘Ctrl’ + ‘Shift’ e o botão esquerdo do mouse em


qualquer lugar do mapa. Desenhando uma nova grade de recursos com o
mouse.
3. Ou, inserindo novos valores para os pontos de nó da grade e resolução,
como é ilustrado na figura 34.

Figura 1.34 – Janela para alteração do layout da rede de recursos inserindo novos valores para os pontos
de nó da grade e resolução
33

Em seguida é preciso pressionar o botão‘OK’ quando a grade de recursos estiver


satisfatória.

 Prevendo os recursos eólicos

O WASP está pronto para prever o recurso eólico sobre a área escolhida. No
menu do botão direito do mouse doResource Grid, deve-se selecionarCalculatethe AEP
ou simplesmente pressionar o botão Calculate na visão espacial. Como com outros
membros calculados da hierarquia, o pequeno ícone amarelo de sinal de alerta na grade
de recursos desaparece tão logo o cálculo for executado. Agora é permitido abrir a
janela grade de recursos para visualizar os resultados. Clicando com o botão direito do
mouse em Resource Grid, selecione Show e em seguida clique em Spatialview. A janela
exibida será semelhante a figura 35.

Figura 1.35 – Janela dos recursos eólicos após cálculo de previsão.


34

O 'No data grid' mostra a fronteira e os pontos nodais da grade de recursos.


Usandomenu de seleção variável é possível escolher a variável queirá mostrar a
produção energia anual (AEP), como mostra a figura 36.

Figura 1.36 –Menu de seleção variável para exebir o AEP.

A janela da grade de recursos ficará como mostra a figura 37 (para uma


resolução de 500m).

Figura 1.37 – Janela da grade de recursos com o cálculo do AEP.


35

Se o mouse for movido lentamente sobre o mapa, valores da produção energia


anual poderão ser lidos em uma etiqueta pop-up amarela. Como esperado, o recurso é
relativamente alto ao longo da crista da colina e pequeno nas regiões mais baixas. Além
disso, o recurso é alto sobre ao leste do lago na parte nordeste da área da grade recursos.

Algumas estatísticas da grade recursos estão disponíveis em na aba Statistics,


como verificado na figura 38.

Figura 1.38 – Aba Statisticsda janela da grade de recursos.

1.4 Exemplo de projeto

Para exemplificar um projeto feito no WASP, foram utilizados os dados de


rugosidade e medições de vento disponíveis nos exemplos do programa, além de um
terreno que é previsto para construção de torres (em formato .dxf). O objetivo é gerar os
seguintes mapas:

 Densidade de potência;
 Velocidade média;
 Weibull-A;
36

 Weibull-B;
 Elevações do terreno.

além de observar o comportamento do programa.

O terreno previsto pode ser observado na figura 39.

Figura 1.39 – terreno previsto.

Como o WASP não trabalha com arquivos no formato .dxf, foi necessário
utilizar a extensão WaspMap Editor para fazer a conversão para o formato .map, sendo
que essa extensão só trabalha com arquivos do Autocad 2004 ou versões inferiores.

Após a conversão o mapa gerado fica com o aspecto mostrado na figura 40.
37

Figura 1.40
40 – Mapa gerado através do WaspMap Editor.

Os dados de rugosidade e das medições de vento foram os mesmos utilizados no


exemplo anterior de Waspdale, e a torre de medição fixada no meio do terreno a uma
altura de 20m. Os seguintes mapas foram obtidos:

Figura 1.41 – Mapa de densidade potência.


38

Figura 1.42 – Mapa da velocidade média.

Figura1.43 – Mapa da constante A de Weibull.


39

Figura 1.44 – Mapa da constante K de Weibull.

Figura 1.45 – Mapa de elevações.

É realizado apenas um cálculo para geração de todos esses mapas. Porém, nota-
se que quando se deseja um mapa com maior definição, é preciso que o programa
processe um maior número de cálculos, fazendo com que demore mais para exibir o
resultado final. Nesse exemplo o tempo de espera foi de quinze minutos.
40

2. SOFTWARE WINDPRO

2.1 Introdução

O WindPRO é um software referência em design, cálculo, avaliação e


planejamento de parques eólicos. Baseado em mais de 30 anos de experiência na área,
ele é desenvolvido pela EMD International.

Sua grande confiabilidade traduz-se em respaldo no mercado, o WindPRO é


uma ferramenta segura de planejamento para até mesmo formulação de propostas de
financiamento bancário de fazendas eólicas. O Software funciona em conjunto com os
outros pacotes de modelagem WasP e CFD.

Sua arquitetura é disposta em módulos com funções específicas. A combinação


de uso dos mesmos é feita de acordo com as necessidades do usuário. A filosofia de
trabalho deste software é a do design orientado a objetos,visto que um projeto de
energia eólica nada mais é que um conjunto de objetos dispostos em um campo, onde os
aerogeradores são os principais deles.

A database do programa conta com a presença dos principais modelos de


turbina desde a década de 80. Além do mais, o WindPRO permite o acesso online de
vários tipos de dados de projeto. Como os mapas do terreno, elevação, dados de ventos
e de rugosidade.

O software também conta com módulos de cálculo e emissão de relatórios já


implementados. O que reforça sua característica de exposição dos resultados de maneira
clara e direta, o que é essencial para os processos de aprovação perante as entidades
reguladoras do setor eólico ou até mesmo de investidores financeiros.

Similarmente a outros softwares da área, os dados de entrada tem papel


fundamental na obtenção dos resultados corretos.
41

2.2 Arquitetura do Programa

Como telas de entrada, nós temos os seguintes itens no WindPRO:

Project Properties: Onde estão as informações gerais sobre o projeto, como:


Nome, Cliente, sistema de coordenadas usado e mapas.

Figura 2.1 - Project Explorer

MapsandObjecs: Onde os componentes de cunho gráfico e técnico são


localizados. Como: turbinas, anemômetros, localização, informação sobre o
cálculo dos ventos e condições de ruído.
42

Figura 2.2 - MapsandObjects

Calculation Modules: Quando um módulo de calculo é ativado, ele opera sobre


objetos selecionados no mapa e ou lista de objetos. Há uma grande gama de
opções nesta tela. Que serão explicitas mais adiante.

Figura 2.3 - Calculation Modules


43

Para navegar por essas e outras telas do programa, utilizamos os seguintes botões de
navegação das telas principais:

Figura 2.4 - Propriedades do Projeto

Figura 2.5 - Objetos do Projeto

Figura 2.6 -Maps (visão gráfica do mapa)

Figura 2.7 – Maps and Objects (visão gráfica do mapa do projeto permeado por seus objetos)

Figura 2.8 - Calculation (Menu com os módulos de cálculo)

2.3 Principais Funções

 Janela de cálculos e relatórios:


44

Figura 2.9 - Calculation Modules

O resultado dos cálculos, em formato de relatórios, é abrigado na janela acima.

Uma fez demandado o cálculo, clique duplo na seta verde correspondente, ele
pode ser visualizado mais de uma vez dentre os relatórios sem que seja necessário um
novo calculo.

A estrutura da janela é disposta de maneira semelhante ao tradicional Windows


Explorer. O que resulta em uma interface amigável em formato de árvore de menus.

Quando um cálculo é terminado, a janela principal fica em segundo plano, dando


lugar ao relatório gerado. Como pro exemplo:
45

Figura 2.10 - Relatório relativo aos dados de ventos

 Janela Project Explorer:

Por definição esta tela está habilitada no programa, mas pode-se fazer o
inverso em:

Figura 2.11 – Opções para o Project Explorer


46

Nesta ferramenta temos a possibilidade de acompanhar a localização de


um ou mais projetos dispostos no globo. Vista a possibilidade de trabalho com
mais de um ao mesmo tempo por parte do operador.

Figura 2.12 - Mapa da tela de entrada

A figura acima é o painel de entrada do programa, nela é possível


visualizar mapas .shp e os pontos do projeto previamente trabalhados.
Como teclas de navegação, temos na mesma janela:

Figura 2.13 – Opções de Zoom


E, na mesma coluna, temos os botões de adicionar e remover mapas:

Figura 2.14 – Adicionar Layer

A ferramenta “UserLayer” consegue adicionar mapas elaborados à essa


janela. Mapas esses que podem dar informações adicionais do projeto como
estradas ou zonas geográficas, como podemos ver abaixo.:
47

Figura 2.15 - Visualização do layer detalhado adicionado

A ferramenta “Search”permite localizar os projetos do programa:

Figura 2.16 – Ferramenta de procura de projetos

Com a ferramenta “New Project” , tem-se a possibilidade de criar projeto,


primeiro definindo uma localização, depois criando seus respectivos arquivos.

Figura 2.17 – Criação de Projetos

E dentre as outras ferramentas presentes na janela, temos:


48

Figura 2.18 – Parâmetros do Project Explorer

Onde:

Project Size: Ajusta o tamanho dos pontos no mapa


SearchRadius: Especifica o raio de alcance de projetos quando o cursor está
sobre o mapa.
Find Country: Ferramenta para localização ágil de qualquer país do globo.
Search User Layer: Traz a possibilidade da visualização dos parâmetros do layer
utilizado, se este estiver ligado a um banco de dados.

 Janela MapsandObjects:

Nesta ferramenta temos a possibilidade de visualizar, criar e editar os


objetos do projeto. Como pode ser visto no exemplo de projeto abaixo:
49

Figura 2.19 - Janela MapsandObjects

Onde tem-se as opções de navegação para as outras telas do programa através do


menu Project:

Figura 2.20–Menu Project


50

Dentre as opções de visualização temos o menuView:

Figura 2.21 – MenuView

Onde uma importante opção é a denominada “Layers”, que determina a exibição


dos objetos presentes no projeto camada a camada:

Figura 2.22 - Visualização de Objetos Camada a Camada


51

Já no menu Tools temos as seguintes opções:

Figura 2.23 – Menu Tools

Onde suas principais ferramentas são:

 Photomontage e 3D Animation -São representações em 2D e animação 3D do


projeto.
 Google Earth Export – Exporta os objetos selecionados para um arquivo .kmz
que é utilizado pelo Google Earth para visualização do parque.
 Cut Project – Apaga todos os dados fora de uma área determinada do projeto.
 Plugin Manager – É uma ferramenta interna do software que ajuda a resolver
erros em alguns serviços executados.
 Map Composer – Ferramenta que prepara mapas para serem usados em
relatórios. Podendo-se configurar vários mapas e nomeá-los individualmente
para possibilitar uma busca posterior.
52

Figura 2.24 - Tela de visualização da ferramentaMap Composer

No menu Data temos as seguintes opções:

Figura 2.25 – Menu Data

Onde estão a disposição as ferramentas do catálogo interno de aerogeradores do


próprio WindPRO (WTG Catalogue) bem como a possibilidade da importação de dados
externos de outras bases de turbinas (WTG Import).
53

2.4 Formulação de Projeto

Para criar-se um projeto, primeiramente clicamos na seguinte tecla de símbolo


em vermelho:

Figura 2.26 – Alocando o Projeto

E, em seguida, definimos a localização do novo projeto clicando no mapa.Na


sequência, para criarmos o arquivo referente ao mapa a ser criado, clicamos na tecla:

Figura 2.27 – Criando o Projeto

Que é ativada no menuNew Projectapós definirmos seu local. Na sequência,


outros dados, como a time zone, podem ser adicionados no menu que salva o
arquivo:
54

Figura 2.28 - Salvando o Projeto

Adicionar um mapa Bitmap ao novo arquivo é uma das vantagens do uso do


WindPRO. Na criação do projeto, podemos adicioná-lo na seguinte aba, clicando
em BMI file:

Figura 2.29 - Menu de Escolha do tipo de arquivo a ser adicionado

O WindPRO traz alguns exemplos desse tipo de arquivo no diretório:


C:\…\WindPRO Data\samples\Ebeltoft\maps. Mas utilizaremos o mapa
55

“Sines_25K.bmi” dos anexos da apostila. Adicionado o mapa, na janela Maps and


Objects temos:

Figura 2.30 - Mapa Bitmap aberto no novo projeto

Para voltarmos ao menu que adiciona detalhes ao projeto, clicamos no botão:

Figura 2.31 - Voltando ao menu de detalhes do projeto


56

Após um projeto ser criado e terem sido estabelecidos a sua localização e mapa
através da tela Project Explorer, podemos adicionar os objetos necessários do
parque através da tecla Maps:

Figura 2.32 – Tecla Maps

Quando mais mapas estão relacionados ao projeto, eles podem ser acessados em:

Figura 2.34 – Acesso alternativo aos mapas

Ao chegar na tela MapsandObjects, descrita anteriormente, podemos adicionar


novas turbinas clicando em:

Figura 2.35 – Objeto do Aerogerador

Da tela:
57

Figura 2.36 - Disposição dos objetos do parque no mapa

Após clicarmos no botão de nova turbina e clicarmos em seu local de instalação,


teremos a seguinte janela pop-up, onde escolhe-se o tipo e características da turbina:

Figura 2.37 - Janela de escolha do aerogerador

Com a vantagem de poder utilizar da opção Number in Row, que possibilita


trabalhar com mais de uma turbina por vez, igualmente espaçadas em linha reta, como
no exemplo:
58

Figura 2.38 - Aerogeradores dispostos em conjunto igualmente espaçado

Na opção More WTG’sdo diálogo anterior, dentro do menu WTG type, temos a opção
mais elaborada de equipamentos, descritos na seguinte janela:

Figura 2.39 - Lista completa de aerogeradores da base do software

Cada objeto disponível tem suas especificações no banco de dados do programa,


onde podemos obter dados essenciais como altura e curvas de potência:
59

Figura 2.40 - Características do aerogerador escolhido

Para uma localização rigorosa dos objetos, podemos editar a sua localização
exata clicando-se com o botão direito, e em seguida, propriedades:

Figura 2.41 - Editando a localização de um objeto

Um passo subseqüente à disposição dos aerogeradores é a inserção dos dados


geológicos e de ventos da região. Para tanto, temos que inserir os dados do parque.
60

Em geral, usa-se o objeto Insert Site Data , que, de maneira análoga aos
aerogeradores, lança uma janela de configuração após dispô-lo no mapa, onde
primeiramente escolheremos o modelo de cálculo “For use in ATLAS Calculation”:

Figura 2.42 - Definindo os parâmetros dos dados do parque

Onde escolhendo o método, podemos inserir os dados de ventos no na abra


“Wind Statistics”:
61

Figura 2.43 -- Setando dados de ventos do parque

Após clicar em “Select Wind Statistics”, selecionamos a pasta dos anexos da apostila
em “Select Path”:

Figura 2.44 - Adicionando a pasta dos dados

E por fim, selecionamos nossa fonte de dadosPortugal – Sines:


62

Figura 2.45 - Selecionando o arquivo

Para efetuar um cálculo simples com a simulação no modelo ATLAS, sem


efeitos de altura e rugosidade elaborados, podemos navegar para a janela Calculations
and Results:

Clicamos em:

E em seguida em:

Energy: Model: ATLAS(AEP one position, simple terrain)

Selecionamos em “Wind Distribution and WTG’s” -> “Select from Object List”
o aerogerador a ser utilizado,e em seguida clicamos em “ok”:
63

Figura 2.46 - Escolhendo o nome do cálculo

Figura 2.47 – Selecionando a turbina


64

Na tela principal de Cálculos e Relatórios do WindPRO surgirá uma pasta com


diversos relatórios sobre o sítio calculado:

Figura 2.48 – Resultados do cálculo

Onde clicando nos itens, teremos relatórios como:

Main Result:

Que relata os aspectos principais do projeto, como a configuração da fazenda,


sua localização, características do modelo do cálculo aplicado, classificação da
rugosidade, além da previsão de produção anual.

Figura 2.49 – Main Result, características do projeto


65

Figura 2.50 – Main Result, expectativa de geração

Production Analysis:

Relata aspectos mais técnicos da produção, como a quantidade de energia gerada


por setor (onde identifica-se a direção predominante da geração), a quantidade de
energia gerada por faixa de velocidade, velocidade média, Fator K, densidade de
potencia, frequência, dentre outros.

Todos relacionados ao seu respectivo setor.

Figura 2.51 – Production Analysis


66

Power Curve Analysis:

Relata o desempenho do aerogerador para as características inerentes a fazenda


eólica. Indicando suas curvas de potência, eficiência e geração de energia.
Relacionando-os com a velocidade do vento.

Figura 2.52 – Power Curve Analysis, relacionando os valores de potencia, eficiência e energia com
as respectivas velocidades.

Wind Data Analysis:


67

Este relatório permite a verificação detalhada das características dos dados dos
ventos disponíveis para o sítio de geração do projeto.

Nele temos os dados da distribuição Weibull, bem como os gráficos de


distribuição da frequência em barras e energia em rosa-dos-ventos.

Figura 2.53 – Wind Data Analysis

Maps:
68

Este relatório nos permite ter uma visão geral do projeto, com os objetos, setores
e características da região dispostos no mesmo mapa.

Figura 2.54 – Maps, mapa geral da fazenda eólica

O Modelo Atlas utilizado acima não possui uma modelagem tão


avançada quanto a de outros pacotes especializados do mercado.

Por isso estão implementados nos seu módulos de cálculo as opções de


utilizar os modelos de terceiros, desde que devidamente instalados na máquina.

Um modelo que merece um maior destaque dentre os oferecidos no


WindPRO é o “WasP INTERFACE(AEP one position, WasPcalculation).

Ele oferece um calculo mais elaborado em relação ao ATLAS,


suportando dados de entrada como mapas de rugosidade e topologia. Sendo
69

assim, seus resultados tendem a ser mais condizentes com o parque real. Mas
para utilizá-lo necessita-se ter o WasP licenciado para no computador utilizado.

Para efetuarmos este cálculo basta alterarmos alguns parâmetros da nossa


configuração utilizada para ATLAS.

Para tanto, antes de adicionarmos os mapas do sítio,verificamos se o


projeto está configurado em coordenadas retangulares, clicando em:
e verificando na aba “Coordinate System”. No caso utilizamos o UTM WGS 84.

Figura 2.55 – Verificando o sistema de coordenadas adotado

Verificadas as coordenadas, alteramos os dados do sítio clicamos com o


botão direito em “Site Data =>Properties”.
70

Figura 2.56 – Acessando os parâmetros dos dados do sítio

Na aba “Position and Setup” alteramos a opção “for use ATLAS” para
“for use WasP”.

Figura 2.57– Alterando Modelo

Logo após alterarmos o modelo, aparecerão duas novas abas,


WasPOrography/Obstacles, Map files andlimits:

Figura 2.58 – Abas acrescentadas do modelo WasP

Onde na aba “Map files and limits” acrescentamos os mapas de


rugosidade e topologia (anexos deste manual) através do botão “AddMap”:
71

Figura 2.59 – Adicionando mapas

E nas abas “Roughness” e “WaspOrography/Obastacles” fazemos as


respectivas referências para os mapas adicionados:

“Link to file” para Roughness:

Figura 2.60 – Referenciando o mapa de rugosidade

E “Link to map file(s)” emWasP Orography/Obstacles:


72

Figura 2.61 – Referenciando mapa de Orografia

Para concluir a referência dos dados do sítio confirmamos no botão “ok”.

Para efetuarmos o calculo analogamente ao caso do modelo anterior e


escolhendo o aerogerador a ser calculado, clicamos em:

Energy: Model: WasPINTERFACE(AEP one position, WasP calculation)

E obtemos uma série de relatórios, semelhantemente ao cálculo do ATLAS, mas


com uma maior confiabilidade.

A medida que vamos trabalhando com o programa e acrescentando objetos a ele,


seu mapa pode ficar com informação em excesso, dificultando assim a sua visualização.

Para prevenir este efeito podemos criar layers, ou camadas, no projeto, para que
possamos atribur cada tipo de objeto (dados de sítio, mapas, aerogeradores) a um layer e
assim escolhermos o que quisermos visualizar.

Para criar um layer clica-se em “View=>Layers”:


73

Figura 2.62 – Acesso ao painel de layers

Depois, cria-sea camada em “AddLayer”:

Figura 2.63 – Painel listando os layers

Para atribuir um objeto a um layer, vamos nas propriedades do objeto,


clicando com o botão direito do mouse nele, e depois na aba Layers:
74

Figura 2.64 – Atribuindo objeto a um layer

Feitos os cálculos, definidos os objetos e layers, podemos selecioná-los na lista de

objetos através do botão: .

Figura 2.65 - Selecionando objetos para exportação


75

E, subsequentemente exportá-los, apenas para visualização, no

botão: .

Figura 2.66 - Visualização de WTG's no Google Earth


76

3. SOFTWARE WINDFARMER

3.1 Introdução

O software WindFarmer, inclui em toda a sua funcionalidade a capacidade para


realização de cálculos e otimizações, e seu uso para projetos de parques eólicos. Este
relatório tem por objetivo principal oferecer um conseguido guia prático de uso do
software com a realização de vários exemplos. Tópicos do WindFarmer serão abordados
neste relatório como: Módulo MCP+ : Uso de dados de vento medidos, Medição-
Correlação-Previsão; Módulo Base: Cálculo de energia, Representação da turbina,
Modelagem de ruído, Otimização, Edição de Relatórios; Módulo Visualização:
Visualização básica e animação, ZVI - Zonas de influência visual.

3.2 A Interface do WindFarmer

3.2.1 Espaço de trabalho do WindFarmer

A interface do WindFarmer foi projetada de maneira que seja intuitiva e de fácil


utilização. Nesta secção apresenta-se uma panorâmica da interface com uma descrição
dos diferentes elementos que a compõem e da sua maneira de interagir. A página
representada abaixo ilustra muito dos elementos da interface que serão examinados
nesta secção. Nas sucessivas secções serão fornecidas descrições exatas das
características de cada janela e de todos os módulos da interface.
77

Figura 3.1 - Interface do WindFarmer

Assim, como pode ser visto na figura acima, o WindFarmer possui quatro tipos
de Janelas diferentes:

 Janela Mapeamento;
 Janela Visualização;
 Janela Finança;
 Janela Criação de gráficos.

Cada uma destas janelas possui uma barra de ferramentas, correspondente a sua
janela, na qual estão todos os objetos para serem inseridos, manuseados ou excluídos
naquela janela.
Os diretórios de trabalho feito no WindFarmer têm um tipo de extensão
específico (.WOW). Ao criar um novo projeto, no primeiro ícone ( ) da barra de
ferramentas principal, aparece um novo diretório completamente vazio e em seguida
surgirá a Janela correspondente a Auto-composição do diretório de trabalho (Figura 2).
A Auto-composição do diretório de trabalho é necessária para começar a construção do
parque eólico, pois nela serão introduzido os arquivos com as extensões do espaço de
trabalho, definidas de maneira que as posições possam ser referenciadas.
78

Figura 3.2 - Autocomposição do diretório de trabalho

Para concluir a Auto-composição pode-se seguir uma das três vias abaixo ou
fazer uma combinação delas:
 Carregando um Arquivo do Terreno com Curvas de nível em formato

MAP de tipo ASCII, através do ícone Carrega ficheiro ou através da pasta verde( ).
Quando estiver carregado, o arquivo pode ser visualizado selecionado a rubrica
“Terreno” na Barra Visualização.Este método pode ser utilizado para outros tipos de
arquivos de curvas de nível, com diferentes extensões.
 Carregando um arquivo no tipo bitmap (.BMP) da área. Este pode ser um
mapa digitalizado ou uma foto aérea de outro tipo. Podem ser particularmente útil para
identificar as características do terreno e inserir os objetos para a projeção. Podem ser
visualizados selecionando “Fundo” na Barra Visualização.
 Carregando um arquivo mapa do tipo reticulado (.DTM). Este arquivo é
também requerido para as opções de visualização no Estudo de Projeto do WindFarmer.
Estes arquivos podem ser visualizados selecionadoa opção “DTM” na Barra
Visualização. Este método pode ser utilizado em outros tipos de mapas DTM.
As coordenadas do espaço de trabalho podem ser definidas também
independentemente dos arquivos carregados. Desta maneira é possível carregar um
arquivo do tipo.DTM que cobre uma vasta área para criar visualizações e limitar, por
exemplo, a área nas quais são calculadas as isolinhas de ruído. Para especificar
79

diretamente as coordenadas do espaço de trabalho seleciona-se a opção Extensão no


Menu Visualização.
Os arquivos estão localizados no diretório Demotada do WindFarmer. Dentre os
arquivos temos: Dados do mapa e conversão, dados sobre o vento, regime de ventos
observado, limites do parque eólico, coordenadas e numeração das turbinas.
Os arquivos com extensão .MAP contêm dados sobre a topografia a serem
inseridos no Módulo Base. Este formato corresponde ao formatoWaspASCII(diferente
do formato Wasp binário) utilizado no pacote de modelação do fluxo do vento Wasp.
Os resultados dos arquivos ASCII MAP mediante Wasp podem ser carregados
diretamente no WindFarmer.
Os arquivos ASCII MAP são produzidos mediante Wasp4/5 utilizando o
comando DUM* no menu Orografia. Os utilizadores de Wasp 6/7/8/9/10 podem usar a
opção Gravar como. Para uma descrição detalhada do formato de arquivos ASCII
WaspMAP, referir-se ao manual Wasp.
O arquivo DTM contém informações sobre as altitudes acima do nível do mar
num reticulado regular, com uma resolução tipicamente à volta dos 50 m. São
necessários no WindFarmer os Módulos Visualização e Intermitência da Sombra. Os
dados podem ser utilizados também para o cálculo do ruído e da rede elétrica. Além
disso, permite visualizar o andamento do terreno na Janela Mapeamento. Os arquivos
DTM podem ser criados no âmbito do WindFarmer pelos arquivos do tipo .MAP ou
.WRG.
O WindFarmer ainda permite que você importe imagens de fundo em diferentes
formatos como: BMP, JPG, PNG e TIF.

3.2.2 Barra Visualização


80

Figura 3.3 – Barra de Visualização

A barra de visualização, exemplificada acima, permite ao utilizador selecionar


quais os objetos da instalação (elementos) e dados visualizados na Janela Mapeamento.
Se as modificações abortadas na barra de visualização não forem
implementadasautomaticamente, é necessário pressionar o botão Atualizar na barra de
Ferramentas Principal para atualizar a Janela Mapeamento. A barra visualização pode
ser deslocada em qualquer parte da área de trabalho do WindFarmer e pode também ser
ativada ou desativada do Menu Visualizar.
Quando uma das opções: Ruído, Intermitência sombra ou ZVI na secção de
dados do Mapa é selecionada e os dados do mapa ainda não estão disponíveis para
visualização, eles serão calculados automaticamente. Uma alternativa diferente para
realização destes cálculos pode ser efetuada a partir doMenu Calcular. Uma caixa para
assinalar na parte superior da barra visualização permite que todos os objetos do mapa
sejam selecionados de uma vez só.

3.2.3 Barra de Controle

A Barra de Controlo ilustrada abaixo é composta por dois painéis


contendoInformações e Legenda.
81

Figura 3.4 - Barra de Controle

No painel das informações é mostrado os seguintes detalhes:

 Nome do projeto atualmente selecionado


 Número total de turbinas presentes no layout corrente da central eólica
 Coordenadas do cursor
 Coordenadas do ângulo inferior esquerdo da Janela Mapeamento
atualmente visualizadas
 Número de iterações efetuadas pelo Otimizador
 Produção energética líquida prevista para o sítio corrente e todos os
projetos ativos
 Fator de capacidade do parque corrente.

O painel Legenda mostra a chave de leitura dos dados mostrados na Janela de


Mapeamento. Por exemplo, ao verificar a caixa de velocidade do vento na barra de
visualização a legenda contém a cor atribuída a cada faixa de valores das velocidades do
vento.

As dimensões dos ícones também podem ser alteradas no centro do painel da


Barra de controlo, através do ícone acima.
82

3.3Módulo Base e Otimizador

O módulo base e o Otimizador do WindFarmer contém as ferramentas principais


para continuar com o projeto e com a otimização do layout de uma central eólica,
incluindo as funções de cálculo de energia da central eólica, a elaboração dos modelos
sob o ruído e a otimização do layout das turbinas. Além disso, o módulo base contém o
Painel de Controle do WindFarmer, o Estudio Turbina, funções avançadas de criação
gráficos, importação e exportação de arquivos, geração de relatórios e opções de
Controlo da Interface

3.3.1 Janela Mapeamento

Figura 3.5 - Área de trabalho da Janela Mapeamento

A janela Mapeamento pode ser considerada como a janelaprincipal do


WindFarmer poiscontém a visualização do mapa do relativo sítio referente a central
eólica. É nesta janela que é possível inserir e modificar os objetos do parque eólico. É
possível utilizar a Barra Visualização, descrita a seguir nesta seção, para determinar
quais objetos (demarcações limites, turbinas, casas etc.…) deverão ser visualizados na
janela mapeamento num determinado momento.

Figura 3.6 - Barra de Visualização


83

As informações sobre os dados calculados, como por exemplo a densidade


energética, as zonas de ruído e a ZVI (zona de influência visual) podem ser também
sobrepostas à visualização do mapa.Selecionando a janela mapeamento, visualiza-se o
Menu mapeamento e ativa a Barra de mapeamento.
Com relação a barra de menu desta janela, nela se encontram todas as
modalidades que servem para controlar o posicionamento e a modificação dos objetos
do sítio. Quando estiver ativada uma das modalidades é possível inserir os objetos
desejados clicando com o botão direito do mouse.

3.3.2 Janela Criação de Gráficos

Figura 3.7- Rosa dos ventos gerada pelo WindFarmer

A Janela Gráfico abre-se selecionando a opção “Nova Janela Gráfico” no Menu


Janela. A Janela Criação Gráficos pode ser utilizada para visualizar em forma gráfica os
resultados e os dados provenientes dos cálculos efetuados peloWindFarmer. Estão
disponíveis diferentes formatos de gráficos pré-configurados, selecionados por meio da
Barra de Gráficos ou do Menu Visualizar (quando a Janela Gráfico estiver ativa) tais
como:
 Rosa dos ventos;
 Progressão da otimização;
 Produção energética e perdas para cada Turbina;
 Níveis e limites relativos do ruído para as habitações;
 Curvas de potência e de empuxo;
84

 Intensidade de turbulência de projeto VS velocidade do vento (requer


Módula Intensidade de Turbulência);
 Intermitência de sombra nos receptores (requer Módulo de Intermitência
de Sombra).
A rosa dos ventos necessita que um mastro anemométrico seja posicionado no
projeto (Janela Mapeamento), e mostre a velocidade (m/s) e a direção do vento
diretamente do reticulado do recurso eólico à altura do reticulado. Contudo, se um
mastro tiver sido carregado utilizando o método da associação, a rosa dos ventos é
mostrada na posição e altura do mastro.
Os gráficos mostrados pelo WindFarmer relacionados a Barra de Menu são:

Figura 3.81 - Barra de Ferramentas da Janela "criação de gráficos"

(1) - Rosa dos ventos


(2) - Progressão da Otimização.
(3) - Produção Energética
(4) - Níveis e limites relativos aos ruídos
(5) – Curvas de Potência
(6) – Intermitência das Sombras nos Receptores

3.3.3 Estúdio Turbina

O estúdio turbina permite ao utilizador inserir as propriedades da turbina e


construir uma base de dados sobre as turbinas. Do estúdio turbina é possível carregar,
modificar e gravar os arquivos binários nas turbinas. Estes arquivos binários contêm
dados sobre a potência da turbina, impulso, dimensões, RPM, ruídos e dados estéticos.
A janela de diálogo estúdio turbina, onde se entra por meio do botão estúdio turbina,
contém três páginas separadas para cada tipo de turbina.
Observa-se que só após dar entrada de novos dados, o botão Aplicar deve ser
pressionado antes de introduzir parâmetros em outras páginas do Estúdio turbina.
85

3.3.3.1 Curva de Potência da turbina

Figura 3.9 - Janela onde pode-se modificar as configurações das turbinas

Nesta página é possível definir as curvas características da turbina (potência,


coeficiente de impulso, velocidade de rotação, potência reativa) em relação à velocidade
do vento na altura (m/s), juntamente com o diâmetro do rotor, altura do cubo, tensão
nominal e capacidade nominal. O formato matriz permite inserir diretamente os dados
ou introduzi-los através de copiar/colar apartir de outros programas como o Excel. Para
os utilizadores do Módulo Elétrico, nesta página é possível inserir também a potência
reativa. Além disso, a densidade do ar para a qual a curva de potência é válida deve ser
definida aqui, e estabelecido o método de regulação da potência da turbina (regulação
por efeito perda ou efeito pitch) tendo por objetivo corrigir a curva de potência em
função das densidades do ar específicas do local para cada turbina individual.

3.3.3.2 Ruído da turbina


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Figura 3.10- Janela com as configurações de ruído das turbinas

Nesta página são definidos os dados do ruído, fornecidos pelo produtor da


turbina. Entre os dados introduzidos há também aqueles relativos ao nível de potência
sonora da turbina, as penalidades tonais e, em alguns casos, os níveis de potência sonora
específicos de oitava da turbina. A proporção medida entre o nível de potência sonora e
velocidade do vento pode ser aqui definida para permitir ao utilizador elaborar modelos
do nível do ruído da turbina na base de determinadas velocidades eólicas na altura do
cubo.

3.3.3.3 Design 3D

Figura 3.21 - Visualização 3D da turbina

A página Designer 3D permite definir o aspecto físico da turbina a ser


visualizada, em todos os tipos de visualização produzida. Aparece assim na tela uma
representação tridimensional de uma turbina com eixo horizontal e o utilizador pode
determinar as dimensões de torre, lançador, cone da ponta, disco rotor e pás. É possível
representar tanto turbinas com duas pás quanto turbinas com três pás.
87

3.3.4 Elaboração de Relatórios de Energia

NoMenuArquivo selecione-se Gerar Relatório para visualizar a seguinte janela de


diálogo:

Figura 3.3 - Janela das configurações do relatório

A função principal é juntar e gerar um relatório em formato Word. O Painel à


esquerda mostra os objetos disponíveis para o relatório agrupados em tabelas ou
imagens. As imagens disponíveis são aquelas que já foram exportadas das Janelas
Mapeamento ou Visualização. Podem ser exportados também relatórios em formato
Excel(.XLS) e texto (.txt).

3.4 Módulo MCP+

O Módulo MCP+ inclui os instrumentos necessários para gerir séries temporais


da velocidade e direção do vento por meio da montagem, limpeza,calibração e
correlação para produzir o regime eólico junto ao próprio sítio sob forma de distribuição
de freqüência das velocidades e direções do vento.
Para ajudar a determinar a validade dos dados de velocidade e direção do vento,
é possível carregar e analisar em paralelo, outros dados como temperatura, pressão, ou
voltagem das baterias. A técnicaMCP(Mede – Correlaciona - Prediz) permite a
derivação de uma distribuição de freqüência de longo prazo partindo de medidas de
breve prazo efetuadas no projeto. Os outputs (resultados adquiridos com a técnica)
incluem gráficos múltiplos dos sinais, rosas dos ventos, gráficos de correlação,
resultados sobre a Intensidade da turbulência, listas dos dados e relatórios. As
88

distribuições de freqüência criadas são em formato .TAB e podem ser utilizadas


diretamente pelo softwareWAsP.

3.4.1 Interface MCP+

A janela MCP+ abre-se selecionando o comando “Janela MCP +” do Menu


Janela, como também pressionando o botão na Barra Principal das Ferramentas. Os
dados registrados são importados para o Carregador de dados através da opção“Carregar

+”
Dados MCP a partir do Menu Arquivo ou clicando no ícone da pasta azul na
+
barra de ferramentas MCP visto abaixo:

Figura 3.13 - Barra de ferramentas do módulo MCP+

O processo de funcionamento deste módulo pode ser tratado de melhor maneira


em três secções:

1. Carregamento de dados por meio do DataLoader;


2. Inspeção dos dados e definição dos dados a serem excluídos na sucessiva
análise.
3. Análise dos dados – distribuição de freqüência, rosas dos ventos, MCP.

Ao serem carregados os dados em MCP+, os mesmos são gravados numa base de


dados. Todas as modificações dos dados são gravadas automaticamente a cada vez: não
existe uma função explícita “Gravar” no módulo MCP+. Contudo, quando a Janela
MCP+ estiver fechada, o diretório de trabalho do projeto (.WOW) deve ser gravado
antes de fechar o WindFarmer.
89

3.4.2 Data Loader - Carregamento de Séries temporais

O DataLoader MCP+ permite importar séries temporais de dados de arquivo de


texto. O carregador dos dados foi programado para aceitar dados duma variedade de
data loggers. O único pressuposto é que as medidas estejam dispostas em linhas e
colunas tais que possam ser identificadas mediante a própria data e hora. Os dados
provenientes de sensores múltiplos podem ser importados num arquivo múltiplo e dados
provenientes de arquivos múltiplos podem ser reunificados.

Os dados mínimos requeridos serão:

 Para a Distribuição de Freqüência – Velocidade média e direção do vento


 Para a Intensidade de Turbulência – Velocidade média e desvio padrão
da velocidade do vento
 Para a análise MCP– Dados contemporâneos da velocidade e direção do
vento para os mastros no sítio e da estação de referência mais dados de
longo prazo ou como série temporal ou como tabela de freqüência.

Contudo, para ajudar a inspeção dos dados e verificar a validade dos mesmos
podem ser analisados outros sinais como:

 Medidas no mesmo mastro a alturas múltiplas


 Desvios padrão (para identificar os movimentos livres dos sensores)
 Temperatura (para identificar o gelo)
 Voltagem da bateria

Assim será descrito abaixo os passos para carregamento das Séries temporais:

3.4.2.1 Passo 1 Carregamento das configurações

Esta opção é útil quando se efetuam carregamentos repetidos de dados similares.


Contudo, não é útil a primeira vez que se utiliza o DataLoader.
90

Figura 3.14 - Carregamento de arquivos de dados já existentes

3.4.2.2 Passo 2: Seleção do número de linhas de cabeçalho a serem saltadas

Esta passagem é necessária para todos os arquivos. Não é, portanto, gravado no


arquivo das configurações.

Figura 3.15- Ajuste do numero de linhas e colunas referente aos dados

3.4.2.3 Passo 3: Atribuição dos delimitadores das colunas de dados

É possível usar também mais que um delimitador.O windfarmer pode aceitar


arquivos onde faltam algumas linhas de dados, porém se o período de média estiver
errado, o passo final do processo de carregamento de dados vai precisar de muito mais
tempo que o normal.
91

Figura 3.16 - Passo3: atribuição dos delimitadores

Os delimitadores de Horas (h), Minutos (m) e Segundos (s) são indicados com
“?” nas escolhas do formato da hora e data no sucessivo painel.

3.4.2.4 Passo 4: Definição dos canais

Figura 3.17 - Especificação do tipo de dado a ser mostrado na respectiva coluna

Nesta sessão Controla e específica a atribuição do formato dos canais de dados e


da hora. Tal função efetua-se pressionando a coluna e selecionando os botões Data,
Hora, Sinal ou Ignora. Para as colunas da Hora e da Data, o formato dos dados deve ser
definido escolhendo entre os dois menus. Para à hora é necessário introduzir o período
médio e indicar o início ou o fim do período médio. É também possível introduzir uma
translação temporal (offset) para corrigir todos os erros sistemáticos no horário.
92

Quando se seleciona um Novo Mastro, é necessário introduzir o nome do


mastro. Note-se que o nome do mastro pode incluir letras, números ou underscore, mas
não pode começar com um número.

Figura 18 - Criação de novos mastros

Os valores de latitude e longitude introduzido, aparecerão no output da tabela de


freqüência (arquivo.TAB) assim como requerido pelo WasP.
O mesmo acontece, quando se seleciona um “Novo Sensor”.É necessário
selecionar o tipo de sensor para o sinal que será processado.

Figura 3.19- Janela de criação de novos sensores para os mastros

Para o anemômetro, será determinada uma altura que aparecerá como saída na
tabela de freqüência que será utilizada pelo WasP;
Nota-se que se as informações fornecidas no Passo 4estiverem incompletas, não
será possível avançar à passagem sucessiva. Parênteses e quadrados aparecerão à volta
da etiqueta onde serão necessárias maiores informações.
93

As unidades de trabalho são fixas para cada tipo de sinal. Assume-se que as
velocidades sejam atribuídas em m/s e as direções em graus no sentido horário de norte.
Se os dados originais forem duma diferente unidade de medida, estes podem ser
corrigidos por meio dos fatores de calibração na sucessiva passagem.

3.4.2.5 Passo 5: Calibração dos Sensores

Para cada sensor é possível acrescentar ou alterar os fatores de calibração. Se o


data logger já tiver aplicado os fatores de calibração, estes deverão ser introduzidos nos
painéis em cima. Nos painéis em baixo, terão que ser introduzidos os novos fatores de
calibração a serem aplicados.

Figura 3.20 - Calibração dos sensores utilizados

3.4.2.6 Passo 6: Gravação do arquivo das configurações

Figura 3.21 - Janela de gravação dos dados com as alterações feitas nos passos anteriores
94

As configurações dos mastros, sensores e calibrações introduzidas nos Passos 4


e 5 podem ser gravadas como (com formato .wdls) e reutilizados para carregar no futuro
um conjunto de dados de formato similar.
No caso de encontrar uma linha que não reflita as especificações, por exemplo,
se faltar uma coluna ou se o horário indicar um tempo inferior ao esperado, então se
voltará ao Passo 2 para tornar a especificar o formato de dados para sucessivas linhas.

Figura 3.22 – Janela de correção do formato das linhas e colunas caso haja uma falta de dado

Se nas novas linhas houver uma data e um horário idêntico à precedente linha
existente, aparecerá um painel que mostrará os intervalos de dados sobrepostos.
Quando a importação estiver completa, o utilizador volta a operar na janela
principal do módulo MCP+. Aqui os Mastros, os Sensores e os Sinais são mostrados
segundo uma estrutura (chamada de árvore) como mostrado a seguir.

Figura 3.23- Disposição dos mastros e sensores na página do módulo MCP+

A árvore pode ser expandida para mostrar os sensores e os sinais. O símbolo ao


lado de cada nome do sensor indica o Tipo de Sensor.
Após o carregamento dos dados, estarão disponíveis relatórios dos arquivos
carregados e informações do projeto a partir da sequencia:MenuArquivo> Relatórios
MCP+. O relatório sobre as informações do projeto inclui os cabeçalhos originais, como
95

também, detalhes sobre as atribuições dos sinais e das memórias das linhas excluídas
pela filtragem inicial se houver.

3.4.3 Editar Mastros, Sensores e as Calibragens

As informações sobre os mastros e os sensores são inspecionáveis e modificáveis


utilizando à tecla direita do mouse no Mastro ou Sensor,mostrado na estrutura em
árvore, e selecionando Propriedades. Esta informação pode igualmente ser alterada
usando os botões da barra de ferramentas MCP+.

Figura 3.24 - Janela das informações específicas para cada sensor utilizado

3.4.4 Inspecionando e visualizando dados

O software também permite a criação de gráficos a partir dos dados importados


anteriormente, selecionando o sinal na estrutura da árvore e carregando-o com a tecla
direita do mouse para desenhar o gráfico. O gráfico representa os dados originais, as
modificações devidas às calibrações não são mostradas. A altura do gráfico é
modificável arrastando para baixo a parte inferior da janela. Os dados são inspecionados
por meio das teclas direção e a tecla central do mousepara efetuar um zoom dos dados.
Pressionando sobre a área do gráfico, o zoom será centrado naquele ponto.
96

Figura 3.25 - Representação gráfica dos dados inseridos

Se todos os dados não desejados tiverem sido removidos antes de ser carregados
no WindFarmer, não existe nenhuma necessidade de operar uma limpeza dos dados e é
possível proceder diretamente com a Análise dos dados. Contudo, na maior parte dos
casos, os dados deverão ser inspecionados e dever-se-á proceder com exclusões.
Os sinais excluídos podem ser visualizados e modificados por meio do Painel
Exclusão Dados, acessível com a tecla direita no Gráfico do Sinal ou na Árvore ou com
o Menu Ações > Excluir Dados.

3.4.3.1 Procedimento MCP

A metodologia Mede-Correlaciona-Prediz (MCP) faz uma predição estatística


do vento de longo prazo junto da central eólica, utilizando curtos períodos de medição
no parque e correlacionando-os com uma série temporal mais longa medida numa
estação meteorológica de referência mais próxima.

Figura 3.26– Panorama esquemático do método MCP+


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Em geral, a metodologia MCP, correlaciona duas séries temporais


contemporâneas, utilizando uma estação de referência e um mastro no sítio, aplicando,
portanto, as relações de correlação (às vezes denominados fatores de aceleração) para
estimar as estatísticas do vento em longo prazo junto ao sítio. Os resultados das
correlações são utilizados para ajustar a distribuição de freqüência de longo prazo junto
à estação de referência e predizer tanto a velocidade e a direção do vento, quanto à
distribuição de freqüência ao sítio. Esta distribuição de freqüência poderá ser utilizada
para iniciar o modelo do fluxo do vento no WAsP para determinar as variações locais
do vento para o micrositing das turbinas.

O instrumento MCP no WindFarmer determina a correlação em base direcional


entre dois mastros, aplicando-as portanto aos dados de longo prazo da estação de
referência. Estes dados de longo prazo podem estar tanto na forma de série temporal tal
como sob a forma de distribuição de freqüência.

Efetuado uma análise MCP, poder-se utilizar uma série de dados mais longa
para predizer o output(resultado) energético da própria central eólica. Este, dependendo
da qualidade da correlação, poderá reduzir a incerteza dos resultados.

Selecionado o Menu Ações > MCP, entra-se na janela de diálogo Mede-


Correlaciona-Prediz

Figura 3.27 - Janela de diálogo MCP

Aqui podem ser escolhidos os mastros e os sensores, presentes na árvore, que


devem ser correlacionados.
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3.5 Resultados e Conclusões do Estudo Feito

A partir do estudo de alguns módulos do software WindFarmer já foi possível ter


uma boa assimilação do quanto o programa é importante para a construção de parques
eólicos. Com o projeto DEMO, oferecido pelo programa, foi feito aplicações como
inclusão de turbinas, inclusão de mastros, cálculos de vento, etc. Também foram
gerados gráficos, a partir dos dados já inclusos na versão demonstrativa, como pode ser
visto logo abaixo:

Figura 3.28 - Gráficos dos resultados obtidos a partir do projeto DEMO

Como foi utilizado para o estudo a versão demo do software, assim algumas
funcionalidades do WindFarmer foram restritas, principalmente em relação ao módulo
MCP+. A intenção era utilizar o dados meteriológicos das cidades trabalhadas no projeto
de pesquisa, coletados através do Inmet, no entanto a versão DEMO impossibilitou a
utilização dos mesmos porém foi possível observar com os dados existentes, a aplicação
deste módulo, permitindo inspecionar os dados, ajustá-los e, se for preciso, excluí-los
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para as sucessivas análises. O utilizador pode, portanto produzir tabelas de frequência e


rosa dos ventos, analisa a intensidade da turbulência e predizer as estatísticas de vento
de longo prazo, por meio do processo Mede-Correlaciona-Prediz.